Page 1

Festival de cerveja pode integrar calendário oficial de Curitiba

JORNAL

Pág. 07

SEHA

68 ANOS

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017 | Edição 46

ENTREVISTA

Darci Piana Maior líder empresarial do PR fala sobre economia, política, reforma trabalhista e previdenciária e o sistema sindical MERCADO ABERTO

CAPITAL

44% dos brasileiros nunca fizeram turismo no país

Jogos reunirão Cresce cinco mil otimismo do atletas empresariado

Pág. 03

EDITORIAL

Pág. 12

Pág. 02


2

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

EDITORIAL Empresariado confiante Agora que vieram a público, os vídeos dos delatores da Odebrecht confirmam o que sabíamos, mas insistíamos em não querer acreditar. A corrupção no Brasil caminha a passos largos, na velocidade que nós gostaríamos que caminhasse a economia, nossos negócios, nosso país. Mesmo com todas essas descobertas ainda é pouco, é necessário punição imediata para quem desviou dinheiro público, agiu de má fé com os brasileiros, foi desonesto com a nação. Hora de ter atenção, já que a morosidade no andamento desses processos joga a favor desses impiedosos corruptos, que tem como objetivo bens materiais, atropelando qualquer noção de valor na vida. Por isso, “agilização” é palavra de ordem para que em um futuro muito breve os culpados estejam presos, devidamente penitenciados por seus crimes. E para abrilhantar nossa edição, com foto de capa, entrevista do amigo e sempre parceiro do SEHA Darci Piana, sem dúvida uma das grandes lideranças empresariais do país, com posição de destaque na CNC. Um papo de quatro páginas que explica o que estamos passando e traça nosso difícil futuro econômico. De bom, ele conta que pesquisas informam que o otimismo do empresariado brasileiro tem melhorado. O que nos traz certeza de dias melhores, afinal quem toca o Brasil para frente somos nós, empresários. Forte Abraço. João Jacob Mehl

TURISMO

Empresas apontam crescimento no setor

Pesquisa é do MTur e foi feita com as 80 maiores do setor, que apontaram um acréscimo médio no faturamento de 6,2%

O

mercado de turismo está otimista com os resultados que serão alcançados em 2017. É o que mostra a Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (PACET) encomendada pelo Ministério do Turismo à Fundação Getúlio Vargas. Quase 90% dos entrevistados informaram que farão aportes para investimento em seus negócios. Destaque 9 em cada 10 empresários do turismo vão ampliar os investimentos este ano para os segmentos de transporte aéreo, locadoras de automóveis e operadoras de turismo onde 100% dos entrevistados afirmaram que realizarão investimentos. A expectativa também é elevada nas áreas de meios de hospedagem (94%), promotora de feiras (82%) e agência de viagens (82%). Para 81% do mercado pesquisado, a expectativa é de crescimento, amparado pela perspectiva de retomada do crescimento econômico e aumento no número de brasileiros viajando pelo Brasil. Ainda segundo o estudo, 14% dos entrevistados acreditam na estabilidade e apenas 5% na redução do mercado. A pesquisa ouviu representantes das 80 maiores empresas de turismo do país. “Os resultados comprovam que o turismo é uma atividade com grande potencial para colaborar

EXPEDIENTE Edição | Eliseu Tisato

Rua Júlia da Costa, 64 - São Francisco - Curitiba - Paraná Fone: (41) 3323 8900 www.seha.com.br

GESTÃO 2014-2017 João Jacob Mehl Presidente Lincoln T. Isahias Tarquínio Vice-Presidente  Andersen Prado Vice-Presidente para assuntos de Alimentos e Bebidas/Buffet Zelir Tadeu Massuchin Vice-Presidente para assuntos de Hotelaria e Hospedagem Marilisa Bigarella Vice-Presidente para assuntos de Motéis  Gustavo T Andrade Vice-Presid. para assuntos de Entretenimento e Lazer  Orlando Kubo Diretor Secretário Geral  Julio César Hezel Diretor Financeiro Adelardo Telles Neto Diretor para assuntos de Pizzarias e Deliveries 

Aguilar Borsato Silva Diretor Carlos Roberto Madalosso Diretor para Ass. de Turismo Ernesto Villela Neto Diretor para assuntos Governamentais  Henrique Lenz Cesar Filho Diretor para assuntos Grandes Eventos  Jacques Raul Rigler Diretor para assuntos Tributários e Fast Food  João Ernesto Strapasson Diretor Marco Antônio Fatuch Diretor Delegado  Paulo Sérgio Gralak Diretor de Patrimônio Conselho Fiscal:  Jonel Chede Filho, Alceu A Vezozzo Filho e Luiz Fernando P de Aguiar Conselho Fiscal Suplente:  Jayme Canet Neto e Joel Malucelli

Nove em cada 10 empresários do turismo vão ampliar os investimentos este ano para os segmentos de transporte aéreo, locadoras de automóveis e operadoras de turismo

à distância “Brasil Braços Abertos”, com oferta de 80 horas de aulas online. As inscrições para 2017 já estão abertas e poderão ser feitas até 30 de setembro. O aluno poderá realizar o curso por meio de celular, tablet ou notebook e contará com videoaulas e jogos educativos. Os interessados podem acessar a plataforma pelo endereço brasilbracosabertos. turismo.gov.br. As aulas podem ser iniciadas logo após a inscrição e devem ser concluídas até o dia 30 de dezembro.

Parabéns aos associados que comemoraram seu aniversário durante o mês de abril

Jornalista Responsável Pierpaolo Nota

Colaboração Comunicação FBHA

com a melhoria do cenário econômico do país nesse momento delicado. No Ministério do Turismo, estamos trabalhando arduamente para proporcionar o melhor ambiente de negócios para a atração de investimentos no setor”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. O MTur lançou o Brasil + Turismo, um pacote com medidas para desburocratização do setor e geração de emprego e renda através do Turismo. O percentual médio de investimento em relação ao faturamento será de 6,2% em 2017. Destaque para as locadoras de automóveis (23,8%), seguido de organizadoras de eventos (8,7%) e meios de hospedagem (8,2%). Em relação ao faturamento consolidado, a expectativa é de um crescimento de 7,4% em relação a 2016. O cenário mais positivo é identificado nas operadoras de turismo (14,5%), locadora de automóveis (12,8%) e agências de viagem (11,5%). Em um cenário de altas taxas de desemprego, a boa notícia é que o mercado de trabalho deverá apresentar um leve crescimento de 0,2% com alta nos segmentos de organizadora de eventos (4,7%), agências de viagens (2,3%) e transporte aéreo (1%). Dentro desse cenário, o Ministério do Turismo acaba de lançar a plataforma tecnológica de aprendizado

02.04 03.04 04.04 04.04 04.04 04.04 07.04 07.04 10.04 10.04 15.04 17.04 17.04 18.04 22.04 24.04 25.04 26.04 27.04 30.04

Valentin Vasquez, do Restaurante São Francisco Gilson Deucher, do Buffet Deucher Aglaé do Rocio Rech, do Restaurante Ancoradouro Margit Raersch, do Hotel Cabana Suíça Elidia Pfaffenzeller, do Motel Central Raquel Hernandes, do Restaurante Meu Kilinho Renato Campos, do Hotel Slaviero Braz José Fraguas Lopez, do Bar Palácio Eva Rosa de Freitas, do Pastel Center Sidnei Marcelo Bonamigo, do Jeito Mineiro Machico Suguimati, da Lanchonete Box do Eliseu Francisco Moura dos Santos, da Lanchonete da Janeti Gustavo Trevisan Socachewski, do Hotel Santa Paula Gelci de Santi Pedrotti, do Oceano Restaurante e Pizzaria Roque Bueno, da Pizzaria Mercatu Rebouças Michelle Ferreira, da Pizzaria La Torre Gabriela Baja Wzorek, do Senhor Divino Dog e Burguer Thiago Schenkel Dedecek, do Sabor Caseiro Amih Bhay, do Hotel Piratini Nelson Lukaszewski, do Hotel Piratini


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

3

ESPAÇO PARA CRESCER

44% dos brasileiros nunca fizeram turismo no país Levantamento traçou o perfil dos viajantes brasileiros e apontou um enorme potencial de desenvolvimento do setor

