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4 / 2012 Dezembro

Boletim Informativo do Agr. 495 – Santo António dos Cavaleiros

XXII ACANAC - Clã

Nesta edição: • XXII ACANAC – III e IV • Cons. Agrupamento - Agr

2012 foi ano de ACANAC! De 4 a 10 de Agosto, mais de 17000 escuteiros estiveram reunidos no CNAE de Idanha-a-Nova para viver esta grande actividade…mas eu, o Rui, o João Moreno e o Carlos Bento decidimos ir “Escuteirar mais cedo”! Assim, no dia 31 de Julho, pela manhã, apanhámos o comboio rumo a Castelo-Branco para participar na construção daquela que foi uma autêntica cidade no meio de Idanha-a-Nova! A aventura começou logo aí…a esperar 2h30 por alguém da organização que nos fosse buscar! Assim que chegámos a campo, apenas tivemos tempo para almoçar e para montar a nossa tenda…fomos logo fazer-nos ao trabalho! E que trabalho!

• A CamYnho – V • Abertura do ano – Agr • Secções • JOTA/JOTI – Agr • 12º CIP • Noite de Fados – Agr • O tempo passa - Pais… • XXXV Aniversário - Agr • Condecorações - Agr

Agenda: Janeiro 5-6 – IV AnimAct

Fevereiro 9 – Festival das sopas 22 – 23 – Comemoração dia BP

Março 9 – Colheita de sangue - Promessas 14 a 16 - ACAGRUP

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Fomos logo carregar e posicionar os mastros para as bandeiras, até às 21h! Depois disso, jantámos e fomos tomar o primeiro banho nocturno da actividade! Chegámos ao saco-cama, e…custou um pouco a adormecer! A verdade é que, em simultâneo, do outro lado da barragem, estava o festival Boom no seu melhor…e lá ficou até perto das 7h. E isto repetiu-se nos dias seguintes! Resta dizer que este foi o dia do Rui: em apenas algumas horas, conseguiu rasgar uma t-shirt, um par de calções, perder um canivete e desmaiar! Até Sexta-feira, dia 3 de Agosto, os nossos dias baseavam-se nisto: acordar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, jantar, tomar banho, de vez em quando voltávamos a trabalhar, e íamos para a tenda dormir, não sem antes termos as nossas conversas, sem o Moreno inventar as histórias dele, sem as nossas fotografias. Juntamente com o chefe Augusto (o Robusto! Grande chefe!), a Mariana e o Pedro do agrupamento do Cartaxo, e com alguns elementos do Porto que se juntaram a nós nos últimos dias, tivemos a oportunidade de construir o espaço do ACANAC, das mais diversas maneiras. Montámos o toldo da praça principal, o Ágora (que nos deu MUUITO trabalho…foi cavar buracos, foi colocar os postes, foi colocar esticadores, foi colocar arames, foi colocar rede…uff!), trabalhámos nas instalações eléctricas, da arrumação do estaleiro, aprendemos a montar andaimes (e a desmontar, e a montar, e a desmontar…nem que fossem 2h da manhã!!), entre muitas outras coisas. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Foi uma oportunidade para ver os bastidores de uma actividade deste calibre. Na brincadeira, algumas vezes dissemos que não sabíamos onde nos tínhamos metido. Mas a verdade é que ninguém se arrependeu! Conhecemos muitas pessoas, outras realidades, trabalhámos, aprendemos, e acima de tudo divertimo-nos MUITO! Mas muito mesmo! Tenho a certeza que, daqui a 30 anos, quando nos lembrarmos dos nossos banhos nocturnos, do roubo do champô, da Alzira Igrejas e do buraco na Serra do Buçaco, do “Eu adoro as tuas leggins”, das conversas à noite na tenda, do Ursinho Marinero…teremos a mesma sensação de nostalgia que temos desde o dia em que o ACANAC terminou.

