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ANO 09

Edição 36

Dezembro de 2012/Janeiro/Fevereiro de 2013

Distribuição Gratuíta

Editoral Luz no Lar O Evangelho é lâmpada sublime a iluminar todo o ambiente do lar; começando, assim, na família, a obra de fraternidade geral.

Sacrifício

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Páginas 04 e 05

Momento Espírita Uma figura incomparável Como ser perfeito, não se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos.

Página 02 Biblioteca e Livraria Espírita Transtornos Mentais - 7ª Parte

Embora possa parecer contraditório, quando consegue abrir mão de seus interesses, em atitude sacrificial, o homem adquire condições íntimas de atingir um estado superior de felicidade. Dineu de Paula

Transtorno de personalidade múltipla Na imensa lista dos transtornos mentais, o Transtorno de Personalidade Múltipla merece ser aqui mencionado, não pela sua frequência, mas, talvez, por ser aquele que mais caracterize a influência espiritual na gênese dos transtornos mentais.

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O verdadeiro significado do Natal

Estudando Joanna de Ângelis Reflexões para a vida Um indivíduo, que cultiva a compaixão e preserva o sentimento de amor, transforma-se em foco de luz que dilui as sombras, em patamar de paz que acalma os conflitos, em segurança fraternal que sustenta o companheirismo, em harmonia irradiante que se prolonga sem cessar.

Página 06 Movimento pela Educação Parte X As comemorações do Natal deveriam nos conduzir o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus.

Reflexão de Natal Vive, pois, o Natal, em comunhão mental com Ele, repartindo esperança e alegria onde estiveres, conforme puderes, entronizando o Amor e a fraternidade nos corações enriquecendo-os de paz e felicidade.

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14ª URE


Dezembro de 2012/Janeiro/Fevereiro de 2013

Editorial

Luz no Lar Local onde se produzem as experiências de sublimação, o lar merece pelo menos uma vez na semana, com um regime de pontualidade e regularidade o encontro dos familiares para o estudo do Evangelho de Jesus. Todos haurirão vigor que os fortalecerá para a jornada terrena, compartilhando as lições enriquecedoras dos ensinos do Mestre. São momentos de inspiração, robustecendo o espírito para os lances difíceis pelos quais todos passamos: dramas familiares, incompreensões, enfermidades, inquietações de toda ordem; recebem no culto do evangelho no lar o antídoto com as consequentes reservas de esclarecimento e coragem para todos os embates da vida. O Evangelho é lâmpada sublime a iluminar todo o ambiente do lar; começando, assim, na família, a obra de fraternidade geral. Caso algum familiar se recuse a participar desse banquete de bênçãos por agora, respeitemos o seu tempo próprio; logo mais ele se juntará aos demais. Mas, caso nossos filhos ainda estiverem sob a nossa tutela, não os deixemos ir, sem religião, sem Deus. Da mesma forma que lhes fornecemos o pão e o agasalho, o medicamento e a instrução; com ainda mais razão devemos dar-lhes o alimento espiritual, que hoje ou mais tarde se transformará na única fortuna que disporão na viagem de volta para a pátria verdadeira. A noite da oração em família é oportunidade festiva de convivência com os Espíritos de Luz que virão amparar-nos nas provações purificadoras em nome do Divino Mestre de todos nós.

Agradecemos a todos que foram nossos parceiros em mais um ano que chega ao seu final. Desejamos aos nossos leitores e colaboradores que este Natal seja dedicado ao Aniversariante Maior e que Sua mensagem possa florescer em cada coração. Que nesta época especial, propícia às reflexões, possamos todos renovar a nossa fé e colaborarmos para que o próximo ano seja de muita fraternidade, esperança, amor e caridade. Equipe Folha Espírita

Inspirado em texto da mentora espiritual Joanna de Ângelis.

Momento Espírita Uma Figura Incomparável A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra. Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra. Em algum aspecto de sua vida, titubeou e cometeu deslizes. Com Jesus isso não se verifica. Ele é o Modelo dado por Deus a todos os homens. Ao surgir no cenário terreno, já havia atingido o ápice de Seu estado evolutivo. Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens. Justamente por isso, causou tanto impacto. Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos. Transcendeu a todos os vícios, embora cheio de compaixão pelos pobres viciados. Sua Celestial Sabedoria confundiu os mais doutos da época. Sempre pacífico, nem por isso deixou de combater a hipocrisia. Sem desrespeitar as consciências alheias, tratou de demonstrar em que realmente consistia a essência das Leis Divinas. Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido. Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles. Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso

desprezo. Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas. Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam. Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo. Ele viveu no mundo, sem ser do mundo. Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava. Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona. Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época. Amou sem esperar ser amado. Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis. Movimentou recursos magnéticos e de cura até hoje desconhecidos. Lançou a ideia da vida futura, como uma esperança para todos os homens. Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso. Trata-Se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra. E é dEle o convite que ressoa, através dos séculos: Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me! Em algum momento será necessário atender ao amoroso chamado, romper com o passado de equívocos e marchar para a luz. O seu momento pode ser agora! Pense nisso. Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 8 e no CD Momento Espírita Especial de Natal, v.15, ed. Fep. Em 16.12.2010.

