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Anti-stress Marco canta Fado revelação em Sesimbra

Anti-stress Novo álbum de José Cid em Tróia

O Sul Jornal cultural e de debates

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Sábado | 28.Janeiro 2012

Director: Raul Tavares

Caderno

semanário - edição n.º 699 • 5.ª série - 0,50 € • região de setúbal

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Distribuído com o

VENDA INTERDITA

Região atinge o nível mais baixo de mortalidade de bebés dos ao Semmais, registaram-se em 2010 23 vítimas, contra 30 mortes ocorridas em 2009. Estes rácios colocam o distrito de Setúbal na liderança nacional nos índices de mortalidade in-

fantil. Também no que diz respeito à mortalidade prematura, antes dos 70 anos de idade, a região apresenta uma melhoria substantiva. PÁG. 2

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aqui distinguia os líderes europeus como a Filândia, Suécia ou Noruega, o trio de países nórdicos considerados mais desenvolvidos do mundo neste domínio. Segundo números avança-

ABERTURA A mortalidade entre crianças com menos de um ano de idade atingiu em 2010 na região de Setúbal o número de 2,5 óbitos por cada mil bebés nascidos com vida, número que até

CCAM-Costa Azul em périplo pelas agências

Porto de Setúbal prepara Pinhal Novo recebe 10 novos recordes em 2012 milhões de fotovoltaicas

+NEGÓCIOS A adminis-

+NEGÓCIOS A adminis-

tração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo - Costa Azul iniciou esta semana um conjunto de visitas aos 17 balcões e agências

no distrito. O objectivo é dar a conhecer aos clientes como são levados a sério a nível interno os procedimentos de qualidade e certificação. PÁG. 14

tração do Porto de Sines confia que este ano possa bater de novo todos os recordes na movimentação de contentores. Aque-

la plataforma portuária fechou o ano passado com mais 17% neste tipo de carga e 25% na tonelagem de mercadorias contentorizadas. PÁG. 14

ACTUAL Até final de Setembro deste ano deverá estar concluída a central fotovoltaica do Pinhal Novo, com cerca de 18 mil painéis poli cristalinos. Tra-

ta-se de um investimento de 10 milhões de euros, a cargo da empresa Donauer Solar Systems, que promete energia para 2400 habitações. PÁG. 4

Seca ameaça mas ainda não preocupa agricultores

ACTUAL Uma mega operação conjunta de todas as autoridades policiais gerou esta semana uma inesperada surpresa junto da população. As brigadas, compostas por dezenas de agentes, viaturas e cães, chegaram a bloquear os principais acessos à cidade de Setúbal. No rescaldo da operação foram detidos 9 indivíduos, apreendidas sete viaturas, encerrados seis estabelecimentos. Foram também apreendidadas 700 doses de haxixe e liamba, duas armas de alarme e 59 munições. PÁG. 4

ÚLTIMA PÁGINA Este Inverno arrancou com índices de chuva muito abaixo dos habituais. Entre Dezembro e as duas primeiras semanas do ano praticamente não choveu no distrito, sendo que, segundo os especialistas, a região está já em situação de seca. Embora ainda não havendo preocupação entre os agricultores, as zonas do interior do distrito estão entre as mais afectadas do país, com quebras de pluviosidade acima dos 70%. E pelo menos até final de Fevereiro as previsões são de chuva escassa.

Pub.

Fotos: Pierra Gonnord

Mega operação da Polícia passa Setúbal a pente fino

Os pescadores da Costa da Caparica Francisco, de 80 anos, Paulo, de 45, e Ricardo de 18, são ‘estrelas’ retratadas pelo fotógrafo Pierre Gonnord, cuja exposição vai estar patente na Galeria Bes Arte % Finança. O autor evoca os painéis de São Vicente de Fora. PÁG. 4


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Abertura

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Mortes de bebés baixaram para valor recorde na região

O distrito de Setúbal está no topo pela positiva da mortalidade infantil. Em 2010 apenas 23 bebés com menos de um ano não sobreviveram, contra 30 mortes registadas no ano anterior. Feitas as contas, e segundo os dados do INE, a região alcançou o número de 2,5 óbitos por cada mil crianças. Pub.

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região de Setúbal atingiu o nível mais baixo de sempre de mortes de crianças com menos de um ano, alcançado um lugar de topo em Portugal. Em 2010 o distrito somou 23 vítimas, contra as 30 registadas em 2009, segundo os dados mais actuais agora revelados pela Direcçãogeral de Saúde (DGS), o que significa que se alcançou o número de 2,5 óbitos por cada mil bebés que nascem com vida. Quer isto dizer que a região atingiu a média que até aqui distinguia os líderes europeus - Finlândia, Suécia ou Noruega – segundo o próprio director-geral da Saúde, Francisco George, ressalvando que estes números terão de ser sujeitos agora a um estudo profundo, dado que o resultado é de tal forma positivo e coloca a região num patamar tão elevado que «vai ser difícil manter este nível.» Já no diz respeito à mortalidade prematura, ou seja, antes dos 70 anos, a região também apresenta uma boa classificação, com uma taxa de 24 mortes por cada cem habitantes, ainda segundo Francisco George, alertando que nos próximos três anos o projecto da DGS visa baixar ainda mais a taxa de mortalidade antes dos 70

anos, para os 20%, sendo esta uma aposta para todo o país. Contudo, a autoridade de saúde pública define como principal objectivo o prolongamento da vida ou o aumento da esperança média de vida, mas sempre «tendo por base um envelhecimento activo. Fazer com que as pessoas vivam mais e sobretudo melhor», insiste Francisco George. Combater as doenças evitáveis Aliás, o Plano Nacional de Saúde a que o Semmais teve acesso, assume o compromisso de combater as mortes evitáveis, bem como os anos vividos sem qualidade por diversas causas ou doenças. Segundo os números nacionais disponíveis, em 2009, foram mais de 116 mil os anos

de vida perdidos antes dos 70 anos, quase um terço do total contabilizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). «Temos níveis muito elevados de mortalidade prematura e podemos atingir níveis mais adequados ao actual estado de saúde que tem o nosso país. O objectivo é atingir níveis semelhantes aos de países do norte da Europa», acrescenta Francisco George. Uma das formas de alcançar estes números é pela redução de mortes evitáveis e combate a estilos de vida que são factores de risco. Um bom exemplo é o do tabaco, que contribui não só para o aumento da incidência do cancro mas também de outras doenças, como as cardiovasculares. Roberto Dores

Sida mata mais abaixo dos 70 anos Como o Semmais já tinha avançado, o vírus da Sida é a principal causa de morte na região, para óbitos abaixo dos 70 anos, segundo revelam os dados do INE. Segue-se o cancro da mama e, em terceiro lugar, surge os tumores da traqueia, brônquios e pulmões. Em média, cada morte ocorre dez a doze anos mais cedo do que seria

expectável pela esperança média de vida. Ainda assim, segundo os especialistas, o consumo de álcool está a agravar este cenário, sendo que há dez anos os doentes internados com problemas graves de fígado tinham 60 anos ou mais, mas hoje são mais vulgares os casos graves de cirrose em pessoas na casa dos 40.


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Espaço Público

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A resposta da UE à crise

Como estamos de ensino público no distrito? Editorial

Voltar à Educação só para quem pode…

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urante mais de 30 anos e apesar das nossas deficiências estruturais, fomos galopando os atrasos da escolaridade de que o país padeceu durante o antigo regime. Muito para além das questões políticas, Salazar e o ‘Estado novo’ deixaram-nos um país empobrecido, subdesenvolvido, ostracizado no panorama internacional e iletrado. Como se dizia antigamente, só mesmo quem tinha posses poderia almejar atingir o patamar universitário. No começa da democracia, Portugal era um país absolutamente desfalecido nos rácios da Educação. E aos poucos foi recuperando terreno. Nem é preciso recorrer aos dados actuais para perceber como avançamos no acesso ao Ensino Superior, na investigação e no combate ao analfabetismo. Poderemos estar agora, não por razões de regime, mas por razões de políticas cegas a pretexto da crise e da falta de dinheiro a hipotecar de forma irreversível todas estas conquistas. Este último ano lectivo milhares de jovens e as suas famílias não tiveram condições objectivas para aceder a esse patamar de conhecimento. Os cortes nos apoios às propinas, devidas aos mais carenciados, as reduções nos apoios à mobilidade dos estudantes deslocados das suas áreas de residência são hoje barreiras de peso. Há um regresso inesperado ao regime do só quem pode, que agrava as desigualdades e gera um fosso neste domínio que já havíamos dissipado. Já nem sequer se trata de enviar os jovens licenciados para fora do país, engordando o desenvolvimento dos outras nações. Trata-se de uma opção política que coloca uns acima de outros, num derrame de direitos que o Estado democrático não devia tolerar.

ficha técnica

António Marquês*

// Raul Tavares

Director: Raul Tavares; EditorChefe: Joaquim Guerra; Redacção: Anabela Ventura, Bruno Cardoso, Cristina Martins, Marta David, Rita Perdigão, Roberto Dores; Dep. Comercial: Cristina Almeida (coordenação). Projecto Gráfico: Edgar Melitão/”The Kitchen Media” – Nova Zelândia. Departamento Gráfico: Marisa Batista. Serviços Administrativos e Financeiros: Mila Oliveira. Distribuição: José Ricardo e Carlos Lóio. Propriedade e Editor: Mediasado, Lda; NIPC 506806537 Concessão Produto: Mediasado, Lda NIPC 506806537. Redacção: Largo José Joaquim Cabecinha nº8-D, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraça) 2910564 Setúbal. Tel.: 265 538 819 (geral); Fax.: 265 538 819. Email: redaccao.semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado. pt. Administração e Comercial: Tel.: 265 538 810; Fax.: 265 538 813. Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (média semanal). Distribuição: VASP e Mediasado, Lda. Reg. ICS: 123090. Depósito Legal; 123227/98

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sempre com alguma curiosidade, senão apreensão, que consultamos o ordenamento nacional das escolas básicas e secundárias elaborado pelo Ministérios da Educação e verificamos com a atenção devida o posicionamento das escolas do nosso distrito. Assim é que, passados alguns meses sobre essa publicação e com o actual ano lectivo a decorrer dentro da normalidade possível, julgamos ser útil regressar no tempo a essa data e reflectir um pouco sobre o que foi o desempenho (para o melhor e para o pior) dos exemplos escolhidos e referidos ao ano escolar que terminou em Julho último. Não pretendendo escamotear a realidade sobre o meio envolvente, de forte incidência social negativa, onde se inserem algumas das escolas que tomámos como significativas, temos consciência, contudo, que isso não poderá explicar tudo – e este tudo é um lugar nada ilustrante no cômputo nacional. Não tendo sido professor, mas apenas um interessado na matéria (com dois filhos maiores que passaram pela secundária Manuel Cargaleiro, no Seixal), não posso deixar de ficar apreensivo com estes resultados. Naturalmente que todos os professores procurarão dar o seu melhor, mesmo quando o quadro em que desenvolvem o seu trabalho não será o mais motivador. No entanto, o retrato que retiramos daquelas ordenações é desolador. E interrogamo-nos: já pensaram os responsáveis pelo ensino no distrito falar entre si, com directores escolares e outros agentes, para a possibilidade de melhorar a situação? Já foram testadas todas as hipóteses para que fosse possível uma alteração desta realidade? É verdade que o distrito se debate com problemas sociais de há vários anos a esta parte, que, naturalmente, influenciarão os números que apreciamos. Mas também é verdade que tem, no todo nacional, um índice de desenvolvimento e literacia que podemos situar, sem errar muito, em 4º ou 5º lugar entre todos os distritos.

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Que pode levar, então, que no ensino básico (9º ano) para além do 3º ciclo da secundária do Bocage, em Setúbal, que nos vem habituando a ser a melhor do distrito (mas mesmo assim apenas em 126º lugar – considerando, sempre, públicas e privadas), a seguir, e apenas em 245º lugar o 3º ciclo da escola de Sampaio, em Sesimbra? E que pode explicar que a melhor classificada do concelho de Almada, o maior e o de maior literacia do distrito, o 3º ciclo da Anselmo de Andrade, tenha ficado apenas em 318º lugar (e o ano passado ficou em 472º), ou que o 3º ciclo da secundária José Afonso tenha sido a melhor do município do Seixal, em 430º lugar, ainda assim melhor que a 795ª posição do ano passado? E porquê a Augusto Cabrita, do Barreiro, a apenas uma dúzia de lugares do fim da tabela, em 1283º lugar? É apenas a realidade social que explica isto? No que respeita ao secundário, o panorama não é, infelizmente, melhor, como não poderia deixar de ser. A secundária do Bocage continua a ser a melhor do distrito, mas mais uma vez e ainda em apenas 93º lugar. Temos, depois, e como 2ª melhor, a secundária Jorge Peixinho, do Montijo, em 126º lugar e, honra lhe seja feita porque subiu do 400º para o 142º lugar, em 3º lugar a secundária de Alcochete. Também neste grau de ensino as melhores dos dois maiores munícipios do distrito não vão além do 161º lugar ( a sec. Emídio Navarro, em Almada) e 266º (a sec. João de Barros, no Seixal). Mas se esta realidade apresenta apenas os concelhos mais urbanos do distrito e, logo, mais castigados socialmente, os números não melhoram se formos ver o retrato dos 4 concelhos ditos rurais – Alcácer do Sal, Grândola, Sines e Santiago do Cacém. E aqui, sim, já é possível comparar com outros municípios de igual situação ao longo do país, com menos incidência social negativa – mas também neste caso os quatro concelhos do nosso distrito ficam para trás. Que dizer desta realidade tão pouco promissora?

Notas Físcais

Excussão Prévia

Paulo Janela pjjanela@gmail.com

O Artº 153º, nº 2, alíneas a) e b), do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), define as circunstâncias, cuja ocorrência, determina o chamamento dos responsáveis subsidiários à execução: “a) Inexistência de bens penhoráveis do devedor e seus sucessores;” ou, “b) Fundada insuficiência, de acordo com os elementos constantes do auto de penhora e outros de que o órgão de execução fiscal disponha, do património do

devedor para a satisfação da divida exequenda e acrescido.”. O referido preceito legal, não pode deixar de ser entendido à luz do preceituado no Artº 23º da Lei Geral Tributária (LGT), que determina, que, “A reversão contra o responsável subsidiário depende da fundada insuficiência dos bens penhoráveis do devedor principal e dos responsáveis subsidiários, sem prejuízo do beneficio da excussão” .

Luiz Sá Pessoa* * Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal (interino)

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estes tempos difíceis, a União Europeia (UE) tem feito progressos importantes para responder aos desafios colocados pela crise. A Europa está a tomar as medidas possíveis, num consenso a 27, para garantir a estabilidade financeira. Mas esta é apenas uma das vertentes da estratégia da resposta da UE. A outra passará obrigatoriamente pela criação de emprego e por um crescimento económico sustentável. Não tenhamos ilusões. A resposta à crise será, uma batalha longa. Como tem referido o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, será uma maratona e não um sprint. A Zona Euro adoptou medidas decisivas para responder à crise. São medidas que visam a consolidação fiscal, reformas estruturais, respostas às fragilidades do sector bancário, reforço dos mecanismos financeiros e da governança económica. As decisões da UE e a acção do Banco Central Europeu são fundamentais para restabelecer a confiança e aliviar as tensões nos mercados. Neste contexto, é fundamental implementar as decisões do Conselho Europeu de Dezembro. O Tratado Fiscal Europeu irá impor regras orçamentais mais duras e reconquistar a confiança na Zona Euro e será assinado no início de Março. Por outro lado, o mecanismo de Estabilidade Financeira deverá entrar em vigor em Julho de 2012, um ano antes do previsto. Recorde-se que a Europa está a trabalhar com os parceiros internacionais de forma a aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional. Será importante realçar que os Estados Membros já contribuíram com 150 mil milhões de euros. Mas a Europa também não pode deixar de concentrar a sua atenção no crescimento e criação de emprego e no combate ao desemprego. A UE tem uma agenda ambiciosa para o crescimento, na linha do que está definido na estratégia Europa 2020. É fundamental desenvolver um ambiente favorável, onde as PME possam nascer e crescer. Estas empresas constituem o motor para a criação de emprego. De acordo com um estudo recente da Comissão Europeia, 85 % do total líquido de novos postos de trabalho na EU, entre 2002 e 2010, foram criados por PME. Mas para que isto possa continuar, há que evitar que as empresas tenham dificuldades no acesso ao crédito. É por isso que as medidas do Banco Central Europeu para conceder empréstimos a longo prazo aos bancos serão essen-

ciais. O Mercado Único surge assimcomo essencial para o crescimento económico da Europa. O seu potencial de 500 milhões de consumidores deve, por isso, ser usado em todos os sectores O Conselho Europeu de 30 de Janeiro vai dar mais um passo importante. Os chefes de Estado ou de governo dos 26 países deverão dar luz verde ao projecto do novo tratado europeu. O projecto institui um pacto orçamental e estipula que a regra de ouro – que impõe orçamentos de Estado em equilíbrio – deverá ser consagrada em legislação de carácter vinculativo e permanente, de preferência constitucional A actual crise económica não será ultrapassada apenas com a estratégia lançada pelas instituições comunitárias. Há necessidade de uma estratégia mais alargada e resposta credível dos Estados membros. Com cerca de 5 milhões de jovens no desemprego na UE, a Comissão quer uma acção imediata por parte dos países. Para já, a Comissão lançou a iniciativa “Youth Opportunities” que irá oferecer perspectivas para competências, formação e experiências de trabalho. Mas os Estados membros também terão que se mobilizar. Reformas estruturais, mais competitividade e uma boa aplicação de fundos ainda não gastos são elementos chave para potenciar o crescimento económico dos países. Portugal recebeu desde 1989 mais de 42 mil milhões de euros em fundos estruturais. No final do ano passado pediu a reprogramação técnica do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para ajustar os programas em curso. O resultado conseguido conduziu a um maior nível de reembolso e uma diminuição do co-financiamento público nacional. Os programas que já estavam a beneficiar da taxa máxima (85%) passam a beneficiar de uma taxa de 95% de co-financiamento comunitário sobre o valor global (incluindo o IVA). Ou seja, a comparticipação nacional reduz-se a uns meros 5%.A reprogramação aliada a novas taxas de financiamento de projectos já aprovados levou ao pagamento de retroactivos. Portugal acabou de receber cerca de 600 milhões de euros adicionais de fundos comunitários. Uma segunda reprogramação mais estratégica está agendada para 2012. A Comissão espera que o país saiba aproveitar as potencialidades proporcionadas por esta reprogramação de forma a potenciar o seu crescimento económico e o seu nível de emprego.

