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Sábado | 22.Abr.2011

semanário - edição n.º 661 • 5.ª série - 0,50 € • região de setúbal

Director: Raul Tavares

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Distribuído com o

VENDA INTERDITA

Anti-Stress Margarida anima Palmela

+Negócios Repsol facturou 42 milhões

Destacável Edição de Abril de ‘O Sul’

Caderno

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Centrais

12 médicos da Colômbia reforçam Península Violência doméstica bateu recorde de queixas o ano passado e o distrito é o terceiro do país

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bal, nomeadamente no eixo mais urbano. Estes médicos estrangeiros vão servir uma população estimada em 20 mil utentes, um rácio pesado mas, ainda assim, melhor dos que actualmente se verificam. Entretanto, há queixas da Or-

dem dos Médicos sobre as competências destes clínicos, os quais são bem aceites pelas autoridades locais. Espera-se ainda um novo grupo de especialistas oriundos de Cuba e Costa Rica. PÁG. 2

Dupla empreendedora decora bolos de sonho PÁG. 17

Comemorações dos 37 anos de Abril ESPECIAL Mais um ano a comemorar a Revolução dos Cravos. Memórias de militares e de personalidades que arrancaram a vida nesse período.

AMRS reclama investimentos

Semmais

ABERTURA Doze dos médicos colombianos que o Estado contratou para reforçar o sistema nacional de saúde já foram colocados em centros do distrito. Os clínicos vão exercer funções no espaço geográfico da Península de Setú-

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N Notícias AFS Tudo sobre T a grande final da Taça d

PÁGS. 8 a 10

Alerta de Tsunamis em Setúbal

ACTUAL Os municípios do distrito de Setúbal exigem mais investimentos e querem o PROTAML aprovado.

ACTUAL O Parque Urbano de Albarquel, à beira-Sado, estreou sistema de alerta para maremotos.

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Abertura São doze os clínicos oriundos da América do Sul e vão reformar todos os concelhos da península de Setúbal

Médicos colombianos chegam à região para servir mais de 20 mil doentes

:::::::::::: Roberto Dores :::::::::::

O

s centros de saúde do distrito de Setúbal foram esta semana reforçados com a chegada de 12 médicos recrutados Pub.

Semmais

Os clínicos estrangeiros vão reforçar centros de saúde de toda a península de Setúbal. São três anos de contrato e, mesmo com as criticas da Ordem dos Médicos, as autoridades afirmam as suas competências.

As autoridades dizer que é possível a chegada de mais um grupo de médicos oriundos de Cuba e da Costa Rica

na Colômbia. É, sobretudo, uma resposta encontrada pelo Estado para fazer

face ao elevado número de aposentações que deixou várias unidades da região

sem médicos de família. Estes 12 clínicos vão servir mais de 20 mil utentes, mas a tutela já admite que é preciso continuar a reforçar os quadros, pelo que é possível que venham a chegar mais profissionais de Cuba e Costa Rica. Segundo os dados revelados pelo Ministério da Saúde, os 12 médicos destinados à região ficam a exercer nos centros de saúde de Almada (3), Arco Ribeirinho – Barreiro, Montijo e Alcochete (3), Seixal/Sesimbra (3) e Setúbal/Palmela (3). Mesmo perante as críticas da Ordem dos Médicos, que se insurge contra esta solução, é a própria tutela que garante o profissionalismo dos clínicos, com licenciatura reconhecida por uma faculdade de medicina portuguesa e a inscrição aceite na Ordem. Estes médicos vão estar no distrito, pelo menos, durante três anos, tempo que dura o contrato celebrado entre as partes, sendo também este o período que a tutela admite vir a revelarse de maior aperto nos quadros clínicos, após terem sido tomadas medidas para colmatar a falta de médicos, no médio prazo, através do aumento do número de vagas de Medicina - de 1100 para 1700 – e a criação de novos cursos no Algarve e Aveiro. Responsáveis médicos do distrito aplaudem A chegada à região dos 12 clínicos colombianos é aplaudida por Mário Durval, presi-

dente da Associação de Médicos de Saúde Pública, a exercer no Barreiro, para quem «é importante o preenchimento de lugares de médicos de família. É uma questão chave», sublinha ao Semmais, garantindo não ser possível manter «o mínimo de qualidade com o actual número de médicos». Para este clínico, «os cuidados primários são das carências mais preocupantes», numa altura em que, por exemplo, o Barreiro tem cerca de 15 mil pessoas sem médico de família e a freguesia da Amora (Seixal) ultrapassa os 20 mil. Recorde-se que já a redução do corpo clínico na unidade de ginecologia do Hospital Garcia de Orta levou aquela unidade a deixar de aceitar os novos casos de cancro da mama ou do colo do útero ainda em 2010. A perda de mais de dez clínicos para a reforma e unidades privadas não deixaram alternativa à administração: as doentes passam a ser encaminhadas para os hospitais de Setúbal, Barreiro e Instituto Português de Oncologia. A maioria dos médicos que abandonou o Garcia de Orta foram trabalhar no hospital público-privado de Cascais, a troco de melhores remunerações, pelo que apenas as pacientes que já se encontram a ser seguidas na unidade de saúde de Almada vão continuar a ser acompanhadas pelo corpo clínico do hospital.

Região apetecível para estrangeiros Nesta altura, o número de médicos estrangeiros a trabalhar na região já ultrapassa os dez por cento, tendo o volume aumentado nos últimos cinco anos. A maioria dos profissionais que aqui se fixaram são oriundos de Espanha, devido à proximidade geográfica, mas os hospitais e centros de saúde do distrito também já registam uma significa afluência de médicos de outros países da União Europeia (UE), já que todos os clínicos que tenham tirado o curso em universidades da UE podem registar-se sem realizar testes adicionais, uma medida que é transversal em toda a Europa. Também do Brasil começam a chegar vários profissionais ao distrito de Setúbal, sobretudo devido à maior facilidade de comunicação. Contudo, todos os clínicos extra-comunitários têm de se submeter a um processo mais complicado até que consigam ver reconhecidas as suas competências. Um dos parâmetros que tem de ser preenchido recai sobre o pedido de equivalências a uma universidade nacional, sendo que só depois desse requisito estão habilitados a registarem-se na respectiva Ordem.


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CENTRO DE CIDADANIA ACTIVA

// Raul Tavares

O eterno problema dos médicos de família Mais uma vaga de médicos chegou à região para reforçar alguns dos mais preenchidos centros de saúde, nomeadamente os que se situam eixo mais urbano da península de Setúbal. Desta feita, os clínicos são oriundos da Colômbia e parece existirem algumas dúvidas sobre a sua especialização para tão concreta competência nas áreas da saúde pública. Mas este problema, que é político e de sistema, tem que ser resolvido de uma forma mais sustentável, com recurso a alterações substantivas no domínio da formação de médicos com esta vocação. Em primeiro lugar, é preciso atrair jovens candidatos de duas maneiras: alargando as comportas da entrada no ciclo de ensino académico e reforçando de forma intensiva a formação destes profissionais. Precisamos de um plano de choque, de uma operação à escala nacional, de modo a que num espaço curto de tempo se possa erradicar este flagelo, tanto mais que o problema do envelhecimento da população tende a agravar-se. E é preciso chamar para este desígnio as dezenas de jovens médicos portugueses que se encontram no estrangeiros a concluir os seus cursos de medicina.

ficha técnica Director: Raul Tavares; Editor-Chefe: Joaquim Guerra; Redacção: Anabela Ventura, Cristina Martins, Marta David, Rita Perdigão, Roberto Dores, Fotografia: Joaquim Torres; Dep. Comercial: Cristina Almeida (coordenação), Lídia Faísca. Cartoonista: Ricardo Campos e José Sarmento. Projecto Gráfico: Edgar Melitão/”e Kitchen Media” – Nova Zelândia. Departamento Gráfico: Marisa Batista e Rita Martins. Serviços Administrativos e Financeiros: Mila Oliveira. Webmaster iMais: Susete Amaral. Web Manager/SEO: José Luís Andrade. Distribuição: José Ricardo e Carlos Lóio. Propriedade e Editor: Mediasado, Lda; NIPC 506806537 Concessão Produto: Mediasado, Lda NIPC 506806537. Redacção: Largo José Joaquim Cabecinha nº8, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraça) 2910-564 Setúbal. Tel.: 265 538 810 (geral); Fax.: 265 538 813. Email: redaccao.semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado.pt. Administração e Comercial: Tel.: 265 538 810; Fax.: 265 538 813. Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (média semanal). Distribuição: VASP e Mediasado, Lda. Reg. ICS: 123090. Depósito Legal; 123227/98

Desde sempre que admiro as pessoas que fazem voluntariado. “Um dia faço voluntariado!” Era uma frase que me acompanhava com muita frequência. A realização de algo começa por um pensamento, uma ideia que vamos alimentando… Porquê só agora, com cinquenta e três anos e não antes? Porque para tudo há um momento certo e eu acredito que nada acontece por acaso, que não existem coincidências mas sim sincronicidade. O momento certo aconteceu na sequência de me encontrar desempregada, de já ter os filhos adultos e orientados para percorrerem o seu caminho e por ter entrado no Centro de Cidadania Activa, primeiramente, para pedir orientação para a criação de um projecto empresarial de animação sociocultural que acabou por se tornar numa associação sociocultural de animação e intervenção humanitária e ambiental “CRIAR ASAS” que ainda se encontra na fase de angariação de fundos, para avançar com o seu projecto para a terceira idade “NÃO À SOLIDÃO”, o qual foi apresentado à Câmara Municipal de Setúbal, sem sucesso e, quando estava para sair de lá, reparei nuns panfletos sobre troca de saberes em regime de voluntariado. Fez-se LUZ, no meu cérebro, e, sem hesitar, inscrevi-

Notas Físcais

Dever legal de Decisão

Voluntariado Editorial

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Paulo Janela pjjanela@gmail.com

me para partilhar os meus conhecimentos de Inglês e Português e receber em troca Fotografia Digital e Desenho. Passado algum tempo contactaram-me para saberem se continuava interessada e disponível para substituir a pessoa que estava a desenvolver a oficina de Alfabetização. Nem pensei duas vezes. É mesmo o que eu gosto de fazer e para o qual estou vocacionada. Estou muito feliz por estar a partilhar os meus conhecimentos com pessoas que sentem uma necessidade genuína de aumentar os seus, quer sejam portugueses ou estrangeiros. Ainda estou mais feliz por ter conhecido as pessoas que lá trabalham e que são de uma entrega afectiva e simpatia extraordinárias que muito me têm ajudado ao demonstrarem o seu carinho e atenção. Afinal é tudo o que nós, seres humanos, apreciamos… Carinho, Atenção e Afecto. No Centro de Cidadania Activa encontra-se isso e muito mais.

Conceição Galego Técnica de Animação Sociocultural

Nos termos do n.º 1 do Art.º 56 da Lei Geral Tributária “A administração tributária está obrigada a pronunciar-se sobre todos os assuntos da sua competência que lhe sejam apresentados por meio de reclamações, recurso, representações exposição, queixas ou quaisquer outros meios previsto na lei pelos sujeitos passivos ou quem tiver interesse legítimo” Impõe tal preceito, à administração Fiscal, um dever geral de pronúncia. Tanto mais que, o dever legal de decidir tem como finalidade, possibilitar a formação do acto tácito de indeferimento. Por seu lado, o n.º 2 do Art.º 56 da LGT, refere que “não existe dever de decisão quando: a) A administração tributária se tiver pronunciado há menos de dois anos sobre o pedido do mesmo autor com idênticos objecto e fundamentos b) tiver sido ultrapassado o prazo legal de revisão do acto tributário.” Da análise ao transcrito n.º 2, resulta da alínea a) que, existindo identidade de autor e dos fundamentos de facto e de direito, a administração fiscal não está obrigada a decidir, apenas a pronunciar-se. Da alínea b) resulta que só existe dever de decidir até ao termo do

prazo previsto no Art.º 78 da LGT. Ou seja, no prazo de quatro anos após a liquidação ou a todo o tempo se o tributo ainda não tiver sido pago, com fundamento em erro imputável aos serviços. Porém, importa também sobre esta matéria referir o Art.º 47 do Código Procedimento e Processo Tributário (Principio do Duplo Grau de Decisão), que mais não é que uma restrição ao disposto no já referido Art.º 56 da LGT, proibindo assim que uma mesma pretensão seja apreciada, sucessivamente por mais de dois órgãos integrando a mesma administração tributária, prejudicando a eficiência da sua actuação. Dito de outro modo, o alcance desta norma, é o de não assegurar aos interessados o direito a mais do que uma dupla apreciação. E na esteira da Jurisprudência dominante sobre esta matéria, no caso de indeferimento, ainda que tácito, do 2.º pedido, o mesmo não é passível de impugnação nem reclamação, por este não ser lesivo. Lesivo é o acto expresso anterior. Assim e atendendo que o dever de pronúncia é bem diferente do dever de decisão, o eventual Arquivamento com base em que tal questão já fora apreciada, não é susceptível de Impugnação Contenciosa.

Para onde vamos Dr. Barroso? Manuel Fernandes *

Depois de uma longa Guerra colonial (1961-1974) que nos consumiu recursos económicos e humanos, Portugal entrou para a Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986 pela mão de políticos visionários, sonhadores e ambiciosos. Quiseram estes políticos embarcar no comboio europeu, porque no projecto em construção estava subjacente a ideia da paz e da solidariedade entre os povos; do crescimento económico e de uma economia integrada. De facto avançouse bastante nos direitos sociais, com indicadores visivelmente positivos na saúde, na educação ou na habitação. Mas foi sobretudo ao nível das infraestruturas que Portugal deu o maior salto qualitativo. Em 1992 celebrou-se o tratado da União Europeia (tratado de Maastricht) que alargou consideravelmente as competências da Comunidade económica europeia. Através do Pacto de estabilidade e crescimento foram definidas metas que coloca-

«A Europa já não fala a uma só voz, o projecto já não é comum entre os estados-membros, e aos poucos os regimes feudais estão de volta»

riam a médio e longo prazo todos os estados-membros em igualdade. Estavam então definidas as linhas de orientação que balizavam a actuação dos Governos dos estados-membros rumo a uma Europa unida. Mas foi sob a batuta de François Miterrand e de Helmut Kohl (curiosamente um de esquerda e outro de direita) que o projecto europeu mais avançou. O crescimento económico permanente, o desenvolvimento pessoal e académico e o pensamento económico europeu abrangente, foram resultado de uma sintonia perfeita entre a França e a Alemanha que souberam valorizar o projecto europeu secun-

darizando as diferenças ideológicas. Em 1997 com a assinatura do tratado de Amesterdão foram definidos novos objectivos para a UE. Privilegiar o emprego e os direitos dos cidadãos; suprimir os obstáculos á livre circulação de pessoas e reforçar a segurança; reforçar o papel da União europeia no mundo e reformar as instituições europeias com vista ao alargamento. Porém, o discurso de reeleição de Angela Merkl para novo mandato á frente da CDU alemã em Novembro de 2010, é elucidativo do falhanço do projecto europeu. “A Alemanha conseguiu reduzir o desemprego de cinco para dois milhões de desempregados, ao passo que em toda a Europa o desemprego aumentou”. Esta afirmação é lapidar e diz tudo quanto ao caminho percorrido da última década, transformando o tratado de Amesterdão em letra morta. Em 2009 poucos países da zona euro conseguiam cumprir os requisitos

do PEC, incluindo a Alemanha. Outro facto, é o caso dos Partidos nacionalistas (extrema direita), terem vindo a ganhar terreno nas eleições internas em cada um dos estados-membros. O antieuropeísmo da direita radical tem aumentado substancialmente a sua expressão eleitoral, chegando mesmo a fazer parte de governos em coligação. O exemplo mais recente é o caso dos “verdadeiros filandeses” que quadruplicou a votação nas eleições da Finlândia. A Europa já não fala a uma só voz, o projecto já não é comum entre os estados-membros, e aos poucos os regimes feudais estão de volta como aconteceu depois da queda do império romano da qual a Europa fazia parte. A pergunta que se impõe agora ao Presidente da Comissão europeia urge numa resposta rápida. Para onde vamos Dr. Barroso? Membro do Partido Socialista*


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Actual

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A ASSOCIAÇÃO de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) defende a urgência da aprovação governamental do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML) para permitir a execução de novos investimentos. «Tendo em conta a conclusão do processo de discussão pública e as recomendações dos municípios, é urgente a aprovação do PROT-AML, permitindo a finalização de processos de revisão» dos Planos Directores Municipais, afirmou o presidente do Conselho Directivo da AMRS, Alfredo Monteiro, dando conta da posição dos municípios do distrito de Setúbal, tomada em Assembleia Intermunicipal, na Quinta de São Paulo. O presidente da AMRS reforçou que, com a aprovação do PROTAML «é possível levantar as medidas preventivas impostas em relação ao novo aeroporto de Lisboa, que, com o adiamento, não faz sentido manter e que são nesta altura constrangimentos a outros projectos locais que estão no quadro destas restrições». O «papel fundamental da região de Setúbal no desenvolvimento do país, a terceira área que mais contribui para as receitas do Estado», foi também sublinhado por Alfredo Monteiro, apontando a necessidade de novos investimentos. Para o autarca, «importa garantir políticas de investimento público, capacitando o poder local, que signifiquem, necessariamente, o desenvolvimento da região, com investimento económico e criação de emprego». A AMRS vai agora remeter ao Governo uma declaração política que alerta para «o impacte negativo» da conjuntura nacional no desenvolvimento da região.

distrito de Setúbal exibe uma das maiores taxas de violência doméstica, com um crescimento significativo de queixas em 2010. No total, registaram-se 2506 participações às forças de segurança, contra as pouco mais de 2200 de 2009, segundo indica o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), agora tornado público. Este aumento, que supera os 2%, coloca Setúbal na terceira posição, dos distritos onde se registaram mais queixas de agressões entre casais, apenas atrás de Lisboa e Porto, sendo que este aumento de violência também deve ser atribuído ao maior número de ocorrências registadas pela GNR. Ainda segundo o RASI, cerca de 85% das queixas foram apresentadas pelas mulheres, sendo que aproximadamente 10% das denúncias partiram de jovens com menos de 16 anos. O mesmo relatório alerta ainda que 90% dos agressores são homens, quase todos com mais de 25 anos.

Com este aumento do número de queixas, Setúbal é o terceiro distrito do país nos rácios da violência doméstica

o número de queixas», explica, alertando que as vítimas se começaram a aperceber da existência de mecanismos que, de facto, lhe garantem apoio, como sucede, por exemplo, com a chamada vigilância electrónica. Na prática, sublinha o mesmo dirigente, «a sociedade está mais atenta», considerando ser este um problema que deverá ser «atacado na raiz», com um

Queixas de adolescentes valem 10 por cento Ainda assim, o vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, Manuel Albano, garante que há menos violência doméstica. O que existe hoje «é uma maior consciencialização das pessoas para este flagelo, o que está a fazer aumentar

trabalho que contemple um maior apoio às vítimas, mas também a reabilitação ao nível dos agressores, numa lógica de reabilitação». Já esta semana a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) celebrou um protocolo com a Polícia Judiciária (PJ), que prevê, entre outras coisas, o encaminhamento de vítimas de violência doméstica para a APAV.

Ou seja, a PJ fica encarregue de fazer a referenciação das pessoas agredidas, que pode cruzar nas suas investigações, o que permite aprofundar a colaboração entre ambas as entidades. Outro objectivo desta cooperação passa pela defi nição de modelos de boas práticas no atendimento e acompanhamento das vítimas. Roberto Dores

MAIS de um milhão e quinhentos mil euros, parte deles vindos do PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais) permitiram a abertura, na semana passada, de mais duas valências de apoio social em dois concelhos da margem sul. O secretário de Estado da Segurança Social fez as ‘honras da casa’ na inauguração da Creche “Santa Teresinha” do Centro Social e Paroquial de Corroios e a Creche do CATICA – Centro de Assistência à Terceira Idade de Coina e Arredores. No distrito de Setúbal «foram mais de 40 as creches que aprovámos das 400 que fizemos em todo o país», recordou o secretário de Estado, para quem o apoio a cerca de 18 mil crianças foi a prioridade estratégica do PARES. «Conseguimos cumprir os objectivos que tínhamos traçado a nível europeu para o alargamento da

Semmais

PARES ‘revoluciona’ apoio social no distrito

Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social

rede de apoio à primeira infância”, assegurou Pedro Marques. Em Corroios, o investimento total foi de 719 mil euros, sendo o investimento público de 441 mil e 671 euros, vai apoiar 66 crianças e criar 26 novos postos de trabalho. O que, nas contas da directora regional da Segurança Social, Fátima Lopes, vem resolver «uma enorme lacuna» destes equipa-

mentos no concelho. Antes da aprovação das candidaturas ao PARES, o Seixal «tinha 7 creches para 214 crianças», e agora, «com novas cinco creches» passa a apoiar 326 crianças, lembra. Já no Barreiro, o investimento total foi de 884 567, com comparticipação pública de 354.215 euros, cria 17 novos postos de trabalho e abre 33 vagas de creche e 75 pré-escolar.

