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REVISTA Ano 1 - Nº 4 - Maio de 2009 Revista mensal de atualidades para os assinantes e anunciantes do projeto Large Lovers

Perfume

Saiba quais são as essências que mais combinam com você Entrevista

Uma empresária usa o motociclismo como terapia Mercado de trabalho

Dicas para você aumentar as suas chances de emprego

Entrevista

Procurando novos caminhos pelo mundo


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Revista Large Lover 2

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O dia dos namorados e uma edição maior e encantadora por Roberto Paes No mês de junho, comemora-se o dia dos namorados, e como nossa edição vai circular quase que às vésperas desta data, decidimos fazer em maio, um convite ao romance. Mas é claro que não perdemos de vista nossa linha editorial e temos, como sempre, nossas entrevistas. Além disso, neste mês, nossos colunistas dão dicas de moda, livros que interessam a quem quer aprimorar seus dotes gastronômicos e, na seção Lição de Casa deste mês, o chef Humberto Monteiro nos oferece uma receita de frango desossado e picante. Nas demais páginas, que aliás aumentou de tamanho novamente, mostramos a arte de um norte-americano que se especializou em retratar, de forma sensual, as gordas. Aproveitando este clima, publicamos uma matéria sobre sites adultos voltados para gordos, gordas e seus admiradores. Apresentamos uma rede de lojas que

se especializou em vender produtos adquiridos no Oriente, a espaço Til. Em nossa seção de gastronomia, apresentamos a Viandier Espaço Gastronômico, uma escola de gastronomia situada no Jardim Paulistano, em São Paulo e que, além disso, possui um bistrô aconchegante para um encontro romântico. Entrevistamos a especialista em aromas Sonia Corazza e descobrimos quais são as essências que podem fazer gordos e gordas chamarem a atenção e mostrarem a todos, com quem convivem e quem eles realmente são. E, para finalizar, conversamos com Felipe Westin, um dos diretores da Associação Brasileira de Recursos Humanos e selecionamos algumas dicas que ajudarão nossos leitores a serem melhor sucedidos em entrevistas de emprego e alcançarem êxito em suas carreiras profissionais. Boa leitura e navegação.

Ano 1 - Nº 4 - Maio de 2009 A revista Large Lovers é uma publicação eletrônica periódica editada pela Writers Editora e Comunicação Ltda., dirigida aos anunciantes e aos assinantes do projeto Large Lovers. Os artigos publicados aqui não refletem, necessariamente, as posições ideológicas da projeto Large Lovers e são de inteira responsabilidade de seus autores.

Editores Roberto Paes e Francisco Reis contato@largelovers.com.br Jornalista responsável Francisco Reis (MTb: 14.887) freis@largelovers.com.br Comercialização Roberto Paes rpaes@largelovers.com.br

Writers Editora e Comunicação Ltda. Rua Prof. Guilherme Belfort Sabino, 1347 - Cj 112 - Jd. Marajoara - São Paulo - SP - 04678-002 Tel.: 55 (11) 3729-3534 ou 55 (11) 3628-4825 Web site: www.writers.com.br E-mail: contato@writers.com.br Envie suas colaborações para Large Lovers Para enviar mensagens com sugestões, críticas ou comentários ao conteúdo desta publicação, utilize o endereço contato@largelovers.com.br.

Assuntos desta edição e ainda...

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Gastronomia

12 Artes plásticas 4

Entrevista Viaje nas experiências de Nádia, uma agente de tursimo com muita disposição e força de vontade.

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Perfume Sonia Corazza explica como os aromas revelam quem nós realmente somos ou o que queremos aparentar.

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Decoração

22 Concurso 24 Ponto de encontro 26 Cybersexo 31 Moda

18 Entrevista

Cristina Vaz sempre traçou seu caminho. Hoje é empresária e não perde a oportunidade de rodar pelas estradas.

29 Trabalho

Felipe Westin, vice-presidente de Planejamento Estratégico da ABRH-SP fala sobre o mercado de trabalho para gordos ou não.

33 Livros 34 Lição de casa

Revista Large Lover 3

Editorial


Revista Large Lover 4 Entrevista


O encanto pela diversidade É isso que prende Nádia Ribeiro à sua carreira no turismo. A possibilidade de conhecer novos lugares, pessoas diferentes e aprender sempre mais.

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ma mulher polivalente. Assim pode ser definida a agente de turismo Nádia Ribeiro. Além de agente de turismo, ela é microempresária, cuidando de uma mercearia com o pai e teve que interromper seus estudos na faculdade de pedagogia para conciliar o trabalho. “A mercearia que eu tenho com meu pai fica no Embu e atende ao público que precisa de poucas coisas. É pequena, menor que um supermercado”, diz Nádia. “Eu era secretária júnior de uma cliente da agência. Fui indicada por ela e entrei sem saber como funcionava. Gostei e fui aprendendo o serviço e agora não quero outra coisa”. Atraída pela diversidade, a cada dia uma tarefa diferente, um cliente novo, um destino a ser pesquisado, Nádia aprendeu a reconhecer todos os tipos de clientes. “O pior é aquele que não sabe o destino para onde quer ir. Começa pedindo Paris, e acaba indo para Praia Grande”, descreve a agente com um lindo sorriso nos lábios. “Nesse roteiro, ele passa pela Itália, Estados Unidos, África, Peru e por aí vai. Para nós, o bom cliente é aquele que fecha o negócio, mesmo depois de fazer a gente pesquisar o mundo inteiro antes de escolher seu destino”. Apesar da profissão, Nádia não viaja muito, e na maior parte de suas viagens, não tem tempo para fazer turismo, ela precisa verificar as acomodações disponíveis em cada local para poder indicar aos seus clientes. A última viagem a passeio que ela fez, foi ao Peru, país que ela gostou muito. Aproveitou e anotou os hotéis, restaurantes, passeios e locais para visitar. Nunca se sabe quando o próximo cliente irá pedir um pacote para o Peru. Ela explica que o agente de viagem tem que ter discernimento e bom senso. “Se um cliente diz que quer ficar em um determinado hotel que eu sei que não é bom, eu aviso”, explica Nádia. “Dou todas as informações, mas se o cliente quer ficar mesmo assim, eu faço a reserva. Mas sou bem franca com os clientes, para não ter dúvida”. Um caso específico são os hotéis da África, para onde a agência promove várias viagens para feiras, como em Luanda onde os hotéis são caros. O que se paga no Brasil como hotel de cinco estrelas, lá é o preço de um hotel três estrelas. Por isso ela avisa para que o cliente não espere muito. Apesar de a agência trabalhar com os melhores hotéis de lá, não é difícil encontrar baratas, mas não tem muita alternativa, é o padrão. Fazendo uma retrospectiva de suas viagens, Nádia aponta

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Fotos: Roberto Paes


Florianópolis como sua cidade preferida, caso fosse mudar de São Paulo. Achou Porto Alegre uma cidade abandonada, mesmo ressalvando que não foi em todos os lugares. Outra cidade na qual não moraria é o Rio de Janeiro, mesmo tendo parentes na cidade. E ela já descobriu porque o Brasil é um país que atrai muitos turistas. “A melhor qualidade do Brasil em termos de turismo é o povo”, afirma Nádia. “Onde você vai as pessoas te dão atenção, conversam, são muito receptivas, além da beleza natural. A princípio, as pessoas que visitam o Brasil são atraídas pela beleza, pelas praias, pelo clima. Mas quando chegam, acabam se encantando pelo povo. Pela experiência que eu tenho é isso que acontece”. Se temos um povo hospitaleiro, receptivo, belas praias e lindos locais para serem vistos, só é possível ter acesso a tudo isso com muito dinheiro. “A maior dificuldade de fazer turismo aqui no Brasil é o preço”, lamenta Nádia dizendo que sai mais caro conhecer João Pessoa do que Buenos Aires, na Argentina. Outro problema apontado pela agente de turismo é a falta de divulgação. Ela diz que quando vai à feiras de turismo, encontra panfletos, fotos, catálogos, farto material de outros países e do Brasil muito pouca coisa. Ela acha que para aumentar o turismo no Brasil, seria preciso reduzir as tarifas e divulgar mais o país, não apenas as cidades conhecidas como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, como outras localidade, como, por exemplo, João Pessoa. “Mas acho que os próprios governantes não têm muito interesse na divulgação”, lamenta Nádia.

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Sem distinção Em sete anos de trabalho na área, ela nunca encontrou um hotel que se preocupasse com pessoas gordas. “O que alguns têm são os spas, mas é sempre para o gordo emagrecer, tratamento diferenciado não”, conta. “O que existe em alguns são adaptações para deficientes físicos, mas voltados para gordos não”. E ela lida bem com esse fato. Desde os seis anos ela começou a fugir dos padrões normais de peso. Apesar de controlar por muito tempo, confessa sorrindo que nos últimos quatro anos relaxou e engordou mais. “Encontrei uma amiga de adolescência e ficamos lembrando que a gente ia ao cinema, mas antes almoçávamos, íamos no cinema, comíamos alguma coisa, pipoca, chocolate durante o filme, saíamos, fazíamos algumas compras e íamos para o McDonalds comer o maior lanche possível”, lembra sorrindo.

“Na agência de turismo, tenho a oportunidade de conhecer pessoas de diversas características. Isso me tornou mais sensível. Por isso acho qualquer tipo de discriminação uma grande bobagem.”


