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A N O 2 5 | N o 302 Jun / Jul 2019 R$ 12,00

A revista do mercado imobiliário

PASSADO, PRESENTE E FUTURO DO MINHA CASA, MINHA VIDA UM DOS MAIS BEM-SUCEDIDOS PROGRAMAS HABITACIONAIS DA HISTÓRIA RECENTE DO PAÍS TEM UM LEGADO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO. MAS PRECISA DE AJUSTES PARA OPERAR EM SUA PLENITUDE

BIM: REALIDADE ABSOLUTA NO MERCADO IMOBILIÁRIO CONDOTECHS: FERRAMENTAS FACILITAM A VIDA CONDOMINIAL

EXCLUSIVO ∞ ∞

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É PAUTA DE ARTIGO DO DEPUTADO FEDERAL VINÍCIUS POIT CONTÉM GUIA DE SERVIÇOS E PRODUTOS PARA ADMINISTRADORAS E CONDOMÍNIOS


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Revista Secovi-SP


Carta do presidente

Basilio Jafet Presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e reitor da Universidade Secovi

Conhecimento, a commodity da atualidade

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conhecimento dobra em prazos cada vez mais curtos. Conforme dados da Inova Business School, em 1900, dobrava a cada 100 anos. Em 1945, a cada 25 anos. Em 2014, a cada 13 meses. Os cálculos variam de acordo com a fonte, mas está claro que temos de estar preparados para o permanente desafio da atualização. Diante de transformações alucinantes, a bagagem que trazemos dos nossos estudos, do fundamental ao doutorado, se mostra insuficiente em curto espaço de tempo. Há um gap entre educação e conhecimento. E precisamos estar antenados ao que acontece, apesar de ser impossível absorver tudo. Não é à toa que profundas mudanças ocorreram no ranking das empresas mais valiosas do mundo – o Top Fifty da Forbes. O ranking de 2018 da “Fortune 500 anual”, lista das 500 maiores empresas americanas em venda, revela que, desde 1955, só três mantêm suas posições entre as maiores: General Motors, Exxon Mobil e Walmart. Já o Brand Finance 2019, que avalia as 500 marcas mais valiosas do planeta, coloca a Amazon em primeiro lugar. Em sua lista Top 10, estão ainda Apple, Google, Microsoft, Samsung, AT&T, Facebook, a chinesa ICBC, Verizon e China Construction Bank. E como estarão nossas empresas no próximo ano? Ocuparemos que posição do ranking setorial? Não basta estar em um nível de excelência hoje, é preciso assegurar essa posição amanhã, o que só será possível com informações que nos permitam criar modelos próprios de gestão, produtos e negócios. Os conceitos mudam desde muito tempo. Na IdaRevista Secovi-SP

de Média, as guildas – associações profissionais que ensinavam a forma de trabalhar – ditavam os modos de produção. Quem tentasse mudar, era expulso, o que, por certo, atrasou em muito o desenvolvimento da humanidade. No início do século XIX, na Inglaterra, surgiu o ludismo, um movimento de trabalhadores do ramo de fiação e tecelagem que se notabilizou por destruir as máquinas, temerosos em perder o emprego. Uma reação ao processo técnico, à industrialização e às novas tecnologias que os primórdios da Revolução Industrial anunciavam. Reação semelhante ocorreu no século XX, quando sindicatos tentaram preservar seus métodos, mas foram vencidos pela tecnologia. O mesmo ainda se vê por parte de alguns sindicatos no Brasil do século XXI. Frente a tantas mudanças, a solução é conhecer, ao invés de reagir. A geração que está assumindo o mundo dos negócios é inquieta e curiosa. Para os millennials, mudanças são naturais. O conhecimento hoje é a commodity de maior valor. O fluxo de dados, um mercado exponencial. Vivemos a era dos Apps, que mudam a forma de prestar serviços, modificam a intermediação, aumentam a eficiência. E como fazer frente a esse processo? Nossa missão é tentar colocar todos os agentes do setor imobiliário na mesma sintonia. Tarefa nada fácil, porém, não é impossível. A base é informação de qualidade, pesquisa e, claro, muito diálogo, para que não fiquemos a reboque da inovação, mas tenhamos condições de ocupar o protagonismo no que diz respeito às transformações em nosso setor. « 3


Recado da Editora DIRETORIA

Presidente: Basilio Jafet Vice-presidentes: Alexandre Lafer Frankel, Caio Portugal, Carlos Borges, Elbio Fernández Mera, Emilio Kallas, Frederico Marcondes Cesar, Guilherme de Lucca, Hubert Gebara, Ricardo Yazbek, Rodrigo Luna, Rolando Mifano Conselho editorial: Hubert Gebara, Paulo André Jorge Germanos, Ricardo Yazbek e Claudio Bernardes

PRODUÇÃO

Assessoria de Comunicação do Secovi-SP Marketing do Secovi-SP

REPORTAGEM E REDAÇÃO

Redação: leitor@revistasecovi.com.br Editora Responsável: Maria do Carmo Gregório (MTb 23.732) Redação: Catarina Anderáos, Leandro Vieira, Luciana Ferreira, Rosana Pinto e Shirley Valentin Assistente: Queli Peixoto Fotos: José Carlos T. Jorge Apoio: Carlos Alberto Azevedo, Fernanda Silva Santana, Karina Zuanazi Negreli, Marta Cristina Pessoa, Edson Kitamura, Fabrício Pereira, Laryssa Basílio Kakuiti (Economia)

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esistir à inovação é impossível! Melhor é conhecer e participar, como bem lembra Basilio Jafet na Carta do Presidente. Nas páginas a seguir, várias são as iniciativas que apontam para os be-

nefícios oferecidos pelas novas tecnologias, abrangendo todos os elos da cadeia imobiliária, da construção ao condomínio, passando pela análise e aprovação de projetos de loteamentos. A inovação precisa chegar também ao maior programa habitacional da história recente do País: o Minha Casa, Minha Vida, que completa 10 anos de existência com a expressiva marca de 16 milhões de pessoas beneficiadas com a contratação de cerca de 5,5 milhões de moradias. Mas precisa de ajustes para continuar a operar plenamente. A Reforma da Previdência continua em pauta, e nesta edição conta com análise do deputado federal Vinícius Poit. Boa leitura.

Maria do Carmo Gregório

ARTE

Departamento de Marketing Secovi-SP

MARKETING & COMERCIAL

Janaína Jardim, Juliana Pimenta, Mônica Andrade e Rodolfo Teixeira

Índice

PARA ANUNCIAR

revista@secovi.com.br (11) 5591-1176 Jose Roberto (11) 94145-7948 Renan Siquera (11) 94145-1176 Tiragem: 10.000 exemplares Impressão: Log & Print Gráfica e Logística

03 Carta do presidente 06 É bom saber

CONTATOS SECOVI-SP

09 Opinião

PABX (11) 5591-1300 Eventos (11) 5591-1279 PQE (11) 5591-1284 Universidade Secovi (11) 55911221/1284/1203 Câmara de Mediação (11) 5591-1214

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SECOVI NO INTERIOR

Bauru (14) 3227-2616 Campinas (19) 3399-3337 Grande ABC (11) 4121-5335 Jundiaí e Região (11) 4586-3535 | 2709-7335 Santos (13) 3321-3823 São José do Rio Preto (17) 3235-1138 Sorocaba (15) 3211-0730 São José dos Campos (12) 3922-6605 Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. Reprodução de matérias somente após expressa autorização da Redação. Os anúncios publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

10 Em pauta 12 Capa 20 Intermediação 24 Tecnologia 28 Loteamentos

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32 Interior 36 Condomínios 40 Ampliar

Registro nº 26.378

44 Tira-Dúvidas

Foto da capa: iStock

48 Indicadores

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Revista Secovi-SP


SCHINDLER AHEAD

Seu elevador pronto para o futuro. Impulsionando a mobilidade urbana digital. A internet das coisas chegou aos nossos elevadores e escadas rolantes para conectar as pessoas a infinitas possibilidades. Nós, da Atlas Schindler, estamos há 100 anos antecipando tendências e transportando vidas, projetos e realizações com o máximo de segurança e conforto. E é assim que diariamente 1 bilhão de pessoas em todo o mundo viajam em nossos equipamentos, vencendo os desafios da mobilidade e alcançando patamares cada vez mais altos.