«No concelho existiam apenas cinco creches, e agora com os novos investimentos ganha mais sete», afirma Fátima Lopes, ao assegurar que com os últimos investimentos, a cobertura do pré-escolar no concelho «quase triplica o alcance». Satisfeita com a performance do Programa Pares, Fátima Lopes lembra que foram criadas 40 novas creches distrito e 17 novas respostas sociais na área dos idosos e dos cidadãos com deficiência, o que perfaz um total de 57 novas valências. Trata-se de um programa de mais de 20 milhões de euros que «mudou completamente o panorama» de resposta social no distrito, também com a forte participação da sociedade civil, através das IPSS, e dos municípios, tendo mesmo alguns deles garantido a oferta dos terrenos e o não pagamento de taxas, bem como o respectivo apoio às instituições.

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Municípios do distrito exigem investimento

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Queixas de violência doméstica disparam na região em 2010

Alfredo Monteiro


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Habitantes do distrito preferem férias da Páscoa baratas e seguem campanha ir para fora cá dentro Carla Santos, gerente de uma agência de viagens, diz que hoje o «primeiro factor de escolha é o preço.»

Os operadores turísticos dizem que actualmente conta muito o ‘factor preço’

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OS TEMPOS são de crise e de contenção, mas a época da Páscoa continua a ser um momento de partilha e de passar o tempo com a família. As viagens para “a terra” são a opção da maior parte dos habitantes do distrito, mas há ainda quem aproveite estes dias para uma viagem para fora do país. Em Portugal, o destino de eleição continua a ser o Algarve com o objectivo de «aproveitar o bom tempo», mas as Beiras e o Alentejo são viagens comuns nesta época para visitar a família e cumprir a tradição. Os operadores turísticos aproveitam estas alturas do ano para apresentar promoções, mas sentem que o poder de compra já não é o de outros tempos. «A chamada classe média-alta opta agora pelos destinos da classe média, enquanto a classe média opta por destinos mais baratos», explica um agente de viagens.

A vila de Sesimbra tem apostado fortemente no turismo e começa a conquistar grandes quotas de mercado

Unidades de Sesimbra com casa cheia Ainda assim, em termos de procura, «os valores

deste ano não diferem muito dos de anos anteriores». Quem pode tirar uns dias de férias, para além do fim-de-semana prolon-

gado com o 25 de Abril, escolhe Madeira e Açores assim como Cabo Verde e Caraíbas, com especial destaque para Punta-Cana.

E se em tempos as decisões eram tomadas com base nos locais mais exóticos e mais na moda, a opção agora baseia-se noutros factores.

No sentido inverso, ainda são muitos os turistas que escolhem o distrito como destino de férias. Em Sesimbra, algumas unidades hoteleiras apresentam taxas de ocupação na ordem dos cem por cento, à semelhança de outros concelhos da região. Os espanhóis continuam a ser os estrangeiros que mais nos visitam, embora grande parte dos turistas sejam nacionais e optem pelo lema “Vá de férias cá dentro!” Pub.

É A PRIMEIRA fase do designado Tróia Eco Resort & Residences que vai começar a ser erguido já no próximo mês. Segundo avançou o Grupo Pestana, as obras contemplam, por enquanto, apenas as residências, garantindo que a maioria dos imóveis já terão compradores. Em causa está um investimento global na ordem dos 90 milhões de euros para ir desenvolvendo ao longo dos próximos dez anos A primeira fase do futuro empreendimento vai custar entre 15 a 20 milhões de euros, segundo revelou o administrador do Grupo Pestana José Roquette, sendo que esta fase inicial do investimento engloba a construção de 35 moradias e o planeamento urbanístico de 28 lotes de terreno para posterior construção pelo proprietário. O mesmo responsável considera que apesar da crise económica instalada, este será o período mais adequado para dar início ao projecto, uma vez que se trata e um investimento

D.R.

Eco Resort de Tróia avança durante o mês de Maio

A primeira fase vai custar entre 15 a 20 milhões de euros

a longo prazo que «vai criar emprego na região», assegura, revelando ter em carteira clientes que vão aproveitar para comprar casa numa altura em que «o mercado não está em alta». Aliás, Roquette acrescenta mesmo que este empreendimento só deverá entrar em velocidade de cruzeiro, «quando a economia respirar de forma mais desafogada». O Tróia Eco Resort & Residences contempla ainda a construção de

alguns equipamentos de apoio, como a recepção, restaurante, um ‘clubhouse' com piscina interior e exterior, um mini spa e um campo de ténis, sendo que o projecto Pestana Tróia é ainda mais ambicioso, englobando quatro lotes, constituídos por um aparthotel de cinco estrelas com 150 quartos, dois aldeamentos compostos por moradias, “town-houses” e alguns apartamentos, todos eles sob exploração turística.


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O PARQUE Urbano de Albarquel, em Setúbal, tem, desde quintafeira, painéis avisadores de tsunamis. O projecto pioneiro e experimental é uma parceria entre a câmara municipal, o laboratório europeu que patenteou o painel e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra. José Luís Bucho, coordenador municipal da protecção civil, explicou ao Semmais que este projecto, o único já instalado, «é pioneiro e tem como objectivo testar o funcionamento do equipamento de forma a depois dotar toda a bacia mediterrânica e o norte

DR

Sistema pioneiro de alerta de tsunamis testado junto às margens do Rio Sado

Painéis avisadores vão dar uma nova missão ao parque de Albarquel

atlântico de material idêntico». A escolha de Setúbal para receber esta experiência surge a convite dos promotores do projecto SCHEMA cujas conclusões foram

apresentadas em Outubro do ano passado na cidade do Sado. Todo o sistema vai funcionar através de informação transmitida online, via internet. Um equi-

PS e o 25 de Abril

pamento instalado numa bóia colocada à entrada da barra, já utilizado pela APSS para medição da altura das ondas, vai enviar dados para um computador central que depois estará ligado ao sistema que fornece a informação aos painéis colocados no parque urbano. Os painéis com informação sonora e visual, são compostos por três linhas de leads onde se inscreve o texto a transmitir. Simultaneamente há uma sirene de aviso e um rotativo de cor vermelha que alerta para a informação que é também disponibilizada através de voz.

704 alunos participam no Escola Alerta deste ano É JÁ NO dia 29 que tem lugar a festa do “Escola Alerta”, um programa da responsabilidade da Secretaria de Estado da Reabilitação e implementado no distrito pelo Governo Civil e pelas equipas de apoio às escolas da Península de Setúbal Norte, Sul e Alentejo Litoral, que pretende sensibilizar

e mobilizar os alunos para o combate à discriminação de que são alvo as pessoas com deficiências ou incapacidade. O “Escola Alerta” arrancou em 2003 e visa a participação activa dos alunos na elaboração de trabalhos que inventariem barreiras e apresentem propostas de soluções que

contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiências. Os trabalhos são submetidos à avaliação de um júri distrital e os dois melhores representam, depois, o distrito a nível nacional. O programa começou a ser implementado no distrito no ano lectivo de 2005/2006, sendo aberto

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a todos os graus de ensino. Este ano, o distrito conta com a participação de 704 alunos e 29 docentes, num total de 16 projectos a concurso. Nesta 8.ª edição, a cerimónia de entrega de prémios aos projectos concorrentes, terá lugar no dia 29, pelas 14h30, no pavilhão de exposições da Moita.

Ao assinalar 37 anos passados sobre a Revolução, importa salientar as diferenças entre o País de hoje e o de então. Muito mais do que Liberdade, Abril trouxe consigo o Estado Social, consolidado ao longo dos anos; promoveu o acesso a cuidados de saúde e à educação com o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública; aproximou interior e litoral, e aproximou-nos da Europa e do Mundo. Abril permitiu também a responsabilização dos políticos pelos seus actos, atribuindo ao Povo o soberano direito de livre arbítrio que nos permite escolher aqueles que nos lideram. Hoje, tal como então, vivemos momentos de apreensão quanto ao futuro. Hoje, tal como então, acreditamos que Portugal saberá responder com convicção aos desafios que se lhe apresentam. A Revolução e a Democracia não pertencem a nenhum Partido ou Organização; pertencem às mulheres e homens livres que altruisticamente combateram o Fascismo, e pertencem a todos nós, Portugueses. Viva o 25 de Abril! O Secretariado da Concelhia de Setúbal do Partido Socialista

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Política

Popular Nuno Magalhães ouviu desesperos de pescadores e agricultores em visita à região

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presidente da distrital do CDS-PP e novamente cabeça de lista pelo nas eleições legislativas de 5 de Junho, Nuno Magalhães, esteve terça-feira de manhã, acompanhado pelo presidente da concelhia de Almada e também candidato a deputado à Assembleia da República, António Pedro Maco, reunido com o Sindicato dos Pescadores da Costa da Caparica. Nuno Magalhães ouviu as denúncias e desesperos de quem cresceu e vive do mar e que vê hoje o futuro do sector «perfeitamente hipotecado» devido às políticas «desastrosas» do PS. Os pescadores queixam-se que «pouco ou nada» são ouvidos pela tutela e que o sector «está em risco», o que poderá «parar definitivamente» contribuindo para engrossar o emprego e agravar os custos «catastróficos» para a economia e imagem do país. Segundo o PP de Almada, os pescadores apontaram ainda a falta de um ordenamento do território

Nuno Magalhães

«consistente e elaborado», tendo em conta as necessidades dos pescadores.

O fim da Doca de Pedroços, que terá sido uma «estocada fatídica», a falta de regulamentação em determinadas áreas do sector e os altos custos com seguros que dificultam a contratação de pessoal são outros dos dramas vividos pelos homens do mar. O PP, que se mostra sensibilizado com as preocupações dos pescadores, faz votos para que «o novo governo que sairá das próximas eleições, possa valorizar e dar mais atenção as questões do mar que o nosso partido vê como uma valorização de futuro do país, e que deverá ser explorada ao máximo», realça António Pedro Maco. No que diz respeito às Terras da Costa, Nuno Magalhães, transmitiu uma palavra de confiança aos agricultores e reforçou que o CDS-PP tudo fará para que «a destruição das terras agrícolas e paisagem protegida, não passem de (más) intenções da Câmara de Almada».

Heloísa Apolónia encabeça lista dos “Verdes” pelo Círculo Eleitoral de Setúbal HELOÍSA Apolónia, 41 anos, jurista, membro da Comissão Executiva Nacional e do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), volta a encabeçar a lista de candidatos deste partido, nas listas da CDU, pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, às eleições legislativas antecipadas do próximo dia 5 de Junho. Fernanda Pésinho, 42 anos, jurista, membro do Conselho Nacional do PEV e representante do referido partido na Comissão Nacional de Eleições, ocupa a segunda posição na lista, que tem como candidato número três Afonso Luz, 57 anos, economista, membro da Comissão Executiva Nacional e do Con selho Nacional do PEV, que desempenha actualmente as funções de deputado na Assembleia Municipal de Setúbal. Heloísa Apolónia afirma que o grande objectivo dos “Verdes” é contribuir para que a CDU ganhe «mais votos», porque trabalhou de forma «séria e coerente», e para que tenha «mais

força» na Assembleia da República e «maior influência» a nível governativo. E reconhece que a campanha eleitoral promete ser «dura», uma vez que vai «desvirtuar realidades por parte de quem tem responsabilidades nessas mesmas realidades, no sentido de procurar escamotear a sua própria responsabilidade, porque a culpa não deve morrer solteira e para que não se cometam os mesmos erros do passado». A candidata dos “Verdes” realça que uma das áreas «mais carentes» do distrito é a saúde, atendendo ao «número de utentes sem médico de família, à absoluta degradação de muitas unidades de saúde e à carência de diversas unidades, de modo a garantir acesso a um direito constitucionalmente garantido e fundamental para o bem-estar dos cidadãos». “Os Verdes” têm vindo a insistir na Assembleia da República para a urgente construção do novo hospital do Seixal e do centro de saúde da Quinta do Conde.

Líder nacional da juventude socialista revitaliza estruturas

NO SÁBADO, dia 30, pelas 19h30, na Quinta da Valenciana, em Fernão Ferro, no Seixal, decorre um jantar de homenagem a cerca de 150 militantes de todo o distrito que se filiaram no Partido Socialista em 1974. Está já confirmada a participação de diversos fundadores do PS nesta homenagem, promovida pela Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, aos militantes que se filiaram em 1974, como Mário Soares,

PEDRO Alves, secretário-geral da Juventude Socialista (JS), deslocouse na quarta-feira à freguesia de Marateca, no concelho de Palmela, no âmbito das Semanas Federativas de Setúbal. A iniciativa visou promover o contacto e a aproximação dos órgãos nacionais da JS ao concelho de Palmela, dando enfoque às questões ligadas ao planeamento estratégico das freguesias mais rurais e ao contributo

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Joaquim Torres

Socialistas prestam homenagem a militantes fíliados no ano de 1974

O fundador Mário Soares

Maria Barroso, José Neves, Fernando Costa, Mário Mesquita, Nuno Godinho de Matos e Arons de Carvalho.

Este evento visa, ainda, celebrar o aniversário do partido, o 25 de Abril e o 1.º de Maio. Victor Ramalho, presidente da Federação Distrital do PS, realça que é da «maior importância» prestar homenagem à «memória do nosso partido, que é o alicerce do futuro de todos nós». O jantar tem o preço de 14 euros e as reservas podem ser efectuadas através do telefone 265 227 998 ou do telemóvel 938 265 714.

da produção agrícola local para o desenvolvimento económico da região. A vereadora da Câmara de Palmela, Natividade Coelho, que fez parte da comitiva que integrou a visita a Marateca, faz um balanço «extremamente positivo» da iniciativa, uma vez que foram abordadas áreas temáticas como as novas oportunidades de emprego, as questões da cidadania e da participação. «Existe um enorme em-

penhamento, da parte da estrutura nacional da JS, em revitalizar as estruturas de base», reconhece a autarca, que sublinha que as adegas, são uma fileira «bastante atractiva» para as camadas mais jovens, não só pela sua potencialidade «ancestral e histórica», mas também pelas «novas tecnologias que lhes estão associadas, nomeadamente na produção de excelentes vinhos da região».


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25 de Abr l Geração de 74 recorda os valores da Revolução António Simões Carvalho

58 Anos, Motorista

«Não se falava tanto à vontade antes do 25 de Abril, a partir daí começou-se a falar mais, mas também houve mais prejuízo, digamos assim, a nível de comunicação e mesmo nas acções. A vida deteriorou-se a nível da economia, e depois de entrarmos para a CEE foi terrível. E a prova disso tudo, é que há milhares e milhares de pessoas no desemprego e isso quer dizer alguma coisa…»

DR

Semmais

Natércia Massas

Afonso Luz, economista

“Houve uma abertura tão grande que não foi bem aproveitada. O esbanjamento foi de tal forma que complicou a situação. A minha geração, que viveu o 25 de Abril, veio de uma altura repressiva, onde haviam baixos rendimentos, falta de expressão e movimento. No pós 25 de Abril criou-se uma grande expectativa. Houve realmente uma grande evolução, mas a entrada na CEE trouxe-nos um deslumbramento de tal forma que entrámos nessa ofuscação sem contenção e hoje chegamos a esta situação muito complicada.»

Joaquim Valente 77 Anos, Reformado da função pública «O dia 24 de Abril não deveria ter acontecido. Não há diferenças, estamos a caminhar para uma situação ainda pior. Até há pouco tempo ouvi o Major Otelo Saraiva de Carvalho dizer que se voltasse atrás não tinha feito o 25 de Abril. E realmente tem razão, porque para ver a miséria que termos a ver, mais-valia não ter feito nada. Antes do 25 de Abril criei dois filhos até casarem com muita dificuldade. E Hoje vivo só com a minha mulher e temos a mesma dificuldade, ou pior ainda.» Pub.

Nazaré Raposo

61 Anos Desempregada/ estudante

«Há mais liberdade de expressão. Vivemos de outra forma, não há trabalho sem limites, de sol a sol, como diziam os antigos. Melhorou em alguns aspectos, mas a situação actual está a piorar a todos os níveis.»

58 Anos, Funcionária pública

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Afonso Luz e Leonor Freitas, são duas figuras da região que na altura da ‘Revolução dos Cravos’ tinham 20 anos de idade. Os nossos entrevistados reconhecem que o 25 de Abril veio contribuir para uma grande evolução do país e da população, mas, também admitem que as novas gerações vão ter de fazer agora muitos sacrifícios e ser ajudadas pelos próprios pais numa altura em que a crise é a palavra mais ouvida. Afonso Luz, 57 anos, economista, residente em Setúbal, recorda que as expectativas dos jovens do sexo masculino em 1974, porque as mulheres tinham um papel «mais secundário» na sociedade em comparação com os dias de agora, eram «bastante grandes» na área do emprego. «Tive a possibilidade de ingressar no ensino superior. Mas o ensino não era para toda a gente. O entrave era sempre a vida militar», relembra. O serviço militar obrigou Afonso Luz a interromper

Leonor Freitas, empresária

os estudos. Isso permitiuo acompanhar «mais de perto, os acontecimentos do 25 de Abril, quando passou pela Força Aérea», conta. Afonso Luz admite porém, que nos dias que correm, as coisas estão «mais difíceis» no que toca ao emprego e às condições sociais. «Não está a ser uma verdadeira democracia como se pensou. As coisas estão mais difíceis e complicadas, com os chamados governos ‘centrais’ a conduzir a população a uma situação menos boa, com muito desemprego», afirma. Por outro lado, considera que a adesão à União Europeia trouxe alguns problemas para a indústria e economia do país. «As novas gerações estão a pagar e vão pagar ainda mais com esta situação», frisa. «Diferença enorme» Já a gerente da Casa Ermelinda Freitas, em Fernando Pó, Leonor

Freitas, 57 anos, não tem dúvidas de que o 25 de Abril veio contribuir para uma «grande evolução» na comunidade, a todos os níveis. E recorda que para ir estudar para Lisboa teve de afastarse da família, dado que em Fernando Pó, onde residia, não existiam as condições ideais. «Não havia electricidade, estradas alcatroadas e boas vias de acesso a Lisboa e a Setúbal. Era tudo muito difícil». Além disso, reconhece que a noção de sociedade era «muito mais» limitada do que nos dias que correm. «Pertenço a uma geração bastante lutadora. As condições de vida eram piores do que as actuais. Tínhamos uma visão muito reduta do que era o mundo e a sociedade. Havia menos informação», sublinha, acrescentando que a diferença entre o rural e o urbano era «muito mais evidente». E conta que a população dos meios rurais tinham grandes dificul-

Manuel Cabo dades no acesso ao ensino superior, em 1974, mas reconhece que foi uma «felizarda» porque acabou por se formar e preparar-se para a vida, embora com «algumas dificuldades» por parte da sua família, onde alguns membros «não sabiam nem ler nem escrever» e outros possuíam «poucos estudos». «Não era só a falta de Liberdade, mas também as limitações em termos de condições de vida. É uma diferença enorme em comparação com hoje. Quem tirava um curso superior sentia que tinha o futuro garantido. Hoje há grandes dificuldades a esse nível, porque o desemprego tem vindo a aumentar», opina Leonor Freitas. «Os meus filhos não acreditam nestas diferenças tão grandes que existiam. Hoje, felizmente, podemos todos conviver independentemente das ideologias de cada um, viajar e ter um melhor ensino», frisa.

62 Anos, Reformado «Da forma que a situação do país está para mim o 25 de Abril nunca deveria ter sido feito. Porque nós hoje estamos muito pior do que antes da Revolução, não haja dúvida, e a todos os níveis. Não há trabalho, nada, isto está uma miséria. Tive uma infância de miséria e vou ter uma velhice ainda pior.»

