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SÁBADO 14 DE ABRIL DE 2018 Diretor Raul Tavares Semanário - Edição 987 - 9ª série Região de Setúbal Distribuído com o Expresso

PRESIDENTE DA CÂMARA DE SETÚBAL, MARIA DAS DORES MEIRA, EM EXCLUSIV0

«TEMOS 300 MILHÕES DE OBRA FEITA, CONTAS SUSTENTADAS E MUITO PATRIMÓNIO» A presidente da Câmara de Setúbal, Dores Meira, está a apostar tudo neste seu último mandato. A autarca, que quer fechar o seu ciclo político, diz querer deixar a câmara com boa saúde financeira, mais património e dinâmicas de desenvolvimento imparáveis. Assume obra feita no valor de 300 milhões e promete tudo fazer para não deixar cair o município «nas mãos da oposição». P8/9

SOCIEDADE

SOCIEDADE

Burocracia afasta agricultores das linhas de apoio à seca P2

ALCÁCER DO SAL COMEMORA 800 ANOS COM PROGRAMA VARIADO

SOCIEDADE

Pós-Graduação em aeronáutica liga Setúbal e Évora através do ensino P3 NEGÓCIOS

Governo investirá 50 milhões de euros no transporte fluvial P5

O programa de celebração do aniversário do município é variado, mas a iniciativa inédita de editar o Foral Afonsino do Séc. XIII em português contemporâneo é a mais relevante das ocasiões previstas. A leitura do Foral acontece dia 24 de junho nos paços do concelho. P4

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SOCIEDADE

CAP LAMENTA MOROSIDADE DOS PROCESSOS E VAI QUESTIONAR O GOVERNO

Agricultores contestam burocracias O Governo anunciou medidas de incentivo à agricultura para fazer face à seca, mas poucos foram os agricultores que a elas recorreram devido à morosidade de apreciação das candidaturas. A CAP diz que a APA não teve sensibilidade para tratar o problema.

TEXTO ROBERTO DORES IMAGEM SM

O

s agricultores da região afetados pela falta de água estão a contestar as medidas anunciadas pelo Governo destinadas a minimizar os efeitos da

seca. Justificam os produtores de gado da bacia do Sado que a morosidade dos serviços na análise das candidaturas torna os programas «desinteressantes», reclamando processos mais rápidos para tornar os projetos de emergência atrativos ao empresariado agrícola.

Segundo o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, há um exemplo prático da contestação agrícola à morosidade em torno das medidas contra a seca extrema: uma licença de abeberamento para o gado pode demorar três meses a aprovar mesmo em tempos de falta de água. E cada vaca consome uma média de cem litros por dia. «O que acontece é que quem tem animais tem que fazer, precisamente, essas contas, percebendo qual é a capacidade de armazenamento de água de que dispõe, garantido reservas que permitam assegurar o abastecimento do gado», sublinha o dirigente, admitindo que

«estas medidas eram precisamente para fazer novas charcas e novos pontos de água habilitados a responder à crise nos piores momentos que travessámos», diz. Luís Mira não poupa ainda críticas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sublinhando que este organismo tratou estes processos como se o ano hidrológico fosse normal, quando «deveria ter um procedimento especial», acrescenta o dirigente, justificando que apesar da seca extrema «a APA continuou a pedir os mesmos licenciamentos e a fazer as mesmas exigências para captações e água». O dirigente considera que «isso não ajudou nada a resolver o problema, porque

as pessoas estavam desesperadas e precisavam de ter água para dar aos animais», sublinhando que, e neste caso, «os organismos do Estado deveriam ter capacidade para analisar rapidamente os projetos e dizer se os aprovavam ou não, para se encontrar uma solução que respondesse ao cenário de seca tão mau como o que tivemos de enfrentar». A CAP admite que é preciso celeridade para tornar os projetos atrativos, embora agora os agricultores prefiram esperar que a chuva faça o seu papel. «A verdade é que grande parte destas medidas não foram possíveis de fazer quando os agricultores mais precisavam delas e agora vão aproveitar estas chuvas de

março para melhorar as coisas», insiste Luís Mira. O representante da CAP alega que é preciso que os organismos percebam o estado de emergência nos campos quando a água falta por longos períodos. «Se não aprovarem as medidas quando elas mais fazem falta, depois isso já não tem impacto nem interesse para os agricultores», descreve. Entretanto, a confederação está a contactar vários agricultores no país para perceber a razão que levou a uma tão reduzida execução de medidas contra a seca, a fim de elaborar um documento para entregar ao ministro da Agricultura, apelando a quem não se repitam os mesmos erros no futuro.

«para a necessidade de preservar a biodiversidade e os seus habitats, numa região onde se situam para além dos dois maiores estuários

de Portugal – o Sado e Tejo, reservas naturais e de elevado valor ambiental, incluindo três Zonas Húmidas de Importância Internacional».

CIDADÃOS CONVIDADOS A TORNAR-SE CIENTISTAS POR UM DIA COM BIOBLITZ

SIMARSUL sensibiliza população para proteção da biodiversidade A SIMARSUL associou-se à Citizen Science para promover ações de sensibilização através das quais se demonstra a importância e a necessidade de proteção da biodiversidade. O BioBlitz já passou pelo Seixal, Barreiro e Montijo, e chega dia 21 à Lagoa de Albufeira, Sesimbra. TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

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empresa do Grupo Águas de Portugal, concessionária da gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal (SIMARSUL), foi a primeira empresa portuguesa a subscrever, com a associação ambientalista Quercus, um compromisso de redução e compensação da pegada ecológica. Esse protocolo foi celebrado em 2009, por cinco anos, mas a ação pedagógica e de sensibilização da SIMARSUL continua até hoje pela «defesa, conhecimento e proteção da biodiversidade», das áreas de intervenção da empre-

sa. Os BioBlitz são o mais recente exemplo e chegam ao espaço interpretativo da Lagoa Pequena, na Lagoa de Albufeira, em Sesimbra, dia 21 de abril, numa iniciativa que pode ser realizada em família. Os BioBlitz são ações de sensibilização e de interação que consistem em atividades lúdicas de cidadania científica, realizadas em parceria com a associação Biodiversidade para Todos (Biodiversity4All) para «mostrar a importância da biodiversidade e a necessidade da sua preservação», admite a SIMARSUL. Nestas ações públicas, que já se realizaram no Barreiro, Seixal e Montijo, os participantes «tornam-se cidadãos-cientistas» e, acompanhados por especialistas e investigadores, «vão registar o maior nú-

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mero possível de espécies, inventariando a fauna e a flora e promovendo a aproximação entre a comunidade científica e a população». Os dados são, depois, «registados numa plataforma online e partilhados em tempo real, permitindo estatísticas e relatórios de análise», como esclarece a SIMARSUL. A intenção, admite a empresa, é «potenciar a partilha da experiência pelos participantes e fomentar o seu interesse pela ciência e pela natureza e a capacitação para o conhecimento e registo da biodiversidade nacional». O Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena, na Lagoa de Albufeira, no concelho de Sesimbra recebe o BioBlitz no próximo sábado, mas as inscrições devem ser feitas antecipa-

damente junto da SIMARSUL. A partir das 9h00 vai ser possível observar, conhecer e registar aves, plantas, cogumelos, insetos ou mamíferos numa ação acompanhada por especialistas da Biodiversity4All. A associação Biodiversidade Para Todos (Biodiversity4All) é membro fundador da Associação Europeia de Citizen Science e é atualmente a maior base de dados nacional sobre biodiversidade, aberta e livremente disponível online, alimentada continuamente pelos seus utilizadores. Conta com mais de 480.000 observações registadas, mais de 2.700 utilizadores e de aproximadamente 6.300 seguidores na rede social Facebook. Com este tipo de ações a SIMARSUL pretende sensibilizar a população

Câmara de Sesimbra apresenta programa educativo O Programa Educativo do Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena, na Lagoa de Albufeira, vai ser apresentado pela Câmara de Sesimbra, nas 24ª Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental que decorrerão em Setúbal de 20 a 22 de abril. A iniciativa, organizada pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto das Comunidades Educativas, é subordinada ao tema “Património Natural e Cultural – Reavivar e Reforçar o Bem Comum”, e é preenchida com conferências, comunicações, stands, oficinas pedagógicas e saídas de campo, como a que é promovida dia 21, pela SIMARSUL.


SOCIEDADE

PROTOCOLO ENTRE UNIVERSIDADE ALENTEJANA E POLITÉCNICO DE SETÚBAL JÁ FOI ASSINADO

Pós-graduação em aeronáutica junta ensino de Setúbal e Évora Setúbal e Évora aumentam oferta formativa na área da aeronáutica, numa iniciativa conjunta que permitirá aos alunos realizar formação pós-graduada, sem conferência de grau académico, com creditação para formação avançada. TEXTO ROBERTO DORES IMAGEM SM

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início da primeira pós-graduação em associação na área da aeronáutica, entre a Universidade de Évora e o Instituto Politécnico de Setúbal, está agendada para setembro, segundo revelou a reitora da universidade alentejana Ana Costa Freitas. O protocolo de colaboração entre ambas as instituições já foi assinado. Segundo os subscritores, o destaque do acordo situa-se na «possibilidade de formação pós-graduada, não conferente de grau

académico, mas que siga as orientações mais gerais dos cursos de 2º e 3º ciclos e, sempre que possível, permita a creditação para posterior integração nos níveis de formação

avançada», diz. Em cima da mesa está, ainda, a ambição de reforçar a formação pós-graduada e a investigação científica e tecnológica em aeronáutica, mas «sem descurar

a internacionalização, ao prever parcerias com instituições de mérito de outros países nesta área», assinala o documento. Tanto o Instituto Politécnico de Setúbal como a Universidade de Évora somam já uma prática de trabalho que assegura «qualidade no ensino da Engenharia Mecatrónica e da Engenharia Mecânica-vertente Produção Aeronáutica», ressalvando a importância de reforçarem um trabalho conjunto numa área «crucial para o desenvolvimento do país», segundo Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, admitindo estarem ambas as instituições de ensino perante «o único

O ANO PASSADO FOI O MAIS DRAMÁTICO DOS ÚLTIMOS CINCO

194 mortes nas estradas do distrito. Dados da ANSR revelam que um terço das vítimas são idosos TEXTO ROBERTO DORES IMAGEM SM

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os últimos cinco anos um terço das vítimas mortais em acidentes rodoviários no distrito de Setúbal foram pessoas com mais 65 anos, contabilizando peões, condutores e passageiros. Dados definitivos de 1 de janeiro de 2013 até final de novembro de 2017 mostram que morreram 194 pessoas nas estradas da região, onde 33% das vítimas surgem com mais de 65 anos. O ano de 2017 foi, precisamente, o que registou mais vítimas mortais dos últimos cinco (52 mortos), com os boletins anuais da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária a indicarem que 28% as vítimas eram idosas, embora em 2016 (ano em que o distrito lamentou 33 mortes) a percentagem de sinistrados com mais de 65 anos chegasse aos 33%.

As estatísticas disponíveis não permitem perceber quantos dos idosos que acabaram por morrer vítimas de acidentes iriam ao volante, numa altura em que apenas uma minoria das cartas de condução não é revalidada após os 60 anos. De acordo com dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, uma quantidade ínfima de idosos chumbou no exame para revalidação do título que habilita a conduzir. Ainda assim, segundo os especialistas, a perda das capacidades motoras aliada à recusa em deixar de conduzir a partir de determinada idade são as razões que podem explicar a elevada mortalidade dos idosos, estando o fator idade associado a «debilidades próprias como visão deficientes, diminuição de reflexos, dificuldade auditiva, perceção deficiente das distâncias», como sublinhou o coronel Lourenço da Silva, comandante

da Unidade Nacional de Trânsito da GNR. O plano estratégico nacional de segurança rodoviária 2020 confirma a perceção de que os idosos morrem mais no local do acidente do que nos 30 dias a seguir ao sinistro, acrescenta o documento orientador do Governo, admitindo que isso tem ligação direta, ainda que não estejam disponíveis evidências científicas, com a menor resistência física. Por estas razões Lourenço da Silva diz que são necessários programas de segurança

rodoviária para seniores de maior exigência nos exames médicos. 11 mil acidentes com feridos Os acidentes com vítimas no distrito de Setúbal alcançaram um registo de 10.900 sinistros nos últimos cinco anos, tendo chegado aos 2287 do ano passado um dos anos com mais acidentes, que fez os feridos graves aumentarem de 142 (em 2016) para 192, estando o índice de gravidade avaliado 2.3 contra os 1.7 do ano anterior.

setor no mundo onde podemos prever neste momento como se encontrará daqui a 20 anos». Pedro Dominguinhos vislumbra o potencial «fortemente internacionalizável» do cluster aeronáutico, acrescentando que «cria valor, exporta, forma e pode atrai recursos humanos qualificados para os territórios», sublinhando mesmo que «não nos perdoariam se não tivermos capacidade de desenvolver projetos que vão de encontro às suas necessidades, sejam elas formativas, de investigação ou na resolução de problemas concretos», diz o dirigente. De resto, a preocupação

em torno do território também é defendida por Ana Costa Freitas, para quem a «principal obrigação é com os territórios onde nos inserimos», notando que a universidade eborense tem vindo a apostar fortemente no cluster da aeronáutica, esperando que, na próxima avaliação da Federação para a Ciência e Tecnologia veja aprovado um centro de investigação nesta área, depois da Universidade de Évora já criado em 2017 uma cátedra dedicada à área aeroespacial, com os objetivos que passam pela investigação e pelo desenvolvimento de materiais e sistemas inovadores para a indústria aeronáutica, robotização e automação.

