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BETO MADALOSSO, EMPRESÁRIO:

JORNAL

“Faço parte do conselho de três entidades: Abrasel-PR, SEHA e o Convention Bureau de Curitiba. Me sinto representado sim, e digo até que o principal papel que eu vejo nelas é a representatividade política, são as leis que estas instituições estão atentas que muitas vezes vão contra os nossos negócios e os empregos que a gente gera.” Págs. 08, 09 e 10 SEHA

68 ANOS

Curitiba, 2ª quinzena de fevereiro de 2017 | Edição 43

ACP e SEHA trabalhando juntos

Participaram da produtiva reunião, da esquerda para à direita, o vice-presidente da ACP, Paulo Roberto Brunel Rodrigues; o hoteleiro Jonel Chede Filho; o presidente do SEHA João Jacob Mehl; o presidente da ACP, Gláucio José Geara e os empresários ligados aos ramos de alimentação, bebidas e hospedagem Henrique Lenz César Filho, Jacques Rigler e Lincoln Thiago Isahias Tarquinio


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Curitiba, 2ª quinzena de fevereiro de 2017

EDITORIAL

UNINDO FORÇAS

Um dia após o outro É assim que temos encarado nossa luta, dia após dia. Sempre de cabeça erguida, atrás de Justiça. E o que é mais gratificante é que continuamos recebendo apoio de diversas entidades ligadas ao trade turístico e aos setores de hotelaria, alimentação e bebidas. O que nos remete ao reconhecimento e a lealdade que conquistamos nesses 68 anos de atuação. Não podia ser diferente na agradável visita que fizemos antes do carnaval a Associação Comercial do Paraná. Onde fomos extremamente bem recebidos pelo presidente Gláucio Geara e vice Paulo Roberto Brunel Rodrigues, sempre prontos para atender ao SEHA. Nosso muito obrigado. Nossa páginas internas estão recheadas de assuntos de interesse do setor: posse da diretoria do CCVB, lançamento do Selo de Qualidade do Sebrae, três novas atrações turísticas da capital paranaense, benefícios sociais a empregadores de bares e restaurantes, novas regras para repasse de gorjetas e muito mais. Impossível não citar a entrevista de três páginas com o empresário Beto Madalosso, que merece leitura. E para quem ainda não fez sua contribuição sindical, vale lembrar que o prazo foi estendido, as informações se encontram na contra capa da edição.

SEHA e ACP sintonizados

Diretores do Seha foram recebidos na Associação Comercial do Paraná

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arte da diretoria do SEHA esteve em visita a ACP - Associação Comercial do Paraná, na quarta-feira antes do carnaval. O objetivo do encontro foi discutir o atual momento econômico

e ações para desenvolver a área do comércio em Curitiba. A conversa envolveu toda a manhã, abordando assuntos diversos das áreas de alimentação, bebidas e hospedagem.

Boa leitura e forte abraço.

Parabéns aos associados que comemoraram seu aniversário em fevereiro

João Jacob Mehl

EXPEDIENTE Jornalista Responsável Pierpaolo Nota Edição | Eliseu Tisato Colaboração Comunicação FBHA

Rua Júlia da Costa, 64 - São Francisco - Curitiba - Paraná Fone: (41) 3323 8900 www.seha.com.br

GESTÃO 2014-2017 João Jacob Mehl Presidente Lincoln T. Isahias Tarquínio Vice-Presidente  Andersen Prado Vice-Presidente para assuntos de Alimentos e Bebidas/ Buffet Zelir Tadeu Massuchin Vice-Presidente para assuntos de Hotelaria e Hospedagem Marilisa Bigarella Vice-Presidente para assuntos de Motéis  Gustavo T Andrade Vice-Presid. para assuntos de Entretenimento e Lazer  Orlando Kubo Diretor Secretário Geral  Julio César Hezel Diretor Financeiro Adelardo Telles Neto Diretor para assuntos de Pizzarias e Deliveries  Aguilar Borsato Silva Diretor 

Carlos Roberto Madalosso Diretor para Ass. de Turismo Ernesto Villela Neto Diretor para assuntos Governamentais Henrique Lenz Cesar Filho Diretor para assuntos Grandes Eventos  Jacques Raul Rigler Diretor para assuntos Tributários e Fast Food  João Ernesto Strapasson Diretor Marco Antônio Fatuch Diretor Delegado  Paulo Sérgio Gralak Diretor de Patrimônio Antonio Tanaka Diretor para Assuntos de Food Trucks e Marketing  Conselho Fiscal:  Jonel Chede Filho, Alceu A Vezozzo Filho e Luiz Fernando P de Aguiar Conselho Fiscal Suplente:  Jayme Canet Neto e Joel Malucelli

01.02 01.02 01.02 02.02 03.02 05.02 07.02 10.02 11.02 13.02 13.02 15.02 17.02 20.02 21.02 21.02 21.02 22.02 23.02 24.02 25.02 26.02 27.02 29.02

Ernesto Vilella, do Restaurante Scavollo Ivo Hernaski, do Restaurante Sol Nascente Walter Kelm, do Hotel Estância Betânia Siderval Becker de Araújo Jr., do Le Rechaud Geni Rachelle Pietroski, do Restaurante e Pizzaria Tia Geny Sergio Souto, do Hotel Campo Largo Eduardo Maia, do Hotel Exclusivo Egon Taruhn, do Restaurante Cantinho do Eisnbein Anelisa Sossela, do Hotel San Juan Executive Jorge Francisco Piotroski, do Restaurante e Pizzaria Tia Geny José Soliman, do Costelas & Cia. Buffet e Grill Mauria Colombi Bado, do Nova Lisboa Hotel Alfredo Dias Coelho, do Restaurante Mikado Eurico Yasuhiro Iwasa, do Pastel Center Dieter Woltmann, do Kandoo Culinária Japonesa Valdemar Ramos, da Pizzaria La Fanny Pizzas Joaquim da Maia, do Restaurante Hotel Exclusivo Marcelo Iodice, do Bar Mercearia Anos 30 Benhur Bertoluci, do Motel Capricci Jayme Canet Neto, do Deville Hoteis e Turismo Artagão de Mattos Leão, do Hotel San Martin Clarice Gralak, do Hotel Residencial Op Art Neide Mussio, da Santa Grill Churrascaria Guita Grocoske, do Motel Sol


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TURISMO

Posse da diretoria CCVB para a gestão 2017/2018 Segundo a entidade, expectativa é de realização de 215 eventos, com mais de 350.000 visitantes apenas do segmento de negócios e congressos

