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Aniversário Buffet Ilha do Mehl comemora 38 anos com apresentação do novo salão

Jornal

Págs. 12

Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015 | Edição 03

Presidente da FBHA

O turismo é um grande empregador e gerador de tributos “Tem que ser uma secretaria do Turismo e Esporte. Nunca o turismo como segundo nome”

Alexandre Sampaio comanda a Federação Brasileira de Hospedagem e preside o novo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC. Págs. 10 e 11

lei

alimentação

mercado

economia

Liberação dos food trucks é aprovada na Câmara

Edição comemorativa do Brasil Sabor acontece em maio

O turismo movimentou R$ 492 bilhões em 2014

Compra conjunta de lâmpadas LED é promovida pelo SEHA

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Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015

Editorial

FBHA em Brasília

MÃOS LIMPAS

Visita tratou de projetos prioritários à hotelaria e alimentação

Caros leitores, na edição anterior sugerimos que a Presidente da República deveria dar o exemplo de reforma política, diminuindo a quantidade de ministérios, pois entendemos que precisamos esvaziar um pouco Brasília. De outro lado, o clamor do povo por justiça, indo às ruas ou pelas redes sociais deve ser considerado. Não aceitamos mais a impunidade e o desrespeito ao patrimônio e a vida. Corruptos e corruptores de colarinho branco se misturam a criminosos comuns, assaltantes, traficantes e trombadinhas. Assistimos incrédulos arrastões em restaurantes, assaltos nas esquinas e nas residências, acompanhando o vasto noticiário diário sobre a corrupção no país. É hora de rogarmos por justiça. Acreditamos que somente o Poder Judiciário com suas mãos limpas tem condições de nos oferecer a segurança e a paz que tanto necessitamos na cidade ou no campo. João Jacob Mehl

Semana Santa movimenta R$ 3,68 bilhões com o turismo Os turistas que viajaram nessa Páscoa pelo Brasil geraram perto de R$ 3,68 bilhões à economia do país, movimentando o mercado doméstico de viagens. Em média, foi gasto em 2,15 milhões de viagens internas, considerando deslocamentos por avião, ônibus, navio e carro por todos os estados brasileiros. Os feriados impulsionam a economia turística e geram impacto em diversos

setores, de acordo com o ministro Vinicius Lages. “O turismo contribui para o faturamento da indústria de automóveis, setor aéreo, bares e restaurantes, hotelaria e serviços”, afirma. Segundo ele, para tornar os destinos mais competitivos é preciso investir em qualidade e inovação. Só assim, diz Lages, gera-se demanda e o setor se torna economicamente mais robusto e sustentável.

Um dos assuntos foi a regulamentação da gorjetas

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presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, esteve no Senado Federal no último dia 18 para tratar de projetos prioritários ao setor hoteleiro e gastronômico. Sampaio foi recebido pelos senadores Eduardo Amorim (PSC/SE) e Davi Alcolumbre (DEM/AP), que também é presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. O presidente esteve presente ainda em audiência pública na comissão que contou com a presença do ministro do Turismo, Vinícius Lages, que apresentou, em números, a situação do turismo no Brasil, além de expor as principais ações do ministério para os próximos anos. Na ocasião, também foi escolhido para vice-presidente da comissão o senador João Alberto Souza (PMDB/MA). Na sequência, Alexandre Sampaio foi recebido pelo presidente da comissão em seu gabinete,

reunido com o senador Eduardo Amorim (PSC/SE). Em pauta, o PL 57/2010, que trata da regulamentação da gorjeta e tramita no Senado em caráter terminativo. “O senador é titular em um expressivo número de comissões na Casa e se mostrou disposto a trabalhar junto com a classe patronal para achar uma solução justa para a questão da gorjeta”, informou o presidente da FBHA.

Começou a tramitar na Câmara Municipal, semana passada, projeto de lei que autoriza o Micro Empreendedor Individual, cadastrado como “Churrasqueiro Ambulante”, a receber licença municipal para exercer sua atividade, conforme a lei municipal 6.407/83, que regula o comércio ambulante na ca-

Jornalista Responsável Pierpaolo Nota Edição Eliseu Tisato

Rua Júlia da Costa, 64 - São Francisco - Curitiba - Paraná Fone: (41) 3022-2642 www.seha.com.br

Aguilar Borsato Silva Diretor Carlos Roberto Madalosso Diretor para assuntos de Turismo Ernesto Villela Neto Diretor para assuntos Governamentais  Henrique Lenz Cesar Filho Diretor para assuntos Grandes Eventos  Jacques Raul Rigler Diretor para assuntos Tributários e Fast Food  João Ernesto Strapasson Diretor Marco Antônio Fatuch Diretor Delegado  Paulo Sérgio Gralak Diretor de Patrimônio  Conselho Fiscal: Jonel Chede Filho, Alceu A Vezozzo Filho e Luiz Fernando P de Aguiar Conselho Fiscal Suplente:  Jayme Canet Neto e Joel Malucelli

onde apresentou ao parlamentar a estrutura da entidade e detalhou alguns projetos prioritários para o segmento que a federação representa e que tramitam no Senado Federal. “O senador foi receptivo aos nossos pleitos. Estamos nos mobilizando para encontrar apoio junto aos novos parlamentares desta legislatura e até agora o retorno tem sido positivo”, declarou Sampaio, que também esteve

Estamos acompanhando

EXPEDIENTE

GESTÃO 2014-2018 João Jacob Mehl Presidente Lincoln T. Isahias Tarquínio Vice-Presidente  Andersen Prado Vice-Presidente para assuntos de Alimentos e Bebidas/Buffet Zelir Tadeu Massuchin Vice-Presidente para assuntos de Hotelaria e Hospedagem Marilisa Bigarella Vice-Presidente para assuntos de Motéis  Gustavo T Andrade Vice-Presid. para assuntos de Entretenimento e Lazer  Orlando Kubo Diretor Secretário Geral  Julio César Hezel Diretor Financeiro Adelardo Telles Neto Diretor para assuntos de Pizzarias e Deliveries 

Ministro Vinícius Lages e senador Davi Alcolumbre”

pital. A proposta foi apresentada pelos vereadores Julieta Reis (DEM) e Tico Kuzma (PROS). Segundo a justificativa do projeto, a legislação atual prevê que o vendedor ambulante seja uma “pessoa física”, que exerça por sua própria conta a atividade temporária de venda no varejo em logradouros públicos.

Associados aniversariantes da 1ª quinzena de abril 02/04

José Maria Mauad Abujamra, da rede Mabu

02/04

Valentin Muinos Vasquez, do Restaurante São Francisco

04/04

Elidia Pfaffenzeller, do Motel Central

04/04

Raquel de Alcantara Hernandes, do meu Kilinho Restaurante

07/04

Renato Campos, do Slaviero Braz Hotel

07/04

José Fraguas Lopez, do Bar Palácio

15/04

Machico Suguimati, do Box do Eliseu

Parabéns!


