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Revista

SEMMEDIDA Ano 2 - Nº 1 - Fevereiro de 2010

writers Editora

Comunicação

Para quem não tem medo da fita métrica

Gastronomia

Um bar onde se pode degustar cervejas especiais Moda

Elegance: uma loja especializada em plus size Tecnologia

Diga adeus ao papel e às bancas de jornal

Um charme moldado de dentro para fora

Marcia Spinelli Aniversário Em fevereiro comemoramos um ano no ar.

A edição de fevereiro, que com apenas cinco dias no ar, recebeu mais de 20 mil page views.


Mais Propaganda 50 mil pde a v g i e e w é a alma de s/mê s qualquer negócio Audit goog ado pe le e I lo SSUU

No ar há mais de um ano, a revista Sem Medida, todos os dias recebe uma média de 100 visitantes e, destes, 80% são visitas de pessoas que acabam de descobrir a revista. Com um conteúdo leve e de fácil leitura, temas atraentes e que incentivam quem está acima do peso a viver bem, ela é a mídia que você procurava.

O que você está esperando para colocar sua marca em evidência? Revista

SEMMEDIDA Para quem não tem medo da fita métrica

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Chegou a hora de consolidar o sonho Antonio Larghi

Revista

SEMMEDIDA Para quem não tem medo da fita métrica

“Sem” Preposição Ausência de condição necessária. “Medida” Substantivo feminino O que não pode ou não deve ser ultrapassado; limite, termo. A revista Sem Medida é uma publicação eletrônica periódica editada pela Writers Editora e Comunicação Ltda., de acesso gratuito através do web site: www.semmedida.com.br. Os artigos publicados aqui não refletem, necessariamente, as posições ideológicas do projeto e da editora e são de inteira responsabilidade de seus autores. Editores Roberto Paes e Francisco Reis Jornalista responsável Francisco Reis (MTb: 14.887) freis@semmedida.com.br Produção gráfica e webdesign Roberto Paes rpaes@semmedida.com.br Publicidade Departamento - contato@semmedida.com.br Oscar Chiorlin - ochiorlin@semmedida.com.br Teresa Chiorlin - tchiorlin@semmedida.com.br Diego Carvalho - dcarvalho@semmedida.com.br Rafael Steinhoff - rsteinhoff@semmedida.com.br

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uando tivemos a idéia de lançar uma revista para o público plus size, sabíamos que não seria fácil. Afinal, qualquer pessoa que resolva sair das regras estabelecidas, sei lá com base no que, corre um grande risco de ser discriminada. Não são apenas os gordinhos. São os muito altos, muito baixos, os nordestinos, os gaúchos, e os sonhadores que imaginam um mundo igual para todos. Os jornalistas são, em sua grande maioria, sonhadores e adoram ser chamados para um desafio. Assim, eu e meu sócio, Francisco Reis, jornalistas e amigos há mais de 20 anos, resolvemos aceitar o desafio e fazer uma revista para o público plus size. No começo, foi difícil conseguir até mesmo quem entrevistar. Hoje, mais de um ano depois do lançamento, estamos firmes e fortes e não recebemos mais negativas de pessoas que queremos entrevistar. O número de acessos cresce a cada edição. São gordos, gordas e até mesmo pessoas magras, que acessam nosso site para se informar, ver pessoas bonitas como Marcia Spinelli, Fluvia Lacerda e muitas outras mulheres que sabem que o importante não é o quanto se pesa, mas sim, como se pensa. E não foram apenas essas maravilhosas mulheres que acreditaram no nosso trabalho. Ao longo destas doze edições, tivemos oportunidade de mostrar aos nossos leitores o que existe de melhor na gastronomia, moda, turismo, cultura, diversão e lazer. Assuntos que colaboraram para nos aproximar de você. O primeiro ano é de plantio. Agora estamos entrando no ano de consolidação. Precisamos, mais do que nunca, de seu apoio. Lendo, dando sugestões, criticando e aproveitando para fazer crescer algo que pouca gente acreditou que daria certo. Bem, mas você já deve ter ouvido essa frase: isso não vai dar certo. Você não vai conseguir. Você é gordinho. Pois é, ouvimos isso. Mas, assim como você, não nos conformamos com essa situação. Fomos à luta e estamos vencendo. Tudo isso porque somos teimosos e nunca duvidamos do potencial que este mercado tem. Assim, juntos, nós e vocês, conseguiremos, nem que seja lentamente, mostrar para essa sociedade que ser gordo não é defeito de fábrica.

Writers Editora e Comunicação Ltda. Rua Prof. Guilherme B. Sabino, 1347 Cj 112 - Jd. Marajoara - São Paulo - SP Cep: 04678-002 Tel.: 55 (11) 3729-3534 Web site: www.writers.com.br E-mail: contato@writers.com.br

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Ă?ndice 6 Perfil

Publicidade 44

18 Onde ir

Cultura 54


30 Hi-Tech

Moda 66

36 Turismo

Carros 84


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Marcia Spinelli a pluz size que moldou seu charme de dentro para fora

Texto: da Redação | Imagens: arquivo pessoal

Foi a essa conclusão que Marcia Maria Ornellas Spinelli chegou depois de receber diversos elogios de amigos de seu marido, mesmo estando acima do peso que a sociedade insiste em dizer que é o padrão.

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arcia Spinelli sempre teve um corpo bonito e o peso na média do que seria para seu biótipo, usava 38. Começou a ganhar peso e atualmente usa manequim 46. Chegou a emagrecer 15 quilos, mas às custas de privações de saborear pratos que ela apreciava, o que a deixou muito frustrada. Depois de algum tempo de privação e frustração, decidiu ser feliz e se aceitar como é. Com esse novo visual, exterior e interior (principalmente), foi à luta e se cadastrou no site Criatura GG em junho do ano passado. Para sua surpresa, em agosto recebeu o primeiro convite para fazer o catálogo primavera-verão 2009/2010 da Maison SPA (http://www.maisonspa.com.br/). “Me identifiquei muito com a confecção e fiquei muito feliz com o resultado final do trabalho”, diz Marcia Spinelli exibindo um sorriso encantador. “Depois fiz uma série de trabalhos para marcas como Kauê Modas (desfile verão 2010), Loony Jeans (desfile Mulheres Reais), Palank (performance Biótipos), Eveíza, Program, Carlota, Exuberance e Impression Brasil (desfile FWPS Fashion Weekend Plus Size)”. Mas Marcia é muito mais que um rostinho bonito. É sensível, educada e muito inteligente. Ela é bacharel em Administração de Empresas e atua como Analista de Recursos Humanos Sênior. Além disso, adora animais, principalmente cachorros. Tem três Teckels, conhecidos popularmente como “o cachorro da Cofap” ou “Salsicha” e promove encontros mensais de cães dessa raça. “Eles acontecem no bairro do Morumbi, temos a oportunidade de trocar experiências sobre a raça, enquanto os cães brincam e se socializam”, explica Marcia. “É um ótimo passeio para os cães e para seus donos”.

“Cuidar também de quem você ama, descartar as coisas que já não servem mais, mesmo que seja um emprego que não te traz felicidade. Para estar de bem com a vida, temos que estar felizes e com paz de espírito, pois tudo isso reflete na nossa imagem”. 8 |SEM MEDIDA


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Apenas para as passarelas Marcia lamenta que o mundo da moda dite o “padrão de beleza” fazendo com que milhares de mulheres se sintam menos bonitas e atraentes. “Esse conceito está completamente distorcido da realidade”, garante e comprova. “Basta olhar pelas ruas das nossas cidades para ver que a mulher brasileira tem um biótipo muito diferente das modelos que desfilam na São Paulo Fashion Week. Aquelas mulheres que desfilam lá, só existem nas passarelas”. E ela, como toda plus size, já passou por situações embaraçosas, como aquela com a típica vendedora sem visão de mercado, que ao vê-la olhando algumas roupas na vitrine, foi logo se apressando em dizer que só vendia modelos até o número 42. “Naquele momento, me senti discriminada. Infelizmente ainda existe muito preconceito em relação às pessoas com sobrepeso, mesmo sendo consumidores em potencial. Mas agora isso para mim é passado. Compro nas lojas que têm visão de mercado e de futuro, com vendedoras inteligentes que sabem que o consumidor é que tem poder de compra, independente do peso”. E o marido de Marcia a apóia integralmente. Ele gosta dela independente do seu peso, pois o que vale é a beleza interior. E da exterior ele também não reclama, ao contrário. “Ele comenta que sempre me elogiam quando me apresenta em eventos sociais”, diz orgulhosa. “Isso demonstra que toda mulher bem produzida, independente do biotipo, pode ser admirada pela sua elegância, beleza e charme”. Inteligente e com um bom senso de como o mercado plus size trabalha, Marcia diz que depois da aparição de Fluvia Lacerda na mídia, milhares de mulheres come-

“O desenvolvimento da carreira depende não somente das experiências profissionais, mas também da qualificação profissional. Fazer cursos voltados para este segmento e aprender um idioma, certamente irão contar pontos em um próximo casting...” SEM MEDIDA| 11


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çaram a tentar se transformar em modelos plus size. “Muitas mulheres viram a oportunidade de reconquistar a auto-estima tornando-se modelos plus size, porém, o mercado funciona justamente ao contrário”, explica. “As grifes escolhem as modelos de acordo com o perfil desejado e dão preferência para aquelas que já tenham a auto-estima elevada, pois isso transparece na fisionomia das pessoas. A modelo tem que saber vender o produto ao consumidor final em um editorial de moda e não são todas as mulheres plus size que têm perfil para esta profissão”. Mesmo assim, para aquelas que acham que têm jeito para ser modelo, Marcia aconselha a procurar uma agência séria para avaliação de perfil. Segundo ela, não adianta insistir na carreira e investir em book e composite, se não tem perfil para modelo. Isso quem tem experiência e competência para falar não são as amigas ou os parentes, mas sim as agências. “O desenvolvimento da carreira depende não somente das experiências profissionais, mas também da qualificação profissional. Fazer cursos voltados para este segmento e aprender um idioma, certamente irão contar pontos em um próximo casting, além de possibilitar oportunidades no mercado internacional”, aconselha ela. Pedras no caminho Otimista, Marcia diz que a ascensão do mercado da moda plus size é uma realidade visível e que o crescimento desse nicho que estava esquecido e no qual o empresariado não estava querendo investir está mudando de conceito. Afinal, 43% da população brasileira está com sobrepeso e essa fatia de mercado pode representar uma grande lucratividade, considerando as

“... Infelizmente ainda existe muito preconceito em relação às pessoas com sobrepeso, mesmo sendo consumidores em potencial. Mas agora isso para mim é passado. Compro nas lojas que têm visão de mercado e de futuro, com vendedoras inteligentes...” 14 |SEM MEDIDA


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poucas confecções de moda plus size existentes no Brasil. “Da mesma forma, para as modelos plus size brasileiras, a tendência é o aumento de propostas e convites de trabalho”, prevê ela. “Porém, a desvalorização da nossa categoria em relação às modelos consideradas ‘dentro do padrão’ é enorme se considerarmos a diferença nos valores de cachês. E devemos combater isso negociando melhores cachês. Além disso, esse segmento está restrito apenas às confecções de moda GG, não há mercado atualmente que vincule a imagem das modelos plus size em campanhas publicitárias.” Confiante como sempre, Marcia está muito feliz com os trabalhos que já realizou em tão curto espaço de tempo, considerando que é modelo há apenas seis meses. Mas como as confecções para este biótipo estão se aprimorando e inovando suas coleções e também novas confecções deste segmento estão surgindo, ela acredita no crescimento do mercado plus size, o que irá proporcionar muito mais trabalhos em 2010. Para o futuro, além de continuar investindo na carreira de modelo, ela pretende aprimorar o inglês e fazer cursos que a possibilitem um maior desenvolvimento nesse segmento e tentar conciliar com a carreira de administradora de Recursos Humanos. Para quem quer ser uma modelo plus size ela aconselha: “se amar acima de tudo, cuidar da saúde, da mente, do corpo e da alimentação”, ensina. “Cuidar também de quem você ama, descartar as coisas que já não servem mais, mesmo que seja um emprego que não te traz felicidade. Para estar de bem com a vida, temos que estar felizes e com paz de espírito, pois tudo isso reflete na nossa imagem”.

