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Rémi

ROSARIO

Fleurs du Chemin

Vendu au profit

de l'Œuvre

du

foyer

du

Retour

BASSE-TERRE ÉDITION DE

L' « E C H O

DES ANTILLES

»

1917

MANIOC.org Réseau des bibliothèques Ville d e Pointe-à-Pitre


MANIOC.org Réseau d e s bibliothèques

Ville de Pointe-à-Pitre


Rémi ROSARIO

F l e u r s du Chemin

Vendu

au profit de l'Œuvre

du Foyer

du

Retour

BASSE-TERRE ÉDITION

DE

L' « E C H O

DES ANTILLES

»

1917

MANIOC.org Réseau des bibliothèques Ville de Pointe-à-Pitre


MANIOC.org Réseau des bibliothèques Ville d e Pointe-à-Pitre


Fleurs du Chemin

Lorsque

Von

loupéennes, on admire

à chaque

La

vie

pentes

des

routes

enchantement

et étincelantes

pas et qui

de tous

âpre

lantes

petites

près

les

jours

et raboteuse. fleurs,

d'elles

j'ai

mes occupations

à

jolies

perpétuel font

petites

oublier

guade-

des

les

veux

fleurs

qui

fatigues

de

montée.

souvent El

les

un

les innombrables

s'offrent la

gravit

avec

est aussi

Mais

qui sont voulu

me

nos pensées reposer

soldats de la Guadeloupe,

votre

intention du

longue

et nos sur

route,

ses

consoaffections.

le chemin

de

journalières.

Chers

« Foyer

une

elle a, de même,

Retour

et je

suis

j'ai cueilli

heureux

de

ce

bouquet

le déposer

au

». Rémi ROSARIO.

Camp Jacob, janvier 1917.

MANIOC.org Réseau des bibliothèques Ville d e Pointe-à-Pitre


Basse-Terre SONNET

Sous l ' o m b r a g e

léger des

palmiers

gracieux.

A u b o r d de l'océan qui reflète en son

onde

T o u s les o r s du soleil et t o u t l'azur des c i e u x , Basse-Terre s'étend

d a n s la l u m i è r e

blonde.

Le c o t e a u t o u j o u r s

v e r t g a i e m e n t fait

ressortir

Les m a i s o n s q u ' e l l e s è m e e n r u e l l e s c r o û l a n t e s , Et des massifs p r o c h a i n s le v e n t v i e n t Les p é n i b l e s a r d e u r s d e ses h e u r e s

-5 -

adoucir

brûlantes.


E n o r m e le v o l c a n d o m i n e et il

répand

Par une fumerolle

relent.

un sulfureux

Et la v i l l e est au b a s et sa v i e est

tranquille.

Q u a n d d a n s la p o u r p r e et l ' o r le c a l m e s o i r d e s c e n d . Les o m b r e s d e s h é r o s , d e s c o r s a i r e s d ' a n t à n , P a r a i s s e n t se d r e s s e r e t v e i l l e r s u r la v i l l e .

— 6—


Le G a l i o n SONNET

C ' e s t au p i e d du v o l c a n q u ' à t e s o n d e s

brûlantes,

S u p e r b e G a l i o n , tu d o n n e s libre c o u r s . D a n s les r o c h e s de l a v e en c a s c a d e s T u c r e u s e s ta r a v i n e a u x i m p r é v u s

grondantes détours.

J ' a i m e t o n e a u d ' o p a l e e t b l e u â t r e à ta L o r s q u e p a r ta v a p e u r d e s o u f r e t u

source,

blanchis

Les p i e r r e s e t la m o u s s e . O r p l u s l o i n d a n s ta L i m p i d e sous l'azur du ciel tu

-7-

resplendis.

course


Mais voici q u ' é v a d é des m u r a i l l e s

rocheuses

T u v i e n s c o u l e r au b a s d e s t o m b e s

glorieuses

A u f o r t d e R i c h e p a n s e où d o r m e n t d e s

S u r la p l a g e o ù j a d i s s ' a n c r a i e n t Et p a r m i l e s g a l e t s a j o u r é s e n

les

caravelles

dentelles

T u d e s c e n d s à la m e r , v e r s le b a i s e r d e s

-8-

héros.

flots.


La voix du p a s s é

S e u l , r ê v a n t d a n s le p a r c Je rappelle de m o n

ombreux,

enfance

Les s o u v e n i r s , é c h o s h e u r e u x : Rires, projets pleins

d'espérance,

Joyeux Noëls, doux

entretiens;

Mélodie exquise et

touchante

Q u e dans m o n â m e je

retiens.

