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ESGATE HISTÓRICO DA CT&I EM ALAGOAS Com intuito de popularizar a história da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) demostrando sua relevância na construção e no desenvolvimento do Estado em seus 200 anos de história, em 2017, o Sistema Secti – composto pela Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), pelo Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado (Itec) e pelo Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas (Inmeq), realiza o Programa de Resgate Histórico de CT&I do Estado, por intermédio de projetos e ações. O referido Programa busca elucidar os registros históricos de fatos, realizações e feitos em prol da ciência, tecnologia e inovação no Estado, tornando-os públicos e acessíveis à população em geral por meio de diversas ações, como exposições artísticas, palestras, oficinas, registros fotográficos, mostras culturais, com o objetivo de explanar os autores, atores e fatos que fizeram e fazem história em Alagoas, a partir de suas memórias documentais e orais, físicas e virtuais. O presente trabalho, será distribuído gratuitamente, com exemplar disponível para consulta no acervo físico da Secti e versão virtual disponibilizada no site www.secti.al.gov.br.


UMÁRIO José Renan Vasconcelos Calheiros Filho Governador de Alagoas José Luciano Barbosa da Silva Vice-governador de Alagoas SISTEMA SECTI José Regis Barros Cavalcante Secretário de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação

CONTEÚDO, ORGANIZAÇÃO E EDIÇÃO Adélia Caroline Félix Alves Antônio Renato Barbosa Neto

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História do Sistema Secti

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A Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação

Flávia Maria Toledo Vanderlei de Almeida Geysa Gabrielly Oliveira de Miranda Isaac Roberto Ferreira Pablo Viana da Silva Pollyanna Simião Gomes Ferreira Ferraz

José Luciano dos Santos Júnior Diretor-Presidente do ITEC

Vilma Naísia Xavier Silva

Luiz Pedro Bezerra Brandão Diretor-Presidente do INMEQ

ACERVO

Adélia Caroline Félix Alves Gerente de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – SECTI Pollyanna Simião Gomes Ferreira Ferraz Pesquisadora do Programa PDPP – SECTI Geysa Gabrielly Oliveira de Miranda Assessora de Comunicação – SECTI Vilma Naísia Xavier Silva Assessora de Comunicação – FAPEAL Paulo Victor de Oliveira Apoio Técnico – Assessoria Científica de Pesquisas e Tecnologia – FAPEAL Isaac Roberto Ferreira Assessor de Comunicação – ITEC Antônio Renato Barbosa Neto Assessor de Comunicação – INMEQ

06 Missão, Visão para 2018 e Valores da Secti

Augusta Maria Menezes Lopes

Fábio Guedes Gomes Diretor-Presidente da FAPEAL

COMITÊ EXECUTIVO

05 Mensagem do Secretário

Sônia de Oliveira

08 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas 09 O Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas 10

O Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas

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Registro das Sedes da Secti

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Depoimentos dos Gestores

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Fapeal

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Itec

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Inmeq

PUBLICAÇÃO

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Depoimentos dos Servidores

Julho de 2017

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Secti

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Fapeal, Itec e Inmeq

SECTI – FAPEAL – ITEC – INMEQ Estado de Alagoas Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação Rua Sá e Albuquerque, n° 390, Jaraguá Maceió/AL, Brasil / CEP 57022-180 Telefone: (82) 3315-1577 e-mail: comunicacao@secti.al.gov.br / 2017

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

20 Depoimentos dos Secretários da Secti 24

gabriocomunicacao.com.br gabriocomunicacao

Marcos de CT&I nos últimos 17 anos

38 Agradecimentos 39 Referências


ENSAGEM DO SECRETÁRIO O Estado de Alagoas em seus 200 anos, é parte do Brasil, este país enorme, com grandes diferenças regionais, mas com traços culturais coletivos bastante generalizados, como o de não ter dado na maior parte da sua existência grande importância à preservação de material e registros, e do tratado com descaso estrutural sua própria história. Este é o desafio que está posto e o Governo de Alagoas, pelo programa de Resgate Histórico da Ciência, Tecnologia e Inovação pretende publicizar o esforço do Estado ao longo de 4 décadas na busca incansável de integrar programas, diretrizes e órgãos que promovam o desenvolvimento sustentável. Em pleno Bicentenário de Alagoas um trabalho que visa situar registros históricos de fatos, realizações e feitos em prol da Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado. Afinal, qual a relação do cidadão com este setor? Como a tecnologia está alternando a

forma de comunicação? A resposta está no objetivo da instituição em fomentar ideias que possam impactar positivamente a vida de milhões de alagoanos. Como sabemos que o mundo está sim em evidente transformação, a tecnologia e as mudanças que vimos até aqui, são microscópicas perto do que estar por vir. Penso que não há maneira de deflagrar o processo de transformação, que não seja pelo aprimoramento deste binômio clássico: tecnologia e gente. Ressalto, portanto, este esforçado trabalho por acondicionar o papel desse importante setor para a vida dos alagoanos na era do conhecimento. Regis Cavalcante Secretário de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação

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APA ESTRATÉGICO MISSÃO Fortalecer e integrar o Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação, articulando a formulação e a implementação de diretrizes estratégicas para o desenvolvimento sustentável de Alagoas.

VISÃO PARA O HORIZONTE DE 2018 Consolidar-se como órgão estratégico na gestão governamental, viabilizando, por meio da CT&I, projetos que promovam mudanças estruturais no desenvolvimento do estado de Alagoas.

VALORES Aprimorar o nível de conectividade nos municípios alagoanos para modernizar a gestão governamental e incentivar o desenvolvimento local; Fomentar, democratizar e disseminar a produção científica e tecnológica, contribuindo para a consolidação de uma base de conhecimento e promovendo a popularização da CT&I produzida no Estado; Fomentar a aplicabilidade dos resultados de pesquisa no Estado; Consolidar o ambiente de inovação no Parque Tecnológico de Alagoas (Agreste, Sertão e região metropolitana de Maceió); Estimular investimentos em suficiência energética nas diversas regiões do Estado.

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ISTÓRIA DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO – SECTI

Originalmente criada com o objetivo de formular, coordenar e executar a política de desenvolvimento científico, transferência de tecnologia e educação superior em Alagoas, fundou-se, em 31 de julho de 2000, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Sectes), por meio da Lei 6.170, como forma de integrar e gerir o desenvolvimento tecnológico no estado e região. A então Secretaria, que teve sua estrutura constituída e vinculada por órgãos colegiados de direção superior, apoio administrativo e de execução, como a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) e a Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa), também supervisionava o funcionamento do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal). Em 17 de dezembro de 2003, a Lei n° 6.422 modificou a estrutura administrativa do poder Executivo do Estado. A antiga Sectes passou a ser Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia e, suas vinculadas, Fapeal e Lifal, passaram a ser parte da Secretaria Coordenadora de Desenvolvimento Humano e da Secretaria Coordenadora de Desenvolvimento Econômico, respectivamente.

Foi então que, por meio do Decreto n° 3.542 de 1° de janeiro de 2007, o Governador Teotônio Brandão Vilela Filho, em uso de suas atribuições, decretou a denominação da Secretaria Executiva da Ciência e da Tecnologia para Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti). A Fapeal, por sua vez, logo voltou a ser vinculada a Secti, assim como o Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas (Inmeq), em junho do mesmo ano, e o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado (Itec), em abril de 2011, por meio das Leis Delegadas dos correntes anos. Desde sua criação, a Secti vem desenvolvendo ações e projetos que buscam estimular a incorporação de tecnologias e a cultura da inovação em diversas áreas do setor produtivo, com o objetivo de elaborar políticas e diretrizes da Ciência, Tecnologia e Inovação para o Estado de Alagoas em consonância com o Plano Plurianual Nacional e Estadual. Para a Secti, é muito importante a consolidação de novos ambientes de inovação e difusão da tecnologia, sua divulgação e popularização, assim como o incentivo ao empreendedorismo nessa área, para que o Estado torne-se referência em CT&I.

