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Votre Altesse est trop indulgente ! répondu Amy Nabot. (Page 1706). C . I.

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— 1795 — Naturellement, au lieu de la conduire au commissariat, je l ' a m è n e r a i ici. — H a s s a n , si t u réussis... — V o t r e Altesse me d o n n e r a la récompense qu'elle m ' a promise, n'est-ce p a s % — J e te d o n n e r a i plus, beaucoup p l u s !... P a r contre, si t u m a n q u e s t o n coup t u iras c e r t a i n e m e n t en prison... P a r conséquent, fais bien a t t e n t i o n à ce que t u fais ! — J e m ' a r r a n g e r a i de façon à ne p a s m e faire p r e n dre, Altesse et je p a r i e r a i s n ' i m p o r t e quoi que j ' a r r i v e ï*cil cl m e t t r e mon p r o j e t à exécution. — E h bien t a n t mieux... Va... Moi, je r e s t e ici et j e t'attendrai. H a s s a n s'inclina p r o f o n d é m e n t devaut son m a î t r e et se r e t i r a .

A m y Nabot était en t r a i n de dîner d a n s sa c h a m b r e q u a n d le pseudo-policier vint lui annoncer q u ' o n l ' a t t e n dait au commissariat p o u r u n i n t e r r o g a t o i r e . Ceci lui déplut beaucoup, mais, se disant qu'il était impossible de se dérober, elle t e r m i n a en h â t e son r e p a s , p u i s elle s'habilla p o u r sortir. • L e policier, qui était r e s t é d a n s le vestibule, lui dit q u ' u n e v o i t u r e a t t e n d a i t au dehors p o u r aller a u commissariat. A v a n t de sortir de l'hôtel, l ' a v e n t u r i è r e fit le t o u r des salons du rez-de-chaussé d a n s l'espoir de r e n c o n t r e r P i c q u a r t . Mais le colonel devait être sorti, car elle ne le vit nulle p a r t . Elle ne s'en inquiéta d'ailleurs point, se disant qu'elle serait bientôt de r e t o u r .

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1796

Elle suivit le policier qui la fit m o n t e r d a n s u n e voit u r e qui s t a t i o n n a i t devant la p o r t e de l'hôtel.. L e cocher fit claquer son fouet et le véhicule se mit en m o u v e m e n t . Absorbée clans ses pensées, A m y N a b o t ne fit p a s attention, t o u t d'abord, a u chemin que l'on p r e n a i t . Mais a p r è s que la v o i t u r e eut roulé à b o n n e allure p e n d a n t p r è s d ' u n e demi h e u r e , elle commença de t r o u v e r a n o r m a l e la longueur du t r a j e t . — C o m m e n t se fait-il que le commissariat soit si éloigné du centre de la ville ? demanda-t-elle a u policier . qui était assis vis-à-vis d'elle. — N o u s devons d ' a b o r d p a s s e r a la maison d ' E s t r a l b a où Monsieur le commissaire est en t r a i n de faire u n e perquisition, r é p o n d i t le policier avec u n a i r indifférent. A m y N a b o t se s e n t a i t assez inquiète et l'idée de devoir e n t r e r encore u n e fois d a n s cette m a u d i t e maison lui causait u n e sorte d'angoisse. R e g a r d a n t p a r la fenêtre de la voiture, elle const a t a que l'on était a r r i v é d a n s u n e espèce de f a u b o u r g où les maisons, p r e s q u e t o u t e s entourées de j a r d i n s , é t a i e n t assez éloignées les u n e s des a u t r e s . L ' o n ne voyait que t r è s p e u de monde d a n s les r u e s et p r e s q u e tous les p a s s a n t s étaient des indigènes. Soudain, la voiture, qui n ' a v a i t cessé de rouler assez r a p i d e m e n t , p a r t i t au g r a n d galop. B r a n d i s s a n t son fouet le cocher poussait de brèves exclamations en a r a b e pour exciter les chevaux. P u i s , a p r è s que l'on eut dépassé les dernières maisous d ' u n e r u e déserte, on déboucha soudain d a n s la camp a g n e , u n e vaste plaine sablonneuse à l ' e x t r é m i t é de laquelle on apercevait des b o u q u e t s de p a l m i e r s et d'oliyiers. - . E v i d e m m e n t , ce n ' é t a i t p a s encore le désert, mais MANIOC.org Bibliothèque Alexandre Franconie Conseil général de la Guyane


1797

cela commençait déjà à y ressembler ! E t la voiture filait comme u n bolide, secouée, cahotée a u point que l'on aurait pu c r a m d r e qu'elle allait voler en éclats d ' u n moment à l ' a u t r e . L e s chevaux, qui semblaient avoir p r i s le m o r s aux dents, galopaient frén é t i q u e m e n t sur le sol rocailleux -d'une r o u t e fort mal entretenue. Terrifiée, A m y N a b o t était devenue t o u t e pâle. — Au nom du ciel !... Où allons-nous % s'écria-t-elle en se t o u r n a n t vers le pseudo-policier. — Taisez-vous et restez tranquille ! lui r é p o n d i t l ' h o m m e en la r e g a r d a n t avec u n air i m p é r i e u x . Le chemin devenait de p l u s en p l u s m a u v a i s et les chevaux couraient de plus en plus vite. L a voiture bondissait et rebondissait avec u n b r u i t d'enfer, faisant à t o u t m o m e n t des embardées effrayantes. L ' a v e n t u r i è r e avait tellement p e u r qu'elle n ' o s a i t plus remuer. A demi défaillante de t e r r e u r , elle ferma les y e u x et a p p u y a sa t ê t e sur les coussins. Où allait-on Q u a n d allait-on s ' a r r ê t e r '? F i n a l e m e n t , les chevaux r a l e n t i r e n t considérablenouveau les y e u x et r e g a r d a au dehors. A p r è s quelqiicss i n s t a n t s , les chevaux se m i r e n t à marcher au p a s . .— Mon Dieu !... Où sommes-nous clone ? gémit 1'aventurière. — E n pleine c a m p a g n e ! répondit le policier. — Mais pourquoi sommes-nous venus ici — Ne comprenez-vous p a s que les chevaux se sont rive à chaque i n s t a n t avec les chevaux arabes. H e u r e u sement que nous nous en sommes t i r é s sans accident... M a i s ce qui est e n n u y e u x , c'est que. m a i n t e n a n t ces m a u d i t e s bêtes sont complètement épuisées p a r leur

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— 1798 course et que nous ne p o u r r o n s p a s r e t o u r n e r en ville t o u t de suite. I l f a u d r a leur donner le t e m p s de se r e poser... E t dire que Monsieur le commissaire nous att e n d !... I l va s ' i m p a t i e n t e r t e r r i b l e m e n t et ce sera encore u n e fois sur moi qu'il p a s s e r a sa colère, comme d ' h a b i t u d e !... Comme si c'était de m a faute que les chevaux ont p r i s le m o r s a u x dents. L ' h o m m e a v a i t réellement l'air t r è s ennuyé. A m y N a b o t commençait à se dire que les soupçons qui lui é t a i e n t v e n u s à son égard p e n d a n t la course folle que l'on v e n a i t de faire devaient ê t r e injustifiés et que, s'il a v a i t r é p o n d u aussi r u d e m e n t à sa p r e m i è r e question, c'était s a n s doute p a r c e qu'il avait eu g r a n d p e u r lui-même et q u ' i l n ' a v a i t p a s été capable de dominer e n t i è r e m e n t ses n e r f s . I l est évident que q u a n d on est sous l ' e m p i r e d ' u n e g r a n d e frayeur, on ne pense g é n é r a l e m e n t p a s à faire étalage de politesse. — Mais qu'allons-nous faire si, comme vous le dites, n o u s ne pouvons p a s r e v e n i r t o u t de suite en ville, demanda-t-elle. — N o u s allons voir, r é p o n d i t le policier avec calme. I l y a u n e oasis là-bas et n o u s y t r o u v e r o n s p e u t - ê t r e le m o y e n de c h a n g e r de chevaux... — U n e oasis ! . . N o u s sommes donc si loin de la ville ? — C e r t a i n e m e n t !... A une allure normale, il nous f a u d r a i t bien deux h e u r e s p o u r y revenir... Mais n ' a y e z p a s peur... V o u s êtes sous la p r o t e c t i o n de la police et -rien de fâcheux ne p e u t vous a r r i v e r . Malgré cela, A m y N a b o t ne se sentait p a s t r o p r a s surée et elle t r e m b l a i t de tous ses m e m b r e s . L a sensation de se t r o u v e r aussi loin de t o u t lieu h a b i t é lui causait u n pénible malaise. L a v o i t u r e v e n a i t de s ' a r r ê t e r . A m y N a b o t se leva, descendit en h â t e et se mit à


