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APOSTILA DE GUERRA ESPIRITUAL, ORAÇÃO

IGREJA BATISTA NACIONAL ELSHADAI Pastor Antônio Eustáquio Frade


ÍNDICE Conhecendo nosso maior inimigo -----------------------------------------------------------------------------------------------------03 • Que seres são estes chamados demônios? ------------------------------------------------------------------------------------04

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Possessão Demoníaca -----------------------------------------------------------------------------------------------------------05 Kardecismo -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------12

O Espiritismo ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------18 Os três campos de Batalha --------------------------------------------------------------------------------------------------------------28 Guerra espiritual -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------46 Escola de Oração ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------51 • Poder da Intercessão -----------------------------------------------------------------------------------------------------------60

• Qual a necessidade da oração --------------------------------------------------------------------------------------------------82 Batalha espiritual -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------106

CONHECENDO NOSSO MAIOR INIMIGO Por Missionário Paulo César Alves Ezequiel 28.11-15 Seu estado original. A Bíblia descreve Lúcifer como um anjo, recebendo a unção de “Querubim da Guarda’’ ungido ocupando um lugar especial de proeminência da guarda do trono de Deus.

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Quando Deus criou Lúcifer, ele era a consumação da perfeição em sabedoria, angelical. Inteligência e beleza originais, formosura, era perfeito no sentido de integridade e moralmente sadio, tinha acesso à presença de Deus. Era chamado de o Filho da Alva, Estrela da Manha, Cheio de Luz, coberto de pedras preciosas, andava no brilho dessas pedras, que no dia em que foi criado foram preparadas para ele. Era a mais exaltada das criaturas Sua queda A palavra Lúcifer significa “Cheio de Luz”, ele foi assim até que o próprio Deus achou iniqüidade nele, ou seja, na sua criação ele era perfeito, mas o orgulho foi a razão da sua queda, ele desejava no seu coração estabelecer o seu trono acima das estrelas. Isaías 14.1215. Seu pecado. Isaías 14.12-20 “Eu subirei acima das estrelas’’. Ele queria ocupar o céu, a morada do próprio Deus” subirei acima das nuvens “. Ele ambicionava governar todo universo que pertence somente a Deus, usurpando a Glória de Deus. Na sua caída, Lúcifer se tornou satanás ou diabo “eu serei como o altíssimo”. Seu desejo era ser possuidor do céu e da terra. Em resumo, Lúcifer desejava no seu coração estabelecer um trono acima do trono de Deus. E o seu lugar ou no mínimo ser igual a Deus. Satanás não estava só, havia uma legião de anjos que debaixo de seu comando também se rebelaram contra Deus e com isso foram expulsos dos céus, ou seja, foram lançados por terra. Após a sua caída, Lúcifer se tornou satanás e os anjos que caíram com ele tornaram-se demônios. Sua existência A palavra revela em sete livros do antigo testamento a existência de satanás e por todos os autores do novo testamento. O próprio Jesus reconheceu e ensinou a existência do diabo. Lucas 10.18. Seus nomes Satanás, diabo, Lúcifer, maligno, serpente, tentador, dragão, deus deste século, príncipe das trevas, inimigo. Sua natureza Ele é uma criatura, um ser espiritual pertencia à Ordem Angelical dos Querubins, era amais exaltada das criaturas angelicais. Satanás e um ser milenar criado antes da raça humana. Mais antigo e mais vivido que o homem. Sua personalidade Ele e homicida, cruel, mentiroso, mal, provocador, caluniador, enganador, ele e um adversário. Seus atributos Ele e valente, agressivo, perseverante, persistente, poderoso, cega o entendimento das pessoas, tira a palavra de Deus dos corações, opõe-se à palavra de Deus. Seu exército Legiões de demônios, principados, potestades malignas, hostes espirituais da maldade. Seu propósito Atacar a Cristo, a sua Igreja, deter a sua obra, acusar e difamar o crente, incitar a perseguição aos crentes, levar o homem ao pecado, matar, roubar e destruir. Seu alvo Buscar a quem possa tragar. Satanás não escolhe idade, cor, sexo, até dentro do ventre ele quer matar. Ele não brinca, não tira férias, não dorme, não descansa, não come, a todo o momento esta pronto para um combate mortal. Seu fim Seu destino já está traçado por Deus. No dia do juízo final será lançado juntamente com seus demônios dentro do lago de fogo e enxofre para todo sempre.

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E o Deus de paz esmagara em breve satanás debaixo de vossos pés. Romanos 16.20a. QUE SERES SÃO ESTES CHAMADOS DEMÔNIOS? 1- São inimigos de Deus e do homem. 2- Anjos criados por Deus, que se rebelaram contra Ele, contra o criador, seguindo a Lúcifer e se tornaram anjos decaídos. 3- Na verdade são seres espirituais criados com personalidade e inteligência para servir a Deus, tendo todo senso de bondade de amor e de ajuda. Este fora perdido, passando a dar lugar ao ódio, a maldade e a destruição. Judas 1:6 4-A Bíblia relata que após a queda, eles não permaneceram na sua posição ou seu estado original ou mas abandonaram o seu próprio domicílio. 5- Muitos demônios estão presos. Foram aprisionados em algemas eternas e só serão soltos no dia do juízo final para serem julgados e lançados no lago de fogo e enxofre. Judas 6 6- Outra grande parte de demônios está solta atualmente com Satanás a rodear a terra buscando a quem possa tragar. 7- Deus não criou demônios, Deus criou anjos e por causa da sua rebeldia contra Deus, eles se transformaram em demônios, passando a andar errantes à procura do que fazer. 8- Os demônios são organizados, sempre debaixo das ordens e do comando de seu chefe Satanás. Trabalham em conjunto para alcançar seus objetivos. Da mesma forma que no céu existe uma hierarquia, no mundo das trevas também existe, tendo um líder. 9- Os demônios, por não possuírem corpos, podem facilmente se transformar em anjos de luz e outras demais formas assim como seu líder. 10- Os demônios são espíritos revoltados. Depois de serem ministros, mensageiros de Deus, após a queda, querem fazer o possível e o impossível para verem as criaturas de Deus perdidas, principalmente o homem. 11- Movidos pela inveja dos seres humanos que foram criados menores que eles, os demônios acabaram por tornar invertendo suas posições, ou seja, o homem com Deus tem autoridade sobre eles. 12- Os demônios por mais que queiram, não podem fazer nada contra Deus, mas podem tocar nas suas criaturas. 13- Os demônios travam uma feroz batalha contra os homens, desejando aproveitar-se deles para levá-los à destruição e cumprirem seus intentos malignos, chegando a um ponto de submissão a esses demônios e total afastamento de Deus. Principalmente aqueles que rejeitam a Jesus, são presas muito fáceis para os espíritos malignos. 14- Os demônios ou espíritos malignos se manifestam de uma forma que não são a deles, pois são mentirosos. Eles se manifestam em pessoas ou animais, agindo por territórios. 15- Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o fazem e falam através das vozes das pessoas. Escravizam e induzem o homem à iniqüidade, à imoralidade e à destruição. Marcos 5:15, Lucas 4:41. 16 Os demônios podem causar doenças físicas, embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos malignos. 17- Todas as pessoas que se envolvem com espiritismo, magia negra, umbanda, feitiçarias, candomblé, ocultismo e outras seitas que envolvem espíritos, estão lidando com demônios que facilmente os levam à possessão demoníaca. Atos 13:8-10; 19:19; Gálatas 5:20; Apocalipse 9:20e21. 18- Os demônios estão muito ativos principalmente nestes últimos dias, na difusão do ocultismo, imoralidade, violência, e maldade; atacando a palavra de Deus e sua doutrina. Mateus 24:24; I Timóteo 4:1. 19- Dentro de vários objetivos, os demônios levam o homem ao engano, a amar o mundo e seus prazeres pecaminosos, a distorcerem o evangelho e a mensagem da cruz, e a oporem-se a Cristo e a sua doutrina.

O ESPIRITISMO

POSSESSÃO DEMONÍACA

1) CONCEITO DE ESPIRITISMO É uma doutrina filosófico-religiosa, baseada na crença da sobrevivência da alma, na existência de Deus e na comunicabilidade entre os espíritos encarnados e desencarnados. Este vocábulo deriva de "pneuma".

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2) Breve Histórico - Não pode ser considerado como religião cristã; - Fazem força para que isto seja real; - Não aceitam Jesus como Deus ou mediador; - É a falsa religião mais antiga da história; - A primeira sessão espírita ocorreu no Éden: Eva, serpente, Diabo; - Três elementos básicos - assistente, médium, guia; - De filho de Deus a cavalo de Satanás, após o pecado; - Através de encarnações, encostos e curas atrai os seus; - A Bíblia apresenta esta prática como necromância ou magias, Levíticos 20:27, percebemos que constituem uma verdadeira "fábrica de loucos". Entre os doentes mentais, a maioria é oriunda de centros de macumba, ou já tiveram envolvidas com outras formas de espiritismo. Para os mais simples querem iniciá-los, para os doutos, querem apresentar respostas para todas as questões. Porém, o engano e a mentira são partes do seu currículo. As práticas espíritas são muito antigas como já vimos, destacando-se sobre as formas de adivinhações, consultas a mortos e a oráculos a deuses. Visam a obtenção de vários benefícios, de diversas natureza ou mesmo levar alguém a se prejudicar. Nas épocas antigas era comum o assessoramento de magos e futurólogos, aos governantes. Estes consultavam astros, prediziam acontecimentos e achavam-se porta-vozes dos deuses. Do ocultismo antigo e reinante na idade média é que encontramos a raiz do espiritismo moderno. Sendo que a feitiçaria na sua mais variada forma e designações tem suas origens nos cultos místicos dos africanos. Babilônios, persas, hindus, gregos e os cananeus tinham estas práticas, as quais Deus condena através de sua Palavra e proíbe Israel de praticá-las. Deuteronômio 18:9-11. 3) O Espiritismo Através Dos Séculos Desde o Éden podemos perceber o diabo tentando se apoderar ou imitar as coisas que são de Deus. Quando Moisés, orientado por Deus, realizou milagres no Egito, os magos tentaram fazer o mesmo mas foram envergonhados pelo poder de Deus. Em Números 22:6, observamos que era prática dos midianitas e povos da terra que seria habitada por Israel. 3.1 - Entre os Gregos: - Costume de consultar os oráculos (pessoas que supunham, tinha ligação com os deuses), buscavam adivinhações. - Criam na reencarnação, transmigração da alma, esta é divina e imortal, une-se ao corpo pra expiar alguma culpa original, se não consegue voltaria para reencarnar. OBS: Os kardecistas e umbandistas, espíritas em geral, ainda mantém este pensamento, que remonta a 580 a 500 a.C. 3.2 - Entre os Romanos - Consultavam os mortos, praticavam a feitiçaria e consultavam às Sibilas, lendárias sacerdotisas, que acreditavam possuírem o poder de predizerem o futuro. - A "lei das doze tábuas", antiga lei romana, constava pena de morte para quem lançasse fluidos malignos sobre a seara alheia. OBS: Comparando o movimento espírita atual, com o antigo, verificamos que a única diferença é a forma de chamamentos dos espíritos, quanto a natureza diabólica e finalidade as duas se identificam perfeitamente. - Os espíritos antigos atribuíam tudo a deuses, já os modernos, a espíritos desencarnados. - Entre os macumbeiros, esses espíritos são: Orixás, os caboclos (índios) e os pretos africanos. Já o espiritismo de terreiro tais como umbanda / quimbanda / candomblé e xangô, invocam todos os deuses ou seja, os "orixás" e "exus" como também os espíritos dos mortos. 4) A Feitiçaria Na Idade Média - Foi o apogeu da feitiçaria; - Uma epidemia de feitiçaria / malefícios / sortilégios / endemoninhados. - Tudo isto sobre os olhares da Igreja Católica. 5) O Espiritismo Moderno (Espiritismo X Espiritualismo) Deriva das várias formas de ocultismo, vejamos: 5.1 - Mesmerismo:

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- Em homenagem ao médico alemão, Franz Anton Mesmer, precursor do "espiritismo e hipnotismo". - Em 1774, julgou-se ter descoberto um fluido sutil no corpo, capaz de transmitir de um médium a outro, sem qualquer meio de transmissão, qualquer impressão. - Ele dizia que os astros eram os responsáveis pelas doenças. - A doença era devido a irregularidade dos fluidos astrais. - A cura depende da regulagem dos mesmos. - E que certas pessoas são capazes de controlar estes fluidos. - São donos deles e da saúde. - Podem comunicá-la a outras pessoas direta ou indiretamente. - Era como um corrente elétrica sobre a parte enferma. - Ele usava para tocar as pessoas uma vara de metal / depois as mãos (daí começa os passes espíritas). - As pessoas tinham que entrar em convulsão, crises, sem as quais não seriam curadas. 5.2 - A Filosofia Mística de Swedemberg - Era sueco, contemporâneo de Mesmer, era um filósofo místico. - Declarou ter recebido de Deus o poder para duas coisas: a) Explicar as Escrituras (semelhante do que pretendeu Allan Kardec).. b) Comunicar-se com o outro mundo. - Seus seguidores eram praticantes de mediunidade, acreditavam que comunicavam com os mortos. OBS: A Alemanha e a Suécia, foram atacadas violentamente por estas práticas ocultistas na época. 5.3 - O Espiritismo das Irmãs Fox - As americanas Magie e Katie. - Deram início definitivo ao espiritismo moderno, em 1848, atraiam as pessoas para verem os fenômenos, praticados por elas. Incomodadas por barulhos, provocado pelo suposto espírito de Charles Rosna, que tinha sido assassinado naquela casa, foi revelado a elas o crime, e depois encontraram os despojos da vítima na adega. - Tudo mentira: - Através do jornal "New Herald" de 24/09/1888, elas procuraram desfazer a crença que tinham difundido, admitindo que usavam meios fraudulentos, para criarem sons e efeitos. 5.4 - O Espiritismo na Europa e Sua Codificação - A onda da América espalhou-se para a Europa, começando pela Escócia, em 1852 as principais cidades estavam infestadas por esta praga. Foram produzidas muitas literaturas a respeito, favorecendo sua divulgação, chegou na França, onde alcançou em 1856, o seu expoente maior, o médico Hypolite Leon Denizard du Rivail, católico, declarando ter ordem de Deus para codificar o espiritismo, sobre o pseudônimo de "Allan Kardec". Entre outras obras, escreveu: - "O Evangelho Segundo o Espiritismo"; - "O Livro dos Espíritos". 5.5 - O Espiritismo No Brasil - Segundo o Padre Oscar G. Quevedo, o Brasil é o líder mundial do espiritismo. - Segundo fonte "Diário de Notícias do RJ", de 20/05/69: - No Brasil havia mais de 100 mil terreiros; - Cinco milhões de freqüentadores; - O Rio é considerado a capital da umbanda no Brasil; - Mais de 70% dos católicos brasileiros estão entre os freqüentadores; - Uma triste estatística, que mostra, os milhões que jazem em trevas tão medonhas; - Temos que nos esforçarmos para levar estas vidas à verdadeira luz, que é Jesus Cristo. Que Ele nos abençoe nestes estudos e intentos. BIBLIOGRAFIA * Bíblia Sagrada - Scofield * Espiritismo a Magia do Engano - R. R. Soares - Graça Editorial/1984. * Analisando Crenças Espíritas e Umbandistas - Delcir de Souza Lima - Juerp * Os Deuses da Umbanda - Neusa Itioka

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* Orixás, Caboclos e Guias - Deuses ou Demônios - Pastor Macedo. TALISMÃS, SIMPATIAS E ORAÇÕES Nesta aula iremos abordar estes assuntos, que constituem as maiores mentira, que visam prender as pessoas, através de práticas absurdas, ilógicas e supersticiosas, que revelam o caráter demoníaco dos cultos denominados espíritas: iremos estudar costumes umbandistas, mas que caracterizam todos os demais devido ao sincretismo religioso existente. 1) Talismãs / Amuleto / Encanto / Preservativo: - São objetos que segundo os supersticiosos, consideram como capazes de guardá-los de: Desgraças, Feitiçarias e males em geral. - São inumeráveis, dando à Macumba um caráter supersticioso, variam de acordo com a finalidade, como veremos: - Búzios: Pequenas conchas do mar, que são utilizadas pelo chefe de terreiro, em trabalho com os pretos velhos. (adivinhações) - Favas grandes marrons: São usadas como talismã para simpatias de cura de enfermidades. - Sementes de giriquiti: Depois de preparadas pelas moças, são usadas para trazerem sorte no namoro e noivado. - Caramujos e conchas do mar: São indicados p/ guias, para confecção de colares, para solução de vários problemas. - Estrelas do mar: São consideradas poderosas para proteção em casas, empresas. - Cavalos marinhos: Ajuda no jogo de cartas/loterias/corrida de cavalos, etc. - Cruz de caravaca: Tem cinco centímetros, de metal banhado a ouro, de um lado: "Nossa Senhora da Conceição", do outro Cristo Crucificado, em baixo uma caveira com dois anjos. Esta, é colocada em uma proteção de pano de seda animal ou de couro, do lado do coração, sob as roupas, dizem que protege de tudo, desde um mau olhado, até contratos e viagens. Podemos perceber o caráter egoístico de Satanás, na análise destes amuletos e simpatias, e na maioria deles as pessoas querem é ganhar e ganhar, sem ao menos se preocupar que para isto alguém terá que perder. Portanto observamos o caráter diabólico do jogo, e é por isto que os Cristãos Genuínos não jogam, e preferem acreditar na provisão de Deus, para suas necessidades. E se as estrelas do mar, cavalos marinhos, coelhos e ferraduras, dessem sorte, seus corpos não estariam pregados ou pendurados nos vários locais deste mundo, nem tão pouco o cavalo puxaria carroça. 2) Rezas e simpatias Estas em nada diferem da parte que ora acabamos de estudar, pois, o que mais me causa espanto é tentar imaginar que pessoas de sã consciência, praticam tais rezas e simpatias, achando que ficarão curadas, até quando...? - Prometem sucesso, e são infelizes e fracassados, os seus idealizadores. - Prometem paz, e estão em guerra. - Prometem riquezas e curas e são doentes e miseráveis. Exemplo: Para curar cobreiro, rezar assim: "Toma-se uma faca nova de boa qualidade e de cabo preto, vai-se passando em cruz em cima da parte afetada, dizendo o seguinte: [Eu te corto, coxo coxão, sapo sapão, cobra cobrão, lagarto lagartão, e todo bicho de má nação, para que não cresças nem apareças nem dobres o rabo com a cabeça. Santa Iria três filhas tinha, uma se assava, outra se cozia e outra pela água ia, perguntou a Nossa Senhora que lhe faria: que lhe cuspisse e assoprasse que sararia (cospese e sopra-se). Padre Nosso, Ave Maria]" " Sem comentário " Podemos imaginar Satanás rindo das pessoas que na ignorância praticam tais rezas, nós porém temos que pedir a Deus misericórdia, para que sejam libertas através de Jesus Cristo. 3) Simpatias Vamos dar apenas dois exemplos, que dará para traçarmos uma linha bem definida, da imensa pobreza intelectual, que envolve a grande maioria do nosso povo, que sem questionarem, vão de boa fé, tentando livrar-se dos seus males que somente Jesus pode livrá-los. Exemplo: Para curar Epilepsia: "Toma-se uma rola viva, corta-se-lhe o pescoço e faz-se com que o doente beba imediatamente o sangue dela." Para curar Catarata:

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"Para a cura desse mal, deveis lançar mão de um prato ainda sujo com os vestígios dos alimentos. Virai a parte usada, pondo-a em frente da vista afetada e dizei: [Prato sujo, eu te seguro; Mau da vista, eu te esconjuro.] Repete-se isto três vezes, fazendo cruzes com a mão direita."

TUDO MENTIRA DO DIABO, ELE ESTÁ AMARRADO NO NOME DE JESUS CRISTO - Às vezes é tida com a macumba, propriamente dita, outras vezes como uma forma de Umbanda, ou às vezes confundida c/ as mais diversas formas de espiritismo. - Embora muito semelhante a Umbanda, seu culto é distinto. - É tanta mistura que nem os principais sabem definir as diferenças existentes. - Na Quimbanda os "Exus" são cultuados, formam um grande exército ao comando de Satanás, a quem adoram abertamente, principalmente na segunda-feira de carnaval. - A Satanás são oferecidos trabalhos sangrentos e perversos. - Para o quimbandista, Satanás é o chefe principal, mas dizem que crêem em Deus e têm São Miguel Arcanjo como espírito que prestam alta veneração. - A expressão: "Deus é bom, mas o diabo não é mau", é quimbandista. - No espiritismo os "Exus" são servidos e adorados, principalmente na Quimbanda, onde é comum as pessoas beberem sangue, matando galinha c/ os dentes, tomando cachaça (marafo), queimando pólvora p/ destruir seus inimigos. - Há os "Exus" protetores dos homossexuais, viciados, ladrões, etc. DIFERENÇA ENTRE QUIMBANDA E UMBANDA - A Umbanda prega a prática do "bem", embora provoque também o mal. - A Quimbanda preocupa-se mais em fazer o mal (atendendo a pedidos). - A Umbanda desfaz o que a Quimbanda faz (gerando uma corrente). - Quanto maior o trabalho mais agrada aos Exus. - Na Umbanda as cores branca e azul são as preferidas, na Quimbanda o preto e o vermelho. - As flores, velas, perfumes e enfeites predominam nas oferendas umbandistas, já na Quimbanda a predominância é de sangue. A umbanda se divide em: * Sete linhas, agrupamentos de espíritos, que se dividem em sete falanges, que se divide em sete falanges menores, que se divide em sete grupos, etc. * Cada linha é chefiada por um "Orixá" (caboclo c/ nome de santos) * Cada falange é chefiada por um "Ogum" (que fazem o trabalho de demanda) * Na Quimbanda tem a mesma divisão, sendo que os chefes são "Exus", que são divindades diabólicas, o mesmo que diabo. ESPIRITISMO - CANDOMBLÉ - É muito semelhante a Umbanda e Quimbanda e Macumba em muitos pontos. - Além do sincretismo existente, os líderes não sabem que rumo seguir. - É o mesmo espírito operante: "Satanás", através da mãe-de-santo ou babás. - Alteram-se nomes, rituais e formas, mas a essência é podre e demoníaca em todos eles. - Sua maior característica é o ocultismo. - O que se sabe, sobre suas práticas, vem de testemunhos de pessoas que foram libertas deste lamaçal, através de Jesus Cristo. (não há livros escritos) - Em nome do folclore, realizam coisas repulsivas que um ser humano normal não agüentaria ver, quanto mais submeter-se aos rituais. - Dizem que suas forças estão embutidas nas folhas e ervas usadas nos trabalhos. - Muitas destas plantas e ervas são do continente africano. - Usam o sangue para "feitura de cabeça", com sacrifícios de animais e despachos, que é uma forma de vender a alma ao Orixá. - Com o sangue dos sacrifícios, fazem "axé" (mel, vinho moscatel, e sangue de todos os bichos sacrificados, misturados com a mão pela mãe-de-santo). - No Candomblé adoram-se os Orixás, que são deuses ou espíritos bons. - Oferecem sacrifícios aos Exus, para afastá-lo, já na Quimbanda ele é adorado. - Já o umbandista acha o Orixá muito poderoso para adorá-lo ou mesmo invocá-lo. - No Candomblé não invocam "preto velhos" nem "almas", só Orixás. - Oferecem banhos para afastar mal olhado, invejas, para obter benefícios, etc. - Pó do amor, da sedução, bebidas para fechar o corpo, etc., um verdadeiro comércio do engano.

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NO CERIMONIAL DEMONÍACO, TENTAM IMITAR AS PRÁTICAS VETEROTESTAMENTÁRIAS. * Cerimônias como: Ossê (purificação); Bori (expiação); Otá (sacrifícios). Ofertas das primícias, proibições de certas comidas, limpeza do acampamento, etc. * Por trás destas cerimônias e oferendas, Satanás tenta controlar e destruir vidas. SUA DOUTRINA - O ser criador e supremo é: Olorum, não pode ser cultuado por ser muito grande, sendo impossível contato ou representação. - Abaixo estão os Orixás, sendo Oxalá o pai e chefe de todos os Orixás e o avô de todos os homens. (controla as funções de reprodução), veste-se de branco e é identificado c/ Jesus ou Senhor do Bonfim, e abaixo de Oxalá estão os outros Orixás, que tem o trabalho de decidir pequenas causas humanas. - Consideram mensageiros de Deus, para governarem o mundo. (punir e ajudar os homens) - Desde o ventre, pelos movimentos já identificam o Orixá que irá comandar a vida da criança até a morte, c/ o nascimento a consagração. - A obediência leva a proteção e cuidado/desobediência leva a morte, aleijões, perda de bens e doenças, é controle total desde o comer, beber vestir e até divertir. - Na morte os adeptos vão para junto dos Orixás e os maus voltam para fazerem mal aos homens. - Com tudo isto, é o Candomblé uma das religiões mais diabólicas que a humanidade já conheceu, somente Jesus pode libertar seus MACUMBA - Geralmente representa todos os cultos afro-brasileiros. - Porém existem pessoas que a praticam como religião "macumbeiros". - Variam de região para região onde é praticado. - No alto espiritismo é considerado como uma forma de mediunismo. - Não há normas, limites ou proibições em seus rituais. - Há uma mistura de todos os deuses, de acordo c/ cada terreiro. - Preferem atuar nas periferias, não desprezando também os melhores locais, há pessoas de todos os níveis, predominando favelados e pobres. - Começou com a perseguição a religião dos escravos que com medo faziam tudo às pressas. AS SESSÕES - Variam de local p/ local, assemelham-se a Umbanda, só que separam as sessões para as diversas entidades, deixando as sextas-feiras à meia noite p/ os Exus. - Sob os mesmos sons da Umbanda e serviços conduzem suas práticas. OFERENDAS - É exigida pelo guia, marcar dia, hora, local para a entrega e costuma manifestar-se no local, leva o nome de "obrigação" - É uma forma de pagamento, também de "comunhão do cavalo, médium com o guia". - Podem ser através de pipocas, cachaça ou outras bebidas, ou de acordo c/ a vontade do guia. DESCARGAS - Dizem afastar más influências, através de defumações, banhos, queima de pólvora, tudo isto nos cemitérios, encruzilhadas, mar, matas e cachoeiras. Tudo isto temperado com mentiras, enganos, que levam as pessoas a loucura e morte, ficando presas ao diabo, que sempre lhes cobrará alguma oferenda (canjerê).

kARDECISMO ( 2ª Timóteo 3:5-7) - Estão apoiados sobre os ensinamentos de um endemoniado chamado: "Allen Kardec"; - Seus adeptos dizem que são os verdadeiros espíritas, os outros são macumbeiros ou mediunistas; - É bom lembrar que a essência diabólica é a mesma; - Há grande influência dos ensinamentos de Jesus, só que totalmente deturpado;

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- Este, Kardec, escreveu o seu próprio evangelho, dizendo-se ditado por espíritos de luz; - É uma tentativa de unir os ensinamentos de Jesus com as práticas espíritas; - Crêem na reencarnação e comunicação com os mortos; - Julgam os médiuns como pessoas honestas, que transmitem o que recebem, nunca suas convicções; - As revelações provêm de espíritos bons, nunca maus, sendo Allan Kardec honesto e leal. CRITÉRIOS USADOS POR KARDEC COM RELAÇÃO AS MENSAGENS RECEBIDAS. 1 - Linguagem digna e nobre dos espíritos 2 - Lógica e do bom senso 3 - Da concordância entre os espíritos - É uma filosofia c/ bases científicas e conseqüências religiosas; - Fazem especulações sobre Deus, alma e terra. - Acreditam que seguem o "evangelho", na pureza e simplicidade dos tempos de Jesus. - Não têm uma doutrina sólida. - Entre eles existem: * Seguidores de João Batista Roustaing: Ensina que Jesus não possui corpo físico. * Seguidores de Pietro Ubaldi: São panteístas/ reencarnacionistas e crêem que haverá lutas apocalípticas, nos próximos decênios, só que não atingirá o Brasil. * Também há os ortodoxos que só aceitam os ensinamentos de Kardec. * Também são admiradores de diversos autores como: Pastorino, Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Imbassay e outros, que tem seus ensinos introduzidos no kardecismo. SUA PRÁTICA - Comunicação c/ mortos, através dos médiuns, são chamados de mentores, estes espíritos ora são mensageiros, ora precisam de caridade. - Comunicação c/ espíritos evoluídos, que estão no "éter", plano superior, alguns se dizem habitantes de outros planetas. - Comunicação com extraterrestres: Espíritos que não viverão entre nós, superevoluídos. - Reencarnação, doutrina distintiva dos espíritos. - Caridade espiritual: P/ espíritos errantes, em evolução, que precisam de doutrinas e conselhos. - Doutrinamentos: Para os novos, palestras feitas por mensageiros do além, baseadas no kardecismo e estudo de livros. - Cânticos, usam cânticos durante as reuniões, têm conjuntos e corais, etc. - Cada centro possui um protetor (entidade desencarnada) - Crêem no aperfeiçoamento p/ sofrimento e p/ boas obras, não há salvação sem caridade, o mérito é pessoal, negando a graça de Deus. - Jesus é considerado com a maior entidade encarnada na terra.

POSSESSÃO PESSOAS).

DEMONÍACA

(INVASÃO

DOS

ESPÍRITOS

NAS

VIDAS

DAS

Estamos vivendo numa era Diabólica, onde as práticas satânicas invadem nossos lares, disfarçadas sobre fachadas de beleza, sedução e encanto. Hoje, mais do que ontem, e amanhã com certeza estas prática estarão mais integradas à sociedade do que hoje, pois, há um interesse mundial, na preparação do mundo para a manifestação do "Anticristo", que em breve estará assumindo o controle político, econômico e religioso. Este fato é inevitável, mas, podemos evitar que vidas, sejam laçadas e destruídas, pelos Agentes e Agências, de Satanás, que são os Orixás, Exus e suas manifestações, acompanhados de seus "Cavalos", "Médiuns", nos "Terreiros", "Prostíbulos", "Bares", "Centros", "Salões do Reino" e a própria religião espírita e ramificações. Temos que conhecer, e para isto é necessário dedicação nos estudos, perseverança na oração e acima de tudo uma fé inabalável em Jesus Cristo, e total submissão ao Espírito Santo, que constitui fator indispensável a todo crente, que deseja ser instrumento na Obra de Deus, e na luta contra todas as manifestações Demoníacas, pois, está escrito: "... Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo..." Atos 1:8. ALGUMAS PERGUNTAS: - Foi Deus quem criou o Diabo? - Deus permite a atuação do Diabo?

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- Deus usa o Diabo e seus Demônios? Não, Deus não criou o Diabo, nem os Demônios, e sim Anjos perfeitos, que usando de seu "livre arbítrio", rebelaram-se contra o Criador, mas, admitimos que Ele permite a ação destes, mas, antes capacitou o homem e deu-lhe poder sobre Satanás e seus Anjos. Devemos sempre lembrar que o Diabo e seus Anjos, são seres derrotados, julgados e condenados. Há Teólogos, que acreditam, que Deus usa o Diabo e seus Demônios, porém, gostaria de discordar deste pensamento, reconheço a soberania de Deus, de forma inquestionável, mas, jamais usaria do Diabo para realizar os seus planos, quero estabelecer diferença entre "Usar" e permitir a ação, através da retirada de sua mão protetora, pois, assim como o amor é parte integrante da pessoa de Deus, o ódio e a morte, fazem parte da natureza de Satanás e seus Demônios, e eles quando percebem o momento de fazerem o mal, eles não precisam ser mandados ou orientados, simplesmente fazem. Imaginemos uma pessoa ou um animal, atravessando um local, infestado por "Piranhas", se estiver sem ferimentos nada acontecerá, porém, ao menor sinal de sangue, elas destruirão a pessoa ou animal, pois, faz parte da sua natureza. Assim são as ações Diabólicas, pois, ao menor sinal de descuido, querem matar e destruir, pois, vieram para isto, conforme verificamos em João 10:10.

A POSSESSÃO PODE OCORRER EM: - Em casas; - Em animais; - Em seres humanos; - Florestas; - Em edificações diversas; ATRAVÉS DE: - Trabalhos e despachos - Consultas a Centros Espíritas - Por ação direta dos Demônios (possessão involuntária) - Através de pessoas praticantes de Espiritismo, nas suas mais variadas ramificações - Através de comidas e bebidas sacrificadas - Por hereditariedade (maldição familiar) POR QUÊ? - Para destruírem as vidas (enfermidades, suicídios, etc.) - Para se manifestarem já que não possuem corpos - Para arrastarem vidas para o inferno - Para enganarem e confundirem as pessoas. QUAL A ORIGEM DA POSSESSÃO? - Satânica QUAIS SÃO AS CAUSAS? - Incredulidade - Afastamento de Deus - Falta de Santidade - A curiosidade - Descompromisso O QUE É UM ENDEMONINHADO, COMO LIBERTÁ-LO ? A) O QUE É UM ENDEMONINHADO? - São pessoas que são manipuladas, voluntárias ou não pelas entidades incorporadas, servindo de canal de comunicação e expressão do Diabo, criando uma dependência, que só será interrompida por Jesus Cristo. - Há casos de total perda de consciência e ou de mais ou menos consciência. - Mas a vítima é incapaz de separar a sua própria consciência da influência do Demônio.

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- Porém nunca podemos esquecer que são criaturas de Deus, as pessoas, e que toda ação física contra os Demônios, só irão contra a pessoa, pois, a entidade é um ser espiritual, não havendo necessidade de bater no endemoninhado ou ridicularizá-lo. Enquanto militarmos, neste corpo mortal, estaremos expostos as ações Diabólicas, mas nunca sujeitos, as mesmas, pois, em cada rua, avenida, comércio, etc., sempre haverão pessoas influenciadas pelo Diabo, que conscientes ou não poderão tentar prejudicar nossas vidas ou ações, tanto particulares, quanto espirituais, mas não podemos nos intimidar, pois, o inferno terá que se ajoelhar diante do Rei da Glória. B) LIBERTAÇÃO DO ENDEMONIADO Não vamos jogar as pedras fora, nem tão pouco ajustá-las, quando percebemos que o alicerce está prejudicado, comprometendo toda a estrutura, mas, vamos apontar vários [pontos que são largamente praticados por Cristão, que às vezes por desconhecimento, realizam coisas que a Bíblia não orienta, nos casos de libertação de endemoninhados, desta forma sim, daremos nossa contribuição, que se observadas, nos livrarão de muitos dissabores. É PRECISO SABER - Há poder no nome de Jesus; - Os Demônios não oferecem resistência a este Nome: JESUS; - Devemos estar sob autoridade: de Jesus, da Bíblia, dos pastores, dos pais, e valorizá-la; - Não precisamos gritar para libertar as pessoas; - Não precisamos bater nas pessoas, com Bíblias, etc., - Nunca esquecer que os demônios são seres espirituais; - Não devemos clamar o sangue de Jesus, sobre os Demônios; - Não devemos conversar com eles: não fechar os olhos; - Temos que ordenar com autoridade, que demônio, saia daquela vida, no "Nome de Jesus"; - Sempre lembrar que ele é mentirosos, pai da mentira; - Não devemos brincar com Demônios; - Não aceitar nenhuma imposição do Demônio. É NECESSÁRIO TERMOS: - Uma vida santa e reta, diante de Deus e dos homens; - O Espírito Santos em nós; - Darmos glória a Deus; - No coração, o princípio da fidelidade a Deus; - A visão do Reino de Deus; - Uma vida dedicada a oração e jejum. Isto atribuímos a nós, que temos Jesus como nosso Salvador pessoal, batizado, e em plena comunhão em nossas Igrejas, são coisas que precisam ser observadas. Veremos agora, as ações das pessoas que foram libertas, por Jesus, precisam observar para nunca mais serem sobrepujadas pelos Demônios: - Aceitarem a Jesus como único e suficiente Salvador; - Reconhecerem que são templos, para morada do Espírito Santo; - Filiar-se a uma Igreja Evangélica; - Buscar orientadamente o Batismo no Espírito Santo; - Desejar a Santificação; - Ler a Bíblia, orar; - Evitar as más companhias; - Resistir ao Diabo; - Ter fé; - Não brincar com fogo. "O escorpião sempre será escorpião, mesmo quando pede ajuda a uma tartaruga, p/ atravessar um rio"; quando menos se esperar ele ferroará sua ajudante. Queridos Irmãos, chegamos ao final de nossos estudos, mas, não esgotamos o assunto, nem tão pouco era nosso objetivo fazê-lo, porém você tem em suas mãos, o produto final de uma série de estudos, que você deverá estudar, e quando precisar, oramos, para que o Espírito Santo lhe faça lembrar destes estudos, e que você possa ter a oportunidade de levar muitas vidas a Jesus Cristo, libertando-as das garras do Espiritismo, e lembre-se: "Se Deus é por nós, quem será contra nós ..." ANALISANDO AS DOUTRINAS ESPÍRITAS, À LUZ DA BÍBLIA Vamos agora alimentar as nossas mentes, com o que tem de melhor para ela que é o estudo da Palavra de Deus, voltado exclusivamente para desfazer as obras enganadoras e mentiras de

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Satanás, através do espiritismo, nas suas mais variadas formas. Que o Espírito Santo ilumine as nossas mentes, e nos faça lembrar destas passagens quando delas precisarmos, para salvar vidas do inferno. É bom dizer que os espíritas não valorizam a Bíblia com palavra de Deus, interpretam algumas passagens para fundamentar suas doutrinas, ou para confundir os crentes, portanto caso apresentarmos respostas bíblicas que vão de encontro as suas convicções, desprezam a Bíblia, ficando com seus enganos e distorções. 1 - Possibilidade de comunicação com os mortos - Não há base bíblica. É amplamente condenável. - Dizem que a proibição de Deus, é prova que existia. - É mentira, pois, mostrava que existia a consulta, mas não a resposta. Vejamos: - Deuteronômio 18:9-14 - "Nem quem consulte os mortos" - Isaías 08:19,20 - "Consultar somente a Deus" - Levíticos 19:31 - "Adivinhadores não busqueis" - Levíticos 20:06 - "Extirparei do meio do povo" - Êxodo 22:18 - "A feiticeira não deixaram viver" - Dizem que provam a comunicação, citando a consulta que Saul fez a Pitonisa de Endor. 1 Samuel 28:8-19. Vejamos a farsa 1.1 - Saul estava c/ medo dos Filisteus, procurou-a para saber se venceria a guerra. 1.2 - Ele foi disfarçado: tinha perdido a graça de Deus. 1.3 - A pitonisa declarou ter visto um vulto de ancião. 1.4 - Saul que entendeu ser Samuel (sua mente estava confusa). 1.5 - Deus não quebraria uma regra espiritual sua, para satisfazer a ninguém. (Tiago 1:17) 1.6 - Se Deus permitiu, porque matou Saul, conforme 1 Crônicas 10:13. 2 - Reencarnação: - Para eles é uma necessidade para o aperfeiçoamento do espírito, já que não acreditam na salvação como ensina a Bíblia. - Não existe sustentação quando examinada à luz da Bíblia, vejamos: "Hebreus 9:27: morrer uma vez" - Tentam provar a reencarnação através de: "Mateus 11:10-14: Aqui encontramos o cumprimento da profecia contida em Malaquias 4:5: João não era Elias reencarnado e nem ressurreto, se temos dúvidas, ele mesmo responde em João 1:21 "não sou": A profecia falava do nascimento de um homem com as mesmas características e semelhantes a Elias. 3 - Salvação através das boas obras - Não há base na Bíblia para tal ensino, muito antes pelo contrário, vejamos: - João 1:12 "...Receberam... aos que crêem" - João 3:16,18 "Deus amou...deu...vida eterna..." - João 5:24 / 6:42 "Tem a vida eterna..." - Atos 16:31 "Será salvo..." - Efésios 2:8,9 "Pela graça sois salvos..." - Romanos 3:10-12, 23-28 4 - Existência de vários mundos, para habitação dos espíritos em vários estágios de evolução. - Usam João 14:2 "Na casa...há...muitas moradas..." Interpretam errado, pois muitas casas aqui significa que o reino é grande o suficiente para guardar a todos, isto é tão real que Jesus levou o ladrão da Cruz para lá, no mesmo dia, desfazendo a crença de espíritos mais evoluídos pois Jesus e o ladrão da cruz estão juntos, e, segundo eles Jesus teria que ir para outro mundo. 5 - Deus existe, mas está longe demais, e só se pode manifestar por meio de "intermediários", que são os espíritos-guias. - Pura mentira, vejamos: - Deus sempre se preocupou com o homem: Hebreus 1:1 - Deus habitou entre nós - João 1:14

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- Deus está sempre perto - Apocalipse 3:20 - Deus mora em nós - João 14:23 6 - Jesus é considerado com um espírito em alto grau de desenvolvimento, o mais evoluído que veio a terra. Ele é mais do que isto, vejamos: - Jesus é o Verbo encarnado: João 1:1-14 - Ele se fez carne - Ele é o Filho de Deus: João 16:15-17 - Ele desceu do céu: João 6:38 - Ele é Senhor e Rei de todo o universo - Mateus 1:23 7 - Julgam ser o espiritismo a terceira revelação, assumindo o lugar do Espírito Santo. Isto é blasfêmia, vejamos: - O Espírito Santo é uma pessoa não um movimento: - Ele intercede - Romanos 8:26 - Ele convence - João 16:8 - Ele fala - Atos 8:29; 10:19 - Ele tem vontade - Atos 16:6 - Ele ensina - João 14:26 - Ele é Deus: está presente na Trindade: Mateus 28:19 - Na benção apostólica: 2Co 13:13 8 - Crença que devem fazer orações pelos mortos. - Semelhante aos católicos, que acreditam livrar almas do purgatório, já os espíritas acham que existe um estado chamado "erraticidade", onde o espírito fica vagando até reencarnar, após a morte do corpo, nisto sofrem e precisam das orações para conforto. - Não há base bíblica para nenhum dos dois pensamentos, vejamos: - Hebreus 9:27 - "Morrer uma só vez..." - João 3:18,19 - Lucas 16:19-31 - Lázaro. Destas passagens, percebemos que é impossível melhorar a situação de qualquer pessoas após a morte. Considerações finais: - Negam a existência do Céu: - Provas Bíblicas: Lucas 23:43; Mateus 5:12; João 3:12 e 13; Filipenses 3:20; Colossenses 1:05. - Negam a existência do Inferno: Provas Bíblicas: Mateus 5:29 e 30; Mateus 10:28; 2 Pedro 2:04; Mateus 25:31-46. - Negam a existência do Diabo: Provas Bíblicas: Mateus 25:41. Apocalipse 20:10; Mateus 4:1; Efésios 4:27; Tiago 4:7. - Negam a existência de Demônios: - Provas Bíblicas: Apocalipse 12:9; Mateus 25:41; Dt 17:7; Salmos 106:37. - Negam a existência da Trindade: Não acreditam, pois, julgam que Deus é único, indivisível e pai de todos no universo. Provas Bíblicas: João 16:26; 1 Pedro 1:2. - Negam a existência dos Anjos: Crêem que são almas evoluídas Vejamos o que diz a Bíblia: Provas Bíblicas: Mateus 24:1; 1 Coríntios 6:2,3 - Negam a existência do Pecado: Segundo os Espíritas o homem nunca caiu: Seu caminho bom ou mal é ordenado por Deus; Aquilo que se faz aqui, se paga aqui mesmo; Portanto não há necessidade de um Salvador. "Tudo é mentira, vejamos" Romanos 5:12; Romanos 6:23; 1 João 2:1-3.

