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questão de princípios

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o povo, a copa das confederações e a saúde Tudo caminhava para mais um mês de futebol, Copa das Confederações, novos estádios e política “pão e circo “. Mas aconteceu o que um dia tinha que ser. O povo brasileiro foi às ruas para protestar contra altos preços de passagens, corrupção, falta de qualidade dos serviços públicos, saúde e educação precárias, insegurança, etc. Desmandos dos que teoricamente deveriam estar representando o povo. Com o uso da internet, principalmente com as redes sociais, milhares de pessoas se mobilizaram, e de repente, havia uma multidão nas ruas, sem liderança bem definida, sem participação de partidos políticos mas definitivamente cansada da forma como a situação se encontra. Poderíamos dizer que a euforia logo passa e tudo volta a ser com antes, mas talvez agora seja diferente, “a praça agora é a internet” todos estão conectados e de forma continuada, para cobrar das autoridades mais eficiência na gestão do patrimônio público. E a Copa das Confederações? Paralelamente a toda esta movimentação

continuou acontecendo, com risco de suspensão e receio de manifestações nos estádios; mas, por fim, as pessoas deixaram bem claro que não tem nada contra a seleção brasileira de futebol e os próprios jogadores, e o técnico, que classicamente não fala de política, emitiu comentários de apoio às manifestações da população nas ruas. Mas fato é que todos gostariam de ter uma saúde, educação, etc.. no padrão FIFA. E por falar em saúde, uma medida grave está em vias de se consolidar, de forma arbitrária, sendo imposta pela Presidência do Brasil que é a suspensão do Revalida (prova para validar diploma de médicos estrangeiros para que possa atuar no país, por sinal bem mais fácil quando comparada com provas de outros países, com nos USA, por exemplo). Desta forma, acontecerá a importação médicos, de outros países, com qualificação discutível, uma vez que não serão avaliados. A ação se traduz em mais uma medida de cunho político, uma vez que a saúde sempre teve índice baixo de aprovação no atual Governo federal. As entidades que representam a

Grimaldo martins ferro SBOT-GO

presidente da

nossa categoria - AMB, CFM, FENAN e ANMR - tem se manifestado contra, assim como a SBOT Nacional, que tem mantido contato com parlamentares (deputados e senadores de todos os partidos) na tentativa de impedir que tal medida venha a ser implantada. Sabemos que não faltam médicos no Brasil, pois temos o dobro do número de médicos preconizado pela OMS. Faltam políticas sérias de saúde pública e condições de trabalho (carência leitos, hospitais, remédios). Falta, ainda, plano de carreira de Estado para o médico, quem trabalha no interior convive com medo de não receber ou perder o emprego quando mudar o prefeito. Os médicos e as entidades de classe não têm nada contra os médicos formados em outros países, mas como em qualquer país com o mínimo de seriedade, é preciso que sejam avaliados, pois o contrário seria inconstitucional, e contra as diretrizes básicas da educação.

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DEFESA PROFISSIONAL | 4

Moreira Mariz / Agência Senado

Plenário, no dia 18 de junho de 2013, após aprovação do Ato Médico

SBOT-GO comemora aprovação do Ato Médico pelo Senado Federal Após 12 anos de lutas e reivindicações médicas, Senado aprova proposta que regulamenta o exercício da Medicina no Brasil. Projeto será encaminhado para sanção da Presidência da República

O Senado Federal aprovou, na noite do dia 18 de junho, o projeto de lei que institui o Ato Médico, proposta que regulamenta o exercício da Medicina no Brasil. O projeto estava em tramitação há praticamente 12 anos. “O fato é histórico. Até o Ato Médico tornar-se lei havia vários campos de nossa profissão que não estava regulamentado. Em certos procedimentos médicos, a legislação era omissa em determinar qual profissional estava apto a realizalos ou não. A partir de agora isto acaba. Nós, médicos, sabemos qual o limite que devemos respeitar na área de atuação da saúde, assim como outros profissionais, que inclusive já têm sua regulamentação específica, agora também sabem”, avalia o ortopedista

