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Da receita com inspiração napolitana ao produto por R$ 10, empreendedores inovam no setor de pizzaria

| Versão impressa - 250 mil exemplares # 286

| fevereiro de 2018 | www.sebraesp.com.br | 0800 570 0800 |

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Tradição de um jeito novo

Leonardo Santin, da Divina Increnca, que começou como food truck e hoje tem três unidades

Entrevista: empresário Isaac Azar fala sobre a criação da “marca” Paris 6 Pág. 4

Como as novas regras do Simples vão impactar os pequenos negócios Pág. 6

Projeto leva empreendedorismo a reeducandas do sistema prisional Pág. 12


2 | JORNAL DE NEGÓCIOS

AGENDA

ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME. Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800 ouvidoria@sebraesp.com.br

FEIRAS DE NEGÓCIOS

EVENTOS DO SEBRAE-SP

CRAFT DESIGN 2018 (PRODUTO

CAPITAL OESTE

PARA DECORAÇÃO E PRESENTES)

CURSO ENSINA COMO GERENCIAR MELHOR O CAIXA

Quando: 3 a 6/2

Quando: 19 a 23/2

Onde: Centro de Convenções Frei Caneca

Onde: Escritório Regional do Sebrae-SP da Capital Oeste

R. Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo

R. Clélia, 336 - Barra Funda, São Paulo

Informações: www.craftdesign.com.br

Valor: R$ 260

36ª ABUP HOME & GIFT (DECORAÇÃO E

Informações: (11) 3803-7500

UTILIDADES DOMÉSTICAS)

ALTO TIETÊ

Quando: 18 a 21/2

CURSO APRESENTA OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS NAS REDES

Onde: São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center

Quando: 20, 22, 27/2 e 1/3.

Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Jabaquara, São Paulo

Onde: Escritório Regional do Sebrae-SP do Alto Tietê

Informações: www.abup.com.br

Av. Francisco Ferreira Lopes, 345 - Vila Lavínia, Mogi das Cruzes – SP

PARALELA GIFT 2018 (DESIGN DE MÓVEIS, OBJETOS E ARTE LOCAL)

Valor: R$ 260 Informações: (11) 4723-4510

Quando: 19 a 21/2

ARAÇATUBA

Onde: Pavilhão da Bienal

OFICINA MOSTRA COMO EMPRESA PODE VENDER MAIS E MELHOR

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Ibirapuera, São Paulo

Quando: 19 a 28/2

Informações: https://paraleladesign.com.br/

Onde: Escritório Regional do Sebrae-SP de Araçatuba

FENINJER 2018 (JOIAS, RELÓGIOS E AFINS) Quando: 19 a 22/2 Onde: World Trade Center São Paulo Av. das Nações Unidas, 12551 - Cidade Monções, São Paulo Informações: www.feninjer.com.br

Av. dos Araçás, 2113 - Centro, Araçatuba – SP Valor: R$ 260 Informações: (18) 3607-2970

CAPITAL CENTRO TRILHA DE CAPACITAÇÃO: “RUMO AO SUCESSO” Quando: 5 a 22/2

ABUP TÊXTIL 5ª ABUP TÊXTIL (TÊXTEIS E DECORAÇÃO)

Onde: Escritório Regional do Sebrae-SP da Capital Centro

Quando: 20 a 23/2

Rua José Getúlio, 89 - Liberdade, São Paulo

Onde: Centro de Eventos PRO MAGNO

Valor: R$ 790

Rua Samaritá, 230 - Casa Verde, São Paulo

Informações: (11) 3385-2350

Informações: www.abup.com.br

GRANDE ABC

ABCASA FAIR 2018 (DECORAÇÃO, PRESENTES

CURSO ENSINA COMO FAZER DIAGNÓSTICO DA EMPRESA

E UTILIDADES DOMÉSTICAS)

Quando: 5 a 22/2

Quando: 20 a 23/2

Onde: Escritório Regional do Sebrae-SP do Grande ABC

Onde: Expo Center Norte

R. Cel. Fernando Prestes, 47 - Centro, Santo André – SP

Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo

Valor: R$ 260

Informações: http://abcasa.org.br/

Informações: (11) 4433-4270


EDIÇÃO 286 | FEVEREIRO DE 2018 | 3 EXPEDIENTE

Novas regras do Simples: desonerar para crescer

Publicação mensal do Sebrae-SP Edição impressa CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Paulo Skaf

ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp, FecomercioSP, Fiesp, Fundação ParqTec, IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP, Superintendência Estadual da Caixa Econômica Federal. DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor-superintendente: Bruno Caetano Diretor técnico: Ivan Hussni Diretor de adm. e finanças: Pedro Jehá JORNAL DE NEGÓCIOS

Unidade Inteligência de Mercado Gerente: Eduardo Pugnali. Coordenador: Luiz Otávio Paro. Editores responsáveis e redatores: Gabriel Jareta (MTB 34769) e Roberto Capisano Filho (MTB 46219). Assessores de imprensa: Gisele Tamamar, Marcelle Carvalho e Rogério Lagos. Estagiários: Victor Sguario e Wallace Leray. Imagens: thinkstockphotos.com. Diagramação: Marcelo Costa Barros. Fotos: Ricardo Yoithi Matsukawa – ME para o Sebrae-SP. Apoio comercial: Unidade Comercial - Giulliano Antonelli (gerente). SEBRAE-SP

Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso São Paulo-SP. CEP: 01504-001

PAULO SKAF, Presidente do Sebrae‑SP

Agora é para valer. Desde janeiro estão em vigor as novas regras do Simples Nacional, com a ampliação dos limites da receita bruta anual, novas tabelas e faixas de alíquotas de impostos. As alterações decretam o fim da ‘morte súbita’, que é o que acontece com boa parte das empresas que saem do Simples e caem diretamente na extensa, cara e burocrática teia de impostos. Hoje 12,8 milhões de empresários brasileiros estão inscritos no Simples. Para 90% deles, o maior benefício é es-

tar em dia com as obrigações tributárias. E isso não é conversa fiada. Juntos, os pequenos negócios pagaram no ano passado mais de R$ 70 bilhões em impostos. Desde sua implantação, em 2006, a arrecadação foi de mais de meio trilhão de reais. Numa época em que se discute alternativas para o sistema tributário brasileiro, os resultados obtidos pelo Simples mostram que simplificar e desonerar é o melhor caminho. Sabemos que o sistema tem imperfeições. A inadimplência, por exemplo, chega a 11% do total dos optantes, e o processo de cálculo do valor a ser pago não é tão simples. Mas isso não pode ser empecilho para o avanço necessário. Afinal, até quando vamos ter de trabalhar 153 dias para pagar impostos e arcar com uma

carga tributária de 34% do Produto Interno Bruto (PIB)? O atual sistema tributário precisa ser reinventado, incorporando as mudanças ocorridas na economia global, com a expansão do setor de serviços, o surgimento de novas formas de trabalho e a incorporação diária de inovações tecnológicas. É hora de fazer um audacioso e corajoso movimento rumo à simplificação e buscar urgentemente soluções que tirem das costas do setor produtivo esse peso, garantindo oportunidades para que as empresas invistam em criatividade, inovação e competitividade. Não precisamos começar do zero. Já temos inúmeras iniciativas, como a do Simples, que se mostraram certeiras. Essa tem de ser nossa agenda, conectada à nova realidade do mundo que vive em rápida e vigorosa transformação.