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ESPIRITISMO

Um Pequeno histórico

O Espiritismo remota aos tempos mais antigos da Humanidade. Dele tomamos conhecimento através dos escritos da Bíblia, como advertência dos profetas de Deus para que não nos envolvamos com esta prática, pois ela esta em confronto com a Palavra de Deus. Os povos que adoravam a deuses estranhos e que não seguiam aos ensinos dados por Deus, eram usuários deste costume. Foi para que os adoradores do Verdadeiro Deus não se envolvessem com eles que Moisés falou: "Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações." "Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;" "Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;" "Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." (Dt 18:9 a 12) O espiritismo é uma das heresias que mais cresce no mundo de hoje e está enraizada em quase todas as religiões, principalmente naquelas relacionadas com a Nova Era. O espiritismo é o mais antigo engano religioso que já surgiu. Porém, em sua versão moderna, começou no século XIX, ou pouco antes. Houve um avivamento, um recrudescimento ou um ressurgimento, com um fato que aconteceu com certa família, na América do Norte, em Hydesville (Nova Iorque), em 1848. Esta família se chamava Fox. O casal tinha duas filhas, Margarida (Margaret), de 14 anos, e Catarina (Kate), de onze, que foram protagonista de uma fatos que deram origem ao atual espiritismo. Em meados de março de 1848, começaram a ouvir-se golpes nas portas e objetos que se moviam de um lugar para outro, sem auxílio de mãos, assustando as crianças. Às vezes, a vibração era tamanha que sacudia as camas. Finalmente, na noite de 21 de março de 1848, a jovem Kate desafiou o poder invisível e repetiu o barulho como um estalar de dedos. O desafio foi aceito e cada estalar de dedos era repetido, o que surpreendeu toda a família. Dessa forma se estabeleceu contato com o mundo invisível, e a notícia alastrou-se por outras partes, admitindo-se que tais espíritos eram dos mortos. Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagou-se o espiritismo por toda a América do Norte e na Inglaterra. Na época, outros países da Europa também foram visitados, com sucesso, pelos espíritas norte-americanos. As irmãs Fox passaram à História como as fundadoras do Espiritismo moderno. Na França, o figura máxima que deu força ao espiritismo é conhecida pelo nome de Allan Kardec. Chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, em 3 de outubro de 1804. Era formado em letras e ciências, doutorando-se em medicina. Estudou com Pestalozzi, de quem se tornou fiel discípulo e cujo sistema educacional ajudou a propagar. Rivail tomou conhecimento de um algo extraordinário que acontecia no momento, e que causava um grande alvoroço na sociedade francesa: o fenômeno das mesas girantes e falantes, que afirmavam ser, um resultado da intervenção dos espíritos. A princípio ele não acreditou e rejeitou esta idéia, por considerá-la absurda. Porém, assistiu a uma reunião na casa da Sra. Plainemaison, onde presenciou fenômenos que o impressionaram profundamente, como ele próprio relatou depois. Daí, foi um passo para manter contato com os espíritos que o orientaram a escrever e codificar seus ensinos. Dizia Kardec que havia recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", que contribuiu para propagação desta "doutrina". Dotado de inteligência e inigualável

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sagacidade escreveu outros livros que deram mais força ao espiritismo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e o Inferno, e, O Livro dos Médiuns. Foi ele o introdutor no espiritismo da idéia da reencarnação. Fundou "A Revista Espírita", periódico mensal editado em vários idiomas. Rivail (Allan Kardec) morreu em 1869. Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história do espiritismo, indicamos a leitura dos livros que citamos no final. O CONCEITO DE DEUS NO ESPIRITISMO A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua, ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos panteístas, ora confundindo-se com a doutrina de Deus do Cristianismo histórico. Os autores espíritas parecem não conseguir estabelecer um consenso sobre esse assunto de vital importância. Até mesmos nas obras de um único autor encontram-se contradições flagrantes. Sobre as qualidades de Deus, Allan Kardec define: "Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, Todo-Poderoso, soberanamente justo e bom". (O Livro dos Médiuns, cáp. I, 13) Mas, depois, definindo a alma, nega sua imaterialidade, alegando que o imaterial é o "nada", ao passo que a alma é alguma coisa. Diante disto, será que o espiritismo acredita que Deus é nada? A fim de explicar a existência de Deus, Allan Kardec, se vale de argumentos clássicos do deísmo, de que "não há efeito sem causa". De acordo com o conceito deísta, Deus teria criado o universo e depois se retirado dele, deixando-o entregue à ação das leis físicas que, desde então, governam, como se o universo fosse um grande relógio. No Capitulo II, item 19, de "A Gênese" (Allan Kardec), lemos que são atributos de Deus: "Deus é, pois a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa". Esta conceituação concorda com o que o Cristianismo histórico reconhece como alguns atributos divinos. Porém, o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o Cristianismo bíblico não é suficiente para lhe qualificar como cristã. Embora o conceito espírita de Deus tenha nuanças deístas e ao mesmo tempo uma certa semelhança com a doutrina bíblica, é inegável que ela às vezes também possui um forte sabor panteísta. Senão, vejamos o que León Denis escreveu: "Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em esta latente, forças emanadas do divino foco." (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, 5a. ed., pág. 246). Conceito totalmente panteísta! Em outro lugar, Denis faz as seguintes assertivas acerca de Deus e sua relação com o universo (conceitos também panteísta): "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte... [Deus é o] Deus imanente, sempre presente no seio das coisas [sendo que] o Universo não é mais essa criação, essa obra tirada do nada de que falam as religiões. É um organismo imenso animado de vida eterna... o eu do Universo é Deus." (Léon Denis, Depois da Morte, pág. 114, 123, 124 e 349). Entretanto a Palavra de Deus (a Bíblia), refuta com veemência estes ensinos. Façamos um rápido confronto doutrinário, em conformidade com a inspiração bíblica: • Deus é um ser pessoal: "Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais." (Millard J. Erickson, Christian Theology, Baker Book House, Grand Rapids, 1986, p. 269). Citaremos a seguir algumas provas bíblicas da personalidade de Deus: a) Ele fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz." (GN 1:3) "HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho," "A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." (HB 1:1 e 2) b) Ele tem emoções (sentimentos): Misericórdia: "Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade." "Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem." (SL 103:8 e 13)

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Amor: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1JO 4:8) "E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (RM 5:5) c) Ele tem vontade própria: "Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." (SL 115:3) • DEUS É TRANSCENDENTE E IMANENTE E TAMBÉM DISTINTO DE SUA CRIAÇÃO: A Bíblia mostra claramente que Deus não é um ser distante, que teria criado o universo e depois se ausentado dele, como pensa o deísmo. "Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão," (SL 104:14) "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." (MT 5:45) Pode-se ver, assim, que ele está presente na criação, tem interesse nela e cuida dela, principalmente do homem, criado à sua imagem e semelhança. Transcendência: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado." (1RS 8:27) Imanência: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (JR 23:24) "ASSIM diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?" (IS 66:1) CRISTO NO ESPIRITISMO Para falarmos na Divindade de Jesus Cristo, temos de falar também no assunto da Trindade, pois estas teses são básicas do Cristianismo bíblico e histórico e fazem parte do fundamento doutrinário que o distingue de todas as demais religiões e também da maioria das seitas pseudo-cristãs. O espiritismo, em geral, através de suas autoridades exponenciais, negam tanto a Trindade, quanto a Divindade de Jesus. Isto porque, em sua tentativa de oferecer ao homem um sistema religioso de auto-salvação, isto é, em que ele se salva por seus próprios méritos, excluem e negam a existência do Deus trino. Entretanto, a revelação bíblica aponta para a impossibilidade de o homem efetuar sua própria salvação, e mostra como o próprio Deus se encarnou para tornar possível ao homem o acesso ao seu Criador. No próximo item examinaremos a doutrina da salvação, do ponto de vista bíblico, em confronto com plano de salvação do espiritismo. Grande parte dos escritores espíritas assumem uma posição frontalmente contrária à crença da Trindade. Para eles, Deus é um ser monopessoal, existindo em forma de uma só pessoa, o Pai, e negam que o Filho seja Deus e até rejeitam a existência do Espírito Santo como ser pessoal. O Jornal Espírita de março de 1953 respondendo à pergunta sobre se há mais de uma pessoa em Deus, declara o seguinte: "Não; a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo". (Jornal Espírita, Rio de Janeiro, março 1953, p. 4) A Bíblia, a Palavra de Deus, revela-nos um Deus trino, isto é um Deus eternamente subsistente em três pessoas, iguais entre si em natureza, essência e poder. Muitos usam as passagens seguintes para dizer que Deus é um só, ou seja, uma unidade absoluta: • "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (DT 6:4) • "Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10) • "Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;" (IS 45:5) "Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro." (IS 45:6) Essas passagens bíblicas afirmam claramente a unidade de Deus e demonstram que a natureza divina é indivisível. Poderíamos acrescentar outras passagens para reforçar esse aspecto da natureza de Deus. Entretanto, devemos levar em consideração que muitas vezes as

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Escrituras, principalmente no Antigo Testamento, apresentam determinadas realidades como sendo constituídas de uma unidade composta. Por exemplo: o casamento. A Bíblia diz que "deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2:24). É evidente que a unidade constituída por marido e mulher é uma unidade composta e não uma unidade simples ou absoluta. Da mesma forma, pode-se dizer que há no Antigo Testamento muitas evidências de que a unidade de Deus é uma unidade composta, como é indicado por muitas passagens, que revelam uma pluralidade de pessoas na Divindade. No Novo Testamento, por sua vez, a doutrina da Trindade é apresentada com clareza. (Para melhor compreensão, ver "A TRINDADE") O espiritismo não só nega a Divindade de Jesus, assim como defende a tese de que seu corpo não era real, de carne e ossos, mas fluídico, dando apenas a impressão de real. Léon Denis, seguindo a mesma linha de pensamento de Kardec, segundo a qual Jesus teria sido mero homem e elevado à categoria de Deus por seus seguidores. Diz ele: • "Com o quarto Evangelho e Justino Mártir, a crença cristã efetua a evolução que consiste em substituir a idéia de um homem honrado, tornado divino, a de um ser divino que se tornou homem. Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas." Assim se expressa Roustaing quanto à natureza do corpo de Jesus: •"A presença de Jesus entre vós, durante todo aquele lapso de tempo, foi, com relação a vós outros, uma aparição espírita, visto que, pelas suas condições fluídicas, completamente fora dos moldes da vossa organização, seu corpo era harmônico com a vossa esfera, a fim de lhe ser possível manter-se longo tempo sobre a Terra no desempenho da missão com que a ela baixara." Não queremos aqui negar que Cristo veio em plena humanidade, pois Bíblia afirma reiterada vezes a plena humanidade do Filho de Deus. O apóstolo João condenou os ensinos gnósticos de sua época, que entre outros ensinos negavam que Jesus tivesse vindo em carne, dizendo que o seu corpo humano era mera aparência. Diz o apóstolo: • "AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (1JO 4:1) "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;" (1JO 4:2) Quanto ao corpo de Jesus, vejamos o que o relato bíblico nos diz: • "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39) Embora o corpo ressuscitado de Jesus tivesse propriedades extraordinárias, como a capacidade de materializar-se e desmaterializar-se: • "Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (LC 24:31) "E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco." (LC 24:36) Tinha também a propriedade de entrar em ambientes fechados: • "Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disselhes: Paz seja convosco." (JO 20:19) Apesar das características acima, seu corpo era constituído de carne e ossos: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39) Embora não seja nossa intenção nos aprofundarmos num estudo sobre a humanidade de Jesus, acrescento que Cristo experimentou sentimentos e necessidades humanos não pecaminosos, como:

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• Cansaço: "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." (JO 4:6) • Sede: "Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede." (JO 19:28) • Fome: "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;" (MT 4:2) Quanto a divindade de Cristo, o testemunho das Escrituras é plenamente reconhecido. Tanto os espíritas quanto os Testemunhas de Jeová, negam a divindade de Cristo. Para uma melhor compreensão do assunto, convido-o a ler: A DIVINDADE. Plano de Salvação do Espiritismo O espiritismo ensina que o homem, através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios esforços e pela prática das boas obras vai aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do sacrifício vicário de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a verdade; o espiritismo, ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo, que, tendo alcançado um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo. Diz-nos Kardec, sobre a graça: "... se fosse um dom de Deus, não daria merecimento a quem a possuísse. O espiritismo é mais explícito, porque ensina que quem a possui a adquiriu pelos próprios esforços em suas sucessivas existências, emancipando-se pouco a pouco das suas imperfeições." (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, IV, XVII) Que contradição com as Escrituras! Deus não nos salva com base em quaisquer méritos pessoais nossos, mas unicamente por sua graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." (RM 3:23 e 24) O ensino espírita segundo o qual "Fora da caridade não há salvação" identifica a salvação com a prática de boas obras. Entretanto, as boas obras não salvam, nem ajudam ninguém a salvarse. Paulo afirma em Efésios: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." "Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" (EF 2:8 e 9) Ele declara que fomos criados em Cristo para as boas obras: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (EF 2:10). Portanto, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras. As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo, pois quando nos tornamos novas criaturas, mediante a fé nele, abandonamos as práticas más e nos voltamos para a prática do bem. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2CO 5:17) Logo, as boas obras são a manifestação do amor que a pessoa tem a Deus. A Bíblia nos mostra claramente que todo o problema do homem é motivado pelo pecado, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Deus ama os pecadores, porém o pecado separa o homem de Deus: "EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir." "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (IS 59:1 e 2) O homem nada pode fazer para alcançar justificação diante de Deus. O sofrimento e as boas obras, como apregoa o espiritismo, jamais serão suficientes para vencer a distância que o separa de Deus, pois, como expressou o profeta Isaías, "... todos nós somos como o imundo, e

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todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (IS 64:6) O estado do homem é profundamente desesperador, porém não irremediável, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (JO 3:16) Jesus Cristo veio ao mundo com objetivo específico de "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10:45) Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus pelos nossos pecados, para que possamos obter a salvação: • "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levarnos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;" (1PE 3:18) • "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1PE 2:24) Que contraste com o que ensina o espiritismo! Vejamos o que escreveu Léon Denis ao negar o valor do sacrifício de Cristo em nosso lugar: • "Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares afirmam em todos os pontos do mundo". Percebe-se aqui uma contundente tentativa de negar o valor da obra expiatória de Cristo na cruz. Ao dizer que o sangue, "mesmo de um Deus", não poderia resgatar ninguém, Denis está implicitamente, mais uma vez, negando a divindade de Jesus, a qual, como vimos, é afirmada pelas Escrituras. O conceito espírita de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina: • "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; "O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo." "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8). A salvação vem unicamente pela graça (favor imerecido) de Deus e não por qualquer coisa que a pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9). A Bíblia no Espiritismo O espiritismo nega textualmente a inspiração divina da Bíblia, ensina que o registro bíblico não deve ser tomado literalmente. Eis o que Kardec diz a respeito das Escrituras: • A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se ligam a costumes que não são adotados... A ciência, levando suas investigações até a entranhas da terra, e à profundeza dos céus, tem pois demonstrado de modo irrecusável os erros da Gênese mosaica tomada à letra, e a impossibilidade material de que as coisas se hajam passado tal com estão relatadas textualmente... Incontestavelmente, Deus, que é todo verdade, não pode induzir os homens ao erro, nem consciente, nem inconscientemente, pois então não seria Deus. E, pois, se os fatos contradizem as palavras que a ele são atribuídas, necessário se torna concluir, logicamente, que ele não as pronunciou, ou que elas foram tomadas em sentido diverso... Acerca desse ponto capital, ela [a ciência] pôde, pois, completar a Gênese e Moisés, e retificar suas partes defeituosas." (Allan Kardec, A Gênese, IV, 6, 7, 8 e 11). Léon Denis, outra autoridade do espiritismo, assim se expressa sobre o valor da Bíblia; • "... não poderia a Bíblia ser considerada "a palavra de Deus" nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou

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legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, FEB, São Paulo, s.d., 7a. ed., pág. 267). Assim, o espiritismo, através de suas maiores autoridades, nega a revelação divina encontrada nas Escrituras, relegando-as ao nível de uma mera compilação de fatos históricos e lendários. É curioso, entretanto, que querendo dizer-se cristão, o espiritismo freqüentemente lance mão das Escrituras, citando-as com profusão quando lhe convém. Isto significa que para os espíritas não faz diferença se a Bíblia é ou não a Palavra de Deus desde que possam usá-la quando desejam dar à sua crença uma aparência cristã, ou seja, citando passagens isoladas que parecem dar apoio à teorias espíritas. Quando, porém, o ensino claro das Escrituras refuta essas mesmas teorias, dizem então que elas não são a inerrante Palavra de Deus pela qual devemos testar o que cremos. Portanto, o espiritismo não é uma religião cristã, pois nega a inspiração do Livro que é a base do cristianismo, assim como os seus ensinos. Com o que concorda o escritor espírita Carlos Imbassy, quando escreveu: •"O espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome Espiritismo." (Carlos Imbassy, À Margem do Espiritismo, p. 126) Conclusão Pelo exposto, diante das evidências da Palavra de Deus, sigamos os seus ensinos, pois ela, positiva e enfaticamente, condena o espiritismo e proscreve-o em todas as suas formas, tanto antigas como modernas. Não poderíamos concluir nosso trabalho, sem informar a verdadeira identidade dos espíritos do espiritismo. Não resta dúvida que seres espirituais fazem suas aparições e manifestam seus poderes nas sessões espíritas. O que desejamos saber é quem são esses seres desencarnados, que vêm ao nosso mundo por convite especial ou invocação dos médiuns. Podem os mortos comunicarem-se com os vivos? Para responder a esta e as perguntas que se seguem, apenas as Sagradas Escrituras, a revelação máxima da vontade de Deus, esclarecem com autoridade essa questão, dando-nos a verdadeira e plena satisfação de ter encontrado a resposta. Gostaria que você lesse no evangelho, no livro de Lucas, a parábola do rico e Lázaro, que se encontra no capitulo 16, versículos de 19 a 31. Nesta passagem vemos claramente que os mortos não podem e não tem permissão para se comunicarem com os vivos. Demos ênfase ao versículo 26: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá." (LC 16:26) Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras um só indicio de que o homem, em seu estado atual, possa ter qualquer tipo de relação com os espíritos dos mortos. Pelo contrário, como vimos, o Senhor tem "as chaves da morte e do inferno" (Apocalipse 1:18) e somente Ele tem poder para fazer sair dali os espíritos, o que fará nas duas únicas ocasiões, ou seja, na primeira ressurreição para os santos (1 Ts 4:16) e na ressurreição do juízo para os perversos (João 5:29). Enquanto aguardamos esse evento, o espíritos dos crentes que já morreram está com o Senhor, "ausente deste corpo e presente com o Senhor" (2 Coríntios 5:8); eles partiram para estar com Cristo (Filipenses 1:23), mas os espíritos dos perversos estão "em prisão" (I Pedro 3:19), motivo pelo qual não têm a liberdade de sair quando são "chamados". Se não resta dúvida que no espiritismo entra-se em contato com poderes sobrenaturais, com espíritos e forças extra-humanas e extraterrenas, capazes de manifestações surpreendentes, e se esses espíritos, segundo os ensinos das Escrituras, não pertencem aos mortos, então quem são eles? Qual é a sua história? Qual a sua missão? Onde habitam? Quem são eles?

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A Bíblia nos fala de seres espirituais, invisíveis aos homens, que algumas vezes se materializam e exercem poderes sobrenaturais. Tais forças espirituais compõem de duas classes: a de seres bons, chamados de anjos, a quem Deus usa para proteção e auxílio ao homem, e a de seres maus, que assim se tornaram porque voluntariamente se afastaram do plano original de Deus e tomaram parte num movimento de rebelião contra o governo de Deus. Os anjos são seres espirituais criados por Deus, conforme está escrito: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele." (CL 1:16) Mais ainda, as Escrituras afirmam que os anjos são uma ordem de seres mais elevada do que os homens: "Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste." (SL 8:5) Qual a sua missão? Sabemos existir duas categoria de anjos: os bons e aqueles que se tornaram maus. Os bons: tem como missão sempre beneficiar o homem. São chamados na Bíblia "espíritos ministradores" ou mensageiros." Deus os envia para socorrer a humanidade em diferentes circunstâncias da vida. Anjos tem agido de modo maravilhoso em diferentes ocasiões, algumas vezes assumindo a forma humana, a fim de proteger a crianças e adultos. As Escrituras contem muitas histórias de tais ocasiões. É bastante conhecida esta passagem que afirma esta realidade: "O anjo do SENHOR acampase ao redor dos que o temem, e os livra." (SL 34:7) Falando dos "pequeninos" Jesus nos diz sobre os anjos de guarda destes: "Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus." (MT 18:10)

OS TRÊS CAMPOS DE BATALHA

Francis Frangipane Cap. 1- O TERRITÓRIO DE SATANÁS : A REGIÃO DAS TREVAS Muitos cristãos perguntam se o diabo está na terra ou no inferno; se ele pode habitar em cristãos ou somente no mundo? O fato é que o diabo está nas trevas. Onde há trevas espirituais, ali está o diabo. PREPARANDO-SE PARA A BATALHA ESPIRITUAL Para muitos , o termo "batalha espiritual" introduz uma nova, mas não bem recebida, dimensão em sua experiência cristã. A idéia de encarar espíritos maus em batalha é um conceito duvidoso, especialmente por chegarmos a Jesus como ovelhas perdidas, e não como guerreiros. Afinal, alguns poderão nunca iniciar uma batalha espiritual, mas todos nós precisamos encarar o fato que o diabo começou uma batalha contra nós. Portanto, é essencial para o nosso bem estar básico discernir as áreas de nossa natureza que estão abertas ao ataque satânico. Judas nos diz: "E aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande dia." (v.6). O diabo e seus anjos caídos foram relegados a viverem nas trevas. Estas trevas não significam simplesmente "regiões sem luz", ou áreas privadas da luz visível. As trevas eternas às quais as Escrituras se referem são, essencialmente, trevas morais que, em última análise, se

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degeneram em trevas literais. No entanto, a causa não é meramente a ausência de luz, mas é a ausência de Deus, que é a luz. É vital reconhecer que as trevas para onde satanás foi banido não estão limitadas às áreas fora da humanidade. Ao contrário dos que não conhecem Jesus, nós fomos libertos do território, ou do "reino" das trevas (Col.1:13). Não estamos enlaçados nas trevas se nascemos da Luz. Mas, se tolerarmos as trevas pela tolerância com o pecado, ficamos vulneráveis aos ataques satânicos. Onde há desobediência voluntária à Palavra de Deus, aí há trevas espirituais e potencial para as atividades satânicas. Por isso, Jesus exortou: "Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas." (Lc.11:35). Há uma luz em você. "O espírito do homem é a lâmpada do Senhor..." (Prov.20:27). O seu espírito, iluminado pelo Espírito de Cristo, se torna a "lâmpada do Senhor" através da qual Ele sonda o seu coração. Há, realmente, uma irradiância santa que envolve os cristãos verdadeiramente cheios do Espírito. Mas, quando você agasalha o pecado, a "luz que está em você" é "trevas". Satanás tem acesso legal, dado por Deus, para habitar nas regiões de trevas. Temos que entender este ponto: O diabo pode trafegar em qualquer área de trevas, mesmo nas que ainda existem no coração de um cristão. O PENEIRADOR DE DEUS Um exemplo de satanás tendo acesso ao lado carnal da natureza humana é visto quando Pedro negou a Jesus. É óbvio que Pedro falhou. O que não vemos, no entanto, é o que estava acontecendo no mundo invisível espiritual. Jesus profetizou que Pedro O negaria três vezes. Qualquer pessoa que estivesse observando as ações de Pedro naquela noite, poderia simplesmente concluir que a sua atitude foi uma manifestação de medo. Mas, Pedro não era medroso por natureza. Este era o discípulo que algumas horas antes havia puxado a espada contra a multidão que estava prendendo Jesus. Não foi medo humano que fez Pedro negar o Senhor; ele o fez por indução satânica. Jesus havia avisado o apóstolo, "Simão, Simão, satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça.. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos." (Lc.22:31,32). Atrás da cena, satanás havia pedido e recebido permissão para peneirar Pedro como trigo. Satanás teve acesso à uma área em trevas no coração de Pedro. Como satanás fez Pedro cair? Depois de comer a Páscoa, Jesus disse a Seus discípulos que um deles O trairia. A Escritura, então, continua, "Eles começaram a perguntar entre si qual deles iria fazer aquilo." (Lc.22:23). Aquele era um tempo muito sombrio, mas, mesmo durante aqueles terríveis momentos lemos que " Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior" (Lc.22:24). Eles passaram de uma atitude de choque e desânimo para a interrogação de quem seria o maior entre eles! Evidentemente, Pedro , "o andador sobre as águas", o mais ousado e falador dos apóstolos, prevaleceu. Podemos concluir que a altivez de Pedro entre os discípulos o deixou com um ar de superioridade que, atiçado por satanás, acabou numa atitude de presunção e jactância. Pedro, sendo levantado pelo orgulho, estava programado para a queda. A Bíblia nos diz que o "orgulho preceda a ruína" (Prov.16:18). O orgulho causou a queda de satanás, e ele estava usando a mesma área em trevas para causar a queda de Pedro. Lúcifer conhece muito bem, por experiência, o julgamento de Deus contra o orgulho religioso e a inveja. Satanás não poderia ,indiscriminadamente, atacar e destruir Pedro. Ele tinha que garantir a permissão do Senhor de Pedro antes de vir contra o apóstolo. Mas o fato é que o diabo pediu permissão ...e a recebeu. SUBMETA-SE A DEUS A armadilha que satanás usou para causar a queda de Pedro foi o próprio pecado de orgulho do discípulo. Temos que reconhecer, antes de iniciar uma guerra, que as áreas que escondemos nas trevas são as mesmas em que seremos derrotados no futuro. Geralmente, as batalhas que enfrentamos não cessam até descobrirmos e nos arrependermos das trevas que estão em nós. Para sermos vitoriosos em batalha espiritual, precisamos estar discernindo nossos próprios corações; precisamos andar humildemente com nosso Deus. Nossa primeira ação deve ser "Submeter-se a Deus." E, então, quando nós "...resistirmos ao diabo..." ele vai fugir (Tg.4:6). A boa notícia para Pedro e para nós é que satanás nunca conseguirá permissão para destruir os santos. Mas, ele está limitado a peneira-los "como trigo". Há trigo dentro de cada um de nós. O resultado deste tipo de ataque satânico, permitido por Deus, é para limpar a alma do orgulho e produzir maior humildade e transparência em nossas vidas. Pode parecer terrível, mas Deus faz estas coisas cooperarem para o bem. A casca exterior de nossa natureza precisa morrer para que brote a natureza de trigo do homem da nova criação. Tanto a palha como a casca

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foram necessárias para nos proteger das rudezas desta vida. Mas, antes que Deus possa nos usar, verdadeiramente, de alguma maneira, passaremos por um tempo de peneiração. A casca natural de Pedro era a presunção e o orgulho. Seus sucessos iniciais o fizeram ambicioso e auto-dirigente. Deus nunca poderá confiar Seu reino a ninguém que não tenha quebrado o orgulho, pois o orgulho é ,em si, a armadura das trevas. Portanto, quando satanás pediu permissão para atacar Pedro, Jesus, de fato, disse, "Você pode peneirá-lo, mas não destruí-lo". A batalha contra Pedro foi tremenda, mas havia uma medida e serviu aos propósitos de Deus. Pedro estava ignorante das áreas em trevas que havia nele, e a sua ignorância o deixou aberto ao ataque. Mas o Senhor pergunta a cada um de nós, "Você conhece as áreas onde você é vulnerável ao ataque satânico?" Jesus não nos quer ignorantes de nossas necessidades. De fato, quando Ele revela o pecado em nossos corações, é para poder destruir as obras do mal. Precisamos entender que a maior defesa contra o diabo é manter um coração honesto diante de Deus . Quando o Espírito Santo nos mostra alguma área que precisa de arrependimento, precisamos vencer o instinto de nos defender. Precisamos silenciar o pequeno advogado que se levanta de um quartinho escuro em nossas mentes contestando, "Meu cliente não é tão mau". O seu "advogado de defesa" defenderá você até o dia de sua morte - e se você o ouvir nunca verá o que está errado em você, e nem enfrentará o que precisa ser mudado. Para vencer na batalha, seu instinto de auto-preservação precisa se submeter ao Senhor Jesus; Jesus somente é o Seu verdadeiro Advogado. Não podemos nos engajar em luta espiritual sem receber este conhecimento. Tiago 4:6 diz, "...Deus Se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes." Deus Se opõe ao orgulho. Este é um versículo muito importante. Se Deus Se opõe ao orgulho, e nós somos orgulhosos para nos humilharmos e admitir que estamos errados, então Deus se opõe a nós! Tiago continua no v.7, "Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês." Geralmente, vemos este verso isoladamente, como um monumento à batalha espiritual. No entanto, é num contexto de arrependimento, de humilhação e de possuir um coração limpo que poremos o diabo para correr de nós! Precisamos ir além da submissão indefinida a Deus; precisamos submeter a área exata de nossa batalha pessoal a Ele. Quando nos levantarmos contra o poder do diabo, deve ser com um coração submisso a Jesus. Há um preceito que se repete neste livro. É vital que você saiba, entenda e aplique este princípio para sua futura vitória em batalha espiritual. O princípio é : A vitória começa com o nome de Jesus em seus lábios; mas não será consumada até que a natureza de Jesus esteja em seu coração. Esta regra se aplica à toda faceta da luta espiritual. Na verdade, satanás terá permissão de vir contra a sua área fraca até que você perceba que a única resposta de Deus é a semelhança de Cristo em sua vida. Quando você começa a se apropriar, não só do nome de Jesus, mas também de Sua natureza, o adversário vai se retirar. Satanás não vai continuar o seu ataque, se as circunstâncias que ele designou para destruí-lo estão agora operando para aperfeiçoar você! O resultado da experiência de Pedro foi que, após o Pentecostes, quando Deus o usou para a cura de um coxo, um novo e humilde Pedro falou à multidão reunida. "...Por que vocês estão olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou piedade?" (At.3:12). A vitória de Pedro sobre o pecado e o diabo começou com o nome de Jesus em seus lábios; e foi consumada pela natureza de Jesus em seu coração. As trevas em Pedro foram dissipadas pela luz, o orgulho em Pedro foi substituído por Cristo. Cap. 2- A FORTALEZA DOS SALVOS : A HUMILDADE Satanás teme a virtude; tem horror da humildade e a odeia. Quando ele vê alguém humilde até se arrepia. Seu cabelo fica em pé quando os cristãos se ajoelham, pois a humildade é a rendição da alma a Deus. O diabo treme diante do humilde, porque nas mesmas áreas onde ele tinha acesso, ali está o Senhor, e satanás se aterroriza diante de Jesus Cristo. COM QUEM VOCÊ REALMENTE ESTÁ LUTANDO? Vamos nos lembrar que na queda do homem, no Jardim do Éden, o julgamento de Deus contra o diabo foi que ele ia "comer pó." Do homem, Deus disse, "Tu és pó" (Gn.3:14-19). A essência de nossa natureza carnal - de tudo que é carnal em natureza - é pó. Precisamos entender esta ligação: satanás se alimenta de nossa natureza terrena, carnal de "pó". Ele come daquilo que negamos a Deus. Por isso, temos que reconhecer que a fonte de muitos dos nossos problemas e opressões não é demoníaca, mas carnal em natureza. Temos que encarar o fato de que um aspecto de nossas vidas, nossa natureza carnal, será sempre alvejada pelo diabo. Estas áreas carnais dão a

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satanás uma avenida de acesso para minar nossas orações e neutralizar nosso andar com Deus. É o nosso sentido exagerado de auto-justiça que nos impede de nos olharmos honestamente. Sabemos Quem está em nós, mas precisamos saber também o que está em nós, se queremos ser vitoriosos em nossa luta contra o diabo. Portanto, seja específico quando se submeter a Deus. Não racionalize seus pecados e falhas. O sacrifício de Jesus Cristo é um abrigo perfeito da graça, capacitando todo homem a olhar honestamente para suas necessidades. Assim, seja honesto com Deus. Ele não vai Se chocar com seus pecados. Deus o amou, sem restrições, mesmo quando o pecado era total em você; muito mais Ele continuará a amá-lo, quando você busca a Sua graça para se livrar da iniquidade! Antes de nos lançarmos em luta agressiva, precisamos reconhecer que muitas de nossas batalhas são meras conseqüências de nossas próprias ações. Para guerrear com vitória, temos que separar o que é da carne e o que é do diabo. Deixe-me dar um exemplo. Minha esposa e eu morávamos num lugar onde um lindo cardeal tinha o seu ninho. Os cardeais são muito territoriais e lutam intensamente contra cardeais intrusos. Naquele tempo nós tínhamos uma "van" com grandes espelhos laterais e pára-choques cromados. De vez em quando, o cardeal atacava os pára-choques ou os espelhos pensando que o seu reflexo era uma outra ave. Certo dia, quando observava o cardeal atacar o espelho eu pensei, "Que bobinho, seu inimigo é o seu próprio reflexo." Imediatamente o Senhor falou ao meu coração, "E assim também são muitos de seus inimigos - o reflexo de vocês mesmos." Antes de qualquer estratégia para atacar satanás, precisamos ter certeza de que nosso real inimigo não é a nossa natureza carnal. Pergunte-se: as coisas que nos oprimem hoje, não são a colheita do que plantamos ontem? ENTRE EM ACORDO COM SEU ADVERSÁRIO Lembre-se do que Jesus ensinou, "Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo" (Mt.5:25,26). O que Jesus está falando aqui vai além de evitar um processo. Ele está mostrando que com este adversário e este juiz, em particular, sempre perderemos a causa e acabaremos na prisão. Esta parábola explica como Deus vê a justiça humana. Na narrativa, o adversário é o diabo e o Juiz é Deus. Satanás, como nosso adversário, se levanta como o acusador dos irmãos diante de Deus, o Juiz de todos. A verdade que Cristo quer revelar é que quando nos aproximamos de Deus baseados em nossa própria justiça, o adversário sempre terá base legal para "nos jogar na prisão", pois as nossas justiças são "...como trapo da imundícia" (Is.64:6). Quando Jesus diz, "Entre em acordo depressa com seu adversário," Ele não está dizendo para "obedecer" o diabo. Ele está dizendo que quando satanás acusa você de algum pecado ou falha, se ele estiver certo, mesmo que por um minuto, é vantagem para você concordar com ele sobre a sua injustiça. Se ele o acusa de ser impuro, ou de não amar, ou de não orar o suficiente e ele está certo, a chave é não argumentar com o diabo sobre sua própria justiça porque, diante de Deus, sua justiça é inaceitável. Não importa o quanto você se defenda ou se justifique, por dentro você sabe que muitas vezes as acusações do diabo contêm um bocado de verdade. Nossa salvação não é baseada no que nós fazemos, mas no que Jesus Se torna por nós. Cristo Mesmo é a nossa justiça. Fomos justificados pela fé; nossa paz com Deus vem através de nosso Senhor Jesus Cristo (Rom.5:1). Quando satanás vem contra você, ele tenta enganá-lo ao focalizar a sua atenção em sua própria justiça. Quanto mais reconhecermos que somente Jesus é a nossa justiça, menos o adversário poderá nos atacar pelas nossas faltas. Quando o acusador vier condená-lo por você não ter amor suficiente, sua resposta deverá ser, "É verdade, eu não tenho amor suficiente. Mas o Filho de Deus morreu por todos os meus pecados, inclusive pelo pecado de um amor imperfeito”. Saia da sombra do ataque satânico e fique no brilho do amor do Pai. Submeta-se a Deus e peça que o amor e o perdão de Cristo tome o lugar de sua fraqueza e seu amor imperfeito. Quando satanás tentar condená-lo por impaciência, novamente sua resposta deverá ser, "Sim, na minha carne sou muito impaciente. Mas porque nasci de novo, Jesus é minha justiça e através de Seu sangue sou perdoado e purificado". Vire-se de novo para Deus. Use a acusação como um lembrete que você não está diante de um trono de julgamento, mas de um trono de graça que o possibilita a, ousadamente, vir a Deus em busca de ajuda (Hb.4:16). Portanto, a chave principal para derrotar o diabo é a humildade. Humilhar-se é recusar-se a defender a própria imagem: você é corrupto e cheio de pecado em sua velha natureza! Porém,

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temos uma nova natureza que foi criada à semelhança de Cristo (Ef.4:24); assim, podemos concordar com nosso adversário acerca da condição de nossa carne! Mas não limite este princípio de humilhar-se somente quando está envolvido em luta espiritual. Este preceito é aplicável em outras situações também. A força da humildade é aquela que constroe uma defesa espiritual ao redor de nossa alma, proibindo que lutas, competições e muitas irritações da vida roubem a nossa paz. Um ótimo lugar para praticarmos isso é em nossos relacionamentos familiares. Como marido, sua esposa pode criticá-lo por ser insensível. Uma resposta carnal pode facilmente degenerar a conversa em uma contenda. A alternativa é simplesmente humilhar-se e concordar com sua esposa. Provavelmente você era insensível. Então, orem juntos e peçam a Deus por um amor mais terno. Como esposa, talvez seu marido a acuse de não entender as pressões que ele sofre no trabalho. Muito provavelmente ele está certo, você não sabe as coisas que temos de enfrentar. Em vez de responder com um contra ataque, humilhe-se e concorde com ele. Orem juntos pedindo a Deus por um coração cordato. Se permanecermos humildes de coração, receberemos abundantemente de Deus e satanás será desarmado em muitas frentes. Lembre-se, satanás teme a virtude, tem horror da humildade, ele a odeia porque a humildade é a rendição da alma ao Senhor, e o diabo se aterroriza diante de Jesus Cristo. Cap. 3- DERRUBANDO FORTALEZAS O que o homem chama de "salvação" é simplesmente o primeiro estágio do plano de Deus para nossas vidas, que é nos conformar, em caráter e poder, à imagem de Jesus Cristo. Se falharmos em ver nosso relacionamento com Deus assim, permitiremos que muitas áreas dentro de nós fiquem imutáveis. A destruição de fortalezas é a demolição e a remoção destas velhas maneiras de pensar para que a Presença de Jesus Cristo possa Se manifestar através de nós. O QUE É UMA FORTALEZA? "Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas..." (II Cor.10:3-5). Toda libertação vitoriosa deve começar primeiro pela remoção daquilo que defende o inimigo. Ao falar de guerra espiritual, o apóstolo Paulo usa a palavra "fortaleza" para definir o forte onde satanás e suas legiões se escondem e são protegidos. Estas fortalezas existem nos padrões de pensamentos e idéias que governam indivíduos e igrejas, bem como comunidades e nações. Antes de reivindicarmos a vitória, estas fortalezas devem ser demolidas e a armadura de satanás eliminada. Então, as poderosas armas da Palavra e do Espírito podem efetivamente saquear a casa de satanás. Mas qual é o significado bíblico de "fortaleza"? No V.T., uma fortaleza era uma habitação fortificada e usada como um meio de proteção contra o inimigo. Encontramos Davi escondido de Saul em fortalezas no deserto, em Hores (I Sam.23:14,19). Eram estruturas físicas, geralmente cavernas no alto de montanhas onde era muito difícil um ataque. Com esta imagem em mente, os escritores inspirados da Bíblia adaptaram a palavra "fortaleza" para definir as realidades espirituais que são poderosa e vigorosamente protegidas. Uma fortaleza pode ser, para nós, a fonte de proteção contra o diabo, como é o caso do Senhor Se tornar nossa fortaleza (Sl.18:2). Por outro lado, uma fortaleza pode ser uma fonte de defesa para o diabo, onde atividades demoníacas ou pecaminosas são protegidas dentro de nós por nossos pensamentos simpatizantes com o mal. As fortalezas que primeiramente vamos expor são aquelas atitudes erradas que protegem e defendem a vida do velho eu, que freqüentemente se tornam "habitações fortificadas" de opressão demoníaca na vida de uma pessoa. O apóstolo Paulo define uma fortaleza como "...argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus." (IICor.10:5). Uma fortaleza demoníaca é qualquer tipo de pensamento que se exalta acima do conhecimento de Deus, pelo qual se dá ao diabo um lugar seguro de influência no pensamento de um indivíduo. Na maioria dos casos, não estamos falando de "possessão espiritual”. Este autor não crê que um cristão possa ser possuído, pois, quando uma pessoa é "possessa" por demônio, ele enche o espírito da pessoa da mesma forma que o Espírito Santo enche o espírito de um cristão. No entanto, cristãos podem ser opressos por demônios que ocupam os sistemas de pensamentos não regenerados, especialmente se estes pensamentos são defendidos por auto engano ou doutrinas falsas! O pensamento de que "eu não posso ter demônios porque sou cristão", não é verdadeiro. Um demônio não pode possuí-lo no sentido eterno e de possessão,

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mas você pode ter um demônio se não se arrepender de seus pensamentos simpatizantes com o mal. Sua rebelião contra Deus fornece um lugar para o diabo em sua vida. Muitos cristãos são atormentados por inúmeros tipos de medo, e embora tenham sido aconselhados e já se tenha orado sobre eles, não houve resultados. Mais do que oração, eles precisam de libertação. A libertação, porém, não acontecerá até que o espírito de medo seja confrontado e amarrado, e a fortaleza do medo demolida. Muitos crentes foram ensinados que por terem o Espírito Santo, não podem ser enganados. Isto também não é verdade. Uma das razões do Espírito da Verdade ter sido enviado foi por causa da facilidade de cairmos no auto engano. De fato, o próprio pensamento de que um cristão não pode ser enganado, é um engano! Quando esta mentira, em particular, permeia a mente do crente, suas idéias e opiniões se cristalizam e este permanece no estado de imaturidade espiritual em que se encontrava. Todo tipo de espíritos atacarão sua alma, sabendo que estão protegidos pela armadura dos pensamentos e doutrinas da própria pessoa! É dificílimo quebrar o poder do auto engano religioso, pois a própria natureza da "fé" é não dar lugar à dúvida. Uma vez que a pessoa é enganada, ela não reconhece que está enganada, porque ela foi enganada! De tudo que pensamos que sabemos, precisamos saber muito bem que : podemos estar errados . Se não aceitarmos esta verdade, como seremos corrigidos de nossos erros? Qualquer área de nosso coração ou mente que não está rendida a Jesus Cristo é um área vulnerável ao ataque satânico. E é aqui, unicamente na vida não crucificada do pensamento na mente do crente, que a demolição de fortalezas é de vital importância. Por isso, precisamos atingir o que a Escritura chama de "humildade de mente" antes que a real libertação seja possível. Quando descobrimos rebelião contra Deus em nós, não devemos nos defender ou nos desculpar. Mas, precisamos humilhar nossos corações e nos arrepender, exercendo fé em Deus para nos transformar. Lembre-se, satanás se alimenta do pecado e onde houver um hábito de pecado na vida do crente, espere achar atividade demoníaca naquela área. O hábito de pecar, geralmente se torna o lugar de habitação do espírito que está roubando o poder e a alegria daquele crente, e aquela habitação (ou hábito) é a fortaleza. Você pode não concordar com a idéia de espíritos malignos freqüentarem e ocuparem atitudes na vida de um crente, mas, certamente, você vai concordar que todos nós temos uma mente carnal que é uma fonte de imaginações e pensamentos vãos que se exaltam acima de Deus (II Cor.10:3-5). Tratamos com o diabo ao tratar com os sistemas carnais de pensamentos, as fortalezas que protegem o inimigo. Não há fortalezas, nem atitudes imperfeitas, nem processos de pensamentos errados na mente de Cristo. Antes de ir para a Sua morte, Ele declarou, "...o príncipe deste mundo está vindo. Ele não tem nenhum direito sobre mim" (Jo.14:30). Satanás não tinha nada em Jesus. Nós também queremos poder dizer que satanás não tem nenhuma área secreta dentro de nós, nada que possa abrir a porta de nossa alma para o mal. Quando as fortalezas de nossa mente estiverem derrubadas, embora ocasionalmente possamos cair em pecado, andaremos em grande vitória e nos tornaremos instrumentos para ajudar outros em sua libertação. A demolição das fortalezas começa com arrependimento. Quando Jesus enviou Seus discípulos, "...eles saíram e pregaram que o povo se arrependesse. Expulsavam muitos demônios...os curavam." (Mc.6:12,13). Quanto à libertação de espíritos que infestam a mente, o arrependimento precede a libertação, e esta geralmente conduz à cura de outras áreas. Se você já é um cristão, não importando há quanto tempo, você já teve muitas fortalezas demolidas em sua vida. Elas foram destruídas quando você se arrependeu e veio a Jesus. A libertação é sempre simples assim... quando a alma quer. Porém, sem alguma medida de arrependimento, a libertação é quase sempre impossível, pois, embora o espírito possa ser comandado a sair, se a estrutura de pensamentos do indivíduo não mudar, sua atitude errada para com o pecado receberá aquele espírito de volta. Um aspecto do ministério de Cristo é que "...o pensamento de muitos corações será revelado" (Lc.2:35). Se você realmente andar com Jesus, muitas áreas dos processos de seu pensamento serão expostas. Haverá a graça e o poder de Deus para o capacitar a se arrepender e crer em Deus para receber a Sua virtude em sua vida. Você verá a queda das fortalezas e a chegada da vitória. Mas, devo avisá-lo que haverá a pressão de sua carne, bem como a do mundo das trevas, para diminuir ou fazer ignorado o que Deus está requerendo de você. Você pode ser tentado a render-se a um pecado simbólico ou à alguma falta menor, enquanto que o problema principal permanece bem escondido. Entenda que a energia que gastamos para manter nossos pecados em secreto é o próprio material do qual uma fortaleza é

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construída. O demônio com o qual você está lutando, usa os seus pensamentos para proteger o seu acesso à sua vida. Vamos orar: Pai Celestial, há áreas em minha vida (nomeie audivelmente os pecados habituais) que eu não submeti completamente ao meu Senhor Jesus Cristo. Senhor, perdoa-me pela transigência. Eu também peço coragem para demolir as fortalezas sem relutância ou engano voluntário em meu coração. Pelo poder do Espírito Santo e no Nome de Jesus, eu amarro as influências satânicas que reforçavam a transigência (acomodação) e o pecado dentro de mim. Submeto-me à luz do Espírito da Verdade para expor as fortalezas do pecado dentro de mim. Pelas poderosas armas do Espírito e da Palavra, proclamo que cada fortaleza da minha vida está derrubada! Me proponho, pela graça de Deus, a ter somente uma fortaleza dentro de mim: a fortaleza da presença de Cristo! Obrigado, Senhor, por me perdoar e me purificar de todos os meus pecados. E pela graça de Deus, eu me comprometo a completar esta área até que as ruínas desta fortaleza sejam removidas de minha mente! Obrigado, Pai. Em Nome de Jesus. Amém. Cap. 4- UMA CASA FEITA DE PENSAMENTOS Há fortalezas satânicas sobre países e comunidades; há fortalezas que influenciam igrejas e indivíduos. Aonde existe uma fortaleza, ali está um padrão de pensamento induzido por demônios. Especificamente, é uma "casa feita de pensamentos" que se tornou um lugar de habitação para atividade satânica. UM AVISO ANTES DA LIBERTAÇÃO! "Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso e não encontra, diz : 'Voltarei para a casa de onde saí' ." (Mat.12:43,44). Embora a natureza de um espírito imundo seja espiritual e não física, ele busca um lugar de habitação, uma "casa" onde ele possa "descansar". Jesus revelou que há uma dimensão na natureza humana que pode hospedar um espírito maligno e prover um tipo de descanso. Se é assim, temos que expor a natureza do homem e revelar o aspecto que, em nós, pode se tornar a "construção material" para um espírito se alojar. Primeiramente, temos que entender que um demônio não pode habitar no espírito de um cristão verdadeiro. Pela regeneração, o espírito humano se torna a morada do Espírito Santo. Justamente, porque o Espírito Santo está em nós, é que discernimos as invasões do inimigo. O aspecto da natureza humana que mais se assemelha, em substância e disposição, à natureza do mal é a vida do pensamento carnal, que é uma dimensão da alma, ou da personalidade do homem. É no pensamento não crucificado e nas atitudes não santificadas que os espíritos imundos, se mascarando como nossos pensamentos e se escondendo em nossas atitudes, têm acesso às nossas vidas. Jesus prosseguiu, "...( o espírito imundo) chegando, encontra a casa desocupada, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro." (Mat.12:44,45). Para ser vitorioso em batalha espiritual, sua guerra tem que ser combatida de acordo com as Escrituras. Se você ignorar a necessidade de levar Cristo à alma libertada, há o perigo do último estado "daquele homem" pode se tornar "pior do que o primeiro" (Mat.12:45; II Pe.2:20). Cristo precisa entrar e ter permissão de construir a Sua casa de justiça em todas as áreas onde antes satanás habitava. Exceto em casos de males físicos, a libertação não deveria ser ministrada a ninguém que não quisesse submeter sua vida de pensamentos a Jesus Cristo! TIRANDO A ARMADURA DE SATANÁS "Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos." (Lc.11:22,23). Antes de sermos salvos, você e eu éramos "possessões tranqüilas" do diabo; satanás era como um "homem forte" totalmente armado guardando o território de nossas almas. No dia de nossa salvação, porém, "Alguém mais forte", o glorioso Senhor Jesus Cristo, atacou e subjugou satanás e tirou sua armadura. As experiências do novo nascimento podem ser muito variadas no nível natural, mas no campo do espírito, uma luta muito semelhante foi travada e ganha para cada um de nós. Se pudéssemos ter enxergado no mundo espiritual, teríamos observado o Espírito Santo trabalhando com os anjos de Deus para destruir a primeira linha de defesa do inimigo, sua "armadura". O que era, exatamente, esta armadura que protegia o diabo e nos mantinha fora da salvação? A armadura em que os demônios confiam, consiste de nossos próprios pensamentos, atitudes e opiniões que concordam com o mal.

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O que Jesus descreve como "armadura", o apóstolo Paulo classifica como "fortalezas" (II Cor.10:1-4). É importante reconhecer que, ao falar de fortalezas, o apóstolo está se dirigindo à igreja! É tolice pensar que a nossa experiência de salvação eliminou todas as idéias e atitudes erradas, as fortalezas que ainda estão influenciando nossas percepções e comportamentos. Sim, as coisas velhas passaram, e verdadeiramente tudo se fez novo, mas até andarmos na plenitude de Cristo, não podemos pensar que o processo de mudança terminou. Estaremos identificando algumas destas fortalezas mais adiante neste capítulo. Por agora, vamos dizer que, a nível individual, a base de nossa vitória contínua em guerra vem de nos submetermos ao Senhor, quando Ele revelar estas fortalezas, e de concordar com Ele através do arrependimento para derrubá-las. É importante reconhecer que, quando falamos de fortalezas, não estamos falando de pensamentos ao acaso ou pecados ocasionais. Mas, as fortalezas que mais nos afetam são as que estão tão escondidas em nossos padrões de pensamento que nem as reconhecemos, ou as identificamos como malignas. Lembre-se, em nosso texto inicial, Jesus revelou que aqueles espíritos imundos estavam procurando "descanso" . O sentido do descanso que eles procuram se origina em estar em harmonia com o seu ambiente. Em outras palavras, quando a nossa vida de pensamento está em linha com incredulidade, medo, pecado habitual, o inimigo descansa. O processo de libertação, geralmente, envolve um tempo de conflito interior e tumultos. Isto é um bom sinal, pois significa que a vontade do indivíduo deseja ficar livre. Devemos esperar um tempo onde precisamos exercitar nossa autoridade em Cristo quando "resistimos " ao diabo (I Pe. 5:9a). Paulo fala da "luta" da igreja contra os principados e potestades. Haverá um período de luta envolvido no processo de demolir as fortalezas, pois você está quebrando o seu acordo com o inimigo que lutará para permanecer em sua vida. LEVANDO TODO PENSAMENTO CATIVO A CRISTO Achamos conforto em ser cristão, mas ser cristão não nos fez perfeitos, e ainda há muitas fortalezas em nós. Vamos identificar alguns destes fortes espirituais. Raramente, o cristão não está limitado por, pelo menos, uma das seguintes fortalezas : incredulidade, frieza no amor, medo, orgulho, falta de perdão, cobiça, ganância ou alguma combinação destas, ou a possibilidade de outras não citadas acima. Por desculpar-nos tão rapidamente, fica difícil discernir as áreas de opressão em nossas vidas. Afinal, há nossos pensamentos, nossas atitudes, nossas percepções - justificamos e defendemos nossos pensamentos com a mesma intensidade com que justificamos e defendemos a nós mesmos. Como está escrito, "Porque, como ele (o homem) pensa consigo mesmo, assim é." (Prov.23:7). Em outras palavras, a essência de quem somos está na vida de nossos pensamentos. Portanto, antes que qualquer libertação possa verdadeiramente ser realizada, precisamos honestamente reconhecer e confessar nossa necessidade. Precisamos parar de fingir que "tudo está bem". Precisamos nos humilhar e buscar ajuda. Realmente, como dissemos antes, a primeira fortaleza que Deus precisa remover é o orgulho; pois, até que alguém queira admitir que precisa de libertação, nunca será liberto das fortalezas. Para reconhecer o que está errado em nós, precisamos perceber o padrão de Deus do que é certo. Davi no enlevo, Jó na miséria e nós, entre estes dois extremos, fazemos a mesma velha pergunta, "o que é o homem?" O escritor de Hebreus fez a mesma pergunta, mas respondeu sob a inspiração do Espírito. "...Vemos, todavia, aquele...Jesus" (Hb.2:9). Jesus Cristo é, para Deus, o modelo do homem da nova criação (Ef.4:23,24). Ele não é somente nosso Salvador, Ele é o Habitante que nos conforma à Sua imagem, o Primogênito de uma família de filhos gloriosos (Hb.2:10; Rm.8:28,29). Mas, vamos entender que somente Jesus pode ser como Jesus. Quando nos rendemos a Ele em crescente submissão, quando habitamos n'Ele e Sua Palavra habita em nós, Ele produz vida que não é simplesmente "como" a Sua, mas é a Sua própria vida! Cristo Mesmo vivendo dentro de nós cumpre o plano eterno, que é fazer o homem à Sua imagem. É a chegada em nós da Presença do Senhor Jesus que faz poderosas as armas de nossa guerra, dando autoridade às nossas palavras enquanto demolimos fortalezas. Portanto, você precisa aprender a olhar objetivamente qualquer pensamento ou atitude que não se conformem à semelhança e aos ensinos de Jesus. Aqueles pensamentos devem ser capturados e as atitudes erradas crucificadas. Precisamos fazer caminho em nós para a vinda do Senhor. Temos que permitir o "aumento do Seu governo" se expandir até que estejamos tão absorvidos em Seu Espírito que não somente cremos n'Ele, mas cremos como Ele. Seu amor, pensamentos e desejos fluem de nós.