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ISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DE ALAGOAS – FAPEAL Em 1988 nasceu a ideia de criar uma fundação com o intuito de fomentar as atividades de pesquisa para o estado de Alagoas. Com a ideia aprovada e promulgada, a Constituição Estadual estabeleceu a criação de uma fundação de amparo ao desenvolvimento científico e tecnológico, destinando 2% do orçamento da receita voltada para área de Ciência e Tecnologia e para o financiamento da Instituição. A Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) foi fundada em 27 de setembro de 1990, como entidade jurídica de direito privado, por meio da lei complementar n° 5 promulgada pela Assembleia Legislativa. O objetivo inicial era proporcionar instrumentos gerenciais ágeis e eficientes para administrar os recursos destinados à pesquisa científica e tecnológica, com finalidade de conceder bolsas de estudo e oferecer auxílio financeiro e apoio especializado, visando a realização de projetos, estudos e pesquisas. No dia 06 de março de 1991 foi publicado no Diário Oficial do Estado o estatuto da Fapeal, redigido pelo professor José Wilbert Lima com o auxílio do jurista Carlos Méro e aprovado pelo Governo Estadual. O documento estabelecia um Conselho Superior composto por nove membros, sendo administrado por um Conselho Administrativo e Científico composto por três membros: o professor José de Medeiros, como Diretor-Presidente, Fernando Gama, como vice-presidente, Audálio Cândido, como Diretor Administrativo e José Wilbert, como diretor científico.

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A Fapeal iniciou suas atividades de fomento e indução tecnológica em 2000. Neste mesmo ano tornou-se gestora do Ponto de Presença (PoP) da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), ligando pioneiramente o estado de Alagoas à internet, oferecendo serviço de conectividade à comunidade científica, instituições governamentais e ONGs. Projetos de Pesquisas Induzidas (PPI) foram viabilizados, priorizando áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado, como o Programa Pró-Ciências e o Projeto Nordeste de Pesquisa e Pós-Graduação. Em 04 de abril de 2002, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas foi reestruturada pela Lei Complementar n° 20, embasada pela Lei Complementar n° 05, de 27 de setembro de 1990, transformando sua natureza jurídica de direito privado para direito público, transformando-a na Fapeal, como a conhecemos hoje. Em toda a sua trajetória a Fundação vem desempenhando um importante papel no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, investindo expressivos recursos na formação de recursos humanos de alto nível por intermédio de bolsas de estudo, assim como no fomento a importantes projetos de pesquisa.


ISTÓRIA DO INSTITUTO DE TECNOLOGIA EM INFORMÁTICA E INFORMAÇÃO DO ESTADO – ITEC No Governo de Divaldo Suruagy, em 15 de julho de 1977, criou-se o Centro de Processamento de Dados do Estado de Alagoas -CPD, que exercia atividades por meio de um convênio firmado entre o Serviço Federal de Processamento de Dados - Serpro, e o Governo de Alagoas, por intermédio da Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento, Seplan. Com o término do convênio, em março de 1980, o Governo do Estado absorveu todo parque tecnológico e corpo técnico do referido Centro, transformando-o em Instituto de Processamento de Dados do Estado de Alagoas – IPD. Por meio da Lei Estadual N° 6.313, o IPD materializou-se na estrutura organizacional do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado – Itec, órgão especial da Administração Pública, com autonomia administrativa e financeira, vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento, tendo como objetivo

principal a proposição e execução da Política Estadual de Informática e Informação, a execução dos serviços corporativos do Estado e gestão da rede de comunicação de dados, voz e imagem da administração pública estadual. Graças a Lei Delegada N° 44, de 8 de abril de 2011, o Itec vinculase a estrutura estratégica da Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação – Secti e, atualmente, é um órgão integrante da Administração Pública Indireta do Poder Executivo do Estado de Alagoas, com a missão de prover soluções efetivas de tecnologia da informação e comunicação para a modernização da administração pública em Alagoas, visando ser reconhecido como órgão estratégico para a governança da administração pública em Alagoas e referência nacional entre as entidades estaduais de TIC.

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ISTÓRIA DO INSTITUTO DE METROLOGIA E QUALIDADE DE ALAGOAS – INMEQ A Prefeitura Municipal de Maceió no dia 15 de abril de 1999, por meio da Lei N° 4.799, criou o Instituto de Pesos e Medidas de Maceió (Ipem-Mac), órgão autárquico, vinculado ao Gabinete do Prefeito, dotado de personalidade jurídica própria, autonomia administrava e financeira e com patrimônio e receita própria. Sua finalidade era coordenar, executar e orientar, em Maceió, o Sistema Nacional de Metrologia, em plena adequação com as diretrizes estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro. Posteriormente, o Gabinete do Governador do estado de Alagoas, por meio da Lei n° 6.547, de 23 de dezembro de 2004, dispõe sobre a criação do Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas –

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Inmeq/AL, tornando-o entidade autárquica dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrava, financeira e operacional, sendo inicialmente vinculada à Secretaria Executiva de Indústria, Comércio e Serviços, sendo, em 2007, vinculada à Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação. Além da sede em Maceió, o Inmeq conta com a unidade de Arapiraca, segundo maior município de Alagoas. O objetivo do Instituto é construir um canal de confiança com os alagoanos, trabalhando de forma transparente e com foco sempre em um serviço de excelência a todo cidadão.


EDES DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO – SECTI 1° SEDE DA SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR 2000 a 2004 Antigo prédio do Procon, atual sede da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos – SEMCDH. Endereço: Rua Cincinato Pinto, n° 503 – Centro, Maceió – AL

2° SEDE DA SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA 2005 a 2006 Antigo prédio do Hotel Beiriz, atual sede da Perícia Oficial do Estado de Alagoas – Poal. Endereço: Rua do Sol, n° 290 – Centro, Maceió – AL

3° SEDE DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO 2006 a 2007 Antigo prédio do Produban, atualmente desativado. Endereço: Rua do Comércio, n° 115 - Centro, Maceió-AL

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4° SEDE DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO 2007 a 2008 Prédio da Fapeal. Endereço: Rua Melo Moraes, n° 354 - Centro, Maceió-AL

5° SEDE DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO 2009 a 2014 Hotel atualmente desativado. Endereço: Rua Prof° Carlos Sampaio, n° 30 - Praia da Avenida, Maceió-AL

6° SEDE DA SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO 2014 a 2017 Antiga Livraria Livro Lido, atual sede da Secti. Endereço: Rua Sá e Albuquerque, n° 390, Jaraguá, Maceió/AL

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EPOIMENTOS DOS PRESIDENTES DAS INSTITUIÇÕES VINCULADAS – FAPEAL / ITEC / INMEQ

FÁBIO GUEDES GOMES Diretor Presidente da Fapeal

A principal atividade da Fapeal é o fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da concessão de recursos financeiros, próprios ou na forma de convênios. Suas ações atingem a sociedade através da contribuição a formação de recursos humanos de elevada qualidade, aplicação dos resultados das pesquisas fomentadas, desenvolvimento econômico e social através do apoio à inovação tecnológica, gerando novos e melhores empregos e renda. Melhoria na qualidade das políticas públicas, por intermédio do apoio da realização de atividades de pesquisa e inovação no ambiente das organizações do setor público, também está dentro das excelentes atividades desenvolvidas. A importância da instituição está vinculada a Secti é de pertencer e contribuir com um ecossistema em que o Estado, por meio de suas vinculadas, assume um papel primordial no financiamento e indução do desenvolvimento científico e tecnológico”.

