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A revista da pequena empresa no Paraná

Trimestral nº21 Ano 7 Abr/14

Qual tipo de empreendedor você é? Pesquisa aponta nove perfis empreendedores e sugere vantagens e desvantagens sobre características identificadas

Com elas, ninguém pode!

Sintonia com as pequenas empresas

Empreendedores “esquecidos”

Histórias de mulheres de negócios são estímulo para quem quer transformar sonho em realidade

Sebrae/PR fecha 2013 com balanço positivo, graças a parcerias com entidades de apoio aos pequenos negócios

Apesar de não percebidos como empresários, profissionais da saúde e outras profissões buscam visão empresarial


Editorial Pequenos negócios Na sua passagem pelo Paraná, em fevereiro deste ano, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, deu recado importante ao defender, para uma plateia de lideranças empresariais paranaenses, políticas públicas em favor dos pequenos negócios. Para o ministro, é preciso apoiar cada vez mais as micro e pequenas empresas, para que elas aumentem a sua participação na geração de riquezas, como ocorre em outros países mais desenvolvidos.

João Paulo Koslovski Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR

Os pequenos negócios impulsionam o desenvolvimento, por isso merecem tratamento diferenciado, não importa qual a esfera de governo. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em vigor no Brasil desde 2006, foi um marco, que hoje ‘contagia’ governos estaduais e municipais na implementação de legislações próprias para pequenos negócios. E o resultado desta mobilização, apoiada pelo Sebrae, garante bons resultados: as micro e pequenas empresas estão mais preparadas para empregar cada vez mais e gerar renda. Políticas públicas como a Lei Geral fazem a diferença! Articulemos mais em favor dos pequenos negócios, como sugere o ministro.

O ano da sintonia 2013 foi um ano especial para o Sebrae/PR, cuja missão é promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas e fomentar o empreendedorismo no Estado. Todas as metas corporativas, e também de equipe, foram cumpridas, com saldo positivo. Mais microempreendedores individuais e empresários de micro e pequenas empresas foram atendidos por nossos consultores, com melhores resultados.

Julio Cezar Agostini, Vitor Roberto Tioqueta e José Gava Neto

Você poderá conferir nesta edição um breve balanço, com as principais realizações da entidade, no ano que passou. Demos atenção diferenciada a 123.751 empresas com CNPJ distintos e totalizamos, durante 12 meses de muito trabalho, 723.948 atendimentos, levando em conta todos os cursos, consultorias, orientações, palestras e acesso e promoção a feiras, missões, caravanas e rodadas que oferecemos. Que 2014 seja um ano melhor ainda!

Diretoria Executiva do Sebrae/PR

Perfis empreendedores Nesta edição, o comportamento empreendedor está em destaque. A mexicana Marina Fanning, idealizadora do Empretec, programa que há 20 anos trabalha as características empreendedoras de seus participantes, é a entrevistada da Revista Soluções. No final do ano passado, a convite do Sebrae/PR, ela participou de um encontro exclusivo para ‘empretecos’ durante o evento Think Big Lab, e falou sobre o programa, seus avanços e desafios. Leandro Donatti Editor

A reportagem “Qual tipo de empreendedor você é?” aborda pesquisa ainda atual realizada pela Endeavor Brasil, em 2012, e que traça diferentes perfis empreendedores. O estudo ouviu 3 mil pessoas, entre proprietários de micro, pequenas e médias empresas de diversos setores, além de potenciais empresários, e serve para você, que quer ter um pequeno negócio ou já tem, compreender melhor o empreendedorismo e se conhecer um pouco mais.

Boa leitura! 3


Conselho Deliberativo Modelo de gestão compartilhada, o Conselho Deliberativo do Sebrae/PR é formado por representantes de segmentos do setor produtivo, de instituições de crédito e poder público. Funciona como uma assembleia geral, soberana, que representa a tomada de decisões de forma democrática. Ao todo, são 13 entidades que têm assento no Conselho Deliberativo do Sebrae/PR.

João Paulo Koslovski Presidente do Conselho Deliberativo

Agência de Fomento do Paraná S/A (Fomento Paraná) Juraci Barbosa Sobrinho – titular Alexandre Teixeira – suplente

Banco do Brasil José Roberto Sardelari – titular Joares Angelo Scisleski – suplente

Caixa Econômica Federal Fabio Carnelós – titular Enilson Araújo – suplente

Centro de Integração de Tecnologia do Paraná (CITPAR) Luiz Carlos Baeta Vieira – titular Rubens Maluf Dabul – suplente

Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP)

Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (FACIAP)

Conselho Fiscal

Jefferson Nogaroli – titular Rainer Zielasko – suplente

João Luiz Rodrigues Biscaia – FAEP (presidente do Conselho Fiscal)

Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Fampepar)

Dalton Celeste Rasêra – FAEP Suplente

Ercílio Santinoni – titular Jonas Bertão – suplente

Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) Edson Campagnolo – titular Evaldo Kosters – suplente

Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) Darci Piana – titular Ari Faria Bittencourt – suplente

Diretoria Executiva

Ricardo José Magalhães Barros – titular Horácio Monteschio – suplente

Vitor Roberto Tioqueta Diretor Superintendente

Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar)

Julio Cezar Agostini Diretor de Operações

João Paulo Koslovski – titular Nelson Costa – suplente

José Gava Neto Diretor de Gestão e Produção

Universidade Federal do Paraná (UFPR)

sebrae@pr.sebrae.com.br http://asn.sebraepr.com.br

Adriana Schiavon Gonçalves Especialista em Marketing Reportagens: Adriana Bonn, Adriana de Cunto, Adriano Oltramari, Andréa Bordinhão, Francielle Colpani, Giovana Chiquim, Katia Michelle Bezerra, Leandro Donatti e Patrícia Biazetto. Fotos: Aron Mello, Cristiane Shinde, Eduardo Frezarin, Luiz Costa, Maurício Lehmkuhl, Marcos Zanella e Rodolfo Buhrer.

4

Alberto Franco Samways – Fecomércio Suplente

Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul (SEIM)

Expediente da Revista Soluções

Ammanda Macedo Especialista em Marketing

Umberto Marineu Basso Filho – Fecomércio Titular

Elizabeth Soares de Holanda - titular Joana Bona Pereira – suplente

Zaki Akel Sobrinho – titular Joel Souza e Silva – suplente

Edição/Jornalista Responsável Leandro Donatti Registro Profissional – 2874/11/57-PR

Paulo Roberto Munhoz – FIEP Suplente

Sebrae Nacional

Ágide Meneguette – titular Carlos Augusto Cavalcanti Albuquerque – suplente

Coordenação Renata Todescato Gerente de Marketing e Comunicação

José Georgevan Gomes de Araújo – FIEP Titular

Críticas e comentários, mande um e-mail para revistasolucoes@pr.sebrae.com.br Anuncie na Revista Soluções: publicidade.revistasolucoes@pr.sebrae.com.br Impressão Artes Gráficas Renascer Ltda. (Mult-graphic) Design Gráfico e Diagramação Ingrupo//chp Propaganda Periodicidade Trimestral Tiragem 20 mil exemplares ISSN 1984-7343


Índice

Capa - Pág. 12 Qual tipo de empreendedor você é? Pesquisa classifica nove tipos de empreendedores e sugere vantagens e desvantagens das características identificadas

Comportamento PÁG.

18 Empreendedores “esquecidos”

Serviço Sintonia com as pequenas empresas

PÁG.

22 PÁG.

30

Um ano de resultados

Entrevista Capacitação

34

Com elas, ninguém pode!

56

Blog exclusivo para pequenos negócios

PÁG.

Gestão da excelência

Pág. 8

Planejar pode até parecer “chato”, mas é preciso Mexicana, idealizadora da metodologia Empretec diz que criatividade é importante, mas não é suficiente para ter sucesso nos negócios

Tendência Quem não se comunica...

PÁG.

50 PÁG.

Mercado E-começo

PÁG.

62

PÁG.

58

Pequenas podem inovar mais

PÁG.

66

Reconhecimento traz segurança

Artigo Personalidade

José Gava Neto Pág. 78 ... a gestão por processos eleva o patamar competitivo...

Com estímulo, pequenas trazem riqueza para o Brasil

PÁG.

70

PÁG.

74

Giro pelo Paraná

5


Linha direta com o leitor

Cartas

Revista Soluções – www.solucoessebrae.com.br

Leio sempre a Revista do Sebrae e os temas abordados nas edições são muito pertinentes e atuais. As matérias são interessantes e bastante esclarecedoras, para quem está começando nesta área. Os casos de sucesso servem de inspiração e as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores, nos aproximam da realidade. Parabéns ao Sebrae pelo tom editorial. Alcides Coimbra Marinho – empreendedor – Pato Branco/PR

A Revista Soluções sempre traz temas interessantes. Não sou empresário, mas sempre penso no empreendedorismo como uma alternativa de renda. Gostei muito da matéria que vocês fizeram sobre universitários que aproveitaram seus TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) para abrir empresas (“Projeto de faculdade pode ser um bom negócio” – 20ª edição).

A vigésima edição da Revista Soluções teve como tema de capa reportagem especial com o título “Copa do Mundo prepara empresas para o mercado”. Em pauta, empresários de micro e pequenas empresas paranaenses que aderiram ao Programa Sebrae/PR 2014, lançado em 2011, para identificar oportunidades de negócios antes, durante e após o Mundial.

Vinicius Carneiro – engenheiro – Curitiba/PR

Mensagens É de grande importância a Revista Soluções, para alunos do curso de Administração como também empreendedores no geral! eribertojr@hotmail.com

Interessante ver as possibilidades de sucesso que o Sebrae oferece. Parabéns! susette_pazebem@hotmail.com

Erramos O nome do empresário Fernando Portella, do restaurante Oriente Árabe, em Curitiba, foi grafado incorretamente na edição passada, na matéria sobre empresas paranaenses que estão de olho na Copa de 2014. Pedimos desculpa ao empresário e aos leitores pelo erro.

Queremos sua opinião revistasolucoes@pr.sebrae.com.br

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Radar da pequena empresa

Um ‘jogo rápido‘ sobre os pequenos negócios

Anuário

Queda

Paraná

Já está disponível a sexta edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, um estudo nacional feito em parceria entre o Sebrae e o Dieese. Os salários pagos pelos pequenos negócios tiveram um aumento real – já descontada a inflação – de 33% entre 2002 e 2012, superando o reajuste de 22% praticado no mesmo período pelas médias e grandes empresas.

A diferença salarial entre os empregados de pequenos negócios - aqueles que faturam até R$ 3,6 milhões/ano – e companhias de maior porte caiu para o menor nível desde o início da pesquisa, em 1999. O trabalhador de micro ou pequena empresa ganha 38% menos que o funcionário de uma média ou grande. A diferença salarial já chegou a 44% e vem caindo ano a ano.

No recorte estadual, crescimento das micro e pequenas empresas paranaenses e seu poder de ‘fogo’ na geração de empregos. Em dez anos, o segmento se expandiu 3,4% ao ano, com crescimento médio mais intenso entre 2002 e 2007 (3,9% ao ano) que entre 2007 e 2012 (2,8% ao ano). Em 2012, havia 514 mil estabelecimentos de pequeno porte no Estado.

Empregos

Evolução

Pesquisa GEM

As micro e pequenas empresas do Estado criaram 522 mil empregos com carteira assinada entre 2002 e 2012, de acordo com o Anuário, crescimento que permitiu ao segmento atingir 1,2 milhão de postos de trabalho no Estado. Em 2002, eram 700,3 mil empregos, ritmo de expansão de 5,7% ao ano, o que se acentuou entre 2007-2012, quando a média subiu para 5,9% ao ano.

O Anuário mostra ainda que, nacionalmente, o número de vagas formais nos pequenos negócios teve crescimento de 70% no período analisado, passando de 9,5 milhões de postos de trabalho para 16,2 milhões. Os pequenos negócios detêm 99% do total de CNPJ, passam de 8,3 milhões de empreendimentos e respondem por mais da metade dos empregos e 40% da massa salarial.

A mais recente Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revela que a cada 100 brasileiros que começam um negócio próprio no Brasil, 71 são motivados por oportunidade e não necessidade. Este é o melhor índice já registrado desde o início da pesquisa, há 12 anos. Em 2002, apenas 42% das pessoas abriam uma empresa por identificar demanda no mercado.

Sonho

Escolaridade

Mais jovens

Ter seu próprio negócio é um dos três principais sonhos do brasileiro, atrás apenas de comprar a casa própria e viajar pelo Brasil, de acordo com a última Pesquisa GEM. Fazer carreira em uma empresa, aponta o estudo feito em 68 países, vem em oitavo lugar entre os desejos dos entrevistados brasileiros, que afirmam não ter medo de fracassar nos negócios.

Na percepção do brasileiro, 84% consideram que abrir sua própria empresa é uma opção desejável de carreira. Além de um grande mercado consumidor e de avanços legais, um dos fatores que mais fortalece o empreendedorismo no País é o aumento da escolaridade: quase a metade dos novos empreendedores tem pelo menos o segundo grau completo.

Ainda conforme a Pesquisa GEM, os empreendedores brasileiros estão mais jovens. De acordo com o estudo, patrocinado pelo Sebrae e realizado pelo IBQP e FGV, 50% dos empreendedores com até três anos e meio de atividade têm entre 18 e 34 anos, enquanto nas empresas que estão há mais tempo no mercado apenas 25% pertencem a esta faixa etária.

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Foto: Luiz Costa/La Imagen

Marina Fanning

Marina Fanning, idealizadora do Empretec

Planejar pode até ser

chato, mas é preciso

Mexicana, idealizadora da metodologia Empretec diz que criatividade é importante, mas não é suficiente para ter sucesso nos negócios

Por Francielle Colpani

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Marina Fanning - Todo o programa é dedi-

zem dever ao Empretec o sucesso de seus

cado a pessoas que já têm empresas e que-

negócios. Atualmente implantado em 34

rem crescer, fazer mais do que já estão fa-

países, o programa foi criado para a Mana-

zendo. Quem quer fazer algo para melhorar

gement Systems International (MSI) e difun-

seu produto, ter novidades, mais clientes, é

dido no mundo pela Organização das Na-

para isso que foi idealizado o Empretec.

ções Unidas (ONU). No Brasil, o Empretec, que é disponibilizado exclusivamente pelo Sebrae, beneficiou, em 20 anos de história, mais de 190 mil empresários. Com seis

Revista Soluções - Os empreendedores de hoje são os mesmos de 20 anos atrás? Se não, o que mudou?

dias de duração, a capacitação, em forma

Marina Fanning - O mundo está mudando.

de seminário, é composta por atividades

Há 20 anos, não havia uma globalização tão

práticas, cientificamente fundamentadas,

forte como a de hoje e nem o Brasil era tão

que apontam como um empreendedor de

arrojado e desenvolvido. Há duas décadas,

sucesso age, tendo como base dez caracte-

o dinheiro era uma brincadeira no Brasil.

rísticas comportamentais.

Revista Soluções - Os empreendedores

A idealizadora da metodologia, a mexicana

brasileiros são diferentes dos empreende-

Marina Fanning, esteve recentemente no Bra-

dores de outros países?

sil, no final do ano passado, para participar do

Marina Fanning - Os empresários de cada

Think Big Lab, realizado pelo Sebrae/PR em

país têm um jeito particular de ser. No Bra-

Curitiba. No intervalo de sua participação no

sil, uma coisa muito impressionante é que a

evento, ela, que é uma sumidade no tema,

cultura empreendedora é muito mais forte

atendeu a Revista Soluções e falou sobre as

do que em qualquer outro país, até mesmo

características do empreendedor brasileiro

do que nos Estados Unidos. Mas o que falta

e sobre a aplicação do Empretec no Brasil.

para o brasileiro é pragmatismo, que é sa-

Marina elogia a criatividade dos empresá-

ber medir as oportunidades, calcular os ris-

rios, mas dispara afirmando que isso não é o

cos, entender o processo de planejamento

suficiente para alcançar o sucesso. “O brasi-

profundamente. Quem não planeja, falha.

leiro também precisa aprender a fazer o que

Oitenta porcento das pessoas do Brasil que-

é chato e se planejar!”

rem empreender, mas não quer dizer que

A seguir, a entrevista com Marina Fanning.

devem, porque mesmo sendo inovador é preciso ter o pé sobre a terra para empreen-

Revista Soluções - Onde o Empretec nasceu?

der. Falta prática e experiência, é importan-

Marina Fanning - Na MSI (Management

te não ser espontâneo neste sentido.

Systems International), com base em uma

Revista Soluções - A última pesquisa Glo-

pesquisa paga pela Agência para Desenvol-

bal Entrepreneurship Monitor (GEM) apon-

vimento Internacional, para entender a for-

tou que no Brasil o empreendedorismo por

ma que os empreendedores eram capacita-

necessidade está diminuindo. O levanta-

dos no mundo. Foi feita uma avaliação de

mento mostrou que sete em cada dez em-

todos os programas que existiam em 1985.

presários são empreendedores por opor-

A partir daí desenvolvemos o Empretec.

tunidade. Mesmo assim o planejamento é

Depois levamos para ONU, que divulgou a

importante?

metodologia no mundo. O primeiro curso foi ministrado na Argentina, em 1988.

se faz nada. Aí vale mais ainda a regra, para aproveitar a oportunidade inteiramente

Empretec após 20 anos de sua implantação

tem que estar preparado, a oportunidade e

no Brasil?

o planejamento têm que andar juntos, caso contrário, não haverá êxito.

ponto muito interessante de massa crítica,

Revista Soluções - Qual a importância da

onde temos muitas pessoas que fizeram o

tecnologia para os empreendedores atual-

curso e que podem se converter em líderes

mente?

dentro de suas comunidades. São pessoas muito preparadas que, inclusive, estão se unindo para fazer novos negócios.

Para aproveitar a oportunidade, tem que estar preparado, a oportunidade e o planejamento têm que andar juntos, caso contrário, não haverá êxito

Marina Fanning - Sem o planejamento não

Revista Soluções - Como a senhora avalia o

Marina Fanning - O programa está em um

Entrevista

Milhares de empreendedores no mundo di-

Marina Fanning - A tecnologia está em tudo e é parte muito importante do processo de inovação. O problema é que todos os avan-

Revista Soluções - Qual o tipo de empreen-

ços tecnológicos têm uma etapa de vida

dedores que o Empretec formou até agora?

curta. Então, é preciso muito investimento

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para se manter em dia com a tecnologia. Isso coloca uma importância muito grande no planejamento, porque é preciso cada dia mais dinheiro, e a vida é muito curta. O que é novidade hoje, amanhã já não é mais. Revista Soluções - Em outros países, a metodologia do Empretec é a mesma da aplicada aqui no Brasil? Marina Fanning - Não, no Brasil é feito algo interessante. Originalmente o curso durava duas semanas, depois diminuímos para nove dias. Depois avaliaram e, mesmo assim, acharam que era muito tempo de curso. Então, decidiram reduzir para seis dias. Isso não é o ideal para o que metodologia propõe. Eu gostaria que fosse diferente, porque uma das coisas principais que tiraram foi o entendimento profundo sobre planejamento. Eram três dias dedicados ao tema. Isso era uma das coisas mais importantes, principalmente para o empreendedor brasileiro: aprender a planejar. O que

Há 20 anos, não havia uma globalização tão forte como a de hoje e nem o Brasil era tão arrojado e desenvolvido

não há, em muitos casos no Brasil, é disciplina de fazer o que é “chato”. No restante dos países o tempo continua o mesmo. Revista Soluções - A senhora é vice-presidente executiva da MSI. Que trabalho vocês desenvolvem? Marina Fanning - Somos uma companhia que oferece serviços de consultoria e capacitação em países em desenvolvimento, utilizando fundos de ajuda externa de diferentes organizações.

No que o Sebrae/PR pode ajudar

Revista Soluções - Existe alguma organização similar no Brasil? Marina Fanning - O Brasil dá ajuda externa a vários países africanos, sobretudo, os que foram colônias portuguesas. Revista Soluções - Existe alguma fórmula para o sucesso? Marina Fanning - Entender a si mesmo. Quais são minhas fraquezas, minhas forças e saber aproveitar e limitar cada um des-

O Sebrae/PR oferece regularmente, em todo o Estado, o Empretec. Em forma de seminário, trabalha características empreendedoras, comportamentais. O conteúdo programático inclui busca de oportunidades, persistência, comprometimento, qualidade e eficiência, riscos calculados, estabelecimentos de metas, busca de informações, planejamento e monitoramentos estatísticos, persuasão e redes de contatos, independência e autoconfiança.

sas características. Não ser o ideal, mas ser real, para poder partir de um ponto sólido. Revista Soluções - Qual o recado que a senhora deixa para os empretecos (como são chamados os participantes do Empretec)

Saiba mais

de todo o Brasil? Marina Fanning - Eu adoro o empreendedor

Quer saber mais sobre novas turmas do

brasileiro. Ele é muito criativo, tem muitos

Empretec? Acesse a grade de cursos do

diferenciais, mas eu gostaria de vê-los desenvolver as características “chatas”. Assim, com certeza, irão alcançar maior êxito.

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Perfil

12


Capa

Qual tipo de empreendedor vocĂŞ ĂŠ? Pesquisa aponta nove perfis empreendedores e sugere vantagens e desvantagens sobre caracterĂ­sticas identificadas

Por Katia Michelle Bezerra

13


Foto: Maurício Lehmkuhl – Malmal/Olhares Estúdio Fotográfico

Edimar Jandrey, empresário

Se o empreendedor não se encaixa em algum perfil, é importante saber que é possível desenvolver competências a partir da capacitação e do treinamento

Desbravador, empolgado, provedor, apai-

tituições privadas e públicas auxiliarem

xonado, antenado, independente, arrojado,

no crescimento profissional de diferentes

pragmático e lutador. Com qual dessas ca-

segmentos. Com base nos dados da pesqui-

racterísticas você mais se identifica? Pense

sa, é possível alocar recursos em cada área

bem antes de responder, pois cada segmen-

de maneira eficiente. Ou seja, as respostas

to pode ajudar a entender as suas qualida-

serviram como base para analisar as carac-

des e defeitos e ajudar a encontrar soluções

terísticas inerentes ao empreendedor, mas

para uma vida empresarial bem-sucedida.

também é um material fundamental para de-

Uma pesquisa feita pela Endeavor Brasil, organização de fomento e promoção do

Realizada em parceria com o Ibope, a pes-

empreendedorismo parceira do Sebrae,

quisa tomou como base dados que mostram

determina os nove tipos citados acima

que 76% dos brasileiros preferiam ter um

como os perfis mais comuns de empreen-

negócio próprio a ser empregado ou fun-

dedores brasileiros.

cionário de terceiros e que empreender é

Desenvolvida com o apoio do Ibope, a pes-

considerado um meio de alcançar mais pra-

quisa identificou esses perfis a partir de

zer, autonomia e realização. De acordo com

características dos participantes, analisan-

dados utilizados no levantamento, quase

do atitudes, competências e até mesmo

90% dos brasileiros acreditam que “empre-

as chances de sucesso de cada segmento.

endedores são geradores de empregos” e

Foram entrevistadas, entre novembro de

praticamente todos concordam que “ter um

2011 e fevereiro de 2012, cerca de 3 mil

negócio próprio é assumir responsabilida-

pessoas, proprietários de micro, pequenas

des” e “colocar a mão na massa”.

e médias empresas de todos os setores, além de potenciais empreendedores e jovens e adultos que não pretendem abrir um negócio para também compreender os motivos da decisão.

14

terminar investimentos e parcerias futuras.

O ponto de partida da pesquisa foi saber que, embora três, em cada quatro brasileiros prefira empreender, apenas 19% acha muito provável abrir um novo negócio nos próximos cinco anos. E entre aqueles que

Como empreendedores e potenciais em-

já têm negócios próprios, somente 14% (ou

preendedores constituem mais de dois

4% do total da população brasileira) têm

terços da população brasileira, o trabalho

funcionários – ou seja, são, de fato, gerado-

é um importante documento para as ins-

res de emprego. Com base nesse cenário e


nas respostas dos entrevistados, a pesqui-

Para complementar, os outros dois perfis

sa apontou os nove perfis de empreende-

se enquadram na categoria dos empre-

dores, cada um com suas características

endedores informais. O Pragmático tem

mais relevantes e podendo ser apoiado de

escolaridade mediana, se comparada a em-

maneira distinta.

preendedores informais em geral. Trabalha

Entre os que pretendem ser empreendedores, mas ainda não são, foram identificados três perfis: o Desbravador, o Empolgado e o Provedor. Segundo o levantamento, o Desbravador: quer empreender para ganhar

sozinho e utiliza muito a internet e redes sociais. Para aumentar o baixo faturamento anual e a falta de investimento, precisa de conteúdo bem prático e inspiracional, preferencialmente online.

mais dinheiro, mas não possui experiência

Por fim, o Lutador é o empreendedor com

e renda. Ele precisa desenvolver conteú-

mais idade e menor escolaridade, que abriu

do básico e prático sobre diversos temas,

o negócio por necessidade. Não costuma

como finanças pessoais.

acessar a internet, demandando mais con-

O Empolgado quer abrir um negócio para ter mais independência pessoal. É mais jovem do que a média. Tem interesse em educação a distância e conteúdo inspiracional. Já o Provedor é o tipo composto principalmente por mulheres e pessoas mais velhas, com baixa escolaridade e renda pessoal. Neste caso, são necessários engajamentos através de eventos locais ou na comunidade e conteúdos mais simples para desper-

teúdo através da televisão e de cursos básicos em gestão de negócios.

