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Sábado | 17.Novembro.2012 Director: Raul Tavares

semanário - edição n.º 739 • 5.ª série - 0,50 € • região de setúbal

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Distribuído com o

VENDA INTERDITA

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POLÍTICA

Federação do PS avoca processo da concelhia de Grândola

Última Beterraba está de volta à região

Anti-stress Amílcar Caetano está a preparar revista popular

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950 crianças da região assistiram a violência em casa

+NEGÓCIOS PÁG. 14

Líder do Parque Agrícola de Rio Frio, Ramos Rocha, explica os primeiros projectos a sair da cartola

São passos que deixam sequelas e há crianças a receber tratamento psicológico. Almada, Seixal, Barreiro, Setúbal e Palmela registam o maior número de casos.

Semmais

Madalena Alves Pereira chamou a si o futuro autárquico. PÁG. 7

Greve não afectou Porto de Sines, mas foi forte nos sectores tradicionais Manifestação em Setúbal reuniu 4 mil, segundo a organização. Pub.

PÁG. 7

ABERTURA PÁG. 2

Autoeuropa discute futuro em Munique

Defesa vende seis imóveis no distrito

ÚLTIMA A comissão de trabalhadores da unidade de Palmela vai participar, de 26 a 30 deste mês, numa reunião com a cúpula da multinacional em PÁG. 16 Munique para decidir novo modelo.

ACTUAL O Ministério da Defesa Nacional colocou à venda seis imóveis que detém na região. Entre estes, estão os quartéis de Coina PÁG.5 e da Azeda de Baixo, em Setúbal.

DR

POLÍTICA

30 por cento do rapazes são circuncisados entre os três e os seis anos de idade Pág. 4

Campanha Semmais / Banco Alimentar de Setúbal Pagamento de Serviços Entidade: 21098 Referência 111 222 777

Semmais

Especial Os 102 anos do Vitória


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Abertura A maior parte das vítimas está a receber apoio psicológico

Crianças da região assistiram a 950 casos de violência em casa São casos dramáticos que deixam sequelas para o futuro. As autoridades estão preocupadas. Almada, Seixal, Barreiro, Setúbal e Palmela são os concelhos onde se verificaram mais queixas. :::::::::::: Roberto Dores ::::::::::::

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30 de Agosto de 2011, um ex-agente da PSP de Setúbal matou a mulher a tiro, após uma discussão iniciada na noite anterior, em que o polícia agrediu a companheira. Perante os maus tratos, a mulher decidiu sair de casa com os dois filhos, o que não foi aceite por José Diniz. O homem tentou reconciliarse com a mulher, mas como ela não aceitou, acabou por disparar. O crime, que consternou o bairro Afonso Costa, e os episódios de violência que o antecederam foram presenciados pelos filhos do casal, que necessitaram de acompanhamento psicológico. Sobretudo, o filho mais novo, de 14 anos, ficou bastante fragilizado, por ter assistido à discussão dos pais que resultou na morte da mãe, sendo uma das crianças que engrossa a «amarga» lista de 950 menores que presenciaram um total de 2282 casos de violência doméstica no distrito de Setúbal participados à PSP e à GNR. Os dados são fornecidos no relatório anual de monitorização das forças de segurança e dão conta de uma média diária de seis participações na região, sendo que Almada, Seixal, Barreiro,

Dez perguntas sobre o mercado único* Viver e envelhecer na Europa 8. Como posso saber se estou a comprar um brinquedo seguro para o meu filho? Compre apenas brinquedos com marcação CE. Ao comprar um brinquedo com a marcação CE sabe que este foi fabricado em

Setúbal e Palmela registam o maior número de queixas. Terceiro lugar em violência doméstica As autoridades alertam que apesar de existir uma diminuição face a 2010, têm ocorrido casos considerados mais graves, o que coloca o distrito no terceiro lugar da lista de participações ao nível da violência doméstica, apenas atrás de Lisboa e Porto. Ainda segundo o relatório, Agosto é o mês em que se registaram mais queixas - precisamente o mês em que se registou o crime que chocou Setúbal embora a generalidade das situações tivesse como consequências para as vítimas ferimentos ligeiros (48%), enquanto em um por cento dos casos (mais de 20) os ferimentos tivessem sido graves. A agressão que vitimou Amália Santos, no Barreiro, é um desses exemplos. Depois de enfrentar o companheiro, que chegou a casa embriagado, para defender os filhos, acabou espancada pelo homem com quem viveu 12 anos, necessitando de ficar internada. Foi a ajuda dos vizinhos que evitou males maiores. Também as crianças foram agredidas. O homem foi detido, mas continua em liberdade.

conformidade com a legislação europeia sobre segurança dos brinquedos, cumprindo, assim, as condições para ser comercializado em todo o espaço da UE. Consulte, na Internet, o sistema de alerta rápido da UE: (RAPEX)http://ec.europa.eu/ rapex. Apresenta pormenores de produtos perigosos retirados do mercado no seu país, incluindo brinquedos. Para saber mais sobre segurança dos brinquedos consulte a DOLCETA - projeto de educação do consumidor através da Internet: http://www. dolceta.eu/portugal. Existiam, em 2011, cerca de 80 milhões de crianças menores

A vergonha dos números O relatório adianta que, em cerca de 30% das participações, as forças de segurança entraram no domicílio do denunciado e da vítima, tendo 78% das ocorrências ocorrido numa casa particular e 17% na via pública ou em espaços públicos fechados. A violência física esteve presente em 73% das situações, a psicológica em 78%, a sexual em 2%, a económica em 7% e a social em 8,5%. O documento aponta que 85% das vítimas são mulheres, casadas ou em união de facto (51%), com uma idade média de 40 anos, não dependendo economicamente do denunciado (78%). Mais de dois terços tinham habilitações literárias iguais ou inferiores ao 9º ano e 24% possuía habilitações ao nível do ensino secundário ou superior. Metade das vítimas encontrava-se empregada (50%), 22% estavam desempregadas, 12% eram domésticas, 10% eram reformadas/pensionistas e as vítimas estudantes representavam 7%.

de 14 anos na UE e cerca de 2 000 empresas empregando mais de 100 000 trabalhadores no setor dos brinquedos e dos jogos, a maioria das quais pequenas e médias empresas. O Mercado Único para os brinquedos tem contribuído para proteger o consumidor e desenvolver o setor, ao harmonizar as características de segurança dos brinquedos em toda a UE. * A oitava de dez perguntas e respostas da responsabilidade da Comissão Europeia no quadro actual da integração, por ocasião do 20.º aniversário do Mercado Único.


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Editorial

Espaço Público

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// Raul Tavares

As sementes que levam ao caos A descoordenação política do Governo é evidente e nem a comissão engendrada entre os parceiros da coligação veio saldar esse défice, entretida que esteve este tempo com os ‘arranjinhos’ das candidaturas autárquicas. È público e notório o labiríntico terror das mensagens justapostas entre membros do Governo. O ministro Álvaro esforça-se para comprovar que tem uma agenda de crescimento, mesmo que esta seja tão insípida que não se vislumbra nem uma luzinha neste apertado túnel de austeridade galopante. E o ministro Gaspar, ao jeito de mensageiro da desgraça, soma terror atrás de terror, prometendo um país desfeito pelo menos num horizonte de 30 anos. Ora, a semiótica deste Governo é significante nos tempos que correm, porque a confusão que gera deve servir para alguma coisa, mais que não seja, para lançar fumos indivisíveis. Armar o terreno com fumaradas e lançar espumas e poeiras no caos social, é a melhor forma de confundir as dificuldades. Percebe-se porque é que a violência ocorrida esta quarta-feira serviu vários interesses. A oposição clamou ao lado dos governantes e o brando povo luso logrou vociferar contra outro alvo que não o de Passos ou Gaspar. Mas afinal a estratégia é a mesma: A meia dúzia de arruaceiros quiseram tempo de antena e clamar ao caos. Mas é o Governo que tem lançado as sementes da discórdia e do desespero, empurrando uns contra os outros. Assim, estaremos perdidos mais depressa do que seria de esperar.

ficha técnica Director: Raul Tavares; EditorChefe: Joaquim Guerra; Redacção: Anabela Ventura, Bruno Cardoso, Cristina Martins, Marta David, Rita Perdigão, Roberto Dores; Dep. Comercial: Cristina Almeida (coordenação). Projecto Gráfico: Edgar Melitão/”The Kitchen Media” – Nova Zelândia. Departamento Gráfico: Dinis Carrilho. Serviços Administrativos e Financeiros: Mila Oliveira. Distribuição: José Ricardo e Carlos Lóio. Propriedade e Editor: Mediasado, Lda; NIPC 506806537 Concessão Produto: Mediasado, Lda NIPC 506806537. Redacção: Largo José Joaquim Cabecinha nº8-D, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraça) 2910-564 Setúbal. Tel.: 265 538 819 (geral); Fax.: 265 538 819. Email: redaccao. semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado. pt. Administração e Comercial: Tel.: 265 538 810; Fax.: 265 538 813. Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (média semanal). Distribuição: VASP e Mediasado, Lda. Reg. ICS: 123090. Depósito Legal; 123227/98

Não tem de ser assim

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este momento conturbado em que vivemos, de incertezas quanto ao futuro, a vitória de Obama é um incontornável fator de esperança na democracia, no progresso e no desenvolvimento, não só para os Estados Unidos, mas para a Europa e para o Mundo. Apesar desta esperança que vem do outro lado do Atlântico, neste exato momento, no nosso Portugal, Paços Coelho desviou a atenção da discussão do Orçamento de Estado para 2013, que terá efeitos dramáticos na vida dos portugueses/as, para a destruição da conceção de sociedade que temos hoje, através do corte de 4 mil milhões de Euros nas funções de soberania e nas funções sociais de Estado, através do estudo que o FMI, conjuntamente com o Governo, estão a realizar para aplicar no OE de 2014. Esta atualidade nacional transporta-nos à década de 80 do séc.XX, quando os Estados Unidos que, ao contrário de hoje, tinham um Republicano mega liberal à frente dos seus destinos. Por orientação Europeia, 30 anos depois do “Consenso de Washington”, suportado pela teoria da Escola de Chicago ter falhado redundantemente nos países da América do Sul, estamos a vivenciar, de forma nua e crua, a aplicação do mesmo modelo no nosso país. Em 1982, devido à crise da dívida externa que os países sul-americanos sofreram, exatamente como está a acontecer no sul da Europa, com um forte crescimento dos juros aplicados à dívida desses mesmos países, o FMI e o Banco Mundial desenvolveram um programa de ajustamento em que as necessidades de financiamento do setor público foram cortadas para metade e em simultâneo se liberalizou a economia, sendo apenas controlado o valor da mão-de-obra através da desvalorização do trabalho para fomentar a competitividade e as exportações, ou seja, menor proteção social e empobrecimento dos trabalhadores/as. Na América Latina esta receita não impediu que a dívida externa continuasse a aumentar, tendo sacrificado o sector

Catarina Marcelino*

produtivo daqueles países durante cerca de 20 anos. O FMI defendeu sempre uma abordagem de curto prazo, com o objetivo de obter resultados rápidos, o que levou a que o investimento público fosse desproporcionalmente afetado. Esta tese, na década de 80 do séc. passado, era apoiada pelo Banco Mundial que defendia que as reformas aceleradas são mais recomendáveis porque minimizam a resistência política e popular. Esta cartilha dos tecnocratas e políticos de Washington levaram a que, numa década, a América Latina passasse de 136 milhões para 196 milhões de pobres, e que 5% dos mais ricos vissem aumentada a sua riqueza. Já para não falar do decréscimo acentuado da esperança de vida, da mortalidade infantil e da perda de liberdade. O que os países da América do Sul sofreram e o que nós hoje estamos a sofrer em pleno séc. XXI, são as consequências de um modelo que não tem em conta o bem-estar social e a coesão social. Estamos perante um paradigma baseado no liberalismo do séc. XIX que não incorporou os progressos sociais do séc. XX. Estas experiências de ajustamento rápido, comportam custos económicos e sociais brutais para os países onde são aplicadas, sendo neste modelo que Paços e Gaspar acreditam, sendo o memorando com a Troika uma oportunidade de aplicar modelo em que acreditam, fingindo sempre que é uma inevitabilidade. Mas não é inevitável, não tem de ser assim. Há outro caminho: criar emprego, criar riqueza, honrando os nossos compromissos, com mais tempo para aplicação do programa de ajustamento e juros mais baixos para que possamos dinamizar a economia. Os países da América Latina emergiram da recessão após mais de duas décadas de sofrimento e pobreza e nós não sabemos quanto tempo teremos pela frente de sofrimento e miséria. Não tem de ser assim. *Dirigente do PS

“ALERTA” Senhores Políticos.

