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Sebastião Miguel portifólio produção gráfica

os trabalhos aqui apresentados não estão em ordem cronológica atuo como produtor gráfico deste 1985


Número 01 - 2004

r b p g

revista brasileira de pós-graduação

Editorial

Número 01 - 2004

Jean Marcel Carvalho França Imagens do Brasil nas relações de viagens dos séculos XVII e XVIII Carlota Boto O Brasil que Portugal escreveu: pedagogia e política sem comemorações Marcos Cézar de Freitas Pensamento social, ciência e imagens do Brasil: tradições revisitadas pelos educadores brasileiros Eliane Marta Teixeira Lopes Relações coloniais como relações educativas Carmem Sylvia Vidigal Soares A normatização da pobreza: crianças abandonadas e crianças infratoras

Nietta Lindemberg Monte E agora, cara pálida? Educação e povos indígenas, 500 anos depois Luiz Alberto Oliveira Gonçalves e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva Movimento negro e educação

Tamanho

r b p g

aprox 10 cm aprox 2,2 cm

revista brasileira de pós-graduação

Raquel Soihet A pedagogia da conquista do espaço público pela mulheres e a militância feminista de Bertha Lutz

Lúcio Kreutz Escolas comunitárias de imigrantes no Brasil: instâncias de ordenação e estruturas de apoio

fonte corpo 70

revista brasileira de pós-graduação

Resenhas

fonte corpo 16,716

Notas de Leitura Resumos/Abstracts

Tipologia da Logomarca Fonte: Zekton Regular

Normas para Colaborações

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Assinaturas

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PANTONE PANTONE 1805 C 100%

PANTONE 1805 C 30%

PANTONE 356 C 100%

PANTONE 356 C 30%

Cores - Aplicação em Cores

PANTONE 356 C 70%

Capa 17x24 cm (fechada)

PANTONE

CMYK

RGB

PANTONE 1805 C

K 20% M 100% Y 100%

R 170% G 30% B 30%

PANTONE 356 C

K 20% C 100% Y 100%

R 0% G 120% B 60%

Fundos Diferentes Positivo

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revista brasileira de pós-graduação

Negativo

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revista brasileira de pós-graduação

Preto e Branco

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revista brasileira de pós-graduação Preto 50% Preto 100%


Fonte títulos, autor e vinhetas: Zekton Regular

Fonte texto: Garamond

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GIRAMUNDO TEATRO DE BONECOS 1970/2002 O FAZER TEATRAL EM GRUPO

C

omo realizar uma exposição sobre o teatro em que não só a expressão plástica e estática dos cenários e figurinos participem, mas que se realize algum acontecimento, em que o fazer teatral e a vivacidade do teatro estejam presentes em essência: a ação, o “te-ato” como diz o diretor José Celso Martinez Corrêa. A idéia central da exposição é o fazer teatral em grupo, como realmente surgiu e se desenvolveu esta questão na história do teatro nacional e que hoje deságua na formação do nosso M.T.G. (Movimento de Teatro de Grupo). Optamos por contar essa história em sentido anti-horário, ou seja, de trás para frente, em uma espécie de túnel do tempo, buscando no hoje a importância da experiência do passado através de um exercício da memória, resgatando assim a importância do passado no presente e apontando para um futuro que leve a reflexão não só do

espectador, mas do próprio M.T.G. sobre sua trajetória, seus objetivos e percalços e, principalmente, sua identidade enquanto um grupo de grupos. Enfim, um desvendamento a partir das pequenas caixas em que propusemos a cada grupo mostrar a sua “cara” frente a um grande espelho de camarim, onde as luzes apontem um caminho comum, transformador e rico das subjetividades de cada grupo. Um convite a atravessar a coxia e se ver no palco dos diversos grupos que compõem ou já compuseram um movimento teatral. Assim, tomamos partido dos monitores dos quais dispomos, em sua maioria, estudantes de teatro: por que não teatralizar este percurso? Elaboramos este “roteiro-enredo” de hoje até o fim dos anos 50, quando o teatro passa a ter uma consciência pública, social, política, retomada, hoje, num sentido mais cósmico, coletivo, indivíduo humanitário.

Roberto Alvarenga de Paula Júnior (Tucha) Rogério Blach Macêdo Curadores da Mostra

Esta exposição é dedicada in memorium a Álvaro Apocalipse e Evanée Bertola

FICHA TÉCNICA COORDENAÇÃO EXPOSIÇÃO/ESCOLAS COORDENADOR: Epaminondas Reis ASS.COORDENAÇÃO: Carloman Bonfim ESTAGIÁRIOS: Luciana Jácome Morais Gláucio Afonso da Silva

CURADORES: Roberto Alvarenga de Paula Júnior (Tucha) Rogério Blach Macêdo ORIENTAÇÃO CÊNICA MONITORES Cida Falabella

MONITORES: Leonardo Richard Saulo Salomão Luciana Cezário Kelly Cristina Michelle Cristina Diógenes Carvalho Válber Palmeira Ronaldo Jannotti Raquel Alvarenga Elzirene de Fátima Santos

AGRADECIMENTOS: Jota Dangelo João das Neves Raul Belém Machado Tarcísio Ribeiro Cida Falabella Ione Medeiros T.U- Fernando Linares Projeto Gráfico Sebastião Miguel

Criado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro A p o c a l y p s e , Te r e z i n h a Veloso e Maria do Carmo Vivacqua Martins (Madu), o Giramundo completou, em 2000, trinta anos de existência e funcionamento ininterruptos. Considerado mais como um Centro de Pesquisas e de Criação do que um grupo convencional de teatro, o Giramundo tem o objetivo de praticar, preservar e divulgar o Teatro de Marionetes em suas mais d i ve r s a s f o r m a s. O s espetáculos são geralmente o produto final de determinada pesquisa ou experimentação e

procuram dentro do possível resgatar valores da cultura nacional. Frequentemente, o Giramundo oferece estágios, promove cursos, faz c o n f e r ê n c i a s e demonstrações, servindo de ponto de referência, teórica e prática àqueles que se interessam pelo Teatro de Bonecos. Atualmente, o Giramundo encontra-se em intensa atividade consolidando os seguintes projetos: o "Museu Giramundo", em Belo Horizonte, contendo uma das maiores coleções de

bonecos do mundo; a "Escola das Artes do Marionete EAM", uma rara escola dedicada exclusivamente ao teatro de bonecos e o "Teatro Giramundo", recentemente inaugurado, e que apresentará o amplo conjunto de espetáculos do grupo. O trabalho do Giramundo é reconhecido por seu esforço no sentido da ampliação da área de atuação do "Teatro de Bonecos" trazendo para seu repertório autores, temas, e questões inéditas sempre tratadas com perfeccionismo técnico e apurado senso estético.


Arena

O Teatro Surge como reação ao teatro desvinculado da realidade brasileira. A principal característica do Teatro de Arena, fundado em São Paulo em 1953, tendo à frente José Renato - egresso, como outros, da Escola de Arte Dramática -, foi a de nacionalizar o palco brasileiro, a partir da estréia de Eles Não Usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, em 1958.

a linha de prestígio da dramaturgia brasileira, continuada por “Chapetuba Futebol Clube”, de Oduvaldo Vianna Filho, “Revolução na América do Sul”, de Augusto Boal, e outros textos, aprovados no Seminário de Dramaturgia que ali se criou com o objetivo de buscar um teatro que alertasse para a libertação do povo brasileiro, que refletisse como se desenvolvia a luta de classes.

No início, o grupo, que foi o primeiro na América do Sul a utilizar a cena circular envolvida pelo público, visava sobretudo à economia do espetáculo, adotando as mesmas premissas estéticas de Teatro Brasileiro de Comédia, com o ecletismo de reper tório. Sem a necessidade de cenários, atuando em locais improvisados, o grupo podia abolir muitas despesas.

Espetáculos foram encenados um após o outro, sempre com o propósito de examinar um aspecto da realidade do país, a partir de textos escritos sobre temas populares, como cangaço, futebol, trabalho nas fábricas, etc. Essa etapa criativa corresponde a uma época que se caracterizou por um surto nacionalista observado em amplos setores, pela tendência e a preocupação de valorizar tudo o que fosse nacional, sem o afã de consumir as novidades importadas dos países mais desenvolvidos. Datam desta época a construção de Brasília, o desenvolvimento industrial de São Paulo e de outras regiões brasileiras, e o surgimento de correntes culturais que procuravam ligar-se com o processo brasileiro, como Bossa Nova e o Cinema Novo.

Mesmo assim, tendo inaugurado em 1955 a sala da rua Theodoro Bayma, o Arena, em difícil situação financeira, preferiu fechar as portas com uma peça de um de seus atores, originário do Teatro Paulista do Estudante, ao qual se uniu para formar-se o Elenco Estável: Gianfrancesco Guarnieri. Black-tie não só se constituiu em um grande sucesso de mais de um ano em cartaz, como iniciou

de São Paulo

Também nessa fase o Arena inicia sua concepção de cenografia, liderada sobretudo por Flávio Império, que serviu para firmar uma nova dramaturgia brasileira e desmistificar o preconceito da falta de público para o autor nacional. Quase todas as encenações desta época foram sucesso de bilheteria. Na fase seguinte o Arena iniciou a interpretação de textos clássicos, a partir da radicalização dos personagens apropriando-os ao contexto do público que desejava atingir. O Arena, com a colaboração de Augusto Boal, conhecedor das experiências do Actors'Studio, nos Estados Unidos, empenhou-se também na procura de um estilo brasileiro de encenação e de desempenho. A seguir, promoveu a nacionalização dos clássicos. Veio depois a fase dos musicais, expressa

Arena

O Teatro

por “Arena Conta Zumbi” e “Arena Conta Tiradentes”, de Guarnieri e Boal.

de São Paulo

Em seguida o Arena adotou o que chamaram de sistema curinga que apresentava dentro do próprio espetáculo, a peça e sua análise. Esse sistema se desenvolvia em dois níveis diferentes: o da fábula, com todos os recursos teatrais , e o da conferência, com o “coringa” como intérprete e explicador do texto. A presença de duas funções opostas a protagonista, a cargo dos atores, e a explicativa, a cargo do “coringa”, per mitiria uma maior possibilidade de variação formal, com a inclusão de todos os estilos, já que cada cena poderia ser resolvida de modo particular, dando ênfase especial na elaboração das “explicações”, de forma que construíssem o estilo geral do espetáculo e evitasse que o resultado final redundasse numa proposição puramente anárquica. A repressão violenta da ditadura, principalmente com o Ato Institucional nº5 de 1968, ainda permitiu a Augusto Boal fazer a experiência do Teatro Jornal, primeiro passo do seu Teatro do Oprimido, que se desenvolveu no exterior nas formas do Teatro Invisível e do Teatro-Foro. Mas seu exílio, em 1971, já afastados outros valores do grupo, interrompeu a grande trajetória do Teatro de Arena. Fonte: Itaú Cultural www.dionísius.hpg.ig.com.br

CHAPETUBA F.C- Oduvaldo Vianna Filho, 1959| Direção Augusto Boal | Na foto- Flávio Migliaccio e Francisco de Assis

1a FEIRA PAULISTA DE OPINIÃO- Augusto Boal, 1968| Na foto- Luiz Carlos Arutin, Zanoni Ferrite, Rolando Boldrin e Cecília Thumin

ARENA CANTA ZUMBI- Gianrancesco Guarnieri e Augusto Boal ELES NÃO USAM BLAK-TIE- Gianfrancesco Guarnieri, 1959


Grupo Influente e impor tante companhia ao longo dos anos 60, transformou-se em grupo nos anos 70, tendo como esteio a figura do encenador José Celso Martinez Cor rêa. Ressurge reformulado nos anos 80 e, sob a denominação de Oficina Uzyna Uzona, atua até hoje. O oficina soube abrir-se e incorporar, paulatinamente, as mais significativas transformações da cena ocidental, sempre em posição de vanguarda, vindo alcançar um destaque absoluto com sua encenação de “ORei da Vela”, em 1967, obra que catalisa o movimento tropicalista. O Oficina distinguiu-se na década de 60, como o grupo de trajetória mais rica e fascinante do teatro brasileiro. Cada espetáculo correspondia a um momento de evolução intelectual de José Celso, que

Oficina

passou de um realismo em busca das raízes autênticas do teatro a todas as fases mais recentes do palco europeu e norteamericano, sempre concebidos e desenvolvidos com o forte sabor brasileiro.

Nunca, entre nós, o teatro alcançou tão grande ressonância mágica, ao mesmo tempo em que se tornava incisivo veículo de conhecimento. Pode-se dizer que as mais felizes realizações do Grupo Oficina contribuíram para definir a autonomia na linguagem do palco brasileiro. Incansável em sua busca, o Oficina pretendeu romper as fronteiras convencionais do teatro, fazendo “Te-ato”. “Eu queria desmontar uma coisa que eu não aceitava nem no Arena, nem no T.B.C., que era a

representação eu queria desbancar a representação, para fazer sair do clichê e fazer brotar exatamente essa relação emocional, que na época, ficava restrita à cena e que num certo sentido, agora eu tento estender pelo espaço todo, como se ele pudesse transcender o espaço teatral e ir pro espaço urbano, contaminando tudo que ela tocar.”

“Meu desejo é botar o teatro no mundo envolvido com as lutas sociais, paixões urbanas, com tudo e trazer o que ele tem de mais importante, que é a questão política, a questão do poder.” “O teatro em si é anárquico, o teatro trabalha em forma de conselho, em equipe. Eu trabalho muito bem coletivamente, eu gosto de muita

Grupo

gente, gente de vídeo, figurino de cenário, de luz, todo mundo dando palpite em tudo. ORGIA”.