GNR debate Ameaças e Desafios à Segurança Interna no Século XXI

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Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana está a dinamizar um ciclo de conferências sobre «Ameaças e Desafios à Segurança Interna no Século XXI» no âmbito do Dia da Unidade 2018. A primeira sessão decorreu em Sesimbra, na Fortaleza de Santiago, com a intervenção de Heitor Romana, professor catedrático e presidente do Conselho Científico do Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, e Paulo Machado, professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências

Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O debate contou ainda com as participações do Tenente-General Rui Clero, do Comando Operacional da GNR, Coronel Paulo Rebelo Manuel, Comandante Territorial de Setúbal, do vereador José Polido, da Câmara Sesimbra, e demais entidades e forças de segurança. Com esta iniciativa o Comando Territorial da GNR de Setúbal pretende «contribuir para a apresentação e debate académico das diversas perspetivas, pontos de vista e/ou respostas possíveis de matérias relacionadas com a Segurança Interna», refere a Guarda.

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SOCIEDADE

FORAL AFONSINO VAI SER PUBLICADO EM PORTUGUÊS NUMA INICIATIVA INÉDITA

A celebrar 800 anos o Município de Alcácer do Sal vai traduzir Foral do Séc. XIII O Município de Alcácer do Sal celebra este ano 800 de existência e assinala a efeméride em momentos distintos todos os meses. Um dos mais significativos acontece a 24 de junho, aquando da leitura do Foral Afonsino que a autarquia mandou traduzir para português contemporâneo. TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

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história do município de Alcácer do Sal está a ser recriada, ao longo de todo este ano, para celebrar os 800 anos da sua conquista, pela primeira vez, pelos portugueses. Depois da primeira conquista, em 1160, a região foi tomada por Ya´qub al-Mansur em 1191, numa presença islâmica que só terminou em 1217 quando os portugueses, com o auxílio das tropas da V Cruzada, recuperaram o seu território. Um ano depois, em 1218, Alcácer recebeu Foral

pelas mãos do Rei D. Afonso II que confiou, novamente, a sua posse à Ordem de Santiago numa história que agora vai estar acessível a toda a população com a «retroversão do Foral Afonsino para português contemporâneo», como esclarece o presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença. Trata-se de um trabalho «inédito no país» que a partir de 24 de junho, data da sua leitura nos paços do concelho, vai estar disponível nas bibliotecas escolares e acessível para compra na autarquia de Alcácer. Vítor Proença admite que «o trabalho foi difícil, porque não há

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muitos especialistas em Portugal que consigam traduzir o foral para português mais contemporâneo», mas que «é muito valioso para a preservação e compreensão da história do nosso território», assume. Além da edição e publicação municipal do Foral do Séc.XIII e da sua apresentação oficial à população nos paços do concelho, dia 24 de junho às 9h00, o programa que assinala as comemorações dos 800 anos do município de Alcácer do Sal integra várias iniciativas que foram apresentadas ontem, no auditório municipal, após a atuação de Carmin’Antiqua e da

artista Maria Mirra. Ainda em abril, já na próxima quarta feira, será assinalado o 10º aniversário da Cripta Arqueológica de Alcácer que «representa 25 mil anos da nossa história» que «vão ser passados às crianças do 1º ciclo e pré-escolar do concelho através de atividades lúdicas jogos tradicionais e animação de leitura». O presidente da

câmara destaca, também, a palestra «Cripta- Passado e Presente» que vai ter lugar dia 21 de abril, às 15h00, na Igreja de Nª Srª de Aracoeli. Outro dos momentos fortes das celebrações decorrerá dia 5 de maio, no pavilhão Gracieta Baião, com o espetáculo «Alcácer toda tu és minha» no qual participam mais de 150 crianças que integram a

Oficina da Criança». Vítor Proença realça, igualmente, o concerto Gala Lírica, pela Banda da Sociedade Filarmónica Matos Galamba, com a participação de Carlos Guilherme e Maria João Sousa, na praça Pedro Nunes, no dia 10 de junho, como «mais um dos muitos momentos de grande celebração da conquista do município de Alcácer do Sal».

Parque Urbano de Albarquel vai representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza

TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

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convite da Direção Geral das Artes sete equipas portuguesas foram desafiadas a apresentar um projeto de representação lusa para a Bienal de Arquitetura de Veneza, que decorre de 26 de maio a 25 de novembro de 2018 no Palácio Giustinian Lodin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, junto ao Grande Canal, em Veneza. O Parque Urbano de Albarquel, idealizado e criado pelo arquiteto Ricardo Bak Gordon é um dos 12 edifícios que representarão Portugal no certame. A representação portuguesa na 16.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, implica um investimento nacional de 450 mil euros. Aos autores do projeto foram atribuídos 200 mil 4 | SEMMAIS | SÁBADO | 14 DE ABRIL | 2018

euros e os restantes 250 mil garantem o aluguer do espaço da mostra e despesas de manutenção durante os seis meses em que decorre a exposição. A representação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada “Public Without Rethoric” e da qual fazem parte, além do Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal, o Hangar Centro Náutico, em Montemor-o-Velho ou o Teatro

Thalia, em Lisboa, permite um olhar mundial sobre edifícios públicos criados por arquitetos portugueses de várias gerações nos últimos dez anos. A inauguração do pavilhão de Portugal na Bienal de Veneza está prevista para 24 de Maio, no Palácio Giustinian Lodin e a 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura estará patente ao público entre 26 de Maio e 25 de Novembro de 2018.


NEGÓCIOS

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL IMPLICA UMA GESTÃO EQUILIBRADA

Porto de Setúbal distinguido pela ESPO por práticas ambientais exemplares

Operadores turísticos da Olimar realizaram uma fam trip pela região

TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

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Porto de Setúbal, que desde 2012 integra a «ECOPORTS» viu reforçada e distinguida a sua participação nesta Rede Europeia com a atribuição, já em 2018, de uma nota de 100% pelos referenciais do Port Environmental Review System (PERS) e da ISO 14001 – Sistema de Gestão de Qualidade e Ambiente e, pela primeira vez, no indicador EMAS - «EU ECO Management and Audit Scheme», com o valor standard de 98,44 %. Esta avaliação representa «a evolução das práticas ambientais a nível portuário desde 2012», admite a administração da APSS, ressalvando que

relativamente ao indicador EMAS o resultado «traduz um nível de excelência do Porto de Setúbal no seu desempenho ambiental, no que diz respeito às metodologias de movimentação e armazenagem de mercadorias, à medição da qualidade da água e do ar, ao ordenamento e usos do solo, ao levantamento de questões ambientais significativas, às medidas de prevenção dos ecossistemas e à Relação Porto-Cidade». Este reconhecimento internacional de pertencer à Rede Europeia da “ECOPORTS”, e de obter a mais alta classificação dos sistemas de gestão da qualidade e ambiente, «vincula ainda mais o compromisso do porto, e da Comunidade Portuária de Setúbal, em prosseguir

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com uma gestão equilibrada e sustentável da sua atividade». A European Sea Port Organization, (ESPO) passou a reconhecer desde 2012 a excelência da qualidade ambiental da Baía de

GOVERNO INVESTE 50 MILHÕES EM NOVOS BARCOS

Frota da Transtejo e Soflusa vai aumentar exponencialmente até 2022 TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

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ai ser lançado, em seis meses, um concurso para a aquisição de 10 novos navios para reforço da frota da Transtejo e da Soflusa, que garantem as ligações por rio desde Lisboa até aos concelhos do Seixal, Almada, Montijo e Barreiro. A garantia foi deixada no Parlamento por João Matos Fernandes, Ministro do Ambiente. Durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, João Matos Fernandes mencionou que dez novos navios deverão estar operacionais até 2022 num plano que representa «um investimento de 50 milhões de euros, 15 financiados por fundos comunitários». Depreende-se, ainda, das palavras do governante que

os primeiros quatro barcos poderão estar ao serviço da travessia em 2020, três em 2021 e os últimos três em 2022. Este acréscimo de embarcações ainda fica aquém das necessidades, se for tida em conta a construção do novo aeroporto do Montijo que, segundo o ministro, obrigará «a reforçar a frota, muito além do apresentado». Os utentes, muitas vezes privados de ligações e reclamando mais conforto e segurança para as embarcações que asseguram atualmente as travessias, estão expectantes e as comissões de utentes

garantem pedir contas ao governo se nada for feito, em breve, para adaptar a frota à necessidade de transporte entre margens. Isto porque João Matos Fernandes deixou claro no Parlamento que, ainda que este ano, «mais cinco navios da Transtejo e seis da Soflusa terão intervenções de fundo». Recorde-se que a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e a capital do país, enquanto a Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão a Lisboa.

Setúbal, pelo que o seu Porto passou desde aquela data a fazer parte da Rede Europeia da “ECOPORTS”, que compara e distingue as melhores práticas ambientais a nível portuário.

nserida na política de promoção turística do concelho no mercado externo, aprofundada recentemente na Feira de Turismo de Utrecht, na Holanda, uma comitiva da agência turística alemã Olimar esteve em Setúbal esta semana. O objetivo; conhecer as ofertas de produtos turísticos passíveis de promoção internacional através de uma fam trip que passou pelo Sado, Casa da Baía, Adega José Maria da Fonseca, Moinho da Mourisca e Hotel do Sado. O convite aos 40 operadores de uma das maiores agências de turismo da Alemanha, para conhecer a riqueza patrimonial, histórica, natural e gastronómica da região, partiu da câmara de Setúbal em parceria com

a Associação Baía de Setúbal e a Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo. Os operadores alemães passearam-se pelo rio Sado, para observar golfinhos, degustaram produtos regionais num almoço na Casa da Baía (uma das 49 pré-finalistas do concurso 7 Maravilhas á Mesa), participaram num passeio pela Serra da Arrábida, uma prova de vinhos na Adega José Maria da Fonseca, em Azeitão, e conheceram o Hotel Casa Palmela, na Quinta do Esteval. Um sunset no Moinho de Maré da Mourisca, seguido de jantar no Hotel do Sado, encerraram a fam trip dos operadores turísticos alemães, que ficaram a conhecer melhor a oferta de produtos turísticos do concelho a fim de os divulgar nas agências de viagens da Alemanha.

Casa Ermelinda Freitas ganha medalha de ouro em França

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Casa Ermelinda Freitas, obteve com o seu Casa Ermelinda Freitas Bag-In-Box 3L Tinto a medalha de ouro, no mundialmente famoso concurso em Toulouse de Bag-In-Box, “Concours International Wine In Box”. Mais do que um reconhecimento, é um reforço da notoriedade e qualidade da marca Casa Ermelinda Freitas a nível nacional e internacional. O Casa Ermelinda Freitas Gab-In-Box 3L Tinto é um vinho composto pelas castas Castelão, Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon, proveniente de vinhas com ais de 40 anos situadas em Fernando Pó, zona privilegiada do concelho de Palmela. «Estamos perante um excelente início de ano 2018 da Casa Ermelinda Freitas», admite a administração, que viu o seu ano começar com a distinção do CEF Espumante Bruto pela Deco Proteste como “Melhor do Teste” e “Escolha Acertada” e tendo ficado na 29ª posição do TOP 100 Ade-

gas Mundial do ranking da World Association of Writers and Journalists of Wines & Spirits. Desde 1999 a Casa Ermelinda Freitas, já obteve mais de 1000 prémios a nível nacional e internacional, prémios estes

que servem para reforçar a qualidade que a Casa Ermelinda Freitas procura sempre que faz um vinho, de modo a poder premiar todos os seus amigos e consumidores com os melhores vinhos aos melhores preços.

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LOCAL

MONTIJO

Atores amadores sobem ao palco do Cineteatro Joaquim d’Almeida SETÚBAL

IPS discute as fronteiras do mundo em Semana Internacional Mais de 40 participantes de 12 países reúnem-se em Setúbal sob o tema “World Boundaries – Insights, Practices and Values”. O evento insere-se na 11ª semana internacional do Instituto Politécnico, durante a qual serão debatidas as fronteiras físicas e territoriais do mundo atual.