“Hoje eu como só o lanche menor com batata pequena e refrigerante pequeno”. O susto maior ocorreu há dois anos quando foi comprar roupa e percebeu que nada lhe servia. Consciente de que estava definitivamente no time das gordas, procurou uma loja especializada em roupas, porque uma das grandes dificuldades para quem está acima do peso é encontrar roupa para pessoas gordas. “Você encontra algumas lojas que oferecem tamanho maior, mas pelo amor de Deus são roupas que ninguém quer usar, horríveis”, reclama. “Como a maioria da população é magrinha, os fabricantes procuram atender essa fatia de mercado. Até porque seguem a tendência da passarela, e as modelos são magras e eles fazem modelos para magras. Para gordos só os `tubinhos´. E também, tem o problema de não ter um meio termo: ou você tem roupas para magras ou tamanhos enormes”. Descolada e bem-humorada, Nádia relembra um caso muito engraçado. “Fiquei alguns anos sem ir para o Rio de Janeiro”, lembra ela. “Quando voltei lá, uma tia minha notando meu aumento de peso disse: nossa como você mudou, o que aconteceu? Eu respondi: mudei o cabelo”. Esse bom humor veio com o tempo e depois de ter feito alguns regimes. Porém, sem paciência com regimes demorados, fez um pouco de academia para ter mais disposição, qualidade de vida, mas com o acúmulo de trabalho não teve mais tempo. “Acho importante que se faça exercício para manter a saúde em dia”, diz Nádia. “Mas eu como doce, principalmente, quando estou nervosa, ou ansiosa. É mais ou menos como o que acontece com o cigarro. Doce me acalma”. E para quem a chama de gorda, ela tem uma resposta na ponta da língua: “sou gordinha mas sou gostosa”. E não é propaganda enganosa não. Ela sempre teve namorado, e o atual está junto há quatro anos, são noivos. Mas ela sempre foi paquerada, e ainda hoje percebe olhares maliciosos quando passa. “Acho muito importante essa minha atitude, porque se eu não gostar de mim mesma, quem vai gostar?”, questiona sorrindo. “Em primeiro lugar a gente tem que se amar, tem que se respeitar”, fala séria. “Se você quer que as pessoas te respeitem, você tem que se respeitar. Se você quer que as pessoas te aceitem, você tem que se aceitar. Quando você se aceita, parece que tudo acontece, quem é gordinha, tem a tendência de se esconder, e ninguém vê quem fica se escondendo. Você tem que sair, colocar a cara no mundo, por a cara para bater, viver a vida em sua plenitude, pois do contrário você vai simplesmente passar pela vida”.

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“É preciso pensar grande e trabalhar muito para se atingir nossos objetivos. Por isso, além de trabalhar na agência tenho um pequeno comércio com minha família.”


Seu aroma diz ao mundo quem você é e o que sente

Revista Large Lover 8 Perfumes

Além do que as pessoas podem ver e ouvir, nós também dizemos quem somos, sem às vezes nos darmos conta, através dos perfumes que escolhemos


uando o assunto é vestuário, se você for uma pessoa antenada com a moda, não será difícil escolher um vestido ou um modelo de calça que fará com que todos tenham uma boa impressão sobre você. Ao sentar-se para conversar, se sua cultura geral é ampla, não faltará assunto e os que estão à sua volta, fatalmente acharão você alguém interessante. Porém, mesmo com todos estes cuidados, pode ser que alguns tenham uma impressão errada a seu respeito e o responsável por isso pode ser o seu perfume.

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Arquivo Weekpedia


Arquivo Sonia Corazza

“Os aromas são fundamentais para a sobrevivência de qualquer animal, porque são eles que orientam escolhas, desde a alimentação até a percepção individual de prazer ou dor.”

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Sonia Corazza, engenheira química especializada em cosmetologia

Segundo Sonia Corazza, uma engenheira química especializada em cosmetologia, os aromas que exalamos provocam reações emocionais nas pessoas que estão à nossa volta e estas reações podem provocar simpatia ou rejeição. “Os feromônios pessoais passam mensagens bioquímicas que são percebidas pelo outro e podem desencadear reações que vão desde o afeto puro, até a rejeição plena”, explica Sonia, que é autora de vários livros e colaboradora de muitas publicações e sites que abordam o universo dos perfumes. Ela explica que os aromas são fundamentais para a sobrevivência de qualquer animal, porque são eles que orientam escolhas, desde a alimentação até a percepção individual de prazer ou dor. Além disso, afirma Sonia, os aromas nos transportam para experiências pelas quais passamos durante nossas vidas e influenciam nossos estados emocionais. Isso explica porque, num determinado momento de nossas vidas, gostamos deste ou daquele perfume e, em outros, não conseguimos sequer passar perto de alguém que o esteja usando. Para Sonia Corazza, as fragrâncias que escolhemos para nos perfumar estão ligadas a uma experiência que tivemos com o aroma existente naquele perfume. “Nossas escolhas são absolutamente pessoais, realizadas de acordo com a experiência única que cada ser humano tem com determinado cheiro”, explica a cosmetologista. Entretanto, apesar de relacionarmos os aromas com nossa vivência pessoal, alguns deles estão, como se pode dizer, impressos no inconsciente coletivo e, provavelmente, irão gerar reações que podem ser antecipadas. Segundo Sonia, o odor de rosas evoca sensações de feminilidade e romantismo. O aroma de baunilha passa afeto e conforto e o do limão passa a quem inala a sensação de frescor e limpeza. “A reação que os perfumes provoca é muito cultural e temporal”, afirma Sonia. “Cheiros que fazem sucesso num momento podem ficar descontextualizados numa outra época.

Tudo depende do que está acontecendo no mundo naquele período.” A pesquisadora diz que em tempos conturbados há uma tendência ao consumo de perfumes florais para as mulheres e aromas que lembram lavanda para os homens. De foram geral, afirma Sonia, os homens preferem mulheres cheirando a flores e baunilha e as mulheres preferem os homens que exalam aromas amadeirados e de especiarias, como cravo, pimenta ou canela. Porém, mesmo “tentando agradar a gregos e troianos”, o que se pode perceber é que você só se sentirá bem com aqueles aromas que se encaixem com o seu estado emocional. Neste sentido, você pode enganar a todos, menos a você mesmo. Portanto, escolha bem o que pretende usar. Ao contrário do que parece, a escolha da fragrância ideal não é algo simples e que se faça em um minuto. “Uma pessoa que vai a uma loja deve testar antes de comprar um perfume”, ensina Sonia Corazza. “Primeiro experimente na fita de papel e cheire o perfume imediatamente, o que se percebe, neste momento, são as notas de topo, as mais voláteis. Depois de duas horas você vai sentir o coração do perfume, com a personalidade dele e então, após 5 ou 6 horas, as notas de fundo.” Segundo Sonia, só no dia seguinte você deve voltar e pedir ao balconista para aplicar o perfume na pele. É neste momento, afirma a cosmetologista, que se torna possível avaliar a reação do perfume com o seu odor pessoal e, da mesma forma, perceber se ele é adequado a você. Com isso, certamente, são necessários três dias para se fazer uma compra acertada. Se você se interessa por informações relacionadas ao mundo da cosmetologia e quer saber mais sobre perfumes e aromas, visite os web sites www.belezainteligente.com.br e www.vyaestelar.com.br. Sonia é diretora geral e técnica do primeiro e articulista do segundo. Além disso, ela publicou, pela Editora Senac, o livro Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros, onde ela fala com grande propriedade sobre o tema.


Divulgação

“Um lugar para saborear pratos deliciosos e, mais do que isso, aprender como prepará-los em sua casa, com a ajuda de grandes chefs de cozinha.”

T

rata-se de um investimento no bom gosto e na vontade de aprender dos 12 mil sócios do clube israelita de maior importância em toda a América Latina. Fogão industrial de seis bocas, fornos elétricos e a gás, churrasqueira, filmadora que grava as atividades do chef e que reproduz as imagens em dois telões, geladeiras e freezer, adega climatizada, utensílios de cozinha de última geração, mesas e cadeiras para 26 pessoas, compõem o espaço físico deste novo departamento, que não fica nada a dever às melhores escolas de culinária que se reproduzem como coelhos pelas urbis de nosso país. A aposta que o clube faz é a de detectar os interesses do associado, que reproduz e compõe as atividades dos cidadãos contemporâneos. Se estes participam passiva e ativamente do grande boom da gastronomia, frequentando restaurantes e cursos de culinária em vários níveis de profundidade, aprendendo avidamente sobre vinhos e ingredientes de cozinha, por que não transformar isso em atividade de clube? O Espaço Gourmet está se consolidando com aulas/jantares despretensiosos, atingindo um público que procura uma alternativa em seu ambiente para jantar e aprender. Por enquanto, nada de mais investigativo foi construído, mas a aceitação do Espaço foi imediata, agitando as noites de

aproximadamente 150 sócios que se revezam terças e quintas, participando de jantares feitos por chefs do nível de Silvia Percussi, Melão, Breno Lerner e Istvan Wessel. Não sócios podem participar, desde que convidados por algum associado. O Espaço, no entanto, não está parado. Está criando uma grade de atividades que atinja todos os associados, de todas as faixas etárias e interesses. A noite de quarta está reservada para o vinho, com cursos de formação e degustações. A primeira terça de cada mês está guardada para um grande chef e um grande jantar, uma coisa diferenciada. Ou seja, além de conhecer o trabalho dos mais badalados chefs, de poder conviver com ele por algumas horas e saber como ele atua, de ter uma refeição completa como se fosse em seu restaurante de alta classe, ainda pagará menos do que o que pagaria, caso fosse jantar no restaurante dele! Outra atividade inovadora que está se implantando é o “Vamos às compras”. Neste próximo mês, estaremos saindo do Espaço e indo ao Ceagesp de madrugada comprar peixe com um chef de restaurante da moda. Sairemos com um outro para acompanhá-lo nas compras do Mercado Central. E não pára por aí. O Espaço vai capitanear uma recolha de receitas históricas, que vieram com os avós e bisavós dos sócios de seus países de origem. Estas receitas serão apresentadas, discutidas e filmadas para servirem de base para uma videoteca e para um livro que será produzido a partir deste conhecimento. O Espaço também se aprofundará em aulas específícas tornando-se um ambiente intermediário entre o lazer e a escola especializada. Assim sendo, prova-se que sócio de clube não é apenas o esportista e o que procura lazer, mas é também aquele que procura aliar a fome com a vontade de (bem) comer!