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omou posse a diretoria 2017/2018 do Curitiba Região e Litoral Convention & Visitors Bureau. Pela segunda vez à frente do ente turístico, o presidente Adonai Arruda Filho contará com a decisiva participação de Paulo Iglesias, André Berberi (1º e 2º vice-presidentes), Ronaldo Ferreira (financeiro), Suzi Almeida (administrativo) e Marcelo do Amaral Lupion (marketing). No conselho fiscal assumiram Nilson Bernal, Marcelo Franco e Ênio Murilo Dal Negro. Segundo o CC&VB, apesar de ter sido um ano de economia conturbada, no período Curitiba sediou 157 eventos, com movimentação de cerca de R$ 193 milhões e atração de 121.000

turistas de negócios, com permanência de 3,17 dias. O balanço da instituição aponta a captação de 21 eventos por seu intermédio e a realização de outros 69 com seu apoio. “Esses saldos positivos são consequência de um trabalho sólido da diretoria e da união dos empresários do setor, sensíveis às parcerias” afirma Adonai Filho. Para esse ano, a expectativa é de realização de 215 eventos, com mais de 350.000 visitantes apenas do segmento de negócios e congressos. No exercício passado, por outro lado, foram promovidas mais de 50 ações voltadas aos mantenedores, evidenciando atividades de networking, visitas técnicas e palestras. Adonai Arruda Filho segue para sua segunda gestão na presidência

Selo de Qualidade no Turismo Sebrae

Destinado para as áreas de hospedagem, gastronomia, agências de receptivo, transporte, locação de automóveis e organização de eventos

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ia 17 de março, 19h, em Curitiba (dentro da programação do Salão Paranaense de Turismo), acontecerá a entrega do Selo de Qualidade no Turismo 2016/2017 às empresas qualificadas pelo Sebrae-PR. Essa certificação objetiva a melhoria da competitividade, com um elemento de reconhecimento aos investimentos em gestão e qualidade. Atualmente, o selo alcança empreendimentos das áreas de hospedagem, gastronomia, agências de receptivo, transporte, locação de automóveis e organização de eventos. O objetivo é estimular a competitividade através da melhoria da gestão do negócio e da qualidade nos serviços prestados pelas empresas do setor turístico paranaense.


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MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO

Três novas atrações turísticas em Curitiba Locomotiva canadende, Grafite na parede externa do prédio onde funcionou o Cine Condor e o Curitiba Antique Car

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m Curitiba, na sede da seção paranaense da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária- ABPF (Rua Mariano Torres, 1.115) a nova atração é uma locomotiva modelo B12. Fabricada em julho de 1953 pela GM, no Canadá, ela chegou ao Brasil em dezembro desse mesmo ano e operou durante seis décadas nas ferrovias do sul e do sudeste do país. Agora passou a ser a peça histórica em melhor estado de conservação no acervo da entidade. “Entregue pela concessionária Rumo e pelo Dnit, a B12 chega em ótimas condições e será fundamental para preservarmos a história do transporte ferroviário”, afirma o diretor da ABPF paranaense, Paulo Stradiotto. Com uma locomotiva em funcionamento, serão desenvolvidas atividades culturais dentro do conceito de “museu vivo, em movimento”. As visitas podem ser feitas das 10h às 16h, aos sábados, mediante agendamento pelo e-mail contato@abpfpr.com.br. Mudando de assunto, o roteiro da arte de rua de Curitiba acaba de ganhar mais um ponto de parada. O novo trabalho artístico, provavelmente o maior mural da cidade, ocupa toda a parede externa do prédio onde outrora funcionou o Cine Condor, na Rua Cruz Machado, esquina com a Rua Ébano Pereira. O trabalho tem assinatura dos muralistas Rimon Guimarães, Ramon Martins e Zeh Palito, do Cosmic Boys, coletivo artístico comandado pela produtora de artes visuais Mucha Tinta. A idealiza-

dora do projeto é Giusy de Luca e a obra conta com incentivo da Caixa Econômica, através da Lei de Incentivo à Cultura de Curitiba. A propósito, quem espera conhecer alguns dos principais murais e grafites da capital, a empresa Kutitbike oferece um roteiro percorrido de bicicleta. Mais informações sobre o Art Bike Tour no site www.kuritbike.com. Por último, turistas em visita à capital paranaense já podem incluir mais um ponto de parada no roteiro. Localizado no bairro de Santa Felicidade, o Curitiba Antique Car (Avenida Manoel Ribas, 5.026) “foi projetado para contar a história eresgatar a cultura dos carros antigos, de forma didática e aliada à tecnologia e às experiências sensoriais”, conta o diretor de marketing Fawez Tarbine. O público pode curtir videogames interativos e simular, num cockpit com óculos de realidade virtual, a pilotagem de alguns dos veículos do acervo pelas pistas de corrida mais famosas do planeta. O Curitiba Antique Car agrupa 28 carros, destacando Cadillacs, Packards, Rolls Royces, uma Ferrari, um Mustang, o famoso Mini Austin (do seriado Mr. Bean) e um clássico modelo projetado por Henry Ford. O espaço ainda tem estátuas de cera de personagens conhecidos (Elvis Presley, Michael Jackson, Abraham Lincoln e Arnold Schwarzenegger), um café contâiner com bar com cervejas especiais e loja de suvenires de marca própria. Funciona de terça a domingo, das 10h00 às 19h00.

Projeto resgata a cultura dos carros antigos, de forma didática e aliada à tecnologia e às experiências sensoriais

Roteiro percorrido de bicicleta apresenta alguns dos principais murais e grafites da capital

Visitas podem ser feitas das 10h às 16h, aos sábados, mediante agendamento


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ATUAÇÃO

Benefícios sociais a empregados de bares e restaurantes Iniciativa é da FBHA, que vai oferecer através de seus Sindicatos

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ara as empresas, um pacote de benefícios a oferecer aos seus empregados. Para os sindicatos, mais um serviço para torná-lo ainda mais relevantes e ampliar a sua base empresarial. E, para os profissionais de hotéis, restaurantes, bares e demais estabelecimentos similares, segurança e tranquilidade nos momentos mais importantes ou delicados de suas vidas. O Programa Benefício Social Familiar, que a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) está disponibilizando aos seus sindicatos, é um modelo inovador de atendimento social que tem como objetivo oferecer suporte às empresas e aos seus colaboradores em momentos atípicos, como em casos de nascimento, óbitos, aposentadoria ou afastamento de trabalho por motivos de saúde.