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solidão é uma dor que corrói os sentimentos e que nos leva a uma angustiante existência desprovida de sentido, onde o rumo se perde no horizonte. Esta é a triste realidade que germina, de forma galopante, na nossa sociedade, onde a condição humana se afasta da comunhão e partilha, resguardando-se na solidão assustadora que esmaga a vontade de lutar pela dignidade. A pobreza Material que castra a possibilidade de ter o que necessitamos, é menos lesiva que a pobreza de Valores. Quem tem pouco, sabe reconhecer a agrura da privação, e com generosidade, partilha o pouco que tem, consciente que o que dá, não irá saciar as necessidades do seu semelhante. Todavia, não deixa de partilhar. Incrédulos, assistimos a que a pobreza de Valores, apenas tem em comum o adjetivo, tudo o mais, é um icebergue em águas profundas, onde o que se vê, é uma miragem do que se esconde. Felizmente, vivemos num Estado Democrático, onde a “Voz” e as “Ideias” podem ser livremente expressas, cabendo a cada um de nós, decidir quem nos irá representar e conduzir a governação do País. De igual forma, temos ainda, alguma impressa independente, que nos dá “Voz”, e que continua a lutar por “Valores de Cidadania”, contornando as dificuldades com engenho, saber e muito trabalho, mantendo viva a esperança de um futuro melhor e mais solidário. Todas essas conquistas, pouco ou nada representam se não tivermos uma “Justiça” que atue na defesa do coletivo, condenando os prevaricadores da “Lei”, restituindo ou reparando todos que ficaram desprovidos dos bens ou do seu bom-nome (Honra). É de elementar justiça, e da mais singular importância para uma “Sociedade de Valores”, que tenhamos uma “Praxis” “Legisla-

Olhe por favor: um cafezito e um Pastel de nata!!

Q

uem é que nunca ouviu alguém dizer isto? Acho que ser Português é sem dúvida alguma sinónimo de um café bem tirado e um requintado Pastel de Nata, do norte ao sul do País. Natas, Natas de Belém, pasteis de Belém ou ainda pasteis de nata, seja de que maneira é aclamado, é

de facto um símbolo Português! Mas não confundamos, o conhecido Pastel de Nata, nada, a não ser o aspecto semelhante, tem a ver com o Pastel de Belém, onde a receita original, continua bem guardada a sete chaves na Oficina do Segredo na Fábrica dos Pasteis de Belém desde 1837 até aos dias de hoje.

Esta 15ª iguaria mais saborosa do Mundo, faz das manhãs de alguns, o casamento perfeito entre o encorpado sabor de um café e a doçura víciante de um pastel “petit”, mas que nos satisfaz e nesse prazer breve, mas duradouro, começam conversas, travam-se conhecimentos, lêem-se jornais

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João Serra*

«Lamentavelmente estamos a assistir à má utilização da “Justiça”. Porventura, por ardilosa teia legislativa, ou por sapiência invertida de quem manuseia os instrumentos de Direito»

tiva” e um sistema “Judicial”, que pense e aja em prol dos cidadãos. Relembro que somos nós que elegemos os Políticos, cabendolhe a Nobre Missão de nos representarem e nos defenderem, legislando assertivamente, e tutelando quem aplica a “Lei” que emanam. Lamentavelmente, estamos a assistir à má utilização da “Justiça”. Porventura, por ardilosa teia legislativa, ou por sapiência invertida de quem manuseia os instrumentos do Direito. Uma coisa é certa, salta à vista do cidadão comum, que se condena naturalmente o infractor desprovido de valores materiais, deixando-se resvalar impunemente, quem têm materialmente a capacidade de contornar a “Lei”. Os “VALORES” da LEI e da “JUSTIÇA” estão a ser torpedeados por valores indignos e pantanosos que se aproveitam da inépcia de aparelho judiciário. Desta forma, estamos a assistir ao desmoronar corrosivo dos alicerces da Democracia e a fortalecer-se a pandemia da desordem do “ESTADO de “DIREITO”, que urge combater e alterar. Senhores Políticos respeitáveis, zelem por quem vos elegeu, e tornem a “ÉTICA” o desígnio da “Casa da Democracia”, porque sem ela, não há Liberdade, Fraternidade e Justiça que nos valha. Se assim não for, ficaremos irremediavelmente mais “SÓS”. *Cidadão Português em PORTUGAL

Rui Espirito Santo*

e distraem-se pensamentos e a Crise, nesses saborosos minutos, deixa de existir. Agora, faça como eu, dirija-se ao café mais próximo e peça uma bica e um Pastel de Nata, Pastel de Belém, um Nata, uma Nata, mas peça! *Comerciante


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É que há cerca de 20 anos a maioria das operações traduzia uma espécie de ritual religioso entre muçulmanos, judeus, islamitas e africanos, além dos portugueses que se viam obrigados a ser submetidos à circuncisão por apresentarem fimoses (dificuldade ou até impossibilidade de expor a glande). «Sobretudo o facto de reduzir quase a zero o risco de cancro é uma vantagem enorme que as pessoas começaram a perceber», refere o urologista. Entre os adultos operados estão ainda doentes diabéticos, propensos a infecções no prepúcio. «Se forem circuncisados, essas lesões são menos prováveis ou quase nulas. Em medicina nunca há certezas absolutas, mas aqui andamos muito perto disso», afirma Joshua Ruah, admitindo que também começou a ser procurado por homens entre os 30 e os 40 anos que optarem pela circuncisão «apenas por razões de higiene. Em termos estéticos sente-se melhor e não há mal nenhuma nisso, afiança. Quanto à idade ideal para

realizar a cirurgia, o médico afiança que «ela não existe», embora a tradição dos judeus pelos oito dias de vida tenha dado resultados satisfatórios. «As crianças ficam saradas em quatro dias. Já os muçulmanos, que em Portugal circuncisavam os filhos mais tarde, começam a pedir para que a intervenção seja abreviada», relata o mesmo especialista.

Actual

Fotos: DR

Circuncisão também já é “moda” no distrito

30 por cento dos rapazes que nascem no distrito são sujeitos à remoção do prepúcio. Tendência que aumentou nos últimos anos. Os especialistas afirmam que a ‘moda’ deve-se às novas culturas radicadas na região.

:::::::::::: Roberto Dores ::::::::::::

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á cada vez mais homens na região a recorrerem à circuncisão, mesmo entre a população adulta, desde que existem provas científicas que admitem a redução do risco de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo dados a que Semmais teve acesso, 30% dos rapazes que nascem no distrito são sujeitos à remoção do prepúcio, sobretudo, nos primeiros três a seis anos de vida. Uma tendência que aumentou nos últimos anos devido às novas culturas radicadas na região Uma realidade que não surpreende o urologista Joshua Ruah, ex-presidente da comunidade judaica em Portugal, para quem este género de cirurgia começa a ser transversal às várias culturas, tendo passado a ser encarada entre os adultos como uma forma de prevenir doenças. Ritual antigo em outras culturas

O CENTRO Hospitalar de Setúbal, que inclui o Hospital de São Bernardo e o Hospital Ortopédico do Outão, foi distinguido na edição anual dos Prémios do Futuro, com o 2º lugar na Categoria Gestão e Economia da Saúde, com o projecto Informatização de Registos de enfermagem Perioperatórios. Para a administração hospitalar, a importância do projecto assenta no «reconhecimento da importância dos registos e sistematização da informação em enfermagem enquanto garante da continuidade de cuidados, imposição ético-legal, facilitador da tomada de decisão clínica e influenciador dos modelos de gestão, no planeamento da formação e investigação».

O projecto permitiu eliminar os registos em papel; uniformizar a informação dos cuidados de enfermagem perioperatórios; aumentar o fluxo de transmissão de informação entre os serviços de enfermagem e assegurar a continuidade de cuidados de enfermagem. Depois da aposta nas boas práticas dos enfermeiros, o centro hospitalar aposta, novamente, nas boas práticas clínicas com mais uma edição das Jornadas de Medicina Interna, nesta XIX edição sob o lema do Ensino à Prática Clínica. As Jornadas de Medicina Interna vão decorrer nos dias 23 e 24 e reunirão especialistas de várias unidades hospitalares.

DR

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Economia da Saúde dá prémio ao S. Bernardo

na praça de Portugal, em Setúbal, em Junho de 2010. Um terceiro arguido, réu primário, foi condenado a pagar a quantia de 555 euros por, também, ser ilegalmente proprietário de um aerossol. A presidente do colectivo de juízes, Paula Sá Couto, afirmou estar convicta de que «aquilo que se praticou não foi apenas aquilo que efectivamente se provou», mesmo enfatizando o facto de só poder aceitar as provas relevantes constituídas legalmente. O grupo, composto por seis homens e duas mulheres, foi detido a 30 de

Também sobre as vantagens da operação, a cirurgiã pediátrica Miroslava Gonçalves explica que uma glande fechada torna mais difícil de detectar qualquer tipo de lesão, além de estar mais exposta ao contágio de doenças sexualmente transmissíveis. «Uma glande fechada é, desde logo, mais difícil de limpar», diz a médica, pelo que as secreções ficam no interior podendo gerar infecções. «Com a circuncisão não há esse problema, porque está tudo à vista», justifica.

Tributo a José Afonso

Tribunal absolve gangue suspeito de rebentar caixas ATM’s em Setúbal O TRIBUNAL de Setúbal não considerou provada a autoria dos rebentamentos, em Maio de 2011, das caixas ATM do Instituto Politécnico de Setúbal, hotel Isidro e papelaria Anaísa, todas em Setúbal. Ainda assim, o colectivo de juízes condenou dois dos oito arguidos do grupo suspeito, igualmente indiciados por outros crimes, a seis e cinco anos e dois meses de prisão, respectivamente. O tribunal deu como provado que o primeiro arguido tentou rebentar a caixa ATM do supermercado Marçal e Marçal, no bairro de São Gabriel, na mesma cidade, «com total desprezo pelas pessoas e seus bens», com a intenção de se apropriar dos mais de 30 mil euros que esta continha. Foi igualmente punido pelo crime de furto qualificado na forma tentada. Já o segundo arguido, além de possuir ilegalmente um aerossol, foi condenado por ter assaltado o balcão do Montepio Geral

Glande fechada tem mais riscos

Junho do ano passado, na sequência do rebentamento destas caixas ATM’s em Setúbal, com recurso a explosão de botijas de gás, que provocaram danos avultados, inclusive nas viaturas estacionadas perto dos locais dos assaltos. Vários artigos relacionados alegadamente com a actividade criminosa foram encontrados no interior das residências dos arguidos. A leitura do acórdão do processo, na Vara Mista do Tribunal de Setúbal, foi dada a conhecer esta semana. Bruno Cardoso

MAIS de 20 músicos sobem ao palco do renovado Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, este domingo à tarde, para cantar José Afonso, espetáculo em que participam alguns dos principais nomes associados à luta pela Liberdade. “Às vezes não tenho jeito para falar de amigos”, iniciativa da Associação José Afonso, com início às 18h00, comemorativo dos 25 anos da instituição, conta com atuações de José Fanha, Manuel Freire, Janita Salomé, Vitorino, Francisco Naia, Vítor Sarmento e Francisco Peña Villar. No espetáculo de celebração de José Afonso, promovido com o apoio da Câmara Municipal, participam ainda o Grupo Coral e Etnográfico da Coop de Grândola, Tiago Fernandes, Afonso Dias, Filipe Raposo e o conjunto Ronda dos Quatro Caminhos. Os bilhetes, à venda no Fórum Luísa Todi e na Casa da Cultura, custam dez euros para a plateia e 7,50 para o balcão.


