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Distribuição Gratuita | Publicação Trimestral | Nº37

Janeiro Fevereiro Março 2012 www.scmsines.org

RENASCER b o l e t i m

i n f o r m a t i v o

Santa Casa da Misericórdia de Sines

PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS

No dia 25 de Março realizou-se em cissão incluiu dois cortejos: o da dos Reis, Marquês de Pombal e Sines mais uma edição da Procis- Nossa Senhora das Dores que per- Praça da República. O ponto de são do Senhor dos Passos, organi- correu a Praça Tomás Ribeiro e as encontro aconteceu no Largo 5 de zada pela Santa Casa da Misericór- Ruas Serpa Pinto e Francisco Luís Outubro e daí em diante, os cortedia e pela Paróquia de Sines.

Lopes, e o do Senhor dos Passos, jos seguiram juntos até à Igreja

Com início na Igreja Matriz, a Pro- que passou pelas Ruas Cândido

(Continua na página 3)

DESTAQUES

496º Aniversário da S.C.M.Sines

pág. 4

À Conversa com… Jaime Gonçalves

pág. 8

Homenagem a Funcionárias

pág. 4


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PREOCUPAÇÕES, AUTERIDADE E SUSTENTABILIDADE Recentemente estive presente na com a esperança de surgir alguma te, uma vez que ainda estamos um Assembleia Geral das Misericór- boa notícia de forma a apaziguar pouco “cada um por si”, embora já dias Portuguesas, em Fátima, ten-

as incertezas e angústias. Na reali- se tenham dado passos sólidos na

do como principais pontos da dade, a maior parte do tempo da partilha de apoios e conhecimenOrdem de Trabalhos: Informações assembleia

foi

ocupado

com tos, especialmente da parte da

do Secretariado Nacional; Aprecia- números e preocupações, mas U.M.P. e Misericórdias, apesar de ção, Discussão e Votação do Rela- infelizmente sem soluções imedia- ainda claramente insuficientes.

EDITORIAL

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tório e Contas 2011; Sustentabili- tas, a não ser a promessa de se ir Sendo desejável que todas as Luís Maria Venturinha de Vilhena dade das Misericórdias. reforçar, mais uma vez, as acções Misericórdias possuam as suas Provedor da Misericórdia de Sines Foi também aprovado por unani- junto do governo, de forma a ace- próprias autonomias com dignidamidade e aclamação um voto de lerar os compromissos assumidos de, pois é a forma de melhor cum- primento por parte das Entidades louvor ao Presidente da U.M.P., de apoio às Misericórdias mais prirem as suas Missões Sociais, é responsáveis. Dr. Manuel Lemos, pelo trabalho debilitadas.

também saudável haver Misericór- De registar ainda a mensagem final

desenvolvido à frente da organiza- Sendo as Misericórdias uma Irman-

dias mais avançadas para servirem da Presidente da Mesa de Assem-

ção.

dade,

podemo-nos

interrogar como modelo, tanto de qualidade bleia, Dra. Maria Belém, alertando

Dentro da minha limitada expe- sobre o porquê da desigualdade de serviços prestados como capa- para que as preocupações econóriência, devo dizer que esta foi a entre Misericórdias. Então porque cidade de gestão organizacional e mico/ financeiras demonstradas, maior, ou das maiores assembleias é que as Misericórdias mais fortes económica, desde que possam não ponham em causa a verdadeia que já assisti na U.M.P., uma vez não ajudam as mais fracas? Os

transmitir os seus métodos e expe- ra missão do Compromisso das 14

que se esgotaram todos os lugares desequilíbrios terão a ver com as riências às mais frágeis, ajudando- Obras das Misericórdias. sentados, tendo o pessoal que se competências dos Provedores, ou as a criar novos caminhos e pers-

Em conclusão, podemos constatar

atrasou

que face às preocupações da

ficado

de

pé,

numa com a dimensão da generosidade pectivar soluções alternativas.

demonstração clara das preocupa- que os cerca? Ou então ainda das

Houve um grande enfoque na esmagadora maioria dos portugue-

ções que grassam pela generalida- condições técnicas e humanas de redução de custos, terminando o ses, entidades e governo, causadas de dos Provedores e Misericórdias.

que dispõem? Enfim, qualquer Dr. Manuel de Lemos com um ape- pelas restrições das medidas de

Através das informações veicula- destas questões pode ter influên-

lo às Misericórdias no sentido de austeridade, também as Misericór-

das pelo Presidente e restantes cia nas actuais circunstâncias.

se esforçarem e unirem de forma a dias não conseguem ficar isentas,

membros do Secretariado Nacional Dentro deste contexto, como é do comprarem em conjunto, para que sendo

esta

assembleia

uma

da U.M.P. e intervenções dos pro- conhecimento geral, infelizmente volumes mais elevados conduzam demonstração clara da necessidavedores presentes, ficou bem existem Misericórdias com meses à redução de preços.

