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CONADEC

SEMADEC

Manual do Promotor de Missões

Órgão Oficial da Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Ceará Rua Tereza Cristina, 673 - 2º andar - Centro – CEP 60015-140 – Fortaleza CE Fones: (85)3013-5530 GVT; 9-9799-5050 TIM; 9-8730-7575 OI; 9-9291-4144 Claro E-mail: semadecnasnacoes@hotmail.com – site www.semadec.org.br


M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja

Evangelizando, Discipulando e Batizando Povos. Nossa Missão: Promover a obra missionária transcultural, através da mobilização e educação das Igrejas Assembleias de Deus e parcerias com demais Convenções e Igrejas, fundamentados nos princípios cristãos e na excelência da gestão espiritual e instrumental, visando à expansão do Reino de Deus entre os povos.

Nossos Princípios:         

Respeito e atenção aos missionários, colaboradores e parceiros; Ética, moral cristã e fidelidade bíblica; Excelência no serviço missionário e apoio logístico; Responsabilidade Social; Educação espiritual continuada; Foco em resultados; Gestão participativa e entusiasmo pessoal; Compromisso com normas e projetos estabelecidos; Respeito às diversidades culturais, que não afrontem os princípios bíblicos.

Diretoria da CONADEC: Presidente: Pr. João Bezerra da Silva 1º Vice Presidente: Pr. João Gonçalves Mendes 2º Vice Presidente: Pr. José Bezerra de Oliveira 3º Vice Presidente: Pr. José Flávio Florentino Martins 1º Secretário: Pr. José Alexsandro dos Santos Araújo 2º Secretário: Pr. Marivaldo da Silva Ribeiro 3º Secretário: Pr. Deusmar Araújo Freitas Júnior 1º Tesoureiro: Pr. João da Costa Melo 2º Tesoureiro: Pr. Isaías da Silva Matias

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Conselho de Missões: Presidente: Pr. Francisco de Paulo Ribeiro Componentes: Pr. Eliackim Rodrigues de Sousa Pr. José Valdir Vieira Pinheiro Ev. Francinildo Coura Ev. Lealdo José Nogueira Leal

SEMADEC: Secretário Executivo: Pr. José Valter da Silveira Filho Secretário Adjunto: Pr. João Marcos Pessoa da Silva Tesoureiro: Pr. Carlos Alberto Araújo Lopes

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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja

Promotor de Missões, Seu papel é importante e fundamental! No cumprimento de sua missão e visando sempre a educação missionária da Igreja para o exercício excelente em missões mundiais, temos o prazer de por em suas mãos este material para promoção e mobilização missionária. Procuramos fornecer instrumentos e meios para o exercício do seu ministério junto às Igrejas, pois não se movimentam sozinhas; elas contam com pessoas especiais separadas por Deus para promover Missões. Estas pessoas são você e sua equipe, que desenvolvem seu ministério com muito amor, criatividade, ânimo, alegria, compromisso e dedicação. O seu ministério é fundamental para que a Igreja local se conscientize da urgência da evangelização dos povos, e através dessa atuação, vidas sejam transformadas, ofertas, clamores e intercessões sejam levantadas em favor das nações e muitos vocacionados despertados para irem aos campos. Tempos atrás a conscientização era feita apenas pelo pastor ou missionário que, uma vez ou outra ia à Igreja, dava testemunho e mostrava a necessidade dos campos; e, às vezes, nem isso acontecia, porque o número de obreiros disponíveis não atendia às incontáveis solicitações. Os desafios missionários não cessam. Portanto, para que o ardor missionário não desvaneça, é primordial uma ação constante. E são os Promotores de Missões aqueles que trabalham para manter a chama missionária acesa na Igreja, sempre incentivando e despertando para a conscientização. Veja como o seu trabalho é importante! Esta visão tem proporcionado uma parceria extremamente vital para o avanço da obra missionária. Afinal, Missões não é uma obra realizada apenas pelos que vão, ou por uma agência missionária. Sem o envolvimento da Igreja não há missionário, não há sustento, não há intercessão, enfim, não há obra missionária. Amado(a) irmão(ã) Promotor(a) de Missões, os povos agradecerão naquele Grande Dia por tudo que você realizou em favor da obra missionária! Por isso, o incentivamos a planejar e realizar melhor todas as atividades com toda dedicação e disposição ao Senhor da Seara. Você é responsável para despertar sua igreja à realidade e ao desafio missionário. Nosso desejo é que você continue sendo um instrumento no serviço do Senhor, realizando este importante ministério que Ele mesmo colocou em seu coração. Desejamos que você, antes de fazer qualquer atividade, viva uma vida digna do Senhor, em santidade e O amando com todo coração e mente. A SEMADEC agradece. A Obra Missionária agradece. Os povos agradecerão. O Senhor da Seara se alegra.

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Promoção de Missões

É o trabalho realizado pelo Promotor de Missões e sua equipe dentro da Igreja ou congregação local, em comum acordo com a SEMADEC. Seu maior objetivo é cooperar para que a Igreja seja despertada e educada em Missões e manter acesa a chama missionária no coração de cada crente.

Quem é o Promotor de Missões É alguém escolhido por Deus para exercer este ministério junto à sua Igreja. É responsável, junto à SEMADEC, por promover a consciência missionária no que diz respeito à evangelização mundial, levando a Igreja a participar ativamente na História de Deus entre os povos.

Características do Promotor de Missões: Saber que seu trabalho está ligado ao Plano Salvífico de Deus para todos os povos. Participar ativamente das reuniões convocadas pela SEMADEC em sua região. Ser submisso à sua liderança local e à SEMADEC. Gostar de trabalhar em equipe. Ter bom relacionamento com seu Pastor e demais líderes da Igreja ou congregação. Estar disponível para promover missões ao longo de cada mês junto com sua equipe. Ser consciente do seu chamado para exercer o ministério de promoção de Missões Transculturais na Igreja.

O que a SEMADEC espera do Promotor de Missões: Interesse em conhecer bem o trabalho missionário da AD Ceará. Disposição para participar sempre das reuniões e eventos ao longo do ano. Respeito às decisões tomadas pela SEMADEC, sempre se comunicando com a mesma. Buscar sempre melhorar seu trabalho na Igreja local. Apoio nos desafios que a SEMADEC faz à Igreja ao longo do ano. Submissão ao seu Pastor, pois é o principal líder de Missões da Igreja. Buscar ajuda da SEMADEC para todas as atividades planejadas na Igreja.

O Promotor de Missões tem direito a: Receber bimestral e gratuitamente a Revista DO CAMPO. Receber, sempre que precisar, os carnês para contribuição missionária. Locar bandeiras e roupas típicas para realização de eventos, dentro da disponibilidade. Obs.: Contate a SEMADEC com antecedência.

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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Missões: cargo ou ministério?

Se existe um Departamento de Missões e Evangelismo, toda a Igreja faz parte dele! Infelizmente, em muitas igrejas e denominações, Missões é tratado como um departamento e nada mais. A palavra departamento significa divisão. Em uma empresa, os departamentos têm funções diferentes, mas tem que trabalhar em harmonia, para que ela cresça. No caso da igreja, enfraquece o seu potencial. Muitos crentes se recusam a interceder, contribuir e principalmente evangelizar, porque em suas mentes foi incutida a ideia antiblíbica de que missões e evangelismo só podem ser feitos pelo pessoal do referido “departamento”, que geralmente é um grupo muito reduzido, e cuja existência já é um erro. Por isso geralmente desvanece e se acaba. Satanás não pode nos impedir de sermos cristãos, irmos para a igreja, adorar a Deus e ir para o Céu, por isso procura nos tornar inúteis aqui na Terra. Ele sabe que barrando a obra missionária e evangelística, impedirá que muitas pessoas conheçam a Deus. Que em nome de Jesus seja repreendida essa ideia contrária de nossas mentes. Missões é a vida, a identidade e o ministério de toda a Igreja. Ela é vocacionada a ficar e a ir. Ficar inserida em sua comunidade como um corpo. E ir ao campo através de seus membros chamados e separados, enviando-os na direção do Espírito Santo (Atos 13.1-3). Os departamentos foram criados para trabalhar em conjunto e evangelizar a comunidade. Isso é missão local. De qualquer um destes Deus pode separar um membro e chamar para o campo, não para representar o seu departamento, nem a igreja local, mas a Igreja de Jesus. Se você é um discípulo de Jesus, sua missão é pregar o Evangelho a toda criatura, independente de qual departamento você faça parte. (Marcos 16.15). A Igreja verdadeiramente cristã tem amor pelos perdidos e os busca. É a Igreja Missionária. É a Igreja de Jesus! Missões em sua essência é evangelismo e discipulado (Mateus 28.19-20). É ordem de Jesus para todos nós. Fonte: Revista DO CAMPO ed. março-abril de 2005, pág. 5 – autor Ev. Hélio Cabral

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Planejando o Culto de Missões

O Culto de Missões é o momento especial no trabalho de conscientização missionária. Por isso é necessário planejá-lo com características voltadas para as necessidades de evangelização do campo. Para isto, o Promotor de Missões deve se reunir com sua equipe e planejar com antecedência a preparação do culto, principalmente a área espiritual, como jejum, oração etc., pois nós sabemos que as muitas dificuldades que enfrentamos estão no campo espiritual. Algumas sugestões para você planejar bem o seu culto missionário: Tenha a programação do Culto em um pequeno papel É importante que as pessoas que participam da direção do culto tenham a programação, principalmente o Pastor, para distribuir melhor as oportunidades e não haver perda de tempo. O formulário anexo Planeje com sua Equipe o Culto de Missões é para este fim. A escolha dos hinos Tanto os hinos iniciais, da Harpa Cristã, quanto os demais, devem ter enfoque missionário. Converse antes com todas as pessoas que louvarão, músicos, regentes etc. Ponha na programação um hino que enfatize o tema do culto, escolhido por você e sua equipe, após orarem pedindo a Deus, na hora em que recolher a oferta missionária. A leitura inicial e a mensagem Devem estar em sintonia com o tema escolhido. Converse com seu Pastor sobre isso. Momento de conscientização – tempo ideal 5 minutos Escolha uma matéria ou notícia da revista DO CAMPO ou outra fonte e instrua com antecedência a pessoa que lerá. Não faça tudo sozinho; inclua na programação o próprio Pastor, departamentos, obreiros, líderes e irmãos da Igreja. Importa que as pessoas transmitam a mensagem de modo que empolgue os ouvintes. No final enfatize a importância de ser assinante e termine orando com toda a Igreja, enfocando a necessidade de estarmos sempre orando por missões. Flashes de conscientização- tempo ideal 2 minutos Não use um único momento muito extenso, pois é cansativo e de difícil assimilação. Ao longo do culto, em comum acordo com seu Pastor, desenvolva a programação com vários flashes missionários, usando pessoas diferentes em cada um. Os flashes podem conter notícias, informações ou pedidos de oração. Testemunho missionário - tempo ideal 5 minutos Chame um ceifeiro, assinante da revista DO CAMPO, um vocacionado, um missionário que chegou do campo ou outra pessoa que tenha experiência na área de missões. Obs. Não é necessário haver testemunho missionário em todo culto.

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Momento de intercessão Tenha um momento para orar com a Igreja por todos os missionários e os povos não alcançados. Utilize a oração final para agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito e por um avivamento e proteção dos missionários. Dramatização – tempo ideal 2 a 8 minutos Neste momento utilize coreografias, peças, jograis, poemas ou estatísticas do campo etc. Trabalhe com os departamentos e lembre que estes recursos devem variar entre um culto e outro. Pregação missionária A escolha do pregador para o culto de missões tem que ser muito criteriosa. De nada adianta planejar muito bem o culto de missões e o pregador estragar tudo com conversa do tipo “O tema é este, mas Deus me deu outra palavra.” Isso é um grande desrespeito ao trabalho que foi planejado e organizado na direção de Deus. A equipe de missões deve buscar de Deus a direção para todos os detalhes da programação, principalmente o pregador, pois é exatamente a mensagem o ponto alto de todo o trabalho. É responsabilidade do pregador se preparar para falar dentro do tema. Obs.: Quando convidar o pregador para o culto de missões, enfatize a importância da missão em relação ao mundo todo. E a mensagem tem que levar a Igreja a se envolver de todo coração com esta missão que tem por objetivo conduzir todos os povos à adoração ao Deus Todo Poderoso. Momento de desafio – tempo ideal 2 minutos Antes que o culto termine traga para a igreja o valor que foi ofertado para missões e desfie com um valor “X” para o próximo culto. Use o bom senso! Faça um cálculo e mostre o quanto cada crente está investindo em média na obra missionária. É simples: basta dividir o valor da oferta pelo número de membros e congregados. Ore sempre com sua equipe sobre a programação do próximo culto missionário, pedindo a direção e unção do Espírito Santo. Cuidados a) Evite programação extensa e cansativa. É muito trabalhoso e não vale a pena. b) Mesmo que você tenha a programação, sempre surgem os imprevistos. Por isso esteja ao lado do seu pastor nas adaptações e decisões de última hora. c) Use sempre o bom senso na programação do culto. d) Cuide sempre para que a leitura do rodízio seja feita do começo para o meio do culto, para que termine com ar de missões e os irmãos fiquem ansiosos pelo próximo. Dicas Gerais a) Se possível, sempre programe um louvor de missões ou adoração para o final do culto, antes e depois da oração de encerramento. b) Sempre ornamente o templo com bandeiras, cartazes, que podem ser os folders da revista DO CAMPO, painéis com frases, fotos, informações etc. c) Providencie uma mesinha para colocar na entrada do templo. Decore-a com bandeiras, revistas, carnês e encarregue alguém bem simpático ou simpática para cumprimentar os irmãos, dando-lhes as boas vindas e convidando-os a contribuir com os carnês, assinar a revista etc. Obs. Esta excelente estratégia pode ser usada em todos os outros Domingos, se acordado com o Pastor. Que o culto de missões seja sempre inspirador, informativo e educativo para a Glória do Santo Nome do Senhor das Nações! Amém!

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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Postura do Promotor de Missões

no Púlpito

Promotor de Missões, você tem a responsabilidade de trabalhar a conscientização sobre um assunto que é prioridade para o Reino de Deus: a Obra Missionária. Diante de tal responsabilidade é necessário que conheça normas de conduta no púlpito para a melhor apresentação em público. 1. Procure apresentar-se bem composto e de modo discreto. Sua fala é que deve chamar a atenção da igreja... e não a sua aparência. 2. Procure falar de maneira clara e compreensível; não fale às pressas e nunca pronuncie gírias. 3. Evite usar palavras eruditas, difíceis ou pouco utilizadas. Infelizmente muitas pessoas não entenderão e isso bloqueia a compreensão da mensagem. Se for necessário usar alguma palavra assim, explique o significado. 4. Se ler um texto, cuide para que seja curto e mantenha sempre o papel abaixo do seu rosto, para que as pessoas lhe vejam e vice-versa. Ante de ler em público, faça-o a sós várias vezes, para não se confundir, principalmente com alguma palavra estrangeira. Procure saber antes como se pronunciam, para não fazer feio perante o público. Procure revezar a vista entre o papel e o público, pois isto transmite que você tem domínio sobre o assunto. O ideal é que você não leia; procure guardar a informação do que leu de modo fidedigno, para que a transmita com segurança, não esquecendo a fonte da informação. 5. Antes de falar a respeito de um país ou povo, procure saber o máximo a respeito. Felizmente, a internet dispõe de muitos sites de busca e pesquisa com muitas informações sobre todos os assuntos. Hoje em dia, só é desinformado quem quer. 6. Quando usar o microfone, mantenha-o a uma distância média de 15 a 20 cm de sua boca. Não grite, pois isso só irrita os ouvintes. 7. Gesticule moderadamente. Gestos muito bruscos e o caminhar apressadamente de um lado para o outro da tribuna tira a atenção dos ouvintes do foco da mensagem. Não se debruce sobre o púlpito; além de feio, transmite ao público a ideia de que o orador está indisposto, desmotivado e o ouvinte jamais recebe a mensagem de alguém nesse estado. Conclusão A observação destas normas o levará a obter melhor resultado do seu trabalho junto à igreja, levando-a a entender e obedecer à Grande Comissão (Atos 1.8), tanto no âmbito local, quanto no transcultural, ciente de participar do projeto Deus para a Humanidade: MISSÕES.

