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N° 94

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On le mena dans une pièce où se trouvait un officier... (p. 2958). C.

I.

LIVRAISON

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— 2979 — Elle s ' a r r ê t a court, laissant sa phrase inachevée. Z o r o a s t e r ne c o m p r e n a i t p a s : — Pourquoi attendre, mère ? — P o u r réfléchir... E t u n p e u confuse, elle ajouta : — P e u t être changerai-je d'avis, d'ici là. — Si t u veux, mère... J ' e s p è r e que t u me d o n n e r a s raison. Z o r o a s t e r fut ému de la bonne volonté que semblait m o n t r e r sa mère. Lorsqu'elle fut p a r t i e , il se r e n d i t d a n s la c h a m b r e d ' A m y . Elle se leva en v o y a n t e n t r e r Z o r o a s t e r et elle s'app r o c h a de lui. Celle-ci était assise p r è s de la fenêtre. I l caressa doucement les boucles d ' A m y . m a i s il ne lui dit p a s u n mot de la conversation q u ' i l avait eue avec sa m è r e . E t elle n ' o s a pas le lui d e m a n d e r . A p r è s u n court silence, il dit enfin : — V i e n s m a n g e r Amy... t u dois avoir faim a p r è s cette longue m a r c h e . — U n peu,... rénondit-elle, mais si t u le p e r m e t s , j e voudrais m a n g e r d a n s m a c h a m b r e ; je suis t r è s fatiguée et j e voudrais m e coucher tout de suite a p r è s le dîner. I l devina qu'elle feignait d ' ê t r e fatiguée afin de pouvoir r e s t e r seule. Elle n ' a v a i t p u s ' h a b i t u e r à l'humiliation de n ' ê t r e p a s admise à la table de famille. B i e n t ô t t o u t cela changerait... il forcerait sa m è r e de p a r t a g e r les r e p a s avec elle ; mais, p o u r le moment, il voulait éviter les scènes. — Si t u p r é f è r e s m a n g e r seule, je d i r a i à ma m è r e de te f a i r e servir à dîner chez toi. — J e te serais reconnaissante de cela. T o u s deux s ' a p p r o c h è r e n t de la fenêtre et iûp l è r e n t le paysage.

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— 2980 — Z o r o a s t c r avait rais son b r a s a u t o u r des épaules d ' A m y et tremblante un peu de fatigue et de n e r v o s i t é ' elle se serrait contre lui. Soudain. Zoroaster a p e r ç u t Seïmgaii, qui s ' a p p r o chait de la maison et y entrait... I l lâcha A m y en disant : — J e dois descendre Schugan est vêir. me voir... j ' a i à lui p a r l e r . Elle le suivit j u s q u ' à la porte. — B o n n e nuit, Amy... — B o n n e n u i t Zoroaster... I l l'embrassa encore une fuis et quitta vite la cliàm-

ore. A m y avait r e m a r q u é que la visite de Schugan avait i r r i t é Z o r o a s t e r il pensait que probablement cette visite ne présageait rien de bon. Le vieillard venait très souvent, mais toujours lorsque Zoroaster n ' é t a i t p a s à la maison. E t , a p r è s chaque visite, les femmes étaient plus désagréables envers A m y que de coutume. Zoroaster l'avait r e m a r q u é également. E t il avait sans doute l'intention de le lui dire. A m y s ' a p p r o c h a de nouveau de la fenêtre... sans savoir p o u r q u o i elle se sentait inquiète. Quelques m i n u t e s plus t a r d , Schugan r é a p p a r a i s sait et se dirigeait lentement vers sa maison. — L a visite a été bien courte, se d r <\\ry peut-être Z o r o a s t e r l'a-t-il mis à la p o r t e ? A cet i n s t a n t , on f r a p p a . C'était la domestique qui a p p o r t a i t le dîner. Elle posa les plats sur la table et d i s p a r u t sans salue]*. A m y mangea peu et se coucha aussitôt. L e lendemain, elle se leva de bonne heure, afin de pouvoir p a r l e r à Zoroaster, a v a n t que celui-ci ne u u i t t û t la maison.

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— 2981 — L o r s q u ' e l l e e n t r a d a n s la salle, ou la famille p r e nait habituellement son déjeuner, elle la t r o u v a vide. Elle supposa que Zoroaster ne s'était p a s encore levé et l ' a t t e n d i t . Mais il ne v i n t p a s . A m y chercha la domestique et lui d e m a n d a si Zoroa s t e r B e y était sorti. L a s e r v a n t e fit u n signe de tête affirmatif. — I l doit être m o n t é dans la m o n t a g n e , se dit Amy, qui décida aussitôt de l'y r e j o i n d r e . S u r son chemin, elle r e n c o n t r a Schugan, qui discutait d ' u n air agité avec le p r ê t r e du village. Elle salua, mais les deux hommes ne r é p o n d i r e n t pas à son salut. Schugan le suivit d ' u n r e g a r d h a i n e u x et se t o u r n a vers le M u l l a h : —- V o u s devriez p a r l e r à Zoroaster, dit-il, il faut le convaincre de r e n v o y e r cette femme. L e Mullah secoua la t ê t e : — J ' a i déjà essayé ; mais je n ' a i plus aucune influence sur lui. — I l f a u t l'y forcer. — P o u r q u o i n'essayez-vous p a s vous-même de I V forcer. V o u s êtes le m a i r e du village... Vous auriez te droit p o u r vous... — Oui, mais je ne veux p a s qu'il devienne mon ennemi. I l f a u t t r o u v e r u n moyen d'éloigner cette femme du village sans que Zoroaster puisse s'en offenser... S u r son visage une expression fourbe et rusée passa. Le M u l l a h sourit : — Toi, t u t r o u v e r a s c e r t a i n e m e n t u n moyen, en réfléchissant u n p e u . Los deux h o m m e s se s é p a r è r e n t . A m y m o n t a i t d a n s la montagne, où elle savait t r o u ver les t r o u p e a u x de Zoroaster B e v .

