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Sexo na maturidade

As quedas hormonais e seu impacto na vida sexual, física e mental

Sobraf Médicos criam a Sociedade Brasileira para o Estudo da Fisiologia

Economia Brasil não está preparado para o custo do aumento da expectativa de vida ANO 1 – Nº 4 – 2012


ANO 1 – Nº 4 – 2012

Editorial Caros amigos, A Medicina da Longevidade alcançou importantes conquistas e viveu grandes desafios em 2012, sendo, talvez, o principal deles a publicação de Resolução 1999/2012 do CFM, revestida de caráter antiético, arbitrário e cerceador da prática médica. Mesmo diante desse cenário, temos toda a convicção de que o interesse dos médicos por essa medicina não foi abalado. E a principal razão que sustenta a nossa convicção é que esse modelo de medicina, praticado por um número cada vez maior de médicos brasileiros, não é apenas um modelo baseado em ciências e evidências, mas possibilita a obtenção de resultados clínicos claramente superiores. Isso é fato. E contra fatos inexistem argumentos. Em relação às ações práticas, uma das respostas à Resolução veio sob a forma de engajamento e mobilização: em outubro último, era criada por um grupo de médicos brasileiros a Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF). Lançada durante o principal evento internacional de Medicina da Longevidade, o II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM), a Sobraf conta, atualmente, com 200 associados, de 32 especialidades. Incansável, essa entidade atua a pleno vapor para cumprir com sua missão de promover a troca de conhecimentos científicos relativos à fisiologia humana e representar os médicos que exercem um trabalho sério, com bases científicas, e que têm o compromisso e a responsabilidade de difundir uma terapia focada na prevenção e na saúde. Por sua relevância, o assunto ganha espaço nesta edição, que circula ainda maior, com 44 páginas.

SUMÁRIO Okinawa, capital mundial da longevidade

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Qual o custo do envelhecimento populacional?

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Efeito do açúcar na qualidade da pele

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Entidade reúne médicos para estudo da fisiologia humana

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Os benefícios da ouabaína

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Romã, uma aliada milenar da saúde

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Jane Fonda fala sobre reposição de testosterona

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No controle das inflamações, a expectativa de uma vida saudável

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Luxo, calma, cuidados com a saúde e relax num só lugar

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Entendendo a obesidade

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Outros assuntos completam as próximas páginas, entre eles os segredos da ilha japonesa Okinawa, capital mundial da longevidade; uma entrevista concedida pela atriz americana Jane Fonda sobre o uso de testosterona para a libido; o balanço do II Congresso LatinoAmericano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM); e o resultado de pesquisa sueca revelando que, mesmo depois dos 70, adotar mudanças no estilo de vida continua trazendo benefícios ao corpo e à mente e prolongando a expectativa de vida.

Sexualidade e qualidade de vida

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Educação que faz sucesso

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Vamos pedalar!

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Valor e preço

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Nunca é tarde para adotar hábitos saudáveis

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Que 2013 seja um ano de crescimento, saúde e muito aprendizado para todos nós!

Telomerase: a enzima da imortalidade celular

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Palestras e debates de alto nível

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Feira de negócios trouxe novidades

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Sexualidade na idade madura: todos sabemos que o homem está vivendo mais, que a longevidade aumenta a cada ano, mas será que está vivendo com qualidade esses anos a mais? Como é vista, por exemplo, a questão da sexualidade? A matéria de capa da revista Longevidade em Foco aborda a questão das quedas de hormônios que resultam em baixa libido e a dificuldade de ereção e ejaculação, entre outros problemas de ordem sexual que afetam a autoestima, a cognição e os relacionamentos, enfim, a vida como um todo.

Abraço, Ítalo Rachid

EXPEDIENTE

www.longevidadesaudavel.com.br

Preodução: SB Comunicação (www.sbcomunicacao.com.br) I Jornalista Responsável: Simone Beja I Editora: Silvana Caminiti I Repórter: Maria Cristina Miguez I Programação Visual: Eduardo Samaruga I Publicação oficial do Grupo Longevidade Saudável: Av. José Moraes de Almeida, 777/QD2, Lote 1, Coaçu CEP: 61760-000, Eusébio – CE. Tels.: 0800 0011223 / (55) (85) 3246 2126 I Diretor Científico: Dr. Ítalo Rachid I Diretora de Marketing: Polliana Rachid I Diretora Administrativo-Financeira: Tatiana Mota I Diretor Comercial: Carlos Avellar. Impressão: Gráfica Cearense I


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Okinawa, capital mundial da longevidade Ilha no sul do Japão chama a atenção de pesquisadores pela grande quantidade de moradores centenários

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O Japão é um dos países com o maior número de cidadãos centenários do mundo. A estimativa é que haja no país cerca de 20 mil pessoas com idade em torno dos 100 anos. E boa parte desses cidadãos vive em Okinawa, uma ilha subtropical que fica na região de Kyushu, no sul do Japão. Ali, de acordo com as estatísticas, para cada grupo de 100 mil habitantes, 50 são centenários. Mas, qual o segredo de Okinawa? Para Makoto Suzuki, cardiologista, geriatra e professor da University of the Ryukyus, a genética responde por boa parte dos fatores envolvidos na alta expectativa de vida dos moradores da ilha, além da dieta rica em vegetais, frutas, peixes e frutos do mar, o estilo de vida; e as excelentes condições climáticas.

Além de consumirem principalmente peixes ricos em ômega-3, como o salmão e a sardinha, os habitantes de Okinawa incluem na alimentação algas comestíveis que contêm altas concentrações de moléculas fucoidan, polissacarídeo que desempenha importante papel em uma ampla gama de mecanismos fisiológicos. Segundo estudos, os fucoidans são encontrados quase que exclusivamente em certos tipos de alga marrom, como a kombu (Laminaria japonica), que existe em abundância em Okinawa. A molécula, que também tem ação antioxidante e imunomoduladora, vem sendo objeto de várias pesquisas, inclusive sobre seu uso no combate às doenças crônicas, como o câncer.

Em seu livro The Okinawa Program, publicado em 2001 nos Estados Unidos, junto com os também professores Craig e Bradley Willcox, o especialista apresenta o resultado de seus estudos, que mostraram que os moradores da ilha não só alcançam facilmente os 100 anos, mas também chegam à velhice com a mente sã e sem sobrepeso. Segundo o trabalho, a “dieta” de Okinawa sustenta-se nos seguintes pilares: alimentação, exercício, felicidade e relaxamento. E os moradores concordam. Uma rocha localizada em uma das praias da ilha tem uma inscrição que diz: “Aos 70 anos é apenas uma criança, aos 80 ainda um adolescente e aos 90, se seus ancestrais o convidarem a juntar-se a eles no paraíso, diga-lhes para esperarem até os 100, idade em que reconsiderará a questão.” Os habitantes veem a comida como elemento essencial não só do sustento do corpo, mas, sobretudo, para a saúde. Eles têm uma expressão que resume essa relação: nuchi gusui, que pode ser traduzida, de forma livre, como “alimento é remédio” ou “comida cura”.

Apesar de todas essas informações, o interesse em desvendar o segredo da longevidade na ilha não cessa. As pesquisas se concentram na dieta, na genética e nas habilidades psicológicas e cognitivas dos centenários. Boa parte dos estudos é realizado no The Okinawa Research Center for Longevity Science (Centro de Pesquisas Okinawa para a Ciência da Longevidade). Localizada na própria ilha, a instituição foi criada, em 1975, por Makoto Suzuki.

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“O segredo está nos alimentos que consomem, combinados com seu estilo de vida. Isso lhes garante uma vida longe de doenças” Graças a essas pesquisas, já se sabe que, em Okinawa, os idosos consomem apenas 25% dos níveis do sal e açúcar consumidos nas demais cidades do Japão. Eles também comem duas vezes mais peixe e três vezes mais vegetais que os demais nipônicos.

Laços sociais e vida comunitária Outra vantagem, como mostram os estudos, é o modo como os idosos lidam com o estresse. Fortes laços sociais e o espírito comunitário garantem uma maneira positiva de viver o dia a dia. Além disso, quando comparados com pessoas centenárias que vivem em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, os habitantes de Okinawa apresentam índices bem reduzidos de doenças cardiovasculares, de vários tipos de câncer (mama e próstata, entre eles) e de demência senil. Estudos recentes indicam ainda que os idosos da ilha e seus descendentes carregam variações genéticas que os protegem contra determinadas doenças típicas do envelhecimento, como a inflamação crônica. Para o médico Jose Eduardo Lopes Faria (CRM MG 7610), doutor em fisiologia e ciências da nutrição, e coordenador do Grupo Longevidade Saudável em Minas Gerais, esses estudos comprovam que, além da questão da alimentação, a longevidade depende, sobremaneira, da interação de um conjunto favorável de genes com bons hábitos cotidianos, como não fumar, beber moderadamente, manter o corpo e a mente ocupados, viver perto da família e ter uma rotina social movimentada. “Os japoneses são campeões em termos de longevidade, apresentam a menor taxa de obesidade entre os países desenvolvidos e chegam facilmente aos 90 anos, com aparência mais jovem. O segredo está nos alimentos que consomem, combinados com seu estilo de vida. Isso lhes garante uma vida longe de doenças”, comenta o professor.

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Zonas Azuis Okinawa é um dos lugares que fazem parte das chamadas Zonas Azuis, regiões que se destacam pela longevidade de sua população, como mostra o livro do jornalista Dan Buettner, The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who’ve Lived the Longest (As Zonas Azuis: Lições para Viver Mais Tempo a partir das Pessoas Que Vivem Há Mais Tempo, em tradução livre). Buettner, que escreve para a revista National Geographic, começou sua pesquisa para uma matéria sobre as melhores estratégias para a longevidade e felicidade, mas as informações eram tantas que se tornou um livro. Além da ilha japonesa, as outras localidades onde se concentra um maior número de pessoas com 100 anos ou mais são a península de Nicoya, na Costa Rica; Sardenha, na Itália; e Loma Linda, na Califórnia, nos EUA. Nessas cidades, os indivíduos não só vivem mais, como também são mais saudáveis. Os habitantes têm características em comum: mantêm uma dieta leve, à base de vegetais; fazem atividade física de baixa intensidade e de maneira regular; mantêm grandes amizades e veem um propósito na vida.


eCONOMIA

O alto custo do aumento da expectativa de vida

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Dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a população de idosos no mundo deve superar o total de um bilhão de pessoas dentro de 10 anos. No Brasil, a previsão é que o número de idosos triplique até 2050, passando de 21 milhões para 64 milhões. Seguindo essa previsão, a proporção de pessoas mais velhas em relação ao total da população brasileira passaria de 10% para 29%, em 2050. Se, por um lado, o cenário em relação à longevidade, é positivo, por outro, é preciso lembrar que o envelhecimento populacional pode vir a representar mais um problema que uma conquista da sociedade, à medida que os anos de vida ganhos não forem vividos em condições de capacidade funcional e saúde. Estudos mostram que os idosos constituem a parcela da população mais acometida pelas doenças crônicas não transmissíveis, como osteoporose, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e até o câncer, entre outras. Além disso, é importante lembrar que as questões da capacidade funcional e autonomia do idoso podem tornar-se, muitas vezes, mais importantes que a própria questão da morbidade, pois se relacionam diretamente com a qualidade de vida da pessoa. Para Gilberto Braga, economista e mestre em Administração pelo Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec), o Brasil não está preparado para enfrentar possíveis riscos econômicos gerados pelo aumento do número de idosos e possível crescimento de gastos com a saúde desse público. “De forma geral, o brasileiro não

se prepara para essa fase da vida, e problemas de natureza de saúde, e até mesmo de dependência econômica, inclusive entre os que não possuem doenças graves, são mais comuns do que o contrário na nossa realidade. Os dados estatísticos da população classificada como idosa já indicam que é preciso desenvolver políticas públicas específicas para esse segmento”, alerta. Braga, que é professor de Finanças e Gestão do Ibmec-Rio, lembra que é comum a incidência de doenças não transmissíveis, como osteoporose, diabetes, catarata e hipertensão, entre os mais velhos. Justamente por isso, esse publico deveria receber um atendimento específico na área de saúde, por parte do Estado, com a criação de clínicas diferenciadas, que, além de tratar as doenças, oferecesse atividades físicas e recreativas. O economista defende ainda a necessidade de revisão do modelo de saúde hoje adotado – que prioriza tratar a doença depois de instalada, em vez de práticas médicas que ajudem a evitar as doenças que vêm com a idade. “Todos sabem que a prevenção é melhor, sob o ponto de vista da qualidade de vida, e mais barata, sob o ponto de vista das finanças públicas. Falta o desenvolvimento de uma política específica para o segmento. Vemos os parlamentares e o governo preocupados com a inclusão social, com políticas gerais de cotas, com transferência de renda para pessoas e regiões carentes, mas ainda são minorias os que defendem os direitos e as políticas próprias para a terceira idade”, diz. Diante desse cenário, não é possível negar dois importantes fatores: os atuais conhecimentos científicos sobre a importância da promoção da saúde ao longo da vida (para se viver com mais qualidade os anos a mais) e o impacto econômico do envelhecimento nos gastos com a saúde. Prova disso é o recente documento divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas, alertando que o aumento da expectativa de vida traz riscos econômicos ligados ao envelhecimento da população. “Se não forem tomados os devidos cuidados, as consequências desses temas provavelmente surpreenderão países despreparados”, diz o documento.