“Basta olhar pelas ruas das nossas cidades para ver que a mulher brasileira tem um biótipo muito diferente das modelos que desfilam na São Paulo Fashion Week. Aquelas mulheres que desfilam lá, só existem nas passarelas” SEM MEDIDA| 17


Melograno

um lugar descontraído onde se pode provar boas cervejas

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

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Todos nós já estamos acostumados a visitar bares e restaurantes onde se cultua a degustação de vinho e onde se realizam harmonizações dele com pratos da alta gastronomia. Agora, existe um lugar onde se pode degustar, harmonizar e aprender muito sobre cerveja.

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maioria dos brasileiros bebe cerveja sem prestar muita atenção à sua cor, seus aromas e seu paladar, dando mais atenção ao preço da garrafa. Nas mesas de bares e restaurantes é comum alguém pedir “cerveja” e, com uma frequência muito menor, é possível ouvir alguém fazendo referência à marca de cerveja que deseja tomar. Mas o que poucos sabem, é que esta bebida, assim como o vinho, por exemplo, desde que apreciada com conhecimento, pode proporcionar experiências inesquecíveis ao paladar. Neste sentido, para quem deseja deixar de ser um “tomador” e quer se tornar um “apreciador” de cervejas, uma boa opção é passar no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, e visitar o Melograno, um lugar idealizado pelo especialista em cervejas Edu Passarelli, juntamente com Leonardo Bertossi, Bento Andreato, Fabio Cesnik e Ismael Caetano, para difundir a cultura em torno desta bebida. “Eu e meus sócios tínhamos planos de investir em um negócio no ramo de entretenimento e alimentação.

Então, em parte influenciados pela minha experiência profissional, decidimos apostar na divulgação da cultura da cerveja de boa qualidade e este acabou se tornando o conceito do Melograno”, afirma Eduardo. O local que eles escolheram para abrir o negócio foi o bairro boêmio da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo e o nome Melograno, que em italiano significa “pé de romã”, foi adotado graças a um pé desta fruta que ainda existe no jardim da casa e, conforme explica Edu, também pelo significado de prosperidade, multiplicação e alegria associado ao romã. Ele explica que o Melograno trabalha a cerveja em duas vertentes. Uma delas é a forneria, que possui um cardápio variado. Todos os pratos, é claro, permitem a harmonização com as cervejas disponíveis na casa. “A forneria tem uma veia italiana, assim como o nome. Mas a idéia foi buscar uma cozinha descontraída, assim como a cerveja, onde eu pudesse usar ingredientes da alta gastronomia, como, por exemplo, um ragú de cordeiro, que preparamos em forno a lenha por seis horas”, explica

Existem cervejas e cervejas. Neste sentido, o Melograno é um lugar ideal para se aprender sobre o que vale e o que não vale a pena beber.

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Luiz. A outra vocação do Melograno se expressa em um empório, onde é possível adquirir cervejas, acessórios para degustá-la e também literatura sobre o assunto. Para Edu, as duas atividades são complementares, já que o apreciador de cervejas de qualidade estende este hobby para sua casa, levando para lá parte da experiência que proporcionamos.” Ao todo, a carta de cervejas conta com 154 opções, de diversos países, inclusive do Brasil. Edu conta que para selecionar os rótulos, ele deixou de lado o conceito de quantidade e privilegiou a qualidade do que pretendia oferecer. Ele conta que no início, ao tomarem conhecimento da proposta da casa, os clientes tinham as impressões mais variadas, e muitos não compreendiam. “Hoje, pelo contrário, temos clientes que procuram a casa justamente por isso, pois sabem que lá o tratamento dado à bebida é diferente. Nosso público é aventureiro, disposto a vivenciar novas experiências e, por incrível que pareça, ele é misto de homens e mulheres”, explica Edu Passarelli.

A sua dedicação e a de seus sócios rendeu frutos ao Melograno. Em 2009, o Guia da Folha o elegeu como bar revelação. No ano seguinte, o mesmo atribuiu à casa a menção de melhor carta de bebida e a Veja SP, numa edição especial do Comer e Beber 2009/2010, apontou a casa como bar revelação e melhor carta de cervejas. Para Edu, este tipo de reconhecimento dado pela mídia especializada é muito importante. “Ele coroa um trabalho dedicado, pioneiro e principalmente, feito com o coração. Mas para nós, o prêmio mais importante, que recebemos todos os dias, é o reconhecimento do cliente”. Como nasce um especialista Edu, atualmente com 33 anos de idade, é formado em gastronomia e gestão de negócios em alimentação, conta que quando decidiu se tornar um especialista em cervejas, vivia em uma época onde a informação era escassa e ele precisou buscar informações em livros publicados no exterior. Mais tarde, sustentou este conhecimento

As cervejas, assim como qualquer outra bebida, podem ser harmonizadas com pratos de diferentes culinárias.

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adquirido nos livros em diversas visitas a cervejarias pelo Brasil e em diversas partes do mundo, além de frequentar muitas degustações profissionais. Quando perguntamos a ele o que um candidato a apreciador de cervejas deve procurar na bebida, ele nos explica que existem, basicamente cervejas de alta fermentação, que trazem sub-produtos deste processo de fabricação e que enriquecem o aroma e sabor da bebida, além dos atributos das matérias-primas. Por isso, numa cerveja deste tipo é possível encontrar aromas e sabores que lembram, por exemplo, frutas e condimentados. Já as cervejas de baixa fermentação, aquelas produzidas em escala industrial, não apresentam uma gama tão variada de aromas e sabores e destacam-se no nariz e na boca, o malte e o lúpulo. Quando perguntamos a ele quais os fabricantes nacionais de cerveja que merecem destaque, Edu cita o nome da microcervejaria Eisenbahn, a Colorado e a Bamberg. Sobre suas preferências pessoais, Edu nos conta que existe uma cerveja para cada momento e um momento para cada

cerveja. Portanto, não poderia apontar as melhores. “Gosto muito da Colorado Indica, no Brasil, e da americana Three Philosophers”, diz ele. Se você ficou curioso e deseja experimentar cervejas de alta qualidade enquanto degusta pratos saborosos, visite o Melograno. A casa fica na Rua Aspicuelta, 436, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Seu horário de funcionamento como empório é de segunda a domingo, das 14h00 às 18h00 e, como forneria, às sextas, das 12h00 às 16h00 e das 18h00 às 01h00; aos sábados das 12h00 às 17h00 e das 18h00 à 01h00. Aos domingos, a casa abre das 12h00 às 17h00 e das 18h00 às 22h00. A casa tem capacidade para receber 90 pessoas, possui ar-condicionado, música ambiente, acesso para deficientes físicos e WiFi e tem estacionamento pelo valor de R$ 15,00. Não se cobra couvert artístico e o valor de rolha para quem traz seu próprio vinho é de R$ 30,00. A casa aceita os cartões Visa, MasterCard e American Express. O Melograno está na internet com o endereço www.melograno.com.br.

O esmero com as cervejas de alta fermentação justifica o valor superior ao que se paga pelas cervejas convencionais.

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Tablets

diga adeus ao papel e ao seu jornaleiro Texto: da Redação | Imagens: cortesia da Apple Co.

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e você é um daqueles que diz que nunca trocará os livros, jornais e revistas impressos pelos seus similares digitais e justifica esta afirmação dizendo que não é possível levar o computador para o banheiro, prepare-se. Está chegando ao mercado, uma nova geração de computadores pessoais, os chamados “Tablet PCs”. Eles são leves, finos, pequenos e, para atender às suas necessidades, eles podem acompanhá-lo para todo lugar, mesmo quando você for ao banheiro. No dia 27 de janeiro deste ano, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, Steve Jobs, o CEO da Apple, empresa responsável por uma série de revoluções no mundo digital, criadora do computador Macintosh, do iPod e, mais recentemente, do iPhone, apresentou ao mundo o iPad, um aparelho com tela multi-touch e com o qual é possível navegar na internet, enviar e receber e-mails, visualizar e compartilhar imagens, assistir vídeos, ouvir música, jogar games e ler livros, jornais e revistas eletrônicas, para a alegria dos editores. O iPad tem a aparência de um iPhone gigante e possui dimensões e peso inferiores aos de um laptop ou notebook. Ele tem 13 milímetros de espessura, pesa 680 gramas e tem autonomia para funcionar durante 10 horas antes de ser recarregado. Sua tela tem 24,2 centímetros de altura e 18,9 centímetros de largura, é colorida e sensível ao toque, podendo mostrar conteúdos tanto na horizontal quanto na vertical, um recurso apresentado primeiramente pelo iPhone e que hoje muitos telefones celulares também oferecem. Ele aceita conexão via WiFi e também através de tecnologia 3G. Sua capacidade de armazenamento é escalonável e haverá versões do iPad com 16, 32 e 64 gigabytes. O preço inicial do iPad é US$ 499,00, na versão com 16 GB, sem conexão 3G. A versão mais cara, com 64 Gbytes e conexão 3G custa US$ 829,00. Sem conexão 3G, o iPad 32 GB custa US$ 599,00 e o 64 GB US$ 699,00. Esta “prancheta digital” da Apple é baseada no mesmo sistema operacional utilizado pelo iPhone, o que significa que

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Os computadores sempre estiveram presentes em nossas vidas, mas graças à sua dimensão e peso, eles nunca se tornaram nossos companheiros inseparáveis. Porém, com a chegada dos tablets, tudo isso está prestes à mudar.

arquivos e aplicativos voltados a ele serão compatíveis com o iPad. Assim como ocorreu com o iPhone, a plataforma do tablet estará aberta para que programadores desenvolvam aplicativos. Isso significa que em breve a utilidade deste aparelho irá se multiplicar exponencialmente. Entre os aplicativos que já estão sendo lançados especificamente para o iPad estão o iBooks, voltado para a área editorial e que já conta com a adesão de grandes editoras norte-americanas no fornecimento de títulos e o iWork, um pacote de aplicativos que compila programas semelhantes ao Power Point e ao Photoshop, com diagramador de texto e imagens, tabelas variadas e galerias de documentos com transições animadas. Pode não parecer, mas a chegada do iPad e, dentro em breve, o surgimento de outros dispositivos concorrentes, com as mesmas características ou com maiores inovações, representa uma tendência sem retorno da transição da informação apresentada de forma impressa para a digital. O mercado editorial, ao contrário do que se imagina, não está assustado com isso. Pelo contrário. Ele espera que esta mudança seja lucrativa à medida em que os custos com a impressão de conteúdos seja cortada e um novo universo de leitores, mais habitu-

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ados às telas do que às páginas impressa, apareça. Da mesma forma que os discos de vinil foram substituídos pelo CD e, atualmente, este último pelos downloads, o papel será substituído por aparelhos como o iPad. E todos vão ganhar com isso. Empresas reduzirão custos de produção, o meio-ambiente verá uma drástica redução no consumo de árvores utilizadas para a produção de papel. Já os consumidores, além da vantagem de não precisarem mais de estantes para guardarem seus livros e revistas, terão acesso à informação sem precisarem ir até à banca de jornais mais próxima e pagarão valores muito menores por estas informações. Pode ser que durante algum tempo você relute em acompanhar os avanços da tecnologia e não aproveite as vantagens que o mundo digital tem a oferecer. Porém, no dia em que você não encontrar mais uma banca de jornal ou uma livraria em toda a cidade, sua única opção será dar uma corrida na loja de informática mais próxima e comprar um Tablet PC que certamente estará custando bem mais barato. Mas porque esperar até esse dia? Para saber mais sobre o iPad e entrar na longa fila dos que já estão esperando sua disponibilidade no mercado acesse o site da Apple pelo endereço: www.apple.com.br.

