Issuu on Google+


ESTAMOS CONSTRUINDO UM MAR DE OPORTUNIDADES NO BRASIL

Nossa empresa já nasceu forte e está crescendo com foco na competitividade global, excelência operacional e responsabilidade socioambiental. Estamos criando um estaleiro de última geração na Bahia, onde serão construídas seis sondas de perfuração para o pré-sal. No Rio de Janeiro, já estamos convertendo o casco de quatro navios VLCC em FPSO. Nossas atividades vão gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos, movimentando uma extensa cadeia de fornecedores. O desafio está apenas começando. Navegue conosco. Embarque em www.eepsa.com.br


A p o s t a p a ra retomada Porto Sul recebe autorização e Bahia lançará edital para atrair investimentos privados para o porto público Danilo Oliveira

A

Bahia corre atrás do prejuízo para ganhar luga r de desta que entre os principais esta dos brasileiros com atividade portuária. O projeto do Porto Sul, a ser construído no município de Ilhéus, é a esperança do governo local para alavancar a movimentação de granéis sólidos e retomar o embarque de algumas cargas produzidas na região que migraram para outros estados. Em junho, o governo estadual assinou o contrato de con ces s ã o de uma á rea pa ra o termina l de uso privativo da Bahia Mineração (Bamin) — primeira empresa privada a ser implantada no complexo. A meta é movimentar até 25 milhões de toneladas de minério de fer ro no primeiro ano de operação do TUP. Os portos baianos em operação transportam cerca de 35 milhões de toneladas/ano de carga. A área de 495 hectares autorizada servirá para o processamento, armazenamento e emba rque do minério de ferro extra ído da mina Pedra de Ferro, em Caetité. A Bamin já possui licença para extração do minério A expectativa do governo baiano é que as primeiras estacas do terminal da Bamin comecem a ser instaladas no início de 2014. Para isso, é necessário que o projeto reúna todas as licenças até o fnal de 2013. Entre as exigências, os empreendedores terão que prestar esclarecimentos ao Ministério Público sobre o impacto do projeto para 92

PORTOS E NAVIOS AGOSTO 2013

A meta é movimentar até 25 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro ano de operação do terminal

região. Os primeiros embarques da Bamin devem começar após um ano e meio de obras. Inicialmente devem ser gerados em torno de 2,5 mil empregos. Um dos objetivos desse projeto é descentralizar investimentos e a operação de cargas, hoje concentradas na grande Salvador, para o sul e oeste baianos. “A criação do complexo Porto Sul chega para ser um eixo logístico com a capacidade de agregar ao sul e ao oeste baianos soluções capazes de colocar o Brasil entre os maiores fornecedores de minérios e grãos do mun do”, diz o secretário da Indústria Naval e Portuária da Bahia, Carlos Costa. O litora l ba ia no tem em torno de 1,2 mil quilômetros de extensão. Cos ta destaca a localização estratégica do empreendimento, com possibilidade de rotas para a África, Europa e Estados Unidos, além da maior proximida-

de do Canal do Panamá, em comparação aos portos do Sul e Sudeste. O Porto Sul terá investimentos de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. O terminal de uso público também movimentará óleos, combustíveis e carga geral. O governo baiano pretende lançar um edital até setembro para atrair investimentos privados para o complexo portuário. Segundo Costa, exis tem mais de 10 empresas interessadas em entrar no negócio, sendo a maioria ligada ao segmento de mineração. A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, em dezembro de 2012, a lei que regulamenta a Sociedade de Propósito Específco (SPE) que dará base legal ao Porto Sul. A SPE permitirá a construção e operação do complexo portuá rio. Já s e sabe que a ponte de acesso ao terminal da Bamin será cons truída pela própria empresa e também servirá ao porto público que será cons truído ao lado do TUP da Bamin. Com investimentos de R$ 165 milhões, a ponte Ilhéus-Pontal será construída sobre o Rio Cachoeira, ligando as orlas norte e sul. A administração estadual terá par ticipação minoritária no Porto Sul, porém com poder decisivo de voto. Costa explica que o formato pretendido pelo governo do estado é reunir algumas empresas de médio porte, ao invés do monopólio de poucas empresas. A postura tem como objetivo a atra çã o de capital privado e a formaçã o de preços competitivos. “A ideia é que


