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ALINE CADINHO

CENTRO DE REABILITAÇÃO PARA DEPENDENTES QUÍMICOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau em Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador (a): Ricardo Wagner Alves Martins.

São Paulo 2016


Elaborada pelo sistema de geração automática de ficha cartográfica do Centro Universitário Senac São Paulo com dados fornecidos pelo autor(a):

Cadinho, Aline Centro de reabilitação para dependentes químicos/ Aline Cadinho – São Paulo (SP), 2016 Trabalho de Conclusão de Curso – Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo Centro Universitário Senac, 2016 Orientador (a): Ricardo Wagner Alves Martins 1. Centro de Reabilitação. 2. Dependentes Químicos. 3. Ressocialização 4. Arquitetura


ALINE CADINHO

CENTRO DE REABILITAÇÃO PARA DEPENDENTES QUÍMICOS Monografia

apresentada

em

cumprimento

às

exigências acadêmicas parciais para obtenção do grau de Bacharel à Banca examinadora do Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro.

Aprovada em:

/

/

Banca Examinadora:

_______________________________________ Orientador (a): Ricardo Wagner Alves Martins

_______________________________________ Examinador (1):

_______________________________________ Examinador (2):


Dedico este trabalho à minha família, que me ajudou e apoiou durante esta etapa de minha vida, pois é na família onde se encontram os alicerces da vida, e sem este apoio tudo teria sido em vão.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a deus por não me fazer desistir nunca. A minha família pelo apoio e compreensão durante todos esses anos. Ao meu orientador Ricardo Wagner Alves Martins por ter me auxiliado. Aos professores pelos conhecimentos que me passaram. A minha melhor amiga Débora Estevam, por me acompanhar nas visitas técnicas. Ao meu amigo Luan dos Santos que me ajudou quando precisava. Ao meu amigo Jardel Flose pelo apoio e assistência. A Ana Cristina do Amaral, Ângela Padovani e Amanda Miyazaki por me acompanharem todos esses anos.


“Nossa recompensa se encontra no esforço e não no resultado. Um esforço total é uma vitória completa. ” Mahatma Gandhi (1869-1948).


RESUMO

Meu projeto de arquitetura refere-se a um centro de reabilitação, com internações, para dependentes químicos. Será implantado na região de Parelheiros -SP, para atender as necessidades desses dependentes por meio de terapias e atividades, proporcionando uma melhor qualidade de vida para todos que possuem essa doença e que requerem um tratamento especializado, onde estes encontrem recepção coerente com seu estado de saúde. Como trabalho de conclusão de curso, decidi propor este tema por ser um problema urgente na sociedade atual e principalmente por conceber as adequações entre a arquitetura, a psiquiatria e a psicologia, considerando-os para a criação de diferentes espaços do centro de maneira que sejam relevantes no tratamento, colaborando para a percepção do dependente químico por meio desses ambientes, auxiliando-os no tratamento e na comunicação, para a obtenção de resultados positivos.

Palavras-Chave: Centro de reabilitação, ressocialização, dependentes químicos, Paisagem, arquitetura.


ABSTRACT

My architecture project refers a rehabilitation center to drug addicts. It will be placed in Parelheiros City, SP, with admissions, in order to attend their necessity for means of therapies and activities, providing a better quality of life for the ones who have this disease and want a speliazed treatment, where they can find coherent reception according to their health conditions. As a conclusion of the course of this work I decided for this theme to be an urgent problem in today society and mainly to designing adjustments between architecture, psychiatry and psychology, considering to create different spaces of the center so that be relevant in the treatment, contributing to the perception of addict through these environments, assisting them in the treatment and communication in order to obtain positive results.

Keywords: Rehabilitation center, addiction, resocialization, landscape, architecture.


LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS

Gráfico 01 – Pg. 78 Drogas que causam maiores danos

Gráfico 02 – Pg. 84 Uso de drogas por jovens em cumprimento de medidas socioeducativas

Tabela 01 – Pg. 85 Uso de drogas psicotrópicas (exceto álcool e tabaco)

Tabela 02 – Pg. 86 Uso na vida de diferentes drogas psicotrópicas

Tabela 03 – Pg. 87 Motivação pela qual foram levadas a morar na rua

Gráfico 03 – Pg. 88 Distritos municipais com maior presença de moradores de rua

Tabela 04 – Pg. 133 Características de aproveitamento, dimensionamento e ocupação do lote

