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Distribuição Gratuita | Publicação Trimestral | Nº 46 

Edição Especial 

Outubro/2014 A   Março/2015  www.scmsines.org 

RENASCER b o l e t i m

i n f o r m a t i v o

Santa Casa da Misericórdia de Sines 

INAUGURAÇÃO PRATS SÉNIOR

DESTAQUES

À Conversa com… Aida Contreiras

pág. 10

Desfile de Moda Sénior

pág. 14

A SCMS em tempo de Natal

pág. 18

( página 5) 

499º ANIVERSÁRIO DA SCMS

( página 3) 

AINDA NESTA EDIÇÃO:  

Carnaval 2015 

pág. 13 

A Rádio Sines na Santa Casa 

pág. 16 

2ª Noite de Fados 

pág. 16 

A SCMS em tempo de Natal 

pág. 18 


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PRATS SÉNIOR - O SONHO TORNOU-SE REALIDADE SCMS celebrou o seu 499º aniver‐ nharam neste projecto, adequado  da  obra  no  montante  de  sário com um conjunto de iniciati‐ às  exigências  do  seu  tempo,  em  3.531.094.00€,  com  85%  de  fun‐ vas  altamente  enriquecedoras  prol  do  bem‐estar  da  população  dos elegíveis, apoiados através de  candidaturas a Fundos Comunitá‐

para os nossos residentes, funcio‐ Sénior. 

nários, órgãos  sociais,  irmãos,  Esta obra dificilmente se concreti‐ rios  (FEDER),  pois  sem  este  con‐ voluntários,  entidades  e  popula‐ zaria  com  a  qualidade  desejada,  tributo garantidamente não tería‐ não fora o empenho, colaboração  mos  condições  para  construir 

ção em geral. 

EDITORIAL

No passado dia 22 de Fevereiro, a  profissionais e humanas se empe‐ mo  contributo  do  financiamento 

Para além da festa de aniversário,  e  espírito  de  boa  vontade  dos  este equipamento, tão necessário  que decorreu num clima bastante  seus intervenientes que, no estri‐ e  urgente  para  satisfazer  as 

Luís Maria Venturinha de Vilhena Provedor da Misericórdia de Sines

harmonioso e  alegre,  foram  con‐ to  cumprimento  das  suas  obriga‐ necessidades  humanas  e  solidá‐

decoradas 7  funcionárias  pelos  ções  legais,  ajudaram  a  ultrapas‐ rias  e  dar  cumprimento  à  legisla‐ todos  os  que  por  aqui  passaram  seus 25 anos ao serviço da Santa  sar  inércias  e  entraves,  tão  fre‐ ção  em  vigor.  Um  grande  Bem‐ sentiriam  que  os  seus  esforços  Casa. 

Houve

também,

um quentes no percurso de projectos  haja  a  todas  estas  entidades  e  não foram em vão, e que o legado 

momento de  grande  relevância  desta dimensão. É com manifesto  colaboradores. 

que nos  deixaram  continua  a 

para todo o universo Santa Casa e  júbilo  que  agradecemos  e  parti‐ Factores  conjunturais  alicerçados  emergir, com mais ou menos difi‐ para a comunidade – a inaugura‐ lhamos  com  todos  este  sonho  no  passado  despoletaram  tam‐ culdades,  mas  sempre  com  o  ção  da  Estrutura  Residencial  longamente acalentado.  

Este equipamento  foi  construído  ção  presente.  Lembremos  o  todos aqueles que necessitam de 

Prats Sénior.  Esta 

inauguração

bém as  possibilidades  da  realiza‐ objectivo  comum  de  acolher 

constituiu pela  necessidade  de  substituição  humanista e benfeitor José Prats,  uma  vida  mais  justa  e  digna  da 

para  nós  um  motivo  de  honra  e  de outros  em  fim  de  vida,  e  con‐ que  há  décadas  atrás  doou  todo  condição humana.   orgulho,  quer  pela  qualidade  do  cebido a pensar no presente e no  este  espaço  para  ser  obrigatoria‐ Desejamos  também  deixar  uma  equipamento que a população de  futuro,  com  soluções  amigas  do  mente utilizado em apoio social à  mensagem  aos  nossos  utentes  e  Sines  merece,  quer  pelo  facto  de  ambiente,  sustentabilidade,  con‐ população  de  Sines.  Posterior‐ colaborares,  lembrando‐lhes  que  nos proporcionar melhores condi‐ forto para os residentes e um cli‐ mente  a  CMS,  na  qualidade  de  tanto  o  nascimento  deste  novo  ções  na  prestação  de  serviços  ma  de  tranquilidade  pelo  seu  fiel  depositária  do  seu  testamen‐ equipamento,  como  todos  os  nesta área tão sensível da solida‐ enquadramento  na  magnífica  to,  cedeu‐o  à  Misericórdia  para  outros  projectos e  melhorias  que  riedade social.  

Baía de  Sines.  Tem  capacidade  que esta pudesse gerir e dar con‐ vamos  efectuando,  acontecem 

A Estrutura  Residencial  Prats  para  82  residentes,  13  dos  quais  tinuidade ao desejo manifesto do  por sua causa, sempre na procura  do  conforto,  bem‐estar  e  susten‐

Sénior deve  a  sua  existência  ao  inseridos numa ala específica des‐ seu benfeitor. 

sonho, visão,  dedicação  e  perse‐ tinada  a  pessoas  com  demência,  É  com  o  sentimento  de  grande  tabilidade da Misericórdia.    verança  dos  Órgãos  Sociais  da  espaços  destinados  ao  convívio,  honra  e  orgulho,  que  os  Órgãos  A Misericórdia ficará para sempre  Santa  Casa  da  Misericórdia  de  actividades lúdicas, culturais e de  Sociais  estão  a  prestar  um  teste‐ grata  a  todos  aqueles  que  torna‐ munho muito importante a todos  ram esta obra possível.  

