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MANIOC.org Conseil général de la Guyane


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RÉPUBLIQUE LIBERTÉS.

FRANÇAISE

ÉGALITÉ.

GUYANE

FRATERNITÉ.

FRANÇAISE.

DISCOURS PRONONCÉ PAR

M. Robert GHOT G O U V E R N E U R P. I. DE L A

GUYANE

A L'OUVERTURE

Session

ordinaire

5

du

DÉCEMBRE

DE

FRANÇAISE

LA

Conseil

général

1938

CAYENNE IMPRIMERIE

DU

193

gouvernement.

8

MANIOC.org Conseil général de la Guyane


RÉPUBLIQUE LIBERTÉ.

FRANÇAISE

ÉGALITÉ.

GUYANE

FRATERNITÉ.

FRANÇAISE.

DISCOURS PRONONCÉ

PAR

M. Robert G H O T GOUVERNEUR

P . I. D E L A

GUYANE

A L'OUVERTURE

Session

ordinaire

5

du

DÉCEMBRE

DE

FRANÇAISE

LA

Conseil

1938

CAYENNE IMPRIMERIE

DU

GOUVERNEMENT.

1938

général


RÉPUBLIQUE L I B E R T É

FRANÇAISE

É G A L I T É

GUYANE

F R A T E R N I T É

FRANÇAISE.

DISCOURS PRONONCÉ

M. GOUVERNEUR

A

Session

ROBERT P. I.

DE

LA

PAR

CHOT GUYANE

L'OUVERTURE

FRANÇAISE-

DE

o r d i n a i r e du C o n s e i l 5

DÉCEMBRE

LA

général

1938

MESSIEURS LES CONSEILLERS GÉNÉRAUX, Cinq j o u r s à peine a p r è s m o n a r r i v é e , m e voici a m e n é à i n a u g u r e r les t r a v a u x de votre a s s e m b l é e . Je v o u s avouerai q u e si j e m e r e n d s c o m p t e d u t r è s g r a n d h o n n e u r q u i m'échoit en la c i r c o n s t a n c e , je suis u n peu pris de c o u r t . Je ne v o u s céle­ rai p o i n t non p l u s que, de toutes les nouvelles obligations d e m a c h a r g e , celle qui m ' i n c o m b e a u j o u r d ' h u i m'est c e p e n d a n t p a r liculièremeut a g r é a b l e . Elle m e fournit, en effet, l'occasion d e saluer officiellement, dès ma prise de fonctions, les p l u s q u a l i ­ fiés et les plus é m i n e n t s r e p r é s e n t a n t s d e ce véritable d é p a r ­ t e m e n t national qu'est la Guyane française. A cet égard, v o u s m e p e r m e t t r e z c e r t a i n e m e n t Messieurs, d e voir là un signe p r o p i c e à l'Administration q u e je vais a v o i r à exercer. Ce p r e m i e r acte de g o u v e r n e m e n t m'offre, e n t o u t c a s , le plaisir, n o n p a s t a n t d e v o u s e x p r i m e r l'estime q u e je dois à vos


–2– p e r s o n n e s , q u e de v o u s affirmer m o n souci — qui sera c o n s ­ t a n t — d e p r é s e r v e r ou de r e s p e c t e r — quoi qu'il a d v i e n n e — les droits et prérogatives des a s s e m b l é e s locales. Je s u i s , Messieurs, très a t t a c h é aux institutions et au régime de n o t r e p a y s , et, c'est fort de ces s e n t i m e n t s , q u e , d e v a n t v o u s , j e tiens à t r a d u i r e ma pensée profonde : le plus grand bien, les plus g r a n d s profits ne peuvent, résulter, à mon sens, que du libre jeu des différents p o u v o i r s . Elus d ' u n e population française depuis plus de trois siècles, j e v o u s sais aussi fermement a t t a c h é s que m o i - m ê m e aux p r i n c i p e s de paix, de j u s t i c e , de liberté et de civilisation. J'ai d o n c le devoir de v o u s redire m a certitude d ' u n e col­ l a b o r a t i o n compléte, parfaite, cordiale et efficiente. Certes, j ' a u r a i s aimé affirmer celà à tous les élus c a n t o ­ n a u x , s a n s a u c u n e exception. Or, l'un d'entre v o u s , M. Bellev u e , est m a l h e u r e u s e m e n t r e t e n u à la G u a d e l o u p e en raison de son état de s a n t é . En votre n o m à t o u s , j ' e n suis certain, et au m i e n , j e lui a d r e s s e nos v œ u x sincères de c o m p l e t rétablisse­ m e n t et de r e t o u r p r o c h a i n p a r m i n o u s . Une a u t r e a b s e n c e sensible qui, h e u r e u s e m e n t , a d ' a u t r e s motifs, d ' a u t r e s et nobles raisons, des raisons - puis-je dire — de service et de m a n d a i , c'est celle de votre r e p r é s e n t a n t au P a r l e m e n t , M. le Ministre Gaston Monnerville. Quelle joie a u r a i t été la n o i r e de le c o m p t e r p a r m i n o u s , et de lui d i r e , en t e r m e s é m u s , toute n o t r e a d m i r a t i o n p o u r sa p e r s o n n a l i t é m a r q u a n t e , p o u r son insigne activité p a r l e m e n ­ taire et politique, p o u r sa volonté a c h a r n é e — entêtée m ê m e — d e travailler s a n s cesse, et inlassablement, à la cause de sa chère G u y a n e et, enfin, p o u r t o u s les résultats concrets qu'il a o b t e n u s , les bienfaits i n n o m b r a b l e s qu'il a r e n d u s . A la vérité, j e m e dois de vous signaler que la l o u r d e tâche de M. Gaston Monnerville a u p r è s du D é p a r t e m e n t , — où il a su capter toutes les s y m p a t h i e s et inspirer la plus absolue c o n ­ fiance grâce à la d r o i t u r e de son caractère et sa p e r s é v é r a n t e a m é n i t é — est a u j o u r d ' h u i , n o u s le s a v o n s , r e n d u e singulière­ m e n t p l u s aisée p a r le r e m a r q u a b l e h o m m e d'Etat qu'est M. Georges Mandel.


–3– Les récents décrets-lois supprimant le bagne et créant l'Office de l'or, portent sa signature, et nous sont, p a r conséquent, garants de l'orientation et de l'impulsion nouvelles que ce chef véritable entend donner à la mise en valeur d'un pays qui n e peut m a n q u e r d e devenir bientôt l'un des joyaux de notre Empire. Je ne veux p a s omettre d'adresser aussi mon cordial h o m ­ mage à M . le Gouverneur titulaire Veber dont j'apprécie per­ sonnellement les indéniables qualités professionnelles, la haute conscience et l'exquise urbanité. Vous voudrez donc bien vous j o i n d r e , je l'espère, unanime­ ment à moi pour lui souhaiter après un long séjour parmi vous, un agréable congé dans la Métropole.