Como se depreende do Art. 23.º da(LGT), caso não se consiga apurar a suficiência dos bens penhoráveis ao devedor principal e responsáveis solidários, tal facto não impede a efetivação imediata da reversão, embora com suspensão da execução até à completa excussão dos bens do devedor principal e responsáveis solidários, caso existam. Não se trata aqui de uma faculdade à disposição do órgão da execução fiscal, mas de um dever legal, já que a realização do objetivo fundamental da execução fiscal, a saber, a cobrança da dívida executiva, justifica a proteção legal dos créditos da Fazenda Pública, através da reversão, com vista à maxi-

mização das possibilidades de cobrança do valor em dívida. Ou seja, para decidir a reversão, não é imperioso que se encontrem excutidos, todos os bens do devedor principal e dos seus responsáveis solidários, basta verificar-se a “fundada insuficiência” dos mesmos. Para que a inexistência ou insuficiência de bens se possam considerar demonstradas, é necessário que os elementos em que assenta o juízo permitam, em termos lógicos, retirar essa conclusão, o que, normalmente, exigirá que seja feita uma averiguação, da existência ou não de bens penhoráveis do devedor originário, suficientes para pagamento integral da divida e acrescido.


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Actual

fotografados. Assume que gostou da experiência e que o que mais o impressionou foi «a paixão com que ele (Gonnord) fotografa, o entusiasmo dele». Um entusiasmo que vê também, muitas vezes, nos turistas que, ao final da tarde, se deixam ficar na praia para assistir à faina. «Às vezes são dezenas de pessoas a tirar fotografias quando puxamos as redes. As pessoas gostam de ver a arte». Uma arte que ainda «vai sendo rentável», mas cada dia mais difícil. «Só podemos pescar depois das seis e meia da tarde nos quatro meses de época balnear, mas a sardinha só se apanha de manhã e as lulas à hora de almoço, por isso, de vez em quando arriscamos e chegamos um bocado mais cedo…» Mas depois chegam também as multas! Paulo considera que a pesca e o turismo podiam complementar-se «se tudo fosse bem coordenado», mas considera também «que há pouca vontade de quem manda» e que «a autoridade das pescas não tem noção das dificuldades» pelas quais passam os pescadores. Paulo espera agora que a exposição possa chamar a atenção para a pesca, em especial para a arte de xávega, tantas vezes esquecida.

Balcão do Empreendedor abre no distrito OS DISTRITOS de Setúbal e de Aveiro são os primeiros do país a contarem com um Balcão do Empreendedor. Instalado na Loja do Ci­­­dadão, o Balcão do Em­­preendedor surge na se­­­­­­­­­­­­­­quência do processo de integração nestas uni­­dades dos serviços da Loja da Empresa nos concelhos em que os dois estivessem presentes. Depois de Setúbal e Aveiro, o Balcão do Empreendedor irá abrir nas Lojas do Ci­dadão de Viseu, Braga, Faro, Porto e Lisboa. Para além do serviço pre­­­­­­sencial, o Balcão do Em­­preendedor está disponível em versão electrónica, podendo ser acedido atra­­vés do Portal da Empresa.

Marta David

A DONAUER Solar Sys­­ tems deverá ter concluída em Setembro a construção de uma central fotovoltaica de quatro megawatts no Pinhal Novo, no concelho de Palmela, que deverá vir a fornecer energia eléctrica a 2400 habitações. O investimento, que ronda os dez milhões de euros, deverá ser concretizado numa área de oito hectares numa zona rural perto do centro da freguesia e pressupõe a instalação de 18 mil painéis poli cristalinos, cada um com a potência de 240 watts. Os painéis serão equipados com um total de doze inversores centrais que permitirão transformar energia solar em energia eléctrica contínua. “É um investimento num produto sólido, de futuro e

Terrenos onde estáo a ser implantados os 18 mil painéis solares poli cristalinos

amigo do ambiente, porque centrais fotovoltaicas de qualidade como esta são um investimento seguro, já que o Estado português garante a tarifa de injecção durante vinte anos, salvaguardando a inflação, explica, em comunicado, Ana Cristina Arnedo, directora-geral da Donauer Solar Systems. O

início da construção está previsto para Março. A subsidiária portuguesa da Donauer Solar Systems, que tem uma taxa de mercado de 25% da energia solar proveniente de micro-geração e projectos na mini-geração, faz parte de um grupo alemão que também possui outras

filiais em países europeus e no Brasil. No total, a multinacional emprega mais de 250 pessoas e exporta para 40 países. A partir de Portugal, a Donauer opera para todo o mercado ibérico e nos países africanos lusófonos. Bruno Cardoso

Mega operação policial ‘bloqueou’ região A GNR e a PSP, em colaboração com outras autoridades, levaram a cabo, esta semana, uma operação coordenada de prevenção da criminalidade que culminou com a detenção de nove indivíduos, a apreensão de sete viaturas apreendidas e a ordem de encerramento a seis estabelecimentos. Para além disso foram apreendidas perto de 700 doses de haxixe e liamba, quatro armas brancas, duas armas de alarme e 59 munições. A operação decorreu na área urbana e envolvente da cidade de Setúbal, com incidência em pontos de fiscali-

zação rodoviária e de fiscalização geral, através de equipas móveis. A acção contou com a participação da Polícia Judiciária (PJ), Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Autoridade Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). O aparato policial foi notório, na terça-feira, entre as seis da tarde e as dez da noite, com as autoridades a actuarem junto das portagens e nas zonas de saída e entrada na cidade. No dia seguinte, no âmbito

O TERMINAL XXI do Porto de Sines recebeu, terça-feira, a viagem inaugural do porta-contentores “MSC Cristina”, um gigante dos mares com 366,4 metros de comprimento e capacidade para transportar 13.092 TEU. Construído na Coreia do Sul, este navio saiu dos estaleiros em Dezembro, ficando inserido no serviço regular da MSC – Mediterranean Shipping Company que liga o Extremo Oriente à Europa, onde o Porto de Sines é o primeiro porto a ser escalado. Proveniente de Chiwan, na República Popular da China, este porta-contentores movimentou 2.881 TEU no Terminal XXI do Porto de Sines, antes de conti-

de uma acção a nível nacional, a GNR levou a cabo um conjunto de operações que visaram a prevenção e combate à criminalidade violenta e a fiscalização rodoviária, entre outras. Os resultados provisórios desta operação que aconteceu, para além de Setúbal, nos distritos de Santarém, Viseu, Aveiro, Leiria, Lisboa, Faro e Braga, apontam para 56 detenções em flagrante delito pela prática de crimes como tráfico de estupefacientes, posse ilegal de arma, furto, rapto e sequestro,

violência doméstica e con­­ dução sob o efeito de álcool ou sem habilitação própria. Foram ain­­­­­­da apreendidas duas toneladas de haxixe, quatro armas de fogo de vários calibres, armas brancas e várias munições. As autoridades apreenderam ainda uma embarcação de alta velocidade, 8500 euros em numerário e quatro toneladas de cobre. Marta David

Politécnico de Beja coordena rede científica

Megacarrier escala Sines em viagem inaugural

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RICARDO, Paulo e Francisco, três gerações de pescadores da Costa de Caparica que se dedicam à arte de xávega e são estrelas na exposição “Políptico”, evocativa dos Painéis de São Vicente de Fora, reinterpretados em versão fotográfica por Pierre Gonnord e reportados à sociedade portuguesa dos nossos dias, e que está patente na Galeria BES Arte & Finança, em Lisboa, desde a passada quinta-feira. São três de um grupo de mais de três dezenas de homens que praticam uma das mais antigas e tradicionais artes de pesca numa das zonas de maior atracção turística do distrito. Para Pierre Gonnord, os pescadores da arte de xávega são «exemplares no que toca à tradição e representam a essência das gentes do mar». Quem lhe conhece o trabalho diz que «onde os outros vêm pobres, ele vê príncipes», daí a sua preferência por fotografar quem está à margem. A pele curtida pelo sol e pelo sal, os rostos marcados pelos anos de faina e pela incerteza são a imagem de milhares de homens que do mar retiram sustento. Às rugas e aos sinais dos tempos dá Gonnord uma luz diferente que faz lembrar o Renascimento ou os quadros de Rembrandt. Paulo Martins foi um dos

Donauer investe 10 milhões em central fotovoltaica no Pinhal Novo

D.R.

Pescadores da Costa são estrelas em exposição fotográfica no BES

O “MSC Cristina” tem 366,4 metros

nuar a sua viagem com destino ao porto francês de Le Havre. O Terminal XXI é a única infra-estrutura portuária nacional capaz de receber este tipo de navios. O “MSC Cristina” apresenta um comprimento de 366,4 metros, boca de 48,2 metros, exigindo um calado máximo de 15,5 metros.

O INSTITUTO Politécnico de Beja assinou um protocolo com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o Centro Operativo e de Tecnologia do Regadio, o Centro de Biotecnologia Agrícola e AgroAlimentar do Baixo Alentejo e Litoral e a Lógica - EM para a criação da Rede de Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas de Beja. A rede, criada no âmbito do Sistema Regional de Transferência de tecnologia, tem como missão criar e desenvolver uma estratégia regional de promoção e valorização da investigação e do desenvolvimento tecnológico, através da transferência de conhecimento e tecnologia e a geração de empresas e de ideias de negócio inovadoras.

Constituem objectivos principais desta rede, consolidar e enriquecer a qualidade e a diversidade dos processos de investigação, de desenvolvimento e de transferência de tecnologia; fomentar o empreendedorismo de base tecnológica e a incubação de ideias e de empresas inovadoras; potenciar as redes de cooperação científica e económica, nacionais e internacionais, nos domínios estratégicos de IDT; - coordenar recursos e capacidade instalada ao nível da investigação aplicada e da transferência de conhecimento; reforçar as competências regionais em ID&T e afirmar as suas capacidades a nível nacional e internacional.


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Tarifas no distrito em alguns casos superam os 5% anunciados pelo Governo

GRANDE parte dos operadores de transportes públicos da região vai aumentar as tarifas dos bilhetes, assinaturas mensais e passes combinados na próxima quartafeira, embora, em alguns casos, os novos valores excedam os 5%, de média, anunciados pelo Governo. Da onda de aumentos, somente o Metro Sul do Tejo vai manter inalteráveis os preços. A Atlantic Ferries, responsável pelas travessias entre as duas margens do Sado, também não alterou o valor das assina-

porque este terceiro aumento no espaço de um ano é completamente revoltante”, refere a porta-voz da Comissão de Utentes da Margem Sul do Tejo. Ao Semmais, Maria Luísa Ramos questionou, do mesmo modo, a constitucionalidade da aplicação da decisão, uma vez que a lei obriga a que os operadores de transportes públicos informem os utentes dos novos preços com pelo menos dez dias de antecedência. A Fertagus e os Transportes Sul do Tejo não tinham até ao fecho desta edição, a título de exemplo, as actualizações tarifárias

definidas, remetendo para os últimos dias do mês mais pormenores. A venda de passes para o mês de Fevereiro na concessionária do comboio da ponte 25 de Abril chegou a estar suspensa por este motivo. Futuro da mobilidade pode estar em risco Com a certeza do aumento das tarifas nos transportes colectivos e com a ameaça de subida dos preços dos combustíveis no ar, a mobilidade de pessoas na região pode estar em risco. A população da península está a andar cada vez

menos de transporte público e de carro próprio, como com­­­provam os da­­­­dos do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias. O nú­­­mero de viaturas a circular no tabuleiro das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama tem vindo a descer gradualmente nos últimos dez anos e nem mesmo as subidas nos preços dos transportes públicos têm ajudado a inverter esta

Os novos preços dos transportes na região em 1 de Fevereiro de 2012

Passe Mensal

Passe Mensal (1 zona)

Passe Mensal (Setúbal – Lisboa)

Passe Mensal

Passe 30 Dias (Barreiro)

Passe 30 Dias (Cacilhas)

Passe Mensal Urbano Setúbal

Preço em vigor

:::::::::: Bruno Cardoso ::::::::::

turas mensais, mas subiu em 0,25 e 0,15 cêntimos, respectivamente, o valor dos bilhetes para adultos e para crianças com menos de dez anos. Confrontados com esta situação, os utentes da margem sul do Tejo, do Seixalinho e da linha do Sado, consideram «inqualificável» a decisão do Governo de aumentar os preços dos transportes públicos e prometem endurecer a luta caso este não recue. Em protesto, chegaram a deslocar-se na quinta-feira ao Ministério da Economia. “Há um sentimento de indignação no ar,

60€

28,50€

119,30€

16,75€

32,65€

18,80€

22,55€

Novo Preço

Aumento do custo de vida tem afastado pessoas do transporte colectivo e público. Mobilidade na região pode estar em risco nos próximos tempos.

Semmais

Utentes condenam subidas nos transportes

60€

29,50€

125,27€ *

16,75€

34,35€

20€

23,68€ *

= não sofre aumento

+ 1€ por mês (+3,5%)

+ 5,97€ por mês (5%)

= não sofre aumento

+ 1,70€ por mês (+5,2%)

+ 1,20€ por mês (+ 6,4%)

+ 1,13€ por mês (+5%)

*Estimativas com base nos 5% de aumento em média anunciados pelo Governo. Os restantes dados foram fornecidos pelas respectivas operadoras

tendência. Em declarações ao Semmais, José Manuel Palma, ex-especialista europeu para as directivas dos transportes e do ruído, garante que o problema da mobilidade está «totalmente» relacionado com a política de transportes em Portugal, uma situação que se deverá agravar «por se gastar onde não se deve». O especialista diz também que «o transporte individual deveria subsidiar o colectivo», à semelhança do que acontece noutros países europeus, devendo o Estado portajar o acesso às grandes cidades e canalizar uma parte das receitas dos parqueamentos dos grandes centros urbanos para o sector público dos transportes. «Sempre que uma qualquer variável se altera, há pessoas que mudam a sua forma de deslocação, deixam de ir tantas vezes onde iam ou deixam simplesmente de se deslocar», resume.

Publireportagem

A AUTO Soeiro, com 25 anos de existência, abriu as portas do seu stand na Baixa da Banheira, nos passados dia 20, 21 e 22, para apresentar aos clientes e público em geral os novos Opel Zafira e Astra GTC, uma viatura familiar e outra mais individual. O Zafira é um MPV de 5/7 lugares, com espírito de aventura e cheio de estilo. Trata-se de uma viatura extremamente versátil, confortável e modular, em termos de espaço interior. «É uma viatura para uma família mais numerosa, com excelente qualidade de construção e motores muito económicos e, nalguns casos, com bastante desempenho», refere Manuel Júlio, responsável pela marca Opel na Auto Soeiro, com stand/serviço/peças nas Arroteias/Moita, e também stand, na Baixada Banheira. No que diz respeito ao veículo Astra GTC, realça que é um «grande turismo coupê de três

portas, muito desportivo, com um design muito musculado, bom espaço interior e uma boa oferta de motores - gasolina e diesel bastante potentes». O Zafira de dois litros turbo diesel de 165 cavalos tem um custo de 37 mil euros, enquanto a versão 1.4 a gasolina turbo apresenta valores inferiores a 30 mil euros. Em termos de equipamentos extra os clientes podem ainda contar com os faróis de xénon e o tecto panorâmico. Já o Astra GTC pode ser adquirido por valores que oscilam entre os 26 mil, nos motores gasolina turbo, e os 33 mil euros nos motores de 2 litros turbo diesel. Nos extras o destaque vai para os estofos em pele e para as jantes especiais. «São duas viaturas ajustadas ao mercado português e à concorrência, cada uma no seu estilo. As expectativas são positivas». A Auto Soeiro, que dá emprego a cerca de 50 pessoas, concentra

Semmais

Auto Soeiro apresentou os novos Opel Zafira e Astra GTC

As novas viaturas mostram grande versatilidade e conforto

os seus serviços no concelho da Moita e na Baixa da Banheira, embora já tenha tido delegações em Setúbal e no Montijo. A Auto

Soeiro trabalha com a marca Mitsubishi há 22 anos, com a Seat há 4 e com a Opel há cerca de um ano e meio. «É fundamental diversi-

ficar. Hoje em dia é muito complicado este tipo de empresas sobreviverem apenas com uma marca. Além disso, trabalhamos também com os veículos usados e seminovos e somos reparadores oficiais da Mitsubishi, da Opel e da Seat», afirma Manuel Júlio, que acrescenta que «os nossos clientes, na nossa sede, têm excelentes condições para terem os seus veículos assistidos. Estamos dotados de todo o tipo de equipamento de diagnóstico e os nossos técnicos são certificados para garantirem um bom serviço». Adriano Soeiro, proprietário da empresa Auto Soeiro, afirma que são «boas» as perspectivas de venda para «os dois novos modelos, que apresentam grande qualidade». Contudo, apela ao Governo para que incentive o comércio de automóveis. «É importante o incentivo ao abate dos carros em fim de vida, tal como acontecia antigamente», vinca.


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Sábado | 28.Jan.2012

dos seus filhos. Numa primeira fase, a capacidade da instituição era de 48 crianças em creche e 75 em jardim-deinfância. Em 2009, com a abertura do 1.º ciclo do ensino básico, a capacidade para estes alunos aumentou em mais de 84 crianças. Recentemente, com a abertura de uma nova sala de creche, a capacidade total de crianças passou para 221. Já no presente ano lectivo, o “Refúgio dos Fidalguinhos” investiu na execução de um novo piso na sala multiusos, aquisição de balizas de mini-futsal, tabelas de mini-basquetebol, além de outro equipamento e material desportivo. Esta intervenção permitiu a abertura da actividade de minifutsal. Como próximo passo, o “Refúgio dos Fidalgui­­ nhos”aspira avançar para a criação da quarta sala do 1.º CEB que deverá entrar em funcionamento no ano lectivo de 2012/2013. «Queremos manter a nossa qualidade de serviço e, se possível, continuar numa melhoria contínua em busca da excelência, consolidar as salas existentes e continuar a trabalhar para merecer a confiança de todas as crianças e pais presentes para que possam continuar a usufruir dos nossos serviços», refere Júlio Aleixo, sóciogerente da instituição.