de de se fazerem ouvir na procura

patente a preocupação generaliza- de salários em atraso, enquanto há Apesar de não conhecer em por-

de soluções para a sua viabilidade

da sobre as medidas de austerida-

outras que estão orgulhosamente menor as grandes dificuldades que e sustentabilidade.

de implementadas no país que se a trabalhar para a Certificação da algumas Misericórdias atravessam, começam a reflectir nas Misericór- Qualidade, entre outros projectos é notório que as maiores aflições Um Bem-haja a todos.  dias.

de melhoria e expansão. Estando a se concentram nas instituições que

Perante esta conjuntura, era evi-

falar em extremos de instituições anuíram aos Cuidados Continua-

dente a avidez das pessoas presen- irmãs, poderemos considerar que

dos, não só pelos avultados inves-

tes em ter conhecimento sobre o o nosso caminho solidário ainda

timentos feitos e responsabilida-

que se iria ouvir na assembleia, tem um longo percurso à sua fren-

des assumidas, como pelo incum-

Ficha Técnica

RENASCER boletim informativo

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES

Director Luís Maria Venturinha de Vilhena

Grafismo | Montagem | Paginação Ricardo Batista, Rita Camacho

Periodicidade Trimestral

Redacção Rita Camacho

Tiragem 300 exemplares

Número 37

Revisão de Texto José Mouro, Rita Camacho

Depósito legal 325965/11

Edição Janeiro | Fevereiro | Março 2012

Fotografia Ricardo Batista, Rita Camacho

Distribuição Gratuita

Propriedade, Edição e Impressão

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PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS Matriz, pela rua Gago Coutinho.

posterior ressurreição. Este acon- Muitos fiéis acompanharam a edi-

A Procissão do Senhor dos Passos tecimento religioso constitui uma ção 2012 da Procissão do Senhor é a celebração da Paixão de Jesus tradição bastante antiga, que se dos Passos, incluindo grupos utenCristo, sendo evocado o sofrimen- realiza em Sines de dois em dois

tes jovens e idosos da Santa Casa

to que antecedeu a sua morte e anos.

da Misericórdia. 

Cortejo da Nossa Senhora das Dores

Cortejo do Senhor dos Passos

O actual Provedor da SCMS integrando o cortejo

Celebração que antecedeu a saída da Procissão 3


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496º ANIVERSÁRIO DA MISERICÓRDIA DE SINES

Celebração da Missa na Capela da SCMS

No dia 22 de Fevereiro a Misericórdia de Sines fez 496 anos. A data foi assinalada com a realização de uma Missa na Capela da Misericórdia e com a actuação do Grupo Coral da Santa Casa nos lares e centro de dia da Instituição. Além disso, foi feita uma homenagem às sete colaboradoras que em 2011 completaram 25

Actuação do Grupo Coral no Infantário

anos de serviço prestado na Santa Casa da Misericórdia de Sines. Estava prevista a realização de uma Festa de Aniversário no Salão Social da Misericórdia, durante a tarde do dia 22, no entanto, devido a um surto de gripe, essa festa foi cancelada.

COLABORADORAS HOMENAGEADAS Ester Louzerio, Maria Ângela Lino, Beatriz Oliveira, Paula Cova, Olívia Silva, Maria Helena Santos e Maria Manuela Silva foram as sete colaboradoras homenageadas pelos 25 anos ao serviço da Instituição. Numa pequena entrevista, o “Renascer” recolheu os seus testemunhos sobre o trabalho na Santa Casa.

«Lembro-me perfeitamente do meu primeiro dia de trabalho e posso dizer que gostei de cá estar desde o primeiro minuto. As coisas eram muito diferentes do que são hoje, tínhamos menos utentes e fazíamos de tudo um pouco. Cuidávamos dos idosos, fazíamos limpezas, enfim, tudo o que fosse necessário. Actual4

mente, tenho outras funções, sou encarregada do Lar Anexo II, mas a minha postura é a mesma. Sempre respeitei todos os que estão à minha volta. Sinto que o tempo passou depressa e parece impossível já trabalhar aqui há 25 anos. Passei por muitas situações ao longo deste tempo, umas boas e outras menos boas, mas o saldo é positivo. Não penso abandonar o serviço porque gosto muito do que faço. Sempre gostei!» Maria Helena Santos «Antes de vir para a Misericórdia nunca tinha trabalhado com crianças. Vim primeiro para o serviço de limpeza e passados dois anos passei para auxiliar de

