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4 / 2012 Dezembro

“A distinção de Cavaleiro da Pátria” O choque instalou-se quando as lágrimas começaram automaticamente a escorrer-me pela cara. Acabara de ouvir, da boca da minha chefe de agrupamento, da minha antiga chefe de clã, da minha amiga, conselheira e madrinha de promessa que me haviam atribuído tal distinção. Um sonho, era tudo o que tal momento tinha sido para mim, no meu passado em clã. Sonhara uma vez, e confidenciaralhe em segredo que tinha certa pena de não ser digno de tal louvor, mas que tentaria, mesmo fora do clã, continuar a melhorar para um dia o poder vir a ser, mesmo que nunca acabasse por se concretizar. Claro que contudo, eram palavras sonhadoras, divagações de um rapaz que sempre foi ensinado a almejar o topo, a chutar o “im” de impossível pois o céu é o limite e a imaginação as barreiras da nossa acção. Mas não, era verdade. Fui então chamado para a frente do altar, onde recebi o distintivo e o diploma de Cavaleiro da Pátria. Lembro-me de tremer como uma criança assustada, de não conseguir conter a minha emoção. Não só o Agrupamento olhava, mas toda a comunidade observava enquanto eu abraçava a minha madrinha, Susana Costa, como se não houvesse amanhã. Queria poder dizer-lhe naquele mesmo abraço, pois sabia que graças a ela ali estava, que não havia palavras no dicionário português que expressassem o que eu sentia. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros

sinais de pista  

boletim 495 sac - Dezembro 2012

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