C ' e s t la v o i x d u p a s s é q u i

-

9

-

chante.


Mais j'entends des accents plus Le n o b l e i d é a l q u i

forts:

sommeille,

Saint héritage de nos m o r t s , Dans mon cœur lentement Fières v e r t u s d u sol

s'éveille.

français,

De R e i m s g o t h i q u e à la v i e i l l e

Arles

Surgissez, vivez à jamais ! C ' e s t la v o i x d u p a s s é qui

parle.

Or, s o n t v e n u s les j o u r s de deuil ; Des maisons t r o p tôt d é s o l é e s La d o u l e u r a f r a n c h i

le s e u i l .

J o i e et g a i e t é s'en s o n t a l l é e s . A t r a v e r s la p l a i n t e d u S u r la t o m b e , f r o i d e S ' é l è v e un l o n g

vent,

demeure,

gémissement:

C'est la v o i x du p a s s é q u i

— 10 —

pleure.


LE

DÉSIR

De son aile é p l o y é e et sûre L'aigle p r e n d ,

r y t h m a n t sa m e s u r e ,

Son large et magnifique

vol

D e l ' â p r e s o m m e t v e r s le s o l .

L o n g t e m p s il f a s c i n e sa D'un regard aigu qui 11 f o n c e ;

un é l a n . . .

E t d a n s s e s s e r r e s il

proie flamboie.

il

l'atteint,

l'étreint.

— 11 —


O r , en n o u s , l e d é s i r p a l p i t e : Le c i e l d e r ê v e s q u ' i l

habite

Est p e u p l é de b o n h e u r s

promis,

Fantômes que nous avons

mis.

Et p o u r s u i v r e u n e proie en Sur t o u t e s les routes qu'il C ' e s t le s o r t du d é s i r

songe longe

humain,

J a m a i s las d e s o n effort

vain.

M o i n s h e u r e u x q u e l'aigle P r e n d - i l q u e l q u e j o i e au

sauvage passage,

Son s o u h a i t d'un a u t r e est suivi, 11 n e p e u t g u è r e ê t r e

12

assouvi.


Ode à la Science

Il e s t d ' i n q u i è t e s

douceurs

S u r l e s c h e m i n s d e la

pensée:

La j o i e e t l ' a n g o i s s e s o n t D e la v é r i t é

sœurs

caressée.

A t t e i n d r e et r é s o u d r e en C h a q u e é n i g m e d e la

C'est le secret d'un l o n g Q u i n e v e u t pas

-

détail

science travail

d'impatience.

13

-


P a r l e s s o m m e t s l e voyageur P o u r s u i t la d é c e v a n t e

cime,

Mais plus v a i l l a n t est le c h e r c h e u r Q u e l'amour du mystère

anime.

Car exquise l'erreur du désir Et l ' i l l u s i o n

émotive

Doivent tomber, de leur N e tenant p l u s l ' â m e

plaisir

captive,

A i n s i la n u e a u x t o n s

cuivrés

Rend féerique

d'aurore,

un ciel

Mais aux p r e m i e r s rayons

dorés

Se d i s s i p e e t s e d é c o l o r e ,

Ouvrant à l'homme

un a u t r e

éden,

Parcourant de nouvelles grèves. La s c i e n c e œ u v r e s o n d e s t i n Loin des ruines des vains

De toute

superstition

Véritable

libératrice,

rêves,

E l l e e s t d e la r e l i g i o n Notre meilleure

évocatrice,

- 14 -


T é m o i n s de tes h e u r e u x Et j a l o u x d e ta Toi

qui

efforts,

renommée,

n o u s rends vrais, justes,

forts,

N o u s te s u i v r o n s , science a i m é e !

A u s e c o u r s du l a b e u r

humain,

N o u s te s u i v r o n s le c œ u r en C a r tu d o i s t r i o m p h e r

fête,

demain,

Et t o n m o t d ' a p p e l e s t ; c o n q u ê t e ,

- 15 -


Aimons les pauvres Les g a i s l i l a s a u x b r a n c h e s Inclinant légers,

Leurs grappes fraîchement A s p i r a i e n t le p r i n t e m p s

L ' œ i l l e t , à la fine

beauté

Méritait vraiment qu'on d'ivresse et de

-

ouvertes,

joyeux.

dentelle,

P a r s o n a r ô m e e t sa

Fleur

vertes,

gracieux,

16

l'appelle

volupté.