acção educativa. Sinto-me muito grata por fazer 25 anos de serviço. Apesar de hoje a Instituição estar diferente, o gosto e a dedicação da minha parte mantêm-se. Espero ainda trabalhar cá muito tempo e poder continuar com a minha rotina diária. Quero continuar a receber os meus meninos todos os dias, dar-lhes o almoço, mudar-lhes as fraldas, adormece-los, brincar com eles, ler-lhes histórias e dar-lhes miminhos. Temos um carinho enorme por estas crianças, é como se elas fossem da nossa família.» Beatriz Oliveira «Quando comecei a trabalhar na Misericórdia já

conhecia o pessoal e isso facilitou a minha integração. No primeiro dia fui muito satisfeita para casa e continuo a ir porque gosto muito do que faço. Há dezoito anos que trabalho na cozinha e há sete que sou cozinheira. Faço a comida para as crianças com muito carinho. Temos de ter atenção porque um não come peixe, outro não come carne, outro não come verduras, mas é muito engraçado. Nestes 25 anos o Infantário mudou muito, mas para melhor. Hoje são mais crianças e é bonito ver que já temos cá algumas que são filhas de pais que já por aqui passaram. Conheci os pais e agora conheço os


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filhos. Daqui a dois anos penso reformar-me mas continuarei a vir cá visitar as colegas e os meninos, pois sempre me dei bem com toda a gente.» Ester Louzeiro «Antes de ser funcionária da Misericórdia de Sines era funcionária da Casa dos Pescadores. Trabalhava como empregada de limpeza na época em que, além de lar de terceira idade, existia, neste edifício, maternidade e salas de estudo. Era muito nova nessa altura e o trabalho exigia muita responsabilidade. Eu estava sempre com medo que alguma coisa pudesse não correr bem. Há cerca de 24 anos, depois de uma breve passagem pela cozinha, passei a ter as funções de ajudante de lar. Gosto muito do trabalho que faço. Ao longo destes anos conheci muitas pessoas que recordo com carinho. Nós dedicamo

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-nos aos utentes como se eles fossem da nossa família e isso é muito gratificante. O que mais gosto no meu trabalho é o facto de sentir-me útil às pessoas que mais precisam, sobretudo as que estão na enfermaria e que são mais dependentes.» Maria Ângela Lino «Vim trabalhar para o Lar Anexo II quando ele ainda estava em obras. Inicialmente fiz limpezas e depois comecei a cuidar dos idosos, quando eles para lá foram. Eramos praticamente uma família, e em ocasiões especiais até trazíamos os nossos filhos e passávamos bons momentos com os idosos, a brincar e a contar anedotas. Hoje posso dizer, do coração, que gosto muito daquilo que faço. Penso até que, quando me reformar, vou continuar a cuidar de idosos. Gosto muito de ajudar e quando

O Provedor com as funcionárias homenageadas no dia 22 de Fevereiro

há um familiar, um amigo ou um vizinho que precisa, eu ajudo no que posso. Vim trabalhar para a Misericórdia porque foi o emprego que encontrei, mas fiquei a gostar muito desta profissão.» Maria Manuela Silva

fas e em dias de vendaval as tampas voavam ladeira abaixo e mais tarde os funcionários da Guarda Fiscal é que as devolviam à Instituição. Eram tempos difíceis, mas felizmente as coisas mudaram para melhor.» Olívia Silva

«O meu primeiro dia de trabalho foi uma coisa estranha porque não estava habituada a este serviço e quando cheguei a casa pensei “se calhar não tenho perfil e vou desistir”. Mas não desisti e já lá vão 25 anos como ajudante de lar. É um trabalho que alguém tem de fazer e eu aprendi a gostar dele. Trabalhar tanto tempo no mesmo sítio é bom porque habituamo-nos às situações e, neste caso, ficamos a conhecer o que é a velhice. Tive sempre boa camaradagem com as minhas colegas e um espirito positivo e brincalhão, pois tento lidar o melhor possível com aquilo que é menos positivo, até mesmo com a morte. No início ia para casa a pensar muito nas coisas, mas a experiência ajudou-me a encaixar melhor as situações. A Misericórdia hoje está diferente, o trabalho é mais organizado e já não é tão custoso. Lembro-me de andar ao frio e à chuva com as minhas colegas para levarmos roupa e comida do Lar Prats para o Lar Anexo II. Tínhamos umas alco-