— 1799 — r e g a r d e r a u t o u r d'elle. Sous la pâle clarté de la lune, le p a y s a g e p r é s e n t a i t u n aspect r o m a n t i q u e et m y s t é r i e u x . L ' o n se t r o u v a i t d a n s u n e sorte de clairière, a u centre d ' u n e p e t i t e oasis. D ' u n côté, l'on a p e r c e v a i t les t e n t e s d ' u n c a m p e m e n t a r a be et, u n p e u plus loin, une fontaine a u p r è s de laquelle deux vieillards à longues barbes blanches et coiffés de t u r b a n s m a j e s t u e u x , se t e n a i e n t assis. L e policier se dirigea vers ces deux hommes et se m i t à leur p a r l e r en a r a b e . A m y N a b o t était restée u n p e u à l ' é c a r t . Elle n e p o u v a i t d'ailleurs p a s c o m p r e n d r e ce que l'on disait, car elle ne connaissait q u ' u n e v i n g t a i n e de m o t s a r a b e s qu'elle a v a i t a p p r i s depuis son arrivée à T u n i s . Elle t e n a i t ses deux m a i n s serrées sur son cœur et elle t r e m b l a i t de c r a i n t e . C o m m e n t allait-elle r e t o u r n e r à l'hôtel où elle se t r o u v a i t si bien sous la p r o t e c t i o n du colonel P i c q u a r t ! Sa p e u r était si g r a n d e qu'elle s'imaginait voir des figures m e n a ç a n t e s de b a n d i t s cachés d a n s les buissons qui e n t o u r a i e n t la clairière. Elle observait a t t e n t i v e m e n t les gestes du policier qui discutait avec les deux A r a b e s . L e u r conversation se prolongea assez l o n g t e m p s ; mais finalement, elle vit l ' h o m m e r e v e n i r v e r s elle. — N o u s allons pouvoir r e n t r e r à T u n i s , lui dit-il. On v a nous p r ê t e r d ' a u t r e s chevaux... A m y N a b o t se t o u r n a d u côté des chevaux qui av a i e n t t r a î n é la v o i t u r e et elle les vit couverts de sueur, l'écume a u x lèvres, d a n s u n é t a t à faire pitié. — J ' e s p è r e que les chevaux q u ' o n va n o u s donner m a i n t e n a n t ne vont p a s s'emballer aussi ! s'exclama-telle. N'allons-nous p a s r i s q u e r encore u n e fois de nous tuer ? — Non, Madame... N ' a y e z p a s peur... Ces choses-là


— 1800 — n'arrivent pas deux fois dans le même jour !... Et maint e n a n t , veuillez me suivre, nous allons r e m o n t e r en voiture... Tous deux se d i r i g è r e n t ensemble w r s l'endroit où l ' o n avait laissé la voiture que l'on avait dételée pour a m e n e r les chevaux p r è s de la fontaine p o u r qu'ils p u i s sent boire et se reposer. Mais quand elle se fut approchée du véhicule, l'avent u r i è r e laissa é c h a p p e r u n e exclamation de s t u p e u r . Ce n ' é t a i t p a s le même véhicule ! Cette voiture-ci infiniment plus belle que celle d a n s laquelle elle était venue... C'était u n e luxueuse berline attelée de q u a t r e superbes chevaux. E t A m y N a b o t n ' e u t a u c u n n c peine à r e c o n n a î t r e cette voiture. C ' é t a i t celle du Cheikh Abd-cl-Rahman ! Comme si u n voile s'était tout-à-coup déchiré d e v a n t ses yeux' ; elle comprit tout-à-coup quel était le n o u v e a u g u e t - a p e n s d a n s lequel elle était tombée. .C'était encore u n s t r a t a g è m e p o u r l ' a m e n e r au palais du p r i n c e ! Affolée, blême de t e r r e u r , l ' a v e n t u r i è r e se m i t à crier de t o u t e s ses forces : •— A u secours ! A u secours ! M a i s sa voix fut i m m é d i a t e m e n t étouffée. L e pseudo-policier, qui se t e n a i t derrière elle, venait de lui j e t e r u n e c o u v e r t u r e s u r la t ê t e . U n e odeur é t r a n g e l'étourdissait... Elle se sentit défaillir, chancela et t o m b a sans connaissance e n t r e les b r a s de H a s s a n qu'elle n ' a v a i t p u r e c o n n a î t r e sous son déguis e m e n t d'officier de police. Ce d e r n i e r la souleva et la déposa p r e s t e m e n t d a n s la voiture. P u i s il p r i t place a u p r è s d'elle et u n valet de p i e d r e f e r m a là p o r t i è r e . L ' i n s t a n t d ' a p r è s , le véhicule p a r t a i t à vive allure et s'éloignait en soulevant des nuages de poussière.


CHAPITRE C C L V I .

UNE

DECOUVERTE

INNATENDUE

E n proie à u n e vive agitation, le colonel P i c q u a r t était e n t r é clans sa c h a m b r e et il a v a i t rédigé u n r a p p o r t basé s u r les déclarations d ' A m y Nabot, n ' o m e t t a n t a u cun détail des révélations que l ' a v e n t u r i è r e lui a v a i e n t faites. I l avait renoncé à sa première, idée de t é l é g r a p h i e r à P a r i s p o u r d e m a n d e r la p e r m i s s i o n de r e v e n i r lui-même en F r a n c e . I l avait p r é f é r é c o m m u n i q u e r p a r l e t t r e les déclarations d ' A m y N a b o t à ses s u p é r i e u r s et leur laisser l'initiative de le r a p p e l e r p o u r t é m o i g n e r a u p r o c è s d.'Esterhazy s'ils le j u g e a i e n t à propos. Il avait l ' i n t e n t i o n de d e m a n d e r à A m y N a b o t d ' a j o u t e r sa p r o p r e s i g n a t u r e à la sienne a u b a s du r a p p o r t , dès qu'il l ' a u r a i t t e r m i n é , afin de donner p l u s de poids à ce document. De cette façon, p e r s o n n e n ' a u r a i t p u d o u t e r de la v é r a c i t é de ses assertions et sa responsabilité d e m e u r e r a i t h couvert. De cette façon, p e r s o n n e n ' a u r a i t d o u t e r de la véracité de ses assertions et sa responsabilisé demeurer r a i t à couvert. Il savait bien qu'il avait de n o m b r e u x ennerMocàç £ C. I.