Tabela 05 – Pg. 136 Programa de necessidades


LISTA DE IMAGENS

Imagem 01 – Pg. 82

Imagem 09 – Pg. 97

CAPS-AD Jabaquara

Capela da clínica Arte de Viver

Imagem 02 – Pg. 82

Imagem 10 – Pg. 98

CAPS-AD Jabaquara

Área externa da clínica Arte de Viver

Imagem 03 – Pg. 83

Imagem 11 – Pg. 98

CAPS-AD Vila Mariana

Acolhimento da clínica Arte de Viver

Imagem 04 – Pg. 94

Imagem 12 – Pg. 99

Vista da Clínica Vila Serena

Implantação do CREDEQ

Imagem 05 – Pg. 94

Imagem 13 – Pg. 100

Área externa da clínica Vila Serena

Implantação do CREDEQ

Imagem 06 – Pg. 96

Imagem 14 – Pg. 101

Área externa da clínica Vila Serena

Vista do CREDEQ

Imagem 07 – Pg. 96

Imagem 15 – Pg. 101

Academia da clínica Vila Serena

Área Externa do CREDEQ

Imagem 08 – Pg. 97

Imagem 16 – Pg. 103

Vista da clínica arte de viver

Localização do centro psiquiátrico


Imagem 17 – Pg. 103

Corte da Sister Margaret

Salas de terapia do centro psiquiátrico

Imagem 28 – Pg. 112

Imagem 18 – Pg. 105

Vista do Centro de reabilitação psicossocial

Sala de terapia do centro psiquiátrico

Imagem 29 – Pg. 112

Imagem 19 – Pg. 105

Área interna do Centro de reabilitação psicossocial

Vista do centro psiquiátrico

Imagem 30 – Pg. 114

Imagem 20 – Pg. 105

Implantação do Centro de reabilitação psicossocial

Entrada do centro psiquiátrico

Imagem 31 – Pg. 115

Imagem 21 – Pg. 106

Planta térreo do Centro de reabilitação psicossocial

Implantação do centro psiquiátrico

Imagem 32 – Pg. 116

Imagem 22 – Pg. 107

Telhado verde do hospital psiquiátrico Helsingor

Corte do centro psiquiátrico

Imagem 33 – Pg. 116

Imagem 23 – Pg. 107

Vista do hospital psiquiátrico Helsingor

Corte do centro psiquiátrico

Imagem 34 – Pg. 118

Imagem 24 – Pg. 108

Corredor do hospital psiquiátrico Helsingor

Espaço sagrado da sister margaret

Imagem 35 – Pg. 119

Imagem 25 – Pg. 108

Diagramas do hospital psiquiátrico Helsingor

Pátio da sister margaret

Imagem 36 – Pg. 120

Imagem 26 – Pg. 110

Planta 1 pavimento do hospital psiquiátrico Helsingor

Planta térreo da sister margaret

Imagem 37 – Pg. 121

Imagem 27 – Pg. 111

Planta

térreo

do

hospital

psiquiátrico

Helsingor


Imagem 38 – Pg. 123

Imagem 49 – Pg. 128

Mapa geral: Clínicas de reabilitação

Comércio da Av. Sadamu inoue

Imagem 39 – Pg. 124

Imagem 50 – Pg. 129

Localização do terreno

Mapa dos distritos

Imagem 40 – Pg. 124

Imagem 51 – Pg. 130

Localização do distrito de Parelheiros

Topografia do terreno

Imagem 41 – Pg. 126

Imagem 52 – Pg. 130

Vias principais e transporte

Topografia do terreno com curvas de níveis

Imagem 42 – Pg. 127

Imagem 53 – Pg. 131

Vista do terreno

Mapa de usos

Imagem 43 – Pg. 127

Imagem 54 – Pg. 132

Vista do terreno

Mapa de uso e ocupação do solo

Imagem 44 – Pg. 127

Imagem 55 – Pg. 135

Vista do terreno

Setorização

Imagem 45 – Pg. 127

Imagem 56 – Pg. 139

Entrada do terreno

Implantação

Imagem 46 – Pg. 128

Imagem 57 – Pg. 140

Rua Jaceguava

Planta de cobertura

Imagem 47 – Pg. 128

Imagem 58 – Pg. 141

Av. Sadamu inoue

Corte aa

Imagem 48 – Pg. 128

Imagem 59 – Pg. 141

Av. Teotônio Vilela

Corte bb


Imagem 60 – Pg. 142

Imagem 69 – Pg. 147

Corte cc

Vista do centro e do refeitório 3d

Imagem 61 – Pg. 142

Imagem 70 – Pg. 148

Corte dd

Entrada do centro 3d

Imagem 62 – Pg. 143

Imagem 71 – Pg. 149

Elevação leste

Vista do embarque e desembarque 3d

Imagem 63 – Pg. 143

Imagem 72 – Pg. 150

Elevação oeste

Entrada do centro 3d

Imagem 64 – Pg. 143

Imagem 73 – Pg. 151

Elevação sul

Jardim para residentes 3d

Imagem 65 – Pg. 143

Imagem 74 – Pg. 152

Elevação norte

Sala de terapia ocupacional 3d

Imagem 66 – Pg. 144

Imagem 75 – Pg. 153

Implantação 3d

Vista do centro 3d

Imagem 67 – Pg. 145

Imagem 76 – Pg. 154

Vista do centro 3d

Vista do centro 3d

Imagem 68 – Pg. 146 Vista do centro 3d


LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária CAPS – Centro de Atenção Psicossocial CAPS-AD – Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas CNJ – Conselho Nacional de Justiça CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos CREDEQ – Centro de Referência e Excelência em Dependência Química FEBEM – Fundação Estadual para o Bem-estar do Menor OMS – Organização Mundial de Saúde SENAD – Secretária Nacional Antidrogas SUS – Sistema Único de Saúde ZPDS – Zona de Proteção e Desenvolvimento Sustentável


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 76 1

Dependência Química ................................................................................................ 78 1.1

Histórico do Tema.................................................................................................. 79

1.2

Principais Drogas Consumidas .............................................................................. 78

1.3

Combate à droga no Brasil .................................................................................... 80 1.3.1 Estrutura pública atual .................................................................................... 81

1.4

Drogas nas escolas ............................................................................................... 83

1.5

Dependentes nas ruas ........................................................................................... 86

2

Influência do espaço no comportamento humano ................................................... 89

3

Acessibilidade, Conforto e Ergonomia ..................................................................... 91

4

Estudos de caso ......................................................................................................... 93

5

4.1

Clínica Vila Serena, SP.......................................................................................... 95

4.2

Clínica Arte de Viver, SP ....................................................................................... 98

4.3

CREDEQ, GO ...................................................................................................... 100

Referências projetuais.............................................................................................. 102 5.1

Centro Psiquiátrico Friedrichshafen ..................................................................... 104

5.2

Sister Margaret Smith Addictions Treatment Centre ............................................ 109

5.3

Centro de Reabilitação Psicossocial .................................................................... 113


5.4 6

Hospital Psiquiátrico Helsingor ............................................................................ 117

O Projeto ................................................................................................................... 122 6.1

Localização e Principais acessos......................................................................... 123

6.2

Levantamento fotográfico .................................................................................... 127

6.3

Histórico do Local ................................................................................................ 129

6.4

Leitura Urbana/ Mapas e Diagnósticos ................................................................ 130

6.5

O Programa ......................................................................................................... 134

6.6

Setorização .......................................................................................................... 135

6.7

Programa de necessidades ................................................................................. 136

6.8

O Projeto Final ..................................................................................................... 137 6.8.1 Implantação .................................................................................................. 139 6.8.2 Planta de Cobertura ...................................................................................... 140 6.8.3 Cortes ........................................................................................................... 141 6.8.4 Elevações ..................................................................................................... 143 6.8.5 Maquete 3d................................................................................................... 144

7

Considerações finais ................................................................................................ 155

8

referências bibliográficas......................................................................................... 157


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INTRODUÇÃO


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Crescendo cada vez mais na sociedade e envolvido por preconceitos de abuso de drogas, é reconhecido hoje, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença, e como outras, requer tratamentos especializado. O vicio nessas substâncias, acabam gerando problemas sociais, físicos e familiares, e deve ser investigado e tratado com uma maior compreensão e possível relação. Com um número grande de usuários, centros de reabilitação têm surgido, e a maioria deles funcionam como sítios ou fazendas, onde ficam internados e de certa forma “isolados” da sociedade. O governo então, criou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) usado como um hospital-dia, não ocorrendo internação, quando é necessário, os dependentes são direcionados a um hospital geral ou psiquiátrico. No caso da dependência química, foi feito o CAPS-AD II que trata de dependentes em álcool e drogas. Foi proposto um centro de reabilitação para dependentes químicos no distrito de Parelheiros - SP. A região possui poucas clinicas de tratamento, por isso, o objetivo é criar um centro onde o público alvo será de pessoas com síndrome de dependência química, e atenderá todos os tipos de públicos, de todas as idades, haverá internação para que o usuário seja tratado no mesmo local, adequado para que essas pessoas possam recuperar a sua condição física e psicológica, trazendo oportunidades para reconstruir suas vidas, ajudando a enfrentar os traumas e vícios, a partir de sua vontade, através de terapias e atividades. Os espaços criados foram pensados para auxiliar no tratamento, de forma que o usuário se sinta bem no centro e não o veja como um hospital, e através da arquitetura, pode-se atingir um modelo de tratamento diferenciado, obtendo resultados positivos na vida dos dependentes, neste caso, na cura. O conceito é que a paisagem seja a principal fonte de terapia. O local escolhido para a implantação do projeto possui uma forte presença da natureza, tem todas as características necessárias para o centro de reabilitação para dependentes químicos, pois se encontra em um local acessível, utilizando-se de transportes públicos bem como veículos particulares, ajudando desta forma as pessoas da região, e outras pessoas que precisam deste tipo de tratamento. Será um local de aprendizado e palestras, a fim de orientar e conscientizar toda a população. Alguns espaços do centro, como as salas de terapia e as áreas verdes serão abertos para o público quando houver eventos e palestras onde a sociedade poderá participar.


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DEPENDÊNCIA QUÍMICA


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1.1

Histórico do Tema

Analisar a dependência química atualmente estabelece um pensamento como a droga foi vista ao longo da história, hoje em dia é um problema de ordem social, que tem recebido bastante atenção, movimentando tanto o sistema de saúde quanto a sociedade em geral, de modo que a dependência química é algo presente para se falar, uma vez que somente a partir da segunda metade do século passado o conceito de dependência é mais focado em transtornos mentais com um conjunto de sintomas, ou simplesmente como uma mudança de caráter (Ribeiro, 2009, p.208). Discutir sobre a utilização de drogas levanta questões diretamente relacionadas no campo da saúde, pois saúde, doenças e drogas, foram sempre presentes na história da humanidade, ou seja, as drogas existem em tempos antigos e em todas as culturas e religiões. Porque o homem sempre procurou, através dos tempos, formas de aumentar o seu prazer e diminuir sua dor usando produtos naturais para obter esse estado, na consciência do homem é favorecer uma melhor conexão com sobrenatural, como no caso do álcool que foi utilizado para proporcionar um contato com os deuses, e segundo os gregos compreenderam que as drogas é uma forma de cura (Martins & Corrêa, 2004). Já a medicina de hoje caracteriza droga como: “qualquer substância capaz de modificar o funcionamento dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento” (OMS, 1978). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as drogas são capazes de alterar funcionamento metal, elas atuam em nosso cérebro, alterando maneiras de sentir, pensar, agir e cada substância é capaz de causar diferentes reações. Viver com um dependente químico não constitui tarefa fácil, pois são frequentes as brigas familiares e, consequentemente, os divórcios, uma vez que o usuário de droga pensa, na maioria das vezes, de modo egoísta quando está sob o efeito da droga e tem o pensamento voltado ao uso da substancia pela qual está dependente. Ainda, o usuário de substancia psicoativa tem perdas individuais como: perdas do emprego, bens pessoais, prejuízos a saúde e rompimento do vínculo familiar. (Silva, 2010)

De acordo com a Silva (2010), o consumo excessivo dessas substâncias, faz o dependente agir de forma impulsa e repetitiva, usando a droga para aliviar tensões, ansiedades, medos, e não conseguindo controlar-se. Segundo Silveira Filho (1995) acrescenta ainda, que para


