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—421— seule prescrite à peine de nullité : c'est c e l l e d e l'article i 4 3 , qui e x i g e la publicité d e l ' a u d i e n c e . Avant d'en t e r m i n e r avec la procédure d e v a n t les juridictions maritimes siégeant à b o r d , j'ajouterai qu'il sera d é l i v r é d é s o r m a i s à tout b â t i m e n t d e l'État u n registre des j u g e m e n t s des c o n s e i l s d e guerre et d e s conseils d e révision et u n registre des j u g e m e n t s d e s c o n s e i l s de j u s t i c e ; les registres d e chaque bâtiment sont destinés à r e c e v o i r n o n - s e u l e m e n t les m i n u t e s des j u g e m e n t s r e n d u s par les juridictions de b o r d c o n c e r n a n t les i n d i v i d u s y e m ­ b a r q u é s , mais e n c o r e les actes o u p r o c è s - v e r b a u x d o n t il est question aux a r ­ ticles 1 7 1 , i y 3 , 1 7 4 ? 7 7 j 1 8 1 , 1 8 4 , 2 2 4 et 2 2 5 , relatifs a u x r e c o u r s en r é v i s i o n , a u x p o u r v o i s en c a s s a t i o n , a u x c o m m u t a t i o n s et a u x e x é c u t i o n s . L e n o u v e a u c o d e n'a rien fixé quant à la t e n u e des officiers qui s e r o n t appelés à siéger dans les divers tribunaux d e la m a r i n e . J'ai d é c i d é q u e les officiers des différents corps d e la m a r i n e , faisant par­ tie des conseils d e g u e r r e et des t r i b u n a u x m a r i t i m e s , des conseils et des tri­ b u n a u x de r é v i s i o n , s'y r e n d r o n t en petite t e n u e ; les officiers d e la m a r i n e , d u génie et d u commissariat auront le c h a p e a u m o n t é , et les officiers m i l i ­ taires porteront le h a u s s e - c o l . Dans les conseils de j u s t i c e , les j u g e s seront e n r e d i n g o t e et c a s q u e t t e ; ils seront a r m é s . L e titre I I I ( art. 2 2 7 à a 3 1 ) règle les formes à suivre p o u r juger les in­ d i v i d u s i n c u l p é i d'un c r i m e o u d'un délit qui se seraient soustraits aux poursuites d e la justice m a r i t i m e ; les d i s p o s i t i o n s en sont e m p r u n t é e s au C o d e d'instruction c r i m i n e l l e , avec les c h a n g e m e n t s nécessités par la diffé­ r e n c e des j u r i d i c t i o n s . Il y e s t , e n o u t r e , apporté u n e d é r o g a t i o n sur laquelle je dois entrer dans quelques e x p l i c a t i o n s . Cette d é r o g a t i o n est inscrite à l'article 2 3 6 , q u i , après avoir déclaré a p p l i ­ cable à la justice maritime le c h a p i t r e d u C o d e d'instruction criminelle qui traite d e l à p r e s c r i p t i o n , y fait u n e e x c e p t i o n à l'égard d e celle qui résulte d e la désertion. Cette disposition n o u v e l l e , abolissant l'imprescriptibilité absolue qui n a ­ g u è r e existait contre ce d é l i t , déclaré successif, le c o u v r e par u n e prescription qu'il fait courir d u j o u r o ù le déserteur a atteint l'âge de 47 o u de 5 o a n s , selon le litre sous lequel il était tenu a u service d e l'État. L a fixation de c e d o u b l e p o i n t de départ est puisée dans l'article 1 1 d e la loi d u 26 avril 1 8 5 5 et dans l'article 24 d e la loi d u 3 brumaire an î v ( 25 o c t o b r e 1 7 9 s ). Le déserteur n e peut d o n c être jugé ni par défaut ni par c o n t u m a c e p e n d a n t la d u r é e de cette imprescriptibilité temporaire. L e s dispositions d e droit c o m m u n sont r e n d u e s applicables au m o d e de p r o c é d e r d a n s le cas o ù u n s e c o n d j u g e m e n t est annulé par les m ê m e s m o ­ tifs que le p r e m i e r ( a r t . 2 3 3 ) . Il en est d e m ê m e pour la r e c o n n a i s s a n c e d'un i n d i v i d u c o n d a m n é par u n tribunal de la m a r i n e ( a r t . 2 3 2 ) . Cette r e ­ c o n n a i s s a n c e est d é v o l u e à c e l u i qui paraît avoir le plus d e m o y e n s d e dis­ c e r n e r la vérité. L e livre I V traite d e la pénalité ; l e titre I définit l e s peines et leurs effets; le titre I I é n u m è r e les faits qui constituent des c r i m e s et des d é l i t s , en n e les distinguant autrement que par la n a t u r e des p e i n e s qui d o i v e n t leur être appliquées. L a n o m e n c l a t u r e d e ces peines fait l'objet d e s articles 2 3 7 et 2 3 8 , qui l e s divisent e n peines afflictives et i n f a m a n t e s o u seulement i n f a m a n t e s , applicables a u x c r i m e s , et e n peines c o r r e c t i o u n e l l e s , applicables aux délits. L'article a 3 g établit q u e , les forçats et les pirates exceptés, tous les i n d i v i r

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Bulletin officiel de la Guyane française (1858)  

Auteur : Partie 2 d’un ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antilles e...

Bulletin officiel de la Guyane française (1858)  

Auteur : Partie 2 d’un ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antilles e...

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