Chegar aos 40 anos com excelência não é tarefa das mais fáceis. Com o Itec não foi diferente. Foram e são muitos os desafios, mas aprendemos ajudando a construir a história, sendo o braço do Governo de Alagoas em tecnologia da informação e inovação. Sobre um órgão de tecnologia, espera-se que se fale em softwares de última geração ou computadores com capacidade de processamento zilhões de vezes maior que a humana. Na verdade, ouso dizer que o maior responsável por essa resiliência presente no Itec é, principalmente, o seu material humano, que vem planejando, construindo e acompanhando nos últimos 40 anos, todos os dias e noites, a inovação no sentido mais concreto da palavra. Dos jurássicos cartões perfurados à internet. Por isso a importância de resgatar a história de luta e construção desse Instituto que vem, desde 1977, acrescentando tanto na informática pública alagoana e na história da tecnologia da informação na terra dos marechais e de Graciliano Ramos”.

JOSÉ LUCIANO DOS SANTOS JÚNIOR Diretor Presidente do ITEC

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A principal atividade do Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas- Inmeq, que é o braço que executa as atividades do Inmetro em Alagoas, é a fiscalização do mercado. Fiscalizamos tanto os diversificados instrumentos de medição, como balanças, bombas de combustível e taxímetros, com objetivo de determinar se as medidas estão corretas, como também a conformidade, que trata da verificação dos requisitos técnicos na produção de produtos como brinquedos, dispositivos automotivos, material escolar e muitos outros usáveis na sociedade, uma vez que todo produto, para ser comercializado, exige uma certificação ou regulamento do Inmetro. LUIZ PEDRO BEZERRA BRANDÃO Diretor Presidente do INMEQ

Uma das diretrizes do Inmetro é proporcionar a transparência no que fiscaliza e o motivo de um produto ou serviço precisar ser fiscalizado. É muito importante que o comerciante, e também o consumidor, entenda que a padronização na produção de um produto, por exemplo, implica diretamente na segurança durante o seu uso e também proporciona uma concorrência justa no mercado, já que a produção e comercialização torna-se mais igualitária. As nossas atividades atingem a população dessa forma: proporcionando um mercado mais justo para os comerciantes e seguro para o consumidor. Estar vinculado à Secretaria de Ciência e Tecnologia traz a oportunidade de desenvolver projetos importantes para proporcionar um ambiente de competitividade no Estado. Estando ao lado da Secti, temos a oportunidade de crescer a competitividade, através do aprimoramento dos nossos recursos tecnológicos. Essa parceria é, sem dúvida, muito importante para o instituto, porque abre caminhos para que possamos trabalhar melhorias para Alagoas.”

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EPOIMENTOS DOS SERVIDORES – SECTI

Participei e contribui na elaboração e execução de vários projetos desde a criação da Secti. Porém, o mais marcante foi a implantação dos Polos Agroalimentares, por conta da visibilidade e por ter contribuído no processo do entendimento da importância da Secti para a população, como também ter proporcionado uma maior interação com os atores do Sistema de CT&I. Minha maior contribuição foi, e ainda é, na gestão e nos procedimentos processuais dessa importante Secretaria, que permite a execução dos serviços e aquisição dos equipamentos necessários para que nosso trabalho possa continuar.” AUGUSTA MARIA MENEZES LOPES 2000-2017

Durante os 10 anos que trabalhei na Secti tive a oportunidade de coordenar vários projetos. Destaco entre eles: o avanço do marco legal, com a promulgação da Lei de Inovação; a participação na equipe de implantação do Conselho de CT&I e na elaboração de todo o Plano, e, por fim, as ações de divulgação da ciência e tecnologia durante as dez edições da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT. Por estarem diretamente ligada a minha formação acadêmica, as ações de divulgação da CTI foram as que mais marcaram meu período nessa Secretaria. Coordenar as ações relativas à SNCT em Alagoas foi de grande valia por levar aos participantes a discussão sobre ciência e tecnologia, suas aplicações e implicações sociais e ambientais. Entretanto, a minha contribuição não se deu de forma individual e, sim coletivamente através de todos que participaram junto comigo nessa jornada. Sinto-me gratificada por ter tido a oportunidade de interagir com pessoas dos setores públicos e privado, de aprofundar meus conhecimentos e ter minha atuação reconhecida nacionalmente, o que me estimula a seguir realizando ações de divulgação da ciência”. LENILDA AUSTRILINO SILVA 2005-2014

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Nos sentimos muito felizes de participar de todos os projetos da Secti, sempre tão importantes para o desenvolvimento do nosso Estado. O que mais nos marcou nesse tempo junto a Secretaria foi a execução dos Polos Agroalimentares, porque sem dúvida, aprendemos muito nessa importante empreitada. Nossa participação foi voltada principalmente à área financeira, direcionada para a execução. Tínhamos receio inicialmente, não por Batalha, que teve seu Polo em uma área reformada e localizada no centro da Cidade, mas sim por Arapiraca, que estava em uma área afastada da cidade e aberta. Nosso maior temor era pela preservação dos equipamentos e a execução do projeto em si, que foi de alto valor. Mas, graças a Deus e ao empenho de toda equipe, foi um projeto que deu muito certo e nos sentimos profundamente realizadas de vê-lo funcionando perfeitamente. “ TEREZA CRISTINA ROCHA MONTENEGRO E MARIA TÂNIA NASCIMENTO BARROS

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2000 - 2017


EPOIMENTOS DOS SERVIDORES FAPEAL – ITEC – INMEQ É muito marcante para mim ver o quanto contribuímos para a transparência do Sistema Secti, principalmente por meio da participação decisiva do setor financeiro da Fapeal. Todos os meses enviamos dados e relatórios atualizados para a Controladoria Geral do Estado e, sem dúvida, esse nosso comprometimento foi decisivo para que a Fapeal, como parte do sistema, ficasse em terceiro lugar dentre os órgãos mais relevantes do Estado. Um outro momento muito marcante para mim foi na execução do Plano Plurianual (PPA) da nossa Fundação. Antes, isso era feito de uma forma que poucas pessoas interagiam. Mas agora nós fazemos diferente! Envolver todos os setores na preparação do PPA foi uma atitude de gestão inovadora, que fez uma diferença significativa, e nós conseguimos, desde 2016, engajar a todos nesse processo. Hoje nossos colegas de trabalho entendem o que é esse plano e, direta ou indiretamente, são responsáveis por ele também. Agora é algo que conseguimos disseminar e isso me deixa muito realizada.” ALDA LÚCIA MELO RAMALHO CALADO

1992-2017

Todas as atividades diárias da nossa equipe dentro da Fapeal são relevantes. Um momento marcante foi quando realizamos a divulgação da Fapeal para a sociedade no evento dos 25 anos. Certamente foi um divisor de águas! Infelizmente, até aquela época, a nossa Fundação era pouco conhecida. Sabiam da nossa existência, basicamente, quem trabalhava na academia e outras pessoas que compunham o Governo e, por incrível que pareça, até nessa esfera, ainda era desconhecida por alguns. Era geral o desconhecimento do impacto do nosso trabalho. Hoje, a população alagoana já sabe que estamos inseridos em todas as áreas de conhecimento, da saúde até a tecnologia. Para mim é como se existisse uma Fapeal até os 25 anos e outra após a divulgação dela. Ela desabrochou e nós passamos a existir perante os olhos da sociedade.” MORGANA ANDREIA MEDEIROS TENÓRIO

