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GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO E SEGURANÇA AUTOMOTIVA


EDITORIAL

Um jogo de pneus pode durar de 30.000 a 60.000 Km e um conjunto de embreagem de 30.000 a 120.000 Km, dependendo de como o veículo for utilizado. A simples substituição de uma coifa, que custa em torno R$ 20,00, pode evitar a perda da junta homocinética que pode chegar a R$ 300,00. Prof. Gildson Dantas Engenheiro mecânico pela UFBA com aperfeiçoamento em Tecnologia Automotiva pela FEI – Faculdade de Engenharia Industria de São Paulo. Possui mais de trinta anos de experiencia no setor automobilístico. Há onze anos participa do “Programa do Automóvel no Rádio”, transmitido pela Metrópole 101.3 FM

Um calço hidráulico, a quebra de uma correia dentada ou um superaquecimento do motor, além de deixar o veículo parado na rua, podem causar enormes prejuízos. A depender de vários fatores um veículo pode consumir uma quantidade bem maior de combustível para percorrer uma mesma distância. Pneus carecas ou com data de validade vencida, sistema de freios sem manutenção, mortecedores gastos ou defeituosos e falta de revisões periódicas, podem provocar sérios acidentes. No Brasil ocorrem 3000 acidentes de trânsito por dia com 96 mortes, isto representa mais de um milhão de acidentes por ano com 35.000 mortes. Como se pode observar os custos de manutenção de um automóvel podem ser reduzidos significativamente e muitos acidentes podem perfeitamente ser evitados, bastando para isto que se tenha certos conhecimentos básicos de como cuidar corretamente do seu automóvel. O projeto deste guia foi desenvolvido para que todos os proprietários de automóveis possam fazer uso dos seus veículos com mais segurança, menor consumo de combustível e gastando menos com a sua manutenção. GUIAPRÁTICO PRÁTICODE DEMANUTENÇÃO MANUTENÇÃOEESEGURANÇA SEGURANÇAAUTOMOTIVA AUTOMOTIVA GUIA

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sumário expediente Idealizadores: Prof. Gildson Dantas e Robson Guimarães Conteúdo: Prof. Gildson Dantas Coordenação de conteúdo: Professor Gildson Dantas e Robson Guimarães Produção Executiva: Prof. Gildson Dantas e Robson guimarães PROJETO GRÁFICO: anawê design estúdio diagramação: marcus cordeiro e saulo bomfim Impressão: GRASB - Gráfica Santa Bárbara

editorial

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CUIDADOS AO DIRIGIR NA CHUVA E EM VIAS ALAGADAS

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DIREÇÃO DEFENSIVA E ITENS DE SEGURANÇA ATIVA E PASSIVA

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CUIDADOS NA ESCOLHA DE UMA OFICINA OU O BARATO PODE SAIR CARO

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FATORES QUE INFLUENCIAM NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

MITOS E VERDADES SOBRE ÓLEO LUBRIFICANTE

12/13 SAIBA MAIS SOBRE OS PNEUS

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CALIBRAGEM DOS PNEUS

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LUZES DO PAINEL

MAUS HÁBITOS AO DIRIGIR QUE PODEM CAUSAR DANOS AO SEU VEÍCULO

22/23

MANUTENÇÃO PREVENTIVA É MAIS BARATA, PRÁTICA E MAIS SEGURA

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cuidados com a pintura

16/17 26 BATERIA FRACA, MOTOR DE ARRANQUE PIFADO?

algumas situações de emergência

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cuidados ao comprar um carro usado ebaixamento não adquira de sUSPENgato por ÇÃO: PERIGO lebre PARA A VIDA E PARA O BOLSO

10/11 20

28/29 como tranportar crianças

30 GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO EESEGURANÇA AUTOMOTIVA GUIA GUIA PRÁTICO PRÁTICO DE DE MANUTENÇÃO MANUTENÇÃO E SEGURANÇA SEGURANÇA AUTOMOTIVA AUTOMOTIVA


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CUIDADOS AO DIRIGIR NA CHUVA E EM VIAS ALAGADAS Tanto a chuva como as vias alagadas aumentam o risco de acidente e a ocorrência de defeitos nos automóveis.

Faça uma revisão completa do veículo, principalmente do sistema elétrico e sempre ande com os pneus em bom estado.

Com o tempo nublado e chuvoso, a visibilidade diminui, a eficiência dos freios fica comprometida e também aumenta a possibilidade de uma derrapagem e perda de controle do veículo, devido à lâmina d’água que se forma entre os pneus e o solo.

Com o tempo nublado ou chuvoso, ande devagar, mantenha distancia do veículo à sua frente, acenda os faroletes e redobre sua atenção.

A chuva forte e os alagamentos podem provocar infiltração na carroceria e estragar carpete e bancos, além de causar sérios danos ao motor, parte elétrica e outros componentes do veículo. A presença de umidade em cabos, velas e demais peças elétricas ou eletrônicas, podem provocar falhamento ou até mesmo a parada do motor. Um problema muito grave que pode ocorrer é o chamado calço hidráulico. Isto acontece quando a água entra no motor, causando grandes prejuízos.

Ao atravessar uma via alagada, o nível de água não pode estar acima da altura correspondente à metade da roda, ande sempre em 1ª marcha, para veículos com transmissão automática coloque a alavanca na posição “1” e se precisar parar o carro, mantenha o motor acelerado em ponto morto ou com o pé na embreagem. Se seu carro apresentar problemas, parar de funcionar e você perceber que o nível de água está subindo rapidamente, jamais tente dar partida no motor, isto reduz o risco de danos causados por um calço hidráulico, saia imediatamente do veículo e procure um local seguro, aguardando por socorro ou que a água baixe de nível até ser possível encaminhar seu carro para uma oficina.

O melhor seria não sair de casa e principalmente viajar em dias chuvosos, mas se isto não for possível, para que você não se envolva em acidentes ou fique parado na chuva em meio a uma via alagada, siga as seguintes recomendações: Verifique o estado das borrachas de vedação do veículo (portas, janelas e porta-malas) e também das coifas de proteção das juntas homocinéticas e da caixa de direção, não se esqueça de verificar as condições das palhetas do limpador do para brisa. GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO E SEGURANÇA AUTOMOTIVA


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DIREÇÃO DEFENSIVA E ITENS DE SEGURANÇA ATIVA E PASSIVA O que é direção defensiva? Direção Defensiva é o ato de conduzir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas (erradas) dos outros e das condições adversas (contrárias), que encontramos nas vias de trânsito. Por que praticar a direção defensiva? Pesquisas realizadas em todo o mundo, sobre acidentes de trânsito, apresentaram a seguinte estatística: - Apenas 6 % dos acidentes de trânsito têm como causa os problemas da via; - 30 % dos acidentes têm origem em problemas mecânicos; - A maioria dos acidentes, (64%) têm como causa, problemas com o condutor. Dentre os principais Problemas com o Condutor temos: - Dirigir sob o efeito de álcool ou substâncias entorpecentes; - Imprudência - trafegar em velocidade inadequada; - Imperícia - inexperiência ou falta de conhecimento do local; - Negligência - falta de atenção, falha de observação.