SITUATION

FINANCIÈRE

J'ai maintenant, Messieurs, le devoir de vous entretenir de la situation financiére de la colonie. Alors q u e l'exercice 1936 s'était clôturé par un excédent de recettes de 212,887 fr. 75 l'exercice 1937 s'est soldé par un excédent de dépenses de 718,746 82 Les causes de ce déficit ont été indiquées dans l'exposé des motifs du projet de budgel de 1939. Elles se résument ainsi : 1° Imputation au budget local de certaines d é p e n s e s de personnel passées antérieurement au budgel d ' e m p r u n t ; 2° Réduction de la subvention métropolitaine, ramenée de 1,500,000 fr. à 1,350,000 fr. ; 3° Augmentation des dépenses de personnel résultant du rétablissement des congés administratifs dans la métropole des fonctionnaires des cadres locaux - de la création et du relèvement de l'indemnité spéciale temporaire de la ma­ joration de l'indemnité de résidence et des charges militaires ; 4° Augmentation des dépenses de matériel résultant d'une part, de l'imputation au budget de 1937 de la charge de c o m ­ mandes effectuées en 1930 et réglées sur l'exercice suivant p a r


–4– suite de relard d a n s les livraisons, d'autre part, de la r é p e r ­ cussion de la dévaluation du franc s u r les dépenses d e f o u r n i ­ tures et de frais de t r a n s p o r t , ainsi que sur le m o n t a n t des travaux ayant fait initialement l'objet d ' e n g a g e m e n t s . EXERCICE 1938. La situation de l'exercice m o i n s favorable e n c o r e .

1938 se p r é s e n t e

sous

un

joui-

Le budget de cet exercice avait été équilibré en recettes et en dépenses à la s o m m e d e : 1 7 , 8 8 7 , 9 6 0 00 L ' o u v e r t u r e de crédits s u p p l é m e n t a i r e s , p o u r un m o n t a n t de 4,004,012 00 a p o r t é le total du budget à

21,891,972

00

Les crédits s u p p l é m e n t a i r e s affectent les dé­ penses e x t r a o r d i n a i r e s p o u r 545,512 e t les dépenses ordinaires p o u r 3,458,500

00 00

c e s d e r n i è r e s se d é c o m p o s a n t c o m m e s u i t : dettes exigibles dépenses de personnel d é p e n s e s de m a t é r i e l et

1,777,500 511,000 travaux

plan de c a m p a g n e c o m p l é m e n t a i r e

00 00

y c o m p r i s le

1 , 1 7 0 , 0 0 0 00

Il a été prévu qu'il serait l'ail l'are aux d é p e n s e s e x t r a o r d i ­ naires par voie de prélèvements s u r les fonds disponibles du c o m p t e spécial h o r s budgel « fonds de c h ô m a g e » prévu p a r le décret du 8 j a n v i e r 1 9 3 8 et p o u r les d é p e n s e s o r d i n a i r e s , p a r les ressources d e l'exercice 1938 et, en particulier, p a r le p r o d u i t des taxes votées p a r le Conseil général d a n s ses s e s ­ sions ordinaire et e x t r a o r d i n a i r e de d é c e m b r e 1937 et avril 1938. C e p e n d a n t , en dépit des s u p p l é m e n t s de recettes e s c o m p t é s , du produit des taxes nouvelles et ajustements d ' i m p ô t s , des plus-values de recettes des régies financières consécutives à la dévaluation m o n é t a i r e , il est m a l h e u r e u s e m e n t à p r é v o i r q u e les d é p e n s e s s e r o n t sensiblement plus élevées que les r e c o u ­ v r e m e n t s , d'autant que les r e t a r d s a p p o r t é s d a n s l ' a p p r o b a ­ tion de certaines taxes vont en r é d u i r e le produit e s c o m p t é p o u r 1938 alors q u e ces taxes étaient destinées à financer des


–5– dépenses r e l a t i v e s à l'amélioration de la condition du person­ nel qui ont été payées dès la promulgation des textes régle­ mentaires institutifs de ces décisions. *

*

Au 30 octobre, la situation des opérations de recettes et de dépenses étaient la suivante : Recettes réalisées

13,468,557 93

Dépenses mandatées

15,909,452 46

Excédent de dépenses sur les recettes

2,440,894

53

Ce déséquilibre est dû pour une grande partie au mandatement de la contribution supplémentaire de la colonie aux charges de la Caisse Intercoloniale de Retraites ( 1 , 7 0 0 , 8 7 6 fr.) dépense imposée par décret du 26 août 1938. A la date envisagée, le budget avait encore à e n c a i s s e r : la deuxième moitié de la subvention pour

l'équilibre du b u d ­

get

900.000 00

le r e l i q u a t d e l ' a v a n c e p o u r le s e r v i c e d e l ' e m ­ prunt les recettes p o s t a l e s de septembre et o c t o b r e . .

271,725 00 78,185 21 73,652 32 30,186 47

les recettes de l'Enregistrement d'octobre e les recettes de l'Imprimerie pour le 3 trimestre la quote-part d e l'Inini et d e s c o m m u n e s a u x charges du budget local . Mémoire Ces divers produits, en m ê m e t e m p s que la constance de l'effort et le souci d'économie appliqués à la gestion financière, a u r o n t pour effet de r é d u i r e sensiblement le déficit. Néanmoins, et encore qu'il soit trop tôt pour tirer des conclusions défini­ tives de la situation, telle qu'elle se présente au 30 octobre, il est à prévoir, quels que soient les résultats du rendement probable des nouvelles taxes votées par le Conseil général, des plus values de recettes des régies financières consécutives à la dévaluation monétaire, de la contraction du plan de c a m ­ pagne complémentaire et des compressions budgétaires p o u r ­ suivies progressivement vers leur extrême limite, que l'équi-


–6– libre d u b u d g e t à sa clôture n e sera guère a s s u r é . Il faut s'attendre à u n déficit i m p o r t a n t p r o v o q u é s u r t o u t p a r l'amé­ lioration de la situation des fonctionnaires et le p a i e m e n t de la c o n t r i b u t i o n s u p p l é m e n t a i r e de 1,700,000 francs a u x dé­ penses d e la C. I. R., nouvelles charges q u ' o n n e p o u v a i t p r é ­ voir lors de l'établissement du b u d g e t .

Projet de budget de 1939. Les c o n s i d é r a t i o n s qui p r é c è d e n t expliquent les difficultés auxquelles s'est h e u r t é e l'Administration locale d a n s le travail de p r é p a r a t i o n du projet de budget de l'exercice 1 9 3 9 . Ces difficultés se sont e n c o r e a c c r u e s à la suite de la déci­ sion prise p a r le Département de s u p p r i m e r la s u b v e n t i o n m é t r o p o l i t a i n e de 1 , 8 0 0 , 0 0 0 francs décision motivée p a r l'es­ p o i r d'accroissement sensible de recettes à a t t e n d r e d'une su­ ractivité é c o n o m i q u e , consécutive à la création d'un Office de l'or. Quelles q u e soient les perspectives q u ' o u v r e le décret-loi d u 17 j u i n 1938 sur le développement de la p r o d u c t i o n de l'or, les incidences des actes et des d é c l a r a t i o n s du Chef d u D é p a r t e m e n t ne peuvent qu'être assez lointaines a l o r s q u e la nécessité de l'équilibre du budget m ê m e avec u n e vigoureuse c o n t r a i n t e d'économie, est là, i m m é d i a t e . T o u t e s les restrictions de dépenses faites, t o u t e s les s u p p u ­ tations de recettes envisagées il faudrait e n c o r e plus de re­ cettes nouvelles. Ces 4 millions c o m p r e n n e n t : le chiffre de la p r é c é d e n t e s u b v e n t i o n m é t r o ­ politaine la c o n t r i b u t i o n aux c h a r g e s de la C. I. R . . . . et les a u g m e n t a t i o n s de d é p e n s e s tant de p e r ­ sonnel q u e de matériel p r o v e n a n t des m e s u r e s prises p a r le P o u v o i r central