C o q u e t , le m y o s o t i s

tendre

Paraissait s o u p i r e r t o u t lit d i r e à q u i s a v a i t

bas

l'entendre:

« Pensez à moi ; n'oubliez

C e l l e q u i , s p l e n d i d e , se

pas. »

nomme

La r o s e , r e i n e d e s é t é s , E p a n o u i e offrait à

l'homme

L'image de ses v a n i t é s ;

T a n d i s q u ' e n la m o u s s e La v i o l e t t e

cachée

s'effaçait,

E x h a l a n t à la d é r o b é e Le c h a r m e d'un p a r f u m

discret.

P a r m i c e s j o y a u x d e la

terre

L'Enfant Jésus vint à passer Et s u r c h a q u e

fleur

du

S o n r e g a r d il v o u l u t

parterre

poser,

M a i s , a y a n t vu la v i o l e t t e , Ses v e u x s ' e m p l i r e n t

de

11 p o r t a la p a u v r e

fleurette

A ses l è v r e s avec

bonheur.

— 17 -

douceur.


Le Souvenir

Le s o u v e n i r e s t u n e

flamme

Qui s'allume dans notre Et q u i p a r sa p i e u s e

D e s a b s e n t s y l'ait v i v r e

Q u e de cette

cœur

ardeur

flamme

l'âme.

toujours

E n n o u s p a s s e l e souffle t i è d e ! O nos m o r t s , soyez par son

aide

Un p e u plus p r é s e n t s t o u s les j o u r s

— 18

-


En

d o u c e c l a r t é sa

lumière

Se r é p a n d s u r n o t r e Dans lequel

passé

nous avons

laissé

D'obscures peines qu'elle

C a r e l l e é v e i l l e le

éclaire.

regret

De n ' a v o i r pas m a r q u é c h a q u e D ' u n e j o i e à c e u x q u e l'on Souvenir,

reproche

secret.

F l a m m e encore qui nous Au

rappel des n o b l e s

Et d e s t i e r s p r o p o s

heure

pleure,

embrase

vertus

entendus

S u r l e s q u e l s n o t r e foi s e b a s e .

M a i s q u a n d au c œ u r e l l e n o u s lit l o r s q u e sa l e n t e

morsure

Cireuse u n e i n c u r a b l e Elle s ' a p p e l l e

blessure

le

remords.

-

19

-

mord


Nuit de Noël en France

Sur nos plaines et sur nos L'hiver a jeté son

monts

hermine.

T o u s les b o n h e u r s q u e n o u s Sont blottis dans cette D o n t le feu r o u g e o i e au D e la n u i t m u e t t e e t

30

travers

mouillée.

L e s c œ u r s s o n t à la j o i e C a r d e N o ë l c ' e s t la

aimons

chaumine

ouverts

veillée.


O u b l i o n s l'effroi

d e la n u i t ,

D e la n u i t d u c œ u r e t d e

l'âme.

O d o u l e u r de l'amour qui

fuit

L o r s q u e n o t r e a m o u r le r é c l a m e ! A b î m e i m m e n s e des désirs ! V o i l e o b s c u r d e la d e s t i n é e ! Rives des douteux

avenirs

O ù l'angoisse est a b a n d o n n é e !

S o u v e n t e n n o t r e â m e il n e i g e a . L'appel de l ' h u m a i n e

détresse

N o u s a surpris lassés déjà D e la b i e n f a i s a n t e

tendresse.

Le l i n c e u l d e n o s v a i n s Ensevelit-il en

espoirs

cachette

Le s e n t i m e n t d e s d o u x d e v o i r s ? L ' h i v e r du c œ u r a u s s i n o u s g u e t t e .

F r a p p o n s vite à l ' h u m b l e

logis ;

P r é s d e l ' â t r e o ù la b û c h e D e m a n d o n s aux hôtes Un

p e u d e la fête en

De Jésus, par g r a n d e

brille

amis famille. pitié

D u c i e l d e s c e n d u s u r la

terre

N o u s a p p r e n d r e la c h a r i t é , I l s d i r o n t le t o u c h a n t

— 21 —

mystère.


fin d'année

Aujourd'hui

s'en va le v i e i l a n

Avec s e s œ u v r e s p o u r Il va v e r s l e p a s s é ,

escorte.

pliant

S o u s le p o i d s d e s d o u l e u r s q u ' i l

D e l ' é t e r n e l effort

humain

11 a c o n n u le l e n t

ouvrage

Et il n o u s l è g u e p o u r L a b e u r s et g l o i r e en

demain héritage.

