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Relatรณrio da Safra 2018/2019

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Relatório da Safra 2018/2019 Índice Economia ..................................................................................................................................7 PIB....................................................................................................................................9 Desemprego....................................................................................................................9 Juros, Inflação e Câmbio.................................................................................................10 Petróleo..........................................................................................................................11 Defasagem Gasolina.......................................................................................................12 Defasagem Diesel...........................................................................................................13 Veículos....................................................................................................................................15 Automóveis....................................................................................................................17 Motocicletas..................................................................................................................20 Consumo por Veículo.....................................................................................................22 A Safra de Cana de Açúcar no Brasil........................................................................................25 Produção Sucroalcooleira por Estado...........................................................................27 Moagem Quinzenal.......................................................................................................28 ATR Quinzenal ..............................................................................................................29 Moagem e ATR Acumulados por Quinzena..................................................................30 Produtividade................................................................................................................31 Renovação e Idade do Canavial.....................................................................................32 Mix e Produção Quinzenal de Açúcar............................................................................33 Mix e Produção Quinzenal de Anidro............................................................................34 Mix e Produção Quinzenal de Hidratado.......................................................................35 Reprocessamento de Etanol..........................................................................................36 Norte e Nordeste...........................................................................................................37 Saídas das Usinas...........................................................................................................38 Preços do Setor........................................................................................................................45 Etanol Mercado Interno................................................................................................47 Etanol Mercado Externo...............................................................................................48 Açúcar NY......................................................................................................................49 3

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Relatório da Safra 2018/2019 Índice Vendas dos Combustíveis (Hidratado, Gasolina C, Ciclo Otto e Diesel)..................................51 Vendas por Estado........................................................................................................66 Participação do Hidratado no Ciclo Otto.......................................................................78 Origem e Destino do Etanol..........................................................................................81 Preços de Hidratado e Gasolina ao Consumidor.................................................................... 83 Exportações e Importações.....................................................................................................89 Exportação de Açúcar e Etanol......................................................................................91 Importação de Etanol....................................................................................................92 Importação de Derivados de Petróleo...........................................................................93 Oferta e Demanda Mundial de Açúcar e Etanol......................................................................95 Produção de Açúcar ......................................................................................................97 Consumo de Açúcar.......................................................................................................98 Balanço de Etanol..........................................................................................................99 Chuvas....................................................................................................................................103 Custos Agroindustriais ...........................................................................................................107 Perspectivas para a Safra 19/20.............................................................................................113

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Relatรณrio da Safra 2018/2019

Economia

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Relatório da Safra 2018/2019 Economia Brasil O ano de 2018 foi marcado por uma lenta recuperação da economia, elevado nível de desemprego e crescimento da informalidade. A inflação, seguindo a trajetória do ano anterior, permaneceu controlada, porém a disparada dos preços do petróleo, e consequentemente da gasolina e do diesel que acompanham o mercado internacional, afetaram o orçamento das famílias e aumentaram o custo dos transportes. Esse forte aumento foi um dos fatores que motivaram a greve dos caminhoneiros, que paralisou o país por 11 dias no final de maio, afetando negativamente a produção, o consumo e o PIB de 2018. O dólar chegou a bater R$ 4,19, recorde histórico, em meio a incerteza da corrida eleitoral, mas encerrou o ano um pouco abaixo de R$ 3,90, em meio às expectativas de uma agenda mais liberal e pró-mercado com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Já o Ibovespa, índice com as principais ações da bolsa brasileira, renovou máximas históricas no começo de dezembro, mas terminou a ano pressionado pelas preocupações com a desaceleração da economia mundial em meio a um cenário de tensão comercial entre Estados Unidos e China.

Produto Interno Bruto (PIB) No início do ano, na projeção do relatório Focus do Banco Central, esperava-se um crescimento próximo de 3%, mas com o passar do tempo as expectativas foram piorando devido a uma economia que mostrava um ritmo mais fraco do que o esperado, especialmente pela incerteza com o futuro político do país e qual seria a agenda econômica adotada pelo novo governo. O evento atípico do ano, que foi a greve dos caminhoneiros, também contribuiu fortemente para a piora de crescimento da economia no ano, que fechou em 1,1%.

Desemprego Após 7 quedas consecutivas, a taxa de desemprego brasileira atingiu 11,7% em outubro de 2018, menor percentual desde meados de 2016. Porém, a quantidade de brasileiros que não atuam no mercado de trabalho ainda é elevadíssima: Em dezembro esse número chegou a 12,3 milhões, além de 27,2 milhões de trabalhadores subutilizados. Já a população ocupada e com rendimentos aumentou 1,4%, totalizando 92,9 milhões de brasileiros. Em 1 ano, esse valor aumentou 1,5%, o que representa 1,4 milhão de pessoas a mais trabalhando, seja num emprego com carteira, sem, ou por conta própria.

Fonte: IBGE; G1.

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Relatório da Safra 2018/2019 Economia Brasil Juros e Inflação A taxa básica da economia, SELIC, atingiu 6,4% ao final de 2018, contra 7,4% no período anterior, queda de 1%. Em maio, o Banco Central interrompeu a sequência de quedas e manteve a taxa em 6,5% ao ano, menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão. A inflação oficial do Brasil fechou 2018 em 3,75% (aumento de 0,75% vs. o período anterior), abaixo do centro da meta fixada pelo governo, de 4,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com o que o mercado esperava e cumpriu com folga a meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

Câmbio Em 2018, a taxa média do câmbio voltou a subir, saindo de R$ 3,19/US$ para R$ 3,65/US$, aumento de 14,4%. Ano de eleições presidenciais e estaduais no país resultou em forte aumento da moeda estrangeira, principalmente pelas incertezas políticas e aversão ao risco dos investidores estrangeiros sobre a capacidade de um novo governo realizar reformas econômicas determinantes para o futuro do Brasil.