A Apple saiu na frente com este aparelho que algumas pessoas apelidaram de “iPhone vitaminado”. Mas dentro de pouco tempo, a concorrência lançará seus modelos tornando esse tipo de aparelho mais acessível ao consumidor.

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Reprodução de tela do site da Apple

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Itapemar

um hotel com tudo o que a natureza não pode criar

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

Uma das praias mais lindas de São Paulo, merecia um hotel à altura. O Itapemar une a natureza com o que há de mais fino e confortável para o turista sentir-se na natureza, dentro ou fora dele.

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Hotel Itapemar fica em frente à praia do Saco da Capela, em Ilhabela. Inaugurado em 1821, inicia sua nova fase com modificações e ampliações de suas suítes sob os olhares atentos de seus proprietários, Fernando e Simone de Alice. A recepção ficou mais clean e moderna ganhando móveis da Artefacto e seu balcão recebeu revestimento de pastilhas feitas de coco. As renovadas suítes, chamadas Alvoradas, ganharam toques contemporâneos em sua decoração, televisores de plasmas, e exclusivas cafeteiras da grife Nespresso. O SPA ganhou em sua carta, o reforço da linha Spa Aromatique da francesa Mary Cohr que possui óleos essenciais à base de complexos com ação desintoxicante, calmante, revigorante e redutora. Com decoração que mescla toques mediterrâneos e orientais, as suítes são dispostas em diferentes alas com seis categorias compondo um total de 60 quartos entre eles, o único loft da ilha, as Belvederes, com 10 unidades, com a opção jacuzzi ou ofurô e a suíte Esmeralda, ambas com

Amplas áreas livres e móveis simples, mas confortáveis, dão um ar de tranquilidade e harmonia com o meio-ambiente.

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No fim de tarde, nada melhor do que relaxar em uma hidromassagem, com conforto e olhando a natureza da região.

uma das mais belas vistas de Ilha Bela. Tanto a Esmeralda quanto as Belvederes, têm em comum um lobby com um lago de carpas, deck com confortáveis cadeiras, uma enorme pedra da mata atlântica e o serviço pelas manhãs de café e chá e à tarde, um finíssimo espumante. O hotel possui uma infra-estrutura completa com espaço para os apreciadores de charutos, jogos, duas piscinas, quadra de tênis, squash, uma academia com equipamentos da Reebook e saunas seca e úmida, além do impecável serviço de praia. Para relaxar, um pequeno spa com produtos da Mary Cohr garante ao hóspede minutos de tranqüilidade, relaxamento e as opções das massagens shiatsu, drenagem linfática, desportiva e oriental. Para agradar aos paladares mais exigentes, instalado nas dependências do hotel, está o restaurante Pinaúna que trabalha com culinária mediterrânea. No cardápio há pratos leves como a Salada Caesar, Casquinha de Siri, Assado de Frutos do Mar e o Risotto Nero com Camarão. O Hotel Itapemar acaba de reformar toda

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a área de sua piscina. Em novo e moderno ambiente, o local recebeu um deck feito de madeira tipo pinus e um lounge que funcionará aos finais de semana, das 20h às 23h. Um DJ comandará o movimento das noites tocando músicas para as famílias e casais. O espaço apelidado Pool Bar at Night oferece uma vista da orla da região e conta com um cardápio especial que inclui aperitivos, canapés, petiscos com frutos do mar, tapas, além de drinques com ou sem álcool e uma completa carta de vinho. Serviço Hotel Itapemar - Ilhabela Endereço: Av. Pedro Paula de Moraes, 341 – Ilhabela Fone/ Fax: (12) 3896-1329 Check in: 14 hr e Check out: 12 hr Cartões de crédito: todos Crianças: Até 5 anos não pagam a diária. De 06 a 12 pagam uma cama extra no valor de R$ 95,00 por dia. Site: www.itapemar.com.br

À noite, um jantar em um ambiente aconchegante e um cardápio repleto de pratos deliciosos preparados com esmero.

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Publicidade

não queremos esmola, somos bons consumidores

Texto: da Redação | Imagens: Flávia Soares Wikimedia Commons

Este é o recado de uma redatora publicitária que entende muito bem a discriminação das pessoas plus size na publicidade. Afinal, ela é uma dessas pessoas.

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Wikimedia Commons/Warburg

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lcione Ribeiro é formada em Propaganda e Marketing, e hoje atua como redatora publicitária e blogueira. Com a experiência adquirida ao longo dos anos, ela afirma que são raras as peças publicitárias com gordinho, e quando isso ocorre, em geral o aponta como alvo de críticas ou piada. O gordo na publicidade vira um objeto de gozação. “Infelizmente ainda não se percebe que ser gordo não é uma fantasia”, reclama. “O gordo é uma pessoa comum, apenas diferente de alguns estereótipos padrões da sociedade. Muitas empresas esquecem que gordos também são consumidores e os muitos publicitários não se atentam a isso”. Mas nem tudo está perdido, já existem empresas que estão despertando para esse público. “Admiro a campanha Pela Real Beleza, criada pela Dove, que valoriza a mulher real que somos, e não as que são criadas pelo Photoshop. Foi um trabalho lindo, parabenizo os publicitários que a criaram”. A redatora diz, com certa tristeza, que a publicidade insiste em ridicularizar a pessoa que está acima do peso, talvez sem perceber o quanto está marginalizando potenciais consumidores. Se acostumaram a associar a imagem do gordo como um desastre de pessoa, algo do tipo o Gordo (de O gordo e o magro), a Dra. Lorca (interpretado pela atriz Fabiana Karla) e até mesmo o próprio Jô Soares, que costuma fazer piadas de si próprio. Há quem diga que todo gordo tem uma veia humorística, e talvez isso seja verdade, é muito raro a gente conhecer um gordinho mal humorado ou que não saiba brincar com a própria imagem. Mas isso não significa que as pessoas aci-

ma do peso sejam motivo para piada. “Acredito que o melhor caminho para mudar o mercado publicitário é mostrar que somos pessoas reais e normais, que não estamos alheios aos interesses comuns, e isso se mostra com atitudes, com uma postura de quem sabe o que quer e não de quem está pedindo para lhe darem atenção. Somos pessoas comuns, como qualquer outra pessoa de biótipo diferente,” analisa Alcione. “É preciso mostrar que somos consumidores como qualquer outro, que o fato de sermos gordinhos não indica que não somos aptos para adquirir ou consumir. E o mais importante, que somos formadores de opinião e fazemos parte de uma grande parte da população brasileira”. Esperança e revolta Alcione Ribeiro espera que talvez com tanta propagação do mundo plus size por aí nos últimos tempos, os publicitários comecem a olhá-los com outros olhos. Recentemente aconteceu o Fashion Weekend Plus Size (FWPS) que fez um barulhinho no mundo da moda e foi comentado em diversas mídias. “As pessoas começaram a se manifestar, o número de blogs de gordinhas triplicaram, as mulheres estão assumindo suas curvas voluptosas” festeja Alcione. “Enfim, está acontecendo um movimento comunicando ‘estamos aqui’. Acho isso importante, desde que não seja apenas uma febre, mas que seja um movimento permanente”. Segundo ela, as pessoas precisam parar de levantar a bandeira “dê uma chance ao gordo”, porque os plus size não são pobres coitados. Têm um bom poder aquisi-

“A mulherada adora quando publico matérias sobre moda, apresentando modelitos para ocasiões diversas e também dicas de produtos de beleza, são os temas que mais fazem sucesso.” 46 |SEM MEDIDA


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tivo, são consumidores de peso (e não é por serem gordos) e acima de tudo, são pessoas normais. Não estão mendigando espaço na publicidade, apenas querem ser vistos como pessoas reais e normais. Se de um lado Alcione está esperançosa com a movimentação do pessoal plus size, por outro, ela ainda se sente incomodada e ridicularizada, pelas campanhas publicitárias. Segunda ela, não é legal as pessoas olharem para alguém plus size e apontála como a gordinha desastrada da propaganda tal, ou a comilona, ou pior, como a portadora de uma série de problemas de saúde. Isso denigre a imagem de qualquer pessoa. “Como será que uma pessoa magra se sentiria se em toda propaganda ela fosse apontada como se tivesse anorexia ou coisa parecida?” pergunta Alcione. “O que tenho visto é a publicidade usar a imagem de gordinhas para fazer propaganda enganosa de produtos de emagrecimento, como se fosse mesmo possível uma pessoa que pesa 120 kg ter o corpinho da modelo manequim 38 tomando apenas um shake ou um chá ‘milagroso’”. Ela sonha com o dia que veremos uma gordinha fazendo propaganda de um produto de beleza, de maquiagem ou qualquer outro produto que não remeta ao peso do seu corpo ou tamanho do manequim. Ela afirma que existem mulheres belíssimas por aí que são excluídas de casting porque são consideradas gordas, e olha que muitas não passam do manequim 42. E ela faz um desafio: “você já viu alguma gordinha numa propaganda de automóvel, apartamentos? Não. Porque não existe. E propaganda de cerveja? Já viu algum gordinho numa delas? Por acaso este público não faz uso deste tipo de produto? É nisso

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Wikimedia Commons/mattbuck

que a publicidade peca, porque o público quer se identificar com o personagem da propaganda, quer tomar pose de que o tal produto também é destinado à população gordinha”. Canal de comunicação Além de ser redatora publicitária, Alcione criou o blog Poderosas Gordinhas (http:// poderosasgordinhas.blogspot.com), que em parceria com outros blogs, é um espaço exclusivo para divulgar o talento, beleza e versatilidade de muitas gordinhas, famosas ou não. Um blog dedicado às mulheres bem resolvidas com seu corpo. De uns tempos pra cá, Alcione tem conhecido mulheres belíssimas e inteligentes que não se aceitam por serem gordinhas, não conseguem enxergar a sua própria essência e com isso tornam-se pessoas infelizes e amargas. Isso a preocupou, pois não podia admitir que o peso dela determinasse o tamanho de sua felicidade. “Acabei virando conselheira de muitas, mas vi que isso não bastava. Eu precisava falar para muitas outras gordinhas. Como não tinha contato com nenhum outro blog para me oferecer como colaboradora, decidi criar um. E o que começou como um hobby, agora virou coisa séria. O número de acessos triplicou, recebo muitos e-mails com sugestões de temas e pedidos de ajuda, sinto que a responsabilidade pelo conteúdo é ainda maior,” explica ela. O blog Poderosas Gordinhas aborda temas diversificados. Moda, beleza, saúde, comportamento, cinema, e tantos outros assuntos que interessam para muitas mulheres, não só para as gordinhas, mas procura sempre focar e destacar a beleza e competência da mulher plus size. Ele divulga trabalhos de gordinhas de todos os cantos do mundo, sejam elas atrizes de grande sucesso, como Queen Latifah, ou cantoras badaladas como Preta Gil e até mesmo trabalhos de gordinhas “anônimas” que atuam como artesãs, consultoras de moda, etc. É um blog de conteúdo, divertido e inteligente. E o blog tem feito muito sucesso. Com apenas dois meses de existência, já é co-

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“Me aceito e me amo como sou e pelo que sou, e não pelo manequim que uso. Não tenho mais vergonha do meu corpo, uso biquíni na praia e não me escondo mais em roupas gigantescas. Aprendi a valorizar o que tenho de melhor...”.