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Consequentemente, quando buscamos identificar e destruir os fortes demoníacos, a segunda fortaleza a ser aniquilada é a da incredulidade. É o esquema de pensamentos que nos diz que a semelhança de Cristo é impossível; o que segura qualquer outro sinal de crescimento espiritual. Esta mentira e as cadeias que são colocadas em nossos corações devem ser tiradas de nossas vidas. Assim, neste momento comece a orar em seu espírito. Deixe o Espírito Santo vir e encher o seu coração. Se você tem a fortaleza que diz que nunca será como Cristo, ela pode começar a ser demolida agora. Vamos orar: Senhor Jesus, eu me submeto a Ti. Eu declaro, de acordo com a Palavra de Deus, que por causa do Teu poder de subjugar todas as coisas a Ti, as armas da minha guerra são poderosas para demolir fortalezas (II Cor.10:3,4).Eu me arrependo por usar a mentira de que "nunca serei como Jesus", como desculpa para pecar e comprometer minhas convicções. No Nome de Jesus eu renuncio à minha velha natureza pecadora, e, pela graça de Deus e o poder do Teu Espírito, eu destruo a fortaleza da incredulidade que existe em minha mente. Por causa do sacrifício perfeito de Jesus Cristo, eu sou nova criação. Eu creio que irei, de glória em glória, ser, continuamente, transformado à imagem de Cristo enquanto ando com Deus. DERROTE A FORTALEZA DO FRACASSO Vamos ver outras fortalezas que podem estar em sua vida, ver sua origem e, o mais importante, como elas podem ser removidas. Primeiramente, lembre-se que uma fortaleza é uma casa feita de pensamentos. Por isso, Paulo explica que neste tipo de guerra, nossa vitória é baseada por "...levar cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo..." (II Cor.10:5). Sendo nosso objetivo permitir ao Espírito de Cristo completo acesso à nossas almas, precisamos capturar nossos pensamentos e fazei-los servos de Cristo. Para lidar com a fortaleza do fracasso, precisamos nos arrepender de nossa maneira de viver. Tenha em mente também que arrependimento significa "mudança", não meramente remorso, e nosso pensamento precisa mudar. Há muitos pensamentos errôneos vagando por nossas mentes, se alimentando de incredulidade e erro. Pensamentos do tipo, "Eu vou ser sempre um fracasso", "Não passo de um pecador", ou "Tentei andar no Espírito, mas não funcionou", formam as paredes , o chão e o teto - o "material de construção" da fortaleza do fracasso. Para assegurar a vitória, você precisa capturar estes pensamentos errados. Capture o pensamento : "Eu sou um fracasso!" Arrependa-se dele pedindo a Deus perdão por sua incredulidade. Deixe a sua mente ser renovada pela Palavra de Deus que diz, "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" . Embora você tenha falhado e ainda falhará no futuro, mas porque Deus está em sua vida, você pode confiantemente proclamar, "Embora eu tenha sido um fracasso, minha suficiência vem de Deus e não de mim. Sou plenamente capaz de fazer todas as coisas através de Cristo que me fortalece." Prenda o pensamento: "Não passo de um pecador!" Substitua-o com a confissão de sua fé que diz, " Embora tenha sido um pecador, sou agora um filho amado de Deus, e ainda que, ocasionalmente, eu peque, o sangue de Cristo me purifica de toda a injustiça" (I Jo.1:9). Por causa do sangue, o sacrifício de Cristo fez cada um de nós tão puro quanto Ele Mesmo é puro. Você está destruindo uma fortaleza de derrota que o oprimia e está começando a substituí-la com a divina fortaleza da fé, que é construída sobre a Palavra de Deus. Com a antiga fortaleza exposta e os padrões de pensamento de derrota vindo a baixo, você está destruindo a fortaleza do fracasso em sua vida. Ao continuar sendo renovado no espírito de sua mente pela Palavra de Deus, você andará num poder tremendo e em perfeita paz. Você entrará na abençoada fortaleza da fé. Deixe estabelecer-se em suas atitudes o objetivo e o propósito de sua salvação : que você seja transformado à imagem de Cristo. Não está escrito que, "Aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" ? (Rm.8:29). O mesmo Senhor que derrotou o diabo e libertou seu coração pela salvação, ainda está trabalhando para renovar a sua mente. Se é verdade que Ele é a nossa terra prometida, também é verdade que nós somos a Sua terra prometida! Embora os gigantes dentro de nossos corações tenham se oposto a nós e nos humilhado, não resistirão a Ele! Ele é o eterno Josué, o Santo que não conhece derrota. Ao reconhecer que nossa salvação é uma transformação contínua, e que somos transformados de "glória em glória" à imagem de Cristo, não podemos ficar desencorajados pelas fortalezas que vamos descobrindo; nem falhas ocasionais ou momentâneas nos enfraquecerão. Quando encaramos nossas necessidades, nos alegramos em saber que é somente uma questão de tempo antes que outro gigante seja removido!

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DESTRUINDO A FORTALEZA DO MEDO! Outra fortaleza que oprime o homem é o medo. Sua experiência diz que se você tentar algo novo, principalmente diante de outras pessoas, ficará embaraçado e será rejeitado. Para se opor a isso, uma série completa de reações vêm à sua mente. Você volta, quando deveria avançar, fica silencioso, quando deveria falar! Aquele retraimento silencioso e temeroso em você, tornou-se em uma casa feita de pensamentos onde habita um espírito de medo. Deus não o quer prisioneiro. Portanto, vamos olhar para alguns pensamentos e experiências que podem ter formado a estrutura desta fortaleza demoníaca. Talvez, quando bem criança, quando tentava algo novo, a reação na sua família e em seus amigos era de ridículo. Suas palavras impensadas foram tão fundo que , ao recuar-se pela dor, involuntariamente, você permaneceu nesta posição de "recuo" ou "retraimento". Desde então, você se recusa a colocarse em situações onde possa ser vulnerável à críticas. Você pode nem se recordar dos incidentes, mas não parou de se retrair até hoje. Lembre-se, Jesus disse que o Pai nos perdoaria assim como perdoamos os outros. Pode até parecer injusto, mas a sua reação para com aquilo que o feriu, estava tão longe da vontade de Deus, quanto estavam as ações daqueles que o feriram. Na verdade, a sua reação se tornou parte de sua natureza. Você pode ser liberto desta opressão em sua alma ao liberar e perdoar aqueles que o feriram. No mesmo grau que você deixar passar o incidente e perdoar o seu ofensor, assim Deus restaurará a sua alma à uma atitude equilibrada e saudável para com as outras pessoas. Enquanto você cresce neste processo de perdão, também crescerá em amor e, a Bíblia diz que "No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo..." (I Jo.4:18). A fortaleza do medo será substituída pela fortaleza do amor. Lembre-se sempre que "A vitória começa com o nome de Jesus em nossos lábios; mas não será consumada até que a natureza de Jesus esteja em nossos corações." Não é suficiente ter nossa "casa varrida...e em ordem" (Mat.12:43), mas, sua vida de pensamento deve ser ocupada pela Pessoa de Cristo. Ao persistir em entregar-se a Cristo, Ele removerá a armadura de satanás de sua mente e mostrará o que deve ser demolido. Você verá que as armas de sua guerra são poderosas para destruir fortalezas! Cap. 5 TRÊS FONTES DE FORTALEZAS Se você deseja identificar as fortalezas escondidas em sua vida, precisa somente examinar as atitudes em seu coração. Toda a área em seu pensamento que resplandece com esperança em Deus é uma área que está sendo liberada por Cristo. Mas qualquer sistema de pensamento que não tem esperança, que está em desespero, é uma fortaleza que deve ser destruída.

A PRIMEIRA FONTE DE FORTALEZAS : O MUNDO De maneira geral, as fortalezas se originam de uma de três fontes. A primeira é o próprio mundo no qual nascemos. O fluxo constante de informações e experiências que formaram as percepções de nossa infância é a maior fonte de fortalezas em nós. A quantidade de amor (ou falta de amor) em nosso lar, nosso ambiente cultural, valores e pressões, assim como medo de rejeição e exposição - mesmo nossa aparência física e inteligência, tudo se combina para formar nosso sentido de identidade e nossa visão da vida. Nossas almas trabalhadas com inseguranças são altamente sensíveis à críticas e elogios dos outros. Na busca de se encontrar, estas palavras são recebidas nos corações jovens como aço derretido que, quando esfria, fica fundido em nossas naturezas. Quantos adultos de hoje crêem que são mentalmente lentos simplesmente porque quando crianças, absorveram, em seu auto conceito, repreensões negativas e impensadas de professores ou pais? Estes conceitos e limitações estão estruturados em nós a partir da infância, construídos em nossos padrões de pensamento através de palavras e idéias dos outros. Realmente, muitas de nossas opiniões sobre a vida são nossas porque não conhecemos nenhum outro modo de pensar. No entanto, defendemos e protegemos nossas idéias, justificando nossas opiniões como se fossem nascidas de nossa própria criatividade! Um outro exemplo disto é a astrologia. Multidões de crentes estão subconscientemente presos à características e fraquezas de seu "sígno do zodíaco". Na busca de identidade, esta mistura de fatos enganosos e ilusões foram absorvidos por suas almas, de onde continua a se levantar, mesmo hoje, em oposição direta à obra de Deus de transformação. Como cristãos, a única verdade apropriada para a eternidade é a verdade de Cristo. Se não percebermos isto, seremos somente "como [nossos] mestres" , nunca fazendo mais do que "as obras de [nosso] pai" (Lc.6:40; Jo.8:41). "Nossos mestres" e "pais", mais que

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provavelmente, fizeram o melhor que podiam, porém, nosso objetivo não é simplesmente fazer as obras de nossos pais, mas as de Jesus. Assim, as Escrituras nos instruem a " atentar para o resultado" da maneira de viver de um homem, antes de nos submetermos aos seus conceitos de vida (Hb.13:7). Considerando isso, é óbvio que somente uma Pessoa, o Senhor Jesus Cristo, provou, por Sua ressurreição, que conhecia os segredos da vida. Ao conquistar a morte, Ele revelou que entendia de vida. Embora Jesus use pessoas para nos ensinar, não devemos nos tornar seguidores de meros homens, quando estes homens, na verdade, não estão em conformidade com Cristo. Nosso alvo deve ser a conformidade com Jesus Cristo somente. Nenhum ensino que não sustente este propósito único deve nos dirigir! Nesta peregrinação da alma para se encontrar, devemos entregar o que éramos a Deus, pois, se não perdermos nossa vida para Jesus, não poderemos achá-la. Quando chegamos a Cristo, tudo que somos, em natureza e caráter, está destinado a mudar. A Bíblia nos diz que Deus nos providenciou um novo coração, uma nova mente, um novo espírito, uma nova natureza e, no final, até um novo nome! (Hb.8:10, I Cor.2:16; II Cor.5:16,17; Ap.2:17). Lembre-se que quando você nasceu de novo, recebeu o próprio Espírito de Deus, e pelo Seu Espírito você nasceu em outro reino: o Reino dos Céus. Embora seus pés ainda estejam na terra, pelo Espírito Santo você está unido à própria Pessoa de Jesus Cristo, que está sentado no trono de Deus. Assim, como no corpo físico seus membros estão ligados ao seu tronco, assim o seu coração está ligado ao poder de Deus! Você nunca está sozinho! Cristo está sempre com você! O que você era, como pessoa, antes da salvação, você nunca mais será! A promessa de Deus é, "Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que coisas novas surgiram!" (II Cor.5:17). Tudo, até sua inteligência e aparência estão sujeitos à mudanças para melhor. Antigos fracassos, preconceitos e atitudes estão destinados a saírem; agora, fé e esperança devem crescer diariamente em você. Como conseguimos tão maravilhoso novo começo? Recebemos o Espírito de Cristo em nossos corações para nos capacitar e estudamos as palavras de Cristo para nos dirigir; e tudo que descobrimos em nós que não é semelhante a Jesus, nós crucificamos. A FORTALEZA DE NOSSAS EXPERIÊNCIAS Uma outra maneira das fortalezas serem construídas em nós é através de nossas experiências e das conclusões que tiramos delas. Estas experiências, para melhor ou para pior, são o que chamamos de realidade. Perceba que a vida, como nós a concebemos, é baseada sobre a rede de pensamentos e opiniões que permitimos que governem as nossas almas. Por outro lado, Deus define realidade como a "Verdade" achada em Sua Palavra. Para irmos do nosso mundo para a realidade de Deus, precisamos ver as palavras de Jesus como portas pelas quais entramos no Reino eterno de Deus. No significado conjunto de todo o ensino de Jesus, encontramos a realidade do reino de Deus. A vitória vem quando nos alinhamos com a realidade da vida de Deus. Para derrubar a "fortaleza de nossas experiências" é necessário que "Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso" (Rm.3:4). O único que tem o direito de moldar nossas vidas é Jesus Cristo. Por determinação, não podemos permitir que nada nem ninguém nos molde, nem mesmo nossas experiências pessoais, a menos que elas sejam consistentes com as promessas de Deus. Quem está, na verdade, governando a nossa vida, Deus ou nossas experiências? Até o ponto que nossas experiências não estão em conformidade com a Palavra de Deus, elas sutilmente nos ensinam que Deus não é Quem Ele diz que é. Precisamos guardar nossos corações e as opiniões que formamos da vida, pois, a não ser que os acontecimentos de nossa vida sejam realizados à semelhança de Cristo, eles estão incompletos. Em outras palavras, mesmo que você não foi curado, você não deve concluir que "cura não é para hoje". A provisão de Deus é eterna , o que significa que até que os céus e a terra passem, Ele tem providências para a nossa cura. Com relação ao pecado, embora você repetidamente tropece, precisa continuar acreditando em Deus para a graça de vencer. Você precisa dar lugar à uma nova compreensão. Nunca desista da fé na Palavra de Deus! As experiências podem parecer válidas, mas se elas têm deixado você pensar que Jesus não é o mesmo hoje do que Ele era nos Evangelhos, a conclusão está errada. É uma fortaleza que precisa cair. A FORTALEZA DAS DOUTRINAS ERRADAS A terceira fonte de fortalezas vem de falsas doutrinas e ensinos de igrejas. Jesus alertou, "Cuidado, que ninguém os engane" (Mt.24:4). Podemos ser guiados por outra pessoa, mas, com a responsabilidade de não estarmos sendo desviados por aquela pessoa. Precisamos conhecer e estudar a Bíblia por nós mesmos; do contrário, como podemos discernir os erros no ensino que ouvimos? Por mais que amemos um pastor em particular, tendo sido muitas vezes

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edificados por ele, devemos humildemente pedir ao Senhor que confirme todas as doutrinas questionáveis. Nenhum mestre é tão verdadeiro, nenhum profeta é tão puro que possamos cegamente ser guiados por eles. Eles podem nos dirigir, mas nossos olhos devem estar bem abertos e nossos ouvidos sensíveis à voz confirmatória de Jesus. Como está escrito, "Toda questão deve ser decidida pelo depoimento de duas ou três testemunhas" (II Cor.13:1). Mesmo mestres verdadeiros podem, inocentemente, comunicar doutrinas falsas. Não importa quão sincero nosso professor de Bíblia seja, se o que estamos aprendendo não nos dirigir para o amor de Cristo, Sua santidade, Seu poder; se não estamos sendo preparados nestas dimensões espirituais para Jesus e, através d'Ele, para os outros, esta doutrina é uma fortaleza que está nos limitando e nos oprimindo. A maneira mais certa de nos assegurarmos que ninguém está nos desviando, é cuidar para não nos desviarmos. Precisamos permanecer honestos com Deus e sensíveis ao Seu amor e à Sua Palavra. O plano de satanás é nos fazer, de algum modo, aceitar , ou pela nossa criação, nossas experiências ou pelos dogmas da igreja, que algumas partes da vida de Cristo não são verdadeiras ou não são válidas no nosso caso. Todas as batalhas que enfrentamos na vida são sobre a Palavra e se podemos ou não construir nossas vidas sobre a fidelidade e integridade de Deus. Se permanecermos firmes nestas coisas das quais temos certeza, Deus será fiel em nos libertar de toda fortaleza e nos guiar inteiramente ao Seu Reino. Cap. 6- A FORTALEZA DA SEMELHANÇA DE CRISTO A vitória começa com o Nome de Jesus em nossos lábios. É consumada com a natureza de Jesus em nosso coração. O MAIS ALTO PROPÓSITO DE DEUS Muitos cristãos se engajam em batalha espiritual com a esperança de, ou aliviar suas dificuldades, ou conseguir uma existência "normal". No entanto, o propósito de todos os aspectos de espiritualidade, inclusive a batalha , é nos fazer conformes à imagem de Cristo. Nada, nem adoração nem guerra, nem amor nem libertação, será realmente obtido se perdermos o objetivo único de nossa fé: a semelhança de Cristo. Vamos nos lembrar que o Senhor libertou os antigos hebreus do Egito para que Ele os pudesse trazer à Terra Prometida. Da mesma forma, somos libertos do pecado, não para vivermos para nós mesmos, mas para podermos atingir a semelhança de Cristo. Nossos objetivos devem estar alinhados com os de Deus, pois, se a nossa natureza não mudar, certamente, vamos nos encontrar envolvidos nos mesmos problemas que causaram nossas dificuldades primeiras. Enquanto não quisermos ouvir isto, muitas de nossos conflitos espirituais não cessarão até que o caráter do Senhor Jesus seja formado em nossos corações. A meta do Pai em nossa libertação vai muito além do que simplesmente ver nossos fardos, ou o diabo fora de nossas costas. Realmente, o propósito específico para o qual Deus dirige a cooperação de todas as coisas em nossas vidas é a nossa conformidade "...à imagem do Seu Filho." O propósito do Pai em nossa salvação foi que Jesus Se tornasse "...o Primogênito entre muitos irmãos" (Rm.8:28,29). Em outras palavras, a maneira de se obter a vitória final de Deus é alcançar o Seu objetivo final - a completa transformação à imagem de Cristo. Há uma penetração de espírito entre Deus e nós, onde nosso espírito é totalmente saturado com a Presença Viva do Senhor Jesus e a Sua glória flui de tal maneira em nossas vidas que não há "...nenhuma parte... em trevas" deixada em nós. (Lc.11:36). Esta proximidade da presença do Senhor produz uma defesa indestrutível, uma fortaleza na qual estamos escondidos do maligno. Através Dele, entramos na excelência de Seus caminhos em nossos relacionamentos, com o Pai e uns com os outros; assim, andaremos imunes aos incontáveis ataques satânicos. À medida que a Sua plenitude aumenta em nós, vai se cumprindo o que está escrito : " ...porque neste mundo somos como Ele." e "...aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge." (I Jo.4:17; 5:18). Precisamos entender que não é satanás que nos derrota, mas é a nossa abertura a ele. Para subjugar totalmente o diabo precisamos andar no "esconderijo do Altíssimo" (Sal.91:1). Satanás é tolerado com um propósito : a guerra entre o diabo e os santos de Deus os impele para a semelhança de Cristo, onde a natureza de Cristo se torna o único lugar de repouso e segurança. Deus permite a guerra para facilitar o Seus plano eterno que é nos fazer à Sua imagem (Gn.1:26). Quando percebemos que o propósito do Pai é transformar nossas vidas na vida de Cristo, descobrimos que Deus tem uma resposta para a guerra espiritual : nos apropriar da natureza de seu Filho! Você está perturbado por demônios, medo ou dúvida? Submeta estas áreas a Deus, arrependa-se de sua incredulidade e renda-se à fé de Cristo que está em você. Você está perturbado por espíritos de luxúria e vergonha? Apresente estas áreas de pecado a Deus, arrependendo-se de sua velha natureza, contando com o perdão de Cristo e com Sua pureza de

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coração. O Pai está mais preocupado com a vinda de Seu Filho às nossas vidas do que com a derrota de Satanás. Quem é o diabo para desafiar o Deus Vivo? A grande verdade é que quando o diabo reconhece que seus ataques contra a sua vida não o afastam de Deus, mas o levam para Deus, quando ele percebe que suas tentações, na realidade, forçam você a se aproximar da virtude de Cristo, ele vai se retirar. O OBJETIVO É A SEMELHANÇA DE CRISTO, E NÃO A GUERRA Há um tempo , sobre o qual falaremos mais tarde neste livro, quando o Senhor nos chamará para destruir as fortalezas do inferno sobre nossas igreja e comunidades. No entanto, há outro tempo em que engajar em muita luta espiritual é, na realidade, uma distração para nossa obediência a Deus. Jesus derrotou satanás no Getsêmani e na cruz não por confrontá-lo diretamente, mas por cumprir o objetivo para o qual Ele foi chamado ao Calvário. A maior batalha já vencida foi conseguida pela aparente morte do vencedor, sem sequer uma palavra de repreensão contra Seu adversário! O príncipe deste mundo foi julgado e os principados e poderes foram desarmados não por uma guerra de confronto, mas pela entrega de Jesus na cruz. Há ocasiões quando a sua batalha contra o diabo é, na realidade, um desvio do propósito maior que Deus tem para você. Intercessores e capitães de guerra, tomem nota : há um demônio cujo propósito é atrair a mente das pessoas para o inferno, o seu nome é "Foco Errado". Se você continuamente vê espíritos malignos nas pessoas ou no mundo material que o cerca, pode, realmente, estar lutando com este espírito. O objetivo final deste demônio é produzir doença mental nos santos que atuam em libertação. Ouçam com muito cuidado: nós não fomos chamados para estarmos focalizados na guerra ou no diabo, exceto onde esta guerra impede nossa transformação imediata à imagem de Cristo. Nossa chamada é para estarmos focalizados em Jesus. A obra do diabo, no entanto, é tirar os nossos olhos de Jesus. A primeira arma de satanás sempre envolve desviar nossos olhos de Cristo. Vire-se para Jesus e, quase que imediatamente, a batalha se desvanece. Eu conheci um homem que era dono de uma companhia de discos. Além de dirigir a operação, ele também passava muitas horas na produção ouvindo a "matriz", o disco do qual os outros são gravados. Com os anos, seus ouvidos se tornaram rápidos para perceber as imperfeições a serem eliminadas da matriz. Fiquei pensando que trabalhar com música devia ser muito agradável, e lhe disse isso. Sua resposta foi esclarecedora. Ele disse, "Tenho ouvido música por muitos anos, mas quando, em casa, eu ligo o meu sofisticado aparelho estéreo , qualquer que seja o disco, tudo o que eu ouço são os defeitos." Da mesma maneira que os pensamentos daquele homem eram inclinados para as imperfeições musicais, assim Foco Errado procurará inclinar os seus pensamentos continuamente para o inimigo. De repente, tudo que você verá são demônios. O verdadeiro dom de "discernimento de espíritos" é um dom equilibrado que o capacita a reconhecer, pelo menos, o mesmo número de seres angelicais quanto o de espíritos malignos. A manifestação própria deste dom tem um foco e uma influência muito mais positivos do que o que comumente se mascara como discernimento. Um exemplo do equilíbrio próprio do discernimento é visto em II Reis. O exército sírio tinha cercado uma cidade em Israel, para a tristeza do servo do profeta Eliseu. Para acalmar o seu temor, Eliseu orou para que os olhos do servo fossem abertos. Ele, então, encorajou seu servo dizendo, "Não temas; porque são mais os que estão conosco do que os que estão com eles." (II Reis 6:16). Quando o Senhor abriu os olhos do servo, ele viu o que Eliseu estava vendo: "...o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu" (v.17). Em guerra espiritual, a batalha nunca está limitada ao "nós contra eles" como é na esfera humana. Sempre inclui "os que estão conosco" contra "os que estão com eles". O verdadeiro discernimento está totalmente ciente da grande multidão de anjos leais a Deus, como da atividade no campo demoníaco - e está ciente que os exércitos angelicais do nosso lado são mais fortes e mais numerosos do que o inimigo. Lembre-se, se você não conseguir "ouvir a música" em seu tempo de guerra, o seu discernimento está incompleto. Precisamos aprender que, a nível pessoal, é melhor desenvolvermos virtudes divinas do que passar o dia orando contra o diabo. Na verdade, é a alegria do Senhor que expulsa os espíritos de depressão. É a nossa fé viva que destrói os espíritos de incredulidade; é o amor agressivo que lança fora o medo. Quando nos entregamos continuamente a Cristo, submetendo-nos, pela fé, à Sua natureza e às Suas palavras, construímos, literalmente, a impenetrável fortaleza de Sua presença ao nosso redor. O caminho para a fortaleza do Altíssimo é simples. A vitória começa com o Nome de Jesus em nossos lábios, e é consumada pela natureza de Jesus em nosso coração.

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Cap. 7- NO MEIO DOS SEUS INIMIGOS Nossa paz não vem da indiferença extrema e nem de se tornar tão "espiritual" que não se consegue perceber um problema. Ela vem de sermos tão confiantes no amor de Deus, que, a despeito das batalhas e das dificuldades de suas circunstâncias, sabemos que " Aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo" (I Jo.4:4). Não somos dos que confiam em si, mas dos que confiam em Deus. O DEUS DA PAZ ESMAGARÁ SATANÁS Para lançar uma guerra espiritual efetiva, precisamos entender de autoridade espiritual. Autoridade espiritual não é forçar a sua vontade sobre os outros. Você tem autoridade espiritual, se você estabeleceu a paz de Deus numa área que estava cheia de conflitos e opressão. Portanto, para verdadeiramente sermos capazes de nos mover em autoridade, precisamos primeiramente ter paz. O apóstolo Paulo ensinou que, "...o Deus da paz esmagará a Satanás debaixo dos pés de vocês." (Rom.16:20). Manter paz durante a guerra é um sopro esmagador e mortal sobre a opressão satânica e o medo. Nossa vitória nunca vem de nossas emoções ou de nosso intelecto. Nossa vitória vem por recusarmos julgar pelo que nossos olhos vêem ou nossos ouvidos ouvem, e por confiar que o que Deus prometeu, acontecerá. Nunca conheceremos a vitória plena de Cristo enquanto não pararmos de reagir humanamente diante de nossas circunstâncias. Quando você, realmente, tem autoridade sobre algo, olhará aquilo sem preocupação, medo ou ansiedade. Sua paz é a prova de sua vitória. A autoridade de Jesus sobre a tempestade violenta (Mat.8:23-27) foi o exercício e a expansão de Sua paz sobre os elementos. Ele não lutou contra a tempestade, nem teve medo mas, Ele encarou a sua fúria e a subjugou com Sua autoridade, em perfeita paz. No tribunal de Pilatos, em meia à uma loucura emocional trazida pelos poderes do inferno, uma tranqüilidade santa cercava Jesus Cristo - a paz que vinha de Sua decisão de fazer a vontade de Deus, sem Se importar com o preço. Seu Espírito emanava uma calma que representava, perfeitamente, a paz do trono de Deus. Em questão de momentos, não era mais Jesus que estava em julgamento, mas satanás, Pilatos e a nação de Israel. O arsenal de satanás consiste de itens como: medo, preocupação, dúvida, auto-piedade, etc. Cada uma destas armas nos tira a paz e nos deixa preocupados interiormente. Você quer discernir de onde o inimigo está vindo contra você? Na rede de seus relacionamentos, onde você não tem paz, você tem guerra. Por outro lado, onde você tem vitória, você tem paz. Quando satanás atira seus dardos, quanto mais paz você tiver durante a adversidade, mais verdadeiramente estará andando na vitória de Cristo. Paulo nos diz para não sermos "...de forma alguma... intimidados por aqueles que se opõem a vocês. Para eles isso é sinal de destruição, mas para vocês de salvação..." (Fil.1:28).A sua paz , a sua posição inabalável na Palavra de Deus é um sinal de que você está corretamente posicionado em perfeita submissão à vontade de Deus. O próprio fato de não estar "...de forma alguma...intimidado" pelo seu adversário é um sinal que você tem autoridade sobre ele. Paz é Espírito de Poder. Um pacificador não é meramente alguém que protesta contra a guerra; é alguém que, interiormente está tão rendido a Cristo em espírito e propósito que pode ser chamado de "filho de Deus". Onde ele vai, Deus vai e onde Deus vai, ele vai. É destemido, calmo e ousado. A paz emana dele assim como luz e calor emanam do fogo. Nas lutas da vida, sua paz é realmente uma arma. A própria confiança declara que você não está caindo nas mentiras do diabo. Note, o primeiro passo em direção à autoridade espiritual sobre o adversário é ter paz, a despeito das circunstâncias. Quando Jesus confrontou o diabo, Ele não o confrontou com Suas emoções ou com medo. Sabendo que o diabo era um mentiroso, Ele simplesmente Se recusou a ser influenciado por qualquer outra voz que não a de Deus. Sua paz esmagou satanás, Sua autoridade, então, despedaçou a mentira, isto põe os demônios a fugir. DESCANSE ANTES DE DECRETAR No Salmo 23, Davi declara, "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo". Há um lugar de andar com Deus onde simplesmente não temeremos mal algum. Davi enfrentou um leão, um urso e um gigante. Neste Salmo ele estava na "sombra da morte", mas ele "não temia mal nenhum". A confiança de Davi estava no Senhor. Ele disse, "...pois Tu estás comigo". Porque Deus está com você, toda adversidade se transformará em vitória enquanto você mantiver sua fé em Deus! Davi continuou, "...Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários..." A batalha na qual

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você está, logo se tornará uma refeição, uma experiência que o nutrirá e o edificará espiritualmente. Somente a paz de Deus dominará suas reações carnais na batalha. A fonte da paz de Deus é Deus Mesmo. "Diante do trono havia algo parecido com um mar de vidro, claro como o cristal..." (Ap.4:6a).O mar de vidro é um símbolo: não há agitação, ondas, ansiedades perturbando a Deus. O Senhor nunca está preocupado, apressado ou sem uma resposta. O mar diante dele está perfeitamente quieto , totalmente calmo. Toda a nossa vitória flui de estarmos assentados aqui com Ele. Deus é nosso Pai, a Jerusalém celestial é nossa mãe , o lugar de nascimento de nossa nova natureza (Gl.4:26). E você? Você é um amado filho de Deus, parte da família do Pai (Ef.2:19). Você precisa da revelação de que não está lutando para subir ao céu; você nasceu lá, no renascimento espiritual (Jo.3:1-8). Você precisa se estabelecer e se posicionar corretamente em seu relacionamento com o Todo poderoso. Para aqueles que nasceram de novo, do alto, Ele diz, "...Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés"(Sal.110:1). Antes de sair para a guerra, reconheça que não é de você que o diabo tem medo, é de Cristo em você! Nós estamos assentados com Cristo nas regiões celestes (Ef.2:6). É por isso que o Espírito Santo continua a nos falar que a adoração a Deus é a nossa primeira resposta em batalha. Posicionese na presença de Deus. Sente-se, descanse no conhecimento que Cristo já colocou os seus inimigos debaixo de seus pés. Da posição de descanso, a Palavra do Senhor continua, "O Senhor enviará de Sião o cetro do Seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos." (Sal.110:2). O descanso precede o domínio. A paz precede o poder. Não procure dominar sobre o diabo até que você se submeta ao domínio de Deus. O ponto central de toda vitória vem de buscarmos a Deus até encontrá-lO, e tendo encontrado, permitir que Sua Presença encha o seu espírito com a Sua paz. Na segurança total à Sua mão direita, enquanto descansamos em Sua vitória, dominamos no meio de nossos inimigos. Tradução livre e resumo do livro " Os Três Campos de Batalha" de Francis Frangipane.

Pr. Joaquim de Andrade

GUERRA ESPIRITUAL

Introdução: "Há dois erros iguais e contrários em que nossa raça pode cair com respeito aos diabos. Um é não acreditar na sua existência. O outro é acreditar e sentir um interesse excessivo e insalubre neles." (C.S. Lewis, Screwtape Letters, p.3) Creio que hoje mais do que nunca se cumprem estas palavras de C.S. Lewis, temos igrejas que nem acreditam no diabo e por outro lado temos igrejas que acreditam demais no diabo. Você está em guerra, não estamos vivendo uma vida de Disneylandia espiritual, esta guerra acontece 24 horas por dia, Satanás não descansa, não tira férias, não passa mais tarde. Hoje a Igreja vive uma diferente perseguição de Satanás, pois hoje ele está agindo dentro da Igreja. Durante muitos anos ele agiu fora da Igreja, mandando matar os cristãos, mas hoje ele está matando os cristãos com as mais variadas heresias. Pastores estão exorcizando cidades, crentes estão sendo possuídos por demônios. "Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." (2 Co 2:11) I - QUEM É O INIMIGO: Satanás e seus anjos A.) Terminologia bíblica: Satanás é achado em 7 livros do A.T., e por cada autor do N.T.: Satanás: a.) A.T. hb. satan, "adversário" do verbo "ficar em emboscada (como inimigo); opor-se"; satã é usado 15 de 23 vezes para a pessoa de Satanás. b.) N.T. gg. satanás é quase sempre o grande adversário de Deus e do homem - o Diabo; das 36 vezes, só três não se referem absolutamente à pessoa de Satanás. (Mt 16:23; Mc 8:33: Jo 6:70). Diabo: gg. diábolos, 33 vezes, "caluniador, difamador". Outros nomes de Satanás: Nos nomes vemos o caráter de Satanás: "O grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás,

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"O sedutor de todo mundo" Ap. 12:9; "Acusador dos nossos irmãos , Ap.12:10: "Lúcifer" ou "a estrela da manhã" Is.14:12 (cf. 2 Co 11:14: anjo de luz) "Belzebu" maioral dos demônios - Mt 12:24 "Maligno" Mt 13:38 "Belial" - "sem lei; anárquico; desordenado" 2 Co 6:15 "Tentador" - Mt 4:3; 1 Ts 3:5 "Inimigo" Mt 13:28,29 "Homicida" Jo 8:44 "O Pai da mentira" Jo 8:44 "O deus deste século" - 2 Co 4:4 "O Príncipe da potestade do ar" Ef. 2:2 "O Príncipe deste mundo" Jo 14:30; 16:11 "O Abadom" (Hb); "Apoliom" (gg) Ap. 9:11 destruidor; exterminador" (Abadom = sheol ou hades 3 vezes; a morte 2 vezes; provavelmente aqui "o anjo do abismo", o rei dos demônios. Demônios, gg. daímon 5 vezes: daimónion 60 vezes vb. daimonízomai 13 vezes: fora de 10 vezes, todos os usos ficam nos Evangelhos. Geralmente = seres espirituais e maus (às vezes, deuses dos pagãos); provavelmente os demônios sãos os anjos de Satanás que caíram com ele. Os demônios tem personalidade; inteligência (2 Co 11:3); vontade (2 Tm 2:26); emoções (Ap 12:17) Eles sabem da sua condenação (Mt 8:29; Lc 8:28-31) Alguns já estão encarcerados no abismo e alguns destes serão libertados na grande tribulação (2 Pe 2:4; Jd 6; Ap 9:14; 16:14: Lc 8:31, etc.) Eles conhecem a Jesus (Mt 8:29: Mc 1:24) Eles tem suas doutrinas e promovem doutrinas falsas (1Tm 4:1-3) Podem habitar em homens e animais (Mc 4:24; 5:13) Eles podem causar doenças (Mt 9:33; cf. Jo 2:7) Alguns poderosos enganam as nações (Dn 10:13; Ap 16:13,14; Is 24:21) B. Caráter e Atividade de Satanás: 1.) A pessoa de Satanás (Ez 28:12,17; Is 14:12-15) No mundo antigo, um rei freqüentemente foi deificado e visto como o mediador entre a sua cidade-país (i.é., Tiro, Babilônia, Roma) e o deus nacional. Nestas passagens, os profetas falam não somente ao rei, mas ao deus-espírito atrás do rei. Satanás foi criado "querubim da guarda ungido, o sinete da perfeição, formoso, poderoso, mas finito. Ele caiu por causa do orgulho (Is. 14:12-14; Ez 28:15-17 cf.. I Tm 3:6) O que Satanás tem, é dado, permitido e limitado pelo Deus soberano. "O Diabo acha que ele está livre; mas ele tem um freio na boca e Deus segura as rédeas"(B.B. Warfield). 2.) Posição de Satanás: Ele ainda tem acesso ao trono de Deus. (Jo 1:6; 2:1; Zc 3:1-6; Lc 22:31; Ap 12:7-10) Ele reina sobre a hierarquia dos demônios. (Mt 25:4; Ef 6:12: Ap 12:7) Ele reina sobre este mundo. (Lc 4:5,6; 2 Co 4:3;4; Ef 2:1-3; I Jo 5:19-20) 3.) Atividade do Diabo e seus anjos: Tentar: (Gn 3:1; Mt 4:11; 16:23; Lc 22:31; At 5:3; I Co 7:5; I Tm 3:6,7; I Jo 2:16) Confundir, enganar, contrafazer, imitar ( I Co 10:20; 2 Co 4:3,4; 11:13-15 (anjo de luz); 2 Ts 2:9; Ap 16:13s; 20:3) Destruir - (Lc 8:12 (tirar a Palavra); I Pe 5:8; Ap 12:13-17)

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Habitação: "possessão demoníaca" não comunica bem o conceito do gg. daimonizomenos (Mt 15:22) = "endemoninhado", que é um estado de passividade humana causada pelos demônios; o controle de alguma forma dum demônio (cf. Mt 12:22-28, 43-45) Especificamente contra os cristãos: tenta-os a mentir (At 5:3); à imoralidade (1 Co 7:5); semeia o joio para enganar e atrapalhar (Mt 13:38s; 1 Ts 2:18); perseguição (Ap 2:10); difamação e calúnia (Ap 12:10); cria problemas físicos (2 Co 12:7-10) Qual a diferença entre Opressão Satânica e Possessão Demoníaca? Possessão é Demoníaca e Opressão é Satânica: Na Possessão a vítima é dominada pelo demônio, corpo, alma e espírito. O crente que estiver andando com Deus em fé e obediência não pode ser possuído de um espírito demoníaco, cf: (Ap 3:20; Rm 12:1;2; II Co 5:17; Jo 3:3-5; Ef 1:13-14; Jo 14:23-30; Jo 14:16; II Co 2:16: 12-13; 1 Co 3:16-18; 1 Co 6:19-20; Rm 8:9-10; 1 Jo 5:19; Jo 14:30). Opressão - todos os cristão são alvos de Satanás para cairmos numa vida de pecado, por isso muitos cristãos podem sofrer, cf. (E 6:13; Tg 4:7) Obsessão demoníaca - é um ataque mais intenso de ataque demoníaco (II Co 12:7-10) II - QUEM É O VENCEDOR? O poder do Sangue de Cristo A.) O que Cristo fez na cruz: 17 cumprimentos "Porque Jesus Cristo é Deus e homem, a Sua morte na cruz tem valor infinito para todos que crêem" (F.Schaeffer) Substituição: Ele morreu no nosso lugar (Lv 1:4; Mt 20:28; Tm 5:6-8; 2 Co 5:15-21; 1 Pe 3:18) Redenção: pagou o preço para libertar-nos (At 20:28; Rm 3:24; Ef 1:7; 1 Pe 1:18-19) Propiciação: satisfez a ira santa de Deus contra os pecados (Rm 3:25; Hb 2:17; 1 Jo 2:2) Reconciliação: o homem pode ser amigo de Deus (Rm 5:10,11; 2 Co 5:18-21; Ef 1:10; 2:16) Justificação: a justiça de Cristo é imputada a nós (At 13:39; Rm 3:19-26; 5:9; 8:30,31; 2 Co 5:21; Ef 1:4) Base do perdão dos pecados antes da cruz (Rm 3:25; Hb 9:15; 10:1-14) O fim da lei Mosaica; agora há "a lei de Cristo", a lei do Espírito. Rm 3:19-28; 6:14; 8:2-4; 10:4; 13:8s; 2 Co 3:6-17: Gl 3:19-25; Fp 3:3; Cl 2:14; I Jo 3:23) Base da adoção como filhos e herdeiros maduros - Rm 8:14-17; Gl 3:23-26; 4:1-7. Base da obra do Espírito Santo em nós - Jo 3:1-7; 16:8-11; I Co 12:13; Ef 1:13-14; 4:30; 5:18) Base da santificação - posicional e experimental - I Co 1:2; 6:11; Ef 5:26-27; I Ts 4:3; I Pe 1:1516. O juízo da natureza pecaminosa: quebrou o poder controlador do pecado; podemos viver vidas que agradam a Deus. Rm 6:1-14; Gl 5:13-25. Base do perdão dos pecados do crente: filhos que caem da comunhão com Deus devido ao pecado. Rm 8:1s; I Jo 1:7; 2:2. Jesus é o primogênito do processo da morte, ressurreição, ascensão e glorificação que nós seguiremos (I Co 15:12-23; Cl 1:18; I Ts 4:13-17: Hb 2:9-15; I Jo 3:1,2.) Base da redenção da natureza. Rm 8:18-22; Is 65:17-25; Ap 21:1s. Base da purificação das coisas no céu - Hb 9:22-24 (cf. 8:1-5; 9:11) A cruz é a base do juízo dos incrédulos - o dom da salvação rejeitado - Jo 16:8-11, cf. Jo 3:1418,36; 2 Ts 1:6-11; Ap 20:11-15. Na cruz, o pecado, a morte e Satanás foram vencidos: o pecado - I Jo 5:18-19; cf. n.11 acima a morte - Jo 5:24-27; I Co 15:55-57; Hb 2:14-15; Ap 20:14 Satanás e os demônios - Jo 12:31-33; Hb 2:14,15; Ap 20:10 B. Os Juízos de Satanás e seus anjos: Satanás e os anjos perderam sua posição no céu (Ez 28:16) Ele foi julgado profeticamente no jardim do Éden (Gn 3:16) Cristo veio a primeira vez para destruir as obras do maligno. (I Jo 3:8; 5:18; Cl 2:14,15) Quando Cristo voltar, Satanás receberá um castigo temporário dum mil anos no abismo (Ap 20:1-3)

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No fim do milênio, no juízo final, Satanás e os seus anjos serão lançados no lago de fogo e enxofre para eternidade. (Ap 20:10) III - COMO DEVEMOS LUTAR? Três passos à vitória A. Observações Iniciais: 1.. Satanás é feroz: "A razão pela qual muitos cristãos falham por toda vida é esta: eles subestimam o poder do inimigo. Temos um inimigo terrível com quem temos que lutar. Não deixa Satanás nos enganar. Pois assim estaremos mortos! Isto é guerra. Quase tudo que nos rodeia (neste mundo) nos desvia de Deus. Não saltamos do Egito ao trono de Deus num pulo só. Há um deserto, uma viagem, e há inimigos na terra." (D.L.Moody, cf. I Pe 5:8) 2.. Satanás é finito: não é onipotente, onipresente ou onisciente. Geralmente, no sentido direto, o diabo e os seus demônios não nos tentam diariamente. Claro, o mundo está controlado espiritual e moralmente por satanás. Mas tentação vem principalmente da nossa própria carne: cobiça, orgulho, concupiscência, falta de auto-controle, etc. (Tg 1:13-16; 4:1-8) 3.. Satanás e os demônios são limitados por Deus: O Senhor os permitem ser ativos, mas a graça que restrita não deixa-os fazem tudo que quiserem (Jó 1:6 , 2:7; Lc 22:31; 2 Co 12:7-9). Em qualquer situação. "...Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças... (mas) com a tentação vos proverá livramento..." (I Co 10:13). Cristo, nosso SumoSacerdote, constantemente intercede por nós - Jo 17:15; Hb 7:25: I Jo 2:1-2. Passo Um: Pureza 1. Cristo adquiriu nossa pureza na cruz. Apesar de falhas nas nossas vidas - das quais satanás gosta de nos acusar (Zc 3:1-5; Ap 12:10) - somos posicionalmente puros, vestidos na justiça de Jesus Cristo. Satanás não pode tocar nossa salvação, nem nos separar do amor de Deus (Rm 8:38,39); temos uma posição de aceitação e autoridade em Jesus Cristo. (Rm 8:1; Ef 1:6) 2.. Mas devemos buscar a santidade, experimentalmente realizando Sua chamada alta. O pecado na vida nos destrói, abrindo a porta para opressão. Seja santificado pela Palavra - Jo 17:17: 2 Tm 3:16 Confessar e renunciar tudo na nossa vida contra Deus - Ef 4:27; I Ts 4:3 cf. Êx 20:4-6. Nada disponhais para a carne - Rm 13:12-14 Chegai-vos a Deus - Tg 4:8 Passo dois: As armas de Deus 1.. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, cada peça tem propósito para lutar, e sugere como satanás ataca. o largo cinto da verdade a couraça da justiça calçai os pés com a preparação do evangelho o escudo da fé o capacete da salvação 2. A espada do Espírito = a Palavra de Deus (Mt 4:4) 3. O poder conquistador da oração: no nome de Jesus - Jo 14:13,14'; 15:7;16; 16:23-27 com consciência pura - Tg 4:2,3; 5:16; I Jo 3:21s. poder do Espírito Santo - Rm 8:26s; Ef 6:18; Jd 20s com fé - Hb 11:1-6; Mc 11:22-24; Tg 1:5-8; 5:14,15 com perseverança - Ef 6:18; Cl 4:2; Lc 11:5-10 às vezes com jejum - At 13:2-3; 14:23; Mc 9:29 Passo três: Como Vencer Satanás e os demônios 1.. Seja sempre sóbrio e vigilante - 1 Pe 5:8-9a 2.. Quando você confrontar a presença satânica, não seja tolo. Tome cuidado - Jd 9; 2 Pe 2:10s; At 19:12-17

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3.. Reconheça a sua autoridade em Jesus Cristo - Lc 9:1; 10:1-20; At 5:16; 8:7; 16:16-18; I Jo 4:4; Mc 16:17. 4.. Também; os demônios crêem e tremem - Tg 2:19 5.. Imediatamente, no nome de Jesus, peça que o Senhor quebre os poderes de Satanás e os demônios e limpe a situação. Lembre-se que o Sangue de Cristo é a prova que Satanás foi conquistado na cruz, e que o seu juízo foi selado. 6. Em casos graves, ache outros irmãos logo que possível. Junte-se com eles para orar e resistir ao maligno. Não tente exorcizar ou confrontar sozinho um demônio, exceto quando é difícil de achar ajuda. Nos casos de habitação demoníaca, seria sábio em procurar líderes cristãos que tem experiência nisso. Entretanto, você, bem preparado, pode exorcizar sozinho. 7. "Sujeitai-vos pois à Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós"(Tg 4:7) "Eles, pois o (Acusador) venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e mesmo em face de morte, não amaram a própria vida". (Ap 12:11)

ESCOLA DE ORAÇÃO Escola de Oração é uma série de estudos sobre a arte de orar. Visa o treinamento dos "Guerreiros de Oração" para uma vida de efetiva vitória, como intercessores. Não tem a pretensão de ensinar a orar, pois o Espírito de Deus é Quem nos ensina. Porém Ele só faz, quando oramos. Aprendemos a orar, orando; o Espírito vem em nosso auxílio. Deus levanta em toda a terra um exército de Guerreiros de Oração. Filhos e filhas que estão dispostos a atender ao chamado do Espírito Santo para a Ele se oferecerem como canais de intercessão na terra, como cumprimento final dos propósitos de Deus para Sua Igreja e para o mundo; Guerreiros que estão conscientes de que dispõem apenas da sua geração para cumprir os propósitos do Pai em suas vidas. As forças de intercessão, o espírito de súplica e a luta espiritual se movem no seio da Igreja. É o chamado Divino, nesta última hora, para que venha à luz, através da oração, o maior avivamento de que a Igreja já foi testemunha. Quando Deus nos chamou de volta ao Brasil, depois de quinze anos de trabalho missionário em África, permanecemos a sós em Sua presença por três semanas, a fim de receber Suas instruções para este novo ministério. Um dos seus primeiros comandos foi: "Comece treinando mil intercessores". Hoje, milhares têm confessado: "Eu sou um Guerreiro de Oração". Mas dizemos: "Você é candidato!" Cremos que quando mil verdadeiros "guerreiros de oração" forem levantados pelo Espírito de Deus e treinados, coisas grandiosas acontecerão, para a glória de Deus. Nosso coração geme e suspira por um mover real de Deus que afete a Nação, mude o caráter dos filhos de Deus e arranque os perdidos do inferno. Estamos trazendo o ensino, de acordo com a luz que, pela graça de Deus, temos recebido, para lançar as bases bíblicas do treinamento. Mas só o Espírito de Deus nos transformará em verdadeiros Guerreiros de Oração, capazes de responder ao Seu mover em nosso coração, a qualquer hora do dia ou da noite, para esta grande batalha que é a Intercessão. Temos ministrados vários seminários sobre a Palavra de Deus revelada, visando despertar a Igreja para encarnar a realidade do que somos em Cristo Jesus. Só assim teremos intercessores em condições de abalar os fundamentos do inferno, orando numa posição de força em Cristo Jesus, cheios de Espírito Santo e lançando mão da autoridade outorgada por Jesus à Sua Igreja. O presente livro. "Comunhão e Princípios da Fé", é o primeiro da série "Escola de Oração." Foi escrito em 1989, mas só agora vai para a gráfica. Têm sido muitos os pedidos de livros contendo os ensinos transmitidos em diversos seminários, porém há "um tempo para cada propósito". Trata da base da vida de oração em várias de suas facetas. Está dividido em três partes: Comunhão, como a mola mestra para toda oração; Importância da Fé, como o fundamento para qualquer oração respondida e Princípios de Fé que alimentam a comunhão e a fé em Deus. Outras publicações virão, abordando outros aspectos da vida de oração, como Tipos de Oração, Intercessão, Batalha Espiritual e Jejum, todas visando o treinamento do poderoso exército de Deus, formado por servos e servas pertencentes a todas as denominações, em todas as Nações da terra. Exército este que se levanta na autoridade de Cristo, assumindo sua nova identidade nEle, como canal transparente da vida e do amor de Deus, com o objetivo de saquear o inferno e povoar o Céu.