Para ter acesso ao Programa, os sindicatos patronal e laboral devem incluí-lo na Convenção Coletiva de Trabalho, estipulando, entre quase 30 serviços divididos em cinco categorias diferentes, os que mais interessam às empresas e aos empregados, e, neste caso, se serão restritos aos trabalhadores ou estendidos às suas famílias. O Benefício Social Familiar amplia a relevância das entidades sindicais no universo empresarial, uma vez que as capacita a oferecer serviços vantajosos e suporte financeiro em momentos de despesas não-planejadas, como afastamentos temporários de trabalho, por exemplo. Para mais informações sobre o Benefício Social Familiar, entre em contato por meio do fbha@ fbha.com.br

O PROGRAMA ESTÁ DIVIDIDO EM CINCO CATEGORIAS:

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Natalidade (benefícios cesta natalidade, creche, farmácia natalidade, natalidade, licença maternidade e licença paternidade)

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Incapacitação Permanente (benefícios alimentar, capacitação, cultural, farmácia, orientação, manutenção da renda familiar e rescisão)

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Afastamento (benefícios acidente, alimentar por afastamento, enfermidade e pós-cirúrgico)

4

Falecimento (benefícios alimentar, capacitação, cultural, farmácia, financeiro imediato, orientação, manutenção da renda familiar, reembolso de rescisão e serviço funeral)

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Aposentadoria

Modelo inovador de atendimento social que tem como objetivo oferecer suporte às empresas e aos seus colaboradores em momentos atípicos, como em casos de nascimento, óbitos, aposentadoria ou afastamento por motivos de saúde


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PROCESSO EM CURSO

Mapa do Turismo passará por nova atualização I

mportante ferramenta de orientação para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento de políticas públicas, o Mapa do Turismo Brasileiro está sendo atualizado. A iniciativa atende os critérios divulgados na Portaria Nº. 268, de 2016, que estabelece que a atualização deverá ser feita bienalmente, respeitando o primeiro ano de mandato dos prefeitos municipais e dos governadores estaduais e do Distrito Federal. A atualização está prevista para ser concluída em julho de 2017. O processo será conduzido pelos gestores locais. Para tanto, os gestores estaduais e novos gestores municipais foram informados sobre prazos e a importância do remapeamento. “O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento fundamental para que o Ministério do Turismo trace suas metas e defina suas formas de atuação para assegurar o fortalecimento da atividade no país. Para

isso, é fundamental a parceria com os gestores locais que conduzem o processo na ponta”, explica o ministro. Entre as regras estabelecidas pelo MTur para que o município seja incluído no Mapa estão: possuir órgão responsável pela pasta de turismo, destinar dotação para o turismo na lei orçamentária anual vigente e apresentar o Termo de Compromisso assinado por Prefeito Municipal ou dirigente responsável pela pasta de turismo, conforme modelo disponibilizado no Sistema, aderindo de forma espontânea e formal ao Programa de Regionalização do Turismo e à Região Turística. Para atender possíveis dúvidas e prestar mais informações sobre o processo, a área técnica da Coordenação Geral de Mapeamento e Gestão Territorial do Turismo estabeleceu dois canais para atendimento dos gestores: o e-mail regionalizacao@turismo.gov.br e os telefones (61) 2023-8144/7269.

CONSULTORIA 24H NA ÁREA CRIMINAL Mais um serviço que só o SEHA oferece: Com o advogado Francisco Noronha Neto. Escritório na Alameda Dr.Muricy, 970, em Curitiba. Telefones: 41-3324-1960 ou 9526-0420 Atendimento exclusivo mediante apresentação do Cartão Associado SEHA


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Cursos confirmados para primeiro semestre CADA ASSOCIADO TEM DIREITO A 2 VAGAS GRATUITAS POR CURSO INSCRIÇÕES ABERTAS FAÇA & VENDA PÁSCOA - 23/24 MARÇO Você vai aprender: Receitas Faça & Venda para aumentar a sua renda nesta Páscoa, Pão de mel, alfajores, fudge, entre outras. Embalagens, Validade e Formação de preços/técnicas de vendas. BARTENDER I - 28 A 31/ MAIO Um dos cursos campeões de audiência, dispensa apresentações. CURSO DE INGLÊS APLICADO A SERVIÇOS DE ATENDIMENTO Datas: 3,5,10,12,17,19,24 e 26 de abril Duração: 8 aulas. Frequência: Segundas e quartas-feiras. Horários: das 9h ao meio-dia. O curso tem como objetivo, proporcionar aos seus alunos contato com os tópicos mais relevantes nas interações na língua inglesa entre profissionais de atendimento e turistas visitando nossa cidade. O foco está no intercâmbio de informações cotidianas e importantes, possibilitando que esse profissional possa expressar-se e entender o mínimo necessário para que ambos, ele e o turista, tenham seus objetivos atendidos em uma comunicação. Nas aulas, os alunos terão contato com: Semana 1 Aulas 1 e 2: Noções Básicas de Inglês e Pronúncia, Apresentações Pessoais, Expressões Usadas para Saudar e se Despedir de Turistas, Países e Nacionalidades.

CURSOS JÁ PROGRAMADOS PARA O PRIMEIRO SEMESTRE BARTENDER II SALGADOS DE VITRINE FINALIZAÇÃO DE PRATOS SALADAS & MOLHOS FINGER FOOD CURSO DE RISOTOS FORMAÇÃO DE PREÇOS E GESTÃO FINANCEIRA EM ALIMENTOS E BEBIDAS PLANEJAMENTO DE CARDÁPIOS E FICHAS TÉCNICAS COMO MONTAR E ADMINISTRAR BARES E RESTAURANTES SEGURANÇA E HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR QUALIDADE NO ATENDIMENTO PARA RECEPCIONISTAS ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

CURSOS NOVOS PREVISTOS PARA O SEGUNDO SEMESTRE CURSO MAÎTRE (AVANÇADO EM SERVIÇOS) CURSO BARTENDER III (COM TÉCNICAS MOLECULARES) INTRODUÇÃO AO MUNDO DOS VINHOS – TÉCNICAS DE SOMMELIER (PRINCÍPIOS BÁSICOS)

Semana 2 Aulas 3 e 4: Horas e Números, Serviços de Reserva de Restaurantes, Hotel e Check-in e Out, Dias da Semana, Meses e Como dizer os Anos e Feriados. Semana 3 Aulas 5 e 6: Templo, Clima, Previsão do Tempo, Compras, Como Indicar Endereços e Locais e Distância, Receber e Cobrar pagamentos. Semana 4 Aulas 7 e 8: Conversar ao telefone, Descrição de Pontos Turísticos de Curitiba, Falar Sobre a Culinária e Ingredientes e Oferecer Ajuda aos Turistas. As aulas são interativas e a participação dos alunos é encorajada desde o início. A apostila trará além das explicações, exercícios para serem realizados em sala de aula, bem como atividades de fixação para casa. O conteúdo pode ser adequando ou redimensionado de acordo com as necessidades da instituição, ou dinâmica da turma. * Os alunos intermediários, bem como os iniciantes, terão contato com funções da língua que são usadas em situações de atendimento ao cliente. Instrutor Professor Alvaro (Vavo) Krieck

Para saber mais informações ligue 41 3323 8900


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ENTREVISTA BETO MADALOSSO

Chef Executivo, sem papas na língua Rápido no pensamento e afiado nas palavras, Beto Madalosso solta a voz no Jornal do SEHA

Eu utilizo a comunicação de forma mais inteligente do que a maioria dos donos de restaurante que conheço. Isso eu noto. Mas nas finanças também eu não sou como vários que estão aí. Reconheço também. Sei, sou formado em Administração de Empresas, entendo do assunto, mas não tenho saco pra sentar em escritório.”