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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Procedimentos do Promotor de Missões e do Pastor durante visita à SEMADEC

Manter atualizados todos os dados do campo, Pastor e Promotor de Missões junto à Recepção, para facilitar a comunicação, correspondências etc. Receber os carnês junto com a lista de Controle Financeiro dos Ceifeiros e entregar cópias às equipes de missões de cada congregação, para acompanhamento das ofertas. Receber a revista DO CAMPO para a sede, congregações, assinantes e parceiros do PAMIC. Receber relatórios, listas de assinantes etc. Após o Culto de Missões, o Pastor ou o Promotor deve enviar a oferta para a SEMADEC. Se for pessoalmente, receberá um recibo conforme o padrão da CONADEC. Se fizer depósito bancário, deve ser no banco BRADESCO, agência 3238-7 e Conta Corrente 115010-3, titular Convenção de Ministros. O depósito deve ser identificado com o nome da igreja (ex. AD Cedro; AD São Raimundo-Novo Oriente). No caso de não poder identificar, anote os dados da igreja no comprovante e envie para o e-mail semadecnasnacoes@hotmail.com, via Correios, pessoalmente ou como melhor lhe convir. Todos estes procedimentos devem se acompanhados de perto pelo Promotor ou Pastor, pois são lançados no Sistema SEMADEC, visando melhor acompanhamento, emissão de relatórios e demais informações que dizem respeito ao bom andamento da Obra Missionária.

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Envolvendo as crianças

em Missões É preciso ter consciência da importância da participação da criança em Missões. Este é o principal caminho para uma Igreja verdadeiramente missionária. As crianças são parte da Igreja hoje e no futuro serão os líderes, missionários e pastores. Se não forem conscientizadas agora, será muito mais difícil depois. Além da participação na oração e contribuição devemos despertar o desejo missionário no coração das crianças, para que possam entender e amar missões. Quanto ao desenvolvimento mental, está cientificamente comprovado que aprender uma segunda língua modifica até mesmo a anatomia do cérebro. Quanto mais cedo a criança aprender, maior a modificação, segundo uma pesquisa publicada pela revista britânica Nature, pois tendem a aprender com mais facilidade do que os adultos. Devemos desmentir a ideia de que o missionário é uma pessoa desprezada, sem profissão e sem família. Expliquemos para as crianças que o missionário tem que se preparar antes de ir para o campo, fazendo cursos diversos e aplicáveis à área em que vai trabalhar. Além disso, elas devem compreender que seus dons, talentos e oportunidades serão usados por Deus para levarem outras crianças ao Seu conhecimento.

Estratégias e métodos de trabalho para conscientização de crianças Dia Missionário com trabalho prático do PAMIC: ensinar corinhos e histórias missionários, teatro, apresentação com fantoches e brincadeiras diversas com o objetivo de ensinar a criança na linguagem que ela entende. Eventos missionários na igreja: é importante sempre ter uma programação para trabalhar a conscientização das crianças. Passeios, retiros e EBF’s: sempre que programar, convidem a equipe da SEMADEC que trabalha com o PAMIC. Cofrinho e carnê missionário: mantenha sempre alguns bem visíveis na sala das crianças e se alguma desejar ter o seu, providencie imediatamente. Visita à SEMADEC: sempre que possível, leve as crianças maiores para conhecer o escritório, os projetos, fazer fotos, vídeos e entrevistas com a equipe de missionários.

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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja A Importância da Intercessão na Obra Missionária

Tema: Salmo 2.8 1. A intercessão de Abraão pelos habitantes justos de Sodoma. Gn 18.23-33. 2. Oito características dos intercessores: a. O intercessor é perseverante – Rm 12.12; Mt 7.7-10. b. O intercessor é quebrantado – Sl 34.18; Dn 10.12. c. O intercessor conhece o poder da oração – Tg 5.16. d. O intercessor tem comunhão com Deus – 2 Rs 5.16; 1 Rs 18.15; Jo 17.5. e. O intercessor assume os pecados alheios como se fossem seus – Dn 9.3; Ed 9.6-7; Ne 1.5-7. f. O intercessor se preocupa com os outros – 1 Sm 12.23. g. O intercessor abençoa – Jo 17. h. O intercessor é incessante – 1 Ts 5.17. 3. A oração por todos os homens para que sejam salvos. 1 Tm 2.1-4.

A intercessão é oração movida pelo Espírito Santo. Ele nos revela por quem quer que oremos no momento. Quando oramos guiados por Ele, fazemos a cobertura no lugar certo, na hora certa, e alcançamos o alvo certo. É trabalho conjunto entre o Senhor da Seara e seus ceifeiros. É a “Artilharia Espiritual”. A intercessão eficaz exige unidade e consciência da posição de cada um. Vemos isso muito claro na batalha de Israel contra Amaleque (Êx 17.8-13). Se analisarmos as posições de Moisés, Josué, Arão e Hur, vemos que a unidade é imprescindível para o sucesso de qualquer empreendimento da Igreja do SENHOR.

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Evangelizando, Batizando e Discipulando Povos.


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Missiologia Bíblica

Órgão Oficial da Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Ceará Rua Tereza Cristina, 673 - 2º andar - Centro – CEP 60015-140 – Fortaleza CE Fones: (85)3013-5530 GVT; 9-9799-5050 TIM; 9-8730-7575 OI; 9-9291-4144 Claro E-mail: semadecnasnacoes@hotmail.com – site www.semadec.org.br


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Missões Transculturais

Para entendermos este tema, precisamos ter em mente alguns conceitos básicos sobre: PAÍS: Entidades geo-políticas com fronteiras bem definidas e governos mundialmente reconhecidos, das quais existem hoje 195 na Terra e são identificadas com nomes bem conhecidos nossos, como Brasil, Inglaterra, Egito, Índia etc. POVO: Agrupamento de indivíduos que tem entre si uma afinidade comum porque possuem a mesma língua, religião, etnia, moradia, profissão, classe social ou uma combinação desses fatores. Estes são os dois conceitos básicos que precisamos ter em mente para entender Missões Transculturais. Na maioria das vezes, pensa-se no tema de Missões Transculturais quando um missionário sai para outro país. No entanto, conforme as informações acima, essa ideia não faz sentido. Devemos sempre lembrar que Deus é o criador da diversidade étnica. Foi a partir do evento da Torre de Babel, pelo pecado da desobediência, que Deus trouxe este julgamento sobre os homens, confundindo as línguas, a fim de que cumprissem a ordem do Senhor de que se espalhassem por toda a Terra. Atualmente, o número de países que existem oficialmente reconhecidos pela ONU são 195, enquanto etnicamente existem aproximadamente 24.000 povos. Para entender melhor, quando falamos de povos, referimo-nos aos grupos étnicos que vivem dentro de um mesmo país, tem seu território ocupando países diferentes, como é o caso dos Yanomami, entre a Venezuela e o Brasil, onde temos 257 povos, residentes em sua maioria na região Norte. Em Guiné Bissau são 31 povos. Na Alemanha, 80. A Índia compreende 432 povos e assim por diante. O mais especial de tudo isso é que o olhar de Deus para a humanidade é étnico. Ele vê os homens, mulheres e crianças em seus grupos etno-linguísticos e não nos países geo-politicamente divididos. É por isso que, quando Ele dá a comissão de evangelizar e discipular para os seus discípulos, o faz dizendo que isto dever ser realizado em todas as etnias, que comumente traduzimos por nações, mas na verdade quer dizer: gentes, povos.

Missões Transculturais

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Entendendo Missões Há dois pontos fundamentais neste tema que precisamos conhecer. Este conhecimento é o comumente aceito em todo o círculo evangélico e missiológico.

Missão de Deus (Missio Dei) Este conceito é parte fundamental para a compreensão da igreja. Pois, quando falamos em missões, na verdade, falamos da missão de Deus, ou seja, antes da Igreja existir e viver para glorificar, servir e trabalhar para a expansão do Reino de Deus, o Senhor já havia iniciado este projeto. Deus tem uma missão: trazer a humanidade à comunhão consigo através de seu Filho, Jesus Cristo. Ele quer ser conhecido, amado e louvado por todos os povos da Terra.

Missões Eclesiásticas (Missiones Eclesiae) Aqui está aquilo que realmente conhecemos, pois fala de todos os esforços da Igreja para conduzir os povos à presença de Deus. Abrange todas as atividades que servem para libertar o homem de sua escravidão no pecado, levando-o à posição de filho de Deus. Pode-se resumir este período com as palavras do missionário David Bosch: “Missão é Missio Dei, que procura englobar em si as missiones eclesiae, ou seja, os projetos missionários da Igreja.” Assim, podemos entender, de fato, Missões Transculturais, como todo o trabalho da Igreja que busca conduzir todos os povos no caminho da salvação em Jesus Cristo, a fim de que todos possam louvar o único Deus aqui e na eternidade. E isso com a consciência de que, ao empreender projetos missionários, a Igreja é, na verdade, por participar e cooperar na Missão de Deus.

Ampliando nosso conhecimento Após dois séculos (XIX e XX) de pleno avanço missionário, a Igreja se estabeleceu em todos os países da Terra. Mas, se isso já aconteceu, por que ainda falamos da necessidade missionária¿ Isso se deve à existência de vários povos nesses países. Embora haja uma igreja em cada país, não existem igrejas em todos os povos dos mesmos. No Brasil, por exemplo, são mais de 100 povos que continuam não alcançados, apesar de o Evangelho haver chegado aqui há mais de cem anos. Este é o grande desafio da Igreja de Jesus no século XXI. Vejamos o seguinte conceito:

Povo não alcançado Um grupo humano dentro do qual não existe uma comunidade de crentes que disponha de pessoas ou recursos suficientes para evangelizar o próprio povo e, portanto, necessita de um esforço missionário transcultural. Como vimos, ser um povo não alcançado nem sempre significa que não exista ninguém entres eles que não conheça o Evangelho de Jesus. Por exemplo, o povo Lebou no Senegal, no oeste da África. Existe uma igreja no Senegal, inclusive a Assembleia de Deus, mas não há mais do que 8 crentes entres eles, por isso há a necessidade de esforço externo para evangelizá-lo. Essa é a exata realidade de muitos outros povos.

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Missões Transculturais


Onde se localizam o maior número de povos não alcançados? Janela 10-40 Faixa de terra retangular que se estendo do Oeste da África, passando pelo Oriente Médio, até o Leste da Ásia e a partir da linha do Equador para o hemisfério Norte, entre os paralelos 10 e 40 graus de latitude Norte. Pronuncie sempre “Janela dez quarenta” e nunca Janela dez por quarenta, pois não é medida, apenas uma nomenclatura. Veja mapa a seguir. Nesta região vive o maior número de povos não-evangelizados da Terra, cerca de 4 bilhões de pessoas em 62 países. É ali que estão algumas megalópoles de hoje, ou seja, cidades com uma grande concentração urbana como Tóquio (Japão), Calcutá (Índia), Bagdá (Iraque), Bangkok (Tailândia), entre outras. De cada 10 pobres da Terra, oito estão nessa região, e somente 8% dos missionários trabalham entre eles. É nessa faixa que se concentram os adeptos das três maiores religiões não cristãs do mundo: islamismo, hinduísmo e budismo.

Calcula-se que menos da metade da população mundial foi confrontada com o Evangelho. A outra parte, com sua maioria na Janela 10-40, representam um grande desafio e ainda são objetos dos empreendimentos missionários da Igreja de Jesus. Devido a esses fatos, torna-se primordial para nós, cristãos, focalizar nossos recursos espirituais, financeiros e sociais, sobre os povos da Janela 10-40.

O mundo dos povos não alcançados Segundo algumas fontes de pesquisas, temos aqui algumas estatísticas: - A cada hora, aproximadamente 11.000 crianças nascem e morrem sem escutar o Evangelho nos países da Janela 10-40; - Uma hora de esforço missionário resulta em 10.000 pessoas escutando o Evangelho pela primeira vez; - 9 em cada 10 mais pobres da Terra estão na África e destes, 8 são parte do mundo menos evangelizado. Sendo assim, esta área é atualmente o maior desafio para a Igreja de Jesus e deve ser o nosso alvo de investimentos missionários.

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Missiologia Bíblica

LEITURA MISSIOLÓGICA DO ANTIGO TESTAMENTO O Antigo Testamento é considerado por muitos um relato histórico nacionalista, que trata da revelação de Deus a uma única nação, mas isso não é o que declara o estudo do Antigo Testamento. Somente a partir do capítulo 12 de Gênesis é que Deus começa a tratar com uma nação específica. Todos os 11 capítulos antecedentes são considerados a PROTO-EVANGELIZAÇÃO, pois é anunciado pela primeira vez o propósito redentor para o homem, o que torna sua intenção universal, o motivo condutor por todo o Antigo Testamento, até que culmine no evento Encarnação-Morte-Ressurreição de Jesus muitos séculos depois. E, em virtude deste propósito, Ele inclui na sua criação o homem, aliás, o coloca como centro de sua criação, feito à sua imagem e semelhança e para ser como tal, lhe era necessária a liberdade de escolha, posto que era indispensável à personalidade humana. Uma comunhão implica em escolha moral. Adão, líder biológico, assim como legal de toda a raça humana, representa a mesma como assim está declarado por toda a doutrina bíblica (1 Co 15). Com a liberdade que Deus lhe outorgou procurou colocar o homem e a mulher num relacionamento íntegro com sua soberania. E como teste inicial, o qual era inevitável, eles tiveram a oportunidade de agir como seres dotados de vontade, entre a submissão e a desobediência. Assim, usando a própria escolha decidiram proclamar sua independência de Deus e sua filiação ao reino das trevas de Satanás. Assim sendo, este ato de Adão e Eva, que representavam toda a raça humana, envolve todo o caráter inclusivo da derrota e universalidade do pecado (Rm 3.10-12,23; 5.12). Devido à unidade orgânica da raça humana em Adão, toda a raça cai em pecado, culpa, corrupção moral, separação de Deus e desintegração social. 1. As Alianças no propósito universal de Deus A rebelião estava concretizada, a degradação moral obrigava-os a estar, não só separados de Deus, mas também um do outro, além de tornar maldita a terra e comprometer o destino de todos os seus descendentes. Parecia ter Deus perdido o controle de sua criação.