O

Brasil é repleto de belos destinos turísticos prontos para serem visitados, mas uma parcela significativa da população ainda não teve a oportunidade de descobrir seu próprio país. A conclusão é resultado de uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo que identificou que 44,4% dos brasileiros nunca viajou a turismo pelo país. Para metade dos que afirmaram viajar a turismo, 49,4%, a periodicidade é de uma vez ao ano, enquanto 13,8% dizem que viajam uma vez a cada seis meses. Quando o questionamento é referente ao meio de transporte mais usado nas últimas viagens, constatou-se um empate técnico, uma vez que a margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos entre carro (39,5%) e ônibus (38,2%). O avião é utilizado por 20,6% dos entrevistados. Em relação à hospedagem, quase metade dos brasileiros optou por hotéis, resorts ou pousadas (48,2%), enquanto 35%

preferiram usufruir da hospitalidade da casa de parentes. Já para se locomover entre as atrações dos destinos turísticos as formas mais usadas foram ônibus (31,7%), carro próprio (27,1%) e táxi (13%). Quando o assunto é viagem à trabalho, apenas um em cada quatro brasileiros já viajou a trabalho pelo Brasil e esse tipo de viagem não é tão frequente. Segundo 28,2% dos entrevistados elas são raras ou sem frequência e 18,7% disseram que elas ocorrem uma vez por ano. Para fazer o trajeto os meios de transporte mais usados foram carro e ônibus, 40,2% e 38,5%, respectivamente. O avião foi utilizado em 14% das viagens. Para a hospedagem, 74,2% optaram por hotéis, resorts ou pousadas, enquanto 10,3% escolheram ficar na casa de parentes. Foram entrevistadas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, no período de 17 a 23 de março de 2017. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Deputados do Sul se reúnem com ministro Motivo do encontro foi pedir mais visibilidade para setor. Na ocasião foi entregue documento “O Sul é o seu Destino”

Ministro comemorou a união de esforços em prol do desenvolvimento do turismo e determinou que a área técnica do MTur avalie as propostas apresentadas

O

deputado federal Toninho Wandscheer (Pros) e coordenador da Bancada Paranaense, participou no dia 18 de abril de audiência com o ministro do Turismo, Marx Beltrão, os coordenadores das Bancadas Federais de Santa Catarina, João Paulo Kleinubing, do Rio Grande do Sul, Giovani Cherini, parlamentares e secretários de Turismo dos três estados. O encontro foi realizado na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, as Bancadas Paranaense, Gaúcha e Catarinense, trataram da divulgação dos atrativos turísticos dos três estados do Sul nas mídias nacionais e entregaram ao ministro o documento “O Sul é o seu Destino”, que sugere a promoção conjunta do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A área é conhecida por diversos cartões postais do turismo

nacional, como Florianópolis e o interior catarinense; a capital paranaense Curitiba e os encantos das Cataratas do Iguaçu, e Porto Alegre e os deslumbrantes cenários de cidades como Gramado, na Serra Gaúcha, entre vários outros. O ministro comemorou a união de esforços em prol do desenvolvimento do turismo e determinou que a área técnica do MTur avalie as propostas apresentadas. “Quero elogiar a oportunidade de podermos juntos encontrar os melhores caminhos para promover os belos destinos do Sul”, enalteceu Beltrão. Beltrão também sinalizou que virá ao Paraná ainda este ano, para resolver os convênios e acelerar obras financiadas com recursos federais que estão paralisadas no Estado. Além do secretário de Tu-

rismo e Esporte no Paraná, Douglas Fabrício, o professor Jacó Gimenez, da Paraná Turismo, a audiência contou ainda com a presença do secretário adjunto de Turismo e Lazer do Rio Grande do Sul, André Kryszczun, o secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, Leonel Pavan, dos deputados federais Edinho Bez, Darcídio Perondi, João Kleinübing, Mauro Mariani, Sandro Alex, Rogério Peninha Mendonça e Takayama; do senador Dário Berger; do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; secretário executivo do MTur, Alberto Alves; do secretário nacional de estruturação do Turismo, Neusvaldo Lima; da secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra;, e de secretários de Turismo da região sul.


4

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

MELHORIAS

Ministro anuncia pacote para desenvolver o setor do turismo Bandeiras apoiadas pela FBHA, como a liberação de vistos para países estratégicos, a transformação da Embratur em agência e a modernização da Lei Geral do Turismo foram incluídas no projeto Roberto Castro/Mtur

U

m pacote de medidas para fortalecer o setor de Turismo no Brasil foi anunciado pelo ministro da Pasta, Marx Beltrão, no dia 11 de março, em Brasília. O conjunto de ações Brasil Mais Turismo, que reuniu sugestões de importantes entidades e integrantes do mercado nacional, visa trazer soluções para os gargalos históricos, aumentar o fluxo de turistas nacionais e internacionais, desenvolver o turismo regional e gerar emprego e renda aos brasileiros. Entre os importantes players do setor que participaram da reunião estão o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, e o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz. Após a efetivação do pacote de medidas, a perspectiva é de duplicar o número de turistas estrangeiros que visitam o Brasil até 2022, aumentar a receita de US$ 6 bilhões anuais para US$ 19 bilhões e movimentar o mercado de viagens com a inserção de 40 milhões de turistas domésticos. Outra boa expectativa é a da criação de cerca de 6 milhões de empregos – quase a mesma quantidade que o setor já emprega direta e indiretamente no país. De acordo com a Organização Mundial do Turismo (braço da ONU para o setor), um em cada 11 empregos (9%) é gerado pelo setor de Turismo atualmente.

Após a efetivação do pacote de medidas, a perspectiva é de duplicar o número de turistas estrangeiros que visitam o Brasil até 2022

Medidas incluídas no “Brasil Mais Turismo” : EMISSÃO DE VISTOS ELETRÔNICOS Desburocratização dos vistos para países estratégicos como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão – grandes emissores de turistas internacionais com altos gatos. Com implantação prevista até o fim de 2017, as novas regras para emissão devem transformar o período de solicitação, pagamento de taxa, análise, concessão e emissão dos vistos em um processo de 48 horas. AMPLIAÇÃO DA CONECTIVIDADE AÉREA Abertura de 100% do capital das empresas aéreas brasileiras ao investimento estrangeiro, alterando o Código Brasileiro de Aeronáutica – que não permite a ação. Com a permissão, a malha aérea regional irá se ampliar, possibilitando maior deslocamento de visitantes – o que deve aumentar a competitividade das empresas e o número de voos/turistas. MODERNIZAÇÃO DO MODELO DE GESTÃO DA EMBRATUR Transformação da Embratur em uma agência de fomento ao setor de Turismo, mudando, além de sua natureza jurídica, seu nome para “Embratur – Agência Brasileira de Promoção ao Turismo”. Com a modernização, a agência atuará de forma mais competitiva no mercado, recebendo recursos para o desenvolvimento de uma série de projetos de interesse do setor e podendo realiza-los de forma menos burocrática.

MODERNIZAÇÃO DA LEI GERAL DO TURISMO (LGT) Envio ao Congresso Nacional das 118 propostas de alterações na Lei Geral do Turismo, em regime de urgência, para adequar e modernizar a legislação ao nosso atual mercado, desburocratizando processos para diminuir a insegurança jurídica dos empreendedores do setor. MELHOR APROVEITAMENTO DE ÁREAS DA UNIÃO Repasse das localidades de domínio da União, como a faixa litorânea, rios e ilhas fluviais, ao Ministério do Turismo para que eles possam gerir, regularizar e fazer concessões em áreas que possuem grande potencial para desenvolvimento. QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Intensificação de programas e parcerias para qualificação profissional de jovens e adultos, com foco em três iniciativas: a primeira são 10 mil vagas presenciais voltada para jovens do ensino médio; a segunda é online e voltada para profissionais que atuam na linha de frente do atendimento ao turista; e a terceira envolve qualificação internacional – selecionando alunos para treinamento no Reino Unido. ATUALIZAÇÃO DO MAPA DO TURISMO BRASILEIRO Com o objetivo de organizar o direcionamento dos recursos federais para regiões realmente

vocacionadas ao Turismo, essa medida pede a atualização a cada dois anos do Mapa. Na última atualização (2016), o país passou de 3.345 municípios turísticos (2013) para 2.175 em 291 regiões turísticas. FORTALECIMENTO DOS ÓRGÃOS ESTADUAIS DE TURISMO Repasse de R$ 5,4 milhões destinados para elaboração de projetos executivos, planos de desenvolvimento integrado do Turismo Sustentável e de Marketing para os Órgãos Estaduais de Turismo, objetivando a estruturação das regiões turísticas do Mapa Brasileiro do Turismo. PARCERIA COM A AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES (ANTT) Parceria para a intensificação da rotina de fiscalização do transporte turístico nas rodovias brasileiras, verificando se os prestadores de transporte turístico são cadastrados no Cadastur, do Ministério do Turismo. PARQUES TEMÁTICOS Adequação do conceito de parques temáticos dentro da Lei Geral do Turismo e nos decretos e portarias relacionados para que as receitas decorrentes da prestação de qualquer serviço do parque possam ser abrangidas pelo regime de incidência cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

Secretário da OMT prevê mudanças Segundo ele, vão acontecer grandes transformações e valorização turística com ações do projeto “Brasil + Turismo”

Taleb Rifai e Alexandre Sampaio O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, esteve com o secretário da Organização Mundial do Turismo, Taleb Rifai, no dia 11 de abril, em Brasília. Rifai, que estava em visita ao país, participou da reunião de lançamento do projeto “Brasil + Turismo” , em que foram apresentadas ações que reforçarão o crescimento do setor, o desenvolvimento dos destinos e a elevação do fluxo de visitantes no País. “As medidas já eram esperadas pelo trade turístico há anos, mas ainda há muito o que

melhorar. Esse é o momento de abrir ainda mais as portas do País para novos negócios e investimentos no setor de Turismo, e o apoio da OMT é fundamental nesse processo”, disse Sampaio. Na oportunidade, Taleb elogiou as ações pautadas no projeto e considerou o momento que o Brasil está passando muito oportuno para reforçar a importância econômica e social do turismo. O secretário previu também grandes transformações e valorização turística com as medidas, e decretou seu apoio para contribuir para fortalecer o Brasil como um importante destino turístico no mundo.

