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Distribuição Gratuita | Publicação Trimestral | Nº 41 

Janeiro Fevereiro  Março  2013  b o l e t i m

RENASCER

www.scmsines.org

i n f o r m a t i v o

Santa Casa da Misericórdia de Sines 

(Página 3) 

DESTAQUES

Aposta na Formação

pág. 4

Actividades de Animação

pág. 14

À Conversa com… Isabel Valente

pág. 8


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Dentro da  experiência  adqui‐ rida, considero que a realida‐ de  social  e  as  práticas  sociais  que  a  suportam,  apesar  da  sua  universalidade,  divergem  de  acordo  com  a  geografia  dos lugares, o tipo de culturas  e os hábitos adquiridos.  Sines  é  o  Concelho  mais  pequeno  do  Litoral  Alenteja‐ no,  com  cerca  de  15  000  habitantes.  A  sua  localização  é  junto  ao  mar  e,  por  razões  sobejamente  conhecidas,  a  sua  população  foi  gradual‐ mente  adquirindo  caracterís‐ ticas  mais  cosmopolitas.  Na  década  de  60,  os  proprietá‐ rios  detentores  de  algum  património rural foram expro‐ priados,  empobrecendo  até  ao  desespero,  aqueles  que  desse rendimento viviam.  Pelas  suas  águas  profundas,  nasceu  um  porto  marítimo  para  barcos  de  grande  porte,  com  escalas  internacionais,  resultando  daí  a  vinda  de  novas gentes, e consequente‐ mente  o  aumento  populacio‐ nal e de postos de trabalho. A  par  desta  evolução,  aconte‐ ceu  também  a  formação  e  aprendizagem  profissional  de  muitos  Sineenses,  assistindo‐ se a uma analogia interessan‐ te: Sines albergou novas gen‐ tes e, ao mesmo tempo, veri‐ ficou‐se  a  emigração  de  mui‐

tos Sineenses.  Com  estas  transformações,  Sines  perdeu  grande  parte  das  suas  raízes  e  identidade  e, simultaneamente, a coesão  e solidariedade sociais.  Neste  contexto,  a  área  social  e  humana  só  têm  expressão  quando  a  necessidade  bate  directamente à porta de cada  um.  As  próprias  empresas  inves‐ tem apenas em actividades e  eventos  de  grande  visibilida‐ de  e  mediatismo,  esquecen‐ do‐se  desta  área,  quando  somos nós, os actores sociais,  que  recolhemos  a  maioria  das  pessoas  que  nestes  últi‐ mos  40  anos  deram  o  seu  grande  contributo  para  o  desenvolvimento  da  região  e  manutenção  da  qualidade  de  vida dos seus quadros empre‐ sariais.  As  pessoas  que  recorrem  ao  Lar  são  pessoas  já  muito  dependentes,  e  destas,  cerca  de  85%  com  demência  e  outras  patologias  graves;  nos  casos de demência, passámos  nestes últimos 3 anos de cer‐ ca de 28 % para 47%.  Ora, este  tipo de utentes exi‐ ge  uma  maior  atenção  e  cui‐ dados  mais  assíduos,  bem  como  equipamentos  adequa‐ dos  e  pessoal  mais  especiali‐ zado. 

Da parte  das  famílias,  tam‐ bém  sentimos  que  está  em  crescendo  o  aumento  do  stress, não só pelas dificulda‐ des que as medidas de auste‐ ridade  estão  a  provocar,  como  pelo  desgaste  do  tem‐ po  despendido  a  cuidar  dos  seus familiares, repercutindo‐ se  depois,  em  muitos  casos,  no  desequilíbrio  psicológico  que se traduz na forma como  lidam  com  os  funcionários  e  situações nas horas de visita.  Como tal, procuramos colma‐ tar  estas  problemáticas  com  mais  formação  profissional,  melhoria  das  condições  físi‐ cas  dos  estabelecimentos  e  ajustamento  das  condições  gerais  aos  níveis  das  exigên‐ cias  legais  e  normas  instituí‐ das.   Mas  com  as  medidas  de  aus‐ teridade  em  curso  no  país,  estamos  a  sentir  o  efeito  dos  cortes  por  parte  da  Seguran‐ ça  Social  e  a  diminuição  dos  recursos financeiros das famí‐ lias,  que  se  reflectem  tanto  na  altura  das  admissões,  como  depois  no  cumprimen‐ to  das  responsabilidades  assumidas.   No  nosso  caso,  como  dispo‐ mos  de  múltiplas  valências,  as  situações  são  bem  mais  complexas,  pois  as  respostas  são  mais  numerosas,  diversi‐

EDITORIAL

A NOSSA REALIDADE FACE À CRISE

Luís Maria Venturinha de Vilhena Provedor da Misericórdia de Sines

ficadas e exigentes.  E como os comportamentos e  hábitos  humanos  vão  evo‐ luindo  em  todas  as  suas  ver‐ tentes,  não  podem  estas  Ins‐ tituições  permanecer  estáti‐ cas e ficar aquém das respos‐ tas  e  necessidades  com  que  diariamente  se  vão  deparan‐ do.  Terão  obrigatoriamente,  para  que  acompanhem  esta  evolução  natural  da  vida,  de  se irem reestruturando, adap‐ tando  aos  novos  paradigmas  e  investindo  sempre  que  as  parcas posses o permitam.  A  palavra  solidariedade  assu‐ me,  neste  contexto,  um  carácter  de  urgência,  uma  junção  eficaz  de  sinergias,  uma  responsabilidade  acres‐ cida  para  todos  os  parceiros,  uma  vontade  política  de  encontrar  soluções  e  um  compromisso  colectivo  de  cidadania.  