Expediente Jornalista responsável: Cirene Vanzela Miotto

Tiragem deste Número: 2.000 exemplares

Responsabilidade Editorial: Diretoria Executiva da 14ª URE

Diagramação e Arte Gráfica Xingu

E-mails para contato: folhaespitita@ure14sef.com.br | contato@ure14sef.com.br


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Biblioteca e Livraria Espírita Transtornos mentais Uma visão espírita - 7ª parte - Transtorno de Personalidade Múltipla Na imensa lista dos transtornos mentais, o Transtorno de Personalidade Múltipla merece ser aqui mencionado, não pela sua frequência, mas, talvez, por ser aquele que mais caracterize a influência espiritual na gênese dos transtornos mentais. As pessoas com esse tipo de transtorno apresentam duas ou mais personalidades distintas, cada uma exercendo o seu modo de ser durante o período em que for a personalidade dominante. A transição de uma para outra personalidade geralmente ocorre de maneira súbita e a personalidade dominante geralmente nada se recorda do que ocorreu quando a outra personalidade dominava. Algumas vezes as personalidades se conhecem, podendo gerar, então, rivalidades ou fraternidades. O tema mereceu do escritor e pesquisador espírita Hermínio C. Miranda um estudo aprofundado, que resultou na obra “Condomínio Espiritual”, na qual relata vários casos de personalidade múltipla, entre os quais, a história de Sybill, uma jovem muito inteligente, que desde criança sofrera períodos de “ausência”. Nestes períodos de “ausência” nada menos que dezesseis personalidades se alternavam, cada uma com características bem definidas. Uma chamava-se Victoria Antoinette Scharleau, apelidada Vicky. Era culta, sofisticada e descrevia-se como loura e atraente. Havia também Mike e Sid Dorsett que formavam a dupla masculina de personalidade e que se diziam carpinteiros, entre outras. Em decorrência deste transtorno, a sua vida se transformara num caos. Dormia e acordava, não na sua cama, mas já vestida e em locais estranhos e distantes. Encontrava roupas no seu armário que não eram do seu gosto. Encontrava quadros que ela havia iniciado a pintar e que eram terminados em estilo totalmente diferente do seu. Pessoas que ela não conhecia lhe cumprimentavam na rua. Gastava dinheiro sem saber em que. Certa vez, uma das personalidades chegou a comprar e pagar as primeiras prestações de uma casa e interrogada pela psiquiatra sobre quem iria pagar o restante das prestações, respondeu: “Ora, quem vai pagar é Sybill, afinal de contas, é ela quem deve cuidar da gente”.

A explicação para o fenômeno encontra-se em “A Gênese”, de Allan Kardec, cap. XIV, ítem 47, que nos explica que: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, que se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade”. “Na possessão, em lugar de agir exteriormente, o Espírito livre se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; faz domicílio em seu corpo, sem que, todavia, este o deixe definitivamente, o que só pode ter lugar na morte”. “(...) O Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio, fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. (...) E se o conhecêssemos quando vivo, reconheceríamos sua linguagem, sua voz, seus gestos e até a expressão da sua fisionomia.” Segundo Allan Kardec, “Os fatos desse gênero, em diversos graus de intensidade, são muito numerosos, e muitos casos de loucura não têm outra causa senão essa. O Espiritismo, fazendo conhecer esta fonte de uma parte das misérias humanas, indica o meio de remediá-las: este meio é agir sobre o autor do mal, que, sendo um ser inteligente, deve ser tratado pela inteligência”. Desse modo, quando a ciência médica e, particularmente a Psiquiatria, admitir a realidade do espírito imortal, herdeiro das suas próprias ações ao longo das múltiplas reencarnações, muito maior êxito alcançará no tratamento das diversas moléstias que atingem a criatura humana, sobretudo as de natureza mental, recordando o nosso Mestre de Lyon quando afirmou: “Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem.” Luciano Yamamoto

E enquanto a psiquiatra tratava o transtorno como se fossem vários fragmentos de uma mesma personalidade que deveriam ser equilibrados, o que ocorria, segundo o autor do livro, era que o corpo de Sybill havia se transformado num verdadeiro condomínio espiritual, utilizado por dezesseis espíritos diferentes, cada qual tentando obter a posse definitiva da sua “moradia”. E apesar da aparente simpatia que nutriam por Sybill, a verdade é que eram espíritos profundamente egoístas e que disfarçavam habilmente a intenção de prejudicá-la, haja vista que os bons Espíritos jamais constrangem alguém a realizar qualquer ação que resulte em seu prejuízo. Referências: 1.Condomínio Espiritual. Autor: Hermínio C. Miranda. 2. A Gênese. Autor: Allan Kardec.