ESCRITÓRIOS REGIONAIS

SEBRAE-SP

Alto Tietê

Araçatuba Araraquara Baixada Santista Barretos Bauru Botucatu Campinas

Novidades

Cronograma de implantação do eSocial já está em vigor O Sistema de Escrituração Digital das Obri-

a utilizar o eSocial de forma obrigatória a

Depois de totalmente implementado, o

gações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas

partir de julho. Já para os órgãos públicos,

eSocial reunirá informações de mais de 18 mi-

Capital Norte

(eSocial) já está em vigor. Empresas com fa-

o sistema torna-se obrigatório a partir de 14

lhões de empregadores e 44 milhões de traba-

Capital Oeste

turamento anual superior a R$ 78 milhões fo-

de janeiro de 2019.

lhadores do setor público e privado do País.

Capital Centro Capital Leste I Capital Leste II

Capital Sul

ram as primeiras a ter de sincronizar os dados

“Apesar de não serem obrigadas logo no

As empresas que descumprirem o envio de

contábeis de seus trabalhadores no programa.

início do ano, é importante que o empresário

informações por meio do eSocial estarão sujei-

Para elas, a obrigatoriedade do eSocial come-

de pequenos negócios antecipe a utilização do

tas a penalidades e multas.

çou em 8 de janeiro. Segundo o Comitê Gestor

sistema para ir se adaptando e esclarecendo

O eSocial é um sistema de registro de

do eSocial, esse grupo representa mais de 13

dúvidas”, orienta o presidente do Sebrae, Gui-

informações criado para desburocratizar e

Ourinhos

mil empresas e cerca de 15 milhões de traba-

lherme Afif Domingos. A ampliação do eSocial

Piracicaba

facilitar a administração de informações re-

lhadores, aproximadamente um terço do total

para empresas faz parte de Acordo de Coope-

lativas aos trabalhadores. Quando totalmen-

de trabalhadores do País.

ração Técnica do Sebrae com o governo fede-

te implementado, o eSocial representará a

As micro e pequenas empresas, com fa-

ral, o projeto Empreender Mais Simples, que

substituição de 15 prestações de informações

turamento de até R$ 3,6 milhões em 2016,

recebeu o investimento de R$ 200 milhões na

ao governo – como Guia de Recolhimento de

assim como os demais negócios que fatu-

criação ou melhoria de sistemas para simplifi-

FGTS e de Informações à Previdência Social

raram menos que R$ 78 milhões, passarão

car a gestão das micro e pequenas empresas.

(GFIP), Relação Anual de Informações So-

Franca Grande ABC Guaratinguetá Guarulhos Jundiaí Marília Osasco

Presidente Prudente Ribeirão Preto São Carlos São João da Boa Vista São José do Rio Preto São José dos Campos Sorocaba Sudoeste Paulista Vale do Ribeira Votuporanga ENTRE EM CONTATO: 0800 570 0800

ciais (Rais), Cadastro Geral de Empregados

Dúvidas e outras informações podem ser obtidas nos canais de atendimento do Sebrae-SP e no 0800 570 0800.

e Desempregados (Caged) e Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) – por apenas uma.


4 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Entrevista do mês

Paris com toque brasileiro

Idealizado como um café 24 horas, o Paris 6 se tornou um dos mais badalados restaurantes do País

A

ideia inicial era montar um café que funcionasse 24 horas por dia. Acabou se transformando em um dos restaurantes mais badalados de São Paulo, com enormes filas de espera e presença constante de famosos em suas mesas. Assim é o Paris 6, de Isaac Azar. Formado em administração de empresas, Azar conversou com o Jornal de Negócios sobre a trajetória do seu restaurante, empreendedorismo e inovação. Como começou o Paris 6? Foi idealizado em 2005, logo após a inauguração do meu primeiro restaurante, o Azaït. Era para ser apenas um café com funcionamento 24 horas. À medida que fomos construindo o Paris 6 e explorando mais o conceito, percebemos uma evolução e o quanto poderia se tornar um bistrô completo, atendendo 24 horas por dia. Atualmente são 12 casas espalhadas pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Campinas, Brasília e Miami. Nos próximos meses iremos inaugurar as unidades de Curitiba e Salvador. O Paris 6 é conhecido como um restaurante inovador. Como isso surgiu? Desde o nascimento, o Paris 6 representou uma série de vanguardas no segmento da gastronomia, tanto em controles quanto na busca de atendimento ao cliente na casa e ao público fora dela. Para uma pessoa que deseja se comunicar conosco, temos a maior rede de relacionamento eletrônico de um restaurante no mundo – quase 800 mil seguidores no Instagram, 700 mil no Facebook e 400 mil usuários no aplicativo “Paris 6”. Hoje o público que deseja conhecer mais o Paris 6 tem o acesso muito mais à mão. É uma inovação. Sabemos que, quanto mais acessível, maior a chance de o cliente conhecer o seu negócio, tanto na questão real, de visitar o local, quanto na conceitual, de passar a sua mensagem.