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O Condutor defensivo é aquele que adota um procedimento preventivo no trânsito, usando cautela e civilidade. O motorista defensivo não deve apenas conduzir o veículo, tem que pensar também em dirigir com segurança prevenindo-se contra acidentes, independentemente dos fatores externos e das condições adversas que possam estar presentes. Condutor defensivo é aquele que faz autocrítica, tem humildade, postura pacífica e consciência pessoal e coletiva para o trânsito. Dentro das diferentes técnicas de como conduzir defensivamente existem várias precauções que devem-se tomar ao iniciar uma jornada, mesmo sem ter conhecimentos especializados de mecânica, como forma de não se envolver-se em situações de risco em função de atrasos de horário, realizando o trajeto sem cometer infrações de trânsito ou abusos com o veículo, ou faltar com a cortesia devida, evitando envolver-se em acidentes ou provocar desentendimentos.


SEGURANÇA ATIVA E PASSIVA Os fabricantes de automóveis estão cada vez mais preocupados com a segurança que os veículos podem oferecer aos seus usuários. Este pode ser um fator determinante para o consumidor na hora de adquirir um carro novo. Atualmente, os carros mais modernos dispõem de inúmeros dispositivos e sistemas que visam preservar a integridade física de seus ocupantes. Alguns proporcionam um aumento de segurança ativa do veículo, outros aumentam a segurança passiva. Dispositivo de segurança ativa é aquele que tem

por finalidade criar condições favoráveis para que o acidente não ocorra, ou seja, assume uma função preventiva. É o caso, por exemplo, do sistema freio ABS, que aumenta a eficiência da frenagem, reduzindo o risco de uma derrapagem. Já o dispositivo de segurança passiva, não diminui a possibilidade de ocorrer o acidente, porém, caso ele aconteça, terá a função de amenizar os seus efeitos. O exemplo mais comum é o cinto de segurança. Conheça a seguir alguns dispositivos e sistemas de segurança, disponíveis nos automóveis modernos.

PARA AUMENTO DA SEGURANÇA ATIVA

PARA AUMENTO DA SEGURANÇA PASSIVA

Freio ABS - Controle eletrônico dos freios, que impedem o travamento das rodas, aumentando a eficiência da frenagem e diminuindo o risco de derrapagens nas curvas. Stress Bar - É uma barra de aço colocada transversalmente logo acima do motor, presa aos dois lados da carroceria, aumentando a resistência desta e diminuindo o esforço de torção do veículo nas curvas. Ajuste eletrônico de convergência das rodasControla automaticamente a convergência das rodas nas curvas, de acordo com a velocidade do veículo. Suspensão ativa - Através de sensores eletrônicos e dispositivos hidráulicos, permite que o veículo mantenha uma altura constante em relação ao solo, mesmo em pisos acidentados, além de diminuir a inclinação da carroceria ao efetuar curvas em velocidade. Check control - É um programa de autodiagnóstico, que permite identificar os possíveis defeitos ocorridos em algum sistema

Airbag - Bolsa instalada na parte interna do veículo, que infla-se instantaneamente em caso de choque frontal, amortecendo o impacto dos passageiros com o painel ou volante do carro. Alguns fabricantes já desenvolveram o air-bag lateral, que tem o mesmo princípio de funcionamento, porém com a finalidade de amenizar o impacto provocado por choques laterais. Carroceria com estrutura diferenciada de deformação - Em caso de acidente, as partes dianteiras e traseiras do veículo absorvem a maior parte da energia do impacto, preservando o habitáculo dos passageiros. Interruptor inercial de Combustível - É uma válvula localizada no sistema de alimentação que se fecha automaticamente em caso de tombamento do veículo, evitando o vazamento de combustível e reduzindo risco de incêndio. Volante absorvedor de energia - Construído com material maleável que em caso de acidente deforma-se ao ser pressionado contra o corpo do motorista. Barras de proteção laterais- São barras de aço

do veículo através de sinais fornecidos no próprio painel do automóvel. Sistema aerodinamicamente ativo - Os dispositivos aerodinâmicos da carroceria (aerofólios, spoilers, saias laterais) são ajustados automaticamente de acordo com a velocidade do veículo, aumentando sua estabilidade e aderência em curvas. Direção hidráulica progressiva/regressiva - A atuação do sistema hidráulico diminui à medida que a velocidade do veículo aumenta, evitando que a direção fique sensível (leve) demais a ponto de tornar difícil o controle do carro. EBD (Eletronic Brake Distribuition) - Através de sensores eletrônicos, o esforço de frenagem entre as rodas é distribuído de forma homogênea, melhorando a estabilidade do veículo. Controle de tração - Evitam que as rodas patinem, mesmo em pisos escorregadios. Juntamente com o sistema de freios ABS, garante a aderência do veículo ao solo, principalmente em curvas.

localizadas nas laterais do veículo, que reforçam a carroceria contra impactos laterais. Motor com proteção antiesmagamento - Em caso de choque frontal violento, o motor é projetado para debaixo do carro sem atingir o habitáculo dos passageiros. Bancos com estrutura Antimergulho - São projetados de tal forma que, em caso de acidente, impedem que os ocupantes sejam “jogados” para debaixo do painel. Cintos de segurança com pré-tensionador - Este modelo de cinto possui um dispositivo que se retrai automaticamente, segurando o passageiro com firmeza ao banco em caso de colisão do veículo. Coluna de direção retrátil - Em caso de choque frontal, esta se contrai sem atingir o motorista. Isto é possível porque ela não é uma peça inteiriça, sendo composta normalmente de duas partes com formato telescópico ou articulado. Pedais auto desarmáveis Em caso de acidente os pedais se desarmam automaticamente para evitar lesões nos pés do condutor do veículo.

