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Pele Solidária

Campanha Sol, Amigo da Infância completa dois anos com a implementação de importantes projetos Um deles é o estudo inédito realizado pela SBD-Resp que revela: pais e professores ainda acreditam que proteção solar só deve ocorrer na praia e durante os meses de verão. Maioria ainda desconhece efeitos nocivos da radiação solar também nos dias nublados e necessidade de proteção durante brincadeiras ao ar livre

O Programa foi tema recente de matéria publicada no periódico da Internacional League of Dermatological Societies (ILDS)

E

m dezembro 2014, a Campanha Sol, Amigo da Infância completou dois anos de atividades. Nesse período, 195.970 alunos de 453 escolas foram beneficiados com os conhecimentos da Campanha, tendo dez cidades aprovado projetos de leis que incorporaram a Semana de Educação em Exposição Solar e oito municípios firmado acordos por meio de Termos de Cooperação Técnica. Para ampliar as ações de divulgação junto ao público, a campanha conta com alguns canais digitais, como site solamigodainfancia.com.br e a fanpage no Facebook Solamigodainfancia. No site, há uma seção exclusiva para professores e demais profissionais da área da educação com o objetivo de disponibilizar informações diversas sobre a incidência dos raios solares e a saúde da pele, além de sugerir atividades para o trabalho com esse tema nas escolas.

10 Jornal da SBD ● Ano 18 n.6

1.196

professores participaram dos cursos presenciais

1.081

professores participaram dos cursos de educação a distância

10.254 professores propagaram a iniciativa

Outra ação importante foi a aprovação de um projeto pela Lei Rouanet junto ao Ministério da Cultura para levar aos palcos uma adaptação do gibi e do DVD da Turma da Mônica A pele e o sol, com a montagem de um espetáculo teatral infantil em parceria com a Mauricio de Sousa Produções. Estão previstas 24 apresentações gratuitas direcionadas a alunos de escolas públicas e instituições sociais de São Paulo, Santos e Praia Grande, entre fevereiro e novembro do ano que vem. E, para fechar o ciclo, a Resp lançou durante a 19a Radesp, em dezembro, um livro comemorativo, que conta toda a trajetória da Campanha Sol, Amigo da Infância ao longo desses dois anos. “No final desse período, concluímos que fizemos um trabalho muito interessante para a população em geral. Além do apoio dos dermatologistas que prestaram um serviço para as comunidades e para as pessoas, essa ação social é uma forma de sermos bem relevantes na nossa área. Atingimos o objetivo com o gibi, o filme, o livro e com a peça de teatro que estamos batalhando e vamos conseguir”, considera a dermatologista Meire Parada, que está à frente do projeto ao lado do presidente da SBD-Resp, Paulo Criado. Entre as atividades mais recentes em prol da Campanha, a SBD-Resp realizou um estudo inédito com pais e professores para avaliar se eles entendem a necessidade da proteção solar em todas as ocasiões. A pesquisa revelou que ambos desconhecem os efeitos nocivos da radiação e ainda acreditam que proteção solar só deve ocorrer na praia e durante os meses de verão. “O dado mais preocupante é que, de fato, tanto os pais como os educadores acreditam que estão atuando da forma correta na proteção solar”, explicou Criado. O estudo foi realizado em todo o Brasil, com 823 pais e 157 educadores, e serviu de base para disseminar a informação e esclarecer a população por meio de site específico sobre vantagens e cuidados que devem ser observados no dia a dia das crianças na exposição ao sol.

Dados da pesquisa – Apesar de 58% dos pais e 57% dos educadores afirmarem que a exposição exces-

siva ao sol na infância pode levar ao câncer da pele, o comportamento de risco das crianças e adolescentes brasileiros em casa ou na escola revela que teoria e prática não andam juntas quando o assunto é prevenção. Ainda assim, há um número relevante, 23% dos pais e 19% dos educadores, que ignora também o risco da exposição solar excessiva. A grande dificuldade está em estabelecer uma rotina de proteção. Embora 89% dos pais afirmem que usam protetor solar em seus filhos; a maioria nunca reaplica o produto, o que os deixa vulneráveis à radiação solar da mesma forma. Entre os 11% que declaram nunca usar o protetor solar, 42% alegam que esquecem; 32% não compram por ser muito caro, e 15% não consideram o produto importante. E as contradições não param por aí: 69% dos pais declaram que sempre estimulam os filhos a se proteger do sol evitando horário de pior incidência solar (10h-15h), porém 45% (quase metade) dos educadores analisados deixam os alunos expostos ao sol nos piores horários ou o dia todo, e 29% deles afirmam que nunca estimularam a proteção solar entre seus alunos. O extremo também acontece: 6% dos pais e 27% dos educadores dizem que nunca deixam seus filhos ou alunos ficarem expostos ao sol. O presidente da SBD-Resp acredita que os números refletem um comportamento cultural do brasileiro em relação à doença. “Apesar dos avanços em informação sobre a incidência solar e os prejuízos do acúmulo de exposição inadequada ao sol para a saúde, as pessoas ainda veem o melanoma como algo distante da sua realidade, já que estamos falando de uma doença de longo prazo”, explica Criado. A análise do médico é corroborada pelo estudo, já que a maioria dos entrevistados (84%) não aponta nenhum caso de câncer da pele na família.

Salva de Prata – Em fevereiro de 2015, a Câmara Municipal de São Paulo vai conceder a honraria “Salva de Prata” à SBD-Resp pelas atividades desenvolvidas com a campanha. Saiba mais na próxima edição do JSBD. ■ Jornal da SBD Ano 18 n.6 ● 11

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N˚ 6 Novembro/ Dezembro  

Rio is ready for the WCD 2019

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