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Guia Spots, o mais novo mapa turístico de Curitiba, já está em mais de 100 hoteis da cidade.

JORNAL

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SEHA

68 ANOS

Curitiba, 2ª quinzena de março de 2017 | Edição 45

Conversa franca e necessária com João Jacob Mehl Presidente do SEHA expõe sua indignação, conta como aconteceu a criação de um novo sindicato em Brasília, com uma só canetada no último dia do ano antes do recesso judiciário, e afirma que espera por Justiça. Págs. 08 a 11 LEIS

COM A PALAVRA

Novas regras para terceirização

Opinião, Curitiba Turística

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EVENTO

Saldo positivo Salão de Turismo Pág. 15


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Curitiba, 2ª quinzena de março de 2017

EDITORIAL Hora de dividir as vitórias Intempéries à parte, seguimos vencendo. A começar pela Lei da Terceirização, que vai facilitar a contratação de mão de obra em todas as funções laborais, com segurança jurídica para empregadores e empregados. Demorou, mas representa um verdadeiro marco na relação trabalhista brasileira. Depois nossa vitória contra o ECAD, que está para ser oficializada mas já passou na Comissão de Constituição e Justiça, com parecer do relator entendendo quarto de hotel como local privado, não público. Uma conquista sem precedentes. E por fim, a oficialização da Lei dos 10% ou da Gorjeta, sancionada pelo presidente. Chega de prejuízos! Vamos poder ficar com 20% (empresas inscritas no Simples) ou 32% (não inscritas no Simples) da gorjeta ou dos 10% cobrados compulsoriamente na nota. Parte boa também que o tema agora não traz mais insegurança jurídica aos empresários. E sempre com foco do fomento do turismo na cidade, assim como fizemos na Copa do Mundo, já estamos em tratativas com a Prefeitura de Curitiba para falar sobre a final da Liga Mundial de Vôlei Masculino, no começo de julho, na Arena do Atlético. A expectativa é receber 25.000 turistas, apresentando sempre Curitiba como exemplo de cidade de 1º mundo, onde se pratica cordialidade e respeito. É necessário um esforço conjunto para que levem uma boa imagem da cidade, para que Curitiba receba na sequência cada vez mais turistas. Nossa vitórias são de todos. Abraços. João Jacob Mehl

VISITANTES

56,7% dos turistas são da América do Sul

Dado integra o Anuário do Ministério do Turismo referente aos visitantes de outros países e comprova recorde histórico de chegada de estrangeiros no país

2,3 milhões de argentinos visitaram o Brasil em 2016, um crescimento de 10% em relação a 2015

O

EXPEDIENTE Jornalista Responsável Pierpaolo Nota Edição | Eliseu Tisato Colaboração Comunicação FBHA

Rua Júlia da Costa, 64 - São Francisco - Curitiba - Paraná Fone: (41) 3323 8900 www.seha.com.br

GESTÃO 2014-2017 João Jacob Mehl Presidente Lincoln T. Isahias Tarquínio Vice-Presidente  Andersen Prado Vice-Presidente para assuntos de Alimentos e Bebidas/Buffet Zelir Tadeu Massuchin Vice-Presidente para assuntos de Hotelaria e Hospedagem Marilisa Bigarella Vice-Presidente para assuntos de Motéis  Gustavo T Andrade Vice-Presid. para assuntos de Entretenimento e Lazer  Orlando Kubo Diretor Secretário Geral  Julio César Hezel Diretor Financeiro Adelardo Telles Neto Diretor para assuntos de Pizzarias e Deliveries 

Aguilar Borsato Silva Diretor Carlos Roberto Madalosso Diretor para Ass. de Turismo Ernesto Villela Neto Diretor para assuntos Governamentais  Henrique Lenz Cesar Filho Diretor para assuntos Grandes Eventos  Jacques Raul Rigler Diretor para assuntos Tributários e Fast Food  João Ernesto Strapasson Diretor Marco Antônio Fatuch Diretor Delegado  Paulo Sérgio Gralak Diretor de Patrimônio Conselho Fiscal:  Jonel Chede Filho, Alceu A Vezozzo Filho e Luiz Fernando P de Aguiar Conselho Fiscal Suplente:  Jayme Canet Neto e Joel Malucelli

s sul-americanos foram os turistas estrangeiros que mais visitaram o Brasil em 2016. A conclusão é do Anuário Estatístico do Ministério do Turismo. Segundo o levantamento divulgado, dos 6,6 milhões de visitantes de outros países que vieram ao Brasil em 2016 - recorde histórico, com um crescimento de 4,3% em relação a 2015 - 3,7 milhões saíram dos nossos países vizinhos. Destaque para a Argentina, responsável pela emissão de 2,3 milhões desses viajantes, um crescimento de 10% em relação a 2015. O recorde de recebimento de visitantes de outros países ocorreu no ano em que o país sediou os jogos olímpicos e paralímpicos e confirmou a eficácia dos grandes eventos para atração de turistas e divulgação do Brasil entre os grandes destinos mundiais. O continente sul-americano foi responsável por 56,7% desses turistas, seguido do europeu (24,4%) e do norte-americano (11,2%). A importância do turismo regional para o país fica clara também na lista dos cinco países que mais enviaram turistas para o Brasil. Apenas um não integra o continente sul-americano. Cerca de 570 mil turistas que visitaram

nosso país no ano eram americanos, que ocupa o 2º lugar na lista, perdendo para a Argentina. A terceira colocação ficou com o Paraguai (316,7 mil), seguido do Chile (311,8 mil) e Uruguai (284,1 mil). O país europeu que mais contribuiu para a marca inédita de 6,6 milhões de estrangeiros foi a França, com 263,7 mil visitantes. “Os bons números só comprovam que estamos no caminho certo, mas queremos ainda mais. Estamos investindo fortemente na melhoria da infraestrutura turística e qualificação profissional para recebermos cada vez melhor esses turistas. Nossa meta é colocar o Brasil em definitivo na prateleira dos grandes destinos mundiais e para isso devemos lançar em breve um conjunto de medidas para impulsionar a atividade no país”, avaliou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. O meio de transporte mais utilizado por quem chega ao Brasil foi o avião (4,4 milhões). Já dois milhões de turistas preferiram chegar ao país pelas estradas. Ainda segundo o anuário, a via de acesso fluvial foi utilizada por 95,9 mil visitantes estrangeiros, seguido do meio náutico, que transportou 40,4 mil pessoas.