Vários em um

Identificar cada perfil não é tarefa fácil, pois cada empreendedor pode se encaixar em um tipo, de acordo com a fase de vida em que se encontra

Identificar cada perfil de empreendedor não é tarefa fácil, pois cada pessoa pode se encaixar em um segmento, de acordo com a fase de vida em que se encontra. Edimar Jandrey é um exemplo. Desbravador e arrojado, Edimar modificou a rotina da cidade

Foto: Luiz Costa/La Imagen

tar o interesse desse perfil. De acordo com a pesquisa, os tipos de empreendedores formais são o Apaixonado, o Antenado, o Independente e o Arrojado. Os empreendedores Apaixonados são em sua maioria mulheres entre 25 e 35 anos. Em geral, possui empresas nas áreas de saúde, estética e venda de acessórios. Enfrentam dificuldades burocráticas e falta de investimento e podem se beneficiar de cursos sobre acesso a capital, inovação e networking. O empreendedor Antenado é geralmente jovem e com maior renda familiar. Enfrenta obstáculos de conhecimento e investimento. Este perfil precisa de mentoring e coaching, além de ajuda com recursos humanos. O perfil Independente é aquele

Independente do perfil, uma característica comum a todos os empreendedores é ter visão de futuro e encontrar o momento certo para tomar decisões

empreendedor mais maduro e estável. Não acessa muito a internet, portanto precisa de conteúdo por meio de revistas e ou jornais. Para resolver problemas financeiros, precisa de educação sobre linhas de financiamento e oportunidades de acesso a capital. Fazem parte do perfil Arrojado os empreendedores em sua maioria composta por homens com maiores rendas pessoal e familiar. Para crescer, esse perfil precisa de ajuda sofisticada e mentoring/networking com especialistas para resolver problemas de conhecimento empresarial, obstáculos

Rogério Pereira do Couto, empresário

financeiros e pessoais.

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Em que categoria você se enquadra? Pretende ser empreendedor

Empreendedor informal

Empolgado

Pragmático Lutador Desbravador

Provedor

Empreendedor formal Antenado Apaixonado

Independente

Veja as principais características de cada perfil

Arrojado

Desbravador - Tem educação acima da média.

sáveis pelo domicílio e querem empreender

A maioria é empregada do setor privado. Que-

por oportunidade. Alto uso de redes sociais e

rem empreender para ganhar mais dinheiro.

grande potencial de crescimento.

Empolgado - Geralmente estão na faixa en-

Antenado - Destaque para a faixa entre 25 e

tre 16 aos 24 anos. Acessam internet. Traba-

35 anos. Tem maior renda familiar. Participam

lham no setor privado. Querem empreender

de redes de negócios como associações de

para ter mais independência pessoal.

classe. Atuam no setor de serviço. Tiveram auxílio de familiares/amigos para abrir negócio.

Provedor - A maioria formada por mulheres na

16

faixa entre 40 e 64 anos. Tem baixa escolaridade

Independente - Empreendedores madu-

e renda. Não trabalham ou são aposentadas e

ros. Casados. Acessam menos a internet e in-

querem empreender por uma oportunidade.

formam através da leitura de jornais/revistas.

Apaixonado - A maioria formada por mulhe-

Arrojado - Maioria homens, com maior renda

res na faixa entre 25 e 35 anos. São Respon-

pessoal e familiar. Participam de sindicatos e é

grupo que mais acredita que com a ampliação do negócio terão aumento na renda.

Pragmático - Tem idade média de até 35 anos. Alto uso da internet e redes sociais. Iniciaram seu negócio por oportunidade e por autorrealização. Em sua maioria, atuam sozinhos. Lutador - Maduros, são chefes de família. Moram em casa própria. Informam-se através da televisão. Iniciaram o negócio por necessidade e verificam o crescimento gradativo da empresa.

Fonte: Endeavor Brasil, 2013


de Tupãssi com seu perfil empreendedor.

Antes de assumir a empresa, Rogério acu-

Há nove anos, ele foi para a Itália em bus-

mulou experiência no comércio: vendeu de

ca de novas experiências de vida. No Brasil,

picolés a carros e até foi proprietário de um

era montador de móveis e na Itália traba-

lava car. Nos anos 1990, porém, foi traba-

lhou com garçom, mas logo descobriu sua

lhar como técnico na empresa Tamanduá,

paixão: fazer pizzas.

do premiado iluminador paranaense Beto

Quando voltou ao Brasil, Edimar começou fazendo pizzas em aniversários e eventos e levava, em uma Saveiro, o seu próprio equipamento para cozinhar, até que, há dois anos, abriu o próprio negócio. No entanto, não se acomodou com a iniciativa e, cons-

Bruel (vencedor de vários Prêmios Shell). Ele percebeu que não era tão bom como técnico como era na parte administrativa e gradativamente foi assumindo a parte burocrática da empresa. Virou gerente e logo foi convidado a ser sócio da empresa.

tantemente, busca formas de melhorar e

Em 2006, atento às oportunidades de mer-

atrair mais clientela.

cado, Rogério viu uma grande chance de

Na Nostra Casa Pizzaria, é possível encontrar, além de pizzas de qualidade ímpar, com matéria-prima importada da Itália, cervejas especiais e outras iguarias. O ambiente também é um diferencial. “Na minha pizzaria, as pessoas se sentem em casa”, diz. Literalmente. No local, o cliente pode

No que o Sebrae/PR pode ajudar

crescimento: percebeu a carência de venda e reforma de equipamentos de iluminação principalmente nos teatros brasileiros e logo decidiu abrir, também com o sócio, a Paiol da Luz. O segundo passo foi organizar a empresa para que pudesse participar de licitações, já que a maior parte dos te-

O Sebrae/PR é parceiro dos empreendedores e pode ajudar, com seus programas, cursos, treinamentos, palestras e serviços, a desen-

atros que precisam de reformas e equipa-

volver seu perfil empreendedor, bem como

mentos é ligada a órgãos municipais, esta-

conhecê-lo melhor. Destaque para duas so-

negócio, é responsável por anotar o consu-

duais e federais.

luções relacionadas ao tema: o Empretec e

mo e fazer a cobrança.

“O serviço prestado é muito importante,

Além do ambiente descontraído, Edimar

mas a parte de documentação também pre-

abrir a geladeira e se servir. A irmã de Edimar, que trabalha com ele desde o início do

também está sempre inovando no sabor das pizzas. Ele percebeu, por exemplo, que alguns amigos não estavam frequentando o local porque estavam de dieta. Resultado: decidiu lançar uma pizza com massa integral e ingredientes mais leves. O pizzaio-

o Teste do Perfil Empreendedor. O Empretec (www.sebraepr.com.br) é realizado em sistema de ‘imersão’, com duração de 60 horas

cisa estar em dia para que a empresa possa

aulas e exige dedicação dos participantes. A

crescer”, conta Rogério, que recentemente

metodologia inclui palestras, exposições em

participou do Programa Sebrae de Gestão

vídeo, dinâmicas individuais e em grupo. A

da Qualidade (PSGQ). A experiência faz

solução foi desenvolvida pela Organização

com que Rogério analise a pesquisa reali-

das Nações Unidas (ONU) e é referência

zada pela Endeavor e os perfis classificados

em mais de 30 países. Já o Teste do Perfil Empreendedor (www.perfildoempreendedor.

lo também costuma passar em cada mesa

com cautela. “O empreendedor tem que ter

para cumprimentar as pessoas, levar novos

todas as qualidades. Tem que ser lutador e

sabores para degustação e conversar com

não desistir na primeira dificuldade e quan-

os clientes. “Assim, posso melhorar o meu

to mais perfis puder desempenhar, maior a

Assim, cada pessoa pode verificar se tem tino

serviço”, conta o empresário, que chega a

possibilidade de crescer”, considera.

empresarial, ou seja, se possui ou não algumas

vender 50 pizzas diariamente.

Para Carla Selva, consultora do Sebrae/PR,

Para aumentar ainda mais a capacidade, já

ao longo da sua trajetória, o empreendedor

está planejando e investindo em capacita-

deve ir adquirindo e desenvolvendo habili-

ção. “Eu me considero apaixonado pelo que

dades que o capacitem profissionalmente.

Caçadora;

eu faço, mas também sou muito determina-

“O comportamento, a liderança, o pensa-

identificar cada um e apresentar o resultado,

do a ter um estabelecimento com produtos

mento estratégico são características que

o Sebrae/PR criou uma espécie de avatar (de-

de qualidade e a crescer gradativamente,

devem ser desenvolvidas, independente do

senho) que caracteriza cada perfil. No Teste

com planejamento”, diz Edimar.

perfil de cada empreendedor”, salienta.

do Perfil Empreendedor, as pessoas podem

Carla explica que classificar os perfis do

sultado do seu perfil.

De acordo com o momento

com.br) é um aplicativo que ajuda a definir o perfil empreendedor, por meio de perguntas objetivas

sobre

o

seu

comportamento.

características consideradas necessárias para abrir ou gerir uma empresa. A partir de uma pontuação, o Sebrae/PR mapeou três perfis empreendedores: Arqueiro/Arqueira; Caçador/ e

Gladiador/Gladiadora.

Para

personalizar o seu avatar, de acordo com o re-

empreendedor é importante para traçar

Independente dos perfis qualificados pela

objetivos e avaliar o cenário de empreen-

pesquisa da Endeavor, uma característica

dedorismo, no entanto, se o empreendedor

comum a todos os empreendedores é ter

não se encaixar em algum perfil, é impor-

visão de futuro e encontrar o momento

tante que saiba que é possível desenvolver

certo para tomar decisões e modificar a

competências a partir da capacitação e do

própria história. Foi assim com Rogério Pe-

treinamento. “E o Sebrae tem uma série de

reira do Couto, sócio de duas das empresas

cursos para desenvolver as competências

Quer saber mais sobre a pesquisa da Endeavor?

mais conceituadas quando o assunto é ilu-

necessárias para montar e manter um ne-

Acesse www.endeavor.org.br.

minação de teatro e eventos no Paraná: a

gócio. É só procurar a unidade mais próxi-

Tamanduá e a Paiol da Luz.

ma”, observa.

Saiba mais

17


Foto: Aron Mello/Frezarin)

Visão empresarial

George Luís Coelho Silva, fisioterapeuta

Empreendedores

“esquecidos”

Apesar de não serem vistos como empresários, profissionais da saúde e outras dezenas de profissões precisam ter visão empresarial

Por Andréa Bordinhão e Giovana Chiquim

18


blema quando as finanças não andam mui-

para ganhar dinheiro. Esta é a conclusão de

to bem”, conta Simone.

muitos profissionais liberais, após abrirem suas clínicas, consultórios, escritórios e se depararem com dificuldades administrativas e de gestão. Apesar de muitas vezes não serem vistos como empresários – inclusive boa parte deles não se vê assim –, profissionais da área da saúde, advogados, arquitetos, personal trainers e outras dezenas de profissionais que prestam serviços precisam sim de noções de empreendedorismo para gerir suas carreiras e negócios. A matéria-prima do profissional liberal é seu conhecimento técnico. Ele faz negócio com o seu conhecimento. Portanto, explica o consultor de empresas e autor de livros sobre o tema, Fábio Zugman, esta palavra – negócio – também precisa estar presente na rotina destes profissionais. “Muitas deles acham que administrar é apagar ‘incêndios’. Mas na verdade, a boa administração é quando há processos definidos e organizados e não ‘incêndios’. E isto vale para profissionais liberais”, explica. “É como uma higiene para funcionar melhor. Muitos são reticentes no início, mas quem implanta uma boa administração enxerga que dá

O consultor do Sebrae/PR em Maringá, Elvio Saito, que também trabalha com programas de gestão e qualidade voltados aos profissionais de saúde, vai além: quando fazemos uma análise criteriosa dos negócios destes profissionais percebemos que eles estão perdendo, em média, de 30% a 35% de lucro por falta de uma boa gestão.

Por onde começar? A primeira sugestão de Fábio Zugman é olhar para o mercado. “O profissional deve pensar como se fosse o cliente. O que faz o cliente escolher seu serviço, além da capacidade técnica? Atraso no atendimento, ambiente desagradável ou mal cuidado, forma de apresentar o serviço são coisas que o cliente percebe e fazem diferença sim”, aponta. “Um arquiteto, por exemplo, pode reclamar que o cliente não sabe valorizar um bom projeto. Mas será que ele está apresentando de forma adequada, indo além do lado técnico? É preciso criar envolvimento, confiança”, sugere Zugman. A parte financeira é a que desperta mais

certo”, completa.

dúvidas. Segundo Simone Millan, o controle

O primeiro erro que os profissionais come-

sionais não possuem controles por conside-

tem, segundo Zugman, é não separar a par-

rar que não devem gastar seu tempo com

te técnica do negócio da administração. “O

questões burocráticas.” No entanto, de

dentista, por exemplo, vai fazer cursos, in-

acordo com a consultora, em um sistema

vestir em equipamentos, participar de con-

eficiente as informações podem ser lança-

gressos. Mas ele precisa separar um tempo,

das pelas próprias secretárias, por exem-

nem que seja uma hora por semana, tirar sua

plo, e o profissional faz o acompanhamento

roupa de profissional liberal e olhar para seu

dos resultados.

negócio como administrador”, afirma. Quando o especialista fala em administração não se refere apenas às questões financeiras. Segundo ele, é preciso dar atenção a diversos pontos, como captação de clientes, atendimento, valorização do trabalho.

gerencial não é complicado. “Muitos profis-

O profissional precisa saber o que quer, escolher um indicador, encontrar a melhor forma de gerenciar e acompanhar o resultado

Os dentistas Rubis Pomini, de Ibiporã, e Norma Nabut Fujita, de Londrina, são bons exemplos do que a noção de gestão pode fazer pelo negócio. Pomini conta que antes de abrir seu consultório fez cursos de planejamento estratégico, finanças e técnicas de vendas.

A consultora do Sebrae/PR em Londrina,

Porém, eram todos genéricos e chegou um

Simone Millan, trabalha com os programas

momento que ele começou a sofrer limita-

Pró-Clínica e de Qualidade para Serviços da

ções administrativas. Após a consultoria do

Saúde, voltados aos profissionais liberais

Sebrae/PR, o dentista conta que aprendeu

da área da saúde, e relata que muitos que

a organizar melhor o tempo, valorizar mais o

chegam ao Sebrae/PR, além de não terem

seu trabalho, atribuir mais qualidades ao tra-

noções de empreendedorismo e adminis-

balho que até então não conseguia perceber.

tração, não enxergam direito nem o que

“Isso me fez um profissional e uma pessoa

está acontecendo em seus negócios.

melhor, pois sei que estou oferecendo bene-

“A maioria possui estruturas, tanto física

Comportamento

É preciso mais que o conhecimento técnico

fícios aos clientes”, afirma Pomini.

quanto de recursos humanos, inadequadas.

Na parte financeira, o dentista também im-

Geralmente, vão crescendo sem planeja-

plementou mudanças e viu bons resultados.

mento, contratando pessoas, mudando o

“Comecei a usar algumas ferramentas que não

layout e, muitas vezes, só percebem o pro-

usava, porque não achava importante. Agora

19


faço relatórios diários de entrada e saída. An-

seu negócio, muitos profissionais se desco-

tes fazia mensal. Agora tenho demonstrativo

brem bons empresários. “Muitos começam

de resultados, relatórios de procedimentos

a enxergar condições para parcerias com

mais realizados. Enfim, tudo que implantei

outros profissionais e podem até ampliar a

desde o ano passado já rendeu um aumento

prestação de serviço. Ele verticaliza a empre-

de lucro de aproximadamente 35% e até dimi-

sa, ampliando seu negócio”, explica.

nuí minha carga horária”, contabiliza. Norma Fujita também conta uma história de

Muitos consultórios, clínicas e escritórios perdem, em média, de 30% a 35% de lucro por falta de uma boa gestão

Ações setoriais

sucesso sobre o lucro da sua clínica. “Trabalho

Além das consultorias personalizadas aos

associada a três irmãos médicos há 11 anos.

profissionais, o Sebrae/PR também faz

Consegui organizar a parte odontológica, mas

ações coletivas para os setores profissionais.

estava com muita dificuldade de administrar a

Segundo a consultora Simone Millan, além

parte médica. Eles atendem muitos convênios,

da empresa estruturada, os profissionais

as consultas, independente da complexidade,

liberais também precisam de outras coisas,

têm sempre o mesmo valor. No Sebrae, apren-

como ambiente favorável para exercer a ati-

di a calcular certinho a hora clínica, negociar

vidade, lideranças, saber os pontos fortes e

com os convênios. Em pouco tempo, sem lar-

fracos do setor.

gar minha vida profissional e nem particular, consegui melhor o rendimento em 70% para os médicos”, relata. Segundo Norma, uma das coisas importantes que aprendeu é que não se deve calcular apenas o que entra e sai, mas também os custos subjetivos, como desvalorização dos equipamentos. O consultor do Sebrae/PR, Elvio Saito, salienta que os profissionais muitas vezes podem ir além do aumento do lucro. Segundo ele, depois de aprender a fazer a boa gestão do

Elvio Saito afirma que o Sebrae/PR busca promover palestras de tendências e oportunidades para os setores da saúde, com temas pertinentes à área deles do ponto de vista do empreendedorismo. Além disso, o Sebrae/PR está conversando com as universidades locais para colocar a matéria de gestão na grade dos cursos da área de saúde. A fonoaudióloga de Londrina, Roseane Beleze, achou interessante a iniciativa de trabalhar o empreendedorismo de forma coletiva entre os profissionais liberais e procurou o

Foto: Aron Mello/Frezarin

Sebrae/PR para ajudá-la. “Procurei o Sebrae quando entrei no Conselho Regional de Fonoaudiologia, pois eu já tinha recebido ajuda para o meu consultório. Percebi que acontecia o mesmo com muitos profissionais. Muitos estão pagando para trabalhar e não veem isso.” O Sebrae montou um programa para o grupo e Roseane conseguiu unir também os conselhos de nutrição, fisioterapia e psicologia para montar as turmas. “O programa começa em breve e fiquei muito satisfeita com a adesão.”

Da saúde para a administração O fisioterapeuta George Luís Coelho Silva começou sua empresa de assessoria na área de saúde ocupacional em Maringá de forma modesta, trabalhando sozinho e terceirizando muitas das atividades. Assim foram oito anos. Hoje, George Coelho cuida tempo integral da estratégia da Labore Saúde Ocupacional, uma função mais administrativa. O profissional só tinha condições de prestar serviços para empresas de grande porte, que

Norma Nabut Fujita, dentista

garantissem suporte financeiro para a terceirização. Com a experiência que adquiriu, uniu-se a um sócio e resolveu abrir uma em-

20


Foto: Divulgação

Depois de aprender a fazer a boa gestão de seus negócios, muitos profissionais se descobrem bons empresários

Fábio Zugman, escritor

presa formal, maior, com mais capacidade de

tes na porta. Não aprendemos esses conhe-

atendimento. Foi aí que surgiu a dúvida: como

cimentos na universidade, que deve ensinar

investir bem e administrar adequadamente?

que as clínicas devem ser administradas

“Como nós dois temos formação na área da

como negócios”, conta.

saúde, no início procuramos o Sebrae para

O diagnóstico feito pelo Sebrae/PR também

tirar dúvidas, verificar os melhores caminhos

mostrou que a médica precisava aprender a

para investir o dinheiro que tínhamos. Querí-

delegar funções. “Para resolver o problema,

amos montar um negócio estruturado”, con-

contratamos um colaborador para cuidar da

ta George Coelho.

administração e das finanças da Clínica”, des-

Depois de vários cursos e consultorias, ele

taca Jaqueline Jardim.

No que o Sebrae/PR pode ajudar O Sebrae/PR tem programas com foco em qualidade e gestão para profissionais da área de

afirma que foram várias as mudanças e no-

Após cuidar dos processos de gestão e de

saúde em Londrina e Maringá. São consultorias,

vas medidas foram implantadas na empresa.

atendimento aos clientes, chegou a hora de

treinamentos e auditorias, para ampliar a visão

“Mudou nossa visão sobre as formas e meio

pensar na expansão da Clínica Jardim. E para

empresarial dos profissionais. Mais informações

de abordagem aos clientes, sobre a defini-

se aproximar do público-alvo a ideia foi criar

ção da estratégia de marketing, ajustamos os

um site e um canal de vendas na internet. “É

procedimentos internos, a organização do

um projeto inovador. Com a ajuda do Sebrae-

trabalho e dos setores, conseguimos formar

tec (outro programa do Sebrae com foco em

um preço justo e obtivemos ajuda com a par-

inovação e tecnologia), vamos implantar o

te tributária”, enumera.

e-commerce, para vender nossos pacotes na

podem ser obtidas pelo 0800 570 0800.

Saiba mais

área de estética”, afirma Jaqueline Jardim.

Crescimento

Com visão empreendedora, a médica per-

Os livros “Administração para profissionais

Na Clínica Jardim, em Maringá, o Sebrae/PR

cebeu ainda que poderia utilizar uma área

contribui com o processo de crescimento,

verde no estabelecimento, para ampliar o

Fábio Zugman, são uma boa dica para os pro-

na opinião da cirurgiã plástica Jaqueline dos

atendimento da clínica, voltada para o públi-

fissionais liberais que pretendem administrar

Santos de Azeredo Jardim. O atendimen-

co feminino. “O espaço vai ser utilizado para

seus consultórios, clínicas e escritórios como

to aos clientes passou por mudanças que

a construção de um spa, para tratamentos de

empresas. As publicações podem ser encontra-

trouxeram bons resultados. “As funcionárias

beleza e também para a prática de yoga e tai

estão usando uniforme e recebem os pacien-

chi chuan”, finaliza Jaqueline Jardim.

liberais” e “Empreendedores Esquecidos”, de

das na internet e em livrarias.

21


Balanรงo

Sintonia com as pequenas empresas

Sebrae/PR fecha 2013 com resultados acima do esperado, graรงas a parcerias mantidas com entidades de apoio aos pequenos negรณcios

Por Leandro Donatti

22


atendimentos efetivamente realizados, 5

especialista em pequenos negócios. Sinto-

por minuto.

nia com sua equipe, com os parceiros e com as micro e pequenas empresas. Foi um ano alinhado às necessidades dos empresários e às tendências de um mercado altamente competitivo. Esta troca, sobretudo com os clientes, foi intensa e o aprendizado, mútuo. O Sebrae/PR reafirmou o que já sabia, que ouvir os empresários e conhecer sua realidade de perto encurtam distâncias. Os empresários que se tornaram clientes ou que já eram, por sua vez, passaram a compreender ainda mais que a atividade empresarial exige conhecimento, além de experiência; e planejamento, além de intuição. Números, ações e estratégias que representaram mais empresários e futuros empresários paranaenses atendidos, melhor qualidade de entrega dos serviços do Sebrae/PR e pequenos negócios com visão ampliada, mais preparados para enfrentar o mercado e em condições mínimas de concorrer com as grandes corporações. Em 2013, o Sebrae/PR bateu metas; trabalhou o empreendedorismo e a gestão com os empresários; estimulou a inovação e a competitividade nas empresas; contribuiu para a criação de um ambiente mais favorável para os negócios; levou cultura empreendedora para a sala de aula; formou líderes; e apostou no novo, como nas startups. O Sebrae/PR fechou o ano com um novo

Foram 1.111 cursos nas mais diversas áreas de interesse corporativo, o equivalente a 5 cursos por dia útil; 12 rodadas de negócios; 4.172 palestras e oficinas, ou seja, em média 17 palestras e oficinas por dia; e a organização de 143 missões e caravanas. Os paranaenses também se interessaram pelas consultorias, orientações técnicas e atendimento Sebrae/PR. Foram 302.111 horas de consultorias, em 12 meses; 36.675 orientações técnicas; e o atendimento de 104.607 potenciais empresários.

Parcerias sólidas Se não fossem as sólidas parcerias, o Sebrae/PR não teria tantos resultados para comemorar. Nas quatro décadas de existência, a entidade executou seus programas com a ajuda de parceiros, o que foi fundamental para a disseminação do serviço de apoio ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas. Fizeram parte em 2013 da rede de parceiros do Sebrae/PR - além das entidades que formam o seu Conselho Deliberativo e Fiscal - as cooperativas, as associações comerciais e empresariais, os sindicatos, as cooperativas de crédito, as entidades empresariais, o poder público, e o Sistema S (Senar, Sesc, Senac, Sesi, Senai, Sescoop/PR, Sest e Senat), do qual a entidade também faz parte.

recorde: atendimento de 123.751 empre-

“Graças ao trabalho conjunto, o Sebrae/PR

sas distintas, ou seja, com diferentes CNPJ

chegou nos 399 municípios do Estado, fa-

(Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). Em

cilitando e fortalecendo sua atuação”, afir-

42 anos de existência, o Sebrae/PR nunca

ma o presidente do Conselho Deliberativo

atendeu tanto. Foram 69.138 microempre-

do Sebrae/PR, João Paulo Koslovski, que

sas, com faturamento bruto anual de até

reforça a importância dos pequenos negó-

R$ 360 mil; 13.930 empresas de pequeno

cios. “As micro e pequenas empresas repre-

porte, com faturamento superior a R$ 360

sentam 99% das empresas formalizadas no

mil e inferior a R$ 3,6 milhões; e 40.751 mi-

Paraná, respondem por 60% em média dos

croempreendedores individuais, aqueles

empregos com carteira assinada e empre-

com faturamento de até R$ 60 mil ao ano.

gam mais que as médias e grandes empre-

As outras 11.019 empresas foram atendi-

sas. Os pequenos negócios estão presentes

das pelo Sebrae/PR com soluções na área

no setor de serviços, no comércio, na in-

de inovação.

dústria e na agroindústria. Movimentam a

Atender num ano 123.751 empresas distintas, num universo aproximadamente 600.000 empreendimentos formais e de pequeno porte, como é o caso do Paraná, é muita coisa. Foram 507 empresas, em

Serviço

2013 foi um ano de sintonia para o Sebrae/PR,

O Sebrae/PR realizou 1.111 cursos, 4.172 palestras e oficinas e organizou 143 missões e caravanas para empreendedores e empresários do Estado

economia do Estado, dão dinamismo para as cidades, transformam pequenas propriedades rurais e, em tempos de crise, ajudam a conter problemas como o desemprego”, destaca João Paulo Koslovski.

média, atendidas a cada dia útil, 65 empre-

Para o diretor-superintendente do Sebrae/PR,

sas por hora. Considerando que a maioria

Vitor Roberto Tioqueta, os resultados de

das empresas que procurou o Sebrae/PR

2013 revelam a força da entidade e de seus

em 2013 contou com mais de um atendi-

parceiros no apoio às micro e pequenas em-

mento, passou de 723.948 o número de

presas. “Atendemos 123.751 empresas com

23


Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagen

Conselheiros do Sebrae/PR

CNPJ distintos. Ultrapassamos em 119.645

sas de olho em oportunidades, trabalhou

horas a meta de consultorias, chegando à

com 1.291 empresas no Paraná, sobretudo

marca de 302.111 horas. E o mais importan-

nas cidades impactadas pelos jogos.

te: tivemos a aprovação dos clientes. Fomos avaliados com nota 9,56, o que mostra que estamos no caminho certo”, declara. Tioqueta lembra que o Brasil está na 116ª

As micro e pequenas empresas atendidas pelo Sebrae/PR ficaram mais inovadoras e competitivas, melhoraram sua gestão e faturaram mais

posição do ranking de competitividade (do Banco Mundial), para se fazer negócios. “Temos muito ainda a melhorar e o Sebrae/PR fará sempre a sua parte, porque acredita que o empreendedorismo e as micro e pequenas empresas são a força-motriz de um município, de um estado e de um país.”