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8 CUIDADOS NA ESCOLHA DE UMA OFICINA OU O BARATO PODE SAI CARO Todos os componentes do automóvel sofrem um desgaste natural em função da quilometragem ou do tempo de uso, além de sofrerem danos em decorrência de algum acidente. Por isso mais cedo ou mais tarde terão que ser substituídos e o veículo deverá ser encaminhado para uma oficina mecânica, um centro automotivo especializado, ou mesmo um profissional autônomo.

Os sistemas automotivos estão cada vez mais sofisticados e para que sejam reparados é necessário qualificação profissional e a utilização de ferramentas e equipamentos apropriados. Veja a seguir os problemas mais comuns enfrentados pelos donos de automóveis quando encaminham seus veículos para uma oficina, e as medidas que se pode tomar para evitar despesas desnecessárias e perda de tempo.

PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER COM SERVIÇOS DE OFICINA

CUIDADOS A SEREM TOMADOS

• Troca de peças e realização de serviços desnecessários; • Utilização de peças de má qualidade; • Realização de serviços sem atender as normas técnicas adequadas; • Cobrança de peças sem ter havido a troca ou serviços que não foram realizados; • Preços abusivos de peças e mão de obra; • Não cumprimento de prazos; • O defeito persistir após serviço dado como concluído; • Surgimento de outros defeitos em decorrência do serviço realizado; • Inexistência de garantia dos serviços e peças aplicadas; • Não fornecimento de nota fiscal de serviços e peças; • Danos no veículo enquanto esteve na oficina; • Extravio de objetos deixados no veículo; • Furto de combustível.

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• De preferência realizar o serviço em uma oficina conhecida, ou indicada por algum amigo; • Solicitar orçamento prévio, constando informa ções como: garantia do serviço e peças, prazo de entrega e condições de pagamento; • Se houver dúvidas, fazer orçamento em outras oficinas; • Observar condições de organização e higiene do ambiente de trabalho, inclusive da administração; • Observar nas paredes a existência de diplo mas técnicos dos mecânicos ou certificações de qualidade da oficina; • Solicitar a devolução das peças substituídas; • Exigir a utilização de peças de marcas con ceituadas no mercado; • Evitar deixar pertences de valor no veículo; • Fazer uma vistoria do veículo antes e após a realização do serviço; • Exigir nota fiscal de peças e serviços com informações claras a respeito das condições de garantia; • Verificar o nível de combustível antes e depois de realizar o serviço; • Testar o carro antes de ir embora.


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FATORES QUE INFLUÊNCIAM NO Componentes mecânicos que não estejam em boas condições, podem provocar desperdício de combustível ao gerar resistências para movimentação das peças do motor ou do próprio veículo. Já os componentes elétricos, não devem impedir ou atrapalhar a passagem da corrente elétrica, que deve chegar às velas com intensidade necessária para gerar uma centelha forte, o suficiente para queimar toda a mistura ar/combustível. Através dos sensores, os componentes eletrônicos captam informações referentes às condições de funcionamento do motor, que por sua vez as enviam para o módulo (computador), que processa estas informações e envia ordens para os atuadores, que são os bicos injetores, a bomba elétrica de combustível e o atuador de marcha lenta.


NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL Se estas informações não forem captadas, transmitidas e processadas de forma correta, resultará, sem dúvidas, em aumento do consumo de combustível. Portanto, é imprescindível que todos estes componentes eletrônicos estejam funcionando corretamente. Por fim, maus hábitos ao dirigir, também podem ser responsáveis por um aumento significativo do consumo de combustível, além da redução da vida útil de vários componentes do veículo. É evidente que alguns fatores influenciam mais que outros no que diz respeito ao consumo. Mas, com certeza, a somatória de todos, ou mesmo de alguns deles, farão diferença na hora de abastecer. Veja a seguir o que pode provocar o aumento de consumo de combustível:


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MITOS E VERDADES SOBRE O ÓLEO LUBRIFICANTE Como eles surgem, não sabemos, mas a realidade é que existem muitos mitos envolvendo o óleo do motor. Alguns deles fazem com que você gaste mais do que o necessário, enquanto outros podem provocar sérios danos ao motor ou reduzir a sua vida útil. Geralmente esses mitos são transmitidos por pessoas leigas ou até mesmo por profissionais que não possuem o devido conhecimento técnico a respeito dos produtos. Veja a seguir alguns mitos referentes ao óleo lubrificante e saiba qual a verdade com relação a eles.

OS MITOS E AS VERDADES Existem tipos de óleo para serem trocados com 5.000, 10.000, ou 20.000Km rodados. Falso. Quem determina a quilometragem de troca do óleo do motor é sempre o fabricante do veículo e não o fabricante do óleo. Em nenhuma embalagem de lubrificante você encontrará este tipo de informação. Portanto não existe óleo para 5.000, 10.000 ou 20.000 Km. Não há problema algum verificar o nível do óleo enquanto se abastece o veículo. Falso. Para este procedimento ser correto, o carro deve estar sempre sobre uma superfície plana e recomenda-se aguardar alguns minutos para que o óleo retorne ao carter e assim seja possível fazer uma medição correta do nível. O óleo deve ser trocado quando sua aparência está escura. Falso. É normal o óleo escurecer após um tempo de uso, mas isso não significa que está na hora de ser trocado. O certo é seguir a orientação constante no manual do veículo. GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO E SEGURANÇA AUTOMOTIVA

Se eu utilizar um óleo sintético ou com especificação acima da recomendada pelo fabricante do veículo, posso exceder a quilometragem de troca. Falso. Nunca ultrapasse a periodicidade de troca determinada pelo fabricante do veículo, mesmo que você utilize um lubrificante de melhor qualidade. Posso completar o nível com um óleo diferente daquele que já se encontra no motor. Falso. Sempre que for necessário completar o nível do óleo, utilize um lubrificante da mesma marca e especificação técnica. É possível avaliar as condições de viscosidade do óleo através das pontas dos dedos. Falso. Este método não utiliza nenhum critério técnico seguro que possa avaliar as verdadeiras condições de viscosidade ou níveis de contaminação e desgaste do óleo lubrificante. Quanto mais grosso for o óleo, melhor será a sua eficiência para lubrificar o motor. Falso. Se o óleo for muito fino (pouco viscoso), não evitará o atrito entre as peças, porém se for muito grosso (muito viscoso), não será possível penetrar nos pequenos espaços existentes entre as peças em movimento.