OLIMPÍADAS Os meses de janeiro e fevereiro, no auge do verão brasileiro, foram os preferidos dos turistas, com 1,1 milhão e 810,5 mil dos visitantes respectivamente. Apesar disso, os meses de agosto e setembro, período em que foram realizados do jogos olímpicos e paralímpicos Rio 2016 apresentaram uma movimentação bem acima do ano anterior. Em agosto foram registradas as entradas de 542,9 mil estrangeiros, crescimento de 48% em relação ao ano anterior. Em setembro, o aumento foi ainda maior, 74%, passando de 243,3 em 2015 para 422,2 em 2016. Coincidentemente, no período olímpico, o Ministério do Turismo testou a iniciativa de dispensa de visto entre 1º de junho a 18 de setembro. Dos 163.104 turistas dessas quatro nacionalidades que entraram no país nesse período, 74,06% usaram a dispensa do visto e mais de 85% disseram que a manutenção da isenção de vistos facilitaria um retorno ao país. Estes estrangeiros deixaram US$167,7 milhões na economia nacional, aproximadamente 8,68 vezes a mais que o valor que o Brasil deixou de arrecadar em taxas consulares.


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TURISMO

FBHA participa da campanha “O Brasil que nós queremos” Iniciativa é da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação e do Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro

ATENÇÃO, PARTICIPE DOS CURSOS

Ao não pagar impostos o atravessador retira recursos do município e, consequentemente, de escolas, postos de saúde e demais serviços públicos

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setor de hospedagem e alimentação, representado pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), uniu-se a outros setores produtivos contra a ilegalidade no Brasil. A entidade participou, no dia 29 de março, em Brasília, do lançamento da campanha nacional “O Brasil que nós queremos”, uma iniciativa da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação e do Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro. O vice-presidente da FBHA, Wilson Calil, e a superintendente da entidade, Camila Beraldo, participaram do evento, que contou com a participação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e de mais de 70 entidades representativas dos setores afetados pela ilegalidade. Na ocasião, foram debatidas sugestões de medidas que possam contribuir para a defesa do mercado brasileiro, além da agenda de trabalhos e projetos da Frente e do Movimento. O evento também marcou a assinatura de um protocolo de intenções entre o Ministério da Justiça e a Frente Parlamentar. O deputado federal Efraim Filho, presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando, classificou o evento como um marco na história do

Brasil no combate à pirataria e ao contrabando. “Os empresários, que geram empregos e pagam impostos, não podem ser penalizados pela pirataria, razão pela qual os poderes Executivo e Legislativo, além da sociedade, estão aqui reunidos para estabelecer meios de combater a ilegalidade”, disse. O deputado ressaltou que o trabalho tinha início nas fronteiras do País, junto com a Polícia Federal, mas que seria mais efetivo quando a cultura do brasileiro, condescendente para com as falsificações, mudasse. “O contrabando inibe investimentos, provoca queda na arrecadação de impostos e gera riscos à saúde do cidadão”, afirmou. Os estudos mostram que, entre 2012 e 2015, a economia brasi-

leira perdeu R$ 115 bilhões em vendas e impostos com as falsificações. Em virtude do mercado paralelo de produtos piratas, mais de dois milhões de empregos formais deixem de ser criados e o País deixa de arrecadar mais de 30 bilhões de reais em tributos. Ao não pagar impostos, nem os custos legais para manter um estabelecimento comercial formal, o atravessador retira recursos do município e, consequentemente, de escolas, postos de saúde e demais serviços públicos. Além disso, o consumidor leva para casa produtos sem garantia e de qualidade duvidosa, muitas vezes fruto de roubo ou trabalho escravo. E o comércio, que gera empregos e movimenta a economia do estado, deixa de vender.

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NOVOS TEMPOS

Novas regras para terceirização e trabalho temporário Empresários também esperam a inclusão, na reforma trabalhista, dos regimes intermitente e intercalado de trabalho

A

s novas regras da terceirização, previstas no projeto de lei nº 4302/98, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e já receberam sanção presidencial, foram pauta da reunião da Diretoria da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), realizada no dia 22 de março, no Rio de Janeiro. Além de ser um impulso para a geração de empregos, a nova lei, facilitará a contratação de mão de obra especializada em todas as funções laborais e garantirá segurança jurídica para trabalhadores e empregadores, além, de aumentar a produtividade. A entidade defende que a proposta de reforma trabalhista inclua também novas formas de contratação, como os regimes intermitente e intercalado de trabalho, de forma que se possa atender também à sazonalidade do setor. “Com 70 anos de existência e concebida em outro contexto da sociedade, já era hora de o Brasil modernizar a sua legislação trabalhista. É uma condição indispensável para o nosso setor e para o restante da cadeia produtiva, pois o País precisa reverter o cenário de desemprego e fechamento de empresas”, afirma o presidente da entidade, Alexandre Sampaio, que defende

também novas possibilidades de contratação de empregados. “O trabalho intermitente é uma realidade no mundo inteiro. É preciso ter a possibilidade de admitir vários empregadores com cargas horárias diferenciadas e, ao mesmo tempo, respeitar a proporcionalidade do 13º, das férias, do FGTS”. O projeto de Lei, que tramitava há 19 anos no Congresso e que foi aprovado por 231 votos a favor, prevê a possibilidade de terceirização para todas as atividades das empresas, e não mais apenas as acessórias. O trabalho temporário teve a duração ampliada de 90 para 180 dias, com possibilidade de extensão por mais 90 dias – ou seja, no total, 270 dias - desde que mantida a necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços. A chamada responsabilidade solidária também foi alterada: antes, tanto a empresa tomadora da mão de obra terceirizada, como a prestadora de serviços poderiam ser responsabilizadas diretamente pelo pagamento de direitos trabalhistas. Agora, a responsabilidade é subsidiária: o tomador de serviços só será responsabilizado após esgotarem-se os bens da empresa que terceiriza a mão de obra.