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Sacrifício O vocábulo sacrifício possui vários significados, dentre os quais o de renúncia ou privação voluntária por razões religiosas, morais ou práticas. As religiões costumam tratar do tema e o valorizar, sob os mais diversos enfoques. Por exemplo, a passagem bíblica segundo a qual Deus manda Abraão matar seu filho Isaque (Gênesis, 22). O ato não se consuma, mas o patriarca é elogiado por sua disposição em atender à vontade divina, mesmo à custa do que lhe era mais precioso. Trata-se de uma passagem evidentemente simbólica, que utilizou uma imagem forte para fixar um importante ensino. Jesus também tratou do assunto, destacando-se a seguinte exortação: 'Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta' (Mateus, 5:23-24). Em uma análise superficial, causa estranheza esse enfoque em atos sacrificiais em favor da divindade. O universo inteiro pertence a Deus, que pode lançar mão de tudo o que nele existe. A única real propriedade de um homem consiste em seus predicados intelectuais e morais, em essência, inalienáveis. Todas as condições de que desfruta lhe foram dadas justamente pelo Criador, a fim de que evolua. Assim, parece um contrassenso a ideia de fazer ofertas ao Senhor da Vida.

Dineu de Paula

Ademais, um sacrifício, da espécie que seja, sempre importa alguma dose de dor, física ou moral. Tendo em mente a infinita bondade de Deus, que criou Seus filhos para serem felizes, suscita perplexidade o incentivo à prática de atos da espécie. Entretanto, como se trata de uma lição que se repete, é porque contém algo de muito importante. É preciso apenas ultrapassar a ideia inicial para entender a essência do ensinamento. A Doutrina Espírita, em seu aspecto de racionalidade, ajuda a entender a importância dos atos de renúncia e sacrifício, a fim de que, despidos de simbologias, surjam como uma importante conquista evolutiva, que enseja vivências plenas e felizes. Nessa linha, o Espiritismo ensina que Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, mas destinados à angelitude. Fê-los não imediatamente perfeitos, mas perfectíveis, e lhes assegurou a liberdade de escolher os próprios caminhos e a responsabilidade pelas escolhas feitas. O progresso é uma lei da vida e ninguém escapa dela. Como um incentivo a que a estrada do progresso seja trilhada, há um mecanismo lógico segundo o qual a conduta reta e equilibrada gera felicidade, ao passo que o descompasso com a lei, revelado pelo cultivo de vícios, engendra dor. A criatura tende a compreender que é de seu interesse evoluir para Deus e que a rebeldia apenas produz sofrimento. Em O Céu e o Inferno, a partir da análise dos relatos de incontáveis Espíritos, Kardec apresenta o 'Código Penal da Vida Futura', um conjunto de princípios sobre o que torna os Espíritos felizes ou infelizes. Segundo esse código, 'a completa felicidade prende-se à perfeição, isto é, à purificação completa do Espírito. Toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e de privação de gozo, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos'. (obra citada, 1ª parte, capítulo VII, item 2). Assim, todo vício ou imperfeição necessariamente produz dor. Um singelo exem-

plo ajuda a entender a assertiva:o h o m e m c i umento, não importa a dignidade de sua companheira, está sempre atormentado. Ele procura sinais externos q u e c o n f i rmem o seu tormento íntimo e nunca está tranquilo. Se não tivesse essa fissura moral, viveria muito mais feliz. Segundo a Espiritualidade Superior, o egoísmo é a raiz de todos os vícios. Na resposta dada à questão nº 913 de O Livro dos Espíritos, ela afirma: 'Por mais que lhes deis combate (aos vícios), não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade'. Então, todos os vícios e paixões negativas, que produzem dores e misérias, originam-se do egoísmo. É do mais alto interesse das criaturas destruí-lo em si mesmas. Em A Gênese, ao dissertar sobre o bem e o mal, no capítulo III, Kardec assevera que todas as paixões e vícios encontram sua gênese no instinto de conservação. Tal instinto possui uma finalidade providencial, consistente em assegurar que o ser viva o maior tempo possível, a fim de evoluir o máximo na oportunidade física de que desfruta. Ele não é um fim em si mesmo, mas um instrumento do progresso. Ocorre que, quando exacerbado, ou seja, levado além de seus naturais limites, engendra o egoísmo, que faz nascer todos os demais vícios. É natural e bom que o ser humano, à semelhança de todos os outros seres vivos, cuide de si, procure viver bastante e bem. O problema é quando esse cuidado pessoal extrapola o razoável, em detrimento dos direitos alheios.