Competitividade A atuação do Sebrae/PR também tornou setores estratégicos para a economia do Estado, e com alta densidade de micro e pequenas empresas, mais competitivos. A instituição levou programas específicos para 2.036 empresas e empreendimentos rurais do agronegócio; para 874 empresas da ca-

24

Os Programas Varejo Mais – Mais Vendas, Mais Competitividade e Revitalização de Espaços Comerciais também estiveram entre as ações do Sebrae/PR, em parceria com o Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, para melhorar a competitividade dos pequenos negócios. Foram atendidas 5.786 empresas nos dois programas. O Varejo Mais tem melhorado o comércio, desde 2005, quando começou com o nome Pró-Comércio. Desde então, 10.000 empresas já foram atendidas e 18.000 pessoas capacitadas. O Varejo Mais deixa as empresas mais preparadas, mais informadas, mais profissionais e com mais faturamento. Já a proposta de revitalização de espaços comerciais tem modernizado e melhorado a qualidade de gestão de micro e pequenas empresas em ruas com vocação para o comércio.

deia produtiva da construção civil; para 538

O Empreender – Unir para Crescer, uma

empresas de tecnologia da informação; para

parceria do Sebrae/PR com a Federação das

972 empresas do turismo; 553 do vestuário;

Associações Comerciais e Empresariais do

e para 1.790 do varejo de bens e serviços.

Paraná (Faciap), atendeu 1.500 empresários

O Programa Sebrae/PR 2014, com foco na

em 2013, em 150 núcleos setoriais no Esta-

Copa e na preparação de pequenas empre-

do, ampliando sua atuação no mercado.


Mobilização A mobilização do Sebrae/PR também traduziu-se em grandes eventos. Um dos mais expressivos foi a Feira do Empreendedor 2013 – Paraná, realizada em Curitiba. O maior evento de empreendedorismo no Estado registrou 9.403 visitas, em quatro dias. Uma média de 2.300 visitantes por dia.

nistas, jornalistas, blogueiros, empresários, compradores e estudantes de moda. Pelos salões de desfiles, 3.000 pessoas puderam acompanhar as criações das marcas. No salão de negócios, 44 expositores, sendo 30% do Paraná, 30% de Minas Gerais, 13% de Santa Catarina e outros 13% do Rio Grande do Sul.

Destaque também para o evento de en-

Empreendedorismo e gestão

cerramento do Programa Empreendedor

O Sebrae/PR massificou a informação jun-

Rural, parceria com a Federação da Agricul-

to aos microempreendedores individuais

tura do Estado do Paraná/Serviço Nacional

e às micro e pequenas empresas. Somente

de Aprendizagem Rural (Faep/Senar) e Fe-

o Programa Negócio a Negócio foi respon-

deração dos Trabalhadores da Agricultura

sável por atender gratuitamente 50.855

do Paraná (Fetaep), para formar empreen-

empresas, em 2013. Com este trabalho, o

dedores rurais, que contou, em apenas um

Sebrae/PR tem sensibilizado os empreen-

dia, com a presença de aproximadamente

dedores e empresários sobre a importância

5.000 produtores rurais de todos os cantos

da busca contínua por conhecimento nos

do Estado.

negócios, com orientações empresariais

O Paraná Business Collection, realizado pela Federação das Indústrias do Esta-

gratuitas para negócios que nunca tiveram

O movimento startup ganhou o apoio do Sebrae/PR e atendeu uma média de 800 empreendedores envolvidos com o modelo inovador de negócios

contato com a entidade. Outras 4.035 pequenas empresas, mais es-

Setorial da Indústria do Vestuário, e Sebrae/PR,

truturadas e focadas no crescimento, parti-

consolidou o Paraná no calendário na-

ciparam do Sebrae Mais – Programa Sebrae

cional de moda. Durante quatro dias, em

para Empresas Avançadas e de suas soluções,

2013, reuniu 5.000 pessoas, entre fashio-

como o Empretec, que trabalha as caracterís-

Foto: Rodrigo Czekalski/La Imagen

do do Paraná (FIEP), através do Conselho

Equipe de colaboradores do Sebrae/PR

25


ticas empreendedoras; o Programa Sebrae

inscritas no Edital, que faz parte do Progra-

de Gestão da Qualidade (PSGQ); Estratégias

ma Nacional Educação Empreendedora, fo-

Empresariais; Gestão Financeira; e seminá-

ram selecionadas. O Edital terá duração de

rios Desafios do Crescimento, dentre outras.

dois anos. Ao todo, 27.360 alunos serão be-

O Sebrae/PR também aproximou 211 pe-

Considerando que as empresas que procuraram o Sebrae/PR foram atendidas mais de uma vez, o número total de atendimentos chegou a 723.948

quenas empresas de grandes companhias, com o Programa Encadeamento Produtivo. Uniu elos da mesma cadeia produtiva, visando à melhoria de processos e produtos, e gerando avanços econômicos e produtivos, além da troca de informações. A entidade reconheceu, por meio de prêmios, iniciativas empreendedoras como o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, o Prêmio MPE Brasil, o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e o Desafio Universitário Empreendedor. Sintonia com gestores públicos, com os empresários, com as empreendedoras e empresárias e com jovens empreendedores.

Educação empreendedora

Os projetos, que terão subsídio de 70% do Sebrae, preveem, entre outras iniciativas, a publicação de pesquisas e teses relacionadas ao tema novos negócios; a inclusão da disciplina de empreendedorismo na grade curricular; a realização do Desafio Universitário Empreendedor; mais cursos e palestras relacionados ao tema. A disseminação do Programa Pedagogia Empreendedora, outra frente de atuação do Sebrae/PR para levar a educação empreendedora e consolidar uma cultura empreendedora no Estado, também teve êxito. O Programa capacitou 397 professores e atingiu 8.035 alunos da rede pública de ensino. O empreendedorismo foi para as salas de aula por meio da orientação de educadores, que atuaram como multiplicadores, de conceitos e comportamentos, focados na ideia

Empreendedora para Instituições de Ensi-

que as crianças e os jovens de hoje são os

no Superior. Dezessete das 19 instituições

empreendedores e empresários do amanhã.

Foto: La Imagen

O Paraná foi destaque no Edital Educação

Feira do Empreendedor 2013 - Paraná

26

neficiados em 12 municípios paranaenses.


Foto: La Imagen

As Sociedades de Garantia de Crédito, que nasceram com o apoio do Sebrae inspirado em modelos similares na Europa, se consolidaram no Paraná

Encerramento do Empreendedor Rural Lideranças

Ambiente

O Sebrae/PR registrou 904 participantes no

O Paraná foi o 7º estado brasileiro a insti-

Programa Sebrae de Liderança, para desen-

tuir uma legislação estadual específica para

volver líderes capazes de superar desafios

micro e pequenas empresas, o 1º da Região

e pensar novos cenários. Somente a Escola

Sul. O Sebrae/PR articulou, com as demais

de Desenvolvimento de Líderes, uma das

entidades representativas, a aprovação da

soluções do Programa, formou 14 turmas,

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Es-

o equivalente a 378 participantes. Em 2013, foram 23 Workshops de Liderança, com 416 participantes; e 2 Seminários Regionais de Liderança, com 110 participantes. A Rede de Líderes no Facebook mobilizou mais de 200 participantes.

tadual, em 2013. A sanção, pelo governo do Paraná, seguiu os princípios da Lei Geral de âmbito nacional. Ao criar a Lei Geral Estadual, o governo passou a dispor, formalmente, tratamento diferenciado para os pequenos negócios, com incentivo ao empreendedo-

portante no apoio aos pequenos negócios na Capital em 2013, e lançou o Programa Curitiba Empreendedora, para estimular o desenvolvimento de pequenas empresas. O maior programa de incentivo ao segmento já anunciado para a cidade prevê a implantação de uma Lei Geral na Capital. Foi assinado ainda um termo de cooperação amplo, entre Prefeitura e o Sebrae/PR, e foi inaugurado o primeiro de 10 Espaços do Empreendedor, para atender quem está começando nos negócios. O pacote de benefícios anunciado inclui a regulamentação de compras da Pre-

rismo, à inovação e à formalização, acesso a

feitura junto às micro e pequenas empresas,

Em parceria do Sebrae/PR com a Organiza-

compras públicas e adoção de procedimen-

incentivos não tributários, desburocratiza-

ção das Cooperativas do Paraná (Ocepar)/

tos simplificados para a abertura de empre-

ção e oferta de serviços.

Sescoop, governo federal e Universidade

sas. Destaque para o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Peque-

Graças à sintonia com os pequenos negócios,

de Bologna, na Itália, o Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes

no Porte do Estado do Paraná, articulador,

Cooperativistas do Paraná totalizou, em 2013, a formação de 50 líderes. Sintonia

defensor e principal colaborador para a criação da nova legislação.

Sebrae/PR também avançou na criação de Leis Gerais nos municípios do Paraná, bandeira que abraçou desde 2006, quando a legislação nacional entrou em vigor. Ao final

com o que há de mais moderno em coope-

A Prefeitura de Curitiba, em parceria com

de 2013, dos 399 municípios do Estado, 379

rativismo no mundo.

o Sebrae/PR, também deu um passo im-

já haviam aprovado a Lei Geral, com medidas

27


legais em benefício aos pequenos negócios.

res em busca de informações de cunho em-

Apenas 20 municípios do Paraná ainda não

presarial. O Paraná fechou 2013, com 62

possuíam Lei Geral.

Salas do Empreendedor em funcionamento,

Do total de municípios com Lei Geral, 101 deram um passo a mais ao participar do Pro-

O Sebrae/PR também articulou a instalação de Salas do Empreendedor, espaços exclusivos para empresários e futuros empresários de pequenos negócios

a abertura e fechamento de empresas, ofe-

grama Cidade Empreendedora, iniciativa do

recer serviços facilitados de alteração cadas-

Sebrae/PR que tem como desafio regula-

tral, e formalizar.

mentar a legislação, ou seja, torna-la aplicá-

O lançamento do Programa Compra Para-

vel, por meio de comitês gestores e agentes de desenvolvimento, atentos ao tratamento diferenciado a ser dispensado aos pequenos negócios. Com o Cidade Empreendedora, diversos municípios paranaenses tornaram de aplicação legal dispositivos da Lei Geral como simplificação e desburocratização; tributação; acesso ao mercado; acesso a serviços financeiros; associativismo; inovação e tecnologia; acesso à Justiça e à educação empreendedora. Assim, ajudaram o ambien-

ná em 14 municípios também abriu espaço para a participação de micro e pequenas empresas em compras públicas. O projeto foi idealizado para traçar, por meio de uma pesquisa em 1.500 empresas do Estado, o perfil de compradores e fornecedores de serviços e produtos. Em 2013, atendeu uma média de 1.200 empresas, assim como ofereceu capacitações para compradores e fornecedores.

te empresarial, tornando-o mais favorável

O Sebrae/PR também ajudou as micro e

à criação, sobrevivência, desenvolvimento

pequenas empresas no acesso ao crédito,

e multiplicação de pequenos negócios, no

outro item fundamental para a construção

campo e na cidade.

de um ambiente empresarial favorável. Ao todo, 4.000 pessoas participaram em 2013

de Salas do Empreendedor, espaços geral-

dos Seminários Regionais de Crédito, para

mente instalados em parceria com prefeitu-

aproximar empresários e representantes de

ras e associações comerciais, com o objetivo

instituições financeiras, aproximando-os de

de atender necessidades de empreendedo-

forma responsável.

Foto: La Imagen

O Sebrae/PR também estimulou a instalação

Premiação do Varejo Mais – Mais Vendas, Mais Competitividade

28

espaços previstos pela Lei Geral para agilizar


As Sociedades de Garantia de Crédito, que

Zelândia, Austrália, Colômbia, Bolívia, Peru,

nasceram com o apoio do Sebrae inspirado

Paraguai, Argentina, Uruguai, Espanha, Itália

em modelos similares de suporte aos peque-

e Portugal. Ao todo, foram 1.550 diálogos

nos negócios na Europa, se consolidaram no

empresariais; 80 multiplicadores na América

Paraná em 2013. A Noroeste Garantias, a

Latina de metodologias do Sebrae como o

GarantiOeste e GarantiSudoeste, em opera-

Empretec, o Programa Sebrae de Gestão da

ção nas regiões noroeste, oeste e sudoeste

Qualidade (PSGQ) e o Gestão Orientada para

do Estado, respectivamente, fecharam o ano

Resultados (GEOR).

com 900 empresas associadas e beneficiárias de seu aval, com um total de R$ 16 milhões de operações em garantia e R$ 20 milhões de operações em crédito.

Inovação

O Projeto Fronteiras Cooperativas, que visa à integração de cidades-gêmeas em região de fronteira, ganhou força e os primeiros resultados efetivos. O Sebrae/PR contribuiu ainda com o processo de melhoria da capacidade técnica para o Sistema Sebrae, ao executar

As empresas atendidas pelo Sebrae/PR fica-

com o apoio do Sebrae Nacional eventos

ram mais inovadoras e competitivas. Só os

benchmarking para países como Estados Uni-

agentes locais de inovação, como são cha-

dos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia. Esta

mados os jovens treinados pelo Sebrae/PR

iniciativa foi uma oportunidade para disse-

no programa que leva o mesmo nome, aten-

minar para todo o Sistema Sebrae as boas

deram 2.447 empresas paranaenses, com

práticas em educação empreendedora, in-

conceitos e ideias práticas para estimular a

teligência de mercado e desburocratização.

inovação. A ideia do Programa Agentes Lo-

Com a região italiana da Emilia-Romagna,

cais de Inovação foi promover a inovação e a aproximação das pequenas empresas com os provedores de soluções e, por meio da inovação, torna-las mais competitivas. O Sebraetec – Serviços em Inovação e Tecnologia, carro-chefe do Sistema Sebrae que disponibiliza fundos de inovação e tecnologia para a melhoria de processos e produtos, com subsídio de até 80% para micro e pequenas empresas de qualquer setor econômico, também teve resultados expressivos. Foram executados mais de R$ 13 milhões em ações do Sebraetec, beneficiando 6.807 empresas.

Startups O movimento startup ganhou o apoio do Sebrae/PR em 2013. A instituição atendeu uma média de 800 empreendedores envolvidos com o modelo de negócios, em eventos como Espaço Startups, na Feira do Empreendedor; Startup Weekend, em Curitiba e Foz do Iguaçu; e Circuito Startup. O Sebrae/ PR foi parceiro e realizador de inúmeras edições do MeetUps. E ainda teve participação intensa no Ticnova, em Maringá; e no Campus Gerais, em Ponta Grossa.

Foi intensa a atuação no cenário internacional, marcada pela cooperação estratégica com diversos países

a cooperação continuou em 2013, culminando com uma parceria em torno da revitalização da Centrais de Abastecimento (Ceasa) Paraná, nos moldes do Mercado de Bologna. E na lista de países, com os quais

No que o Sebrae/PR pode ajudar

a integração se intensificou, somaram-se Canadá e Espanha. Com o Canadá, no de-

O Sebrae/PR atende prioridades locais e

senvolvimento conjunto de programas de

as necessidades dos clientes, no caso em-

desenvolvimento regional e startups. Já

presários e futuros empresários de micro e

com a Espanha, mais especificamente com

pequenas empresas, por meio de projetos

o Institut Cerdà de Barcelona, projetos relacionados ao Turismo MICE (Meeting, Incentive, Congress and Exhbitions).

Atenção redobrada A atenção dispensada ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas tende a crescer, na opinião de João Paulo Koslovski, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR. O segmento, que tem participação ativa na economia paranaense, deve

coletivos, formatados para empreendedores com objetivos comuns. A entidade ainda atua em setores estratégicos, como a construção civil, o comércio varejista, o vestuário, a tecnologia da informação, o turismo e o agronegócio, considerados relevantes para o desenvolvimento da economia do Estado. As demandas espontâneas e mais específicas, que chegam ao Sebrae/PR, são atendidas pela entidade a partir de projetos chamados de projetos de atendimento individual ou de desenvolvimento territorial. Já a implantação e regulamentação do Estatuto

se fortalecer ainda mais, por pelo menos

Nacional da Microempresa e Empresas de

duas razões, segundo ele. Uma, devido ao

Pequeno Porte, conhecido como Lei Geral da

agronegócio, que avança nos últimos anos.

Micro e Pequena Empresa, por conter regras

Em especial, as cooperativas, que devem

específicas em favor dos pequenos negócios,

crescer acima dos 10% em 2014. A outra ra-

também são prioridades da entidade.

zão diz respeito ao ambiente institucional

Cooperação

para os pequenos negócios, em especial no

O Sebrae/PR teve forte atuação no cenário

Micro e Pequena Empresa Estadual, pelo

internacional, como executor da estratégia

governo do Estado, em 2013, e sua regula-

do Sebrae Nacional. O Projeto de Apoio à Co-

mentação que está por vir, os empresários

operação Internacional (Sebrae ACI) chegou

passam a contar com um cenário mais favo-

ao fim, depois de quatro anos de atividade.

rável para os negócios. Decisão que conso-

Foram articuladas, em 2013, alianças estra-

lida as micro e pequenas empresas, que são

tégicas com Estados Unidos, Canadá, Nova

a força do desenvolvimento.”

Paraná. “Com a aprovação da Lei Geral da

Saiba mais Quer conhecer mais o Sebrae/PR? Acesse www.sebraepr.com.br.

29


Foto: Studio Alfa

Foto: Agência de Notícias do Paraná - Departamento Fotográfico - SECS

Saldo positivo

Aline Kulczynski, empresária

Um ano de

resultados Conhecimento é a chave do sucesso nos negócios, diz empresária que encontrou no Sebrae/PR o segredo da profissionalização

Por Adriana Bonn

30


loja tinha apenas 15 metros quadrados e Ali-

presária Aline Kulczynski. Proprietária da Su-

ne e a irmã, Eveline, se revezavam no atendi-

per Star, loja de calçados que trabalha exclu-

mento aos clientes. Com as vendas em alta,

sivamente com a marca de tênis Super Star

a empresária precisou de um espaço maior.

- antiga All Star American’s, ícone de moda

Hoje a loja ocupa uma área de 60 metros

criado nos Estados Unidos e que entrou no

quadrados e possui seis vendedores.

mercado brasileiro na década de 1980 -, ela contabilizou no ano passado um crescimento de 12% no seu faturamento.

Animada com os resultados, em setembro do mesmo ano, Aline decidiu abrir a segunda loja, desta vez no Shopping São José, no mu-

Há cinco anos no mercado, a empresária tem

nicípio de São José dos Pinhais. A terceira

hoje três lojas, duas em Curitiba e uma em

veio em maio de 2010, no Shopping Jardim

São José dos Pinhais, na Região Metropoli-

das Américas, também na capital paranaen-

tana, e planeja novos investimentos e até a

se. Atualmente, ao todo, Aline tem 18 fun-

expansão da empresa para outros estados.

cionários, que os considera fundamentais

A empresa de Aline foi uma das 123.751 em-

pra os resultados que vem alcançando.

presas atendidas pelo Sebrae/PR em 2013.

Aline conta que a instalação de lojas em

A empresária diz que o crescimento da em-

shoppings é estratégica. “Antes de abrir a pri-

presa acontece mês a mês, mas que os re-

meira loja, fiz uma pesquisa e constatei que

sultados positivos se intensificaram a partir

o público que compra meus produtos se con-

de março do ano passado, quando começou

centra nos shoppings. Além disso, acredito

a fazer um programa do Sebrae/PR, em par-

que esta localização ajuda na valorização do

ceria com o Sistema Fecomércio Sesc Senac

produto”, explica.

PR, destinado às micro e pequenas empresas do comércio varejista, que buscam no aprimoramento contínuo o seu diferencial de mercado.

Apesar de ter buscado informações antes de se tornar uma empresária, Aline lembra que trabalhava de forma amadora. “O Sebrae abriu os meus olhos. Hoje vejo como tudo

“Posso dizer, com toda a certeza, que o Se-

mudou em apenas um ano. Aprendi tudo

brae mudou a minha vida e quero que esta

com o Sebrae”, conta ela, animada.

nossa parceria seja eterna”, diz ela.

A empresária conta que finalizou o Varejo

A transformação da Super Star começou

Mais – Mais Vendas, Mais Competitividade

depois que Aline assistiu a uma palestra no

em dezembro do ano passado. Durante os

Sebrae/PR. “Eu queria abrir uma nova loja,

nove meses de Programa, promoveu várias

mas sabia que a forma como eu tocava a em-

transformações na empresa. Implantou um

presa era muito amadora, sem controle de

novo sistema que garante o controle finan-

nada, nem do estoque, do financeiro e até

ceiro e de estoque das mercadorias; criou

mesmo sobre os funcionários”, lembra a em-

um site para divulgar a Super Star e seus pro-

presária de 31 anos.

dutos; contratou uma agência de marketing

Formada em Turismo, Aline conta que não

Também decidiu mudar o sistema de vendas

empresas. Antes de se tornar empresária

e a forma de comprar. “O Sebrae me mos-

trabalhou em uma agência de viagens, em

trou que eu comprava demais e me ensinou

Salvador, na Bahia. De volta a Curitiba, em

a otimizar. Hoje não fico com mercadoria pa-

2009, pensou em mudar de área de atuação.

rada e tenho um giro maior dos produtos”,

Decidiu abrir a primeira loja de calçados,

conta. A empresária também está investin-

conciliando assim o novo projeto com a ex-

do na mudança visual das lojas. A primeira a

periência do pai, Paulo, que já era represen-

passar pela renovação foi a loja do Shopping

tante da marca Super Star em Curitiba e no

Jardim das Américas, que ganhou novo mo-

litoral paranaense, e que, na época, enfren-

biliário, nova fachada e teve a remodelação

tava dificuldades para vender o produto, em

da vitrine. O mesmo projeto será levado

função da mudança do nome da marca.

para as outras duas lojas. “O Sebrae fez tudo

nova marca e, por isso, não compravam. Como sabíamos da qualidade do produto,

Posso dizer, com toda a certeza, que o Sebrae mudou a minha vida e quero que esta nossa parceria seja eterna

para divulgar o nome da empresa.

tinha experiência em administração de

“Os lojistas não tinham tanta confiança na

Serviço

O ano de 2013 vai ficar na memória da em-

para mim. Teve um curso de vitrinismo e a consultora do Sebrae foi na minha loja e me deu todas as dicas”.

resolvi abrir minha própria empresa”, lem-

Todas as mudanças garantiram à empresa de

bra. A primeira loja foi inaugurada em abril

Aline estar entre as três lojas reconhecidas

de 2009, no Shopping Total, em Curitiba. A

com um prêmio na categoria loja revelação

31


do comércio varejista na Grande Curitiba,

cionada pelo governador Beto Richa, em 1º

concedido pelo Sebrae/PR e Fecomércio, ao

de novembro de 2013, e que permite que

fim de cada Varejo Mais. A empresária conta

empresas de pequeno porte tenham um tra-

que ser reconhecida foi uma de suas metas,

tamento diferenciado no Paraná.

assim que começou o Programa. “Para isso, chamei todos da minha equipe, expliquei o que estava acontecendo e pedi o apoio de todos. Foi um ano de muito trabalho e tudo que alcancei é resultado de uma parceria que deu certo”, lembra.