Quais são os principais pontos que um restaurante deve ter para se diferenciar? Para uma empresa se diferenciar no mercado, ela precisa ter alma, DNA, autenticidade e personalidade. Isso é um conceito que seguimos à risca no Paris 6, e isso fica muito claro quando um cliente ou público vê um elemento do Paris 6 e identifica o todo pela parte. A partir do momento em que você consegue fazer uma parte lembrar o todo, você pode dizer que está construindo uma marca de sucesso. Quais as dicas para quem quer abrir um negócio na área de alimentação? Em qualquer segmento, o primeiro passo é entender o quanto você consegue focar, a capacidade de extensão desse foco e, assim, definir o seu tamanho. Ele não pode ser acima e também não pode ser abaixo do seu potencial. Entender Divulgação

o seu potencial e desenvolver o negócio que seja à altura dele sempre. Quais as principais dificuldades de ser um dono de negócio no Brasil? A primeira dificuldade para ser dono de um negócio estabelecido na rua, no Brasil, é a questão da segurança. Sem dúvida, é um grande limitador. Por isso, decidimos abrir lojas fora de São Paulo e Rio de Janeiro que fossem dentro de shopping centers. Até em São Paulo já começamos a adotar essa medida de abertura. É uma maneira de preservar a segurança do cliente e da nossa equipe. Outra dificuldade para um negócio como o nosso é conseguir atender às diferentes cargas tributárias, mantendo os mesmos preços e as mesmas condições em todas as casas. Qual a comparação com os EUA, por exemplo? O Paris 6 Miami ainda engatinha. Seria muito prematuro e in-

justo fazer qualquer comparação entre o Brasil e Estados Unidos. Dizer que no Brasil é mais difícil e nos Estados Unidos é mais fácil é um mito. Cada país tem suas dificuldades. O importante é aprender como lidar e superar essas dificuldades. Nos Estados Unidos temos apenas um ano e acreditamos que levará, no mínimo, de dois a três anos para termos uma marca consolidada. Em paralelo, continuamos aproveitando o sucesso da marca no Brasil e expandido por todo o País. Qual o plano de expansão do restaurante? O primeiro plano é solidificar nas praças em que já temos casas em funcionamento. Em paralelo iremos buscar aberturas de mercados próximos a essas praças. Caso não estiverem tão próximos assim, buscaremos regiões onde exista uma grande adesão à marca Paris 6. Por exemplo, iremos abrir em Curitiba, pois sabemos que a marca é forte por lá. Foi assim que fizemos em Brasília e hoje é um retumbante sucesso. Qual o segredo por trás do marketing tão eficaz do Paris 6? É o próprio segredo do Paris 6, que posso resumir em duas palavras: foco e determinação. Hoje somos uma das redes mais focadas do mercado e uma das que mais têm determinação. Comparativamente, posso colocar lado a lado marcas como Coca-Cola, McDonald’s e outras que se preocupam com o valor da sua marca e com que ela seja identificada. Você reconhece a marca de longe.

Isaac Azar, do Paris 6: força da marca é diferencial no mercado

E nas redes sociais? Quais as dicas para um empreendedor? O acompanhamento das redes sociais é muito importante. Diria que é fundamental a atenção aos usuários dentro delas. O Paris 6 conta com mais de um milhão de pessoas em todas as nossas redes sociais. Entendemos como é importante acompanhar de perto as opiniões de cada um dos usuários que postam ali os seus comentários.


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Seja a solução para o cliente CRENILDO FREIRE ARAÚJO, consultor do Sebrae-SP

O método lean pode ser usado em pequenas empresas? O método lean surgiu na gigante automobilística Toyota, no Japão, e foi projetado para melhorar, simultaneamente, a qualidade, os custos e a entrega. O objetivo desse método é proporcionar o crescimento das vendas e/ou o crescimento do lucro com foco na rapidez, na redução de custo e na redução do prazo de entrega. Pequenas empresas também podem usar essa metodologia. O único requisito é que a empresa tenha uma “estrutura mínima”, ou seja, pessoas capacitadas no método que estejam aptas para formar uma equipe de trabalho e conduzir os projetos de melhorias. A experiência mostra que não é possível implementar esses projeto sem uma equipe capacitada e com disponibilidade de tempo para discutir os temas escolhidos, levantar as causas e planejar as ações necessárias. O alicerce do lean é o Sistema Toyota de Produção (TPS), que é um sistema comprovado de melhoria da qualidade e re-

dução de custos – e que pode ser aplicado em empresas de diferentes portes. Os focos do TPS são: trabalho em equipe, rapidez, eliminação de desperdícios e melhoria contínua. A empresa deve formar um grupo de trabalho e fazer um planejamento para implementar o lean, definindo os gargalos (ou seja, os pontos críticos) que devem ser melhorados. A equipe, de posse dessa informação, deve iniciar os trabalhos, para definir causas, pontos de melhorias e traçar o plano de ação. Esse método é considerado uma ferramenta de transformação nas empresas porque preconiza, primeiramente, o engajamento das pessoas que estão envolvidas diretamente nos processos a serem melhorados e suas interfaces. Outra vantagem do método é a forma de atuação com intervenções rápidas e de baixo custo, com o objetivo de obter ganhos expressivos de produtividade por meio da aplicação de técnicas de manufatura enxuta.

O Sebrae Responde é um serviço para tirar dúvidas de empreendedores sobre a abertura de novos negócios e questões relacionadas à gestão de empresas já em atividade.

Acompanhe o Sebrae-SP no ambiente digital, em www.sebraesp.com.br, e nas redes sociais: facebook.com/sebraesp | twitter.com/sebraesp flickr.com/sebraesp | instagram.com/sebraesp soundcloud.com/sebraesp | issuu.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo

Por que o consumidor escolheria sua loja, seu produto ou serviço e não o concorrente? Se você titubeou para responder, é melhor pensar no assunto. Ter um diferencial é importantíssimo para aumentar as chances de sucesso de qualquer empreendimento. Por mais simples que seja seu negócio, sempre é possível apresentar algo que chame a atenção do cliente a ponto de influenciar a decisão de compra. Isso é vital para o empreendedor, considerando a competição acirrada existente entre quem vende produtos iguais ou semelhantes, entre empresas localizadas perto ou longe – o comércio online eliminou distâncias – e entre empresas de segmentos diferentes, mas que disputam o mesmo público-alvo. O consumidor quer satisfazer suas necessidades e desejos. É fundamental saber qual a “dor” dele e oferecer a solução. Quando alguém compra um produto, não leva apenas o item físico, mas sua representação. A carne para o churrasco significa descon-

tração, reunião de amigos e família; a roupa nova é a imagem da pessoa para o mundo, elevação da autoestima; o televisor com tela maior é aproximar-se do time do coração e poder vibrar ainda mais a cada gol. Você tem de deixar evidente que seu negócio possui o que o consumidor procura a ponto de convencê-lo a gastar dinheiro com você e não no estabelecimento ao lado. Você pode se destacar com melhor atendimento, agilidade na entrega, preço baixo, qualidade, mercadorias exclusivas, pós-venda eficiente e assim por diante. Sua empresa tem de ser o caminho para a realização do cliente. Isso se faz conhecendo bem o público-alvo e sua demanda. Em termos de negócio, a vantagem ofertada deve ser sustentável. Se sua aposta de diferencial é somente vender barato, como fica quando o concorrente adotar a mesma estratégia? Tudo o que um faz o outro pode copiar, por isso invista em mais de uma frente, vá além. A combinação de benefícios vai diferenciar seu negócio dos demais, torná-lo único e mostrá-lo capaz de suprir a carência do consumidor. Seja o primeiro a aparecer com a solução para o cliente e conquiste-o.