2005-2017

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Faço parte do Instituto de Tecnologia há mais de 30 anos, desde que ainda se chamava Instituto de Processamento de Dados. Durante todo esse tempo acompanhei as diversas fases do Instituto, incluindo sua ligação com várias outras secretarias e órgãos. Hoje, já integrado ao sistema Secti, o que mais me marca é a realização da estrada lógica que interliga todo Estado, levando informação para todos os alagoanos. Essa possibilidade de integração é o que me fascina. Eu fui presidente, superintendente e hoje sou assessor técnico de sistemas de informação e integração corporativa. Acompanhei o processo de construção desse projeto e posso dizer da enorme satisfação de vê-lo em funcionamento. A Secti tem muito potencial para crescer diariamente e é gratificante fazer parte de todos esses momentos.” LUIZ EUGÊNIO DE CASTRO BARROCA

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1985-2017


Toda a minha vida profissional foi desempenhada no Inmeq-AL. Quando aqui cheguei tinha 20 anos de idade, em 1973, e hoje já estou com 64 anos. São, portanto, 44 anos de trabalho vividos exclusivamente neste Órgão. Há um sentimento de pertença e a consciência de sempre ter realizado tudo que realizei com a melhor e maior dedicação que me foi possível realizar. Aqui tive muitos momentos impactantes, mas dois foram bem especiais. A implantação do Sistema de Gestão Integrada – SGI foi uma delas, pois revelou-se uma ação relevante para o aprimoramento da Gestão do Inmeq-AL, especialmente na área Técnica, já que permitiu um melhor acompanhamento do desempenho dos técnicos em campo. Com o SGI também foi implantado o uso do Coletor de Dados acoplado a uma Impressora, como equipamento de uso nos trabalhos de verificação e fiscalização de instrumentos pelas equipes de campo, deixando de lado os trabalhos antes executados manualmente. Houve também o período da implantação do Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001, aqui no Inmeq-AL, do qual tive total envolvimento e tenho muito orgulho que desenvolvi, juntamente com toda equipe que se empenhou em todos os momentos. Sem dúvidas foram 44 anos de muitas felicidades e assim continuará. “ JOSÉ WILMA PADILHA 1973 - 2017

Em fevereiro de 2009 quando entrei no INMEQ/AL, cedido pela Secretaria de Planejamento do Estado de Alagoas- pois sou servidor público, meu desafio foi de organizar a Gerência da Qualidade (fiscalização) do Instituto, na qual fiquei até final de 2010, pois passei no Mestrado Profissional do INMETRO/UFRJ em Metrologia e Qualidade e entendi que o meu desafio já seria outro. Saindo da Gerência da Qualidade me tornei articulador do Instituto e com uma visão ampliada, começamos a trabalhar melhor nossa articulação com parceiros e até o momento estou ligado diretamente com a Diretoria do órgão. Penso ser a articulação com parceiros a ação desenvolvida que foi mais marcante, pois somos um órgão originalmente de fiscalização. Em relação ao sentimento sou um ser Servidor, pois entendi que através da educação poderemos prover confiança à sociedade alagoana nas medições e nos produtos, por meio da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do Estado de Alagoas”. CÍCERO PHILLIPE ALVES BARACHO

2009-2017

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EPOIMENTOS DOS SECRETÁRIOS DO SISTEMA SECTI

WILLIAMS SOARES BATISTA 04.08.2000 à 10.01.2003 E 25.08.2004 à 19.01.2005

Sem dúvidas foi um cargo com muitos desafios. No entanto, quando você vê todo o trabalho sendo desenvolvido, junto a uma equipe competente, os resultados são gratificantes. Quando assumi na primeira vez, existiam muitas decisões que precisavam ser tomadas e, em caráter de urgência, decidimos começar com a reorganização da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa). Naquele momento, foi necessário a suspensão do vestibular para que minha equipe pudesse desenvolver um novo plano e assim foi feito. Sem dúvidas, essa suspensão foi essencial para que a Fundação pudesse continuar bem em seu funcionamento. Para a contribuição de CT&I, além da reorganização da Funesa, implantamos em Alagoas o programa de Arranjos Produtivos Locais, do Ministério de Ciência e Tecnologia. Entre os APLs implantados os mais relevantes, do meu ponto de vista foram Apicultura, Algodão e Milho e Aquicultura, todos com vários parceiros entre eles Sebrae, Ufal, Fapeal e Secretaria de Agricultura. No APL de Aquicultura ainda se encontram em pleno funcionamento os Laboratórios de Produção de Alevinos (Rio Largo e Xingó), Laboratório de Beneficiamento de Pescado (Xingó) e Laboratório de Pesquisa para novas formulações da ração para peixes, no CECA/Ufal.”

Sinto uma alegria muito grande de ver a Secretaria atuar junto com as Universidades Estaduais, realizando, investindo e desenvolvendo várias pesquisas. A Secretaria, em parceria com a Fundação de Amparo a Pesquisa de Alagoas, executam vários projetos, mas o que tornou-se mais importante para mim foi o DNA Forense, que a Fapeal abraçou através da compra dos equipamentos para montar o laboratório que seria instalado na Ufal. O objetivo era de investir em segurança pública, então um dos focos que dei durante minha gestão foi de estabelecer uma relação duradora com o laboratório da Universidade Federal de Alagoas e, por conta disso, hoje o laboratório é uma referência no Brasil a partir da modernização dos equipamentos e dos professores que desenvolvem pesquisas no local. Um outro ponto muito importante foi o convênio realizado entre a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – Uncisal e a Universidade Paulista de Medicina, organizando várias turmas de professores que passaram a cursar o mestrado no campo da saúde com bolsas da Fapeal. Tudo isso ajudou e continua ajudando o desenvolvimento do nosso Estado, pois sempre estarão surgindo novos projetos e investimentos. Tenho muito orgulho de ter participado de alguns deles durante os meses que fiquei a frente dessa Secretaria.” 20

RESGATE HISTÓRICO DA CT&I EM ALAGOAS

GERALDO DE MAJELLA FIDELIS DE MOURA MARQUES 13.01.2003 à 27.05.2003


FRANCISCO JOÃO CARVALHO BELTRÃO

Durante dois anos da nossa gestão, realizamos mais de quinze workshops financiados pela Secretaria, que aconteciam mensalmente abordando vários assuntos. Dentre eles, sobre canade-açúcar, transgenia em produtos alimentares, piscicultura que deu início ao Congresso Nacional de Piscicultura aqui no Estado, ovinocaprinocultura e medicina legal, que deu início a reforma do Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas. Todos os projetos foram marcantes, mas fico feliz em recordar do projeto de piscicultura em Xingó e ovinocaprinocultura em Atalaia, onde compramos os equipamentos para fazer inseminação artificial, na área de ovino caprino. No ano de 2006, a Secretaria recebeu recursos do orçamento da União, que contribuiu bastante na área de ciência e tecnologia. A minha gestão foi a época que fui mais feliz na política, pois a pasta executiva sempre me encantou mais do que a pasta legislativa.”

14.06.2003 à 25.08.2004

Foram muitos projetos trabalhados nesse pouco mais de um ano dentro da Secti. Dentre eles, posso citar os APLs e os Centros Vocacionais, fortemente incentivados pelo Governo do Estado naquela época. Houve também uma parceria muito forte com o Ministério de Ciência e Tecnologia em um Programa Nacional chamado Biodiesel, que foi intensificado na nossa gestão. Acredito que nos envolvemos profundamente com as Universidades. Para mim, o projeto mais importante foi o processo de modernização na Uncisal, a qual se encontrava sucateada. Buscamos implementar uma tecnologia inovadora, por meio da pesquisa, da ciência e do desenvolvimento científico, e acredito que é, sem sombra de dúvidas, o maior vetor de desenvolvimento social e econômico que o Estado pode ter. Sinto-me fazendo parte de um processo institucional, pois quando estamos a frente como gestores, temos que ter a clareza de que os projetos são macros e institucionais e, que ao sair, seja dado prosseguimento e consolidação a eles, perpassando-os por várias gestões.”