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— 2982 — S u r la colline, il y avait u n e p e t i t e cabane, où Zoroastei' l ' a v a i t souvent a t t e n d u e et elle p e n s a i t qu'elle allait le t r o u v e r là-bas m a i n t e n a n t . Mais ce fut en v a i n qu'elle le chercha ; la cabane était vide. Comme elle ne pouvait p a s se faire c o m p r e n d r e p a r les h o m m e s qui g a r d a i e n t les t r o u p e a u x , elle a t t e n d i t toute la j o u r n é e . Mais celui qu'elle a t t e n d a i t ne venait pas. A p r è s le coucher du soleil, A m y décida de r e n t r e r . E n t r a v e r s a n t le village, elle vit que la foule s'était assemblée devant la mosquée p o u r la p r i è r e du soir. A m y se t i n t u n p e u de côté, p e n d a n t que les caucasiens faisaient leurs p r i è r e s . P u i s elle se r e n d i t l e n t e m e n t à la maison. D e loin, elle vit S c h u g a n d e v a n t la p o r t e en g r a n d e conversation avec les trois femmes. Elle n ' o s a p a s s ' a p p r o c h e r et r e v i n t en a r r i è r e . ' Elle m o n t a de n o u v e a u vers la colline... la lune éclairait le p a y s a g e r o m a n t i q u e et u n e brise fraîche ven a i t des m o n t a g n e s . A m y r e s t a quelque t e m p s immobile, réfléchissant à l ' a v e n i r et c o n t e m p l a n t ce p a y s a g e , qui lui devenait de p l u s en p l u s cher. L o r s q u ' e l l e redescendit vers le village, les cris d ' u n e foule agitée p a r v i n r e n t à ses oreilles et la firent frissonner. — Qu'est-il a r r i v é ? se demanda-t-elle. Elle p e n s a à faire u n n o u v e a u d é t o u r p o u r r e n t r e r * la maison. Soudain, elle e n t e n d i t u n cri : — L e m i n a r e t est en flammes ! E t elle a p e r ç u t la l u e u r rouge de l'incendie. S ' a v a n ç a n t u n peu, elle pouvait d i s t i n g u e r des g r o u p e s de gens s ' a g i t a n t sur la place devant le mina-


— 2983 — ret en c r i a n t et gesticulant. Mais personne ne p e n s a à éteindre l'incendie. Enfin, le Mullah p a r u t et cria d ' u n e voix menaçante : — Ce sont les é t r a n g e r s qui ont mis le feu ! E t , terrorisée, A m y s ' a p e r ç u t que la foule a v a n ç a i t l e n t e m e n t vers elle. U n e f r a y e u r mortelle l'assaillait, elle se sentait incapable d ' a g i r ; ou m ê m e de faire u n m o u v e m e n t . Des m a i n s se l e v è r e n t sur elle, des lames de cout e a u x brillèrent. A m y était sur le point de s'évanouir, lorsqu'elle ent e n d i t la voix de Zoroaster : — Arrière... V o u s êtes fou !... D ' u n bond, le j e u n e homme s'était placé d e v a n t elle. L a foule ne voulait p a s reculer... les couteaux m e n a çaient m a i n t e n a n t Zoroaster. F o u de r a g e , il t i r a son sabre et f r a p p a aveuglém e n t a u t o u r de lui... P o u s s a n t des cris de f r a y e u r les gens r e c u l è r e n t . Z o r o a s t e r p r i t la m a i n d ' A m y et l ' e n t r a î n a . Quelques femmes les suivirent d a n s leur r e t r a i t e . Elles s ' a p p r o c h è r e n t d ' A m y et, a v a n t que Zoroast e r eut p u faire u n geste, elles lui a v a i e n t crachée a u visage. A m y t r e m b l a i t de dégoût et de peur, et lorsqu'elle a r r i v a à la maison, elle t o m b a évanouie. Zoroaster ne savait que faire... il appela sa m è r e et ses s œ u r s , mais p e r s o n n e ne r é p o n d i t . L a s e r v a n t e ne se m o n t r a p a s d a v a n t a g e . Le j e u n e homme s ' a p e r ç u t alors que la maison était vide. F u r i e u x , et désespéré il r e t o u r n a vers Amy, p o u r la p o r t e r sur u n divan. Elle t e n d i t les b r a s vers lui : — J ' a i peur... p a r t o n s d'ici..


— 2984 — I l se pencha sur elle : p e u r même quand je suis près de toi '( — T u ne p o u r r a s p a s toujours r e s t e r p r è s de moi, Zoroaster. I l hocha la t ê t e : — T u as raison. J ' a i d û p a r t i r ce m a t i n en ville, car S c h u g a n m ' a v a i t dit qu'un m a r c h a n d m ' a t t e n d a i t p o u r une affaire i m p o r t a n t e . Cela m ' a p r i s t o u t e la jôurnée et c'est ainsi que ce m a l h e u r est a r r i v é . Il a v a i t p r i s la m a i n d ' A m y , qui t r e m b l a i t d a n s la sienne. — T u te sens encore m a l a d e % Elle secoua la t ê t e : — Non. je suis encore u n peu faible et puis j ' a i p e u r . E m m è n e - m o i à Tiflis, Zoroaster, je ne p e u x p a s r e s t e r ici, j e m o u r r a i de p e u r . T o u s sont contre moi... c'est terrible de vivre p a r m i des ennemis. I l pencha la t ê t e : . / — Elle a raison, se dit-il, la vie qu'elle mène ici est i n s u p p o r t a b l e . J e ne p o u r r a i p a s la p r o t é g e r contre la foule, la s i t u a t i o n deviendra vite intenable. 11 fallait p r e n d r e une décision : — D e m a i n m a t i n , je t ' a c c o m p a g n e r a i à Tiflis. Non, t o u t de suite, Zoroaster, t o u t de suite... — T u es t r o p faible, A m y . — J e p o u r r a i s t r è s bien s u p p o r t e r le voyage et ici j e d e v i e n d r a i m a l a d e de peur. — C'est bien, ce sera comme t u voudras. J e vais aller a t t e l e r les c h e v a u x et je t ' e m m è n e r a i à Tiflis Elle se leva : — J e vais faire mes valises. P e n d a n t que Zoroaster s'occupait de la voiture, A m y emballa le peu de choses qu'elle possédait avec des m a i n s tremblantes* L o r s q u ' e l l e fut assise dans la voiture, elle poussa un soupir de soulagement.

— Tu as


— 2985 — Zoroaster la consola : — J e viendrais te voir tous les jours... promit-il. — Nous ne nous v e r r o n s p l u s souvent... pensa A m y désespérée. Mais elle ne dit rien et essaya de sourire courageusement. V e r s le m a t i n , ils a r r i v è r e n t à Tiflis. Zoroaster e m m e n a A m y d a n s u n liôtel et fit p r o m e t t r e à la domestique, de la bien soigner. L o r s q u ' i l l ' e u t quittée, A m y se fit donner du p a p i e r et de l'encre et écrivit à Wells le t é l é g r a m m e s u i v a n t : — Suis en g r a n d danger... ai besoin de vous... Amy. E t elle l'expédia à l'adresse que Wells lui avait donnée à P a r i s . P u i s elle r e m i t le t é l é g r a m m e à la domestique et la p r i a de le faire m e t t r e à la poste.

CHAPITRE

CDXII

ON G A G N E D U T E R R A I N

— Devine. M a t h i e u , ce que j ' a i en m a i n % Lucie Dreyfus agitait u n e feuille de p a p i e r blanc et s'avançait vers son beau-frère avec u n sourire heureux. M a t h i e u sourit : — Cela a l'air d ' u n e dépêche. Elle affli ma : — C'est u n e dépêche en effet ' C . I.