BRUNO CAETANO, diretor-superintendente do Sebrae-SP  @bcaetano /bcaetano1 bcaetano@sebraesp.com.br

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6 | JORNAL DE NEGÓCIOS

Novo teto do Simples altera Com o aumento do limite de faturamento, MEIs e empresas podem ganhar mais e

N

o começo de 2017, a nutricionista Fernanda Secco formalizou-se como Microempreendedor Individual (MEI) para poder abrir a Medida Fit, empresa que produz marmitas saudáveis congeladas. As refeições são preparadas na própria residência da empreendedora, localizada na Zona Norte de São Paulo. Assim como Fernanda, mais de 7,8 milhões de pessoas formalizadas como MEI e que querem aumentar as vendas serão beneficiadas com as novas regras do Simples Nacional (ou Super Simples), que entraram em vigor em janeiro em todo o Brasil. Já está em vigor para os MEIs o novo limite de faturamento anual de até R$ 81 mil – antes, o teto era de R$ 60 mil. Isso representa uma média mensal de faturamento de R$ 6.750,00. Após procurar o Sebrae para tirar dúvidas sobre as finanças da empresa, ela ficou sabendo dos novos limites da categoria. “Foi uma ótima notícia. O primeiro ano do nosso negócio superou as expectativas, mas estávamos muito preocupados em ultrapassar o teto de faturamento e sermos obrigados a nos desenquadrar como MEI”, conta a empresária, que administra a empresa com o noivo, Marcus Vinicius Torres de Oliveira. Os MEIs devem estar atentos para algumas novidades caso excedam o teto de faturamento. Com o aumento do limite, haverá uma regra excepcional de transição em 2017. Caso ele tenha faturado até R$ 72 mil no ano, permanecerá enquadrado no regime automaticamente em 2018. A partir de 2018, se o faturamento ficar até 20% acima de R$ 81 mil, isto é, até R$ 97,2 mil, o MEI será desenquadrado do regime em janeiro de 2019 e deverá recolher o imposto na modalidade do Simples Nacional para microempresa ou empresa de pequeno porte (4% comércio, 4,5% indústria e 6% serviços) apenas sobre o excesso até 20%. Caso fature mais que R$ 97,2 mil, o desenquadramento ocorrerá

de maneira retroativa e o recolhimento do imposto na modalidade Simples Nacional para microempresa e empresa de pequeno porte incidirá sobre o total do faturamento observado em 2018. De acordo com o consultor do Sebrae-SP João Carlos Loureiro Gomes, as mudanças podem trazer dificuldades para os empreendedores nas contas. “É importante que as empresas tenham um contador para auxiliar, porque se fizerem

algo fora das condições impostas pelo Fisco serão multadas”, aponta.

MAIOR PORTE

As novas regras trazem ainda mudança nos limites para negócios de outro porte. As microempresas permanecem com teto de faturamento anual de R$ 360 mil, enquanto o faturamento máximo de pequenas empresas sobe de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. Os limites para o recolhimento do A empreendedora Fernanda Secco, que produz marmitas saudáveis: sem medo de ultrapassar o teto do MEI

ICMS e do ISS, impostos estadual e municipal, respectivamente, continuam em R$ 3,6 milhões dentro do Simples. Já os impostos federais terão teto de R$ 4,8 milhões. Quem tiver faturamento de até R$ 3,6 milhões anuais tem de acessar o programa que gera a guia do Simples e recolher o DAS (disponível em www8.receita.fazenda.gov. br). Para o que exceder R$ 3,6 milhões até R$ 4,8 milhões será gerado DAS sem ISS e ICMS, com cálculos conforme a regra municipal e estadual onde o negócio se localiza. “Isso significa que uma empresa que, em dezembro de 2017, ultrapassou os R$ 3,6 milhões de faturamento não terá de mudar de regime tributário automaticamente, como ocorria em anos anteriores. Desde que limitado a R$ 4,8 milhões, poderá permanecer no Simples”, explica o consultor do Sebrae-SP, João Carlos Loureiro Gomes. A empresa de pequeno porte (EPP) Infovale Telecom, instalada no município de Registro, é especializada em serviços de fibra ótica e foi uma das beneficiadas pela elevação do teto do faturamento. Segundo o proprietário, Roger Rodrigues Martins, a nova faixa de R$ 4,8 milhões “caiu do céu” para os planos e para o crescimento da empresa em 2018. “Vamos expandir os negócios para mais três cidades do Vale do Ribeira (Cajati, Sete Barras e Jacupiranga), que agora possuem o sinal de internet via fibra ótica. A nossa outra novidade para 2018 é oferecer aos clientes da região o combo – internet e sinal de TV. Com as novidades, nosso objetivo é dobrar o faturamento e com os novos valores não precisaremos sair do Simples Nacional”, afirma o empresário.

NEM TUDO SÃO FLORES

As mudanças no Simples Nacional em 2018 não foram bem aceitas em alguns setores, no entanto. Quatro atividades foram excluídas do MEI: personal trainers, arquivistas de documentos, contadores e


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planos de empreendedores ficar no regime simplificado de tributação. Algumas categorias, porém, foram retiradas técnicos contábeis. “Eles terão ainda este ano para mudarem de categoria e permanecerem no Simples Nacional”, diz o consultor jurídico do Sebrae-SP Silvio Vucinic. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Personal Trainers, Marcos Tadeu, a Receita Federal está cometendo um equívoco e os profissionais serão altamente pre-

Novos valores de faturamento anual

judicados. “Os profissionais terão de pagar muito mais impostos e, com certeza, entrarão na informalidade. Nosso cálculo é que hoje 85% dos personal trainers que são MEIs continuariam em 2018 dentro do faturamento anual de R$ 81 mil”, afirma. Segundo o Portal do Empreendedor, existem hoje cerca de 36 mil profissionais da área que são MEIs.

Em entrevistas à imprensa, o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, o auditor fiscal Silas Santiago, diz que as ocupações foram excluídas para adequar as normas do MEI ao Código Civil. “(Profissionais dessas categorias) não podem ser empresários pelo Código Civil, por exercer atividade intelectual. Eles têm que ter ensino técnico ou superior

para exercer as atividades. A exclusão dessas ocupações decorreu de entendimento legal”. Pelo Código Civil, não é considerado empresário “quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.

Investidor-anjo Outra inovação estabelecida a partir de 2018 é que micro e pequenas empresas terão a possibilidade de terem a figura do investidor-anjo, que será o financiador não-sócio. Os aportes podem ser feitos por pessoas físicas ou jurídicas, inclusive fundos de investimento e instituições financeiras, ou mesmo por outras empresas optantes pelo Simples Nacional.