haja uma pulverização de empresas que possam servir aos exportadores e que possamos trazer a competitividade e o atrativo de preços para dentro do terminal público”, detalha Costa. O governo baiano estima um potencia l de 10 milhões de grãos agrícolas já produzidos no estado que podem ser exportados pelo porto público. Costa calcula que, inicial mente, devem ser escoados pelo Porto Sul entre cinco e seis milhões de toneladas de grãos agrícolas, que hoje já são produzidos no estado. Atualmente, a Bahia é considerada o terceiro maior estado produtor de minério. A meta baiana é ultrapassar Minas Gerais e se tornar o principal produtor brasileiro. O estado baseia-se nas prospecções em andamento.

Os trabalhos de desobstrução para navegação na Bacia do São Francisco já duram cerca de um ano e têm apoio do Ministério dos Transportes, através do , da Companhia de Desenvolvimento dos vales de São Francisco e do Par naíba (Codevasf ) e do Banco Mundial. O projeto do Porto Sul foi idealizado no conceito de porto-indústria. O governo estimulará a implantação de indústrias ligadas às atividades do porto. “Quanto mais perto estiver do recebimento dos in sumos e das áreas de exportação, maiores serão os ganhos”, afrma Costa. 

O Porto Sul é um dos principais projetos do pacote de investimentos para portos anunciados pelo governo federal. O Terminal de Utilização da Zona de Apoio Logístico, da SPE, e o TUP da Bamin são os primeiros terminais privados na Bahia autorizados pelo governo federal após a nova Lei dos Portos (12.815/2013). Eles constam na lista dos 50 terminais de uso privado autorizados pelo governo federal em julho. Além da localização, os idealizadores do Porto Sul desta cam a possibilidade de integração com outros modais como diferencial. O governo da Bahia vislumbra duas soluções de intermodalidade com a revitalização do rio São Francisco e melhorias na ferrovia Juazeiro-Salvador. Costa lembra que o porto fuvial de Juazeiro (BA) foi revitalizado e permitirá a integração com a hidrovia do São Francisco. Já a ferrovia substituirá a bitola antiga. O governo baiano espera integrar o complexo à hidrovia do São Francisco, de Juazeiro a Bom Jesus a Lapa, conec tando o novo porto ao nordeste da Bahia. “Estamos trabalhando para integrar a hidrovia do São Francisco à ferrovia Leste-Oeste na altura de Bom Jesus da Lapa, para entrada de insumos e saída da produção”, adianta Costa. Ao longo do Sã o Francisco existem minas de ferro em prospecção, além de bauxita e enxofre em grande quantidade para serem transportados por via fuvial. O projeto prevê ainda desembarcar petróleo no Porto Sul até a divisa com Pernambuco, utilizando hidrovia. O conceito tem por base a premissa de que não se deve transportar cargas por rodovia em trajetos maiores que 300 quilômetros.

Com mais de 30 anos de experiência, a CP+ é a maior empresa brasileira de levantamento de dados offshore (survey) e no fornecimento de soluções em meio ambiente. É pioneira no Brasil na realização de estudos de impacto ambiental (EIA/ RIMA), engenharia atmosférica e levantamentos de dados oceanográficos, geofísicos, ambientais e geológicos no mar. ALGUNS SERVIÇOS PRESTADOS:

+ Monitoramento Ambiental e Meteo-oceanográfico. + Levantamento de dados no ambiente marinho offshore e costeiro, com o uso de AUV’s e ROV’s. + Levantamentos Hidrográficos, Topográficos, Sísmica Rasa, Sonar de Varredura e Amostragem de Sedimentos Marinhos. + Licenciamento Ambiental, Gestão Ambiental e Estudos Socioambientais. + Aluguel e operação de Estações de Monitoramento Contínuo da Qualidade do Ar (EMCQAr). + Levantamentos Geofísicos, Geoquímicos e Geotécnicos. Rio de Janeiro-RJ | tel.: 21 3202-9500 Vitória-ES | tel.: 27 2121-6500 www.cpmais.com

PORTOS E NAVIOS AGOSTO 2013

93


Revista Portos e Navios Ago/2013