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— 2986 — — De qui % — De lui !... D'Alfred. U n profond étoimement se peignit sur le visage dé Mathieu. — D'Alfred % — Oui... d'Alfred. — F a i s - m o i voir... que dit-il "i I m p a t i e n t , il voulut saisir le papier. Mais Lucie le r e t i n t . — Non, j e te le lirai... Viens, assieds-toi ici p r è s de moi et écoute. L a p r e m i è r e bonne nouvelle. M a t h i e u secoua la t ê t e . — U n e bonne nouvelle % J e ne p e u x p a s le croire, t o u t m e semble tellement sans espoir. I l me p a r a î t que nous n'avancerons plus jamais. Lucie s'effraya. Sa joie s'éteignit soudain ; elle demanda anxieusement : — T u as a p p r i s du n o u v e a u % — Oui... — U n e m a u v a i s e nouvelle % — Oui... L e cœur de Lucie se s e r r a : — Dis-moi vite de quoi il s'agit supplia-t-elle. — L e j o u r n a l i s t e R e i n a c h a été c o n d a m n é à trois mille francs d ' a m e n d e p o u r diffamation. Cela n o u s a p a r u comme u n signe que ces m e s s i e u r s de l ' E t a t Major n ' o n t p a s encore renoncé à la lutte... — T u te t r o m p e s Mathieu... E c o u t e ce qu'Alfred m e t é l é g r a p h i e et tes soucis seront i m m é d i a t e m e n t dissipés. E t elle lut le contenu de la d é p ê c h e d'Alfred. Sa voix t r e m b l a i t et elle t e n d i t la dépêche à Mathieu : lm~ R e g a r d e toi-même... c'est bien ce que je te dis : on a accepté u n e révision. f


— 2987 — — Serait-ce la v é r i t é % — J e l'espère M a t h i e u . J e crois que nous sommes p r è s du b u t . L e peuple n o u s a sauvé, on n ' a p u r é s i s t e r plus l o n g t e m p s à ses réclamations. On n o u s r e n d r a j u s tice ! — Alors la c o n d a m n a t i o n de R e i n a c h est, sans doute u n dernier effort fait p o u r r e m o n t e r le courant. — I l s n ' a r r i v e r o n t à rien. L e b o n h e u r r e v i e n d r a che;; nous... — D i e u le veuille, Lucie !.. Elle le r e g a r d a a n x i e u s e m e n t — T u en doutes 1 M a t h i e u h a u s s a les épaules : — J e ne sais p a s , Lucie. J ' a i u n é t r a n g e p r e s s e n t i ment : j ' a i p e u r , que t o u t cela ne soit u n e comédie, oui finira sans a u c u n r é s u l t a t . Lucie était devenu t o u t e p â l e : — T u as éteint t o u t e m a joie, Mathieu... — J e le r e g r e t t e , Lucie, m a i s j ' a i u n e p e u r atroce que nos ennemis n ' a i e n t i n v e n t é u n e a u t r e i n t r i g u e cont r e nous. — C'est impossible ! M a t h i e u se mit à r i r e a m è r e m e n t : — R i e n n ' e s t impossible à des pareilles gens. I l s sont t o u j o u r s p r ê t s à t o u t e s les ignominies. — Mais le peuple est de n o t r e côté, M a t h i e u . — Oui, m a i s les a u t r e s ont le pouvoir en m a i n s . J e te m e t s en garde, Lucie, ne n o u r r i s p a s t r o p d'espoirs. T u p o u r r a i s avoir u n e cruelle déception. Lucie se boucha les oreilles : — Tais-toi... ne m ' e n p a r l e p a s . J e v e u x croire a m o n b o n h e u r , je ne v e u x p l u s douter... je deviendrais folle. M a t h i e u p a s s a sa main d ' u n geste n e r v e u x sur sou front et eut u n sourire forcé :


— 2988 — — P a r d o n n e - m o i , Lucie, de t ' a v o i r p a r l é de mes doutes. Mais je me sens à bout de nerfs. E t cela m'affole, car j ' a u r a i s besoin de t o u t e s mes forces pour la lutte finale. Lueio se redressa :

— Il ne faut p a s se laisser vaincre. Ml dernier mom e n t , Mathieu, dit-elle fermement... nous devons être fort. L e même jour, Laborie vint la voir et lui a p p o r t a la m ê m e nouvelle. On a v a i t accepté la révision. I l craignait seulement q u ' o n essayât tout, p o u r la retarder. — Je v e r r a i donc enfin mon mari ? dit Lucie dont les y e u x étaient pleins de larmes. Me reconnaîtra-t-iï encore ? M a i s j e ne veux pas me faire des soucis.-., je v o u d r a i s déjà l'avoir p r è s de moi, p o u r le soigner, p o u r le g u é r i r et lui faire oublier toutes les souffrances des dernières années. E t le soir en couchant les enfants elle leur parla du r e t o u r , de leur p è r e . Les petits posèrent mille questions. I l s ne p o u v a i e n t p a s croire que leur p a p a chéri allait revenir. — T u nous as dit cela si souvent, m a m a n , et p a p a n ' e s t j a m a i s venu... se plaignit Pierre. Lés hommes méc h a n t s qui sont avec lui, ne le laisseront pas p a r t i r et nous p l e u r e r o n s tous, p a r c e que nous nous serons réjouis en vain. Lucie frissonna en e n t e n d a n t ces mots. — P r i o n s Dieu, qu'il nous r a m è n e votre père, mes chers p e t i t s , dit-elle en j o i g n a n t ses p r i è r e s a r d e n t e s à celles des enfants. Lorsqu'elle se coucha, son p a u v r e cœur était bien lourd et elle ne put s'endormir. $u'arriverait-il, si Mathieu avait raison, si toute la


— 2989 — révision du procès n ' é t a i t q u ' u n e mise en scène habile ? Elle n ' o s a i t y penser... il lui serait impossible de supp o r t e r u n e nouvelle déception.

CHAPITRE CDXIII DEPART

POUR

LA

SIBERII

On contrôla soigneusement l'histoire de Dubois m a i s sans t r o u v e r aucune p r e u v e de la vérité de ses accusations contre les deux caucasiens. E t comme on n ' a v a i t pas non plus t r o u v é la maison m y s t é r i e u s e , dont il p a r l a i t , les officiers f u r e n t p e r s u a d é s qu'il avait m e n t i . On le retint en prison quelques mois ; p u i s il fut JUgé et condamné à cinq ans de t r a v a u x forcés en Sibérie. Dès le lendemain du j u g e m e n t , les f o r ç a t s ' q u i t t è r e n t Tiflis. L a r o u t e était longue et t e r r i b l e m e n t f a t i g a n t e . Dubois m a r c h a i t silencieusement, a u milieu des malh e u r e u x qui étaient condamnés au même destin et il se dem a n d a i t , ce qu'il a d v i e n d r a i t de lui, désormais. M a i s il voulait vivre ; il ne voulait p a s aller en Sibérie ; il y m o u r r a i t sûrement... Qu'avait-il fait, p o u r m é r i t e r u n tel sort ? I l était innocent du crime, p o u r lequel on l ' a v a i t condamné. Chemin faisant, il élaborait u n p l a n p o u r fuir. A p r è s quelques j o u r n é e s de m a r c h e , Dubois s'écroula au milieu de la route. Mais les g a r d i e n s qui convoyaient les forçats, le r e levèrent à coups de pieds et il d u t se t r a î n e r pénible-