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015

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projeto de lei

Liberação dos “food trucks” é aprovada na Câmara Municipal O projeto segue agora para sanção ou veto do prefeito Gustavo Fruet

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epois de muita conversa que reuniu diversas entidades ligadas ao setor de alimentação, encabeçadas pelo SEHA, finalmente na segundafeira, dia 23, a Câmara Municipal aprovou o substitutivo geral à proposta que regulamenta o funcionamento dos “food trucks” em Curitiba. De iniciativa de Helio Wirbiski (PPS), a matéria recebeu 33 votos favoráveis, em votação no primeiro turno. O texto acatado foi protocolado na última sexta-feira anterior a votação. Conforme o substitutivo, o comércio de alimentos em áreas públicas e privadas (excetuadas as feiras livres) será realizado em veículos automotores – considerados os equipamentos montados sobre veículos a motor ou rebocados. Produtos embalados que serão vendidos deverão conter nome e endereço do fabricante, data de fabricação e prazo de validade, e registro no órgão competente. A liberação do alvará para exploração da atividade só será expedida mediante constituição de empresa no município. E a liberação dos pontos de exploração da atividade “food trucks” deverá respeitar uma distância mínima das feiras regulamentadas, que será deliberada por órgão competente. Por fim, a proposta estabelece que, tanto o funcionamento, quanto a adequação e a ocupação nos espaços públicos e particulares serão regulamentados pelo

Andressa Katriny /CMC

Poder Executivo. Segundo o autor, a mudança foi necessária após sucessivas reuniões com entidades, empreendedores e secretarias municipais envolvidas na questão. “Os segmentos que tinham algum interesse nesta regulamentação foram ouvidos e vimos que havia algumas especificações importantes, que deverão ser regulamentadas pelo Executivo por meio de decreto”. O projeto de lei tramitava na Casa desde janeiro do ano passado e chegou a receber outro substitutivo geral. Originalmente, a matéria autorizava o uso de furgões e trailers para a comercialização dos alimentos, desde que estivessem devidamente acondicionados e rotulados (data de fabricação, validade, registro do fabricante na vigilância sanitária) e que não fossem vendidas bebidas alcoólicas. Em março, o autor fez a primeira mudança na proposta, que deixou de limitar o tipo de veículo que poderia ser utilizado e manteve as demais exigências. A alteração ainda recebeu 10 emendas – seis delas protocoladas por Julieta Reis (DEM), como a que propunha que os lugares de parada dos “food trucks” fossem definidos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, em forma de rodízio. No dia seguinte à Câmara Municipal de Curitiba confirmou, em segundo turno, a aprovação do projeto de lei.

De acordo com o projeto, cada CNPJ terá autorização para apenas dois veículos.

A liberação do alvará só será expedida mediante constituição de empresa no município.

CONHEÇA O PROJETO DE LEI Dispõe sobre a comercialização de alimentos em áreas públicas e particulares - “food trucks”. Art. 1º O comércio de alimentos em áreas públicas e particulares deverá atender aos termos fixados nessa lei, excetuadas as feiras livres. Art. 2º Para os efeitos dessa lei, considera-se comércio de alimentos em áreas públicas e privadas as atividades que compreendem a venda direta ao consumidor, de caráter permanente ou eventual de modo estacionário e itinerante. Parágrafo único. O comércio de alimentos de que trata esse artigo será realizado em veículos automo-

tores, assim considerados os equipamentos montados sobre veículos a motor ou rebocados. Art. 3º A comercialização dos alimentos que forem embalados, deverão conter rótulos com as seguintes informações: I - nome e endereço do fabricante, do distribuidor ou importador; II - data de fabricação e prazo de validade; III - registro no órgão competente, quando assim exigido por lei. Art. 4º A liberação do alvará para exploração da atividade será expedida mediante a constituição de empresa no Município. Art. 5º Os pontos a serem liberados para exploração da atividade

“food trucks”, nos espaços públicos deverão respeitar uma distância mínima das Feiras regulamentadas pelo Município, distância esta, deliberada pelo órgão competentente. Parágrafo único - Os espaços das áreas públicas, que trata o caput, serão deliberados, respeitando o contido na Lei Ordinária nº 6.407 de 12 de agosto de 1983. Art. 6º O funcionamento, a adequação e a ocupação nos espaços públicos e nas áreas particulares destinados ao comércio de alimentos na modalidade “food trucks”, será regulamentado pelo Poder Executivo. Art. 7º Esta lei entra em vigor 60 dias, a partir da data de sua publicação.


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reconhecimento

Os destaques da Panorama Noite concorrida premiou personalidades do setor turístico

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o último dia de março foram anunciados os ganhadores do Prêmio Panorama do Turismo/ Profissionais do Ano, no buffet Ilha do Mehl. Representando 16 categoria da cadeia produtiva do setor turístico paranaense, os destaques de 2014 receberam troféu criado pelo artista curitibano Luiz Gagliastri. Promovido pelo Instituto Panorama do Turismo e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná, o jantar de entrega da premiação contou com a participação dos secretários de Turismo de Curitiba e do Paraná, respectivamente, Caíque de Ferrante e Douglas Fabrício, do presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, do vicepresidente da Fecomércio-PR, Luiz Carlos Borges da Silva, do deputado estadual Chico Brasileiro e do vereador Hélio Wirbiski, além de dirigentes de entidades do turismo. Antes da entrega do prêmio foi prestada homenagem especial a três personalidades com estreita ligação com a instituição e com a revista Panorama do Turismo,: Marco Antônio Fatuch, ex-presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Curitiba, Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, e Darci Piana, presidente da Fecomércio-PR.

Os vencedores Depois de ultrapassarem as duas etapas de consulta do Prêmio

Panorama do Turismo/ Profissionais do Ano (primeiro, indicação das entidades do setor e governanças regionais e, depois, votação direta pela internet), foram vencedores da premiação, por categoria: Meio de Hospedagem, Daniel Wagner (Hotel Planalto de Ponta Grossa); Estabelecimento Gastronômico, Carlos Madalosso (Restaurante Madalosso); Agência de Receptivo, Adonai Arruda Filho (Serra Verde Express); Agência de Emissivo Nacional, Adonai Arruda Filho (BWT Operadora); Agência de Emissivo Internacional, Eraldo Palmerini (Grupo BRT); Transportadora Turística Terrestre, Michelle Nasser Daher (Fretam); Instituição de Formação e Pesquisa, Luiz Fernando de Souza (UEPG); Companhia Aérea Nacional, Cláudio Isolani (TAM); Companhia Aérea Internacional, Cláudio Isolani (TAM e LAN); Ente Turístico, Douglas Costa (Adetur dos Campos Gerais); Associativismo Regional, Roberto Bacovis (Abav-PR); Divulgação Turística, Carol Moreno (Mochilão Trips); Turismo Cultural, Dick de Geus (Parque Temático de Carambeí); Empresa de Eventos, Marina Nessi (Casa Cor Paraná); Espaço de Eventos, Marcelo Franco (Expo Unimed Curitiba); e Top Tur, Nádia Terumi Joboji (Sebrae-PR). Essa terceira edição do Prêmio Panorama do Turismo | Profissionais do Ano contou com patrocínio da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação e da Gestour Brasil.

Turismo apoia a doação de Imposto de Renda para a infância

Buffet Ilha do Mehl lotado, expectativa foi grande durante entrega dos prêmios

A Receita Federal está divulgando, até o dia 30 de abril, uma campanha para incentivar os contribuintes a doarem parte do imposto de renda (IR) ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente. O repasse é feito por meio do programa oficial de declaração de ajuste anual da Receita. O contribuinte pode destinar, no máximo, 3% do imposto ao Fundo Nacional. A dedução é aplicada somente às pessoas que escolherem o modelo completo da declaração. Além da doação, demais contribuições efetuadas ao longo do ano passado podem ser abatidas até o limite de 6% do imposto devido. O Ministério do Turismo reconhece a necessidade da proteção integral às crianças e adolescentes, por isso incentiva ações de promoção de igualdade social, como a criação dessa campanha. Além disso, o Ministério, há dez anos, atua a frente do programa Turismo Sustentável e Infância.