Projeto prevê a possibilidade de terceirização para todas as atividades das empresas, e não mais apenas as acessórias

TERCEIRIZAÇÃO E TRABALHO TEMPORÁRIO CONFIRA O QUE VAI MUDAR


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CONTRA A VIOLÊNCIA

Mudança em lei que proíbe bebidas a pessoas armadas A Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara Municipal acatou proposta para que as comandas de casas noturnas não sejam mais diferenciadas por cor para quem porta armas de fogo

O Segundo Felipe Braga Côrtes, autor do projeto, mesmo com a alteração legislativa, a norma continuará efetiva e cumprindo com o seu escopo, de evitar o consumo de bebidas alcoólicas em casas noturnas

projeto do vereador Felipe Braga Côrtes (PSD) altera a lei municipal 14.699/2015, de sua autoria, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em casas noturnas a clientes portando armas de fogo. A lei original previa a distribuição de comandas diferenciadas para estes frequentadores. A alteração proposta é de que essas fichas não possuam distinção de cor, para que não sejam facilmente identificáveis por parte dos demais clientes do estabelecimento. Segundo o vereador, estão ocor-

rendo frequentemente constrangimentos com as pessoas afetadas pela lei. “Mesmo com a presente alteração legislativa, a norma continuará efetiva e cumprindo com o seu escopo, de evitar o consumo de bebidas alcoólicas em casas noturnas e congêneres por aqueles com arma de fogo”, diz o parlamentar no texto da justificativa. Antes de ser votada em plenário, deverá passar pelas comissões de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública e de Educação, Cultura e Turismo.


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Mapa Turístico Curitiba Turística: diferenciado agrada Um presente ao Paraná! hoteleiros C OPINIÃO

Com corte europeu, Guia Spots traz informações da Linha Turismo, de teatros, museus e praças

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ais de 100 hoteis na cidade já estão disponibilizando a seus hóspedes o Guia Spots de Outono, mais novo mapa turístico de Curitiba em circulação no trade. O produto é chancelado pelo SEHA - Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação, Paraná Turismo, Fecomércio-PR, ABIH-PR e Abrasel-PR. Com corte similiar ao europeu, o mapa se diferencia da maioria já impresso na cidade, visto que não arredonda as bordas, fato que faz com que indique com precisão as distâncias. Outros diferencial é a indicação no mapa e em texto de todas as 25 paradas da Linha Turismo, apresentadas de forma bilíngue, com horários de funcionamento. Todos os os teatros da cidade também estão presentes, com telefone e

Guia Spots no Ponto de tendimento ao Turista do aeroporto. O produto é chancelado pelo SEHA, Paraná Turismo, Fecomércio-PR, ABIH-PR e Abrasel-PR endereço, assim como museus, memoriais e praças com horários de funcionamento completo. A previsão é que ainda em Abril circule a versão do Guia Spots de Morretes e Antonina; em Maio de Paranaguá e Pontal

do Paraná e em Junho Matinhos e Guaratuba. Em Curitiba a distribuição vai acontecer por estações. Os hoteis e hostels que desejarem receber mais mapas devem solicitar através do telefone 41 3408 9169.

omo entusiasta pelo Turismo pude colaborar com a minha terra, com a proposta histórica pela Maringá Turística e na condição de Presidente do Conselho Municipal de Turismo no período 2013 a 2015, pude aprender o suficiente para imaginar verdadeiros cataventos turísticos em nossas cidades nos quatro cantos do Paraná. Ao ter a grande oportunidade de assumir a Presidência da Paraná Turismo em 01/01/2015 a convite do Governador Beto Richa por indicação do Deputado Estadual Douglas Fabrício, hoje ocupante do cargo de Secretário de Estado do Esporte e do Turismo, pude propor o desafio de ver o nosso Paraná como Produtor de Turismo com a proposta estratégica do Paraná Turístico - PPA 2016-2019. Assim a pouco mais de 2 anos, estamos agindo pela soma de forças através de alianças estratégicas e de parcerias programáticas com o trade, a sociedade organizada e outros níveis de Governos na dinâmica de um movimento pelo Paraná Turístico. Recentemente em uma reunião com o Presidente Glaucio Geara da ACP, Associação Comercial do Paraná e grupo de diretores, pude relatar os aprendizados, as conquistas e os desafios para avançarmos no Paraná Turístico. Em pronta resposta, a ACP colocou que concentraria os esforços em sua agenda com foco na Curitiba Turística. O que muito nos encorajou a seguir adiante. O rico acervo da metrópole com diversas marcas que a faz destacar nos cenários nacional e internacional tem valor de “ouro em pó” para o fortalecimento do Turismo como instrumento de Políticas Públicas no Desenvolvimento Sustentável. E se Foz do Iguaçu passou a ser um exemplo com a criação da Gestão Integrada pelo Turismo, cabe a nós pensarmos numa modelagem própria a nossa Capital, pois, não basta ter perfil turístico, ela deve ser assumida como Curitiba Turistica, o que dinamizará a economia municipal e gerará a dose de entusiasmo para maior engajamento do Litoral e Interior nos desafios do Paraná Turístico. Temos inúmeras e importantes organizações setoriais do Turismo sediadas em Curitiba, mas infelizmente ou felizmente nenhuma delas tem força suficiente para liderar por si só o processo de turistificação com a visão integrada e forte da Curitiba Turística. Fico imaginando a necessidade da implantação não burocratizada do Diretório de Oportunidades pelo Turismo, com visão de um condomínio de gestão compartilhada na forma de um tripé constituído pela representatividade de entidades, a dinâmica empresarial e liderança do Prefeito Municipal, com o gerenciamento do Instituto Curitiba Turismo. O papel estratégico do prefeito neste diretório é bastante oportuno tendo em vista o indicativo da aprovação do público que participou da abertura do 23º Salão Paranaense de Turismo - no último dia 16 - quando o Prefeito Rafael Greca foi aplaudido de pé ao fazer do seu discurso uma viagem turística em prosa pelo nosso Querido Paraná. Fato este que passou para os anais da ABAV/PR - Associação de Agentes de Viagens do Paraná - e teve grande repercussão nas mídias sociais, sinalizando que temos a pessoa certa na hora e lugar certos. Seremos solidários e parceiros nas demandas do dia a dia, fazendo da Curitiba Turística o grande presente do Paraná. Professor Jacó Gimennes Presidente da Paraná Turismo


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Contadores, escritórios de contabilidade, associados e representados A Contribuição Sindical Patronal é tributo vinculado, com previsão legal inscrita na CLT e no Código Tributário Nacional, cujo pagamento é obrigatório para os hotéis, restaurantes, bares e similares estabelecidos em todo o território nacional, independentemente de filiação, ainda que optante pelo regime de tributação especial do Simples Nacional.

Sindical Patronal, prevista no art. 53 da Lei 123/2006, diz respeito aos empresários individuais optantes pelo Simples Nacional e, tendo sido tal isenção revogada pelo artigo 3º, da Lei Complementar nº 127/07, todas empresas inscritas no Simples Nacional continuam obrigadas ao pagamento da Contribuição Sindical Patronal.

De acordo com o § 6º, do artigo 150, da Constituição da República de 1988, qualquer isenção da Contribuição Sindical Patronal somente é possível mediante a edição de lei específica nesse sentido.