O Microempreendedor Individual (MEI) poderá faturar até R$ 81 mil – o teto anterior era R$ 60 mil.

Novas atividades no Simples nacional Algumas atividades que antes não podiam se enquadrar no Simples serão contempladas na nova versão: indústria ou comércio de bebidas alcoólicas, como micro e pequenas cervejarias, micro e pequenas vinícolas, produtores de licores e micro e pequenas destilarias; serviços médicos; como a própria atividade de medicina, inclusive laboratorial e enfermagem; medicina veterinária; odontologia; psicologia; psicanálise; terapia ocupacional; acupuntura; podologia; fonoaudiologia; clínicas de nutrição e de vacinação e bancos de leite; representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros; auditoria; economia; consultoria; gestão; organização; controle e administração.

Microempresas (ME) permanecem com teto de R$ 360 mil.

O faturamento de empresas de pequeno porte (EPP) sobe de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões.

Profissões que entraram e saíram do MEI Entraram: Apicultor independente, Cerqueiro independente; Locador de bicicletas independente; Locador de material e equipamento esportivo independente; Locador de motocicleta, sem condutor, independente; Locador de videogames independente; Viveirista independente; Prestador de serviços de colheita, sob contrato de empreitada, independente; Prestador de serviços de poda, sob contrato de empreitada, independente; Prestador de serviços de preparação de terrenos, sob contrato de empreitada, independente; Prestador de serviços de roçagem, destocamento, lavração, gradagem e sulcamento, sob contrato de empreitada, independente; e Prestador de serviços de semeadura, sob contrato de empreitada, independente. Saíram: Arquivistas de documento; Contador; Técnico contábil e Personal trainer


8 | JORNAL DE NEGÓCIOS

REINVENTANDO

Pizzarias com propostas diferentes se destacam inovando em um

Leonardo Santin, sócio da Divina Increnca: pesquisa na Itália para desenvolver a pizza

A

pizza é o alimento “queridinho” dos paulistas. De acordo com números da Associação Pizzarias Unidas, o Estado de São Paulo tem mais de 11 mil pizzarias – o equivalente a quase um terço das 36 mil pizzarias que existem no Brasil. O consumo de pizza em São Paulo é tão grande que representa sozinho mais da metade do país: de um milhão de pizzas comercializadas por dia no País, 572 mil saem dos fornos de São Paulo. Em um cenário como esse, o mercado se apresenta bastante competitivo, mas não sem oportunidades. Por ser bastante consolidado, o se-

tor tende a abrir espaço àqueles empreendedores que “pensam fora da caixa” na hora de colocar a redonda para assar. “A pizza é talvez o prato mais consumido pelo paulista. Se o empresário souber a proposta de valor do seu negócio e trabalhá-la corretamente, com certeza terá espaço no mercado”, explica o consultor de negócios do Sebrae-SP em Jundiaí, Wilson Borges. “Inovação não é necessariamente criar algo que não existe, mas sim perceber falhas no mercado e entrar com o seu negócio”, observa. E foi justamente com essas ideias em mente que duas pizzarias inovaram em São Paulo e hoje

estão colhendo bons frutos, ainda que com propostas diferentes. Enquanto a Divina Increnca foca nas pizzas individuais em bairros nobres, a Pina’s Pizzaria aposta no popular e aproveita a moda das pizzas por R$ 10, mas sem abrir mão da qualidade. “Sigo utilizando os mesmos ingredientes da pizza tradicional, só que em menor quantidade. Asso em forno à lenha, normalmente. E ainda temos o diferencial de levarmos as pizzas diretamente na casa dos clientes, sem que eles liguem”, explica Aline Pina Gomes, proprietária da Pina’s Pizzaria, em funcionamento desde 2016 em Guarulhos.

Todos os dias, as redondas são vendidas por motoboys em vários bairros de São Paulo. Eles vão de rua em rua, buzinando e anunciando “pizza de R$ 10!”, enquanto os moradores vão saindo para checar as opções disponíveis. “Começamos a fazer a pizza de R$ 10 há um ano. Nosso faturamento melhorou 100%. Em representatividade, podemos dizer que hoje vendemos 90% das pizzas de R$ 10 e apenas 10% das tradicionais”, diz a empresária.

ESTUDAR O MERCADO

Já na zona oeste de São Paulo, o negócio que começou como um foodtruck em 2014 se tornou um


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A REDONDA

mercado competitivo, mas recheado de oportunidades

ponto físico de sucesso, tanto que em 2018 já conta com três unidades. Além da matriz da Divina Increnca, na Pompéia, a pizzaria ganhou uma unidade em Higienópolis e uma recém-inaugurada em Perdizes. Leonardo Santin, um dos três sócios do empreendimento, conta que foi preciso estudar bastante o mercado antes de empreender no segmento. “Visitamos feiras de Food Service e fomos para a Itália para aprender como fazer pizza lá”, diz. As pizzas da Divina Increnca são individuais e trazem na massa a característica de fermentação longa, como as napolitanas, que vêm “invadindo” São Paulo nos últimos anos. No entanto, a mescla ítalo-brasileira é o toque especial que vem conquistando os paladares dos clientes de Santin. “Quando voltamos da Itália, resolvemos unir o que aprendemos à nossa cultura, o que gerou um resultado que as pessoas têm se identificado bastante. A massa napolitana em si é mais mole, mas a nossa é mais crocante, o que facilita o manuseio com as mãos”, explica o empresário, que aproveita

ainda a experiência adquirida no país da bota para importar alguns insumos, como a farinha, o molho e o azeite. Na Divina Increnca, as pizzas variam entre R$ 25 e R$ 28. Na opinião de Wilson Borges, do Sebrae-SP, as duas pizzarias encontraram oportunidades e tiveram iniciativa. “A Pina’s teve de rever seus custos e adotou o preço pequeno e o alto giro como uma estratégia de negócio. Está dando certo, mas precisam ficar atentos na gestão, pois basta uma única compra errada para que todo um lucro vá embora”, alerta o especialista. Já sobre a Divina Increnca, o consultor destaca a busca de informações e aprendizado dos sócios no dia a dia do negócio. “O produto é mais artesanal, mais caro, porém a proposta de valor está muito bem estabelecida, o que faz com que o cliente pague o preço sem nenhum problema, fazendo a marca competitiva no mercado”, explica. “O ponto de atenção fica para a expansão, que sempre necessita de um novo planejamento. Não é porque o empreendimento é sucesso em um bairro, que será sucesso em outro”, conclui.

