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Distribuição Gratuita | Publicação Trimestral | Nº 44 

EDIÇÃO ESPECIAL 

RENASCER

Janeiro Junho  2014  b o l e t i m www.scmsines.org 

i n f o r m a t i v o

Santa Casa da Misericórdia de Sines 

SERVIÇO DE FISIOTERAPIA ABRE AO PÚBLICO DESTAQUES

No âmbito  do  projec‐ tes 

da

498º Aniversário

pág. 4

À Conversa com… Augusto Canaça

pág. 10

Instituição, da‐feira  a  sábado, 

to Misericórdia Saúde,  quem  necessitar  de  entre as 12h e as 20h,  a Santa Casa reorgani‐ tratamentos  de  fisio‐ mediante  marcação.  zou o Serviço de Fisio‐ terapia  pode  recorrer  Durante  a  manhã  o  terapia  criando  condi‐ à Santa Casa da Mise‐ atendimento  é  exclu‐ ções  para  a  sua  aber‐ ricórdia  de  Sines.  O  sivo  para  utentes  da  tura 

ao

exterior. Gabinete  de  Fisiotera‐ Instituição. 

Assim, desde  dia  2  de  pia  funciona  junto  ao  Abril,  além  dos  uten‐ Lar Anexo I, de segun‐

(Continua na página 3)

Hóquei Solidário

pág. 8


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É do  conhecimento  de  mais  um  passo  importan‐ vista  a  criação  de  uma/ todos que a grande maio‐ te  na  concretização  deste  duas  salas  de  fisioterapia  ria  dos  utentes  da  nossa  objectivo. 

Adquirimos pensadas  de  raiz  para 

Santa Casa  são  idosos.  novos equipamentos atra‐ receber  este  serviço  fun‐ Quando  dão  entrada  nos  vés de uma candidatura a  damental a nível interno e  lares, a maior parte, apre‐ fundos 

comunitários, externo. 

senta limitações a nível de  reinstalamos o serviço em  Em todo este processo de  locomoção  que  é  funda‐ duas novas salas e reorga‐ modernização  do  Serviço 

EDITORIAL

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Luís Maria Venturinha de Vilhena Provedor da Misericórdia de Sines

mental combater  recor‐ nizamo‐lo de modo a pro‐ de  Fisioterapia,  há  um  umas “Boas Férias”, e que  rendo  a  tratamentos  de  porcionar  o  atendimento  pormenor que não quere‐ cada  um  aproveite  para  fisioterapia.  Associado  a  ao público em geral, além  mos  descurar  que  é  o  descansar  e  “recarregue  isto  está  o  facto  de  em  do  atendimento  aos  nos‐ atendimento  prioritário  e  baterias”,  desfrutando  da  Sines  escassearem,  ou  sos  utentes.  Desde  Abril  de  qualidade  aos  nossos  melhor  forma  o  seu  tem‐ não  existirem  mesmo,  quem  necessitar  de  trata‐ utentes.  A  fisioterapia  po  livre.  O  trabalho  que  Serviços  de  Fisioterapia  o  mentos  de  fisioterapia  para  eles  é  um  mecanis‐ desenvolvemos, apesar de  que  implica  dispendiosas  pode  recorrer  à  Santa  mo  que  atenua  as  suas  compensador,  é  esgotan‐ e  cansativas  deslocações  Casa,  sendo  este  serviço  fragilidades  de  saúde  e  te, pelo que o período de  para  o  concelho  vizinho  uma  mais‐valia  para  toda  lhes  devolve  esperança  e  férias  é  fundamental  para  de Santiago do Cacém.   Por tudo isto, nos últimos  anos,  tem  sido  propósito  da  Mesa  Administrativa  desenvolver  o  Serviço  de  Fisioterapia  da  SCMS  de 

ânimo para suportar algu‐ nos  retemperarmos  e  tra‐ Até final do ano, a expan‐ ma perda de capacidades.  zermos  energias  renova‐ são  deste  serviço  conti‐ Como  esta  edição  do  das  para  respondermos  nuará,  passando  a  funcio‐ Renascer  coincide  com  o  com afecto e qualidade às  nar  no  Lar  Prats  Sénior.  início  do  período  de  necessidades  dos  nossos  Neste edifício, actualmen‐ férias,  não  poderia  tam‐ utentes.   a população. 

modo a abri‐lo ao público.  te  em  construção  depois  bém deixar de desejar aos  Recentemente  foi  dado  um  interregno,  está  pre‐ nossos  colaboradores  Ficha Técnica

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boletim informativo

Propriedade, Edição e Impressão  SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES 

Director Luís Maria Venturinha de Vilhena 

Periodicidade   Trimestral 

Redacção   Rita Camacho 

Número   44 

Revisão de Texto   José Mouro, Rita Camacho 

Edição EDIÇÃO ESPECIAL ‐ Janeiro | Junho  2014   

Fotografia Rita Camacho, João Craveira e Silva,   Tiago Canhoto e Eva Zambujo 

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Grafismo | Montagem | Paginação   Ricardo Batista, Rita Camacho   

Tiragem   300 exemplares   

Depósito legal   325965/11   

Distribuição   Gratuita 


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SERVIÇO DE FISIOTERAPIA ABRE AO PÚBLICO (Continuação da página 1)

tem problemas  de  calcificações, 

Anteriormente o Serviço de Fisiote‐

fibroses ou  outras  patologias  no 

rapia funcionava  só  durante  a  tar‐

ombro. Conseguimos  excelentes 

de, de  segunda  a  sexta‐feira,  e  os 

resultados com  este  aparelho,  pois 

equipamentos existentes  eram 

aparecem‐nos aqui  pessoas  que 

escassos e  obsoletos.  Os  novos 

não conseguem  levantar  o  braço 

equipamentos, adquiridos  através 

ou pentear‐se e ao fim de algumas 

de Fundos  Europeus,  permitiram 

sessões já são capazes de o fazer.» 

modernizar o  serviço,  que  agora 

Nesta reorganização  do  serviço  de 

está apetrechado  com  o  que  de 

Fisioterapia, a  principal  preocupa‐

melhor existe  no  mercado.  Guido 

ção da  Instituição  foi  a  de  melhor 

Marinho, o fisioterapeuta da Santa 

servir os utentes, mas também cor‐

Casa,

refere

mesmo

que

Marquesa de tracção para tratamento de proble‐ mas de coluna. 