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Todo instinto é positivo em sua essência, mas, no decorrer do processo evolutivo, deve gradualmente ceder espaço ao sentimento e à razão. Atente-se que, quando exacerbado, esse instinto, voltado a livrar o ser de experiências dolorosas e desgastantes, acaba por promover resultado contrário. Engendra o egoísmo, pai de todos os problemas e desgraças morais do homem e da coletividade. É preciso, pois, identificar um modo de combater o excesso do instinto de conservação, degenerado em egoísmo. Na questão nº 917 de O Livro dos Espíritos, consta que o egoísmo é a imperfeição humana mais difícil de desenraizar porque deriva da influência da matéria. E que ele se enfraquece à medida que a vida moral vai preponderando sobre a vida material. Já na questão nº 912 da mesma obra, afirma-se que o meio mais eficiente de combater o predomínio da natureza corpórea consiste em 'praticar a abnegação'. Nessa mesma linha, na questão nº 893 do LE, a Espiritualidade Superior anota que 'a sublimidade da virtude (...) está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto'. Ou seja, na abnegação, que nada mais é do que o sacrifício voluntário dos próprios desejos e posições em nome de um imperativo ético. Tem-se, pois, uma razão lógica para o incentivo à prática de atos de sacrifício. Embora

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necessariamente conduz à conquista de todas as possa parecer contraditório, quando consegue demais. O quadro pode parecer desalentador abrir mão de seus interesses, em atitude para quem se reconhece muito aquém das sacrificial, o homem adquire condições íntimas qualidades apresentadas. Contudo, nessa de atingir um estado superior de felicidade. Ele dissertação é possível identificar uma chave se liberta de necessidades que o escravizam a para a conquista desse estado ideal. É quando o vivências frustrantes e dolorosas. Codificador assevera que o homem de bem Sumariando, o instinto de conservação, 'sacrifica sempre seus interesses à justiça'. quando exacerbado, origina o egoísmo, que dá Como se vê, o sacrifício não é por bobagens, mas pelo ideal de justiça. causa a todos os vícios, os quais, por sua vez, Evidentemente, não se trata de uma concepção geram dores e misérias para o homem e a infantil de justiça. Afinal, uma criança tende a sociedade. O único modo de vencer o egoísmo é considerar justo tudo o que a beneficia e injusto combater a influência da matéria, enfraquecer o que a prejudica. mesmo o instinto de conservação, Para conquistar a maturidade mediante a prática da abnegação. espiritual, que afasta dores desnecessárias e Consoante o ensino da Um viabiliza o real progresso, um homem Espiritualidade Superior, precisa aprender a identificar a justiça homem toda virtude é meritória, do que o prejudica e a injustiça do que o precisa pois implica resistência beneficia, assim como a abrir mão de aprender vantagens indevidas. Se ele pode voluntária ao arrastamento fazer algo de bom, então deve fazer. dos maus pendores, mas a a identificar a Para isso, urge prestar atenção abnegação é a mais justiça do que o nos argumentos dos outros, na sublime de todas as prejudica e a situação deles, e se dispor a algum qualidades humanas. sacrifício pelo bem-estar do outro, da Ao incorporar essa injustiça do que coletividade. Inclusive o sacrifício das habilidade de renunciar, o o próprias opiniões, a bem da Espírito atinge a maturidade tranquilidade dos ambientes em que beneficia’’. do senso moral e está apto a transita. importantes voos evolutivos. Essa habilidade de renúncia constitui a chave do progresso moral e da vida social Justamente por isso, não está harmônica e por isso vem sendo incentivada em pauta a autoflagelação, a aplicação de mausdesde a antiguidade. tratos ao corpo, sob qualquer enfoque. Não se cuida de uma renúncia estéril, de quem imagina REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS que Deus se alegra com o sofrer de Seus filhos. 1. BÍBLIA. Português. Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995. Ao contrário, trata-se de um instrumento de 2. KARDEC, Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. evolução espiritual, pela capacidade de doar-se A Gênese. 1. ed. especial. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005. em favor do semelhante, com esquecimento do 3. KARDEC, Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. próprio interesse. O Céu e o Inferno. 1. ed. especial. Rio de Janeiro: Federação Afinado com esse ensino, Kardec, em Espírita Brasileira, 2005. 4. KARDEC, Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo O Evangelho Segundo o Espiritismo. 3. ed. especial. Rio de XVII, apresenta as características do homem de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005. 5. KARDEC, Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. bem. Enumera uma série de virtudes, que O Livro dos Espíritos. 1. ed. especial. Rio de Janeiro: beiram a sublimidade, para concluir que muitas Federação Espírita Brasileira, 2005. outras há, mas que a prática das indicadas