PEDRO NELSON BOMFIM GOMES RIBEIRO 19.01.2005 à 24.04.2006

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PETRUCIO CESAR BANDEIRA MENDES 24.04.2006 à 16.06.2006

Minha passagem pelo Órgão foi rápida, pois fazia parte de outra pasta e logo fui direcionado para outra Secretaria. Infelizmente, tive pouco tempo para contribuir. Porém, é facilmente perceptível a importância dela para a sociedade e o crescimento do nosso Estado. A Secti é muito forte e os trabalhos desenvolvidos por quem está ali, dia após dia, auxiliam muitas pesquisas e projetos que, certamente, chegarão para somar em nossa sociedade. Mesmo que por poucos meses, é uma honra dizer que já estive a frente dessa Secretaria. Foi, de fato, muito gratificante.”

Passei apenas 6 meses no cargo. De fato, um tempo muito curto, porém bastante produtivo. A principal contribuição do CT&I para o Estado de Alagoas é, sem dúvida, no incentivo a pesquisa e desenvolvimento de novas técnicas que venham melhorar a qualidade de vida dos Alagoanos, principalmente aos estudantes e pesquisadores de baixa renda e aos alunos de escola pública. Durante minha gestão trabalhei em variados projetos: Continuidade e melhoramento do APL Ovinocaprinocultura, Projeto Internet para Todos – WIMAX, convênio com o governo da Itália para tecnologia voltada à internet, dentre outros. E para mim, sem dúvidas, o projeto mais importante foi o WIMAX, que incentivou a tecnologia da internet para todos. Hoje vemos o sinal Wifi em locais públicos, o que, certamente, fortalece a inclusão digital da nossa sociedade. ”

JOSÉ TENÓRIO GAMELEIRA 16.06.2006 à 31.12.2006

KÁTIA BORN RIBEIRO 01.01.2007 à 31.12.2010 22

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Sem dúvida foram 04 anos maravilhosos e muito produtivos. Posso falar, com toda convicção, que só temos noção da importância da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Informação, quando nos envolvemos com ela de alguma forma. E eu tive essa sorte. Os Polos Agrolimentares de Batalha e Arapiraca foram, de fato, muito marcantes no meu tempo a frente dessa pasta, afinal prestarão serviços de alta tecnologia voltados para o segmento de mandiocultura e hortifruticultura. Vale ressaltar também que contribuíram fortemente para os Arranjos Produtivos Locais, que receberam apoio tecnológico e um incentivo a mais para o desenvolvimento da inovação, tornando-os ainda mais competitivos. Além do fortalecimento do Programa Pesquisa para o SUS, que incentivou o fomento de pesquisa na área de saúde. Costumo dizer que, viver o dia a dia da Secti é estar bem próximo de pessoas que respiram dedicação no propósito de melhorar a vida da sociedade por meio de estudos e de tecnologias inovadoras.”


EDUARDO SETTON SAMPAIO DA SILVEIRA 31.12.2010 à 31.12.2014

Durante minha trajetória na Secretaria de Ciência e Tecnologia pude contribuir em vários projetos, nos quais posso citar como mais relevantes para mim: a execução e construção de 100% dos Polos Agroalimentares de Arapiraca e Batalha, a criação do Parque Tecnológico de Alagoas - constituídos a partir dos seus três Polos Tecnológicos, a implantação de 62 Telecentros para Inclusão Digital no Estado de Alagoas e do Programa Alagoano de Inclusão Digital, a criação e operacionalização do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto e Implantação do Videomonitoramento da Cidade de Maceió, dentre muitos e muitos outros de grande importância para todo o Estado, assim como tudo que é desenvolvido pela Secti. Como plano estruturante, o projeto de conectividade de todos os órgãos da estrutura de governo, por meio da Nova Infovia Digital de Alagoas, foi o de maior impacto em curto prazo. No entanto, o que mais me marcou, foi o Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado e a forma como ele foi realizado. Certamente é uma equipe que merece ser parabenizada todos os dias pelo excelente trabalho exercido.”

Ao completar 200 anos de sua emancipação política, diferentes setores do Governo do Estado de Alagoas buscaram destacar os avanços alcançados e os desafios enfrentados na construção de uma sociedade livre e intelectualmente independente. O conjunto de ações deste resgate histórico valoriza os nossos talentos humanos, potencialidades e oportunidades para o desenvolvimento tecnológico do nosso Estado. Esta obra representa um acervo de fatos e marcos importantes ao longo dos 17 anos de existência da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), buscando evidenciar a essência da sua atuação no fortalecimento da comunidade científica alagoana. Como parte da equipe responsável pela liderança deste processo de resgate, temos a grata satisfação de conduzir a trajetória desta instituição estadual no momento do bicentenário de Alagoas. Com a publicação deste material, nosso objetivo é primordialmente transformar este importante momento de reflexão, no registro e prospecção de novos caminhos inovadores para o desenvolvimento sustentável do Estado de Alagoas.

PABLO VIANA DA SILVA 01.01.2015 à 03.08.2017

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ARCOS DE CT&I – DURANTE OS 17 ANOS DE HISTÓRIA A REDE NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA (RNP) – 2000 A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é um órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), sendo pioneira, em 1992, como rede nacional de acesso à internet no Brasil. O Ponto de Presença no Estado (PoP-AL) é abrigado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) desde o início dos anos 2000. O PoP-AL beneficia 29 clientes, de sete instituições públicas, com internet de alta velocidade. Isso é possível porque os PoPs são interconexões da Rede Ipê, uma infraestrutura de rede presente em todos os estados do país, dedicada à comunidade brasileira de ensino superior e pesquisa, fornecendo banda larga às universidades e seus hospitais, institutos e órgãos afins. Além da banda larga, as instituições clientes também podem solicitar serviços como webconferência, telefonia via internet (VoIP) e credencial de acesso aos programas internacionais de interconectividade acadêmica Rede CAFe e eduroam, entre outros. O PoP em Alagoas vem desenvolvendo um processo de evolução. Em 2010, passamos de 6 clientes agregados para 27. Deixou de ser só na Universidade Federal de Alagoas e no Instituto Federal de Alagoas, passando também para a Universidade Estadual de Alagoas e órgãos relacionados com pesquisa, como a Secti e a Fundepes. O desenvolvimento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em Alagoas se deu justamente através dessa ampliação de clientes, com a implantação da internet banda larga nos municípios. Então, hoje estamos em 14 municípios e atingimos mais de 60 mil estudantes, usando internet direta, de alta qualidade, para poder desenvolver pesquisa de alto nível.” Georginei Souza Neri, coordenador administrativo do Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em Alagoas.

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CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR (CONCITESUP) – 2000 Por intermédio da Lei de n° 6.172 de 31 de junho de 2000, referindo-se a estrutura organizacional básica da Secretária, criou-se o Conselho de Desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (CONCITESUP). O Conselho era incumbido da formulação, acompanhamento e avaliação da política estadual de desenvolvimento científico, tecnológico e de educação superior do Estado.

ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS (APLS) – 2001 a 2004 O APL é um conjunto de fatores econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, desenvolvendo atividades econômicas correlatas e que apresentam vínculos de produção, interação, cooperação e aprendizagem. Dentro da política estadual de APLs, entre 2001 à 2004, a Secti atuou no fortalecimento das seguintes ações: A aquicultura no Estado por meio de capacitação de técnicos e produtores, transferência de tecnologia, fornecimento de infraestrutura tecnológica e incentivo ao associativismo. Resultados obtidos: Implantação do laboratório em 2001 no Centro de Ciências Agrárias (Ceca/Ufal) de Nutrição de Organismos Aquáticos; Capacitação de técnicos da Cooperativa dos Piscicultores do Baixo São Francisco (Coopeixe); Implantação de uma Unidade de Beneficiamento da Pesca, em Xingó; Implantação de um laboratório de Produção e Pesquisa de Alevinos, localizada no Ceca/Ufal; Fortalecimento e desenvolvimento socioeconômico do APL ovinocaprinocultura, que teve como objetivo a melhoria genética e a produção do rebanho alagoano, por meio de um programa de capacitação de produtores, além da construção de um abatedouro na cidade de Atalaia; Orientação à cultura do algodão e do milho, que teve como objetivo aumentar a produtividade, visando a autossuficiência interna, bem como a garantia da agregação de valores pela doação de técnicas, estruturas tecnológicas e capacitação dos produtos. Fortalecimento e desenvolvimento da apicultura, teve como objetivo implantar, monitorar e analisar a aplicação de modernas tecnologias utilizadas na produção e processamento do mel da abelha por meio de capacitação dos técnicos. O APL da Tecnologia da Informação (TI) de Maceió foi criado em 2004 e se caracteriza por atender empresas nascentes e de pequeno porte. O objetivo do arranjo é incrementar a economia digital de Alagoas, por intermédio de ações para qualificação, aumento da competitividade e integração das empresas e organizações componentes do APL TI. RESGATE HISTÓRICO DA CT&I EM ALAGOAS

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PROGRAMA DE GRADUAÇÃO DE PROFESSORES (PGP) – 2001 O PGP teve como objetivo capacitar os professores da rede Municipal de ensino, visando graduação e licenciatura plena. Por intermédio de parcerias com as Prefeituras Municipais, Funesa (atual Uneal), Sectes e Conselho Estadual de Educação (CEE).

LANÇAMENTO DO SELO DE CERTIFICAÇÃO PELO INMETRO E IPEM-MAC – 2001 Em novembro de 2001, ocorreu o 1° Seminário Técnico de Gás Natural Veicular do Estado de Alagoas. No evento, organizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Quantidade Industrial (Inmetro) e pelo Instituto de Pesos e Medidas de Maceió (Ipem-Mac), foi realizado o lançamento dos novos selos de certificação para cilindros de GNV. O primeiro selo, de cor verde, para os cilindros fabricados conforme a norma ISO 4705-D. O segundo selo, de cor azul, é o de serviço de requalificação conforme a norma NBR-12274. Ambos obrigatórios o uso a partir do dia 1 de dezembro de 2001. O evento teve como finalidade promover uma maior divulgação das normas e legislação vigentes para o uso do GNV.

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PROJETO TIPAGEM GENÉTICA POR DNA – 2003 O termo de outorga, vinculado ao processo de número 2002.01.003-03, iniciado em 2002 e encerrado em março de 2007, refere-se ao Projeto de Tipagem Genética de DNA para fins Forenses. O Projeto visava a implantação de técnicas de coleta, transporte e armazenamento de amostras biológicas coletadas em locais de crime, como também o treinamento de peritos de diversas polícias. Os equipamentos foram instalados no Laboratório de Genética Forense, localizado no Museu de História Natural da Ufal.

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO IPEM-MAC EM MACEIÓ – 2003 a 2004 O Instituto de Pesos e Medidas de Maceió (Ipem-Mac), órgão que executa as atividades do Inmetro em Alagoas, recebeu em 2003 novos equipamentos para serem utilizados na nova sede, com intuito de ampliar os serviços, beneficiando à sociedade alagoana. A nova sede construída no bairro do Canaã, situada na Rua Camaragibe, inaugurada em fevereiro de 2004, permitiu maior controle dos instrumentos e ajudou nas indústrias locais.

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LEI ESTADUAL DE INOVAÇÃO – 2009 A Lei de n° 7.117 de 12 de novembro de 2009, referindo-se aos incentivos à pesquisa científica e tecnológica, à inovação no ambiente produtivo, à proteção da propriedade intelectual, ao equilíbrio e autonomia regionais e ao desenvolvimento econômico e social sustentável do Estado, para a promoção da ciência, da tecnologia e da inovação, em conformidade com a Constituição do Estado de Alagoas e disposições da Lei Federal n° 10.973, de 02 de dezembro de 2004.

A Lei da Inovação foi promulgada em 2004 e desde então o tema de cooperação Universidade-Empresa vem sendo tratado no país com mais segurança e maturidade. Esta cooperação permitiu estreitamento de relações e melhoria significativa do uso do conhecimento acadêmico em favor da competitividade empresarial do país, tanto em empresas de grande porte quanto em empresas nascentes, mais intensivas em tecnologia. O Novo Marco Legal de CTI, aprovado em 2016 traz uma revisão mais contemporânea da promoção da inovação, incentivando deliberadamente a cooperação academia-empresa em favor da inovação. No estado de Alagoas, a Lei Alagoana de Inovação foi elaborada por necessidade de adequação à Lei Nacional, e permitiu avanços substanciais no entendimento de como deve ocorrer a condução das atividades pró-inovativas com a participação do Estado e das suas instituições, particularmente Universidades e Órgãos como FAPEAL e SECTI. A reestruturação do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação é peça chave nesta Lei. O tema da inovação ainda não é tratado, infelizmente, com a importância que deveria pelos nossos gestores públicos... A inovação é parte inerente e obrigatória para que tenhamos empresas sólidas e competitivas, instituições de pesquisa e universidades de respeito e governos eficientes. O tema da inovação deve ser abordado como necessário para garantir o desenvolvimento em todas as suas facetas: econômico, educacional, social, etc”. Josealdo Tonholo, Professor Doutor do Instituto de Química e Biotecnologia da Universidade Federal de Alagoas.

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PROGRAMA ALAGOANO DE INCLUSÃO DIGITAL – 2010 a 2014 O Programa Alagoano de Inclusão Digital visava promover a inclusão sociodigital, possibilitando a implantação do governo digital por meio de ações estruturantes que foram desenvolvidas por intermédio de Cidade Digital e Telecentros Comunitários, aproximando o cidadão das políticas públicas eletrônicas, facilitando a interação entre os órgãos de Governo Federal e Estadual e a população do Estado e permitindo o acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. A Cidade Digital iniciou suas atividades em 2010, viabilizando acesso à internet nos municípios alagoanos e propondo a instalação de infraestruturas com antenas para conexão de rede entre os órgãos públicos municipais. Estes equipamentos públicos foram cedidos para os municípios envolvidos por meio de termo de responsabilidade técnica. Em 2014, foram entregues os Quiosques Digitais, que faziam parte do Programa Cidade Digital. Os Quiosques eram estruturas físicas, totalmente equipadas com o objetivo de incluir a população dos municípios de Alagoas, possibilitando que as pessoas que não possuíam computador tivessem acesso às tecnologias de informática e comunicação e aos serviços públicos; Em 2010, os Telecentros Comunitários visavam o apoio à manutenção e/ou implantação de espaços já existentes, que proporcionavam acesso público e gratuito às tecnologias da informação e comunicação, incluindo navegação livre. Em 2014, foi realizada uma parceria entre Governo do Estado, por intermédio da Secti e Itec, o Sebrae Alagoas, a Associação Alagoana de Centro de Inclusão Digital (AALCID) e a Prefeitura de Maceió, onde foram disponibilizados 20 telecentros e lan houses para emissão do boleto do IPTU. Ao todo foram disponibilizados 62 Telecentros implantados em 28 municípios do Estado;

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A SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (SNCT) – 2005 a 2017 A SNCT é uma ação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), que é realizada nacionalmente desde 2004. Conta com a colaboração de ministérios, universidades, institutos de pesquisa, fundações de apoio à pesquisa, instituições de ensino, museus e centros de ciência, instituições privadas, além de secretarias estaduais e municipais, em especial de Ciência e Tecnologia e de Educação. Em Alagoas a SNCT é coordenada pela Secti. A Semana em Alagoas leva os participantes a discussão sobre ciência e tecnologia, suas aplicações e implicações sociais e ambientais. Entre 2005 a 2014, por meio da Caravana Itinerante de C&T, estudantes do ensino médio e superior levaram conhecimento científico à população de várias regiões do estado, além de ações realizadas nas cidades de Canindé do São Francisco e Porto da Folha, em Sergipe. Em 2016, a Secti por intermédio da portaria de n° 55 publicada em 30 de junho de 2016, instituiu o Comitê Gestor da SNCT Alagoas, que reúne em sua composição: instituições de ensino, órgãos públicos, instituições privadas e integrantes da sociedade civil interessados em realizar atividades da SNCT. Como resultado, Alagoas aumentou em seis vezes o número de atividades cadastradas no site nacional da SNCT/MCTIC, por meio da plataforma estadual snct.al.gov.br, criada em 2016. Foram 384 atividades em 2015 e em 2016 atingiu a marca de 2.927 atividades cadastradas, fruto da ação integrada do Comitê.