«Adorei o meu primeiro dia de trabalho. Vim logo aqui para o Infantário, tinha então 17 anos e o que eu mais queria era trabalhar com crianças. Tinha o desejo de ser educadora, mas como não foi possível sentime realizada na mesma por vir trabalhar para cá. Quando se gosta mesmo daquilo que se faz, 25 anos a trabalhar no mesmo sítio é bom. Sinto-me satisfeita por ajudar as crianças a crescer e é muito bonito cuidar de diferentes gerações, pois já aconteceu cuidar de crianças cujos pais também frequentaram o nosso Infantário. As melhores recordações que tenho destes 25 anos de trabalho na Misericórdia estão relacionadas com o facto de poder acompanhar as crianças desde que têm poucos meses de vida até irem para a Escola Primária. Todas as idades são especiais por motivos diferentes, todas têm a sua magia e é muito gratificante vê-los crescer dia-a-dia. No futuro quero continuar nestas funções enquanto puder, porque gosto mesmo muito daquilo que faço.» Paula Cova

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1º ANIVERSÁRIO DO PROGRAMA “JUNTOS NA SOLIDARIEDADE” No passado dia 3 de Março o programa de rádio da Misericórdia de Sines, “Juntos na Solidariedade”, completou um ano desde a sua primeira emissão. Como forma de assinalar a data, no dia 7 de Março, foram feitas várias ligações em directo à emissão da Rádio Sines, a partir das instalações da Santa Casa. Ao longo de todo o dia foram entrevistados alguns colaboradores que, além de caracterizarem a Misericórdia,

também

falaram

sobre o dia-a-dia na Instituição. O Provedor Luís Venturinha foi um dos intervenientes, num dos direc-

Luís Venturinha foi um dos intervenientes numa das ligações em directo

tos, tendo apresentado aos ouvin- tarde, no Salão Social da Misericór- foram emitidos 54 programas que tes o projecto “Prats Senior”. Luís dia.

deram voz aos utentes, colabora-

Cruz, professor da Escola de Artes O programa “Juntos na Solidarieda- dores, órgãos sociais, voluntários e de Sines, foi outro dos entrevista- de” passa semanalmente na Rádio demais parceiros da Misericórdia, dos, uma vez que trabalha directa- Sines, às quintas-feiras às 10h40, sempre com o objectivo de fortalemente com os idosos, numa Ofici- com repetição às sextas-feiras às cer a ligação entre a Misericórdia e na de Teatro. Esta oficina decorre 16h35 e aos domingos depois das a comunidade local. semanalmente, às quartas-feiras à 09h00. Ao longo do último ano

Espaço Informativo da Santa Casa da Misericórdia de Sines na Rádio Sines QUINTAS-FEIRAS ÀS 10:40 | SEXTAS-FEIRAS ÀS 16:35

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES

Acção Social (Lares, Centro de Dia, Apoio Domiciliário)

Avenida 25 de Abril, n.º 2 Apartado 333 7520-107 SINES Site: www.scmsines.org E-mail: scmsines@mail.telepac.pt

Tel. 269630460 | Fax. 269630469 E-mail: social.scmsines@mail.telepac.pt Horário de Atendimento: 9h00-13h00 | 14h00-17h00

Secretaria Tel. 269630460 | Fax. 269630469 E-mail: secretaria.scmsines@mail.telepac.pt Horário de Atendimento: 09h00-13h00 | 14h00-16h00 6

Infantário “Capuchinho Vermelho” Tel. 269630466 | Telm. 967825287 E-mail: infantario.scmsines@mail.telepac.pt Horário de Funcionamento: 07h45-19h45


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BREVES

DIA INTERNACIONAL DA MULHER Como

habitualmente

a

Mesa

Administrativa da Santa Casa assinalou o Dia Internacional da Mulher, esse ano através da distribuição de flores a todas as colaboradoras e utentes da Instituição. É de referir que na Misericórdia trabalham 178 mulheres e entre o universo de 322 utentes adultos, 200 são do sexo feminino. 

APROVAÇÃO DE CONTAS No dia 30 de Março realizou-se no 2011. Além disso foi também obras deste novo Lar deverão ter Salão Social da Misericórdia uma autorizado o recurso a um emprés- início no próximo mês de Junho.  Assembleia-Geral, muito participa- timo bancário para financiar a da, onde foi aprovado o Relatório

construção do novo Lar da Santa

e Contas do Exercício do Ano de

Casa da Misericórdia de Sines. As

SESSÃO SOBRE ALCOOLISMO Dia 27 de Janeiro o Salão Social da Esta sessão, aberta ao público em Misericórdia acolheu uma Sessão geral, contou com a participação de de Esclarecimento sobre Alcoolis- técnicos e utentes da Santa Casa mo organizada pelos Alcoólicos que puderam não só debater a Anónimos de Portugal em parceria temática do consumo excessivo de com a Associação Espiga e com o álcool, mas também escutar o tesNúcleo Local de Inserção de Sines. temunho de dois ex-alcoólicos.