Sines, de  entidades  públicas,  pri‐ saúde.  

vadas e  de  pessoas  singulares,  Desejamos  também  destacar  a  estes  499  anos  de  história  e  vida  Grande Bem‐Haja!   que  pelo  seu  esforço,  qualidades  grande importância e o valiosíssi‐ da  Misericórdia,  cientes  de  que 

Ficha Técnica

RENASCER

boletim informativo

Director Luís Maria Venturinha de Vilhena 

Grafismo | Montagem | Paginação   Ricardo Batista, Rita Camacho 

Periodicidade   Trimestral 

Redacção   Rita Camacho 

Tiragem   300 exemplares 

Número   46 

Revisão de Texto   José Mouro, Rita Camacho 

Depósito legal   325965/11 

Edição Outubro/2014 A Março/2015   

Fotografia Rita Camacho, João Craveira e Silva,  Sulcor E CMS 

Distribuição   Gratuita 

Propriedade, Edição e Impressão  SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES 

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499º ANIVERSÁRIO Dia 22 de Fevereiro, a Miseri‐

público para  que  todos  os 

córdia de  Sines  celebrou 

interessados pudessem  visi‐

mais um aniversário, contan‐

tar as  novas  instalações  da 

do já  com  499  anos  de  exis‐

Misericórdia.

tência. A  Festa  decorreu 

Este ano, a direcção da Mise‐

durante a  tarde  no  Salão 

ricórdia de  Sines  homena‐

Social, que  foi  pequeno  para 

geou 7 funcionárias pelos 25 

acolher todos  os  utentes, 

anos de  serviços:  Eugénia 

familiares,

Ferreira da  Costa,  Maria 

colaboradores,

voluntários, órgãos  sociais, 

 

Rosinda Viegas,  Rita  Fátima 

Actuação do Grupo Banza 

irmãos e  amigos  da  Miseri‐

Parrado, Elvira  Josefa  dos 

córdia que  quiseram  partici‐ vedor,  uma  homenagem  às  música  popular  Banza  e  o  Santos,  Marina  Rosa  Amaro,  par no evento. 

funcionárias que  em  2014  tradicional  Bolo de Aniversá‐ Laura  Maria  Soares  e  Maria 

O programa  do  Aniversário  completaram 25 anos de ser‐ rio.  Além  disso,  o  Prats  Isabel Farinha.  incluiu  um  discurso  do  Pro‐ viço, a actuação do grupo de  Sénior  esteve  aberto  ao 

TESTEMUNHO DAS FUNCIONÁRIAS HOMENAGEADAS «Há 25  anos  que  desenvolvo  o  mesmo  so trabalho.»    trabalho,  sou  ajudante  de  cozinha  e 

dizer que  quando  estou  de  férias  sinto  Elvira Josefa dos Santos  falta  dos  idosos.  Também  não  é  para 

como tal  ajudo  em  tudo  quanto  posso.  «Vim trabalhar para a Misericórdia por‐ menos  já  que  passamos  mais  tempo  Gosto  muito  do  trabalho  que  faço,  não  que precisava muito, estive na lavanda‐ aqui  do  que  em  nossas  casas.  Fiquei  o  trocava  por  mais  nenhum  e  gosto  ria,  também  trabalhei  como  ajudante  muito  feliz  com  esta  homenagem,  foi  igualmente  do  contacto  com  os  idosos.  de lar e actualmente faço parte do ser‐ um momento especial.»   Com  esta  homenagem  senti  que  nos  viço  de limpeza. Em 25 anos  de  serviço 

Eugénia Costa 

dão valor. É uma motivação para o nos‐ apanha‐se  o  bom  e  o  mau,  mas  posso  «O meu primeiro trabalho na Misericór‐

O Provedor Luís Venturinha com 6 das funcionárias homenageadas  3 


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dia foi como ajudante de lar, mas pouco  que  me  entregaram  a  minha  farda.  Senti que deu valor ao nosso trabalho.»  Marina Amaro 

tempo depois  de  entrar  fui  para  a  Quanto  ao  futuro  vamos  ver,  para  já 

lavandaria. Não  sei  se  é  porque  já  são  gosto  muito  do  trabalho  que  faço  e  «Vim  fazer  uma  baixa  de  15  dias  e  muitos anos, mas gosto do trabalho que  esforço‐me  por  fazer  tudo  aquilo  que  fiquei  até  hoje.  Sou  funcionária  da  lim‐ peza  e  gosto  de  cá  trabalhar.  Nós  não 

faço e  faço  o  melhor  que  posso,  pelos  posso.» 

Maria Rosinda Viegas  sabemos a que idade chegamos por isso 

utentes e para que eles tenham sempre 

a sua  roupa  em  condições.  Adorei  ser  «Tive  16  anos  como  ajudante  de  cozi‐ temos de dar amor e carinho aos idosos  homenageada  pela  Santa  Casa  por  25  nha  e  depois  passei  para  cozinheira,  e  é  isso  que  eu  me  esforço  por  fazer.  anos de serviço.» 

função que desempenho até hoje. É um  Respeito toda  a  gente  e  qualquer  coisa  Isabel Farinha  trabalho muito pesado porque fazemos  que me peçam eu ajudo sempre. Gosto 

«Comecei por  trabalhar  na  cozinha  da  comida  para  muita  gente,  mas  gosto  do  contacto  com  os  idosos  e  quando  Misericórdia e depois é que passei para  bastante  do  que  faço.  Ao  longo  destes  venho  trabalhar  deixo  as  tristezas  lá  ajudante de lar, funções que ainda hoje  anos  o  contacto  com  utentes  tem  sido  fora.  Fiquei  contente  com  a  homena‐ desempenho.  Situações  como  esta  maravilhoso e com as colegas é mais ou  gem,  até  chorei,  porque  pensava  que  homenagem  que  nos  fizeram  mexem  menos porque, já se sabe, ‘onde há mui‐ nunca ia chegar esse dia.»  muito  comigo  e  por  isso  fartei‐me  de  ta  mulher  junta…’  não  é  fácil.  Gostei 

Rita Parrado  

chorar. São  momentos  que  me  emocio‐ muito  da  homenagem  que  o  Senhor  nam, tal como me emocionou o dia em  Provedor  nos  fez  e  das  palavras  dele. 

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Avenida 25 de Abril, n.º 2  Apartado 333  7520‐107 SINES  Site: www.scmsines.org  Email: geral@scmsines.org 

Acção Social (Lares, Centro de Dia, Apoio Domiciliário)  Tel. 269630460 | Fax. 269630469  Email: asocial@scmsines.org  Horário de Atendimento: Quartas e Sextas‐feiras   09h00‐13h00 | 14h00‐17h00   

Provedoria Tel. 269630462 | Fax. 269630469   Email: provedoria@scmsines.org  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00 

Serviço de Fisioterapia  Tel. 269 630460 (Geral Scmsines) | 269 870326 | 961276477  Email: fisioterapia@scmsines.org  Horário de Atendimento: Segunda a Sextas‐feira  09h00‐13h00 | 14h00‐20h00 (sob marcação) 

Secretaria Tel. 269630460 | Fax. 269630469   Email: secretaria@scmsines.org  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00 

Outros Contactos: 

Infantário “Capuchinho Vermelho”  Tel. 269630460 | Telem. 967825287   Email: infantario@scmsines.org   Horário de Funcionamento: 07h45‐19h45      4 