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— 1802 — l ' é t a t - m a j o r et il p e n s a i t bien que ceux-ci ne négliger a i e n t a u c u n e occasion possible de lui faire du t o r t . P a r conséquent, ils a u r a i e n t c e r t a i n e m e n t t e n d a n c e à insin u e r que son r a p p o r t n ' é t a i t q u ' u n e vengeance p e r s o n nelle contre ceux qui a v a i e n t ordonné son t r a n s f e r t a T u n i s p o u r se d é b a r r a s s e r de sa présence à P a r i s . I l a v a i t m ê m e pensé à faire authentifié la s i g n a t u r e de l ' a v e n t u r i è r e p a r l ' a t t e s t a t i o n d ' u n t é m o i n et il a v a i t songé à son collègue, le capitaine R i e u r , p o u r cette formalité. I l ne connaissait R i e u r que depuis le j o u r de son arrivée à T u n i s m a i s tous deux é t a i e n t r a p i d e m e n t deven u s de bons c a m a r a d e s et ils se considéraient déjà comme des a m i s . L e colonel r e g a r d a l ' h e u r e et il se dit que le c a p i t a i n e R i e u r devait p r o b a b l e m e n t ê t r e à ce m o m e n t d a n s le hall de l'hôtel, en t r a i n de lire les j o u r n a u x . I l replia soigneusement la l e t t r e qu'il a v a i t p r é p a r é e Son p â l e visage était a n i m é d ' u n e lumière insolite, p o u r l ' e x p é d i e r à P a r i s , sortit de sa c h a m b r e et descendit d a n s le hall. C ' é t a i t l'émotion et l ' e s p é r a n c e de pouvoir finalement v e n i r en aide à son m a l h e u r e u x ami. Ce qu'il a v a i t p r e s s e n t i était donc v r a i ! L e s coupables vivaient t r a n q u i l l e s et libres t a n d i s que î i n n o c e n t l a n g u i s s a i t à l ' I l e du Diable, p a r m i d'indicibles t o u r m e n t s , loin de sa famille, t o r t u r é moralem e n t a u t a n t que p h y s i q u e m e n t . M a i s la v é r i t é allait b i e n t ô t voir la lumière... Maint e n a n t , cela n e p o u v a i t p l u s faire l ' o m b r e d ' u n doute ! L e colonel p e n s a i t au j o u r ou l ' i n f o r t u n é allait pouvoir r e v e n i r a u p r è s des siens et à la joie q u ' é p r o u v e r a i e n t sa femme et ses enfants. Mais, en même t e m p s , u n e pensée plus t r i s t e lui v i n t à l ' e s p r i t : il songeait à sa chère épouse qu'il ne r e v e r rait plus jamais I

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— 1803 — I l fit u n effort p o u r éloigner de soi cette pensée qui le t o u r m e n t a i t ; il nè devait p a s laisser s'ouvrir de nouv e a u cette plaie dont il a v a i t t a n t souffert. I l fallait q u ' i l conserve t o u t e son énergie afin de pouvoir l u t t e r p l u s efficacement p o u r la noble cause qui était devenue le b u t de sa vie. I l se r a p p e l a i t à quel p o i n t les m a l h e u r s de la famille Dreyfus a v a i e n t ému sa p a u v r e Blanche qui l ' a v a i t t a n t de fois supplié de faire t o u t son possible p o u r sauv e r l ' i n f o r t u n é capitaine. E t il avait réellement fait t o u t ce qui était en son pouvoir, mais j u s q u ' à ce m o m e n t , il n ' é t a i t a r r i v é à aut r e chose q u ' à s ' a t t i r e r l'inimitié de ses s u p é r i e u r s a i n s i que de la p l u p a r t de ses collègues, et à s ' a t t i r e r à luimême de sérieux ennuis. Mais m a i n t e n a n t , il avait e n t r e les m a i n s des p r e u ves tellement décisives qu'il ne p o u v a i t p l u s douter d u succès. Cette fois, il pouvait engager la l u t t e sans crainte, car les coupables é t a i e n t vaincus d'avance ! Alfred Dreyfus allait pouvoir r e c o n q u é r i r sa l i b e r t é et son h o n n e u r ! L e visage du colonel reflétait l ' e n t h o u s i a s m e dont il était a n i m é et le capitaine Rieur, qu'il t r o u v a effectiv e m e n t d a n s le hall de l'hôtel, comme il l ' a v a i t p r é v u , s'en a p e r ç u t t o u t de suite. — Quelle bonne nouvelle m ' a p p o r t e z - v o u s ? lui demanda-t-il. P i c q u a r t lui t e n d i t l'enveloppe qu'il t e n a i t à la main. — Lisez ça, R i e u r ! s'exclama-i il et dites-moi si j e n ' a i p a s de raisons de me r é j o u i r Comme vous voyez la justice arrive t o u j o u r s finalement à se faire jour... Le capitaine r e t i r a dç l'enveloppe la l e t t r e que le colonel venait d ' é c r i t


— 1804 — H se mit à lire et son a t t e n t i o n a u g m e n t a i t à m e s u r e qu'il p o u r s u i v a i t sa lecture t a n d i s que son visage e x p r i m a i t t o u r à t o u r les s e n t i m e n t s les plus divers. D ' a b o r d , u n g r a n d étonnement, puis u n i n t é r ê t croissant mélangé d ' u n e vive émotion. Q u a n d il eut fini de lire, il r e n d i t la l e t t r e à P i c q u a r t en s ' e x c l a m a n t : — Ces révélations vont s û r e m e n t soulever u n scandale énorme et personne no p o u r r a p l u s contester l'innocence du m a l h e u r e u x capitaine Dreyfus... — F i n a l e m e n t , j ' a i réussi à m e t t r e la m a i n sur des p r e u v e s certaines, irréfutables... Comme vous venez de le dire, p e r s o n n e ne p o u r r a p l u s r é v o q u e r en doute l'innocence absolue d'Alfred Dreyfus. — E s p é r o n s , t o u t a u moins, q u ' o n ne refusera p a s de t e n i r compte de vos assertions ! — J ' a i pensé à cela aussi et c'est précisément p o u r cette raison que j ' a i voulu commencer p a r vous consult e r et vous d e m a n d e r votre aide. R i e u r se mit à r e g a r d e r le colonel avec un air étonné. -— Mon aide ? fit-il. Que pourrais-je faire 1 — J e voulais vous p r i e r de venir avec moi a u p r è s de M a d a m e Anvy Nabot p o u r être témoin quand elle signera le document que je v e u x envoyer à P a r i s . . . V o u s p o u r r e z authentifier de votre p r o p r e s i g n a t u r e , la s i g n a t u r e de cette personne, de façon à ce qu'il ne puisse p l u s y avoir a u c u n e espèce de doute. — Ce n ' e s t pas une mauvaise idée et vous avez bien raison de ne vouloir agir q u ' a v e c la plus e x t r ê m e p r u dence... P i c q u a r t se leva et d e m a n d a : — Von lez-vous venir t o u t de suite avec moi chez cette dame ? — Comme il vous plaira... P i c q u a r t appela un domestique et le chargea d'aller