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Beleza e Saúde

Efeito do açúcar na qualidade da pele

Excesso causa envelhecimento precoce, mas outras substâncias podem ajudar a ter uma pele saudável

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Quando a idade avança, é inevitável que apareçam algumas ruguinhas. Mas o envelhecimento da pele provocado pelo passar dos anos por si só não causa muitos danos estéticos. O que realmente agride a pele é o sol em excesso, o cigarro, a poluição, o estresse e algumas substâncias presentes nos alimentos. Esses são os verdadeiros vilões responsáveis pelas rugas, manchas e tumores. A especialista em oftalmologia, com Lato Sensu em Medicina e Estética, Maria Izabel Martins de Araújo (CRM BA 7802), coordenadora do Grupo Lon-

gevidade Saudável na Bahia, explica que esses radicais livres provocam danos celulares, através de reações de oxidação, que estão ligados ao processo de envelhecimento. Os raios UVA são os piores porque atingem a camada mais profunda, ou seja, a derme, onde são produzidas as fibras de colágeno, responsáveis pela sustentação da pele. “Para reverter esse processo de degradação é que lançamos mão dos antioxidantes e dos antiglicantes”, explica Maria Izabel.

Os antioxidantes são substâncias capazes de combater os radicais livres, produzidos pelas células, quando em contato com agentes nocivos, como sol, estresse e poluentes. Eles podem ser encontrados em frutas e verduras como romã, morango, abacate, blueberry, tomate, brócolis e muitas outras. Também são encontrados em vários cremes ricos em coffeberry, vitamina C, ácido ferúlico e vitamina E. “Os antioxidantes são substâncias com capacidade de neutralizar os radicais livres”, lembra a especialista, que ressalta que os antiglicantes são substâncias capazes de reverter um processo chamado glicação, que nada mais é que um processo de destruição das fibras de colágeno desencadeado pela ingestão de açúcar. “O processo de glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso (por aumento da ingestão de doces, massas, pães ou em doenças como o diabetes) se mistura com as proteínas, formando estruturas rígidas que se acumulam na pele e danificam as fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação da pele”, comenta Maria Izabel. A especialista lembra que a perda da elasticidade se manifesta, por exemplo, por meio de rugas e flacidez, processo conhecido como envelhecimento intrínseco. Os antiglicantes são uma nova classe de ativos para o tratamento do envelhecimento.

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A carnosina, um antioxidante de ocorrência natural, também pode atenuar os processos que aceleram o envelhecimento. “A substância tem a capacidade de suprimir a formação de produtos finais do processo de glicação e espécies de oxigênio reativo, que são os responsáveis pela disfunção do metabolismo e pelo estresse oxidativo que podem levar a condições degenerativas relacionadas à idade”, explica Maria Izabel. De acordo com a especialista, para ter uma pele saudável, é importante uma dieta equilibrada, que inclua frutas e verduras, além da redução do uso de açúcar. “Uma alimentação saudável para a pele também inclui o consumo de fibras, vegetais crus, legumes, proteínas, gorduras saudáveis, carboidratos de baixo índice glicêmico e muita água. Tudo isso contribui para um bom funcionamento do intestino e para a qualidade da pele”, orienta.

Congelados também são vilões Apesar da praticidade dos alimentos congelados, é bom lembrar que eles também oferecem um grande perigo para quem deseja cuidar da pele. “Os níveis elevados de fosfato encontrados nesses alimentos aceleram os sinais de envelhecimento. Entre outros problemas relacionados aos congelados, está o aumento da severidade de complicações relacionadas com a idade, doença renal crônica e calcificação cardiovascular”, destaca a médica.

Maria Izabel Martins de Araújo, oftalmologista

“Uma alimentação regrada e sucos antioxidantes podem ajudar a manter a pele jovem, além de proporcionar diversos benefícios à saúde” A especialista lembra ainda que, constantemente, são descobertas substâncias em diversos alimentos que colaboram com a saúde do corpo, e como consequência da pele, por isso, a alimentação exerce importante papel na estética facial e corporal. De acordo com Maria Izabel, determinados nutrientes presentes nos alimentos atuam na promoção e manutenção do corpo e da pele, no controle dos efeitos deletérios dos radicais livres, amenizando e retardando o envelhecimento. Portanto, se a alimentação não é saudável, além do ganho de peso, os reflexos repercutem direto em nossa pele. “Uma alimentação regrada e sucos antioxidantes podem ajudar a manter a pele jovem, além de proporcionar diversos benefícios à saúde”, diz a médica. Segundo ela, a alimentação saudável para a pele também inclui fibras, vegetais crus, legumes, leite e derivados magros, pois ajudam a neutralizar os radicais livres e ainda contribuem para um bom funcionamento do intestino. Por outro lado, alimentos gordurosos são considerados os principais causadores de acne, por isso é aconselhável evitar o consumo de alimentos com gordura saturada - como carnes bovina e suína, carboidratos e chocolates, pois esse tipo de gordura favorece a obstrução das glândulas sebáceas, piorando as lesões da acne. Mas alguns alimentos também contribuem para um bronzeado mais bonito e prolongado da pele. E o indicado pelos especialistas é ingerir alimentos como cenoura, damasco, mamão papaia, abóbora, batata-doce, manga, agrião, couve, espinafre, repolho e brócolis, pois possuem betacaroteno, que ajuda a formação de melanina, o pigmento presente na pele para proteção e promoção de um bronzeado adequado. O betacaroteno é um pigmento carotenoide antioxidante, que é transformado em vitamina A no organismo e promove a recuperação da pele. Diversos estudos têm mostrado os benefícios do consumo da substância para o organismo. Entre eles estão: melhora da visão noturna, aumento da imunidade, maior elasticidade para a pele, aumento do brilho dos cabelos e o fortalecimento das unhas. Ainda de acordo com especialistas, o betacaroteno também atua no metabolismo de gorduras.

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Médicos criam sociedade para estudo da fisiologia

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Ela é uma das mais antigas áreas das ciências biológicas, mas ainda é pouco estudada por muitos profissionais da área da saúde. Devido à sua complexidade e importância, um grupo de médicos se reuniu para se dedicar ao estudo mais aprofundado dessa ciência que congrega conhecimentos anatômicos, químicos e físicos para melhor compreender o funcionamento do organismo. Estamos falando sobre fisiologia humana. Aprofundar o conhecimento nessa área é uma das propostas da Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF), que já conta com cerca de 200 médicos, de 32 especialidades, desde sua recente criação, em outubro deste ano, durante o II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM). Com apenas três meses de existência, a SOBRAF vem desenvolvendo ações em busca de conquistar o respeito e a valorização do médico que exerce a medicina preventi-

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va como forma de promover a qualidade de vida, o equilíbrio e o bem-estar do indivíduo, baseando-se em prática clínica e em fundamentação científica. A criação do site oficial (www.sobraf.org), o lançamento da newsletter mensal SOBRAF Informa e a mobilização contra a Resolução 1.999/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proíbe expressamente as práticas denominadas antienvelhecimento, bem como o uso de hormônios na prática clínica, foram alguns dos primeiros passos tomados pela diretoria da instituição. O presidente da SOBRAF, o ginecologista Ítalo Rachid (CRM-SP 114612), afirma que os esforços iniciais do órgão estão voltados para garantir o livre exercício profissional - direito garantido pela Constituição Federal - aos médicos associados, já que a instituição entende que a Resolução é um entrave ao progresso científico. “A gravidade e os prejuízos potenciais que essa medida pode causar


à saúde humana são tamanhas que a SOBRAF está atuando nas esferas médicas e jurídicas no sentido de salvaguardar e garantir os direitos dos seus associados de praticar medicina e dos cidadãos brasileiros de escolher livremente o modelo de medicina que desejam para as suas vidas”, adianta Rachid. Para Valter Carretas, advogado da SOBRAF, embora a medida do CFM seja restritiva, os médicos podem continuar com as suas práticas clínicas, uma vez que a própria definição de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que saúde é o completo bem-estar, físico, mental e social, não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade. “A Resolução entra em choque com a OMS ao proibir tratamentos baseados na reposição, suplementação ou modulação hormonal que busquem prevenir o processo de envelhecimento, a perda funcional da velhice e doenças crônicas, ou seja, promover o envelhecimento saudável”, explica o advogado, reforçando que a Constituição Federal garante a liberdade de escolha e o livre exercício profissional, além

de definir, em seu artigo 22, que é de competência privativa da União legislar sobre o direito do trabalho. “Sendo assim, nenhuma resolução se sobrepõe a uma lei federal”, garante. Um dos representantes jurídicos da SOBRAF esteve em Brasília, no dia 6 de novembro, para entregar diretamente ao presidente do CFM o manifesto contendo assinaturas de mais de cem médicos, solicitando a revisão da Resolução. O manifesto foi protocolado, mas, até o momento, o órgão não se pronunciou a respeito. Valter Carretas enumera os erros cometidos pelo CFM ao baixar a Resolução: considerar apenas o parecer da Câmara Técnica de Geriatria; mostrar desinteresse em debater o tema, estando ciente de que existem vários médicos interessados e estudiosos no assunto; distorcer e responder pelo não reconhecimento do antienvelhecimento, o que não era o foco do processo-consulta nº 4.690/11, que era voltado para a longevidade saudável e não antienvelhecimento; alegar falta de evidências científicas tendo apenas como critério o termo antienvelhecimento.

Como se resguardar? Carretas recomenda que todo médico que se sentir atingido pela Resolução deve interpelar diretamente o CFM sobre a normativa. Para isso, o Departamento Jurídico da SOBRAF elaborou modelos de cartas-consulta que deverão ser enviadas pelos médicos ao presidente do CFM e também aos representantes do CRM estadual. As cartas contemplam dez especialidades médicas que utilizam hormônios para a redução das comorbidades do envelhecimento, como ginecologistas, que repõem o estradiol na menopausa para prevenir a perda de massa óssea, melhorar a lubrificação vaginal e a sexualidade feminina, e andrologistas e urologistas, que prescrevem testosterona para redução do percentual de gordura e melhoria da insulina. “O médico tem o direito e deve se resguardar, solicitando orientações e esclarecimentos técnicos sobre situações clínicas relativas ao cotidiano de sua prática médica”, orienta o advogado. Segundo ele, esse é um documento importante para a defesa do médico diante de um possível processo do conselho. “Cada associado pode enviar quantas cartas desejar, desde que seu questionamento seja pertinente a sua especialidade e tenha pacientes apresentando o tipo de condição clínica reportada na carta”, complementa. Outro documento importante para sua defesa e que todo médico deve adotar é o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, cujo modelo elaborado pelo Jurídico da SOBRAF já está à disposição dos associados. “É importante que o médico dê todas as explicações pertinentes ao tratamento ao paciente e se certifique de que ele

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compreendeu e não restam dúvidas”, indica Valter Carretas, esclarecendo que, só depois desse passo, é que o paciente deve assinar o documento. Ele também recomenda que os médicos descrevam no prontuário a evolução do paciente e a avaliação de resultados. “Com todos esses registros, é possível fazer a defesa do médico”, garante. Associado número 1 da SOBRAF, o presidente da World Society of Anti-Aging Medicine, Thierry Hertogue, se disse estarrecido com a posição do CFM. “Pelo que conheço, em nenhum país, um conselho médico pode proibir qualquer tipo de medicina, podendo apenas homologar questões de caráter comportamental e ético, sem tomar nenhuma posição quanto ao tipo de terapia aplicada. É um erro e um problema legal, especialmente, porque interfere em controvérsias médicas com as quais o conselho não tem relação nenhuma.” O clínico geral Rubens Cascapera Júnior (CRM-SP 41749) também se associou à SOBRAF na certeza de que a associação possa proporcionar maior estabilidade e divulgação de um trabalho que está ajudando muita gente: ”Que juntos, façamos um movimento maior, possamos ter mais força para proporcionarmos melhor qualidade de vida aos nossos pacientes.”

Carta de paciente

Para se associar à SOBRAF, basta acessar o site http://www. sobraf.org/associese.aspx, efetuar o download da ficha de inscrição e enviar a ficha preenchida com uma foto 3x4, pelo correio, para a sede da SOBRAF. Há cinco categorias de associado (graduado em Medicina; acadêmico de Medicina; pessoa jurídica na área da saúde; honorários e profissionais na área da saúde). O valor da anuidade é de R$ 550,00. Para Ítalo Rachid, a SOBRAF representa a união em torno de uma causa comum: o modelo de medicina voltado para a longevidade saudável. “Cada um de nós tem que estar disposto a dar a sua contribuição à causa, defendê-la e engajar-se no movimento de forma direta e efetiva. Precisamos fortalecer a base de associados, para que tenhamos a maior representatividade e força possíveis. Somos hoje, no Brasil, quase 2 mil médicos. Se soubermos trabalhar com união, estratégia e inteligência, formaremos um grupo imbatível. Temos a nosso favor uma ferramenta de enorme poder: os resultados clínicos concretos obtidos pelos médicos que praticam esse modelo de medicina. Resultado clínico é um fato. E contra fatos simplesmente inexistem argumentos”, aponta o presidente da SOBRAF.

(enviada a seu médico após a divulgação da Resolução 1999/2012 do CFM)

Interessante! Seria muito bom para a população se os doutores se entendessem e, para isso, entendo eu, bom seria os tradicionais participarem do debate. Ocorre que os tradicionais não parecem dispostos a conversar com seus colegas que pensam diferente deles. Só sei que, para mim, com o tratamento com vitaminas e reposição hormonal bioidêntica, consegui me livrar do pesadelo da depressão e até mesmo do medo de uma recaída (com o qual convivia quando não estava em crise).

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Como se associar à SOBRAF?