nhecido por meninas até de Portugal e da Venezuela. O twitter (@pgordinhas) colaborou muito com essa ascensão, mas a indicação das próprias leitoras é o que move o blog. “A mulherada adora quando publico matérias sobre moda, apresentando modelitos para ocasiões diversas e também dicas de produtos de beleza, são os temas que mais fazem sucesso,” explica Alcione. “Procuro colocar um pouco de mim nos textos, não divulgo algo que eu não usaria, por exemplo”. Mas o sucesso do blog e as outras iniciativas têm sido pouco ainda, com exceção do evento de moda, o FWPS, que foi uma atitude ousada e inteligente. “Fora isso, pouco tem sido feito. Claro que as manifestações dos diversos blogs são de grande valia, mas ainda é pouco, perto do muito que precisa ser feito”, compara Alcione. “Admiro e respeito o trabalho das meninas do blog Mulherão e também o pessoal do site Gordinhas Lindas, são sérios e comprometidos com este movimento. Mas tudo ainda está muito confuso, a mídia quer apenas ganhar audiência. Tanta exposição pode não ser saudável, corre-se o risco de se tornar um assunto esquecido daqui alguns dias. As pessoas esquecem que quantidade não basta, mas sim qualidade. Não é aparecendo em todos os canais de mídia que conseguiremos mudar a opinião sobre o mundo plus size. Temos que agir de modo inteligente,” afirma Alcione Ribeiro. O futuro E como pra frente é que se anda, Alcione Ribeiro tem em sua mente, como deve ser feita a divulgação do estilo plus

size. “Acredito que a primeira postura a ser adotada seria a de parceiros, ou seja, deixar de lado as questões de concorrência e iniciar trabalhos concretos para o crescimento do movimento, cavando espaços no mercado. Por exemplo, não basta existirem lojas exclusivas para gordinhas, mas também incluir a moda plus size nas vitrines das demais lojas, consideradas ‘comuns’ pela sociedade. A direção a seguir é esta, mostrar que plus size não é apenas um movimento, mas um estilo de vida”, explica Alcione. Ela tem um projeto que chama de “sonho real” que é o de ampliar a atuação do blog e transformá-lo em site, ou até se unir a outro blog/site para oferecer mais conteúdo e diversidade de colunistas. E está trabalhando para que isso aconteça no futuro. Mas como de sonho também se vive, ela gostaria de abrir uma loja para atender essa mulherada que, assim como ela, já chorou em provador. “Mas não desejo uma loja convencional, porque já existem várias, principalmente em São Paulo,” explica. “A idéia seria criar uma loja especial para noivas gordinhas, com todo o glamour que o momento merece e sem aqueles atendentes chatos dizendo que você precisa emagrecer tantos quilos até o dia do casamento ou então não vai entrar no vestido e se entrar, vai ficar ridículo. Ou pior, aqueles que mal olham na sua cara e logo dizem: ‘vestido do seu tamanho, só por encomenda querida’, como se fossemos uma aberração da natureza. Mas isso é apenas um devaneio, não sei se realizarei. Também tenho o desejo de montar um centro de beleza para o público plus size, masculino e feminino. Mas ficaria feliz até mesmo

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se alguém ‘roubasse’ essas minhas idéias e criassem algo assim, nós merecemos”. O peso do plus size A maior dificuldade de todo plus size é encontrar roupas de bom caimento. Ainda são poucas as lojas que oferecem peças de bom gosto e modernas para mulheres que usam tamanho grande. “Uso manequim 50 e não sou do tipo cinturinha fina e bumbum grande, mas tenho coxas grossas e seios grandes, isso se torna um complicador para encontrar uma roupa adequada,” explica Alcione. “Mas também não me desespero mais. Quando quero algo que não encontro numa loja, compro o tecido e mando fazer sob medida. Lógico que seria muito mais cômodo ter tudo ali à mão na loja sempre, mas ainda temos que caminhar muito para conquistar um espaço como este”. Mas roupa, até dá para tirar com certa facilidade. A maior dificuldade que Alcione Ribeiro enfrentou foi durante a gravidez. “Nunca imaginei que teria tantos problemas e riscos de saúde por causa do meu peso,” lembra chateada. “Vivi uma fase tensa e cheia de cuidados, mas infelizmente perdi o bebê. Foi difícil assimilar tudo. No começo culpava o meu corpo pelo ocorrido. Só depois de um tempo compreendi que o aborto foi gerado por um fator genético. Até escrevi sobre isso num blog que colaboro, o Papo de Gordo”. Essa situação foi muito mais difícil do que sofrer o preconceito, que, segundo ela, muitas vezes começa dentro da própria família. Sempre tem alguém que insiste em oferecer dietas, indicações de “produtos milagrosos”, métodos absurdos para emagrecer e outras coisas. Com ela não foi diferente, encarou o preconceito na vida pessoal e profissional, e por incrível que pareça, até na própria família. “Hoje encaro de uma forma completamente diferente de alguns anos atrás,” afirma Alcione. “Me aceito e me amo como sou e pelo que sou, e não pelo manequim que uso. Não tenho mais vergonha do meu corpo, uso biquíni na praia e não me escondo mais em roupas gigantescas. Aprendi a

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valorizar o que tenho de melhor em mim e no meu corpo”. Mas ela não faz apologia à obesidade nem diz que todos devem se entupir de comida para se tornar uma pessoa plus size. “As pessoas muitas vezes não entendem que, o fato de ser gordinha, não significa que minha dieta é à base de hambúrguer, fritas, refrigerantes e doces. O sobrepeso nem sempre é sinal de falta de saúde, muitas vezes está ligado a outros fatores do organismo e até psicológicos, e que, por mais que eu perca peso, nunca serei magra”, explica. “Cuido da minha saúde e bem estar, me considero uma gordinha bonita, inteligente, sensual e saudável. E modesta não é mesmo?” brinca. Por mais bem resolvida que Alcione seja, ela não está 100% satisfeita com seu corpo, até mesmo porque para uma mulher isso nunca vai existir, mesmo para aquelas mais magras e de corpos esculturais. Mas ela costuma dizer que amar a si mesmo é o primeiro passo. “Há alguns anos eu morria de vergonha do meu corpo, só usava roupas largas (que me deixavam ainda maior). Não usava blusa sem manga e evitava ir à praia e quando ia nunca usava biquíni. Acreditava que nenhum homem se interessaria por mim e que jamais conseguiria usar roupas coloridas ou estampadas,” recorda. “Isso só mudou quando aprendi a me amar como sou, quando finalmente me olhei no espelho e percebi a pessoa bonita que me tornei. Aos poucos fui me descobrindo como mulher, passei a me sentir mais feminina, mais sexy. Afinal de contas, meu peso continua igual, mesmo quando uso só roupa preta ou blusas largas. A diferença está na minha cabeça, e essa, é leve”.

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MuBE

Museu Brasileiro de Escultura

a vitória da cultura sobre interesses comerciais

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

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No local onde seria construído um shopping center, graças ao esforço e união de várias Sociedades Amigos de bairro, hoje brilha um local onde é possível ver obras-primas de artistas consagrados no país e no exterior.

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m ponto altamente valorizado no Jardim Europa. Muitos interessados. Entre eles, uma construtora com um projeto de erguer um shopping center, bem no meio de uma área cheia de árvores, sem prédios e que não iria combinar em nada. Além disso, a presença de um shopping era terminantemente abominada pela vizinhança. Dispostos a impedir uma “aberração à natureza”, a Sociedade dos Amigos dos Jardins Europa e Paulistano (SAJEP), e da Sociedade de Amigos dos Museus, SAM Nacional, iniciaram um movimento social liderado por Marilisa Rathsam, impedindo a construção de um shopping center naquela área, que era estritamente residencial. Depois de algumas discussões, argumentações e contra-argumentações, o bom senso venceu e o terreno foi cedido pela prefeitura, em comodato, por um período de 99 anos. Em vez de shopping, a região ganhou um museu, o Museu Brasileiro de Esculutura, MuBE, que teve a construção realizada com o esforço da iniciativa privada. Digno da região

Uma área nobre não poderia receber uma construção qualquer. Era preciso algo que se integrasse à região de tal maneira que conseguisse não ser notada pelas pessoas. Para a escolha do projeto, foi feito um concurso público que premiou o projeto de Paulo Mendes da Rocha. Naquela época, há 20 anos, Paulo já era conhecido, porém, atualmente é um dos mais expressivos e premiados arquitetos da contemporaneidade, sendo o MuBE uma de suas obras mais conhecidas, nacional e internacionalmente. Para ele, o museu é um lugar de concentração, reflexão do trabalho humano

e da produção artística. O museu, quase todo enterrado, insere-se na paisagem entre jardins criados por Burle Marx. A construção do museu se estendeu por mais de dez anos e é considerada pelos críticos, a grande figura da arquitetura brasileira da década de 90. O MuBE foi idealizado numa época, em que para construir um museu deste porte e importância, em um país com uma tremenda crise econômica, requereu muita ousadia, e hoje é reconhecido como um dos mais atraentes e modernos de São Paulo. Paulo Mendes da Rocha criou um espaço de exposições, cursos, palestras e eventos voltados à arte, que já abrigou, neste período, obras de muitos artistas renomados. Inaugurado em maio de 1995, com a exposição de Victor Brecheret, o MuBE, ao contrário dos museus tradicionais, tem como vocação ser um “museu aberto”, sem manter um acervo fixo, recebendo exposições temporárias de artistas da vanguarda histórica e moderna, representativos na formação da arte moderna e contemporânea nacional e internacional. Paulo Medes da Rocha criou um espaço solene e moderno, inserido em uma localização que faz do projeto, desde o início, uma expressão contestadora: o bairro jardim das grandes mansões da cidade, o Jardim Europa. A praça aberta, ao mesmo tempo um espaço propício para exposição de esculturas, é também um lugar cívico e político, para encontro, confrontando-se com o entorno. A praça faz com que a cidade possa respirar e se abrir, desafiando os limites do lote. O edifício é alterado já nas primeiras semanas depois de sua inauguração, com a implantação de grades na praça livre do térreo. O museu seria, segundo proposição inicial, não apenas um lugar de exposições, mas também um centro para gerenciamen-

O MuBE foi concebido para ser um museu aberto. Não tem acervo próprio, porém, recebe diversas obras que chegam do mundo inteiro. SEM MEDIDA| 57


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to das esculturas espalhadas pela cidade. O programa reduzido, praticamente todo desenvolvido pelo próprio escritório do arquiteto, permitiu que a construção acontecesse sobretudo no subsolo do terreno. O único elemento construído no térreo, além do vazio da praça, dos espelhos d’água e os caminhos e escadas de aproximação do interior (também pensadas como possível auditório aberto), é o grande pórtico de concreto aparente que delimita um marco, um monumento moderno e sintético. O terreno num cruzamento de ruas e em declive foi também decisivo para o projeto. A relação com as duas ruas na esquina possibilitou a implantação do pórtico de concreto com perfeição visual para pedestres e carros. O desnível permitiu uma entrada na mesma cota da rua e um programa construído no subsolo, sem que o deslocamento exagerado de terra inviabilizasse o projeto. Apesar disso, o projeto apresenta uma certa complexidade construtiva. A quantidade de terra removida foi bastante grande e o lençol freático, localizado em uma cota alta, foram desafios para a sua realização. Para essa última questão, a solução encontrada sugeria a instalação de bombas no edifício para retirada das águas do terreno e que estas fossem jogadas em uma boca de lobo na rua lateral, no sistema urbano de coleta águas pluviais. A perfeição construtiva perpassa também o grande e esbelto pórtico, que se apóia com delicadeza sobre os pilares. A contra-flecha projetada e conseguida a partir do concreto protendido, corrige tanto uma imperfeição do olhar (que tenderia a ver a viga com uma leve barriga para baixo), como a possível ação indesejada do tempo (que provoca o aumento da flecha) e o “embarrigamento” da estrutura. A aproximação do rigor técnico, do conhecimento

humano acumulado, também possibilita a confecção dos guarda-corpos metálicos, que lembram os guarda-corpos de Le Corbusier. A iluminação da praça é reproposta, reinventada, de uma iluminação tradicional de praças: ao invés de pequenos e numerosos postes, o arquiteto trabalha com um único, alto e cenográfico, e que pode, com seus refletores, buscar diversos elementos espalhados pelo terreno. Paulo Mendes propõe com o museu, mesmo que de maneira sugestiva e metafórica, uma revisão da história americana construída para poucos e por poucos. A grande praça, aberta e democrática, lugar de encontro, opõe-se às casas, ostentações do espaço privado, sugerindo uma discussão claramente política através do traço poético da arquitetura, através da emoção e das possibilidades de construção do espaço. Atividades do Museu Nos 14 anos de atividade, completa 15 em maio, o Museu já abrigou mais de 150 exposições gratuitas com nomes consagrados da arte: como Brecheret, De Chirico, Max Ernst, Kcho, Bernar Venet, Benjamim, Luchesi e Bento, Claude Viallat, Marcos Lodola, DEV, Juan Diego Miguel, Jô Soares entre outros. Cerca de 400 mil pessoas visitaram o museu. Os ateliês oficina do MuBE oferecem cursos e workshops nas diversas mídias e linguagens das artes visuais, ministrado por artistas plásticos, críticos e historiadores da arte, profissionais reconhecidos no contexto da produção da arte contemporânea e no meio acadêmico, proporcionam orientação dirigida aos interesses individuais de cada aluno. Mais de 3.500 jovens e adolescentes foram atendidos por seus