Oficina

“Um dos fatores de riqueza do teatro nos anos 60, além da plugação da classe média toda com a vida política do país e do fato da classe estudantil ter puxado o teatro para uma coisa super ilegal, havia um intercâmbio muito grande entre os atores de companhias, cama, mesa e até em assembléias”. “O teatro é o lugar onde se reinventa o ser humano a cada época”. “Eu não sou antiglobalização, eu sou por comer a globalização, por que ela sempre existiu desde a descoberta em 1.500, ou você come ou é comido, e você tem que se deixar colonizar para comer o c o l o n i z a d o r.” ( Jo s é C e l s o Martinez Corrêa) Fonte: Folhetim nº 12 Itaú Cultural

Galileu Galeilei- Bertolt Brechet, 1968 | Direção José Celso Martinez Corrêa | Foto de Cena

QUATRO NUM QUARTO- Valentin Katáiev, 1967| Direção José Celso Martinez Corrêa | Na foto- Ítala Nandi e Dirce Migliaccio O REI DA VELA- Oswald Andrade, 1967| Direção José Celso Martinez Corrêa | Na foto- Renato Borghi

O REI DA VELA- Oswald Andrade, 1967| Direção José Celso Martinez Corrêa | Na foto- Othon Bastos, Cecília Rabelo e Renato Borghi

RODA VIVA- Chico Buarque, 1968| Direção José Celso Martinez Corrêa | Na foto- Maria Alice faria, Antonio Vasconcelos, Samuel Costa jr., Antonio Pedro, Jura Otero, Zezé Motta, Angela Vasconcelos, André Valli e Pedro Paulo Rangel


Grupo Grupo carioca que centraliza, nos anos 60, o teatro de protesto e de resistência, centro de estudos e difusão da dramaturgia nacional e popular. Imediatamente após o golpe militar de 1964, um grupo de artistas ligados ao Centro Popular de Cultura, CPC(posto na ilegalidade) reúne-se com o intuito de criar um foco de resistência à situação. É então produzido o show musical “opinião” , com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão, cabendo a direção a Augusto Boal, do Teatro de Arena paulistano, um sucesso instantâneo que contagia diversos outros setores artísticos , e aglutina artistas dispersos ligados aos movimentos de arte popular. O grupo, bem como sua casa de espetáculos, passam a se chamar Opinião.

Opinião

Denoy de Oliveira, o opinião privilegia a arte popular, abrindo espaço para shows com compositores das escolas de samba carioca, influindo não apenas sobre a mudança de gosto do público como, através desta mescla de e s p a ç o s, f a c i l i t a n d o a disseminação da cultura periférica aos grandes centros de divulgação. Assembléias, reuniões e demais manifestações de protesto da categoria teatral faziam do Opinião um local de referência, nestes primeiros anos após o golpe militar.

Entre 1966 e 67 o grupo dedica-se à um seminário interno de dramaturgia, na tentativa de encontrar novos modelos dramatúrgicos para flagrar a mutante realidade pós-regime militar. Nele foram discutidas obras como “Moço em Estado de Sítio”, de Oduvaldo Vianna Filho, “Dr. Getúlio, sua vida e sua glória”, de Ferreira Gular e Dias Gomes e “O Último Carro”, de João das Neves, posteriormente montadas em contextos diversos.

Grupo

Em 1967 ocorre um desentendimento interno e Vianinnha e Paulo Pontes d e s l i g a m - s e d o g r u p o, enquanto outros integrantes vão, aos poucos, igualmente se afastando. O diretor João das N e v e s, ú l t i m o d i r e t o r remanescente do Opinião, desfaz-se do teatro em 1983.

Opinião

Em seu período de auge, o Opinião não apenas centralizou a generalizada indignação da classe artística contra a censura e a ditadura como lutou, pelos meios disponíveis, para implantar uma nova consciência cênica brasileira, especialmente quanto à dramaturgia que registra as classes populares e suas condições de existência. Fonte: Itaú Cultural

Oficialmente estruturado como empresa em 1966, por Ferreira Gular, Oduvaldo Vianna Filho, Tereza Aragão, Paulo Pontes, Pichin Piá, João das Neves, Armando Costa e

Show Opinião, 1964 | Direção Augusto Boal | Na foto -Zé Keti, Nara Leão e João Do Vale

Show Opinião, 1964 | Direção Augusto Boal | Na foto - Zé Keti, João do Vale e Maria Bethânia.

O último carro- João das Neves, Charitas Ferreira, Diogo Vilela, Margot Band, Anselmo de Vasconcelos, Eliane Narduchi e Ivan de Almeida

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come- Osvaldo loureiro, Thelma Restori e Manuel Pêra

Jornada de um imbecil até o entendimento- Plinio Marcos - 1968-Direção João das Neves- Milton Gonçalves, Jorge Cândido, Ari Fontoura

O último carroAnselmo Vasconcelos, Vinicio Salvatori, Ivan Seta, Cachimbo e outros

Liberdade Liberdade- teatro de Arena- Nara Leão e Oduvaldo Viana filho.


FORMAÇÃO DE GRUPOS DE TEATRO NO O teatro de arte, e não apenas o de entretenimento, conquistou definitivamente seu espaço na década de 30. Desde 38, quando foi fundado o Teatro do Estudante do Brasil, (que encenaram peças de Shakespeare, Ibsen, Sófocles e Eurípedes) os artistas procuraram formar grupos pra somar recursos na produção de seus espetáculos. O próprio fundador, Paschoal Carlos Magno, foi um dos grandes responsáveis por essa movimentação, conduzindo durante várias décadas o movimento teatral estudantil, promovendo festivais, realizando intercâmbio de grupos, facilitando e incentivando a evolução profissional de numerosos artistas e encenadores.

A renovação estética efetiva do palco brasileiro se deu com a fundação, em 1941, do grupo amador “Os Comediantes”, mais tarde o primeiro grupo que a profissionalizar-se. O responsável por essa mudança foi o diretor e intérprete polonês Zbigniev Ziembinski. Em 1943 teve impacto surpreendente sua montagem de “Vestido de Noiva”, peça que impôs o nome de Nelson Rodrigues como autor que renovaria o teatro nacional e a brilhante cenografia de Santa Rosa. Em 1948 o industrial italiano Franco Zampari funda, em São Paulo, o Teatro Brasileiro de

Comédia (T.B.C.), empresa pensada e gerida em moldes

BRASIL capitalistas de produção e venda de espetáculos. No final dos anos 50, a orientação do TBC, de dar prioridade a textos estrangeiros e importar encenadores europeus (os italianos Luciano Salce e Adolfo Celli que ajudaram a formar os brasileiros Flávio Rangel e Antunes Filho), é acusada de ser culturalmente colonizada por uma nova geração de atores e diretores que prefere textos nacionais e montagens simples. Os problemas criados por uma estrutura grande e onerosa, a morte de Franco Zampari e cisões entre os membros do elenco fazem com que, ao longo

FORMAÇÃO DE GRUPOS DE TEATRO NO

da década de 50, o T.B.C. se desmembre nos grupos de: Tônia C a r r e i r o , Pa u l o A u t r a n e Margarida Rey, dirigido por Adolfo Celli; de Cacilda, o marido Walmor Chagas e a irmã Cleyde Yáconis, dirigido por Ziembinski; o Teatro dos Sete, de Fernanda Montenegro, Italo Rossi e Sérgio Brito; e o de Sérgio Cardoso e Nídia Lícia. O T.B.C. montou mais de cem peças em seus dezesseis anos de existência.

BRASIL

Cresce a preocupação social, e surge, na contramão do T.B.C, diversos grupos que encaram o teatro como ferramenta política capaz de contribuir para mudanças na realidade brasileira. Fontes: “Movimentos do Teatro Paulista” Alexandre Matte www.dionísius.hpg.ig.com.br

ESTÁ LÁ FORA UM INSPETOR, J. B. Priestley - 1957| Direção Raymundo Duprat|Teatro Paulista do Estudante, realizado no Teatro de Arena

O GRILO DA LAREIRA, Charles Dickens - 1951| Direção e na foto Ziembinski

ANTIGONE, Jean Anovilh - 1962| Direção Adolfo Celi| na foto Cacilda Becker

RALÉ, Maxin Gorki - 1951| Direção Flamínio Bollini| na foto Ziembinski, Maria Della Costa, Carlos Vergueiro e Paulo Autran


Babilak Bah

Babilak Bah

Babilak Bah

Zenpreto

Zenpreto

1-Berimbacia - 4:01 2- Artemosfera - 4:54 3- Jegue Elétrico - 4:16 4- Versos Íntimos (sonetos de Augusto dos Anjos)- 7:13 5- Trem10Humano - 4:38 6- Zenpreto - 4:24 7- Zabumba de Sete Credos - 7:43 8- Xote dos Poetas (poemas de Capinan)- 14:13

Babilak Bah partipação especial

Jorge Mautner e Nelson Jacobina

gravado ao vivo no dia 12 de agosto 2004 Projeto Conexão Telemig Celular Teatro SESIMINAS. Fotos- Mara Mércia

Zenpreto


Babilak Bah

A “Vivência Percussiva : Oficina Experimental Lúdica de Sons e Movimentos” é um método idealizado por Babilak Bah que implica em construir coletivamente o processo de descoberta e formação usical,despertando a criatividade, a história pessoal e social dos participantes, os limites, o respeito e a solidariedade do grupo na tentativa de compreender a complexidade da arte e particularmente a vida. Para a execução da proposta usa-se de técnicas de apresentação, sensibilização, manejo de instrumentos, criação sonora, criação de peça musical e intervenção. Pode ser aplicada em diversos grupos humanos, inclusive com crianças.

Enxadas são instrumentos. Ferramentas milenares.Base de sustento de trabalho árduo. Geradora de alimentos, alegria e exploração. Sem Pátria, nem certidão de nascimento, enxadas são signos universais, frutos da terra, enfeite cósmico e...Arma.Quando uma enxada volve a terra, o que há de surgir é imprevisível, inusitado. Volvendo música e sentidos, este inusitado se apresenta numa composição fantástica do que é belo, puro, primordial e voraz.O “Enxadário: Orquestra de Enxadas” é formado dez percussionistas que utilizam uma “parafernália percussiva” predominando a sonoridade das enxadas, acrescida por violino, violoncelo, guitarra, trombone, fagote, violão e Dj.O resultado é uma textura complexa que envolve a harmonia de sons aparentemente contraditórios e a criação de instrumentos inusitados como a berimbacia e sucatas, além da da poesia.A “Orquestra de Enxadas” transforma símbolo em música, amplia os horizontes e revitaliza antigos paradigmas musicais - nos remete a tradição da cultura brasileira com o olhar na universalidade. O show ZeNpreto é um apanhado de 10 anos de atividade de Babilak. Comprometido com uma “lírica do pensamento, Bah vem trabalhando, há tempos, a questão da mesclagem da ancestralidade com a universalidade e da negritude sem gueto. Essa proposta se traduz musicalmente pela fusão de sonoridades (do maracatu ao jazz) com o pop e outras variantes musicais” além da sua tradicional mistura de sucatas (bacias, enxadas, extintores de incêndio etc.) com instrumentos acústicos, eruditos e vocais numa constante pesquisa percussiva. ZeNpreto faz uma homenagem ao Preto Velho: arquétipo da sabedoria nacional, ao Zé Preto: homem urbano pendurado na periferia das cidades e ao Zen: as reminiscências da cultura oriental.

CD e grupo formado por portadores de sofrimento psíquico a partir de oficinas de música coordenadas por Babilak Bah no projeto de saúde mental da Prefeitura de Belo Horizonte. O grupo é uma surpresa poética, sensível, emocionante para quem acompanha seu percurso, sente seu ritmo e percebe seu som.

Trem Tan Tan

Vivência Percussiva

Enxadário

logotipos patrocinadores

Iniciou sua trajetória artística com o teatro de rua em 1985 na Paraiba. Tem realizado pesquisas pelo Brasil em busca do conhecimento da sua multiculturalidade e ritmia. Já morou em Recife, Salvador, Maranhão, Santa Catarina, Buenos Aires e, atualmente, reside em Belo Horizonte. Durante sua trajetória artística, participou de vários cursos e Workshops com artistas de renome como Nana Vasconcelos, Doudou Rose, Hermeto Pascoal e grupo UAKTI. Lançou em 2003 seu terceiro livro de poesias “Vôomiragem” e faz a criação, concepção e direção da banda e show “ZeNpreto”, do “Enxadário:orquestra de enxadas” e do “Trem Tan Tan”, além de desenvolver oficinas com grupo diversos.

Músico, poeta, percussionista, criador.

ZeNpreto

(poema do livro “Vôomiragem”- Babilak Bah- 2003)

ro Por intei tro n o c n e e m Ao cubo

Contato: 0xx 31 9201-1670 anapnov@yahoo.com.br babilakbah@hotmail.com

Produção: Ana Paula Novaes

Figurino:Agueda Zanol e instituto Reciclar t-3

Guitarra: Saulo Ferreira Tombone: Leonardo Brasilino Percussão e Bateria: Jonhny Herno Percussão: João Pereira Baixo: Eduardo Moreira

Banda ZeNpreto


A LABORATORY MANUAL

“MYCOTOXIN ANALYSIS AND LABORATORY MANAGEMENT TRAINING COURSE”

Organised jointly by the Food Agriculture Organisation (FAO), the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply (MAPA), Brazil, at the Kenyan Coffee Research Foundation (CRF). Nairobi, Kenya, April 12th - 23rd

2004

AUTHORS1 Eugenia Azevedo Vargas Luciana de Castro Eliene Alves dos Santos Cristiane Maria Gomes Silva Silésia do Souza Amorim Rosinalva Almeida Preis Thais Alves de Sá

Ministry of Agriculture, Livestock and Supply (MAPA), Brazil Av Raja Gabaglia, 245 Cidade Jardim CEP - 30 380-090 Belo Horizonte MG Brasil

1

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02/#%33/$%3%,%±°/ 0ROVAESCRITA ANÈLISEDECURRÓCULOEENTREVISTA

! CONTEMPORANEIDADE APRESENTA PARA A ARTE A CULTURAEAEDUCAÎÍODESAlOSQUEEXIGEMMUDANÎAS CONCEITUAIS REVIGORAMENTO DE LINGUAGEM E CONSTRUÎÍO DE ALTERNATIVAS DE AÎÍO 0ARA ALÏM DE MODISMOS TRATA SE DO DESAlO DE SE BUSCAR VALORES MAIS PERMANENTES E ESSENCIAIS QUE CONTRIBUAM PARA A REAlRMAÎÍO DA IMPORTÉNCIA DOS PROCESSOS SUBJETIVOS DO CONHECIMENTO ! %SCOLA 'UIGNARD 5%-' ATRAVÏS DE SEUS CURSOS DE 0ØS 'RADUAÎÍO ,ATO 3ENSU EM !24% #5,452! % %$5#!±°/ E !24%3 0,«34)#!3 % #/.4%-0/2!.%)$!$% OFERECEUMESPAÎODEREmEXÍOEEXPERIMENTAÎÍODE NOVASPOSSIBILIDADESTEØRICASEMETODOLØGICAS PARA ARTISTAS ARTE EDUCADORESEINTERESSADOSEMGERAL NO QUESEREFEREAOSNOVOSECOMPLEXOSDESAlOSPARAA COMPREENSÍODAPRODUÎÍOEDAPESQUISANOCAMPO DAARTE DACULTURAEDAEDUCAÎÍO

