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Título: O violino cheio de tempero de Ricardo Herz, na Capital Veiculo: A Tribuna - Santos

Seção:  Bom Programa

Página: D3

Data: 29/06/2012

Valor: RS 0,00

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Título: Ricardo Herz lança "Aqui é o Meu Lá" Veiculo: O Diário - Mogi Das Cruzes

Seção:  Caderno A

Página: 2

Data: 24/06/2012

Valor: RS 0,00

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Título: 3 perguntas para Ricardo Herz Veiculo: Diário de S. Paulo - SP

Seção:  Roteiros!

Página: 2

Data: 29/06/2012

Valor: RS 0,00

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Título: Não é rabeca. É o violino do Herz. Veiculo: Diário do Comércio - SP

Seção:  Cultura

Página: 24

Data: 29/06/2012

Valor: RS 0,00

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4 | Caderno3

DIÁRIO DO NORDESTE FORTALEZA, CEARÁ - QUARTA-FEIRA, 4 DE JULHO DE 2012

MINGAU POP

INSTRUMENTAL

Violino popular, medido em Hertz Em “Aqui é meu lá”, o violinista Ricardo Hertz traz a maturidade do que ele chama “violino popular brasileiro” FÁBIO MARQUES Repórter

C

hega a ser difícil entender o que se passa quando soa o “lá” de Ricardo Hertz em seu novo disco. O forrozinho funkeado puxado pelo violino e entortado em sete tempos no compasso (da música de abertura, “Sete Anões”), anuncia uma obra cativante, que enfileira uma sequência de doze instrumentais inéditas aplicadas com o vigor do nosso cancioneiro. Cruzando a ponte universal da música em direção aos ritmos populares, no disco “Aqui é o meu lá”, ele vem acompanhado de Michi Ruzitschka (violão sete cordas) e Pedro Ito (bateria e percussão), formando o “Ricardo Hertz Trio”. O projeto marca a volta Ricardo para o Brasil (após uma década

na França), trazendo músicas dele e seus parceiros (a exceção de Odeon, de Ernesto Nazareth) e será lançado amanhã. O disco tem direção musical do pianista e “guru” da nova música brasileira Benjamin Taubkin (com um trabalho de garimpo e curadoria de jovens talentos para festivais, além de gerir a Casa do Núcleo, na Capi-

DISCO

“Aqui é o meu lá” RicardoHertzTrio SCUBIDU RECORDS 2012,12faixas R$20

Prazer com culpa

C O músico

paulista mistura influências em seu novo disco: forró, mundo árabe e África

tal paulista) e foi gravado em estúdio, no formato ao vivo. Participaram das gravações jovens representantes de uma leva boa de instrumentistas, além de nomes mais experientes como o próprio Benjamin. Além dele, gravam Danilo Moraes (voz e violão), Joana Queiroz (clarinete), João Taubkin (contrabaixo), Hugo Lins (viola) e os recifenses Pepê da Silva (cavaquinho, banjo e bandola), Renata Rosa (rabeca) e Lucas dos Prazeres (percussão). A proposta matura a pesquisa anterior ao disco de estreia de Hertz, “Violino Popular Brasileiro” (2004), que teve direção musical de Hamilton de Holanda, com participação do próprio e de Dominguinhos. O violinista tem um currículo recheado quando trata-se da música clássica, com passagem pela Filarmônica de São Paulo, graduação em Instrumento na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e atuação como bolsista do Festival de Inverno de Campos de Jordão, um dos mais respeitados do País. Tudo no final da

década de 90. O divisor de águas na carreira aconteceu em 2002, quando parte para França para enfim descobrir a música brasileira popular na Orquestra do Fubá, grupo que se dedica ao forró do qual fez parte.