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CONSELHO ESTADUAL DA CIÊNCIA, DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO (CECTI) – 2013 O Conselho, em conformidade com a Lei Delegada n° 44 de 08 de abril de 2011, que alterou a nomenclatura de CONCITESUP para Cecti, foi regulamentado por meio do Decreto n° 25.295 de 12 de março de 2013. O Cecti integra à estrutura organizacional da Secti e realiza reuniões trimestrais, onde são formuladas estratégias, controle e fiscalização da política estadual de ciência, de tecnologia e de inovação. A primeira reunião foi realizada no ano 2013. Até julho de 2017, foram realizadas doze reuniões, com a participação dos órgãos colegiados de caráter consultivo, normativo e deliberativo.

PLANO ESTADUAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – 2013 O primeiro Plano Estadual de Ciência e Tecnologia (I PECT) do estado de Alagoas foi elaborado em 1985, no governo de Divaldo Suruagy. O segundo Plano, elaborado em 2013, sugere a implantação de um Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia (Sect), como uma política voltada para o progresso científico e tecnológico, aproveitando o potencial humano e os recursos naturais disponíveis. Elaborado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a construção da proposta de Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o estado de Alagoas, baseou-se em um processo coletivo com representantes da comunidade acadêmica, do setor empresarial e do governo, por meio de discussão e definição das características e potencialidades do Sistema de Inovação Alagoano, assim como das principais restrições, oportunidades e diferenciais a serem considerados em futuras políticas de CT&I. O processo de elaboração utilizou como referencial de trabalho o processo de planejamento participativo, valorizando a participação pública e privada de forma a fortalecer e intensificar laços entre os atores do sistema e gerar compromissos coletivos de longo prazo. Como resultado final foi desenhado um roadmap organizado em eixos que cobrem todas as principais inquietações levantadas por esses atores sobre o referido sistema.

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PARQUE TECNOLÓGICO DE ALAGOAS – 2008 a 2017 O Parque Tecnológico de Alagoas, instituído pelo Decreto n° 33.965 de 26 de julho de 2014, é um ambiente de inovação constituído pelo Polo de Tecnologia da Informação, Comunicação e Serviços, pelo Polo Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca e pelo Polo Tecnológico Agroalimentar de Batalha, que permitem a interação entre pesquisa, inovação e tecnologia. O Projeto intitulado “Fortalecimento do Sistema Alagoano de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Segmento Agroalimentar (SITAGRO)” foi executado por intermédio do convênio 01.08.0526.00 de 2008, entre Secti, Ufal, Uneal, Fapeal e Finep. Como resultado do convênio foram realizadas as estruturações dos Polos Agroalimentares, como as construções e as infraestruturas O Polo Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca tem como objetivo criar um ambiente favorável ao fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) da mandiocultura, da hortifruticultura e derivados na região Agreste de Alagoas. Inaugurado no dia 22 de agosto de 2014 e contando com uma área total do terreno de 86.515 m2, contém em sua estrutura física: laboratórios, dormitórios, sala de informática, auditório com capacidade para 115 pessoas, refeitórios, sala de treinamento, biblioteca, salas administrativas e mini destilaria. Em fevereiro de 2016 foi assinado o Termo de Cooperação Técnico-Científico, n° 01/2016, para cessão de uso entre a Secti e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), visando a viabilização de ações de pesquisa, pós-graduação, ensino e extensão.

O Polo Tecnológico Agroalimentar de Batalha tem como objetivo prestar serviços tecnológicos, desenvolver e transferir tecnologia para o setor produtivo do leite e derivados, principal cadeia produtiva do sertão alagoano, fortalecendo-a com apoio tecnológico e incentivando a cultura da inovação, tornando-as mais competitivas. Inaugurado em 29 de agosto de 2014 e contando com uma área total do terreno de 75.620m2, divididos em dois prédios, contém em sua estrutura física: laboratórios, dormitórios, sala de informática, auditório, refeitórios, sala de treinamento, biblioteca e salas administrativas. Em agosto de 2014 foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica, n° 07/2014, entre a Secti e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), objetivando a gestão e utilização de instalações para fins de ensino técnico, pesquisa e extensão.

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Quando eu soube que no Polo seria ministrado o curso técnico de agroindústria, despertou ainda mais minha curiosidade e o desejo de ajudar minha família. Eu sabia que era um espaço que me abriria grandes portas, onde poderia desenvolver pesquisas, adquirir conhecimentos e tentar profissionalizar o trabalho que meus pais já desenvolviam. Talvez, se não fosse o espaço do Polo e essa parceria com o Instituto Federal de Alagoas, eu não teria as mesmas oportunidades. O Polo trouxe muita riqueza para nossa comunidade, para os estudantes, oferecendo espaços e laboratórios para aulas práticas, dentre outros benefícios.” Gardênia Oliveira, Supervisora do Controle de Qualidade do Laticínio Batalha.

O Polo de Tecnologia da Informação, Comunicação e Serviços (Polo de TICs), pretende agregar e consolidar as competências científicas e tecnológicas presentes no Estado, por meio de ações estratégicas que integram a academia, o setor produtivo e o Governo, de forma a orientar as ações conjuntas na elaboração de projetos e políticas do setor de TICs. Sua estrutura física contempla uma área de 6.136,16m2. O empreendimento, localizado no bairro de Jaraguá, teve seus espaços distribuídos entre dois armazéns e um prédio de quatro pavimentos, distribuídos entre: coworking, biblioteca, salas empresariais, anfiteatro, núcleo de ideias e espaço multiuso para eventos e exposições. O projeto arquitetônico representa o contraste do velho e novo, simbolizando o passado e o futuro, reformando os armazéns resgatando e respeitando o patrimônio histórico e sendo inovador colocando materiais na construção de uso moderno.


25 ANOS DA FAPEAL – 2015 Fundada em 27 de setembro de 1990, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas completou 25 anos em 2015. Diante dessa trajetória, a Fapeal utilizou seu aniversário como um marco no desenvolvimento da educação científica, tecnológica e cultural em Alagoas, mostrando o universo de possibilidades do conhecimento científico e progresso em pesquisa, concatenado com as obras realizadas pela Fundação. Uma exposição comemorativa foi feita num Shopping, no contexto do Ano Internacional da Luz, comemorado por diversos órgãos científicos de todo o mundo em 2015. Entre 23 de setembro a 11 de outubro, a Fapeal buscou o objetivo de celebrar a ciência, tecnologia e inovação de maneira próxima à sociedade. Foram alcançadas mais de 2.300 pessoas em 19 dias.