A legislação estadual, que precisa ainda ser regulamentada, traz uma série de benefícios que incentivam o empreendedorismo, a inovação, a formalização, o acesso a compras públicas e a adoção de procedimentos simplificados para a abertura de pequenos

Para recompensar o empenho, em feverei-

negócios. “Ao pagar menos impostos e ta-

ro deste ano, Aline fechou as três lojas e

xas, os empresários podem investir mais

levou todos os seus colaboradores para o

em suas empresas, o que também é bom

parque de diversões Beto Carreiro, em San-

para o governo, pois isso ajuda a gerar mais

ta Catarina. “Foi emocionante porque eu

emprego e movimenta o comércio”, desta-

tinha funcionários que nunca tinham saído

ca Aline Kulczynski.

de Curitiba.” Aline conta que durante as mudanças também decidiu excluir todo funcionário que não se enquadrava nas novas metas da empresa. Hoje, ela se orgulha de não ter nenhum colaborador com menos de um

Hoje vejo como tudo mudou em apenas um ano, aprendi coisas importantes com o Sebrae e tenho muito ainda para crescer

No que o Sebrae/PR pode ajudar

ano de casa. “O Sebrae ampliou minha visão de negócio,

Para quem já é ou quer ser empresário, o Se-

me deu as ferramentas. Hoje sei o que estou

brae/PR é a opção mais fácil e econômica de

fazendo e também sei o que vou fazer futuramente”, diz a empresária. Nos planos, está a abertura de duas novas lojas ainda este ano, em Curitiba, e depois um novo ponto em Santa Catarina. Para continuar a profissionalização da empresa, Aline já planeja fazer um novo curso no Sebrae/PR, desta vez o Empretec, voltado para o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor e

obter informações e conhecimento. Criado na década de 1970, o Sebrae apoia as decisões dos empresários, dos potenciais empresários e dos potenciais empreendedores, no campo e na cidade, porque é a instituição que entende de pequenos negócios e possui a maior rede de atendimento do País. Ao todo, são 27 unidades e aproximadamente 600 postos de atendimentos espalhados de norte a sul do Brasil. No Paraná, conta com seis regionais e 11 escritórios. A instituição chega aos 399 municípios do Es-

para a identificação de novas oportunidades

tado por meio de atendimento itinerante,

de negócios. Para ela, conhecimento é a

pontos de atendimento e de parceiros lo-

palavra-chave para o sucesso de um empre-

cais, como associações, sindicatos, coop-

sário. “O mercado e os consumidores estão

erativas, órgãos públicos e privados. Acesse

em constante transformação, por isso nós,

www.sebraepr.com.br.

empresários, não podemos nunca parar de buscar informações de profissionais”, ressalta. Outra dica da empresária é se dedicar, gostar do que se faz e, principalmente, conhecer o mercado, saber qual é o seu público e onde ele está. Para Aline, ser empresário no Brasil não é uma tarefa fácil, principalmente em função

Quer saber mais sobre o Varejo Mais – Mais Vendas, Mais Competitividade,

da carga tributária que diminui o faturamen-

feito em 2013 pela empresária Aline

to e o poder de investimento nos negócios.

Kulczynski? Ligue para o 0800 570 0800

Por isso, ela diz que, além de ter entidades

ou procure o Sebrae/PR mais próximo.

que ajudem na profissionalização, os micro

Parceria do Sebrae/PR com o Sistema

e pequenos empreendedores precisam ter

Fecomércio Sesc Senac PR, o Programa

mais apoio dos governos para que possam se manter no mercado. Uma das iniciativas elogiadas pela empresária é a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa do Paraná, san-

32

Saiba mais

conta com missões técnicas com foco em modelos de varejo, para Curitiba, São Paulo e Estados Unidos.


Foto: Foto Zanella

Foto: Aron Mello/Frezarin

Foto: Luiz Costa/La Imagen

Mulheres de negócios

Juliana Bicalho Sanches, Giane Marisa Borges e Marlene Galeazzi, empreendedoras

Com elas, ninguém pode!

Empreendedoras se destacam em suas áreas de atuação e têm histórias que são estímulo para quem quer transformar sonhos em realidade

Por Katia Michelle Bezerra

34


E foi para que mais pessoas soubessem que

se tiver determinação, perseverança e pai-

é possível trabalhar com o que se gosta e

xão pelo que se faz, o sucesso é uma con-

realizar o próprio sonho, que Juliana de-

sequência. É o que mostra a história de de-

cidiu se inscrever no Prêmio Mulheres de

zenas de mulheres que já participaram do

Negócios. “Assim como eu vi a história do

Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, e com-

engenheiro que decidiu construir pipas, e

provam que quando se tem visão de futuro,

isso mudou a minha vida, quero que outras

planejamento e dedicação pelo trabalho, é

pessoas vejam minha história e se motivem

possível transformar sonho em realidade.

também. Até para mim, às vezes, é difícil de

A vontade de realizar esta transformação

acreditar: eu consigo viver de patinação no

une mulheres de diferentes culturas e re-

Brasil”, brinca a empresária.

giões. As histórias de superação são ponto de partida de já quem participou da premiação, que este ano completa uma década.

Ela enfatiza que é uma pessoa realizada profissionalmente, mas que isso não aconteceu por acaso. “Foi preciso muita dedica-

É o caso da empresária Juliana Bicalho San-

ção. Eu costumo dizer: sua cabeça é o seu

ches, de Londrina. Quando tinha 17 anos,

sonho que deve estar lá no alto, mas o que

acumulava prêmios como patinadora e

vai fazer com que você o alcance, são seus

precisava escolher um curso para prestar

pés e esses têm que estar no chão” diz. Por

vestibular, ela assistiu a um programa que

isso, ela aconselha as mulheres que estão

contava uma história de empreendedoris-

abrindo um negócio a não esquecerem o

mo: um bem-sucedido engenheiro havia

planejamento, a disciplina, a organização e

largado tudo para se dedicar a fazer pipas.

a perseverança. “E claro, a paixão pelo que

Pouco tempo depois, já era reconhecido no

se faz, porque quando você faz o que gosta

setor e era o único brasileiro a exportar o

já é meio caminho para o sucesso.”

brinquedo. Juliana decidia ali o seu destino. “Se ele conseguiu fazer o que gosta, eu também podia seguir meu sonho”, conta a vencedora estadual da edição 2011 do Prêmio Mulher de Negócios, na categoria Pequenos Negócios, reconhecida com troféu

Visão de futuro E foi justamente a paixão e o desejo de trabalhar na área de gastronomia que levou a bióloga Marli Alberti, de Guarapuava, a deixar

prata, na etapa nacional, no ano seguinte.

a carreira acadêmica para investir no ramo

Foi então que Juliana decidiu não apenas

Marli sempre gostou de trabalhar com comi-

seguir a carreira de patinação, como montar um curso em uma cidade que não tinha nem sequer pista para o esporte. Natural de São Paulo, ela mudou-se para Londrina no final da década de 1980 e levou na bagagem o sonho de trabalhar com patinação. Montou o curso em um clube da cidade, começou com menos de dez alunos e em

de panificação. Descendente de italianos, da e sonhava em ter um negócio próprio. O conquistar o sucesso. Há quatro anos, ela fundou com a irmã, a empresa Essência do Sabor e, gradativamente, foi se afastando da sala de aula e do serviço público para se dedicar integralmente ao negócio. A empresa que começou com seis funcio-

para 200 alunos interessados em aprender

nários, atualmente já tem quase 30 e uma

a arte de fazer manobras sobre rodas.

produção de quase 2 mil itens, entre pães,

Juliana decidiu alugar um terreno e construir a própria academia. “Ou eu comprava o terreno ou eu construía. Não tinha dinheiro para fazer as duas coisas”, lembra a empresária. A primeira sede da Escola Dancing Patinação foi inaugurada em 1996. Atu-

As histórias de superação são ponto de partida de quem já participou da premiação, que este ano completa uma década

planejamento, porém, foi fundamental para

menos de cinco anos já acumulava aulas

A procura pelas aulas aumentou tanto que

Capacitação

Não importa a área que você decide atuar:

doces e outros alimentos. A empresa ainda tem capacidade para servir eventos e oferece lanches e cafés coloniais com a maioria dos ingredientes de produção própria. “Eu queria abrir só um café a princípio, mas avaliando o mercado vi que a cidade precisava de um diferencial”, conta Marli.

almente, já são duas unidades, uma delas

O processo de mudança começou dois anos

dentro do Colégio Universitário, também

antes de ela abrir a empresa. Ela havia aca-

em Londrina. Ainda no segundo semestre

bado de terminar o mestrado e precisava

deste ano, Juliana vai concluir o sonho de

decidir se entrava no doutorado e seguia

ter uma sede própria, incluindo também o

a carreira acadêmica ou mudava o curso da

terreno. “Depois de 41 anos de dedicação

própria história. O sonho de abrir o próprio

à patinação, construir a sede da minha pró-

negócio falou mais alto. “Fiz vários cursos

pria escola é um sonho realizado.”

no Sebrae antes de decidir. O medo de tro-

35


e ainda assim estar fazendo bolachas para Foto: Aron Mello/Frezarin

vender e conseguir alguma renda. Ela e a mãe fizeram centenas de bolachas e partiram para a feira. O resultado? Não

Traçar metas e saber aonde se quer chegar é um passo fundamental para conquistar sucesso e reconhecimento

venderam nada. Nem por isso desistiram. Não queriam dar o braço a torcer e nem aceitar a provocação do pai, que não estimulava a iniciativa. Na volta para casa, foram batendo de porta em porta e venderam todas as bolachas. Começava aí a história de superação e sucesso que envolve a empresa Dona Izaura Alimentos. As dificuldades iniciais hoje são boas lembranças para Cristiane. “Nosso primeiro rótulo era datilografado. Só tinha a data de produção e de validade”, lembra. Com a profissionalização veio mais responsabilidade, a inclusão de informações nutricionais, a contratação de profissionais

car o certo pelo incerto era muito grande”,

e a necessidade de manter a qualidade das

das principais empresas alimentícias da ci-

primeiras bolachas produzidas com muito

dade. Mas como saber se está tomando a

amor na cozinha de casa ajudam a escrever

decisão correta?

a história de sucesso da empresária.

“É uma decisão particular que deve ser mui-

Atualmente, a Dona Izaura Alimentos tem

to embasada antes de ser tomada”, aconse-

capacidade para produzir duas toneladas

lha a empresária. Para ela, é fundamental

de bolachas por dia. A produção é de 500

avaliar o mercado, estudar a viabilidade do

mil unidades, mas Cristiane já vislumbra a

negócio e ter a visão de futuro. “É preciso

necessidade de crescimento. “Estamos fe-

encontrar a sintonia entre o que se gosta

chando negócios com grandes redes de dis-

de fazer e o que o mercado precisa”, diz

tribuição não só no Paraná como também

Marli, uma das finalistas da etapa estadual

em São Paulo”, comemora. Além de bola-

do Prêmio Mulher de Negócios na catego-

chas caseiras, a empresa também comercia-

ria Pequenos Negócios, em 2012. Para ela,

liza melados, açúcar mascavo, amendoins e

o Prêmio é um reconhecimento e faz com

casquinhas de Páscoa. “Tudo feito com o

que se tenha ainda mais responsabilidade

mesmo amor que começamos no começo

para seguir em frente. “Não só o Prêmio,

dos anos 2000”, salienta Cristiane.

gente avalie os nossos erros e acertos para continuar sendo um bom exemplo”, diz.

Superação

No ano passado, ela se inscreveu no Prêmio Mulher de Negócios contando a sua história. “Acho que podemos servir de exemplo para outras mulheres que, de repente, se veem sem perspectiva de trabalho. O fato

Depois de se formar em Administração, em

de não termos desistido na primeira difi-

1997, Cristiane Sphor, de Marechal Cândi-

culdade mostra a importância de superar

do Rondon, oeste do Paraná, estava com

os obstáculos, olhar o horizonte e fazer a

dificuldade em arrumar emprego. Foi caixa

coisa certa”, conclui.

de supermercado, fez estágio em banco e

36

tivas de trabalho, o aumento de produção

diz a atual empresária. O incerto virou uma

mas todo o processo seletivo faz com que a

Juliana Bicalho Sanches, empresária

que, como ela e a mãe, não tinham perspec-

chegou a montar uma floricultura, que não

Persistência e força de vontade

teve êxito comercial. “De repente, eu me vi

Não desistir nunca, aliás, é o lema da curi-

recém-formada, sem emprego e sem pers-

tibana Giane Marisa Borges, presidente da

pectiva”, conta. Decidiu então aceitar o con-

Associação Reciclar, de Araucária. Ela rece-

vite de um primo para participar de uma fei-

beu, em 2011, durante etapa estadual, o

ra de produtores rurais vendendo bolachas.

Prêmio Mulher de Negócios na categoria

Produziu na cozinha de casa, com a ajuda da

Negócios Coletivos e conta que até hoje o

mãe e sob o olhar reprovador do pai, que

Prêmio, que lhe rendeu bronze na etapa

reclamava da filha ter feito uma faculdade

nacional, no ano seguinte, tem repercussão


no seu trabalho com a reciclagem e no en-

“Com o tempo, fomos percebendo melho-

volvimento com a comunidade carente. Gia-

ra não só na renda, mas na qualidade de

ne é um exemplo para quem quer vencer.

vida dessas pessoas”, comemora Marie.

Há 15 anos, ela se viu em uma situação extrema de dificuldades financeiras. Viúva, não tinha como sustentar os seis filhos. “Bateu o desespero e eu comecei a vender latinhas para reciclar. Por causa das crianças, eu não tinha como trabalhar”, diz. Co-

Desde que começou, não só ela procura continuamente os cursos de qualificação do Sebrae/PR, como encaminha as mulheres associadas. “Nós temos que crescer juntas. Não adianta só uma pessoa se capacitar”, considera.

nheceu a Associação de Catadores de Re-

Vencedora estadual na categoria Negócios

ciclagem de Araucária e começou a dar os

Coletivos em 2012, Marie conta que, desde

passos que mudariam a sua vida.

que ganhou o Prêmio, o reconhecimento

A dedicação ao trabalho e a vontade de ajudar outras pessoas na mesma situação foram tantas que, em 2003, Giane foi convidada a coordenar a Associação e, em 2011, assumiu a presidência da instituição. “Você vê pessoas em situação até piores do que a sua. Isso muda o jeito de pensar.” Desde que começou a trabalhar com reciclagem, Giane promoveu uma série de mudanças na comunidade. Atualmente, por exemplo, os associados não precisam mais ir para as ruas. O convênio com empresas garantem que os resíduos sejam levados diretos para a associação. Os associados se encarregam da separação e podem ter uma renda que varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil. “Hoje, tem solução para tudo, é só a pessoa ter força de vontade”, ensina.

fez com que aumentasse também a procura pelos produtos da associação. O volume de vendas aumentou em 30% e até hoje ela é convidada para ministrar palestras sobre a experiência na associação. Para Marie, no entanto, ainda há muito trabalho a ser feito. “Nós ainda não temos sede própria, este é o meu sonho e tenho certeza que será realizado”, garante.

Traçando metas Quando venceu o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na Categoria Pequenos Negócios, na etapa estadual, em 2010, o que lhe rendeu também o troféu bronze na fase nacional, a empresária Marlene Galeazzi fez também uma retrospectiva de toda a sua carreira. “É difícil mensurar o que o Prêmio representou. Lembrei-me várias vezes da

Mudança transformadora

minha trajetória, desde que saí da minha

A força de vontade e a determinação tam-

até chegar aqui. Acho que esse Prêmio re-

bém foram o ponto de partida para que

velou toda a minha determinação. Eu era

a ex-professora de Educação Física Ma-

desafiada constantemente pelo fato de ser

rie Sakamoto Nishio, de Maringá, fizesse

mulher. Hoje, sabemos que as mulheres es-

uma verdadeira revolução não apenas na

tão em todos os segmentos e atuam com

sua vida, mas também na de dezenas de

muita competência”, diz.

famílias paranaenses. Formada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Educação Física, ela retornou para a cidade depois de mais de 20 anos fora, acompanhando a carreira do marido.

terra natal, passando por todos os desafios

A história de Marlene mostra que é possível mudar os planos sem desistir dos sonhos. Marlene sempre sonhou ser bancária, mais pela boa remuneração e estabilidade que o emprego representava, e foi com este ob-

Quando voltou para a cidade começou a

jetivo que saiu da cidade de Constantina,

trabalhar como voluntária. Fazia bordados,

no Rio Grande do Sul, para estudar em Pato

crochês, biscuits e outros artesanatos até

Branco, no sudoeste do Paraná. Cursou Ci-

conhecer mulheres de baixa renda que não

ências Contábeis e logo estava trabalhando

tinham perspectiva de trabalho. Passou

no extinto Banco Nacional, onde ficou por

a ensinar o ofício para muitas delas e em

oito anos.

2008 fundou a Associação de Artesanato Santo Antônio, em homenagem à paróquia que emprestava a sala para as mulheres trabalharem. Atualmente, a associação reúne mulheres de 15 famílias, não só produzindo e vendendo os objetos de artesana-

Sua cabeça é o seu sonho que deve estar lá no alto, mas o que vai fazer com que você o alcance, são seus pés e estes têm que estar no chão

Com o fechamento da empresa, depois de uma experiência que lhe rendeu alguns cargos de chefia em um ambiente dominado por funcionários homens, Marlene decidiu trabalhar na empresa do marido, a Galeazzi Auto Center.

to, como oferecendo capacitação para que

Ela assumiu a parte administrativa e partici-

essas mulheres aumentem a renda da casa.

pou ativamente do crescimento da empresa

37


As representantes do PR são destaque desde 2004, quando o então Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora foi lançado, passando a chamar-se Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em 2007.

2004

Joice Roncaglio, sócia da padaria Queijo e Cia, de Foz do Iguaçu, foi a vencedora da Região Sul na etapa nacional do Prêmio

2005

Artista plástica, Adriane Muller recebeu o Prêmio Nacional Mulher Empreendedora, na categoria Empresa, concorrendo com outras cinco finalistas regionais

2006 2007 2008

38

A empresária Sheila Chamecki Rigler, de Curitiba, proprietária da Par Ideal - Agência de Casamentos e Assessoria em Relações Humanas, recebeu o Prêmio, na categoria Empresa Individual pela Região Sul

Cleide Ferreira Mattos, presidente da Associação de Artesãs de Cidade Gaúcha, é uma das dez ganhadoras nacionais

Maria José do Nascimento, de Peabiru, vence a etapa estadual do Prêmio na categoria Micro e Pequena Empresa; e Maria Donizete Teixeira Alves, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Ponta Grossa e Região, na categoria Grupo de Produção Formal

2009

Maria José do Nascimento é ouro na etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

2009

Geni Theobald, de Toledo, vence estadualmente na categoria Negócios Coletivos, e Lilian Taques Fonseca Buzato, de Ponta Grossa, na categoria Empresária

2010

Na etapa nacional, Geni Theobald, presidente da Cooperativa de Mulheres Empreendedoras Sociais em Ação (Coopermesa), fica com troféu prata em sua categoria


Veja a trajetória destas paranaenses, vencedoras das etapas estaduais e nacionais.

2010

Marlene Galeazzi, de Pato Branco, e Lydia Fedrigo, de Londrina, têm reconhecimento estadual, nas categorias Pequenos Negócios e Negócios Coletivos respectivamente

2011

As paranaenses são destaque na premiação nacional: Lydia Fedrigo leva prata em sua categoria; Marlene Galeazzi, bronze

2011

Giane Marisa Borges, de Araucária, leva troféu estadual em Negócios Coletivos; e Juliana Bicalho Sanches, de Londrina, em Pequenos Negócios

2012

Pelo segundo ano consecutivo, Paraná é destaque: Juliana Sanches fica com prata e Giane Borges, com bronze

2012 2013 2013 2014

Soraya Aparecida Cerqueira Felipe, de Londrina, vence estadualmente na categoria Microempreendedora Individual; Marie Sakamoto Nishio, de Maringá, Negócios Coletivos; e Jocilene Colognese Pelizzer, de Francisco Beltrão, Pequenos Negócios

Dobradinha paranaense na etapa nacional, novamente Soraya Felipe leva prata na sua categoria e Jocilene Pelizzer, bronze

Na etapa Paraná, Luciane de Souza, de Floresta, é primeiro lugar estadual na categoria Pequenos Negócios; Raquel Aparecida da Cruz, de Campo Mourão, é reconhecida como Microempreendera Individual; e Francisca Nunes Alves, de Araruna, como Produtora Rural

A instrutora de circo Raquel Aparecida da Cruz leva bronze na etapa nacional, em reconhecimento a sua atuação na edição anterior

39


em uma área também dominada pela mão de obra masculina. A inovação constante e a qualidade no atendimento são marcas registradas na história da empresa e que Marlene faz questão de manter. Para isso, procura estar atualizada tanto no que diz respeito ao mercado como na gestão da empresa.

Quando se tem visão de futuro, planejamento e dedicação pelo trabalho, é possível transformar sonho em realidade

O Prêmio Mulher de Negócios é uma parceria entre o Sebrae, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

“Quando entrei na empresa, ela já existia

Trata-se de reconhecimento estadual e na-

há seis anos, tinha muitos clientes e uma

cional às mulheres que transformaram seus

marca bem conhecida na região sudoeste.

sonhos em realidade, e cuja vida é exemplo

Faltava profissionalizar a gestão e elabo-

para tantas outras mulheres que sonham

rar um planejamento estratégico. Naquela

ser empreendedoras.

época, estávamos em instalações precárias,

Para auxiliar na divulgação estadual, o Se-

isso motivou nossa primeira grande meta,

brae/PR conta com o apoio do Conselho Es-

que foi adquirir a sede própria. Consegui-

tadual da Mulher Empresária (CEME).

mos isso em menos de um ano. Em 1990, nos mudamos para o local onde a empresa funciona atualmente”, conta.

O consultor do Sebrae/PR, Lucas Hahn, coordenador estadual do Prêmio, salienta que o Mulher de Negócios reconhece o

Buscar diferencial competitivo também é

trabalho das mulheres que têm importan-

uma das questões que Marlene considera

te atuação na sociedade e fazem diferença

fundamental para o crescimento de um

no ambiente de trabalho. Ele explica que

negócio. “Não podemos parar no tempo,

a participação é gratuita e que as candida-

temos que incrementar nossa gama de pro-

tas podem concorrer às etapas estadual e

dutos e serviços, motivados e impulsionados, pelo mercado”, ensina. Para a empresária, traçar metas e saber aonde se quer

nacional, em três categorias: Microempreendedora Individual, Pequenos Negócios e Produtora Rural. Entre os critérios julgados para escolher as

quistar sucesso e reconhecimento.

vencedoras estão: superação da mulher;

Foto: Luiz Costa/La Imagen

chegar é um passo fundamental para con-

Giane Marisa Borges, empreendedora

40

Escrevendo a própria história


Foto: Foto Zanella

Prêmio reconhece o trabalho das mulheres que têm importante atuação na sociedade e fazem diferença no ambiente de trabalho

No que o Sebrae/PR pode ajudar O Sebrae/PR lançou na internet uma campanha para incentivar a participação de empreendedoras e empresárias paranaenses na décima edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. O objetivo é aumentar o número de inscrições no Paraná e, para isso, foi produzido um vídeo que explica, passo a passo, como funciona o processo de inscrição, que vai até o próximo dia 31 de julho. O material foi postado no Facebook, Twitter, Youtube e está disponível no Portal do Sebrae/PR. Para assistir ao link da campanha paranaense à nova edição do Prêmio, basta acessar o http://www.sebraepr. com.br/PortalInternet/Mulher-de-Negocios, as páginas do Sebrae/PR no Facebook (facebook. com.br/sebrae/pr) e no Twitter (twitter.com. br/sebrae_pr) e seu canal no Youtube (sebrae/ pr). Na campanha para a internet, as paranaen-

Marlene Galeazzi, empresária

ses são incentivadas pelo Sebrae/PR a produzir elas mesmas também um vídeo, contando

visão de futuro; ideias inovadoras; atua-

Além de preencher o formulário de ins-

suas histórias, seus desafios e superações. Os

ção democrática; participação ativa nos

crição, disponível no site do Prêmio, as

vídeos serão selecionados pelos consultores

negócios; ambiente agradável para quem

microempreendedoras, produtoras rurais

trabalha no seu negócio; relacionamentos

e empresárias paranaenses devem fazer

duradouros com os clientes; preocupação

uma redação, contando sua trajetória de

com o meio ambiente e a cultura; lições

empreendedorismo, com detalhes que

aprendidas; resultados obtidos; e contri-

ajudem os jurados a entender o diferencial

buição para o desenvolvimento de outras

de seus negócios.

empreendedoras “Para participar – e vencer – não precisa ter todos estes critérios, mas evidenciar algum deles em sua trajetória”, enfatiza o coordenador.

do Sebrae/PR que entrarão em contato com as empresárias para orientá-las a escrever suas histórias. O material pode ser algo bem simples, apenas com o relato da candidata. Apesar de todo o auxílio que o Sebrae/PR oferece, a redação fica a cargo das potenciais candidatas.

A redação é fundamental para o processo seletivo. Para auxiliar no processo, no próprio site de inscrição, existe um questionário composto por dez perguntas, com o objetivo

Interessadas em participar do Prêmio Mu-

de ajudar as potenciais candidatas a formular

lheres de Negócios Sebrae podem obter

seus textos. Ao responderem as questões,

mais informações no site www.mulherde-

elas produzirão, indiretamente, um esboço

negocios.sebrae.com.br. As inscrições vão

de suas redações, ressaltando os pontos que

até o dia 31 de julho de 2014.

serão considerados pelos jurados.

Saiba mais Quer saber mais, acesse o www.mulherdenegocios.sebrae.com.br.

41


Foto: La Imagen

Gestão

Eduardo Oliveira, Camila e Marcos, empresários

Gestão da

excelência Empresas que buscam competitividade encontram em modelo de gestão da excelência resultados para se destacar no mercado

Por Adriana de Cunto

42


mento Estratégico e o Sebrae Mais – Pro-

administrativa é um dos grandes desafios

grama Sebrae para Empresas Avançadas.

para as micro e pequenas empresas brasileiras. A missão é desafiadora porque envolve um grande trabalho de implementação de processos administrativos – diferencial que se traduz hoje em vantagem competitiva. A boa notícia é que os empresários não estão sozinhos nessa empreitada e o Sebrae/PR oferece programas de incentivo à qualidade e à inovação adequados para as empresas de pequeno porte. Para desenvolver esses processos, há um programa muito especial e completo, que é o Modelo de Excelência da Gestão (MEG), desenvolvido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Essa metodologia é utilizada como base para o desenvolvimento de um questionário de autoavaliação, a primeira etapa do MPE Brasil – Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas.