José Umberto Vaz de Siqueira, vicepresidente da Associação Médica de Goiás e da SBOT-GO. O projeto, na forma aprovada em Plenário, estabelece que serão privativos dos formados em Medicina atividades como diagnóstico de doenças, prescrição de medicamentos, cirurgias, internações, altas hospitalares, aplicação de anestesia geral, emissão de laudos de exames endoscópicos e de imagem, procedimentos diagnósticos invasivos e exames anatomopatológicos, que são aqueles utilizados para o diagnóstico de doenças ou para estabelecer a evolução dos tumores. Com as modificações aprovadas, não serão atividades exclusivas de médicos os exames citopatológicos

José Umberto Vaz de Siqueira, vice-presidente da Associação Médica de Goiás e da SBOT-GO

e seus laudos e a coleta de material biológ ico para análises clínicolaboratoriais. Outros profissionais ainda poderão realizar procedimentos por meio de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual. “Para todo brasileiro esta regulamentação é bastante importante. Com Ato Médico se estabelece que todos deverão ser tratados, atendidos, recebidos por


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Ortopedia Segundo José Umberto, a lei do Ato Médico não trata especificamente da ortopedia, mas a partir de agora estabelece o limite de atuação de cada médico. “Eu, como ortopedista, não devo me meter a executar coisas que não são da minha alçada. Por outro lado, acredito que farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da saúde continuarão respeitando a área de atuação da ortopedia, agora, inclusive, sob pena de estar desobedecendo a lei”, argumenta. José Umberto agradece ao presidente da SBOT-GO, Grimaldo Ferro, que tem atuado para esclare cer a importância da lei d o At o M é d i c o n ã o s ó p a r a o médico como para outras profissões c o r r e l a t a s . “Ac r e d i t a m o s q u e a insatisfação de algumas pessoas de outras profissões seja mais por desinformação que por má fé. A lei virá para regular o espaço de cada um. Para alguns poucos que poderiam estar se aproveitando de

uma falha na legislação, agora tem que atuar dentro de seu campo de ação. Que foi para tal finalidade que o profissional se formou e para qual ele está preparado para servir e bem a população”, analisa José Umberto. Ele ainda destaca o empenho de Rui Gilberto, presidente da AMG, Salomão Rodrigues, presidente do Cremego, e Leonardo Reis, do Sindicato dos Médicos, que lutaram incansavelmente pela aprovação do Ato Médico no Congresso Nacional. “É óbvio que há outras pessoas envolvidas neste projeto, mas acredito que o empenho, a força e a vontade deste três médicos foi fundamental para o que alcançamos até o momento”, afirma. “Por fim quero comunicar a todos os ortopedistas que estas três entidades estão unidas, lutando pelo bem comum dos médicos, e no momento empenhadíssimos na aprovação de um plano de cargos e vencimentos para todos os médicos servidores do Estado de Goiás”, ressalta José Umberto.

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pessoas com capacidade específica para cada situação. E ao contrário do que muita gente apregoa, a lei não vem tolher a profissão de ninguém, pelo contrário, ela vem limitar a área de atuação médica a atos exclusivamente médicos, esclarece José Umberto. Com a aprovação pelos senadores, o projeto será encaminhado para sanção da presidente Dilma Rousseff. Se sancionada pela presidente, que poderá fazer vetos, a lei entrará 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União. “Eu, particularmente, não espero muito deste governo. Mas esta lei do Ato Médico é tão óbvia, tão honesta e oportuna que acho impossível que a presidente Dilma não sancione o que foi aprovado pelo Congresso o mais rápido possível. Nossa luta ainda não terminou. Só vamos descansar quando houver a promulgação da lei. Tudo se encaminha para isto. Neste estágio atual é difícil haver alguma reviravolta, mas temos que ficar todos atentos, alertas e de prontidão”, posiciona-se o vice-presidente.