Animação: animacao@scmsines.org    

Gabinete de Informação:  gab‐info@scmsines.org    

Gabinete de Psicologia:  gab‐psicologia@scmsines.org    

Recursos Humanos:  rhumanos@scmsines.org  


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INAUGURAÇÃO PRATS SÉNIOR dentes irá acolher cerca de 50 dos que  actualmente  já  integram  a  Instituição.  Ainda  assim  este  projecto  não  esgota  as necessidades da Misericórdia.»  Já Pedro Mota Soares, Ministro da Soli‐ dariedade,  Emprego  e  Segurança  Social,  mostrou‐se  bastante  agradado  com  este  novo  equipamento,  tendo  destacado  «o  grande  investimento  que  tem  existido  em  Portugal  nos  últimos  anos  no  reforço  da  rede  social,  só  fazendo  sentido  um  Estado  Social  que  trabalhe  em  estreita  colaboração  com  as  Instituições.»  Pedro  Mota  Soares  sublinhou também a beleza da estrutu‐ O Prats Sénior foi inaugurado dia 20 de Fevereiro 

ra residencial  Prats  Sénior,  «sendo  a 

No dia 20 de Fevereiro, a Santa Casa da  também  para  a  população  de  Sines,  já  prova de que se conseguem fazer equi‐ Misericórdia de Sines inaugurou o Prats  que o edifício foi feito também a pensar  pamentos  de  excelência,  ao  nível  do  Sénior,  uma  estrutura  residencial  com  nela.»  Além  disso,  o  Provedor  referiu  que  de  melhor  existe  no  país,  sempre  capacidade para 82 idosos. A inaugura‐

que «o Prats Sénior foi construído para  com uma vocação social e com a preo‐

ção realizou‐se durante a manhã e con‐

o presente,  mas  já  a  pensar  no  futuro,  cupação de ajudar quem é mais desfa‐

tou com a participação de cerca de 150  para  que  daqui  a  10  anos  continue  a  vorecido.» A finalizar o Ministro da Soli‐ convidados, entre os quais se destacam  ser um equipamento actual, e que pro‐

dariedade, Emprego e Segurança Social 

as presenças  de  Pedro  Mota  Soares,  porcione  conforto  e  bem‐estar  a  quem  deu  os  Parabéns  à  Misericórdia  e  dei‐ Ministro  da  Solidariedade,  Emprego  e  Segurança  Social,  Nuno  Mascarenhas,  Presidente  da  Câmara  Municipal  de  Sines,  António  Vitalino  Dantas,  Bispo  de Beja e Manuel de Lemos, Presidente  do  Conselho  Nacional  da  União  das  Misericórdias Portuguesas.  O  programa  da  inauguração  incluiu  o  descerrar  de  uma  placa  comemorativa  do evento, discursos por parte das enti‐ dades  oficiais,  a  actuação  do  Grupo  Coral da Misericórdia, a bênção do Bis‐ po de Beja e uma visita pelas novas ins‐ talações.  

O Ministro Pedro Mota Soares esteve presente na inauguração 

Durante a inauguração Luís Venturinha,  nele reside.  O aproveitamento  máximo  xou «o compromisso de que o Governo  o  Provedor  da  Misericórdia  de  Sines,  da paisagem circundante foi outras das  pretende continuar a trabalhar de per‐ salientou  que  «este  foi  um  dia  impor‐

preocupações na  construção  deste  to  com  a  Santa  Casa  no  sentido  de 

tante não  só  para  a  Santa  Casa,  mas  equipamento,  que  além  de  novos  resi‐

requalificar equipamentos  que  necessi‐ 5 


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tem de melhorias e de diminuir a exclu‐ são social.»  Nuno  Mascarenhas,  Presidente  da  Câmara Municipal de Sines, também se  mostrou bastante satisfeito com a inau‐ guração  deste  novo  equipamento,  que  em  sua  opinião,  «apresenta  condições  únicas  que  permitem  afirmar  que  os  fundos comunitários foram bem aplica‐ dos,  neste  caso  para  que  os  idosos  de  Sines possam ter condições de vida con‐ dignas.»  Nuno  Mascarenhas  acrescen‐ tou que «o concelho de Sines necessita‐ va  desta  obra  e  que  a  Câmara  estará  sempre  disponível  para  colaborar  com  as Instituições que tenham como objec‐

Após a inauguração realizou‐se uma visita pelos espaços deste novo equipamento 

tivo minimizar  os  impactos  negativos  que resulta não só da preocupação em  individuais  ou  duplos,  o  Prats  Sénior  de quem está no fim da vida.»  

ajudar quem  precisa  mas  também  de  dispõe de uma ala específica para uten‐

Manuel de Lemos Presidente da União  integração  forte  da  Instituição  na  tes  com  demência,  uma  zona  de  apar‐ das Misericórdias Portuguesas mostrou

comunidade siniense». 

tamentos para  casais  ou  outros  resi‐

O Prats  Sénior  constitui  uma  estrutura  dentes, Serviço de Fisioterapia, Ginásio,  ção  na  inauguração  do  Prats  Sénior,  residencial  pensada  de  raiz  para  aco‐ Cabeleiro,  Serviços  de  Enfermagem,  ‐se  bastante  agradado  pela  participa‐

destacando a «eficácia, solidariedade e  lher  idosos,  em  que  foram  tidos  em  Psicologia e Animação.  visão de futuro do Provedor da Miseri‐ conta  pormenores  como  a  insonoriza‐ O  investimento  total  neste  novo  equi‐ córdia  de  Sines».  Na  sua  opinião  estes  ção do espaço, ambiente térmico, lumi‐ pamento  foi  de  3  milhões  e  meio  de  foram  aspectos  fundamentais  para  o  nosidade  ou  o  aproveitamento  solar  euros,  comparticipado  em  85%  por  concretizar  desta  obra  que  está  para fins energéticos. Além dos quartos  fundos comunitários, uma ajuda sem a  qual a Misericórdia de Sines não conse‐ «implementada  num  sítio  lindissímo  e  guiria construir um equipamento desta  natureza.  É de destacar também a localização do  Prats  Sénior,  junto  às  instalações  da  Misericórdia,  na  Rua  Júdice  Fialho,  onde anteriormente estava instalado o  Infantário  “Capuchinho  Vermelho”.  Além  de  se  situar  perto  de  uma  zona  de  comércio,  o  edifício  oferece  uma  excelente vista sobre a Baía de Sines.  No dia da inauguração, durante a tarde,  as  portas  do  Prats  Sénior  mantiveram‐ se abertas para que todos os colabora‐ dores da Santa Casa pudessem visitar o  novo equipamento da Instituição.   Algumas das individualidades presentes na inauguração do Prats Sénior  6 