Por fim, cumpre informar que, de acordo com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar as Reclamações Constitucionais 11.541/RJ [1] e 10.866/MG [2], a cobrança judicial e extrajudicial da Contribuição Sindical Patronal das microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no Simples Nacional é lícita e não desrespeita a autoridade da decisão tomada na ADI 4.033/DF, onde se reconhecera que o art. 13, § 3º da Lei Complementar nº 123/2006 não é inconstitucional.

Articulações da Federação Brasileira de Hospedagem junto ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, levou à revogação de uma Nota Técnica que, publicada em 2008, estabelecia que as empresas optantes do Simples não precisariam pagar a contribuição sindical. A revogação foi PUBLICADA na SEÇÃO 1, P. 80, do DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO em 16 DE FEVEREIRO com o seguinte texto: O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, TORNA PÚBLICO QUE ELABOROU A NOTA TÉCNICA 115/2017/SRT/MT, QUE REVOGOU O PARÁGRAFO 19 DA NOTA TÉCNICA 50/2005/CGRT/SRT E, CONSEQUENTEMENTE, A REVOGAÇÃO DA NOTA TÉCNICA 02/2008/CGRT/SRT. EM SEU INTEIRO TEOR. Assim, considerando que a única hipótese de isenção da Contribuição

Diante do exposto, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba-SEHA, fará uma recobrança da CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL URBANA-2017.

Estabelecimentos das cidades da Região Metropolitana, Litoral Paranaense, Paranaguá e Pontal do Paraná devem solicitar a guia de recolhimento através do e-mail edson@seha.com.br ou pelo fone 41 3323-8900.

SINDICATO DE HOTEIS, RESTAURANTES, BARES E SIMILARES DE CURITIBA


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ENTREVISTA JOÃO JACOB MEHL

Justiça e representatividade, sem politicagem Aconteceu a estranha criação de um novo sindicato em Curitiba, no último dia útil do recesso judiciário de 2016, com uma só canetada, em Brasília. Originado de processo arquivado por falhas em 2015 Por Pierpaolo Nota

Os políticos que deram guarida e apoio para criar este sindicato hoje estão envolvidos na Operação Lava Jato, outro envolvido na Operação Carne Fraca. O que já mostra a idoneidade destas pessoas na criação de um sindicato que nós não podemos entender a quem interessa.”

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empresário João Jacob Mehl revolucionou o SEHA. Chegou com objetivo de fomentar o turismo e encher hotéis e restaurantes, que foi anunciado na sua posse. Incrementou a relação entre as entidades do trade, potencializou os cursos ofertados visando profissionalização de colaboradores, investiu tempo e trabalho no litoral paranaense, aumentou o número de escritórios de advocacia que prestam assessoria jurídica para seus associados, lutou pela Lei da Gorjeta - enfim sancionada pelo presidente, envolveu-se diretamente na briga com o Ecad em defesa dos hoteleiros, manifestou-se contra o abusivo imposto embutido no preço dos vinhos e na passagem aérea paranaense, esteve constantemente na Assembleia Legislativa do Paraná e Câmara Municipal de Curitiba defendendo empresários dos ramos de hospedagem e alimentação de leis absurdas que estavam prestes a serem criadas, entre várias outras frentes que aparecem no dia-a-dia e precisam ser combatidas para não prejudicar o setor. E, apesar da constatação de todo mercado do trabalho sério e competente frente à presidência do SEHA, desenvolvido junto com sua diretoria e reconhecido por todas as entidades ligadas ao trade turístico, sofreu um revés no mínimo “estranho” no último dia do ano antes do recesso judiciário. Quando viu em uma só canetada o Ministério do Trabalho criar um novo sindicato na cidade para representar à área de alimentação e bebidas. Assunto além de estranho, polêmico. Daquelas coisas que costumamos escutar por aí que só acontecem no Brasil, onde por muitas vezes quem dá as cartas são os políticos. Vale a pena se inteirar sobre o que está acontecendo. Ótima leitura! Jornal do Seha - O SEHA foi pego de surpresa no último dia útil do ano com a criação de um novo sindicato para Curitiba na área de alimentação e bebidas. Qual sua avaliação sobre isso? João Jacob Mehl - É uma briga política! Briga absurda entre a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e a CNTur (Confederação Nacional do Turismo). É inacreditável que o Ministério do Trabalho reabilite um processo

de criação de um sindicato que foi negado por uma infinidade de irregularidades na sua confecção. Havia uma infinidade de irregularidades e foi negado no ano de 2015, irregularidades essas não sanadas. E, de repente, reabilitam o sindicato de uma forma estranha. Como se diz na gíria, “na calada da noite” vimos a criação de um sindicato que, na verdade, vem contra a unicidade sindical. Eu digo que vai contra a unicidade sindical, pois não se pode criar dois sindicatos na mesma área de abrangência para atender ao mesmo segmento. Avaliando que é uma briga política, tem políticos envolvidos? JJM - Hoje a gente olha para trás e vê as pessoas que deram guarida, que deram apoio, que foram até o Ministério do Trabalho tentar criar este sindicato, deram sustentação a estas pessoas que criaram este sindicato e estes políticos hoje estão envolvidos na Operação Lava Jato, outro envolvido na Operação Carne Fraca. Quer dizer, já mostra a idoneidade destas pessoas na criação de um sindicato que nós não podemos entender a quem interessa. Estivemos lá no Ministério do Trabalho e questionamos “o porquê” de ter sido criado este sindicato e a resposta que nos deram de que “foi criado para atender a parte de bares e restaurantes que não eram atendidos pelo Sindotel (nome jurídico do SEHA)”. Isto é uma mentira! Quem propôs isso dizendo lá em Brasília que nós não atendíamos é um mentiroso. A pessoa não pode dizer uma coisa dessas. Nós temos 73% de nossas ações dirigidas a bares e restaurantes. Dos cursos que realizamos aqui no SEHA, perto de 80% é destinado a bares e restaurantes. Eu sou proprietário de um estabelecimento da área de alimentação. E, de 19 vice-presidentes e diretores aqui dentro do sindicato, 12 deles são da área de alimentação. Então, não cabe essa justificativa na nossa situação. A lista da assembleia que solicitou a criação deste sindicato é de 2010... JJM - Uma lista em que, posso lhe dizer, tem 20 ou 30 nomes, não lembro exatamente, alguns que já não existem mais, pessoas que já não trabalham mais no ramo, de 2010 a 2017, mas praticamente 100% dos assinantes dessa assembleia são donos de casas noturnas e bares. Não teve nesta assembleia proprietários de restaurantes