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Á CONVERSA COM... Jaime Gonçalves

Em 1939 a cidade de Setúbal viu de idade, fugir de casa e ir para o fotografias na antiga Fotocorreia e nascer Jaime da Costa Gonçalves, mar nas embarcações de pesca. tratei de tudo. Ainda demorou uns mais conhecido por “Jaime Setuba- «Nessa altura a minha situação era dias até ter o documento pronto, lão”, alcunha que se ficou a dever à clandestina e andava constante- mas assim já podia trabalhar sem sua naturalidade. Com 8 anos, Jai- mente de barco em barco, porque problemas. Quando me deram a me e a família fixaram-se em Sines, ainda não tinha a cédula maríti- cédula marítima foi uma grande a terra onde sempre viveu. As ma.» Quando obteve este docu- satisfação e a partir daí deixei de recordações mais antigas que lhe mento essencial para a actividade ser clandestino e qualquer embarpreenchem a memória, levam-no piscatória, Jaime Gonçalves tinha cação me podia dar trabalho.» obrigatoriamente ao mar, seu com- então 13 anos. «Lembro-me do dia A única actividade em que Jaime panheiro de vida. «O meu pai era em que consegui a minha cédula Gonçalves trabalhou, ao longo de motorista de uma empresa de marítima como se fosse hoje! O toda

a

vida,

foi

na

pesca.

transporte de peixe e insistiu comi- capitão do Porto de Sines era ami- «Trabalhei até aos 67 anos em go para o acompanhar nessa acti- go do meu pai e perguntou-me se várias embarcações, mas aquela vidade, mas eu não me sentia bem não queria tratar da documenta- onde estive mais tempo foi na traipreso dentro de um carro. Desde ção para obter a cédula marítima. neira “Glória de Sines”. Trabalhei lá pequenino sempre fui um apaixo- Eu nem queria acreditar, nesse dia 20 anos como gelador. Era eu, com nado pelo mar». Jaime Gonçalves não fui ao mar, fui logo à Capitania a ajuda de um colega, quem separecorda-se de, com apenas 10 anos de Sines, fui com a minha mãe tirar rava e guardava o peixe nos tan8


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ques que existiam no porão do bar- vendíamos o peixe na Lota em Lis- so mesmo dizer que quando o temco. Éramos responsáveis por fazer boa e o que restava vendíamos em po estava bom até pedíamos que com que o peixe chegasse a terra o Sines.»

viesse uma pequena tempestade

mais fresco possível. E não é para Apesar de por vezes o mar ser trai- para quebrar a monotonia.» me gabar, mas sempre fiz o meu çoeiro, Jaime Gonçalves nunca sen- O mar deu a Jaime Gonçalves as trabalho de forma perfeita.» Jaime tiu medo ao longo dos quase 60 melhores recordações da vida, mas Gonçalves afirma que este era um anos de profissão. Nem mesmo também lhe roubou a oportunidatrabalho muito duro, mas ao mes- quando sofreu um grave acidente de de saber ler e escrever. «Não fui mo tempo reconhece, sem hesitar, de trabalho, a sua motivação à escola porque só queria ir para o que tinha muito entusiasmo pela esmoreceu. «Tinha 30 anos quan- mar. Os meus pais insistiram comisua actividade profissional. «Tenho do caí duma altura de sete metros go para frequentar a escola, mas muitas saudades da vida do mar e no porão do barco. Parti uma ver- eu fugia assim que me apanhava do tempo em que trabalhava de tebra, fui levado para um hospital no recreio. Apenas aprendi a escremanhã à noite e passava a maior em Marrocos e depois, como a ver o meu nome e foi a minha irmã parte dos dias em cima das ondas. situação era grave, fui transferido quem me ensinou.» Ao longo da A traineira onde trabalhava pesca- de avião para Lisboa. Andei 2 anos vida, os tempos livres sempre va ao largo de Marrocos. Vínhamos com um colete de gesso no tronco, foram escassos e Jaime Gonçalves a casa só uma vez por mês e era mas assim que recuperei voltei ao recorda-se

esporadicamente

de

raro ficarmos em terra mais do que mar. A minha mãe não queria, mas participar em bailes e ao domingo três dias. Quase nem conhecíamos esse era o meu maior desejo. Sem- assistir aos jogos de futebol. Benfia família e as datas festivas eram pre tive um grande entusiasmo por quista de coração, chegou a jogar sempre passadas no mar.»

essa vida e nunca senti medo. Pos- na equipa de reservas do Vasco da

Nas palavras de Jaime Gonçalves a pesca de antigamente, era uma actividade próspera. «Pescávamos toneladas e toneladas de peixeespada, chaputa, safio, cherne, enfim, toda a qualidade de peixe, e ganhava-se bom dinheiro. A traineira “Glória de Sines”, onde eu trabalhava, tinha 23 metros de comprimento, era um barco muito grande, e quando íamos a Marrocos carregávamos o barco até ao máximo. Trabalhavam 20 homens a bordo da traineira e outros 8 ficavam em terra, a fazer outras actividades, por exemplo, safar aparelho. Por ser em grande quantidade,

