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A SOMA DOS MUNDOS 01 de junho de 2011

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Americano Índio

DESTERRITORIALIZAÇÃO - Um olhar sobre Fortaleza -

Ano 1 - Número 1 - Exemplar do assinante


Bilhete dos Editores Nesta edição voltaremos nosso olhar para nossa abordar de um lugar tão peculiar e plural, sob os olhos de quem apontaremos nossas observações? A res será a fonte de onde beberemos o conceito de “des territorialização do sujeito” e aplicaremos em nossasanotações. Boa leitura! A Equipe

Universidade de Fortaleza - UNIFOR Centro de Ciências Humanas - CCH Curso de Publicidade e Propaganda Disciplina: Teoria da comunicação II Professora: Alessandra Oliveira Período 2011.1 M246CD

Felipe Menezes Mat.: 0910402

Francisco José Mat.: 0723008

Larah Cordeiro Mat.: 1112571

Priscila Cartaxo Mat.: 0812946

Sheyla Paiva Mat.: 0223902

Simone Évans Mat.: 0623249


Adicionando Conhecimento Filósofo argentino (1939). Dr pela Universidade Nacional de La Plata e PhD pela Universidade de Paris. É professor na Universidade Autónoma Metropolitana. Néstor García Canclini nasceu na argentina no ano de 1939, mas está radicado no México desde 1976. É Doutor pela Universidade de Paris X. Dentre outras instituições que lecionou, estão as Universidades de Stanford, Barcelona, Buenos Aires e Austin.

Obrigado por nos conceder essa entrevista, Sr. Canclini. Agora será que o senhor poderia falar um pouco para os nossos leitores sobre a coleção, descoleção e a desterritorialização, e como isso nos atinge? Primeiramente para que possamos falar sobre o que é colecionar, descolecionar e a desterritoriali zação, nós antes precisamos falar sobre a globalização. A globalização é um fenômeno que diminuiu as muito mais fácil o acesso a essas culturas e também o caminho contrário, o acesso delas a nossa cultu ra. Agora eu te pergunto o que acontece quando passamos e encontramos algo que nos interessa?

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Nós guardamos, não é verdade? Sim, é verdade. E para esse fenômeno eu chamei de colecionar. Então colecionar é selecionar aquilo que se tem interesse. Para se ter uma idéia o folclore nasceu do colecionismo. Foi se formando quando colecionadores investigavam e preservavam os objetos usados nas refeições, os vestidos e as máscaras com que se dançava nos rituais e os reuniam em seguida nos museus. Porém o que acontece quando surgem coisas novas e interessantes a cada dia? E se essas mesmas coisas se tornam obsoletas cada vez mais rápido, o que acontece?

Não sei como podemos acompanhar as novidades, creio que assim como eu, todos sentem falta do tempo em que as pessoas tinham poucas escolhas. Sim, é verdade que já vivemos em um tempo em que nossas escolhas eram limitadas, porém nós não limitamos somente a escolha de bens. A cultura sofreu bastante por causa da globalização. Antes

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sava o seu valor de objeto e se transformava em um signo.

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E nós entendíamos aquele signo. Agora quando passamos em frente a algum monumento, além de não entender mais a sua utilidade, também sentimos que ele está deslocado dentre milhares de propagandas e prédios. A hibridez cultural é visível em uma mesma rua nos estilos de várias épocas.

Então isso seria a descoleção? Quase, a descoleção está relacionada a esse problema. Vou lher ajudar a compreender essa questão com um exemplo bastante comum. Você já tirou cópia de algum livro por um motivo qualquer? Sim, quando estava na faculdade. É mais fácil ler uma parte do livro que o livro todo, e muitas vezes mais barato. Mas o que isso tem a ver com o nosso assunto? Pois bem, tem a ver e muito. A descoleção seria o fato de tirar um objeto daquele contexto, como por exemplo, retirar uma página de um livro onde ele está intimamente ligado com o todo, e depois colocálo numa coletânea de textos de outros autores. Isso passa a não mais fazer sentido, pelo menos não o sentido que ele deveria fazer. Em resumo, a descoleção envolve uma ruptura com os sistemas de organização de bens simbólicos construídos pelo pensamento.

Colecionar e descolecionar são de fácil entendimento, mas quanto à desterritorialiA desterritorialização está ligada a descoleção. Ao retiramos os objetos de seus contextos estamos objeto. Atualmente estamos em constante hibridação e desterritorialização.

E qual a situação em que nos encontramos hoje face a esses fenômenos? A desterritorialização apesar de estar ligada a descoleção também está ligada a coleção. Hoje continuamos a colecionar, consumir e contruir estruturas que possuem um signo. Porém assim como construí-

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Na Boca do Povo Quem nunca repetiu um bordão que ouve em uma determinada novela? Eles são ditos tantas vezes que quando percebemos já estamos falando. Como estamos vivendo a desterritorialização no dia a dia, lembrei de uma personagem hilária vivida por Eva Wilma, à vilã Altiva da novela “A Indomada”. Para quem não se lembra, a história é passada em uma cidadezinha chamada Greenville, cuja população adquiriu hábitos britânicos por causa dos ingleses que por lá passaram para construir uma estrada de ferro. Os habitantes se consideravam súditos da Rainha, sem perder o sotaque nordestino.