DIPLOMA

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Comitê das Entidades Médicas condena a proposta de importação de médicos Para Salomão Rodrigues Filho, a solução para suprir o déficit de médicos no interior e nas periferias está na valorização, na remuneração digna, na oferta de condições de trabalho aos médicos brasileiros e na criação de uma carreira de Estado para o médico

SALOMÃO RODRIGUES FILHO, presidente do Cremego

A proposta apresentada pelo Governo Federal em maio de 2013 para permitir a entrada no Brasil de 6 mil médicos formados em Cuba, sem a devida, necessária e legal revalidação de seus diplomas foi recebida com críticas e indignação pelo Comitê das Entidades Médicas de Goiás, formado pelo Cremego, Associação Médica de Goiás (AMG) e Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego). O comitê divulgou uma nota, rechaçando a proposta e contestando os argumentos do governo para justificar a contratação dos cubanos. Para o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, nem de longe a entrada irregular destes profissionais no país é a solução para o problema da escassez de médicos em cidades do interior e nas periferias dos grandes centros, como alega o governo. O presidente define essa proposta como equivocada, simplista, eleitoreira e irresponsável. “A assistência aos brasileiros não poder ser entregue a profissionais com formação duvidosa e sem a capacitação técnica necessária para cuidar de um bem tão valioso quanto a saúde”, disse. Para Salomão Rodrigues, a solução para suprir o déficit de médicos no interior e nas periferias está na valorização, na remuneração digna, na oferta de condições de trabalho aos médicos brasileiros e na criação de uma carreira de Estado para o médico, que incentive esse profissional a migrar e, principalmente, a permanecer nestas localidades. Em várias entrevistas concedidas à imprensa, o presidente do Cremego manifestou-se contrário a essa importação de médicos e cobrou ações do governo que valorizem e

garantam condições de trabalho aos médicos brasileiros. “Médicos precisam de estrutura física, de enfermeiros, de laboratórios, de equipamentos, de medicamentos, e sobretudo, de estimulo para trabalhar em cidades do interior porque nesses locais não há estabilidade e progressão de carreira”, destacou, em entrevista ao jornal Opção. O Conselho Federal de Medicina também se posicionou contra a contratação de médicos cubanos. Em nota, o CFM condenou qualquer iniciativa “que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação”. O CFM alegou que medidas neste sentido ferem a lei, configuram uma pseudoassistência com maiores riscos para a população e, por isso, são temerárias por se caracterizarem como programas políticos-eleitorais. O Conselho conclamou o Poder Legislativo; o Poder Judiciário; o Ministério Público; as entidades médicas; as universidades; a imprensa e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se posicionarem contra o que classifica como “uma agressão à Nação”. O CFM e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) envidarão todos os esforços possíveis e necessários, inclusive as ações jurídicas cabíveis, contra a medida anunciada pelo governo. Fonte: Assessoria de imprensa do Cremego

EXPEDIENTE Diretoria Executiva Presidente: Grimaldo Martins Ferro Vice-Presidente: José Umberto de Siqueira 1º Secretário: Jefferson Soares Martins   2º Secretário: Marcelo Rodrigues Torres  1º Tesoureiro: Carlos Garcia 2º Tesoureiro: Alexandre Daher Albieri Comissão de Publicação e Divulgações Coordenador: Dr. Newton Antonio Tristão Dr. Claudio Sousa Castro Dr. Bruno Kasuo Taia Direção de Jornalismo: Tatiana Cardoso Redação: Ana Maria Morais, Ana Paula Machado e Márcia Fabiana Arte Final: Vinícius Carneiro e Manoel Horaccio Fotografia: Contato Comunicação

Distribuição: gratuita e dirigida Periodicidade: trimestral Endereço: Rua 27-A, nº 150, Setor Aeroporto Goiânia-GO - CEP: 74075310 Telefone: 62 3224.3737