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Estudando Joanna de Ângelis Reflexões para a vida APRENDER A AMAR: AMOR E COMPAIXÃO No livro Garimpo de Amor, a veneranda Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Franco, nos convida a muitas reflexões acerca do amor, em seus vários matizes. Esse sentimento sublime, de essência Divina, ainda confuso para nós, por estar adormecido em nossa intimidade, necessitando ser desenvolvido e lapidado, quando então será compreendido. Temos, ainda, muita dificuldade em identificar e expressar esse sentimento. A autora nos convida ao aprendizado do amor, o que significa que podemos desenvovê-lo em nosso ser e afirma que: “Alcança-se a plenitude terrena quando se consegue amar”. O amor possui dimensão infinita. Quanto mais se distende, mais espaço adquire para crescer. Quando o ser está preenchido pelo amor, nada de mau o atinge, perturbação alguma o desequilibra, porque não há espaço vazio para a desdita nem para o aborrecimento. À semelhança do espaço em geral, nada se lhe abre, mesmo quando atirado propositalmente, porque está repleto, não havendo lugar para novos acúmulos. Assim é um coração rico de amor e cheio de compaixão. Plenificado, não oferece campo para outras expressões de desconforto e ressentimento, de ansiedade e de medo. O medo, a culpa, a mágoa constituem vapores doentios que intoxicam o ser, transformando-se em ferrugem corrosiva nas engrenagens da alma, que emperram, dificultando a finalidade da evolução, para a qual todos se encontram incursos nos Estatutos da Vida. Um indivíduo, que cultiva a compaixão e preserva o sentimento de amor, transforma-se em foco de luz que dilui as sombras, em patamar de paz que acalma os conflitos, em segurança fraternal que sustenta o companheirismo, em harmonia irradiante que se prolonga sem cessar. Esse processo de amor e de compaixão robustece as forças do navegador no oceano da matéria, porque o mantém vinculado à Estrela Polar Divina, que o norteia, apontando sempre o rumo correto por onde seguir. Mesmo quando surgem impedimentos e ruge a tormenta, a nau da confiança não abandona o roteiro,

Dr. Salatiel Torres do Nascimento Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Cirurgia Laparoscópica - Endoscopia Digestiva CRM-PR 4015 (46).3025.3666 9912.2959 Av. Brasil, 530 2º Andar 85501-080 Centro | Pato Branco - PR

vencendo as tempestades e recuperando a tranquilidade da navegação. Essa decisão não significa ausência de esforço, de luta, de trabalho, de desafios. Fosse diferente, e seria morbidez, parasitismo, não amor, menos compaixão, porque somente eles robustecem o ânimo e fortalecem a capacidade de empreender novas conquistas, mediante o trabalho, o esforço que deve ser envidado para conquistá-los. O amor é vida, e a compaixão manifestalhe a grandeza e o significado. Unidos renovam o mundo. Mas é necessário que, para a humanidade tornar-se melhor, alguém comece amando-se, amando e tocado pela compaixão. Para amar é necessário começar. Ninguém será surpreendido pela pujança do amor total, antes de havê-lo iniciado em pequenas experiências e vivências do cotidiano. Às vezes, por meio de uma insignificante manifestação de ternura, um gesto de desculpa, uma ação de misericórdia ou uma formulação de beneficência. O amor autovitaliza-se, nutrindo-se da própria energia que esparze. No exercício da compaixão por si mesmo, o amor ensina que as criaturas são o que lograram no longo percurso das reencarnações, que ainda se encontram em fase de imperfeição, tendo o direito de errar e experimentar despropósitos, não se permitindo, porém, a tolerância de permanecer nos equívocos, nos compromissos infelizes, após tê-los identificado. Também descobrirá que essa renovação não será operada por milagre, por fenômeno apenas do querer, mas sobretudo do empenhar-se pelo conseguir. Mediante exercício diário de reflexão, aprofundando a sonda da perquirição em torno de Si, surgem os fantasmas do passado, os cobradores da consciência, os clichês dos remorsos, os impositivos da culpa em acusações incessantes, que devem ser liberados e diluídos. Libertar-se da culpa é fundamental, a

fim de não se atormentar com o receio do castigo. Arrepender-se, sinceramente, do mal que haja feito a alguém, constitui terapia valiosa, gerando oportunidade para a reparação de todo e qualquer prejuízo que lhe haja propiciado, sem mágoa pelo passado nem angustiante expectativa pelo futuro. Revisar conceitos de comportamento e reavaliar atitudes são métodos significativos para a paz de espírito, no tumultuado relacionamento social. À medida que se for vencendo a timidez e a culpa, peregrina alegria de viver tomará conta das paisagens emocionais, facilitando o trânsito pelos difíceis caminhos da fraternidade, porque estímulos inabituais surgirão para mais amar-se e mais amar. Compadece-te dos teus próprios erros e reabilita-te, envolvendo-te na claridade diamantina do amor e viajando na direção da felicidade. Quanto mais ames, mais sentirás necessidade de fazê-lo, porque estarás pleno de alegria e desejo de viver. Reservando-te espaços mentais e emocionais para releitura e recomposição dos teus comportamentos, vivenciarás a compaixão pelo teu próximo e pelos teus inimigos que deixarão de ser, embora prossigam inamistosos contra ti, mergulhados nas sombras que geram à própria volta. Não os reproches, não tentes conquistálos mediante argumentações e justificativas. Ama-os de longe e concede-lhes o direito de estarem assim por enquanto, até o momento em que despertem para a própria felicidade. Descongelando a indiferença nos teus sentimentos, o calor do amor te impulsionará à natural compaixão que vive em ti na direção de tudo e de todos. Bibliografia: Franco, Divaldo e Joanna de Ângelis, Espírito – Garimpo de Amor. Capítulo 5. Grifos nossos.