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Todos estes estudos são baseados em seminários transmitidos pela Televisão no programa "A Palavra da Fé," visando solidificar o ensino apresentado no vídeo. Fitas-cassete e de vídeo, com os referidos estudos, podem ser adquiridos através do escritório do Ministério Palavra da Fé ou seus distribuidores. Nossa oração é que essas verdades bíblicas, apresentadas no papel, no cassete e no vídeo, se constituam em bênção para a reprodução de vidas inteiramente devotadas a Deus e à implantação do Seu Reino aqui na terra, e que em tudo seja Deus glorificado. Introdução A oração é a chave para o sucesso e o segredo da vitória no trabalho de Deus e na vida pessoal. A oração é a mais poderosa arma contra os poderes das trevas; é a chave que abre os tesouros dos Céus para os homens. Portanto, para que cada esforço no Reino de Deus seja bem sucedido, deve ser gerado, regado e sustentado pela oração. Tudo quanto fazemos deve ser permeado pela oração fervorosa, que resulta de uma intimidade com Deus, cultivada no exercício da comunhão diária. Atrás do sucesso, da vitória e realizações na obra de Deus, está uma vida que conhece essa intimidade com Seu Senhor, desenvolvida nas longas horas de estreita comunhão em Sua presença. Todo sucesso na vida cristã é proporcional ao tempo empregado em oração. Dez por cento de oração, dez por cento de sucesso; vinte por cento de oração, vinte por cento de sucesso; cem por cento de oração, cem por cento de sucesso. A Bíblia deixa claro, de Gênesis a Apocalipse, que a oração é o caminho de acesso à presença e ao coração de Deus. Todos os instrumentos poderosos de Deus são homens e mulheres que se devotam à oração. Mergulhados nela, os santos do Velho Testamento venceram. Jesus mesmo levou uma vida de oração na terra, afastando-se muitas vezes da multidão, após um dia de intenso trabalho, para estar a sós com o Pai ou para passar a noite em comunhão com Ele. Os apóstolos sabiam o que é perseverar na vida de oração, em tempos de crise ou de bonança, nas reuniões da Igreja ou na solidão das prisões. Os cristãos primitivos conheciam a disciplina da oração e o poder desencadeado por ela, salvando pescadores, abrindo prisões, fazendo tremer o lugar e enchendo-os de ousadia para desafiarem os poderes das trevas com a pregação do Evangelho de Cristo. Todos os servos de Deus, grandemente usados por Ele, aprenderam a andar sobre joelhos e a encontrar sua direção e poder a sós com o Pai. Todos os mártires partiram desta vida com uma oração nos lábios, indo ao encontro dAquele com Quem aprenderam a viver. A oração tem sido o caminho palmilhado por todos aqueles que conhecem a Deus, por todos quantos se levantam acima da dimensão da carne e do mundo e retiram do reino espiritual os recursos para uma vida santa e poderosa. Lucas fala sempre do "... dever de orar sempre e nunca esmorecer" (Lc. 18:1). Paulo ordena: "Orai sem cessar" (1Ts. 5:17). E o mesmo apóstolo aconselha aos cristão de Éfeso: "... orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos" (Ef. 6:18). Mas, levantam-se as perguntas: Como orar sempre? Como ter uma vida cem por cento de oração? É possível alguém orar sem cessar? Oração é muito mais que abrir a boca e usar o nome de Deus, dizendo algumas palavras saídas da mente. É um modo de viver. Oração é um diálogo entre duas pessoas que se amam, e muito mais: é uma comunicação entre nosso espírito recriado e o Espírito de Deus. É a expressão que resulta de um relacionamento íntimo com o Senhor residente em nosso coração, pelo Seu próprio Espírito. Se o espírito do homem é seu verdadeiro ser, e se o Espírito Santo reside neste espírito, a comunhão com Deus pode e deve ser permanente: vinte e quatro horas por dia. Nosso espírito não dorme. O corpo é que precisa de repouso. Assim sendo, até nas horas de sono a ligação com Deus pode ser mantida, pois o Espírito Santo que reside no crente, também não dorme. Desde que a consciência dessa presença santa seja conservada e alimentada, a atmosfera de oração pode ser mantida o tempo todo. Podemos, perfeitamente, estar com alguém, trabalhando no mesmo lugar, em ocupações diferentes e, mesmo sem conversar, manter a comunhão e a consciência de sua presença. Em qualquer momento que seja necessário, dirigimo-lhes a palavra, sabendo que haverá uma pronta resposta. O mesmo pode acontecer em nosso relacionamento com Deus. Mesmo concentrados em algum trabalho, estamos conscientes de que Ele está em nós, é parte de nós e, em qualquer ocasião, poderemos dirigirlhe a palavra, mesmo em pensamento, e Ele nos ouvirá. Um exemplo do que acabamos de dizer encontra-se nos capítulos um e dois de Neemias. Neemias ouvira um relatório do estado deplorável em que Jerusalém se encontrava, e ficara triste. O povo estava em miséria, os muro derribados e as portas queimadas. Ele se separou para orar e jejuar.

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"Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos Céus" (Ne. 1:4). Mas, depois disto, ele seguiu normalmente sua rotina de trabalho e apresentou-se à mesa do rei, para servi-lo. Era um dia de trabalho normal. Seu tempo estava nas mãos de Deus. Neemias havia feito esta oração: "Concede que seja bem sucedido hoje teu servo, e dá-lhe mercê perante este homem (o rei) (Ne. 1:11). Portanto, não havia o que temer; tinha apenas que esperar que o Deus que tem Seus ouvidos atentos ao clamor do justo, viesse em seu auxílio. Ainda que eficiente na execução de suas tarefas, Neemias não conseguiu esconder a tristeza que invadia seu coração. O rei indagou o motivo do seu semblante carregado, e ele tremeu. Não deveria estar triste diante do rei. Contudo, com a ousadia que os homens de Deus experimentam em horas de desafio, ele confessou a razão do seu pesar: "Disseram-me: os restantes que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas de fogo" (Ne. 2:3). A oração da manhã foi logo respondida. Ele encontrou graça aos olhos do rei, que lhe perguntou: "Que me pedes agora?" (Ne. 2:4). O coração de Neemias estava de joelhos na presença de Deus e, como que num relâmpago, ele oro. "Então orei ao Deus dos Céus" (Ne.. 2:4)u. Era uma oração "relâmpago"; a resposta também foi "relâmpago". Ninguém percebeu que ele estava orando e Deus respondendo, mas era isto que estava acontecendo. Ele buscou o que responder ao rei, Deus colocou em seus lábios a petição, e o rei deu a Neemias tudo quanto ele pediu (2:8). Ele estava longe de saber que era usado para ser o canal do cumprimento de uma das tremendas profecias de Daniel. Aquela era a data exata do início das setenta semanas proféticas: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão... Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas..." (Dn. 9:24,25). (Grifo nosso). Nossa comunhão com Deus transcende as palavras e não se limita ao mundo dos sentidos ou da mente. Há uma ligação espiritual entre o nosso espírito e Espírito de Deus. Deus está no reino do invisível, do espiritual, oculto aos olhos humanos e fora do mundo dos sentidos contudo é absolutamente real. Nós estamos aqui na terra, somos visíveis, presos em um corpo material, porém nosso verdadeiro eu é nosso espírito. Há uma comunhão entre nosso espírito e o Espírito de Deus. Sua vida flui dentro e através de nós. Conversamos e comungamos com Ele, até mesmo sem palavras. É por isso que podemos levar uma vida de oração como um modo natural de viver. Assim como respiramos naturalmente, podemos viver na atmosfera da oração, na presença de Deus, onde quer que seja. Não importa, Deus vive em nós e nós vivemos nEle, e estamos unidos a Ele para sempre. Nossa vida pode ser uma oração e o experimentar constante das delícias de se viver na presença de Jeová, nosso Deus. Proclamação " Digo-Te, Senhor: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a Ti somente. Tu és a porção da minha herança e do meu cálice; Tu és o arrimo da minha sorte... É mui linda a minha herança. Senhor, tenho-Te posto continuamente diante de mim; porquanto está à minha mão direita, não serei abalado. Portanto está alegre o meu coração, e se regozija a minha alma; até o meu corpo repousará seguro. Tu me farás conhecer a vereda da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, à Tua mão direita há delícias perpetuamente." (Salmo 16:2,5,6,7,8,9,11) 1 - Oração e Comunhão Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o fundamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima com Deus. Uma ligação permanente, que não conhece barreiras. "Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele" (1 Co. 6:17). Ao colocar em nós o Seu Espírito, Deus estava tornando possível uma comunhão constante conosco. Oração e comunhão não podem ser separadas Oração é Comunhão, e não meras palavras. Às vezes ouvimos a definição: "Orar é falar com Deus". Definição muito simplista. Podemos fala com alguém e isso não significar nada para nós. Falamos até com um desconhecido e logo nos esquecemos do fato. Nem todo o que comunga, conversa. Comunhão fala de ligação de amor, de afinidade, convivência, comunicação, diálogo... É assim que podemos dizer que oração é o encontro do Pai celeste com Seu filho, numa comunhão de amor. O Significado da Palavra

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A palavra "comunhão" (no grego, koinonia), significa "compartilhar", "coisas em comum". Manter comunhão com Deus, portanto, exige identificação com Ele, ter coisas em comum com Deus. Mas, como podemos ter coisas em comum com um Deus tão santo, maior que tudo quanto nossa mente possa imaginar? Deus jamais se identificaria com nosso pecado, a fim de comungar conosco! Então Ele realizou um milagre maior que o da criação do homem: em Cristo, pelo seu Espírito, Deus recria nosso espírito morto e planta nele Sua semente, Sua natureza, Sua vida, e nos transforma em santuários onde, pelo Seu Espírito, Ele habita e mantém comunhão conosco ( 1 Pe. 1:23; 1Co. 3:6). Deus opera em nós o Novo Nascimento, que é a recriação do nosso espírito, pelo Espírito Santo, mediante o preço da redenção que Jesus pagou por nós na cruz do Calvário. Assim como a vida de Deus que estava em Adão foi morta pela semente do pecado que entrou em seu espírito, nós somos vivificados pela semente de Deus, que é a Sua Palavra, em nosso espírito (Ef. 2:1-6). A vida do pecado morre em nós e a vida de Deus passa a fluir. Pela recriação do nosso espírito (Novo testamento) passamos a ter algo em comum com Deus: Sua vida em nós. E está vida é Jesus. Quando Ele entra em nosso coração, a vida entra. "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e está vida está no Seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida..." (1 Jo. 5:11,12). Está vida reside em nosso espírito. Porque Deus é o Espírito e nos faz semelhantes a Ele, podemos ter comunhão. Somos seres espirituais. A vida de Deus agora está em nós. E essa vida que entrou em nosso espírito é da mesma qualidade da que está nEle. A palavra grega traduzida por "vida" em nossa Bíblia, é ZOE. W.E. Vine, em seu Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testamento (Expository Dictionary of new Testament Words, assim comenta: "ZOE é usada no Novo Testamento significando vida como um princípio, vida no sentido absoluto, vida como Deus a tem, aquela que o Pai tem em si mesmo (Jo. 5:26) e a qual o Filho manifestou no mundo (1 Jo. 1:2). Em conseqüência da queda o homem se alienou dessa vida (Ef. 4:18), e se tornou participante dela através da fé no senhor Jesus Cristo (jo. 3:15), que se torna o seu autor para todos os que confiam nEle (At. 3:15), de quem é dito, portanto ser a vida do crente (Cl. 3:40), porque a vida que Ele dá, Ele mantém (Jo. 6:35). Vida eterna é uma possessão atual do crente por causa do relacionamento com Cristo (Jo. 5:24; 1 Jo. 3:14), que um dia estenderá seu domínio na esfera do corpo, é assegurado pela ressurreição de Cristo (2 Co. 5:4; 2 Tm. 1 :10); essa vida não é meramente um princípio de poder e mobilidade, pois tem associações morais, as quais são inseparáveis dela, como justiça e santidade". A Posição de Filhos É essa vida de Deus em nosso espírito recriado e habilitado pelo Espírito Santo, que nos coloca na posição de comunhão. Alcançamos, então, a posição de filhos. O Pai celeste nos gerou herdeiros da Sua própria vida. Mas seu propósito não é apenas que alcancemos a posição de filhos. Uma vez filhos, Ele quer levar-nos ao verdadeiro relacionamento de Pai e filho, em comunhão de amor e completa identidade. A posição de filhos garante-nos o direito de desfrutar o lugar de comunhão. Mas é o cultivo dessa comunhão que nos leva a gozar os privilégios e responsabilidades da posição de filhos. Deus nos gera em Cristo a fim de viver em nós, pelo Seu Espírito, mantendo conosco um relacionamento pessoal, íntimo e profundo, expressando-se em nós e através de nós aqui na terra. Somos chamados a participar de Sua própria vida, e isso só se tornará uma realidade na experiência de cada dia, na proporção do tempo usado no exercício da oração e na meditação da Palavra, numa atitude de absoluta rendição e obediência. Nossa verdadeira felicidade como filhos, só encontra expressão quando andamos na presença de Deus, em comunhão. Quando a atitude e o tempo para tal nos faltam, a vida se enche de conflitos. Os conflitos e inquietações do coração são um claro sintoma de falta de relacionamento íntimo com Deus. Quando a comunhão é mantida, há uma paz interior, uma força, uma serenidade de espírito, e nos tornamos cada vez mais identificados com Cristo, refletindo em nosso viver Sua própria imagem. O Espírito Santo e a Comunhão Se comunhão com Deus implica em ser coisas em comum com Ele, à medida que crescemos na semelhança com Jesus é que a ligação se intensifica. E Deus nos deu o Seu Espírito exatamente para possibilitar esse crescimento. A versão amplificada da Bíblia assim, traduz 2 Coríntios 3:18: "Todos nós com o rosto descoberto, (porque nós) continuamos a contemplar (na Palavra de Deus) como em um espelho, a glória do Senhor, estamos sendo constantemente transfigurados na Sua própria imagem num sempre crescente esplendor, de um degrau de glória a outro, (pois isso) vem do Senhor (que é) o Espírito".

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O Espírito Santo é quem torna Jesus real em nossa experiência; é Quem nos leva à presença do Pai; é Quem nos assiste em nossa vida de oração; é Quem Jesus enviou para estar conosco e em nós, assistindo-nos em nossa vida de comunhão com Deus e no desempenho do serviço cristão. Ele habita em nosso espírito e é aí que a comunhão e as comunicações de Deus se tornam uma realidade. Há uma grande necessidade de crescermos na comunhão e na intimidade do Espírito Santo, aprendendo a discernir Seus impulsos e Sua voz em nosso espírito, movendo-nos de acordo com eles. Nossa afinidade com Deus crescerá à medida que nos submetermos ao Seu Espírito. E o alvo do Espírito é levar-nos para Deus, transformar-nos cada vez mais na imagem do Senhor Jesus, até que alcancemos a estrutura do Varão Perfeito (Ef. 4:13). 2- Comunhão, o Propósito de Deus em Cristo A consciência de Deus em nossa vida é algo que precisa ser desenvolvido. O instrumento para esse desenvolvimento chama-se Palavra de Deus. Todo fundamento para a comunhão com Deus está na Sua Palavra revelada. Os pontos a seguir mostram o plano Divino de manter uma comunhão de amor com o homem redimido. Jesus deu-se si mesmo por nós: "Graça a vós outros e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual Se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl. 1:3-4). Se Cristo renunciou a glória junto ao pai, tornou-Se homem, viveu como servo e Se entregou à morte em nosso lugar, o que não fará por nós, Seus discípulos agora? Romanos 8:32 declara taxativamente: "Aquele que não poupou a Seu próprio filho, antes por todos nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" Sim, quem dá a vida, dá tudo. Quem é capaz de morrer por nós, tudo fará a nosso favor. A maioria das pessoas pensa em Jesus Cristo apenas como Salvador, como se a razão primeira de Sua vinda tenha sido libertar-nos da condenação do inferno. As o que Ele veio fazer foi infinitamente maior e mais glorioso do que isso. Jesus veio restaurar a vida de Deus em nós, possibilitando restaurar, também, a comunhão perdida no Éden. Ele veio permitirnos voltar a viver sob o Seu senhorio e gozar a glória de sermos Sua propriedade exclusiva, vivendo para o louvor da Sua glória. Ele tem direitos sobre nós e sabe como cuidar bem da Sua propriedade. Cada um de nós custou um preço muito alto para Jesus (1 Pe. 1:18-19; 1Co. 6:20; 7:23). Ele tem prazer em cumular de bênção aquele que é Seu, para que o mundo saiba que Deus nos ama como filhos, do mesmo modo como amou Jesus (Jo. 17:23). Que maravilha! O amor que Deus nos tem não é menor do que o amor que tem por Jesus. Você já pensou nisso? Nossa comunhão com Ele, pois, será uma resposta a esse amor que tudo deu quando nos outorgou Seu Filho amado. Por que insistir neste ponto? Porque disto depende o sucesso na vida de oração. O segredo de tudo reside em nosso conhecimento de Deus e das realidades da vida em Cristo, por causa da Sua morte na cruz. Chamados à comunhão de Jesus Cristo "Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus; porque em tudo fostes enriquecidos nEle... de maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus... Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor" (1 Co. 1:4-9). Confesse em voz alta: - Em tudo fui enriquecido em Cristo - Não me falta dom algum - Sou chamado à comunhão de Jesus Cristo Tudo visa nossa comunhão com Deus. Ter tudo em comum com Deus e expressar sua qualidade de vida na terra. Nossa vida deve ser semelhante à de Jesus, e temos tudo para que assim seja. Quando Paulo afirma que o Senhor deu tudo, fala de tudo quanto é necessário para sermos semelhantes a Jesus. Quanto mais a vida Divina se manifesta em nós, maior o nível de comunhão. E a primeira chamada que Deus nos faz, a suprema vocação que tem para cada um de nós, é a intimidade do Seu coração; viver aqui na terra como Jesus viveu; falar, pensar, sentir, amar, ver, agir como Ele o fez durante Sua vida aqui na terra. Tudo está ao nosso alcance, como expressão do Seu amor e graça, para que esse tipo de vida deixe de ser um sonho e se transforme numa realidade do dia-a-dia. A Comunhão traz o Conhecimento da Vontade Divina "E esta é a comunhão que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos houve" (1 Jo. 5:14). É conhecendo a Deus e Sua Palavra, que conhecemos Sua vontade. O que Lhe agrada torna-senos conhecido, por causa da comunhão que mantemos com Ele. Logo, só pediremos o que Ele

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deseja dar, pois sabemos que a vontade de Deus é sempre o melhor para nossa vida. Nossas orações serão respondidas, porque estarão em linha com a Sua vontade revelada". A comunhão produz fruto "Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim" (Jo. 15:4). Quanto mais comungamos com Deus, tanto mais frutíferos, nos tornamos. Estamos em Cristo e nEle permanecemos (comunhão) para produzir o fruto de Sua vida. E esse fruto depende da permanência em Cristo. Permanência nEle significa viver em íntima comunhão com ele , para que Sua vida flua livremente através da nossa. Jesus usa no capítulo 15 de João, a figura de uma árvore. Das raízes brota a seiva, a vida. A vida que é transmitida aos ramos é da mesma qualidade da que está na raiz e na árvore toda. Há uma comunicação constante, uma verdadeira comunhão e fluir de vida comum. Os frutos que os ramos produzem são o resultado do tipo de vida que brota da raiz; expressam a natureza da árvore. Eis aí o retrato fiel do que deve ser nosso relacionamento com o Senhor que, pela Sua Palavra, mediante a operação do Seu Espírito, nos gerou como filhos de Deus, participantes da natureza Divina. Se fomos gerados nEle e estamos ligados a Ele pela comunhão que o Espírito Santo em nós possibilita, Sua vida nos enche o ser inteiro e se expressa através do nosso corpo. Os frutos que vamos produzir expressarão o fruto do Espírito, pois essa é a qualidade de vida que nos deu origem e que nos alimenta. Gálatas 5:22,23 declara: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei". Esse fruto fala da natureza da vida que o produz. É o fruto da vida de Cristo. Se Ele está em nós, quanto mais comungamos com Ele, tanto mais o Fruto de Sua vida se manifestará em nós. O amor de Deus e não o ódio maligno se fará presente; a alegria do Senhor será a nossa força e o abatimento e a tristeza não terão morada em nós; a paz que é residente em nosso coração - pois Jesus é o Príncipe da Paz - não deixará lugar para a inquietação, discórdia, confusão e toda sorte de desarmonia. O fruto de Sua vida e natureza serão presentes e se manifestarão através de nós. Pensemos num perdido. Qual a vontade de Deus para ele? Que ele seja salvo. Você sabe disso e começa a orar por ele para que se arrependa dos seus pecados e receba a Cristo como Senhor de sua vida. O que você está, realmente, fazendo? Está entrando em linha com a vontade de Deus, para que ela se manifeste aqui na terra. Mas você também vai e fala-lhe de Cristo e ele nasce de novo. Mais um filho para Deus é gerado na terra, mais um fruto da vida de Jesus é produzido e você foi o canal para que isso acontecesse. Tudo quanto Deus faz na terra é através de canais humanos. Por causa da comunhão, você sabe o que está no coração de Deus, e se torna tanto o canal de intercessão, como de proclamação das boas novas aos pedidos. Sua ligação com Deus, sua comunhão, é o abrir do ser inteiro para Ele, a fim de que Sua vida se manifeste através de você e o Seu Fruto brote aqui na terra. No presente caso, o fruto é a salvação do perdido. E não é o Corpo de Cristo. E é através do Corpo que as obras são realizadas e todo o fruto se manifesta. Onde está uma parte desse Corpo, está um canal da vida de Deus. E é através desse canal que a bondade, compaixão, misericórdia, graça e glória Divinas são manifestas. Há, pois, que responder ao desafio de intensificar a comunhão, deixando o canal sempre limpo. Quanto maior a comunhão, maior a transparência, e o fruto do Espírito de Cristo brotará naturalmente em sua vida. A Comunhão leva ao crescimento do conhecimento de Deus. "Não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejas cheios do pleno conhecimento de Sua vontade, em toda sabedoria e entendimento espiritual; para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-Lhe em tudo, frutificando em toda obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl. 1:9,10). Cada dia temos diante de nós um novo desafio para o crescimento. A comunhão leva-nos a produzir fruto, pelo poder de Deus operando em nós. Ao abrirmos a boca para orar, esse poder entrará imediatamente em operação. Deus precisa de um exército que tenha a firme determinação de não permitir que coisa alguma interfira em sua comunhão com Ele e Sua Palavra, seja qual for o preço. E Ele precisa desse exército agora, enquanto estamos aqui na terra. Seu tempo, seu amor e sua vida para Deus, são intocáveis. Ele precisa de um povo capaz de tomar uma decisão de qualidade e ater-se firmemente a ela. Deus precisa de gente que faça opção por verdades como esta: "Deus é o supremo bem da minha vida, e a crescente comunhão com Ele não pode ser quebrada."

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3- Comunhão com um Deus Residente Na história dos relacionamentos de Deus com o homem, vários níveis têm sido experimentados. Desde que o homem pecou, a comunhão com Deus foi quebrada. Poucos foram aqueles, de Adão a Abraão, de quem foi dito que experimentaram a presença e a comunhão com Deus. Sabemos de Abel, cujo sacrifício agradou ao Senhor; de Enoque, que andou com Deus e foi traslado; de Noé, que achou graça aos olhos de Deus e foi poupado do juízo que veio sobre a terra. Com Abraão, Deus começa uma nova história do Seu amor para com o homem. Com o propósito de redimir o ser humano, Deus faz com Abraão aliança, querendo assim viver e ter comunhão com ele. É um romance de amor entre Deus e o homem feito à sua imagem, para sua glória. Há diversos níveis de comunhão, no relacionamento com Deus. Israel saiu do Egito e peregrinou no deserto. É-nos-dito que Deus estava no meio do Seu povo. Ele estava presente através da nuvem e da coluna de fogo, bem como no Tabernáculo, no meio do povo. Deus estava com o povo. A presença da Arca, contendo as tábuas da aliança, conhecidas como os dez mandamentos, atestava a presença de Deus. Ali Ele falava com Moisés. Deus pelejava as batalhas de Israel. Lutava pelo povo, era seu escudo e proteção. Em toda a história de Israel, Deus Se colocava ao seu lado, tomava seu lugar, defendia, protegia, libertava e assegurava vitória, sempre que o povo obedecia a Sua voz. Deus não apenas estava com o povo, mas era pelo povo. Nossa experiência com Deus na Nova Aliança, ultrapassa o que de melhor havia na Velha. No Novo Testamento, Deus está também conosco, no meio de nós. Sua presença é manifesta no meio da Igreja. Jesus mesmo declarou: "E eis que estou convosco todos os dias..." (Mt. 28:20). Deus também é por nós. E "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm. 8:31). Ele está do nosso lado e luta por nós. Mas, mais do que isto, por causa de Cristo Jesus e da Nova Aliança, Ele vive em nós, pelo Seu Espírito. Deus tornou-Se parte de nós, um conosco, pois "Quem se une ao Senhor é um só espírito com Ele" (1Co. 6:17). Nossa experiência é: Deus está conosco, Deus é por nós, e Deus está em nós. Comungamos com um Deus que, pelo seu Espírito, é residente no coração de todo aquele que nasceu de novo, recebendo em seu espírito a própria vida de Deus. Jesus declarou: "Se alguém me ama, meu Pai o amará, e viveremos para ele e faremos nele morada" (Jo. 14:23). Paulo acrescenta: "Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Co. 3:16). É assim que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são residentes no cristão. Deus não pode estar mais perto de nós do que está agora, pois vive em nós. Devemos, pois, cultivar a consciência dessa presença, a fim de mantermos uma constante comunhão com Ele. Nossa comunhão é com aquele que transferiu Sua residência na terra, do Templo de Jerusalém para o Templo do nosso espírito. Podemos Manter Comunhão com Deus "O que temos visto e ouvido anunciamos a vós outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo" (1 Jo. 1:3). Que realidade gloriosa! Podemos manter comunhão com o Pai! Se somos filhos, Ele é Pai; e porque é Pai, nós podemos chegar diante dEle com intimidade. Não podemos entrar na presença do Presidente da República na hora que nos apraz. Há muito protocolo a ser vencido até que isso aconteça. Mas o filho do Presidente passaria por cima de tudo e nada bloquearia o acesso à presença do seu pai. Esse filho não estaria buscando o Presidente; estaria buscando seu pai. Não é maravilhoso que Deus pode ser Deus para o mundo, mas para nós é o Pai cheio de amor? Ele é o Senhor do Universo, o Todo-Poderoso, Aquele que habita em luz inacessível, sublime, eterno, o Supremo. Mas sendo tão infinito, que não se pode descrever, Ele vem, pelo Seu Espírito, elevar-nos à posição de filhos, gerados em Cristo, dando-nos livre acesso à intimidade do Seu coração de Pai. A razão porque podemos ter comunhão com Deus é que Ele, pela nossa fé em Cristo e operação do Seu Espírito, nos fez filhos Seus (Jo. 1:12). Deus não se rebaixou para comungar com o pecado. O que Ele fez foi recriar-nos, para que tivéssemos uma nova vida, Sua própria vida em nós, e pudéssemos assim comungar com Ele. Jesus veio trazer ao nosso espírito a vida santa de Deus, gerar-nos de novo de uma nova semente, a fim de que pudéssemos ter condições de comungar com o Pai, na posição de filhos. Só podemos ter comunhão com quem temos afinidades, semelhanças. Hoje, pelo novo nascimento em Cristo, temos coisas em comum com Deus, e o caminho do Santo dos Santos nos está aberto. Aleluia! Somos filhos, pois a vida Divina está em nós e flui em nós. Esta é a

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realidade escondida atrás da palavra "comunhão". Deus desceu a terra, na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, e plantou a Sua vida dentro dos homens que lhe abriram o coração, estabelecendo em seus corações uma habitação a fim de, pelo Seu Espírito, viver neles e transformá-los dia-a-dia, até que sejam outra vez o reflexo da Sua glória na terra, transparecendo aquilo que Ele é. Filhos transparentes! Quando Deus criou o homem, criou-o transparente. Olhando-se para ele, via-se a glória de Deus. O caráter, a vida que emanava dele atestavam sua origem Divina. Exatamente como acontecia com Jesus. Olhando para Ele os homens viram estampada sem Seu ser a glória de Deus invisível, e Ele podia declarar: "Quem me vê a mim, vê o Pai." Foi o pecado que tornou o homem opaco. Olhando para o pecador, que desolação! Onde estão a glória e a santidade primeiras? O homem tem descido às profundezas das trevas, e somos todos testemunhas de onde pode chegar a distorção satânica da personalidade humana, escrava do pecado. É aí, portanto, que brilha forte a glória do plano de Redenção, expressão da graça indizível de um Deus todo amor e misericórdia, que perdoa, restaura e sanifica. Cristo veio restaurar a vida de Deus em nós e tornar-nos transparentes. Glória, pois, a Ele eternamente! O homem redimido, pela operação desse poder tremendo do Espírito Santo, pode hoje elevar-se ao reino do espírito e viver a vida de Deus na terra, manifestando Seu caráter, Sua natureza, Sua vida, Sua glória! Levantemo-nos em fé, e tomemos posse da nossa herança. Fomos chamados e redimidos para uma vida em comunhão com Deus. O coração do Pai está aberto para nós. Extraído do Livro Comunhão e Princípios da Fé Pra. Valnice Milhomens Coelho Direitos reservados à autora

O PODER DA INTERCESSÃO Introdução Quando o Senhor me enviou de volta ao Brasil, depois de serví-lo por quinze anos em Moçambique e África do Sul, disse-me, num lugar de oração, que começasse treinando mil intercessores. Anseio por ver os verdadeiros mil guerreiros que Ele está forjando no Brasil. Quando Deus tiver em nossa Pátria mil pessoas que encarnem o espírito de intercessão que estava em Moisés, Abraão e Daniel, os fundamentos da nação serão abalados pelo poderoso avivamento pelo qual gememos. E creio com todas as forças do meu coração, que Deus vai fazer isto. Ele seleciona Seus soldados valentes, que não depõem as armas até ver o poder de Deus manifesto na Terra. Ele quer esse espírito e não vai nos dar descanso até ver Seu plano consumado. Deus está levantando um exército de intercessores muito grande. Há um santo reboliço nos arraiais de Deus em toda a Terra e grupos se mobilizam para intercederem cada vez mais. E curiosamente, esse exército está encarnando o espírito de um guerreiro. Queremos deixar muito claro que quando usamos o termo guerreiro de oração, não falamos de uma organização ou um grupo, mas falamos de uma identidade. O que é um guerreiro de oração? É um combatente espiritual. Deus mesmo está conosco como um "poderoso guerreiro" (Jr. 20:11a). A palavra no hebraico aí, é gibbor. Ela aparece 159 vezes no Velho Testamento, sendo a primeira em Gn. 6:4. Significa: "poderoso; por implicação, guerreiro; campeão, chefe, gigante, homem valoroso, valente, forte". O Dicionário Expositório de Vine comenta: "No contexto de batalha, a palavra é melhor entendida para referir-se à categoria de guerreiros. O gibbor é um guerreiro provado; especialmente quando usado em combinação com chayil ("força")". (A versão revisada da JUERP traduz por "homens valorosos" (Js. 1:14), enquanto a da SBB por "homem valente" e a Bíblia de Jerusalém por "homens de guerra".) "Davi, que se provou um guerreiro, atraiu "valentes" para seu bando enquanto era perseguido por Saul (2 Sm. 23). Quando ele subiu ao trono como rei, esses homens se tornaram parte do corpo militar de elite. O rei simbolizava a força do reino. Ele tinha que liderar suas tropas em batalha, e como comandante esperava-se que fosse um "herói" (1 Sm. 18:7). O rei é descrito como um herói: "Cinge a espada no teu flanco, herói, cinge a tua glória e a tua majestade" (Sl. 45:3 - SBB). A expectativa messiânica incluía a esperança de que o Messias fosse um "poderoso" (Is. 9:6)". (Nas versões portuguesas traduz-se por Deus Forte). "O Deus de Israel é um Deus poderoso, forte (Is. 10:21). Ele tem o poder de libertar: "O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo" (Sf. 3:17). A tocante confissão de Jeremias (32:17) ressalta o poder de Deus na criação (v.17) e na redenção (v. 18). A resposta à enfática pergunta "Quem é o Rei da glória", no Salmo 24, é: "O Senhor forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas" (v. 8).

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A Septuaginta (versão grega do V.T.) dá as seguintes traduções: dunatos (poderoso, forte, potente, capaz de governar) e ischuros (forte, poderoso, potente). A SBB dá estes sentidos: "forte, valente, homem valoroso, guerreiro". Há 487 referências no Velho Testamento a exército, sendo que cerca de 270 retratam um dos nomes de Deus, Jeová Sabaoth, o Senhor dos Exércitos. Este é o último nome de Deus que o Velho Testamento nos dá e aparece em dias de crise, quando o povo precisava de uma intervenção dos exércitos do Altíssimo. A partir dos livros de Samuel, o nome aparece, sendo mais freqüente nos Salmos e livros proféticos. A primeira referência está em 1 Samuel 1:3, dizendo que Elcana e Ana subiam cada ano da sua cidade a Siló "a adorar e a sacrificar ao Senhor dos Exércitos". A segunda menção é na súplica de Ana, a favor de um filho: "E fez um voto dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida..." (1 Sm. 1:11). Pelo que vemos, Samuel é o primeiro a registrar o nome de Jeová Sabaoth. Sua mãe o usa e depois ele o faz, referindo-se à uma situação de guerra, diante de Saul: "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel; ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes..." (1 Sm. 15:2,3). Ora, Amaleque é um símbolo de Satanás, que se opõe ao povo de Deus e tenta destruí-lo, mas o Senhor disse a Moisés: "Escreve isto para memória num livro, e repete-o a Josué; porque Eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do Céu. E Moisés edificou um altar, e lhe chamou: O Senhor é minha bandeira (Jeová Nissi). E disse: Porquanto o Senhor jurou, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração" (Ex. 17:14-16) (Conf. Dt. 25:15-19). Jeová Sabaoth e Jeová Nissi, caminham juntos e são nomes de Deus que apontam para a realidade de um confronto espiritual, de geração em geração, do povo de Deus na terra contra Satanás. Mas não estamos sozinhos. O Senhor tem Suas hostes incontáveis de anjos, que são Seus exércitos de guerreiros, trabalhando sempre a favor dos santos. E no meio das batalhas Ele é nosso Nissi, nossa vitória, nossa bandeira. De fato Ele está conosco "como poderoso guerreiro" (gibbor). Vivemos dias proféticos, quando profecias milenares se cumprem diante dos nossos olhos. Nunca a Igreja esteve tão consciente da realidade espiritual que influencia a vida terrena, tanto no Reino de Deus quanto no de Satanás. Sentimos na carne o grande confronto entre os poderes da luz e das trevas. Parece que o adversário reuniu todas as suas forças e poderes malignos, para um golpe de desespero, tentando conquistar o que pode durante o tempo que lhe resta. Por outro lado, os Céus se têm aberto e há um derramar do Espírito de Deus e luzes são compartilhadas com os guerreiros do Senhor, que recebem as estratégias de guerra para vencer o inimigo. Deus levanta hoje um exército de guerreiros espirituais a quem equipa e dirige para saquear o inferno e povoar o Céu. A profecia de Joel, que se refere aos tempos do fim, declara: "O Senhor levanta a Sua voz diante do Seu exército (chayil); porque muitíssimo grande (rab) é o Seu arraial; porque é poderoso quem executa as Suas ordens; sim, grande é o Dia do Senhor" (Joel 2:11). Chayil quer dizer uma força, exército, virtude, valor, capaz, grandes forças, poder, riqueza, valente, virtuoso, digno. Rab quer dizer "abundante (em quantidade, tamanho, idade, número, qualidade)". Isso demonstra que Deus levanta um exército capaz, qualificado com Sua habilidade divina, amadurecido, ousado, digno, virtuoso, possuidor de todos os recursos de toda ordem para fazer a batalha, grande em número e poder. E agora a voz de comando se faz ouvir: "Proclamai isto entre as nações, apregoai guerra santa; suscitai os valentes (gibbor); cheguemse, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado, e lanças das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte (gibbor). Apressai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos; para ali, ó Senhor, faze descer os teus valentes (gibbor) Joel 3:911)." O Senhor dos Exércitos é um guerreiro (gibbor) e suscita os Seus guerreiros (gibbor) e até mesmo o que se acha fraco diga: "Sou um guerreiro!"(gibbor) Ele tem os Seus valentes, Seus guerreiros e os mobiliza para que sejam devidamente treinados e participem da batalha final contra os poderes do inferno. Ora, como o confronto é espiritual, o treinamento também o é. Portanto, temos vindo ao longo dos últimos sete anos e meio instruindo o povo de Deus, em geral, e os intercessores, em particular, na vida de comunhão com Ele e obediência à Sua Palavra, na dependência do Espírito Santo e autoridade do Senhor Jesus, buscando conformar-se com Sua imagem. Este

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livro sobre intercessão é mais uma ferramenta no objetivo de treinar os guerreiros de oração. É o quarto da série Escola de Oração. Todavia, não podemos tornar alguém guerreiro, nem sou um guerreiro de oração se não encarnar o espírito de combatente espiritual; nem mesmo ensiná-lo a interceder. Estamos estudando sobre intercessão, crendo que o Mestre, doce Espírito, à medida que você se expõe a Ele e à Palavra, separando-se para orar por outros, irá tomar sua mão, onde você se encontra agora, e levá-lo a uma nova dimensão. Não se preocupe tanto com seu nível hoje. Comece onde está, e o Espírito irá conduzi-lo passo a passo, até chegar à plenitude, e você será um intercessor como Moisés, Paulo e tantos outros, seguindo as pegadas de Jesus. Oramos para que Deus tome a sua vida enquanto lê e estuda este livro, e o mesmo Espírito lhe traga a luz e entendimento que as palavras não podem transmitir. Os livros que temos escrito na área de oração, visam treinar guerreiros, que serão parte do exército que Deus levanta nesta última geração. Tais guerreiros aprenderão a entrar no reino do espírito e retirar de lá as manifestações do poder de Deus e trazê-las aqui para a Terra, a fim de alterar as circunstâncias contrárias ao Seu propósito. Meu coração geme, chora e luta, orando pelo levantamento deste exército. E a palavra de ordem para o ano em curso, é esta: Intercessão. Mas não nesse nivelzinho a que estamos habituados. Falamos da intercessão que confronta os poderes do inferno, em guerra espiritual e dores de parto que trazem filhos à luz, pelo poder do Espírito Santo. A formação de Cristo, em Sua plenitude, no coração dos homens, é o alvo supremo dessa intercessão. Ela nos tomará e levar-nos-á a entrar no trabalho de alma, até que os planos de Deus para com os filhos dos homens venham à luz e Ele seja glorificado. Tipos de Oração Oração é algo sério, específico, objetivo, e segue regras e princípios estabelecidos na Palavra de Deus. É a tentativa de orar em desarmonia com eles que resulta em uma experiência frustrante de não ver as orações e súplicas respondidas. Paulo declara em Efésios 6:18: "Com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos." A Bíblia de Jerusalém traduz: "Com orações e súplicas de toda a sorte orai em todo o tempo..." A tradução de J. B. Phillips diz: "Orai sempre com toda a sorte de orações..."; a Bíblia Amplificada traduz: "Orai em todo tempo - em cada ocasião, em cada época - no espírito, com toda (maneira de) oração e súplica." Há diversos tipos ou espécies de oração e cada um deles segue princípios claros. Há regras estabelecidas na Palavra de Deus para esses diferentes tipos de oração. E é aqui onde há grande confusão. Costumamos definir nosso relacionamento com Deus em uma palavra: oração. Tudo o que Lhe dizemos ou pedimos chamamos "oração". Sim, tudo é oração. É preciso, contudo, saber: Há diversos tipos de oração. Há orações que não buscam necessariamente alguma coisa de Deus. Outras visam alterar uma circunstância em nossa vida ou na vida de terceiros. A todas elas Deus deseja ouvir. "Ó Tu que escutas as orações, a Ti virão todos os homens" (Sl. 65:2), pois "A oração dos retos é o Seu contentamento" (Pv. 15:8b). No segundo livro da série Escola de Oração, intitulado Tipos de Oração, abordamos o assunto. Aqui vamos apenas citar a existência dos mesmos, com uma breve definição, a título de uma rápida lembrança. A quem não estudou o referido livro, recomendamos fazê-lo, a fim de tirar melhor proveito deste. Níveis de Oração Poderíamos classificar as orações em três níveis diferentes: Deus, nós e os outros. Dentro de cada um desses níveis há diversos tipos de oração: 1 - Deus como centro das nossas orações Há orações que são dirigidas a Deus, visando Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz e o que Ele nos tem feito. Outra coisa não buscamos, senão apresentar-Lhe nossa gratidão, louvor e adoração. Dentro deste nível temos três tipos de oração: 1º - Ações de Graça - A expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito. Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós. 2º - Louvor - A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São expressões de louvor a Deus pelo que Ele faz. Louvar é reunir todos os feitos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu Nome, que é digno de ser louvado.

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3º - Adoração - O tipo de oração que exalta a Deus pelo que Ele é. É a entrada no Santo dos Santos para responder ao amor do Pai. Ali nada fala do homem, mas dEle. É o reconhecimento do que Ele é. É a resposta do nosso amor ao amor Divino. 2 - Nós mesmos como o centro das orações Aqui vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais. Embora falando com Deus, o foco da atenção é a satisfação de nossas necessidades. Vamos a Deus em busca de uma resposta para a alteração de alguma circunstância em nossa vida. Nesse nível temos também três tipos de oração: 1º - Petição - É "um pedido formal a um poder maior". É a apresentação a Deus de um pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus. Nesse tipo de oração já temos o conhecimento de qual é a Sua vontade, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da resposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11:24. 2º - Consagração ou Dedicação - É uma atitude de submissão à vontade de Deus. Essa oração é para as ocasiões em que a vontade de Deus é desconhecida. Exige espera, consagração e inteira disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai. 3º - Entrega - É a transferência de um cuidado ou inquietação para Deus. É lançar o cuidado sobre o Senhor, com um conseqüente descanso. Essa oração é feita quando um cuidado, um problema ou inquietação nos bate à porta. 3 - Os outros como centro das nossas orações Aqui vamos a Deus como sacerdotes, como intercessores, levando a necessidade de outra pessoa. Nosso motivo primeiro é ver as circunstâncias alteradas na vida de outrem. Esta é a oração de intercessão. Interceder é colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa. Formas de Oração Todos os tipos de oração podem ser levados a Deus de três formas: Através da oração privada, da oração de concordância ou da oração coletiva. 1 - Oração Privada (Mt. 6:6). Cada filho de Deus tem direito de entrar em Sua presença, com confiança, e apresentar-Lhe a oração da fé (Hb. 4:16). Nessa forma de oração só o Espírito de Deus é testemunha. Ela pode ser feita apenas no coração, ou em palavras audíveis. 2 - Oração de Concordância (Mt. 18:18-20). Aqui, dois ou três se reúnem em comum acordo sobre o que pedem a Deus. Há um poder liberado através da concordância, de acordo com Dt. 32:30. 3 - Oração Coletiva (At. 4:23-31) - Esta é feita quando o Corpo se une em oração. É uma oração de concordância com um número maior. Quando um corpo de cristãos levanta sua voz a Deus, unânime, não só na palavra ou expressão, mas no mesmo espírito, como na Igreja de Jerusalém, há uma grande liberação do poder de Deus. Recursos de Auxílio à Oração Toda vida e manifestação do poder de Deus é o resultado da união entre o Espírito Santo e a Palavra de Deus. Esses dois grandes recursos à nossa disposição para o exercício espiritual da oração, levam-nos a uma experiência feliz em nosso relacionamento com Deus. Seu poder começa a ser demonstrado em grande medida em nossas vidas e na vida daqueles por quem intercedemos. Esses recursos são: o uso da Palavra e a dependência do Espírito Santo na oração. 1 - Orando a Palavra - Orar a Palavra é tomar a promessa de Deus e levá-la de volta a Ele, através da oração, no espírito de Isaías 62:6-7. Quem ora a Palavra já começa com a resposta. A vontade de Deus é a Sua Palavra e toda oração de acordo com Sua vontade, Ele ouve. A Palavra elevada a Deus em oração, não voltará vazia (Is. 55:10-11). 2 - Orando no Espírito (1 Co. 14:14; Ef. 6:18; Jd. 20). Em áreas conhecidas pela mente, podemos aplicar a Palavra escrita, orando de acordo com o nosso entendimento. Mas, quando chegamos ao limite da mente, o Espírito Santo vem em nosso auxílio (Rm. 8:26-27). Podemos orar no espírito, pelo Espírito de Deus, e isso, para além de um recurso tremendo, pois oramos em linha com o coração do Pai, é uma arma poderosa contra as forças das trevas. Armas de Combate na Oração A oração tem terríveis inimigos no reino das trevas, mas Deus nos deu os recursos inesgotáveis da Sua graça para nos conduzir em triunfo. Daniel 10:12-21 revela o conflito espiritual para impedir a resposta às nossas orações. Efésios 6:10-18 deixa claro que a oração tem seu lado de batalha, mas 2 Coríntios 10:4-5 revela-nos que temos armas, da parte de Deus, para vencer essa batalha. Jesus nos deu autoridade de ligar e desligar (Mt. 18:18). Podemos lançar mão dessa autoridade e declarar guerra às forças de Satanás, enfrentando-as: 1 - Na autoridade do nome de Jesus, a Quem tudo está sujeito (Lc. 19:10 e Mc. 16:17).