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evento

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XI Congresso Goiano de Ortopedia e Traumatologia acontece no final de agosto A organização do XI Congresso Goiano de Ortopedia e Traumatologia está a todo vapor. O encontro será realizado nos dias 30 e 31 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). “Estamos em fase preliminar da programação que abrangerá temas como trauma adulto e pediátrico, com opção para que os colegas de Goiás tenham espaço para discussão nas aulas e apresentação de casos clínicos”, afirma Newton Antônio Tristão, presidente da Comissão Científica do Congresso e da SBOT-GO. O ortopedista afirma que a escolha dos temas está sendo feita de acordo com a necessidade de atualização do cotidiano da especialidade. “Estamos trabalhando com a ideia de mesas redondas em diversos segmentos. Por exemplo, debates em Membro Superior e Membro Inferior, especificando grandes articulações e abordando principalmente o trauma, suas dificuldades, abordagens e soluções”, relata. De acordo com Newton, os ortopedistas podem esperar um Congresso com grande atualização científica, com discussões acessíveis que forneçam conteúdo e objetividade. “A finalidade essencial é a científica. O Congresso Goiano sempre primou por um conteúdo atualizado que nada fica a desejar para outras regiões do país”, ressalta. Os temas livres, segundo ele, darão oportunidade para que todos exponham seus trabalhos que poderão ser premiados. “O congressamento ainda nos dá a oportunidade do reencontro com colegas e amigos que é sempre muito bom”, completa. A expectativa é que na 11ª edição sejam realizadas mais de 200 inscrições, com a presença em peso dos ortopedistas goianos. “É de suma importância que os especialistas do interior de Goiás participem. Estamos fazendo um congresso para que todos emitam suas opiniões. Temos certeza de que nossos colegas comparecerão já que este evento é o mais tradicional em nossa regional, e sempre muito prestigiado”, analisa.

Além do alto nível científico, o Congresso Goiano é reconhecido pela receptividade. “Somos um povo alegre e gentil. Todos que aqui estiveram tem saudades. Desta vez não será diferente. Os colegas de outros Estados serão bem recebidos, com muito carinho, e levarão boas lembranças de Goiás”, compartilha Newton Tristão.

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reunião

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I Fórum Nacional de Presidentes de Regionais da SBOT Encontro diagnosticou os problemas encontrados por cada Regional e debateu, na presença do coordenador geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, a Portaria n°880

Os ortopedistas goianos Sandro Reginaldo, secretário de Integração dos Comitês de Especialidades da SBOT Nacional, Robson Paixão de Azevedo, presidente da Comissão de Defesa Profissional da SBOT Nacional e o presidente da Regional Goiás, Grimaldo Martins Ferro, estiveram presentes no I Fórum Nacional de Regionais da SBOT, realizado no dia 18 de maio, em Brasília. Ainda estavam os diretores da Sbot Nacional e representantes de outras 23 regionais da entidade. Na oportunidade, juntamente com coordenador geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin, foi discutida a recente Portaria que define a estratégia para aumentar o acesso aos Procedimentos Traumato-Ortopédicos de Média Complexidade no âmbito do SUS. Para Sandro Reginaldo, o encontro deu a oportunidade de diagnosticar os problemas e dificuldades enfrentadas pelas 27 Regionais da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, além de promover a integração entre as diretorias. “A realização deste I Fórum de integração das Regionais reforça a prioridade da SBOT Nacional em estar próxima de seus representantes estaduais. É importante frisar a liderança do presidente da SBOT, Flávio Faloppa, que com sua competência e simplicidade consegue agregar várias lideranças em torno de objetivos comuns”, analisa. Dentre as pautas da reunião, estavam o calendário e financiamento dos eventos científicos, participação das regionais no lucro do Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (Cbot) e escolha de locais para a realização do Cbot. “Ainda foi sugerido que os congressos das especialidades sejam realizadas em cidades que não tem condições de receber o congresso nacional”, explica Sandro Reginaldo. Como alguns Estados encontram dificuldades para desenvolver programas próprios de Educação Continuada, foi decidido que a SBOT investirá em eventos locais, montando cursos que serão repetidos em cada uma das regiões e devem contribuir para a capacitação homogênea dos profissionais de Ortopedia e Traumatologia dos diversos Estados Brasileiros. Sandro Reginaldo destaca a presença do representante do Ministério da Saúde, José Fogolin, que debateu sobre a Portaria n° 880, divulgada no dia anterior da reunião, 17 de maio. O documento estabelece critérios para aumento do número de leitos para os procedimentos de média complexidade, para aumentar a disponibilidade de órteses e próteses e também para melhorar a capacidade dos hospitais de atendimento a esse tipo de problemas. “Esta portaria determina um incremento nos honorários para realização de procedimentos de média complexidade em traumatoortopedia, desde que feito um projeto com metas definidas