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esses indivíduos as drogas começaram a desempenhar um papel central em suas vidas, que por meio do prazer, ela abastece vazios importantes, tornando-se essencial para o funcionamento psicológico. E quebrando estas substâncias é algo muito difícil, tendo sua vida afetada e experimentando o intenso sofrimento físico e mental. A maioria das pessoas que consomem drogas, em geral, fazem por curiosidade e as utilizam uma vez ou outra, sem maiores consequências, e quando se caracteriza um dependente é quando ele passa a usar drogas de forma intensamente, diariamente, com consequências prejudiciais. Essas drogas são licitas e ilícitas, as chamadas licitas são aquelas legalizadas, como álcool e cigarro, e as ilícitas são as proibidas pela legislação brasileira, como crack, cocaína entre outras. É essencial lembrar que são os costumes e tradições de cada sociedade é que dão referência ao uso de drogas em festas e cerimônias e, agora, o uso dessas substâncias está em todos os lugares e por pessoas de diferentes grupos e realidades. A dependência química é classificada por dois fatores, a física e a psicológica, o primeiro fator se caracteriza pela presença de sintomas fisiológicas, incluindo convulsões, calafrios e tremores, e aparecem quando a pessoa para de consumir a droga e reduz o seu uso, esses sintomas dependem do tipo de substância utilizado e aparecem horas ou dias após o que é consumido pela última vez, a dependência física pode ser tratada. Já a psicológica apresenta um estado de indisposição e irritabilidade que surge quando o dependente para de usar as drogas, essa dependência quase sempre faz com que uma pessoa volte a usar, ela é de difícil tratamento e não pode ser resolvido de forma relativamente rápida, mas com terapia correta e muito cuidado adequado, todos os dependentes um dia podem dar um retorno em suas vidas. Muitas vezes os profissionais que estão no atendimento a dependência química, não sabem lidar com este problema, pois não aprenderam nos cursos de graduação (Ochini & Teixeira, 2006). Mas para discutir essa questão é abordar o modelo biopsicossocial da saúde, assim, de acordo com Leite (2000) o tratamento da dependência química deve envolver o dependente de vários fatores, cada droga tem seu grau de dependência dificultando seu diagnóstico, o tratamento consiste em parar de consumir e se manter em abstinência, o processo do tratamento depende da vontade do indivíduo, fazendo terapias com outros dependentes com a maior frequência e pelo maior tempo possível, um dependente que participa de terapia durante dois anos tem a probabilidade de 80% de recuperação.


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1.2

Principais Drogas Consumidas

Nesse tópico, serão apresentados algumas das principais substâncias mais vendidas e consumidas no mundo, sendo que elas são de fácil acesso, provocando dependências, danos graves e risco de morte. Algumas dessas substâncias são licitas e ilícitas, com pessoas consumindo de maneira exagerada e compulsiva e enfrentando problemas de dependências com esses produtos vendidos. Tais como o álcool que é conhecido desde os tempos antigos e aproveitado em quase todas as culturas, embora ele tem uma maior aceitação social, é uma droga que atua no funcionamento mental e pode causar a alteração de comportamento. O álcool é considerado um problema de saúde quando o consumo começa a ser exagerado, e este exagero relacionar várias questões preocupantes, como acidente de transito, violência e alcoolismo. A partir desse gráfico 01 ao lado, mostra-se que a droga mais perigosa e grave é o álcool, causando problemas à sociedade. Outra droga que é comum e causa grandes problemas na saúde pública, é o tabagismo, é uma droga prejudicial que provoca doenças e mortes. A substância que tem no tabaco é a nicotina, causando uma forma de prazer, status e sensualidade em fumar. Com o passar do tempo, o corpo já faz com que o usuário se sinta irritado sem fumar, tende a precisar de um novo cigarro em um curto período. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 1,1

Gráfico 01 – Drogas que causam maiores danos (Fonte: http://projetodeacao2010drogas.zip.net/)

bilhão de fumantes no mundo, matando mais que outras drogas ilícitas, a cerca de 10% dos fumantes tem seu primeiro cigarro na boca já causando vários problemas de saúde.


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Existem também as drogas ilegais, tais como a maconha, é a droga de entrada para o consumo de outras, ela é barata e de fácil acesso entre os jovens, conhecida como base, é consumida quando inala a fumaça produzida por uma erva já desidratada em um papel de seda. Os efeitos são facilmente vistos pelos outros, como irritação nos olhos, boca seca, pupilas dilatadas [...] (Posterli, 1997, p. 147; Longenecker, 2002, p. 93). Essa substância causa uma síndrome de desmotivação, interferindo com a aprendizagem, memória e fertilidade. Outra substância conhecida é a cocaína, conhecida como pó (Longenecker, 2002, p. 59). É uma droga extraída de uma planta conhecida como coca, é uma pasta da cor branca ou marrom, com cheiro adocicado (Somoza, 1990, p. 23). Ela atua no sistema nervoso central, ou seja, o seu desempenho está no cérebro e da medula espinhal, apenas os partidos que governam os pensamentos e as ações das pessoas. Os seus efeitos são alucinações, escutar zumbidos [...] e levando o usuário a loucura (Croce; Croce Junior, 2004, p. 635). O usuário tende a usar doses maiores e constantemente, causando agressividade, e brincando na maioria das vezes com a morte. O crack é uma substância mais barata e 5 vezes mais forte em relação a cocaína, é traficado nas ruas sob aparência da cor branca ou cinza amarelado em pedaços, estes mesmos podem ser inalados em cigarros ou cachimbos. A capacidade dessa droga destrói o corpo humano, pois permite a libertação de uma série de compostos diretamente absorvidas através dos pulmões e do sangue, causando distúrbios no equilíbrio do corpo (Leite, 2000, p. 85). As sensações maravilhosas geradas pelo crack, a intensa compulsão que provoca não permite a entrada de outra droga, seja porque não há espaço para se pensar nelas, seja porque o dinheiro é todo canalizado para o seu consumo. Não se imagina separar uma parte gastá-la em outras drogas (Leite, 2000, p. 221).

Segundo o depoimento de um dependente que o Leite (2000) citou, o crack é uma droga responsável pelo desenvolvimento de lealdade incrível no dependente que torna a sua utilização, e também essa droga pode iniciar uma série de atos criminosos no momento que o dependente já não consegue pagar suas próprias despesas. LSD é uma droga que é capaz de fornecer um estado psicodélico no dependente tornando seu uso em pequenas proporções. De acordo com Posterli (1997) “30 microgramas da droga é suficiente para proporcionar um estado mental de mudança [...]”. Causando efeitos terríveis sobre a mente do dependente, provocando sentimentos novos e coloridos, experimentando visões, levando o dependente criar ilusões


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e desilusões, também pode ocorrer um fenômeno de “flashbacks” (Jordan, 1986, p. 42), que podem sentir os efeitos em uma semana ou um mês sem a utilização da substância. Segundo Longenecker (2000) e Posterli (1997) a droga é vendida em pequenos pedaços de papel muito fino, comercializado como a forma de quadrado de gelatina e também sob a forma de pequenas etiquetas, alguns usam como lentes de contato, colocando nos olhos, causando efeito mais rápido. Por último o ecstazy, é uma das drogas mais recentes do mercado, de acordo com Jordan (1986) “como uma droga sintética produzida em laboratório”. Ele veio a ser visto como um “tira apetite”, mas devido a efeitos adversos foi retirado do mercado legal. O uso dessa droga é marcado pela cultura rave, geralmente em áreas abertas, a festa pode durar 72 horas, com base nesta informação, deve-se notar que um único comprimido dura 10 horas, e o usuário pode tomar 2 a 3 comprimidos para manter o estado alterado (Longenecker, 2002, p. 67). Segundo Posterli (1997), “a principal finalidade do uso da droga são euforia, bem-estar e a capacidade de perder a timidez [...]” Mas o risco é exatamente esse sentimento de poder que a droga passa, esta leveza, satisfação e movimento é como uma imaginação que a mente passa.

1.3

Combate à droga no Brasil

Juntamente com os Estados Unidos, o Brasil desenvolve ações e luta para ter penas duras para o tráfico, essa luta vem da era colonial, com a ideia de que as drogas seriam ruins para o país no século passado e causando um grande problema de saúde, bem como problemas com a segurança pública. Logo após um acordo com sul-americano, o Brasil aderiu a lei 6.368/1976, conhecido como lei de drogas, na qual o traficante é separado do usuário, mais tarde a constituição federal define o tráfico de drogas como um crime onde não há possibilidade de soltura com o pagamento de fiança. . Em seguida veio o surgimento da secretaria nacional antidrogas (SENAD), que faz parte do governo federal e dá apoio


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aos outros estados. Depois de anos criaram uma nova lei de drogas, que revogou a legislação anterior (lei n° 11.343/06), com essa lei elimina a pena de prisão ao dependente, isto é, pessoas que usam drogas para consumo próprio. A legislação brasileira está se importando com dependentes em recuperação, mas, infelizmente, na prática, isso não acontece. Os usuários com baixa renda não encontram facilmente lugares públicos com tratamento, porém as classes médias podem recorrer a clinicas privadas que em sua maioria são muito caras. Enfim, abordar o assunto ao combate, é afim de ser capaz de reduzir o consumo para encontrar maneiras de prevenir, não é uma tarefa fácil. Sendo rodeado por medos, duvidas e desinformação e muitas vezes tendo tabu desse assunto, e agravando assim as possiblidades de uma luta eficaz. A cada ano aumenta os valores de apreensões de drogas, policiais batalhando e lutando contra a criminalidade com muitas tentativas frustradas, e cada vez mais traficantes migrando para outras regiões, aumentando ainda mais a distribuição dessas substâncias para outros países.