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Sabores da nossa terra

10º Brasil Sabor já tem data definida Em edição comemorativa, o festival gastronômico vai reunir e promover os principais sabores da culinária brasileira entre os dias 14 e 31 de maio

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ntre os dias 14 e 31 de maio, os paranaenses terão a oportunidade de aproveitar todos os encantos e delícias do festival Brasil Sabor, um dos mais tradicionais eventos da gastronomia brasileira, promovido anualmente pela Associação Brasileira de Bares e Restaurante. Neste ano, o evento completa 10 anos e vai destacar os ingredientes regionais, enaltecendo a rua como palco de encontro para os brasileiros. Com o tema “Há dez anos invadindo as ruas e celebrando o Brasil”, o Brasil Sabor deve reunir, aproximadamente, 40 empreendimentos gastronômicos de várias cidades paranaenses. As casas vão apresentar preparos exclusivos, criados para o evento, com preços e promoções diferenciadas que irão agradar a todos os gostos e bolsos. Além dos estabelecimentos do Paraná, o festival será realizado em mais de 700 restaurantes espalhados por 65 cidades brasileiras, se transformando no maior evento

gastronômico do país. Para Jilcy Rink, presidente do conselho de administração da Abrasel – PR, o Brasil Sabor está consolidado como um dos principais eventos do mundo, e chegar aos 10 anos mostra a sua importância no mercado. “Durante o Brasil Sabor, o público tem a oportunidade de conhecer os principais empreendimentos gastronômicos brasileiros, além de aproveitar preços e promoções especiais. No Paraná, o festival é um grande sucesso, divulgando anualmente os principais sabores da nossa terra. Em 2015 não será diferente. Estamos preparando uma grande festa da gastronomia paranaense”, conta Jilcy. A grande novidade da décima edição do Brasil Sabor ficará por conta do formato do evento. Neste ano, ele terá um valor fixo que dará direiro a três preparos (entrada, prato principal e sobremesa), seguindo os exemplos do Restaurant Week e do festival Bom Gourmet, dois grandes

sucessos da gastronomia paranaense. “Fizemos algumas pequenas mudanças no Brasil Sabor para que ele se torne ainda mais atraente para o nosso

público. Temos certeza que essas mudanças darão uma nova cara para o evento, que continuará em seu lugar de destaque no Estado”, completa Luciano Bar-

tolomeu, diretor executivo da Abrasel – PR. Mais informações nos sites www.brasilsabor.com.br e www. pr.abrasel.com.br.

mercado

Segmento do turismo mostra força e expressiva participação no PIB O turismo movimentou R$ 492 bilhões no Brasil no ano passado, entre atividades diretas, indiretas e induzidas, de acordo com novos dados divulgados pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). O montante representa 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e leva em conta que o setor teve investimentos de R$ 59,6 bilhões no país no ano passado. A entidade reúne os maiores empresários do setor e coleta informações em 184 países, com análise dos resultados econômicos e projeções para o futuro. cenário global Quando considerada apenas a contribuição direta, a participação do turismo no PIB brasileiro é de 3,5% (R$ 182 bilhões), revela o relatório. O documento aponta ainda que o Brasil está em nono lugar entre as economias do turismo no mundo.

Associe-se ao seha e conte com assessoria jurídica gratuita Conte também com acompanhamento em ações trabalhistas Segundo dados da consultoria internacional, o turismo respondeu por 8,8 milhões de empregos diretos e indiretos no país em 2014, ou 8,8% do total de pos-

tos. A estimativa da WTTC é que este ano sejam nove milhões de empregos. O setor movimentou US$ 7,6 trilhões no mundo no ano passa-

do, o que representa 10% de toda a riqueza gerada no período. Além disso, o setor é responsável por 277 milhões de empregos, ou um a cada 11 na economia global.


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Mais um festival

1º Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense Evento será realizado na Lapa e vai relembrar histórias e sabores de uma das correntes culturais e sociais mais importantes da história brasileira

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evisitar as raízes gastronômicas do Brasil e valorizar o passado marcado pela perseverança e coragem dos tropeiros. Esse é o objetivo da primeira edição do Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense, que será realizado nos dias 25 e 26 de abril, na histórica cidade da Lapa (PR), localizada na região metropolitana de Curitiba, que teve todas as suas características moldadas pelo tropeirismo, um dos capítulos mais ricos e fascinantes da história do Brasil. “Entre os séculos XVII e XIX, os tropeiros se tornaram responsáveis pelo comércio e transporte de animais e mercadorias por

todo território que passavam. Os locais onde eles paravam acabaram virando freguesias, vilas e cidades, com fortes heranças culturais que foram espalhadas, principalmente, no trajeto que ia do Rio Grande do Sul até São Paulo, tendo a cidade da Lapa, no Paraná, como uma das principais paradas”, explica o historiador e organizador do festival, Márcio Assad. Durante o Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense, o público terá a oportunidade de acompanhar diversas ações que irão difundir e valorizar a história tropeira no Paraná. Um dos destaques do evento ficará por conta da chegada da Tropa, que

abrirá oficialmente o festival. Na sequência, terão início as apresentações culturais, com shows ao vivo de grupos de seresta e músicos locais; café literário com exposição de artes e lançamento de livros; hipismo rural; corrida de mulas; e diversas atividades campeiras. Para os apaixonados por gastronomia, a programação será o ponto alto do festival. Nos dois dias do evento será possível conferir uma feira especial com produtos locais e saborear preparos exclusivos que serão servidos em ilhas temáticas. O Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense vai servir, entre outros, o tradicional

café com mistura lapeano; o almoço típico tropeiro, que terá como destaque a quirerinha e o feijão tropeiro; a coxinha de farofa, um dos grandes símbolos da cidade da Lapa; e o tropeironoff, releitura do strogonoff que leva elementos da culinária tropeira, entre eles o charque e o pinhão. “A programação do Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense está imperdível, com atividades e sabores para a família toda. Será um final de semana completo, perfeito para quem busca cultura, diversão e contato direto com a natureza. Em dois dias vamos reviver a história tropeira, valorizando essa cor-

rente que contribuiu diretamente para o progresso do Brasil e que deixou fortes traços em nossa sociedade”, comemora Assad. O Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense será realizado no Hotel Tropeiro da Lapa (Rodovia do Xisto - Km 60), das 10h às 19h. A entrada é gratuita (só serão cobrados os valores das refeições). O evento tem o apoio do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, do sistema Fecomércio e da Abrasel – PR. Mais informações no site www.tropeirodalapa.com.br, pelo telefone (41) 3622 0055 ou pelo e-mail turismonalapa@ gmail.com .


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Alterações Previdenciárias e Trabalhistas Da MP 664/2014 e MP 665/2014

Novo índice A ABIH-PR – Associação Brasileira da Indústria de Hoteis – Paraná, lança na segunda-feira, dia seis de março, no Bar Brahma, o “Índice de Preços ABIHPR”. A iniciativa tem por objetivo fornecer ao mercado um índice que reflita a realidade da ocupação dos hotéis no Paraná. O evento vai contar com presença da diretoria e corpo jurídico da ABIH-PR.