Jaime Gonçalves numa visita à Assembleia da República 9


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Gama e recorda-se perfeitamente ra. E nunca me hei-de esquecer que razões de saúde e porque vivia de, em pequeno, ainda não tinha foi nessa ocasião que pela primeira sozinho. «Quando vim para a Mise10 anos, ter ido a pé de Setúbal a vez calcei um par de ténis.»

ricórdia não andava e hoje já consi-

Évora ver o Vitória de Setúbal jogar.

go dar as minhas voltinhas só com

«Foi tudo por causa de uma apos-

a ajuda de uma muleta. Poder vol-

ta. Eu e outro rapaz fomos a pé,

tar a andar foi uma das melhores

descalços, ver o Vitória de Setúbal

coisas que me aconteceu ultima-

jogar com o Lusitano de Évora.

mente. E em relação a estar aqui

Demorámos 3 dias a chegar lá.

no lar posso dizer que me sinto cá

Tínhamos um mapa que nos fize-

bem, tenho boa companhia e é

ram, fomos sempre pela estrada e

como se as pessoas que estão aqui

dormimos e comemos onde calhou.

comigo fossem a minha família,

A sorte foi que quando chegámos a

uma família como nunca tive.»

Évora encontrámos um jogador do

Apesar de confessar que é doloro-

Vitória de Setúbal que nos deu

Jaime Gonçalves com 25 anos

so pensar na diferença entre a vida

comida, roupa e nos arranjou um Nos seus tempos de juventude Jai- de antigamente e a de hoje em dia, bilhete de comboio para regressar- me Gonçalves coleccionou alguns Jaime Gonçalves deseja que o futumos, depois do jogo. Foi uma histó- namoricos, não muitos, casou aos ro lhe reserve coisas boas, princiria tão engraçada que veio no jor- 28 anos e tem duas filhas e uma palmente saúde para poder continal e tudo, pois as pessoas não neta, que são o seu maior orgulho. nuar a dar os seus pequenos pasacreditavam que tínhamos sido Em 2008 veio viver para o Lar Ane- seios.  capazes de ir a pé de Setúbal a Évo- xo II da Misericórdia de Sines, por

NOVO SERVIÇO DE TELEASSISTÊNCIA No passado mês de Mar- to dispõem de assistência ço 3 utentes do Apoio 24 horas por dia. O equiDomiciliário da Misericór- pamento de Teleassistêndia de Sines foram con- cia funciona como um templados com equipa- telefone normal, está ligamentos de Teleassistên- do directamente a um call cia, no âmbito de uma center, onde o atendiparceria com a União das mento é feito por médiMisericórdias

Portugue- cos e enfermeiros, tem

sas e a Portugal Telecom. uma tecla de SOS e possui Estes utentes vivem sozi- um pendente sem fios, nhos,

necessitam

de com

alcance

até

30

Cândido Correia foi um dos utentes contemplados com este serviço

acompanhamento médi- metros. A nível nacional a Telecom ofereceram 1000 combater a solidão dos co frequente e através União das Misericórdias equipamentos de Teleas- mais velhos. deste novo serviço gratui- Portuguesas e a Portugal sistência com o intuito de 10


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O NOSSO “PORTO D’ABRIGO” A APAV – Associação Portuguesa vagas, que presentemente estão va, quatro a tempo inteiro e duas de Apoio à Vítima apoiou, em totalmente preenchidas. As uten- em part-time, que asseguram um 2011, mais de 6500 vítimas de vio- tes do “Porto D’Abrigo” podem acompanhamento a todas as utenlência doméstica, sendo esta uma permanecer

na

Instituição

no tes durante 24 horas.

problemática bastante actual cujos máximo durante um ano e nesse Desde que foi inaugurado o Centro impactos na sociedade são minimi- período é definido, de forma con- de Acolhimento Temporário “Porto zados por diferentes Associações e junta, o projecto de vida de cada D’Abrigo” já apoiou 40 agregados Instituições Particulares de Solida- uma delas de modo a que se familiares afectados por violência riedade Social.

encontre uma resposta adequada doméstica .