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Europe Direct de Setúbal levou autarcas, quadros e dirigentes regionais

A VISÃO europeia para o próximo quadro comunitário de apoio que está a ser preparado em Bruxelas para 20142020 está muito atrasada e é ainda muito insípida. Este foi o sentimento generalizado da comitiva que se deslocou à Comissão Europeia a convite do Centro Europe Direct Setúbal, que incluiu autarcas, quadros da Direcção-Regional da Agricultura e Pescas Lisboa e Vale do Tejo, Adrepes, dirigentes do ensino profissional, da administração pública e jornalistas. Um dos exemplos mais marcantes é o do desenvolvimento rural, uma das apostas do Governo português, que começa a ter grande importância na região de Setúbal. «Ficámos com a ideia de que ainda se está a discutir em torno das verbas a disponibilizar para cada país as quais, no nosso caso, não deverão ser mais do que recebemos no anterior quadro de apoio», disse ao Semmais Paulo Curado, vicepresidente da DRAP-LVT Apesar deste marcar passo, a apresentação preliminar da Política de Desenvolvimento

Rural para 2014-2020 feita em Bruxelas não deixou de suscitar grande interesse de parte da comitiva, nomeadamente ADREPES, representada pelo presidente, António Pombinho, e Manuela Sampaio. «As nossas maiores incertezas têm a ver com os novos procedimentos nos vários programas, nomeadamente no caso do FIADER, mas também sobre se a gestão dos fundos em Portugal não serão desviados para outras rubricas e outras áreas», frisaram ao Semmais, no decurso do debate liderado, em Bruxelas, por Pedro Brosei, da Direção-Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Mas Paulo Curado acredita que haverá novidades nos domínios da sustentabilidade entre agricultura e ambiente. «Prevê-se alterações positivas na relação dessas duas áreas e também na valorização do associativismo de classe». Culturas em baixa outras em alta Outra das noções já mais ou menos clara é a de que algumas culturas vão ser

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Comitiva do distrito em Bruxelas com novo quadro agrícola a meio gás

preteridas em relação a outras, em termos de financiamento e apoios. Neste caso, Paulo Curado admite que a produção de arroz «vai perder dinheiro», enquanto que a floricultura e os hortícolas vão ser «beneficiadas». Uma boa notícia para a ADREPES que opera muito nestas áreas. De resto a comitiva mais ligada ao sector agrícola deixou Bruxelas com uma perspectiva positiva no que refere aos fundos ao investimento e à manutenção anual da garantia aos agricultores. «Nestes casos não deverá haver grandes decréscimos nos apoios», sintetizou o vicepresidente da DRAP-LVT. Numa jornada muita

Grupo diversificado e multidisciplinar Para além dos quadros da DRAP-LVT, a comitiva, chefiada por Manuel Meireles, responsável do Centro Europe Direct de Setúbal, contou com a presença da presidente da Câmara do Montijo,

Amélia Antunes, dos vereadores Manuel Pisco (Setúbal), Luís Calha (Palmela), Felícia Costa (Sesimbra), da directora do Centro Regional de Setúbal da Segurança Social, Ana Clara Birrento,

Maria do Carmo Guia, directora do Centro de Emprego do Montijo, Albertina Palma. Vicepresidente do IPS e do director da Escola Profissional do Montijo, João Martins.

Imóveis da região tapam buraco na Defesa O MINISTÉRIO da Defesa prepara-se para alienar 6 imóveis no distrito para tapar o buraco de cerca de 30 milhões de euros do Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas. Os seis imóveis fazem parte de uma lista mais ampla de 25 edifícios a alienar em todo o país, que incluía, numa primeira fase, também quartéis e postos da GNR que ficaram, entretanto, de fora. O maior número de imóveis a alienar na região, metade, está situada em Almada e diz respeito à Bateria da Raposeira, à Bateria da Raposa e à Moradia para Oficial na Trafaria. No Barreiro, o imóvel em causa é o quartel de Coina, enquanto em Setúbal,

a proposta visa a alienação do quartel da Azeda de Baixo. Um prédio rústico na Herdade da Maria da Moita, em Santo André, concelho de Santiago do Cacém, também faz parte desta lista. A resolução do Conselho de Ministros, publicada em Diário da República esta semana, diz que a venda dos imóveis visa responder a «necessidades de curto prazo», pelo que se trata agora de agilizar «processos com vista à sua rentabilização imediata». A alienação será feita através de hasta pública, por negociação ou mesmo por ajuste directo, tal como é admitido nesta resolução. O processo será conduzido pela Direcção-Geral do

Tesouro e Finanças, em colaboração com a Direcção-Geral do Armamento e Infra-Estruturas de Defesa. Os imóveis serão desafectados das suas funções públicas, mas senão forem comprados voltam à posse do Estado. De acordo com números avançados pelo secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, numa audição parlamentar em Maio passado, o Fundo de Pensões, utilizado para pagar complementos de pensão, tem cerca de 12.700 beneficiários, que implicam «compromissos anuais de 32 milhões de euros e 277 milhões de euros de responsabilidades futuras». Bruno Cardoso

intensa, entre visitas aos Comité das Regiões e ao Comité Económico e Social, a comitiva, que foi recebida por Margarida Marques, da Direcção-Geral de Comunicação, da representação portuguesa da Comissão Europeia, participou em conferências-debate sobre “A Política de Desenvolvimento Rural 2014-2020, “Arquitectura Institucional e Processo de Decisão Política”, “A Acção da Comissão e o Executivo Europeu”, “Política da Cultura e da Educação da EU” e o “Papel do Comité das Regiões no Processo Legislativo”.

Xavier Santana investe 50 mil euros em sala para turistas A ADEGA Xavier Santana, empresa localizada em Palmela, com tradição na produção e comércio de vinhos da região da Península de Setúbal, abre as portas este sábado, pelas 17 horas, de um novo espaço destinado a receber os turistas e os enófilos. Orçado em cerca de 50 mil euros, o espaço compreende uma sala com 10x40 metros quadrados, e um átrio de acesso com 40 metros quadrados. Destina-se a receber os turistas e a ser palco de iniciativas enoturísticas e localizase nas antigas caves da adega. A inauguração deste novo espaço, que vai ser animada com muito bom vinho para provar e com um concerto com o espec-

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táculo “Sons do Vinho”, que compreende a actuação do “Duo Encore”, está integrada nas comemorações do programa “Palmela, Cidade Europeia do Vinho 2012”. A adega Xavier Santana faz parte da Rota de Vinhos da Península de Setúbal desde Março do presente ano e uma sala para receber com dignidade os turistas era uma das exigências deste processo. Pub.


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Pescadores da região reclamam nova lei para carapau “miúdo” e fazem alertas CERCA de 500 quilos de carapau imaturo foram apreendidos pela GNR de Setúbal, numa altura em que os pescadores da região reclamam alterações à lei, que proíbe a pesca de exemplares com menos de 12 centímetros. O pescado ilegal tinha um valor na casa dos 2500 euros, acabando por ser distribuído a várias instituições de solidariedade. O carapau encontrava-se n u m armazém, anexo à lota sadina, o n d e f o i encontrado pelo Subdestacamento de Controlo Costeiro no âmbito de uma fiscalização relacionada com as actividades de captura. Esta apreensão vem lançar o debate junto dos pequenos armadores da arte xávega do distrito, que recentemente começaram a levantar a voz para exigir ao Governo que reveja a lei que regulamenta a apanha de carapau. É que a legislação proíbe a captura de exemplares com menos de 12 centímetros, sendo os pescadores obrigados pelas autoridades a devolver o peixe ao mar. Arte xávega não dá controlo

Grupo alemão investe 54 milhões na Fisipe O SGL Group, empresa alemã líder na produção de materiais de carbono, comprou a empresa barreirense Fisipe por 29 milhões de euros e prepara-se agora para investir mais 25 na transformação de duas das suas dez linhas de produção para o fabrico de precursor, a matéria-prima para fibras de carbono. Em comunicado, o administradordelegado da Fisipe, Stefan Seibel, afirma que o negócio permite criar mais 12 postos de trabalho, além de manter os actuais 330 no futuro. «O SGL Group procurou uma fábrica na Europa para produzir o precursor e a Fisipe convenceu pela sua alta competência técnica, pela boa produtividade e pela grande visão dos gestores», afirma. A empresa, que faturou 130 milhões de euros em 2011, produz anualmente 50 toneladas de fibras acrílicas para os seus 275 clientes, localizados em 40 países.A taxa de exportação é de 99 por cento.

Contudo, o sector alerta que, sobretudo na modalidade da arte xávega «é impossível controlar as espécies e tamanho» que vem à rede, segundo o pescador de Sesimbra Manuel Carvalho. «É preciso que a tutela perceba que o documento e s t á desajustado aos dias de hoje. Só quando a rede é aberta é que sabemos o que lá vem», insiste, enquanto Jorge Amorim, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul (STPSul), alerta quando o carapau é devolvido ao mar já morto, pelo que «não está a ser dado nenhum contributo à preservação da espécie.» É nesse sentido que os pescadores da arte xávega e vários armadores acabam de se juntar aos colegas de outas zonas do país, tendo propostos à ministra Assunção Cristas que seja anulada a lei que impede a pesca de carapau inferior a 12 centímetros no primeiro. Como contrapartida, os barcos fazem uma paragem na captura sempre que na rede venha carapau miúdo. Ou seja, em vez se irem ao mar três ou quatro vezes na

mesma maré, passariam a ir apenas uma caso no primeiro lance fosse logo contemplado com exemplares de menores

dimensões, voltariam ao mar na maré seguinte. Roberto Dores

Futuro do sector das pescas passa pela valorização do pescado e do pescador O processo de certificação do Carapau Manteiga de Setúbal serviu de mote para o debate onde a conclusão final se prende com a necessidade de qualificar não só o pescado como todo o processo da pesca para o desenvolvimento da actividade de forma sustentada. Numa região fortemente dominada por áreas naturais protegidas, a sustentabilidade ambiental e económica, em especial no sector das pescas, é preponderante. As limitações de capturas são condicionantes, os custos de produção da actividade são desencorajadores e poucos são os que apostam num futuro profissional ligado ao mar. Daí que não seja de estranhar o mote dado por Ana Rita Berenguer, da Direcção Geral dos Recursos Marítimos, logo na sessão de abertura do seminário. «Todas as iniciativas que visem promover as pescas

e cujos resultados revertam a favor das comunidades piscatórias são importantes tal como a iniciativa da Sesibal de valorizar o carapau, um pescado menos conhecido, e promovê-lo enquanto produto de excelência gastronómica». O processo de certificação pode ser longo e complicado, mas «uma proposta bem estruturada pode reduzir os tempos de espera», explica Cristina Hagaton, da Direcção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural. A certificação do Carapau Manteiga de Setúbal com Indicação Geográfica Protegida pode ser fundamental para a manutenção de postos de trabalho. O pescado, cada vez mais apetecido aos olhos dos operadores de retalho, não tem reflexo nos valores que alcança no mercado, rendendo, em média, 1,2€ por quilo.

