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13 Revista SBOT-ES março/abril de 2011

Dicas SBOT-ES

Redes sociais exclusivas Nem só de Twitter e Facebook vivem os profissionais da Medicina moderna. A internet também pode ser utilizada para troca de experiências e de conhecimentos. Para isso, há redes sociais dedicadas apenas a médicos. O Planeta Médico - www.planetamedico. com.br -, por exemplo, é um dos primeiros portais de relacionamento médico do Brasil, e já conta com milhares de profissionais cadastrados. A rede social tem como objetivo discutir a medicina e aumentar o alcance das experiências profissionais. Vale lembrar que no Brasil os médicos devem seguir o Código de Ética Médica, que proíbe fazer referência a casos clínicos identificáveis e exibir pacientes ou seus retratos. Também é vedado ao médico divulgar, fora do meio científico, um processo de tratamento ou uma descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido por um órgão competente. Se o médico cometer qualquer desrespeito a essas proibições, poderá ter o exercício profissional suspenso.

acessar do meu iPhone o servidor da minha clínica para revisar e analisar exames de densitometria de qualquer parte do mundo”, explica Ragi. Os chamados Tablets - uma espécie de híbrido do computador pessoal e do smartphone - como é o IPad de Ragi, são considerados a grande vedete das novas tecnologias. Com tela sensível ao toque da mão e muito menores que um notebook, os aparelhos contam com conexão Wi-Fi, 3G e Bluetooth. A loja física da Apple, em Nova York, recebeu uma fila de centenas de pessoas quando do início das vendas do Ipad 2, versão mais moderna do dispositivo. O sucesso do invento de Steve Jobs também já fez com que empresas concorrentes, como Samsung, LG e Motorola, lançassem seus próprios tablets. Outra vantagem desses aparelhos é a possibilidade de instalar aplicativos exclusivos para a área médica, como o Mobile Care Tools e o Medscape, que disponibiliza mais de 7.000 medicamentos e suas interações medicamentosas para cerca de 3.000 doenças e procedimentos. O conteúdo do novo Código de Ética Médica também está disponível na forma de aplicativo para IPhone e Ipad e foi desenvolvido pela

MedPhone, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Em português, o aplicativo é grátis. O desenvolvedor, Ricardo Maranhão, é estudante de medicina do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, em Pernambuco.

o profissional saiba filtrar as informações encontradas na rede mundial de computadores. “Existem muitas pesquisas sem credibilidade e sem embasamento científico”, alerta. A opinião é compartilhada por Sérgio Ragi. Para ele, há muitas “pajelanças, pseudo-medicamentos e orientações absurdas” sendo disponibilizadas na rede todos os dias. “O volume dessas aberrações cibernéticas é tão grande que muitas vezes até os médicos ficam confusos.”

Atualização Aos 76 anos de vida, o ortopedista Pedro Nelson Pretti mostra que lançar mão das ferramentas digitais não é exclusividade dos mais novos. O médico conta que na sua rotina de trabalho o uso do computador passou a ser indispensável. Para isso, precisou aprender um pouco sobre o assunto. “Não senti dificuldades em lidar com o sistema. Uso o computador para assistir a aulas interativas e me manter atualizado”, diz. Manter-se por dentro das novidades acadêmicas, inclusive, está cada vez mais fácil. É possível encontrar uma enorme quantidade de artigos na área da saúde, além de revistas médicas, teses de mestrado e doutorado, todas digitalizadas. A tendência é o médico precisar ir cada vez menos à biblioteca para se manter atualizado. Alguns exemplos de revistas e de bibliotecas online são a Bibliomed, a National Library of Medicine e a Bireme, além dos sites das universidades que também divulgam artigos e pesquisas. Na opinião do ortopedista Hélio Barroso dos Reis, no entanto, é necessário que

Pacientes A democratização da informação está mudando até mesmo o comportamento dos pacientes. Com a popularização da grande rede, é cada vez mais comum que eles passem a pesquisar em sites sobre seus problemas de saúde, chegando aos consultórios cheios de dúvidas e questionamentos. Para Sergio Ragi, essa possibilidade tem aspectos positivos e negativos. A vantagem principal é o maior diálogo entre o médico e o paciente. “Isso é realmente muito bom, mas há que se reconhecer o crescente número de informações incorretas levadas às casas de nossos pacientes. O ‘Dr. Google’ é uma realidade gritante em nosso consultório”, diz, num misto de brincadeira e preocupação. É importante que os internautas valorizem a parceria com os profissionais da saúde e sempre os consultem em relação às informações que encontram na rede. Além de pesquisas, novos serviços na Web também contribuem com a relação entre médico e paciente e auxiliam no

Revista 11- SBOT-ES - abr/mai/2011  
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Edição número 11 da revista da SBOT-ES

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