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1.1 Aliança Adâmica Deus, como soberano Senhor, exerce seu julgamento iniciando-o pela serpente, mas em cujo conteúdo é demostrado seu propósito dirigido ao homem. Em Gênesis 3.15 está descrita a aliança de Deus, a primeira aliança, feita no ��den com Adão, em cujo conteúdo estão as seguintes palavras: “E porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” Eis aqui o proto-evangelho, a primeira promessa da vinda do redentor, de importância universal, sob o propósito de redenção para a raça humana, assegurando desta forma a salvação para todos os povos da Terra. É importante lembrar que a nação de Israel ainda não era formada, e Deus prometia salvação a todas as gentes, ao que se compreende que a obra de Cristo seria de alcance universal, assim como de fato o é. Todo o Antigo Testamento tem sua base em Gênesis 3.15 e é o condutor soteriológico e o princípio hermenêutico que conduz toda a interpretação do Antigo Testamento. - 1.2 Aliança Noética Os seres humanos se corromperam de tal forma que levou Deus a enviar um dilúvio sobre a Terra a fim de destruí-la. Quão grande era a corrupção sobre a Terra! Deus, porém, encontrou Noé, homem justo diante dEle (GN 7.1), ao que se agradou dele. Seguindo as orientações de Deus, Noé construiu a Arca, resgatou os animais e esperou o tempo para procurar abrigo (Gn 6.22; 7.5-6). Bem, mas o fato é que Deus, depois que as águas baixaram, fez um pacto ou aliança com Noé. Prometida anteriormente em Gn 6.18, agora é selada, e as ordenanças de Deus para o primeiro homem, Adão, são repetidas e ampliadas para o novo homem, Noé (Gn 9.8-17), e como símbolo desta aliança estabelece o arco nas nuvens, e da mesma forma como na primeira aliança, continua a revelação do seu propósito universal. É tão somente uma continuidade do propósito redentor para toda a raça humana. 1.3 Aliança Abraâmica Nos onze primeiros capítulos de Gênesis conhecemos o proto-evangelismo. Observamos o desenrolar da revelação divina aos homens com seu propósito específico de alcançar toda a humanidade. Deus se revela de forma objetiva, apresentando seu projeto redentor para a humanidade, e isso ao mesmo tempo em que há uma constante progressividade do pecado dos homens. As nações já tiveram seu início com a confusão das línguas, em função da alienação progressiva do homem. É exatamente após este contexto que Abrão (Pai exaltado) toma seu espaço no plano divino. Aramita, filho de Terá, e que estava na Mesopotâmia (Atos 2.2), Ur dos Caldeus, quando ouviu o chamado de Deus pela primeira vez, mas agora, em Harã, ouve as seguintes palavras: “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai da tua terra, do meio da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12.1-3). Esta aliança é considerada a base missiológica do Antigo Testamento. O que acontece aqui não é uma escolha particular onde tudo o mais será desprezado, mas sim uma escolha divina, cuja função é universal: beneficiar todas as nações. Primeiramente, v.1: Deus ordena a Abrão que saia da sua terra e vá para uma terra que haveria de mostrar.

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Exigência difícil! Imaginemos ainda o significado da mesma para o homem antigo, que vivia sempre em unidade familiar, valorizando seus ancestrais. Deus o chamava para quebrar todos os laços familiares e, sob uma completa confiança nEle, Abrão adquiriu a coragem para obedecer, crendo na posse da terra prometida. Deus lhe dera a promessa de uma terra confirmada no capítulo 13.14-15, quando se separa de seu sobrinho Ló. A finalidade da aliança é revelada, com a separação de Abrão de seus familiares. Deus faz a promessa de uma posteridade – “De ti farei uma grande nação...”, e mais tarde indicando isto, seu nome é mudado para Abraão, que quer dizer Pai de uma multidão, em Gn 15.5, quando Deus diz: “Por pai de numerosas nações te constitui.” Esta promessa é confirmada com mais duas revelações metafóricas no capítulo 13.16: “Como o pó da terra, assim será a tua descendência.” Eis aí a palavra do Deus criador que em Abraão suscitaria uma numerosa nação, que não podia contar. Confirmada com Isaque (Gn 26.4) e com Jacó (Gn 32.12). CUMPRIMENTO Passado – imediato/histórico: acontece na vida de Israel. Presente – intermediário/evangélico: Cristo e a Igreja (Mt 3.9) Futuro – futuro escatológico: novo Céu e nova Terra (Ap 7.9ss) Terra: Deus deu a terra prometida aos filhos de Israel (Ex 2.24; 3.6; 32.13), e que mesmo setecentos anos depois, após o cativeiro babilônico, Deus cumpre sua promessa dando novamente a terra por herança aos israelitas. Posteridade: não demorou muito para sua descendência se multiplicar, embora não tivesse nem um filho e fosse já velho quando Deus lhe fez a promessa (Ex 1.7; At 7.17). E mais tarde Salomão disse: “Povo grande, tão numeroso que não se pode contar.” (1 Rs 3.8). Bênção: a palavra de bênção pronunciada na aliança: “Te abençoarei e engrandecerei o teu nome.” (Gn 12.2). As duas promessas adicionais: “Abençoarei os que te abençoarem” e “Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” não significavam o engrandecimento pessoal de Abrão ou da nação de Israel formada sob ele, mas existe uma função única desta eleição e aliança. Ele e a nação de Israel seriam grandemente abençoados para um único propósito: Ser bênção. Estando na forma passiva significa que todas as bênçãos eram para que: “Em ti sejam benditas ou abençoadas todas as famílias/povos da terra.” Israel deveria ser, não um depósito das bênçãos de Deus, mas um canal para abençoar todas as nações/povos da Terra. A bênção de Deus é o mais abrangente possível na sua finalidade. Esta aliança de Deus com seu povo, ao invés de favoritismo, era para que fosse luz para as nações, os povos da Terra. O desejo de Deus é bênção universal (1 Tm 2.4). Então, o relacionamento de Israel com Deus deveria ser modelo do domínio e soberania de Deus sobre todo o mundo. Esta escolha divina era um privilégio, mas primeiramente uma responsabilidade, e juntando as demais alianças se faz um todo coletivo do propósito de Deus de abençoar as nações. Mas como? A descendência da mulher (Gn 3.15), e agora semente de Abraão. Da descendência de Abraão se levantaria o Filho de Deus, Jesus Cristo. É aqui que se culmina esta ideia. Em Cristo, o descendente de Abraão, a verdadeira fonte das bênçãos de Deus para todas as famílias da Terra (At 3.25-26; Gl 3.6-14).

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1.4 Aliança Mosaica/sinaítica Anteriormente, na aliança abraâmica, vimos que Israel se tornou o povo escolhido de Deus, e agora com Moisés, Israel se torna uma nação serva do Senhor, e isso devido ao monoteísmo, consagração, ética, culto organizado e a lei. Esta aliança torna Israel uma nação de posição única entre as nações do mundo. Em Abraão obtiveram uma relação singular/peculiar, mas agora o seu grande privilégio é definitivamente igualado à responsabilidade. “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Ex 19.4-6; 1 Pe 2.9). No versículo cinco, as palavras “agora, pois” são de vital importância, pois a condição que se sucede não aparece em um vácuo, mas sob as obras realizadas por Deus anteriormente. Deus os havia libertado da escravidão do Egito e levado à sua presença, e como concessão disso era indispensável a resposta positiva de um compromisso real por parte de Israel ao seu Deus. O ato de tornar-se a serva de Deus para as nações do mundo, porém, é envolvido de regulamentações rígidas divinas e condicionado por um compromisso absoluto, voluntário e por obediência implícita, contudo a má compreensão de Israel e desobediência quanto à sua missão não elimina o propósito de Deus revelado no Antigo Testamento. Na aliança, as palavras “Sereis a minha propriedade peculiar dentre os povos” dizem respeito a Israel como possessão especial. A palavra “peculiar” vem de uma palavra latina que significava objeto de valor ou qualquer tipo de bem transportável que, em contraste com bem imóvel, não está preso a esta terra. É o caso de joias, rebanhos e ações. Israel deveria ser filho de Deus, seu povo, seu primogênito (Ex 4.22) e agora seu tesouro especial. “Porque toda a terra é minha”, mais uma vez expressa a universalidade de seu propósito quanto à humanidade. Israel não era a única posse de Deus, pois toda a terra, todas as nações lhe pertencem, e diz isto com todo direito de Criador, contudo, a nação de Israel era a única em sua posição e missão, que deveria ter uma relação extraordinária com Deus e acima de todos os povos. Mas para que? As próximas palavras respondem: “Vós me sereis reino de sacerdotes”, ou sacerdócio real, ou ainda reis e sacerdotes. Seja qual for destas palavras escolhidas, o fato é que Israel é o sacerdote de Deus, e deve organizar um ministério sacerdotal no mundo. Nenhum sacerdote existe por si só; apenas tem valor e significado com um mediador. Agora se torna muito mais clara a razão da eleição de Israel. Como representante do Reino de Deus, a nação toda deveria agir num papel mediador em relação às demais nações da terra. A aliança não se encerra aqui, pois Deus ainda trata de como Israel devia viver, na expressão “Nação Santa”. Para ser representante de Deus, Israel deveria ser uma nação santa, íntegra, separada, pertencer inteiramente a Deus, ser isolada do pecado, da idolatria, da corrupção mundana e dedicada a Deus com uma fervorosa devoção. Agora as palavras da aliança se encerram, sob cujo propósito se confirma o amor de Deus por todas as nações da terra. O propósito de Deus é universal!

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2. Os Profetas e o Propósito Missionário de Deus Deus revelou seu propósito para com a nação eleita, Israel. Não obstante a tudo que Deus revelara, Israel entendeu esta eleição mais como favoritismo do que como responsabilidade e serviço. Toda a noção da aliança e da eleição se tornara algo mecânico, e suas implicações morais e missionárias se obscureceram. Israel se esqueceu que sua aliança era uma obrigação bilateral, que envolvia não só compromisso da parte de Deus, mas também o compromisso da parte do povo de Deus para adoração apenas a Yahweh e para a mais estrita obediência a sua lei em todas as relações humanas. Em vez disso, a relação entre a nação e Deus era algo estático e pagão, baseado no sangue e culto. O propósito da religião se tornou totalmente pagão: manipular o ritual para ganhar o favor de Deus, a fim de assegurar proteção e lucro material para o indivíduo e a nação. 2.1 O Profeticismo Profeta: aquele que gozava do privilégio de participar do conselho de Deus e que, portanto, compreendia sua vontade. Ele era o Porta-Voz de Deus, arauto de uma compreensão verdadeira do Reino de Deus. Seu papel: denunciar os erros sociais e religiosos da sociedade e da monarquia. O propósito era conservá-lo como uma representação verdadeira do Reino de Jeová. Mensagem profética: continha tanto o aviso sobre o julgamento quanto uma mensagem de misericórdia. Às vezes, a mensagem era corretiva; às vezes, escatológica. Incluía promessas de conforto e esperança, mas também de advertências sobre julgamento. Destino da mensagem: os profetas dirigiam sua crítica contra o Estado e a política, em particular contra a monarquia que era responsável perante Yahweh pelo bem estar espiritual e social da nação. Quanto ao juízo: Amós 3.2 disse: “De todas as famílias da terra somente a vós outros vos escolhi, portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades.” Os pecados característicos de Israel eram a idolatria e a opressão dos pobres. Os profetas revelaram a vontade de Deus em relação a estes pecados. Eles falaram em nome de Deus (Is 1.21,23; Mq 6.8). Quanto à esperança: Isaías 40.55 fala da libertação e restauração de Israel. Amós 9.11-12 e Oseias 2.5. Às nações. Isaías 56.7, casa de oração para todos os povos. Jeremias 16.19-21, os povos prestarão culto a Yahweh. Zacarias 8.22-23, as nações procurarão o Senhor. Para este propósito, então, Deus levantou profetas em Israel.

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Missiologia Bíblica

LEITURA MISSIOLÓGICA DO NOVO TESTAMENTO Se por todo o estudo do Antigo Testamento discorremos sobre a revelação do propósito divino em expandir sua glória por todos os povos da terra, agora, enquanto viramos apenas uma página, que faz separação entre o Antigo e o Novo Testamento, apesar de parecer um intervalo de dias, quatro séculos são passados desde que Malaquias profetizou a vinda de um profeta Elias (Ml 4.5-6). Daí, ao passarmos para a próxima página vemos Mateus iniciando onde Malaquias concluiu. Malaquias trata de constantes denúncias contra as práticas de Israel, anuncia o julgamento, chamando-o de “O Dia do Senhor”, em que a palha seria separada do trigo na eira, assim como a árvore infrutífera é derrubada e consumida pelo fogo (Ml 3.2; 4.1-5). Contudo, o povo que se esperava deveria exaltar a Yahweh e fazer com que fosse reverenciado e adorado entre as nações do mundo, falhou nesta tarefa. Ao contrário, eles profanaram o nome de Deus e fizeram com que fosse desonrado. O propósito de Deus não está destruído ou derrotado, pois seu nome será exaltado entre as nações (Ml 1.11). Abrimos o Novo Testamento e encontramos João Batista: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 3.2), equivalente ao “Dia do Senhor” em Malaquias e João Batista daí diz que Deus pode suscitar das pedras filhos a Abraão (Mt 3.9), e o próprio Jesus identificou João Batista com o Elias prometido em Malaquias (Mt 11.13-15). Portanto, agora do Novo Testamento podemos dizer que é um livro missionário em discurso, conteúdo, espírito e desígnio. Os Evangelhos são pregações vivas da palavra missionária, bem como as epístolas, que não são tanto uma forma apologética missionária, mas instrumentos autênticos da obra missionária. As comunidades de todos os Evangelhos eram mistas, portanto, os Evangelhos refletem este desenvolvimento. Os Evangelhos, porém, não foram escritos para não crentes, e sim, são documentos missionários das igrejas em si para justificar, renovar e motivar a compreensão da igreja sobre a sua herança no ministério de Jesus que quebra todas as divisões humanas.

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Sabemos que a pessoa de Cristo é o centro do Cristianismo. Mas, qual foi a sua relação com os não judeus?  Será que ela relaciona o seu ministério com o universo das nações?  Cristo era um nacionalista, um particularista, um regionalista ou era um universalista?  Para quem estavam destinados os benefícios de sua vida, morte e ressurreição? Para uma única pessoa ou nação, ou para todos os povos? 1. A vida de Cristo e Missões Jesus conhecia claramente o etnocentrismo do povo judeu. Mas já em seu primeiro sermão em Nazaré, demonstra que seu propósito de vida se estendia muito além da nação de Israel. Afirmou que os profetas sempre encontravam maior fé entre os estrangeiros do que entre o seu próprio povo (Lc 4.24). Seu sermão “contrastante” ao ensino judaico: Em Lucas 4.25-30, Jesus cita a viúva de Sarepta de Sidom, uma gentia, a quem o profeta Elias fora enviado e realizou o notável milagre de suprir aquele lar e ainda ressuscitou o filho dela. Como se não bastasse, Jesus continua atirando sal nos sentimentos feridos dos judeus. Cita Naamã, o siro, gentil, líder militar e um detalhe a mais: naquela época, o exército siro estava em guerra com Israel. Este foi o único purificado, embora houvesse muitos leprosos em Israel. Ao ouvir estas palavras os judeus encheram-se de ira contra aquele jovem impetuoso, que insultou a nação e questionou a condição privilegiada que desfrutavam de “povo escolhido” de Deus. Jesus possuía uma convicção profunda de sua missão especial à nação judaica, mas não significava a exclusão dos gentios. Pelo contrário, era mais algo estratégico, e Jesus sabia que um juízo iminente estava para suceder sobre a nação, daí a necessidade urgente de anunciar as boas novas para arrependimento. Contudo, o testemunho aos gentios também era explícito (Mt 10.18). À medida que vemos Cristo em sua plenitude e percebemos uma visão ampliada dele como está retratado nos Evangelhos, seu ímpeto e sua compaixão missionária tornam-se surpreendentes. Ele se destaca como o missionário ideal, o Apóstolo de Deus. 1.1 Jesus e o Cosmos Em Cristo, Deus está relacionado diretamente a este mundo conhecido como cosmos. Somente João usa este conceito 79 vezes, que nos termos mais fortes João introduz a atividade universalista de Deus: a. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito... (3.16). b. Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. (3.17). c. Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (1.29). d. O Salvador do mundo. (4.42). e. O Pão vivo que desceu do céu e dá vida ao mundo. (6.33). f. A Luz do mundo. (8.12; 9.5; 12.46). g. O Espírito Santo convence o mundo... (16.8).