ACANAC A manhã, para nós, começou um pouco mais tarde: às 9h! Aproveitámos para descansar da dura semana que tínhamos tido. Depois de acordar, fomos ter com o resto dos caminheiros e com os pioneiros à Senhora do Almortão. Lá, teríamos de arranjar algo para comer, pois já não éramos considerados serviços, e não nos deram almoço! Fomos a um restaurante comer um bitoque que, naquela altura, parecia vindo dos céus! Comemos que nos regalámos! Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Depois, começou o ACANAC em si. Começámos a conhecer a chefe Ana e o chefe Abel, que orientaram o nosso Clã de ACANAC, e as outras tribos que partilharam esta semana connosco. Na abertura de campo, conseguiu-se perceber a dimensão do acampamento…TANTA gente ali reunida, a gritar pelas suas secções. Foi verdadeiramente mágico! O dia seguinte começou com a missa, após uma alvorada com o tão odiável “Bom dia Lobiiiiiitos”! À tarde, fomos para a barragem fazer actividades aquáticas. A Luísa e eu fomos fazer um baptismo de vela, enquanto os outros iam a banhos. No final do dia, fomos andar de jangada…desastroso! No final, a jangada estava toda desfeita, nós perdidos de riso e atrasados para o autocarro! À noite, partimos para o Raid, que havia de durar até Quarta-feira. Foram uns bons dias a caminhar, a descobrir a história do Miguel, a tomar decisões de modo a construir a nossa história, e tudo isso traduziu-se numa dezena com missangas de todas as cores, correspondentes à área relativa à decisão tomada: as áreas do RAP. Conhecemo-nos em Clã de ACANAC e conhecemos a comunidade de Idanha-a-Nova. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Para quem mora na cidade, é estranho ver tanta hospitalidade…tantas pessoas que dão sem esperar nada em troca, sem desconfiar, apenas pela alegria de ajudar e de ver tanta gente jovem por ali. Foram muitas horas de calor, de sede, intercaladas com algumas paragens à sombra (e eventualmente uma sesta!), mas valeu a pena pelo caminheirismo, pela união que se gerou no nosso Clã de ACANAC: o Clã McGrant, do subcampo Yntensidade. Na última noite, houve a dura subida a Monsanto, que culminou numa vigília…às 3h, altura em que quase todos estavam já a dormir. Quem assistiu, disse que até foi boa! A única certeza que tenho é que estava MUITO FRIO! Sensação estranha, para quem estava habituado a apanhar com grandes ondas de calor!

Na quinta-feira, foi dia de fazer os Oásis: danças Tuareg, política, luta anti-pobreza e os desafios. À tarde, andámos a vender os nossos portachaves (sim…a saga continuou no ACANAC!), e a conviver (belas pepsis fresquinhas se beberam no café dos Lobitos!). Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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À noite, o encerramento. Uma noite fantástica, com uma festa de campo cheia de música e de dança. Mal dava para acreditar que estava a acabar… No último dia, após um acordar apressado, despedimo-nos uns dos outros, gastámos os últimos escutos (moeda oficial do ACANAC)…e esperámos HORAS a fio pelo autocarro! Ao calor e ao pó! Perto das 23h, chegámos a casa. Estafados…mas já cheios de saudades e vontade de voltar! Foi uma semana (para nós, duas) recheadas de muitas histórias e bons momentos que iremos sempre recordar com saudade!

Rita Marques Pinguim Persistente Tribo João Garcia Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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XXII ACANAC - Comunidade O AcaNac (Acampamento Nacional) decorreu de 4 a 10 de Agosto. Da comunidade foram 12 pioneiros. Vontade de participar e de se divertirem, mas com juízo. Agrupados em famílias de no máximo 5 equipas, ficamos com a Comunidade do Agrupamento 79 – Prazeres. Das primeiras coisas a serem feitas, foi a apresentação dos elementos, depois toca a montar campo.... haviam tendas, mesa, cozinha e pórtico a construir. De facto, demorou um pouco, mas foi realizado. À noite, houve a cerimónia de abertura de campo. No domingo, o campo foi aberto para visitas de amigos e familiares, poderem partilhar connosco a Eucaristia, e depois poderem ver como estávamos alojados. Tivemos a presença de elementos do agrupamento, e também de pais... que a mim me deixou muito contente com o esforço que fizeram para estarem presentes. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Fomos o primeiro Sub-Campo a sair de campo, no domingo. Fomos fazer o Raid TT, nocturno... A dificuldade não foi grande. A manhã seguinte foi de descanso, tendo o dia sido aproveitado para ver melhor o campo, aperfeiçoar as construções, para conviver...

Na terça feira... dia da Barragem, actividades na água... com o calor que se sentia, de facto foi um dia bem passado... pouco foi o tempo de banho, pelo que disseram os pioneiros. Regressados a campo, estoirados, toca de fazer a refeição e no final houve festa de Sub-Campo. Quarta-feira... dia de actividades em campo, onde houveram várias oficinas por onde teríamos de passar... e alguns desafios que se gostavam de ver realizados, mas não poderíamos nem fazer todos, nem aqueles que queríamos... apenas os que estavam calhados em sorte. Quinta.... mais uma saída... e “que bem que soube” subir até ao Monsanto. Foi o Desafio... um jogo de cidade/vila em Monsanto. Muito calor e cansaço foi q. b.. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Chegados a campo... foi fazer o jantar rapidamente... pois havia de estar preparados a tempo para a festa de Encerramento do AcaNac...

Quatro referências: 1. Um dos raros contactos com os caminheiros que também participaram; 2. Fazemos parte do Record do Guiness.... estivemos presentes no Maior Abraço do Mundo!! Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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3. Surpresa: o Manzarra a participar como apresentador da Festa de Encerramento... curiosamente, funcionou como um despertador para os Pioneiros, que já se encontravam mais a dormir que outra coisa; 4. Pela primeira vez, poderiam estar a ver em casa, o que estávamos a ver em campo. Regressar a casa... foi a última aventura, afinal éramos para sair de campo às 14h... saímos às 19h30, debaixo de 38 º.... dá para ter uma ideia de que o calor foi o nosso maior companheiro neste dias de acampamento? Em resumo, foi.... ACANAC! Tenho de agradecer a todos os que viveram comigo esta aventura... tenho de dar os parabéns pela participação!!! Até ao próximo AcaNac!