A Omega Design foi fundada em 1989 pelo pai de Eduardo para fabricação de portas e janelas de madeira. Em 2000, mudou para o ramo de móveis. Quando os filhos de juntaram ao pai na direção da empresa, um conflito de gerações surgiu e os proprietários decidiram buscar ajuda externa, por meio de consultorias e cursos no Sebrae/PR. “A gente evoluiu muito. A nossa empresa tinha uma gestão informal, familiar e agora temos uma administração profissional”, analisa. O trabalho começou com o diagnóstico e a identificação das áreas críticas e a realização de ações para solucionar os problemas mais graves. Foram adotadas mudanças no orçamento, descritos os cargos e salários, estabelecidos indicadores e metas, entre outras tarefas.

Ele surgiu para estimular a competitividade

Segundo Eduardo Oliveira, as mudanças fo-

e é um reconhecimento para os estabeleci-

ram físicas e comportamentais. A mais mar-

mentos que se destacam em seus segmen-

cante foi a redução de 60 para 31 funcioná-

tos e cuja atuação se torne exemplo. São

rios, ao mesmo tempo em que a produção

parceiros do Sebrae a FNQ, o Movimento

subiu 13%. A diminuição no quadro de

Brasil Competitivo (MBC) e a Gerdau.

empregados é resultado da terceirização

Embora a metodologia utilizada pelo MPE Brasil seja a mesma para todos os participantes, cada um tem seu próprio conceito de excelência. “É aquele pouquinho a mais que todo mundo precisa fazer para tudo dar certo”, comenta Eduardo Oliveira, um dos proprietários da Omega

das atividades de metalúrgica, estofaria e transporte. Era justamente o que Omega precisava para ganhar agilidade. “Foi o caminho que percorremos para buscar excelência”, resume. Hoje, a companhia passou do regime tributário Simples Nacional para o Lucro Real.

Design, indústria de móveis de São José

Eduardo Oliveira comenta que, na medida

dos Pinhais, na Região Metropolitana de

em que os processos eram implantados,

Curitiba, especializada no mercado corpo-

mudava também a cartela de clientes da

rativo e educacional.

fábrica, que passou a atender empresas

Em 2014, pela primeira vez, Eduardo Oliveira participará do MPE Brasil. Há dois anos,

bram pontualidade e organização. Toda essa transformação incentivou pai e

Omega entregou o Questionário de Auto-

filhos a investirem no lançamento de uma

avaliação para Eduardo Oliveira e disse que

nova linha para educação infantil (carteira,

quando ele conseguisse responder as 36

cadeira e móveis de apoio) fabricada em

perguntas, já teria alcançado um nível de

conformidade com a Associação Brasilei-

excelência e poderia concorrer ao Prêmio.

ra de Normas Técnicas (ABNT). A novidade

critério de avaliação é minucioso”, reco-

Eficiência é processo para se chegar à eficácia em que empresários, funcionários, fornecedores, clientes e sociedade ganham

maiores e com perfil mais exigente, que co-

o consultor do Sebrae/PR que atendia a

“Foi muito duro, o caminho é extenso e o

Capacitação

Atingir um nível de excelência na gestão

será apresentada na Feira Educar 2014, que acontecerá em maio, na cidade de São Paulo.

nhece o rapaz, que divide com o pai, Mar-

Com a terceirização do transporte, a Ome-

cos Oliveira, e a irmã, Camila, a direção da

ga pode fazer agora o que seria impossível

indústria. A busca pela excelência começou

há alguns anos: enquanto os produtos se-

em 2012 com a participação de dois progra-

guem de caminhão para clientes do Pará,

mas, o In Company e o Sebraetec – Serviços

Pernambuco e Rio de Janeiro, os montado-

de Inovação e Tecnologia. “O Sebrae foi

res viajam para o mesmo destino de avião.

empurrando a gente para o profissionalis-

“Eu não vejo outro caminho para a empresa

mo”, brinca. Mas ele já tinha participado de

crescer, a não ser a eficiência. Sorte não

outros treinamentos, entre eles, Planeja-

existe. É preciso trabalho e dedicação.”

43


Foto: Andrea David/Pauta Comunicação

Inauguração do Espaço Lumini, com Roni Temp e sua esposa Quem chegou lá Enquanto Eduardo Oliveira trilha seu caminho rumo ao MPE Brasil, ele pode se espelhar na experiência de gente que já foi premiada. É o caso de Roni Carlos Temp, sócio-proprietário da Enerluz, de Foz do Iguaçu, primeira vencedora do Paraná (na época, o Prêmio se chamava Sucesso Empresarial). Gaúcho de Sobradinho, o enge-

Os empresários devem permanecer antenados, lendo jornais e revistas, vendo o que os concorrentes fazem e observando o que o mercado pede

44

nheiro elétrico chegou a Cascavel em 1987, onde iniciou a Enerluz junto com a esposa. Em uma sala da casa onde moravam, o casal

Desde que abriu as portas da Enerluz, o empresário não parou de estudar e não perdeu as chances de submeter a empresa a avaliações externas. Foi buscando um olhar de consultores profissionais que Roni Temp participou pela primeira vez do Sucesso Empresarial. “O Prêmio era uma coisa nova, não tinha nem ideia do que era, a gente só queria ter uma análise externa superconfiável e ver se a nossa empresa estava no caminho certo. Na época, havia mais de 200 empresas concorrendo”, recorda.

trabalhava na área de projetos e execução

Quando diz “caminho certo”, Roni Temp se

de obras elétricas. Depois, em 1993, eles

refere aos processos que acabava de implan-

se mudaram para Foz do Iguaçu, passando

tar na Enerluz, que foi o seu objeto de estudo

a atuar também no comércio varejista de

durante todo o curso de MBA em Administra-

materiais elétricos.

ção. “Usei a nossa própria empresa para fazer

Além de campeão regional nos prêmios Sucesso Empresarial em 2004 e 2007, Roni Temp foi a Brasília, em 2005, para receber das mãos do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o Prêmio

o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Conforme os módulos, eu ia aplicando na empresa, junto com os colegas que faziam parte do meu grupo de trabalho, as metodologias de administração moderna”, conta.

Destaque Nacional de Qualidade – pro-

Mas o MBA não foi a primeira experiência

moção do Brasil Competitivo e da Gerdau.

dele com programas de qualidade. Antes,

Em 2006, levou o troféu de Referência do

em 1999, começou a procurar o Sebrae/PR

Comércio de Foz do Iguaçu no Programa

para cursos, como o programa D’Olho na

Varejo Mais, parceria do Sebrae/PR e do

Qualidade: 5S para os pequenos negócios.

Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, para

Naquele ano também partiu para a conquis-

tornar o comércio varejista mais competi-

ta da ISO 9000. Ele lembra que depois da

tivo. Em 2008, foi a vez de Jorge Gerdau

ISO 9000, a empresa ficou muito organizada

entregar a Roni Temp mais um Destaque

e sistematizada, o que não era tão comum,

Nacional de Qualidade.

naquela época, para as pequenas firmas.


Ao terminar o MBA, em 2003, estava com

os processos e cronograma de treinamento

o plano de negócios da empresa totalmen-

para os colaboradores.

te atualizado. “Quando eu fui responder o questionário (autoavaliação do MPE) sobre o que a nossa empresa fazia, eu acabei tendo uma pontuação muito alta. Os consultores vieram ver se era verdade o que a gente tinha respondido e ficamos muito bem classificados”, afirma. O resultado, todo mundo conhece: primeiro lugar estadual.

Além disso, foi instalado um software que permite ao empresário ter uma visão mais ampla do empreendimento, com relatórios referentes ao número de suítes que cada camareira arrumou, por exemplo. “Por meio disso, conseguimos estipular uma remuneração extra para as camareiras que tiveram melhor desempenho, valorizando

“Quando é possível, eu participo desse tipo

a meritocracia dentro da empresa”, pon-

de evento (concurso e prêmios) para ter a

tua. Também buscou-se um diferencial com

empresa avaliada. Nas duas vezes que parti-

relação aos demais estabelecimentos do

cipamos (do MPE Brasil), tivemos todo esse diagnóstico de forma gratuita. É uma avaliação profissional e sem contestação. Quando é o Sebrae, o IBPQ, a Gerdau, você fica tranquilo e exibe o troféu com muito orgulho”, comemora. “E quando vem o resultado da avaliação, a gente fica mais tranquilo por saber que estamos seguindo as práticas modernas mundiais de administração.” Para Roni Temp, é preciso buscar apoio de instituições qualificadas: “Hoje tem muita informação, cursos, treinamento. Mas eu vejo que poucas empresas do tamanho da nossa têm essa preocupação. Eles ficam resolvendo problemas do dia a dia e não enxergam, a longo prazo, o futuro da sua empresa. Está difícil de se manter no mercado, se você não fizer algo diferenciado”.

ramo no quesito decoração. “Passamos a oferecer suítes temáticas, com decoração moderna. Foi a maneira que encontramos para fugir do convencional. Os clientes encontram ambientes comtemporâneos e passam a ter a sensação de estar em am-

Pesquisa de satisfação sobre edição 2012 do MPE Brasil no Paraná mostra que a maioria das empresas candidatas daquele ano teve mais lucro

bientes únicos”, finaliza.

Dados relevantes A Tecnospeed Tecnologia da Informação, de Maringá, venceu a etapa estadual da última edição do MPE Brasil em duas categorias: Serviços de Tecnologia da Informação e Destaque em Inovação. Rodrigo Palhano, diretor técnico da Tecnospeed, representou a empresa na premiação, realizada em Curitiba, e, para ele, participar do Prêmio significou um grande incentivo para a bus-

O empresário de Ponta Grossa, Rodrigo Baron Martins, proprietário e administrador do Motel Opium, é um exemplo de que investiu e ainda investe em excelência de gestão. Ele já foi finalista por duas vezes

Foto: Aron Mello/Frezarin

Produto melhor

consecutivas ao MPE Brasil, sendo a primeira vez em 2012 e a segunda no ano seguinte. Ele conta que a empresa foi fundada há 15 anos e que sentia a necessidade de investir em excelência e oferecer um produto melhor aos seus clientes. “O meu ramo de atividade é relativamente novo no Brasil. Quando busquei melhorias não havia casos de sucesso que poderiam me basear”, conta. Foi então que o empresário buscou, com o auxílio do Sebrae/PR, ferramentas de gestão que pudessem ser implantadas no motel. “Implantamos metas e indicadores para vários serviços que temos no estabelecimento, como lavanderia, manutenção, governança, restaurante e venda de produtos”, acrescenta. Visando padronizar os serviços prestados, a

Lucia Maria Francovig Piazzalunga e Breno Francovig Rachid, empresários

empresa implementou manuais para todos

45


anos 1980, sendo dirigida por cerca de 20 anos por Ronaldo Piazzalunga. Hoje, estão à frente dos negócios Lúcia, pós-graduada em Gestão Industrial, e o sobrinho dela, o engenheiro-agrônomo Breno Francovig Rachid. A empresa nasceu inovando, pois nos priFoto: Rodrigo Czekalski/La Imagen

meiros anos de vida lançou o primeiro Crioscópio Eletrônico nacional, usado para detectar a quantidade de água adicionada no leite, por fraude. Lúcia lembra que buscando competitividade, as transformações foram muitas nestes mais de 30 anos de empresa. “A experiência não é fácil e você não faz de um dia para a noite”, comenta. Entre as mudanças administrativas, houve a terceirização de algumas etapas da produção. Hoje, apenas a finalização dos produtos é feita na sede da empresa, onde trabalham 18 pessoas.

Onde está o diferencial? Rodrigo Baron Martins, empresário ca de melhorias em gestão. “Sem dúvidas, as duas premiações conquistadas vêm a

soluções para os clientes, é o grande diferencial da sua empresa. “Não é só fazer a venda buscando o lucro. A gente trabalha

forço e dedicação de toda a Tecnospeed,

de forma diferenciada e inovadora. O lucro

que tem como missão reduzir o esforço de

é uma consequência do trabalho”, ensina.

desenvolvimento de software. Fico muito

A busca incansável pela qualidade e pelo

estamos no caminho certo”, disse à época.

conhecimento pode ser o segredo do sucesso do dirigente da Enerluz, que hoje

Rodrigo Palhano conta que, em 2009, a Tec-

ocupa a cadeira de presidente da Associa-

nospeed participou pela primeira vez do

ção Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu

MPE Brasil e, em 2012, chegou a ser finalista

(ACIFI). São muitos cursos, tanto presencial

da etapa estadual. Nos processos de avalia-

quanto online. “Não sai nada no Sebrae que

ção, a empresa recebeu relatórios que abri-

a gente não fique sabendo. Procuro sem-

ram os olhos dos gestores. “Desde então,

pre estar atualizado. Cada vez que sai um

buscamos orientações do Sebrae/PR para

programa novo, a gente está se reciclando,

implementar as melhorias necessárias. So-

reinventando, se motivando novamente.

mos formados em Ciência da Computação

Para ter qualidade em gestão, você não

e pouco sabíamos sobre gestão. O auxílio

pode parar nunca”, aconselha.

recebido foi determinante para atingirmos maturidade em tão pouco tempo.”

E por falar em reinvenção, com a ajuda do Sebraetec, a Enerluz está mudando o site

Excelência em gestão

da loja para estrear em breve no e-com-

Lucia Maria Francovig Piazzalunga, sócia da

com o desenvolvimento e fabricação de

PZL Indústria Eletrônica Ltda., de Londrina, no norte do Paraná, também credita a vitória da etapa estadual do MPE Brasil de 2010 (categoria Indústria) a um trabalho sério na implantação das etapas de uma gestão baseada em excelência. “Estamos sempre em dia com os nossos processos”, resume.

46

um serviço de qualidade, que busca trazer

coroar um ano de muita batalha, muito es-

feliz, porque esse é mais um sinal de que

Quando vem uma crise, empresário preparado não diz que a crise quebrou a empresa, mas que a crise está aí e a empresa terá que sobreviver

Na opinião de Roni Temp, a prestação de

merce. A proposta é abrir novos mercados produtos eletroeletrônicos. “Vamos atender o Brasil inteiro. Não com o nosso material elétrico convencional, mas agregando novos produtos”, explica. Para tanto, o departamento de engenharia da empresa cresceu de um engenheiro (o proprietário) para sete (incluindo o filho de Roni Temp,

O Sebraetec foi um grande parceiro no de-

recém-formado em Engenharia Elétrica).

senvolvimento de produtos da área médica

O quadro de funcionários conta com 31

e de laticínios. A PZL nasceu no início dos

colaboradores.


Enquanto o novo site não entra em funcio-

você ir buscar apoio, pela missão que o

namento, a área de abrangência da Enerluz

Sebrae tem de ajudar no desenvolvimento

fica restrita ao extremo-oeste do Paraná.

das empresas. Outra dica é que empresário

Mas o e-commerce promete quebrar as bar-

não pare nunca de inovar e de competir no

reiras geográficas.

mercado com qualificação melhor”, revela

O departamento de desenvolvimento de

Roni Temp.

produtos da Enerluz trabalha a partir das

Lúcia Piazzalunga aconselha os empreen-

necessidades dos clientes. Dois produtos es-

dedores a buscarem cada vez mais infor-

tão em fase de experimentação, atendendo

mação, permanecendo antenados, lendo

solicitação de empresários de Foz do Iguaçu.

jornais e revistas, vendo o que os concor-

O primeiro é um equipamento que testa o

rentes estão fazendo e observando o que o

funcionamento de cercas elétricas, evitando

mercado está pedindo.

que invasores fraudem o sistema do mecanismo de segurança. O segundo é uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pequenos animais. “No Brasil praticamente não existe, é só importado”, comenta. “Com a divulgação de que temos esse novo departamento, algumas pessoas têm buscado aqui as soluções do que eles precisam”, constata.

Vocação empreendedora O MPE Brasil reconhece aqueles empresários que trabalham com modelo de gestão eficaz. A iniciativa começou há dez anos no Rio Grande do Sul, incentivada pelo empresário Jorge Gerdau. Depois, a companhia gaúcha firmou parceria com o Sebrae, o

Para quem está iniciando a trajetória em

Movimento Brasil Competitivo e a Fun-

busca da excelência, Roni Temp e Lúcia

dação Nacional da Qualidade (FNQ) para

Piazzalunga contribuem com alguns conse-

levar a competição a um estágio nacional.

lhos. “A dica é que os empresários não se

“A FNQ tem o Modelo de Excelência em

acomodem, que busquem apoio, principal-

Gestão (MEG), um dos mais completos do

mente do Sebrae/PR. Eu sou suspeito em

mundo”, lembra o coordenador estadual do

falar, mas é um dos melhores locais para

Prêmio, Edison Charavara, do Sebrae/PR.

O MEG tem 11 fundamentos, que são conceitos reconhecidos mundialmente, encontrados em empresas que já atingiram patamares de excelência

Critérios de Avaliação do MEG

1 Informações e conhecimentos

5 Pessoas

2

3

4

Clientes

Liderança

Sociedade

6

7

8

Estratégias e Planos

Processos

Resultados

Fonte: MPE Brasil 47


Esta metodologia, diz ele, começou a ser

Fundamentos do MEG

1 2 3 4

Pensamento Sistêmico

6 7

desenvolvida há cerca de 20 anos e se baseou em três principais modelos internacionais. “A FNQ olhou para os modelos norte-americano, europeu e japonês e os

Visão de Futuro

adequou para Brasil. Hoje, o mundo vem a conhecer o MEG”, afirma Charavara. Ele ainda frisa que as empresas que adotam a metodologia utilizam um modelo de competitividade mundialmente reconhecido. O MPE Brasil é o reconhecimento das boas práticas de gestão e os vencedores ganham uma missão técnica nacional para conhecer

Geração de Valor

empresas de grande porte que já participaram de modelos de excelência. Nessa visita, o grupo pode obter novos conhecimentos de como melhorar ainda mais os negócios. Edison Charavara comenta que, ao observar os vencedores do MPE Brasil, é fácil identi-

Aprendizado Organizacional

Cultura de Inovação

8 9

ficar neles as características comportamentais empreendedoras. “A gente nota que as pessoas que são empreendedoras realmente têm um processo evolutivo de gestão

Valorização das Pessoas

muito mais rápido que os outros. Elas têm mente aberta para implantação de novos controles, visão sistêmica de mercado e não atribuem as dificuldades da empresa para os outros e sim para elas mesmas. Por exemplo, quando vem uma crise, não dizem que a crise quebrou a empresa. A pessoa que é empreendedora e está com um modelo de

Conhecimento Sobre o Cliente e o Mercado

gestão vai dizer que a crise está aí e a empresa terá que sobreviver a ela”, exemplifica. Edison Charavara completa: “O empresário tem o que chamamos de lócus de controle interno” – são aquelas pessoas que se sentem mais no comando da própria vida e buscam os resultados por meio de suas aptidões, es-

Liderança e Constância de Propósitos

10

forços e habilidades. Nem todos nascem com a habilidade empreendedora, mas é possível desenvolvê-la.

Desenvolvimento de Parcerias

O consultor do Sebrae/PR cita outras características dos finalistas e vencedores do Prêmio. “Eles são bastante antenados, geralmente começaram do zero e hoje têm uma empresa destacada. São lideranças locais. Eles querem lucro, mas sabem que o lucro está atrelado diretamente com a sa-

5

Orientação por Processos e Informações

11

tisfação do cliente e trabalham muito para que o cliente fique contente”, ressalta. Dificilmente um empresário ganha o MPE Bra-

Responsabilidade Social

sil na primeira vez que concorre. Geralmente, levam-se dois ou três ciclos competindo e a persistência acaba fazendo a diferença. Uma constatação importante: pesquisa de satisfação e impacto sobre a edição 2012 do MPE Brasil no Paraná mostrou que a maioria

Fonte: MPE Brasil 48


das empresas candidatas daquele ano teve

cados. Um novo ciclo iniciou em 7 de abril

o lucro aumentado depois que iniciaram o

de 2014. As empresas inscritas em uma das

processo de candidatura ao Prêmio. Perce-

categorias poderão se candidatar também

beram uma melhoria no desempenho/fatu-

a dois destaques: Inovação e Boas Práticas

ramento dos negócios através dos conheci-

de Responsabilidade Social.

mentos obtidos durante as avaliações 47% dos participantes. Não responderam essa questão 31,3% e disseram que não houve melhorias 21,7% dos entrevistados. O estudo ouviu 166 empresários no Paraná.

O MEG tem como base os 11 Fundamentos da Excelência em Gestão, que são conceitos reconhecidos mundialmente, encontrados em empresas que já atingiram patamares de excelência ou que caminham nessa di-

Edison Charavara explica que todas as eta-

reção. E são oito critérios de avaliação que

pas do MPE oferecem um grande aprendi-

simbolizam a visão sistêmica da companhia

zado para os gestores. Na fase da inscrição,

(ver infográficos nesta matéria).

36 questões abordam os departamentos da empresa. Quando completa sua candida-

Empresa modelo

tura, na inscrição via e-mail, o empresário

Em Francisco Beltrão, no sudoeste do Estado,

receberá automaticamente uma devolutiva dizendo quais pontos a companhia precisa melhorar. É um diagnóstico gratuito, que custaria entre R$ 800 a R$ 1.000 em uma instituição particular, comenta o consultor.

a Megasult é um modelo de empresa, quando relacionada ao sistema organizacional, compartilhamento de informações e conhecimento entre colaboradores, com processos claros e definidos de acordo com práticas

Depois de finalizada a etapa de inscrições, o

adequadas do MEG. Com 18 anos de merca-

Sebrae e o Movimento Paraná Competitivo

do, a Megasult venceu em 2010 o MPE Brasil

(MPC) analisam e pontuam os relatórios. Os

nas etapas regional, estadual e, em 2011, foi

melhores classificados seguem para uma ou-

destaque nacional levando também o troféu

tra fase em que especialistas no MEG vão até

de melhor na categoria de Serviços.

a empresa para uma visita mais detalhada, de

Com 18 anos de mercado e cerca de 90 co-

cerca de quatro horas de duração. “Os avaliadores não podem fazer comentários. Mas

áreas de contabilidade fiscal e tributária, consultoria gerencial e custos, auditoria e

empresário já vai percebendo os pontos que

perícia; softwares de gestão e registro de

precisam melhorar. Já é outro grande ganho

marcas e patentes. Sérgio Capra, um dos

para os participantes”, lembra Charavara.

diretores da Megasult, destaca que o MPE

Depois, os avaliadores elaboram um rela-

Brasil fortaleceu a gestão e a experiência

nóstico é uma autopercepção. No segundo relatório, o empresário vai receber uma

“Para atingir excelência, tem que ser eficiente e eficaz. É conseguir o que eu quero de forma mais fácil”, ensina. O modelo de aplicação de excelência em gestão não é fácil, ele é trabalhoso. “Mas depois, se consegue uma visão sistêmica, os processos ficam claros e o empresário tem mais domínio sobre eles”, acredita Edison Charavara, do Sebrae/PR. (Colaboraram nesta reportagem os jornalistas Adriano Oltramari e Patrícia Biazetto)

laboradores, a empresa oferta serviços nas

só pelo tipo de perguntas que eles fazem, o

tório e nova pontuação “O primeiro diag-

este mês. Mas para eu atingir isso, posso ter feito com que meus funcionários tenham trabalhado 24 horas, posso ter pedido para a minha mãe comprar 500 peças. Eu fui eficaz porque consegui vender as mil peças de roupas. Mas nem sempre fui eficiente”, exemplifica. O consultor lembra que a eficiência é o processo para chegar na eficácia, reduzindo custos, utilizando um processo sistêmico em que empresários, funcionários, fornecedores, clientes e sociedade ganham.

No que o Sebrae/PR pode ajudar

do empreendimento, o que trouxe mais competitividade para os negócios. “Nossa participação no MPE Brasil teve como prin-

A fim de proporcionar boas experiências em gestão, o Sebrae trabalha em várias linhas,

cipais avanços a melhoria do clima organi-

com cursos, oficinas e palestras. Para as mi-

zacional e também do atendimento aos

croempresas, a entidade oferece o Programa

nossos clientes e implantamos o sistema

NaMedida. No caso das pequenas empresas,

É uma chance dos candidatos aprenderem

de indicadores para orientar decisões.”

o mais indicado é o Sebrae Mais – Programa

com os acertos e erros cometidos, iniciar

Capra adianta que a premiação foi um estí-

novamente o planejamento, recomeçando

mulo para a Megasult continuar investindo

um novo ciclo. As melhores pontuadas se-

em qualidade. “Sentimos os colaboradores

guem para outra banca de avaliação, que

mais motivados e clientes mais satisfeitos.

verifica se há condição de ganhar em nível

Uma melhor organização do processo e da

estadual. Os vencedores estaduais partem

gestão melhora o ambiente de trabalho e o

para concorrer, então, à etapa nacional.

resultado do serviço no cliente. As empre-

avaliação com olhar técnico. Se ele trabalhar todos os pontos fracos, pode ter certeza que a empresa terá destaque”, revela.

Podem participar empresários de micro e pequenas empresas. Em 2013, o MPE Brasil – Etapa Paraná recebeu 6.300 inscrições. Para este ano, a meta dos organizadores paranaenses é 6.800 inscrições em oito ca-

Sebrae para Empresas Avançadas. Procure a entidade no endereço mais próximo ou ligue para 0800 570 0800.

Saiba mais

sas devem, com certeza, participar do prêmio, pois mesmo que não vençam, agregam conhecimento e experiência”, completa.

Eficiência e eficácia

tegorias: Agronegócio, Comércio, Indústria,

Uma empresa competitiva tem processos efi-

Serviços de Educação, Serviços de Saúde,

cientes e eficazes, diz Edison Charavara. Ele

Serviços de Tecnologia da Informação, Ser-

lembra que a eficácia significa atingir um pro-

viços de Turismo e Serviços Não Especifi-

pósito. “Eu quero vender mil peças de roupas

Acesse as publicações da FNQ, como revistas, artigos e livros, por meio deste endereço eletrônico: www.fnq.org.br/informe-se/publicacoes. E não se esqueça: as inscrições para o MPE Brasil já estão abertas!