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P RATS S ÉNIOR : N OVA E STRUTURA R ESIDENCIAL DA M ISERICÓRDIA

Vista exterior da nova estrutura residencial da Santa Casa 

O Prats Sénior, inaugurado no passado  existem 39 camas, distribuídas por 19  utentes  possam  usufruir  da  magnífica  dia 20 de Fevereiro,  é  o novo  equipa‐

quartos duplos  e  1  individual,  e  no  paisagem  circundante.  Existem  tam‐

mento da Santa Casa, destinado a aco‐

segundo e último piso existem 7 quar‐

bém espaços  verdes,  no  rés‐do‐chão, 

lher 82  residentes.  Bailó  Canté,  David  tos individuais, 1 duplo e 5 triplos, aos  com zonas de lazer e aparelhos multi‐ e  Filipe  Ameixa  foram  os  arquitectos  quais  se  juntam  3  apartamentos  movimentos  e  a  grande  maioria  dos  responsáveis  pelo  projecto,  cuja  obra  duplos. Ao todo o último piso do edifí‐ teve início em Junho de 2012. 

quartos dispõem de varandas panorâ‐

cio pode  acolher  30  residentes.  Em  micas. 

No rés‐do‐chão do edifício existe uma  cada  piso  existem  salas  de  estar  e  de  A nível ambiental o Prats Sénior é um  ala  específica  para  residentes  com  refeições  e  nos  dois  pisos  superiores  edifício climatizado, o aquecimento de  demência,  constituída  por  5  quartos  existem  também  salas  de  visitas.  No  águas sanitárias é feito através de pai‐ duplos  e  um  triplo,  num  total  de  13  topo  do  edifício  há  um  terraço  pano‐

néis solares e houve toda uma preocu‐

camas disponíveis.  No  primeiro  andar  râmico, com um mini‐bar, para que os  pação  no  sentido  de  não  desperdiçar  energia, 

existindo

inclusivamente

energia eléctrica  auto  sustentada  por  painéis  solares  fotovoltaicos.  A  segu‐ rança do edifício também foi pensada  ao  pormenor  existindo,  em  todos  os  pisos,  saídas  de  emergência  ligadas  directamente à rua, através de rampas  de  fácil  acessibilidade.  Existe  igual‐ mente um Sistema de desenfumagem,  portas corta‐fogo e Sistemas de Detec‐ ção de Incêndios.  Todos  os  quartos  estão  equipados  com  televisão,  pavimento  radiante  e  ar  condicionado.  Na  área  da  saúde,  o  Sala de Refeições do Prats Sénior  8 


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Prats Sénior  disponibiliza  um  serviço  de  enfermagem  24  horas  por  dia  e  fisioterapia,  psicologia,  reabilitação  psicomotora,  médico  e  farmácia  em  horário  diurno.  As  actividades  de  ani‐ mação  sociocultural  e  lazer  incluem  informática, ginástica e artes, existindo  uma sala multiusos para o efeito.  O  Prats  Sénior  dispõe  ainda  de  um  espaço de cabeleireiro e estética, uma  sala  de  fisioterapia,  um  pequeno  altar  e  um  local  para  exposição  do  espólio  oferecido pelos utentes à Instituição.  Prevê‐se  que  o  Prats  Sénior  esteja  em  pleno funcionamento no mês de Maio. 

Um dos quartos duplos do novo equipamento 

No futuro,  além  da  fisioterapia,  tam‐ bém  os  serviços  médicos  poderão  ser  alas  anexas  ao  Lar  Prats,  está  relacio‐ como às zonas de comércio e serviços.  nada  com  a  sua  localização  frente  à    utilizados pela comunidade.  Uma  das  grandes  mais‐valias  deste  Baía de Sines, proporcionando um fácil  novo equipamento, que vem substituir  acesso  à  Praia  Vasco  da  Gama,  bem  PUB 

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Á CONVERSA COM...

Aida Contreiras

Aida de  Jesus  Contreiras  de  81  anos  é  natural  de  Sines,  tendo  nascido  no  dia  25  de  Janeiro  de  1934,  na  Rua  Miguel  Bombarda,  próximo  da  Igreja  Matriz  de  Sines.  Aida  Contreiras  nasceu  em  casa  de  seus  pais,  que  já  tinham,  à  data  3  filhos.  Foi  então o quarto filho do casal,  que  depois  dela  ainda  teve  um outro filho. O seu pai tra‐ balhava na pesca, como qua‐ se todos os homens de Sines,  e  a  sua  mãe  ajudava  ao  sus‐ tento  da  família  trabalhando  no campo.  Das mais antigas recordações  de  Aida  Contreiras  fazem  parte  um  gosto  enorme  em  10 

cantar, assim  como  os  mas‐ tros  realizados  na  rua  onde  vivia.  «A  mais  antiga  recor‐ dação  da  minha  vida,  e  aquela  que  me  deixa  mais  feliz,  tem  a  ver  com  o  meu  gosto  em  cantar,  fosse  onde  fosse.  Comecei  a  cantarolar  desde  miúda  e  mais  a  sério  aos  meus  17 anos. Além dis‐ to,  lembro‐me  também  o  quanto  gostava  de  morar na  minha rua e de participar nos  mastros que lá se faziam. Era  uma  grande  folia.»  Outra  recordação feliz de Aida Con‐ treiras  está  relacionada  com  a  Praia  de  Sines  «como  a  praia  era  tão  perto  íamos  para  lá  brincar.  Jogávamos 

ao prego, um jogo muito sim‐ ples,  em  que  ganhava  quem  primeiro  enterrasse  o  prego  na  areia.»  Esta  era  uma  das  poucas brincadeiras de crian‐ ça  que  Aida  Contreiras  não  esqueceu,  tal  como  não  esqueceu as suas bonecas de  papelão  e  de  trapo.  «Naquele  tempo  comprava‐ se  bonecas  de  papelão  na  feira  e  eu  depois  tinha  a  mania  de  vesti‐las  e  lavar‐ lhes a cara e é claro que não  corria  bem…  Também  fazia  bonecas  de  trapo  tirando  lã  dos colchões. E assim a gente  se  regalava  nesse  tempo.  Vivíamos  com  pouco,  mas  eram tempos felizes.» 