— 2990 — ment encore u n bout de chemin. Mais bientôt il s'écroula de nouveau. Cette fois-ci, ses j a m b e s ne le p o r t a i e n t plus, son dos lui faisait mal, sa tête tournait... — J e n ' e n p e u x plus !... gémit-il. D e u x soldats le j e t è r e n t d a n s u n e v o i t u r e et la m a r che vers le b a g n e continua. Son cœur b a t t a i t follement, son visage était rouge de fièvre et il se t o u r n a i t en gémissant de côté et d ' a u t r e . L e s soldats, qui a c c o m p a g n a i e n t la voiture, l'observ è r e n t p e n d a n t quelque t e m p s . P u i s , l ' u n d ' e u x déclara : — I l est malade, on ferait mieux de le laisser en route. Dubois ne c o m p r e n a i t p a s ce qu'ils disaient, mais il s e n t i t qu'ils a v a i e n t pitié de lui. E t il ne cessa plus de gémir et de pleurer. Enfin, on fit u n e h a l t e p r è s d ' u n e ferme isolée d a n s la s t e p p e . L e s h a b i t a n t s s o r t i r e n t de la ferme, r e g a r d è r e n t c u r i e u s e m e n t les d é p o r t é s à qui ils offrirent du p a i n et du lait. On p o r t a du p a i n à Dubois, m a i s il refusa. H accepta seulement de l ' e a u et b u t avidement. U n des soldats le fit r e m a r q u e r au médecin : — H doit ê t r e bien malade... Celui-ci h a u s s a les épaules : — V o u s avez raison, m a i s que pouvons-nous faire p o u r lui î — Laissons-le ici... p r o p o s a le soldat ; d a n s q u a t r e j o u r s u n a u t r e t r a n s p o r t p a s s e r a , et ils l ' e m m è n e r o n t , s'il v a m i e u x . L e médecin l ' a p p r o u v a et, a p r è s u n e courte conversation, avec le chef de la troupe, on décida, de laisser le m a l a d e à la ferme, sous la g a r d e d ' u n soldat.


— 2991 — On le fit descendre de la v o i t u r e p o u r le p o r t e r d a n s la maison. I l semblait être g r a v e m e n t m a l a d e et les p a y s a n s , p r i s de la p e u r de le voir m o u r i r d a n s leur maison, l ' i n s t a l l è r e n t avec le soldat d a n s u n e g r a n g e . Les deux p r e m i e r s j o u r s , le soldat n e le q u i t t a p a s ; mais, le t e m p s p a s s a n t , il commença à s ' e n n u y e r avec ce français dont il ne c o m p r e n a i t p a s la langue. L e troisième soir, il sortit p o u r boire du t h é avec les paysans. Dubois se dit que l'occasion de s'enfuir était venue. Doucement, il se leva et se glissa d a n s la cour. N o n loin de la g r a n g e il a p e r ç u t u n traîneau.. — Si je réussis à t r o u v e r le cheval, je suis sauvé, se dit-il... I l ouvrit la p o r t e de l'écurie... et dénoua la corde-qui a t t a c h a i t le cheval. I l faisait t r è s sombre, et de la f e r m e v e n a i e n t des r i r e s et des chants... — Us sont ivres !... y constata Dubois qui r e t o u r n a encore u n e fois d a n s la g r a n g e afin d ' y p r e n d r e les viv r e s q u ' o n a v a i t laissé p o u r lui et le soldat. I l p r i t aussi le m a n t e a u et les b o t t e s du soldat et f o u r r a le t o u t d a n s le t r a î n e a u . H â t i v e m e n t , il attela le cheval et sortit de la ferme, la neige épaisse étouffait chaque b r u i t . • L o r s q u ' i l se fut éloigné de quelques kilomètres, il poussa u n soupir de soulagement. Quelle joie que de se s e n t i r libre ! H fouetta le cheval qui p a r t i t au galop. — -T'arriverai bien quelque p a r t se dit-il ; j u s q u ' à présenti la providence m ' a t o u j o u r s aidé. A y o n s confiance en elle. H voulait t e n t e r de t r o u v e r u n e a u t r e ferme, où il p o u r r a i t se cacher p e n d a n t quelque t e m p s . Les p a y s a n s r


— 2992 — russes ont t o u j o u r s eu pitié des déportés, ils l ' a i d e r a i e n t certainement. Cet espoir lui donna de nouvelles forces. Le p e t i t cheval semblait infatigable ; la ferme, dep u i s longtemps, a v a i t d i s p a r u à l'horizon, une plaine blanche, sans limites s ' é t e n d a i t d e v a n t lui... Il faisait froid et Dubois r e s p i r a i t l'air glacial à pleins p o u m o n s . D a n s sa joie d ' ê t r e libre, il ne r e m a r q u a i t ni le'froid, ni les difficultés qui le m e n a ç a i e n t . A p r è s quelque t e m p s , le cheval se mit à t r o t t e r plus l e n t e m e n t et Dubois frissonna : il a v a i t froid. Se s o u v e n a n t du m a n t e a u qu'il avait pris d a n s la g r a n g e il le t i r a de dessous le siège et s'enveloppa. P u i s il continua la course : — Quelle curieuse a v e n t u r e ! pensa-f-il, en contemp l a n t la s t e p p e blanche, c'est v r a i m e n t la plus é t r a n g e de m a vie... I l commençait à é p r o u v e r le désir de voir bientôt les cabanes de la ferme prochaine, et une p e u r soudaine l'étranglait. S'il n ' a r r i v a i t p a s à se cacher a v a n t l'aube, on le r e t r o u v e r a i t et on l ' e n v e r r a i t c e r t a i n e m e n t en Sibérie. S a n s u n b r u i t le t r a î n e a u glissait sur la plaine blanche, les h e u i e s s'écoulaient et aucune t r a c e d ' h a b i t a t i o n h u m a i n e n ' é t a i t encore visible. Sa m a u v a i s e conscience commençait à le t o u r m e n t e r n'avait-il p a s menacé A m y de la faire envoyer en Sibérie % Il a v a i t p e u r que le destin ne se v e n g e â t sur lui. — I l ne f a u t p a s p e r d r e courage, se dit-il, le destin a t t r a p e seulement ceux qui se laissent a t t r a p e r . J e saur a i s me défendre... I l fit claquer sa langue p o u r encourager le c h e v a l Mais celui-ci devenait inquiet, voulait t o u r n e r et semblait p r e n d r e p e u r . Dubois employa le fouet, mais ce fut en vain, le che-


'. sept heures du matin on vint le chercher... (Page 2971.) Q

j

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375;