“Of course”, “Yes”, “My God” Na hora da morte ela solta um sonoro: “I’ll be back”

Altiva (Eva Wilma), na novela “A Indomada”

Outros bordões que caíram na boca do povo:

“Chique de doer” Elvira (Nívea Stellmann), na novela “Sete Pecados”

Sou chique, benhê! Márcia (Drica Moraes), em ~Chocolate com Pimenta~

“Are baba”, “tike” Maya (Juliana Paes), em Caminho das Índias

“Arder no mármore do inferno”, “Jogar a sorte no vento” e “Inshala” Nazira (Eliane Giardini), em ~O Clone~

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Tudo Junto e MUITO Misturado! O conceito de desterritorialização, consiste em adotar um chamado “olhar estrangeiro” para as coisas à nossa volta. A novidade é que na música está cada vez mais presente a mistura de ritmos. Um exemplo muito forte foi à ousadia da MTV com o estúdio coca-cola zero que reúne artistas nacionais e mostra músicas repaginadas com a mistura de seus ritmos. Abaixo algumas misturas inusitadas! A mais inusitada e que segundo as críticas vale à pena conferir, é a mistura de sertanejo da dupla Chitãozinho e Xororó com o rock emo do grupo Fresno, que nunca caiu tão bem.

http://www.youtube.com/watch?v=2gYLq-n8s94 Evidências Sertanejo com Rock emo

http://www.youtube.com/watch?v=rcowaJBKz_s Não me deixe só Mpb e rock

http://www.youtube.com/watch?v=jeMr3wqaWoA Pacato Cidadão Pop Rock e Manguebeat

http://www.youtube.com/watch?v=dwmx_rEx5YE Loirinha Bombril Forró e Rock

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Vale a pena ler! O mundo está diminuindo, vocês têm percebido? Não, eu não estou ficando doida, ele está isso é fato e eu ainda posso comprovar. Ontem recebi uma notícia através da internet que está acontecendo uma feira de artesanato, então como sou louca por tudo que é diferente, pego meu carro e em menos de vinte minutos estou em frente a uma belíssima tenda ouvindo de uma indiana um canto mais belo ainda, ou então vendo o Buda das formas mais maravilhosas possíveis, ou sentindo essências jamais sentidas antes. Mas não é preciso contar um fato extra para que a minha tese da diminuição do mundo seja comprovada, afinal é só ligar a TV, o computador ou o rádio. E tem coisa mais corriqueira que fazer isso? O mundo é aqui e agora, está ali ou aqui do lado, não existe mais algo típico de um local, porque o local virou os locais, uma cultura virou as culturas. Cultura é dinâmica e mistura, nunca é pura, mas também nunca morre, é memória e esquecimento uma vez que sempre se ressurge. Como eu não poderia deixar de citar uma parte do excelentíssimo texto do autor Amyr Klink, aqui vai ele:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

E depois de tais palavras, sobra uma dica para o final de semana. Visite a Feira Internacional de Artesanato, está acontecendo dos dias 27 de maio á 05 de junho, das 15 ás 22h, no Centro de Convenções do Ceará. Não fique só na leitura, mas gaste todos os outros sentidos que lhe restam.

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Curti! A desterritorialização está marcada em muitas das nossas principais arquiteturas desde o inicio da cidade até hoje. Mesmo quando são construídos novos prédios, taleza. Jardim Japonês: A construção, que seria uma homenagem ao centenário da imigração japonesa em pleno o Ceará. Também é o presente que a população recebe nos 285 anos da cidade. Localização: Av. Beira Mar 3313

Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção: Construção de 1649, feita pelos holandeses, com o nome de Forte de Schoonenborck. Batizado pelos portugueses com o nome de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Localização: Av. Alberto Nepomuceno, s/nº, Centro

Ponte Metálica / Ponte dos Ingleses: Construção de 1923, doada pelos ingleses para ser ponto de embarque e desembarque de carga e passageiros até a construção do Porto de Mucuripe. Serve como mirante de um dos mais bonitos pôr-do-sol da Cidade e Localização: Praia de Iracema.

Catedral da Sé: Construção de 1938, em estilo gótico, concluída em 1978. Apresenta torres com 75 m de altura, uma cúpula com um cruzeiro de 42 m e sua capacidade é para 5.000 pessoas. É a terceira maior do País. Localização: Rua São José s/nº, Centro, 10 Praça da Sé.