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2- Com a arma de combate, que é a Palavra de Deus (Ef. 6:17). 3 - Sob a cobertura do sangue de Cristo e no poder do Espírito Santo (Ap. 12:11 e Lc. 4:14). O inimigo será vencido por um poder maior (Mt. 12:29), pois "Maior é Aquele que está em nós..."(1 Jo. 4:4). Enfrentamos o inimigo falando diretamente a ele, exercendo nossa fé na obra do Calvário. "Resisti ao diabo e ele fugirá de vós" (Tg. 4:7). Vitória Pessoal Antes que você possa ser um intercessor bem sucedido, precisa aprender a andar em vitória e a encontrar resposta para as suas próprias orações. Eis porque recomendamos que primeiro sejam estudados os diversos tipos de oração. Todo conhecimento deve ser posto em prática, para que produza seu efeito. Temos aconselhado os guerreiros a se exercitarem no uso dos diversos tipos de oração, gastando uma hora com Deus, de forma organizada, a fim de ajudar a formação de um hábito e disciplina de orar de acordo com os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus. Sugerimos o uso da Roda de Oração, que está no apêndice deste livro. Extraído do Livro O Poder da Intercessão O QUE É ORAÇÃO? Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? " (Mateus 7.8-11) Através da oração, alcançamos grandes vitórias, inexplicáveis para a lógica humana. Todos os que oram e confiam a Deus os seus problemas, pedindo ao Senhor, com fé, mediante sua vontade, são recompensados pelo Todo-poderoso. O Catecismo Maior de Westminster diz: "A oração é a oferta de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo." A oração não deve ser apenas "simples palavras", e sim a expressão profunda da nossa alma, em comunicação real com nosso Criador. É comum vermos pessoas fazendo distinção sobre o "sagrado" e o "secular", mas para o cristão não deve haver divisão. Tudo que ele fizer deve ser sagrado, ou seja, deve faze-lo para glória de Deus, tudo deve ser um ato de oração. Orar é conversar com Deus. É manter um diálogo com o Pai celestial, em linguagem clara, e quanto mais simples melhor. Em oração falamo-lhe quais são as nossas necessidades, enfermidades e dificuldades, não esquecendo de agradecer-lhe por mais um dia de vida, e por todas as bênçãos que Ele nos concedeu. Assim sentiremos no coração a resposta, através do nosso espírito, que se comunica com o Espírito de Deus. "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. (Leia Romanos 8.16). A Bíblia registra que Daniel, apesar de estar cativo na Babilônia, uma terra muito distante de sua pátria, orava três vezes ao dia, voltado para Jerusalém, a cidade de Deus, e por isso alcançou grandes vitórias em sua vida. "Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer." (Daniel 6. 10) Por causa de sua Lealdade e intimidade com o Deus vivo, foi lançado na cova dos leões, que nada lhe fizeram. O rei Dario, que era seu amigo, não dormiu naquela noite, imaginando que Daniel havia sido devorado pelas feras. "E chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste, e, falando o rei, disse a Daniel: servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus a quem tu serves, tenha podido dos leões? Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum." (Daniel 6.20-22) Como vimos, Daniel "costumava" orar, ou seja ele perseverava em oração. Há uma grande diferença entre a persistência perseverante e a exigência impaciente e egoísta. Quando você

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exige está se portando semelhantemente a uma "criança teimosa", que provavelmente se irritará por não conseguir imediatamente o que pediu. A escritura também nos exorta a interceder sinceramente uns pelos outros. Interceder é pedir a Deus que aja na vida de outra pessoa, e isto é um privilégio de todo crente. A intercessão sincera é uma das maneiras para melhor alcançarmos a compreensão da vontade de Deus, pois faz-nos olhar para além das nossas necessidades, para aquilo que Deus quer para a humanidade. "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos." (Tiago 5.16) Orar é ouvir o que Deus fala com você. Orar é também ouvir quando Deus fala com você. Deus se comunica conosco através da Bíblia sagrada, e não pode haver oração significativa se não a lermos. Isto é muito importante porque quando oramos devemos discernir a vontade e a direção de Deus, e fazer nossa petição segundo elas. A Palavra de Deus (Bíblia) é o guia básico para a compreensão da sua vontade, e não adianta fazer nenhuma petição fora da vontade Divina, que fatalmente não seremos atendidos. - "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tiago 4:3) Deus também nos fala através de seu Espírito. Sem nenhuma razão aparente podemos ser levados a conclusão de uma determinada situação, ou lembrar de algo há muito esquecido, porém necessário naquela ocasião. Podemos sentir a presença do Espírito Santo, enchendo nossa alma e trazendo paz em relação a um problema, avivando nossa consciência sobre alguma determinada situação, ou cobrando a solução de alguma coisa mal resolvida. Orar, portanto, envolve comunicação e comunhão com Deus, e leva a pessoa a ver a vida numa perspectiva mais ampla, considerando a eternidade, e a compreender tudo mais claramente. Orar é ter comunhão com Deus. Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, apesar de terem apanhado publicamente. Se não fosse a comunhão com Deus, eles certamente estariam tristes e chorosos, em vez de alegres ! "E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco. E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam." (Atos 16:2225) Quando oramos falamos com o Deus Trino e Uno, e podemos dirigir-nos individualmente à cada uma das três pessoas da Trindade, ou ao próprio Deus Trino e Uno. No Pai Nosso, quando dizemos "Pai Nosso que estais nos céus" (Mateus 6.9), estamos nos dirigindo ao Deus Pai. Quando pedimos à Cristo que perdoe os nossos pecados, estamos nos dirigindo ao Deus Filho " E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu." (Atos 7.59,60) Quando pedimos ao Espírito Santo que nos encha com seu poder e força, estamos falando ao Deus Espírito Santo. "Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo." (Judas 20) Quando clamamos: "Ó Deus, ajuda-me!", estamos falando às três pessoas da Santíssima Trindade. Orar não é rezar. Como já foi dito anteriormente, orar é conversar com Deus, é dialogar com Ele. É um processo espontâneo, que flui normalmente, como se conversássemos com um amigo muito chegado, ou um familiar muito querido. O Espírito Santo é o inspirador das palavras que dizemos em cada oração que fazemos. Por isso usamos termos que jamais empregamos em orações anteriores, e nem havíamos premeditado. Isto é o que agrada a Deus, pois assim estamos fugindo das vãs repetições. - "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos." (Mateus 6:7) Quando os discípulos pediram a Jesus que lhes ensinasse a orar, o Mestre lhes respondeu: "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém". (Mateus 6.9-13). Esta é a única oração ensinada por Jesus, e ainda hoje é utilizada pela Igreja, apesar dela ser mais um modelo de como devemos orar, e não propriamente uma

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oração a ser recitada. As demais orações, utilizadas quotidianamente, são consideradas rezas, ou seja, são citações elaboradas por alguém, que são repetidas milhões de vezes, e certamente não agradam a Deus, pois se tornam "vãs" repetições. Quem as recita o faz mecanicamente, distanciando-se do objetivo principal da oração que é conversar e ter comunhão com Deus. Orar é dizer a Deus: "Que assim seja!" Todas as nossas orações terminam com a palavra amém. Isto não significa que estamos apenas sinalizando o final de nossa petição. Amém é uma palavra bíblica que simboliza a afirmação na crença de que Deus ouviu nossa oração. Amém é uma afirmação de fé no poder de Deus para atender nossas orações. É submeter a nossa vontade a Deus, com um : "Que assim seja!". Como devemos orar? 1. De joelhos - "Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo," (Efésios 3.14). Muitos consideram esta a melhor maneira de se conversar com Deus, pois é uma demonstração de submissão, reverência e humildade. Assim oraram Salomão (1 Reis 8.54), Elias (1 Reis 18.42), Esdras (Esdras 9.5), Daniel (Daniel 6. 10), Jesus (Lucas 22.41), Pedro (Atos 9.40) e Paulo (Atos 20.36). 2. De pé - " E pôs-se Jeosafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do SENHOR, diante do pátio novo. E disse: Ah! SENHOR Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações? Na tua mão há força e potência, e não há quem te possa resistir. (2 Crônicas 20.5,6). Josafá, rei de Judá, em pé, diante do povo, orou a Deus, e consegui a vitória, pois Deus fez com que os que vinham contra ele se desentendessem e se acabassem entre si. Os crentes hoje costumam orar em pé, no início, durante e no fim dos cultos, e também tem conseguido vitória. 3. Em particular - " Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." (Mateus 6.6). Jesus, em seu Sermão da Montanha, enfatizou que a oração feita em particular é ouvida pelo Senhor, que vê secretamente. Esta é a melhor maneira do crente estar a sós com Deus e contar para Ele as suas angústias e vissicitudes da vida, sem que ninguém saiba pelo que passa. E a oportunidade que você tem de confiar somente ao Senhor um problema de difícil solução. 4. Em família - " E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam. (Atos 12.12). A igreja em Jerusalém enfrentava uma das maiores lutas de sua história. Herodes, rei dos judeus, prendeu dois de seus principais líderes: Tiago e Pedro. A popularidade deste monarca estava baixa. Ele julgou que a perseguição aos cristãos iria ajudá-lo a recobrar seu prestígio. Mandou matar, primeiramente, a Tiago, para sentir a reação do povo. Foi um "sucesso" ! Todo mundo o parabenizou. Então, ele marcou a data da morte de Pedro: um dia após o encerramento da Páscoa, quando todos os judeus se preparavam para retomar aos seus países de origem. Com este acontecimento, Herodes conseguiria o ápice de sua popularidade. Atos 12.5 registra: "Pedro, pois, era guardado na prisão" ; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus". Aqueles primeiros cristãos ainda não tinham um templo- sede para se reunirem. Utilizavam as casas dos irmãos em Cristo, para cultuarem ao Senhor. Oravam exatamente na residência de Maria, mãe do evangelista Marcos (escritor do segundo evangelho), quando um anjo de Deus, em resposta às suas orações, visitou o cárcere, onde estava preso o apóstolo Pedro, e o libertou. Hoje, nós chamamos esta reunião de oração em família, ou seja, entre pais e filhos, de culto doméstico. Os lares evangélicos que se reúnem diariamente, para orar, são felizes e harmoniosos. Os cônjuges são unido, os filhos obedientes, além da saúde e prosperidade que desfrutam. Quando orar ? 1. Ao deitar-se. - Depois de um dia estafante, principalmente em uma cidade grande, onde se enfrenta perigos mil, é dever do crente orar ao deitar, à noite, e agradecer a Deus os grandes livramentos, ou seja, a proteção contra os assaltos, as batidas de carro no trânsito, os atropelamentos; pela saúde e por tudo que lhe aconteceu, pois a Bíblia recomenda: "Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 5.20).

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2. Ao levantar-se. - As nossas vidas estão entregues nas mãos de Deus. Por isso, é nosso dever, ao iniciarmos o novo dia, orar, para que o Senhor mande os seus anjos, a fim de nos livrar de todos os perigos, conforme lemos no Salmo 91.1 1: "Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos". 3. Sempre - " Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Tessalonicenses 5.17,18). Quem vive em total dependência de Deus, através da oração, é sempre vitorioso. Orar sempre significa viver as 24 horas do dia em constante comunhão com Deus. E deitar-se, levantar-se, trabalhar, viajar, etc., com o pensamento voltado para as coisas espirituais, e tudo que fizermos que seja bem feito e com objetivo de glorificar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. ORAÇÃO Mt 7:7, Lc 11:9-13 Pedi esforço talvez pequeno. Buscai esforço mais diligente. Batei o ápice do esforço. Obs.: Pedir, indica o desejo do objeto, buscar, o objeto está pedindo, bater, que o objeto está trancado. Não basta pedir; é mister buscar o que pedimos. Não basta buscar; é preciso bater à porta trancada. Aquele que busca tal diligência receberá aquilo que deseja. Jesus mostra a necessidade de diligência, de desejo intenso e de perseverança na oração. Aquele que não é intenso nas coisas espirituais dificilmente dessa maneira, portanto a oração faz parte, necessariamente, de nossa vida espiritual. Pedir é receber buscar é encontrar bater é entrar Tiago 4:3. Aquele cuja vida espiritual já é bem desenvolvida evita pedir mal. A verdadeira oração deve estar sintonizada com Deus; e é esse tipo de oração que sempre recebe a resposta certa. As promessas de Deus são tão grandes, tão vastas, tão enfáticas e tão iluminadas. 1. A resposta de Deus às nossas orações (subentende) serve de um agente que redunda na glória de Deus. O Senhor de forma alguma, responderá à oração que é contrária à sua glória. 2. A oração deve ser feita em nome do Senhor Jesus Cristo (Jo 14:13,14; Jo 16:23-24), não porém como forma litúrgica; mais sim por sermos seus discípulos, por recebermos o seu nome, por estarmos identificados com Ele. Somente aqueles que estiverem verdadeiramente imersos no Espírito de Cristo é que sentirão a inclinação de orar por aquelas coisas que realmente são espiritualmente benéficas para eles mesmos ou para seus semelhantes contribuindo para a causa de Cristo. Cada indivíduo tem um destino a cumprir, agora e por toda eternidade. Ex: Jovem solteira pede um marido, sendo que, neste estado servirá melhor ao Senhor. Ex: Homem pede dinheiro e poder porém se o tiver, não saberá usá-lo; sua missão requer que ele lute pela sua sobrevivência material. A oração ajuda o desenvolvimento espiritual do crente, e muitas orações, mesmo aquelas feitas pelos espiritualmente fracos, são miraculosamente respondidas. 1. Oração como submissão, como entrega às mãos de Deus. 2. Oração como ato de adoração. 3. Oração como ato criador. 4. Oração no A.T. 5. Ensinamento de Jesus na oração. 6. Ensinamento de Paulo sobre a oração. 7. Outros conceitos, o N.T. a respeito da oração. Precisamos de Deus e a sua ajuda nos vem através da oração, mas só é possível quando a alma crente se encontra em estado de submissão a Deus (Cristo). Toda oração deve estar alicerçada na fé, por isso devemos pedir crendo; na certeza que Ele fará aquilo que lhe solicitamos. (Mt 21:22). A oração é um ato da alma, mediante a qual nos pomos sob os cuidados de Deus. A oração é um campo de provas, onde podemos aprender sobre Deus. A oração faz parte da liturgia, a qual faz parte da adoração coletiva, e faz parte também da adoração individual. A oração incorpora em si as atitudes essenciais da adoração, da confiança em Deus, o louvor devido às obras divinas entre os homens. Quando a oração transcende ao mero ato de pedir, torna-se um ato de adoração em sua própria essência. A oração vale-se do poder criador de Deus, pelo que também se diz: A oração modifica as coisas. Na oração colocamos nas mãos de Deus na ordem as coisas presentes para que elas

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sejam modificadas. Essa modificação talvez exija antes de tudo, a nossa própria (modificação) transformação moral. Todavia a oração também pode criar novas situações nas circunstâncias extremas, ou diferenças em atitude em outras pessoas ao quais podem modificar os acontecimentos. Quando a oração é um genuíno exercício da alma, isso nos põe sob o controle do poder criador de Deus. Isso também nos torna mais sensíveis para com a vontade de Deus, para com as necessidades alheias e para com as nossas próprias necessidades, diminuindo nossos desejos por coisas meramente físicas. Por conseguinte, em seu poder criador a oração (é devidamente usada) eleva o inteiro tom espiritual de nossas vidas. Quando a oração é devidamente usada, ela se torna uma maneira de adorar ao Senhor, se o servimos com nossas vidas. A oração cria grande receptividade entre as pessoas, e é dessa maneira que, com grande freqüência, nossas orações são respondidas, sem a necessidade de qualquer milagre. A oração reconhece a personalidade e o poder de Deus, bem como o seu interesse pelos homens. a) A oração é um meio de comunhão entre Deus e o homem. b) A oração é uma intercessão em benefício próprio e em benefício de outros em que o crente busca a melhoria espiritual e material. Abraão Gn 18:1 (Por sodoma). Moisés Ex 32:10-12 (Por Israel). Jó 42:8-10 (Pelos amigos). Petições individuais Sl 31; 86; 123; 142. Oração por meio de louvor Sl 113, 118. Perdão Sl 51 Comunhão Sl 63 Proteção Sl 119 Louvando ao Senhor Sl 103 Ato de devoções Esd 7:27, 8:22; Ne 2:4; 4:4,9; Dan 9:4-19 Mt 7:7-11 Explanação no princípio. Pág. 1. A verdadeira oração é espiritual e não formal Mat 6:5-8. Há grande poder na oração, pelo que também deve ser usada perseveramente. Mc 11:23,24 e Mt 17:20. A oração deve ser feita com fé Mt 17:20. A oração deve ser perseverante Lc 18:1-8. A oração envolver coisas práticas e terrenas

Mt 7:7-11 e 6:11.

A oração visa também elevadas realidades espirituais. Jo 17:1.  A oração pode solicitar força espiritual Mt 6:13.  A oração tem por escopo o avanço na direção do reino de Deus sobre a terra e sua eventual inauguração Mt 6:10,13. O próprio Jesus nos deixou o exemplo mais elevado de uma vida de oração Lc 5:15, 6:12; Jo 12:20-28; Jo 17:6-19. a) Tal como Jesus Paulo deixou grande exemplo de orações práticas. Col 1:3, 4:12; Fil 1:4; Tes 1:2; Dm 1:9 e Filemon 4. b) A oração consiste de adoração particular Ef 5:19, Col 3:16 e coletiva. c) Faz intercessão por todos os homens I Tm 2:1 e o Espírito Santo em favor de todos os homens; Rm 8:26. E de Cristo em favor dos homens Rm 8:34. d) A oração é exigente pois requer perseverança. Rm 15:30, Col 4:12, Ef 6:18, I Ts 5:17. e) A oração é uma expressão de ações de graças Rm 1:8ss. f) A oração aprofunda nossa comunhão com Deus II Co 12:7ss. g) A oração visa o crescimento espiritual de outros crentes. Ef 1:18ss e Ef 3:13ss. h) A oração solicita a salvação dos perdidos I Tm 2:4. i) A oração é feita no Espírito Ef 6:18. j) A oração chega mesmo a ser um dom do E.S. I Co 14:14-16.

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Oração coletiva Atos Tg 5:13-18. Igreja Cristã nasceu dentro da atmosfera da oração. At 1:4. Em resposta da oração é o que o Espírito Santo veio sobre a Comunidade da Igreja. At 1:4 e 2:4. b) Em período de crise Igreja apelou para a oração At 4:21ss. 28:8.

A Igreja Cristã mediante seus líderes, sempre se dedicou à oração. Atos 9:4, 10:9, 16:25,

A oração deve ser praticada em favor da comunidade (Heb 4:14-16; Heb 5:7-10; Atos 20:28,36 e 21:5). A oração é possível por causa do nosso grande Sumo Sacerdote - Heb 4:14-16; Heb 5:710. A oração é um meio de entrarmos em nossos privilégios espirituais em Cristo - Heb 10:19s. A oração nos confere sabedoria espiritual - Tg 1:5-8. A oração deve ser oferecida com base nas motivações certas, pois não pode servir ao egoísmo e ao pecado - Tg 4:1-3. (A oração deve ser ousada, e assim será eficaz - I Jo 3:21ss. A oração pode curar o corpo e deve ser usada com essa finalidade - Tg 5:13-18. Obs.: satanás treme quando vê o mais fraco santo de joelho, e isso porque a oração apela para o poder divino, que transcende a todo poder humano. QUE É ORAR? A A A A A A

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desejo sincero da alma. enunciado de um suspiro, o cair de uma lágrima. linguagem mais simples, que os lábios infantis podem experimentar. clamor mais sublime que atinge a Majestade nas alturas. hábito vital do crente. É a sua atmosfera nativa. voz contrita do pecador, que retorna dos seus maus caminhos.

FATOS A CONSIDERAR Jo 16:24 1. A oração abre o caminho de acesso ao Pai, a fonte de todo o bem estar - Heb 4:16. 2. A oração é ajudada pelo Espírito (II Tess 3:5) e isso através de Cristo - Ef 2:18. 3. Ela ajuda os homens a atingirem seus destinos, mediante o cumprimento de suas respectivas missões - Col 4:2-4. 4. A oração é um ato de criação, pois pode alterar tanto as pessoas quanto as circunstâncias. 5. Jesus deixou o exemplo; Ele vivia em constante oração - Mt 14:23. 6. A oração é um meio de crescimento espiritual, pois ela existe não meramente para pedirmos coisas, mas por si mesma é um exercício espiritual que ajuda a alma crescer. 7. Ver Ef 6:18. 8. A alegria é o benefício central que resulta da oração (Jo 15:11; Tel 4:4; Gl 5:22). Fil 4:6 - Não devemos ansiar por coisa alguma porque a vinda do Senhor esta próxima, havendo ainda à nossa disposição o recurso da oração, que é um poder criativo, que pode alterar os acontecimentos e conferir-mos forças para enfrentar a adversidade. Por meio da oração, a força espiritual se faz presente, porquanto põe à nossa disposição o mesmo Senhor, que algum dia retornará. A oração contínua serve de salvaguarda contra toda e qualquer ansiedade. A oração antes de tudo, envolve a atitude de esperar em Deus; em seguida, indica ele que, em nossa debilidade, rogamos a sua ajuda; e, finalmente, fica esclarecido que devemos deixar bem claro aquilo que queremos de Deus, confiando que Ele nos atenderá os pedidos. E paralelamente a tudo isso deve haver atitude de ação de graça. A oração serve de elemento disciplinado e de determinador da vontade de Deus.

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Pois, antes de mais nada, a oração age como fator de disciplina. Portanto, na qualidade de uma disciplina, a oração nos impedirá de sermos egoístas em nossos alvos, e, portanto, em nossas solicitações. Leituras: Gn 18:23-32; Gn 32:24-30; 2 Sm 7:18-29; I Rs 8:22-61; Lc 11:1-13; Lc 18:1-8; Jo 17. Referências Gerais: Primeira menção - Gn 4:26. Sua necessidade universal - Sl 65:2; Is 56:7; Lc 11:2. O Espírito Santo ajuda na mesma - Rm 8:26,27. Orações dos Santos, Preciosas - Ap 5:8. Sobem até Deus como incenso - Ap 8:3. Esboço do Ensino Bíblico a Respeito de: Ordenada - Is 55:6; Mt 7:7; Fp 4:6. A ser feita: A Deus, Sl 5:2; Mt 4:10. A Cristo, Lc 23:42; At 7:59. Ao Espírito Santo, II Ts 3:5. Por meio de Cristo (Lc 23:42) Ef 2:18; Hb 10:19. Deus ouve-a, Sl 10:17, Sl 65:2. É descrita como: Dobrar os joelhos, Ef 3:14. Olhar para cima, Sl 5:3. Elevar a alma, Sl 25:1. Elevar o coração, Lm 3:41. Derramar o coração, Sl 62:8. Derramar a alma, I Sm 1:15. Invocar o nome do Senhor, Gn 12:8; Sl 116:4; At 22:16. Clamar a Deus, Sl 27:7; Sl 34:6. Achegar-se a Deus, Sl 73:28; Hb 10:22. Clamar ao céu, II Cr 32:20. Implorar ao Senhor, Ex 32:11. Buscar a Deus, Jó 8:5. Buscar a face do Senhor, Sl 27:8. Fazer súplicas, Jó 8:5; Jr 36:7. Aceitável por meio de Cristo, Jo 14:13-14, 15:16, 16:23-24. É necessária a graça revificadora à mesma, Sl 80:18. O Espírito Santo: Prometido como Espírito de Oração, Zc 12:10. Como Espírito de adoção, conduz à mesma Rm 8:15; Gl 4:6. Ajuda nossas fraquezas em oração, Rm 8:26. Evidência da conversão, At 9:11. Dos justos, muito pode em seus efeitos, Tg 5:16. Dos retos, em deleite para Deus, Pv 15:8. Para bênçãos temporais, Gn 28:20; Pv 30:8; Mt 6:11. Para misericórdia e graça em ocasião de necessidade, Hb 4:16. Modelo de oração, Mt 6:9-13. Vãs repetições em oração, é proibida, Mt 6:7. Ostentação na oração, é proibida, Mt 6:7. Acompanhada de: Arrependimento, I Rs 8:33, Jr 36:7. Confissão, Ne 1:4, Dn 9:4-11. Auto-humilhação, Gn 18:27. Choro, Jr 31:9, Os 12:4. Jejum, Ne 1:4, Dn 9:3, At 13:3. Vigilância, Lc 21:36, I Pe 4:7.

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Louvor, Sl 66:17. Ações de graças, Fp 4:6, Cl 4:2. Pleiteada à base de: As promessas de Deus, Gn 32:9-12, Ex 32:13, I Rs 8:26, Sl 119:49. O pacto com Deus, Jr 14:21. À fidelidade de Deus, Sl 143:1. A misericórdia de Deus, Sl 51:1, Dn 9:18. Levantemo-nos cedo para orar, Sl 5:3, Sl 119:147. Busquemos o ensino divino para orar, Lc 11:1. Não desanimemos em orar, Lc 18:1. Continuemos sempre em oração. Evitemos seus obstáculos, I Pe 3:7. Apropriada nas aflições, Is 26:16; Tg 5:13. A brevidade do tempo, um motivo à oração, I Pe 4:7. Posturas em oração: De pé, I Rs 8:22; Mc 11:25. Prostrado, Sl 95:6. Ajoelhado, II Cr 6:13; Sl 95:6; Lc 22:41; At 20:39. De bruços, Nm 16:22; Is 5:14; I Cr 21:16; Mt 26:39. De mãos espalmadas, Is 1:15. De mãos levantadas, Sl 28:2; Lm 2:19; I Tm 2:8. As promessas de Deus encorajam-nos à oração, Is 65:24; Zc 13:9; Lc 11:9-10; Jo 14:13,14. A experiência das misericórdias passadas incentivam-nos à oração. Sl 4:1; Sl 116:2. Imposta: I Cr 16:11 - (Os 14:2) Mt 7:7 - Mt 26:41 - Lc 18:1 Jo 16:24 - Ef 6:18 - (Fp 4:6 - Cl 4:2) - I Ts 5:17 (I Tm 2:8) - Tg 5:13. Orações respondidas: Deus as dá, Sl 99:6; 118:5; 138:3. Cristo as dá, Jo 4:10,14; 14:14. Cristo recebe-as, Jo 11:42; Hb 5:7. Outorgadas: Mediante a graça de Deus, Is 30:19. Algumas vezes imediatamente, Is 65:24; Dn 9:21,23, 10:12. Algumas vezes depois de certa demora, Lc 18:7. Algumas vezes diferentes de nossos desejos, 2 Co 12:8-9. Além de toda expectativa, Jr 33:3, Ef 3:20. Prometidas, Is 58:9, Jr 29:12, Mt 7:7. Prometidas especialmente em tempos de dificuldades, Sl 50:15, Sl 91:15. Recebidas por aqueles que: Buscam a Deus, Sl 34:4. Buscam a Deus de todo coração, Jr 29:12,13. Esperam em Deus, Sl 40:1. Voltam a Deus, 2 Cr 7:14; Jó 22:23,27. Pedem em fé, Mt 21:22; Tg 5:15. Pedem em nome de Cristo, Jo 14:13. Pedem segundo a vontade de Deus, I Jo 5:14. Invocam a Deus em verdade, Sl 145:18. Temem a Deus, Sl 145:19. Põem seu amor a Deus, Sl 91:14,15. Guardam os mandamentos de Deus, I Jo 3:22. Invocam a Deus, sob opressão, Is 19:20. Invocam a Deus, sob aflição, Sl 18:6, 106:44; Is 30:19,20. Permanecem em Cristo, Jo 15:7.

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Humilham-se, II Cr 7:14; Sl 9:12. São retos, Sl 34:15; Tg 5:16. São pobres e necessitados, Is 41:17. Os Santos Tem-nas garantidas, I Jo 5:15. Amam a Deus por esse motivo, Sl 116:1. Bendizem a Deus por esse motivo, Sl 66:20. Louvam a Deus por esse motivo, Sl 116:17; Sl 118:21. Um motivo para a oração contínua, Sl 116:2. Negadas aqueles que: Pedem com maus motivos, Tg 4:3. Contemplam a vaidade no coração, Sl 66:18. Vivem em pecado, Is 59:2; Jo 9:31. Servem a Deus indignamente, Ml 1:7-9. Abandonam a Deus, Jr 14:10,12. Rejeitam a chamada de Deus, Pv 1:24, 25,28. Não ouvem a lei, Pv 28:9; Zc 7:11-13. São mudos ao clamor dos pobres, Pv 21:13. São homicidas, Is 1:15, 59:3. São idólatras, Jr 11:11-14; Ez 8:15-18. São duvidosos, Tg 1:6-7. São hipócritas, Jó 27:8-9. São orgulhosos, Jó 35:12,13. São justos aos próprios olhos, Lc 18:11, 12, 14. São inimigos dos santos, Sl 18:40-41. Oprimem cruelmente aos santos, (Sl 18) Mq 3:2-4. Exemplificadas Abraão, Gn 17:20. Ló, Gn 19:19-21. O servo de Abraão, Gn 24:15-27. (Moisés) Jacó, Gn 32:24-30. Os israelitas, Ex 2:23-24. Moisés, Ex 17:4-6, 11-13, Ex 32:11-14. Sansão, Jz 15:18,19. Ana, I Sm 1:27. Samuel, I Sm 7:9. Salomão, I Rs 13:6. Elias, I Rs 18:36-38; Tg 5:17,18. Eliseu, II Rs 4:33-35. Jeocaz, II Rs 13:4. Ezequias, II Rs 19:20. Jabez, I Cr 4:10. Ana, 2 Cr 14:11,12. Josafá, II Cr 20:6-17. Manassés, II Cr 33:13-19. Esdras, Ed 8:21-28. Neemias, 4:9-15; Jó 42:10. Davi, Sl 18:6. Jeremias, Lm 3:55-56. Daniel, Dn 9:20-23. Jonas, 2:2-10. Zacarias, Lc 1:13. O cego, Lc 18:38, 41-43. O ladrão na cruz, Lc 23:42,43. Os apóstolos, At 4:29-31. Cornélio, At 10:4,31. Os crentes primitivos, At 12:5-7. Paulo e Silas, At 16:25,26. Paulo, At 28:8.

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Resposta recusada: Exemplificada: Saul, I Sm 28:15. Os anciãos de Israel, Ez 20:3. Os fariseus, Mt 23:14. Promessas de resposta: Sl 91:15 (Is 41:17) Is 58:9 Is 65:24 Zc 13:9 Lc 11:9 Jo 15:7. Causas de fracasso na oração: Desobediência, Dt 1:45; I Sm 14:37, 28:6. Pecado secreto, Sl 66:18. Indiferença, Pv 1:28. Negligência quanto à misericórdia, Pv 21:13. Desprezo à lei, Pv 28:9. Culpa de sangue, Is 1:15. Iniquidade, Is 59:2; Mq 3:4. Teimosia, Zc 7:13. Instabilidade, Tg 1:6,7. Auto-indulgência, Tg 4:3. Oração verdadeira ouvida. Jó 34:28; Sl 4:3; Sl 18:6; Sl 34:17; Pv 15:29; Mq 7:7; Zc 10:6. Oração Pública e em Família. Aceitável a Deus, Is 56:7. Deus promete ouvi-la, II Cr 7:14-10. Deus promete abençoá-la, Ex 20:24. Santifica-a com sua (promete) presença, Mt 18:20. Atende-a, Mt 12:9; Lc 4:16. Promete respondê-la, Mt 18:19. Sua forma instituída, Lc 11:2. Não deve ser feita em língua desconhecida, I Co 14:14. Os santos se deleitam na mesma, Sl 42:4; Sl 122:1; Zc 8:21. Exortação à mesma, Hb 10:25. Exortemos os outros a assim orarem, Sl 95:6; Zc 8:21. Cristo prometeu este presente a mesma, Mt 18:20. Castigo contra sua negligência, Jr 10:25. Exemplificada: Abraão, Gn 12:5,8. Jacó, Gn 35:2,3,7. Josué, Js 7:6-9. Davi, I Cr 29:10-19. Salomão, II Cr 6. Josafá, II Cr 20:15-13. Jesuá, Ne 9. Os Judeus, Lc 1:10. Os crentes primitivos, At 2:46, 4:24, 12:5-12. Pedro, At 3:1. Doutores e profetas de Antioquia, At 13:3. Paulo, At 16:16. Mt 18:19; Lc 1:10; At 1:14; At 4:24; At 12:12; At 21:5. Condições de orações bem sucedidas:

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Contrição = II Cr 7:14. Todo coração, Jr 29:13; Lm 3:41. Fé, Mc 11:24. Retidão, Tg 5:16. Obediência, I Jo 3:22. Deve ser oferecida. No Espírito Santo, Ef 6:18, Jd 20. Com fé, Mt 21:22; Tg 1:6. Na plena certeza de fé, Hb 10:22. Com espírito perdoador, Mt 6:12. Com coração preparado, Jó 11:13. Com coração contrito, Hb 10:22. Com toda a alma, Sl 42:4. Com o espírito e com entendimento, Jo 4:22-24; I Co 14:15. Com confiança em Deus, Sl 56:9; Sl 86:7; I Jo 5:14. Com submissão a Deus, Lc 22:42. Com lábios sem fingimento, Sl 17:1; Sl 55:1,2; Sl 61:1. Com desejo de ser ouvido, Ne 1:6; Sl 17:1; Sl 55:1,2; Sl 61:1. Com desejo de ser respondido, Sl 27:7, 102:2, 108:6, Sl 143:1. Com deliberação, Ec 5:2. Com santidade, I Tm 2:8. Com humildade, II Cr 7:14, 33:12. Com verdade, Sl 145:18, Jo 4:24. Com ousadia, Hb 4:16. Com intensidade, I Ts 3:10; Tg 5:17. Com importunação, Gn 32:26; Lc 11:8,9, 18:1-7. Noite e dia, I Tm 5:5. Sem cessar, I Ts 5:17. Em todos os lugares, I Tm 2:8. Em tudo, Fp 4:6. Orações notáveis. Abraão por sodoma, Gn 18:23. Jacó em Peniel, Gn 32:24. Davi por não poder edificar o templo, II Sm 7:18. Salomão em gibiá, I Rs 3:6. Salomão na dedicação do templo, I Rs 8:22. Ezequias, na invasão de Senaqueribe, II Rs 19:15 (I Cr 17:16). Esdras pelo pecado do povo, Ed 9-6. Daniel pelos judeus cativos, Dn 9:4. Oração de Habacuque, Hc 3:1. Oração do Senhor, Mt 6:9. Oração sacerdotal de Cristo, Jo 17:1. Paulo, pelos Efésios, Ef 3:14. Exemplos de orações breves: Elias no Carmelo, I Rs 18:36-37. Jabez, I Cr 4:10. Ezequias quando enfermo, Is 38:2,3. O publicano, Lc 18:13. Jesus na cruz, Lc 23:34. O ladrão moribundo, Lc 23:42. Estevão, At 7:60. Brevidade imposta, Ec 5:2; Mt 6:7; Mt 23:14. Apelos especiais oferecidos em oração: Gn 18:32; Gn 39:9; Nm 14:13; II Rs 20:3; Sl 71:18; Jr 14:20; Dn 9:18. Posturas em oração.

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Inclinando-se, Gn 21:26; Ex 4:31, 12:27, 34:8. Ajoelhando-se, I Rs 8:54; II Co 6:13; Ed 9:5; Sl 95:6; Is 45:23; Dn 6:10; Lc 22:41; At 7:60, 9:40, 20:36, 21:5; Ef 3:14. De rosto em terra perante o Senhor, Nm 20:6; Js 5:14; I Rs 18:42; II Cr 20:18; Mt 26:39. Oração secreta. Cristo usava-o constantemente, Mt 14:23, 26:36-39; Mc 1:35; Lc 9:18,29. Ordenada, Mt 6:6. Deve ser feita: À tarde, pela manhã e ao meio dia, Sl 55:17. Dia e noite, Sl 88:1. Sem cessar, I Ts 5:17. Será ouvida, Jó 22:27. Será abertamente recompensada, Mt 6:6. Evidência da conversão, At 9:11. Exemplificada. Ló, Gn 19:20. Elizeu, Gn 24:12. Jacó, Gn 32:9-12. Gideão, Jz 6:22, 36, 39. Ana, I Sm 1:10. Davi, II Sm 7:18-29. Ezequias, II Rs 20:2. Isaías, II Rs 20:11. Manassés, II Cr 33:18, 19. Esdras, Ed 9:5, 6. Neemias, Ne 2:4. Jeremias, Jr 32:10-25. Daniel, Dn 9:3, 17. Jonas, Jn 2:1. Habacuque, Hc 1,2. Ana, Lc 2:37. Paulo, At 9:11. Pedro, At 9:4, 10,9. Moisés, Dt 9:25. Samuel, I Sm 15:11. Elias, I Rs 17:19,20. Daniel, Dn 6:10. Pedro, At 10:9. Cornélio, At 10:30. Devoções particulares de Cristo. Devoções materiais, Mc 1:35. Devoções noturnas, Mc 6:46, 47. Comunhão solitária, Lc 5:15, 16. Orações de noite inteira, Lc 5:15, 16. Só com os discípulos perto, Lc 9:18. No jardim do Jetsêmani, Lc 22:41,42. Orações públicas de Cristo. Mt 11:25; Lc 3:21; Jo 11:41, 17:1. Pedidos de oração. I Sm 7:8, 12:9; I Rs 13:6; At 8:24; Rm 15:30; Ef 6:19; I Ts 5:25; II Ts 3:1; Hb 13:18. Orações tolas. Nm 11:15; I Rs 19:4; Jr 4:3; Mt 20:21. Oração pedindo alimento. Gn 28:20; Pv 30:8; Mt 6:11.

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A favor da Igreja. Jo 17:20; Ef 1:10, 3:14; Fp 1:4; Cl 1:3, 4:12; I Ts 1:2. Importunação em oração. Abraão, Gn 18:32. Jacó, Gn 32:26. Moisés, Dt 9:18. A mulher Siro-fenicia, Mt 15:27. Jesus, Lc 22:44. O nobre de cafarnaum, Jo 4:49. A igreja primitiva, At 12:5. Elias, Tg 5:17. Exortações especiais à oração. I Rs 3:5; Zc 10:1; Mt 7:8, 21:22; Lc 11:9; Jo 14:13, 15:7, 16:24; Tg 1:5; I Jo 5:14. EXPLANAÇÕES SOBRE A ORAÇÃO. Mt 21:22 Porquanto a oração é aquele exercício que nos dá a grande oportunidade de exercemos a fé. A oração cria a atmosfera onde a fé pode ser mais facilmente exercitada. A fé é a expressão de nossa natureza mais elevada em comunhão com Deus, através do Espírito não se tratando de simples crença. A fé é um princípio dinâmico que se agarra ao poder de Deus e que aplica esse poder à vida diária. Ao mesmo tempo, esse poder de Deus (e que aplica esse poder) que é tão somente uma manifestação de sua vida divina, torna-se parte da nossa existência. Utilizamo-nos desse poder, mas ao mesmo tempo ele nos transforma e se torna parte de nós mesmos. A fé, pois, é uma expressão da vida espiritual que existe em Cristo, a não meramente um instrumento que deva ser usado. A oração encoraja e se utiliza da fé, sendo, por isso mesmo, uma influência poderosa. Tal como qualquer outra força, a fé não opera a menos que seja ligada (Olhe Mc 11:25). Mt 6:14 - Jesus ilustrou, com essa declaração, o fato que uma influência negativa pode arruinar a ação positiva da oração e da fé, e que nenhuma influência negativa é tão intensa como o ódio aos outros, ou um espírito que não se dispõe a perdoar. Jesus jamais poderia ter realizado o que realizou se tivesse odiado a seus semelhantes, se guardasse ressentimentos, ou se de qualquer outra maneira tivesse exibido a natureza algemada do homem, o canal de ligação com o Pai, na vida de Cristo, era mantido desimpedido e limpo. Os homens, ao se odiarem uns aos outros, têm entupido esse canal, e é por isso que quase não pode fluir qualquer poder, por meio deles, capaz de “remover” as montanhas que surgem em suas vidas. A oração portanto foi dada como um meio do crente exercer o grande poder da fé. A oração serve de meio tanto para o exercício da fé como para o desenvolvimento da fé. A fé é impedida, se não mesmo completamente extinta, quando nutrimos pensamentos negativos e maus acerca de outros. Aquele que abriga ódio em seu peito contra outrem, talvez possa falar em tons piedosos, mas não poderá exercer a verdadeira fé. Tal poder só se manifesta na vida correta, isenta de malícia que espera unicamente em Deus, e que por isso mesmo está se desenvolvendo espiritualmente. Mt 6:5-8 - Era a posição usual da oração, e isso não era ostentação da parte dos que oravam. Naqueles tempos, ajoelhar-se é que seria considerado ato de ostentação. Os judeus punham-se de pé para orar, voltados de frente para o templo ou para o lugar mais santo (quando estavam no templo). Ver I Sm 1:26; I RS 8:22. Também eram empregadas outras posições, como ajoelhar-se, prostrar-se. A prática da oração em pé continuou na igreja primitiva. Aqueles homens selecionavam os lugares públicos para orar. Chegada a hora da oração, oravam onde se encontravam, sem nenhum peso de sua hipocrisia, mas até com orgulho. Provavelmente o costume de orar em horas certas começou bem cedo na história do judeus. Ex: Dn 6:10,11. Mt 6:6 - Quarto - grego: Depósito ou despensa do administrador da casa. Lugar onde ninguém suspeitaria encontrar alguém orando. Mas tarde, a palavra passou a ser usada para indicar qualquer sala privada no interior da residência. Em secreto: Havia uma crença que Deus habitava no lugar mais remoto e secreto do templo, o lugar mais santo (Heb 9:3), onde o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano. Mt 6:7 - Repetições: Os adoradores de Baal, no Carmelo, e os adoradores de Diana, em Êfeso, são exemplos antigos. Os pagãos, antigos ou modernos, são exemplos disso, pois

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pensam que cansando seus deuses com repetições conseguirão o que lhes pediu; mas os paternostros e Ave-Marias não são diferentes. Na história dos judeus conta-se que alguns deles imitavam o estilo das orações pagãs. Pelo seu muito falar 1: Pensavam que Deus considerava o número das orações proferidas para aquilatar o valor da oração. 2: Pensavam que o acúmulo de orações repetidas tinha o efeito de cansar os ouvidos de Deus obrigando-o a responder. Mt 6:8 - Não vos assemelheis, pois a eles:... 1- É uma forma pagã. 2- É absurda. 3- Deus é Pai que cuida de seus filhos, e não precisa ser pressionado para responder às suas orações. 4- Deus conhece as necessidades de seus filhos antes que eles orem ou repitam suas petições. Oramos a um ser bem-informado, pronto a acudir àqueles que se valem dele. QUAL A NECESSIDADE DA ORAÇÃO? 1º A oração leva-nos a perceber mais claramente os nossos desejos e necessidades espirituais. 2º A verdadeira oração nos desenvolve no espírito, nas forças espirituais, por que nos encontramos em lugar secreto. 3º A oração nos dá o exercício espiritual de que precisamos, especialmente no tocante à nossa dependência de Deus. 4º A oração dá ou cria mais fé. Quando chegam as respostas e benção de Deus, aumenta a nossa fé. 5º A oração também poder servir de escola da alma para ensinar a vontade de Deus na vida. Mc 11:23,24 e Mt 17:20 Monte: Esta declaração é uma hipérbole. No tocante a acontecimentos físicos reais, o próprio Jesus não tentou mover literalmente um monte. Mas no terreno espiritual ele arredou, muitos obstáculos gigantescos. É que Jesus não estabeleceu limites ao poder da fé e da oração. Todo bem que vem a um homem, virá se ele for homem dotado de verdadeira fé. A fé é uma relação com Deus no nível da alma, mediante o que o homem é espiritualizado, podendo receber a benção divina. Quando alguém se “entrega a Cristo”, para que todo o seu ser seja absorvido por ele, pois para o tal “o viver é Cristo”. Sl 2:20; Fl 2:21, então esse homem terá o poder divino a fluir em sua vida. O homem espiritualizado é aquele que confia, é aquele que ora segundo a vontade divina e não de modo humano e egoísta. O homem que ora verdadeiramente, ora com sua alma; e quando seus lábios estão silentes, ainda assim o Espírito Santo intercede por ele com gemidos que ultrapassam ao poder de expressão da humanidade. Desse modo um homem, no nível da alma, pode “orar sem cessar” I Tes 5:17. É a oração eficaz e fervorosa do homem reto que muito vale, Tg 5:4-6. Obs: Meditemos por um momento na presença espiritual conosco. Se Deus está conosco, por intermédio de seu Espírito, então pensemos no que isso significa para o poder da oração. Então eu oro. E quando oro o poder espiritual toma conta de mim, ultrapassando em muito às minhas forças e poderes. Esse poder espiritual faz a obra. Mt 17:20 - Pequenez da vossa fé. Jesus usou esse termo por diversas vezes para mostrar a debilidade humana em confiar, aceitar e aplicar a “fé de milagres”. Mt 6:30 - Fala contra a ansiedade por causa das necessidades da vida, como alimentos, vestes, etc... Mt 8:26 - Aqui se fala do medo dos discípulos em meio à grande tempestade no mar. Mt 14 - Pedro falhou ao tentar andar sobre o mar. Mt 16:8 - Cuidaram muito da provisão de alimentos e não entenderam o ensino de Jesus acerca do fermento dos fariseus. Mt 17:20 - Temos realmente um outro uso da expressão, o que forma um total de seis ocorrências; mas aqui a forma da palavra é um substantivo, única ocorrência desta espécie no N.T. Jesus não quis dizer que os discípulos não tinham fé, e, sim que a fé deles ainda era débil, realmente fraca demais para realizar um milagre daquela envergadura. Não exerceram a “fé de milagres”, pelo menos nessa oportunidade. “Fé como grão de mostarda”. O grão de mostarda não era, realmente, a menor de todas as sementes, no sentido botânico estrito, embora seja semente minúscula, em comparação ao

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tamanho da planta que produz. Jesus ilustrou, portanto, o poder da fé, que pode produzir muito além do grau que seria de esperar: o grão de mostarda é insignificante, mas o seu resultado é notável. A semente de mostarda tem em si mesma, o potencial de produzir uma grande planta. Grão de mostarda era uma expressão proverbial para indicar qualquer coisa minúscula; mas o resultado desse grão não podia ser reputado pequeno ou insignificante. Sem dúvida Jesus subentendeu a qualidade de fé, isto é, indicou que a fé deve vir de Deus e ser posta em Deus, como produto da personalidade de Deus. O indivíduo que possuísse essa fé, ainda que em quantidade mínima, pode fazer grandes coisas e até mesmo remover montanhas. Nos tempos de Jesus os rabinos que se destacassem pela sua inteligência, intuição ou caráter eram apelidados de “removedor de montanhas”. Jesus tinha essa idéia em mente, aqueles que participam da verdadeira fé em Deus, que participam do desenvolvimento espiritual por ele exigido, e que estão no processo de serem transformados à imagem de Cristo, são os autênticos “removedores de montanhas”. Geralmente as pessoas enfrentam “montanhas” todos os dias, na experiência humana. Lc 18:1-8 Lc 18:2 - Juizes. Os juizes deveriam ser pessoas que tivessem as qualidades... sabedoria, mansidão (ou modéstia), temor (isto é de Deus) e ódio a mamom (ou dinheiro), amor à verdade, amor ao gênero humano, e ser senhor de um bom nome. Porém nesta passagem o juiz não tinha nenhuma dessas qualificações. Lc 18:3 - Viúva. Aqui aparece como símbolo daqueles que precisam ser defendidos contra a exploração alheia, alguém relativamente sem defesa, verdadeiramente dependente da bondade de terceiros para a sua sobrevivência. Uma das mais vigorosas acusações de Jesus contra a classe eclesiástica de seus dias é que aquelas autoridades religiosas defraudaram às viúvas, furtando-lhes a sua herança, apresentando acusações, injustas contra elas, apossandose assim de suas propriedades. O caso em foco fica subentendido como um caso de opressão contra a viúva. Lc 18:6 - Devemos seguir o exemplo dessa mulher, orando de maneira incessante, aprendemos a lição difícil que as respostas às nossas orações pode ser adiada, e que talvez isso requeira uma entrega absoluta e a determinação de obter respostas para as nossas orações. E as razões para tanto são alistadas abaixo: 1º O motivo dessa demora não é que Deus deixe de entender-nos, ou que relute em respondernos. A demora não visa ao benefício de Deus, e, sim o nosso. 2º A oração disciplina é, por si só, um ótimo edificador do caráter cristão, que nos ensina a buscar o mundo lá do alto, que só se preocupa em conservar o contacto com as coisas divinas, em existência terrena de outra forma dolorosa. A prática da oração deve ser complementada pela prática da meditação, porquanto esses dois exercícios se completam, e formam os lados da “expressividade” e da “atenção” de um exercício espiritual. Espera-se que, durante a meditação, Deus empregue nossas faculdades intuitivas a fim de informar-nos sobre a resposta que procuramos, no homem interior. Algumas pessoas chegam a passar por experiências místicas nesse exercício, e recebem respostas mais vívidas do que a intuição geralmente lhes propicia. 3º Deus adia as respostas às nossas orações a fim de que nossos motivos e alvos sejam purificados. Nada recebemos porque pedimos erradamente, por motivos egoísticos, de forma ignorante ou estúpida. 4º Deus demora em responder-nos a fim de que o nosso desejo seja intensificado, e então, com o desejo intensificado, a busca se torna automaticamente mais intensa, e assim, o resultado final pode ser muito mais completo e satisfatório do que de outra maneira. Assim acontece no caso da oração. Trata-se de uma disciplina; é uma maneira de obter um novo vislumbre do destino e do propósito de existência, embora seja um caminho árduo, porquanto essas coisas só em suas mais claras perspectivas para aqueles que as desejam acima de tudo, e que não aceitam recusa às suas orações. 5º É possível que somente por meio de uma busca tão apaixonada assim é que a maldade deste mundo possa ser vencida, porque conforme já se tem dito de determinados esportes: “A melhor arma é o ataque”. A arma da paciência, acrescentada à fé, torna-se uma força poderosa. Podemos cobiçar respostas imediatas, fáceis e baratas, que nada tenham em si mesmas senão alguma vantagem ou conforto egoísticos, quer para mente, quer para o corpo. A vida entretanto é uma escola, e muitas lições de amor e de sofrimento precisam ser aprendidas ainda. O sofrimento torna a alma mais profunda, e o propósito central dessa existência terrena é justamente aprofundar a alma. Talvez desejamos usar a oração como se

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fora a chamada “lâmpada de Aladim”, mas Deus estabeleceu outras regras para a resposta na oração. 6º Em seguida voltamos a atenção para os resultados da oração, e vemos que assim como o lar se torna mais querido quando a viagem de volta ao mesmo é mais longa e acidentada, assim também o resultado final da oração é mais precioso quando sofremos a fim de obtê-lo. O próprio sofrimento nos transforma e pessoas diferentes, mais capazes de buscar e de obter alvos dignos. Mas eis que então nos lembramos da oração de Jesus, feita no horto do Getsêmani, por três vezes repetida e proferida em agonia. Outrossim, precisamos aprender ainda uma outra lição muito difícil: a oração nem sempre é respondida, a despeito da diligência de nossa busca. Contudo, se a alma se desenvolveu nesse processo, isso, por si só, já é uma resposta aceitável, e então podemos deixar o resto nas mãos de Deus. E assim podemos perceber a mão de Deus a proteger-nos bem como os seus propósitos a guiar-nos perenemente. Então somos prostrados mas não destruídos; ficamos exaustos, mas não totalmente vencidos; falhamos, e apesar disso os desígnios e propósitos de Deus para as nossas vidas são cumpridos. Todavia a nossa fé jamais falha, porque cremos que apesar de tudo, em última análise, nos sobrevirá o bem. Lc 18:7 - Mas Deus se demora a fim de testar a nossa fé, a fim de ensinar-nos melhor nos discipulado; e além disso, de acordo com o elemento tempo, ele sabe o momento mais vantajoso para nós, sem importar se sabemos disso ou não. Lc 18:8 - A aplicação geral desta parábola é que temos o dever de exercer aquele mesmo tipo de fé e de oração persistente da viúva pobre. Ela não ficou desanimada ante a demora, mal voltava cada vez maior insistência, solicitando que se reconhecesse o direito de sua causa e que se tomasse ação justa a respeito. E a persistência dela foi tão intensa que até mesmo um juiz indiferente e sem escrúpulos não foi capaz de resistir às suas solicitações. Deus também pode demorar-se e suprir-nos a resposta, sem esperar que esta seja vazada em termos gerais, a saber, concernente a todos os acontecimentos de nossas vidas ou seja vazada em termos específicos, fazendo justiça em casos de perseguição contra nós. O que é certo é que os adiamentos de Deus são efetuados de acordo com a sabedoria porquanto há um momento para todas as coisas. O socorro eventual de Deus entretanto, é algo que nos está absolutamente assegurado. Um dos primeiros assuntos com os quais um crente entra em contato é a oração. Através dela ele se comunica com Deus e começa o caminhar da vida cristã. Ele aprende que Deus responde as orações e espera que isso aconteça. Ocorre, porém, que muitas vezes vem a frustração porque sua experiência não corresponde ao ensino. Onde estará o erro? Sabemos que não há dificuldades em Deus. Suas promessas são fiéis e verdadeiras. Acontece que o desconhecimento dos princípios que regem a vida de oração, pode estar na causa do fracasso e das orações não respondidas. A solução, portanto, é descobrir esses princípios e orar de acordo com eles, para que a vitória se transforme na experiência do dia a dia. Este é o segundo livro da série Escola de Oração, que estamos apresentando. Nosso objetivo é treinar um verdadeiro exército na vida da oração, até que nosso País inteiro se transforme num santuário. Todos os livros desta série visam, em particular, os Guerreiros da Oração. Quando Deus nos enviou de volta ao Brasil, a primeira ordem dada no local de jejum e oração, foi para treinar intercessores. Temos ministrado sobre o assunto, mas agora escrevemos os manuais de treinamento crendo numa resposta de milhares. Quando a igreja aprender a orar, Satanás terá que sair do caminho. A solução dos problemas do Brasil será gerada por esse exército de intercessores, dessa Igreja em armas. Mas cada um precisa aprender como encontrar vitória pessoal, antes que torne um intercessor bem sucedido. Daí porque começamos com Comunhão e Princípios de Fé e agora lançamos Tipos de Oração, esperando depois oferecer outros títulos complementares: Orando a Palavra, Intercessão, Batalha Espiritual e Jejum e Oração. Enquanto estudamos sobre oração, estamos antevendo algo que há de acontecer em nosso País, que abalará suas estruturas. Você já pensou o que será o Brasil transformado num Santuário? Um país onde o incenso do louvor e da adoração subirá constantemente a Deus, onde cada lar será um núcleo de oração? Tudo começará por você e por nós, numa cadeia que irá crescendo até que a visão se transforme numa realidade.