5

Vendas do varejo paranaense caem 7,41% em fevereiro Fevereiro foi um mês difícil para o varejo paranaense. De acordo com a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) houve queda de 7,41% ante fevereiro de 2016. O número de dias úteis reduzido, um a menos do que em fevereiro do ano passado, contribuiu para o resultado negativo. Na análise interanual (fevereiro de 2017 comparado com fevereiro de 2016), apenas os setores de móveis, decorações e utilidades domésticas e o de calçados registraram aumento no faturamento, com alta de 14,96% e de 6,51%, respectivamente. No acumulado do ano, estes foram os únicos setores com vendas positivas. O comércio do Estado acumula perdas de 3,95% no primeiro bimestre de 2017. Os piores rendimentos foram observados nos ramos de livrarias e papelarias (-15,49%), combustíveis (-13,3%), autopeças (-11,04%) e pelas lojas de departamentos (-10,22%).

Apesar do baixo faturamento, os lojistas estão mantendo o quadro funcional. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de funcionários cresceu 1,23% e no acumulado do ano manteve-se estável, com 0,17%. Os setores de móveis, decorações e utilidades domésticas e os supermercados contribuíram para a manutenção dos empregos no varejo. As lojas de móveis, decorações e artigos para o lar foram as que mais contrataram, para dar conta do grande movimento, e tiveram alta de 18,72% na comparação com fevereiro de 2016 e de 18,09% no acumulado do ano. Os supermercados, por sua vez, ampliaram em 8,27% o número de funcionários ante fevereiro do ano passado e em 5,12% no bimestre, principalmente por conta da Páscoa, que teve a primeira alta nas vendas desde 2014, conforme projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


6

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

Associe-se ao SEHA. Uma entidade que defende os interesses dos setores de hospedagem e alimentação

convênios Com empresas TRANSRESÍDUOS

MEDICINA DO TRABALHO

Desconto especial para associados SEHA na coleta de resíduos e também na elaboração de plano gerenciamento de residuos e solidos. www.transresiduos.com.br

Policlínica San Tiago - 41 3022-2727 Medicina Ocupacional e Engenharia de Segurança - PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) - PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPP (Perfi l Profissiográfi co Profi ssional) Exames Admissionais, Periódicos,Demissionais - Planos com valores especiais para associados SEHA-Ctba.

SEGURO DE RISCOS DE RESPONSABILIDADE

“Para bares, hoteis, restaurantes, pousadas, boates, padarias e afins. Programa completo de proteção que abrange a grande maioria dos riscos que os estabelecimentos estão expostos.

CONSULTORIA ESPECIALIZADA Jr. Consultoria - UFPR - Desconto de 10% nos projetos de consultoria aos associados SEHACtba. A empresa é formada e gerida por alunos dos cursos de administração, ciências econômicas, ciências contábeis e gestão da informação. Sem fins econômicos, seu principal objeti vo é formar profissionais de valor e contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, através da realização de consultorias que focam em micro e pequenas empresas. Mais informações pelo 41 3360-4473

Com faculdades SPEI 10% de desconto em Cursos de Pós-Graduação – direcionado aos funcionários de empresas associadas e filiadas. Informações: www.spei.br Fone 41 3364-4579 OPET 10% de desconto em todos os Cursos, e PósGraduação - direcionado aos funcionários de empresas associadas e filiadas. Informações: www.opet.com.br cezarroberto@opet.com.br Fone 41 3021-4848 FACINTER 10% de desconto em Cursos na área de Turismo direcionado aos funcionários de empresas associadas e filiadas. Informações: www.facinter.com.br Fone 41 2102-3300 UNICENP 10% de desconto em Cursos de Pós-Graduação na área de Turismo - direcionado aos funcionários de empresas associadas e fi liadas.

Consulte nosso banco de empregos

www.SEHA.com.br Somos alinhados com a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação. Acompanhamento em ações trabalhistas. Promovemos efetivas ações junto aos órgãos públicos e privados em defesa de interesses do setor. Cursos gratuitos de aperfeiçoamento em diversas áreas do trade. Oferecemos serviços e produtos indispensáveis às empresas.

Assessoria jurídica gratuita.

Convênios com plano de saúde, faculdades e outros serviços que contemplam expressivos descontos em seus serviços. Estamos fortemente divulgados através de nosso jornal, site na internet, nas redes sociais e na Rádio CBN. Mais de 940 mil estabelecimentos dos segmentos hotelaria e gastronomia no Brasil são representados pela FBHA e seus sindicatos regionais.

Junte-se a nós! Informe-se na secretaria pelo fone 41 3323-8900


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

7

CÂMARA MUNICIPAL

Economia aprova dois polos gastronômicos Um no Água Verde e outro no Alto Juvevê. Os dois projetos são do vereador Bruno Pessuti

A

Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Curitiba acatou o trâmite regimental de dois projetos do vereador Bruno Pessuti (PSD) em reunião dia 11 de abril. O primeiro deles, que cria o polo gastronômico no bairro Água Verde , recebeu parecer favorável do relator Sabino Picolo (DEM). O polo do Água Verde refere-se à área que vai da rua Chile e continua pela avenida Água Verde, no trecho compreendido entre a avenida Marechal Floriano Peixoto e a rua Coronel Dulcídio. Pessuti defende que a medida visa incentivar o comércio local, por meio do ramo gastronômico. Segundo ele, “há um fluxo gastronômico ali que é reconhecido pela população curitibana, o que vem ao encontro dos anseios dos comerciantes para superar a crise econômica”.

Segundo a matéria, o objetivo é garantir o livre trânsito de veículos e pedestres, segurança local, harmonia estética, sinalização dos estabelecimentos participantes, repressão ao comércio ambulante irregular, apresentações musicais, poéticas e artísticas, festivais e encontros gastronômicos e culturais, além da melhoria da iluminação e calçadas. De acordo com o texto, a criação do centro está baseada nas diretrizes do Plano Diretor de Curitiba. O segundo projeto cria o Polo Gastronômico do Alto Juvevê. Segundo o parecer da relatora, Professora Josete (PT), a matéria deveria vir acompanhada de demonstrativo com impacto orçamentário, mas, como isso não foi exigido pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação, o parecer foi pelo trâmite com restrições. Segundo a proposição, o Polo

Gastronômico do Alto Juvevê deve abranger trechos dos bairros Cabral e Juvevê: avenida João Gualberto, entre as ruas Bom Jesus e Rocha Pombo; rua Rocha Pombo, entre a avenida João Gualberto e a rua Augusto Stresser; rua Augusto Stresser, entre as ruas Rocha Pombo e José de Alencar; rua Professor Arthur Loyola, entre as ruas Bom Jesus e João Américo de Oliveira; rua João Américo de Oliveira, entre as ruas Munhoz da Rocha e Reinaldo Egon Heindinger; rua Recife, entre as ruas João Américo de Oliveira e Bom Jesus; e rua Munhoz da Rocha, entre as ruas João Américo de Oliveira e Bom Jesus. Além de Pessuti, Picolo e Josete, integram a Comissão de Economia os vereadores Thiago Ferro (PSDB), na presidência, Dr. Wolmir Aguiar (PSC), Ezequias Barros (PRP), Mauro Bobato (PTN), Mauro Ignacio (PSB) e Paulo Rink (PR).

Sugestão é do vereador Bruno Pessuti

Festival de cerveja pode integrar calendário oficial Atualmente o projeto está na Procuradoria Jurídica para receber uma instrução técnica. Em seguida, será enviado para a análise das comissões temáticas do Legislativo

R

ealizado anualmente em junho, o Festival Paranaense de Cervejas Artesanais poderá ser incluído oficialmente no calendário de Curitiba. A proposta foi apresentada por Bruno Pessuti (PSD) com o objetivo de valorizar o produto e sua produção local, “que tem conquistado um espaço cada vez maior no mercado brasileiro e internacional”. O projeto (005.00134.2017) tramita na Câmara de Vereadores desde 20 de fevereiro. Segundo a justificativa, a capital é referência no Brasil, com inúmeras microcervejarias e reconhecida qualidade das cervejas com premiações nacionais e internacionais. “Em 2016, a Procerva [Associação das Microcervejarias do Paraná] consolidou a posição conquistada ao promover o festival e trazer, pela primeira vez à Curitiba, a 6ª edição do South Beer Cup, o mais importante concurso sul-americano de cervejas artesanais.”