«decidimos apostar num serviço de 

responder às  necessidades  do  público,  oferecendo‐lhe  um  novo 

fisioterapia diferente  do  que  já  terapia,  sobretudo  aqui  no  Litoral  serviço,  que  é  igualmente  uma  existia, por isso adquirimos equipa‐ Alentejano.  Temos,  por  exemplo,  mais‐valia para a Santa Casa. Assim  mentos  que  não  são  fáceis  de  um  aparelho  de  ondas  de  choques  que o novo Lar Prats Sénior estiver  encontrar  noutros  centros  de  fisio‐ radiais  muito  utilizado  para  quem  concluído, o Serviço de Fisioterapia  será  transferido  para  as  novas  ins‐ Horário de Funcionamento  De segunda‐feira a sábado, das 09h às 20h (sob marcação)   

talações. De  acordo  com  o  Provedor  da 

Contactos

Misericórdia de Sines, Luís Venturi‐

Morada: Avenida 25 de Abril  

nha, a  aquisição  de  novos  equipa‐

Telf.: 269630460 (Geral SCMSines) | 269870326 (Fisioterapia)  Telem.: 961276477 (Fisioterapia)  E‐mail: fisioterapia@scmsines.org |coordsaude.scmsines@mail.telepac.pt  

mentos e a abertura do Serviço de  Fisioterapia ao exterior «é um pro‐ jecto antigo da Instituição, pensado  porque,  por  um  lado,  os  nossos  utentes  têm  grande  necessidade  deste  tipo  de  tratamentos  e,  por  outro,  porque  em  Sines  quase  não  existe  oferta  ao  nível  de  tratamen‐ tos  de  fisioterapia.  Assim,  temos  todas as condições para prestar um  bom serviço a este nível e estamos  a contribuir para aumentar o aces‐ so da população a serviços de rea‐

A equipa de fisioterapeutas actualmente em funções na Santa Casa 

bilitação preventiva e curativa.»   3 


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498º ANIVERSÁRIO Dia 22  de  Fevereiro,  a  Santa  Casa  da  do Provedor da Santa Casa, Luís Ventu‐

tradicionais alentejanas.  Facilmente 

Misericórdia de  Sines  completou  498  rinha, ao qual se  seguiu uma homena‐

reconhecíveis pela plateia, as melodias 

anos. Também  nesta  data,  as  nossas  gem  a  três  funcionárias  que  este  ano  foram  sendo  trauteadas  e  aplaudidas  valências  Lar  “A  Âncora”  e  “Porto  completam 25 anos ao serviço da Insti‐ d´Abrigo”  festejaram  os  seus  aniversá‐

tuição. É o reconhecimento pelo traba‐

com alegria e entusiasmo pelos presen‐ tes.  

rios, 13 e 11 anos respectivamente. As  lho e dedicação de toda “uma vida” em  A  terminar  realizou‐se  um  lanche  con‐ comemorações  decorreram  no  Salão  prol da solidariedade social. 

vívio, onde não faltou o bolo de aniver‐

Social da Instituição repleto de utentes,  A grande atracção da tarde foi a música  sário,  os  “Parabéns  a  Você”  e  o  soprar  colaboradores, 

irmãos, dos “Tem Avondo”, um conjunto musi‐

das velas, com votos de muito sucesso 

voluntários e  amigos  da  Misericórdia  cal  que  faz  parte  do  Grupo  de  Anima‐

para a maior Instituição de Solidarieda‐

de Sines. 

familiares,

ção Cultural  de  São  Domingos  e  que  de Social do concelho de Sines. 

O programa iniciou‐se com um discurso  assenta  o  seu  repertório  em  canções 

Actuação dos “Tem Avondo” 

O momento em que todos cantaram os parabéns à Misericórdia  4 

Discurso do Provedor, Luís Venturinha 


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M ENSAGEM DE A NIVERSÁRIO DO P ROVEDOR Luís Venturinha considerou que «foi um  do‐se  alguns  deles  emocionados  por  espírito de equipa de todos os colabora‐ dia  de  aniversário  genuíno  e  simples,  assistirem  a  uma  actuação  com  músi‐ dores  na  organização  da  iniciativa”  e  com  uma  comemoração  organizada  cas  que  tão  bem  conhecem».  Luís  Ven‐ terminou  referindo  com  orgulho  que  para  quem  vive  o  dia‐a‐dia  da  Miseri‐ turinha  salientou  ainda  que  é  positivo  «foi um dia bem passado, sem grandes  córdia.»  De  acordo  com  as  suas  pala‐ fazer‐se 498 anos: «são quase 500 anos  ‘pompas’, mas que transmitiu alegria e  vras, a Santa Casa «teve a preocupação  que  transformam  a  Santa  Casa  num  satisfação  às  pessoas.  A  Misericórdia  de trazer um conjunto de cantares alen‐ símbolo histórico do concelho, que deve  está,  por  tudo  isto,  de  Parabéns  e  que  tejanos  que  é  sempre  do  agrado  dos  ser  apadrinhado  e  acarinhado  por  assim continue para bem de todos».   utentes,  que  se  sentiram  felizes  e  todos  os  sinienses».  O  Provedor  desta‐ recompensados  por  este  dia,  mostran‐ cou  também  «a  entrega,  dedicação  e 

O S “T EM A VONDO ”

Os “tem  avondo”  são  um  xandre, na viola e Luís Gami‐ trais e musicais. 

tentámos transmitir  com 

grupo musical  oriundo  de  to na voz principal, ferrinhos  Luís  Gamito  considerou  que  esta  nossa  actuação.  Foi  São  Domingos,  concelho  de  e  pinhas.  Fazem  parte  do  «a  actuação  na  Santa  Casa  também  a  oportunidade  de  Santiago  do  Cacém,  que  Grupo de Animação Cultural  correu  bem,  foi  uma  tarde  relembrar  vivências  e  tem‐ interpreta  musicas  tradicio‐ de  São  Domingos,  uma  muito agradável quer para o  pos  de  antigamente.  Agra‐ nais  alentejanas.  Integram  colectividade  que  existe  grupo o grupo tentou trans‐ decemos  à  Santa  Casa  o  este grupo Vasco Santos, na  desde  finais  dos  anos  70  e  mitir. Os idosos foram muito  convite,  pois  fomos  muito  voz  e  viola,  Gonçalo  Cercas,  que  se  dedica  a  organizar  receptivos, viveram as músi‐ bem recebidos.»   na  voz  e  baixo,  Pedro  Ale‐ actividades desportivas, tea‐ cas  e  captaram  aquilo  que  5 


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25 A NOS AO S ERVIÇO DA SCMS Tal como  tem  sido  hábito  nos  últimos  uma aprendizagem. Todos os dias ensi‐

de cada  vez.  Penso  igualmente  que  o 

anos, no  dia  do  aniversário  da  institui‐

namos alguma  coisa,  mas  também  dia de amanhã pode ser sempre melhor 

ção, 22 de Fevereiro, a Santa Casa pres‐

aprendemos. Eu agradeço aos meninos  que o de hoje e que é bom chegar aos 

ta homenagem  às  funcionárias  que  e às minhas colegas, porque este é um  25  anos  de  serviço.  É  de  louvar  que  a  completam 25 anos de serviço, oferen‐

trabalho de  equipa.  E  posso  dizer  que  Santa  Casa  continue  de  pé  com  todas 

do‐lhes uma  lembrança.  Este  ano  as  continuo  a  gostar  muito  de  trabalhar  as  valências  que  tem,  facto  que  não  homenageadas  foram  Lília  Gonçalves,  Dulcinea Silva e Dolores Baião, ficando  aqui o testemunho de quem já dedicou  um  quarto  de  século  a  servir  o  próxi‐ mo.   