Ficha Técnica

RENASCER

boletim informativo

Propriedade, Edição e Impressão  SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Periodicidade   Trimestral  Número   41  Edição  Janeiro| Fevereiro | Março 2013   

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Director Luís Maria Venturinha de Vilhena  Redacção   Rita Camacho  Revisão de Texto   José Mouro, Rita Camacho  Fotografia  Ricardo Batista, Rita Camacho   

Grafismo | Montagem | Paginação   Ricardo Batista, Rita Camacho  Tiragem   300 exemplares  Depósito legal   325965/11  Distribuição   Gratuita   


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497 ANOS DE HISTÓRIA E SOLIDARIEDADE Não é  possível  descrever  com  todo  a funcionar nas instalações do Sana‐ Infantário  “Capuchinho  Vermelho”,  o  rigor  a  história  da  Santa  Casa  da  tório Prats, local que antes do 25 de  em  1988  iniciou‐se  o  Serviço  de  Misericórdia  de  Sines.  No  entanto,  Abril albergava a Casa dos Pescado‐ Apoio  Domiciliário  e  em  1998  as  mais  antigas  referências  encon‐ res, gerida pela extinta Junta Central  entrou  em  funcionamento  o  Centro  tradas  em  documentos  históricos 

de Dia. No ano de 2001 a Misericór‐

indicam que  esta  Instituição  já  exis‐

dia passou a apoiar menores em ris‐

tia em  1516.  Constituída  como 

co, através  do  Lar  de  Rapazes  “A 

Associação de Fiéis na ordem Jurídi‐

Âncora” e  jovens  mães  solteiras 

ca Canónica, a Misericórdia de Sines 

através do  Centro  de  Apoio  à  Vida 

foi criada com o objectivo de satisfa‐

“Mãe Sol”.  Em  2003  nasceu  o  Cen‐

zer carências sociais e praticar actos 

tro Acolhimento  Temporário  “Porto 

de culto católico, em harmonia com 

D’Abrigo” para apoiar mulheres víti‐

aquilo que  são  as  Obras  de  Miseri‐

mas de violência doméstica. 

córdia. Entre outras, a Santa Casa da 

Mais recentemente,  durante  o  ano 

Misericórdia foi  criada  com  a  finali‐

de 2012,  a  Misericórdia,  numa  bus‐

dade de “rogar a Deus pelos vivos e 

ca constante  para  apoio  a  quem 

pelos mortos,  curar  os  enfermos, 

mais necessita,  criou  a  Cantina  e  a 

cobrir os  nus,  dar  de  comer  aos 

Maria José Ritta no 485º Aniversário 

Loja Social.  A  par  disso,  tem  sido  desenvolvida  nos  últimos  anos  uma 

famintos, dar de beber a quem tem 

sede, dar  pousada  aos peregrinos  e  das  Casas  dos  Pescadores.  A  partir  actividade  intensa,  pensada  primei‐ pobres e enterrar os mortos”.  

daí a  Misericórdia  passou  a  ocupar‐ ramente no bem‐estar dos cerca de 

Inicialmente a  Misericórdia  ter‐se‐á  se dos idosos que já viviam no Sana‐ 480  utentes,  que  são  assistidos  dia‐ instalado na Capela do Espírito San‐ tório  Prats,  criou  as  condições  riamente por duas centenas de cola‐ to,  anexa  ao  hospital  do  mesmo  necessárias para receber outros ido‐ boradores.   nome.  Em  1585  o  Provedor  e  os  sos necessitados e diversificou a sua  Irmãos  da  Instituição  iniciaram  actividade.  Em  1987  foi  criado  o  esforços  para  construção  de  uma  nova  Capela,  a  actual  Capela  de  Misericórdia,  cujo  edifício  subsiste  como  foi  construído,  embora  com  algumas alterações pontuais.   Em  1630  a  Misericórdia  de  Sines  passou a administrar o Hospital exis‐ tente na localidade, sendo aí presta‐ dos  todos  os  cuidados  de  saúde  à  população, até à década de 70. Nes‐ sa  altura,  com  a  reestruturação  dos  serviços  de  saúde,  o  Hospital  foi  desactivado e a Misericórdia passou 

Bagão Félix inaugura valências da Santa Casa (2003)  3 


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O DIA DO ANIVERSÁRIO No dia  22  de  Fevereiro  a  Santa  uma Missa no Salão Social, durante  Entre 

utentes,

colaboradores,

Casa da Misericórdia de Sines com‐ a manhã, e um programa/convívio,  órgãos  sociais,  voluntários  e  pletou 497 anos de existência. Para  durante a tarde, com música, uma  irmãos  da  Santa  Casa,  várias  pes‐ assinalar este dia simbólico, a Insti‐ homenagem  às  funcionárias  com  soas  marcaram  presença  nesta  tuição  organizou  um  conjunto  de  25  anos  de  serviço,  e  os  tradicio‐ comemoração  que  assinala  quase  actividades  nas  diferentes  valên‐ nais  “Parabéns  a  Você”,  acompa‐ 500 anos de uma das mais antigas  cias, entre as quais a celebração de  nhados  de  Bolo  de  Aniversário.  Misericórdias do país.  