Eufrásia Ferreira

65 Anos, Doméstica «Mudou o à-vontade das pessoas, em certas coisas. Mas há liberdade demais, na minha opinião, mas o resto está tudo bem. A situação económica está pior do que estávamos na altura, muito pior!»


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25 de Abr l Uma era de integração e inclusão social para garantir novo futuro Após 37 anos de vida democrática podemos fazer um balanço sobre o progresso alcançado na área da protecção social e que permitiu a criação de uma sociedade mais justa e igualitária. Deram-se nos últimos anos passos importantes para uma maior integração e inclusão social e para garantir uma melhor qualidade de vida, bem-estar social e igualdade de oportunidades para todos, através de instrumentos como o subsídio de desemprego, o abono de família, e mais recentemente o abono pré-natal para as grávidas, o Complemento Social para Idosos e o Rendimento Social de Inserção. A construção de equipamentos sociais, nomeadamente na área da 1.ª infância, dos idosos e da deficiência, através de Programas como o PARES e o POPH, tem permitido colmatar uma grave lacuna que o País tinha na oferta de jardins-deinfância e creches. Neste momento,

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no âmbito do PARES, estão construídos e em construção, em todo o País, mais de 400 equipamentos sociais, cerca de 40 no Distrito de Setúbal. O reconhecimento dos progressos alcançados não nos pode levar a esquecer a necessidade de se aprofundarem as políticas sociais. Cabe ao Estado, às Instituições Particulares de Solidariedade Social e a todos nós promovermos a integração e inclusão social, o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, que garanta uma melhor qualidade de vida às populações. Os desafios, sabemos todos, são, hoje, complexos, mas vamos conseguir superá-los com a mesma coragem, determinação e afinco, que herdámos do 25 de Abril. A construção da democracia e do Estado Social é um trabalho de cada dia, no qual devemos empenhar todas as nossas capacidades. Todas e todos que desejam uma sociedade democrática, justa e progressista devem unir esforços para realizarmos juntos os nossos sonhos nascidos em 25 de Abril de 1974. Manuel Malheiros Governador Civil de Setúbal

A conquista do Poder Local Cada um de nós tem, certamente, uma história de Abril por contar, um momento especial que recorda de um tempo em que tudo nos parecia ao alcance das mãos. As gerações que viveram o fascismo sabem bem o que a Revolução lhes trouxe – os direitos laborais, sociais e políticos, o ensino obrigatório gratuito, o serviço nacional de saúde, o acesso à cultura e ao desporto, a igualdade de direitos para as mulheres, o direito ao voto contribuíram decisivamente para mudar o País, trazendo mais justiça social, mais igualdade de oportunidades, mais qualidade de vida. O Poder Local é uma das mais extraordinárias conquistas de Abril, pelo que foi possível transformar, com a participação das pessoas e a eleição livre e directa dos órgãos autárquicos. Foi – e continua a ser - o Poder Local o principal responsável pela construção de infraestruturas e equipamentos sociais, culturais e desportivos, pela dinamização da vida cultural e associativa, pela educação, a qualificação do território e um serviço público indispensável ao quotidiano dos cidadãos em tantos domínios. A profunda crise económica que hoje vivemos não nos deve afastar de Abril, mas antes defender o que, desde então, conquistámos e lutar pelo que

Mais que nunca, importa defender Abril

ficou por cumprir. O exercício da democracia, a defesa dos nossos direitos, a participação cívica são as ferramentas de que dispomos e devemos usar para defender o direito ao trabalho, à saúde, à justiça social, ao ensino, a uma vida digna para todos. Não foram os direitos laborais, sociais e políticos nem o desenvolvimento do nosso território assumido pelas autarquias locais que provocaram a crise económica e política que vivemos. Não se pode, por isso, em nome da crise, retirar o que Abril nos permitiu conquistar. Sabemos como foi decisivo para o nosso País e, em particular, para o concelho de Palmela esse tempo de profundas transformações sociais, económicas e culturais. Sabemos como o futuro se constrói a partir dessas transformações, criando mais riqueza, trabalho e bem-estar para todos. Sabemos que é aos caminhos de Abril que devemos voltar. Comemorar o 25 de Abril continua, por isso, a fazer sentido, sempre! Viva o 25 de Abril!

A jovem de mocracia portuguesa atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história. Pobreza, desemprego, precariedade são neste momento uma realidade que se alastra sem fim à vista, sobretudo nas classes mais desfavorecidas. Neste contexto, os ideais que deram vida ao 25 de Abril de 1974 fazem mais sentido que nunca. Como tal, é importante que sejam lembrados, defendidos e, sobretudo, postos em prática no dia-a-dia. O Poder Local, uma das bandeiras da revolução dos cravos, vai certamente passar por um período de dificuldade, que não o afastará das populações e de contribuir, sempre, para melhorar as suas condições de vida. Afinal, é esse o seu principal desígnio e é dessa forma que se mantém vivo o espírito de Abril.

Ana Teresa Vicente (Presidente da Câmara de Palmela)

Augusto Pólvora (Presidente da Câmara de Sesimbra)


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25 de Abr l Memórias dos Capitães de Abril

Duran Clemente foi fi gura dentral no abrir de portas à Liberdade

Fotos: DR

CARLOS BEATO, actual presidente da Câmara de Grândola, era Alferes Miliciano a cumprir o Serviço Militar Obrigatório na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, quando integrou a coluna militar que percorreu três horas e meio de caminho para ‘cair’ sobre Lisboa e tomar o Terreiro do Paço, na madrugada de 25 de Abril de 1974. Um ano antes, regressado de uma comissão na guerra colonial, teve «o privilégio de fazer parte do núcleo restrito de militares» desafiados por Salgueiro Maia para «uma acção que ainda não se sabia bem como seria», mas cujos ideais são eternos. «Respondi, em plena Parada Chaimite, sem hesitações», recorda, comovido, ao sentir de novo as emoções que na altura inundaram os cerca de 240 jovens que meses depois viriam a integrar a coluna militar a quem Marcelo Caetano horas depois iria declarar rendição. Na madrugada de 25 de Pub.

Carlos Beato (na foto, à direita) sentiu a Revolução ao lado do histórico Salgueiro Maia

Abril, os jovens milicianos com cerca de 20 anos foram os primeiros a chegar ao teatro das operações, tendo a denominada Operação Fim do Regime feito a História do Portugal recente e mudado por completo os

destinos do país, à força da vontade férrea de homens de valor e coragem, lembra o autarca e militar de Abril. Capitães de Abril é o termo que se generalizou para designar todos os militares que efectuaram o golpe

contra o regime, mas a verdade histórica conta aos portugueses o papel fundamental dos milicianos neste processo que conduziu à democratização do país. Beato lembra «todos aqueles que arriscaram a vida» por um ideal de justiça, pois o 25 de Abril foi feito «por soldados, milicianos e todos os postos até aos mais altos postos da hierarquia militar». Ainda hoje Carlos Beato continua indelevelmente ligado aos valores da revolução e à democracia e desenvolvimento, numa ligação que o destino quis fosse para a gestão da coisa pública precisamente em Grândola, a terra cujo nome foi um dos motes da madrugada dos cravos, imortalizada na célebre Vila Morena de Zeca Afonso. E é sem qualquer sombra de dúvida que «voltaria a fazer tudo, novamente», pois o que estava em causa eram princípios de justiça, democracia e liberdade para Portugal. Ainda hoje, Beato considera que o golpe militar que deu origem à revolução de Abril «valeu a pena» pois traduziu-se numa oportunidade de reencontro do povo português consigo próprio, Por isso, defende, é bom que se aproveite a democracia em que o país agora vive para exercer a cidadania e «participarmos, todos, activamente, nas decisões que definem o rumo de Portugal» para a construção de um modelo de sociedade cada vez mais justo.

MANUEL DURAN CLEMENTE é um dos nomes que mais marcou a História do movimento dos capitães, cuja determinação e coragem culminaram no golpe militar da madrugada de 25 de Abril de 1974 que mudou o rumo de Portugal para sempre. Incómodo para o regime, desde que aderiu ao MDP/ CDE, mais incómodo se tornou ao ‘partir a loiça’ em 1973, no congresso do movimento, ao assinar e enviar para as chefias militares um documento de contestação ao estado a que Portugal chegou. «O castigo surgiu rapidamente» e, como forma de silenciamento foi enviado para a Guiné-Bissau. Mas o tiro saiu pela culatra, ao regime, pois foi precisamente em Bissau que os capitães tiveram terreno fértil e condições para amadurecerem os ideais revolucionários. «Estávamos fartos da guerra colonial, das injustiças e da pobreza em que o país caiu», lembra Duran Clemente, que esteve no centro do processo conspirativo que culminou no 25 de Abril de 1974, ao lado de outros grandes nomes como Otelo Saraiva de Carvalho, Salgueiro Maia, Matos Gomes, Sales Golias e Faria Paulino. E é no seio do movimento que surge como um dos quatro autores da carta assinada por cinquenta capitães em guerra, na Guiné, que em 73 deixa o Governo em polvorosa, por dar a entender nas entrelinhas um projecto de golpe contra o regime. Responsável pelo ‘recrutamento’ de militares dos três ramos das forças armadas para os ideais da madrugada da liberdade, lembra agora, 37 anos depois, o grau de entusiasmo dos seus camaradas que levou

centenas de homens a decidirem por as vidas em risco por um ideal de liberdade e justiça. Ainda hoje lhe bate forte o coração ao recordar todas as movimentações e esforços que levaram à tomada do poder, em Lisboa, operações que acompanhou a partir de Bissau através de telexes «porque nos cortaram as ligações por telefone», na capital. Foram horas de intenso nervosismo, receios e muita tensão, pois, assim que se soube da vitória militar em Lisboa, o movimento de capitães na Guiné fez a passagem «pacífica e antecipadamente preparada» do poder na ex-colónia portuguesa, pois as chefias afectas ao antigo regime tinham sido saneadas e enviadas para o continente. Regressado a Portugal, em Outubro de 74, integra a Quinta Divisão do EstadoMaior General das Forças Armadas com os homens do MFA decididos a desencadear uma intensa luta lado a lado com o povo para melhorar o modo de vida português. Foram anos de mudança profunda na sociedade, recorda, sem nunca ter dado por mal empregue tudo o que fez pelo país. Depois de uma carreira militar brilhante, continuou a exercer cidadania activa como deputado à Assembleia da República, pelo PCP. Actualmente consultor da Câmara do Seixal, se fosse chamado a colaborar na restituição da liberdade a Portugal «não hesitaria» um segundo pois há princípios que valem tudo. E é por isso que defende ter valido a pena ter feito História, há 37 anos atrás, pois, apesar das dificuldades que o país atravessa, o Portugal de hoje é um país de democracia e de liberdade.


N tícias AFS Pub.

noticiasafs@gmail.com

Mensal > Abr. 2011 011 Edição n.º 13 € 0.50

Edição Especial Final da Taça

Editorial Sousa Marques Presidente da Direcç ão da A.F. Setúbal

Este jornal faz parte integrante do Semmais e não pode ser vendido separadamente

A Festa da Taç a Depois de uma longa ausência, esta época desportiva regressou ao calendário competitivo da Associação de Futebol Setúbal a Taça Distrital de Futebol de Onze. Ainda que disputada em moldes diferentes dos habituais para este tipo de competi ções, com uma primeira fase de grupos seguida de uma outra fase a eliminar, a estrutura da competição foi adaptada ao facto de ser uma prova facultativa, com um número de equipas que à partidaa não era conhecido. Ainda assim a adesão foii excelente por parte dos clubes, se atendermoss ao período difícil em termos financeiros que es-tes atravessam. A competição foi bastante disputada e olhandoo para os finalistas é fácil de concluir que o habi-tual espírito da Taça esteve presente, colocandoo em confronto na final duas equipas que dispu-tam dois escalões diferentes do futebol distrital.. Resta agora encerrar com chave de ouro estaa prova distrital, fazendo da final um hino ao fute-bol, que muitas vezes anda arredado dos espa-ços onde a modalidade é praticada. Nunca deve ser por demais recordar o es-pírito do Fair Play, que deve estar sempree presente em todos os recintos desportivos,, pelo que aqui fica o apelo a todos os inter-venientes, dentro e fora das quatro linhas,, para a defesa da modalidade. Uma palavra de agradecimento ao Município dee Grândola que desde a primeira hora se mos-trou disponível para receber esta final, factoo este que deve ser sublinhado, e que deve servirr jornada de propaganda ao futebol nesta regiãoo mais a sul do Distrito. Saudações Desportivas Pub.

Director> Sousa Marques

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VONTADE IMENSA PARA VENCER A GRANDE FINAL João Direito, treinador da conjunto do Vasco da Gama, promete grande respeito pelo ad versário. O presidente do clube, Carlos Pereira, deseja ganhar o prestigiante troféu.

Estádio Municipal de Grândola promete casa cheia para a festa da Taça AFS

O treinador da equipa do Paio Pires, João Amaral, garante muita vontade de vencer adversário favorito. Jerónimo Po eiras, presidenp tee do clube, assum assume ambição çã ão de festejar imp importante c conquista.

O árbi árbitro seixalense seixal André Duque afirma que es este é o jogo mais importante da impor sua ca carreira e prom promete conce concentração máxim máxima


[2] Notícias AFS > Abril 2011

final

Taça AFS

Sentimentos de ambição à conquista

E

A IMPORTÂNCIA DE JOGAR A TAÇA Carlos Pereira, presidente da direcção do Vasco da Gama, há cerca de cinco

A primeira fase da Taça AFS foi disputada em cinco série de quatro equipas, com o objectivo de apurar os cinco primeiros classificados de cada série, mais as três equipas melhor classificadas no 2.º lugar. Nas três jornadas da prova, realizaram-se um total de 30 jogos, onde foram marcados 107 golos.

Joaquim Bernardo

moções ao alto, hoje é o dia da grande festa da final da Taça AFS! Vasco da Gama Atlético Clube ou Paio Pires Futebol Clube? No relvado sintético do Campo Municipal N.º 1 de Grândola, uma das duas equipas vai levantar a Taça AFS, competição que, em boa hora, regressou esta época aos palcos do futebol da região. Para esta partida de celebração competitiva a Associação de Futebol de Setúbal (AFS) nomeou o árbitro André Duque, do Núcleo de Árbitros de Almada/Seixal, que dará o apito inicial do desafio às 16 horas. Ao Notícias AFS, presidentes de direcção e treinadores dos emblemas finalistas fazem o lançamento do grande jogo, partilhando a ambição de vencer o prestigiado troféu, que começou a ser disputado no passado dia 17 de Outubro, por 20 candidatos da I e II divisões distritais.

No lado do Paio Pires, o presidente da direcção do clube, Jerónimo Poeiras, também não duvidou da importância da Taça AFS. «Valorizámos a Taça. Foi uma competição que motivou os clubes da II DistriO plantel do Vasco da Gama Atlético Clube apostou na conquista da Taça AFS e chega à final como única equipa envolvida na I Divisão Distrital tal e que contribuiu para a evolução competitiva da nossa equipa», destacou o no jogo da decisão. «Será um dirigente, que segue Será um troféu muito prestigiante troféu muito prestigianno terceiro ano à te para qualquer A para qualquer clube, pelo que frente do cluclube, pelo que edição da Taça be seixalenestaremos AFS começou a ser disestaremos muito motivados para muito moti- putada se. no dia 17 de Outubro Com o vados para de 2010. Vinte equipas – 11 em o vencer. Assume o presidente o vencer», representação da II Divisão Distrital Paio Pires a f i r m a e nove da primeira - assumiram com na final, do Vasco da Gama Carlos Pe- entusiasmo o compromisso de che- Jerónimo Carlos Pereira Poeiras reira, que gar o mais longe possível numa não trava lidera um prova que veio garantir maior a ambição emblema anos no cargo, enaltece a à realização desta Taça. Foi O dirigente garante que a sua dose de competitividade de ver a sua com cerca de concretização da prova. «Esmuito importante compeequipa entrou nesta compeno futebol sénior equipa festejar um milhar de tive desde a primeira hora tirmos nesta prova», recotição para vencer e assume distrital. a conquista. «Com associados. ao lado da AFS no incentivo nhece o líder dos sineenses. que motivação não vai faltar

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JOÃO DIREITO, TREINADOR DO VASCO DA GAMA A.C.

A ANTEVISÃO DOS TREINADORES 1- Como antevê o jogo da final? 2- Como caracteriza a sua equipa? 3- Quais os pontos mais fortes da sua equipa? 4- Como analisa o adversário? 5- Até que ponto pode influenciar, a

1- Vamos encarar este jogo como todos os que já realizámos anteriormente. No entanto, é uma final e os níveis de incentivo dos protagonistas serão mais elevados, pelo que teremos de respeitar muito a equipa do Paio Pires. 2- O nosso modelo de jogo assenta na equipa como um todo. Trabalhamos bem as transições entre os sectores. 3 - O equilíbrio entre os sectores é um dos nossos pontos fortes. Registamos o melhor ataque e a melhor defesa, o que justifica esse equilíbrio. 4- O Paio Pires é uma equipa jovem, mas com jogadores de muito valor e ambição. Está muito bem orientada e apresenta um bom futebol, pelo que e vamos enfrentar um adversário forte. Uma final é sempre uma final… 5 - Pelo que se passou nas fases anteriores da Taça, onde todos se mostraram muito fortes, essa diferença não deverá ser muito notada. Aliás, nós sentimos o valor das equipas da II distrital, naquela que foi a única derrota [2-3, diante do Quintajense] nesta prova. O Paio Pires está no topo das equipas da II divisão, e tem um futebol ao nível da primeira. Perspectivo uma final muito interessante e equilibrada. 6 - Desde o princípio que valorizámos muito esta Taça e por isso queremos ganhar. É o melhor que podemos dizer em relação à sua importância. Gostávamos que se mantivesse, talvez com algumas afinações, mas acima de tudo que continue.

B.I. Naturalidade: Manteigas; Idade:56 anos; Percurso como treinador de futebol: Começou como adjunto nos iniciados do Vasco da Gama, seguindo no cargo de técnico principal à frente dos juvenis, juniores e seniores do clube. Desde o regresso da equipa sénior às competições, há três épocas, que tem assumido o comando do plantel principal; Qualificação técnica: II Nível.