Revista Large Lover 11 Gastronomia

Espaço Gourmet da Hebraica está a pleno vapor


Revista Large Lover 12 Artes plásticas

Um artista pop com inspiração renascentista Na Idade Média, ter seu retrato pintado por um artista era um luxo que apenas a aristocracia podia ter. Hoje, graças a um pintor norte-americano, qualquer gorda pode ter o seu e mostrar a todos sua sensualidade. o início, a idéia de ter seu corpo retratado em uma pintura pode parecer algo cafona e sem sentido. Porém, ver as gordas retratadas pelo artista plástico Les Toil expostas em seu web site, vai fazer você mudar de idéia. Ele, de forma bastante realista, retrata suas modelos de uma forma levemente sensual, sem maquiar suas características, e acrescenta aos retratos, cenários inusitados, geralmente sugeridos por quem encomendou a pintura. Por conta disso é possível ver mulheres comuns vestindo trajes indianos que valorizam seus seios e deixam à mostra barriga e lindas pernas curvilíneas. Isso sem falar que ela está sentada nas costas de um elefante. Em outro retrato é possível ver outra mulher usando um atraente baby dool enquanto apóia uma das pernas no acento do sofá folheando um livro qualquer. Existem também, é claro, clientes que se deixam levar pelo erotismo e são retratadas vestindo corpetes, meias e cintas liga.

N

Les Toil se notabilizou nos Estados Unidos ao retratar um tipo de modelo que foge aos padrões de beleza da sociedade.


Revista Large Lover 13

Fotos: reproduçþes do web site do artista


Revista Large Lover 14

Para os aficionados por mulheres gordas, visitar as páginas com dezenas de modelos retratadas por Les Toil é um convite à fantasia. É possível encontrar vampiras, guerreiras medievais, piratas, anjos, mulheres com fardas, ou, pelo menos, usando um quepe, e muito mais. Todas elas, brancas ou negras, loiras ou morenas, mostrando seus seios fartos, suas curvas estonteantes e esbanjando sensualidade. Mas o que dá prazer a quem observa, também oferece satisfação, ou no mínimo muito orgulho, a quem é retratada. Tanto que na grande maioria dos retratos exibidos pelo web site, há uma foto da retratada, além de um texto explicativo que contextualiza o cenário. E como quem vê rosto não vê coração, é possível às vezes se surpreender ao descobrir as fantasias que todas estas mulheres alimentam em seu íntimo. Para Martha Argel, escritora e tradutora que nos ajudou com os textos sobre o trabalho de Les Toil, suas obras são de muito bom gosto. “Ele retrata as gordas com bastante sensibilidade e todas elas devem se sentir muito bem com o resultado final da obra. As posições, as roupas e os cenários que ele pinta demonstram uma sensualidade que está longe de ser vulgar ou apelativa.”, diz Martha enquanto navega pelas fotos. Para quem se interessou e quer ver outros retratos pintados

As mulheres retratadas por Les Toil, mesmo que em seu dia-a-dia sejam pessoas simples e “normais”, na tela adquirem um caráter sensual e provocante.

Seja como uma “rainha da selva” ou como uma “Pin Up”, todas as gordas retratadas pelo artista conseguem prender a atenção dos admiradores de mulheres Plus Size.

por Les Toil, além dos que foram reproduzidos nesta matéria, a melhor opção é visitar o web site do artista através do endereço www.toilgirls.com. Lá é possível encontrar, em língua inglesa, informações sobre o artista, outros trabalhos dele na área editorial, como seus “gibis” e seus personagens, todos gordos. Agora, para as mulheres que se interessaram em serem retratadas pelo artista, o link recomendado é o I want to be a Toil Girl. Lá você encontrará uma série de textos que explicam desde os requisitos básicos para ter seu retrato pintado por Les Toil, o que significa, antes de mais nada, ser gorda. Depois disso, basta enviar suas fotos e falar sobre a forma como você gostaria de ser retratada. Além disso o último requisito é a escolha do tipo de reprodução que você deseja, desde um quadro propriamente dito até um arquivo digital, enviado junto com um certificado, para sua casa. O valor cobrado pelo artista para a criação do seu retrato varia entre 395,00 e 495,00 dólares, o que, a preços de hoje, por enquanto, estariam em torno de 875,00 e 1074,00 reais. Você terá em troca, uma bela reprodução artística sua, cheia de sensualidade e que certamente arrancará suspiros de homens e a inveja de suas amigas. Afinal, como afirma aquele comercial de cartão de crédito: “satisfação pessoal, não tem preço”.


Leve o Oriente para dentro de sua casa Muito antes de Marcos Garcia e Juliana Paes aparecerem na novela das 8, já era possível comprar artigos da Índia com qualidade e bons preços.

Revista Large Lover 15 Decoração

Fotos: Roberto Paes


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Mais do que transformar qualquer ambiente em um local bonito e agradável aos olhos, a mobília indiana, também traz consigo uma forte sensação de espiritualidade, paz e harmonia.

A

junção de oportunidade, admiração e conhecimento levaram Edmundo Rodrigues, um administrador de empresas paulista, a montar uma loja especializada em artigos da Índia. Quando o Plano Collor liberou e desburocratizou as importações, Rodrigues lembrou-se de muita coisa interessante que tinha visto em sua viagem pela Índia e Oriente. “Decidi fazer uma viagem exploratória, a qual se transformou em uma busca de mostruários e peças”, recorda Edmundo Rodrigues, que já possuía uma loja de confecção. “Comecei a trazer alguns produtos, a importar e acabei transformando minha empresa em uma importadora”. Assim nasceu o Espaço Til, que significa “semente do griassol” na língua hendi. Essa semente, segundo os hindus, tem o poder de trazer energia vital para as pessoas que estão deprimidas. “Achei uma palavra interessante, com um significado poderoso e ao mesmo tempo, muito fácil de se pronunciar”, explica Rodrigues. O Espaço Til traz mercadorias da China, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Singapura e Índia para atender uma clientela em sua maioria composta por mulheres, de bom nível cultural e que estão em busca de novos conhecimentos, não apenas da

cultura oriental, mas também do auto-conhecimento. São pessoas abertas a novidades. “No primeiro momento, os clientes procuram peças exóticas, mas, muitas vezes são surpreendidos por descobrirem muitas coisas do dia-a-dia, como almofadas, colchas, linha têxtil muito ampla, acessórios como bandejas etc”, conta o proprietário do Espaço Til. Uma parte dos produtos tem uma característica étnica, exótica, e outra parte são de produtos de uso normal. Variedade garantida Assim como peças exóticas convivem em harmonia com utensílios do dia-a-dia, os preços são muito variáveis. Um exemplo disso é um porta-copos no valor de R$ 5,00, que fica próximo à uma cama trazida da ilha de Java, que pode custar até R$ 20.000,00. Existem peças para todos os gostos e preços para todos os bolsos. Mas o que chama a atenção mesmo são as novidades. Por isso não existe um produto apenas que se destaque. O mix de oferta é amplo, como uma grande linha têxtil que oferece preço e diversidade. Com relação a móveis, existem muitas opções, sendo muitas peças únicas e diferenciadas. “Nós somos bem


Revista Large Lover 17 Por serem feitos artesanalmente, a grande maioria dos móveis orientais apresenta grande durabilidade e padrões estéticos ao mesmo tempo elaborados e rústicos.

fortes na linha de bancos e poltronas”, diz Rodrigues. “Também temos muitas almofadas e colcha de cama”. Nesses 17 anos de vendas, Edmundo Rodrigues já viu muita coisa, pesquisou e procurou muitos produtos e teve alguns problemas, que, depois de solucionados, entraram para o folclore da empresa. Foi o caso de uma encomenda de colcha para cama. O fornecedor se enganou e fez do tamanho de um chale. O que parecia ser um grande mico, revelou-se um ótimo produto, vendeu muito, foi um sucesso. Em outra ocasião, o faro de vendedor não funcionou direito e uma canoa trazida da Indonésia amargou um bom tempo na loja, até que foi vendida para um cliente de Angra dos Reis que a transformou em uma linda e exclusiva floreira. Mas de todos os objetos que já passaram pela loja, uma porta foi a peça que mais marcou. “Era uma porta de 250 anos de idade, que tirei de um desmanche na Índia”, lembra saudoso Rodrigues. “Ficou com a gente na loja por quatro anos, virou capa de revista, mas um dia chegou a hora dela e foi vendida. Quando percebi, me emocionei, estava com as lágrimas nos olhos. Não por que eu tinha me apegado a ela, mas porque tinha toda uma história, por eu ter tido coragem de comprar

algo de valor alto alguns anos atrás e finalmente foi pra casa de alguém”. Administrador de empresas experiente e com um poder de concentração muito alto, Edmundo Rodrigues soube conduzir seus negócios de maneira tranquila e eficiente. “Com a crise econômica, seguramos a alta do dólar sem repassar para o cliente”, explica. “Trocamos lucratividade por venda contínua, através de promoções e adequações de preços. Conseguimos manter o crescimento, mesmo com a crise. Estamos indo bem, apenas com uma menor lucratividade”. Rodrigues avalia que o brasileiro está mais aberto e conhecendo a cultura hindu, ainda mais devido à novela que está passando, mas garante que já havia esse interesse por parte dos decoradores e de algumas mostras em utilizar peças, além da própria globalização que traz informação do oriente para o Brasil. O sucesso do Espaço Til pode ser explicado pela grande divulgação graças ao trabalho dos decoradores, arquitetos, paisagistas e o famoso boca-a-boca de clientes que acabam comprando as peças e divulgam para a família e amigos. “Os ambientes que passam a ter nossas peças também servem como vitrine e as pessoas acabam se interessando”.