O espaço do MuBE é por si só uma obra de arte. Concreto armado e metal se harmonizam transformando o museu em mais uma grande escultura. 60 |SEM MEDIDA


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programas de caráter social voltados à pintura, escultura, desenho, aquarela e história da arte, com 200 bolsas de estudo/ ano. A música também está presente na agenda do MuBE. Sob a coordenação de Dulce Cupolo, o programa “Música no MuBE” tem como objetivo aproximar o público da música clássica. São apresentações de música solo ou de grupos de câmara, nas áreas de música contemporânea, erudita e lírica, oferecendo ao público visitante, uma dinâmica opção cultural. Artistas reconhecidos como Olga Kiun, Olga Kopilova, Clélia Iruzun entre outras já apresentaram o seu repertório no auditório Pedro Piva. A Feira de Antiguidades do MuBE reúne 72 dos melhores antiquários de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Bahia e foi inspirada na Feira do Museu Uffizi em Firenze, a primeira Feira de Antiguidades realizada no interior de um museu no mundo, inaugurado após a 2ª Guerra Mundial, tendo gerado grande sucesso em toda Europa. Renovando o conceito atual dessa atividade, a Feira do MuBE é voltada para o colecionador, o mercado e o público amante da arte, que vem observar peças raras e antigas, como algumas que datam o ano de 1500 AC. Além da arte pré-colombiana até a conquista espanhola de 1532, também existe o mobiliário francês e brasileiro, livros e documentos raros, porcelanas francesas, luminárias de época, quadros de artistas consagrados, tapetes persas, relógios, arte sacra e oratórios datando desde o século XVI. A Feira já completou cinco anos e acontece todos os domingos na marquise do Museu. O MuBE está em plena campanha de constituição de seu acervo e já conta com obras importantes, doadas pelos artistas:

Kcho, escultor cubano, com obras em vários museus, inclusive no MOMA, em Nova Iorque, Arcângelo Ianelli, Francisco Brennand, Ivald Granato, Marco Lodola, João Carlos Galvão, Caciporé Torres e Yutaka Toyota. Pensando no futuro A nova fase do Museu Brasileiro de Escultura (Mube) começou no dia 17 de janeiro de 2008, com a transformação do Museu numa Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. título fornecido pelo Ministério da Justiça do Brasil, cuja finalidade é facilitar o aparecimento de parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos federal, estadual e municipal. Esta mudança, entre outras coisas, dará a Instituição uma maior transparência e credibilidade. O MuBE conta com 21 conselheiros, que elegeram sete novos diretores: o empresário, Jorge Frederico Magnus Landmann,  presidente. Para a curadoria, foi contratado o experiente crítico de arte, Jacob Klintowitz. Na diretoria cultural, está o marchand e galerista, Olívio Guedes. A diretoria jurídica é comandada pelo advogado Ruben Fonseca e Silva e há uma diretoria internacional (responsável por eventos internacionais) além de uma diretoria voltada para assuntos comunitários. Serviço MuBE – Museu Brasileiro da Escultura Av. Europa, 218 – Jardim Europa São Paulo – SP Tel.: 11. 2594-2601 Site: www.mube.art.br O local conta com: ar condicionado, acesso para deficientes físicos, manobristas e restaurante.

Para quem pensa que um museu é apenas para ser visto, o MuBE vai além. Ele abriga uma feira de antiguidades que reúne 72 dos melhores antiquários brasileiros. SEM MEDIDA| 65


Elegance

atenta a tudo o que o mercado quer usar

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

Para atender a necessidade do mercado em ter roupas de tamanho grande, mas com um corte jovem, foi criada a Elegance, uma confecção focada no público plus size que tem bom gosto.

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anta Catarina, famosa por suas confecções, agora tem mais uma, porém, esta especializada em moda feminina plus size. É a Elegance, que fica em Joinville e tem uma linha de roupas para mulheres que vestem dos tamanhos 44 ao 52, e que procuram estar sempre mais jovem, bem vestida, com uma roupa com boa modelagem e com tecidos de qualidade. E além de qualidade, a Elegance, como o próprio nome diz, oferece roupas finas, com charme, classe e elegância. Para isso, suas estilistas foram em 2008, a Paris, um lugar sempre inspirador e a Milão, com suas marcas que sempre gostam de analisar para futuras coleções. Mas para sair do lugar comum, também foram a Israel, com objetivo de conhecer novos lugares e buscar novidades saindo do roteiro de todos os estilistas. Além disso, elas também buscam inspiração em sites internacionais e revistas japonesas e inglesas que sempre são boas fontes para se saber o que está acontecendo no mercado internacional. Estas viagens e a busca por informações são fundamentais para que a Elegance possa fazer três criações por ano: inverno, verão e alto verão. E a receptividade da marca e das rou-

pas tem sido muito boa. “Só temos a agradecer ao publico plus size, que sempre tem elogiado nosso produto,” diz Cinara Fernandes, gerente Industrial da Elegance, afirmando que buscam intensamente conhecer a necessidade desse público para ir se adequando ao que ele precisa. “Por isto mantemos um canal direto com os mesmos através de orkut e de site para que entrem em contato conosco”. A coleção de inverno já está no mercado, à venda para os lojistas. A Elegance não vende direto para o consumidor final, apenas para grandes lojas. O tema desta coleção foi “L’art de la simplicité”, porque suas estilistas acreditam que num mercado pós crise, não adianta inventar muito. “O público procura algo comercial, bonito e artístico, então nomeamos a coleção como ‘A arte da simplicidade’, porque acreditamos que todas as pecas tem um toque de arte,” explica Cinara. Qualidade na matéria prima A Elegance só trabalha com os melhores fornecedores nacionais, como Santa Constância, Kalimo, Menegotti, porque prima pela qualidade e pelo excelente acabamento. E essa exigência se estende aos produtos importados, isso para que o produto

“Dentro de nosso Planejamento Estratégico no setor de vendas, temos a meta de atingirmos ainda algumas regiões do País, e na área de Recursos Humanos, temos o objetivo de valorizarmos cada vez mais o potencial humano investindo em nossos funcionários com treinamentos e cursos no setor.”

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A Elegance só trabalha com os melhores fornecedores nacionais, como Santa Constância, Kalimo, Menegotti, porque prima pela qualidade e pelo excelente acabamento. E essa exigência se estende aos produtos importados, isso para que o produto tenha sempre o acabamento perfeito.

tenha sempre o acabamento perfeito. Para que seus produtos cheguem ao consumidor final, a Elegance distribui por meio de representantes comerciais nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, e está em fase de ampliação, buscando novos parceiros para ampliar a área de abrangência. As peças são comercializadas somente em lojas multimarcas, as melhores em cada cidade dos estados em que atendem. Ela não comercializa via internet, mas todos que precisarem saber em que loja achar a marca na sua cidade, podem entrar em contato via site. “Respondemos diariamente, e adoramos também receber informações do cliente sobre o que ele quer usar, do que sente falta no mercado e outras dúvidas,” explica Cínara Fernandes. O site da Elegance é www.elegancemoda. com.br. Por ser uma empresa de pequeno porte, e muito bem estruturada, a Elegance passou pela crise sem ser afetada, inclusive no mês de janeiro, foram admitidos mais 30% de funcionários na empresa para atender aos clientes. A Elegance consegue ampliar suas vendas e área de atuação porque

satisfaz os desejos dos clientes. “Quando amamos o que fazemos, atendemos a necessidade do cliente de forma que ele sempre fica feliz,” explica Cinara Fernandes. “A Elegance ama atender ao público plus size, sendo uma das precursora no segmento. Então, buscamos estar sempre à frente para satisfazer nosso cliente final”. Para fazer-se conhecer, a Elegance promove desfiles, confecciona catálogos, faz propaganda em mídia entre outras ações. Trabalha de diversas formas. Toda a coleção faz catálogo, atualiza o site, faz convenção de lançamento com desfile, anuncia na mídia local, e este ano participou da FENIM em Gramado, que é a maior feira de Moda de Inverno. Para 2010, a empresa espera um excelente ano, mas um ano em que cada vez mais se deve estar atentos ao que o consumidor quer vestir. “Dentro de nosso Planejamento Estratégico no setor de vendas, temos a meta de atingirmos ainda algumas regiões do País, e na área de Recursos Humanos, temos o objetivo de valorizarmos cada vez mais o potencial humano investindo em nossos funcionários com treinamentos e cursos no setor,” finaliza Cinara.

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um ano levando informação para o universo plus size

Texto: da Redação | Imagens: Wikimedia Commons Arquivo Sem Medida

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Wikimedia Commons/D. Sharon Pruitt

Em fevereiro deste ano, a revista Sem Medida comemorou seu primeiro aniversário e, numa retrospectiva, seus editores contam como surgiu a idéia de produzir uma publicação direcionada ao público plus size e comentam o futuro da revista.