e pizzarias.. Assim, é uma assembleia que não tem a representação que um sindicato exigiria. Houve na Abrasel-PR uma reunião que envolveu alguns destes empresários que assinaram a lista de presença desta assembleia. Eles se manifestaram? JJM - Sim, se manifestaram. Disseram que não assinaram para criação deste sindicato, dizendo que na verdade eles participaram de reunião com outros intuitos, porque estas tinham a finalidade de discutir festivais gastronômicos, problemas do uso do recuo nas calçadas, uma infinidade de problemas da área. Essas pessoas disseram que não haviam assinado com finalidade de criar um sindicato. Então, demonstra que até as pessoas que acabaram sobrando, que muitos já não são mais do ramo, não são na verdade representantes. Os dois principais representantes desse sindicato, um é dono de uma empresa promotora de eventos e o outro é de uma charutaria. Quer dizer, essa é a representatividade do novo sindicato? Eu não me conformo com isso. O que o SEHA vem fazendo para tentar reverter esta situação? JJM - Bom, o primeiro ato foi o Recurso Administrativo, naturalmente tínhamos que contestar a decisão do Ministério do Trabalho e assim foi feito em Brasília. Só que esta é uma decisão que pode demorar até um ano, lamentavelmente, se não houver um apoio político que vá até lá e “tire do fundo do baú” um processo e faça-o ser agilizado como foi no caso deles, no caso desta outra entidade. Então, em função disso, entramos com um processo em Curitiba também, uma Ação de Nulidade, que estamos aguardando a decisão judicial. O senhor esteve por duas vezes em Brasília, poderia nos descrever como foram estas reuniões? JJM - Nós não acreditávamos no que estávamos tomando conhecimento e fomos verificar in loco por que se retira um processo inválido, processo este que foi rejeitado, um processo de criação de um sindicato que foi negado por absurdas irregularidades. De que forma ele foi “ressuscitado”? De que forma ele foi reabilitado? Nós precisávamos saber disso, até para nos defendermos. Mas, o Ministério Público tem uma política difícil de entender. Eles alegam que não conhecem Curitiba, eles


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não sabem quem é dono de restaurante e quem não é. Alegam que eles não têm poder de polícia para vir fiscalizar se a lista da assembleia do outro sindicato era válida ou não era. Dando uma demonstração de que foi um ato irregular, uma atitude absolutamente política, pois, se respeitássemos o trabalho que o nosso sindicato faz e a representatividade que o nosso sindicato tem perante a categoria, não tem nenhum Ministério ou funcionário de Ministério que iria conceder esta Carta Sindical da maneira que foi concedida. Pelo visto bastariam três ou quatro ligações para eles terem certeza da representatividade do SEHA, visto que todas as entidades ligadas aos ramos de hotelaria, alimentação e o trade turístico forneceram inclusive documentos oficiais apoiando o SEHA nesta questão. JJM - As falhas processuais que haviam vetado a criação deste sindicato foram absorvidas pela interferência política. Se alicerçaram na imposição desta participação dos políticos que foram até Brasília. Outro daqui que está envolvido na (Operação) Carne Fraca, outro que está envolvido na (Operação) Lava Jato. Esses políticos aí que foram a Brasília e pediram. E infelizmente as decisões que nós estamos tomando conhecimento por esse Brasil hoje são dirigidas conforme os votos e não conforme a legalidade. Nós estamos dentro da legalidade, mas o que proporcionou a criação deste outro sindicato foi a força política, que deu guarida a uma pessoa. As instituições federais são comandadas por políticos que decidem ao bel-prazer. Lembra de cabeça quais foram todas as entidades que apoiaram o SEHA nesta questão? JJM - No dia seguinte ao ato começamos

a receber cartas de apoio de todas as entidades, Sindetur, ABAV, Abrasel, Abrajet, Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, Paraná Turismo, Curitiba Convention Bureau, ABIH, entre outras. Enfim, todas as entidades representativas do trade do turismo, imediatamente hipotecaram apoio. O próprio Sindicato Laboral disse que a nossa representação era a que eles entendiam como a mais correta. Até porque todos conhecem o nosso trabalho. Nós estamos permanentemente trabalhando pelo turismo. Aquilo que digo desde o dia em que assumi aqui: “o nosso trabalho é encher hotel e restaurante”. Nós precisamos fazer movimentar a cidade de Curitiba para que os restaurantes e os hotéis estejam sempre cheios. Não há necessidade de separar. Nós temos 73% de associados ligados a área de alimentação e bebidas e não vejo reclamação. Aliás, sobre a assembleia, é importante se dizer que a para a criação de um sindicato tem que haver alguém de dentro do nosso sindicato que mostre a sua indignação com a administração e solicite a criação de um novo sindicato. Isso pode acontecer. Uma má gestão nossa, um desmando financeiro, pode criar uma vertente dentro do nosso sindicato de descontentamento. E estes associados pedirem a criação de um outro sindicato. Ou, de alguma forma, tentar criar uma chapa para concorrer... JJM - Sim, para competir. Na hora da eleição, vem tentar tomar conta do sindicato. Não aconteceu nem uma nem outra coisa. Não há ninguém dentro do SEHA que tenha tomado conhecimento ou participado da criação desse novo sindicato. Outro fato que chama atenção é que o SEHA funciona de forma democrática, as gestões aqui passam de mão em mão.

Sendo, no sindicato que recém-criado, as coisas não acontecem desta maneira. JJM - Já começa com uma ampliação, onde nós temos um mandato é de quatro anos e lá é de cinco. Nós podemos nos reeleger uma única vez, há alternância do poder. Lá não, há reeleição contínua. Podemos ter um “ditador permanente” neste outro sindicato. Isso já demonstra o que é este tipo de sindicato, que sindicato é este. Mudando de assunto, vamos falar de algumas vitórias do SEHA. A “Lei dos 10%” enfim foi sancionada pelo Presidente Temer, uma das grandes batalhas da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e do Sindicato. JJM - Essa foi uma vitória maravilhosa, ainda está em fase de prazo para começar a surtir seus efeitos legais. Nós vamos, provavelmente nas próximas semanas, realizar uma palestra aqui dentro do sindicato para que todos os nossos associados possam tomar conhecimento do que quer dizer estes “10%”. Há muita gente preocupada com isso, alguém até mal informado acha que a criação desta lei é prejudicial ao seu negócio. Então, nós precisamos esclarecer aos nossos associados o que representa estes “10%”. Na verdade nós vamos poder ficar com 20% ou 32%, dependendo da forma da empresa, para fazer frente às obrigações sociais que nós temos com o empregado. Porque hoje nós somos obrigados a devolver aos empregados 100% dos 10%. Os 20 ou 32% dos 10% de gorjeta, é isso? JJM - Exato. O empregado tem para receber ao final da noite R$ 100, seja de gorjeta ou dos 10% cobrados compulsoriamente na nota, desta importância algumas empresas poderão ficar com 32% (as que não são inscritas no “Simples”) ou 20% (empresas inscritas no Simples). Isto é para

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No dia seguinte ao ato começamos a receber cartas de apoio de todas as entidades, Sindetur, ABAV, Abrasel, Abrajet, Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, Paraná Turismo, Curitiba Convention Bureau, ABIH, entre outras. Enfim, todas as entidades representativas do trade do turismo, imediatamente hipotecaram apoio.”