1.3.1 Estrutura pública atual

Hoje, a ênfase na busca de uma solução para usuários de drogas na cidade de São Paulo tem sido uma grande dor de cabeça para o governo. Os projetos aprovados e praticados, parecem não ter atingido o nível esperado, pois menos da metade do centro de atenção psicossocial (CAPS) não faz o que diz, os elementos, tais como a existência de um plano de tratamento para instituição e para cada paciente, não é encontrado na maioria dos centros, alguns não tenham um responsável médico, uma integração com serviços da comunidade e muito menos registro, com essas falhas e má coordenação com os recursos comunitários, o CAPS revela-se ser incapaz de desempenhar as funções para as quais foram criados. Ele não é suficientemente estruturado para cuidar e atender casos mais graves, como o menos complexo, não é capaz de funcionar como uma rede que garante a assistência de qualquer tipo de doença mental, porém precisam de mais investimentos em infraestrutura, recursos humanos e uma melhora constante no processo de capacitação de profissionais, garantindo as condições de trabalho que permitem a execução do modelo e programas planejados.


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Tendo em conta todas essas críticas, podemos ter certeza de uma coisa, os investimentos devem ser feitos para durar, um programa orientado para usuários e dependentes para que sejam atendidos como merecem e precisam. O principal programa de apoio ao viciado em todo Brasil é o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), é um programa financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que reúne dependentes químicos, adultos e crianças. Nas unidades CAPS-AD tem atendimento psiquiátrico, psicológico e oficinas terapêuticas que são oferecidas aos pacientes. Então torna-se um lugar de referência e tratamento, com intenção de prestar serviços à população de sua região, alcançando um acompanhamento e reintegração. Depois de alguns levantamentos a algumas unidades da rede, mostra negligencia e péssima estrutura encontrada nas instalações. De acordo com a Imagem 01 e 02, a unidade Jabaquara traz a má impressão de sujo, abandonado e sem qualquer manutenção.

Imagem 01 – CAPS-AD Jabaquara (Fonte: Google Maps)

Imagem 02 – CAPS-AD Jabaquara (Fonte: Google Maps)

Em um pequeno espaço, cercado por ferro velho e ainda ao lado de uma creche, que a prefeitura oferece cuidado e atende pacientes que necessitam de ajuda para sair do vício.


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Imagem 03 – CAPS-AD Vila Mariana (Fonte: Google Maps)

Com base a imagem 03, a unidade da Vila Mariana se instalou em uma casa apropriada pela prefeitura, essa unidade fica em uma região onde o uso de drogas está pesado, e ela é usada apenas durante o horário comercial. Muitas vezes, o governo cria o CAPS para os quais os resultados não são bons até agora, ou seja, a rede não é ampliada e nem se quer reformada para que a sequência necessária do tratamento seja eficaz.

1.4

Drogas nas escolas

A droga, muitas vezes ocorre nas escolas, devido a conflitos com família e a carência de ser aceito por grupos sociais são uma das razões para o uso precoce das drogas, ou o adolescente é pressionado e influenciado por grupos sociais para experimentar ou consumir


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drogas (Jezierski, 1988), ou seja, durante a adolescência o indivíduo deixa de viver apenas na família e começa a interagir com outros grupos sociais, tendo contato prévio com essas substâncias com possibilidade de se tornar um dependente químico. Segundo Vizzolto (1988), os adolescentes estão envolvidos em uma nova cultura, e veem na droga como um conceito de uma nova geração. E as vezes quando está inseguro e se vê cercado de sofrimento, perigo, angustiado, neste momento o adolescente pode apelar pelas drogas, que será capaz de solucionar seus problemas ou fugir da realidade. Alguns pais se sentem responsável pelo o que houve, se perguntando onde deu errado na educação da criança, ao saber que ela está usando essas substâncias. Outros já procuram internação aguardando uma maneira rápida de cura, há alguns que não gostam de receber a notícia, culpando as amizades ao qual a criança faz parte. Com base aos dados em um relatório pelo conselho nacional de justiça (CNJ), adolescentes que foram internados para realização de medidas educacionais no Brasil, a maioria são usuários de drogas.

Gráfico 02 – Uso de drogas por jovens em cumprimento de medidas socioeducativas (Fonte: DMF e DPJ/CNJ)

Entre as substâncias utilizadas, a maconha foi a droga mais frequentemente citada. De acordo com gráfico 02, a alta incidência de uso de psicoativos pode estar ligado ao aparecimento de atos ilegais, e a maioria são jovens delinquentes, que vieram de famílias desestruturadas, atraso escolar e a estreita relação com as drogas.


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Segundo o levantamento entre estudantes do ensino médio e fundamental da rede pública e privada da cidade de São Paulo, relatam na tabela 01 o uso maior de 16 anos, também foram observados relatos na faixa entre 10 e 12 anos.

Tabela 01 – Uso de drogas psicotrópicas (exceto álcool e tabaco) (Fonte: http://www.antidrogas.com.br/downloads/vi_levantamento.pdf)

Na tabela 02 abaixo, houve uma maior proporção masculina com uso de drogas ilícitas, enquanto feminina com uso de medicamentos.


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Tabela 02 – Uso na vida de diferentes drogas psicotrópicas (Fonte: http://www.antidrogas.com.br/downloads/vi_levantamento.pdf)

Nesse tópico, o consumo de drogas vem crescendo cada vez mais entre adolescentes nas escolas, se tornando cada vez mais precoce e com facilidade de acesso. Hoje em dia adolescentes são vistos consumindo abusivamente e isso transformou um grande desafio a sociedade, trazendo consequências à família, e apenas reprimir o uso não resolve. Quanto mais cedo acontecer o uso de drogas, mais provável que aconteça a dependência, o autocontrole no cérebro ainda está em desenvolvimento na infância e na adolescência, portanto, os indivíduos estão mais sensíveis ao uso de drogas nessas fases.

1.5

Dependentes nas ruas

As pessoas que vivem nas ruas, a maioria delas precisam de tratamento de dependência química, são levadas a esta situação por drogas ou outra direção, os usos dessas substâncias servem para anestesiar a sua angustia ou desespero, pois se encontra muito nas ruas.


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O que faz com que muitos se tornem moradores de rua é o problema familiar, ou muitas vezes com família que tem problemas com drogas ou agressão. E também crianças que foram abandonadas por seus pais e moram na rua atualmente, ou nascido de pais já sendo moradores de rua. Como mostra na tabela 03 abaixo, relata claramente que a dependência química é a principal razão pelo qual quanto maior o número de pessoas nas ruas.

Tabela 03 – Motivação pela qual foram levadas a morar na rua (Fonte: 1º Censo e Pesquisa nacional sobre a população em situação de rua)

Pelos moradores de rua, o álcool é a droga mais usado pelos mais velhos, sendo o crack a droga mais usada pelos jovens A maioria deles já ficaram interno em algum estabelecimento, como detenção, centro de reabilitação e FEBEM. Junto com o vício tem os sintomas e os problemas de saúde, reduzindo as chances de encontrar um emprego e tendo oportunidades de entrar no crime, especialmente roubo.


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Nas regiões do centro da cidade de São Paulo, como República, Sé, Santa Cecília e entre outras, é onde tem maior concentração de pessoas que moram na rua por conta de drogas (Gráfico 03). Muitas dessas pessoas não querem sair do vício, por que eles não podem, pois são vulneráveis ao tráfico, e a maioria desses traficantes vão até os moradores de rua para vender as drogas. A maioria dos moradores acabam sendo assassinados por causa de dívidas com os traficantes e em segundo muitos deles morrem por overdose.