— 2995 — val se m i t à m a r c h e r à reculons et enfin s ' a r r ê t a net. Qu'est-ce-que cela signifiait ? N ' a v a i t - i l clone p l u s de forces % G r a n d Dieu ! quel sort t e r r i b l e l ' a t t e n d a i t si on le rattrapait ! I l fit de n o u v e a u claquer sa l a n g u e et p a r l a doucem e n t à l'animal, qui h e n n i s s a i t comme p o u r lui répondre. Mais, soudain, Dubois distingua u n h u r l e m e n t qui semblait venir de t r è s loin. I l devint blême de t e r r e u r . Ce h u r l e m e n t lui a n n o n ç a i t u n d a n g e r imminent. H savait t r o p bien, ce que cela signifiait : les loups étaient sur ses t r a c e s . E t si son cheval ne p o u v a i t le sauver, il serait livré sans défense à ces bêtes féroces. D e n o u v e a u il essaya d ' e n c o u r a g e r le cheval, qui se mit à galoper. L e s m a i n s de Dubois t r e m b l a i e n t , son coeur b a t t a i t follement et il p r i a : Dieu, aie pitié de moi ! L e h u r l e m e n t des loups s'était t u u n i n s t a n t , m a i s u n b r u i s s e m e n t emplissait ses oreilles, et a u g m e n t a i t de m i n u t e en m i n u t e . I l lui semblait qu'il n ' e n t e n d a i t plus rien... U n e s u e u r froide p e r l a i t sur son front. P e u t - ê t r e a u lieu de les fuir, s'approchait-il des loups 1 I l s'efforçait d'écouter, m a i s le b o u r d o n n e m e n t d a n s ses oreilles l ' e m p ê c h a i t de rien distinguer. P e u t - ê t r e avaient-ils p e r d u sa t r a c e 9 M a i s c'était p e u p r o b a b l e . I l était p l u s que probable qu'ils l ' a t t e n d a i e n t quelque p a r t p o u r se j e t e r en t r o u p e a u sur lui et le dévorer. L e cheval c o n t i n u a i t de galoper ; il savait a u bien que l ' h o m m e , q u ' i l courait p o u r s a u v e r sa vie. o c , ;


— 2996 — L e p e t i t t r a î n e a u était projeté d ' u n côté à l ' a u t r e de la route... ils devaient a v a n c e r r a p i d e m e n t . N ' a p e r c e v r a i t - o n donc p a s u n e cabane à l'horizon % Dubois a v a i t le sentiment t r è s n e t que la m o r t le guettait. A chaque i n s t a n t , il devait c o m p t e r avec la faiblesse du cheval. L o r s q u ' i l voulut l ' a r r ê t e r , p o u r lui donner .quelques m i n u t e s de repos, il e n t e n d i t de nouveau derrière lui le h u r l e m e n t sinistre des loups. Cette fois-ci ils étaient beaucoup plus p r è s et s'approchaient rapidement. C'était t o u t u n e horde, qui suivait le t r a î n e a u . L e cheval hennit, bondit et s'affaisa. D e u x loups l'attaquèrent. Dubois essaya de les clîasser à coups de fouet, mais t o u t le t r o u p e a u se r u a i t m a i n t e n a n t sur lui. L e s a n g se glaça d a n s ses veines... il n ' y avait plus d'espoir. D é s e s p é r é m e n t , il se défendit d i s t r i b u a n t des coups de fouet à droite et à gauche, mais les loups évitaient habilement les coui>s et s ' a v a n ç a i e n t lentement, mais à coup sûr. Us étaient si près, qu'il sentait leur haleine chaude s u r son visage. Alors, il p r i t son m a n t e a u et le j e t a loin de lui. L a horde se r u a sur celui-ci et le mit en lambeaux. Mais, bientôt, ils e n t o u r è r e n t , de nouveau, le t r a î neau... ils se d i s p u t a i e n t le cadavre du cheval et Dubois p e n s a : « d a n s quelques m i n u t e s , ils a u r o n t dévoré le cheval et ce sera mon tour. » Cette pensée l'effraya si fort qu'il s'évanouit,


CHAPITRE

CDXIV

UNE NOUVELLE INATTENDUE

F e r d i n a n d Estcrliazy s'était résigné à épouser H a r riet. A u commencement de leur liaison, elle lui avait beaucoup plu. Sa timidité, son inexpérience, lui p r o u v a i t clairement, que c'était une j e u n e fille innocente et chaste. Mais lorsqu'elle fut devenue sa m a î t r e s s e et qu'elle exigea de r e s t e r p r è s de lui n u i t et jour, il en eut vite assez. I l ne la t r o u v a i t même plus jolie... le charme de sa jeunesse, de sa c a n d e u r n ' a v a i t plus a u c u n a t t r a i t p o u r lui et H a r r i e t , devenue sa fiancée, avait m a i n t e n a n t des caprices." E s t c r h a z y la p r i t en h o r r e u r . I l ne voulait p a s vivre une r é p é t i t i o n des scènes q u ' i l avait eues avec Clara et qui avaient gâché sa vie. Mais lorsqu'il dit à H a r r i e t , qu'il n ' a v a i t p a s l'int e n t i o n de se laisser g o u v e r n e r p a r elle et qu'il p r é f é r a i t déménager, elle se mit à rire en disant : — Où veux-tu aller 1 A u c u n e pension ne t'accep-


— 2998 — t e r a , p a r c e que t u ne p e u x p a s p a y e r d'avance. E t comme t u n ' a s p a s u n sou, t u dépends m a i n t e n a n t de nous ! Ces paroles blessèrent E s t e r h a z y , car, j u s q u ' à p r é sent, il a v a i t toujours commendé a u x femmes. Même Clara, qui a v a i t eu sur lui l ' a v a n t a g e de oosséder de l'argent, ne lui avait j a m a i s p a r i é comme le faisait cette p e t i t e fille. I l lui semblait qu'elle changeait r a p i d e m e n t à son désavantage. Mais sa pénible situation le forçait de s u p p o r t e r les t a q u i n e r i e s grossières des deux femmes. Elles l'accablaient de reproches et Mme B r o w n cherchait chaque j o u r d a n s les annonces des j o u r n a u x u n emploi p o u r lui. — Allez donc voir d a n s les g r a n d s m a g a s i n s et essayer de t r o u v e r du travail. Vous ne pouvez p a s r e s t e r éternellement inoccupé. U n h o m m e de votre fige devrait avoir h o n t e de ne p a s travailler. E s t e r h a z y se m i t à r i r e : — Cela m e p l a î t beaucoup, a u contraire !... Le t r a vail est p o u r les gens stupides... et je crois que je suis assez intelligent p o u r ne p a s travailler. M a d a m e B r o w n fut indignée de cette réponse et s'exclama vivement : — Ne vous imaginez s u r t o u t p a s . que vous pourriez r e s t e r encore l o n g t e m p s chez moi. J e dépense t r o p d ' a r g e n t p o u r vous et j ' a i même puisé dans mes économies. U n jour, t o u t l ' a r g e n t sera dissipé et nous ne s a u r o n s plus comment vivre. Mais H a r r i e t p r e n a i t le p a r t i de son fiancé, elle se querellait avec sa m è r e et lui r e p r o c h a i t souvent son avarice. A i n s i elle obtenait p r e s q u e t o u j o u r s de l ' a r g e n t p o u r son fiancé. L a vie était devenue bien désagréable p o u r E s t e r hazy qui souhaitait souvent pouvoir en sortir.