Lília Gonçalves, 47 anos, Auxiliar de  Acção Educativa no Infantário  “Capuchinho Vermelho”   

«Vim para  a  Santa  Casa  através  da  D.  Edite,  que  fazia  parte  da  direcção.  Fui  logo para o Infantário desempenhar as  funções  que  ainda  hoje  mantenho.  Foi  a  minha  primeira  experiência  com  crianças.  No  início  tinha  algum  receio  porque era um trabalho de grande res‐ ponsabilidade,  mas  com  ajuda  das  colegas  e  com  o  passar  do  tempo  fui  ganhando  confiança.  Cada  vez  gosto  mais  daquilo  que  faço  e  vou  tentando  sempre fazer o melhor que posso.   O  dia‐a‐dia  de  trabalho  depende  da 

Entrega de Lembranças às funcionárias homenageadas 

idade das  crianças.  Actualmente  estou  aqui.  O  que  mais  gosto  mesmo  é  de  deve ser fácil. Espero igualmente seguir  na  sala  dos  bebés,  que  têm  idades  a  sentir que uma criança se sente feliz.   o  exemplo  da  minha  colega  de  sala,  a  partir dos 5 meses e dependem de nós  Há histórias que nos marcam, principal‐ Ludovina, que já tem mais de 60 anos e  para  tudo.  Com  meninos  de  4,  5  anos  mente quando as famílias das crianças  continua a trabalhar cá. Espero que sim  fazem‐se  mais  actividades,  apesar  necessitam  de  ajuda.  Muitas  vezes  em  e faço por isso.»  deles  também  precisarem  muito  de  minha  casa  penso  naquilo  que  alguns    nós. 

meninos poderão  ter  ou  não  para 

Dulcinea Silva, 49 anos, Ajudante de 

Quando se faz o balanço de 25 anos de  comer. E até já aconteceu juntarmo‐nos  Lar no Lar “Anexo II”  serviço  é  impossível  dizer  tudo.  Eu  já  aqui no Infantário para ajudar algumas    tomei  conta  de  crianças  que  hoje  nos  famílias  com bens essenciais. Com boa  «Foi  através  do  Provedor  da  altura,  o  confiam  os  seus  filhos  e  isso  faz‐me  vontade temos conseguido sempre aju‐ sentir quase uma avó. O trabalho conti‐ dar quem necessita. 

Senhor Vicente, que fui convidada a vir  trabalhar  para  cá.  Assim  que  falaram 

Quanto ao futuro tento pensar num dia  comigo  disseram‐me  logo  para  me  apresentar no dia seguinte às 8 horas e  meiro  dia  e  continua  também  a  ser 

nua a ser tão gratificante como no pri‐

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assim fiz.  Nunca  tinha  trabalhado  com  idosos.  Há  muitas  carinhas  boas  que  já  são  a  nossa  família.  Passamos  mais  idosos,  mas  hoje  eles  são  como  uma  têm  passado  por  aqui  e  que  quando  tempo  com  eles  do  que  as  suas  pró‐ família e é aqui que me sinto bem. Faço  partem nos deixam saudade.» 

prias famílias e apegamo‐nos muito.  

sempre o  meu  melhor,  só  não  faço  se   

Quando vim  para  cá  a  Santa  Casa  era 

não puder.  O  dia‐a‐dia  de  trabalho 

Dolores Baião, 62 anos, Ajudante de 

muito diferente  do  que  é  hoje,  princi‐

depende do  turno  que  fizermos,  mas 

Lar no Lar Prats 

palmente os  espaços.  O  quintal  era 

fazemos de  tudo  um  pouco,  desde    levantar os utentes, dar‐lhes a refeição,  «Vim trabalhar para a Santa Casa por‐

uma horta  enorme,  as  salas  de  estar  eram  mais  pequenas.  Agora  está  tudo 

fazer as camas, tratar da higiene deles,  que  estavam  muitas  funcionárias  de  muito diferente.  das  roupas  e  arrumar  a  sala  de  refei‐ baixa e eu precisava de trabalhar. Vim,  Tenho  muitas  recordações  de  pessoas  e  fiquei  até  hoje!  As  minhas  funções  que já morreram, e que a partida delas  ções.  A  Misericórdia  mudou  muito  nestes  25  têm  sido  sempre  as  mesmas,  sou  aju‐ me deixou muito triste. Passamos o dia  anos. Quando para cá vim só havia um  dante  de  lar.  O  dia‐a‐dia  de  trabalho  aqui  com  eles.  Uns  têm  um  feitio  carrinho de mão e hoje está uma obra  começa  pela  higiene  dos  utentes  e  melhor, outros pior… São como nós e já  feita  e  ainda  bem  que  assim  é  porque  depois pelas refeições e arrumação dos  sabemos  que  num  local  como  este  hoje há mais apoios e mais assistência,  quartos. Além disso, ajudamos os uten‐ temos de ter paciência.   principalmente médica.  

tes naquilo que eles necessitam, sobre‐

Gostei muito de ser homenageada. Fica 

Até me  reformar  conto  cá  continuar  e  tudo aqueles que estão acamados.   uma lembrança para o resto da minha  não ponho de parte a hipótese de ficar,  Adoro  o  trabalho  que  faço.  Quando,  vida  e  é  um  orgulho  fazer  25  anos  de  mesmo  depois  disso,  caso  necessitem  por  exemplo,  é  para  ir  de  férias,  estou  serviço.  Pode  ser  um  pequeno  gesto,  de mim. Tenho muito boas recordações  sempre  ansiosa,  mas  depois  fico  logo  mas que para nós vale muito.»    do  meu  trabalho,  principalmente  dos  com  vontade  de  regressar.  Os  utentes  PUB 

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HÓQUEI SOLIDÁRIO

As equipas do Benfica e do Vasco da Gama com os meninos do Lar “A Âncora” 