Sérgio Silva Ouriço Determinado

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Conselho de Agrupamento O ano começou mais cedo para Caminheiros e Animadores do Agrupamento. A 16 de Setembro reunimo-nos com o intuito de começar a avaliar o ano que tinha terminado e, mais que isso, a preparar o ano que aí vinha. Para animar as hostes, nada como por em prática o grande segredo do sucesso do método escutista – o jogo! Assim, jogámos A Ilha, onde os habitantes de 3 ilhas (surdos, mudos e sem limitações) teriam de se entreajudar na concretização de tarefas e na deslocação de todos s habitantes para a ilha dos sem limitações. Reinou a confusão, mas foi muito divertido! Depois, foi empo de deitar mãos ao trabalho e começar a programar o ano em diversas vertentes – gestão, actividades e angariações de fundos. As ideias e projectos aprovados são muitos e são, alguns deles, arrojados! Boa Caça para todos!

Susana Costa Águia Capaz Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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A CamYnho No dia 28 de Setembro, na véspera do início oficial das actividades, teve lugar na igreja da paróquia de Santo António dos Cavaleiros, a primeira actividade do ano escutista. A cerimónia, organizada pela direcção do nosso agrupamento, apelidada de “A CamYnho”, constitui um ritual de passagem para a maioridade e integração na sociedade designada pelo CNE de Partida, e na qual simbolicamente se consideram aptos a prosseguir a sua caminhada os elementos mais velhos, em idade para ingressar nas equipas de animação. O acto de caminhar carrega em si um significado mais profundo que o facto da chegada, pois ao invés da estagnação e fim de curso da jornada, a caminhada representa o constante crescimento e assume-se como um desafio à evolução do jovem e à sua demanda pela autonomia, responsabilidade e realização pessoal.

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E porque o fim de uma etapa é sempre o início de outra, atingida a idade de abandonar a IVª secção, os elementos são chamados a tomar a decisão de realizar a sua Partida na qual podem escolher ingressar nas equipas de animação e continuar a sua caminhada no CNE ao serviço do agrupamento ou, em alternativa, abraçar outros projectos e “caminhadas” fora do movimento escutista. Esta ocasião contou com a presença em massa dos elementos do agrupamento, antigos escuteiros e familiares para uma cerimónia na qual os jovens animadores, na sua maioria caminheiros, puderam partilhar a sua caminhada no movimento escutista desde o início, em espirito de comunhão, todos os momentos da sua vida escutista até à data presente.

Foram partilhados de forma intensa e emocionados os melhores momentos, as melhores actividades, os desafios e até as amarguras da jornada ao longo de vários anos enquanto escuteiros, momentos esses que, de forma muito particular e honesta, fazem parte do crescimento e evolução do nosso agrupamento e ficarão para sempre recordados na sua história. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Terminada esta magnifica cerimónia de partilha e já só na companhia dos dirigentes do nosso 495 os futuros animadores fizeram-se à estrada e partiram em caminhada, desta vez num sentido muito mais literal. Em grande espírito de entreajuda e companheirismo o jogo nocturno serviu, mais uma vez, para reviver histórias antigas e partilhar projectos/espectativas para os seus futuros no agrupamento, ao longo de uma caminhada em que o frio foi a única e mais pequena dificuldade. No fim do percurso, na capela de Montemor, e após um breve momento artístico chegou ao fim esta actividade, que sendo a 1ª do género da qual há memória, fica sem dúvida a pertencer à lista dos momentos a recordar e repetir.

Fica a restar o desejo do agrupamento 495 de Boa Caça em especial aos elementos que realizaram a sua cerimónia de Partida: Carlos Bento, Diogo Fouto, Gonçalo Ludovico, Pedro Lopes, Tiago Casaleiro, Tiago Santos e Vanessa Grilo.

Diogo Fouto Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Abertura do ano Este ano escutista iniciou-se cedo, tantos que são os nossos objectivos! Por isso há que seguir a toda a velocidade para novos projectos e aventuras! Com um dia abençoado pelo São Pedro, foi tempo de: Agraciar quem sai da Alcateia! A Amélia!

Receber quem chega pela primeira vez ao Movimento. Os nossos Pata-Tenras! Sair das Caçadas da Alcateia e esperar novas Aventuras na Expedição!

Passar de Aventuras a Empreendimentos audazes! O caminho ser feito com passos mais seguros!