Tudo que a reportagem fala de bom do anti-aging, eu comprovo em mim mesmo todos os dias. E já se vão quase dois anos. Tudo que a reportagem fala de mal desconheço completamente no meu organismo e mente. Faço exames de PSA (duas vezes ao ano) e outros que buscam detectar início de câncer, e sempre mostram taxas muito abaixo da faixa de risco. E digo mais: mesmo que existisse o risco que os tradicionais alegam, prefiro morrer “vivo” do que viver “morto”. ELL


Os benefícios da ouabaína

Hormônio, liberado durante a prática de exercícios, tem efeito protetor para o sistema nervoso central

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Estudo divulgado recentemente pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que o hormônio ouabaína (esteroide cardiotônico endógeno), tradicionalmente usado em pacientes cardíacos, ativa substâncias que têm efeito neuroprotetor no sistema nervoso central. A descoberta representa uma possibilidade de avanço no tratamento de doenças neurodegenerativas, como mal de Parkinson e Alzheimer, já que hoje não existe medicamento capaz de impedir a morte dos neurônios. Além de existir no corpo humano, a ouabaína também é extraída de uma espécie de planta, a Strophantus gratus, e sua congênere, a digoxina, é usado para tratar a insuficiência e a arritmia cardíaca, pois promove aumento da força de contração cardíaca e normalização do ritmo. No nosso organismo, o hormônio é liberado durante a prática de exercícios físicos. No estudo, pesquisadores da USP injetaram o hormônio na região do hipocampo do cérebro (região ligada à per-

da da memória) em ratos e perceberam que a presença do hormônio resultou no aumento de uma proteína que tem capacidade de modelar a expressão de genes importantes para a proteção dos neurônios. Foram usadas no estudo concentrações baixas da ouabaína, dentro do nível fisiológico, diferentemente do que ocorre no caso da produção de fármacos cardiotônicos, quando são usadas concentrações mais elevadas. A baixa concentração do hormônio foi capaz de modular a ação dos receptores de glutamato, um aminoácido excitatório presente no organismo e fundamental para a atividade do sistema nervoso central.

zação protetora, que atuariam evitando a morte dos neurônios.

Liberação da ouabaína no organismo

Ocorre que, quando encontrado em quantidade excessiva no organismo, o glutamato provoca a morte de neurônios. Por isso, o excesso do aminoácido está associado a doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e o Alzheimer.

O hormônio ouabaína é liberado no corpo durante a prática de exercícios físicos. E, se a substância é liberada naturalmente e é protetora, mais um motivo para as pessoas terem práticas saudáveis, como lembra o médico Breno Faria (CRMMG-50.513), diretor do Health Extension (instituto médico de performance e otimização fisiológica e metabólica) e secretário da regional de Minas Gerais do Grupo Longevidade Saudável. “A liberação da substância pode fazer com que as doenças, típicas do envelhecimento, apareçam mais tardiamente”, comenta o médico.

No caso do mal de Parkinson, ocorrem problemas com os neurônios ligados a produção de dopamina, afetando a parte motora. Já na doença de Alzheimer, a morte e a degeneração dos neurônios causam danos aos sistemas límbico (área do cérebro responsável pelas emoções) ou motor. O que o trabalho feito pelos pesquisadores da USP mostrou é que, ao modular a ação dos receptores de glutamato, leva-se à produção de genes importantes para a sinali-

De acordo com Dr. Faria, a combinação de medicamentos e a prática de atividade física já está sendo utilizada no tratamento de algumas doenças neurodegenerativas. No entanto, as drogas hoje existentes agem apenas como paliativos. Apesar de serem testados muitos compostos, o problema é que nenhum deles consegue estancar o processo de morte dos neurônios. Para Faria, a prevenção, com a prática de atividades físicas, ainda é a melhor opção.

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Romã, uma aliada milenar da saúde

Fruta é rica em antioxidantes, ácidos fenólicos e flavonoides

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Fruta milenar, bastante procurada pelos supersticiosos cada final de ano, a romã está associada à prosperidade, fartura e fertilidade. Uma das simpatias mais recorrentes envolvendo a fruta diz que é preciso mastigar três sementes, depois secá-las e envolvê-las em papel branco, para que, enfim, sejam guardadas durante todo o ano seguinte. Mas a romã pode trazer ao indivíduo muito mais que boa sorte, como mostram diversos estudos científicos realizados dentro e fora do Brasil. Sabe-se que a fruta é rica em compostos antioxidantes, ácidos fenólicos e flavonoides, substâncias que trazem diversos benefícios à saúde,

prevenindo, por exemplo, problemas cardiovasculares, câncer e inflamações. Pesquisa desenvolvida na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e publicada na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou que a fruta pode ajudar a diminuir o avanço do tumor de próstata. Os testes, realizados em laboratório, in vivo, com ratos, mostraram redução no ritmo de multiplicação da célula cancerígena, quando em contato com o extrato de romã. Para os pesquisadores, o resultado representa bons motivos para testar a fruta em humanos, tanto para prevenir quanto para tratar o câncer.

Combate aos radicais livres Outro estudo, este da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mostrou que a romã (Punica granatum, em latim) apresenta uma expressiva

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quantidade de compostos fenólicos, que ajudam a conter o avanço da cadeia oxidativa iniciada pelos radicais livres e minimizar os seus efeitos deletérios no organismo. Os objetivos do trabalho foram identificar os principais ácidos fenólicos presentes na fruta (polpa e sementes), por meio de cromatografia gasosa; a avaliação da capacidade antioxidante, com uso dos métodos de co-oxidação de substratos (β- caroteno e ácido linoleico); redução do radical 1,1- diphenyl- 2- picryl- hydrazyl (DPPH); e o efeito da fração de ácidos fenólicos livres existentes na polpa (AFLp) sobre a proliferação e viabilidade em cultura de células MDCK. Os pesquisadores observaram que a fração AFLp apresentou o maior conteúdo de compostos redutores (1.399,02μg/mL), enquanto a de ácidos fenólicos ligados a compostos solúveis apresentou o maior conteúdo (770,58 μg/mL) nas sementes. Todas as frações de ácidos fenólicos apresentaram resultados significativamente superiores (p<0,05) aos do antioxidante sintético


butil-hidroxitolueno, usado como padrão. Os principais ácidos fenólicos encontrados foram o salicílico, o protocatequínico e o gálico. Vale lembrar que tanto a polpa quanto a semente e a casca da fruta são ricas em antioxidantes, que combatem sinais de envelhecimento precoce, como a flacidez e a perda de elasticidade da pele, assim como as rugas.

Proteção das paredes internas das artérias O Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) também estudou a fruta. De acordo com o estudo, juntos, os ácidos gálico e protocatequínico barram moléculas que danificam as estruturas das células que podem causar câncer. Outro benefício encontrado na fruta é a presença do composto antocianina, cuja capacidade de captação de radicais livres ajuda a manter a longevidade, e do ácido elágico. Pesquisadores também atribuem aos ácidos elágico e gálico o poder de proteger as paredes internas das artérias, reduzindo as chances de ocorrer problemas cardiovasculares, como infarto e AVE (acidente vascular encefálico).

Importância histórica

“A antoacina é um flavonoide que tem ação imunoestimulante, excelente para o sistema circulatório. Evita problemas cardíacos e inibe a formação de coágulos sanguíneos. Já o ácido elágico previne alterações celulares causadas pelos radicais livres, que podem levar a doenças degenerativas, potencializa a proteção das células contra a ação dos raios solares e inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas na pele causadas pelo sol”, explica a nutricionista e biotecnóloga Priscila Machado (CRN-SP 26984).

Originária do Oriente Médio, a romã, para alguns historiadores, seria nativa da Pérsia, enquanto, para outros, teria surgido primeiro no Egito. O que todos concordam é que a fruta já era cultivada desde 2000 a.C. e estava presente em várias culturas, com diferentes significados. Acredita-se que a fruta tenha sido levada pelos fenícios para o Mediterrâneo, de onde se difundiu para as Américas. Existem referências sobre a romã nas literaturas egípcia, hebraica e grega. Sua árvore crescia principalmente na Palestina, onde existem três cidades com nomes relativos ao seu fruto: Rimon, Gate Rimon e En-Rimon (em hebraico, seu nome é Rimmôn). Para os gregos antigos, a fruta representava amor e fecundidade, e sua árvore era consagrada a Afrodite, pois se acreditava que possuía propriedades afrodisíacas.

Outros nutrientes, como potássio e vitaminas A e B9, também são encontrados na fruta. De acordo com Priscila, entre os numerosos benefícios da vitamina A estão sua atuação como antioxidante e a proteção dos olhos. “A córnea é protegida pela vitamina A. Além disso, ela contribui para a saúde da pele, evitando manchas, e é importante para o bom funcionamento do sistema imunológico”, comenta. Outra boa notícia é que 100 gramas de polpa de romã têm apenas 65 calorias, o mesmo que meio copo (100 ml) de suco de laranja e menos que uma maçã, que tem aproximadamente 80 calorias. Além disso, a polpa da romã também é rica em fibras e ajuda o funcionamento do intestino.

Além disso, era comum as mulheres consumirem romã em eventos religiosos para evocar a fertilidade. Já os israelitas a têm como símbolo religioso. O Velho Testamento traz referências à fruta em 11 passagens. Já os chineses acreditavam que a romã era fonte e símbolo da longevidade. No Egito antigo, de acordo com historiadores, o fruto era visto como um símbolo sagrado e era usado pelos sacerdotes nos atos litúrgicos de iniciação. Em razão de seu nome em latim – Punica Granatum –, historiadores acreditam que a cidade de Granada, localizada no sul da Espanha (que foi a capital dos reinos de Castela e Aragão, conquistada aos árabes, em 1492, pelos reis católicos), tenha recebido esse nome em homenagem à romã.

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Jane Fonda: libido em alta com testosterona

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A atriz americana Jane Fonda, que veio ao Brasil no final de novembro, foi manchete nos principais veículos de comunicação do país ao contar para os jornalistas seus segredos para viver e envelhecer com qualidade de vida. Um deles chamou a atenção: a atriz, vencedora de dois Oscars e prestes a completar 75 anos (ela faz aniversário em 21 de dezembro), contou que usa o hormônio masculino testosterona para aumentar a libido. “Eu fazia reposição hormonal com estrogênio, mas, depois do meu câncer de mama, a minha libido diminuiu. Então, eu passei a usar a testosterona. Isso fez a libido voltar. Há mulheres que nessa idade não querem mais saber de sexo, mas, se você é sexualmente ativa, isso é ótimo. O corpo pode envelhecer, mas isso não é motivo para que sua cabeça e sua alma envelheçam junto. Tudo pode melhorar com a idade”, disse Jane Fonda, que há três anos namora o produtor musical Richard Perry, de 70 anos. Com seu porte elegante e longilíneo, a atriz é considerada um ícone para gerações de mulheres. Ela veio para o Brasil participar do 7º Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que aconteceu em 27 de novembro, no Hotel Transamérica, em São Paulo, onde concedeu entrevista coletiva. Aos jornalistas, Jane Fonda contou que usa testosterona em gel, esfregando-a nas coxas. Essa não é a primeira vez que a atriz fala abertamente de sua sexualidade. No ano passado, numa entrevista ao jornal inglês The Sunday Telegraph, ela já havia falado que usa testosterona desde seus 71 anos. Vale lembrar que, embora seja um hormônio sexual masculino, a testosterona também é produzida, em menor quantidade, pela mulher. E sua produção, assim como a de outros hormônios, diminui com o envelhecimento. Por outro lado, vários estudos já mostraram que a testosterona é vital para a saúde das mulheres, apesar de terem apenas um décimo dos níveis encontrados nos homens. Quando

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ocorre a diminuição da produção, durante a menopausa, a libido também começa a cair gradualmente. Em sua conversa com os jornalistas, Jane Fonda também afirmou que, apesar das plásticas, faz questão de manter as rugas. “Quero que meu rosto pertença ao meu corpo, pois não posso mentir para meu namorado na cama. Deixar o rosto todo liso retira os traços e você vira algo que não é mais você”, disse. A atriz, que esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo, disse que, para envelhecer bem, é preciso ter senso de humor e ser fisicamente ativo. Além disso, deu outras dicas: manter-se curioso diante da vida, ter atitude e capacidade de perdoar, inclusive a si mesma. “A minha experiência depois dos 50 é que se vive melhor, menos estressado, com mais sabedoria e menos preocupações. Estou mais feliz do que jamais estive na vida”, comentou. Ela também aproveitou sua estada no país para lançar o livro “Jane Fonda - O Melhor Momento”, publicado pela Editora Paralela. Com base em pesquisas científicas e em histórias da vida - incluindo a sua -, Fonda fala de questões relativas a sexo, amor, sociabilidade, espiritualidade, alimentação, atividade física e autoconhecimento na maturidade. A obra mostra ao leitor como a fase de transição dos 45 aos 50 anos, – e depois a fase dos 60 em diante – pode ser aquela em que realmente nos tornamos as pessoas ativas, afetuosas e plenas que sempre deveríamos ter sido. A atriz contou que um dos motivos que a inspiraram a escrever o livro foi o desejo de mostrar para as pessoas que a vida fica ótima a partir dos 50 anos, considerando-se que não se tenha uma doença grave. “É preciso ter amor na sua vida. Não precisa ser sexual. Ajuda se for, claro. Mas o amor mantém você bonito e jovem. Não o jovem de cirurgia plástica. Mas jovem daquela forma que vem de dentro para fora”, disse.