Por Pierpaolo Nota

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le nasceu dentro de um restaurante, mas adquiriu veia empresarial. Beto Madalosso abriu o jogo para o Jornal do SEHA, contou sobre sua infância no Madalosso, como nasceu A Forneria Copacabana, o conceito de cada uma das duas, a frustrada passagem pela presidência da Paraná Turismo, sua relação com seus chefs, pólo gastronômico da Itupava, representatividade do setor, sua paixão pela escrita e pelos esportes e muito mais. Tudo isso apimentado pelo seu jeito único de ser.

Jornal do Seha - Como é praticamente ter nascido dentro de uma cozinha? Deve ter sido uma experiência diferente. Beto Madalosso - Eu nasci claro dentro de uma cozinha, mas também dentro do restaurante de um modo geral, porque meu pai não é cozinheiro, minha tia sim é cozinheira, mas creio que nasci mais numa família de empresários do que de uma família de cozinheiros. Essa é a verdade! Eu circulei muito pelo restaurante. Eu nasci no estacionamento do Madalosso, dentro do negócio. Meu jardim de infância era ali, no estacionamento, na cozinha, no salão, era tocando bateria da banda que tocava no restaurante. Eram essas as minhas brincadeiras. Eu tenho feito essa reflexão e vejo que eu nasci ouvindo o discurso de uma família de empresários, que entende do negócio de restaurante, que lida com isso, então eu fui “concebido” uma pessoa empresária. Mesmo que eu não quisesse. Às vezes eu penso: “eu não nasci pra ser empresário”, “eu não tenho essa veia dentro de mim”, mesmo tendo dois negócios próprios, as pessoas me veem como um empreendedor, porém de fato eu acho que não é muito o meu perfil, mas fui “construído” dentro desse cenário. E nisso a gastronomia entra por “osmose”, pois é um negócio da família, é um produto que a gente vende, é uma coisa que a gente sabe como deve ser feito e muito relacionado ao interesse do cliente curitibano. Não é nada de inovação, de criação, é baseado no anseio do cliente. E é assim que a gente faz a nossa gastronomia, tentando fazer bem feito para um cliente que pede aquilo. Chegou a trabalhar no Madalosso? BM - Em família de quem tem restaurante você trabalha desde que nasce (risos). Eles te põem pra trabalhar. Eu lembro que eu cuidava de carro no estacionamento. Me falavam: “quer ganhar seu dinheiro? Então vai cuidar de carro e ganhar uns trocos dos clientes”. Depois você passa a atender os clientes na porta. O domingo é um dia que sempre falta mão-de-obra, por mais que a equipe esteja completa, há mais

demanda do que a mão-de-obra que você tem disponível. Então, você tem que estar lá pra ajudar: chamando o cliente, organizando a fila, anotando o nome. Todos meus irmãos passaram por isso, todos meus primos passaram por isso, todo mundo trabalhou no restaurante. Hoje já não é todo mundo que trabalha, acabaram saindo e escolhendo as profissões deles, eu acabei ficando. Mas trabalhei desde criança lá, quando tinha 14, 15 anos ajudava e trabalhei efetivamente, com responsabilidade de dono, durante uns dez anos. Quando veio a ideia da Forneria Copacabana? BM - Por mais que tivesse trabalhado lá e imprimindo meu ritmo no Madalosso, minha personalidade, tocando o negócio, eu sempre tive dúvida se eu teria competência de abrir o meu negócio. Eu sempre questionava: “será que se eu fizer sozinho eu saberei fazer?”, “como seria o meu restaurante sozinho?”... E nisso, quando eu tinha 26, 27 anos, já comecei a ensaiar a abrir meu negócio. Meu pai era contra, totalmente. Ele era contra pois acha que é uma atividade de muito trabalho, muita concessão, você abre mão de sua vida pessoal para acabar trabalhando o dia todo. Insisti, insisti, insisti, até que com meus 33 anos acabou saindo a Forneria. Ela nasceu, nome e tudo mais, em cima da casa que eu aluguei, ela foi inspirada no ponto, mais do que um ideia de fora que eu coloquei lá. Um dos planos era abrir um restaurante por quiilo, pequeno, afastado, de bairro, para diminuir nosso risco de exposição, para o caso de não dar certo ninguém ficar sabendo. Esse era o primeiro plano. Só que daí, numa conversa em casa, minha mãe disse: “vamos ousar um pouco, fazer algo grande”. Aí fiz a Forneria da Rua Itupava e, em cima da casa eu escolhi o nome, o conceito, o “Copacabana”, o “Forneria”, a arquitetura, tudo foi baseado na casa, junto com a arquiteta a gente foi tendo ideias. Quanto tempo depois veio a Forneria da Iguaçu? BM - Três anos. O conceito é o mesmo? BM - Eu tentei e acho que errei, forcei uma situação. Acho que o conceito não é o mesmo. Ainda hoje eu mantenho muitas coisas iguais, mas tenho olhado para uma separação. Eu tentei fazer idêntico no começo e os próprios clientes acharam que não era pra ser. Forcei um pouco isso para a gente trabalhar mais fácil. A gente faz uma cópia um do outro para facilitar, você faz o mesmo cardápio, música, você tem um procedimento padrão, um treinamento, tudo é mais fácil. Mas hoje eu tenho