49


Transparência

Quem não se

comunica... Desenvolver uma boa comunicação dentro e fora da empresa é fundamental para o sucesso de um empreendimento

Por Katia Michelle Bezerra

50


contratar para fazer esse trabalho. A profis-

reiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha (1917-

sionalização é essencial.”

1988), um dos mais importantes comunicadores das últimas décadas no Brasil, já propagava a ideia: “quem não se comunica, se trumbica”. Popular, ele se valia da expressão para reforçar a importância de saber o que, quando e como se comunicar e usava métodos pouco ortodoxos para divulgar produtos e informações. Fundamental, para Chacrinha, era dialogar com o público-

Dividido em dois módulos, o curso inicia com a parte teórica, abordando os principais recursos de comunicação interna e externa, desde jornal mural, até e-mail marketing e redes sociais. Em seguida, os empreendedores são convidados a fazer uma divulgação interna e externa de uma empresa fictícia. “Esse exercício faz com

-alvo e tornar a marca conhecida.

que o empreendedor entenda o valor da

Isso porque, já naquela época a comuni-

trar um profissional com visão estratégica

cação era imprescindível para o sucesso de um negócio. Atualmente, em uma era de comunicação rápida, acesso irrestrito à informação e mídias sociais vigentes, essa máxima vale ainda mais. Ou seja, quem não se comunica muito bem, pode se preparar para sair, literalmente, perdendo. Cabe ao empreendedor procurar soluções eficazes para manter um excelente diálogo desde o início da relação comercial – ou seja, internamente, - até chegar ao público final. E não pode haver desculpas. Com criatividade e conhecimento, todo mundo consegue encontrar boas soluções de comunicação e encontrar um bom profissional para prestar serviço ou mesmo consultoria

Tendência

Mesmo na era pré-internet, o Velho Guer-

comunicação e esteja gabaritado a encondo seu negócio”, reforça Beth Matias, salientando que a comunicação, quando bem realizada, agrega valor e fortalece a marca.

Quem tem boca vai a Roma Outro ditado envolvendo a importância da comunicação que se tornou popular ao longo dos séculos é “Quem tem boca vaia Roma”. Muita gente diz “Quem tem boca

A pequena empresa pode testar, pode fazer reuniões, jornais murais e usar outras alternativas que não dependam de tanto investimento

vai a Roma”, mas historiadores garantem que o correto é a primeira versão, que tem origem política. Independente da pronúncia, porém, o ditado significa que quem pergunta, fala, se comunica, chega certamente aos destinos mais longes.

Atenta a esse nicho de mercado, a jornalista Elisabeth Matias, diretora de Conteúdo da Lineup Comunicação, em São Paulo, criou um curso que ensina empreendedores a utilizar as principais ferramentas de

Foto: Vinicius Fonseca

sobre o tema.

comunicação a favor do negócio. “O empreendedor é criativo e sabe da necessidade da comunicação. No entanto, ele vai deixando o tema de lado sem perceber que a comunicação é uma grande ferramenta de compra e venda”, diz a jornalista. Ela já trabalhou em diversos veículos de comunicação nacionais e também prestou serviço de assessoria de imprensa até perceber que os pequenos e médios empreendedores têm certo receio em profissionalizar a comunicação. “Apesar de saber da importância de um bom diálogo com os funcionários e com o cliente, o investimento é sempre adiado”, assinala a jornalista. Por isso, Beth Matias desenvolveu um curso inédito que explica a empresários conceitos básicos que envolvem a eficácia da comunicação. “De maneira nenhuma o curso substitui a contratação de um profissional, mas é uma ferramenta que o empresário

Elisabeth Matias, jornalista e empresária

pode ter para saber quem, como e quando

51


Mas o que é notícia? O que precisa ser comunicado? Quando esse diálogo começa? O que é imprescindível que o funcionário saiba na hora de atender ao cliente? O que o cliente deve saber sobre a empresa? Todas essas questões precisam ser analisadas caso a caso e dependem muito do negócio e do mercado. Uma coisa é certa, na opinião da jornalista que desenvolveu o curso para

Um café da manhã mensal com funcionários e um vídeo de boas-vindas para os novos colaboradores são ferramentas de comunicação eficazes

tratar dos princípios básicos da boa comunicação: “a transparência é fundamental”. Por isso, a comunicação deve começar internamente. Uma boa forma de se começar é uma reunião periódica com funcionários, mesmo que eles sejam em número reduzido. É o funcionário que está lidando diariamente com o cliente, então ele deve estar a par do que acontece e precisa ser revelado. Ele precisa comunicar, para o cliente, os valores da empresa, desde a sua própria imagem. O interessante, na opinião de Beth Matias, é que são justamente as pequenas empresas que têm potencial para inovar na comunicação. “Uma grande empresa precisa de processos e tem protocolos que não permitem uma comunicação tão rápida e ágil como deve ser”, destaca a jornalista. A pequena empresa pode testar. Pode fazer reuniões, jornais murais e outras ferramen-

Foto: La Imagen

tas de comunicação que não dependem de

tanto investimento nem de tantos processos de aprovação. “É importante que o empresário saiba quais são as ferramentas de comunicação que melhor se adaptam à sua empresa”, explica. Beth Matias já ministrou cursos para duas turmas e novas turmas já se formaram para os cursos deste ano. “Também realizamos o curso em associações e em entidades de classe interessadas em qualquer parte do País, inclusive no Paraná, com descontos especiais. As turmas variam de seis a 12 pessoas. Podem acontecer às sextas, sábados e domingos (eventualmente) porque sabemos que os empresários normalmente não têm tempo para sair dos seus negócios”, conta. A formatação do curso foi baseada na experiência que os facilitadores tiveram com micro e pequenas empresas durante mais de dez anos trabalhando para o Sebrae. Além da importância e das principais formas de comunicação, durante o curso, são ensinadas também algumas técnicas de gestão de crise e assessoria de imprensa. “Desenvolvemos uma apostila especial para o curso e, ao final, o participante recebe um certificado. O empresário também preenche um formulário (diagnóstico express) sobre algumas informações da comunicação em sua empresa”, explica a jornalista. Cada participante recebe depois, por e-mail, um diagnóstico sobre os pontos fortes e fracos da sua comunicação, baseado nas informações fornecidas.

Caiu na rede Há dez anos, quando inaugurou o que seria o mais antigo hostel (pousada dedicada a viajantes, com preço mais acessível) de Curitiba, o Roma Hostel, a empresária Francielle Zuffo escolheu uma dos principais canais para dialogar com o público do seu negócio: a internet. Credenciado à Hostelling Internacional, a maior rede de hospedagem do mundo, não foi difícil tornar o empreendimento conhecido, já que a rede tem uma considerável estratégia de divulgação. No entanto, só estar em um canal de comunicação, não é suficiente para manter o negócio, conforme afirma a empresária.

Francielle Zuffo, empresária

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Investir em qualidade e apostar na divulgação “boca a boca” reflete em bons resultados, principalmente porque os viajantes que passam pelo hostel falam sobre o local na própria internet, que se tornou um dos meios mais eficazes de comunicação para


Confira as dicas elaboradas por Beth Matias, para uma boa comunicação. Como se comunicar bem com o seu público

1

Defina o perfil do público com quem você quer se comunicar. Muitas vezes, em um cabeleireiro, por exemplo, não só a mulher é o seu cliente, mas o marido e os filhos também. Podem ser também os funcionários de outras empresas.

2

Busque informações sobre as necessidades deste público. Se for consumidor: o que ele gosta, onde trabalha. Se for outra empresa, por que ela compra de você e não do concorrente?

3

Organize um cadastro simples para que seu público possa preencher rapidamente. Com isso, você cria um cadastro de relacionamento.

4

Com estas informações, você pode definir uma plataforma: pequeno informativo impresso, uma newsletter (eletrônica), redes sociais, um evento mensal com seus principais clientes.

5

Selecione informações interessantes. Jamais utilize qualquer uma plataforma apenas para falar bem da sua empresa.

Como se comunicar bem com seus funcionários

3

Não permita que “a rádio-peão” navegue solta por sua empresa. Comunicados importantes devem ser feitos pessoalmente e a todos ao mesmo tempo.

1 4

Pense não em funcionários, mas colaboradores que precisam ser bem tratados.

Utilize ferramentas de comunicação interessantes ou interativas, como um café da manhã mensal com seus funcionários, um vídeo de boas-vindas para os novos funcionários.

2

Deixe sua sala por alguns minutos durante o dia para conviver com seus funcionários. O chefe (dono) incomunicável, muitas vezes, é o último a saber dos problemas

5

Capacite constantemente seus funcionários para que atendam bem clientes e fornecedores. Um mau atendimento derruba toda a sua comunicação externa.

53


Foto: Studio Alfa

Como uma empresa pode utilizar as mídias sociais para vender mais

1

Fabio Fole, empresário alguns empreendimentos. Francielle conta que optou por não ter assessoria de imprensa, mas que decidiu investir na internet como aliada e ampliar os recursos de comunicação.

Cabe ao empreendedor procurar soluções para manter diálogo desde o início da relação comercial até chegar ao público final

Pensando no seu público-alvo, ela participou do Sebraetec - Serviços de Inovação e Tecnologia, do Sebrae, para buscar mecanismos para melhorar o site, seu principal canal de comunicação. “Investimos em boas fotos, contratamos profissionais para alimentar as redes sociais e firmamos novas parcerias”, conta Francielle. “Nosso cliente está na internet. Um fala para o outro, mas se não investirmos numa boa comunicação na rede, acabamos ficando para trás”, acredita. A empresária salienta que é preciso profissionalizar a gestão da comunicação virtual. “Hoje é inconcebível você demorar um ou dois dias para responder um e-mail. É preciso ser ágil para não perder o cliente”, observa a empresária, que também deixou a gestão do Facebook do hostel, a cargo de uma empresa especializada. Para se comunicar com seus clientes, ela usa a rede social, o whatsapp (aplicativo de troca de mensagens) e também montou, com a reestruturação do site, um blog com notícias e dicas variadas, principalmente envolvendo a cidade de Curitiba. Assim, os clientes ficam sabendo quando tem uma programação importante na cidade e podem optar pelo Hostel Roma como hospedagem.

Olho no olho Chacrinha, citado no início desta matéria, tinha métodos bem originais para divulgar e vender produtos. Quando o bacalhau comercializado pela empresa patrocinadora

54

2 3 4 5

Você conhece bem redes sociais e o seu poder de persuasão? Não? Então contrate um profissional ou uma pequena empresa para ajudá-lo.

Sua empresa tem um site bem feito? Não? Corra, ele é o seu cartão de visitas no mundo virtual.

Escolha uma plataforma nas redes sociais que a sua empresa pode interagir com o público do seu interesse.

Mantenha a plataforma atualizada e com informações relevantes.

Integre a comunicação externa com o site e as redes sociais.


do seu programa encalhou, por exemplo, ele

consumidor final a encontrarem a sintonia

logo reverteu a situação oferecendo o produ-

entre a imagem que querem transmitir e a

to para o auditório durante a apresentação.

que realmente transmitem, Andrea enfati-

Atirava o produto para a plateia, que o dis-

za que investir em treinamento de funcio-

putava a tapa, dizendo: “Vocês querem baca-

nários é fundamental para o crescimento

lhau?”. As vendas explodiram e ele justifica-

da empresa. “A imagem é fundamental para

va: “Brasileiro adora ganhar um presentinho”.

abrir portas e se o proprietário não pode

De olho nessa premissa, o empresário Fabio Folle, aposta em brindes exclusivos da empresa Viff Industrial, também na capital

estar pessoalmente nesse primeiro contato, precisa ter funcionários que representem muito bem a empresa”, reforça.

paranaense, para divulgar a sua marca e ser

O método de coaching de imagem, aplicado

sempre lembrado pelo cliente. Canetas,

por ela há quase uma década, reúne desde

rascunhos, calendários, são sempre levados

aspectos de auto-observação, conscienti-

nas visitas, para marcar o contato e fazer

zação e até física quântica, para auxiliar as

com que o cliente não esqueça da empresa.

pessoas a encontrarem um sentido para a

Folle criou a empresa com um amigo há nove anos. “O Facebook não era o que é hoje, mas eu já sabia da importância de ter um cadastro de clientes e mantê-los atualizados. Fazia isso pessoalmente”, conta o empresário. Ele ‘garimpou’ o mailing de potenciais clientes com amigos e lojas de peças automotivas, fez uma pesquisa informal do mercado e resolveu investir em um nicho ainda pouco explorado, com maquinário específico para peças automotivas. Tudo baseado na necessidade do cliente. Assim, ele foi expandindo a linha de produtos. Mandava e-mail e marcava reuniões para contar as novidades. “A comunicação é essencial para o negócio. Quem não se comunica, cai no esquecimento”, afirma. Com o crescimento da empresa, do segmento de adaptadores para rodas automotivas, a Folle não consegue mais fazer essas visitas pessoalmente, mas tem treinado funcionários para que este contato pessoal continue acontecendo. “Hoje fazemos visitas semanalmente. Além disso, estamos atualizando o site e o cadastro de clientes, mas nada substitui o contato pessoal”, acredita.

Você é o seu cartão de visitas Pesquisas mostram que cerca de 90% das vendas são realizadas visualmente, a partir do primeiro contato entre vendedor e cliente. “Se uma pessoa aprova a linguagem corporal do vendedor, gosta do que vê, faz sinapses positivas e fica mais apto a comprar”, explica a publicitária e coach de imagem, Andrea Roque Neiva. Por isso, ela salienta: “a comunicação começa com a pessoa que representa a empresa, seja o funcionário ou o proprietário”.

vida e para a carreira, desenvolvendo as próprias competências, aprimorando as habilidades individuais e buscando a sintonia entre imagem e realidade. Andrea explica que essa “imagem” está diretamente relacionada à harmonia e não a padrões estéticos ou de comportamento.

O coaching de imagem reúne aspectos de autoobservação, conscientização até física quântica, buscando a sintonia entre imagem e realidade

Por meio da experiência pessoal e de estudos focados em coaching, a publicitária desenvolveu métodos específicos para ajudar as pessoas a descobrirem e potencializarem a própria beleza. Andrea, que por muitos anos trabalhou individualmente com clientes, desenvolveu palestras para estimular equipes de pequenas e grandes empresas a encontrarem motivação e se estruturarem por meio do processo de coaching de imagem e da valorização do indivíduo e – desta forma – melhorarem a comunicação com o público.

No que o Sebrae/PR pode ajudar

O trabalho de coaching de imagem pode ser feito individualmente e para equipes de grandes e pequenas empresas. Andrea oferece formatos de palestras que podem ser feitas tanto para grupos de 10 a 30 pessoas, como para grupos de até 400 pessoas. “Algumas empresas preferem dividir essas palestras para grupos de até 80 funcionários”,

O Sebrae/PR é parceiro das micro e pequenas empresas e pode auxiliar, por meio de consultorias, empresários que estejam com problemas relacionados ao tema abordado na matéria, seja indicando especialistas, seja convidando os empresários para participar da programação de cursos da entidade.

conta a publicitária, que ressalta que o público é formado por homens e mulheres. Dependendo do trabalho a ser desenvolvido, Andrea faz um trabalho prévio com a empresa para otimizar o treinamento, estudando as estratégias de mercado e

Saiba mais

os valores da marca para que as palestras possam ser direcionadas de acordo com a

Informações sobre o curso de comunicação

necessidade da empresa. “Quando o indi-

dedicado às micro e pequenas empresas po-

víduo está bem consigo mesmo, consegue

dem ser obtidas pelo e-mail beth@lineupco-

se comunicar melhor e aprende a lidar com

municacao.com.br. Conheça mais sobre o tra-

o cliente e com as adversidades. Quando

balho da coaching de imagem Andrea Roque

você está bem, sabe o que quer e aonde se

Neiva, acessando o site www.estiloecompor-

Proprietária do Bureau de Estilo, em Curi-

quer chegar, a comunicação acontece me-

tiba, que ensina lojistas, funcionários e

lhor”, conclui.

tamento.com.br.

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Canal direto

Blog exclusivo para pequenos negócios Página do Sebrae/PR é alimentada diariamente por equipe de consultores e especialistas, que postam novidades e dicas empresariais

Por Francielle Colpani

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Agora ficou mais fácil se atualizar sobre as Tendência

últimas notícias e tendências do empreendedorismo, no Paraná. Está no ar, desde o final de 2013, e com mais de 10 mil acessos, o Blog Sebrae. Na página, os empresários de micro e pequenas empresas podem acompanhar as novidades e dicas na área de negócios, por meio de posts produzidos e publicados por consultores e credenciados do Sebrae/PR. O endereço é o www. sebraepr.com.br/blog. Os assuntos publicados no Blog Sebrae, hospedado no Portal do Sebrae/PR, são divididos em seis temáticas: empreendedorismo e negócios; crédito e finanças; marketing e vendas; inovação e tendências; gestão de pessoas; e comércio exterior. A administradora do Blog e consultora do Sebrae/PR, Adriana Schiavon Gonçalves, afirma que o objetivo do espaço virtual é facilitar o acesso a informações valiosas sobre o

O Blog Sebrae nasceu da demanda de empreendedores que sempre procuram a instituição, para buscar informações atualizadas sobre temas de interesse

empreendedorismo. “Os empresários de micro e pequenas empresas estão cada vez mais conectados na internet. E o Sebrae, como especialista em pequenos negócios, precisa disponibilizar conteúdos digitais. O Blog Sebrae nasceu

com os empresários. O que serve para um, com certeza, vai interessar para outros”, afirma Castanharo, que diz estar gostando da experiência como blogueiro. “Usar a ferramenta, para colaborar com conteúdos e atingir o maior número possível de empresários, é gratificante.” O Sebrae/PR, na avaliação de Castanharo, trabalha com o sonho de milhares de pessoas e a criação do Blog Sebrae tem sido mais uma forma para contribuir para que sonhos sejam realizados. “Com o Blog, difundimos o conhecimento, trocamos experiências e ajudamos os empresários do Paraná a atualizarem-se e ganhar mais mercado.”

da demanda de empreendedores que sempre procuram a instituição, para buscar informações atualizadas sobre temas de interesse, como marketing, finanças e outros assuntos de relevância corporativa”, explica Adriana Schiavon.

No que o Sebrae/PR pode ajudar

Para a consultora do Sebrae/PR, a nova página do Sebrae/PR em seu Portal funciona

O Sebrae/PR oferece palestras, orientações,

como um canal, que liga consultores, em-

capacitações, treinamentos, projetos, pro-

preendedores e empresários. “É um meio de comunicação de fácil acesso e bastante barato, em que os internautas, sem custo algum, podem comentar cada um dos posts e, inclusive, tirar dúvidas sobre os temas

gramas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado;

abordados nos artigos, enviando perguntas

parcerias internacionais; redes de cooper-

e pedindo esclarecimentos”, destaca Adria-

ação; e formação de líderes. Confira o Portal

na Schiavon.

do Sebrae/PR, no www.sebraepr.com.br.

O Blog Sebrae é alimentado diariamente, graças a uma equipe formada por 15 consultores especialistas nas mais diversas áreas ligadas aos pequenos negócios. O gerente da Unidade de Negócios Competi-

Saiba mais

tivos do Sebrae/PR, Agnaldo Castanharo, é um deles. Castanharo escreve sobre estratégias de inovação e competitividade e diz

Quer conhecer mais quem são os blogueiros

que se inspira nas conversas com os empre-

do Sebrae/PR, que tratam de assuntos corpo-

sários para produzir seus posts. “Tento abordar, na medida do possível,

rativos atuais, de forma simples e acessível? Entre já no www.sebraepr.com.br/blogs e clique na aba autores.

assuntos do cotidiano empresarial, que surgem em meio às conversas que tenho

57


Inovação estratégica

Pequenas podem inovar mais

Especialista em Arquitetura Estratégica e Marketing fala sobre inovação e como pequenas empresas podem empregá-la nos negócios

Por Patrícia Biazetto

58


Kaoru Takayama, Décio Luiz Gazzoni Filho

sas têm mais oportunidades de inovar que

e Luis Guilherme Gimenez de Souza, plane-

as grandes corporações. Esta é a opinião

jaram e desenvolveram a primeira chopeira

do especialista em Arquitetura Estratégica

bivolt do mundo. “É um equipamento por-

e Marketing e professor da Fundação Dom

tátil, com tamanho e peso menores do que

Cabral, Kip Garland, que também presta

as chopeiras convencionais, com design di-

consultoria de processos de inovação com

ferenciado e muita tecnologia empregada,

ampla experiência internacional. O pro-

o que evita, por exemplo, que o chope con-

cesso de inovação, no entanto, conforme

gele no interior do produto”, afirma um dos

atenta Kip Garland, não deve ser necessa-

sócios da empresa, instalada em Maringá,

riamente caro e recomenda a elaboração

Diogo Kaoru Takayama.

de um planejamento.

O desenvolvimento do produto, segundo

Para o professor da Dom Cabral, os empre-

ele, foi possível após a empresa ter sido

sários proprietários de pequenos negócios

atendida por edital do Sebrae para inovação

têm mais capacidade de pensar de forma

e tecnologia. “Vamos colocar no mercado

diferente do setor empresarial como um

um produto inovador e que levou ao todo

todo. “Eles têm, geralmente, pessoas que

três anos para ser desenvolvido. Muitos com-

estão mais dispostas a assumir riscos. Além

ponentes foram importados e, sem o auxílio

disso, esses empresários são menos predis-

do Sebrae/PR, não teríamos condições de

postos por noções anteriores de clientes,

realizar, já que o custo do desenvolvimento

produtos e canais”, acredita.

exigiu recursos financeiros”, afirma.

No entanto, para inovar, conforme ensina

A chopeira elétrica foi apresentada recente-

Kip Garland, é necessário primeiramente le-

mente no Festival Brasileiro da Cerveja, em

vantar o que o cliente realmente necessita.

Blumenau, Santa Catarina, e também no Fes-

Ele acredita que quase nunca o cliente quer

tival Mundial da Cerveja, no Rio de Janeiro.

apenas o produto, mas sim um benefício mais profundo, mais invisível e que nunca é resolvido apenas usando o produto. “O empresário que se concentra apenas no produto comete erro ao tentar inovar. O trabalho a ser feito, também chamado de ‘job to be done’, é mais complexo e precisa ser resolvido em várias etapas e com outros insumos”, sugere.

Mercado

Empresários de micro e pequenas empre-

“Notamos que muita tecnologia deixou de ser empregada nas chopeiras nos últimos anos e visualizamos um nicho que ninguém atendia. O mercado está em expansão e, hoje, o Brasil já é o segundo maior consumidor de cerveja do mundo”, cita. O produto portátil conta ainda com display de LCD e botões touch e tem baixo consumo de energia, cerca de 10% a menos de uma chopeira

-proprietários da RTN Engenharia, Diogo

elétrica convencional.

Foto: Luiz Costa/La Imagen

Foi com esta visão ampliada que os sócios-

O cliente nunca quer apenas o produto, mas sim um benefício mais profundo, mais invisível e que nunca é resolvido apenas usando o produto

Kip Garland, especialista

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Foto: La Imagen

Quirino Osório da Silva Junior, empresário Graus de incerteza

A inovação é uma atividade com graus relativos de incerteza e nos dá a capacidade para lidar com cada tipo de incerteza adequadamente

Com relação às diferentes formas de inovar, Kip Garland diz que muitas pessoas gostam de distinguir entre a inovação radical e incremental ou entre produto, serviço e inovação de processo, o que, no ponto de vista

do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), nasceu ano passado, passou por diversas etapas e buscou atender uma demanda crescente de clientes e potenciais clientes interessados em processos mais simples.

dele, não é relevante. “Nós não sabemos os

“Nosso objetivo era desenvolver um software

resultados que a inovação vai nos trazer a

que disponibilizasse todas as informações

priori”, aponta. Em vez disso, ele considera

referentes ao PGRS, pois sabíamos o quan-

mais útil falar em graus e tipos de incerte-

to era complicado e complexo de ser feito

zas. “Isso sim nos ajuda a posicionar, com

em função da quantidade de normas, re-

precisão, a inovação como uma atividade

soluções ambientais e outros dispositivos

com graus relativos de incerteza e nos dá

regulamentadores do setor”, explica o

a capacidade para lidar com cada tipo de in-

empresário. Baseando-se nestas normas,

certeza adequadamente”, emenda.

emenda Quirino Osório da Silva Junior, es-

Com relação ao investimento necessário no momento de inovar, Kip Garland faz um alerta. O especialista afirma que, quando bem feita, a inovação nunca deve ser cara no sentido clássico. “Nunca devemos investir mais do que o aprendizado nos retorna.” Ele recomenda usar o chamado planejamento

tabelece-se a obrigatoriedade da elaboração do PGRS, bem como a fiscalização pelos órgãos competentes. “A ideia da automação surgiu em 2013 e, em maio do mesmo ano, procuramos o Sebrae para verificarmos se a ferramenta poderia ser considerada como inovação tecnológica”, relembra.

descoberta, conhecido como discovery dri-

Ele conta ainda que a empresa não tinha

ven planning, para se certificar que o investi-

todos os recursos necessários para a elabo-

mento na inovação não ficou muito alto.

ração do software e por meio do Sebraetec - programa que subsidia em até 80% os cus-

Inovação tecnológica Foi por meio do Sebraetec – Serviços de Inovação e Tecnologia que a Opportunity

60

tos de uma consultoria voltada à inovação ou melhorias de processo dentro de uma empresa – foi possível concretizá-lo.