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Fruto de uma residência artística de quase três semanas, coordenada pela mala voadora, na qual a comunidade local trabalhou com o encenador Jorge Andrade e com o ator Vítor d’Andrade, a partir de textos de Pablo Gisbert, 18 habitantes do Montijo, sem experiência em artes cénicas, sobem esta noite ao palco do Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida pela segunda vez. Na base da residência esteve uma convocatória lançada pelo município do Montijo, que levou uma equipa do Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida a divulgar o projeto junto da população para envolver diretamente a comunidade no projeto, incentivando-a a refletir sobre os temas abordadas no espetáculo: a relação entre o trabalho e a felicidade e os possíveis contornos da vida laboral nas sociedades futuras. A Manual on Work and Happiness, pode ser isto hoje, a partir das 21h30 no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida.

efletir e apontar caminhos sobre as fronteiras do mundo atual, que não necessariamente, e apenas, as físicas/territoriais, é o que propõe a 11.ª edição da Semana Internacional, que decorre já a partir da próxima segunda-feira, no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS). O evento, obedecendo a um dos quatro objetivos estratégicos da instituição de ensino, “ser uma comunidade aberta e internacional”, vai reunir ao longo de cinco dias de trabalho mais de 40 participantes estrangeiros, docentes e não docentes, provenientes de 12 países e de 27 instituições diferentes, entre o continente europeu e territórios como a China e a Turquia. A abertura, agendada para as 14h30 de segunda feira, terá lugar no auditório da Escola Superior de Educação, com a sessão plenária “Breaking boundaries: in this planet and… in the all Cosmos”, a cargo do coordenador nacional da Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves. Do programa destaca-se igualmente, na quinta-feira,

dia 19, uma sessão para estudantes, marcada para as 10h30, onde serão partilhadas experiências de mobilidade internacional, nomeadamente ao abrigo do programa Erasmus+, cabendo ao convidado Ricardo Almeida, da Praxis Network, esclarecer os participantes sobre o que fazer para encontrar a melhor empresa para a realização de estágios além-fronteiras. A Semana Internacional é um evento que envolve todo o universo das cinco escolas superiores do IPS, entre os campos de Setúbal e do Barreiro e, nesse sentido, estão programadas cerca de 50 atividades distintas, de natureza académica, cultural e científica, nomeadamente uma feira internacional, reuniões de trabalho, aulas abertas, visitas a entidades parceiras, teatro, seminários, workshops e sessões de networking. Na terça feira o Hote do Sado acolhe um jantar internacional enquanto que o périplo pela região está agendado para a manhã de dia 20, e inclui passagens pela adega José Maria da Fonseca, serra da Arrábida e praia da Figueirinha.

GRÂNDOLA

SINES

SANTIAGO DO CACÉM

SESIMBRA

A Comissão Diretiva do Programa Operacional Alentejo 2020 aprovou a candidatura “Operação A - Estacionamento de Apoio ao Mercado Municipal e Centro Histórico”, referente à nova área de estacionamento junto à Fripex. A intervenção, para a qual já está a decorrer o concurso público de adjudicação, visa a requalificação urbana do espaço público, procurando reduzir obstáculos arquitetónicos, harmonizando a circulação automóvel e a pedonal. A operação está integrada no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Sines e é um investimento com um custo total de 389 253,09 €. O investimento elegível é de 387 723,09 €, cofinanciado à taxa de 85% por fundos FEDER / União Europeia, no âmbito do programa operacional Alentejo 2020 / Portugal 2020, o que se traduz numa contribuição comunitária de 329 564,63 €.

Gonçalo Beja da Costa tem patente até 9 de junho no museu municipal a exposição de pintura «Forest Brown». O conjunto de trabalhos monocromáticos feitos, particularmente, com recurso a tinta da china e viochene e a lixívia são exibidos em «papel e tecido, onde, de obra para obra, existe uma repetição de processos no método de pintura». É isso que enaltece o artista plástico que tem raízes familiares em Santiago do Cacém e expõe pela primeira vez na sala de exposições temporárias do museu municipal. O vereador da Cultura, Jaime Cáceres, referiu, durante a inauguração da exposição, ser «com bastante satisfação que a autarquia recebe e divulga artistas do nosso município, em particular neste espaço. Gonçalo Beja da Costa tem um trabalho reconhecido e que também temos de divulgar», reforçou.

A imagem do padroeiro dos pescadores de Sesimbra, o Senhor Jesus das Chagas é, este domingo, trasladada da Capela da Misericórdia para a Igreja Matriz de Santiago. Uma procissão agendada para as 17h e à qual acorrem, anualmente, centenas de sesimbrenses. Inserido no programa de comemorações deste ano, o Cineteatro Municipal João Mota acolhe o habitual espetáculo de variedades, organizado pela Irmandade do Senhor Jesus das Chagas, e que contará com as atuações dos artistas Fernando Correia Marques, Bombocas, Xana Carvalho e Henrique Matos. O culto ao Senhor Jesus das Chagas é a festividade mais importante para a comunidade marítima sesimbrense que todos os anos sai à rua para honrar o padroeiro dos homens do mar. As celebrações têm o seu ponto alto no dia 4 de maio, feriado municipal de Sesimbra.

Estacionamento junto ao Mercado Municipal e Centro Histórico avança

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Exposição de Gonçalo Beja da Costa visitável até junho

Festa da Liberdade na Vila Morena com Quinta do Bill e DJoana Os Quinta do Bill são a aposta do Município de Grândola para o espetáculo da noite de 24 de abril. A Festa da Liberdade realiza-se no centro da Vila Morena, no espaço envolvente ao Complexo Desportivo Municipal José Afonso, e inicia-se com a animação de rua com original Bandalheira estando a arruada da Banda da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense marcada para as 22h00. Os Quinta do Bill sobem ao palco a partir das 22h40. O espetáculo de Fogo-de-artifício Piromusical e os sons da DJoana – a DJ mais Old School completam a noite da Liberdade. O dia 25 de Abril vai ser assinalado a partir das 11h00 com a cerimónia do Hastear da Bandeira e a Sessão Comemorativa da Revolução de Abril. À tarde a festa volta ao principal jardim da Vila com a atuação dos grupos de música tradicional do Concelho.

Iniciam-se amanhã as festividades em honra ao Senhor Jesus das Chagas


LOCAL

MOITA

ALCÁCER DO SAL

O município está a proceder a uma avaliação do trânsito no entroncamento da Av. Luís de Camões com a Estrada do Rosário, na Moita. Com a supressão de um dos sentidos de trânsito na Rua do Rosário, tornou-se necessário encontrar uma solução alternativa para a circulação viária naquela zona que possa continuar a garantir o adequado fluxo de trânsito. Recorde-se que esta opção surge na sequência da intervenção de requalificação em curso junto à zona ribeirinha da Moita que visa a ligação das ciclovias da Marginal e da Moita-Rosário. Paralelamente, está a ser criada uma zona de parqueamento automóvel junto ao Centro Náutico. A nova ciclovia terá início na Marginal da Moita, contornando toda a zona destinada ao estacionamento, sempre junto ao rio, prolongando-se pela Travessa dos Marítimos e Estrada do Rosário, até se encontrar com a ciclovia que liga a Moita ao Rosário.

O evento “Dia da Tubra”, promovido pela Junta de S. Martinho, com o apoio do município, tem lugar este sábado, em Casebres. A festa tem início às 15 horas, com a inauguração da exposição “Casebres Saúda-vos”, do fotógrafo Jorge Veiga Alves, e que ficará patente até 4 de maio, na Junta de Freguesia de S. Martinho. Às 16h30 decorre uma mostra de receitas tradicionais de pratos à base de túbaras. Às 20h30 atuam os “Malha Vacas” e, às 22 horas, canta Miguel Azevedo. As túbaras são um fungo que cresce espontaneamente no Alentejo, entre o final de fevereiro e o início de maio. O seu sabor é menos intenso que o das trufas italianas, mas, ainda assim, são uma especialidade regional e sazonal que atrai muitos gastrónomos. O segredo da sua apanha é passado de pai para filho e raramente é partilhado fora do círculo familiar. A sua forma de confeção mais conhecida é com ovos mexidos.

ALCOCHETE

ALMADA

O executivo aprovou, por maioria, com a abstenção do vereador Pedro Louro, a prestação de contas e relatório de gestão relativas a 2017. «Procedemos ao pagamento por conta de 1 milhão e 41 mil euros à Simarsul dando cumprimento ao dec-lei 114 de 2014 que diz que, independentemente das faturas emitidas devíamos fazer o pagamento de pelo menos 50% por conta sob pena do município ser penalizado com coimas que vão entre os 200 mil e 500 mil euros e nós entendemos que era correto da nossa parte fazer este pagamento, para que o município não fosse penalizado», sublinhou o edil Fernando Pinto. Relativamente à dívida «considerando o valor provisional de 800 mil euros e o valor que foi pago por conta de 1 milhão e 41 mil euros, o valor da divida final em 2017 não seria 7 milhões e 800 mil euros mas sim 9 milhões e 800 mil euros», referiu.

Almada acolheu a assinatura dos Contratos de Financiamento dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização. Com este financiamento, Almada vai poder executar os “laboratórios vivos” e executar no terreno soluções inovadoras nos domínios da mobilidade sustentável, gestão de energia, iluminação pública, gestão de água e resíduos, monitorização ambiental e informação ao público. A rua Cândido dos Reis, em Cacilhas, foi escolhida para funcionar como Laboratório Vivo para a Descarbonização do concelho, testando várias soluções que depois podem ser replicadas noutros espaços. Nesta zona vai também ser testado um pavimento fotovoltaico, adiantou o vereador Nuno Matias, sublinhando que Almada foi o primeiro município a desenvolver uma estratégia local para as alterações climáticas e seu plano de mitigação.

PALMELA

BARREIRO

Os produtos tradicionais de Quinta do Anjo, como o queijo, pão e vinho, fizeram as delícias de 14 mil pessoas que se deslocaram a S. Gonçalo, entre os dias 6 e 8 de abril, para visitar a 24.ª edição do Festival Queijo, Pão e Vinho, apesar da intensa chuva que se fez sentir nesse fim-de-semana. Na área comercial, as empresas participantes mostraram-se muito satisfeitas com as vendas, perante um público cada vez mais informado e interessado em conhecer as origens e os rostos que estão por detrás de cada produto. Promovido pela Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida, com o apoio financeiro do município, o festival continua a ser uma peça central na promoção dos produtos locais de qualidade, determinante para a estratégia de desenvolvimento sustentável do território.

No âmbito do projeto Erasmus + denominado VET4SCAPE, o Presidente do Município, Frederico Rosa, recebeu uma comitiva composta por 27 alunos e 12 professores de seis escolas da Eslovénia, Áustria, Roménia, Eslováquia, República Checa, e Bulgária, esta manhã, nos Paços do Concelho. Para além dos participantes estrangeiros, estão envolvidos no projeto 12 alunos e quatro professores da Escola Secundária Augusto Cabrita (Agrupamento dinamizador da iniciativa). Frederico Rosa enalteceu “a experiência enriquecedora» que é proporcionada aos participantes que podem, assim, «aprender a história e cultura locais». Até segunda feira, o grupo realiza diversas atividades, entre as quais workshops sobre produção de vídeo e sobre o programa Junior Achievement e participa em visitas à empresa José Maria da Fonseca e a uma empresa da Baía do Tejo.

Rotunda em teste na Moita

SEIXAL

Encontro Saberes e sabores promove troca de experiências

Dez países marcam presença em evento internacional, em Corroios, com a finalidade de mostrar o que de melhor se produz. Algumas receitas revertem a favor da associação A Voz do Amor. Também há momentos desportivos, teatro, fado e jantares temáticos.