1,800,000 0 0 1,700,000 0 0

500,000 00

Quel q u e soit l'effort fiscal à d e m a n d e r a u Pays et à ses Assemblées élues, il parait c h i m é r i q u e d'essayer de t r o u v e r plus de 4 millions d ' i m p ô t s n o u v e a u x et p e r m a n e n t s , alors


–7– que les recettes ordinaires totales du dernier exercice réglé, non compris la subvention de 1,350,000 francs, n'atteignent pas 14,500,000 francs. Il s'ensuit que le rétablissement de la subvention s'impose et devient plus que jamais indispensable pour l'équilibre du budget. Aussi, M. le Gouverneur titulaire et moi-même, dés mon arrivée, avons-nous virement insisté auprès du Ministre des colonies pour obtenir du Parlement le complément de recettes nécessaires à couvrir les dépenses que des circonstances imprévisibles ont de nouveau imposées à la colonie. Le projet de budget local s'élève en recettes, y compris un fonds de concours de 300,000 francs, montant susceptible d'être alloué par le Ministère de l'Air p o u r les travaux intéres­ sant l'Aéronautique civile et l'organisation d'une protection météorologique de la navigation aérienne à . . 1 9 , 7 9 2 , 0 2 0 00 et en dépenses, y compris ces mêmes fonds de concours de 300,000 francs à 2 1 , 6 6 2 , 0 2 0 00 faisant ressortir ainsi un excédent de dépenses sur les recettes de 1,870,000 00 chiffre de la subvention sollicitée.

En ne tenant compte que des dépenses et des receltes ordi­ naires, la comparaison entre les deux budgets s'établit comme suit : 1939

20,410,400 0 0

1938 16,632,420 0 0 soit une augmentation de 3,777,980 0 0 par r a p p o r t aux estimations d e l'année en cours. Déduction faite du fonds de concours de 300,000 francs cette a u g m e n ­ tation sera de 3,477,980 francs. Aux événements qui viennent d'être cités : Sont venus s'ajouter toute u n e série de dépenses nouvelles dont les plus importantes concernent l'amélioration de la con­ dition des fonctionnaires réalisée au cours de l'année 1938 — l'imputation au budget local du reliquat des dépenses de per­ sonnel et de main-d'œuvre du budget d ' e m p r u n t en liquida­ tion, — l'augmentation des frais de t r a n s p o r t et des dépenses


–8– de matériel — la substitution partielle de la m a i n - d ' œ u v r e libre à la main-d'œuvre pénale — la garantie de la colonie aux prêts d u Crédit colonial. Le budget de 1 9 3 9 a donc à faire face à un surcroît considérable de dépenses, auxquelles les ressources habituelles peuvent d'autant moins suffire que, les résultats accusés par les recouvrements de 1937 et ceux des dix premiers mois de l'exercice en cours ont obligé à diminuer certaines prévisions de recettes. Par contre, des suppléments de recettes ordinaires manents peuvent être escomptés :

et per-

1° Des a j u s t e m e n t s d'impôts adoptés p a r le Conseil général d a n s ses sessions de d é c e m b r e 1937 et avril 1938 ; 2° Des r é p e r c u s s i o n s du décret-loi du 17 juin 1938 relatif au développement de la p r o d u c t i o n de l'or ; 3° De la hausse générale de la valeur des p r o d u i t s d ' i m p o r ­ tation résultant d e la dévaluation d e la m o n n a i e ; 4° Du m o u v e m e n t croissant du trafic m a r i t i m e ; 5° Des conséquences de la fusion des h ô p i t a u x ; 6° Du r a j u s t e m e n t des tarifs des d o u a n e s ; 7° Du r e l è v e m e n t des taxés postales et télégraphiques et de l'accroissement d e s c o r r e s p o n d a n c e s p a r avion ; 8° Des m e s u r e s prises p o u r accélérer la r e n t r é e d e s restes à r e c o u v r e r au titre des exercices 1937 et a n t é r i e u r s . Ces recettes seront malgré tout insuffisantes. Aussi, l'Admi­ nistration a-t-elle envisagé, d'une p a r t , de d e m a n d e r a u x com­ m u n e s dont la situation financière est relativement favorable, de contribuer d a n s une certaine m e s u r e aux charges d e la colonie en a c c e p t a n t d ' a b a n d o n n e r une partie d e s produits qu'elles reçoivent d u Service local, d'autre part, d e créer des ressources nouvelles tant p a r l'établissement d ' u n e taxe s u r les p e r m i s d e détention d'armes q u e p a r l'aménagement de taxes existantes.

Projets présentés au Conseil général. Au c o u r s de la présente session, le Conseil général aura ainsi à se p r o n o n c e r sur divers projets concernant :


9 —

1° OCTROI DE MER. Ce projet tend au relèvement du 1 / 1 2 au 1/10e de la part revenant au Service local p o u r frais de perception de l'octroi de m e r . Ce relèvement est motivé p a r l'augmentation des charges incombant à la colonie p o u r la perecption d'un droit profitant uniquement aux c o m m u n e s . La recette escomptée est de l'ordre de 4 0 , 0 0 0 francs. Eu raison des délais nécessaires p o u r l'approbation de la taxe, il n'a été tenu c o m p t e au projet de budget que d'un s u p ­ plément de recette de 2 0 , 0 0 0 francs. 2°

QUOTE-PART DES COMMUNES

Depuis l'application du décret du 5 octobre 1 8 9 7 , la part des c o m m u n e s dans les produits du budget local a élé fixée à 4 p. 1 0 0 du montant des r e c o u v r e m e n t s effectués. La situation financière de la colonie permet difficilement de continuer à accorder aux c o m m u n e s — dont les f i n a n c e s sont au surplus suffisamment prospères p o u r que la pluspart d'en­ tre elles aient pu se constituer des réserves relativement im­ portantes — u n élément de ressources excédentaires puisé à des revenus insuffisants du Service local. Une réduction de 4 à 8 p . 1 0 0 de la quote-part des com­ m u n e s permettrait à la colonie de réaliser une économie de l'ordre de 1 7 5 , 0 0 0 francs. Pour 1 9 3 9 , l'économie a élé évaluée à.... 1 0 0 , 0 0 0 francs ce qui a permis de maintenir la prévision de dépense au chiffre de 4 6 5 , 0 0 0 francs porté au budget de 1 9 3 8 , alors que ce dernier est loin de c o r ­ respondre aux paiements effectués.