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1.2 Jesus e os Gentios Aqui está a relação de Jesus com aqueles que não eram judeus, o que comprova o propósito final de sua missão na Terra: a. O Centurião Romano (Mt 8.5-13) Depois da demonstração de fé daquele homem gentio, Jesus afirma que muitos viriam do oriente e do ocidente para assentarem-se à mesa com Abraão, Isaque e Jacó. Jesus se referia aos milhões de gentios que também se tornariam participantes da promessa pela fé em Cristo. b. A Mulher Cananéia (Mt 15.21-28) Uma mulher gentílica que pediu socorro a Cristo. Aparentemente, Jesus a estava desprezando, quando disse que não era lícito pegar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Contudo, Jesus usava aquela situação para dar uma lição aos judeus. A expressão “cachorrinhos” era um insulto reservado pelos judeus aos gentios, especialmente aqueles que tentavam invadir a privacidade e privilégios religiosos deles. c. Numa Aldeia Samaritana (Lc 9.51-55) Jesus se identifica como Salvador dos samaritanos também. d. A Mulher Samaritana (Jo 4. 1-42) Gentia que foi receptora de um dos maiores sermões de Jesus, que enfatiza o mistério do Reino: unir judeus e gentios em um só povo. e. Região dos Gadarenos (Mc 5.1-20) Onde Jesus expulsou uma legião de demônios e ensinou que a evangelização começa na família. f. Purificação do Templo (Mc 11.17) Jesus se encontrava no pátio dos gentios, quando afirmou que sua casa seria chamada casa de oração para todas as nações. Portanto, embora dediquemos muito mais tempo para analisarmos estas passagens entre muitas outras, estes momentos chaves são fundamentais para compreendermos que o propósito pelo qual Jesus veio foi concluir a inclusão dos gentios na promessa. O ministério de Jesus, o descendente de Abraão era universal. Jesus jamais excluiu os gentios de sua missão, pelo contrário, demonstrou que sua missão também os incluía. A universalidade da sua missão era inquestionável, incontestável! A Grande Comissão – Mateus 28.19-20 Nesta passagem está o clímax do livro de Mateus, cuja afirmação básica é: “É-me dado todo poder...”, já apresentada ao longo de todo o Evangelho, mas agora alcança o ápice com a afirmação de Cristo, e presume também o anúncio da missão universal dos discípulos com a finalidade de sua autoridade e domínio final de todas as nações, ou seja: este senhorio universal exige uma missão universal. Daí vem a exortação no versículo 20: “Façam discípulos...” (Mathêteusaté), uma ordem dada da forma mais simples no sistema verbal grego denominado aoristo, não definido, não determinado, em cujo meio oyn reforça a ideia de que a comissão se baseia na autoridade absoluta de Jesus.

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Concluão No contexto de Mateus, este fazer discípulos significa levar alguém a experimentar o mesmo tipo de relacionamento com Jesus que o discípulo já adquiriu. É chamar homens e mulheres a se tornarem seguidores do Senhor Jesus Cristo. Por último segue-se a expressão: “... de todas as nações” (panta ta ethne), significando assim que o discipulado deve se seguir em todas as etnias, todos os povos da terra. Observe-se então a visão de povos, e não simplesmente países, dando o esclarecimento que Deus e seu interesse de redimir o homem está além das nações; vai a todos os povos, etnias. No entanto, Cristo faz uma promessa: “Eis que estou convosco todos os dias...” (kai idou egô meth’hymôneimi), ou seja, por causa de sua autoridade absoluta, garante a sua presença permanente com os discípulos de forma incondicional. Como disse Estevan Frederico Kirscher, Ph.D, tradutor da Nova Versão Internacional da Bíblia: “Missão, segundo Jesus, tem como base a sua autoridade e soberania absolutas e consiste em reproduzir o que somos, seus discípulos, e tem como garantia a presença do próprio comissionador com os que a realizam, e isto deve ser realizado em todas as etnias, povos da terra.” No livro de Atos vemos os apóstolos trabalhando, primeiro como missionários entre suas próprias gentes e mais tarde como embaixadores de Cristo às nações do mundo, mesmo que não tenhamos os relatos dos muitos membros do apostolado. Marcos 16.20: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram.” A difusão rápida e ampla do Cristianismo em umas poucas décadas é o nosso melhor comentário sobre o zelo e a atividade dos apóstolos. Compete a nós, nos dias finais da Igreja de Jesus na terra, completar a obra missionária.

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Evangelizando, Batizando e Discipulando Povos.


M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Planejando os momentos missionários Mês:________________ - _____ Evento EBD EBD EBD EBD EBD Culto de Doutrina Culto de Doutrina Culto de Doutrina Culto de Doutrina Culto de Doutrina Culto de oração Culto de oração Culto de oração Culto de oração Culto de oração Círculo de oração Círculo de oração Círculo de oração Círculo de oração Círculo de oração Culto de Domingo Culto de Domingo Culto de Domingo Culto de Domingo Culto de Missões Culto de Jovens Culto de Senhoras Culto de Crianças

Assunto-Atividade

Responsável

Data


Manual do Promotor de Missões

M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Planeje com sua equipe o

Culto de Missões Meses

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Tema

Programa Especial

Pregador

Avaliação


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M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Anotações

Manual do Promotor de Missões


M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Equipes, Cultos e Conferências

1. A equipe de Missões  Assim como qualquer trabalho ou projeto, a promoção de missões não pode ser feita isoladamente. É um princípio bíblico (Lucas 10.1-11). A equipe é indispensável para o bom andamento do trabalho, seja em uma pequena congregação ou em um grande campo (veja o Manual do Promotor de Missões, página 6). 

Como compor uma Equipe de Missões: 1º Promotor(a) 2º Promotor(a) Secretário(a) Tesoureiro(a) Promotor(a) de Eventos Recepcionista Acomodador(a) Intercessão (pessoas na membresia que gostam de orar) Líder de Evangelismo (vide Evangelismo – Identidade da Igreja) Grupo de Coreografia, Jograis e Peças Teatrais (geralmente jovens e adolescentes)

É essencial que esta equipe seja unida e tenha a simpatia e aprovação da igreja. Para isso tem que ser formada por pessoas escolhidas por Deus (Atos 13.1-3), verdadeiras vocacionadas.

Não podemos esquecer e nem ignorar que o principal líder da Missão é o Pastor. Portanto, tudo o que for planejado tem que ter o conhecimento e a anuência dele antes de ser posto em prática.

No caso da igreja não ter gente suficiente ou o pastor não concordar com uma equipe de acordo com o ideal apresentado, torna-se necessário o Promotor de Missões usar a criatividade. Sempre haverá na igreja alguém disposto a ajudar, mesmo que não seja oficialmente empossado. Alguém que verdadeiramente ama Missões fará o que estiver ao seu alcance para abençoar a Obra Missionária.

Equipes, Cultos e Conferências

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2. Cultos  O Culto de Missões é, em princípio, o Culto de adoração a Deus, o Senhor. Porém difere dos demais por causa de sua temática: Missões. Justamente por isso tem que ser previamente planejado (veja no Manual do Promotor de Missões, o texto “Planejando o Culto de Missões”, nas páginas 6 e 7 e o formulário “Planeje com sua equipe o Culto de Missões”). Há a necessidade da equipe se reunir para discutir e decidir sobre o tema do próximo culto. A equipe deve buscar de Deus a direção para trabalhar o tema segundo Sua vontade. O ideal é que a reunião aconteça logo após cada culto para avaliação e para que haja tempo suficiente para orar e planejar o próximo.

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Há muitos tipos de temas que a equipe dispõe para trabalhar mês a mês. Por exemplo: nações, etnias, países, regiões, religiões, palavras de ordem que se possam respaldar na Bíblia, um versículo bíblico ou parte dele etc.

Uma vez escolhido o tema por unanimidade ou maioria da equipe, então se começa a preparar a programação. Quem vai fazer o que? Quem se convida para pregar? Qual departamento será incluído na programação? O Promotor de Missões pode movimentar a igreja toda para realizar o Culto de Missões. Tudo depende de sua empatia e da equipe para com a igreja.

A liturgia do culto também deve obedecer à programação. É aí onde a empatia da equipe de Missões é indispensável. O louvor congregacional, o trecho da Palavra a ser lido, testemunhos, leitura de cartas e e-mails dos missionários, pedidos de oração etc., tudo previamente combinado com as pessoas que forem escolhidas para realizar para que possam se preparar.

Programação pronta, o 1º Promotor ou o 2º assume a direção do culto a partir do momento em que o Pastor lhe entrega. Esse momento varia muito de igreja para igreja. A partir daí o Promotor tem que ter o “feeling” necessário para aproveitar o tempo da melhor maneira possível, sem prejudicar o tempo da mensagem.

Equipes, Cultos e Conferências


3.

Conferências  As Conferências Missionárias são programações importantes da igreja. Normalmente são realizadas uma vez a cada ano. Algumas igrejas tem no seu calendário uma data pré-fixada na sua agenda anual. Isso é ótimo, pois os irmãos já esperam por este momento.  Têm por objetivo despertar a igreja para a tarefa de missões mundiais, levantar movimentos de oração por povos e nações, criar oportunidades para Deus revelar os vocacionados, levantar recursos financeiros para o sustento da obra de missões mundiais, entre outros mais específicos.  A duração de uma Conferência Missionária pode ser de dois, três dias ou até uma semana. Pode conter trabalhos só à noite e também durante o dia. Os trabalhos ideais para o dia são os estudos bíblicos, oficinas com crianças e adultos, evangelismo com visita nos lares etc. À noite o preletor deve trabalhar dentro do tema proposto para edificação da igreja.  Passos para organizar uma Conferência Missionária: a) Escolha um tema: o tema é a identidade da Conferência. Em torno dele ela se desenvolve. Tem que ser claro, objetivo, interessante e... Bíblico! Já falamos sobre este assunto no tópico Cultos. Selecione um versículo ou parte dele para ser base de todo o evento. b) Escolha a melhor data: a que todos possam participar. Verifique a agenda anual da igreja para não chocar com outros eventos, nem feriados festivos como o Natal. Combine com o Pastor com antecedência de pelo menos seis meses. c) Equipes de trabalho: é importante ter equipes, senão grandes, mas dispostas a trabalhar na organização. O Promotor de Eventos é a pessoa que lidera estas equipes. - Equipe de Programação: Encarregada de elaborar, supervisionar e avaliar o andamento dos trabalhos. Deve planejar palestras, seminários, momentos de oração, cartazes, folders etc. - Equipe de Louvor: Encarregada da parte musical do evento. O promotor de eventos forma esta equipe entre os músicos e cantores da igreja, naturalmente. - Equipe de estandes e exposições: O promotor de eventos deve buscar na igreja pessoas que gostem de vender, falar ao público e lidar com materiais informativos e educativos como souvenires, mapas, cartazes, livros e revistas. Jovens e adolescentes gostam deste tipo de trabalho. Os estandes ajudam a igreja a ver mais de perto a realidade da missão e compreender o processo de sua realização. - Equipe de decoração: Responsável pela ornamentação do templo, deve providenciar a locação ou compra de todo o material necessário, que dever ser previamente listado. - Equipe de recepção: Os recepcionistas e acomodadores fazem parte naturalmente desta equipe. Além destes, dever contar com pessoas para receber inscrições, entregar material, estacionar veículos etc. Devem ser pessoas bem simpáticas, pois serão as primeiras com quem os visitantes e convidados terão contato. - Equipe de intercessão: Mencionada no tópico Equipes, sua função é orar, não só pelo evento em si, mas em todo o tempo pela obra missionária.

Equipes, Cultos e Conferências

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4.

Programações Especiais A equipe de Missões pode organizar eventos especiais para os grupos e departamentos igreja. Exemplos: Manhã Missionária para Crianças (PAMIC); Noite Missionária para Jovens; Jantar Missionário para toda a igreja; Café Missionário para líderes; Chá Missionário para senhoras;

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Há muitas opções de eventos conforme o público que se quer alcançar. Nestes eventos, a Equipe de Missões deve organizar uma explanação do trabalho missionário, ver um filme sobre missões, falar sobre projetos etc.

Faça tudo bem feito! Ensinamos mais e melhor com nossas atitudes do que com nossas palavras.

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Equipes, Cultos e Conferências


M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja Planejamento e Projetos Missionários

1. Planejamento 

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Todo processo de envio missionário começa com a chamada de Deus no coração do vocacionado, quando este ouve a voz de Deus e se sente impulsionado a obedecer (Gênesis 12.1-3). Este processo normalmente não se completa logo, como deseja nossa visão imediatista. Vemos no capítulo 16 de 1 Samuel que Deus escolheu Davi para reinar em Israel, mandou Samuel à casa de Jessé para o ungir, mas ele não assumiu logo o trono, voltando em seguida para a malhada onde trabalhava cuidando das ovelhas de seu pai. Os primeiros passos deste planejamento acontecem no âmbito espiritual, quando o Senhor vai confirmando, conduzindo e preparando o vocacionado para a obra a qual o chamou. O envio do missionário não é um processo unilateral; a pessoa não pode sair de sua igreja e ir para qualquer lugar, sem dar satisfação à liderança. Isso não é envio; é aventura perigosa (Gênesis 12.4; 13.7-11; 14.12-16). O que o Senhor pôs no coração do vocacionado, no tempo certo Ele confirma no coração da liderança (Atos 13.1-3). Ele não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33).

2. Projetos Missionários   

Todo vocacionado sabe para onde vai. Deus põe no seu coração o amor pelo povo que ele vai abençoar com o conhecimento dEle. Sabendo isto, tem que conhecer de antemão algo sobre: história, geografia, cultura, língua, religião, economia etc. Deve elaborar um documento projeto com estas informações e acrescentar qual projeto vai desenvolver, com quem e como vai morar e trabalhar, prever quanto será necessário para mantê-lo e o tempo previsto de duração do projeto. O documento projeto dever ser apresentado à liderança da Igreja/Campo para apreciação e aprovação, podendo esta sugerir, suprimir ou alterar cláusulas que não prejudiquem o trabalho do missionário quando ele já estiver no campo. Há muitos tipos de projetos missionários: Plantação de Igreja, Alfabetização de Crianças e Adultos, Evangelismo e Discipulado, Treinamento de Lideres Locais, Tradução da Bíblia, Serviço Social, Esportes, Arte, Serviço Médico/Hospitalar, Turismo, Equipes de Intercessão,


para citar os mais comuns (veja o texto “45 Organizações Missionárias no Brasil”, anexo do Manual do Promotor de Missões). Uma vez no campo, o que foi acordado no projeto não pode nem deve ser mudado, a não ser que haja imprevistos, como catástrofes naturais, guerra civil, epidemias, mudanças na economia, enfermidade grave ou morte. Há também casos de descumprimento do projeto, tanto por parte do missionário (insubmissão), como por parte da igreja (abandono). Quando isso acontece, o missionário é forçado a voltar, porque sua igreja o abandonou, ou então ser desligado por insubmissão, caso não haja arrependimento e retratação.

3. Projetos desenvolvidos pela AD Ceará através da SEMADEC:       

Plantação de Igreja – EUA, Venezuela, Peru, Paraguai, Uruguai, Cabo Verde, Senegal, Guiné Bissau, Moçambique. PAMIC (Programa de Assistência Missionária de Crianças) – Paraguai, Cabo Verde, Senegal e Guiné Bissau. Alfabetização e Evangelismo – Povos indígenas do Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile, Reino Unido, Egito, Índia e Austrália. Escola de Treinamento de Líderes – Paraguai. Arte e Cultura – Tailândia. Esporte – Cabo Verde, Senegal e Guiné Bissau. Artesanato e Profissão – Senegal e Burkina Faso.

Conclusão Deus nos dá uma infinidade de estratégias e oportunidades para realizar a Sua obra. Compete a cada um buscar nEle o “modus operandi” adequado para o que Ele quer que façamos.

Missões: Projeto de Deus, tarefa da Igreja e compromisso de cada um de nós.


