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ISSN 1984-0004 Publicação bimestral do Sindicato Rural de Guarapuava Ano VII - Nº 37 - Jun/Jul 2013 Distribuição gratuita


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10 30

Região

42

Organização

52

Meio ambiente

54

Questões agrárias

57

Onde Judas perdeu as botas...

Uma boa safra

Unidos pelo agrônomo-consultor

CAR: um cadastro ambiental obrigatório

Direitos em conflito

Perfil

Jogando um bolão (também no campo)

70

Leilão

84

Sanidade animal

100

Manchete

39º Feira de Bezerros de Guarapuava teve preço médio/quilo de R$ 4,12 (machos)

Campanha permanente contra brucelose e tuberculose bovina

Soja

Vazio sanitário segue até 15 de setembro


ISSN 1984-0004

[expediente] DIRETORIA: • Presidente: Rodolpho Luiz Werneck Botelho • 1º Vice presidente: Josef Pfann Filho • 2º Vice presidente: Anton Gora • 1º Secretário: Gibran Thives Araújo • 2º Secretário: Luiz Carlos Colferai • 1º Tesoureiro: João Arthur Barbosa Lima • 2º Tesoureiro: Jairo Luiz Ramos Neto • Delegado Representante: Anton Gora • Conselho Fiscal: - Titulares: Ernesto Stock, Nilceia Mabel Kloster Spachynski Veigantes E Lincoln Campello - Suplentes: Roberto Hyczy Ribeiro, Alceu Sebastião Pires de Araújo e Cícero Passos de Lacerda Endereço: Rua Afonso Botelho, 58 - Trianon CEP 85070-165 - Guarapuava - PR Fone/Fax: (42) 3623-1115 Email: comunicacao@srgpuava.com.br Site: www.srgpuava.com.br Extensão de Base Candói Rua XV de Novembro, 2687 Fone: (42) 3638-1721 Extensão de Base Cantagalo Rua Olavo Bilac, 59 - Sala 2 Fone: (42) 3636-1529 Editora-Chefe: Luciana de Queiroga Bren (Registro Profissional - 4333)

Redação: Helena Krüger Barreto Luciana de Queiroga Bren Manoel Godoy Fotos: Assessoria de Comunicação SRG / Luciana de Queiroga Bren / Helena Krüger Barreto / Manoel Godoy Projeto Gráfico e Diagramação: Roberto Niczay Prêmio|Arkétipo Agência de Propaganda Impressão: Midiograf - Gráfica e Editora Tiragem: 3.400 exemplares

Os artigos assinados não expressam, necessariamente, a opinião da REVISTA DO PRODUTOR RURAL ou da diretoria do Sindicato Rural de Guarapuava. É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte.

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Revista do Produtor Rural

Manifestações por todos os lados

O

fechamento dessa edição coincidiu com uma séria de manifestações no Brasil. Inicialmente, os protestos foram contra o aumento das tarifas dos ônibus, mas de repente, se alastraram pelas cidades e centenas de milhares de pessoas foram às ruas protestar contra gastos abusivos com a Copa do Mundo, contra a corrupção, pela melhoria de serviços públicos, entre outros. Infelizmente, alguns protestos terminaram em confusão e violência, por causa da ação de pequenos grupos de manifestantes. Manifestações pacíficas são bem vindas e próprias da democracia. No setor agropecuário também tivemos manifestações no dia 14 de junho, em diversos Estados brasileiros, mas dessa vez, contra o processo de demarcações de terras indígenas feito pela Funai. Infelizmente, uma situação de insegurança jurídica no campo, agravada pelo conflito indígena no Mato Grosso do Sul, fez o setor reagir em forma de protestos. Apoiamos e participamos da manifestação realizada em Laranjeiras do Sul/PR, inclusive com faixas, porém lamentamos a baixa adesão dos produtores rurais da região. São em momentos como esse que o produtor rural deve se unir e nós, como entidade de classe, temos que estar à disposição para fazer o que for necessário em defesa do setor. Para a manifestação no Mato Grosso do Sul, nossa Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) organizou

caravanas de produtores rurais em apoio àqueles que estão vivendo o problema bem de perto. E falando em MS, o tema de capa, “novas fronteiras”, promete chamar a atenção daqueles que têm interesse em plantar em outros Estados. Lançamos, nesta edição, a série de reportagens para tratar sobre o tema, contando histórias de produtores que apostaram e já estão colhendo os frutos (ou melhor, a soja, o milho...), mas também mostrando as dificuldades, os desafios e riscos. O primeiro entrevistado é o produtor rural Ernest Milla. Não perca! Neste mês, a REVISTA DO PRODUTOR RURAL DO PARANÁ completa seis anos. Parabéns a toda a equipe do Sindicato Rural de Guarapuava, que vem contribuindo, a cada edição, para o sucesso da publicação. Nesta edição, registramos 42 empresas anunciantes, um recorde nesses seis anos de história... e não só de propaganda vive a revista. O conteúdo técnico de qualidade também tem dado o que falar. A revista é uma das finalistas do Prêmio ANDEF 2013, conhecido como “Oscar da Agricultura”. Chegamos à final, junto com reportagens de importantes veículos de comunicação nacionais, como Canal Rural, Terra Viva, Zero Hora, Gazeta do Povo, Agro DBO, A Granja, Revista Produz, Campo & Negócios e Globo Rural. Parabéns aos jornalistas Luciana de Queiroga Bren, Helena Krüger Barreto e Manoel Godoy. A todos, uma ótima leitura!

Rodolpho Luiz Werneck Botelho Presidente do Sindicato Rural de Guarapuava


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Revista do Produtor Rural

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[Caixa de Entrada]

Para: Sindicato Rural de Guarapuava De: José Losso Para: Sindicato Rural de Guarapuava De: Paulo Ost, professor-doutor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), consultor técnico em Nutrição Animal “Muito obrigado pela linda recepção no café da manhã do Dia do Zootecnista. Sentimos-nos lisonjeados pela lembrança. Parabéns ao Sindicato Rural por mais essa iniciativa”. (via e-mail)

“Parabéns pela iniciativa da manifestação sobre o problema indígena. Isso tem que acabar. Meia dúzia de índios não podem mais atrapalhar o país. Índio com faculdade não é índio”. (via e-mail)

Para: Anton Gora, vice presidente do Sindicato Rural de Guarapuava De: Neide Maria Brizola

Errata: Nos resultados da prova Movimiento a La Rienda na Expocrioulo divulgados na edição 36, p. 53, informamos que o texto correto é: O 1º lugar da categoria o cavalo Chasque da Ribeirão Bonito é a expositora Amanda Serpa Szabo. E o 2º lugar da categoria profissional: Mapuche Jugueton com o ginete Vicente Mafra.

“Parabéns pelo artigo publicado na edição 36 da Revista do Produtor Rural. Parece que nós trabalhadores somos bandidos. É com nosso trabalho que tem dinheiro para dar aos que não fazem nada. A culpa é da produção. Bem feito Brasil! Quem manda produzir bastante, agora não pode exportar a produção”. (via Facebook)

Venha comemorar conosco o

Dia do Agricultor Data: 26 de julho de 2013 (Sexta-feira) Horário: das 14 às 20 horas Locais: - Sindicato Rural de Guarapuava - Extensão de Base Candói - Extensão de Base Cantagalo - A comemoração será

e Coquetel ! s brinde ! a Não perc

no estande do Sindicato Rural na 12ª Festa do Agricultor nos dias 27 e 28 de julho

Realização:

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Revista do Produtor Rural

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Artigo Anton Gora Produtor rural, diretor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e presidente do Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Centro-Sul do Paraná

Audiência Pública

N

o dia 22 de maio, os promotores do Ministério Público sediados em Guarapuava, realizaram uma audiência pública sobre a PEC 34 e a PEC 37, uma querendo tirar o poder de investigação do Ministério Público e a outra querendo submeter as decisões do Superior Tribunal de Justiça ao crivo e aprovação da Câmara de Deputados Federais. Infelizmente, o número de participantes, principalmente de produtores rurais, foi muito baixo. Penso que a sociedade ainda não compreendeu a importância dessas emendas para o nosso dia a dia, e sobretudo, para os nossos filhos. Mas deixando de lado esse detalhe, penso que a sociedade ainda não compreendeu a importância dessas emendas para o nosso dia a dia, e principalmente, para os nossos filhos. Já não basta termos uma ditadura ideológica, por parte do Partido dos Trabalhadores, hoje no poder, com todas as suas consequências nefastas, ideologia que em nenhum momento na história da humanidade deu certo e em nenhum país do mundo deu certo. Todos os países que implantaram esse regime o abandonaram, simplesmente porque empobreceu a sua população, financeiramente e espiritualmente. Restaram Cuba, que já

esta mudando, e a Coreia do Norte, que precisa ameaçar o mundo para que receba comida dos países capitalistas e evitar assim, que o seu povo morra de fome. A PEC 34, que tira do Ministério Público o poder de investigação, vai fazer com que o povo fique totalmente desamparado sobre os malfeitos dos políticos, vai fazer com que a corrupção não possa mais ser punida, que os desmandos econômicos, os crimes do colarinho branco não possam mais ser investigados e punidos. Os políticos e todas as pessoas de má fé vão poder agir livremente sem ter medo de punição, e o povo vai ficar cada vez mais pobre, perderá a sua cidadania, e não terá a quem recorrer. A PEC 37, que submete as decisões da Justiça à aprovação da Câmara vai implantar em nosso país uma ditadura parlamentar. Bonito nome, nunca tinha ouvido falar, sabia de formas de governo presidencialista e parlamentarista, mas em ditadura parlamentar só no Brasil, através da criatividade de alguns dos nossos parlamentares, e de pessoas de má fé, interessados em extorquir o povo, mas não em governar o país. Se quisermos um país rico, com uma distribuição justa de renda, temos que tomar exemplos dos países nórdicos, que fazem a dis-

tribuição de renda através do imposto de renda, a maior faixa ultrapassa os 50% de imposto. Mas também produzem, educam, desenvolvem tecnologia. Não punem a produção através de impostos. Aqui no Brasil estamos querendo distribuir a pobreza através das bolsas. Para se distribuir riqueza, primeiro precisamos gerar a riqueza, e riqueza é fruto de trabalho e não de políticas sociais. Podemos nos perguntar e o que eu tenho a ver com isso. Tudo. A nossa omissão está levando a esse estado de coisas. Se ninguém protesta, se ninguém se defende, o governo vai impondo a sua ditadura populista para se manter no poder. Podemos pensar também, eu tenho uma boa renda, mas até quando? Precisamos participar, nós que trabalhamos e geramos riquezas temos que nos impor. Não custava nada tirar duas horas de seu tempo para participar dessa audiência pública, e o resultado seria imensurável. Propus aos promotores organizarmos um ida a Brasília, encher alguns ônibus em Guarapuava, muitos no Paraná e infinitos no Brasil. Estou com medo da minha proposta. Será que alguém vai participar? Ou vamos deixar as coisas acontecerem para depois tomarmos atitudes?

Revista do Produtor Rural

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Revista do Produtor Rural

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Serviços

5% sobre valor final da negociação

Material de construção 6%, movéis 8%, casa pronta 11%.

Saúde

5% toda linha de medicamentos

CANTAGALO Agroveterinárias e Insumos Agrícolas

3% em produtos veterinários, ferramentas agrícolas e lubrificantes para pagamento à vista

Materiais, Assessorias e Serviços

5% sobre valor final da negociação

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5% na compra de todos os produtos

Saúde

20% em exames clínicos laboratoriais, ao preço da tabela particular vigente

Revista do Produtor Rural

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[Manchete]

Onde Judas perdeu as botas... A Revista do Produtor Rural lança uma série de reportagens, a partir dessa edição, sobre “novas fronteiras agrícolas”. Conheça a história de produtores que apostaram bem longe de casa.

S

e cuidar de uma propriedade localizada na cidade de domicílio (ou vizinha) já não é fácil, imagina ter que se dividir entre essa e outra bem longe de casa? A, por exemplo, três mil quilômetros de distância... O desafio é grande, mas tem despertado, cada dia mais, o interesse de produtores rurais de Guarapuava/PR e região. Isso porque, atualmente, para aumentar a rentabilidade, o produtor tem duas opções: ampliar a área plantada (no entanto, a região quase não possui áreas disponíveis e quando há, os preços são altíssimos) ou diversificar a produção. Comprar mais terras aqui não é para qualquer um. E o problema da diversificação é que nem sempre o produtor tem o domínio técnico da nova cultura e o risco quase sempre é muito grande. Vale citar o tomate, por exemplo, que dependendo do ano, pode render até R$ 30.000/ha. No entanto, o investimento é alto e os riscos (clima e mercado), maiores ainda. Fato é que em estados brasileiros como Mato Grosso, Piauí, Bahia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Maranhão é cada vez maior o número de paranaenses, gaúchos e paulistas - produtores rurais atraídos por terras férteis

e baratas (se comparado aos preços daqui!) - gerando riquezas e empregos. Grandes fazendas, lavouras a perder de vista, um sonho para todo produtor rural. No Cerrado brasileiro, guarapuavanos enxergaram oportunidade para plantar milho, soja, arroz, algodão, atraídos pelos preços baixos de terras e em locais onde ainda é possível comprar áreas nunca antes usadas para plantio. Em algumas regiões, como Luiz Eduardo Magalhães, no Estado da Bahia, é possível plantar o ano inteiro. Os pivôs se encarregam de mandar a chuva, quando São Pedro não manda. Basta um vôo de avião sobre a região para qualquer produtor ou agrônomo ficar impressionado com a imensa chapada. O bom preço dos grãos faz a rentabilidade compensar o esforço de abrir lavouras até em áreas em que é preciso construir toda a infraestrutura do zero. No entanto, é preciso ter espírito desbravador e nem tudo são flores. Há alguns anos, muitos produtores tiveram que abrir estradas, morar em tendas, comprar geradores de energia e construir casas e escolas. A mão de obra qualificada é um gargalo. Quando encontra, os produtores

tratam logo de remunerar muito bem e ainda oferecer outros benefícios, como moradia. O sonho de construir grandes fortunas rurais pode virar pesadelo. Existem casos de produtores que perderam tudo, ao se desfazerem de bens para investir fora. Existe ainda a falta de segurança na legalidade das terras, ou seja, problemas de documentação em algumas regiões de novas fronteiras agrícolas, item que o produtor deve ficar atento. Milhões de hectares de terras disponíveis para plantio em Roraima, por exemplo, não tem títulos de propriedades. Fato é que desbravadores estão contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste e Centro-Oeste do país. A presença de produtores experientes é um ganho para a região. Para tratar sobre o assunto, a Revista do Produtor Rural do Paraná lança, nesta edição, uma série de reportagens com produtores rurais de Guarapuava/PR e região que estão investindo em outros Estados brasileiros. O primeiro entrevistado é Ernest Milla. Não perca nas próximas edições, depoimentos de outros produtores que apostaram nas novas fronteiras.

• Se você tem experiência sobre o assunto e gostaria de contribuir com a série de reportagens, entre em contato pelo e-mail comunicacao@srgpuava.com.br

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Entre o Sul e o Nordeste gal. Tirando a RL, vamos para 23 mil hectares de terras agricultáveis”, revela. A região onde ele adquiriu as terras é de planalto, com altitude de 550 metros e topografia excelente. Com vegetação de cerrado leve, não houve grandes dificuldades para “abrir” as áreas. O custo para abertura de um hectare nessa região é calculado em R$ 2.000,00 (incluindo desmate, recates de raiz, aplicação dos diversos corretivos e as gradagens necessárias). Além disso, existe o aspecto ambiental, já que é necessário desmatar áreas para abrir espaço para novas lavouras. É preciso licença, averbações legais e respeito às Áreas de Proteção Permanente (APP). A fertilidade do solo, no entanto, é baixa, “como todo Cerrado”, diz Milla. O produtor teve que investir em correção com calcário e minerais. Há também muita escassez em matéria orgânica. “Para se ter uma fertilidade boa demora em torno de 10 anos”, afirma. Portanto, conforme Milla, plantar “no fim do mundo” não é nada fácil. Numa região nova, com terras baratas, o investidor encontra todas as espécies de dificuldades. “Tivemos dificuldade de estradas (logística), de mão-de-obra qualificada, alojamentos, refeitório, comunicação, enfim, toda infra estrutura mínima necessária para iniciar o investimento. É preciso fazer tudo. Você não encontra fácil um mecânico, quem vai cuidar do refeitório etc.”, lembra. Mas em terra onde é possível obter rentabilidade significativa, também é

possível vencer as dificuldades. “Basta ter paciência e persistência. É preciso fazer boas remunerações quando se tem a pessoa que presta um bom serviço, evitando rotatividade. Hoje não temos problema de mão-de-obra e as dificuldades logísticas melhoraram muito. Quando chegamos, tínhamos 200 quilômetros de estrada de chão, hoje temos apenas 48. Praticamente o asfalto está na porta da fazenda”, relembra Milla.

O produtor tem que ter ânimo, intenção de ir e vencer, não como aventureiro. Para isso, precisa de muita persistência.

fotos: Arquivo pessoal

O produtor rural Ernest Milla, de Guarapuava/PR, foi um dos que resolveu investir, há 12 anos, no típico lugar onde “Judas perdeu as botas”, de olho na oportunidade daquela nova fronteira. Um dos pioneiros no plantio direto e plantio de milho tecnificado em Guarapuava, ele vislumbrou, naquela época, as terras de Piauí. “Tenho três filhos - Karl, Egon e Robert. Estávamos sempre expandindo e chegamos ao tamanho de área que temos hoje - 4.500 hectares na região de Guarapuava e Pinhão/PR. Em 2000 começou a ficar difícil a expansão de área em Guarapuava e região pela escassez da terra agricultável disponível e o alto custo da terra. Eu já estava acompanhando o desenvolvimento da agricultura na região do Cerrado e na época, fomos buscar novas fronteiras no Mato Grosso, mas lá já não tinham terras baratas. Viajamos 25 mil quilômetros visitando novas regiões e, em 2001, compramos uma área no sul do Piauí, na região de Serra Grande, município de Baixa Grande do Ribeiro. Adquiramos uma área relativamente grande e iniciamos esse projeto”, conta. Lá já estavam outros produtores. “Não fomos pioneiros na região, mas hoje cultivamos 15 mil hectares: arroz em pequena quantidade, milho em média quantidade e soja em grande quantidade. O milho entrou como rotação de cultura junto com soja. Estamos com o projeto concluído para iniciarmos com algodão nos próximos dois anos. São 33 mil hectares, sendo 30% de Reserva Le-

Ernest Milla, 15 mil hectares no Piauí

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Milla: um dos produtores que apostou nas novas fronteiras

Ele vem colhendo uma safra com rentabilidade média por hectare de 15 sacas de soja em áreas com mais quatro anos de cultivo, com custo total médio de 40 sacas por hectare. Segundo Milla, pensando em áreas de abertura, áreas com três, quatro anos de cultivos e áreas com 10 anos de cultivos, as médias dos últimos cinco anos giram em torno de 54 sacas por hectare (soja), 150 sacas por hectare (milho) e 55 sacas por hectare (arroz). Esse ano houve estresse hídrico, ou seja, escassez de chuva, o que não desanimou o produtor. “Temos um histórico na região, de 40 anos, em que o estresse hídrico tem ocorrido a cada 10 anos. Estamos com 11 safras agora e tivemos uma com estresse hídrico, com produção 30% inferior justamente este ano, mas consideramos esse índice bom, porque no mundo inteiro as perdas com condições climáticas são muito maiores”, diz.

Ganho imobiliário O desenvolvimento dos preços das terras nas regiões novas no Brasil são gigantes. Segundo Milla, as terras nas novas fronteiras iniciam, normalmente, com negociações de 10 sacas por hectare e chegam a mais de 500 sacas por hectare hoje. “No Piauí, os primeiros que chegaram pagaram 10 sacas por hectare. Nós já pagamos um valor bem maior na época. Hoje os valores são de 150 sacas por hectare na região que estamos. A valorização, o ganho imobiliário, é muito grande”, afirma. Além disso, a demanda por grãos é crescente e a comercialização funciona bem. “Os compradores são os mesmos - mercado internacional para soja e mercado interno para milho. O Nordeste produz a carne de frango e esse frango necessita de alimento. Portanto, soja e

milho vendem bem na região. Soja tem preço muito parecido com o daqui e o milho tem preço 10% maior. Além disso, o porto de São Luís é próximo, o que facilita o transporte”, conta Milla. O produtor explica ainda que lá existe apenas uma safra porque a janela de chuvas é curta, próximo a seis meses. Existem pequenas áreas com safrinha. “Fazemos uma safra e adubação verde com braquiária, milheto pós safra para cobertura de área, produzindo matéria seca para melhorar a matéria orgânica. Temos uma atividade agrícola muito sadia, porque melhoramos o solo com esse sistema”, aponta. Quanto ao arroz, ele lembra que não é uma cultura nova para a família. “Iniciamos com o arroz aqui em Entre Rios. É uma cultura benéfica para abertura de áreas. Não é tão exigente no controle de acidez do solo, vai muito bem no primeiro e segundo ano para depois entrarmos com soja. É uma pré cultura da soja. Já o milho entra a partir do quarto ano da soja, como rotação de cultura, porque é mais exigente em fertilidade. Nossa rotação está em torno de 4 por 1, por enquanto, em função da escassez da fertilidade do solo. Mas pretendemos modificar essa proporção”, revela.

Revezamento A família Milla decidiu que ninguém moraria no Nordeste. Para chegar na propriedade distante 3 mil quilômetros, eles utilizam avião de linha e depois percorrem mais 600 quilômetros por terra. São dois dias de viagem. “Esse é outro preço que se paga por uma terra tão longe. Não é aqui do lado, mas como temos duas fazendas aqui e uma lá, fazemos revezamentos, onde cada um fica uma semana no Nordeste. Hoje temos mais um agrônomo que faz parte do revezamento e

É uma nova fronteira, uma nova realidade, onde nossa família aproveitou as condições que o Brasil ofereceu para expansão. Economicamente, tem um fato muito positivo: o ganho imobiliário é real. Por isso, é muito gratificante como investimento.

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um gerente que mora lá na fazenda. Isso tem várias vantagens: todos participam do desbravamento, de tudo o que acontece no Nordeste, sentimos o problema, não ficamos distante da família - isso seria muito difícil. Hoje a Internet ajuda muito, temos controle interno da fazenda via Internet”. Os demais funcionários são todos do Piauí. Eles ficam em alojamento de segunda a sexta-feira na propriedade, mas moram na cidade. “Funciona bem. É um sistema diferente de Guarapuava, onde todos os funcionários moram na fazenda”.

Sucesso na empreitada É claro que o caso de Ernest Milla é atípico. Ele já era um grande produtor aqui. No entanto, teve espírito desbravador e coragem para arriscar. É um belo exemplo de quem apostou em uma nova fronteira e conseguiu sucesso na empreitada. “Estamos muito satisfeitos. Foi uma realização profissional. Conseguimos iniciar, da estaca zero, como aconteceu há 57 anos aqui no distrito de Entre Rios (ele é descendente de Suábios do Danúbio, imigrantes que colonizaram o distrito de Entre Rios, em Guarapuava). Hoje conseguimos ver o resultado do nosso trabalho. Nós tínhamos um certo recurso, por isso não preci-

samos nos desfazer de nada daqui para investir lá, mas investimos ano a ano. Temos uma receita de 4.500 hectares aqui e todo o lucro foi investido lá. É gratificante, porque todo dia é um desafio. Vamos melhorando a atividade e temos conseguido fazer lucro. É um projeto de sucesso. É uma nova fronteira, uma nova realidade, onde nossa família aproveitou as condições que o Brasil ofereceu para expansão. Economicamente, tem um fato muito positivo: o ganho imobiliário é real. Por isso, é muito gratificante como investimento”. Para Milla, produtores com perfis diferentes devem investir em Tocantins, onde a topografia não é tão privilegiada e as áreas são menores. Mas ele tem uma receita: “O produtor tem que ter ânimo, intenção de ir e vencer, não como aventureiro. Para isso, precisa de muita persistência. De repente, as margens são pequenas. Tem que esquecer que os parentes moram em Guarapuava por dois ou três anos, mergulhar numa dificuldade financeira, mas é o preço que cada um paga para expandir e ser autônomo. Ser produtor autônomo é o sonho de muita gente, mas não é fácil. Tem um preço que se chama dificuldade, persistência. E a família toda - não só o homem - tem que cooperar. O homem precisa ir, trabalhar, vencer. Não é fácil, mas recomendo para aqueles que tiverem coragem”.

Questionado sobre a opção de plantar no exterior, como Moçambique, Milla é taxativo: “do meu ponto de vista, o maior problema do exterior é que todos os problemas que citei são muito pequenos perto do que o produtor vai encontrar lá: é outro país, outra legislação, e o pior de tudo é que ele não vai ser escriturário, não vai comprar a terra. Ele não vai ser o dono da propriedade, não precisa de dinheiro para comprar a terra, vai ser arrendatário, por exemplo, mas acho que o maior gargalo é não ter a escritura. Porque trabalhar de arrendatário é muito bom como atividade, mas o ganho imobiliário não existe. O suor que você derrama retornará no ganho, mas não existe a valorização imobiliária”. E entre plantar em outro Estado ou diversificar em casa, ele opina: “O produtor rural guarapuavano não é acostumado a trabalhar de modo mais intensivo - e todas essas atividades - hortifruticultura, suinocultura, aves - exigem muito trabalho”. O proprietário precisa estar lá na fazenda, o dia todo. Temos poucos produtores dispostos a enfrentar isso. Além disso, são culturas de flutuações de preço. Os produtores que ganharam muito dinheiro com tomate e recentemente com batata devem tomar cuidado, investir muito bem esse dinheiro, porque melhores preços não virão. Entre todas as opções que existem para pequenos, médios e grandes, para mim, sem dúvida, novas fronteiras”.

Fazenda no Piauí

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[Interatividade]

Produtor rural pergunta

Sindicato Rural Responde Associado: Associado: Por que tem pouco pinhão este ano em Guarapuava/PR? A região de Guarapuava é a maior produtora do Estado, aproximadamente 35% nos últimos cinco anos. A produção na região está realmente menor. No entanto, ainda não temos como estimar o quanto, pois a produção é baseada no extrativismo e fica difícil fazer uma estimativa de redução. Os indivíduos da araucária demoram aproximadamente dois anos para amadurecer as pinhas, ou seja, uma árvore que produziu num ano, no outro, ela não tem toda a produção madura. Pode ser essa uma das explicações. Em 2012, o preço pago ao produtor pelo quilo do pinhão, na região de Guarapuava, foi de R$ 1,00. Nesse ano, chegou a R$ 1,7, devido a menor oferta do produto no mercado. Quanto à produção, o ano que mais produziu até o momento foi 2012 (5,5 mil toneladas). Por enquanto a produção tem crescido.

Respondido por Deral/Seab

Associado: Onde posso adquirir mudas de oliveira? - Sugiro ao associado o viveiro da Tecnoplanta, em Barra do Ribeiro/RS. Eles têm mudas de excelente qualidade. Segue site: http://www.tecnoplantamudas.com.br/mudas-de-oliveira.htm - Emater do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Caçapava, SENAR-RS, Universidade de Pelotas e Embrapa Pelotas. Respondido por Pedro Francio Filho e Rodolpho Luiz Werneck Botelho

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SERÁ QUE O

MILHO PENSA? Antesque quevocê vocêdiga diganão, não,saiba saibaque Antes que as plantas têm respondido as plantas têm respondido de forma de forma inteligente e produtiva a inteligente série defiestímulos, uma série adeuma estímulos, cando ficando mais resistentes e produtivas. mais fortes e resistentes. Este é oEste trabalho da Stoller. Descubra é o trabalho da Stoller: ajudar o verdadeiro potencial das suas as plantas a lidar com o estresse acrescente e plantas: expressar todo o seuStoller. potencial genético, produzindo mais. Descubra como ativar o poder das suas plantas: acrescente Stoller.

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[Plano Agrícola ]

Mais recursos para produzir e armazenar

Safra brasileira foi de 184 milhões de toneladas, mas armazenagem no país, hoje, só comporta 145 milhões de toneladas

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ecursos de peso: mais de R$ 150 bilhões para a agricultura e a pecuária. Esta foi a marca do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014, anunciado, no dia 4 de junho, no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Roussef e pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, diante de lideranças da agricultura de diversas regiões do país. As medidas abrangem R$ 136 bilhões em financiamento rural (R$ 97,6 bi em custeio e comercialização; R$ 38,4bi em investimento); mais R$ 13,2 bilhões para o médio produtor (Pronamp, com limites de R$ 600 mil, para custeio; e de R$ 350 mil, para investimento); além de R$ 5,3 bilhões para as cooperativas (Prodecoop e Procap-Agro). O governo informou também que vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a construção de armazéns privados, nos próximos cinco anos, com objetivo de solucionar o déficit que o país possui em termos de espaço para estocar a produção de grãos e evitar prejuízos causados pelos gargalos no escoamento das safras. Serão R$ 500 milhões destinados a dobrar a capacidade de armazenagem da Conab, R$ 350 milhões para novos armazéns e R$ 150 milhões para modernização dos já existentes.

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O seguro rural teve seus recursos ampliados em 75% em relação à safra anterior: R$ 700 milhões (R$ 525 milhões para regiões e produtos prioritários, com subvenção de 60% do valor prêmio; e mais R$ 175 milhões para outras regiões e produtos, com subvenção de 40% do valor prêmio). O PAP incluiu ainda recursos para comercialização, irrigação, inovação tecnológica, sustentabilidade, defesa agropecuária e educação profissional. Entre várias lideranças da agricultura que foram a Brasília para o lançamento do plano, o 2º vice presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e diretor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Anton Gora, considerou que o conjunto de decisões “contemplou tudo de que o setor precisa”. Ele ressaltou também, como ponto positivo, o investimento em armazéns. Falando à Revista do Produtor Rural, apontou a importância do plano para Guarapuava e região: “Os recursos são necessários para que se possa implantar uma safra com toda a tecnologia, para que se tenha uma boa colheita”. Ele lembrou que o PAP destina recursos a todas as atividades agropecuárias do centro-sul paranaense, incluindo

olericultura, fruticultura e diversificação, como produção de leite, suínos e reflorestamento. Mas observou que, nesse quadro, a diversificação pode se tornar ainda mais importante para o produtor rural da região Sul. “A presidente falou sobre logística. E quando falou de logística, falou muito sobre Norte e Nordeste. Penso que na hora em que o Norte e o Nordeste puderem exportar via Norte, os custos deles vão ficar muito menores e nós vamos ficar talvez até sem competitividade na soja”, analisou. “Por isso, acho que é importante nós, aqui, pensarmos e realmente aproveitarmos essa oportunidade de ter recursos disponíveis para diversificar”, acrescentou, apontando um caminho possível: “O leite, por exemplo, hoje, é um ótimo negócio”. Referindo-se a outro tópico do PAP, o seguro rural, Gora vê que as culturas de inverno, tradicionalmente produzidas no centro-sul paranaense, estão entre as que mais precisam daquela proteção: “Existe efetivamente o risco de geada, de granizo, embora menor, e também existe o problema de chuva na colheita, que pode estragar a qualidade (do grão). Então, para as culturas de inverno, trigo, cevada e aveia, somos qua-


Gora: região tem gargalo sério na logística

se que obrigados a fazer seguro, porque uma frustração, hoje, você não consegue mais recuperar”. No caso das culturas de verão, soja e milho são as que mais necessitam de seguro. Armazenagem, na região de Guarapuava, é outro ponto que, segundo destacou, carece de investimento: “Existe realmente uma grande falta de armazenagem na região. Acho que esses recursos vêm em boa hora para que o produtor invista. Foi liberado um valor alto, de recursos. Foi concedido um prazo de

13 ou 14 anos, para amortizar, dois anos de carência e 3% de juros ao ano. Com esse prazo e essas taxas de juros, viabiliza construir um armazém”, disse. Espaço para guardar a safra significa, conforme recordou, a possibilidade de comercializar melhor. E esse investimento, em sua opinião, deve ser feito por cooperativas e grandes propriedades: “As cooperativas devem atender mais os pequenos e médios produtores. O grande produtor deve, sim, investir em armazenagem”. Já no quesito logística, Gora disse que a região apresenta “um gargalo sério” – fator que se interliga com o espaço insuficiente para armazenagem: “Quando você não tem onde armazenar a safra, você tem que escoar essa safra na colheita e aí o preço (do frete) sobe muito”. Outra questão, de acordo com ele, é que o escoamento por via rodoviária “tem um custo altíssimo”, devido às tarifas de pedágio. “O problema da logística vai desde as estradas rurais, que precisam ser conservadas, o transporte de Guarapuava até o porto e também a questão do porto. É importante que se tenha um porto mais preparado, mais barato”, afirmou. Ao avaliar o PAP, ele disse ver as me-

PAP 2013/2014 Financiamento

R$ 136 bilhões Cooperativas

R$ 5,3 bilhões Seguro rural

R$ 700 milhões Armazenagem

R$ 25 bilhões

didas como resultado dos diálogos que o setor agrícola vem mantendo, com o governo, no sentido de mostrar a importância e o retorno que os investimentos no campo proporcionam ao Brasil: “Isso é um trabalho que vem sendo feito, há anos, pelos sindicatos, FAEP, CNA”. Gora viu o conjunto das decisões como uma conquista do produtor rural, organizado em suas entidades representativas.