Para Bruno Pessuti, o festival precisa ser reconhecido como um evento oficial porque recebe visitantes de várias partes do Brasil e da América do Sul, fomentando o turismo e, consequentemente, a economia local. Se o projeto for aprovado pelo plenário da Câmara, após o trâmite, a lei entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Município (DOM). O projeto do vereador está, atualmente, na Procuradoria Jurídica para receber uma instrução técnica. Em seguida, será enviado para a análise das comissões temáticas do Legislativo. Nesta etapa, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revisões no texto ou o posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo teor do projeto. Depois de passar pelos colegiados, a proposta segue para o plenário e, se aprovada, para sanção do prefeito para virar lei.


8

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

ENTREVISTA DARCI PIANA

O maior líder empresarial paranaense Apesar do respeito e assédio, presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac do Paraná, não pretende concorrer a nenhum cargo político Por Pierpaolo Nota

Eu voto na pessoa, não voto no partido para que o partido escolha uma pessoa. Isso é contra a nossa Constituição, é contra a democracia. Democraticamente eu escolho o meu candidato, como qualquer outro brasileiro escolhe o seu candidato, e não escolhe um partido para que este partido escolha o candidato que ele quer. ”

D

arci Piana dispensa apresentações. É incansável na defesa dos comerciantes, empresariado e turismo do Paraná. Em entrevista exclusiva ao SEHA, em seu escritório, no sexto andar na sede da Fecomércio-PR, falou cobre economia, política, reforme trabalhista e previdenciária e sistema sindical. Leitura obrigatória para quem quer aprender e se inteirar. Jornal do SEHA - No começo de 2015 em uma entrevista para o Jornal do SEHA o senhor demonstrou números que nos deixaram assustados, já apresentando o desastre econômico que estamos vivenciando. Se não fosse pelo agronegócio não haveria muito que comemorar hoje no Brasil. Estamos longe de recuperar uma sólida e sustentável economia? Darci Piana - Eu acredito que sim. Nós damos como exemplo o que aconteceu nos Estados Unidos, um país forte, um país que tem a maior economia do mundo, um país organizado, um país que tem planejamento, estrutura política e teve uma crise pontual na área habitacional, que aconteceu em 2008. Este país demorou cinco anos para recuperar sua economia, sendo que cinco anos depois, de 2008 a 2012 ele passou o PIB a 0,28. Ou seja, ele passou a equilibrar o PIB em cinco anos de prazo. O nosso país não tem a estrutura que tem os Estados Unidos, não é um país com o orçamento, com os critérios orçamentários que possam permitir que você diga que nós somos organizados. Temos uma economia muito fraca perto dos Estados Unidos. Quantos anos nós vamos demorar para superar esta crise? Se tirarmos hoje o agronegócio, que envolve soja, trigo, milho, frango, suíno, carne bovina, essas coisas envolvidas chamado agronegócio em que situação este país se encontraria? As reservas externas hoje que saem do agronegócio como fator principal, que primeiro somava petróleo e mineração, tiveram quedas substanciais, e os minérios de ferro e aço tiveram quedas substanciais de preço e de consumo em função da China. Provavelmente este país não vai conseguir recuperar sua economia tão rapidamente quanto os Estados Unidos conseguiram. Índices da própria Fecomércio-PR divulgados agora demonstram que em fevereiro de 2017 tivemos uma queda de 7,41% em

relação a fevereiro do ano passado na economia local, e que o Estado acumula perdas de 3,95% no primeiro bimestre. Isso indica que vamos ter mais um ano terrível? E mais um 2018 pior ainda? Piana - Veja bem, isso inclui o agronegócio ainda, assim mesmo com esses números. A gente fica preocupado com o que vem acontecendo. O Paraná é um Estado forte, um Estado que tem uma economia muito sólida, o agronegócio tem dado um suporte muito grande. Agora, na outra ponta nós temos ainda a esperança dos nossos empresários que cresceu em relação ao ano anterior. Nós tínhamos no ano passado a expectativa de que iria melhorar em 40%, 39%. Hoje nós estamos com 49%. Ou seja, a expectativa de melhora existe. Baixou juros, houve um pouco mais de dinheiro no crédito, agora está entrando o Fundo de Garantia (liberação do saque das Contas Inativas do FGTS) que deve colocar no mercado em torno de 35 a 40 bilhões de reais. Quer dizer, isso já é expectativa que pode nos ajudar, mas nós continuamos não tendo faturamento correspondente a esta expectativa. O comércio ainda vem caindo, mesmo com toda a expectativa de melhora, ele vem caindo ainda. Ele continua demitindo. Assim a gente não pode imaginar que nesse período agora, até o final do ano, com esta crise que está aí, com estes anúncios que estão acontecendo, com este problema da Operação Lava Jato, também do BNDES e tantas outras instituições nossas que tem toda esta crise política envolvida com todos nossos grandes homens públicos que nós temos, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, empresas envolvidas, este problema de ética que está aí, isso tem dado uma repercussão muito negativa no mercado. Então, qual é a expectativa hoje de um empresário investir, qual é a expectativa hoje dele melhorar o seu estoque, de querer fazer investimento para aumentar a sua capacidade, contratar pessoas, se tudo isto que está acontecendo continua aumentando? E, além disso, ainda, nós temos que somar o aspecto financeiro do País. Ou seja, as mudanças que o Governo quer fazer, se são amargas, mas são necessárias, e infelizmente elas não vão sair da forma com que deveria sair. Isso significa que aquilo que a gente tinha como expectativa de uma reforma política, da previdência, uma reforma trabalhista, que desse a possibili-

dade das empresas e empresários entender de que agora sim o País está no caminho certo, elas vão ser feitas pelo que nós estamos observando aí, mas pela metade. Isso significa que daqui a seis, sete anos a gente vai ter que de novo voltar a fazer reformas. Nós não vamos melhorar o que precisava e, pelo contrário, vamos cair de novo em um emaranhado, vamos estar de novo com uma nova crise financeira na mão. Então, não tem nada que nos permita dizer que a esperança pode ser alcançada. A esperança podia ter sido alcançada quando houve a mudança de Governo. A esperança veio de novo quando a gente disse que havia as mudanças de uma reforma política que pudesse dar credibilidade pública nos homens que assumiriam o país. Nós poderíamos acreditar que as mudanças necessárias neste País estão nas quatro grandes reformas que são necessárias e todo mundo sabe disso. Provavelmente se saírem, vão sair “aleijadas”, com dificuldades enormes de serem competitivas naquilo que o País precisa. Então, como nós vamos acreditar que tudo isso pode ser transformado em uma expectativa de melhora? Precisa muita definição do Governo ainda para que o empresariado tome a iniciativa de investimento e contrate pessoas, essas mesmas pessoas que saíram do consumo porque não tem ganho, que voltem a consumir para fazer com que o comércio consiga vender, consiga fazer pedidos para a indústria, para que consiga produzir, comprar matéria-prima e assim por diante. Ou seja, voltar o ciclo econômico completo. Isso vai ser muito difícil nos próximos cinco ou seis anos. Mesmo com tudo isso, como explicar que a confiança do empresariado aumente, sendo que temos aí um problema político que envolve dezesseis partidos e um rombo de corrupção de meio bilhão de reais? O empresariado está desprendido dos políticos? O Brasil funciona sozinho, funciona sem a classe política? Se ela não existisse seria mais fácil? Piana - Não existe nenhum lugar no mundo onde não exista a questão da classe política no comando. Isso faz parte da democracia, faz parte do sistema de controle de qualquer lugar do mundo. Mesmo que sejam países que tenham ditaduras, mas elas não deixam de ter uma classe política no poder. A política faz parte do sistema de governo. A gente tem que entender isso. O