No dia 30 de Março a equipa sénior  tos outros, no entanto, o gesto soli‐ da  Misericórdia  de  Sines.  O  Pavi‐ do  Hóquei  Clube  Vasco  da  Gama  dário  do  Hóquei  Clube  Vasco  da  lhão  esteve  cheio  tendo  sido  anga‐ recebeu e venceu o Benfica B por 4‐ Gama  fez  a  diferença.  Por  vontade  riado  o  valor  total  de  575  euros,  1, num jogo a contar para a 16ª Jor‐ dos  seus  dirigentes,  jogadores  e  que foram oferecidos na totalidade  nada  da  III  Divisão  do  Campeonato  treinadores a receita do jogo rever‐ aos meninos do Lar “A Âncora”.  Nacional de Hóquei em Patins. Este  teu  a  favor  dos  meninos  do  Lar  de  podia  ter  sido  um  jogo  igual  a  tan‐ Rapazes  “A  Âncora”  da  Santa  Casa 

OPINIÕES Nuno Martins, 

hóquei e  do  apoio  ao  Lar  a  ideia.  Era  um  dia  difícil  Âncora”, porque 4 dos nos‐

Treinador do Hóquei Clube  “A  Âncora”  e  foi  muito  em  que  havia  futebol  em  sos atletas que vivem nes‐ Vasco da Gama e Técnico no  importante  termos  tido  o  Sines,  a  equipa  de  futebol  ta Instituição. A presidente  Lar “A Âncora”   

«Foi importante  vencer  o 

pavilhão cheio.»   

sénior do Benfica tinha um  do  nosso  Concelho  Fiscal 

jogo importante,  tudo  à  propôs  esta  situação  em  Benfica para continuarmos  António Bernardo,   mesma hora, mas tivemos  reunião de direcção, todos  a  sonhar  com  a  subida  de  Presidente do Hóquei Clube  uma boa casa. Gostava de  concordaram, e assim aju‐ Vasco da Gama  divisão.  Sabíamos  que  ia    salientar  que  só  pagou  dámos estes meninos, que  ser  complicado,  mas  con‐ «A  receita  na  porta  foi  de  bilhete quem quis e notou‐ muito merecem.»   seguimos  contrariar  o  490 euros e, além disso, os  se  que  as  pessoas  quise‐   pais  dos  atletas  mais  favoritismo  do  Benfica  B.  Mónica Venturinha,  ram  ajudar.  Pensámos  Directora Técnica do   Temos todo o mérito nesta  jovens  venderam  bolos  e  desde  logo  ajudar  uma  Lar “A Âncora”   vitória  e  a  nossa  terra  angariaram mais 85 euros.    associação de Sines, doan‐ «Consideramos esta inicia‐ merece.  As  pessoas  uni‐ Agradeço  à  Dona  Isabel  do  a  receita  deste  jogo  e  tiva  muito  positiva.  Já  ram‐se  em  torno  do  Plácido  que  foi  quem  teve  lembrámo‐nos  do  “Lar  A  8 


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estamos habituados  a  ter  valor  angariado.  Em  con‐ esta  atenção  por  parte  do  junto  com  os  nossos  uten‐ Hóquei  Clube  Vasco  da  tes  decidimos  utilizar  este  Gama, uma vez que já nos  dinheiro  para  pagar  parte  apoiam 

garantindo

a de  uma  viagem  à  Isla 

alguns dos meninos a prá‐ Mágica  em  Sevilha,  que  tica gratuita desta modali‐ pretendemos 

fazer

no

dade, além  de  os  apoia‐ Verão de forma a enrique‐ rem  também  no  usufruto  cer  ainda  mais  as  férias  de  viagens  e  disponibili‐ destes  meninos.  Agradeço  zando  equipamento.  Esta  mais  uma  vez  ao  Hóquei  iniciativa  em  particular  Clube  Vasco  da  Gama  por  vem  então  no  seguimento  se lembrar do Lar “A Ânco‐ deste apoio que já aconte‐ ra”  e  por  fazer  parte  da  ce  há  bastante  tempo.  vida  destes  meninos  dia‐ Obviamente ficámos muito  riamente.»   satisfeitos  por  se  lembra‐ A entrega simbólica do donativo aos responsáveis e utentes do Lar  “A Âncora” 

rem de  nós,  pelo  esforço  em  nos  ajudarem  e  pelo 

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Avenida 25 de Abril, n.º 2  Apartado 333  7520‐107 SINES  Site: www.scmsines.org  Email: scmsines@mail.telepac.pt   

Provedoria Tel. 269630462 | Fax. 269630469   Email: provedoria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

Secretaria Tel. 269630460 | Fax. 269630469   Email: secretaria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

Infantário “Capuchinho Vermelho”  Telem. 967825287   Email: infantario.scmsines@mail.telepac.pt   Horário de Funcionamento: 07h45‐19h45  Acção Social (Lares, Centro de Dia, Apoio Domiciliário) 

Tel. 269630460 | Fax. 269630469  Email: social.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: Quartas e Sextas‐feiras   09h00‐13h00 | 14h00‐17h00   

Serviço de Fisioterapia  Tel. 269 630460 (Geral Scmsines) | 269 870326 | 961276477  Email: fisioterapia@scmsines.org  Horário de Atendimento: Segunda a Sextas‐feira  09h00‐13h00 | 14h00‐20h00 (sob marcação)   

Outros Contactos:   