Celebração de Missa no Salão Social 

Comemoração no Lar “Anexo II”  4 

Homenagem às funcionárias 


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FUNCIONÁRIAS HOMENAGEADAS Antónia Pereira, de 61 anos, ajudante de cozinha no Infantário “Capuchinho Vermelho” e Fátima Neves, 48 anos, auxiliar  de  acção  educativa  na  mesma  resposta  social  da  Instituição,  foram  as  duas  funcionárias  homenageadas  no  dia  22  de  Fevereiro. O “Renascer” recolheu o testemunho de ambas sobre os 25 anos de dedicação à Instituição.  «Comecei por trabalhar na limpeza e mais tarde passei a ser  ajudante de  cozinha,  funções  que  exerço ainda hoje. Sempre  trabalhei no Infantário “Capuchinho Vermelho” e sem dúvida  gosto  muito  do  emprego  que  tenho,  sobretudo  pela  alegria  das crianças e pelo bom relacionamento com as colegas.   O  meu dia‐a‐dia  de  trabalho passa por  ajudar  a preparar os  almoços,  depois  ajudo  a  distribuir  as  refeições  às  crianças,  preparo  os  lanches  e  ajudo  novamente  as  crianças  na  toma  dessa  refeição.  É  minha  tarefa  também  pôr  e  arrumar  as  mesas. Nunca tinha trabalhado com crianças, mas a adapta‐ ção foi muito fácil, e fui ficando, fui ficando… até hoje.   Em  25  anos,  não  considero  que  tenham  acontecido  grandes  mudanças no Infantário. Apenas as mudanças de instalações.  A nossa forma de trabalhar e de educar as crianças é a mes‐ ma.   No  futuro,  espero  continuar  por  aqui  e  ir  vivendo  um  dia  de  cada  vez.  Tenho  61  anos,  já  não  posso  desejar  muito,  mas  quero  continuar  a  ver  a  alegria  destas  crianças  e  ver  passar  por aqui filhos de meninos que já cá estiveram. E é uma gran‐ de  satisfação  quando  eles  nos  vêm  visitar  e  dizem  que  têm  saudades da comida do Infantário. Encaro isso como um reco‐ nhecimento ao meu trabalho.»   Antónia Pereira 

Antónia Pereira (ao centro) com outras funcionárias do Infantário 

«Actualmente sou  auxiliar  de  acção  educativa  no  Infantário  “Capuchinho  Vermelho”,  mas  quando  vim  trabalhar  para  a  Misericórdia  de  Sines,  tinha  outras  funções.  Era  funcionária  do serviço de limpeza, nos lares de idosos. Como gostava mui‐ to de crianças, uns anos mais tarde, pedi transferência para o  Infantário.  Nunca  tinha  trabalhado  numa  Instituição de  Soli‐

Fátima Neves com Gabriel, um dos meninos da sua sala 

dariedade Social, mas agarrei esta oportunidade porque sem‐ pre gostei muito de crianças.   O  que  mais  gosto  no  meu  trabalho  são  as  actividades  que  desenvolvo  com  as  crianças  e  os  passeios  que  damos  com  elas.  Já  trabalhei  com  crianças  mais  velhas,  mas  a  grande  experiência que tenho é na sala dos bebés. Todas as crianças  dão trabalho, mas as tarefas com os bebés são mais exigentes  porque temos de lhes fazer tudo: dar comida, mudar fraldas,  dar atenção…  25  anos  é  muito  tempo  e  penso  que  as  diferenças  entre  o  Infantário de hoje e o que encontrei quando para cá vim tra‐ balhar, não são muitas. Apenas ao nível das instalações é que  se  verificaram  mudanças,  pois  o  dia‐a‐dia  de  trabalho  man‐ tem‐se.  Acho muito engraçadas as gracinhas que as crianças fazem e  o  podermos  acompanhar  meninos  e  meninas  que  uns  anos  mais  tarde  trazem  também  para  cá  os  seus  filhos.  Eu  nestes  25  anos  já  assisti  a  isso  e  é  muito  engraçado  ajudarmos  a  criar os filhos de quem também já ajudamos a criar.   O futuro a Deus pertence, mas para já posso dizer que me sin‐ to muito bem aqui no sítio onde trabalhei praticamente toda  a minha vida.»    Fátima Neves  

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APOSTA NA FORMAÇÃO A qualificação  dos  recur‐ Até ao momento já termi‐ mento  de  problemas  de  profissionais  que  confec‐ sos  humanos  constitui  naram  duas  dessas  saúde  mais  comuns  na  cionam  e  manuseiam  ali‐ uma  das  prioridades  da  acções de formação, uma  Terceira  Idade.  Além  dis‐ mentos  e  outra  na  área  Misericórdia  de  Sines,  delas  sobre  “Saúde  da  so,  os  formandos  ficaram  dos  Primeiros  Socorros,  uma  vez  que  esta  verten‐ Pessoa Idosa – Prevenção  habilitados  a  identificar  e  direcionada para todos os  te se revela extremamen‐ de  Problemas”  e  outra  prestar  cuidados  a  doen‐ colaboradores  da  Institui‐ te importante na adopção  denominada  “Abordagem  tes  em  estado  terminal.  ção  que  podem  ser  con‐ de  um  modelo  de  gestão  Geral  de  Noções  Básicas  No  caso  da  formação  em  frontados  com  situações  da qualidade, que assegu‐

de emergência. 