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

9

Roberto Dumke / AENotícias

“ que precisa é nós termos uma democracia sólida, que tenha regras rígidas, que tenha decência no seu comando. Quero citar um exemplo, que num passado não muito longe muitos partidos não permitiam que nesse seu partido entrasse qualquer pessoa. Mesmo que não fosse político, que fosse um empresário que tivesse uma má fama não era aceito no partido. E hoje, infelizmente, os partidos não se pronunciam em relação às pessoas que, dentro do seu partido, cometem deslizes do tamanho dos que nós estamos vendo hoje. Você está sendo generoso quando fala em “meio bilhão de reais”. Meio bilhão é de um único projeto. Nós estamos falando de uma única empresa que fala que, nos últimos quatorze anos, teve mais de seis bilhões de reais dos seus recursos transferidos para a questão política de dinheiro sujo. Então, nós estamos falando de muito mais recurso do que isso. Estamos falando de uma única empresa. Agora some todas as outras que estão envolvidas na Laja Jato e veja quanto é o valor deste processo. Quantas outras empresas brasileiras estão envolvidas com isso? Quantos outros órgãos de governo estão envolvidos com isso? Quer dizer, nós estamos falando apenas de um pedaço da crise brasileira. A crise brasileira é muito mais longa no seu todo. Nós falamos hoje de Petrobras, da energia nuclear. Agora, e o BNDES? E a Eletrobrás? E as outras instituições que tem trazido prejuízos grandes com medidas que foram tomadas erroneamente, em momentos errados como foi a redução do preço da energia elétrica. Então, hoje nós temos muita coisa para fazer para poder recuperar a economia do país. E para isso precisamos de homens sérios, responsáveis, que sejam inteligentes, que venham com vontade de fazer, para cumprir um papel de políticos de respeito. A esperança que a gente tem, que todo povo brasileiro tem, de que a economia vai melhorar seria tendo uma reforma política que mude as regras daquelas pessoas que podem chegar ao poder. Agora, quando você faz uma mudança dessas e você vê que tem uma ideia de “lista fechada”, por que lista fechada? Eu voto na pessoa, não voto no partido para que o

partido escolha uma pessoa. Isso é contra a nossa Constituição, é contra a democracia. Democraticamente eu escolho o meu candidato, como qualquer outro brasileiro escolhe o seu candidato, e não escolhe um partido para que este partido escolha o candidato que ele quer. Isso significa que as pessoas que aí estão querem permanecer no cargo por outros caminhos. Como é que nós podemos imaginar que o país vai melhorar se mantem as mesmas pessoas que hoje estão envolvidas com todas essas falcatruas que aí estão. Segundo sua avaliação crise é acima de tudo ética? O senhor defende o fim do foro privilegiado e acredita na punição dessas pessoas? Piana - Eu não poderia imaginar diferente. Eu acho que deve haver punição para aqueles que cometeram deslizes, que tenham direito de defesa, evidentemente, mantendo sempre o sistema democrático, do respeito a integridade as pessoas, mas que haja punição aqueles que cometeram deslizes, sim. Porque eles não foram eleitos para fazer falcatruas. Eles foram eleitos para dirigir o país, para dirigir os nossos municípios, os nossos estados, e que a gente tenha neles a expectativa de melhor para a população. O dia que isso não for possível, o dia que nosso judiciário não puder cumprir com o seu dever, nós não temos mais um país, nós temos um republiqueta que não sabe para onde vai. O país tem um poder econômico extraordinário, temos tudo para sair desta crise em pouco tempo, mas precisamos de legisladores que sejam competentes e que sejam responsáveis. Na medida que você tiver toda essa gente voltada para o bem do país, trabalhando para o país, quem sabe a gente diminuiria na metade do tempo o que nós vamos demorar para recuperar a nossa economia. Porque, com este povo que aí está, e a gente não pode generalizar todos, pois tem gente boa dentro da política também, mas da forma como está sendo conduzido, desse volume de gente envolvida, se essas pessoas continuarem como o povo vai acreditar que o país vai melhorar? Como a economia pode melhorar se as pessoas que estão hoje envolvidas

voltarão a ser os políticos de amanhã? O que nós precisamos e que haja, eu não diria uma “limpeza”, mas que haja uma seleção melhor de candidatos e espero que o povo brasileiro, nesse momento de crise de ética, saiba escolher os nossos novos dirigentes e que esses sim poderão tomar, junto com o Poder Judiciário, o complemento dessas ações, a punição dos que efetivamente foram responsáveis por desvios de recursos que deveriam ter sido colocados para saúde, para educação, para segurança, entre outros. Para que a gente com isso possa recuperar a estima do brasileiro e que ele volte a produzir de cabeça erguida e com isso saia muito mais rápido da crise. A Lei da Terceirização vem em auxílio ao empresário? Piana – Vem! Não só em auxílio do empresário, mas também do empregado. Há uma controvérsia muito grande, evidentemente que cada categoria tem que fazer a defesa dos seus interesses, agora, o que nós temos que pensar sempre é o seguinte: não há emprego se não houver empresário. Se o empresário não tiver estímulo, e eu quero dar alguns pequenos exemplos: um hotel, um restaurante, uma empresa que faz eventos, ela tem dois ou três eventos por mês. Como é que ela pode manter em sua equipe funcionários, por exemplo, 50 ou 100 garçons, permanentes se ela realiza dois ou três eventos por mês? Então, ele pode contratar isso temporariamente, desde que ela cumpra com a legislação que aí está. Pague o salário correspondente, pague os encargos correspondentes. Não vejo nenhum problema da pessoa ter dois empregos. Ele trabalha de manhã, até o meio-dia ou às duas horas da tarde em uma determinada empresa e depois disso ele pode ir trabalhar em uma outra empresa mais quatro horas por dia e ganhar seu salário, desde que ele seja respeitado, tendo a legislação trabalhista sendo respeitada. Agora, o que precisa primeiro cuidar é para que seja feito uma convenção bem-feita para isso tudo, que seja respeitada a legislação e que haja fiscalização das empresas que contratam estas pessoas. O empresário tem

Não adianta você ter apenas o trabalhador protegido em uma legislação antiga, antiquada, de 1945, se ele não vai ser contratado. Então, me parece que os sindicatos de empregados têm que se preocupar não apenas em defender a questão de “estou defendendo o trabalhador”. Ele está defendendo aquele que está trabalhando, mas e aquele que não está empregado, quem vai defendê-lo?”


10

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

a forma de contratar de acordo com o que ele precisa e o empregado tem a garantia de que aonde ele for trabalhar ele terá a garantia dos seus direitos. Alguns defendem que a Lei da Terceirização deveria acontecer dentro de uma grande reforma trabalhista, mas que essas grandes reformas não devem acontecer neste momento que o Congresso vem passando, porque elas acontecem pela metade, como o senhor já citou, tendo de ser refeitas, que é ainda mais difícil. Piana - Eu estive com o Ministro atual do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em Genebra, no ano passado, conversamos muito sobre isso. Ele estava entrando no Ministério e falava muito em reforma trabalhista. Eu fui um dos que defendeu a tese de que ele não conseguiria fazer uma reforma trabalhista necessária a altura do que o país precisa para preservar o empresariado e para preservar, também, o trabalhador. Então, fui daqueles que defendem a tese de que deveriam ser feitas algumas mudanças imediatas para que o país pudesse recompor sua estrutura trabalhista, sua estrutura de empresários, para fazer com que houvesse a contratação de mão-de-obra porque já era grande o desemprego no país e aí começou então as reformas, começando pela terceirização. Agora, vem outras reformas. Nós tivemos recentemente, em Curitiba, a visita do Deputado Rogério Marinho relator da reforma trabalhista, que está se propondo a fazer uma série de alterações na CLT que, no meu ponto de vista, são necessárias também. Quanto isso vai ser feito, em função das dificuldades desse Congresso que está aí com um enorme número de pessoas envolvidas nesses problemas éticos, eu não sei o quanto dessa reforma será possível fazer. Agora, que há a necessidade de uma reforma trabalhista ampla, que venha resolver o problema dos dois lados, porque não adianta você ter apenas o trabalhador protegido em uma legislação antiga, antiquada, de 1945, se ele não vai ser contratado. Então, me parece que os sindicatos de empregados têm que se preocupar não apenas em defender a questão de “estou defendendo o trabalhador”. Ele está defendendo aquele que está trabalhando, mas e aquele que não está empregado, quem vai defendê-lo? Nós temos que nos preocupar com quem não está trabalhando para que ele venha trabalhar, para que ele seja um consumidor, para que ele tenha uma vida honesta, que ele tenha casa para morar, tenha comida para levar para sua família, que tenha condições de mandar seus filhos para a escola. Isso sim é uma legislação trabalhista que esteja preocupada com toda a estrutura trabalhadora, e não apenas com aqueles que estão trabalhando. Eu acho que nós temos que pensar no “amanhã” também, não apenas no “hoje”. Quer dizer, ninguém quer tirar direitos de ninguém, o que nós precisamos é adequar os direitos de um e as responsabilidades daqueles que pagam. Se eu não consigo pagar, eu não consigo contratar. Eu sempre defendo a ideia de sentar à mesa os dois lados para discutir a história toda, como nós temos feito aqui na Federação que, durante estes dez ou onze anos que aqui estou, nunca tivemos um problema de relacionamento com nenhum dos 168 acordos coletivos que nós fizemos. Por quê? Porque o “bom senso” prevalece quando você senta à mesa, discute e resolve cada pedaço do problema, abrindo mão de “um pedaço” de um lado, de “outro pedaço” de outro lado, encontrando um caminho que seja a solução para o conflito