— 2999 — Mais il ne voyait aucune possibilité de changer. E n v a i n avait-il essayé d ' o b t e n i r du t r a v a i l d a n s les g r a n d s m a g a s i n s , p a r t o u t on refusait ses services. P u i s , il r e ç u t u n j o u r l ' i n v i t a t i o n du g o u v e r n e m e n t français de r e n t r e r à P a r i s . On lui écrivait en substance : « V o u s serez c e r t a i n e m e n t capable de nous d o n n e r u n e explication des m a c h i n a t i o n s du colonel H e n r y . V o t r e présence ici est t r è s nécessaire. Encaissez le chèque que vous t r o u v e r e z d a n s cette l e t t r e , p o u r p a y e r votre voyage. On vous g a r a n t i t une liberté complète. » H a r r i e t , qui lui a v a i t a p p o r t é cette l e t t r e , r e g a r dait p a r - d e s s u s son épaule, p e n d a n t qu'il lisait. Elle était devenue pâle d'émotion et d e m a n d a : — Qu'est-ce que cela v e u t dire 1 Cette l e t t r e ne t ' e s t p a s adressée ? E s t e r h a z y sourit : — Mais, n a t u r e l l e m e n t si... r e g a r d e donc u n p e u l'adresse... — Oui, mais d a n s la l e t t r e on t ' a p p e l l e E s t e r h a z y . — C'est m o n v r a i n o m ! — Esterhazy ? T u es le f a m e u x E s t e r h a z y dont on a t a n t p a r l é d a n s les j o u r n a u x ? — Oui... Le visage d ' H a r r i e t B r o w n s'assombrit. — P o u r q u o i ne me l'as-tu p a s dit % — Seigneur !... quelle i m p o r t a n c e cela avait-il p o u r toi 1 — T u t ' e s p r é s e n t é comme é t a n t le comte de Voilemont, p o u r q u o i as-tu fait cela % — Mais c'est t r è s simple : il était bien inutile que t o u t le monde sut qui j e suis en réalité. J e n ' a v a i s p a s l ' i n t e n t i o n de devenir u n objet de curiosité. — Mais t u es u n escroc !... E s t e r h a z y se mit à r i r e : ;


— 3000 — — Aurais-tu p a r h a s a r d d ' a u t r e s choses aussi flatà nie dire ? Continue seulement... je t'écoute, — Les mains d ' H a ï r i e t se crispèrent. — T u es u n misérable !... — Calme-toi, m a chère, il n ' y a là aucune t-aisoû de scène. U n jour, t u a u r a i s a p p r i s quand même, qui je suis, et tu t ' y habitueras... — Qu'est-ce que ma mère va faire ? Kilo a toujours dit qu'elle n'avait aucune confiance en toi. E t elle avait raison ! E s t e r h a z y haussa les épaules. — Tu n ' a s q u ' à te t a i r e . — C'est impossible ! J e dirais toujours la vérité à ma mère. — Quelles idées s u r a n n é e s , ma chère. T u as v r a i m e n t l'âge de p r e n d r e un p e u d ' i m p o r t a n c e . — Mais que vas-tu lui dire, si t u p a r s pour P a r i s ? On p o u r r a t r o u v e r une excuse. H a r r i e t l'observa plein de méfiance : — Il me p a r a î t que cela te sera facile... — Ne commences p a s à me dire des méchancetés, Harriet: Tu gâcherais ma bonne h u m e u r . — J e n ' a i p a s remarqué, que t u étais souvent de bonne humeur. — N a t u r e l l e m e n t , t a mère et toi vous ne me faites p a s la vie t r è s gaie. H a r r i e t s'offensa : — T u n ' a s p a s assez d ' é g a r d s p o u r moi... je m ' é t a i s fait une a u t r e idée de mes fiançailles. — Tu a u r a i s dû te c h e r c h e r un a u t r e fiancé, ma chère. J e ne suis plus assez j e u n e p o u r composer des poèmes d ' a m o u r . Si tu ne m ' a i m e s pas. il v a u d r a i t mieux nous séparer a v a n t le mariage... H a r r i e t se mit à pleurer. — J e sais t r è s bien, que t u as assez de moi. D ' a b o r d

teuses


— 3001 — t u a s t o u t fait p o u r me séduire, t u m ' a s a p p o r t é l e s fleurs, invitée a u t h é â t r e , t u m ' a s même fait des compliments... et m a i n t e n a n t , que je suis a m o u r e u s e de toi, t u v e u x de d é b a r r a s s e r de moi. — Ne dis p a s de bêtises. V o u s êtes t o u t e s les mêmes, t o u t e s les femmes j o u e n t la m ê m e comédie. — E t les h o m m e s sont tous méchants... on ne o'eut p a s avoir confiance en vous. J e sais bien, ce que t u veux en v é r i t é . Tu p a r t i r a s p o u r P a r i s et t u ne r e v i e n d r a s plus j a m a i s . E s t e r h a z y secoua la t ê t e : — Quelle idée !... J e n ' y ai m ê m e p a s pensé, et t u as i m m é d i a t e m e n t les p i r e s soupçons. — Comment puis-je te croire % H a r r i e t essuya ses larmes et s ' a p p r o c h a de lui : — J u s q u ' à p r é s e n t t u as p r é t e n d u d ' ê t r e le comte de iVoilement, et m a i n t e n a n t je découvre que t u es E s terhazy. P e u t - ê t r e même n'es-tu p a s divorcé et ne peuxt u p a s te m a r i e r avec moi ? T o u t le monde se m o q u e r a de moi, et t o u t e s mes amies, qui crèvent d'envie pour le m o m e n t , seraient bien contentes de savoir que t u n ' e s q u ' u n escroc. E s t e r h a z y devint n e r v e u x , il d é t e s t a i t les scènes et les larmes. Il f r a p p a sur la table et dit avec violence : — Si t u ne te tais p a s i m m é d i a t e m e n t , j e p a r s p o u r t o u j o u r s et t u ne me r e v e r r a s plus. E n s a n g l o t a n t . H a r r i e t se j e t a à son cou : — Non, non, tu ne dois p a s me quitter, t u dois revenir... je t ' a i m e t r o p , je ne p o u r r a i s plus vivre sans toi. E t elle p r o m i t de ne rien dire à sa mère et de ne lui faire a u c u n reproche. Elle décida Mine B r o w n à le laisser p a r t i r p o u r P a r i s et celle-ci était p e r s u a d é q u ' E s t e r h a z y allait revenir dans quelques j o u r s . Lorsqu'il ZQ t r o u r r . dr.r.r: le train, il poussa u n souC. 1.