pela instituição solicitante”, explica o ortopedista goiano. O documento objetiva ‘promover ações que visem ao aumento do acesso a procedimentos traumato-ortopédicos de média complexidade em todo o território nacional, identificar os estabelecimentos de saúde para o desenvolvimento das ações que visem a organização da atenção em traumato-ortopedia de média complexidade no SUS, reduzir o tempo de espera para os procedimentos citados e regular o encaminhamento dos pacientes vítimas de trauma que necessitem de tratamento definitivo em traumato-ortopedia’. Além de definir as normas para que novos serviços e hospitais se habilitem para o atendimento de média complexidade, a Portaria 880 lista os procedimentos contemplados. Entre os quais tratamento cirúrgico de fratura da clavícula, artroplastia de cabeça do rádio, patelectomia total ou parcial, reconstrução de tendão patelar, reconstrução ligamentar do tornozelo, tratamento cirúrgico de ruptura do aparelho extensor do dedo, tratamento cirúrgico de avulsão do grande e do pequeno trocanter, tratamento cirúrgica de fratura/lesão fisaria de ossos do médio-pé, reconstrução capsulo-ligamentar de cotovelo e punho, reconstrução de polia tendinosa de mão e redução incruenta de fratura/lesão fisaria de cotovelo, entre mais de 50 procedimentos. Ainda durante a reunião, ficou definido que as áreas técnicas da SBOT trabalharão em parceria com o Ministério, tendo em vista o fornecimento de subsídios que sirvam para o estabelecimento da política de saúde pública no setor.


prova

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Simulado para preparação ao TEOT avaliou 36 médicos residentes

Para o ortopedista Emanoel, o simulado do TEOT é uma fase fundamental de preparação

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Goiás realizou, no dia 22 de junho, o simulado de preparação para o TEOT, Exame para Obtenção de Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia da SBOT. 36 médicos residentes dos quatro serviços de Ortopedia e Traumatologia de Goiás participaram da prova.  Nesta edição, o simulado foi dividido em duas etapas. A primeira foi a prova de Tela, na qual os médicos residentes responderam, oralmente, perguntas feitas por preceptores dos serviços de Goiás e receberam conselhos. Na segunda etapa, foi realizada a prova escrita, com 100 questões de múltipla escolha em um período de três horas.  Para o ortopedista especialista em mão e microcirurgia, Emanoel de Oliveira, um dos preceptores e avaliador da prova de Tela, o simulado é uma preparação importante para o TEOT, pois oportuniza a avaliação do aprendizado dos residentes.  “É uma fase fundamental de preparação e troca de experiências”, avalia. O evento foi mais uma vez organizado pela Comissão de Residência Médica da SBOT-GO, formada pelos quatro chefes de serviços de residência médica de ortopedia de Goiânia. Contou com a participação de 16 preceptores dos serviços de residência que desenvolveram o papel de examinadores da prova oral, de Tela.

e troca de experiências


Pé e Tornozelo | 14

Clube do Pé traz professores de São Paulo No dia 29 de junho de 2013, foi realizado, na sede da SBOT-GO, o Clube do Pé de Goiânia com a presença de aproximadamente 50 pessoas. Os professores convidados desta edição foram Alexandre Leme Godoy e Marcos Sakaki. Estiveram presentes praticamente todos os ortopedistas que atuam na área de tornozelo e pé, além de profissionais de outras áreas de atuação e médicos residentes. O evento foi organizado pelo ortopedista Edgmar Nunes Costa e nele foram discutidos vários casos de ortopedia e de trauma do tornozelo e pé, como pé diabético, pé torto inveterado e reconstrução de pé gravemente traumatizado. Também foi abordado patologia do esporte em atleta de alta performance. Desta forma pôde-se aproveitar o conhecimento e a experiência dos professores convidados. No dia seguinte, 30 de junho, os ortopedistas se reuniram para uma confraternização com excelente churrasco. A SBOTGO agradece a presença de todos os colegas ortopedistas, residentes e radiologistas de Goiânia e também aos que vieram de Brasília.