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0REENCHIMENTO DE FORMULÈRIO FORNECIDO PELA 3ECRETARIADA%SCOLA

$IRETORA'ERALDO#AMPUS "( 0ROFA-ARINA%WELIN7ASNER-ACHADO

8EROX DO DIPLOMA E HISTØRICO ESCOLAR DE CURSO SUPERIOR DOCUMENTOS PESSOAIS E CURRICULUM VITAE

$IRETORADA%SCOLA'UIGNARD 0ROFA:ENIR"ERNARDES!MORIM

0AGAMENTO DE TAXA DE 2  NO ATO DA INSCRIÎÍO

#OORDENADORESDOCURSODE0ØS 'RADUAÎÍO  !RTE #ULTURAE%DUCAÎÍO 0ROF*OSÏ-ÈRCIO"ARROS

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 !RTES0LÈSTICASE#ONTEMPORANEIDADE 0ROF2ONAN#OUTO

3ERÈ CONCEDIDO O CERTIlCADO DE %SPECIALISTA EM !RTE #ULTURA E %DUCAÎÍO E !RTES 0LÈSTICAS E #ONTEMPORANEIDADE AOS ALUNOS QUE OBTIVEREM FREQàÐNCIA MÓNIMA DE  BEM COMO APROVEITAMENTO MÓNIMO DE  EM CADA DISCIPLINA ALÏMDECONCEITOS! "OU#NOTRABALHO DECONCLUSÍODOCURSO

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.ÍOHAVERÈDEVOLUÎÍODATAXADEINSCRIÎÍO

/BJETIVO CAPACITAR ARTISTAS AGENTES CULTURAIS E EDUCADORES PARA A ANÈLISE CRÓTICA DO CAMPO DA ARTE EDUCAÎÍO E PARA A CONSTRUÎÍO DE ALTERNATIVAS PARA SEU DESENVOLVIMENTO NO AMBIENTE FORMAL E INFORMAL

-ØDULO4RANSFORMARA!RTE %DUCAÎÍO -ETODOLOGIADEAÎÍOINTEGRADAEMARTE EDUCAÎÍO 0AINELDEPRÈTICASEEXPERIÐNCIAS /lCINASEXPRESSIVAS /RIENTAÎÍODOTRABALHODECONCLUSÍODECURSOINFORMAÎÜESPARAFOLDER

0ÞBLICO ALVO PORTADORES DE DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR ARTE EDUCADORES AGENTES CULTURAIS EDUCADORES SOCIAIS ARTISTAS E INTERESSADOSEMARTE CULTURAEEDUCAÎÍO

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/BJETIVO CAPACITAR ARTISTAS PROFESSORES DE ARTE E INTERESSADOS EN GERALPARAUMAREmEXÍOEATUAÎÍONOCAMPODASARTESPLÈSTICASDE FORMASINTONIZADACOMQUESTÜESDACONTEMPOREINEIDADE 0ÞBLICO ALVO ARTISTAS PROFESSORES DE ARTE E INTERESSADOS EM ARTES PLÈSTICAS

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MINHA

LEITURA

MUNDO

DO

MY READING THE WORLD

CATÁLOGO CA TÁLOGO “MINHA LEITURA DO MUNDO”.

AGRADECIMENTOS/THANKS TO : Almir Rogério Vivência CEVAE Centro de V CEV ivência Agroecológica Capitão Eduardo Cristiane Santos Cláudia Alves Clélia Alves Costa Dona Elza Dona Míriam EMGOC Escola Municipal Governador Ozanan Coelho Felipe Alves Grupo de Ação Ambiental e Agricultura Urbana Capitão Eduardo Míriam ( EMGOC ) Associação dos Moradores do Bairro Beija-Flor Associação dos Moradores do Bairro Capitão Eduardo Alternativas Rede de Intercâmbio de Tecnologias T Renato V Vasconcelos Rose Sandrinha Vilela Sebastião ( EMGOC ) Secretaria Municipal do Meio-Ambiente Sérgio Manfrini Vera Lúcia V

REALIZAÇÃO/REALIZATION: Comunidade dos Bairros Capitão Eduardo e Beija-flor Genesco Alves

The project My Reading Of The World is a proposal for social inclusion through art and has as it's principal objectives to stimulate the critical reader to present happenings, to define freedom of thought and to diminish the contact of the participants with traditions and cultural information from the community in which they live. Using financial resources from FPCC (The Found For Cultural Community Projects), from the Municipal Law for Cultural Incentive and with the support of the inhabitants of the Neighbourhoods Capitão Eduardo and Beija-flor in the Northeast region of Belo Horizonte, the project was realized between the months of January and June 2002 and counted on the participation of more than 40 children in adolescents of the region. The participants, in first instance, entered into contact with the universe of visual arts, through practical and theoretical activities. To follow they were stimulated to develop their own creative process were personal vision and individual experiences could be valued and de-coded in artistic language. The high quality of work obtained points towards the success of the aesthetic experience this project, an effective alternative against the reproduction of ignorance and the banality of violence, is in a favour of the amplification of the notion of time and space and the development of creativity.

Realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

ARTE GRÁFICA: Sebastião Miguel / Genesco Alves FOTOGRAFIA: Genesco Alves FOTOLITO : Retina Fotolitos ( Claúdio ) IMPRESSÃO : Centro Gráfico e Editoria Ltda POEMA: Márcio de Sousa Andrade REVISÃO: Bruno Sales TEXTOS: Frederico Cotta e Genesco Alves TRADUÇÃO: Roger Weekes

Genesco Alves Visual artist

Autor e coordenador do Projeto: GENESCO ALVES Jordânia, MG, 1972 Graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard UEMG em 2000. Trabalha como Desenhista Industrial desde 1994. Atualmente, desenvolve Pesquisas no Campo das Artes Visuais e atua em Projetos de Inclusão e Desenvolvimento Social. Vive e trabalha em Belo Horizonte. Entre as Exposições das quais participa destacamse: 2002- Poéticas da Atitude O transitório e o Precário, na Fundação Joaquim Nabuco/ Recife - PE/ 2002- Vertentes da Produção Contemporânea, no Instituto Itaú Cultural/ São Paulo/ 2002- Rumos da Nova Arte Contemporânea Brasileira, no Palácio das Artes/BH/ 2001- A Casa dos Loucos, na Galeria do Minas Tênis/BH/ 2000- EX VI, no Centro Cultural UFMG/BH/ 1999- O Peso da Luz, no Centro de Cultura de BH/ 1998Processos Tridimensionais/BH/ 1998- Nove Segundos da Eternidade, na Casa da Câmara/ Ouro Preto/ 1997- Daqui a Um Século, no Centro Cultural UFMG/BH/

8 Eduardo ferreira de Jesus 1994 16- S/T, acrílica s/tela 30X43 cm - 2002 Bairro Beija-flor 17- O Anjo do mal, acrílica s/tela 45X60 cm - 2002 Bairro Beija-flor

MINHA

LEITURA DO

MUNDO

17 Lucas efigenio dos santos 1991

18- S/T S/T, acrílica s/tela 45X60 cm - 2002 Bairro Beija-flor

O Projeto Minha Leitura do Mundo é uma proposta de inclusão social através da Arte. Estimular a leitura crítica dos acontecimentos atuais, difundir autonomia de pensamento e estreitar o contato dos participantes com tradições e informações culturais da comunidade local em que vivem são alguns dos seus principais objetivos. Utilizando recursos financeiros do FPCC Fundo de Projetos Culturais Comunitários, da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e com o apoio dos Moradores dos bairros Capitão Eduardo e Beija-flor, região nordeste de Belo Horizonte, o Projeto foi realizado entre os meses de janeiro e junho de 2002 e contou com a participação de mais de 40 crianças e adolescentes da região. Os participantes, num primeiro instante, entraram em contato com o universo das artes visuais, através de atividades práticas e teóricas. Em seguida foram estimulados a desenvolver um processo criativo próprio, onde a visão pessoal e as experiências individuais pudessem ser valorizadas e decodificadas em linguagem artística. A alta qualidade dos trabalhos obtidos apontam para o êxito da1experiência 8 Luca estética magaa lhaes P aliada à mobilização das comunidades, como uma alternativa eficaz scontra ereira 19da reprodução de ignorância e a banalização da violência e em favor da ampliação 91 noção de tempo e espaço e o desenvolvimento da criatividade. Genesco Alves Artista Visual

7 Edilaine de Carvalho L. da Silva 1986

7- Paisagem, acrílica s/tela 45X60 cm - 2002 Bairro Capitão Eduardo

16 kelvin Rosa de Jesus Chaves 1991

8- S/T, acrílica s/tela 45X60 cm - 2002 Bairro Beija-flor 9- O anúncio da tragédia, acrílica s/tela 45X60 cm - 2002 Bairro Beija-flor

9 Edwin Wilker Chaves Souza 1989


Pós Graduação Escola Guignard- UEMG

ano 1 número 1 dezembro 2 0 0 3 Pós Graduação Escola Guignard- UEMG

2000 2001 2002 ano 1 número 1 dezembro 2 0 0 3

APRESENTAÇÃO Zenir Bernardes Amorim OLHAR A CIDADE, OBSCENA. José Márcio Barros MEMÓRIAS DA ABJEÇÃO Anotações e esboços sobre arte, corpo e memória Maria Angélica Melendi “O VISÍVEL E O ENUNCIÁVEL OU A GUERRILHA DOS SIGNOS – Um breve estudo da correlação imagem-texto na obra de Cildo Meireles no auge da ditadura militar” Luiz Flavio

4 88 6

ESCRITURA ESCULTURA Ronan Couto

104 15

ARTE E INTERVENÇÃO: UM OLHAR SOBRE A SERRA DO CIPÓ Maria Márcia Franco Gomes

112

O QUE SOMOS, COMO EDUCAMOS Sonia Assis

25 124

O QUE POSSO SABER DISSO? O sentido da experiência na relação sujeito\objeto de arte Fabíola Tasca

132 32

ARGILA: Memória e Transformação Benedikt Wiertz

HOMEM/ ARTE / ESPAÇO: UMA INTERAÇÃO DIALÓGICA Gisela Eugênia de Castro Alves

143 42 155

FRAGMENTOS DE MEMÓRIA Claudia Renault

CENOGRAFIA CONTEMPORÂNEA EM BELOHORIZONTE Yuri Simon da Silveira

163 52

FABRIQUINHA Juliana Mafra

173 60

DO SUDÁRIO AO OSSUÁRIO Miguel Gontijo

185

ALVOS Sebastião Miguel

CONTAMINAÇÕES- Um estudo sobre as obras de Lótus Lobo e Rosângela Rennó Janaína Mércia Alves Melo

IDENTITÁRIAS: relações de representaçõesIndicativos a uma curadoria Cristovão Coutinho WEB-ARTE - Construção de uma Linguagem Afonso C. M. Klein “O LIVRO VERMELHO” uma leitura visual do clássico Chapeuzinho Vermelho Gracienne Tavares Camargos

68 199 77 211

MONTÁVEIS – Instalações com módulos lineares Evandro Castro

REDITOS: REFAZIMENTO DA OBRA DE ARTE. Marcos Venuto IMAGENS CALEIDOSCÓPICAS Paula Fortuna


Fotos reprodução

fólio, ano 1 número 1, dezembro 2003

O artista absorve o seu meio, o seu em torno e o devolve em forma de arte. Ninguém cria a partir de nada. Acredito que as nossas vivências são assimiladas de tal modo que, inconsciente, as coisas surgem. Neste trabalho, nada foi premeditado, tudo era feito sem saber o porquê ou o que era melhor. Nele eu via a transparência, o reflexo, o mergulho no trabalho, objeto-memória, direcionando-me para a água. Resolvi então fazer trabalhos com água. Já que a instalação não seria mais no grande salão e que ocupar só as paredes com grandes obras seria o óbvio, não me sentia atraída por esta concepção. Já havia resolvido o assunto quando pensei em uma parede inteira com fragmentos colados. Seria monumental, belo, mas não seria eu. Minha escala não é gigantesca, é mais intimista. Ao resolver fazer o trabalho com água e usar o chão da galeria em vez da parede, a questão tomou mais forma. Sabia que estava obrigando o espectador a fazer uma inversão no olhar. Olhar para o chão pode ser muito perigoso, como já dizia Guimarães Rosa referindo-se ao viver. É que o chão, na verdade, é a nossa ultima morada; olhar nesta direção sem se horrorizar , em retrospectiva seria estar comprando um desafio. Contudo, a idéia ia se impondo e não conseguia mais me desviar desta forma. Naquele espaço isto não havia sido feito até então. As pessoas entram, principalmente em galerias comerciais, para ver obras nas paredes. Instalei meu trabalho no chão. Eram bandejas de alumínio com água, e dentro fragmentos-lascas de madeira e, em algumas, tiras de vidro ora verdes, ora pretos, ora transparentes, criando objetos dispostos cuidadosa e pensadamente no chão. Cada objeto tinha sua autonomia e ao mesmo tempo fazia parte de uma unidade. A água suscitara um interesse especial e é onde entra minha maior ligação com o trabalho, porque convidou o espectador a chegar perto, a se interessar pela obra , a se agachar. Alguns colocaram a mão para se certificarem de que era água. Mais que um desafio ao espectador, havia um desafio à percepção. Uma espécie de “tromp l’oeil tátil”. Não se sabia se era vidro, se era água, a maioria das pessoas apostava no vidro. Só tocando e sentindo a fluidez da água é que se resolvia a questão. Se fosse só vidro, uma instalação 151

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Revista Pós-Graduação Escola Guignard-UEMG