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Revista Secovi-SP

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É bom saber

MBA em Real Estate Parceria da UniSecovi e ESPM, curso começa em agosto e está com inscrições abertas

Foto: iStock

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stimular a adoção de conceitos atuais e inovadores em desenvolvimento e gerenciamento de empreendimentos imobiliários, fornecendo uma visão estratégica dos negócios no setor é o objetivo do MBA em Real Estate, iniciativa da Universidade Secovi e realizada em parceria com a pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O curso contempla, dentre outras, expertises como engenharia, marketing imobiliário, locação residencial, securitização de recebíveis, mercado de capitais, crowdfunding, coworking, certificações ambientais de empreendimentos, comunicação digital, inovações no setor, mitigação de riscos com vizinhança, novas gerações de consumidores, cidades inteligentes, financiamento, direito imobiliário básico e análise econômico-financeira. De acordo com o executivo da UniSecovi, Hamilton França, o curso vem ao encontro do momento atual do mercado imobiliário. “Tanto as vendas quanto os

lançamentos de imóveis apresentaram alta nos primeiros meses do ano, e a previsão é que fechemos 2019 com números acima dos registrados em 2018”, destaca. Com o crescimento do mercado, mais profissionais qualificados serão requisitados. “Agora é a hora de potencializar o currículo. Segundo pesquisa da Catho, profissionais com MBA têm a oportunidade de obter um aumento salarial de até 53%, a depender do cargo que ocupam. A razão disso é que esses cursos conseguem oferecer conhecimentos específicos aplicados ao mercado em uma velocidade mais assertiva que as graduações tradicionais”, adiciona. O MBA em Real Estate possui carga de 420 horas, com duração de 18 a 20 meses ou três semestres. Os alunos cursarão disciplinas comuns a todos os MBAs da es-

cola voltadas para gestão, como finanças e liderança de equipes, além de fundamentos de marketing. As matérias seguintes serão específicas do mercado imobiliário, com forte abordagem em marketing, expertise da ESPM. O MBA é dirigido a empreendedores imobiliários, avaliadores, profissionais de incorporadoras e imobiliárias, de crédito imobiliário e outros que tenham interesse em ingressar ou investir nesse mercado, com o intuito de aprimorar as estratégias de negócios das empresas em que atuam. Com início em 6 de agosto, as aulas acontecerão às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 22h30, no campus da pós-graduação da ESPM, em São Paulo. Associados do Secovi-SP têm 20% de desconto. Informações e inscrições: (11) 5081-8200 ou no site da UniSecovi (www.unisecovi.com.br). «

Local: Universidade Secovi (Rua Dr. Brigadeiro Bacelar,Luís 1.043, Antônio, Vila Mariana 2.344 -–9ºSão andar Paulo/SP) – São Paulo/SP) Para mais informações, acesse www.unisecovi.com.br www.universidadesecovi.com.br ou ligue para ou ligue (11) 5591-1306 para (11) 5591-1306

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É bom saber

Revista Secovi-SP

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É bom saber

Base de informações Manuais de Escopo de Contratação de Projetos chegam à 3ª edição

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conjunto de Manuais de Escopo de Contratação de Projetos e Serviços para a Indústria Imobiliária, que descreve atividades e produtos de cada fase de projeto, acaba de ser atualizado com três grandes novidades: o capítulo Escopos para Atendimento à Norma de Desempenho, o Guia para utilização desses Escopos e Modelos de Memoriais Descritivos de projeto de edificações habitacionais para atendimento à ABNT NBR 15.575:2013. “Os manuais e os novos documentos representam uma importante base de informações dirigida a contratantes e projetistas que buscam por qualidade no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários”, afirma Marcos Velletri, diretor da vice-presidência de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP, responsável pela coordenação dos Manuais. A atualização foi desenvolvida sob coordenação técnica da consultora Maria Angelica Covelo Silva, engenheira civil, doutora em Engenharia e diretora da NGI Consultoria e Desenvolvimento. Sob coordenação do Secovi-SP, os conteúdos técnicos foram alinha8

dos conjuntamente por representantes do SindusCon-SP, de entidades de projeto e de empresas de projetos, incorporação e construção. “O conteúdo proporciona um entendimento adequado e abrangente sobre o escopo dos projetos de cada especialidade no atendimento à Norma de Desempenho”, explica Velletri. Os manuais podem ser acessados gratuitamente pelo site www. manuaisdeescopo.com.br, onde também é permitida elaboração de propostas técnicas por meio de ferramenta web “Monte sua Proposta”, da parceira Ação Sistemas.

Novos documentos • Escopos para Atendimento à Norma de Desempenho – Foi inserido como capítulo na atualização dos Manuais de Escopo aplicáveis, que são: coordenação de projetos, arquitetura e urbanismo, estruturas, instalações hidráulicas, instalações elétricas, paisagismo, impermeabilização e acústica. Os manuais revisados, que incorporam os novos conteúdos, são identificados com o selo NBR 15.575 em sua capa. O conteúdo também é oferecido de forma avulsa para as disciplinas que ainda não possuem Manual de Escopo: contenções, fundações e vedações verticais.

• Guia para utilização dos Escopos de projeto de edificações habitacionais para atendimento à ABNT NBR 15.575:2013 (Norma de Desempenho) – Esclarece os critérios utilizados no desenvolvimento dos escopos de desempenho e apresenta orientações gerais para seu atendimento nos diversos projetos de um empreendimento imobiliário. • Modelos de Memoriais Descritivos – Indicam premissas e considerações do projeto de um empreendimento, incluindo informações relativas ao atendimento dos requisitos previstos na referida norma. • Duas décadas dedicadas à qualidade de projetos – O trabalho dos Manuais de Escopo, iniciado em 1998, teve sua primeira edição em 2000 e contabiliza, hoje, 14 manuais, cada um dedicado a uma disciplina. Além dos oito já citados, integram a iniciativa manuais de revestimentos, vedações, ventilação e ar-condicionado, automação e segurança, arquitetura de infraestrutura esportiva e luminotécnica. Desde 2013, entre consultas e emissões de proposta, o site dos manuais soma mais de 420 mil acessos, número que reforça seu valor para o setor. « Revista Secovi-SP


Opinião

Hubert Gebara Vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação)

O condomínio mutante

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condomínio nunca mais será o mesmo. Compras, aulas de música ou de idiomas, bicicletas, lavanderia, hospedagem de animais e uma série de outras atividades já podem ser compartilhadas não apenas nos empreendimentos tipo clube, mas também naqueles menores, destinados ao morador single, que deixou a casa paterna para a aventura de morar sozinho. Aventura é uma boa palavra. O novo formato de moradia coletiva está se adequando às novas demandas ambientais e urbanas, refletindo o que também é mutante nas cidades. Segundo especialistas, é a recíproca perfeita. As unidades autônomas podem ser alugadas no todo ou em parte. Essa tendência não é tão recente como parece, e transforma o condomínio numa área de solidariedade, aliás, como é sua vocação. Uma das mais frequentes demandas da vida condominial é pela colocação de sanitários nas áreas comuns. Essa lacuna é inexplicável, se considerarmos que a área comum de um condomínio é o próprio ícone da vida compartilhada. Falha de projeto? Sem dúvida. A coleta seletiva de lixo não funciona se não for plenamente compartilhada. O espaço destinado à armazenagem do lixo precisa ser tão amplo que permita a operação coletiva, com horários também planejados. O síndico não condômino, outra tendência, é compatível com a vida compartilhada? Sim, desde que ele acompanhe de perto o dia a dia do empreendimento. Profissional ou não, acompanhar de perto tem de ser um lema para ele. Revista Secovi-SP

A ideia do condomínio com novos itens progressivamente compartilhados é de um espaço que integra vida, convívio, trabalho e lazer, tudo acompanhado de um novo conceito de mobilidade. Os espaços são todos pensados com esse novo objetivo. Fazem parte do projeto o ambiente para trabalho – estilo coworking –, espaço de convivência e até ferramentas para uso compartilhado, além de horta comunitária. Profissionais de diferentes estilos de vida e ideias ajudam a pensar no projeto – operação também compartilhada. Desde o princípio, a concepção do prédio é baseada na colaboração. O resultado gera bem-estar e economia. A ideia central de um condomínio é de aprendizado. Compartilhar faz parte e configura com louvor a escola de cidadania que o próprio condomínio representa. É por isso que dizemos: sair de nossa antiga casa e ir morar em condomínio configura um salto quântico e não foge à ideia de nossa evolução latu sensu. Independentemente do formato, o condomínio é relativamente recente na vida das cidades. Esse tipo de moradia tem larga conexão com o futuro: se pudéssemos enxergar claramente na bola de cristal, provavelmente veríamos a cidade do porvir. Como ela seria? O adensamento é inevitável e dele surgirá a cidade vertical, com superfícies reluzentes, quase totalmente ocupada pelos condomínios. Restarão algumas praças, mas a convivência dos moradores intramuros vai consagrar o condomínio como o melhor lugar da cidade do futuro. « 9


Em Pauta

Contra as fake news da Previdência Vinicius Poit é empreendedor e foi eleito deputado federal pelo Partido Novo

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Brasil transcorre um dos debates mais importantes para o futuro, o da reforma da Previdência. Embora incompreensível para mim, respeito aqueles que têm posições contrárias ao texto. No entanto, o que não admito são as fakenews para tentar convencer a população de que a reforma não é crucial. Tenho dedicado uma parcela do meu tempo a desmistificar uma porção delas. A primeira é a de que não existe déficit na Previdência. Como alguém pode realmente acreditar? Apenas em 2018, a diferença entre o que governo recebeu de contribuição e pagou de aposentadorias e pensões che10

gou a quase R$ 300 bilhões. O próprio TCU (Tribunal de Contas da União) já fez a avaliação das contas e concluiu que o saldo é negativo. É matemática! E se existe déficit, o governo precisa cobrir com recursos que poderiam ser destinados a outras áreas prioritárias. Outra notícia falsa espalhada pelos quatro cantos é que se as empresas devedoras pagassem as dívidas do INSS, não precisaríamos de reforma. De fato, no Brasil há muita empresas inadimplentes, mas mesmo se somarmos a quantia que ainda pode ser recuperada, daria menos de R$ 180 bi. Ou seja, não cobriria nem um ano de rombo previdenciário. Não há dúvidas

de que precisamos cobrar os devedores, defendo isso também, mas, infelizmente, não será isso que vai nos salvar. E esse mesmo raciocínio vale para quem argumenta que o fim da corrupção seria o suficiente para sanar o déficit. Outro ponto que preciso rebater é que dizem que são os mais pobres que vão sofrer mais com a aprovação da reforma. Eu afirmo, com segurança, que o atual sistema é uma das maiores fontes de desigualdade social do País. Os mais pobres acabam se aposentando mais tarde, por não conseguirem colocação no mercado de trabalho formal, e acabam por pagar a conta dos mais ricos, que Revista Secovi-SP


Foto: Divulgação

Em Pauta

se aposentam por tempo de contribuição. O texto que está sendo discutido na Câmara corrige essa e outras distorções. Além disso, o texto propõe uma alíquota de contribuição menor para quem ganha menos e quase dobra a alíquota para quem ganha mais, chegando a até 22%. Nós estamos diante de um dos maiores desafios que esta legislatura vai enfrentar. A reforma da Previdência é inevitável! E se estamos pedindo a compreensão de uma parte da população que vai precisar se sacrificar para que a maioria da população se beneficie,

nada mais justo que os políticos deem o exemplo e se sacrifiquem também. Por isso, como líder do Novo na Comissão Especial da Previdência, apresentei uma emenda sugerindo regras duras de transição para políticos que detêm mandato e que ainda não se aposentaram. Conclamo não só meus colegas de Congresso Nacional, mas também toda a população, a pressionar pela aprovação dessa reforma, que é tão importante e urgente para o Brasil. Déficit da Previdência não tem partido! Sem dinheiro, não tem investimento em educação, saúde e segurança.