que existe. Nós precisamos de uma reforma trabalhista adequada ao momento do país e ao momento da economia mundial. É uma unanimidade que a reforma da Previdência é necessária. Mas, da maneira que ela foi sugerida pelo governo, é justa? Piana - Tem uma incógnita muito grande na questão da aposentadoria, dos gastos da área social do governo, que precisa também ser adequada. Veja bem, quando essa nossa legislação, com aposentadoria aos 60 anos veio, há muitos anos atrás, a nossa média de vida era de 64 a 65 anos. Hoje estamos chegando aos 74, 75 anos de média de vida. Quem vai pagar essa diferença desses dez anos de quem não produz para cobrir essa longevidade que está acontecendo e que, felizmente, a gente está indo para um caminho melhor, vivendo mais? Se você continuar aposentando, e veja bem, vamos dividir duas coisas distintas: aposentadoria daqueles que trabalham na iniciativa privada que tem um critério e que tem uma defasagem durante o tempo, pois ele nunca consegue pegar 100%, mesmo que ele contribua durante os 35 anos de contribuição pelo teto máximo, ele não conseguirá se aposentar pelo teto máximo. Ele já tem aí uma defasagem da legislação. E depois disso ele vem caindo, porque a cada ano o valor agregado da inflação que ele teve, ou seja, do salário que é concedido para o salário mínimo da onde é baseada a questão de tudo isso, o aposentado não recebe sempre a metade. Então ele está diminuindo, ele está vivendo mais com um salário a cada ano menor. Ao contrário do sistema público. E aí é que estão as diferenças do nosso sistema. Enquanto o sistema privado recebe uma aposentadoria de um critério, o sistema público recebe um salário do correspondente ao que fica na ativa. Ou seja, ele está sempre atualizado. E alguns estados, alguns municípios e até a União ainda tem alguns bônus para o aposentado. Significa que aposentadorias da iniciativa privada que contribui permanente ela tem um valor, e aqueles que são de governos, municípios, estados e autarquias aposentam-se com valores extraordinariamente acima da média, que tem dado um diferencial extraordinariamente grande, de onde surgem os déficits. Então, você coloca nisso aí todo o sistema público. Direito adquirido eu respeito, mas o país tem que fazer algumas mudanças nisso porque amanhã ninguém vai receber nenhuma aposentadoria. E o exemplo disso está na Grécia, na Espanha, na Itália e em tantos outros países que também tiveram casos semelhantes ao nosso. Atualizar o tempo mínimo de aposentadoria é o mínimo a se fazer nesse país. A solução não seria as novas regras servirem para quem nasceu a partir delas ou para quem teve sua primeira assinatura na carteira a partir delas? Piana - Esses teriam que ser efetivamente partindo do princípio de um prazo final. Aqueles que estão a caminho teriam um plus adicional para cada período de cinco ou dez anos que tenha que trabalhar mais um determinado período para poder conseguir a aposentadoria, porque, do contrário, não adianta se aposentar se não vai receber. Hoje, por exemplo, na Grécia houve redução de toda aposentadoria e salários. O que adianta eu chegar lá na frente, quando eu mais preciso, e o país ainda está atrasando pagamento? Nós estamos hoje em uma eminência de um déficit extraordinariamente grande que precisa ser equilibrado.

O presidente Michel Temer assinou um decreto que possibilita que as empresas aéreas brasileiras possam ser 100% comandadas por capital estrangeiro. Dentro deste pacote existe uma edição de uma portaria que permite a transferência de áreas com potencial turístico como orlas marítimas e margens de rios para a construção de resorts, hotéis e marinas. Essas ações vão auxiliar nosso turismo? Piana - Evidente que sim. Mas nós temos que pensar na economia do país. Ninguém vai fazer turismo se não tiver salário, se não tiver ganho, se o empresário não ganhar também, pois se a empresa dele vai indo mal ele não vai passear, não vai fazer turismo, e assim por diante. Ou seja, a gente tem que reestruturar o país para que os investidores acreditem nisso, para que eles possam entender que vai haver consumo e que ele possa investir. Eu sou defensor dessa nova modalidade que o Temer anunciou de se fazer resorts, de fazer investimentos na área de turismo, porque isso, em primeiro lugar não tem “chaminé”, ou seja, não é nocivo ao meio ambiente, e é um meio que a população precisa, todos nós precisamos de descanso, de um pouco de lazer. Você faz turismo quando você tem recurso no bolso. Então, se nós tivermos uma economia que começa a crescer esses investimentos virão, vão gerar emprego, vão gerar ganho, vão permitir que a gente tenha investimentos nessa área, que aliás, o Brasil precisa. Nós temos o exemplo de Tenerife, aquela ilha da Espanha, que tem mais turista em uma ilha do que o nosso país inteiro. Ou seja, 7,5 milhões de pessoas foram para Tenerife no ano passado, e 6,6 milhões vieram para o Brasil no mesmo período. Olha o tamanho do Brasil de 8,5 milhões de metros quadrados, com toda a beleza natural que nós temos, com toda a estrutura que temos de Norte a Sul... Com eventos gigantescos... Piana - Exato. Olimpíadas, Copa do Mundo, todos os investimentos que foram feitos, hotéis novos que foram construídos, parques que foram melhorados. O que está faltando? Segurança para que o estrangeiro tenha confiança de vir ao Brasil e de saber que ele terá comida sadia, que pode ter hospitalidade nos hotéis e resorts, que nossas passagens internas tenham valores equilibrados como acontece lá do outro lado do mundo. Quando você vê um governo abrir as portas para que empresas aéreas estrangeiras venham para o país, isso é positivo. Por que você pode circular de Lisboa a Madri por 30 dólares, e aqui se você sair de Curitiba para São Paulo que é mais ou menos a mesma distância sai por R$ 400, R$ 600, R$ 800, dependendo do dia até R$ 1000? São 300 dólares, ou seja, 10 vezes mais. Quer dizer, alguma coisa está errada nisso. Por que as companhias estrangeiras estão ganhando dinheiro e sobrevivem e as nossas estão lotadas e dão prejuízo mesmo cobrando caro? É mais caro você ir de Curitiba a Fortaleza do que ir de Curitiba a Miami ou Lisboa. Está certo isso? Algo está errado nisso tudo. Tem imposto demais nisso. Exemplo típico nosso aqui do Paraná, foram reduzidos 182 mil assentos nessa mudança em função do aumento do imposto do combustível aqui no Estado. As companhias para não abastecerem aqui mudaram as suas rotas. Você vai de Foz do Iguaçu a São Paulo, para depois de São Paulo vir a Curitiba. Por que? Porque ele tem que descer aqui e reabastecer a um custo de 8% a mais. E ele tem que reabas-

Defendo que o empresariado precisa entrar na política para ajustar e acertar esse país. Não que apenas os empresários possam fazer isso. Mas eles, junto com os outros, profissionais liberais e mesmo os políticos que estão aí, precisa ter a participação empresarial para levar aos governos quanto custa contratar, quanto custa uma obra, a forma de fazer. Porque quando você não sabe da onde vem o dinheiro você não sabe gastar.”


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017 tecer porque a norma é ele andar com o tanque lotado para distância que irá percorrer com segurança. Então ele vai a São Paulo abastece e vem para cá. Com isso a gente demora seis horas para vir de Foz do Iguaçu a Curitiba. Você vai a São Paulo e fica esperando para voltar.

A única diferença que tem no meu ponto de vista é que o Sistema S não repassa dinheiro para políticos na hora de de eleição e não os favorece porque ele não se envolve em política”