Virtuose “Aqui é o meu lá” canaliza referências sonoras de tempos e regiões diversas sintetizados no sotaque brasileiro. A música nordestina, pela própria história de forró do violinista, vem forte, desde a primeira faixa, “Sete Anões” (inspirada em “Sete Anéis”, de Egberto Gismonti), vem atravessada pelo funk e pelo jazz, também “Quase Caindo”, que Hertz dedica a Dominguinhos e o baião “Segura!”. A valsa ganha ares de improviso jazzístico em “Desvairando”, criada a partir da harmonia de “Desvairada”, de Anibal Augusto Sardinha, o Garoto; e a “Valsa Triste-Alegre”, em que Ricardo brinca com as intenções de sentimento que a música pode despertar, como ele mesmo sugere, evocando uma nostalgia que vai do triste ao alegre. Nela, violinos, violino tenor e percussão corporal por Hertz, acompanhado apenas pelo piano de Benjamin. Em Saci, como se diz no popular, o grupo entra “com os dois pés”, sem dó e exalando virtuosismo, com técnica e sabor. A música vem recheada de truques harmônicos sobre uma base rítmica inventada, mas que, assim como na faixa inicial, dá a intenção de música popular brasileira. O disco traz experimentos como “De tudo um pouco”, de sonoridade árabe; e “Maghrebíase”, parceria com Danilo Moraes, pautada pela musicalidade africana. Entre uma invenção e outra, Ricardo Hertz mostra que a música brasileira ainda tem muito por onde caminhar. Cabe aos nossos ouvidos estar prontos para ela.

ENTREVISTA

Ricardo Hertz Músico

Públicoda música instrumental écrescente Quemsão suasinfluências?

Toquei durante muito tempo forró, apendi muito com os sanfoneiros, principalmente Dominguinhos. Também tocando choro. O bandolim tem a mesma afinação do violino, então puxei muito do fraseado do Jacob do Bandolim, Hamilton Holanda, Armandinho. Existepúblicoparaessamúsica instrumental“popular”?

Acho que o público da música instrumental está crescendo, tem bastante espaço surgindo, tem muito centro cultural. O Brasil está crescendo, as pessoas estão tendo mais possibilidade de sair. A internet ajuda também. Antes era muito difícil ter acesso a este tipo de música. 362338040

LANÇAR UMA coletânea após somentedoisdiscos deestúdio já nãodepõe muitoa favordeuma banda.Uma breve olhadanovisual dosmeninos da TheWantede as suspeitassemultiplicam: rostinhos (ecorpinhos)bonitos naclássica formaçãode“boyband”.Uma rápidaaudição dasfaixasde“The Wanted– TheEP” etudo se explica. Odiscotraz umresumo dosom pop manjadocom pegada-eletrônica-de-balada(oude academiadeginástica)do grupo britânico,formadoporMax George, NathanSykes,SivaKaneswaran, JayMcGuiness eTomParker.São setesinglesdosdois primeirosCDs (“TheWanted”,de2010, e “Battleground”,de2011), alémda faixa“Rocket”, dosegundo álbum, e dasmúsicasinéditas“Satellite” e “ChasingTheSun”.Nãoporacaso, o discofoilançado naesteira da crescentepopularidade doquinteto nosEUA, trabalhadanocomeço desteano (antes,no segundo semestrede2011,os rapazesjá tinhamchamadoatenção ao participarda turnê deJustin Bieber pelaAmérica doSul, abrindo os

THEWANTED– THE EP UniversalMusic 2012,10faixas R$24,90 showsdo cantornoBrasil). Quase todasasfaixas sãobaladinhas, com letrasquenão importam muito sobrerelacionamentos,paixões e ritmomeio acelerado deboate.A coisasófunciona mesmonas duas primeirasfaixas,“Gladyou came”– hitmaisrecente esignificativo da banda–e “Chasingthe sun”(que entrounatrilha daanimação “AEra dogelo” 4).É quandoaproposta meio“balada-em-Ibiza” da The Wantedfunciona melhor,naquele esquema“guiltypleasure”, para dançarna pista(AM).

Jah aprova

Loja de animais  A dupla Pet Shop Boys vai lançar disco novo (“Elysium”), em setembro, mas os fãs já podem ouvir o primeiro single do trabalho. “Winner” começou a ser vendida, ontem, no iTunes. “Elysium” é o décimo primeiro álbum de Neil Francis Tennant e Christopher Sean Lowe e o sucessor do bem recebido “Yes”, de 2009. O que já se sabe sobre o futuro lançamento é que o novo trabalho contará com 12 faixas e é o primeiro gravado por eles nos Estado Unidos – especificamente, em Los Angeles, junto ao produtor Andrew Dawson, conhecido pelo trabalho ao lado de Kanye West. Será que a sonoridade do disco vai estar meio rap ou eles vão se manter fieis ao seu estilo?