A reforma da Previdência é uma das saídas, se não for a única, para colocar o Brasil de volta no rumo do crescimento. Se o Brasil ainda não quebrou, é porque temos gente que acredita no nosso potencial. Empreendedores, trabalhadores e investidores que ainda acreditam que nós vamos tomar uma decisão sensata e agir de maneira coerente e corajosa. E se o nosso Congresso Nacional não estiver preparado para assumir a responsabilidade de aprovar essa reforma, então vai ter de estar preparado para assumir a responsabilidade pela maior crise que esse País já enfrentou. «

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Capa

10 anos de Minha Casa, Minha Vida: reflexões, melhorias e aprendizados Em uma década, o MCMV beneficiou mais de 16 milhões de pessoas, com a contratação de cerca de 5,5 milhões de moradias. Apesar do incontestável êxito, são necessários ajustes e melhorias para que o programa opere em sua plenitude Leandro Vieira

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o completar 10 anos de existência em 2019, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), maior programa habitacional da história recente do Brasil, merece ser pensado e repensado. Embora seu êxito seja incontestável, as arestas a serem aparadas são inúmeras – nada, porém, que desabone a iniciativa em sua totalidade. Considerando o tamanho do programa, é até normal que haja lacunas a serem preenchidas. Os números do MCMV são de proporções bíblicas. De 2009 a 2018, foram R$ 458 bilhões em contratações. Em dólares com cotação atualizada para 2018, esse montante equivaleria a US$ 118

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bilhões. Para se ter uma ideia, essas cifras foram as mesmas que os Estados Unidos gastaram com o Plano Marshall para reconstruir a Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Nesse período, o número de moradias contratadas foi de cerca de 5,5 milhões, beneficiando mais de 16 milhões de pessoas. É como se tivéssemos construído casas para uma Portugal e uma Dinamarca juntas. “Indiscutivelmente, é um programa que surgiu tarde demais. Desde o final do BNH até o início do Minha Casa, Minha Vida, o setor de habitação de interesse social ficou abandonado. Resultado disso foi o crescimento das habitações informais e de baixa qualidade. Esse programa chegou para interromper o crescimento desorganizado dos centros urbanos. Embora ainda não consiga cobrir

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Foto: iStock

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toda a demanda necessária, foi um avanço importantíssimo para a sociedade”, diz Rodrigo Luna, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP. Mesmo com o volume de moradias produzidas nos últimos 10 anos, o déficit habitacional cresceu no mesmo período, saltando de 6 milhões de habitações (2009) para 7,7 milhões (2018), segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Consequência positiva do programa, a geração de mão de obra foi profundamente impactada: mais de 1,2 milhão de pessoas foram diretamente empregadas em função do MCMV – 775 mil delas nas obras. Quando se considera os postos de trabalho indiretos, esse número salta para 3,5 milhões, segundo cálculos da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Eis uma prova de que construção civil é emprego na veia. Os combalidos cofres públicos 14

também se valeram do programa para recrudescer sua arrecadação. Em toda a cadeia, foram arrecadados R$ 163 bilhões. Em miúdos, boa parte dos impostos gerados pelo programa acaba voltando ao Tesouro.

Efeitos positivos Particularmente no mercado imobiliário, os efeitos do MCMV saltam aos olhos. Em 2018, as habitações passíveis de enquadramento no programa foram responsáveis por metade dos lançamentos no principal mercado de imóveis do Brasil, o da cidade de São Paulo. Em nível nacional, essa proporção chega a ser superior a dois terços. “O Minha Casa, Minha Vida é um legado que não pode ser esquecido. É um dos poucos programas que conseguiu amplitude nacional, não ficando restrito a grandes centros urbanos. Abran-

geu até mesmo imóveis rurais”, diz Carlos Henrique de Oliveira Passos, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC e presidente do Sinduscon-BA. O executivo da CBIC ressalta, ainda, a abertura de horizontes proporcionada pelo MCMV. Todo o tipo de empresa de todas as localidades do País pode participar de um projeto nacional, independentemente do seu porte. Desde grandes companhias listadas na B3 até pessoas físicas que se tornaram CNPJ para poderem se habilitar a construir unidades para o programa, foram abraçadas por sua magnitude. Marco Antônio Corsini, vice-presidente do Sinduscon Joinville (SC), expande a análise para outras franjas abarcadas pelo programa. “Não podemos olhar apenas para a moradia. Temos de ver toda a cadeia que foi impactada, como a dos móveis, utensílios domésticos, eletrodoRevista Secovi-SP


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mésticos etc.” Embora os benefícios do MCMV sejam inegáveis, várias são as melhorias necessárias para que opere em sua plenitude. A faixa 1 – aquela que financia famílias de baixíssima renda e, por isso mesmo, tem função social ainda mais acentuada – é a que mais tem pontos a rever. Clausens Duarte, diretor de Habitação de Interesse Social do Sinduscon-CE, exemplifica citando casos em que as empresas constroem o empreendimento mas, em contrapartida, a velocidade dos municípios para prover a infraestrutura necessária não avança na mesma proporção. “A empresa pode construir as unidades, mas, se o poder público não faz sua parte em relação a instalação de serviços de água e esgoto, por exemplo, a região fica sem condições de habitabilidade.” Adicione-se a isso o fato de que as famílias para essa faixa são indicadas pelo governo. Não raro, ocorrem descompassos, ao ponto de a empresa terminar as obras e o poder público ainda não ter formado a demanda para ocupar os empreendimentos. O resultado se reflete no número de unidades concluídas – cerca de 4,57 milhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) – versus o volume de habitações entregues,

pouco mais de 4,08 milhões. São cerca de 500 mil residências ociosas, que poderiam já estar dando teto a 2 milhões de pessoas. De forma geral, os descasamentos entre a entrega dessas obras por parte das empresas e o cronograma de instalação de serviços públicos ocorrem com mais frequência em regiões distantes dos centros urbanos. O porte dos empreendimentos concebidos nessas localidades, também de maneira geral, é gigantesco: muitas unidades para milhares de pessoas. As razões para a construção em massa de unidades em regiões ainda não consolidadas – sem oferta de esgoto, saneamento, rede de serviços etc. – são o preço e a disponibilidade da terra. Nessas regiões, a conta fecha mais facilmente para o MCMV atender à faixa 1. Para Marco Antonio Corsini, do Sinduscon Joinville, é necessário que se encontrem alternativas para mitigar esse tipo de percalço. “Se tiver como diminuir o tamanho desses empreendimentos, é mais fácil encontrar disponibilidade de terrenos para comportar o projeto em regiões mais bem localizadas.”

por entidades empresariais de todo o País. E elas não se restringem apenas à faixa 1 do MCMV; constituem uma proposta mais abrangente, com vistas a proporcionar acesso a moradia digna tendo como o fio condutor as habitações de interesse social. Um compêndio das diretrizes resultantes dessas conversas foi apresentado durante o último Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), realizado no Rio de Janeiro, em maio. “Precisamos ir além do conceito de propriedade. Moradia é mais que isso. Nós acreditamos que o modelo de locação social, por exemplo, pode ser um primeiro degrau de acesso à habitação para muitas pessoas”, afirma Eduardo Aroeira, presidente da Ademi-DF. Oportuno lembrar a definição do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da Organização das Nações Unidas (ONU), de que moradia não se resume meramente a quatro paredes encimadas por um teto.

Alternativas Melhorias como essas têm sido constantemente debatidas

Petrucci: “A demanda continua crescendo e prevemos dificuldades de acesso a recursos neste segundo semestre” Revista Secovi-SP

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Luna: “Embora ainda não consiga cobrir toda a demanda, MCMV foi um avanço importantíssimo para a sociedade”

Foto: Divulgação

Por moradia, deveria se entender um local salubre, com condições mínimas à sobrevivência, como saneamento – água, tubulação para esgoto, coleta de lixo, pavimentação – e luz elétrica. Além de ser seguro e acessível aos serviços públicos básicos, como escolas, postos de saúde, praças e transporte público. Esse conjunto de fatores pode estar ao alcance de empreendimentos do MCMV, sem, necessariamente, ancorar-se na propriedade do imóvel, como de costume. “Nos Estados Unidos, que é um mercado maduro, a quantidade de residências alugadas em relação ao todo é de 40%. Aqui, no Brasil, essa proporção é de 20%. A locação social é um item que pode compor a solução de acesso a moradia digna”, diz Clausens Duarte, do Sinduscon-CE. Outros modelos debatidos são

os de moradia temporária, por arrendamento e de lotes urbanizados. Consequências positivas dessas implementações podem ser retrofit de imóveis em centros urbanos, ocupação de terrenos e prédios públicos, revisão geral do papel das concessionárias de serviços públicos, prazo de pagamento de até 25 anos para assistidos pela faixa 1 e, até mesmo, um programa específico para aquelas pessoas que adquirirem o primeiro imóvel.