LIVRAISON

376


— 3002 — p i r de soulagement. Son r e t o u r en F r a n c e lui a p p a r a i s sait comme de bon a u g u r e . On avait donc encore besoin de lui ; il ferait t o u t p o u r utiliser eette dernière chance. P e u t - ê t r e t o u t ira-t-il p o u r le m i e u x , se dit-il, et ce fut le cœur plein d'espoir qu'il a r r i v a à P a r i s .

CHAPITRE CDXV

L'ATTENTE DOULOUREUSE

L ' a t m o s p h è r e de la maison Dreyfus était lourde comme a v a n t l'orage. I l semblait à Lucie, qu'elle allait étouffer. Quand reverrait-elle Alfred % Cette question la h a n t a i t du m a t i n au soir. Elle ne p o u v a i t p e n s e r à a u t r e chose, u n e t e r r i b l e i n c e r t i t u d e la t o r t u r a i t . S a n s cesse elle a r p e n t a i t sa chambre, se m e t t a i t à la fenêtre et surveillait la r u e . Elle a t t e n d i t M a t h i e u et Laborie. L ' u n d ' e u x devait v e n i r p o u r lui p o r t e r des nouvelles. Ses m a i n s se c r i s p a i e n t de désespoir et de rage. P e r s o n n e ne p o u v a i t i m a g i n e r p a r quelles souffrances elle p a s s a i t d u r a n t ces j o u r s d ' a t e n t e . P e n d a n t des années, elle a v a i t a t t e n d u ce m o m e n t et m a i n t e n a n t il lui semblait que ces dernières h e u r e s étaient impossibles à s u p p o r t e r .


— 3003 — Quel m a r t y r e !... Enfin, elle v i t Mathieu, t r a v e r s a n t la r u e . Elle se orécipita à la p o r t e . — T u as des nouvelles % I l secoua la t ê t e . — P a s encore !... Lucie t e n d i t les m a i n s d ' u n geste désespéré. — Que puis-je faire, Mathieu... je ne p e u x plus a t t e n d r e !... M a t h i e u h a u s s a les épaules. •— I l ne nous r e s t e r i e n d ' a u t r e à faire, Lucie... nous devons avoir de la patience. — Mais je m o u r r a i s , Mathieu... je ne p e u x p l u s s u p p o r t e r u n tel supplice. — Calme-toi, Lucie, il s ' a g i t p e u t - ê t r e de quelques h e u r e s seulement. Sois courageuse comme toujours. Elle essaya de r e t e n i r ses l a r m e s : — C'est t r o p Mathieu... je suis à bout ! M a t h i e u p r i t son b r a s et la r a m e n a d a n s le salon où elle se laissa t o m b e r d a n s u n fauteuil. U n silence profond se fit. M a t h i e u r e g a r d a sa belle-sœur d ' u n air inquiet. Elle était m o r t e l l e m e n t pâle et il craignait u n e crise de nerfs. Qu'allait-elle devenir, si Alfred r e v e n a i t % Serait-elle assez forte p o u r le revoir. Lucie p l e u r a i t doucement et le cœur de M a t h i e u se serra. L e s enfants n ' o s a i e n t dire u n mot ; m a l g r é leur jeunesse, ils a v a i e n t compris que le m a l h e u r p l a n a i t sur la maison et, depuis de longs mois, on n ' a v a i t plus e n t e n d u leur r i r e . L o r s q u e P i e r r e vit sa m è r e pleurer, il s ' a p p r o c h a d'elle et lui caressa doucement le visage. — Ne pleure p a s , petite m a m a n , le bon P i e u nous a i d e r a !...


— 3004 — Lucie serra le p e t i t contre elle et l'embrassa. Elle aussi J e a n n e et la prit dans ses b r a s . — Si vous n'étiez p a s avec moi, mes chéris, je ne vivrais plus... C'est p o u r vous seulement, que je supporte tout, et je l u t t e r a i s j u s q u ' a u bout, pour obtenu la liberté de votre père... Soudain, son visage, pâle et triste, p r i t u n e expression d u r e et décidée et, d ' u n e voix ferme, elle prononça : — T u as raison, M a t h i e u !... J e serais courageuse... j e ne me laisserais p a s vaincre p a r les dernières dificultes. I l f a u t l u t t e r ! Elle s'encourageait elle-même p a r ses paroles et cela sembla lui donner de nouvelles forces. L e s j o u r s p a s s a i e n t d a n s une douloureuse a t t e n t e . Chaque fois que le téléphone sonnait, Lucie sursautait : L a décision... enfin... Mais c'était de nouvelles déceptions. U n j o u r vint, où elle reçut une lettre du ministère de la g u e r r e , lui a p p r e n a n t , que son mari, le capitaine Dreyfus, se t r o u v a i t emprisonné à Reúnes et q u ' o n lui accordait la permission de le voir. ' Enfin !.. Lucie était incapable de faire un mouvement. Elle ne pouvait comprendre, et dut relire la lettre p l u s i e u r s fois. A p r è s une si longue a t t e n t e , il lui semblait imoossible d ' a t t e i n d r e le but... Ses y e u x brillaient comme deux étoiles et, soudain, elle s'écria : — J e le reverrai... Seigneur... je le reverrai !... Elle était comme ivre de joie et elle riait et sanglotait eu e m b r a s s a n t ses enfants. .— P i e r r e . J e a n n e , votre père est revenu... denv.iin, déjà, je le verrai. N'oubliez j a m a i s cette heure, mes en-

appela


— 3005 — fants, où je vous ai dit q u e votre p è r e est de r e t o u r . P r i e z , afin qu'il lux soit permis de revenir p r è s de nous, et que l ' h o n n e u r nous soit rendu. T o u t le monde devra sa? voir que le capitaine Dreyfus est u n honnête homme et qu'il est innocent... Les larmes étouffaient sa voix. L e s enfants sanglotaient et P i e r r e dit : — Nous allons prier, p e t i t e mève et Dieu p e r m e t t r a que P a p a nous revienne... L o r s q u e M a t h i e u a r r i v a et lui cria de loin : — Enfin !... I l est revenu, Lucie !... elle l ' e m b r a s s a en p l e u r a n t de joie. — Oui, M a t h i e u , je le sais... E t demain, je le r c v e n a i . Toi, seul, t u sais, ce que cela peut signifier p o u r moi. P e n d a n t des années, j ' a i a t t e n d u ce moment et, m a i n t e n a n t , il nie semble que la joie va me tuer. E t > 'ai peur, Mathieu... t a n t de bonheur n ' e s t pas possib e... u n e nouvelle désillusion nous a t t e n d . M a t h i e u la calma : — Ne pense p a s cela. Lucie... Sois hem .la.iit e n a n t que ce j o u r est arrivé, tu seras demain a u p r è s de ton m a r i . — T u as raison M a t h i e u , je v e u x p e n s e r seulem e n t à n o t r e bonheur. Mais j ' a i t r o p longtemps vécu d a n s l'ombre, p o u r ne p a s c r a i n d r e le soleil. — Chasse tes soucis, Lucie... le soleil est r e v e n u p o u r toujours. — Ne sois p l u s malheureuse, petite m a m a n , s'éeria P i e r r e , bientôt p a p a sera p r è s de nous. Lucie considéra ses enfants : — Reconnaitrez-vous encore votre p a p a % P i e r r e courait vers le secrétaire de Lucie et p r i t une p h o t o g r a p h i e de son père, qu'il tendit à la jeune femme. — L e voilà notre papa...