M i s s õ e s: O caminho perfeito para a unidade da Igreja

A IMPORTÂNCIA DA INTERCESSÃO NA OBRA MISSIONÁRIA Tema: Salmo 2.8 4. A intercessão de Abraão pelos habitantes justos de Sodoma. Gn 18.23-33. 5. Oito características dos intercessores: i. O intercessor é perseverante – Rm 12.12; Mt 7.7-10. j. O intercessor é quebrantado – Sl 34.18; Dn 10.12. k. O intercessor conhece o poder da oração – Tg 5.16. l. O intercessor tem comunhão com Deus – 2 Rs 5.16; 1 Rs 18.15; Jo 17.5. m. O intercessor assume os pecados alheios como se fossem seus – Dn 9.3; Ed 9.67; Ne 1.5-7. n. O intercessor se preocupa com os outros – 1 Sm 12.23. o. O intercessor abençoa – Jo 17. p. O intercessor é incessante – 1 Ts 5.17. 6. A oração por todos os homens para que sejam salvos. 1 Tm 2.1-4.

A intercessão é oração movida pelo Espírito Santo. Ele nos revela por quem quer que oremos no momento. Quando oramos guiados por Ele, fazemos a cobertura no lugar certo, na hora certa, e alcançamos o alvo certo. É trabalho conjunto entre o Senhor da Seara e seus ceifeiros. É a “Artilharia Espiritual”. A intercessão eficaz exige unidade e consciência da posição de cada um. Vemos isso muito claro na batalha de Israel contra Amaleque (Êx 17.8-13). Se analisarmos as posições de Moisés, Josué, Arão e Hur, vemos que a unidade é imprescindível para o sucesso de qualquer empreendimento da Igreja do SENHOR. Hélio Cabral – agosto 2015


Nossa carne não deseja orar. Nossa natureza humana decaída se inclinará para muitas coisas, menos para oração. Por isso precisamos ser insistentemente exortados a nos colocar de joelhos. Ouvir o que grandes homens de oração disseram a respeito disso é uma forma de receber essa exortação. “Eu posso fazer mais que orar, depois de ter orado, mas eu não posso fazer mais que orar, até que tenha orado!.” John Bunyan “Quando agimos, colhemos os frutos do nosso trabalho, mas, quando oramos, colhemos os frutos do trabalho de Deus.” Hans Von Staden “Não há nada que nos faça amar tanto uma pessoa quanto orar por ela.” Willian Law “Sempre que Deus deseja realizar algo, Ele convoca seu povo para orar.” Charles Spurgeon “Quando trabalhamos, nós trabalhamos, quando oramos, Deus trabalha.” Hudson Taylor “Eu preferiria ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar.” Charles Spurgeon “A maior preocupação do diabo é afastar os cristãos da oração. Ele não teme os estudos, nem o trabalho e nem a religião daqueles que não oram. Ele ri de nossa labuta, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando nós oramos.” Samuel Chadwick “O homem que mobiliza a igreja cristã para orar estará dando a maior contribuição para a história da evangelização do mundo.” Andrew Murray “Os homens podem desdenhar nossos apelos, rejeitar nossa mensagem, opor-se a nossos argumentos, desprezar-nos, mas nada podem fazer contra nossas orações” Sidlow Baxter


“Nunca pedi coisa alguma em oração sem um dia, afinal, recebê-la de alguma maneira, de alguma forma” Charles Muller “A fé é onipotente só quando está de joelhos”. Anônimo “Deus nada faz a não ser em resposta à oração.” John Wesley “A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem.” Agostinho de Hipona “Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração.” John Bunyan Aqueles que deixaram a mais profunda marca nesta Terra amaldiçoada pelo pecado foram homens e mulheres de oração. Você descobrirá que a oração é a força poderosa que tem movido não somente a mão de Deus, mas também o homem. Ó Senhor Jesus, desperta-nos mais para orar.


EVANGELISMO: IDENTIDADE DA IGREJA

Ev. Hélio Cabral


Parte 1 – EVANGELISMO: IDENTIDADE DA IGREJA INTRODUÇÃO 1. A palavra Evangelho significa “boa notícia, boas novas”. 2. Esta tarefa reque de nós entendimento e conhecimento quanto à sua execução. 3. A tarefa de anunciar as boas novas é para todos os crentes em Jesus (Mt 28.18-20). 4. São poucos os crentes que se dedicam à evangelização. Por quê? 5. Alguns se destacam no louvor, na adoração, no ensino, na música, mas Deus conta com todos para a obra do evangelismo. A NECESSIDADE DE EVANGELIZAR 1. Se a tarefa de evangelizar fosse fácil, teríamos muito mais evangelistas na igreja. 2. Um dos motivos que tira do crente o desejo de ser um evangelista é o desconhecimento do valor desta missão. 3. Motivos por que o evangelismo deve ser prioridade em nossas vidas: a)Deus me evangelizou – soa esquisito, mas é verdade. Desde a criação, Ele deseja falar-me e usou de várias maneiras (Sl 19.1). Ele mostrou seu amor na criação, nas palavras dos profetas, mas em Jesus Deus cumpriu este desejo. Veja Lucas 2.10. Jesus é a boa notícia enviada por Deus para o homem. Quando evangelizamos, repetimos o ato de Deus, que nos apresentou Jesus, e nós o apresentamos aos outros. b)É uma ordem de Jesus Cristo – Jesus cumpriu sua parte na missão (João 19.30b) e nos deu ordem para prosseguir (Mt 28.18-20). Todo aquele que é verdadeiro cristão cumpre esta ordem com prazer. c)O amor de Cristo por mim – a salvação é um presente de Deus. Foi feita por amor e esse amor deve nos levar a fazer outros conhecê-Lo. d)Amor às almas perdidas – o amor ao próximo é a marca registrada do Cristianismo. Temos que ter o mesmo sentimento de Cristo para com os pecadores. O fato de sermos diferentes é porque o amor de Cristo nos alcançou. Não somos melhores do que os outros homens; fomos alcançados pelo seu amor, o que pode acontecer com qualquer um que crê na mensagem do Evangelho. PREPARANDO-SE PARA EVANGELIZAR 1. O testemunho – um evangelista não somente fala de Jesus para as pessoas, mas experimenta o poder de Cristo em sua vida e por isso tem alegria, sendo uma testemunha viva do que fala. Um não cristão pode falar muito bem de Jesus pelo conhecimento, mas não tem autoridade para convencer outros, porque sua vida não foi mudada por Jesus. Não pode falar com convicção do que não experimentou. A melhor mensagem que podemos transmitir a alguém é nossa maneira de viver. 2. A Bíblia – o crente fiel sabe que a base de sua mensagem está na Palavra de Deus – a Bíblia. É embaraçoso falar da queda do homem, da salvação, da vinda de Jesus, sem saber mostrar na Bíblia. O evangelista tem que saber manusear a Bíblia, para mostrar ao perdido o caminho da salvação. 3. A Oração – com o conhecimento da Palavra de Deus temos autoridade para falar ao homem do plano de Deus. O preparo na oração dá-nos capacitação e dependência de Deus. Nunca sabemos o que vamos encontrar pela frente e a oração nos põe sob a proteção de Deus. Enquanto falamos, Deus age nos corações (Mc 16.20). Devemos passar um bom tempo com Deus antes de falarmos dEle às pessoas.


O RESULTADO Quando realizamos uma tarefa, queremos logo o resultado. Isso também acontece quando evangelizamos. Sejamos, porém, conscientes de que somos apenas instrumentos na mão de Deus. Semeamos a semente, mas a tarefa de convencer o pecador é do Espírito Santo (João 16.8-11), que a realiza no seu tempo determinado (Ec 3.1). O LOCAL Não há lugar onde não se possa falar de Jesus. Devemos aproveitar o momento e a oportunidade que, às vezes, o próprio pecador nos dá. Mas quando vamos evangelizar alguém por quem já vínhamos orando, devemos escolher o momento e o lugar ideal. APROVEITAMDO AS CIRCUNSTÂNCIAS Há muitas oportunidades criadas por situações que favorecem a pregação e o entendimento do Evangelho. O evangelista deve observar as circunstâncias que envolvem o ouvinte para saber se é hora de avançar com a mensagem ou esperar um tempo propício. Se a pessoa a ser evangelizada está ocupada, dificilmente lhe dará ouvido. É melhor marcar outro horário ou voltar outro dia. Porém, se notar que o ouvinte tem curiosidade, e se mostra aberto à Palavra de Deus, concentre todo esforço para ganhar esta vida para Cristo (Atos 8.30-35). As circunstâncias determinam que tipo de mensagem devemos usar. Se alguém está enfermo, precisa de consolo, conforto e fé. Se passa por problemas, precisa de segurança e confiança. Se é viciado, precisa de libertação e encorajamento. Quando o evangelista observa a situação que envolve o ouvinte, discerne a mensagem que levará ao seu coração. A DEDICAÇÃO Todo crente em Jesus pode e deve ser um evangelista. Não necessita faculdade ou seminário, nem ter conhecimento das línguas originais da Bíblia. Requer-se do evangelista que tenha sua vida dedicada à sua tarefa. Alguns cuidados que o evangelista deve ter para realizar bem seu trabalho: a) Conhecimento da Bíblia – é imprescindível. O evangelista pode não ser um bom orador ou argumentador, mas se conhece bem a Palavra de Deus será bem sucedido. b)Conhecimento das religiões e seitas – falar de Jesus para quem não tem religião definida é diferente de falar para quem já professa um credo religioso, ou uma seita. Estes defendem suas crenças e doutrinas. É necessário que o evangelista conheça as religiões e seitas para poder confrontá-las com a Palavra de Deus. É mais fácil derrotar o inimigo quando sabemos quem ele é e conhecemos suas armas. O homem longe de Deus é um instrumento na mão do diabo (Ef 6.12). Precisamos conhecer pelo discernimento espiritual o que Satanás coloca no coração do homem para confundi-lo. c)Conhecimento da razão de nossa fé – conhecer o plano da salvação decorado e saber os versículos marcados na Bíblia não é tudo. É necessário que o evangelista saiba provar na Bíblia e explicar sua postura, sua convicção e seu modo de agir diante dos vários fatos que ocorrem no mundo. Isto é necessário porque sempre haverá ataques de pessoas treinadas nas falsas religiões. Temos que ter firmeza, convicção e saber explicar a razão da nossa fé (1 Pedro 3.14-17).


A DETERMINAÇÃO Quando investimos na evangelização, muitas vezes desistimos por desmotivação, porque as pessoas nos dão muitas desculpas, nos tratam mal, ou não querem a salvação de suas almas. E contamos com resultados que não aparecem. Isso leva muita gente ao comodismo. O verdadeiro evangelista tem que ser determinado. Se há desânimo em virtude de algum fracasso, é bom parar e avaliar se o nosso coração está realmente na obra. O ACOMPANHAMENTO PESSOAL Quando alguém se converte, não só sua vida espiritual muda, como também seus relacionamentos e emoções. O evangelista deve saber cuidar do seu filho na fé, para que cresça sadio. O evangelista pode pessoalmente discipulá-lo, como pode encaminhá-lo a outro crente ou à classe de discipulado da EBD. Muitos novos convertidos, por não terem o acompanhamento necessário, esfriam na fé e muitas vezes voltam para o mundo. O novo convertido precisa ser integrado à igreja, conhecer seus membros, sentir bem recebido e amado para crescer forte e firme na fé, depois se tornando ele mesmo um evangelista.


PARTE 2 – AS ESTRATÉGIAS DE EVANGELISMO PESSOAL ENSINADAS PELO SENHOR JESUS A missão dos setenta discípulos – Lucas 10.1-11 O Senhor Jesus nos chamou para sermos seus discípulos, mas antes de nos enviar, deu-nos instruções simples e eficientes que, aplicadas corretamente, produzirão frutos para o Reino de Deus. 1. “enviou-os adiante de sua face.” (v. 1) – como os reis na antiguidade, que enviavam seus arautos a uma cidade antes de visitá-la, anunciando sua ida, Jesus nos envia ao mundo, porque Ele está vindo. 2. “de dois em dois.” (v. 1) – a obra missionária não pode ser feita por uma pessoa só (Ec 4.9-11). 3. “a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir.” (v. 1) – a salvação deve ser anunciada a toda criatura em todos os lugares da Terra, pois Jesus virá arrebatar sua Igreja de todos os cantos do planeta. 4. “rogai ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara.” (v. 2) – Jesus começa sua instrução pela parte vital na obra missionária: a intercessão. 5. “Como cordeiros ao meio de lobos.” (v. 3) – Satanás e seus demônios incitam a humanidade contra o povo de Deus de forma tão portentosa, que parece até que fracassaremos. 6. “Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas.” (v. 4a) – Ao sair para evangelizar, não leve nada alem do necessário. 7. “E a ninguém saudeis pelo caminho.” (v. 4b) – Não deixe que nada nem ninguém tire a atenção do foco de sua missão. 8. “Dizei primeiro: Paz seja nesta casa.” (v. 5) – Com esta saudação, você abrirá o caminho no mundo espiritual para que a libertação e a salvação cheguem naquela casa. 9. “E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem. Não andeis de casa em casa.” (v. 7) – Quando iniciar um trabalho em uma casa, com uma família, concentre o seu trabalho ali, pois a porta está aberta. Não tente evangelizar o quarteirão todo de uma vez só. 10. “E em qualquer cidade em que entrardes vos receberem, comei do que vos puserem diante.” (v. 8) – Muitos evangelistas fracassam porque não sabem ouvir as pessoas. Quando abrem a porta, é porque querem compartilhar conosco suas necessidades e problemas. Quando ouvimos, Deus nos dá as respostas e estratégias para apresentar seu amor e soluções para aquelas vidas. 11. “E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus.” (v. 9) – Sempre haverá pessoas necessitadas de oração pelos mais diversos motivos. Uma vez que abriram a porta, jamais recusarão oração, principalmente por cura e libertação. 12. “Mas, em qualquer cidade em que entrardes e vos não receberem, saindo por suas ruas, até o pó, que da vossa cidade se nos pegou sacudimos sobre vós. Sabei, contudo, isto: já o Reino de Deus é chegado a vós.” (v. 10-11) – quando não nos receberem, não devemos insistir. Também não saiamos amaldiçoando aquela família, ou seja, não deixemos o pó da mágoa contaminar nosso coração. Mas não deixemos de dizer que Jesus é o único Caminho.

“Todo aquele que foi chamado por Deus deve ter um espírito voluntário.” Ev. Hélio e Rosinha Cabral – SEMADEC


Histรณrico


Histórico da SEMADEC – AD

No início do século XX muitos suecos imigraram para os EUA em busca de melhores dias. Dentre eles se destacam Gunnar Vingren e Daniel Berg, protagonistas do maior movimento pentecostal do mundo moderno. Esses dois homens de Deus, por revelação, saíram da América do Norte para Belém do Pará - Brasil, onde a obra começou a se expandir por todo país, de modo que, em duas décadas – 1910 a 1936, já existia uma Assembleia de Deus implantada em cada Estado deste grande Brasil. Os crentes pentecostais, sedentos por ganhar almas para Jesus, têm o prazer de falar das Boas Novas e evangelizam pelas cidades. Enquanto outros voltam ao seu Estado de origem levando a mensagem pentecostal. O Ceará foi duplamente privilegiado: recebeu em 1914 a mensagem do evangelho pleno, de uma testemunha ocular do pentecostes. Era a cearense Maria de Nazaré, que havia integrado o grupo dos 19 fundadores da Missão da Fé Apostólica, primeiro nome dado ao grande ministério das Assembleias de Deus. Ela também foi a segunda pessoa a ser batizada no Espírito Santo no Brasil. O início da igreja no Estado começa com o testemunho desta abençoada irmã entre seus familiares, os quais rejeitaram, a princípio, a mensagem pentecostal. Porém, os Presbiterianos Independentes que já tinham Cristo na vida, queriam conhecê-lo melhor e diziam: “sim!” e tornaram-se todos pentecostais. Ao retornar a Belém, a irmã Maria de Nazaré alertou aos pastores que as novas ovelhas em Fortaleza esperavam por um obreiro. No ano de 1915, Gunnar Vingren veio pessoalmente e informou-se do que ocorria, logo constatando a real necessidade. De imediato, tomou providência enviando o incansável Adriano Nobre que, em 1922, foi substituído pelo cearense Antônio do Rêgo Barros. Esse permaneceu somente por um ano e deu lugar a José Teixeira Rego, homem de Deus que se constituiu no forte alicerce da Assembleia de Deus no Ceará. Após a partida para glória do saudoso pastor Teixeira Rego, a liderança das igrejas Assembleias de Deus do Ceará passou sucessivamente pelos pastores Emiliano Ferreira da Costa, incansável trabalhador na Seara de Cristo, o despenseiro de Deus que, após sua chamada aos páramos celestiais foi sucedido pelo Sebastião Mendes Pereira, o querido e mui amado pastor Bastos, em seguida pelo saudoso Pr. José Deusdedith Farias e Pr. Antonio José de Azevedo Pereira, atual Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Templo Central, a IEAD-TC, em Fortaleza.