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um ou mais dos elementos de seu programa. No dizer de PLAZA (1999 p.75), “(...) as imagens numéricas se traduzem e se comutam instantaneamente, através dos diversos meios. O meio já não é a mensagem, pois não existe mais meio, somente trânsito de informações entre suportes, interfaces, conceitos e modelos como meras matrizes numéricas.” Se considerarmos o arquivo de dados que foi utilizado para imprimir uma qualquer das imagens constantes deste artigo, como a própria imagem, que a seguir foi materializada no papel, esbarramos na dificuldade relativa à resolução desta mesma imagem dentro do referido arquivo, imagem esta que foi gerada (calculada, sintetizada) como uma matriz de 1600 por 1200 pixels6 , cada ponto constituindo-se de um número entre 0 e 224-1 (cujo valor aproximado é de 16 milhões), indicando a cor daquela posição da matriz. Esta resolução é adequada para a impressão, mas não seria de forma alguma adequada à exibição na tela do monitor de vídeo, ou numa fita VHS, ou num DVD. Para materialização em cada possível suporte, o número (absurdamente grande) que representa a imagem sofreria modificações, por algum processo de transdução7 para adaptar-se as peculiaridades do novo meio. Para diferentes suportes, são necessárias diferentes resoluções em termos de matriz de pontos (pixels) e em números de cores (profundidade do pixel). Aonde então está a imagem? Penso que no conjunto de instruções escrito na linguagem de programação do sintetizador numérico (o programa de raytracing) que foi utilizado para criá-la. Para clareza, darei a este conjunto de instruções o nome de roteiro. Diferentes programas de raytracing, ou mesmo de outras tecnologias de síntese, implementarão diferentes linguagens para a criação da imagem, alguns através do uso de linhas de texto contendo comandos e definições (o roteiro), como no caso do POVRay, outros como resultado da interação de mouse e teclado com o programa, ou mesmo alguma outra natureza de interação. Cabe lembrar que o roteiro, o conjunto de instruções que define a imagem numérica, e, portanto, a própria imagem, depende amplamente da lógica, da implementação de idéias, do esforço de programação que estão contidos no sintetizador numérico, este por sua vez, um software, uma camada de inteligência de uma máquina cerebral, como são denominados os computadores por Lucia Santaella (1997, p.33). Paralelamente a esta experimentação com a imagem numérica, fiz uma experiência de intermediação, da imagem digital que se torna fotolito, da serigrafia lambuzada de algoritmos, que depois é esquadrinhada (“scanned”, “escaneada”) eletronicamente e volta ao computador, sendo novamente trabalhada. Algumas destas serigrafias se transformaram em páginas de um livro de artista 8 . Este livro incluiu um componente codificado em html, que foi minha primeira incursão no terreno da web arte 9 . Neste trabalho, a nota fundamental do processo de criação, foi a apropriação de imagens e estruturas na Internet. A integração de formatos que ora existe entre as muitas ferramentas de síntese Revista Pós-Graduação Escola Guignard-UEMG

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zado a partir da ‘metáfora’, que em grego significa o transporte do incomensurável para o confinado. Os poucos elementos que compõem suas obras [...] constituem-se como uma situação metafórica, um sistema de signos que remetem sempre para outro lugar, fora e distante da exposição” (N.E. XXIV BIENAL,1998: 6). Com este procedimento, o artista promovia um confronto em torno dos limitados espaços institucionais em relação aos ilimitados espaços do mundo natural. Para Robert Smithson, “ao ser exposta numa galeria, a obra de arte perde sua força, torna-se um objeto portátil, ou superfície desconectada do mundo exterior”. (N.H. XXIV BIENAL,1998:1) Em 1968, deu início a uma série de projetos nomeados de Sites e Nonsites - Lugares e Não-lugares que explicitam o campo de convergência entre arte e espaço. Os Non-sites são elementos naturais como, terra ou pedras, recolhidos em um lugar específico, colocadas em caixas e expostas em museus. Estes trabalhos eram denominados Non-sites pois ocupavam um lugar que não o seu legítimo. Destes trabalhos Smithson partiu para obras ambientais de grande porte, denominadas Sites. Sempre propondo reflexões sobre o lugar, o artista realizou em 1970 o trabalho Spiral Jetty - Molhe Espiral , que consistia em uma formação espiralada feita de terra, rochas e cristais de salitre, que se estendia da costa até o grande Lago Salgado em Utah / E.U.A.. É interessante notar que antes de selecionar o espaço para execução de Spiral Jetty, Smithson não tinha noção do que iria realizar. Segundo o artista, a idéia da espiral só surgiu quando ele escolheu o local e o experimentou

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dois casos não é uma figura própria com quem alguém possa se identificar. Com estes detalhes Capinha Vermelha se transforma de uma menina atraente e ingênua, que é induzida a negligenciar as advertências da Mãe e a divertir-se com o que acredita conscientemente ser um caminho inocente, em uma mulher decaída”. (BETTELHEIM, 1980: 205) Concordo em parte com a análise feita acima, mas percebo que, apesar dela se referir apenas à versão de Perrault, nota-se que muitas pessoas pensam da mesma forma em relação à versão mais divulgada da história, a dos Irmãos Grimm, versão esta que não se refere tão explicitamente à relação sexual. Mas, para se ter idéia de como as opiniões divergem a respeito do tema, transcrevo um comentário encontrado no livro “Contos de Perrault”: “O Chapeuzinho Vermelho está longe de trazer à lembrança uma rapariga maliciosa. Trata-se da própria inocência, em seus verdes anos - uma menina tão nova que nem ainda tem um nome. Mais tarde, pela altura de seus treze ou quatorze anos, ela será chamada de Nicette. Uma de suas irmãs mais velhas já recebeu o nome de Nicolette, e uma outra, a mais velha da família e já casada, chama-se Perrette Pote-deLeite, a leiteira da fábula de La Fonntaine. Uma de suas primas serviu de criada para o senhor Arnolphe e foi aia de Agnes, a pupila desse velho burguês. Todo esse gracioso bando de jovens aldeãs foi o enfeite e o encanto das narrativas dos nossos antigos contadores de histórias.” (PERRAULT, 1992:223-224) Transcrevo também do mesmo livro, “Contos de Perrault”, a versão do final de “Chapeuzinho Vermelho” segundo os Irmãos Grimm: “O Chapeuzinho Vermelho é encontrado também na Alemanha, e no livro dos Irmãos Grimm tem (nº 26) o mesmo título que o do conto francês. A diferença é que as amas alemãs, tomadas de compaixão por Chapeuzinho Vermelho e sua avó, deram à história um novo desfecho, no qual o crime é punido e a inocência vingada. “Quando o lobo”, dizem elas, “se viu de barriga cheia, ele tornou a deitar na cama e adormeceu, pondo-se a roncar ruidosamente. Ora, sucedeu que um caçador ia passando perto da casa: “Oh!”, exclamou ele, “como ronca a avozinha! Vou ver se ela não está passando mal”. Entrou no quarto e, ao chegar perto da cama, viu que era o lobo que roncava tão alto. “Ha ha! Já te pego, seu patife!”, falou ele. “Há muito tempo te procuro”. E já ia dar-lhe um tiro com a sua espingarda quando percebeu que o lobo tinha evidentemente comido a avozinha, mas que talvez ainda houvesse um meio de salvá-la. Em vez de atirar, ele passou a mão numa enorme tesoura e começou a cortar a

Foto Gracienne Tavares Camargos

ro trabalho a questionar diretamente a defasagem entre os conceitos marxistas de “valor de troca”e “valor de uso”, ou entre valor simbólico e valor real. Além disso, esta obra remete ao “cheque Tzank” — desenho de um cheque em tamanho natural feito por Marcel Duchamp com o qual pagou a conta no seu dentista. Ambos os trabalhos nos faz refletir sobre a forma em que no Ocidente, cultura da abstração e do conceito, tanto a Arte como a Economia constituem Linguagem, e como tal, conjuntos de signos cambiáveis. A série “Inserções em Circuitos Ideológicos”, desenvolvida a partir de 1970, acrescentaria a essas questões a idéia de “meio circulante”, e o texto passaria a ser interferência (ou “inserção”) fundante da estratégia artística. Um dos trabalhos mais conhecidos desta série foi o “Projeto Coca-Cola”, que consistia em gravar nas garrafas vazias (vasilhames retornáveis) do refrigerante da marca “Coca Cola” — um dos grandes ícones da expansão do imperialismo norte-americano — informações e opiniões críticas, como “yankees, go home!”. A técnica utilizada na impressão do texto sobre as garrafas, tinta vitrificada branca, permitia que a interferência passasse despercebida quando a garrafa era devolvida aos postos de compra do produto; porém, após o reabastecimento da mesma garrafa (que é feito por processo automatizado) e a sua recolocação à venda, o texto ficava visível, devido ao contraste com o líquido escuro do refrigerante e, assim, o produto passava a ser comercializado ao mesmo tempo em que divulgava mensagens contrárias à sua própria ideologia. Dessa forma, Cildo Meireles, se utilizou do texto numa operação contrária a dos veículos utilizados e seus mecanismos de funcionamento, desenvolvendo uma estratégia de cunho político. Ronaldo Brito, comentando a série “Inserções...”, nota que ela “erradica e dissemina de uma maneira que os aparelhos não detectam, produz surdos que não são assimilados pela política, (...) lapso ativo e significativo no Discurso dominante.” BRITO (1981:10) O “Projeto Cédula”, que também compõe a série, alia imagem e texto de uma forma inteligente e desafiadora: o artista carimbava cédulas com a pergunta: “Quem matou Herzog?” e a devolvia à circulação. A indagação causava muito incômodo pelo fato de que o jornalista Wladimir Herzog tivera sua morte anunciada oficialmente como suicídio quando, na realidade, como tantos outros, havia sido torturado até a morte. Além disso, a ques-

fenomenologicamente em um processo interativo. É somente na interação sujeito-espaço que a obra se configura. “Ela é fruto de uma experiência fundadora. A potência da obra confirma sua constituição relacional: não existe obra, sem o lago e sem o espaço circundante. Relação espacial indissolúvel, obra e espaço tornam-se um todo constituinte, que inclui o sujeito que ali possa estar”. (JUNQUEIRA, 1996: 552). A máteria prima da arte de Smithson é o mundo. Para o artista, a arte é fruto da experiência cotidiana e, portanto, deve extrapolar o espaço das galerias e museus e, desta maneira, contribuir para sua reconceituação e seu 45

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Tranqüilidade só se consegue quando a tecnologia é de ponta.

Nossos sistemas são desenvolvidos em Delphi a partir de componentes próprios. Segue algumas características: Alta segurança e performance garantidos pelo banco de dados relacional Cliente-Servidor. Aces so direto ao banco de dados . Não existi ndo o risco da redundância. Não existe o trauma da migração para novas telas . Baixo custo do banco de dados. É neces sário somente 1 (uma) licença de acesso ao banco, independente do número de us uários. Rua Alvarenga Peixoto, 1392 Santo Agostinho 30180121 Belo Horizonte MG (31)32917170 www.compuforte.com.br

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Templates A utilização dos "templates de códigos" garantem uma maior agilidade no desenvolvimento dos sistemas, além de serem totalmente orientado à objetos. Possibilitando grandes alterações na estrutura dos sistemas, sem ter que alterar todos os programas. Eles implementam diversas soluções para a entrada e manipulação de dados, entre elas: 1.Pesquisa automática para os Forms. 2.Controle de Foreign Keys avançado. 3.Controle de relacionamentos Master/Detail. 4.O controle da entrada dos dados é padronizada. 5.Controle de foco. O campo em edição se apresenta sempre em cor diferenciada. 6.Controle do estado do dataset. Está sempre em evidência o estado do dataset. 7.Assistente de criação dos forms. Existe um passo a passo para a criação dos forms. Estes são criados de forma automática, inclusive Master/Detail.

Bibliotecas Dinâmicas (Dll's)

Procuraremos descrever aqui a nossa tecnologia e metodologia utilizada no desenvolvimento de software em 3 camadas. Qualquer dúvida ou informação técnica complementar poderá ser esclarecida. A proposta aqui é não ser muito técnico e atingir de forma simples e objetiva o entendimento e as aplicações de um software desenvolvido com as nossas ferramentas. O que vamos abordar nesta apresentação, a princípio parece inacreditável, ou vai além das nossas possibilidades de assimilação. Não queremos, contudo, ludibriar o Cliente ou despertar seu interesse a partir de situações fantasiosas, impossíveis ou milagrosas. Todos os detalhes que serão apresentados, foram rigorosamente testados e estão sendo utilizados na prática por nossos Clientes, que acreditaram no potencial técnico e profissional da Compu Forte®. Poderemos demonstrar com grande satisfação cada detalhe abordado aqui e também criar apresentações dentro da sua necessidade e realidade. Nossa proposta é desenvolver projetos, módulos ou upgrades de sistemas para empresas que utilizem um banco de dados relacional (como o Oracle, SQL Server, Interbase, e outros). Desenvolvemos os projetos utilizando recursos tecnológicos avançados, aliado a recursos criados pela nossa equipe assegurando assim toda a qualidade do produto acabado. O resultado é imediato, garantindo segurança, eficiência e alto desempenho tecnológico, atendendo ao mais alto grau de exigência de nossos Clientes. Nosso ambiente consiste em um servidor de banco de dados, interligado a um servidor de aplicação que está comunicando com todos os usuários do sistema. O servidor de aplicação vem configurado com o software composto de: Menu Dinâmico, Componentes de Conexão, Bibliotecas Dinâmicas (Dlls) e outros componentes do Delphi.

IMPORTANTE A Compu Forte® está a disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, inclusive realizar projetos pilotos dentro da realidade do Cliente, podendo inclusive utilizar sua própria base de dados.

Dionísio (Diretor de Tecnologia) dionísio@compuforte.com.br

A utilização de Dll's permite um sistema muito mais enxuto e leve, pois o programa só é baixado para o equipamento do usuário se realmente houver a necessidade. Ele só é carregado na memória, enquanto o usuário está utilizando-o.

Menu Dinâmico O Menu dinâmico permite uma maior possibilidade de expansão do sistema, sem a necessidade de recompilação de todos os programas. Utilizado em conjunto com Dll's e a "Atualização Dinâmica", permite que a inclusão e alteração dos programas sejam feitas de maneira fácil e rápida. A utilização de menu dinâmico, permite um menor número de atualizações do sistema.

Atualização Dinâmica A Atualização Dinâmica permite que as atualizações dos programas sejam feitas de maneira instantânea. É feito o Download de programas de acordo com a necessidade do usuário. Se um usuário tem permissão para uso somente de um módulo, ele possuirá somente este módulo.