Gráfico 03 – Distritos Municipais com maior presença de moradores de rua (Fonte: 1º Censo e Pesquisa nacional sobre a população em situação de rua)


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2 INFLUÊNCIA DO ESPAÇO NO COMPORTAMENTO HUMANO


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Muitos estudos têm sido feitos sobre a influência do espaço como atuação no comportamento humano, e observa que o espaço arquitetônico pode influenciar reações positivas ou negativas sobre as pessoas. A arquitetura pode criar espaços que auxiliem no tratamento, permitindo ver de outro modo as sensações e percepções da vida, agindo diretamente em seu íntimo, pois a percepção desafia reações afetivas com a saúde mental e seu valor recuperativo (Del Rio, 2002). As reações positivas sobre o comportamento humano, deve-se primeiro entender o usuário e notar como o espaço o afeta, portanto, tem que atender todas as necessidades, o sentimento de segurança e bem-estar que o lugar proporciona. Por isso, cada espaço deve ser bem planejado para atingir seus objetivos. Detalhes como as cores, posição e disposição dos móveis em uma sala de um hospital psiquiátrico, pode fazer uma grande diferença para a comunicação e tratamento dos pacientes podem mudar completamente a sensação da pessoa no espaço. Segundo Bachelard (1993), a casa é um lugar de conforto e privacidade, um espaço que deve juntar e abrigar a intimidade, tornando o homem protegido e acolhido. Embora a casa sendo um objeto geométrico, ela possui metáforas que acolhem o corpo humano. De acordo com Hertzberger (1996), o tamanho de um espaço deve ser suficiente para atender às necessidades, sendo adequado para colocar as pessoas à vontade. O arquiteto deve projetar o espaço, sendo utilizado e valorizado no projeto. As cores e a forma do espaço físico influenciam muito a emoção dos usuários, de formas variadas provocam reações positivas, podendo ser destacadas pelo uso das cores, e interagindo entre elas. As cores são fundamentais a luz solar, cultura, dimensão do espaço e atividades. Segundo Sommer (1973), a presença da natureza seria importante para o tratamento, garantindo o conforto visual, térmico e psicológico, sabendo que a luz natural também pode trazer reações positiva trazendo ganhos a saúde, influenciando a mente e o psicológico dos usuários (Vasconcelos, 2004), a arquitetura de instituições, muitas vezes, não dá atenção às áreas abertas, esquecendo que os dependentes químicos necessitam de espaços livres e abertos, porque precisam, às vezes, estar só. Assim, vemos que arquitetura tem muitas maneiras de influenciar as pessoas através de vários detalhes destinados a alcançar os objetivos esperados, vemos também a importância da pesquisa do conforto ambiental, a relação entre o espaço construído e espaços abertos (livres), necessárias para o projeto, de acordo com o projeto concebido. No caso de um centro de reabilitação de dependentes químicos, as preocupações são várias. Como se tratam de pessoas com vários problemas psicológicos, físicos e mentais cada espaço deve ser planejado de forma que atenda às necessidades do centro.


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3 ACESSIBILIDADE, CONFORTO E ERGONOMIA


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O planejamento de um ambiente começa com um projeto arquitetônico e se relaciona com a ergonomia, que analisa o ambiente e o humano, acessibilidade e conforto dos usuários, a partir dos estudos da influência do espaço no comportamento humano. O espaço onde o dependente é tratado está agindo diretamente em seu comportamento por isso cada lugar deve ser planejado corretamente, de modo que ele seja beneficiado por escolhas arquitetônicas produtivas. Os espaços voltados à saúde requerem essas funções; as clinicas precisam oferecer um conforto e um bem-estar aos usuários, por isso, a humanização dos espaços está ligada ao sucesso do tratamento. O centro deve manter uma aparência residencial, porque os usuários ficam isolados, é essencial não gerar lugares que ficam períodos longos sozinhos, pois existe índice de suicídio, assim, os banheiros devem ser coletivos. Para gerar reações positivas é importante o convívio dos usuários as áreas de lazer pois são os locais mais favoráveis a este contato. No caso do acolhimento, cada dormitório não deve ultrapassar 06 (seis) residentes, ofertando um espaço para os portadores de necessidades, pois cada unidade deve ter um dormitório com banheiro adaptado para PNE (Portadores de necessidades especiais). O refeitório deve ser aberto, a meu ver, sendo um local ao ar livre. Já os espaços aos médicos e funcionários, devem ser confortáveis com uso de móveis adequados, tendo um jardim para eles passarem o intervalo. A influência da luz, tem que ser estudada segundo as necessidades de cada usuário, com residentes idosos que necessitam de mais luz para realizar atividades do que os jovens e adultos, adotando sistemas com as necessidades dos usuários. Em questão das cores, elas auxiliam os usuários a terem um equilíbrio e tranquilidade. Jardins terapêuticos são espaços que aliviam dores, dando visibilidade, segurança, oportunidades e o contato com a natureza, é essencial o contato em ambiente interno e externo, pois ajuda na reabilitação dos usuários. Para melhor conforto térmico e iluminação natural, utilizar janelas amplas e um sistema para tratamento de água para reutilização das águas da chuva, para ser usadas nos jardins e lavagens dos ambientes. Todo o projeto será baseado nas exigências da norma NBR9050 (norma da acessibilidade), onde só terá rampa de acesso se tiver desnível maior que 10cm, de acordo com a norma e no estacionamento vagas exclusivas à idosos, cadeirantes e pessoas com necessidades especiais.


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4 ESTUDOS DE CASO


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Imagem 04 – Vista da Clínica Vila Serena (Fonte: www.vilaserena.com.br/sp)

Imagem 05 – Área externa da clínica Vila Serena (Fonte: A autora)


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4.1

Clínica Vila Serena, SP

A clínica Vila Serena fica situada na Zona Sul de São Paulo, em um bairro de alto e médio padrão, ela é de fácil acesso, podendo chegar em qualquer transporte. Surgiu a partir de um americano alcoólatra, que foi tratado em um centro de reabilitação, quando foi ao Brasil entrou em parceria com uma empresa, em seguida criou várias unidades da clínica, atualmente são 6, a primeira foi fundada no Rio de Janeiro, e depois surgiu as outras de vários estados, sendo duas em São Paulo. A Vila Serena tem como foco a natureza no processo de tratamento, aumentando a possibilidade de uma verdadeira mudança de atitude, princípios e sentimentos, ela atende todos os tipos de públicos, de todas as idades, com tratamento em álcool e drogas, e atualmente possui só 10 usuários. Os quartos são separados por faixa etária, os dependentes possuem programação para atividades externas e internas, como terapias, palestras, atividades feitas em grupos, individuais e com a família. O apoio a família é feito nos finais de semana, contendo palestras e discussões em grupo, aprimorando na qualidade de vida da família e do usuário. O lugar é um ambiente termicamente confortável e aconchegante, a casa é bem iluminada com ventilação, paredes brancas, arejada e rodeada por vegetação em volta da piscina e do refeitório. Possui academia, mas não tem uma estrutura boa, é um pouco degradada, ela fica localizada no terraço dos quartos, o hall de entrada e aberto contendo alguns lazeres e a sala para palestras e atividades ficam em frente a piscina, está em boas condições, ela é grande, contendo ventiladores, equipamento de som e televisão.


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Imagem 06 – Área Externa da clínica Vila Serena (Fonte: A autora)

Imagem 07 – Academia da clínica Vila Serena (Fonte: A autora)


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Imagem 08 – Vista da clínica Arte de Viver (Fonte: Facebook)

Imagem 09 – Capela da clínica Arte de Viver (Fonte: Facebook)


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4.2

Clínica Arte de Viver, SP

A clínica fica situada perto de Atibaia em Bom Jesus dos Perdões, atende todas as idades do sexo masculino com tratamento em álcool e drogas, se encontra longe do bairro, dificultando o acesso para os funcionários e familiares, não possui transporte público por perto. Tem atividades externas e internas, como cuidar de animais, hortas, assistir palestras e entre outras terapias, eventos com familiares nos fins de semana. A clínica tem uma grande presença de natureza para ajudar no tratamento dos usuários, em relação a condições térmicas, é um espaço confortável pelo ambiente natural onde está implantado, e a área externa é bem estruturada, contendo piscina e espaço para esportes, tem também uma capela que é bem estruturada por dentro, rodeada por vegetação, contendo equipamento de som e bancos. Possui 4 blocos de acolhimento, os quartos têm 4 ou 5 leitos, são bem ventilados e de bom estado, mas a iluminação artificial não é tão eficiente devido a cor das paredes, tornando o espaço escuro, só tem um banheiro em cada acolhimento.