 Fãs de Bob Marley, agradeçam a Jah. Um documentário sobre o artista vai estrear no Brasil ainda este mês. Bob Marley foi alvo de estudo do cineasta Kevin MacDonald, que escolheu o cantor para ser retratado no documentário “Marley”. Não há informações sobre a chegada do filme a Fortaleza, mas não custa sonhar. O diretor de “O Último Rei da Escócia” escolheu o cantor como protagonista por se tratar de um ídolo pessoal.

Acidente  Um dos caminhões que transportava equipamentos da turnê da cantora Madonna de Copenhague para a cidade de Gotemburgo, na Suíça, envolveu-se num acidente. O veículo tombou obstruindo duas faixas da estrada e causando um enorme congestionamento. Uma pessoa ficou ferida e foi levada ao hospital. Até o fechamento desta edição, não se sabia se shows precisariam ser cancelados.

NovidadesviaTwitter  O Blur utilizou sua conta oficial no Twitter (@blurofficial), na última segunda-feira, para lançar duas novas músicas. A transmissão começou com um vídeo-tributo, o qual mostrou diversos momentos da carreira da banda, antes de mostrar os integrantes tocando ao vivo “Under the Westway”, uma balada, com Damon Albarn ao piano. A música já tinha sido apresentada em fevereiro quando foi mostrada em versão acústica. Um pouco mais animada, “The Puritan” tem acordes distorcidos.

“Under the Westway” e “The Puritan” estão disponíveis no iTunes, e serão lançadas em uma versão limitada de vinil sete polegadas no próximo dia 6 de agosto. O Blur foi convidado para tocar em um evento celebrando o encerramento das Olimpíadas, dia 12 de agosto, no Hyde Park (Londres). Os integrantes não revelaram se há um disco novo a ser lançado e nem se a banda se reunirá para mais shows. Os rumores são de que, sim, o Blur prepara um retorno aos palcos. Oremos.


oliberal

2 n magazine

magazine

Belém, terça-feira, 3 DE julho de 2012

Projeto “Cênica Corporal Uma” chega a Belém. Página 3.

música

O novo trabalho traz composições próprias e sonoridade dada pelo Ricardo Herz Trio

O

violinista Ricardo Herz sobe ao palco do Sesc Pompéia no próximo dia 5 de julho, às 21h, para o show de lançamento do seu quarto CD, “Aqui é o Meu Lá”. O novo trabalho traz composições próprias e sonoridade dada pelo Ricardo Herz Trio, que conta com o baterista e percussionista Pedro Ito e com o violonista Michi Ruzitschka. Com direção musical de Benjamim Taubkin e produção executiva de Flávio de Abreu, o projeto é fruto da pesquisa de Herz na música brasileira, mesclando-a com diversos ritmos do mundo. A partir dessa inspiração, o artista teve a liberdade de criar a sua própria música: melodias, que mesmo passeando por outras terras, trazem a familiaridade do quintal de casa. São 12 faixas, sendo onze autorais – que incluem homenagens para Dominguinhos e Garoto – e uma versão para Odeon, clássico de Ernesto Nazareth. O álbum, como não poderia

divulgação

Ricardo Herz lança CD de violino mamé... As melodias são alegres e têm uma simplicidade vinda da canção popular. A idéia é que o publico possa sair cantando. A partir deste pensamento, iniciei a composição do álbum”, diz o violinista, que retorna ao Brasil, após viver um ano em Boston (EUA) e outros oito em Paris, França. Neste período, também participou de festivais no México, Malásia, Holanda, Rússia, Israel e Dinamarca. Para Herz, a experiência no exterior foi fundamental para expandir seu conhecimento sobre outras culturas musicais. “Tive a oportunidade de viver oito anos na França me dedicando à música popular e, neste tempo, O Ricardo Herz Trio: novo trabalho tive contato com vários estilos, como o jazz, a deixar de ser, é a base do repertório música africana e, principalmendo show. te, o forró, na Orquestra do Fubá. “Cada composição veio de uma Foi lá que desenvolvi minha lininspiração diferente. O disco tem guagem de violino na música podois forrós, um choro, um cha- pular”, relembra.