13 Posso resolver o problema de folgas internas do motor utilizando um óleo mais grosso (mais viscoso) que o recomendado. Falso. Este procedimento apenas encobre o defeito, mas em hipótese alguma resolve o problema em definitivo. Se meu carro também funciona com GNV, então devo trocar o óleo com uma periodicidade menor que a recomendada pelo fabricante do veículo. Falso. A combustão do GNV gera menos resíduos de carbono se comparada a combustão da gasolina, portanto não precisa diminuir a periodicidade de troca do óleo. Toda vez que trocar o óleo, devo também substituir o filtro. Verdadeiro. Se não trocarmos também o filtro, o óleo que fica retido no seu interior, aproximadamente meio litro, pode vir a contaminar o novo.

Se eu já utilizo um óleo de boa qualidade, então não devo colocar aditivos que são vendidos separadamente. Verdadeiro. Os óleos que atendem às especificações internacionais já possuem aditivos específicos e na dosagem adequada para garantir o bom funcionamento e uma vida útil longa para o motor do seu automóvel. Devo efetuar a troca do óleo baseado não apenas na quilometragem do carro, mas também no período de tempo determinado pelo fabricante do veículo. O que vencer primeiro. Verdadeiro. O óleo pode se oxidar, sofrer contaminação por produtos resultantes da combustão ou reagir com substancias presentes em combustíveis adulterados e perder suas propriedades, antes de vencer o limite por quilometragem.

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Os pneus exercem função extremamente importante nos automóveis. São eles que fazem a ligação entre o veiculo e o solo, portanto, influenciam diretamente na segurança, no conforto, na dirigibilidade, no desempenho e no consumo de combustível. A escolha do pneu deve estar de acordo com as características técnicas e a finalidade de uso do veículo; passeio, esportivo, utilitário ou de uso misto. Não é por simples questão de estética que os diversos tipos de automóveis são equipados com pneus com dimensões e características diferentes. Quanto mais largo for o pneu, maior estabilidade terá o veiculo, porém, maior será a resistência ao rolamento e o consumo de combustível. Pneus mais estreitos proporcionam menos estabilidade, porém, oferecem menor resistência a movimentação do veículo e menor consumo de combustível. Pneus com a lateral alta proporcionam mais conforto, porém reduzem a estabilidade. Já os pneus com a lateral baixa, são mais estáveis e menos confortáveis. Por isso que os veículos esportivos (que priorizam desempenho) vêm equipados com pneus largos e de perfil baixo. Já os carros populares possuem pneus estreitos e de perfil alto (priorizam conforto e economia). Nas laterais dos pneus existem inscrições que trazem informações bastante úteis ao proprietário do veículo. Tomemos como exemplo o que significa um pneu com a seguinte inscrição: 185 60 14 R 88 H GUIA PRÁTICO PRÁTICO DE DE MANUTENÇÃO MANUTENÇÃO EE SEGURANÇA SEGURANÇA AUTOMOTIVA AUTOMOTIVA GUIA

185 - É a largura da banda de rodagem medida em milímetros. 60 - Representa a altura da lateral do pneu em relação à largura (percentualmente), neste exemplo a altura é igual a 60% da largura. 14 - É a medida do diâmetro interno do pneu, em polegadas. R - Indica que o pneu é radial. 88 - Se refere ao peso máximo suportado pelo pneu. H - Representa a velocidade máxima admissível para o pneu (vide tabela).


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CALIBRAGEM DOS PNEUS PRESSÃO NA MEDIDA CERTA A verificação periódica da pressão dos pneus é um procedimento simples e muito mais importante do que se pode imaginar. Pneus descalibrados podem provocar: aumento do consumo de combustível, redução da vida útil e risco de corte dos pneus, diminuição da aderência do veículo ao solo, redução da estabilidade, desgaste prematuro de vários componentes, principalmente dos sistemas de suspensão e direção, e acima de tudo comprometimento das condições de segurança do veículo.

CUIDADOS DURANTE A CALIBRAGEM A verificação periódica da pressão dos pneus é um procedimento simples e muito mais importante do que se pode imaginar.

Pneus descalibrados podem provocar: aumento do consumo de combustível, redução da vida útil e risco de corte dos pneus, diminuição da aderência do veículo ao solo, redução da estabilidade, desgaste prematuro de vários componentes, principalmente dos sistemas de suspensão e direção, e acima de tudo comprometimento das condições de segurança do veículo.

PERIODICIDADE DE CALIBRAGEM O ideal é calibrar os pneus pelo menos a cada 15 dias, ou sempre que você for fazer uma viagem. Se durante o período entre uma calibragem e outra o pneu tiver baixado muito a pressão, certamente está ocorrendo algum escapamento de ar, que pode ser causado por: um furo no pneu, defeito na válvula, má vedação entre a borda do pneu e a jante, ou má vedação entre a válvula e o orifício da roda onde ela é fixada.

CONSEQUÊNCIAS DE RODAR COM PNEUS DESCALIBRADOS Pressão acima da recomendada

Redução do atrito entre o veículo e o solo, aumentando o risco de derrapagem e perda do controle da direção. Desgaste mais acentuado no centro da banda de rodagem do pneu, reduzindo a sua vida útil. Trepidação do veículo, devido a diminuição da capacidade de absorção de impactos, provocando danos em componentes de vários sistemas, como suspensão, direção, transmissão e a própria carroceria. Se a pressão estiver muito acima da normal, também aumentará o risco de explosão do pneu.

Pressão aBAIXO Da recomendada

Aumento do consumo de combustível. Desgaste mais acentuado nas extremidades da banda de rodagem do pneu, reduzindo a sua vida útil. Aumento do risco de corte do pneu ao cair em um buraco ou sofrer algum outro tipo de impacto. Diminuição da estabilidade do veículo, aumentando o risco de acidente. Maior esforço para girar o volante de direção em manobras

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16 LUZES DO PAINEL Você etá dirigindo seu carro e de repente uma luz acende no painel. O que fazer? Continuar rodando ou parar imediatamente e chamar o reboque? Para tomara a decisão correta, a primeira coisa é entender o que está acontecendo.

Aviso de não utilização do cinto de segurança: lembre-se que além de perigoso, é proibido andar sem o cinto.

Pressão do óleo: problema grave com a lubrificação do motor, significa que a pressão do óleo está baixa e se continuar funcionando o motor pode fundir e o custo de reparação será altíssimo. Pare o carro e chame o socorro.

Freio de mão: Indica que a alavanca do freio de mão está puxada, ou, em alguns carros, esta mesma luz pode indicar também problemas no sistema de freios. Passe a andar com velocidade moderada e corrija o problema o mais rápido que puder.