distanciado, eu tenho caminhado para um lado mais ”longe bar” na da Itupava, e na da Iguaçu um restaurante mais clássico mesmo. Eu acho que eles têm essa diferenciação. Como funciona sua relação com seus chefs de cozinha? Supervisiona o que eles cozinham? Dá o toque final? BM - Como eu nasci em restaurante, como você falou, e vivi na cozinha, trabalhei fora, trabalhei em Nova Iorque em cozinha, trabalhei no meu restaurante, na Cantina Fadanelli, eu cozinho, entendo do que se trata, acabo sendo o que se chama de “Chef Executivo”, que é a pessoa que cuida das cozinhas, mas que não necessariamente está lá fazendo o tempo todo. Eu cuido do cardápio, 100%. Eu escrevo meu cardápio, eu escolho o que vai, monto o preço, e faço a interface com o cliente, que é uma coisa que acho fundamental. Coisa que muita gente não se da conta, muito chefes que a gente vê até com carreiras meio frustradas, que tem uma criatividade, gostam daquilo que fazem, mas não escutam o cliente. E essa interface sou eu que faço, porque eu trabalho no salão e entendo da cozinha. Então, quando eu circulo nas mesas, toda noite tem uma ou duas observações de clientes: “isso aqui poderia ser assim”, “isso aqui eu vi fora e se você por no seu cardápio vai ser legal”, “eu gostaria que voltasse tal prato”, “eu acho que você deveria trabalhar com tais e tais ingredientes”. As pessoas que trabalham comigo na cozinha não fazem essa interface. E isso me dá autonomia ou credibilidade para ser o chefe do meu restaurante mesmo não estando na cozinha. Aí, atrás, é claro, eu tenho uma pessoa que é meu parceiro, meu irmão de estimação, que trabalha comigo há dez anos, que é o Wellington, um cara muito competente, uma liderança muito forte na nossa cozinha, mas ele é de cozinha, nós temos uma sintonia. Eu digo para ele: “Wellington, vamos fazer tal coisa”, ele sugere algo, a gente vai construindo junto, aperfeiçoando cada vez mais nossos pratos. E claro, cada cozinha nossa tem, em cada turno de dez a doze pessoas. São 35 a 40 funcionários. A Itupava é o mais novo polo gastronômico da cidade, já oficializado pela Câmara Municipal. Em entrevista recente que eu fiz com o Délio (Canabrava) ele me disse que os empresários ainda estão bem unidos. Está fazendo parte desse processo? Acha importante? BM - Eu acho muito importante. O fato de estar com um restaurante fora da Itupava me tirou muito da minha energia na Itupava, pois estou dividido entre duas casas, ainda divido um pouco do tempo com a família, mas já


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não tanto, por isso fiquei menos presente, ao contrário do Délio que tem três casas na rua. Uma pessoa muito envolvida com isso é o vereador Bruno Pessuti, que tem interesse em transformar a rua. O vereador Pier Petruzziello tem se envolvido. Outro que também esteve envolvido, mas agora não é mais vereador é o Jonny Stica. São nomes que a gente sempre notou que tinham interesse em transformar a rua. Óbvio que um destino gastronômico precisa de cuidados especiais diferentes do que tratar qualquer rua da cidade. A gente fala de calçada, iluminação, urbanização, paisagismo, segurança em uma rua que circula muita gente, enfim, que merece um cuidado muito especial, para transformar em um destino que continue gerando emprego, que gere mais movimento, que seja um presente para a cidade e não somente feito pelo empresário, mas também pelo poder público. Eu tô envolvido nisso, sem dúvida nenhuma. Agora, a Itupava tem um aspecto um pouco diferente da Avenida Batel porque ela é mais “plural”, o que é bacana por um lado, mas às vezes perde por outro. Tem o meu restaurante que tem um conceito diferente do meu vizinho que é o Citra, que tem um conceito diferente do meu vizinho da frente que é o Masmorra, que é uma casa de cerveja. Na Batel, que você tem um destino de bares, uma sequência de bares, botecos, casas noturnas, é muito mais definido isso. Como em Santa Felicidade, onde operam vários restaurantes e você não vê a criação de bares. Já na Itupava existe uma pluralidade muito maior, mas que não é um destino consolidado por isso. A pessoa vai ao meu restaurante e acaba não indo a outro. Pode até ir, ele vai a outros, mas na Batel ele tem várias opções e onde ele parar vai ser um local bacana, no estilo que ele está procurando. Se ele vier na Itupava no meu restaurante ele virá para jantar. Se ele vier na Itupava para sair, ele não vai jantar. A itupava tem um pouco dessa coisa “truncada”. Seria bom se a gente tivesse mais restaurantes e mais baladas para a gente ter mais união para ambos os lados.

Não faz muito tempo que esteve presidindo a Paraná Turismo. Diante de sua visão empresarial, o poder público funciona? É possível fazer? BM - Olha, quando cheguei lá eu achei que não. Acho que eu estava novo em um cargo que demoraria muito tempo para eu ter uma relevância aos olhos do Governador, por exemplo. Que ele olhasse para mim e dissesse: “vamos sentar e vamos debater esse assunto”. Eu trabalhei na Paraná Turismo, mas é evidente que o Turismo não é prioridade do Governo. Sempre que tem que se extinguir alguma coisa no governo, vai para o pau a Secretaria de Turismo. Tanto Estadual como Municipal. Eles criam, atendem uma demanda, montam a Secretaria, mas depois é extinta. E quando não é prioridade de governo é muito difícil para quem está nesse cargo realizar alguma coisa. Eu não fiz nada de relevante, gostaria muito de ter feito, levei as demandas do setor, assuntos como criar o Fundo de Turismo, falar do Centro de Convenções de Curitiba, projetos dentro do Estado, e a gente não conseguia passar e levar para alguém que pudesse fazer. Era sempre um assunto que morria na casca dentro da própria Secretaria. Secretaria que não tem verba, não tinha pelo menos. Respondendo a sua pergunta, eu acho que deveria haver uma sensibilidade do Governador, independente de que partido fosse, não estou falando do Governador atual, do partido atual ou do passado. Nenhum deles eu observo que tenha tido interesse pelo turismo. Sempre foi uma coisa deixada de lado. Eu estou nisso com a minha família desde que nasci, mas vivo este trâmite político há vinte anos. Em vinte anos a gente teve vários governos diferentes e ninguém teve interesse pelo turismo. E na cidade também não. Sempre foi uma perfumaria, mas a gente não vê uma iniciativa da prefeitura investindo no turismo. O Paraná não se considera, por autoridades, um estado turístico. O Paraná não se valoriza assim e não se investe nisso. Ele não consegue ressaltar suas belezas e nós ficamos “esmagados” em destinos como o litoral catarinense,