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[Sociedade Rural ]

38ª Expogua acontece de 2 a 11 de agosto

Lançamento oficial da 38ª Expogua: entre outras lideranças, participaram o presidente da Sociedade Rural, Johann Zuber; o prefeito Cesar Filho; o presidente da Câmara, Edony Kluber; o presidente da ACIG, Elói Laércio Mamcasz; e o presidente do Sindicato Rural, Rodolpho Luiz Werneck Botelho

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ma Expogua dinâmica e melhor estruturada. Se depender da comissão organizadora, liderada pela Sociedade Rural de Guarapuava (SRG), com apoio de diversas instituições e empresas, assim deverá ser a 38ª edição do maior evento do setor agropecuário de Guarapuava, que este ano acontecerá de 2 a 11 de agosto, no Parque de Exposições Lacerda Werneck. Esta foi a principal mensagem do presidente da Sociedade Rural, Johann Zuber Junior, no lançamento oficial da exposição, na noite do dia 6 de junho, no Pahy Centro de Eventos. Na presença de autoridades, dirigentes de organizações e parceiros da Expogua 2013 e jor-

Zuber: expectativa de bons negócios em máquinas agrícolas

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nalistas, Zuber apresentou a programação do evento. Ele destacou como principais novidades, para atrair mais visitantes, o remanejamento do local de algumas atrações, como a arena de rodeio, que será montada em torno da pista de equinos, a decisão por parceria com o Circuito de Rodeio RPC TV, o investimento em nomes de destaque da cena country, como Marcos Brasil e seu filho, Luizinho Mirante e Giovani Araújo, além de duplas musicais de renome nacional e da montagem de uma arena coberta para os shows. Outra decisão que promete agradar o público: os ingressos, ao preço de R$ 20,00, dão direito também a assistir às apresentações musicais. Zuber comentou que tem a expectativa de que o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, lançado dia 4 de junho pelo governo federal, e que considerou “um bom plano” para o segmento, possa contribuir para incentivar os produtores rurais a realizar negócios na exposição. A programação do evento, em paralelo, mantém pontos tradicionais, como exposição de animais, julgamentos, leilões, parque de diversões e praça de alimentação. Ainda durante o lançamento da 38ª Expogua, também fizeram pronunciamentos, enaltecendo o evento, o presidente

Após lançamento oficial do evento, dia 6 de junho, no Pahy, o som do cantor Naldo antecipou a animação que vem por aí no maior evento de Guarapuava

da Câmara Municipal de Guarapuava, Edony Kluber, o prefeito Cesar Silvestri Filho e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Guarapuava, Elói Laércio Mamcasz. Estiveram presentes o secretário municipal de Agricultura, Itacir Vezzaro, o chefe regional da Secretaria de Estado da Agricutura, Arthur Bittencourt, e membros do Sindicato Rural de Guarapuava (um dos apoiadores), como o presidente da entidade, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, entre outras lideranças. Após a cerimônia, o cantor Naldo encerrou a noite com um show, no Pahy, para os convidados e o público.


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[Mercado]

Soja - Um caminho sem volta Liones Severo Diretor do SIM Consult www.simconsult.com.br

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ercadologicamente, a soja é a principal commodity agrícola, compete com o trigo como principal produto na alimentação básica direta. Atualmente já são conhecidos cerca de 150 subprodutos e as pesquisas indicam que pode alcançar o número mágico de 500 subprodutos. Sua maior importância é pela proteína, a maior produção em escala e conteúdo, sem substitutos em ambos fundamentos. A soja contém cerca de 36% de proteína que, extraída em base seca, concentra até 48% de proteína no farelo de soja. Sem considerar o óleo de soja e sua importância como óleo comestível e também como biocombustível completamente inserido na matriz energética mundial. Portanto, a soja supera o trigo na composição de sua utilização, embora o trigo, como disse, seja um produto básico da alimentação direta para a humanidade. A diversificação da utilização da soja, supera o trigo, que contém 12% de proteína. Se calcularmos as relações de preço entre esses dois produtos, chegaremos a conclusão de que a proteína de soja também é a mais barata em aproveitamento de custo e benefício. Podemos dizer que 80% das dietas alimentares em nível global que envolvem alimentos proteicos dependem do farelo de soja. A soja, o trigo e o milho, se complementam e concorrem em aproveitamento e, principalmente, em preço ou valor. Seus contratos de futuros derivativos, cotados nas bolsas de mercadorias são interligados por negociações de spreads dos valores atribuídos a cada um desses produtos. Principalmente porque concorrem na disputa de área plantio em

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muitos países , principalmente nos Estados Unidos, que define a capacidade de produção ou oferta desses produtos em cada safra. O farelo de soja se completa com o milho e eventualmente trigo, na produção de ração, insumo decisivo para a sustentação de rebanhos e alojamento de aves. Uma queda forte nos preços do milho sugere uma crise no mercado de rações e como consequência deprecia também o preço do parceiro, o farelo de soja. O preço do farelo de soja contribui com cerca de 80 pct na formação do preço da soja em grão. Atualmente, os estoques de commodities agrícolas permanece em níveis críticos, principalmente, os estoques de soja, praticamente inexistentes e com poucas possibilidades de uma recuperação no curto e médio prazo, com forte exposição no risco de suprimento em qualquer tempo, no caso de uma adversidade em uma das safras agrícolas em nível global. Os Estados Unidos têm sido sempre o maior produtor mundial de soja, mas este ano praticamente já venceu seu programa de exportação de soja in natura em apenas 6 meses. Uma realidade completamente inédita e, como consequência, se desconhece o resultado de não poderem atender alguns mercados consumidores específicos, devido a sua aproximação geográfica de seus vizinhos consumidores do hemisfério norte. Atualmente, estão em plantio em desenvolvimento as safras agrícolas do hemisfério norte, o maior produtor mundial de grãos e oleaginosa com um volume de cerca de 2,2 bilhões de toneladas, restando para o hemisfério sul os outros

restantes 400 milhões de toneladas que compõe a oferta global de commodities agrícolas a cada ano. Definitivamente, a soja tem a maior importância para a alimentação humana, desde a virada do milênio, quando se acrescentou a dieta da proteína na grande maioria das populações globais, principalmente asiáticas, após o ingresso da China como importador de soja a partir de 1996. O crescimento do consumo dos derivados de soja não permite redução de produção e precisa de preços competitivos para atender esse desempenho da elasticidade do consumo. O cenário atual permanece extremamente construtivo para os preços das commodities agrícolas, porque passa desapercebido para os participantes dos mercados agrícolas o grande desempenho dos mercados consumidores. A menos que o Brasil possa aumentar a produção de soja para cerca de 90 milhões de toneladas, não deverá haver grandes alterações na formação do preço da soja para a próxima safra de 2013/14.


[Tecnologia de aplicação]

“Trato cultural, manejo fitossanitário alternativo”. Jeferson Luís Rezende RTV da Inquima.

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epois do advento das doenças na soja e mais recentemente, no milho, muita coisa vem mudando em termos de tecnologia de aplicações fitossanitárias. A necessidade de cobrir adequadamente o dossel foliar, atingindo o alvo com precisão, tem exigido tratamentos diferenciados, tendo sempre que ser observada a peculiaridade do que será combatido e o tipo de cultura que está sendo tratada. Além disso, o momento da aplicação - se é preventiva ou curativa - é um detalhe importante para o sucesso desejado. Mesmo assim, algumas ações em campo estão encontrando dificuldades para alcançar a devida eficácia. O controle de algumas lagartas, por exemplo, o combate ao mofo-branco e a requeima, entre outros males que afetam diferentes culturas, trouxeram à tona a necessidade de se considerar modelos diferentes para as respectivas aplicações/pulverizações. A escolha de pontas (bicos) adequadas às taxas de aplicações (volumes de vazões), e de bons adjuvantes, são uma estratégia interessante que, aliada aos horários mais indicados, fazem a diferença. Aplicações noturnas de inseticidas e de fungicidas são cada vez mais comuns

e se mostram uma opção valorosa para aumentar a eficiência do trato cultural. Os ajustes das taxas de aplicações, usando menores volumes também podem ser uma ferramenta estratégica não apenas para aumentar a produtividade da máquina (reduzindo hora-trabalhada, diminuindo o consumo de combustível, pisoteando menos a área); mas principalmente melhorando a cobertura do alvo, a partir da aspersão mais uniforme e com melhor qualidade do ativo pulverizado. Algumas culturas, como a batata, o trigo, o milho e a cebola são mais sensíveis à fitotoxidade de determinados químicos. A possibilidade de presença de fito aparente ou, oculta, deve ser levada em consideração sempre pelo produtor, a fim de que seja evitada uma eventual redução na produtividade. As novas variedades de soja podem ser incluídas nesta lista, uma vez que possuem menor

quantidade de folhas. Neste caso em especial, o uso de adjuvante não fitotóxico, como os baseados em álcool, pode ser uma escolha oportuna para a manutenção do tratamento sem o risco de perdas colaterais. O que é importante ficar claro nos dias de hoje é que as pulverizações/aplicações fitossanitárias se transformaram em uma etapa com importância significativamente maior do que detinham há alguns poucos anos. Os defensivos são menos agressivos para o homem e o meio ambiente. Por outro lado, os problemas para combater as plantas invasoras, as pragas e as doenças se ampliaram exponencialmente em todas as regiões agrícolas brasileiras. Enfim, a precisão na agricultura não pode ser mais um discurso apenas, mas uma prática todos os dias, ao longo de toda a safra.


[Meio ambiente]

ADDCS completa 10 anos de conscientização ambiental Gerente da central de recolhimento de embalagens de agroquímicos em Guarapuava considera que, hoje, agricultores estão mais conscientes sobre a importância de encaminhar os recipientes à reciclagem

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estinar corretamente embalagens de agroquímicos. Tanto quanto respeitar a lei federal 9.974, de 2000, que definiu a questão dos recipientes dos produtos usados no campo, a atitude é de grande importância para a preservação do solo, das matas e das águas. Na região de Guarapuava, onde a central de recebimento de embalagens da Associação dos Distribuidores de Defensivos do Centro Sul (ADDCS) completou 10 anos, no último mês de abril, esta consciência tornou-se parte do dia a dia. Os produtores rurais dos 18 municípios da área de abrangência da entidade passaram a devolver os vasilhames não só para cumprir a lei, mas por compreender a importância deste gesto simples para o bem-estar do meio ambiente. O balanço positivo é do gerente administrativo da ADDCS, Wanderley Bernardin de Andrade, que conversou com a Revista do Produtor Rural do Paraná. “Hoje, ele (o agricultor) está consciente do benefício que esse programa de recolhimento de embalagens traz para ele e para todos os moradores do entorno, sua família, seus vizinhos e a sociedade como um todo. A gente vê com muita alegria essa conscientização ambiental”, observou. De acordo com o gerente, a percentagem de devolução de embalagens na ADDCS chegou a 98%, superando um pouco a média nacional, de 95%. Isso significou, em 2012, um volume total de 440 toneladas: 408 destinadas à reciclagem e 32 de recipientes não lavados, ou não laváveis, que seguiram para a incineração. Também no ano passado, prosseguiram as palestras de conscientização: 18 em escolas, três em

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Na central, recipientes de agroquímicos são prensados e destinados a recicladores - os não lavados ou não laváveis seguem para a incineração

faculdades, cinco em propriedades rurais e uma em cooperativa, além de oito visitas de pessoas que foram à associação ver de perto o trabalho. Em 2013, até o dia 14 de maio, a ADDCS já havia realizado 12 encontros. Se a estrutura da associação se ampliou ao longo do tempo, com barracão de recebimento e prensagem de recipientes passando de 160m² para 700m², ao lado do aumento das áreas de escritório e de refúgio, o gerente antecipou que, agora, é preciso preparar as instalações para o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A indústria de sementes possivelmente irá fazer parte do sistema de devolução

de embalagens. Então nós vamos ter de ampliar também a estrutura para poder receber esse volume, que não é pouco”. Andrade ressaltou que, em todas as centrais de devolução de embalagens no país, as operações e ampliações contam com o apoio fundamental do Instituto Nacional de Devolução de Embalagens Vazias (Inpev). Conforme mencionou, o instituto, como co-gereciador, soma esforços com os associados locais, arcando totalmente com os custos de retirada das embalagens das centrais e dos postos, com 60% dos custos de cada central, e 80% dos investimentos nas centrais (procedimentos operacionais também


Serviço Para os produtores que desejam encaminhar embalagens de agroquímicos à ADDCS, o gerente destaca que é necessário entrar em contato, antes, para agendar a devolução. Localizada em Guarapuava (BR 277, km 348 s/n°, Estrada São Sebastião), associação funciona de 2ª à 6ª, das 8h às 12h e das 13h15 às 18h. Os telefones são: 42-3627 6035 e 9903 1073. ADDCS, no Jardim Aeroporto: em 2012, 18 municípios entregaram na central mais de 400 toneladas de embalagens de agroquímicos vazias, para a correta destinação

são padronizados pelo Inpev). Outro foco da ADDCS, para o presente e o futuro, é conscientizar os agricultores que ainda não praticam a correta destinação de embalagens. Segundo o gerente, o percentual de 2% é formado principalmente por produtores que utilizam pouca quantidade de defensivos – eles não considerariam importante devolver o pequeno volume de frascos gerado na propriedade. “Tanto uma, quanto mil embalagens, todas devem ser devolvidas. E a gente está com esse objetivo principal, focando muito agora nesse segmento, nesse pequeno produtor rural, ou no produtor da agricultura familiar, que usa uma quantidade pequena, durante o ano”, disse. Ele acrescentou que,

para isso, a associação tem feito contato com escolas, sindicatos rurais e secretarias municipais de agricultura. “A gente vai às fazendas, na propriedade, nesses pequenos produtores também, levando a informação, palestras, vídeos, panfletos, orientando, ensinando a correta forma de usar e devolver as embalagens vazias”, completou. Andrade lembrou ainda que, ao lado do benefício para a natureza, devolver recipientes também representa economia para o próprio agricultor: “Lavando a embalagem corretamente, ele vai ter um ganho aí de 5% a 8% do produto que iria ser jogado fora se ele não lavasse. Então é um tripé: economia, segurança e meio ambiente”.

4 unidades de 1 4 m e t il s a r B balagens m e e d o t n e recolhim ns de to de embalage

en es de recolhim caminham o je 414 unidad prensam e en e qu , is ra O Brasil tem ho nt são ce de devolução, das quais 112 as são postos tr ou as e o, agroquímicos, çã nera centrais. No Pa clagem ou inci e enviá-los às s te as en du pi e ci material à reci -s re situam l de receber os gá e Tamarana, que têm o pape stos. Em Marin material não po de s 48 re e is do ra ra nt ne ce ci in 14 s o O . sã ís , raná Guarapuaes no pa ulo e Bahia. Em adoras existent Pa o Sã em e -s das oito recicl ram a com cerca de lavável encont a entidade cont e, oj os H . 03 lavado ou não 20 erativas. Entre rgiu em abril de ímicos e coop qu sro de ag va, a ADDCS su de de a ix as ca ados, estão , entre revend cl os ci ad re ci s e so te e as en nt 30 m recipi lubrifica utos feitos co gem para óleo la ba em a, diversos prod iv ot bateria autom carga, caixa de . to tubo para esgo

Wanderley: meta de conscientizar os pequenos produtores

Municípios abrangidos pela ADDCS ’ Guarapuava ’ Turvo ’ Boa ventura de São Roque ’ Manoel Ribas ’ Cândido de Abreu ’ Pitanga ’ Palmital ’ Santa Maria do Oeste ’ Campina do Simão ’ Goioxim ’ Marquinho ’ Cantagalo ’ Virmond ’ Porto Barreiro ’ Candói ’ Foz do Jordão ’ Reserva do Iguaçu ’ Pinhão

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[Informática]

Produtores concluem curso de Excel

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erminou no dia 15 de junho, o curso de Excel para o setor agropecuário, promovido pelo Sindicato Rural de Guarapuava. Desde abril, produtores rurais e profissionais do setor agropecuário tinham encontro marcado aos sábados, em três turmas de Excel - bloco intermediário. Eles aprend eram tópicos como a identificação, endereço e formatação de células, regras para montar tabelas de dados e outros recursos. Cálculos estatísticos, com condicional com uma variável, além de gráficos, foram outros assuntos abordados. Animados com o curso, as turmas seguem agora com o bloco Excel Avançado, com grade que traz formatação avançada, uso de delimitador, auditoria de fórmulas, funções, somas, validação e cálculos entre pastas e planilhas. O instrutor é Roberto Zastavny, técnico em agropecuária, analista de TI e instrutor de informática há 10 anos.

Ainda há vagas para a turma de Excel Intermediário aos sábados, das 13 às 15 horas. Interessados devem se inscrever no Sindicato Rural de Guarapuava, com Talita, na recepção. O investimento é de R$ 60,00.

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[Hortifruticultura]

Hortaliças: busca por qualidade, é oportunidade de negócio Tayná Jornada Bem Engenheira agrônoma/Golden Tree

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tualmente, o mercado está cada vez mais exigente quanto à qualidade das hortaliças, tanto no aspecto visual, sabor, fitossanitário, como no aspecto nutracêutico. Em virtude do grande número de doenças que acometem a humanidade, como o câncer, a obesidade e a diabete, os alimentos têm sido vistos não somente como fonte de energia, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas como fonte de compostos capazes de evitar o aparecimento de doenças ou mesmo de tratá-las. A busca por hortaliças produzidas em sistemas que garantam produtos isentos de defensivos agrícolas e com maior valor nutricional, além da aparência e sabor, está cada vez mais intensa. O cultivo orgânico associado ao cultivo protegido com tecnologias que permitam a padronização da produção é uma alternativa viável e em expansão no segmento. Além do cultivo orgânico, o produtor pode agregar valor ao seu produto através do uso de marca própria, do processamento das hortaliças

(hortaliças minimamente processadas, em conserva, entre outras) e através de embalagens atrativas que mantenham, por mais tempo, a vida de prateleira das hortaliças, como relata, Simone da Costa Mello, Professora do departamento de Produção Vegetal (LPV), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) em entrevista ao Portal do Agronegócio (15/03/2013). Diante disso, em novembro de 2012, a Golden Tree sementes e mudas iniciou trabalhos para desenvolver protolocos de produção de mudas de olerícolas, uma vez que na região não existem grandes viveiros de produção de mudas destas espécies. A Golden, sempre buscando ampliar o seu portfólio de produtos, no segmento mudas, viu nas olerícolas, um nicho de mercado aberto com uma demanda expressiva. A pesquisa na região apontou que de 80% a 90% da mudas destas espécies são provenientes de outras regiões e até mesmo da grande Curitiba. Este foi o ponto de partida da empresa que vem se es-

pecializando nas mais diversas espécies e com capacidade instalada para atender a demanda guarapuavana e sua região. É possível encontrar na Golden Tree mudas de: • Acelga • Alface (americana, roxa, lisa e crespa) • Almeirão • Agrião • Beterraba • Brócolis (ramosos e cabeça) • Cebolinha • Cebola de cabeça • Couve-flor • Chicória • Escarola • Rúcula As mudas são produzidas em estufas com telas antiofídicas, telas refletoras, sistema de irrigação e fertiirrigação adequados e em bandejas de isopor, com 288 células ou 200 células, de acordo com a espécie e preferência do cliente. O cliente, mediante programação, tem garantido o volume desejado no prazo acordado.

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[Horticultura]

Os desafios da olericultura paranaense O I Congresso Paranaense de Olericultura discutiu diferentes temas da cadeia produtiva de olerícolas no Estado, sob aspectos técnicos, econômicos e sociais.

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ulturas como alface, couve-flor, repolho, brócolis, enfim, as verduras que estão no dia a dia na mesa do paranaense e do brasileiro, são ainda produzidas, em grande parte, pelo pequeno produtor. Produção que garante a renda e, consequentemente, a fixação de muitas famílias no campo. Dessa forma, discutir a olericultura em âmbito estadual traz à tona muito além de pesquisas e temas técnicos. Os entraves da produção, crises nos setores, novas práticas de manejo e, sobretudo, soluções para viabilização de cadeias produtivas complexas foram pauta do I Congresso de Olericultura Paranaense. Sediado em Guarapuava/PR, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o evento, que foi realizado de 05 a 07 de junho, proporcionou debates nos três auditórios (central, biologia e PDE) do campus Cedeteg. Cada auditório abordou um dos temas: folhosas e frutos; raízes e tubérculos e orgânicos e plantas medicinais. Com programação extensa, o congresso promoveu 21 palestras com pesquisadores e profissionais de renome, além dos debates do Simpósio da Associação Brasileira de Horticultura e II Seminário do Programa e apresentação oral de trabalhos científicos. O presidente do evento, professor e engenheiro agrônomo Jackson Kawakami, resume o Congresso em duas palavras: integração e interação. Para o professor, muito além de apresentação de trabalhos, a universidade proporcionou a alunos, pesquisadores, empresários do setor e agricultores um momento de aproximação para dividir experiências sobre olericultura. “Esperávamos, no início, cerca de 300 pessoas, superamos o número para 432 inscritos. O principal foi comparti-

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Revista do Produtor Rural

lhamos informações, e firmamos parcerias para projetos futuros. Nós tivemos uma oportunidade excelente de discussão sobre hortaliças no Paraná”, disse Kawakami. Jovens acadêmicos de várias regiões do Estado participaram das palestras, apresentaram e assistiram trabalhos de pesquisa e também trocavam experiências entre si. Um desses alunos foi Pedro Paulo Gonçalves Zanini, que cursa o 3º ano de agronomia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Pato Branco. Ele contou que veio ao congresso para apresentar seu projeto de pesquisa sobre produção orgânica e que gostou da receptividade da Unicentro. “A intenção foi apresentar o trabalho, conversar com outros pesquisadores e, com certeza, adquirir experiência”. O Congresso foi realizado pela Unicentro, com promoção da ABH, apoio do Sindicato Rural de Guarapuava, CAPES e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Guarapuava (AEAGRO). Nadal comenta sobre a evolução da agricultura nos últimos anos e a importância das novas tecnologias no processo. “Há uma demanda para aumentar a proteção dessas plantas, assim, nos últimos

Sabrina Trento, Pedro Paulo G. Zanini, Milena Trentin, Fernanda Brandelero, universitários da UTFPR – Pato Branco

anos, foi preciso desenvolver muitas tecnologias de fertilização, nutrição de plantas, melhoramento de sementes, híbridos com tolerância a doenças, tratamentos fitossanitários, promovendo o objetivo maior, que é o incremento de produtividade com qualidade”.

Panorama da horticultura no Paraná

Jackson Kawakami

A palestra de abertura do evento foi ministrada pelo engenheiro agrônomo e professor doutor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), João Carlos Athanázio, que recebeu a homenagem de


presidente de honra do Congresso. Athanázio discutiu a importância do cenário econômico e social da olericultura no Estado. “Nós temos no Paraná, aproximadamente, 100 mil propriedades, que geram muito emprego. Precisamos dar condições de rentabilidade para o produtor ou ele vai acabar deixando a pequena propriedade, migrando para as periferias das cidades”. O professor também apresentou algumas sugestões para o desenvolvimento da cadeia de horticultura, como aumento do investimento em pesquisa via Estado.

Natalino Shimoyama, José M. Kohatsu e Vinicius Pavoski

mídia. “O número de produtores caiu de 50 mil para menos em 5 mil, em um período de 25 a 30 anos, e essa tendência continua”, afirmou.

pecuária (FAPA), Leandro Bren, falou na manhã do dia 07, sobre a sua experiência com Hortifruticultura (HF) em Guarapuava e destacou a olericultura como grande oportunidade de diversificação nas propriedades. “Na região de Guarapuava, o HF pode ser uma alternativa de diversificação bem interessante para os produtores tanto pequenos quanto grandes. Temos vários desafios, como clima e mercado”. Bren acrescenta que ainda é preciso investir em muita pesquisa prática voltada a realidade do campo. “O apoio da pesquisa via universidade e fundações de pesquisa pode mudar a realidade do produtor”, opinou.

Orgânicos

João Carlos Athanázio, presidente de honra do evento

Raízes e tubérculos – A produção de batata no PR Sobre a cultura da batata, a palestra que abriu o congresso, sobre raízes e tubérculos, no dia 06, abordou o contexto que a produção de batata vem enfrentando no Estado e no país. Segundo o engenheiro agrônomo Natalino Shimoyama, o momento é de crise e é preciso união de toda a cadeia para reverter esse cenário. “Na década de 80, mudanças profundas ocorreram nas cadeias produtivas. Em geral, as de exportação prosperaram e as com foco no mercado interno implodiram”. Shimoyama trouxe um panorama da produção, elencando alguns problemas na cadeia como: a redução de áreas, informalidade na comercialização, problemas fitossanitários; e até mesmo o desestímulo do consumo da batata pela

O economista e engenheiro agrônomo Ednaldo Michellon, que hoje atua como professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM), falou sobre o desenvolvimento da cadeia de orgânicos e sobre a realização do 2º Seminário de Certificação do Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos. “O desafio é ter o consumidor esclarecido. No seminário discutimos as dificuldades da certificação, que é o preço alto”.

Leandro Bren, coordenador da Fapa.

Apoio do Sindicato Rural de Guarapuava O Sindicato Rural, apoiador do I Congresso Paranaense de Olericultura, esteve presente nos dois dias evento com um estande divulgando as ações e cursos promovidos pela entidade.

Ednaldo Michellon, economista e engenheiro agrônomo

Folhosas e frutos – Produção de hortaliças em Guarapuava O engenheiro agrônomo e coordenador da Fundação Agrária de Pesquisa Agro-

Revista do Produtor Rural

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[Conservação de grãos]

Manutenção em silos e armazéns mos, cuidando para não obstruir o fluxo de saída dos grãos. Cabos de termometria: cuidar para que as fixações dos cabos (pêndulo), junto à base dos silos, estejam nos pontos determinados e com um sistema de fixação seguro. Controle de nível: é fixado na primeira chapa do corpo, a uma distância média de aproximadamente 300 mm do telhado, para evitar o excesso de carga no silo. O acionamento se dá através do contanto com o grão e sinalizando no quadro de comando, desliga o sistema de carga. Deve-se testar o controle para certificar-se de seu funcionamento junto ao quadro de comando e realizar limpezas periódicas para retirar o acúmulo de pó e grãos.

Operação de descarga

S

aber operar e manter um silo metálico vertical é tão importante quanto saber operar secadores de grãos e máquinas de limpeza. Devemos ter cuidado para manter a estrutura metálica em boas condições de conservação e ambiente para receber o produto, juntamente com os aspectos de segurança na carga e descarga e manutenção do produto armazenado. Antes da próxima utilização, os silos e armazéns devem passar por um processo de limpeza, varrendo e recolhendo resíduos como grãos deteriorados e impurezas, e destinar esta colheita para incineração ou enterrá-la, de tal forma que não seja retornada para a massa de grãos, provocando a contaminação. A limpeza deve ser realizada em todas as partes do silo, como telhados, paredes laterais (chapas), canais de aeração, estruturas de sustentação. Essa limpeza também pode ser realizada e é até recomendável a utilização de água, lavando

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Revista do Produtor Rural

todo o interior do silo e, na sequência, pulverizar com inseticida, higienizando o ambiente.

Operação de carga Antes de iniciar o carregamento, observar as recomendações importantes, conforme veremos a seguir: Espalhador de grãos: Verificar seus componentes para que estejam em perfeitas condições de funcionamento. Testar para se certificar de que todos os elementos móveis estejam girando sem nenhum tipo de interferência. Para um perfeito funcionamento na distribuição dos grãos, é importante que a capacidade de fluxo do espalhador esteja compatível ao de carga do silo. Rosca varredoura: verificar seu posicionamento na base do silo. Se houver mais de um registro em caso de descarga, posicionar a rosca próxima aos mes-

A abertura dos registros de descarga deve ser individual, partindo do centro para a extremidade do silo e somente após o escoamento total do produto por gravidade, pelo registro central. Todos os registros deslocados ou descentralizados devem ser seguramente chaveados ou controlados de modo a evitar a abertura acidental por pessoas desautorizadas. Eles somente podem ser abertos após a saída de todo o produto pelo registro central, restando somente o talude natural. Depois da descarga total por gravidade do produto e antes de acionar a rosca varredora, soltar os cabos de termometria que estão fixados na base do silo e enrolá-los, de modo que não interfiram com a rosca quando a mesma estiver em movimento.

Estrutura física A adoção de um processo preventivo anticorrosão, ou seja, a eliminação


do ambiente úmido e quente em silos metálicos e armazéns, é a utilização de um “sistema de exaustão”, que retirará do interior do ambiente a umidade proveniente da massa de grãos quando esta perde água, devido à busca do equilíbrio higroscópico da mesma. A oxidação das chapas galvanizadas e montantes (estruturas verticais) de silos é decorrente da condensação (gotejamento) que ocorre nas chapas do telhado e na lateral do silo. Essa umidade (água) é oriunda dos grãos armazenados. A condensação e o gotejamento em silos verticais e armazéns são um fenômeno físico de fácil comprovação técnica e visual. A taxa de umidade do ar (umidade relativa) varia conforme sua temperatura, significando que, quando o ar ambiente aquece, aumenta a sua capacidade de absorver umidade e diminui quando esfria (temperatura baixa – frio). Este processo acontece da seguinte forma: a radiação solar provoca o aquecimento da cobertura do silo ou armazém (telhado metálico) e pela condução térmica aquece o ar interno, baixando a umidade relativa do ar. Esse ar com temperatura elevada absorve a umidade contida nos grãos armazenados pelo efeito da evaporação (processo de equilíbrio higroscópico dos grãos). Em contrapartida, quando este ar úmido entra em contato com a cobertura (telhado) resfriada, pela variação climática (noite ou período frio), cai a temperatura do mesmo, elevando a umidade relativa interna, podendo com isso, ultrapassar o ponto de saturação (orvalho), condensar e gotejar sobre a massa de grãos armazenada. Esta água irá iniciar o processo de oxidação nas chapas e nas estruturas do telhado e lateral do silo vertical, gerar mofo, deterioração e até germinação dos grãos na camada superior do talude. Para evitar este fenômeno e a

50% da energia elétrica por gerar uma equalização de temperaturas na massa de grãos, reduzindo horas de aeração, consequentemente a quebra técnica (perda de peso).

Cuidados na operação

oxidação, devemos ter um sistema de exaustão instalado na cobertura (telhado) na parte mais elevada.

Sistema de exaustão Com a instalação de um sistema de exaustão na cobertura dos silos verticais e também em armazéns graneleiros, em quantidades proporcionais às características do ambiente, renova-se o ar interno entre o telhado e a massa de grãos, o qual esta quente e saturado (úmido/água), equilibrando a temperatura interna com a externa e eliminando o fenômeno físico da condensação. A aplicação de um sistema de exaustão também proporciona outros benefícios ao produto armazenado, como a aeração permanente (natural), extraindo, além do calor da massa de grãos, elementos como pó, gases e a umidade do ar presentes no ambiente armazenador. Também evita apodrecimento, mofo e germinação indesejada, inibe a proliferação de pragas e insetos e aumenta a eficiência de inseticidas e fungicidas. Também impede a compactação da camada superior dos grãos, mantendo a uniformidade da temperatura da massa (b.u.) e facilitando a passagem do ar da aeração forçada. Economiza até

Todas as atividades desenvolvidas em silos armazenadores devem ser muito bem planejadas para evitar acidentes pessoais. Regras básicas de segurança devem ser seguidas. Evite entrar no silo durante o processo de carga e descarga, mas havendo a necessidade tenha muito cuidado e observe cuidados como desligar todos os motores ou equipamentos elétricos, usar equipamentos de segurança para evitar quedas, utilizar mascara contra poeiras e gases, coloque uma pessoa do lado externo para auxiliá-lo, evite caminhar sobre a massa de grãos, caso seja imprescindível, usar sistema de segurança (Equipamento de Proteção Individual).