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Susana Costa Águia Capaz


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Acantonamento de Natal Nos dias 8 e 9 de Dezembro de 2012 a Alcateia 60 fez o seu primeiro acantonamento do trimestre. Poderá parecer algo sem grande importância, algo simples e comum, mas quando 1/3 da Alcateia é composta por patatenras, tal experiência é sem dúvida algo a recordar. Para muitos, a manhã de dia 8 ficará na memória. Chegar à sede pelas 8,30-9,00h da manhã, com o devido atraso tão tipicamente escutista claro, é normal, mas fazê-lo de mochila às costas (ou ainda na mão dos pais) tem um sabor diferente. As actividades começam enfim, e os lobitos e pata-tenras estavam entregues ao imaginário do Livro da Selva e do desaparecimento do seu amado Aquêlá. Dois ateliers abriram as hostilidades, de um lado ensinando a montar tendas, do outro ensinando vários tipos de formatura e suas simbologias. A maioria deles ainda hoje espera ansiosamente que os mandemos formar em estrela, simplesmente porque é divertido todo o caos que isso envolve. E claro, também como costume, o devido atraso das horas garantiu que o almoço se aproximasse a passos largos e logo metade da equipa de Animação tivesse que sair para preparar o jogo de vila, enquanto a outra metade, onde eu me incluía, ficava com todos os restantes. Foi uma espera angustiante. Os miúdos sabiam que estava quase a começar o jogo, para alguns o primeiro. Os bandos perguntavam vezes sem conta quando seria a sua vez de sair. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Sem demora, lá chegou a ordem. “Pode sair o primeiro bando”, e assim fizemos. Quase se atropelando uns aos outros, o primeiro bando que estava pronto e com os almoços às costas saíu então rumo aos correios. Os demais ainda demoraram algum tempo, principalmente aqueles que pareciam fazer sala na tarefa de escolher como guardar o seu almoço dentro de um saco e/ou mochila para levar para o jogo. Mas, após uma boa meia hora, já todos tinham partido, e o jogo decorria com fluidez. Entre a sede e os correios, e depois entre os correios e a Quinta do Conventinho os bandos deambularam pelas ruas. Um deles claro, fazendo o favor de se perder à primeira oportunidade, mas não houve problema, pois o nosso Aquêlá experiente até sabia o local mais provável deles estarem e acabou por os conseguir encontrar numa questão de breves minutos. E assim, resolvida esta questão, e todos tendo passado pela Quinta do Conventinho, continuaram rumo ao Hathi que os esperava a meio caminho do Jardim de Loures.

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Aí nos juntámos para almoçar calmamente e traçar os próximos passos. Uma casa logo à saída do Jardim, um cruzamento perto da Biblioteca de Loures, outro mais perto da rotunda do Jardim de Loures e era só o que os aguardava antes de terem que seguir novamente caminho até à sede. A quem leia tal relato, poderá parecer sem graça e totalmente desinteressante um percurso desta magnitude, mas para os nossos pequenos lobitos e pata-tenras que sozinhos trilharam tais caminhos posso garantir-vos que a opinião deles será certamente outra, pois o que para nós parece pequeno, para eles parece um mundo! Um mundo que voltou a terminar na sede. Ensaiámos mais uma vez as peças para o Aniversário do Agrupamento que levariam a palco no fim de semana seguinte ao som de Queen (e que posso desde já dizer-vos que esse assunto por si só daria todo um novo artigo de sucesso). Mas voltando ao Acantonamento, a saga dos ensaios deu lugar à saga do jantar. Para muitos a primeira refeição cozinhada fora de casa. Uma grande panela no centro do covil, à medida que muitos pareciam nem saber como se agarrava um prato. Ok, pareciam não, muitos não sabiam mesmo pois assim que o prato ganhou comida, esta começou agilmente a deslizar até à borda, ameaçando cair ao chão não fossem os olhares atentos da equipa de animação que lhes explicava que o prato tinha que ficar na horizontal, tal como o copo.

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Um jantar atribulado, uma lavagem de louça em fila indina, e depois, uma preparação para um fogo de conselho. Um fogo conselho envolto em luz de velas e muita animação. Cada bando representou à sua maneira o desaparecimento do líder lupino da Alcateia, e entre as actuações, vários jogos e brincadeiras se foram passando, desde a corrida de cavalos ao jogo da múmia, que por sinal pregou o susto da vida a alguns lobitos! Segundo a sua avaliação, o Fogo de Conselho foi um dos pontos altos do Acantonamento, e ficamos felizes que assim o tenha sido, pois é sem dúvida dos momentos de partilha mais bonitos que existem na vida de um escuteiro. Mas a diversão depressa chegaria ao fim. O acto de adormecer estava para vir, e se para alguns dormir fora de casa já era costume, para outros foi mais complicado. O saco cama está ao contrário. Ou aberto! A luz está toda apagada, isso é um problema. O pijama, onde está o pijama? E finalmente, mas não menos relevante, aquelas saudades de casa e medo de dormir “sozinho” sem os pais e mães. Aquela lágrima que alguns deitam sempre quando dormem a primeira vez fora de casa. Que sorte que os pata-tenras têem, (que humilde este Balú!!! :D ) de terem uma equipa de Animação que tanto sabe ser dura quando é preciso, mas também soube dar os mimos da noite na altura certa. Uma noite descansada, praticamente sem acidentes de percurso, graças a um adormecer acompanhado e com jeitinho a que alguns dos nossos pata-tenras mais “tenrinhos” tiveram direito. A falta que um abraço e mimo ao adormecer não faz... Ai ai! 