Suporte e orientação Junto com a oferta de moradia, o setor entende que as famílias beneficiadas deveriam passar por um processo de suporte à nova realidade de suas vidas. Exemplos de iniciativas nesse sentido seriam serviços sociais de apoio à geração de renda, como microcrédito para incentivo ao microempreendedorismo com apoio do Sebrae. Também seria oportuno um trabalho de orientação sobre o convívio e a realidade da vida em um condomínio – que, muitas vezes, é radicalmente diferente das experiências de moradias tidas pelas

famílias de mais baixa renda. As medidas estudadas têm como pano de fundo uma série de fundamentos que não podem ser perdidos. A produção em amplitude nacional, a abertura à participação de todo o porte de empresas, a ocupação de vazios urbanos, melhoria de tecnologia, o aumento da produtividade, a formalização das cidades, o fomento à economia local onde se instalam os empreendimentos e a curva de aprendizado são alguns dos pontos principais. Da experiência acumulada em 10 anos, o mercado pode extrair muitos aprendizados e transformá-los em subsídios técnicos para apresentá-los ao poder público. A aproximação dos empreendimentos dos centros urbanos, com menos escala, é um deles. Uma vez que o porte dos prédios é menor, em tese, encon-

Passos: “É um legado que não pode ser esquecido. Um dos poucos programas que conseguiu amplitude nacional” 16

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trar terrenos aptos a recebê-los se torna menos oneroso. Outro ponto é a falta de compromisso financeiro das famílias contempladas pelo faixa 1. “É preciso acabar com a cultura da inadimplência”, enfatiza Carlos Henrique, do Sinduscon-BA. Como pilares para combatê-la, o setor acredita que deve haver melhoria na gestão da cobrança, meios de geração de renda às pessoas assistidas pelo programa e o início da cultura de retomada do imóvel em casos de não pagamento.

Recursos escassos Nas demais faixas do programa, de atuação do mercado, os dirigentes sublinharam a preocupação com a perenidade dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). “É

indispensável que esse funding seja preservado”, alerta Luna, do Secovi-SP, lembrando das constantes investidas contra o Fundo. Aroeira, da Ademi-DF, lembra, inclusive, que os impostos gerados nas faixas de mercado ajudam a retroalimentar o erário, praticamente compensando os gastos do Orçamento Geral da União (OGU) na faixa 1. “Os problemas de recursos ainda não estão superados. Não temos como melhorar o OGU, e o FGTS está limitado. Temos uma demanda que continua crescendo e prevemos dificuldades de acesso a recursos principalmente neste segundo semestre”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP e presidente de Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC).

O que vem por aí?

ideia é dividir o programa em dois, com critérios e subdivisões de acordo com a renda familiar. Serviços de moradia social e de locação foram algumas das principais novidades apresentadas. “Nossa proposta tem duas frentes. Uma delas é promover o acesso à habitação, e a outra é promover melhorias nas condições de moradia”, explicou Canuto. Segundo o ministro, outra das prioridades será reduzir desigualdades entre as diferentes regiões do Brasil, e atender os Estados que têm maior demanda, concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Com as mudanças no Minha Casa, Minha Vida, haverá produtos diferentes para famílias com baixíssima renda, equivalente a até um salário mínimo, e para aquelas com renda baixa ou média, ou seja, de dois a sete salários. “O objetivo foi identificar

No dia 4 de junho, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, compareceu a audiência na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal para explicar o que o governo federal pensa para o MCMV nos próximos anos. A Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Corsini: “Não podemos olhar apenas para a moradia. Temos de ver toda a cadeia que foi impactada”

Aroeira: “Modelo de locação social pode ser um primeiro degrau de acesso à habitação para muitas pessoas” Revista Secovi-SP

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Capa

financiamento ou em situação de moradia precária, o governo prevê um serviço de moradia social, por meio do qual serão construídos conjuntos habitacionais a serem administrados pelos municípios por intermédio de concessionárias. Os moradores serão então assistidos com capacitações do Ministério da Cidadania, com o objetivo de se inserirem no mercado de trabalho e, eventualmente, poderem comprar sua própria residência. Canuto informou que as famílias beneficiadas com essa alternativa precisarão apenas pagar contas de água e de luz para ficar no condomínio, sendo dispensadas de arcar com IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), taxa condominial e locação. “Não é aluguel. O imóvel é público. É uma assistência, um meio de estender a mão para quem mais precisa no momento.” Quanto às famílias de baixa e média renda, estão previstos dife-

rentes incentivos para a aquisição de unidades habitacionais. Um deles é o financiamento, cujas regras também seguirá critérios de renda. Serão desenhadas três faixas. Na primeira faixa, serão contempladas pessoas com até dois salários mínimos, a taxa de juros reduzidas, e tendo de pagar por 50% do imóvel. Os recursos do FGTS cobrirão 25% e o OGU arcará com os 25% restantes. Beneficiários que ganhem até quatro salários também terão o desconto do FGTS, além de taxas de juros reduzidas. Finalmente, famílias com até sete salários não contarão com subsídios, apenas as taxas menores. “Nós estamos vendo com bons olhos todos esses aprimoramentos”, diz Celso Petrucci, do Secovi-SP e da CBIC. “Na realidade, vão limitar o atendimento do que antes se chamava faixa 1. As operações da faixa 1,5 terão condições melhoradas, e as demais faixas seguem inalteradas.” « Foto: iStock

os principais problemas e atacar cada um deles com um programa diferente, porque são necessárias estratégias específicas”, esclareceu Canuto, segundo quem o valor do salário deverá variar conforme a região, obedecendo ao poder de compra da localidade. A expectativa é que as principais falhas do programa – comercialização irregular, conflitos sociais, ocupação de unidades por facções criminosas, construção desordenada, pós-ocupação, entre outros, conforme listado pelo ministro – sejam amainadas. Parte delas deverá ser sanada por meio de programas sociais específicos. “Uma família que recebe imóvel de R$ 80 mil e tem de vender por R$ 15 mil está em uma situação difícil. Ela sabe do valor do imóvel, mas, mesmo assim, faz essa operação. Já vimos que, no faixa 1, existe cerca de 30% de comercialização irregular”, disse o ministro. Para as famílias de baixíssima renda, sem condições de contrair

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Revista Secovi-SP


Capa

Revista Secovi-SP

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Intermediação

Mercado atrativo Crise dos últimos anos causou maior impacto no volume de transações realizadas no segmento de imóveis usados. Mas os danos foram menos significativos do que os sofridos pelos lançamentos

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mercado de imóveis usados na cidade São Paulo também foi atingido pelos efeitos da recessão econômica, mas, na média, passou por menos percalços que os lançamentos. O maior impacto durante a crise ocorreu no volume de transações realizadas, que foram reduzidas. Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Imobiliária Seco20

vi, lembra da correlação entre o desempenho dos imóveis novos e de terceiros. “Precisamos considerar que muita gente, para comprar um apartamento novo, precisa vender o seu usado para fazer o upgrade. No momento em que o mercado de terceiros perde giro, os lançamentos acabam impactados também.” Ainda que o efeito não tenha sido significativo, em termos de

Leandro Vieira

preço, na média, houve percepção de queda. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi a pressa que muitas pessoas tiveram para vender o imóvel. Diante da necessidade de fazer caixa, por exemplo, proprietários de mais de uma unidade optaram por se desfazer de um dos bens. Preferindo a liquidez à rentabilidade, o mercado, nesses casos, pontualmente, viu Revista Secovi-SP


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Intermediação

os valores pedidos serem sensivelmente reduzidos. Segundo Danilo Igliori, economista-chefe do Grupo ZAP, esse é um movimento que precisa ser analisado à luz das particularidades de cada região da cidade. “Houve alguns bairros em que isso levou à queda de cerca de 20% nos valores dos imóveis. Mas também há casos de negócios em regiões completamente diferentes com 25% de valorização”, diz, com base em dados apurados pelo Fipe Zap. Alguns dos pontos que justificam essas diferenças têm a ver com o comportamento do con-

sumidor, que muda ao sabor das características de cada bairro. A tendência de ver o imóvel como serviço, e não como bem de consumo, é uma percepção que está se disseminando. Especialmente entre o público mais jovem, cuja preferência pela moradia está em unidades menores e em locais próximos da oferta de transporte público e de serviços. Por outro lado, muitos proprietários, preocupados com os custos de unidades à venda – condomínio, IPTU, energia elétrica, gás etc. –, resolveram baixar o preço do imóvel, a fim de atrair a atenção de poten-

ciais compradores. “Percebe-se isso mais acentuadamente em apartamentos mais valorizados. Nesses casos, o preço por metro quadrado ficou bem menor”, afirma Parisi. “O abatimento foi de 10% a 12%, em média, em cerca de 70% dos imóveis que tiveram algum tipo de desconto”, complementa Igliori.