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Quando nasceu Jesus? Ninguém sabe ao certo a data que Jesus nasceu. Convencionou-se comemorar o Natal no dia 25 de dezembro porque neste dia acontecia uma festa pagã muito popular na Roma antiga. A finalidade da festa era homenagear o Deus sol Natalis Solis Invicti (Nascimento do Sol Invicto) – considerado a primeira divindade do império romano – e festejar o início do solstício de inverno, na Europa. Com o triunfo do Cristianismo, séculos depois, a data foi utilizada pela igreja de Roma para comemorar o nascimento do Cristo. ¹ Com o passar do tempo, hábitos e costumes de diferentes culturas foram incorporados ao Natal, impregnando-o de simbolismos. Aquele nascimento, nas especiais circunstâncias em que ocorreu, deveria assinalar, conforme sucedeu, o período de renovação humana e social, alterando, por definitivo, os fastos históricos. ² As comemorações do Natal deveriam nos conduzir o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos. ³ Jesus nasce em cada um de nós, conforme abramos a alma aos Seus ensinamentos. Isto pode ser em cada Natal ou em outra data qualquer, desde que sejamos realmente tocados pela Sua mensagem divina.

Perguntemos a Paulo onde e quando Jesus nasceu?

O verdadeiro significado do Natal “Eis que vos trago boas-novas de grande alegria, que será de todo o povo, porque nasceu para vós, hoje, um salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi.” (Lucas, 2:10-11.)

Quem estabelece relacionamento com Jesus, raramente permanece como se encontrava antes. Saulo de Tarso, que O viu e O sentiu na alma, transformou-se de imediato dando novo e total direcionamento aos passos, graças ao que, ao fim da existência já não era ele quem vivia, mas Cristo que nele vivia. Joana de Cusa, que desfrutava de opulência, quando teve contato com Ele, alterou a condição de patrícia romana para tornar-se irmã dos desventurados. Reflexiona a respeito do significado de Jesus na tua existência. Se experimentas os mesmos conflitos de antes do teu relacionamento com a Sua mensagem, ainda não permitiste que Ele te penetrasse os sentimentos, modificando-te a conduta interior.

Na data evocativa do seu nascimento, faze uma reflexão mais profunda e verifica se ele já nasceu em teu coração. Após a constatação da Sua presença ou não em ti, sai do desconforto moral ou da comodidade, da indiferença ou do erro e deixa que este seja um sublime Natal em tua vida, passando a viver feliz e dedicado ao Bem de que ele se fez portador. ² Ibraima Emygdio Gava

Ele nos dirá: “- Foi na estrada de Damasco, quando eu, intolerante e fanatizado por uma causa inglória, me vi envolvido na sua divina luz. Dali por diante - já não sou eu mais quem vive, mas o Cristo é que vive em mim.

No Natal, lembremos do aniversariante: Jesus!

Indaguemos de Madalena, onde e quando nasceu Jesus? Ela nos informará: “- Jesus nasceu em Betânia, certa vez em que sua voz, ungida de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova, com a qual, até então, jamais sonhara”. Ouçamos o depoimento de Pedro, sobre a natividade do Senhor, e ele assim se pronunciará: “- Jesus nasceu no átrio do paço de Pilatos, no momento em que o galo, cantando pela terceira vez, acordou minha consciência para a verdadeira vida. Daí por diante, nunca mais vacilei diante dos potentados do século, quando me era dado defender a Justiça e proclamar a verdade, pois a força e o poder do Cristo constituíram elementos integrantes de meu próprio ser”. ⁴

Referências Bibliográficas: 1. TEIXEIRA, Raul. Programa Transição. O significado do Natal. 2. FRANCO, Divaldo. Iluminação Interior. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2ª Ed. Salvador: LEAL, 2007. Cap. 30. 3. XAVIER, Francisco C. Antologia mediúnica do natal. Espíritos diversos. 6ª Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 4. 4. VINÍCIUS. Em Torno do Mestre. Rio de Janeiro: FEB, 1991. 5. FRANCO, Divaldo. Iluminação Interior. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 2ª Ed. Salvador: LEAL, 2007. Cap. 28.