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A manhã chegou célere. Os bandos apressaram-se a arrumar as suas mochilas pois o primeiro a fazê-lo ganharia pontos extra! Não que isso tenha impedido os atrasos do costume mas.... Bem até não foi mau tendo em conta que um terço da alcateia era nova naquilo e até conseguimos ter todos os lobitos de volta à sede em menos de uma hora e pouco! Tempo record diriam alguns! A manhã continuou então. A missa tinha sido no dia anterior, portanto pudemos aproveitar para adiantar alguns ateliers também eles úteis. A organização do Agrupamento. Quem são estes chefes? O que fazem? Que secções existem? Tudo isto o nosso Hathi lhes explicou, enquanto o Balú e a Baguirá lhes explicavam um pouco mais sobre o livro de ouro e sobre como planearem o seu próprio livro de ouro de Bando! Isto tudo antes do almoço, após o qual os pais depressa começaram a chegar. Assim muito apressadamente, lá conseguimos fazer a avaliação do Acampamento, descobrindo rapidamente que o que mais tinham gostado tinha sido o Jogo de Vila e o Fogo de Conselho, sendo que para muitos deles os pontos negativos eram inexistentes! É sempre bom chegar ao fim de uma actividade destas, a primeira para tantos, e ouvir tão boas críticas, ver tantos sorrisos genuínos nas faces das crianças a quem nos propusémos ensinar a Acampar acantonando primeiro (adorei esta frase!). Resta agora saber, se estão prontos para o que aí vem, pois se o primeiro trimestre foi o aprender e a primeira vez, então o segundo será “sempre a bombar”!

Carlos Bento Coruja Sagaz Balú Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Peter Pan Para início de um novo ano escutista, a Expedição começou com um acantonamento na Casa do Gaiato, em Sintra, cujo tema foi Peter Pan. Decorreu nos dias 14, 15 e 16 de Setembro de 2012 e teve como principais objetivos realizar uma atividade final para os elementos que vão passar de secção, bem como, uma atividade de despedida dos elementos que irão integrar outros Agrupamentos e para os que, por diversos motivos, não ficam connosco no próximo ano.

Aproveitámos também para relembrar os conhecimentos na área da Orientação e Pioneirismo.

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A nossa aventura começou com um jogo noturno, “O assalto ao Castelo”, em que todas as Patrulhas acabaram por sair vencedoras, pois o que importa mesmo é a diversão. Na manhã seguinte demos inicio ao nosso raid, onde os exploradores puderam pôr em prática os conhecimentos na área de orientação, que nos levava até à Praia das Maçãs onde já estava também tudo a postos para se realizar uma gincana.

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Todos os elementos participaram com grande animação e ainda houve tempo de relax e meditação 

À noite, tivemos o nosso Fogo de Conselho, que foi bastante dinamizado por todos os elementos e foi também um momento de despedida dos elementos que partiram.

No dia seguinte, a alvorada foi bastante cedo para podermos chegar à nossa sede ainda de manhã. Além de haver tempo para o descanso depois da grande aventura em Sintra, havia Conselho de Agrupamento do qual a nossa equipa de animação fazia parte. Mais aventuras virão.

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Susana Ruivo Loba Paciente

Actigui O Departamento da Secção, do Núcleo Moinhos de Vento, do qual fazemos parte, preparou uma Atividade de Formação para Guias e Sub-Guias – ActiGui. Esta atividade decorreu nos dias 17 e 18 de Novembro de 2012, na Casa do Gaiato, no Tojal, em regime de acantonamento. Para a formação das patrulhas houve um jogo inicial, com o objectivo de misturar todos os elementos dos vários agrupamentos, para se conhecerem e trocarem experiências. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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Todos gostaram dos ateliers que foram dados, pois sempre trazem algo de novo.

Cada Patrulha ficou encarregue de preparar uma peça, cómica ou séria, e os aplausos para o Fogo de Conselho.

No dia seguinte, após o pequeno-almoço, as Patrulhas saíram para raid e no posto onde estivemos, assistiram-se a verdadeiras acrobacias.

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Após a Eucaristia, ao fim da tarde, regressamos à sede, onde cantámos os parabéns ao Daniel. Parabéns Daniel!

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Susana Ruivo Loba Paciente


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Comunidade A nossa Comunidade arrancou em “força”, acho. Considero que o grupo está motivado, a avaliar pela assiduidade participação e interesse em integrar novos elementos e dinamizar as equipas e o grupo; Assim além da participação no JOTA/JOTI, onde deu “para aquecer” para os raids, a comunidade já escolheu o seu empreendimento para este trimestre, tendo sido o almoço com os idosos (na altura do Natal) o objetivo mais consensual, já calendarizou o trimestre, já realizou duas actividades de preparação do acampamento (que se irá realizar de (7 a 9) com ateliers e foram criadas as equipas de projeto para a preparação do Acampamento que se espera ser um dos pontos altos deste trimestre.