A

11.ª edição do Encontro Intercultural Saberes e Sabores prossegue até este domingo, dia 15 de abril, no pavilhão do Alto do Moinho, em Corroios. O evento, que promove a troca de experiências, no qual todos partilham um pouco do que os seus locais de origem têm de mais tradicional, em genuínos momentos de interculturalidade, conta com a participação de Angola, Cabo Verde, Cuba, Espanha, Índia, Indonésia, Moçambique, Peru, Portugal e S. Tomé e Príncipe.  Através da deliciosa gastronomia, do rico artesanato, da dança ou de outras expressões culturais, os visitantes vão poder descobrir os saberes e os sabores de outras latitudes. As especialidades da cozinha cubana, o sabor intenso do redang indonésio, a bharatanatyam – dança típica indiana - ou o desfile de roupa da estilista santomense Tiamo Veloso são alguns dos destaques desta edição do Saberes e Sabores. Como já vem sendo habitual, o desporto anima a manhã de domingo, dia 15, com o jogo amigável de corfebol e o III Torneio Intercultural de Xadrez.  A Voz do Amor é a instituição social apoiada este ano. Ao beber um café com aroma solidário estará a ajudar a associação que trabalha com famílias e crianças e jovens carenciados.  O 11.º Encontro Intercultural Saberes e Sabores é organizado pela Câmara Municipal do Seixal, Junta de Freguesia de Corroios e pelo Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho e tem o apoio de embaixadas, associações de imigrantes, parceiros do Pacto Territorial para o Diálogo Intercultural do Seixal e de organizações não-governamentais. O certame Encontro Intercultural Saberes e Sabores fecha à meia-noite, no sábado, e às 20 horas, no domingo.

Executivo municipal aprova contas da autarquia

Pão, Queijo e Vinho recebeu 14 mil pessoas

Casebres promove “Dia da Tubra”

Laboratório vivo para a descarbonização avança

Erasmus + aproxima concelho da internacionalização

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ENTREVISTA

PRESIDENTE DA CÂMARA DE SETÚBAL, MARIA DAS DORES MEIRA, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

«Vou deixar 300 milhões de obra feita, contas sustentadas e muito património» A concluir os primeiros seis primeiros meses do seu derradeiro mandato, Dores Meira, que venceu em toda a linha as últimas autárquicas, faz um balanço minucioso da sua gestão. Não se compromete a baixar o IMI, mas admite fazê-lo. Fala de uma carteira de obras e aquisição de património, que valem 300 milhões de euros, e apresenta contas «equilibradas e sustentadas». A presidente sadina diz estar a ganhar também a ‘guerra’ contra a guetização dos bairros porque, afirma, «todos os setubalenses têm que estar integrados».

Passadiço entre Parque Urbano e Praia de Albarquel Segundo a presidente do município sadino, o concelho está a registar resultados cada vez melhores no setor turístico. «Só a título de exemplo refiro que, no ano passado, a Casa da Baía recebeu 135.496 visitantes, o que se traduz num aumento de 144 por cento relativamente a 2016, quando se registaram 55.329 visitantes. O Moinho de Maré da Mourisca também acompanhou este crescimento significativo, com um total de 84.585 visitantes em 2017, face aos 39.869 de 2016, o que corresponde a um crescimento de 112 por cento», refere Dores Meira. A presidente desfia um rol de números que explicam um crescimento geral de cerca de 17% de turistas no concelho. De acordo com os dados da Entidade regional de Turismo da Região de Lisboa sobre as dormidas na hotelaria, com base numa amostra de 60% da oferta turística local, registou-se um total de 237.777, em 2017, o que corresponde a uma subida de 6% face às 225.022 de 2016. O mesmo documento, assinala que as pernoitas de cidadãos estrangeiros cresceram 13%, graças às 112.243 dormidas, em 2017, contra as 99.179 no ano anterior. Neste segmento, é de salientar os aumentos de 39% de brasileiros e de 19% de espanhóis. A autarca está confiante que este fluxo de crescimento é para manter. E anuncia mais investimentos nas praias, nomeadamente um passadiço de ligação entre o Parque Urbano e Praia da Albarquel.

TEXTO RAUL TAVARES IMAGEM CMS

Pareceu surpreendida com a situação em redor da taxa da proteção civil. As autarquias foram assim tão enganadas? Surpreendida e preocupada, porque estamos a falar de uma taxa que tardou a chegar e que decorre da demissão dos governos em financiar a proteção e socorro das suas populações. O governo (à época liderado por José Sócrates) retirou às corporações de bombeiros o financiamento de uma percentagem que provinha da captação de seguros e entregou-a à Autoridade Nacional de Proteção Civil. Portanto, arranjou uma forma de financiar as câmaras, fez uma descentralização encapotada, chutou para o lado. E agora temos que devolver verbas que nos foi dito para cobrar. Na verdade a Câmara ter que devolver quase 4 milhões de euros. É pesado… E muito injusto. Até porque é um governo PS que cria a taxa, mantida pelo governo do PSD que lhe sucedeu. Estou farta desta hipocrisia política. E, repare, que chegámos a esse valor, mais ou menos 800 mil euros por ano, porque só aplicámos a taxa a partir de 2012, e só a aplicámos a 7401 contribuintes, num universo de 57 mil consumidores de água - já que a taxa era cobrada na fatura da água - e de uma população de 123 mil habitantes. E preciso também dizer que 3180 dos 7401 clientes ainda devem essa contribuição. Porquê esse número, já agora… Porque a taxa foi desenhada apenas para ser cobrada a quem mais precisa dos serviços de proteção civil, ou seja, as grandes empresas industriais, onde estão concentrados mais riscos, e ao comércio e serviços, setores sujeitos também a riscos diferenciados. Outros municípios tiveram critérios mais largos. Como está a câmara a desenhar as restituições a que ficou obrigada? Nos próximos meses serão apresentados planos de devolução a quem foi cobrada a TMPC, com especial preocupação na devolução aos 7216 a quem foram cobrados 8 | SEMMAIS | SÁBADO | 14 DE ABRIL | 2018

valores até mil euros ao longo do período de vigência da taxa. A devolução aos restantes 185 contribuintes será objeto de tratamento diferenciado, face aos valores a devolver a cada um. É certo, também, que vai exigir do governo o ressarcimento destas verbas, como está essa reivindicação? É fundamental, como já repeti tantas vezes, que o governo, que foi quem gerou este problema noutra legislatura, encontre uma solução para o financiamento dos serviços municipais de proteção civil, em especial para municípios com companhias profissionais, como é o nosso caso. Já falei com o presidente da Câmara de Lisboa, que tem 70 milhões para devolver. Queremos uma situação concertada, porque o governo vai ter que assumir as suas responsabilidades neste problema, nem que seja, hipoteticamente, em sede de orçamento de estado para 2019. Em que medida é que estes valores, de 2012 para cá, foram aplicados na proteção civil? Por exemplo, não teria sido possível ter uma nova recruta. São mais 20 bombeiros para a Companhia. Há duas décadas que não entravam novas recrutas, bem como não havia reclassificação de carreiras. Para além da aquisição de mais equipamentos, melhoramentos no quartel e compra de material. A nossa companhia hoje não tem nada a ver com a de alguns anos atrás. É um orgulho para o município. Gastamos cerca de 5 milhões de euros por ano para mantê-la e essa taxa dava pouco mais de 800 mil euros. Não resolvia todos os problemas, mas era uma verba importante. Pode ser provocatório, mas não resisto a perguntar pela posição da oposição neste dossier? A mesma hipocrisia de sempre. O PS setubalense, por exemplo, foi incoerente e irresponsável, pois colocou em causa o financiamento dos nossos bombeiros e da legislação que deu origem à taxa, sem atender ao facto de a mesma ter sido criada por um governo socialista. O PSD, a mesma coisa, porque um governo seu manteve tudo na mesma. A única excepção foi a do CDS, pois a candidata à câmara nas últimas eleições garantiu-me (no dia de aniversário dos bombeiros) que não tinha feito declarações

a uma jornal da região, em desabono da nossa posição, e que até tinha pedido um desmentido, que nunca veio a acontecer. Infelizmente tenho que dizer que esta oposição é uma tristeza, com pessoas que não fazem nem acrescentam nada a Setúbal. O IMI é outra ‘cavalgada’ da oposição. A verdade é que não se sai do impasse e a câmara não baixa esse imposto. O que há para ultrapassar… Não se trata de impasse, o que acontece é que nunca houve clarificação nem jurídica, nem técnica, por parte dos governos sobre a posição dos municípios em função dos contratos de equilíbrio financeiro, que é o nosso caso. Agora está ultrapassada a questão, ou melhor, clarificada, graças à posição assumida pelo atual secretário de Estado da Administração Local (Carlos Miguel) que remete a questão para o orçamento de estado deste ano, afirmando que as câmaras podem baixar o IMI, desde que tenham a sua situação financeira equilibrada e minimamente sustentável, independentemente de terem contratos-programa financeiros a cumprir. É a resposta ao nosso problema. Supondo que quando diz “é a resposta para o nosso problema”, a câmara tem contas equilibradas, vai baixar o IMI? Quanto ao equilíbrio das contas é um facto. Quando ao resto, podemos fazê-lo a partir desta premissa. Posso reafirmar que é um assunto que estamos a ponderar com grande vontade. Mas isso vai depender da evolução das receitas e das necessidades do município. Presidente, quando diz que baixará o IMI se… e se… isso quer dizer o quê? Estamos em abril e temos que chegar ao próximo orçamento. Só quando o estivermos a preparar, poderemos ter uma noção de como estão a decorrer as receitas e as despesas. Não vamos entrar em aventuras, nem colocar em causa a confiança dos munícipes. Não se quer comprometer, é isso? Não me posso comprometer sem ter a noção da receita. O ano passado pela primeira vez tivemos cerca de 80 milhões. Isso nunca aconteceu na câmara…


ENTREVISTA Presumo que se as receitas forem menores… Isso não vai acontecer, senão seria andarmos para trás. O que posso dizer é que vamos baixar, em função da receita e da despesa. Sempre tivemos vontade de o fazer, mas recordo aqui que tanto o PS como o PSD votaram contra baixar o IMI sempre que o assunto subiu ao Parlamento. Eles (oposição) gostariam que este município fosse igual ao que nos deixaram. Que não tirássemos o fibrocimento das escolas, operação que nos custou quase 3 milhões de euros, que não requalificássemos as nossas praias, nem arranjássemos os jardins. E para isso é preciso angariar receitas em função das despesas para que haja maior sustentabilidade financeira. Quanto deve a Câmara ainda ao Fundo de Equilíbrio Financeiro? Neste momento devemos vinte e poucos milhões. Dos 67 milhões iniciais, já pagámos noventa e tal milhões. Por

Para quê a EDP? Vai ser a nova câmara municipal. Já estamos na fase do contrato promessa para passar para lá os serviços do Edifício Sado e outros que se encontram dispersos. Poupa-se dinheiro, recursos e deixamos de pagar algumas rendas. Se tudo correr bem, será inaugurado no dia da cidade, a 15 de setembro. O problema das habitações devolutas também está mais amenizado. O alojamento está a ganhar terreno. Como vê esse fenómeno? Já temos cerca de 400 legalizados, incluindo guest-houses e hostels. Estamos preocupados porque está a ser muita casa vendida para este efeito e os preços vão aumentar. Julgo mesmo que daqui a três anos a situação será muito complicada. Isso quer dizer que a câmara vai tomar medidas?

países e é nessa ótica que temos que pensar. Posso dizer que neste momento estou completamente ao lado dele. E mostrou-me, veja bem, dois aviões com o nome de Setúbal. Até a marinha já deu o nome da cidade a uma corveta. Estamos na moda. Está na moda até pelas cores berrantes com que brindou alguns edifícios, para darem nas vistas, em nome do que diz ser a “falta de monumentalidade da cidade… (risos) E é verdade. Mas esse foi apenas um dos argumentos. Digo-lhe que a perceção de fora é muito boa. Mas tivemos que trabalhar em todos os aspetos, nomeadamente nos bairros sociais, que não são guetos, e por isso mereceram e têm merecido o mesmo empenhamento com que fazemos no centro histórico. Não queremos essa divisão e todas as pessoas têm que se sentir setubalenses e integradas. Não me vai dizer que deixámos de ter problemas sociais em Setúbal? Claro que não. Mas as pessoas sentem-se integradas e a sua predisposição a participar na mudança do seu bairro é grande. Tenho tido reuniões com bairros e tem sido fantástico ver a adesão das pessoas para a ideia da reabilitação urbana. Vamos avançar para miradouros no Viso, um dos bairros mais bonitos de Setúbal, e não queira saber a auto-estima dessas pessoas, ao dizerem que, hoje, vale a pena viver na sua terra e que pela primeira vez foram votar. Sinto-me arrepiada, ao lembrar isto, porque é muito gratificante para um autarca ouvir estas coisas. Rejeita, então, aquela ideia de uma Setúbal bonita só para ‘inglês ver’, como se costuma dizer… Isso são tiradas de mau gosto e de pessoas que não fazem nada pela cidade. Há muita coisa a avançar e outras coisas em preparação. Compreendo muito bem que, perante o que se vai anunciando para a nossa cidade e para o nosso concelho, haja quem fique impaciente e queira ver resultados imediatos. As coisas, porém, levam tempo a ser planeadas e preparadas.