Ambiental teve acesso às consultorias tec-

A ferramenta está disponível para acesso

nológicas do Sebrae/PR para o desenvol-

público no endereço eletrônico www.ep-

vimento de um novo produto. Segundo o

grs.com.br. Ela é considerada pelo diretor

diretor da empresa, que tem sede em Curi-

da Opportunity Ambiental como uma so-

tiba, Quirino Osório da Silva Junior, a ideia

lução rápida, prática e com menor custo,

de criar uma ferramenta que pudesse auxi-

ou seja, atende à demanda que a inspirou,

liar empresas e consultores, na elaboração

como defende o professor da Dom Cabral.


Além de oferecer os laudos para o geren-

Segundo ele, após a empresa ter sido aten-

ciamento de resíduos sólidos, o ePGRS tam-

dida também por edital do Sebrae para ino-

bém abre espaço para que as empresas de

vação e tecnologia, foi possível agilizar o

transporte e destinação final destes resídu-

processo de inovação da ETAC. “Foi possível

os possam se cadastrar no sistema. Ao ca-

aperfeiçoar o produto em um ano, caso ao

dastrar-se, o ePGRS indica para quem está

contrário levaríamos de cinco a dez anos”, diz.

preparando o plano (usuário) quais são as empresas habilitadas ao transporte e destinação final na sua cidade, de acordo com o tipo do resíduo.

Foco no cliente Outro exemplo paranaense de inovação bem-sucedida vem da empresa Ecoracional, de Londrina. Graças à inovação aplicada na Estação de Tratamento de Águas Cinzas

O modelo da Ecoracional prevê o uso inteligente da água e permite reutilizar a água de lavatórios, chuveiros e máquinas de lavar roupa para fins não potáveis. Ideal para empreendimentos que produzem águas cinzas e possuem limitação de espaço, a solução gera economia para obras residenciais, indústrias, hotéis, shoppings e estádios de futebol.

para Reuso (ETAC), a empresa, especializa-

Outras mudanças ainda estão previstas com

da no uso inteligente da água, assumiu cor-

o objetivo de tornar o preço do produto

rer riscos e conseguiu oferecer um produto

mais acessível para o mercado. “Tomamos

mais compacto e eficiente.

gosto pela inovação e certamente vamos

“Tornamos as estações menos dependen-

pequenas empresas paranaenses, aprovou em 2012 um total de 13 projetos, dos quais a RTN e Ecoracional foram contempladas. “Foi uma oportunidade ímpar para empresários que têm na veia o DNA da inovação. São quase 18 meses de desenvolvimento dos produtos, que hoje encontram mercados promissores”, explica Aloísio, consultor do Sebrae/PR.

aplicá-las em outros produtos”, afirma.

No que o Sebrae/PR pode ajudar O Sebrae/PR tem programas específicos e é

tes de um operador. Isso foi possível após

Aloísio Cerqueira informa que o do Sebrae/PR,

também parceiro em editais com foco em ino-

contratarmos profissionais que aperfeiço-

por meio da Chamada Pública 01/2012, com

vação e tecnologia. A entidade subsidia parte

aram o produto”, explica o diretor da Eco-

apoio financeiro para desenvolvimento de

dos recursos necessários para a implantação

racional, instalada em Londrina, Ricardo

novas tecnologias numa parceria entre ins-

Teruo Gharib.

tituições de ciência e tecnologia e micro e

de projetos. Um exemplo de programa de inovação e tecnologia é o Sebraetec, citado na matéria. Foram executados em 2013 mais

Foto: Studio Alfa

de R$ 9 milhões em ações do Sebraetec, beneficiando 6.807 empresas. O Sebraetec conta com uma rede de prestadores de serviços tecnológicos em sete áreas de conhecimento: design, produtividade, propriedade intelectual, qualidade, inovação, sustentabilidade e tecnologia da informação e comunicação. Quando demandado por um empresário, o Sebrae aciona um desses prestadores de serviços, escolhido pelo próprio cliente, com o objetivo de fornecer uma solução em tecnologia e inovação. No www.sebraepr.com. br/sebraetec, você pode conhecer casos de sucesso, de clientes que inovaram, atendidos pelo Sebrae com o Sebraetec, que neste ano oferece novas modalidades.

Saiba mais O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mantém uma página específica sobre o tema. É o Portal Inovação (www.portalinovacao.mct.gov.br), um espaço onde empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais interagem para promover a inovação. Neste endereço, é possível

Diogo Kaoru Takayama, empresário e sua chopeira, a primeira bivolt no mundo

conhecer ainda os editais e eventos e as oportunidades de fomento e apoio à inovação.

61


Comércio na rede

Aberto

E-começo Pequenas empresas procuram muito mais o e-commerce do que buscavam no passado, mas especialistas alertam que todo cuidado é pouco

Por Adriana de Cunto e Francielle Colpani

62


vê com precaução esse movimento de es-

Mesmo com um bom planejamento, sem-

treantes rumo ao e-commerce.

engrenar. A culpa pode ser da economia que não vai bem, e freia o consumo, ou do produto que não tem tanta saída quanto se imaginava. Os motivos são inúmeros e os prejuízos inevitáveis.

“Essa ideia de começar pelo comércio eletrônico e depois ir para o físico depende muito do produto que a empresa vende e do segmento que atende”, afirma. Na opinião dele, os empresários precisam ter cuidado com o momento “oba-oba” em torno

Quem está pensando em virar empresário e

das lojas virtuais. “Muita gente vê o comér-

abrir um negócio pode testar sua ideia, sem

cio eletrônico como uma coisa muito mais

que para isso corra o risco de ter grandes

fácil, como se uma lojinha online fosse ven-

perdas financeiras. A saída, de acordo com

der um monte, 24 horas por dia, sete dias

o CEO da Clica Cidade e diretor de estraté-

por semana.”

gia digital da VML/YR, Beto Toledo, é abrir uma loja virtual.

Para os pequenos que desejam trabalhar via web, Orsoli acredita que a saída está em

“Uma boa opção é considerar abrir primei-

buscar um nicho de mercado e esquecer a

ramente um comércio virtual. Apesar disso,

venda em massa. Porém, ele alerta para o

pelo desconhecimento, muita gente ainda in-

risco de tornar-se muito específico e espan-

siste em abrir primeiro uma loja física, o que

tar os visitantes do site.

pode ser perigoso, pois o investimento é bem maior e não há garantia de retorno”, afirma.

Já o consultor do Sebrae/PR em Umuarama, Adriano Pereira da Silva, lembra que

Uma boa maneira de começar é recorrer

a escolha entre uma loja virtual ou física

aos sites que oferecem páginas prontas e

dependerá de diversos fatores, como da

simples, a um baixo custo. “Existem tem-

expectativa e do objetivo do empresário,

plates prontos, que são baratos e exigem o

do conhecimento que ele tem do mercado

mínimo de personalização. Essa é uma boa

físico e do digital, da área de abrangência

maneira de aprender e ver se a ideia dá cer-

das vendas e outros.

to”, afirma Toledo.

Adriano Pereira da Silva diz que é possível

O mundo virtual se apresenta cada vez mais

começar a testar um negócio pelo e-com-

tentador a empresários de todos os portes.

merce e depois, se for o caso, partir para um

O WebShoppers, balanço divulgado pelo E-bit, aponta que o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 28,8 bilhões em 2013, 28% maior que o registrado no mesmo período de 2012. A quantidade de pedidos feitos via web aumentou nominalmente no mesmo período, chegando a 88,3 milhões, número 32% maior, se comparado com o ano anterior. As categorias mais vendidas em volume de pedidos foram “Moda e Acessórios” (19%), “Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais/Saúde” (18%), “Eletrodomésticos” (10%), “Livros/Assinaturas e Revistas” (9%) e “Informática” (5%). Em 2014, a expectativa é que o número de pedidos feitos pela internet cresça 26%, em relação a 2013, chegando a 111,54 milhões. O tíquete-médio deve ficar em R$ 310, o que representa uma queda de -5%, se comparado ao ano anterior.

Outra dica importante do dono da W/Buzz é que os empresários entrem na internet com preço competitivo. Caso contrário, o comerciante terá que trabalhar bastante para tornar a sua marca tão forte que compense o preço mais alto.

Estratégias de Marketing Para divulgar a loja virtual, Beto Toledo aconselha que os empresários façam uso das ferramentas do Google Adwords. “É possível impulsionar o negócio por meio de anúncios pagos. Além disso, é possível

Foto: Luiz Costa/La Imagen

pre existe a possibilidade de a empresa não

Mercado

Começar um novo negócio envolve riscos.

espaço convencional. Mesmo sem números oficiais que comprovem a investida dos pequenos empresários no mundo virtual, o consultor percebe um aumento gradativo de pequenos negócios via internet. “As micro e pequenas empresas estão se movimentando muito mais para o e-commerce do que se movimentavam no passado.” Ele concorda que a loja virtual economizará com aluguel, móveis e funcionários. Mas lembra que se a ideia é racionalizar os recursos financeiros, é preciso escolher bem a plataforma e, se for o caso, partir primeiro para uma fanpage ou Facebook, ou redes sociais similares, como as crescentes redes sociais de nichos. Orsoli complementa dizendo que existem vários meios para a empresa entrar no comercio eletrônico. Ela pode desenvolver uma loja virtual, com custo mais alto, ou pode alugar espaço em uma plataforma. “Existe um movi-

O sócio-proprietário da agência de marke-

mento que está começando agora, chamado

ting digital W/Buzz, Felipe Orsoli, de Ma-

marketplace e tem sido um caminho interes-

ringá, concorda que as lojas virtuais podem

sante para os pequenos empresários. É como

ser o primeiro “estabelecimento” de um

um shopping online, onde pequenos varejis-

pequeno empresário do comércio, mas ele

tas estão inseridos”, explica.

Beto Toledo, especialista em estratégia digital

63


Foto: Studio Alfa

ainda mensurar o resultado obtido e dire-

Adwords, o especialista paranaense pede

cionar para qual região do País ou perfil de

que os empreendedores fiquem de olho na

pessoa você quer que o anúncio apareça”,

taxa de conversão do comércio eletrônico,

conta o especialista.

que no Brasil gira em torno de 1%. “Isso sig-

Ele frisa que para usar a ferramenta não é preciso ser um especialista em mídias digitais. “O Google é autoexplicativo, se você não sabe fazer alguma coisa é só buscar no próprio Google que ele ensina.” Beto Toledo aconselha que quem está começando deve restringir sua área de atuação a uma região específica, pois neste caso, as chances de sucesso são maiores. “Tornar a marca uma referência é algo complicado de se alcançar. Por isso, sempre indico aos meus clientes que procurem começar em regiões delimitadas, de preferência onde já são conhecidos, pois a credibilidade vai ser aliada no desenvolvimento dos negócios. Depois que o negócio começar a se consolidar, aí sim, eu aconselho expandir a atuação para

Márcia Zacarias, empresária

nifica que a cada 100 pessoas que entram (ou acessam a loja), uma vai efetivar a compra”, resume. Para quem está começando, a taxa de conversão é menor, variando de 0,5% a 0,8%. “Essa conta, normalmente, os empresários não fazem.”

Escolha dos produtos Adriano Pereira da Silva acredita que os pequenos comerciantes devem partir para a venda de acessórios de moda, de decoração e ferramentas. “Qualquer segmento que o cliente pode comprar sem precisar provar antes”, opina. E desaconselha aos pequenos qualquer competição com grandes redes, leia-se lojas de perfumes importados, sapatos ou eletroeletrônicos.

outras cidades, estados e até países.”

O CEO do Clica Cidade também aconselha

Felipe Orsoli concorda com Toledo que é

dutos e não disponibilizar todo o portfólio

os empreendedores a focar em alguns pro-

preciso investir em marketing online, mas

na loja virtual. “É importante ter foco para

antes de os empresários colocarem a mão

não confundir o consumidor. Com muitas

no bolso para pagar pelos cliques do Google

opções, ele não consegue escolher e acaba não comprando”, aconselha Toledo. O sócio da W/Buzz frisa que o estreante no e-commerce não deve se iludir pensando em

Melhores preços

facilidades, pois a loja virtual dá tanto tra-

1

balho quanto o estabelecimento convencional. “O que muda é o ambiente, o formato”, avisa. Continuam merecendo atenção o gerenciamento e o relacionamento com o freguês, pois entender como o público-alvo

4 Frete grátis

Facilidade de comparar preços com várias lojas

Razões para comprar online

2

consome na internet será fundamental para o crescimento da loja. A credibilidade também é muito importante no comércio eletrônico, frisa Orsoli. “Quando a pessoa compra na loja física, ela tem contato com o vendedor e com o produto. Na internet, o cliente precisa se sentir seguro ao fazer a compra. Por isso, a loja virtual deve passar credibilidade, mostrar que tem pessoas administrando o negócio”. Segundo o especialista de Maringá, vale disponibilizar

3

um chat, um numero de telefone, a Razão Social e o CNPJ da empresa.

Promoções

Para o público feminino Em 2013, a pesquisa do e-Bit mostrou que 9,1 milhões de pessoas fizeram a sua primeira compra online. Com isso, o número total de e-consumidores, que já fizeram ao menos um pedido via internet, chegou a 51,3 mi-

Fonte: Pesquisa Frete 2013 (www.ebitempresa.com.br)

64

lhões. Desse total, a maioria é mulher.


Tendências para

2014

A Copa do Mundo vai influenciar mais nas vendas do e-commerce, porque aumentarão as compras de artigos esportivos, camisetas da seleção e de televisores grandes.

Curiosidades sobre o e-commerce Em relação aos estudos, de junho de 2009 até junho de 2013, a entrada de pessoas com ensino fundamental e médio passou de 42% para 46%. Enquanto no nível superior completo e incompleto houve queda de 47% para 42%, no mesmo período.

No quesito renda familiar, a faixa de maior destaque nos últimos cinco anos é a de pessoas com ganhos de até R$ 3 mil por mês. A classe C representa a maioria dos entrantes.

Em pesquisa especial sobre frete, mais de a metade dos entrevistados afirmaram que comprariam mais frequentemente pela internet se houvesse maior disponibilidade de frete grátis.

Das pessoas que consumiram online pela primeira vez em 2013, cerca de um terço delas preferiu pagar suas compras à vista, enquanto o restante optou pelo parcelamento. Isso demonstra que a elasticidade nos prazos de pagamento oferecida pelo e-commerce atrai o público.

A mobilidade será forte tendência neste ano, colaborando para o mobile commerce, mas fortalecendo, sobretudo, o fenômeno do showrooming. Ou seja, mesmo na loja física, o consumidor passa a ter a possibilidade de pesquisar preços e condições de outros estabelecimentos por meio de seu dispositivo móvel.

Fonte: e-Bit

Foi apostando no público feminino que a bacharel em direito Márcia Zacarias, de Umuarama, decidiu abrir, no mundo virtual, a loja Doce Batom. A iniciativa completa três anos em junho e, antes disso, a microempreendedora individual já havia trabalhado no comércio, sendo o último emprego como vendedora de seguros de automóveis em uma concessionária da cidade. Márcia anuncia bolsas, cintos e tendências de moda por meio do Facebook e de uma fanpage. Entenda por tendência as peças de roupas que estão fazendo sucesso nas novelas, seriados e revistas. Um exemplo foram as camisas e os cintos usados pela delegada Helô, vivida pela atriz Giovanna Antonelli, na novela Salve Jorge.

Fonte: e-Bit

A comerciante geralmente traz as roupas de São Paulo e diz que não compra em grande quantidade. No começo, ela confessa que não tinha o hábito de entrar no Facebook. Tanto que os seus primeiros posts não ficaram bons. “Aos poucos, minha comunicação foi melhorando”, diz. A proprietária da loja contratou uma modelo para as fotos com as roupas e acessórios que serão comercializados. É Márcia que arruma o cabelo, cuida da maquiagem da modelo e faz as fotos que vão para o site. Desde que decidiu abrir a loja virtual, ela busca cursos e orientações no Sebrae/PR. “Se eu penso em mudar alguma coisa na loja, vou até o Sebrae e peço uma consultoria”, afirma. A empresária conta que as vendas estão boas e que sempre que coloca uma nova peça no Facebook permanece cerca de duas horas para responder os questionamentos das pessoas e efetuar as vendas. As encomendas são levadas até o cliente por correio ou, se o freguês morar em Umuarama, a própria Marcia faz a entrega. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito em conta-corrente. A Doce Batom já conquistou clientes em Umuarama, Cascavel, Curitiba, no Rio Grande do Sul, em cidades do Nordeste do Brasil e até no Paraguai. Por enquanto, a proprietária do Doce Batom não pensa em ter uma loja física. Mas ela tem planos: “Eu gostaria de ter uma pequena sala comercial, bem decorada, para atender, com hora marcada, pequenos grupos de mulheres.”

No que o Sebrae/PR pode ajudar O Programa Negócios Digitais é uma solução do Sebrae oferecida no noroeste do Paraná, que visa tornar as micro e pequenas empresas mais competitivas, orientando-as a aproveitar o potencial de negócios gerados pelo comércio eletrônico. Tem duração aproximada de três meses e é composto de 36 horas de capacitação onde os empresários entendem como funciona um website, um e-commerce e as mídias sociais direcionadas para as micro e pequenas empresas. Além disso, são apresentadas as ferramentas de divulgação do Google, e-mail marketing e soluções online para esses negócios. Também estão previstas 13 horas de consultorias por empresa, prestadas pelo Sebrae/PR aos empresários, para pôr em prática, nas empresas participantes, as ferramentas e estratégias do mundo digital, gerando assim resultados. Mais informações, ligue para 0800 570 0800.

Saiba mais Livro: A Cauda Longa – Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho, de Chris Anderson. Editora Campus

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Certificação

Reconhecimento que traz segurança

Hotel Planalto é o único da cidade e do Estado a conquistar certificação na norma ABNT NBR 15635:2008

Por Patrícia Biazetto

66


como objetivo o ensinamento de técnicas

Campos Gerais, o Hotel Planalto é o pri-

sobre Segurança de Alimentos e a implan-

meiro hotel da cidade e do Paraná a con-

tação das Boas Práticas e do Sistema Análi-

quistar a certificação na norma ABNT NBR

se de Perigos e Pontos Críticos de Controle

15635:2008 – Requisitos de Boas Práticas

(APPCC) nos estabelecimentos que produ-

Higiênico-Sanitárias e Controles Operacio-

zem alimentos.

nais Essenciais em Serviços de Alimentação. O título inédito em Ponta Grossa nesta categoria garante que o serviço de alimentação, destinado aos hóspedes e clientes, deste hotel atende rigorosamente as especificações impostas por esta norma.

“Esta fase envolveu diversos treinamentos com a equipe, como também investimentos em estrutura”, complementa. Posteriormente, desta vez com a consultoria do Sebrae/PR, o Hotel Planalto começou um novo processo que envolvia a conquista da certi-

Foi por meio da Unidade de Inovação e

ficação da norma ABNT NBR 15635:2008.

Acesso à Tecnologia, do Sebrae Nacional,

“O Sebrae/PR nos ofereceu consultoria,

que o Hotel Planalto teve acesso às con-

para que pudéssemos nos preparar para a

sultorias necessárias para fazer as ade-

obtenção da certificação. Diversos pontos

quações no estabelecimento visando à

foram ajustados para dar mais esse passo

obtenção da certificação na norma ABNT

avançadíssimo e conquistar a certificação”,

15635:2008. Segundo a consultora do Se-

comemora o gerente-administrativo do Ho-

brae/PR, Nádia Joboji, o Hotel Planalto

tel Planalto.

estava entre as empresas da região com

“Todos os nossos clientes e hóspedes têm

potencial de obter a certificação.

Mercado

Fundado em 1973, em Ponta Grossa, nos

No Brasil, apenas 35 empresas são certificadas pela ABNT, sendo que o hotel em Ponta Grossa é o único hotel no Paraná

a garantia que estão consumindo produtos

“A conquista da certificação na norma ABNT

de qualidade e que são controlados. Busca-

NBR 15635:2008 é de extrema importância

mos diariamente melhorar nossa estrutura

não somente em função das exigências

e estar antenados com as tendências do

do consumidor, mas também porque traz

mercado”, assinala. Atualmente, o Hotel

refere às boas práticas higiênico-sanitárias e aos controles operacionais”, reforça. A consultora ressalta que o Sebrae/PR está trabalhando para incentivar as empresas a buscarem ainda mais qualidade com indicadores internacionais, de classe mundial.

Rodrigo Czekalski/La Imagen

mais segurança ao empresário no que se

“Este reconhecimento eleva o estabelecimento, de patamar. O Hotel Planalto, com a certificação, passa a atender exigências vigentes em várias partes do mundo.” O Hotel Planalto agrega outros serviços de alimentação, com o serviço de quarto 24 horas, a locação de espaços para eventos, com coffee-break e/ou almoço, como também um bufê de sopas e café colonial, abertos ao público em geral. “Com isso, vimos a necessidade de organizar e profissionalizar melhor o setor dentro do hotel”, conta o gerente-administrativo do Hotel Planalto, Daniel Wagner. Segundo ele, o estabelecimento, numa primeira fase, contou com o apoio do Sebraetec – Serviços em Inovação e Tecnologia, um programa do Sistema Sebrae, executado no Estado pelo Sebrae/PR e que subsidia projetos em inovação e tecnologia. O Hotel Planalto foi atendido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), contratado pelo Sebraetec para aplicar o Pro-

Daniel Wagner, gerente administrativo

grama Alimentos Seguros (PAS), que tem

67


Rodrigo Czekalski/La Imagen

Daniel Wagner, gerente administrativo Planalto conta com um quadro de 45 colaboradores, sendo dez deles envolvidos com o setor de alimentos, e disponibiliza 66 apartamentos e oito salas de eventos. A boa notícia é que está prevista para daqui

No que o Sebrae/PR pode ajudar

24 meses a ampliação do hotel, com a construção de uma torre anexa, o que permitirá

Certificação na norma ABNT comprova que os estabelecimentos produzem alimentos em condições higiênico-sanitárias adequadas para o consumo

dobrar o tamanho do hotel, de hóspedes e de

Para o Sebrae/PR, empresas certificadas são

eventos a serem realizados nas instalações.

empresas mais fortes, mais preparadas para

Relevância

de mantém diversas parcerias com entidades

No Brasil, apenas 35 empresas são certifi-

mentos de atuação. As certificações em tecno-

cadas pela ABNT, sendo que o Hotel Pla-

logia da informação e comunicação, por exem-

nalto é o único hotel no Paraná. Os restau-

plo, concedidas mediante o cumprimento de

rantes do SESC Água Verde, SESC Esquina e

diversas etapas, deu upgrade para as empresas

SESC Educação Infantil em Curitiba são os demais certificados no Paraná. A analista técnica da ABNT, Eliana Santos, relata que alguns empresários que tiveram seus estabelecimentos certificados apontam como benefícios resultantes da implementação

enfrentar os desafios do mercado. A entidacertificadoras, nos mais diversos setores e seg-

do setor auxiliadas pelo Sebrae/PR, em 2013. O Estado consolidou-se na segunda posição de empresas certificadas em MPS-BR, aumentando para 38 certificações válidas. O número de empresas certificadas em CMMI cresceu para 20, alçando as empresas paranaenses em 2º lugar no ranking nacional.

da norma a redução do desperdício de alimentos e a manutenção e a conquista de novos clientes. “A conscientização de todos os colaboradores quanto à importância da aplicação contínua das boas práticas de segurança de ali-

Saiba mais

mentos é essencial para o tipo de negocio”, frisa. Segundo ela, a conquista da certifica-

Conheça o site da ABNT e saiba mais sobre

ção na norma ABNT NBR 15635 comprova

suas certificações, no www.abnt.org.br, na

que os estabelecimentos produzem ali-

aba Normas Técnicas.

mentos em condições higiênico-sanitárias adequadas para o consumo.

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Seminário Desafios do Crescimento.

Sua empresa pode avançar muito mais. O Sebrae Mais – Programa Sebrae para Empresas Avançadas – convida você para o Seminário Desafios do Crescimento. O tema deste ano é “Modelos de Gestão para sua Empresa Crescer”. Grandes profissionais do mercado vão estar presentes no evento apresentando modelos e soluções para fazer sua empresa crescer. 20/maio – Toledo

28/maio – Guarapuava

27/maio – Londrina

29/maio – Pato Branco

28/maio – Curitiba

3/junho – Maringá

Aproveite essa oportunidade. Para mais informações ligue 0800 570 0800.

www.sebraepr.com.br

0800

570

0800


Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagen

Estímulo

Ministro Afif Domingos e lideranças empresariais do Paraná

Com estímulo, pequenos geram riqueza para Brasil

Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa traz Caravana da Simplificação ao Paraná e faz balanço de um ano de gestão frente à pasta

Por Adriana Bonn

70


são. Este é o conselho do ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, aos empreendedores e empresários de micro e pequenas empresas do Paraná. O ministro esteve em Curitiba, no final de fevereiro, para apresentar a Caravana da Simplificação, encontro que está percorrendo o País com o objetivo de mobilizar entidades e a sociedade para a aprovação do Simples Nacional, que tramita na Câmara dos Deputados, em Bra-

Agenda intensa Curitiba foi a quarta das 27 capitais a receber a Caravana da simplificação, que também busca o fortalecimento dos fóruns estaduais das micro e pequenas empresas, e deverá encerrar seu itinerário agora em maio. O evento foi realizado na Associação Comercial do Paraná, onde o ministro também recebeu o título de Cidadania da ACP, concedido a personalidades que se destacam nas áreas pública ou empresarial.

sília, e promover a Rede Nacional para a

Afif Domingos também participou do

Simplificação do Registro e da Legalização

X Encontro Nacional das Lideranças da

de Empresas e Negócios (Redesim).