José Rebola Hiena Ágil

Clã Permitam-me que nos apresente: somos o melhor grupo de Caminheiros so Mundo. Não queremos ser muito gabarolas, mas parece-nos que este título nos assenta na perfeição. Orientamo-nos enquanto grupo (em Clã), dividimo-nos em duas equipas de igual número e acreditamos sempre (e não duvidamos nem por um segundo) que estamos sempre Alerta para Servir, que damos sempre mais ao próximo do que a nós mesmos e que Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

funcionamos como a rede de segurança de todos os nossos caminheiros e escuteiros do nosso agrupamento. Ao longo de todos os anos, realizamos actividades de cariz social (junto de lares de idosos, ou com o IPS - Instituto Português de Sangue, por ex.), algumas culturais (como visitas a Museus), mas também acampamentos, caminhadas, tardes de técnica escutista e (não podia faltar!) muito companheirismo, diversão e entreajuda. Para este ano, aspiramos trabalhar em Clã para finalmente podermos realizar um Acampamento de Abrigos (digamos que tem sido um tanto ou quanto atribulado) e pretendemos culminar o nosso ano com uma participação no Jamboree Açoreano que vai decorrer em Julho, na Ilha de S.Jorge, nos Açores. É um desafio aliciante que achamos que pode selar o nosso ano com chave de ouro! Não podemos revelar muito mais... o melhor mesmo é continuarem desse lado e acompanharem-nos na nossa caminhada! Clã nº 31, sempre ALERTA PARA SERVIR!

Paulo Garcia Tigre Resiliente

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JOTA/JOTI Nos últimos anos, tornou-se uma actividade habitual... a qual já não dispensamos. Repetindo a receita do ano anterior, partilhamos a actividade com o Grupo 208... mas lançamo-nos ao desafio de sediar a estação de núcleo. Embebidos no tema da actividade para este ano, “Quão grande é o teu mundo?”, vivemos uma nova aventura… Na 6ª feira à noite, Pioneiros e Caminheiros fizeram um raid nocturno relativo aos temas das diversas religiões. Foi uma forma lúdica de se aprender muito mais sobre as religiões mais importantes. No sábado realizou-se um jogo, A Volta ao Mundo em 80 Dias, que ocupou o dia inteiro. Cada bando, patrulha, equipa e tribo assumiu um país e foi passando pelos vários continentes, onde houveram actividades típicas/ligadas ao mesmo; não esquecendo, está claro, o meio e transporte para ir de um continente a outro. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Num dos postos, O Triangulo das Bermudas, estava o rádio, onde foram sendo realizados contactos durante o dia... que fluíram, ao contrario de outros anos, com regularidade.

Ao final da tarde, houve a celebração eucarística. Aqui juntaram-se todos os participantes e visitantes... estiveram presentes, além do agrupamento e grupo organizador, os Agrupamentos da Póvoa de Santo Adrião e o Loures, entre outros escuteiros e familiares. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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O jantar foi variado, Os Sabores do Mundo, até aqui vimos o quão grande era o nosso mundo.... gastronómico. Houve pratos de vários países numa mesa partilhada.

Uma festa, onde todos tiveram de apresentar uma peça relativa ao seu país. Onde se premiaram escuteiros e escoteiros. Divertiu-se quem esteve presente. Realmente, criatividade não falta entre os jovens. No domingo, jogou-se um jogo novo... o Trivial do Mapa Mundi. Responder a perguntas, mímicas e desenhos era o que se pedia... Um jogo um pouco diferente, mas o resultado é o que se espera... divertimento. Assim terminou mais uma aventura, com o cansaço misturado com a satisfação, num misto que todo o escuteiro sente ao regressar a casa. Para o ano há mais...

Sérgio Silva Ouriço Determinado Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


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A caminho do serviço - 12º CIP No passado mês de Outubro iniciámos mais uma etapa da nossa caminhada no Escutismo! Do lenço vermelho queremos passar para o verde escuro. De ser servidos queremos passar a ter por lema Sempre Alerta para Servir. No Escutismo tudo tem o seu tempo e as suas etapas. Para podermos servir com vontade e técnica temos que nos preparar. Contamos, para isso, com uma equipa de formadores que connosco trabalha em quatro sessões ao longo do ano! Isto é o CIP, o Curso de Iniciação Pedagógica, que culminará com um acampamento em Fevereiro.

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A primeira sessão já aconteceu, nos dias 27 e 28 de Outubro! 18 candidatos a dirigentes reuniram-se para dois dias de uma intensa aprendizagem e divertimento, claro. Debruçamo-nos sobre temas como o Escutismo, a sua missão e o seu método, a identidade católica do CNE, o projecto educativo, o desenvolvimento das crianças/jovens, os jogos, etc. Formámos duas patrulhas e parecíamos exploradores, a escolher gritos e lemas, a inventar jogos e a partilhar experiências.

Queremos aprender mais para melhor podermos servir cada um dos nossos lobitos/escuteiros! Contamos com o vosso apoio.

Tiago Casaleiro

Bruno Grácio

Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Noite de Fados No passado dia 27 de Outubro, a nossa Comissão de Pais fez mais uma iniciativa em prol da nova sede. Sempre muito do agrado de todos, a nossa Noite de Fados foi bastante concorrida!