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Bateria: Se acender com o motor em funcionamento significa que a bateria não está sendo recarregada adequadamente pelo alternador, podendo descarregar totalmente e o carro parar no meio da rua. Não demore para procurar uma auto-elétrica e resolver o defeito.

Gerenciamento do sistema de injeção eletrônica: acende para avisar que algum componente do sistema de injeção está com problema, não há necessidade de parar o veículo de imediato, mas procure resolver o problema o mais rápido possível. Não demore para procurar uma auto-elétrica e resolver o defeito.


Luz do ABS: ABS é o sistema que impede que as rodas do carro travem numa freada mais forte. Avisa que o sistema está com algum problema. Portas abertas: Indica que alguma porta do carro não foi fechada corretamente e poderá se abrir em movimento.

Fluido de freios com o nível baixo: Procure um mecânico o quanto antes se ela acender, pois indica que o sistema de freios está com problema.

Super aquecimento: Problema grave no sistema de arrefecimento, pare o carro imediatamente e chame o socorro. Se você persistir, o aquecimento excessivo poderá provocar sérios danos no seu motor e causar um grande prejuízo para o seu bolso.

Desembaçador traseiro: Essa luz acende para avisar que o desembaçador do vidro trazeiro está ligado. tanque na reserva: Alguns carros flex também têm uma luz parecida que indica a falta de gasolina no reservatório de partida a frio. Sem gasolina neste reservatório e funcionando com álcool, o carro fica muito difícil de pegar se a temperatura ambiente estiver muito baixa.

Farol de neblina: Significa que está ligado. Procure usar este equipamento apenas quando for realmente necessário. Indicador de farol alto ligado: Deve-se estar atento ao usar o farol alto para não ofuscar a visão do motorista que trafega em sentido contrario.

Faróis estão acesos: Apenas um alerta para que você não saia à noite com os faróis apagados ou saia do veículo com eles acesos.

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Pisca alerta: se somente com o carro parado. Ligar o pisca alerta com o carro em movimento (como em dias de neblina ou de chuva, por exemplo), é um perigo muito grande, pois os outros motoristas podem pensar que você está parado e provocar um acidente.

Lâmpada queimada: Alguns carros possuem este recurso que avisa se alguma lâmpada queimou.

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E agora, como dar partida no motor? Com certeza esta é uma situação que muitos motoristas já passaram. Se seu carro possui seguro ou algum outro tipo de assistência, acionar estes serviços é a melhor opção. Mas se você não dispõe dessas facilidades, ou se encontra em uma área fora dos limites de atendimento, ou mesmo não está a fim de esperar pelo socorro, existem alternativas emergenciais para sair desta situação embaraçosa.

È sempre bom lembrar que estas são alternativas emergenciais, para que você não fique na rua ou na estrada, muitas vezes em situação de risco. O correto é corrigir a causa do problema o mais rápido possível. Um detalhe importante é que nem sempre o motivo pelo qual seu carro não dá partida esta na bateria ou no arranque, o problema pode ter várias causas que devem ser investigadas e resolvidas em definitivo.

BATERIA FRACA, MOTOR DE ARRANQUE PIFADO? Primeira opção: Partida utilizando bateria auxiliar (bateria sem carga) Esta é a opção mais indicada para não causar danos ao seu carro, porém, requer que você disponha de outro veículo ou outra bateria em boas condições e cabo elétrico duplo com garras de fixação em suas extremidades. 1. Com os veículos desligados, conecte o pólo positivo da bateria do carro com defeito com o pólo positivo da bateria auxiliar do outro veículo. 2. Em seguida faça o mesmo procedimento com relação aos pólos negativos. Muito cuidado, tem que conectar positivo com positivo e negativo com negativo, se houver inversão na ligação, causará sérios danos aos componentes eletrônicos do motor.

3. Dê a partida normalmente no seu carro. 4. Após este pegar, não desligue o motor. 5. Para finalizar, solte os cabos auxiliares, primeiramente o negativo, depois o positivo.

ignição sem dar partida no motor. 2. Pise na embreagem e engate a terceira marcha do carro 3. Sem tirar o pé da embreagem, peça para empurrar o veículo ou se estiver em uma descida solte o freio de mão e Segunda opção: o popular, pegar no tranco espere o carro se movimentar. ou no tombo. 4. Ao atingir certa veNeste caso é necessário que o carro esteja em uma locidade (20 ou 30km/h), tire o pé da embreagem descida, ou você possa e ao sentir que o motor contar com o auxilio de pegou, pise de novo na duas ou mais pessoas embreagem, pare o carro, para empurrar o veículo. desengate a marcha e Esta opção não pode ser utilizada em veículos com acelere um pouco mais transmissão automática e para o motor não estancar. só deve ser aplicada em Terceira opção: com situação de emergência, o veículo suspenso pois além de correr o risco de causar danos ao 1. Puxe o freio de mão. 2. Engate a quinta marcha catalisador, o motor não do carro. foi projetado para dar 3. Ligue o contato da partida dessa forma. ignição sem dar partida 1. Ligue o contato da

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no motor. 4. Levante o carro do chão utilizando o macaco e deixando uma das rodas de tração suspensa. 5. Utilizando as mãos, gire com força a roda de tração que está suspensa, no mesmo sentido de como o carro fosse se movimentar para frente (sentido anti-horário). 6. Faça quantas tentativas forem necessárias até o motor pegar. 7. Após o motor pegar, desengate a marcha do carro sem arriar o macaco. 8. Com o carro desengrenado, arrie o macaco. 9. Recolha as ferramentas e saia normalmente com o carro. Obs.: Nunca se esqueça de desengrenar o veículo, antes de arriar o macaco.


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REBAIXAMENTO DA SUSPENSÃO: PERIGO PARA A VIDA E PARA O BOLSO Com o objetivo de dar uma aparência mais esportiva ao seu automóvel, ou até mesmo achando que dessa forma aumentará o seu desempenho, muitas pessoas rebaixam a suspensão do carro, simplesmente cortando algumas espiras (voltas) das molas, sem saber que este procedimento trará uma série de problemas para o veículo. São as molas que exercem a função de absorver as irregularidades das pistas evitando que impactos e vibrações sejam transmitidos para diversos componentes, tanto da suspensão como também de outros sistemas do automóvel tais como direção e carroceria. Quando se reduz as medidas das molas, diminui também a sua capacidade de absorver e dissipar os impactos provocados por buracos, pedras, quebra molas ou qualquer outra irregularidade por onde se trafega, provocando trincamento da carroceria, folgas, desgaste dos pneus, amortecedores e rolamentos, além de causar danos no escapamento, catalisador e na parte inferior do veículo, devido a pouca altura em relação ao solo.