— 1805 — dire à A m y N a b o t qu'il désirait lui p a r l e r . L e valet s'éloigna et r e v i n t a u bout de quelques m i n u t e s en disant : — M a d a m e N a b o t est sortie Monsieur... Elle a q u i t t é l'hôtel il y a environ u n e h e u r e en compagnie d ' u n officier de police qui devait la conduire au commissariat p o u r u n interrogatoire... I l s'agissait sans doute de quelque chose de t r è s urgent", car le p o r t i e r les a v u s m o n t e r d a n s u n e v o i t u r e qui est p a r t i e à t o u t e vitesse... P i c q u a r t fronça les sourcils et, se t o u r n a n t vers le capitaine R i e u r , il lui d e m a n d a : — Est-ce que vous n e t r o u v e z p a s é t r a n g e que l ' o n vienne chercher q u e l q u ' u n p o u r u n i n t e r r o g a t o i r e à u n e h e u r e pareille % — Si, m a i s d a n s ce p a y s , il ne f a u t s'étonner do rien ! — E t que devons-nous faire % — A t t e n d r e avec patience le r e t o u r de cette d a m e . L e s deux h o m m e s se dirigèrent ensemble vers le salon de lecture. S ' a s s e y a n t d a n s u n angle de la v a s t e salle, ils se m i r e n t à causer de choses et d ' a u t r e s , mais P i c q u a r t était d i s t r a i t et inquiet. L ' a b s e n c e d ' A m y N a b o t lui p a r a i s s a i t a n o r m a l e et il était e n n u y é du r e t a r d qui eu r é sultait car il était i m p a t i e n t de faire p a r t i r sa l e t t r e . U n q u a r t d ' h e u r e s'écoula, p u i s u n e demi h e u r e , p u i s u n e h e u r e , et Amy N a b o t ne r e v e n a i t t o u j o u r s p a s ! Si elle t a r d a i t encore, la l e t t r e ne p o u r r a i t p a s ê t r e mise à la poste ce soir-là et ne p o u r r a i t p a r t i r p a r le b a t e a u qui q u i t t a i t T u n i s le l e n d e m a i n m a t i n à la p r e mière h e u r e . Cela r e p r é s e n t e r a i t u n r e t a r d de trois j o u r s , car il n ' y avait p l u s d ' a u t r e courrier p o u r la F r a n c e a v a n t la fin de la semaine. Où p o u v a i t bien être restée l ' a v e n t u r i è r e ? E t a i t - i l admissible que cet i n t e r r o g a t o i r e se p r o l o n g e â t ai l j n g temps î


— 1806 — F i n a l e m e n t le capitaine R i e u r p r o p o s a de se r e n d r e a u commissariat p o u r d e m a n d e r des explications. — E n effet, r é p o n d i t le colonel. J e crois que ce ser a i t la meilleure chose à faire et je ne p e u x p a s r e s t e r p l u s l o n g t e m p s d a n s l ' i n c e r t i t u d e car le témoignage de cette p e r s o n n e m ' e s t t r o p p r é c i e u x ! I l était devenu t r è s n e r v e u x et il se sentait en proie à un étrange pressentiment. L e s deux officiers p r i r e n t une v o i t u r e et se firent conduire a u commissariat où Us d e m a n d è r e n t à p a r l e r a u secrétaire de service. — M a d a m e A m y N a b o t a été appelée v e r s sept heur e s du soir p o u r u n i n t e r r o g a t o i r e , dit le colonel P i c q u a r t , et elle n ' e s t p a s encore revenue... J e suis venu ici p o u r m ' e n q u é r i r des raisons p o u r lesquelles cet interr o g a t o i r e se prolonge aussi l o n g t e m p s . L e fonctionnaire avait écouté avec u n visible étonn e m e n t ce que l'officier venait de dire. — J e ne c o m p r e n d s p a s bien de quel i n t e r r o g a t o i r e il s'agit, colonel, répondit-il enfin. I l doit y avoir erreur, p a r c e que si q u e l q u ' u n avait été appelé p o u r u n i n t e r r o gatoire à u n e h e u r e aussi insolite, j ' e n a u r a i s certainem e n t été informé. P i c q u a r t et R i e u r r e g a r d a i e n t le fonctionnaire avec u n air consterné. I l s se m i r e n t à l'assaillir de questions et i n s i s t è r e n t p o u r qu'il s'informe afin de savoir e x a c t e m e n t si Amy N a b o t avait été convoquée ce soir là ou non. — Elle a p e u t - ê t r e été amenée à la p r é f e c t u r e ? suggéra le colonel. — Ce n ' e s t p a s impossible, r é p o n d i t le secrétaire, mais ça m ' é t o n n e r a i t beaucoup. F i n a l e m e n t , les deux officiers décidèrent cle r e t o u r n e r à l'hôtel dans l'espoir q u ' A m y N a b o t y serait rent r é e p e n d a n t leur absence.


— 1807 — — Elle a u r a p e u t - ê t r e i n v e n t é elle-même cette h i s toire d ' i n t e r r o g a t o i r e , dit R i e u r , et elle sera sortie p o u r aller se p r o m e n e r avec quelque g a l a n t compagnon. — Non, r é p o n d i t le colonel, je n e p e u x p a s croire cela car elle a v a i t t r o p p e u r et elle n ' a u r a i t c e r t a i n e m e n t p a s q u i t t é l'hôtel sans r a i s o n sérieuse. T a n d i s qu'il disait ces mots, u n e pensée a n g o i s s a n t e s u r g i t d a n s l ' e s p r i t de P i c q u a r t . , L e Cheikh A b d - c l - R a h m a n ! N ' é t a i t - i l p a s p o u r quelque chose dans la m y s t é r i e u s e absence de l ' a v e n t u r i è r e ? — Ecoutez, dit-il à voix basse, en se p e n c h a n t à l'oreille de R i e u r . J e suis t r è s inquiet... J e commence à croire q u ' A m y N a b o t a u r a i t bien p u r e t o m b e r e n t r e les m a i n s du prince... Cela ne m ' é t o n n e r a i t p a s que t o u t ceci soit u n coup m o n t é p a r lui ou p a r u n de ses s e r v i t e u r s . — Cela serait bien possible, en effet.... — Mais je vous a s s u r e que s'il a fait cela il le p a i e r a cher ! Cette pensée a v a i t mis le colonel P i c q u a r t d a n s u n é t a t d ' a g i t a t i o n indicible. — Allons t o u t de suite à la p r é f e c t u r e ! s'exclamatil enfin. Ne p e r d o n s p a s de t e m p s ! — Mais m o n cher ami, on n e consentira j a m a i s à n o u s recevoir à cette heure-ci !... I l est beaucoup t r o p tard ! — J e s a u r a i bien m ' a r r a n g e r p o u r q u ' o n n o u s r e çoive î... I l n ' y a p a s u n e m i n u t e à perdre... I l f a u t q u e l'on découvre ce soir m ê m e qui est la p e r s o n n n e qui a fait d i s p a r a î t r e A m y Nabot.. Si c'est le Chéik, t a n t p i s p o u r lui !... L a loi est la même p o u r t o u t le monde, a p r è s tout, m ê m e p o u r les p r i n c e s ! L e capitaine R i e u r n ' o s a p a s contredire son a m i et t o u s deux s o r t i r e n t de n o u v e a u p o u r se r e n d r e à la P r é fecture.


1808

Ce soir là, le P r é f e t donnait u n e p e t i t e fête de famille d a n s ses a p p a r t e m e n t s privés et le colonel P i c q u a r t d u t beaucoup insister p o u r a r r i v e r à le voir. — I l s'agit d ' u n e affaire de la plus e x t r ê m e urgence, expliqua-t-il a u p o r t i e r . L a vie d ' u n e p e r s o n n e que je connais est e n j e u . F i n a l e m e n t , les deux officiers f u r e n t i n t r o d u i t s d a n s u n p e t i t salon où le P r é f e t v i n t les rejoindre quelques minutes plus tard. — J e vous p r i e de vous expliquer le plus b r i è v e m e n t possible ! leur dit-il a p r è s les avoir t r è s froidement salués. De quoi s'agit-il % P i c q u a r t expliqua ce qui é t a i t a r r i v é et il a j o u t a : — I l f a u t a b s o l u m e n t que la liberté soit r e n d u e à cette dame, p a r c e qu'elle va ê t r e appelée à t é m o i g n e r d a n s u n procès de la plus h a u t e importance... — Oui, j e sais, i n t e r r o m p i t le P r é f e t . Elle va devoir t é m o i g n e r c o n t r e E s t r a l b a et A l k m a a r , m a i s cela n ' e s t p a s si pressé. . — I l ne s ' a g i t p a s de cela... L e procès d ' A l k m a a r et ' d ' E s t r a l b a ne m ' i n t é r e s s e p a s du tout... — 11 m e semble me r a p p e l e r que vous vous intéressiez considérablement q u a n d vous êtes v e n u m e voir ce m a t i n , Monsieur le colonel ! — P a r c e que j e n ' é t a i s p a s encore a u c o u r a n t de c e r t a i n e s choses que j e sais m a i n t e n a n t , Monsieur le Préfet... T o u j o u r s est-il que, si je m ' i n t é r e s s e t a n t a u sort de M a d a m e A m y Nabot, c'est p a r c e qu'elle doit a p p o r t e r son t é m o i g n a g e d a n s u n procès qui va se dérouler à P a r i s et qui intéresse la défense nationale... I l s ' a g i t de l'affaire E s t e r h a z y dont vous avez sans doute e n t e n d u parler... Comme je vous l'ai déjà dit t o u t à l'heure, j e soupçonne-le Cheikh A b d - e l - R a h m a n d'avoir fait enlevé cette dame...