«Não tenho ‘delfim’, mas não vou deixar a Câmara nas mãos da oposição» Esperava ganhar de forma tão contundente as últimas autárquicas? Quando temos um trabalho feito, quando sabemos a qualidade do que fizemos e sentimos o reconhecimento das pessoas nas ruas, nas coletividades, nas instituições, é natural que tenhamos o sentimento de que é possível vencer com um bom resultado. O que acha que concorreu para isso, tendo em conta que a CDU perdeu câmaras e maiorias no distrito nas mesmas eleições… Sobre os resultados eleitorais nas outras autarquias não me quero pronunciar. Em Setúbal, o que correu bem foi o justo reconhecimento pelos eleitores do muito trabalho realizado. Com esforço da equipa de vereadores e de todos os trabalhadores da câmara, que souberam interiorizar a necessidade de transformação do concelho. Podemos falar da preparação de um ‘delfim’ ou vai deixar que seja o partido a tomar todas as decisões a esse propósito. Não temos delfins no PCP. Este tipo de decisões resulta, no meu partido, da discussão coletiva e do cruzamento dos vários interesses com vista a uma posição firme e sólida. Falar de delfins é, ainda para mais a quase quatro anos do próximo ato eleitoral, algo que não faz qualquer sentido. Mas como sempre digo, não vou querer deixar a câmara nas mãos da oposição. Continua a ouvir muito, mais ou menos, ou muito pouco o seu partido e as respetivas estruturas locais e regionais. Sou militante do PCP, com direitos e deveres que cumpro, o que implica, naturalmente, participar ativamente nas várias estruturas partidárias de que faço parte por força do cargo que ocupo. Assim, respondendo diretamente à sua pergunta, diria que ouço tanto o meu partido, como o meu partido me ouve sempre que tenho algo a dizer. isso digo que vamos deixar esta câmara muito equilibrada, já que temos uma dívida acumulada de 50 milhões de euros (26 milhões de longo prazo e 24 milhões de curto prazo) e obra feita. Em dois mandatos e meio, investimos cerca de 300 milhões de euros. Mesmo com este garrote, conseguimos fazer obra… Infiro que a câmara tem ainda capacidade de investimento… Cerca de 49 milhões. Mas não me deixou acabar. Antes de nós, nos mandatos do PS, alienava-se património, nós comprámos imóveis, como os Armazéns do Sado, o quartel do onze, a casa da cultura, a Arronches Junqueiro e mais três edifícios. E vamos comprar o edifício da EDP, perto da rotunda da Tobaida, e a Praça de Touros.

Quais? Temos que ver, temos que pensar. Para já a ideia é monitorizar, porque também achamos que o mercado vai fazer a sua triagem. O número de turistas tem aumentado muito em Setúbal. Já concorda que a península ter ficado sobre a ‘alçada’ da Entidade Regional de Turismo de Lisboa acabou por ser positivo? Tive recentemente uma reunião com o presidente Vítor Costa e dei-lhe os parabéns. A verdade é que havia a ideia de que iríamos perder qualidade e apoio e nada disso aconteceu. Há até uma boa articulação. Podemos não gostar de ouvir que a Arrábida pertence a Lisboa, mas temos que ter uma visão descomplexada. Isso acontece noutros

Que novidades podemos avançar? Para além do que já disse, o Parque Urbano da Várzea, com a obra já contratualizada. Falta apenas resolver alguns detalhes, e será uma das ações centrais deste mandato, constituindo uma importante melhoria da qualidade urbana da cidade, ao mesmo tempo que ajuda a resolver o antigo problema das cheias na zona da baixa. Destaco também o terminal intermodal da praça do Brasil, que será importante contributo para melhor mobilidade na nossa cidade, bem como a alteração que queremos fazer nas Fontainhas, com a transferência do viaduto sobre a linha férrea mais para nascente, devolvendo àquela zona histórica a dignidade que merece. Também a fase final de recuperação do Convento de Jesus e a obra de requalificação do Largo de Jesus, sem esquecer a requalificação das nossas praias, finalmente sob gestão municipal, para que sejam, de facto, um atrativo turístico de qualidade. Vamos investir muito nestas zonas balneares e dar-lhes, finalmente, a qualificação que merecem. E a tão propalada marina, avança ou não avança? O caderno de encargos está em elaboração e, segundo as informações que tenho, deverá estar concluído em breve. O processo está a cargo da administração do porto de Setúbal, foi isso que ficou consignado entre a senhora ministra do mar, a APSS e a câmara. Mas há dúvidas se a Macau Legend continua interessada… Nunca deixou de haver interesse da parte da Macau Legend neste processo, interesse que, aliás, foi reconfirmado publicamente por representantes da empresa há bem pouco tempo na sequência das notícias que foram postas a circular sobre um alegado, e não confirmado, desinteresse dos empresários macaenses na Marina de Setúbal. Quero, no entanto, recordar que se trata de um concurso público ao qual poderão concorrer todos os interessados. Há mais interessados? Sim. Quando se falou no assunto não havia, mas hoje temos três ou quatro grupos financeiros muito fortes que querem ir ao concurso. Isso é muito positivo e revela a apetência que Setúbal está a gerar, confirmada pela deslocação recente que fizemos ao Brasil, para atrair investidores. 2018 | 14 DE ABRIL | SÁBADO | SEMMAIS | 9


POLÍTICA

PRESIDENTE REALÇA DESEMPENHO EXTRAORDINÁRIO E DESVALORIZA BLOQUEIOS DA OPOSIÇÃO

Câmara do Montijo fecha contas de 2017 com 5 milhões em execução orçamental Bastaram os votos da maioria socialista para aprovar o relatório de prestação de contas do exercício de 2017 na câmara do Montijo. CDU absteve-se e PSD, por ter recebido um documento tão complexo 48 horas antes da sua apresentação, votou contra. TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

O

ano de 2017 foi «positivo» para a câmara do Montijo que alcançou «um saldo de execução orçamental superior a 5 milhões de euros», fixando-se o resultado positivo do exercício na ordem dos 4 milhões de euros. Resultados de um desempenho considerado «extraordinário», pelo presidente da câmara, Nuno Canta, que, durante a sessão em que foi aprovado, por maioria, o relatório de prestação de contas, reforçou que «apesar dos bloqueios da oposição o município prosseguiu a sua política de contas em dia, reduziu a dívida municipal e o prazo médio de pagamento a fornecedores para três dias». Além disso, ressalva o autarca, «devolvemos impostos municipais às pessoas e empresas e concretizámos o investimento público assumido

com os cidadãos». O documento da Prestação de Contas 2017 foi aprovado por maioria, na última reunião de câmara, com a abstenção dos eleitos da CDU e o voto contra do PSD. Admitindo a gestão do ano de 2017 com um orçamento transposto de 2016, Nuno Canta orgulha-se, ainda assim, e apesar dos «bloqueios da oposição», de um trabalho «competente, de uma gestão rigorosa do dinheiro público e de uma gestão em proximidade com as pessoas, com os autarcas e com os trabalhadores», garante. A Prestação de Contas de 2017, que o vereador social democrata João Afonso revela «só ter recebido com 48horas de antecedência, não tendo, por isso, o tempo considerado necessário para avaliar um documento desta complexidade», demonstra, segundo o executivo, um «incremento superior a 3, 3 milhões de euros no resultado líquido positivo, face ao

resultado alcançado no ano de 2016». O vereador do PSD «não quis assumir responsabilidades legais» pela aprovação das contas» tendo votado contra a sua aprovação. Os dois vereadores da CDU, que à semelhança de João Afonso, não têm pelouros atribuídos, ressalvam o envio atempado da documentação pelo executivo, «o que não aconteceu uma vez que recebemos a proposta dois dias antes da sessão de apreciação e votação», dizem Carlos Jorge de Almeida e Ana Isabel Baliza. No entanto um dos principais motivos que fez os dois eleitos absterem-se na votação, da proposta de Prestação de Contas, prende-se com as políticas adotadas. Dizem os comunistas que «as contas em apreciação representam políticas e essas, no global, na sua esmagadora maioria não são convergentes com aquelas que a CDU defende e aplicaria neste território». Enaltecem ainda a

legitimidade de todos os eleitos e todas as gestões camarárias poderem falar «desenvolvimento sustentado, escola pública, serviço nacional de saúde, requalificação e regeneração urbana, apoio ao associativismo, etc. Convergimos na designação dos temas mas não nas soluções, nas decisões, nas POLÍTICAS». Apesar de uma notória «reserva» quanto à certificação legal de contas produzida pela Fortunato & Rafael, SROC que revela «no mais puro estilo copy paste, todas as bases ou fundamentos reiteradas ano após ano, por esta entidade certificadora», «confiamos que os números estejam certos, mas abstemo-nos na sua apreciação», apresentando uma declaração publica de responsabilidade que assenta nas regras de boa fé e não mais do que isso». Em jeito de conclusão os vereadores da CDU no executivo da câmara do Montijo referem que

«o que estes números significam nas nossas vidas, o que mudou com mais um ano de políticas e “contas” do PS/Nuno Canta, caberá a cada cidadão avaliar. A nossa qualidade vida urbana e rural fala por si, o ritmo do nosso desenvolvimento e o rumo – ou não – que seguimos está à vista. Precisamos de outras opções, de outros caminhos e, certamente, de outras contas», declaram. O documento aprovado na última reunião do executivo deixa perceber que as despesas de capital «ascenderam a 3 728 447,24 euros e traduzem-se na realização de obras de recuperação de edifícios escolares», como a conclusão do programa de substituição de coberturas em fibrocimento

na EB Novos Trilhos, na Atalaia; na requalificação do espaço verde junto às Residências Montepio na Av. Pedro Nunes; na manutenção da rede viária no centro da cidade e nas freguesias; na obra do arranjo paisagístico do Largo da Feira em Canha; na pavimentação da Av. Luís de Camões e de arruamentos no Bairro da Bela Colónia; na recuperação do polidesportivo de Sarilhos Grandes; a recuperação da Ermida de Santo António; no reforço do dispositivo de proteção civil com aquisição de equipamentos para os bombeiros; no apoio ao movimento associativo e ao comércio local, entre outros investimentos referidos pela autarquia aquando da aprovação do documento.

Juventude Socialista da Moita promove ação desportiva sensibilizando para causa animal TEXTO ELOÍSA SILVA IMAGEM SM

C

om o duplo intuito de promover a prática desportiva e sensibilizar os mais jovens para causas solidárias a Juventude Socialista da Moita organizou este mês a 7ª edição do torneio de futebol 5x5, que decorreu no Estádio do Juncal do União Futebol Clube Moitense. O valor acumulado com as inscrições das equipas, «que são cada vez mais», como esclarece a JS, reverteu na totalidade para a associação dos amigos dos animais abandonados da Moita (AAAAMoita).

Com este torneio, que já vem ganhando tradição na Moita, a Juventude Socialista acredita ser possível que seja possível «fomentar a prática desportiva dos jovens, dando a conhecer a dinâmica política existente no concelho e sensibilizando participantes e público para causas solidárias». Objetivo que «foi alcançado», tendo em conta a participação massiva de equipas provenientes de todos os concelhos do distrito de Setúbal. Quanto a resultados foi a AAAAMoita que ficou a ganhar, porque recebe, precisamente no dia de hoje, durante uma visita da JS da Moita ao abrigo, um cheque que vai contribuir para

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a prossecução do trabalho da associação que intervém junto de mais de 250 animais, entre cães e gatos, tratando e protegendo cada um deles como pode. As equipas participantes no torneio também foram reconhecidas em prol dos resultados dos confrontos em campo, com a vitória a pertencer aos «Leões da JS», seguidos pelos «AMODIN», medalha de prata, e a «Surprise Team» a garantir o terceiro lugar da prova «amigável». A organização do torneio cabe à JS da Moita, mas o apoio vem de toda a estrutura do PS com a concelhia da Baixa da Banheira a contribuir com os troféus e a concelhia da Moita a prestar apoio

logístico, num evento a que não faltaram os secretários coordenadores das secções do PS da Baixa da Banheira e Moita, Luís Cerqueira e João Palma, respetivamente, e dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista, designadamente, Luís Chula, Filomena Ventura e Carlos Albino. Este último também presidente da CPC do PS Moita. O próximo evento da Juventude Socialista da Moita, dedicado desta feita à empregabilidade, está agendado para dia 5 de maio e versa o tema «O Trabalho que queremos». Temas como o futuro do trabalho e os desafios do movimento sindical jovem estarão em análise.

Amigos dos animais abandonados da Moita – ajuda é bem-vinda «Neste momento a associação alberga aproximadamente 160 cães e 120 gatos; as necessidades mais prementes são a ração seca para cão e areia para gato, em termos de bens e no aspeto monetário é o pagamento da conta de veterinário que assume valores bastante significativos; A forma de ajudar poderá ser tornando-se sócios (mensalidade de 2€), apadrinhando um animal (mensalidade de 7€), através de donativos e adotando um dos nossos Patudos»; Solange Miguel, presidente da direção da Associação.