Alexandre Leme Godoy e Marcos Sakaki


em dia

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Aula inaugural marca transferência de chefia do serviço do HUGO/HGG

Aula inaugural

A aula inaugural do serviço de residência do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e do Hospital Alberto Rassi (HGG), realizada no dia de março, marcou a despedida do ortopedista Jefferson Martins da chefia do serviço de residência. O novo chefe é o especialista em mão e microcirurgia Emanoel de Oliveira. Mais de 40 presentes, dentre

Confraternização de saída dos R3 aprovados no TEOT

preceptores, residentes e ortopedistas, ouviram inicialmente as palavras de boas vindas do presidente da SBOT-GO, Grimaldo Martins Ferro. Logo depois assistiram uma aula emocionante do professor Jefferson que fez um apanhado histórico da residência do Hugo/HGG desde o início até as conquistas mais recentes. Em seguida, Emanoel de

Oliveira agradeceu a confiança do colega Jefferson em ter indicado seu nome para assumir o cargo. Os residentes formandos de 2013 Tiago Costa Antunes, Fernando Prudente Gonçalves, Daniel Alexandre Parreira Braga e Antônio Carlos Tessari, participaram ainda de uma confraternização de despedida.


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Aula inaugural do IOG Mais de 60 pessoas, dentre residentes, ortopedistas e familiares, estiveram presentes na aula inaugural do Instituto Ortopédico de Goiânia, realizada no dia 19 de abril no auditório do Centro de Estudos IOG. Os

ANDERSON, JULIANO E GUILHERME

Sala repleta de ortopedistas

HOSPITAL ORTOPÉDICO DE CERES Corpo Clínico

Dr. Adriano Alves de Meneses

Esp. Ortopedia e Traumatologia - CRM/GO - 10.753 Subespecialista em Joelho

Dra. Cláudia Regina G. Cardoso

Esp. Ortopedia e Traumatologia - CRM/GO - 6.522 Subespecialista em Acupuntura

Dr. Cristiano Facury

Esp. Ortopedia e Traumatologia - CRM/GO - 12.001 Subespecialista em Joelho

Dr. Gustavo de Miranda Carvalho Esp. Cirurgia Geral - CRM/GO - 11.987 Subespecialista em Angiologia

Dr. Leandro Souza

Esp. Ortopedia e Traumatologia - CRM/GO - 7.065 Subespecialista em Quadril

Dr. Moacyr Tyrone Guimarães

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especialistas Grimaldo Martins Ferro e Newton Antônio Tristão debateram sobre a residência médica do Instituto, que possui como concluintes os médicos Anderson Aratake, Juliano Rocha e Guilherme Matos.

Luiz Carlos Milazzo

Newton Tristão durante a aula


em dia

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Clube do Joelho traz grandes especialistas de outros Estados para formação científica

Clube do Joelho - Maio

Clube do Joelho - Junho

O Clube do Joelho tem elevado a produção científica da especialidade em Goiás. No dia 21 de maio, o ortopedista Wagner Lemos, de Belo Horizonte, ministrou a aula sobre Infecção em Artroplastia, no Centro de Ortopedia e Traumatologia. No mês de junho, dia 13, foi a vez do ortopedista Guilherme Zuppi falar

sobre Lesão de LCA e Deformidades Angulares, na Clínica do Esporte. Mais de 30 médicos estiveram presentes nas aulas, entre ortopedistas especialistas em joelho e residentes. “O Clube do Joelho se resume em reuniões mensais nos diversos serviços de cirurgia de joelho de Goiânia com convidados de outros Estados”, explica Halley Paranhos Júnior, coordenador do Clube em Goiânia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho e Sociedade Brasileira de Artroscopia.