33 —

porte.


R e c u e i l l o n s - n o u s ; le soir S u r n o t r e â m e sa p a i x E t d a n s la c o n f i a n c e

étend

sereine

attend

Les e s p o i r s de l'aube

prochaine.

En s i l e n c e , aux pâles

lueurs

D o n t n o t r e h o r i z o n va se t e i n d r e , D e la v i e a r d e n t e d e s R e g a r d o n s un rayon

cœurs s'éteindre.

— 23 —


Nouvelle année

En c e p r e m i e r j o u r d e

l'année

Q u e n o u s s a l u o n s de nos v œ u x C e qui s ' i m p o s e à ma p e n s é e . Se d e s s i n e d e v a n t m e s y e u x :

C'est l ' a u b e s ' é v a d a n t d e Q u a n d le coq C'est

a n n o n c e le

l'ombre jour;

l ' o r é e aussi d u b o i s s o m b r e ,

Qui mène à l'incertain

-

24

-

détour;


D u l i v r e n o u v e a u c ' e s t la p a g e : C'est e n c o r e de

l'apprenti

L ' é b a u c h e du p r e m i e r

ouvrage;

C'est l'oiseau s ' e n v o l a n t du nid ;

Mais c'est s u r t o u t , aux cieux de Des feux de l ' a u r o r e L'aile a u g u s t e de

empourprés,

l'espérance

P l a n a n t sur nos fronts apaisés.

-

25

-

Fiance


Le Roi des humbles C h e z les p a u v r e s v i n r e n t trois Visiter leur triste E t l e u r offrir l e s

témoignages

D'une paternelle

bonté.

C o u v e r t de brocarts

somptueux

L'un d'eux a p p o r t a i t les lit d e s e s t r é s o r s

mages

cité

richesses

merveilleux

Sur tous répandait les largesses.

- 26 -


C o u r b é p a r l'âge et les t r a v a u x Le s e c o n d d o n n a i t la Pour lutter contre

science

les

fléaux

T r o p souvent nés J e

l'ignorance.

Le d e r n i e r d i t a u x m i s é r e u x : « Amis, que votre

â m e soit b o n n e . »

Et l ' o n v i t l u i r e d a n s s e s y e u x L ' a r d e u r d e l ' a m o u r q u i se

donne.

11 d i t la v e r t u q u i s e v o i l e , Les s e n t i m e n t s s i m p l e s e t D e l ' e s p o i r il m o n t r a Qui b r i l l e sur tous les

Et r a v i s l e s h u m b l e s

beaux.

l'étoile berceaux.

reçurent

Les p r é s e n t s d e c e t h e u r e u x M a i s r o i d e l e u r c œ u r ils C e l u i qui les c o m b l a i t

-

27

jour,

élurent

d'amour.

-


Devant la mer

E n r e g a r d a n t la m e r Et s e s h o r i z o n s

immense

imprécis

En m o n â m e a v i d e j e A tant de désirs

pense

indécis,

Aux pauvres jouets que nous Du destin devant

nous

A u r ê v e q u e v i v e n t les U n e heure dans

hommes

l'éternité.

— 28 —

sommes

dressé,


M a i s a u l a r g e p a s s e un n a v i r e ; Et b i e n t ô t

mon cœur

s'affermit.

Je vois l ' h o m m e q u a n d A v a i n c r e l'effort

il a s p i r e

ennemi ;

J e v o i s sa v o l o n t é d e

vivre,

Son b o n h e u r du fardeau Je vois l'étoile qu'il v e u t Et j e c r o i s à

l'humanité.

-

29

-

porté; suivre,


T A B L E DES

MATIÈRES

PAGES.

Préface

3

Basse-Terre

5

Le G a l i o n

7

La V o i x d u p a s s é

9

Le D é s i r

11

O d e à la s c i e n c e . . .

13

Aimons

16

les p a u v r e s

Le S o u v e n i r

18

Nuit de N o ë l en

France

20

Fin d ' a n n é e

22

Nouvelle

24

année

Le Roi d e s h u m b l e s Devant

26

la m e r

IMPRIMERIE

CATHOLIQUE. -

Basse-Terre (Guadeloupe.).


Fleurs du chemin  

Auteur. Rosario, R. / Ouvrage patrimonial de la Bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation, Université des Antilles e...

Fleurs du chemin  

Auteur. Rosario, R. / Ouvrage patrimonial de la Bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation, Université des Antilles e...

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