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fazer frente ao custo do cartão, ao custo do INSS, do FGTS, que os empresários são obrigados a pagar. Assim, os empresários serão obrigados a distribuir 80% aos empregados.

O empregado tem para receber ao final da noite R$ 100, seja de gorjeta ou dos 10% cobrados compulsoriamente na nota, desta importância algumas empresas poderão ficar com 32% (as que não são inscritas no “Simples”) ou 20% (empresas inscritas no Simples). Isto é para fazer frente ao custo do cartão, ao custo do INSS, do FGTS, que os empresários são obrigados a pagar.”

Acaba com uma grande insegurança que rodeava o setor. JJM - Eu acho que o maior número de ações que existe no nosso segmento é referente aos 10%. A Justiça do Trabalho está abarrotada de processos referentes a este assunto. Nós temos aqui vários estabelecimentos que tomaram ação de mais de um milhão de reais por causa dos 10%. A “Lei da Terceirização” também vem em benefício ao empresário? JJM - Vem, só me preocupa que já estão acenando com a mudança da legislação trabalhista que virá a seguir e poderá mexer com a terceirização. A terceirização é extremamente interessante. Agora já escutei o Ministro preocupado de que poderá haver um recolhimento menor de impostos, em relação a terceirização. Eu acho que nós temos que analisar, ver de que forma será aprovado, mas ela é um princípio para contribuir para o aumento das vagas de trabalho. Na eterna briga dom o ECAD temos alguma novidade? JJM - Conseguimos também uma vitória. Está para ser oficializado, já passou na Comissão de Constituição e Justiça e o relator do processo entende que o quarto de hotel não é público. Assim, sobre o quarto de hotel nós não vamos mais pagar o ECAD. Essa é uma vitória sem precedentes. O quarto do hotel é agora visto como privado? Essa era uma batalha de anos. JJM - Exato, pois antes era visto como local público e se pagava pelo número de apartamentos que você tinha no hotel, mesmo que não o usasse. A hotelaria está com uma taxa de ocupação baixíssima e temos que pagar o ECAD mesmo não use. Isso vai mudar. Em 2016 o SEHA atingiu seu recorde de cursos. Formou muitos profissionais, principalmente nas áreas de alimentação e bebidas. Isso também fortifica sua relação com o segmento e mostra sua representatividade no setor, não é? JJM - Criei-me na área de alimentação e bebidas. Meus principais diretores são da área de alimentação e bebidas. Aí você vê uma situação como nós estamos e no ano que passou organizamos 49 cursos de melhoria na qualidade da mão-de-obra. E desses 49 cursos, 42 deles destinados a área de alimentação e bebidas. O segmento foi muito privilegiado com isso. Não há maior demonstração de que o sindicato é muito forte para o segmento de alimentação e bebidas. Para quem não participa tanto do sindicato, é possível explicar sua atuação, que vai muito além do que apenas discutir salários com o sindicato laboral? JJM - Algumas pessoas me perguntam: “o que você faz lá nesse sindicato? ”. Puxa vida, nós temos uma briga permanente. Hoje o Aeroporto Afonso Pena tem um balcão para o turista que é resultado de uma briga de todo o segmento do turismo, e nós participamos diretamente da criação deste balcão. Curitiba ganhou um quiosque para receber o turista que poucos aeroportos do Brasil tem. Aliás, nosso aeroporto é o melhor do Brasil. E isso aí

é uma vantagem muito grande. Brigamos pelo Porto de Paranaguá, para que ele possa receber bem o turista. Participamos do Conselho que cuidou da administração da Copa do Mundo de 2014. Em relação a Copa, Curitiba foi a sede que recebeu os maiores elogios, onde tivemos o menor número de falhas. Foi criada uma comissão com o pessoal da ANVISA, do Ministério do Trabalho, da Polícia e com o pessoal do Turismo, o qual representávamos. E, para que Curitiba pudesse receber bem, tivesse segurança, a alimentação fosse saudável, não se praticasse o subemprego. De todas as formas nós tivemos participação direta nisso. Da mesma forma como estamos agora nos preocupando, temos uma reunião com o prefeito para discutir a final da Liga Mundial de Vôlei Masculino, que será realizada na Arena do Atlético. Nós estamos com a expectativa de receber entre 20 e 25 mil turistas em Curitiba durante uma semana. Nossa preocupação não é a chegada do turista, pois os hotéis e restaurantes estão de portas abertas para receber este público. Nossa preocupação é que essas pessoas saiam de Curitiba e levem uma boa imagem da cidade, para que Curitiba receba na sequência mais e mais turistas. Vamos refazer aquele Conselho com segurança, segurança alimentar, para prover os hotéis e restaurantes, e principalmente os parques e praças, de higiene e segurança.

os Estados também tem. E os ministérios servem para o quê? Abrigar políticos, fazer concessões, realizar contratações, corrupção e apoio. Entendo que enquanto não conseguirmos dar mais autonomia a Estados e municípios ficará sempre mais difícil administrar um país de dimensões continentais, principalmente, com a concentração de receita e poder. Há mais de trina anos escuto a mesma coisa. precisamos diminuir o tamanho da máquina do Estado. Sabemos a receita, não temos atitude. Antigamente haviam inúmeros projetos para incentivar a economia do nordeste. Hoje vai muito bem, houve muito investimento quando vamos para lá assistimos hoteis e restaurantes lotados. O clima ajuda muito.Nós temos que nos preocupar em esvaziar Brasília. Tirar essa obrigação de um governo, do Presidente da República ficar dependentes dos políticos, concedendo cargos e mais cargos em troca de benesses. Eu acho que esse é o grande mal. Hoje você não enche uma mão com cinco pessoas da sua mais absoluta confiança, imagine ter 30 Ministros. Cada cidade, cada capital, tem perto de 4 mil empregos federais. Isto é um absurdo. Nós estamos tentando reduzir o custo do Estado, o rombo é muito grande, mas não se fala um minuto em reduzir esses cargos que existem em todas as cidades, em todos os estados. Estamos cheios de secretarias federais sem nenhuma utilidade.