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EXPERIMENT-AL – 2016 A Feira de Ciências da Educação Básica do Estado de Alagoas – EXPERIMENT-AL é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e tem como objetivo mediar o encontro da produção científica e tecnológica desenvolvida nas Escolas de Educação Básica públicas e privadas do Estado de Alagoas. Em 2016, o projeto foi realizado através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), do Maceió Shopping, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae – AL), da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e das Secretarias Estadual de Educação e Municipal de Educação de Maceió. A 1° Experiment-AL foi realizada nos dias 29 e 30 de Novembro no estacionamento do Maceió Shopping, ocupando uma área de 960m2, distribuídos em 50 stands, 03 stands âncoras, 02 salas de palestras, 01 sala de oficinas e secretaria. Em sua primeira edição, a Feira atraiu um público superior 1.500 visitantes, incluindo estudantes de escolas municipais de Maceió, do Instituto Federal de Alagoas, de outras instituições de ensino públicas e privadas de todo o Estado e visitantes espontâneos.

Poder participar de uma feira como essa é um momento único para mim. Eu, como aluna, estou muito satisfeita. Foi a primeira Feira Experiment-AL e eu espero estar aqui nos próximos anos mostrando novos projetos e novas ideias.” Sinara Everlin, estudante do Ensino Médio.

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40 ANOS DO ITEC – 2017 O Instituto nasceu em 1977 como Centro de Processamento de Dados (CPD), por intermédio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em março de 1980, foi transformado em Instituto de Processamento de Dados (IPD) e assim permaneceu até 30 de abril de 2002, quando, por intermédio da lei estadual n.° 6.313, foi criado o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec), órgão especial da administração pública. Durante esses 40 anos, o Itec tem oferecido inovação nas soluções em informática pública para o Estado. Seu corpo de colaboradores, que conta com desenvolvedores, analistas, profissionais de banco de dados e especialistas em gestão, criam, instalam, treinam e acompanham as diversas ferramentas tecnológicas que são implantadas todos os dias nos diversos órgãos e secretarias do Estado. Além disso, é mantenedor do data center do Governo e da rede de fibra ótica para trafegamento de dados de maneira rápida, além de muitos outros projetos. Por tudo isso, no intuito de resgatar essa memória, que é parte da história da TI em Alagoas como um todo, decidiu-se comemorar em 2017 o aniversario de 40 anos do Instituto, celebrando sua importância dentro da administração pública alagoana.

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PRÊMIO DE JORNALISMO CIENTÍFICO JOSÉ MARQUES DE MELO – 2017 O Prêmio de Jornalismo Científico José Maques de Melo é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação e realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e o Condomínio Maceió Shopping. O Prêmio tem como objetivo sensibilizar e fomentar a produção jornalística de trabalhos que retratem a importância da ciência, tecnologia e inovação na sociedade e valorizar iniciativas nesta área. Ao todo foram 101 produções jornalísticas submetidas, 57 jornalistas inscritos e 32 veículos de comunicação participantes, nas oito categorias disponíveis, vindos de todo estado de Alagoas. Nesta primeira edição, foram premiados os trabalhos jornalísticos relativos ao tema veiculados nos meios de comunicação de Alagoas, que se destacaram por tornarem acessíveis ao público informações sobre ciência, tecnologia e inovação. Estamos muito felizes com a conquista desse prêmio. Nós mostramos nesta noite que é possível, ainda na academia, desenvolver grandes trabalhos e essa temática científica é importantíssima.” Lucas Thaynan, estudante de jornalismo.

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GRADECIMENTOS AOS SERVIDORES A nossa Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação teve uma rica história em seus 17 anos de existência. Essa trajetória retrata uma parte significativa de muitas vidas que, no passado e no presente, contribuíram e contribuem para a comunidade científica e a sociedade em geral. Portanto, é uma justa homenagem a todos vocês, homens e mulheres, em especial aos servidores Alda Lúcia Calado, Augusta Menezes, José Wilma Padrilha, Lenilda Austriliano, Luiz Eugênio Barroca, Maria Tânia Barros, Morgana Medeiros, Tereza Montenegro, aos gestores Pablo Viana (Secti), Fábio Guedes (Fapeal), José Luciano (Itec) e Luiz Pedro (Inmeq), aos ex-secretários da Secti e a todos os que contribuíram com os depoimentos e por ter se esforçado para partilhar conhecimento técnico e experiência profissional na nobre missão de servir a sociedade.

A SOCIEDADE Agradecemos imensamente a toda sociedade científica e a população que vêm dividindo as alegrias, conquistas e lembranças no âmbito da ciência, tecnologia e inovação. O apoio diário de todos vocês é primordial para que continuemos trabalhando com empenho, garra, em uma incessante busca pelo bem estar social e qualidade de vida dos alagoanos.


EFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, Paula Pradines. Sistema alagoano de inovação: organização institucional necessária para o desenvolvimento. 2012. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Universidade Federal de Alagoas. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. Maceió, 2012. ALAGOAS EM DADOS E INFORMAÇÕES. Arranjos Produtivos Locais - APL. Disponível em: <http://dados.al.gov.br/dataset/arranjosprodutivos-locais> Data de acesso: 10 de agosto 2017. ALAGOAS. Lei n° 6.170, de 30 de julho de 2000. Dispõe sobre a estrutura da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior – SECTES. Poder Legislativo, Maceió, 2000. ALAGOAS. Lei n° 6.422, de 17 de dezembro de 2003. Modifica a estrutura administrada do poder executivo do estado de Alagoas, cria e extingue cargos públicos e dá outras providências. Poder Legislativo, Maceió, 2003. ALAGOAS. Decreto n° 3.542, de 01 de janeiro de 2007. Dispõe sobre a organização, atribuições e funcionamento da administração pública estadual. Poder Executivo, Maceió, 2007. ALAGOAS. Lei Delegada n° 43, de 28 de junho de 2007. Define as áreas, os meios e as formas de atuação do Poder Executivo do estado de Alagoas, e dá outras providências. Poder Executivo, Maceió, 2007. ALAGOAS. Lei Delegada n° 44, 8 de abril de 2011, Define as áreas, os meios e as formas de atuação do Poder Executivo do estado de Alagoas, e dá outras providências. Poder Executivo, Maceió, 2011. ALAGOAS. Lei n° 6.952, de 21 de julho 2008, Altera a Lei Delegada n° 43, de 28 de junho de 2007, que define as áreas, os meios e as formas de atuação do Poder Executivo do estado de Alagoas e dá outras providências. Poder Legislativo Estadual, Maceió, 2008. ALAGOAS. Lei n° 6.547, de 23 de dezembro de 2004, Dispõe sobre a criação do Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas – Inmeq/AL e dá outras providências. Poder Legislativo Estadual, Maceió, 2004. ALAGOAS. Lei n° 6.313, de 30 de abril de 2002, Dispõe sobre a estrutura organizacional e as atribuições do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas – Itec. Poder Legislativo Estadual, Maceió, 2002. EXPERIMENT-AL, FEIRA DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DE ALAGOAS. Site Oficial. Disponível em: <www.experiment.al.gov.br> Data de acesso: XX de agosto de 2017. MACEIÓ. Lei n° 4.799, de 15 de abril de 1999, Dispõe sobre a criação do Instituto de Pesos e Medidas de Maceió – Ipem-Mac e dá outras providências. Poder Executivo Municipal, Maceió, 1999. PARQUE TECNOLÓGICO DE ALAGOAS. Site Oficial. Disponível em: <www.parquetecnologico.al.gov.br> Data de acesso: XX de agosto de 2017. PRÊMIO DE JORNALISMO CIENTÍFICO JOSÉ MARQUES DE MELO. Site Oficial. Disponível em: <www.premiojornalismocientifico.al.gov.br> Data de acesso: XX de agosto de 2017. SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. Site Oficial. Disponível em: <www.snct.al.gov.br> Data de acesso: XX de agosto de 2017.


2000-2017: história e avanços da CT&I no Sistema Secti  

Este E-book comemorativo aos 200 anos de Alagoas contém o resgate histórico da Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação em nosso E...