Animação: animacao.scmsines@mail.telepac.pt    

Gabinete de Informação:  gab‐info.scmsines@mail.telepac.pt    

Gabinete de Psicologia:  gab‐psico.scmsines@mail.telepac.pt    

Recursos Humanos:  rh.scmsines@mail.telepac.pt   9 


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RENASCER

Á CONVERSA COM... Augusto Canaça

Augusto dos  Ramos  Canaça  de infância. O que me lembro  adulto.  Desisti  da  escola  na  mas era um artista a fazê‐lo.  ou Augusto Candeias como é  melhor  é  da  escola,  em  que  terceira  classe  e  a  recorda‐ Tirava  cortiça  depressa  e  mais  conhecido  na  sua  terra  não  era  lá  grande  aluno.  ção  mais  forte  que  me  ficou  bem!»  Uns  anos  mais  tarde  natal, nasceu em Santa Mar‐ Levava  bastante  pancada  tem  a  ver  com  o  facto  de  Augusto  Canaça  começou  a  garida  da  Serra,  concelho  de  para  aprender  a  tabuada.  levarmos  palmatoadas  nas  fazer outros trabalhos no cul‐ Grândola,  num  local  chama‐ Além  disso,  eu  era  de  uma  mãos  até  elas  ficarem  dori‐ tivo  do  arroz  e  do  trigo.  do Monte do Balinho, decor‐ família  pobre,  não  tinha  das.  Eram  tempos  duros.»  «Sofri  muito  no  tempo  em  ria então o ano de 1929.  Foi  hipótese de levar uma perdiz  Tempos duros esses que não  que  trabalhei  na  agricultura.  no  dia  9  de  Maio  que  sua  ou um coelho para oferecer à  mudaram  quando,  ainda  Eram  trabalhos  pesados,  de  mãe,  Maria  das  Candeias,  professora  e  por  isso  tinha  jovem,  começou  a  trabalhar.  sol a sol, trabalhava‐se o ano  deu à luz o quarto filho, após  um  tratamento  diferente.  «A  partir  dos  meus  10  anos  todo  naquilo  que  houvesse  o  qual  ainda  se  seguiram  Além  dos  tempos  de  escola,  já ajudava o meu pai naquilo  para  fazer.  E  ganhávamos  outros  três.  Augusto  Canaça  também  não  me  saíram  da  que fosse necessário, mas foi  ‘jornas’ de miséria. Ainda me  recorda  por  isso  uma  infân‐ ideia os namoricos e os jogos  aos 17 que comecei a ganhar  lembro  que  a  primeira  jorna  cia passada numa casa cheia  ao  peão,  à  malha  e  ao  chin‐ dinheiro.  Tinha  como  tarefas  que ganhei foi de 18 escudos.  e  sempre  com  o  meio  rural  quilho.»  Sobre  a  escola  carregar lenha e tirar cortiça  Hoje  em  dia  ganha‐se  muito  como  cenário.  «Tenho  uma  Augusto  Canaça  acrescenta:  com  uma  enchó  ou  uma  mais e não se dá valor.»  vaga  ideia  dos  meus  tempos  «o pouco que sei aprendi em  faca. E não é para me gabar,  Aos 20 anos de idade, Augus‐ 10 


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to Canaça  deu  outro  passo  cheguei a sentir saudades de  gua  deles.  Mas  tinha  uma  o  momento  mais  triste  da  importante  na  vida,  indo  Grândola. Gostei muito desta  bicicleta, andava de um lado  sua vida. A sua esposa adoe‐ morar  sozinho.  «O  meu  pai  mudança.» 

para outro  e  onde  via  uma  ceu e acabou por falecer. «A 

era muito  exigente  e  isso  Alguns  anos  mais  tarde,  grua  ia  pedir  trabalho.  Vivia  morte  da  minha  mulher  foi  levou‐me  a  sair  de  casa.  Augusto Canaça viveu aquela  nos  arredores  de  Paris.  uma  tristeza  muito  grande  Havia grande diferença entre  que  terá  sido  a  maior  aven‐ Mudei  de  trabalho  várias  para  mim.  Gastei  todo  o  o valor que ele me pagava e  tura da sua vida. Durante um  vezes e não tive sorte com os  dinheiro que tinha para salvá o  valor  que  pagava  a  um  ano  e  meio  foi  emigrante.  patrões  que  encontrei.  Por  ‐la,  mas  não  foi  possível.  Ela  rapaz que fazia o mesmo tra‐ «Fui  para  França  numa  épo‐ fim houve mesmo um desen‐ foi  uma  óptima  companhei‐ balho  que  eu.  Isso  parecia‐ ca  em  que  iam  para  lá  mui‐ tendimento  com  o  meu  últi‐ ra. Ajudava‐me muito e tive‐ me  mal.  Além  disso,  todo  o  tos  portugueses  clandestina‐ mo  patrão  que  me  fez  vir  mos  um  casamento  muito  dinheiro que ganhava dava‐o  mente.  O  meu  irmão  já  lá  embora  sem  ninguém  dar  feliz.  Só  faltaram  os  filhos,  para casa e eu achava que já  estava e eu decidi ir também.  por  isso.  Voltámos  de  com‐ mas  infelizmente  não  os  era  tempo  de  ter  as  minhas  Lembro‐me  que  fui  de  carro.  boio e só com as nossas rou‐ pudemos ter. Não há um úni‐ coisinhas.»  Esta  nova  etapa  Foi  um  dia  e  meio  de  cami‐ pinhas às costas.»  de  vida  foi  uma  fase  feliz  nho.  Fui  trabalhar  para  a  Regressados 

de

co dia  que  não  pense  nela.  França,  Na  altura  em  que  a  minha 

para Augusto  Canaça  que  se 

mulher morreu  já  estava 

manteve solteiro  até  aos  27 

reformado, vivia em Grândo‐

anos. «Era eu que fazia tudo 

la e vendia cautelas.» A acti‐

lá em  casa  e  ‘não  ficava  a 

vidade de  cauteleiro  é,  aliás, 

dever nada  a  uma  mulher’. 

uma das  recordações  felizes 

Sempre fui  muito  desenras‐

de Augusto  Canaça  que 

cado. Depois  quando  casei  é 

relembra «vendia  cautelas 

que já  foi  diferente.  Uma 

em Grândola  e  nos  arredo‐

mulher em  casa  dá  logo 

res. Ia  de  motorizada.  Foi 

outra

Quando

uma actividade que começou 

casou Augusto Canaça traba‐

por brincadeira,  era  um  pas‐

lhava na  Junta  de  Freguesia 

satempo, mas  às  tantas  já 

de Santa Margarida da Serra. 

tinha os  meus  clientes  fixos. 

Limpava caminhos  e  bermas 

Onde fazia  bom  dinheiro  era 

e mais tarde trabalhou como 

no restaurante  “A  Chaminé” 

coveiro. Pouco tempo depois 

porque paravam  lá  muitas 

decidiu mudar‐se  com  a 

excursões. Vendi  cautelas 

esposa para  o  Montijo.  «Fui 

durante 24 anos, mas infeliz‐

procurar uma  vida  melhor. 

mente nunca  vendi  a  sorte 

No Montijo,  eu  e  a  minha 

grande.»

alegria.»

esposa trabalhámos  numa 

Dançar é uma das paixões de Augusto Canaça  

As circunstâncias  da  vida 

fábrica de  peixe.  Era  uma  construção civil e algum tem‐ Augusto  Canaça  e  a  esposa,  levaram  Augusto  Canaça  a  grande fábrica, que chegou a  po  depois  a  minha  mulher  fixaram  residência  em  Grân‐ casar uma segunda vez. Esse  empregar 

800

pessoas. também  para  lá  foi,  traba‐ dola,  ele  a  trabalhar  como  casamento  atenuou  a  triste‐

Ganhava‐se pouco  mas  era  lhar  nas  limpezas.  Mas  as  pedreiro,  ela  como  domésti‐ za  que  dele  se  tinha  apode‐ um trabalho certo e o Monti‐ coisas  não  correram  bem.  ca. Mas pouco tempo depois  rado 

quando

enviuvou.