1972 

Início da visão missionária transcultural da Assembleia de Deus no Ceará, quando o saudoso Pr. Emiliano Ferreira da Costa, voltando de Seul, capital da Coréia do Sul, depois de participar da 12ª Conferência Mundial Pentecostal, realizada naquele país, ao chegar a Fortaleza compartilha sua visão com a Igreja e Ministério, dizendo que após uma oração especial no cenáculo da Igreja em Seul, liderada pelo Pr.Yonggi Cho, sentiu um profundo desejo missionário e com os olhos fechados, seu dedo percorre o mapa múndi existente naquela sala, o qual pairou sobre a Bolívia.


1974 

Como fruto da visão, acima citada, o pastor João de Castro Lima e Silva é enviado com a família para Bolívia, e para secretariar essa missão, o Pr. Emiliano convidou o Pr. Messias de Castro e Silva.

Ainda no período da missão da Bolívia o Pr. Antonio Filho assume o secretariado da missão à Venezuela, cujo missionário a ser enviado seria o Pr. Eliackim Rodrigues.

Na década de 70 e até 1981 a administração de missões transculturais fica sob a liderança do Pr. Antonio Filho.

1981 

Depois da missão para a Bolívia, houve uma pausa ...

É somente no princípio da década de 80, que o desejo missionário volta ao coração do Pr.Emiliano Ferreira da Costa e para isso convida o saudoso Pr. Francisco Bezerra e Pr. Francisco de Paulo Ribeiro, para dois países da América do Sul.

A proposta foi aceita pela Convenção e oficializado o envio do Pr. Francisco Bezerra e irmã Leonília para o Paraguai, onde sediou seu trabalho missionário na cidade de Itá, e Pastor Francisco de Paulo Ribeiro e irmã Hulda Ribeiro (saudosa memória), para a cidade de Puerto Rico, Argentina.

1982 

No dia 19 de julho de 1982, foi criado o primeiro Programa Missionário (Estatuto Interno) da Assembleia de Deus, Templo Central, no Estado do Ceará.

Nesse período, foi convidado para secretariar os missionários, o então Dc. Pedro Ribeiro Filho.

Nessa mesma ocasião, Pr. Emiliano Ferreira da Costa, decide juntamente com a Igreja e Ministério, destinar 8% das entradas da Igreja em Fortaleza, para o suporte financeiro missionário.

1987 

Por orientação divina, os missionários Francisco de Paulo e Hulda Erica Ribeiro, retornam à Fortaleza depois de mais quatro anos na Argentina, com o propósito de estruturar a Secretaria Estadual de Missão, até então inexistente. Somente havia a figura do Secretário de Missão.

Era tão real a orientação do Senhor, que, em apenas duas semanas, os missionários De Paulo Ribeiro e Hulda Ribeiro, conseguiram junto ao Pastor Bastos, duas reuniões de vital importância, com a Diretoria da Convenção composta pelos pastores: Sebastião Mendes Pereira, José Deusdedith Farias, Pedro Cavalcante Falcão, Elias Gonçalves e João Carlos e outra reunião com o Ministério de Fortaleza, que naquela época contava com 70 congregações. Foi quando o projeto missionário foi acolhido com sucesso e plantado em todas as congregações de Fortaleza, começando por Granja Portugal. Com relação ao Estado do Ceará, a primeira região a receber o projeto missionário foi a região sul, cujo centro de apoio foi a Igreja de Juazeiro do Norte, na pessoa do Pastor Rebouças.

Em 31 de julho, na gestão do Pastor Sebastião Mendes Pereira, é fundado pelo Pastor Francisco de Paulo Ribeiro e Hulda Erica Ribeiro, a Secretaria de Missões, recebendo o nome de ‘SEMC’ (Secretaria de Missão do Ceará).

Foi criado o Exército Missionário Ceifeiros da Última Hora (EMCUH), cujo objetivo era levantar recursos para a manutenção dos missionários.

Em seguida com algumas reuniões são implantados os cultos de missões nas congregações em Fortaleza, saindo no tradicional Rodízio, no primeiro domingo de cada mês.


Naquela ocasião assume este projeto a Diretoria com a seguinte composição: Secretário Executivo de Missão: Ev. José Alberto Paiva; Secretário Adjunto: Pr.Pedro Ribeiro; Secretário Tesoureiro: Pr.Pedro Cavalcante; Secretário Correspondente: Pr.Luciano Jorge.

É enviado ao Paraguai o pastor Eliackim Rodrigues de Sousa e família, que substituem o pastor Francisco Bezerra Filho.

1990 

Pr. Eliackim Rodrigues de Sousa e família retornam do Paraguai e seguem para São Tomé e Príncipe, África, até 1993.

1992 

O Missionário De Paulo Ribeiro e família são enviados pela Missão Argentina, em Buenos Aires, na pessoa do Pr. Juan Crudo, à Inglaterra com o propósito de aprender o idioma inglês e contatos com Agências Missionárias do mundo, bem como aprender sobre as seguintes culturas: hindu, islã e syck. Povos presentes no país.

1993 

O nome da Secretaria é mudado para ACMI - Agência Cearense de Missões Internacionais.

O jovem missionário Alexandre Magno é enviado ao Equador.

Em abril desse ano Dulce de Freitas é enviada à Índia.

1994 

O Missionário De Paulo Ribeiro e Missionária Hulda Ribeiro, com seu filho Paulo Henrique, depois de 12 anos de vida missionária, regressam da Inglaterra com a proposta de fortalecer junto à Secretaria de Missões em Fortaleza o trabalho missionário, auxiliando o Secretário Executivo José Alberto Paiva.

Josimeire Albuquerque é enviada a Ruanda, na África.

Vicente Viana segue para Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, para implantar a base da JOCUM sob o aval do então Secretário Tesoureiro, Pr. Pedro Cavalcante.

A Sede da Missão é transferida da sala do Templo Central, para uma sala cedida pelo irmão Mairton Félix, nas dependências da Associação Filantrópica Evangélica (AFE).

1995 

A IEAD TC Fortaleza envia a missionária Aila Maria Nascimento para a Índia.

Janice Gomes e Silva, da IEAD TC Fortaleza, segue para Porto Velho, a fim de trabalhar com a cultura indígena.

Elisabete Saraiva é enviada a Moçambique.

O casal Maurício e Elza é enviado para iniciar o trabalho em Luque, no Paraguai.

1996 

Em março desse ano, Pr. Jailton Mariano e família são enviados para Capiatá, Paraguai.

Em junho, Pr. Pedro Ribeiro Filho e sua esposa Fátima Ribeiro, são enviados à Suíça. Permanecendo até metade do ano de 1998.


1997 

Parte para estar com o Senhor, o Secretário Executivo de Missões, o Evangelista José Alberto Paiva, e o slogan ‘Missão está no coração de Deus’, é silenciado.

O Pastor Francisco de Paulo Ribeiro assume interinamente a ACMI, tendo Paulo Madeira como seu Secretário Adjunto, e Jeová Sales como Secretário Correspondente.

Nove meses depois, o Presbítero Francisco Paixão Bezerra Cordeiro é nomeado pelo Pr. Bastos para ser o Secretário Executivo de Missões das Assembleias de Deus do Ceará.

A Secretaria de Missões se expande entre todas as congregações de Fortaleza.

Pr.De Paulo Ribeiro assume a Coordenação de Assuntos Missionários.

A ACMI, Agência Cearense de Missões Internacionais, torna-se ACEMT - Agência Cearense de Missões Transculturais, por já existir outra instituição com o mesmo nome.

Após algumas reformas, a Secretaria assume outro nome: SEMEC Secretaria de Missões do Estado do Ceará.

Nesse tempo, a jovem Maria Betânia é enviada para Angola.

A congregação de Vila Santo Antonio envia a jovem Ana Célia Pereira de Lima para Cabo Verde.

1998 

Pastor Pedro Ribeiro e irmã Fátima Ribeiro, trocam Suíça pela Polônia, permanecendo lá por três meses. Após esse período vai para Inglaterra, permanecendo até o ano 2000.

O Missionário Francisco Vieira é enviado para Cabo Verde.

José Roberto Carneiro e Salete Pinheiro são enviados para Guiné Bissau.

Devido a uma guerra civil naquele país, José Roberto e Salete Pinheiro foram transferidos para o Senegal.

José Roberto segue depois para a Mauritânia.

Inicia na Venezuela, a igreja com os Missionários Elivando Saraiva e Airton Vieira.

1999 

A Secretaria de Missões, sob o secretariado do Pr.Francisco Paixão Cordeiro, é reconhecida como órgão oficial da COMEADEC - Convenção de Ministros das Assembleias de Deus do Ceará, assumindo o seu nome definitivo: SEMADEC - Secretaria de Missões das Assembleias de Deus do Estado do Ceará, conforme o Regimento Interno.

Pr. De Paulo Ribeiro é convidado a ocupar o cargo de Secretário Adjunto de Missões.

Dando continuidade a obra, recepciona a missionária Áurea Gomes, agregada ao projeto Boneka da SENAMI na Índia, onde permanece como missionária até o final de 2003.

Em fevereiro desse mesmo ano, a jovem Norma Martins é enviada para Sidney, na Austrália, para efetuar trabalho específico com mulheres muçulmanas.

Missionária Maria Betânia é envaida para Moçambique. Os missionários, Eduardo Fernandes, Elias e Ruth Santos vão para o treinamento de estudos interculturais, “Projeto Janela 10-40 e Além: Uma Missão Radical”, Ministrado pela Missão Horizontes, onde trabalharam durante 3 anos, no Níger e Egito, respectivamente.


2000 

Início do ministério de implantação de igreja pelo Pr. Everaldo em Munique/Alemanha. Os pastores Francisco Paixão e Francisco de Paulo Ribeiro, viajam à Munique, Alemanha, para oficializar o estabelecimento da Igreja

Fundação da Convenção Maranata/Paraguai, sendo eleito o Pr. Jailton Mariano como seu Presidente.

Envio do missionário João Batista ao Senegal com o objetivo de entrar no norte do continente africano.

Missionário José Roberto retorna da Mauritânia.

Vicente Viana e Denise seguem para Miami, nos EUA, para um Curso de Treinamento na JOCUM.

Resgate do esforço para implantação de missões no interior do Estado.

2001 

O casal José Wellington e Mônica segue para Luque/Paraguai.

Pastor Alexandre Magno e esposa chegam a Dallas/Texas, para continuar um trabalho missionário já existente.

Pr.Vicente Viana e Denise retornam a Fortaleza para iniciar os Projetos Regionais Pastorais e Campos Brancos.

2002 

A 1ª Igreja em Maranguape libera o missionário Juscelino Sampaio e esposa, irmã Rita Sampaio para o Paraguai.

Missionário João Batista chega ao Marrocos.

Ev. Bartolomeu Aide, casado com Maria Betânia, é recebido como missionário da AD Ceará.

No final do ano, Francisco Vieira retorna de Cabo Verde para casar e cooperar com sua igreja.

2004 

A SEMADEC instala uma base provisória em Dakar/SENEGAL, cedida pela Missão WEC.

Em junho, o pioneiro da obra missionária no Paraguai, Pr. Francisco Bezerra, parte para o Senhor.

Em outubro, a missionária Salete Pinheiro retorna ao Senegal, agora casada com Erasmo Andrade e levando seu filhinho Eliel, de 10 meses.

2005 

Abertura da Igreja no Uruguai, com o missionário Sebastian Colman, em parceria com a Igreja de Imperatriz/MA.

Em Janeiro, o Evangelista Geraldo Carlos Vilaça, com sua esposa Dulce de Freitas e sua filha Keren, partem para dar apoio ao Projeto África na base do Senegal.

Ida do Evangelista Marcos Coelho e família para o Paraguai, para cooperarem com o Pastor Jailton Mariano e equipe (Este procedimento criou um grande problema para o trabalho missionário naquele país).

A jovem Eunice Sousa parte para a Bolívia.

A missionária Erlândia Aguiar, já com um trabalho efetivo entre o povo Bijagó, em Guiné Bissau, é recebida no quadro de missionários.


A SEMADEC realiza em Fortaleza/CE o 1º Fórum para Secretários de Missões do Nordeste, idealizado pelo Pr. Vicente Viana.

2006 

A SEMADEC promove a primeira viagem missionária ao Continente Africano; como fruto dessa viagem foi o recebimento do espaço da Base Missionária WEC (Missão Amém Internacional) Internacional para instalar a nossa Base Missionária Maranatha em Ziguinchor, na Região de Casamance no sul do Senegal.

Em outubro, a missionária Abadia Gonçalves, esposa do missionário José Wilson, então Promotores de Missões no Cariri, região Sul do Ceará, parte para o Senhor.

2007 

A SEMADEC, em parceria com a SEMAP/Uberlândia envia os missionários Eduardo Fernandes, Valdirene Inácio e filha para somarem à equipe na Base Missionária em Ziguinchor.

Nesse ano foram enviados para o treinamento missionário na AMIPOL, no Paraguai, os missionários Israel Cordeiro, sua esposa Carla, Samuel Cordeiro e Elizângela Reis.

As jovens Paula Valéria, Deuziane Campelo e Betânia Lima são enviadas para a Bolívia, onde trabalham durante um ano.

Os missionários Antonio Frutuoso de Lima e Afoncina, que já estavam no Uruguai são recebidos no quadro de missionários da SEMADEC, e também, inicia a execução do Projeto Missionário Lançando as Redes, na fase de levantamento de recursos.

Ainda nesse ano, em setembro/outubro a SEMADEC realiza a 2ª Viagem Missionária ao Continente Africano com uma equipe de 10 pessoas lideradas pelos Pastores Pedro Cavalcante e Francisco Paixão.

2008 

Em janeiro, depois de realizar o 1º Seminário de Intercessão Missionária e a 5ª Oficina Missionária para Representantes de Missões, a SEMADEC envia o Ev. Elias Santos com sua esposa Ruth Santos e seu filho Jonathan para o Oriente Médio.

Dando continuidade ao Projeto Lançando as Redes, seguiram para o Senegal os missionários Domingos Alan Medeiros e sua esposa Lucileuda Marques, para iniciar a 2ª fase de implantação junto a comunidade pesqueira de Yoff/Dakar.

Sandra Damasceno e seu esposo Adriano Alves seguem para Itapaso, no Paraguai.

Em julho, o casal João Batista Domingos e Renata Domingos encerra suas atividades no Marrocos e partem para integrar a equipe na Base Missionária Maranatha em Ziguinchor.

Nesse ano, a SEMADEC participa da organização do Projeto Minha Esperança Brasil, da fundação Billy Graham, e lança o Projeto de Adoção Missionária de Crianças – PAMIC.