Imagem 10 – Área Externa da clínica Arte de Viver

Imagem 11 – Acolhimento da clínica Arte de Viver

(Fonte: Facebook)

(Fonte: Facebook)


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Imagem 12 – Implantação do CREDEQ (Fonte: www.credeq-go.org.br)


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4.3

CREDEQ, GO

O centro de referência e excelência em dependência química (CREDEQ), fica situado em Goiânia, feito pelo arquiteto Luiz Botosso, possui 10.000m² de área construída, é um serviço público que atende todos os tipos de públicos com dependência química. A implantação foi planejada para estabelecer os núcleos, que são divididos por: ambulatório, adultos, adolescentes, infantil, apoio e esportivo, os 3 núcleos de faixa etária interligam por uma praça central que se comunica com a vista para o lazer, trazendo um acolhimento aos usuários, e o núcleo infantil conta com um espaço para o responsável pelo menor. No entorno a mata existente foi preservada, dando possibilidade de uma sensação térmica agradável, e a fachada frontal dá acesso aos ambulatórios. O espaço é bem estruturado, contendo lazer, aprendizagem, contemplação com o jardim, piscina, horta, canil, parquinho infantil, salas de terapia, biblioteca, informática, brinquedoteca, e áreas verdes abertas tornando o local mais agradável e confortável.

Imagem 13 – Implantação do CREDEQ (Fonte: www.credeq-go.org.br)


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Imagem 14 – Vista do CREDEQ (Fonte: www.credeq-go.org.br)

Imagem 15 – Área externa do CREDEQ (Fonte: www.credeq-go.org.br)


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5 REFERÊNCIAS PROJETUAIS


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Imagem 16 – Localização do Centro Psiquiátrico (Fonte: Google Maps)

Imagem 17 – Salas de terapia do Centro Psiquiátrico (Fonte: http://www.brunner-group.com/fileadmin/brunnergroup/products/references/ZF_Friedrichshafen/130402_Referenz_PsychFriedrichhaf en_Web-ES_rz.pdf)


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5.1

Centro Psiquiátrico Friedrichshafen

Arquitetos: Huber Staudt Architekten Localização: Alemanha Data do Projeto: 2011

Inaugurado em 2011, o novo centro psiquiátrico está situado no campus do hospital Friedrichshafen que foi construído em 1960, a proposta dessa integração foi destacar um espaço agradável oferecendo entradas em dois níveis diferentes que convide os visitantes, pacientes e os funcionários a relaxar, tendo esses espaços entre a nova construção e o hospital existente, sendo uma forma importante para o centro. O edifício segue essa inclinação natural do morro em direção ao lago, se fechando para um grande pátio verde aproveitando o contorno da ladeira, ele tem 1 a 3 andares montados em declive que leva a estrutura ortogonal do hospital. O centro pode ser facilmente percebido na paisagem e ao mesmo tempo permite belas vistas desde o seu interior. Obtém grandes salas de terapia e quartos que através do estilo e das cores das cadeiras aumentam a qualidade, com acesso direto ao jardim dos pacientes, são dispostos no piso térreo, para aproveitar a iluminação natural. A luz, o ar fresco e o ambiente acolhedor integram o conceito terapêutico, segundo o arquiteto Joachim Staudt, não quer que o edifício tenha uma aparência de hospital, mas sim marcar a diferença criando um ambiente acolhedor que lembre mais como um hotel ou uma casa, onde os pacientes podem sentir-se bem, criando um espaço com cores suaves, muita luz natural e prevalecendo o uso respeitoso dos materiais como concreto e madeira que dominam o centro interno e externamente, o concreto é usado de maneira sofisticada e o revestimento vertical composto por perfis de madeira trazendo uma aparência aberta e arejada.


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Imagem 18 – Sala de terapia do Centro Psiquiátrico (Fonte: ArchDaily)

Imagem 19 – Vista do Centro Psiquiátrico (Fonte: ArchDaily)

Imagem 20 – Entrada do Centro Psiquiátrico (Fonte: ArchDaily)


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Imagem 21 – Implantação do Centro Psiquiátrico (Fonte: http://divisare.com/projects/243222-huber-staudt-architekten-wernerhuthmacher-photography-psychiatric-centre-friedrichshafen)


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Imagem 22 – Corte do Centro Psiquiátrico (Fonte: http://divisare.com/projects/243222-huber-staudt-architektenwerner-huthmacher-photography-psychiatric-centre-friedrichshafen)

Imagem 23 – Corte do Centro Psiquiátrico (Fonte: http://divisare.com/projects/243222-huber-staudt-architektenwerner-huthmacher-photography-psychiatric-centre-friedrichshafen)


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Imagem 24 – Espaço Sagrado da Sister Margaret (Fonte: http://www.sabmagazine.com/blog/2013/04/02/sister-margaretsmith-addictions-treatment-centre-sustainable-design-improves-the-healingprocess/)

Imagem 25 – Pátio da Sister Margaret (Fonte: http://www.sabmagazine.com/blog/2013/04/02/sister-margaretsmith-addictions-treatment-centre-sustainable-design-improves-the-healingprocess/)


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5.2

Sister Margaret Smith Addictions Treatment Centre

Arquitetos: Kuch Stephenson Gibson Malo Architects and Engineer + Montgomery Sisam Architects Localização: Canada Data do Projeto: 2009

O centro foi concebido para apoiar os valores fundamentais que são cuidados holísticos e compassivos, inspirado por esses valores, o projeto cria uma sequência clara de espaços que oferecem uma variedade de relações com a paisagem, um lugar de verdadeira cura significativa que a luz natural e o ar foram altamente considerados ao longo do projeto. O edifício oferece serviços residenciais e não residenciais para o tratamento de vícios, incluindo álcool e drogas, o local onde está implantado é composto por uma população rural, tanto para trabalho e lazer, gastam uma grande parte ao ar livre, o projeto foi estrategicamente localizado em um campus maior, sendo assim, aumenta o acesso ás atividades tranquilas e oportunidades criadas para uma maior interação com a comunidade. O salão principal conhecido como sala de recuperação, organiza os três componentes principais do programa, obtém três grandes janelas de telhado redondos, proporcionando fluxos de luz natural, representando as janelas da esperança, um para cada mente (salas de terapia), o corpo (ginásio) e alma (espaço espiritual), é onde os pacientes são orientados e introduzidos para um ambiente calmo e acolhedor. O centro foi projetado em torno de dois campos paisagísticos para permitir que a luz penetre para mais de 75% dos espaços normalmente ocupados, um para pacientes residenciais e outro para não residenciais, ambos fornecem um ambiente seguro, protegendo a privacidade de cada um e são usados para vários programas terapêuticos. O programa residencial é dividido por quartos privativos contendo 15 camas para sexo feminino e masculino e 10 para os jovens, incluindo crianças a partir dos 13 anos. O não residencial inclui salas de terapia particulares e em grupo, ginásio, sala espiritual, sala de artesanato e administração, ambos contêm sala de jantar, estar e cozinha. O residencial juventude oferece acomodações para homens e mulheres jovens no mesmo espaço, os quartos se abrem diretamente para a sala de estar, isso tem sido feito para fornecer cuidado e proteção aos adolescentes, dando uma sensação que está em casa. O setor de ambulatório contém escritórios individuais de aconselhamento, salas de grupo e espaço sagrado, áreas de apoio da administração e pátios ao ar livre.


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O edifício abraça os princípios do design sustentável, como, vidros para fornecer a luz natural e acesso à vista, redução de água através de paisagismo, seleção de luminárias de baixo fluxo, redução de energia e comunicação de visão sustentável, é essencial para o processo de cura.

Imagem 26 – Planta térreo da Sister Margaret (Fonte: http://www.sabmagazine.com/blog/2013/04/02/sister-margaretsmith-addictions-treatment-centre-sustainable-design-improves-the-healingprocess/)


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Imagem 27 – Corte da Sister Margaret (Fonte: http://www.sabmagazine.com/blog/2013/04/02/sister-margaretsmith-addictions-treatment-centre-sustainable-design-improves-the-healingprocess/)


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Imagem 28 – Vista do Centro de reabilitação psicossocial (Fonte: Pedro Pegenaute/ Archdaily)

Imagem 29 – Área interna do Centro de reabilitação psicossocial (Fonte: Pedro Pegenaute/ Archdaily)


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5.3

Centro de Reabilitação Psicossocial

Arquitetos: Otxotorena Localização: Espanha Data do Projeto: 2014

Este edifício foi projetado para usos sociais de saúde, localizado no município de San Juan de Alicante na Espanha, de acordo com especificações técnicas, o projeto tenta atender ás necessidades derivadas de duas entidades que concorrem no mesmo lote, uma residência para pessoas com distúrbios mentais crônicos que não necessitam de hospitalização, e em segundo, um centro de reabilitação social e integração com um centro dia para aqueles com transtornos mentais graves. Programas de recuperação funcional e atividades estruturadas para a ocupação do tempo livre são realizadas ao longo do dia, num regime aberto, para um número de até 25 pessoas. O projeto possui um volume enorme em formato de retângulo que permite um esquema de três áreas para diferentes usos, apesar da escala do local e a natureza relativamente grande livrou essa concepção do edifício de um andar, contendo um vão central mais largo projetado para atividades sociais, uma entrada, estacionamento, salas auxiliares ligado a uma área verde participativa, dando uma privacidade e transformando em um espaço agradável. Fornece iluminação natural para os ambientes internos e possui sistema de painéis verticais que controla a insolação. Um sistema de pátios fornece espaço para o interior de uma forma tão profunda e proporciona uma sensação de intimidade, tais como controle e movimentação dos usuários, visitantes e funcionários.