jo era  uma  terra  com  muita  Tive de arranjar trabalho por  a  vida  reservou  a  Augusto  Entretanto  Augusto  Canaça  coisa  e  muita  gente.  Nem  mim próprio, sem falar a lín‐ Canaça  aquele  que  terá  sido  voltou  a  ficar  viúvo  e  após  11 


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um terceiro  relacionamento, 

e moças  não  faltava  nin‐

que não correu como espera‐

guém. Eu  gostava  e  gosto 

va, decidiu  vir  viver  para  o 

muito de  dançar  e  até  digo 

Lar Anexo II da Santa Casa da 

mais, as  moças  deixavam‐se 

Misericórdia de Sines. «Estou 

encantar pelos  meus  olhos 

aqui há já 15 anos. Vim para 

claros. Não  havia  nem  baile, 

cá porque  já  conhecia  este 

nem moça  que  me  escapas‐

Lar. Nem  tudo  é  bom,  o 

se. Até me lembro de um ver‐

melhor mesmo  é  ter  um 

so que se cantava nos bailes. 

quarto só para mim. Quando 

Dizia assim: 

para cá  vim  ainda  vendia 

Já fui a Lourenço Marques 

cautelas e corria aí os cantos 

Que é mais longe que o Bra‐

todos. Conheci  muita  gente, 

sil

incluindo algumas  namora‐

Vi terras americanas 

das.» Apesar desta não ser a 

Cidades, oitenta mil» 

sua terra  Augusto  tem  um 

No final,  o  balanço  de  uma 

carinho especial  por  Sines.  «Gosto  desta  terra,  é  um 

Augusto Canaça com cerca de 60 anos 

vida é  positivo  para  Augusto  Canaça.  Este  idoso  não  hesi‐

sítio com  gente  dada  e  de  da  Serra  há  50  anos,  mas  cair  e  quase  íamos  voando  ta em afirmar «a minha vida  coração  aberto.»  Apesar  dis‐ gosto muito da minha terra.»  tal  era  o  vento  que  fazia.  A  não foi das piores. Se tivesse  so,  não  esquece  a  sua  terra  Recordar os seus 85 anos de  minha  mãe  cozia  pão  nesse  sido  um  homem  de  sorte  natal.  «Fui  criado  numa  vida  faz  com  que  Augusto  dia…  ficou  tudo  estragado  hoje  estava  rico.  E  eu  traba‐ aldeia  simples  e  pobrezinha,  Canaça  traga  à  lembrança  porque  as  rajadas  de  vento  lhei  muito  e  procurei  essa  onde hoje só vivem emigran‐ momentos  bons  e  maus.  não deixaram o forno funcio‐ sorte.  Mas  ela  teimou  em  tes  e,  se  não  fossem  eles,  se  Entre o mau, está por exem‐ nar como deve ser.» 

não aparecer…  paciência… 

calhar a  aldeia  já  nem  exis‐ plo  o  ciclone  de  1941.  Entre  o  bom,  Augusto  Cana‐ ficaram  as  histórias  para  tia.  Nos  meus  tempos  de  «Lembro‐me  desse  dia  como  ça  destaca,  por  exemplo,  os  contar.»   criança  viviam  lá  umas  2000  se  fosse  hoje.  Era  sábado,  bailes,  sinónimo  de  diverti‐ pessoas.  Hoje  nem  sequer  tínhamos  ido  à  escola  para  mento  puro  entre  todos  os  tenho  vontade  de  lá  ir,  por‐ rezar. Fazíamos isso todos os  da sua geração. «Aos fins‐de‐ que  dá‐me  tristeza  ver  todas  sábados.  Como  estava  mau  semana  faziam‐se  grandes  aquelas  casas  caídas  ou  a  tempo a professora mandou‐ bailes  por  onde  calhasse.  cair.  Ainda  assim  não  há  nos  embora  mais  cedo.  Pelo  Vinham  acordeonistas  do  nada  como  a  nossa  terra.  caminho  apanhámos  muito  Algarve,  os  bailes  duravam  Abandonei  Santa  Margarida  mau  tempo.  Vimos  árvores  até de manhã e entre moços 

Espaço Informativo da Santa Casa da Misericórdia de Sines na Rádio Sines 

TERÇAS-FEIRAS 11:15 | SEXTAS-FEIRAS 15:40 | DOMINGOS depois das 09:00 12


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ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL - DIAS DIFERENTES No primeiro semestre de 2014 o Serviço de Animação  Socio‐   cultural  organizou  diversos  passeios  e  saídas  envolvendo  os    idosos dos Lares e Centro de Dia da Santa Casa. Estas activi‐ dades  proporcionam  dias  diferentes  aos  idosos  que  assim  fogem  à  rotina  e  têm  oportunidade  de  sair  da  Instituição, 

 

recordar locais  que  conhecem  e  contactar  com  outras  pes‐     soas.  

15 de Maio – Convívio na Casa do Povo do Cercal do Alentejo 

26 de Março ‐ Visita ao Palácio Quinta da Bacalhoa (Azeitão) 

22 de Maio – Intercâmbio de Misericórdias em Santiago do Cacém 

27 de Março ‐ Convívio no Centro Social do Carvalhal 

4 de Junho – Visita ao Santuário de Fátima 

16 de Abril – Visita ao Badoca Safari Park 

25 de Junho – Piquenique no Rio da Figueira  13 


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PASSEIO EM CADEIRAS DE RODAS

O grupo reunido no Jardim do Rossio 

No dia 28 de Maio, o Serviço de Anima‐ lhes  proporcionar  um  dia  diferente.  Os  rios da Santa Casa e de alguns colabora‐ ção  Sociocultural  organizou  uma  inicia‐ utentes  percorreram  as  ruas  de  Sines  dores que, mesmo não estando de ser‐ tiva  inédita,  ao  levar  um  grupo  de  23  até  ao  Jardim  do  Rossio  e  passaram  viço, se ofereceram para colaborar com  utentes  em  cadeira  de  rodas  a  passear  também  na  Pastelaria  Vela  D’Ouro  que  o  Serviço  de  Animação.  Esta  é  sem  pela  cidade  de  Sines.  Os  utentes  com  gentilmente ofereceu um pequeno lan‐ dúvida uma iniciativa a repetir, sempre  dificuldades  de  locomoção  são  os  que  che aos nossos utentes. 

que as condições meteorológicas o per‐

menos vezes  passeiam,  por  isso,  esta  A  realização  deste  passeio  só  foi  possí‐ mitam.   actividade  foi  muito  importante  para  vel  graças  à  colaboração  dos  voluntá‐