o litoral paulista, a cidade de São Paulo, o litoral do Rio de Janeiro ou Foz do Iguaçu. Para nosso litoral e a nossa cidade ninguém da importância. Então, o “dá pra fazer?”, eu acho que teria que ter. E foi até o meu caso. Se eu quisesse continuar na política teria que ter alguém com um nível de articulação forte com o governador, com lideranças forte dentro do governo, isso levaria bastante tempo para desenvolver, o meu período foi de quatro meses e eu me senti muito frustrado. O ritmo do estado é muito lento, quem vem da iniciativa privada normalmente não consegue trabalhar no Estado, porque não consegue realizar porra nenhuma, é lento demais. O que eu decido aqui pra trocar a cor de uma parede em dez minutos, no governo eu demoro dois meses. É muito angustiante para quem vive outro ritmo de vida. Quando eu percebi que as minhas ações lá dentro iriam demorar muito tempo eu pedi minha demissão, eu pedi pra sair. Isso não é uma revolta contra ninguém específico, é uma revolta contra o sistema da política. E também um pouco de decepção com a falta de interesse que a política do Paraná tem com o turismo. E, como eu disse, não se trate deste ou aquele político, trata-se de um pensamento que não valoriza o turismo. Vão vir novos governos, troca a prefeitura, não se dá atenção a isso. E acontece que, geralmente, quem está no cargo do governo não tem relevância. Ou se tem, não quer ficar lá pois acha que não é um tempo bem usado. São várias as entidades que permeiam os restaurantes. Você se sente representado por alguma dessas entidades? BM - Sim, eu faço parte do conselho de três entidades: Abrasel-PR, SEHA e o Convention Bureau de Curitiba. São três que eu estou no conselho. Me sinto representado sim, e digo até que o principal papel que eu vejo neles as pessoas não veem e donos de restaurante não percebem, é a representatividade política, são as leis que estas instituições estão atentas que muitas vezes vão contra os nossos negócios e

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Fui roubado e me manifestei nas redes sociais, muita gente se solidarizou com o meu problema. Agora, eu tive isso e dez, quinze pessoas dos grupos de restaurantes que eu participo também tiveram. Fui um que falei alguma coisa. A gente está guardando isso para a gente, pra resolver nos bastidores, enquanto tinha que reclamar com o governo, tem que falar: “a gente tá com um problema de segurança, resolvam”.


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Parte externa da Forneria Copacabana da Itupava

É evidente que o Turismo não é prioridade do Governo. Sempre que tem que se extinguir alguma coisa no governo, vai para o pau a Secretaria de Turismo. Tanto Estadual como Municipal. Eles criam, atendem uma demanda, montam a Secretaria, mas depois é extinta. E quando não é prioridade de governo é muito difícil para quem está nesse cargo realizar alguma coisa. Eu não fiz nada de relevante, gostaria muito de ter feito.”

os empregos que a gente gera. Leis que precisam ser aprovadas que os sindicatos estão lá articulando para realizar. Coisas como essas o dono do restaurante não percebe lá na casa dele, mas o tempo todo estamos lidando com essas situações. Isso para mim é muito importante, essa interface entre a iniciativa privada e o poder público, como é que anda nossos interesses nisso, quantas leis absurdas que a gente viu que alguns vereadores ou deputados propõem quase passaram e que a gente barrou. E eu já tive o retorno de vereador que me falou: “olha, naquela época eu propus aquela lei e hoje eu vejo que não tinha cabimento”. Quem estava nos defendendo? Eram às nossas entidades representativas do nosso setor. Era a Abrasel, era o SEHA, o CCVB. Recentemente o Ministério do Trabalho concedeu carta sindical para outra entidade na área de alimentação e bebidas. Qual é a sua avaliação sobre essa entidade? Acredita ser necessário a criação de um novo sindicato? BM – Eu me sinto representado pelo SEHA. Veja, eu não faço parte dessa entidade, acho que ela tem um cara que está a frente dela e em luta pelo setor, de um certo modo vai atrás, quer resolver e tal, mas eu não participo das decisões deste sindicato. Não sei quem tem participado, mas não são decisões que, quando eu vejo publicadas em jornais, eu digo: “eu estava junto nesse dia e a gente decidiu assim”. Não, eu vejo uma notícia que as vezes eu não concordo e eu não participei. Eu não consigo falar da parte legal disso, nem dos caminhos escolhidos para que isso fosse feito, isso não cabe a mim. O que eu digo é que eu me sinto sim representado pelo SEHA e que eu não participo ainda do Sindiabrabar, nem como conselheiro, não participo de reuniões, não lembro de ter sido convidado para alguma reunião, pelo menos recentemente. Você tem também uma paixão impressa que é a Revista Tutano. É o editor e acho legal que até os panfletos dos seus restaurantes são escritos na primeira pessoa. Da onde vem essa paixão? BM - Se fosse hoje pra avaliar o que eu tenho, um talento que Deus me deu, eu acho que a

escrita, muito mais do que minha capacidade de empreender e de cozinhar... (risos). Eu acho que eu sou um comunicador maior do que um cozinheiro. A escrita é mais forte do que eu. Eu escrevo bastante e, depois que eu leio, eu até me arrependo, pois eu provoco algumas coisas e até tenho contrapontos fortes que me incomodam. A escrita vem e quando vejo fiz um texto. Porém, não é meu trabalho, não tenho subsídios suficientes para isso, não sou um cara que leio muito. Sou um escritor “capenga”, um escritor sem recursos. Mas eu vejo que qualquer dono de empresa eles vão ter perfis diferentes: um vai ser mais focado em finanças, outro mais focado em produto, outro muito focado nos recursos humanos. Não que eu seja focado, mas eu sou um cara da comunicação. Eu utilizo a comunicação de forma mais inteligente do que a maioria dos donos de restaurante que eu conheço. Isso eu noto. Mas nas finanças também eu não sou como vários que estão aí. Reconheço também. Sei, sou formado em Administração de Empresas, entendo do assunto, mas não tenho saco pra sentar em escritório. Mas tenho muita paciência para escrever um negócio pro meu trabalho, eu adoro fazer isso. A Tutano é uma coisa que nasceu de uma força maior. Eu estava numa viagem e comprei uma revista lá fora que era muito diferente, trouxe para uma editora aqui e disse: “eu quero fazer uma revista assim”, acabou nascendo a Tutano, virou um portal de gastronomia, e a gente tem crescido, a gente tem conseguido. O nosso objetivo maior é encher restaurante, é fazer com que a pessoa saia de casa para comer fora. A gente tem conseguido isso. Ainda não é viável economicamente, mas eu tenho apostado que, com o tempo a gente vai conseguir. E eu escrevo muito, até nem tanto pra revista. As vezes eu escrevo um monte de merda no Facebook, nas redes sociais, e eu curto fazer isso. Quem acompanha tuas redes sociais sabe que você tem outras duas paixões que é o esporte e viagem. Esses dois temas são essenciais para o teu sucesso profissional? E como arranjar tempo para fazer isso tendo tantos afazeres profissionais? BM - É que se eu não fizer eu morro, ou