re a renovação de conhe‐

No futuro  estão  previstas 

cimentos, práticas  e  pro‐

outras formações na área 

cedimentos dos colabora‐

dos primeiros  socorros  e 

dores. Além disso, a reali‐

da segurança  alimentar  e 

dade social  não  é  uma  realidade  estanque,  daí 

Sistema de HACCP e tam‐ bém uma formação sobre 

que a  qualificação  e  efi‐

a comunicação  na  inte‐

ciência da  intervenção 

Os colaboradores da SCMS numa formação sobre Manutenção 

racção com o utente, cui‐

dador e  família  já  a  pen‐ neste  campo  dependa,  cada  vez  mais,  da  forma‐ de  Primeiros  Socorros”.  A  “Primeiros  Socorros”,  os  sar  nos  colaboradores  ção  de  todos  os  agentes  formação  sobre  “Saúde  20  formandos  ficaram  que  vão  integrar  o  novo  que nela intervêm. 

da Pessoa  Idosa”,  com  a  habilitados  a  prestar  uma  Lar Prats Sénior. 

Assim, para  o  ano  de  duração de 50 horas, con‐ ajuda  imediata  mais  cor‐ Além  deste  protocolo  2013,  a  Santa  Casa  da  tou com a participação de  recta, em situações como  com  a  União  das  Miseri‐ Misericórdia de Sines tem  15  colaboradores  que  acidentes,  lesões  e  doen‐ córdias  Portuguesas,  a  protocolado  com  a  União  desenvolvem 

tarefas ças  súbitas.  Esta  forma‐ Santa  Casa  também  pro‐

das Misericórdias  Portu‐ directamente  com  idosos  ção  teve  a  duração  total  move  algumas  acções  de  formação  em  parceria  guesas  225  horas  de  for‐ e  teve  como  objectivo  o  de 25 horas.  mação,  em  diferentes  reconhecimento de facto‐ A decorrer desde dia 8 de  com  o  Instituto  de  áreas,  que  pretendem  res  que  contribuem  para  Abril  está  uma  formação  Emprego e Formação Pro‐ abranger  o  máximo  de  a  promoção  da  saúde,  sobre “Higiene e Seguran‐ fissional.   colaboradores. 

bem como  o  reconheci‐ ça Alimentar” destinada a 

PRIMEIROS SOCORROS A formação  “Abordagem  Geral  de  Noções  Básicas  de  Primeiros  Socor‐ ros” teve a duração de 25 horas, sen‐ do  10  delas  dedicadas  a  práticas  simuladas.  O  objectivo  geral  desta  formação  consistiu  em  habilitar  os  formandos  com  conhecimentos  em  6 

primeiros socorros.  Em  termos  de  objectivos  específicos  estes  foram:  compreender  como  é  organizado  e  coordenado  o  Sistema  Integrado  de  Emergência  Médica;  conhecer  os  dados a comunicar por via  telefónica  ao  Centro  de  Orientação  e  Distribui‐

ção de Situações Urgentes;  ser capaz  de  responder  eficazmente  a  uma  situação  emergente  de  paragem  car‐ dio‐respiratória,  através  da  utilização  de  técnicas  de  permeabilização  das  vias  aéreas  e  de  reanimação  cardio‐ pulmonar;  responder  com  eficácia  a 


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uma situação  de  doença  súbita  (hemorragia,  intoxicação,  engasga‐ mento,  entre  outras)  permitindo  a  estabilidade  da  vítima  até  chegarem  ao  local  os  meios  e  os  profissionais  especializados. Os formandos em pri‐ meiros  socorros  foram;  funcionárias  do  Infantário  e  do  Lar  “A  Âncora”,  funcionárias das valências de lares de  idosos  e  motoristas  da  Misericórdia  de Sines.  A  formação  é  um  processo  organiza‐ do  de  educação  através  do  qual  os  alunos  enriquecem  os  seus  conheci‐ mentos, desenvolvem as suas capaci‐ dades  e  melhoram  as  suas  atitudes  ou  comportamentos,  aumentando,  deste  modo,  as  suas  qualificações  com  vista  à  satisfação  e  realização  pessoal.  A  formação  assume  uma  posição de destaque enquanto agen‐ te  de  mudança  e  traz  benefícios  directos  aos  seus  intervenientes  e  à  Instituição que a promove. O balanço  desta formação foi claramente positi‐

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borras de  café,  sal,  açúcar  ou  qual‐ quer  outro  produto  para  “estancar”  hemorragias;  usar  sim  compressas  esterilizadas  ou  um  pano  limpo  e  sem pelos para comprimir o local. No  caso  de  um  traumatismo  que  cause  hematoma,  nunca  colocar  água  quente  na  região  afectada;  colocar  sim  um  saco  com  gelo  embrulhado  numa  toalha  ou  pano.  Nunca  usar  pasta  de  dentes,  manteiga,  vinagre  ou  qualquer  pomada  nas  queimadu‐ ras. A tendência será agravar a lesão.  O  mais  correcto  é  colocar  sempre  a  queimadura  em  água  fria  e  depois  avaliar se é de 1º, 2º, ou 3º grau e ter  especial  atenção  à  profundidade,  extenção e localização da queimadu‐ ra para a tratar ou encaminhar para o  hospital. Ao nível da segurança, nun‐ Acção de Formação em Primeiros Socorros  ca  esquecer  uma  regra  de  ouro:  “o  socorros  que  futuramente  poderão  socorrista deve ter a preocupação de  aplicar!  não se tornar a próxima vítima”.   Miguel Reis   Ao nível dos Primeiros Socorros aqui  (Enfermeiro da SCMS)     ficam  alguns  conselhos:  nunca  usar  vo, na medida em que os formandos  mostraram  bastante  interesse  no  tema  e  foram  capazes  de  apreender  conceitos  e  práticas  de  primeiros 