Fotos: DR

O COLÉGIO “Refúgio dos Fidalguinhos”, localizado no Barreiro, acaba de ser distinguido com o Prémio Excelência do IAPMEI. Os responsáveis da instituição dedicam o prémio a toda a equipa e fazem um agradecimento especial às famílias que continuam a acreditar neste projecto educativo. Ana Aleixo, responsável financeira da instituição, realça que o Prémio Excelência é motivo de «orgulho» para o colégio, pois vem distinguir o trabalho da equipa, «não só ao nível da gestão mas também todo o esforço conjunto», que fica marcado pela «diferença e pela qualidade». Além disso, acrescenta que a instituição é «muito exigente e rigorosa» no trabalho que desenvolve no terreno, o qual se reflecte «na educação, na postura e no resultado apresentado pelas nossas crianças». O “Refúgio dos Fidalguinhos” é uma sociedade por quotas de cariz familiar que iniciou a sua actividade em Maio de 2006. Dispõe de piscina interior, ginásio, sala multiusos e cozinha própria, o que permite «grande autosuficiência» à instituição. Sob o signo do «crescimento sustentado», a equipa que gere esta instituição, de cariz familiar, trabalha com «dedicação, lealdade e responsabilidade» para que as famílias continuem a acreditar na segurança e bem-estar

Investimentos no colégio garantem qualidade aos utentes

Concelhias ‘laranjas’ a votos com luta acesa no Montijo

O

Fotos: DR.

s militantes do PSD do Barreiro, Montijo e Moita vão ser chamados às urnas no próximo dia 3 de Março para escolher as novas equipas das concelhias para os próximos dois anos. O acto decorre em simultâneo com as eleições para a comissão política distrital. Segundo fonte ‘laranja’ as eleições terão «mais impacto» e serão «mais renhidas» no concelho do Montijo. No Montijo avança o actual presidente da concelhia, o advogado Paulo de Faria Ramos, de 42 anos, que pretende trabalhar para que o PSD vença as eleições autárquicas de 2013. Além disso, Paulo de Faria Ramos tenciona colocar o partido «ao serviço da sociedade civil e trabalhar para prestigiar a equipa ‘laranja’ concelhia». Jacinto Pereira, 42 anos, também advogado de profissão, é o adversário que vai ter de enfrentar nas urnas. Já concorreu à concelhia montijense, há alguns anos atrás, mas acabou por ser derrotado por Carlos Fradique. De momento, afirma Jacinto Pereira, estamos a fazer uma «reflexão sobre as linhas orientadoras da candidatura». No Barreiro, a actual

Carlos Cardoso

Paulo Faria Ramos

Luís Bravo

presidente da concelhia, Cristina Mira Santos, 40 anos, psicóloga, não se recandidata ao segundo mandato por motivos de ordem «familiar». A líder barreirense faz um balanço «positivo» do seu mandato, sublinhando que a equipa trabalhou com «bastante empenho» na preparação das últimas eleições legislativas e prestou grande apoio à representação do partido na Assembleia Municipal do Barreiro e à vereação ‘laranja’ do município.

próximas eleições autárquicas, mas não tenho possibilidades, por razões familiares, para acompanhar esse trabalho», argumenta Cristina Mira Santos, que acrescenta que a futura equipa deve apostar no «desenvolvimento do partido no concelho, solidificar o trabalho realizado e provar que existem pessoas no Barreiro disponíveis para trabalhar em prol dos outros e do concelho». Um dos braços direitos da actual equipa de Cristina Mira Santos é Luís Bravo, 37 anos, economista, um dos dois vicepresidentes da presente concelhia. O próprio não confirma nem desmente que está pronto para encabeçar uma lista à concelhia mas, segundo apurámos junto de fonte da

concelhia barreirense do PSD, Luís Bravo deverá mesmo avançar para dar continuidade ao trabalho de «sucesso» de Cristina Mira Santos. Na Moita, o actual presidente Carlos Cardoso, 32 anos, técnico superior dos quadros da Simarsul, parte para o segundo mandato. Carlos Cardoso refere que a grande meta da sua lista assenta num trabalho de «proximidade» e na «união de todos militantes para que se alcance um bom resultado» nas próximas eleições autárquicas. Do seu actual mandato destaca a criação de um novo espaço para a concelhia da Moita, um feito alcançado com o «forte» apoio das comissões políticas nacional e distrital.

Missão é preparar autárquicas de 2013 «É preciso trabalhar com muita antecedência as

Deputada PS contra descargas poluentes na caldeira da Moita A DEPUTADA Eurídice Pereira (PS) está preocupada com as descargas de águas poluentes na caldeira da Moita, situação que ocorre há «mais de três meses», segundo nos confidenciou a deputada. Para apurar a origem do problema, Eurídice Pereira já entregou na Assembleia da República um pedido de esclarecimentos por parte da ministra da Agricultura, Assunção Cristas. Depois de ter ouvido, em Novembro último, da parte do município da Moita, que se tratava de “um problema técnico na estação de tratamento de resíduos sólidos da Amarsul, mas que o mesmo estaria a ser resolvido”, Eurídice Pereira estranha que o problema continue a ser uma realidade . «O município dissenos que o assunto estaria resolvido no prazo de 2/3 semanas, com o desvio das águas poluentes para a estação de tratamento Moita/Barreiro, da Simarsul, o que ainda não acon-

Euridice Pereira

teceu», desabafa. Eurídice Pereira afirma que se trata de um atentado ambiental «muito grave» e que, se houver culpados, os mesmos terão de pagar coimas. «Estas descargas são proibidas. Isto vai ter algumas consequências. São águas pretas com cheiros horríveis. Não sei se são as chamadas águas lexiviantes oriundas do tratamento dos resíduos sólidos. Quando se apurar a origem ou as entidades responsáveis das descargas poluentes vão ter de pagar coimas», vinca.

Nos dias que correm, Eurídice Pereira diz que não faz sentido a ocorrência deste tipo de situações que acabam por poluir também o Rio Tejo. «Nos últimos anos construíram-se aterros e estações de tratamento de resíduos sólidos para acabar com os resíduos sólidos a céu aberto, bem como estações de tratamento de águas residuais». Contra fecho dos CTT de Cacilhas A estação dos CTT, em Cacilhas, que funcionava há dezenas de anos, foi encerrada. Os deputados socialistas eleitos por Setúbal já solicitaram esclarecimentos ao Ministério da Economia e Emprego, alegando que o encerramento de várias estações de correio, um pouco por todo o país, coloca em causa o serviço público e afecta gravemente as populações.

“Os Verdes” querem Tafamidis gratuito “OS VERDES” entregaram ontem, sexta-feira na Assembleia da República uma proposta que visa a disponibilização gratuita, pelo Serviço Nacional de Saúde, do Vyndaqel (Tafimidis), aos doentes de Paramiloidose, mais conhecida como doença dos pezínhos. O Tafamidis é um medicamento que, ministrado aos doentes, pode travar eficazmente a evolução da doença. Apesar da sua aprovação a nível europeu, por deliberação da Comissão Europeia, o medicamento ainda não foi introduzido nos serviços de saúde em Portugal.

DR

Colégio "Refúgio dos Fidalguinhos" distinguido com Excelência do IAPMEI

Política

D.R.

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NR 18

ano: 2012 . nr 18 . mês: janeiro . director: António Serzedelo . preço: 0,01 €

www.jornalosul.co.nr

Submergidos pela azáfama e o imediatismo dos nossos dias, a fúria das soluções fáceis para ontem, prometidas todos os dias pelas pessoas ligadas ao poder, parece que estamos dispostos a aceitar o empobrecimento generalizado das classes médias, num nivelamento típico do pão que o diabo amassou. Esse empobrecimento radical, fruto da pobreza material deste país, não provém da falta de matérias-primas, tão pouco da falta de produção de bens transaccionáveis. Aliás, há alguém que realmente acredite nesse problema? No entanto, o país está miserável. Todos nós sentimos isso profundamente. A nossa pobreza é a nossa amnésia. É o que nos torna indigentes e incapazes de compreender o devir dos tempos. Sem coordenadas, escravos do imediato, servos do já, manipuláveis por todo e qualquer um que jure suprir a nossa angústia originada na perda. Estamos à mercê de boys de Massamá ou do Canadá, com os quais os próprios militantes do partido governante conflituam. A mediocridade substitui fatalmente o mérito, premiando com o despedimento casos incontáveis de assaz frequentes, permitindo-nos destacar, por particularmente simbólicos, os do director do Museu Nacional de Arqueologia e do director do CCB. Portugal vive hoje a experiência da dureza da sua perifização. Portugal é mátria, terra de génios e poetas, terra de gentes boas, que preferem amar a guerrear, terra de aventureiros e de humildes,

é seiva que nos corre no sangue espesso de novecentos anos de memória colectiva. Guimarães capital europeia da cultura, que mais não seja, relembra-nos isso. Porém, somos também um povo de iconoclastas. Talvez o sejamos ainda por longos tempos. O nosso misticismo precisa de uma boa dose de materialidade para acreditar. Dentro das nossas preciosas referências de adoradores de imagens, juntámos, à nossa genuína devoção a Nossa Senhora de Fátima e a Santo António, líderes políticos Armani. As nossas gentes fascinam-se pelo que brilha, daí só darem depois pela falta de conteúdo. Gerações virão que não terão esta aceitação pelos nossos erros colectivos, mas como se dará uma nova energia e alegria a um país velho e acossado, que só quer hibernar, ficar quieto?! No centro do furacão em que Portugal se tornou, continuamos a fazer as coisas simples. Com paciência dedicamo-nos a reconstituir ao modo antigo, sem relegar por inútil o muito que se tem vindo a descobrir, integrando o melhor que se conquistou nessa longa tecitura. Por isso, realmente fundamental, é saber perceber o essencial, sendo que tudo o mais é acessório. Três são as chagas culturais e sociais: pobreza, discriminação e autoritarismo. É a partir daqui que se podem e devem construir as soluções. Nós, com o nosso modesto contributo, continuaremos a fazer a nossa parte. Leonardo da Silva e José Luís Neto Direcção da Prima Folia - Cooperativa Cultural, CRL

Ilustração Dinis Carrilho

No Centro do Furacão - Editorial


Auditoria à Dívida Pública degradação, nunca permitiriam alcançar de outra forma. Foram as céAUDITORIA À DÍVIDA PÚBLICA, lebres bolhas imobiliárias e o crédito PARA QUE O NOSSO FUTURO NÃO em operações tipo D. Branca, que FIQUE COMPREMETIDO foi considerado lixo, mas entretanto nos lixou a todos. Foi também o momento em que Nos cafés, nas rodas de amigos, os Estados acorreram em favor da nos cabeleireiros, todos falamos da banca, injectando-lhe dinheiro a dívida pública do Estado Português jorros, socializando os prejuízos e das desgraças que nos trouxe ulque provocava, mas timamente. não tocando nos lucros Muitos, se não que auferia. quase todos, andam se, no tempo A consequência foi à procura de bodes das vacas gordas uma enorme degradaexpiatórios. Para uns, os lucros dos ção das contas públicas foi o último governo bancos não tinham (pois resgatar bancos socialista. Para outros, é muito caro). Caíram são os socialistas em beneficiado os as receitas e criou-se geral, enquanto para cidadãos, não uma espiral de despeoutros ainda, tudo havia razão para sas públicas a subir em começa com Cavaco que, no tempo das flecha, devido à recesSilva. Temos para todos vacas magras, os são, e de desemprego. os gostos, de acordo cidadãos pagassem Cada país sofreu com as cores políticas os prejuízos isto à sua maneira, mas de cada um. os mais frágeis foram Em geral, diz-se os primeiros a ressentir-se devido que o tsunami financeiro começou ao endividamento público e privado. em 2007, com a falência do banco Foi o momento em que aquilo Lehman Brothers. a que se chama hoje os mercados Essa bomba atómica financeira financeiros, ou a alta finança (ou, desencadeou inúmeros estragos na para melhor tipificar, os mais rieconomia americana e, por arrasto, cos dos ricos) entraram em cena, dado que estamos num mundo gloespeculando sem vergonha com balizado, na Europa, na Ásia e por as dívidas públicas dos países, pois aí fora. Os políticos em geral (ou, perceberam que este era um mopelo menos, os europeus) meteram mento em que podiam apertá-los, a cabeça na areia e teimaram em modificar as regras do jogo e do produzir discursos muito apaziguacontrato democrático e, ainda por dores Aquilo, diziam, não era nada cima, ganhar enormes fortunas à connosco. custa do empobrecimento de povos Enganaram-se redondamente e inteiros. todos eles estão agora, de uma forE é neste momento que entram ma ou de outra, a serem corridos do em cena outros actores, pretendenpoder para serem substituídos pelas do benevolamente “salvar os países”: virginais oposições, que também o BCE, o FEEF e sobretudo o FMI, nada previram e só tiveram gestos com “provas” dadas noutros países populistas para “caça” ao votos. na década de 80-90. Na verdade, o caso Lehman BroA receita é simples: austeridade! thers é, em si mesmo, já o resultado Aprovada a austeridade, começam de uma política iniciada muito antes as intervenções no mercado de trade empréstimos a preços baixos, balho, o desemprego, a destruição para iludir as classes trabalhadoras, do Estado Social porque é caro e, que poderiam ter acesso desta forma depois, em consequência, a recesa bens de consumo desejados, mas são, o que leva a uma depressão dos que os seus ordenados, sempre em

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mercados. As pessoas não compram, como se vê na Europa e em Portugal. Na U.E., a regra para a dívida pública determinava que ela não devia ultrapassar os 60 % do PIB. Na verdade, a regra não era cumprida, e a Alemanha e a França ultrapassaram algumas vezes estes limites, sem que nada lhes sucedesse. Em Portugal, quando a “troika” cá chegou a nossa dívida pública era superior a 97% do PIB. Em 2013, quando a “troika” se for, a nossa divida pública com o remédio ministrado deve situar-se acima dos 106% do PIB. Ai se vai constatar que dos bancos não tinham beneficiado a dívida publica é insustentável e os cidadãos, não havia razão para que tudo quanto se fez serviu apenas que, no tempo das vacas magras, para agravar a nossa situação. os cidadãos pagassem os prejuízos É aqui que entra em cena a nedos mesmos bancos. cessidade das auditorias às contas No caso português, a auditopúblicas. Em princípio, deviam ser ria da iniciativa dos cidadãos vai os Estados a fazê-las, porque posavaliar a complexidade do sistema suem mais meios para isso, para da dívida, calcular a sua dimensão, saber quanto se gastou, como se ver que parte da dívida é ilegal, ilegastou e onde se gastou. gítima ou insustentável (a dívida Mas na verdade não o fazem, odiosa) e o que deve ser pago com pois isso ia pôr a nu os enormes outros prazos: aquilo a que chaerros que cometeram, muitas vezes mamos reestruturação. para sustentar políticas A dívida é para pagar, que só beneficiaram O Estado mas noutros termos, uma minoria, em presabendo-se que a díjuízo da res publica e tem dívidas para vida pública é apenas de todos. Veja-se o caso com os credores, um, entre muitos dos do BPN. Houve contu- mas também tem do países em que isso deveres para com os compromissos do nosso país. O Estado se fez por iniciativa do cidadãos, quer os tem dívidas para com poder, como aconteactuais, quer os das os credores, mas tamceu no Brasil com Lula bém tem deveres para da Silva e no Equador gerações futuras com os cidadãos, quer com Rafael Correa, os actuais, quer os das gerações ainda que com forte oposição das futuras, que não podem ver o seu forças conservadoras, nada interesfuturo comprometido. Seria imoral. sadas em que lhes desmascarem as A iniciativa para uma Auditoria negociatas. Cidadã da Dívida Pública adopta os Na Europa temos ainda o exemseguintes princípios: plo da Islândia, propositadamente Democraticidade pouco falada, pois não só fez uma Pois todos podem fiscalizar o anauditoria à sua dívida como se redamento da auditoria. cusou a pagar a chamada “dívida Natureza participativa odiosa” de certos bancos, que fiPorque a cidadania está no centro caram apeados, com graves predo processo. juízos para a Inglaterra e Holanda. Transparência Partiram do principio de que se, no Pois serão prestadas contas públicas tempo das vacas gordas os lucros

RASMUS THOMSEN FREEDIGITALPHOTOS.NET

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NR 18

02 ACTIVISMOS

de todas as operações e decisões. Controlo pelos Cidadãos Pois estes têm parte activa na gestão do processo. Independência Porque é levada a cabo por uma comissão de pessoas independentes dos poderes nacionais e internacionais. Tudo isto exige enorme esforço, demora tempo e requer a colaboração de pessoas tecnicamente qualificadas, capazes de apresentar ao público propostas plausíveis e exequíveis. À partida temos de vencer um obstáculo: a fraca mobilização da sociedade portuguesa, que é muito pouco interventiva. É preciso mobilizar as pessoas. Sem isso, esta iniciativa não faz sentido. Por outro lado, é preciso contar com a colaboração internacional de instâncias que já têm sobre esta questão larga experiência, como é o caso dos subscritores da Declaração de Atenas, e da Aliança Europeia de Iniciativas para Auditoria Cidadã. O primeiro passo a dar, porém, tem de ser nosso. António Serzedelo Editor do programa de radio Vidas Alternativas anser2@gmail.com)