Novos x Usados É no mercado de usados que a imensa maioria das pessoas realiza o sonho da casa própria. Não há no Brasil estudos precisos que quantifiquem e qualifiquem

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Revista Secovi-SP

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Intermediação

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Igliori: “Investidores de galpões começam a se sentir atraídos pelo segmento residencial”

o desempenho desse segmento. Contudo, considerando os mercados espanhol e português como modelo, vê-se que, para cada unidade nova vendida, de seis a sete são comercializadas no mercado secundário. Preço mais acessível e não ter de esperar anos para a entrega das chaves são alguns dos fatores que ajudam a entender essa preferência. “O padrão da construção de imóveis mais antigos também agrada muita gente”, frisa o presidente da Rede Secovi. Segundo ele, apartamentos antigos, com mais de uma vaga de garagem em zona de eixo, não deverão ser mais produzidos, em virtude da nova Lei de Zoneamento. “Assim, unidades com essas características podem ser mais atrativas.” No entanto, um entrave para quem quer comprar um imóvel

usado é o financiamento. Os bancos geralmente liberam, em média, 50% do valor da unidade, o que é inviável para muitos adquirentes. De acordo com Parisi e Igliori, o que anima é saber que as instituições financeiras estão revisando os critérios de concessão de crédito, de olho na concorrência emergente das fintechs. Modalidades alternativas de financiamento, como home equity, também começam a ganhar a cena. “Mas tudo isso só se sustenta se as taxas de juros permanecerem em um patamar adequado”, pondera o economista do ZAP. No caso do crédito imobiliário, é imprescindível que os juros fiquem na casa de um dígito, grau suportável pelo brasileiro. Já quando se olha para a macroeconomia, ambos alertam que a aprovação das reformas é fator essencial para destravar os investimentos. “Há muitos investidores nacionais e internacionais que alocavam capital em galpões e, agora, estão querendo migrar para o residencial. O retorno financeiro, de 0,35% a 0,5%, não é tão atraente, mas, em contrapartida, existe a valorização do imóvel”, pontua Igliori.

Oportunidades Na avaliação de Nelson Parisi, a recente crise do mercado serviu de aprendizado aos intermediadores imobiliários. “Quando passamos por um período de bonança, como foi em 2010, vimos o número de corretores praticamente dobrar de tamanho, e sem o tempo necessário de formação e qualificação para a função. Isso não foi positivo”, afirma. Como os últimos anos não foram dos melhores, o número de profissionais sofreu redução. “Acho que essa é uma oportunidade para repensarmos a intermediação imobiliária. Corretores precisam aprender a trabalhar com dados para transformá-los em conhecimento que traga mais valia a nossos clientes. Quem souber fazer tudo isso, vai ganhar muito dinheiro.” «

Parisi: “Corretores precisam trabalhar com dados e transformá-los em conhecimento” 22

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Tecnologia

BIM: inovação que se consolida nas empresas do setor Realidade absoluta no mercado imobiliário, plataforma de modelagem vem sendo cada vez mais adotada por incorporadoras e projetistas, além de ser a base de serviços de empresas focadas em planejamento e orçamento Catarina Anderáos

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onsiderado um dos setores mais tradicionais da economia, o mercado imobiliário vem presenciando os efeitos transformadores da inovação em todos os seus segmentos, da incorporação às vendas, desde a parte de tecnologia da informação e gestão, até as estratégias de comunicação e de marketing. “Temos visto muitas empresas estruturarem até mesmo áreas internas de inovação e aplicarem metodologias para sair da caixa,

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Tecnologia

buscando sobrevivência”, afirma Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP. As novidades vão da utilização de drones para levantamento topográfico, IOT (internet das coisas), gestão de canteiro a softwares e apps para as mais diversas aplicações. Os otimistas encaram as crises como oportunidades para se reinventar. E os recentes anos de retração do mercado de projetos e de incorporação de empreendimentos imobiliários representaram um período bastante produtivo para empresas que se debruçaram especialmente sobre o BIM (Building Information Modeling). A plataforma de modelagem – que também é um enorme banco de dados – representa um grande salto de inovação no setor imobiliário, devido ao seu enorme potencial de resultados, e hoje já é considerada como consolidada. A inovação trazida pelo BIM vai além da engenharia, chegando aos processos, em metodologia de trabalho, cultura colaborativa e até mesmo em modelo de negócios, de tão estratégica que é a ferramenta. “A adoção de BIM desencadeia muitas mudanças na empresa, porque é necessário antecipar e mudar a forma de fazer toda metodologia de projeto de empreendimento”, comenta Borges. Para empresas menores ou com estágio inicial de maturidade tecnológica, o BIM pode até mesmo ser a mola propulsora da inovação. Revista Secovi-SP

Em etapas O arquiteto urbanista Bernardo D’Artagnan de Mesquita, sócio-fundador da Canteiro AEC, enxerga dois cenários para as empresas do setor imobiliário. No primeiro, estão as companhias que dominam BIM, identificam oportunidades e colocam a ferramenta “para rodar”. No segundo, estão aquelas com nível mais baixo de maturidade tecnológica, que contratam BIM de terceiros, especialistas na ferramenta. “Quando estas empresas buscam desenvolver internamente, investem muito dinheiro, tempo e na capacitação profissional da equipe, sem a clareza de que o processo é moroso e traz resultados lá na frente, e se decepcionam”, comenta. Para ele, o segredo é ir devagar. “A estratégia de experimentação do BIM e ajuste funciona muito bem para o amadurecimento. Os recursos financeiros são paulatinos. Por exemplo, num primeiro momento, contrata-se o serviço para projeto, depois para extração de dados, orçamentos, e por aí vai. Investem-se menos recursos e se obtêm resultados mais rapidamente.” A Canteiro AEC é especialista em projetos em arquitetura em

BIM. Fundada em Florianópolis em 2014, já atendeu 20 clientes em 45 obras no Sul e Sudeste do Brasil. “Nascemos no meio da crise do setor imobiliário, quando as construtoras começaram a enxergar a necessidade de otimizar recursos, ter mais controle de tudo, dedicar-se mais à engenharia: projeto, custos, orçamentos”, explica Mesquita, que participou recentemente de um evento do Grupo de Trabalho de Inovação do Secovi NE, núcleo de Novos Empreendedores do Sindicato da Habitação.

Colaboração é a chave São inúmeros os potenciais de ganhos com o uso do BIM. Um dos mais comentados é a clash detection (ou gestão de interferências), por meio da qual consegue-se rápida e virtualmente, de forma barata, perceber as interferências entre as várias disciplinas envolvidas em um

Mesquita: “O mais desafiador para as empresas é corrigir o timing, fazer a transição do modelo antigo para a nova metodologia” 25


Tecnologia

Borges: “A inovação vai além da engenharia, chegando até mesmo ao modelo de negócios, de tão estratégica que é a ferramenta”

projeto de construção de um empreendimento imobiliário, como elétrica, hidráulica, estrutura, fundações, automação, acessibilidade, segurança etc. Segundo Carlos Borges, para que se possa potencializar e fazer com que essas vantagens aconteçam, é necessário criar um ambiente colaborativo nas empresas. “Talvez esse desafio seja tão importante quanto a própria tecnologia BIM”, opina o vice-presidente do Secovi-SP. De acordo com ele, a cultura tradicional é de projetos serem feitos de maneira independente e sequencial, sem a participação efetiva de todas as disciplinas, que vão entrando progressivamente. “E o BIM, para realmente trazer resultados, exige que todos participem desde o início e que haja a criação de um ambiente colaborativo, onde cada profissional possa atuar em favor do que for melhor 26

para o projeto global, e não necessariamente para a sua disciplina individualmente”, esclarece. Para Bernardo Mesquita, o maior desafio está na esfera da antecipação da informação, possibilidade aberta pelo BIM que, culturalmente, como citou Borges, ainda não é realidade. “É questão de tempo para as empresas se adaptarem a essa nova metodologia de trabalho, de experimentar serviços, ter entendimento, usufruir dos benefícios”, aposta. “O mais desafiador para as empresas antigas é corrigir o timing, fazer a transição do modelo antigo para a nova metodologia.” Se, antes, o BIM era usado para obras muito complexas e também esbarrava na questão financeira por ser uma tecnologia cara, hoje seu uso é visto até em projetos Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O preço já está mais equalizado, uma vez que a

plataforma é adotada por mais players. “Há mais maturidade no mercado e o contratante tem noção do que precisa e paga corretamente”, explica Mesquita. O BIM pode ser usado em qualquer tipo de obra. Colhem-se benefícios em qualquer escala, de acordo com o arquiteto. “O Minha Casa, Minha Vida tem margens bem enxutas e, nesse caso, o BIM traz uma assertividade em execução de obra: menos problemas em campo, melhor aderência ao planejado, mais previsibilidade de custos e garantia da margem de lucro.”

Do início ao fim Com tantos benefícios comprovados pela adoção da metodologia BIM, a adesão maciça pelas empresas do setor é só uma

Revista Secovi-SP


Tecnologia

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questão de tempo e de maturidade. Adepta desde 2015, quando usou a plataforma no projeto de um hotel, modelado para o uso de planejamento e orçamentos, a incorporadora Tarjab recentemente lançou seu primeiro empreendimento imobiliário projetado totalmente em BIM. Todos os envolvidos no projeto conseguirão trabalhar simultaneamente, enxergando as mesmas informações e tomando suas decisões de forma integrada e sinérgica. “Normalmente, o BIM só é usado em algumas partes no processo da concepção de um produto imobiliário. Aqui, será de forma completa, do início ao final do fluxo de produção de um lançamento, em todos os âmbitos incluídos no seu projeto, planejamento e execução”, explica Sérgio Domingues, diretor-técnico da Tarjab. “Nós reproduziremos o empreendimento virtualmente para depois executá-lo na prática. Isso mitiga o risco de uma interferência e reduz as chances de haver uma incompatibilidade quando a obra for efetivada”, pondera Domingues. “Ao projetarmos em BIM, também conseguiremos visualizar de forma mais explícita o cumprimento de uma norma técnica e inserir novos dados Revista Secovi-SP

nos projetos sem comprometer o resultado de um trabalho já feito anteriormente. As alterações são implementadas de maneira automática pelo sistema”, completa. Sobre o aspecto financeiro, a primeira estimativa do diretor-técnico é de um acréscimo inicial de 20% nos custos de projetos. Mas deve até sofrer uma redução, já que o desenvolvimento do projeto 100% em BIM trará ganhos de produtividade para os projetistas. Quanto à projeção de economia, neste primeiro momento, de forma conservadora, a empresa prevê um mínimo de 5%, com uma realidade inicial de chegar a 10%. “De qualquer maneira, nossa pretensão é muito maior, multiplicando-se esta economia em dobro e até ao triplo do que está projetado a partir de 2021”, diz, com otimismo, Domingos.