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Á CONVERSA COM... Isabel Valente

Em 1926,  mais  precisa‐ mente  no  dia  12  de  Novembro,  nascia  em  São  Vicente, na ilha da Madei‐ ra,  Maria  Isabel  Valente.  Filha  de  pais camponeses,  Isabel  recorda  que  nasceu  numa  terra  linda  e  que  teve  uma  infância  muito  feliz. «A terra onde nasci é  um  encanto,  pequenina  em  tamanho,  mas  grande  em  beleza.  Fica  no  meio  de  umas  rochas  muito  grandes,  de  onde  descia  uma  cascata  de  água  lim‐ pa.  Os  meus  pais,  avós  e  irmãos  deram‐me  muito  carinho  e  isso  foi  o  que  mais  me  marcou  durante  a  minha  infância.  O  meu  8 

pai era o sustento da famí‐ lia trabalhando na agricul‐ tura  e  trazendo  para  casa  parte  daquilo  que  colhia.  A  minha  mãe  trabalhava  como bordadeira. Fazia os  tradicionais  bordados  da  Madeira  que  já  na  altura  eram  exportados  para  todo  o  mundo.»  Ao  todo,  Isabel  Valente  teve  seis  irmãos  e  vivia  numa  casa  cheia, onde o convívio e o  respeito  entre  todos  era  palavra  de  ordem:  «Lembro‐me  que  ao  serão,  à  luz  do  luar,  tinha  eu  os  meus  quatro  anos,  juntávamo‐nos  todos  numas  escadas  que  havia  em minha casa. O meu pai 

cantava e  tocava  viola  e  vinham  muitos  vizinhos  também.  Era  uma  grande  alegria.  Tínhamos  uma  vizinhança sagrada. E lem‐ bro‐me, ainda, que era um  tempo  de  grande  respei‐ to.» Isabel Valente recorda  com  saudade  o  facto  de  ser  do  tempo  em  que  os  filhos  pediam  a  bênção  aos pais e cumpriam à ris‐ ca  as  regras  por  eles  impostas.   Desde  cedo  que  a  religião  marcou  presença  na  vida  de  Isabel  e,  ao  mesmo  tempo  que  ajudava  a  cui‐ dar  dos  irmãos  e  da  casa,  tinha  aulas  de  catequese.  «Tinha  cerca  de  seis  anos 

quando fiz a 1ª Comunhão  e  o  Crisma.  Sempre  fui  muito  devota  a  Deus  e  ainda  hoje  sou.  E  não  esqueço  quando  me  diziam  que  se  não  cum‐ príssemos  os  ensinamen‐ tos de Deus, íamos para o  Inferno  e,  se  calhar  por  isso,  sempre  fui  muito  devota  a  Deus  e  sempre  segui  o  Cristianismo.»  A  grande mágoa que guarda  dos  tempos  de  criança  está  relacionada  com  a  escola.  «Na  minha  altura  só os rapazes é que iam à  escola,  e  eu  chorava  mui‐ to,  com  pena  de  não  aprender  a  ler  e  a  escre‐ ver.  Tive  sempre  uma 


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grande tristeza por não ter  frequentado a escola, mas  graças  à  minha  força  de  vontade, aprendi mais tar‐ de.  E  hoje,  aqui  no  lar,  aquilo  de  que  mais  gosto  são  as  actividades  de  escrita.»  As brincadeiras de criança,  apesar  de  não  terem  sido  muitas,  também  ficaram  na  memória  de  Isabel  Valente.  «Como  não  tive  muitos  brinquedos  lembro ‐me de quase todos os que  possuí. Parece que estou a  ver  aqui  mesmo  à  minha  frente, uma boneca saloia,  vestida  com  o  traje  típico  da  Madeira,  que  a  minha  mãe me comprou uma vez  que foi ao  Funchal, e uma  matrafona  que  me  fez  uma  vizinha  minha.  Esta  boneca era feita num tear  e  cheia  com  serradura.  Eram os únicos brinquedos  que  tinha  e,  tirando  isso,  brincava com coisas muito  simples.  Lembro‐me,  por  exemplo,  de  brincar  com  duas  latas  de  conserva  calçadas  nos  pés  para  fazer  o  barulho  dos  saltos  altos.  Eram  brincadeiras  simples,  mas  que  nos  tra‐ ziam uma enorme felicida‐ de.»,  refere  Isabel  bastan‐ te divertida.   Aos  12  anos  de  idade,  quando arranjou o seu pri‐ meiro  emprego,  Isabel  deixou  definitivamente  para  trás  os  tempos  de  infância.  «Comecei  por  trabalhar  numa  casa  de  costura,  mas  ganhava 

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pouco e  a  patroa  em  vez  de  nos  ensinar  a  costurar  mandava‐me,  a  mim  e  às  minhas  colegas,  fazer  a  “lida  da  casa”,  por  isso  não tive muito tempo nes‐ se  trabalho.  Fui  depois  para  uma  Casa  de  Borda‐ dos onde  já ganhava qua‐ tro  escudos  por  dia.  Era  uma  casa  muito  grande  onde se fazia o Tradicional  Bordado  da  Madeira.  As  bordadeiras  bordavam  na  rua, onde havia mais lumi‐

ros amores.  «Eu  e  as  minhas  colegas  ia‐mos  a  pé para o trabalho. Demo‐ rávamos  30  minutos  e,  de  vez  em  quando,  cruzava‐ mo‐nos  com  um  rapazito,  que  nos  deitava  um  olhar  mais  atrevido.  O  primeiro  rapaz  por  quem  me  apai‐ xonei chamava‐se António  e chegámos mesmo a tro‐ car  fotografias  um  com  o  outro,  mas  depois  as  coi‐ sas  não  foram  mais  além.»  Conversar  sobre  a 