JAN 2012

NR 18

NA VAZANTE 03 A Comuna 1871, PARIS CAPITAL INSURGIDA A Comuna de Paris, um marco da emancipação social. 2 de Setembro 1870: o Imperador Napoleão III, imprudentemente envolve-se em guerra contra a Prússia e capitula em Sedan. A Republica é proclamada no Hôtel de Ville (Câmara). Os prussianos cercam a capital por longos meses, até ao armistício a 28 de Janeiro de 1871. Na Assembleia Nacional, eleita a 8 de Fevereiro, a maioria rural, conservadora, procura negociar a paz, mas Paris que se defendeu valentemente, não se quer render. A situação é explosiva. Para evitar pressões populares na

capital, a Assembleia Nacional foge para Versailles. Princípio de Março, Paris liberta-se a si própria. Um incidente precipita os acontecimentos. Adolf Thiers chefe do poder executivo da República, ordena a retirada dos canhões que se encontram em Montmartre. A população opõe-se, uma parte da guarnição confraterniza com ela e dois generais são executados. Thiers decide então que o governo deixará Paris, instalando-se em Versailles. Nessa noite o comité central da Guarda Nacional instala-se no Hôtel de Ville. A eleição da Comuna efectua-se a 26 de Março e os seus membros instalam-se no Hotel de Ville perante uma multidão de dezenas de milhares de pesso-

as. Em 2 meses numerosos decretos são promulgados. Uns de efeito imediato. Liquidação dos contratos de aluguer, abolição do trabalho nocturno, interdição da retenção sobre o salário. Outros de efeito futuro: separação da Igreja e do Estado; instrução laica, gratuita e obrigatória; organização do trabalho. Outras, emblemática, são adoptadas, como a destruição do símbolo imperialista da Coluna Vendôme. Nenhum membro da Comuna aufere salário superior ao de um operário especializado e pode ser destituído a qualquer momento. Entre os 83 membros eleitos havia 5 pequenos patrões, 14 empregados, 33 operários, 12 jornalistas, artistas e membros de profissões liberais também. Pa-

ris tinha 1.200.000 habitantes e 300.000 eram o verdadeiro sustentáculo do movimento, os “commmunards”. Desde o início, conforme a tradição revolucionária, a população ergue inúmeras barricadas. Face á não criação de mais comunas nas grandes restantes cidades, os versalheses, apoiados pelos prussianos, que cercam Paris, atacam com 60.000 homens, sob o comando de Mac-Mahon e ordens de Thiers. A barbárie e a vingança foram terríveis. A “semana sangrenta” de 21 a 28 de Maio foi a mais cruel, com o massacre de 20.000 pessoas. A luta na defesa das barricadas dos bairros foi tremenda, mas vencida. Aos inúmeros mortos e feridos, te-

rão de juntar-se multidões de prisioneiros seviciados, muitas vítimas de execução sumária e 4.500 desterrados para o campo de concentração da Caledónia. Como Louise Michel, jornalista anarquista, regressada com muitos outros na amnistia de 1880, mantendo o espírito rebelde até ao fim em 1905. O seu funeral contou com 200.000 pessoas e ainda hoje a Comuna persiste na memória do povo. Actualmente decorre uma exposição sobre essa gesta, no histórico Hôtel de Ville, onde diariamente afluem multidões. José Luís Felix Economista

Este País não é para velhos... muito menos para novos dificuldades económicas deve ter Em 6 meses e pouco de Governo direito a este apoio (não esquecendo PSD/CDS temos de lhes dar valor claro que para este governo uma por dois motivos: primeiro, têm feito pessoa que receba acima de 600€ um esforço enorme para deteriorar pode ser considerado um pequeno a vida dos idosos, que já tinham uma milionário). Ora, analisando mais vida bastante complicada, por outro concretamente e tendo em conta a lado tentam ver-se livres dos jovens situação de milhares de jovens que incentivando à emigração. partem do distrito de Setúbal para Começando pelos jovens, onde estudarem em Lisboa esta situação me incluo, o Governo tem realizatorna-se algo compledo um ataque a duas tamente insustentável velocidades, por um a curto prazo. Só em lado aplicam medidas milhares transportes podem que impedem a conti- de jovens que vir a pagar cerca de 170 nuação de milhares de partem do distrito euros acrescentando jovens nos seus cursos, de Setúbal para propinas e gastos nepor outro lado cortam cessários deparamocada vez mais nos di- estudarem em nos com uma situação reitos laborais preca- Lisboa (...) Só em catastrófica. riezando as condições transportes podem Em relação aos laborais, tornando os vir a pagar cerca de jovens que trabalham jovens que procuram o 170 euros (...) ou que procuram o seu primeiro emprego seu primeiro emprenum precário crónico. go, o ataque não tem sido menor. Analisando as políticas referenAssistimos ao aumento e manutes à educação, assistimos à destenção da precariedade como regra truição do futuro e de sonhos de no universo laboral, os direitos têm milhares de jovens. Neste preciso sido retirados ou diminuídos de uma momento, assistimos ao contínuo forma nunca antes vista em demoaumento das propinas que já ultracracia. No distrito, assim como no passam os mil euros, em contrapaís, assistimos a uma necessidade partida a análise dos processos de de sair da sua zona de habitação acção social arrastam-se no temem busca de melhores condições po, levando vários alunos a ter que de vida, sendo que esta situação se abandonar o curso por falta de contorna ainda mais surreal quando dições monetárias e por fim, como ligamos a TV ou lemos o jornal e cereja no topo do bolo, o governo percebemos que o próprio governo teve a brilhante ideia de eliminar incentiva a que jovens trabalhadoa comparticipação do Estado nos res saiam da sua “zona de conforto” passes sub18 e sub23, afirmando em busca de melhores condições. demagogicamente que só quem tem

SANDRA COELHO

Ora esta situação não passa de um atestado de incompetência por parte do governo, que não sendo capaz de dar condições aos seus cidadãos os empurra para uma constante incerteza nas suas vidas. No outro extremo, deparamonos com os idosos, outro grupo etário que tem sofrido um ataque selvagem destas medidas de austeridade. Assim como os jovens vão sofrer um corte nos transportes, algo inconcebível visto que retiram a mobilidade aos idosos aumen-

tando o isolamento que já assola tantos sem “ajudas” destas. Como isso não chegasse as politicas neoliberais deste governo ataca o sistema nacional de saúde, aumentando as taxas moderadoras algo que para a população geral já é difícil de pagar no caso de idosos com pensões miseráveis e com necessidade de cuidados médicos ainda mais insustentável se torna. A acrescentar a isto, vêem as suas pensões serem diminuídas empurrando muitos para baixo do limiar da pobreza.

Isto tudo em prole do crescimento do país claro está. A questão que se coloca, e que deve ser debatida amplamente é: como é que um país, que não consegue dar um nível de vida de qualidade aos seus reformados nem manter os seus jovens a trabalhar com condições laborais dignas pode crescer? João Pedro Santos Estudante Universitário

FICHA TÉCNICA: Propriedade e Editor: Prima Folia - Cooperativa Cultural, CRL . Morada: Rua Fran Paxeco nr 178, 2900 Setúbal . Telefone: 963683791/969791335 . NIF: 508254418 . Director: António Serzedelo . Subdirector: José Luís Neto Consultores Especiais: Fernando Dacosta e Raul Tavares . Conselho Editorial: Catarina Marcelino, Daniela Silva, Hugo Silva, Leonardo da Silva, Maria Madalena Fialho, Paulo Cardoso . Director de Arte: Dinis Carrilho . Consultor Artístico: João Raminhos . Morada da redacção: Rua Fran Pacheco n.º 176 1.º andar 2900-374 Setúbal . E-mail: jornalosul@gmail.com . Registo ERC: 125830 . Depósito Legal: 305788/10 . Periodicidade: Mensal . Tiragem: 45.000 exemplares . Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro


"O Século XX Português" O século XX português: do Ultimato às incertezas do presente “O Século XX Português” (por José Manuel Sardica, Textos Editores, 2011) é uma apresentação para públicos estrangeiros do panorama da mais recente evolução histórica de Portugal. Não tem por objectivo uma interpretação radicalmente nova, é uma síntese descritiva e analítica, como escreve o autor, dos caminhos políticos, sociais, económicos e até culturais seguidos por Portugal desde 1900 até ao presente. Obra portanto indicada para qualquer não iniciado. Nesse período de tempo, Portugal conheceu a monarquia, a república, um sistema ditatorial e um regime democrático igual àqueles que existem na União Europeia; viveu o tempo do império africano e orientou-se para um destino europeu. Um tempo, como se compreenderá, de intensa vibração, como anota o próprio autor, já que comportou: 4 regimes políticos diferentes, 4 constituições, 4 ditaduras, o assassinato de 2 chefes de Estado (um rei em 1908 e um presidente em 1918), de um primeiro-ministro (em 1921) e de um antigo candidato presidencial (em 1965) – o século XX também pode ser encarado como um período crucial da história nacional pelas transformações que se têm vindo a operar na existência colectiva e individual. O que nos remete, antes de mais para a crise e falência da monarquia constitucional. Nos alvores do século XX, a população portuguesa ascendia a 5,5 milhões de habitantes, mais de 84 % viviam em zonas rurais. A esperança de vida era de aproximadamente 40 anos, a agricultura ocupava 62 % da população activa, a indústria 19 %, o mesmo número que o sector dos serviços. O analfabetismo rondava os 75 %. O país tinha um desempenho melhor e mais rico em 1900 do que em 1850. Vivam-se tempos confusos, no entanto, se bem que Portugal estivesse a experimentar o forte impacto da segunda revolução industrial, mantinham-se problemas estruturais desde a falta de solidez política, a que a crise do Ultimato não é alheia, agravara-se a crise financeira, ambas conjugadas tornaram complexos os problemas sociais, morais e culturais. O rotativismo político atingira a exaustão, as dissoluções parlamentares seguiam-se umas às outras; o aperto financeiro saldou-se em menor investimento público este desencadeou desemprego e aumento do custo de vida; os ideais republica-

ENTRADA, AMADEO DE SOUZA-CARDOSO, 1917, DOMÍNIO PUBLICO

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nos pareciam ser o substituto do a política de modernidade, não sentimento generalizado de pesescondendo uma forte atracção simismo, frustração e decadênpelo cientismo e pelo positivismo. cia. D. Carlos procura uma saída Prometia direitos sociais, mais entregando o Goverinstrução pública, no a João Franco, tal emancipação feminiPortugal era o descrédito que na, promoção do Imtinha atingido os dois está a empobrecer, pério africano. A sua líderes partidários do a despeito dos condução, sobretudo rotativismo, Hintze indicadores de com as populações do Ribeiro e José Lucia- saúde, protecção interior, revelaram-se no de Castro. Franco social e cultura. um desastre, graças a governou cercado de um anticlericalismo inimigos e depois de primário, ergueram a uma curta ditadura administrativa questão religiosa a uma prioridao assassinato do rei trouxe-lhe de insensata, criando muito mais o exílio. D. Manuel II não tinha inimigos do que amigos. A forma preparação para os desafios que como se deu o envolvimento na enfrentava a monarquia em derI Guerra Mundial trouxe novas risão. O regime caiu praticamente ondas de descontentamento, isto desamparado entre 3 e 5 de Ouenquanto os problemas sociais e tubro, dia em que foi proclamada económicos conheciam agravana Câmara Municipal de Lisboa mento. Em 28 de Maio de 1926 a República. deu-se uma nova queda de regiAo contrário do que durante me, mais uma vez se resistência muito tempo se fez supor, a base visível. de apoio da República era muito A ditadura militar marou o fim do liberalismo português e estreita, apesar do Partido Rea ascensão de Salazar veio perpublicano ter dado provas de ser mitir um regime nacionalista, dinâmico e trazer um sentido para

ditatorial, com uma ampla base tradicionalista e conservadora. O autor ilustra com rigor o que foi o projecto ideológico do salazarismo, como ele se consolidou à margem do fascismo da época. Em 1945, no termo da II Guerra, o prestígio de Salazar estava no auge. Nesse exacto momento, começaram os problemas que levaram ao progressivo desgaste do regime: o fenómeno universal da descolonização, a necessidade de neutralizar as instituições nacionalistas de pendor mais agressivo, a emergência de novas formas de oposição, foi um processo que desembocou nas eleições presidenciais em que o general Humberto Delgado apavorou o regime. Enquanto o país entrava na senda do desenvolvimento, uma guerra colonial devastadora foi gangrenando as energias sociais do regime, a sua base de apoio erodiu-se, proliferaram crises com antigos aliados, desde a Igreja Católica às Forças Armadas. Em 25 de Abril, o regime baqueou, incapaz de encontrar

solução para uma guerra que sobretudo na Guiné e no norte de Moçambique atingira proporções devastadoras. José Manuel Sardica explica com particular acerto na concisão como evoluiu a revolução de Abril, quais os dados mais significativos da turbulência revolucionária e como se desenrolou o período de normalização democrática, aprovada a Constituição de 1976, ultrapassadas que foram as vicissitudes até ao processo de adesão à União Europeia. O país mudara profundamente. No final da primeira década do século XXI a população duplicara, agora 85 % dos portugueses vivem em cidades, cerca de 45 % da população vive concentrada em 4 % do território, mudou profundamente a estrutura demográfica, do emprego, do ensino e da cultura. As grandes sombras negras são a recessão e uma crise que faz despertar o desânimo e a perda de convicção no modelo do progresso, Portugal está a empobrecer, a despeito dos indicadores de saúde, protecção social e cultura. O autor cita Maria Filomena Mónica: “O mais importante não foi tanto o sentido da evolução, partilhada com outros países, mas o ritmo a que tudo aconteceu. Com a provável excepção da Espanha, nenhum outro país europeu conseguiu liquidar o campesinato, alterar a taxa de fecundidade, mudar os padrões de consumo, diminuir a mortalidade infantil, instaurar o sufrágio universal, transformar as relações Estado-Igreja, criar uma classe média, abrir as fronteiras a pessoas e bens, escolarizar a população, liquidar um império à velocidade a que o fez Portugal”. Portugal cresceu muito no século XX, os portugueses dãose bem com a democracia mas uma onda de fatalismo e de negativismo atravessa a sociedade portuguesa. Afinal, voltamos a perder o comboio, a estima colectiva evapora-se. Há, porém, um capital que poderá ser o grande trunfo dos próximos tempos: as gerações mais jovens aprenderam que o século XX foi feito de acidentes, contrariedades, esperanças, saltos em frente e recuos. E estas novas gerações possuem muito mais cultura e dão-se bem com o europeísmo. Esta viagem de 100 anos da história portuguesa merece ser lida e discutida. Beja Santos Docente Universitário


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Filipe Blanquet - ‘Sugar stylist’ português

«Quero continuar a surpreender as pessoas com as minhas peças em açúcar» Alguma vez pensou que um dia iria confeccionar obras de arte com açúcar? Não, nunca foi nada planeado, nem sequer pensado. Foi algo que surgiu naturalmente derivado a

uma sucessão de acontecimentos no âmbito profissional. Até onde esta sua habilidade o poderá levar? Espero poder aperfeiçoar ainda mais esta minha técnica assim como arriscar noutras tentando sempre aliar a arquitectura do design e a pastelaria, as minhas duas áreas de eleição. Gostaria também de fazer chegar o meu trabalho ao maior número de pessoas, e que consiga sempre surpreende-las no decorrer de novos projectos relacionados com a moda em açúcar. Se recebesse um convite na área do design com açúcar abandonava o ramo da pastelaria? Não me considero uma

B. I. Pub.

pessoa que se dedique somente a uma área. Por isso, prefiro continuar a fazer outras coisas que me dêem prazer, pelo que se puder conciliar ambas as actividades, fá-lo-ei. Qual o maior elogio que lhe podem dar? Reconhecer a honestidade com que me dedico ao trabalho e às pessoas. Se não fosse pasteleiro, que outra profissão teria escolhido? Teria escolhido a profissão que inicialmente escolhi e me formei: Arquitecto Designer. As jovens que envergam os seus vestidos doces costumam 'derreter-se' todas com essas obras de arte? A maioria das minhas queridas modelos são muito gulosas e mal alguma peça do ves-

Idade: 28 anos // Naturalidade: Setúbal Família: Irmãos, pais, avós, tios e primos. Estado civil: Solteiro // Residência: Setúbal

tido se parte, rapidamente tratam de não deixar vestígios. Já lhe apeteceu comer um vestido em açúcar antes de ele subir ao palco? Sim, já. Mas só de pensar no tempo e dedicação que levaria a fazer um vestido igual, faz-me conter a gula. O que o faz irritar? Desonestidade e inércia. Qual a sua opinião sobre o trabalho dos autarcas da região? Como é de conhecimento de todos, a conjuntura económica e social não é a mais favorável, neste momento, ao País. Mas quero acreditar que os nossos governantes, incluindo os autarcas, fazem o melhor que sabem e podem. A que figura da região lhe apetece tecer rasgos de elogios? Ao grande poeta que can-

tou a região e a Serra da Arrábida como nenhum outro, Sebastião da Gama. Afinal “pelo sonho é que vamos”…

Íntimo Filme ou livro de cabeceira: “Bel Canto”, de Ann Patchett. Férias de sonho: Nova Iorque. Local de eleição: A minha casa. A primeira paixão: A minha mãe. Maior ousadia: Ter iniciado uma profissão completamente diferente daquela em que me tinha formado. Ídolo de referência: Alexander Mcqueen. Projecto de vida por realizar: Abrir a minha pastelaria.


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Anti-stress

Ivo Soares lança single de estreia

DR

I

vo Soares, 16 anos, finalista do programa da SIC, “Portugal Tem Talento”, vai lançar o seu single de estreia em Fevereiro, pela mão da editora Vidisco. “Let It Go” foi escrito e composto pelo jovem de Palmela e conta com música do DJ Flip de Riviera. Segundo Ivo Soares, este single destina-se a promover o EP do Flip de Riviera, mas, por outro lado, também serve para aperitivo para o seu álbum de estreia. O seu lançamento deverá acontecer no Verão ou no final do ano. «O álbum ainda não está terminado. Falta escrever algumas músicas. Preciso de tempo e de ideias e imaginação», frisa, acrescentando que, actualmente, está em estúdio a preparar novos temas. «Eu orgulho-me e necessito de

A aventura mais a sério de Ivo Soares no meio musical conta com a ajuda do DJ Flip de Riviera

fazer músicas. Além disso, existem poucos artistas em Portugal a compor para eles próprios». Ivo Soares, que não quer

que a sua música e personalidade sejam comparadas às de Justin Bieber, confessa que pretende apostar numa carreira musical interna-

cional e lançar vários álbuns. «Já tive um agente que me queria tornar num Justin Bieber português, mas eu penso que somos muito dife-

rentes no que toca à música e à personalidade, apesar de considerar que o álbum de Natal dele está muito bom», desabafa. “Let It Go” é um investimento de autor, que fica no ouvido e apela a «deixarmos as inseguranças de lado e a soltarmo-nos e a sermos nós próprios». Destina-se a todo o género de público que «gosta de sair à noite». No que toca ao álbum de estreia, Ivo Soares admite que está «um pouco receoso» quanto ao produto final. «Este disco vai ser mais fiel à minha personalidade e aos ideais em que acredito, e vai destruir essa máscara de menino perfeito que fiz passar no ‘Portugal Tem Talento’, quando me sentava ao piano a cantar temas de amor», vinca.

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Ganhe livros de Beatriz Lima TEMOS para oferecer aos nossos leitores alguns exemplares da obra “Anjo de Cristal”, da autoria da jovem Beatriz Lima, com 14 anos, editado pela Alphabetum editora. A história do livro gira em torno de “esquecer um amor ou enfrentar a guerra para o encontrar”. Decerto que irá despertar sentimentos intensos. Para se habilitar aos livros, basta ligar 918 047 918.