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Em veículos de competição, conforto, economia e durabilidade não são colocados como prioridade, o que se busca é o melhor aproveitamento da potência disponível pelo motor e nesse caso a suspensão é rebaixada ao máximo, aumentando a estabilidade em função de dois fatores: menor altura entre o centro de gravidade e o solo e redução da quantidade de ar que se desloca sob o veículo. Em automóveis de passeio ou utilitários, o projeto da suspensão tem que ser compatível com a potência do motor e demais características construtivas. Lembre-se que alterar as medidas originais compromete a durabilidade, o conforto e a segurança do veículo. Algumas empresas especializadas já fazem o rebaixamento da suspensão seguindo critérios técnicos específicos de acordo as normas de segurança veicular e conforme é determinado por lei.


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22 DIRIGIR COM O PÉ APOIADO SOBRE O PEDAL DE EMBREAGEM VOCÊ PODE Acelerar o desgaste do conjunto platô, disco e rolamento, que são os principais componentes do sistema de embreagem, além de aumentar o consumo de combustível. ANDAR COM O TANQUE DE COMBUSTÍVEL SEMPRE NA RESERVA A bomba elétrica do sistema de injeção é refrigerada pelo próprio combustível armazenado no tanque. Se o nível estiver sempre baixo, esta refrigeração será insuficiente, provocando a queima da bomba ou a redução da sua vida útil. FAZER MEIA EMBREAGEM POR TEMPO PROLONGADO Tem o mesmo efeito que dirigir com o pé apoiado no pedal da embreagem. Desgaste acelerado do platô, disco e rolamento e maior consumo de combustível. TRAFEGAR UTILIZANDO MARCHA INADEQUADA Use sempre a marcha de acordo com a velocidade ou a necessidade de força do veículo. Caso contrário causará danos no conjunto motor/transmissão e também elevará o consumo de combustível. UTILIZAR O FREIO DE MÃO COM O CARRO EM MOVIMENTO O freio de mão foi projetado apenas para manter o veículo parado após a velocidade ser reduzida a zero. Utilizar o freio de mão com o carro em movimento pode provocar a quebra ou acelerar o desgastes dos seus componentes.

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23 TRAFEGAR EM DESCIDAS COM O CARRO EM PONTO MORTO Este procedimento é bastante perigoso, pois compromete a estabilidade e a aderência do veículo ao solo, diminui a eficiência de frenagem em caso de emergência, provoca um maior desgaste dos freios e por incrível que pareça, faz o carro consumir mais combustível. Com o veículo engrenado o motor não estanca e o veículo se desloca devido ao próprio peso. Como nesse caso não há necessidade de combustível, o sistema de injeção eletrônica corta o fornecimento. CAIR EM BURACO OU BATER EM UM OBSTÁCULO COM AS RODAS TRAVADAS Se você perceber que será inevitável cair em um buraco ou passar com velocidade por um quebra molas, reduza ao máximo a velocidade, mas no momento da pancada é melhor deixar as rodas livres e se possível pise no pedal da embreagem. Desta forma os sistemas de direção, suspensão, transmissão, freios e carroceria dissiparão melhor o impacto devido à queda ou a batida. DAR PARTIDA NO MOTOR COM EQUPAMENTOS ELÉTRICOS LIGADOS Dar partida no motor é a situação que exige de todo o sistema elétrico do carro, principalmente da bateria. Fazer com que o motor dê as primeiras voltas, tirando ele do seu estado de inércia (imobilidade) exige um esforço muito grande. Por isso é recomendável que antes de ligar o carro verificar se todos os equipamentos elétricos estão desligados como: som, desembaçador dos vidros, faróis, luzes internas, ventilador e ar condicionado. POSICIONAR O BANCO DO MOTORISTA MUITO ATRÁS É comum, notadamente entre os condutores mais jovens, colocar o banco do motorista muito afastado do volante, fazendo com que o pé esquerdo não possa acionar por completo o pedal da embreagem, provocando engates imprecisos das marchas, principalmente a ré. Isto provoca danos e acelera o desgaste de vários componentes da transmissão como platô, disco e rolamento da embreagem, garfo e trambulador da alavanca, engrenagens e sincronizadores da caixa de marcha. GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO E SEGURANÇA AUTOMOTIVA


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MANUTENÇÃO PREVENTIVA É MAIS PRÁTICA, MAIS BARATA E MAIS SEGURA RESUMO DO QUE VOCÊ GANHA COM A PRÁTICA DE UMA MANUTENÇÃO PREVENTIVA EFICIENTE • • • • • • • • •

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Menor consumo de combustível; Menor consumo de lubrificantes; Menor desgaste de pneus; Economia com peças de reposição; Economia com mão de obra para reparos; Redução de tempo gasto com veículo parado em oficina; Evita transtorno causado por quebra ou defeito do veículo ocorrido na rua ou em estrada; Aumento da segurança quanto à prevenção de acidente; Aumento da segurança quanto a ocorrência de defeito ou quebra em local ou horário perigoso (risco de assalto); Além do custo menor a manutenção preventiva pode ser programada para uma ocasião em que seja mais conveniente para a paralisação do veículo; Com a diminuição da necessidade de encaminhar o veículo para reparos, evita-se também possíveis aborrecimentos em oficinas; Confiança e tranqüilidade ao dirigir; Valorização do veículo na hora da venda.

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CUIDADOS PARA AUMENTAR A VIDA ÚTIL DO SEU VEÍCULO CARROCERIA • Lavar pelo menos uma vez por semana e sempre que transitar pela • orla marítima ou retornar da praia; • Aplicar cera protetora a cada seis meses; Dentro do possível abrigar o veículo de sol, poeira, umidade e maresia; • Reparar com brevidade pequenos pontos de ferrugem, ou arranhões profundos que deixem a mostra a chapa de aço. MOTOR • Efetuar a troca de óleo de acordo com a recomendação do fabricante; • Só utilizar lubrificante de boa qualidade (multiviscoso e aditivado); • Efetuar a manutenção periódica de acordo a orientação do fabricante; • Utilizar, de preferência, combustível aditivado e abastecer em postos confiáveis; • Evitar altas rotações por período prolongado; • Não exigir demais do motor, até que este atinja a temperatura normal de trabalho; • Manter-se alerta às luzes de advertência do painel; • Ficar atento para possíveis vazamentos (observar a parte inferior do carro durante a troca do óleo, enquanto o veículo estiver suspenso).