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CASAS ESPÍRITAS DA 14ª URE Filiadas à Federação Espírita do Paraná Casa Espírita Bezerra de Menezes Rua Santo Fregonese, 655 - Centro - CEP: 85.601-320 • Francisco Beltrão – PR Presidente: Ana Jussara Polanski (46) 3523-5242 e 9916-0216 E-mail: anajupo@yahoo.com.br Comunicação: Roseli Mazetto E-mail: rosemazzetto@hotmail.com

Movimento pela Educaçao - Parte X Reflexões de Natal O Natal sempre traz um momento indelével na criatura humana, sejam quais forem as

Centro Espírita Caminho da Luz Rua Pará, 227 • Sala 501 - subsolo • 86.660-000 • Dois Vizinhos Presidente: Adriana Nicareta Nunes - E-mail: adriana.nn@hotmail.com

circunstâncias de vida de cada um. É como se uma "aura" de bem e de luz recaísse sobre todos, criando

Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Rua Major Diogo Ribeiro, 93 • CEP 85530-000 • Clevelândia Presidente: Wilson L.M.Pacheco - E-mail: jrinf@juniorinformatica.com.br (46) 3252-1670 e (46) 9972-9728

uma psicosfera de leveza e de paz.

Centro Espírita Mensageiros da Paz Rua Antonio Carneiro Neto, 1212 CEP: 85.601-070 Francisco Beltrão Presidente: Rosi Mari Dalla Vechia (46) 9912 8141 E-mail: rosi_mdv@hotmail.com cemp-paz@ig.com.br

mesmo com

Natural que seja assim, pois se comemora, aniversário do Ser mais luminescente que pisou em

Centro Espírita Maria de Nazareth Rua Manoel Ignácio de Loyola, 316 • CEP: 85555-000 • Palmas Presidente: Edgar Domingos Menegatti - (46) 3262 2000, (46) 9973 1396 E-mail: menegati39@hotmail.com Secretário: Mario Luiz Cordeiro Jr, (46) 3263 1136, (46) 8403 0395 E-mail: mariocordeirojr@gmail.com Sociedade Espírita Fraternidade Rua Jaciretã, 720 - B. Parzianello - CEP: • CEP 85504-440 • Pato Branco - (46) 3225-4657 Presidente: Rosimari Fantinel (46) 9911-7216 E-mail: contato@ure14sef.com.br

distorções comportamentais, o

nosso planeta. Todavia, é também uma hora de profundas reflexões, principalmente sobre aquilo que Jesus mais disseminou que é o Amor. Têm-se sucedido milênios, sem que o amor desempenhe o papel que lhe está destinado. O egoísmo destruidor tem trabalhado

Quadro de Reuniões Públicas

contra os seus relevantes objetivos construindo impérios de hediondez e de

Francisco Beltrão

perversidades em detrimento dos valores que unem as criaturas, mantendo-as como

Casa Espírita Bezerra de Menezes Quarta-feira Quinta-feira Sábado Domingo

19 h

Estudo das Obras psicológicas de Joana de Angelis

20h

Reunião Pública

das 14h Estudo das Obras Básicas Às 15h15min 20h Reunião Pública

Dois Vizinhos Centro Espírita Caminho da Luz Terça-feira

20h

Palestra Pública

Sexta-feira Sábado

20h 14h

Estudo da Doutrina Espírita Evangelização Infantil

verdadeiros irmãos. Importante nesse momento de reflexões, não deixar-se atemorizar ante as sombras que transitoriamente predominam na face terrestre, nem se afligir sob os impositivos do sofrimento temporário que te chega aos sentimentos, cobrando-te resignação e confiança irrestrita em Deus. Estes são dias muito difíceis para todos quantos se entregam aos ideais de enobrecimento, experimentando aferição dos valores morais que lhes exornam o comportamento. Insiste no bem e nos ideais de engrandecimento humano, oferecendo

Clevelândia Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

o pagamento que te seja exigido pelas circunstâncias. Certamente os resultados não

Segunda-feira

19h

Palestra Pública

chegarão de imediato, porém não se farão tardar, porque já são anunciados pelos

Terça-feira

19h

Estudo da Doutrina e Obras Básicas

Quarta-feira

19h

Reunião Mediúnica

Domingo

10h

Palestra Pública

acontecimentos dolorosos que têm tomado vulto. Sê tu aquele que oferece ao mundo aturdido destes dias a demonstração plena

Francisco Beltrão

da paz que conquistaste com inteligência e entrega moral, tonificado pela coragem e