Muitos voluntários colaboraram neste passeio 

A GNR ajudou a garantir a segurança dos utentes  14 

O grupo pouco antes de chegar à Pastelaria Vela D’Ouro 


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PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS No dia 6 de Abril realizou‐se mais uma  edição da Procissão do Senhor dos Pas‐ sos  organizada  em  conjunto  pela  Paró‐ quia  e  pela  Santa  Casa  da  Misericórdia  de  Sines.  Como  já  vem  sendo  hábito 

ros Voluntários de Sines, o Grupo Coral  da  Misericórdia  de  Santiago  do  Cacém  e o Grupo Coral da Santa Casa da Mise‐ ricórdia de Sines. 

mento de Jesus Cristo desde a sua con‐ denação  até  à  sepultura.  De  acordo  com  o  Padre  Abílio  Raposo,  pároco  de  Vila Nova de Santo André e um dos par‐ A  Procissão  do  Senhor  dos  Passos  é  ticipantes nesta Procissão, há um Passo  fundamental  neste  percurso  que  é  o  encontro  de  Jesus  com  sua  mãe.  Esta  acompanha todo o itinerário percorrido  por Jesus Cristo, como qualquer mãe, e  a  determinada  altura  os  olhares  de  ambos cruzam‐se e os dois seguem jun‐ tos  até  ao  final  da  Procissão,  que  no  caso de Sines, termina na Igreja Matriz. 

O andor do Senhor dos Passos 

esta procissão  incluiu  dois  cortejos,  o  do  Senhor  dos  Passos  e  o  da  Senhora  das  Dores  que  percorreram  as  ruas  da  cidade  numa  manifestação  de  fé  que  reconstitui  os  últimos  acontecimentos  da vida de Jesus Cristo. 

uma tradição  muito  antiga  na  Igreja  Católica,  que  nasceu  com  os  primeiros  cristãos  que  pensaram  desde  logo  reconstituir, de acordo com o que ficou  escrito  pelos  apóstolos,  aquilo  que  aconteceu  a  Jesus  Cristo.  Na  época  da  A  Procissão  contou  com  bastantes  par‐ Quaresma  realiza‐se  então  a  Procissão  ticipantes  incluindo  a  Banda  Filarmóni‐ do  Senhor  dos  Passos  que  reconstitui,  ca da SMURSS, a Fanfarra dos Bombei‐ de forma resumida, os passos do sofri‐

A Procissão  do  Senhor  dos  Passos  é  uma  tradição  bastante  antiga  em  Sines  que depois de interrompida durante 50  anos foi retomada em 2007 por um gru‐ po  de  fiéis  entre  eles  o  Padre  Pereira,  pároco de Sines e Porto Covo e o Padre  Abílio  Raposo,  também  membro  dos  Órgãos Sociais da SCMS. O retomar des‐ ta  Procissão  aconteceu  de  forma  bas‐ tante  positiva  e,  de  ano  para  ano,  ela  vai  ganhando  mais  adeptos.  O  Padre  Abílio  refere  mesmo  que  «nos  últimos  anos  tem‐se  assistido  a  um  ressurgir  das tradições e, no caso da Procissão do  Senhor  dos  Passos,  há  a  ambição  de  que  cada  vez  mais  pessoas  participem  nela  e  abracem  esta  tradição  que  está  na génese de Sines e que é importante  que não acabe.»  

O encontro entre o Senhor dos Passos e a N. Sr.ª das Dores  15 


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BAILE DE SANTO ANTÓNIO

O baile decorreu durante toda a tarde do dia 13 de Junho 

Dia 13 de Junho, a Misericór‐ dia  comemorou  o  Dia  de  Santo  António  organizando  um  baile  popular  no  Salão  Social,  com  o  acordeonista  Eliseu  Braz.  Muitos  utentes,  familiares,  colaboradores  e  voluntários  marcaram  pre‐ sença neste evento que teve  como  objectivo  comemorar  os Santos Populares. No final  do  Baile  foi  servido  um  lan‐

che a  todos  os  presentes  cujo  petisco  mais  apreciado  foram  os  tradicionais  cara‐ cóis.  Além  dos  utentes  da  Misericórdia  de  Sines,  este  baile contou com a presença  de  utentes  da  Santa  Casa  da  Misericórdia  de  Santiago  do  Cacém  e  da  Associação  de  Bem‐Estar  Social  de  Santa  Cruz.  

C OLABORADORES EM FORMAÇÃO A formação  interna  dos  áreas  de  Práticas  de  Segu‐ te delas em horário laboral,  cia  dada  pela  direcção  à  colaboradores  da  Santa  rança,  Higiene  e  Saúde  no  sendo  este  outro  aspecto  formação  dos  colaborado‐ Casa  é  uma  preocupação  Trabalho,  Gestão  de  Stress  que demonstra a importân‐ res.   para  a  direcção  da  Institui‐ e Gestão de Conflitos, Aco‐ ção que, em parceria com a  lhimento e Encaminhamen‐ União  das  Misericórdias  to  e  Cuidados  Básicos  ao  Portuguesas  e  com  o  Insti‐ nível  da  Alimentação  e  da  tuto  de  Emprego  e  Forma‐ Mobilidade.  Estas  acções  ção 

Profissional,

tem de  formação  estão  sempre 

desenvolvido várias  acções  relacionadas  com  o  dia‐a‐ de  formação  subordinadas  dia  da  Santa  Casa  e  abran‐ a  diferentes  temas.  Desde  geram  até  ao  momento  84  início  do  ano  já  se  realiza‐ colaboradores.  As  acções  ram  ou  estão  a  decorrer  decorrem  nas  instalações  acções  de  formação  nas  da  Santa  Casa,  grande  par‐

Exercício prático da formação em Segurança no Trabalho 

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MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR, LDA. Rossio da Estação, nº 11 7940-196 Cuba Telf.: 284 41 41 39 Fax: 284 41 41 67 Contribuinte nº 503 841 455 E-mail: geral@alquimed.pt 16


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ENCOMISERICÓRDIAS Realizou‐se dia  12  de  Abril  em  de  Sines.  Os  grupos  actuaram  Gouveia  a  5ª  edição  do  no  Teatro‐Cine  de  Gouveia  e,  “Encomisericórdias  –  Encontro  apesar de cada um ter apresen‐ Nacional  de  Coros  das  Miseri‐ tado  apenas  3  músicas,  o  córdias Portuguesas”. Depois de  espectáculo  revelou‐se  bastan‐ 9  anos  de  interregno  voltou  a  te dinâmico dando a conhecer a  realizar‐se  este  evento,  que  diversidade dos repertórios dos  anteriormente  já  tinha  tido  grupos que tanto apresentaram  lugar  em  Santo  Tirso,  Gouveia,  temas  populares  como  outros  Fundão  e  Santiago  do  Cacém.  mais  eruditos.  Este  encontro  Estiveram  presentes  15  grupos  revelou‐se  um  sucesso  tendo  corais  de  diferentes  Misericór‐ ficado prometida uma nova edi‐ Actuação do Grupo Coral da SCMS 

dias, entre  eles  o  Grupo  Coral  ção em 2015 na Golegã.   da  Santa  Casa  da  Misericórdia 