No controle das inflamações, a expectativa de uma vida saudável

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Estudos realizados por cientistas de diferentes instituições mundiais comprovam que, juntamente com os radicais livres, as inflamações crônicas subclínicas são, sem dúvida, os agentes centrais do processo de envelhecimento. Cientificamente, já se sabe que esse tipo de inflamação – que não se pode ver a olho nu e que atua de forma silenciosa no organismo - pode agir como precursora e afetar a evolução de muitas doenças relacionadas com o envelhecimento, como a aterosclerose (endurecimento e espessamento das paredes arteriais, resultando num risco aumentado para a doença cardiovascular), diabetes tipo 2, câncer, obesidade, artrite, fibromialgia, hipertensão arterial e Alzheimer. Infelizmente, devido a uma série de desequilíbrios relacionados ao estilo de vida moderno, entre os quais a má alimentação, o sedentarismo e o estresse, um número cada vez maior de indivíduos adquire, ao longo do tempo, esse estado pró-inflamatório. E a incidência crescente das doenças crônico degenerativas, em todos os países, confirma esse dado, apesar dos avanços da medicina. A inflamação, geralmente, está associada a dor, calor, rubor e edema, entre outros sinais clássicos. Esses mecanismos nada mais são do que um esforço articulado do organismo, em resposta a um agente agressor. Para controlar as infecções por patógenos externos (bactérias, vírus e fungos, entre outros) e manter o equilíbrio interno (homeostase), ocorrem ações como aumento do fluxo sanguíneo, deslocamento de células de defesa, como os leucócitos, e a produção de substâncias vasodilatadoras, entre outras. Esse tipo de inflamação é benéfico e necessário para a sobrevivência. No entanto, as descobertas científicas têm mostrado que

esses mecanismos, a longo prazo, podem prejudicar os mesmos tecidos que pretendem curar, ou seja, voltam-se contra nós mesmos, à medida que levam ao surgimento de doenças crônicas e ao envelhecimento. “Parece que o processo de envelhecer e morrer está ligado ao mecanismo de defesa que nos mantém vivos quando jovens”, atesta Russel Tracy, professor de patologia e bioquímica da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, autor da pesquisa pioneira que ajudou a demonstrar o papel da inflamação nas doenças cardíacas. Na verdade, a ideia de que as doenças crônicas são causadas pela inflamação persistente não é nova: existe há mais de 100 anos. Entretanto, nos últimos anos, a bioquímica moderna e o crescente número de pesquisas em biologia sistêmica tornaram possível investigar as interações que envolvem as respostas do organismo aos agentes agressores, como a inflamação. Dada a relevância do tema, a partir de 2013, a revista Longevidade em Foco contará com a nova coluna Inflamação. O objetivo é trazer aos leitores informações e reportagens sobre estudos, avanços, prevenção e tratamento das inflamações.

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Turismo

Luxo, paz e cuidados com a saĂşde

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Propiciar ao hóspede a possibilidade de aliar lazer a diversão, com o cuidado com a saúde e tratamentos que ajudam a relaxar, deixando o estresse de lado: essa é a proposta do Spa Med Sorocaba Campus, localizado no interior paulista. Em um ambiente bucólico, com mais de 220 mil metros de área verde, o empreendimento se destaca por ser o primeiro spa médico do país e oferecer ao hóspede um método de tratamento voltado para o estímulo de mudança de hábitos, especialmente em relação à alimentação. Opção perfeita para quem leva uma vida sedentária e precisa de uma “força” para começar a praticar atividades físicas com regularidade, manter uma alimentação balanceada e alcançar o equilíbrio interior. Um de seus diferenciais é a dieta cetogênica, que dispensa o uso de medicamentos inibidores da fome, pois proporciona a liberação dos corpos cetônicos, substâncias

resultantes da queima mais intensa de gorduras. “O método é considerado ideal para os que querem perder peso, controlar o estresse e prevenir doenças, sem abrir mão de uma alimentação saudável. Assim, pessoas com sobrepeso e problemas de saúde decorrentes deste excesso, como hipertensão e diabetes, após alguns dias de dieta adequada associada a exercícios físicos personalizados e tratamentos relaxantes, conseguem reequilibrar o organismo”, comenta Ilza Mara, responsável pelo marketing do Spa Med Sorocaba Campus. Considerado uma referência para tratamento da obesidade e um dos melhores spas do Brasil, o empreendimento foi fundado em 1981, pelo endocrinologista Mauro Tadeu Moura e pelo pneumologista Sérgio dos Santos, professor doutor da Faculdade de Medicina de Sorocaba. Na épo-

ca, o endocrinologista percebeu que muitos de seus pacientes tinham dificuldades em seguir as prescrições médicas e decidiu buscar terapias alternativas. Foi então para a Europa, onde conheceu vários spas e clínicas. De volta ao Brasil, deu início a um projeto ousado: construir um local que unisse todo o conforto de um hotel, o lazer de um clube e o atendimento de uma clínica médica. O conceito adotado estimula os clientes a realizar mudanças de estilo de vida, com o objetivo de emagrecer saudavelmente, com alimentação variada e balanceada, e a prática de atividades físicas. Os hóspedes são constantemente avaliados por uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologistas, clínicos gerais, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e professores de educação física, entre outras especialidades. Já em sua

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chegada, o hóspede passa por uma avaliação médica, para análise de seu estado geral de saúde, que inclui a realização de exames laboratoriais (bioquímicos e hormonais, de acordo com o número de dias em que realizará o programa do spa), provas funcionais, testes e avaliação da composição corporal (bioimpedância). O acompanhamento da performance com relação à perda de peso e à evolução do estado clínico ocorre diariamente, sendo que o peso só é passado ao spasiano na chegada e na saída, para evitar ansiedade, ou durante as consultas com endocrinologistas. Na saída, o hóspede recebe orientação nutricional e de exercícios físicos que deverá fazer, para manter os resultados alcançados.

sulcos com toxina botulínica e preenchimento absorvível; carboxiterapia facial e corporal, para celulite, estrias, flacidez e gordura localizada, entre outros. Outro destaque é o programa personal diet, em que é elaborado um plano alimentar personalizado, estabelecendo metas e objetivos para o cliente. O plano é preparado depois de uma completa avaliação, que inclui o rastreamento metabólico, aplicação de anamnese (avaliação nutricional detalhada, que inclui um questionário de frequência alimentar e outras informações adicionais, como histórico de peso e mudanças prévias da dieta), avaliação clínica e gasto energético, entre outras informações. Além disso, o departamento de nutrição do spa conta com uma cozinha experimental, onde são ministradas aulas semanais de culinária, em que o hóspede pode aprender a preparar pratos light e saudáveis. No final da estada, o cliente passa por uma consulta individual com a nutricionista, que recomendará novos hábitos alimentares, além de fornecer um cardápio equilibrado e adequado às suas necessidades, para ser seguido após a saída do spa.

Fitness Serviços que fazem diferença O cardápio variado é um dos destaques do spa, com programas de 300, 450 e 600 calorias por dia, divididas em seis refeições diárias. Os pratos que formam o cardápio são elaborados para promover a inibição da fome durante o tratamento, apresentando, assim, os melhores resultados em termos de emagrecimento saudável. No caso de quem não precisa perder peso, mas busca um programa antiestresse, a dieta recomendada pelos profissionais da empresa é de 600 calorias/dia, complementada por frutas, sucos e cereais, até atingir as necessidades calóricas individuais. Entre os tratamentos de estética facial oferecidos estão: lifting com isometria ou microrrente; limpeza de pele; hidratação facial com parafina; peeling de cristal; drenagem; e máscaras de chocolate e ouro, e de argila. Já os tratamentos de estética corporal incluem procedimentos divididos entre as especialidades de hidroterapia, eletroterapia e massoterapia. Para quem busca tratamentos de medicina estética, as opções incluem tratamento para rugas e

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O programa de fitness tem 49 aulas de ginástica semanais, divididas em exercícios em níveis de esforço físico leve, moderado e pesado, além de atividades de condicionamento físico - musculação, esteira e bicicleta. O hóspede tem ainda à sua escolha várias opções diárias de atividade aquática, como aulas de hidroginástica, caminhada e aulas de natação. Outro diferencial do spa é o Centro de Fisioterapia. O espaço, considerado referência em fisioterapia e reabilitação, oferece tratamentos como cinesioterapia, pilates; RPG; osteopatia (técnica manual que devolve ao corpo a funcionalidade e o equilíbrio curando doenças e dores); uroginecologia; acupuntura e fisioterapia tradicional, entre outros. Os hóspedes também encontram tratamentos como a thai terapia e a kinesio taping, técnica de colocação de bandagem elástica funcional sobre a pele, reduzindo dores, inflamações e edemas e aumentando a amplitude de movimentos.

SPA MED SOROCABA CAMPUS www.spamed.com.br


Artigo

Entendendo a obesidade

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A epidemia da obesidade já é uma realidade mundial. Estatísticas mostram o aumento no percentual de obesos, entre adultos, crianças e adolescentes. Isso se deve a mudanças nos hábitos alimentares e de vida, como surgimento do fast food, consumo de alimentos processados, intoxicação ambiental por xenoestrogênios, vida sedentária e estresse crônico, principalmente nas grandes cidades. E hoje não só a obesidade preocupa, pois o sobrepeso já ocupa lugar de destaque. O “efeito sanfona” prejudica os obesos, pois, cada vez que se perde peso, perde-se também um percentual de massa magra. Mas, ao recuperar o peso, o volume é só de massa gorda. Quanto mais vezes isso ocorrer, maior será o percentual de gordura corporal. O sobrepeso e a obesidade trazem enfermidades, como hipertensão arterial, diabetes tipo II, eventos cardiovasculares e cerebrais, tromboembolismos e síndrome metabólica, que tem a sua origem na inflamação subclínica.

Dr. Idilio Miragaia Dias - Medicina Preventiva - Endocrinologia

missores. Importantes são os papéis da grelina, da leptina, da adiponectina, do neuropeptídeo Y e da colecistoquinina. No campo dos hormônios e das pausas, destacamos os hormônios tireoidianos, o cortisol, o DHEA, o HGH, o iodo e o equilíbrio da testosterona nos homens e o estradiol e a progesterona nas mulheres. Não podemos esquecer as funções intestinais, importantes na absorção dos nutrientes e proteínas e na eliminação de substâncias tóxicas, que elevam sobremaneira a inflamação subclinica e consequentemente agravam o quadro de obesidade. E como tratar de forma adequada todo esse complexo de fatores individuais que geram o aumento de peso? Os tratamentos são individuais. Algumas pessoas disciplinadas conseguem obter bons resultados somente com atividade física e mudança de hábito alimentar, mas é a minoria. A grande maioria está insatisfeita com os resultados anteriores e com as recidivas.

Emagrecer é possível, mas manter o peso e o sucesso do tratamento são os grandes desafios para muitos médicos que atuam na área, que constatam, no dia a dia, fracassos e recidivas do aumento de peso de cliente. Não existe fórmula mágica para a enfermidade, pois ela é multifatorial e, mais ainda, depende de uma visão holística do ser humano que está à nossa frente. Um desses fatores é o hábito alimentar familiar. É comum encontrar todos de uma mesma família com excesso de peso. A situação é talvez a mais difícil de enfrentar. Outro fator é o genético, que, com a evolução dos exames de mapeamento, agrega mais um recurso a ser usado no controle do peso, por meio da nutrigenômica.

É necessário uma anamnese detalhada dos hábitos alimentares e de vida, do estresse no trabalho, medicamentos em uso, antecedentes pessoais e de enfermidades, além de uma análise completa com testes sanguíneos, avaliação hormonal e exames de imagem.

Fator que também assume importância é a toxicidade ambiental e o uso de substâncias estranhas ao nosso organismo, que deterioram os receptores celulares e interferem no equilíbrio metabólico.

As fases seguintes são baseadas no equilíbrio dos hormônios e na otimização e ativação dos receptores dos hormônios da saciedade, que serão a chave para obter o controle da quantidade e qualidade da alimentação. É importante a regularidade da atividade física para a manutenção do peso, da massa muscular, da integridade óssea e da imunidade. A mudança e a consciência dos hábitos alimentares são outros pilares na manutenção do peso.

Não é possível tratar um obeso sem entender da fisiologia e a fisiopatologia da obesidade. Nesse campo, entram os hormônios orexígenos, os da saciedade e os neurotrans-

O uso do HCG em doses muito pequenas e por períodos que podem variar de 20 a 40 dias é uma opção para a perda de massa gorda sem prejuízo da massa magra. O procedimento é um estímulo para quem vem lutando há muito tempo com o peso, sem grandes resultados. Vale dizer que não é o tratamento final, mas, sim, o início de um programa para manutenção do peso e o equilíbrio metabólico e hormonal.

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CAPA

Sexualidade e qualidade de vida

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S

Ninguém duvida de que sexo é uma atividade prazerosa e todos sabemos que cada vez mais evidências científicas apontam para o fato de uma vida sexual ativa ser benéfica para a saúde física e para a mente. Diversos estudos já demonstraram que pessoas que fazem sexo frequentemente tendem a viver mais, têm menos problemas cardíacos e menor probabilidade de desenvolver certos tipos de câncer. Além disso, já foi mostrado que homens com vida sexual ativa têm esperma mais saudável, enquanto que as mulheres que fazem sexo regularmente sofrem menos sintomas da menopausa. Entre esses estudos está o divulgado em março de 2011 por pesquisadores da Universidade Tufts, em Massachusetts, no Journal of the American Medical Association, mostrando que fazer sexo regularmente funciona como exercício cardiovascular, que minimiza o risco de sofrer um mal súbito do coração ou um AVC. Outra importante pesquisa – esta com relação à longevidade – foi divulgada, em 2009, por pesquisadores da Queens University, de Belfast, na Irlanda. Publicado no The British Medical Journal, o trabalho mostrou que homens que fazem sexo ao menos duas vezes por semana vivem mais que aqueles que fazem sexo menos de uma vez por mês. O estudo foi feito com cerca de mil homens com idade próxima e as mesmas condições de saúde ao longo de uma década. Após compararem a qualidade de vida do grupo, os pesquisadores chegaram à conclusão de que aqueles que relataram maior frequência de orgasmo viveram até duas vezes, em comparação com quem não tinha vida sexual ativa.