Estivadores em braço de ferro “entopem” porto sadino ENQUANTO se mantiver o impasse entre o Sindicato dos Estivadores do Sul e o Ministério da Economia as cargas para expedição de algumas das principais unidades fabris da região vão manter-se no porto de Setúbal. A situação de greve a um dos turnos no porto sadino prolongase há cerca de dois meses e há já um pré-aviso de greve com limite no dia 5 de Dezembro. Em causa está a lei que vai ser discutida na Assembleia da República no próximo dia 29 e que altera o regime jurídico dos trabalhadores portuários. Em linhas gerais, explica Carlos Tremoço, delegado sindical, «a lei que o governo quer aprovar no final do mês vai reduzir o âmbito de actuação dos trabalhadores portuários e, consequentemente, reduzir postos de trabalho». No porto se Setúbal trabalham perto de centena e meia de funcionários que poderão ser reduzidos em mais de 10 por cento. «Num dia

normal, estamos a falar de menos 10 a 12 trabalhadores num terminal como o da Sadopor», explica o dirigente sindical, adiantando que é falso que a lei que deverá ser aprovada no próximo dia 29 tenha «o acordo de cerca de 80% dos trabalhadores portuários, como disse o secretário de estado. Apenas os sindicatos dos portos de Leixões e da Madeira, assim como a UGT, concordaram com esta lei». Apesar do impasse se manter há já dois meses, Carlos Tremoço admite que a situação pode mudar a qualquer momento, «bastando para isso que a Secretaria de Estado convoque os sindicatos do sector e discuta a proposta de lei de forma honesta». Até lá, pelo menos no porto de Setúbal, os trabalhadores vão executar apenas um dos turnos de serviço e não vão fazer horas extraordinárias. No dia em que a lei subir ao plenário está prevista uma manifestação de trabalhadores

portuários junto à Assembleia da República. Secil e Portucel com cargas nos cais Os resultados desta paralisação prolongada já se fazem notar nos terminais portuários de Setúbal e as empresas que laboram na região começam a sentir os efeitos da greve. «O terminal da Autoeuropa acumula muitos carros, muito mais do que o normal, e os contentores de pasta de papel da Portucel também demoram mais tempo a ser despachados. A Secil já foi obrigada a mandar despachar uma série de toneladas de cimento através do porto de Leixões e a própria Cimpor já sente também problemas», explica Carlos Tremoço consciente de que os efeitos são negativos para as principais unidades fabris da região. Marta David

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A última apreensão voltou a trazer o debate à ribalta. Mas os constrangimentos são muitos. Os pescadores querem uma nova ordem para a apanha da espécie.

Renault abre espaço para empresas com atendimento personalizado A CAETANO Formula, localizada no Monte de Caparica, em Almada, inaugurou na passada quinta-feira, ao final da tarde, o novo espaço Renault Pro +, o primeiro em actividade no distrito de Setúbal e o 18.º a nível nacional. Veio criar dois novos postos de trabalho. Trata-se de um espaço que visa dar resposta às necessidades específicas dos Clientes Empresariais, através de um atendimento exclusivo e personalizado, horários alargados, serviço de recolha e entrega da viatura ao domicílio, serviço de IPO e respostas a pedidos de orçamentos num curto espaço de tempo. Paulo Umbelino, director-geral da Caetano Formula, concessionário Renault que abrange os concelhos de Almada, Barreiro e Seixal, explica que estamos perante um projecto que resulta da evolução do Renault Empresas, lançado em 2001, em que se procura ter «uma solução ideal para o cliente profissional das empresas». A seu ver, é fundamental, nos dias que correm, ir ao encontro das necessidades e dificuldades dos nossos empresários, sendo que um deles é a «redução do tempo que os colaboradores perdem ao fazer a manutenção das suas viaturas, criando o mínimo de transtorno na sua actividade». A aposta do Renault Pro + começa na recolha e aconselhamento dos veículos que melhor se adaptam às necessidades de cada sector de actividade das empresas e estende-se à definição dos melhores e mais competitivos produtos financeiros. Além disso, o novo espaço garante a manutenção e assistência dos veículos, sempre com o atendimento exclusivo e personalizado de conselheiros especializados. Os clientes podem ali encontrar um espaço de exposição da gama de veículos comerciais Renault, com sete viaturas comerciais, bem como veículos transformados. É de destacar ainda a recepção e o gabinete de atendimento personalizado para o cliente profissional.


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Política Candeias deverá ser candidato à Câmara

Distrito paralisado com jornada de greve geral além-fronteiras

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greve geral da passada quarta-feira voltou a paralisar a educação, os hospitais, os transportes e a administração local, os sectores que, tradicionalmente, sofrem mais com a paralisação dos trabalhadores. Em declarações ao Semmais, Arménio Carlos, secretáriogeral da CGTP, considerou que esta paralisação «é uma das maiores lutas de sempre já travadas em Portugal», alicerçada no facto de também terem existido acções de luta em países como a Espanha, Grécia, Itália, França e Bélgica. «Quando as coisas começam com esta adesão, naturalmente, só podem acabar muito bem», enfatizava o secretário-geral da CGTP, logo pela manhã, em visita à Lisnave, e bem antes dos confrontos junto à Assembleia da República, que resultaram na detenção de nove pessoas. 48 saíram feridas. Em Setúbal, a concentração reuniu 4 mil pessoas, números que o coordenador da União de Sindicatos de Setúbal (USS) afirmou tratarem-se de «uma resposta à altura da ofensiva que o Governo PSD/

CDS-PP tem vindo a desenvolver contra os trabalhadores». Luís Leitão recordou que a paralisação se realizou «num quadro muito complexo», caracterizado por uma «brutal degradação das condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias, por uma forte campanha ideologia das forças do capital e por uma ampla acção concertada no Governo, patronato e outras forças ao seu serviço». «Esta greve é uma resposta inequívoca ao famigerado “memorando de entendimento”, verdadeiro programa de agressão do povo português», acrescentava Luís Leitão. O coordenador da USS reafirmou assim o compromisso de intensificar o esclarecimento, a mobilização e luta contra as medidas contidas no Orçamento de Estado (OE) para 2013, bem como o empenhamento na convergência de uma resposta à política desencadeada pelo Governo actual. Luís Leitão desafiou ainda os trabalhadores a participarem numa concentração a realizar em frente ao Parlamento, no próximo dia 27, dia da aprovação final do OE.

Os números na região Segundo Luís Leitão, as câmaras de Setúbal, Seixal, Almada e Barreiro foram as que sentiram mais os efeitos da paralisação. As juntas de freguesias estiveram, «praticamente», todas fechadas e os serviços de recolha de resíduos sólidos urbanos não se realizaram. «O Metro Sul do Tejo esteve parado, 90% dos trabalhadores da EMEF, da Euroresinas e dos TST’s paralisaram e a Lisnave parou», revelava. O coordenador da USS recordou também que a maior parte das Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito «se ficaram pelos mínimos», à semelhança de empresas como a CP, a CP Carga e a Transtejo. Nos hospitais, «o mais afectado com a paragem da enfermagem e do sector público, foi o Garcia de Orta, seguido do São Bernardo, do Barreiro e do Hospital do Litoral Alentejano». Os serviços portuários de Sesimbra e Setúbal «também paralisaram».

Candeias avança com apoio da federação Internamente, a situação de Marcelino não deixou de gerar algum mal-estar, pelo que a decisão da presidente federativa terá sido «bem aceite» pelos seus pares. «O partido não tem que ser envolvido em situações

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A FEDERAÇÃO de Setúbal do PS avocou a si esta quinta-feira, por unanimidade, a decisão sobre a candidatura socialista à Câmara de Grândola, após recentes notícias que implicavam o líder da concelhia, João Marcelino num alegado caso de pedofilia. A decisão terá sido «muito ponderada», mas igualmente «muito firme» por parte da líder da distrital rosa, Madalena Alves Pereira, confirmou ao Semmais, um dirigente do PS. «Esta decisão visa repor a normalidade da concelhia, dando continuidade ao trabalho do actual ciclo político que transformou e desenvolveu o concelho como nunca», acrescentou a mesma fonte. O facto de João Marcelino ter suspendido o cargo de presidente da concelhia também terá desanuviado o ambiente, libertando o PS local e as cúpulas regionais de um incómodo inesperado a caminho das eleições autárquicas.

pessoais de alguns dos seus dirigentes», explicou outra fonte ligada ao processo. Esta posição de Madalena Alves Pereira deixa agora caminho aberto para a tomada de decisão sobre as autárquicas de Outubro do próximo ano. O Semmais sabe que António Candeias, ex-presidente da Junta de Freguesia de Melides, deverá ser o candidato à Câmara, situação que terá sido discutida numa reunião havida esta quinta-feira, sendo que Carlos Beato deverá mesmo ser confirmado como candidato do partido à presidência da Assembleia Municipal. Neste caso, a putativa candidatura de Aníbal Cordeiro, o ex-vice presidente de Beato na câmara grandolense, que se havia demitido há cerca de dois do cargo de vereador, fica completamente arredada da disputa eleitoral interna.

Nuno Canta avança no Montijo O vice-presidente da Câmara do Montijo, liderada por Amélia Antunes, foi indigitado, ontem, pela concelhia do PS, candidato à presidência da autarquia nas próximas eleições autárquicas. A decisão já era esperada.

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Semmais

Líder da federação rosa avoca processo da concelhia de Grândola

PSD Barreiro inaugura nova sede

Populares pedem mais investimento ao município

APÓS mais de 30 anos de actividade do PSD no Barreiro, os socialdemocratas vão ter pela primeira vez uma sede própria, a qual é inaugurada este sábado, dia 17, pelas 17 horas, na Vila Chã. O espaço localiza-se no número 4 da rua de Trás-os-Montes, em Santo António da Charneca. O presidente da comissão política de secção do Barreiro, Luís Tavares Bravo, considera que este é um sonho de mais de três décadas, que agora é realizado. «Finalmente o PSD Barreiro tem uma sede própria, um espaço a que todos poderemos chamar efectivamente de nosso», afirma, acrescentando que tal só foi possível em

O GRUPO Municipal e a Comissão Coordenação Autárquica da Concelhia do CDS-PP de Almada pedem ao município mais investimento social e mais ajuda às famílias, nomeadamente as mais carenciadas e desfavorecidas do concelho, como também aos idosos mais vulneráveis. «É fundamental a aplicação de uma verdadeira política social que possa minimizar os impactos da difícil conjuntura económica, social e financeira que o país atravessa», sublinha o líder António Maco. Os populares almadenses, já

grande parte devido ao apoio da sede nacional e ao contributo dos militantes ao longo do tempo. Luís Bravo acredita que o partido entrará numa «nova fase e ganhar um novo impulso» no concelho, devido ao facto dos social-democratas terem agora um espaço multiusos, com todas as condições para a realização de iniciativas diversificadas. A inauguração da nova sede contará com a presença do secretáriogeral do partido, Matos Rosa, do secretário-geral adjunto, Bruno Vitorino e do presidente da distrital de Setúbal do PSD, Pedro do Ó Ramos, entre outros.

a pensar nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2013, entendem que o esforço, protecção e ajuda aos mais desfavorecidos deve ser «repartido» entre as várias entidades com responsabilidades governativas nacionais e locais. Mais iluminação na GNR Além disso, dizem que é fundamental um maior investimento na iluminação, na construção do quartel da GNR da Caparica, na possibilidade e instalação de videovigilância

no concelho, na reconversão e repavimentação de vias e acessos e sinalização em mau estado. A reabilitação urbana, tal como a reabilitação e reconversão dos imóveis de interesse municipal e património histórico, um maior e direcionado investimento na promoção do turismo para o concelho são outros pedidos do PP à Câmara. Quanto à despesa, entende o CDS-PP que devem ser «criteriosas e bastante rigorosas», uma vez que, em tempos de crise, é crucial que se gaste «muito menos, mas gastando melhor».


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Especial aniversário VFC

Fernando Oliveira sugere à Câmara anulação de protocolos como prenda O PRESIDENTE do V. Setúbal gostaria que a Câmara Municipal de Setúbal anulasse os protocolos que foram celebrados com os investidores Pluripar e o clube para que fique por terra a construção do novo estádio no Vale da Rosa. Pub.

