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Edgar Morin. Jean Piaget e Vygotski. Em todos estes teóricos constatamos que o indivíduo se constitui como tal a partir de suas interações sociais nos múltiplos ambientes dos quais participa. O ser humano para sobreviver e ser constrói uma realidade humana mediada pelos sentidos que atribui às suas vivências. O caráter social e cultural do desenvolvimento humano destaca fundamentalmente a complexidade da experiência com o outro na constituição do sujeito. Cognição e afeto resultam inseparáveis nas unidades funcionais que constituem a subjetividade. Isso leva a uma nova compreensão do papel do aspecto emocional no processo de aprendizagem. Constituem objetivos macros das Escolas Scalabrinianas: formar líderes que mobilizem a sociedade na solução de demandas sociais; desenvolver habilidades cognitivas e analíticas; comunicar de forma eficiente e resolver problemas; desenvolver a mística cristã na educação Scalabriniana, como luz para a dimensão pedagógica, filosófica e científica do currículo. Estes objetivos deverão ser alcançados nos vários níveis de ensino, a partir dos objetivos específicos para cada faixa etária, respeitando a sin-

gularidade de cada momento educativo na vida de uma criança, adolescente ou jovem. Trabalhando em prol dos objetivos propostos, espera-se alcançar um perfil de aluno que seja: acolhedor, consciente, participativo, atualizado, dinâmico e líder.

Organização e Gestão das Escolas da Rede ESI O modelo de gestão adotado pela Rede ESI, caracteriza-se como gestão participativa, onde todos são corresponsáveis e chamados a participar nas tomadas de decisões e planejamento do trabalho educativo. Assim, alguns aspectos são indispensáveis para o sucesso de nosso trabalho, tais como: descentralização, participação, autonomia, formação continuada dos recursos humanos, avaliação de desempenho, e avaliação institucional.

Outro elemento fundamental na proposta é a gestão de pessoas na Rede ESI, pois, para o bom desenvolvimento das habilidades dos protagonistas do processo educacional, a escola necessita obter um modelo de gestão que considere as pessoas que nela atuam como seu principal diferencial. Portanto, consiste em planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização as competências necessárias à consecução dos objetivos institucionais e focar nestes objetivos o perfil dos colaboradores. Tais perfis ou competências estão compilados em documento elaborado para tal fim e colocado à disposição de cada colaborador a fim de compreender a essência de sua função e o compromisso de assumir corresponsavelmente os objetivos e desafios da instituição. O aluno que passa anos em nossas escolas leva um sinal, um “carimbo” dos valores vivenciados na escola, em sua identidade. “Assim, tanto educadores como escola, enquanto estrutura organizacional educativa, não pode perder de vista a construção da identidade da escola que passa, primeiramente pela construção da identidade de seus membros, que são sujeitos deste processo, como também pelo processo de conhecimento, que nesta escola se desenvolve”. A fim de consolidar o processo de integração, a Rede ESI tem envidado permanentes esforços com vários eventos de formação para os diretores, coordenadores, professores e pessoal técnico administrativo que são os principais atores a entrar em cena diuturnamente nas escolas e que fazem delas centros de excelência educativa. Ir. Maria do Carmo Gandra, mscs Curitiba - PR Esperança | 2º semestre de 2013 | 5

Revista Esperança nº10  
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