“Sexo regularmente funciona como exercício cardiovascular, que minimiza o risco de sofrer um mal súbito do coração ou um AVC” oferece diversos benefícios, por outro lado, a comunidade médica ainda apresenta algumas restrições quanto à aplicação de terapias de reposição e modulação hormonal de testosterona e estrogênio para homens e mulheres de meia idade, o que, na maioria dos casos, resulta na perda do interesse pelo sexo. Para o professor doutor norte-americano Abraham Morgentaler, professor adjunto de Urologia Clínica da Harvard Medical School, e diretor do Men´s Health Boston, um centro com foco na saúde sexual e reprodutiva para homens, ainda há um preconceito que persiste por parte da classe médica em relação aos benefícios sexuais desses hormônios. Por isso, não é dada importância à reposição da testosterona. Morgentaler, que já publicou vários livros sobre o assunto, entre eles Testosterone for Life, lembra, no entanto, que a questão da reposição do hormônio não apenas melhora a vida sexual do paciente, mas também a qualidade de vida desses indivíduos. Sem dúvida, o bem-estar psíquico proporcionado pela atividade sexual é capaz de aliviar tensões, combater o estresse, aumentar a autoestima, o ânimo e o bom humor. Isso ocorre graças, em parte, à liberação da endorfina, responsável pela sensação de prazer e satisfação. A liberação máxima

dessa substância ocorre durante o orgasmo, momento no qual todas as células nervosas do cérebro “descarregam” seu conteúdo bioquímico no corpo, promovendo um estado de relaxamento físico total. Mas, para atingir essa sensação prazerosa, é preciso passar pela produção do estrogênio e da testosterona, que ocorre durante a excitação. É a inundação dessas substâncias químicas no organismo que resulta em benefícios para o físico e a mente.

Sociedade moderna Nas últimas décadas, o comportamento de homens e mulheres mudou bastante, resultando em uma sociedade que vê com outros olhos questões como casamento, obediência, intimidade, divórcio e novos relacionamentos. Se antes o papel da mulher na relação era “fornecer sexo” e cuidar da casa, enquanto que ao homem cabia prover, isso mudou. E a chegada da Internet – e depois de ferramentas que nos permitem partilhar on-line pensamentos e atividades

Apesar de todas as evidências de que fazer sexo garante bem-estar e

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– deixou “o mundo menor”, aproximando pessoas de todas as faixas etárias, não só de cidades distantes, mas de outros países. Hoje, quase todos têm amigos na faixa dos 50 anos que estão começando novamente, buscando um novo parceiro. Além disso, outra mudança importante ocorrida nos últimos anos é com relação à expectativa de vida. No Brasil, por exemplo, em 50 anos, a esperança de vida da população aumentou de 48 para 73 anos. Deverá chegar a 80 em 2050. E a boa notícia é que, com o acesso à informação e os avanços da medicina, as pessoas que hoje têm 50 e poucos anos podem atenuar a maioria dos sintomas causados pela menopausa e andropausa. O que seria impensável ocorrer há 30, 40 anos.

O Dr. Rachid explica que o médico deve ver o paciente como um todo e tratá-lo com base na fisiologia humana e hormonal. Ele cita como exemplo que um homem pode estar com o nível de testosterona normal, mas apresentar excesso de estradiol, o que pode fazer com que a testosterona não seja colocada dentro da célula. Por isso, a importância do correto diagnóstico. A progesterona, outro hormônio feminino, também tem influência na qualidade da vida sexual masculina, mais precisamente na qualidade do esperma e na biossíntese da testosterona pelas células de Leydig. Além disso, no organismo masculino, a progesterona tem importante papel sobre o sistema imunológico, sistema nervoso central – incluindo comportamento e sono – e efeitos anabólicos no osso e musculoesqueleticos. “A progesterona também exerce efeito direto na capacidade reprodutiva masculina”, lembra Rachid. Outro fator importante a ser lembrado é com relação à aromatase, enzima produzida pelas células de gordura, cuja função é transformar testosterona em estradiol e estrona (hormônios primariamente femininos). Com o envelhecimento e a obesidade, a ação da aromatase é potencializada, diminuindo os níveis de testosterona e aumentando os níveis de estradiol e estrona.

No caso das mulheres, a intensidade dos sintomas da menopausa não é igual para todas, pois algumas apresentem menor libido, desconforto ou dor durante o sexo, enquanto outras continuam a levar uma vida sexual satisfatória. O importante é que o médico que vá tratá-la use toda a informação que está ai disponível, para oferecer a melhor terapêutica. Para que sua paciente não perca, em termos de qualidade de vida, de saúde física e bem-estar mental”, comenta o ginecologista e diretor científico do Grupo Longevidade Saudável, Ítalo Rachid (Cremesp 114612), que lembra que o sexo aumenta a expectativa de vida à medida que oferece diversos benefícios à saúde. Um deles é promover a tonificação de vários músculos do corpo, como pélvis, abdômen, braços e pernas.

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Não há como negar que o fator hormonal exerce grande influência na libido. No caso das mulheres, com a chegada da menopausa, há uma queda drástica na síntese dos hormônios estradiol e progesterona. Nos homens, a andropausa é resultado da queda da produção de testosterona e tem como principais sintomas a diminuição ou perda total da libido, dificuldade de ereção, perda de massa muscular, acúmulo de tecido adiposo na barriga, aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, desânimo e cansaço constantes. Mas a queda da testosterona não acarreta apenas a baixa na motivação sexual. Como o coração tem milhões de receptores para esse hormônio, a queda na produção pode levar a quadros de hipertensão e colesterol alto. Vale ressaltar que homens bem mais jovens também podem apresentar níveis baixos do hormônio, principalmente quando associado a obesidade, estresse, contaminação ambiental por xenostrógenos e uso prévio de anabolizantes.


Agende-se

Educação que faz sucesso

Grupo Longevidade Saudável comemora mais um ano de seu projeto de educação médica continuada

O

O Grupo Longevidade Saudável vai fechar 2012 com mais de 1.900 médicos formados no curso de Fisiologia da Longevidade Humana e Modulação Hormonal Bioidêntica Aplicada, cumprindo, assim, com sua proposta de disseminar e produzir conhecimento baseado em estudos científicos. Só este ano, participaram do curso considerado introdutório à proposta de medicina preditiva do LS cerca de 300 médicos. Vale lembrar que o curso chegou em 2012 à sua 65ª edição. Quando ocorreu o primeiro, em 2002, apresentava duração de 16 horas. Agora, no entanto, o curso conta com carga horária de 94 horas, sendo que a primeira fase é presencial, e posteriormente uma consultoria clínica individualizada, sendo este um momento importantíssimo para a consolidação dos conceitos e fundamentos científicos. A última edição do curso formou 90 médicos. “Fundamentado cientificamente na fisiologia hormonal e nas pausas hormonais em homens e mulheres, o curso foi concebido tomando como base evidências científicas e parâmetros clínicos comprovados pelos mais importantes

centros de pesquisa avançada no mundo, possuindo um sólido conteúdo teórico-prático, motivo de seu sucesso”, comenta o ginecologista e diretor científico do Grupo Longevidade Saudável, Ítalo Rachid (Cremesp 114612). Outro curso que manteve em 2012 uma grande procura é o de Endocrinologia da Obesidade. Já participaram desse curso, que tem como objetivo oferecer aos participantes a oportunidade de conhecerem e passarem a trabalhar com um programa terapêutico eficaz e solidamente embasado em fisiologia, cerca de 200 médicos. Entre os temas tratados estão: epidemia da obesidade; toxicidade ambiental e alimentar: impacto na obesidade; análise das dietas antifisiológicas; e compulsão alimentar, entre outros. “O curso Endocrinologia da Obesidade é uma proposta inovadora, que oferece ao médico a oportunidade de compreender e observar a doença pela ótica da fisiologia. Seu teor está fundamentado em sólido conteúdo, referências científicas, experiência clínica e prática concreta”, lembra o Dr. Rachid. Dentro de sua proposta de difundir os recentes avanços científicos na área de prevenção à saúde e sobre a fisiologia humana, bem como os conhecimentos de biotecnologia aplicada, em termos de envelhecimento, hormônios, genética e fisiologia clínica, entre outros temas correlacionados, o LS oferece o curso de Pós-graduação Lato Sensu – Master em Ciências da Fisiologia Humana, que é realizado na cidade de São Paulo, com um ano e meio de duração (380 horas/aula). Na turma 2011/2012 participaram 60 médicos. A quinta turma teve início em agosto deste ano. Desde sua criação, o curso já foi ministrado a cerca de 400 médicos. “Nestes mais de 10 anos de atuação, podemos dizer que o Grupo Longevidade Saudável se tornou conhecido, nacional e internacionalmente, como centro de referência e de excelência em educação continuada. Prova disso é o significativo número de pessoas atendidas em todo o Brasil por médicos ligados ao grupo e focados na fisiologia”, comenta o diretor científico.

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Outro evento de difusão e aprimoramento de conhecimento científico mantido pelo grupo LS é o Fórum Clínico, que é realizado anualmente com o objetivo de debater casos clínicos estrategicamente escolhidos e, a partir das experiências práticas relatadas, padronizar os protocolos clínicos e definir diretrizes para atendimento ao paciente, dentro da proposta da fisiologia da longevidade. Em abril de 2012, foi realizada a quarta edição do evento, com a participação de 100 médicos, de diversas especialidades, que atuam em diferentes pontos do país. Além da atualização teórica, a cargo do Dr. Ítalo Rachid, durante dois dias, os participantes ouviram e analisaram relatos de casos clínicos de alta complexidade, tendo assim a possibilidade de não só unir experiências, mas também de chegar a um consenso quanto a protocolos a serem seguidos. “A demanda constante por mais conhecimento, informações e atualização profissional fez do Fórum do Grupo Longevidade Saudável um evento científico de grande adesão por parte da classe médica. A troca de experiências entre colegas de diferentes especialidades e o estabelecimento de consensos e condutas a serem adotadas frente a novos casos que surjam em seus consultórios são de grande importância para esses profissionais. Por isso, o evento é um dos mais importantes dentro do calendário do grupo”, comenta o Dr. Rachid. Em 2012 o grupo também trouxe para a área médica o Advanced Physiology Course (APC), um curso pensado e elaborado para oferecer aos participantes um conhecimento avançado sobre a fisiologia humana. Com carga horária de 100 horas, a primeira edição ocorreu em setembro, em Fortaleza (CE).

Programação 2013 Para 2013, um dos eventos já agendados e que está com as inscrições abertas é o V Fórum Clínico Intensivo em Fisiologia Humana, que ocorrerá nos dias 27 e 28 de abril, em São Paulo. Único evento científico de padronização de protocolos clínicos em fisiologia humana, o V Fórum Clínico reunirá médicos de diversas especialidades, para discutir diferentes casos clínicos e, a partir das experiências práticas, traçar novos protocolos de tratamento. “Temos a convicção de que o conhecimento compartilhado e a troca de experiências são essenciais para o aperfeiçoamento do atendimento ao paciente, para a constante melhoria da prática diária e dos respectivos resultados obtidos nos consultórios”, comenta o diretor comercial do Grupo Longevidade Saudável, Carlos Avellar. Ele ressalta que é por meio do debate de ideias que a ciência evolui e novos horizontes podem ser vislumbrados. “Importante ressaltar que todos os conhecimentos passados são amparados na ética e na legalidade, sendo as diretrizes do grupo fundamentadas em amplo conhecimento cien-

tificamente comprovado e alinhadas em conformidade com a orientação legal de compromisso e responsabilidade do médico sobre a preservação e otimização da saúde do paciente”, complementa Avellar. Outro evento já com inscrições abertas é o Curso de Fisiologia da Longevidade Humana e Modulação Hormonal Bioidêntica Aplicada, que será realizado entre os dias 30 de abril e 5 de maio, também na capital paulista. Em sua 66ª edição, o curso abordará temas como introdução aos novos parâmetros da longevidade humana, fisiologia do envelhecimento hormonal, introdução à modulação hormonal, hormônios bioidênticos, modulação feminina e masculina, entre outros. Uma novidade para 2013 é a criação de simpósios que terão palestras multidisciplinares com total de quatro horas de duração, aos sábados, em que serão abordados temas como nutrigenômica, detoxificação, fisiologia, modulação hormonal, marcadores inflamatórios, redução de estresse e fitness, englobando todo o conceito de welness. Está prevista a realização do evento para as principais capitais brasileiras.

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FITNESS

Vamos pedalar! Exercício melhora o condicionamento físico e a função cardiovascular

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Seja como forma de se exercitar ou como meio de transporte, andar de bicicleta faz bem para a saúde, com benefícios para o corpo e a mente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quem usa a bicicleta no seu dia a dia melhora a qualidade de vida, combate o sedentarismo e ainda ajuda a diminuir a poluição emitida pelos veículos na atmosfera. E as vantagens de pedalar já foram comprovadas em diversos estudos. Para muitos especialistas da área de ortopedia e traumatologia, a atividade é uma das mais indicadas para prevenir dores nas costas, proteger as articulações e melhorar o sistema circulatório e imunológico, assim como ajuda a manter a saúde psíquica em ordem.

rebral. De acordo com Silva, os benefícios de andar de bicicleta, dependendo do tempo que a pessoa passa fazendo o exercício, podem ser comparados aos de outras atividades, como caminhada ou corrida. “O que conta é a quantidade total de exercícios físicos feitos na semana. É importante a prática regular da atividade. Fazer exercícios todos os dias ou três vezes por semana é muito melhor do que fazer exercício intenso um único dia na semana”, compara o ortopedista, que ressalta que a atividade física extenuante uma única vez por semana pode se tornar uma prática perigosa, do ponto de vista cardiológico, além de propiciar maiores lesões musculoesqueleticas.