Com muita animação, emoção e a colaboração de pais, familiares e amigos, estamos um bocadinho menos longe de atingir o nosso sonho, de construir a nova sede. A todos os que colaboraram, de uma forma ou de outra, o nosso muito obrigada! Bem Hajam!

Susana Costa Águia Capaz

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4 / 2012 Dezembro

O tempo passa… Pata-tenras a entrar. Quantos? Tantos, tantos já sem conta. Sempre, sempre a vê-los chegar E eu sempre, sempre a abrigá-los. Ficam exploradores, começo a escutar Novas histórias, umas comovem outras alegram E eu sempre, sempre a abrigá-los Fecham a porta, fecham o meu sonho. Algum tempo passou, Pioneiros já nós somos, comentam uns com os outros Novas aventuras, que fase linda destes jovens E eu sempre, sempre a escutá-los. Logo a seguir vejo rapazes e raparigas A meterem-se ao caminho. Novas etapas, novas metas a que se propõem. Luz não lhes falte, não fossem caminheiros. E eu, sempre sempre a escutá-los. Oh! como sou tão feliz! Há tantos e tantos anos. Dou comigo a pensar, Como seria bom deixar uma raiz Pois meu tempo está acabar. Todos estão a trabalhar: Pata-tenras, lobitos, exploradores, pioneiros, caminheiros, Grandes chefes, pais presentes, pais ausentes. Como é bom vê-los todos ajudar, Para a minha raiz se poder criar.

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Um pai


4 / 2012 Dezembro

35º Aniversário Aniversário lembra festa! É tempo de comemorarmos a vida, de agradecermos os dons com que somos abençoados ao longo da vida, de agradecermos a presença da família e dos amigos, pilares essenciais a qualquer vida, de cantarmos, rirmos, dançarmos, enfim de expressarmos a nossa imensa alegria e satisfação de estarmos vivos e felizes. Comemorar o 35º aniversário é um motivo mais que suficiente para uma grande festa, tanto mais quando se trata de um agrupamento de escuteiros, cuja subsistência é bem mais difícil do que a vida humana. “35 anos é muita tempo!“. Muitas dificuldades superadas, muitas atividades vividas, muitos efetivos a passar pelo agrupamento, muitos pais a colaborar, muitas festas…muito escutismo. Este aniversário foi especial!, porque foi mais um, porque se comemoraram 35 anos, porque o fizemos com antigos e atuais escuteiros, porque o fizemos com a família escutista, porque o fizemos com a comunidade…porque o fizemos com muita alegria, com a alegria de quem está muito feliz por ser escuteiro, por o ser neste agrupamento, por sentir que também está a contribuir para esta história que já tem 35 anos e quer ter muitos mais. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Coincidência, ou não, foram atribuídas pelo nosso chefe regional duas condecorações, ao caminheiro Carlos Bento e à Dirigente Amélia Cardoso, reconhecendo neles referência vivas do nosso agrupamento.

Eu por mim ainda estou a ver todos, desde os elementos das secções aos dirigentes, a dançar ao ritmo dos anos 80, a ver toda a gente a bater palmas ao ritmo da música, querendo também subir ao palco e fazer parte da festa, e ainda me sinto a mim a abanar, qual bailarino de rock and roll.

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4 / 2012 Dezembro

A festa foi simples, mas vivida com muita alegria e a julgar pelo que senti, de quem estava de fora, foi muito bem conseguida, pelo que me leva a crer que estamos todos de parabéns.

José Rebola Hiena Ágil Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Cavaleiro da Pátria Todos temos dias especiais na nossa vida. O primeiro dia de escola, a primeira comunhão, o primeiro beijo, o início e o fim de um curso de faculdade, um casamento, um filho. São aqueles momentos que cada um de nós sonha ter um dia porque nascemos e fomos criados e pré-formatados para assim o desejarmos. Mas, alguns dias que nos marcam, que nos entram no coração, são aqueles que não estávamos à espera. Para mim, o dia 15 de Dezembro de 2012 foi um desses dias. Durante a eucaristia de celebração do 35º Aniversário do Agrupamento, já perto do final, chegada a altura da entrega de prémios e condecorações, foi aí que a surpresa se deu. Primeiro, a Chefe Amélia Cardoso. Condecorada para surpresa da própria que de nada sabia e por entre lágrimas aceitou a medalha que lhe foi colocada orgulhosamente ao peito. Todos pensávamos que tinha acabado aí a entrega de prémios mas a chefe de Agrupamento continuou a falar. Segundo ela, havia mais um elemento que merecia destaque. Que era exemplo de integra formação espiritual, portador de 3 especialidades... “Calma, 3 especialidades?” Olhei para o meu braço direito enquanto pensava para mim mesmo, que ela só podia estar a referir-se a mim. Mas... Porque me chamaria ela? Pensei no momento que fosse algo referente a algum contributo que eu tivesse dado em algum momento do ano transacto e que o Agrupamento tivesse optado por destacar ali. Uma menção honrosa simples como quando ajudara na Via Sacra. Nada me podia preparar para as palavras que viriam em seguida. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