2009 

Em janeiro/fevereiro acontece a 3ª Viagem Missionária à África com uma equipe de sete pessoas, liderada pelo Pr. Francisco Paixão. Durante a permanência da equipe em Ziguinchor, acontece a Formatura da primeira turma de 12 obreiros da Escola de Formação Missionária Maranatha.

Missionário Cristiano Carneiro e sua esposa Elimércia seguem para o Senegal.


Em maio, Pb. Francisco Vieira, já casado com Rosimeire retorna a Cabo Verde. Em junho, Pb. Marcelo Malaquias e família são enviados para a Bolívia.

Com a saída dos missionários Geraldo e Dulce Vilaça, Eduardo Fernandes e Valdirene e João Batista e Renata Salomão da Base, pois voltam ao Brasil por motivos de férias e saúde, são enviadas, em setembro, mais duas famílias para a Base Missionária: Ev. Emilson de Castro e família e Marvyo Darley Albuquerque e Priscila Alencar para prosseguirem o serviço missionário naquela localidade.

Ainda no segundo semestre, o pastor Francisco Paixão visita o trabalho missionário na Bolívia e no Uruguai, onde a SEMADEC recebe três igrejas através de parcerias.

Em dezembro, a missionária Eunice Sousa é enviada ao Sudeste Asiático, para os povos não alcançados.

2010 

A SEMADEC envia duas famílias missionárias para assumir as duas igrejas no Uruguai: Pb. Paulo César e Mirian, Pr. José Mandú de Lima e família que se fixam ali para servir ao Senhor na edificação do Corpo de Cristo.

Em março, em parceria com o Campo de Pacajús, é enviada a família missionária: Pb.Marcus Soares Lima, esposa Maria Neilia e filho Calebe, para Guiné Bissau.

No final de maio, a jovem Ana Lúcia Fernandes, da 1ª AD de Maranguape, chega a Lichinga/Moçambique, para ajudar a missionária Maria Betânia Aíde.

Em julho o jovem Edinilson Nascimento, de Itapipoca, é enviado para Guiné Bissau.

2011 

Em outubro, com o retorno do casal Paulo César e Mirian, o casal de missionários Ev. João Batista e Renata, aceita o desafio de dar continuidade ao trabalho em Artigas, no Uruguai.

A IEADTC envia a missionária Leoneida Freire a Cabo Verde e a jovem Elionete Queiroz para a Bolívia.

2012 

No dia 02 de janeiro, Pr. José Valter da Silveira Filho, e o então, Ev. João Marcos Pessoa, são nomeados pela CONADEC para assumirem a SEMADEC, respectivamente como Secretário Executivo e Secretário Adjunto, e realizam reformas estruturais.

O missionário Ricardo Vieira, sua esposa Ana Cláudia e filhos são enviados pela AD Jurema para Moçambique.

Ev. Deuzillian da Silva Jr. e família, são enviados pela AD Pacajus ao Chile.

A AD de Taíba envia Bruna Barbosa a Cabo Verde.

Seguindo o modelo administrativo do Conselho de Expansão e Base Interiorana (CEBI), da CONADEC, a SEMADEC iniciou o estabelecimento de promotores de missões dentro das CEBIs para auxiliar no trabalho de conscientização missionária no Estado.

Também foi criada a Feira das Nações, evento anual com data fixada em 15 de novembro. A jovem Josimária Moreira (Mara) foi enviada a Guiné Bissau pela Igreja de Tabuleiro do Norte.

Pr. Valter Silveira empreende viagem à África, e junto com Pr. João Bezerra da Silva, Presidente da CONADEC, vai ao Paraguai e Uruguai com uma caravana.

Os missionários Domingos Alan e Lucileuda Mederios seguem para Burkina Faso.


O PAMIC começa a assistir o Projeto Escola Maranata, em Guiné Bissau, nas localidades de São Domingos e Lala, coordenado pelo missionário Marcus Soares Lima, sua família e os obreiros nativos Abu Sambu, Sete Nhama, Quinta Dira, Segunda, de Lala, e Quinta Magna.

Também coopera com o projeto Escolinha Brilho do Sol, em Cabo Verde, coordenado pelo Ev. Francisco Vieira, Rosimeire e Lenira Ribeira, obreira nativa.

2013 

A Igreja de Pacajus envia a jovem Bruna Léa à Tailândia.

A Igreja de Morada Nova envia ao Uruguai o Missionário Antonio Rodrigues e família.

Missionária Aila Maria retorna da Índia para tratamento de saúde de sua mãe.

A IEADTC envia a jovem Neide Batista para a Inglaterra.

O missionário Ananias Júnior e família para as tribos indígenas.

A AD Cidade enviou a jovem Fernanda Rodrigues para a Bolívia.

O PAMIC inicia a assistência ao projeto Escuela Cristiana Maranata Paraguai, com 12 crianças e o desafio de abrir mais duas salas para o próximo ano.

A Asamblea de Dios Maranata, liderada pelo Pr. Jailton Mariano, no Paraguai, realiza sua 1ª Conferência Missionária Internacional.

A missionária Leoneida segue de Cabo Verde para Guiné Bissau para apoiar o Ev. Marcus tanto no Programa PAMIC, quanto na implantação de igreja.

2014 

A AD Cidade dos Funcionários envia a Cabo Verde o jovem Luis Carlos para auxiliar o Missionário Francisco Vieira.

A IEADTC envia, também para Cabo Verde, o Ev. Rafael Damasceno e família.

A AD Russas envia o jovem Francisco Erisvaldo para a Bolívia.

A AD Uruburetama envia o casal Jimmy Lindberg e Verônica à Bolívia, para treinamento em parceria com o SETEP, Seminário Teológico Pentecostal da AD em João Pessoa/PB.

O Pr. Jaelson Amaro, que foi pastor em Beberibe, é enviado com a família para Roma/Itália.

A AD Barreira inicia em janeiro o envio de ajuda financeira para o obreiro nativo Yanne Semedo, que coopera com o Ev. Francisco Vieira, em Cabo Verde.

O Projeto PAMIC passa a se chamar Programa de Assistência Missionária de Crianças, devido à mudança na sua visão, que não é mais a adoção de uma criança e, sim, assistência aos projetos desenvolvidos pelos missionários.

Em junho, a SEMADEC muda de endereço, passando a funcionar provisoriamente na Rua Teresa Cristina, 661.

Em outubro, Pr. Geraldo Carlos Vilaça, parte com sua família, do Senegal para a Índia.

2015 

A AD Barbalha envia a Cabo Verde o casal Charles Fernandes e Laís.

A AD Conjunto Industrial envia a Moçambique o Ev. Emilson de Castro Alves e família.

A IEAD-TC envia também para Moçambique, a família do missionário Ananias Júnior.

A AD Messejana envia ao Paraguai a família do missionário Gilberto Ramos em Fevereiro.

Em outubro a AD Cidade dos Funcionários envia ao Perú o casal Idelano, Carla e seu filho Abner.


Em dezembro, a 1ª AD de Maranguape, envia à Inglaterra o casal Paulo Henrique e Alexsandra Ribeiro.

O casal Malcolm e Rosiane Hickman, são reconhecidos como Missionários Bivocacionados, em Southampton, Inglaterra.

A AD Uruburetama envia ao Uruguai o missionário Jimmy Lindberg e sua família.

2016 

Em março, a AD Cidade dos Funcionários envia a Cabo Verde para auxiliar o missionário Luis Carlos a irmã Edilma Sampaio.

A Missionária Eunice Sousa retorna ao Brasil, e é enviada pela Igreja de Fortaleza à Bolívia; país onde já foi missionária.

Em Agosto, a AD Messejana envia à Bolívia o casal Isac Santos e Sara Cadete e a AD Cidade envia para Cabo Verde a família do missionário Antonio Carlos de Lima Santos. Em parceria com a Comunidade Cristã Igreja do Deus Vivo de Porto Alegre RS, envia ao Senegal o Casal Kalebe e Jennifer Farias.

No dia 14 de setembro, a missionária Mara Moreira, da AD Tabuleiro do Norte, retorna ao campo no Senegal, África.

Em 17 de setembro, a 1ª AD de Maranguape envia as missionárias Juliana Pinho Sales e Antonia Taynara Ferreira Dourado, para a cidade de Salto, no Uruguai.

2017 

Em 27 de janeiro, a 1ª AD de Maranguape, envia a Missionária Loíde Nogueira para o Senegal, bem como, a Missionária Maria Deliana de Oliveira Pereira para Guiné Bissau.

No dia 31 de julho, a SEMADEC, na qualidade de Secretaria de Missão, completa 30 anos de fundação.

Nosso reconhecimento e agradecimento a todos que fizeram parte do trabalho na base da SEMADEC, ou de forma indireta contribuíram com ela, sem os quais seria impossível a Igreja enviar, manter e acompanhar os missionários no campo transcultural nesses 41 anos: - Ao Pastor Pedro Cavalcante Falcão, que contribuiu para o início da Obra no Paraguai e incentivou, tanto o envio de missionários aos campos, como o trabalho de conscientização nas igrejas do interior do Ceará e coordenou a implantação da base JOCUM Eusébio, auxiliado por Vicente Viana entre 1994 e 2000. - Ao Pr. Paulo Madeira, que foi Secretário Adjunto com Pr. De Paulo Ribeiro, em 1997 e responsável pelas carteirinhas dos Ceifeiros da Última Hora. - Ao Pr. Juscelino Sampaio, que auxiliou o Secretário Interino da SEMADEC, Pr.De Paulo Ribeiro, até o ano de 2002, quando foi enviado ao Paraguai. - Ao Ev..Francisco Pinto, que trabalhou com o Ev..José Alberto Paiva como Secretário Adjunto. - Ao Missionário Francisco de Assis Nascimento (Pity), irmão da missionária Aila Nascimento, que muito contribuiu para a estruturação, organização e coordenação de projetos da SEMADEC e criou o projeto de conscientização missionária no interior e a Revista ‘Do Campo’ para as cidades.


- Ao Pr. Vicente Viana Barreto, que, retornando de Miami-EUA em 2001, coordenou as Regionais Pastorais e o Projeto Sua Nota Vale Dinheiro da SEFAZ até 2009, quando foi convocado pela CONADEC para pastorear o campo de Amanari/Maranguape, onde serve ao Senhor até hoje. - À equipe que, com apoio do Pr. Pedro Cavalcante Falcão, foi enviada para o interior em 2000 para iniciar o trabalho de conscientização missionária e criar as secretarias de missões nas igrejas e campos. Os pioneiros desta equipe foram os missionários João Batista Domingos, José Wilson com sua esposa Abadia (in memorian) e Ana Célia de Lima, que continua com obreira na administração da SEMADEC. Depois dessa equipe foi a vez do Ev. Marcos Coelho e família, que deu prosseguimento ao trabalho até o ano de 2010. - À Elizângela Damasceno, que contribuíram para a edição do “informativo Do Campo para as Igrejas”, como era conhecido carinhosamente dos Representantes de Missões, que pontualmente compareciam às reuniões todo último Domingo, ávidos pelo novo número do “informativo”. - Ao irmão Wilton Miranda, que colaborou na confecção do formato atual da revista. - À missionária Maryvone Moraes e Clodoaldo Alexandre que, após a saída da Elizângela e Wilton, assumiram a edição da revista e até 2012 realizaram ótimo trabalho. - Ao Henry Saldanha (in memorian), que juntamente com Maryvone e Clodoaldo, coordenou os setores de Fortaleza, realizando reuniões periódicas, os Cafés Missionários, cumprindo uma agenda anual de tal modo que, todos os setores fossem atendidos dentro do ano em curso. - À Geórgia Cordeiro, que trabalhou com as assinaturas da revista, deu assistência ao Setor de Finanças e também coordenou o PAMIC até o início de 2012. - Ao irmão Salatiel Melo, que ajudou na manutenção dos computadores. - A missionária Ana Célia, que assumiu o Setor de Fianças de 2003 até 2007 e hoje é responsável pela Recepção e as Assinaturas. - Ao Missionário Ananias Júnior, que cooperou no Setor de Finanças e hoje serve ao Senhor em Moçambique. - À Jane Portela, que trabalhou com a conscientização missionária de crianças através do SMEC - Semeando Missões entre Crianças, juntamente com o Ev. Marcos Coelho e sua esposa Sílvia Helena. Também cooperou com Sílvia na coordenação do PAMIC. - Ao casal José Wilson e Abadia Gonçalves (in memorian), que trabalharam no Cariri como Promotores de Missões até a partida dela para o Senhor, em outubro de 2006. - Ao casal Ícaro Estevam e Elen Queiroz, que, após o retorna dela da Bolívia, cooperaram, ele com o serviço externo e ela, na coordenação do PAMIC, após a saída da Geórgia Cordeiro. - Ao Ev. Hélio Cabral, que desde 2005, quando retornou do Curso de Capacitação do Projeto Campos Brancos em Imperatriz/MA, trabalha com a conscientização missionária no interior do Estado; coordena o trabalho de missões nas CEBI’S e é responsável, no escritório da SEMADEC, pelo Projeto Sua Nota Vale Dinheiro da SEFAZ, serviço externo, e além dessas funções, coordena o PAMIC, desde a saída da Elen Queiroz, e com a ida do Ev. Emilson para Moçambique passou também a cuidar das credenciais da SENAMI. - À missionária Rosinha Cabral, que em 2010 chegou à SEMADEC como voluntária no Projeto Sua Nota Vale Dinheiro da SEFAZ e a partir daí envolveu-se em atividades como o SMEC com o Ev. Marcos Coelho e Sílvia Helena e depois com o PAMIC auxiliando a Geórgia Cordeiro. Hoje coopera na Recepção e Locação com a Ana Célia, na Tesouraria com a Elizângela Reis e é responsável pelos trabalhos gráficos, além de auxiliar o Ev. Hélio na parte prática do PAMIC.


- Ao Ev. Emilson de Castro Alves, que ao retornar do Senegal, juntou-se à equipe da base e até 2015 coordenou as CEBI’s Norte e Oeste, além de cuidar de documentos, credenciais dos missionários e fez a manutenção do site da SEMADEC. - Ao Ev. Luis Costa Lima Jr., hoje Pastor da AD Jaguarão/Aracoiaba, que ajudou no serviço externo e coordenou a CEBI Sertão Central. - Ao Ev. Deuzillian da Silva Jr., que retornando do Chile e veio somar à equipe coordenando a CEBI Leste e nos serviços burocráticos e cooperou na conscientização missionária no interior até março de 2015, quando retornou comc sua família ao Chile. - Ao irmão Hérico Vinicius, muito prestativo, que realizou o serviço externo. - À Elisângela Reis, que desde seu retorno do Paraguai, em 2008, coopera com o setor de Finanças. - Ao irmão Ednardo Dantas, que ajudou nas Regionais Pastorais e também cooperou com o site. - Ao irmão Otoniel Melo, o Toninho, que ajudou na manutenção do site, e das redes elétrica e telefônica. - Aos voluntários que, além dos candidatos ao campo que estavam na base, muito contribuíram na triagem dos cupons fiscais: Irmã Eva Vieira, de saudosa memória, ocupada empresária do ramo de confecções, que sempre encontrava tempo para auxiliar neste trabalho, onde demostrou muito zelo. Eliane Vasconcelos, Lany Sousa, Paula Valéria, Deusiane Campelo, Danielle Oliveira, Mara Dantas, Thalison Girão, Mariana Silva, Thais Lorena, Suely Santos, Samanta Silveira (Sarinha), Bruna de Oliveira e Ednilson Tomé, Isaías Araújo e Mateus Lessa. - Ao Pastor De Paulo Ribeiro e Hulda Ribeiro (saudosa memória), que, pela graça de Deus, foram os organizadores desta grande obra. Neste ano, o movimento missionário transcultural da Igreja do Ceará completa 42 anos. Graças ao projeto de Deus e à obediência do saudoso Pr. Emiliano Ferreira da Costa à voz do Senhor, chegamos aos cinco continentes. Enfrentamos lutas, oposições, críticas devido à falta de visão de muitos líderes, mas preferimos obedecer a Deus (Atos 5.29) levando Seu nome e Sua salvação aos povos.