TEMOS dois convites duplos para os nossos leitores irem assistir ao musical/revista/

cabaret “Todos a Bordo”, em cena no Teatro Malaposta, em Olival de Basto, nos arredores

de Lisboa, no próximo dia 2 de Fevereiro, às 21H30. O setubalense Manuel Marques, que

Pub.

Instituto da segurança social, I.P. conselho Directivo

INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P. CENTRO DISTRITAL DE SETÚBAL

LICENÇA DE FUNCIONAMENTO N.º 3/2012 EM SUBSTITUIÇÃO DA LICENÇA DE FUNCIONAMENTO Nº16/2010, DE 2 DE DEZEMBRO REGIME DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ESTABELECIMENTOS DE APOIO SOCIAL 1. Identificação do estabelecimento Denominação do estabelecimento “Luz do Conhecimento – Casa de Repouso” Localização do estabelecimento: Rua do Sul - Craveira do Sul C. Postal: 2985-203 Pegões Localidade: Pegões Distrito: Setúbal Concelho: Montijo Freguesia: Pegões Telefone: 265896527 Fax: 265896527 E-mail: luzconhecimento@sapo.pt 2. Identificação da entidade gestora Nome completo: Luz do Conhecimento – Casa de Repouso, Lda Morada: Rua do Sul – Craveira do Sul C. Postal: 2985-203 Pegões Localidade: Pegões 3. Actividade exercida no estabelecimento Lar de Idosos 4. Lotação máxima O estabelecimento pode abranger o número máximo de16 (dezasseis) idosos, distribuídos da seguinte forma: Piso 0 7 quartos duplos e 2 quartos individuais 5. Emissão Data 2012/01/19 Assinatura e selo branco

Instituto da segurança social, I.P. conselho Directivo

INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P. CENTRO DISTRITAL DE SETÚBAL

LICENÇA DE FUNCIONAMENTO N.º 2/2012 REGIME DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ESTABELECIMENTOS DE APOIO SOCIAL 1. Identificação do estabelecimento Denominação do estabelecimento “ATL Rectas & Letras” Localização do estabelecimento: Rua D. Nuno Álvares Pereira, nº94 C. Postal: 2970-097 Montijo Localidade: Montijo Distrito: Setúbal Concelho: Montijo Freguesia: Montijo Telefone: 212315309 e-mail: rectaseletras@gmail.com 2. Identificação da entidade gestora Nome completo: Rectas & Letras, Lda Morada: Rua D. Nuno Álvares Pereira, nº94 C. Postal: 2970-097 Montijo Localidade: Montijo 3. Actividade exercida no estabelecimento CATL 4. Lotação máxima O estabelecimento pode abranger o número máximo de19 (dezanove) crianças, em idade escolar, em simultâneo. 5. Emissão Data 2012/01/16 Assinatura e selo branco

costuma trabalhar com Herman José, é um dos protagonistas do espectáculo com texto e

encenação de Fernando Gomes em cena até 12 de Fevereiro. Ligue 918 047 918.

DR

Convites para musical de Fernando Gomes com o setubalense Manuel Marques


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+ Cartaz...

José Cid intimista

O conhecido artista irá apresentar o seu reportório conhecido de todos e duas canções do novo álbum “Coisas do Amor e do Mar”, ao sim do piano. Casino de Tróia | 22h30

Sáb

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Sáb

Fado revelação Acompanhado da sua guitarra, Marco Rodrigues promete um espectáculo cheio de energia. Já lançou dois álbuns e venceu o Prémio Revelação Amália Rodrigues. Cineteatro João Moita, Sesimbra | 21h30

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Maria da Nazaré canta fado André Santos (viola) e Hugo Edgar (guitarra) convidam Maria da Nazaré, fadista com uma carreira longa e preenchida de sucessos, a pisar a Casa do Fado. Auditório Fernando Lopes Graça, Almada | 17h

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O musical “A Feiticeira de Oz” vai ser reposta durante o certame

Noite de poesia As actrizes Maria João Abreu e Joana Brandão fazem uma viagem pelo tempo, reflectindo a poesia como forma de expressão, reflexo de sentimentos ou ideias que se arrastam ao longo do tempo. Fórum Romeu Correia, Almada | 21h30

Sex

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Festival Infanto-juvenil anima vila de Palmela

Som dançante dos anos 40 A banda pop Os Eléctricos entrelaçam estilos e estéticas e revivem de um modo totalmente reinventado temas de Francisco José, Beatriz Costa, Vicente da Câmara, entre outros. Centro de Artes de Sines | 21h30

O

15.º Festival InfantoJuvenil de Palmela realiza-se amanhã, domingo, no Cine Teatro S. João, a partir das 15 horas. Este festival que, segundo Céu Campos, membro da organização, foi criado «para ser diferente de um simples certame de pequenos cantores», vai ser marcado por um tributo ao poeta Victor Serra, falecido o ano passado, que será homenageado com um texto da autoria de Fernando Manuel Pereira. No decorrer do espectáculo, como já é tradição, vai ser apresentada uma peça

de teatro musical, que este ano será “A Feiticeira de Oz”, vencedora do concurso Nacional de Teatro da Fundação Inatel 2010. A par destas iniciativas, serão ainda apresentadas as seis canções seleccionadas nas categorias infantil e juvenil. O 15.º Festival InfantoJuvenil de Palmela vai ser organizado pelo Grupo de Animação e Teatro “Espelho Mágico” e será apoiado pela Câmara de Palmela, assim como pela Junta de Freguesia da Marateca, Fundação Inatel e a rádio Popular FM. Pub.

Escolhas Sadinas Por Ana Sobrinho DESPORTO DIA 29 ÀS 15H00 no Complexo Municipal de Atletismo – Futebol Feminino – A Escola de Futebol Feminino de Setúbal defronta o Albergaria, em partida do nacional da 1ª Divisão de seniores da modalidade. TEATRO DIA 28 ÀS 21H30 no Museu Sebastião da Gama - “Amanhã é outro dia”- Peça com texto e encenação de Isilda Paulo, inspirada em “O dia seguinte”, de 1940, do escritor Luís Francisco Rebelo. A autora de “Amanhã é outro dia” transporta os dois jovens criados pelo escritor para os problemas da atualidade. EXPOSIÇÕES Quase a finalizar. ATÉ DIA 29 na Casa da Baía – “Luciano (19112006). Evocação no Centenário do Nasci-

mento”- a paisagem, o retrato e a figura humana podem ser apreciados, além de obras do início do percurso do artista./ Horário: Ter a Sab, das 11h00 às 14h00 e das 15h00 às 19h00./ Tel: 265 545 010 ATÉ DIA 31 na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal – “Luísa Todi e a Música” – Exposição de pintura do Atelier Pólvora da Cruz que recorda Luísa Todi e presta homenagem ao compositor, pianista e amigo Serôdio./ Horário: Seg a Sab, das 13h00 às 19h00./ Tel: 265 537 240 CINEMA 26 JANEIRO - 1 FEVEREIRO Cinema Charlot – Auditório Municipal - “O Miúdo da

Bicicleta”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, Cécile de France, Thomas Doret, ongione, Agon Di Mateo e Olivier Gourmet. Drama | M/12 anos. | Cyril, quase a completar 12 anos, tem um único plano: encontrar o pai, que o deixou temporariamente num orfanato. | Seg a sex, às 21h30; sab e dom, às 16h00 e às 21h30 LAZER Para programarem para a próxima semana. DIA 4 ÀS 10H00 – “Passeios Pedestres Municipais de Setúbal” – “Trilho dos Pastores” – com passagem por serranias e vales férteis. DIA 5 ÀS 10H00 – ”Setúbal e o Rio” – passeio citadino novo ao longo da frente ribeirinha. / Informações: 265 227 685, www.sal.pt Sugestões para: anafsobrinho@gmail.com


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+ Região [ ALMADA ]

[ SEIXAL ]

Sobrelotação do Garcia de Orta irrita autarquia O MUNICÍPIO está preocupado com a sobrelotação do Hospital Garcia de Orta e já solicitou, em conjunto com as autarquias do Seixal e Sesimbra, uma segunda audiência ao ministro da Saúde. Em causa está a suspensão da construção do Hospital do Seixal, que afecta a capacidade de resposta do Garcia de Orta. A solicitação da reunião foi entregue recentemente no decorrer de uma concentração de autarcas e populações junto do Ministério da Saúde, em Lisboa. Para a presidente da Câmara de Almada, Maria

Emília de Sousa, além da necessidade urgente de se avançar com a construção deste equipamento de saúde no Seixal, é preciso resolver a «situação grave» em que se encontra o Hospital Garcia de Orta. Segundo o município, neste momento este hospital de Almada possui uma lista de espera para 7 mil cirurgias e para 26 mil consultas externas. A mesma fonte refere que o Hospital Garcia de Orta tem, actualmente, 80 médicos a menos. Este hospital serve hoje o concelho de Almada, Seixal e Sesimbra, com mais de 400 mil pessoas.

TORNAR Almada um concelho cada vez mais amigo das pessoas idosas, estimulando o envelhecimento activo e aumentando a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem é o objectivo do Plano Gerontológico do concelho de Almada, o primeiro a ser lançado no país. O projecto pertence ao Grupo Concelhio de Idosos de Almada e é para ser operacionalizado entre 2012 e 2014. O desenvolvimento de uma aplicação informática para a gestão da lista de espera comum a todas as instituições de solidariedade social do concelho, a criação de um programa de formação específico na área das demências e a imple-

C.M.A.

Projecto amigo do idoso

Vereador António Matos

mentação de um programa de formação para cuidadores e para voluntários são algumas das medidas contempladas no PGCA. Prevista está também a sensibilização para a participação em projectos de voluntariado e para a prática da actividade física, a promoção da escolarização da comunidade sénior e a elaboração de um manual.

D.R.

SENSIBILIZAR a população para a diabetes e ajudar a prevenir a doença é o objectivo da caminhada organizada pela Unidade de Saúde Familiar da Torre da Marinha. A iniciativa, que deverá mobilizar centenas de utentes, está marcada para dia quatro de Fevereiro, a partir das 9h30, tendo como ponto de partida e chegada junto à sede do Futebol Clube Torrense, na Torre da Marinha. A Caminhada Contra a Diabetes é promovida pela Unidade de Saúde Familiar da Torre da Marinha, em colaboração com a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e com o apoio da empresa Abbott Diabetes Care.

Dezenas de munícipes vão participar na iniciativa em nome da saúde

De acordo com a organização, a iniciativa pretende ser um contributo para a melhoria da qualidade de vida dos portadores da diabetes, mediante a cons-

ciencialização do públicoalvo para a importância da actividade física e de adopção de estilos de vida mais saudáveis. O programa integra a

sessão Educação para a Saúde, destinada sobretudo a portadores da diabetes, com o objectivo prestar informações essenciais sobre a doença.

História fadista imortalizada em livro em Paio Pires Simplesmente Peregrino, do fadista Carlos Macedo. A cerimónia, realizada no âmbito da iniciativa Autores

O CINEMA S. Vicente, na Aldeia de Paio Pires, acolhe este sábado à tarde a apresentação do livro

da nossa Terra, conta com a participação do cantor Jorge Fernando e de Paulo Afonso, da editora Lua de Marfim.

Simplesmente Peregrino é o primeiro livro de Carlos Macedo, residente no concelho do Seixal há cerca de 30 anos.

[ SESIMBRA ]

Mega montra do emprego contra crise DAR a volta à crise, promovendo a oferta de emprego e direccionar os mais jovens para o mercado de trabalho é o objectivo da terceira edição do Espaço Emprego e Formação, que vai decorrer terça e quartafeira, no salão dos Bombeiros Voluntários. A iniciativa vai reunir entidades públicas e privadas que darão a conhecer o seu trabalho ao nível da integração profissional, me­­­ diação em oferta formativa, empreendedorismo e criação do próprio emprego. Durante os dois dias vão decorrer também workshops temáticos dinamizados pelas entidades participantes na iniciativa dirigida à população em geral, mas em especial aos grupos mais vulne-

Arquivo

Arquivo

Diabetes preocupa Unidade de Saúde

São dezenas de entidades dispostas a mostrar trabalho

ráveis como os imigrantes, desempregados e jovens à procura do primeiro emprego. Promover as ofertas de emprego e formação profis-

sional existentes no concelho e minimizar o distanciamento entre entidades patronais e desempregados são os principais objetivos do Espaço Emprego e

Formação. Entre as entidades presentes estarão a Força Aérea – Profissão / Carreira; a GNR – Profissão, opções de carreira; a Marinha; o projecto Anime, de Voluntariado; o Instituto Politécnico de Setúbal; o PROCIV – Autoridade Nacional de Protecção Civil; a Associação Nacional de Jovens Empresários; a Talenter - Empresa de recrutamento; para além do Autoridade para as Condições de Trabalho, Segurança Social, Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego; Gabinete de Apoio ao Empresário; Centro de Emprego do Seixal e ainda uma sessão de esclarecimento sobre Emprego na Europa, através da Rede Eures.

Violação de menor leva agressor a tribunal O MINISTÉRIO Público deduziu acusação contra um homem de 22 anos que no ano passado violou uma jovem de 14 anos que havia

conhecido através do Facebook. Depois de consumado o acto, a adolescente, residente na Quinta do Conde,

foi ‘aconselhada’pelo predador a ficar calada, caso contrário seriam publicadas fotos e vídeos onde aparecia nua e em

práticas sexuais. O agressor vai responder, no tribunal de Sesimbra, por crimes de violação, gravações e fotografias ilícitas.


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ENSAIO 05 O Portugal que as gerações nascidas até à década de 1960 conheceram, encontra-se em vias de desaparecimento, transfigurado em mais um das inúmeras regiões da Europa, governado por técnicos medíocres que, lentamente, em nome da segurança internacional, da carência de recursos naturais, de limitações orçamentais ou outra justificação, preparam uma futura ditadura tecnocrática comandada a partir de Bruxelas, capital da Europa do dinheiro e do poder. No futuro, porventura no virar deste para o próximo século, Portugal transformar-se-á em mais uma das inúmeras regiões singulares da Europa, culturalmente tão importante e exótico como a Alsácia ou a Andaluzia, guardando dentro de si, nos seus museus regionais ou nacionais, o retrato de uma velha cultura de 800 anos morta às mãos de um grupo de engenheiros e economistas sem espírito histórico, de uma tecnocracia sem rosto nem alma, para quem conta só, primeiro, a contabilidade das estatísticas, e, segundo, o sentido europeu das estatísticas. A História, a Cultura, a Identidade, o Espírito, o sentido individual e colectivo da Transcendência, a educação para a partilha e a espiritualidade, são encarados, por esta mentalidade técnica, como meras onde os Bancos e as Companhias cócegas da alma, jarrões da China de Seguros substituirão as Miserisempre agradáveis de ostentar no córdias - e o Estado, mais do que hall de entrada da vivenda suburgarantia da existência bana. No dia em que o livre do cidadão, terportuguês for igual a A História, se-á tornado no suqualquer europeu na perior controlador da educação, no trabalho, a Cultura, a existência individual, nas férias, nas conver- Identidade, (...) um verdadeiro inimigo sas, nos divertimentos, educação para a abater. o arcaico Portugal que Momento máximo ainda conhecemos, a partilha e a da cultura portuguesa mais supersticioso (Fá- espiritualidade, de Quinhentos e Seistima) e menos devoto, são encarados, por centos, Os Lusíadas mais generoso e menos esta mentalidade interesseiro, mais al- técnica, como meras marca igualmente a passagem para o motruísta e menos egoísta, cócegas da alma mento da decadência mais emotivo e menos – em 1578, 1580 e 1581, racionalista, mais coPortugal, país máximo, torna-se namunitário e menos calculista, mais ção mísera, desabando das nuvens saudoso e menos modernista, mais que o Império o fizera sonhar. Calírico e menos cientificista, este mões, de facto, merece ser o símbolo Portugal – dizíamos - terá findado, do povo português – homem azaradando origem a um novo Portugal

HIERONYMUS BOSCH, O JARDIM DAS DELÍCIAS TERRENAS (PORMENOR) 1504

A morte de Portugal

do, poeta pobre, brigão, mulherengo, mente puro do Leal Conselheiro, de condenado pelo Estado, perseguido D. Duarte, o Portugal das Missões pela Igreja, nunca terá frequentado e dos missionários, o Portugal lía Universidade (“saber de experiênrico das Imagens da Vida Cristã, cia feito”), migrante do de Frei Heitor Pinto, Império, ora aqui, ora o Portugal saudoso Resta aos acolá, a sua vida, como de Menina e Moça, de a de Fernão Mendes homens de bem Bernardim, o Portugal Pinto, reproduz a virarem as costas heróico dos conjuravida dos portugueses dos de 1640, o Pora esta nova elite que nunca beijaram tugal Quinto Império a sombra do Estado, tecnocrática que do Mundo, de Vieira, adversa às elites rei- assaltou e se o Portugal devoto de toras do Poder. É este apoderou do Estado frei Agostinho da Cruz, Portugal que ora está português o Portugal honesto de agonizando, o Portugal Reflexões sobre a Vaidas cruzadas contra os dade dos Homens, de mouros, das canções da Terra de Matias Aires, o Portugal sofredor e Santa Maria, da busca sem quê nem romântico de valores permanentes porquê da Ilha Bem-Aventurada de D. Leonor de Almeida, Marquesa de São Brandão, catorze monges de Alorna, o Portugal-Liberdade de abandonados no mar com os olhos Almeida Garrett, o Portugal íntegro fitos no Paraíso, o Portugal moralde Alexandre Herculano, o Portu-

gal santo de Antero de Quental, o Portugal simples de Guerra de Junqueiro, o Portugal visionário de Fernando Pessoa, o Portugal louco do Gabiru de Raul Brandão, o Portugal de névoas encantadas de Teixeira de Pascoaes, o Portugal do fado doloroso de José Régio, o Portugal-corvo “Vicente” altivo e resistente de Miguel Torga Venceram os juízes-desembargadores de Gil Vicente, os cortesãos endinheirados de Sá de Miranda, os “hipócritas” de frei Bernardo de Brito, os velhos do Restelo de Camões, os cónegos da Patriarcal, de colar ao peito de sete voltas de ouro, os inquisidores dos Estaus, olhar implacável, cego de verdade resplandecente, queimando homens como hoje os ministros fecham maternidades, despedem trabalhadores, cortam dois subsídios à função pública e benefícios a mulheres e velhos pobres; venceu a corja de Bocage, os serventuários do poder de Herculano, os bacharéis do Eça, os Garcia comerciantes a retalho de Vitorino Nemésio, os “videirnhos” do Namora, os funcionários do O’Neill, os latifundiários das finanças da Agustina, os mestres-escola do Nuno Bragança, os banqueiros do Lobo Antunes, os cegos do Saramago, em suma, numa palavra, a matulatada-gentalha-canalha oportunista e espertote virada “técnica” de camisa azul e gravata verde ou amarela de Mário Cláudio. Resta aos homens de bem virarem as costas a esta nova elite tecnocrática que assaltou e se apoderou do Estado português – elite de coração impiedoso e alma desprovida da graça de Deus - e, se puderem, emigrarem, clamando que aos homens-técnicos leva-os o Tejo e o Douro nas enxurradas de Inverno, os homens-cultos, esses, permanecem, recriando a nova imagem literária, estética e cultural por que Portugal posteriormente se reverá no espelho da História. Miguel Real Escritor