A partir de 28/02/2015 entraram em vigor as Medidas Provisórias 664/2014 e 665/2014, que introduziram algumas alterações trabalhistas e previdenciárias que têm impacto direto no dia a dia dos empresários e colaboradores. Entre as mudanças ocorridas, destacamos: 1) Auxílio Doença – Aumento do prazo para encaminhamento do INSS. Com relação ao auxílio doença, antes a empresa era responsável por arcar com os salários dos 15 (quinze) dias primeiros dias de afastamento por atestado médico antes do encaminhamento para INSS para recebimento do auxílio doença. Agora, a partir da vigência da alteração legislativa, a empresa passará a arcar com os salários dos 30 (trinta) primeiros dias de afastamento, e por conseqüência, o colaborador somente poderá ser encaminhado para o INSS a partir do 31º dia de afastamento. Com esta alteração, a empresa tornou-se responsável em arcar com os valores salariais de mais 15 (quinze) dias de afastamento por atestado médico, antes do encaminhamento para o INSS. Ainda sobre este mesmo tema, é importante termos em mente que na Convenção Coletiva de Trabalho que regula a categoria das empresas que exercem atividades ligadas a este sindicato, há também a previsão de estabilidade de 30 (trinta) dias para aqueles funcionários que gozarem do auxílio doença por mais de 90 (noventa) dias consecutivos e para aqueles que tiverem sido afastados por auxílio acidente (cláusula 23º da CCT). 2) Seguro- Desemprego – Aumento dos requisitos para concessão do benefício Já com relação ao benefício de seguro desemprego, antes o trabalhador demitido sem justa causa, após seis meses ou mais de contrato de trabalho na mesma empresa, obtia direito a tal benefício, sendo calculado o número de parcelas de acordo com a proporcionalidade do tempo trabalhado. Agora, o acesso ao benefício ficará mais restrito, entretanto tal situação incide especificamente sobre aqueles trabalhadores que solicitem pela primeira ou segunda vez o benefício durante a sua vida profissional. Para a concessão do seguro desemprego, deverá ser respeitada a seguinte proporcionalidade:

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Compra conjunta Devido à alta da energia elétrica, que vem tirando o sono de muita gente, o SEHA decidiu por compor um grupo de empresários para comprar diretamente da indústria de lâmpadas de LED, a preços mais acessíveis. Quem quiser participar, só entrar em contato através do 41 3323 8900.

Consumo de energia e eficiência A energia consumida pelo LED é revertida em iluminação e não em calor, consequentemente não desperdiça energia. Lâmpada incandescente 60 W = luminária LED de 4,5 W com economia de 55,5 W/hora. Lâmpada fluorescente tubular de 40 W = luminária LED de 18 W com economia de 22 W/hora. Lâmpada dicroica 50 W = luminária LED de 6 W com economia de 44 W/hora.

Reposição das lâmpadas O LED pode chegar a mais de 50.000 horas de vida útil, enquanto que: Incandescente = 1.000 horas Fluorescente Compacta = 6.000 horas Fluorescente Tubular = 7.000 horas Halógena = 3.000 horas Em termos de durabilidade 1 LED = 50 lâmpadas incandescentes ou 8 lâmpadas compactas fluorescentes ou 16 lâmpadas halógenas.

Exposição de produtos A iluminação LED não emite radiação IV/UV, o que evita danos à pele, plantas e também objetos ou produtos expostos como roupas, calçados, móveis, decorações e obras de arte.

Descarte Como o LED não possui em sua composição metais pesados como chumbo e mercúrio, não há necessidade de um descarte especial como as lâmpadas fluorescentes.

Cada vez mais ativo Obs.: Os meses necessários para a obtenção das parcelas não precisam ser trabalhados de forma initerrupta ou consecutivos.

Insta salientarmos que as novas regras somente serão aplicadas para aqueles que forem demitidos após a data de 28/02/2015, ou seja, o parâmetro para entrar nesta nova regra é a data de demissão. Além disso, agora, além da comprovação do recebimento de salários mensais para acessar o benefício do seguro desemprego, é necessário, também, a comprovação de meses trabalhados, ainda que não obrigatoriamente de forma contínua. Ou seja, de acordo com a nova alteração legislativa, para comprovação dos meses trabalhados, poderão ser utilizados os vínculos trabalhistas anteriores que estiverem dentro dos últimos 36 meses contados da data da dispensa atual para que se possa calcular a quantidade de parcelas a que o colaborador tem direito, ressaltando que é vedado o cômputo de vínculos empregatícios utilizados em períodos aquisitivos anteriores e que já deram direito ao benefício pago anteriormente. Para esclarecimentos adicionais, os associados e filiados do Sindicato poderão entrar em contato com a Área Trabalhista e Previdenciária do nosso escritório. Janaina Alves Pereira – OAB/PR 36.701. Advogada trabalhista desde 2004, com especialização em direito material e processual do Trabalho pela EMATRA/PR, coordenadora do setor trabalhista do escritório Andraus Advogados Associados.

O SEHA foi indicado para compor uma cadeira no Conselho Municipal de Urbanismo. O convite veio através do prefeito de Curitiba e da secretaria de Urbanismo. A partir de agora estaremos lá, todas às quintas-feiras, participando da reunião semanal que debate constantemente sobre a concessão de alvarás comerciais na cidade.

Convenção Coletiva Foi fechada a CCT de Paranaguá e Pontal do Paraná em 16 de março de 2015, que tem sua data-base em dezembro. O piso salarial foi para R$ 965,00 e a correção para os salários acima do piso é de 8,338%, e como algo novo foi concedida a cláusula de 1% anuênio. Para maiores informações entre em nosso site: www.seha.com.br, na parte de convenções .


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PUBLI EDITORIAL

Como é feito o Azeite de Oliva? As oliveiras, a árvore das azeitonas, têm uma história tão antiga e rica quanto à das videiras que dão as uvas. Evidências arqueológicas comprovam que elas já eram cultivadas muito antes de Cristo, reforçando que azeite e vinho são delícias conhecidas desde que o mundo é mundo. São árvores comuns na região do Mediterrâneo, pois gostam de clima seco e quente, além de muita luminosidade. Crescem lentamente e começam a dar frutos entre 5 e 10 anos, mas atingem a plenitude só depois dos 20. Do fruto na árvore até a garrafa de vidro na sua mesa, o caminho é longo, mas deve ser feito rapidamente para manter a qualidade. Isso porque quanto menos demorar o processo entre a colheita e a extração do azeite, menor o risco de fermentação e oxidação das azeitonas, o que resulta em um produto com qualidade superior.

Uma das novidades do mercado é o azeite de oliva Paganini que ganhou nova embalagem, com design mais moderno. Mas não foi só por fora que ele mudou: agora a acidez é de 0,5% e o azeite está mais fresco, aromático e verdinho. Além disso, na nova versão o bico é uma peneira.

Curiosidades Esqueça pegar uma azeitona do pé e comer na hora: elas são extremamente amargas; O azeite de oliva extra virgem é o de mais alta qualidade entre todos os tipos de azeite, a acidez deve ser inferior a 0,8% edeve possuir aroma e sabor perfeitos; A diferença entre as azeitonas verde e preta é simplesmente o ponto de colheita: as verdes foram colhidas antes de estaremmaduras e as pretas foram colhidas já maduras. A família das oliveiras inclui 30 tipos e 600 espécies diferentes. Calcula-se que existam 1.400 tipos diferentes de azeitonasno mundo, sendo 400 somente na Itália.