Espírito indomável

Revista Large Lover 18 Entrevista

Quem vê Cristina Vaz, com roupas sociais, pasta de executiva, discutindo com seus clientes quais os melhores softwares de telefonia, não imagina como ela viaja sobre duas rodas. ristina sempre foi uma menina irriquieta e gordinha. Quando criança, tentou emagrecer com remédios que só lhe fizeram mal, e passou pelo “famoso” efeito sanfona. “Nunca tive problema porque meu peso oscilava e as pessoas só me perguntavam sobre a minha saúde, minhas articulações”, diz Cristina Vaz revelando sua fase mais arteira. “Na infância eu era muito arteira, aprontava muito e por ser sempre gorda e grande, as crianças não tiravam onda comigo, pois sabiam que a minha mão era mais pesada”. Com relação aos namorados, ela nunca teve problema, apenas tinha que contornar o fato de eles a verem mais como um parceiro, do que como namorada, pois ela sempre foi aventureira e fazia tudo o que os meninos faziam. Aos 12 anos, Cristina começou a andar com uma motoneta Garelli pela vizinhança. Seu Djalma Vaz, o pai, meio sem alternativa, teve que se acostumar a ver a caçulinha pilotando, surfando, fazendo artes marciais e até jogando bola. E já que era inevitável, Djalma passou a dar o maior apoio para garota que aos 15 anos começou a trabalhar e, aos 18, juntando o dinheiro da mesada, mais o do salário, comprou sua primeira moto: uma CG 125, bolinha, azul, ano 1985. O pai, talvez querendo avisar a filha dos sapos que teria que engolir para progredir na vida, deu um sapo de pelúcia, como amuleto. Mal sabia ele, que aquele amuleto modificou não só a vida da filha, mas o nome. Desapareceu a dona Cristina Vaz, e surgiu a espifetada Cris Perereca. “Meu pai me deu um sapinho na adolescência e a partir daí, sempre ando com um na moto e todos me conhecem como Cris Perereca por causa disso”, explica Cris. “Acho que sou umas das poucas mulheres motociclistas que se rendeu a um bibelô feminino para quebrar aquele ar de selvagem com o qual muitas vezes ficamos ao pilotar uma moto toda vestida de couro”.

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Boas aventuras Da antiga e inofensiva Garelli, para a bonita e potente Yamaha Virago 525, Cris teve que passar por grandes aventuras e aprendeu muita coisa. Uma delas é checar se há postos de gasolina no percurso. “Eu, com meu amigo Alexandre na garupa e mochilas nas costas, fomos para Iguaba, na região dos Lagos, em uma viagem que hoje dura 1h30, mas naquela época durou dez horas”, conta com um sorriso de saudade. “Nós éramos inexperientes e não sabíamos que naquela época não existia


Revista Large Lover 19

Fotos: arquivo Cristina Vaz


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tantos postos de gasolina na estrada como hoje. Além disso, não calculamos que, mesmo com uma CG 125, que fazia 39 km/l, não teríamos autonomia para chegar ao nosso destino. Conclusão: tivemos que empurrar a moto por 18 km até poder conseguir uma carona para nós e para a moto”. O que poderia ser um fim na carreira de motociclista, teve um efeito contrário. “A partir deste episódio, e depois de sentir o vento no rosto, fiquei viciada em motocicleta e, principalmente em estradas e nos preparativos para uma viagem”. Essa e outras experiências tornaram Cris Perereca mais “escolada”. Sempre antes de qualquer viagem, seja de 100 ou de 10.000 km, faz um check list, além da manutenção detalhada. Com isso, a cada viagem ela aprende uma nova forma de pilotagem. Mais precavida, hoje não dispensa o uso do GPS (que dá a localização precisa da moto) e de uma buzina tipo corneta de navio aquela que assusta qualquer motorista de carro. “Os caminhoneiros, na sua grande maioria, nos curtem nas estradas, são solidários e eu já fui ajudada por dois que me rebocaram até a cidade mais próxima com muito prazer e delicadeza”, lembra Cris Perereca. Em outra ocasião, apesar de programar bem a viagem e rezar pedindo proteção, Cris teve uma pane na moto, em plena Régis Bittencourt. “Estava sozinha e sem sinal no celular”, lembra nossa motociclista. “Estava quase entrando em pânico depois de ter feito sinal para três carros e nenhum deles ter parado, quando surgiu o seu João, um cegonheiro, com caminhão de placa de Embu, SP. Ele não apenas parou, como rebocou minha moto na cegonha até Curitiba, me deixando na porta da concessionária Yamaha”. Por isso, ela só pára em postos de gasolinas frequentados por caminhoneiros, a quem julga dóceis com as mulheres e sabe que sempre as ajudam. Apesar de se considerar uma motociclista bem experiente, passou por alguns sustos em ocasiões nas quais se achava segura. Por isso, aconselha aos motociclistas a nunca se considerarem um “as na moto”. “Nunca passe de 110 km/h, mesmo que sua moto ande a 300 km/h, diz Cris. “Acelere somente quando for para sair de uma situação de risco. Em

outras situações, mantenha uma velocidade cruzeiro que traga segurança para você e para a sua moto. Lembre-se que você é o pára-choque da moto. Você é a proteção dela, mas ela não te protege, ela apenas dá asas à sua liberdade”. Mas toda essa consciência não foi capaz de livrar Cris de outro grande susto. “Em 2005, resolvi ir para o Guarujá encontrar amigos”, conta Cris. “Na serra de Mogi Bertioga, dois garotos de carro apareceram em frações de segundo na traseira da moto do lado direito da serra e tive que me jogar para o acostamento para não ser atropelada. Só não mergulhei na ribanceira porque Deus não quis. A moto saiu de lado `pipocou´ mais não caiu, o que foi um milagre”. Os garotos foram embora e, outra vez, um santo caminhoneiro ajudou Cris a se recuperar do susto, enquanto percebia que um amigo do seu pai, chamado Rafael, que pilotava uma CB 400 na sua infância, estava certo, muito certo quando a orientava sobre os perigos de dirigir uma motocicleta. Naquela hora, ela chegou a conclusão de que os mais velhos sempre têm algo a nos dizer, a nos orientar, mesmo os mais jovens sempre se achando mais espertos. E o motociclismo entrou tão fundo no sangue de Cris Perereca, que hoje ela é vice-presidente do Motogrupo Solidariedade sobre duas rodas (www.solidariedadesobre2rodas.org). No motogrupo, além dos passeios e festas, existe uma preocupação muito grande em fazer ações sociais. Uma delas é “adotar” um asilo que regularmente recebe não apenas os donativos arrecadados entre os membros do motogrupo, mas, principalmente, o carinho de uma visita. Há quatro anos com a Yamaha Virago 525, dá uma boa dica ao público feminino. “A moto custom é mais confortável para as mulheres, pois possui uma posição maravilhosa para nós que muitas vezes sofremos de cólicas”, orienta Cris. “A posição de pilotagem é hiper estratégica para evitar estes desconfortos. Além disso, esse modelo tem a vantagem de não precisar trocar ou apertar corrente, ou seja, nada de sujar as mãos. O eixo cardan a torna bem mais macia e mais segura em ultrapassagens”.


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Cris acaba com aquela imagem de que “motoqueiro é tudo arruaceiro”. “Claro que muitos ainda bebem e saem dirigindo, o que eu acho uma insanidade”, reprova Cris. “Mas hoje, vemos muitos encontros de motos com mulheres e crianças, o que reduz muito o número de atos repreensíveis. Viajo muito com amigos de moto, muitas vezes durmo em pousadas, às vezes em barraca e nunca fui incomodada. É uma questão de saber se impor, não apenas com motociclistas, mas com qualquer pessoa. Se dê o respeito e terá respeito”. Sobre o rock in roll, não há dúvida: é o som dos motociclistas, mas Cris faz uma inconfidência e entrega: viu muitos homens chorando ao escutarem uma música romântica. “É engraçado você ver homens com coletes, jaquetas e botas de couro, com pinta de durões e no entanto são sensíveis, `marmanjos´que se emocionam”. Quanto ao álcool, a consciência é muito alta. “Álcool e direção não combinam, por isso, quem bebe nas festas, fica no mesmo local”, aconselha Cris. “Às vezes, vamos a um encontro na cidade e deixamos a moto na pousada, perto do evento. Bebemos e comemos à vontade, depois voltamos para a pousada, dormimos, e no outro dia, após o café, estamos na estrada, curtindo a paisagem, a viagem e a alegria de estarmos entre um grupo de amigos. Este é o segredo para uma festa feliz”. E o espírito indomável de Cris Perereca já a levou para Natal, Recife, Maceió, Bahia, Aracaju, Vitória, São Paulo, Curitiba, Rio Grande do Sul, Corumbá, Foz do Iguaçu, Santa Catarina, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, além de Argentina, Paraguai e Uruguai. Achou muito? Para Cris não. Ela quer mais. “Meu sonho é fazer um tour de moto pelo Chile, principalmente, atravessar o deserto do Atacama”, sonha nossa motociclista. “Espírito, coragem e vontade eu tenho bastante, o problema é o financeiro. Para fazer isso preciso de patrocínio. Quem sabe consigo algum para uma travessia só de mulheres. Fica aqui uma idéia para juntar mulheres que queiram fazer esta aventura”. Essa alegria em pilotar uma moto pode ser explicada pela