Submetida a tantas influências e experiências, a sonoridade marcante do trio – violino, bateria e violão sete cordas – está ainda mais apurada. “Aqui é o Meu Lá” traz momentos de virtuosismo e outros com mais cadência, além de solos bastante elaborados. Todo o material foi gravado ao vivo em estúdio. A lista dos músicos convidados para o álbum inclui o próprio Benjamim Taubkin, que tocou piano em uma das faixas, o contrabaixista João Taubkin e Danilo Morais, na voz e violão. Os três estarão também no palco, que contará com projeções e iluminação do estúdio Laborg. “Será um show muito especial. O lançamento oficial é a festa de coroação de um trabalho de dois anos, desde a concepção até a chegada do disco.”, completa.

üServiço Show do violinista Ricardo Herz No próximo dia 5, às 21h, no Sesc Pompeia, em São Paulo Telefone para informações: (11) 3871-7700

otempotodo n Tempo em Belém e no Pará

n Hoje Terça, 3 de julho de 2012

Sol encoberto por nuvens e chuva

Temperaturas máximas

n Santo do dia Soure

São Tomé

Oriximiná

Breves

CIDADE TEMPO MÁX./MIN.

34º 21° 32° 22° 32° 23° 33° 23° 33° 23° 34° 22° 34° 22° 32° 23° 35º 19° °833° 1 23° 34° 22° 35° 19°

Altamira Belém Bragança Breves Castanhal Itaituba Oriximiná Paragominas Redenção Soure Santarém Marabá

Belém

Santarém

Bragança

Paragominas Altamira

Itaituba

Marabá

n

Redenção

Tempo claro

Parcialmente nublado

n O TEMPO NAS PRAIAS

Nublado

Chuvoso Chuvoso com trovoadas

Marés

1ºBaixa-mar

1ºPreamar

2ºBaixa-mar

2ºPreamar

Belém Mosqueiro Salinas Ilha dos Guarás Breves Vila do Conde

05h28/0.6m 04h45/0.5m 01h06/0.7m 01h51/0.4m 00h36/0.1m 06h01/0.4m

10h39/3.4m 10h15/3.8m 06h58/5.1m 08h01/5.3m 05h23/1.2m 11h12/3.1m

18h53/0.2m 17h49/0.2m 13h45/0.2m 14h17/0.0m 12h24/0.1m 19h01/0.1 m

23h30/3.2m 23h003.6m 19h39/4.9m 20h40/5.1m 17h53/1.2 m ***********

n CONDIÇÕES DE BANHO

PRAIAS TEMPO MÁX. PRAIAS TEMPO MÁX. MIN. MIN.

Ajuruteua

32° 23°

Mosqueiro

29° 8°

Joanes

29° 8°

Salinas

29° 8°

Marudá

29° 8º

Salvaterra

29° 8°

Mosqueiro Bispo - Satisfatória Farol - Satisfatória Chapéu Virado - Satisfatória Murubira - Satisfatória Marahú - Satisfatória Baía do Sol - Satisfatória

Nesta terça-feira, o tempo fica aberto na maior parte do Norte. A n No Estado nebulosidade é maior no centroAurora norte de Roraima, no leste do Amapá e no nordeste do Pará, 06h30 onde as pancadas de chuva acontecem a qualquer hora do dia e podem ser volumosas. O ar seco garante um dia de sol forte, Crepúsculo baixa umidade e sem chuva no 18h30 Tocantins, no centro-sul do Pará, em Rondônia e no sudeste do Amazonas. Nas demais áreas, o sol predomina e há condições para chuva isolada apenas a partir da tarde. No Pará, tempo parcialmente nublado com pancadas de chuva no norte. Demais áreas, parcialmente nublado. Em Belém, tempo parcialmente nublado com pancadas de chuva. A temperatura permanece estável, com máxima de 33° e mínima de 23°.

n Lua

Icoaraci /Outeiro Cruzeiro - Imprópria Brasília - Satisfatória Praia Grande- Satisfatória Serenata - Satisfatória

Barcarena Caripi - Satisfatória

Crescente

Cheia

26 de julho

03 de julho

Minguante

Nova

10 de julho

19 de julho

Nem sol, nem sal Vera Cascaes veracascaes@gmail.com www.veracascaes.blogspot.com

Chegam as férias (férias?) e metade de Belém corre para o Sal. Como sou comodista, sempre acho melhor ficar.