Descarga lateral Os silos verticais possibilitam a descarga lateral. Existe uma chapa de proteção instalada entre a escada e a chapa lateral do silo para facilita a passagem do fluxo dos grãos, que é abrasivo. Este sistema de descarga lateral pode ser instalado em qualquer altura (anel) do silo vertical e, quanto mais próximo ao nível do solo, maior será o percentual de descarga da massa de grãos por gravidade. Para instalação de uma descarga lateral, consultar sempre o fabricante do silo e adquirir o sistema por ele fornecido, garantindo o funcionamento e a segurança na operação. Plantar é preciso, colher é possível, conservar é obrigatório!


[Região]

Uma boa safra N Arthur Bittencourt Filho, chefe regional da Seab

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Revista do Produtor Rural

a safra de verão 2012/2013, em 12 municípios da região do centro-sul paranaense, as colheitas de milho, soja e batata se revelaram melhores do que se poderia prever. Embora ainda estivesse contabilizando os números finais no momento do contato com a reportagem da Revista do Produtor Rural (dia 27 de maio), o Departamento de Economia Rural (DERAL) da regional da Secretaria de Estado da Agricultura, em Guarapuava, apontava que os resultados já podiam ser considerados bons. Bons, levando-se em conta uma época marcada pela alternância entre dias de chuva e de clima seco. “Essa safra surpreendeu positivamente, tanto em termos de preço, na maior parte das culturas, como em termos de produtividade”, resumiu o chefe regional da Seab, Arthur Bittencourt. “O feijão, nem tanto, porque sofreu bastante com esses eventos climáticos.

A produtividade foi afetada”, explicou. Bittencourt recordou que “tivemos um período de estiagem, no início do plantio, em dezembro e no início de janeiro, e depois excesso de chuva”, em fevereiro e março. A rentabilidade, segundo avaliou, foi positiva – até mesmo no feijão: “Ele (o produtor) recebeu talvez, em média, o melhor preço das últimas safras, considerando todas as culturas”. Como reflexo, se tem verificado maior investimento em tecnologia (melhor adubação, aquisição de sementes e de máquinas), assim como “uma evolução bastante significativa” no preço da terra. Para a safra de inverno 2013, em Guarapuava e região, o DERAL constatou, de acordo com Bittencourt, que já se destaca uma elevação da área de trigo, o que segue a tendência de todo o Paraná. De acordo com ele, “o preço do produto evoluiu” e hoje o produtor


conta com diversas variedades do cereal que apresentam boa performance nas condições do centro-sul do Estado (de acordo com matéria da Agência Estado, de 3 de junho, em todo o Paraná, a área de trigo cresceu 15%, passando de 782.308 hectares, plantados no ano passado, para 896.867 hectares, com produtores animados diante da possibilidade de manutenção de preços firmes, também no momento da comercialização). Na erva-mate, o DERAL, em Guarapuava, também viu, nos últimos meses, elevação no preço pago ao produtor. “Hoje, já existem negócios na faixa de R$ 14,00 a R$ 15,00, por arroba, posto no pátio das indústrias. É um preço remunerador, que está incentivando novamente o plantio de erva-mate”, contou Bittencourt. Conforme detalhou, nesse quadro, a procura de mudas aumentou e os produtores estão fazendo adensamento, investindo novamente no produto: “Isso é bastante importante, porque é uma cultura tradicional na região. Depois de anos de um preço bastante baixo, agora estamos vendo a retomada da erva-mate”.

Produtores falam sobre a colheita Em termos gerais, foi uma safra ótima. Todas as culturas foram bem. Em relação à produtividade, soja e batata foram muito bem. O problema foi no tomate e no feijão, aí sim, por causa do excesso de chuva – são culturas mais sensíveis e ficaram prejudicadas, em termos de produtividade. Porém os preços foram compensadores”. Harry Mayer

Produtor rural (região de Guarapuava)

“Acho que a soja superou até um pouco a expectativa e milho ficou abaixo do esperado. A batata andou bem, com preço extremamente interessante. Agora, do que o produtor precisa cuidar é do excesso de otimismo. Os preços sobem e depois descem. Então é preciso planejar bem, pensar no fluxo de caixa e não fazer agora investimento que não seja necessário”. Rodolpho Luiz Werneck Botelho

Produtor rural (região de Guarapuava) e presidente do Sindicato Rural de Guarapuava

Continua na p. 32

Revista do Produtor Rural

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A safra das cooperativas Na região de Guarapuava, as cooperativas Coamo e Agrária respondem por grande parte da produção de grãos.

Safra em 12 municípios da região de Guarapuava Fonte: Deral / Seab em Guarapuava

Coamo

(Unidade de Guarapuava) – “Apesar das variações climáticas, consideramos como uma safra boa. De uma forma geral, em Guarapuava e nos municípios vizinhos, foi muito boa. Foram pequenos os problemas de qualidade do milho. Problema sério, na soja, foi o mofo branco, muito alto. É uma preocupação para as próximas safras” Wilson Aparecido Juliani – agrônomo e encarregado do setor técnico da unidade de Guarapuava Coamo (Guarapuava) 2012/2013

Área

Soja

22.500

3.450

Milho

7.000

10.600

Produtividade

Feijão

11/12

12/13

Área colhida ha

28.400

21.900

Produção t

29.630

28.230

11/12

12/13

Área colhida ha

16.725

22.300

Produção t

19.325

23.340

Milho normal

11/12

12/13

Área colhida ha

117.750

108.200

Produção t

765.840

846.750

(preto + cores) – 1ª safra

Feijão

(preto + cores) – 2ª safra

Agrária

– “Tivemos uma produtividade recorde de soja e milho. Ganhamos o prêmio Produtividade da Década, do Rally da Safra 2012. Mas isso não vem por acaso: é resultado da pesquisa, assistência técnica, confiança e fidelidade do cooperado. O cooperado faz a rotação de culturas adequada, não planta a mais ou a menos por causa de preço. Ele segue as recomendações técnicas, faz o que tem que ser feito”. Leandro Bren – agrônomo e coordenador da Assistência Técnica da Cooperativa Agrária Agrária 2012/2013

Área

Soja

77.915

3.880

Milho

35.145

11.828

Números do Paraná

Produtividade

No Paraná, de acordo com a Seab, o cultivo de soja (2012/13) está rendendo volume recorde de 15,7 milhões de toneladas, com aumento de 45% sobre a produção da safra passada. No milho (2012/13), a colheita gira em torno de 7,1 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra tem expectativa de produção de 10,84 milhões de toneladas. O feijão da segunda safra sofreu com a falta de chuvas, registrando quebra de 10%. Mesmo assim, estão sendo colhidas 421.515 toneladas do grão, volume 22% maior em relação ao mesmo período do ano passado. (Fonte dos números da safra no Paraná: Agência Estadual de Notícias)

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Revista do Produtor Rural

Soja

11/12

12/13

Área colhida ha

201.200

220.100

Produção t

583.760

748.340

Batata – 1ª e 2ª safras

11/12

12/13

Área colhida ha

4.290

4.250

Produção t

145.458

141.600

Trigo

11/12

12/13 (estimativa)

Área colhida ha

51.620

56.300

Produção t

129.915

194.235


[Jantar]

FMC e Guará Campo: confraternização com produtores rurais da região

U

ma noite de amizade: assim foi a confraternização da FMC e da Guará Campo com produtores rurais de Guarapuava e região, na noite do dia 15 de maio, no Hotel Atalaia. Para as duas empresas, a ocasião representou uma ação de aproximação e de relacionamento com seus clientes, demonstração de que o contato com quem produz alimentos vai muito

além da venda de produtos ou serviços. Por isso, em vez de um evento técnico, foram a descontração, a conversa e o entrosamento que deram o tom do encontro. Para os agricultores, o momento foi de vivenciar a alegria de estar com a família, os amigos e os integrantes de empresas que já fazem parte de seu dia a dia. Sem contar a oportunidade de degustar um jantar diferenciado,

oferecido pelos anfitriões. O clima de animação da noite ficou por conta do grupo Cleber Viola e Rafael. Da FMC, estiveram presentes Lorena Duda, Edson Hakamada e Feliphe Dalchiavon. Da Guará Campo, Rubens Gushi, Paulo Sérgio dos Santos, Evaldo Pereira, Liziane Guedes, Luiz Osternach e Júlio Tateiva. Confira nas fotos alguns dos momentos da confraternização.

Edson Hakamada

Lorena Duda

Revista do Produtor Rural

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[Sistema radicular]

Mais volume para a raiz Gesso Agrícola, um aliado do produtor rural no crescimento das lavouras brasileiras.

A

fertilidade química do solo está localizada, em sua maioria, na camada de 0 a 20 centímetros. Mas a planta pode sofrer limitações no crescimento de sua raiz, causadas pela toxidez do Alumínio (Al) e Hidrogênio (H) ou pela deficiência de Cálcio (Ca), nas camadas abaixo da faixa fértil, comprometendo a produtividade da lavoura. Esta situação pode ser solucionada com a utilização do Gesso Agrícola, que atua como condicionador do solo, além de fornecer Cálcio (Ca) e Enxofre (S) necessários para o desenvolvimento da planta. O engenheiro agrônomo, José Antônio Malucelli, explica que uma das principais funções do Ca é promover o crescimento radicular da planta. Ele destaca que a utilização do Gesso Agrícola aumenta o volume de raízes no subsolo e, consequentemente, melhora o aproveitamento de água e nutrientes pelas plantas, durante os períodos de veranicos. “O principal benefício da utilização do Gesso Agrícola é, sem dúvidas, a melhoria do sistema radicular, através do aumento dos teores de Ca e redução da saturação por Al, além do fornecimento de S, elemento essencial para as plantas”, ressalta o Agrônomo. Mesmo com os benefícios do Gesso Agrícola, este insumo não deve ser visto como um corretivo de acidez. “É importante lembrar que um dos seus principais efeitos é a redução da saturação por alumínio nas camadas inferiores, devido ao aumento da quantidade de Ca e outros elementos, favorecendo o aprofundamento das raízes”, disse Malucelli. A composição média do gesso é aproximadamente de 17% a 20% do cálcio (Ca); 14% a 17% de enxofre (S), além de alguns micronutrientes. O Gesso Agrícola, denominado Sul-

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Revista do Produtor Rural

Presidente da Agrária, Jorge Karl, recebe prêmio do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller

fato de Cálcio, é um composto químico representado por CaSO4, portanto, recomendando também para suprir deficiências de enxofre, presente na maioria dos solos. O sucesso desse insumo no campo se deve ao fato de produto reduzir as perdas em produtividade das plantas nos períodos de seca e o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes no solo.

Amostragem Para identificar a utilização do insumo na lavoura, o engenheiro agrônomo José Antonio Malucelli explica que a amostragem deverá ser feita na profundidade de 20 a 40 cm para culturas anuais e de 40 a 60 cm para culturas pe-

renes. Nesses casos, é recomendado que o teor de argila seja determinado. Se os resultados das análises indicarem que a saturação de Al é maior do que 20% ou o teor de Ca menor que 0,5 cmolc/dm3 e níveis de S abaixo do exigido, pede-se a aplicação do Gesso Agrícola no solo. Malucelli lembra também que e importante consultar um técnico para analisar o melhor uso do produto e comprovar como o Gesso Agrícola pode fazer diferença na produtividade da lavoura.

Onde encontrar Pioneira no mercado brasileiro, a Agronelli Insumos Agrícolas é destaque no cenário nacional na venda de Ges-


so Agrícola. Consolidada e com 24 anos atuando no segmento, a empresa possui logística privilegiada. A matriz, localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, possibilita a distribuição para diversos estados, como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e toda Minas Gerais, regiões com polos de culturas diversificadas. A empresa conta também com três unidades: Timóteo-MG, Cubatão e Cajati-SP, consideradas as melhores rotas de expedição para os estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste. A rede de representantes espalhados por todo o país, em conjunto com os supervisores técnicos e engenheiros agrônomos dão suporte ao produtor rural que tem interesse em utilizar o produto na lavoura. A empresa possui uma equipe profissional de auxílio ao cliente, e também sistemas de informação online para

Equipe Comercial Agronelli: Ari Vilela, Rivail Andrade, Maurício Komori e José Antonio dos Santos Malucelli.

o acompanhamento da compra, expedição do produto, consulta de fretes, carregamento e o clima da cidade que irá carregar. Além de ser pioneira na propagação do Gesso Agrícola, a empresa comercia-

liza também Agrosilício, Siligesso, Agroffos e Agronelli Max, insumos que aumentam a produtividade das lavouras, já que atuam como condicionadores de solo e fertilização.

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[Pecuária]

Análise conjuntural do mercado do boi gordo no estado do Paraná Andressa Mem Bárbara Mazetti Nascimento Paulo Rossi Junior Centro de Informação do Agronegócio da UFPR www.ciaufpr.com.br

N

o decorrer do primeiro semestre do ano de 2013 a pecuária paranaense vivenciou uma queda, ainda que pequena, da cotação da arroba do boi gordo, de acordo com o indicador LAPBOV calculado pelo Centro de Informações do Agronegócio da UFPR. Em janeiro de 2013, a cotação média mensal real foi de R$ 97,47 por arroba, apresentando, no mês seguinte, uma alta de R$ 0,23. Segundo o indicador LAPBOV, o preço médio da arroba continuou sofrendo leves altas, até chegar ao valor de R$ 97,88 em abril. Em maio, este sofre queda de 0,75%, fechando em R$ 97,15. Se avaliarmos em termos gerais o período de fevereiro a maio de 2013, observou-se queda real de 0,56% nas cotações. Essa queda apresenta-se em praticamente todas as regiões do Paraná. Os frigoríficos estão mais resistentes quanto aos valores negociados, à espera que a oferta aumente, pois com a chegada do inverno os pecuaristas aumentam a oferta de bois no mercado antes que as pastagens tenham queda na qualidade e os animais emagreçam.

Mesmo com essa resistência por parte dos frigoríficos, no primeiro quadrimestre de 2013, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), as exportações de carne bovina somaram US$ 1,9 bilhão. Esse resultado foi 19,5% superior ao mesmo período do ano passado, quando as vendas atingiram US$ 1,6 bilhão. O preço médio da arroba da vaca de fevereiro a maio foi de R$ 89,67. O preço máximo atingido foi de R$ 91,69, no dia 23/04 e o valor mínimo registrado foi de R$ 85,21, no dia 21/05. O preço médio da arroba da vaca durante os quatro primeiros meses do ano meses apresentou uma variação de 0,27%, fechando a R$ 89,49 ao final do mês de maio.

ba apresentou recuperação, mas que não se manteve por muitas semanas. O menor valor do período foi R$100,99 na semana do dia 12 a 18 de abril, porém na semana seguinte houve boa reação do preço, elevando-se para R$ 103,64, representando alta de 2,62%. Após este período, o preço do novilho precoce conseguiu manter-se mais estável e em alta, sendo a maior média do período verificada para o mês de maio. No período de fevereiro a maio, o indicador Lapbov do bezerro apresentou queda de 2,93% no preço. O mês de fevereiro apresentou estabilidade do preço, com poucas variações. Em março, observa-se grande queda entre a segunda e a terceira semana do mês, seguida da recuperação desse preço até metade de abril. Apesar do alto preço verificado no mês de abril, quando o bezerro chegou a ser cotado em R$801,00 na semana do dia 19 a 25/04, esses valores não se mantiveram em maio, uma vez que é possível observar queda progressiva do preço. A menor cotação do período foi de R$ 695,58 na semana do dia 24 a 28/05.

Gráfico 2. Comportamento dos preços da arroba do novilho precoce nos meses de Fevereiro a Maio de 2013 no Paraná. Fonte: CIA/UFPR

Gráfico 1. Comportamento dos preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda nos meses de Fevereiro a Maio de 2013 no Paraná. Fonte: CIA/UFPR

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Revista do Produtor Rural

O preço da arroba do novilho precoce, segundo o Indicador Lapbov, apresentou alta de 0,76% no período considerado, de fevereiro a maio de 2013. Apesar das grandes variações que o preço teve durante os quatro meses, poucas vezes observaram-se valores extremos. É possível verificar que após um período de queda, o preço da arro-

Gráfico 3. Comportamento dos preços do bezerro nos meses de Fevereiro a Maio de 2013 no Paraná. Fonte: CIA/UFPR


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[Intercâmbio]

U

ma viagem sempre proporciona aprendizado, descobertas e novas sensações. Viajar é se aventurar, se divertir, aprender e, sobretudo, obter um novo olhar sobre o mundo. Segundo a diretora franqueada do Yázigi Travel (YT) em Guarapuava, Vera Lúcia Silvestri Araújo, a ideia é mesclar o estudo de idiomas com a necessidade do intercambista, seja de trabalho, estágio ou mesmo turismo. “O diferencial do Yázigi Travel é que ele oferece programas para todas as idades, sempre com fins educativos, de acordo com os interesses e o perfil de cada aluno”, complementa. De acordo com Vera, as principais vantagens do YT são: o atendimento personalizado, a segurança oferecida e o acompanhamento de todas as etapas da viagem por um agente capacitado e autorizado. “O Yázigi Travel auxilia em todas as etapas para concretização de um intercâmbio que pode ser de: High School (ensino médio), Inglês + Férias, Au Pair, Estágio remunerado e Work-Travel (trabalho remunerado), principalmente para os viajantes que querem retornar de uma viagem ao exterior com o idioma aprimorado”.

újo

Vera Lúcia Silvestri Ara

Entre a expectativa e a saudade Prestes a fechar as malas para concretizar o sonho da primeira viagem internacional, Lorraine da Rosa Bueno e Caroline Nakamura Frederico vão embarcar via Yázigi Travel para Nova Zelândia em julho deste ano. Lorraine, 14 anos, vai comemorar ao lado da melhor amiga seu aniversário de 15 anos na cidade de Auckland - Nova Zelândia. Caroline, aos 15 anos, quer colocar em prática o inglês que aprendeu nos últimos cinco anos nas aulas do Yázigi. As duas adolescentes contrataram o curso de férias e inglês, durante um mês, com objetivo de aprimorar o idioma, já de olho na inserção na Universidade. Laís Zimmermann Rehbein, 16 anos, vai para o Canadá e contratou um intercâmbio mais longo. Serão seis meses morando no exterior, em que vai cursar o high school, período equivalente ao 2° ano de ensino médio no Brasil. A expectativa já está tomando conta de Laís, que vai embarcar em agosto próximo. Ela vai morar no estado de Nova Scotia, local que só pelas fotos e pelo contato com a família, diz que vai adorar. O intercâmbio de Laís foi planejado há mais de um ano junto com a avó Laura Rehbein, que se diz muito feliz por poder proporcionar uma experiência marcante como esta para a neta. Há também as que relembram nas fotos na neve o desafio do intercâmbio. Rosenei Kunz, mãe de Camila e Jéssica, fala sobre os recentes intercâmbios das duas filhas realizados com o Yázigi e afirma que as experiências valeram à pena tanto na ordem profissional quanto pessoal.

Que talal ragsouraa simu l? viagem ideaom .br/ avel.c

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Confira os depoimentos das alunas e das mães que investiram no intercâmbio realizado com o Yázigi Travel de Guarapuava: Lorraine da Rosa Bueno, 14 anos vai viajar para Auckland – Nova Zelândia na instituição de ensino WorldWide School: “Caroline e eu sempre quisemo s viajar juntas, já era um sonho nosso. Eu quer o aprender mais do idioma e da cultura neozelan desa. A expectativa é voltar mais fluente e mais madura, acredito que vou conhecer muita coisa lá fora. E o melhor é que temos todo o apoi o e ajuda do Yázigi em toda documen tação que envolve um intercâmbio”.

nha “Quero que mi muito, mas o neta aproveite está indo nte é que não mais importa ecer estudar e conh i va , jar via só para s culturas e va no o, nd mu ís, ela mais sobre o o muito na La oma. Acredit riência praticar o idi pe ex sa es e qu rança, sei é minha espe sso.” ter muito suce vai ajudá-la a , avó de Laura Rehbein mann Laíz Zimmer

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13/06/13

17:23

3623-6655 / 3625-1800

Cap. Fred. Virmond, 1760 - Centro - Guarapuava - PR

www.yazigi.com.br/guarapuava

Caroline Nakamura Frederico, 15 anos vai viajar para Auckland – Nova Zelândia - na instituição de ensino WorldWide School: “Sempre estudei aqui no Yázigi, agora quero conhecer os Estados Unidos e colocar em prática meu inglês. Estou contando os dias literalmente. Lá, vou ter que me virar sozinha. Eu sempre quis viajar para fora, estou com uma expectativa enorme, muito ansiosa, já fiz até a lista de presentes da família”.

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[Inauguração]

Nova concessão John Deere promete foco em suporte ao cliente A inauguração da concessionária Paraná Sistemas Mecanizados reuniu produtores rurais, gestores da John Deere e autoridades de Guarapuava e região.

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o dia 05 de junho foi inaugurada a nova concessionária John Deere em Guarapuava, a Paraná Sistemas Mecanizados. Logo na entrada, maquinários John Deere chamavam atenção, iluminados de verde anunciavam, ao lado do notável totem, a magnitude da estrutura física da nova concessionária. Segundo os organizadores, mais de 1000 pessoas estiveram presentes na inauguração, entre eles produtores rurais de Guarapuava e região; representantes da John Deere, autoridades e proprietários e diretores do Grupo Rezek – empreendimento investidor da Paraná Sistemas Mecanizados. Entre eles o vice-presidente sênior de vendas e marketing da John Deere para Américas e Austrália, John Lagemann; o presidente da John Deere Brasil, Paulo Hermann; o diretor presidente do grupo, Werner Santos; e os proprietários José Ricardo Rezek e José Ricardo Lemos

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Rezek, além do prefeito do município, Cesar Silvestri Filho. A inauguração oficial foi concretizada com o descerramento da placa e comum ato simbólico de plantio de uma muda de araucária. O prefeito agradeceu os investimentos na região e disse que adoraria que a cidade fosse sede de uma fábrica de produtos John Deere. “Espero que vocês se apaixonem pela nossa terra e o nosso povo e que esse seja apenas o primeiro investimento”, afirmou Silvestri Filho. O gerente geral da concessão Paraná Sistemas Mecanizados, Paulo Kowalski, que foi executivo por 26 anos da John Deere, declarou que a vinda do empreendimento pretende trazer inovação e desenvolvimento para agricultura na região, já que a empresa vai atuar em 32 municípios. “Eu diria que era uma ansiedade dos nossos clientes ter uma concessão que tivesse um alinhamento

grande com a fábrica. Aceitei o desafio de ser o gerente e prometo trazer todos os processos, a melhoria contínua e produtos da fábrica para esta região”. Kowalski enfatizou que o foco da concessionária será no cliente. “Nesse momento, o produtor que compra um equipamento não pode deixar a máquina parar. Nós temos um compromisso com essa região. De 60 a 65% do nosso quadro de funcionários serão técnicos ou pessoas da área de pessoal, para dar suporte aos produtores. A nossa missão é traduzir toda a tecnologia em resultados”. O vice-presidente sênior de vendas e marketing da John Deere para Américas e Austrália, John Lagemann, em seu discurso disse que a empresa trabalha com foco no Brasil. “Hoje a noite é uma celebração, porque é o começo de uma nova jornada no Paraná (...) Para a John Deere não existe lugar no mundo mais importante que o Brasil, e é exatamente


por isso que estou aqui esta noite”. O presidente da John Deere Brasil, Paulo Hermann pediu desculpas aos produtores pela transição entre concessionárias, que prejudicou a safra pela falta de assistência. “Hoje estamos aqui começando uma nova jornada. O grupo requisitou os melhores executivos que tínhamos da John Deere e nós cedemos. Vamos estar ao lado dos produtores dia e noite para que possam ter a melhor tecnologia e, principalmente, o melhor suporte e apoio”.

Parcerias e expectativa dos produtores O gerente da concessionária em Guarapuava falou que pretende trabalhar de forma conjunta com todos os representantes da cadeia produtiva na região, como os Sindicatos Rurais. “As entidades de classe, por exemplo, fazem parte do nosso negócio por trabalharmos na defesa do produtor”. Entre os agricultores, a expectativa é que a concessão ofereça um atendimento personalizado, profissional e que preze, essencialmente, pela atenção ao cliente e assistência técnica. O produtor rural e presidente da Sociedade Rural de Guarapuava, Johann Zuber Filho acredita que a vinda da Paraná Sistemas Mecanizados é importante para o desenvolvimento da agricultura e da cidade. “Parece-me que é uma empresa que vem para trazer um diferencial. Isso é importante para nós agricultores e para a região em si. Quem tem a ganhar é o produtor rural, e para a cidade também é positivo que uma empresa de fora acredite em nossa região”. O produtor rural de Entre Rios, Karl Milla destacou que a concessionária é uma das marcas líderes no mercado tanto em tecnologia quanto em participação. “É um grupo forte que está vindo se instalar em Guarapuava, uma região agrícola importante no Paraná. A vinda da concessão é essencial. A instalação da empresa modifica também um pouco a cidade, ao gerar empregos diretos e indiretos, movimentação financeira, o que traz desenvolvimento regional. É um grupo que passa bastante confiança, em especial, no pós venda, que acredito ser o mais importante no processo, já que os maquinários estão cada vez mais modernos e dependem de treinamentos para operadores, para se trabalhar da forma correta”.

Inauguração

Karl Milla

Johann Zuber Filhon

Vice-presidente sênior de vendas e marketing da John Deere para Américas e Austrália, John Lagemann;

Convite para a “Feira de Peças e Serviços”

Presidente da John Deere Brasil, Paulo Hermann

No dia 20 de julho, a partir de 8 horas, a Paraná Sistemas Mecanizados realiza a FEIRA DE PEÇAS E SERVIÇOS, oferecendo descontos de até 25% em Peças. Segundo o Gerente Geral da Paraná, Sr. Paulo Kowalski, todos os Empresários Rurais estão convidados para esse evento. “Teremos descontos especiais em lubrificantes, graxas, baterias e nos produtos da John Deere Collecion”. Além disso, nosso cliente poderá programar a revisão do seu equipamento John Deere, fixando datas para a execução do serviço com preços especiais. A Paraná Sistemas Mecanizados fica na Rodovia BR 277, KM 347 em Guarapuava, PR.

Maiores informações pelo fone: Paulo Kowalski

(42) 3624-0055

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[Organização]

Unidos pelo agrônomo-consultor P

rodutores rurais de Guarapuava e região resolveram ser unir em busca de tecnologia. A ideia surgiu há dois anos e envolve, hoje, nove produtores altamente tecnificados. Ainda sem nome, o grupo é conhecido como “Grupo Mattozo”, sobrenome do engenheiro agrônomo contratado para coordenar o departamento técnico. Sem caráter comercial, o grupo reúne-se trimestralmente, pré e pós safra. Nos encontros, o agrônomo apresenta resultados e o grupo discute tecnologia. Em entrevista concedida à Revista do Produtor Rural do Paraná, José Ernani Lustosa, Márcio Duch e Josef Hildenbrandt Junior contaram as vantagens e benefícios que obtiveram desde a criação do grupo. “Sempre dei valor à pesquisa. Atualmente, o produtor rural tem que ter um canal que traga a pesquisa, a tecnologia, porque as demandas burocráticas, relatórios financeiros, serviços de escritório tomam muito tempo da gente. Por isso, optei em contratar o agrônomo para ele canalizar essa tecnologia e colocar em prática no campo. Tem dado muito certo. Hoje o produtor rural precisa dedicar muito tempo ao setor administrativo, portanto, o agrônomo de é fundamental importância”, comenta o produtor José Ernani Lustosa. Além disso, segundo o produtor Márcio Duch, a presença do agrônomo ajuda também na parte comercial, já que os produtores têm mais liberdade para comprar ou vender, sem a pressão de agrônomos de revendas. “Temos muito mais liberdade de negociação, sem pressões de compra x assistência. Nosso agrônomo não tem nenhum vínculo comercial”, explica.

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Duch e Lustosa, que também têm área fora do Estado do Paraná, acrescentam que a partir da criação do grupo e com a presença do agrônomo, ficaram mais seguros quando estão cuidando da propriedade distante. “Quando estamos ausentes, sabemos que ele está aqui”. Os produtores citam também que o agrônomo, além de trazer a tecnologia para o grupo, faz o monitoramento para a boa aplicação dessa tecnologia. “É uma consultoria. Minha vida, com relação ao administrativo, à contabilidade, enfim, com papéis, mudou completamente”, diz o produtor Josef Hildenbrandt Junior. Em maio, ele já tinha comprado 100% dos insumos de inverno e verão. “Gosto de fazer essa programação o quanto antes, porque agora posso focar somente na fa-

zenda. Antes era tudo em cima do laço”. Outro ponto positivo, segundo eles, é que os nove produtores trocam tecnologia em reuniões periódicas. “Não tem nenhum ar de competição. Muito pelo contrário. Todos colaboram para que o grupo obtenha resultado positivo. Não enxergamos o colega como concorrente e nem quem está de fora”, relatam. Os produtores comentaram, ainda, que os funcionários estão sendo mais capacitados, mais treinados e preparados. Recentemente, o curso De Olho na Qualidade, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), foi realizado nas propriedades, com o apoio do Sindicato Rural de Guarapuava, mas toda organização foi feita por intermédio do agrônomo do grupo.


Luiz Maurício Mattozo, agrônomo

Investimento que retorna De acordo com os produtores, o investimento no engenheiro agrônomo vale a pena. “É claro que o objetivo são altas produtividades e maior rentabilidade. Priorizamos altas produtividades, mas com boa relação custo x benefício. Queremos produzir mais, no entanto, com um custo racional”, explicam. O grupo vem obtendo um incremento em produtividade significativo. “Principalmente em trigo”, diz Lustosa. Ele pulou de 3.600 kg/ha para 4.200 kg/ha. Hildenbrandt Junior também comemora a excelente produtividade em soja - 75.7 sc/ha e

Duch, em milho - 13.400 kg/ha. Duch destaca que tem obtido ganhos também em qualidade da produção. “O agrônomo é essencial. Quem faz o grupo unido é o agrônomo”, diz o produtor. Lustosa concorda com o colega. “Ele (o Mattozo) é a ligação. Não existe grupo de produtores sem o agrônomo consultor”. Para o grupo, é importante que o agrônomo seja experiente e com espírito de grupo. “Caso contrário, não funciona”, alerta Duch. Segundo Lustosa, no caso do Mattozo,

Na prática Antes do grupo, os produtores rurais tinham assistência técnica de revendas e cooperativas abertas. Mattozo trabalhava em uma revenda e buscou inspiração em outro grupo (Agrass) que já existia na cidade. Trocando experiências com o agrônomo daquele grupo, buscou os produtores e apresentou a proposta. A ideia deu certo, principalmente porque ele já atendia esses produtores e conhecia o histórico das áreas. Além disso, é um agrônomo experiente, com 24 anos de trabalho no campo. O agrônomo tem salário fixo e cada produtor paga de acordo com o tamanho da área. Ele realiza visitas semanalmente nas propriedades. “Toda semana o trabalho é programado e atendemos propriedades em Guarapuava - distrito de Entre Rios, Goioxim e Pinhão. Na época de colheita e pós-colheita, mudamos o foco. Entra o trabalho de coleta de solos para análise, o planejamento e o serviço de escritório. Além disso, temos que arrumar tempo para participar dos eventos técnicos, como palestras, seminários e dias de campo”, explica Mattozo. Segundo Hildenbrandt Junior, o produtor não consegue participar de todos os seminários, palestras, dias de campo. Por isso, a importância do agrônomo. “Ele participa e traz as novidades para a gente”. Em outras regiões, como Campos Gerais, esse tipo de organização é mais comum, com grupos de mais de 20 anos de atuação.

ele veio trabalhar com produtores que já tinham um nível tecnológico elevado. “Ele teve que fazer ajustes finos em propriedades que já tinham boas produtividades. Foi um desafio grande e um trabalho a longo prazo”, observa. O grupo pretende, no futuro, criar um departamento comercial, para melhorar, principalmente, a comercialização de trigo. “A compra e venda não está descartada”, diz Lustosa. Estudamos abrir um braço no grupo, com uma pessoa competente, que não seja o agrônomo, para fazer compra e venda”, afirma.