própria Cris. “É uma sensação de liberdade e de paz como se você fosse único, só você e a máquina”, diz com os olhos brilhando. “Se minha moto falasse, ela daria um livro, ou melhor, uma enciclopédia. Eu falo tudo para ela, digo tudo o que se passa na minha vida, crio opções e conforme o ronco dela, já sei qual a melhor solução. Parece coisa de doida, mas tenho uma sintonia com ela que não sei explicar”. No mundo dos negócios A genética de Cristina Vaz nunca foi muito favorável, o que a obrigou, entre outras coisas, a mandar fazer roupas em costureira. “Na minha profissão, preciso estar sempre bem vestida e nunca achei nada que fosse a minha cara”, diz a executiva. “Nada da moda moderna hoje fica bem em jovens. As roupas para gordinhas em lojas normais, na sua maioria, são para senhoras. Então preciso mesmo mandar fazer. Compro tecidos e levo em uma costureira, assim tenho todo um guardaroupa moderno e, melhor ainda, único”. Se quando criança, o peso da sua mão a livrava de preconceitos, na vida adulta a coisa não foi tão fácil. “Já me senti discriminada em entrevistas de emprego”, conta chateada. “Já ouvi gracinhas do tipo: você vai conseguir atender um cliente com este peso? Como se isso algum fator limitante. Mas nunca fui discriminada no meio de motocilcistas, muito pelo contrário, tenho até muitos fãs”, confessa Cristina Perereca, soltando uma uma gostosa gargalhada. Cristina Vaz, a Cris Perereca, mostrou para aquele idiota que perguntou se ela poderia atender um cliente pesando 118 quilos, que o mais importante não é o peso, é a inteligência, a força de vontade e a garra para vencer na vida. Hoje, quando não está com sua calça, jaqueta e colete de couro, em cima de sua moto, acompanhada da perereca de estimação (bicho de pelúcia), cruzando as estradas, está dentro de um modelo da alta costura, feito exclusivamente para ela, atendendo clientes. Sim, clientes de sua própria empresa que comercializa softwares para telefonia.


Concurso para modelos Plus Size

Revista Large Lover 22 Concurso

A Writers Editora e Comunicação criou um concurso para pessoas que estão acima do peso e querem se tornar modelos Plus Size. Qualquer um pode se inscrever.

Q

uem jamais se imaginou desfilando nas passarelas, ou posando para fotos editoriais ou de publicidade porque se achava “gordo ou gorda demais”, agora pode ver seu sonho de estrelato tornar-se realidade. E quem vai tornar isso possível é a Writers Editora e Comunicação Ltda e a revista Large Lovers, que pretende lançar, no segundo semestre deste ano, o seu Plus Size Models Guide, um catálogo digital dedicado apenas à apresentação de modelos que estão acima do peso. Segundo Roberto Paes, um dos responsáveis pelo catálogo, a idéia de criá-lo surgiu de uma necessidade que acabou se tornando uma dificuldade, percebida pela editora à medida que se tornou necessário localizar modelos com este perfil para a criação de fotos editoriais. “Nós acabamos descobrindo”, comenta Roberto, “que além da revista, uma série de empresas, principalmente as confecções de roupas Plus Size, também sofriam para encontrar modelos com manequins acima do 45”. A solução que os profissionais da Writers encontraram, foi a criação de um catálogo com este tipo de modelos. Segundo Paes, eles estarão divididos entre femininos e masculinos e, dentro desta divisão, poderão ser localizados por faixas etárias. “Este é um critério que adaptamos para facilitar a pesquisa”, explica o responsável pelo guia. “Todos serão catalogados como adolescentes (com idade entre 12 e 18 anos), como jovens (na faixa dos 19 aos 25 anos), como adultos (com idade entre 26 e 45 anos) ou como senhores e senhoras (com idade superior a 46 anos)”, conclui Roberto Paes. “Além disso”, comenta Paes, “na versão internet do catálogo, teremos um mecanismo que possibilita pesquisas mais amplas, que permitirá o cruzamento de informações como sexo, idade e cor de cabelo, por exemplo. Com isso, queremos que os profissionais que estão em busca de modelos para a realização de seus trabalhos encontrem o modelo que procuram com maior rapidez e eficiência”, conclui o organizador do projeto. Entretanto, ter a idéia de construir um catálogo de modelos e conseguir realizar esta proeza são coisas completamente diferentes. Quando o catálogo é direcionado ao mercado de

modelos convencionais, o simples fato de divulgar um processo seletivo atrai milhares de candidatos, grande parte deles com experiência e com formação específica para trabalhar nas passarelas. Mas quando o assunto é encontrar modelos plus size, isso pode se tornar uma tarefa bastante árdua. Pensando nisso, os profissionais da Writers decidiram criar um concurso para atrair modelos e “candidatos a modelo” com este perfil. Segundo Roberto, a expectativa real da editora é que surjam poucas pessoas com formação específica e que estejam atuando na área. “Nossa idéia é despertar em todos aqueles que estão acima do peso a idéia de que eles podem se tornar modelos. O que nós queremos é descobrir alguns diamantes brutos, que possam ser lapidados para se tornarem profissionais”, explica. Mas os candidatos a modelo Plus Size que se cuidem porque


os responsáveis pelo catálogo prometem uma seleção tão rigorosa quanto àquela aplicada aos candidatos a modelo convencional. Segundo Roberto, o primeiro requisito na seleção será a medida. “Estamos em busca de pessoas que possam ser chamadas de Plus Size de verdade e, portanto, um dos critérios será usar manequim maior do que o 45”, explica ele. Os demais critérios, continua Roberto, serão muito semelhantes aos usados em concursos convencionais. Tanto que para isso, a Writers pretende convidar alguns especialistas no assunto, entre eles, fotógrafos, jornalistas, estilistas e profissionais especializados em moda. “Os critérios de seleção e de participação no concurso que selecionarão os convidados para participarem do Plus Size Models Guide estão disponíveis no web site www.psmg.com.br/hotsite. O concurso Plus Size Models Guide terá início no dia 20 de

maio e as inscrições serão encerradas no dia 20 de julho. Durante os 30 dias seguintes, os organizadores farão a seleção dos candidatos aprovados e enviarão os convites de participação. Os dois primeiros colocados em cada uma das quatro categorias do catálogo receberão como prêmio da editora a produção de seus books virtuais, os demais que quiserem participar deverão enviar suas fotos para a editora. A participação no concurso promovido pela Writers Editora é gratuita para qualquer pessoa que atenda aos critérios de pré-seleção. Todos os aprovados no concurso poderão participar gratuitamente do guia desde que recebam o convite da editora e que enviem para a Writers o conjunto necessário de fotos para a inclusão no catálogo. Se você estava esperando uma oportunidade para entrar no mundo da moda alegre-se, ela chegou.

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Reprodução do web site do concurso


Revista Large Lover 24 Ponto de encontro

Pegue seu amor pelo estômago

Nada mais charmoso do que você preparar o jantar para a pessoa amada. Isso não é difícil, basta fazer um bom curso de culinária.

E

m São Paulo, existem vários locais onde é possível aprender os segredos da boa culinária. Um deles é o Viandier Casa de Gastronomia. Localizado nos Jardins, ele proporciona a todos aqueles que se interessam pela gastronomia, o aprendizado das técnicas da cozinha clássica e contemporânea, de forma atual, descontraída e totalmente prática. No mês de maio, o Viandier dá inicio a dois cursos básicos, ambos ministrados pelo chef da casa, Gustavo Iglesias, que traz para as aulas todo o seu know-how, adquirido à frente do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde trabalhou durante seis anos. Em um dos cursos, destinado a quem não sabe cozinhar, o aluno tem a oportunidade de aprender desde o básico, como comprar, cortar, porcionar e armazenar os alimentos, até preparar pratos simples e saborosos com cada ingrediente. Como exemplo, as variedades de arroz que existem, seus diferentes tipos de cozimento, modos de preparo e receitas,

assim como, com todos os ingredientes básicos da cozinha. “O objetivo, segundo os organizadores dos cursos, é que o aluno saia apto a pegar qualquer receita e elaborar sozinho em casa”. O segundo curso é voltado para o aperfeiçoamento de algumas técnicas, assim como novas receitas com os mesmos ingredientes básicos do primeiro curso. Todas as aulas acontecem na cozinha experimental da casa, equipada com o que há de melhor no mercado e sempre utilizando ingredientes de ótima qualidade. O projeto foi elaborado para que os participantes se sintam na cozinha de suas casas. Todos os utensílios e equipamentos são de uso doméstico, para que os alunos tenham os mesmos recursos que teriam em casa, assim como as mesmas condições do ambiente. “Um fogão industrial, explica o chef Gustavo Iglesias, por exemplo, tem um tempo de cozimento diferente do de um fogão industrial.” A disposição dos alunos na cozinha também é um diferencial:


uma referência no universo da gastronomia. Existem quatro manuscritos conhecidos do Le Viandier, que se encontram na Bibioteca Nacional da França, Biblioteca Mazarine, Biblioteca do Vaticano e no acervo do Musée Dobrée de Nantes. O nome Le Viandier se originou de “viande” a partir do latim “vivenda”, alimento em geral. Assim, Le Viandier significa “o provedor de alimentos”. Preocupação com as novas gerações

os alunos ficam em um nível ligeiramente superior e em volta do professor, com isso eles podem acompanhar e participar de perto dos detalhes da elaboração das receitas. A capacidade é de no máximo 16 pessoas por aula, afim de que, com turmas pequenas, todos possam ter essa proximidade com o professor e participar de todas as etapas do preparo dos pratos. Um curso completo oferecido pelo Viandier tem oito aulas, uma por semana, com duração de três horas cada uma delas. A casa abrirá duas turmas, uma à tarde e uma à noite e o investimento total no curso é de R$ 880,00, com 10% de desconto para pagamento à vista, ou R$ 135,00 por aula avulsa. O nome Viandier Casa de Gastronomia reflete uma preocupação conceitual dos proprietários com a busca das origens da alimentação. Ele nasceu inspirado pelo Le Viandier, um dos mais antigos livros de receitas da história, escrito por Guillaume Tirel, conhecido por Taillevent, na época chef de cozinha do Rei Carlos V. Essa obra foi durante muito tempo