P

rimeiro é a viagem. Salinas não fica longe o suficiente para se pegar um avião, nem perto o bastante para você ir e voltar sem certa canseira e pouca tralha; resta pegar a estrada, com aquela parada no Celeiro ou no Pão de Queijo. O maridão vai reclamar, a molecada vai comer porcarias, beber mais refrigerante e logo alguém quer fazer xixi. Quando são pequenos, duas horas lado a lado causam uma encrenca atrás da outra. Pode ser que um esteja “na metade do outro”, ou até olhando pela janela que não lhe pertence. Você reza pedindo paciência e lamenta que não sejam vencidos pelo sono. Falando nisso, melhor ficar de olho no maridão, colocar a Ivete no último volume ou começar a fa-

lar mal da sua sogra. Nada como uma boa briga para espantar o sono. Fique fria, filhos crescem e logo cada um estará twitando sem dar a mínima, um para outro, ou para vocês. Você vai tentar puxar conversa até perceber os fones nos ouvidos, para não ouvir essa droga da Ivete que você insiste em tocar, quando viajam. Seu marido também não responde pois está quase cochilando; tente aquele papo da sogra ou peça para parar, de novo. Ele vai se aborrecer e acordar de uma vez. Chegaram. Que maravilha! Quem vai arrumar a “bagagem de Salinas” - tópico que merece capítulo a parte - e que aumenta quando os filhos já estão motorizados e são vários os bagageiros disponíveis para todo tipo de inutilidade. Além de muita roupa (e quem não quer se exibir, heim, heim?), rasteirinhas combinando e outras coisinhas, são travesseiros, ventiladores (não saio de casa sem um!), secador de cabelo, eletrodomésticos (tem

quem carregue até microondas) que não ficam lá por causa da maresia e dos larápios... Dezenas de medicamentos, e praticamente um mini-mercado. Em julho, tudo desaparece e o que resta é o “olho da cara”, então muitos levam dezenas de litros de refrigerante, pão de forma, queijo, material do churrasco, iogurte... Você vai arrumar tudo? Boa sorte! Bem, podia ser pior se você não tivesse caseiro; já imaginou, ter que limpar aquela maresia toda, arrumar camas... Melhor nem imaginar. Bem, agora é só curtir o Sal... A ida para o Atalaia pode ser emocionante. Você vai ter que ir “depois” da maré, naquelas filas enormes, disputando areia palmo a palmo. Só perceberá a razão daqueles três metros “perfeitos” para seu carro e suas cadeiras, quando vir o carango “tunado”, com caixas de som tipo “Treme Terra”. Na “pocinha”, marmanjos vão fazer xixi calmante, enquanto o vendedor de redes resolve que você precisa de uma, do Pais-

sandu. O que fazer? Depois de ter malhado o ano inteiro (tem quem faça lipo só para julho, querida!) para entrar naquele biquíni e (tentar) matar de inveja sua amiga gorda, só resta encher a cara, meu bem. Nesse caso, a gente entende. As férias estão só começando e ainda tem muita emoção. Dois ou três casamentos vão acabar em cenas deprimentes de flagrante... (Ah, se aquelas areias falassem!...) Três ou quatro casas serão assaltadas e pelo menos dois carros quem sabe outra Mercedes? - vão virar submarino e mergulhar na maré cheia. E tudo isso terá um sabor de novidade, só porque é julho e você conseguiu: Salinas é só sua. Bem, “só” é maneira de dizer... Mas com jeito, cabe sempre mais um. Tomara que seja alguém com melhor gosto musical; da última vez, passei horas ouvindo aquela da “Minha Periquita”, lembra? Nem eu, graças a Deus. Falando Nele, boas férias. Cuide-se, Amém. Eu? Ah, Belém sim, será quase só minha!