A melhor propaganda é o “boca-a-boca”... JJM - É o “boca-a-boca”. Eu sempre digo assim: “a pessoa que vem a minha casa, come bem e sai falando bem”. Mesma coisa aqui. A pessoa sai de Curitiba e diz que foi assaltada em um parque, que tinha lixo no parque... Então, nós estamos tentando refazer aquela comissão com a Polícia, com a Prefeitura, com a ANVISA, com o Ministério do Trabalho, para que novamente Curitiba dê um exemplo de receptividade. Eu digo assim: “brigamos pelo Centro de Convenções, brigamos pelo custo do combustível aéreo...”. Curitiba perdeu 300 mil assentos com o aumento do combustível, perdemos voos internacionais...

Temos algum nome que nos gere esperança para presidir o Brasil em um futuro próximo? JJM - Olha, a gente sempre puxa a brasa para a sardinha da gente. Nós conhecemos alguns políticos de renome, gosto muito do (Geraldo) Alckmin, mas ao que me consta também está envolvido. Precisamos fazer uma depuração com a Operação Lava Jato, fazer uma limpeza, ver o que sobra. Volto a dizer que nós temos pessoas interessadas a ser Presidente da República como é o caso do Senador Álvaro Dias, mas não sei se ele terá o punch necessário para suportar toda essa estrutura. Eu me lembro do Collor, ele não era honesto, mas chutou todo mundo, chutou os principais políticos, falou que era o “Caçador de Marajás”, e o que que aconteceu? Foi caçado. Enquanto a partir do Sarney, que era uma “raposa”, colocou nos seus principais Ministérios políticos como Ulisses Guimarães, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães. Ele colocou os principais políticos nos principais Ministérios e eram os presidentes de seus partidos políticos. Por mais que se tivesse descoberto alguma corrupção dele, inclusive foi pedido o seu impeachment, mas não foi caçado por quê? Porque ele tinha base política no Congresso Nacional. Essa base política que é conseguida através de benesses, como o Lula fez. O Lula “comprou” a base política. Assim como a Dilma “comprou” a base política. Como o Temer agora está tendo que fazer várias concessões para ter seus projetos aprovados no Congresso. Então, é isso que eu sou contra. Não posso admitir a coisa dessa forma. Devemos ter a consciência de votar bem em 2018, só assim podemos ter esperança.

Mas viramos a Capital Cívica... JJM - Viramos a Capital Cívica... (risos). Vamos falar um pouquinho sobre política nacional. O senhor, assim como a maioria dos brasileiros, já está saturado também dessas notícias de corrupção, de desvio de dinheiro? JJM - A gente está enojado, desde a criação deste sindicato que houve interferência política. Vemos que havia um delegado do Ministério da Agricultura concedendo alvarás para frigoríficos por interferência política, por corrupção. A corrupção no Brasil é endêmica. Uma vez um vereador disse que se tiver que colocar um paralelepípedo na menor cidade brasileira tem corrupção naquele paralelepípedo. É lamentável! Eu sou favorável da Federalização da República Federativa do Brasil, fazendo com que cada Estado tenha a sua independência, para diminuir o poder central. Nós temos que fazer com que se enxugue a “máquina” em Brasília. Um pouco do modelo americano? JJM - Você escuta todos os dias alguém dizer que precisamos reduzir o tamanho do Estado. Políticos, administradores, economistas, todos afirmam esta necessidade, mas ninguém tem coragem de iniciar este processo. As cidades tem secretarias e saúde, educação, transporte, por exemplo, que

O senhor é proprietário de um dos buffets mais glamourosos, charmosos e tradicionais da cidade. Quantos anos de Ilha do Mehl? JJM - 40 anos feitos neste mês de março. Tem alguma estatística de quantos eventos? Quantas reuniões, casamentos,


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Disseram que não assinaram para criação deste sindicato, dizendo que na verdade eles participaram de reunião com outros intuitos, porque estas tinham a finalidade de discutir festivais gastronômicos, problemas do uso do recuo nas calçadas.”

aniversários de quinze anos? Eu mesmo participei de uns dez aniversários de quinze anos lá (risos). JJM - Com convite ou de penetra (risos)? Uns três de penetra (risos). JJM - Tantos anos assim no ramo, já vi batizado e agora estou vendo o casamento. São gerações que passam, não tenho números precisos, mas alguns anos atrás fiz um levantamento e já havia passado dos seis mil casamentos. Mas temos muita coisa fora. Fizemos eventos em mais ou menos 130 cidades entre São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Hoje as cidades cresceram, tem seus buffets, ficou mais difícil você fazer no interior de São Paulo, interior de Santa Catarina, interior do Rio Grande do Sul, mas fizemos. Fizemos até em alto mar. Fizemos em São Paulo, capital. Impossível você imaginar que um buffet de Curitiba foi fazer um casamento para 800 pessoas no Sírio Libanês em São Paulo. Nós fizemos e nos orgulhamos disso. Temos orgulho do que fazemos. O buffet foi todo remodelado a dois anos atrás, atendemos a Copa do Mundo de 2014, onde foi uma escola muito grande, porque aquilo que