Azeites, Acetos, Massas, Arroz e Molhos

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Construção e revitalização

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Novos espaços de lazer em Curitiba A Praça de Bolso do Ciclista é palco de todas as artes, Parque Vista Alegre abre ainda esse ano

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Capital Paranaense é reconhecida por possuir inúmeros parques, bosques e praças, que se transformam no cartão postal da cidade, além disto, um grande hábito da população é aproveitar estes espaços durante a semana para a prática de atividades físicas e aos finais de semana para lazer. Com esta tendência a cidade está sempre se reinventando. Dois novos locais de lazer foram criados, a Praça de Bolso do Ciclista e o Parque Vista Alegre. Praça de Bolso do Ciclista: Localizada na esquina das ruas São Francisco e Presidente Faria,

no Centro, a praça foi construída pela própria comunidade em parceria com a prefeitura e a ONG Ciclo Iguaçu. A abertura do espaço fez com que a Rua São Francisco, recentemente revitalizada, fosse tomada por bares e restaurantes tornando-se um novo ponto de encontro na cidade. O local é palco para todos os tipos de arte, pelas paredes há pinturas de artistas locais e já sediou eventos como o Sarau da Massa Corrida e a Festa Brasilidades. Já faz algum tempo que surgem em Curitiba eventos espontâneos e a céu aberto, como

o ano-novo fora de época, a Quadra Cultural e a vida noturna da Rua Trajano Reis. Esses movimentos e riqueza cultural fazem da capital paranaense um lugar inesquecível. Parque Vista Alegre: Neste ano a cidade ganha mais um parque no segundo semestre, o Vista Alegre das Mercês. Serão 100 mil metros quadrados de área, incluindo bosque e equipamentos de lazer e recreação para a população. Será o 24.º parque da cidade, que tem ainda 18 bosques, mais de mil praças e jardinetes e 15 reservas particulares.

Dicas para Chefs Hortelã e pimenta são recomendadas para dar um toque especial em seu drink.

Para evitar que as fatias de bacon encolham muito enquanto são fritas, fure-as com um garfo.

Parcerias estratégicas marcam reunião dos CVBx-PR Durante primeira reunião de 2015 dos CVBx paranaenses, a pauta em alianças estratégicas debateu assuntos como: intercâmbio e networking entres as instituições e seus associados; representatividade do setor de turismo no Estado; o mercado interno – o paranaense conhecendo o seu estado; a visão comercial do destino Paraná nacionalmente e internacionalmente; e, amplamente o segmento MICE. O segmento MICE – Turismo de

Negócios e Eventos é a motivação de mais de 50% dos turistas do Estado do Paraná, anualmente. Curitiba, inclusive, se destaca como a terceira cidade no Brasil para turistas estrangeiros que vieram ao país por este motivo. Fatos como esses, vem embasando o projeto Paraná MICE e, portanto, na presença de Aldo Carvalho, Coordenador Estadual para o Turismo do SEBRAE, Jaco Gimenes, Presidente da Paraná Turismo e Douglas Fabricio, Se-

cretário de Estado de Turismo, os CVBx paranaenses agradeceram a atenção cedida e apresentaram propostas para inovações em comercialização do destino Paraná. Para Sergio Takao Sato, presidente da FCVB-PR, o resumo desse encontro é “renovação, foco no mercado e a valorização do associativismo. Outro resultado importante foi o alinhamento das estratégias e projetos aos dos parceiros que também atuam na esfera estadual”.

Se for servir cebola crua em algum prato, coloque-a em água gelada por alguns minutos antes de servir. Ela ficará mais crocante.

Aproveite talos de salsa e coentro para dar crocância em risotos, finalizar massas e pratos de peixe ou filé.

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Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015

ENTREVISTA Alexandre Sampaio

Visão nacional de hospedagem e alimentação Facilidade da prefeitura no tratamento fiscal poderia trazer mais evento para Curitiba Por Pierpaolo Nota

A

entrevista dessa edição do Jornal do SEHA é com Alexandre Sampaio, empresário com quase quatro décadas de atuação no mercado hoteleiro nacional. Atualmente preside a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação e o novo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC. Sampaio respondeu às perguntas do Jornal do SEHA, logo após a entrega do Prêmio Panorama do Turismo, onde foi um dos homenageados. Detalhe, já era meia-noite. O que deixa claro que para ele toda hora é hora de falar de hospedagem e alimentação.

Qual a visão da Federação em relação ao ramo de hospedagem e alimentação em Curitiba? Alexandre Sampaio - A primeira coisa a ser salientada é que o processo de ocupação de hoteis se altera a cada momento da economia ou da vivência que o país passa. No aspecto macro, você tem hoje uma recessão instalada no país, que afeta diretamente a ocupação de negócios e ai, claro, não poderia ser diferente com a hotelaria curitibana. Nós temos um problema de oferta, que eu não diria excessiva, mas uma oferta bastante robusta, muito oriunda de apart hoteis e condo-hoteis lançados. A política tolerante por parte da prefeitura com os condo-hoteis resultou em uma oferta se não excessiva, pelo menos um pouco acima da média de demanda. Isso ocasiona uma depressão de preço que não se reverte da noite para o dia. Essa semana a CVM acabou de soltar uma nota que surpreendentemente flexibilizou o entendimento sobre condo-hoteis, que até agora estava sendo bastante rígido. Isso afeta o Rio de Janeiro, afeta o Brasil e consequentemente pode afetar Curitiba. Como atravessar esse momento difícil? AS - A capital paranaense agora tem que passar por essa difi-

culdade da recessão do primeiro semestre, para vermos como a economia vai reagir. O Paraná tem um fator importante que é o agronegócio, que por conseguinte impacta à capital de maneira pró ativa, mas eu diria que é um pouco cedo pra gente avaliar uma recuperação de curto prazo. Nós temos que esperar mais alguns dias, mais alguns meses. Existe um movimento muito importante nessa nova legislatura no Congresso, uma discussão muito favorável de vários fatores que podem ser que ajudem a clarear o cenário como um todo e, consequentemente, pode ajudar a hotelaria curitibana. Os condo-hoteis fragilizaram toda nossa rede hoteleira legitimamente curitibana. Em um ano fecharam as portas dois hoteis cinco estrelas na cidade. Qual a pressão que a Federação vai exercer junto a CVM para que a regularização do investimento em condo-hoteis seja feita de forma mais equilibrada, talvez até mais justa? AS - Hoje pela manhã eu tomei café com o presidente da Comissão de Turismo da Câmara, o deputado Alex Manente (PPS/ SP), eles estão muito receptivos a vários temas que nós possamos levar para discutir dentro do plenário da Comissão. E nós temos que levar temas que são atuais, de interesse do empresariado e a receptividade é tanto dele como de Davi Alcolumbre (DEM/AP), que é o presidente da Comissão de Assuntos Regionais de Turismo do Senado. A ideia é que a gente propugnar isso, que o tema da flexibilização dos condo-hoteis, dessa nova interpretação mais fluída da CVM possa ser discutida em uma audiência pública na Câmara dos Deputados. A gente acha que é uma matéria que necessita de um debate um pouco mais amplo. É bem verdade que nós temos que ter um pouco de cuidado com a questão que o apart-hotel, em função das cotas de participação, que é aqueles hoteis que foram


Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015 lançados por fraccionamento, não sendo fundo imobiliário, era sim uma violação clara da legislação, por que isso tem que passar pelo crivo da CVM. Mas no afã de regularizar isso a CVM deu uma interpretação muito ampla no primeiro momento. E aí temos que ter muito cuidado porque lançamento de aparthoteis, com comercialização de unidades, não é uma violação das normas da CVM. Não caracteriza um fundo imobiliário. Por outro lado, a gente defende que deveria haver uma regulamentação que exigisse um estudo de viabilidade econômica sério e independente. E é possível construir um arcabouço jurídico para isso para lançamento de condohoteis. Ou seja, eles não poderiam ser lançados a bel prazer da construtora e interesse dos incorporadores, em detrimento da confiança do investidor, que seria lesado, face ao retorno não alcançado.Nossa ideia não é criar um artifício jurídico que seja também ilegal, mas sim propor que aja a possibilidade de criar uma legislação específica a reboque da lei geral. E que se exija mediante um cadastramento dessas consultorias, um estudo de viabilidade de lançamento de qualquer condo-hotel no país. A Federação tem agido de forma muito ágil em Brasília. Agora tivemos a implantação da Frente Parlamentar do Turismo e agora vem a Frente Parlamentar da Hotelaria. AS - É verdade, vamos lança-la dia 14 agora. Quem está à frente e quais seus principais objetivos? AS -Uma das linhas é a discussão de direitos autorais nos quartos dos hoteis. A outra questão vai envolver toda taxa de serviços da hotelaria. Outro processo vai debater insalubridade para arrumadeiras. Nós temos uma série de temas que vão poder ser objeto da discussão da Frente Parlamentar da Hotelaria. A Frente Parlamentar do Turismo torna-se necessária e fundamental nesse momento em função de uma integração com o recente lançamento da Fren Tur – Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo. As duas comissões são chefiadas por parlamentares novos, jovens, que tem interesse em produzir efeitos e querem aprender rápido sobre o assunto do turismo. A Frente parlamentar vai ser presidida pelo deputado César Halum (TO/ PRB). Ela é uma concepção da Federação, está sendo estruturada com nosso apoio e nós chamamos a ABIH para ser partícipe. Vamos dar suporte logístico à Frente, mas queremos que a ABIH assine com a gente. A Frente vem em uma boa hora, quando se discute inclusive uma lei transversa, uma lei completa para o desenvolvimento do turismo brasileiro. O setor da alimentação queira

ou não cresceu. Mas vem sofrendo com aumento da luz, de tributos, do gás, entre outros. Todas essas questões tem preocupado o empresariado. AS - A Federação está atenta a isso, nós tivemos há duas legislaturas passadas o lançamento de uma Frente Parlamentar de Alimentação Fora do Lar, ela não andou. Foi lançada pela Abrasel, infelizmente não houve suporte e ela ficou acéfala. O problema adicional é que o presidente dela é o deputado Jerônimo Goergen (PPRS), que acabou sendo envolvido na operação Lava Jato. A nossa ideia é resgatar esse Frente e dar uma força para ela nos moldes que a gente está montando. Fizemos um evento em Goiânia com apresentação de eficiência energética que hoje em dia é o calcanhar de Aquiles tanto de hoteis como de restaurantes, não tenho dúvida. Estamos também fazendo um convênio, possivelmente vai ser assinado agora até o final de abril ou início de maio, onde serão oferecidos cursos de gestão de alimentação eficiente. Vamos viabilizar consultores com alta expertise para atender aos sindicatos e seus associados mediante custo subsidiados pela Federação. Na realidade são consultorias junto às empresas com valores diferenciados. O objetivo é que os empresários tenham um norte na sua administração. Muitos restaurantes em função da crise acabaram sendo montados por pessoas que se viram sem emprego e tinham reservas de capital. Entenderam que a alimentação poderia ser uma saída e isso é a explicação de uma mortalidade excessiva e precoce desses empreendimentos. Então a ideia é: vamos oferecer ferramental para que as pessoas percebam que alimentação fora do lar é um negócio cada vez mais profissional, técnico, que exige dedicação, conhecimento e know-how, para que possa ter sustentabilidade e perenidade adequada. Qual a visão da Federação sobre os food trucks? AS - Nós entendemos que o problema dos food trucks é uma questão extremamente regional e totalmente de caráter municipal. É impossível nós termos uma gestão nacional dessa sistemática. Entretanto, algumas práticas são por nós defendidas. Nunca pode se permitir uma expansão excessiva ou uma operação frágil, informal da ocupação de espaço por esses veículos. Ele é inexoravelmente uma alternativa para os próprios restaurantes, para montarem filiais em food trucks e operarem em eventos ou em sistema rotativo em áreas menos nobres da cidade. Mas é necessário ter uma sistema de descarte de dejetos de lixos, um processo de reciclagem acoplado a sua operação pontual de final de semana ou durante um tempo limitado. Uma sistemática que exija uma mensuração adequada

do fornecimento de água, luz e esgotamento sanitário nesses equipamentos. Pregamos que esse é um processo que veio para ficar, não tem como segurar. Temos que entender que existe uma pré-disposição para o consumidor de não precisar de um serviço tão formal e por conseguinte mais barato. Também é uma grande chance de conseguirmos formalizar o serviço da chamada “comida de rua”, que sempre foi um problema para os estabelecimento em todo Brasil. Temos novidades sobre a regulamentação das gorjetas e 10% de taxa de serviço? AS - No aspecto trabalhista nós conseguimos fazer com que o senador Eduardo Amorim (PSC/ SE) aceitasse ser o relator da famosa lei da gorjeta. A Federação advoga que os 20% não é o ideal mas é o necessário para evitarmos um mal maior que são os passivos trabalhistas. Não adianta a gente querer o ideal, até porque o laboral é partícipe da decisão e quer ser ouvido, tem suas demandas também. 20% é uma boa retenção, os detalhes da lei a gente pode fazer através de legislação assessoria complementar. A lei não deve voltar para a Câmara, é importante que ela seja aprovada no Senado. Voltar para a Câmara seria voltar tudo de novo e nós não queremos isso. Também estamos trabalhando para promover futura legislação sobre faxineiros que limpam grande áreas, caso que pega mais em buffets e hoteis e na questão da folga dominical de funcionários em escala. O que falta para Curitiba captar mais eventos? AS - Curitiba tem bons médios equipamentos de eventos, tem um setor organizado de captação com os Conventions Bureaus do Paraná. Tem empresas especializadas que sabem fazer o processo organizacional. O que poderia ser promovido é uma facilidade da prefeitura no tratamento fiscal desses eventos, talvez aí esteja o grande pulo do gato. Existe uma proposta agora, que parece que o Congresso foi receptivo à ideia, tanto na Comissão do Turismo da Câmara quanto do Senado, em transformar o Room Tax (aquele valor que o hóspede paga voluntariamente na sua hospedagem) em uma legislação formal, mas tem que convencer os prefeitos. Outra questão séria é saber quem vai fazer a gestão desse recurso. Nossa ideia é que se crie um Fundo de Turismo de Desenvolvimento Municipal, isso poderia ser uma proposta do Executivo Federal, para que cada município regulamentasse essa matéria. Assim haveria arrecadação do Room Tax obrigatório com respaldo federal. E mais, esses valores seriam isentos de tributos federais e municipais e iriam para uma gestão conjunta de estados, municípios e empresários. O que falta mesmo para