Um desses estudos foi elaborado pela Universidade Alemã do Esporte. De acordo com os pesquisadores alemães, pedalar melhora a função cardiovascular e regula os níveis de pressão arterial, colesterol e triglicérides, além de contribuir para a redução de distúrbios, como depressão, ansiedade e estresse. A estimativa é que andar de bicicleta regularmente permita dar adeus a diversos problemas decorrentes do sedentarismo.

Ao contrário de outras modalidades de exercício, andar de bicicleta não causa tantos impactos sobre o joelho; por isso, pode ser praticado por quem está acima do peso, com certos cuidados. Segundo Silva, a atividade ocasiona menor impacto fêmoro-tibial, porém pode ocorrer maior atrito entre o fêmur e a rótula. “Nesse caso, a pessoa pode sentir dor no joelho, a chamada dor fêmoro-patelar. Para evitar o problema, o ciclista, dependendo da idade, pode andar de bicicleta com o selim mais alto e trabalhar com as pernas mais esticadas. Mas o mesmo não é indicado para os mais idosos”, ensina.

Segundo o ortopedista e especialista em medicina do esporte Marcos Britto da Silva (Cremerj 52.53862-0), a atividade, como todo exercício aeróbico regular, é um excelente método para manter o bom condicionamento físico e prevenir e tratar a sarcopenia (perda degenerativa de massa e força nos músculos gerada pelo envelhecimento), além de melhorar o condicionamento cardíaco e diminuir os níveis de colesterol no sangue. O exercício trabalha os grandes grupos musculares das pernas e ainda estimula a contração do abdômen, pois exige uma postura ereta. “A postura é muito importante, principalmente para os mais velhos, e, com relação a esse aspecto, é recomendado o uso do guidão alto, para que a coluna não fique inclinada para a frente. Outro cuidado importante é testar os freios, antes de começar a usar a bicicleta”, lembra o médico, que é professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor da pós-graduação em Medicina da Fundação Carlos Chagas. O especialista explica ainda que o exercício regular também ajuda a melhorar a memória e retardar o envelhecimento ce-

Vale lembrar que a intensidade de um exercício é controlada pela intensidade do batimento cardíaco de quem o pratica. Por isso, é possível fortalecer o coração com um passeio de bicicleta, assim como ocorre com outras atividades aeróbicas. E muitos adeptos das academias de ginástica, que fazem spinning, em geral, preferem organizar seus treinos, alternando a bicicleta com a caminhada ou a corrida na esteira. São exercícios equivalentes que, misturados, acabam com a monotonia.

Baixo impacto Quando caminhamos ou corremos, todo o nosso peso é jogado sobre as pernas, o que pode forçar as articulações dos membros inferiores. Sentado, entretanto, você distribui melhor a sua massa e não sobrecarrega nenhuma parte do corpo, como explica Silva. “Por isso, a bicicleta é recomendada para quem está começando a fazer exercícios ou acima do peso”. O especialista em medicina do esporte lembra também que pe-

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dalar, assim como outros exercícios de resistência, induz mudanças na redistribuição de leucócitos no organismo, o que pode ajudar a melhora da imunidade (auxiliando o organismo a defender-se de vírus e bactérias), porém somente quando a prática é associada a uma alimentação saudável.

virmos: preciso fazer atividades físicas para emagrecer, mas isso não é correto. Para perder peso, é preciso uma alimentação equilibrada, modificar os hábitos alimentares. Exercícios somente aumentam a velocidade da perda de peso. Mas, se continuar a comer os mesmos

de menos energia para obter perda calórica, em relação a um indivíduo com 85 quilos, realizando o mesmo tipo de atividade física. “Existem também diferenças metabólicas, pois alguns pacientes têm metabolismo mais acelerado e maior gasto energético. Além disso, o modo como o exercício é feito também influencia o gasto energético”, comenta o especialista. Ele cita dois exemplos: exercícios aeróbicos têm maior gasto calórico que os exercícios anaeróbicos; e a velocidade e o tipo de terreno também influenciam a quantidade de calorias gastas para percorrer uma determinada distância. “Para quem escolher pedalar, é possível dizer que a prática regular do exercício tonifica os músculos, podendo ser observada uma melhora importante após o terceiro mês de atividade”, explica.

Segurança acima de tudo Apesar de todos os benefícios, antes de sair por ai andando de bicicleta, é recomendável, no entanto, fazer uma avaliação médica para determinar a intensidade do exercício, já que cada pessoa apresenta uma determinada idade e peso, além de diferente condicionamento físico. Após os 40 anos de idade, por exemplo, de acordo com Silva, é prudente fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar qualquer tipo de atividade física. “Essa avaliação é fundamental caso o exercício físico seja mais intenso. E isso vale até para jovens. A avaliação do sistema de músculos e articulações também é muito importante, principalmente para aquelas pessoas com histórico de dores prévias”, comenta o ortopedista. Segundo Silva, para emagrecer, não basta somente praticar exercícios, sendo preciso mudar também os hábitos alimentares. “É comum ou-

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alimentos, na mesma quantidade, e emagrecer fazendo exercícios, a pessoa irá engordar novamente no futuro”, explica. Mais alguns alertas importantes: quem tem problemas no joelho deve contar com o acompanhamento de um personal trainer; enquanto que os atletas com lombalgia devem fazer um trabalho adicional de fortalecimento abdominal e dorsal, bem como alongamento da musculatura posterior.

Corpo em forma Para quem quer uma silhueta enxuta e bem definida, andar de bicicleta pode ser uma boa escolha, mas é preciso lembrar que existem várias fórmulas para cálculo da perda calórica, que variam de acordo com o tipo e o tempo de exercício. Segundo Silva, uma pessoa de 60 quilos, por exemplo, precisa

A vantagem de andar de bicicleta ao ar livre é o contato com a natureza. Para quem gosta de andar de bicicleta pelas ruas, vale lembrar que alguns cuidados são necessários: • Ande sempre à direita da pista; • Prefira roupas com cores fortes, evitando, assim, o risco de colisões; • Evite pedalar com fones para escutar música, pois a audição o ajuda a manter-se atento ao trânsito; • Procure não circular na calçada nem na contramão do tráfego de veículos; • Use capacete, óculos (para se proteger não só do sol, mas também de insetos e poeira) e luvas. Durante o dia, aplique filtro solar na pele e nos lábios; • Leve uma garrafa de água para se hidratar; • Evite avenidas, ruas e estradas com grande movimento.


Artigo

Valor e preço

Como aumentar a credibilidade na relação com o cliente tornando irrelevante o preço da consulta ou do tratamento Por Dr. Roberto Caproni

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Um amigo de Goiânia me relatou um fato muito interessante: Seu pai não estava se sentindo bem e foi a um clínico geral para uma consulta. Em frente ao quadro clínico apresentado, o médico sugeriu que ele procurasse um oncologista com a máxima urgência. O diagnóstico do oncologista foi câncer com metástase e uma expectativa de vida de aproximadamente 30 dias. Em frente a algo tão assustador, a família desse meu amigo entrou em pânico. O clínico geral foi o ombro amigo que deu suporte psíquico e social a todos e assim fez diferença, marcando de forma positiva a vida daquelas pessoas. Logo depois, o clínico geral se mudou para o interior paulista, para uma cidade que fica a 1.100 quilômetros de Goiânia.

Refletindo sobre isso, podemos concluir que, na área da saúde, o cliente não é sensível aos preços da consulta ou do tratamento, e sim à credibilidade inspirada pelo profissional. O que é credibilidade?

Credibilidade = Respeito Mútuo + Confiança. A confiança depende da transparência e da coerência. O que podemos fazer para que as pessoas confiem mais em nós? 1) Procure antes compreender e somente depois ser compreendido. 2) Cumpra promessas. Nunca se atrase nas consultas. 3) Seja honesto e franco, falando verdades com amor. 4) Seja amável e cortês. 5) Desenvolva relações do tipo ganha-ganha.

Quando esse meu amigo e seus familiares precisavam se consultar com um clínico geral, o que eles faziam? Iam a um médico em Goiânia, que possui excelentes profissionais da saúde? Não, eles viajavam 1.100 quilômetros para ir até o médico que tinha dado suporte a eles durante a doença do pai. São 1.100 quilômetros para ir e 1.100 quilômetros para voltar. São 28 horas dentro de um carro!

6) Esclareça expectativas.

Se entendemos esse caso, podemos compreender aspectos interessantes na relação de um profissional da saúde com os seus clientes.

A credibilidade, o respeito mútuo e a confiança representam um alto valor agregado na relação com o cliente. Quando o cliente percebe valor na relação de troca, o preço se torna irrelevante e a última coisa com a qual ele se preocupa.

O clínico geral cobra R$ 200,00 pela sua consulta particular. Vamos supor que ele passasse a cobrar R$ 300,00, meu amigo e seus familiares ainda iriam até ele no interior paulista? Certamente! Veja que o maior custo não está no preço da consulta, e sim na viagem de 2.200 quilômetros, no desgaste do carro, nos dias de serviço perdido e nos riscos da viagem. Ainda apenas a título de análise, vamos supor que o clínico geral passasse a cobrar R$ 500,00 a consulta. Será que meu amigo e seus familiares ainda iriam até ele? Com certeza.

7) Seja leal aos ausentes. 8) Peça desculpas de forma sincera. 9) Procure receber feedback. 10) Desenvolva a capacidade de perdoar.

Com credibilidade, você se torna único na percepção do cliente.

(*) Roberto Caproni É graduado em Odontologia e em Administração de Empresas. Pós-graduado em Marketing e Psicologia. Especialista em franquias pela Franchising University. A reprodução dos textos de autoria de Roberto Caproni e colaboradores em jornais, revistas, boletins informativos, sites, fax, e-mail e outros veículos de divulgação é PERMITIDA deste que citado o autor e o endereço eletrônico www.grupocaproni.com

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Nunca é tarde para adotar hábitos saudáveis Pesquisadores suecos mostram que mudança no estilo de vida traz benefícios mesmo após os 70

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Exercícios, dieta, horas de lazer e vida social agitada são o segredo da longevidade. A maioria das pessoas já sabe ou já ouviu falar que, quanto mais cedo adotar um estilo de vida saudável, com dieta balanceada e prática regular de exercícios físicos, maior a chance de viver mais e com mais qualidade de vida. E quem deixou para pensar nisso com idade avançada? É possível conseguir aproveitar os benefícios da mudança para viver mais e melhor? A resposta pode estar em um estudo publicado, em setembro, no periódico British Medical Journal (BMJ). De acordo com os cientistas, adotar hábitos como controlar o peso, parar de fumar e deixar de beber em excesso, mesmo após os 75 anos de idade, pode estender a vida de uma pessoa mais velha em até cinco anos.

observaram ainda que aqueles com mais de um fator de estilo de vida saudável viveram dois anos mais que aqueles que não adotavam nenhum fator. “Centenas de estudos já comprovaram que manter um estilo de vida não saudável pode contribuir para a mortalidade de pessoas idosas, assim como hábitos saudáveis adotados ao longo de toda a vida reduzem esse risco. No entanto, o atual trabalho mostra os efeitos positivos da adoção desses hábitos, mesmo na terceira idade, para alcançar a longevidade”, diz o cirurgião plástico Miguel Sorrentino Júnior (CRM-RS13801), membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Academia Americana de Anti-Aging Medicine.

A pesquisa foi desenvolvida por especialistas do Karolinska Institutet, da Stockholm University e do Stockholm Gerontology Research Center, na Suécia, que avaliaram 1.810 pessoas com idade de, no mínimo, 75 anos. O grupo foi acompanhado durante 18 anos. Ao longo desse período, foram analisados dados como comportamento, atividades de lazer, estilo de vida, profissões e relacionamentos sociais. O objetivo da pesquisa, realizada como parte do Projeto Kungsholmen, estudo longitudinal sobre envelhecimento e demência desenvolvido em Estocolmo, foi identificar fatores de risco modificáveis associados à longevidade entre os adultos com 75 anos ou mais. Os resultados mostraram que idosos adeptos do tabagismo e do consumo de álcool morreram um ano antes do que os não fumantes. Entre todas as atividades de lazer, praticar exercícios foi a mais proveitosa em termos de longevidade: os idosos que faziam ginástica, caminhavam ou nadavam tiveram uma sobrevida de cerca de dois anos a mais em comparação com os demais. Os pesquisadores

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Cientistas de Harvard também estudaram idosos Um estudo anterior, divulgado em fevereiro de 2008, por cientistas ligados à Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos, já havia mostrado que nunca se é velho


“As mensagens sobre a necessidade de um estilo de vida saudável costumam ser direcionadas para pessoas jovens ou de meia idade. Por isso, é importante saber que tais fatores também podem ajudar os mais velhos” demais para aderir a um estilo de vida saudável. O estudo norte-americano, comandado pelo pesquisador Laurel Yates, foi feito com 2,4 mil homens que tinham cerca de 70 anos quando a pesquisa começou, no início dos anos 80. Os cientistas fizeram o trabalho para descobrir o que as pessoas podem fazer no começo da terceira idade para prolongar sua vida preservando boas condições de saúde, uma questão vital, já que a população dos EUA, assim como nos demais países, vem se tornando mais idosa. O resultado da pesquisa foi publicado na revista Archives of Internal Medicine. Durante 25 anos, os pesquisadores acompanharam os voluntários que participaram do estudo e perceberam que aqueles que praticavam exercícios físicos, de duas a quatro vezes por semana, não fumavam, mantinham seu peso e pressão sanguínea em níveis normais e não apresentavam diabete tiveram uma chance 54% maior de chegar aos 90 anos. Ainda segundo os pesquisadores, adotar apenas um dos hábitos saudáveis citados acima – ou combinar dois deles – também resultou em um aumento da expectativa de vida. Para os homens que não aderiram a nenhum deles, os pesquisadores estimaram em 4% a chance de chegar aos 90 anos de idade. “As mensagens sobre a necessidade de um estilo de vida saudável costumam ser direcionadas para pessoas jovens ou de meia idade. Por isso, é importante saber que tais fatores também podem ajudar os mais velhos”, comenta o cirurgião e diretor da Clínica Sorrentino de Cirurgia Plástica, em Porto Alegre (RS). Ele lembra que, atualmente, a classe médica dispõe de conhecimentos técnicos e científicos, como na área de nutrigenética, além de entender melhor a fisiologia hormonal e a importância de manter o equilíbrio de seus níveis, e o impacto real da prática de hábitos saudáveis, importantes ferramentas para melhor atender seus pacientes no dia a dia no consultório. O médico, hoje com 54 anos, ressalta ainda que aplica esse conhecimento no cuidado consigo mesmo,

o que faz com que esteja melhor fisicamente do que quando tinha 30 anos de idade, mesmo sempre tendo sido adepto de prática regular de esportes.