4 DICAS PARA INOVAR EM PIZZARIAS

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RELACIONAMENTO: O contato com os clientes também precisa mudar. Invista em aplicativos, propagandas diferentes ou até mesmo em vídeos personalizados. Já pensou em mostrar para o seu cliente como a pizza que ele está recebendo naquele momento foi feita?

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PRODUTO: A regionalização é uma forte tendência para 2018, portanto investir em ingredientes locais pode ser uma boa oportunidade. Faça algum sabor exclusivo e se diferencie da concorrência! Outra dica: não esqueça de tomar cuidado com a apresentação da pizza após retirá-la TECNOLOGIA: do forno. Se a sua pizzaria utiliza forno elétrico, saiba que existem opções que assam em até 60 segundos. Fora isso, por que não investir em aplicativos para mensurar a qualidade da entrega do produto? Avaliar se a pizza chegou no tempo certo ao cliente e com a aparência ideal pode ser um diferencial competitivo interessante!

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Aline Pina Gomes com os motoqueiros da Pina’s Pizzaria: produto a R$ 10 direto nas casas

TÉCNICA: Existem várias formas de inovar na maneira de fazer uma boa pizza, como, por exemplo, no processo de fabricação da massa, desde a farinha utilizada até mesmo o tempo de descanso e o tipo de fermentação.

Fonte: Wilson Borges, consultor de negócios do Sebrae-SP em Jundiaí


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Inova Olhar abre inscrições

Empresários dos ramos de alimentação, beleza e varejo poderão vivenciar oportunidades para inovação

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Sebrae-SP está com inscrições abertas para o circuito “Inova Olhar”, novo projeto que une metodologias de teoria e prática empreendedoras. A ideia é que os participantes tenham contato com exemplos de boa gestão, encontrem oportunidades para inovar em seus negócios e potencializem os resultados. O projeto reunirá aproximadamente 20 empresários por turma, que terão a chance de conhecer tendências por meio de visitas guiadas a empresas de referência no segmento e estabelecimentos complementares, além de palestras e vídeos explicativos com experiência de óculos de realidade virtual

O circuito começa com uma palestra na sede do Sebrae-SP, na Rua Vergueiro, 1117, na capital paulista. Um consultor passa informações e mostra tendências sobre o segmento em questão e explica o que será feito após a palestra. Em seguida, os participantes, acompanhados do consultor, visitam estabelecimentos onde encontrão referências da área em que atuam. O consultor que conduziu os empresários aponta, ao final do dia, bons exemplos e boas ideias que podem ser aplicas nos negócios dos participantes de maneira imediata. O projeto traz benefícios como atualização sobre os segmentos,

ampliação de rede de contatos, aumento da competitividade das empresas pertencentes ao segmento trabalhado, apresentação de modelos de operações, que envolvem boas práticas, inovação, gestão, atendimento e comunicação com o mercado. “É um produto que traz a experiência da visita técnica, acompanhada de um consultor, para produzir inovação nos negócios do Estado de São Paulo; é a vivência na prática para a inovação nos negócios”, explica o consultor do Sebrae-SP, Diego Smorigo. “Ele abrange microempresas, Microempreendedores Individuais e empresas de pequeno porte, ou seja,

todos os públicos atendidos pelo Sebrae-SP”, conclui.

COMO PARTICIPAR

Os interessados em participar podem ser Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas ou empresas de pequeno porte nos setores de alimentação fora do lar, beleza ou varejo. Serão aceitos até dois participantes por CNPJ em uma turma de 15 a 20 pessoas. As inscrições podem ser feitas pelo Escritório Regional do Sebrae-SP mais próximo. Mais informações também pelo 0800 570 0800 ou pelo site do Sebrae-SP. O valor é de R$ 160.

“O Projeto Inova Olhar abrange microempresas, Microempreendedores Individuais e empresas de pequeno porte, ou seja, todos os públicos atendidos pelo Sebrae-SP; é a vivência na prática para a inovação nos negócios”, Diego Smorigo, consultor do Sebrae-SP

Datas das próximas turmas VAREJO

BELEZA

ALIMENTAÇÃO FORA DO LAR

20/2, terça-feira

21/2, quarta-feira

27/2, terça-feira

INOVA OLHAR


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Chance para viver Curso oferecido pelo Sebrae-SP em penitenciárias leva

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iver uma nova realidade faz com que as pessoas possam refletir sobre o que elas já fizeram e o que elas podem fazer dali para frente. O mundo é muito diferente quando existem muros inalcançáveis, mas sempre há uma saída, uma maneira para recomeçar e assim ter nova chance

de reescrever uma história justa e bem-sucedida. Pensando nisso, o Sebrae-SP deu uma nova oportunidade para as reeducandas das penitenciárias femininas de Sant’Ana e da Capital com o programa Aprender a Empreender, que busca capacitar todas participantes em temas relacionados ao

Valdelice Duarte Torres, 50 anos, já está há mais 17 sem ver o que acontece do lado de fora. Ela já havia perdido as esperanças de conseguir um emprego quando saísse da penitenciária, mas durante o curso pôde perceber que cada pessoa tem potencial para algo e que pode sim ter um novo começo. “O programa aflorou o que há de positivo e capaz dentro de mim, me mostrou como é o comportamento de um bom empreendedor, informações necessárias para eu poder abrir meu negócio. Agora eu sei o que são estratégias de planejamento, fluxo de caixa, e também a imprescindível rede de contatos”, afirma. Ela conta que já tentou abrir um negócio anteriormente, mas não deu certo. Após a capacitação que recebeu no curso se sente mais segura em tentar abrir uma empresa. “Me sinto muito mais preparada, vou precisar de ajuda da minha família, mas eu vou sair daqui com muita vontade de ter o meu negócio e se realmente acontecer vai ser no ramo de cosméticos”, diz.

empreendedorismo com o objetivo de auxiliar na ressocialização e ensinar uma forma de obter ocupação e renda. No total, o projeto capacitou 196 reeducandas das duas unidades prisionais. Foram 540 horas em sala de aula, de março a no-

vembro de 2017, abordando temas como formalização, fluxo de caixa e também gestão de pessoas. No início de dezembro de 2017 houve a entrega de certificados às reeducandas da Penitenciária Feminina Sant’Ana que participaram do programa. O evento foi realizado na própria unidade prisional. Uma