3° CAISSE LOCALE DES RETRAITES L'insuffisance des revenus de celte Caisse a mis la Colonie dans l'obligation d'intervenir à plusieurs reprises pour faire face


-—10

aux d é p e n s e s nécessitées p a r le service des pensions, alors q u e les c o m m u n e s ne sont tenues à a u c u n e c o n t r i b u t i o n p o u r leurs employés s o u m i s au régime de la Caisse de r e t r a i t e s . Une situation aussi a n o r m a l e ne p o u v a n t se p e r p é t u e r , il v o u s est p r o p o s é de m e t t r e à la charge d e s c o m m u n e s les 3/4 de la dépense d ' u n e Caisse à laquelle ne sont plus assujettis q u e les agents c o m m u n a u x . Le m o n t a n t des pensions à paver au c o u r s de l'année 1939 é t a n t d e l'ordre de 134,000 fr., la q u o t e part des c o m m u n e s atteindrait 100,000 fr. Cette prévision a été inscrit au projet de budget en déduction du crédit p o u r « contribution à la Caisse locale de retraites ». P o u r l'avenir, il vous est p r o p o s é la suppression de cet o r ­ ganisme p a r voie d'extinction les agents c o m m u n a u x nouvel­ lement recrutés devant être s o u m i s au régime de la Caisse nationale d e s retraites p o u r la vieillesse et c h a q u e c o m m u n e é t a n t tenue à verser la contribution prévue par les règlements de cette Caisse. 4° FRAIS D'HOSPITALISATION DES INDIGENTS La q u o t e - p a r t des C o m m u n e s a été fixée au tiers par la déli­ bération du 31 d é c e m b r e 1930, les deux a u t r e s tiers i n c o m ­ bant au Service local. Il vous est d e m a n d é — eu égard à la situation financière de la colonie - de p o r t e r à la moitié la part des c o m m u n e s d a n s les frais d'assistance obligatoire p r é v u s p a r la loi du 15 juillet 1920. Le s u p p l é m e n t de recette à e s c o m p t e r de ce chef a été c o m ­ pris p o u r 5 0 , 0 0 0 fr. d a n s la prévision des recettes d e l'hôpital. 5° TAXE SUR LES PERMIS D'ARMES L'Administration se p r o p o s e de modifier d a n s un sens plus libéral la réglementation s u r les a r m e s en s u b s t i t u a n t le r é ­ gime de la simple déclaration au régime de l'autorisation préalable. Le nouveau régime serait similaire à celui de la Métropole du moins en ce qui concerne les a r m e s de chasse, et r é p o n ­ drait au désir plusieurs fois exprimés du Conseil Général.


— 11 — Par contre, les détenteurs d'armes seraient assujettis au paie­ ment d'une redevance annuelle, de taux modique perçue sur rôles nominatifs. Le produit de la taxe est évalué à : 60,000 francs. Pour 1939, il a été fait état d'une prévision de recettes de : 3 0 , 0 0 0 francs. 6°

DROIT

D'AIGUADË

Il est prévu un relèvement de ces droits qui ont été régle­ mentés par une délibération du Conseil Général en date du 25 août 1924 et n'ont pas été modifiés depuis lors, malgré l'ac­ croissement des dépenses d'entretien et d'exploitation de la conduite d'eau. Un supplément de recette de : 3 , 0 0 0 f r . a été inscrit au p r o ­ jet de budget. 7° TARIFS

DES

CONCESSIONS

D'EAU

P o u r les mêmes raisons l'Administration propose un relève­ ment des tarifs des concessions d'eau qui ne porterait pas sur les prises à débit ordinaire et ne frapperait que les privilégiés disposant de prises à débit libre ainsi que les propriétaires d'usines el de distilleries. Le supplément

de recettes serait d'environ

17,800 francs.

Pour 1989, il a été évalué à : 10,000 francs.

Les répercussions de ces projets — dont il a été tenu compte dans les prévisions budgétaires sont les suivantes, qu'ils s'agis­ se d'économie à réaliser ou de suppléments de recettes : Octroi de mer

2 0 , 0 0 0 00

Quote-part des c o m m u n e s Caisse locale de retraites

100,000 0 0 100,000 00

Frais d'hospitalisation

50,000 00

Taxe sur les permis d ' a r m é s

80,000 00

Droits d'aiguade

3 , 0 0 0 00

Tarifs des concessions d'eau Au

total

10,000 0 J 3 1 3 , 0 0 0 00


— 12 — La situation b u d g é t a i r e n'a pas p e r m i s d ' i n s c r i r e p o u r les dépenses du plan de c a m p a g n e une prévision s u p é r i e u r e à celle de l'exercice en c o u r s . La prévision de 0 0 0 , 0 0 0 fr. paraît d'au­ tant plus faible q u ' a u c u n crédit ne figure plus en 1939 au titre des t r a v a u x destinés à c o m b a t t r e et à prévenir le c h ô ­ m a g e , la subvention spéciale d'un million accordée à cet effet en 1937 étant c o m m e elle devait l'être épuisée a v a n t le 3 1 décembre. Aussi a-t-il été prévu l'établissement d'un plan de c a m p a ­ gne c o m p l é m e n t a i r e d e 3 0 0 , 0 0 0 fr. qui serait alimenté par les fonds à p r o v e n i r d'un léger relèvement de la taxe de c o n s o m m a t i o n s u r les tabacs. Une a u g m e n t a t i o n de dix c e n t i m e s par paquet de tabac ou de cigarette et de un franc par kilo de tabac en feuilles ne sau­ rait affecter l o u r d e m e n t le c o n s o m m a t e u r . Je suis p e r s u a d é q u e le Conseil Général ne fera a u c u n e diffi­ culté pour frapper un article qui ne peut être considéré c o m m e étant de p r e m i è r e nécessité et d o n t le prix restera a u - d e s s o u s du prix de vente d a n s la Métropole. S'il lui apparaissait que les tarifs p r o p o s é s peuvent être relevés, l'Administration ne verrait q u e des avantages à le suivre puisque le produit de l'impôt permettrait e n t r e a u t r e s l'amélioration du réseau routier, dont les usagers se plaignent non sans raison, sans que le Service qui eu a charge ait à sa disposition les crédits nécessaires p o u r r e m é d i e r aux défec­ tuosités les plus m a r q u a n t e s . Le m o m e n t v e n u , le plan de c a m p a g n e des travaux à exé­ cuter sur le produit de la majoration de la taxe sur les ta­ bacs serait s o u m i s à vos délibérations ou à celles de la Com­ mission coloniale spécialement habilitée à cet eiî'el. Aucune prévision n'a été inscrite à ce titre, en recettes et eu d é ­ penses, au projet de budget de 1939. Celui-ci est a r r ê t é en recettes à. 1 9 , 7 9 2 , 0 2 0 ou en dépenses à 21,662,020 00 soit un excédent de dépenses de 1,870,000 00 égale au m o n t a n t de la subvention sollicitée du Département.

Budget d'emprunt. — Quant au budget d ' e m p r u n t , je n'en parlerai que p o u r m é m o i r e puisque c'est u n budget de l i q u i d a -


– 13 – tion, alimenté par l'utilisation des fonds inemployés au cours de l'exercice 1938, Ceux-ci présenteront un reliquat de 4,409,736 fr. 10 qui résulte de ce que les travaux de cons­ truction de dispensaires d a n s les c o m m u n e s , de bâtiments tant à l'hôpital colonial qu'à l'hospice et de p o s e de v a n n e s au Canal L a u s s a t , prévus au budget de 1938, ne seront vrai­ semblablement pas terminés pendant la p é r i o d e complémen­ taire de l'exercice.

Situation économique. Abordons maintenant la situation économique. La dévaluation de la monnaie et la hausse des prix qui a été la conséquence, ont eu une répercussion sensible sur cette situation. Le mouvement commercial de la Guyane pour les neufs premiers m o i s de l'année 1938 s'est élevé à . . 8 4 , 1 8 5 , 4 4 0 00 en augmentation de 24,383,244 00 sur la période correspondante de 1937. Le montant du commerce total des trois premiers mestres se décompose comme suit :

tri­

Importations (en augmentation de 4 3 , 4 8 8 , 9 1 3 francs.)