O erro de Galileu Com a sua traição, no campo da ética e não no da moral, evidentemente, ao abjurar Galileu contribuiu para que a ciência ficasse encerrada no domínio da Igreja e de um reduzido número de especialistas, afastando-a do cidadão comum. No teatro, o mesmo pode ocorrer se a mercantilização, globalizada ou doméstica, passar a dominar a lógica da criação, produção e circulação dos espetáculos. Aqui, já não pela necessidade de se manter a ordem teológica do mundo, mas sim pela imposição da ordenação capitalista em que procuram gerir as nossas vidas. Quando o valor de troca se sobrepõe ao valor de uso, a arte torna-se mera mercadoria transacionável e por conseguinte quem detém maior poder económico é que lhe acede. É sobejamente conhecido que na sua origem grega o teatro se integrava plenamente no âmbito das atividades cívicas dos cidadãos. O domínio político e económico da burguesia, já no século XVIII, confina as práticas teatrais de um modo quase exclusivo a uma sala fechada, onde aquele que quer assistir ao espetáculo deve pagar um ingresso. A partir desse ato, o espetador adquire um lugar específico na sala, cuja propriedade ainda que de forma temporária lhe fica reservada. Já no século XX, sobretudo a partir dos anos após-II Guerra, alguns países europeus criaram os seus sistemas de teatro. Criaram-se teatros nacionais, regionais ou locais, com financiamentos públicos, onde se instalaram criadores de diversas áreas artísticas. Democratizou-se desse modo o acesso à cultura e à criação artística, em geral. França, Grã-Bretanha, Itália e Alemanha, são apenas alguns exemplos. Em Portugal, a estrutura repressiva do Estado Novo nunca permitiu o

práticas teatrais e a educação, pois dos quais promovidos à pressa por o teatro ensina. O teatro ensina, não falta de tradição e formação naquela que possa revelar ou fornecer, de área específica. O natural seria enalgum modo, quaisquer respostas contrar criadores artísticos nesses lugares e funções. E companhias para as pequenas ou grandes perresidentes, ativas, promovendo uma guntas que fazemos. Mas ensina a verdadeira dinamizafazer as perguntas; ção cultural nesses esIncentivar a relaQuando o paços públicos. Cumção com projetos de pre aos criadores e às valor de troca se inclusão social, pois estruturas de produção sobrepõe ao valor de o teatro contribui atie criação desenvolver vamente para a coeuso, a arte torna-se planos e programas são social. Ao pôr em artísticos. Outra esco- mera mercadoria palco a relação entre lha é um erro, em que transacionável e por diferentes modos de infelizmente muitos conseguinte quem estar, pensar e agir, o autarcas insistem. teatro confronta-nos detém maior poder E todavia, ela mo- económico é que lhe com a história, em parve-se – podemos afirticular, com a história acede. mar também em relado presente. ção ao teatro. O teatro e as artes em Os exemplos das práticas teageral detêm um elevado valor social, trais e de programação que, aqui, que lhes é atribuído pelo público. se podem enquadrar são diversos. Diversos estudos, nomeadamente Desde o teatro do oprimido ao tena esfera das ciências económicas, atro comunitário. Do teatro escolar apontam para que este valor seja às mais diversas práticas de teatro muito superior aos com grupos seniores. valores efetivos do Em todo o mundo, Ao pôr em consumo de bens culsão muitos os profisturais. Quer isto dizer palco a relação sionais que se dedique, embora só uma entre diferentes cam a projetos nespequena percentagem modos de estar, tes novos campos de de cidadãos sejam conatuação. Representa-se pensar e agir, o sumidores de bens culShaskespeare quando teatro confrontaturais, é ainda elevado os seus temas apelam o número daqueles que nos com a história, à participação de um reconhecem a sua im- em particular, grupo de cidadãos, geportância social. Este com a história do ram o debate e o diverreconhecimento tem presente. timento inteligente. São diversos sentidos, endesenvolvidas e postas tre os quais podemos identificar a à prova novas dramaturgias, de géimagem de desenvolvimento que nese local ou de mais vasta amplias boas práticas artísticas podem tude geográfica, validando novas difundir de uma comunidade, junto realidades artísticas e espaços de de outras. cultura. Que alternativas se constroem? Aos projetos de teatro que queFernando Casaca rem assumir o seu lugar na comuniTeatro do Elefante dade em que se inserem cabe: Incentivar a relação entre as

LEONARDO SILVA P/ SERVIVO.PT.AM

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06 CULTURA

desenvolvimento de projetos deste teor, ainda que tenham existido algumas iniciativas instruídas pelo regime. Só no início dos anos 70 do século passado aparecem as primeiras estruturas teatrais profissionais independentes, e nem o 25 de Abril proporcionou a criação de um verdadeiro sistema público de teatros. Salvo raras exceções, os criadores teatrais continuaram a desenvolver os seus trabalhos em antigos armazéns adaptados. Porque devemos defender o

valor público do teatro, contra a arte privada? Depois de, na transição do século XX para aquele em que vivemos, se ter concretizado um vasto programa de recuperação e construção de teatros municipais. Aquilo a que assistimos, em Portugal, foi o engordar de um sistema privado ainda que, aparentemente em contradição com isto, nas mãos dos municípios. O sistema de direção dos teatros municipais foi entregue confrangedoramente a programadores, muitos

"Na mesa-de-cabeceira" LIVROS. Roger Scruton não é apenas o mais interessante filósofo conservador da actualidade; ele é, arrisco-me a dizer, o mais interessante filósofo da actualidade. (Esqueçam Lipovetsky e, por Deus, esqueçam o vazio intelectual de Slavoj Žižek.) Razão mais que suficiente para celebrar a tradução para língua pátria do seu último livro: “As Vantagens do Pessimismo”. (Acautelem-se, oh! optimistas degenerados.) Como o nome indica, nesta obra Scruton propõem-se a um objectivo singelo: o de desmascarar o maior perigo em que toda a espécie humana tende na-

turalmente a cair – o do optimismo infundado. Afinal, fora este quem, aqui e ali, de uma forma ou de outra, sempre se demonstrara como o grande facilitador de alguns dos períodos mais negros da história da humanidade. Ao aniquilar toda a razão, toda a responsabilidade, ao esquecer que existe um “nós” e não apenas um “eu”, a falsa esperança propõem um trilho de puro experimentalismo cego, onde toda a advertência e cuidado são eliminados. Na realidade, não existem soluções milagrosas. O que existe é apenas um caminho que juntos todos temos que percorrer. E o

que Scruton propõem é apenas que este se faça com a lucidez que só uma certa dose de pessimismo (ou, se se preferir, realismo) pode oferecer. Uma lição, convenhamos, que ainda hoje se demonstra difícil de ser completamente aprendida. [Roger Scruton, “As Vantagens do Pessimismo”. Quetzal, 2011.] FILMES. O que acontece quando uma perigosa toxina contamina as reservas de água de uma pequena cidade, e leva os infectados à insanidade homicida? A resposta é “The Crazies”. Vamos por partes. Numa típica tarde de uma pacata cidade americana, um outrora pacífico ci-

dadão surge no meio de um jogo de basebol munido de uma caçadeira e de instintos homicidas. A situação, no entanto, rapidamente é resolvida pelo xerife David Dutton (Timothy Olyphant). Caso fechado. Ou talvez não. À noite, outra tragédia, à qual muitas outras se seguirão. Nisto entram os militares que estabelecem um perímetro de quarentena lançando o perfeito caos. David é separado da sua mulher grávida Judy (Radha Mitchell), a quem este se tentará por todos os meios possíveis reunir e, em última instância, salvar. Quem está infectado? Estarão os militares ali

para ajudar ou simplesmente para prevenir o contágio por todos os meios possíveis? Entre vizinhos, em quem se poderá agora verdadeiramente confiar? E será a nossa humanidade, num último lampejo de lucidez, mais forte do que a nossa própria animalidade? Estas são as questões que se levantam ao longo deste inteligente “remake” do filme homónimo de 1973 de George A. Romero. [“The Crazies”. Director: Breck Eisner. 2010.] Tiago Apolinário Baltazar Estudante Universitário


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CULTURA 07 Entre Nós... A Viagem

sarcástica de um Miguel Mihura. Se existe algo a que devemos Em meados deste mês, inauguestar atentos é aos acasos com que rou, no Passo do Olival, também em nos vamos confrontando, não se dê Setúbal, a exposição “Entre Nós” de o caso de se tratar de coincidências João Lino. Lino é um ainda jovem com sentido. Foi este o estado de artista plástico que já colecciona espírito que me assaltou no final prémios e prestígio, tanto nos meios da peça da SerVivo – espaço para escultóricos nacionais, como nos o desenvolvimento do potencial meios intelectuais locais. O artista humano (www.servivo.pt.am), que desenvolve os seus pesados trabaestará em cena até dia 29 de Janeiro, lhos de ferro, como se tratasse da intitulada “A Viagem”, que estará mais sensível filigrana, criando ponem cena no auditório municipal tos em conexão ao infinito. O repto é Charlot, em Setúbal. A peça, que tem sensivelmente o mesmo, pois apela como público-alvo as crianças, com a despirmo-nos do aparente para quem principalmente interage, é de nos centramos no fundamental. E proveito maior para adultos, noo fundamental aqui, tal meadamente urbanos, como em “A Viagem”, adormecidos que estão é apercebermo-nos de no seu contacto com a (...) vão que, tal como o sol está natureza. questionando no centro do nosso “A Viagem” tem acerca da existência universo, a terra se deinício no espaço sida essência de senvolve em torno do deral, no sistema de núcleo fervente, tamSírius, donde viajam ser um humano, bém os seres humanos até ao nosso planeta que o público é se concentram em tordois cientistas de um seduzido e levado no do seu âmago, o coplaneta ficcionado, que a confrontar-se ração. Reestrutura-se tomam o público pelo consigo mesmo. a ideia mística tardoseu grupo de estudo. É medieval, no qual o ser através destes dois afáhumano é microcosmos que reflecte veis personagens, magnificamente o macrocosmos, sendo que, deste representados por Margarida Bapmodo percebemos que o todo é um, tista e Carlos Fairfield, que nos vão o qual reflectimos. Torna-se pois questionando acerca da existêninevitável compreender à noção de cia da essência de ser um humano, que aquilo que nos junta é infinique o público é seduzido e levado a tamente maior do que o acessório confrontar-se consigo mesmo. Se tal que nos separa. é intuitivo e genuíno nas crianças, Dois grupos artísticos que se tal experiência pode assumir condesconhecem, mas que se congretornos mais complexos nos adultos. gam em torno de uma mesma ideia, O humor sem preconceitos adensa num mesmo tempo, num mesmo a introspecção, confronta de forma lugar. Acasos com sentido nas trinsimples e directa as certezas artificheiras da cultura periférica? ciais, fruto da geografia socio-económica dos tempos presentes, em José Luís Neto golpes de florete que honram a pena HELDER SOÁRES

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Domingo 29 de janeiro às 11 h no Auditório Charlot estará em cena


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[ BARREIRO ]

[ MOITA ]

APESAR da difícil situação da autarquia, «fruto de uma diminuição profunda nas receitas do município», o executivo barreirense mostra-se «tão ou mais empenhado, como até aqui, na resolução dos principais problemas». Numa sessão descentralizada, ocorrida na freguesia de Verderena, o autarca Carlos Humberto explicou que estas conversas que, com regularidade, acontecem nas freguesias, «servem para que o executivo possa estar mais próximo dos problemas e das pessoas, ouvindo as suas reflexões

D.R.

Câmara contra orçamento curto

Redução de verbas não impede executivo de fazer obra

município diminuíram o ano passado em mais de cinco milhões de euros, para além de «um conjunto de legislação que, a ser aprovada, levará a um aumento significativo das despesas». Ainda assim, afirmou, «é

e opiniões e, em simultâneo, poder dar resposta às perguntas colocadas». Actualmente, disse, a actividade e a intervenção da autarquia «está muito condicionada», tendo em conta que as receitas do

preciso que façamos um esforço colectivo grande para salvar os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) e para mantermos a águas públicas». E, porque nem tudo é negativo, Carlos Humberto de Carvalho referiu, a título de exemplo, que se estimam em 450 mil euros o valor das obras «que conseguimos acordar com a GALP para a Avenida das Nacionalizações, no La­­­ vradio, que, por esta via, vai ser recuperada. E em Coina, a freguesia vai beneficiar com um conjunto de obras a realizar por parte de quem está no terreno a construir a CRIPS».

Almoço comunitário à conta da Horta Pedagógica TRÊS meses depois do lançamento da Horta Pedagógica Sénior, no Parque da Cidade do Barreiro, e da nova disciplina de horticultura da Universidade da Terceira Idade, a colheita de produtos totalmente

biológicos, foi assinalada quinta-feira num almoço no Centro Comunitário de Santo André. O vereador do Ambiente ficou satisfeito com a colheita local e enfatizou «a importância» da horta peda-

gógica. Nuno Banza sublinha os benefícios de se suprimirem localmente as necessidades, o que leva à poupança de recursos, com vantagens ambientais e financeiras. «Disseminar outras hortas pelo concelho»

é o desejo do autarca, tendo em conta a experiência da Horta Pedagógica Sénior do Parque. No terreno encontramse nesta altura cultivados espinafres, alho francês, couve-galega, alface e cebola.

Preço da água desce para famílias pobres A PARTIR de 1 de Fevereiro, entra em vigor o novo tarifário dos serviços de abastecimento de água, de saneamento de águas residuais e de gestão de resíduos sólidos, no concelho. Com esta alteração, a Câmara Municipal da Moita introduziu dois novos tarifários especiais: o tarifário social, que permite a redução de 50 por cento nas tarifas fixas para famílias com baixos rendimentos, e o tarifário familiar para agregados compostos por seis ou mais elementos. Para beneficiar destes tarifários especiais, os utilizadores têm de fazer prova dos requisitos exigidos, através da entrega de cópia da declaração ou nota da liquidação

do IRS e do documento comprovativo da composição do agregado familiar emitido pela junta de freguesia da área de residência. Os munícipes que queiram usufruir destas novas tarifas podem dirijirse a qualquer balcão de atendimento da Câmara Municipal ou consultar o Regulamento Tarifário da Prestação dos Serviços de Abastecimento de Águas Residuais e Gestão de Resíduos Sólidos do Município da Moita.

[ MONTIJO ]

PELO oitavo ano consecutivo, o concelho adere ao projecto Coastwatch Europe, para o qual estão já abertas as inscrições. Nesta 22ª edição da iniciativa, o pelouro do Ambiente da autarquia junta-se ao GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do território e do Ambiente para o estudo ambiental dos sistemas litorais europeus. Criado em 1989, na Irlanda, o projecto envolve cerca de 23 países europeus. Anualmente é realizada uma campanha de recolha de dados ambientais na zona litoral, que ocorre em simultâneo em todos os países aderentes ao projecto. O estudo será realizado em duas zonas estuarinas do esteiro do Montijo, com aproximadamente cinco quilómetros no total.

O SERVIÇO Municipal de Protecção Civil de Montijo e a Autoridade Nacional de Protecção Civil (CDOS de Setúbal) dispõem de um novo espaço de informação sobre medidas de prevenção e de auto protecção para consulta pública e de fácil acesso, na Biblioteca Manuel Giraldes da Silva. A partir de agora, os munícipes podem contar com um conjunto diversificado de informações contendo medidas de prevenção e de auto protecção com diferentes cenários ou fenómenos. O objectivo é informar e sensibilizar os cidadãos, para o cumprimento de regras e procedimentos adequados a adoptarem a cada situação, contribuindo, desta forma, para promover uma cultura de prevenção junto da comunidade. A informação disponível apresenta-se através de folhetos com diferentes

Semmais

Protecção Civil abre serviço de informação à comunidade Nova biblioteca escola na Baixa da Banheira A ESCOLA Básica 1/JI da Baixa da Banheira n.º 4, no Agrupamento D. João I, na Baixa da Banheira, conta desde esta semana com uma nova biblioteca. Para a abertura desta biblioteca, que se integra na Rede Nacional de Bibliotecas Escolares, a Câmara da Moita avançou com a

D.R.

Coastwatch analisa estuário do Tejo

Na biblioteca, técnicos ensinam métodos de segurança

cenários e apela aos com­­ portamentos de auto pro­­ tecção que cada cidadão deve adoptar face aos fenómenos naturais ou de acidentes por acção do homem, bem como outra informação técnica complementar, que permite o aprofundamento das temáticas

da protecção civil. Esta iniciativa insere-se nos objectivos da Protecção Civil de formar e informar os cidadãos, contribuindo assim para elevar o conhecimento e preparar a comunidade para uma maior cultura de prevenção e de segurança.

adaptação da sala e também com a organização e tratamento do fundo documental necessário. Com este novo recurso educativo, a Rede Concelhia de Bibliotecas da Moita passa a contar com 21 equipamentos, 4 bibliotecas municipais e 17 bibliotecas escolares.

Alteração de trânsito na Moita e Alhos Vedros A AUTARQUIA alterou o trânsito em Alhos Vedros e da Moita. O entroncamento da Rua Duarte Pacheco com a Avenida Humberto Delgado, em Alhos Vedros, passa para um sentido de trânsito, para facilitar a circulação rodoviária e dimi-

nuir os pontos de conflito na intersecção do parque de estacionamento. Na Moita, a Rua Almada Negreiros passa a ter um sentido de trânsito, com a circulação rodoviária a entrar nessa via pela Rua Fernando Pessoa.