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NR 15

ano: 2011 . nr 15 . mês: abril . director: António Serzedelo . preço: 0,01 €

ACTUALIDADE DE EÇA Os romances, contos e crónicas do Último Eça refulgem hoje com uma actualidade inusitada. Sob a diferença da conjuntura, vibra hoje, estruturalmente, o mesmo Portugal que Eça conheceu nas décadas de 80 e 90 do século XIX: instituições bloqueadas ou ineficazes (Justiça, Educação, Saúde), uma classe política genericamente medíocre - refugo, em todos os partidos, das notáveis direcções refundadoras da democracia -, uma Assembleia da República de funcionários, em que mais sobeja o interesse do que o pensamento, um empresariado especulativo, assente no betão e no comércio de curto prazo, elites jogando com a sorte, visando a fama sem o suor do estudo e do trabalho, um povo bárbaro rastejando em Fátima ou ululando em estádios de futebol, de olhos grudados numa televisão vocacionada para mentes imbecis, frequentando os delirantemente maiores centros comerciais da Europa. Sabemos hoje que o Regicídio e a República não foram solução, desembocando na mais longa ditadura europeia do século XX, fazendo-nos regredir a uma mentalidade eclesiástica fundada no analfabetismo, na miséria e na superstição: Fátima tornou-se o altar do mundo e Portugal o último país da Europa. Em 1986, tornámo-nos europeus com 50 anos de atraso, constatando todos os dias que o sonho pombalino que há 250 anos perseguíamos se vai esboroando no interior de uma Europa decadente e fragilizada, como maximamente teorizou Eduardo Lourenço. Consciencializamos, hoje mais do que nun-

ca, que a Europa também não é solução, e que a solução, estando nós já na Europa, não pode agora senão estar em nós um país pequeno, medíocre, que medíocre permanecerá até meados deste século, conduzido por elites cegas, parasitárias e autofágicas, totalmente desprovidas de consciência histórica, cujo único objectivo assenta na macaqueação de modelos estrangeiros, amiúde específicos a uma realidade histórica, as mesmas elites que forçaram Eça a registar na carta à rainha D. Amélia que, face a um país assim, só se pode desejar, não que se lute pela monarquia ou pela república, mas que se remedeie casa e pão para todos, majestoso ideal humanista do Último Eça, que os nossos governos, dirigidos por engenheiros e economistas, totalmente desprovidos de espírito histórico, moldados por uma mesma mentalidade contabilista, criados sob a sombra

paternalista do Estado, movidos por um afã liberal num povo envelhecido e secularmente carecido de riqueza e protecção, continuam a achar desprezível, contribuindo para tornar mais pobres as populações pobres. A tais seres, espectros permanentes da política portuguesa desde o século XIX, responde hoje o povo como respondia no tempo de Eça, emigrando: 90 mil portugueses abandonam o país por ano (in Público, 15/8/06). É, sem dúvida, a melhor resposta que se pode dar, emigrar, abandonar Portugal aos fâmulos fantasmáticos da economia a todo o custo. Como no tempo de Eça, substitui-se a pessoa pelo orçamento. Em Portugal, país habitado por dois milhões de pobres, menos Estado significa mais miséria, menos protecção, menos hospitais, menos escolas, menos transportes públicos e mais lucros individuais, bafejando não uma classe média sólida futura

e exclusiva salvação de Portugal - mas uma minoritária classe financeira especulativa e um minoritário empresariado ostensivo, com evidente mentalidade de patrão. Ler hoje Eça, constitui um bálsamo para suportar a farsa, por vezes trágica, por vezes jocosa, em que Portugal se tornou desde a década de 80, quando a direcção política dos pais fundadores da democracia foi substituída por jovens turcos provindos do Algarve, das Beiras e do Norte crescidos e enformados no interior dos partidos, possuindo destes uma visão instrumental de acesso ao poder e de nobilitação individual e não de nobilitação das populações. Concentremos a nossa esperança nas elites futuras e não esperemos nada de redentor das presentes senão aquilo a que um resto de pudor cristão, bom senso e a legislação europeias as obriguem a fazer. Da sua cabeça própria, esperemos apenas ignorância, sobranceria e estupidez. Entretanto, leiamos Eça, sublimando o facto de termos nascido em Portugal em época de profunda mediocridade geral, onde, à semelhança do final da Regeneração, de novo impera, avassaladoramente - como o Último Eça desmascarou - a democracia sem valor nem mérito, a omnipotência do dinheiro, o império de uma educação sem alma, inspirada por sociólogos de olhos numéricos e mente vazia, e o esboroamento dos antigos valores humanistas europeus da generosidade, da honestidade e da espiritualidade. Miguel Real Escritor


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NR 15

02 NA VAZANTE

Uma outra Crise é possível! Uma nêspera estava na cama deitada muito calada a ver o que acontecia chegou a Velha e disse olha uma nêspera e zás comeu-a é o que acontece às nêsperas que ficam deitadas caladas a esperar o que acontece Mário Henrique Leiria, in Novos Contos do Gin

Há muito que sabemos quem manda neste país e de quem se fala quando se fala de “interesse nacional”, mas o que assistimos neste último mês foi a uma demonstração cabal de força dos “verdadeiros” donos de Portugal. Quem sempre escapou aos sacrifícios que se têm exigido a todos, e que nunca pagou os impostos que deve, exigiu agora uma intervenção externa à custa de ainda

maiores sacrifícios para os sacrificados do costume. Perante o ultimato da banca de não emprestar dinheiro, o governo coerente com as políticas que tem defendido, e com a sua incoerência, naturalmente acedeu à chantagem. Em menos de 48 horas, José Sócrates, lacrimejando qual crocodilo, anunciava a machada final que os tortuosos PEC agoiravam: o FMI está de regresso! “Era inevitável”, vociferam-nos os comentadores das televisões. Aliás, há muito que a opinião única televisionada nos vem vaticinando o destino, só faltava saber quando, o ruído ensurdecedor que vem produzindo não alimentava falsas esperanças: Que “vivemos acima das nossas possibilidades”, que “agora temos de pagar”... repetiram até à náusea. Ao mesmo tempo, numa ilha a norte da Europa, um grupo

de irredutíveis islandeses, votava contrariamente à inevitabilidade de pagar a dívida externa. A Islândia, tal como nós, está mergulhada na crise, e o FMI também já lhes aplicou medidas de austeridade. Nas tevês só se fala da Grécia e da Irlanda, porque será? Pela segunda vez os islandeses foram chamados a referendo para dizerem se pagariam ou não os 4 mil milhões de euros de dívida externa reclamados pela Inglaterra e Holanda na sequência da falência de um banco. Surpresa, os irredutíveis vikings islandeses voltaram a dizer “Não, nós não assumimos a responsabilidade dos erros cometidos por um banco”. Transportando para a realidade portuguesa, os islandeses recusaram pagar as aventuras do seus BPN... Será por isso

que os papagaios televisivos, os mesmos que viram com agrado a nacionalização dos prejuízos da banca, calam o bico e assobiam outros assuntos? A mesma resposta podia ser dada em Portugal, mas por cá, tudo isto é fado. É fado a banca não pagar os impostos que deve, é fado a não taxação das grandes fortunas, é fado as grandes obras públicas excederem o prazo e o orçamento, é fado os gestores das empresas responsáveis por isso ganharem 32 vezes mais que o salário de um trabalhador (na Alemanha são 16 vezes...). E que dizer das Parcerias Público-Privadas onde se investe o dinheiro dos contribuintes para entregar a exploração aos privados? É fado, é inevitável. Inevitável a tua tia, pá! A troika lusa (PS+PSD+CDS) é que tem vivido demasiado tem-

po acima das possibilidades do país. Está na hora de deixarmos de ser comidos como as nêsperas do poema, de mostrarmos que este povo não é uma plantação de avestruzes de cabeça enterrada na areia. No dia 5 de Junho é hora de recusar a demagogia e a desculpabilização dos lacaios, e fazermos como o povo corajoso da remota Islândia e dizer “NÃO!”. Votar contra a troika lusa (PS+PSD+CDS) que nos vendeu a vida à troika estrangeira. Que a chantagem do “vem aí a Direita” não passe - quem nos tem governado até agora?! E nós, somos todos estúpidos? No dia 5 de Junho é para mudar a sério porque as nossa vidas valem mais que os lucros deles. Leonardo da Silva, desempregado

Quinzena horrível para Sócrates, ano terrível para os Portugueses A quinzena por que vimos passando tem sido negra para Portugal, para nós, para o Governo e para Sócrates. Depois de lutar com bastante coragem em vários tabuleiros, a má sorte de Sócrates, e por tabela de todos nós, começou com a recusa para lamentar do PEC IV, dada a votação negativa dos deputados oposicionistas juntos numa coligação espúria e oportunista em S. Bento, logo seguido da precipitação espectável das três agências de notação americanas, que baixaram de imediato todos os níveis de classificação da dívida soberana de Portugal, lançando as maiores dúvidas nos mercados especuladores sobre a nossa capacidade de pagar e pondo de novo a Comunidade Europeia a tremer. Mas o decisivo ultimato chegou pela boca dos banqueiros que reunidos numa “Fronda” disseram em uníssono ao Governo que já não lhe compravam mais dívida. Acrescente-se, que disseram isto porque tinham também recebido instruções de Bruxelas, para evitarem emprestar mais dinheiro que fosse crédito mal parado. Logo depois, Sócrates percebeu a situação, rendeu-se à evidencia de que não podia continuar a lutar, e dois dias depois anunciava tristemente ao país, que ia pedir dinheiro à União Europeia, leia-se também ao FMI, que, aliás, já chegou a Lisboa. Bancos 1, Portugal 0. A credibilidade de Portugal

ficou em baixo e o moral dos portugueses intoxicados com o futebol, o nosso “circensis”muito encorajado pelas televisões, também mudou um pouco. Entretanto o PEC reprovado, vai reaparecer de novo, agora acompanhado de novas exigências que são uma espécie de PEC IV+ PEC V e podem agravar a crise social ainda mais. Vai ser muito duro para os Portugueses. E para o governo de negociar o que não desejava, agora com menos poderes, dado ser um governo de transição, e em plena campanha pré-eleitoral. Vai-se ver entalado entre uma oposição de esquerda, BE+PCP+sindicatos, irredutível no tocante à ajuda externa através do FMI e uma oposição de direita, oportunista, patrioteira, que vai clamar que estamos a perder a independência nacional, não percebe que a Europa tem de se federar cada vez mais, se não quiser desfazer-se, e a clamar que Sócrates é um lunático a viver noutro planeta. O congresso do PS não trouxe nada de novo em termos programáticos, senão um cerrar de forças à volta do líder, o que lhe dá uma enorme disponibilidade para disputar as eleições sabendo que não corre perigo de ser desgastado por uma oposição interna. Corre para ganhar! Mas também precisamos de ideias, e não só de slogans, e de gente jovem nas listas. Nas vésperas tinha havido uma réstia de esperança para a

que chegam a Portugal os altos esquerda, quando foi anunciado mandos do FMI que trazem a misum encontro entre o BE e o PCP, são de verem as contas do governo, a pedido daquele. o que não facilita a solução das peFinalmente, reuniam-se estes sadas questões em jogo. O que anda dois partidos da extrema esquerda a dizer em publico só enfraquece a do Parlamento para, aparentemennossa posição negocial. Põe meste, dialogar! Porém, ao fim de uma mo em risco que alguns parceiros hora de conversa, que gerou exeuropeus, onde o empréstimo tem pectativas excessivas, a montanha de passar pelos respectivos parpariu um rato e o que os lideres lamentos, Alemanha e Finlândia, afirmaram à saída, podiam tê-lo venham a ver a proposta recusada afirmado à entrada. Continua o pelos jogos parlamentares, e por braço de ferro entre eles para ver verem que não nos entendemos. quem tem mais votos,e a excluírem E depois como é?! os socialistas, o que O BE propôs uma é um erro enorme, auditoria das contas pois sem o PS, que é Vai ser publicas para se perceo grande partido da muito duro para ber quem gastou mais esquerda desde o 25 os Portugueses. E e mal, o que sendo inde Abril, não há por para o governo de teressante, é também o enquanto soluções negociar o que não que está a fazer o FMI já. credíveis. Portugal não é a Grécia Resta-nos con- desejava que falsificou as continuar a assistir ao tas todas do Estado e agora está espectáculo deprimente das acua pagá-lo muito caro. sações entre o PSD e o PS, quando Passos diz que quer “menos Estase encontram, jambos em plena do”, um eufemismo, pois o que quer campanha eleitoralista, que não é entregar ao privado as funções do serve os interesses dos portugueEstado que podem dar lucro. ses, nem de Portugal. Prepararemo-nos: em muito Exige-se de todos total transpapouco tempo, meses, vamos ter rência, coisa a que não estão habide mudar todos de parâmetros tuados os nossos políticos, nem faz de vida, vamos estar todos mais parte da nossa cultura cívica, mas pobres, mas talvez mais honraagora é a Cidadania que o exige. dos, qualquer que seja o vencePassos Coelho afirma que as dor. Vamos ter de consumir menos contas públicas não são seguras, energias, de ser mais cuidadosos nem certas, nem fiáveis, o que é com o ambiente, ser mais orgagrave de afirmar-se, se não fôr vernizados e de sabermos ser mais dade, sobretudo, por estas afirmasolidários. Vamos andar menos ções serem proferidas no dia em

de carro, não poder comprar carros tão caros, andar a menos velocidade, a andar mais a pé, em transportes públicos, fazer menos viagens ao estrangeiro, começar a produzir mais, iniciármo-nos nas energias alternativas, a olhar o mar como potencial vector de riqueza, a agricultura, a olhar o património com mais respeito e a começar a restaurá-lo nas velhas cidades, o que as enriquecerá, dando mais trabalho aos portugueses, com menos gasto de betão. Entretanto, esperava-se muito mais do actual Presidente que não tem facilitado a procura de uma solução promovendo consensos, para se poder negociar uma dívida que não traga só recessão, mas possa fazer os portugueses produzirem também riqueza, lhes dê horizontes e afaste o espectro da bancarrota . De resto, isso nem interessa sequer aos nossos parceiros europeus, se nos querem vender os seus produtos. De facto ele é um economista da velha escola neo-liberal, mal aconselhado, que está a fazer o jogo do PSD. Pelo caminho não nos fará mal nenhum, irmos pensando em outras alternativas, sérias e com ética para promover novas convergências, com novas formas de estar na política ao serviço da causa pública. António Serzedelo – Director anser2@gmail.com


Angela Merkel e David Cameron proclamaram há meses a falha do multiculturalismo e apontaram o dedo aos árabes mal integrados que ignoram os princípios democráticos liberais do Ocidente. Dias depois da declaração de Cameron, milhares de Egípcios saiam à rua para derrubar Mubarak, a quem Obama chamou “um bom homem” “que fez boas coisas”, e que Tony Blair disse ser “muito corajoso e uma força para o bem”. Os árabes, que não percebem os princípios democráticos do Ocidente, derrubaram um regime criminoso que recebia por ano milhares de milhões de dólares de ajuda militar de Obama, e centenas de milhões da UE. Foram tanques, aviões e outras armas pagas pelo ocidente (que prometeu continuar fornecê-las) que o povo egípcio teve que enfrentar. Quando o povo expulsou o ditador o Ocidente aceitou o facto e fingiu que a História não existe. Lutas semelhantes contra os ditadores apoiados e armados pelo ocidente seguem por exemplo no Bahrain (onde está a base da frota americana que controla o golfo

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As revoltas no médio oriente

pérsico e península arábica), e no Iémen. No Bahrain, a Amnistia Internacional (AI) reporta um “padrão de violência fatal” e “brutalidade das forças de segurança” por parte do regime de Hamad (ditador há 22 anos), notando que parte das armas usadas contra o povo são fornecidas pelos EUA e pela França. A AI reporta também que a polícia do Reino Unido este-

ve envolvida em treinar e armar a polícia do Bahrain e da Líbia. Não bastando o apoio material, depois de notícias de abusos de direitos humanos, de abuso sobre feridos e pessoal médico e centenas de mortos e feridos, o enviado da UE ao Bahrain, figura central da diplomacia europeia, Robert Cooper, defendeu os abusos e assassinatos pedindo compreensão e expli-

cando que por vezes “acidentes acontecem”. O Ocidente ao lado da democracia. Assim, só por tolice se pode acreditar que a intervenção da NATO na Líbia é uma “missão humanitária”. Aproveitando o pretexto de um massacre iminente (que de facto poderia ocorrer) o ocidente livra-se de um regime instável e do ex-aliado problemá-

tico, evitando um conflicto alargado nas regiões produtoras de petróleo da Líbia que certamente incomodaria o fluxo habitual em direcção aos centros de consumo. Segundo o comandante supremo militar da NATO, os aliados gastaram várias centenas de milhões de dólares só nos primeiros 10 dias de operação. Pense-se o que se pense sobre a eventual vantagem de uma intervenção, os motivos que movem os apoiantes, aliados e fornecedores de armas dos ditadores Mubarak (Egipto) , Hamad (Bahrain), Saleh (Iémen), e AbdulAziz (Arábia Saudita) a gastar tais somas a bombardear as forças de Khaddafi não são certamente de cariz humanitário. As preocupações humanitárias da Aliança Atlântica ficam-se pelas suas zonas de interesse económico, que o digam os milhões de mortos dos conflictos no Ruanda, Darfur e Congo (para citar exemplos conhecidos), que pouco tinham a oferecer aos lideres da NATO e do Ocidente liberal democrático. Filipe Grácio - 7 de Abril www.epilepsiasocial.net

Porquê um dia da mulher? No dia 18 de Março tive a oportunidade de participar num evento realizado no espaço Santiago Alquimista, em Lisboa, no âmbito do dia internacional da mulher – intitulado “Amanhã, as mulheres”. Durante o acontecimento ouvi uma variedade de comentários sobre a (im)pertinência do dia da mulher e, por isso mesmo, considerei ser este o momento apropriado para reflectir sobre a questão: porquê um dia da mulher? Conquanto, na verdade, a existência de um dia da mulher possa parecer bastante bizarro – tanto mais que no calendário não existe um “dia do homem” – o presente, para já não falar no todo da história da humanidade, doa-lhe sentido – aqui, na sociedade ocidental, e especialmente no outro lado do mundo. Em pleno séc. XXI, as mulheres não lograram livrar-se do

rótulo “segundo sexo” e de verem reconhecidas a sua emancipação e a sua inteligência. Caso contrário, quando triunfantes nas esferas mais elevadas do pensamento e da acção, não seriam tidas como meros “casos de excepção”. Caso contrário, quando donas da sua própria vida, não seriam tidas por libertinas e, de imediato, remetidas para a solidão. Mas se a sociedade ocidental proporciona à mulher os subterfúgios da excepção e da devassidão, entre outros; as sociedades que perpetuam as desigualdades sociais, culturais e políticas entre os géneros vedamlhe qualquer via de “escapatória”. Num caso ou noutro, o que salta à vista é que “a mulher continua a ser vista mais como objecto do que como sujeito, mais como um meio do que como um fim” (Victoria Camps). Claro que existe um abismo

ca. Qualquer mulher – assim como intransponível entre uma sociedade qualquer homem – substancia uma que faz da mutilação genital uma pluralidade de identidades e deve prática comum e uma sociedade ser reconhecida como sujeito das que a condena, mesmo que esta mesmas. Os movimentos feministas ainda reflicta o imperialismo cultêm pelejado pelo reconhecimento tural masculino.Normalmente, um desta identidade pluhomem é distinguido ral, sem renunciarem à pelas suas particulaa mulher sua lealdade feminina ridades enquanto que uma mulher é tida, continua a ser vista e abdicando de meros formalismos. Mas tarem primeira instância, mais como objecto dam em alcançar o seu como mulher. Mas será do que como intento, em dar a ver correcto identificar-se sujeito (..)” que a única forma da alguém – seja mulher, sociedade fazer justiça homem ou mesmo às mulheres é “tratar os diferentes de “neutro” – unicamente pelo sexo? modos diferentes” e não destituí-las Aceitar que assim seja pressupõe das particularidades em nome da que se negue as classificações pluigualdade. A dignificação dos atrirais e diversificadas do mundo em butos das mulheres, tal como a dos que vivemos – estas, como sublinha atributos das minorias, depende do Amartya Sen, não são tão responsáacolhimento das diferenças como veis pela cisão dos seres humanos uma mais-valia social.Por tudo isto como a ilusão da identidade úni-

e por muito mais parece-me que o “dia da mulher” colhe sentido. Todavia, interrogo-me se a sua existência não tende a perpetuar o discurso sexista que perpassa a história da humanidade, a sugerir que o imperialismo cultural masculino ceda o lugar, ainda que num futuro bastante longínquo, a um imperialismo cultural feminino. Esperemos que não, que as mulheres deixem de ser discriminadas em toda e qualquer parte do mundo e que, na esteira do reconhecimento dos seus direitos e atributos, se livrem do escadote que lhes permitiu alcançar o êxito, o feminismo. Pois de outro modo, daqui a muitos séculos ainda serão identificadas primordialmente como mulheres e não como indivíduos. Maria João Cabrita majcabrita@gmail.com

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NA VAZANTE 03


Histórias da Floresta Foi-me pedido para contar uma historia, que tem como pano de fundo as duvidas e questões da denominada “geração rasca”, ou “à rasca”, ou como ouvi recentemente “acomodada”... quando sou confrontado com estes termos, pergunto-me porque não geração “intrasigente”, ou geração “que sabe quando lhe estão a mandar areia para os olhos”, ou geração “que acredita que um mundo melhor é possivel”? Pessoalmente penso que nem se trata de uma questão geracional, mas sim de valores e principios, aos quais alguns dão importancia e querem grava-los na essencia do que deve ser uma civilização, enquanto que outros nem por isso. Muito mais haveria para escrever àcerca deste assunto, mas para pano de fundo já chega, e ei-nos chegados ao momento da historia, que como qualquer historia digna desse nome deve começar por: - Era uma vez, dois amigos, cujos caminhos se voltaram a cruzar, após terem percorrido diferentes percursos desde os tempos da faculdade. Tinham-se conhecido

quimicos para se poder cuidar quando ambos frequentavam o do jardim, ou de que é preciso curso de engenharia florestal, e ter grandes maquinas caras para tido a mesma decepção quando fazer a sua manutenção. Outro se aperceberam de que é esperado ponto recorrente é a satisfação que um engenheiro florestal ande com que algumas pessoas falam de gravata, saiba “sacar” subsidios destes assuntos começando com: e frequente almoços de negocios, “ No tempo do meu pai...”. Nesta e que não é a profissão nobre que sociedade tecnocrata, as pessoas esperavam encontrar. Reenconsentem-se inibidas a dar o primeitrados este dois amigos, decidem ro e tão simples passo de plantar começar a trabalhar naquilo que uma horta, ou jardim, ou arvore. os une e realmente gostam: cuiFoi aqui que surgiu a ideia de que dar de arvores, plantar jardins, dentro de nós existe uma nostale tudo o que está relacionado. A gia de tempos em que experiencia é proas coisas simples eram veitosa, o trabalho existe um realmente simples, que é duro mas satisfaexiste um povo dentro tório e o melhor de povo dentro desta desta sociedade que tudo é ouvir os co- sociedade que procura a sua ligação mentários das pes- procura a sua ao que realmente imsoas quando vêem ligação ao que porta na vida: o Povo da o trabalho final. No Floresta. entanto começam- realmente importa Aos dois amigos da se a aperceber de nossa história, juntou-se uma que existe, a par do interesse, uma terceira amiga, tambem dos temgrande desinformação do publico pos da faculdade, e que tambem em geral acerca destes assuntos, ela seguiu um caminho diferente, que parece levar sempre no mesimpondo-se como artista plasmo sentido, de que é preciso ser tica de uma nova vanguarda, em um grande especialista e ter granque as artes se juntam à ecolodes conhecimentos de produtos