Centro Espírita Mensageiros da Paz

pela fé. Recorda Jesus, que abandonou as regiões sublimes para mergulhar na

Quarta e Sexta-feira Quinta-feira Sábado

18h30min Atendimento Fraterno 20h Exposição Doutrinária e Fluidoterapia das 14h Às 17h

Assistência Social Espírita

14h

Evangelização da Infância e Juventude, grupo de Estudo para os pais 15h30min Grupo de Estudos para adultos

Domingo

Grupo de estudo para os trabalhadores

Palmas

indumentária humana, durante a grande noite do tempo em que viveu entre nós, mediante um incomparável Natal, a fim de ensinar o amor e vivê-lo, apontando os rumos de segurança para os caminhos do futuro. Ele não temeu os dominadores de um momento, as tricas farisaicas, as perseguições implacáveis que lhe moveram os iludidos em si mesmos, dando curso natural ao Seu programa, sem deixar-Se perturbar ou afligir por quaisquer ocorrências.

Centro Espírita Maria de Narareth Domingo

20h

Terça-Feira Quarta-Feira

20h Grupo de Estudos 15h às 17h Evangelização Infantil 20h Grupo de Estudos

Evangelho e Evangelização Infantil

Pato Branco

Vive, pois, o Natal, em comunhão mental com Ele, repartindo esperança e alegria onde estiveres, conforme puderes, entronizando o Amor e a fraternidade nos corações enriquecendo-os de paz e felicidade. É no Lar que surge, nesses festejos natalinos, a bendita oportunidade de

Sociedade Espírita Fraternidade Segunda-feira

20h

Palestra Pública e Atendimento Fraterno Juventude Espírita – Turmas I e II

Terça-feira

13h30 20h

Assistência Social Espírita Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE I, II, III e IV)

Quarta-feira

15h

Estudo do Evangelho, fluidoterapia e atendimento fraterno

Quinta-feira

13h30 20h

Assistência Social Espírita Núcleo de Estudos e Pesquisas Espíritas – NEPE

Sábado

11h 20h

Evangelização Infantil e ESDE I Palestra Pública e Atendimento Fraterno

Domingo

18h

Estudo das Obras Básicas

introjetar Jesus nos corações daqueles que hoje estão reunidos em família, a fim de retomar a charrua da longa noite dos séculos em sombra; para finalmente ascender à mirífica Luz exarada pelo Evangelho do Cristo... o aniversariante! Alan R. Archetti REFERÊNCIAS: 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 2. FRANCO, Divaldo Pereira. Luzes do Alvorecer. Por diversos Espíritos.


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O

S A BOR D O N B I OL E R E

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N

Uma História para ler e colorir

S Não precisarão mais se arrastar nem ficar presas ao solo úmido e triste. Vocês terão preciosa visão da vida! Conseguirão subir muito alto e se alimentarão de néctar de flores...

Poderão viajar e contemplar o mundo de uma forma diferente! Enquanto a borboleta interrompia sua mensagem para um breve repouso, ouviu o que as lagartas falavam: - Ah, não posso acreditar no que vejo! - Que criatura bela e misteriosa! - Será uma fada? - É completamente diferente da gente... A linda visitante sorriu e continuou: - Acreditem em mim! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte da minha nova forma que a que a natureza também reserva para vocês.


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Dezembro de 2012/Janeiro/Fevereiro de 2013

Ontem eu vivia como vocês; amanhã, vocês viverão como eu! Tudo o que faço hoje, vocês poderão fazer também. E lançando carinhoso olhar ao grupo, a borboleta distendeu o corpo colorido e, voando, graciosa, desapareceu. Nisso, chega ao ninho a lagarta mais velha que estava ausente, e, ouvindo as conversar entusiasmadas das companheiras mais jovens, ordenou irritada: - Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez... Mentiras, tolices... Fujamos aos sonhos e aos desvarios. Nunca teremos asas. Ninguém deve filosofar... Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no que a vida nos oferece. Esqueçam-se desses seres alados que não existem. Parem com essas bobagens, deixem a imaginação e retornem para a realidade. Abandonaremos esse lugar amanhã. Encontrei a horta que procurávamos... Será nossa propriedade. Nossa fortuna está no pé de couve que passaremos a habitar. Devoraremos todas as folhas...

Precisamos simplesmente comer, porque, depois, será o sono, a morte e o nada.... nada mais.... As outras lagartas calaram-se desencantadas. Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta mais velha adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava ela completamente imóvel. As outras lagartas preocupadas observaram curiosas o que estava acontecendo e esperaram. Depois de algum tempo, muito assustadas, elas repararam que a orgulhosa e descrente lagarta se transformara numa veludosa, brilhante, leve e voejante borboleta....

Fonte: Contos e apólogos, pelo Espírito Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier Ilustrações: Andréa Iruzun Linhares

Folha Espírita Edição 036  

Folha Espírita Edição 036. Circulou de Dezembro de 2012 a Fevereiro de 2013.

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