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Imagem 30 – Implantação do Centro de reabilitação psicossocial (Fonte: Pedro Pegenaute/ Archdaily)


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Imagem 31 – Planta térreo do Centro de reabilitação psicossocial (Fonte: Pedro Pegenaute/ Archdaily)


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Imagem 32 – Telhado verde do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: Peter Soerensen)

Imagem 33 – Vista do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: Dragor Luftfoto)


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5.4

Hospital Psiquiátrico Helsingor

Arquitetos: BIG - Bjarke Ingels Group + JDS Architects Localização: Helsingor Data do Projeto: 2005

Inaugurado em 2005, o hospital é organizado para dar melhorias e fornecer seções individuais com um máximo de dependência e espaços íntimos, onde os pacientes podem se sentir em casa, as seções dia e noite são abertos, ambos oferecendo uma visão geral para os indivíduos e cuidados para eles não se sentirem observados, oferecendo quartos para socialização e encontros entre as pessoas e ao mesmo tempo aproveitar o isolamento e contemplação. O edifício exige uma funcionalidade clara e centralizada e ao mesmo tempo ele precise olhar e sentir como nada além de um hospital, sendo um ambiente seguro e calmo é crucial para o bem-estar dos pacientes, no projeto evitou um corredor tradicional de hospital, sem janelas, salas de ambos os lados e entre outros, mas utilizou materiais com superfícies naturais, lançar pisos em cores e paredes de concreto, vidros e madeira, o interior foi concebido com grande sensibilidade, optando por pequenos gestos que melhoram a qualidade e o calor do espaço. O programa de tratamento tem como estrutura um cristal de floco de neve em todas as direções em comprimento variados, de acordo com o tamanho das unidades individuais, todas as partes do edifício são fundidos em um único ponto, logo acima do centro do trevo de galerias, uma das galerias interrompe-se como uma ponte para o hospital existente e torna-se uma estrutura flexível para expansão devido ao desenvolvimento. A disposição do programa residencial auxilia o dormitório de cada residente para a sua parte da paisagem, dois grupos de quartos de frente para o lago e um grupo de quartos com vista para as colinas. O programa de vida intima foi duplicada na paisagem, obtém um novo ambiente coletivo que é envolvido por escritórios e salas de tratamento, contendo pequenos pátios. Já o tratamento público é colocado sobre o mesmo nível do hospital existente, é organizado com 5 pavilhões individuais. As seções diárias, ambulatório e departamento de psiquiatria reúne-se em torno do hall.


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Imagem 34 – Corredor do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: Vegar Moen)


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Imagem 35 – Diagramas do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: http://archinect.com/firms/project/39903/helsing-r-psychiatric-hospital/9179412)


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Imagem 36 – Planta 1 pavimento do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: http://www.architecturenewsplus.com/projects/1415)


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Imagem 37 – Planta térreo do hospital psiquiátrico Helsingor (Fonte: http://www.architecturenewsplus.com/projects/1415)


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6 O PROJETO


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6.1

Localização e Principais acessos

Clinicas de Reabilitação Local do terreno Imagem 38 – Mapa geral: Clinicas de reabilitação (Fonte: Google Maps/ Modificado pela autora)


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Localização do terreno

Imagem 39 – Localização do terreno (Fonte: Google Earth/ Modificado pela autora)

Imagem 40 – Localização do distrito de Parelheiros (Fonte: Prefeitura de São Paulo)


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O terreno escolhido para a implantação do projeto do centro de reabilitação para dependentes químicos fica situado em Parelheiros, no bairro Balneário São José, na estrada do Jaceguava, visto que a região possui poucas clinicas de tratamento. O local escolhido possui todas as características necessárias para um centro de reabilitação, pois se encontra em um lugar acessível para transportes públicos e particulares, ajudando desta forma pessoas da região, como em outras que precisam deste tipo de tratamento. O terreno proposto é utilizado por uma associação rural de casa grande, e fica próximo ao terminal de ônibus Varginha e Parelheiros, e 10km da estação Grajaú da CPTM da linha 9 esmeralda e do terminal de ônibus do Grajaú. Em frente ao terreno na estrada Jaceguava há um ponto de ônibus instalado. Nele passam ônibus que saem do terminal Varginha, e nas avenidas Senador Teotônio Vilela e Sadamu Inoue passam ônibus do terminal Varginha, Santo Amaro, Parelheiros, Vargem Grande e Grajaú. As avenidas Senador Teotônio Vilela e Sadamu Inoue são as principais vias da região, pois recebem o maior fluxo de transportes e pedestres. Possui um grande fluxo devido ao comércios, serviços e residências, e também por serem poucas vias que interligam o extremo sul de São Paulo até a Marginal Pinheiros, facilitando ainda mais a chegada ao terreno estudado. E na estrada onde o terreno está localizado possui um fluxo médio-baixo de transportes e pedestres. Segue o mapa na próxima página.


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Localização do projeto Via Principal Via Secundária Ponto de ônibus

Imagem 41 – Vias principais e transporte (Fonte: Google Earth / Modificado pela autora)


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6.2

Levantamento fotográfico

Imagem 42 – Vista do terreno

Imagem 43 – Vista do terreno

(Fonte: A autora)

(Fonte: A autora)

Imagem 44 – Vista do terreno

Imagem 45 – Entrada do terreno

(Fonte: A autora)

(Fonte: A autora)


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Imagem 46 – Rua Jaceguava

Imagem 47 – Av. Sadamu Inoue

(Fonte: Google Earth)

(Fonte: Google Earth)

Imagem 48 – Av. Teotônio Vilela

Imagem 49 – Comércios da Av. Sadamu Inoue

(Fonte: Google Earth)

(Fonte: Google Earth)


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6.3

Histórico do Local

Parelheiros é um distrito situado no extremo Sul de São Paulo, é composta junto com Marsilac, possui pouca população, mas é o segundo maior distrito, considerado rural. Ele tem a maior parte da área abrangida pelas reservas ambientais da Mata Atlântica. Segundo o plano diretor, são 353km², representando 24% da cidade, com a ocupação urbana de 2,5% e 7,7% dispersos. Com a totalidade de seu território em área de proteção aos mananciais, a região obtém áreas bem preservadas. Os ventos mais característicos da região é o Sul, mas sua intensidade é geralmente moderada. A natureza é marcante, que influencia diretamente o clima da região. Parelheiros não possui edifícios de alto gabarito, apenas casas, normalmente térreas, contendo lotes irregulares, sendo integrantes de baixa renda, porém tem vários equipamentos sociais como a subprefeitura, CEU, terminais, cemitérios, escolas estaduais, igrejas e entre outros. E também equipamentos urbanos como cultura, esportes, turismo e lazer, uso especial como a igreja Messiânica do Solo Sagrado. O uso é misto horizontal de residencial, comercial e serviços. O Bairro infelizmente tem problemas de infraestrutura urbana, como iluminação pública, saneamento e não tem espaçamento adequado nas ruas e avenidas. Não possui uma ciclovia

Imagem 50 – Mapa dos distritos

ativa e estação de trem, mas é cortado por um sistema férreo. Obtém um intenso fluxo de

(Fonte:

pedestres e automóveis, mas no decorrer do caminho o fluxo diminui, já que não há mais comércios e alto nível de residências, somente chácaras e fábricas.

https://parelheiros2008.wordpress.com/2008 /10/29/mapa-de-parelheiros/)


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6.4

Leitura Urbana/ Mapas e Diagnósticos

Imagem 51 – Topografia do terreno (Fonte: A autora)

Imagem 52 – Topografia do terreno com curvas de níveis (Fonte: A autora)

O terreno possui topografia irregular. Tem aproximadamente de área 16.698,32 m². Tem uma topografia que vai da cota 743 no seu nível mais alto até a cota 740 em seu nível mais baixo.


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Terreno Comercial e Serviços Residencial Institucional

Imagem 53 – Mapa de usos (Fonte: Google Earth/ Modificado pela autora)

A região do entorno é predominantemente de áreas verdes e residencial de médio e baixo padrão, apenas casas de gabarito baixo de 1 ou 2 pavimentos, mais de 3 pavimentos são prédios institucionais. A maioria das residências não estão em bom estado, pois são de baixa renda. Nas avenidas Senador Teotônio Vilela e Sadamu Inoue possuem mais comércios e serviços.