ANDRÉ VARÍSSIMO

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04 CULTURA gia, juntando a originalidade e a reciclagem, dando vida nova ao que outros deitam fora. Esta ultima amiga lançou o desafio de levar às populações envelhecidas de Lisboa uma pequena alegria e alguma dinamica com o projecto das “Hortas urbanas”. Mais amigos se foram juntando de àreas tão diversas como a arquitectura, energias renováveis ou a antropologia, e assim nasceu o Povo da Floresta – Associação para a investigação, formação, divulgação e desenvolvimento de boas práticas ambientais, culturais, sociais e sustentaveis, que promovam dinamicas harmoniosas e equilibradas ao encontro de um bem estar fisico, psicologico e social. Esta historia não tem final, vai-se escrevendo lentamente, ao ritmo da vida, (pelo menos enquanto não estivermos na mira das agencias de rating!), o Povo da Floresta anda aí e dentro de cada um de nós. André Veríssimo, Engenheiro Florestal

Insondáveis linhas de contorno muito pouco têm que ver uma Lisboa cidade…, Lisboa concecom a outra. De qualquer modo, lho…, a coisa por aqui é pacífica. tratando as sub-regiões de aspetos Distrito de Lisboa, também, pois essencialmente administrativos, os concelhos que o compõem dique perspetivam uma determinada zem quais as suas fronteiras. Em linha orientadora para algumas expressões correspondentes a submatérias, um simples decreto cheregiões, como “Grande Lisboa”, ga para lhe definir os contornos, “Área Metropolitana de Lisboa” e ainda que no mesmo “Lisboa e Vale do Tejo” espaço coexistam também estão definidos Falta aqui aspetos bastante quais os concelhos que díspares. as compõem. Os conce- claramente uma Mas, mesmo tenlhos são neste tipo de dinâmica cultural do em conta algumas abordagens uma espé- que confira acentuadas diferencie de mínimo divisor, identidade (...) ças, encontra-se, ainda que alguns deles claro, sentido em termos de uniapresentem partes bem diferentes dade para essas designações. Não ou praticamente antagónicas. Por sendo essa unidade tão forte em exemplo, as metades que compõem matéria de turismo, talvez seja mais o concelho de Vila Franca de Xira na economia em geral. Em último (uma em cada margem do Tejo) caso, a proximidade geográfica e os ou as que compõem o descontíacessos facilitados pelas grandes nuo concelho do Montijo (com vias rodo e ferroviárias dão uma Alcochete e Palmela pelo meio)

ajuda incontornável na composição de um cenário unificador. Contudo, se nos reportarmos a matérias mais do foro cultural é justo perguntar onde reside uma cultura típica da Área Metropolitana de Lisboa ou de Lisboa e Vale do Tejo. É certo que a dois passos de Setúbal se está no Alentejo profundo, como a dois passos de Alcochete se está no Ribatejo profundo, mas as disparidades culturais que se observam de concelho para concelho, e nalguns casos dentro do mesmo concelho, são de tal modo acentuadas que ficamos mais com a impressão de estar num arquipélago do que numa sub-região continental. Uma reflexão rigorosa em torno da cultura viva, aquela que se produz nos nossos dias, facilmente se transforma numa autêntica batalha mental. Lisboa, cidade grande e com

um peso histórico e cultural inquestionável, torna-se naturalmente no centro aglutinador da dinâmica cultural. O que já não é assim tão natural é que os ecos dessa dinâmica pouco se façam sentir fora da capital. Isto é, dentro de uma pequena sub-região não é admissível que a arte viva seja tão pouco descentralizada. É certo que algumas atividades que acontecem em Sintra, Cascais, Almada e Seixal ainda conseguem ombrear com as da Capital. Mas os outros concelhos serão ilhas assim tão distantes? Falta aqui claramente uma dinâmica cultural que confira identidade a uma sub-região que, a pouco e pouco, a vai tendo noutras áreas. Essa dinâmica pode (e talvez deva) ser criada numa perspetiva de conjunto, evitando-se os olhares para o próprio umbigo. Que tipo de cultura se pratica

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hoje e onde? Como se caraterizam a música, o teatro, as artes plásticas, etc., que se produzem à volta de Lisboa? Que preocupações e conceitos movem os artistas que não estão na Capital? Será essencialmente suburbana a cultura da Amadora e de Odivelas? Será também suburbana a de Almada, a do Barreiro? É periférica a de Oeiras, Cascais e Sintra? É também periférica a de Vila Franca de Xira, a de Setúbal? Será que nas próximas décadas assistiremos a uma maior unidade cultural destes concelhos como um todo ou cada um seguirá o seu caminho? E neste caso, tornar-se-ão mais ativos ou definharão ao ponto de se tornarem mera cinza da centralizadora brasa? António Galrinho antoniogalrinho.wordpress.com


Cão Amarelo 2011 destaque a filmes provenientes de O Cão Amarelo- Mostra InterEspanha, através de uma colabonacional de Cinema Alternativo, ração com a Kimuak-Filmoteca realizou este ano a sua terceira Vasca e outros Institutos. edição, de 11 a 13 de Março em Por outro lado, o Cão Amarelo Pinhal Novo. pretende continuar a divulgar as Esta Mostra de Cinema tem Escolas Europeias de Cinema e como principais objectivos a proos jovens criadores. Entre outras moção do cinema contemporâneo, escolas, continuamos a colaboa promoção de novos criadores e de ração com a London Film School, novas tendências do cinema expeabrangendo ainda produções de rimental e a integração desta arte escolas de cinema da com outras formas Alemanha, Suécia, Crode expressão artístiO Cão ácia, Eslovénia, Polónia ca, divulgando novas Amarelo pretende e Portugal. propostas de diálogos A nível individual entre o cinema expe- continuar a rimental, as artes vi- divulgar as Escolas recebemos este ano participações de resuais e as linguagens Europeias de performativas. Cinema e os jovens alizadores de países tão diversos, como Desde a sua pricriadores. os Estados Unidos, meira edição o Cão Rússia,Alemanha, e Amarelo tem dado Brasil. destaque ao novo cinema produPara além da exibição de filzido num determinado país. mes, O Cão Amarelo 2011, apreNo primeiro ano, através de sentou também trabalhos interdisuma colaboração com o Instituto ciplinares de cariz performativo, Polaco de Cinema, demos destaque criados de raiz, a partir da exploraa este país, iniciando a Mostra com ção de alguns filmes seleccionados filmes de grande qualidade. para esta Mostra. Tivemos assim No segundo ano, através da o prazer de apresentar ao público colaboração com algumas escoas performances Falsificação Imlas, demos destaque ao cinema provável (Sr. João), Paralelo Desproduzido na Eslovénia. contínuo (Impensamental) e DisNesta terceira edição, demos

sonâncias (Teatro Brinca). Todas estas performances tiveram como desafio a criação de um diálogo com algumas obras seleccionadas, criando-se assim em directo, um novo objecto artístico. Foram três dias de Mostra, com curtas e medias metragens, englobando também o cinema de animação e o cinema documental. Este ano tivemos o prazer de apresentar filmes premiados em Festivais de Cinema com grande prestígio, o que aumentou bastante a qualidade dos filmes que oferecemos ao nosso público. E neste caminho que queremos continuar apresentando cada vez mais, o que de melhor se realizar no cinema alternativo contemporâneo, ampliando o espaço para o cinema documental e cinema de animação. É também nosso objectivo regressar às exposições (tal como

aconteceu no prim e i r o ano) e ampliar o espaço físico de acção do Cão K IM PR I SU Amarelo, com instalações, acções artísticas experimentais e uma revisita ao espaço rural que circunda o Pinhal Novo, aproveitando assim

as características geográficas e culturais onde o Pinhal Novo se insere. Queremos também iniciar uma colaboração com outros festivais de cinema, iniciando um diálogo em torno da programação e da criatividade inerentes a eventos com estas características. Por tudo isto, vale a pena continuar a seguir o Cão Amarelo com atenção. Ele vai andar por aí a surpreender-nos. Em Maio e Junho o Cão Amarelo ira ‘’passear’’ pela Academia Problemática e Obscura, numa colaboração com a Prima Folia. Brevemente iremos disponibilizar o programa dessa retrospectiva. O Cão Amarelo Mostra Internacional de Cinema Alternativo é uma realização da Associação Odisseia em colaboração com Prod.Impensamental e conta com o apoio da Câmara Municipal de Palmela. António Xavier www.caoamarelo2011.blogspot.com

Na mesa-de-cabeceira LIVROS. Ninguém estuda seriamente a história da medicina portuguesa. Só assim se pode explicar que só agora tenhamos tido acesso a um estudo biográfico de Egas Moniz, cortesia do neurocirurgião João Lobo Antunes: “Egas Moniz. Uma Biografia”. Diga-se de passagem que a coisa era merecida. Egas Moniz, médico e político republicano, não foi somente, e até à data, o único português galardoado com o Nobel da medicina (1949); foi, até José Saramago, em 1998, efectivamente, o único português a receber a honra de tal reconhecimento. A obra, fruto de uma investigação exaustiva mas que nos poupa aos infindáveis rabiscos académicos, procura, numa prosa clara e fluida, desvendar-nos um pouco dessa figura complexa

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que foi Moniz. É, como Lobo Antunes reforça, ‘uma biografia’, ou seja, uma tentativa pessoal – é sempre – de compreender um vulto quase esquecido e muitas vezes injustamente vilipendiado da história da medicina portuguesa e mundial. E este ponto é importante. Porque, mais do que a ‘mera’ história de um homem, esta é também a história de um período fulcral da medicina portuguesa e em como esta, com Moniz, directa ou indirectamente, marcou a história médica mundial de forma indelével. Uma leitura, por todas as razões, verdadeiramente indispensável. [João Lobo Antunes, “Egas Moniz. Uma biografia”. Gradiva, 2010.] FILMES. Tenho um amigo que é fã incondicional de Martin Scorsese. Admito que não partilho da admi-

ração desmesurada. Verdade que o homem tem algumas verdadeiras obras-primas no currículo, com “Taxi Driver” e “Raging Bull” à cabeça. Mas e o resto? Bom, com outras duas ou três excepções, o resto, é o resto. (As minhas desculpas João.) Mas “Shutter Island”, apesar de tudo, não é o resto. Talvez sejam os ares recuperados dos melhores filmes ‘noir’ que por ele atravessam. Como nestes, tudo começa com uma premissa simples. O ano, 1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e Chuck Aule (Mark Ruffalo) são dois agentes federais enviados a uma ilha prisão psiquiátrica para investigar o desaparecimento de um paciente perigoso. Um mistério. Um vilão ou dois. Um herói. E cigarros. Muitos cigarros. É claro que o caso cedo se complexifica numa névoa

de conspiração e suspeição. No fim, apenas uma questão fundamental ecoa no mais íntimo recanto da alma humana: ‘O que será preferível? Viver como um monstro ou morrer como um bom homem?’ O filme não oferece apenas a resposta possível, como a indispensável. [“Shutter Island”. Director: Martin Scorsese. 2010.] MÚSICA. Em minha casa, os R.E.M. são uma instituição. Sou, por isso, suspeito. (E quem não o é?) Nada que me desmoralize. Principalmente porque falar, ou melhor, ouvir R.E.M. não está particularmente na moda. É pena. E é pena por aquilo que se perde. Urge, por isso, remediar a situação. Recomendo, para começar “Collapse Into Now”, o novíssimo álbum dos senhores. Ao contrário do que se tem dito, este álbum não é um

‘renascimento’ do grupo – não tem, por exemplo, a força de “Up” (1998), a sua última grande obra – mas mais um retorno aos princípios fundamentais de uma sonoridade rock que nunca deixou de caracterizar a banda. Mais aberto, de uma maior aparente pureza e simplicidade, eis, talvez, a viragem que permite uma redescoberta. A isso, claro, ajudaram Eddie Vadder, Peaches e Patti Smith, as estrelas convidadas. E se este não é um álbum que se distingue numa primeira audição, é, em todo o caso, um daqueles casos em que vai ficando melhor a cada nova passagem. Afinal, é R.E.M. [R.E.M., “Collapse Into Now”. Warner, 2011.] Tiago Apolinário Baltazar, Estudante Universitário

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CULTURA 05


Escrever em «socretinês» O «socretinês», no que tem Não foram PS e o PS (Pinto de aberrante, anormal, desviande Sousa e o Partido Socialista) te, está em consonância com as quem criaram o «Acordo Ortográcircunstâncias: de a sua «figura fico». Mas, porque só eles é que tutelar» falar regularmente em decidiram decisivamente (ten«portunhol» e numa espécie tar) aplicá-lo e impô-lo, a «coisa» estranha de «inglês técnico» em passou a ser inteiramente deles. que «Médio Oriente» se torna Assim, não é incorrecto dizer que «Midwest»; e de estar envolvida escrever «atual», «batismo», «caou implicada em «casos» como rater», «direto» e «espetador»... é o da «licenciatura ao domingo», escrever não em português mas o dos lixos da Cova sim em «socretinês». da Beira, as moraDesde o início deste dias na Guarda, o ano de 2011 que o AO um empoapar tamento em está, cada vez mais, a ti- brecimento na Lisboa, o Freeport, rar letras às palavras tal ortografia e na o «Face Oculta», o como o Governo está, « P T- Ta g u s p a r k cada vez mais, a tirar língua que reflecte TVI» e todas as euros às pessoas – nas o empobrecimento respectivas escutas. remunerações e pelos na economia e na Mais ainda. O impostos. É pois a ideal sociedade. «socretinês», no «banda», não «sonora» que tem de aberrante, anormal, mas «gráfica», destes tempos de desviante, está em consonância falência, crise e recessão causacom a circunstância de a sua «fidos pela incompetência e pela gura tutelar» ter promovido ou irresponsabilidade dos que estão permitido: a «transformação» do no poder há seis anos. O AO reAlgarve em «ALLgarve»; a priopresenta um empobrecimento na ridade «Espanha, Espanha, Esortografia e na língua que reflecte panha» através da (tentativa de) o empobrecimento na economia construção do TGV para Madrid, e na sociedade.

manos são respeitados... e onde e da candidatura «ibérica» à ornão se tiraram, por caprichos ganização do Campeonato do contra-natura de excêntricos Mundo de Futebol de 2016 que pervertidos, os «c» e os «p» a elogiava o «homo ibericus» e em muitas das suas palavras, porque a única língua oficial era o que nessas nações castelhano; a adesão impera a certeza de ao «Acordo de Lonque a língua, por ser dres» no âmbito da uma decisão o factor principal da Convenção (de Mu- que vai contra identidade nacional, nique) da Patente Eua promoção é também um dos suropeia, e que implica portes fundamentais a substituição quase internacional da independência integral do português da língua nacional. E onde nem pelo inglês na valida- portuguesa que o uma nem outra são ção, em Portugal, do AO alegadamente levianamente postas registo de patentes – possibilita. em causa por quem uma decisão que vai verdadeiramente contra a promoção preza a dignidade da sua pátria. internacional da língua portuMais tarde ou mais cedo, a guesa que o AO alegadamente bem ou a mal, de uma maneira possibilita. ou de outra, o «socretinismo» Não deixa de ser irónico, e será inevitavelmente derrubasignificativo, que o actual (des) do. E, depois de isso acontecer, governo de Portugal prefira pedir não há qualquer motivo para ajuda a países onde a democraque subsista, como mais uma cia não está consolidada ou nem das suas «heranças» hediondas, sequer existe, e não ao Fundo o escrevinhar esquisito que tão Monetário Internacional ou ao bem o simboliza. Fundo Europeu de Estabilização Financeira, em que predominam as nações onde os direitos huOctávio dos Santos

LEONARDO DA SILVA

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06 CULTURA

da desertificação do interior com o aumento do IVA e o fecho de equipamentos sociais (escolas, centros de saúde, maternidades),

PRIMA FOLIA ON (low cost) TOUR ONCE AGAIN Comemorou-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, mas tal não nos interessa de todo. O património, cimento da identidade e do conhecimento sobre nós mesmos, deve ser praticado. Por isso, a Prima Folia desenvolverá, ao longo dos próximos meses, várias visitas numa verdadeira revolução face às políticas e práticas museológicas tíbias que têm sido apanágio um pouco por todo o país. Acreditamos que o turismo cultural não deve ser um entretenimento pobre, apenas destinado às crianças e à terceira idade, mas pode e deve ser um exercício de aventura, fascínio e descoberta extensível a todos, filiado ao enriquecimento pessoal através da discussão e tertúlia, do risco e da

fronteira, marcos genéticos desta cooperativa. Por isso, nas transactas semanas trouxemos para a região os “City breaks”, conceito de visita urbana de curta duração e baixo custo, amplamente praticado nas principais cidades da Europa. Trata-se de colocar historiadores/arqueólogos/antropólogos em frente a um pequeno grupo, naturalmente intimista e, ao longo de hora/hora e meia, conduzir esse conjunto de pessoas na descodificação das histórias que se escondem por detrás dos edifícios urbanos, numa narrativa temática coerente, descodificando a mudez das pedras. O ingresso corresponde apenas ao preço de um bilhete de cinema. Estamos próximos da celebração da Páscoa. O que é a Páscoa?