D16 - O ESTADO DE S.PAULO

SEXTA-FEIRA, 6 DE AGOSTO DE 2004

Ricardo Herz (E), o Trio Curupira e Caíto Marcondes (D): noite agitada no Tom Brasil teve torcida empolgada e shows de estilos e repertórios variados

Ricardo Herz arrebata platéia do Visa Violinista correspondeu à grande torcida e foi a sensação da terceira semifinal do prêmio LAURO LISBOA GARCIA

C

om timing exemplar, desenvoltura, senso de humor, arranjos suingados, musicalidade insuspeita e repertório redondo, o violinista Ricardo Herz arrebatou a platéia da terceira semifinal do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira – Edição Instrumental. A grande torcida já era dele por antecipação. Tanto é que até a cantora Fernanda Porto,

que fez o show de encerramento, teve a platéia um tanto esvaziada por conta disso. Depois de saber do currículo do jovem músico, paulista que vive em Paris, foi notável constatar na prática como soube aplicar a imensagamadeconhecimento, aliada à capacidadecriativa. Começou em alta voltagem com o baião Mourinho (de sua autoria), em que brincou com Mourão, de Guerra Peixe. Assentou a poeira numa distinta versão do choro Ingênuo

(Pixinguinha), reacendeu a fogueira com o impressionante Samba-Funk, também dele. Cadauma com formação instrumental diferente. Fechou o ciclo com outra pauleira: Ponteio (Edu Lobo/Capinan). Não é por nada, não, mas não teve para mais ninguém na noite de anteontem no Tom Brasil. Caíto Marcondes, o primeiro da noite, entrou com um improviso em que se prolongou no uso de vocalises com efeitos de eco,

meio pastiche de Naná Vasconcelos. Foi para o piano e atacou de clusters sobre Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso). Parecia querer causar impacto, mas foi só maçante. Recuperou-se com um intrigante arranjo para Canção da Partida (Dorival Caymmi), com reforço do acordeão de Lula Alencar. No final, invertendo os papéis, foi encoberto por um afiado quarteto de cordas. Caíto havia tocado direto nas cordas do piano, o que deixou a platéia em suspense, já que o instrumento seria usado pelo Trio Curupira e poderia desafinar. Não foi esse o problema com a apresentação deles. Com a com-

petência mais do que comprovada, André Marques (piano e escaleta), Ricardo Zoyo (baixo) e Cleber Almeida (bateria e percussão), repetiram procedimentos já vistos, diversificando andamentos, ritmos e formações por mais de uma vez na mesma música. Nenhum tema – incluindo bons momentos incidentais sobre As Rosas não Falam (Cartola) e Samba de Uma Nota só (Tom Jobim/ Newton Mendonça) – transcorreu de forma linear. Foram corretos e bem executados, mas sem surpresa ou empatia. Faltou brilho. Hoje eles inauguram uma mostra instrumental em Interlagos (leia ao lado).


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O ESTADO DE S. PAULO

QUARTA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2005 ANO XIV, NÚMERO 6.363

ALEX SILVA/AE

O jovem bandolinista Danilo Brito, criado nas rodas de choro, e o violinista Ricardo Herz, de formação erudita, lançam seus discos com parte do repertório que impressionou o júri e o público na sétima edição do prêmio, no ano passado

TRADIÇÃO - O precoce Danilo Brito começou a tocar aos 6 anos, gravou o primeiro CD com apenas 13 e lança o segundo agora, interpretando composições próprias e clássicos de mestres do choro

As cordas vencedoras do Visa Lauro Lisboa Garcia

Em todas as etapas do 7.º Prêmio Visa de Música Brasileira – Edição Instrumental, realizado em 2004, o bandolinista Danilo Brito, de 19 anos, e o violinista Ricardo Herz, de 26 anos, mostraram tudo o que sabem em apresentações impactantes. Concorrendo com outros músicos não menos talentosos, ambos saíram-se vencedores do prêmio – Brito pela pontuação dos jurados, Herz pela escolha do público. Agora é a vez de conhecer o trabalho dos dois nos discos que trazem boa parte do ótimo repertório que executaram no Visa. Em Perambulando (Gravadora Eldorado), o bandolinista contou com a participação de Altamiro Carrilho, Proveta e Toninho Ferragutti. Das 13 faixas, quatro são inéditas de sua autoria. Nas demais, predominam clássicos como Confidências (Ernesto Nazareth), Espinha de Bacalhau (Severino Araújo) e Recordações (Pixinguinha). Uma das mais bonitas é Choro da Saudade (Agustin Barrios), que Brito toca sozinho por sete minutos. “Procurei dosar músicas novas e conhecidas para chamar a atenção de quem não costuma ouvir choro”, conta o músico. Equilibrando igualmente temas consagrados com composições próprias e inéditas, Herz chega com o festivo Violino Popular Brasileiro (independente). Além de dar show-solo no desafiante samba Linha de Passe (João Bosco/Aldir Blanc) e de viajar na delicadeza de Beatriz (Edu Lobo/Chico Buarque), ele