Próximo Clube do Joelho Data: 21 de Agosto Local: Hospital de Acidentados Convidado: Gilberto Camanho (SP) Tema: Luxação Aguda de Rótula

Clube do Membro Superior debate fratura do cotovelo em criança Cerca de 30 médicos residentes e ortopedistas especialistas em cirurgia do ombro, cotovelo e mão estiveram presentes no Clube do Membro Superior, realizado no dia 25 de junho, no Hospital Ortopédico de Goiânia. Na ocasião, foram debatidos, pelos professores Carlos Garcia e Flávio Kuroki, os temas Fratura da Extremidade Proximal do Rádio em Criança, Fratura do Escafoide, e Lesão de Tendão Extensor. Para o especialista em ombro e cotovelo, Carlos Garcia, o Clube do Membro Superior além de oferecer uma formação científica com assuntos de grande interesse para a Ortopedia, promove a socialização e troca de conhecimento entre os especialistas goianos. “É um momento de reciclagem, no qual o ortopedista estuda determinado assunto e leva o aprendizado para o consultório ou residência médica”, avalia o ortopedista, que foi responsável pela organização da edição de junho

do Clube e é, ainda, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Goiás.


história

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Concurso de monografia faz homenagem a Peixoto da Silveira Trabalho deve fazer uma reflexão histórica sobre lugares em um determinado período de tempo que têm na figura do campônio, estudante, médico, migrante, político, escritor e poeta José Peixoto da Silveira a sua chave e a sua lente

Estão abertas as inscrições para o concurso de monografia “Peixoto da Silveira, seu tempo e seu lugar”. A iniciativa faz parte da comemoração do centenário de nascimento do médico, político e escritor José Peixoto da Silveira, que tanto contribuiu para a construção histórica de Goiás. O concurso tem a participação e co-realização do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Goiás, o apoio da Academia Goiana de Letras e da União Brasileira de Escritores (UBE-GO), a parceria da Editora Kelps e Contato Comunicação, e a realização do Instituto ArteCidadania. Pretende-se conhecer mais sobre os fatos históricos, sociais, econômicos, políticos e culturais transcorridos no período recente da história goiana em que atuou José Peixoto da Silveira, bem como a sua trajetória específica dentro desse contexto. Para início dos trabalhos, recomenda-se a leitura do livro “Fragmentos de meu tempo”, de Peixoto da Silveira, composto por um seu extenso depoimento sobre sua trajetória de vida, gravado para o Museu da Imagem e do Som de Goiás, além do livro “Peixoto da Silveira, o Gentil-Homem”, registro de vários depoimentos de seus contemporâneos editado in memoriam. Duas monografias poderão ser premiadas e seus autores receberão um total de 15 mil reais (13 mil para o primeiro lugar e 2 mil para o segundo), de acordo com decisão da Comissão de Seleção e Premiação, especialmente constituída para o concurso. Caso a Comissão julgue prudente, apenas uma monografia poderá ser premiada, podendo inclusive optar pela não outorga de qualquer premiação. Lembrando que a monografia inscrita deverá ter o mínimo de 60 páginas de texto (2.100 toques sem espaço, por página). Imagens e materiais gráficos, se acaso houver, serão bem-vindos, desde que citadas as fontes e devidamente liberados seus direitos de cessão e reprodução sem fins lucrativos. Inscrições O prazo máximo para as inscrições das monografias é dia 10 de março de 2014 e podem ser feitas gratuitamente e sem pré-requisitos de participação. Para se inscrever é necessário o preenchimento de uma ficha específica, que pode ser solicitada pelo email centenariodenascimentopeixotodasilveira@ hotmail.com, acompanhada de cinco cópias originais, na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Goiás. Para outras informações, ligue 3224-4622 e 3224-4941, de segunda a sextafeira, em horário comercial. centenariodenascimentopeixotodasilveira@ hotmail.com, acompanhada de cinco cópias originais, na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Goiás. Para outras informações, ligue 3224-4622 e 3224-4941, de segunda a sextafeira, em horário comercial.