Repositórios Dinâmicos de SQLs Um dos maiores problemas do sistema de 3 camadas é a atualização dos servidores que, para serem feitas, deve-se parar todo os sistema e realizar a atualização. Com o uso de Datamodules dinâmicos este problema é reduzido em cerca de 99%, pelo motivo de que eles não são guardados no executável do servidor, mas no banco de dados. Todas as modificações feitas nelas são disponibilizadas de maneira instantânea. Assistente de criação de Datamodule: Esta nossa ferramenta cria com eficiência as Querie's.

Integração à Internet O sistema 3 camadas é nativo para o uso na Internet. Nós desenvolvemos sistemas auxiliares que controlam o acesso dos usuários e garante de maneira fácil e eficiente a utilização dos sistemas através de conexões inclusive discadas. Testes realizados por nossa equipe em Clientes, garantem a plena utilização de até 7 usuários através de uma conexão por modem 56k.

Conexão Compartilhada O nosso componente de conexão compartilhada, permite um menor número de conexões e um maior aproveitamento da banda. O uso comum dos sistemas em três camadas abre uma conexão para cada programa utilizado. Nosso sistema de conexão compartilhada é aberto apenas para uma conexão, o que garante um menor tráfego de pacotes pela rede e um uso muito menor de recursos do sistema.

Baixo custo de licença de software. Nas estações de trabalho, somente é necessária a licença do Windows, versão a partir do 95. Flexibilidade de acesso. Os sistemas desenvolvidos com nossas ferramentas permitem o acesso ao banco de dados de qualquer lugar, em tempo real.

Integração total dos módulos. Todo o sistema é modelado por profissionais experientes com ferramentas específicas. Monitoram ento. Total acom panhamento e monitoram ento de acesso dos usuários. Habi litações e permissões configurados remotamente. Alta velocidade no desenvolvimento.Nossasferramentas proporcionam o desenvolvimento das telas em curto espaço de tempo. Garantia de satisfação. Nossos sistemas são entregues, instalados, configurados e implantados com total acompanhamento do Cliente. É possível inici ar um ponto de acesso ao banco de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. Basta um computador, com o sistema operacional Windows e uma conexão. Nossas DLLs garantirão todo o ambiente necessário para um funcionamento seguro.

Criptografia e compressão de Dados Nós implementamos um sistema de criptografia e compressão único. Ele torna quase impossível a violação dos dados através de meios não seguros como a Internet. Nossos sistemas estão preparados para que sejam utilizados quaisquer algoritmos de criptografia, desde algoritmos próprios até algoritmos de ultima geração tais como DES, BlowFish, RSA e outros. Além da utilização de algoritmos de criptografia, todos os dados trafegam na rede em pequenos fragmentos tornando muito difícil o entendimento e muito rápido o tráfego.

Geração de Planilhas Excel Nós utilizamos uma integração total com o Excel, permitindo ao usuário a adaptação dos relatórios às necessidades dele. São utilizados componentes próprios que possibilitam a escrita de até 200.000 células por segundo. Além disso, foi desenvolvido um assistente de criação de relatórios em que o programador define o layout de acordo com o que ele precisa e este assistente gera todo o código necessário para a criação deste relatório.

Geração de Relatórios Dinâmicos Um outro componente desenvolvido por nós é o de relatórios dinâmicos. O programador apenas define os dados que o usuário pode usar, e a partir daí, o usuário cria os relatórios de acordo com as suas necessidades, definindo quebras, agrupamentos e somatórios. O uso do relatório dinâmico permite um desenvolvimento de relatórios muito mais rápido tanto pelo programador quanto pelo usuário.

Criação Visual de Relatórios Foi desenvolvido pela nossa equipe um editor totalmente visual de relatórios

utilizando todas as possibilidades da nossa ferramenta, o que possibilita que o próprio usuário monte o seu relatório conforme sua necessidade. Uma ferramenta totalmente intuitiva e fácil de usar, feita nos moldes de grandes ferramentas de geração de relatórios tais como o Crystal Reports e Report Builder.

Geraldo Valdizan (Diretor Comercial) geraldo@compuforte.com.br Rogério (Diretor de Desenvolvimento) rogerio@compuforte.com.br

Baixo custo da estação de trabalho. O equipamento de estação de trabalho não requer configurações fora do convencional.

Segurança. Os dados acessados remotamente, trafegam de forma segura, pois além de estarem fraguimentados, são criptografados e compactados.

SOLICITE UMA DEMONSTRAÇÃO Rua Alvarenga Peixoto, 1392 Santo Agostinho Belo Horizonte MG 30180121 (31)32917170 www.compuforte.com.br

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Somente com a alta tecnologia CFFramework.

CompuECF Solução para automação de Ponto De Venda

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Cupom Fiscal. Fique Legal. A Compu Forte® se reserva o direito de modificar as especificações de seus produtos a qualquer hora sem aviso prévio. Empresas e produtos citados aqui, são marcas registradas de seus respectivos proprietários Não descarte este folheto em via pública.

Todas as pesquisas mostram que o cliente quer ser atendido com rapidez e eficiência no ponto de venda. Para atender a essas necessidades, situações típicas de um PDV, é que foi criado o CompuECF. O CompuECF é um software aplicativo fiscal de frente de loja, desenvolvido com a mais alta tecnologia CFFramework. Foram investidos vários anos de experiência em automação comercial, nos vários seguimentos de mercado e nas mais variadas situações típicas de um ponto de venda. O sistema foi desenvolvido em dois módulos: Frente de loja e Retaguarda. Na configuração de mais de um Ponto De Venda, em uma mesma loja, poderá ser utilizado somente um módulo de Retaguarda. Oferecemos uma configuração que poderá administrar várias lojas (endereços diferentes) e seus Pontos De Venda. Totalmente integrado, com segurança, baixo custo e em tempo real.

üOperações do ponto de venda CompuECF: Emissão de relatórios fiscais. Leitura X, Redução Z, Leitura de memória fiscal. Parametrização dos periféricos do ponto de venda. Configuração do tipo de TEF utilizado. Abertura e fechamento do caixa operador. Lançamento de encerrantes para posto de gasolina.

üCadastros Cadastros gerais üRelatórios .Faturamento por forma de pagamento. .Vendas por vendedor .Vendas por cliente. .Produtos mais vendidos/ movimentação. .Estque atual. .Produtos baixados do estoque. .Extrato de convênio. .Vendas por condição de pagamento. .Listagem de Cheques. .Listagem de recebíveis. .Hábito de consumo. Todos os relatórios indispensáveis ao apoio à decisão.

CompuECF: Com ele, seu Ponto De Venda fica ágil, fácil de operar e o mais importante, atendendo as exigências legais. üFácil manuseio Total interatividade entre o operador do caixa (ponto de venda) e o aplicativo CompuECF. üConformidade Está em conformidade com o convênio 156/94 do ICMS. üLegalidade Atende a legislação estados.

de

todos

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üIntegração Facilmente integrado a sua retaguarda. Disponível um módulo concentrador que poderá ser compatibilizado com qualquer software de retaguarda. üComunicação remota O CompuECF poderá ser administrado remotamente, de qualquer lugar. üIndependência O frente de loja CompuECF realiza todas as funções de venda, mesmo estando off-line. Uma vez retornada a conexão, todas as informações serão atualizadas automaticamente. üSituação real Fornece a situação dos clientes e estoque atualizadas instantaneamente após cada transação, pois o sistema opera on-line (em tempo real). üOperações Todas as operações e funções são acionadas a partir de teclas de atalho, agilizando o tempo de atendimento ao cliente.

üFormas de pagamento Atende a todas as formas de pagamento permitidas no cupom fiscal. üCupom de Serviços Emite cupom fiscal de serviço. Esta situação é permitida em alguns estados. Após a liberação de uso pelo fisco estadual, a prefeitura autoriza a emissão deste tipo de cupom. üCombustível Emite cupom de venda de combustível (3 dígitos de centavos). üConvênio Controla venda por convênio, com emissão imediata do cupom fiscal. üCupom bônus Emite cupom bônus. Nesta modalidade o cliente compra um cupom bônus. Recebe um documento que será utilizado futuramente como moeda de pagamento. üRecebimento de conta O aplicativo CompuECF é também um caixa recebedor. Recebe contas diversas e autentica o documento. üCartão Fidelidade

Permite a venda para clientes cadastrados no Cartão Fidelidade.

üSintegra Realiza o controle informatizado das operação de entrada e saídas interestaduais realizadas pelos contribuintes. Atende ao convênio 57/ 95 e atualizações.

ü üFrente de Loja .Periféricos: - Vários modelos de impressoras de cupom fiscal (ECF). .Imprime em várias impressoras de cheque. .Compatível com vários leitores de cheque (CMC7). .Compatível com leitores de código de barras seriais e emuladores de teclado. .Compatível com várias gavetas de dinheiro. .Compatível com display de cliente. .Compatível com balança de chek-out üTEF Transferência eletrônica de fundos Transferência eletrônica de fundos (TEF) discado e dedicado. Disponível com Rede Card, Visanet, Amex e Fininvest. üTEF dedicado Todas as transações disponibilizadas pelas Administradoras de cartão também estarão no TEF Dedicado. Algumas transações não estão disponíveis para todas as Administradoras. Esta modalidade garante um alto desempenho nas transações com cartão por estarem interligadas diretamente com as bandeiras. Um micro servidor dedicado será necessário. Interligando todos os caixas, de todas as lojas às Administradoras. üCartão de Débito Instantâneo (D + 0); Normal (D + 1); Pré-datada (D + n); .Agendada (dd/mm/aa);Parcelada (com e sem entrada); Forçada (o cliente não possui saldo no momento mas o lojista assume o risco, dado que pelo menos a senha foi validada e a conta do cliente não possui restrições); Cancelamento; üCartão de Crédito Rotativo; Parcelada com juros da administradora; Parcelada com juros da loja; Cancelamento; üCheques SERASA- Consulta resumida a cheque e/ou CPF/CGC; Emulação 3270 TELEDATA- Garantia de cheque; Consulta resumida a cheque e/ou CPF/CGC; ASSOCIAÇÃO COMERCIAL S. PAULO- Consulta resumida a cheque e/ou CPF/CGC; Consulta analítica a CPF/CFG CHECK-CHECK /BBA /CHEQUE-CASH /BANKINFORM/ CDL-BH üTEF Discado O TEF Discado é a modalidade simplificada de acesso às Administradoras de cartão de crédito e/ou débito (VISANET, REDECARD, TECBAN). onde o sistema (Gerenciador Padrão) aciona um modem local, ligado a uma linha telefônica comum. È necessário um teclado especial (Pin Pad) conectado ao micro onde se passa o cartão magnético ou Smart Card e digita-se a senha. O sistema realiza a consulta do crédito do cliente e libera a transação, emitindo o comprovante na impressora de cupom fiscal ECF. É mais indicado para lojas individuais com um a três pontos de venda. Esta modalidade substitui o POS existente.


Abril 2004

Calendário

7

2003 - 2004 Aquarelas de

Fátima Pena

“Eu queria contar histórias de Minas Pros brasileiros do Brasil...” D

D

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4 11 18 25

5 12 19 26

6 13 20 27

7 14 21 28

Q 1 8 15 22 29

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Outubro 2003 S

T

Q 1 5 6 7 8 14Andrade. 15 Versos retirados do poema “Noturno de Belo Horizonte”, escrito em 1924, pelo poeta e 12 escritor 13 Mário de 19 20 21 22 26 27 28 29

Q 2 9 16 23 30

S 3 10 17 24 31

S 4 11 18 25

Não prego a guerra nem a paz, eu peço amor!

Setembro 2003 D 7 14 21 28

S 1 8 15 22 29

T 2 9 16 23 30

Q 3 10 17 24

Q 4 11 18 25

S 5 12 19 26

Um grande Ah!... aberto e pesado de espanto Varre Minas Gerais por toda parte...

O silêncio fresco despenca das árvores.

S 6 13 20 27


Capacitar artistas, arte-educadores e interessados em geral, para uma reflexão e atuação no campo das artes plásticas de forma sintonizada com desafios da Contemporaineidade:

desenvolver capacidades para pesquisa e a produção de conhecimentos sobre artes-plásticas; desenvolver capacidades para realização de projetos artísticos e sócio-educacionais no campo das artes plásticas; oportunizar a circulação de informações sobre experiências e processos artísticos e culturais marcados pelo enfrentamento aos desafios contemporãneos. Características do Curso: Carga horária total: 370 horas/aula. Horário das aulas: serão organizadas 2 turmas em horários distintos. TURMA A- sextas-feiras de 19h às 22h30, sábados de 9h às 12h30 e de 14h às 17h30 (eventualmente) TURMA B- quintas-feiras e sextas-feiras de 14h às 17h40 e sábados 14h às 17h30 (eventualmente) As aulas serão oferecidas na Escola Guignard-UEMG. Obs- a Turma B será ofertada caso haja um mínimo de 30 alunos selecionados .

Módulos e Disciplinas isciplinas

105 horas.

MÓDULO TEÓRICO

Período do Curso: De 1o de março a 30 de novembro de 2002 (aulas) e de 1o de dezembro de 2002 a 30 de maio de 2003 (realização do Trabalho de Conclusão do Curso)

1- Teorias da Contemporaneidade. aneidade. Processo de seleção:

Análise do texto reflexivo contemporaneidade. Análise de curriculum-vitae. Entrevista.

30 horas.

sobre

arte

e

eorias da Arte Contemporânea. 2- Teorias

30 horas.

3- Artes Plásticas Contemporânea. Seleção

45 horas.

Escola Guignard- UEMG

Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras Cep.: 30315-030 Belo Horizonte- MG Tel.: (31) 3282-1543 Fax.: (31) 3282-3273 E.mail: guignard@uemg.br

dos candidatos: apresentação de texto sobre a temática da arte e da contemporaneidade. Análise de currículum vitae. Entrevista individual.

Será concedido certificado de Especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade para os alunos que obtiverem freqüência mínima de 75% e aproveitamento mínimo de 60% em cada uma das disciplinas, além de conceitos A, B ou C no Trabalho de Conclusão do Curso.

UEMG

Campus de Belo Horizonte

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS G ERAIS

60 horas.

MÓDULO PEDAGÓGICO

4- Metodologia do Ensino Superior (ArteEducação na Contemporaneidade). aneidade). 5- Fundamentos Filosóficos e Sociais da Educação (Desafios para a Educação do Século XXI).