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Largos ganham novo rosto A REQUALIFICAÇÃO dos Largos do Pelourinho e do Município vai avançar. O concurso público apresenta um valor de cerca de 682 mil euros e a obra é co-financiada pelo QREN. A autarquia reconhece que se trata de uma das mais importantes intervenções da recuperação e revitalização do centro histórico de Palmela. Além da repavimentação, a obra inclui novo estacionamento automóvel, mobiliário urbano e reformulação da iluminação pública.

‘Esplanada’ do Castelo com melhorias à vista O CONCURSO público e o projecto de requalificação do Parque Venâncio Ribeiro da Costa e entrada norte do Castelo foram aprovados pelo município na sessão pública de quarta-feira. O preço base ronda os 530 mil euros e a intervenção é co-financiada pelo QREN. Considerado um dos mais antigos e carismáticos espaços verdes do concelho, o Parque Venâncio Ribeiro da Costa vai ser alvo de uma intervenção que visa dotar o recinto de melhores condições de circulação, realçar os elementos patrimoniais existentes e criar condições para que possam ocorrer

O reforço da iluminação é uma das medidas previstas

eventos dinamizadores da vivência daquele espaço. O destaque vai para o reforço

da iluminação pública e instalação de mobiliário urbano.

DR

Trabalhadores do refeitório do S. Bernardo reclamam aumentos salariais

[ PALMELA ]

D.R.

[ SETÚBAL ]

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Santander Totta reforça tesouraria do município lhadores que ganham 485 euros não conseguem sobreviver. Não temos culpa que o Governo deva dinheiro à administração do hospital. Não se pode pôr em causa os direitos dos trabalhadores. Enquanto as novas leis não entram em vigor, as entidades patronais devem respeitar os direitos dos trabalhadores», vinca. Para o dia 11 de Fevereiro, foi já agendada uma nova greve que será alargada aos hospitais Garcia de Orta, em Almada, do Barreiro e à Autoeuroepa, em Palmela, onde existem problemas semelhantes.

Casa da Cultura já tem regulamento de utilização O PROJECTO de regulamento de utilização e cedência da Casa da Cultura, documento que estabelece os princípios de funcionamento do novo espaço, foi aprovado quarta-feira, em reunião pública, pelo município. A Casa da Cultura, equipamento municipal com vista à realização regular de actividades culturais promovidas no âmbito da programação da autarquia, pode ser cedida a outras entidades, públicas ou privadas. O pagamento de taxas e a formalização do pedido

de utilização são duas normas constantes no projecto de regulamento aplicáveis à cedência das valências Galeria e Sala Polivalente, com lotação de 60 lugares sentados. À Câmara Municipal compete a cedência de painéis de exposição, bem como o apoio à montagem e à divulgação. O projecto de regulamento indica que o horário de funcionamento da Casa da Cultura é de segunda a quinta-feira das 9 às 23 horas, à sexta e sábado das 9 à 1 hora, e ao domingo das 9 às 20 horas.

O MUNICÍPIO de Palmela aprovou, na última sessão pública de quartafeira, a adjudicação de um empréstimo bancário de

curto prazo de 2 milhões de euros ao Banco Santander Totta, à taxa Euribor a três meses, acrescida de spread de seis por

cento. A verba destina-se ao reforço de tesouraria da autarquia. Segundo fonte da edilidade, o bancoi Santander

Totta foi a instituição que apresentou a melhor proposta que cumpre com os requisitos exigidos pelo município.

[ ALCOCHETE ] Júniores invadem Samouco ESTE sábado, o Pavilhão Desportivo e o Campo de Futebol Quinta da Praia, no Samouco, serão palcos privilegiados do mega-convívio desportivo promovido pela autarquia para os mais pequenos. Ginástica, basquetebol e rugby são algumas das modalidades que, entre as 9h45 e o meio-dia, vão cativar centenas de muitas crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos. De acordo com a autarquia, esta actividade pretende sensibilizar os mais novos para a importância da prática desportiva. As inscrições ainda podem ser efectuadas na Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo, na Piscina Municipal e ainda nos estabelecimentos de ensino do concelho. A iniciativa é levada a cabo pela Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo da autarquia alcochetense.

Câmara exalta poder local O 114.º aniversário da restauração do concelho de Alcochete foi o mote para a autarquia distinguir as três juntas de freguesia com a Medalha D. Manuel I. Numa cerimónia realizada esta semana, o executivo liderado pelo comunista Luís Miguel Franco, decidiu premiar o trabalho das autarquias locais «numa altura em que a reforma administrativa apresentada pelo Governo coloca em causa o poder local democrático». «Realizamos uma vez mais esta cerimónia não só para relembrar o momento histórico de recuperação da nossa autonomia política e territorial, mas, simultane-

D.R.

OS 60 trabalhadores do refeitório do Hospital de S. Bernardo reclamam au­­­­ mentos salariais de 4 por cento nos seus salários, que rondam os 485 euros. A greve do passado dia 23, além desta reivindicação, pretendeu ainda exigir subsídios e melhores condições de higiene e saúde no local de trabalho, sendo de apontar a avaria numa máquina de lavar loiça na cozinha. Inácio Astúcia, do Sindicato da Hotelaria, revelou ao Semmais que os serviços mínimos e a distribuição dos alimentos aos doentes foram assegurados. «Estes traba-

Concelho fez 114 anos

amente, para continuar a relembrar todos aqueles que, de forma determinada, ombrearam na luta pela afirmação da nossa identidade e pelo reforço do nosso sentir enquanto comunidade», salientou o edil de Alcochete. Para além da atribuição da Medalha Dom Manuel I às juntas de freguesia, o executivo concedeu igualmente a Medalha Municipal de Bons Serviços a três funcionários da Câmara – Filipe Rocha Sequeira, Estêvão José Capela Garrett e Idália Maria Coelho Fonseca Bernardo - que completaram trinta anos de serviço.

Moção para exigir mais transportes O EXECUTIVO, de maioria comunista, aprovou, na última sessão pública, uma moção sobre a oferta da rede de transportes colectivos. Esta moção, que surge na sequência de um compromisso assumido na última

reunião da Junta Metropolitana de Lisboa, integra a posição do município relativamente à rede de transportes do concelho. «No que diz respeito aos transportes rodoviários houve uma melhoria significativa,

mas quanto à rede de transportes fluviais praticamente nada se alterou desde a proposta inicial», sustenta o vereador José Luís Alfélua, para quem a população de Alcochete «é penalizada no trajecto para Lisboa».


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[ LITORAL ]

DEZENAS de especialistas participaram, quarta-feira, no Lousal, no segundo de Entidades com Património Eléctrico Na sua segunda edição, esta iniciativa do Museu da Electricidade e da Fundação EDP, contou com a colaboração da Associação Centro Ciência Viva do Lousal (ACCVL). Várias entidades de norte a sul de Portugal continental, incluindo diferentes municipalidades, deslocaramse à aldeia mineira para participar neste encontro. A Fundação EDP e o Museu da Electricidade, pela mão do seu director, Eduardo Moura, apresentaram o enquadramento da criação de uma Rede Nacional Museus de Energia. Tendo por base um levantamento do património energético nacional, realizado pelo Museu da Electricidade, foi igualmente apresentado um novo sítio na Internet que se designará “Roteiro dos Museus de Energia” e que reunirá toda a informação sobre o património eléctrico dos parceiros da Rede Nacional Museus de Energia.

Protecção civil ensina segurança em Santiago DISCUTIR a importância de uma cada vez mais eficaz plataforma de diálogo para preparar as pessoas para uma melhor reacção face às catástrofes foi um dos objectivos do 3º Encontro Distrital Prevenção e Segurança, que decorreu quintafeira, em Santiago do Cacém. Reunindo professores, agentes da protecção civil, bombeiros e forças de segurança, assim como técnicos dos pelouros de educação das câmaras municipais, o encontro realizado no Auditório António Chaínho, teve abertura pelo presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Vítor Proença que enalteceu o papel dos bombeiros e da GNR pelo trabalho de parceria com a Câmara em matéria da prevenção e segurança das crianças das escolas do concelho. «A escola não pode ser apenas formatada nos limites da própria escola, deve ser dada prioridade aos conhecimentos mas também à formação cívica», sublinhou o autarca que adiantou que no concelho todas as escolas de 1º ciclo «têm planos de segurança e de emergência e onde temos feitos vários exercícios de evacuação para educarmos as nossas crianças e os jovens numa cultura de segurança».

DR

Alta tensão no Lousal

Câmara e especialistas na área realçam o papel da população enquanto primeiro agente da protecção civil

Presente na sessão de abertura esteve também o director nacional da área de planeamento e emergência da Protecção Civil, José Oliveira, que realçou o papel das câmaras na prevenção devido ao conhecimento que têm do risco dos seus concelhos. «Vivemos num mundo complexo e vulnerável onde os riscos são uma realidade e é essencial o debate destas matérias entre crianças e jovens, agentes de

protecção civil, bombeiros e forças de segurança», disse José Oliveira, sublinhando ainda que «a estratégia nacional tem como metas lutar por uma sociedade mais consciente dos riscos e aumentar a capacidade de sobrevivência em situações de catástrofes». A sessão contou, também, com a visualização de um filme do plano de evacuação do auditório, feito com alunos da Escola Frei André da Veiga, seguindo-se a

artesanato ao ciclo do pão caseiro e dos cereais, tendo sido este último o tema da sua tese de doutoramento. Refira-se que o Museu Etnográfico do Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, dedica já uma área significativa da sua exposição permanente ao ciclo do pão, com incidência na tradição e importância económica e social deste alimento na freguesia do Torrão. A exposição da investigadora internacional pode ser visitada de 2ª a 6ªfeira das 9h00 às 13h00~e das 14h00 às 17h00, bem como nos primeiros e terceiros sábados do mês.

DR

O MUSEU Etnográfico do Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, recebe, até ao próximo mês de Março, a exposição “Pão caseiro, pão festivo” de Mouette Barboff. A mostra fotográfica retrata o ciclo do pão ,mdesde que a semente do cereal vai para a terra, até ao pão ir para a mesa, passando pelos pães confeccionados para as festividades populares. A artista Mouette Barboff vive actualmente em Paris, cidade onde nasceu. Uma apaixonada por Portugal e pelas nossas tradições, dedicou muitas das suas investigações às vivências tradicionais do nosso país, estudando desde o

A exposição sobre a tradição de Alcácer é da parisiense Mouette Barboff

DR

Pão caseiro é rei no museu Sines lança plano do Torrão em Alcácer de pormenor para novo parque de campismo

A PROPOSTA de Plano de Pormenor da Zona Poente de Sines está em discussão pública até ao dia 24 de Fevereiro, para permitir melhorias ao nível do campismo local. Segundo explica o executivo de Manuel Coelho, o principal objectivo da proposta de plano de pormenor, agora em fase de discussão pública, é a «criação de condições para a instalação de um novo parque de campismo moderno na área do parque actual». De referir que, segundo o documento, o novo parque deverá funcionar todo o ano e ter um impacto positivo na economia da cidade, particularmente no pequeno comércio. Para a câmara sineense, o plano destina-se também a «contribuir para qualificar a zona envolvente do parque de campismo», nomeadamente a zona do parque de

merendas, definir espaço para novos equipamentos e valorizar os espaços verdes daquela área da cidade. O documento inclui ainda duas áreas para moradias e um lote, junto ao parque de campismo, destinado a equipamento hoteleiro para um máximo de uma centena de camas turísticas. A participação na discussão pública pode fazer-se de forma presencial, no edifício do Departamento de Gestão Territorial (Edifício Técnico da CMS, junto ao Bairro Soeiro Pereira Gomes), através de correio eletrónico (ppzps@mun-sines.pt) ou através de correio em papel. Os documentos do plano estão disponíveis no Edifício Técnico e no site municipal, onde são disponibilizadas as informações completas sobre as modalidades de participação.

entrega dos certificados de participação no encontro aos professores que dinamizaram nas respectivas escolas os Clubes de Protecção Civil. As práticas de prevenção e segurança, relatadas por três escolas do concelho; e a educação para a vida, com a apresentação de três entidades e organismos da área da segurança foram outros dos momentos chave do encontro distrital. Pub. CARTÓRIO NOTARIAL DE SETÚBAL DO NOTÁRIO LICENCIADO JOÃO FARINHA ALVES Certifico narrativamente que, por escritura de dezoito de Janeiro do ano de dois mil e doze, lavrada de folhas cinquenta e seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número cento e cinquenta e cinco-A, deste Cartório MARA TIROLÊTE PULQUÉRIO, natural da suíça solteira, maior, com residência habitual na Rua do Esteiro de Santo Ovídio, número 9, Faralhão, Setúbal, contribuinte fiscal número 239930177, declarou ser dona e legítima possuidora, com exclusão de outrém, do prédio urbano, com a área de quatrocentos e cinquenta metros quadrados, sendo cento e dezasseis vírgula oitenta e cinco metros quadrados de área coberta e trezentos e trinta e três vírgula quinze metros quadrados de logradouro, constituído por um edifício de dois pisos, destinado a habitação, com logradouro, situado na Rua do Esteiro de Santo Ovídio, número 9, Faralhão, Setúbal, na freguesia do Sado, do concelho de Setúbal, e está inscrito na respectiva matriz predial urbana sob o artigo 4.159, da citada freguesia do Sado, com valor patrimonial de 73.430,00€, a que atribuem igual valor, constando na respectiva matriz predial como titular do referido artigo Maria Tirolête Pulquério, ora justificante. No tocante ao Registo Predial, encontra-se omisso na Conservatória de Registo Predial. ESTÁ CONFORME Cartório Notarial de Setúbal, aos dezoito de Janeiro do ano dois mil e doze. O Notário (Lic. João Farinha Alves)


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+ Negócios Capacidade do terminal de contentores aumenta para responder à procura

cimento em 2011. «É uma tendência cada vez mais natural procurar destinos longínquos», explica Lídia Sequeira.

Porto de Sines soma e segue em 2011 e reforça liderança nas exportações

Crescimento sustentado em quase todos os terminais

As contas do ano passado não mentem. O Porto de Sines registou novo recorde no movimento de contentores e apresenta crescimento em praticamente todos os terminais. 2012 também deverá ser ano animador.

O

Porto de Sines perspectiva bater um novo recorde no movimento de contentores em 2012 ao atingir 570 mil TEU’s, mais 123 mil TEU’s do que em 2011. Os números são animadores e comprovam o desenvolvimento sustentado do porto sineense que, já no ano passado, tinha crescido 17% naquela unidade de carga e 25% na tonelagem de mercadorias movimentadas por contentor, o equivalente a 5,5 milhões de toneladas. Em declarações ao Semmais, Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do Porto de Sines, mostrou-se animada com as previsões deste ano, embora recorde que 2011 «tenha sido um bom ano nível do

Investimentos aumentam capacidade de terminal XXI A capacidade do terminal de contentores do Porto de Sines tem vindo a aumentar nos últimos anos e deverá atingir um milhão de TEU’s muito em breve, depois de ter sido duplicada em 2010. Com o prolon-

transporte marítimo em Sines e no resto do país». «É preciso continuar a procurar cadeias logísticas eficientes, económicas e eficazes, desenvolvendo uma maior aproximação entre o produtor e o consumidor», resume.

gamento do molhe de protecção do terminal, cujas obras já decorrem a bom ritmo, a perspectiva é de que esse número suba para 1,5 milhões de TEU’s. Ao contrário de grande parte dos portos europeus, Sines

O crescimento no movimento de contentores, que atingiu 447 495 TEU’s em 2011, está relacionado com a «consolidação da rede de serviços globais durante o ano passado», sendo os EUA, a China, a Espanha, o Brasil, o Canadá, o

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::::::::::::::::: Bruno Cardoso ::::::::::::::::

não tem problemas de saturação, dispondo de uma extensa área de instalação de novos terminais de contentores que, no seu conjunto, poderão vir a atingir uma capacidade de cinco milhões de TEU’s.

México e Singapura os principais países de origem e destino das mercadorias movimentadas por contentor em Sines. O Brasil, que passou a estar ligado pela primeira vez ao porto por um serviço directo, foi o país com maior taxa de cres-

Administração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo – Costa Azul mostra funcionamento

PARA melhor se perceber como os funcionários da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Costa Azul (CCAM – Costa Azul) levam a sério a qualidade dos serviços e a proximidade com os seus clientes, a administração daquela instituição bancária iniciou um périplo quartafeira, em Grândola, que vai percorrer as 17 agências entre o Sul do Distrito e o norte da península de Setúbal. Trata-se de uma iniciativa inédita que, segundo Jorge Nunes, presidente do conselho de administração da CCAM-Costa Azul, pretende «dar uma abordagem mais adequada dos serviços prestados ao cliente», da forma como são recrutados os seus

colaboradores e como estes executam de forma «rigorosa» todos os procedimentos certificados ao dispor da instituição desde Dezembro de 2009. Para estes briefings estão a ser convidados clientes seleccionados pela estrutura operacional, convidados a partilhar um vasto conjunto de informações sobre serviços e funcionamento interno em cada balcão ou agência. «Quisemos partilhar este orgulho e mostrar como funcionamos internamente, porque os nossos clientes apenas têm uma noção vaga do que é a qualidade e a certificação. Temos feito um esforço enorme e os resultados estão à vista», frisou Jorge Nunes, à margem da iniciativa, que contou com a presença

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Périplo da qualidade vai percorrer 17 agências da CCAM-Costa Azul Aspecto da plateia no briefing da CCAM, com a presença de Carlos Beato

de inúmeros clientes e do presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato. Equipa «pequena» que é «um orgulho» Jorge Nunes não tem dúvidas de que uma das mais-valias que a certificação de qualidade tem emprestado à performance da instituição tem a ver com o quadro de pessoal. «Uma equipa pequena» de 121 colaboradores, como justifica o responsável máximo da organização, que

são também, segundo o próprio, «a chave do êxito do nosso trabalho». E frisa que só com um recrutamento «muito exigente» e rigor nas competências assumidas é possível ter um quadro de funcionários estável, como se verifica na CCAM-Costa Azul. «Não temos pessoal precário e os que entram na nossa ‘família’ permanecem cá muitos anos», salienta o presidente da instituição. A ligação à comunidade onde a instituição bancária está inserida é também alvo desta acção estraté-

O terminal Multipurpose, Petroquímico e de Gás Natural também contribuíram para a movimentação de mercadorias registada no Porto de Sines em 2011, apresentando crescimentos de 34, 33 e 2,4%, respectivamente. Somente o terminal de Granéis Líquidos registou um decréscimo de 13% na movimentação de toneladas de mercadorias, dada a paragem técnica da refinaria de Sines que se prolongou por mais de um trimestre. No total, o porto de Sines movimentou um total de 25,8 milhões de toneladas, mais 300 mil do que no ano anterior, crescendo 1,1%. Sines viu ainda reforçado o seu posicionamento como o maior porto exportador do país com 5,4 milhões de toneladas exportadas, mais 8% face a 2010. Os refinados, as pedras trabalhadas, papel e cartão, cerâmicas, maquinarias e outras mercadorias tiveram nos EUA, Gibraltar, Canadá, México, Extremo Oriente, Europa central e Espanha os principais destinos de exportação. Países como o Brasil, Arábia Saudita, Egipto ou Emirados Árabes Unidos, todos em franco crescimento económico, ganharam relevo como novos destinos das exportações. “Os mercados têm de ser procurados onde as economias estão em crescimento”, sustenta Lídia Sequeira. Sendo o maior porto intermodal ferroviário do país, é também de salutar o aumento de 28% na carga movimentada por esta via. Em 2011, quase 3 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas do Porto de Sines por comboio.

gica dos dirigentes da CCAM-Costa Azul. «Queremos também demonstrar que, como nenhum outro banco, fazemos parte da comunidade. E o conjunto de valores e missões que desempenhamos no terreno é tudo virado para esse objectivo. Não é uma falácia. Investimos nas zonas em temos cobertura e nas suas gentes, das colectividades, aos bombeiros e aos lares de idosos», enfatizou o líder da CCAM-Costa Azul. Com um volume de negócios de cerca de 700 milhões de euros no conjunto dos 17 balcões e agências, a administração da CCAM-Costa Azul, com sede em Santiago do Cacém, a primeira agência datada de 1916, espera «consolidar a presença a norte de Setúbal». Jorge Nunes está entusiasmado com o mais recente balcão, aberto há seis meses em Alfarim, que fechou esse período com um volume de negócios de um milhão de euros. «É um trabalho e conquista aos poucos que está a merecer todo o nosso empenhamento», afirmou o responsável.