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PNEUS Fatores que reduzem a sua durabilidade Calor; Excesso de velocidade; Sobrecarga; Pressão incorreta (excesso ou falta); Rodas desbalanceadas; Direção desalinhada; Folga ou empeno na suspensão; Molas e amortecedores gastos; Rolamentos gastos, danificados ou com folgas; Jantes empenadas; Impactos; Agentes químicos (derivados de pretróleo).

CUIDADOS • Evitar sobrecarga e Impactos; • Alinhar a direção e balancear a cada 10.000km ou 6 meses; • Calibrar semanalmente. TRANSMISSÃO • Evitar fazer meia embreagem desnecessariamente; • Verificar regularmente o estado das coifas de proteção das juntas homocinéticas; • Verificar vazamentos e nível do lubrificante. DIREÇÃO • Verificar periodicamente; • Nível de fluido (direção hidráulica); • Estado das coifas dos braços de direção .

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CUIDADOS COM A PINTURA Para conservar a pintura do carro devem-se tomar alguns cuidados em relação à chuva, maresia, poeira, fezes de pássaros e até seiva de árvores lesam o verniz dando o aspecto de desgaste à pintura, seja ela sólida, metálica ou perolizada.

A diferença entre a cera comum e a cera cristalizadora é que a primeira sai após cerca de quatro lavagens. Já a segunda, adere melhor e fica por mais tempo sobre a pintura. Dura em média 25 lavagens.

No caso das cores mais escuras o cuidado tem de ser maior e até na lavagem é preciso ter cautela. O produto para a lavagem pode tanto ser xampu específico para automóveis, quanto uma cera que substitua o xampu dando brilho extra à pintura.

Pequenos riscos e amassados devem ser consertados o quanto antes, pois podem "abrir as portas" para a oxidação da lataria. Na maioria das vezes, o famoso martelinho de ouro, a micropintura e o próprio polimento são suficientes para reparar danos leves.

Quando a carroceria fica sem brilho é necessário dar um polimento. Trata-se de um serviço que prepara a mesma para receber a cera e lustrando o verniz. Após o polimento, pode-se ainda aplicar cera comum, ou cera cristalizadora (processo de cristalização). Um serviço completa o outro. Se passar a cera sobre o verniz fosco e não fizer o polimento antes os defeitos podem ficar mais evidentes. A cera protege o resultado obtido pelo polimento.

Casos mais graves requerem o trabalho de oficinas especializadas em funilaria. Ao escolher uma, leve em conta o ambiente - que deve ser limpo -, o histórico de trabalhos e o nível de organização dos funcionários. Outro fator que pode influenciar na qualidade do serviço de repintura é a disponibilidade de estufa, para que o carro possa secar.

DICAS PARA CONSERVAR A PINTURA DO SEU CARRO • Lave uma vez por semana ou quando pegar poeira ou barro, após chuvas e principalmente após a praia. • Lave na sombra para evitar que os raios solares junto com os produtos químicos causem manchas na lataria • Antes de lavar o carro, verifique se não há partículas sólidas como grãos de areia sobre a lataria • Enxágüe a lataria primeiramente com água e depois então com água e sabão • Use algodão prensado para polimento para enxaguar o carro • Quando voltar da praia, lave o carro imediatamente. A maresia é um dos fatores que mais agridem a pintura. • Seque bem a lataria do veículo para evitar manchas • Realize o polimento da pintura a cada seis meses • Após a aplicação da cera, dê o brilho com uma flanela sempre com movimentos circulares

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• A cera não deve secar na lataria por muito tempo, por isso, aplique pequenas quantidades em pequenas áreas do carro e não no carro todo de uma vez só • Se possível de 6 em 6 meses faça uma cristalização que é a aplicação de uma espécie de cera cristalizadora porém feito através de máquinas próprias para isso • Ao abastecer o carro, verifique se a gasolina não respingou na lataria, pois isso com certeza manchará a pintura. Se pingar, lave imediatamente • Caso o carro fique estacionado por muito tempo (dias), cubra-o com uma capa para evitar a exposição ao sol, poeira, vento e chuva • Aplique preferencialmente cera cristalizadora uma vez por mês com estopa


27 ALGUMAS SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

QUEDA EM BURACO

SISTEMA ELÉTRICO

PÁRA-BRISA QUEBRADO

Se o impacto for muito grande, pare o carro no acostamento e verifique se a pancada provocou vazamento de ar pela borda da jante. Observe a luz do óleo e as demais luzes de advertência situadas no painel do carro e, na primeira oportunidade, passe em um posto ou oficina e verifique se o veículo sofreu algum dano mais grave na parte inferior.

Se de repente algum componente elétrico parar de funcionar, como, por exemplo, farol, buzina ou sinaleira, verifique se há algum fusível queimado e substitua por outro de igual amperagem. A trepidação causada por uma via muito esburacada ou com superfície irregular, muitas vezes provoca folga entre as conexões elétricas e também a queima de lâmpadas.

Caso seu carro tenha o pára-brisa quebrado durante uma viagem, as seguintes mediadas são recomendadas: 1. Retire o pára-brisa quebrado, ou o que sobrou dele, pois além de atrapalhar a sua visão ele pode provocar um acidente se soltando e caindo sobre você e o carona. 2. Mantenha distância do veículo da frente para não ser atingido por pedras levantadas pelas rodas trazeiras do mesmo. 3. Redobre o cuidado quando estiver atrás ou quando cruzar com caminhões com carga exposta, que pode cair da caçamba e atingir o interior do seu carro. 4. Feche totalmente os vidros de todas as portas para evitar turbulência devido ao deslocamento do ar, comprometendo a estabilidade do veículo. 5. Evite seguir viagem sem o pára-brisa, fazendo o reparo na primeira oportunidade.