Apesar das  dificuldades  pró‐ prias  da  época  em  que  nas‐ ceu, Aida Contreiras conside‐ ra  que  teve  uma  infância  feliz,  nunca  lhe  faltando  o  essencial.  Aos  6  anos  Aida  teve  oportunidade  de  fre‐ quentar  a  escola,  embora  esta  não  tenha  sido  uma  experiência  marcante.  «Estava sempre a dar descul‐ pas à minha mãe para não ir  à escola. Tinha medo de lá ir  porque  via  a  professora   bater  nos  meus  colegas  e  achava  que  ela  me  podia  fazer o mesmo a mim. A pro‐ fessora dizia até que eu só ia  à  escola  ‘quando  o  rei  fazia  anos’.»  Por  esta  razão  Aida 


RENASCER Contreiras  aprendeu  pouco,  tendo  depois  frequentado  a  escola  já  em  adulta,  altura  em que completou a 3ª clas‐ se.  Por  volta  dos  20  anos  Aida  iniciou‐se  no  mundo  do  tra‐ balho, tendo sido contratada  para  a  Fábrica  de  Conservas  Fialho.  «O  meu  trabalho  era  descabeçar  as  sardinhas  e  coloca‐las  nas  latas  com  azeite.  Naquele  tempo  as  conservas  eram  todas  feitas  à  mão,  e  nós  só  tínhamos  trabalho quando havia peixe.  Tocava  uma  sirene  e  tínha‐ mos  meia  hora  para  nos  apresentarmos  ao  serviço.  Era  um  trabalho  duro,  feito  de seguida e em pé. Enquan‐ to  houvesse  peixe  tinha  de  ser. Na secção em que desca‐ beçávamos  o  peixe  era  o  pior.  Estava  sempre  tudo  molhado e no Inverno, então,  tínhamos  de  mexer  no  gelo.  Mas tinha de ser e sabíamos  que  não  havia  facilidade  em  arranjar outros trabalhos.»  Por essa altura já o gosto de  Aida  Contreiras  em  cantar,  sobretudo fado, a tinha leva‐ do  a  participar  em  espectá‐ culos  de  angariação  de  fun‐ dos com  a  sua  vizinha  Maria  Teresa  Palmela.  «A  Maria  Teresa  Palmela  e  o  marido  eram  na  época  os  maiores  artistas  de  Sines.  Organiza‐ vam  espectáculos,  principal‐ mente  peças  de  teatro.  Eu  participava nessas peças que  aconteciam  na  sede  do  Nacional,  um  clube  muito  conhecido  aqui  em  Sines. 

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Mas uma vez também cantei  na sede do Lusitano, que era  o clube rival. Todos gostavam  muito  de  me  ouvir,  e  eu  até  tinha  dois  guitarristas  que  tocavam  comigo.» Aida  Con‐ treiras  recorda  com  muita  saudade  e  alegria  estes  seus  tempos  de  artista,  lembran‐ do que os seus pais nunca se  opuseram  a  este  seu  gosto.  «Uma  das  minhas  irmãs  é  que  não  era  a  favor  da  minha  vida  de  artista.  Uma  vez  cantei  aqui  em  Sines,  num  espectáculo  da  Hermí‐ nia  Silva,  e  quiseram  levar‐ me para Lisboa mas a minha  irmã  não  deixou.  Hoje,  pen‐ sando nisso, tenho pena, e se  pudesse  voltar  atrás  tinha  aceite  e  tinha  feito  carreira  em Lisboa.»  Os espectáculos em que Aida 

minhas amigas.  Íamos  só  na  segunda parte que era quan‐ do  já  não  se  pagava  bilhete.  Recordo‐me  que  quando  vinha  cá  jogar  a  União  de  Santiago  havia  ‘pedrada  de  meia noite’.  Até tínhamos de  nos  esconder.  Ainda  assim,  tenho  tão  boas  recordações  dessa  época!...  Também  aju‐ dava  muito  lá  no  Nacional.  Ajudava  a  limpar  a  sede  e  até  cheguei  a  lavar  os  equi‐ pamentos do futebol.»  Foi  também  por  volta  dos  seus  20  anos  que  Aida  conheceu  o  marido.  «Ele  vendia  água  de  porta  em  porta  e  vinha  muito  aqui  à  minha  rua.  Namorámos  algum  tempo  e  casámos  tinha eu 28 e ele 33 anos.» O  casamento  trouxe  a  Aida  Contreiras  a  primeira  grande 

Aida Contreiras na companhia de Isabel Torpes 

Contreiras participou  no  Nacional levam‐na a recordar  também  a  rivalidade  futebo‐ lística  entre  os  dois  clubes  que  existiam  em  Sines.  «Eu  ia  muito  ao  futebol  com  as 

mudança na sua vida: mudar ‐se  para  Lisboa.  O  seu  mari‐ do foi trabalhar para a Carris  e  Aida  acompanhou‐o  tendo  pouco tempo depois nascido  o  seu  primeiro  e  único  filho. 

Mas a  maior  mudança  de  todas,  ainda  estava  para  vir,  conta‐nos  Aida  Contreiras.  «Fui  emigrante  em  França  durante  quase  30  anos.  Pri‐ meiro foi para lá o meu mari‐ do,  eu  fui  mais  tarde  e  só  depois levámos o nosso filho.  O  meu  marido  trabalhava  como soldador e eu primeiro  fui  trabalhar  nas  limpezas  e  depois  numa  fábrica  de  peças  para  automóveis.  Tive  muita  pena  de  deixar  Portu‐ gal,  mas  teve  de  ser.  No  iní‐ cio  foi  tudo  muito  complica‐ do,  ainda  por  cima  a  língua  era uma barreira, mas adap‐ támo‐nos  e  hoje  reconheço  que  só  assim  conseguimos  ter  uma  vida  melhor  e  dar  um  bom  futuro  ao  nosso  filho,  que  ainda  hoje  vive  com a família em França.» A  saudade  de  Portugal,  de  Sines,  da  família  e  dos  ami‐ gos  era  atenuada  uma  vez  por  ano  quando  Aida  e  a  família  vinham  passar  as  férias  de  Verão  a  Sines.  «Naquele  tempo  a  Praia  de  Sines  era  uma  maravilha,  com  areia  finíssima  e  bran‐ quinha.  Para  mim  era  a  melhor  praia  de  todas,  melhor mesmo que as praias  do  Algarve  que  estavam  todas a mato.»  Quando regressou definitiva‐ mente  a  Portugal,  Aida  Con‐ treiras  tinha  cerca  de  50  anos  e  fê‐lo  depois  do  mari‐ do.  «Voltei  para  Portugal  para  vir  para  junto  do  meu  marido.  Decidi  vir  para  que  ele  não  se  esquecesse  de  11 