Foi essa a nossa proposta para debate, através das práticas da Semana Santa que existiam em Setúbal faz trezentos anos. Sabiam que existiam procissões a preencherem essa semana como hoje existem em Sevilha? E que a sua espectacularidade em nada devia às actuais procissões de Braga? Propusemo-nos esclarecer este tema em visitas pedestres com a duração de hora e meia, seguida de jantar e debate. Iniciámos as visitas às 19.00h, hora em que se começava a extinta procissão do Senhor dos Passos. Refizemos o seu percurso e recriámos o que então se passava. Contudo, procuramos mais que um fogo-fátuo. Desejamos acções concertadas e consistentes, de modo a criar hábitos culturais enraizados. É que o Patri-

mónio não deve ser ostentado em dias de cerimónia e abandonado em todos os outros. O património, como em tudo, pratica-se. Alguns entre nós olham hoje para o mundo muçulmano com uma perspectiva de superioridade civilizacional. Tal não passa somente pela vantagem tecnológica, mas também nos princípios pelos quais a sociedade se ordena. Um deles, onde maior contraste existe é na condição da mulher na comunidade. Questionando essa perspectiva, a Prima Folia convida-vos a um mergulho ao invisível mundo da mulher a partir do Século XVI, época em que Leonardo da Vinci deslumbrava e Copérnico defendia a teoria heliocêntrica. Daí vamos progredindo até à Revolução Francesa e depois

até aos dias de hoje, tudo partindo de uma perspectiva glocal e pondo em questão as nossas certezas absolutas sobre nós mesmos. O ponto de encontro é no Largo de Jesus, em Setúbal, no dia 13 de Maio, às 19.00h, hora em que se inicia a Procissão do Adeus a Nossa Senhora, em Fátima. Vamos refazer os seus percursos e recriar os seus quotidianos e simbologias. Note-se que é preciso marcação prévia, pois temos de saber anteriormente o número de comensais, para os que quiserem comer e debater connosco. Segue-se a mesma visita nos dias 14/5, 20/5 e 21/5. A partir daí outra será a história a contar. Inscrevam-se. primafolia@gmail.com 96 388 31 43

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Sophia, uma vida de poeta “A exposição de textos, fotografias e outros objectos com que aqui se evoca a vida e a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), surgiu como um prolongamento natural da doação do espólio à Biblioteca Nacional, primeiro passo para a abertura do acesso de um público, amplo a uma parte importante, de quase todos desconhecida, dessa vida e obra”. Assim se inicia a apresentação de um livro/álbum de inegável valor para os estudiosos e admiradores da obra de Sophia, um encanto para bibliófilos, pois trata-se de um primor editorial. Os responsáveis pela organização são Paula Mourão e Teresa Amado (“Sophia, uma vida de poeta”, Editorial Caminho, Dezembro de 2010). Desse acervo de textos publicados e inéditos, de poesia e de prosa, inacabados ou em mais de uma versão, diários de viagem, notas soltas, desenhos, marcas de um quotidiano doméstico, cartas e fotografias, avulta a figura de uma pessoa “para quem escrever um poema foi a melhor e mais frequente forma de falar de si e da sua relação como todos os possíveis outros”. As organizadoras dispuseram a selecção de todo este espólio em duas secções, vida e obra, onde ressalta a vida familiar e a vida pública; no respeitante à obra, as organizadoras tiveram a preocupação de reunir documentos que dessem “uma imagem tão eloquente quanto possível da riqueza criativa, vital e espiritual” da obra de Sophia. Ei-la fotografada por Eduardo

de criação integrado em todo o processo criador do universo. Não é uma contemplação exterior às coisas mas uma participação no destino do universo”. São páginas muito belas com considerações Esta é a madrugada que eu sobre pascoais, temos a oportuesperava nidade de ver os poemas dos seus O dia inicial inteiro e limpo “Cadernos Rasgados” datados entre Onde emergimos da noite e 1938 e 1941, rever as edições e os do silêncio títulos das suas obras, até mesmo E livres habitamos a as suas traduções. Por último, ter substância do tempo acesso a entrevistas contributivas para a compreensão da sua poeTambém à volta do 25 de Abril sia, o artigo escrito pelo marido na ela escreve: “Aquilo em que conrevista Acção, em 1944 e o filho, fiei e confiámos era mais do que a Miguel Sousa Tavares, quando a revolução política. Era uma nova mãe foi agraciada com o prémio relação com nós próprios, com os Camões e onde diz: “Ensinou-me outros, com o mundo em que esa olhar para as coisas e para as tamos. Não tínhamos conquistado pessoas, ensinou-me a olhar para o poder mas sim a possibilidade”. o tempo, para a noite, Ficam aqui apontapara as manhãs. Enmentos de car tas sinou-me a abrir os de Herberto Hélder, (...) tiveram olhos no mar, debaiJoão Cabral de Melo a preocupação de Neto, Vieira da Silva reunir documentos xo de água, para perceber a consistências e Vitorino Magalhães que dessem “uma das rochas e das algas, Godinho. da areia, de cada gota N o â m b i t o d a imagem tão de água… Fez-me mersua obra, as orga- eloquente quanto nizadoras cuidaram possível da riqueza gulhador e viajante, ensinou-me que só o igualmente da rela- criativa, vital e olhar não mente e que ção entre a escrita e a espiritual” da obra todo o real é verdaimagem. A sua muito deiro. Quem ler com particular definição atenção, verá que esta é a moral de poesia: “A poesia não é um acto que atravessa toda a escrita”. gratuito mas sim um acto vital. Um livro belíssimo, para recordar Sabemos que um poema é justo Sophia, um fenómeno ímpar, nada quando ele é necessário àquele que existiu antes nem depois, assim. o escreve e necessário ao mundo. O peso das sílabas do poema entrará em equilíbrio com o peso das Beja Santos estrelas. Pois a poesia é um acto Professor Universitário emociona o seu original do poema 25 de Abril, porventura o mais belo dos poemas que se escreveu em torno desse dia da liberdade:

Gageiro a poetar na Travessa das Mónicas, com a sua eterna chávena de chá e a janela aberta para o jardim; fotografias com a família e também no dia do casamento; carta para Francisco Sousa Tavares preso em Caxias, carta em que envia à mãe a “Mensagem” de Fernando Pessoa, fotografias com Ruben A., Isabel da Nóbrega, Menez, Vinícios de Morais, José Régio, Nuno Jú-

dice, Lurdes Castro, entre outros. Páginas tiradas dos seus cadernos diários onde podemos ler: Aos pobres de Portugal é costume dizer “Tenham paciência”. Mas na verdade devemos dizer: “Não tenham paciência”. Devemos pedir ao povo português que procure o caminho de uma “Impaciência pacífica”, que se exprima e combata sem violência mas com teimosia e firmeza. E

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CULTURA 07


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[3] Notícias AFS > Abril 2011

da grande Taça do futebol da região a sucessão de resultados positivos, alimentámos o desejo de chegar o mais longe possível. É natural que agora tenhamos muita vontade de vencer», realça o líder do emblema que reúne cerca de 700 sócios.

As meias-finais da Taça AFS, onde foram marcados três golos, foram disputadas por três equipas da II Divisão Distrital (Paio Pires, Juventude Melidense e Monte de Caparica) a que se juntou o primodivisionário Vasco da Gama.

Os dois clubes finalistas da Taça AFS são igualmente protagonistas nos campeonatos em que estão envolvidos. O Vasco da Gama segue na viceliderança da I Distrital e o Paio Pires é comandante na II divisão. Posições que deixam antever renovadas ambições… Carlos Pereira «a meta que se segue visa a conquista da subida ao escalão nacional», mas o presidente do Vasco não refreia a ambição: «A médio-prazo perspectivamos colocar o nosso emblema em Paio Pires, Juventude Melidense, Vasco da Gama e Monte de Caparica foram as equipas vencedoras nos quatros jogos referentes aos quartos-de-final, onde foram apontados oito golos.

Paio Pires FC

AS REALIDADES E RENOVADAS VONTADES

A equipa do Paio Pires chega à final da Taça AFS como o representante da II Distrital numa prova que contou com 11 equipas desse escalão

patamares competitivos profissionais». Para já, a garantia é que em Sines há cerca de 200 atletas ligados ao Vasco, em todos os escalões etários. «A formação é uma prioridade que jamais vamos descurar e que sustentará as nossa ambições», assume o presidente, antes de sublinhar com orgulho que «nos últimos cinco anos o clube não contraiu quaisquer dívidas». No que respeita ao Paio Pires, a possibilidade de regressar

Alimentámos o desejo de chegar o mais longe possível. É natural que agora tenhamos muita vontade de vencer. Garante o presidente do Paio Pires Jerónimo Poeiras

à I Distrital está bem acesa. Jerónimo Poeiras dá voz à vontade do clube, garantindo que «o facto da equipa liderar

o campeonato, empurra naturalmente o clube para esse objectivo». No Vale d’Abelha, o futebol

está em todos os escalões, com mais 200 atletas. «Temos evoluído muito a formação e confiamos que a

tendência, a breve prazo, possa ser ainda mais animadora, com reflexo nas competições», antevê o dirigente que reconhece a falta de apoios para proporcionar melhores condições aos atletas, mas que tem conseguido levar a bom porto um clube, fruto da carolice e empenho dos seus responsáveis em nome da promoção das capacidades sociais e desportivas de quem veste a histórica camisola ‘alvinegra’. Até ao jogo final da Taça AFS foram marcados 118 golos, nas 36 partidas realizadas, o que representou o registo assinalável de 3,27 golos por jogo.

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ÇA AFS S FINALISTAS DA TAÇA diferença de escalões es competitivos entre as duas equipas? 6- Como avalia a im-portância da realizaação da Taça AFS?

JOÃO AMARAL, TREINADOR DO PAIO PIRES F.C.

1 - Vai ser um desafio muito difícil para as duas equipas. Espero um jogo agradável e digno de uma final. À partida, o Vasco da Gama é favorito. Por isso, temos de fazer saídas super rápidas para o ataque e ter coesão defensiva. Vamos jogar o nosso melhor, com determinação, correr riscos e jogar olhos nos olhos o adversário, com muita vontade de vencer. 2- A nossa qualidade só deve ser identificada, sobretudo, enquanto uma equipa. Tem sido esta a nossa filosofia desde o começo da época. 3- Um meio-campo forte, avançados rápidos e um sector defensivo que se posiciona bem e que apresenta boa capacidade de marcação. 4 – Com muita qualidade. O Vasco da Gama é muito forte nos corredores laterais, com especial incidência para a velocidade dos seus atletas brasileiros. Devemos estar preparados para enfrentar um ataque continuado. 5 – Poderá ser um factor de desequilíbrio. A experiência do Vasco da Gama poderá notar-se, sobretudo, se tivermos em conta que a nossa equipa é mais jovem. Mas vamos querer muito vencer o jogo. Um objectivo que conseguimos conquistar e que foi ambição de todas as equipas que entraram na prova. 6 - Encarámos esta competição muito a sério porque entendemos que foi muito positiva. Desejamos que a Taça AFS continue e que, eventualmente, venha a permitir dar acesso à disputa de mais qualquer coisa. É uma prova importantíssima para o futebol distrital e que contribuiu significativamente para dar mais visibilidade aos atletas.

B.I. Naturalidade: Lisboa; Idade: 35 anos; Percurso como treinador de futebol: Começou como adjunto nos infantis e iniciados do GD Pescadores da Costa da Caparica, seguindo no cargo de técnico principal à frente dos juniores do Paio Pires e AC Arrentela. Este é o seu primeiro ano a assumir a orientação técnica de uma equipa sénior. Qualificação técnica: II Nível.


[4] Notícias AFS > Abril 2011

final

Taça AFS

DR A equipa de arbitragem nomeada para o grande jogo da final é liderada pelo árbitro André Duque

O jogo mais importante da carreira de André Duque O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal nomeou para o jogo da final da Taça AFS o árbitro André Duque, do Núcleo de Árbitros de Futebol Almada/Seixal. Ao Notícias AFS o juiz de 20 anos, pertencente ao Quadro de Observações da arbitragem distrital, mostrou o seu contentamento pela nomeação e promete dar o seu melhor em prol do espectáculo. «Não estava à espera. No entanto, encaro a minha escolha como um reconhecimento pelo trabalho que tenho vindo a desenvolver esta época e vou, juntamente como os meus colegas de equipa, tudo fazer para dignificar a arbitragem e conPub.

tribuir para que a nossa função seja um factor acrescido para a importância desta final». Natural de Lisboa, a residir em Cruz de Pau, Seixal, André Duque entrou para a arbitragem aos 14 anos e prepara-se para apitar aquele que será, para já, «o jogo mais importante da carreira». «Será um marco na minha evolução como árbitro, onde desejo chegar o mais longe possível», assume o juiz seixalense, que tem como objectivo para a próxima época ganhar estatuto nacional, e seguir com o sonho de um dia receber as insígnias internacionais. Quanto ao jogo, André Duque, técnico de electrónica na Autoeuropa, espera uma

boa partida. «Já apitei jogos das duas equipas esta época. São dois conjuntos com muita qualidade, como mostram os resultados, e que vão querer vencer a Taça», elogia o árbitro que preparou, como habitualmente, o desafio com os seus assistentes (Hugo Conceição e Tiago Brito). Uma equipa jovem que garante vai estar com a «máxima concentração». Instado a revelar a mensagem a dirigir aos jogadores antes do apito inicial, André Duque, deseja que todos contribuam da melhor forma para que tenhamos o melhor espectáculo possível. «Que cada um cumpra, com fair-play, a sua função da melhor maneira».

Apostada na promoção do desenvolvimento desportivo e consciente da grande importância de promoção do concelho, a Câmara Municipal de Grândola abriu as portas do Estádio Municipal ao jogo da final da Taça AFS. Inaugurado em Maio de 1984, o Campo Municipal N.º1 de Grândola é local de referência para o futebol local e um dos recintos melhor apetrechados da região, que passou a contar, em Setembro de 2005, com um piso de relva sintética. Investimento que muito contribuiu para a evolução competitiva de todos os atletas. Casa do Clube Recreativo “O Grandolense”, o estádio apresenta uma bancada com ca-

Adeptos não faltam à festa do futebol Não vai faltar apoio às duas equipas finalistas. De Sines e de Paio Pires, ao todo são esperados mais de um milhar de adeptos, que prometem colorir de emoções e de fair-play o ambiente da festa desportiva. Em autocarro ou em viaturas particulares, vão chegar a Grândola associados e simpatizantes sineenses e ‘alvi-negros’ motivados e confiantes na celebração de um triunfo da sua equipa.

Notícias AFS

Grândola na história da final

O Estádio Municipal de Grândola é o palco da grande final da Taça AFS

pacidade para receber 3500 espectadores e está dotado, desde há dois anos, de iluminação para receber jogos oficiais. O Municipal N.º1 de Grândola conta com seis balneários e

Prémios para os finalistas Segundo os regulamentos, a Taça AFS, organizada pela Associação de Futebol de Setúbal, garante o resultado liquido apurado no jogo da final (receita de bilheteira vs despesas de organização) a favor dos emblemas finalistas. Os ingressos (5 euros) podem ser adquiridos nas sedes dos dois clubes ou no estádio grandolense. As equipas recebem 25 medalhas. Ao vencedor é atribuído o troféu da conquista da prova.

todas as condições exigidas para servir a actividade desportiva, envolvido num complexo que ganhou em 2005, um pavilhão destinado à prática de diversas modalidades.

Macrimport parceira da Taça AFS A empresa Macrimport, representante da marca de material desportivo Macron, está presente na final da Taça AFS como parceira do evento. Neste sentido, as bolas do jogo têm o carimbo de qualidade Macron, marca que se associou às t-shirts que vão vestir os jovens ‘apanha-bolas’, que vão estar presentes no decorrer da partida no Estádio Municipal de Grândola.


Sábado | 22.Abr.2011

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+ Região

25 de Abr l

A AUTARQUIA confirmou, esta semana, que o fiscal municipal a quem o Ministério Público (MP) deduziu acusação, imputando-lhe um crime de corrupção passiva, está já suspenso de funções. «O funcionário encontrase suspenso das funções de Fiscal Municipal, por decisão judicial, sem embargo que, face a esta situação, era despicienda

DR

SEIXAL

Funcionário aceitava dinheiro

a aplicação de medida preventiva idêntica, no âmbito do processo disciplinar», adianta a autarquia em comunicado. O funcionário, «um fiscal

municipal especialista principal», detido pela Polícia Judiciária no dia 5 de Novembro do ano passado, é acusado de um crime de corrupção passiva «por ter solicitado e aceitado dinheiro da proprietária de um imóvel sob compromisso de que este não iria ser fiscalizado no âmbito do processo de reconversão urbanística em curso».

Corroios exige centro de saúde SEIXAL

A POPULAÇÃO de Corroios exige a construção de um novo centro de saúde e garante que, com as obras realizadas ao longo dos últimos sete meses no actual edifício, «as condições só pioraram». A falta de um centro de saúde, de raiz, para substituir as instalações que agora funcionam num prédio habitacional, condiciona o atendimento, afirma a comissão de utentes ao recordar que, servindo uma população de 38 mil pessoas, o actual centro de saúde deixa 25 mil pessoas

DR

Suspenso fiscal da Câmara acusado de corrupção passiva pela Judiciária

Utentes em ‘guerra aberta´

sem médico de família. Para piorar a situação, conta a dirigente da comissão, Domingas Gonçalves, o aumento do número de doentes próprios e «dos utentes sem médico de família» vindos da extensão do Moinho de Maré, tornou

o espaço «ainda mais desadequado». A situação chega ao ponto de «os espaços que antes eram salas de espera terem sido transformados em gabinetes médicos» e, por outro lado, asa mudanças levaram a que as grávidas «tenham de subir três andares para serem consultadas». A denúncia surge uma semana depois de uma outra acção promovida pela comissão e que juntou dezenas de doentes à porta do edifício contra a falta de médicos e pela construção de um novo centro de saúde.

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SESIMBRA ESTÃO já em curso a ampliação do jardimde-infância da Quinta do Conde e a construção do jardim-de-infância do Pinhal do General, duas intervenções da responsabilidade da Câmara que, em conjunto, representam um investimento de perto de 700 mil euros. A primeira obra encontra-se na fase final e, segundo a autarquia, deverá estar concluída este mês e irá duplicar - de 50 para 100 - o número de vagas para o pré-escolar a partir do próximo ano lectivo. Em fase de construção, o Jardim-de-infância do

DR

700 mil erguem mais duas escolas na Quinta do Conde

Novas escolas são modelares e devem funcionar em 2012

Pinhal do General tem já executadas as fundações, sapatas, pilares e algumas lajes, prevendo-se que o novo equipamento abra portas já no próximo ano lectivo. Com este novo jardimde-infância, o executivo

pretende criar mais uma centena de vagas no préescolar do concelho. Ambas as intervenções são comparticipadas pelo Programa de Alargamento da Rede de Educação Pré-escolar, do Ministério da Educação.

James Murphy abre Super Rock SESIMBRA O MÚSICO norte-americano James Murphy é cabeça de cartaz para o palco electrónico do festival Super Bock Super Rock, em Julho, no Meco. De acordo com a promotora, James Murphy actuará a 14 de Julho, primeiro dia do festival. Além de Murphy, no

palco electrónico do festival, passarão também Tim Sweeney, Rui Murka, Rui Vargas e Mary B. A 17ª edição do festival decorrerá de 14 a 16 de Julho na Herdade do Cabeço da Flauta, próximo da praia do Meco, no concelho de Sesimbra. Até agora estão confirmados, a 14 de Julho, no

Palco Super Bock, os Beirut, Arctic Monkeys, e Kooks; Palco EDP - Legendary Tiger Man e El Guincho; a 15 de Julho, no Palco Super Bock, os Portishead, Arcade Fire; Rodrigo Leão & Cinema Ensemble; e a 16 de Julho, Palco Super Bock, e Strokes, Elbow e Brandon Flowers.


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Sábado | 21.Jan.2011

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Precisamos do 25 de Abril porque os portugueses sentem o afundamento do país política, também de valores. Sente-se o vazio da revolução. Os Portugueses sentem o afundamento do País, a perca de soberania e da independência nacional. Sentem que estas políticas dos últimos trinta anos servem sempre os mesmos, ao serviço dos mesmos interesses e contra os interesses dos trabalhadores, do Povo e do País. Apesar de tudo isto, valeu a pena. Precisamos da Democracia, precisamos do 25 de Abril. Precisamos de lutar por uma sociedade de igualdades, de justiça social profunda. As comemorações do 25 de Abril no Município da Moita serão diversificadas, plurais, populares. Expressarão a

Nova Plano para a Quimiparque já está em discussão pública

DR DR

Nem os sumidores escapam

«estejam atentos a estes actos de vandalismo e que os denunciem junto da autarquia ou das autoridades policiais», uma vez que «o espaço público é de todos».

77 mil euros para nova sede da Junta

pamentos e o património da freguesia. Com a edição desta obra, a Câmara pretende dar mais um passo no sentido da promoção do conhecimento, da valorização da identidade, da memória histórica e do património cultural do concelho.