Cases Segundo o arquiteto Mesquita, a AEC já está colecionando cases de sucesso de clientes atendidos em seus quatro anos de existência. Em 2016, uma empresa do segmento de hotelaria com 19.173 m2 construídos, com o custo de R$ 50 milhões, investiu R$ 71 mil em modelagem BIM e compatibilização. Foram 194 pontos de incompatibilidade

Foto: Divulgação

Domingues: “Reprodução virtual prévia mitiga risco de interferência e reduz chance de incompatibilidade na execução da obra”

resolvidos e uma economia estimada em R$ 3,68 milhões. No ano seguinte, para a obra de um edifício residencial de 17.790 m2 construídos, orçado em R$ 39,45 milhões, o cliente investiu em modelagem BIM e compatibilização R$ 76 mil. O total de pontos de incompatibilidade resolvidos foi da ordem de 228. A economia em tempo, engenharia, mão de obra e material foi estimada em R$ 3,7 milhões. Em 2018, chegou a vez de um projeto MCMV em alvenaria estrutural de bloco cerâmicos, com 8.500 m2. O cliente desembolsou R$ 52 mil para a modelagem em BIM e o orçamento de obra. A previsão era gastar R$ 9,1 milhões na obra e o executado ficou em R$ 8,85 milhões. “O cliente ganhou em margem de negociação tanto em material quanto em mão de obra. Como dispunha de números precisos e confiáveis antes da obra, ele teve habilidade na hora de negociação”, explica Bernardo Mesquita. « 27


Loteamentos

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Aprovação digital Usar a tecnologia para desburocratizar a aprovação de projetos de parcelamento do solo agora é regra Shirley Valentin 28

A

gora, o loteador imobiliário pode baixar um aplicativo no celular e consultar as disposições legais do Manual de Aprovação de Projetos Habitacionais do Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habita-

cionais do Estado de São Paulo), que foi totalmente reestruturado e pode ser acessado rapidamente, de qualquer lugar. O manual é moderno, traz informações atualizadas e de fácil consulta. “Essa inovação só foi possível a partir da nova dinâmica Revista Secovi-SP


Loteamentos

Baldusco: “O Graprohab é um modelo que funciona. Levamos cinco meses para aprovar um processo completo de loteamento”

proposta pela Secretaria da Habitação, que inclui transparência e agilidade na análise e aprovação de projetos”, diz Lacir Baldusco, presidente do Graprohab. Para ele, a desburocratização de processos é “uma luta permanente”. Para confirmar essa afirmação, basta analisar a história do Graprohab, criado em 1991 para estimular a economia por meio da rapidez no licenciamento de parcelamento do solo. “De lá para cá, esse processo tem sido aprimorado. Em 2007, com decreto do governo do Estado, foram estipuladas regras claras para os procedimentos internos do Grupo de Análise, com o estabelecimento de prazos e a elaboração do manual de procedimento”, lembra Baldusco. Para quem nunca viu nem ouviu falar, o Graprohab é uma espécie de balcão único, que realiza reuniões semanais com a presença de vários representantes do Estado (Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo,

Portugal: “É esse tipo de resposta rápida que se espera para estimular o desenvolvimento urbano e atender a população” Revista Secovi-SP

Secretaria da Habitação, Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica e Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), e das entidades Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano), Secovi-SP, Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) e Crea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), com o objetivo de analisar, em colegiado, os processos de loteamentos. “O Graprohab é um modelo que funciona. Levamos cinco meses para aprovar um processo completo de loteamento”, orgulha-se Baldusco. Ele diz que, mais do que a economia de tempo, as regras claras e a transparência dos processos permitem expandir o território do Estado de São Paulo. “Não são somente processos e negócios que passam pelas nossas mãos. Nós analisamos e aprovamos a produção das cidades, tendo dimensão do todo, 29


Loteamentos

Amary: “A meta é tornar digital todos os processos possíveis, a fim de simplificar e desburocratizar”

inclusive das questões peculiares de algumas secretarias e concessionárias. Essa visão ampla permite analisar peculiaridades.”

Agilidade O presidente da Aelo e vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Secovi-SP, Caio Portugal, lembra que, antes do Graprohab, a análise de projetos de loteamentos não era individualizada e a aprovação podia demorar até quatro anos. “A partir da criação do Grupo, em 60 dias são emitidas licenças técnicas, indeferimentos –porque o projeto não atendeu as condições mínimas de aprovação – ou saem os certificados de aprovação. É esse tipo de resposta rápida que a sociedade espera, para que possamos estimular o desenvolvimento urbano e atender a população com oferta regular de imóveis”, afirma. Para o secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary, a meta é tornar digital todos os processos possíveis, a fim de simplificar e desburocratizar. “Queremos acabar com o consumo de papel e estamos espalhando essa determinação por todos os municípios.” Nesse sentido, as atas das reuniões do Graprohab são divulgadas no Twitter do Grupo de Análise (@ graprohab) e as legislações afeitas 30

ao parcelamento do solo podem ser consultadas em meio eletrônico, na biblioteca digital do grupo. De acordo com Amary, 90% dos certificados de dispensa de loteamentos da Capital são emitidos digitalmente, e no restante do Estado esse índice chega a 50%. Agora, está em discussão o licenciamento digital para empreendimentos e condomínios que não se enquadram no Decreto de dispensa. “Queremos digitalizar tudo. Estamos fomentando os municípios a adotarem as mesmas medidas do Graprohab. Estudamos a efetivação de um convênio com a Prefeitura de São Paulo para tirar travas na aprovação de projetos na região central da cidade.” E Amary vai além: aplicar o conceito do Graprohab em outras áreas, aproveitando o apoio e a vontade política do governador João Doria Jr., para fazer uma gestão transformadora. “A vontade de transformar e construir é enorme.”

Novo manual O Manual de Aprovação de Projetos Habitacionais – Graprohab (http://www.habitacao.sp.gov. br/icone/detalhe.aspx?Id=72) traz legislação atualizada, novos procedimentos detalhados, é totalmente online, com acesso por aplicativo de celular. O manual

está sendo ilustrado, para facilitar a elaboração dos projetos e a representação gráfica. O conteúdo é atualizado periodicamente, de forma dinâmica. Em evento realizado dia 13 de maio, para associados do Secovi-SP e da Aelo, Daniel Afonso de André, analista de Tecnologia da Informação do colegiado, explicou toda a tecnologia que norteia o manual do Graprohab. Ele lembrou que, em média, são cinco meses para aprovar o protocolo de um novo loteamento. “Como diminuir esse tempo?”, questionou. “Oferecendo informação técnica de qualidade; serviços orientados às necessidades da demanda; usando ferramentas adequadas e tornando o Graprohab totalmente digital”, respondeu. A expectativa é de os prazos caírem acentuadamente, em pouco tempo, segundo informou André, destacando que estão sendo criados procedimentos para corrigir falhas com rapidez. « Revista Secovi-SP


Loteamentos

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Interior

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Em ritmo de recuperação

Estudos realizados pelo Secovi-SP em três importantes cidades mostram sinais de reação do setor, com expressivo aumento no volume de lançamentos

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s números reforçam a esperada retomada do setor para 2019. Neste primeiro semestre, o Secovi-SP divulgou estudos de três cidades consideradas referências no mercado imobiliário de São Paulo. “O aumento no volume de lançamentos residenciais foi um ponto em comum nos levantamentos, o que demonstra o aquecimento do setor e os avanços obtidos em alguns municípios em relação às suas legislações urbanas”, comenta Frederico Marcondes César, vice-presidente do Interior do Secovi-SP. Divulgado em abril, o Estudo 32

Secovi do Mercado Imobiliário de Bauru apontou um aumento de 109% no total lançado entre janeiro e dezembro de 2018, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Foram lançados na cidade 1.376 imóveis neste intervalo, ante os 658 imóveis registrados anteriormente. Em termos de vendas, o mercado bauruense também apresentou um bom desempenho, com 1.513 unidades comercializadas em 2018, um acréscimo de 14,9% frente às 1.317 unidades apontadas em 2017. De acordo com o diretor Regional do Secovi em Bauru, Riad

Luciana Ferreira

Elia Said, os dados do estudo servem como termômetro das expectativas de compradores e também sinalizam para a recuperação do setor neste ano. “Os indicadores são muitos positivos para o mercado, em virtude do crescimento de lançamentos e vendas, bem como de queda do estoque. Juntos, esses dados mostram o aquecimento do setor na cidade e, ainda, uma correlação com o cenário do mercado imobiliário na capital paulista”, complementa. Em Bauru, a oferta final baixou de 2.158 unidades em 2017 para 1.367 unidades no ano passado, Revista Secovi-SP


Revista Secovi-SP

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Interior

uma queda de 36,7% quando comparada ao período anterior.