— 3006 — L e s lèvres de Lucie se serrèrent... de grosses l a r m e s t o m b è r e n t l o u r d e m e n t sur la p h o t o g r a p h i e . C'était la d e r n i è r e p h o t o q u ' o n a v a i t faite d'Alfred et elle le mont r a i t en uniforme de gala. — C ' é t a i t votre p è r e !. I l était si fier de son u n i forme, si h e u r e u x ! Comment allons-nous le revoir ? Toutes ces a n n é e s de souffrances l ' a u r o n t t e r r i b l e m e n t changé. Elle s e r r a ses enfants contre elle et soupira : — Comment allons-nous le revoir *?

CHAPITRE

CDXVI

SAUVE.

- Nikita... «emion... entendez-vous ? d e m a n d a le cosaque W a s s i l i à ses camarades... Les loups !... L e s trois h o m m e s a r r ê t è r e n t u n m o m e n t leurs chev a u x et o b s e r v è r e n t le m a n è g e des chiens, qui. semblaient chercher u n e t r a c e . L e h u r l e m e n t des loups s'était t û p o u r un m o m e n t ; m a i s il r e p r i t , soudain, plus fort. L e son v e n a i t de loin et r é s o n n a i t s i n i s t r e m e n t d a n s la n u i t . Mais les trois cavaliers é t a i e n t des cosaques du Don et ne c r a i g n a i e n t rien sur la t e r r e . Us se r e m i r e n t en m a r c h e . Soudain u n cri r e t e n t i t d a n s la n u i t . L e cri d ' u n h o m m e !... L e s trois cosaques se r e g a r d è r e n t et le s a n g se glaça d a n s l e u r s veines. — U n homme est en d a n g e r !... s'écria Nikita. U s m i r e n t leurs chevaux au galop.


— 3007 — L e s chiens a v a i e n t disparu, mais le h u r l e m e n t des loups devenait de p l u s en plus distinct. E n s u i v a n t la direction d'où il v e n a i t ils a p e r ç u r e n t bientôt le t r a î n e a u de Dubois. L e g r o g n e m e n t féroce des chiens se mêlait m a i n t e n a n t a u x h u r l e m e n t s des loups. , — C'est u n e horde ! dit l ' u n des h o m m e s . L e s cosaques a r r ê t è r e n t leurs chevaux et se m i r e n t à t i r e r sur les bêtes, qui s'enfuyaient lâchement. Quelques m i n u t e s a p r è s , N i k i t a et Semion se t r o u v a i e n t p r è s du t r a î n e a u , t a n d i s que Wassili t e n a i t avec son fusil les loups en respect. U n corps i n e r t e gisait au fond de la voiture... les cosaques l ' e x a m i n è r e n t soigneusement. Les v ê t e m e n t s de D u b o i s étaient en l a m b e a u x et pleins de sang, son visage é t a i t blanc comme de la neige et ses y e u x semblaient clos pour toujours. — On d i r a i t qu'il est m o r t 1 dit Semion. — I l doit ê t r e m o r t de p e u r !... r é p o n d i t M k i t a . . . car il n ' e s t p a s g r a v e m e n t blessé. L e s loups l'ont m o r d u a u b r a s , mais on ne m e u r t p a s p o u r si peu... — Donne-lui u n p e u de vodka, Semion, conseilla Nik i t a , Wassili et moi, nous p a r t i r o n s chercher les chiens. I l s m o n t è r e n t sur l e u r s chevaux. A u loin, on entendait le b r u i t d ' u n e l u t t e féroce e n t r e les a n i m a u x . — Ces diables ne les lâcheront pas... même s'ils doivent en crever, dit Wassili, fier de ses chiens. , — S u r t o u t ne tire, p a s !... conseilla-t-il à N i k i t a qui avait sorti son revolver. T u p o u r r a i s blesser u n chien et ce serait dommage. N o u s les a u r o n s avec le fouet. L e s chevaux h e n n i s s a i e n t et ne voulaient plus a v a n cer. — E n avant... en a v a n t !... cria Wassili. Ils s'étaient a p p r o c h é s des a n i m a u x et f r a p p a i e n t sans merci sur les loups, qui s'enfuyaient. Wassili appela les chiens.


— 3008 — L o r s q u e les deux cosaques r e v i n r e n t au t r a î n e a u , Scraion était en t r a i n de bander les blessures de Dubois. . — Il vit !... dit-il à ses c a m a r a d e s ; mais les loups l ' o n t bien a r r a n g é . L ' u n de vous devra le p r e n d r e sur son cheval, car le sien a été dévoré. C'est bien dommage. — Il v a u t m i e u x que les loups aient m a n g é le cheval que l'homme, r é p o n d i t Wassili ; ses blessures g u é r i r o n t vite. Nikita, prends-le avec toi, nous avons encore deux h e u r e s j u s q u ' à la prochaine ferme. A v a n t de p a r t i r , ils e x a m i n è r e n t soigneusement le t r a î n e a u et t r o u v è r e n t à quelque pas de là le m a n t e a u du gendarme. — Cela peut nous servir, dit Wassili qui le mit L'UT son cheval. N i k i t a hissa le blessé, toujours évanoui, sur le sien et tous trois p a r t i r e n t , suivis des chiens. T o u t en g a l o p a n t l ' u n à côté de l ' a u t r e , les t r o i s hommes p a r l a i e n t : — J e ne crois p a s que ce soit u n russe ! dit Semion. Son visage est t r o p fin et ses m a i n s t r è s soignées ; je rfuis s û r que ce n ' e s t p a s u n p a y s a n . Mais le t r a î n e a u est de chez nous. Comment l'a-t-il eu % — P e u t - ê t r e l'a-t-il volé, r e m a r q u a Wassili. ' — N o u s a p p r e n d r o n s t o u t cela, lorsqu'il sera r é t a bli. A p r è s quelques heures, ils a r r i v è r e n t à une ferme solitaire. Wassili descendit de son cheval et f r a p p a à la p o r t e de la cabane. P e r s o n n e ne répondit. — On dirait q u ' o n ne v e u t p a s recevoir des visiteurs. — F r a p p e à la fenêtre, ils d o r m e n t peut-être, conseilla N i k i t a . Soudain, les chiens se m i r e n t à aboyer d a n s la.cour

Le calvaire d'un innocent ; n° 94  

Auteur : D' Arzac, Jules. Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antille...

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