4 9 , 5 4 3 , 4 4 3 00

Exportations, (en augmentation de 8,494,328 francs.)

3 4 , 6 4 4 , 9 9 7 00

Le tableau ci-après en fournil le détail : IMPORTATIONS : de France

3 1 , 5 4 4 , 6 0 3 fr. en plus 8,387,667 fr.

des colonies françaises.

4 , 3 5 8 . 4 5 2 fr. en plus 4,230,433 fr.

de l'étranger

13,640,358 fr. en plus 3 , 5 7 1 . 1 1 3 fr. EXPORTATIONS :

sur France

3 3 ; 8 1 5 , 9 7 0 f r . en p l u s 8,126,017 fr.

sur les colonies françaises

3 0 2 , 4 4 3 fr. en plus

sur l'étranger

5 2 3 . 5 8 4 fr. en m o i n s

....

125,378 fr. 57,067 fr.


– 14 –

Les p r i n c i p a u x p r o d u i t s e x p o r t é s ont été les suivants ; DIFFÉRENCES QUANTITES.

VALEURS.

Quantités en moins.

Valeurs en p l u s .

69,140

1,362 k

14,851

120 k

7,717,522

Peaux brutes de bœufs

45,478 .

Or natif en p o u d r e . . .

944,600

30,774,450

Bananes

514,383

1,222,200

k

En plus : 448,006 75,464 k Bois de toutes sortes. 1,085,136

602,332

344,204 563,422 k

h

Rhums et tafias

2,484 .

978.936

Essence de bois de rose

4,602 k.

304,449

595,147 952 h Eu moins : En moins : 16,665 k 4,091,411

Or natif. Malgré une d i m i n u t i o n de 120 kilog. 132 d a n s les q u a n t i t é s , la hausse des prix a e n t r a î n é une a u g m e n ­ tation de 7 , 7 1 7 , 5 2 2 francs d a n s tes v a l e u r s . Bois. — Nos e x p o r t a t i o n s vers sont en p r o g r e s s i o n n o t a b l e .

la F r a n c e

et

les Antilles

L'exploitation rationnelle des essences précieuses de la forêt guyanaise p o u r r a être envisagée avec le d é v e l o p p e m e n t des voies d e c o m m u n i c a t i o n s , d é v e l o p p e m e n t qui s ' a n n o n c e p r o c h a i n , si on j u g e p a r le p r o g r a m m e du G o u v e r n e m e n t métropolitain. Essence de bois de r o s e . — La p r o d u c t i o n a r e c o m m e n c é assez t i m i d e m e n t d a n s la région de l'Approuague. Elle s e m b l e devoir s'intensifier et les récentes t r a c t a t i o n s laissent p r é v o i r u n e nouvelle activité d a n s cette b r a n c h e . Rhums et Tafias. — P o u r les neuf p r e m i e r s m o i s de 4 9 3 8 , les e x p o r t a t i o n s o n t atteint 2 , 1 8 4 hectolitres, c o n t r e 1,282 h l . p e n d a n t la p é r i o d e c o r r e s p o n d a n t e s de l'année écoulée.


– 15 – Les hauts cours pratiqués tant sur le marché local qu'en France a m è n e r o n t sans a u c u n d o u t e une augmentation des plantations et, en conséquence, celle des e x p o r t a t i o n s . Agriculture. — La production agricole continue à être dé­ ficitaire et ne suffit pas aux besoins essentiels de la c o n s o m ­ mation locale. Des denrées alimentaires de première nécessité qui pourraient être produites sur place sont importées de l'extérieur, de l'étranger souvent. Tels sont n o t a m m e n t : Le riz

11,887 quintaux en 1937.

Les légumes secs.

3,858

«

Le sucre

4,953

«

Le bétail

3,000 têtes.

L'exportation des produits agricoles est, par contre, des plus modestes. On ne peut guère citer, en d e h o r s du bois, q u e : Les r h u m s et tafias.. 1,859 hectolitres en 1937. Les b a n a n e s

4,630 q u i n t a u x .

Sauf pour les bananes, qui sont nettement en progression, la production agricole de la colonie d e m e u r e stationnaire. Cultures vivrières. — Elles occupent u n e surface qu'on peut estimer à 500 hectares environ dont 3 5 0 à 4 0 0 hectares de manioc. Cette culture semble m a l h e u r e u s e m e n t être en r é ­ gression, les statistiques douanières enregistrant une a u g ­ mentation de l'importation du « couac », base de l'alimenta­ tion guyanaise. Quant au riz, malgré son importance dans l'alimentation de la population, il n'occupe q u e quelques hectares seulement. Or, des essais entrepris par lе Ser­ vice de l'Agriculture ont d é m o n t r é qu'il est possible de c u l ­ tiver le riz de montagne m ê m e sur le littoral. Canne à sucre. — Les superficies cultivées en canne n'ont pas augmenté. Elles peuvent être estimées à 400 hectares e n ­ viron. Les r e n d e m e n t s sont encore t r o p insuffisants en raison des méthodes primitives de culture et du peu d'emploi des en­ grais. Le r e n d e m e n t moyen à l'hectare varie de 40 à 50 tonnes de c a n n e . Des essais seront e n t r e p r i s p a r le Service de l'Agriculture p o u r déterminer les variétés les p l u s intéressantes à cultiver


— 16 — ainsi q u e les formules de fumure qui c o n v i e n n e n t le mieux à cette culture en G u y a n e . L'industrie sucrière a produit en 1937 : Sucre P o u r 1938, la p r o d u c t i o n est évaluée à Banane.

108 t o n n e s . 280 tonnes.

— C'est la seule culture qui soit en p r o g r e s s i o n .

La surface plantée en b a n a n i e r s au d é b u t de 4 9 3 8 s'élevait a p p r o x i m a t i v e m e n t à 3 0 0 h e c t a r e s . Cette surface était b e a u ­ c o u p t r o p élevée p a r r a p p o r t a u x m o y e n s financiers des p r o ­ priétaires, d'où m a u v a i s entretien des cultures cl r e n d e m e n t s dérisoires. Actuellement, la surface cultivée et e n t r e t e n u e n e s'élève qu'à 157 h e c t a r e s e n v i r o n . La réduction des surfaces cultivées a a m e n é u n perfectionne­ m e n t des m é t h o d e s d e c u l t u r e d o n t les effets favorables se sont t r a d u i t s p a r l'augmentation du r e n d e m e n t à l'hectare et l'amélioration de la qualité des fruits. Irrigation. — A u c u n e plantation n'était irriguée en Guyane au début de 1938. La nécessité de l'irrigation en p é r i o d e sèche n'était d'ailleurs ni c o m p r i s e , ni admise p a r les p l a n t e u r s qui se résignaient, c h a q u e a n n é e , à voir la p r o d u c t i o n de leurs b a n a n e r a i e s t o m b e r à zéro d ' o c t o b r e à m a r s et c o n s i d é r a i e n t le m a n q u e à gagner c o m m e u n mal i n c u r a b l e et inévitable. La doctrine à ce sujet était que j a m a i s les frais c o n s e n t i s p o u r installer l'irrigation ne serait c o m p e n s é s p a r les profits d'une a u g m e n t a t i o n de la p r o d u c t i o n . Les p l a n t e u r s o n t m a i n t e n a n t c o m p r i s la nécessité de cette irrigation et q u e l q u e s u n s d ' e n t r e eux o n t m ê m e c o m m e n c é à la p r a t i q u e r . Grâce à l'installation de l'irrigation la p r o d u c t i o n p o u r r a être m a i n t e n u e p e n d a n t la saison sèche et l'exportation n e connaîtra pas de p é r i o d e d ' a r r ê t . Ces efforts c o m m e n c e n t à p o r t e r leur fruit et la p r o d u c ­ tion b a n a n i è r e e n r e g i s t r e u n e a u g m e n t a t i o n notable de r e n ­ dement. L'exportation est en plein a c c r o i s s e m e n t .