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mim. Além  disso,  sempre  foi  um  desejo  morrer  na  terra  que  me  viu  nascer.  Voltei  para  a  minha  casinha  na  Quinta  dos  Passarinhos  e  o  que  mais  me  custou  foi  dei‐ xar  o  meu  filho  em  França.  Aliás,  o  meu  filho  é  a  maior  alegria  que  tenho  na  vida.  Telefona‐me  todas  as  noites  e ganho anos de vida quando  ouço a voz dele.»  Uns  anos  depois  de  ter  regressado  de  França,  mais  precisamente  em  2007  o  marido  de  Aida  Contreiras  faleceu,  tendo  sido  este  um  momento  de  enorme  triste‐ za. «Sempre fui muito alegre  e  de  repente  ver‐me  sozinha  foi  complicado,  mas  com  muita coragem e com a força  de Deus consegui dar a volta  por  cima  e  recuperei  esta  alma viva.»  Actualmente  Aida  Contreiras  vive  sozinha  na  companhia  das  suas  rolas  de  estimação,  como  a  própria  gosta  de  referir,  e  tem  nas  suas  vizi‐ nhas,  verdadeiras  amigas  que  a  auxiliam  sempre  que  necessita.  Desde  Novembro  de 2014, Aida Contreiras fre‐ quenta  o  Centro  de  Dia  da  Misericórdia  de  Sines,  sendo  esta  uma  experiência  que 

muito lhe  agrada.  «Gosto  muito  de  estar  no  Centro  de  Dia.  Participo  nas  activida‐ des, faço renda, convivo com  utentes e funcionários e nun‐ ca me falta uma cantiguinha,  uma anedota ou um verso na  ponta da língua. Até costumo  dizer a brincar que sou prima  do Bocage.»  Como  melhor  parte  da  sua 

Aida Contreiras, nos seus   tempos de cantora 

vida, Aida  Contreiras  elege  os tempos da sua mocidade,  quando cantava e participava  nos  bailes.  «Acho  que  apro‐ veitei  bem  a  minha  mocida‐ de. Tenho muitas saudades e  se  pudesse  voltava  atrás  no  tempo.  De  resto  tive  uma  vida  dura,  principalmente  durante  os  anos  em  que  vivi  em França, mas valeu a pena 

o sacrifício.  Só  assim  conse‐ gui a vida que tenho hoje.»  Actualmente  Aida  Contreiras  ainda faz as suas tarefas diá‐ rias, contando apenas com a  ajuda de uma pessoa que lhe  limpa a casa e sente‐se, ape‐ sar dos 81 anos, uma mulher  com  saúde  e  com  uma  boa  cabeça.  Entre  aquilo  que  mais gosta de fazer, Aida des‐ taca  o  gosto  em  ver  televi‐ são,  sobretudo  se  for  um  jogo  do  Benfica.  «Eu  até  tenho em minha casa o canal  do  Benfica.  Não  perco  um  jogo  do  glorioso  e  antes  de  morrer  ainda  quero  ir  ao  Estádio  da  Luz.  Há  uma  sobrinha minha que me quer  levar lá.»  Comparando  outros  tempos  com os de hoje em dia, Aida  Contreiras  não  hesita  em  afirmar  que  Sines  mudou  muito.  «Antigamente  todos  se  conheciam.  Ninguém  sabia  o  nome  das  ruas,  mas  sim  o  nome  de  quem  lá  morava.  Hoje  vive  cá  muita  gente  de  fora.  Antigamente  também  não  havia  água  canalizada.  Íamos  buscar  água  com  enfusas  à  Praia  das  Bicas  e  lavávamos  e  enxugávamos  logo  os  len‐ çóis. Fazíamos isso nos rios e 

nas poças e enquanto os len‐ çóis  enxugavam  apanháva‐ mos  camarinhas.  As  ruas  eram  em  pedra  e  havia  car‐ roças  que  recolhiam  as  ‘porcarias’  na  casa  das  pes‐ soas.  Quando  iam  a  passar,  as carroças, tocavam um api‐ to  e  mandava‐se  cada  ‘tigelada’  que  era  obra.  Não  se  vivia  com  o  conforto  que  há hoje, mas vivia‐se!»  A  terminar,  Aida  Contreiras  confessa  que  não  imaginou  chegar  a  esta  idade,  ainda  assim deixa o futuro na mão  de  Deus,  desejando  apenas  que  «não  seja  pior  do  que  o  presente e que a lucidez, ale‐ gria  e  boa  disposição  nunca  se esgotem».  

Espaço Informativo da Santa Casa da Misericórdia de Sines na Rádio Sines 

TERÇAS-FEIRAS 11:15 | SEXTAS-FEIRAS 15:40 | DOMINGOS depois das 09:00 12


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CARNAVAL 2015 Sénior no Salão do Povo, também uma  organização  da  Junta  de  Freguesia  de  Sines.  Este  Baile  contou  com  um  con‐ curso  de  máscaras,  tendo  a  Misericór‐ dia  de  Sines alcançado  dois  prémios. A  utente Rosa Nogueira ficou em 8º lugar  e Isabel Valente em 9º.  No dia 15 de Fevereiro, domingo gordo,  O grupo de utentes que assistiu ao Carnaval  dos Pequeninos 

com o apoio da Siga a Festa Associação  de  Carnaval,  os  utentes  das  diferentes 

Durante o mês de Fevereiro cumpriram valências da Misericórdia tiveram opor‐

Dois dos premiados no concurso de másca‐ ras da SCMS 

‐se os tradicionais festejos de Carnaval,  tunidade de assistir ao desfile do tradi‐ acordeonista  Eliseu  Brás.  Neste  baile,  muito  presentes  na  cidade  de  Sines  e  cional  Corso  do  Carnaval  de  Sines,  na  que  contou  com  a  participação  de  um  também na Santa Casa da Misericórdia.  Avenida General Humberto Delgado. 

grande número de mascarados, partici‐

No dia 13 de Fevereiro realizou‐se a 24ª  Dia 16 de Fevereiro, segunda‐feira foi a  param  utentes  das  Misericórdias  de  Edição  do  Carnaval  dos  Pequeninos,  vez da Misericórdia organizar o seu pró‐ Santiago  do  Cacém,  Grândola  e  Alma‐ uma organização da Junta de Freguesia  prio  Baile  de  Carnaval  animado  pelo  da.  Realizou‐se  também  um  concurso  de Sines, evento no qual a Mise‐

de máscaras  e  no  final  os  três 

ricórdia marcou  presença.  Os 

primeiros prémios  foram  entre‐

alunos

Infantário

gues a  utentes  da  Misericórdia 

“Capuchinho Vermelho”  partici‐

de Grândola,  de  Santiago  do 

param no  desfile  vestidos  de 

Cacém e de Sines. Curiosamente 

nativos africanos e um grupo de 

todos os  utentes  vencedores 

idosos dos Lares e Centro de Dia 

estavam mascarados  com  trajes 

assistiu ao  desfile  dos  mais 

típicos espanhóis.  

do

pequenos. No  dia  14  de  Fevereiro,  sábado,  um outro grupo de idosos parti‐ cipou  no  Baile  de  Máscaras  Participação do Infantário no Carnaval dos Pequeninos  PUB 