Cela me paraît plutôt inyraisemblable, colonel !


Oui Altesse.... J'ai l'honneur de vous pr茅senter le colonel Picquart. (Page 1715) 小.

I

LIVRAISON 227


— 1811 — — P a s à moi, et j ' i n s i s t e p o u r que la police fasse i m m é d i a t e m e n t u n e p e r q u i s i t i o n d a n s son palais... — I l f a u d r a i t p o u r cela u n e r a i s o n p é r e m n t o i r e . colonel... — Elle existe, Monsieur le Préfet — J e vous écoute. L e colonel se m i t alors à r a c o n t e r comment le p r m c e a r a b e s'était comporté vis à vis d ' A m y Nabot, m a i s le liant fonctionnaire n e le laissa p a s achever et il l'interr o m p i t p a r u n sonore éclat de r i r e . — J e sais déjà t o u t cela, Monsieur le colonel ! s ' e x clama-til, p a r c e que n o u s en avons déjà p a r l é ce m a t i n , m a i s j e n e vois a u c u n e raison de s'inquiéter de ce que le Cheikh A b d - e l - R a h m a n a i t envie de faire la cour à cette belle dame ! — E t s'il l'a fait enlever de force ? — Ceci n ' e s t nullement prouvé... — L e policier qui s'est p r é s e n t é à l'hôtel... — L e p o r t i e r se sera p r o b a b l e m e n t trompé... I l a u r a p r i s la livrée d ' u n s e r v i t e u r d u p r i n c e p o u r u n u n i f o r m e d'officier de police... Q u a n t à moi, j e suis convaincu de ce que la danseuse doit avoir accepté de son plein g r é l ' i n v i t a t i o n du Cheikh. — Donc, vous refusez de p r e n d r e a u c u n e espèce de m e s u r e contre cet h o m m e ? — Certainement... T o u t a u moins, j u s q u ' à ce que-je sois en possession de p r e u v e s certaines m e p e r m e t t a n t d ' a g i r légalement... N o u s avons le devoir de m a i n t e n i r les meilleurs r a p p o r t s possibles avec les p e r s o n n a l i t é s indigènes d u p a y s et u n p a s m a l calculé p o u r r a i t n o u s coûter cher... E t puis, vous devez aussi c o m p r e n d r e q u e n o u s n e voulions p a s r i s q u e r de n o u s r e n d r e ridicules à cause d ' u n e femme dont la profession la p o r t e n a t u r e l l e m e n t a u x a v e n t u r e s galantes... P i c q u a r t s e r r a les lèvres. I l était c e r t a i n que lui-


— 1812 — même ne se serait c e r t a i n e m e n t p a s excessivement préoccupé du sort de cette femme si son témoignage ne lui a v a i t p a r u indispensable p o u r sauver le m a l h e u r e u x c a p i t a i n e Dreyfus. — Comme vous vovez, il n ' y a absolument rien à faire ! s'exclama le P r é f e t a p r è s une courte pause. E t , à m o n g r a n d regret, je ne p u i s continuer de m ' e n t r e t e n i r avec vous ce soir p a r c e qu'il faut que j e r e t o u r n e a u p r è s de mes invités... — Ce disant, le h a u t fonctionnaire s'inclina légèrem e n t , t e n d i t la m a i n à P i c q u a r t et lui dit : — A u x h e u r e s où les b u r e a u x de la P r é f e c t u r e sont o u v e r t s , je suis t o u j o u r s à votre disposition, colonel, rép o n d i t le P r é f e t avec u n e légère n u a n c e de t r a n q u i l l e ironie. — N o u s n o u s r e v e r r o n s , Monsieur le P r é f e t ! gronda-t-il. P i c q u a r t était furieux. P o r t désapointé, le colonel r e n t r a à son hôtel avec le capitaine Rieur. Q u ' a u r a i t - i l encore p u faire p o u r venir en aide à 'Amy N a b o t ?


CHAPITRE C C L V I I .

DU

DANS LE PALAIS CHEIKH ABD-EL-RAHMAN

L e n t e m e n t , Amy N a b o t souleva ses p a u p i è r e s . Elle r e g a r d a u n m o m e n t a u t o u r d'elle avec u n air égaré, p u i s referma les yeux. — Suis-je éveillée ou est-ce que je rêve ? se d e m a n dait-elle. J e me sens tellement fatiguée ! D o r m i r , d o r m i r encore... elle n ' a v a i t p a s d ' a u t r e désir ! Elle enfonça sa t ê t e d a n s l'oreiller de soie releva la c o u v e r t u r e qui a v a i t un p e u glissé, et chercha à r a p p e l e r à elle le sommeil r e p o s a n t qui fait oublier t o u t e chose. Mais elle ne p a r v e n a i t pas à r e t r o u v e r la t r a n q u i lité d'esprit qui lui a u r a i t été nécessaire p o u r se rendormir. Les souvenirs commençaient à r é a p p a r a î t r e d a n s sa mémoire... L e policier qui était venu la chercher à l'hôtel... L e s chevaux qui s'étaient emballés... L ' o a s i s et l ' a u t r e voiture., celle du Cheikh Abd-el-Rahman... U n e soudaine é p o u v a n t e s ' e m p a r a d'elle et elle se souleva sur les coussins, r e g a r d a n t a u t o u r d'elle avec u n air a t t e r r é . E t a i t - c e u n rêve ou était-ce la réalité .U


— 1814 — Elle examina les détails de la pièce où elle se t r o u v a i t et finalement, elle fut bien obligée de se r e n d r e a l'évidence. Elle n ' é t a i t p o i n t dans sa chambre de l'hôtel T u n i sia P a l a c e ! Elle se t r o u v a i t dans une vaste et luxueuse salle d o n t les m u r s étaient recouverts de lourdes t e n t u r e s de s a t i n broché. S u r le sol, de s o m p t u e u x t a p i s s'étalaient ; le lit sur lequel elle était étendue était merveilleusement moelleux, g a r n i de coussins et de c o u v e r t u r e s de soie brodée d'or. Tout-à-coup, elle eut la précise vision de la réalité.. Elle était p r i s o n n i è r e dans le nalais du prince a r a b e ! U n cri d é c h i r a n t s'échappa des lèvres de l ' a v e n t u rière. Elle s e n t a i t son cœur se briser d'angoisse. Se l e v a n t d ' u n bond, elle c o u r u t v e r s u n e lourde portière p o u r la sold ever, dans l'espoir de t r o u v e r de ce côté u n e issue p a r où elle p o u r r a i t s'échapper. M a i s a v a n t même qu'elle ne l ' a t t e i g n e , la p o r t i è r e s ' é c a r t a comme p a r e n c h a n t e m e n t et le Chéik a p p a r u t , tout souriant. — Où voulez-vous donc aller, M a d a m e 1 d e m a n d a t-il. A m y N a b o t fixa sur lui u n r e g a r d plein de colère et de colère : — B a n d i t !... Canaille !... Misérable ! L e prince continuait de sourire. — P o u r q u o i êtes-vous en colère avec moi, Madame ? ' m i A T - r o g c a - t - i l t r a n q u i l l l e m e n t . Quel m a l vous ai-je fait? — V o u s avez encore l ' a u d a c e de me poser u n e question pareille a p r è s m ' a v o i r a t t i r é e dans votre palais au m o y e n d ' u n e vile t r o m p e r i e et d ' u n e hache t r a h i s o n ! — Ce n ' é t a i t q u ' u n e p l a i s a n t e r i e ? Chez nous, en E u r o p e , on ne p l a i s a n t e p a s avec certaines choses et ce que vous avez fait est indigne d'un gentilhomme I