Além de ensinar boa gastronomia para satisfazer os paladares de adultos, o Viandier Casa de Gastronomia também se preocupa com a alimentação e com o paladar das futuras gerações e para isso lançou aulas de culinária saudável voltadas para mães, pais, avós, babás e crianças. Uma tarefa que, segundo os organizadores do curso, ajuda na construção de bons hábitos alimentares e que está diretamente relacionada ao processo de educação. A idéia é ensinar o preparo de alimentos utilizando ingredientes não industrializados e frescos, como uma alternativa mais segura, saborosa e nutritiva. Os cursos são ministrados por Patrícia Feldman, culinarista e criadora do Projeto Crianças na Cozinha, que também irá conversar sobre cada fase da criança. Patrícia apresentará quatro aulas com temas diferentes, entre eles o de “Primeiras Papinhas”, para que os pais aprendam a fugir dos produtos industrializados; “Alimentação a partir de um ano”, uma fase aparentemente complicada, de descobertas, onde a criança está começando a desenvolver o paladar, por isso, a culinarista dará sugestões de como educar os gostos da criança de maneira balanceada e saudável. “Disfarçando os alimentos”: essa aula tem como principal objetivo dar algumas alternativas aos pais que passam pela fase da rejeição de seus filhos a alguns determinados alimentos, principalmente verduras, legumes e frutas. E para que as crianças também aprendam na prática a comer o que elas mais gostam, porém, de uma maneira mais saudável, Patrícia dará a aula “Eu adoro cheeseburguer”, onde os participantes aprenderão a preparar chesseburguer, batata frita e milk-shake de uma maneira muito mais saudável, nutritiva e balanceada. O valor de cada curso é de R$ 150,00 e eles não são dependentes um do outro, podendo ser feitos separadamente. Para quem fizer os três primeiros cursos, o Viandier oferece 10% de desconto no investimento total de todas as aulas. O Viandier Casa de Gastronomia fica na Alameda Lorena, 558, no bairro Jardim Paulista, em São Paulo e conta com um serviço de valet no valor de R$ 10,00. Mais informações sobre estes e outros cursos podem ser obtidas através do telefone (11) 3057-2987 ou pelo e-mail casadegastronomia@viandier.com.br.

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Fotos: divulgação

Além da escola de gastronomia, o Viandier também possui um pequeno restaurante que serve pratos deliciosos.


Nem só de corpos sarados vive a pornografia...

Revista Large Lover 26 Cybersexo

Depois da chegada da internet, encontrar conteúdo adulto que agrade a qualquer tipo de desejo ficou muito mais fácil.

S

e existe um divisor de águas que possa ser aplicado à pornografia, sem dúvida alguma ele é a internet. Ela separa este tipo de conteúdo entre o impresso, restrito às bancas de jornal, e aquele virtual. Estático, no caso das fotos e cheio de movimentos e interatividade, no caso de filmes ou de serviços em tempo real, como aqueles oferecidos através do Messenger, Skype ou softwares específicos. Porém, a grande revolução no mercado pornográfico, que vai além da acessibilidade e das múltiplas formas de ver conteúdos adultos, está na democratização daquilo que podemos acessar. Nas páginas, ou agora, nos web sites, de revistas como, por exemplo, a Playboy, assim como em outras publicações, só é possível encontrar homens e mulheres que atendam a um padrão estético específico, totalmente orientado para e pelo conceito estético ditado pela sociedade. Ou seja, homens e mulheres sarados, com bundas bem torneadas, pernas rijas e bem definidas e seios, no caso das mulheres, grandes criados às custas de muito silicone. Mas se você não gosta destes tipos físicos, graças à internet, é possível encontrar muitas e variadas opções. É claro que não estamos falando de web sites brasileiros. A maioria do que se encontra aqui, com o “selo brasileiro de qualidade”, não passa de clonagem, sem pagamento de direitos autorais, de sites que foram criados e são mantidos nos Estados Unidos e na Europa. Nestes países, há muito tempo, algumas pessoas e até mesmo empresas, estão de dedicando a oferecer o que se pode chamar de “pornografia segmentada”, voltada para um público disposto a acessar e a pagar para ver algo que vai além do convencional. É possível encontrar de tudo

Como esta revista é dedicada a um público que sente atração por gordos e gordas, é obvio que nos concentramos em localizar web sites direcionados para este público. Mas não foi difícil localizar todo tipo de sites na internet, desde aqueles voltados para uma pornografia mais leve, quanto aqueles que se preocupam em oferecer conteúdo adulto mais adulto. Mas o que deixou todos aqui na redação satisfeitos, foi a constatação

de que a pornografia deixou de ser um objeto restrito aos grandes grupos editoriais. Em nossa pesquisa, encontramos páginas mantidas por grupos empresariais convencionais que descobriram que existe mercado consumidor para praticamente todo tipo de pornografia. Mas localizamos também, páginas pessoais, de donas de casa comuns, para ficarmos apenas com a pornografia feminina, com acesso gratuito ou pago, oferecendo fotos e vídeos eróticos caseiros, capazes de agradar a quem gosta de ver, por exemplo, gordos ou gordas, pessoas maduras, sexo à três ou com uma infinidade de pessoas. Ou seja, hoje é possível encontrar todo tipo de fantasia sexual em páginas da internet.


Mas a democratização oferecida pela internet não traz apenas vantagens para quem procura conteúdo adulto e, às vezes, é possível se deparar com conteúdos que não deveriam existir. É o caso das páginas que exibem fotos de crianças e adolescentes, o que chamamos de pedofilia. Um tipo de pornografia altamente condenável e que, apenas através de denúncias e da ação enérgica da Justiça em todos os continentes, vai desaparecer. O milagre da interatividade Além de fornecer conteúdo adulto variado, para todos os tipos de gostos, a internet também possibilitou outro tipo de

interatividade que vai além da visualização de fotos ou da exibição de filmes. Através de programas como o Messenger ou o Skype, entre uma infinidade de outros softwares, tornou-se possível consumir conteúdo adulto em tempo real e, além disso, interagir com quem está fornecendo este conteúdo. Algo parecido com assistir a um streap-tease, só quem sem a necessidade de sair de casa. Atualmente todos os provedores de acesso e conteúdo brasileiros disponibilizam aos seus usuários as salas de batepapo. Elas são locais virtuais onde você pode, de forma anônima, interagir com outras pessoas que estão ligadas em qualquer local do planeta e conversar, teclando ou com som, sobre qualquer

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Fotos: reprodução de web sites disponíveis na internet


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Além da benvinda pornografia, você também pode encontrar na rede, algumas propostas sérias e bem intencionadas. É o caso dos web sites que proporcionam encontros entre pessoas. Pode parecer antiquado, mas tem gente que ainda curte.

tipo de assunto. É claro que nelas pode-se falar sobre tudo, desde a preservação do planeta até, é claro, sobre sexo. Existem salas criadas pelo próprio provedor e também há a possibilidade de você mesmo, desde que seja um assinante do serviço, criar a sua própria sala de bate-papo. Em uma visita ao UOL, encontramos salas fixas, criadas pelo próprio servidor dedicadas aos gordos. Elas estão agrupadas pelo tópico sexo, na subseção “mais salas de sexo”, enquadradas como “gordinhos”. Além disso, na subdivisão central das salas, é possível encontrar as salas criadas por assinantes e lá, uma variedade delas voltada para o nosso gosto, como, por exemplo, a “gordinhas deliciosas”, ou a “maduros x maduros”, orientada para o segmento GLST e onde se pode encontrar gordos de todas as idades, mas principalmente, pessoas acima dos 35 anos. Uma vez dentro de uma destas salas, é possível engatar um papo com alguém que esteja a fim do mesmo que você e, de lá, ir para o Messenger ou até mesmo marcar um encontro fora da internet, no mundo real. Existem muitas pessoas que encontraram suas caras metades no ambiente virtual e estão

felizes até hoje. É claro que também sobram exemplos de pessoas que entraram em grandes frias graças às salas de bate-papo e, portanto, é melhor tomar muito cuidado. Um dos grandes inconvenientes destas salas é o anonimato e através dele qualquer um pode dizer, fazer ou se passar por qualquer um. Para começar a vasculhar Apesar de a curiosidade ter matado o gato, no caso dos seres humanos ela é bastante salutar e a busca por conteúdo apimentado pode reservar boas e deliciosas surpresas. Lá fora, as páginas que abrigam este tipo de conteúdo chamam suas modelos de BBW (Big Beautifull Woman) e seus modelos de BHM (Big Handsome Man). Utilize qualquer mecanismo de busca da internet e digite um destes três termos no campo reservado à pesquisa, a quantidade de referências vai surpreender você e mostrar que o número de apreciadores de gordos e gordas é muito maior do que os editores de revistas adultas querem acreditar.