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Nada, absolutamente nada, acontece na terra sem que seja resultado de oração, e não existe maneira de nos aproximarmos de Deus, de entrarmos no Reino do espírito e trazermos as bênçãos espirituais para a realidade material, sem ser através da oração. Então convém investir no desenvolvimento da arte de orar. Estamos orando para que Deus use antes estudos transmitidos pela televisão, fitas-cassete, vídeo e página impressa. Nós cremos no mover do Espírito de Deus em toda a terra, e queremos convidá-lo a responder ao desafio de oração por todo País e as nações do planeta. Que tal construímos paredes de oração em volta de cada vila, em cada aldeia, cada município, cada cidade, cada estado, do País inteiro, cobrindo está nação com as nossas orações? Todavia, antes que isso se faça, antes que alguém se torne um intercessor efetivo, precisa saber como resolver seus próprios problemas. Antes que alguém se torne um guerreiro, que entre em tremendas batalhas contra principados, potestades e domínios do mal, para afetar cidades inteiras, vilas, estados e nações, é preciso conhecer a Deus e aprender a descobrir o segredo de viver com Ele, tendo suas próprias orações respondidas. Oramos para que o presente estudo seja uma bênção na sua vida. Certamente não podemos ensinar-lhe a orar. Estamos apenas falando sobre oração. Cremos, porém, que enquanto você se expõe ao que a Bíblia diz sobre a matéria e se dispõe a orar, o Espírito Santo, que é o Mestre da oração, virá em seu auxílio e tornará sua vida com Deus cada vez mais real. Introdução: Ao iniciarmos a presente série nos programas de televisão, "A Palavra da Fé", lançamos um desafio que agora vai para a página impressa: Precisamos encontrar uma posição em Deus na qual venhamos a ter todas as nossas orações respondidas. Você gostaria de ver todas as usas orações respondidas? Muitas vezes, ensinando-se sobre oração, costuma-se dizer que existem três respostas que Deus dá às nossas petições: "sim", "não" e "espera". Mas amado, existe uma possibilidade de aprendermos a orar de tal maneira que a resposta para todas as nossas orações seja "sim." Há uma posição em Deus que nos leva a orar em linha com o que está em Seu coração e, consequentemente, receber uma resposta positiva. Quem vai semear sem planejar a colheita? Qual o agricultor que lança a semente na terra e nada espera de volta? Que pescador vai ao mar sem planos de trazer as redes cheias? Quem vai ao trabalho e não conta com seu salário? Quem leva a petição ou caso ao tribunal ou alguma repartição, sem esperar deferimento? Mas evidentemente existem leis que governam todas essas coisas, desde o semear ao relacionamento com os homens e suas instituições. O mesmo ocorre na vida de oração, e se nós apreendermos a fluir com tais leis e princípios, teremos a alegria de ver as nossas orações respondidas. Jesus declarou: "Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis para que a vossa alegria seja completa" (Jo. 16:24). Olhando para os Evangelhos, não encontramos Jesus fazendo provisão para o fracasso, mas para a vitória. Deus é maravilhoso, Ele é um bom Deus, tem prazer no bem e prosperidade dos Seus filhos (Sl. 35:27) a quem ama tanto e deu Jesus para atraí-los de volta para Si, em comunhão de amor! Ora, "Aquele que não poupou a Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?" (Rm. 8:32). A oração é aquele meio de comunicação que Deus mesmo estabeleceu para que os homens se relacionem com Ele. No primeiro livro desta série, já falamos bastante sobre essa comunicação e comunhão de amor. Deus é uma pessoa! Coloque isso no seu Espírito: Deus é uma pessoa! O que ocorre quando você cumprimenta alguém com quem se encontra? Ele responde ao seu "bom-dia", seu aperto de ma, seu abraço, sua palavra, seu sorriso? É claro que sim. Por quê? Ele é uma pessoa e tanto se comunica quanto responde à comunicação de outra pessoa. Pois bem, você é uma pessoa e Deus é uma pessoa. Quando você se relaciona com uma pessoa, você espera em resposta. Ora, Deus também é uma pessoa. Quando eu digo "bom-dia, Senhor", espero uma resposta. Quando sorrio para Ele, ou falo com Ele, espero uma resposta. Quando Lhe faço uma pergunta, ou consulta, espero que Ele me responda, porque Ele é uma

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pessoa, apesar de não ter corpo como o meu e meu espírito estar limitado dentro de um corpo material. Ora, onde existe um relacionamento entre duas pessoas, há uma comunicação e uma comunhão. E como gostaríamos de lhe poder transmitir uma convicção: Oração, mais que tudo, é a comunicação íntima entre duas pessoas que se amam, Deus e você. É um relacionamento que transcende palavras. Muitas vezes a Igreja pensa em oração em termos de fórmulas religiosas, palavras rebuscadas, maneiras afetadas, ritual vazio, destituído de vida e calor humano. Uma mera formalidade religiosa. No entanto há um nível de oração que difere de tudo isso e se torna uma gloriosa aventura de fé. Quando você se relaciona com as pessoas, existe uma espontaneidade. Por que não agir assim com Deus? Há muitos que quando voltam para Deus parecem ter engolido um cabo de vassoura. Ficam estáticos, imóveis. Mas Ele é uma pessoa amada, muito querida, razão da vida, que vive em nós, está conosco, é um conosco, se é que temos provado o novo nascimento. Portanto, falando de oração, não pensamos em fórmulas, mas em relacionamento. Como relacionar-se com o Pai, como ouvir Sua voz? Como se comunicar com Ele de tal maneira que o Céu desça à terra e você comece a viver na atmosfera celestial? Quando você nasce de novo se torna do Reino e, embora seus olhos físicos não possam ver Deus como você vê seu vizinho e apertar a Sua mão como o faz com seu irmão, há um relacionamento espiritual e você pode chegar a um estágio de comunhão com Ele tão íntimo, que Ele se tornará a pessoa mais real que você conhece, até mais do que seu marido ou mulher, ou irmão ou pai. Não conheço na terra alguém mais real que o meu Senhor. Quando olho para os homens vejo corpos e, mesmo conversando, não sei quanto de si mesmos estão passando, mas com Deus é diferente. Ele é real! Posso ter uma intimidade constante com Ele, um relacionamento transparente, sincero e verdadeiro, pois ninguém me conhece como Ele e, no Seu amor e graça, revela-Se ao meu coração e posso andar com Ele como um filho anda com seu pai. Encontrei-me com Jesus no dia 20 de junho de 1963, numa tardinha. Ali entendi, naquele encontro, que esse Deus passou a ser o meu Senhor, a viver em mim e cuidar de mim. Eu era apenas uma adolescente de quinze anos, mas durante essas quase três décadas vivendo com Ele, nunca tive uma única necessidade que não fosse satisfeita pelo veículo da oração, pelo que posso me levantar e dizer: Deus é fiel às Suas promessas e sei e tenho provado que Ele responde as nossas orações. Não posso ensinar-lhe a orar, mas vamos estudar sobre oração. O Espírito Santo, o Mestre, está aí com você e vamos entrar em concordância com Ele, submetendo-nos à sua direção e luz, para que o presente estudo seja tão simples que até uma criança possa entender e entrar em um relacionamento com o Pai, que resulte em uma vida de oração bem sucedida. E minha súplica a Deus e que você, amado leitor, para quem está matéria foi preparada com tanto amor e regada de oração, seja levado a uma nova dimensão no seu relacionamento com o Pai e tenha a alegria desejada por Jesus de ver suas orações respondidas. Mergulhemos na gloriosa aventura da oração, como um modo de viver, até que este País seja tomado de norte a sul, leste a oeste, por grupos de oração nos lares, nos templos, nas escolas, nos hospitais, nas fábricas, nos escritórios, nos parlamentos, enfim, em todos os lares, pois é pela intercessão que Deus se manifestará em nossa Pátria e mudará o rumo da História. 1- A Harmonia Com as Leis do Reino Tudo é simples na vida de oração, contudo exige alguma coisa, pois estamos lidando com um Reino, que é espiritual. Todo Reino tem uma constituição que governa suas leis, princípios e instituições. O mesmo ocorre no reino de Deus. Aliás os homens têm apenas seguido padrões Divinos sobre a justiça, apesar de todos os desvios e corrupções. Pois bem, a Bíblia, Palavra de Deus, é a Constituição do Seu Reino, ao qual pertencemos por direito de nascimento espiritual em Cristo. Você tem verificado na vida do nosso próprio País, que todas as leis e atitudes, até mesmo do Presidente, devem estar de acordo com a Constituição da República e ela é a base para o julgamento de todas as leis e atitudes. Até a autoridade maior não pode agir contrária a ela.

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Existem instituições que velam pela sua observância. "Toda verdade é paralela". Aplicando ao Reino espiritual, diríamos que o segredo das orações respondidas afirmativamente, é orar de acordo com a Constituição do Reino. Isso que dizer se orarmos de acordo com as cláusulas constitucionais do Reino, não há como não receber o devido deferimento. Se as coisas são assim, como cremos que de fato são, coloca-se diante de nós um grande desafio: Aprender os princípios e leis que governam o Reino de Deus; conhecer bem a sua Constituição para agir de acordo com ela e ir a Deus também de acordo com o que nela está escrito, pois Ele não muda e os anjos não aceitam suborno. Jesus diante do túmulo de Lázaro, levantando os olhos para o Céu, disse: "Pai, graças te dou me ouviste. Aliás, Eu sabia que sempre me ouves..." (Jo. 11:41,42). Que maravilha! Esse estudo visa exatamente isto: Levar-nos a uma posição em que possamos dizer como Jesus, nosso padrão em tudo: "Pai, graças te dou porque sempre me escutas." A convicção do Salmista é a mesma: "Ó, Tu que escutas as orações, a Ti virão todos os homens" (Sl. 65:2). A maioria das pessoas não sabem o que é oração. Pensa que é ficar repetindo coisas decoradas, sem nelas colocar o entendimento e o coração. Outros acham que orar é choramingar diante de Deus, usando expressões de auto-compaixão: "Pobre de mim! Sou um coitado! Um sofredor!" Há quem julgue que oração é ir a Deus sua listinha do supermercado, apresentando todas as suas necessidades. Outros ainda afirmam que orar é simplesmente "falar com Deus." Acontece que você pode falar com uma pessoa, sem se envolver com ela. Orar é mais do que tudo isso. Definições de Oração Oração não se define, nem se ensina. Só há um meio de conhecê-la e aprendê-la: Orando. Assim como aprendemos a nadar, nadando, aprendemos a orar, orando. Quando duas pessoas convivem, o relacionamento se torna natural. O mesmo ocorre em nossa vivência com Deus. Mas elaboraremos sobre o assunto, dando algumas definições, numa tentativa de transmitir a importância do assunto em pauta. Como vimos no primeiro livro desta série, Comunhão e Princípios da Fé, oração é um modo de viver. A nossa vida deve ser uma oração. Mas aqui vão alguns pensamentos sobre está fascinante matéria: Oração é uma comunicação entre nosso espírito recriado e o Espírito de Deus que em nós habita. É a expressão que resulta de um relacionamento íntimo com o Senhor residente em nosso coração, pelo Seu Espírito. A oração é a chave para o sucesso em cada área da vida. 100% de oração, 100% de sucesso. É possível orar o tempo todo? Sim. Dia e noite. Durante o dia você pode, conscientemente, conservar a ligação. Nas horas de sono, também. Nosso espírito não dorme. O corpo é que dorme. Podemos por a cabeça no travesseiro orando: "Espírito de Deus, ministra ao meu espírito nas horas de sono", e Ele o fará. Oração é a comunhão com Deus. Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre o fundamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima com Deus. Uma ligação permanente (I CO. 6:17). Oração é um encontro do Pai celeste com Seu filho, numa comunhão de amor. Oração é comunicação com um Deus pessoal e digno de confiança. Deus é uma pessoa! Deus é digno de confiança! Ele é um Deus pessoal que Se relaciona conosco numa base pessoal. Nosso olhos de carne não O vêem, mas Ele é real e se comunica com Seus filhos. Oração é comunhão com um Deus residente no cristão. No Velho Testamento, Deus estava no meio do povo, era pelo povo, mas não estava no povo. No Novo Testamento, Deus não somente está em nosso meio, é por nós, mas está em nós, pelo Seu Espírito residente em nosso espírito. Oração é o primeiro passo para o conhecimento de Jesus. "Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Rm. 10:13). O homem vai a Jesus pela oração, e todo o seu andar com Ele é firmado na oração.

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Oração é reconhecer a presença de Deus. É o meio de conhecê-Lo inteiramente e lançar mão de Suas promessas. Não O vemos, mas O reconhecemos. É ter consciência de Deus. É trazer a alma sobre os joelhos, é o caminho para o homem entender o plano Divino para sua vida. Oração transcende palavras. Uma atitude para com Deus, pode ser uma oração. Um pensamento pode ser uma prece. Um descanso em Deus é uma forma de oração. O estar na Sua presença, em silêncio, um inclinar-se, uma lágrima, um suspiro, uma exclamação, um sentimento, tudo pode ser uma forma de oração. Você pode desenvolver um relacionamento tão íntimo com o Pai, que onde você vai, a consciência de Sua presença não se aparta de você. Na rua, na fábrica, na escola, em casa, num transporte, numa loja, na feira, em qualquer lugar a consciência de que Ele está presente lhe acompanhará e você, embora vivendo na terra, estará em comunhão com o Céu. Há diversos Tipos de Oração Já está claro que oração é um modo de viver; que a vida pode ser uma oração; o dia pode abrigar uma única oração consciente, que se inicia ao despertar e termina ao adormecer, mas o relacionamento com Deus, como um modo de viver, tem várias facetas. Dissemos existirem leis e princípios que governam a vida de oração. Então voltemo-nos para a Palavra e examinaremos a matéria. Paulo declara em Efésios 6:18: "Com toda a oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica para todos os santos" (Ef. 6:18). "Com orações e súplicas de toda a sorte, orai em todo o tempo , no Espírito, e para isso vigiai com toda a perseverança e súplica por todos os santos" (Bíblia de Jerusalém). "Orai sempre com toda a espécie de orações espirituais, e não esquecendo em vossas orações todos os irmãos e irmãs" (J.B. Philips). "Use cada tipo de oração e súplica" (Goodspeed). "Pela instrumentalidade de cada oração e súplica" (Wuest). "Orai em todo tempo (em cada ocasião, em cada época) no Espírito, com toda a maneira de oração e súplica" (Amplificada). Lendo o texto acima chegamos a uma conclusão: Apesar de todo o nosso relacionamento com Deus ser definido numa palavra, oração, há diversos tipos de oração. E é aqui onde nossa ignorância é grande, o que explica a falta de resposta para a maioria das orações. Essa é uma arte da qual muito se fala e pouco se conhece. Todavia, para que a oração seja respondida, deve ser feita de acordo com o princípios estabelecidos na Palavra de Deus. Quando você vai semear, planta sementes. Toda semeadura é feita com sementes, mas existem vários tipos de semente e cada uma delas produz de acordo com sua espécie, seu tipo. Se alguém que arroz, planta sementes de arroz. Se quer milho, planta sementes de milho. Se alguém quer laranjas e plantar sementes de abacate, nunca chegará lá. Olhemos para outra ilustração: Você entra em uma farmácia. O que encontra? Medicamentos. Para que servem? Para curar enfermidades. Mas há diferentes tipos de medicamentos, para diferentes tipos de enfermidades. Só se alcança resultado positivo, quando se usa o medicamento específico para a doença específica, pois cada um tem certos tipos de propriedades destinadas a debelarem um certo tipo de mal. Cada tipo de remédio foi preparado para sarar um tipo específico de enfermidade. Seria uma loucura alguém dizer: "Qualquer remédio serve para qualquer doença." Se alguém está com hepatite e toma iodo, é fatal. O Brasil é conhecido pelo futebol. É um País que gosta de esporte. Há muitas modalidades de esporte, mas cada uma segue regras estabelecidas. Suponhamos que em uma das copas mundiais, os jogadores brasileiros decidissem usar regras de voleibol no jogo de futebol. O que aconteceria? Uma terrível bagunça! Uma verdadeira confusão!

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Pois bem, há muita desordem na vida de oração, porque as pessoas ainda não entenderam que existem diversos tipos de oração com princípios distintos e resultados específicos. Se, por exemplo, você precisa de alimento, fará uma oração que obedece a princípios que diferem daquela que faria por um filho que está perdido, ou daquela que busca conhecer a direção de Deus para uma decisão na vida. Se você quer expressar gratidão a Deus por uma bênção, será diferente do modo de agir em se tratando da expulsão de um demônio. Você ora por uma necessidade pessoal seguindo princípios diferentes daqueles que obedecem a intercessão por uma outra pessoa, e assim por diante. O Desafio do Aprendizado e Oração Como oração é comunicação com Deus, nunca saberemos tudo e cada dia seremos chamados a crescer no conhecimento dessa arte. Desde que me encontrei com Cristo, no dia 20 de junho de 1963, dediquei-me à oração. Umas das maiores preocupações, logo no início da vida cristã, era manter a vida devocional. Durante os seis anos de seminário esforcei-me para sempre ter a vida de oração como prioridade. No trabalho da Igreja e, mais tarde, em África, no campo missionário, mantinha a ênfase na importância de uma vida aos pés do Mestre. Mas a fome de Deus tem sido algo crescente e insaciável em meu coração. Isso me lança numa busca constante de Deus e da Palavra para aprender os segredos da vida com Ele. Em 1980, em Moçambique, adoeci mortalmente. Fui curada enquanto voava para a cidade da Beira para Maputo, a caminho da África do Sul, em busca de socorro médico. No ano seguinte, no dia do meu aniversário, olhando para trás fiz um balanço da minha vida. Estava em crise. Era a única missionária evangélica num País comunista e em guerra, fome e miséria. Cada pessoa que levava para o hospital morria na mesma semana. Não posso esquecer no dia em que estava novamente no necrotério, dando banho no cadáver enregelado de uma criança que, de tão raquítica, cabia na palma de minha mão. Um mês atrás estivera ali dando banho no cadáver de sua mãe, preparando-o para a sepultura. Meu coração gemeu: "Ó Deus, onde está o teu poder? Sinto-me tão impotente nesta África assolada por tantos males!" Naquele dia de aniversário chorei muito diante de Deus. Clamei: "Quero conhecer-Te como não Te conheço agora. Revoluciona a minha vida e o meu ministério." Voltei-me para a Bíblia e para a oração, mais do que nunca. Fizera um voto: "Gastarei mais tempo contigo." O Novo Ano chegara e, com ele, desafios de conhecer a Deus. Resolvera ler o Velho Testamento durante aquele ano duas vezes e o Novo doze, o que fiz, tudo regado com muita oração, especialmente nas madrugadas. Passei por toda a Bíblia marcando e colorindo assuntos. Todos os princípios numa cor, as promessas em outra, os mandamentos em outra, as orações em outra, as expressões de louvor e adoração em outra e assim por diante. Marquei no Livro dos Salmos e em toda a Bíblia as expressões que falam dos atributos de Deus, minha resposta a Ele e tudo o que Ele faz. Usava, então, os versículos coloridos como fonte de orações e louvor e adoração. Ao mesmo tempo comecei a treinar os alunos do Instituto Teológico, do qual era Diretora, em orações de louvor e adoração. Mas quantas vezes o vocabulário se esgotava e meu coração queria ir além! Que fome de Deus! Foi um ano das mais revolucionárias mudanças em minha vida. O Senhor estava me ensinando os princípios que governam os diversos tipos de oração. Certo sábado estivera visitando os membros da Igreja e examinei os olhos de uma senhora com conjuntivite. No sábado acordei de madrugada sem poder abrir os meus. Estava com conjuntivite. Os olhos pareciam duas bolas. Como a situação médica do país era difícil, havia estudado como aplicar tratamentos naturais. Portanto, fui à cozinha e preparei o tratamento indicado: cataplasma de cenoura ralada com argila. Deitei-me com a tal venda nos olhos e liguei o gravador no Evangelho de Mateus. Às 6:00hs. Removi o cataplasma, mas não havia alteração, pois o processo natural é lento. Continuei ouvindo a leitura. O versículo 21 do capítulo 21 entrou como flecha em meu espírito. "Se tiverdes fé..." Pulei da cama e disse: "Senhor Jesus, impõe tuas mãos sobre meus olhos agora mesmo. Eu creio!" Comecei a louvá-Lo. Sabia, que sabia, que estava curada. E estava. Fui para a Igreja naquela manhã, bastante eufórica! Um jovem logo me abordou: "Irmã, um colega, discutindo comigo sobre a existência de Deus, disse-me: "Dê-me uma prova de que

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Jesus está vivo." Respondi: "Tenho uma fresquinha. Às 6:00 da manhã de hoje pedi-Lhe que impusesse as mãos sobre meus olhos com conjuntivite e me curasse. Olhe para eles. Completamente limpos!" Aprendi a apropriar-me das promessas. Cerca de dois meses mais tarde, minha empregada adoeceu. No terceiro dia da sua ausência, estava orando em meu escritório, com o rosto em terra: Senhor, preciso da minha empregada." A voz suave do Espírito veio ao meu coração e me assustou: "Levanta-te, vai lá e a unge-a com o óleo em nome do Senhor." Levantei a cabeça rápido como uma bala, abri os olhos, ainda sobre os joelhos, de braços cruzados, e bradei: "O quê?" A palavra veio a segunda vez. Repliquei: "Mas eu nunca fiz isso! Nem sei como se faz!" Mas obedeci. Tomei um vidrinho e coloquei óleo nele e entrei no carro, tremendo. Isso não fazia parte dos hábitos da Igreja a que pertencia, nem seria por ela aprovado. Encontrei a empregada com febre, dores na coluna, deitada numa esteira. Pela primeira vez em minha vida, impus as mãos sobre um enfermo, após ungí-lo, e gritei: "Coluna, sê separa, em nome de Jesus!" Cura instantânea! Fiquei abismada! Mas a fé se levantou. Era um novo passo na vida da oração. Fazia três anos que orávamos por um lugar para a construção de uma casa para uma das congregações. Construção bem simples. Ela se reunia numa escola, mas o governo comunista havia proibido e agora os cultos eram feitos no fundo de um quintal. Estávamos reunidos e abri a boca para orar mais uma vez. No meio da oração fui subitamente interrompida por uma forte impressão de que Deus não era o problema e mudei a forma de orar, dizendo: "Satanás, Deus quer que tenhamos um terreno; não é Ele quem o está segurando; és tu. Eu te ordeno: tira tua mão do lugar e solta nosso terreno, em nome de Jesus! Solta-o agora!" Era um domingo à tarde. Na quinta-feira voltei àquela vila e fui informada de que haviam surgido dois terrenos. E o mais curioso é que um deles pertencia a uma irmã que estava orando conosco todo aquele tempo. Aprendi mais um princípio na vida da oração. Não demorou muito e eu estava em meu escritório estudando orar em línguas. Era o segundo dia consecutivo. Não tinha ouvido ninguém orar assim, mas meu coração ansiava fazê-lo. De repente, enquanto estudava e analisava textos em várias traduções da Bíblia, bem longe de uma experiência emocional, meu espírito explodiu, para minha surpresa, em orações e cânticos em outras línguas não aprendidas com minha mente. Começava ali um fluxo ininterrupto de orações no Espírito. Um tremendo recurso para a vida de oração e adoração a Deus. Era mais um passo. Em meio a experiências como essas, alguém me enviou uma série de fitas cassete de Kenneth Hagin, contendo um Seminário sobre Oração. Ali ele falava sobre diversos tipos de oração. Comi as fitas e ouvi-as várias vezes. Como ministraram ao meu espírito! Confirmavam o que vinha descobrindo sobre princípios que governam diferentes tipos de oração, acelerando outras conclusões. Até hoje não deixei de estudar sobre o assunto. Não há limite no conhecimento das coisas de Deus. Considero indispensável o discernimento das diversas necessidades e dos princípios que governam os diferentes tipos de oração, para que haja uma resposta adequada. Sempre que assimilamos os princípios do Reino de Deus, tão claramente expressos na Bíblia, iluminados pelo Espírito, teremos condições de tudo fazer em perfeita harmonia com eles e, conseqüentemente usufruir de todas as bênçãos que Ele nos reserva. 2 - Resenha dos Tipos de Oração Oração é algo sério, específico, objetivo, e segue as regras e princípios da Palavra de Deus. É a tentativa de orar em desarmonia com eles que resulta em uma experiência frustrante de não ver as orações e súplicas respondidas. O assunto sobre oração é bastante vasto na Bíblia, pois implica em toda a vivência cristã. Contudo buscaremos encontrar uma visão panorâmica da matéria, com o fim de conhecer as principais diretrizes. Vamos aqui apresentar, em forma de esboço, antes de descermos às particulares, um resumo dos diversos tipos, formas, recursos e armas de oração, a fim de facilitar o aprendizado. Assimile-os bem e isso facilitará a análise de cada necessidade de oração surgida, a fim de que você possa ir a Deus de acordo com os princípios que Ele estabeleceu.

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I - TIPOS E NÍVEIS DE ORAÇÃO "Oh! Tu que escutas as orações, a Ti virão todos o homens, pois a oração dos retos é o Teu contentamento!" (Sl. 65:2; Pv. 15:8b). Poderíamos classificar as orações em três níveis: Deus, Nós e os Outros. Dentro dos três níveis, temos sete tipos de oração: Três no nível de Deus, três no nível pessoal e um no nível do outro. Vamos esboçá-los: A. Deus como centro das nossas orações Há certa orações que são dirigidas a Deus, por causa de Deus mesmo, o que Ele é, o que Ele faz e o que tem feito por nós. Outra coisa não busco, senão apresentar-Lhe minha gratidão, louvor e adoração. O motivo do meu relacionamento, da minha oração, não sou eu, nem uma necessidade minha, não é o outro ou sua necessidade, mas é Deus. Quero me concentrar nEle. Dentro desse nível, temos três tipos de oração: ações de graça, louvor e adoração. 1. Ações de graça É a expressão do nosso reconhecimento e gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito. Estamos encantados com suas dádivas que nos beneficiam. Basicamente é a oração que expressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós. 2. Louvor A oração de louvor é um passo além das ações de graça. São expressões de louvor e exaltação a Deus, não necessariamente pelo que Ele me faz, mas pelo que Ele faz como um todo pelos outros ou no universo. Sua criação, Seus poderosos feitos. O louvor, portanto, se concentra nas obras de Deus. Louvar é reunir todos os feitos de Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao Seu Nome, que é digno de ser louvado. 3. Adoração O tipo de oração que exalta a Deus pelo que Ele é. Concentra-se no caráter de Deus, nos Seus atributos, na Sua Pessoa. É a entrada no Santo dos Santos, para responder ao amor de Deus. Ali nada fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a resposta do nosso amor ao amor Divino. O Salmo 100 apresenta os três tipos de oração no nível de Deus: "celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dEle com cântico. Sabei que o Senhor é Deus... entrai por suas portas com ações de graça, (ações de graça) e nos seus átrios com hinos de louvor; (louvor) rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome". Porque o Senhor é bom, a Sua misericórdia dura para sempre" (adoração) (Sl. 100:1,2,4). O Salmo 95 também apresenta essa progressão. "Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graça (ações de graça), vitoriemo-lo com Salmos (Louvor). Porque o Senhor é o Deus supremo, e o grande rei acima de todos os deuses..." (Sl. 95:1-3). Lendo o restante do Salmo, vemos que prossegue na adoração, ressaltando os atributos de Deus. Começo agradecendo, passo para o louvor e termino amando a Deus, adorando a Deus. E adoração é a forma mais elevada de oração. No Velho Testamento só o Sumo Sacerdote podia chegar ao lugar de adoração, o Santo dos Santos. Mas glória a Deus que hoje não é assim. Todos nós temos acesso àquele luar onde só Deus e nós nos encontramos, o lugar de plenitude. Esse nível de Deus é o que deve dominar a nossa vida. Quando falamos de orar como um modo de viver, referimo-nos a este nível. O tempo todo com uma atitude de gratidão, de louvor e adoração. É um relacionamento. Logo ao despertar, você vai agradecendo a Deus o sono, a cama, a casa, a água, o alimento, tudo. Nada de reclamações, de murmuração, mas de exaltação. Já se levanta dizendo: "Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremonos nele. (Sl. 118:24)." Esses três tipos de oração você pode fazer o tempo todo.

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B - Nós mesmos como o centro das nossas orações Aqui vou a Deus por causa de uma necessidade pessoal. Existe alguma circunstância em minha vida precisando ser alterada, alguma decisão a tomar ou algum fardo sobre meus ombros. Embora falando com Deus, o foco da atenção é a satisfação de necessidades pessoais. Busco uma resposta para a alteração de alguma circunstância em minha vida que está fora dos padrões de Deus para mim. Nesse nível temos também três tipos de oração: Petição, Entrega e Consagração. 1. Petição ou Súplica É "um pedido formal a um poder maior." É a apresentação a Deus de um pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus. Nesse tipo de oração, já tenho o conhecimento de qual é a vontade de Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da resposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11:24: "Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco". 2. Consagração ou Dedicação É uma atitude de submissão à vontade de Deus. Essa oração é para as ocasiões em que a vontade de Deus é desconhecida. Há uma circunstância em que preciso de direção; não sei o plano de Deus para aquele assunto, em particular. Aqui exige espera , consagração e inteira disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai. É mais uma atitude de rendição, busca e submissão, com o propósito de obediência quando a direção vier. 3. Entrega é a transferência de um cuidado ou inquietação da minha alma, para Deus. Há uma circunstância em que os cuidados, problemas e inquietações da vida e batem à porta, então assumo uma atitude de transferência destes para Quem tem condições de carregá-los: meu Deus. Está é a oração em que lanço os fardos sobre o Senhor, com um conseqüente descanso. C. Os outros como centro das nossas orações Intercessão: Aqui vou a Deus como sacerdote, como intercessor, levando a necessidade de outra pessoa. Interceder e colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa como se fosse própria. O motivo primeiro deste tipo de oração é ver a circunstâncias alteradas na vida de outrem. Exige bem mais do que os outros tipos e merecerá um estudo à parte. II - FORMAS DE ORAÇÃO Há três formas pelas quais você pode apresentar todos os tipos de oração: Privada, concordância e coletiva. A. Oração privada (a sós) "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará" (Mt. 6:6). Aqui fala do relacionamento pessoal. Não indica necessariamente que sempre que se ora deva-se estar só, fisicamente, pois alguém pode se isolar com o Pai no meio da multidão, tendo o coração totalmente voltado para Deus, e pode estar no meio da multidão, mesmo estando sozinho. B. Oração de concordância (dois ou três) "Em verdade vos digo que se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pediram, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Porque onde estiverem dois os três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mt. 18:19,20) a oração de concordância é aquela quando duas pessoas, de comum acordo, na mesma fé e no mesmo pensamento, apresentam uma questão a Deus, dentro da Sua Vontade. C. Oração coletiva (o grupo) "Ouvindo isto, unânimes levantaram a voz a Deus e disseram..." (At. 4:24) A oração coletiva é a de concordância multiplicada. É quando um grupo se une, no mesmo parecer, e apresentam juntos a sua petição. Há um poder tremendo neste tipo de oração.

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Qualquer dos sete tipos de oração pode ser apresentado usando uma dessas formas. III - RECURSOS DA ORAÇÃO Há dois tremendos recursos na oração: O Espírito Santo e a Palavra de Deus. Os dois sempre caminham juntos. A palavra é a semente e o Espírito libera a vida que nela está. A. Orando a Palavra (respaldando a oração com o que está escrito). Toda oração, para que alcance seu efeito, tem que ser respaldada pela Palavra. Quem ora a palavra, já começa com a resposta. Quando uma petição é apresentada invocando as cláusulas da Constituição, não há outra alternativa, senão a resposta. O advogado da acusação não tem chance de ordenar, se você estiver dentro da Lei. Igualmente o Diabo não tem condições de roubar as suas bênçãos, se você apresenta suas orações de acordo com a Palavra. Logo, a Palavra é uma tremenda arma da oração e um recurso efetivo. B. Orando no Espírito (oração em línguas). O Espírito conhece a vontade de Deus, e é Ele quem nos dá consciência da Sua presença. Nem sempre sabemos orar como convém, todavia o Espírito conhece todas as coisas, portanto se oramos movidos pelo Espírito, oramos bem. Existem aqui dois aspectos: Um é aquela dependência do Espírito, quando Ele se move em nós. Outro é quando oramos em línguas e em todos os tipos de oração, podemos orar a Palavra e orar em línguas. IV - ARMAS DE COMBATE NA ORAÇÃO A. A autoridade de Ligar e Desligar "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no Céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no Céu" (Mt. 18:18). A oração tem duas facetas: o encontro com Deus e a oposição satânica. O adversário sempre tenta roubar nossas bênçãos e se interpor no caminho entre nós e o Pai. Ligar e desligar fala da autoridade que temos em Cristo para resistir as forças que se nos opõem na vida de oração. B. O Nome de Jesus Cristo Ao nome de Jesus todo joelho tem que dobrar. Ele tanto nos ordenou ir a Deus levando nossas orações em Seu nome (Jo. 14:13,14), como nos deu autoridade de enfrentar Satanás também em Seu nome (Mc. 16:17). Jesus é a porta que nos abre os tesouros da graça e tranca os poderes do inferno. C. A Espada do Espírito - A Palavra A Palavra de Deus é tanto fonte das nossas orações, como arma de combate contra as forças das trevas. Ela é a espada do Espírito. Como tal, é arma para combater as interferências e maquinações inimigas. D. O Sangue de Jesus Apocalipse nos informa que os santos vencem, tanto pela Palavra, quanto pelo sangue do Cordeiro (Ap. 12:11). O sangue bendito garante nossa cobertura e atesta que Satanás não tem reivindicações sobre a nossa vida e pertencemos a Jesus. Colocada está breve introdução aos diversos tipos, formas, recursos e armas de oração, vamos agora estudar cada um deles, buscando a luz do Espírito de Deus para que revolucione nossa vida de oração e nos lance numa nova dimensão na vida com Ele. Extraído do Livro Tipos de Oração Creio que ao orarmos publicamente, muitos de nós não têm a noção exata se está edificando ou enfadando aqueles que nos ouvem enquanto nos dirigimos a Deus. Em oposição a orações

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estudadas e formais, muitas vezes divagamos em nossas vãs repetições. Noutra situação é difícil dizer "AMÉM!", quando malmente se consegue ouvir o que foi dito pelo que ora. Queira Deus que aqueles que oram publicamente possam ser acompanhados, em atitude de adoração, e ao final, a congregação possa dizer com convicção e para a glória do Senhor: "ASSIM SEJA!". ORAÇÃO PÚBLICA Seria muito desejar que nossos corações fossem, de tal forma, movidos pelo senso das coisas divinas e tão intimamente empenhados quando adoramos a Deus, que pequenas circunstâncias não tivessem o poder de nos interromper ou desconcentrar, ou de nos fazer achar o culto enfadonho e o tempo que empregamos nele, tedioso. Mas, como nossas debilidades são grandes e muitas, e o inimigo de nossas almas é vigilante para nos descompor, se aqueles que dirigem as reuniões de oração não tomarem cuidado, elas poderão tornar-se um peso e uma ocasião de pecado. A Duração das Orações Públicas A principal falta de algumas boas orações é que elas são muito longas; não que eu ache que devemos orar pelo relógio e limitar-nos precisamente a um certo número de minutos, mas é melhor que os ouvintes desejem que a oração seja mais longa, do que passem metade do tempo desejando que ela acabe. Isto freqüentemente se deve a uma delonga desnecessária sobre cada circunstância que se apresenta, bem como repetições das mesmas coisas. Se tivermos nos estendido nas súplicas por bênçãos espirituais, é melhor ser breve e sumário na intercessão por outros. Ou se a disposição de nossos espíritos, ou as circunstâncias nos conduzam a ser mais extensos e minuciosos em expor os casos de outros perante o Senhor, deveríamos nos lembrar desta intenção, no início da oração. Existem, sem dúvida, épocas em que o Senhor se agrada em favorecer aqueles que oram, com peculiar liberdade. Eles falam porque sentem. Eles tem um espírito lutador e tem dificuldades para desistir. Quando este é o caso, aqueles que se juntam a eles raramente se cansam, apesar da oração exceder os limites usuais. Mas eu creio que algumas vezes acontece, tanto na oração quanto na pregação, de nos prolongarmos quando na realidade temos pouco a dizer. Orações longas deveriam ser, de maneira geral, evitadas, especialmente onde muitas pessoas orarão sucessivamente, do contrário, mesmo ouvintes espirituais não conseguirão manter sua atenção. E aqui eu gostaria de notar uma impropriedade que nos defrontamos: quando uma pessoa dá a expectativa que está para concluir sua oração, e alguma coisa, não considerada no devido tempo, ocorre naquele instante a sua mente, e o conduz como se começasse de novo. Mas, a menos que seja um assunto de singular importância, seria melhor que fosse omitido. Pregando nas Orações Públicas As orações de alguns bons homens são mais como pregações do que orações. Eles antes expressam a mente do Senhor para o povo, do que os desejos do povo para o Senhor. Na verdade, isto dificilmente pode ser chamado oração. Poderia, em outra ocasião, fazer parte de um bom sermão, mas proporcionará pouca ajuda àqueles que desejam orar com seus corações. A oração deve ser concisa e composta de suspiros ao Senhor, tanto de confissão, petição como de adoração. Não deveria ser somente bíblica e evangélica, mas experimental; expressão simples e natural dos desejos e sentimentos da alma. Assim será se o coração estiver vívido e envolvido no dever. Deve ser assim, se a edificação de outros é o alvo em vista. Método nas Orações Públicas

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Muitos livros tem sido escritos para assistir no dom e exercício da oração, e muitas sugestões úteis podem ser obtidas deles. Mas uma cuidadosa atenção ao método neles recomendados, transmite um ar de estudo e formalidade, e ofende aquela simplicidade tão essencialmente necessária a uma boa oração, cuja falta nenhum grau de habilidade pode compensar. É possível aprender a orar mecanicamente e por hábito; mas dificilmente é possível fazer isto com aceitação e benefício de outros Quando as muitas partes de invocação, adoração, confissão, petição, etc., seguem-se numa ordem estabelecida, a mente do ouvinte geralmente vai antes da voz do orador, e podemos formar uma suposição razoável do que se seguirá. Por conta disso, freqüentemente achamos que pessoas incultas, que tiveram pouca ou nenhuma ajuda de livros, ou antes, não foram agrilhoados por eles, podem orar com unção e aroma, num modo impremeditado, enquanto que as orações das pessoas de mais habilidades, talvez mesmo os próprios ministros, são, apesar de acuradas e regulares, tão secas e formais, proporcionando pouco prazer ou proveito para a mente espiritual. O espírito de oração é o fruto e o sinal do espírito de adoção. Os discursos estudados com os quais alguns se aproximam do trono da graça, nos lembram o exemplo de um estranho que chega a porta de um homem importante. Ele bate e espera, entrega seu cartão e passa por uma seqüência cerimonial antes de conseguir entrada, enquanto que uma criança da família sem cerimônia alguma, entra livremente, quando deseja, porque sabe que ele está em casa. É verdade que devemos sempre nos aproximar do Senhor com grande humilhação de espírito e um senso de nossa indignidade. Mas este espírito não é sempre melhor expresso ou promovido por uma enumeração pomposa dos nomes e títulos de Deus, ou pela fixação em nossas mentes, de antemão, da ordem exata que propusemos arranjar as diversas partes de nossa oração. Alguma atenção em relação ao método pode ser apropriada, com o objetivo de nos prevenir das repetições, e pessoas simples podem ser defeituosas nisso, às vezes; mas este defeito não será tão cansativo e desagradável quanto uma precisão estudada e artificial. Peculiaridades de Maneira na Oração Pública Muitas pessoas, talvez a maioria que oram em publico, tem alguma palavra ou expressão favorita a qual recorre, muito freqüentemente, em suas orações, e a usam, repetidamente, como uma mera expletiva, não tendo, necessariamente, conexão com o sentido daquilo que elas estão falando. A mais desagradável é quando o nome do bendito Deus, em adição a um ou mais epítetos, tais como Grande, Glorioso, Santo, Todo-Poderoso, etc., é introduzido, com tal freqüência e desnecessariamente que, nem indica uma justa reverência na pessoa que faz uso dela, nem estimula reverência naqueles que a ouvem. Eu não direi que isto é tomar o nome de Deus em vão, no sentido usual da frase. É, entretanto, uma grande impropriedade e deveria ser evitada. Seria bom se aqueles que usam expressões redundantes, tivessem um amigo que lhes avisassem para que pudessem, com um pouco de cuidado, serem restringidos; e dificilmente alguém percebe as pequenas peculiaridades que podem, inadvertidamente, adotar, a menos que sejam avisados sobre elas. Do mesmo modo, existem muitas coisas no que se refere a voz e a maneira de orar, que uma pessoa pode, com a devida atenção, corrigir em si mesma, e que, se corrigidas de modo geral, poderiam tornar reuniões de oração mais agradáveis do que algumas vezes são. Falar muito alto é uma falta, quando o tamanho do lugar e o número de ouvintes não o requeiram. O objetivo de se falar em publico é ser ouvido, e quando para se conseguir este objetivo é necessário uma elevação do tom de voz, é, freqüentemente, prejudicial ao orador e é mais provável que confunda o ouvinte do que atraia sua atenção. Considero porém que deva ser levada em consideração a constituição física, bem como o fervor, que dispõe algumas pessoas a falar mais alto do que outras. Apesar disso, elas farão bem em conterem-se tanto

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quanto puderem. Pode parecer indicar grande zelo e um coração zeloso, contudo, geralmente são fogo falso. Pode imaginar estar falando "com poder", mas uma pessoa que é favorecida com a presença do Senhor pode orar com poder numa voz moderada; por outro lado, pode-se ter muito pouco poder do Espírito, apesar de se poder ouvir a voz na rua e na vizinhança. O outro extremo, de falar muito baixo, não é tão freqüente, mas se não somos ouvidos, devemos mantermos calados Fatiga o espírito e enfada, estar ouvindo, por qualquer tempo, uma voz muito baixa. Algumas palavras ou sentenças serão perdidas, o que tornará aquilo que é ouvido, menos inteligível e deleitável. Se o orador pode ser ouvido pela pessoa que está mais distante dele, o resto o ouvirá com certeza. Do mesmo modo, o tom da voz deve ser considerado. Alguns tem um tom de voz, quando oram, tão diferente de seu modo usual de falar, que seus amigos mais próximos, se não habituados a ele, dificilmente os reconheceria por sua voz. Algumas vezes o tom é mudado, talvez mais de uma vez, de modo que se nossos olhos não nos der mais informações do que nossos ouvidos, pensaremos que duas ou três pessoas estão falando por turnos. É uma pena que, apesar de entendermos o que é dito, possamos ser tão facilmente desconcertados por uma entrega inabilitada. Isto é freqüente e provavelmente o será, na presente fraqueza e imperfeição da natureza do estado humano. Lamentamos que cristãos sinceros são algumas vezes forçados a confessar: "Ele é um bom homem, e suas orações, quanto a sua substância, são espirituais e judiciosas, mas há algo tão desagradável na maneira de entregá-la, que fico sempre inquieto ao ouvi-lo". Informalidade na Oração Pública O contrário disto, e ainda mais ofensivo, é o costume que alguns tem de conversar com o Senhor na oração. É a sua voz natural, de fato, mas com expressões que usariam somente em ocasiões mais familiares e triviais. A voz humana é capaz de tantas inflexões e variações, que pode adaptar-se a diferentes sensações de mente, como alegria, tristeza, medo, desejo, etc. Se um homem estiver suplicando por sua vida, ou expressando seu agradecimento a um rei por um perdão recebido, o senso comum e decoro o ensinariam a maneira apropriada; e qualquer um que não entendesse sua língua, saberia pelo som da sua voz, que ele não estaria fazendo uma barganha ou contando uma história. Quanto mais quando falamos com o Rei dos reis, deveria a consideração de Sua glória, de nossa própria vileza e da importância dos assuntos que estivermos tratando diante dEle, nos afetar com um ar de seriedade e reverência e nos prevenir de falar com Ele como se Ele fosse um de nós! A liberdade, a qual somos chamados pelo Evangelho, não nos encoraja a tal atrevimento e familiaridade, da mesma forma que seria impróprio usá-las a um semelhante, que esteja um pouco acima de nós, no que diz respeito a honra do mundo. Eu me alegrarei se estas sugestões forem de algum serviço àqueles que desejam adorar a Deus em espírito e verdade, e que desejam que qualquer coisa que tenha tendência a sufocar o espírito de devoção, tanto em nós mesmos quanto em outros, deva ser evitada.