Atividades físicas ajudam a preservar o cérebro Outro estudo importante envolvendo indivíduos da terceira idade e a prática de atividade física nessa faixa etária foi feito por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia. De acordo com a pesquisa, praticar exercícios regularmente acima dos 70 anos pode auxiliar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência. Os cientistas analisaram dados de 638 pessoas, que foram submetidas a exames cerebrais, e os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro, em relação aos que não se exercitavam. Publicado na edição de outubro da revista Neurology, o estudo mostrou que, por outro lado, os indivíduos que mantinham atividades de estimulação mental e intelectual, como ler, fazer palavras cruzadas ou manter contato social com amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro. De acordo com os pesquisadores, o alto nível de atividade física foi associado à menor atrofia do tecido cerebral e ao aumento no volume de massa cinzenta – parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. O estudo levou três anos para ser concluído, e, nesse período, os voluntários avaliados levavam um registro de suas atividades diárias para os pesquisadores. No término da pesquisa, quando completaram 73 anos, os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética com uso de scanners, o que permitiu analisar as mudanças no cérebro. Após levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que aqueles que fizeram mais exercício físico, incluindo caminhadas, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral, em relação aos que eram menos ativos fisicamente. Além disso, quanto ao volume de massa branca, responsável pela transmissão de mensagens no cérebro, os pesquisadores descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos. Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não se sabe ao certo o motivo por que isso ocorre. Uma das hipóteses apresentadas pelos pesquisadores é que as vantagens da atividade esportiva estejam ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.

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Telomerase: a enzima da imortalidade celular Ao ter sua expressão ativada, substância faz telômeros voltarem a crescer, combatendo o envelhecimento

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Diversos estudos publicados no The Telomere Science Library, uma biblioteca on-line que disponibiliza artigos e resumos de estudos publicados por grandes instituições mundiais de pesquisa em jornais e revistas técnico-científicas, sobre os telômeros e a telomerase, demonstram o interesse cada vez maior dentro da área médica por propostas terapêuticas capazes de medir e reverter o envelhecimento cromossômico do indivíduo. E não é para menos. Em 2009, o Instituto Karolinska concedeu o Prêmio Nobel de Medicina a três médicos norte-americanos - Elizabeth Blackburn, da Universidade da Califórnia; Carol Graider, da Universidade Johns Hopkins; e Jack Szostak, da Universidade Harvard – pela descoberta de como os cromossomos podem ser copiados integralmente durante as divisões celulares e como podem ser protegidos da degradação. Desde então, diversos estudos têm sido realizados, para tentar descobrir mais sobre o envelhecimento celular e também para criar terapias para retardar esse processo. Na verdade, a professora de biologia Elizabeth Black-

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burn e sua então orientanda Carol Greider descobriram a existência da telomerase, enzima encontrada nas células-tronco e que atua adicionando sequências específicas e repetitivas de DNA à extremidade dos cromossomos, em 1984. Anos depois, o biólogo Jack Szostak, professor de genética na Harvard Medical School, e Elizabeth descobriram que uma única sequência de DNA nos telômeros - como são chamadas as pontas

protetoras do DNA em ambas as extremidades de cada cromossomo – os protege da degradação. Mas como se dá essa participação da enzima e dos telômeros no envelhecimento físico? “Pesquisas científicas já demonstraram que uma das causas primordiais do envelhecimento é o encurtamento dos telômeros, que são essenciais para uma função celular saudável. Ocorre que eles vão se tornando cada vez mais curtos, toda vez que a célula se divide. Quando ficam curtos demais, chega um ponto em que não se permite mais a correta replicação dos cromossomos, e a célula perde completa ou parcialmente a sua capacidade de divisão. Quanto menores forem os telômeros, maior o risco de envelhecimento precoce”, explica o geriatra Jorge Jamili (Cremerj 5268330-2). Segundo o médico, também já se sabe que é possível combater, até certo ponto, o encurtamento dos telômeros com alimentação balanceada e a prática de exercício. Isso porque fatores externos, como os estresses psicológico e oxi-


dativo; consumo de alimentos com gordura trans, carboidratos refinados e açúcar; tabagismo e alcoolismo, além de processos inflamatórios crônicos e doenças como câncer, cirrose, diabetes, entre outras, podem levar à aceleração do processo de encurtamento dos telômeros. Outra proposta terapêutica é a ativação da expressão da telomerase no organismo, o que faz com que os telômeros “cresçam” novamente, por assim dizer. Uma das formas de ativar a enzima é o uso de substâncias à base de plantas medicinais, que ativam o gene hTERT, que, por sua vez, ativa a telomerase. De acordo com pesquisadores, é possível, até mesmo, ativar a enzima em células normais envelhecidas ou cronicamente estressadas, o que retardaria o encurtamento dos telômeros, revertendo o envelhecimento cromossômico e global.

Estudo espanhol

Dieta para aumentar comprimento dos telômeros Segundo o geriatra Jorge Jamili, um cardápio baseado em legumes, verduras e frutas, que fornecem antioxidantes diversos, folato, minerais, carotenoides e compostos fenólicos, como o resveratrol, ajuda a preservar e regenerar o tamanho dos telômeros. Esses nutrientes reduzem os níveis de compostos pró-inflamatórios, como a proteína C reativa, a homocisteína e a interleucina-6, considerados grandes inimigos dos telômeros. Também podem ser incluídos na dieta chá verde, algas, cogumelos, própolis e colostro, que também ajudam a proteger os telômeros. Alguns suplementos, como as vitaminas B12, C, E e D também regeneram o comprimento dos telômeros. Outras substâncias que cumprem esse papel são: niacina, magnésio, selênio, zinco e omega-3. O uso da proteína do soro do leite também ajuda a manutenção e o alongamento dos telômeros.

Estudo interessante e recente sobre o assunto foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Centro Espanhol Nacional de Pesquisa de Câncer (Spanish National Cancer Research Centre - CNIO), localizado em Madri. O trabalho mostrou que a longevidade em mamíferos é definida no nível molecular pelo comprimento dos telômeros. Publicado em setembro, na edição online da revista Cell Relatórios, o estudo abre novas possibilidades para um estudo mais aprofundado do efeito de alguns hábitos de vida, como ingestão de certos alimentos e tabagismo, na velocidade do envelhecimento do organismo, justamente em razão do encurtamento dos telômeros. A pesquisa foi feita em laboratório, in vivo, quer dizer, com o uso de camundongos.

A prática regular de exercícios também ajuda a prevenir o encurtamento dos telômeros. O fato foi comprovado por um estudo alemão publicado, em 2009, no periódico científico Circulation. A pesquisa mostrou que o exercício físico em atletas profissionais leva à ativação da telomerase. Para chegarem ao resultado, os pesquisadores compararam leucócitos (células do sangue) de três grupos de voluntários. Um era composto por corredores profissionais jovens, com idade média de 20 anos. Outro era formado por atletas profissionais mais velhos, com idade média de 51 anos, que já haviam abandonado as pistas, mas mantinham um histórico de atividade física regular. Ambos foram avaliados e comparados com um grupo de pessoas de idade variada, saudáveis e não-fumantes, porém que não realizavam exercícios físicos.

Os pesquisadores lembram que outros estudos populacionais transversais - aqueles que medem o comprimento dos telômeros uma única vez, ao mesmo tempo, em um grupo de indivíduos – foram feitos e mostraram a relação entre o comprimento dos telômeros e os riscos de doenças cardiovasculares e outras, como câncer, por exemplo.

Entre as pessoas com menos idade, não houve grande diferença no tamanho dos telômeros entre os atletas e os sedentários. Já a comparação entre as amostras dos mais velhos mostrou que aqueles com histórico regular de exercícios tinham telômeros significativamente mais longos que aqueles que não faziam atividades físicas.

O principal objetivo da pesquisa é melhorar a qualidade da saúde durante o processo de envelhecimento. Mais dados do estudo: The rate of increase of short telomeres predicts longevity in mammals, de Elsa Vera, Bruno Bernades de Jesus, Miguel Foronda, Juana M. Flores, and Maria A. Blasco. Cell Reports (2012). doi: 10.1016/j. celrep.2012.08.023

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Encontro de Gigantes II Congresso Latino-Americano da WOSAAM apresentou avançadas técnicas médicas com base na fisiologia humana e hormonal

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Cerca de 400 médicos, entre brasileiros e estrangeiros, participaram do II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM), evento que teve como palestrantes alguns dos principais nomes do cenário internacional, formado por especialistas que trabalham com fisiologia humana. Isso mostra que o objetivo dos organizadores – de trazer para o Brasil um dos maiores eventos na área da medicina preventiva e personalizada da América do Sul - foi alcançado. Realizado entre os dias

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19 e 21 de outubro, no WTC Convention Center, em São Paulo, o congresso promoveu a troca de experiência entre a classes médica nacional e internacional. Foram três dias de intenso aprendizado que, com certeza, contribuiu para uma prática médica cada vez mais comprometida com o trabalho na prevenção às doenças, apostando na qualidade de vida. Entre os presentes, estiveram professores doutores e pesquisadores de instituições como a americana

Universidade de Harvard, Escola Paulista de Medicina, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O evento também marcou o lançamento da Sociedade Brasileira para Estudo da Fisiologia (Sobraf) e contou com a realização do VI Simpósio Internacional de Fisiologia Hormonal e Longevidade e do I Workshop de Nutrição Bioquímico-Fisiológica. Com um programa científico abrangente, as palestras contemplaram áreas


multidisciplinares e complementares, como cardiologia, ginecologia, urologia, neurologia, oncologia, medicina estética, biologia molecular, genética, biotecnologia e nutrição, entre outras. Foram discutidos pelos presentes os avanços da medicina preventiva e sua contribuição para a longevidade saudável. Entre os subtemas debatidos durante o congresso estavam a solução dos problemas sexuais em homens e mulheres, a prevenção do envelhecimento físico e do câncer; e o combate à dor. Já nos workshops, especialistas em nutrição falaram do papel dos alimentos no processo do envelhecimento saudável. “Conseguimos reunir em um só evento médicos de diversos países que atuam com base no conhecimento científico que dá sustentação à medicina preditiva e preventiva. Assim, o congresso foi repleto de conteúdo inédito no Brasil, a respeito das mais avançadas técnicas de tratamento baseadas na fisiologia humana e hormonal”, diz o diretor científico do Grupo Longevidade Saudável e ginecologista Ítalo Rachid. Para ele, o Congresso da WOSAAM veio para ficar e receberá cada vez mais participantes. Para a próxima edição do

evento, o grupo espera contar com a presença de 600 médicos, entre brasileiros e estrangeiros, e terá um número ainda maior de palestrantes.

enças com determinadas condições fisiológicas foi o tema da palestra de outro médico belga presente ao evento, o Dr. Stephane Rèsimont.

Um dos palestrantes do II Congresso da WOSAAM, Abraham Morgentaler, urologista e professor adjunto do Centro de Urologia da Harvard Medical School, falou sobre a reposição de testosterona em homens. Em sua apresentação, o especialista mostrou estudos e dados que comprovam que a terapia não é perigosa para o câncer de próstata. Outro nome do cenário internacional foi o médico portorriquenho Jorge Flechas, mestre em saúde pública e doutor em medicina pela Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA). Ele falou em sua palestra sobre a eficácia do uso da oxitocina para tratamentos de doenças tão diversas como fibromialgia, autismo e disfunção sexual.

Ele falou sobre o envelhecimento cromossômico e seu tratamento, a partir da ativação da telomerase, enzima capaz de acrescentar repetições de DNA aos cromossomos, fazendo com que os telômeros cresçam novamente. O especialista explicou que uma das causas primordiais do envelhecimento e do desenvolvimento de doenças ligadas à idade é o encurtamento dos telômeros – como são chamadas as pontas protetoras do DNA em ambas as extremidades de cada cromossomo.