Contas de 2010 passam no ‘exame’ ALCOCHETE AS CONTAS do município, relativas a 2010, foram aprovadas pela autarquia, com a abstenção da bancada PS. De acordo com os documentos aprovados, no ano passado Alcochete atingiu um grau de execução de 24,31 por cento do investimento, no valor superior a um milhão e 700 mil euros, com a Receita a atingir 14.468.357,31 euros e a Despesa a apresentar o valor de 14.031.473,85 euros. São números que o presidente da Câmara considera positivos, num ano «marcado por uma significativa redução das receitas ao nível dos impostos indirectos». Apesar disso, Luís Miguel Franco destacou que, em 2010, o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) «se portou de forma significativamente positiva em Alcochete porque registou um aumento de 9,23 por cento em comparação com 2009» e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) registou «um

Joaquim Torres

MOITA O ROUBO de cerca de oitenta grelhas de sumidouros, sendo 50 delas da zona do Parque José Afonso, está a deixar a autarquia de ‘cabelos em pé’. É que este não é o primeiro episódio de actos de vandalismo, queixa-se o município dirigido pelo comunista João Lobo, para quem o roubo destas tampas «é de lamentar, e assume maior gravidade por colocar em risco a segurança da população». O executivo alerta que «este é apenas mais um dos vários actos condenáveis que se têm registado no concelho», que abrange a destruição de zonas verdes, danificação de mobiliário urbano, de peças de arte urbana e de contentores de recolha de resíduos sólidos. A autarquia afirma «condenar veementemente» estes actos de criminalidade e lança o apelo a todos os munícipes para que

MONTIJO O DIA 25 de Abril dá o ‘mote’ à autarquia, liderada pela socialista Maria Amélia Antunes, para inaugurar oficialmente o novo edifício da Junta de Freguesia de Pegões. O novo edifício, adjudicado em cerca de 77 mil euros, vai acolher a junta de freguesia e um pólo da rede pública de bibliotecas, espaço internet e auditório. O final de tarde, ficará marcado pelo lançamento da obra “Monografia da Atalaia”, o segundo trabalho publicado de Helena Barros, licenciada em Sociologia. Trata-se de uma abordagem sociológica, assente em inúmeros dados históricos, numa diversificada documentação e em testemunhos locais. A obra ilustra o carácter, simultaneamente rural e urbano, da Atalaia, contemplando a caracterização do território, em várias vertentes: demográfica, habitacional e toponímica. O estudo abrange, ainda, entre outros aspectos, as instituições, os equi-

A suspensão dos grandes projectos não deverão beliscar o PU Quimiparque

Vandalismo cresce no Vale da Amoreira

João Manuel Lobo (Presidente da Câmara da Moita)

Junta de Pegões ganha nova casa

BARREIRO

O EDIL barreirense Carlos Humberto acredita que o Plano de Urbanização (PU) da Quimiparque não sairá beliscado com a suspensão dos projectos do TGV e da nova ponte sobre o Tejo. A convicção do autarca foi vinculada na última sessão pública sobre este tema, realizada na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Carlos Humberto acredita que o plano «não fica comprometido» e diz mesmo que, como alternativa à Gare do Sul, gostaria de ver as obras iniciadas pela área logística ou pela zona do parque urbano. Embora admita que a terceira travessia do Tejo seja potenciadora do PU, o autarca garante que o plano «vive além dela». «Se a ponte se atrasar, o Plano tem que ser reajustado e o seu faseamento reponderado», argumentou. No encontro para acolher sugestões sobre o plano, o vereador Rui Lopo estabeleceu o segundo semestre deste ano para a aprovação da versão final do documento.

realidade e o sentimento do Povo. Falarão de história, de cultura e de luta. Ajudarão a desenvolver um espírito solidário e empreendedor, características de quem acredita no futuro e que vale sempre a pena construir um novo mundo. Valeu a pena o 25 de Abril. Vale sempre a pena lutar por uma vida melhor. O Povo saberá construir a sua alternativa! Viva o 25 de Abril! O dos sonhos e o da luta!

DR

25 de ABRIL, o dia Ímpar, o “dia inicial”. A ruptura política de um momento memorável. A dignidade recuperada. As Liberdades e a Democracia. Na nossa história, fica, em termos políticos e sociais, em lugar de honra, na conceptualização do que hoje chamamos e o “interesse comum”. Abriu todas as portas. Os caminhos, virtuosos, alguns foram pedregosos, as curvas muito apertadas. Valeu a pena? Estamos em plena crise. Crise económica, social,

A bancada do PS absteve-se nas votações das contas da autarquia

aumento percentual muito significativo, na ordem dos 26,15 por cento», se comparado com 2009. Ainda assim, adverte, «a derrama sofreu uma redução significativa que ultrapassou os 30 por cento». Segundo o autarca, verificou-se um «ano horribilis» ao nível das receitas provenientes do Imposto de Loteamentos e Obras, com uma redução de 200 mil euros,

bem como das receitas correntes e de capital, que diminuíram 190 mil euros no total. No que respeita à Despesa, destacou uma redução no valor de 713 mil euros, dos quais 402 mil dizem respeito a despesas correntes, destacando-se o peso dos encargos com os recursos humanos, que representam 51,76 por cento do total da despesa.


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Arrumar o país e pô-lo a funcionar como deve ser

Celebrar a liberdade e a democracia Festejar Abril significa celebrar a liberdade, a democracia e as conquistas da Revolução. Ao assinalarmos o 37º aniversário da Revolução dos Cravos, em que o povo saiu à rua clamando uma vida melhor, não nos podemos distanciar da situação que hoje vivemos no nosso país, exigindo o máximo respeito pelas conquistas alcançadas. Mais do que celebrar uma data, é preciso também enaltecer as nossas capacidades para ultrapassar os maus momentos e para superar as dificuldades, conscientes de que fomos e somos capazes, e que o futuro também depende de nós e das nossas escolhas. Abril é um tempo sempre presente que nos faz acreditar em nós próprios!

A chamada revolução dos cravos ocorreu há 37 anos. Durante os primeiros anos desse período de tempo, viveu-se colectivamente num clima de euforia e de idealismo que tudo perdoa e desculpa. Todos sentiam a necessidade de mudança e todos queriam dar o seu contributo para essa mudança. Vivia-se uma festa! Acontece que no fim das festas há que limpar e arrumar. E foi aí que tudo começou a correr menos bem. Ninguém se entendia ou se entende. O cansaço e o desânimo cresceram e, agora, todos fugimos a contribuir para pôr a casa em ordem. Agora todos ralham e ninguém tem razão. Por isso digo: abandonemos as recriminações mútuas, a gritaria inútil e disponhamo-nos a reconstruir o edifício social que criámos em 1974. Podemos começar por qualquer lado. Tanto faz! Seja no bairro onde moramos, no clube, na associação, na empresa ou na família. Vamos arrumar a casa. Vamos arrumar o país e pô-lo a funcionar como deve ser.

Maria Emília de Sousa (Presidente da Câmara de Almada)

Pedro da Cunha Paredes (Presidente da Câmara de Alcácer do Sal)

ALMADA

A CÂMARA pretende aprovar regulamentação para impedir a abertura de grandes superfícies, com mais de dois mil metros quadrados, ao domingo à tarde e feriados, à excepção dos meses de Novembro e Dezembro. O ante-projecto de regulamento para o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais no concelho, que esteve em consulta pública durante cerca de um mês, recolheu pareceres da população, das entidades oficiais e dos comerciantes. Neste momento, a autarquia prepara o projecto final de reguPub.

lamento, que pode ou não impedir a abertura das grandes superfícies comerciais aos domingos à tarde e aos feriados. O documento foi aprovado quarta-feira em sessão pública do município e vai seguir para ser também aprovado em Assembleia Municipal ainda este mês. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição confirma que «a Câmara de Almada está a ultimar o processo» de regulamentação para proibir a abertura das grandes superfícies ao domingo. Segundo o decreto-lei 111/2010, publicado a 15 de Outubro, as

Semmais

Autarquia quer grandes superfícies fechadas ao domingo

O município aprovou quarta-feira o ante-projecto para grandes superfícies

grandes superfícies comerciais passaram a poder abrir até à meianoite de domingo a partir do dia 24 de Outubro, do ano passado,

permitindo que, no prazo de 180 dias, o poder municipal pudesse restringir aqueles limites de horários ao domingo.

Gonçalo Paulino, presidente da delegação de Almada da Associação dos Comerciantes do Distrito de Setúbal, refere que apoia o anteprojecto da autarquia, que aponta para o encerramento dos grandes espaços comerciais aos domingos à tarde e aos feriados. «Sempre demos parecer negativo, no alargamento dos horários. Mas agora, a perda de postos de trabalho tem sido maior do que o ganho. Pensamos que o domingo é o dia indicado para o descanso dos trabalhadores, os quais se devem concentrar mais no trabalho durante a semana», vinca.


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Abril em Grândola será sempre um dia de festa

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Recordar Abril para enaltecer valores da liberdade

A ligação indissociável e que permanecerá eterna entre Grândola e o Abril dos Cravos tem por base os valores da Liberdade e de Fraternidade do nosso Povo e da nossa Terra, onde José Afonso encontrou “em cada esquina um amigo e em cada rosto igualdade”. Por essa razão Abril, em Grândola, será sempre um mês de Festa e de afirmação constante dos valores de progresso e de justiça social por que nos batemos incansavelmente. Estas comemorações do 37.º aniversário da Revolução do 25 de Abril serão, uma vez mais, um importante momento de convívio dos grandolenses, onde reafirmaremos o propósito de continuar a trabalhar por um Concelho cada vez mais próspero, mais desenvolvido, mais solidário e com oportunidades para todos.

As comemorações dos 37 anos do 25 de Abril constituem mais um marco de uma revolução que acabou com 48 anos de ditadura fascista e instituiu a democracia em Portugal. Recordar o 25 de Abril de 1974 é enaltecer os valores da liberdade, da paz e de um desenvolvimento económico e social sem paralelo na história do país. Comemorar hoje o 37º aniversário da revolução de Abril é continuar a lutar pela democracia económica, política e social, de forma a combatermos as desigualdades sociais e a aprofundarmos mais os valores da solidariedade, da equidade, e da igualdade.

Carlos Vicente Beato (Presidente da Câmara de Grândola)

Maria Amélia Antunes (Presidente da Câmara de Montijo)

Mostra de Fernando Pó com menos apoios cobra entradas

Concurso público para novo quartel da GNR PALMELA

O MUNICÍPIO aprovou, na reunião pública de quartafeira, a abertura de concurso público para a adjudicação da empreitada de construção do novo edifício para o destacamento territorial da GNR em Palmela, pelo montante base de 2 milhões e 360 mil euros. A autarquia celebrou em 2008, com o Ministério da Administração Interna, um protocolo com o objectivo de garantir a construção do quartel para o destacamento territorial de Palmela. Nesse sentido, o município cedeu ao referido ministério, um terreno no valor de 99 mil e 500 euros, comprometendo-se,

29 PRODUTORES de vinho participam este ano na 16.ª Mostra de Vinhos de Marateca e Poceirão, que decorre entre 6 a 8 de Maio, nas instalações da Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó. As entradas a um euro, para os três dias, estão de regresso ao certame devido ao corte orçamental de 50 por cento das entidades apoiantes. Além de 18 pavilhões de produtores de vinhos, a mostra conta ainda com espaços dedicados à gastronomia e às entidades oficiais. A animação musical, com ranchos e artistas locais, também constam no programa, que inclui ainda a realização de um colóquio acerca do futuro da actividade vitivinícola na região. Ao longo dos três dias, os visitantes poderão também ver a exposição de alfaias agrícolas e adquirir vinhos e outros produtos locais aos produtores que se encontram representados na feira de vinhos. Cerca de 5 mil pessoas são esperadas na 16.ª Mostra de Vinhos de Marateca e Poceirão, que tem como meta «dar a conhecer e valorizar os vinhos do ano» produzidos nas freguesias rurais de Marateca e Poceirão. O município entende que a iniciativa é «determinante» para a divulgação e afirPub.

Joaquim Torres

PALMELA

A mostra de Fernando Pó espera receber cerca de 5 mil pessoas

mação dos vinhos destas freguesias rurais, que constituem o principal produto da economia local e que asseguram a «sustentabilidade» da actividade rural no concelho. A autarquia de Palmela apoia a mostra com 4 mil euros. Duarte Pedroso, da comissão organizadora, garante que a redução nos apoios não coloca em causa a qualidade da mostra. «Se tivesse colocado em causa a qualidade não teríamos prosseguido em frente. Essa foi a nossa preocupação», vinca, acrescentando que os produtores, com os

vinhos a prova, passam também a pagar uma taxa de 20 euros, de forma a «equilibrar o orçamento e a manter a qualidade». Este ano há 29 vinhos tintos a concurso, sendo que, por enquanto, a vontade da organização em alargar o concurso aos vinhos brancos, vai ficar em ‘stand-by’. «Os vinhos brancos já podem ser provados na mostra, de há dois anos a esta parte. E este ano temos 13 para provar. Mas a concurso ainda não, porque os entendidos acham que não se deve levar os brancos a concurso», sublinha.

também, a promover o concurso para a construção e a assegurar a fiscalização da obra. Ao Governo cabe o financiamento e o fornecimento do projecto de execução, o qual, depois de ser revisto pela autarquia e pela Direcção Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos, foi agora validado por aqueles serviços da administração central e remetido ao município. Além de vir a possibilitar melhores condições de trabalho aos militares, o novo quartel da GNR é encarado como uma obra fundamental para a segurança da população e prevenção da marginalidade.

Bombeiros de Pinhal Novo ganham nova ambulância PALMELA OS BOMBEIROS Voluntários de Pinhal Novo vão ganhar uma nova ambulância, numa altura em que se encontram a comemorar os 60 anos de vida. A viatura de transporte de doentes, que custou cerca de 33 mil euros, foi adquirida totalmente pela associação, e vem contribuir para «uma renovação gradual da frota de ambulâncias para doentes com mobilidade reduzida e condicionada», realça a presidente Helena Rodrigues.

A associação está dotada de cinco destas viaturas, sendo que a mais recente foi adquirida em 2007, e ainda está a ser paga. «Todas estas viaturas estão extremamente desgastadas, o que acarreta avultadas despesas de manutenção», refere Helena Rodrigues, que acrescenta que, por outro lado, a nova viatura vem contribuir para melhorar «significativamente» o conforto e a qualidade do serviço prestado aos doentes.


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Comemorar Abril é celebrar o enorme trabalho do povo português para construir pátria melhor e mais justa Comemorar a Revolução de Abril é não esquecer o caminho que se percorreu na melhoria das condições de vida de um país que foi incompreensivelmente, mas orgulhosamente, atrasado. Um país em que o obscurantismo era a regra que impunha o silêncio aos que se atreviam a desejar uma vida melhor. Comemorar Abril é celebrar o enorme trabalho do povo português para construir uma pátria melhor, mais justa, mais fraterna e solidária. Abril valeu a pena. Abril continua a valer a pena.

É, contudo, imperioso que se deixe de fazer da política apenas um jogo tático, que, no caso português, mais parece ser um bailado bem ensaiado em que os principais dançarinos apenas se desencontram num passo ou noutro com menos importância. A alternância política e partidária não tem de ser uma regra absoluta. Existem outros caminhos viáveis. O caminho de uma política verdadeiramente de esquerda, na qual os interesses do lucro e dos mercados não sejam erigidos como os valores absolutos, como os deuses que tudo podem, tudo mandam. O sistema democrático nascido no 25 de Abril consa-

grou como uma das suas principais conquistas o direito de eleger quem governa os nossos destinos. Hoje, num momento em que o des��nimo toma conta de muitos portugueses, em que a descrença assume uma posição cimeira nos sentimentos de quem vê a vida escaparlhe por entre os dedos, honrar os valores de Abril é exercer esse direito que os militares conquistaram para todos os portugueses. Exercê-lo de forma a que se perceba que há mais caminhos, há novos rumos que podem ser seguidos.

Maria das Dores Meira (Presidente da Câmara de Setúbal

Dia da Marinha exalta tradição marítima de Setúbal VISITAS a unidades navais, exercícios de demonstração de capacidades operacionais, concertos, uma exposição, um desfile naval e provas desportivas estão incluídas no programa oficial das comemorações do Dia da Marinha, a realizar entre 14 e 22 de Maio, em Setúbal, que se inspiram na “Chegada de Vasco da Gama a Calecute, há 513 anos”. «Setúbal, um concelho com forte vocação e tradição marítimas, orgulha-se de receber esta iniciativa que fortalece o elo de ligação entre as diversas entidades e instituições cuja essência é o mar»,

CMS

SETÚBAL

Braz Silva e a edil Dores Meira apresentaram oprograma do Dia da Marinha

referiu a presidente da edilidade, Dores Meira, na apresentação do programa, realizada terça-feira, na autarquia. A edil, enaltecendo a importância

da Armada e o trabalho desenvolvido, «com destaque para as missões de carácter público e humanitário», reforçou que o município «tem incentivado e apoiado a realização

de projectos e actividades em diversas áreas», da investigação e desenvolvimento, à preservação do ambiente, ao desporto e à cultura. «As condições naturais e humanas da cidade são uma garantia de sucesso deste importante evento», que inclui, a 13 de Maio, às 18h30, a inauguração da exposição da força naval portuguesa na «renovada Casa da Baía», sublinhou Dores Meira. As comemorações desta data pretendem «demonstrar o trabalho desenvolvido pela força naval junto das populações ribeirinhas, desde os mais novos até aos seniores»,

esclareceu o contra-almirante Braz Silva, lembrando que «Setúbal é uma cidade que todos os marinheiros conhecem, até porque é uma paragem obrigatória de todos os navios da Marinha ao longo do ano». A exposição, destaca as principais actividades da Marinha nas áreas de defesa e segurança, investigação e desenvolvimento, cientifica e cultural, sendo que neste local também decorrem rastreios de saúde. A Casa da Baía vai ser palco ainda de várias palestras e no Largo José Afonso vai funcionar o Aventura Naval, com várias actividades para jovens e não só. Pub.


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Os ideais e os projectos do 25 de Abril mais actuais do que Nunca Os ideais e os valores de Abril, tudo aquilo que foi projectado continua a ter uma grande actualidade. Nunca, tanto como hoje, os problemas que vivemos, desde o desemprego, a precariedade, o custo de vida, as desigualdades e as injustiças sociais agravados com o pedido de financiamento externo anunciado pelo Governo, não são resultantes de Abril, mas contra aquilo que Abril preconizou e a Constituição da República consagrou. Entendo por isso que 37 anos após a Revolução dos

Cravos, a Igualdade, Liberdade, Democracia, Escola e Saúde para todos, o direito à Habitação, o Emprego e o Poder Local, nunca foram tão ameaçados como na actualidade resultante de opções de direita de Governos PS/PSD e CDS. Abril continua a valer a pena e os problemas que o país vive podem ser resolvidos se forem retomadas as ideias e os projectos de Abril. Vale a pena aproveitar as comemorações do trigésimo sétimo aniversário da Revolução dos Cravos, que no nosso concelho voltam a contar com um vasto programa cultural, desportivo e musical, organizado pela Câmara municipal com a colaboração de Juntas

Mais de um milhão de euros para renovar Cineteatro grandolense

Porto Covo já tem circuito de manutenção

Novo palco promete realização de espectáculos mais intimistas

cultural de Grândola. Desde a década de 30 que este edifício é a sede da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, SMFOG. Foi neste espaço que Zeca Afonso actuou em 1964 e, impressionado com a dinâmica da colectividade compôs

Arquivo

A vila do Torrão vai ganhar mais apoio para mais 125 crianças

ções de aprendizagem às crianças daquela freguesia do interior do concelho». O Centro Escolar do Torrão envolve um investimento de 1.4 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional – InAlentejo. O equipamento tem capacidade para 125 crianças, do Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.

a canção Grândola, Vila Morena. A obra decorre do Programa Operacional Regional do Alentejo, instrumento financeiro de política regional que visa promover o desenvolvimento em diversas áreas da actividade social e comunitária.

Numa iniciativa da Junta de Freguesia de Porto Covo, que teve o apoio da Câmara de Sines, foi instalado um circuito de manutenção destinado aos habitantes da povoação e turistas que a visitam. O circuito aproveita os trilhos existentes junto às falésias e arribas de Porto Covo e começa na arriba da baía, seguindo para norte, até à Praia do Burrinho. Daí retorna para sul e termina no Jardim de Porto Covo. O circuito é composto por 14 estações: as sete primeiras são dedicadas a simples exercício físico e as restantes estão equipadas com aparelhos de exercícios em madeira tratada. Cada uma das 14 estações está representada numa placa informativa, que indica, através de desenhos, os exercícios, número de repetições e carga física, quando aplicável. Cada exercício está associado a uma cor, correspondente ao nível da prática, permitindo que a execução dos exercícios solicite de forma correcta e equilibrada a mobilização geral do corpo e esteja adaptado à idade do

Arquivo

SINES

Ministra inaugura Centro Escolar do Torrão

ALCÁCER DO SAL Na terçafeira, dia 26, abre portas oficialmente o novo Centro Escolar do Torrão, tendo como convidada de honra a ministra da Educação Isabel Alçada. O equipamento, uma obra desencadeada pelo município dirigido pelo socialista Pedro Paredes, é tido como uma obra «há muito desejada pela população» e que vai proporcionar «melhores condi-

Vítor Proença (Presidente da Câmara de Santiago do Cacém)

Prática de desporto como objectivo

utilizador. O circuito está dotado de protecção das arribas e falésias, de acordo com as normas utilizadas para os percursos pedestres. Entre os principais objectivos do circuito encontram-se a aliança da prática do desporto ao contacto com a natureza, a sensibilização para a prática de actividades físicas como veículo de promoção da saúde, bemestar e qualidade de vida e o estímulo da prática desportiva em todas as faixas etárias da população, fomentando o convívio entre praticantes e a ocupação de tempos livres.