%

PIB

IPCA

Juros¹

Juros Real²

R$/US$

Câmbio¹

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

7,5 4,0 1,9 3,0 0,5 -3,5 -3,3 1,1 1,1

5,9 6,5 5,8 5,9 6,4 10,7 6,3 3,0 3,8

8,7 10,9 7,1 9,9 11,7 14,2 13,7 7,4 6,4

2,7 4,4 1,3 4,0 5,2 3,5 7,4 4,5 2,7

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

1,76 1,67 1,95 2,16 2,35 3,34 3,48 3,19 3,65

1 - A taxa apresentada é referente a dezembro dos respectivos anos.

1- média anual

2 - As taxas de juros reais são resultado da subtração entre Juros e IPCA.

Fonte: Banco Central, IBGE

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Relatório da Safra 2018/2019 Economia Petróleo Após atingir preços baixíssimos em 2017 (US$ 40 por barril), o petróleo se recuperou em 2018. Essa alta foi impulsionada principalmente por cortes de produção da OPEP e demais produtores, além de aumento da demanda. Nenhum grupo detém mais influência sobre o mercado do que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. As 14 nações que compõem a OPEP incluem muitos dos maiores produtores de petróleo do mundo, e coordenam suas políticas para empurrar o mercado de petróleo na direção desejada, seja retendo suprimentos ou aumentando sua produção. Esse apoio visa alinhar melhor a oferta à demanda e redireciona os preços do petróleo no mercado. As ações desse grupo desempenharam um papel de destaque no mercado de petróleo de 2018. O ano começou com preços na faixa de U$ 69 por barril (média de janeiro), sofrendo muitas variações ao longo de 2018. A demanda global atingiu, pela primeira vez, 100 milhões de barris por dia, e embora a produção crescente do xisto tenha baixado os preços no final do ano, o preço médio do WTI no ano foi de US$ 64,90 por barril, enquanto que o Brent atingiu US$ 71,69. O preço mais alto para o WTI ao longo do ano foi alcançado no início de outubro, quando o petróleo bruto tocou US$ 76,40 por barril, e no caso do Brent US$ 86,29. Neste período, investidores monitoravam os sinais da oferta e da demanda, sobretudo as sanções americanas contra o Irã, , e também a trajetória do furacão Michael. O fenômeno climático se formou nas proximidades da costa de Cuba e ganhou força rumo à Flórida, o que já levou à paralisação parcial da produção no Golfo do México. Esses preços mais altos permitiram que os produtores de petróleo gerassem um fluxo de caixa significativamente maior do que o esperado, beneficiando seus acionistas.

US$/Barril

Brent

WTI

90 85 80 75 70 65 60 55 50 45 40

Fonte: FCStone; Nymex; The financial Times.

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Relatório da Safra 2018/2019 Economia Defasagem da Gasolina A Gasolina Petrobras vs. Gasolina Golfo c/ logística 450 350

250

Preço doméstico maior do que o internacional.

R$/m³

150

50 -50

-150 -250 -350

Preço doméstico menor do que o internacional. jul-17 jul-17 ago-17 ago-17 set-17 out-17 out-17 nov-17 nov-17 dez-17 jan-18 jan-18 fev-18 mar-18 mar-18 abr-18 mai-18 mai-18 jun-18 jul-18 ago-18 set-18 nov-18 dez-18 jan-19 mar-19

-450

Desde julho de 2017 a Petrobras vem reajustando o preço da gasolina A em linha com os movimentos do petróleo e câmbio. Nos anos anteriores, o antigo governo interferiu e subsidiou os preços da companhia numa equivocada tentativa de combater a inflação, que causou prejuízos ao caixa e rentabilidade da empresa, além da perda de confiança dos investidores.

RBOB (R$)

REPLAN (R$)

Petróleo WTI (R$)

205

185

Base 100

165

145

125

105

jul-17 jul-17 jul-17 ago-17 ago-17 set-17 set-17 out-17 out-17 nov-17 nov-17 dez-17 dez-17 jan-18 jan-18 fev-18 fev-18 mar-18 mar-18 abr-18 abr-18 abr-18 mai-18 mai-18 jun-18 jun-18 jul-18 jul-18 ago-18 ago-18 set-18 set-18 out-18 out-18 out-18 nov-18 nov-18 dez-18 dez-18 jan-19 jan-19 fev-19 fev-19 mar-19 mar-19

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Em 2018, as importações brasileiras de gasolina A representaram 10% das vendas domésticas (vs. 14% em 2017, 9% em 2016 e 8% em 2015).

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Relatório da Safra 2018/2019 Economia Defasagem Diesel

Diesel Petrobras vs. Diesel Golfo c/ logística 450 350

Preço doméstico maior do que o internacional.

250

R$/m³

150 50

-50 -150

-250

Preço doméstico menor do que o internacional.

-350

Período de subvenção

jul-17 jul-17 ago-17 ago-17 ago-17 set-17 set-17 out-17 out-17 nov-17 nov-17 dez-17 dez-17 jan-18 jan-18 fev-18 fev-18 mar-18 mar-18 abr-18 abr-18 mai-18 mai-18 jan-19

-450

O grande destaque do mercado de diesel em 2018 foi o programa de subvenção criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era a redução do preço desse combustível, que ficou muito alto por conta da paridade internacional. O programa se extinguiu no final do ano. Em 2018, as importações brasileiras de diesel representaram 21% das vendas domésticas (vs. 24% em 2017, 15% em 2016 e 12% em 2015).

Fonte: EIA, ANP

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