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off médico

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Estilo Rock and Roll de viver O ortopedista Max Júnior se reúne semanalmente com seus amigos para o ensaio da OzBurnes

O ortopedista/cirurgião de mão Max Júnior leva um estilo Rock and Roll de viver. Quase toda semana, o médico deixa de lado o consultório e se dedica aos ensaios de sua banda de rock, a OzBurnes. “Os ensaios acontecem toda semana, não podem faltar em minha rotina. É o momento de desligar dos problemas”, afirma Max. Ele conta que a vontade de montar a banda começou ainda na adolescência, na época do colégio. “Sempre gostei muito de rock e meus amigos sempre tiveram o mesmo gosto musical que eu. Tentamos montar uma bandinha na época, mas não deu muito certo, pois nós tínhamos que estudar”, explica. Na época da faculdade, o ortopedista afirma que se afastou da ideia de montar a banda, mas não da música. “Fiz faculdade em São Paulo e além do peso do curso, o pessoal de lá não tocava instrumentos. Eu tocava violão nas folgas, mas só músicas “de roda”, mais acústicas”, lembra. Ele explica que todos os seus amigos de Goiânia sempre tiveram essa ligação musical, principalmente os amigos de infância, e quando voltou à terra natal começou a sonhar novamente com a banda própria. “Depois de algum tempo algumas bandas foram se formando, com amigos e colegas da medicina participando”. Com três anos de existência, a OzBurnes é formada por Max que é baixista, pelo dentista Sormani, responsável pelo vocal, pelos guitarristas Luciano e Fabrício, oftalmologista e design, respectivamente, e pelo baterista Erlan, que também se dedica a Medicina. “A banda é um hobby para nós, para a nossa curtição. Até temos algumas musicas próprias, mas não dá tempo de desenvolver profissionalmente”, explica. Ele revela que cada integrante tem suas composições, mas a banda se dedica ao cover. “Às vezes tocamos em

algum evento de pessoas conhecidas, mas nada profissional”, ressalta.

Paixão pela música

Além do contra-baixo, Max afirma que toca gaita e faz backing vocal. “Na OzBurnes todo mundo faz um pouco de tudo. Se faltar o vocalista ou baterista, outro integrante assume o posto e arranha”, relata. Seu amor pela Rock começou por volta dos 15 anos, quando já tocava violão. Ele afirma, ainda, que ouvia muita música boa na infância, pela influencia de seu pai Dr. Max, mas que não possui nenhum gene familiar da música. “Meu pai não sabe tocar, não sabe cantar e quando canta, todo mundo tapa os ouvidos”, brinca.

faixa etárias aproximadas. Eles organizam um festival anual no qual todas as bandas se apresentam. Convidam amigos, familiares, que somam, hoje, 300 pessoas. “Não deixamos ultrapassar esse número, pois é uma festa de família, com crianças brincando e correndo por todos os lados. São rockeiros do cerrado de todas as idades sedentos pela boa música. O Rock é em família”, exclama. Inclusive convida á todos para a festa “Eu Quero É Rock” em 31 de agosto próximo, se em tempo.

OzBurnes Live in Bolshoi

Max Júnior explica que como não leva a banda pelo lado profissional, consegue equilibrar adequadamente seu hobby e a Medicina. “Procuramos fazer também alguns eventos com os amigos. Hoje, temos contato com algumas bandas de médicos amigos aqui de Goiânia. Inclusive, o Emanoel de Oliveira, que também é ortopedista, faz parte de uma delas”, explica Max que detalha que a maioria são médicos com

A banda participou de um evento organizado pela loja Harmonia Musical no Bolshoi Pub. O programa criado pela empresa visa convidar profissionais em comum que possuem bandas e queiram se apresentar. “O dono da Harmonia, Thiago, é nosso amigo e nos convidou para participarmos do evento. São médicos com bandas de rock”, explica. No dia da apresentação, a OzBurnes fez a filmagem do show que frutificará no primeiro DVD da banda, o “OzBurnes Live in Bolshoi”. “É mais uma brincadeira mesmo, para curtir e dar de presente aos amigos”, analisa Max.

O baixista e ortopedista Max Júnior

Os OzBurnes no Bolshoi

Rock em família


Junho 2013  

Revista SBOT-GO

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