30 horas.

MÓDULO METODOLÓGICO

165 horas.

6- Metodologia da Pesquisa no Campo das Artes Plásticas. 7- Planejamento e desenvolvimento de projetos artísticos e culturais. 8- Seminários Integrados e Tópicos Especiais.

60 horas.

9- Orientação de Projetos.

60 horas.

30 horas.

Artes Plásticas e Contemporaneidade A contemporaneidade coloca para o homem possibilidades mas também desafios. Diferentemente de outras configurações históricas, estas duas dimensões não se excluem estabelecendo uma espécie de padrão de convivência marcado pela simultaneidade e pela ambigüidade. Vivemos no tempo da mundialização de nossas experiências culturais, ao mesmo tempo que reforçamos nossos pertencimentos locais. Convivemos crescentemente com a presença das tecnologias em nosso cotidiano, ao mesmo tempo que continuamos demandando processos artesanais de produção. Integramos os processos de realidade presenciais com padrões e modelos virtuais de realidade. O Homem contemporâneo é um homem unificado pela diversidade e pela simultaneidade de experiências. Neste contexto, o campo das artes e mais especificamente, das Artes Plásticas, vem demandando de todos aqueles que nele trabalham ou se envolvem, o desenvolvimento de novas perspectivas de atuação. Tais perspectivas referem-se tanto à atualização de DO EST ESTADO DE MINAS GERAIS perspectivas Euclides Guimarães Neto n o v o s p a r a d i g m a s eUNIVERSIDADE exercício da R Reitoria: Vice Reitor noda metodológicas, quanto no reconhecimento pela Mestre em Comunicação e Cultura Antônio dos importância dos processos José de informação e Reis formação do chamado “capital humano”. A UFRJ. Contemporaneidade colocaCAMPUS para asDEArtes HORIZONTE BELO HORIZ Artes Plásticas e Plásticas desafios de revigoramento de Diretora Geral do Campus: linguagens e técnicas, mas também de Contemporaneidade José Márcio Barros Marina Ewelin Wasner Machado redescoberta de valores mais permanentes e essenciais. Este Curso pretende oferecer um 2002 Social Mestre em Antropologia pela espaço de reflexão e experimentação para ESCOLA GUIGNARD UNICAMP e Doutorando em Comunicação e artistas, educadores e interessados em geral, no Diretora: que se refere aos novos e complexos desafios Cultura pela URFJ. Zenir Bernardes Amorim para a compreensão do ensino e da pesquisa no campo das artes plásticas.

Corpo Docente

Julia Portes Especialista em Educação- Área Arte Educação-CEPENG. Laura Belém Mestre em Artes pela Central Saint Martins College of Art e Design, The London Institute

REALIZAÇÃO Escola Guignard-UEMG

COORDENAÇÃO GERAL Prof. José Márcio Barros

Marco Túlio Rezende Mestre em Artes pela School of the Art Of Institute of Chicago- Fulbright Comission.

Informações Gerais: Escola Guignard- UEMG Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras Cep.: 30315-030 Belo Horizonte- MG Tel.: (31) 3282-1543 Fax.: (31) 3282-3273 E.mail: guignard@uemg.br

Maria Angélica Melendi Doutora em Literatura Comparada-UFMG.

INSCRIÇÕES:

Rachel Viana Mestre em Arte Educação pela Universidade do Texas-USA.

Período- 16 de janeiro a 20 de fevereiro de 2002, das 9h às 18h.

15 horas. 30 horas.

MÓDULO EXPERIMENTAL

40 horas.

10- Oficinas de Produção e Ação Artística.

40 horas.

Carga Horária Total

Escola Guignard

Capa- interferência gráfica sobre a obra de Guignard, “Fantasia”- Coleção José Duarte Aguiar-SP. Reprodução do livro “Guignard”- Sônia Salzstein.

Produção Gráfica: (786) Sebastião Miguel

oportunizar uma reflexão conceitual sobre a cultura e as artes plásticas, através de abordagens interdisciplinares;

Curso de Pós-Graduação Latu Sensu Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola Guignard

IMPRESSO

Objetivos

370 horas-aula

Ronan Cardozo Mestre em Educação e Linguagem-UFMG. Vera Casa Nova Mestre em Teoria da Literaura: PóeticaUFRJ, Doutora em Semiologia (Semiótica)URFJ.

Documentos necessários: - Preenchimento de formulário fornecido pela Secretaria da Escola Guignard. - Apresentação de cópia xerox do Diploma e Histórico Escolar de Graduação. - Curriculum-vitae devidamente comprovado. - Pagamento de taxa de inscrição no valor de R$ 30,00 (trinta reais). Obs- Não haverá devolução da Taxa de Inscrição.


“Trem Tan Tan”: Our lives on the railroad tracks Come! Get on board this train and share the rescue of citizenship Comemorando dez anos de implantação do Projeto saúde Mental de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, quando muito se lutou e ainda se luta para desmantelar a lógica manicomial e sua conseqüente segregação e destituição de individualidades dos portadores de sofrimento psíquico, surge o Trem Tan-Tan como uma expressão deste projeto. Através de oficinas de Artes Plásticas, Música, Culinária, Letras, Artesanato constroe-se diariamente a inserção social e a cidadania destas pessoas. A princípio uma oficina de Música o Trem Tan-Tan tornou-se um espaço para os interessados em ritmo, poesia, canto e história. O registro sonoro desta experiência em CD facilitou o reconhecimento artístico e social do trabalho. Hoje o Trem TanTan se apresenta nos mais variados espaços da cidade onde nasceu. O convite para participar do IV Festival Internacional de Arte Criatividade e Recreação de Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, após passar por um processo de seleção, vem só coroar o trabalho do grupo, mas todo o projeto de saúde mental da Prefeitura de Belo Horizonte, que tem a arte como aliada na retomada da dignidade do indivíduo. Mostrar o Trem Tan-Tan para o mundo é gratificante. O grupo é uma surpresa poética, sensível, emocionante, para quem acompanha seu percurso, sente seu ritmo e percebe seu som. É o encantamento da Maria fumaça* anunciando vida onde passa. *Trem: comboio. Trem Tan-Tan alusão ao comboio que levava os loucos de Belo Horizonte para o extinto hospício de Barbacena, no interior do estado de Minas Gerais, célebre por seus métodos truculentos com os portadores de sofrimento psíquico.

Celebrating ten years of the establishment of Mental Health Project in BH (State of Minas Gerais, Brazil), the group “Trem Tan tan” appeared as a struggle to dismantle the old logic of mental asylums, its consequent segregation and destitution of individuality of those who suffer psychically. The social insertion and citizenship of these people are built daily through workshops of plastic arts, music, cookery, handicraft. In its beginnings a music workshop, “Trem Tan Tan” became an opportunity for those fond of rhythm, poetry, chant and history. The CD record of this experience made easy the social and artistic recognition of the work. Nowadays “Trem Tan Tan” presents its show in many cultural events in Belo Horizonte. The invitation to take part in the “ IV International Festival of Arts and Entertainment of Funchal” (Ilha da Madeira, Portugal), after enduring a selective process, comes to show that our work deserves to be shared and that a health project which has arts as an allied is in the right “track”. Show “Trem Tan Tan” to the world is grateful. The group is a sensitive, exciting surprise for those who feel its rhythm and touching poetry. It´s the enchantment of the steam train announcing life where it passes… *“Trem Tan Tan”: this name makes reference to the steam train that used to take mentally ill people from the city of Belo Horizonte to the extinct Asylum of Barbacena, known for the truculent methods used in its patients.

Trem Tan-Tan: nossas vidas sobre os trilhos. Venha, embarque neste trem e compartilhe o resgate de nossa cidadania


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Abertura dia 21de agosto às 20h. De 22 agosto à 11 setembro 2001, das 8 às 20 horas.

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Av Barbacena 1200 - Térreo Santo Agostinho 30123-970 BELO HORIZONTE MG

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Arte, Cultura E Educação

Escola Guignard- UEMG 2005

Pós-graduação Lato Sensu

Processo de Seleção: Prova escrita, análise de currículo e entrevista. DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO: Preenchimento de formulário fornecido pela Secretaria da Escola. Xerox do diploma e histórico escolar de curso superior, documentos pessoais e curriculum vitae. ?Pagamento de taxa de R$30,00 no ato da inscrição. OBSERVAÇÕES: Será concedido o certificado de Especialista em Arte, Cultura e Educação e Artes Plásticas e Contemporaneidade aos alunos que obtiverem freqüência mínima de 75% bem como aproveitamento mínimo de 60% em cada disciplina, além de conceitos A, B ou C no trabalho de conclusão do curso. Não haverá devolução da taxa de inscrição.

Pós-graduação Lato Sensu

Período: 11 de março a 9 de dezembro de 2005. Trabalho de Conclusão de Curso: de janeiro a junho de 2006. Carga horária: 400 h/aula.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Reitor Prof. José Antônio dos Reis

Diretora Geral do Campus-BH Profa. Marina Ewelin Wasner Machado

Diretor da Escola Guignard Eymard Brandão

Escola Guignard

Coordenador do curso de Pós-Graduação Arte, Cultura e Educação Prof. José Márcio Barros

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Escola Guignard - UEMG Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras Cep. 30315 030 Belo Horizonte MG Tel. : (31) 3282 3028 Fax.: (31) 3282 3273 E.mail: guignard @ uemg.br

UEMG

Campus de Belo Horizonte

MÓDULOS E DISCIPLINAS Módulo: Construindo o Objeto >Cultura e Educação. >Arte-educação: perspectivas teóricas e históricas. >História e teorias da arte - Artes Plásticas. >História e teorias da arte - Artes Cênicas (teatro e dança). >História e teorias da arte - Música. Módulo: Contextualizar >Fundamentos filosóficos e sociais da educação (Arte, Cultura e Educação no Mundo Contemporâneo). >Arte-educação no contexto nacional e regional. >Metodologia do ensino superior (Metodologia de Diagnóstico da Realidade Cultural).

CORPO DOCENTE >Amarilis Coelho Coragem- Mestre em Psicologia da Educação PUC- SP >Cassio Martinho >Domingos Sávio Lins Brandão- Mestre dm Sociologia da Arte - UFMG >Fátima Bernardes- Mestre em Artes Visuais - UFMG >Glória Reis- Mestre em Ciências Sociais PUC- Minas >José Márcio Barros– Doutor em Comunicação e Cultura - UFRJ >Juarez Dayrell- Doutor em Educação - USP >Julia Portes- Especialista em Arte Educação - UEMG >Lúcia Pimentel- Doutora em Artes - USP >Patrícia Faria- Especialista em Cooperação Cultural Universidad de Barcelona >Ronan Couto- Mestre em Educação - UFMG >Rosvita Bernardes- Mestre em Educação - USP >Vera Casa Nova- Doutora em Semiótica – UFRJ

Impresso

Horário das aulas Quintas e Sextas-feiras das 19h às 22h30 e sábados das 9h às 12h30.

Pós-graduação Lato Sensu

Objetivo: capacitar artistas, agentes culturais e educadores para a análise crítica do campo da arte-educação e para a construção de alternativas para seu desenvolvimento no ambiente formal einformal. Público alvo: portadores de diploma de curso superior, arte educadores, agentes culturais, educadores- sociais, artistas e interessados em arte, cultura e educação. Horário das aulas: Quintas e Sextas-feiras das 19h às 22h30 e sábados das 9h às 12h30. Período: 11 de março a 9 de dezembro de 2004. Trabalho de Conclusão de Curso: de janeiro a junho de 2005. Carga horária: 400 h/aula.

A

contemporaneidade apresenta para a arte, a cultura e a educação desafios que exigem mudanças conceituais, revigoramento de linguagem e construção de alternativas de ação. Para além de modismos trata-se do desafio de se buscar valores mais permanentes e essenciais que contribuam para a reafirmação da importância dos processos subjetivos do conhecimento. A Escola GuignardUEMG, através de seu curso de PósGraduação Lato Sensu em ARTE, CULTURA E EDUCAÇÃO, oferece um espaço de reflexão e experimentação de n ova s p o s s i b i l i d a d e s t e ó r i c a s e metodológicas, para artistas, arteeducadores e interessados em geral, no que se refere aos novos e complexos desafios para a compreensão da produção e da pesquisa no campo da arte, da cultura e da educação.

Arte, Cultura E Educação

Módulo: Articular Arte, Cultura e Educação >Políticas públicas no campo das artes, da cultura e da educação. >Trabalho em rede no campo da cultura e da educação. >Metodologia de pesquisa. >Planejamento e formatação de projetos culturais módulo transformar a arte-educação. Módulo: Transformar a Arte-Educação >Metodologia de ação integrada em arte-educação. >Painel de práticas e experiências. >Oficinas expressivas. >Orientação do trabalho de conclusão de curso. Módulo Especial >Seminários Integrados e Tópicos Especiais. >Orientação do Trabalho de Conclusão do Curso.

Escola Guignard - UEMG Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras Cep. 30315 030 - Belo Horizonte MG Tel. : (31) 3282 3028 Fax.: (31) 3282 3273 E.mail: guignard @ uemg.br


Ficha Técnica:

(...) Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.(...)

Edna Moura Giovanna Martins Sebastião Miguel

Clarice Lispector Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres

Luigi Manzione

Abertura dia 13 de março, segunda feira, às 20 horas. De 14 a 31 de março de 2000.