Desde 2003 que a Misericórdia de em termos da sua integração O “Renascer” visitou o “Porto D’ASines se associou a esta causa ao

socioprofissional.

brigo” e recolheu o testemunho de

dispor de um Centro de Acolhi- Durante o tempo em que as uma das suas utentes, que apesar das dificuldades deixou uma mensagem de esperança. «Tenho 24 anos e estou no “Porto D’Abrigo” há quase 3 meses. Vim para cá porque infelizmente o meu marido maltratou-me. Pedi ajuda, e a Segurança Social encaminhou-me aqui para o “Porto D’Abrigo”. Toda a situação que vivi foi muito difícil e entristece-me, mas tento superar as coisas com a ajuda das funcionárias e das outras utentes do “Porto D’Abrigo”. Fui muito bem recebida e as pessoas que aqui encontrei são como uma família Imagem do interior da casa

para mim, damo-nos todas muito

mento Temporário que hospeda, mulheres permanecem no Centro bem. Estou a tentar arranjar de forma segura e confidencial, “Porto D’Abrigo” é-lhes dado apoio emprego e em conjunto com a Insmulheres vítimas de violência

ao nível da alimentação, alojamen- tituição estou a fazer todos os pos-

doméstica, com ou sem filhos, que to, apoio psicológico e psiquiátrico, síveis trazer a minha filha para se encontrem em situação de risco protecção, segurança e apoio jurí- perto de mim. Neste momento só ou não tenham suporte familiar.

dico. A equipa técnica deste Centro vejo a minha filha ao fim-de-

Este centro funciona em Sines, é constituída por uma Directora semana e o meu maior sonho era numa moradia que é propriedade Técnica, licenciada em Sociologia, poder tê-la comigo. Se assim fosse, da Misericórdia, e dispõe de 14 e seis auxiliares de acção educati- tudo seria mais fácil. No futuro 12


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imagino-me a trabalhar aqui em família melhorou. Quando me for têm toda a calma do mundo conSines, com a minha filha perto de embora vou levar boas recorda- nosco e tratam-nos com carinho e mim e com um cantinho só para ções. A melhor será certamente a amizade.»  nós. Ter vindo para o “Porto D’Abri- maneira especial como as funciogo” foi muito bom, mudou a minha nárias nos tratam. Elas são como vida e até a relação com a minha verdadeiras mães, orientam-nos,

PASSEIO POR LISBOA No passado dia 04 de modo de vida da capital. Abril

os

jovens

cionamento do sistema.

Todos gostaram e querem

mais As viagens de metro pro- O passeio centrou-se na voltar para gradualmente

velhos do Lar “A Âncora” porcionaram o contacto zona da Baixa lisboeta: se poderem movimentar foram passear a Lisboa com este meio de trans- Avenida

da

acompanhados dos técni- porte, para alguns desco- Restauradores, cos

da

Instituição.

Liberdade, num grande centro urbaRossio, no. 

O nhecido, o que para além Terreiro do Paço, Chiado e

objectivo desta visita foi do conhecimento geral da Bairro Alto. A pé, olhar a proporcionar aos jovens rede,

permitiu-lhes cidade e prestar atenção

um contacto com a cida- aprender a tirar os títulos aos sítios de referência, de, de forma a familiariza- de transporte e carrega- sentir o ritmo e observar rem-se com o ritmo e mentos, bem como o fun- outras formas de estar.

Os rapazes do Lar “A Âncora” de visita a Lisboa 13


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A NOSSA HISTÓRIA... Lar Prats, antiga Casa dos Pescadores O local onde hoje está instalada a Santa Casa da Misericórdia de Sines acolheu, em finais do século XIX e inícios do século XX, a Fábrica de Cortiça de José Narciso Francisco Prats. Em testamento, José Prats doou as actuais instalações da Misericórdia à vila de Sines e deixou indicações expressas sobre o que pretendia que acontecesse: «(…) Deixo esta fábrica e terrenos em Sines, com os seus edifícios e todas as máquinas e inventário (…) à vila de Sines (Portugal) com encargo de usar este legado unicamente para um sanatório que deve ter o nome de “Sanatório

Prats”. (…) O fim do Sanatório será o de criar um lugar de recreio e balneário para pessoas de ambos os sexos. Os edifícios serão instalados e dispostos de maneira que ao princípio contenham pelo menos vinte dormitórios e depois tantos quantos forem necessários. (…) As pessoas que forem admitidas no Sanatório pagarão em princípio uma pensão adequada. (…) Se em qualquer tempo houver excedente de receitas no Sanatório (…) esse excedente será empregado para socorrer os pobres da vila de Sines. O Sanatório terá sempre dois administradores. Meu desejo é que este cargo

Antigo edifício do actual Lar Prats

seja desempenhado pelos que nesta época são párocos católicos e pelo presidente da Câmara Municipal (alcaide) de Sines, mas se estes senhores não se acharem dispostos a isso, então deve sê-lo por dois senhores que vivam em Portugal e, se for possível,

em Sines, e que sejam propostos um pelo pároco católico de Sines e outro por meus testamenteiros. (…)» excerto do testamento de José Prats, depositado sob o número 15973 no Tribunal de Primeira Instância de Hamburgo em 28 de Janeiro de 1916 