Isabel Valente (ao centro) a participar numa das actividades da SCMS 

nosidade e dentro de casa  fazíamos  outro  tipo  de  trabalho,  como  por  exem‐ plo,  recortar  e  passar  a  ferro  os  bordados.  Nessa  altura ainda era uma miú‐ da  e  nem  sempre  dava  o  despacho  que  os  patrões  pretendiam, mas felizmen‐ te  as  minhas  colegas  aju‐ davam‐me para evitar que  fosse despedida.»  Nesses tempos de menina  e  moça,  Isabel  Valente  recorda  também,  com  muita saudade, os primei‐

fase dos primeiros amores  leva  Isabel  Valente  a  recordar  uma  história  curiosa e que ilustra o fac‐ to dos namoros de antiga‐ mente  serem  diferentes  dos  de  hoje  em  dia.  «Antigamente havia muito  mais  respeitinho  e  era  impensável  as  raparigas  darem  confiança  aos  rapazes.  A  maior  parte  dos  namoros  acontecia  por  correspondência.  Comigo  até  se  passava  uma  coisa  muito  curiosa: 

a minha  irmã  que  tinha  uma  idade  muito  próxima  da  minha,  para  não  rece‐ ber  as  cartas  do  namora‐ do em casa, pedia para ele  enviar  as  cartas  para  o  meu  emprego  e  assim  eu  recebia  as  cartas  do  meu  namorado  e  do  da  minha  irmã.  Os  meus  patrões  achavam  que  eu  era  uma  moça  muito  concorrida,  mas  enganavam‐se.»  De  acordo com Isabel Valente  os amores eram vividos de  forma mais intensa e fazia ‐se  de  tudo  em  busca  de  um  cruzar  de  olhares.  «Uma vez fiz de tudo para  ir  a  uma  Festa  na  Ribeira  Brava só porque sabia que  o António, o meu primeiro  amor,  também  lá  estava.  Quando  estávamos  apai‐ xonados  e  víamos  os  nos‐ sos  namorados  o  coração  batia desalmadamente.»  Com cerca de 20 anos Isa‐ bel  conheceu  aquele  que  viria  a  ser  seu  marido,  com  quem  casou  4  anos  depois.  «O  meu  primeiro  casamento  deu‐me  aquilo  que  tenho  de  mais  precio‐ so,  os  meus  dois  filhos.  Estive  casada  durante  24  anos  e  quando  decidi  separar‐me  a  minha  vida  deu  muitas  voltas.»  Isabel  Valente,  que  na  altura  já  vivia em Lisboa, divorciou‐ se  pouco  depois  do  25  de  Abril, numa época em que  poucas mulheres o faziam,  o  que  foi  uma  atitude  muito  corajosa.  «Orgulho‐ me  de  ter  sido  capaz  de  9 


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terminar com  um  casamento  que  não foi aquilo que estava à espera e  depois disso parti para uma aventu‐ ra em Inglaterra. Vivi e trabalhei lá  durante  6  meses,  mas  as  saudades  de casa falaram mais alto e quando  soube  que  ia  ser  avó  voltei  para  Portugal.  Algum  tempo  depois,  também  vivi  e  trabalhei  nos  EUA,  numa  localidade  chamada  Canéri‐ ca,  mas  mais  uma  vez  voltei,  por‐ que não há nada como a nossa ter‐ ra.»  Aos  53  anos,  depois  de  ter  estado  uma  segunda  vez  nos  EUA,  Isabel voltou definitivamente a Por‐ tugal  e  voltou  a  casar.  «Tinha  59  anos  quando  casei  pela  segunda  vez  e  nessa  relação  sim,  fui  muito  feliz.  Apesar  só  ter  estado  casada  durante  seis  anos,  foram  tempos  maravilhosos em que passeei muito 

e em  que  tive  um  grande  compa‐ da para o Lar aconteceu para ela de  nheiro ao meu lado.»   forma  natural,  uma  vez  que  enviu‐ Em  Maio  de  2013  faz  2  anos  que  vou  e  passava  muito  tempo  sozi‐ nha.  «Nunca  gostei  de  estar  sozi‐ nha,  principalmente  à  noite,  custa‐ va‐me  muito,  por  isso  a  vinda  para  o Lar acabou por ser de minha livre  vontade.  E  esta  experiência  de  2  anos aqui tem‐me agradado muito.  O  que  mais  estranhei  foi  a  comida,  mas  de  resto  já  tenho  muitos  ami‐ gos,  adoro  o  convívio  com  as  fun‐ cionárias, as lições de português e o  carinho  que  todos  têm  por  mim,  pois  esta  também  já  é  a  minha  família.  Ganho  muita  alegria  por  Isabel Valente com cerca de 40 anos  estar aqui e posso mesmo dizer que  me  sinto  feliz  nesta  casa,  que  é  de  Isabel Valente escolheu a Misericór‐ todos nós.»   dia de Sines como residência. A vin‐

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Avenida 25 de Abril, n.º 2  Apartado 333  7520‐107 SINES  Site: www.scmsines.org  Email: scmsines@mail.telepac.pt   