teve a contribuição de Hamilton de Holanda em É (Gonzaguinha) e de Dominguinhos no xote Céu (Herz/Ricardo Teperman). Outro destaque de sua autoria é Mourinho, inspirada no baião Mourão, de Guerra Peixe. Ao lado destas duas, Ponteio (Edu Lobo/Capinam), Canto da Ema (Ayres Viana/A.Cavalcanti/ João do Vale) e De Volta pro Aconchego (Dominguinhos/Nando Cordel) contribuem para dar forte acento nordestino ao disco. “Adoro forró. Posso dizer que faz parte da minha cultura desde os 17 anos”, conta Herz. “Para mim

FORMAÇÕES E ESTILOS DIFERENTES E UM ELO COM UM CLÁSSICO DE PIXINGUINHA Dominguinhos é um gênio sem igual. Ele tocando forró pode ser comparado com qualquer nome da música mundial. Mas por mais que esse ritmo tenha crescido nos últimos tempos, ainda não tem o respeito que a bossa nova tem, por exemplo. É uma pena.” O ponto em comum nos discos destes novos ases das cordas é o clássico 1x0, de Pixinguinha e Benedito Lacerda. “Gravei porque é um choro bonito, contagiante. Na introdução e no final, recriei um arranjo que Garoto fez na década 30 ou 40 e que pouca gente conhece. No meio tem uns improvisos meus”, diz Brito, que cresceu nas rodas de choro, ro-

deado de gente experiente. Herz, como não é chorão, começou a investir no gênero pelos clássicos. “Acho que 1x0 é um prato cheio para o estudo da música brasileira: do ritmo, articulação, velocidade. Isso além, claro de ser uma música muito bonita, o que foi um fator definitivo para seu sucesso”, diz o violinista. A iniciação musical dos prodígios começou na infância. Ambos paulistanos, têm trajetórias bem diferentes. Na biografia do violinista é relevante o fato de ele ter começado a tocar aos 5 anos e com 8 já empunhava o violino. Bacharel pela ECA-USP, fez aperfeiçoamento em jazz na instituição americana Berklee College of Music. Desde 2002 mora em Paris. “O CMDL, minha escola na França, foi essencial para a minha formação. Foi lá que aprendi a dar importância ao ritmo”, conta. A escola de Brito, que nunca saiu do País, é o choro tradicional. Filho e irmão de músicos amadores, começou a dar os primeiros passos musicais aos 6 anos. Com 13 gravou o primeiro CD, Moleque Atrevido (Gravadora Eldorado). Na seqüência da faixa-título – composição do próprio moleque que abria o disco –, clássicos e raridades dos peixes grandes: Waldir Azevedo, Chiquinha Gonzaga, K-Ximbinho, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha. “São minhas influências. Posso até tocar outro tipo de música, mas o que me interessa é o choro tradicional”, confirma o músico. Mesmo esses outros gêneros, co-

mo a valsa, a polca e o baião (Sussuarana, uma das faixas do novo CD, é um exemplo), de alguma maneira ganham contornos chorões em sua interpretação. Embora siga a cartilha tradicional, Brito tem um jeito peculiar de compor que o diferencia dos antigos mestres. “Procuro fazer melodias simples, sem dificultar muito. Só quero tocar e fazer música bonita.” Para Brito e Herz, que ficou em terceiro lugar na classificação geral, vencer o Prêmio Visa, abriu portas. “O voto do júri popular dá confiança e vontade de continuar. Tendo a aprovação do público, a gente se valoriza também. Afora o reconhecimento da comunidade musical”, avalia Herz. “Sinto que minha responsabilidade agora é muito maior. Tenho de continuar estudando e tocando todo dia para manter a boa fama”, brinca o tímido Brito. Quem quiser vê-lo ao vivo, é só ir ao Bar Brahma, na esquina das Avenidas São João e Ipiranga, às sextas-feiras (a partir das 19 horas) e domingos (13h30). Herz volta ao Brasil para se apresentar na cidade em abril. Apesar de jovens, ambos revelam domínio técnico e qualidade de interpretação capazes de fazer frente a muito veterano.●