Fernando Oliveira reconhece que devido à crise económica não há condições para os investidores ‘injectarem’ dinheiro no clube nem para avançarem com o projecto imobiliário de Vale da Rosa. O líder sadino sublinha

que é necessário «vontade política» do município para que o projecto próprio da actual direcção cative novos investidores e avance no terreno. «Temos um projecto próprio para o novo estádio, desenhado pelo arquitecto Tomás Taveira, e não

podemos mecher uma palha nem respirar porque as coisas estão como estão», refere, lamentando que «não temos o dinheiro nem temos o património prometido pelos investidores, lembrando que o direito de superfície está onerado em 64 milhões de euros». Na sua óptica, é fundamental que o município ajude o clube e anule esses protocolos para que «possamos, com legitimidade, ter o nosso património de volta e, agora, mais do que nunca». Essa era a prenda que Fernando

Oliveira gostaria de receber por ocasião do 102.º aniversário do histórico V. Setúbal. «É a prenda que eu gostava de receber e creio que não estou a pedir muito porque é de direito para o V. Setúbal. Ou esta situação é ultrapassada ou não estamos a fazer nada aqui no Vitória. Se o estádio não fôr construído como eu quero, eu vou-me embora». Fernando Oliveira defende a construção do novo estádio, mais pequeno, no mesmo local onde se encontra o actual, o qual será

dotado de um centro comercial, com «cabeça, tronco e membros», com clínica médica, habitações, aparthotel, cinemas, entre outros espaços. E lembra que os estádios de futebol de Aveiro, Braga, Barcelos, Coimbra e Guimarães, entre outros, foram construídos pelos respectivos municípios. «O que é que Setúbal tem? Tem zero! Tem promessas, não tem mais nada. Os sócios e a população de Setúbal já merece um novo estádio», conclui o líder do clube verde e branco.

Sócios e atletas alvo de homenagem no jantar do dia 20 O jantar de comemoração dos 102 anos de existência do V. Setúbal tem lugar no próximo dia 20, pelas 20 horas, no Pavilhão Antoine Velge. Durante o jantar são Pub.

atribuídos os emblemas e diplomas de Prata, Ouro e Diamante aos associados com 25, 50 e 75 anos de filiação, respectivamente. As inscrições, ao preço de 17,50 euros,

continuam abertas na gestão de sócios do clube, no horário de expediente. A festa vai ser animada por Jorge Nice, Bruna Guerreiro e grupo musical “A Preto e Branco”.


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+ Desporto Open Day de Judo

Domingo há jogo da Taça de Portugal no Estádio do Bonfim. O V. Setúbal recebe o V. Guimarães, às 20h15, em jogo a contar para a 4.ª eliminatória da prova, época 2012/2013.

Este sábado, dia 17, o C.C.D. do Pragal, entre as 10 e as 12 horas, recebe um Open Day dedicado ao Judo. É necessário levar fato de treino ou fato de judo, boa disposição e companhia. A participação é gratuita.

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Taça de Portugal

Bronze para patinagem de Santiago do Cacém

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pequeno atleta santiaguense, Miguel Barroso, obteve a medalha de bronze no Torneio Distrital de Benjamins em Patinagem Artística. O benjamin do Hockey Club Santiago obteve o terceiro lugar nas competições da Associação de Patinagem de Setúbal. A direcção do clube não esconde o orgulho na prestação do jovem

desportista: «Foi com imenso entusiasmo que os nossos pequenos atletas participaram nos torneios distritais de Estrelitas e de Benjamins e foi com o orgulho que vimos o nosso atleta Miguel Barroso ser classificado em terceiro lugar no torneio Regional de Benjamins», afirma o elenco directivo do Hockey Club de Santiago.

Gincana dá a conhecer Setúbal

Um campeão olímpico um tanto esquecido…

UMA gincana pedestre dá hoje a conhecer o património arquitetónico, histórico, cultural e gastronómico da freguesia de Stª. Mª. da Graça, no concelho de Setúbal. Trata-se de mais uma edição do projeto “Vem Descobrir a Nossa Terra”, desenvolvido pelo município em parceria com as juntas de freguesia para dar a conhecer à população os principais valores do património construído, natural e cultural do Concelho. O ponto de encontro para o início da prova está agendado para as 09h30 nas instalações da junta de freguesia, sendo que o percurso, que inclui a participação em jogos tradicionais, tem uma extensão de 3,5 quilómetros. Os três primeiros classificados têm direito a prémios, sendo apurados através de um sistema de pontuação.

té há bem pouco tempo estava convencido que viviam em Portugal tão-somente (e não é pouco…) quatro campeões olímpicos, com proezas conseguidas entre 1984 e 2008: Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nelson Évora. O meu convencimento foi, porém, fortemente abalado pela significativa posse de medalha de Ouro na pessoa do cidadão africano, da República dos Camarões, Albert Ze Meyong, futebolista de reconhecidos méritos, agora ao serviço do “clássico” Vitória de Setúbal. De facto, aos 19 anos de idade, em Sidney (Austrália), no Verão de 2000, o promissor Meyong foi campeão olímpico quando era uma belíssima esperança do Cânon Yaourdé, no seu país. Recentemente, Meyong completou 32 anos de idade e apresenta-se em muito boa forma ao serviço do Vitória de Setúbal. Entre os 21 e os 31 anos de idade, jogou no Ravenna (Itália), no Levante

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David Sequerra*

(Espanha) e, por cá, no Belenenses e no Sporting de Braga, tendo sido o melhor goleador do nosso campeonato em 2005/06. Bom profissional, bem adaptado aos usos e costumes da sociedade portuguesa, Meyong goza de muitas simpatias em Setúbal e já disse que se propõe jogar mais alguns anos, equipando de verde e branco e disfarçando lógicas saudades de Yaourdé, bem longe, nas cercanias do Golfo da Guiné, onde muito se lamenta a eliminação da fase final do campeonato de África, por culpa (elogiável…) de Cabo Verde, bem tocado de lusofonia, em múltiplos aspectos. É bom que se recorde que Meyong foi campeão olímpico, 8 anos antes do também africano Nelson Évora que até nasceu perto dos Camarões. E é desta curiosidade, em jeito de exercício de memória que resulta o necessário “sumo” para mais uma bem intencionada crónica no Semmais.

Impressão Digital Marco Alonso - Guitarrista de flamenco moderno

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B. I.

Idade: 29 anos Naturalidade: Setúbal Família: Extensa e unida Estado civil: União de facto Residência: Aires, Palmela

Íntimo Filme ou livro de cabeceira: O livro “Tao Te King”, de Lau Tshe. Férias de sonho: Qualquer lugar que tenha praia para eu relaxar. Local de eleição: Arrábida. A primeira paixão: A descoberta do artista marcial Bruce Lee, quando eu tinha 10 anos. Maior ousadia: Não posso dizer Ídolo de referência: Muitos, mas o principal, Paco de Lucia. Projecto de vida por realizar: Tanta coisa. Ainda está muito por fazer.

Como se sente por ser considerado uma revelação nacional do flamenco? Não me vejo como uma revelação nacional. No entanto, sinto-me feliz pelo facto de o meu trabalho, de alguma forma, ser reconhecido. E isso é sempre uma grande responsabilidade. Até onde as guitarras o poderão levar? Até onde eu possa trabalhar o suficiente para fazer uma volta ao Mundo.

«Toco flamenco sem barreiras e livre de preconceitos» Que tipo de flamenco procura mostrar ao público? Um flamenco sem barreiras, livre, sem preconceitos, o flamenco do Marco Alonso, bem diferente e novo.

Penso que é fundamental ter paixão, dedicação, muita força de vontade, disciplina e muito treino. Nunca se deve desistir, mesmo quando tudo parece que não vai resultar.

O seu disco de estreia “Tu Aroma, Tu Sabor” não chegou para as encomendas? Foi bastante bem aceite. Esteve à venda em todas as lojas FNAC´s do país, e em várias outras lojas. Correu muito bem.

O que o faz zangar seriamente? Quase nada. Fico seriamente chateado quando não consigo fazer alguma coisa, isso sim, faz-me zangar.

Se não fosse guitarrista de flamenco que outra profissão teria escolhido? Gosto de muitas coisas, mas penso que estaria ligado às artes. Já teve vontade de partir a guitarra? Já, várias vezes, mas penso sempre que a culpa é mais minha do que da guitarra. Que conselho dá aos jovens que sonham em brilhar na área musical?

Qual a sua opinião sobre o trabalho dos autarcas da nossa região? Não gosto muito de criticar o trabalho dos outros, pois tudo tem a sua dificuldade, mas, às vezes, o trabalho desenvolvido é muito fraquinho. Há alguma figura regional que lhe mereça rasgos de elogios? Há muito bom trabalho por esse País fora, o qual precisa de ser apoiado seriamente para não corremos o risco de não ter nada de qualidade para mostrar ao Mundo. E isso é muito triste.


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Anti-stress

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ensaiador de marchas populares de Setúbal, Amilcar Caetano, tem em carteira uma revista popular ainda sem local para estrear. O espectáculo, baseado num livro inglês de sexo para principiantes, demorou um ano e meio a preparar. Amilcar Caetano ganhou uma aposta que colocou a si próprio. «Meti na cabeça que tinha de escrever uma revista e consegui. Li o livro nas férias do ano passado e imaginei fazer uma coisa engraçada para os miúdos da escola. O texto foi revisto várias vezes e o guião está pronto» para estrear, talvez, no palco da Capricho Setubalense. A ideia surgiu depois de Amilcar Caetano ter feito parte, no passado ano

lectivo, de um grupo de teatro da escola onde leciona, a Secundária da Bela Vista, em Setúbal. «O livro conta a história de duas irmãs que fazem um guia de sexualidade para crianças a partir dos 13 anos. Como achei engraçada a história, resolvi pegar nos sketches e colar tudo para fazer uma revista popular, onde não vão faltar as piadas políticas locais e sobre a troika», relembra. Amilcar Caetano tece elogios aos jovens que estão a despontar na área do teatro, na Capricho Setubalense, e confessa que um dia gostaria de trabalhar com eles. «Já vi duas peças deles, mas acho que anda é cedo apresentarlhes a minha proposta porque eles estão a fazer um trabalho

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Amilcar Caetano tem revista popular na gaveta

Amilcar Caetano

muito interessante», frisa. A letra e a música das composições musicais da revista de Amilcar Caetano deverão ser da autoria do filho Marco Caetano e de Carlos Pinto. Desde 1989 que Amilcar Caetano ensaia marchas em Setúbal. Os seus dois grandes amores são o Bairro Santos Nicolau e a Capricho Setubalense, a quem já deu vitórias.

Convites para “Casa de Amália” “Uma Noite em Casa de Amália”, o musical de Filipe La Feria, que continua em cena no Politeama, há cinco meses, recebeu convites para uma digressão no Brasil e em França. A crítica jornalística destes países tece os maiores elogios ao espectáculo, salientando a excelência da encenação e dos actores e a originalidade da proposta do texto que une a música portuguesa à brasileira nas figuras de Vinicius de Morais e de Amália Rodrigues. Para ganhar convites basta ligar 918 047 918 ou mandar email para: passatempos.semmais@mediasado.pt

Escolhas Sadinas Por Ana Sobrinho CÍRCULO DE JAZZ DE SETÚBAL DIA 16 ÀS 22H00 NA CASA DA CULTURA – ABERTURA DO CÍRCULO DE JAZZ DE SETÚBAL – Com a Banda de blues e folk “A Jigsaw”/ DIA 17 ÀS 22H00 NO CLUB SETUBALENSE – Júlio Resende Trio. O pianista Júlio Resende apresenta-se na companhia de João Custódio, no contrabaixo, e de Joel Silva, na bateria. O grupo interpreta temas dos mais recentes álbuns, “You Taste Like a Song” e “Assim Falava Jazzatrusta”./ A PARTIR DAS 22H00 NO CAFÉ DAS ARTES/CASA DA CULTURA, podemos apreciar os ritmos de Jazz com o DJ Pedro Soares./ DIA 23 ÀS 22H00 NA CASA DA CULTURA/ SALA JOSÉ AFONSO - O pianista Tiago Sousa, que, entre vários projetos, integrou o conjunto “Jesus, The Misunderstood”/ DIA 24 ÀS 22H00 NO CLUB SETUBALENSE – TGB. Mário Delgado, guitarra, e Alexandre Frazão, bateria, sobem ao palco numa ligeira variação do formato habitual do grupo, que conta em Setúbal com a participação do alemão Lars Arens, na tuba. O estilo livre e criativo de TGB é conduzido por influências do rock e da fusão./ A PARTIR DAS 22H00 NA CASA DA CULTURA/CAFÉ DAS ARTES,

ritmos de jazz com o DJ Elias./ Os concertos a realizar no Club Setubalense são antecedidos pela atuação da Jazz Class Dámsom, banda de standards do jazz./ Os bilhetes, à venda na Casa da Cultura, custam cinco euros para os concertos ou 15 euros para todo o festival. As sessões de música conduzidas pelos DJ Pedro Soares e Elias são de entrada livre. ATIVIDADES PARA CRIANÇAS E BÉBÉS DIA 24 NA CASA DA CULTURA – “CONTOS DA SENHORA ZAGALLO”, projeto destinado a crianças a partir dos 4 anos, promovido pelo Tetro do Elefante. Cada sessão remete para um lugar da habitação onde se recria um ambiente íntimo e familiar, da sala de estar, onde se convidam todos para tomar um chá, à cozinha, onde a senhora Zagallo partilha a sua receita para um conto de Natal./ Os “Contos da Senhora Zagallo” estão disponíveis para marcações de escolas, através dos telefones 265 535 640 e 927 751 881. As reservas para assistir às sessões na Casa da Cultura podem ser feitas pelos números 265 236 168 e 915 721 909./ Bilhete: criança+adulto – 8€ e o 2º acompanhante – 5€. Pub.