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DESFILE DE MODA SÉNIOR No dia  3  de  Dezembro,  o  Banco  de  serviços  de  cabeleireiro  e  maquilha‐ Na  organização  deste  desfile  de  moda,  Voluntariado,  em  colaboração  com  o  gem. 

a Misericórdia  de  Sines  contou  com  o 

Serviço de  Animação  Sociocultural,  Esta iniciativa teve como objectivo con‐ apoio  da  Loja  Cerimonial,  da  Farmácia  organizou  pela  segunda  vez  um  desfile  tribuir  para  aumentar  a  auto‐estima  Mendes,  Farmácia  Nova  e  Farmácia  de moda sénior, com cerca de 20 mode‐ dos  idosos,  proporcionando‐lhes  um  Fontes  em  Vila  Nova  de  Santo  André,  los, todos utentes dos Lares e Centro de  dia especial, e ao mesmo tempo come‐ da  Farmácia  Atlântico  em  Sines  e  da  Dia  da  Instituição.  Os  utentes  tiveram  morar  o  Dia  Internacional  do  Volunta‐ Perfumaria  Bagatelle.  Além  destes,  um  dia  diferente,  já  que  ao  desfilarem  riado que se assinala a 5 de Dezembro.  também colaboraram com a Instituição,  com elegantes fatos de gala, onde nem  Assistiram  a  este  desfile  de  moda  a costureira Maria José Pires e um gru‐ os  vestidos  de  noiva  faltaram,  tiveram  sénior vários utentes, familiares e cola‐ po  de  formandas  do  curso  de  Cabelei‐ também a oportunidade de usufruir de  boradores da Instituição. 

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reiro promovido pelo IEFP.   


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BREVES NOVA VIATURA A Misericórdia dispõe, desde Outubro de 2014, de uma nova  viatura  para  o  Serviço  de  Apoio  Domiciliário,  destinada  sobretudo ao transporte das refeições dos utentes. Esta via‐ tura, da marca Mercedes, foi financiada em 75% pelo Proder  – Programa de Desenvolvimento Rural.  

DIA DO MUNICÍPIO No dia  24  de  Novembro  assinala‐se  o  Dia  do  Município  e  utentes  idosos  puderam  assim  apreciar  o  som  da  guitarra  este ano a Misericórdia comemorou a data com a actuação  portuguesa,  numa  iniciativa  que  contou  com  a  parceria  da  do  músico  Rui  Vinagre  no  Salão  Social  da  Instituição.  Os  Escola de Artes do Alentejo Litoral.  

CONCERTO DA BANDA FILARMÓNICA Na tarde  do  dia  14  de  Dezembro,  a  Banda  Filarmónica  da  Sociedade Musical União Recreio Sport Siniense realizou um  Concerto de Natal no Salão Social da Misericórdia destinado  aos  utentes  da  Instituição,  mas  também  à  comunidade  em  geral.  Este  concerto  contou  também  com  a  participação  de  alguns  músicos  da  Sociedade  Recreativa  Filarmónica  União  Artística de Santiago do Cacém.  

LOJA SOCIAL VOLTA A OFERECER CABAZES DE NATAL No dia 18 de Dezembro a Loja Social entregou, pelo segundo  zes  contendo  produtos  de  higiene  e  limpeza,  roupas,  calça‐ ano consecutivo, Cabazes às famílias carenciadas que ao lon‐ do,  brinquedos  e  outro  material  didáctico.  A  elaboração  e  go  do  ano  foram  apoiadas  pela  Loja  Social  “Sinergia  Solidá‐ entrega  destes  Cabazes  de  Natal  foram  realizadas  com  o  ria”. Ao todo, este serviço da Misericórdia entregou 63 caba‐ auxílio dos voluntários da Instituição.  

DIA DE REIS No dia  6  de  Janeiro  um  gru‐ realização de um lanche con‐ Reis. Os meninos entre os 4 e  durante  a  tarde  realizou‐se  po de idosos da Misericórdia  vívio  na  tarde  desse  mesmo  os 6 anos da Sala dos Cenou‐ um  lanche  especial  com  cantou  as  Janeiras  nalguns  dia. Também não faltaram os  rinhas  cantaram  as  Janeiras  todas as crianças do Infantá‐ espaços  comerciais  da  cida‐ trajes a rigor e as coroas que  nalguns espaços comerciais e  rio.   de. Tratou‐se de uma manhã  fizeram  os  nossos  utentes  bastante  alegre  em  que  os  sentirem‐se  autênticos  reis  idosos  brindaram,  todos  os  magos.  que  com  eles  se  cruzaram,  Tal como os idosos dos Lares  com  bonitas  melodias  e  em  e Centro de Dia, o Infantário  troca  resultaram  algumas  “Capuchinho  Vermelho”  ofertas  que  possibilitaram  a  também  celebrou  o  Dia  de  15 


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2ª NOITE DE FADOS No dia  6  de  Março,  a  Misericórdia  de  Armando  Casal,  Maria  Mirra,  Rute  Bel‐ rei  e  onde  não  faltaram  os  tradicionais  Sines organizou, pela segunda vez, uma  ga e Joana Luz e os músicos Carlos Silva,  petiscos  associados  a  uma  noite  de  Noite  de  Fados  que  decorreu  no  Salão  na  viola,  e  João  Núncio,  na  guitarra,  fados,  nomeadamente  caldo  verde,  Social da Instituição, com a presença de  todos  artistas  oriundos  da  região.  Os  vinho e chouriço assado.   cerca  de  100  pessoas.  Participaram  no  utentes da Misericórdia também assisti‐ espectáculo os fadistas Alfredo Sargaço,  ram a este espectáculo onde o fado foi 