— 1815 — — A u t r e s p a y s , a u t r e s m œ u r s , Madame... — Mais je ne suis p a s u n e femme, avec qui on p e u t se p e r m e t t r e de semblables p l a i s a n t e r i e s comme vous appelez cela... — J ' a i seulement voulu vous m o n t r e r à quel p o i n t m a puissance est grande... J ' a i t o u j o u r s obtenu ce q u e j ' a i voulu... — J e p r é f è r e comencer p a r vous déclarer que j e n ' a i en aucune façon l ' i n t e n t i o n de devenir u n e de ces c r é a t u r e s que vous gardez p r i s o n n i è r e d a n s v o t r e p a lais... — J e n ' a i j a m a i s pensé à faire de vous u n e p r i s o n nière, m a i s u n e reine qui a u r a en moi le p l u s fidèle des serviteurs... — T o u t cela ne sont que des p h r a s e s et je vous p r i e de bien vouloir d o n n e r t o u t de suite les o r d r e s nécessaires p o u r que l'on me recoudu-se i m m é d i a t e m e n t à m o n hôtel à Tunis... — V o s désirs.sont p o u r moi des ordres, M a d a m e et j e serais, c e r t a i n e m e n t disposé à vous faire r e c o n d u i r e à votre hôtel, mais... — Mais % L e p r i n c e p r i t u n e m a i n d ' A m y N a b o t et il se m i t à la fixer avec u n e expression de si a r d e n t e passion que l ' a v e n t u r i è r e ne p u t s'empêcher de frissonner. — Mais permettez-moi, M a d a m e , de souper ce soir avec vous et j e vous p r o m e t s que d e m a i n m a t i n , dès le lever du j o u r , je vous ferai reconduire à v o t r e hôtel p a r le p l u s fidèle de mes serviteurs... A m y N a b o t hésita u n i n s t a n t a v a n t de r é p o n d r e , r e g a r d a n t le Chéik avec u n air i n t e r r o g a t e u r . \ Pouvait-elle se fier à sa p a r o l e ! . . Cette promesse n e cachait-elle p a s u n n o u v e a u s t r a t a g è m e % F i n a l e m e n t , elle se dit qu'elle se t r o u v a i t e n t i è r e m e n t à la merci du p r i n c e et qu'il a u r a i t été i m r u d e n t •


— 1816 — de sa p a r t de l ' i r r i t e r ; la colère de cet homme pouvait ê t r e d a n g e r e u s e et le m i e u x serait sans doute d'accéder à son désir. — Soit, prince, je reste, dit-elle en lui t e n d a n t la m a i n . Mais donnez-moi v o t r e p a r o l e d ' h o n n e u r de ce que vous t i e n d r e z la promesse que vous venez de me faire... — J e vous en donne ma parole d ' h o n n e u r , M a d a m e ! E t m a i n t e n a n t , venez avec moi d a n s la salle à m a n g e r où j ' a i fait p r é p a r e r u n excellent souper à v o t r e i n t e n tion... Ce disant, il offrit son b r a s à A m y Nabot. T o u s d e u x t r a v e r s è r e n t ensemble u n e enfilade de s o m p t u e u x salons dont les m u r s étaient couverts de m e r veilleuses tapisseries, de boucliers et d ' a r m e s ciselées et i n c r u s t é e s de p i e r r e s précieuses. F i n a l e m e n t , ils a r r i v è r e n t d a n s la g r a n d e salle à manger. D u r a n t le r e p a s , t a n d i s que les s e r v i t e u r s a p p o r t a i e n t des q u a n t i t é s de m e t s délicieux disposés sur des p l a t s d'or massif, u n e m u s i q u e invisible j o u a i t de douces mélodies. L e Chéik a v a i t t o u t fait p r é p a r e r de la façon la p l u s fastueuse qu'il soit possible d ' i m a g i n e r , afin de d o n n e r à A m y N a b o t une p r e u v e de ses immenses richesses. T o u t a u t o u r de la salle, de g r a n d s candélabres étaient allumés. L e s eaux des fontaines rejaillissaient d a n s les v a s q u e s de m a r b r e et scintillaient de refllets f a n t a s t i q u e s à la l u e u r des bougies. L ' a v e n t u r i è r e observait t o u t cela avec u n sentiment de s t u p e u r . Elle a v a i t l'impression de se trouver d a n s u n lieu e n c h a n t é et elle subissait m a l g r é elle la fascination de cet e n t o u r a g e féerique et fabuleux. Elle a v a i t déjà p r e s q u e oublié ses p r é o c c u p a t i o n s et elle souriait au Chéik qui se m o n t r a i t e x t r ê m e m e n t aimable et e m p r e s s é envers elle.


1817

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I l évitait soigneusement t o u t e parole qui a u r a i t p u laisser deviner ses i n t e n t i o n s et il se c o m p o r t a i t d ' u n e façon p a r f a i t e m e n t correcte et réservée. — V o u s avez eu t o r t de douter de moi. M a d a m e , ditil. îsTe croyez-vous p a s que n ' i m p o r t e qui, à la place a u r a i t fait la même chose que moi 1 V o u s êtes d i v i n e m e n t belle et vous possédez au p l u s h a u t degré le don de séduire le cœur des hommes.. U n seul de vos r e g a r d s suffirait p o u r allumer u n incendie ! V o u s n'aviez p a s voulu a c c e p t e r m o n i n v i t a t i o n et moi je n ' a i p a s p u r e n o n c e r a u plaisir de vous voir a u p r è s de moi... Aussi ai-je du m e r é s o u d r e à faire usage d ' u n p e u d ' a s t u c e afin dç vous m o n t r e r ce que vous perdiez en r e f u s a n t de devenir la reine de mon palais... P u i s , le p r i n c e f r a p p a d a n s ses m a i n s à trois r e p r i s e s et l ' u n des côtés de la salle s'ouvrit comme u n rideau de t h é â t r e , laissant a p p a r a î t r e u n e a u t r e salie a u x p a r o i s dorées et s u r m o n t é e s d ' u n e coupole de cuivre poli, t o u t e inondée d ' u n e lumière a v e u g l a n t e . Des t e n t u r e s se soul e v è r e n t et v i n g t j e u n e s femmes a u x corps a d m i r a b l e s se m i r e n t à d a n s e r avec u n e grâce infinie en s u i v a n t le r y t h m e de la musique. C ' é t a i t u n spectacle merveilleux. L e s ondulations des voiles multicolores de l ' a m b i a n c e a v a i e n t quelque chose de f a n t a s t i q u e qui séduisait invinciblement et faisait oublier les r é a l i t é s de la vie. S u b j u g u é e p a r l ' e n c h a n t e m e n t de cette danse orientale A m y N a b o t ne p o u v a i t p l u s d é t a c h e r ses r e g a r d s de la scène. L a musique aussi était t r è s suggestive. Elle aA ait quelque chose d ' i n s i n u a n t et de v o l u p t u e u x qui, t o u t à la fois, berçait l'esprit et excitait les sens. L e p r i u c e s'était à demi étendu sur le divan, à côté de l ' a v e n t u r i è r e . Il avait l'air t r a n q u i l l e et impassible. S u r u n signe de lui, la paroi se referma de nouveau. r