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epois de doze edições e quase 1.000 páginas preenchidas com assuntos destinados a agradar os brasileiros que estão acima do peso, Roberto Paes, diretor da Writers Editora e Comunicação Ltda. e editor da revista Sem Medida confessa que no início esta não foi uma tarefa das mais simples. Segundo ele, nas primeiras quatro ou cinco edições, quando os repórteres procuravam por um entrevistado e diziam que a publicação era destinada ao público plus size, do outro lado da linha era possível escutar as risadas. “Foi muito difícil produzir uma revista para gordos no Brasil. Nossa intenção sempre foi produzir conteúdo jornalístico sério e, no entanto, quando procurávamos as pessoas para conseguir desenvolver uma pauta, o que mais ouvíamos eram risadas”, desabafa Roberto. No entanto, passados alguns meses, afirma Roberto, a situação mudou. Os acessos à revista aumentaram significativamente, e tanto o universo plus size, quanto o público em geral, tomaram conhecimento da publicação e se encantaram com seu conteúdo. A partir daí, aqueles repórteres que corriam atrás da notícia passaram a ser perseguidos por ela. “Depois que o mercado tomou conhecimento de nossa proposta e à medida que as pessoas que estão acima do peso passaram a ganhar espaço na mídia, nossa vida ficou muito mais simples. Hoje, quando ligamos para alguém solicitando uma entrevista, somos atendidos prontamente. As assessorias de

Rita Martins foi uma das primeiras plus size entrevistadas pela revista. Na época, era difícil conseguir pessoas que se aceitassem como são e que estivessem dispostas a falar sobre isso. 78 |SEM MEDIDA


imprensa criaram uma grande estima pela Sem Medida e adoram nos enviar pautas sobre assuntos que interessam ao universo plus size”, comenta Roberto Paes. Como nasce uma revista Roberto explica que a idéia de fazer a revista Sem Medida surgiu em novembro de 2008, quando ele e seu sócio, o também jornalista Francisco Reis, procuravam um público para o qual pudessem criar um produto editorial. Foi então que ele sugeriu a criação de uma publicação que abordasse temas relacionados ao mundo de quem está acima do peso. Porém, em vez de a revista falar sobre como perder peso, a idéia de Roberto foi a de escrever sobre como as pessoas plus size poderiam viver bem, desde que se aceitassem como são. Francisco gostou da ideia e eles começaram a trabalhar no projeto. Durante os cinco primeiros números da revista, ela se chamou Large Lovers, mas à medida que o projeto ganhou peso, os sócios decidiram optar por um nome em português e que não causasse uma conotação tão sensual. A primeira idéia foi adotar o nome Algo a mais, que teve que ser abandonado porque já pertencia à outra publicação e, em seguida, a revista passou a se chamar Sem Medida, nome que mantém até hoje. “A troca de nomes foi uma questão conturbada dentro da redação. Eu adorava Large Lovers, que sempre traduzi como ‘pessoas que amam gordos’, já meu sócio e algumas pessoas do nosso círculo de amizades achavam este título muito ‘sexual’. No fim acabei cedendo à pressão e mudamos o nome da revista. Hoje ninguém lembra do Large Lovers e todos acham bastante apropriado o Sem Medida. Foi uma mudança para melhor, sem dúvida”, comenta Roberto. Quanto à escolha do universo de leitores, Roberto comenta que sempre se sentiu atraído pelo universo plus size. Ele mesmo confessa que já foi mais gordo e se sentia muito feliz e “sexy” com as curvas que tinha. Roberto também diz que sempre adorou mulheres plus size, a ponto de ter se casado com duas (uma de cada vez, é

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claro). Mas, segundo ele, o que o motivou a fazer a Sem Medida, foi a forma como os gordos são tratados. Roberto diz que cansou de ver suas esposas e seus amigos serem tratados com “anormais” e decidiu usar a revista para fazer com que os gordos encontrassem o seu lugar no mundo. Uma pauta variada O primeiro número de Sem Medida, leia-se Large Lovers, saiu em fevereiro de 2009 com 18 páginas. Na capa, estava o chef de cozinha Humberto Ribeiro, que além de aficionado por gastronomia, também era uma pessoa acima do peso. Na segunda entrevista, outro amigo dos editores. Nas demais páginas, uma pequena mostra de que rumos a revista pretendia seguir. “Como o Roberto disse, quando começamos a produzir a revista, encontrar pessoas e empresas dispostas a dar entrevistas para uma revista dirigida para gordos era uma tarefa quase que impossível. Não foram poucas as vezes que recorremos a amigos e até mesmo a parentes para conseguir conteúdo”, explica Francisco Reis, um dos editores da revista. No segundo número, a capa estampou Rita Martins, a atual esposa de Roberto. Na terceira o DJ Bruno Balbino, filho de um conhecido dos editores. Na quarta edição, uma amiga da redação que trabalha no setor de turismo e na quinta edição, o chef de cozinha Carlos Ribeiro, outro amigo dos editores. A partir daí, com o número de páginas crescendo a cada nova edição, quando o nome da revista foi mudado, Roberto e Francisco descobriram que estava cada vez mais fácil encontrar entrevistados. Tentaram então falar com a modelo Fluvia Lacerda. Ela concedeu a entrevista e, depois dela, muitas outras personalidades que estão acima do peso foram entrevistados. Francisco conta que as entrevistas são o carro chefe de todas as edições, mas, além disso, quem passa os olhos pela Sem Medida, que circula mensalmente todo dia 28 de cada mês, também encontra assuntos muito interessantes. “As entrevistas são nosso ponto forte. Com elas, apresentando pessoas que estão acima do peso e

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são felizes, demonstramos que é possível ser gordo e estar bem. Além disso, sempre apresentamos um restaurante de ótima qualidade, falamos sobre turismo, moda, cultura, lazer e muitos outros assuntos. Sempre tendo em vista que nosso leitor busca de satisfação”, diz Francisco. “Nossa idéia nunca foi incentivar as pessoas a ganharem peso, mas sim, mostrar a elas que, tenham o peso que tiverem, o ideal é buscar a felicidade. Quando entramos no ar, eu esperava receber uma chuva de críticas por abordar a obesidade como nós a abordamos. Mas, pelo contrário, o que recebemos, todos os dias, são quilos e quilos de e-mails nos parabenizando pelo projeto”, explica Francisco. Entretanto, Francisco faz questão de dizer que receberam pelo menos uma mensagem de crítica. Nela, a pessoa dizia que a revista deveria incentivar o emagrecimento, pois o excesso de peso é prejudicial à saúde. O jornalista diz que respondeu à mensagem dizendo que concordava com os males causados pelo excesso de peso, mas que, naquele momento, estava mais preocupado com os males emocionais causados pelas tentativas frustradas de emagrecimento forçado a que muitos plus size se submetiam e que também preocupava os editores a baixa auto-estima de quem está acima do peso. Um crescimento vertiginoso Da mesma forma que o número de páginas da Sem Medida cresceu rapidamente,

Fluvia Lacerda foi entrevistada na sexta edição da Sem Medida, quando ela já havia se tornado a mais famosa modelo plus size em atividade fora do Brasil. Ela transformou-se num exemplo para muitas pessoas. SEM MEDIDA| 81


o número de acessos da publicação também cresceu. Roberto Paes conta que em fevereiro de 2009, os page views da revista não passavam de 500 e que, atualmente, ele ultrapassa 50 mil visualizações. “O número de pessoas que acessa a revista e a visitação às páginas cresceu de forma assustadora. Mas o que nos deixa felizes é que não se tratam apenas de visitas de pessoas que retornam à publicação e sim, de uma quantidade enorme de novas visitações. Todos os dias recebemos entre 80 e 100 visitas e cerca de 80% delas são de pessoas que nunca haviam passado pelo site”, conta Roberto. “Outro fator que nos deixa satisfeitos e nos faz apostar cada vez mais num conteúdo adulto e de qualidade é a resposta que temos do perfil sócio-econômico dos nossos leitores. Do total de leitores da revista, praticamente 70% é formado pelo público feminino e 30% por homens. Mais da metade dos leitores está na faixa dos 30 a 39 anos de idade, 19% entre 20 e 29 e 15% entre 40 e 49 anos de idade. Cerca de 80% destes leitores tem nível superior completo e, do ponto de vista econômico, 68% dos nossos leitores ganham entre R$ 1.001,00 e R$ 3.000,00 mensais,” afirma Roberto. Provavelmente é com base nestas pesquisas que os editores escolhem os assuntos que farão parte da edição. Afinal de contas, são poucos os jovens que se interessam por música clássica e pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, tema da edição de janeiro, ou têm poder

Nanda Colmenero é uma modelo plus size que foi entrevistada na edição número nove da Sem Medida. Esta edição, mantém até hoje o título de recordista de acessos de todas as edições. 82 |SEM MEDIDA


aquisitivo para almoçar ou jantar num restaurante da categoria do DOM, casa apresentada pela revista na edição de novembro. “Quando pensamos em um assunto para a revista, é claro que levamos em consideração a idade e o poder aquisitivo dos nossos leitores. A prova de que estamos no caminho certo é que todos os meses angariamos novos leitores, o número de indicações de pessoas para seus amigos cresce e os e-mails com elogios também não param de chegar”, comenta Roberto. “No entanto, nem sempre pautamos desta maneira. Quando falamos sobre moda, por exemplo, sei que estamos falando também para um público mais jovem. Na mesma edição em que temos o DOM, temos uma entrevista com uma modelo plus size de 16 anos de idade. Outro caso à parte no que diz respeito à pauta são as matérias sobre charutos. Eu sou um apreciador deles e a cada oportunidade que tenho, escrevo sobre o assunto. O Francisco adora carros e passamos a incluir o assunto para atrair o público masculino e, no entanto, descobrimos que as mulheres também adoram as 4 ou as 2 rodas. Neste caso, só tomamos o cuidado de falar sobre veículos que tem um bom motor, afinal seria ridículo falar sobre um carro com motor mil”, brinca Roberto. “Seja qual for o assunto abordado em nossas páginas,” comenta Francisco, “a intenção constante é escrever sobre temas que digam respeito ao universo de quem está acima do peso, ou sobre assuntos que agradem quem é plus size. Damos grande prioridade às imagens porque acreditamos, assim como quem criou o ditado, que uma foto vale mais do que mil palavras. Principalmente, quando esta imagem é de um belo prato, um hotel maravilhoso, uma roupa super transada, um carro ou uma moto potentes. Não há como passar em palavras, a beleza de uma obra de arte ou a caimento de uma roupa bem riscada. O que nós queremos, no fim das contas, é que nossos leitores descubram o que há de melhor na vida e aproveitem sendo da maneira que são, sem perder uma grama de peso, se eles assim quiserem”, finaliza Francisco Reis.

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Ford Focus

um “tubarão” bonito, rechonchudo e potente

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

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Mas desse tubarão, ninguém vai querer fugir. Afinal, com uma frente que passa força, sensação de velocidade e poder, quem não gostaria de ser engolido por esse predador.

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uem fica frente à frente com o novo Ford Focus 1.6 Flex não consegue controlar o entusiasmo com o novo visual do modelo. Não tem como não lembrar de um tubarão. A frente leva o oval da marca, no centro do qual a placa é colocada “disfarçando a boca do tubarão”. Os faróis, muito bem desenhados, formam um conjunto harmonioso. Se a frente impressiona pela “agressividade”, as laterais são sóbrias, clássicas, terminando com o vidro traseiro bem inclinado, no caso do modelo hatch, ou em um grande e espaçoso porta-malas no caso do sedan. O interior não poderia ser melhor. O nível de acabamento na cabine é de veículo topo de linha, com o mesmo refinamento do modelo 2.0. O painel de instrumentos premium e o volante revestido em couro com raios cromados, contribuem para criar um ambiente de qualidade. No banco traseiro, os três assentos contam com encosto de cabeça com regulagem de altura. O novo Ford Focus 1.6 Flex traz um novo sistema de som, com rádio, CD-player/ MP3, entrada auxiliar e seis alto-falantes (dois woofers de 6”, dois tweeters e dois full-range de 6”) que proporcionam alta qualidade sonora e efeito home-theater. O volume do rádio é ajustado automaticamente de acordo com a velocidade na qual o veículo se encontra. Todos esses itens são de série na versão GL. A versão GLX traz ainda: vidros elétricos traseiros com acionamento a um toque em todas as janelas, console central com descansa-braço, abertura e fechamento global das portas, retrovisores, maçanetas, régua do porta-malas e aerofólio pintados na cor do veículo. Os freios ABS são opcionais na versão GLX. Muito conforto O novo Focus tem uma das plataformas mais amplas da categoria. É líder em comprimento (4.351 m), largura (1.840 m) e distância entre-eixos (2.640 m) entre os hatches médios. Por isso, oferece bom espaço para pernas, cabeça e ombros tanto para os ocupantes da frente como do ban-