"Senhor, Ensina-nos a Orar" "De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11:1). A oração é importante. Todos os que querem seguir o Senhor sabem que a oração é parte essencial da vida do discípulo. Entretanto, poucos oram e muitas vezes, quando oramos, parece que lutamos para nos expressarmos a Deus. Embora possa parecer que a oração deveria vir a nossa boca como uma expressão confortável de nossa fé e confiança em Deus, ela freqüentemente parece difícil, talvez ineficaz. Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração. Eles o viram freqüentemente procurando um lugar deserto para falar com seu Pai. Numa ocasião dessas, eles pediram sua ajuda. Também desejamos comunicar- nos com Deus como seu filho estava fazendo. "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1). Jesus fez como eles pediram. Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo. Ele orava freqüentemente, fervorosamente e com grande fé naquele que estava ouvindo aquelas orações. Através do exemplo de sua vida, ele está ainda nos ensinando a orar.

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Palavras de oração A resposta imediata de Jesus ao pedido dos apóstolos é encontrada em Lucas 11:2-4 Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixes cair em tentação. Nem esta oração, nem a semelhante encontrada em Mateus 6:9-13, são destinadas a repetição palavra por palavra. Jesus não estava ensinando palavras para serem memorizadas e recitadas; ele estava ensinando a orar. Ele deu um exemplo que mostra que tipo de coisas devemos incluir em nossas orações. Devemos: 1. Reverenciar e glorificar a Deus: "Pai, santificado seja o teu nome". Grandes orações de grandes homens e mulheres são sempre proferidas com grande respeito a Deus. Quando Moisés, Ana, Davi, Daniel, Neemias e outras importantes personagens da era do Velho Testamento oraram, começaram com declarações de genuína reverência a Deus, como criador e comandante do universo. 2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino". A oração não é um instrumento para manipular Deus para que faça nossa vontade. Aqui, Jesus orou pelo reino de Deus, sabendo que esse reino só poderia vir com todo o seu poder através da avenida de sua própria morte. Aqui, como na oração agonizante no Getsêmani, Jesus colocou a vontade do Pai acima de seus próprios interesses: "Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39). Quando vemos a oração como nada mais do que uma oportunidade de fazer pedidos a Deus, colocamos a vontade do servo indevidamente acima da vontade do Senhor. Deveremos sempre procurar fazer a vontade de Deus. 3. Reconhecer nossa dependência de Deus para as necessidades físicas: "O pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia". Esta não é uma exigência de abundância e riqueza. Jesus nem praticou, nem ensinou a noção materialista de que o discípulo pode "dizer e exigir" o que quer na oração. Diferentemente das orações de certas pessoas hoje em dia, que se aproximam de Deus como pirralhos mal criados exigindo tudo o que querem, Jesus mostrou aqui uma dependência de Deus para as necessidades básicas da existência diária. Precisamos de Deus todos os dias. 4. Reconhecer nossa dependência de Deus para as bênçãos espirituais: "Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixeis cair em tentação". Encontramos algumas lições valiosas no versículo 4. Primeiro, precisamos do perdão. As palavras de João 8:7 e Romanos 3:23 nos recordam nossa culpa. Pecamos. Necessitamos do perdão. Só Deus tem o direito e o poder para perdoar (Marcos 2:7). Segundo, precisamos perdoar. Nossa comunhão com Deus é condicionada a várias coisas, incluindo-se como tratamos as outras pessoas. Quem se recusa a perdoar outro ser humano simplesmente não será perdoado por Deus (Mateus 6:14-15; 18:15-35). Terceiro, precisamos do auxílio de Deus para que não pequemos. Deus não é apenas um guarda-livros registrando os pecados cometidos e apagando-os depois. Ele tem poder para nos auxiliar a derrotar o inimigo. Paulo garantiu que há um jeito de escapar de cada tentação (1 Coríntios 10:13). Jesus "é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2:18). Ele nos deixou um exemplo perfeito de obediência para encorajar nossa fidelidade (1 Pedro 2:21-24). Na hora de sua mais difícil tentação, Jesus voltou-se para seu Pai em oração fervorosa. Depois daquelas orações ele saiu do Getsêmani preparado para suportar o poder das trevas, e sofreu o ridículo e a morte para cumprir a vontade de seu Pai. Jesus encontrou o auxílio necessário quando apelou para seu Pai, em oração. Exemplos de oração Pouco é registrado das palavras específicas com que Jesus orou. Podemos aprender muito simplesmente observando quando, onde e por quê Jesus orou. 1. Quando Jesus orou? Ele orou em horas de grandes provações, tais como o exemplo já citado de suas orações no Getsêmani, poucas horas antes de sua morte. Ele orou momentos antes de grandes decisões. Lucas 6:12-16 conta o dia em que Jesus escolheu os doze homens aos quais seria dada a responsabilidade de levar o evangelho ao mundo. Note o que ele fez antes de selecioná-los; "Retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus" (Lucas 6:12). Ele orou antes de grandes obras. Quando Jesus se preparou para ressuscitar Lázaro

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dentre os mortos, ele primeiro se dirigiu ao seu Pai, em oração (João 11:41-43). Ele orou quando sua obra terminou (João 17:4). 2. Onde Jesus orou? Embora as orações de Jesus nunca fossem limitadas pelo tempo ou pelo espaço, é claro que ele freqüentemente procurou um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Ele freqüentemente subiu a montes, ou saiu para um jardim, e tipicamente escolheu a noite ou o amanhecer, quando haveria menos distração com o mundo apressado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3). 3. Por que Jesus orou? As circunstâncias das orações de Jesus sugerem motivos imediatos para oração: tentações, provações, tristeza, momentos decisivos, etc. Mas estes são realmente apenas o reflexo de uma razão maior pela qual Jesus orou. Jesus valorizava sua comunhão com o Pai. Como alguém que entendia melhor do que qualquer outro homem jamais entendeu o privilégio de andar com Deus, Jesus queria manter essa íntima relação com seu Pai. Tendo a escolha entre multidões de homens e seu Pai, Jesus freqüentemente escolheu a companhia de Deus. Quando tinha que escolher entre o sono e a oração, Jesus encontrava o profundo rejuvenescimento de que necessitava, não no descanso físico, mas na conversa espiritual com seu Pai.. Estas orações de Jesus nos ensinam algumas lições muito valiosas sobre o privilégio de sermos chamados filhos de Deus. O que os discípulos aprenderam? Os apóstolos pediram instruções sobre como orar. Jesus deu-lhes mais do que palavras, quando mostrou um exemplo consistente de fé em suas orações. Teriam eles aprendido? Dois breves episódios na parte inicial do livro de Atos mostram que eles aprenderam a importância da oração. Depois que Pedro e João foram perseguidos e passaram algum tempo na prisão por causa de sua pregação, eles encontraram outros cristãos e oraram juntos com confiança, pedindo coragem para continuar sua obra (Atos 4:23-31). Sua citação da poderosa mensagem do Salmo 2 mostra que eles entenderam que o poder da oração é encontrado no poder daquele que ouve essas orações: o Deus que se assenta nos céus. Quando confrontados com as necessidades físicas das viúvas na igreja de Jerusalém, os apóstolos reconheceram a importância desse serviço e guiaram a igreja na seleção de homens adequados para cuidar do assunto. Mas note, no texto, a razão pela qual os próprios apóstolos não desviaram sua atenção: "E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6:4). O cuidado das viúvas não era para ser negligenciado, mas os apóstolos cuidadosamente reservaram tempo em suas vidas para a oração. Eles tinham aprendido bem a importante lição do exemplo de Jesus e de seus hábitos de oração. A oração A oração é o único canal de comunicação entre o homem e Deus. Através dela mantemos comunhão com o nosso Senhor Jesus Cristo. Quando fazemos uma oração sincera e honesta, estamos abrindo o nosso coração diante do Senhor; esta é a oração em espírito e em verdade da qual a Bíblia fala. Ao orarmos assim, ficamos percebendo as nossas maiores necessidades e o quanto somos dependentes de Deus, além de desenvolvermos forças espirituais que nos garantem vitória nas tentações. Como a oração é uma expressão da alma humana para com o Seu Criador, não é necessário que ela seja erudita ou sofisticada, com lindas palavras, pois Deus sabe exatamente quem somos e o que desejamos. Precisa ser simples e objetiva, imbuída com o máximo de humildade. A oração só será eficaz, ou seja, receberá a resposta se, ao falarmos com Deus, tivermos absoluta certeza de que Ele está com os Seus ouvidos atentos aos nossos clamores. Se isto não acontecer na hora em que estamos orando, nossas palavras serão vãs. Por isso mesmo, o ambiente no qual devemos orar deve ser propício, a fim de podermos nos concentrar naquilo que estamos fazendo, com todo o fervor do coração. Quando o Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos a oração do Pai Nosso, não era a Sua intenção que nós a usássemos literalmente todas as vezes que desejássemos falar com Deus.

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Pelo contrário; Ele quis deixar o modelo de como devemos nos comunicar com o nosso Pai Celestial. Características de uma oração São muitos os aspectos de uma oração, mas vamos simplificá-los e dividi-los em três partes: 1a) Adoração 2a) Pedido 3a) Agradecimento A adoração A adoração é essencial para que se possa entrar na presença de Deus em oração. Ela enriquece a nossa humildade, além de mostrar a sinceridade da alma, dignificando, honrando e magnificando ainda mais o nosso Senhor e Deus. Ao entrarmos na presença do Senhor adorando, estamos reconhecendo a Sua santidade. Eis alguns exemplos de orações que alcançaram os objetivos: - A oração de Ezequias (2 Reis 19.14-19). - A oração de Elias (1 Reis 18.36). - A oração de Davi (Salmos 8.9-19). - A oração do Senhor Jesus (Mateus 6.9). - A oração da Igreja Primitiva (Atos 4.24-31). - A oração do leproso (Mateus 8.2). - A oração de uma mulher cananéia (Mateus 15.22). - A oração de Jairo (Marcos 5.22,23). Em todas essas orações verificamos que a adoração foi a primeira coisa que se fez. Neste mundo vil, onde não existe uma só pessoa perfeita, há honrarias por parte daqueles que se consideram inferiores para com os seus superiores. Por exemplo: os juízes são honrados com um "meritíssimo"; os presidentes, senadores, deputados, governadores, prefeitos, etc, são tratados com um "excelência". Com muito maior razão devemos entrar na presença de Deus com todas as honras, glórias e louvores que pudermos dar, pois Ele e somente Ele é digno de toda a nossa adoração! Nossa adoração também provoca milagres extraordinários em nossas vidas. Foi o que aconteceu com os apóstolos Paulo e Silas, quando estiveram presos e agrilhoados. Eles começaram a orar e cantar louvores a Deus, enquanto os companheiros de prisão escutavam. De repente, por volta da meia-noite, sobreveio um terremoto, o qual sacudiu os alicerces da prisão. Abriram-se todas as portas e soltaram-se as cadeias de todos que ali se encontravam (Atos 16.24-26). A verdade é que os louvores ministrados a Deus são o Seu alimento. Assim como o perfume das flores atrai as abelhas, nosso louvor e adoração, tal qual incenso, atrai a presença de Deus até nós. Por isso mesmo, antes de fazermos qualquer pedido ao Senhor, devemos atraí-Lo com os nossos louvores. Os pedidos O Senhor Jesus, antes de nos ensinar a oração do Pai Nosso, afirmou: "...porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais". (Mateus 6.8) Realmente, todos os nossos pedidos são conhecidos de Deus antes mesmo de os externarmos, mas é necessário que peçamos, porque enquanto fazemos nossos pedidos, estamos também despertando a nossa fé, na busca de um contato maior com Deus. Ao recebermos as respostas às nossas orações, o Senhor recebe ainda mais glórias de nossa parte. Daí, quanto mais pedirmos, mais receberemos e mais glorificaremos ao Senhor. Esta é a razão pela qual o Senhor Jesus disse: "E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho". (João 14.13) Nossos pedidos vêm glorificar ao nosso Pai através do nosso Salvador Jesus.

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O que pedir e o que não pedir Nossos pedidos diante de Deus não têm valor algum se não tiverem um objetivo. Temos que considerar se glorificarão a Deus através de nós em Jesus, ou se servirão apenas para nos afastar ainda mais dEle, isto é, com os prazeres da carne. Tiago nos admoesta a respeito disso, dizendo: "De onde procedem guerras e contendas, que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais, e nada tendes; matais e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". (Tiago 4.1-4) Quantas vezes insistimos com Deus a respeito de alguma coisa, achando que é boa para nós e, quando recebemos, ficamos arrepen-didos? Todos os pedidos que fizermos a Deus precisam estar de acordo com a Escritura Sagrada e sempre "segundo a vontade de Deus". Por exemplo: A cura de uma enfermidade é a vontade de Deus. Está determinado na Bíblia e o próprio Jesus ministrou-a para tantos quantos chegaram até Ele. A vida financeira abençoada é uma promessa de Deus e do Senhor Jesus (Malaquias 3.10; João 10.10). A paz celestial também é da inteira vontade de Deus; Ele quer que nós a gozemos. Resumindo, podemos falar com Deus e pedir tudo o que se encontra dentro desses parâmetros: a) Bênção física - cura divina; b) Bênção financeira - suprimento amplo para as nossas necessidades materiais; c) Bênção espiritual - que é a salvação eterna em Cristo Jesus. Muitos são aqueles que vivem a pedir uma bênção. Ficam, no entanto, esperando por isso a vida toda e não a alcançam. Por quê? Existem milhares de bênçãos prometidas na Bíblia e, se não explicitarmos o que realmente desejamos, o Senhor ficará sem poder nos atender. Se queremos um salário melhor, temos de dizer para Deus: "Senhor, eu quero um salário de X por mês". Se nossa vontade é que o Senhor nos dê um carro novo, devemos estabelecer sua marca e modelo. Precisamos saber pedir, a fim de podermos saber receber! Os agradecimentos Esta parte tão importante da oração dispensa qualquer comentário, haja vista que um sentimento de "graças a Deus" nunca será dispensado por aqueles que experimentam as Suas bênçãos. Quando agradecemos ao Senhor antecipadamente por um pedido, estamos provando a Ele nossa fé. Nada do que foi esplanado teria valor se não usássemos a chave para sermos atendidos, a qual é o nome do Senhor Jesus Cristo. Disse Jesus: "E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei...". (João 14.13) Deus- Pai nos atende por causa do nome do Seu Filho Jesus. Este nome é o segredo do milagre nosso de cada dia!

BATALHA ESPIRITUAL TEMA: A REALIDADE DA GUERRA ESPIRITUAL PESSOAL Texto Básico: Daniel 1:1-19 INTRODUÇÃO: Vivemos num conflito espiritual sem tréguas. Satanás não tira férias, nem folga nos finais de semana. Ele sempre está planejando contra nós, mesmo quando sofremos alguma perda. Ele não respeita o nosso luto ou sofrimento, é neste estágio de maior vulnerabilidade emocional e psicológica, que ele desfere os seus golpes malignos. Satanás não conhece o que é luta limpa.

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Ele é mau, perverso e destruidor. Precisamos, portanto, conhecer os seus desígnios para que ele não leve vantagem sobre nós. (2 Co. 2:10b-11) Escolhemos o livro de Daniel para mostrar com clareza as estratégias sinistras do diabo, a fim de varrer de sua memória à LEI DE DEUS, contextualizando-o à cultura babilônica. 1. PARTE HISTÓRICA: AUTOR: Daniel, membro da família real, nascido em Jerusalém, em 623 a.C., aproximadamente durante a reforma do Rei Josias e no princípio do Ministério de Jeremias. Foi levado à Babilônia, por ocasião do 1 exílio, em 605 a.C. pelo monarca Nabucodunozor que não dispunha de número suficiente de cultos para a cúpula governamental. Por isso o Rei levou jovens saudáveis, de boa aparência e de alto nível cultural. 2. CENÁRIO RELIGIOSO DE JUDÁ: Época mais sombria do judaísmo. Todos os alicerces da sua fé pareciam ter desaparecido. A cidade escolhida por Deus fora arrasada, o Templo projetado e habitado pelo Senhor, tornarase um montão de cinzas e o povo fora levado cativo à terra idólatra da Babilônia. Foi nesse período que surgiram as sinagogas onde os judeus adoravam e liam a TORÄ. Da fé judaica só restavam as Escrituras com as promessas da aliança do Senhor para com os antepassados. 3. CENÁRIO RELIGIOSO DA BABILÔNIA: A religião da Babilônia centralizou-se em Bel Merodaque (Marduque) num grande templo. Ele era o senhor ou Bel (cognato de Baal), do panteão dos deuses da Babilônia. Anualmente, os sacerdotes traziam todos os deuses ou estátuas por ocasião da festa de Nisã, ao templo de Merodaque (deus supremo). Nabucodonozor não se mostrou apenas um gênio militar, amante do luxo, edificador de monumentos,jardins e canais, mas também um homem muito religioso. 4. ESTRATÉGIAS SINISTRAS E DESTRUIDORAS DE SATANÁS: MUDANÇA DE NOMES: (Vs.7) Sutileza maligna: Eles precisavam de cidadania babilônica. Propósito: Varrer da memória deles o nome de "Jeová" , e consagrá-los aos deuses da Babilônia. DANIEL: "Deus é meu juiz" = Betessazar: "Bel proteja a sua vida" HANANIAS: : Jeová é gracioso" = Sadraque: "Servo de Aku" (deus lua) MISAEL: "Quem é igual a Deus?" = Mesaque: "Quem é igual a Aku?" AZARIAS: "Jeová ajuda" = Abede-Nego: "Servo de Nego = deus da sabedoria ou estrela da manhã. ALIMENTAÇÃO: (Vs.5-6) Sutileza maligna: alimentá-los com a comida do Rei Propósito: Fazê-los pecar contra à Lei de Deus e entorpecer a mente (Oz.4:11). EDUCAÇÃO: Sutileza maligna: Ensiná-los a cultura e a língua dos caldeus. Propósito: Contradizer os retos ensinos da Lei de Deus e construir sofismas (argumentos, teorias e razões da mente). (2 Co.10:4-5) "As armas da nossa batalha espiritual não físicas (armas de carne e sangue), mas elas são poderosas em Deus, para demolição de fortalezas, refutando argumentos, teorias e razões, e todo orgulho que se levanta contra a verdade e conhecimento de Deus, levando todo pensamento e propósito cativo a obediência de Cristo" (Amp.) 5. PASSOS PARA A VITÓRIA: DETERMINAÇÃO (resolução, decisão, coragem, afoiteza): (Vs.8-13) Resultado: Saúde e robustez (Vs.15) PRUDÊNCIA (virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos: cautela, precaução): Resultado: Sabedoria e inteligência 10 vezes mais (Vs.17-20) FIDELIDADE (mesmo em face à morte): (Dn.3 e 6) Resultado: A exaltação de Deus e livramento TEMA: O PERFIL DO GUERREIRO Texto básico: 1 Samuel 16:18 Exército de Deus INTRODUÇÃO Indiscutivelmente vivemos os últimos dias que antecedem o regresso do Senhor Jesus para arrebatar a Sua Igreja. Teólogos, leigos e, até a ciência, atestam unânimes que nos aproximamos do fim de todas as coisas. CRISTO JESUS ESTÁ VOLTANDO! Sua noiva se

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prepara com todo esmero para as bodas, desejando-a com o coração repleto de amor e ansiedade (maranata). A criação de Deus também geme (Rm.8:20-22), aguardando o momento da libertação do cativeiro da corrupção a que foi sujeito. A palavra profética cumprese, aceleradamente, diante dos olhos perplexos daqueles que a acompanham. Não há dúvida, O FIM SE APROXIMA! "O dia do Senhor vem, já está próximo: dia ardente como fornalha; todos os soberbos serão como restolho; mas para os que temem o nome do Senhor nascerá o sol da justiça trazendo salvação em suas asas..." (Ml.4:1,2). Estamos diante do momento mais importante de toda história da Igreja: "Os dias do fim", profetizado pelo apóstolo Paulo como tempo difíceis (II Tm.3:1-9). Há crises pôr todos os lados e em todas as áreas: crises morais, sociais, existenciais, emocionais, políticas, econômicas, espirituais, etc. . Satanás tem levado o homem e o planeta Terra a conhecer o caos. Mas em meio a este quadro degradante, uma notícia animadora: DEUS LEVANTA O SEU EXÉRCITO com poder e glória, com força e ousadia para se opor e resistir ao avanço do mal em todas as suas formas. Saiba-se em toda a terra e nas profundezas do inferno que os GUERREIROS DO SENHOR DOS EXÉRCITOS marcham pôr toda a parte, armados de toda a força do Espírito Santo, com a Palavra do todo poderoso que não pode falhar, cheios da autoridade de Jesus, o comandante em chefe, que os constituiu, sobre as nações e os reinos, para arrancar e derribar, para destruir e arruinar, e também, para edificar e plantar (Jr.1:10). VOCÊ FAZ PARTE DESTE EXÉRCITO? O general lhe convida para engrossar as fileiras do Seu Exército e tornar-se um herói de guerra condecorado. Nunca você conhecerá a derrota mas somente a vitória! (Rm.8:37). CARACTERÍSTICAS DO EXÉRCITO DE DEUS Joel 2:1-11 1. NUMEROSO "Como a alva espalhada sobre os montes, vem um povo grande... (vs. 2b) "O Senhor levanta a Sua voz diante do Seu Exército; porque muitíssimo grande é o Seu arraial" (vs. 11 a) O número dos salvos multiplica-se em toda Terra. A voz do Espírito conclama a todos para a grande batalha do fim. Satanás enlouquece com o altissonante som de triunfo da marcha dos guerreiros. Há um povo numeroso e forte na Terra, que luta as guerras do Senhor. 2. UNGIDO "A frente d'Ele vai um fogo devorador, atrás, uma chama que abrasa... nada lhe escapa". (vs.3) O Senhor dos Exércitos precisa de homens e mulheres ungidos nesta última hora. O Espírito Santo está sendo derramado em toda terra, sobre as denominações e grupos, conhecidos ou não. Estamos no contexto da promessa profética de Joel 2:28 - "Nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne..." Há uma grande revolução espiritual na igreja do Senhor Jesus que aterroriza o inferno. Satanás convulsiona, sem nada poder fazer, diante da unção que está sobre o Exército de Deus. Com ela os guerreiros despedaçam o jugo do opressor e libertam as vidas, transportando-as do Império das trevas para o reino de Deus. (Is.10:27) 3. VELOZ "... como cavaleiros assim correm. Estrondeando como carros, vêm, saltando pêlos cumes dos montes... como um povo poderoso posto em ordem de combate". (vs.4-5) Não há tempo a perder. "Os dias passam rapidamente e nós voamos" (Sl. 90) "já vai alta a noite e o dia se aproxima ..." . Tudo o que temos para fazer, temos de faze-lo depressa. É tempo de atacar o reino das trevas de tal maneira que, em frações de segundos, já o tenhamos arrasado, quando ainda seus planos estão sendo elaborados. 4. TEMIDO "Diante deles tremem os povos e todos os rostos empalidecem" (vs.6) "Diante deles treme a terra e os céus se abalam (vs.10) Nos dias de Josué, sucessor de Moisés, quando este enviou espias para investigar a terra de Canaã e especialmente a cidade de Jericó, Raabe a prostituta disse-lhes: "Os moradores da terra estão desmaiados de temor diante de vós pôr causa dos feitos do Senhor no mar vermelho e perante os reis dos Amorreus, Ogue e Seon, os quais destruístes. Desmaiou-nos o

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coração e em ninguém mais há ânimo algum, pôr causa da vossa presença: porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e em abaixo na terra" (Jr.2:9-11). O inferno treme diante do EXÉRCITO DE DEUS. O Espírito de combate é derramado sobre a Igreja de tal maneira que, os principados e as potestades infernais empalidecem e fogem, ao ouvir o grito de guerra dos COMBATENTES! Nota importante: Lembre-se que um guerreiro somente é temido, quando ele teme ao seu comandante e em todas as suas obras há fidelidade. (Ex.23:20-23 - Dt.11:22-25) 5. CORAJOSO "Correm como valentes, como homens de guerra sobem os muros"( vs.7a - Nm.4,6) Covardes e medrosos não pertencem ao Exército de Deus. "Deus não nos deu espírito de medo, mas de ousadia..."II Tm.1:7. O medo é fé negativa. O diabo sente-se à vontade na área do medo e da covardia, pois sua estratégia consiste em amedrontar e intimidar as pessoas. (Sl.27:1-3 ; Js.1:9 ; Jr.1:8 ; Dt.20:1-4). 6. DISCIPLINADO "...Vai cada um no seu caminho, e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu caminho" (vs.7b-8). Não há espírito de competição entre os guerreiros do Senhor. Cada um está plenamente satisfeito na posição onde foi colocado. Jesus, o nosso comandante designa a função de cada soldado e este a efetua. A um é dado visão, a outro revelação, palavra profética, estratégias de combate, ministério de libertação, etc. 7. INVASOR E PODEROSO "Assaltam a cidade, correm pêlos muros, sobem as casas; pelas janelas entram como ladrão"(vs.9). "Poderoso é quem executa as suas ordens"... (vs.11b). Invasor O Reino de Deus é tomado de assalto (Mt.11:12). Através da intercessão, espiritualmente poderosa, guiada pelo Espírito Santo, podemos atacar de surpresa o reino espiritual da maldade; de maneira tal que veremos suas fortalezas e fortificações caírem pelo poder do braço do Senhor que se moverá contra os inimigo (Jr.1:19). Deus está a procura de filhos ousados e intrépidos, chamados "os santos invasores da última hora", que apressadamente marchem pelas avenidas das cidades, para redimi-las de toda a maldição, tomando-as da mão do diabo e entregando-as ao senhorio de Jesus (Pv.28:1 ; Dt.31:6 ; II Cr.32:7). Poderoso A obediência, incondicional, aos princípios e mandamentos estabelecidos nas Escrituras, bem como a execução dos mesmos, transforma o soldados de Cristo num poderoso guerreiro (Joel 2:11b). REALIDADE PRÁTICA: CONHECIMENTO PROGRESSIVO DA PALAVRA PRODUZ: EXULTAÇÃO (Jr.9:24) OBEDIÊNCIA (Jo.7:16,17 ; Pv.4:5 ; Js.1:8) INTIMIDADE (Sl.25:14 ; Nm.12:6,8) LIBERTAÇÃO (Jo.8:31,32) VIDA (ZOE) (I Jo.5:11; Jo.17:3; Cl.1:10;11 Pv.2:3-5) SABEDORIA (Pv.1:7 ; Pv.2:3-5) FÉ (Rm.10:17 ; 10:8,9) A POSIÇÃO DO GUERREIRO DIANTE DE DEUS - À SUA DIREITA, EM CRISTO - Ef. 2:6 DIANTE DOS HOMENS - COMO EMBAIXADORES - II Cor. 5:20 DIANTE DE SATANÁS - ACIMA - Ef. 1:21; 2:6; Luc. 10:19. Um guerreiro é um soldado, um combatente, um campeão, portanto, um vencedor (Tm.2:3). Sua real posição é assentado nos lugares celestiais em Cristo Jesus, "ACIMA" de todo principados, potestades, poder, domínio e de todo nome que se possa referir (Ef.1:21 ; 2:6 ; Lc.10:19). Um soldado é parte integrante de um corpo que pode ser chamado de guarnição, destacamento, batalhão ou regimento. "ALERTA". É o estado natural do guerreiro. (I Co.16:13) diz: "Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos" - isto é, manter uma atenção preventiva quanto a qualquer movimento do inimigo. Pôr outro lado A postura ofensiva do guerreiro é de ousadia como leão (Pv.28:1).

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"A vitória só se torna realidade experimental na vida daqueles que estão dispostos a usar suas armas". "...Poderoso são os que executam a Sua Palavra" (Jr.2:11b). Ainda no livro de Joel 2:2b e 5b, encontramos duas característica marcantes do Exército de Deus: "Um povo grande e poderoso em ordem de combate". GRANDE - Pois mais são os que estão conosco... (I Rs.6:16). PODEROSO - Pois maior é aquele que está em nós ... (I Jo.4:4). Nunca digas: estou só; pois o Senhor Jesus afirma categoricamente, "Eis que estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos"(Mt.28:20). Nunca digas: não posso- pois está escrito "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fl.4:13). Há diversidade de dons, ministérios e operações, más o Espírito é o mesmo. Os desejosos dos dons, ministérios e operações do Espírito Santo devem procurar abundar, crescer, militar para a edificação da Igreja (I Cor. 4 a 7); (14:12). VEJAMOS OBJETIVAMENTE AS DIVERSAS POSIÇÕES A SEREM OCUPADAS NO EXÉRCITO DE DEUS. 1. INFANTARIA São aqueles que estão na linha de frente, basicamente no corpo a corpo com o inimigo: destruindo potestade, expulsando demônios, invadindo pessoalmente, o território do inimigo, pisando neste território e tomando posse em nome do grande general (JEOVÁ SHABAOTH) - O SENHOR DOS EXÉRCITOS. Sua principal função tática: Lançar-se violentamente sobre o inimigo para prendê-lo e eliminalo (Jl.2:9 ; Mt.12:29) 2. ARTILHARIA É composta pelo grupo que utiliza armas de longo alcance como: Intercessão, Combate espiritual em grande escala, Fé sobrenatural e Palavras de autoridade. Ex. Abraão (Gn19:29) ; Elizeu (II Rs6:18) ; Jesus (Mt.8:8b) ; Fé (Mt.17:20b). O objetivo principal da artilharia é enfraquecer as forças inimigas, atingindo alvos selecionados como: principados, potestades, dominadores deste mundo tenebroso (II Co.10:4,5 ; Ef.6:12). Nocauteadas as fortalezas inimigas, o trabalho é facilitado para os que estão na linha de frente, os quais, despojarão o inimigo, tomando-lhe as vidas preciosas e transportando-as para o reino da luz. "Os presos se tirarão do valente e a presa do tirano fugirá porque Eu contenderei com os que contendem contigo e salvarei os teus filhos" (Is.49:25). 3. REGIMENTO MOTORIZADO São os agrupamentos que utilizam os grandes equipamentos de guerra para atingir as grandes massas. Ex. O Rádio, a Televisão, os grandes seminários, os navios, etc. Seu objetivo principal é lançar de uma só vez toneladas de sementes da Palavra de Deus. "Tu anunciador de boas novas... ergue a tua voz fortemente, levanta-a, não temas, dize as cidades... eis aí está o vosso Deus" (Is.40:9). Deus falou: "A terra se encherá do conhecimento e da glória do Senhor como as águas cobrem o mar" (Hab.2:14). É evidente que este fato não se dará automaticamente; Deus conclama a mim e a você para engrossar as fileiras daqueles que manifestarão a Sua glória na terra. Ex: Gideões, Adhonep, Sociedade Bíblica do Brasil, Ministério Palavra da Fé, Ministério Vinde, Fundação Renascer, etc. 4. ENGENHARIA É o grupo dotado de uma capacidade especial para engendrar meios através dos quais é aumentado, facilitando e ampliando o poder de fogo do Exército de Deus. São as técnicas e táticas especiais do Espírito Santo - O grande Ensinador - que nos leva a resultados surpreendentes. Deus sempre levantou e treinou os seus engenheiros de guerra. Ex: Moisés (Ex.17:11 ; Josué (Js.10:12b) ; Jônatas (I Sm.14:6) Josafá (II Cr.20:22a) ; Paulo e Silas (At.16:25,26). 5. COMUNICAÇÕES Os elementos deste agrupamento tem como missão promover o apoio de comunicação necessária àqueles que o recorrem ou dele dependem. Existe tanto as COMUNICAÇÕES ATIVAS, que dão diretrizes de ataque; quanto as PASSIVAS que visam preservar do perigo eminente. Em ambos os casos, Deus utiliza com freqüência a Sua

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Palavra (Hb.1:1) - Ex: A estratégia através de Jaaziel ( II Cr.20:14-17) ; Aviso através de Elizeu (II Rs.6:9). 6. INTENDÊNCIA Visa promover o suprimento regular e extraordinário, tanto da necessidade básicas de sobrevivência e bem-estar do soldado, quanto dos equipamentos pôr ele utilizados. Ex.: Davi, antes de se tornar rei, assistia seus irmãos na frente de batalha com mantimentos (I Sm.17:1518) Josué, antes de se tornar o grande conquistador de Canaã auxiliava Moisés como vemos em Êxodo 17:9. Deus fala de forma imperativa: "Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo"(Gl.6:2). No contexto da intendência destacamos de forma especial o SERVIÇO DE SAÚDE que cuida do tratamento e recuperação dos feridos. As evidências são claras quanto a existência de uma guerra espiritual entre o Cordeiro que esteve morto mas vive para sempre, e o príncipe das trevas que já foi derrotado e será preso para sempre. Num combate há sempre aqueles que, pôr um ou outro motivo, são feridos e necessitam de cuidados especiais. Dentro deste contexto, o nosso general, trás um ensinamento pôr parábola em Lucas 10:34-37. Aqui, o caminho é o mundo; o viajante é o pecador caído; o Sacerdote e o Levita representam as religiões; o Samaritano é o servo de Deus; a hospedeira é a Igreja. Ao concluir esta parábola, Jesus fez a seguinte afirmação: "Vai tu e faze o mesmo". OS SETE MANDAMENTOS DO GUERREIRO 1. DEVOÇÃO. O ato de devoção implica numa consagração plena do devoto ao Seu Senhor acompanhado de um verdadeiro fervor (Jo.4:34) 2. DISCIPLINA É a submissão, voluntária e plena, do soldado ao seu capitão, com vistas ao estabelecimento e permanência da ordem que convém ao bom funcionamento do Exército. 3. DEDICAÇÃO É a atitude sacrificial de servir a causa tomada como sua (At.20:24). 4. DISCRIÇÃO É a modéstia peculiar ao humilde. Mesmo que seja dotado de grande habilidade e sabedoria, reserva-se nos atos e palavras, não se fazendo sentir ou notar com intensidade. 5. DOMÍNIO PRÓPRIO Virtude daquele que modera suas emoções, apetites e paixões. É o controle do temperamento que só se alcança pela mediação do Espírito Santo de Deus. 6. DINAMISMO É a capacidade de aumentar o raio de ação sempre que se fizer necessário, ou seja, é a disposição de sempre estabelecer e conquistar novos alvos. 7. DILIGÊNCIA É o esforço, quase sobrenatural, para atingir um alvo estabelecido, superando todas as expectativas, tanto quantitativas quanto qualitativas. Estes mandamentos são a base deste Exército vitorioso de Deus que qualificamos com uma só palavra: DISCIPLINADO. "Vai cada um no seu caminho, e não se desvia da sua fileira" (Jl.2:7b). a) NO ESPÍRITO "O nosso espírito se alimenta da Palavra de Deus e da oração". Uma boa dieta bíblica diária indispensável para o crescimento espiritual. A Palavra de Deus traz vida para o espírito, refrigério para a alma e saúde para o corpo. A ignorância com respeito as Escritura, produz enfraquecimento e morte espiritual. Paulo escreve à Timóteo, exortando-o à prática do estudo da Palavra. "Toda Escritura é inspirada pôr Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (II Tm.3:14-17).

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b) NA ALMA (Emoções, mente e vontade) "A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma... " (Sl.19:7a) Quando nos submetermos à Palavra de Deus em santo temor e tremor e cremos nela de todo o coração, ela vai assumindo dos nossos sentimentos, de maneira que o ódio, a mágoa, a amargura, o ressentimento, a inveja, o ciúme, etc.; Vão sendo subjugados e expulsos, dando lugar ao fruto do Espírito. A MENTE DO GUERREIRO Esta é, de fato, o maior campo de batalha. Se não conseguirmos vencer esta batalha interior, jamais conseguiremos vencer as guerras do Senhor. Para este fim, o Espírito Santo já providenciou um tremendo equipamento chamado capacete da salvação; enchendo nossa mente com as gloriosas promessas de Deus, não haverá lugar em nossos pensamentos para o medo ou a dúvida, os quais geram a queda e a derrota. NO CORPO Nosso corpo é o veículo através do qual o agente do poder de Deus opera aqui na terra, pôr isso devemos apresenta-lo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm.12:1). Isto implica num desvencilhar-se das "...obras das trevas, para revestir-se das armas da luz" (Rm.13:12). A Bíblia chama isso de santificação (I Pe.1:15-20) 1) Ser separado de tudo que é contrário à mente de Deus, pertencente a este sistema mundial (Is.58:6) 2) Ser separado para o uso exclusivo de Deus. É impossível que Deus abençoe e use plenamente os seus filhos, quando estes têm compromisso ou cumplicidade com mal (Os.10:12,13) ; (Mt.12:30). SINAIS DO GUERREIRO "Ide pôr todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. E estes sinais hão de seguir os que crerem." (Marc. 16:15) EM MEU NOME: EXPULSARÃO DEMÔNIOS FALARÃO NOVAS LÍNGUAS PEGARÃO EM SERPENTES E quando BEBEREM ALGUMA COISA MORTÍFERA não lhes fará mal algum. IMPORÃO AS MÃOS SOBRE OS ENFERMOS E ELES SERÃO CURADOS (Mc.16:15-17-18). Cada guerreiro; não importa sua raça, cultura, classe social, sexo ou nacionalidade, é um convocado e enviado do Senhor Jesus, a continuar o seu ministério aqui na terra (Jo.20:21). Implantar o Reino de Deus é a tarefa principal da Igreja. E o Espírito Santo está na terra, como fonte de poder, unção e graça, para capacitar a Igreja, a fim de que ela cumpra essa tão grande tarefa. EIS OS SINAIS QUE ATESTAM O DISCIPULADO: "CURAI OS ENFERMOS, LIMPAI OS LEPROSOS, RESSUSCITAI MORTOS, EXPULSAI OS DEMÔNIOS. DE GRAÇA RECEBESTES DE GRASÇA DAI."(Mt.10:8) "Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano" (Lc.10:19). SATANÁS - NOMES E TÍTULOS 01) Satanás adversário (Mt.4:10) 02) Diabo caluniador (I Pe.5:8) 03) Dragão antiga serpente (Ap.12:9) 04 Anjo do abismo abadom eapollyon (Ap.9:11) 05) Ladrão (Jo.10:10) 06) Homicida e pai da mentira (Gn.4:8 ; Jo.8:44) 07) Tentador (I Ts.3:5) 08) Anjo da luz (II Co.11:14,15) 09) Estrela caída (Is.14:12) 10) Passarinheiro (Sl.91:3) 11) Aves (Mt.13:4) 12) Semeador de joio (Mt.13:25) 13) Maligno (Mt.13:15) 14) Lobo (Jo.10:12) 15) Leão que ruge (I Pe.5:8) 16) Belial (II Sm.23:6 ; II Co.6:15) 17) Belzebu (Mt.12:24) 18) Príncipe deste mundo título (trilogia satânica: fama e poder) Jo.12:31;16:11 19) deus deste século título (II Co.4:4) 20) Príncipe da potestade do ar (Ef.2:1,2)

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ATIVIDADES DE SATANÁS Interiormente: 1- Introduzir ensinos e heresias (I Tm.4:1) 2- Tentar levar cristãos ao mundanismo (Tt.2:11-14) 3- Fazer esfriar o amor entre os irmãos tornando-os egoístas (Mt.24:12,14) 4- Criar facções e dissenções nos lares e Igrejas (Tg.3:14-16) 5- Espírito de incredulidade e engano (Hb.3:12,13) 6- Aprisionar e corromper as mentes com vãs filosofias (II Co.10:4,5) Exteriormente: 1- Promover rebelião total no governo, trabalho, Igreja, escola e lares 2- Perseguição de muitos irmãos em Cristo 3- Deficiências físicas (Mt.12:22 ; Mc.3:10) 4- Agitação, confusão (divulgação de escândalos) 5- Proliferação de seitas 6- Milagres de mentira (promove transferência de doença e não cura) O LIMITADO PODER DE SATANÁS 1- Ao afligir os santos "Disse: o Senhor a satanás; eis que tudo quanto ele tem está em teu poder, somente contra sua vida não estendas a tua mão. E satanás saiu da presença do Senhor" (Jó. 1:12) 2- Pode ser dominado pela graça divina "E o Deus de paz em breve esmagará debaixo de vossos pés a satanás. A graça do nosso Senhor Jesus seja convosco"(Rm16:20) "Então ele me disse: a minha graça te baste, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" (II Co.12:9). 3- Há limite em suas tentações "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana, mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentado além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possa suportar" (I Co.10:13). 4- Satanás sabe quando está derrotado "Sujeitai-vos portanto a Deus, mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg.4:7). 5- Seu tempo é curto "Pôr isso festejai, ó céus, e vós os que nele habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta" (Ap.12:12). A DERROTA DE SATANÁS 1- No Éden. "Então o Senhor disse à serpente: visto que isto fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos, e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre, e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti (satanás) e a mulher (Maria); entre a tua descendência e o seu descendente (Jesus). Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar (morte na cruz)" (Gn.3:14,15). 2- Na tentação (Mt.4) 3- Durante seu ministério (I Jo.3:8) 4- Na cruz (Cl.2:15) 5- Na Sua vinda (II Ts.2:8 ; Ap.20:10) CONCLUSÃO A vitória de Jesus sobre satanás e todos os seus anjos é também a nossa vitória. Podemos subjugar o poder e a força do inimigo no Seu Nome que domina sobre todo nome e todas as coisas no céu, na terra e debaixo da terra. 1- FALAR NOVAS LÍNGUAS Há quatro tipos de línguas: 1. Línguas para edificação (Jd.20 ; I Co.14:2-4 ; Is.28:11,12) 2. Línguas para interpretação (I Co.12:10) 3. Línguas como sinal para os incrédulos (I Co.14:22) 4. Línguas para intercessão (Ef.6:18) ORAR NO ESPÍRITO SANTO É: orar em línguas e orar a Palavra "Porque se eu orar em outra línguas (desconhecida) o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. Que farei pois? Orarei com o meu espírito (pelo Espírito Santo dentro de mim); mas também orarei com a minha mente (inteligentemente vou orar a Palavra de Deus)".

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2- PEGAR EM SERPENTES Isso significa: segurar, deter, amarrar os príncipes de satanás que governam sobre cidades e nações pelo Poder do Nome de Jesus. É necessário portanto, salientar que após o recebimento da unção do Espírito Santo, como fonte geradora do poder explosivo de Deus, estamos habilitados a lutar com estes príncipes malignos que operam no mundo atual de maneira terrível e destruidora (Lc.10:19). CRISTO É O CABEÇA DE TODOS (Ef.1:21; Cl.1:16 ; 2:10) A IGREJA E OS PRINCIPADOS (Ef.3:10) 3- IMPOR MÃOS SOBRE OS ENFERMOS A ENFERMIDADE É BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO? Vejamos: 1. Deus chama a enfermidade de cativeiro. "O Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pêlos seus amigos" (Jó 42:10). 2. Jesus chama a enfermidade de prisão. "Não convinha soltar desata prisão... a qual há dezoito anos satanás tinha presa?"(Lc.13:16) 3. O Espírito Santo chama a enfermidade de opressão. "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e poder, o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo" (At.10:38). Conclusão Na cruz do calvário Jesus levou nossos pecados, mas também levou nossas dores e enfermidades e pelas suas feridas fomos sarados (Is.53:4,5) A COMISSÃO DE IMPOR AS MÃOS AINDA ESTÁ EM VIGOR. Quem vai impor as mãos? Todos os que crêem. Um crente, contudo, é mais do que uma pessoa que meramente concorda com a Palavra de Deus. Um crente sempre põe a Palavra em atividade. Adquirir a promessa é sempre uma questão de Fé e Obediência. A GUERRA TRIDIMENSIONAL DO GUERREIRO Quer os cristãos reconheçam ou não, a verdade é que todos estamos engajados numa guerra tridimensional contra o mundo, satanás e a carne. 1. MUNDO O termo mundo, conforme usado na Bíblia, vem da palavra "KOSMOS" e significa: a) O Planeta Terra "...O mundo foi feito pôr intermédio dele..." (Jo.1:10) "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe..." (At.17:24) b) Os habitantes da Terra - "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito..." (Jo.3:16) "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim" (Jo.15:18). c) O sistema mundial - "...o mundo inteiro jaz no maligno" (I Jo.5:19). O SISTEMA MUNDIAL Está pronto para funcionar sem Deus, contrariando tudo que é verdadeiro em Jesus Cristo. O sistema mundial é composto de "belos conceito" de cultura, música, arte, filosofia, conhecimento, atividades sociais, ciência, política. religião e prazer. Aparentemente essas coisas não são más em si mesmas, porém satanás as entrelaça de tal maneira a fim de que o homem se envolva diretamente com elas ao ponto de afastar-se de um verdadeiro relacionamento com Deus e com as coisas espirituais. A ORIGEM DO SISTEMA MUNDIAL No jardim do Édem o homem (Adão) deu a Satanás o título de propriedade da vida do homem e da própria terra. Antes de Adão rejeitar a Deus, não havia um sistema mundial alheio a Deus; havia só o planeta terra e o homem como seu regente. Adão tinha recebido AUTORIDADE sobre a TERRA, incluindo suas criaturas e seus elementos (Gn. 1:26-28). Era uma procuração com plenos poderes. Quando Adão decidiu rejeitar a Deus e seguir a Satanás, a posse legal da humanidade, dos animais e da Terra, foi transferida para ele (Rm 8:19-23). Tudo isto só seria retomado quando o pecado que causou a transferência de posse para Satanás, fosse destruído. Em Lucas 4:5, Satanás mostra a Jesus os reinos e as glórias deste mundo, talvez numa visão panorâmica cinematográfica de grande beleza. Jesus não discutiu o direito que satanás tinha sobre o mundo; Ele sabia que Adão o havia dado legalmente. Satanás, o arqui-inimigo, de posse da terra, não perdeu tempo e começou a montar todo sistema mundial com o propósito de levar o homem para longe de Deus. Uma das partes

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fundamentais do sistema mundial é a religião, que supõe que o homem pode fazer alguma coisa para merecer a aceitação de Deus. (Ef. 2:8-9) Como por exemplo, vejamos Caim e Abel (Gn 4:3-8): Abel - aproximou-se de Deus trazendo o sacrifício de animal apontado como substituto pelo pecado. Caim - trouxe o fruto de suas próprias obras e não foi aceito. Seu orgulho inflamou-se a ponto de assassinar Abel, seu irmão, que representava a verdade de Deus. A história aponta crimes bárbaros praticados em nome de um falso cristianismo e da religião. O sistema mundial começou com princípios de orgulho, egocentrismo, rejeição à verdade de Deus e violência. Quando Satanás não pode alcançar o homem, mediante tentações, para que ele cometa pecados grosseiros da carne, ele muda para as avenidas inocentes da: Educação, Carreiras Profissionais, Fama, Dinheiro, etc.; afim de que elas ocupem o primeiro lugar em nossas afeições, tomando o lugar de prioridade que só cabe a Jesus Cristo. "Não ameis o mundo nem as coisas que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não procede do Pai, mas procede do mundo" (I Jo. 2:15-16). "Cobiçais, e nada tendes; matais e invejais, e nada podeis; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes porque não pedis; pedis e não recebeis porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Não, compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo de mundo, constitui-se inimigo de Deus" (Tg. 4:2-4). (A força da ganância). A amizade com o mundo é inimizade com Deus, porque a filosofia de vida do mundo é contrária ao ponto de vista de Deus. LEMBRE-SE: NÃO HÁ TERRENO NEUTRO. Ou nossa devoção caminha para Cristo ou para as coisas materiais. 2. SATANÁS De acordo com a Bíblia é chamado de: Príncipe deste mundo "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso" (Jo. 12:31). "... aí vem o príncipe deste mundo; e ele nada tem em mim" (Jo. 14:30) "... o príncipe deste mundo já está julgado" (Jo. 16:11) Príncipe no grego (ARCHON) significa: Potentado político que está em constante trabalho de influência no governo humano e seu sistemas políticos. P.S. Não quero dizer com isto, que todo governo seja totalmente mal ou imoral, mas que Satanás é capaz de manipular todas as formas de governo para seus propósitos. Ex.: Em Daniel 10:13, o príncipe do reino da Pérsia resistia ao anjo que trás a resposta de Deus a Daniel. Neste tempo a Pérsia dominava o mundo. A força espiritual que controlava o rei da pérsia resistiu ao anjo por três semanas. De acordo com esta passagem concluímos que está se travando constantemente uma batalha invisível pôr trás dos acontecimentos mundiais. (Ef. 6:12) - O Exército organizado de demônios pôr trás do sistema mundial. PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR "Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, que agora atua nos filhos da desobediência" (Ef. 2:1-2). Toda pessoa sem Cristo está espiritualmente morta e governada, diretamente pôr este príncipe do ar. Satanás governa a atmosfera dos pensamentos, idéias, planos e práticas deste sistema mundial ímpio. Ele deu origem ao conceito de lavagem cerebral, muito antes que os governantes humanos a usassem para manipular seus prisioneiros de guerra. NESTE PAPEL, SATANÁS INJETA SEU VENENO: NA EDUCAÇÃO Permeia o mundo atual, a síndrome da permissividade. o diabo apoderou-se de homens como; FREUD, SPOCK, DEWEY, e outros para distorcer os conceitos fundamentais da disciplina, respeito a autoridade dos pais e moralidade. vejamos a teoria de: FREUD - "Os problemas do homem desde a infância até a idade adulta, são resultados de repressão" A BÍBLIA DIZ: "Corrige a teu filho e te dará descanso, dará delícias à tua alma"(Prov. 29:17).