DANÇA, CANTO E TEATRO TODAS AS SEMANAS NO SALÃO SOCIAL Desde início de 2012 que a às terças-feiras de manhã, res de canto, dança e tea- ção idosa a nível cognitivo Santa Casa trabalha em no mesmo espaço, tem tro, que dinamizam estas e motor. Outro dos objectiparceria com a Escola de lugar a Oficina de Canto e aulas. Os idosos têm aderi- vos é o de despertar o inteArtes de Sines, na realiza- às quartas-feiras de tarde é do de forma significativa a resse e a curiosidade dos ção de oficinas de arte des- a vez da Oficina de Teatro estas oficinas, criadas com idosos

por

tinadas aos idosos da Insti- também no Salão Social. o objectivo de alargar a artísticas. tuição. Às segundas-feiras Cátia Leonardo, Bruno Ale- actividade da Escola de de tarde decorre no Salão xandre e Luís Cruz são, res- Artes de Sines e ao mesmo Social a Oficina de Dança, pectivamente os professo- tempo estimular a popula-

A Oficina de Dança com o professor Bruno Alexandre 14

actividades


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ÚLTIMAS

VISITA DA DIRECTORA DA SEGURANÇA SOCIAL DE SETÚBAL Ana Clara Birrento, Directora do

Administrativa e dos Direc-

Centro Distrital de Setúbal da

tores Técnicos das diferen-

Segurança Social há cerca de

tes respostas sociais da Ins-

quatro meses, visitou as insta-

tituição. No final Ana Bir-

lações da Misericórdia de Sines

rento deixou uma mensa-

no dia 11 de Abril. O objectivo

gem

da visita, que aconteceu no

pelo trabalho desenvolvido

mesmo dia em que Ana Birren-

na Instituição e prometeu

to visitou outras Misericórdias

colaborar com as altera-

do Litoral Alentejano, passou

Ana Birrento de visita à SCMS

ções

de

agradecimento

necessárias

para

por conhecer a realidade da Insti- Social visitou os três lares de ido-

melhorar a qualidade de vida dos

tuição e tomar contacto com as sos e o Lar de Rapazes “A Âncora”,

utentes da Misericórdia. 

suas necessidades mais premen- na companhia do provedor Luís tes. A Directora da Segurança

Venturinha, de membros da Mesa

PROTOCOLO COM A ORDEM DOS MÉDICOS No dia 11 de Abril a Misericórdia trem diminuídos nas suas capacide Sines assinou um protocolo dades, e que por isso dependam de com a Ordem dos Médicos de for- terceiros, serão apoiados pela Sanma a poder apoiar os residentes da ta Casa da Misericórdia de Sines. Casa do Médico de São Rafael em Esta era uma limitação que existia, Sines, que se encontrem em situa- a Ordem dos Médicos tinha consção de dependência. De acordo ciência dela, e por isso foi estabelecom Pereira Coelho, Presidente do cido este Protocolo. A partir de Concelho Regional do Sul da agora será mais fácil promover a Ordem dos Médicos, este Protoco- utilização da Casa de São Rafael.» lo «permite alargar os serviços Esta casa foi inaugurada em 2008 e

ambos os sexos, em regime de

prestados pela Casa do Médico de destina-se a acolher médicos, seus residência prolongada.  São Rafael, na medida em que familiares ou quem com eles viva todos os médicos que se encon- em regime de união de facto, de

PÁSCOA NA MISERICÓRDIA DE SINES No dia que antecedeu a Sexta-feira cionais amêndoas da Páscoa. Além os folares, típicos desta época do Santa foram distribuídos por todos disso os utentes provaram também ano.  os utentes da Misericórdia as tradi15


RENASCER boletim informativo PUB

CEMETRA Centro de Medicina do Trabalho da Área de Sines Rua Júlio Gomes da Silva, n.º 15  7520-219 SINES Tel.: 269633014  Fax: 269633015 E-mail: cemetra@netvisao.pt Site: www.cemetra.pt

MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR, LDA. Rossio da Estação, nº 11 7940-196 Cuba Telf.: 284 41 41 39 Fax: 284 41 41 67 Contribuinte nº 503 841 455 E-mail: geral@alquimed.pt

AGRADECIMENTOS O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuíram para que este meio de comunicação da nossa Instituição se tornasse uma realidade. Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informativo, assim como aumentar a sua tiragem e, consequentemente, divulgá-lo junto de um público cada vez mais vasto, revela-se de grande importância o apoio destes e de outros patrocinadores. Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores! 16

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Boletim Informativo Nº37. Edição de Janeiro, Fevereiro e Março de 2012.

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