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Imagem 54 – Mapa de uso e ocupação do solo (Fonte: Prefeitura de São Paulo)


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Tabela 04 – Características de aproveitamento, dimensionamento e ocupação do lote (Fonte: Prefeitura de São Paulo)

Segundo a legislação da subprefeitura de Parelheiros:

“Art. 41 - A Zona de Proteção e Desenvolvimento Sustentável - ZPDS tem como função compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável da parcela dos recursos existentes na região, nelas sendo permitidos os usos econômicos como a agricultura, o lazer e o turismo, e o parcelamento do solo destinado as chácaras e sítio, desde que compatíveis com a proteção dos ecossistemas locais. ”


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6.5

O Programa

Setor Administrativo: Recepção (espaço de acolhimento), sala de reunião, consultórios do clinico geral, psicólogos, aplicação de medicamentos, farmácia, depósito de materiais e sanitários. É caracterizado por ser o primeiro contato com o centro, é um local que deve haver segurança e preocupação com a iluminação, ventilação e cores para se tornarem mais aconchegantes para os residentes e médicos. Esse setor é como um “cartão de visitas” do centro, pois as pessoas vão chegar e serão encaminhadas para outros espaços. Portanto é preciso estar atento para pequenos detalhes como a cor das paredes, pisos, uso dos móveis adequado e entre outros.

Setor de Hospedagem: Sala de estar para os residentes e acompanhantes com sanitários, quartos de acolhimentos duplo ou individual com sanitários pessoais em cada um. Segundo a ANVISA a capacidade máxima é para 60 residentes, concedido a um máximo de 30 residentes por cada unidade e quartos no máximo 6 residentes. Quartos com menor quantidade, traz mais conforto. A característica desse setor é não parecer um ambiente hospitalar. Contém lavandeira para os residentes, lavar, secar e passar suas roupas.

Setor de terapia: Espaço de convivência, sala de atividades coletivas, refeitório, jardins, quadra de esportes, hortas. As salas podem ser bem variadas quanto a cor, iluminação, e a terapia em grupo poderá ter uma mesa redonda ou então cadeiras soltas que serão dispostas da maneira que se quiser. Áreas verdes serão de contemplação e de humanização dos espaços. O paisagismo será importante, dando mais vida ao centro.

Setor de suporte logístico: Cozinha, Lavanderia, refeitórios, depósitos de materiais e almoxarifado. Para conforto dos funcionários, uma sala de descanso, copa, sanitários, vestiários, depósito de lixo, área de embarque e desembarque de ambulâncias e estacionamento.


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6.6

Setorização

Setor Administrativo Setor de Terapia Setor de suporte logístico Setor de hospedagem

Imagem 55 – Setorização (Fonte: A autora)


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6.7

Programa de necessidades

Tabela 05 – Programa de necessidades (Fonte: A autora)


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6.8

O Projeto Final

O projeto é divido em quatro setores, administrativo, terapia, suporte logístico e hospedagem, é uma forma de distribuir o programa e criar um projeto funcional e confortável, que interfira positivamente no tratamento dos residentes e também no bem-estar. Na implantação o edifício fica em uma área com bastante vegetação, tendo a natureza como uma forte característica, respeitando as áreas de preservação, sendo mantidas as vegetações existentes e criando novas áreas verdes. Em questão da insolação e ventilação, foi visto a trajetória solar, que nasce a leste e se põe oeste, e a direção do vento nordeste, sobre as fontes ruidosas, nesse caso a avenida Jaceguava possui pequeno fluxo de veículos, não tendo muitos ruídos, e dando mais tranquilidade aos residentes. O acesso do centro de reabilitação acontece pela avenida Jaceguava, e ao entrar, o familiar pode estacionar nas vagas que estão na avenida, de uso preferencial para os visitantes e deficientes, e em seguida é caminhado para recepção onde fica o setor administrativo, ao lado tem o embarque e desembarque de ambulância, para desembarcar residentes que precisam urgente de tratamento, ou residentes que vieram de outras cidades, e ao chegar são caminhados para sala de observação, podendo ficar um tempo pra depois irem aos dormitórios. O programa deste setor administrativo possui uma recepção e sala de espera que estão voltados a sala de reunião, sala de administração, consultório que será apenas usado para atendimento individual, como consultas de rotina e não de emergência, nesse caso o residente será encaminhado para enfermagem e a sala de clinico geral, nesse setor possui também almoxarifado, sanitários, depósito de objetos para internos e depósito onde são guardados materiais de uso administrativo. O setor de terapia possui uma sala de terapia ocupacional, pode ser aberta para o público quando houver eventos e palestras onde a sociedade poderá participar, sendo um local de aprendizado, podendo ter oficina de artes, artesanatos e também participações dos familiares, tem a sala de música com aulas de canto e instrumentos, e a sala de estudos com aulas de alfabetização para residentes iletrados e grupo de leitura. Nas salas vão ser utilizadas cores nos pisos e nos móveis, como cadeiras coloridas, utilização de puffs, dando equilíbrio e conforto, para não parecer um hospital, as janelas sendo de vidro, permitindo a entrada de luz, dando leveza e conforto para os residentes e funcionários, com corredores abertos, evitando também de criar um edifício fechado. O projeto possui um lago onde os residentes podem pescar ou nadar, horta orgânica, quadra de esportes e jardins para residentes e funcionários.


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O setor de suporte logístico possui uma cozinha com despensa que também pode ser utilizada para os residentes terem aulas de culinária, tem um refeitório fechado que possui pias para higienização das mãos dos residentes, ainda nesse setor tem a copa para os funcionários com sanitários, depósito de lixo, sala de manutenção para armazenamento de ferramentas, materiais e reparação de móveis, sala de máquinas que seria uma sala de controle com câmeras para monitorar o centro, e também tem a lavanderia para os residentes lavar suas próprias roupas. O setor de hospedagem são 8 dormitórios para feminino e masculino com sanitários, tendo dois residentes para cada quarto, havendo dois dormitórios acessíveis, com sanitário e box adaptados. Ao redor da hospedagem tem um refeitório ao ar livre com muita vegetação e muita cor, que pode servir como um espaço de conversa, contemplando a vivência e conforto dos residentes.


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6.8.1 Implantação

Imagem 56 – Implantação (Fonte: A autora)


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6.8.2 Planta de Cobertura

Imagem 57 – Planta de Cobertura (Fonte: A autora)


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6.8.3 Cortes

Imagem 58 – Corte aa (Fonte: A autora)

Imagem 59 – Corte bb (Fonte: A autora)


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Imagem 60 – Corte cc (Fonte: A autora)

Imagem 61 – Corte dd (Fonte: A autora)


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6.8.4 Elevações

Imagem 62 – Elevação Leste (Fonte: A autora)

Imagem 63 – Elevação Oeste (Fonte: A autora)

Imagem 64 – Elevação Sul (Fonte: A autora)

Imagem 65 – Elevação Norte (Fonte: A autora)


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6.8.5 Maquete 3d

Imagem 66 – Implantação 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 67 – Vista do centro 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 68 – Vista do centro 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 69 – Vista do centro e do refeitório 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 70 – Entrada do centro 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 71 – Vista do embarque e desembarque 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 72 – Entrada do centro 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 73 – Jardim para residentes 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 74 – Sala de terapia ocupacional 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 75 – Vista do centro 3d (Fonte: A autora)


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Imagem 76 – Vista do centro 3d (Fonte: A autora)


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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS


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As drogas vêm atingindo a sociedade, sendo uma doença que não possui cura, mas precisa de tratamento para reduzir seus sintomas. Os estudos de conforto ambiental, é essencial para esse projeto, pois ele trata de vários detalhes importantes, trazendo melhorias do desempenho humano em suas diversas atividades, propondo uma qualidade de vida aos dependentes, um espaço vivenciado que eles respondem e reage de forma diferente o lugar em que vive. As referências e os estudos de caso, foram fundamentais para compreender melhor o centro de reabilitação e como os residentes vivem nele. Preocupações com cada espaço são para melhor atender os dependentes e também auxiliar no tratamento, através de ambientes confortáveis e agradáveis, eles se sentirão bem e acolhidos, obtendo resultados positivos na “cura” da dependência química. A expectativa do projeto é trazer bem-estar aos dependentes e a arquitetura tem total influência na recuperação, como tem no dia a dia de todos que trabalham e saem de casa.


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Centro de Reabilitação para Dependentes Químicos  

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Aluna: Aline Cadinho. Orientação: Prof....

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