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DEWEY E SPOCK - "Não reprima a criança, mas deixe-a a vontade para satisfazer todos os seus impulsos, e ainda, em hipótese alguma use a vara da disciplina". A BÍBLIA DIZ: "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela"(Prov. 22:15) "O que retém a vara da disciplina aborrece a seu filho, mas o que o ama cedo o disciplina"(Prov. 13: 240). NEIL - Diz que: "A criança nasce boa mas a instrução moral, crenças costumes, atitudes, a torna má" A BÍBLIA DIZ: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele"(Prov. 22:6) CONCLUSÃO: Os frutos da permissividade são: crise de violência mundial, alienação dos filhos e a trágica desintegração das famílias. NA FILOSOFIA A contaminação das idéias explosivas de alguns filósofos do século XVIII e XIX, conhecidíssimos em todo o mundo, têm sido tão devastadoras que atingiram completamente o pensamento do século XX. Todos eles foram instrumentos de satanás para desviar o homem das Eternas verdades de Deus. Ex: HEGEL (filósofo alemão) ensinou que o Estado não teria que obedecer as leis morais, nem os governos tinham de manter acordos (Hítler a seguiu com perfeição) Hegel apresentou também, o pensamento relativo que baseia-se na mutabilidade, negando os absolutos (verdades imutáveis). Carl Max, o pai do comunismo materialista, ensinou que tudo que existe surgiu como resultado incessante entre as forças da natureza. Tudo é produto de acidente acumulado. não há lei, não há Deus. há somente matéria e força na natureza. Lênine, fundador do ateísmo, dizia sempre quando se referia a religião: "é o ópio do povo". NOS VEÍCULOS DE MASSA /CINEMA E TELEVISÃO - A permissividade nestes meios de comunicação é alarmante. Os filmes campeões de bilheteria, são os que falam de violência sexo e ocultismo. NA MODA - Satanás procura de todas as maneiras trazer a sensualidade para a vestimenta do homem e principalmente da mulher. Ele usa, subtilmente, a televisão para propagar seus moldes indecentes afim de desviar-nos de tudo que a Bíblia ensina sobre vestir com decência ( I Tim. 2:9). NA MÚSICA - Satanás trabalha de modo minucioso na área da música. A capacidade da música de excitar e incitar não é novidade. Ela produz as mais variadas emoções. A música Rock, tem o objetivo de empurrar suas mensagens com maior força e utiliza da mudança de rítimos, levando os ouvintes a verdadeiros atos de selvageria. CONCLUSÃO: Estamos sendo bombardeados de todos os lados pôr uma avalanche de pensamentos idéias e costumes do sistema mundial ora instalado. O objetivo de satanás é ganhar o apoio do pensamento dos crentes, para afasta-los do ponto de vista divino (II Cor. 10:4e5 ; I Jo. 4:4). A PAZ DA MENTE, ESTABILIDADE E PODER, são para aqueles que concordam com Deus. O DEUS DESTE SÉCULO "....nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos,. para que não lhes resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo o qual é a imagem de Deus (IICor. 4:4). No Grego AION significa: (O pensamento predominante de uma determinada era). Também se refere a atividade de satanás em relação a religião. Ela é seu trunfo para cegar as mentes à verdade. Ele é na verdade o deus de todos que não seguem a Jesus. Todas as formas religiosas, ritos, tradições humanas, preconceitos, dogmas, etc. que substituem o padrão bíblico para a vida cristã, são inspirações de satanás afim de que o homem não chegue a experimentar o novo nascimento em Cristo Jesus, e seja apenas reformado e não recriado. É maravilhoso saber contudo, que satanás não pode cegar permanentemente as mentes daqueles que têm sede de conhecer a Deus. Se o homem verdadeiramente se aproximar de Deus, Ele derramará luz suficiente para que este O encontre, e seja alcançado pôr sua misericórdia. "Buscar-me-eis e Me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração"(Jer. 29:13). 3-A CARNE Talvez seja o pior inimigo a ser vencido. A carne é o instrumento inclinado ao pecado e está sujeita ao pecado. É um princípio que opera em nós desde o momento que nascemos fisicamente. Este princípio está em REBELIÃO contra Deus, é egocêntrico e deseja agir de seu próprio modo. (Rom. 8:5a9).

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É também parte inseparável do nosso corpo material que não pode ser erradicada até que recebamos nossos corpos transformados (I Jo. 1:8a10). Embora não possa ser erradicada no momento, seu poder de operar na vida do cristão foi neutralizado pôr estarmos unidos a Cristo em sua morte. A carne já não tem o direito de reinar, e seu poder está quebrado em nossas vidas quando consideramos isto como verdadeiro, (Rom 6:1a14) e cremos que Deus já rompeu o poder do pecado e da carne sobre nós. Deixemos pois o Espírito livre para tornar esta vitória uma realidade em nossa experiência diária. "Agora pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, más segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível a lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e, com efeito, condenou Deus, na carne o pecado". (Rom 8:1a3). AS OBRAS DA CARNE DIVISÃO POR GRUPOS: a) SEXO PECADOS MORAIS PROSTITUIÇÃO (Pornéia) todo intercurso do sexo fora do casamento. IMPUREZA Pensamentos e atitudes impuros. Ex: homossexualismo, lesbianismo, masturbação, torpeza sexual, pornografia, conversação suja, etc. LASCÍVIA Desejo descontrolado de realizar os desejos da carne Ex. sensualidade (no olhar, nas roupas), ciúmes, promiscuidade, fantasias sexuais, violência sexual. b) RELIGIOSIDADE PECADOS ESPIRITUAIS FEITIÇARIA Bruxaria (pharmakia). prática da magia e do ocultismo em associação com drogas. IDOLATRIA Tudo que colocamos a frente de Cristo, como centro de atenção e devoção. Pode ser o namorado, a namorada, a profissão, os filhos, a casa, o emprego, o marido, a mulher, roupas, a denominação, o automóvel, o líder, etc. c) RELACIONAMENTOS PECADOS SOCIAIS INIMIZADES Desavenças com pessoas, intrigas PORFIAS Disputa ou contenda de palavras, debates, insistência, obstinação, etc. CIÚMES Receio ou despeito de que certos afetos alheios não sejam exclusivamente para nós (emulação, invejas) IRAS Paixão que incita contra alguém, Cólera, raiva, ódio, desejo de vingança. DISCÓRDIAS (egoísmo) Discordância, desarmonia. DISSENÇÕES (divisão) Causar conflitos e tomar partido. FACÇÕES (heresias) Desviar com falsas doutrinas e formar seitas. INVEJAS Atitudes de descontentamento que levam o indivíduo a desejar o que o outro tem. d) ORGIAS PECADOS CONTRA SI MESMO BEBEDICES Perda da consciência normal pelo uso de álcool ou drogas GLUTONARIAS Buscar escapar a realidade mediante procura excessiva de entretimento. CONCLUSÃO : Há outras formas de obras da carne que não estão nesta lista, todas elas contrariam os princípios estabelecidos pôr Deus na sua Palavra para o cristão. E todos aqueles que consentem em viver habitualmente nesta obras, evidenciam o fato de que nunca receberam a nova natureza. Quando o Espírito Santo está em nós, não podemos estar felizes com o pecado. O verdadeiro cristão pode experimentar estas obras da carne, mas ele sentirá desejo de livrar-se delas levando-as imediatamente para a cruz. "E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concuspiscências" (Gl. 5:24) COMO VENCER ESSES INIMIGOS TRÊS PONTOS IMPORTANTES PARA SEREM SEGUIDOS 1- RECONHECER A GUERRA A guerra espiritual, está sendo travada, e todos se acham envolvidos nela, quer queiram ou não, quer concordem ou não com esta tese. Ela não afeta apenas alguns crentes, nem dura só algum tempo. Todos os crentes estão envolvidos nela, nas 24 horas do dia, nos sete dias da semana e nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano. Estamos engajados nesta batalha quer tenhamos consciência disto ou não. A Palavra de Deus nos adverte que aqui na terra não é lugar de descanso (Mq.2:10). Satanás não tira folga nos finais de semana nem nos feriados. Ele não diminui seus ataques, nem quando passamos pôr alguma perda. Pelo contrário, aí é que ele lança fogo cerrado. Para ele não existe misericórdia, nem compaixão; ele não sabe o que significa luta limpa. É

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totalmente maligno. Portanto reconheça que está na guerra e isso já é o começo da vitória, pois descobrir as táticas do inimigo é o mesmo que estar na luz e o diabo só opera em trevas. LEMBRE-SE : (a ignorância é a maior arma contra a vitória). A Bíblia ensina que precisamos estar alerta. Temos que manter os olhos sempre em Jesus, mas também no diabo. Ela ainda nos afirma que não podemos ignorar os seus desígnios (II Co.2:11) e que precisamos ficar firmes contra as suas ciladas. QUEM SÃO ESSES INIMIGOS? São seres invisíveis que pensam, conversam, escutam, observam e planejam estratégias. Não são como muitos pregam: meras vibrações ruins, energias negativas do Universo ou o lado escuro da força. PARA ALCANÇAR SUCESSO Procure identificar suas estratégias e as formas padronizadas de agir contra você, sua família e Igreja. Saiba que ele é maligno, mau, destruidor e conhece profundamente o ser humano, e tem milhares de anos de experiência. P.S. Observe para onde vão as suas tendências. Ele atacará exatamente aí. 2- REJEITAR OS ATAQUES DO DIABO Este é o aspecto passivo da luta. Quando percebermos o que satanás está querendo fazer, ignoremos deliberadamente essa atuação dele e procuremos evita-la. Ex: (I Tim. 6:11) Paulo exorta Timóteo a fugir das tentações das riquezas. (II Tm.2:22 ). Paulo diz a Timóteo: "Foge dos paixões da mocidade..." Devemos rejeitar de maneira absoluta as tentativas de satanás de nos levar a queda, mesmo que isto nos leve a perder posições, empregos, amigos etc. Ex: José do Egito; Daniel e sua companheiros na Babilônia. Obs: A retirada pode parecer que o diabo está levando vantagem. É tática de guerra, para um fortalecimento maior e uma preparação adequada para o ataque fatal (Ef. 6:10). 3. RESISTIR AOS ATAQUES DO DIABO Este é o aspecto ativo da luta espiritual. A Bíblia diz: "...resisti ao diabo e ele fugirá de vós". Para que esta resistência se torne eficaz é necessário: "Fortalecer-se no Senhor e na força do seu poder". É imperativo que deixemos o Senhor conceder-nos Sua força. Sem ela, não temos probabilidades contra o incrível poder de satanás. A força humana é totalmente inútil contra seus ataques e engenhosos esquemas. O sentido original do texto (Ef. 6:10) é: Devemos estar constantemente permitindo que sejamos fortalecidos no Senhor. Ele promove o fortalecimento e nós o usufruímos em nossas vidas. As vitaminas necessárias e indispensáveis para o nosso fortalecimento estão na Palavra de Deus. O Senhor e Sua Palavra são a mesma coisa. O analfabetismo bíblico tem levado a Igreja a atrofia e ao raquitismo espiritual. É importante observar que o conhecimento e a prática da Palavra de Deus em nossas vidas, são os meios pêlos quais alcançamos a força de Deus. O QUE SIGNIFICA SER FORTALECIDO NO SEU PODER? "Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou ao Jordão, e foi guiado pelo mesmo Espírito no deserto" (Lc. 4:1). Isto significa viver numa total dependência do Espírito Santo para o provimento de todas as necessidades, sejam elas espirituais, materiais, emocionais ou físicas. "Enchei-vos do Espírito" (Ef.5:18), significa no original grego (estar continuamente cheio do Espírito). Isto acontece quando, voluntariamente, entregamos o controle de nós mesmos ao Espírito, para que Ele capacite nossa personalidade "Andai no Espírito, e jamais satisfareis a concupiscência da carne". (Gl. 5:16) COMO PODEMOS FAZER ISTO? 1 - Saber que o Espírito Santo ocupou residência permanente em nós no momento em que recebemos Jesus (Rm. 8:9) 2 - Saber que o pecado entristece o Espírito, mas não o leva a deixar-nos (Hb. 13:15; Ef. 4:30). 3 - Saber que uma coisa é o Espírito Santo habitar em nós e outra coisa é controlar-nos. 4 - Decidir de uma vez pôr todas ceder ao Espírito Santo o título de posse de nossas vidas, pois se Deus nos deu vida eterna, introduziu-nos em sua família para sempre, que nos fez seus herdeiros, reis e sacerdotes, podemos confiar-lhe a guarda de nossas vidas e Ele saberá como dirigi-las (Rm. 12:1). REVESTIR-SE DE TODA A ARMADURA DE DEUS (Ef. 6:10-18)

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O diabo usa os ardis de nossa personalidade, os apetites da carne e os impulsos físicos naturais, afim de conspirar contra nós, quando os mesmo não estão sendo controlados pelo Espírito Santo. Pôr isso Precisamos da Armadura de Deus. O que realmente está pôr trás desses impulsos quando eles escapam ao controle? Nossa própria carne em busca de satisfação e as hostes malignas estimulando-a com desejos não naturais. VIGILÂNCIA é a palavra chave neste conflito espiritual. O diabo está sempre procurando uma oportunidade, onde a ARMADURA escorregue para arremessar seus dardos inflamados. O ARSENAL DO EXÉRCITO É O CONJUNTO DE ARMAS OFENSIVAS E DEFENSIVAS QUE ESTÃO A DISPOSIÇÃO DO GUERREIRO. Essas armas não são carnais, não são humanas ou materiais, mas "são poderosas em Deus para destruir as fortalezas inimigas e para livrar e proteger aqueles que as usam" (II Cor. 10:45). Ao longo da Bíblia esse arsenal toma diversos nomes, a saber: ARMAS DA LUZ (Rm. 13:12) ARMAS DA JUSTIÇA (II Cor. 6:7) ARMAS PODEROSAS EM DEUS (II Cor. 10:4) ARMADURA DE DEUS (Ef. 6:11) Toda arma é composta de MECANISMO E PROJÉTIL; no reino do espírito não podia ser diferente. Vejamos: MECANISMO EM NOME DE JESUS - É a base forte e segura onde a ARMA ESPIRITUAL se apoia, sem este mecanismo a arma espiritual é vulnerável (Pv. 18:10 - Sl. 20:7). PROJÉTIL A PALAVRA DE DEUS - É o projétil utilizado contra o inimigo, pois ela é viva e eficaz, é mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes (Hb. 4:12). ARMAS DEFENSIVAS O NOME DE JESUS - É a torre de escape, o abrigo onde o justo está em segurança ( Pv. 18:10 ); é o "Esconderijo do Altíssimo" conforme a declaração categórica de Salmo 91:1-14. A PALAVRA DE DEUS - Proteção contra os ataques de satanás (Pv. 1:33). Proteção contra o pecado (Sl. 119:11). Proteção contra as enfermidades (Sl. 107:20). O CINTO DA VERDADE - Pavês e Escudo, segurança absoluta contra o laço do passarinheiro e da peste perniciosa (Sl. 91:3,4). A COURAÇA DA JUSTIÇA - Vestimenta protetora contra as acusações dos nosso adversário (Rm. 8:33). O CALÇADO DO EVANGELHO DA PAZ - O único que ilumina o caminho e livra do tropeço (Sl. 119:105,165). O ESCUDO DA FÉ - Apaga todos os dardos inflamados do maligno (Ef. 6:16); garante a segurança dos que o utilizam "Crede no vosso Deus e estareis seguros" (II Cr. 20:20b). O CAPACETE DA SALVAÇÃO - É a proteção mental da Esperança da Salvação contida em todas as promessas de Deus (I Ts. 5:18). A ORAÇÃO - Promove livramento imediato ao ser acionada "Ele Me invocará e Eu lhe responderei, estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei e o glorificarei" (Sl. 91:15). ARMAS OFENSIVAS O NOME DE JESUS - Simplesmente IMBATÍVEL diante das armas convencionais do inimigo (II Sm. 17:45). Diante deste Nome os demônios se dobram, os enfermos são curados, os mortos ressuscitam, vidas são libertas, o impossível é possível, pois este NOME está acima de todo nome que se possa nomear no Céu, na Terra ou debaixo da Terra (Fl. 2:9,10). O SANGUE DE JESUS - Plenamente eficaz contra o pecado (I Jo. 1:7); poderoso contra satanás (Ap. 12:11). O CINTO DA VERDADE - Também é arma de ataque, pois nada pode contra a verdade (II Co. 13:8), é instrumento libertador (Jo. 8:32). A COURAÇA DA JUSTIÇA - Arma habilidosa contra os inimigos, inclusive contra a morte (Pv. 10:2 - 11:6). O CALÇADO DO EVANGELHO - Poderoso para tirar da ruína, do perigo, poupar, libertar, redimir, curar, pois tudo isso significa salvar e só o Evangelho é o Poder de Deus para salvar todo aquele que crê (Rm 1:16). A FÉ - Ao contrário do que se pensa, a Fé é muito mais uma arma de ataque do que de defesa; senão vejamos: Poderosíssima contra a impureza (At. 15:9); Conta a injustiça (Rm. 3:28);

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Contra a queda (Rm. 11:20); Contra a maldição (Gl. 3:9); e ainda é descrita como: A vitória que vence o mundo (I Jo. 5:4). A ESPADA DO ESPÍRITO - É a Palavra de Deus; com ela sujeitamos o inimigo, arrasamos a impiedade, ela é como raio preparado para matar o inimigo (Dt. 33:29; Sl. 17:13 - Ez. 21:15). ORAÇÃO Quando a Bíblia diz "Orando em todo o tempo", é o mesmo que dizer que a oração mantém as armas carregadas, prontas para entrar em ação. O Sl. 18 afirma que quando o nosso clamor penetra os ouvidos de Deus, Ele se levanta do trono, muito zangado, não conosco, mas com os nossos inimigos. Do Seu nariz sai fumaça, da Sua boca saia fogo, despede as Suas setas e espalha os inimigos, multiplica os Seus raios e os desbarata. Aleluia! A oração é fundamental para a vitória sobre o diabo. Quando acionada em fé, coloca em ação as armas imbatíveis do Deus Todo-Poderoso a nosso favor (Is. 64:4). Satanás não suporta a Palavra de Deus remetida contra ele pôr um coração que crê no poder e na verdade objetiva do Evangelho (Tg. 4:7). A VITÓRIA É DE DEUS, E NOSSA, SOMENTE QUANDO RESOLVEMOS USAR AS ARMAS ESPIRITUAIS NUMA CONFRONTAÇÃO DIRETA COM O INIMIGO. Quando não usadas, as armas não provocam baixas nas colunas inimigas, nem ganham a guerra, pôr isso o Espírito Santo insiste: "Participa como bom soldado...combate o bom combate da fé...toma a Armadura de Deus...resiste ao diabo...". A ordem já foi dada, LEMBRESE: "...PODEROSOS SÃO OS QUE EXECUTAM A SUA PALAVRA" (Joel 2:11b).

ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS São inúmeras as vezes que Deus promete responder a oração; Porém, muitas orações não são respondidas. A Palavra de Deus traz luz sobre esse assunto; São muitas as razões de impedimento e por isso muitas vezes não conseguimos diagnosticar as causas e consequentemente não tratamos diante de Deus. Dessa forma nossa fé é abalada e enfraquecemos. Todas essas causas são pecados – A bíblia nos diz isso claramente, mencionando alguns pecados 1 ) Pedimos para satisfazer nosso ego O nosso prazer tem que ser o Senhor; quando o nosso prazer é agradar a nós mesmos ( O bem estar pessoal, a vaidade , o egoísmo etc. ) a motivação está errada, o coração está errado. Tiago 4:3 - Pedis e não recebeis , porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Para vencer esse inimigo Deus nos deu o principal mandamento: Mateus 22:37 - Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração ( espírito ) de todo o teu entendimento ( alma ) e de toda tua força ( corpo ) e ao seu próximo como a si mesmo. - Se essa palavra não for vida em nós, pediremos para o nosso próprio deleite. 2 ) Idolatria Deus não responde a oração quando temos ídolos no coração, pelo contrário, Ele vai permitir que andemos segundo o desejo do nosso coração Ezequiel 14 : 3 e 4 - Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniquidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem ? Portanto, fala com eles e dizei-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniquidade, e vier ao profeta, eu, o Senhor vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos. Essa é a razão de muitas pessoas terem andado nos seus próprios caminhos, até estarem completamente destruídas; só então buscam verdadeiramente a Deus e estão dispostas a deixar os seus ídolos – ex: amor ao mundo, profissão, status, namoro, filhos, dinheiro, etc. Mateus 6: 24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas. A idolatria não só destrói o indivíduo, mas, traz todo tipo de destruição sobre a nação. 3 ) Avareza O avarento ora (clama), mas não é ouvido.

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Provérbios 21:13 – O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. • Avarento não tem a Deus como seu provedor. O medo da falta demonstra que não tem fé em Deus para suprir suas necessidades. • Uma vez que o Espírito Santo nos convence desse pecado, devemos nos arrepender. • Vencemos esse inimigo, aplicando na nossa vida a Palavra de Deus – dizimando, ofertando e socorrendo o necessitado. É dando que se recebe. Lucas 6:38 – Daí, e dar-se-vos-à; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. Socorrer o necessitado. Tiago 2:15,16 – Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser : Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem , contudo, lhes dar o necessário par o corpo, qual é o proveito disso? Dizimando e ofertando. Malaquias 3:10 – Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vos benção sem medida. 4 ) Falta de perdão A falta de perdão bloqueia as bênçãos de Deus na nossa vida. – Veja que não se trata de Deus não querer abençoar, mas de que a falta do perdão impede de que as bênçãos cheguem até nós. • Para que Deus possa nos abençoar, respondendo nossas orações, Ele nos ordena que perdoemos como somos perdoados Colossenses 3:13 – Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou assim também perdoai vós. Marcos 11:25,26 - E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas. • Falta de perdão bloqueia as promessas de Deus. Mateus 5:23,24 – Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão ; e, então, voltando, faze a tua oferta. • Se perdoamos somos perdoados, se não perdoamos não somos perdoados. Mateus 6:14,15 – Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. • Se retemos o perdão satanás alcança vantagem sobre nós. II Coríntios 2:10,11 – A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. • A falta de perdão nos mantém em escravidão – se não perdoarmos seremos entregues aos verdugos (espíritos atormentadores). Esses demônios lançam na mente da pessoa, pensamentos e sentimento de amargura, rejeição, ressentimento, mágoa, ira, contenda, dissensão , vingança, etc. Mateus 18:23 a 35 – (Parábola do credor incompassivo) • Não há limites para o número de vezes que devemos perdoar. Mateus 18:22 – Respondeu-lhes Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. • Perdoe como Deus perdoa. Deus não se lembra (trazer de volta, lançar em face) de um pecado perdoado. Isaías 43:25 – Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amos de mim e dos teus pecados não me lembro. Miquéias 7:18 Salmos 103:12 • O amor cobre uma multidão de pecados. I Pedro 4:8 – Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

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A palavra de Deus não diz para perdoarmos, quando sentimos vontade; pelo contrário, ela nos ordena a perdoar. Pois Deus sabe que até que façamos, a nossa alma (sentimento, emoção e vontade) estão presos. Por isso, temos que tomar a decisão de perdoar, como Deus nos perdoa. Portanto, perdoar não é sentimento, é decisão. Após tomarmos a decisão de perdoar, aí, sim , teremos a nossa comunhão com o Senhor restaurada e a Graça fluirá suficiente para permanecermos, firmes., resistindo aos ataques do inimigo, de nos manter presos em raízes de amargura, (rejeição, ressentimento, ira, contenda, dissensão, mágoas e vinganças). Antes de tomarmos a decisão de perdoar, estamos debaixo do poder de escravidão do pecado . Mas, em Cristo somos libertos do poder do pecado - isso é graça. Romanos 6:14 – Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. Uma vez que o pecado não tem mais domínio sobre nós, podemos então obedecer a justiça. Romanos 6:18 – Uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Permaneçamos firmes declarando o perdão , abençoando a vida e resistindo com a Palavra, todo ataque na nossa mente, trazendo a mente cativa ao conhecimento de Cristo. 5 ) Problemas Conjugais I Pedro 3:7 - Maridos , vós , igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento ; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente , herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações. Marido e mulher são igualmente participantes da mesma graça de vida em Cristo Jesus. No casamento são feitas uma só carne - Esta união deve ser preservada em santidade e unidade para que as orações não sejam interrompidas. O Plano de Deus, para o homem e a mulher desde o principio é encher a terra, subjuga-la e dominar sobre todos seres vivente . Gênesis 1:28 – E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundo, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar ; sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terra . Esse plano é para o homem e a mulher, como uma-só-carne. Quando Adão estava sozinho, Deus ordenara a ele que apenas cultivasse e guardasse o jardim. Gênesis 2:15 – Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Juntos: Adão e Eva, deveriam encher a terra, subjuga-la e dominar sobre todos seres viventes ( inclusive os que rastejam = serpente ) Gênesis 1:28 – E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundo, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar; sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. Eles se fortalecem, um ao outro, criando uma unidade mais forte que cada um deles individualmente Ex: Adão + Eva = Uma-só-carne Ferro + Carbono = Aço Deus estabelece o Sinergismo em uma–só-carne – Sinergismo significa que o total é maior que a soma das partes . Pelo projeto de Deus o poder e a habilidade deles combinados era maior. Levíticos 26:8 – Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil, e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Que plano, e provisão maravilhosa Deus tem para o casamento. Quando temos essa revelação em nosso espírito, não vamos permitir que satanás nos roube. Satanás sabe desse plano, por isso procura interromper as orações de um casal, trazendo toda sorte de contenda e divisão. As portas do inferno não [prevalecem contra duas pessoas que oram em concordância, aliançadas com Deus e entre si 6 ) Incredulidade Deus diz que não responde a oração do incrédulo . Incredulidade é falta de fé. E sem fé é impossível agradar a Deus. Hebreus 11: 6 Tiago 1:6 a 7 - Peça, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa. 7 ) Desobediência Provérbios 28:9 - O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável

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Deus diz à nação de Israel para não subir a pelejar, e eles desobedecem e sobem. ( Deus não responde as orações ) Deuteronômio 1:42 a 45 ( V.45 – Tornaste-vos, pois, e chorastes perante o Senhor, porém o Senhor não os ouviu não inclinou os ouvidos a vós outros. Saul desobedece ao Senhor e quando ora o Senhor não responde. (Saul então vai consultar a vidente, desobedecendo mais uma vez. V.7 ) I Samuel 14:37 e 28:6 e 7 Zacarias 7: 13 – Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não ao ouvi disse o Senhor dos Exércitos.) 8 ) Soberba I Pedro 5: 5 - Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede sua graça Jó 35: 12 - Clamam, porém Ele não responde, pôr causa da arrogância dos maus. 9. Pecados Todo pecado faz separação entre Deus e o homem. Para termos uma comunhão constante, temos que estar sempre nos arrependendo e confessando os nossos pecados, isto é, nos humilhando perante Deus. Isaías 59:1 e 2 - Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas, as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vós não ouça. João 9:31 - Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. Temos que ter uma consciência tenra para com Deus – Hebreus 10:22 O Espirito Santo nos convencerá do pecado, da justiça e do juízo. Quando permanecemos muito tempo no pecado o nosso coração endurece. O evangelho de Jesus Cristo é o evangelho do arrependimento. Mateus 9:13 b – Pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento Uma vez que fomos contaminados com o pecado, a nossa natureza carnal é pecaminosa, a iniquidade está em nós. O nosso estilo de vida deve ser de arrependimento. O Senhor é llongânimo para nos levar ao arrependimento. II Pedro 3:9 - Não retarda o Senhor a sua promessa como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. A nova natureza que temos em Cristo , ela é espiritual e não peca, mas, como ainda estamos neste corpo de carne, a luta entre o espírito e a carne é constante. Jesus diz em Lucas 13:3 a 5 - Eu vo-lo afirmo, se, porém, não vos arrependerdes , todos igualmente perecereis. Pelo arrependimento temos a nossa comunhão com Deus restaurada e nossas orações respondidas. Coração quebrantado e contrito o Senhor não despreza. Mateus 9:13 b - … pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. I João 2: 9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Só o sangue de Jesus tem poder para apagar os nossos pecados. Hebreus 8:10 e 12 -V.12 - Para com as suas iniquidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei. Esse texto fala da nova aliança que temos em Cristo e ele se repete em Hebreus 10:16 e 17. I João 1: 9 Graças a Deus que estamos na era da graça , temos a oportunidade de nos arrepender. Que Deus nos conceda espirito de arrependimento. O arrependimento é um dom de Deus.

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ORAÇÃO DE GUERRA Pai Celestial, eu me ajoelho em adoração e louvor diante de Ti. Eu me cubro com o sangue do Senhor Jesus Cristo para me proteger durante este período de oração. Eu me submeto a Ti completamente e sem reservas em todos os setores de minha vida. Eu tomo posição contra toda tentativa de satanás, que possa me impedir de me dirigir exclusivamente ao Deus vivo e verdadeiro, recusando-me a qualquer envolvimento com satanás em minha oração. Satanás, eu te ordeno, em Nome do Senhor Jesus Cristo, que saias da minha presença com todos os seus demônios, e coloco o Sangue do Senhor Jesus Cristo entre nós. Pai Celestial, eu Te adoro e Te louvo. Reconheço que és digno de receber toda a honra, a glória e o louvor. Renovo minha fidelidade à Ti, e oro para que o bendito Espírito Santo me capacite neste período de oração. Sinto-me grato Pai Celestial, por teres me amado desde a eternidade "passada" , por teres enviado o seu Filho Senhor Jesus Cristo à este mundo para morrer como meu substituto a fim de que eu fosse redimido. Sinto-me grato, porque o Senhor Jesus Cristo veio como meu representante e porque através d'Ele Tu me perdoaste completamente; desteme a Vida Eterna, deste-me a Justiça Prefeita do Senhor, de modo que eu estou agora justificado. Sinto-me grato, porque n'Ele me fizeste completo e porque Te oferecestes à mim, para ser minha ajuda e força diária. Pai Celestial, vem e abre os meus olhos para que possa ver como Tua provisão é completa para este novo dia. Em nome do Senhor Jesus Cristo, assumirei meu lugar com Cristo nos lugares Celestiais, com todos os principados e potestades (poderes das trevas e espíritos malignos) sob os meus pés. Sinto-me grato porque a vitória que o Senhor Jesus Cristo obteve para mim na Cruz e na Sua ressurreição foi-me dada, portanto, eu declaro que todos os principados, potestades e espíritos malignos, são-me sujeitos no nome do Senhor Jesus Cristo. Sinto-me grato pela armadura que me providenciastes. Eu e cinjo com a verdade, revisto-me da Couraça da Justiça, calço as sandálias da paz e coloco o capacete da salvação. Levanto o escudo da Fé contra todos dardos inflamados do inimigo e, tomo em minha mão a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus, e uso-a contra todas as forças do mal em minha vida; eu me revisto desta armadura, vivendo em completa dependência de Ti. Sinto-me grato porque o Senhor Jesus Cristo desfez todos os principados, os desmascarou e triunfou sobre eles n'Ele mesmo. Reivindico toda essa vitória para minha vida hoje. Rejeito em minha vida, todas as insinuações, acusações e tentações de satanás. Afirmo que a Palavra de Deus é verdadeira e faço a escolha de viver em obediência à Ti e em comunhão Contigo. Abre meus olhos e mostra-me as áreas de minha vida que não te agradam. Opera em minha vida, para que não haja nela nenhuma base para satanás tomar posição segura contra mim. Mostrame qualquer área de fraqueza, toda e qualquer área de minha vida que devo modificar algo para Te ser agradável. Pela Fé, e na dependência de Ti, eu me dispo do velho homem, e permaneço dentro de toda a Vitória da Crucificação, onde fui purificado da velha natureza. Eu me revisto do novo homem, e permaneço dentro de toda a Vitória da Ressurreição e a provisão que Ele fez por mim ali, para viver acima do pecado. Portanto, neste dia, eu me desvencilho da velha natureza com meu egoísmo, e me revisto da nova natureza com o Seu amor. Eu me desvencilho da velha natureza com seu medo e me revisto da nova natureza com Sua força. Hoje me desvencilho da velha natureza com todas as suas concupiscências e me revisto da nova natureza com toda a sua justiça e pureza. Sob todos os aspectos, eu me coloco na vitória da ascensão e glorificação do Filho de Deus, onde todos os principados e potestades lhe foram sujeitos, e eu reivindico o meu lugar em Cristo vitorioso com Ele sobre todos os inimigos de minha alma. Bendito Espírito Santo, eu te peço que me enchas, entra em minha vida, derruba todos os ídolos e expulsa todos os inimigos. Sinto-me grato Pai Celestial, pela expressão da tua vontade para minha vida diária, conforme me mostrastes na tua palavra. Por isso, reivindico toda a vontade de Deus para hoje; sinto-me grato por me teres abençoado com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em

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Cristo Jesus. Sinto-me grato porque Tu me criastes para uma esperança viva, através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Sinto-me grato porque tu fizestes uma provisão, tal que, hoje eu posso viver cheio do Espírito de Deus com amor, alegria e autocontrole em minha vida. Eu reconheço que esta ´e a tua vontade para mim, e por isso, rejeito e resisto a todas as tentativas de satanás e seus demônios de me roubarem a vontade de Deus. Recusome no dia de hoje, a crer em meus próprios sentimentos, e levanto o escudo da fé contra todas as acusações e todas as insinuações que satanás venha a colocar em minha mente,. Eu reclamo a plenitude da vontade de Deus para o dia de hoje. Em nome do Senhor Jesus Cristo, eu me submeto completamente à Ei, Pai Celestial, como um sacrifico vivo. Eu faço a escolha de não me conformar com este mundo. Eu faço a escolha de ser transformado pela renovação da minha mente e, peço que, Tu me mostras a Tua vontade e me capacites a andar em toda plenitude da vontade de Deus para o dia de hoje. Sinto-me grato Pai Celestial, porque as armas de nosso conflito não são carnais, mas poderosas para através de Deus, derrubar as fortalezas, para desfazer as imaginações e todas as coisas ativas que, se exaltaram contra o conhecimento de Deus, trazendo cativo cada pensamento em obediência ao Senhor Jesus Cristo. Portanto, em minha própria vida no dia de hoje eu derrubo as fortalezas de satanás e esmago os planos que ele armou contra mim. Eu derrubo as fortalezas de satanás contra a minha mente à Ti bendito Espírito Santo. Eu afirmo Pai Celestial, que tu não nos concedeste o espírito de temor, mas de poder, amor e de moderação. Eu derrubo e esmago as fortalezas que satanás levantou contra as minha emoções no dia de hoje, e entrego as minhas emoções à Ti. Eu esmago as fortalezas que satanás levantou contra a minha vontade no dia de hoje, e as entrego à Ti, fazendo a escolha de tomar as decisões da fé que são convenientes. Eu esmago as fortalezas que satanás armou contra o meu corpo hoje, e entrego meu corpo à Ti, reconhecendo que sou o teu templo, e me regozijo em Tua misericórdia e Tua bondade. Pai Celestial, peço agora que, através deste dia Tu me vivifiques; mostra-me como satanás está impedindo, tentando, meditando, dissimulando e distorcendo a verdade em minha vida. Capacita-me a ser a espécie de pessoa que te seja agradável. Capacita-me a ser agressivo na oração. Capacita-me a ser mentalmente agressivo e a pensar os Teus pensamentos, de acordo contigo, e a dar-te o teu lugar de direito em minha vida. Novamente, eu me cubro com o Sangue do Senhor Jesus Cristo, e oro para que Tu, bendito Espírito Santo, coloques toda a obra da crucificação, toda a obra da ressurreição, toda a obra da glorificação e toda o obra do pentecostes em minha vida no dia de hoje. Eu me submeto à Ti. Eu me recuso a ser desencorajado. Tu és o Deus de toda a esperança; Tu tens provado o Teu poder, ressuscitando Jesus Cristo dos mortos, e eu reivindico de todas as maneiras à Tua vitória, sobre todas as forças satânicas em minha vida, e rejeito a essas forças. Eu oro em nome no Senhor Jesus Cristo, com ação de graças. Amém.

Submissão – Um Princípio de Deus Introdução Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns que se trata de um tema seco, mas a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer. Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão não tem valor para Deus. É mecânico e sem vida. I. Princípio Divino Deus é autoridade em si mesmo, e tudo que no mundo (cosmos) existe é sustentado pela palavra do poder de sua autoridade (Hb 1.3). Nada sobrepuja a autoridade de Deus no universo. Logo, é indispensável, para todo aquele que deseja cooperar com o Senhor, conhecer a autoridade de Deus. Entrar em contado com a autoridade do Senhor é o mesmo que entrar em sintonia direta com Deus. "A maior das exigências que Deus faz ao homem não é a de carregar a cruz, servir, fazer ofertas, ou negar-se a si mesmo. A maior das exigências é que Obedeça". "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei." 1Sm 15.22-23 Diante disso, rejeitar uma ordem de Deus é o mesmo que ir contra o próprio Deus. No

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Reino de Deus está implícita a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor determina, isto é, sendo-lhe completamente submisso. Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o problema principal do homem: a sua independência para com Deus. Na independência está implícita a Rebeldia. E o evangelho do reino ataca a causa, levando o homem à dependência do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo e regenerado. O evangelho do reino é a única maneira de recuperar um rebelde. II. Princípio Satânico "O arcanjo transformou-se em Satanás quando tentou usurpar a autoridade de Deus, competir com Deus, e assim se tornou um adversário de Deus. Foi a rebeldia que provocou a queda de Satanás" (Is 14.12-15; Ez 28.13-17). A intenção de Satanás de estabelecer o seu trono acima do trono de Deus foi o que violou a autoridade do Senhor. O princípio de rebelião é passado a todos os homens depois da queda de Adão. Este princípio o Senhor abomina: é como feitiçaria. Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus, peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las em completa santidade, assim como Jesus, que em nada foi rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar ao Pai e em tudo lhe ser submisso. III. Autoridade Delegada: Rm 13.1 O princípio de autoridade delegada é que rege todas as relações do homem com o homem, bem como do homem para com Deus. Todas as coisas estão debaixo deste princípio, nada está solto. Este é um princípio de ordem e paz, nunca de confusão. Deus assim criou todas as coisas , mas ao rebelar-se, Lúcifer gerou a confusão. E, pior, está levando todos os homens a viverem debaixo do princípio de rebelião. Como funciona o princípio de autoridade delegada? Na Trindade temos que o Pai é igual ao Filho, que é igual ao Espírito Santo. Na essência os três são iguais. Todavia, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são diferentes nas funções. O Pai enviou o Filho (Jo 4.34). O Filho veio (Jo 16.28). O Filho foi obediente ao Pai (Jo 8.29). O Filho enviou o Espírito Santo (Jo 15,26;14.26). O Espírito Santo veio (At 2.16-17). O Espírito Santo é obediente ao Filho (Jo 16.12-15). A Trindade é a fonte de toda a verdade. Este princípio divino é encontrado em todas as relações estabelecidas por Deus. Temos que numa família o pai é igual â mãe, que é igual aos filhos. O ocorre que na família, o pai é o cabeça e a mãe a ajudadora. Eles são iguais, têm o mesmo valor para o Senhor, mas têm funções diferentes. Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a autoridade delegada para a ela se submeter. A. Deus Delega Autoridades em Todas as Áreas da Vida: • • • •

Civil: Rm 13.1-3. Trabalho: Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2. Família: Ef 5.22-24; 6.1-4. Igreja: 1Co 12.28

Todo discípulo do Senhor, onde estiver, procura saber quem é a autoridade, para a ela se submeter. Não há espaço para o "super- espiritual". B. O Problema do Super- Espiritual: Quem é este ? É aquele que aparenta espiritualidade, mas esconde uma grande rebelião e que traz muito dano ao corpo de Cristo. O super-espiritual costuma dizer: "Eu só obedeço a Cristo, o Senhor. Não estou sujeito a nenhum homem!" Isto é loucura. Toda vez que se diz "Deus, quero te obedecer", o Senhor responde bem claro e preciso: "Ótimo! Então, obedeça ao teu marido, teu pai, teu chefe, teu pastor!" Aí aparece o super-espiritual declarando: "Não, eu só obedeço ao Senhor, a ninguém mais. Só obedeço o que tu me falares pessoalmente!" E, o Pai, responde com toda firmeza: "Mas o meu desejo é que me obedeças através deles". Regularmente escutamos esta outra resposta: "Você não sabe quem é o meu marido, pai, chefe". Ou ainda: "Meu marido é um alcoólatra, meu pai é

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incrédulo…" É inadmissível declarar obediência a Deus e não às autoridades por Ele delegadas. Sempre que obedecemos às autoridades delegadas estamos submissos a Deus, estamos agradando ao Pai. Obedecer somente quando se concorda não é espírito de submissão. É rebeldia e independência. Importa que, concordando ou não com a ordem, a obedeçamos de coração. É assim que se age perante Deus. Enquanto não reconhecemos as autoridades delegadas sobre nós, não chegaremos à maturidade nem ao alvo. Precisamos de guias que nos levem pelas mãos, para que não fiquemos no caminho, sem atingirmos o alvo: "...jazem nas estradas de todos os caminhos, como o antílope na rede" (Is 51.17-20). Os homens esperam que a igreja apareça e os tome pelas mãos, guiando-os, levando-os pelo caminho em que devem andar. IV. Submissão, um Princípio de Deus A. O que é Submissão? Não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós. Quando é que aprendemos o que é a submissão? Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às direções e orientações que recebo das autoridades delegadas. "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus", "antes a si mesmo se esvaziou"... "a si mesmo se humilhou", "tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2 5-8). Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, "embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5.8). Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete aos autoridades, é porque estão cheios de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso. B. Os Frutos da Sujeição. Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber: 1. paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo; 2. edificação e formação de vidas; 3. unidade e saúde na igreja; 4. cobertura e proteção espiritual. V. Autoridades Delegadas na Igreja. A igreja de Cristo é governada por Cristo e, não, pelo povo. Não existe democracia na igreja, porque a igreja não é do povo, é de Deus. O que existe é a teocracia: o governo de Deus através de suas autoridades delegadas. É impossível edificar a alguém que não se submete à autoridade. Não há nada mais frustrante do que apascentar "cabras e bodes". Um filho espiritual obedece naturalmente. A. Quem são as Autoridades Delegadas na Igreja? 1. 2. 3.

Cristo : Ef 1.20-22. Palavra : Mt 7.24; Jo 15.10; Cl 3.16-17. Ninguém pode dizer que é submisso a Cristo e sua igreja se não obedece à palavra do Senhor. Apóstolos : At 2.42; 20.17; 2Ts 3.4,6,10,12; 2Co 11.34; 16.1; Tt 1.5. Os apóstolos

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determinavam a doutrina e usavam amplamente a autoridade que Deus lhes havia outorgado. A igreja continua necessitando desse ministério. Continua precisando que os apóstolos ordenem tudo, estabeleçam o reino de Deus com clareza e firmeza. Pastores : Ef 4.11, 1Tm 5.17. Estes, como os apóstolos, profetas e evangelistas, são ministérios específicos de governo e têm a responsabilidade de manterem o ensino, a visão, a doutrina sempre firmemente claros, cuidando para que não percam sua consistência, e fiquem fofos. Paterna : Ef 5.22-24; 6.1-3; 1Co 11.3. O homem é o cabeça, autoridade delegada por Deus no seu lar, isto porque o Senhor assim o constitui para o desenvolvimento harmônico da família. O homem não deve ser "ditador" nem tão pouco um "frouxo". Ele deve ordenar, governar sua casa dentro dos princípios divinos, com amor. O cabeça deve sempre procurar escutar o ponto de vista de sua esposa. E a mulher deve deixar com o marido a responsabilidade da decisão. A mulher e os filhos precisam da proteção e da autoridade do esposo e pai em todas as áreas de suas vidas. É assim que Deus determinou, mesmo que ele, marido ou pai, seja incrédulo. Guias : 1Co 16.16; 1Ts 5.12-13; Hb 13.17. Todos devem estar ligados por "juntas" ou "ligamentos", no corpo de Cristo (1Co 12.12-13). São estes que nos unem ao corpo, nos presidem e nos fazem conhecer as ordens do cabeça, nos ensinam e nos conduzem, guiando-nos no caminho do Senhor , sem necessariamente serem pastores. Isto faz um corpo coeso e firme. Uns Aos Outros : Ef 5.21; 1Pe 5.5. Isto embeleza a casa de Deus. Livra a igreja de uma hierarquia religiosa. Todos se comunicam entre si compartilhando a palavra do Senhor, aconselhando ou mesmo corrigindo uns aos outros.

B. Estar Sob Autoridade Realça a Personalidade Ser submisso não aniquila, nem castra a personalidade de ninguém. Pelo contrário, realça a vida de qualquer um. Cristo foi o tempo todo submisso, humilde, sempre servindo. E o que ocorreu com Ele? Jesus Cristo recebeu o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9). "As palavras que vos digo não vos digo por mim mesmo" (Jo 14.10). Os escribas eram "papagaios", mas Jesus tinha autoridade porque estava sob a autoridade do Pai (Mc 1.22). A autoridade que tinha para perdoar os pecados vinha da submissão ao Pai (Mc 2.10). A autoridade dinâmica que Jesus teve extrapolou as tradições. Teve coragem para isto, porque estava sempre sob a autoridade do Pai (ex.: os cambistas no templo, Jo 2.13-16). Deus quer uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, por isso nos coloca a todos sob o seu princípio de Autoridade e Submissão. Aleluia! VI. Qual é o Propósito da Autoridade na Igreja? Para cumprir a grande comissão: "Ide, fazei discípulos…" (Mt 28.19-20). A autoridade está para ensinar, educar na justiça, instar, aconselhar, ordenar, corrigir, consolar, repreender, disciplinar, animar e abençoar (2Tm 2.2; 3.14-17; 4.1-4; Tt 2.11-15; 3.811). VII. Ser Autoridade Delegada Por Deus Somente aquele que está sob autoridade na igreja poderá receber autoridade. Não é possível ser autoridade e ser independente. O exemplo é o que respalda a autoridade. No mundo, "os governadores dos povos os dominam" e "os maiorais exercem autoridades sobre eles" (Mt 20.25). Além do mais, são sempre servidos. No Reino de Deus, paradoxalmente, é bem diferente: a autoridade é para servir: "quem quiser ser grande entre vós. será o que vos sirva" (Mt 20.26-27). A motivação da autoridade deve ser sempre o serviço. Não podemos usar a autoridade que recebemos em benefício próprio. VIII. Conclusão O princípio da autoridade deve ser respeitado e vivido quotidianamente, pois é um princípio de Deus que, praticado, é uma bênção. Abandonado, não respeitado, poderá redundar em maldição. Davi, submisso à autoridade de Deus, foi, por Ele, considerado o homem segundo o seu coração. Foi uma bênção. "Todo homem esteja sujeito ás autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Rm 13.1

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