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co de trás, assim como no porta-malas. Na frente, o novo Focus dispõe de 1.100 mm de espaço para as pernas, 999 mm para a cabeça (medidos da base do assento até o teto) e 1.408 mm para os ombros, de porta a porta. No compartimento de trás, oferece 906 mm de espaço para as pernas, 978 mm para a cabeça, 1.385 mm para os ombros e 31 mm para os joelhos. O porta-malas do hatch acomoda 328 litros. Na versão GL, o novo Focus 1.6 Flex Hatch vem equipado de série com os seguintes itens de aparência: rodas de liga leve de 16 polegadas, pneus 205/55 R16, aerofólio, antena no teto, régua do capô cromada, painel de instrumentos com acabamento suave ao toque, volante em couro com raios cromados e vidros verdes. Nos quesitos conforto e conveniência, vem com ar condicionado, direção hidráulica, computador de bordo com controle na coluna de direção, vidros elétricos dianteiros, CD-player/MP3 com entrada auxiliar; seis alto-falantes, alarme, faróis com ajuste de altura, conta-giros, chave tipo canivete, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, banco do motorista com ajuste de altura, aviso sonoro de faróis acesos, portas abertas e chave na ignição, abertura elétrica da tampa do combustível e do porta-malas, console central com dois porta-copos, luz de cortesia com temporizador, espelho de cortesia para motorista e passageiro, limpador do para-brisa com temporizador e velocidade variável, banco traseiro com assento e encosto bipartido (60/40), desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro. Os itens de segurança são: airbag duplo (motorista e passageiro), trava elétrica das portas com controle remoto, abertura elétrica dos vidros dianteiros com um toque, espelhos retrovisores externos elétricos com piscas integrados, trava de segurança para crianças, cintos de segurança traseiros retráteis de três pontos, travamento automático das portas a 7 km/h, alarme antifurto perimetral, luz elevada de freio, luz de neblina traseira, encosto de cabeça ajustável nos bancos dianteiros e traseiros, sistema antifurto Ford EPATS, tem-

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porizador dos faróis após fechamento das portas e temporizador para economia da bateria em 40 minutos. A versão GLX traz também espelhos retrovisores, maçanetas, régua do portamalas e aerofólio pintados na cor do veículo, trava elétrica das portas com controle remoto e abertura e fechamento global, vidros elétricos dianteiros e traseiros com um toque e sensor anti-esmagamento, alarme antifurto perimetral e volumétrico, console central com descansa-braço e porta-objetos, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, espelho de cortesia para o motorista e o passageiro com iluminação, luz de cortesia com temporizador e luzes de leitura integradas, luz de leitura traseira, alças de segurança dianteira e traseiras dobráveis, cinzeiro e acendedor de cigarros e ainda pode ser equipado como opcional com freios ABS com EBD e CBC. Motor de alumínio Se o desenho da carroceria e o interior do novo Ford Focus 1.6 Flex já deixaram você com vontade de ser um dos proprietários, fique sabendo que a maior novidade do modelo se esconde embaixo do capô. O novo Ford Focus 1.6 Flex utiliza a nova geração global de motores Sigma no Brasil. É um moderno motor flex feito inteiramente de alumínio na fábrica de Taubaté, SP. A concepção do motor Sigma entrega um padrão superior de desempenho, economia e baixas emissões. “O novo Focus 1.6 Flex com motor Sigma é traduzido pela tecnologia, modernidade e inovação superiores. Seu desempenho, leveza, a excelente dirigibilidade, a confiabilidade desse conjunto e o design atraente, nos dão a certeza que o modelo 1.6 Flex está entre os melhores automóveis do País”, afirma Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul. Feito com bloco, cabeçote, cárter e pistões de alumínio, o motor Sigma se destaca pela leveza, eficiência, durabilidade e padrão de sustentabilidade. Tem 16 válvulas com duplo comando acionado por correia silenciosa e é o mais forte da

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Para abrigar um motor de última geração, o Novo Ford Focus ganhou uma carroceria que oferece total segurança aos seus ocupantes.

categoria: desenvolve a potência de 115,6 cv com álcool e 109,3 cv com gasolina, e torque de 160 Nm (álcool) e 151 Nm (gasolina). Fornece 80% do torque máximo a apenas 1.500 rpm. “O motor Sigma Flex tem excelente equilíbrio de torque e potência. Isso pode ser sentido nas respostas rápidas do acelerador e no desempenho elástico em toda a gama de rotações”, diz Enio Gomes, engenheiro-chefe de Motores da Ford América do Sul. O veículo também se destaca pela economia de combustível. Na cidade, faz 11,5 km/l (gasolina) e 7,5 km/l (álcool). Na estrada, roda 15,5 km/l (gasolina) e 10,3 km/l (álcool). O que resulta em média ponderada de 13 km/l (gasolina) e 8,5 km/l (álcool), considerando as normas NBR 6601 (cidade) e NBR 7024 (estrada). “O motor Sigma 1.6 Flex é resultado de projeto moderno concebido para atingir eficiente padrão de desempenho, economia de combustível e emissões, com elevada durabilidade e baixo custo de manutenção. Além disso, traz flexibilidade para incorporar novas soluções no futuro, visando ao atendimento das necessidades do mercado”, diz Enio Gomes. O motor Sigma se destaca pelo baixo peso: tem apenas 76 kg. Essa massa menor beneficia não só a operação do próprio motor como toda a dinâmica do veículo, com menos consumo de energia e redução da carga sobre a suspensão e os freios. Apesar do baixo peso, ele forma um conjunto de alta rigidez e durabilidade, homologado para mais de 240.000 km de uso. Tem funcionamento silencioso e suave, baixo consumo e emissões reduzidas: 0,36 g/km (gasolina) e 0,57 g/km (álcool) de CO; 196 g/km (gasolina) e 189 g/ km (álcool) de CO2; e 0,029 g/km (gasolina) e 0,037 g/km (álcool) de NOx, níveis que atendem os limites da legislação até 2014. O bloco é produzido em alumínio injetado sob alta pressão, junto com as camisas de ferro fundido, processo que resulta em um conjunto leve, rígido e durável. Sua arquitetura do tipo open deck otimiza a refrigeração dos cilindros e favorece a estabili-

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dade dimensional. O cabeçote de alumínio aloja o duplo comando das 16 válvulas. Esse arranjo produz alto torque e estabilidade de combustão em qualquer rotação, com baixo consumo e emissões. O cárter estrutural em alumínio contribui para a alta rigidez e performance acústica. As inovações do motor Sigma incluem sistema de partida a frio, velas e bicos injetores otimizados, acelerador com controle eletrônico e mancais do virabrequim produzidos em peça única de alumínio. Tudo isso contribui para o seu funcionamento suave e silencioso. O motor Sigma traz também outras inovações construtivas importantes. O conjunto de mancais do virabrequim é fundido em peça única de alumínio, que aumenta a estabilidade dimensional e a rigidez. As bielas são sinterizadas em peça única, separadas por processo de fratura a laser. Esse processo garante controle dimensional e ajuste perfeito nas junções. Os mancais com folgas casadas produzem menor nível de ruído e vibrações e oferecem maior durabilidade. Os pistões são produzidos em liga de alumínio anodizado, com baixo peso e alta durabilidade para a operação bicombustível. O duplo comando de válvulas é acionado por sistema de correia silenciosa, que dispensa tensionador, gera baixo nível de ruído em todas as faixas de operação e não requer manutenção. Os assentos de válvulas são produzidos em material especial, com destaque para a robustez e durabilidade no funcionamento com álcool e também com GNV. O coletor de admissão em plástico injetado, de baixo peso e alta eficiência volumétrica, garante alto fluxo de ar para alimentar a combustão. O Novo Focus 1.6 Flex acelera de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos com álcool e 13,3 segundos com gasolina e atinge a velocidade máxima de 189 km/h (álcool) e 183 km/h (gasolina). Na retomada de 40 a 80 km/h, em terceira marcha, leva 9 segundos com álcool e 9,7 segundos com gasolina. Para retomar a velocidade de 50 a 100 km/h, em quarta marcha, precisa de 16,2 segundos com álcool e 17,6 segundos com gasolina. Já a retomada de 80

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a 120 km/h, em quinta marcha, é feita em 21,2 segundos com álcool e em 24,4 segundos com gasolina. O veículo também entrega melhor autonomia. Na cidade, faz 11,5 km/l (gasolina) e 7,5 km/l (álcool). Na estrada, roda 15,5 km/l (gasolina) e 10,3 km/l (álcool). O que dá uma média ponderada de 13 km/l (gasolina) e 8,5 km/l (álcool), na medição feita segundo as normas NBR 6601 (cidade) e NBR 7024 (estrada). Além disso, é produzido com processos de manufatura de última geração que garantem arrefecimento homogêneo, estabilidade dimensional, menor necessidade de usinagem e um controle de qualidade apurado. Nesse trabalho de desenvolvimento foram aplicadas as modernas ferramentas do sistema Ford de engenharia para oferecer o máximo de confiabilidade e robustez. O motor flex, desenvolvido no Brasil, passou por mais de seis mil horas de testes em bancada e foi validado com a utilização de combustíveis adquiridos em diferentes regiões do País. Forte e muito seguro O “coração” do novo Focus 1.6 Flex casa com o conjunto mecânico, que mantém a condição de dirigibilidade mais elogiada do segmento, trazendo ajustes refinados de transmissão, direção, suspensão e freios. A transmissão manual de cinco velocidades, de conceito wide ratio, contribui para a boa aceleração e retomadas. As marchas iniciais mais curtas proporcionam agilidade na cidade enquanto as marchas altas, mais longas, aumentam a economia na estrada. A direção hidráulica de série, com funcionamento preciso e seguro, oferece um nível de assistência adequado a cada velocidade. A suspensão traseira independente tipo multilink, com barra estabilizadora, tem um excelente compromisso de conforto e estabilidade. O sistema de freios, a disco na frente e a tambor na traseira, é dimensionado para frear o veículo com segurança. Como opcional, pode vir com freios a disco nas qua-

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tro rodas e sistema ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e controle de frenagem em curvas (CBC). Um carro projetado desde a estrutura para oferecer grande estabilidade e proteção para os ocupantes, com alto padrão de segurança. Esta é uma das características inerentes ao projeto presente também na versão 1.6 Flex, que vem equipada de série com air bag duplo e encostos de cabeça ajustáveis nos três assentos traseiros. O alto grau de rigidez torcional da carroceria faz com que o carro se mantenha conectado à pista, com resposta suave e previsibilidade em todas as situações de rodagem. E se completa com uma célula de proteção dos passageiros extremamente rígida, combinada com zonas de deformação programada. O novo Focus tem suspensão independente nas quatro rodas, outro diferencial no segmento que contribui para a estabilidade e o conforto. Ela é do tipo MacPherson na dianteira e Multilink na traseira, com coxins de borracha para isolar o subchassi da carroceria e buchas hidráulicas na dianteira para um amortecimento mais eficiente. Repetidores dos piscas instalados nos retrovisores melhoram a sinalização de direção para os demais motoristas e pedestres. Os faróis, com tecnologia de iluminação avançada, utilizam lâmpadas halógenas e refletores de superfície complexa para proporcionar um facho intenso e homogêneo. Além disso, vêm com ajuste de altura de série, que permite adaptar o foco às condições da pista e à carga do veículo.   Freios intuitivos O sistema de freios do Novo Focus é seguro e intuitivo, com uma ação inicial suave e definida em baixa velocidade para otimizar o desempenho urbano. A relação entre o curso do pedal e a força de frenagem é equilibrada e traz confiança em todas as velocidades. Ele é composto de discos dianteiros (de 278 mm) e tambor na traseira (de 228 mm, ou 9 polegadas) e também oferece a

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opção de discos traseiros (de 265 mm), com ABS, distribuição eletrônica (EBD) e controle de frenagem em curvas (CBC). O CBC (Cornering Brake Control) é um sistema de segurança ativa que aumenta o controle do veículo nas frenagens de emergência em curva. Ele aplica uma força diferente no freio da roda dianteira externa caso o carro derrape em velocidades acima de 80 km/h. É um recurso de segurança que aumenta a capacidade de controle e linearidade do veículo. A distribuição eletrônica de frenagem (EBD) distribui a força nas rodas dianteiras ou traseiras de acordo com a dinâmica do veículo e características do piso para garantir a melhor aderência.