Quem faz parte do “Grupo Mattozo” Clodoaldo Diniz/Mariane Hildenbrandt Hermann Weigand José Ernani Lustosa Josef Hildenbrandt Junior/Josef Hildenbrandt Marcio Duch/Grupo W. Duch Marcos Clock Raimund Helleis Regiane Cordeiro Lustosa Ulisses Igor Muth Engenheiro Agrônomo: Luiz Maurício Mattozo

Médias de produtividades do grupo SOJA - 4.302 kg/ha (71.7 sc/ha) -Média de 5 mil hectares MILHO - 11.627 kg/ha (193,8 sc/ha) - Média de 2.230 hectares TRIGO - 2011 - 4064 Kg/ha (2115 ha) 300 ha acima de 5000 Kg/ha - 2012 - 2637 Kg/ha (3579 ha) 100 ha acima de 4500 Kg/ha *Inverno seco e geada no final de setembro.

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[Mecanização florestal]

Técnicas para manejo de florestas comerciais

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e na lavoura e na pecuária o produtor deve observar uma série de detalhes técnicos para obter produtividade e qualidade, no setor de florestas plantadas não é diferente. Este foi o principal enfoque do 2º Módulo do Desenvolvimento Florestal, dia 13 de junho, no anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava. Parceria entre o sindicato e várias organizações, o evento é parte de uma série de encontros que visa contribuir para o desenvolvimento dos produtores rurais que se dedicam ao plantio comercial de árvores. Participando mais uma vez como palestrantes, agrônomos da Unisafe (Londrina) abordaram, durante a manhã, a correta condução de florestas plantadas. À tarde, numa área no Cedeteg, empresas demonstraram equipamentos e ferramentas para o manejo de reflorestamentos, destacando formas de se proceder à pulverização e à poda de árvores. Diante de cerca de 45 participantes, entre agricultores e funcionários de propriedades rurais, Antônio Felipe Domanski dos Reis, responsável pela área de fertilidade de solo e nutrição de plantas e me-

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canização agrícola da Unisafe, enfatizou a necessidade dos produtores de madeira realizarem aplicações de produtos, nas plantações, sempre de acordo com critérios técnicos. Especialmente, na calagem e no uso de defensivos, para evitar o desperdício – uma prática duplamente cara, já que não se atingirá o resultado esperado. “Tudo que você aplica hoje, numa lavoura, custa caro e pode ser danoso ao meio ambiente se feito de maneira errada”, alertou. Ele exemplificou, recordando que, no caso do calcário, o produto, se utilizado em estado muito seco, acaba por ser carregado pelos ventos; e, no uso de herbicidas, é fundamental observar o tamanho de gota e a vazão. Outro representante da Unisafe, o agrônomo Pedro Francio, mostrou que na hora de implantar florestas, o agricultor deve, já com antecedência, planejar e construir vias de acesso dentro da propriedade: “Em todo setor de produção, você vai ter de escoar o produto no futuro. Todo produto agrícola, pecuário ou florestal, precisa de estrada. No setor florestal, muita gente esquece de que precisa ir lá para fazer um

Felipe (Unisafe): evitar desperdício na aplicação de produtos na floresta


Edilson Araújo Martins, que produz pinus e eucalipto em Guarapuava, foi ao evento em busca de mais informações técnicas. “Esses cursos nos colocam uma visão diferenciada, para incrementar a atividade, aumentar a produtividade, mostrar a condução correta, é interessante para o setor”, declarou. Há aproximadamente 12 anos no segmento, ele contou que agora está começando o desbaste e explicou que, embora não considere que esta fase traga uma grande remuneração, o procedimento é necessário “para que se tenha uma floresta homogênea no futuro”.

Pedro (Unisafe): análise de solo deve ser correta para resultados realistas

manejo, levar água para aplicar um herbicida, levar adubo, calcário. Muitas vezes, fazem plantios mal feitos devido à falta de planejamento. E um dos fatores é a estrada. Muitas vezes se deixa a formiga atacar, por não se ter nem acesso à área, nem condição de visualizar e acompanhá-la como se deveria, ou como a silvicultura indica”. Na parte prática do Módulo de Desenvolvimento Florestal, no Cedeteg, Francio também ressaltou que o plantio de florestas necessita de análise de solo. Ele comentou que nem sempre o agricultor realiza o procedimento e, quando o realiza, deixa de seguir determinadas técnicas, o que pode inclusive levar a um resultado que não reflete a realidade. “No estado de Iowa, no cinturão do milho, nos Estados Unidos, se faz mais análise de solo do que no Brasil inteiro”, destacou. Para um dos participantes, Everton Seco, funcionário de uma propriedade da região que possui floresta plantada, o evento foi importante, tanto para quem já trabalha no ramo quanto para quem pensa em iniciar o plantio comercial de árvores. “É interessante para os dois: quem já tem (floresta), pode melhorar e, para quem está começando agora, é bom porque aprende tudo já”.

Everton Seco: evento bom para quem já está no ramo florestal e para quem quer começar agora

Produtor Solidário. O resultado foi uma arrecadação de 80 quilos de doações, entre alimentos não perecíveis e roupas. Mais dois encontros abordarão o plantio de florestas: dia 22 de agosto, acontecerá, também no sindicato, mais um Módulo do Desenvolvimento Florestal. Dia 8 de outubro, se realizará a segunda edição do Dia de Campo Florestal, no Cedeteg. “Estamos preparando um dia de campo inovador, maior do que no ano passado, com mais parceiros, teremos o simulador de colheita florestal, da Unicentro, que vai estar à disposição, queremos colocar uma serraria móvel e mais novidades para o produtor rural”, antecipou Pedro Francio. A presença dos participantes, de aproximadamente 300, ano passado, ele estima que deverá chegar a cerca de 800.

Cooperativa

Edilson Araújo Martins: experiência e busca constante de informações sobre florestas comerciais

Os sócios do Sindicato Rural, em dia com a anuidade, e que estiveram presentes ao evento, participaram da promoção Sócio Participativo e concorrerão a uma câmera fotográfica digital (a iniciativa pretende incentivar a participação dos associados nos eventos promovidos pela entidade). Ainda durante o evento, foi realizada a Campanha

Em entrevista, Francio falou ainda sobre o debate em torno da fundação de uma cooperativa de produtores de madeira (assunto debatido no Módulo de Desenvolvimento Florestal promovido em abril). “Uma cooperativa florestal, na região de Guarapuava, é mais do que necessária, para eles (os produtores) não ficarem competindo entre si, no mercado, e sim se unirem para ter um preço maior e produzir com a qualidade e a quantidade de madeira de que o mercado precisa”. Ele observou que “as próprias indústrias não têm interesse em comprar uma madeira que não seja de qualidade”. Francio completou que “a união faz a força”, que “Guarapuava é um exemplo de cooperativismo” e que uma cooperativa daria maior segurança ao produtor de madeira, por garantir um mercado certo.

Poda de árvores: ferramentas utilizadas para o manejo da floresta

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Foto: Manoel Godoy

[Milho]

Além da produtividade Flávio Lamanna Engenheiro Agrônomo Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Nidera Sementes

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ualidade de grão. Detalhe que faz grande diferença na hora da comercialização. A Nidera Sementes, preocupada com esta questão, desenvolve em sua extensa rede de pesquisa e desenvolvimento, híbridos que aliam produtividade e qualidade de grãos. Sempre quando se pergunta a um produtor qual item ele considera mais importante em um híbrido de milho, a maioria absoluta tem a resposta na ponta da língua: produtividade. Sem dúvida nenhuma, é um item importantíssimo em qualquer cultura que se produza comercialmente, ou seja, visando o lucro. Ainda mais quando se trata de um investimento financeiro onde se espera a melhor remuneração do capital investido. Entretanto, é necessário ficar atento também quanto à qualidade do produto. Sabemos que certos híbridos do mercado apresentam elevada tendência a desenvol-

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ver altos índices de grãos ardidos. E como consequência o produtor deverá amargar consideráveis descontos por conta dessa ocorrência. Sem falar na possibilidade de rejeição por parte de alguns compradores mais exigentes. A questão é que na maioria das vezes grão ardido é sinônimo de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos), e dependendo do tipo, podem trazer sérios danos à saúde animal e até à saúde humana. Alguns exemplos de danos são redução do crescimento, interferência nas funções vitais do organismo e até indução à produção de tumores malignos. No caso de suínos, a ingestão de fumonisina, por exemplo, causa edema pulmonar, ao passo que em humanos esta mesma micotoxina está associada à câncer no esôfago. Frangos que ingerem a micotoxina T2, apresentam má formação óssea nas pernas. Por definição “Grão Ardido” é todo grão que apresenta em pelo menos um quarto de sua superfície colorações atí-

picas, variando de marrom claro a roxo. Esta descoloração, na maioria das vezes, é o reflexo da ação de fungos presentes no campo, onde, na presença de umidade nestes grãos, encontram condições para se desenvolver. Geralmente esta umidade consegue penetrar no interior da espiga por deficiência no seu empalhamento, que é a proteção dos grãos. Preocupada com esta questão a Nidera Sementes, desenvolve em sua extensa rede de pesquisa e desenvolvimento, híbridos que aliam produtividade e qualidade de grãos, uma vez que seu banco de germoplasma tropical permite introduzir esta característica desejável nos híbridos de milho, ou seja, o excelente empalhamento. No Brasil, com aumento da produção e exportação do cereal para um mercado externo cada vez mais exigente, terá sucesso quem tiver um produto de melhor qualidade.


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[Notas]

Revista do Produtor Rural na final do concurso da ANDEF

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Revista do Produtor Rural do Paraná é uma das finalistas de um importante concurso de matérias jornalísticas que abordam boas práticas agrícolas: o Prêmio ANDEF 2013, que se encontra em sua 16ª edição. Pela publicação do sindicato, concorre a jornalista Helena Krüger, com matéria sobre o uso de EPIs na aplicação de agroquímicos (edição nº 35, fevereiro/ março de 2013).

Conhecido como o “Oscar da Agricultura”, a premiação recebeu a inscrição de 127 reportagens de 87 jornalistas. As matérias tratam de responsabilidade ambiental e social, educação no campo, sustentabilidade entre outros temas que incentivam o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Foram eleitas 28 reportagens finalistas da categoria Jornalismo, sete de cada sub-categoria: TV, Jornais, Revistas

e Ações para Cooperativas. A comissão julgadora foi composta por profissionais ligados às entidades: Abrahams Executive Search, ABMR&A, inpEV, CCAS, Sindag, USP, BlueBox Comunicação, Alfapress Comunicações e Enactus. A entrega oficial da premiação será no dia 24 de junho, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo. Os vencedores levarão para casa 1 iPad de 32Gb e uma bolsa de estudo no MBA em Fitossanidade.

Gerente de agronegócios do BB de Guarapuava ministra palestra no Programa Empreendedor Rural Para esclarecer as dúvidas dos produtores sobre crédito rural, o gerente de agronegócios do Banco do Brasil, Oswaldo Granemann de Paula participou, no dia 13 de junho, de um dos módulos do Programa Empreendedor Rural – Ovinos, no Sindicato Rural de Guarapuava. O gerente ministrou uma palestra sobre as linhas de crédito disponíveis para os diferentes objetivos dos produtores rurais, em especial, sobre a linha de crédito de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) - programa de incentivo do governo federal que financia projetos e investimentos para uma agricultura mais sustentável e, ao mesmo tempo, mais produtiva.

Oswaldo Granemann de Paula

Moção de repúdio à PEC 37 O Sindicato Rural de Guarapuava se posicionou contra a proposta de Emenda Constituição (PEC 37), que limita os poderes investigatórios do Ministério Público. A entidade assinou moção de repúdio à PEC em nome do 2º vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora. No dia 07 de maio, em reunião com o Conselho de Cidadania Ética e Justiça de Guarapuava (Concejug), representando o Sindicato, Murilo Lustosa Ribas apresentou a moção de repúdio à PEC, que foi entregue ao Ministério Público, em nome da Promotora Pública, Dra. Leandra Flores. No mesmo dia, outras entidades como Clube Soroptimista de Guarapuava, Concejug e Observatório Social de Guarapuava entregaram também a moção de repúdio.

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Revista do Produtor Rural

Entrega da moção para a promotora do MP, Dra. Leandra Flores


[Identidade Sindical]

Biogénesis Bagó:

bonificação para clientes!

Entrega de cheques simbólicos marcou a concessão de bonificações

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Biogénesis Bagó, fabricante de produtos para sanidade e produtividade animal, realizou na noite de 4 de junho, no anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava, entrega de cheques simbólicos a produtores rurais, simbolizando a bonificação que receberam ao comprar produtos daquela marca em estabelecimentos comerciais parceiros do projeto Identidade Sindical. No evento, aberto pela gerente do sindicato, Luciana de Queiroga Bren, que saudou os produtores e os integrantes da Biogénesis Bagó, o Gerente Distrital-Sul da empresa, Saint´Claire Canedo, falou sobre a participação no projeto Identidade Sindical, do Sindicato Rural de Guarapuava, ressaltando uma evolução

das vendas na região. Após a entrega dos cheques, jantar oferecido pela empresa, no salão de festas do sindicato, coroou a comemoração dos contemplados. Saint´Claire Canedo, em entrevista, fez uma avaliação positiva da presença da Biogénesis Bagó no projeto do Sindicato: ele destacou que, na região de Guarapuava, houve maior contato com clientes e uma expansão nas comercialização dos produtos. “Em um ano (2011 para 2012), a gente cresceu mais de 40% no faturamento regional”, revelou o gerente. Ele explicou, entretanto, que a intenção não é estritamente comercial, mas contribuir para o crescimento também das propriedades voltadas à pecuária

Saint’ Claire Canedo

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Pecuaristas contemplados com bonificação

tecnificada. “A Biogénesis Bagó começou um trabalho que a gente vem desenhando, há muitos anos, que é o crescimento regional – e quando dizemos ‘regional’, não estamos falando de uma região ou de um Estado, mas da América Latina”, contou, observando que, como empresa de destaque em seu setor, em nível mundial, a Biogénesis Bagó tem o objetivo de desenvolver o mercado. “Temos tudo o que se necessita para ter aumento na produção de alimentos, nós não podemos deixar isso passar”, frisou, completando que a empresa tem realizado eventos em que reúne produtores para debater o crescimento do segmento da pecuária, sem focar diretamente em sua linha de produtos. Como exemplo, Saint´Claire, mencionou o marco histórico da empresa, que, de acordo com ele, neste ano, alcançou dois bilhões de vacinas contra aftosa aplicadas nos países do continente que possuem campanhas de erradicação daquela doença. “Isso mostra que estamos preocupados em agregar valor”, afirmou. Nesta linha de trabalho, o gerente disse que a Biogénesis Bagó vai promover, também para a região de Guarapuava, eventos voltados à difusão de informação técnica para o desenvolvimento da pecuária, como palestras, e observou que os produtores devem aproveitar estas oportunidades. “A gente vai trazer benefícios e informações de interesse do produtor”, comentou, considerando que, “na realidade, (a importância) não é a palestra propriamente dita, mas sim o que ela pode agregar de valor na propriedade”.

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Solange Ribas Cleve recebendo cheque de Luciana Bren

Entre os pecuaristas contemplados com bônus, Nilcéia Veigantes disse que verificou elevação de produtividade: “No caso da minha propriedade, tínhamos um índice de prenhez de 86%, an-

tes de eu começar a trabalhar com as vacinas reprodutivas, e passamos para 95%”, relatou. Para outro criador que recebeu bonificação, Ércio Padilha Carneiro, a parceria entre Biogénesis Bagó e o Projeto Identidade Sindical tem se mostrado positiva: “É um incentivo a mais, a bonificação. A gente acaba gastando em produto e recebe em produto depois. Isso ajuda na propriedade”. Parceiro da entidade e da empresa no Identidade Sindical, Romualdo Kramer, proprietário da Agroboi, elogiou o projeto. “Nós olhamos com muito bons olhos. Quando a gente vê empresas como a Biogénesis, que coloca técnicos, faz eventos, traz palestras, quem ganha com isso é o produtor, a produtividade e ganha o município também, que produz mais e melhor”, concluiu. Em entrevista, antes do evento, o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, destacou que, também no caso da parceria com a Biogénesis Bagó, o projeto Identidade Sindical tem se mostrado interessante para os dois lados: “A empresa está extremamente satisfeita, porque melhorou seu market share. E para o produtor rural foi também interessante, porque ele está recebendo uma bonificação, em produto, para utilizar nas lojas parceiras. Com isso, ele está conseguindo um preço mais vantajoso do que conseguia normalmente”. O projeto Identidade Sindical é uma iniciativa do Sindicato Rural de Guarapuava. Empresas de Guarapuava e região, que participam do projeto, concedem aos associados do sindicato, identificados com uma carteirinha, descontos em produtos e serviços.

Participaram também do evento representantes de revendas de produtos agropecuários, parceiras do Identidade Sindical, que comercializam produtos da Biogénesis Bagó


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[Meio ambiente]

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rodutores rurais de todo o País devem ficar atentos: o Novo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/2012) determina que será necessário cadastrar todas as propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que funcionará na Internet, no site www.car.gov.br (até o fechamento desta edição, se aguardava pelo lançamento oficial do novo cadastro). O CAR tem por base imagens de satélite, realizadas em 2008, para determinar como está a situação da coexistência entre propriedades rurais e meio ambiente em todo o Brasil. Ao cadastrar sua propriedade, o produtor indicará vários detalhes, como área, APPs, reservas legais, e receberá um recibo de cadastramento. Por sua importância, o cadastro tem sido um dos principais assuntos para autoridades ambientais, do governo federal e dos estados, organizações não governamentais de defesa da natureza, entidades do cooperativismo e de representação de produtores, e de trabalhadores rurais, entre outras. No Paraná, dia 14 de maio, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentaram, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) durante o lançamento do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal no Paraná. Na Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), em Curitiba , Carla Beck, do Departamento Técnico Econômico, é uma das pessoas da instituição que vem acompanhando os debates em torno do CAR. Em entrevista à Revista do Produtor Rural do Paraná, ela comentou o estágio atual de implantação do cadastro e o que ele significará. “A plataforma do CAR já está pronta. Inclusive, nos estados de Goiás e Rio de Janeiro, ela já esta funcionando no modo teste”, contou, complementando que “para os demais estados, a plataforma só estará disponível quando a ministra do Meio Ambiente oficializar o lançamento e publicar no Diário Oficial

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da União uma Instrução Normativa, regulamentando o Cadastro Ambiental Rural, e um Decreto, regulamentando o Programa de Regularização Ambiental”. Segundo estimou, “isso deverá acontecer a partir do mês de junho”. Carla Beck lembrou que “o cadastro é a principal ferramenta de controle ambiental do novo Código Florestal e será obrigatório para todos os imóveis rurais” (para poder participar do Programa de Regularização ambiental o produtor precisa estar inscrito no CAR). “Os proprietários rurais terão um ano, prorrogável por mais um, a partir da data de publicação do decreto no Diário Oficial da União, para realizarem seus cadastros”, detalhou, ao mesmo tempo em que alertou para um ponto importante: “De acordo com o Novo Código Florestal, o proprietário que não realizar o CAR, a partir de 25 de maio de 2017, não poderá ter acesso ao crédito rural”. Na prática, realizar o cadastramento significará acessar um site da Internet. Perguntada se já viu a plataforma do CAR e se a considerou fácil de utilizar, ela observou que o sistema busca ser simples: “A plataforma tenta ser prática, mas exige do produtor alguns conhecimentos. Para efetuar o cadastro, é necessário conhecimento básico de georreferenciamento, de informática, dos conceitos do Código Florestal e interpretação da situação fundiária do produtor”. Por outro lado, Carla Beck considerou que o produtor poderá, ele mesmo, cadastrar os dados, desde que tenha um bom conhecimento de informática e de legislação. Conforme elencou, o cadastro exigirá: identificação do proprietário; comprovação da propriedade ou posse; e identificação do imóvel, por meio de planta e memorial descritivo, contendo a indicação das coordenadas geográficas, com pelos menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel, informando a localização dos remanescentes de vegetação nativa, das áreas de preservação permanente, das áreas de uso restrito, das áreas consolidadas e, em caso existente, também a localização da Reserva

Foto: Fernando Santos

CAR, um cadastro ambiental obrigatório

Carla Beck

Legal. “O sistema FAEP/SENAR, em conjunto com o IAP, OCEPAR e FETAEP, deverá treinar profissionais que podem auxiliar os produtores rurais na inscrição do CAR”, antecipou. A FAEP identificou que a plataforma necessitaria de algumas modificações. Carla Beck informou que as modificações foram solicitadas e agora é preciso aguardar o resultado final, que deverá sair quando a Instrução Normativa, regulamentando o CAR, e o Decreto, regulamentando o Programa de Regularização Ambiental – PRA, forem publicados.

De acordo com o Novo Código Florestal, o proprietário que não realizar o CAR, a partir de 25 de maio de 2017, não poderá ter acesso ao crédito rural. Carla Beck - FAEP


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[Questões [Notas] agrárias]

Direitos em conflito Produtores rurais solicitam a descentralização das demarcações de terras indígenas. Confira a situação do conflito em Guaíra e em Laranjeiras do Sul/PR.

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garantia do direito a propriedade privada e, ao mesmo tempo, os direitos indígenas precisam, da mesma forma, ser assegurados. Porém, a necessidade de equilíbrio entre as causas é essencial para soluções pacíficas no campo. Com anúncio de novas demarcações de terras indígenas em todo o país pela Fundação Nacional do Índio (Funai), discussões e conflitos no âmbito rural têm se intensificado. Nesse contexto, a classe produtora rural se posiciona a favor de políticas mais transparentes e legítimas no processo demarcatório. Segundo o presidente da Organização Nacional de Garantia ao Direito de Propriedade (ONG DIP) - criada em Guaíra/PR, Roberto Weber, um direito não pode se sobrepor a outro. “Nós produtores continuamos trabalhando, não importa qual governo, pagamos impostos e temos direitos”. Weber afirma que não é contra a causa indígena, mas é preciso que os abusos nas demarcações cheguem ao fim. “É necessário clarearmos a situação, não quero a extinção da Funai,

mas que ela trabalhe de forma mais transparente e democrática”. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, também defendeu protestos pacíficos e afirmou que a causa não é contra os indígenas, e sim contra as ações da Funai. “O índio, na verdade, é um brasileiro carente, como tantos, que está sendo usado como massa de manobra pela militância que se instalou na Funai e que comanda ONGS interessadas em estabelecer confusão na área rural. O verdadeiro inimigo são estes e é contra eles que a manifestação deve se dirigir”. De acordo com o 2º vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora, a Funai conduz os processos demarcatórios de forma arbitrária, e é importante que a sociedade saiba da gravidade do tema. “O produtor quer mostrar que precisamos de respeito à propriedade e a quem está produzindo. Ao mesmo tempo, entendemos que é preciso respeitar as reservas dos índios. É necessário achar uma solução que seja boa tanto para a comunidade indígena quanto para os agricultores”.


Heinze – Ações no Congresso

Conflitos no Oeste do PR

O deputado federal do Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze, em entrevista a Revista do Produtor Rural, destacou algumas das ações que estão sendo coordenadas no Congresso em defesa do agricultor com relação à questão indígena. “Estive 18 vezes com o Ministro da Justiça expondo a questão, neste ano.

De acordo com o Sindicato Rural de Guaíra, são 18 áreas invadidas por indígenas no campo e quatro no perímetro urbano nos municípios de Terra Roxa e Guaíra, o que vem causando atrito entre indígenas e produtores rurais. Segundo o presidente do Sindicato Rural, Silvanir Rosset, a situação de instabilidade jurídica continua na cidade.“Não mudou em nada após o pedido da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, de suspender as demarcações. Mas nós não vamos parar as nossas mobilizações, vamos continuar lutando até que algo seja feito”. Segundo Rosset, as primeiras invasões aconteceram em 2008, e a partir de 2010 houve um aumento significativo no número de propriedades invadidas por indígenas. “Eles não respondem pelos danos que causam e os prejuízos. Isso é um absurdo para quem produz e paga impostos”.

Luis Carlos Heinze, deputado federal

Acredito que é importante voltar à pauta a Portaria 303; a aprovação da PEC 215, que inclui o Congresso nas decisões das demarcações de terras, e por fim, a CPI da FUNAI, para esclarecer como está acontecendo o processo hoje”. Heinze, que também faz parte da Comissão de Agricultura e é presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, falou da importância do tema em nível nacional. “Hoje a questão indígena é o tema mais importante para a Frente Parlamentar de Agricultura, já que é um problema que está afetando todos os estados da Federação”.

Roberto Weber - presidente da ONG DIP

O produtor rural e presidente da ONG DIP também falou sobre a situação de conflito em que se encontra Guaíra com a indefinição do processo demarcatório aliado as invasões. “Precisamos de ajuda. Nossas terras tem tanta legitimidade como qualquer outra do estado. Gostaríamos de ter mais apoio. O produtor precisa ser respeitado”, disse Weber.

O produtor quer mostrar que precisamos de respeito à propriedade e a quem está produzindo, ao mesmo tempo, entendemos que é preciso respeitar as reservas dos índios. Silvanir Rosset - presidente do Sindicato Rural de Guaíra

Audiência pública

Anton Gora durante audiência pública em Brasília

No dia 08 de maio, o 2º vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora, esteve presente na audiência pública convocada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados com a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em Brasília. Segundo Gora, estiveram no encontro quase 2000 produtores rurais de todo o país. “Na audiência pública, convocada pela Comissão de Agricultura, foi pedido esclarecimentos sobre a demarcação de terras indígenas para a ministra Gleisi Hoffmann. Expomos que a Funai está agindo de forma ilegal no país”. Em resposta aos produtores, a ministra pediu a suspensão das demarcações no Paraná e destacou a necessidade de se formar um grupo de trabalho com entidades confiáveis, como a Embrapa, para participar do processo de demarcação de terras.

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Produtores protestam contra demarcações arbitrárias da Funai Laranjeiras do Sul

Rosicleia Seguro, produtora rural

Em Laranjeiras do Sul, na região de Boa Vista Passo Liso, produtores rurais da região também possuem muitas terras ameaçadas. Segundo a produtora rural Rosicleia Seguro, calcula-se que sejam 7.344 hectares demarcados, quase 10% de todo o território do município, que englobam 173 famílias de agricultores, principalmente, pequenos e médios produtores, muitos com escrituras públicas há quase 100 anos. Nesse contexto, Rosicleia decidiu criar, em conjunto com os produtores da região, a Associação de Proprietários e Moradores da Comunidade Boa Vista do Município de Laranjeiras, para articular ações em defesa dos agricultores. “Já enviamos para o governo uma carta explicando a situação dos processos demarcatórios em Laranjeiras do Sul e pedindo apoio do Governo Estadual”. Além disso, a produtora destaca a importância econômica de Boa Vista em produção agrícola e pecuária. “É impossível que algum produtor aceite indenizações que contemplam apenas as benfeitorias, propostas de valores insignificantes e que não retratam a realidade dos investimentos. Por exemplo, para uma área de 25 alqueires ofereceram apenas R$ 7.008,72”.

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Em protesto contra as demarcações, produtores de Laranjeiras do Sul e de várias outras regiões afetadas do estado e do país, como Guaíra e Mato Grosso do Sul, realizaram uma manifestação nacional no dia 14 de junho para reivindicar contra as ações da Funai. O Sindicato Rural de Guarapuava apoiou o manifesto em Laranjeiras do Sul. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, João Paulo Oliboni, o produtor não possui segurança jurídica. “Estamos vendo o nosso produtor sofrendo. Ele não pode investir em insumos, corrigir as terras, pois está tudo indefinido. Isso é lamentável. Nós precisamos de uma definição rápida. O agricultor quer trabalhar”, disse Oliboni, durante o protesto. O produtor rural e presidente eleito do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, Elio Schmitt, também se manifestou a respeito da questão indígena. “Esse ato é de extrema importância. Estamos apoiando os produtores”. O 2º vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora, disse que a entidade tentou mobilizar os produtores para viajarem até Mato Grosso do Sul e depois para Laranjeiras, porém não houve adesão dos associados. “Acredito que deveria ser um momento de união da classe. Se houver conflitos e problemas em nossa região com relação à questão indígena, não adianta reclamar!”, critica.

Produtores realizaram panfletagem durante o manifesto

Presidente rural do Sindicato Rural de Laranjeiras, João Paulo Oliboni, e o presidente eleito Elio Schmitt


[Perfil ]

Jogando um bolão (também no campo)

Aliando a paixão pelo esporte e o campo, Wilson Barbieri é um craque nas duas atividades. No primeiro contato, ao telefone, com a voz rouca e o falar apressado, Wilson Barbieri já atestava um pouco de seu jeito de ser. Ritmo inquieto que possui não só na forma de falar, mas também como gosta de viver. Aos 67 anos, Barbieri, conhecido na cidade e no cenário esportivo como jogador de bocha, também bate um bolão fora das pistas, mas como produtor rural. Ao contar sua história, com um olhar um pouco distante e palavras apressadas, ele demonstra o amor que possui pelo esporte. A aptidão pelas atividades esportivas começou cedo, com incentivo do pai, Sr. Alexandre Benedito. Desde pequeno, Barbieri se destacava nas brincadeiras e jogos de futebol na vila do Jordão, em Guarapuava, local onde nasceu. Com apenas 12 anos já jogava no time “Guarapuava Extra”, em que ficou até os 15. Aos 17, iniciou no futebol amador, no time Guairacá. No entanto, consolidou sua carreira no esporte no time da Associação Esportiva Danúbio, em Entre Rios. Foi neste período, que o esporte abriu portas para Barbieri começar a atuar no setor rural. “Joguei 12 anos no Danúbio e iniciei no comércio de cereais por intermédio da Cooperativa”. Barbieri relata que teve três cerealistas, a primeira delas por volta dos anos 70, onde atuou como gerente por 20 anos “Eu ajudei muito o time de Entre Rios com a minha participação, em contrapartida, eles me ajudaram muito profissionalmente. Prezo muito pela cultura dos Suábios. Posso dizer que iniciei minha carreira lá”. Após apostar nas cerealistas, o então jogador de futebol e empresário decidiu investir em algumas terras e, efetivamente, se tornar produtor rural. “Eu gostava mais de pecuária, comprava bezerros para criar. Gosto de adrenalina, não tinha muita paciência para a engorda, mas hoje na minha área tem mais agricultura”. Amor pelo bolão e pela família O atleta do bolão destaca que o mais preza na prática esportiva são as amizades. “Eu sempre trabalhei aliando o esporte na minha vida. Isso para mim é muito importante. Acredito que os relacionamentos e amizades que o bolão proporciona não tem dinheiro que pague”. O gosto pelo esporte, em sua família, não é exclusivo de Barbieri. A esposa, Marlene Barbieri, também faz parte da equipe feminina de bolão de Guarapuava. “Ela é uma excelente jogadora de bolão, é craque. O time feminino de Guarapuava tem todos os títulos que o bolão requer. É uma das melhores equipes do Brasil”. O amor pelo futebol e pelo bolão, Barbieri passou também para o filho, Alexandre. “Eu desde jovem sempre gostei do esporte e procuro passar isso para minha família. Meu filho, que também é advogado e produtor rural, se dedica muito ao futebol”. Time de craques Recentemente, Barbieri, ao lado da Sociedade Esportiva Atalaia, recebeu títulos nacionais ao lado da equipe. Nos dias 02 a 05 de maio, o atleta ganhou o braço de ouro de melhor jogador de bolão do Brasil, no campeonato Brasileiro Bolão Master – Fase classificatória, que aconteceu em Guarapuava. Em junho deste ano, no Campeonato Brasileiro de Bolão de Clubes Adulto, a seleção de Guarapuava foi campeã em casa com a ajuda de Barbieri, que modificou o jogo e garantiu a vitória inédita para a cidade. Barbieri agradeceu todo apoio recebido no incentivo ao esporte e elogiou a atuação do presidente da Sociedade Esportiva Atalaia, Nereu de Lima, a Prefeitura e a Secretaria de Esportes. “Sempre tivemos apoio. Isso é importante, mas o que importa é a motivação do grupo, sem eles eu também não jogaria. Somos um time de craques”, enfatiza.

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[Sindicato Rural de Pitanga]

45 anos ao lado do agricultor Sindicato Rural de Pitanga comemora 45º aniversário, promove semana festiva para associados e homenagens aos ex-presidentes.