Av. Barbacena,1200 - Tér reo CEP 30123-970-Belo Horizonte - MG

Ananda K. Coomaraswamy chamou a atenção para o fato de que, tanto no budismo, quanto no bramanismo, o "Caminho do Peregrino", representado como uma "viagem", pode ser relacionado ao rio simbólico da vida e da morte de três formas diferentes: a viagem pode ser cumprida, quer remontando a corrente em direção à nascente, quer atravessando as águas na direção da outra margem, quer enfim descendo a corrente para o mar. 1 Como observa com muita razão, o uso de diferentes simbolismos, contrários apenas na aparência e que têm na realidade a mesma significação espiritual, concorda com a própria natureza da metafísica, que jamais é "sistemática", mas que, no entanto, apresenta sempre perfeita coerência. IS preciso apenas ter em vista o sentido preciso no qual o símbolo do "rio", com sua fonte, suas margens e sua desembocadura, deve ser entendido em cada caso. O primeiro caso, "remontar a corrente", é talvez o mais notável sob certos aspectos, pois deve-se então conceber o rio como identificado ao "Eixo do Mundo": trata-se do "rio celeste" que desce para a terra, e que, na tradição hindu, é designado por nomes tais como Gangã [Ganges] e Saraswatî, que são exatamente os nomes de certos aspectos da Shakiti. Na Cabala hebraica esse "rio da vida" encontra sua correspondência nos "canais" da árvore sefirótica, pelos quais as influências do "mundo de cima" são transmitidas ao "mundo de baixo", e que têm também relação direta com a Shekinah [Presença divina], que é

em suma o equivalente da Shakiti. Na Cabala também se fala das águas que "correm para o alto", expressão do retorno à fonte celeste representado então, não mais pelo remontar a corrente, mas pela inversão de direção da própria corrente. De qualquer forma, existe aí uma "reversão" que, por outro lado, como indica Coomaraswamy, estava figurada nos ritos védicos pelo poste sacrificial, outra imagem do "Eixo do Mundo". E vê-se de imediato que tudo isso se liga estreitamente ao simbolismo da "árvore invertida", do qual já falamos antes. Pode-se observar ainda que existe ao mesmo tempo uma semelhança e uma diferença com relação aos quatro rios do Paraíso terrestre: estes correm horizontalmente sobre a superfície da terra, e não verticalmente segundo a direção axial; mas têm sua fonte ao pé da "Árvore da Vida", que é também naturalmente o "Eixo do Mundo" e ainda a árvore sefirótica da Cabala. Pode-se dizer, portanto, que as influências celestes, que descem pela "Árvore da Vida" e chegam assim ao centro do mundo terrestre, propagam-se em seguida por meio desses quatro rios, ou então, substituindo a "Árvore da Vida" pelo "rio celeste", que este, ao chegar á terra, divide-se e cone segundo as quatro direções do espaço. Nessas condições, poderio ser consideradas duas fases no "remontar da corrente": a primeira, no plano horizontal, conduz ao centro desse mundo; a segunda, a partir daí, realiza-se verticalmente,

Sebastião Miguel


UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS REITOR Prof. José Antônio dos Reis PRÓ-REITORA DE ENSINO Prof.ª Marília Sidney de Souza Mendonça

A atualidade apresenta desafios para o campo da arte-educação, tanto em seu ambiente tradicional, a escola, quanto nos espaços informais, alternativos e sociais. Tais desafios referem-se, especialmente, à necessidade de conferir uma maior amplitude ao campo da arte-educação, tomando-a como realidade sócio cultural e estabelecendo seus nexos com as questões da identidade, da diversidade cultural, da cidadania, das políticas públicas de cultura, das linguagens artísticas e da produção de conhecimento. Todas essas questões passam necessariamente pela discussão do estatuto e da realidade da contemporaneidade, da formação do olhar, do processo de criação e da educação. O curso pretende orientar estudos, pesquisas e práticas e inaugurar percursos sobre o papel da arte-educação no contexto escolar e no contexto sóciointerativo, desvelando suas relações de imbricão e espelhamento.

DIRETORA GERAl DO CAMPUS-BH Prof.ª Maria Helena Valadares

A Contemporaneidade coloca para as Artes Plásticas desafios de revigoramento de linguagem e técnicas, mas também de descoberta de valores mais permanentes e essenciais. Este curso pretende oferecer um espaço de reflexão para artistas e interessados em geral, no que se refere aos novos e complexos desafios para a compreensão da produção e da pesquisa no campo das artes plásticas.

DIRETOR DA ESCOlA GUIGNARD Eymard Brandão COORDENAçãO POS- GRADUAçãO ENSINO E PESQUISA NO CAMPOO DA ARTE E DA CUlTURA Prof. Dr. José Marcio de Barros Prof.ª Sonia Assis COORDENAçãO PÓS- GRADUAçãO ARTES PláSTICAS E CONTEMPORANEIDADE Prof. Ronan Cardozo Couto

José Márcio Barros

José Márcio Barros

Rua Ascânio Burlamarque, 540 - Mangabeiras Cep. 30315-030 - Belo Horizonte/MG Fone: (31)3282-3085 e 3282-1283 Fax: (31)3282-3273

Núcleo de Informática - Escola Guignard -UEMG / 2005

ESCOlA GUIGNARD - UEMG

Inscrições e informações Secretaria da Pós-Graduação de 17h às 22h Fone (31) 3282 3447 arteecontemporaneidade@uemg.br arte e cultura@uemg.br

2006

Ensino e Pesquisa no Campo da Arte e da Cultura

Artes Plásticas e Contemporaneidade

ENSINO E PESQUISA NO CAMPO DA ARTE E DA CULTURA

Tempo de Duração: 15 meses Carga Horária total do curso: 400 H/A. (360 horas aula e 40 horas orientação) Regime: Extensivo - 8 ou 12 horas semanais, Vagas: 35 Turno/Horário: Quintas e Sextas-feiras das 19h às 22h30 horas, MÓDUlOS E DISCIPlINAS e sábados das 9h às 12h30.  Seleção dos candidatos: Prova escrita (eliminatória) Análise de currículo-vitae.  Documentos inscrição: preencimento formulário fornecido pela MÓDULOdeCONSTRUINDO O OBJETO secretaria da Pós-Graduação (de 17hàs 22h); fotocópia do diploma e histórico 1 –deCultura e Educação escolar curso superior, documentos pessoais e curriculum vitae.  Certificado: será concedido certificado de especialização ao aluno que obtiver 2 – Arte-educação: perspectivas teóricas e históricas de 70% frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento), aproveitamento (setenta por cento) em cada disciplina e aprovação e aprovação do Trabalho de 3 – História e teorias da arte - Artes Plásticas Conclusão de Curso com aproveitamento mínimo de 70% (setenta por cento).     

CARGA HORÁRIA 100 horas

4 – História e teorias da arte - Artes Cênicas (Teatro e Dança)

1 – Cultura e Educação

20 horas

Abordagem sócio-antropológica dos fenômenos da educação e da cultura. Endoculturação, identidade, a cultura e a educação como instâncias de humanização e socialização.

20 horas

2 – Arte-educação: perspectivas teóricas e históricas

20 horas

Revisão do ensino de Arte no século XX e as principais perspectivas teóricas no campo da arte educação para o século XXI. Panorama crítico da arte-educação

20 horas

Inscrições: 15 janeiro a 10 fevereiro de 2006 Prova: 15 de 2006 5 –fevereiro História e teorias da arte - Música Resultado: 20 fevereiro de 2006 MÓDULO Matrículas: 06, 07 CONTEXTUALIZAR e 08 de março de 2006 Início das aulas: 09 março de 2006

MÓDUlO CONSTRUINDO O OBJETO

20 horas 80 horas

6 – Fundamentos filosóficos e sociais da educação (Arte, Cultura e Educação no Mundo Contemporâneo)

30 horas

7 – Arte-Educação no contexto nacional e regional

20 horas

3 – História e teorias da arte - Artes Plásticas Estudo do processo histórico das artes plásticas no século XX. O moderno e o contemporâneo. A formação da arte contemporânea nas décadas de 50 e 60. Breve panorama histórico da arte contemporânea a partir da década de 70. Desenvolvimento de uma reflexão teórica sobre o fenômeno artístico a partir de pensadores e teóricos contemporâneos. 4 – História e teorias da arte - Artes Cênicas (Teatro e Dança)

Tempo de Duração: 13 meses Carga Horária total do curso: 380 H/A Vagas: 25 Turno/Horário: segundas, terças e quartas-feiras das 19h às 22h30. Seleção dos candidatos: o interessado deverá apresentar uma carta de intenção de 8 – Metodologia do ensino superior ( Metodologia de Diagnóstico da Realidade Cultural) caráter eliminatório no ato da inscrição, além dos documentos exigidos. de inscrição: preencimento formulário fornecido pela Diagnóstico e análise crítica da realidade  dosDocumentos processos culturais e arte-educativos nos quais os alunos secretaria da (deobjetivando 17hàs 22h); a fotocópia do adiploma se inserem. Conceitos, significados e importância para aPós-Graduação arte-educação reflexão, troca e histórico escolar de curso superior, documentos pessoais e curriculum vitae. e oportunidades para a mediação da arte na construção sócio-cultural.  Certificado: será concedido certificado de especialização ao aluno que obtiver frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento), aproveitamento de 70% MÓDUlO ARTICUlAR ARTE, CUlTURA EDUCAÇÃO (setentaEpor cento) em cada disciplina e aprovação em Banca Final do Trabalho de Conclusão de Curso com aproveitamento mínimo de 70% (setenta por cento).     

CORPO DOCENTE Fátima Bernardes Mestre em Artes Visuais - UFMG Fernando Mencarelli Doutor em História - UNICAMP Glaura lucas

9 – Políticas públicas no campo das artes, da cultura e da educação

Doutora em Música - UNIRIO

Analise das políticas publicas no Brasil contemporâneo, discutindo as diferentes abordagens, suas Inscrições: 15ejaneiro a 10 fevereiro 2006 características e seus limites. Panorama das políticas programas públicosdereferentes ás artes, á cultura Prova: 15 fevereiro de 2006 e á educação. Exercício de analise de programas públicos em Belo Horizonte, Minas Gerais e no Brasil que Resultado: 20 fevereiro de 2006 atuam articulando artes, cultura e educação, com ênfase naqueles Matrículas: 02, 03 e 04 de voltados março de para 2006 a juventude.

José Márcio Pinto de Mouros Barros Doutor em Comunicação e Cultura - UFRJ Júlia Portes

Início das aulas: 06 março de 2006 10 – Trabalho em rede no campo da cultura e educação

Mestre em Arte Educação - UEMG

Desenvolvimento de metodologia de ação em rede. Metodologia solidária e trabalho coletivo. Painel de experiências.

lúcia Pimentel Doutora em Artes - USP

Estudo das relações entre artes cênicas, processos históricos e sociedades a partir de um breve histórico das artes cênicas até o século XX. Estudo das transformações nas artes cênicas no século XX. Conceituações de moderno e de contemporâneo em teatro e em dança. Considerações sobre as artes cênicas no Brasil. Tendências das artes cênicas no século XXI.

11 – Metodologia de pesquisa

20 horas

5 – História e teorias da arte - Música

10 – Trabalho em rede no campo da cultura e educação

20 horas

Estudo dos elementos formais, estruturais, estilísticos e estéticos da música.

O planejamento como valor cultural. Aspectos metodológicos para o percurso da idéia ao conceito, do Não haverá devolução da taxa de inscrição. conceito à estratégia, da estratégia à ação.

11 – Metodologia de pesquisa

20 horas

MÓDUlO CONTEXTUAlIZAR

MÓDUlO TRANSFORMAR A ARTE-EDUCAÇÃO

12 – Planejamento e formatação de projetos culturais

20 horas

6 – Fundamentos filosóficos e sociais da educação (Arte, Cultura e Educação no Mundo Contemporâneo)

13 – Metodologia de ação integrada em arte-educação

Sergio Vaz

Reflexão sobre a ação mobilizadora da arte-educação, integrando o fazer artístico, o multiculturalismo e a apreciação da obra de arte, como meios facilitadores da prática pedagógica.

Mestre em Museografia e Técnicas Expositivas – Univesidade Complutense – Madri

8 – Metodologia do ensino superior ( Metodologia de Diagnóstico da Realidade Cultural) INSCRIçÕES: R$35,00

30 horas

MENSAlIDADE: R$300,00

MÓDULO ARTICULAR ARTE, CULTURA E EDUCAÇÃO

80 horas

Não haverá devolução da taxa de inscrição.

9 – Políticas públicas no campo das artes, da cultura e da educação

MÓDULO TRANSFORMAR A ARTE-EDUCAÇÃO

140 horas

Métodos e Técnicas de pesquisa aplicadas ao campo da arte, da cultura e da educação. INSCRIçÕES: R$35,00

MENSAlIDADE: R$300,00 12 – Planejamento e formatação de projetos culturais

13 – Metodologia de ação integrada em arte-educação

20 horas

Reflexão teórica e estudos críticos e empíricos sobre a experiência subjetiva do homem contemporâneo.

14 – Painel de práticas e experiências

20 horas

7 – Arte-Educação no contexto nacional e regional

Imersão em projetos no campo da arte educação. Visitas Técnicas.

15 – Oficinas expressivas

60 horas

Reflexão sobre a história da Arte-Educação no Brasil e em Minas Gerais, a partir de diferentes abordagens do ensino de arte relacionando-as com as perspectivas pedagógicas que as fundamentam.

15 – Oficinas expressivas

16 – Orientação do trabalho de conclusão do curso CARGA HORÁRIA TOTAL

40 horas 400 HORAS-AULA

14 – Painel de práticas e experiências

Realização de 5 oficinas de 12 horas-aula nas áreas de música, dança, teatro, artes plásticas ara os participantes, de forma a oportunizar a experiência subjetiva com conceitos e estratégias.

CARGA HORÁRIA

MÓDULO ARTE E CONTEMPORANEIDADE

100 horas

Especialista em Arte Educação Ronan Couto Mestre em Educação FEPA - UFMG Rosvita Bernardes Mestre em Educação – UFMG

Sônia Assis Mestre em Artes Visuais - UFMG Vera Casa Nova Doutora em Semiologia (Semiótica) - UFRJ

16 – Orientação conclusão do curso

ARTES PLÁSTICAS E CONTEMPORANEIDADE MÓDUlOS E DISCIPlINAS

Júlia Portes

CORPO DOCENTE

MÓDUlO ARTE E CONTEMPORANEIDADE

MÓDUlO METODOlOGIA DE PESQUISA E METODOlOGIA DE ENSINO

Adriano C. Gomide

lúcia Pimentel

1 – Teorias da Arte contemporânea

8 – Metodologia do ensino superior – Arte-Educação na contemporaneidade

Master of Fine Arts / lnstitute of Chicago

Doutora em Artes – USP

Desenvolvimento de uma reflexão teórica sobre o fenômeno artístico a partir de pensadores e teóricos contemporâneos.

Reflexão sobre as novas possibilidades de conceituação e prática da arte-educação. O ensino das artes plásticas e as artes plásticas nos processos educacionais.

André Brasil

Marcelino Peixoto

Mestre em Comunicação Social/UFMG

Mestre em Artes Visuais – UFMG

2 – Artes plásticas contemporâneas I

9 – Fundamentos filosóficos e sociais da educação

Daniela Goulart

Marco Túlio Resende

O papel da educação na contemporaneidade. Disafios e possibilidades da educação e da arte-educação no contexto da pós-modernidade.