DESPORTO

ATLETA DO CNLA SONHA EM SER NADADORA DE REFERÊNCIA NACIONAL

Ana Sofia Sousa prepara-se para o Campeonato Europeu de natação A jovem atleta do Clube de Natação do Litoral Alentejano tem os objetivos bem definidos no que diz respeito à sua carreira desportiva. Atingir o mais alto patamar na natação tornando-se uma atleta de referência é o sonho para o qual trabalha diariamente. TEXTO MARTA DAVID IMAGEM SM

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ateu recentemente o recorde nacional aos 200 livres no Meeting Internacional de Vila Real de Santo António. Este foi um dos primeiros objetivos da época e que aconteceu numa altura em que ainda não esperava. «Nunca pensei que fosse atingir o recorde logo na primeira competição», diz surpreendida com o resultado obtido, até porque sabe que nesta altura da época «nunca estamos no pico de forma». O objetivo atingido tão cedo deu-lhe confiança para “atacar” o futuro. «Digamos que fiquei mais confiante e percebi que toda a carga de treinos no Centro de Alto

Rendimento, em Rio Maior, estava a surtir efeito». Ana Sofia Sousa pratica natação desde os 6 anos. Uma década passada nas piscinas deu-lhe a “bagagem” necessária para enfrentar a competição com a certeza que depende apenas de si mesma para alcançar o seu sucesso. «A natação é um desporto completo, não só a nível físico como também nos ajuda na concentração, na autoestima, em saber trabalhar em equipa e nunca culpar os outros pelos nossos insucessos!» Esclarecida, diz que só há uma forma de vencer. «Ou treinas e consegues vencer, ou perdes porque não te preparaste para a prova. Tens de mostrar do que és capaz na tua pista, não dependes de ninguém».

Apesar de a natação ser um desporto individual, Ana Sofia vive com especial intensidade as chamadas à seleção e ao trabalho em equipa. «Pertencer à seleção nacional é sempre importante e gratificante. É o reconhecimento do nosso trabalho, é saber que estamos entre as melhores, partilhamos aprendizagens, trabalhamos em conjunto, trocamos ideias, criamos laços de amizade.» Provas internacionais para breve Nos próximos dias 28 e 29 de abril, Ana Sofia Sousa ruma à República Checa para competir e, quem sabe, atingir mais alguns dos objetivos traçados para esta época. Os mínimos para o campeonato

CLUBE DE SETÚBAL LEVOU 14 ATLETAS À MADEIRA

«Os Pelezinhos» no 6º Torneio Internacional Marítimo Centenário

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pós a participação dignificante, no ano transato, no Torneio Internacional Marítimo Centenário 5, o Sport Clube Marítimo convidou a equipa de Infantis B (Sub 12-Nascidos 2006) do Clube Desportivo “Os Pelezinhos”, para participar na 6.ª edição do Torneio (2018). Estando os objetivos deste Torneio integrados no planeamento anual para este escalão etário, foram imediatamente diligenciados todos os procedimentos nesse sentido. Assim, de 26 a 31 de março de 2018, realizou-se a sexta edição do Torneio Internacional Marítimo Centenário 6, época 2017/2018, com a participação de mais de 135

equipas e perto de 2800 atletas, divididos por equipas de futebol feminino, futsal e de futebol, em vários escalões. Desta forma, o Clube Desportivo “Os Pelezinhos”, participou com 14 atletas do escalão de Sub-12, no escalão de Sub-13 do dito Torneio, sob orientação técnica de José Cancela, José Pereira e Diogo Forreta. A equipa “Os Pelezinhos” foi acompanhada por cerca 25 pessoas (pais e familiares), onde o seu apoio foi fundamental para os jogadores e notável e dignificante para o clube. Um agradecimento a TODOS os que de alguma forma contribuíram para a realização desta iniciativa (Restaurante “O Forno”, a “Cafés Delta”, “My

da Europa em 100, 200 e 400 metros livres já estão assegurados, mas não está de parte a conquista de um lugar nos campeonatos do Mundo. A preparação, com treinos muitas vezes bidiários, passa também por estágios no estrangeiro. A Serra Nevada é um dos próximos destinos, onde estará durante doze dias a preparar-se para o campeonato da Europa que se realiza em Helsínquia, no mês de Julho. As muitas horas de treino árduo não a afastam dos seus objetivos escolares. A frequentar o 10º ano de ciências e tecnologias, consegue conciliar os estudos com o desporto. No entanto sabe que é uma tarefa difícil e, por isso, muitos atletas

abandonam o desporto quando entram no ensino secundário. Algo que para si não faz sentido. «Abandonar a natação nesta fase seria “jogar fora” toda a aprendizagem. Em júnior, já não nos preocupamos com a técnica, mas com os tempos, agora nado para vencer!» No Centro de Alto Rendimento encontra as respostas que

necessita para manter os bons resultados escolares. «A Unidade de Apoio ao Centro de Alto Rendimento permite-nos ter apoio escolar, aulas à distância quando estamos em estágios e os professores dão-nos tolerância na primeira hora porque sabem que nos levantámos às 05h20 e já treinámos 2 horas antes de iniciar as aulas.»

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Partner”, “Óptica Pita” e a todos os vendedores do Mercado do Livramento em Setúbal). Destaques especiais, aos PAIS dos jogadores (sem eles nada teria sido possível), ao “Engenho da Calheta”, na pessoa do Sr. Sérgio, ao “Restaurante La Terraça”, ao Coordenador de Futebol jovem do Sport Clube Marítimo Nuno Naré. Homenagem singela, distinta e nobre da equipa à pessoa que nos apoiou desde o primeiro momento, e que elevou o Clube Desportivo “Os Pelezinhos” a um dos clubes mais representativos e notáveis na cidade de Setúbal e arredores, ao “nosso” recentemente falecido presidente do clube, Mário Mestre. 2018 | 14 DE ABRIL | SÁBADO | SEMMAIS | 11


CULTURA

ESPELHO MÁGICO PROMOVE GRANDE FESTA DO TEATRO EM SETÚBAL DE 5 A 13 DE MAIO

O Bambolinices esteve 10 anos em gaveta» Formar novos públicos para o teatro e animar a comunidade de Setúbal são as grandes apostas do 1.º Bambolinices, que tem como patrono Fernando Guerreiro. Pelos palcos vão passar dezasseis espetáculos e a estreia da nova produção do Espelho Mágico. O investimento ronda os 10 mil euros. TEXTO ANTÓNIO LUIS IMAGEM SM

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éu Campos, presidente do Espelho Mágico, deposita «as melhores» expetativas para o arranque do Bambolinices – 1.º Festival de Teatro e Artes Performativas, explicando que se trata de um projeto «com 10 anos de gaveta» e que em maio «conhece a luz do dia». O orçamento ronda os 10 mil euros, sendo que 8 mil euros são provenientes do município. «O Bambolinices é um grande sonho nosso e do Fernando Guerreiro. Vamos cumprir essa vontade dele. Vai ser uma grande festa de teatro, para todos os públicos, com muita animação e muita vida. Vai ser anual e em 2019 queremos que o festival se torne internacional», sublinha Céu Campos, desvendando que a homenagem ao ator/encenador Fernando Guerreiro, que participou em vários trabalhos do Espelho Mágico, vai ser «simples, carregada de afeto e

memórias, com muita saudade e gratidão». Céu Campos falava na conferência de imprensa, que decorreu na Casa da Cultura, na quinta-feira, onde o vereador da Cultura, Pedro Pina sublinhou que estamos perante uma iniciativa «diferente e importante para a cultura de novos públicos» e que apresenta «uma ementa atrativa com muitas razões de interesse». Dezasseis espetáculos cénicos, workshops, tertúlias e uma homenagem ao ator Fernando Guerreiro constam no programa do evento, que irá decorrer em Setúbal, de 5 a 13 de maio. Teatro Infantil de Lisboa, A Capoeira-Companhia de Teatro de Barcelos, ATA-Pinhal Novo, Monda Teatro Música (Lisboa), ProtagonizaMagia, Teatro Animação de Setúbal, Animateatro, Cativar, Teatro Independente de Loures e TINBRA (Braga) são as companhias de teatro que marcam presença, não esquecendo a estreia do musical do Espelho Mágico “Há Festa na Floresta” e os workshop´s de pinturas

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12 | SEMMAIS | SÁBADO | 14 DE ABRIL | 2018

Exposição inaugurada dia 24 mostra trabalhos da Ephemera

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faciais, caracterização e teatro, a tertúlia cultural com João Canto e Castro e Susana Pires, e o Teatrando, com Tito Lívio. Galinha que quer ser artista “Há Festa na Floresta”, a comédia musical do Espelho Mágico, com texto e encenação de Miguel Assis e música de António Carlos Coimbra. «É um espetáculo inédito e leve que conta a história de uma

galinha-do-mato que pretende ser uma grande artista e faz com que todos os animais fiquem em delírio com as suas fantasias. Ela acaba por convencer todos os outros animais que é uma grande artista mas não é nem nunca será», vinca Miguel Assis, sublinhando que a peça tem como mensagem «a importância da amizade e do trabalho em equipa para salvar um amigo em apuros».

Que Faz falta é Agitar a Malta - Cartazes do Arquivo Ephemera inaugura na terça-feira, 24 de abril, pelas 17 horas, no Parque Empresarial do Barreiro, tem curadoria do historiador, professor e politólogo José Pacheco Pereira e de Helena Sofia Silva, docente e investigadora em Design. A mostra assume-se como a primeira iniciativa da parceria estabelecida entre a Baía do Tejo e a Ephemera, que prevê o desenvolvimento regular atividades de índole cultural, abertas e disponíveis a toda a comunidade. Desta forma, dá-se a conhecer o trabalho e os arquivos da Ephemera, nas mais diversas perspetivas, ficando assegurada uma programação cultural regular nos parques da Baía do Tejo e nos territórios onde estão sediados os seus ativos. Consolida-se, assim, o cluster de indústrias criativas e da área do conhecimento que a Baía do Tejo tem vindo a promover nos seus parques.


CULTURA

RAIO

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MONTIJO14ABRIL21H30

MALA VOADORA ESTREIA PEÇA TEATRO JOAQUIM D´ALMEIDA

POR ANTÓNIO LUÍS

SEIXAL14ABRIL21H30

Qual o seu maior sonho profissional? Ter coragem de expressar quem sou naquilo que faço.

FORUM CULTURAL

Espetáculo no âmbito dos 44 anos do 25 de Abril, com os músicos Zeca Medeiros (voz), Jorge A. Silva (piano, acordéon e teclado), Gil Alves (flautas, glockenspiel e tumbadoras), Rogério Cardoso Pires (guitarras e baixo). João Afonso é o convidado.

ALCOCHETE14ABRIL21H30

‘TESTAMENTO’ PELO TEATRO LIVRE NÚCLEO DE ARTE SACRA Com texto de Colm Tóbín e interpretação de Luísa Ortigoso, o Teatro Livre leva à cena a peça “Testamento”. Conta a história de um cataclismo que levou a uma dor avassaladora de uma mãe.

SINES14ABRIL15H30

ENCONTRO COM ALICE VIEIRA CENTRO DE ARTES

A conhecida escritora infantil Alice Vieira vai estar na biblioteca do CAS para promover uma sessão de contos para pais e filhos. É autora de vários livros infantis e juvenis e iniciou a carreira de jornalista aos 18 anos, no Diário de Lisboa.

«A minha vida é uma viagem surpreendente»

A cantora setubalense Sofia Vitória, de signo Touro, gostava de conhecer o Nepal e de ter coragem de expressar quem é naquilo que faz.

“A Manual on Work and Happiness” é o título da peça do grupo Mala Voadora baseada num manual de instruções que estará disponível na internet. É da autoria do espanhol Pablo Gisbert e do encenador português Jorge Andrade.

ZECA MEDEIROS – APRENDIZ DE FEITICEITO

SOFIA VITÓRIA

Qual o seu maior vício? Não ver televisão todos os dias.

IMAGEM SM

Que livro anda a ler ou leu ultimamente? “Todos os Contos”, de Clarice Lispector. Qual o último filme que viu no cinema? “Une vie”, de Stéphane Brizé.

E pessoal? Conhecer-me a mim mesma.

Melhor peça de teatro? “Pedra-Pão”, de Patrick Murys/Circolando.

Cidade preferida? A que ainda não visitei.

Melhor música de sempre? “Air”, de Johann Sebastian Bach.

Qual o local que gostaria de conhecer e que ainda não visitou? Nepal.

Qual a sua maior virtude? A paciência.