Provedoria Tel.: 269630462 | Fax: 269630469   Email: provedoria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

Secretaria Tel.: 269630460 | Fax: 269630466   Email: secretaria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

Acção Social (Lares, Centro de Dia, Apoio Domiciliário)  Tel.: 269630460 | Fax: 269630466  Email: social.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐17h00           

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Infantário “Capuchinho Vermelho”  Telem.: 967825287   Email: infantario.scmsines@mail.telepac.pt   Horário de Funcionamento: 07h45‐19h45   

Loja Social “Sinergia Solidária”  Horário de Funcionamento:   Segundas‐feriras: 14h00‐17h30 | Quintas‐feiras: 09h00‐12h30   

Outros Contactos:  Animação:   animacao.scmsines@mail.telepac.pt   Gabinete de Informação:   gab‐info.scmsines@mail.telepac.pt   Voluntariado:   voluntario.scmsines@mail.telepac.pt   Gabinete de Psicologia:   gab‐psico.scmsines@mail.telepac.pt   Recursos Humanos:   rh.scmsines@mail.telepac.pt   Saúde:   saude.scmsines@mail.telepac.pt   Contabilidade:   contab.scmsines@mail.telepac.pt  


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BREVES

DIA DA MULHER Dia 8  de  Março  comemora‐ se  anualmente  o  Dia  Inter‐ nacional  da  Mulher  e  a  Misericórdia  de  Sines  assi‐ nalou  a  data  homenagean‐ do  todas  as  mulheres  da  Instituição.  Assim,  neste  dia,  foram  distribuídas  flo‐ res  por  todas  as  utentes  e  colaboradoras  da  Santa  Casa,  que  além  disso  tive‐

ram direito  a  um  bolo  em  sua homenagem.  Do  universo  de  todos  os  utentes  adultos  da  Institui‐ ção,  63%  são  mulheres.  Do  total de colaboradores, 92%  são  do  sexo  feminino.  Não  podia, por isso, a Santa Casa  deixar passar em claro o Dia  Internacional da Mulher.  

A PÁSCOA NA SANTA CASA A celebração  da  Páscoa  na  da Páscoa proporcionou um  Misericórdia  de  Sines  traz  convívio  diferente  entre  os  inevitavelmente  até  à  Insti‐

idosos e  as  crianças  do 

tuição ovos,  amêndoas,  Infantário “Capuchinho Ver‐ folares  e  a  visita  das  famí‐ melho”.  No  dia  22  de  Mar‐ lias. Este ano, a distribuição  ço, um grupo de idosos des‐ de  amêndoas  a  todos  os  locou‐se  ao  Infantário  da  utentes  aconteceu  no  dia  Misericórdia com o propósi‐ 28  de  Março,  quinta‐feira  to de participar na Festa da  santa.  Além  disso,  a  época  Primavera. 

CARNAVAL 2013 Sendo o  Carnaval  uma  festa  do Sal, Grândola, Odemira e  naval  de  Sines,  no  dia  10,  tes.  Por  isso  deixamos  o  com grande tradição no con‐

Santiago do  Cacém  junta‐

tendo a  Associação  “Siga  a  nosso reconhecido agradeci‐

celho de Sines, a Santa Casa  ram‐se  à  festa  e  participa‐

Festa” oferecido  gentilmen‐

mento à  Associação  “Siga  a 

da Misericórdia  organizou  ram  no  concurso  de  másca‐

te as entradas para os uten‐

Festa”.

na tarde  do  dia  11  de  Feve‐

ras, nesta  tarde  que  decor‐

reiro um Baile para todos os  reu  bastante  animada.  No  utentes.  Durante  este  Baile  final  do  baile  os  presentes  de  Carnaval,  abrilhantado  desfrutaram  de  um  lanche  pelo músico Carlos Azevedo,  convívio.  realizou‐se  um  concurso  de  Alguns utentes da Misericór‐ máscaras, no qual participa‐

dia de  Sines  assistiram  tam‐

ram utentes  e  colaborado‐

bém ao Carnaval dos Peque‐

res da Instituição. 

ninos, no dia 8 de Fevereiro, 

As Misericórdias  de  Alcácer  e ao desfile do corso do Car‐ 12 


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ACTIVIDADES DE ANIMAÇÃO Durante os  primeiros  3  aconteceu  no  âmbito  de  meses  do  ano,  o  serviço  uma  oferta  de  quadradi‐ de  Animação  Sociocultu‐ nhos  de  lã  à  Cercisiago,  ral  da  Misericórdia,  além  instituição que apoia pes‐ das  actividades  perma‐ soas  com  deficiência.  Os  nentes,  envolveu  os  ido‐ quadradinhos de lã foram  sos da Instituição noutras  feitos  pelas  utentes  dos  iniciativas pontuais. Entre  Lares  e  Centro  de  Dia  da  estas,  são  de  destacar  a  Misericórdia,  para  um  Comemoração do Dia dos  projecto  que  deu  origem  Namorados,  no  dia  14  de  a  uma  manta  de  retalhos  Fevereiro,  uma  visita  ao  gigante. 

Passeio ao Mercado Municipal 

Centro de  Dia  de  Cercal  Sempre  que  as  condições  do Alentejo, no dia 21 de  meteorológicas  o  permi‐ Março, e uma visita à Cer‐ tem,  os  idosos  da  Miseri‐ siago  em  Santiago  do  córdia  fazem  também  os  Cacém, no dia 20 do mes‐ seus passeios pela cidade  mo mês. Esta última visita  de Sines. 