COMEMORAÇÕES DE CARNAVAL Sendo Sines  uma  cidade  onde  o  Carnaval  tem  grande  tradição,  a  Misericórdia  comemora estes dias de folia  com  diferentes  actividades  que  envolvem  todos  os  seus  utentes.   Este  ano,  as  comemorações  começaram  a  28  de  Feverei‐ ro, dia em que as crianças do  Infantário  “Capuchinho  Ver‐ melho”  participaram  em  mais uma edição do Carnaval  dos  Pequeninos,  iniciativa  organizada pela Junta de Fre‐ guesia  de  Sines.  Os  alunos  mais  velhos  do  Infantário  desfilaram  as  suas  máscaras  de  minions,  uns  divertidos  bonecos  animados  amarelos  que  assumem  a  função  de  capangas ao serviço de ambi‐ ciosos  vilões.  Apesar  do  frio  que  se  fez  sentir  nesse  dia,  os idosos dos Lares e Centro  de Dia da Instituição também  participaram no Carnaval dos  Pequeninos,  assistindo  ao  desfile das crianças das esco‐ las do concelho de Sines.  O  Baile  de  Máscaras  Sénior,  18 

realizado dia 29 de Fevereiro  no  Salão  do  Povo  com  orga‐ nização  da  Junta  de  Fregue‐ sia de Sines, também contou  com  a  participação  de  um  grupo  de  utentes  dos  Lares  da Misericórdia. Esta foi uma  oportunidade  para  os  uten‐

Carnaval. No  dia  3  de  Março,  realizou‐ se no Salão Social da Miseri‐ córdia  o  tradicional  Baile  de  Carnaval  com  a  presença  de  utentes,  colaboradores,  voluntários,  órgãos  sociais  e  amigos  da  Instituição.  O 

Vencedores do concurso de máscaras 

tes passearem e para contac‐ tarem  com  outros  idosos  do  concelho,  tendo  como  moti‐ vação  a  comemoração  do 

entre os idosos presentes. As  profissões  deram  tema  ao  concurso deste ano, por isso,  o baile contou com a presen‐ ça de um bombeiro, um polí‐ cia,  uma  enfermeira,  um  caçador, um juiz, uma profes‐ sora,  um  pastor,  uma  cozi‐ nheira  da  cortiça,  também  conhecida  por  “cuca”  e  nem  sequer  faltaram  os  trabalha‐ dores  e  o  engenheiro  das  obras.  Além  dos  utentes  da  Misericórdia  de  Sines,  parti‐ ciparam  neste  baile  utentes  da  Santa  Casa  da  Misericór‐ dia  de  Santiago  do  Cacém  e  da Misericórdia de Grândola.   Na terça‐feira gorda, dia 4 de  Março, um grupo de utentes  dos Lares da Santa Casa tam‐ bém  assistiu  ao  desfile  do  corso de Carnaval na compa‐ nhia  de  alguns  funcionários  da Instituição.  Estes  dias  foram  assim  dias  diferentes vividos com gran‐

acordeonista João  do  Carmo  de  intensidade  por  todos  animou a tarde na Misericór‐ os nossos utentes.   dia,  que  teve  como  ponto  alto  o  concurso  de  máscaras 


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BREVES

DONATIVO DE ALIMENTOS Mais uma  vez  a  Artlant  PTA,  com  sede  no  concelho  de  Sines,  demonstrou  ser  uma  empresa solidária ao doar 95kg de alimentos  à  Misericórdia  de  Sines.  São  pequenos  ges‐ tos  como  este  que  fazem  a  diferença  e  que  tornam  especiais  empresas  como  a  Artlant  PTA. Esta produz PTA, um composto químico  destinado ao fabrico de polímeros de poliés‐ ter maioritariamente utilizados no sector ali‐ mentar (embalagens de PET) e no sector têx‐ til  (fibras).  A  Artlant  é  das  mais  modernas  fábricas  de  PTA  da  Europa  e  emprega  cerca  de 150 trabalhadores. Obrigada Artlant!  

NOVOS TÊXTEIS DECORAM LAR “ANEXO I” No último Natal a Reboport presenteou a nossa Instituição com a oferta de colchas e mantas que já estão a ser utilizadas no  Lar Anexo I. Esta oferta foi o mote para que fosse feita uma redecoração deste Lar que deixou os nossos utentes muito satis‐ feitos. Obrigada Reboport!  

25 DE ABRIL Este ano, no dia 25 de Abril, o Dia  que alguns dos meninos do Lar “A  da  Liberdade,  os  utentes  da  Santa  Âncora”  integram  a  Fanfarra  dos  Casa receberam a visita da Fanfar‐ Bombeiros  Voluntários  de  Sines.  ra  dos  Bombeiros  Voluntários  de  Depois da actuação da Fanfarra, os  Sines  que,  durante  a  manhã,  elementos da Mesa Administrativa  actuou no Pátio da Instituição. Este  da Santa Casa ofereceram cravos a  grupo,  composto  na  maioria  por  todos os utentes.   crianças e jovens, tem uma ligação  muito  próxima  à  Misericórdia  já 

OFERTA DE LIVROS A Associação HeArt Portugal ofereceu,  fins lucrativos que está agora a dar os  no  dia  2  de  Maio,  um  conjunto  de  seus primeiros passos e cujo objectivo  livros  aos  utentes  da  Misericórdia  de  é levar, gratuitamente, a arte e a litera‐ Sines.  Estes  livros,  doados  pela  Dinali‐ tura aos mais carenciados.   vro  e  pela  Editorial  Presença,  foram  entregues directamente aos idosos por  Susana  Romão,  membro  desta  Asso‐ ciação. A HeArt é uma Associação sem  19 


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CEMETRA

Centro de Medicina do Trabalho da  Área de Sines  Rua Júlio Gomes da Silva, n.º 15   7520‐219 SINES  Tel.: 269633014    Fax: 269633015  E‐mail: cemetra@netvisao.pt  Site: www.cemetra.pt 

AGRADECIMENTO  

O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuíram para que este meio de comunicação da nossa  Instituição se tornasse uma realidade.  Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informativo, assim como  aumentar a sua tiragem e, consequentemente, divulgá‐lo junto de um público cada vez mais vasto, revela‐se de grande  importância o apoio destes e de outros patrocinadores.  Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores!   20 

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Boletim Informativo Nº44. Edição Especial de Janeiro a Junho de 2014.

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