17

C'est ainsi que de 1937 à 1938 en exportations sont pas­ sées de : 506 tonnes (brut) et de 4 6 3 tonnes (net) à 720 tonnes (brut) et, de 627 tonnes (net). L'exportation aurait à la vérité pu être beaucoup plus importante si le navire bananier était venu beaucoup plus fréquemment. Avec 17 bateaux l'exportation aurait atteint pour 1938, 1450 tonnes. Cette question de transport retiendra toute mon attention. Quoiqu'il en soit, les résultats déjà acquis sont très encourageants et il est probable que le développement de la culture bananière sera le prélude d'une renaissance économique de la colonie. Elevage. — L'élevage est en stagnation. Le cheptel n'aug­ mente pas. Il est malheureusement loin de suffire a u x besoins alimentaires de la colonie II peut être estimé à : Bubalins

700 têtes environ

Bovins

350

»

»

Porcins

7500

»

»

Volailles

indéterminées.

La Guyane demeure donc tributaire de l'étranger pour ses b e s o i n s en viande, le Brésil fournissant actuellement la quasi totalité du bétail importé. Les importations vont cependant en régression puisqu'elles ne se sont élevées en : 1 9 3 5 . . à 4,820 têtes de bétail v a l a n t . . 2,900 milliers de francs. 1 9 3 6 . . à 4,688 » de bétail v a l a n t . . 1 9 0 0 milliers de francs. 1 9 3 7 . . à 3,000 têtes environ. Ces importations constituent une charge d'autant plus lourde pour l'économie de la colonie que les dévaluations succes­ sives du franc ont amené une augmentation correspondante des monnaies étrangères. L'Administration s'efforce de développer l'élevage et d'améliorer tes races locales. Un taureau reproducteur-améliorateur a été acheté à Trinidad et est mis à la disposition des éleveurs guyanais.


— 18 —

Immigration. Le développement de l'agriculture est lié intimement à l'important p r o b l è m e de l'immigration. A ce sujet, d a n s son discours d ' o u v e r t u r e de la session ordi­ naire de 1 9 3 7 , M. le G o u v e r n e u r Veber a mis en évidence toutes les raisons q u i s'attachent à une p r o m p t e solution de ce p r o b l è m e . La question de l'immigration en Guyane française, soit qu'elle procède du recrutement par contrat de travailleurs étrangers à la colonie, soit qu'elle ait en vue d'amener les travailleurs libres à venir en Guyane, revêt un caractère de première urgence qui (a place au premier plan de mes préoccupations. En ce qui c o n c e r n e l'immigration réglementée, des p o u r ­ parlers ont été engagés avec les autorités du Brésil, de la Guyane hollandaise, du Maroc et de l'Union Indo-chinoise. Les deux p r e m i è r e s tentatives ayant eu un résultat néga­ tif, il convenait, dés lors, de n'envisager que l'immigration berbère et l'immigration a n n a m i t e . Pour la p r e m i è r e , la solution désirable n'est pas i n t e r v e n u e en raison d e certaines m e s u r e s susceptibles de d o n n e r satisfaction aux immigrants éventuels mais qui seraient difficile­ ment réalisables p o u r les engagistes guyanais. Encore q u e , malgré mon désir d'action il faille être très pru­ dent, très circonspect en la matière, l'immigration a n n a m i t e semble pouvoir d o n n e r des résultats à la Guyane puisqu'elle en a bien fourni d a n s nos possessions du Pacifique, Dans une dernière c o m m u n i c a t i o n , le Résident Supérieur de France au Tonkin a répondu favorablement aux désidérata e x p r i m é s s u r le plan local, sauf en ce qui est relatif à la ra­ tion des travailleurs et, par conséquent, aux salaires. Une nouvelle consultation des g r o u p e m e n t s intéressés a eu lieu q u i a abouti à l'adoption sans réserve d'un projet de c o n ­ t r a t type t e n a n t c o m p t e des modifications d e m a n d é e s . A la suite de cette adhésion, l'Administration locale a in­ vité les chefs d'établissements agricoles à faire c o n n a î t r e te


19

n o m b r e d'immigrants qu'ils riaient susceptibles d'utiliser. Les réponses déjà parvenues permettent de fixer à 200 au minimum le n o m b r e des unités du premier convoi. Dès l'expiration du délai imparti, suivant avis paru à l'officiel, les résultats de ce premier inventaire des besoins de la colonie en m a i n - d ' œ u v r e seront c o m m u n i q u é s au Résident Supérieur du Tonkin pour hâter l'établissement du courant d'immigration Indo-Chine-Guyane. Par ailleurs, et du point de vue de l'immigration libre, il a paru utile, pour combler les vides d'une population à faible densité, de faire appel aux familles provenant des Antilles françaises et notamment de la Martinique qui pourraient renouveler l'expérience appréciable de 1902 à Montjoly et s'é­ tablir sur des concessions domaniales accordées à titre p r o v i ­ soire puis à titre définitif. L'Administration locale est partie de cette idée qu'il fallait limiter l'effort, puis l'étendre d'une manière progressive si l'on voulait aboutir et elle a pensé, en conséquence, qu'un con­ tingent de 30 à 3 5 familles serait suffisant p o u r la période du début. Ces familles seraient installées, de préférence, p r è s des agglomérations pourvues de médecins ainsi que d'une forma­ tion hospitalière, constituant un centre de ravitaillement et possédant les services techniques qualifiés pour conseiller cl surveiller les agriculteurs. Leur entretien aux frais de la colonie est prévu p o u r un an, au début de la saison des cultures à la première récolte. D'autre part, une aide financière pourrait leur être apportée : a) p a r la fourniture des matériaux et des matières néces­ saires à la construction de maisons d'un type d é t e r m i n é , b) par la cession, à titre gratuit, d'un petit outillage pour les premières cultures. Tel est l'état actuel de la question qui a fait l'objet principal des conversations des Chef des colonies intéressées lors de la récente conférence des gouverneurs à Fort-de-France. *

*

Il n'est pas sans intérêt de r e m a r q u e r que, d'autre part, a été évoqué un projet d'immigration haïtienne sur l'initiative du président du Syndicat Bananier. .