Mestre em Artes Plásticas – UFMG

Master of Fine Arts / Institute of Chicago

Edna Moura

María Angélica Melendi

Mestre em Artes Visuais – UFMG

Doutora em Literatura Comparada – UFMG

Elisa Campos

Marilá Dardot

1 – Teorias da arte contemporânea

30 horas

2 – Artes plásticas contemporâneas I

20 horas

3 – Artes plásticas contemporâneas II

20 horas

4 – Museologia e arte contemporânea

30 horas

Estudo do processo histórico das artes plásticas no Século XX e XXI. O moderno e o contemporâneo. A formação da arte contemporânea na atualidade.

MÓDULO CULTURA E CONTEMPORANEIDADE

70 horas

3 – Artes plásticas contemporâneas II

10 – Metodologia de pesquisa

5 – Cultura e contemporaneidade

20 horas

6 – Arte e novas tecnologias

20 horas

A produção artística contemporânea no Brasil, em Minas Gerais e em Belo Horizonte a partir dos anos 80. Características, espaços institucionais e processos artísticos.

Metodologia de pesquisa em arte e sobre arte; pesquisa.

7 – Abordagens semiológicas da imagem contemporânea

30 horas

4 – Museologia e arte contemporânea

11 – Métodos e técnicas de formatação de projetos e de pesquisa

Mestre em Artes Visuais –UFMG

Mestre em Artes Visuais – UFRJ

Discussão crítica a respeito da produção contemporânea da arte diante das estruturas objetivas e subjetivas que a legitimam tais como curadoria, mercado e instituição museológica.

Planejamento de pesquisa. modelo de projetos; principais ferramentas de pesquisa no campo da arte. Planejamento e desenvolvimento de projetos artísticos culturais.

Fabíola Tasca

Ronan Couto

Mestre em Artes Visuais – UFMG

Mestre em Educação - UFMG

Fátima Barcelos

Rosvita Bernardes

MÓDULO METODOLOGIA DE PESQUISA E METODOLOGIA DE ENSINO

100 horas

8 – Metodologia do ensino superior – Arte-Educação na contemporaneidade

30 horas

9 – Fundamentos filosóficos e sociais da educação

30 horas

10 – Metodologia de pesquisa

20 horas

11 – Métodos e técnicas de formatação de projetos de pesquisa

20 horas

MÓDULO PROCESSOS DE CRIAÇÃO

110 horas

12 – Seminários: processos de pesquisa acadêmica no campo da arte

30 horas

13 – Seminário: o artista contemporâneo e sua obra

20 horas

14– Oficinas: propostas experimentais em arte contemporânea

40 horas

15 – Orientação do trabalho de conclusão do curso

20 horas

CARGA HORÁRIA TOTAL

380 HORAS-AULA

interfaces com outras áreas do pensamento e da

MÓDUlO CUlTURA E CONTEMPORANEIDADE

MÓDUlO PROCESSOS DE CRIAÇÃO

5 – Cultura e contemporaneidade

Mestre em Artes Visuais – UFMG

Mestre em Educação – UFMG

12 – Seminários: processos de pesquisa acadêmica no campo da arte

Dinâmica cultural no mundo contemporâneo. Identidade cultural. Globalização, mudanças e trocas culturais.

José Márcio Barros

Sebastião Miguel

A pesquisa na produção artística e o fazer artístico como pesquisa. a investigação artística. empirismo, experimentalismo e experimentação.

Doutor em Comunicação e Cultural –UFRJ

Mestre em Artes Visuais – UFMG

6 – Arte e novas tecnologias

13 – Seminário: o artista contemporâneo e sua obra

Júnia Pena

Sônia labouriau

Hibridização, desmaterialização de fronteiras e experiências de integração entre diferentes suportes e linguagens no campo das artes visuais.

Palestras com artistas convidados. Apresentação de experiências de pesquisas e atuação artística.

Mestre em Artes Visuais – UFMG

Mestrado em Teoria da Literatura – Literatura e Outros Sistemas Semióticos – UFMG

14 – Oficinas: propostas experimentais em arte contemporânea

laura Belém

Vera Casa Nova

Realização de worshops com artistas contemporâneos proporcionando ao aluno experiências práticas com o conhecimento plástico-visual.

Master of Art / London Institute

Doutora em Semiologia (Semiótica) – UFRJ

7 – Abordagens semiológicas da imagem contemporânea Reflexão sobre novas possibilidades de conceituação e realização da imagem na contemporaneidade.

15 - Orientação de projetos Desenvolvimento orientado de pesquisa em poéticas visuais e/ou de pesquisa em teorias das artes plásticas e visuais para a conclusão do curso.


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Sumário Apresentaç� o Prefácio... Sempre é muito difícil. I - A idéia do romance II - Romance n� o é poesia nem prosa III - Conto como é IV - O Romance propriamente dito V - Finis Obra

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Alter ego de si mesmo, como ele próprio se define, o Ataídes já parte da presunç� o de “romancear o nada”. Se Manoel de Barros fez um poema sobre o nada, ele acredita - com todo sentimento da alma - que também pode. Tente tirar um cochilo com tamanha bagunça! O leitor pode tentar ler - o que é recomendável. Mas n� o se deixe iludir com Ataídes Braga. A n� o ser que seja daqueles que olhem a ilus� o com olhos bons. É uma obra de um leitor feita para outro leitor. E pense como é difícil ler algo de quem n� o escreve, só l� . Pense agora a tarefa ainda mais árdua para esse “leitor semi-alfabetizado” escrever o que ainda será lido. Mesmo que deixe a impress� o - quiçá verdadeira - de ter sido feita num único fôlego.

I

Iniciar um romance com uma citaç� o de um autor consagrado é sempre óbvio e necessário. Eu, alter ego de mim mesmo, considero enriquecedor e tenho certeza que Clarice gostaria.

V Esta obra n� o é machista. É feminina. N� o feminista. De Alices a Zélias (é melhor n� o!). Clarices. Passando por Raquel e tantas outras.

II

Eu sei diferenciar poesia de prosa, saberá o leitor? A poesia exprime. A prosa espreme. O romance alonga, enrola, enche.


III Seminário de Arte

Coordenadores Zenir Bernardes Amorim Orlando Castaño Fátima Pena

Conferências Favor apresentar comprovante de pagamento.

Consultoria Isaura Caporali Pena Renato Madureira da Silva Sebastião Brandão Miguel

De 23 a 26 de outubro 2001

IMPRESSO

Produção e Imanência

Produção Gráfica- (786)Sebastião Miguel

Inscrições 10 a 20 de outubro de 2001 na Escola Guignard-UEMG

REALIZAÇÃO Escola Guignard-UEMG

Escola Guignard-UEMG

Comissão de Apoio Júnia Alessandra Femandes Maria José Vettori Azevedo Ana Cristina Brandão Divulgação Patrícia Mendes Velloso Informações Gerais: Local do Evento: Escola Guignard- UEMG Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras Cep.: 30315-030 Belo Horizonte- MG Tel.: (31) 3282-1543 Fax.: (31) 3282-3273 E.mail: guignard@uemg.br

UEMG

Campus de Belo Horizonte

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS G ERAIS

Escola Guignard

Capa e fundo do folheto, interferência sobre a obra de Guignard- Léa e Maura s.d. óleo sobre madeira 110x130cm coleção Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Dia 25 de outubro 2001 quinta-feira

Dia 23 de outubro 2001 terça-feira

MANHÃ

MANHÃ

Oficina de Trabalho Artista Convidada: Nídia Negromonte 08h30 às 12h30-

Oficina de Trabalho Artista Convidada: Nídia Negromonte 08h30 às 12h30-

TARDE

TARDE 08h30 às 12h30-

Oficina de Trabalho

Artista Convidado: Almandrade

ANTONIO LUIZ MORAIS DE ANDRADE-Almandrade (Bahia) é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Participou das XII, XIII e XVI Bienais de São paulo; Mostra especial “Busca da Essência”- XIX Bienal de São paulo. É um dos criadores do grupo de estudos “linguagem da Bahia” que editou a revista “Semiótica” em 1974.

08h30 às 12h30-

Oficina de Trabalho

Artista Convidado: Almandrade NOITE

FÁBIO MIGUEZ- Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. De 1980 a 1982 estudou gravura em metal com Sérgio Fingermarm. Nesta época constituiu o Ateliê Casa 7, juntamente com Rodrigo Andrade, Carlito Carvalhosa, Paulo Monteiro e Nuno Ramos. Em 1985 Mostra do Ateliê Casa 7 no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Bienal de São Paulo. Aquisição no Salão Nacional de Artes Plásticas. 12 Artistas Paulistas (São Paulo).

NYDIA NEGROMONTE- Graduada em Desenho pela EBA-UFMG, onde ministrou entre 1999 a 2000, foi artista residente no HANGAR (Center de produção D'Arts Visuais i Multimèdia), de Barcelona. Participou de exposições nacionais e internacionais, tais como: 2001 ARCO Feira Internacional de Arte Contemporânea (Espanha); O Artista e Sua Obra 230 Salão Nacional de Arte; Exposição individual na Galeria Sicart Barcelona.

PAULO MONTEIRO (São Paulo) é artista plástico atuante, expondo desde 1982. Participou da “Casa 7”- MAC/SP e MAM/RJ, em 1985, XVIII Bienal Internacional de São Paulo, “Do Brasil”-Richard Levy Gallery, Albuquerque-EUA, FIAC- Foire Internacionale d’Arte Contemprain, ParisFrança, “Brasil 500 Anos”-Mostra do Redescobrimento-SP, 2000.

Coordenador de Mesa: Prof. Orlando Castaño

Dia 24 de outubro 2001 quarta-feira MANHÃ

Oficina de Trabalho Artista Convidada: Nídia Negromonte 08h30 às 12h30-

TARDE 08h30 às 12h30-

Oficina de Trabalho

Artista Convidado: Almandrade NOITE Coordenador de Mesa: Profª Zenir Amorim

18h-Credenciamento e entrega de material 19h30-Palestra de Abertura: Virgínia Figueiredo Tema: Produção e Imanência 20h15-Debate 21h Inauguração da Mostra Interna da Escola Guignard

19h30- O Artista e a Obra Expositores: Almandrade e Fábio Miguez 21h30-Café 21h45-Debate

MARCO TÚLIO RESENDE- Cursou Artes Plásticas na Escola Guignard. Curso de Mestrado na School of The Art Institute of Chicago Fulbright Comission. Professor de Desenho na Guignard. 1973 XII Bienal Internacional de Sao Paulo; 1982 Individual Grande Galeria do Palácio das Artes- BH/MG; 1988 Terra e Mar à Vista Instituto Cultural Itaú/São Paulo 2001 Diálogo Centro Cultural Light Rio de Janeiro.

STELLA TEIXEIRA DE BARROS (São Paulo) é professora de Estética e História da arte Moderna e Contemporãnea na faculdade de Artes Santa Marcelina/SP. É também crítica e curadora- entre outras exposições: Século XIX-Tradição e Ruptura- Bienal de São Paulo, 1984; Coleção Dulce e João carlos de Figueiredo Ferraz-MAM/SP. Publicou “Perfil da Coleção Itaú”- Itaú Cultural,1998.

MARÍA ANGÉLICA MELENDI- Professora de Arte Contemporânea na Escola Guignard/UEMG. Artista Plástica, Dra. em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da UFMG. Tem publicado textos sobre arte contemporânea no Brasil e no exterior como Arqchives du Mal/Mal d' Archive, Nepean Sydney University, Sydney University, Sydney, Austrália e Fragmments in Catálogo da 11 Bienal de Berlim, Alemanha.

VIRGINIA FIGUEIREDO- É professora de Estética e Filosofia da Arte no F desde 1996. Doutora em Departamento de Filosofia da FAFICHIIJFMG, F filosofia pela Université Dês Sciences Humaines de Strasbourg - França. ganizadora (junto com o Rodrigo Duarte), do livro de textos filosóficos Organizadora “Mimeses e Representação.

Dia 26 de outubro 2001 sexta-feira TARDE

14h30 às 17h30 Mesa Redonda Coordenação: Cristina Ávila Participantes: Roberto Vieira, Marco Túlio Resende, Maria Angélica Melendi, Mário Zavagli e Walter Sebastião

NOITE Coordenador de Mesa: Prof. Adriano Gomide

19h30 Palestra Tema: Produção e Imanência Palestrante: Stella Teixeira de Barros 20h10 -Palestra Tema: O Artista e a Obra Expositor: Paulo Monteiro 21h10-Café 21h20-Debate

MÁRIO ZAVAGLI- Desenhista, aquarelista, professor de Pintura e Desenho na EBA/UFMG. Em 1985 foi considerado pelo Jornal Estado de Minas “Artista do Ano e Melhor Mostra Individual em 1984 / BH.” Coordenador na área de Artes Plásticas no 17°, 20°, 26° e 27° Festival de Inverno da UFMG - Participou do Salão Nacional Pirelli/MASP, da Trienal de Desenho de Nuremberg- Alemanha. Obras no acervo do MAP, do Instituto Moreira Salles, Fundação Clovis Salgado e Centro Cultural UFMG, entre outros.

WALTER AL ALTER SEBASTIÃO- Graduado pela Universidade Federal F de Juiz de ora, jornalista e curador de diversas e importantes exposições tais como: Fora, Imagem Brasileira/MAP 1992; Amor, Amor Doce Coração da Minha Vida V “Escultura no Museu” MAP 1997; “Os 90” Paço Imperial Rio de Janeiro 1999. Sua presença atuante como Crítico de Arte e Jornalista tem contribuído para o melhor desempenho da arte e artistas em Minas Gerais.


O mundo é grande, mas em nós ele é profundo como o mar Rilke

O sujeito falante é todo o sujeito Pontalis

O artista não cria como vive, vive como cria Lescure

Sou o espaço onde estou Noël Arnaud

Instalação de

Abertura dia 02 de março 2000, às 20h

Sala Multimeios 6

Centro Cultural UFMG

Agradecimento-Sebastião Miguel

Realização

Apoio Cultural

IMPRESSO

[Indispensável a apresentação deste]


poemas de Henriqueta Lisboa

Portifolio Geral Antigo  

os trabalhos aqui apresentados não estão em ordem cronológica

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