Um desejo para 2018? Estar desperta o suficiente para ver onde estou a cada momento e como isso, por si só, está repleto de beleza e poesia. Quem convidaria para um jantar a dois? Quem amo e quem me ama. Quem é o homem mais sexy do Mundo? Foi Jeff Buckley. Complete: A minha vida é… Uma viagem surpreendente. O que não suporta no sexo oposto? Que o sexo oposto não suporte o meu. Comida e bebida preferida? Biológica, vegan, confecionada com amor e partilhada em boa companhia.

E defeito? A falta dela. Como se chama o seu animal de estimação? Não tenho. O que levaria para uma ilha deserta? (Ainda há alguma?) Uma comunidade de pessoas de mente iluminada. Dia ou noite? Dia e noite. O que mais teme na vida? A desumanização e todas as suas consequências. A quem ofereceria um presente envenenado? Devolveria um presente envenenado. O maior desgosto da sua vida? Ainda ter desgostos.

CONCERTO COM BARRY WHITE GONE WRONG & GUESTS

Maria João aceitou ser madrinha do Festival de Música de Setúbal

O grupo Barry White Gone Wrong & Guests, composto pelo belga Peter de Cuyper, voz, a viver em Sesimbra, apresenta o álbum “Tornado”, produzido por Tatanka. O CD, que tem recebido ótimas críticas por parte da imprensa, conquistou vários top’s.

O

SESIMBRA14ABRIL21H30 TEATRO JOÃO MOTA

SETÚBAL15ABRIL17H00 FÁBRICA DOS SONHOS DESPEDE-SE FORUM LUÍSA TODI

Não perca a última representação do teatro musicado “Fábrica dos Sonhos“, da ACTAS, com textos de Bruno Frazão e música de Artur Jordão. Destina-se a toda a família.

GRÂNDOLA20ABRIL21H30 RESERVADO

CINE-GRANADEIRO Não perca o espetáculo de teatro ”Reservado”, que conta com as interpretações de Leonor Alcácer, Helena Laureano e João Ferrador. Integrado nas comemorações dos 44 anos do 25 de abril.

8.º Festival de Música de Setúbal, que decorre de 24 a 28 de maio, em vários espaços da cidade, pretende promover a inclusão da comunidade social, sob o lema “Home”, e terá como madrinha a cantora Maria João. António Laertes, diretor de programação do festival, mostra-se satisfeito com o festival, subli-

nhando que o mesmo tem vindo a crescer em termos de público e de envolvência de crianças. «Desde o arranque do festival, estamos muito próximos das 10 mil crianças envolvidas, o que é muito significativo». Da programação é de destacar os concertos de Celina da Piedade, Maria João e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

GANHE CONVITES PARA O TEATRO Temos para oferecer aos nossos leitores convites para o musical de Filipe La Feria “O Aladino”, que continua a fazer sucesso no palco do Politeama, e para a revista popular à portuguesa “Portugal em Revista”, em cena no Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, em Lisboa. Para se habilitar aos convites basta ligar 96 943 10 85 e solicitar os seus convites.

RETIFICAÇÃO Na última edição do Semmais Jornal, na peça sobre os apoios do Governo às companhias de teatro da região, nomeadamente Teatro Animação de Setúbal e Teatro Estúdio Fontenova, referimos, por lapso, que Graziela Dias é diretora do Teatro Estúdio do Elefante, quando, na verdade, é diretora do Teatro Estúdio Fontenova. E no título da notícia referimo-nos à companhia como Fonte Nova, sendo que o nome correto da companhia é Teatro Estúdio Fontenova. À companhia visada e aos nossos leitores pedimos as nossas sinceras desculpas.

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OPINIÃO

RAUL TAVARES DIRETOR

Pensar a segurança pelo olhar da GNR

N

ão é raro pensar-se, até pela via mais fácil do senso comum, que a GNR – instituição e seus militares – não pensam. Há um preconceito musculado sobre esta polícia que já foi mais militar do que é e, sobretudo, do que deve ser preferencialmente. Acredito e é factual, que a Guarda Nacional Republicana é hoje uma institucional policial, de cariz mais civilista, mais especializada e mais competente. Ocorre que é a polícia que está mais no terreno, com um corpo de efetivos mais presente, mais próximo das pessoas, e igualmente mais espalhado em termos territoriais. Participei esta semana num seminário, de que fui moderador, sobre “Ameaças e Desafios à Segurança Interna no Século XXI”. Para além das grandes questões que são hoje globais, como o terrorismo, a imigração complexa, o cibercrime e tantas outras tipologias que enxameiam a nossa sociedade do ponto de vista marginal, há que saber que a GNR hoje desempenha a sua atividade num mar de problemas. O primeiro, desde logo, é a desertificação, que leva ao isolamento e ao abandono, nomeadamente dos mais idosos. E, no mesmo patamar, a fragmentação geracional que envelhece o país e concorre para a fragilidade dessas bolsas populacionais desprotegidas. Acresce o fenómeno da litoralização demográfica, que acentua bairros-problemas e alimenta uma marginalidade quase constante. É aqui que vivem os maiores fluxos de pobreza, desintegração social e fermento para o crime. A tudo isto a GNR acorre com os mesmos problemas do país, a falta de meios. A tal manta que tapa um lado e destapa outro. E, diziam as altas patentes neste seminário, sem lamechices, que o segredo está em ter que manter a presença em todo o território cada vez mais recorrendo a menor número de efetivos. Mas o que importa salientar, pegando no início da prosa, é que afinal a instituição GNR pensa, discute e prepara-se. Esse é um bom sinal.

Desenvolvimento cultural

A

participação dos cidadãos portugueses em actividades culturais não é algo de que nos possamos orgulhar. Em 2013, o Eurobarómetro colocava-nos perto do fundo da tabela, com apenas 6% da população a afirmar que participava com frequência nestas actividades. Porém, mais do que discutir estes números, parece-me importante pensar nos motivos que levam a que exista uma relação tão difícil com a criação artística e as actividades culturais. E, igualmente, reflectir sobre o que podemos ganhar ao apostar nessa relação, uma vez que cada vez mais me parece que a falta de investimento na cultura se deve, justamente, a não ser óbvio que se ganhe coisa alguma. Deixemos as estatísticas de parte. Pensemos nas pessoas que nos rodeiam e tentemos compreender por que razão não costumam ir ao teatro, ao cinema, assistir a espectáculos de dança, ler, visitar museus ou bibliotecas, entre ou-

tras actividades. Na maioria dos casos, parece-me que, simplesmente, essa hipótese não se coloca. Se não existe, desde cedo, contacto regular com arte e cultura, a relação com as mesmas não surge enquanto necessidade. É evidente que há muitas excepções. No entanto, diria, recorrendo apenas a uma impressão empírica, que a excepção decorre quase sempre da educação em casa. Se os pais dedicam tempo à leitura, têm livros. Por gostarem de ler, tentam que os filhos também gostem e, deste modo, o amor pela leitura passa de geração em geração – mesmo que, numa certa fase, exista uma certa tendência para colocar em causa o gosto dos pais. Em relação às outras artes parece-me que acontece mais ou menos o mesmo. Na escola, o contacto com a arte é residual, o que coloca as disciplinas artísticas numa posição de marginalidade que, em si, contribui para que os novos cidadãos cresçam desde logo com a ideia de que a

LEVI MARTINS DIRETOR DA COMPANHIA MASCARENHAS-MARTINS

arte tem um lugar subalterno na sociedade. Com a filosofia a história é parecida. Desta forma, é difícil quebrar o ciclo. Qual será, então, a vantagem de investir tempo a ler, a pensar, a assistir a espectáculos ou visitar museus? Não querendo simplificar excessivamente a questão, parece-me cada vez mais que, a título individual, a fruição cultural contribui para que se ganhe, pouco a pouco, uma relação mais consciente com a realidade. Esta consciência, para que muito contribui olhar o mundo através de muitos outros olhares, muitas formas de ver, estou convicto de que aumenta a possibilidade de cada um se responsabilizar um pouco pela condução da sua

vida, na relação com os outros, que são necessariamente diferentes e igualmente singulares nos seus anseios e desejos. Seria ingénuo, contudo, pensar que o investimento em arte e cultura se traduziria directamente num mundo melhor, com maior justiça social, menos desigualdade, maior abertura em relação ao diferente. Diria, porém, que é um investimento nos cidadãos para que tenham mais ferramentas para, se assim o desejarem, contribuirem para que possa surgir esse novo mundo. Tendo em conta o que se tem passado um pouco por todo o planeta, investir nessa possibilidade não parece ser algo que se possa negligenciar.

BOCA DE CENA

ATUALIDADES

RODRIGO FRANCISCO DIRETOR DA CTA

CÉLIA DAVID ATRIZ E DIRETORA DO TAS

Festival de Almada em risco

O

À PARTE

resultado provisório do concurso promovido pela Direcção-Geral das Artes para o apoio à criação teatral nos próximos quatro anos implicaria um corte de 110.464€ no subsídio atribuído à CTA já em 2018: no quadriénio 2018-2021 a redução relativa ao período de cinco anos anterior seria de 350.000€. Este corte, a confirmar-se, compromete seriamente a 35.ª edição do Festival de Almada. Apesar de a nossa candidatura ter sido avaliada entre as três melhores, e de na sua apreciação o júri designado pela DG Artes ter assinalado que “o Plano de Actividades para o quadriénio é vasto, diversificado e apresenta-se claro e estruturado”; que “a candidata demonstra dinamismo no âmbito do serviço educativo e do desenvolvimento de públicos”; que “a comissão regista positivamente o elevado número de contratos de trabalho, o que confere estabilidade à equipa e revela boas práticas de empregabilidade”; e que “o projecto de gestão é coerente e está adequado às actividades propostas” — o montante provisoriamente atribuído à nossa Companhia para a actividade em 2018 consiste em menos de metade daquilo que auferíamos em 2009. E é já inferior à subvenção atribuída

pela Secretaria de Estado da Cultura à CTA em 1997 — há 21 anos atrás. O facto de a dotação para o Festival de Almada estar incluída na subvenção atribuída à CTA faz com que — quando já temos em curso a nossa Programação de 2018 — nesta altura o apoio da DG Artes ao Festival de Almada se encontre provisoriamente reduzido a 65.000€, quando em 2017 foi de 199.000€. Decorreu até ontem uma Audiência de Interessados, no âmbito da qual as entidades a concurso podiam contestar esta decisão inicial do júri. Foi o que fizemos, entregando, entre outros documentos, os depoimentos de criadores, críticos de teatro, companhias e festivais estrangeiros, e personalidades de todos os quadrantes políticos, que nos manifestaram a sua estupefacção, indignação — e esperança em que esta decisão provisória possa ainda ser revista. Esperamos que o bom senso prevaleça. Mas, a menos de três meses do seu início, numa altura em que a 35.ª edição do Festival de Almada se encontra em fase de pré-produção, esta proposta de decisão de financiamento já teve pesados custos para nós. O resultado definitivo destes concursos é anunciado no fim de Abril.

Em Defesa das Artes Os meus contemporâneos falam muito e dizem: «Então é assim», com o ar desenvolto de quem se alimenta do som da própria voz, quando começam a explicar longamente as actuais tendências das artes ou das letras ou das sociedades a pouco e pouco iguais umas às outras (…) (…) falam de tudo com o entusiasmo de quem lança «propostas» decisivas e percorre as «vertentes» de novos caminhos para a humanidade (…)

A

propósito da divulgação da Lista provisória do Projecto de decisão do Programa de Apoio Sustentado 2018-2021 na área do Teatro da Direcção Geral das Artes e perante a indignação e revolta do sector, cabe-me reagir também desta forma pública além de outras acções de luta em curso como manifestações, petições, recursos e audiências. Em Portugal, é urgente defender, valorizar, respeitar e dignificar as carreiras artísticas e o estatuto dos profissionais da Cultura e das Artes. Das 89 Candidaturas a concurso foram apoiadas 50, 18 não foram Elegíveis e 21 são Elegíveis mas sem atribuição de verba, quer dizer, não apoiadas financeiramente. 71 Elegíveis mas o dinheiro só chega para 50. Neste enquadramento está o TAS – Teatro Animação de Setúbal, Companhia de Teatro com 43 anos de actividade ininter-

(Excerto do poema Zeitgeist, de Fernando Pinto do Amaral)

EDITORIAL

rupta assente numa verdadeira descentralização. É no mínimo injusto. Eis a questão: Falta de provisão orçamental. A reclamação de 1% do Orçamento de Estado para a Cultura, se já era uma evidência, agora é uma emergência. Não podemos permitir mais ambiguidades e arbitrariedades desta natureza. Os responsáveis que ouviram o sector no final de 2017 deram sinais de mudança e criaram expectativas. Renovação do modelo de apoio, credibilização, simplificação processual e estrutural, flexibilidade, diversidade, planeamento, diálogo, revisão de desigualdades territoriais, coesão social, combate à precariedade, etc, etc. “Então é assim”, os nossos contemporâneos a iludir-nos com as “tendências” e os “novos caminhos”, isso é Zeitgeist, Sinal dos Tempos ou simplesmente falta de vergonha?