— V o u s avez les y e u x r e m p l i s d ' u n e splendidè arC

L

LIVRAISON

328


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1818

deur, belle d a m e ! fit-il en s ' a d r e s s a n t à A m y Nabot. Ma m a i s o n vous plaît-elle ? L ' a v e n t u r i è r e ne r é p o n d i t p a s . — P e r s o n n e n ' a encore j a m a i s p u r é s i s t e r à la fascination de ce palais, r e p r i t Abd-el-Raliman, et a u c u n e des femmes qui sont entrées d a n s m o n h a r e m ne l'a j a m a i s regretté... — Ceci me p a r a i t difficile à croire, prince, p a r c e q u ' a u c u n e femme ne devient esclave de son plein gré, m ê m e si sa p r i s o n est u n e cage dorée ! — T o u t e s les femmes sont esclaves d ' u n e façon ou d ' u n e a u t r e . V o u s a u t r e s E u r o p é e n n e s , vous êtes esclaves de l'amour... — Oui.. Nous ne pouvons p a s vivre sans amour, m a i s n o u s voulons que l ' h o m m e que nous aimons soit complèt e m e n t à nous.. N o u s nous donnons à lui avec t o u t e l ' a r d e u r de n o t r e passion, mais nous ne p o u r r i o n s support e r de p a r t a g e r ses caresses avec d'autres... — L e s femmes que vous venez de voir d a n s e r et t o u t e s selles qui h a b i t e n t ce palais ne sont que des créat u r e s de plaisir p o u r les h e u r e s inoccupées.. L e cœur n e joue a u c u n rôle d a n s ces jeux.. L e cœur a t t e n d la femme rêvée, l'unique, celle qui doit devenir la reine, la domin a t r i c e absolue ! T o u t en p a r l a n t ainsi, A b d - e l - R a h m a n fixait sur l'av e n t u r i è r e ce r e g a r d r e m p l i d ' a r d e u r et de passion qui l ' a v a i t déjà fait t r e m b l e r . , N o n !... P o u r rien au monde elle n ' a u r a i t voulu se laisser s u b j u g u e r !.. Elle n ' a u r a i t même p a s voulu r e s t e r u n seul j o u r d a n s ce palais ! Elle fit un effort p o u r s o r t i r de l'espèce de t o r p e u r e x t a t i q u e dans laquelle l'ambiance e n i v r a n t e l ' a v a i t plongée et elle a u r a i t voulu dire au Chéik qu'elle ne désirait p a s r e s t e r plus l o n g t e m p s et souhaitait r e t o u r n e r t o u t de suite à T u n i s ; mais une é t r a n g e faiblesse


— 1819 — l ' a v a i t envahit tout-à-eoup ; elle se sentait h o r r i b l e m e n t fatiguée et comme étourdie, M a l g r é elle, elle ne p u t s'empêcher de fermer les y e u x . V a i n c u e p a r u n e lassitude i n s u r m o n t a b l e , elle s ' a p p u y a u n i n s t a n t contre les coussins du divan. Mais p r e s q u ' a u s s i t ô t , sa t ê t e r e t o m b a i n e r t e et elle sombra d a n s u n profond sommeil. Q u a n d il la vit endormie, A b d - e l - R a h m a n eut u n sourire é n i g m a t i q u e et il appela u n domestique p o u r qu'il fasse v e n i r les femmes de service qui devaient t r a n s p o r t e r la belle française d a n s sa c h a m b r e .

CHAPITRE

SANS

CCLVIII.

ESPOIR!

L e cœur de L e n i vacillait d a n s les t é n è b r e s profondes qui l ' e n t o u r a i e n t . Q u ' é t a i t - i l a r r i v é ?.. Tout, t o u t était p e r d u ! L a m a l h e u r e u s e était en proie à mille pensées a n g o i s s a n t e s ; p a r c e que sa douleur était t r o p g r a n de que r i e n n ' a u r a i t p u la calmer. Elle a u r a i t voulu p a r t i r p o u r la G u y a n e d a n s l'espoir de revoir son fiancé ou t o u t a u moins, p o u r avoir de ses nouvelles. Mais le missionnaire aussi bien que M a x E r w i g l ' a d j u r a i e n t d'avoir de la patience, p a r c e «u'iJ fallait a b s o l u m e n t a t t e n d r e . Elle s o r t a i t souvent de la maison p o u r aller se p r o m e n e r p e n d a n t de longues h e u r e s sur la plage, t e n a n t son r e g a r d fixé sur l'horizon, du coté où eue avait vu disp a r a î t r e le n a v i r e qui e m p o r t a i t F r i t z L u d e r s .


— 1820 L e s gens qui la voyaient, m a t e l o t s et p ê c h e u r s , la r e g a r d a i e n t avec compassion, mais sans oser lui a d r e s s e r la parole c o m p r e n a n t q u ' u n e immense souffrance devait o p p r i m e r son cœur. Mais u n jour, u n de ses h o m m e s p l u s h a r d i que les a u t r e s se décida à l'aborder. — A quoi pensçz-vous, Mademoiselle 1 lui d e m a n d a t-il. P o u r q u o i avoz-vous les y e u x r e m p l i s de l a r m e s % V o t r e fiancé vous aurait-il a b a n d o n n é % — Oh, non ! s'exclama i n s t i n c t i v e m e n t L e n i . M o n p a u v r e fiancé a osé fuir p a r a m o u r p o u r moi et il est allé à la r e n c o n t r e de sa perte... — Alors, il s'agit d ' u n m a l h e u r e u x légionnaire E t il s'est laissé p r e n d r e ?.. C'est t e r r i b l e 1 Vous avez r a i s o n de p l e u r e r p o u r lui... — Savoz-vous ce qui l ' a t t e n d m a i n t e n a n t % d e m a n d a la j e u n e fille, anxieuse de se r e n s e i g n e r s u r le sort de Fritz. — T o u t le m o n d e sait ce qui a t t e n d les d é s e r t e u r s de la Légion ! — La mort % — Non. p a s la mort... Mais qui sait si la m o r t ne ser a i t p a s encore p r é f é r a b l e % Ces m a l h e u r e u x sont cond a m n é s a u x t r a v a u x forcés d a n s des conditions tellem e n t d u r e s que cela é q u i v a u t à u n e m o r t lente... C'est l'enfer s u r la t e r r e ! — Mon Dieu !.. Mon Dieu ! — Mademoisele. ne pensez plus a votre fiancé, puisque de t o u t e fn^on. vous ne le revcrrez plus... Songez qu'il y a t a n t d ' a u t r e s b r a v e s gens qui p o u r r a i e n t vous airner ! Leni s u r s a u t a comme si elle avait r e e u . u n coup et elle s'onfnit en c o u r a n t vers la maison des missionnaires. A r r i v é e d a n s sa ehambre. elle se jeta sur son lit en éclat a n t en s:mp'lnt<3 M a i n t e n a n t elle savait quel était le s o r t réservé à Fritz !


— 1821 — L e s visions les p l u s terribles se p r é s e n t a i e n t à son i m a g i n a t i o n . Elle voyait son p a u v r e F r i t z t o r t u r é , t o u r m e n t é p a r des gens sans cœur. Elle éprouvoit u n sentim e n t d ' h o r r e u r et de détresse indicible. I v existait-il donc p l u s a u c u n espoir ? D a n s la soirée, l'infortunée j e u n e fille fut prise d ' u n e forte fièvre et on d u t la t r a n s p o r t e r à l'infirmerie.