+ Cartaz...

Tasca portuguesa Os OqueStrada regressam com “Tasca Beat: o sonho português, uma tasca tipicamente portuguesa, com uma batida universal que não deixa ninguém indiferente. Forum Cultural de Alcochete | 21h30.

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Sex.

Bailado “Quebra Nozes” A companhia Russian Classical Ballet apresenta o bailado “Quebra-Nozes”, que abre a digressão nacional em Palmela e que conta a história de uma menina que sonha com o príncipe Quebra Nozes. Teatro S. João, Palmela | 21h30.

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Comédia para esquecer crise A comédia “Os Portas”, com Almeno Gonçalves, António Melo, Fernando Ferrão e Pedro Teixeira, sobe ao palco para fazer rir o público e esquecer a crise. Forum Cultural do Seixal | 21h30.

ATRAVÉS da Civilização Editora, os mais pequenos e graúdos têm agora oportunidade de recordar e reviver sete maravilhosos contos de encantar com a obra “Era uma vez…”. “O Polegarzinho”, “O Lobo e os 7 Cabritinhos”, “Hansel e Gretel”, “O Gato das Botas”, “Cinderela”, “Os Três Porqui-

nhos” e “O Capuchinho Vermelho”. Com textos de Madeleine Mansiet, gravuras de François Ruyer e tradução de Conceição Oliveira, esta publicação, que vive essencialmente de imagens de ‘encher o olho’, leva-nos ao Mundo da fantasia e faz as delícias de miúdos e graúdos.

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Contos de encantar

Excelente prenda de Natal


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+ Negócios O Parque Agrícola de Rio Frio está a renascer com um projecto sustentado numa verdadeira metamorfose daquele território de cinco mil hectares. A par da agricultura, com a vinha no centro dos investimentos, o cavalo e o hipismo voltam a ganhar peso. Mas há muito mais.

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Rio Frio avança com vinha e centro equestre

Aposta forte no cluster vitivinícola

A outra actividade em força nesta metamorfose de Rio Frio é a vitivinicultura. Em três anos foram plantados 114 hectares de novas vinhas e está em processo de arranque ainda mais hectares. Já no final deste ano será feita uma «colheita experimental» e o objectivo e atingir no espaço de quatro a cinco anos a produção de cerca de 1 milhão de garrafas. «Também aqui queremos impulsionar um cluster que marcou a herdade, que chegou a ter uma zona de 4 mil hectares de vinha plantada», sustenta Ramos Rocha. A construção da nova adega, orçada em 5 milhões de euros, está prestes a avançar e será complementada com um projecto mais amplo de enoturismo, um dos mais expressivos no quadro da área metropolitana de Lisboa. Também em fase acelerada estão as obras referentes ao Museu de Memórias de Rio Frio, «capaz de reproduzir as diversas dinâmicas deste território, ocupado desde o Neolítico», segundo sublinha Ramos Rocha e que terá um conjunto vasto de valências, entre as quais um centro de interpretação de Porto de Cacos (Centro arqueológico de produção de ânforas do período romano) «A nossa intenção é um usufruto maximizado do território, com visitas guiadas, religando todas as actividades agrícolas, turismo de lazer e desporto equestre», afirma o responsável. A tudo isto há que juntar o hotel de charme, que se traduzirá, a prazo,

numa «alavanca» para o turismo de lazer e a sua relação com a actividade agrícola e equestre que ganham expressão naquele território. «Queremos potenciar ao máximo a valia agrícola, ao mesmo tempo que se promove a multifuncionalidade do território sem criar nenhum novo metro quadrado edificado, afirma, categórico, o responsável. Recuperação de solos e mais pastagem Um grande desafio que está a passar igualmente pela recuperação e fertilização da totalidade solos, numa operação que já atingiu 1000 hectares da zona, e cujo efeito, é «melhorar toda a área do montado de sobro e ao mesmo tempo melhorar as zonas de pastagem», explica Ramos Rocha. E acrescenta: «Não haverá aqui nenhuma actividade em regime intensivo, respeitando o ambiente e a morfologia do território. A ideia é mesmo recuperar, requalificar, acrescentando valor ao que já existe e diversificando», acentua o líder do projecto. O conceito agro-ecológico vai ainda permitir a criação de corredores para o turismo natureza, para observação de fauna e flora e de toda a biodiversidade da zona que, explica o responsável, «está cada vez mais presente e cada vez mais salvaguardada» com este conjunto de intervenções.

Mais cortiça e mais bovinos A actividade agrícola do Parque Agrícola de Rio Frio é já muito expressiva. A exploração do montado representa vendas muito significativas, desde o arranque do projecto. O presidente da sociedade sublinha mesmo que «esta é outra área que vai merecer novos investimentos. A par do aumento do número de espécimes bovinos, actualmente perto das 800 cabeças à espera das novas pastagens.

«Não temos dúvidas de que estamos a fazer nascer um novo conceito de desenvolvimento territorial e em contra-ciclo, que rompe com os erros de desenvolvimento do passado, assentes particularmente no imobiliário», afirma Ramos Rocha. O conceito inclui a manutenção do emprego na zona, a qualificação e a valorização dos activos, numa intervenção considerada «estratégica» para a região e para toda a Área Metropolitana de Lisboa. «Estamos também a promover novas valências para o turismo desta grande zona num projecto gradual que tem sido considerado muito inovador pelas autoridades locais, regionais e nacionais», diz Ramos Rocha.

Semmais

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Sociedade Herdade de Rio Frio está a operar uma verdadeira revolução no seu território, com um conjunto de investimentos que rondam já os 2,7 milhões euros. Para já vai fazer renascer em força um pólo internacional do cavalo, com a criação de 77 boxes e um centro multidisciplinar hípico. Fazendo uma ponte com um passado glorioso, e «sem acrescentar, nem mexer um metro quadrado ao edificado existente», como refere Ramos Rocha, presidente do Conselho de Administração da sociedade, a zona hípica apresta-se já para se mostrar ao exterior na 1.ª Festa do Cavalo de Rio Frio, agendada para a primavera do próximo ano. «Estamos numa fase de edificação das boxes, vamos ter um picadeiro de dimensão internacional e sete pistas multifuncionais para uma vasta gama de actividades ligadas ao cavalo e aos concursos hípicos, de desporto, exibição e lazer». Só para o Pólo Internacional do Cavalo de Rio Frio estão destinados 30 hectares, sendo que para além das sete pistas, das boxes e do picadeiro, a zona vai contar ainda um centro de estágios, cavaleiriças e um museu equestre. «A ideia é recuperar as memórias do cavalo que estão ligadas ás tradições da herdade desde sempre. E fazê-lo ligando também ao turismo de natureza e à nossa actividade agrícola», explica o líder do projecto.

Ramos Rocha

‘Refundar’ custos de contexto O desenvolvimento do projecto, que começa agora a lançar as primeiras bases, é reconhecido pelas autoridades. Mas podia estar mais acelerado, não fora os constrangimentos burocráticos. «Há ainda custos de contexto que continuam a desmotivar a atrasar a implementação destes projectos. Mesmo cumprindo todas as regras e normativos legais em vigor, ainda persistem procedimentos administrativos e de acervo técnico que apenas servem para manter os pequenos poderes instaladas. Este é um grande desafio de futuro refundar estas metodologias para que se reduzam este custos e se facilite os investimentos».

UMA DELEGAÇÃO de Cabo Verde visitou o porto de Sines para conhecer os procedimentos electrónicos no âmbito do despacho de navios e de mercadorias. A comitiva «deu um grande ênfase» aos procedimentos aduaneiros e às acções desenvolvidas

por todas as autoridades do Porto de Sines na Janela Única Portuária. Recorde-se que a ENAPOR, entidade gestora dos portos de Cabo Verde, está a instalar a Janela Única Portuária em todos os portos de Cabo Verde.

Magsenger 16 em viagem inaugural O Porto de Sines recebeu, no final da semana passada, o navio Magsenger 16 em viagem inaugural, vindo do porto de Newport News, nos Estados Unidos, com 82.500

toneladas de carvão para abastecimento das centrais termoeléctricas do país. O Magsenger 16, construído na China, hasteia a bandeira de Hong Kong. Este é mais um dos grande s navios a aportar naquela plataforma.

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Cabo Verde aprende procedimentos com Porto de Sines


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Aproximar a comunidade da empresa e dar a conhecer a nova fábrica de papel, que veio aumentar a capacidade de produção da empresa, são as metas número um da acção “Portas Abertas” 2012 da Portucel. TRANSMITIR à população a real dimensão e inovação tecnológica da Portucel é o principal objectivo da iniciativa “Portas Abertas 2012” que arranca este sábado, dia 17, e que inclui uma visita à nova fábrica de papel. A iniciativa, que visa aproximar a empresa da comunidade envolvente, repete-se a 24 de Novembro e 1 de Dezembro. O “Portas Abertas” arrancou há três anos atrás, primeiro, diriPub.

gido aos colaboradores do grupo e seus familiares, e, depois, alargouse à população. Durante a visita à fábrica de Setúbal, os participantes têm oportunidade conhecer a «maior e mais sofisticada» máquina de papel do Mundo para a produção de papéis finos de impressão e escrita não revestidos. Os participantes assistem a uma apresentação sobre o grupo Portucel que aborda o papel determinante que a empresa desempenha na economia nacional e regional, a sua actuação na renovação e valorização da floresta portuguesa e na preservação do meio ambiente, bem como a sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida das comunidades envolventes. Segundo o gabinete de comunicação da empresa, o “Portas Abertas” do ano transacto contou com 150 visitantes, sendo que, para este ano, está previsto o mesmo número de participantes. «A adesão à iniciativa superou todas as nossas expectativas, tendo as inscrições ficado preenchidas muito rapidamente, o que demonstra o interesse da população e nos incentiva a dar continuidade a iniciativas deste género», vinca a mesma fonte.

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Portucel de portas abertas à inovação tecnológica

Desempenho muito positivo Apesar da conjuntura económica internacional negativa, o grupo Portucel Soporcel atingiu um crescimento de 1,2 por cento no volume de negócios consolidado dos primeiros nove meses do ano. Este resultado foi sustentado pelo aumento do volume de produção e vendas de papel fino de impressão e escrita não revestido e pelo acréscimo verificado

na produção e venda de energia. A nova fábrica de papel de Setúbal, inaugurada em 2009, foi crucial para os resultados alcançados. De salientar que a nova fábrica atingiu, no final de 2011, 97 por cento da sua capacidade nominal, produzindo cerca de 485 mil toneladas de papel. Este crescimento permitiu ao grupo registar um aumento de 74 por cento na quantidade de papel colocada no mercado nesse ano. A construção da nova fábrica, a par de outros importantes inves-

timentos realizados nos últimos anos, que ascenderam a cerca de mil milhões de euros, conduziu a um aumento do peso das exportações no volume de negócios, sendo de 95 por cento das vendas de pasta de celulose e papel são realizadas em 120 países, num montante anual superior a 1,2 biliões de euros. O grupo registou um desempenho muito positivo, tendo as exportações atingido cerca de 923 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2012.