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+ Desporto Câmara sadina atribuiu apoios ao desporto

Hóquei de Grândola segue na Taça de Portugal

Dezasseis instituições desportivas sedeadas no concelho de Setúbal vão receber da autarquia um montante global de 45.990 euros para a promoção de planos de desenvolvimento desportivo na época 2011/12.

A equipa do HC Grândola foi, no sábado, à Lourinhã vencer, por 5-3, o Hóquei Clube local, em jogo antecipado da 2ª eliminatória da Taça de Portugal. Com este triunfo os grandolenses são os primeiros da região a garantir vaga na a 3ª ronda da prova.

Mudanças de treinadores na III divisão… Eduardo Almeida, 33 anos, é o novo treinador da equipa de futebol do Olímpico do Montijo, depois da saída de Fernando Mendes. O novel líder da equipa montijense (11.º lugar, na III divisão E), que já trabalhou com Carlos Mozer, na I Liga, estreiase este domingo, no reduto do Real Massamá, clube onde também trabalhou. Em Alcochete, Élio Santos, o treinador que esta época fez história na Taça de Portugal ao serviço do Alcochetense deixou o cargo esta semana. Para ocupar a vaga deixada em aberto a direcção do clube nomeou Nuno Guia. Os verde e brancos (10.º lugar), recebem amanhã, no ‘Fóni’, o Cartaxo (8.º).

… e na I distrital Sérgio Bóris, ex-treinador dos Pescadores da Costa de Caparica é o novo líder da equipa do Cova da Piedade, depois da saída de Eugénio Cardoso. No Rosário, o Marítimo local passou a ser liderado por João Costa e José Mecha, ex-adjuntos do treinador Zézinho, que cessou funções.

Somar três pontos em casa para animar o Bonfim :::::::::: Joaquim Guerra ::::::::::

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á nove jogos sem vencer na Liga, a equipa do Vitória tem, este domingo, pelas 16 horas, no Bonfim, um embate de especial importância. Frente ao Olhanense os sadinos estão obrigados a conquistar os três pontos sob pena de se manterem na zona de perigo da classificação em vésperas de dois desafios complicados. Na antevisão do jogo frente aos algarvios, a contar para a 17ª jornada da Liga, coube ao médio José Pedro vincar a ambição vitoriana. «Este é um jogo extremamente importante e de enorme responsabilidade mas que queremos vencer, até porque, depois, teremos pela frente dois desafios muito complicados, com o SC Braga e o FC Porto», assumiu o jogador. Confiante na qualidade do plantel sadino e na sua evolução, José Pedro garante que a equipa vai entrar em campo consciente da responsabilidade de vencer até porque, lembra, a conquista dos três pontos promove o Vitória «para lugares do meio da tabela». Recorde-se que o Vitória ocupa por esta altura o 15.º e penúltimo lugar, com 14 pontos.

José Pedro assume que vencer o Olhanense é muito importante

O Olhanense, que na última ronda empatou em casa com o Sporting, é nono, com 18 pontos. Confiança renovada em Bruno Ribeiro A derrota, por 2-1, averbada em Paços de Ferreira abriu um cenário de vazio na liderança da equipa. No final do jogo, o treinador Bruno Ribeiro entendeu colocar o lugar à disposição, mas o presidente do clube, Fernando Oliveira, afastou desde logo a possibilidade. O dirigente garante que a mudança de treinador só será tomada em último caso, uma vez que Bruno Ribeiro

está empenhado em segurar a equipa na Liga. Afinal, a grande batalha que os vitorianos querem vencer. A deslocação a Paços de Ferreira ficou ainda marcada pelas críticas de Fernando Oliveira dirigidas ao árbitro do jogo. Um mês de suspensão e uma multa de 1250 euros foi a sanção aplicada pelo Conselho de Disciplina da Federação. Entretanto, na segundafeira houve Assembleia Geral. Cerca de 150 sócios do Vitória aprovaram, por maioria, o Relatório e Contas de 2009 e 2010 (o primeiro com prejuízo de 113 mil euros e o segundo com lucro de 64 mil euros).

Acrobática no Seixal

A 3.ª EDIÇÃO da Milha Urbana da Aldeia de Paio Pires corre-se amanhã, às 10 horas, com partida e chegada na Rua Ernesto Melo Antunes, junto à Urbanização Vale da Abelha. A prova, de 1609 metros de extensão, está inserida no XXV Troféu de Atletismo do Seixal e integra todos os escalões etários, desde os benjamins aos veteranos. A corrida, organizada pelo Grupo Futsal Amigos

CERCA de uma centena de atletas, em representação de nove emblemas, competem ao longo do dia de hoje, a partir das 9 horas, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, que serve de palco ao Campeonato Distrital de Ginástica Acrobática. Na maior prova regional desta especialidade gímnica, os atletas visam garantir o apuramento em pares mistos, femininos e masculinos (duplas), e em grupos

Encosta do Sol, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia da Aldeia de Paio Pires, é aberta a toda a população.

femininos (trios), de cada escalão etário em concurso, para o campeonato nacional. O evento é organizado pelo CR Cruz de Pau, com os apoios da associação de ginástica distrital e da Câmara do Seixal.

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Milha em Paio Pires

Prova é aberta à população

Títulos distritais em discussão

Moita atribui ‘Méritos’ aos campeões nacionais O FÓRUM Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, acolhe amanhã, às 21 horas, a cerimónia de atribuição do Méritos

Desportivos/2011. No evento promovido pela autarquia moitense estão reservadas 53 distinções para atletas, treinadores e seus clubes que,

Os Argentinos (II)

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Pedro Lemos Vieira

Passes Curtos

na época desportiva passada, se sagraram campeões nacionais, vice-campeões nacionais ou que representaram o município no estrangeiro, em dife-

rentes modalidades. Nesta iniciativa serão também entregues os prémios da época 2010/2011 do AtletisMoita.

oltamos hoje a falar de futebolistas argentinos que há mais de 70 anos afluem a Portugal, em plano de evidência. As exibições de Gaitan, no Benfica, de Belluschi, no FC Porto e de Rinaudo, no Sporting, como exemplos actuais, servem de mote para esta evocação, com a devida vénia à qualidade dos ‘craques’ daquela origem. Entre mais de uma vintena de futebolistas muito aptos que pisaram relvados lusitanos escolhemos um terceto a quem queremos dedicar particular atenção nesta viagem no tempo. Espaçados em décadas, desde 1938/39 até às cercamias do século XXI, Alejandro Scopelli (Belenenses), José Valle (Lusitano de Évora e FC Porto) e Hector Yazalde (Sporting) constituem o ‘alvo’ deste meu exercício de memória que constitui, também, uma saudosa homenagem a esses inesquecíveis talentos do futebol. Scopelli, interior esquerdo, de óptima visão de jogo, veio de França para o Belenenses juntamente com o defesa Tarrio e personificou a estratégia de jogojogado, fazendo época. Bem ‘maduro’, de personalidade forte, depressa evoluiu para funções de treinador e até de seleccionador nacional, altamente prestigiado no seu país e na Europa, na linha de continuidade do clássico Guilherme Stabile e abrindo caminho a Menotti. Um grande senhor do futebol! Uma dúzia de anos após Scopelli, vindo de Itália sem grandes credenciais surgiu nas fileiras do surpreendente Lusitano de Évora um verdadeiro estilista em cada lance disputado: José Valle, já quase veterano, de peculiar careca, parecendo ser mais velho do que os seus 28 anos, bem vividos no âmbito do profissionalismo em crescente intensidade. De boa estatura e manifesta personalidade impôs-se magni-

David Sequerra

“Já na década de 70, muito valorizando a equipa do Sporting, surgiu Hector Yazalde, um ‘ponta-de-lança’ de rara eficácia e estilo excepcional, ‘rei’ de eficácia com recordes de produtividade em golos que ainda hoje subsistem. Não era nem muito alto nem fisicamente muito forte mas possuía a conjugação perfeita da técnica com a pujança de acção.”

ficamente no futebol português promovendo assim a sua transferência de Évora para as Antas, em meados da década de 50. Nas épocas imediatas foi uma das figuras de proa do campeonato nacional, criando um estilo de acção defensiva que suscitou seguidores nos tempos imediatos. Um argentino de super-qualidade – o ’stopper’ José Valle. Já na década de 70, muito valorizando a equipa do Sporting, surgiu Hector Yazalde, um ‘ponta-delança’ de rara eficácia e estilo excepcional, ‘rei’ de eficácia com recordes de produtividade em golos que ainda hoje subsistem. Não era nem muito alto nem fisicamente muito forte mas possuía a conjugação perfeita da técnica com a pujança de acção. Na época perturbada em que jogou em Portugal não o favoreceu, regressando à Argentina cedo demais, ainda bastante novo. Na sua pátria torneou-se um apreciado empresário agrícola vindo a falecer quando muito se esperava do notável cidadãofutebolista Hector Yazalde.


Sábado | 28.Jan.2012

Seca avança na região e sem chuva à vista de chuva acima dos 70%. Mais: Pelo menos até final de Fevereiro as previsões são de chuva escassa. A precipitação meteorológica prevista para os próximos dias não vai alterar o cenário, já que o sol se deverá manter, com frio e sem vento, à semelhança do que tem acontecido ao longo deste Inverno. Apesar do mês de Janeiro

ter começado com bastante queda de geada pela manhã, o tempo acabaria sempre por levantar. Os meteorologistas admitem que só a partir de 31de Janeiro é que deverão ocorrer trovoadas. Dados oficiais revelam que a precipitação acumulada entre Outubro e Dezembro de 2011 é de 263 litros por metro quadrado (m2), quando o habitual para

esta época do ano é de340 litros/m2. O volume de precipitação na região é cerca de 70% da média dos últimos vinte anos, sendo que nos primeiros 14 dias deste mês a situação registou agravamentos, já que a média de chuva foi de cinco litros/m2, o que representa apenas 10% da chuva habitual na primeira metade de Janeiro.

Ainda assim, a escassez de chuva não representa prejuízos para os agricultores da região, segundo o secretário-geral da Confederação dos Agricultores Portugueses, Luís Mira, já que as searas de Inverno estão bem e as pastagens até apresentam uma ligeira melhoria perante a pre­­ sença de sol. Roberto Dores

Semmais

O DISTRITO de Setúbal regista este Inverno níveis de precipitação abaixo do habitual para a época do ano. Entre Dezembro e as primeiras duas semanas de Janeiro praticamente não choveu na região, pelo que o território está já em situação de seca. As zonas mais interiores do distrito estão mesmo entre as mais afectadas do país, com que­­bras

Menina de Setúbal raptada pelo pai para Inglaterra vai ser devolvida à mãe já esta terça-feira

PEDRO Martins, o secretário de Estado do Emprego, vai marcar presença no colóquio organizado pela Distrital de Setúbal do PSD, subordinado ao tema “Novas Respostas para a Criação de Emprego”, no dia 2 de Fevereiro, pelas 21 horas, numa unidade hoteleira de Alcochete. O acordo de concertação social alcançado recentemente entre o Governo e os parceiros sociais estará em destaque neste seminário, onde vão ser debatidas as novas políticas para o sector.

Como o Semmais já havia avançado, o homem de 54 anos, antigo companheiro de Leila Viveiros, 24 anos mais nova, pediu-lhe, no final da relação, que o deixasse levar a filha a Inglaterra durante um mês, apenas para ter acesso ao subsídio de paternidade e a uma casa que o estado britânico atribui a pais solteiros. A mãe anuiu, tendo a criança viajado dia 8 de Setembro para Barnsley, em Yorkshire, norte da Ingla-

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Pai não queria entregar a filha

A pequena Yasmin tem 4 anos

terra. Só que o pai faltou à palavra e não devolveu a menina, obrigando mesmo a mãe a deslocar-se a Ingla-

terra para tentar, sem sucesso, recuperar a criança, o que a levou a recorrer aos tribunais em Outubro, como lhe seria aconselhado pela própria polícia britânica. «Foi um momento de grandes emoções quando o tribunal decidiu em nosso favor», insiste o causídico, revelando que depois de ter accionado a convenção a progenitora passou a conseguir falar todos os dias com Yasmin via telefone, o que não tinha sido possível até então, porque o pai impedia sempre o contacto entre mãe e filha. Roberto Dores

Museu Baía Tejo compra modelo de antiga ponte UM MODELO feito à mão, da antiga ponte ferroviária que ligava o Barreiro ao Seixal, construído por Carlos Barroqueiro, foi adquirido pelo Museu Industrial Baía Tejo. Segundo o responsável pelo Museu Baía Tejo, Sardinha Pereira, a aquisição desta peça de artesanato visa proporcionar aos visitantes «uma imagem» da antiga ligação ferroviária entre o Barreiro e Seixal. A ponte Barreiro – Seixal foi construída em 1933, prevendo-se na época a ligação ferroviária do Barreiro até Cacilhas, no

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Distrital PSD debate criação de emprego

como forma do processo ser o menos conturbado possível para a menor, mas depois deverá regressar ao seu país. As autoridades inglesas já tinham apreendido o passaporte, face ao risco de Bryan Huscroft poder fugir com a pequena Yasmin para outro país, como forma da mãe lhe perder o rasto, tratando-se, na prática, de uma medida de coacção preventiva e de uma primeira vitória da mãe portuguesa, alcançada ao abrigo da Convenção da Haia de 1980, relativa ao sequestro internacional de crianças.

A chamada Ponte dos Ingleses, um marco histórico no Barreiro, faz parte do iumaginário local

concelho de Almada, que nunca se concretizou. A construção da Siderurgia Nacional gerou um elevado índice de navegação fluvial, tornando-se aquela

ponte num obstáculo. No dia 18 de Setembro de 1969, um navio proveniente da Siderurgia Nacional colidiu com a ponte, provocando a sua derrocada e,

A fechar Presidentes visitaram Hospital Garcia de Orta Os presidentes de Câ­­­mara do Seixal, Se­­simbra e Almada vi­sitaram sextafeira o Hos­­­­­pital Garcia de Orta, em Almada. Na reunião com o conselho de administração os comunistas mostraram a sua preocupação com a sobrelotação vivida naquele hospital (ver pág. 10). Os autarcas da CDU, que defendem a urgente construção do novo Hospital do Seixal, para aliviar o de Almada, mostraramse ainda preocupados com o Serviço Nacional de Saúde em geral, numa altura em que se «agravam os cortes e limitações financeiras impostas pelo Governo aos hospitais».

Transdev quer comboio Barreiro/Setúbal

Processo esteve a cargo do advogado seixalense Paulo Edson Cunha

O CIDADÃO inglês que levou a filha portuguesa, de quatro anos, a viver consigo para Inglaterra sem o consentimento da mãe, Leila Viveiros, residente em Setúbal, terá que devolver a menina à mãe até terçafeira, segundo a sentença do tribunal de Londres. O advogado da progenitora, Paulo Edson Cunha, diz que se fez justiça durante um julgamento que durou dois dias, pelo que a família vai agora a Inglaterra buscar a menina. O pai vai acompanhar mãe e filha na viagem de regresso a Portugal, apenas

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desde então, a ponte nunca mais voltou a ser reconstruída. A ligação entre as duas margens durante alguns anos foi efectuada por barqueiros.

A transportadora francesa Transdev quer incluir a ligação ferroviária entre os concelhos do Barreiro e de Setúbal na concessão da Transtejo, a que a empresa quer concorrer em conjunto com o grupo ETE. A novidade foi avançada esta semana pelo ad­ministrador da Veolia Transdev, durante um debate promovido pela Logistel. Recorde-se que a empresa já havia manifestado pu­­­ -blicamente interesse em concorrer a todas as concessões na área dos transportes que venham a ser abertas à exploração por privados.

Mil carros para a China através do Porto de Setúbal Quase mil viaturas montadas na Autoeuropa foram embarcadas, na semana passada, no navio “Gaia Leader”, no porto de Setúbal com destino à China. Tratou-se do primeiro embarque de 2012 de viaturas fabricadas pela Autoeuropa para a China no Terminal Ro-Ro do Porto. As vantagens dos embarques directos para o extremo oriente desde o Porto de Setúbal passam pela redução do tempo de entrega das viaturas, pela possibilidade de o exportador poder ajustar o número de viaturas a embarcar até à saída do navio.

Semmais 28 Janeiro 2012  

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