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á mais quatro décadas em prol do desenvolvimento do setor agropecuário, o Sindicato Rural de Pitanga trabalha para garantir que o produtor permaneça produzindo e colhendo a prosperidade da terra. Com objetivo de festejar as conquistas dos 45 anos da entidade, o Sindicato vai realizar uma semana de confraternização para os associados, do dia 08 a 12 de julho, na sede, como forma de honrar o legado de cada dirigente sindical que contribuiu com o crescimento da entidade. “Durante toda a semana vamos esperar a visita dos sócios para comemorar o aniversário do Sindicato junto conosco”, afirma o gerente da entidade, Antônio Adir de Lara, funcionário há 26 anos. O presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier, falou sobre a importância da data. “Fico feliz em ver que nossa entidade, hoje com 1.500 sócios, está com sua missão, metas e objetivos bem definidos. Temos motivos para

comemorar, como a evolução da agropecuária regional e do Sindicato nos últimos anos”. Em relação à homenagem aos ex-presidentes, Zampier disse que graças ao pioneirismo de alguns produtores, a entidade se desenvolveu. “O Sindicato só é o que é hoje, porque começou com uma base forte, por isso as pessoas vêem o Sindicato como uma instituição que defende realmente a categoria e que presta um serviço de qualidade”. O atual presidente também enfatizou a necessidade de agradecer aos ex-presidentes pela visão que tiveram no passado. “Temos que reconhecer o que eles fizeram. Foi um trabalho importante, para que ao longo do tempo tudo fosse evoluindo”. Os ex-presidentes do Sindicato Rural de Pitanga foram: Manoel Borba de Camargo, Reinaldo Petrechen, Alexandre Buchmann, Alexandre Carlos Buchmann, Paulo Gregio e Cleuze Araújo.

Missão do Sindicato Ao falar sobre atuação da entidade, Zampier afirma que o papel do Sindicato vai muito além da prestação de serviços. Hoje representa os interesses políticos do produtor, defendendo a categoria regida por três pilares: produção com respeito ao meio ambiente; justiça social e profissionalização. “Temos que profissionalizar o trabalhador rural, cumprir a lei ambiental e regularizar a questão trabalhista, oferecendo condições de trabalho justas. Respeito ao meio ambiente, justiça social e profissionalização devem fazer parte dos ingredientes do alimento que está na mesa do consumidor”, declara o presidente.

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Luiz Carlos Zampier - Presidente do Sindicato Rural de Pitanga

“Respeito ao meio ambiente, justiça social e profissionalização devem parte dos ingredientes do alimento que está na mesa do consumidor”, declara o presidente.


Sindicatos firmaram convenção coletiva de trabalho

Entidades firmando o reajuste salarial dos trabalhadores rurais de Pitanga e Boa Ventura de São Roque

Superintendente do Senar-PR visita Sindicato Rural de Pitanga No dia 28 de maio, o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar- PR), Humberto Malucelli Neto e o assessor técnico José Carlos Gabardo estiveram no Sindicato Rural de Pitanga para uma reunião com presidentes de sindicatos rurais patronais da região, com intenção de ouvir as demandas e sugestões com relação aos cursos profissionalizantes do Senar. O presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier disse que foi um encontro importante para discussão de

ideias e para aproximar os Sindicatos. “Nós temos como prioridade incentivar a profissionalização, pois a mão de obra precisa de capacitação constante. Atualmente, só vai permanecer na atividade rural quem for profissional, dessa forma precisamos capacitar o produtor e o trabalhador rural para que se fixem ao campo”. Estiveram presentes na reunião presidentes, assessores, mobilizadores dos Sindicatos Rurais de Pitanga, Grandes Rios, Faxinal, Ivaiporã, São João do Ivaí, Manoel Ribas e Cândido de Abreu.

Visita do Superintendente do Senar - PR na regional

A Convenção Coletiva de Trabalho foi firmada no dia 20 de maio

Após cerca de um mês de negociação, o Sindicato Rural de Pitanga firmou a Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 com o Sindicato dos Trabalhadores de Pitanga e de Boa Ventura de São Roque. O reajuste no salário dos trabalhadores rurais foi para R$ 850,00, mais o benefício de uma área para horta. O aumento foi equivalente a 11,84% em relação ao ano passado. O presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier disse que valoriza o bom relacionamento entre as entidades. “O importante é que teve acordo entre os sindicatos. Isso é fundamental para as duas categorias, afinal temos uma relação de dependência mútua”. O gerente do Sindicato, Antônio Adir de Lara relata que a Convenção foi firmada após três encontros, sendo assinada pelas duas entidades no dia 20 de maio. O período de validade desta Convenção vai até o dia 30 de abril de 2014. “Ficou bom para as duas partes, além do aumento de salário, foi concedido ao empregador um espaço para que façam uma horta, em torno de 100 m²”.

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[Campanha beneficente]

Sindicato Rural é parceiro da Campanha “Seja um amigo do São Vicente” O associado que tiver interesse em contribuir com doações ao hospital via conta de luz pode preencher o formulário de adesão na sede do Sindicato.

O

Sindicato Rural de Guarapuava, em apoio ao projeto de comemoração dos 100 anos do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, está incentivando a adesão ao projeto “Seja um amigo do São Vicente”, realizado em parceria com a Rede Força e Luz do Oeste, com o objetivo de arrecadar doações de pessoas físicas ou jurídicas por meio da conta de luz. Segundo a vice-provedora do hospital, Viviane Ribas, o valor mínimo para doar na conta de energia é de R$ 2,00

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por mês, durante 36 meses. No entanto, a população e as empresas podem optar por doar até R$ 500,00 via formulário. “É um valor que vamos usar para o custeio do hospital como um todo. Acredito que é importante a retomada dessa campanha”, afirma. Viviane destaca também que a ideia é revitalizar o projeto e a parceria com a Força e Luz que iniciou há cerca de sete anos. “Queremos aumentar em dez vezes a nossa arrecadação. Acreditamos que esse aumento de doações pode trazer um recurso na ordem de R$ 100 mil reais por mês se alcançarmos a nossa meta”, declara. De acordo com o gerente regional da Rede Força e Luz do Oeste, Dalessandro Luis Mafei, a parceria com o hospital é importante não só para a Rede e para a instituição de saúde, mas para a sociedade como um todo. “A intenção foi de ajudar o hospital, sabemos da necessidade deles, das deficiências e da dificuldade de se conseguir recursos. É uma parceria que vem para beneficiar todos nós”. Em 100 anos de história do hospital, a vice-provedora conta que a

entidade nunca fechou, mesmo nos momentos de crises e em um contexto de fechamento de várias casas hospitalares. “O hospital tem mantido as portas abertas pela benevolência das pessoas de Guarapuava. O São Vicente não tem dono, é do povo, temos uma provedoria e uma diretoria para administrá-lo que é voluntária”, comenta Viviane. Em relação à parceria com o Sindicato Rural no projeto “Seja um amigo do São Vicente”, Viviane enfatiza que esse tipo de apoio é muito importante para hospital. “A iniciativa do Sindicato Rural é muito importante, pois vai incentivar mais de mil sócios a colaborarem conosco”. Os associados do Sindicato Rural, bem como a população em geral, podem preencher os formulários de adesão para contribuir com o hospital via conta de luz. Os formulários estão disponíveis na sede da entidade (Rua Afonso Botelho, 58 – Trianon), na Força e Luz e no Hospital. Além do projeto, o Sindicato Rural de Guarapuava está apoiando toda a campanha de comemoração dos 100 anos do Hospital São Vicente, como a Festa Julina, que será realizada no dia 13 de julho.


[Educação]

Agrária e BASF entregam 6.000 unidades do Atlas Ambiental ao município

U

m material raro, desenvolvido em cooperação entre a Agrária e a BASF, passa a enriquecer o material didático da rede pública de ensino do município. O Atlas Ambiental de Guarapuava foi entregue oficialmente ao prefeito Cesar Silvestri Filho, no dia 21 de maio, pelo presidente da Agrária, Jorge Karl e pelo representante técnico de vendas da BASF, José Carlos Sandrini - empresas idealizadoras do projeto. Cerca de 6.000 exemplares do material já se encontram nas escolas municipais, à disposição dos alunos. A cerimônia realizada na prefeitura contou ainda com a presença da vice-prefeita, Eva Schran, de representantes da secretaria municipal de Educação e da imprensa local. Um termo de entrega foi assinado. O Atlas Ambiental apresenta, de forma didática e lúdica, aspectos históricos, geográficos, culturais, ambientais e sociais de Guarapuava. Em mais de cem páginas, ilustrações, fotografias, imagens de satélite, infográficos e dados científicos atuais contextualizam o município, no âmbito estadual, nacional e global – navegando inclusive pelo espaço sideral. “O mundo é rico e surpreendente”, destaca um trecho inicial do material. “Soubemos da iniciativa da BASF e decidimos trazer o projeto para a Agrária. Sabemos da importância de o aluno, como cidadão, se sentir parte do local onde vive”, destacou Jorge Karl. “O atlas só será útil se for realmente empregado, e temos certeza que será. É um pequeno gesto realizado pela Agrária e esperamos que os resultados sejam colhidos no futuro”, acrescentou o presidente da Cooperativa. O prefeito de Guarapuava elogiou tanto a qualidade do Atlas Ambiental quanto a iniciativa de desenvolvê-lo. “Quero agradecer a Agrária, essa grande parceira, tão importante para o desenvolvimento do nosso município. É elogiável essa preocupação demonstrada para com Guarapuava, ao trazer para cá um

Representantes da Secretaria de Educação, Jorge Karl (presidente da Agrária), Cesar Silvestri Filho (Prefeito), Eva Schran (Vice-prefeita) e José Carlos Sandrini (Basf)

projeto que beneficiará nossos alunos”, destacou Cesar Filho. Antes da Agrária, apenas duas cooperativas haviam desenvolvido o Atlas Ambiental juntamente com a BASF. “Nossa empresa está sempre preocupada com o contexto sócio-ambiental no qual está inserido e, através do programa Mata Viva, desenvolvemos este excelente material juntamente com a Agrária”, explicou Sandrini.

Continuidade

Para incentivar a utilização do Atlas Ambiental de forma criativa, foi lançado um concurso cultural destinado aos professores, regentes de turma e equipes de ensino da rede municipal de ensino. O objetivo é inscrever um plano de aula a ser desenvolvido com os alunos no segundo semestre letivo. Os melhores trabalhos serão premiados. Mais detalhes sobre o concurso, incluindo o regulamento completo, serão divulgados em breve.

Texto: Klaus Pettinger/Assessoria de Marketing Cooperativa Agrária Agroindustrial

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[Sementes]

Com a marca global Seed Solutions, empresa contribui para expressão do potencial genético das sementes e o estabelecimento da lavoura Com o objetivo de oferecer soluções completas através das sementes para as empresas (obtentoras da genética), multiplicadores – representados por revendas e cooperativas – e agricultores, a BASF lança no país o Seed Solutions. Trata-se de uma marca global da empresa que reúne proteção de sementes e plantas, benefícios do Sistema AgCelence, serviços customizados e tecnologias. De acordo com o gerente de Marketing Tratamento de Sementes e Cultivos Cereais Centro Sul, Fernando Arantes, Seed Solutions vai contribuir com conhecimento para aumentar a profissionalização no setor de tratamento de sementes industriais, colaborando também para a competitividade da agricultura brasileira no contexto global. “Atualmente, cerca de 70% do tratamento de sementes são realizados diretamente na lavoura momentos antes da semeadura, e 30% de forma antecipada e no modelo industrial. Em cinco anos, a perspectiva é de que o modelo industrial alcance próximo de 70% de todas as sementes tratadas para o uso na agricultura. A BASF está antecipando uma

Divulgação/BASF

Serviço global da BASF é lançado no Brasil com pacote de soluções para tratamento de sementes

tendência com este lançamento“, complementa Arantes.

Benefícios importantes

Para os multiplicadores de sementes (revendas e cooperativas) os benefícios estão relacionados ao uso de produtos e máquinas de alta qualidade, fornecidas pela BASF, consultoria de boas práticas agrícolas, que minimizam o risco ambiental, maior rendimento operacional, redução de danos físicos nas sementes, redução de pó durante o tratamento, um melhor aspecto visual e homogeneidade. Já os agricultores têm vantagens associadas à diminuição de mão-de-obra, menor exposição do operador, maior agilidade no plantio, seletividade - uma vez que utilizarão sementes certificadas com estudos previamente definidos -, manutenção da germinação, menor impacto ambiental e estabelecimento da lavoura. Outro diferencial de Seed Solutions está no fato de agregar a chancela AgCelence® - marca exclusiva da empresa que identifica os produtos que, além do con-

“Multiplicadores de sementes conhecem novo serviço da BASF”

trole fitossanitário, proporciona efeitos fisiológicos positivos para a planta. Essa tecnologia possibilita a melhor relação de transformação da água, luz e nutrientes em energia e grãos, ou seja, favorece ganhos de produtividade. “Em um primeiro momento, o sistema estará disponível para a cultura de soja, posteriormente a empresa atenderá outros cultivos“, afirma Arantes. A base do Seed Solutions é o Centro de Tecnologia de Tratamento de Sementes, alocado na Estação Experimental da BASF em Santo Antônio de Posse (SP), inaugurada em agosto de 2012 e que teve investimentos da ordem de US$ 2,5 milhões.

Sobre a BASF A BASF é a empresa química líder mundial: The Chemical Company. Seu portifólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance e para proteção de cultivos, até petróleo e gás. Nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias atender as atuais e futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando nutrição saudável e melhoria da qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa estratégia corporativa: “We create chemistry for a sustainable future” – Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de € 72.1 bilhões em 2012 e contava com mais de 110 mil colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). Mais informações sobre a BASF estão disponíveis no endereço www.basf.com.br ou nos perfis corporativos da empresa no Facebook (BASF Brasil) e no Twitter (@BASF_brasil). • As vendas na América do Sul totalizaram, aproximadamente, € 3.7 bilhões em 2012 (Esse resultado abrange os negócios realizados pelas empresas do Grupo na região, incluindo a Wintershall - empresa situada na Argentina, voltada a produção de petróleo e gás). • Na América do Sul, a BASF contava com mais de 7.000 colaboradores em 31 de dezembro de 2012.

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[Legislação]

Decker, De Rocco Bastos Advogados Associados Fábio Farés Decker (OAB/PR nº 26.745) Tânia Nunes De Rocco Bastos (OAB/PR nº 20.655) Vivian Albernaz (OAB/PR nº41.281) Maybi F. P. Brogliatto Moreira (OAB/PR nº 40.541)

A nova lei dos domésticos

E

m abril de 2013 foi aprovada, pelo Congresso Nacional, nova lei (Emenda constitucional 72/2013) que equipara os empregados domésticos aos demais empregados urbanos e rurais submetidos à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dessa maneira, uma nova série de direitos trabalhistas passará a atender também os trabalhadores domésticos. As recentes regras mudam o dia a dia das famílias brasileiras e criam muitas obrigações para patrões que devem ficar atentos. O doméstico, como bem se sabe, é o empregado que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa física ou à família, no âmbito residencial destas, se enquadrando nessa categoria o cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineiro, vigia, motorista particular, jardineiro, acompanhante de idosos, entre outros. O caseiro também é considerado empregado doméstico, desde que o local onde exerça a sua atividade não tenha finalidade lucrativa. Antes da entrada em vigor da nova lei, o empregado doméstico já tinha garantido vários direitos assegurados aos demais trabalhadores, como carteira de trabalho assinada, décimo terceiro salário, repouso semanal remunerado, férias acrescidas de 1/3, dentre outros.

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No entanto, após a entrada em vigor da nova lei, a extensão dos direitos que já assistem aos demais trabalhadores, também passou a ser aplicado aos domésticos, de forma imediata, como jornada de até 8 horas diárias e 44 horas semanais; hora extra de 50% sobre a hora normal; garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção; redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; reconhecimento dos acordos coletivos de trabalho; proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; proibição de qualquer discriminação do trabalhador deficiente; proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho aos menores de 16 anos, exceto aprendizes (14 anos). De se ressaltar que alguns outros direitos concedidos pela lei, não têm sua aplicação imediata, dependendo de regulamentação, como assistência gratuita a filhos de até 6(seis) anos em creches e pré-escolas; seguro-desemprego; FGTS obrigatório e multa de 40% sobre o saldo do Fundo nas demissões sem justa causa; adicional noturno (20% sobre a hora normal); salário-família; seguro

contra acidente de trabalho e seguro-desemprego. Um dos benefícios concedidos aos domésticos que esta trazendo grande preocupação é com relação às horas extras, embora devido, nas hipóteses previstas na lei, poderá trazer grande transtorno, justamente pela dificuldade de ser estabelecido um controle efetivo da jornada pelo empregador, já que na maioria das vezes, trabalham sozinhos em casa, sem controle direto por parte dos patrões. Sobre essa questão do horário muito se tem falado sobre adoção de um livro ponto no qual o empregado doméstico anotaria o horário de sua entrada e saída, além do intervalo para refeição e descanso. Portanto, diante de todas as mudanças, sem dúvida, é recomendável que os contratos de trabalho com os empregados domésticos sejam formalizados por escrito, com uma cláusula clara sobre a jornada de trabalho diária/semanal, ainda que não haja controle físico de horário. No mesmo sentido é recomendável, que qualquer acordo para compensação de jornada, seja para compensar os sábados, seja para compensar horas extras laboradas, seja regulado por meio de contrato ou acordo para compensação de jornada, atendendo ao que dispõe a legislação a respeito.


[AgroExcelência]

Desenvolvendo a agricultura do futuro Informações de qualidade são ferramentas fundamentais para os agricultores, na busca da excelência na sua atividade. Partindo desta ideia, a DERAGRO (organização), a BASF (realização) e a MARKESTRAT (coordenação) lançaram o programa nacional AgroExcelência, que visa a troca de experiências e compartilhamento de desafios, com o objetivo de atingir níveis cada vez mais altos de produtividade com alta rentabilidade (atualmente entorno de 30 grupos em todo o país). O programa permite a interação com especialistas enfocando diversos assuntos, escolhidos pelos próprios agricultores. Em outubro do ano passado, a iniciativa chegou a Guarapuava. Cerca de 20 agricultores têm aproveitado os encontros para ampliar conhecimentos, tirar dúvidas e trocar ideias com os colegas, melhorando assim seu próprio negócio. Em Janeiro deste ano, foi realizada a primeira etapa do programa, a segunda, reuniu cerca de 20 produtores no dia 16 de maio, no Sindicato Rural de Guarapuava, onde foi discutido “Fertilidade, Manejo e Conservação do Solo”. O tema foi abordado por Eduardo Fávero Caires, doutor em agronomia, diretor do setor de Ciências Agrárias da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e coordenador do Laboratório de Fertilidade de Solo da instituição. Acidez do solo e calagem, correção do perfil do solo e plantio direto foram alguns dos vários aspectos que os participantes puderam conhecer em detalhes, com exemplos da realidade de propriedades das regiões de Ponta Grossa e Guarapuava. Seguindo o objetivo de contribuir para que o agricultor possa melhorar seu sistema de produção,

Doutor em agronomia, Eduardo Fávero Caires abordou a técnica e a rentabilidade em torno da fertilidade de solo

Caires destacou também o retorno econômico de tratamentos de calagem em sistema de plantio direto. Durante o evento, Gustavo Bastos Alves, Representante Técnico de Vendas da BASF, sublinhou em entrevista o foco da difusão da informação técnica e econômica: “A agricultura tem passado por fortes mudanças nos últimos anos, e é nesse contexto que o programa AgroExcelência se encaixa. Nós temos o objetivo de capacitar nossos agricultores em várias trilhas de conhecimento, desde gestão de pessoas até gestão de capital e fatores de produtividade. Nos encontros, sempre trazemos especialistas no assunto para conversar com nossos agricultores, no último encontro, abordamos o tema Gestão de Riscos e Técnicas de Comercialização de Commodities, e hoje estamos discutindo o manejo físico e químico de solo”. Alves acrescentou que, com isso, os participantes se tornam mais competitivos, porque melhoram seus resultados finais. Ele destacou que um dos dife-

renciais da iniciativa é que os próprios agricultores indicam, a cada encontro, os temas de maior necessidade para os próximos encontros. Os organizadores buscam, para proferir as palestras, nomes de relevância dentro dos assuntos escolhidos – o que garante que o conteúdo esteja adequado às expectativas e às necessidades específicas de cada público. “Quem conduz, de fato, são os agricultores”, afirmou Gustavo Alves. Júlio Sandini, coordenador comercial da Deragro, avaliou que tem sido muito boa a participação e interação dos agricultores no programa, que vem registrando em torno de 95% de presença da turma. “A gente vê com bons olhos e eles também estão animados. É um primeiro ano, mas conseguimos fazer essa análise através do questionário de satisfação, que revela que estamos suprindo o que eles pediram”, complementou. Abrangendo um total de 12 encontros, num prazo de três anos, o AgroExcelência, em Guarapuava, terá, ainda em 2013, três etapas. A próxima, dia 21 de agosto, abordará leis trabalhistas.

Júlio Sandini, da Deragro, e Gustavo Bastos Alves, da Basf

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Foto: Manoel Godoy

[Aconteceu]

II Jornada de Estudos Agronômicos das Faculdades Campo Real

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lima descontraído, num encontro de estudantes de engenharia agronômica, professores e convidados, para debater questões da agricultura, marcou a arena de debates da II Jornada de Estudos Agronômicos das Faculdades Campo Real (11 a 13 de junho). Na primeira noite do evento, o professor Pedro Reichert apresentou aos alunos o 2º vice presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e diretor da

Federação da Agricultura, agrônomo Anton Gora, e a responsável pelo departamento de marketing da Cooperaliança, a zootecnista Luciane Silvestri Araújo. Numa troca de idéias, mediada pelo professor Roberto Sene (Administração), Gora ressaltou as linhas de ação do sindicato e a necessidade da sociedade valorizar mais o produtor rural, considerando que os agropecuaristas de hoje representam um setor da economia

que tem contribuído para o país alcançar superavits comerciais. Luciane explicou o trabalho da Cooperaliança e lembrou que a cooperativa investiu em carnes nobres e padrões de qualidade, se fortaleceu e abriu um mercado importante para pecuaristas de Guarapuava e região. Música ao vivo, entre uma e outra participação, animou o encontro. Ao mesmo tempo, no auditório da Campo Real, tiveram lugar outras palestras.

Patrulhas do campo para quatro municípios

O

governo do Estado destinou ao consórcio intermunicipal Vale do Rio Jordão, formado por Guarapuava, Pinhão, Reserva do Iguaçu e Candói, duas Patrulhas do Campo, integradas por máquinas e caminhões. O anúncio oficial e a entrega dos equipamentos foram realizados pelo governador Beto Richa, dia 13 de junho, numa cerimônia diante do Paço Municipal de Guarapuava, com a presença do prefeito César Filho e de várias autoridades, dos municípios contemplados e da esfera estadual. O ato foi uma das escalas de um giro de Richa pelo interior, quando anunciou recursos para Campina do Simão, Goioxim, Marquinho, Cantagalo e Guarapuava (R$ 25 milhões para Sanepar; R$ 11 milhões para asfaltamento no Núcleo 2000; e R$ 900 mil para melhorias em estradas rurais). Em entrevista, o secretário municipal de Agricultura de Guarapuava, Itacir Vezzaro, explicou que o maquinário será

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utilizado num sistema de rodízio: cada dupla de municípios do consórcio Vale do Jordão usará alternadamente uma das Patrulhas do Campo. Em cada um, a patrulha trabalhará de 60 a 90 dias, seguindo então para o próximo município, num trabalho permanente. Segundo Vezzaro, nos cerca de 3,6 mil quilômetros de estradas rurais do município, existem 30 quilômetros de pontos críticos. A intenção é iniciar calçamento com pedra irregular em 12 quilômetros destes trechos – metade neste ano e metade em 2014. A prioridade serão as vias que cruzam áreas de produção de

leite ou que tenham escolas. Já a Patrulha do Campo atuará, de início, em dois dos pontos críticos já identificados: as ligações entre o distrito de Palmeirinha e o vizinho município de Campina do Simão e entre a PR 170 e a localidade de Taguá.


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[Sanidade animal]

Por uma pecuária mais saudável

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Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar) realizou no dia 16 de maio uma reunião de sensibilização para os secretários de agricultura de Guarapuava e região sobre a atuação dos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária (CSA´s). O encontro, que reuniu mais de 50 pessoas no Sindicato Rural de Guarapuava, faz parte do Programa de Fortalecimento dos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária da Adapar. Além da presença dos secretários de agricultura, também participaram representantes de entidades de classe, cooperativas, médicos veterinários e produtores rurais.

Secretário municipal de agricultura, Itacir Vezzaro

Em prol de uma maior profissionalização e de buscar credibilidade junto aos mercados internacionais em relação à sanidade, a reunião destacou a importância dos CSA´s e explicou o funcionamento dos mesmos. Além disso, foi apresentado pela supervisora da Adapar- Guarapuava, Ana Lucia Menon, detalhes sobre as principais doenças que acometem o estado na área animal: tuberculose bovina e a brucelose. O presidente do CSA de Guarapuava e do Sindicato Rural, Rodolpho Luiz Werneck Botelho falou sobre a necessidade de união de todos os representantes do setor produtivo para sensibilizar o poder público. ”É preciso que a ação seja em conjunto, pois o problema é de todos. Se tiver sanidade, toda cadeia produtiva é beneficiada e a região sai ganhando”, disse Botelho.

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Rodolpho Luiz Werneck Botelho, presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e presidente do CSA de Guarapuava

Dessa forma, o presidente do CSA de Guarapuava pôs em pauta a criação de um fundo indenizatório para o produtor que tiver problemas com seu rebanho devido à tuberculose bovina, doença que não possui vacina e cujo controle se dá por meio de exames. “Acredito que um centavo no litro de leite, por exemplo, não vai deixar o produtor mais rico ou mais pobre e todos vão viabilizar esse fundo”, opinou. Para abordar a atuação dos conselhos e a sua relevância, o coordenador estadual da Adapar, Claudinei Pedroso Ribas falou sobre o fortalecimento e reativação dos CSA´s. “Os munícipios terão todo o apoio estadual na revitalização dos conselhos, que são prioridade da Adapar. Os CSA´s têm uma papel fundamental para o Estado e, infelizmente, a maioria está subutilizando o Conselho. Afinal, ele é um espaço democrático em que a sociedade civil organizada pode se unir e demandar ações do poder público”.

Ana Lucia Menon e Claudinei Pedroso Ribas, da Adapar

O secretário de Agricultura de Guarapuava, Itacir Vezzaro, falou que é preciso soluções mais concretas em prol da sanidade, e que a contribuição para um fundo, como o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec), seria benéfica. “Seria um fundo de aval, para que o produtor possa financiar outro plantel. Temos que achar uma solução”. O secretário de Agricultura de Turvo, Jeronimo Gadens do Rosário também se pronunciou sobre a pertinência de discutir o tema para que haja resultados práticos no controle das doenças .“O trabalho de conscientização junto ao produtor é essencial para que não haja prejuízos na atividade leiteira ou de corte”. Em relação ao fundo, o secretário opinou: “é importante que se faça um fundo que dê uma segurança ao pecuarista, mas precisamos fazer algo efetivo, porque há muito tempo se fala e pouco se faz”. A supervisora da Adapar Guarapuava, Ana Lucia Menon enfatizou que a reunião foi muito produtiva e disse que ela terá continuidade no mês de julho, para trazer já ações e propostas de cada município sobre o tema. “É muito importante que os secretários de agricultura entrem com uma visão da importância dos CSA´s para que haja uma evolução na questão sanitária no Estado”, declarou.

É preciso que a ação seja em conjunto, pois o problema é de todos.


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[Leilão]

39ª Feira de Bezerros de Guarapuava:

vitrine de qualidade A feira atraiu mais de 160 criadores em busca de qualidade genética.

Max Tedy Teixeira, leiloeiro da feira.

V

itrine de uma pecuária de alta qualidade e padrão genético, a 39º edição da Feira Estadual de Bezerros de Guarapuava, a cada ano, demonstra maior competência, tanto dos organizadores quanto dos pecuaristas da região. A feira, que foi realizada no dia 05 de maio, no Parque Lacerda Werneck, atraiu mais 160 pessoas em busca de animais de alta qualidade. Com sucesso em vendas, o leilão comercializou todos os 1165 bezerros de cruzas de Charolês, Angus, Canchim, Braford e Nelore, de 6 a 12 meses de idade. Promovida pelo Núcleo de Criadores de Bezerros, a feira movimentou mais de R$ 1 milhão. O presidente do Núcleo, Denilson Baitala, disse que o evento continua sendo referência na região, pois atende às expectativas de mercado com relação a animais de alto padrão genético. “O papel do núcleo é realizar a feira visando oferecer cada vez mais animais melhorados geneticamente, que são ganhadores de peso e respondem à alimentação”. De acordo com o proprietário da

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empresa Gralha Azul, responsável pelos remates da feira, Armando França de Araújo, o evento atingiu as expectativas. Ele afirmou que os preços se mantiveram semelhantes ao ano passado. “A feira já é tradicional, e acredito que superou na qualidade dos animais”. O preço médio por quilo dos machos foi de R$ 4,12 e das fêmeas R$ 3,31. Já o preço médio por cabeça dos machos foi de R$ 1.017,01 e das fêmeas de R$ 737,87.

Araújo também destacou que a feira, indiretamente, é importante para o consumidor final de carne, já que os animais comercializados têm alta qualidade. “Essa genética vai refletir na hora de consumir a carne”. Segundo o núcleo, a feira recebeu compradores de outras regiões, no entanto, a maioria das vendas foi concretizada por pecuaristas de Guarapuava. Entre os maiores compradores da feira estão a Agrícola Estrela, Fazenda Vaca Branca e Fazenda Santa Mônica e os maiores vendedores foram Oswaldo Ro-

Denilson Baitala, Max Tedy Teixeira, Oswaldo Barbosa, Rodolpho L. W. Botelho, Marcio P. Marques, Cezar Silvestri, Bianor M. Caldas e Johann Zuber Filho


Luis Carlos Zampier, presidente Sindicato Rural de Pitanga

Armando França de Araújo, proprietário da Gralha Azul Remates

drigues Barbosa e Bianor Mendes Caldas. Um dos pecuaristas que realizou negócios na feira foi o presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luis Carlos Zampier. “Eu participo de várias feiras no circuito de bezerros e é indiscutível que a melhor qualidade se encontra em Guarapuava. Eu que trabalho com gado para terminação, encontro aqui o animal ideal para este tipo de engorda. Sem dúvida, é um balizador de qualidade e de preço para região toda. E é até um estímulo para os criadores de outras localidades”. O presidente do Núcleo de Criadores de Bezerros comentou sobre as vanta-

gens de se adquirir um animal no leilão. “A vantagem é que o comprador adquire lotes padronizados”, disse Baitala. O proprietário da Gralha Azul também elencou algumas das facilidades. “A comercialização é facilitada. Além de diminuir custos, o pecuarista tem mais opção de escolha”, disse Araújo. Nesta edição, os produtores premiados foram Oswaldo Rodrigues Barbosa (Melhor Lote de Bezerras, Melhor Lote de Bezerros, Melhor Lote Padrão de Bezerros e Melhor Lote de Cruzamento Industrial de Bezerras); Márcio Pacheco Marques (Melhor Lote Novilho Precoce) e Bianor Mendes Caldas (Melhor Lote Cruzamento Industrial de Bezerros). Barbosa, pecuarista mais premiado no leilão, conta que desde que começou a criar os animais, há 21 anos, participa da feira. “Observo que a cada edição o público busca mais qualidade. E justamente em função da feira ser bastante exigente, os criadores têm desenvolvido um rebanho de mais qualidade, bezerros pesados, de alto padrão genético e com excelente ganho de peso”. O pecuarista e engenheiro militar,

que também teve um dos lotes premiados, Márcio Pacheco Marques, conta que os resultados adquiridos são consequência do gosto que possui pela pecuária. “É o carinho e amor à terra que meu pai tinha, Ildefonso Marques, e que eu também tenho que me faz continuar na atividade”. Marques ainda elogiou a feira de bezerros de Guarapuava pelo padrão de qualidade. “A importância da feira é indiscutível. É exemplo na pecuária regional, uma vitrine de qualidade”.