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460 mil para Música de Almada ao colecionador Luís António Cangueiro, que sublinha: «estas peças são elementos vivos por nos transmitirem a sua sonoridade através dos cilindros de cera e dos discos de ebonite, imortalizando a voz e a melodia de artistas de gerações passadas». São fonógrafos, gramofones, autómatos, realejos e bonecas que falam que animaram os nossos antepassados entre 1760 e os anos 30 do século passado. De arquitetura contemporânea, em diálogo com a malha urbana, o novo museu, erguido no local onde nasceu o maestro Leonel Duarte Ferreira, integra uma área expositiva de 97 metros quadrados. Fotografias, documentação, instrumentos, pautas, batutas, entre outras peças, do espólio municipal e cedidas por particulares, evocam a presença da música

ALCOCHETE O EXECU-

A colecção de peças pertence a Luís António Cangueiro

na cidade. Um dispositivo sonoro permitirá uma melhor compreensão da tipologia de instrumentos que tradicionalmente associamos à sonoridade e imagem de uma banda filarmónica. Dedicado especificamente ao maestro Leonel Duarte Ferreira, o museu integra ainda

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Barreiro em vigília pela oncologia no hospital Nossa Senhora do Rosário BARREIRO «RECUSAMOS a destruição da Unidade Oncológica» foi a palavra de ordem da vigília que esta semana reuniu centenas de barreirenses junto ao hospital, numa resposta ao repto lançado pelo Movimento de Cidadania. O protesto contou com presença do edil barreirense, Carlos Humberto de Carvalho, para quem «há, hoje, em Portugal, um conjunto de medidas que estão a pôr em causa muitos dos serviços públicos». Segundo o presidente há, por outro lado, também, uma «estratégia delineada de concentração de serviços e

Autarquia apoia protestos

pode haver o perigo de secundarizar a importância» do Centro Hospitalar Barreiro/ Montijo. «Quero reafirmar que a posição da Câmara é contrária à diminuição da importância e dos serviços prestados por esta unidade hospitalar. Estaremos com os utentes e com

toda a população em defesa do Serviço Nacional de Saúde e em particular do Hospital e das suas valências», denuncia. «É o hospital que tem o serviço de oncologia, a sul do país, de maior importância e dimensão. É uma especialidade com qualidades diferenciadoras. É necessário que se mantenha e preserve e que se tomem todas as medidas para que ele continue a servir os utentes dos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete mas também dos utentes que vêm da região para serem tratados e acompanhados», salientou o presidente da autarquia barreirense.

Montijo em campanha pela energia sustentável MONTIJO ESTE fimde-semana, a cidade de Montijo recebe o Energy Bus, na Praça da República. Um projecto desenvolvido pela EDP que conta com o apoio da SEnergia e do pelouro do ambiente da Câmara Municipal do Montijo. No interior do autocarro da energia encontra-se uma exposição com recursos a suportes de comunicação

interactivos e experienciais com o objectivo de levar a todos o conhecimento sobre Energia e Eficiência Energética, utilizando diferentes linguagens para responder aos diferentes públicos: crianças, jovens e adultos. Nesta ‘viagem’ os visitantes podem tomar contacto com temas como “Produção e transformação de energia”, “Eficiência energética”, “Energias renová-

TIVO alcochetense aprovou, por unanimidade, em sessão de câmara, a adjudicação da empreitada Regeneração da Frente Ribeirinha de Alcochete – 1.ª Fase. A empreitada foi adjudicada ao concorrente Alexandre Barbosa Borges, pelo preço de 1.813.142,92 euros, com um prazo de execução de 365 dias. Durante a sessão de Câmara, o Vereador com o pelouro das Obras Municipais, destacou «a excelente colaboração» da Administração do Porto de Lisboa (APL) «em todo o processo». Recorde-se que a 1.ª Fase da Regeneração da Frente Ribeirinha é uma empreitada conjunta, visto que a Câmara Municipal e a APL constituíram um

veis”, e adoptarem comportamentos mais eficientes e amigos do ambiente. Após esta visita, o autocarro estará nos dias 19 e 20 de Novembro nas escolas secundárias Jorge Peixinho e Poeta Joaquim Serra, respectivamente. A exposição é de entrada gratuita, sendo que as visitas requerem marcação através da Casa do Ambiente.

um dispositivo de multivisão que permite a ilusão do discurso direto do compositor, integrando a sua biografia no contexto de época, sublinhado por uma banda sonora que integra trechos de algumas das suas composições e peças do reportório tocado por bandas de Almada.

Seixal combate a fome com cinco cantinas sociais SEIXAL O CONCELHO

do Seixal, um dos mais fustigados pelo desemprego, conta com mais cinco novas Cantinas Sociais, com capacidade para oitenta refeições cada, no âmbito do Programa de Emergência Social. A CRIAR-T – Associação de Solidariedade vai ter uma dessas cantinas que se vai juntar à que já se encontra em funcionamento há alguns meses, com capacidade para fornecimento de 80 refeições diárias. As cantinas sociais pretendem responder às situações de emergência no apoio alimentar, através de refeições já confeccionadas, prontas para serem consumidas no domicílio, a pessoas dentro dos critérios definidos pelo Programa de Emergência Social: pessoas idosas com baixos rendimentos, famílias monoparentais, com salários reduzidos, encargos habitacionais fixos e despesas fixas com filhos, famílias em situação de emergência temporária, tais como incêndio, despejo, doença, entre outras, famílias ou pessoas com doença crónica, baixos rendimentos e com encargos habitacionais fixos, famílias ou

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dia 25, pelas 11 horas, o Museu da Música Filarmónica, o primeiro do género em Portugal, vai abrir portas. O investimento é de 460 mil euros. Localizado no centro histórico, o novo espaço museológico retrata a história da atividade filarmónica associada às coletividades do concelho e presta homenagem ao maestro e compositor Leonel Duarte Ferreira, referência e protagonista transversal à dinâmica musical associativa no concelho e na região metropolitana. O município adquiriu a casa em ruínas onde nasceu o maestro Leonel Duarte Ferreira, promovendo a sua refuncionalização como espaço de memória e fruição pública no âmbito da candidatura Almada Velha de Novo Centro, com o apoio de fundos comunitários. As peças raras pertencem

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ALMADA NO PRÓXIMO

Alcochete ‘dá’ 2 milhões à frente ribeirinha

Mais um projecto solidário

pessoas em situação de desemprego múltiplo ou recente e com despesas fixas com filhos e famílias ou pessoas já sob apoio social, desde que o apoio atribuído não seja no âmbito alimentar. Os pedidos de apoio poderão ser encaminhados pelas entidades locais (Câmara, juntas de freguesia, escolas, centros de saúde, locais de atendimento de acção social), através do preenchimento da ficha de sinalização, que deverá ser remetida directamente à entidade que promove a Cantina, que fará a avaliação social dos pedidos e verificação dos critérios de acesso a esta resposta. Para além das situações encaminhadas pelas entidades, as famílias podem recorrer às Cantinas Sociais por iniciativa própria.

agrupamento de entidades adjudicantes. Assim, apesar de envolver intervenções relacionadas com duas entidades será adjudicada apenas uma única empreitada. Obra de grande dimensão e impacto, a 1.ª fase da Regeneração da Frente Ribeirinha contempla as componentes terrestre e marítima da Avenida D. Manuel, com avanço da muralha da Avenida D. Manuel I em quinze metros e o seu tratamento paisagístico, a requalificação da Ponte-Cais, com a substituição do pavimento, das balaustradas, dos candeeiros e correcção das patologias estruturais existentes e a requalificação do Largo da Misericórdia e da Rua do Norte.

PAEL empresta 10 milhões a Sesimbra SESIMBRA O PEDIDO de adesão da Câmara Municipal de Sesimbra ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) foi esta semana aprovado pelo Governo. De acordo com o executivo comunista de Augusto Pólvora, o valor atribuído à autarquia é de 10 736 111,72 euros, tem um prazo de pagamento de 14 anos e destinase à liquidação de dívidas de curto prazo. A decisão foi comunicada à Câmara Municipal esta terça-feira, prevendo-se que a assinatura do contrato de empréstimo possa realizarse na próxima sexta-feira, no Palácio Foz, em Lisboa. O recurso da Câmara de Sesimbra ao PAEL foi motivado pelas «dificuldades financeiras da autarquia devido à queda acentuada de algumas das suas principais fontes de receita, principalmente do IMT, licenciamentos de obras e Derrama», justifica o executivo, que aponta, ainda razões como o aumento do custo da electricidade e dos combustíveis «e o elevado investimento neste e no próximo ano, sobretudo nas áreas da reabilitação urbana, saneamento e habitação».


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Carapau Manteiga anima restauração de Setúbal O CARAPAU manteiga é rei este sábado e domingo em Setúbal, num certame gastronómico promovido pelo município que envolve 44 restaurantes que apresentam menus especiais com diferentes propostas gastronómicas tendo como base aquela espécie proveniente da costa entre Setúbal e Sines. O carapau manteiga, para o qual foi iniciado recentemente ao processo de qualificação, distingue-se das restantes variantes por possuir uma camada de gordura entre a pele e o lombo, o que lhe confere um sabor único e muito apreciado no mercado. O festival promove igualmente uma sessão de mostra e degustação de receitas com carapau manteiga, iniciativa que decorre no domingo, às 17 horas, na Casa da Baía, e é dinamizada pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal. O certame reserva ainda a realização de um colóquio

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SETÚBAL

Restaurantes vão cativar clientes com menus carapau manteiga

dirigido a toda a população, mas com especial atenção às comunidades piscatória e científica, representando um contributo para o processo de qualificação em curso. Foi na Quinta-feira, na Casa da Baía, e teve como tema “Desenvolvimento Sustentável das Pescas e do Turismo da Região de Setúbal – Carapau Manteiga de Setúbal – IGP?”. Em paralelo, entre os dias 15 e 16, esteve patente na Casa da Baía, uma exposição

de artes plásticas da autoria de Pólvora d’Cruz intitulada “Setúbal e o Mar”. Os parceiros da autarquia no “Festival do Carapau Manteiga” são a Sesibal – Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, a Docapesca, a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, o Turismo de Portugal, a Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (Adrepes) e a Europe Direct.

Dançar em Palmela PALMELA A 15.ª edição da Semana da Dança decorre de 17 a 25, no S. João, numa organização da Passos e Compassos e do município. Espetáculos para todas as idades, ateliês, filmes, debates, exposições e o concurso “À Volta da Dança” compõem o programa da iniciativa que aposta na divulgação da dança, na criação de novos públicos e na partilha de ideias, à volta desta forma de expressão artística. Segundo a autarquia, a Semana da Dança é, hoje, um «programa enraizado no panorama cultural do concelho» mas, também, no «contexto cultural e no panorama da dança em Portugal». Para isso, muito têm contribuído as parcerias estabelecidas, ao longo dos anos, com a comunidade educativa, com o movimento associativo e com as empresas e comércio local.