O Governo Federal tem sinalizado que quer acabar com o “Sistema S”. Qual é a sua avaliação? O que está sendo feito em relação a isso? Piana - Eu não acho que seja acabar com o Sistema S. O que ele quer acabar é com o Sistema Sindical. Esta é inclusive umas das propostas que está no pedido do relator Rogério Marinho, que fez sua apresentação na audiência pública na semana passada. Não é de hoje que vem aí um processo de fazer com que os sindicatos brasileiros sejam iguais aos sindicatos de outros países onde se filia quem quer e contribui quem quer. Aqui é obrigatório. E que há desvios, que há descontrole disso ninguém pode negar. Agora, tem coisas boas atrás disso, no Sistema Sindical. Tem sindicatos que trabalham tanto do lado do patrão como do lado do empregado, assim como aqueles que não fazem nada. Então, que houvesse um controle rigoroso disso, que tivéssemos muito menos sindicatos do que temos hoje. Esse país hoje tem 17.800 sindicatos. Ou seja, mais ou menos 4.700 patronais e 13 mil e poucos de empregados. Isso é um absurdo, é uma loucura isso tudo. Agora, eu não sou contra o Sistema Sindical, desde que ele seja controlado e que ele tenha critérios para fazer. O Sistema S, por outro lado, é uma das coisas que funciona neste país. O fazem SESC, SENAC, SENAI, SENAR, SESI, SEST, SENAT, que são a estrutura nesse país inteiro, como cobrir isso de outra forma? Como o Governo poderia fazer o que nós fazemos? Olhe o volume de atendimento que o SESC faz na área social. Olhe o volume de qualificação de mão-de-obra que o SENAC e SENAI fazem, além das outras instituições do Sistema S fazem. Quem fará isso depois? Tem estado, por exemplo, como o nosso que também tem sistema de qualificação de mão-de-obra, você conhece algum que você possa dar como exemplo? Você conhece algum que você possa recomendar? Que você possa dizer “essa pessoa fez tal curso lá” e poder trabalhar numa empresa? Por exemplo, de turismo que a gente tanto fala, e estamos aí falando de um sindicato envolvido nisso diretamente. Um curso que uma pessoa faz, de Guia de Turismo, e nunca entrou em um ônibus para fazer uma viagem, nunca entrou em um avião para fazer uma viagem de acompanhamento como Guia de Turismo, pode dizer que ele é um Guia Turístico? Agora vai ao SENAC para ver quantas viagens ele faz como experiência de ônibus, van e de avião para poder receber o certificado para dizer que efetivamente ele é um Guia Turístico. São coisas que não podem perecer. O que acontece com o Sistema S é que tem um desvio de informação muito grande. O Sistema S inclui o “S” da Saúde. E o “S” da Educação. 50% do Sistema S que é apregoado aí de R$ 18 bilhões por ano ele vai direto para a saúde. Se tirar o Sistema S vai tirar do próprio governo. Se você imaginar em dinheiro, de recurso de 9, 10, 11 bilhões de reais que é mais ou menos o que envolve todo esse Sistema S da parte privada, são contribuições do empresariado, não é contribuição do governo. É o empresário do Comércio, no nosso caso do SESC e do SENAC. É o empresariado da Indústria no SESI e do SENAI. É o empre-

sário do Transporte no SEST e do SENAT. É o empresariado da Agricultura no SENAR. E é o empresariado das Cooperativas no SESCOOP. Não sai do governo. Por que o governo tem que acabar com uma coisa que não é dele? Que apenas no acordo, desde o início, em 1946, quando foi fundado tudo isso, o governo recebe na sua estrutura, repassa de volta e cobra por isso. Nos custa 3,5%. Se nós fizéssemos isso de modo privado, em um banco, talvez custasse menos de 1%. Quer dizer, e nós fazemos um papel que o governo as vezes não faz. Eu acho uma aberração. E outra coisa, nós temos, eu falo de SESC e SENAC, um acordo que o SESC gasta 33% de seus recursos em Educação Básica oriundo de Escola Pública e de baixa renda. Nós pegamos os alunos do próprio governo, requalificamos e damos um “upgrade” para ele. O SENAC gasta 67,66% dos seus recursos em cursos gratuitos. É um “tiro no pé” o governo fazer isso. Piana - Se ele fizer isso vai fazer com o quê? A única diferença que tem no meu ponto de vista é de que Sistema S não repassa dinheiro para políticos na hora de eleição e não os favorece porque ele não se envolve em política. O senhor imagina aqui no SESC do Paraná passam 450 mil pessoas por mês, mais 110 mil pessoas passam pelo SENAC. Nós estamos falando em 560 mil pessoas por mês. Isso é uma máquina política extraordinariamente grande se tivesse má fé e se quisesse usar isso politicamente. Mas isso não acontece. Nós não podemos fazer política. Ceder nossos auditórios para uma palestra política, um comício político, ou coisa semelhante. Então, isso não é bem visto. Agora, o serviço extraordinário que é feito por todo o Sistema S em todos os lados, estão aí nossos relatórios. 49,5 milhões de atendimentos em educação, saúde, esporte, lazer e cultura. E o Mesa Brasil? 27 milhões de refeições adicionais que foram feitas, que não colocamos dinheiro, mas colocamos a logística a serviço disso. Quem vai suprir essas entidades de assistência social que nós encaminhamos comida de oito em oito dias para esse povo todo? Nós pegamos isso de desvio do sistema produtivo, recebemos isso gratuitamente e entregamos isso com qualidade, de produtos que não são comercializados. Por exemplo, uma cenoura que é recolhida da lavoura, de cada dez cenouras, três não são comercializadas. Por quê? Porque ou ela é fina, ou ela é bifurcada, ou ela ficou fora da terra e fica com aquela mancha verde em cima e ninguém compra desse jeito. Agora, ela está boa para ser consumida, mas acaba sendo jogada fora. Aquilo nem pode ser deixado na lavoura, pois apodrece. Então tem que jogar em determinado canto e vai criar mosca, mosquito, bichos, etc. Nós recolhemos isso e tratamos de matar a fome de pessoas que tem necessidade. Quem vai fazer isso depois? Quem vai pegar a comida a 100 km de Francisco Beltrão e levar para os índios de Palmas, de Laranjeiras, de Mangueirinha? De graça... E tantas outras instituições que são atendidas. Então, seria uma aberração você imaginar que um dia desses pudessem acabar com uma instituição deste tamanho. Que se corrijam uma ou outra que possam ter algum tipo de desvio, que aonde tem dinheiro, infelizmente tem algum tipo de problema. Agora, não é por causa de uma unidade ou outra espalhada por esse país afora que possa sacrificar uma estrutura inteira dessas. Então, eu não vejo como o governo poderia intervir de acabar com uma coisa que não é dele, mas sim da

11

iniciativa privada e que, por passar por um sistema de controle dele muita gente interpreta que isso é do governo. Isso não é do governo, isso é da iniciativa privada, são dos empresários, no nosso caso do comércio, da indústria, da agricultura, do transporte. E tem o “S” da Saúde, que metade desse dinheiro é recolhido para a saúde, com o Sistema S. Para finalizar, precisamos urgente de novos líderes políticos. O Presidente do SEHA, João Jacob Mehl, não cansa de dizer que o senhor é uma figura proeminente e sabemos que o senhor é a maior liderança empresarial do Paraná hoje, se não uma das maiores do Brasil. Já foi candidato a Deputado uma vez. Podemos ter esperança de vê-lo disputando um pleito político novamente? Piana – Quando somos mais jovens, acabamos fazendo umas aventuras como eu fiz em 1994 para ajudar um amigo que se chamava Max Rosemann, grande deputado que esse Paraná já teve e um homem que fez um trabalho extraordinário como deputado. Eu fiz a minha parte. Ajudá-lo nas suas reeleições e em uma determinada época ele me pediu que eu fosse candidato, pois ele precisava fazer voto na capital. E eu fiz ele ver que eu faria muito mais ajudando ele na sua campanha, como eu sempre fiz, no controle da campanha dele, do que sendo candidato. Quanto a questão de ser candidato, eu não pretendo ser candidato. Tenho a minha missão de cuidar do SESC, do SENAC, da Federação, que já é bastante. Tenho sido assediado, sim, por vários partidos, por várias lideranças, para me envolver politicamente. A gente nunca deve dizer que não bebe dessa água. Mas precisa primeiro avaliar muito bem o que vai acontecer com o problema político, dessas reformas políticas que aí vem, para que depois a gente possa até pensar no amanhã ou depois, porque eu defendo que o empresariado precisa entrar na política para ajustar e acertar esse país. Não que apenas os empresários possam fazer isso. Mas eles, junto com os outros, profissionais liberais e mesmo os políticos que estão aí, precisa ter a participação empresarial para levar aos governos quanto custa contratar, quanto custa uma obra, a forma de fazer. Porque quando você não sabe da onde vem o dinheiro você não sabe gastar. Então, o empresário precisa entrar na política, eu defendo essa tese. Se eu defendendo isso vou dizer que não participaria disso, eu estaria sendo incoerente. Mas não penso nisso. Gostaria de ver primeiro essa reforma avaliada com muita competência. Não faz muitos dias que eu respondi isso que eu estou te respondendo aqui para pessoas que vieram me convidar e eu disse a eles que eu estava disposto a conversar depois que houvesse essas reformas políticas. Primeiro para saber se tem lista fechada, coisa que sou contra. Não posso admitir de entrar num partido que admita que uma lista fechada seja viável. Segundo que essas coligações de partidos, esse volume extraordinariamente grande de partidos, já se falam de mais de 30 partidos, imaginam 67 partidos. Cada partido desses tem um representante numa Câmara de Vereadores, ele sendo líder tem contas diferenciadas, têm privilégios dentro da Câmara, têm privilégios dentro da Assembleia, dentro do Congresso Nacional... Quer dizer, quanto custa isso para o país? Vamos aguardar isso para ver o que vem e a gente vai saber como a gente vai se comportar.