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uma nova história conhecimento sobre empreendedorismo a reeducandas

das participantes dessa turma, Valdelice Duarte Torres, foi escolhida para representar toda a sua turma na hora de fazer o juramento. Em coro, todas repetiram as palavras dela: “Eu prometo continuar meus estudos, com mesmo empenho e dedicação, procurando ser sempre alegre e feliz, respei-

tando a todos e tendo sempre em meu coração todos os que foram importantes até o dia de hoje. E assim eu prometo”. Para Claudia Lourenço da Silva, agente do Sebrae-SP e que também foi professora do curso, a experiência de poder trabalhar com as

reeducandas foi “incrível”. “Foi um trabalho de comprometimento, de muita persistência”, conta. Claudia ressalta que o projeto foi muito importante por mostrar que há uma vida para todas elas do lado de fora, e o começo dessa nova jornada pode ser empreendendo. “Elas se doam, elas se dedicam, sonham,

têm esperança, acreditam no mundo lá fora. É uma oportunidade de vida para que elas possam se reencontrar e fazer da vida delas uma história melhor”, disse. A seguir, conheça algumas dessas reeducandas e o que elas esperam do empreendedorismo:

Lilian Fernanda Arruda, 39, também já teve um negócio antes de ser presa, mas, segundo ela mesma, fazia tudo errado. “Sei me organizar a partir de agora. Foi muito proveitoso. Aprendi como formalizar meu negócio, como fazer divulgação, todas etapas necessárias para dar tudo certo”, conta. Segundo Lilian, empreender vai ser a oportunidade que terá do lado de fora, então ela pretende se dedicar ao máximo e colocar em prática tudo o que aprendeu na sua futura loja de roupas. “Vou formalizar meu negócio, pretendo voltar à ativa, esse com certeza vai seu meu caminho”, afirma.

Para Gildete Brambilla, 55 anos, o fato de já ter tido um empreendimento antes deu um sabor especial ao curso: agora ela consegue entender melhor os erros que cometeu no negócio anterior. Ela tinha um comércio no Ceagesp, onde vendia café da manhã, sopa e vários tipos de caldos. “É onde eu me identifico, gosto muito de lidar com o público. O mais interessante para mim foi saber que existem outras formas de explorar o comércio”, diz. Gildete conta que não vê a hora de poder tocar novamente no seu negócio e acredita muito na virada de jogo. “Minha vida não é aqui dentro, minha vida é lá fora”, ressalta.


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TEC &

LIVROS O Segredo de Luísa: Uma ideia, uma paixão e um plano de negócios (Editora Sextante) Este livro conta a história de Luísa, uma jovem mineira que fica entusiasmada com a ideia de abrir um negócio para vender as deliciosas goiabadas que sua tia faz. Fernando Dolabela mostra o passo a passo do que é preciso saber na hora de abrir um empreendimento. A obra oferece informações específicas sobre marketing, plano de negócios, finanças, administração e organização empresarial.

Avon - A História da Maior Empresa de Produtos para Mulheres (Editora Best Seller) Sempre é bom ter histórias de grandes empresas como referência para criar ou alavancar o seu próprio empreendimento. Nessa obra, Laura Klepacki fala sobre uma das maiores potências de sucesso em marketing, a empresa Avon. No livro é possível ver como o negócio porta a porta se tornou uma das grandes companhias de cosméticos do mundo.

Empreender Grande, Desde Pequeno: A Jornada de um Jovem Empreendedor (Editora Buzz) Quando se fala em empreender, tudo pode vir à cabeça, menos que jovens ou adolescentes podem desempenhar tal papel. O garoto Davi Braga mostra em seu livro que, mesmo com 16 anos, já se destaca no assunto. Na obra, ele conta como utiliza de práticas empreendedoras como estilo de vida e também fala de como criou sua primeira startup, ainda criança.

GOOGLE BARRA ANÚNCIOS IRRITANTES O Google anunciou que vai começar a bloquear anúncios no seu navegador Chrome a partir do dia 15 deste mês. “A partir de 15 de fevereiro, em linha com as diretrizes da coalizão, o Chrome vai remover todos os anúncios de sites que possuam um status ‘deficiente’ (failing, no original em inglês)”, afirmou o Google em referência a Coalition for Better Ads (CBA). No desktop, o Chrome vai bloquear quatro tipos de anúncios (de seis considerados), enquanto que no mobile (iOS e Android) irá barrar oito tipos de anúncios (de 12 considerados): tais categorias foram identificadas pela CBA e seu painel de consumidores como as menos aceitáveis. Serão barrados no desktop pop-ups, anúncios que reproduzem vídeo e áudio automaticamente, anúncios “prestitial” (que aparecem antes da home do site ser aberta) acompanhados por um relógio com contagem regressiva, e os “large sticky ads”, que tomam mais de 30% da tela e ficam no mesmo lugar.

DICA DE FILME O SONHO, O RATO E A REALIZAÇÃO Ele criou um mundo de fantasia que encanta gerações pelo mundo inteiro. Mas a trajetória para construir o império de entretenimento que todos conhecem foi cheia de dificuldades. O filme Walt Antes de Mickey, uma produção de 2014 baseada em livro de mesmo nome, retrata o caminho percorrido por Walt Disney até atingir seus objetivos, como sua iniciativa de trabalhar como animador na cidade grande, seus fracassos, desafios, a participação do irmão Roy, até chegar à ideia que mudou tudo: criar o rato Mickey Mouse. Divulgação


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IDEIAS

PERGUNTE A QUEM ENTENDE “O que o dono de um e-commerce pode fazer para evitar que o cliente deixe o produto no carrinho e desista da compra?”

64% DOS BRASILEIROS PESQUISAM NA LOJA FÍSICA, MAS COMPRAM NA ONLINE Pesquisa mostra que 79% dos consumidores brasileiros utilizam uma variedade de dispositivos, canais e plataformas para buscar, selecionar e comprar produtos. O estudo The Shopper Story 2017, da Criteo, empresa de tecnologia para commerce marketing, identificou que a maioria dos brasileiros tem o primeiro contato com o produto na loja física, mas compra online. Segundo a Criteo, 64% dos consumidores percorrem esse caminho ocasionalmente e 29% o fazem com frequência. No sentido contrário, 62% dos brasileiros eventualmente pesquisam pela internet e compram no varejo tradicional. Os que fazem isso regularmente são 20%. “Com a popularização dos smartphones, os consumidores passaram a ter liberdade para buscar informações sobre produtos e comprar online de qualquer lugar, inclusive de dentro da loja física do varejista. Dessa forma, a decisão de onde, quando e como comprar depende de diversos elementos, como comodidade, facilidade e, claro, preço. É por isso que uma estratégia de marketing bem-sucedida precisa focar no cliente e não no canal de vendas ou dispositivo”, explica Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