O importante é a sua atitude Na hora de procurar emprego, o que importa são seus conhecimentos, uma atitude positiva, inspiradora e vontade de somar algo mais à empresa.

A

pior crise financeira desde a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, demorou para chegar ao Brasil mas chegou. E isso afetou todas as áreas, inclusive a de empregos que vinha crescendo, parou e começou a cair a partir de outubro de 2008. “Talvez ainda continue nesta trajetória neste primeiro semestre, revertendo esta tendência no segundo semestre deste ano”, prevê Felipe Vazques Westin, formado em Economia com MBA em Recursos Humanos e que, além de trabalhar na iniciativa privada, é vice-presidente de Planejamento Estratégico da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH-SP. “Já há sinais na economia de reversão da crise, entretanto, é possível que a reestruturação das empresas e a adequação dos seus custos ainda demorem por um tempo. O desejo é que esta situação se reverta o mais rápido possível, porém, de forma concreta e efetiva, isto só deve ocorrer a partir de 2010”. Segundo o economista, no momento de crise, as empresas

precisam rever as suas estruturas de custos, sejam de pessoas ou outros custos e despesas operacionais. Se a empresa não faz isso, está fadada ao fracasso e em caso mais extremo, à falência. Do ponto de vista de pessoas, a lógica é a seguinte: é preferível reduzir o quadro em 10 ou 20%, do que a empresa falir e reduzir o quadro em 100%. Isso vale para todas as pessoas, independentes de gordos ou magros. A empresa vai tentar preservar os seus melhores talentos. Com relação ao peso dos candidatos, Westin é taxativo: “o que as empresas buscam são os melhores talentos no mercado independente de raça, cor, sexo e peso”, diz o economista. “As empresas visam resultados. Portanto, uma pessoa considerada gorda, mas talentosa, terá as mesmas oportunidades no mercado de trabalho que teria um magro talentoso”. Felipe Westin diz que o profissional de RH deverá focar no talento e na capacitação que a pessoa traz para a empresa, independente da sua aparência física. As empresas são muito

Revista Large Lover 29 Mercado de trabalho

Reprodução de web site disponível na internet


Fotos: arquivo Felipe Westin

“O que as empresas buscam são os melhores talentos, independente da raça, cor, sexo ou peso.” Felipe Westin, vice presidente de Planejamento estratégico da ABRH-SP

pragmáticas e desejam ter nos seus quadros, pessoas que possam contribuir para o seu resultado. Independentemente disso, obviamente que uma boa aparência e boa condição física é um fator favorável em um primeiro contato. Porém, de nada adianta ser uma pessoa magra, ótima aparência, se não tem talento e as qualificações adequadas para a função. Talento x preconceito

Revista Large Lover 30

Para o economista, quem trabalha com Recursos Humanos se preocupa com o talento das pessoas, se não fosse dessa maneira, talentos como o de Jô Soares e Fausto Silva não teriam lugar na televisão. “A empresa que não respeita a diversidade humana, talvez não mereça ter o este talento.Talvez não seja mesmo um bom lugar para esta pessoa trabalhar”, ressalta Westin. “A minha observação é que pessoas gordas e obesas geralmente são alegres e de bem com a vida. São muito empáticas, afetivas e agradáveis. Dentro de um ambiente organizacional, é muito bom ter pessoas com estas características e comportamentos”. Vencido o problema do preconceito, mais importante do que qualquer coisa, é fundamental estar preparado academicamente, profissionalmente e pessoalmente para competir no mercado de trabalho. Isso é crítico para entrar numa empresa e continuar crescendo profissionalmente. Inteligência, dedicação, foco, ser lutador, etc, tudo isso não tem nada a ver em ser gordo ou magro. Tem a ver com a atitude que a pessoa tem em relação à vida. Ter uma autoestima alta é essencial para se ter sucesso na vida pessoal e

profissional. Na colocação de um profissional, não há distinção entre as pessoas. O mais importante é fazer aquilo que se gosta e que se tenha a maior aptidão ou talento. É estar preparado para atender às necessidades do mercado de trabalho. É claro que do ponto vista físico, tem que haver uma adequação ao tipo de atividade. Uma pessoa que tenha 1,50 m de altura pode até ser um excelente jogador de basquete, mas certamente terá limitações severas para se destacar neste campo. “Existem profissões que a aparência ou a condição física é critica para o trabalho”, alerta o economista. “Neste caso, vale a pena pensar e refletir se vale a pena buscar um emprego desta natureza, ou entrar numa atividade profissional que cedo ou tarde exigirá um determinado esforço físico, ou cuja aparência física possa influir no resultado do trabalho etc. Como ser, por exemplo, bombeiro ou trapezista, pesando 150 quilos?”. No trabalho, a limitação do ponto de vista físico com relação ao conhecimento e ao intelectual, praticamente não existe. Atento à estas limitações que o físico impõe, o negócio é abrir a mente, encher o peito, ter determinação e ir atrás do emprego que você quer. Uma vez empregado, é preciso estudar sempre e se dedicar todos os dias a se desenvolver e a se tornar cada vez mais, melhor profissional. Isso vale para todo mundo, independente da sua condição física. “O mundo está em permanente mutação e evolução”, alerta Felipe Westin. “O segredo do profissional é sempre se manter atualizado para agregar valor às organizações ao longo da sua vida profissional. Não há melhor peso que o peso de seu conhecimento”.

“A limitação do ponto de vista físico com relação ao conhecimento, praticamente não existe.” Felipe Westin, vice presidente de Planejamento estratégico da ABRH-SP


Valorize suas curvas e esbanje sensualidade O mercado da moda está se adaptando e começa a oferecer muitas opções de roupas para gordos e gordas que querem se vestir bem.

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GG Sexy Lingeries, uma empresa paulistana, desde 2007, oferece para as gordas uma extensa coleção de lingeries, seja para o dia-a-dia, seja para uma ocasião especial, onde, de simples vestimenta, uma calcinha, ou sutiã, se tornam acessórios de sedução. No início, conta Solange Barros, proprietária da empresa, a idéia de produzir roupas íntimas em tamanhos grandes estava ligada à satisfação de uma necessidade pessoal.

Revista Large Lover 31 Moda

Fotos: divulgação GG Sexy Lingerie


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“Eu sou gorda e semrelacionamentos”, diz pre tive dificuldades para Solange com orgulho. encontrar roupas que me “Essas mulheres”, fizessem estar bem e afirma a empresária, “perelegante”, comenta Solanceberam como é bom obge. “Sempre recorri a cosservar o olhar de desejo tureiras para abastecer o de seus parceiros quando meu guarda-roupa e um estão vestidas com lindia, pensando que mais geries sensuais. Afinal, mulheres passavam pela nenhum homem resiste a mesma dificuldade, decidi esse tipo de sedução, pois criar a GG Sexy Lingesabe que no fundo esse ries”. A escolha da moda carinho demonstra o íntima, afirma Solange, quanto ele é importante está rela-cionada ao fato nas vidas de sua compade que al-gumas empresas nheira”, conclui a emprejá se preocupavam com sária. outros tipos de vestuário, O conselho de Solange mas a moda íntima para para quem está na dúvida gordas, segundo Solange, sobre investir na sedução a fazia lembrar as usadas é bastante simples: se por sua avó. amem mais. “Nós gordi“Iniciamos nossa atinhas, precisamos derrubar vidade com opções limitamitos. Cada pessoa tem das, produzindo lingeries a sua beleza. Há mulheres nos tamanhos especiais, gordas lindas e há magras mas com uma cara jovem, lindas também. Acredito sexy e ousada. Na minha que a mulher linda é cabeça era importante aquela que cultiva sua fazer algo que melhorasse beleza única, que se ama Lingeries bem desenhadas e com a auto-estima das pessoe valoriza a sua vida”. cortes insinuantes fazem com que até as”, afirma Solange. “Em Para ela, todas as mulhecada peça, modelo e detares devem se amar e não mesmo a mais comum das mulheres se lhe, existe a minha preocuseguir modelos impostos tranforme em uma rainha da sedução, pação em demonstrar a pela sociedade e pelos nós, mulheres gordas, o meios de comunicação. capaz de subjulgar qualquer homem. quanto podemos ser boni“Somos únicas e a beleza tas e ao mesmo tempo tem várias formas e cursedutoras”. vas”, sentencia Solange. Com essa filosofia, a GG Sexy Lingeries lançou-se na internet em junho de 2007 e não foi difícil encontrar clientes dispostas É mais fácil do que parece a comprar. Solange diz que suas clientes procuram peças sensuais que valorizam seus corpos e as deixam mais atraentes Apesar de estar presente na internet há algum tempo e ter e sedutoras. “Algumas buscam suavidade e conforto e outras um web site fácil e seguro de usar, a GG, assim como outras sensualidade e sofisticação”, afirma Solange. A aceitação de empresas virtuais, enfrentam algumas dificuldades na hora de sua linha de produtos tem sido tão grande que a GG está realizar uma venda. O maior deles, afirma Solange, é passar ao ampliando sua linha e, em breve, estará oferecendo corpetes, cliente a certeza de que o produto comprado chegará em suas cintas-liga, babyies doll e saias com cinta-liga. mãos uma vez que o pagamento já foi realizado. Outro é dar ao cliente a certeza de que o produto servirá e atenderá às Apimentando relacionamentos expectativas de quem o comprou. A solução encontrada pela GG foi oferecer um eficiente e, Alguém disse certa vez, que estar vestido pode ser mais às vezes inusitado, serviço de atendimento ao cliente. “Quem sedutor que a nudez completa e, pelo visto, isso é verdade. compra conosco tem um canal aberto para tirar todas as dúvidas Solange é categórica ao assegurar que ao usarem lingeries antes de finalizar a compra, seja através de e-mail, MSN ou sensuais, algumas de suas clientes passaram por uma pequena mesmo pelo telefone”, explica Solange. “Além disso, depois revolução em suas vidas. “Falo isso”, diz Solange, “porque de comprar, nossas clientes podem rastrear seus pedidos muitas delas comentaram que por ser sentirem mal com o através da internet. Nossa política de venda prioriza a satisfação próprio corpo, nunca pensaram em sedução. Sem opções, suas de nossas clientes e dentro do possível, estamos sempre saídas eram apagar a luz e curtir o momento”. entregando as encomendas no prazo mínimo”, conclui a emHoje, continua a empresária, muitas dessas clientes presária. comentam que fazem questão de se vestirem e mostrarem Se você está interessada em conhecer os mais de 60 para namorados e maridos, o quanto elas são lindas e como modelos de lingerie e os acessórios comercializados pela GG estão de bem com elas mesmas. Solange diz que não é Sexy Lingeries visite a loja virtual da empresa através do endereço psicanalista, mas advoga em causa própria quando diz que www.ggsexylingeries.com.br. Nele você encontrará uma enorme uma lingerie faz milagres no ego de uma mulher. “Recebo variedade de artigos e lingeries para agradar seu namorado, e dúzias de telefonemas, e-mails ou depoimentos no Orkut de por que não, seu marido. Faça uma ótima surpresa a quem pessoas me agradecendo por ter ajudado a apimentar seus você deseja neste dia dos namorados.