Bianor Mendes Caldas, Márcio Pacheco Marques e Oswaldo Rodrigues Barbosa, os três pecuaristas com os lotes premiados

Candói movimentou cerca de R$ 1,4 milhão Mais uma vez, a Feira de Bezerros de Candói, realizada dia 28 de abril, no parque de exposições daquele município (Centro de Eventos Antônio Loures Alves), alcançou êxito: promovido pela Sociedade Rural de Candói, com apoio do Sindicato Rural de Guarapuava – Extensão Candói, o evento comercializou 1.316 animais, de diversas raças (Charolês, Canchin, Nelore, Tabapuã, Brangus, Angus, Braford e Hereford), incluindo ainda os de cruzamento industrial. O preço médio por quilo dos machos foi de R$ 3,96 e das fêmeas R$ 3,12. Já o preço médio por cabeça dos machos foi de R$ 889,61 e das fêmeas e de R$ 723,56. De acordo com o presidente da Sociedade Rural de Candói, Hércules Alexandre Martins, as vendas, coordenadas pela Gralha Azul Remates, alcançaram valor em torno de R$ 1,4 milhão. “A nossa feira, nos últimos três anos, é uma das feiras maiores, no Estado do Paraná, no fator econômico”, comentou. Martins estimou que no evento, em geral, 60% do gado é comercializado para municípios da região – além de Candói, Guarapuava, Pitanga, Pinhão, Prudentópolis, Irati, Chopinzinho, Dois Vizinhos, Sulina, Pato Branco e outros do Norte do Paraná. Ao lado da movimentação das vendas, o presidente da Sociedade Rural de Candói ressaltou a qualidade genética dos animais oferecidos nos lotes, considerando que por isso a feira atrai criadores de gado de várias regiões do Estado, que buscam renovar seus plantéis com bezerros precoces. Para ele, a satisfação dos compradores, com os animais adquiridos, faz com que retornem anualmente ao evento: “Isso é uma corrente: a pessoa comprou esse ano, gostou, o gado foi bem, ano que vem ele (o criador) volta”.

Hérculos A. Martins

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[Agricultura]

Emater comemora 57 anos de extensão rural no PR

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s 57 anos da extensão rural estadual no Paraná foram lembrados, no dia 20 de maio, por meio de uma videoconferência, promovida pela Emater, em Curitiba, e acompanhada, em 21 regiões do Estado, por autoridades e lideranças da agropecuária. Entre outras presenças, participaram do evento, o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, e o presidente do Instituto Emater, Rubens Ernesto Niederhaitmann. Na ocasião, foi apresentado o novo portal da instituição na Internet. Em Guarapuava, a videoconferência teve lugar no prédio da Justiça Federal, reunindo funcionários da Emater, o gerente regional da instituição, Julci Pires, o chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura, Arthur Bittencourt, ao lado de autoridades locais, regionais, estaduais e representantes de várias entidades (entre os presentes, estiveram também o segundo vice-presidente do Sindicato

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Rural de Guarapuava, Anton Gora, e o coordenador do Senar-PR para a região de Guarapuava, Aparecido Grosse). Em entrevista, Julci Pires disse que atualmente os objetivos do trabalho são a melhoria do sistema de gestão e a expansão do quadro de extensionistas. Na regional da Emater em Guarapuava,

Julci Pires, gerente regional da Emater

o gerente informou que, para a modernização da estrutura, a instituição está prevendo a construção de escritórios e a modernização da tecnologia de informação. Mas a maior expectativa, segundo destacou, é a contratação de pessoal: “A perspectiva é a publicação do nosso edital, onde a nossa previsão aqui para a região de Guarapuava é a contratação de mais 40 funcionários. Estamos na iminência da publicação do edital e da contratação”. De acordo com Pires, todos serão destinados à atividade da extensão rural, como agrônomos, veterinários, zootecnistas, nutricionistas e economistas domésticos. Funcionários administrativos, ainda conforme contou, “serão nomeados via administração direta do Estado”. O gerente finalizou comentando que a expectativa da instituição é a de que os editais para as novas contratações possam ser publicados o mais rápido possível. O Serviço de Extensão Rural, no Paraná, foi criado em 20 de maio de 1956, em convênio entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Era então denominado Escritório Técnico de Agricultura. Com a extinção do ETA Projeto15, diversas entidades paranaenses ligadas à agricultura assumiram a responsabilidade pelo projeto. Em 4 de dezembro de 1959, surgiu a Associação de Crédito e Assistência Rural do Paraná (Acarpa), uma entidade civil, sem fins lucrativos e vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Em 1977, através da Lei 6.969, foi instituída a Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater Paraná, com a finalidade de absorver as atividades da Acarpa, que iniciou seu processo de extinção. Em 23 de dezembro de 2005, a Emater teve modificado seu regime jurídico, passando de empresa pública para autarquia, e denominando-se Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater. Atualmente, são 1.210 funcionários em todo o Estado.


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[Aprendizagem do Cooperativismo]

Superintendência regional do Sicredi em Guarapuava sedia o programa “Gestão empresarial para Associados”

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om o objetivo de contribuir para a qualificação dos gestores de empresas de pequeno e médio porte associadas ao Sicredi, a Central Sicredi PR/SP, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – SESCOOP e a Estação Business School – EBS de Curitiba, lançaram no dia 10 de junho, em Guarapuava, o programa “Gestão Empresarial para Associados”. Ao todo serão noventa associados pessoas jurídicas participando do programa. Três cidades do Paraná sediam os encontros regionais: Guarapuava, Cascavel e Londrina. Em Guarapuava o encontro foi realizado nos dias 10 e 11 de junho na Superintendência Regional Terra dos Pinheirais PR/SC, que dá suporte a duas cooperativas do sistema: Sicredi Terceiro Planalto e Sicredi Grandes Lagos PR. O programa conta com uma carga total de 48 horas, divididas em três módulos de 16 horas. “Nesse primeiro módulo os associados se depararam com o tema marketing e vendas, onde exercitamos o desenvolvimento de estratégias de marketing a fim de aprimorar as técnicas de negociação em vendas”, destacou o facilitador do módulo Wolney Pereira da EBS de Curitiba. Outros módulos foram previstos: um deles ocorreu no dias 17 e 18 de junho; outro, acontecerá dias 15 e 16 de julho - ambos com os temas “Liderança, Negociação e Gestão de Conflitos” e “Gestão de custos e Finanças dos Negócios”, respectivamente. O Presidente da Sicredi Terceiro Planalto, Adilson Primo Fiorentin, esteve presente na abertura do programa em Guarapuava e parabenizou a todos os participantes do evento, “Queremos dar as boas vindas a todos vocês associados do Sicredi vindos de várias regiões do nosso estado. Parabéns a cada um por buscarem qualificação pessoal e profissional. O programa de gestão empresarial é uma forma de valorização daquelas pessoas

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que ajudam diariamente o Sicredi crescer de modo significativo. O esforço que fizeram para estarem aqui muito em breve se transformará em resultados positivos para os vossos negócios”, comentou. Para o superintendente regional Valmir Dzivielevski o programa é muito importante, pois, além da qualificação, é uma forma de valorização dos associados. “O programa Gestão Empresarial é uma forma de valorizarmos nossos associados pessoas jurídicas. Em toda a área de abrangência da Central PR/SP, em parceria com o SESCOOP, o investimento total será superior à R$ 200 mil, o que demonstra a preocupação do Sicredi com a qualificação desses empresários”. Para o proprietário da retífica de

motores Scartezini em Guarapuava, Marco Aurélio Meirelles, o curso está sendo altamente produtivo: “Estamos trabalhando de maneira prática aquilo que geralmente vemos na teoria, isso é muito bom. Esse módulo é uma base para melhorarmos não só nossos objetivos profissionais como também os pessoais”, ressaltou o empresário. Participaram do encontro regional em Guarapuava associados das cooperativas Sicredi Terceiro Planalto (Guarapuava), Grandes Lagos PR (Laranjeiras do Sul), Centro Sul (Prudentópolis), Planalto das Araucárias (Lapa), Campos Gerais (Ponta Grossa), Capal (Arapoti), Vale do Piquiri (Palotina), Parque das Araucárias (Pato Branco) e Sicredi Iguaçu (São João).


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[Agricultura de Precisão]

Campo de mãos dadas com tecnologia RTK A Tratorcase lançou a primeira torre com sinal RTK, que abrange parte da região de Pinhão/PR, Guarapuava/PR Distrito de Entre Rios e Reserva do Iguaçu-PR. A tecnologia de ponta vem para revolucionar a agricultura de precisão.

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lantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras vão trabalhar nos campos da região de Pinhão, Guarapuava distrito de Entre Rios e Reserva de Iguaçu, no Paraná, com muito mais precisão e rendimento. Com a instalação da torre de sinal RTK (Real - Time Kinematic) da Case IH, maquinários agrícolas vão poder ter acesso a uma das tecnologias mais precisas de orientação guiada por satélite. Aliada a um cenário de crescimento da agricultura de precisão, com os produtores cada vez mais tecnificados e implantando uma gestão empresarial na propriedade, a concessionária Tratorcase Máquinas Agrícolas investiu na região, deixando ao alcance do agricultor uma tecnologia de ponta para que se pratique uma nova forma de agricultura. A inauguração oficial da rede de sinal RTK foi realizada no dia 29 de maio, para produtores de Guarapuava - distrito de Entre Rios, no clube da Colônia Samambaia, com a participação de cerca de 80 produtores rurais.

Mireille Dalzoto, responsável pela instalação da torre RTK

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Em uma noite ao mesmo tempo técnica e festiva, foi apresentada a parceria da Case com a Michelan em pneus, e a engenheira agrônoma e gerente de Agricultura de Precisão (AP) da Tratorcase, Mireille Dalzoto ministrou uma palestra sobre AP, a implantação da torre, funcionamento e aplicabilidades do sinal no maquinário agrícola. A base, que foi instalada pela equipe técnica da Tratorcase com auxílio da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa) e Cooperativa Agrária, localiza-se no município de Pinhão, no entreposto da Cooperativa Agrária, a 1030 metros de altitude, atinge um raio de 25 km e possui um erro proporcional à distância de base, no caso 2 mm p/km, ou seja, uma média de 2,5 cm por passada. O equipamento é da tecnologia Trimble, em parceria com a Case IH. A tecnologia RTK atualmente permite maior precisão dos métodos de posi-

cionamento por GPS e a medição da distância é feita por receptor-satélite. O diretor comercial da Tratorcase, Sérgio Valentim, conhecido como Biro Biro, disse que o lançamento do sinal RTK é extremamente importante devido ao perfil dos agricultores, que são altamente tecnificados. “A Case IH tem uma

Gerente de suporte ao cliente da Case IH de Sorocaba - Marcelo Pires Prado Machado


que hoje é preciso otimizar as áreas com suporte da tecnologia”. O produtor rural Andreas Milla II comentou sobre a vinda da nova tecnologia para a cidade. “A agricultura sempre está evoluindo e o produtor precisa acompanhar e conhecer as novidades. E em eventos como esse, que apresentam tecnologia de ponta, temos a oportunidade de nos atualizar”.

Representantes da fábrica da Case IH junto com diretores e gerentes da Tratorcase

preocupação muito grande com a agricultura de precisão, dessa forma queremos compartilhar essa tecnologia com os produtores daqui”, afirmou. O gerente de suporte ao cliente da Case IH de Sorocaba, Marcelo Pires Prado Machado, esteve presente no evento e comentou sobre o lançamento do sinal RTK. “Essa é uma tecnologia que tantas pessoas dizem que é do futuro, mas no meu ponto de vista ela já é o presente. Por isso que a gente está aqui hoje, discutindo sobre o tema e apresentando aos clientes”. Machado destacou que o diferencial da base RKT da Case é a parceria com a Trimble. “Em termos práticos, a tecno-

Sérgio Valentim e André Savoldi

logia vai trazer um aparato que usamos muito, que é justamente é a precisão. E vamos trabalhar com a melhor tecnologia que existe no mercado em termos de orientação guiada por GPS. Isso pode trazer várias economias de combustível, manutenção de máquinas, entre outros”. Segundo o gerente da Tratorcase de Guarapuava, André Savoldi, a concessionária pretende investir ainda mais na AP na cidade e na região. “As torres vão ampliar e modernizar cada vez mais as frotas agrícolas da região, para que se tenha menor consumo, maior aproveitamento do maquinário e, consequentemente, aumento da rentabilidade”. Savoldi destaca que tem como prioridade o serviço de assistência técnica, que conferiu a Tratorcase a avaliação de revenda Premium Prime, que é um reconhecimento concedido a concessionárias com alto padrão de atendimento e excelência em pós vendas. A engenheira agrônoma da Tratorcase falou sobre o objetivo do projeto. “A instalação da base foi realizada em parceria com a Agrária, agradecemos, em especial, o pesquisador da Fapa, Étore Reynaldo. A intenção é aplicar tecnologia em busca de maior qualidade, principalmente, plantio e redução de custos, por-

Andreas Milla II

O produtor rural Eduardo Reinhofer conta que possui máquinas em que vai poder aproveitar o sinal RTK. “A base RTK e Agricultura de Precisão representam um aumento no rendimento da propriedade, e indiretamente, um aumento na produção. A prioridade ou tendência é utilizar cada vez mais essa tecnologia. A Agricultura de Precisão é uma evolução constante”.

Eduardo Reinhofer

FONE: (42) 3629-8900 Rua Antônio Gaudi, 85 - BR 277 Km 341,7 - Guarapuava - PR

Revista do Produtor Rural

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[Soja]

Tecnologias nas áreas de fisiologia & nutrição de plantas para campos de soja de alta produtividade Eng. Agr. Dr. PhD. Milton Moraes Eng. Agr. Dr. Tadeu T. Inoue Eng. Agr. MSc. Leonardo Régis Pereira

O

s registros históricos apontam que os primeiros cultivos de soja no Brasil foram experimentais, e chegou pela Bahia já em 1882. A introdução da soja no Brasil tem o ano de 1901 como marco principal, e o cultivo do grão começa a ser mais facilmente encontrado no País a partir da intensificação da migração japonesa, nos anos 1908. Em 1914, a soja é oficialmente introduzida no Rio Grande do Sul – estado que apresenta condições climáticas similares às das regiões produtoras nos Estados Unidos (origem dos primeiros cultivares, até 1975) (Aprosoja, 2012). A expansão da soja no Brasil começa mesmo nos anos 1970, quando a indústria de óleo começa a ser ampliada, e o aumento da demanda internacional pelo grão é outro fator que contribui para o início dos trabalhos comerciais e o aumento da escala produtiva. Fato que devemos ressaltar é que, desde o início do cultivo, a tecnologia esteve intrinsecamente ligada aos investimentos no aumento de produtividade, e não necessariamente em aumento de área. Os índices de produtividade no pe-

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Revista do Produtor Rural

ríodo da década de 70, saíram do patamar de 1,14 t/ha para 1,73 t/ha, ou seja, a produtividade cresceu mais 50%. Atualmente, podemos concluir que a tecnologia agrícola disponível à cultura da soja tem evoluído muito no Brasil nos últimos anos e que não deixa nada a desejar às melhores tecnologias agrícolas do mundo. Para os próximos anos, os pesquisadores, consultores e produtores devem atuar conjuntamente para identificar os principais fatores que contribuem para a máxima produtividade da soja e suas interações, envolvendo principalmente o potencial genético das plantas, fontes, doses e formas de aplicação de fertilizantes, novas tecnologias de fisiologia e nutrição foliar, arranjo espacial das plantas, tecnologia de aplicação e manejo cultural. Na questão que envolve tecnologia de aplicação, fisiologia e nutrição foliar, novos produtos e tecnologias tem colaborado grandemente na manutenção do potencial genético das plantas, levando áreas de soja em campos comerciais a produtividade nunca vista anteriormente, atingindo em alguns locais produção acima de 100 sacos/hectare.


Manoel Godoy

Na área de tecnologia de aplicação, produtos como LI700®, adjuvante polifuncional líder brasileiro e mundial em vendas, e o único adjuvante polifuncional registrado no MAPA, tem proporcionado maior eficiência na aplicação de agroquímicos, diminuindo fortemente a deriva nas aplicações, melhorando a penetração dos agrotóxicos. E para situações climáticas adversas, em que a chuva é o principal problema na fixação de produtos de contato, o e GRIP®, é um adjuvante registrado no MAPA como um produto de fixação, que auxilia o produtor em condições de clima adverso. Portanto, produtos como LI700® e GRIP® , proporcionam maior eficiência dos produtos

aplicados, revertendo maior produtividade e melhor qualidade na aplicação. Na busca pela alta produtividade, outra tecnologia que tem proporcionado grande avanço na produção, são os produtos ligados a fisiologia e nutrição de plantas. Neste aspecto, alguns produtos e conceitos ganham destaque nacional na estabilidade de resultados com a sua utilização, é o caso do Sistema de Funcional Nutrição (SFN FORTGREEN), sistema que combina aplicação de produtos que melhoram a fisiologia e a nutrição da cultura da soja. O Sistema Funcional de Nutrição da FORTGREEN tem como principais destaques, alguns produtos auxiliam os pro-

dutores a serem classificados como de alta produtividade no CESB, produtos estes como: FortSeed Dry (CoMoNi); ACAPLUS (Tecnologia Zctec); FLORILEGE ULTRA (Nutricitores); AZOSPEED (N-Liberação Lenta); ROUTER (Transportadores de fotoassimilados). Neste sentido, a participação de empresas privadas em conjunto com consultores regionais, fizeram com que a produtividade brasileira chegasse a patamares recordes e que poderão superar ainda mais as barreiras atuais de produtividade.

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[Diversificação]

Inverno: momento do plantio da pecã

N

a região de Guarapuava, a estação mais fria do ano é também a época de plantio de uma cultura que, aos poucos, vem ganhando adeptos: a noz pecã. Nesta edição, a Revista do Produtor Rural do Paraná conversou com Leandro Pitol (um dos diretores dos Viveiros Pitol, de Anta Gorda, RS), sobre a melhor forma de se implantar pomares de pecã. Tradicional no ramo, a empresa já fornece mudas de nogueira para cerca de 30 produtores rurais do centro-sul paranaense. Em consórcio com agricultura ou pecuária, as plantações ainda estão no início, mas quem se decidiu por este tipo de diversificação aposta num mercado no qual o produto nacional ainda representa uma pequena fatia. De acordo com Leandro Pitol, no centro-sul do Paraná, os meses de implantação da cultura (que se realiza por meio de mudas) são exatamente junho, julho e agosto. E respeitar esse calendário, conforme acrescentou, é importante, “pois é nesse período que a muda está na fase de dormência, ou seja, sem folhas. É isso o que dá garantia de pouca mortalidade da nogueira”. Mas a opção por mudas de qualidade, e que tenham determinadas características, é outro detalhe que não pode ser deixado de lado. Ainda de acordo com Leandro Pitol, no caso dos Viveiros Pitol, as mudas são registradas no Renasem (Registro Nacional de Sementes e Mudas), e “possuem genética e qualidade diferenciadas, pois com dois anos de enxerto já alcançam 1,5m a 2,0m de altura”. A altura da muda é outro ponto a ser considerado. “O comprador, adquirindo uma muda de dois anos de enxerto (1,8m), está ganhando tempo, vai produzir antes e ainda pode fazer consórcio com outras atividades, como por exemplo gado e ovelha”, explicou. No instante do plantio – complementou – “o ideal é que se faça uma cova de

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Revista do Produtor Rural

Detalhes importantes para a implantação da nogueira Época de plantio: junho até a primeira semana de setembro. Solo: não pode ser solo extremamente úmido (alagado). Preparo do solo: com o tempo, deve ser corrigido num Ph de 5,5 a 6,0, análise de solo. Espaçamento: 10m x 10m. Já no caso do consórcio com erva-mate, o plantio deve ser feito com o um espaçamento de 20m x 20m, ou seja, 25 mudas por hectare, pois, nesta característica, a finalidade da nogueira é o sombreamento da erva-mate. Plantio por hectare: 100 mudas; produção estimada 5 a 6 mil quilos. Abertura e preparo das covas: podem ser abertas 30 dias antes do plantio e, nesta ocasião, pode ser incorporado adubo orgânico na proporção de 5 quilos por cova. Tem que ser adubo curtido. Em hipótese alguma é permitido usar adubo que não for curtido, pois este entra em contato com a raiz e poderá levar a muda à morte. OBS.: Não possuindo o tempo antecipado para o preparo da cova, a adubação pode ser feita após o plantio, com adubação superficial. Plantio: as mudas são preparadas em uma loção de barro e no momento do plantio elas deverão ser enterradas em torno de 10 cm acima do barro, com as raízes bem distribuídas, colocando bem a terra, para que não fiquem bolsas de ar no solo, para impedir que se criem problemas de mofo e para proporcionar o melhor “pegamento” da muda. CUIDADOS: a nogueira pecã pode ser perseguida por formigas, principalmente nos primeiros três anos, sendo que existem muitos produtos sistêmicos no mercado que protegem a muda durante um longo período. De origem norte-americana, a nogueira (Caryaillinoensis k.) se adapta muito bem a regiões com clima frio. Por isso, é muito cultivada nos estados do RS, SC e PR. A nogueira pecã se enquadra em área de Reserva Legal, por ser uma floresta permanente.


60cm por 60cm, pois nossas mudas têm raízes com boa profundidade”. Uma vez implantadas as mudas, é certo que as temperaturas cairão. E muito. No entanto, ele esclareceu que as geadas não danificam a cultura: “Muito pelo contrário. São necessários esses momentos de frio para que a nogueira descanse e, com isso, produza melhor”. Outro tópico que o produtor deve ter sempre em mente é a adubação. Leandro Pitol contou que, depois do plantio, a nogueira inicia a produção, em média, em três ou quatro anos. Só que – enfatizou – “isso depende muito do cuidado da adubação e de outros cuidados que o produtor deve ter”. Numa primeira colheita, ele lembrou que a quantidade de nozes por árvore ainda será pequena, mas apontou que “a produção aumenta gradativamente, todos os anos, evoluindo”. A colheita plena se dá quando a nogueira atinge a fase adulta, o que acontece de 12 a 15 anos após o plantio. Nesta etapa – sublinhou Leandro Pitol – a média gira em torno de 80 quilos por planta, “mas existem algumas que pro-

duzem até 100 quilos”. Se por um lado se trata de opção para quem está disposto a lidar com uma cultura que alcança sua plenitude somente no longo prazo, por outro, ele vê um grande potencial no mercado brasileiro. Espaço a ser ocupado por produtos nacionais. Conforme mencionou, “87% das nozes consumidas no País são importadas”, pois a produção interna “só consegue abastecer 13%” do mercado. Embora a pecã seja originária dos Estados Unidos e Canadá, Leandro Pitol ressaltou que os dois países consomem 100% de toda sua produção e que, por isso, as nozes importadas, que são vendidas no Brasil, provém do Chile. Em sua avaliação, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são os estados privilegiados para esta cultura: “A nogueira só pode produzir nestes estados e o produto é comercializado em todo país, e até exportado, quando houver produto suficiente”. No dia 30 de julho, haverá evento sobre noz pecã no Sindicato Rural de Guarapuava: de manhã, debate sobre a cultura; à tarde, parte prática no campo.

Leandro Pitol: espaço no mercado nacional para pecã produzida no Brasil

Aos interessados na aquisição de mudas de nogueira pecã, os Viveiros Pitol lembram que o período de reservas de mudas já começou, pois a entrega ocorre em julho e agosto. O contato, na região, pode ser feito com Guinther Rickli (acadêmico de agronomia), responsável por vendas e visitas técnicas: 42 9915 5138 – ou no e-mail: guinther_rickli@hotmail.com


[Economia rural]

Custos na ponta do lápis: da semente ao caminhão

G

erar informações e estatísticas fieis do dia a dia no campo é um trabalho importante para a gestão de custos na propriedade rural e, sobretudo, para conhecimento e análise dos diversos setores ligados à agricultura. Com intenção de fornecer e aprimorar o levantamento de custo da safra, os técnicos do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral/Seab) se reuniram nos dias 07 e 08 de maio em Guarapuava. A reunião teve como objetivo a atualização dos coeficientes técnicos para o levantamento de custos de produção (da primeira safra) de milho, soja, trigo e feijão. O encontro, que foi realizado na sede do Sindicato Rural de Guarapuava, contou com a presença de técnicos do Deral de 10 regiões do Paraná. Foram convocadas as regionais de Ponta Grossa, Pato Branco, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Irati, Jacarezinho, Laranjeiras do Sul e União da Vitória. De acordo com o técnico da regional de Guarapuava do Deral/Seab, Dirlei Antonio Manfio, a escolha dessas regionais foi devido à expressividade na produção das culturas analisadas e, em especial, Guarapuava, por ser uma das regiões de destaque e estar localizada na região central do Estado. “Essas dez regiões representaram quase 60% da soja plantada no Paraná, o milho quase 70%. E quanto ao feijão, a expressividade chega a quase 90% da cultura plantada no Estado. Sem dúvidas, foi uma região estratégica e expressiva para estabelecer como parâmetro de custos de produção”. Esteve presente na reunião o coordena-

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Dirlei Antonio Manfio

dor da divisão de conjuntura agropecuária do Deral de Curitiba, Marcelo Garrido que falou sobre a relevância do encontro entre os técnicos. “É muito importante que o Deral sempre atualize seus coeficientes técnicos para conseguir um número de custo de produção atual e confiável. Além de que são dados muito solicitados pelas instituições e pelo governo do Estado”, disse. A divulgação do levantamento de custos de produção é feita a cada três meses pelo Deral, mas a atualização dos coeficientes técnicos para o cálculo de custo de produção, que dizem respeito a fatores como hora trabalhada, quantidade de insumos, defensivos agrícolas, por exemplo, é realizado com um intervalo maior, de dois a três anos, pois exigem mais análise e tempo. De acordo com Garrido, os fatores levados em consideração vão desde o custo da mão-de-obra, hora trabalhada de plantio, colheita, maquinário em todo desenvolvimento da cultura, até mesmo na questão de manejo e conservação de solo, para que se possa chegar ao custo total. “Levamos em consideração desde a compra da semente

Marcelo Garrido

até o transporte. É um trabalho grande, mas é gratificante”. O técnico da Deral/Seab de Guarapuava também falou sobre a importância dos dados para o Deral. “Nossos coeficientes estavam desatualizados e como cada vez mais a tecnologia vem avançando na agricultura, sentimos na obrigação de atualizá-los”. Segundo Manfio, a média de custo da safra não consegue abranger plenamente todos os perfis de produtores. Por exemplo, para um produtor altamente tecnificado, que possui custos maiores, mas sua rentabilidades também são mais elevadas, porque produz mais por área. Apesar disso, ele comenta que os coeficientes já condizem com a realidade de boa parte dos agricultores do Paraná. “Apesar de não termos um levantamento específico para cada localidade do Estado, essa média já é um bom parâmetro para várias entidades, como os bancos, as cooperativas, os financiadores, que utilizam o levantamento de custos do Deral como referência”. O coordenador da divisão de conjuntura agropecuária do Deral de Curitiba disse também que para a realização deste trabalho, é bem vinda à contribuição de outras instituições ligadas à agricultura. “Quanto mais informação melhor para que os números fiquem mais próximos da realidade. Assim, vamos afinando os dados e mantendo os coeficientes atualizados”, opina Garrida. O Deral informou que o levantamento dos coeficientes iniciou pelas culturas de maior expressividade no Estado, entretanto, há uma série de outras, como mandioca, tomate e o café que também serão analisados em outras localidades, bem como os números da segunda safra.


[Sanidade Animal]

Campanha permanente contra brucelose e tuberculose bovina

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equenos produtores rurais de Guarapuava, que também criam gado, vêm sendo orientados, pela Secretaria Municipal de Agricultura, sobre a importância da sanidade dos rebanhos. Em palestras nas comunidades rurais do município, veterinários, utilizando fotos, deixam um recado a ser lembrado no dia a dia: doenças como brucelose e tuberculose bovina provocam prejuízo e, mais grave, são zoonoses, isto é, se transmitem ao ser humano, representando um risco sério – vacinar para erradicar o problema é obrigatório desde 2001. Participando da iniciativa, o veterinário Jonathas Cruz disse que uma parceria do município com a Central das Associações Rurais do Município de Guarapuava (Carmug) torna a vacinação mais acessível. O produtor realiza o pagamento da vacina junto à central, a preço de custo, e a visita do veterinário da secretaria, para imunização do gado, é gratuita e efetuada mesmo nos casos em que, na propriedade, existem poucas cabeças de gado. Reuniões e contatos entre a Secretaria Municipal de Agricultura, as associações rurais e os produtores definem uma agenda de palestras e de vacinação. Jonathas disse que a meta é vacinar todos os animais que se enquadrem no perfil de imunização. Prioridade são as fêmeas das raças de aptidão para leite, na faixa etária de três a oito meses (acima desta faixa, o gado tem de passar por exames periódicos). Mas o trabalho leva em conta a realidade das propriedades, onde muitas vezes animais de leite e de corte dividem alguns espaços comuns ou se encontram muito próximos dos bovinos de propriedades vizinhas. Nesses casos, a vacinação abrange também as raças de corte.

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Revista do Produtor Rural

Reginaldo e o veterinário Jonathas: demonstrando que animais vacinados também recebem brinco de identificação

Numa propriedade situada na localidade rural de Gramados, no distrito de Palmeirinha, uma família trabalha unida pela sanidade do rebanho. O pai, João Carlos de Oliveira, com gado de corte; o filho, Reginaldo, com animais de leite. A vacinação é realizada todos os anos. “A importância é que as vacas não perdem cria, seguram a cria mais fácil”, relatou João, recordando que ter o gado vacinado é fundamental na hora de vender os animais em leilão. Reginaldo também apontou que, hoje, mercado só existe para animais saudáveis: “Mexo com gado de leite e sem a vacina não consigo vender o meu leite. A vacina facilita tudo, na venda das terneiras”.

Doenças que exigem atenção A brucelose é uma doença contagiosa, que afeta, principalmente, as espécies bovinas, podendo ser transmitida ao homem, através de restos de placenta de animais infectados, ingestão de leite e derivados e toque retal sem luvas. A vacinação contra brucelose é para evitar o aborto, repetição do cio, problemas reprodutivos, queda na produção de leite e inflamação nos testículos. A tuberculose bovina também é uma doença crônica contagiosa para o homem, sendo transmitida pela respiração, leite cru e derivados. Entre os animais, a contaminação pode ocorrer nos coxos de água e de comida. Já os bezerros, podem ser contaminados ao ingerir leite infectado.


[Carnes nobres]

10 anos do Programa

Carne Angus Certificada H

á 10 anos, a Associação Brasileira de Angus inovou e criou o Programa Carne Angus Certificada, idealizado para promover e valorizar a produção qualificada da carne Angus, reconhecida globalmente como um produto diferenciado, com maciez, suculência e sabor diferenciados, que a credenciam como um produto ‘premium’. Em 2013, em seu 10º aniversário, o Programa Carne Angus Certificada comemora um crescimento que impressiona. No início do projeto, contabilizavam-se pouco mais de 20 mil animais certificados. Já no ano passado, foram abatidas mais de 230 mil cabeças. “Quando começamos, lá em meados 2003, com o ousado Programa Carne Angus Certificada, nem mesmo o mais otimista de nós poderia imaginar que em 2013, uma década depois, a marca Angus se tornaria o fenômeno de vendas e popularidade que é”, conta Reynaldo Titoff Salvador, diretor do programa. Mas, enfim, a que se deve tal evolução? Existem vários fatores que ajudam a entender o porquê de o Programa Carne Angus Certificada ter atingido o patamar em que se encontra atualmente. A equação “Consumidor Exigente = demanda por carne de qualidade” é um deles. E entre os pilares do projeto do Programa Carne Angus Certificada, destaca-se a parceria com frigoríficos certificados para abate e valorização dos animais Angus.