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se diz, hoje você fala em FIFA representa corrupção, mas o “Padrão FIFA” eu pude conhecer de perto. Foram feitas pesquisas com várias empresas para fazer o serviço na Arena, para atender aos camarotes, e nós fomos os eleitos. E durante três meses tivemos um Engenheiro de Alimentos da Alemanha, uma Nutricionista da Suíça dentro da minha casa, nos fiscalizando, o nosso comportamento, nossa higiene, de que maneira conservávamos nossos alimentos, de que maneira agíamos, para que pudessem conceder o “Padrão Fifa”, que é um padrão de qualidade respeitado. Para mim isso foi muito bom, foi uma escola muito boa, principalmente para os nossos funcionários. Quando o patrão faz alguma exigência acham que está exagerando, aí sim eles viram o que é exigência com o Padrão FIFA de Qualidade (risos). Uma mensagem para os nossos associados e afiliados? JJM – O SEHA está de portas abertas. Esperamos poder reverter todo este quadro que está aí, está na mão de Justiça. A gente tem que acreditar que a justiça deve prevalecer, não acredito em casuísmos. Houve um casuísmo político no Ministério do Tra-

balho para a criação deste outro sindicato, mas essa ação de nulidade deve reverter este quadro, pois é inadmissível que isso possa perdurar. Eu tenho a esperança de continuar realizando todo esse trabalho que temos realizado durante esses anos, respeitado por toda a comunidade. Ainda o ano passado tivemos o orgulho de fazer uma festa em Gramado, no Rio Grande do Sul, levando os sabores de Curitiba, levamos o vinho daqui. Servimos vinho paranaense no Rio Grande do Sul, servimos o nosso Barreado lá, sempre com a ajuda de um grande companheiro que é o Darci Piana. Quero continuar fazendo tudo isso. Levando a imagem de Curitiba para fora. Curitiba é uma cidade maravilhosa. A gente viaja por esse Brasil e aonde vai e fala que é de Curitiba as pessoas elogiam. Elogiam hoje também pelo juiz Sérgio Moro, pela República de Curitiba que o Lula nos rotulou. Tudo isso aí faz com que a gente tenha amor por essa cidade, saiba que ela é importantíssima. As pessoas dizem: “Curitiba é uma cidade maravilhosa, uma cidade de primeiro mundo”. Nós vemos os defeitos dela, encontramos as falhas, as vezes de limpeza, de conservação, mas quem vem de fora sai maravilhado com a cidade de Curitiba.

As falhas processuais que haviam vetado a criação deste sindicato foram absorvidas pela interferência política.”

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ALIMENTAÇÃO

Proposição autoriza uso de trailers por ambulantes Segundo autor do projeto mudança da lei pode estimular a economia local e tirar muitos trabalhadores da informalidade

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ma alteração na lei do comércio ambulante poderá permitir aos vendedores de cachorro-quente e de lanche na chapa a utilizar trailers para comercializar seus produtos. Essa é a proposta do vereador Mauro Ignácio (PSB) protocolada na Câmara Municipal por meio de projeto de lei. Segundo o parlamentar, além de facilitar a atividade dos trabalhadores autônomos, a proposta favorece a higiene e a execução do trabalho dos ambulantes. “A medida permite ainda a comercialização de alimentos em

locais que apresentem melhores condições sanitárias, já que os trailers comportam aparelhos eletrodomésticos que contribuem para a conservação dos alimentos e demais produtos”, argumenta o vereador. A proposição inclui na lei municipal 6.407/1983 a autorização do uso de veículos adaptados reboque e semi-reboque. Atualmente, se os comerciantes utilizarem trailers não podem entrar na classificação de vendedores ambulantes e portanto perderiam a prerrogativa do ponto fixo. O uso

desse tipo de equipamento acabaria enquadrando este comerciante na lei dos food trucks. O autor da matéria também defende a mudança na lei como mecanismo para estimular a economia local. “A regularização proposta contribui para o aumento de receitas recolhidas aos cofres públicos, ao passo que muitos dos que hoje trabalham na informalidade passarão à condição de trabalhadores formais, recolhendo taxas inerentes à sua atividade comercial”, acrescenta Mauro Ignácio.

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FEIRA

Salão de Turismo encerra com saldo positivo Evento contou com cerca de três mil participantes entre expositores, agentes de viagens e profissionais do trade turístico

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pós três dias de programação, a ABAV-PR (Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná) finalizou a 23ª edição do Salão Paranaense de Turismo satisfeita com os resultados. Cerca de três mil participantes entre expositores, agentes de viagens e profissionais do trade turístico passaram pelos corredores da feira de negócios, palestras e eventos paralelos. Anfitrião do evento, o presidente da ABAV-PR, Pedro Kempe, destacou os pontos positivos na realização de seu primeiro Salão à frente da entidade. “Trouxemos para o evento uma gestão transparente, simples, salientando aquilo que fazemos e representamos na ABAV. O balanço foi bastante positivo, mas é claro que para o próximo ano queremos mais. Várias ideias já surgiram como forma de aprimorar as ações”. O 23º Salão Paranaense de Turismo teve o patrocínio do Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná, Gol Linhas Aéreas Inteligentes, Hard Rock Café Curitiba, Itaipu Binacional e Vital Card. Foram parceiros estratégicos do evento ABEOC Brasil, Abrasel Paraná, Infraero, Oktoberfest Curitiba 2017, Paraná Turismo,

555 agentes de viagens puderam se qualicar e se atualizar sobre diversos âmbitos da profissão Slaviero Hotéis e Transtupi. Como apoiadores desta edição estão ABIH Paraná, Bourbon Hoteis, Curitiba Convention & Visitors Bureau, Instituto Mu-

nicipal de Turismo de Curitiba, Federação dos Convention & Visitors Bureau, Sebrae Paraná, SEHA - Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação

e Sindetur Paraná. Além do grande público presente nas duas palestras principais, durante os dois dias de Salão, 555 agentes de viagens puderam se qualificar e se atualizar sobre diversos âmbitos da profissão. Entraram em pauta destinos internacionais e nacionais, além de debates sobre o Turismo no Paraná e a qualificação do agente de viagens para o mercado atual. “Diante de uma programação intensa e variada, com duas salas simultâneas, palestras e painéis, tivemos um bom número de participantes, mas que ainda tem potencial

O anfitrião Pedro Kempe, presidente da ABAV-PR, declarou que “várias ideias novas já surgiram para o evento do ano que vem”

para crescer. É de fundamental importância a criação de consciência por parte dos agentes de viagens acerca da oportunidade que eles têm em se aprimorar gratuitamente, no mínimo uma vez por ano, durante o evento”, destacou a diretora de capacitação da ABAV-PR, Ana Paula Lacerda Garcia. As belezas do Estado e seus atrativos turísticos foram destaque na 13ª edição da Mostra das Regiões Turísticas do Paraná, principal evento paralelo ao Salão Paranaense de Turismo. A exposição trouxe um pouco de cada uma das 14 regiões, com ênfase em alguns pontos que já recebem muitos visitantes anualmente. Em 2017, a Mostra contou com uma novidade. “Pela 1ª vez realizamos um processo de escolha de quatro pontos turísticos, sendo um principal e três complementares. Com isso, ampliamos a divulgação do turismo no Estado, com mais destaques para os atrativos, cultura e gastronomia locais”, revelou o presidente da Paraná Turismo, prof. Jacó Gimennes.


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Jornal seha ed 45  
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