Há uma série de passos

Divulgação

Thinkstockphotos.com

Eduardo Ide, diretor comercial de e-commerce na Linx, responde:

que as empresas podem seguir para minimizar a taxa de abandono de carrinho e até mesmo recuperar vendas depois que os clientes saem do site. Na maioria das vezes, o usuário está “apenas olhando” e irá pesquisar em diferentes lojas e dispositivos até se sentir pronto para finalizar a compra. Cabe ao e-commerce garantir que os consumidores encontrem os produtos mais relevantes e aderentes ao seu momento de compra. Soluções focadas em performance, como ferramentas de busca inteligente e vitrines de recomendações personalizadas, garantem que os produtos do catálogo serão encontrados, além de promover a descoberta e lembrança de produtos ideais para cada usuário. Outro ponto importante é assegurar que tecnicamente o site não irá falhar no momento da conversão. Já para o consumidor que

‘TERMÔMETRO’ MOSTRA PERDAS COM TAREFAS ADMINISTRATIVAS EM 11 PAÍSES

saiu da loja, tenha estratégias de e-mail voltadas para

Uma ferramenta online calcula o quanto micro, pequenas e médias empresas perdem com trabalho dedicado a tarefas administrativas, causando perda de produtividade. O Termômetro de Produtividade para MPMEs, lançado pela multinacional britânica de software de gestão Sage, calcula o prejuízo do tempo alocado pelos donos de pequenos negócios de 11 países, incluindo o Brasil, com os afazeres de contabilidade e recursos humanos ao longo do ano. As informações que alimentam o termômetro têm como base um estudo econômico global feito pela consultoria Plum para a empresa. No Brasil, as pequenas empresas perdem mais de 20% das horas de trabalho de seus funcionários ao longo do ano exclusivamente com atividades ligadas à área de contabilidade. No final do ano, as perdas com todas as tarefas administrativas para os donos de pequenos negócios ultrapassam R$ 79 bilhões. O termômetro pode ser acessado no endereço: www.sage.com/company/business-builders/ reduce-your-admin-burden

completa focada na experiência do usuário. A logística

reengajamento e conversão – como recuperação de carrinhos abandonados. Por fim, tenha uma estratégia também deve ser pensada, pois prazos de entrega e custo de frete influenciam na decisão de compra. Outra dica é ter em mente que é o mesmo consumidor transitando entre os universos online e o offline, então as expectativas serão as mesmas, independentemente do canal. Os lojistas que tiverem uma operação omnichannel (convergência dos canais de venda) forte e robusta, que permita que seus consumidores iniciem a transação em um canal e concluam em outro, terão chances de sucesso ainda maiores. Tem alguma dúvida sobre como a tecnologia pode ajudar o seu negócio? Pergunte a quem entende! Mande um e-mail para imprensa@sebraesp.com.br.


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MPEs continuam offline

Pesquisa do Sebrae-SP mostra que dois terços dos pequenos negócios não divulgam na internet Thinkstockphotos.com

Divulgação do negócio Apenas 34,2% dos pequenos negócios utiliza a internet

22,3% não fazem nenhuma divulgação Principais canais*:

Indicação (boca a boca) – 31%

Redes sociais (Facebook, WhatsApp etc) – 21,9% Site próprio – 14,4%

Site de terceiros – 8,8%

Distribuição de panfletos – 5,5%

Anúncio em jornais/revistas – 4,1% Mala direta – 2,6%

Anúncio em rádio/TV – 2,3% Carro de som – 1,4%

*Era possível responder a mais de uma opção. Fonte: Pesquisa Indicadores Sebrae-SP

D

iz o ditado que a propaganda é a alma do negócio. Com a internet e as redes sociais, então, o empreendedor ganhou aliados poderosos para divulgar seus produtos e serviços e atingir em cheio o seu consumidor. Na prática, porém, não é bem assim que funciona: uma pesquisa sobre relacionamento com clientes realizada pelo Sebrae-SP mostra que apenas um terço (exatamente 34,2%) das micro e pequenas empresas paulistas utiliza a internet para divulgação do negócio. A sondagem foi realizada em outubro de 2017 no âmbito da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade, e entrevistou 2,7 mil proprietários de MPEs e Microempreendedores Individuais (MEIs) do Estado de São Paulo. Os dados mostram que ainda há um grande terreno na web a ser explorado por esses empreendimen-

tos e também por outras empresas prestadoras de serviços ligados à internet, que podem auxiliar os pequenos negócios a aproveitar o meio digital. “Quando pensamos nas grandes empresas, podemos dizer que somos ‘stalkeados’ por elas o tempo todo na internet, especialmente nas redes sociais. Nesse ponto, as micro e pequenas ainda estão muito atrás e continuam muito apegadas a meios mais tradicionais de divulgação, como o boca a boca e a entrega de folhetos”, afirma Eduardo Pugnali, gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP. De acordo com a pesquisa, daqueles que usam a internet para fazer divulgação, 21,9% prefere as redes sociais, como Facebook e WhatsApp. O site próprio da empresa é a opção de 14,4% delas, enquanto outros sites são a escolha de 8,8%. Os porcentuais já descontam as respostas em duplicidade,

ou seja, a empresa que usa mais de um meio de divulgação pela internet foi considerada uma única vez. Se não forem somadas as diferentes mídias digitais, o principal meio de divulgação do negócio é a tradicional indicação boca a boca, com as respostas de 31,1% dos donos de MPEs. Outros meios utilizados são panfletos, com 5,5%, e anúncios em jornais e revistas, opção de apenas 4,1% das MPEs. Anúncios em rádio e televisão foram citados por 2,3% dos empreendedores. Para Pugnali, isso mostra que ainda falta aos donos de pequenos negócios estabelecer uma estratégia focada em identificar e alcançar os potenciais clientes. “Empresas como Facebook, Instagram e Google permitem a divulgação de produtos e serviços a um custo baixo, e ainda oferecem ferramentas de análise de resultados que podem orientar futuros lan-

çamentos ou promoções”, observa. Também chama a atenção o fato de 22,3% das empresas não fazerem nenhuma divulgação de seus produtos e serviços.

CADASTRO

Além dos dados sobre divulgação, a pesquisa do Sebrae-SP revelou que 43,1% das empresas de micro e pequeno porte não fazem nenhum cadastro da clientela. Como consequência, isso pode inviabilizar o uso da internet para alcançar o consumidor e divulgar o negócio. Por outro lado, 47,5% disseram que mantêm um cadastro – entre elas, 77,2% afirmam que esses registros são atualizados com frequência, mas outras 21,4% não atualizam o cadastro com regularidade. O restante dos entrevistados, 9,4%, não soube informar se há cadastro de clientes na empresa.

Jornal de Negócios - 01 de Fevereiro 2018  

Nesta edição: - Tradição de um jeito novo: Da receita com inspiração napolitana ao produto por R$ 10, empreendedores inovam no setor de piz...

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