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transformar não só Curitiba mas qualquer outro lugar do Brasil como um grande ponto de atração de eventos é recurso para fazer divulgação. Falta também um centro de eventos pra Curitiba? AS - Sim, falta um grande centro de eventos em Curitiba, mas eu não sei dizer qual seria a melhor localidade. Recentemente o Governo do Paraná extinguiu a Secretaria de Turismo e criou a de Esportes e Turismo. Esse tipo de atitude é válida? AS - Esse discurso pregado pelos governantes de minimizar o custo da máquina pública é muito utilizado, encontra respaldo da população. O turismo não é entendido como um grande empregador e gerador de tributos pelos prefeitos e governadores, na visão deles é um investimento que pode ser cortado. É encarado sempre como despesa, como uma coisa meio informal. Mas o turismo é um gerador de receita, empregador de alto nível, um vetor de desenvolvimento fundamental. No nordeste, por exemplo, tem peso no PIB muito significativo. Não sou contra a junção de secretarias, só acho que se houver junção a estrutura proeminente tem que ser do turismo. Tem que ser uma secretaria do Turismo e Esporte. Nunca o turismo como segundo nome. Sobrou algum legado da Copa para os empresários dos ramos de hospedagem e alimentação? AS - O legado pode não ter sido perfeito mas foi um bom legado. O Brasil está usufruindo um pouco dessa percepção no exterior, é claro que as notícias que saíram pós Copa não foram das melhores. Hoje o Brasil é percebido lá fora em um momento de crise, de situação política instável. Mas isso não desfez a ideia de um bom destino, de um local onde as pessoas são hospitaleiras, receptivas. Eu acho que essa marca a gente capitalizou. Me causa um pouco de angústia porque não trabalhamos bem isso na Copa e não estamos trabalhando a tempo para não errar nas olimpíadas. Temos que lembrar que as olimpíadas não estão só restritas ao Rio de Janeiro. É um evento no Brasil. Inclusive os jogos de futebol masculino e feminino não vão mais estar restritos a só quatro praças, vão ser sete praças. Só que eu vejo um ministério com um orçamento pífio para divulgação, uma Embratur praticamente paralisada na discussão se vai se transformar em uma agência de fomento ou não. E vejo ainda um Ministério do Turismo complicado face a não estabilidade em razão de um novo ministro a ser nomeado, que causa uma paralisia política setorial. O que não poderia acontecer ás vésperas de um evento desse porte.

Não sou contra a junção de secretarias, só acho que se houver junção a estrutura proeminente tem que ser do turismo. Tem que ser uma secretaria do Turismo e Esporte. Nunca o turismo como segundo nome”.


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Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015

Celebrando com amigos e parceiros Aniversário de 38 anos foi marcado com apresentação do novo salão

O

empresário João Jacob Mehl comemorou com familiares, promotores, produtores, floristas, cerimoniais e fotógrafos especializados em eventos os 38 anos do tradicional buffet Ilha do Mehl. Aproveitou a data para apresentar a todos seu terceiro salão, pensado para encontros menores, para cerca de 80 pessoas e intitulado de Cormorant. O nome faz alusão a um navio britânico que foi atacado na Ilha do Mel, provavelmente em um dos poucos disparos de canhão que aconteceram no Forte Nossa Senhora dos Prazeres. O tradicional buffet já dispõe do outros dois grandes salões, um para 250 e outro para 500.

Mais de 10.000 festas O Buffet Ilha do Mehl iniciou suas atividades em Curitiba no

ano de 1977, sob o comando de uma família com experiência em bares e restaurantes desde a década de 30. A empresa, que teve o nome inspirado em um dos principais cartões postais do Paraná, é hoje uma referência no segmento, sendo requisitada para casamentos, festas de aniversários e eventos corporativos. Localizado em prédio próprio, com 3 salões finamente decorados, é atualmente o mais central de Curitiba. Possui capacidade para até 500 pessoas e realiza também atendimentos domiciliares ou eventos onde o cliente desejar. A prova de excelência do local está nas mais de 10.000 festas realizadas em banquetes organizados em aproximadamente 200 cidades do sul e sudeste do

Everly, Teca, Mery e Jackie

Ana Maria, Adriana, Dulce, Jacob, Maria Tereza e Ana

Gilberto, João, Guilherme, Silvestre e Bruno

Jacob, Mano e esposa

Adriana, Júnior, Carla e família Mehl


Curitiba, 1ÂŞ quinzena de abril de 2015

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Curitiba, 1ª quinzena de abril de 2015

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Marcos Labanca

CARÊNCIA DE INVESTIMENTOS

Hoteis curitibanos estão morrendo Falta de atualização na cidade leva setor hoteleiro de Curitiba a praticar diária entre as mais baixas das capitais brasileiras

U

m levantamento incluindo os últimos 10 anos na capital paranaense demonstra que a vida dos tradicionais hoteleiros na cidade não tem sido tão gloriosa como parece, ou como é vendida pelas grandes redes que invadiram Curitiba nessa última década. “Nosso potencial maior é através do Turismo de Negócios, não temos tanta representatividade no turismo de lazer e cultural”, relatou o diretor da ABIH-PR, Henrique Lenz Cesar Filho, para começar a explicar as dificuldades que os hoteleiros vem enfrentando. Entre os vários fatores que enumera tem destaque a questão dos espaços destinados a eventos que fecharam ou tiveram intenção de fechar suas portas na cidade. No Parque Barigui o pavilhão de eventos ficou por cerca de cinco anos fechado, até que o Grupo Positivo assumisse sua administração. O que é fatal para o mercado de eventos, que sabendo da falta de espaço na cidade para promover grandes encontros, remodelou sua agenda e fez com que Curitiba perdesse grandes eventos que já estão agora consolidados em outras cidades e dificilmente voltarão para cá. O mesmo aconteceu com o Centro de Convenções de Curitiba, quando no ano passado o governo estadual sinalizou a intenção de entregar o espaço para a Orquestra Sinfônica do Paraná. Mesmo voltando atrás, o tempo sem operação prejudicou muitos hoteis que se concentram no centro da cidade, sem citar novamente a quantidade de eventos que migraram para outros locais, em outros municípios.

Dois hotéis cinco estrelas fecharam suas portas na capital paranaense em menos de um ano Depois, para complicar ainda mais, fechou suas portas o Estação Convention Center, único que tinha possibilidade de abrigar grandes eventos na região central da cidade. Por fim, produtores de grandes feiras ficaram reféns do Expo Unimed, que só consegue comportar eventos de médio porte, não tem concorrência e pratica os preços que deseja. Sem contar que está localizado em espaço isolado da cidade, sem área de alimentação nem hotéis por perto, o que não ajuda nada na captação de eventos importantes. Também ficamos fora da rota de grandes shows nacionais e

internacionais, com o fechamento da pedreira Paulo Leminski. Até hoje, apesar de já estar em funcionamento, o espaço apresenta limitações. Para completar, o aeroporto internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, continua em obras, que já deviam estar concluídas antes da Copa. Junto com o atraso, não vieram para a capital paranaense diversos voos internacionais prometidos, deixando de trazer a Curitiba muitos turistas. Mesmo que esses voos tivessem se viabilizado, faltaria estrutura alfandegária no aeroporto, o que criaria um gar-

galo bastante problemático para estrangeiros que viessem à capital paranaense. E não é só isso, vale um registro que nem um free shop internacional o espaço possui. A todas essas dificuldades soma-se a Copa do Mundo, de onde se esperava um grande legado e também não veio o resultado esperado. Mais o fechamento de duas grandes montadoras de veículos e a diminuição de produção de outra, a pressão da Câmara Municipal de Curitiba para inviabilizar o evento automobilístico WTCC e o esvaziamento de turistas do Festival de Teatro, que já não traz mais tantos turistas a

Curitiba. “O fato é que a cidade não se atualizou, além de perdermos, não vieram novidades”, desabafa o diretor da ABIH-PR, citando os hoteis tradicionais de Curitiba que encerravam suas atividades: Eduardo VII, na Praça Tiradentes, o mais moderno na época de 1950; o Clímax, na Dr Murici; o Hotel Presidente, na Westphalen (que já hospedou o Presidente da República); o tradicional Ouro Verde; o Los Angeles, na Tibagi e mais recentemente dois hotéis cinco estrelas, o moderníssimo Crowne Plaza e o Grand Hotel Rayon. Outros mais passaram por grande turbulência e foram vendidos para grupos empresariais de fora do Estado, como o Araucária, o Vernon, Doral Torres, Promenade e toda rede Holiday In. O reflexo de todas essas situações citadas acima aparece em uma pesquisa do site Trivago, especialista em turismo, que aponta Curitiba como a capital que apresenta valor de diária de hotel entre as mais baixas das capitais brasileiras.