– 20 – Tous r e n s e i g n e m e n t s utiles à ee sujet ont été d o n n é s au Mi­ nistre de France en Haïti et, n o t a m m e n t , u n e d o c u m e n t a t i o n s u r la climatologie et l'état sanitaire de la Guyane française ainsi q u ' u n e note de r e n s e i g n e m e n t s destinée à c o m b a t t r e les m a u v a i s effets de la réputation d'insalubrité dont jouit à tort la colonie. En r é s u m é , on peut affirmer que le p r o b l è m e de l'immigra­ tion et s u r t o u t de l'immigration libre en Guyane peut être ré­ solu sur les d o n n é e s qui viennent d'être acquises par u n e lon­ g u e prospection des moyens à mettre en œ u v r e . I! implique cependant une p r o p a g a n d e , une p r é p a r a t i o n , un é q u i p e m e n t qui doivent g a r a n t i r le succès de l'opéra­ tion envisagée. Tout échec, en tout cas, serait d é s a s t r e u x .

Travaux publics. — Quant aux Travaux publics, ce ser­ vice a réalisé d a n s le c o u r s de l'année 1938, le p r o g r a m m e de travaux que v o u s aviez arrêté dans la limite o ù l'ont p e r ­ mis les c r é d i t s réduits mis à sa disposition. Ceux-ci ont été nettement insuffisants et ils le seront encore en 1939 eu égard à l'importance des travaux à exécuter. 1° Les ouvrages d'adduction et de distribution d'eau nécessi­ teraient u n e réfection à peu près complète. Un projet établi p a r un ingénieur spécialiste a été expédié au D é p a r t e m e n t . Il fait partie du projet d ' e m p r u n t en p r é p a r a t i o n . 2° Le c u r a g e de la crique fouillée est t e r m i n é ; on peut y p a s ­ ser m a i n t e n a n t avec de petites e m b a r c a t i o n s . Les Ducs d'Albe d e l ' a p p o n t e m e n t du p o r t de Cayenne ont été mis en place soulageant ainsi cet ouvrage tout en renforçant la sécurité des navires à q u a i . 3° Les routes et pistes n'ont guère pu faire l'objet que de tra­ vaux d'entretien. Il y a lieu de signaler toutefois l'achève­ ment d'un ponceau en buses et béton au k m . 9,5 de la r o u t e de Rémire et du Pont métallique Eiffel de K a r o u a b o s u r la r o u t e coloniale n ° 4 , le r e v ê t e m e n t et l'émulsion de b i t u m e s u r la route coloniale n° 3 e n t r e la propriété de M. R e b a r d et le Pont Million et s u r la r o u t e n° 2 entre le rond point de l'Hospice et le P o n t Maggy.


-

21

-

Le passage de la rivière Kourou sur la route n° 1 a été sen­ siblement améliore par la mise en service d'une vedette à m o ­ teur. La plupart des bâtiments de la colonie nécessiteraient d'im­ portants travaux de réfection. Faute de crédits, le service ne peut effectuer que les travaux d'entretien les plus indispensa­ bles. Les travaux dont l'exécution était prévue tant sur les c r é ­ dits d'emprunt que sur les fonds de chômage ont été terminés en grande partie ou sont en cours d'achèvement. Les nouveaux bâtiments du collège de Cayenne nes. La moitié environ des travaux de l'hôpital Cayenne a été exécutée; l'autre moitié doit être cours de l'exercice I939. il en est de même des l'hôpital hospice.

sont termi­ général de achevée au travaux de

Projet d'emprunt — Le projet de budget d'emprunt, p o u r 1939 comporte en outre, la construction des vannes de la b a n ­ lieue-sud de Cayenne et la construction de dispensaires d a n s les communes. Le service des Travaux publics procède à la mise au point d'un avant-projet d'emprunt qui comprend : L'amélioration et l'aménagement du port de Cayenne; La construction de routes et d'ouvrages d'art ; Un p r o g r a m m e d'hydrographie ; Le balisage des côtes ; La construction d'un hôtel des P. T. T. à Cayenne ; La construction d'une gendarmerie à Cayenne ; La construction d'un bâtiment des P. T. T. à Mana ; Un modèle-type pour les bâtiments des P. T. T. d a n s les communes ; La construction d'un parc de sports à Cayenne; La construction d'un bâtiment des Travaux publics à Cayenne; La c o n s t r u c t i o n d'un nouvel Institut d'Hygiène à Cayenne ; Fn projet Cayenne.

d'alimentation

en

eau potable de la ville

de


– 22 – Vous serez appelés, le m o m e n t v e n u , à délibérer s u r ces d i v e r s projets. Postes et Télégraphes. Au c o u r s de l'année 1 9 3 8 , les a m é l i o r a t i o n s suivantes o n t été a p p o r t é e s d a n s l'exécution d u service : 1° Diminution des taxes radioélectriques avec les colonies françaises et avec la F r a n c e p a r certaines voies : 2° Accord avec l'Administration m é t r o p o l i t a i n e d e s P . T. T. p o u r le transport p a r les cargos b a n a n i e r s du c o u r r i e r postal à destination de la Guyane. Cet accord a p e r m i s , à plusieurs r e p r i s e s u n a c h e m i n e m e n t rapide d u c o u r r i e r postal d a n s les deux sens ; 3° S i g n a t u r e d ' u n c o n t r a t d ' u n e d u r é e de d e u x a n s e n t r e la Colonie et la Compagnie de Navigation a é r i e n n e P a n American A i r w a y s p o u r le t r a n s p o r t d e s c o r r e s p o n d a n c e s avion p o u r toutes d e s t i n a t i o n s ; 4° Augmentation d u droit postal de d é d o u a n e m e n t et d e s taxes postales intérieures p r o c u r a n t au budget d e s r e s s o u r c e s nouvelles. Sont à l'étude et n o n e n c o r e s o l u t i o n n é e s les q u e s t i o n s suivantes : 1° Projet d e création d ' u n service d e s chèques p o s t a u x en Guyane — affaire s o u m i s e à l'avis d u Ministre; 2° Projet d e d i m i n u t i o n de la s u r t a x e a é r i e n n e G u y a n e F r a n c e voie Natal. L'exécution de ce projet qui a déjà reçu l'accord de p r i n c i p e d u D é p a r t e m e n t permettrait d e fixer à 1 3 o ù 14 francs la s u r t a x e actuelle de 18 francs. Cette s u r ­ taxe d i m i n u é e sera v r a i s e m b l a b l e m e n t mise e n application au d é b u t d e l'année 1 9 3 9 . Diverses améliorations sont envisagées et portent s u r les p o i n t s suivants :

pour

l'exercice 1939

Modifications du matériel radioélectrique d e s s t a t i o n s inté­ rieures de la colonie ; le matériel actuellement en service, p o s t e s à étincelles » o n d e s a m o r t i e s » sera r e m p l a c é p a r des installations s u r o n d e s c o u r t e s p e r m e t t a n t d ' a s s u r e r d e meilrleures liaisons quelle q u e soit l'époque d e l'année ( s u p p r e s s i o n des p a r a s i t e s a t m o s p h é r i q u e s . )


– Projet d'un poste de

23

radiodiffusion.