Diretor Raul Tavares | Redação Anabela Ventura, António Luís, Bernardo Lourenço, Cristina Martins, Eloísa Silva, Marta David, Rita Perdigão, Roberto Dores | Departamento Comercial Cristina Almeida – coordenação | Direção de arte e design de comunicação DDLX – www.ddlx.pt | Serviços Administrativos e Financeiros Mila Oliveira | Distribuição José Ricardo e Carlos Lóio | Propriedade e Editor Maiscom, Lda; NIPC 506 806 537 | Concessão Produto Maiscom, Lda NIPC 506 806 537 | Redação: Largo José Joaquim Cabecinha nº8-D, (traseiras da Av. Bento Jesus Caraça) 2910-564 Setúbal. E-mail: redaccao.semmais@mediasado.pt; publicidade.semmais@mediasado.pt. | Telefone: 93 53 88 102 | Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA. Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Moralena 2715-029 – Pêro Pinheiro. Tiragem: 45.000 (média semanal). Distribuição: VASP e Maiscom, Lda. Reg. ICS: 123090. Depósito Legal; 123227/98

14 | SEMMAIS | SÁBADO | 14 DE ABRIL | 2018


N

o passado sábado, dia 7 de Abril, no âmbito de mais uma sessão do Fórum Seixal, foram apresentadas as obras do Parque Urbano do Seixal e Pavilhão Desportivo da Mundet, mais 2 importantes equipamentos que surgem no perímetro de cerca de 15 hectares da antiga fábrica corticeira Mundet, uma das maiores do mundo. Estes dois projetos que irão agora ser materializados, vão dar corpo e continuidade à estratégia de recuperação e revitalização da Mundet, transformando um antigo território industrial que estava em avançado estado de degradação, num espaço multifacetado com diversas valências de caracter patrimonial, cultural, educativo, desportivo, ambiental, de turismo e lazer. A Mundet será um espaço único, com um conjunto alargado de respostas sociais, reunindo diversos equipamentos de qualidade e que colocarão novamente a Mundet como um Centro da vida cultural, social e económica do Concelho. O Município do Seixal está assim a dar expressão, à visão do executivo da Câmara Municipal do Seixal, que decidiu por unanimidade a 27 de novembro de 1996, adquirir todo o património das antigas instalações fabris da Mundet & C.ª, Lda., no Seixal. Com base nessa opção estratégica, a aquisição pública da Mundet permitiu logo em 1998 o início da instalação do Núcleo da Mundet do Ecomuseu Municipal do Seixal, através da reutilização do edifício das Caldeiras Babcock & Wilcox e da sua abertura ao público enquanto área expositiva do Ecomuseu Municipal. Em

2000 também o edifício das Caldeiras de Cozer foi aberto à população. Posteriormente passou a acolher os serviços centrais do Ecomuseu Municipal, incluindo o seu Centro de Documentação e Informação. Mais recentemente, em 2013 avançámos com a abertura do Pólo do Seixal do Conservatório Nacional de Música e posteriormente estabelecemos uma parceria para a reabilitação dos antigos Refeitórios da Mundet, que hoje são já um emblemático espaço de restauração e lazer, o Mundet Factory. Uma parte da área da Mundet permitiu a expansão do Complexo do Estádio do Bravo, transformando-o no Estádio Municipal do Seixal – o Novo Bravo. Presentemente, estamos a proceder à recuperação do edifício da antiga oficina de Rebaixar, que será o novo espaço expositivo Central do Ecomuseu Municipal, e vamos inaugurar no dia 25 de Abril, o Armazém 56 Arte –SX como oficina coletiva de Artes e Artesãos do Concelho do Seixal, que será um espaço multiusos, funcionando como oficina coletiva, para a criação artística. Recentemente foi aprovado um protocolo com a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional para a instalação futura do Espaço Memória desta Central Sindical, aproveitando um conjunto de antigas oficinas que serão reabilitadas pela CGTP, e que constituirá o principal acervo da história e património do movimento sindical português, num espaço dinâmico com um conjunto de valências, de investigação, de ensino, de serviço educativo, entre outras.

FIO DE PRUMO

Nova vida para a Mundet SIGA O NOSSO CONCELHO JOAQUIM SANTOS PRESIDENTE DA C.M. DO SEIXAL

Um património único que ficará sediado no Concelho do Seixal, num local também ele emblemático da historia do trabalho e dos trabalhadores, a nossa Mundet. Entretanto já se iniciou a obra do Pavilhão Desportivo da Mundet, direcionado para a modalidade do hóquei em patins, precisamente no local onde os antigos trabalhadores da Mundet praticavam esta modalidade e que terá o nome de Leonel Fernandes, em homenagem ao antigo operário-atleta hoquista Seixalense, diversas vezes campeão do Mundo e da Europa ao serviço da Seleção Nacional. Trata-se de um investimento da Autarquia de cerca de 650.000€. O novo Parque Urbano do Seixal com uma área de implantação de 5,3 hectares, constituirá mais um espaço de grande relevância na qualificação do ambiente urbano e da qualidade de vida da população, com uma paisagem única sobre a Baía do Seixal, o Rio Tejo e a Cidade de Lisboa, representando um investimento da Câmara Municipal de 350.000€, cujas obras irão iniciar dentro de poucas semanas. Também em breve iremos lançar a hasta pública do Hotel Mundet, com uma localização privilegiada junto à Baía do Seixal, capacitado para cerca de 150 quartos, que pretendemos que tenha um conceito ligado à cortiça e à sua transformação.

Estamos ainda a elaborar o projeto do Acervo Patrimonial e Cultural do Concelho, que passará também pela recuperação de dois antigos pavilhões fabris da Mundet e onde iremos centralizar todo o vasto e rico espólio cultural e patrimonial da Autarquia e que poderá ser visitado e apreciado por todos. O plano de Espaços Públicos da Mundet, em elaboração, será o último passo para a total recuperação e devolução da Mundet à população, permitindo a vivência integrada de todos os espaços e equipamentos. Como afirmou Eufrázio Filipe em 1996, à data Presidente da Câmara Municipal do Seixal, aquando da proposta de aquisição do património da antiga fábrica, “A Mundet, é uma Vida, foi Escola, um polo de indústria da cortiça e hoje é, insofismavelmente, património desta Terra, em acentuado estado de degradação. Ao Município do Seixal, e aos seus órgãos cabe promover a prossecução do interesse público. A Mundet é causa pública.” Cientes da relevância deste património, da sua importância para a população e para o desenvolvimento do Concelho, temos assumido a revitalização da Mundet como uma causa de todos, infelizmente sem os necessários apoios, mas estamos já a trazer uma nova vida para a Mundet, como muitos de nós sonhámos.

E de repente Portugal acordou a discutir a destituição de um Presidente de futebol

V

icissitudes regulamentares À parte, criou-se um raro (e perigoso unanimismo) de que o “homem não está bom da cabeça” e está na altura de afastá-lo. Eu, que até me sinto particularmente à vontade, porque sempre fui um crítico da sua forma de estar e com isso parecia um obstinado contra o Sporting, quando o que era, era apenas um obstinado como uma certa forma de exercer o mais importante cargo de uma instituição. Em Portugal vive-se muito o culto do Presidencialismo. Quem contesta, ou simplesmente se propõe a questionar, é visto automaticamente como um crítico. Sei o que isso é, porque eu costumo questionar muito. No meu partido, no meu clube, nos meus processos, nas diversas associações onde estou inserido. E no caso de Bruno de Carvalho questionava uma certa passividade das elites que se viam submergidos pelo populismo avassalador de BdC. Perguntava-me como é possível que em pleno Séc. XXI houvesse

gente que sufragasse uma proposta que lhe tirava direitos de liberdade de expressão? E, no fundo, sempre estive mais incrédulo com a passividade das pessoas em relação a este tipo de comportamentos, do que aos comportamentos em si. Claro que também sempre reflecti sobre a gestão desportiva e sobre o efeito dessa gestão sobre as finanças do clube. Apesar de não ser o meu clube, não fico indiferente à realidade do País e quando vejo o Benfica a desinvestir no futebol de uma forma nunca vista e o F.C. Porto a não ter capacidade para uma única contratação, ver simultaneamente o Sporting a investir há três épocas seguidas, como se não houvesse amanhã, assim como a ter capacidade de manter um dos técnicos mais caros do mundo, é lógico que percebo que esse dinheiro tem de vir de algum lado, pois se se compra, não se vende e não há receita maior do que dos outros clubes, ou se está a alienar receitas futuras, ou se está a endividar, ou há uma injecção de capital desconhecida, o que com o

UM CAFÉ E DOIS DEDOS DE CONVERSA PAULO EDSON CUNHA VEREADOR PSD CÂMARA DO SEIXAL

controlo da CMVM não vejo como seja possível. Com o eclodir da crise e com a notícia de que o Sporting tem de adiar o pagamento do empréstimo obrigacionista de Maio para Novembro, já alguma explicação começo a receber e a compreender que afinal de contas o buraco era maior e estava mais perto do que se suponha. Percebo que as pessoas sejam tentadas a comentar o que seja mais visível, mais banal e até mais escandaloso (o comportamento anormal do seu Presidente), mas que os sinais estavam mesmo ao virar da esquina, só não os via quem não queria. Remato a crónica semanal com uma referência ao Seixal. A Câmara Municipal do Seixal aprovou,

com os votos contra do PSD e do PS, a cedência de uma espaço para o museu da CGTP. Eu até os compreendo. Se já têm a Festa do Avante e todas as associações que directa ou indirectamente tenham a ver com “uma certa esquerda”, não fazia mais sentido assumirem-se de vez (não digo perderem a vergonha, porque essa já há muito a perderam) e declararem o concelho do Seixal, como um concelho vermelho ao serviço do comunismo? Quiçá até declararem a independência e assim para além do Museu da CGTP, podiam fazer um museu Ché Guevara. Um parque Temático de apoio à antiga URSS. Uma praia de apoio ao “Grande Líder Coreano”. Uma Feira Popular contra o grande capital. São só ideias. O que me dizem?

JORGE SANTOS JORNALISTA

OPINIÃO

Zangados

C

ada vez mais andamos zangados uns com os outros. Não estamos – pensamos – a ser pessimistas, mas o certo é que, no dia-a-dia, cada vez nos relacionamos menos com o vizinho do lado e com o colega de trabalho, alegando sempre a falta de tempo, quando a falta de paciência seria a resposta mais correcta. Nos clubes, onde todos reagem em simultâneo sempre que a equipa marca um golo, desde há muito que a unidade deixou de ser a forma de estar mais aceitável e assim que o árbitro dá o encontro como terminado a saída do estádio é caracterizada com pequenas discussões e não nos estamos a referir ao encontro com assistentes do outro clube. Nas assembleias gerais o número de adeptos é mais restrito mas os pontos de vista contraditórios são mais avultados.

Não estamos (...) a ser pessimistas, mas o certo é que, no dia-a‑dia, cada vez nos relacionamos menos com o vizinho do lado e com o colega de trabalho (...) Se “entrarmos” na vida partidária veremos que a “guerra” é muito mais declarada embora nesta área a diferença de opiniões passe pela pretensão de cada um de vir um dia a ter um lugar de destaque na organização onde exerce a militância. Se “saltarmos” para fora de fronteiras logo damos conta de bombas químicas e outras coisas que não fazem muito barulho mas causam desmedido estrago, e onde este quer mandar mais do que o outro para ser considerado o dono do Mundo. Ao simples cidadão resta esperar que a luz ilumine os que deveriam ser responsáveis e que a sabedoria os assalte para que tenham a força suficiente e para que a tolerância seja suficiente para que o seu comportamento fique marcado no nosso dia-a-dia.

2018 | 14 DE ABRIL | SÁBADO | SEMMAIS | 15


Comemorações do 25 de Abril SEIXAL – 2018

Com as cores de Abril Pintamos o futuro! PRAÇA 1.º DE MAIO, SEIXAL

Dia 20 de abril, sexta-feira 21.30H Charlie Plays the Blues 22.45H Chullage Dia 21 de abril, sábado 22H Orquestra da Amizade Seixal-Loures Dia 22 de abril, domingo IFC Torrense + SRC Pintéus 15H Palhaço Companhia 16H As Canções da Maria Dia 24 de abril, terça-feira 22H Anjos e irmãos Feist 24H Fogo de artifício 0.30H Aurea

Semmais 14 abril 2018  

Edição do Semmais de 14 de Abril

Semmais 14 abril 2018  

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