Confira na próxima edição matéria demonstrando a realidade de bares e restaurantes de Curitiba

Celebre Bodas todos os anos

A

s Bodas de Casamento são comemoradas na data em que foi celebrada a cerimônia de casamento. Para cada ano de bodas foi estabelecido um material representativo para nomear o período. No ocidente as bodas mais festejadas são as bodas de prata, que comemora o aniversário de 25 anos do casamento e as bodas de ouro que comemora o aniversário de 50 anos do casamento, o que não impede que elas sejam comemoradas todos os anos. A festa das bodas surgiu na Alemanha, onde era costume de pequenos povoados oferecer uma coroa de prata aos casais que completassem 25 anos de casados e outra de ouro aos que chegassem aos 50 anos. Com o passar dos séculos foram criadas outras simbologias para cada aniversário de casamento. Quanto mais tempo de casado, maior é a importância do material representativo, que vai do mais frágil ao mais valorizado.

Conheça os nomes das bodas 01º 02º 03º 04º 05º 06º 07º 08º 09º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 20º

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Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas Bodas

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Papel Algodão Couro ou Trigo Flores, Frutas Madeira ou Ferro Açúcar ou Perfume Latão ou Lã Barro ou Papoula Cerâmica ou Vime Estanho ou Zinco Aço Seda ou Ônix Linho ou Renda Marfim Cristal Porcelana

25º - Bodas de Prata 30º - Bodas de Pérola 35º - Bodas de Coral 40º - Bodas de Esmeralda 45º - Bodas de Rubi 50º - Bodas de Ouro 55º - Bodas de Ametista 60º - Bodas de Diamante 65º - Bodas de Platina 70º - Bodas de Vinho 75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro 80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho 85º - Bodas de Girassol 90º - Bodas de Álamo 100º - Bodas de Jequitibá

Boda é uma palavra que tem origem no latim “vota”, que significa “promessa”. É uma festa em que se celebra um casamento. O nome é mais usado no plural: bodas, que se refere aos votos matrimoniais feitos no dia do casamento.


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Curitiba, 1ÂŞ quinzena de abril de 2015

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A importância da cultura

A história da humanidade se escreve pela cultura. TambÊm podemos dizer que Ê a cultura a responsåvel pela preservação da nossa história. Cultura significa, por analogia, liberdade. Os países totalitårios sempre desconfiaram, censuraram, trancafiaram ou exterminaram artistas, poetas, escritores, literatos e o que mais se aproximasse da cultura. Hans Johst, um dramaturgo alemão, escreveu em 1933 a famosa frase �Quando ouço falar em cultura puxo logo o meu revólver�, citação satírica em uma peça de conteúdo antinazista. A frase foi depois atribuída a Joseph Goebbels, quando deixou de ter o sentido irônico inicial e virou ameaça. Toda nação traz sua cultura e só se faz um país com ela. Por estas razþes Ê que o Sistema FecomÊrcio Sesc Senac Paranå tem demonstrado ao longo dos anos seu apreço pela preservação e divulgação cultural. A começar pela FecomÊrcio, responsåvel pelas negociaçþes com a prefeitura de Curitiba que resultaram na restauração do Paço da Liberdade, e a de Londrina, que permitiram a preservação

Ginåstica para todos do antigo Cadeião, ambos transformados em unidade cultural do Sesc. Agora estamos fechando um convênio com a Academia Paranaense de Letras para que o Senac abra no Observatório da Cultura Paranaense, prÊdio histórico localizado no Setor Histórico de Curitiba, conhecido como Belvedere, um cafÊ cultural, divulgando a cultura gastronômica paranaense. Ainda neste primeiro semestre, o Sistema FecomÊrcio irå publicar o livro Desvendando Manoel Ribas – O homem, O Mito, a Obra, de autoria de Fernando Fontana, fechando uma lacuna na historiografia do Paranå, que não tinha uma biografia do ex-governador disponível para as escolas e bibliotecas espalhadas pelo estado. TambÊm na årea editorial, lançamos em 2008 a obra O ComÊrcio no Paranå – Uma história de Conquistas, de JosÊ Luiz de Carvalho e AimorÊ �ndio do Brasil Arantes. O objetivo Ê cada vez mais realçar a cultura paranaense e a participação fundamental da atividade comercial no seu desenvolvimento. Nosso compromisso, por isso mesmo, não se encerra aqui. Ao contrårio, ele Ê um compromisso permanente, do qual jamais nos afastaremos. Um exemplo Ê o projetado Museu do ComÊrcio, que planejamos para compor o novo edifício sede da nossa Federação.

Darci Piana

Presidente do Sistema FecomĂŠrcio Sesc Senac PR

Senac abre as portas para a comunidade

O Sesc PR implantou em 2014, a pråtica da Ginåstica Multifuncional (GMF) – programa de exercícios físicos totalmente diferenciado, que leva em consideração as expectativas e o estilo de vida de quem o pratica. O espaço da GMF conta com modernos equipamentos de musculação, pesos livres, esteiras, bicicletas ergomÊtricas, elípticos e os mais variados acessórios para exercícios. AlÊm da orientação e acompanhamento de profissionais capacitados. Comerciårios e usuårios das unidades do Sesc Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Esquina (Curitiba), Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina Aeroporto, Medianeira, Paranaguå, Pato Branco, Ponta Grossa, Portão, Toledo e Umuarama jå são beneficiados pela GMF. Em 2016, a expectativa Ê que a GMF atenda comerciårios e usuårios das unidades da capital: à gua Verde e Centro, alÊm de CornÊlio Procópio. Saiba mais em www.sescpr.com.br

Na semana do Dia do Trabalho, o Senac PR promove a segunda edição da Feira de Profissþes. No dia 29 de abril, 29 escolas do Paranå mais a Unidade de Educação a Distância oferecem uma programação gratuita voltada para quem quer conhecer os cursos profissionalizantes do Senac. Segundo o diretor regional do Senac PR, Vitor Monastier, em tempos de crise econômica, a formação profissional Ê o grande diferencial para se conquistar um espaço no concorrido mercado de trabalho. �Não hå progresso sem trabalho e não hå boas oportunidades de trabalho sem qualificação profissional�, defende. Em Curitiba e Caiobå, a programação tem início pela manhã e segue atÊ a noite. São oficinas presenciais e a distância, palestras, aulas-show, exposiçþes, visitas guiadas, entre outras atividades voltadas para quem busca preparo e atualização profissional. Inscriçþes e informaçþes no site www.pr.senac.br/profissoes, pelo 0800 643 6 346 ou na pågina do Facebook �Senac Profissþes�.

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Jornal seha ed 003  
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