SEMADEC JUNTOS, HÁ 42 ANOS EVANGELIZANDO, DISCIPULANDO E BATIZANDO POVOS.


45 Organizações Missionárias no Brasil O Cumprimento do Ide de Jesus, de espalhar seu evangelho por todo o mundo, a cada dia é cumprido em realidades diferentes. Muitas organizações missionárias do Brasil tem surgido para atuar em contextos específicos e atingir um único objetivo final, que é a proclamação e expansão do Reino de Deus. Pescadores, índios, estudantes, crianças, moradores de ruas de grandes cidades, moradores de regiões amazônicas, muitas são as especificidades e nem sempre a igreja consegue alcançar a todas elas. Funcionando como um braço externo, essas organizações para-eclesiásticas são um grande apoio para as igrejas, pois são elas que cuidam das pessoas alcançadas por esses trabalhos fazendo missões. Mas não só para pessoas que não conhecem a Cristo que existem essas organizações. Quem faz esse tipo de missão também deve ser cuidado e acompanhado. É por isso que organizações que buscam zelar pelo bem-estar dos líderes, pastores e missionários estão atuando no Brasil, para que o trabalho missionário seja feito de forma saudável, e cada vez mais por pessoas capacitadas. E pensando na integralidade do evangelho, listamos a seguir algumas organizações das mais diversas atuações, que comprovam a possibilidade de todas as pessoas terem espaço para atuar em alguma atividade missionária, abençoando a quem ainda não conhece a Cristo e também a aqueles que trabalham nessa obra. Conheça mais sobre missões no Brasil. Separamos esta lista de organizações missionárias junto com uma breve explicação sobre suas áreas de atuação. Veja e faça contato, seja um missionário você também. ABUB – Aliança Bíblica Universitária do Brasil É um movimento de estudantes, sejam do ensino médio ou do superior, e profissionais que visa a união de cristãos no meio estudantil brasileiro. Dessa forma os integrantes da Aliança Bíblica Universitária tendem a assumir um caráter missionário, levando a doutrina cristã para outros estudantes. AME – Associação Missão e Esperança Nasceu da necessidade de alcançar os povos na Ásia, socorrendo as pessoas que sofrem, seja por razão de catástrofes da natureza ou por razão humana, tais como guerras e conflitos tribais. Assim, é uma ONG que trabalha de forma integral, socorrendo física, emocional, material, educacional, com atendimento de saúde, social, psicológica e espiritual. ALEM – Associação Linguística Evangélica Missionária O alvo é glorificar a Deus através de seu ministério de tradução das Escrituras, da implantação de igrejas nas áreas onde atua e do treinamento de obreiros. A ALEM foi fundada em 1982 e tem contribuído significativamente com o movimento missionário evangélico no Brasil AMEM – A Missão de Evangelização Mundial (WEC Brasil) A AMEM é uma agência internacional e interdenominacional, composta por mais de 50 nacionalidades e diversas denominações, trabalhando juntas na unidade do Corpo de Cristo. As equipes chegam a ter missionários de 14 países diferentes. Os princípios fundamentais da AMEM, conhecidos como os Quatro Pilares, são: Fé, Sacrifício, Santidade e Comunhão. AMIDE – Associação Missionária para Difusão do Evangelho Nosso objetivo é ver a Grande Comissão cumprida e uma igreja viva e missionária, em cada povo não alcançado no Brasil e no mundo; uma igreja que exalta a Jesus Cristo e esteja apta a fazer missões tanto em sua cultura como em outras línguas e nações.


AMTB – Associção de Missões Transculturais Brasileiras É uma entidade organizada para associar agências e juntas missionárias e organizações evangélicas que realizam ou apoiam ministérios transculturais, com a finalidade de ajudá-las a desenvolver seus trabalhos. ATE – Associação Transcultural Evangélica Nasceu do anseio de alcançar as nações indígenas com a mensagem do Evangelho. Surgiu também porque seus líderes entendem que a Igreja Corpo de Cristo é responsável pelo envio e pelo sustento de seus obreiros. Atletas de Cristo Um movimento integrado por desportistas que reconhecem a Jesus Cristo como Filho de Deus, Salvador pessoal e único caminho de ligação entre o homem e o Deus único, eterno e criador de todas as coisas. Uma instituição que coopera efetivamente com a igreja local e outras organizações cristãs promovendo a integração entre igrejas, desportistas e os torcedores por eles influenciados. AVANTE - Missão Evangélica Transcultural Tem como alvo prioritário alcançar os povos ainda não alcançados. Atualmente temos equipes missionárias servindo na América do Sul, África, Ásia e Europa. Avalanche Missões Urbanas Promover a expansão do Reino de Deus desenvolvendo treinamentos em missões urbanas, sexualidade, artes, comunicação e história política. Realizar o envio de cristãos para a implantação de projetos relevantes no enfrentamento de problemas urbanos no Brasil e no mundo. A Rocha Brasil Atua como uma organização de conservação e educação ambiental, de inspiração cristã, sem fins lucrativos e membro da grande família A Rocha Internacional. Organizada no Brasil em 2006, a Rocha Brasil pretende atuar em pesquisas científicas para a conservação dos ecossistemas, promover mudanças de comportamentos e estabelecer parcerias com organizações governamentais e não-governamentais para desenvolver ações sócio-ambientais. Asas do Socorro Atua em regiões isoladas do país, em cooperação com outras entidades, com o propósito de fornecer apoio logístico através de transporte aéreo, programas assistenciais e desenvolvimento comunitário. Possui cinco bases de voos instaladas em lugares estratégicos de nosso país: Boa Vista (RR), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM), Belém (PA), Santarém (PA) e Anápolis (GO). Administra uma Escola de Aviação e uma Oficina Aeronáutica. Opera 10 aeronaves e uma rede de rádio-comunicação. Suas áreas de atuação são: ação social, evangelismo, desenvolvimento comunitário e treinamento. Cadi – Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral Atua como uma organização não governamental, de utilidade pública, fundamentada em princípios éticos e cristãos. Ela visa através de ações e projetos, atuar como agente facilitador no desenvolvimento de comunidades carentes. CEM – Centro Evangélico de Missões É um centro de capacitação missionária, que prepara candidatos para uma vida no serviço monocultural ou transcultural, seja no exterior, seja no Brasil, para a Missão Integral: servindo ao próximo, na afirmação de seu valor e sua dignidade humana, facilitando a reconciliação com Deus e com outros por meio do Evangelho vivido e anunciado, e promovendo a organização e fortalecimento de igrejas. CCI-BRASIL É uma agência interdenominacional de missões transculturais que faz parte do movimento global “Crossover”, cuja paixão é glorificar a Deus (propósito), facilitando e acelerando movimentos de plantação de igrejas(missão) entre os povos menos-alcançados do mundo (visão) através de uma aplicação culturalmente apropriada do ciclo de multiplicação de ministérios ensinado nas Escrituras(estratégia).


CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos - Instituto Haggai O Instituto Haggai é uma organização cristã dedicada ao desenvolvimento de líderes, com o objetivo de mobilizá-los para serem melhores agentes do Reino de Deus na sociedade onde atuam. Instituto Jetro Nossa missão é colaborar com pastores e líderes cristãos para o desenvolvimento de competências e o exercício de boas práticas de gestão e liderança, por meio da disseminação e intercâmbio de conhecimentos em áreas estratégicas, aplicadas às igrejas e instituições evangélicas. Interserve Uma comunidade internacional de profissionais cristãos, comprometidos com a missão integral. Naturais de mais de 30 nações do Oriente e do Ocidente, e de variadas denominações, trabalhamos juntos para compartilhar com outros os dons que o Senhor nos deu. Buscamos utilizar nossas profissões para colaborar com o desenvolvimento dos países onde servimos. Respondendo ao pedido de ajuda médica e técnica, além de assistência humanitária, buscamos cooperar com países em desenvolvimento. Desse modo estabelecemos relacionamentos com pessoas e comunidades que causarão impacto nesta vida e na eternidade. I.A.C.B. – Instituto dos Advogados Cristãos do Brasil JMM – Junta de Missões Mundiais Organização missionária da Convenção Batista Brasileira, com atuação em mais de 80 países. Criada em 1907, seu trabalho consiste na expansão do Reino de Deus além das fronteiras do Brasil, no despertamento e preparo de vocacionados para missões, dentre muitas outras ações que contribuem para a proclamação do evangelho no mundo. JOCUM – Jovens Com Uma Missão É uma Missão internacional e interdenominacional, empenhada na mobilização de jovens de todas as nações para a obra missionária. MAEB – Missão Aliança Evangélica do Brasil Sua função é auxiliar igrejas no recrutamento, preparação, envio e cuidado dos seus missionários aos campos transculturais menos alcançados. MEIB – Missão Evangélica aos Índios do Brasil Organização missionária interdenominacional, organizada em 1967, com o objetivo de expandir o Evangelho de Jesus Cristo, promover o estudo da Bíblia e a educação em geral, praticar a beneficência e organizar igrejas entre as populações indígenas. MEAP – Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores Formada por líderes evangélicos de diferentes denominações históricas, que tem por objetivo atender especificamente as necessidades deste povo, tão isolado e tão pouco evangelizado em todo o litoral brasileiro. MEVA – Missão Evangélica da Amazônia Uma entidade missionária interdenominacional, especializada em trabalho indígena, que procura servir às igrejas locais, sem, contudo, substituí-las, colocando-se como um elo entre estas e o campo missionário. Como tal, disponibiliza toda a sua infra-estrutura e ações, como planejamento, estratégia, apoio logístico e outras, para que o acesso dos missionários ao campo possa se dar de forma rápida e segura. MIAF – Missão Para o Interior da Africa A MIAF quer ver uma igreja madura em todos os povos africanos – uma igreja que pode evangelizar seu próprio povo de forma efetiva. Para isto é preciso orar para que o evangelho avance em áreas de não alcançadas e treinar os líderes da igreja. Todas as nossas atividades buscam ser relacionadas a estes dois alvos. Missão Antioquia Levando a transformação do evangelho em áreas negligenciadas da Palavra e obras. Missão Base Organização evangélica interdenominacional e sem fins lucrativos, que oferece suporte às organizações missionárias através da mobilização de voluntários. Caracteriza-se como protagonista de uma transformação nas relações entre agências, igrejas e cristãos que desejam abraçar a Missão.


Missão CENA – Comunidade Evangélica Nova Aurora Leva as boas novas do evangelho à população de rua e famílias carentes do centro velho de São Paulo, denominado como “Cracolândia”. Missão Kairós – Associação de Treinamento Transcultural A Kairós foi criada para associar igrejas evangélicas para a evangelização transcultural, motivando-as e desafiando-as a cumprir o mandato bíblico através das seguintes atividades: Divulgação, informação, educação e conscientização missionária. Recrutamento, treinamento, envio e supervisão dos missionários no campo. Implantação de igrejas nos camposalvos com a mesma visão e missão. Ministério Oasis É um centro de aconselhamento cristão. Um ministério que se preocupa e foca no cuidado de missionários e pastores em suas lutas, crises pessoais ou conjugais. Oferece restauração e renovação, proporcionando um ambiente emocionalmente seguro onde o “soldado ferido” possa desabafar suas dores, mágoas e pressões da vida. Operação Mobilização A Operação Mobilização é uma organização evangélica internacional e interdenominacional que atua recrutando e treinando brasileiros para serem enviados aos povos menos alcançados do mundo. Além disso, apoia as igrejas brasileiras com treinamentos de capacitação que visam demonstrar o amor de Deus de maneira prática através da ajuda e do desenvolvimento humanitário. Portas Abertas É um ministério com características próprias dirigido à Igreja Perseguida, o único com mais de trezentas organizações associadas no mundo todo desenvolvendo projetos significativos nas linhas de frente em cerca de 50 nações. Pioneiros É uma agência missionária brasileira que pertence à PIONEERS Internacional, que há mais de trinta anos serve entre os povos menos evangelizados e mais carentes do mundo. Projeto Timóteo O Projeto Timóteo é um movimento que se propõe a oferecer o espaço e a oportunidade para que jovens pastores sejam estimulados: À renovação de suas forças emocionais e espirituais; ao desenvolvimento de amizades e redes de apoio; ao compartilhamento de experiências ministeriais. Rádio TransMundial Somos uma missão brasileira dirigida por brasileiros, voltada para as necessidades do povo brasileiro. Não temos cor denominacional, contudo, nos identificamos com todos aqueles professam fidelidade à Bíblia e desejam trabalhar em sua Obra. Rede Mãos Dadas Tem como objetivo fortalecer a sociedade brasileira em geral e cristãos evangélicos em específico em suas ações voltadas à promoção das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social (CAVS) para uma vida digna na qual tenham seus direitos garantidos e exerçam sua cidadania de maneira integral. Suas intervenções visam à mobilização da igreja, reflexão teológica sobre a criança, fortalecimento do agente social cristão, promoção de políticas públicas e defesa de direitos, e integração regional. Rede FALE O Fale é uma rede de pessoas que oram e agem contra a injustiça em nosso país e no mundo, com especial atenção para os aspectos econômicos e seus efeitos na desigualdade e na ampliação da miséria. RENAS – Rede Evangélica Nacional de Ação Social Ser uma ampla rede de relacionamento entre as organizações evangélicas que atuam na área social, proporcionando encorajamento, capacitação, articulação, mobilização, troca de experiências, informações, recursos e tecnologia social. Refúgio Nosso alvo é atender integralmente às pessoas excluídas, aqueles e aquelas que, normalmente, não se adaptam à estrutura institucionalizada atual. Entendemos como integralidade e


transformação do ser humano por completo, agindo totalmente em sua vida nas áreas: psicológica, espiritual, financeira, social e econômica. Assim, nosso desejo é transformar o indivíduo em sua plenitude. No processo de integração, investimos no resgate da dignidade, estabelecendo pontes de contato e diálogo com a sociedade. Sepal – Servindo aos Pastores e Líderes Missão internacional, estabelecida no Brasil em 1963. Nosso sonho é ver uma igreja saudável, ao alcance de todo brasileiro, que possa levar o evangelho de Jesus Cristo ao mundo todo. Estamos empenhados em causar impacto em líderes e igrejas, encorajando-os e desafiando-os a desenvolver ministérios saudáveis. Ligada à rede One Challenge International (OCI), é uma missão interdenominacional na sua estrutura e intereclesiástica no seu ministério. SIM Brasil – Servindo em Missão A missão da SIM é glorificar a Deus plantando, fortalecendo e fazendo parceria com igrejas do mundo todo para: evangelizar os perdidos, ministrar aos necessitados, discipular os crentes nas igrejas, equipar igrejas para cumprir a Grande Comissão de Cristo. Tearfund É uma agência cristã de assistência em situações de desastre e desenvolvimento, que trabalha através de parceiros locais, procurando trazer auxílio e esperança às comunidades carentes por todo o mundo. Toca do Estudante A nossa visão, é estabelecer um Centro de Treinamento Missionário entre estudantes para o avanço da mensagem de Cristo a todos os cantos do mundo. Visão Mundial O trabalho da Visão Mundial é centrado em um conjunto de valores que foram discutidos por todos os países-membros e aprovados pelo Conselho Geral da Organização. Esses valores são os princípios fundamentais que determinam nosso compromisso com nós mesmos e com os pobres.

Para saber mais sobre estas organizações, basta digitar seus nomes nos sites de busca e no Youtube.


Manual do Promotor de Missões