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4 / 2012 Dezembro

Uma alegria percorria o meu corpo, uma adrenalina inexplicável. Voltei para o lugar onde os abraços da minha querida Paula Fouto me acarinharam. Os lobitos, em total êxtase, sentimento este que foi difícil de controlar até ao final da cerimónia, sucediam-se em perguntas sobre o que era “Cavaleiro da Pátria” e se eu agora “já não era o Balú”. Do outro lado, sorria aos meus companheiros do clã. A minha mãe, mais ao fundo, abraçava-se à Susana Costa, também ela a chorar em emoção. Terminada a eucaristia, vieram então os abraços e congratulações gerais de todas as pessoas que me conheciam. Por esta altura, sentia-me a desidratar por ainda não parara de soluçar e chorar compulsivamente, mesmo já se tendo passado 15 minutos desde que o meu nome havia sido chamado. À saída, explicou-se aos mais novos o que tinha acontecido, e foi das melhores sensações da minha vida, aquele “abraço” colectivo de 30 lobitos que me arremessaram contra o chão do pátio da igreja. A alegria, o carinho, o agradecimento. São sem dúvida as coisas que para sempre heide lembrar. E claro: a honra! A grande honra que é ser agraciado com tamanha distinção. Assim termino este meu emocional relato, pois ainda hoje, passado um mês, me sinto impelido a verter lágrimas ao recordar com precisão todos aqueles longos e felizes minutos. Não tecerei aqui agradecimentos especiais e particulares, pois esses já os fiz mais do que uma vez e de forma mais adequada. Deixo sim um agradecimento mais geral, mas igualmente sentido. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros

sinais de pista  

boletim 495 sac - Dezembro 2012

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