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Demais bancos privados Nos demais bancos privados, a preferência dos banqueiros continuou sendo pela utilização da via judicial. Interditos tentaram coibir o direito de greve dos bancários no Itaú Unibanco e no Santander. Este último, inclusive, chegou a utilizar força policial para tentar impedir manifestações nas agências. Já os bancários do Itaú Unibanco conseguiram exercer seu direito de greve apenas nos primeiros dias de mobilização, mas logo as agências foram reabertas. Os despachos judiciais a favor do Itaú foram os que mais enfatizam o tom de “violação de propriedade”, mas as próprias decisões sinalizam que o direito de greve continua preservado. Bancos públicos Na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, 100% das agências de Curitiba ficaram fechadas nos últimos dias da greve. Contudo, embora a mobilização tenda a ser mais intensa por parte dos trabalhadores destes bancos, a truculência também é marca de suas direções. No BB, os gestores tentaram burlar a greve e usaram mensagens de celular para convocar seus subordinados ao trabalho. Já a Caixa proporcionou uma dose de truculência pós-greve e adiantou o horário de abertura das agências nos primeiros dias, para atender a demanda do atendimento à população. A posição da Justiça Apesar da insistência das instituições financeiras, neste ano, os magistrados já demonstraram cansaço diante das mesmas alegações utilizadas e não comprovadas durante a greve. A Justiça chegou a ironizar: “Se fosse deferida a medida postulada pelos autores, onde os bancários iriam fazer suas reivindicações? Em frente ao jardim zoológico?”, destacou uma das liminares. Para Otávio Dias, os julgamentos dos interditos foram feitos no mesmo nível que os bancos trataram seus trabalhadores. “Até mesmo o judiciário percebeu que os banqueiros foram irônicos ao negar nosso direito de greve”, avalia. “O TST ainda não formulou jurisprudência sobre o uso de interditos proibitórios nas greves de bancários. O juiz determina a sentença de acordo com sua formação pessoal. Alguns reconhecem nosso direito de greve, outros não saem do lugar. É o capital novamente acima do trabalho”, avalia Elizeu Galvão, secretário de assuntos jurídicos da FETEC-CUT-PR.

Novembro 2010  

Revista Bancári@s

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