À coups de poing et à coups de pieds, en l'accablant d ' i n j u r e s et de menaces, on avait a m e n é F r i t z L u d e r s a u b u r e a u de l'officier qui devait l ' i n t e r r o g e r . , Ce d e r n i e r se t r o u v a i t commodément installé d a n s im confortable fauteuil, en t r a i n de fumer u n e cigarette. Q u a n d le p r i s o n n i e r entra, il ne le r e g a r d a même p a s et continua de lire u n p a p i e r q u ' i l t e n a i t à 1 a main. F i n a l e m e n t , il j e t a sa cigarette et fixa sur le malheureux un regard méprisant. — C'est vous le d é s e r t e u r ? fît-il. Depuis combien de t e m p s étiez-vous à la Légion ? — D e p u i s six ans... — D a n s ce cas, vous auriez du réfléchir a v a n t de c o m m e t t r e u n e semblable folie !... V o u s auriez du savoir que ces t e n t a t i v e s de fuite ne réussissent p r e s q u e j a m a i s et que ceux que l'on r a t t r a p p e spnt condamnés comme déserteurs.. D u r a n t vos six ans de service, vous avez cert a i n e m e n t du avoir l'occasion de voir ce qui est a r r i v é à quelques-uns d ' e n t r e ceux qui a v a i e n t fait u n e bêtise pareille à celle que vous venez de faire. M a i n t e n a n t , vous allez devoir subir les conséquences de votre acte... E x pliquez-moi comment vous avez p u fuir et ce qui s'est p a s s é p a r la suite....


— 1822

-

L u d e r s se t e n a i t debout d e v a n t l'officier, les y e u x fermés, la pensée absente, p r e s q u ' i n c a p a b l e de se mouvoir ou de p a r l e r . On lui a v a i t fait endosser u n e veste dont la doublure grossière et r u g u e u s e i r r i t a i t horriblem e n t ses plaies, lui c a u s a n t u n pénible surcroit de souffrances. Il s e r r a i t les d e n t s p o u r ne p a s crier et u n e s u e u r a b o n d a n t e p e r l a i t à son front. — V o u s ne voulez p a s r é p o n d r e % s'écria l'officier sur un ton menaçant. — Que m'avez-vous d e m a n d é 1! b a l b u t i a F r i t z L u ders, comme s'éveillant d ' u n rêve. — J e vous ai d e m a n d é de m ' e x p l i q u e r les détails de v o t r e t e n t a t i v e de désertion... J e vous p r i e de faire a t t e n t i o n q u a n d je vous p a r l e et de ne p a s m e faire r é p é t e r deux fois la même chose... Allons !... P a r l e z ! — J e ne p e u x p a s ! — Que voulez-vous dire ? P o u r q u o i ne pouvez-vous pas ? F r i t z L u d e r s ouvrit sa veste, m o n t r a n t les horribles plaies qui l a b o u r a i e n t sa p o i t r i n e . — J e vous prie de tenir-compte de l ' é t a t où on m ' a r é d u i t , fit-il. J ' é p r o u v e des douleurs intolérables et je ne p e u x plus y résister... — Sottises ! s'exclama l'officier sur u n t o n indifférent. Ce ne sont que des b r û l u r e s du soleil... Ça ne v a u t m ê m e p a s la peine d'en p a r l e r . — J e vous souhaite de subir u n j o u r le même supplice... Stupéfait, l'officier s u r s a u t a . —Que dites-vous, misérable 1 V o u s perdez la raison % s'cvelama-t-il. — Cela n ' a u r a i t rien d ' é t o n n a n t a p r è s t o u t ce que l'on m'a fait souffrir ! — J e vous conseil'' de faire attention à ce que vous dites, .autrement vous allez le p a y e r cher ! 1


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1823 —

— Quoi que vous m e fassiez, je ne p o u r r a i s p a s souffrir plus que je n ' a i souffert j u s q u ' à présent... P a r conséquent, je n ' a i p a s peur... L'officier r e g a r d a u n i n s t a n t le prisonnier, puis il murmura : — V o u s avez du courage... C'est dommage que vous ayez déserté.. Mais ce n ' e s t p a s le m o m e n t de discuter. R é p o n d e z à mes questions... Où avez-vous p r i s l ' a r g e n t p o u r fuir ? — J e ne p e u x p a s r é p o n d r e à cette question.. — L e Chinois T a i - F u n g affirme que vous l'avez att a q u é clans sa t a v e r n e et que vous l'avez volé... — V o u s pouvez le croire si ça p e u vous faire plaisir... P o u r q u o i me donnerais-je la peine de me défendre % J e sais t r è s bien que je serai condamné de t o u t e façon ! — Niez-vous ce qu'affirme le Chinois ? — P o u r q u o i nierais-je p u i s q u e je sais d ' a v a n c e que vous croirez T a i - F u n g p l u t ô t que moi % — Si vous avouez qui a été votre complice, vous pourriez p e u t - ê t r e bénéficier d ' u n e diminution de peine. — E t j e devrais faire cela p o u r que l ' a u t r e soit cond a m n é aussi % Non, merci ! J e m e laisserais tailler en pièces p l u t ô t que de révéler les n o m s de ceux qui m ' o n t aidé et je ne v e u x m ê m e p a s t r a h i r ceux qui m ' o n t t r a h i . L u d e r s p e n s a i t à Coutelier.. L'officier se t o u r n a v e r s le sergent qui faisait fonctions de greffier et lui dit : — IL f a u t avouer que son a t t i t u d e est assez crâne ! M a i s enfin, il a déserté et il f a u t bien qu'il soit puni... Ecrivez : « L e légionnaire F r i t z L u d e r s a déserté dans la n u i t du I I a été a r r ê t é à P a r a m a r i b o le ei r a m e n é à Cayenne p a r les soins de la police hollandaise, à la suite d ' u n e d e m a n d e d'extradition... I l refuse de n o m m e r ses complices ainsi que de donner aucun détail a u sujet de sa t e n t a t i v e .


— 1824 — F u i s , se t o u r n a n t de n o u v e a u vers le déserteur, il reprit : — V o u s allez être t r a d u i t d e v a n t le conseil de g u e r r e qui va p r o b a b l e m e n t se r é u n i r d'ici quelques jours... Vous, avez encore le t e m p s de réfléchir et si, a u cours de la séance, vous révélez les n o m s de ceux qui vous ont aidé, vous obtiendrez c e r t a i n e m e n t u n e notable d i m i n u t i o n de peine... — J e n ' a i p a s besoin de réfléchir, car je suis bien décidé à ne r i e n dire... L'officier hocha la t ê t e et conclut : — V o u s en ferez ce que vous voudrez... C'est v o t r e affaire... P u i s il o r d o n n a a u x g a r d e s qui a t t e n d a i e n t . — Ramenez-le d a n s sa cellule... Q u a n d L u d e r s fut sorti, l'officier d e m e u r a u n inst a n t pensif p u i s il m u r m u r a : — P a u v r e t y p e !... J e r e g r e t t e de le voir d a n s cette situation, car il est a s s u r é m e n t t r è s c o u r a g e u x et il n ' a p a s du t o u t l ' a i r d ' u n m a u v a i s garçon !

Il y avait deux j o u r s que F r i t z L u d e r s était en p r i son.Le régime était t o u j o u r s le même : du p a i n et de l'eau. Mais on ne lui donnait de l ' e a u q u ' e n t r è s p e t i t e q u a n t i t é et le t o u r m e n t de la soif était épouvantable. I l p e n s a i t continuellement à sa m è r e et à Leni, les d e u x chères c r é a t u r e s qu'il a i m a i t le p l u s a u monde et q u ' i l ne devait j a m a i s plus revoir. P o u r q u o i avait-il fait cette m a u d i t e t e n t a t i v e ? Maint e n a n t , t o u t était p e r d u p o u r t o u j o u r s !

Le calvaire d'un innocent ; n° 57  

Auteur : D' Arzac, Jules. Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antille...

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