me mato, eu acho. Fico tão pilhado que, se eu não fizer, não descarrego. É o meu remédio! Mas eu tenho uma ligação com o esporte muito forte. Sempre tive, sempre fui muito competitivo, de querer ganhar na bicicleta, ganhar na corrida. Fiz tudo que é tipo de esporte e todo dia tenho que fazer uma ou duas horas de esporte, senão não fico bem. Acho que entrou na minha vida de uma maneira que faz parte do dia-a-dia, como é rezar para um religioso. Eu gasto meu tempo fazendo esporte, todo dia eu tenho que fazer e sinto que isso faz parte, é rotina. Eu gostaria até de estar escrevendo mais, mas prefiro não abrir mão do esporte e acabo escrevendo menos. Estou tentando arranjar um tempo esse ano para viajar, e viajar bastante, mas não estou conseguindo ainda. Gosto de viajar sem destino. Gosto de viajar e acontecer as coisas na estrada. Não viajo com destino fixo, cruzeiro, hotel, resorts. Eu saio daqui andando e vou parar em qualquer lugar. Deixa seu recado para os proprietários de restaurantes de Curitiba. BM - Eu acho que é “Proteste Mais”, que a gente tem que protestar mais com situações difíceis que tem passado. Eu fui roubado, arrombaram a porta do meu restaurante num sábado de madrugada e me manifestei nas redes sociais, vi que muita gente se solidarizou com o meu problema. Agora, eu tive isso e dez, quinze pessoas dos grupos de restaurantes que eu participo também tiveram. Fui um que fui lá e falei alguma coisa. A gente tá guardando isso pra gente, pra resolver nos bastidores, enquanto a gente tinha que reclamar com o governo, a gente tem que falar: “a gente tá com um problema de segurança, resolvam”. O recado é Protestar. Protestar com o imposto que é alto, é abusivo. Contra a rua que está ruim. O dono de restaurante tem que abrir a boca o tempo todo, senão ninguém vai olhar pra gente. Acham que o dono de restaurante está bem, tá ficando milionário, que abusa, que a comida é cara, mas ninguém sabe o que a gente passa aqui no dia-a-dia. Então tem que protestar, tem que encher o saco.


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MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO

Novas regras para repasse da gorjeta são aprovadas Assunto ganhou status de urgência na Câmara, após reunião da FBHA com o presidente da Casa, Rodrigo Maia

A

s novas regras para o repasse das gorjetas a trabalhadores de bares e restaurantes acabam de ser aprovadas no Plenário da Câmara dos Deputados – o Projeto de Lei seguirá agora para sanção pela Presidência da República e entrará imediatamente em vigor, solucionando um impasse que há anos prejudicava os empresários do setor de alimentação, já que, até então, a gorjeta era entendida como faturamento, e, sobre o valor arrecadado, o empregador era obrigado a arcar com impostos mesmo que o montante fosse integralmente repassado aos garçons e cozinheiros. O texto aprovado estabelece que a gorjeta não constitui receita própria dos empregadores, pois destina-se aos empregados, e que será distribuída segundo critérios de custeio e rateio definidos em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Além disso, fruto de consenso entre trabalhadores e empregadores, a lei estipulará a retenção de um percentual do valor da gorjeta para que as empresas arquem com os encargos sociais, previdenciários e trabalhistas: até 20% para quem se enquadra no Simples e até 33% para quem não está neste regime. A regulamentação da gorjeta era uma

reivindicação antiga dos empresários deste setor e uma bandeira defendida pela Federação Brasileira de Hospitalidade e Alimentação, que representa mais de 940 mil empresas de gastronomia e meios de hospedagem. “Os débitos trabalhistas relativos às diferenças da integração da gorjeta nas férias, 13º salário e FGTS representam o maior passivo trabalhista oriundo das relações de trabalho entre os hotéis, restaurantes, bares e similares e seus empregados – uma questão que agora está definitivamente solucionada”, comemora o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio. Para fiscalizar o cumprimento da lei, serão criadas comissões. “Para empresas com mais de 60 empregados, será constituída uma comissão de empregados mediante previsão em norma coletiva de trabalho, em que os integrantes da comissão serão eleitos em Assembleia Geral e gozarão de garantia de emprego. Já para as demais empresas (com até 60 empregados), será eleita uma comissão intersindical para acompanhamento e fiscalização da regularidade da cobrança e distribuição da gorjeta”, explica o gerente jurídico da FBHA, Ricardo Rielo.

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Tema segue agora para sanção presidencial

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INFORMATIVO

B O L E T I M I N F O R M AT I V O D O S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C P R

|

2017

CURITIBA, ANO 3, EDIÇÃO N. 47

S I ST E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N AC P R N C M - N Ú C L E O D E C O M U N I CAÇÃO E M A R K E T I N G 4 1 . 3 8 8 3 - 4 5 3 0 | j o r n a l i s m o @ f e c o m e rc i o p r. c o m . b r w w w. f e c o m e rc i o p r. c o m . b r | w w w. s e s c p r. c o m . b r | w w w. p r. s e n a c . b r

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PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Mais de 20 palestras no 23º Salão Paranaense de Turismo Evento promete muita atividade dias 17 e 18 de março, em Curitiba

E

ntre 16 e 18 de março ocorre o 23º Salão Paranaense de Turismo, no Expo Unimed. Entre os destaques do encontro está a grade de programação preparada pela Abav-PR, organizadora do encontro. A agenda de qualificação começa no dia 17, às 14h30, com o painel “Vitrine do Paraná Turístico – Motivos de Viajar!” O presidente da Paraná Turismo, prof. Jacó Gimennes, será o mediador do debate, que conta o empresário Daniel Wagner (Hotel Planalto – Ponta Grossa), Tatiana Turra (presidente do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba), e Paulo de Angeli (Festival de Turismo das Cataratas, Foz do Iguaçu). No mesmo dia acontecem as palestras “O Gestor de Turismo nos dias atuais”, às 16h, com o instrutor do Iccabav/Abav Nacional, Lúcio Oliveira, e às 17h o tema “Agente de Viagens Vendedor & Motivado”, com a também instrutora do Iccabav/Abav Nacional, Kelly Malheiros. Após

esses encontros, Kelly e Oliveira estarão à disposição dos agentes de viagens que tiverem interesse em receber uma consultoria gratuita. O auxílio será organizado por ordem de chegada. Estão também agendadas capacitações de expositores, como “Argentina World Friendly”, às 14h; “Maranhão: Terra das águas”, às 15h; “Atendimento e prospecção de clientes para hotéis e operadoras”, às 17h; e “África do Sul, além do Luxury, by Domus Operadora”, às 18h. Completa a programação do dia 17 o lançamento do Programa de Incentivo ao Turismo Interno (PITI), iniciativa da Paraná Turismo. O evento será às 16h30. A agenda de sexta termina com o painel Turismo Mice, que recebe o presidente da Abav Nacional, Edmar Bull, como mediador, e como debatedores Adonai Arruda Filho (presidente do Curitiba Convention & Visitors Bureau), Sergio Takao Sato (Federações dos Conventions & Visitors Bu-