Santiago oferece folares da Páscoa SANTIAGO DO CACÉM

Vários Centros de Dia de todas as freguesias do concelho santiaguense decidiram promover os tradicionais almoços de Páscoa, numa iniciativa que pretende unir todos os utentes das instituições. A quadra festiva tem sido aproveitada pela Câmara, que participa nas iniciativas através do vereador Álvaro Beijinha, para oferecer aos mais idosos os tradicionais folares de Páscoa. Ao longo da semana, o responsável pela Acção Social na Câmara de Santiago do Cacém tem participado em algumas dessas iniciativas, tendo entregue até agora 216 folares às instituições. A iniciativa da autarquia santiaguense ocorre à semelhança do que é realizado todos os anos por esta época festiva, no âmbito do Projecto Ser Idoso Ser Activo 2011.

D.R.

O dia 25 de Abril, domingo, vai abrir as portas do Cineteatro Grandolense à população. Uma obra de requalificação e ampliação, financiada pelo INALENTEJO, no valor total de 1 milhão e 380 mil euros. O novo Cineteatro Grandolense tem uma sala com 72 lugares sentados e vai permitir à Câmara Municipal de Grândola a realização de recitais de música, encontros de poesia, colóquios e seminários. Outra importante valência da sala será a de possibilitar o funcionamento como espaço amplo, adequado à produção de pequenas exposições e concertos de carácter mais intimista. O espaço começou por albergar, no século XVI, a Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Grândola. Mais tarde foi adquirido por João Rodrigues, um lavrador local, que em 1934 mandou construir o Cineteatro Grandolense. Durante cerca de 30 anos foi o principal centro da actividade

D.R.

GRÂNDOLA

de Freguesia e movimento associativo, mas também para reflectir sobre o futuro próximo com mais sacrifícios para os portugueses, realidade imposta com o chamamento do FMI e instituições financeiras da União Europeia. Para nós, ABRIL É SEMPRE NOVO!

A tradição vai ser servida pelos vários centros de dia


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+ Negócios Dupla feminina lança em Setúbal empresa inovadora na área da decoração de bolos

Empreendedoras com a mão na massa

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uando, em Novembro de 2010, duas amigas se desafiaram mutuamente para abrirem um negócio de decoração de bolos, estavam longe de imaginar a rapidez alucinante dos acontecimentos que se seguiram e que acabaram por provar que o empreendedorismo, na região de Setúbal, vale a pena. Do projecto à abertura da loja, o tempo correu depressa, e dois meses depois – mesmo a tempo dos festejos de Natal – estava instalado, em plena zona antiga da capital de distrito, o Bolo de Sonho. Muito mais que uma loja, este espaço abriu portas a um novo segmento de mercado, em Setúbal, na área da decoração de bolos. Amélia Bragança, uma professora reformada, juntou esforços com a sua amiga Carla Romão, ex-quadro superior da Lear, e deram corpo ao sonho que vinham acalentando há anos. «Cada uma de nós fazia isto em casa», frequentaram cursos de especialização na área e, como sempre «gostámos muito desta actividade, quiseram partilhar esta forma de arte. O investimento de mais de 20 mil euros numa loja que dispõe de todas as condições para o fabrico e decoração de bolos, aliado a uma sala de formação e a muita vontade de ensinar como, na doçaria, se pode ser criativo e original. «Abrir uma loja só de deco-

Amélia Bragança e Carla Romão estão entusiasmadas com o projecto e com a sua aceitação no mercado

ração de bolos não seria rentável», admitem as duas sócias, e foi assim que aliaram o fabrico próprio, para posterior decoração, e o ‘creme de la creme’ do negócio: a transmissão dos valiosos conhecimentos da arte de ornamentar.

«Tem sido uma correria, felizmente», pois clientela não tem faltado desde o primeiro dia. «Especializámo-nos em cinco tipos de massa diferentes» para os bolos e quando um cliente encomenda «já sabe que pode

participar» nos workshop para aprender a fazer a cobertura doce. Carla e Amélia Bragança fazem e ensinam a fazer coberturas com pasta de açúcar «moldadas com motivos» de acordo com o gosto dos clientes. Na sala de formação,

Negócio promete expandir bolos personalizados Sem nunca terem dito tempo para promover o negócio e publicitá-lo junto do mercado, Carla e Amélia não têm mãos a medir com o fabrico e decoração de uma média de seis bolos por semana. É um negócio «constante» que se alimenta a si próprio e que vive da qualidade. «Temos sido divulgadas boca a

boca, pelos clientes que saíram daqui satisfeitos», pelo que desde que abriram portas nunca lhes faltou trabalho. Numa área que nem quer ouvir falar de crise, conseguem tirar o sustento de dois salários. Embora «modestos» são rendimentos de peso, admitem as duas sócias, que agora pretendem avançar para a

fase do marketing relacionado com a empresa. «Vamos apostar na divulgação, nomeadamente nas redes sociais», adiantam, porque, sustentam as duas empresárias, é preciso acompanhar a evolução e o progresso e ir ao encontro das novas formas de comunicação e promoção de produtos.

a criatividade tem asas e todos fazem o que a imaginação manda. «Os formandos saem daqui com uma grande satisfação por terem aprendido algo de tão belo», afirma Carla ao lembrar homens e mulheres de todas as idades e profissões que já por lá passaram. E é preciso «muita paciência e carinho», pois cada bolo leva duas horas a confeccionar e cerca de quatro em processo de decoração. «Lembro-me de clientes que vieram encomendar bolos de aniversário para os filhos e que aproveitaram a formação para fazerem, eles próprios, os motivos decorativos», lembra, ao afirmar que se trata de um cunho pessoal que torna inesquecíveis as datas festivas.

A marca é cada vez mais forte

decrescido 0,5 por cento, relativamente a 2009, a Repsol consolidou as suas quotas de mercado nos principais produtos e segmentos de negócio. Na petro-

química verificou-se um aumento da procura mundial e a Repsol, que é uma das 10 maiores exportadoras em Portugal, exportando cerca de 85 por cento da sua produção, registou um significativo aumento das suas vendas, também derivado da valorização desses produtos. No que se refere a recursos humanos, o volume de emprego manteve-se estável, com 1.192 empregos directos. A Gespost, empresa de gestão das estações de serviço próprias, em sequência de política de responsabilidade social da Repsol a nível mundial, incrementou de forma voluntária a geração de emprego para cidadãos portadores de deficiência, tendo já atingido 3 por cento de colaboradores. Este projecto tem sido efectuado em estreita parceria com a Fundação LIGA, quer no recrutamento, como no acompanhamento de estágios prévios à contratação dos trabalhadores.

Semmais

OS RESULTADOS estatutários das principais sociedades do Grupo Repsol, em Portugal, correspondentes às actividades de distribuição de combustíveis, gás GPL e industriais na área da petroquímica, no ano de 2010, ascenderam a 42 milhões de euros. O volume de negócios das três principais sociedades (Repsol Portuguesa, Repsol Gás Portugal e Repsol Polímeros) totalizou 2,6 mil milhões de euros, dando seguimento à consolidação da actividade em Portugal. O crescimento de 38 por cento, relativamente ao ano anterior, justifica-se sobretudo pela valorização dos produtos petrolíferos. Estas três sociedades apresentam activos líquidos no valor de 1,2 mil milhões de euros, tendo durante o ano de 2010 investido 28 milhões de euros. Embora a procura de produtos petrolíferos e o consumo total de combustíveis rodoviários tenha

Joaquim Torres

Repsol factura 42 milhões em 2010 Porto de Setúbal cresce 7,4 por cento no 1.º trimestre

Nos últimos anos o porto sadino tem vindo sempre a crescer

O MOVIMENTO de carga no porto de Setúbal atingiu, no primeiro trimestre do corrente ano, um crescimento de 7,4 por cento, que se traduz num total de 1,7 milhões de toneladas, ou seja, um acréscimo de 119 mil toneladas em relação ao período homólogo de 2010. A média mensal do trimestre cifrou-se em 577 mil toneladas, superando a de igual período em

2010, de 537 mil toneladas, ano em que foi batido o recorde absoluto de carga movimentada no porto. Este bom desempenho está a ser alavancado pela carga exportada, com evidência para os contentores, especialmente pelo carregador Portucel, concentrado de cobre, veículos da Autoeuropa e cimento ensacado.


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Anti-stress

ALMADA

Solene da Assembleia Municipal

24 -> 22h00 - Lura e Teratron - Praça S. João Baptista

PALMELA

25 -> 9h30 - Desfile

25 -> 21h00 – “Março

das instituições locais das várias freguesias - Parque Júlio Ferraz

Grita Maio” - CineTeatro S. João

SEIXAL

24 -> 22h00 - Mazgani

SETÚBAL e Paulo de Carvalho

24 -> 22h00 - Jorge Palma e Deolinda Largo 1.º Maio;

25 -> 10h00 - Sessão Solene da Assembleia Municipal

25 -> 10h00 - Estafeta - Zona Ribeirinha de Arrentela

SESIMBRA 24 -> 21h30 - Realejo

Obra musical de José Afonso ganha maior visibilidade

José Afonso - Todas as Canções” é o título do livro que foi apresentado no dia 2, na sede da Associação José Afonso (AJA), em Setúbal. A obra vem preencher a ausência de pautas musicais no repertório do cantor. A autoria do livro pertence a Guilhermino Monteiro, João Lóio, José Mário Branco e Octávio Fonseca. António Sequeira, da direcção da AJA, realça que a ausência de pautas musicais era a grande lacuna na obra musical de José Afonso. «Existia uma ou outra, mas todas, como na presente obra, não. É um livro que vai ser muito útil para músicos, amadores ou profissionais, que pretendam tocar José Afonso. Por outro lado, sublinha que, cada vez mais, existe «procura entre as camadas jovens da música de José Afonso». A AJA, com cerca de 1

Fotos: DR

Concertos, exposições e provas desportivas

O cantor de intervenção José Mário Branco (à direita) é um dos autores do livro

200 sócios, de norte a sul do país, possui núcleos em Grândola, Porto e Aveiro, terra natal de José Afonso, estando em formação o núcleo de Lisboa. «Tem vindo a crescer, consideravelmente, o interesse pela divulgação da vida e da obra de José Afonso», confessa António Sequeira. Quando a Casa da Cultura estiver concluída, a

sede da AJA será transferida para este novo projecto do município, o que deverá acontecer no final deste ano, permitindo aos seus mentores melhores condições de trabalho. No novo espaço será criado um centro de documentação sobre a vida e obra do cantor. Toda a obra musical de Zeca Afonso encontra-se disponível em CD, para venda, na

sede da AJA, sita na Rua de Damão, 26/28. Continuar a divulgar a obra de José Afonso é a principal meta da AJA, que no ano passado ganhou o estatuto de Utilidade Pública. «Orgulha-nos bastante este reconhecimento. Temos muitos sonhos em perspectiva, mas, o principal, é continuar a divulgar a obra de José Afonso», vinca.

- Cine-Teatro João Mota

+ Cartaz...

BARREIRO

Actriz firme para a festa

24 -> 21h00 - Desfile da Liberdade; 22h15 - Concerto da Liberdade, Parque da Cidade

25 -> 9h00 - Milha da Liberdade

MONTIJO

GRÂNDOLA 24 -> 22h30 - João Gil e João Monge/ David Antunes and the Midnight Band (“Operação Triunfo”) - Parque de Feiras e Exposições

25 -> 17h30 - Lançamento da monografia de Atalaia - Museu Agrícola Atalaia

MOITA

SANTIAGO DO CACÉM 24 -> 22h00 Paulo Flores – V. N. S. André

Qui

Sex

28

22

História de fé e egoísmo “Dentro de mim fora daqui” é a peça de teatro pela Ensemble, que conta a história de fé e egoísmo, da procura pelo que cada um espera encontrar dentro de si mesmo. Cooperativa “Bem-Vinda a Liberdade” Faralhão | 21h30

24 -> 22h00 - Camané - Praça da República

25 -> 10h30 - Desfile

ALCÁCER DO SAL

da Liberdade

ALCOCHETE 23 -> 21h30 - Sérgio Godinho - Fórum Cultural

25 -> 00h00 Exposição de Abril sai à Rua - Núcleo Antigo da Vila de Alcochete 22h00 - Sessão

“Irene” é a 20.ª produção FIAR, de Cláudia Lucas Chéu, com encenação de Ivo Ferreira e as interpretações de Margarida Vila-Nova e Nuno Gabriel de Mello, que conta a história de uma actriz, que não se deixa intimidar. Em vez de recuar, avança firme para a festa. Teatro “O Bando”, em Vale de Baris, Palmela | 22 horas

24 -> 22h00 – Spectaculum - Ponte Pedonal - Praça Pedro Nunes

SINES

Sáb

23

Folclore em festival O Festival de Folclore Internacional da Região Caramela, que inclui grupos de França e Espanha, é apenas uma das iniciativas que assinala o 31.º aniversário do Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia. Praça da República, Moita, e sede do Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, 17 e 21h30

Sáb

23

Queima do Judas A tradicional Queima do Judas, recuperada pela autarquia em 1995, cruza um antigo ritual pagão, ligado às celebrações do equinócio da Primavera, com a festa do teatro e a mostra do trabalho realizado pelos grupos de teatro amadores do concelho. Centro Histórico de Palmela | 21h30

Sáb

23

Cabaret Seixal A segunda vaga do Cabaret Seixal, que contrasta com o profundo negrume da primeira, assume uma toada mais descontraída mas igualmente cativante, com as performances de Fernando Alvim e Nuno Gervásio. Cinema S. Vicente, Paio Pires | 21h30

23 -> 22h00 - «Filme Socialismo» - Centro de Artes de Sines

24 -> 22h30 - Viviane

Convites para o teatro Temos convites para oferecer para os musicais “Um Violino no Telhado”, “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e “Fado”, produzidos por Filipe La Feria, em cena em Lisboa. Também temos 10 convites duplos para a peça “Mãe”, da

Companhia de Teatro de Almada, em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa, este sábado, às 21 horas, e domingo, às 16 horas. Para se habilitar a todos os convites apenas terá de ligar para 918 047 918.


Sábado | 22.Abr.2011

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+ Desporto Torneio de Alfarim anima futebol jovem

Natação do Alentejo assume destaque nacional

A XIII edição do Torneio de Futebol Infantil Páscoa 2011 do GD Alfarim, decorre ao longo desta sexta-feira, no complexo de futebol do clube. O evento é reservado a benjamins e infantis e conta com a participação de 8 equipas.

O nadador do CN Litoral Alentejano, Paulo Janeiro, sagrou-se recentemente vicecampeão nacional dos 100 metros livres, no escalão júnior. A excelente condição competitiva valeu-lhe ainda dois terceiros lugares em 50 e 200 metros livres.

Futebol do Sesimbra quer fugir à esperança do Lagos

As ‘Doenças’ do verde e branco

David Sequerra

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Castigado, o treinador Tiago Fatia (na foto) cede o comando da equipa ao adjunto Carlos Faneca

Páscoa rima com hóquei em patins O PAVILHÃO do GD Sesimbra acolhe desde ontem a 26.ª edição do Torneio Internacional de Hóquei em Patins Juvenil – Praias de Sesimbra, evento ímpar no cenário desportivo nacional e que este ano reúne 21 equipas de todos os escalões de formação. A presença do emblema espanhol do CP Tordera, a juntar às selecções distritais de Setúbal e Alentejo, conferem uma competitividade acrescida a um

evento que conta igualmente com a representação do SL Benfica. Organizado pelo Sesimbra, o torneio conta este ano com uma novidade de grande significado para a promoção da modalidade, uma vez que os 22 jogos ganham privilégios televisivos, fruto de uma parceria que vai permitir a visualização das partidas através da Internet. O torneio termina amanhã, às 18 horas, com a final de juniores.

mora uma equipa «ambiciosa e muito motivada para ganhar os três pontos que permitem afastar-se do mais directo opositor». Argumentos apontados pelo treinador que não vai estar no banco, devido a castigo federativo respeitante à última ronda, a que se junta a ausência do avançado Januário, por semelhante motivo.

E este pode ser um jogo decisivo nas aspirações à subida? Tiago Fatia admite que esse cenário será possível «se a equipa que vencer não volte a ser alcançada». O que para o técnico será improvável em virtude de este ser um campeonato muito equilibrado. No entanto, «nesta fase, um desaire poderá influenciar psicologicamente». Alerta.

Montijo em Gaia rumo à promoção A EQUIPA sénior feminina do Montijo Banda Basket vai começar, amanhã, em Vila Nova de Gaia, diante do S.C. Coimbrões, a discutir a fase de play-off do campeonato nacional da I divisão de basquetebol. Será a jornada inaugural da I eliminatória, que poderá ser discutida em três jogos, depois das montijenses terem

fechado a fase regular da competição em primeiro lugar, após um percurso invejável de 21 vitórias e uma derrota. Recorde-se que a formação montijense, treinada por Carlos Caetano, tem o grande objectivo de conquistar o acesso à Liga Feminina, o mais importante patamar competitivo do basquetebol intramuros.

DR

embate diante dos algarvios. Instado a apontar as maiores dificuldades que o Sesimbra vai enfrentar, Tiago Fatia não hesita em avaliar o Esperança de Lagos como «a equipa que melhor futebol pratica na prova». O que resume as complicações que a formação ‘cerize’ terá pela frente. Todavia, em Sesimbra

O plantel feminino montijense só pensa em conseguir a subida

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quipando, normalmente, de verde e branco, (descontadas as ‘loucuras’ do comercialismo sórdido de outras cores) tanto o Sporting Clube de Portugal como o Vitória Futebol Clube de Setúbal, à escala do futebol de topo, têm estado muito aquém do que deles se esperaria, com a incomodidade indesejável do Vitória, na época do seu Centenário, a correr riscos de despromoção, num incómodo 14.º lugar. Dir-se-ia que há uma espécie de malefício verde e branco, uma misteriosa ‘doença’ que se tem propagado em Alvalade e no Bonfim. A um outro nível também se poderá evocar a forte ‘queda’ do Lusitano de Évora (verde e branco) que milita hoje no ‘Regional’, bem como o Sporting Farense, dois escalões abaixo dos bons ‘velhos tempos’ da I Divisão e o Sporting da Covilhã, em riscos sérios de despromoção, muito longe das épocas faustosas de André

Dir-se-ia que há uma espécie de malefício verde e branco, uma misteriosa ‘doença’ que se tem propagado em Alvalade e no Bonfim. Simonyi e de Fernando Cabrita e também do ‘estratega’ Tomé, pai do vitoriano sadino assumido que é Fernando Tomé, um leitor assíduo do Semmais. Tudo a equipar, normalmente, de verde e branco como se tratasse de um capricho de oposição à crendice popular que diz que o verde é a cor da esperança por demais ténue para os clubes citados, em ‘maus lençois’ quanto a 2011. Muito em especial quanto ao Vitória de Setúbal – mal parecia se assim não fosse… - aqui ficam os votos para que o ‘pesadelo’ que tem tido um tom verde e branco se transforme no sonho cor de rosa da subida de uns furos na classificação do campeonato.

Lutas ganham 18 títulos DR

Semmais

perseguição por uma das duas vagas de acesso à II divisão nacional joga-se amanhã, às 16 horas, no Estádio da Vila Amália, em Sesimbra. A equipa local, actual vice-líder da fase de promoção da III divisão F, recebe, na 5.ª e última ronda da primeira volta da fase de promoção, os algarvios do Esperança de Lagos, que seguem um lugar abaixo na classificação, mas com os mesmos 26 pontos somados. O conjunto sesimbrense, liderado por Tiago Fatia, é por esta altura, o único representante da região nos nacionais de futebol em melhores condições para festejar uma subida de escalão. O técnico ‘cerize’ reconhece a possibilidade e assume que «neste momento a equipa atravessa uma fase boa, mostra confiança e está a jogar bem», factores que servem de argumento para o

DOS 29 títulos nacionais em disputa no último campeonato de lutas amadoras, que decorreu na Quinta do Conde, 18 foram conquistados por clubes do distrito, o que diz bem da força que a modalidade assume na região.

A Casa do Benfica da Quinta do Conde e a Sociedade R. Baixa da Serra, festejaram, ambos, 6 vitórias. A SCR 1.º Agosto conseguiu dois títulos. A competição foi disputada por 10 clubes.


Sรกbado | 22.Abr.2011 Pub.

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