Retomada Por falar em crescimento, São José dos Campos foi um dos destaques do interior paulista, conforme levantamento realizado pelo Secovi-SP e apresentado no início de maio. O Estudo do Mercado Imobiliário apurou um aumento de 236,6% nos lançamentos de imóveis do município, entre maio de 2018 e abril de 2019, quando foram lançadas 1.407 unidades, ante as 418 unidades lançadas no levantamento anterior. Nesse mesmo intervalo, foram comercializados 1.329 imóveis novos no município. O resultado representa uma elevação de 9,9% em relação às 1.209 residências vendidas e contabilizadas anteriormente. Em termos de estoque, São José encerrou abril de 2019 com a oferta de 1.113 unidades disponíveis para a comercialização. O montante corresponde a uma redução de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando houve o registro de 1.234 imóveis não vendidos. “Os números refletem as boas perspectivas para o mercado imobiliário da região, impulsionadas pelo impacto da nova legislação urbana local. O período é favorável e traz boas oportunidades para quem pretende investir ou adquirir a casa própria e, ainda, mantém a tendência de aumento das ofer34

tas e dos preços para quem deseja vender seu imóvel”, afirma Paulo Cunha, diretor regional do Secovi em São José dos Campos. Piracicaba não fica atrás e também sinaliza para um cenário de recuperação. O estudo divulgado pelo Secovi-SP no final de maio, mostrou uma elevação de 46,3% nos lançamentos de imóveis residenciais na cidade. Entre abril de 2018 e março de 2019, foram lançadas 2.729 unidades, contra os 1.865 lançamentos do período anterior. Nesse mesmo intervalo, foram comercializados 2.244 imóveis novos no município. O resultado representa uma pequena variação de 0,5% em relação às 2.255 residências vendidas e contabilizadas no levantamento passado. Angelo Frias Neto, diretor do Secovi-SP e representante da entidade em Piracicaba, acredita que os números mostram uma tendência de melhora contínua do setor até o final de 2019. “O ritmo do mercado imobiliário começou a acelerar a partir do último trimestre de 2018, com perspectivas promissoras este ano. No entanto, a instabilidade política nacional fez os negócios se acomodarem em abril, em um compasso de espera pelas definições em âmbito federal”, assinala. “Entendo que os consumidores estão assimilando melhor o panorama, o que já acarretou em um processo de retomada do mercado em maio e que deve perdurar até dezembro”, comenta.

São José do Rio Preto completa a lista de estudos de mercado divulgados no primeiro semestre de 2019. Entre junho de 2018 a maio de 2019, foram 3.147 unidades lançadas, uma diferença de mais de 635% em relação às 428 unidades lançadas no levantamento anterior. Em termos de vendas, o crescimento foi de 13% com a comercialização de 1.911 imóveis, ante os 1.696 imóveis do período anterior. Com relação ao estoque, a quantidade de unidades ofertadas subiu de 819 para 1.650, uma diferença de 101%. Segundo Alessandro Nadruz, diretor regional do Secovi-SP em Rio Preto, o resultado do estudo anterior, realizado entre junho de 2017 a maio de 2018, foi uma clara demonstração dos impactos da crise econômica. “O levantamento atual reflete a retomada da confiança de consumidores e dos empreendedores, e mostra que o mercado de Rio Preto voltou aos patamares normais.” Esse comportamento segue tendência observada na capital paulista, no Estado e em boa parte do País no ano passado. “Inclusive no que se refere ao produto com maior aderência e que mais se destacou no período: os imóveis econômicos de 2 dormitórios, com valores até R$ 230 mil, enquadrados nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida. A íntegra dos estudos de mercado está disponível no portal Secovi-SP, no ícone Pesquisas e Índices. « Revista Secovi-SP


   

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Revista Secovi-SP

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Condomínios

Imagem: iStock

Inovação é palavra de ordem

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uem nunca se imaginou morando em uma casa na cidade aérea, com um robô que faz todos os serviços domésticos, e dirigindo um car36

ro voador? Essa visão do futuro que está no imaginário da geração que assistia o desenho animado “Os Jetsons”, na década de 1960, ainda não é realidade.

Do armário inteligente para recebimento de encomendas à plataforma de cotação online, a transformação digital já chegou aos edifícios Rosana Pinto

Mas algumas inovações da série futurista já estão presentes no nosso cotidiano, como a comunicação por vídeo e o trabalho robotizado, entre outras. Revista Secovi-SP


Condomínios

especialmente os ligados à segurança, como as câmeras do circuito interno de TV (CFTV) e o sistema de leitura remota de água, para citar alguns.

Condotechs

Para conhecer algumas dessas inovações que estão presentes nos condomínios paulistas, a vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP convidou especialistas e empreendedores para participarem de um Ciclo de Palestras destinado a síndicos e profissionais de administradoras, que foi realizado em maio, na sede da entidade, sob a coor-

denação do engenheiro Sérgio Meira de Castro, diretor de Condomínios do Secovi-SP. “Percebemos uma clara mudança de viver em condomínio. Precisamos nos adaptar e buscar as inovações, pois as necessidades dos moradores hoje são outras”, afirmou Meira, lembrando de alguns dispositivos tecnológicos que estão incorporados ao dia a dia dos condomínios,

Marcus Leite, consultor de Inovação do Sebrae-SP, confirmou o interesse das startups nos condomínios. Segundo ele, a instituição mantém um grupo com 19 condotechs, que trabalham com diferentes tecnologias para condomínios usando aplicativos, internet das coisas, entre outras ferramentas destinadas a facilitar a vida do síndico e dos moradores. Ele explicou que a transformação digital está baseada em três pilares: digitização de dados, digitalização de processos e transformação das relações sociais. “A digitização ocorre quando passamos do analógico para o digital. Já a digitalização está relacionada às mudanças

Marcus Leite: “Hoje, a vida em grupo está cada vez mais facilitada e potencializada pelo uso de tecnologias” Revista Secovi-SP

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Condomínios

organizacionais que acontecem por meio da tecnologia. A transformação das relações sociais é o efeito final do processo de digitalização e digitização, que envolvem a mudança de mentalidade das pessoas e o redirecionamento de estratégia da empresa”, explicou Leite. “Hoje, a vida em grupo está cada vez mais facilitada e potencializada pelo uso das tecnologias”, disse o especialista, que acredita em um cenário favorável para as startups com o crescimento da economia compartilhada. “Existem maneiras diferentes de a sociedade se organizar que impactam diretamente na vida em condomínio, como o coworking, coliving, entre outras.” Por outro lado, ele aponta um grande desafio para os empreendedores do ramo. “Os síndicos, via de regra, são pessoas mais idosas e, muitas vezes, resistentes a mudanças. Por isso, iniciativas como o grupo das condotechs de trocar informações e contatos são muito válidas”, disse. “As startups precisam o tempo inteiro compartilhar, trabalhar juntas, estar em um ambiente propício para colaboração”, afirmou Leite. A ideia de criar o grupo de condotechs na Escola de Negócios do Sebrae-SP foi da engenheira Raquel Schramm, que fundou a EntregAli com o também engenheiro Thiago Lopes. Depois de muitas projeções e testes, a dupla desenvolveu o 38

Raquel Schramm ao lado do armário eletrônico que facilita o recebimento, guarda e gestão de encomendas

CollectSpot, um armário eletrônico que facilita o recebimento, guarda e gestão de encomendas. “Com o crescimento das compras on-line, o condomínio precisa ter uma solução para o recebimento de encomendas, pois ainda é muito difícil receber um produto em São Paulo. Para se ter uma ideia, hoje são feitas 110 milhões de encomendas pela internet por ano, sendo que 10% delas retornam às

lojas por troca, desistência ou destinatário ausente”, informou Raquel, durante o evento no Secovi-SP, onde mostrou o armário modular e explicou como funciona. Na prática, contou Raquel, o funcionamento da CollectSpot é simples. Ao fazer a compra, o morador informa a caixa postal para receber o produto. O entregador, ao chegar no local, vai localizar a caixa, validar a opeRevista Secovi-SP


Condomínios

Sidney Haddad: “Não existe uma boa gestão sem comunicação”

ração no sistema e fazer a entrega. O comprador será avisado em tempo real sobre a entrega e poderá fazer a retirada quando quiser, digitando um código no armário. “Tudo sem a necessidade de alguém para receber e guardar o produto.” Outra ideia inovadora, também apresentada no evento, é a Cotabox, uma plataforma de cotações e compras, que aproxima fornecedores e compradores de forma on-line. O diretor da empresa, Jessé Ferreira, contou que a starturp foi criada para trabalhar com o setor governamental, mas dada a complexidade deste tipo de mercado, migrou para a iniciativa privada, com foco em condomínios, escolas e hotéis. “Escolhemos essas áreas para começar devido à capilaridade e ao grande número de produ-

tos com que trabalham”, explicou o executivo. Segundo ele, a plataforma está alicerçada nos seguintes pilares: compliance, agilidade, qualidade e redução de custos na aquisição dos produtos e serviços. Para integrar moradores e gestores de condomínios, Sidney Haddad criou o aplicativo MyVillage, um canal de comunicação e de relacionamento. “Trabalhei durante quase oito anos em uma empresa de tecnologia e sempre tive uma vida muito corrida, impossibilitando resolver pequenas tarefas do dia a dia. Precisava transferir a minha conta bancária para uma outra agência e nunca tinha tempo. Até que um dia fui ao banco e, para minha surpresa, a gerente morava no meu condomínio. Nunca mais fui ao banco depois disso, ela sempre passava em casa quando precisava de alguma coisa”, brincou Haddad. “A tecnologia acaba afastando as pessoas. Por isso, criamos a Myvillage, para conectar a comunidade novamente. Afinal, não existe uma boa gestão sem comunicação.” “Inovação é palavra de ordem.