Passeio Público: Construção do séc. XIX, em estilo neoclássico, é a mais antiga praça de Fortaleza. Destacam-se suas árvores centenárias e cópias de esculturas dos antigos Deuses Gregos. Localização: Rua João Moreira, s/nº, Centro.

Cine São Luis:

Construção de 1939, inaugurado em 1958, em estilo neoclássico e inspiração art-déco. Tem sua escadaria e seu hall revestidos em mármore de Carrara e seus lustres são de cristal tcheco. Localização: Praça do Ferreira, Centro

Teatro José de Alencar:

Construção de 1908, inaugurado em 1910, em estilos art nouveau e coríntio, é uma das mais importantes obras arquitetônicas da Cidade. O corpo do teatro é todo de ferro fundido e aço trazidos da Escócia. Localização: Praça José de Alencar, Centro.

Palácio da Luz: Localização: Praça dos Leões.

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Esporte Você pratica esportes? Você sabe em que cultura e espaço ele surgiu? Conheça aqui o seu esporte e respectiva história e veja que até aquela “peladinha” inofendiferente do seu. Como começou??? Futsal Em 1934 na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de ‘’INDOOR-FOOT-BALL’’. Vôlei Em 9 de fevereiro de 1895 por William George Morgan nos Estados Unidos da América.. O objetivo de Morgan era criar um esporte de equipes sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões. Handebol Em 1936 o handebol fez parte pela primeira vez de uma Olimpíada. Na Alemanha atribui-se a invenção do handebol ao professor Karl Schellenz, da Escola Normal de Educação Física de Berlim, durante a primeira guerra mundial. No início, o handebol era praticado apenas por moças e as primeiras partidas foram realizadas nos arredores de Berlim. Tênis Alguns crêem que ele surgiu como uma variante dos antigos jogos de bola praticados por egípcios, gregos e romanos. Outros acreditam que o tênis deriva de um jogo romano que foi adaptado pelo país basco e recebeu o nome de “jeu de paume” porque a bola era batida contra um muro com a palma da vado em 1875.

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Surf O primeiro relato concreto da existência do esporte foi feito pelo navegador James Cook, que descomadeira confeccionada para deslizar nas ondas, as pranchas eram fabricadas pelos próprios usuários. O esporte só passou a ser divulgado pelo mundo em 1912. Kitesurf Inventado pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoix em 1984. Eles desenvolveram uma caíssem. Em 1993 as pipas, já então desenvolvidas, começaram a ser desenvolvidas.’

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Patins Em 1819, em Paris, M. Petibled patenteou os primeiros patins. Eram de três rodas em uma única linha. Em 1863, James Plimpton revolucionou inventando o patins de quatro rodas, mas foi em 1966 que o patinador Scott Olson inspirado nos patins de gelo lançou os de quatro rodas em linha usados hoje.

Por essa você não esperava... Dança = Homem das cavernas??? O surgimento da dança se deu ainda na pré-história, quando os homens batiam o pé no chão. O surgimento das danças em grupo se deu no Egito, há dois mil anos antes de Cristo, através dos rituais religiosos, onde as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Cooper = Jogging??? Cooper ou joggin são os nomes utilizados para uma das formas de exercício físico mais destacados entre os brasileiros. Difundida nos anos 70 e 80 e defendida pelo médico americano Kenneth Cooper por ser uma atividade que aumenta a condição física com menos desgaste ao corpo do que a corrida.

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Roupas Se levarmos em consideração que a roupa representa parte da nossa perpersonalidade, ou que o jeito que nos vestimos é uma forma de nos comucomunicarmos com os outros, devemos ter cuidado na hora de escolhê-la. Se usamos uma roupa de outro país, por exemplo, possivelmente não estareestaremos nos expressando de acordo com a nossa própria cultura. T Temos emos então, o “poder” de escolher aquilo que melhor nos representa, a nossa própria moda. A desterritorialização também acontece devido ao grande processo de globalização que o mudo vem passando. As culturas e as ideologias se relarelade comunicação, por exemplo. Quem nunca comprou uma roupa de outro lugar? (indianas, americanas e de muitos outros lugares). Até mesmo com marcas estrageiras (Adidas, Nike, Lacoste...). Hoje em qualquer lugar encontramos roupas e marcas diferentes. Também podemos encontrar qualquer tipo de roupa em uma só loja. Como: Renner, C&A, Riachuello... A renner por exemplo: vende marcas próprias e marcas de outros lugares como: Adidas, Disney e Nike. E também podemos encontrar vestidos indiindianos, macacões, coletes, casacos e jaquetas (roupas de frio); que não são utilizadas aqui no nordeste devido ao calor, mas são utilizadas no sul do Brasil e em outros países frios. Por isso o slogan da loja: “V “Você tem seu estilo, a Renner tem todos”. Já na Dom luis se encontram lojas e quiosques como os da Havaianas e a loja representante da All Star, lojas de marca local e internacional convivendo no mesmo espaço.

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