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CUIDADOS AO COMPRAR UM CARRO USADO não adquira gato por lebre Quando compramos um carro novo, sabemos que ele não possui multas, nunca esteve em nome de outra pessoa, nunca foi roubado, não foi batido, nunca teve problemas de documentação, nunca teve problemas por falta de manutenção, o máximo que pode ocorrer é um defeito de fabricação, mas que é

coberto pela garantia de fábrica. Infelizmente não podemos dizer o mesmo de um carro usado, justamente pelo fato dele já ter sido de propriedade de outras pessoas, estar sujeito a uma série de problemas que podem ser evitados se tomarmos alguns cuidados antes e após a sua compra.

antes de fechar o negócio ANTES DE FECHAR NEGÓCIO

CARROCERIA E MECÂNICA

• Documentação do ano em curso - IPVA (quitação) - Seguro obrigatório (quitação) - Documento de Transferência (Dados) - Certidão negativa de multas - Nada consta no órgão de transito • Documentação de anos anteriores; • Manual do proprietário (verificar revisões)

• Verifique pontos de ferrugem, arranhões e mossas; • Rode com o carro e fique atento para ruídos ou comportamento estranho ao dirigir; • Verificar estado dos pneus; • Verificar vazamentos; • Observar condições do estofamento; • Verificar na transmissão, ruídos e dificuldade de engate; • Verificar folga da direção; • Testar sistema elétrico e sinalização (buzina, lanternas, faróis, setas, luzes de ré, freio, alerta, e limpadores do pára-brisa); • Verificar nível de óleo do motor; • Verificar estado das palhetas dos limpa dores do pára-brisa; • Verificar / testar cintos de segurança; • Testar os freios e verificar o nível do fluido.

RECOMENDAÇÕES • Só comprar em mãos de pessoas com endereço conhecido ou revendas; • Se possível manter contato com o antigo dono; • Não examinar o veículo à noite; • Solicitar ajuda de alguém com conhecimento de mecânica; • Fazer pesquisa de mercado; • Verificar ferramentas e utensílios obrigatórios (pneu socorro, macaco, chave de roda, triângulo de sinalização, extintor de incêndio, cintos de segurança e chave reserva). GUIA PRÁTICO DE MANUTENÇÃO E SEGURANÇA AUTOMOTIVA


29 após a compra • Se for o caso, realizar serviço de chaparia e pintura o mais breve possível, a fim de evitar a progressão da ferrugem; • Fazer a higienização do estofamento; • Fazer balanceamento de rodas e alinhamento de direção; • Verificar estado das correias e substituir caso necessário; • Efetuar limpeza e substituir o fluido do sistema de refrigeração; • Reapertar suspensão, inspecionar componentes;

Localiza os dados em seu documento Renavam

XXXXXXXXXXX

Placa XXX-0000

Chassi

Quando se adquire um carro usado corre-se o risco de estar comprando um veículo com a quilometragem adulterada, ou seja, uma quilometragem percorrida menor que a real. Porém, alguns detalhes podem indicar se esta prática foi utilizada. Veja quais são eles: 1 - Quilometragem constante no hodômetro menor que a quilometragem da última revisão, constante no manual do proprietário. 2 - Quilometragem constante no adesivo da próxima troca de óleo, muito maior que a do hodômetro. 3 - Desgaste excessivo do volante de direção. 4 - Marcas de pneus diferentes, para um veículo com menos de 30.000km rodados. 5 - Desgaste excessivo do estofamento dos bancos. 6 - Carro de empresa com quilometragem muito baixa. 7 - Desgaste excessivo das capas dos pedais de freio, acelerador e embreagem.

MITOS E VERDADES SOBRE O GNV 1. O carro com GNV tem um maior custo de manutenção (MITO) A VERDADE: Devido à formação de pouquíssimos resíduos resultantes da combustão e por não contaminar o óleo lubrificante, o desgaste do motor é menor, prolongando a vida onentes, reduzindo os custos de manutenção. 2. O GNV tem o mesmo ou quase o mesmo custo do álcool (MITO) A VERDADE: O custo do km rodado com GNV é sempre menor, pois com um metro cúbico de gás

o carro roda o dobro da distância se comparado com o que ele rodaria com um litro de álcool. 3. O carro perde potência com GNV (MITO) A VERDADE: Isto ocorria com os primeiros veículos adaptados, com o aperfeiçoamento dos kits esta perda foi se tornando cada vez menor e hoje em dia já na 5ª geração é praticamente imperceptível. 4. O GNV resseca o motor (MITO) A VERDADE: O que esseca são as peças que

fazem contato com o combustível líquido, no caso a gasolina, quando esta não é utilizada por muito tempo (mais de 90 dias). Ela pode se deteriorar causando danos ao motor ou a outras peças como a bomba de combustível. 5. Ao retirar o kit, o motor não funciona normal (MITO) A VERDADE: O que ocorre é que os carros adaptados com GNV rodam muito e na maioria das vezes a manutenção não é feita de maneira adequada. Na verdade o motor não funciona bem devido

à falta de manutenção e a alta quilometragem do veículo. 6. O carro tem risco de explosão (MITO) A VERDADE: Não existe perigo de explosão, pois o sistema possui válvulas de segurança, além disto, o cilindro trabalha com uma pressão três vezes menor que a de ruptura. Desde que se utilize cilindros adequados para uso com GNV e sejam aprovados nos testes de requalificação periódicos, o risco de explosão é muito remoto.

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CUIDADOS AO TRANSPORTAR CRIANÇAS Os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte de crianças e adolescentes entre 1 e 14 anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Medidas simples de prevenção, como o uso da cadeirinha, diminui o risco em mais de 70%.

Transportando com segurança om o Código de Trânsito Brasileiro, as crianças só podem ser transportadas no banco dianteiro com idade acima de dez anos. Crianças com 10 anos ou menos de idade devem seguir as seguintes recomendações:

Até 01 ano ou pesando até 9 kg: cadeirinhas apropriadas, instaladas de costas para o movimento do veículo para evitar o efeito causado na cabeça e no pescoço, no caso de um impacto frontal.

Crianças entre 4 e 8 anos: deve usar um banquinho para que se possa adaptar o cinco do veiculo bem posicionado pra ela.

Crianças de 1 a 4 anos pesando entre 9 kg e 18 kg: devem ser transportadas em cadeirinha de acordo às suas dimensões e peso, instalada de frente para o movimento do veículo e presa pelo cinto de segurança.

Criança de 8 a 10 anos: usa o cinto do veículo o mais baixo possível da bacia, nunca no meio da barriga porque ele pode provocar lesões, machucar intestino e até a coluna.

“É importante salientar que o sistema que impede a abertura das portas traseiras pela parte interna do veículo, deve estar sempre ativado”

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Ricardo Vasconcelos apresenta tudo sobre o assunto preferido de quem gosta de automóveis.

Sábado

101.3 09 às 12h

Informações, dicas, notícias, lançamentos, curiosidades, entrevistas e as melhores ofertas do mercado automotivo.

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