Acompanhar diariamente o que existe de novo é tarefa obrigatória”, afirmou Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP. Segundo ele, os desafios dos condomínios são cada vez maiores. “Hoje, temos espaços coletivos para distintas necessidades e utilidades: da lavanderia à área para coworking. Para esse tipo de público, conectividade é o principal valor. A atenção das administradoras de condomínios nesse campo deve ser redobrada.” Para Gebara, as administradoras têm de adquirir conhecimentos, ou contratar quem os tenha, para dar conta da complexidade desse tipo de empreendimento. “A inteligência artificial tende a crescer de forma inevitável. Os aplicativos trarão serviços sem necessidade de intermediação. A ficção científica de filmes e livros está se tornando uma realidade”, concluiu o vice-presidente do Secovi-SP. «

Jessé Ferreira, da Cotabox, plataforma on-line que busca aproximar fornecedores e compradores. Revista Secovi-SP

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Ampliar

Diversão solidária A fim de angariar recursos para seus programas educacionais, o Ampliar promoveu, em abril, o chá beneficente e, em maio, o Ampliar Jazz Night Rosana Pinto 40

P

rograma de responsabilidade social do Secovi-SP, o Ampliar realizou dois eventos nos últimos meses com o objetivo de arrecadar recursos para os seus programas de formação profissional, que têm beneficiado anualmente cerca de 1.200 jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Em 11 de abril, na sede do Secovi-SP, aconteceu o chá beneficente com a participação de 90 pessoas, entre diretores, conRevista Secovi-SP


Ampliar

paulista. Embalados por jazz e música popular brasileira com a banda da casa, formada pelos músicos Bibba Chuqui (vocal), Samuel Corrêa (bateria), Sergio Oliveira (contrabaixo), Alex Fronteira (pianista). Nos intervalos, o DJ e integrante do grupo de Novos Empreendedores do Secovi-SP Henrique Aguilar comandou “pick ups” com hits da música eletrônica. “Esse evento não teria acontecido se não fosse a advogada Moira Toledo Bossolani, que, em 2018, idealizou o Ampliar Jazz Night, hoje em sua segunda edição”, celebra Leonardo Tavares, presidente do Ampliar, reiterando o agradecimento aos patrocinadores. “Acreditamos muito no trabalho do Ampliar”, emendou Jolini Alzani, diretora da Vila Velha, que também disponibilizou recursos para a realização da iniciativa. A convite da Moira, o empre-

selheiros e apoiadores do Ampliar, que desfrutaram uma tarde agradável, além de participarem várias rodadas de bingo, com prêmios doados pelos patrocinadores. “Uma tarde de muita alegria e confraternização, ajudando o Ampliar”, disse Lea Terra, diretora do Ampliar. Outra iniciativa de sucesso do Ampliar foi realizada no dia 30 de maio. O Ampliar Jazz Night reuniu aproximadamente 100 convidados no Café Society, na capital Revista Secovi-SP

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Ampliar

Leonardo Tavares, presidente do Ampliar, ao lado de sua antecessora Maria Helena Mauad, no Chá Beneficente

sário Sérgio Maeda, da Helena Soluções Globais em Recursos Humanos, abraçou a ideia e, pela primeira vez, contribuiu para viabilizar o evento. “O Ampliar está alinhado com os valores da Lello, que busca transformar a vida das pessoas por meio da transmissão de conhecimentos e da geração de oportunidades”, disse José Roberto de Toledo, superintendente da Lello, empresa que já patrocinou várias iniciativas do Ampliar, inclusive o Jazz Night. Leonardo Tavares destacou a importância de mostrar o resultado do trabalho do Ampliar. Para isso, convidou os ex-alunos Giovanna Monteiro, de 18 anos, e Alexandre Pereira da Silva, de 21 anos, para contar um pouco das suas bem-sucedidas trajetórias. Ambos participaram do cursinho preparatório 42

para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em 2018, e conseguiram ingressar na universidade com bolsa de estudo integral. “Graças aos cursos que fiz no Ampliar, estou trabalhando como aprendiz em uma empresa de telecomunicações e fazendo faculdade de Administração. Sou muito grata”, disse Giovanna, que também fez os cursos de Assistente Administrativo e Informática. “Estou muito feliz em poder dizer que sou estudante de Medicina”, comemorou Alexandre, agradecendo todo o apoio e suporte dos professores e dos funcionários do Ampliar. “É mui-

to gratificante alcançar nossos objetivos. Eu ainda tenho grandes planos para o futuro.” “Para que tenhamos um futuro melhor, essa construção conjunta depende de todos nós”, afirmou Moira, agradecendo a presença da ex-presidente e conselheira do Ampliar, Maria Helena Mauad, cuja história de vida se confunde com a própria trajetória do programa social, que completará 29 anos em setembro deste ano. «

Revista Secovi-SP


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Questões relacionadas a locação e condomínios são esclarecidas pelo Departamento Jurídico do Secovi-SP. Saiba também o que é e como funciona o novo Regime Especial de Pisos Salariais, ferramenta que possibilita às empresas economia, produtividade e geração de empregos.

1 O locador é obrigado a fornecer recibo das prestações locatícias ao locatário? Segundo se extrai do artigo 22, inciso VI, da Lei de Locações (Lei nº 8.245/1991), é dever do locador fornecer recibo ou termo de quitação das prestações locatícias pagas. No mesmo sentido, o Código Civil dispõe em seus artigos 319 e 320, in verbis: Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada. Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante.

2 O contrato de locação pode ser protestado? Nos termos do Novo Código de Processo Civil, o contrato de locação é Título Executivo: Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível. Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais: (...) VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio; (...) Portanto, o contrato pode ser protestado e executado, não havendo prazo mínimo para adoção dessa providência. Fica a critério do credor definir o prazo de tolerância.

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O que significa REPIS e para que serve?

OAB/SP 195.698 REPIS é a abreviatura de “Regime Especial de Pisos Salariais”, uma ferramenta que permite às Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e Médias Empresas aderentes a esse regime a possibilidade de contratar mão de obra com pisos salariais diferenciados.

2 Qual a vantagem da empresa ao aderir ao REPIS? A empresa que aderir ao REPIS poderá contratar empregados com o piso salarial correspondente ao seu porte, proporcionando ao mesmo tempo economia, produtividade e geração de empregos.

3 O que a empresa precisa fazer para contratar empregados por meio do REPIS? Em primeiro lugar, a empresa deverá verificar se está enquadrada em ME, EPP ou Média Empresa. Os critérios levam em consideração apenas o faturamento anual da empresa, e não o regime tributário. Depois, basta acessar o portal Secovi, fazer o download do formulário de adesão, preenchê-lo e encaminhá-lo, juntamente com a documentação necessária, para o e-mail repis@secovi.com.br.

4 Como saber os valores dos pisos salariais para as empresas aderentes do REPIS? Os valores dos pisos salariais estão previstos nos termos aditivos às Convenções Coletivas de Trabalho, que se encontram disponíveis para consulta no portal Secovi-SP, onde também podem ser obtidas informações completas sobre o REPIS. Para consultar as Convenções, acesse http://www.secovi.com.br/ convencao-coletiva/empregados-em-empresas.

Este espaço é um canal permanente para esclarecer questões relacionadas ao dia a dia das atividades imobiliárias. Envie suas dúvidas para o e-mail juridico@secovi.com.br 46

Revista Secovi-SP


Revista Secovi-SP

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Indicadores

Fique por dentro dos números do mercado O departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP desenvolve periodicamente pesquisas, estudos, levantamentos e índices de condomínios, do mercado de imóveis novos e usados, e de loteamentos na capital, na Grande São Paulo e no interior do Estado. Confira.

Mensal

Anual

12 Meses

JANEIRO A ABRIL

2018

2019

Variação

ICON

0,68%

1,63%

5,87%

Ações Locatícias

5.029

5.251

4,4%

Pessoal/Encargo

0,00%

Tarifas

3,41%

0,39%

4,33%

Falta de Pagemento

4.532

4.686

3,4%

3,95%

9,39%

Ordinária/Despejo

241

227

-5,8%

Manut. de Equipamentos Conservação e Limpeza

0,45%

3,57%

7,66%

Consignatórias

30

30

0,0%

0,40%

3,04%

7,37%

Renovatórias

226

308

36,3%

Diversos

0,45%

3,57%

7,66%

Ações Condominiais

4.016

3.241

-19,3%

Fonte: Secovi-SP e Graprohab

Pesquisa de Valores de Locação Residencial - S. Paulo

JANEIRO A ABRIL

2018

2019

Variação

ABRIL DE 2019

Mensal

Anual

12 Meses

Lançamentos (unidades)

3.856

6.373

65,3%

Total

-0,30%

0,30%

1,41%

Vendas (unidades)

7.555

9.326

23,4%

1 dormitório

1,30%

1,70%

2,15%

Oferta (unidades)

18.313

21.150

15,5%

2 dormitórios

-1,40%

-0,41%

1,28%

VSO 12 meses (%)

49,1

55,8

13,6%

3 dormitórios

-0,60%

0,20%

1,01%

VGV (R$ milhões)**

3.503

3.956

12,9%

IGP-M

0,92%

3,10%

8,64%

*Valor Globa Vendas (atualizado pelo INCC-DI de abril de 2019)

* Trata-se do comportamento dos preços praticados no fechamento de contrato de aluguel.

GRAPROHAB - Loteamentos

Pesquisa de Loteamentos do Estado São Paulo*

JANEIRO A ABRIL Projetos Protocolados Lotes Protocolados Projetos Aprovados Lotes Aprovados

2018

2019

Variação

DEZEMBRO DE 2018

146

148

1,4%

Loteamentos Lançados

38.405

42.574

10,9%

Lotes Lançados

133

138

3,8%

Lotes Vendidos

31.220

43.028

37,8%

VGL (R$ milhões)*

4T17

4T18

Variação

43

29

-32,6%

17.338

9.135

-47,3%

***

11.684

****

2.052

1.185

-42,3%

* Valor Global Lançado (nominal)

48

Revista Secovi-SP

Fonte: Secovi-SP e FGV

Fonte: Secovi-SP e Embraesp

Pesquisa do Mercado Imobiliário - São Paulo

Fonte: Secovi-SP, Aelo e Brain

Fonte: Secovi-SP

MAIO DE 2019

Ações Locatícias e Condominiais - São Paulo Fonte: Secovi-SP e Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Índice de Custos Condomíniais - RMSP


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