Lobo reivindica construção da ENR 11-2 na Moita MOITA

O PRESIDENTE da autarquia, João Lobo, reuniu esta semana com a Administração das Estradas de Portugal para discutir a requalificação das acessibilidades no concelho da Moita e cuja resolução depende da intervenção financeira do Governo. Nesta reunião foi transmitida à Câmara da Moita que a construção da ENR 11-2, via estruturante para melhorar as acessibilidades e aumentar a qualidade de vida dentro dos aglomerado urbanos do concelho, foi suspensa pela administração central, devido à avaliação negativa de impacto ambiental do projecto desenvolvido pela Estradas de Portugal e também pelo adiamento da construção da Terceira Travessia do Tejo. A autarquia manifestou discordância com esta situação, tendo em conta a importância desta via para a requalificação das aces-

sibilidades, estando inserida também no Plano Nacional Rodoviário. Esta suspensão tem igualmente implicações ao nível do ordenamento do território do município da Moita, uma vez que os corredores reservados para os vários traçados possíveis não permitem programar ou planear urbanisticamente aqueles solos. A EP assumiu o compromisso de, quando houver disponibilidade financeira, avançar com as obras previstas. O edil apresentou um esboço de solução para a correcção das entradas e saídas do nó da Moita ao IC 32, alertando para os perigos rodoviários, quer para automobilistas, quer para peões. A EP avançou com a proposta de estabelecer um “Plano de Proximidade” que incluirá acções de interesse mútuo e os prazos para a sua execução.

Motoqueiros de Santiago Sines investe 10 milhões e reabilita zona urbana contra acidentes estruturas enterradas da Av. O ÚLTIMO rela-

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AS ASSOCIAÇÕES Motards do Litoral Alentejano juntamse a 18 de Novembro para prestar homenagem à memória daqueles que nos deixaram em resultado de acidentes mortais nas estradas. A cerimónia terá lugar em Melides, com ponto de encontro no Largo da Igreja, às 10h30 do dia 18 de Novembro. Serão também distribuídos panfletos de sensibilização dirigidos aos mais novos com idades entre os 18 e 24 anos, uma vez que estes representam

Domingo é Dia da Memória

uma elevada percentagem de vítimas mortais dos acidentes rodoviários: 25 por cento como condutores de ciclomotores e motociclos; 67 por cento como condutores de ligeiros e 8 por cento como condutores de outros veículos.

tório do executivo liderado pelo autarca independente Manuel Coelho aponta nota positiva aos trabalho, no terreno, nomeadamente no que toca ao Programa de Regeneração Urbana de Sines, composto por um conjunto de operações de requalificação do centro histórico e da frente marítima. Os muros de contenção da zona crítica da falésia contígua ao Largo dos Penedos da Índia estão em fase de conclusão e iniciaram-se os trabalhos das fundações do elevador. Em simultâneo, decorrem as obras das infra-

Alcácer recebe crianças em férias de Natal ALCÁCER

A JUNTA de Freguesia de Santiago, em Alcácer do Sal, vai abrir já na próxima paragem lectiva de Natal um espaço de ATL (Actividades de Tempos Livres) destinado a crianças com idades entre os 9 e os 12 anos. O ATL, com capacidade para 26 utentes, vai dividir o espaço da antiga escola primária dos Açougues com

a Universidade Sénior de Alcácer do Sal e pretende contribuir para que aquela faixa etária tenha mais respostas durante as férias escolares, visto que também funcionará na Páscoa e no Verão. Com esta iniciativa, a Junta visa apoiar as famílias, a infância, a juventude na promoção da educação, da saúde e da formação. Do

mesmo modo, pretende-se contribuir para o desenvolvimento social e pessoal da criança e o aprofundamento da relação entre a família, a escola/ a comunidade e as instituições. As actividades envolvem jogos, expressão plástica, workshops, expressão motora, visitas, passeios e deslocações à praia.

Vasco da Gama. Também estão a ser realizados trabalhos de fundações da plataforma sobre a praia onde será instalada uma esplanada. Está a ser construída a estação elevatória enterrada em frente à porta nova do Castelo para completar a requalificação do Largo João de Deus. O mobiliário urbano de toda a área de intervenção será instalado em breve. As infra-estruturas e os pavimentos do centro histórico estão concluídos, faltando terminar a instalação de mobiliário urbano e a sinalização de ruas.

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SINES

SANTIAGO

A consolidação da falésia é uma das obras emblemáticas

As obras de adaptação do edifício da Câmara Velha para as actividades da Escola das Artes de Sines encontram-se na fase de paredes interiores e infra-estruturas.

O Programa de Regeneração Urbana é um investimento de 10 milhões de euros, co-financiado em 80 por cento por fundos FEDER/UE / INALENTEJO/QREN2.

Grândola arranca com gestão interactiva GRÂNDOLA OS CIDADÃOS de Grândola podem reportar situações relativas ao espaço público, naquele que é um dos projectos ao abrigo do Simplex. O projecto consiste num sistema interactivo que permite um papel mais activo na detecção e resolução de

problemas que ocorram nas ruas ou bairros onde residem. Trata-se de um projecto de participação cívica, disponível a partir do portal do cidadão www.portaldocidadao.pt, ao qual o munícipe pode aceder através da página do município www.cm-grandola.pt, e que permite um

envolvimento activo na gestão da rua ou bairro, comunicando à Câmara as mais variadas situações relativas a espaços públicos. Todos os relatos são encaminhados para a divisão ou sector responsável, que dará conhecimento sobre o processo e eventual resolução do problema.


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Projecto do Fórum em Vale da Rosa, de 120 milhões, renovou licença e pode também vir a avançar

Solução jurídica assegura Alegro Setúbal em 2014 circulação viária entre os dois corpos, com previsão de espaços destinados a automóveis e com capacidade aproximada para 453 viaturas. Em declarações ao Semmais, André Martins, vereador da autarquia, sublinha que esta decisão foi tomada «mediante pareceres jurídicos, depois de estarem acautelados os interesses das partes e a defesa do interesse público». Investimento de 110 milhões arranca este mês

afirma, em comunicado, Mário Costa, director-geral da Immochan. Este Alegro, que é o terceiro no país, depois de Alfragide e Castelo Branco, integra ainda 130 lojas, restaurantes temáticos, bem como um health club e dez salas de cinema de última geração. Está prevista a criação de 1500 postos de trabalho, dos quais mil serão fixos. As obras do novo centro comercial dependeram ainda da constituição do lote n.º 17, numa operação de loteamento da Auchan feita junto da Casvil – Sociedade Comercial de Representações Lda.

Fórum Setúbal continua de pé Entretanto, os promotores do Fórum Setúbal, a desenvolver na quinta do Vale do Rosa, renovaram a sua licença de construção por mais dois anos, razão que leva André Martins a acreditar que o projecto, orçado em 120 milhões de euros, sairá finalmente do papel. «Mas é natural que nesta conjuntura económica tudo tenha de vir a ser ponderado e reponderado», afirma.

Roberto Dores

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«A ideia inicial era acabar com o regime de quotas em 2016 e liberalizar a produção a partir daí, para que todos os agricultores pudessem produzir em pé de igualdade na Europa. Se agora se pretende manter as quotas, então nós queremos readquirir as nossas», disse o também relator da Parlamento Europeu para a agricultura, alertando que o regresso desta actividade iria assegurar 1500 postos de trabalho. A maioria entre os distritos de Setúbal, Santarém e Évora. Estaria viabilizada uma área de produção de cem mil hectares, a par da reabertura da fábrica de Coruche, que entretanto, foi convertida para trabalhar cana-de-açúcar.

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Beterraba pode regressar aos campos da região Actividade pode valer 1500 empregos

Bruno cardoso

Greve passa ao lado do porto de Sines

Autoeuropa discute novo produto em Munique

OS AGRICULTORES do distrito de Setúbal poderão vir a recuperar a produção de beterraba antes de 2016, segundo avançou ao Semmais o eurodeputado Capoulas Santos. Alterações às regras comunitárias abrem portas ao fim das limitações assinadas pelo país em 2006, que levaram os agricultores a abandonar a plantação desta herbácea, quando as regras da Política Agrícola Comum propuseram acabar com o regime de quotas em 2016, a troco de indemnizações aos produtores. Porém, há hoje uma corrente de opinião em Bruxelas que defende a continuidade das quotas para lá de 2016, o que leva Capoulas Santos a admitir que os compromissos assinados por Portugal podem estar a ser violados, o que implica o regresso da beterraba aos campos da região.

O início da construção do Fórum Setúbal permanece uma incógnita, embora estivesse previsto para o início do próximo ano. Com uma área bruta locável de 44 mil metros quadrados, o centro comercial vai contar com 110 lojas, entre as quais uma nova superfície Continente e uma Fnac, 22 restaurantes e 2160 lugares de estacionamento, estimandose a criação de 2 mil postos de trabalho.

OS TRABALHADORES da Autoeuropa ainda não sabem ao certo quantos dias a empresa vai parar no próximo mês de Dezembro, mas estão expectantes quanto ao encontro que vai reunir as diversas comissões de trabalhadores e a administração da empresa em Munique, Alemanha, entre os dias 26 a 30 deste mês. Para a unidade fabril da VW de Palmela, esse encontro é duplamente importante porque está na calha o anúncio da produção de um novo modelo em Portugal e, com isso, a manutenção do maior número possível de postos de trabalho. Em declarações ao Semmais, António Chora, coordenador da comissão de trabalhadores (CT) Autoeuropa, explica que a decisão terá de ser conhecida nessa altura ou, mais tardar, até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.

«Apesar de as negociações, neste momento, entre a CT e a administração estarem suspensas, continuamos a batalhar pela manutenção de todos os postos de trabalho», lembra António Chora, que considera que a unidade de Palmela «vai ter sucesso na conquista desse novo modelo e na manutenção do maior número possível postos de trabalho». O coordenador da CT afirma, por outro lado, que o actual nível de encomendas «não augura» nada de bom para os próximos meses, reflectindo a quebra abrupta na venda de carros um pouco por todo o mundo. «Não dá para precisar, neste momento, qual o real desfasamento entre a produção real e a estimada para 2012 no início deste ano», acrescenta.

A GREVE geral desta semana não afectou as operações de carga e de descarga do porto de Sines. A paralisação foi de 0 por cento. A quarta-feira em questão foi inclusive um dos dia do ano em que se verificou maior movimentação de mercadorias e contentores. Na totalidade, operaram 13 navios, desde porta-contentores, navios-tanque e navios de carga geral, distribuídos pelos cinco terminais especializados do porto. Foram movimentados cerca de 4.559 TEU, no segmento dos contentores, que resultaram das operações de um navio proveniente do Extremo Oriente e de dois feeders para o tráfego próximo. Globalmente foram movimentadas 113 mil toneladas de mercadorias, que, para além da carga contentorizada, contemplaram crude, propano, butano, fuel oil, gasóleos, propileno e sucata.

Bruno Cardoso DR

O investimento na nova infraestrutura ascende a 110 milhões de euros, dos quais 70 milhões correspondem às obras da galeria comercial. Para além desta ampliação, o projecto da Immochan contempla a renovação urbanística e paisagística desta zona de Setúbal, uma das principais entradas na cidade, vindo da A2. «O Alegro Setúbal irá funcionar como factor atractivo para a região, melhorando o poder de compra e a qualidade de vida dos habitantes do concelho, uma vez que se trata de uma das poucas cidades do país sem um conjunto comercial que responda às necessidades dos cidadãos, ao nível dos serviços, do lazer e do comércio»,

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A CONSTRUÇÃO do Alegro Setúbal vai arrancar ainda durante este mês e a abertura ao público está prevista para o final do verão de 2014. O anúncio feito esta semana pela Immochan coincide com uma «solução jurídica» encontrada recentemente pela Câmara Municipal de Setúbal para viabilizar a expansão do Jumbo, assente na celebração de um contrato de uso privativo de uma parcela de terreno, com mil metros quadrados, localizada na rua Carlos Daniel. O contrato, celebrado com a Multicenco – Estabelecimentos Comerciais, empresa que desenvolve em Portugal os projectos da Immochan, empresa imobiliária do grupo Auchan, prevê que esta pague à câmara um milhão de euros no prazo de vinte anos, designadamente 10 mil euros mensais e 50 mil mensais. A intervenção a realizar nessa parcela de terreno prevê a criação de uma passagem dupla de ligação aérea e subterrânea entre a área ocupada actualmente pela superfície comercial Jumbo e uma nova, resultante da ampliação desta zona comercial. A circulação pedonal está prevista em ambas as passagens. Na subterrânea, o projecto contempla ainda


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