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Petiscos à chef Silva Chef Silva 1ª edição, 2004 Texto Editores 30 págs., capa dura R$ 15,90 Portugal é um país de gente que gosta de conviver à roda de uma mesa e, por isso mesmo, é conhecido pela excelência de seus petiscos. Neste livro o chef Silva sugere algumas receitas de petiscos, fáceis de preparar e muito apreciadas por qualquer bom garfo. Bom apetite!

Cozinha Natural no Dia-a-dia Maria do Céu 5ª edição, 2008 Senac SP 160 págs., capa flexível R$ 33,00 Em Cozinha natural no dia-adia, a autora considera que os produtos naturais, como cereais integrais, vegetais, frutas, leite e ovos contribuem para uma melhor qualidade de vida. Neste livro são apresentadas receitas de arroz, refogados, pratos gratinados, ensopados, massas integrais, saladas, sopas, pães e bolos, sanduíches naturais, cremes, tortas

integrais salgadas e doces, molhos para massas e saladas, doces e sucos naturais. Ao final do volume são apresentadas sugestões de cardápios.

Alquimia do Churrasco – Para os amantes da carne... Ricardo Penna 1ª edição, 2004 Leitura 192 págs., capa flexível R$ 24,90 Alquimia do Churrasco, responde, de maneira magnífica, à pergunta: como uma atividade aparentemente simples de assar uma carne sobre as brasas consegue produzir tanta variedade, estilos e sabores diferentes? Com a experiência de muitos anos estudando a riqueza e a profundidade existentes em cada pedaço de carne, Ricardo Penna, viaja pela História, mergulha na psicologia humana e nos costumes dos povos, desvendando todos os segredos desta misteriosa arte de churrasquear. Mais do que isso, destrincha cada ponto desta arte, do instrumental e escolha da carne até como retirá-la e servi-la. Em uma linguagem simples, com a tranqüilidade dos que fazem o que gostam, com muito amor. Penna demonstra que os artistas do churrasco e os simples mortais que o consomem são seres humanos usando matérias-primas utilizadas pela natureza. Penna pensou em tudo, com um trabalho que dá gosto e vontade de ler. Só um risco existe: o leitor se entusiasmar tanto e querer, como se diz, interagir em suas páginas e degustá-las como um belo churrasco.

O Essencial em Cervejas e Destilados José Ivan Santos | Robert Dinham 1ª edição, 2006 Senac SP 144 págs., capa flexível R$ 39,00 Personagens principais deste livro sobre bebidas são: a cerveja, cuja história se liga intimamente à agricultura e que é parente do pão, porque feita com os mesmos ingredientes básicos dele, e os destilados, uma prestigiosa categoria na qual se incluem o vinho, cultuado há milênios, e o uísque, “ a água da vida”, além de várias outras, como grappa, marc, bagaceira, calvados, eaude-vie, vodca, rum tequila, cognac, armagnac, sidra, gim, licor e vermute, sem esquecer a brasileiríssima cachaça. Os autores aliaram sua experiência no assunto, formada também em aulas, para elaborar este texto “essencial”, atento ao que é indispensável conhecer no universo das bebidas: processos de fabricação, teores alcoólicos, solos, climas, água, regiões produtoras, controle de qualidade e o extenso elenco desses produtos que são obras-primas da invenção humana com base nos prodígios vegetais oferecidos pela natureza.

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1000 Segredos dos Vinhos O Guia Essencial para os Amantes do Vinho Carolyn Hammond 1ª edição, 2007 Novo Conceito 181 págs., capa flexível R$ 34,90


Frango desossado ao forno, servido com molho de laranja Roberto Paes

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por Humberto Monteiro Compre no açougue as coxas e as sobrecoxas de frango sem que estejam separadas. Em seguida, faça uma cara de choro e peça ao açougueiro para desossá-las para você. O resultado será um grande e suculento filé de frango, só que com a umidade e o sabor característicos desta parte da ave. Caso você não consiga a carne desossada, isso pode ser feito em casa, com facilidade e uma boa dose de paciência e uma faca bem afiada. Em seguida, numa vasilha funda e que tenha tampa, despeje o sal, a pimenta do reino, o shoyo, o gengibre e a cebolinha cortados bem pequenos e finos. Junte o azeite e o suco da laranja que você deve ter espremido e depois coado previamente. Remexa a carne do frango na vasilha de forma que toda a carne entre em contato com o molho. Algumas pessoas preferem tirar a pele do frango neste momento para deixá-lo mais light. Eu, particularmente, sou um apaixonado pela pele de frango bem assada e crocante. Por isso, eu não a retiro. Faça o que você achar melhor para a sua saúde e para o seu paladar. Depois de colocar todos os ingredientes na vasilha e misturálos ao frango, coloque a tampa no recipiente e guarde na geladeira por pelo menos 24 horas para que os temperos possam penetrar na carne. Algumas carnes de aves e de peixes, se não marinarem devidamente, ficam insosas e a impressão ao degustá-las é a mesma de degustar um pedaço de papelão. Mas este é um prato que deve ter um toque picante. Este prato, em um forno normal de fogão doméstico, leva em torno de uma hora e meia para ficar pronto. Nos primeiros 45 minutos de forno, a carne deverá ser assada e para isso, embrulhe cada um dos filés em papel alumínio. Passado este tempo, retire a carne do papel alumínio e coloque o frango com a pele virada para cima, para que no tempo restante ele adquira

a cor castanha e a textura crocante que tornam a pele do frango uma verdadeira iguaria. É nesta fase que você deve, de tempos em tempos, abrir o forno e regar o frango com molho. Quando ele estiver assado e pronto, coloque os filés em um prato grande e salpique sobre eles um pouco de cebolinha fresca. Numa molheira, se você tiver, coloque o que não evaporou da marinada durante o cozimento e leve para a mesa para que todos possam acrescentar este molho aos seus filés. Harmonização A carne de frango por si só, deve ser acompanhada de um vinho branco e a salada também. Mas, neste caso específico, em que à carne branca acrescentamos uma boa dose de temperos e um sabor picante, a melhor opção é trabalhar com um vinho que tenha algum peso. Nesta harmonização contamos com os vinhos Dom Robertto, gentilmente enviados pela Cantina Boca do Monte (http://www.domrobertto.com.br), do Rio Grande do Sul. Eles, além de nos enviarem seu Cabernet Sauvignon, também nos mandaram o seu tinto Merlot. Ambos harmonizaram muito bem com o prato. Ingredientes 4 coxas e sobrecoxas desossadas (para quatro porções) Suco de 1 laranja 4 colheres de sopa de tabasco 1 maço de cebolinha 1 gengibre médio 1 colher de sopa de shoyo 1 lata pequena de azeite de oliva extravirgem Sal Pimenta do reino


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A Sociedade da Mesa tem um presente especial para você . leitor da revista LARGE LOVERS. A Sociedade da Mesa leva com exclusividade a seus associados as melhores seleções de vinhos, cursos, viagens e acessórios, e mais do que isso, uma oportunidade única para entrar no mundo do vinho. Como funciona a Sociedade da Mesa Todos os meses o sócio recebe uma caixa de vinho de 4 ou 6 garrafas juntamente com o informativo. No informativo encontrará uma descrição do vinho que o acompanha com a indicação de qual será o vinho do mês seguinte e seu preço. Em caso de não querer receber o próximo vinho, o sócio pode suspender seu recebimento avisando por e-mail (atendimento@sociedadedamesa.com.br) ou telefone. No mês seguinte, receberá somente o informativo pelo correio.

O sócio pode suspender o recebimento do vinho quantas vezes quiser. O preço por garrafa poucas vezes superará os R$ 35,00 Não há quota de associação ao clube.

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Ed. 4 - Ano 1 - 05/2009  

Revista de variedades dirigida ao publico plus size de lingua portuguesa

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