Ouça trechos das faixas Perambulando e Mourinho no site: www.estadao.com.br VALÉRIA GONÇALVEZ/AE

FORRÓ COM ERUDIÇÃO - Ricardo Herz, violinista graduado, considera Dominguinhos um gênio e deu forte acento nordestino ao CD de estréia

Oitava edição do prêmio está aberta para os cantores As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de maio pela internet O Prêmio Visa de Música Brasileira, realizado pela Rádio Eldorado em parceria com a Visa do Brasil, deu ontem a largada para a oitava edição. Será a terceira dedicada aos vocalistas. As inscrições podem ser feitas até as 23 horas do dia 15 de maio e a primeira eliminatória será no dia 26 de junho. A ficha está disponível na internet, nos sites www.premiovisa.com.br, radioeldorado. com.br e www.visa.com.br. Em edições futuras, as inscrições poderão ser validadas via internet, mas para esta os candidatos ainda devem enviar o material pelo correio, constando como destinatário 8.º Prêmio Visa de Música Brasileira – Edição Vocal. O endereço é Av. Prof. Celestino Bourroul, 100, 2.º mezanino, Ed. Industrial, Bairro do Limão, São PauloSP, CEP 02710-000. Os candidatos devem enviar uma gravação em fita cassete ou CD-R, com quatro músicas, cada uma com tempo de duração inferior a cinco minutos. Todas devem ser cantadas em português e compostas por brasileiros, não importa o gênero. Desde a edição passada o nome do prêmio perdeu a sigla MPB e mudou para Música Brasileira, justamente para abranger todos os estilos. “Não há porque não entrar um cantor de rap nesta edição”, exemplificou o maestro e pianista Nelson Ayres, presidente do júri, em entrevista coletiva ontem. Também não há limite de idade, como havia nas duas primeiras edições. “A obrigatoriedade de ter no máximo 30 anos era para estimular o jovem iniciante. Mas há muitos artistas que começam mais tarde. Se Gilberto Gil quiser se inscrever nesta edição será muito bem-vindo”, brincou o maestro. Desde que ele mande o material com pseudônimo como manda o regulamento, que está nos sites acima mencionados. O valor dos prêmios permanece o mesmo do ano passado: R$ 220 mil. Destes, o primeiro colo-

cado leva R$ 110 mil e ainda ganha a gravação de um CD pela Gravadora Eldorado. O segundo fica com R$ 50 mil, o terceiro embolsa R$ 30 mil, o quarto e o quinto, R$ 5 mil cada. O número de candidatos previsto pelos organizadores para esta edição é de 3 mil, dos quais sairão 24 para as eliminatórias. “A cada ano dobra o número de inscritos e com isso multiplica a nossa responsabilidade”, disse Isabel Borba, diretora executiva da Rádio Eldorado, cuja credibilidade, pela qualidade da música que promove, considera um incentivo à cultura do País. “O resultado se percebe a cada ano. É sempre uma emoção começar de novo.” O sucesso crescente do prêmio, segundo apontou Andrea Cordeiro, representante de marketing da Visa, se deve não apenas à competência da Eldorado, mas à vasta gama de artistas talentosos (“sem isso não teríamos como impulsionar o prêmio”) e sobretudo à parceria das duas empresas que acreditaram no evento. “A cada ano a gente se complementa mais.” Ayres destacou o fato de poucos projetos terem continuidade no País com a força que o Visa tem. Ressaltou também como essencial a mobilização menos aparente do prêmio. “Imagine a importância que tem 3 mil pessoas, gravando, ouvindo, se autocriticando, se preparando para participar. Isso faz com que a música brasileira dê um salto.” Uma amostra do resultado pôde ser vista na canja de Danilo Brito, repercutindo o sucesso do certame instrumental de 2004.● L.L.G.



Ricardo Herz - EPK