Étude de liaison par téléphonie sans fil. Le service d e s P . T. T. a également l'intention d'apporter des améliorations sérieuses au réseau téléphonique interur­ bain, mais celle question reste liée à la valeur des crédits accordés tant au point d e vue du matériel qu'au point de vue d e la m a i n - d ' œ u v r e . Instruction publique. — À la suite du vœu émis par le Conseil général, un essai d e g r a t u i t é de renseignement s e c o n ­ daire au Collège de Cayenne vient d'être réalisé en 6 . e

Le n o m b r e des élèves à a d m e t t r e dans cette classe a été fixé à 40 dans le présent. Les nouveaux bâtiments destinés tant à l'Enseignement se­ condaire qu'au cours normal et à l'Enseignement primaire supérieur avec son annexe l'Enseignement professionnel ont été inaugurés et livrés au Service de l'Instruction publique. Ils comprennent : 1 atelier. 1 salle de dessin. 3

classes d'Enseignement

1 laboratoire de sciences naturelles

primaire supérieur.

physique et chimie, et 1 laboratoire

de

Je me dois de vous signaler au surplus qu'à la suite d'un échange de correspondance entre le Département et le Gou­ verneur titulaire, le Ministre a chargé l'Inspecteur général de l'Education Nationale Lamirand d'une mission spéciale aux Antilles et à la Guyane. Cet éminent universitaire arrivé à Cayenne, par avion le 2 5 novembre, a, pendant la durée de son séjour à la colonie, i n s p e c t é tous les professeurs chargés de cours et répétiteurs du collège, examiné les questions intéressant l'Education Na­ t i o n a l e et e n particulier, celle de la création d'une section d'un enseignement technique à Cayenne. L'école des garçons, relie des filles et l'école maternelle de la ville ont reçu sa visite ; en outre, son inspection s'est é t e n ­ due aux euvirons de Cayenne. Le jeudi 2 décembre M. Lami­ rand à repris par la voie des airs le chemin de la Martinique.


— 24 — Je l'ai salué a v a n t s o n d é p a r t au n o m de la colonie. Je crois toutefois ê t r e votre interprête en le r e m e r c i a n t d e la mission d o n t la Guyane ne peut que tirer profit en lui souhaitant b o n r e t o u r dans la Métropole. Travail. — L'année 1938 aura été m a r q u é e p a r la mise au point de toutes les questions intéressant la cl?sse o u v r i è r e à la Guyane française. En vue de l'application d e s lois s o c i a l e s , l'Inspection du Travail, c r é é e p a r a r r ê t é d u 6 d é c e m b r e 1937, a été confiée au Chef, p u i s à un fonctionnaire du 1 b u r e a u , en a t t e n d a n t l'affectation, d e m a n d é e au D é p a r t e m e n t , d'un I n s p e c t e u r du cadre m é t r o p o l i t a i n . er

On peut r é s u m e r c o m m e suit nisme :

l'action d e ce n o u v e l

orga­

A p p l i c a t i o n des nouvelles lois s o c i a l e s ( s e m a i n e d e 40 heu­ res, congés payés, c o n v e n t i o n s c o l l e c t i v e s ) . Règlement des conflits

collectifs.

E m p i è t e s u r les c o n d i t i o n s d u travail et le c h ô m a g e . Dans cet o r d r e d'idées, divers a r r ê t é s s o n t i n t e r v e n u s qui o n t influé h e u r e u s e m e n t sur le p r o l é t a r i a t et d o i v e n t p r o t é g e r efficacement l'ouvrier contre t o u t a r b i t r a i r e tout e n l'incitant a avoir u n e idée nette de s e s d e v o i r s p r o f e s s i o n n e l s . Il c o n v i e n t d e signaler que les treize a r r ê t é s d'application des décrets d e 1925 e t d e 1937 s u r la responsabilité des acci­ d e n t s d u travail o n t été a p p r o u v é s p a r les d é p a r t e m e n t s m i ­ nistériels i n t é r e s s é s el q u e leur p u b l i c a t i o n p e r m e t t r a de r é ­ s o u d r e tous les c a s litigieux. E n f i n , d e n o u v e a u x t e x t e s , a c t u e l l e m e n t s o u m i s à l'avis d e la c o m m i s s i o n p e r m a n e n t e , o n t été é l a b o r é s p o u r r é g l e r les

m e s u r e s d'hygiène et d e sécurité a p p l i c a b l e s a u x établisse­ m e n t s , i n s t i t u e r une procédure r a p i d e pour la s o l u t i o n d e s conflits i n d i v i d u e l s et a s s u r e r au t r a v a i l l e u r g u y a n a i s

néfice

des dispositions

favorables

d e la loi d u 1

e r

le b é ­

juillet

1 9 3 8 s u r les a c c i d e n t s .

L'application des diverses lois sociales n ' a p a s été s a n s h e u r ­ ter c e r t a i n e s h a b i t u d e s profondément e n r a c i n é e s . O n doit considérer c e p e n d a n t q u e d a n s l'ensemble, elle n'a s u s c i t é a u c u n e perturbation

i m p o r t a n t e et que la s o l u t i o n des 7 c o n ­

flits collectifs d e l'année — a u n e exception prés — a été obte-


25

nue au degré de la conciliation sans qu'il ait été besoin de re­ courir à la p r o c é d u r e d'arbitrage.

MESSIEURS LES CONSEILLERS GÉNÉRAUX, Dans les conjonctures actuelles, avec des perspectives heu­ reusement renouvelées et des espérances fraîches ou renais­ santes, je m ' a u t o r i s e à compter, p o u r accomplir œ u v r e profi­ table, sur votre pleine collaboration. Sans ambages, très franchement, j ' o s e donc vous réclamer l'effort austère p o u r lequel, a-t-on-dit, « tous les citoyens devraient ceindre leurs reins », effort qu'il faut p o u r s u i v r e dans tous les domaines de la vie nationale. P o u r cela, Mes­ sieurs - on ne le répétera, j e crois, jamais assez — il faut obtenir « la fin des égoïsmes, de tous les égoïsmes, a u t r e q u e l'égoïsme national ». Cela implique peut-être — ne serait-ce que p o u r un t e m p s — l'abnégation de soi-même et, très certainement, le renoncement total à cette inclination néfaste et trop fréquente, hélas ! à tout critiquer, à dénigrer, à envier ou à jalouser. Cela implique aussi, je ne puis me garder de l'avouer, la révision de c e r ­ taines méthodes administratives et a u t r e s , d a n s ce qu'elles ont même d'agréable et de complaisant en leur laisser-aller. Cela implique encore, nécessairement, un â p r e et nouveau goût des responsabilités et des s a n c t i o n s , et aussi, et par dessus tout, l'union, l'union de t o u s , sans a u c u n e distinction, l'union dans un but précis et défini. Donc, si vous le voulez bien : confiance réciproque ; b o n n e volonté et volonté tout c o u r t ; autorité et obligations ; choix et décision; « force » au singulier et « forces » au pluriel. Voilà les points de repère et les lignes essentielles que je vous p r o p o s e , Messieurs, p o u r n o t r e c o m m u n p r o g r a m m e d'action et de production dans l'une des régions les plus p r o ­ metteuses du Continent Sud Américain, région qui constitue, c o m m e l'a écrit M M O N N E R V I L L E , « u n e formidable réserve de richesses naturelles dans la F r a n c e d'outre-mer ». J'en ai terminé, Messieurs, et c'est au cri de Vive la France et vive la Guyane française que j e déclare ouverte votre session ordinaire de 1 9 3 8 .


Discours prononcé par M. Robert Chot Gouverneur P. I. de la Guyane Française  

Auteur : Robert Paul Chot-Plassot / Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université d...

Discours prononcé par M. Robert Chot Gouverneur P. I. de la Guyane Française  

Auteur : Robert Paul Chot-Plassot / Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université d...

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