Cerca de 100 pessoas assistiram à iniciativa 

Actuação de Armando Casal 

A RÁDIO SINES NA SANTA CASA No dia  12  de  Março,  a  Rádio  que  falaram  sobre  diversos  de  Rapazes  “A  Âncora”  e  dia,  Luís  Venturinha,  desta‐ Sines  realizou  em  directo  da  temas  relacionados  com  a  Mariana  Lucas  o  Centro  de  cou  o  novo  equipamento  da  Misericórdia  de  Sines  o  seu  Instituição.  Sandra  Patrício,  Apoio À Vida “Mãe Sol”. Vera  Santa Casa, o Prats Sénior, e a  programa  da  tarde,  entre  as  do  Arquivo  Municipal  de  Alves  elucidou  os  ouvintes  celebração  dos  500  anos  da  15  e  as  18  horas.  A  emissão  Sines,  falou  sobre  a  história  sobre  os  serviços  prestados  Instituição  que  acontecerá  conduzida  por  Francisco  Vio‐ da  Santa  Casa;  Carla  Camo‐ pela  Instituição  à  Terceira  em 2016. O programa contou  lante,  contou  com  a  partici‐ cho  destacou  algumas  activi‐ Idade;  Lídia  Mateus  falou  ainda  a  participação  de  dois  pação de Rita Camacho, cola‐ dades  do  Serviço  de  Anima‐ sobre 

o

Infantário utentes  do  Lar  Prats,  Ana 

boradora da Santa Casa, bem  ção  Sociocultural;  Mónica  “Capuchinho  Vermelho”  e  o  Candeias  de  91  anos  e  João  como  de  outros  convidados  Venturinha  apresentou  o  Lar  actual Provedor da Misericór‐ Caetano de 68.  Esta emissão em directo teve  como  objectivo  celebrar  os  499 anos da Santa Casa, bem  como  o  4º  Aniversário  do  Juntos  na  Solidariedade,  o  programa de rádio da Miseri‐ córdia  de  Sines  em  parceria  com a Rádio Sines, que desde  3 de Março de 2011 é emiti‐ do semanalmente nesta esta‐ ção.    A emissão em directo foi realizada a partir do Salão Social  16 


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A SCMS EM TEMPO DE N ATAL Durante o mês de Dezembro,  realizou‐se  uma  visita  muito  a Misericórdia celebrou mais  especial  de  um  grupo  de  uma  época  natalícia  levando  motards no dia 14 de Dezem‐ alegria, esperança e conforto  bro.  A  Festa  de  Natal  dos  a  todos  os  seus  utentes.  utentes  aconteceu  no  dia  17  Habitualmente  esta  é  uma  de  Dezembro,  o  Jantar  de 

Alegria a dobrar nesta época do ano 

de Natal  dos utentes, o Gru‐ Todas  estas  iniciativas  reali‐ po Coral representou o musi‐ zaram‐se  nos  Lares  da  Santa  cal Triste Fado, uma pequena  Casa e no Salão Social e des‐ peça  escrita  por  colaborado‐ tinaram‐se aos idosos da Ins‐ Musical “Triste Fado” apresentado na Festa de Natal 

ras da  Santa  Casa,  baseada  tituição.  Também  as  outras 

época do  ano  em  que  todos  Natal  dos  Colaboradores,  numa história de amor entre  valências  da  Instituição  cele‐ sentem mais a falta das famí‐ órgãos  sociais  e  voluntários  um  pescador  e  uma  varina.  braram  o  Natal,  nomeada‐ lias  e  das  suas  casas,  notan‐ no  dia  19  de  Dezembro  e  a  Ao  longo  da  peça  foram  mente  o  Lar  de  Rapazes  “A  do‐se  na  Instituição  um  Ceia  entre  utentes,  órgãos  apresentadas  várias  músicas  Âncora”, o Centro de Apoio à  esforço  extra  para  fazer  che‐ sociais  e  colaboradores  foi  conhecidas  do  imaginário  Vida  “Mãe  Sol”,  o  Infantário  gar  a  todos  o  espírito  natalí‐ no dia 23 de Dezembro. Tam‐ dos utentes, que muito apre‐ “Capuchinho  Vermelho”  e  o  cio. Assim, além das tradicio‐ bém nesse dia a Misericórdia  ciaram  esta  apresentação  Centro  de  Acolhimento  Tem‐ original. 

porário “Porto D’Abrigo”.  

Jantar de Natal dos colaboradores 

nais decorações  de  Natal,  distribuiu  presentes  aos  ido‐ houve  música  pelos  espaços  sos,  bem  como  uma  peque‐ da  Instituição,  trazida  pelos  na  lembrança  aos  funcioná‐ alunos  da  Escola  EB23  Vasco  rios,  voluntários  e  órgãos  da  Gama  de  Sines  e  pelo  sociais da Instituição.   Grupo  Coral  da Santa  Casa e  É  de  salientar  que,  na  Festa  18 

Visita dos Pais Natal Motards 


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Festa de Natal do Infantário 

Distribuição de presentes no Lar Prats 

Ceia de Natal no Lar “Anexo II” 

Actuação dos alunos da Escola Vasco da Gama 

ÚLTIMAS

VISITA A ALVALADE No dia 18 de Março, um grupo de idosos do Centro de Dia e  do Lar Prats da Misericórdia deslocou‐se a Alvalade‐Sado, no  concelho de Santiago do Cacém, para participar numa Festa  de  Aniversário  organizada  pela  Casa  do  Povo  de  Alvalade.  Esta  Instituição  celebra  todos  os  meses  os  aniversários  dos  seus utentes realizando um Baile Popular e um lanche conví‐ vio  para  o  qual  todos  os  aniversariantes  e  respectivas  famí‐ lias contribuem. Desta vez a Misericórdia de Sines foi a enti‐ dade convidada a participar na iniciativa, que se revelou um  convívio bastante animado entre os idosos presentes.  

PARTICIPAÇÃO NA FEIRA DA PRIMAVERA No dia 21 de Março a Santa Casa marcou  de parte feitos em renda, malha e tecidos,  presença  na  Feira  da  Primavera  organiza‐ são  elaborados  semanalmente  pelos  ido‐ da  pelo  Prosas  –  Universidade  Sénior  de  sos  nos  ateliers  de  trabalhos  manuais.  Sines,  que  se  realizou  ao  ar  livre  junto  às  Actualmente está mesmo a decorrer uma  instalações  da  sede  desta  Associação.  O  venda  de  rifas,  por  parte  do  Serviço  de  objectivo  da  participação  da  Santa  Casa  Animação  Sociocultural,  para  sorteio  de  foi  divulgar  os  trabalhos  manuais  feitos  uma  manta  feita  pelos  utentes.  O  sorteio  pelos utentes e angariar fundos para a Ins‐ acontecerá  durante  o  baile  no  dia  30  de  tituição. Os trabalhos apresentados, gran‐ Abril.   19 


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CEMETRA

Centro de Medicina do Trabalho da  Área de Sines  Rua Júlio Gomes da Silva, n.º 15   7520‐219 SINES  Tel.: 269633014    Fax: 269633015  E‐mail: cemetra@netvisao.pt  Site: www.cemetra.pt 

AGRADECIMENTO

O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuíram para que este meio de comunicação da nossa Instituição se  tornasse uma realidade.  Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informativo, assim como aumentar a sua tira‐ gem e, consequentemente, divulgá‐lo junto de um público cada vez mais vasto, revela‐se de grande importância o apoio destes e de outros  patrocinadores.  Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores!   20 

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Boletim Informativo Nº46. Edição de Outubro de 2014 a Março de 2015.

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