MPE, que reuniu em Curitiba 300 lideran-

Em entrevista à Revista Soluções, Afif Domingos destacou que o Brasil é um país de empreendedores e que o empreendedorismo assume uma importância crescente na geração de trabalho e renda para os

ças empresariais de 24 estados do Brasil, numa mobilização comandada pela Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas (Conampe) em parceira com a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Fampe-

brasileiros. Razão pela qual, planejamen-

par), e apoio do Sebrae/PR, Federação

to, por parte dos empresários, é funda-

das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep),

mental. “Precisamos ter políticas que

Federação da Agricultura do Estado do

apoiem as micro e pequenas empresas e

Paraná (Faep), Federação do Comércio do

permitam a aumentar a participação delas

Paraná (Fecomércio), Federação das Micro

na geração da riqueza nacional”, emenda

e Pequenas Indústrias do Estado do Para-

o ministro, lembrando que o Brasil ocupa

ná (Fempipar), Caixa Econômica Federal,

o terceiro lugar em uma lista de 54 países

Banco do Brasil e Fomento Paraná.

que mais possuem empreendedores.

O diretor de Administração e Finanças do

A mais recente Pesquisa do Global Entre-

Sebrae Nacional, José Carlos dos Santos, e

preneurship Monitor (GEM), assinala Afif

o diretor-superintendente do Sebrae/PR,

Domingos, indica que 27 milhões de bra-

Vitor Roberto Tioqueta, participaram das

sileiros possuem um negócio ou estão

discussões e acompanharam a agenda do

envolvidos na criação de um. Apesar da

ministro no Paraná.

boa colocação, hoje as micro e pequenas empresas brasileiras representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, índice que em países como a Itália e a Alemanha chega a 50% da riqueza gerada. “Esses números reforçam a importância de fortalecer, expandir e formalizar as micro e pequenas empresas, que contribuem para uma melhor distribuição de renda,

Personalidade

Planejar antes de tomar qualquer deci-

Para ministro, trabalho do Sebrae tem sido fundamental para a execução de políticas públicas que atendam o segmento dos pequenos negócios

Balanço À frente da pasta, desde maio de 2013, Afif Domingos diz que o Simples Nacional precisa ser avaliado sob a perspectiva do seu objetivo central, que é gerar trabalho e renda para a sociedade. “A partir disso é que estamos discutindo as propostas para seu aprimoramento.” Na pauta de discus-

com impactos importantes principalmen-

são da Caravana, está ainda a avaliação

te para as pequenas cidades.”

dos efeitos da substituição tributária para

De acordo com o ministro, o Paraná tem

as empresas optantes pelo Simples.

uma cultura empreendedora muito forte

Segundo o ministro, estudos indicam que

e as micro e pequenas, que representam

há distorções negativas para as empresas

99% das empresas formais paranaenses,

e isso deve ser enfrentado. Outra questão

têm um papel importante na geração de

é a necessidade de criar um regime de

emprego e riquezas no Estado. Para o mi-

transição para as empresas que deixam

nistro, o trabalho do Sebrae, considerado

o Simples por excesso de receita. Para

por ele o principal parceiro da Secretaria

este caso, deve ser pensada uma solução

da Micro e Pequena Empresa, tem sido

voltada à preservação do tratamento di-

fundamental para a execução de políticas

ferenciado para a pequena empresa e à

públicas que atendam o segmento.

ampliação das facilidades, além das pre-

71


Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagen

Entrega do título Cidadania da ACP: ministro com autoridades vistas inicialmente no regime tributário

ciados pelo Simples e pelo Microempre-

simplificado.

endedor Individual - que permite a forma-

A implantação da Redesim também é uma das principais bandeiras da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Por meio de um processo único que integrará todos os órgãos e entidades da União, estados e municípios envolvidos com a legalização

As micro e pequenas empresas brasileiras representam 20% do PIB, índice que em países como a Itália e a Alemanha chega a 50% da riqueza gerada

de empresas, o ministro espera diminuir o tempo e o custo da abertura de empresas.

para quem fatura até R$ 60 mil ao ano -, ainda há 8 milhões de empreendimentos que precisam ser incluídos na formalidade e na proteção social. “Propiciar a formalização desses empreendedores iria gerar mais desenvolvimento e riqueza para toda a sociedade”, defende.

A Secretaria, sob seu comando, é respon-

Medidas de choque

sável pelo Comitê para a Gestão da Re-

Para avançar nesse processo, o ministro

desim (CGSIM) e pelo Departamento de

diz que a solução está na adoção de me-

Registro Empresarial e Integração (DREI),

didas que reduzam os juros e a burocracia

que subordina tecnicamente as Juntas

para se conseguir crédito; garanta acesso

Comerciais. “Atualmente, há uma implan-

à inovação e à certificação de produtos e

tação parcial em vários estados e a ideia

de processos; que dê transparência à re-

é acelerar o cronograma para avançarmos

alidade econômico-financeira; assegure a

rapidamente com novos sistemas e uma

capacidade de entrega das encomendas e

nova estrutura para o CGSIM.”

facilite a prospecção do mercado compra-

Diminuir a burocracia, segundo o minis-

72

lização com um pagamento fixo mensal

dor e fornecedor.

tro, é outro grande desafio da sua pasta,

Além dessas ações destinadas a expandir

principalmente, neste primeiro momento,

a produção e reduzir custos, Afif Domin-

para as micro e pequenas empresas. Isso

gos destaca que a Secretaria da Micro e

porque, segundo Afif Domingos, apesar

Pequena Empresa implantará medidas

dos resultados positivos alcançados pe-

para aumentar a capacidade de vendas e

los pequenos negócios e dos incentivos

gestão. Nos planos, também estão a ado-

à formalização, por meio da desoneração

ção de ações para a formação de jovens

tributária e da redução burocrática propi-

na área de empreendedorismo, garantir


acesso a conhecimentos e instrumentos

Todas essas ações, segundo o ministro,

para a gestão profissional do negócio,

têm como principais objetivos garantir

facilitar a entrada no mercado exterior e

um ambiente de negócios favorável às

aumentar a participação das micro e pe-

micro e pequenas empresas e fomentar

quenas empresas às compras públicas.

essas empresas, por meio de duas ações:

Mesmo com o prazo curto para o cumpri-

desburocratizar e desenvolver. “Temos

mento de metas, já que a gestão termina

dois eixos estruturadores para enfrentar

em dezembro deste ano, Afif Domingos

esses problemas.” No âmbito da desburo-

faz um balanço positivo dos trabalhos

cratização, foi criada a Secretaria de Ra-

executados pela Secretaria da Micro e

cionalização e Simplificação, voltada para

Pequena Empresa neste primeiro ano de atuação. “Nós começamos do zero. Até a emissão do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) do Ministério nós tivemos que fazer. Ao mesmo tempo em que montávamos uma linha de ação, tínhamos

aumentar o grau de legalização das micro e pequenas empresas em função da integração de processos e da desregulamentação. Todas as Juntas Comerciais do País estão vinculadas a essa Secretaria. Será

que ter foco para o cumprimento de me-

ela que cuidará da implantação e desen-

tas. Foi nesse ângulo que desenhamos

volvimento da Redesim”, explica.

uma estrutura compatível com o projeto a ser alcançado”, conta.

Em relação ao desenvolvimento, há a Secretaria de Competitividade e Gestão,

Bandeiras

para aumentar a taxa de sobrevivência

Ao todo, a equipe elencou dez grandes

de iniciativas que ampliem a sua capacida-

bandeiras para ainda este ano. Além da realização da Caravana da Simplificação e da implantação da Redesim, a Secretaria ainda tem como metas a universalização e simplificação do Simples Nacional, proteção ao Microempreendedor Individual,

A implantação da Redesim, processo único para a legalização de empresas, também é prioridade da Secretaria da Micro e Pequena Empresa

das micro e pequenas empresas, por meio de de produção, reduzam custos e aumentem sua capacidade de gestão e os seus mercados. Nela estão abrigadas ações para garantir acesso à inovação, redução

No que o Sebrae/PR pode ajudar

de juros e de burocracia para acesso ao

PRONATEC Aprendiz, crédito para bens

crédito, acesso ao mercado exterior, às

de produção, o Simples Internacional, ino-

compras públicas e, também, aumentar o

vação para os pequenos e a promoção da

grau de maturidade gerencial dos peque-

Campanha Pensar Simples.

nos negócios.

O Sebrae/PR apoia políticas públicas em favor do pequenos negócios, porque acredita que o desenvolvimento econômico e social passa necessariamente pelas micro e pequenas empresas, geradoras de empregos e renda. A entidade defende a implementação

Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagen

da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa nos municípios e, por isso, instituiu o Programa Cidade Empreendedora, uma realidade em 114 dos 399 municípios do Estado. Por meio do Programa, são formados comitês gestores que têm como objetivo institucionalizar benefícios da legislação, como facilidades tributárias, menos burocracia para a abertura de empresas, acesso a novos mercados, como o de compras públicas, e ao crédito e à inovação. Para conhecer mais o Sebrae/PR e sua estratégia para melhorar o ambiente empresarial, acesse o www.sebraepr.com.br.

Saiba mais O ministro Afif Domingos mantém página sobre sua atuação frente à Secretaria da Mi-

Vitor Tioqueta, Odone Fortes Martins, Afif Domingos, Airton Hack e José Claudio dos Santos (da esq. à dir.)

cro e Pequena Empresa, no www.afif.com.br/ tag/secretaria-da-micro-e-pequena-empresa.

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Sebrae/PR

Negócio a Negócio O Sebrae/PR pretende atender até o final de 2014, em todo o território paranaense, 36 mil microempresas e microempreendedores individuais por meio do Programa Negócio a Negócio. A proposta é levar orientações gratuitas para empreendedores e empresários que não são clientes do Sebrae, mas que apostam na melhoria da gestão de seus negócios. Desde que o Programa foi implantando nacionalmente, em 2010, pelo Sistema Sebrae, até o ano passado, aproximadamente 152 mil empresas instaladas no Paraná receberam as visitas de agentes de orientação empresarial em seus estabelecimentos, totalizando mais de 640 mil orientações dadas por especialistas em pequenos negócios. O objetivo é dar orientações gratuitas para melhorar as empresas.

Como funciona No Negócio a Negócio, os agentes de orientação empresarial vão aos estabelecimentos, com a finalidade de sensibilizar os empresários. Eles dão dicas e orientações sobre marketing, operações e finanças. Neste ano, as visitas do Negócio a Negócio começaram na segunda quinzena de fevereiro em alguns estabelecimentos e os trabalhos se estendem até o dia 30 de novembro. Os empresários interessados em participar do Programa podem solicitar a visita dos agentes de orientação empresarial por meio do 0800 570 0800. Desde 2010, empreendedores e empresários de 389 das 399 cidades do Estado já receberam orientações.

Salão de Turismo A riqueza do turismo paranaense vai além das Cataratas do Iguaçu e dos pontos turísticos da capital Curitiba. Foi isso que os participantes do 20º Salão Paranaense de Turismo, realizado em março, puderam perceber durante visita à 10ª Mostra das Regiões Turísticas do Paraná, espaço dedicado à divulgação dos atrativos turísticos do Estado. O Salão de Turismo, realizado pela Associação Brasileira das Agências de Viagem do Paraná, com patrocínio do Sebrae/PR, reuniu mais de 5 mil pessoas na capital paranaense. O Sebrae/PR contou com um espaço exclusivo, no qual os empresários atendidos em seus programas, puderam fazer reuniões de negócios. Além disso, no local, foi montada uma sala de cinema, em que foram exibidos vídeos de casos de sucesso de todo o Brasil, ligados ao setor de turismo.

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Mapa das redes O Sebrae/PR lançou durante o Salão de Turismo o Mapa Turístico das Redes Empresariais da Grande Curitiba. Além de reunir os tradicionais atrativos da cidade, como a Ópera de Arame e a Estufa do Jardim Botânico, o material contém hotéis, lojas, restaurantes e diversos roteiros turísticos. A iniciativa tem o apoio do Sebrae/PR e partiu dos empreendedores que compõem as Redes Empresariais do Centro Histórico, dos Hotéis, da Rotas do Pinhais e do Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba. O mapa está atualizado com a descrição dos novos roteiros turísticos, saindo do óbvio das atrações tradicionais. Curitiba é rica em opções de lazer, porém faltavam meios de divulgação. A tiragem inicial é de 10 mil exemplares. O mapa é bilíngue e está disponível em todas as empresas que fazem parte das Redes Empresariais que apoiam a iniciativa.

App de oportunidades Os empreendedores da Grande Curitiba que planejam investir dinheiro em um negócio, mas estão indecisos sobre qual área e região devem apostar, agora possuem uma ferramenta para ajudá-los a conhecer quais locais e modalidades apresentam maior potencial de desenvolvimento. O Sebrae/PR lançou o aplicativo “Oportunidades de Negócios”, que fornece informações e levanta questões que devem ser consideradas antes de abrir um negócio. A ferramenta está disponível na plataforma Windows, pelo site negociosemcuritiba.com.br. O app foi criado exclusivamente para acesso durante a Feira do Empreendedor 2013 – Paraná, realizada no ano passado, mas, devido ao sucesso, o Sebrae/PR decidiu relançá-lo em uma nova versão. O aplicativo é alimentado com dados provenientes de uma pesquisa encomendada pelo Sebrae/PR, em 2013, e reúne as principais oportunidades de negócios existentes na Grande Curitiba. Trata-se de uma ferramenta de simples navegação, em que é possível refinar a busca por cidade e por setor de atuação. Ao final, o empreendedor recebe um relatório com informações sobre o tipo de negócio escolhido, uma lista com os órgãos regulamentadores do setor e perguntas que deve fazer antes de pensar em iniciar um negócio.

Campo Mourão Ao entrar em uma loja, o que mais chama a atenção do campo-mourense é o atendimento, vitrine e limpeza da loja. Estes e outros indicativos pesam cada vez mais no comportamento dos consumidores do município, ano a ano mais exigentes, é o que revela o estudo “Comportamento do Consumidor”. O levantamento, feito pela Litz Estratégia e Comunicação sob encomenda do Sebrae/PR, Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (ACICAM), Sicredi e Sindicato Empresarial do Comércio de Campo Mourão, ouviu 624 pessoas, que citaram suas preferências na hora da escolha de produtos e estabelecimentos, os critérios adotados nas compras, os fatores que mais influenciam a decisão e os segmentos do comércio que sentem falta em seu bairro. O estudo mostra ainda a existência de potencial de consumo em diversos segmentos, como resultado, as características de consumo são diferentes de acordo com o segmento específico. Os produtos mais consumidos pelos campo-mourenses são dos setores de alimentos e vestuário, considerados como gêneros de primeira necessidade.

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Microempreendedor individual A Semana do Microempreendedor Individual, realizada pelo Sebrae/PR, de 31 de março a 4 de abril, para capacitar o segmento que fatura até R$ 60 mil ao ano e estimular a legalização de quem não se formalizou, foi sucesso de público. Ao todo, foram atendidas 11.725 pessoas em mais de 70 cidades paranaenses, totalizando 9.683 orientações, 5.025 informações e 373 horas de consultorias. As palestras e oficinas, oferecidas também gratuitamente para os microempreendedores individuais, contaram com 3.361 participantes. O evento, que já é uma tradição no Paraná, aconteceu em todo o Brasil.

Ponto de atendimento O Ponto de Atendimento ao Empreendedor, que funciona dentro do Espaço do Empresário na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), dobrou o número de atendimentos se comparado com o último ano. Em 2013, a média de atendimentos mensais foi de 137, já em 2014 a média chegou a 215 atendimentos. Localizado no primeiro andar da ACP, o Ponto de Atendimento é resultado da parceria entre o Sistema de Cooperativas de Crédito do Estado do Paraná (Sicoob-PR), ACP e Sebrae/PR. Além de possuir localização privilegiada, excelente estrutura e profissionais capacitados, o espaço oferece atendimento empresarial, consultorias, palestras, minicursos, auxílio na abertura de empresas, esclarecimentos sobre legislação e outras soluções para micro e pequenas empresas iniciantes ou avançadas.

Programação Para impulsionar os atendimentos em 2014, o Ponto de Atendimento na ACP preparou um cronograma especial de capacitações e de cursos que foram elaborados com base nos serviços que tiveram maior procura nos anos anteriores. A maioria dos atendimentos está relacionada às dúvidas quanto à formalização, estruturação de ideias de negócios e finanças. Entre as capacitações ofertadas em 2014, estão: “Controles financeiros essenciais”, “Seja competitivo, valorize seu cliente”, “Liderança: a melhor equipe é a sua”, além das consultorias especializadas nas áreas de marketing e finanças. Outro diferencial do Espaço do Empresário ACP é que o atendimento não precisa ser agendado, exceto nos casos das consultorias especializadas.

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Cidade Empreendedora A Prefeitura de Entre Rios do Oeste inovou, no apoio ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas. O município do oeste paranaense, que participa do Programa Cidade Empreendedora, iniciativa do Sebrae/PR, realizou no final do ano passado, o concurso público que selecionou dentre 23 candidatos o agente de desenvolvimento local que desempenhará, junto à comunidade, ações em favor dos pequenos negócios. Entre Rios do Oeste é um dos 30 municípios da região que contam com o apoio do Cidade Empreendedora, uma proposta pioneira que tem a adesão de mais de 100 municípios paranaenses, para a municipalização e regulamentação do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, mais conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. De acordo com o Programa, o agente de desenvolvimento local tem um papel estratégico no processo, que visa à promoção do desenvolvimento do município por meio dos pequenos negócios. É o agente de desenvolvimento quem articula e conduz os trabalhos do Comitê Gestor da Lei Geral de Entre Rios do Oeste, formado por representantes de diversas entidades de apoio.n Danielli Raquel Pappen, 28 anos, foi a candidata aprovada e tomou pose do cargo no final de fevereiro.

Compra Curitiba Aproximadamente 500 pessoas participaram da primeira edição do Encontro Compra Curitiba. O evento estimulou a participação de micro e pequenas empresas em processos de licitação e compras públicas e governamentais. Na ocasião, os empresários puderam assistir a palestras relacionadas ao tema e conhecer oportunidades de negócio com o setor público. O Encontro foi uma das ações do Programa Compra Paraná, criado com o objetivo de colocar em prática, no Estado, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que trata, entre outros itens, sobre o tratamento diferenciado que as empresas públicas devem dispensar às micro e pequenas empresas em seus processos de compras. Além de Curitiba, outras 13 cidades também são contempladas com ações do Programa, uma realização do Sebrae/PR com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) e que, na Capital, tem o apoio da Agência Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

Destaque nacional O Paraná foi destaque nacional nos Prêmios Sebrae Mulher de Negócios e MPE Brasil. A instrutora de circo, empreendedora Raquel Aparecida da Cruz, de Campo Mourão, ficou em terceiro lugar na categoria Microempreendedora Individual do Prêmio Mulher de Negócios. E a Borkenhagen Soluções Contábeis, de Foz do Iguaçu, foi a vencedora nacional na categoria Serviços do Prêmio MPE Brasil.

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Foto: Luiz Costa/La Imagen

Artigo

Gestão por processos:

mais valor para o cliente

Por José Gava Neto

Você, empresário, conhece sua empresa a

empresa em franqueadora exige a manualiza-

ção da sua equipe, além da definição de quais

ponto de explicar e justificar por que este ou

ção dos processos que fazem aquela empresa

serão os indicadores que justificarão as mu-

aquele processo existe, e o quanto ele adi-

ser bem sucedida no que faz. E a sua empresa,

danças nos processos: redução de tempo, au-

ciona ou diminui valor ao negócio? Os pro-

estaria pronta para se tornar uma franquia?

mento de qualidade, redução do custo, au-

cessos na sua empresa são eficientes? Mais eficientes que os dos concorrentes? Refletir a respeito dos processos da sua empresa é

Ok, já entendi, mas por onde começar? As empresas que estão mais bem estruturadas em

mento da satisfação do cliente, entre outros indicadores que poderão ser utilizados.

termos de processos seguem um passo a pas-

Teste, faça a experiência, analise os resulta-

so, que tem as seguintes fases: Planejamen-

dos das alternativas e implante aquela que

Organizações, empresas, nada mais são do

to; Análise; Desenho e Modelagem; Imple-

deu certo, mas lembre-se de documentar, de

que um conjunto complexo de recursos que,

mentação; Monitoramento; e Refinamento.

descrever o processo implementado, de

apenas o início!

combinados e articulados (processos), produzem um resultado. E este resultado difere de uma empresa para outra, num mesmo segmento econômico ou ramo de negócios pelo “jeito” que ela coordena as diferentes atividades até entregar ao cliente o produto ou serviço de que necessita. Diferenciais, como um

De forma prática, é importante primeiro um

Continue monitorando estes indicadores que

os processos-chave da empresa, aqueles que

você definiu para a empresa, para os proces-

impactam diretamente o cliente, ou que representam grande risco aos funcionários, ou que são críticos para a execução da estratégia. Feito isto, é importante descrever como ocor-

são, há muito tempo, as únicas fontes de ga-

re cada um, seja na área de vendas, na área de

rantia da satisfação do cliente.

pessoal, no pós-vendas, no financeiro, no

no Brasil hoje são as franquias. Elas simplesmente valorizaram o “seu jeito de fazer” ou os seus “processos”! São empresas que alcançaram o sucesso e que desejam expandir sua

modo que, ao ler, seja fácil reproduzi-lo.

mapeamento, uma identificação de quais são

bom produto ou uma boa localização, não

Um dos modelos de negócio que mais cresce

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José Gava Neto é diretor de Administração e Finanças do Sebrae/PR. Mestre em Administração, possui MBA em Gestão e Liderança pela Fundação Dom Cabral, especialização em Controladoria pela UFPR, e Coordenação em Dinâmicas de Grupo pela SBDG. Participou do Programa Competitiveness Summer School  - BID, Washington, D.C., e é formado em Ciências Contábeis.

atendimento ao cliente, enfim em todas as áreas-chave, lembrando sempre que os processos são interligados, inter-relacionados, e é necessário se observar onde inicia e onde termina cada um deles.

sos-chave, e, se os resultados não estiverem satisfatórios, é hora de rever novamente, é a atividade de gestão, que, neste caso, estamos vendo pela ótica dos processos. Por fim, a gestão por processos eleva o patamar competitivo das empresas, profissionalizando a gestão dos empresários e seus colaboradores. Afinal, por meio de processos bem definidos e com indicadores, fica mais claro como cada equipe e indivíduo contribuem para o resultado da empresa, o que é, sem dúvida, ingrediente indispensável para os em-

atuação nacional e, em alguns casos, interna-

Em seguida, identificar o que precisa ser mu-

presários que buscam resultados e uma entre-

cionalmente. E toda transformação de uma

dado. Nesta fase, é fundamental a colabora-

ga superior de valor aos seus clientes.


As Regionais do Sebrae/PR e seus escritórios REGIONAL CENTRO Ponta Grossa Avenida João Manoel dos Santos, 500 Bairro Nova Rússia - CEP: 84.051-410 Fone: (42) 3225-1229 Fax: (42) 3225-1229 Escritório - Guarapuava Rua Arlindo Ribeiro, 892 Bairro Centro - CEP: 85.010-070 Fone: (42) 3623-6720 Fax: (42) 3623-6720 REGIONAL LESTE Curitiba Rua Caeté, 150 Bairro Prado Velho - CEP: 80.220-300 Fone: (41) 3330-5800 Fax: (41) 3330-5768/3332-1143 Escritório - Paranaguá Avenida Gabriel de Lara, nº 1.404 Bairro Leblon - CEP: 83203-742 Fone: (41) 3330-5760 Fax: (41) 3330-5760 REGIONAL OESTE Cascavel Avenida Presidente Tancredo Neves, 1.262 Bairro Alto Alegre - CEP: 85.805-000 Fone: (45) 3321-7050 Fax: (45) 3226-1212 Escritório - Foz do Iguaçu Rua das Guianas, 151 Bairro Jardim América - CEP: 85.864-470 Fone: (45) 3522-3312 Fax: (45) 3573-6510 Escritório - Toledo Avenida Parigot de Souza, 2.339 Bairro Centro - CEP: 85.905-380 Fone: (45) 3252-0631 Fax: (45) 3252-6175

Escritório - Campo Mourão Rua Santa Cruz, 1.085 Bairro Centro - CEP: 87.300-440 Fone: (44) 3523-2500 Fax: (44) 3523-2500 Escritório - Paranavaí Rua Souza Naves, 935 Jardim São Cristóvão - CEP: 87.702-220 Fone: (44) 3423-2865 Fax: (44) 3423-2865 Escritório - Umuarama Avenida Brasil, 3.404 Bairro Zona I - CEP: 87.501-000 Fone: (44) 3622-7028 Fax: (44) 3622-7065 REGIONAL NORTE Londrina Avenida Santos Dumont, 1.335 Bairro Aeroporto - CEP: 86.039-090 Fone: (43) 3373-8000 Fax: (43) 3373-8005 Escritório - Apucarana Rua Osvaldo Cruz, 510 - 13° andar Bairro Centro - CEP: 86.800-720 Fone: (43) 3422-4439 Fax: (43) 3422-4439 Escritório - Ivaiporã Rua Professora Diva Proença, 1.190 Bairro Centro - CEP: 86.870-000 Fone: (43) 3472-1307 Fax: (43) 3472-1307 Escritório - Jacarezinho Rua Coronel Figueiredo, 749 Bairro Centro - CEP: 86.400-000 Fone (43) 3527-1221 Fax: (43) 3527-1221 REGIONAL SUDOESTE

REGIONAL NOROESTE

Pato Branco Avenida Tupi, 333 Bairro Bortot - CEP: 85.504-000 Fone: (46) 3220-1250 Fax: (46) 3220-1251

Maringá Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, 1.116 Bairro Zona 7 - CEP: 87.030-010 Fone: (44) 3220-3474 Fax: (44) 3220-3402

Escritório - Francisco Beltrão Rua São Paulo, 1.212 - Sala 1 Bairro Centro - CEP: 85.601-010 Fone: (46) 3524-6222 Fax: (46) 3524-5779


Revista Soluções - Edição 21  
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