Comemoração do Dia dos Namorados 

Visita ao Centro de Dia de Cercal do Alentejo 

Espaço Informativo da Santa Casa da Misericórdia de Sines na Rádio Sines 

TERÇAS-FEIRAS 11:15 | SEXTAS-FEIRAS 15:40 | DOMINGOS depois das 09:00 14


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HÉLDER ALMEIDA PARTILHA EXPERIÊNCIA PELO PAÍS Hélder Almeida,  médico  Além  disso,  pretendo  Sul.  Apanhei  muito  mau  evitados,  tais  como  o  na Unidade Local de Saú‐ demonstrar  a  importân‐ tempo,  fiz  subidas  com  consumo  de  álcool  e  de  de  do  Norte  Alentejano,  cia  da  reabilitação  e  do  mais  de  30km,  e  inicial‐ tabaco.  De  resto,  tam‐ foi  vítima  de  um  enfarte  acompanhamento  médi‐ mente  a  minha  condição  bém  tenho  sido  muito  do  miocárdio  em  2010.  co neste tipo de doenças,  física  não  era  a  melhor  bem  recebido  em  todos  Quando se sentiu recupe‐ em que a taxa de mortali‐ porque  não  tinha  por  os  quartéis  dos  bombei‐ rado dispôs‐se a partilhar  dade  é  muito  elevada  e,   hábito  andar  assim  tanto  ros  e,  quando  não  me  a  sua  experiência  para  quando 

os

doentes de  bicicleta.  Tenho  feito  podem  acolher,  como 

ajudar a  população  e,  sobrevivem,  ficam  sem‐ cerca  de  70km  por  dia,  aconteceu aqui em Sines,  simultaneamente,  trans‐ pre com sequelas. Depois  todos  os  dias,  e  é  muito  encaminham‐me 

para

mitir uma  mensagem  de  de um enfarte do miocár‐ duro.  Inicialmente  tam‐ outras Instituições.  esperança.  Para  tal,  este  dio  ou  de  um AVC,  ainda  bém  me  perdia  muito,  R – Que mensagem deixa  médico de 63 anos, deu a 

a quem  contacta  consi‐

volta ao país em bicicleta, 

go?   

durante um  mês.  No  dia 

HA – Digo a todas as pes‐

21 de  Abril  passou  por 

soas que devem ter aten‐

Sines, e  pernoitou  no  Lar 

ção aos  factores  de  risco 

Prats da  Misericórdia.  O 

comportamentais, assim 

“Renascer” aproveitou  a 

como àqueles  que  são 

ocasião e  esteve  à  con‐

controláveis pelo  médico 

versa com  Hélder  Almei‐

de família.  Só  assim  se 

da.

pode reduzir  a  probabili‐

Renascer –  Com  que 

dade de  vir  a  sofrer  de 

objectivo decidiu  dar  a 

Herder Almeida viajou de bicicleta pelo país 

volta a  Portugal  em  bici‐ cleta, durante 30 dias? 

enfarte ou  AVC.  Mas,  mesmo  que  se  tentem 

há uma  vida  toda  para  porque  não  conhecia  os  controlar  todos  os  facto‐

Hélder Almeida – O gran‐ viver  e  é  importante  que  trajectos e até os cães me  res, as coisas acontecem.  de  objectivo  desta  aven‐ as pessoas não se esque‐ tentavam  atacar.  Foi  sus‐ Assim,  para  quem  sofreu  tura,  à  qual  decidi  cha‐ çam disso, não se deixem  to  atrás  de  susto,  mas  ou  venha  a  sofrer  de  um  mar  “Volta  do  Coração”,  ir  abaixo  e  tenham  força  felizmente  não  caí,  não  destes problemas de saú‐ consiste  em  sensibilizar  de vontade como eu tive.  adoeci  e  a  bicicleta  não  de, o conselho que dou é:  as  pessoas  para  a  neces‐ R  –  Como  tem  corrido  a  avariou.  A  divulgação  fei‐ “pensem que não é o fim  sidade  de  prevenir  e  viagem? 

ta pelas  rádios  e  pela  da linha e lembrem‐se de 

combater o  enfarte  do  HA – Saí de Portalegre no  televisão  também  têm  mim.”  Sofri  um  enfarte  e  miocárdio  e  o  acidente  dia 1 de Abril e subi pelo  corrido  bem  e  têm  sido  depois disso dei a volta a  vascular  cerebral  (AVC),  interior  em  direcção  ao  importante, 

sobretudo Portugal  em  bicicleta. 

levando informação onde  Norte depois desci e ago‐ para alertar para factores  Convosco pode acontecer  ela  possa  não  existir.  ra  já  vou  em  direcção  ao  de  risco  que  devem  ser  o mesmo, ou melhor.   15 


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MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR, LDA. Rossio da Estação, nº 11 7940-196 Cuba Telf.: 284 41 41 39 Fax: 284 41 41 67 Contribuinte nº 503 841 455 E-mail: geral@alquimed.pt

AGRADECIMENTO

O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuem para que este meio de comunicação da nossa Instituição se tor‐ nasse uma realidade.  Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informativo, assim como aumentar a sua tira‐ gem e, consequentemente, divulgá‐lo junto de um público cada vez mais vasto, revela‐se de grande importância o apoio destes e de outros  patrocinadores.  Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores!  

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Boletim Informativo Nº41. Edição de Janeiro, Fevereiro e Março de 2013.

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