12

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

EVENTO NACIONAL

1ª Etapa dos Jogos Escolares da Juventude ocorrerá em Curitiba Maior evento estudantil do país vai reunir cinco mil atletas na capital em setembro

O

Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou nesta dia 30 de março que Curitiba será sede da primeira etapa dos Jogos Escolares da Juventude, maior evento esportivo estudantil do País. Cerca de cinco mil atletas de 12 a 14 anos e equipes técnicas deverão participar da competição, que acontecerá de 12 a 21 de setembro. “Além de incentivar a prática esportiva e revelar novos talentos, a competição também irá movimentar a economia e o turismo de Curitiba”, destacou o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello

Richa. O gerente geral de Juventude do COB, Edgar Hubner, destacou que Curitiba foi escolhida devido ao bom diálogo com a Prefeitura e a estrutura que oferece. “A decisão do COB foi tomada após um longo processo, onde visitamos todas as cidades interessadas. O COB avalia vários quesitos, como a proposta financeira, as instalações esportivas e não esportivas, além das condições operacionais oferecidas”, disse Hubner. Os Jogos Escolares da Juventude serão realizados em diversas praças e ginásios esportivos da cidade, que receberão

competições de 13 modalidades: atletismo, badminton, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, luta olímpica, natação, tênis de mesa, vôlei, xadrez. A competição é reconhecida como um dos principais celeiros do esporte brasileiro e já revelou atletas como o armador de basquete Raulzinho (que atualmente joga na NBA pelo Utah Jazz), a campeã mundial e medalhista olímpica Mayra Aguiar (judô), a campeã olímpica Sarah Menezes (judô), a campeã pan-americana Franciela Krasucki (atletismo) e o campeão pan-americano Hugo

O bom diálogo com a prefeitura e a estrutura que a cidade oferece foram decisivos na escolha

Calderano (tênis de mesa). Além da realização das competições em Curitiba, o COB anunciou também que a segunda

etapa dos Jogos Escolares da Juventude, para atletas de 15 a 17 anos, acontecerá em Brasília entre 16 a 25 de novembro.


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

13

PARTICIPE DOS NOSSOS CURSOS

ASSOCIADOS SEHA TEM DIREITO A DUAS VAGAS GRATUITAS POR CURSO QUALIDADE NO ATENDIMENTO PARA RECEPCIONISTA Pré-inscrições abertas Que vai abordar: A ética na profissão; a qualidade profissional; como atender com excelência; as necessidades que envolvem o cliente; o papel da recepcionista; o que evitar; a profissão de recepcionista; tipos e perfis de clientes e como atendê-los; atendimento via e-mail; atendimento pessoal; atendimento telefônico; o comportamento da recepcionista. Público-Alvo: direcionado para profissionais que desejam atuar nos mais diversos setores do mercado de trabalho, desde que seja com atendimento a clientes e/ou ao público em geral, de forma interna ou externa. É indicado também para pessoas que querem aprender a se comunicar melhor, seja por meio da linguagem oral ou da linguagem escrita. Os conhecimentos adquiridos no curso podem ser aplicados em diversas áreas da vida pessoal e profissional, sobretudo os tópicos de confidencialidade e relacionamento interpessoal. INSTRUTORA: CRISTINA CORREIA

PLANEJAMENTO DE CARDÁPIOS E TÉCNICAS DE VENDAS EM A&B Pré-inscrições abertas Um cardápio não é apenas uma lista com os pratos que a casa produz, pois isto seria apenas uma “carta de comidas”, mas um instrumento para auxiliar o cliente na montagem de sua refeição, visando também o aumento das vendas do restaurante. Para planejar o cardápio, precisa-se saber combinar os aspectos visuais, de paladar e de aromas dos pratos, além de fazer combinações interessantes entre alimentos e bebidas, o que muitos encaram como alquimia, ou mesmo, arte. Os pratos que formam um cardápio devem ser equilibrados, variados e adequados a cada tipo de serviço com a precaução quanto a equipamentos, utensílios ou treinamentos especiais para sua confecção e serviço. Público-Alvo: Profissionais do ramo e público em geral. INSTRUTOR: MARCELO ROCHA

www.seha.com.br

Ligue 41 3323 8900, informe-se sobre os mais de 20 cursos ofertados, faça sua pré-inscrição e garanta sua participação nos cursos do SEHA, os mais reconhecidos do mercado.


14

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

www.seha.com.br Notícias

Convênios

Fique informado, entre em nosso site para ter acesso as informações do nosso setor.

Precisa de convênio médico, odontológico, medicina ocupacional, entre outros? Se houver algum convênio que queira nos sugerir, fique a vontade!

Precisa de funcionários? Publique as suas vagas gratuitamente em nosso site, e se tivermos em nosso banco de dados candidatos que preencham os seus requisitos, os currículos serão encaminhados para sua empresa.

Assessoria Jurídica

Tem dúvidas? Precisa de informação? Sugestões? Entre no nosso canal Fale Conosco, e mande para nós o que precisa.

Está com alguma notificação trabalhista? Ou dúvidas na área trabalhista, comercial, tributária e/ou civil? Possuímos duas assessorias contratadas especialmente para auxiliar nas suas questões. Se houver uma reclamação trabalhista, terá o acompanhamento gratuito de nossos advogados para a sua defesa. E suas dúvidas jurídicas poderão ser também esclarecidas gratuitamente.Novo: Plantão Criminal / 24 horas.

Qualifique sua equipe

Questões Administrativas

O associado tem direito a duas vagas gratuitas por curso na grade disponibilizada em nosso site, e a sua inscrição é feita no próprio site.

Questões como o ECAD, Vigilância Sanitária, Fiscalização Ambiental, NFCe, consulta a Legislação em Vigor fica fácil quando se tem aonde recorrer e tirar informações. Pertencemos ao Conselho Municipal de Urbanismo, caso tenha alguma questão a ser resolvida sobre urbanismo, traga a sua questão para nós.

Contato permanente!

O espaço é seu! Está vendendo algum mobilizado de sua empresa de hospedagem ou alimentação? Anuncie sua venda, mandando as características, preço e fotos do objeto a ser vendido e será publicado em nosso Banco de Negócios, além de enviarmos através de nosso mailing. Basta acessar www.seha.com.br

Informações Legais Tenha acesso às Convenções Coletivas firmadas, sempre que seja necessário.

Basta ligar para: 41 3323-8900


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2017

15

Contadores, escritórios de contabilidade, associados e representados A Contribuição Sindical Patronal é tributo vinculado, com previsão legal inscrita na CLT e no Código Tributário Nacional, cujo pagamento é obrigatório para os hotéis, restaurantes, bares e similares estabelecidos em todo o território nacional, independentemente de filiação, ainda que optante pelo regime de tributação especial do Simples Nacional.

Sindical Patronal, prevista no art. 53 da Lei 123/2006, diz respeito aos empresários individuais optantes pelo Simples Nacional e, tendo sido tal isenção revogada pelo artigo 3º, da Lei Complementar nº 127/07, todas empresas inscritas no Simples Nacional continuam obrigadas ao pagamento da Contribuição Sindical Patronal.

De acordo com o § 6º, do artigo 150, da Constituição da República de 1988, qualquer isenção da Contribuição Sindical Patronal somente é possível mediante a edição de lei específica nesse sentido.

Por fim, cumpre informar que, de acordo com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar as Reclamações Constitucionais 11.541/RJ [1] e 10.866/MG [2], a cobrança judicial e extrajudicial da Contribuição Sindical Patronal das microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no Simples Nacional é lícita e não desrespeita a autoridade da decisão tomada na ADI 4.033/DF, onde se reconhecera que o art. 13, § 3º da Lei Complementar nº 123/2006 não é inconstitucional.

Articulações da Federação Brasileira de Hospedagem junto ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, levou à revogação de uma Nota Técnica que, publicada em 2008, estabelecia que as empresas optantes do Simples não precisariam pagar a contribuição sindical. A revogação foi PUBLICADA na SEÇÃO 1, P. 80, do DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO em 16 DE FEVEREIRO com o seguinte texto: O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, TORNA PÚBLICO QUE ELABOROU A NOTA TÉCNICA 115/2017/SRT/MT, QUE REVOGOU O PARÁGRAFO 19 DA NOTA TÉCNICA 50/2005/CGRT/SRT E, CONSEQUENTEMENTE, A REVOGAÇÃO DA NOTA TÉCNICA 02/2008/CGRT/SRT. EM SEU INTEIRO TEOR. Assim, considerando que a única hipótese de isenção da Contribuição

Diante do exposto, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba-SEHA, fará uma recobrança da CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL URBANA-2017.

Estabelecimentos das cidades da Região Metropolitana, Litoral Paranaense, Paranaguá e Pontal do Paraná devem solicitar a guia de recolhimento através do e-mail edson@seha.com.br ou pelo fone 41 3323-8900.

SINDICATO DE HOTEIS, RESTAURANTES, BARES E SIMILARES DE CURITIBA


16

Curitiba, 1ÂŞ quinzena de abril de 2017

Jornal seha ed 46  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you