reau) e Jeferson Munhoz (diretor nacional de vendas dos Hoteis Bourbon). Na manhã de sábado acontecem duas palestras, na asa 3. Às 10h15, o tema é “Hard Rock: This is Hard Rock Café”; às 11h05 acontece “Orlando: o destino mais visitado pelos brasileiros”. A partir da hora do almoço começam as palestras dentro do evento. Às 12h, ocorre a capacitação da Travelport, que trará todos os

detalhes sobre o My PNR, com Ricardo Serain. Às 13h, ocorre novamente a palestra “Agente de Viagens Vendedor & Motivado”; às 14h, “Segmentação de cruzeiros – a escolha certa está aqui”; às 15h, “O Gestor de Turismo nos dias atuais” e às 16h, “Buenos Aires Inovadora”. Na outra sala, a programação começa com o painel “Tecnologia e novos modelos de negócios”, às 12h, mediada por Rafael Tortato

(Sebrae Paraná), com participação dos debatedores Marta Poggi Borges (ICCABAV), Danilo Brizola (fundador da SnowmanLabs), Erica Marques (responsável pelo Google Business Group no Brasil) e Fabiano Simm (TZ Systems). Às 13h, ocorre a palestra “Agências de viagem on-line: melhor caminho para minha agência”; as capacitações “Minas Gerais: venha viver a sua história”, às 14h; “Destinos – Caribe: Cancun e Riviera Maya”, às 15h; e “Navegando nas novas ondas da MSC Cruzeiros”, às 16h completam o dia. A vice-presidente de capacitação da Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná (Abav- PR), Ana Paula Lacerda Garcia, diz que a programação reflete as diretrizes da pasta da entidade. “Notamos que os temas levantados são relevantes e afetam a vida profissional não só dos agentes de viagens, como também dos proprietários das empresas deste segmento”, explica.

Novo mapa turístico oficial da cidade Impresso é fruto de um trabalho conjunto do Instituto de Turismo da prefeitura e do Ippuc

O

novo mapa turístico de Curitiba foi lançado dia 11 de fevereiro durante evento no Mercado Municipal. Com uma série de diferenciais e novidades, o mapa é uma importante ferramenta para o desenvolvimento do turismo na cidade. Na avaliação da presidente do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, Tatiana Turra. “É importante tanto para o turista, como uma ferramenta de organização e localização da sua viagem, quanto para os profissionais da área de turismo”, disse ela. Para o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas e Infraestrutura, Eduardo Pimentel, “é uma alegria” ver o resultado de um trabalho feito totalmente dentro da Prefeitura de Curitiba. “Como diz o prefeito Rafael Greca, a nossa meta principal é valorizar o servidor; nos enche de orgulho quando vemos um material dessa qualidade feito por eles”, afirmou. O mapa é fruto de um trabalho conjunto, que envolveu pesquisa

da equipe do Instituto de Turismo (que colheu demandas de turistas, guias turísticos e empresas de diversos segmentos) e teve participação de equipes de comunicação da Prefeitura e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). “A técnica e estudos adotados viabilizaram um mapa em escala adequada, de fácil leitura e localização”, explicou Tatiana. “Há também orientação quanto à acessibilidade e novos roteiros para aproveitar Curitiba.” O tamanho adotado é maior do que o normalmente utilizado nessas peças. Ele tem 60 cm x 93 cm. Segundo o analista em turismo Wellington Medeiros, essa dimensão é mais adequada uma vez que a escala respeita proporções e distâncias dos pontos mostrados. “Isso facilita a visualização dos detalhes”, explicou ele, que é idealizador do projeto ao lado de Celita Weigert e da técnica em turismo Carla Mannich.

Levy Ferreira/SMCS

Tamanho adotado de 60cm x 93cm é maior do que o normalmente utilizado nessas peças.


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Curitiba, 2ª quinzena de fevereiro de 2017

Contadores, escritórios de contabilidade, associados e representados A Contribuição Sindical Patronal é tributo vinculado, com previsão legal inscrita na CLT e no Código Tributário Nacional, cujo pagamento é obrigatório para os hotéis, restaurantes, bares e similares estabelecidos em todo o território nacional, independentemente de filiação, ainda que optante pelo regime de tributação especial do Simples Nacional. De acordo com o § 6º, do artigo 150, da Constituição da República de 1988, qualquer isenção da Contribuição Sindical Patronal somente é possível mediante a edição de lei específica nesse sentido. Articulações da Federação Brasileira de Hospedagem junto ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Carlos Cavalcante de Lacerda, levou à revogação de uma Nota Técnica que, publicada em 2008, estabelecia que as empresas optantes do Simples não precisariam pagar a contribuição sindical. A revogação foi PUBLICADA na SEÇÃO 1, P. 80, do DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO em 16 DE FEVEREIRO com o seguinte texto: O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES DO TRABALHO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, TORNA PÚBLICO QUE ELABOROU A NOTA TÉCNICA 115/2017/SRT/MT, QUE REVOGOU O PARÁGRAFO 19 DA NOTA TÉCNICA 50/2005/CGRT/SRT E, CONSEQUENTEMENTE, A REVOGAÇÃO DA NOTA TÉCNICA 02/2008/CGRT/SRT. EM SEU INTEIRO TEOR.

Assim, considerando que a única hipótese de isenção da Contribuição Sindical Patronal, prevista no art. 53 da Lei 123/2006, diz respeito aos empresários individuais optantes pelo Simples Nacional e, tendo sido tal isenção revogada pelo artigo 3º, da Lei Complementar nº 127/07, todas empresas inscritas no Simples Nacional continuam obrigadas ao pagamento da Contribuição Sindical Patronal. Por fim, cumpre informar que, de acordo com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar as Reclamações Constitucionais 11.541/RJ [1] e 10.866/MG [2], a cobrança judicial e extrajudicial da Contribuição Sindical Patronal das microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no Simples Nacional é lícita e não desrespeita a autoridade da decisão tomada na ADI 4.033/DF, onde se reconhecera que o art. 13, § 3º da Lei Complementar nº 123/2006 não é inconstitucional. Diante do exposto, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Curitiba-SEHA, fará uma recobrança da CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PATRONAL URBANA-2017.

A guia para recolhimento até o dia 13/03/2017 deverá ser solicitada diretamente ao Seha pelo email: edson@seha.com.br ou pelo fone 41-3323-8900

SINDICATO DE HOTEIS, RESTAURANTES, BARES E SIMILARES DE CURITIBA

Jornal seha ed 043  
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