“A distinção de Cavaleiro da Pátria” O choque instalou-se quando as lágrimas começaram automaticamente a escorrer-me pela cara. Acabara de ouvir, da boca da minha chefe de agrupamento, da minha antiga chefe de clã, da minha amiga, conselheira e madrinha de promessa que me haviam atribuído tal distinção. Um sonho, era tudo o que tal momento tinha sido para mim, no meu passado em clã. Sonhara uma vez, e confidenciaralhe em segredo que tinha certa pena de não ser digno de tal louvor, mas que tentaria, mesmo fora do clã, continuar a melhorar para um dia o poder vir a ser, mesmo que nunca acabasse por se concretizar. Claro que contudo, eram palavras sonhadoras, divagações de um rapaz que sempre foi ensinado a almejar o topo, a chutar o “im” de impossível pois o céu é o limite e a imaginação as barreiras da nossa acção. Mas não, era verdade. Fui então chamado para a frente do altar, onde recebi o distintivo e o diploma de Cavaleiro da Pátria. Lembro-me de tremer como uma criança assustada, de não conseguir conter a minha emoção. Não só o Agrupamento olhava, mas toda a comunidade observava enquanto eu abraçava a minha madrinha, Susana Costa, como se não houvesse amanhã. Queria poder dizer-lhe naquele mesmo abraço, pois sabia que graças a ela ali estava, que não havia palavras no dicionário português que expressassem o que eu sentia. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Uma alegria percorria o meu corpo, uma adrenalina inexplicável. Voltei para o lugar onde os abraços da minha querida Paula Fouto me acarinharam. Os lobitos, em total êxtase, sentimento este que foi difícil de controlar até ao final da cerimónia, sucediam-se em perguntas sobre o que era “Cavaleiro da Pátria” e se eu agora “já não era o Balú”. Do outro lado, sorria aos meus companheiros do clã. A minha mãe, mais ao fundo, abraçava-se à Susana Costa, também ela a chorar em emoção. Terminada a eucaristia, vieram então os abraços e congratulações gerais de todas as pessoas que me conheciam. Por esta altura, sentia-me a desidratar por ainda não parara de soluçar e chorar compulsivamente, mesmo já se tendo passado 15 minutos desde que o meu nome havia sido chamado. À saída, explicou-se aos mais novos o que tinha acontecido, e foi das melhores sensações da minha vida, aquele “abraço” colectivo de 30 lobitos que me arremessaram contra o chão do pátio da igreja. A alegria, o carinho, o agradecimento. São sem dúvida as coisas que para sempre heide lembrar. E claro: a honra! A grande honra que é ser agraciado com tamanha distinção. Assim termino este meu emocional relato, pois ainda hoje, passado um mês, me sinto impelido a verter lágrimas ao recordar com precisão todos aqueles longos e felizes minutos. Não tecerei aqui agradecimentos especiais e particulares, pois esses já os fiz mais do que uma vez e de forma mais adequada. Deixo sim um agradecimento mais geral, mas igualmente sentido. Unificar, Celebrar, Consolidar Agr. 495 Sto. António dos Cavaleiros


4 / 2012 Dezembro

Obrigado ao Agrupamento que me viu crescer, Aos pais que ajudam este mesmo Agrupamento a ser quem é, E a todos os que já saíram mas para tudo isto contribuíram. A todos um Obrigado do tamanho do Mundo. Um obrigado cheio de carinho e emoção, Cavaleiro da Pátria orgulhoso em pertencer ao 495!

Carlos Bento Coruja Sagaz

Inês Nunes – 3/10 Claudino Mendes – 23/11 Daniela Martins – 20/12 Hatel Torres – 17/10 Inês Casaleiro – 17/12 Miguel Fernandes – 7/11 Tiago Gabriel – 21/11 Tiago Pereira – 19/10

Afonso Figueiredo – 3/9 Carlos Pinheiro – 4/11 Daniel Silva – 17/11 Inês Pereira – 7/11 Laura Rebelo – 6/8 Mariana Fouto – 15/12 Mavis Gandres – 7/11 Pedro Rodrigues – 4/11 Diogo Pereira – 24/9

Fábio Gabriel – 3/10 Luísa Santos – 28/11 Patrícia Dias – 3/12 Paulo Garcia – 18/10

Susana Costa - 26/8 Ricardo Rainho – 19/10 Tiago Casaleiro - 31/12

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Afonso Pinto – 30/10 Ana Heitor – 13/8 Ana Alves – 15/12 Daniela Carneiro - 15/10 Gabriela Bento – 7/12 Gonçalo Moreira – 15/12 Leonor Sarabuga – 14/9 Lucas Ferreira – 3/9 Martim Antunes – 23/11 Rafaela Pinheiro – 28/8 Rita Rebola – 23/11 Tomás Agostinho – 28/10

sinais de pista  

boletim 495 sac - Dezembro 2012

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