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Crescimento no mercado Há um ano, a Ford lançou o Novo Focus com motorização 2.0. O automóvel obteve sucesso e o reconhecimento do mercado. “Agora, com a versão 1.6 Flex, o Novo Focus amplia a oferta e se posiciona como a principal opção do segmento por facilitar o acesso a um produto desejado”, diz Jorge Chear, diretor de Marketing e Vendas da Ford. A Ford tem planos importantes para o Novo Focus. “Consideramos 2010 como o ano do Focus e estamos preparados: temos capacidade de produção e confiamos na força do produto. O objetivo é ficar entre os líderes do segmento”, afirma Chear.


Os carros médios estão no chamado segmento C, que corresponde a 350 mil unidades por ano. É formado por consumidores bem informados, que buscam conhecer todas as características de seu veículo. “Costumamos definir esse segmento como formador de imagem dos fabricantes. As marcas de referência disputam esse mercado e o Novo Focus vem cumprindo muito bem esse papel de atrair consumidores para a Ford”, diz Adriana Carradori. Há um ano no mercado brasileiro, a nova plataforma do Focus foi reconhecida pelos especialistas e consumidores e tem o maior índice de satisfação entre os proprietários de hatches médios. Essa apro-

vação se reflete nas vendas, que quase dobraram no período, de 1.100 unidades para 2.000. “Aceleramos a produção e as vendas e estamos preparados para crescer o volume atual”, segundo Adriana Carradori. Seu preço foi definido para ser o mais competitivo da categoria. O Novo Focus 1.6 Flex oferece três anos de garantia e tem também a manutenção mais econômica, com a cesta básica de peças mais barata do segmento e as revisões Preço Fixo Ford. Bonito, com um motor que alia a alta tecnologia e muita força, interior muito bem cuidado e que oferece conforto e segurança. Quem não gostaria de ser “comido” por esse tubarão?

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Kauê

o litoral sul não precisa mais subir a serra

Texto: da Redação | Imagens: divulgação

Quem subia a serra para encontrar roupas com tamanho acima de 48, não precisa mais viajar. É só ir no bairro do Gonazaga, no Pátio Iporanga, em Santos, e procurar a loja da Kauê Modas.

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isão de futuro, empreendedorismo, arrojo e produtos de qualidade que atendem ao desejo dos mais exigentes clientes, não importando o tamanho. É isso que a Kauê Modas coloca no mercado, desde 1990. Naquela época, alguns empresários paulistanos tinham um amigo em comum com dificuldade em encontrar roupas em tamanhos maiores. Pensando em ajudar o amigo, surgiu a Kauê Modas, que hoje possui 12 lojas espalhadas por bairros nobres de São Paulo e é um caso de sucesso no universo da moda para o público plus size. Sucesso que ficou ainda maior com o interesse da mídia por este público. Os fundadores da Kauê apostaram que no futuro, eles iriam ter muitos clientes, encomendas e até exportar seus produtos. O futuro chegou. Talvez porque o universo da moda percebeu o que a Kauê sempre soube: todo mundo tem o direito de se vestir bem, e não como um saco de batata. Depois da aparição e sucesso na mídia da top model plus size Fluvia Lacerda, as pessoas acima do peso que a sociedade julga ser o “normal”, começaram a perceber e exigir seus direitos. Inclusive o de vestir-se bem. Com isso, o mercado para quem está acima do peso, vem crescendo nos últimos anos, e, cliente bem atendido, satisfeito com o produto, se torna fiel. Para isso, a rede Kauê investe pesado, sem medir esforços nem dinheiro para democratizar a moda e vem ampliando sua rede de lojas. Estrutura

Não adianta ter um excelente produto, se o cliente não puder experimentá-lo em um ambiente agradável, bem decorado, espaçoso e arejado. Por isso, a loja da Kauê, em Santos tem 80 m² e um visual moderno e limpo, agradável de se ficar. Neste ambiente aconchegante, ela oferece desde peças underwear (roupas íntimas), moda praia e acessórios, até roupas do dia-a-dia e trajes sociais. Tudo em tamanhos que variam do 46 ao 60 para mulheres, e do 50 ao 70 para homens.

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“Antes, quem estava acima do peso, não era tão exigente, porque não existiam opções de lojas que fizessem roupas do tamanho necessário,” afirma a diretora da Marketing da rede, Eliana Chican de Oliveira. “Mas agora, tudo que as pessoas plus size encontram e que foge ao estilo convencional, as encanta. Foi assim que conquistamos esse mercado. Fazemos roupas que seguem o calendário e a tendência da moda (que geralmente seriam apenas para modelos magérrimas), em tamanhos diferenciados, e sem perder o encanto”. Todas as lojas da rede Kauê seguem uma linha de atuação que prioriza a boa qualidade no atendimento ao cliente, tanto nos espaços físicos quanto no ambiente virtual (loja na internet). Um exemplo disso é que dúvidas e sugestões são respondidas, uma a uma, por uma equipe formada por vendedores, diretores de criação e estilistas. “Nossas estilistas possuem larga experiência no ramo da moda e fazem sugestões aos clientes. Muitas vezes, viajam para outros estados e até para outros países (Estados Unidos, Itália, Inglaterra etc.) para trazer novidades e adaptar ao nosso público,” explica o sócio-diretor Jorge Jean Chican. “Fazemos de tudo para que a pessoa sinta-se feliz dentro dos modelos que criamos. E o resultado já está aparecendo. Hoje, o fat pride (orgulho gordo) é uma realidade,” conclui o também sócio-diretor da rede, Carlos Eichenberger da Silva. Serviço Kauê Modas Shopping Pátio Iporanga Av. Ana Costa, 465 – piso térreo Web site: www.kauemodas.com.br.

A loja da Kauê Modas em Santos, segue a mesma linha arquitetônica das demais casas da rede. Além disso, os mesmos modelos oferecidos na capital agora poderão ser encontrados no litoral.

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Realizações

porque nossos sonhos acabam indo para o ralo

Texto: Tãnia Sanches | Imagens: Wikimedia Commons

T

odo início de ano, milhares de pessoas alimentam expectativas de promover mudanças em suas vidas: assumir um novo desafio profissional, ter uma promoção, desenvolver novas competências, mudar o corte de cabelo, voltar a estudar, mudar de casa, melhorar um relacionamento, viajar, fazer uma poupança e aumentar seus recursos financeiros entre outras várias coisas que se propõe e se promete fazer. O desejo de mudança é algo que o ser humano anseia e geralmente o início do ano, marca um ritual cada vez mais comum que é o de estabelecer metas para o ano vindouro. Criamos uma lista enorme de desejos e anseios que ficam em nossa mente, como um catálogo de coisas a fazer, investir e conquistar, mas nem sabemos direito por onde começar a agir ou mudar nossos comportamentos e praticar a realização. Então, a correria do dia-a-dia somada aos problemas e obstáculos que vamos encontrando ao longo da nossa caminhada cobrem nossos sonhos e projetos como terra que vamos jogando em cima. Passada algumas semanas de correria e rotina, nem se tem lembranças claras dos desejos e planos delineados – eles são encobertos e caem na escuridão da mente. Sempre procuramos o melhor para nós em qualquer âmbito de nossa vida, mas a verdade é que há um abismo entre o

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Reprodução do quadro “O Pesadelo”, de John Henry Fuseli

querer e o fazer, entre o desejo sonhado e a concretização propriamente dita. O estabelecimento de objetivos e metas, assim como as estratégias para eliminar os possíveis obstáculos não são claros, pois geralmente procuramos guardar tudo em nossa mente e haja espaço para guardar e lembrar-se de tudo o que está lá. Se ela fosse tão eficiente para trazer à tona tudo o que pensamos, vemos, sentimos, ouvimos e queremos, não haveria no mercado, dezenas de agendas dos mais diversos tipos, formas e tamanhos com páginas totalmente definidas para a realização de planejamentos mensais, semanais ou diários. O planejamento estratégico de vida é uma das pontes sobre o abismo entre o querer e o fazer acontecer. Aprender a realizá-lo com ações bem claras e definidas de forma assertiva que promovam concretizações dentro de um prazo claramente estabelecido, permite realmente conquistar sonhos e metas com mais facilidade e

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E para se saber aonde quer se chegar, um dos pontos primordiais é se focar no que se quer e ter consciência de que mudanças serão necessárias, elas são a alavanca para o progresso pessoal. rapidez. E isto pode ser em qualquer âmbito da vida. Quando não há estratégias de como vamos fazer o sonho se realizar ou um plano de tornar algo que queremos em realidade, pelo menos metade das oportunidades e chances de atingir-se o que se quer fica comprometida. Fazer um planejamento envolve analisar o momento atual no qual se está inserido: o que está acontecendo, onde estão os entraves que não te permitem ter novas conquistas, qual é o nível de satisfação com os diversos âmbitos da vida. É analisar o momento futuro, buscando perceber aonde se quer chegar, o que se quer conquistar, qual o prazo necessário para a conquista e quais os caminhos que se deve trilhar para chegar lá. Só se pode planejar e caminhar em direção a algo, quando o objetivo a ser alcançado está bem definido e em concordância com o que valorizamos. É como o filósofo Sêneca dizia: “nenhum vento é favorável para quem não sabe aonde ir”. E para se saber aonde quer se chegar, um dos pontos primordiais é se focar no que se quer e ter consciência de que mudanças serão necessárias, elas são a alavanca para o progresso pessoal. Não adianta querer algo se não há interesse e disposição para as promover na vida e agir de forma diferente, sair da zona conhecida, das atitudes e comportamentos automatizados. A mudança é por sinal outra ponte entre o querer e a concretização deste querer. Se houver todo um planejamento, mas não houver disposição para alterar a forma de pensar, de agir e reagir, nada se modificará. Com certeza o planejamento ficará descrito em algum pedaço de papel, guardado na gaveta ou no meio de algum caderno. Nada será novo se houver a continuação de atitudes, ações e comportamentos para lá de velhos. Luiz de Camões descre-

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veu em um dos seus poemas que “jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”. Não dá para esperar respostas inovadoras do mundo, fazendo as mesmas perguntas para lá de conhecidas. Mudar significa pensar de modo diferente, prestar atenção a novas oportunidades, lidar com a incerteza sobre os resultados dos atos e entrar em terreno desconhecido que, embora estimulante, também pode ser levemente ameaçador, pois faz com que se saia de uma posição conhecida, para posições e sondagem de horizontes inexplorados. Você quer fazer suas promessas de ano novo acontecerem? Então mude e exerça poder sobre sua vida, as rédeas são suas. Aja agora para fazer com que os seus projetos e planos se concretizem. Metas fixadas, planejamento definido e o querer mudar para melhor, só se tornam realidade a partir do momento que há o uso do poder de ação, habilidade para agir e fazer as coisas se efetivarem. Para os planos e projetos tornarem-se realidade, saia da ideia e tome uma atitude. Exerça posse sobre sua vida com a certeza de que já existem dentro de cada um, recursos que permitem deixar de dizer as mesmas palavras e fazer algo de bom realmente acontecer. Permita-se a mudar, abrindo mão de comportamentos e pensamentos que não levam a nada, planejando-se e promovendo ações para que novidades efetivamente ocorram. Assim terá condições de viver seus dias com plenitude e concretizando as mais desejosas promessas de fim de ano! Tânia Regina Sanches é psicóloga com pósgraduação em Administração de Recursos Humanos, especialização em Terapias Alternativas pelo Instituto Avathar e formada em Coaching pela Sociedade Latino Americana de Coaching.


nacozinha

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centro de gastronomia

Chef Carlos Ribeiro

Restaurante de cozinha variada com inspiração brasileira

Salada de folhas e flores

Bobó frito de camarão

Bolinho de arroz com queijo

Acarajé e abará com vatapá

Pastel aberto com pernil desfiado

Filé-mignon com baião-de-dois

Moqueca Paraense

Risoto de rabada desfiada com agrião

Cupim de panela com purê e aipim frito

Lombo de peixe com purê de inhame

Rabanada ao Porto com sorvete

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Ed. 1 - Ano 2 - 02/2010