O programa conta com cinco parceiros:Marfrig, VPJ, Frigorífico Silva, CooperAliança e Cotripal, com 16 plantas, divididas em seis dos principais estados pecuaristas do Brasil (RS, PR, SP, MS, GO e MT).Estes parceiros, por sua vez, ‘premiam’ os produtores que oferecem animais que atendam às exigências do Programa com bonificações que chegam até a 16% a mais no valor pago por cabeça. A identificação dos animais é realizada a partir da inspeção do animais e tipificação das carcaças, onde são avaliados individualmente quanto à raça e cruzamentos,idade, conformação de carcaça e grau de acabamento, sendo conferido um carimbo com a letra ‘a’ àqueles que forem aprovados na avaliação final. A desossa,processamento industrial, embalagem e expedição são também acompanhadas permanentemente pelos técnicos do programa, atestando o alto padrão de qualidade do processo, e os produtos resultantes identificados pelo selo de certificação do Programa Carne Angus Certificada. Esse processo é auditado pela Certificadora Ausmeat, que confere reconhecimento e credibilidade internacional com a outorga do selo de Certificação Ausqual. Do berço gaúcho para o Brasil “Sem sombra de dúvidas, podemos dizer que o Programa Carne Angus Certificada tem sido o principal instrumento da Associação Brasileira de Angus

em nosso planejamento de expansão de fronteiras para a raça, fomentando a produção de uma carne de altíssima qualidade em maior escala e em regiões antes impossíveis, como o Brasil central”, ressalta Paulo de Castro Marques, presidente da Associação Brasileira de Angus. Carne Angus na vanguarda A última novidade do projeto dita uma tendência a ser empregada em restaurantes, parrilas e churrascarias em todo o Brasil: os restaurantes licenciados 100% carne Angus. E o pontapé inicial desta iniciativa foi dado no último mês de maio, com a chancela dada ao restaurante Fazenda Barbanegra, de Porto Alegre (RS). Novas ações do programa ainda estão por vir e, com o crescimento econômico dos brasileiros, o reaquecimento do mercado externo, e gôndolas, restaurantes e fast-foods cada vez mais abastecidos com cortes de qualidade, o que se desenha para a carne Angus no Brasil anima. Com o fomento do Programa Carne Angus Certificada, o futuro promete ainda mais. Paraná No Paraná, o Programa Carne Angus Certificada trabalha em parceria com a CooperAliança Carnes Nobres, de Guarapuava, agregando valorização diferenciada aos novilhos comercializados e aos produtores de terneiros da região.

Cooperaliança Cordeiro Guarapuava Rua Vicente Machado, 777 Trianon - Guarapuava - PR (42) 3622-2443 Cooperaliança Novilho Precoce Al Baden Württemberg - Vitória, 952 Entre Rios - Guarapuava - PR (42) 3625-1889 Revista do Produtor Rural

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[Capacitação]

Aprendizes para o futuro

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portunizar mudanças na vida profissional de adolescentes e jovens por meio do conhecimento é uma das metas do Ensino Social Profissionalizante (Espro), organização sem fins lucrativos, com objetivo de garantir a inserção de aprendizes no mercado de trabalho. Em Guarapuava, jovens de 18 a 24 anos estão realizando a capacitação técnica na área bancária. Os encontros acontecem toda quinta-feira, em uma sala do Sindicato Rural de Guarapuava. Em maio e junho, o Espro promoveu o “Projeto de olho no futuro”, com a participação de profissionais de diversas áreas abordando sua trajetória profissional. No dia 20 de maio, o primeiro palestrante foi o 2º vice-presidente do Sindicato Rural, Anton Gora, que falou sobre sua atuação como produtor rural. No mesmo dia, o técnico da empresa NET, Fábio Pierobom, também contou às alunas sobre sua vida profissional. No dia 23, os profissionais que ministraram palestra foram a gerente das Casas Bahia,Kétuly Z. Carneiro; o gerente do HSBC, Jocimar Romualdo

Ellen comentou que independente do ramo, o profissional precisa desenvolver características que são necessárias em qualquer ambiente profissional para atingir o sucesso. “Como o Anton Gora falou, a pessoa precisa ter um leque de habilidades para alcançar êxito profissional”.

Espro – Jovem Aprendiz O Ensino Social Profissionalizante (Espro) é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1979 para capacitar jovens para o mercado de trabalho. O Espro promove o Programa Jovem Aprendiz, que treina jovens de 14 a 24 anos que estejam em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas de aprendizagem, de acordo com a Lei 10.097/00 em todo o Brasil. O objetivo é desenvolver as habilidades que atendam as exigências do mercado profissional. “O Espro habilita o jovem para que adquira competências que façam com que ele trabalhe com excelência e alcance sucesso na vida profissional”, disse a instrutora Ellen R. Correia. O Espro foi fundado com incentivo do Rotary Club, e hoje tem como princípios a transformação social, capacitando para o mercado de trabalho mais de 17 mil jovens de baixa renda por ano. Interessados em participar do programa devem cadastrar o currículo no site do Espro (http://www.espro.org.br) para seleção.

Contrate um jovem aprendiz

Rodrigues e Glauberson Rocha, que atua no setor administrativo da Sanepar. No dia 06 de junho, as palestras foram realizadas pelo assistente social do CRAS, Mário Zedoia e pelo profissional liberal, Thomas Samuel C. Morgado. Segundo a instrutora técnica da Espro em Guarapuava, Ellen Rubia Correia, o objetivo é fazer com que o jovem adquira mais conhecimento sobre as áreas profissionais,facilitando a escolha da profissão.

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De acordo com a consultora corporativa do Espro, Adriane Voinaski Afonso, a lei da aprendizagem (Lei 10.097/2000), que regulamenta a obrigatoriedade da contratação do aprendiz, determina que todas as empresas de médio e grande porte deve ter em seu quadro de funcionário um mínimo de 5% e um máximo de 15% aprendizes. “Todas as organizações que tenham no mínimo sete funcionários devem contratar o aprendiz, exceto para as de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME), ou seja, as que constam na razão social que é ME ou EPP, assim

Gora ministrou uma palestra no projeto “De Olho no Futuro”.

a contratação se torna facultativa”, complementa a consultora. Para ser considerado aprendiz, o jovem precisa ter de 14 a 24 anos, trabalhar e estudar, ao mesmo tempo, em uma instituição de ensino técnico profissional conveniada com a empresa.“Ele tem que estar fazendo o curso de aprendizagem em alguma instituição de ensino e colocar em prática os conhecimentos na empresa”, explica Adriane. Em relação à jornada de trabalho, o aprendiz não pode trabalhar mais do que seis horas por dia e recebe de acordo com o salário mínimo regional, proporcional as horas trabalhadas. Adriane lembra que é a empresa que paga o curso profissionalizante do jovem, na instituição. Os encargos que as empresas estão sujeitas é o recolhimento de alíquota de 2% sobre os valores de remuneração de cada jovem, inclusive sobre gratificações, para crédito na conta vinculada ao FGTS. O recolhimento da contribuição ao INSS é obrigatório, sendo o aprendiz segurado-empregado. No entanto, há também incentivos fiscais e tributários para as organizações que contratam aprendizes, entre eles: 2% de FGTS (alíquota 75% inferior à contribuição normal); empresas registradas no “Simples”, que optarem por participar do programa de aprendizagem, não tem acréscimo na contribuição previdenciária e dispensa de aviso prévio. Com informações do Espro e do site Aprendiz Legal.


[Armazenagem]

Mecanização de coletas de amostras de cereais

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empre no intuito de mostrar um pouco mais sobre operações e equipamentos na área de armazenagem, nesta edição vamos discorrer sobre a mecanização de coletas. Com o desenvolvimento humano e a criação de novas tecnologias, a cada dia, é possível aplicar novos sistemas mecanizados que permitam reduzir o esforço físico do homem na realização de tarefas, aumentando assim a produtividade, transferindo este esforço excessivo para a máquina, maximizando o tempo e disposição em tarefas que exijam mais raciocínio do que aptidão física. Veja na figura 1 como o classificador deve subir sobre a carga, se deslocar aos diversos pontos da carga, inserir a sonda coletora na massa de grãos até o fundo da carroceria, depositar as amostras em um recipiente e levá-las até o laboratório de análise.

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O coletor de amostras mecanizado representado na figura 2 é um mecanismo composto de braço articulado dotado de lanças telescópicas e giro, com acionamento hidráulico, somado a um sistema de transporte pneumático. Que substitui todo o esforço físico (antes exigido na coleta manual). A mecanização na coleta de amostra de cereais a granéis participa no aumento de tecnologia propiciando maior confiabilidade da amostragem. Sendo possível coletar um número muito maior de veículos, com uma maior precisão e homogeneidade. Através da sonda do coletor, figura 3, possibilitando a retirada da amostra de toda a profundidade da carga, garantindo assim a confiabilidade desejada. Com seu sistema de transporte pneumático, figura 4, o material coletado é transportado através de um fluxo de

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Engº. Marcio Geraldo Schäfer Paraná Silos Representações Ltda. marciogeraldo@ymail.com

ar sem contato com a bomba, até um silo de amostragens localizado no laboratório o qual é retirado e é dada a sequência da classificação seguindo os padrões da MPA 262/83; NB-1272; NBR 5425/85. O transporte pneumático ocorre (conforme figura 5) através de um circuito onde um compressor radial gera as pressões utilizadas no sistema, em uma câmara é gerada a pressão positiva e em outra pressão negativa. Logo, apenas o produto que estiver dentro deste circuito (sonda) será transportado, devido à diferença de pressão, deixando o produto que estiver fora da sonda (circuito) completamente neutro, sem ter a tendência de sugar ou transportar em maior quantidade as partículas pequenas ou mais leves. Acreditamos que este modelo de sonda é o mais correto, pois retira uma amostra homogênea de toda a altura da massa de grãos.

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[Cultivar Benso 1 RR ]

Produtor atinge recorde de produtividade com Benso 1 RR em Guarapuava

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roduzir sempre mais e com qualidade é meta pessoal de Newton Schneider, que se resume em uma frase: “aqui nós concorremos com nós mesmos, a cada ano queremos bater o nosso próprio recorde”. Com isto em mente, além de muito esforço e dedicação, Schneider, produtor que reside em Guarapuava/PR, busca a cada ano novidades para otimizar sua produção na Fazenda Cambará, localizada no distrito de Entre Rios – Guarapuava, na região de Taguá. Na safra de verão 2012/2013 apostou em inovação e acertou. Com a cultivar Benso1 RR, Schneider atingiu recordes de produtividade em sua área. O produtor relata que plantou um talhão de 18 hectares que se destacou, principalmente, em produtividade e em resposta aos tratamentos. “Atingimos 77,5 sacas por hectare, quase 10 sacas

Newton e Saulo Schneider

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a mais do que as outras cultivares, que tiveram uma média de 68 sacas por hectare”, afirmou. Além de produção, o agricultor comenta outros benefícios da cultivar, como boa absorção de insumos, devido a características da folha, consequentemente boa resposta aos tratamentos; bom florescimento, baixo índice de acamamento, entre outros. “Acredito que os resultados que adquiri foram um conjunto de fatores, como qualidade da semente, condução e plantio na época certa”. De acordo com Schneider, a semente possui algumas particularidades. “Outro diferencial da Benso 1 RR é que se pode plantar mais sementes por metro, já que sua estrutura é estreita e densa. Então plantamos 18 sementes por metro em um espaçamento de 0,45 metros. A cultivar se desenvolve bem e não acama. A planta é ereta e muito uniforme”,

Danilo Siqueira Rickli e Newton Schneider

comenta o produtor. A Benso 1 RR foi plantada no dia 05 de novembro na propriedade de Schneider e completou o ciclo com cerca de 140 dias. O produtor rural comenta sobre os tratamentos utilizados. “Ela não passou por tratamento diferente de nenhuma outra cultivar. Fizemos quatro tratamentos com fungicida, devido ao tempo ruim perto da colheita. Acredito que teria um potencial maior, se não tivesse ficado quase duas semanas com tempo ruim, sem sol. Teríamos obtido resultados de mais de 80 sacas por hectare”,opinou. O produtor também atribui ao sucesso em produtividade da cultivar à atenção prestada pela assistência técnica oferecida por Danilo Siqueira Rickli, da Oeste Insumos. “A loja prestou um bom acompanhamento. Além de vender o insumo, esteve presente na propriedade”, alegou Schneider. Para a próxima safra, o agricultor que possui uma área de 170 hectares, conta que vai aumentar o investimento


Benso1 RR se destaca em produtividade e precocidade em Uberlândia - MG Newton Schneider

na semente Benso 1 RR. “Foi a primeira vez que plantei. Na próxima, pretendo ampliar de 30 para 50 pacotes. Nós gostamos da resposta dada pela cultivar, ela realmente se destacou”. Ao lado dos dois filhos gêmeos, Saulo e Sandro, o produtor trabalha como uma equipe. Ele relata que todos contribuem para o sucesso na atividade. “Desde pequenos estiveram comigo, e hoje participam das decisões na fazenda”, conta. Ao falar sobre a avaliação da cultivar, o produtor comenta: “seria muito bom se o agricultor tivesse uma bola de cristal e soubesse tudo que vai acontecer lá na frente, daí a produção seria recorde sempre. Mas esse ano, a semente Benso foi uma benção para nós”, brinca Schneider.

Em uma pesquisa realizada pelo Clube de Amigos da Terra de Uberlândia (CAT), publicada no Boletim Técnico 2011/2012 – CAT, a cultivar Benso1 RR atingiu melhores resultados na safra 2011/2012, em ensaios comparativos com intuito de avaliar seu potencial produtivo. As características observadas foram alto percentual de vagens com 3 e 4 grãos, que aliados a um sistema radicular robusto permitem que a cultivar apresente uma produtividade maior que as demais . Dessa forma, os resultados divulgados foram de uma produtividade de 78,82 sacas por hectares, em uma população final plantada de 22. A cultivar atingiu em um ciclo de 105 dias, o primeiro lugar do ranking. Segundo a pesquisa, em um modelo experimental, a Benso 1 RR passou por delineamento de blocos ao acaso com 14 tratamentos e 4 repetições. Área da parcela = 10 m²; médias analisadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Por fim, a pesquisa concluiu que em um ciclo de até 110 dias, a cultivar Benso 1 RR apresentou maior produtividade. Link do boletim em que está divulgada a pesquisa: http://www.catuberlandia.com.br/novo/boletim2011_2012.pdf

Revista do Produtor Rural

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[Mobilização]

Audiência pública do MP reuniu entidades contra PEC 37 no Sindicato Rural

A

audiência pública do Movimento Paraná sem Corrupção, promovida pelo Ministério Público, reuniu no dia 22 de maio, no anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava, representantes de entidades da sociedade civil organizada e cidadãos interessados em discutir junto com os promotores de justiça o combate à corrupção. Com o tema “Cidadania – Direitos e Deveres”, a audiência teve como objetivo mobilizar a sociedade em prol de uma cultura baseada em princípios éticos, de participação social e contra a corrupção. Além disso, também foi um ato público contra a PEC 37, que pretende restringir os poderes investigatórios do MP. O 2º vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Anton Gora, declarou que a entidade é parceira e está à disposição do MP na disseminação da Campanha e também falou sobre a importância da união da sociedade contra a PEC 37. “Acredito que só falar é pouco. Precisamos protestar para que os políticos se sensibilizem. Nós produtores, quando foi necessário, nos unimos e fomos até Brasília defender nossos interesses. Proponho que, da mesma forma, haja essa união para pressionarmos o Congresso contra a aprovação da PEC”. O promotor de Justiça, Vitor Hugo Nicastro Honesko, agradeceu a presença de todas as instituições presentes e destacou a necessidade de uma mu-

Várias entidades se manifestaram contra a PEC 37

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Revista do Produtor Rural

dança de comportamento em todo o país. “Ficamos muito felizes de ver todos aqui presentes para iniciarmos esse movimento. Como foi dito, o Movimento Paraná sem Corrupção iniciou no ano passado, e tem por incumbência fazer com que os nossos alunos e todo povo paranaense tomem consciência de que o Brasil precisa mudar”. Durante a audiência, outros promo-

Vitor Hugo Nicastro Honesko

tores de Justiça se apresentaram e falaram sobre a atuação e o papel do Ministério Público. E ainda, representantes de entidades, vereadores e cidadãos se manifestaram em apoio ao movimento. O Sindicato Rural de Guarapuava; Conselho de Cidadania, Ética e Justiça de Guarapuava (Concejug) e a Associação Comercial e Industrial de Guarapuava (Acig) apoiaram a realização da audiência.

Fábio Decker, Procurador do município de Guarapuava


Nosso compromisso é com o seu sucesso.

NS 50 PRO

NOVO

* Resultados entre híbridos comerciais dos ensaios de 1ª época da FAPA.

Resultados Safra 2012/13

NS 50 PRO nos Ensaios da FAPA* - 2º Colocação

NS 50 PRO em Áreas Comerciais

Goioxim - PR

15.507 kg/ha

1ª colocação

Ulisses Igor Muth

12.088 kg/ha

Pinhão - PR

15.633 kg/ha

3ª colocação

MLCV

11.845 kg/ha

Murakami - PR

15.445 kg/ha

3ª colocação

ARAGRO

11.211 kg/ha

NS

6262 RR

NS

6211 RR

Resultados Comerciais Soja Moacir K. Aoyagui - Vassoural

4.500 kg/ha

4.080 kg/ha

Elmar Remlinger - Capivara ll

4.367 kg/ha

4.048 kg/ha

Cícero P. Lacerda - Fazenda Capão da Lagoa

4.253 kg/ha

3.873 kg/ha

Yieldgard VT PRO® é marca registrada utilizada sob licença de uso da Monsanto Company.

Roundup Ready® é marca registrada utilizada sob licença de uso da Monsanto Company.

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[Em tempo]

Adriana Lopes e Anton Gora

Dia do Desafio No dia 29 de maio, o Sindicato Rural de Guarapuava, em apoio ao Dia do Desafio 2013, fez uma pausa no expediente de trabalho para realizar 15 minutos de atividades físicas. A entidade reuniu 19 participantes entre colaboradores e produtores rurais, das 15h40 às 15h55, para praticar atividades como alongamentos, corridas e caminhadas, com objetivo de contabilizar mais pontos para Guarapuava, que competiu com o município de Sololá, na Guatemala. Valeu a participação da classe produtora rural. Guarapuava venceu Sololá.

Campanha Produtor Solidário O Sindicato Rural de Guarapuava doou à Fundação de Proteção Especial da Juventude e da Infância (Proteger) alimentos, roupas e calçados arrecadados durante a Campanha Produtor Solidário nos meses de maio e início de junho. A entrega foi realizada pelo 2º vice-presidente do Sindicato, Anton Gora, para a nutricionista da Fundação Proteger, Adriana Lopes.

De marta rocha a empadão goiano O Sindicato Rural de Guarapuava sediou, de 13 a 17 de maio, o curso de tortas doces e salgadas do Serviço Nacional do Comércio (Senac). O instrutor foi Heitor Augusto Gomes Ribeiro, graduado em gastronomia.

Heitor Augusto Gomes Ribeiro

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Revista do Produtor Rural


[Boletim AEAGRO] Palavra do Presidente Ações durante o primeiro semestre de 2013. • Participação nos Conselhos: Do Direito das Pessoas com Deficiência, CSA Conselho Sanidade Agropecuário, CREA Conselho Regional de Engenharia e Agronomia; • Reuniões de Inspetoria Inspetor Wilson Aparecido Juliani • Reuniões do Conselho Conselheiro Rodrigo Luz Martins • Agenda Parlamentar: Visitas ao prefeito eleito com a finalidade de oferecer apoio para a implantação de projetos que beneficiem a sociedade e valorize a nossa profissão. • Reuniões preparatórias para o Congresso Estadual de Profissionais com a formulação de propostas para a melhoria do sistema Confea/CREA e que influenciarão diretamente na nossa profissão. • FEAP - Federação Estadual Agronomia do Paraná - Destacamos a grande atuação da FEAP no cenário nacional, defendendo no Congresso Nacional a manutenção de atribuições da nossa profissão, que estão sendo pleiteadas por outras profissões. • A realização das atividades demanda muito trabalho após expediente, viagens, dedicação, porém tudo se justifica quando realmente se acredita na contribuição que estamos dando ao presente e principalmente ao futuro da Engenharia Agronômica.

Ações do 1º Semestre: Mostramos com imagens algumas das ações e eventos que participamos ou apoiamos:

Campanha social

Congresso de Olericultura

Premiação dos Melhores TCC CEDETEG Palestra sobre Profissão e CREA

José Roberto Papi Presidente da AEAGRO

www.aeagroguarapuava.com.br

Orientação Profissional no Colegial

Construção da Sede

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[Projeto Identidade Sindical] E AD NTID AL

IDE

DIC

SIN

Parceiros receberam displays e adesivos

a 8032 Lim nº 00 z de ado ere oci o: Ass oP Sóci cisc n 09 Fra 5/20 /0

: 03

ção Filia

No início do mês de junho, os 38 parceiros do Sindicato Rural de Guarapuava no Projeto Identidade Sindical receberam displays e adesivos de identificação em seus estabelecimentos. Com o material, será mais fácil para o associado visualizar que a instituição é parceira e, assim obter os benefícios concedidos.

Romualdo Kramer AGROBOI

Lia Krauzer e Mauro Hahn AGROCENTER

Cirio Aurélio Dacoregio e o cliente Jurandir A. dos Santos DACOREGIO

Marcello Portes AGROPLAN

Ildefonso Costa Jr CS AMBIENTAL

Luís Fernando Silva DERAGRO

Lindolfo Eidam Jr. AGROTATU

Paulo Sérgio dos Santos e Liziane Guedes GUARÁ BATATAS

Leandro Ribeiro BETOAGRO

Rosemerie G. Passos Cusumoto ESPAÇO YIN TANG

Andressa S. Martins e Talita Heloísa P. Ribas FISIOCLIN

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Miro Joch Gaioski FUNDIÇÃO GAIOSKI

Juliana T. Barbosa da Silva GALPÃO DO BOIADEIRO

Sandra Horta GUARAFER TINTAS

Tangriana Danielli LABORATÓRIO GÓES

Herley Mühlenbruch Guimarães LUPIS Tecnologia e Sistemas

Everton Ricardo Lermen MITSUBISHI

Fabíola A Proença ODONTO ART

Ellen Faé ODONTO X

Diogo Vezzaro PRAISCE CAPITAL

José Carlos Lustosa PRO BICHO

Rosana Obal e Gilliard Fiuza Obal PROTEC

Gustavo Gagiola THE RANCH

Felipe Scartezini Meirelles RETÍFICA SCARTEZINI

Ednilson Coniezmi TORRE FORTE

Lenita Krüger Barreto Psicóloga da Uniclínica

Reni Rosa Orzchowski UNIFLORA

Vera Lúcia e Caroline Silvestri Araújo - YÁZIGI

Thiago e Ezequiel Vieira de Mello ZICO MOTOSSERRAS

Nilson José Royer ZK ASSESSORIA CONTÁBIL

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Empresas parceiras de Candói

Edison Adriano de Vargas LOJA VARGAS

Antônio Lineu Martins FÁRMACIA NOSSA SRA. DE FÁTIMA

Evandro Augusto de Vargas - LOJA VARGAS

Elizete e Talita de Abreu Lacerda Bremm da AGROPECUÁRIA CANDÓI

Luiz Carlos Colferai - Agrícola Colferai

Cantagalo

Lindalva Xavier - AGROVETERINÁRIA CANTAGALO Gefferson Santos Denichevitz - AGRÍCOLA COLFERAI

Everaldo Viola Presa - AGROPECUÁRIA DOIS IRMÃOS

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Revista do Produtor Rural

Dra. Nilce do Amaral - LABORATÓRIO MAXILÁBOR


[Concurso cultural]

IHARA faz campanha nacional com participação de agricultores brasileiros A empresa veiculará vídeos com os melhores depoimentos dos produtores rurais nos principais veículos de comunicação do país.

A

IHARA, tradicional fabricante de defensivos agrícolas, criou um concurso cultural para homenagear o trabalho de todos que contribuem para o progresso da agricultura no Brasil. Para participar, interessados deverão enviar vídeos com depoimentos baseados no tema “Agricultura é a Nossa Vida”. O material produzido para a ação será postado no hotsite: www.agriculturaeanossavida.com.br. Os cinco melhores depoimentos farão parte da Campanha Institucional da IHARA, que será veiculada nas principais mídias em formatos: comerciais de televisão e peças publicitárias. Julio Borges, presidente da companhia, declara que esta é uma campanha inédita que envolve o produtor rural, numa demonstração de respeito e admiração por aqueles que contribuem com a produção agrícola do nosso país. “A intenção de convocar os nossos parceiros para fazer parte da campanha é uma forma de reconhecer o trabalho realizado pelos pequenos, médios e grandes produtores e todos os envolvidos neste universo, além de sensibilizar a população para a importância da agricultura no dia a dia de cada um dos brasileiros”. Uma comissão julgadora selecionará os melhores vídeos inscritos, utilizando critérios de espontaneidade,

criatividade, originalidade, emoção e sensibilidade que cada mensagem transmite. Como forma de agradecimento, a empresa convidará os cinco autores dos vídeos selecionados para assistirem à Cerimônia de Encerramento e o último jogo da COPA DO MUNDO de 2014, que será realizado no dia 13 de julho, no Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro. Os vencedores terão direito ao ingresso, passagem - de ida e volta - e hospedagem para aqueles que não residem na cidade do Rio de Janeiro.

das ao agronegócio e como comerciais de TV via parabólicas, nos intervalos do programa Globo Rural e entre outros. Verifique o regulamento da campanha em www.agriculturaeanossavida. com.br.

“Agricultura é a Nossa Vida”, concurso cultural da IHARA

De abrangência nacional, o Concurso Cultural “Agricultura é a Nossa Vida” será realizado em duas etapas. A primeira fase é a da convocação, que terá duração de três meses (abril, maio e junho de 2013). A próxima etapa será a fase de divulgação e revelação dos vídeos selecionados, que acontecerá a partir do dia 1º de agosto, no hotsite www.agriculturaeanossavida.com.br e nos principais veículos de comunicação do país. Os vídeos serão hospedados em um canal do Youtube, criado para o concurso, bem como no hotsite www.agriculturaeanossavida.com.br. O material também será divulgado como anúncios em revistas de grande circulação volta-

Sobre a IHARA A IHARA atua desde 1965 como fabricante de defensivos agrícolas e possui em seu portfólio mais de 60 soluções, como fungicidas, herbicidas, inseticidas e produtos especiais, para as mais diversas culturas. O trabalho da IHARA vai além de apenas levar produtos ao agricultor. A empresa oferece suas soluções sempre com o intuito de auxiliar o produtor a obter uma melhor produtividade com a maior qualidade possível e de forma sustentável, além de estabelecer parcerias estratégicas com empresas do setor para melhor atender o agricultor, oferecendo-lhe uma maior gama de opções para auxiliá-lo a resolver seus problemas na lavoura.

PREPARE-SE! SEU AMOR PELA AGRICULTURA VAI GANHAR FAMA. A IHARA convida você a declarar seu amor pela agricultura brasileira. Participe do Concurso Cultural “Agricultura é a nossa vida” IHARA. Grave quantos vídeos quiser, dizendo por que a “agriculgura é a sua vida” e poste-os no hotsite do concurso. Os melhores vídeos farão parte de uma Campanha da IHARA. Inscreva-se www.agriculturaeanossavida.com.br Os autores dos 5 melhores vídeos selecionados serão os convidados especiais da IHARA no jogo de encerramento da Copa de 2014 no Rio de Janeiro.

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[Calagem]

Fertilizante mineral misto com característica de corretivo de acidez líquido Fertec

O

corretivo de acidez líquido é um fertilizante mineral misto, com alto teor corretivo de acidez, para uso nos mais variados solos que necessitam de calagem. Este corretivo contem fontes de cálcio e magnésio equilibradas para diferentes necessidade, facilitando assim sua aplicação. É um produto constituído de nano partículas de cálcio e magnésio, assim reagindo com maior rapidez. Enquanto o calcário normal leva de três a seis meses para dar início ao efeito de neutralização à fitotoxidez do alumínio e elevação do pH, por se tratar de um produto à base de carbonato de cálcio (CaCO3), o corretivo de acidez líquido age de forma mais rápida e eficiente. Isso deve-se principalmente à alta concentração de óxido de cálcio (CaO) e magnésio (MgO) presentes em sua composição. Segundo pesquisas realizadas com o corretivo de acidez líquido, comprovou-se a eficiência e equivalência no uso de 5 litros do produto substituindo 1 tonelada de calcário convencional. Por estar em formulação fluida, sua aplicação é facilitada, em pulverização em área total de plantio, podendo ainda ser aplicado através de sistemas de irrigação.

Benefícios do corretivo de acidez líquido - Constituído por base forte CaO e MgO - Corrige o PH e neutraliza o efeito fito tóxico do alumínio. - Desce reagindo no perfil do solo com a água da chuva ou irrigação, devido sua nano partícula (média de 400 nanômetros). - Potencializa o efeito dos fertilizantes. - Fácil aplicação devido a sua solução líquida (por irrigação ou pulverização) - Não é tóxico ao homem, animais, plantas e ao meio ambiente (certificado pelo IBD). - Rentabilidade e facilidade de aplicação. - Pode ser aplicado em qualquer época do ano, em área total ou jato dirigido (sulco de plantio).

Coletas e análises realizadas por TECSOLO LABORATÓRIO DE ANÁLISES AGRONÔMICAS. Primeira coleta realizada em 16/10/2012 Faz. São Jorge - Palmas - área de aplicação 130 ha. Amostragem efetuada antes da aplicação do produto, feita dia 10/11/2012.

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Segunda coleta realizada em 13/12/2012 Faz. São Jorge - Palmas - área aplicação 130 ha. Amostragem efetuada 34 dias após aplicação.


Terceira coleta realizada em 23/01/2013 Faz. São Jorge - Palmas - área aplicação 130 ha. Amostragem efetuada 75 dias após aplicação.

Terceira coleta realizada em 06/04/2013 Faz. São Jorge - Palmas - área aplicação 130 ha. Amostragem efetuada 147 dias após aplicação.

Resultados no Campo:

[Calagem]

Faz. São Jorge Palmas – PR. Área aplicada: 130 ha Foi aplicado 8 litros do produto NYon Solo Cal da FERTEC 17,50 P/P% Ca e 6,00 Mg P/P% = 2,6/1 Ca/Mg.Efetuado aplicação com vazão de 200 litros/ha com pulverizador columbia.

(42) 3629-1366 / 9119-6449 agricolaagp@agricolaagp.com.br Av. Manoel Ribas, 4253 - Guarapuava - PR

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[Paraná]

Depois da colheita, produtores devem eliminar plantas de soja que rebrotarem

Vazio sanitário

segue até 15 de setembro

M

ais uma vez, em todo o Paraná, está sendo realizado o vazio sanitário. De 15 de junho a 15 de setembro, em todo o Estado, fica proibida, nas lavouras, a presença de plantas de soja que rebrotaram dos grãos deixados no campo durante a colheita. O objetivo da medida é reduzir o ataque da ferrugem da soja, já que a doença, causada por um fungo, se propaga de uma safra para outra. Na prática, o vazio sanitário significa que o produtor, neste período, deve eliminar totalmente a presença das plantas de soja no campo. Na Adapar/Seab, em Guarapuava, a agrônoma e fiscal de sanidade vegetal, Rosmari Fátima De Ré, chama a atenção para o fato de que mesmo no centro-sul paranaense, onde no inverno as geadas contribuem naturalmente para minimizar a ferrugem da soja, o vazio sanitário, além de obrigatório, é uma necessidade: “O produtor precisa lembrar de que são necessários 90 dias (sem soja remanescente na lavoura) para se eliminar a doença. Senão, o fungo entra no campo antes do que a soja na próxima safra” – o que, conforme alertou, pode significar um pesado prejuízo no bolso do agricultor. Segundo Rosmari, quando se obser-

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va o vazio sanitário, a doença entra mais tarde e se torna possível conduzir a soja realizando, em geral, três aplicações de fungicida. Do contrário, a ferrugem chega no início do ciclo da planta e poderão ser necessárias até seis aplicações, aumentando os custos e expondo o produtor ou seus funcionários a um contato mais frequente com os agroquímicos. Para conscientizar os agricultores sobre o assunto, a Adapar/Seab em Guarapuava, de acordo com a fiscal de sanidade vegetal, já iniciou uma campanha, visitando propriedades e concedendo entrevistas na imprensa local. A fiscalização a campo teve início dia 17 de junho. Como o vazio sanitário ocorre todos os anos, Rosmari observou ninguém pode alegar que não conhece a determinação. Ela recordou que a multa para quem descumprir esta medida pode variar entre R$ 220,00 a R$ 12 mil reais. Por sua importância, apoiam a iniciativa do vazio sanitário entidades como Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Secretaria de Estado da Agricultura (Seab), Adapar, Emater, Conselho de Sanidade Agropecuária (CSA), FundepecPR e o Consórcio Antiferrugem Asiática.

