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INÉZIO MACHADO/GES

S! VIVER COM SAÚDE 12 a 18.11.2012

O retorno da vilã Surto de coqueluche no País preocupa autoridades. Vacina é a melhor forma de prevenção para adultos e crianças. Página 6

A culpa é da comida AGÊNCIA EFE

Pesquisadores garantem que comer além do adequado engorda mais do que não praticar atividades físicas. Página 3

Semente da esperança Possibilidade de ser mãe garante força a jovem que venceu um câncer aos 23

Congelamento de óvulos foi a saída encontrada por Ananda Pereira. Especialistas explicam como funciona o procedimento. Central


S! SAÚDE

QUEM DISSE QUE

SAÚDE PÚBLICA

NÃO TEM CURA? Fga. Rommy Gonçalves Francês* - CRFª 8921/RS

INFORME COMERCIAL

ZUMBIDO

Novo surto no País preocupa autoridades STOCK XCHNG/DIVULGAÇÃO

A coqueluche nunca foi erradicada. A doença, que parecia estar fora de circulação há anos, agora assusta autoridades, em razão de um recente surto. O presidente nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, pediatra Renato Kfouri, explica que a incidência do mal diminuiu consideravelmente com a popularização das vacinas, na década de 1970. O problema é que a imunização tem validade por cerca de 10 anos. Desta forma, os adultos ficam expostos à bactéria Bordetella pertussis e transmitem a doença a crianças ainda não vacinadas. “A circulação do agente que provoca a coqueluche cai quando a cobertura vacinal chega a 100%. Desta forma, as crianças crescem sem ser infectas. Com o passar dos anos, voltam a criar as turmas suscetíveis, uma vez que expira o prazo de imunidade”, afirma. No Brasil, em 2011, foram registrados 2.257 casos da doença. No ano anterior, houve 606 registros, segundo dados do Ministério da Saúde. No Estado, conforme a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, as seis mortes registradas em decorrência do mal em 2012 ocorreram em crianças com menos de seis meses. Até o momento, no ano, 385 gaúchos foram diagnosticados com coqueluche.

A DOENÇA NO muNDO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são registrados anualmente, no mundo, 50 milhões de casos e 300 mil óbitos por coqueluche A maior parte dos óbitos ocorre em bebês de dois a quatro meses de vida (não imunizados ou parcialmente imunizados); em todo o mundo, a média de idade em que os casos têm ocorrido é em pessoas com idade entre 10 e 19 anos Estima-se que entre 20% e 25% dos adultos com tosse por mais de duas semanas estejam infectados pela Bordetella pertussis Pelo menos 75% dos transmissores para bebês são pessoas que vivem na mesma casa que a criança Depois da gripe (influenza), a coqueluche é a doença mais contraída em ambiente hospitalar Em 2011, 100% dos óbitos foram registrados em menores de dois anos. Entre os Estados brasileiros com maior número de registros estão Roraima, Santa Catarina, região Sudeste e Rio Grande do Sul Fonte: Sociedade Brasileira de Imunizações

Precauções e tratamento O presidente do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Fabrizio Motta, recomenda que se evite o contato com pessoas com coqueluche ou suspeita da doença até que o paciente complete, pelo menos, cinco dias de tratamento. Além disso, lembra que é fundamental notificar à Vigilância em Saúde do município em que se vive, para que sejam investi-

gados outros possíveis casos. Em caso de confirmação do diagnóstico, o mais usual é que a pessoa seja tratada com antibióticos. “Alguns pacientes também podem apresentar apneia e cianose (pele com cor azulada), necessitando de hospitalização”, relata. A coqueluche, conforme Renato Kfouri, produz uma toxina que provoca os sintomas e pode levar a insuficiência respiratória.

Vacina é a melhor forma de prevenção A coordenadora de Vigilância em Saúde de Novo Hamburgo, Solange Shama, explica que a vacinação infantil contra a coqueluche faz parte do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em postos e unidades de saúde. “É importante que as crianças recebam as cinco doses da imunização pentavalente – aos dois, quatro e seis meses, com reforços aos 15 meses e aos quatro anos – para que estejam protegidas”. No Município, 38 casos já foram registrados este ano. Em 2011, apenas uma pessoa foi diagnosticada com o mal, ante zero caso em 2010.

O pediatra Renato Kfouri ressalta que, mesmo que a vacina para adultos seja distribuída apenas na rede privada, é fundamental imunizar os grupos de risco. “Todos aqueles que convivem com bebês até um ano de idade, gestantes a partir de 20 semanas de gravidez e profissionais da saúde precisam tomar a precaução. Essa é a melhor forma de prevenir. Caso a pessoa já esteja doente, deve evitar contato com crianças pequenas, além de procurar não tossir ou espirrar sem usar um guardanapo descartável, para não haver transmissão, que é respiratória, da mesma forma que gripes”, alerta.

Sintomas frequentes De acordo com o pediatra Renato Kfouri, o diagnóstico da coqueluche é mais fácil em crianças, porque apresentam sintomas mais característicos. “Febre, falta de ar, tosse constante são sinais. Muitos médicos não têm o hábito de encaminhar para o exame, porque não faz parte do seu dia a dia. O ideal é que todos fi-

quem alerta, inclusive os pais, que podem levantar a hipótese junto ao profissional”, orienta. Em adolescentes e adultos, os sintomas são confundidos, em grande parte dos casos, com gripes e resfriados. “Se a tosse persistir por mais de três semanas, deve-se procurar um médico”.

* Membro da *Apidiz* Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido, http://www.apidiz.org.br.

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12 A 18.11.2012 / viver

Coqueluche volta a matar

Muitas pessoas estão me perguntando como uma fonoaudióloga pode tratar zumbido? E que isso soa a picaretagem. Só há uma resposta para essa pergunta: concordo em gênero, número e grau! Não pode mesmo. Se algum profissional disser que pode individualmente oferecer um tratamento de zumbido, é melhor sair de fininho, não voltar mais ao local e de preferência denunciar ao conselho profissional respectivo. Um fisioterapeuta sozinho, um odontólogo sozinho ou um médico sozinho também não tem poder de oferecer solução para o problema. Já escrevi algumas vezes nesta coluna, mas volto a afirmar que somente uma equipe multidisciplinar tem condições de oferecer alternativas sérias, eficientes e eficazes para o sintoma. O paciente não é uma orelha, uma coluna ou uma boca, não pode ser visto em partes. Cada pessoa é um universo e deve ser pensada individualmente. Não existe uma fórmula pronta, não estamos falando de matemática. Se houvesse uma fórmula o paciente a usaria em casa, não precisaria de nós, profissionais da saúde, certo? A rede de atendimento da Otoprime tem o tripé: otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta e conta também com a rede de apoio formada por odontólogos, neurologistas e psicólogos. Não tememos concorrência, queremos que nos copiem, quanto mais nos imitarem, melhor! Montem suas equipes multiprofissionais, se especializem e ajudem as pessoas que buscam os seus serviços. Os pacientes saem ganhando! Inúmeros profissionais já iniciaram a mudança. Para os demais: se precisarem de orientação e maiores esclarecimentos, podem ligar no telefone abaixo que nossa equipe estará disposta a ajudar.

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