Já o médico belga Thierry Hertoghe abordou temas como as propriedades do feromônio e da terapia para reverter a calvície masculina, com o uso do hormônio masculino testosterona e di-hidrotestosterona (DHT). A associação entre índice de mortalidade e do-

“Estrogênio engorda?” Foi com essa pergunta aparentemente simples que o médico e pesquisador indiano Anoop Chaturvedi começou sua participação no congresso. Palestrando pela segunda vez no evento, o presidente da Sociedade Indiana de Medicina e Pesquisa Antienvelhecimento (Amar) explicou como a terapia hormonal pode reverter a obesidade. Já o médico chinês Samuel Yue trouxe para o evento uma palestra sobre os avanços no âmbito da terapia com a relaxina.

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Brasileiros O II Congresso da WOSAAM contou com sete brasileiros entre seus palestrantes, sendo que o primeiro a falar foi o ginecologista Ítalo Rachid, diretor científico do Grupo Longevidade Saudável, que tratou do tema fisiologia do trato gastrointestinal. Ele ressaltou a importância de a criança passar pelo canal do parto e ser amamentada para gerar resistência bacteriana, ajudando a compor a flora bacteriana intestinal. Já Cícelo Galli Coimbra, médico e professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo, levou para o evento uma palestra sobre a vitamina D. Ele mostrou aos presentes casos de lúpus, esclerose múltipla, psoríase e vitiligo tratados com sucesso, com absorção da vitamina, e o comparativo da evolução da doença, antes e após o uso da terapia. Em sua palestra, o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky, professor do curso de pós-graduação em Nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), explicou o papel da alimentação e suplementação na prevenção e no tratamento de doenças da terceira idade. Também abordando a relação entre alimentação e envelhecimento, a nutricionista, com doutorado e pós-doutorado em Ciência dos Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP), Maria Aderuza Host apresentou o tema nutrigenômica e nutrigenética. “Buscar as causas que provocam o mal e dar ao paciente condições de superá-las”: foi essa a linha de

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pensamento defendida pelo geriatra Jorge Jamili, especialista em endocrinologia pelo Instituto de Pesquisas e Ensino Médico do Rio de Janeiro, em sua palestra As Bases Epigenéticas da Detoxificação e Otimização da Modulação. O envelhecimento da pele e o rejuvenescimento facial foram a tônica da apresentação do cirurgião-geral Júlio César Tavares. Ele, que há cerca de 20 anos trabalha com estética médica, falou sobre técnicas e resultados com a aplicação de GH e IGF-1 Intradérmicos em presbiopia e rejuvenescimento facial. Tavares mostrou que o uso de GH melhora a aparência facial quando aplicado com IGF.

Workshop de nutrição Parte da programação do Congresso da WOSAAM, o I Workshop de Nutrição foi pensado para passar conceitos de fisiologia hormonal e discutir condutas nutricionais aplicadas à bioquímica e regulação hormonal. Coordenado por Priscila Machado, mestra em nutrição humana com foco em bioquímica, inflamação e esforço pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e nutricionista da Confederação Brasileira de Triatlo, o evento foi dividido em três partes. A primeira abordou a nutrição tradicional e o novo conceito de nutrição integrativa, sendo o tema apresentado por cinco palestrantes. A segunda falou sobre comidas vivas e nutrientes, tendo uma parte prática com o chef naturalista Douglas Valente. O último grande tema abordado no workshop foi Dietas da Moda.


Feira de negócios trouxe novidades

M

Médicos que estiveram no II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (Wosaam), realizado no último mês de outubro, puderam conferir de perto as novidades em termos de produtos e serviços oferecidos por farmácias magistrais e empresas de

outros segmentos voltados para a área de saúde. Empresários ouvidos pela revista Longevidade em Foco lembram que participar de eventos como o Congresso da Wosaam representa uma boa oportunidade não só de promover sua marca no mercado, mas também

de apresentar pessoalmente seus produtos e serviços de destaque. Foram gerados vários negócios, graças à possibilidade de aproximação com potenciais clientes ou parceiros, e ao fortalecimento do relacionamento com aqueles clientes já conhecidos.

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A Essentia aproveitou a feira para lançar a linha de produtos acabados Essential Nutrition

Almofariz: um dos destaques foram os suplementos para quem pratica atividades físicas

Essentia

Almofariz

Entre os expositores presentes ao evento esteve a Pharmacia Essentia, com sede em Florianópolis (SC). A marca aproveitou a feira de negócios para lançar sua linha de produtos acabados, a Essential Nutrition. Ana Maria Santana, diretora comercial da empresa, lembra que a nova linha reúne produtos de três segmentos: alimento, cosmético e suplementos. “A Pharmacia Essentia foi criada há oito anos e agora traz ao mercado essa nova marca, a Essential, que reúne 11 produtos, desenvolvidos por técnicos da empresa. Um deles é o chocolate protéico ChocoLift, com whey protein, proteína isolada do soro do leite, óleo de coco e fibras solúveis, sem açúcar e gordura trans”, comenta a diretora. Outro produto dentro da linha de alimentos é o adoçante natural SweetLift, feito à base de eritritol (uma espécie poliol, um álcool encontrado naturalmente em frutas e cereais, que não contém açúcar nem calorias e não deixa gosto residual) e extrato de melão chinês.

A Almofariz, marca com sede na capital paulista, também esteve presente ao evento. Regina Stela Guedes, diretora cientifica da empresa, lembra que os destaques apresentados no estande foram os suplementos manipulados pela farmácia voltados para quem pratica atividades esportivas. “Uma das novidades que levamos foi o Pré-treino Power, produto voltado para beneficiar o organismo nas atividades de pré-treino, feito com Creapure importada da Alemanha”, explica.

Outro produto da marca apresentado durante a feira de negócios foi o cosmético Essential Nails, um blend de óleos essenciais, encapsulado em nanopartículas, que permite a penetração do produto até a raiz da unha, trazendo sua saúde de volta em pouco tempo. O cosmético pode ser usado por pessoas com unhas quebradiças ou manchas brancas. Em seu estande, a empresa aproveitou ainda para apresentar sua linha de nutracêuticos, com destaque para o Super Ômega 3, um óleo de peixe de alta concentração, de alto padrão de pureza e qualidade. Com ação anti-inflamatória para vasos sanguíneos, músculos, cartilagens e articulações, o produto é o único Ômega 3 no país a contar com certificação da International Fish Oil Standards (Ifos).

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No mercado desde 1988, a Almofariz também aproveitou a feira para apresentar outros produtos da marca, como os fitoterápicos com Calda TermoPower com raspberry, cranberry, gengibre e cacau, indicados para uso de pacientes em tratamento contra a obesidade. A farmácia de manipulação é reconhecida no mercado pelo rigoroso processo de controle de qualidade de seus produtos, que envolve todas as etapas, desde as matérias-primas até os produtos acabados.

Grupo Tokarski O Grupo Tokarski, que reúne as farmácias de manipulação Roval, Farmacotécnica e Artesanal, aproveitou a grande concentração de médicos em um só lugar para reforçar sua participação no mercado, fortalecer laços com os clientes e incrementar seus negócios. Maria Alicia Ferrero, diretora da Farmácia Artesanal de Belo Horizonte, explica que a empresa apresentou em seu estande diversos artigos embasados em literatura, além de levar farmacêuticos que trabalham nas 40 unidades do grupo. A empresa, que mantém acordos de cooperação científica com universidades, como Federal de Pernambuco, PUC Goiás e Universidade de Brasília (UnB), trabalha com o conceito de farmácia magistral baseada em evidências para desenvol-


Farmácias do Grupo Tokarski apresentaram artigos embasados em literatura científica

vimento de fórmulas manipuladas com base em resultados positivos de estudos clínicos. As parcerias têm como objetivo viabilizar demandas de pesquisas e desenvolvimento de fórmulas para atender médicos e nutricionistas e casos clínicos específicos (como de alta complexidade terapêutica), usando os mais avançados aparatos tecnológicos, dentro do processo magistral. Os resultados desses trabalhos são publicados em periódicos científicos e em congressos nacionais e internacionais. “Nossos farmacêuticos trabalham no processo de manipulação em conjunto com o médico, apoiando a terapêutica, no dia a dia do consultório. São profissionais capazes de dar toda a sustentação ao médico na parte farmacológica”, lembra Maria Alicia. A farmacêutica Ana Lazara de Paula, responsável pelo Centro de Pesquisa e Tecnologia Farmacêutica, conta que o objetivo da participação é promover educação científica de qualidade para os médicos. “Não só vamos a feiras e outros eventos, como também realizamos cursos voltados para os prescritores, para que possam estar sempre se atualizando”, comenta.

Evidence A farmácia de manipulação Evidence, com sede em Fortaleza (CE), também esteve presente à feira de negócios que ocorreu paralelamente ao II Congresso da Wosaam. A marca aproveitou o evento para divulgar o Omega Tec HC 500 mg, óleo de peixe em cápsulas que faz parte da nova geração de Omega-3 e que é o primeiro produto nacional feito com o mais puro e concentrado “Omega-3 fish oil triglyceride form”. O produto vem se destacando no mercado em razão de sua exclusiva composição, com alta concentração de EPA (38%) e DHA (24%), além de

Uma das novidades da Evidence foi o Omega Tec HC 500 mg, óleo de peixe em cápsula

máxima absorção por dose. Entre os exclusivos benefícios para quem usa, o Omega Tec HC 500 mg oferece alta intensidade de Omega-3 para coração, cérebro e resposta fisiológica anti-inflamatória. Dona de um centro avançado de manipulação de medicamentos e correlatos, a farmácia de manipulação Evidence possui hoje uma das estruturas físicas mais desenvolvidas do Brasil, sendo capaz de realizar com maestria todos os seus processos técnicos, visando sempre à segurança e ao resultado terapêutico do cliente.

Medicare Com sede em São Bernardo do Campo (SP), a farmácia de manipulação Medicare também esteve presente à feira de negócios realizada durante o II Congresso Latino-Americano da Wosaam. Entre os produtos apresentados pela marca, um dos destaques foram os comprimidos sublinguais de HCG (gonadotrofina coriônica humana) para o tratamento de obesidade e sobrepeso. Márcia Miragaia Dias, farmacêutica responsável da Medicare, conta que a farmácia é a única do ramo a produzir comprimidos sublinguais com dosagens individualizadas, para dieta monitorada com HCG, um dos motivos da grande procura do produto em seu estande na feira. “Existem fórmulas injetáveis e em gotas, e a vantagem do nosso produto é a facilidade do uso”, explica. A empresa também aproveitou para lançar o Vade-mécum Hormonal, fôlder contendo explicações sobre o uso e as dosagens dos hormônios nas diversas pausas humanas, elaborado para facilitar a prescrição dos médicos. A farmácia também levou resultados de testes realizados que comprovam a eficácia da micronização das partículas dos hormônios bioidênticos nos géis transdérmicos por ela produzidos.

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Márcia Miragaia, da Medicare: destaque para comprimidos sublinguais de HCG

“A Medicare tem participado ativamente de eventos do porte do Congresso da Wosaam, colocando à disposição dos médicos todos os tipos de formulação magistral. Julgamos que a nossa participação na feira de negócios foi extremamente bem-sucedida”, diz Márcia.

Ottoboni A Ottoboni Comércio e Importação, empresa especializada na importação e venda de produtos para a área da saúde, que usa tecnologia diferenciada, aproveitou para divulgar balanças especializadas da Biospace, fabricante dos equipamentos InBody, líder mundial no desenvolvimento de analisadores de composição corporal de precisão. Márcio Pires, diretor da Ottoboni, conta que outro produto apresentado foi o Sistema de Calorimetria Indireta Spirostik-REE. Trata-se de um equipamento portátil capaz de determinar a taxa metabólica em repouso, incluindo dados sobre o quociente respiratório, com a estimativa da proporção entre os substratos energéticos metabolizados. “O equipamento permite a análise do metabolismo, mede o gasto calórico da pessoa, e os dados obtidos ajudam o tratamento da obesidade, entre outras aplicações”, comenta.

Márcio Pires, da Ottoboni: uma das novidades foi a balança Biospace

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Fábio Werli, da Tecbook: livros sobre nutrição clínica foram destaque

Tecbook Há três anos no mercado, a Livraria Tecbook, especializada no comércio de livros técnicos na área da saúde, também aproveitou o II Congresso Latino-Americano da Wosaam para divulgar produtos e serviços e ampliar sua rede de negócios. A empresa, que conta com três unidades em cidades mineiras – Alfenas, Juiz de Fora e Pouso Alegre –, mais uma em São Paulo, levou para seu estande livros sobre nutrição clínica, modulação clínica funcional e hormonal. Segundo Fábio Werli, diretor da Tecbook, além das lojas físicas, a empresa, que é gerenciada por profissionais com mais de 20 anos de experiência no mercado de livros, também conta com uma loja virtual, que atende a clientes de todo o país.

Zeusan Já a Zeusan, especializada no comércio de exportações e importações de produtos médico-odontológicos, apresentou durante a feira de negócios o Sistema ES Complex, um equipamento médico que conta com eletrossensores que, em conjunto com um software específico, mede parâmetros da fisiologia humana. Ao todo, são 30 principais parâmetros medidos no tempo de quatro minutos, com os resultados disponibilizados imediatamente, fornecendo uma avaliação completa de fatores de risco cardiometabólico. A empresa também aproveitou para divulgar em seu estande uma câmera para diagnóstico por imagem infravermelha, que representa um avanço no método de diagnóstico por termometria cutânea. As imagens térmicas geradas em alta resolução permitem detectar de forma precoce várias doenças, por meio de alterações fisiológicas importantes, auxiliando a terapêutica e o monitoramento de diferentes tratamentos.



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