Rosmari Fátima De Ré


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[Cedeteg ]

XII Semavu: os vários lados da medicina veterinária

Abertura da XII Semavu: palestra motivacional de Roberto Recinella, autor de diversos livros sobre caminhos para o sucesso

Escolher uma profissão é para muitos jovens um desafio. Mas, ao decidir, é comum deparar-se com outra questão: em que campo atuar dentro das várias possibilidades abrangidas pela profissão escolhida? Para os estudantes da faculdade de Medicina Veterinária da Unicentro (campus Cedeteg, em Guarapuava), o assunto ganha, todos os anos, um momento especial de reflexão, na Semana Acadêmica de Medicina Veterinária da Unicentro (Semavu), que, em 2013, em sua 12ª edição, foi realizada pelo Centro Acadêmico de Veterinária (CAMV), de 20 a 24 de maio. De manhã e à tarde, no auditório central e no mini auditório do Departamento de Química, situado ao lado, a programação de palestras, totalizando 35 horas, trouxe a visão de especialistas sobre os mais diversos setores de atuação do médico veterinário. Com um objetivo: dar aos estudantes uma ideia sobre as diversas possibilidades. Informação para ajudá-los na decisão do caminho a seguir no futuro. Os convidados abordaram questões tão diferentes quanto o resgate e a reabilitação de animais marinhos, emergências na clínica de animais selvagens,

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recebimento do pescado na indústria, ecocardiografia em cães e gatos, ao lado de assuntos ligados a bovinos, ovinos e aves. Acadêmica do primeiro ano de Veterinária, Cristina Wedderhoff Herrmann, disse que, para ela, a importância da Semavu é dar um panorama da profissão: “Só ouvindo alguém falar, sabendo

Cristina Wederhoff Hermann

realmente o dia a dia do profissional, é que a pessoa vai descobrir se é isso que ela quer, se é realmente o que ela tinha imaginado”. A estudante admitiu que, em seu caso, uma decisão ainda está por vir: “Eu não tenho, por enquanto, nenhuma opção, mas vamos ver. Cada dia que eu passo aqui, na universidade, dentro do curso, estou descobrindo mais coisas. Então, acho que não vai ser tão rápido assim”. Anna Cláudia Baumel Mongruel, do terceiro ano, opinou que o evento foi interessante para ouvir veterinários com experiência em setores específicos, o que incentiva os estudantes a conhecer e buscar mais informação. “A gente vê a importância de cada área”, comentou. A acadêmica, que tem foco de interesse em cães, gatos e animais silvestres, revelou que ainda não fez, no entanto, sua opção dentro da área de pequenos animais. No primeiro ano, Gilson Pedro Amaral Filho, avaliou que as palestras trouxeram, para ele, conteúdos que ainda não viu no curso, e, mesmo com alguma dificuldade de entender termos técnicos, ele achou válido participar da Semavu. “Algumas coisas, eles (os palestrantes)


Anna Cláudia Baumel Mongruel

acabam adiantando para a gente”, relatou, exemplificando: “Como na palestra de neonatologia equina. Eu não sabia que tinha uma especialização própria para isso”. Em seu caso, mesmo sendo calouro, ele destacou já ter uma preferência, que seria o trabalho com bovinos ou exames de laboratório. Ângela Maria Reck, do quarto ano, considerou o evento interessante por mostrar, entre outros pontos, a rotina da clínica de pequenos animais. “Cada vez em que eu vejo um profissional contando a rotina da clínica e como eles trabalham, eu me encanto cada vez mais”, afirmou a estudante, que pretende atuar naquele segmento da veterinária. Para um dos membros da organização, a presidente do Centro Acadêmico de Medicina Veterinária, Priscila Ikeda, o balanço da XII Semavu foi positivo: “Buscamos trazer especialistas nas suas áreas. É uma gama de variedades onde a gente pode trabalhar. Resolvemos trazer

Gilson Pedro Amaral Filho

algumas coisas diferentes, como o pessoal que veio falar de pescados”. Segundo ela, muitos não sabiam que este também é um dos setores de atuação dos veteriários. Considerando que a diversidade pode levar os acadêmico se interessar por segmentos específicos da profissão, a presidente do CAMV ponderou que decidir-se, no início do curso, contudo, é muito difícil: “É por isso que a gente faz a Semana Acadêmica”. Em seu caso, contou, a preferência está clara: animais silvestres e exames por imagem. A semana acadêmica teve no encerramento palestra de Eduardo Negri Mueller, doutor em Ciências (área de concentração Sanidade Animal – Clínica de Pequenos Animais), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense, do Campus Concórdia (SC). “Na

Angela Maria Reck

Priscila Ikeda

verdade, a gente está à frente de uma profissão com várias áreas de atuação. Eu enxergo que essa nova realidade, que é trazida através dos eventos técnico-científicos, e a semana acadêmica se inclui nesse perfil, é muito importante para o acadêmico, uma vez que ele conhece diferentes áreas profissionais, futuras, de atuação”, analisou Mueller. “A gente tenta trazer um pouco da nossa vivência, da nossa rotina, sem dúvida, trazendo novidades”, complementou, ao apontar que o aluno deve conhecer diversas áreas e buscar expandir seus conhecimentos. “Tem sido requesito, hoje em dia, aperfeiçoamento, programa de pós-graduação, e sempre que possível participar de eventos técnicos e científicos para conhecer outras realidades e fazer novas atualizações”, recomendou.

Mueller: educação continuada é fundamental para a profissão de veterinário

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[Regularização fundiária]

Um novo começo na atividade rural Pequenos agricultores revelam a importância pessoal da regularização da terra e afirmam que enxergam no documento oportunidades de crescimento na atividade rural.

Secretaria Municipal de Agricultura de Guarapuava e ITCG coordenaram ação de cadastramento da regularização fundiária

T

er em mãos o título de propriedade da terra, além de garantir o acesso às políticas públicas e possibilidades de comercialização, também carrega outros significados. Entre eles, simboliza uma comprovação de pertencimento à terra e vínculos sentimentais que muitos pequenos agricultores possuem, ainda que sem documento. No início de maio, em uma ação da Secretaria Municipal de Agricultura, Emater e do Instituto de Terras, Cartografia e

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Geociências (ITCG), que possui apoio financeiro do Programa Pró-Rural, através do Banco Mundial, cadastrou mais de 300 produtores rurais para regularizarem a questão fundiária de suas terras. Durante o período de cadastramento, na sala de espera da Secretaria de Agricultura, em dias frios, vários produtores esperavam ansiosos para serem atendidos, homens e mulheres, que tiveram uma história ligada ao campo mostravam que a efetivação de um documento de posse passava a representar uma oportunidade de colocar em prática projetos e anseios de uma vida toda no campo. Ao falar sobre a importância da regularização,o secretário municipal de agricultura de Guarapuava, Itacir Vezzaro destaca que o essencial é dar condições de acesso ao pequeno agricultor às políticas públicas de incentivo à agropecuária. Entre elas, diversas linhas de crédito para investimento nas propriedades, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Animado e sorridente, o senhor Itacir Scariott, um dos produtores que procurava regularizar sua propriedade,por usocapião, contou que o vínculo que possui com sua fazenda é grande, pois está há mais de 30 anos em uma terra localizada na área rural do Jordão. “Fiquei sabendo da regularização pelo rádio, essa atitude é algo que representa muito para nós agricultores. Não tenho palavras para explicar, isso é o começo de uma vida bem diferente para mim, tenho vários projetos pela frente”, relatou. Ele, que cultiva alimentos para subsistência, como feijão, milho, batata doce e cria peixes, contou que após regularizar a fazenda pretende investir em novas atividades para dar condições para o filho

Itacir Vezzaro, secretário municipal de agricultura de Guarapuava

atuar na propriedade. “A primeira coisa que vou fazer quando tiver o documento é investir em um trator para que meu filho também possa trabalhar”, disse o pequeno produtor. Scariott afirmou que muitos agricultores da região sofrem por não possuírem o titulação da área e parabenizou a iniciativa dizendo que este tipo de incentivo é necessário para agricultura familiar. No final da conversa, o agricultor até mesmo se emocionou ao falar sobre o que representava para ele a regularização. “Sabe, tenho um problema, sou igualzinho minha mãe, quando vou contar uma coisa muito boa, meus olhos já ficam vermelhos e começam a escorrer lágrimas”.


Agricultores a espera de regularizar documentação da propriedade rural

Vezzaro destacou que, como para Scariott muitos outros produtores que vão obter os títulos de regularização da terra, terão novas oportunidades no campo e poderão ter mais auxílio do governo em suas ações. “O poder público está vendo isso como uma iniciativa necessária e de relevância social, porque sabemos que se o proprietário não possui documentação, ele não consegue crédito, nem pode se inserir em programas”.

Itacir Scariott, agricultor familiar

Scariott em busca da documentação por uso capião de sua terra

Assim, o secretário enfatiza que sem o título, o agricultor não consegue se desenvolver, podendo até mesmo abandonar a vida no campo, pela ausência de renda. “O produtor que não está regularizado está perdendo todos os recursos dos programas de governo, tanto em nível municipal, estadual ou federal”. A ação de cadastramento, também está incluída nos objetivos do programa municipal de incentivo a agricultura familiar, Vida Rural, que também pretende garantir e melhorar a habitação rural, assistência técnica, reflorestamento e a diversificação das atividades na propriedade. A ação de cadastramento que foi realizada nos dias 6 a 10 de maio, foi direcionada aos produtores que possuem até 50 hectares, e que estivessem há pelo menos cinco anos no local, e não tivessem outra atividade econômica. O procedimento foi totalmente gratuito e fez parte de um processo que segue três passos até a chegada do título: o primeiro é o cadastro, em um segundo momento, o georreferenciamento (realizado com GPS na presença do produtor ou de seu representante legal) e só então após toda documentação reunida é emitida a titulação. Outro agricultor familiar que esperava para regularizar a terra foi João Tasca, que contou nunca ter financiado nada para sua fazenda, pois até então possuía apenas a folha de partilha da propriedade. “É a primeira vez que vejo isso sendo feito por aqui e acredito que é importante ter o documento de comprovação de posse, principalmente, para quando eu

Produtor de uvas, Aristides Guarneri

vender ou para poder ter os benefícios das políticas do governo”. O produtor de uvas, Aristides Guarneri que também estava na Secretaria para procurar regularizar sua área falou sobre a ação. “Eu, particularmente, tenho minhas terras e até hoje não pude registrá-las. Entendo que a regularização é muito importante para nós, seja para uma possível venda ou para herança”. Guarneri acrescentou afirmando que a regularização pode transformar a vida dos agricultores no campo. “Isto aqui é uma atitude muito importante que vem a premiar todos os produtores rurais que sofrem com o problema de documentação. Isso vem para resolver um problema antigo do município e com certeza vai melhorar, sensivelmente, a qualidade de vida no campo”, opinou. Revista do Produtor Rural

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[Confraternização]

Zootecnista:

o artista da criação animal

E

m comemoração ao Dia do Zootecnista, o Sindicato Rural de Guarapuava promoveu um café da manhã nesta segunda-feira, 13, para zootecnistas de Guarapuava e região. A confraternização faz parte de um dos objetivos da entidade, que é reconhecer e valorizar a atuação de todos os profissionais que trabalham no campo, em prol do desenvolvimento agropecuário da região. Além disso, a intenção do evento é realizar uma maior aproximação entre os profissionais da área e a entidade. Foi o primeiro ano que o Sindicato realizou uma confraternização na data, porém pretende tornar o evento tradicional. O segundo vice-presidente do Sindicato Rural, Anton Gora, durante o café da manhã, parabenizou os profissionais e disse que os zootecnistas contribuem muito com a atividade agropecuária. “O Sindicato Rural está com as portas abertas para todos os zootecnistas, profissionais que difundem conhecimento no campo e contribuem tanto na agricultura quanto na pecuária”. Entre os presentes, estava o zootecnista e professor do departamento de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), Paulo Roberto Ost, que atua há 10 anos em Guarapuava. Ele elogiou a iniciativa do Sindicato. “Achei uma excelente ideia, nos sentimos, inclusive, lisonjeados por sermos lembrados, já que somos poucos na região. Fico muito feliz que a minha profissão tenha sido reconhecida neste dia”. Ost também falou sobre a atuação do Sindicato Rural em parceria com os profissionais da cidade. “O Sindicato daqui tem um diferencial. Desde quando cheguei em Guarapuava, percebi que é um dos maiores apoiadores da Universidade e das pessoas relacionadas à agricultura e pecuária. Acredito que essa proximidade do zootecnista com o Sindicato é rica para ambas as partes”. Mabely Lupepsa, zootecnista que atua na propriedade familiar em Pinhão, também falou sobre a importância das instituições reconhecerem e valorizarem o espaço do zootecnista como profissional. “Achei muito bacana o evento, por ser uma forma de valorizar a profissão. Muitos nos confundem com veterinários ou agrônomos, porém queremos ter o nosso espaço”. Um dos mais experientes zootecnistas da região, Roberto Motta Junior, técnico da Emater que atua na Cooperaliança, destacou que “essa foi uma ótima iniciativa. Ficamos muito alegres. Embora seja um grupo pequeno de profissionais, nós entendemos a atitude como uma valorização da classe, que ainda é nova, mas que batalha no campo pelo agricultor”. Motta trabalha há 40 anos como zootecnista e parabeniza o Sindicato Rural pelo evento. “Acredito que essa foi uma maneira da entidade demonstrar e materializar o reconhecimento da profissão”.

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2º vice-presidente do Sindicato Rural, Anton Gora, saudou os participantes.

Elisângela Pereira Rickli

Felipe Fabro Teixeira

Luciane Silvestri Araújo

Roberto Motta Júnior

Sandra Galbeiro

Valdir Tambosetti

Luiz Francisco Agner

Mabely Lupepsa

Paulo Roberto Ost


[Cultura]

“Chegadim” raízes musicais do Brasil

R

aízes da música brasileira ganharam espaço, na noite de 17 de maio, no anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava: no espetáculo “Chegadim”, o cantor, dançarino, ator, diretor e arte-educador maranhense Itaércio Rocha, acompanhado por três músicos, levou à platéia estilos musicais que remontam a manifestações populares, folclóricas ou religiosas, como as festas do Divino. Promovido pelo SESI, no âmbito de seu Circuito Cultural, o show trouxe vertentes musicais do nordeste e do sul, ressaltando semelhanças de estilos entre as duas regiões. Depois do espetáculo, Itaércio, radicado em Curitiba há cerca de 30 anos, co-

mentou em entrevista que a música tradicional reflete uma identidade cultural: “Os estilos populares servem para as pessoas mostrarem sua forma de pensar a vida, o amor, a natureza, sua espiritualidade e sua forma de ver o mundo”. Para o cantor e compositor, a cultura produzida fora das academias e dos meios oficiais de produção cultural é que dá sustentação para o que se conhece hoje como cultura popular brasileira, como a MPB. Ele recordou que vários foram os compositores que buscaram inspiração em ritmos antigos e populares: “Foi onde se inspirou Vila Lobos, Tom Jobim, Tim Maia, Milton Nascimento, Caetano, Chico e tudo mais”. Para poder apresentar a diversidade de estilos de “Chegadim”, o cantor e compositor explicou que o próprio grupo busca conhecer a cultura popular: “A gente faz uma pesquisa, onde a gente vai descobrindo também que estas manifestações populares estabelecem uma rede de conhecimento, que conversam entre si”. Um colorido musical de nuances semelhantes, conforme detalhou: “A congada do Paraná e a banda de con-

Equipe do Sesi, Itaércio e banda e equipe do Sindicato

go do sudeste, e o maracatu do Nordeste, eles são de uma mesma linhagem – são essas coisas das coroações de reis negros. E a gente vai juntando essas informações”. Se para o público é a chance de ouvir ressonâncias de uma cultura pouco visível na grande mídia, para o grupo musical se trata da alegria de trazer brasilidade ao palco: “É um orgulho muito grande ter a possibilidade de conversar sobre isso, de cantar essas canções que não tocam no rádio, não tocam na televisão”, prosseguiu Itaércio, considerando que o Circuito Cultural do SESI tem possibilitado às pessoas o acesso àquelas expressões culturais. “É praticamente uma obrigação nossa que a gente saiba que existe a congada da Lapa, que existe riqueza nisso; e que a gente saiba que existe o fandango paranaense, que é forte, que é belo e está vivo, está aí pulsante; que a gente saiba das várias maneiras de se manifestar o bumba-boi, os afoxés, os jongos, os congos, os cacuriás, as cirandas, os sambas”, afirmou. E concluiu: “É necessário que a gente fale disso, para que a gente perceba a diversidade, a complexidade que é ser brasileiro, e que é a arte brasileira”.

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[Senar / Sindicato Rural]

Aprendizagem rural na região (abril/maio/junho) Candói e Foz do Jordão

Curso: Artesanato em Tecidos – Corte e Costura Data: 26 de abril a 13 de maio Local: Extensão de Base Candói Instrutora: Rosilene Ap. Xavier Mendes Parceria: Melania Alimentos

Curso: Produção Artesanal de Alimentos Panificação Data: 29 a 30 de abril Local: Comunidade Vila Nova Instrutor: Giovana Giarollo Parceria: Promoção Social

Curso: Trabalhador na Op. de Tratores Agrícolas - Semeadeira e Plantadeira Data: 30 de abril Local: Arcam Instrutor: Domingos Carlos Basso Parceria: Coamo

Curso: Produção Artesanal de Alimentos – Derivados do Leite Data: 13 e 14 de maio Local: Ginásio Jordãozinho - Foz do Jordão Instrutora: Margarida Maria Weiss

Curso: Produção Artesanal de Alimentos Culinária Básica Data: 15 e 16 de maio Local: Centro Social Instrutora: Margarida Maria Weiss Parceria: Secretaria M. de Promoção Social

Curso: Trabalhador na Forragicultura Data: 16 a 18 de maio Local: CRASS - Foz do Jordão Instrutora: Karina Calil Caparroz Parceria: Secretaria de Agricultura

Curso: Produção Artesanal de Alimentos Derivados do Leite Data: 16 e 17 de maio Local: Comunidade Alto Rio da Laje Instrutora: Giovana Giarollo Parceria: Secretaria de Promoção Social

Curso: Trabalhador na Apicultura Data: 21 a 24 de maio Local: Biblioteca M. de Foz do Jordão Instrutor: Joel Almeida Schimdt

Curso: Plantas Medicinais Data: 23 a 25 de maio Local: Colégio Pa.Barbieri – Foz do Jordão Instrutora: Karina Calil Kaparroz Parceria: Secretaria de Agricultura

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Curso: Manejo e Ordenha Data: 27 de maio a 01 de junho Local: Extensão de Base Candói Instrutor: Emerson Orestes Ferraza Parceria: Cresol

Curso: Semeadeira e Plantadeira Data: 27 de maio Local: Auditório da AG Teixeira Instrutor: Pedro Felipe Kastel Parceria: AG Teixeira

Curso: Primeiros Socorros Data: 05 e 06 de junho Local: Associação Agrícola Instrutor: Josias Batista de Barros Parceria: Agrícola Colferai

Curso de Cerca Elétrica Data: 06 a 08/06 Instrutor: Juliano Antunes da Silva Local: Comunidade de Tirivas Parceria: EMATER

Curso: De Olho na Qualidade Data: 11 de junho a 02 de agosto Local: Extensão de Base Candói Instrutora: Josiane Luzia Granemann Parceria: EMATER

Curso: Produção Artesanal de Alimentos – Derivados de Leite Data: 11 e 12 de junho Local: Casa Familiar Instrutora: Giovana Giarollo Parceria: Cresol

Curso: Trabalhador na Op. de Tratores Agrícolas - Op. de Implementos Data: 02 de maio Local: Comunidade Linha Vicente Instrutor: Luiz Augusto Burei Parceria: Souza Cruz

Curso: Programa Agrinho – Aprendizagem colaborativa e mapas conceituais Data: 03 de maio Local: Extensão de Base de Cantagalo Instrutora: Daniela Suchodolak Parceria: Secretaria Mun. de Educação

Cantagalo

Curso: Trabalhador na aplicação de agrotóxicos – formigas cortadeiras” Data: 30 de abril Local: Comunidade Faxinal dos Carpinteiros - Cantagalo Instrutor: Miguel Luiz Severino Parceria: Santa Maria

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Curso: Trabalhador na Apicultura Data: 07 a 10 de maio Local: Extensão de Base de Cantagalo Instrutor: Joel de Almeida Schmidt Parceria: Secretaria M. de Agricultura

Curso: Operação de implementos Data: 09 de maio Local: Comunidade Invernadinha Instrutor: Luiz Augusto Burei Parceria: Souza Cruz

Curso: Produção Artesanal de Alimentos – Doces pastosos Data: 13 e 14 de maio Local: Extensão de Base de Cantagalo Instrutora: Denise Bubniak Parceria: Secretaria Municipal de Educação

Curso: Culinária Básica Data: 28 e 29 de maio Local: Extensão de base de Cantagalo Instrutora: Denise Bubniak Parceria: Pastoral da Criança

Curso: Trabalhador na Forragicultura Data: 13 e 15/ 06 - Cantagalo Local: Extensão de base de Cantagalo Instrutora: Karina Calil Caparroz Parceria: Secretaria M. de Agricultura

Curso: De olho na Qualidade Data: 18/05 a 13 de julho Local: Extensão de base de Cantagalo Instrutora: Lisandra Salvadori Parceria: Secretaria M. de Educação

Curso: Cerca Elétrica Data: 27 e 30 de maio Local: Extensão de base de Cantagalo Instrutora: Juliano Antunes da Silva Parceria: Capão Bonito

Curso: Inclusão Digital Avançado Data: 27 a 29 de maio Local: Sindicato Rural de Guarapuava Instrutor: Sérgio Ricardo Hoppen

Guarapuava

Curso: Prod. Artesanal - Doces Pastosos Data: 26 e 27 de abril Local: Sindicato Rural de Guarapuava Instrutora: Denise Bubniak

Curso: Produção Artesanal de Alimentos Conservas, Molhos e Temperos Data: 14 de junho e 15 de junho Local: Sindicato Rural de Guarapuava Instrutora: Denise Bubniak

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Curso: Floricultura Básica Data: 05 e 07 de junho Local: Colégio Agrícola Instrutor: Tibério Pimental Budal


Nova geração de Fertilizantes O que é?

Características

H

www.heringer.com.br

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[Profissionais em destaque]

DOW Agrosciences

Bayer C. - Stevan Sikora e Julien Witzel

Luiz Cláudio Hahn (Chemtura) e Rodolpho Botelho

Antônio Marcos P. Soares

BASF - José Carlos Sandrini Jr.

Nidera - Josimar Tossin

Agroeste - Mauro Hahn e Anderson Santiago

DOW Agrosciences Marcos Rubens Figueredo

Tortuga - Márcio Essert

Augustin - Massey Fergusson Celso Luiz Dona

DOW Agrosciences - Cíntia Schlüter, engenheira agrônoma

Transferência O engenheiro agrônomo Rogério Modesto foi transferido para Minas Gerais, região de Passos. Ele continuará atuando como supervisor comercial da Fertilizantes Heringer. Em seu lugar, assumiu o engenheiro agrônomo Ciro Costa Souza, transferido de Goiás. Fertilizantes Heringer: Emilio Menegon, Jean Camargo, Rogério Modesto e Ciro Souza

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Revista do Produtor Rural


[Roleta da sorte] Novos sócios e associados que pagam a anuidade na sede do Sindicato Rural de Guarapuava podem girar a roleta da sorte e ganhar brindes. Confira as fotos dos contemplados no mês de maio e junho:

Soeli Flizicoski Mariani

João Vasconcelos Schmidt

Harry Mayer

Elias Brandelero

[Novos sócios]

Darci Carraro

Tiago Pacheco Stadler

Leonardo Obal

Murilo Ribas e Maria José Caldas Serpa

[Espaço Rural Kids & Teens]

Vanderlei G. de Assis

Fabrício A. Diedrich Baitala, filho de Daniel Baitala e Renata A. D. Baitala

Valderico M. da Silva

Veronica D. Stoetzer

• Scartezini, Meirelles e Companhia Ltda.

Victor Hugo Mantinazzo

• Agri Field Tecnologia Agrícola Ltda.

Marcelo Afonso Mayer Filho, filho de Marcelo Afonso Mayer e Iranice Burei Mayer

Johann Gabriel Fortkamp, filho de Karime Silvestri e Rodrigo Fortkamp

Anna Yasmin, filha de Ricardo Kaminski e Tatiana Silvério em seu aniversário de 1 ano

o E-mail: foto para .com.br Envie sua srgpuava o@ ca ica comun

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Agosto

Julho

[Aniversariantes] 01/07 01/07 01/07 01/07 02/07 03/07 03/07 04/07 04/07 05/07 05/07 06/07 07/07 07/07 07/07 08/07 08/07 08/07 09/07 10/07 10/07 11/07 11/07 11/07 11/07 13/07 13/07 13/07 13/07 01/08 01/08 01/08 01/08 01/08 01/08 02/08 02/08 02/08 03/08 03/08 04/08 04/08 04/08 05/08 05/08 05/08 06/08 06/08 06/08 07/08 07/08 07/08 07/08 08/08 09/08 09/08

Camila Illich Carlos Eduardo dos S. Luhm Edilson Araujo Martins Seiti Tikamori Osires Kaminski José Ernani Lustosa Roland Paul Gumpl Eduardo Gelinski Paulo Rodolfo Schulz Guinter Stefan Duch Luiz Pulga Gilberto Souza Gonçalves Mayron Eduardo F. Kreuscher Osmar Kloster Oliveira Teruyoshi Robson Udagawa Luiz Artur Mendes Ferreira Rodolpho Manoel da Silva Vera Virmond Carlos Armando Abreu Alves Reinhold Buhali Sebastiao Haeffner Andreas Milla II Carlos Eduardo Kazahaya Ernst Leh Valmir Silveira Gonçalves Nivaldo Mugnol Salvador Ivatiuk Severino Genuino Dourado Silvino Caus Cezar Augusto Carollo Silvestri Josef Winkler Sebastião G. da Fonseca Sergio Roberto Veit Walter Peter Weckl Wilfried Georg Spieler Augusto Stroparo Edla Woelfer Lustosa Jorge Karl Luciana Aparecida Camargo Wilson Zschornak da Silva Anderson Muzzolon Anna Luisa Jungert Lauro Manhaes de Souza Eduardo Osvaldo Garais Helmut Milla Rene Martins Bandeira Filho Geni Blasquievis Sartori Johana Karl Taschelmayer Thiago Lustosa Araujo Adauto Brandelero Ivo João Vargas Joao Huber Luiz Renato Alves da Silva Katherine G. Alves Duhatschek Alfredo Wolbert Claudete Martins Ribas

14/07 14/07 15/07 15/07 15/07 15/07 15/07 15/07 15/07 15/07 15/07 16/07 17/07 18/07 18/07 19/07 19/07 20/07 20/07 20/07 20/07 20/07 21/07 21/07 21/07 21/07 23/07 23/07 23/07

Jair Clemente Zart Quintilho Aparecido Pine Aldir Antonio Goldoni Alexander Ritter Anton Gora Ari Schwans Durlene do Belém R. Gonçalves Ervin Valentin Remlimger Laura Isabel F. Loures Buch Leonidas Ferreira Chaves Rosenei de Fatima C. Kunz Hugo Silvestrin Filho Herculano Augusto Abreu Alves Angelo Muzzolon Raphael de Camargo Francisco Geraldo Marcondes Viktor Leh Angela Ribas Cleve Costa Aridreia Antunes de M. Spieler Claudia Mugnol Frites Clodoaldo Marcondes Diniz Marlene Gaertner Korpasch Edson Adriano de Vargas Ernesto Stock Gunter Duhatschek Mateus Julik Airton Ribeiro de Campos Alaor Pedro da Luz Eros Lustosa Araújo

23/07 23/07 24/07 24/07 24/07 24/07 25/07 25/07 26/07 26/07 26/07 26/07 26/07 27/07 27/07 27/07 28/07 28/07 28/07 28/07 29/07 29/07 29/07 29/07 29/07 30/07 30/07 31/07 31/07

Ozires José Vaiz Fernandes Paul Illich Adam Gartner Anton Kreuscher Fellipe Lustosa Ribas Jaerger Leonides Antunes Deschk Frank Nohel Valdomiro Ivatiuk Junior Alexandre Marath Emerson Milla Humberto Mano Sá Roberto E. Araújo Marcondes Vinícius Virmond Abreu Sergio Alves Teixeira Sieghardt Johann Kleinfelder Vanderley Kuachinhak Arismari Rocha Camargo Gibran Thives Araujo Paulo César Fonseca Vicente Ferreira Leite Eros Lange Francisco Guzzi Geraldo Elias Limberger Patricia Diana Schwarz Zeni Aparecida Padilha Muzzolon Kleyton Romualdo Kramer Rodolfo Wolf Candido Pacheco Bastos Mariane Werneck Botelho

10/08 11/08 12/08 12/08 13/08 13/08 13/08 14/08 14/08 16/08 16/08 16/08 16/08 17/08 17/08 17/08 18/08 18/08 18/08 18/08 18/08 19/08 19/08 19/08 20/08 20/08 20/08

Vanderlei Gomes de Assis Leni Losso Kluber Marli de Araújo Ribas Vera Lúcia Bovolini Wild Carlos Leopoldo Durski Silva Celson Luiz Brandalise Gerhard Marx Gilson Zacarias Cordeiro Junior Ponciano Rocha de Abreu Christoph Zehr Renato Goes Penteado Filho Sergio Martins Filho Wilson Barbieri Boles Nilcharz Gilberto Marcondes Leineker Tadeu Dreviski Darci Carraro Joel Domingues da Silva Josef Hildenbrandt Junior Luiz Carlos Rodrigues Nelson Bremm João Konjunski Murilo Lustosa Ribas Junior Neusa Silveira Vier Amarildo Ribeiro dos Santos Antonio Mayer João Maria Mendes Siqueira

20/08 21/08 21/08 22/08 22/08 23/08 23/08 23/08 23/08 24/08 24/08 24/08 24/08 24/08 24/08 24/08 25/08 25/08 27/08 29/08 30/08 30/08 30/08 30/08 31/08 31/08 31/08 31/08

Osmar Gelinski Carlos Alberto Abreu Alves Nelson Adelar Gehlen Egon Mayer Roberto Eduardo N. de Cunha Afranio Leodanil Nardelli Edmund Johann Abt Ilse Klein Maico Mendes de Araújo Armando França de Araújo Bruno Grismayer Gabriela Abt Tratz Izolina Denise Taques da Cruz Jaime Enrique Vargas Arbulu Murilo Lustosa Ribas Sirineu Luiz Denardi Elton Luis Mucinelli Caldas Robert Reinhofer Edgard Georg Szabo João Vasconcelos Schimidt Alvino Bugay Kubiak Antonio Carlos Lacerda Loures Gerson João Mendes de Abreu Sergio Jose Lubacheski Aramis Lineo Mendes Siqueira Elison Bueno Araujo Neuraci Lustoza Dangui Rui Carlos Mendes de Araújo

Confira a agenda de eventos agropecuários: Festa Julina – Hospital São Vicente 13 e 14 de julho Parque de Exposições Lacerda Werneck Guarapuava - PR Tel: (42) 3621- 7800

Seminário “Os Segredos da Porteira 2” com Pedro Djneka 05 de agosto - 19h Anfiteatro Sindicato Rural de Guarapuava Guarapuava - PR Informações: (42) 3623-1115

3º Módulo Programa Desenvolvimento Florestal Tema: Código Florestal 22 de agosto, a partir das 8 horas Anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava Guarapuava - PR - Tel: (42) 3623 1115

Dia do Agricultor 26 de julho - 14 horas Sede do Sindicato Rural de Guarapuava, Extensões de Base de Candói e Cantagalo Tel: (42) 3623-1115

4º Encontro Técnico de Feijão 07 de agosto de 2013 Anfiteatro do Sindicato Rural de Guarapuava Guarapuava - PR - Inscrição: R$ 50,00 Informações: (42) 3623-1115

Café da manhã do Dia do Médico Veterinário 09 de setembro - 08 horas Salão de Festas - Sindicato Rural de Guarapuava Guarapuava - PR - Tel: (42) 3623 1115

38º Exposição Feira Agropecuária Industrial de Guarapuava – EXPOGUA 02 a 11 de agosto Parque de Exposições Lacerda Werneck Guarapuava - PR - Tel: (42) 3623-3896

1º Simpósio de Sanidade Animal do Centro-Oeste do Paraná A partir das 9horas - 09 a 10 de setembro Anfiteatro Sindicato Rural de Guarapuava Guarapuava - PR - Tel: (42) 3623-2234

2º Fórum de Agronegócios do Centro-Sul / BetoAgro 19 de setembro - 19 horas Pahy Centro de Exposições e Eventos Guarapuava - PR - Tel: (42) 3623-5853

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