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Louvores em particular (capítulo III) Implicação dos elementos no discurso de Padre António Vieira Escola Secundária D.João II Português Ano lectivo 2013/2014 9 de Dezembro de 2013

Relatores: Alexandra Andrade; Sara Lopes; Nuno Paiva; Patrícia Augusto; Pedro Tavares

Professora Felismina Cunha 1


Índice 1. Introdução - página 2 2. Louvores em particular (capítulo III) – página 3 3. Peixe de Tobias – página 3 4. Rémora – página 3 5. Torpedo – página 4 6. Quatro-olhos – página 4 7. Implicação dos elementos no discurso de Padre António Vieira –

página 5 8. Conclusão – página 6 9. Bibliografia – página 7

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Introdução Neste trabalho iremos falar sobre os louvores em particular, ou seja, de cada elemento apresentado no capítulo III do ''Sermão de Santo António aos peixes''. Diremos as virtudes, defeitos e vícios de cada um, como também os argumentos e comparações utilizadas no discurso de Padre António Vieira. Para concluir, iremos esclarecer o porquê da implicação destes peixes no discurso deste autor.

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Louvores em particular (capítulo III) Os peixes ouvem e não falam. Os peixes têm virtudes naturais, pois não se domam, não se domesticam e, por não terem pecados, escaparam todos do dilúvio.

Peixe de Tobias (Sagrada Escritura):

Virtudes: O seu fel era bom para curar a cegueira, uma vez que o peixe de Tobias conseguiu sarar a cegueira do pai de Tobias. "(...) sendo o pai de Tobias cego, aplicando-lhe o filho aos olhos um pequeno do fel, cobrou inteiramente a vista."; O seu coração era bom para lançar fora os demónios, pois o seu coração afastou os demónios da casa de Sara. “(…)tendo um demónio chamado Asmodeu morto sete maridos a Sara, casou com ela o mesmo Tobias; e queimando na casa parte do coração, fugiu dali o demónio e nunca mais tornou.''. Comparação: Este peixe é comparado com o Santo António, pois este alumiava e curava as cegueiras aos Homens e também os protegia dos demónios, lançando-os para fora de casa. •

Rémora (História Natural):

Virtudes: A Rémora, apesar de ser um peixe pequeno, tem uma grande força e um grande poder. Representa a força da palavra de Santo António. A Rémora pega-se ao leme de uma nau, prende a nau e amarra-a. "(...) a virtude da rémora, a qual, pegada ao leme da nau, é freio da nau e leme do leme.".

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Comparação: Este peixe é comparado com a língua de Santo António: Tal como a Rémora, que apesar do seu corpo pequeno, tem uma grande força e poder, também Santo António, apesar de ter sido um só contra muitos, teve força para “domar a fúria das paixões humanas.''.

Torpedo (História Natural):

Virtudes: O Torpedo tem uma qualidade tremente, fazendo tremer o braço do

pescador através duma descarga eléctrica. ‘’está o pescador com a cana na mão, o anzol no fundo e a bóia sobre a água, e em lhe picando na isca o torpedo, começa a lhe tremer o braço. Pode haver maior, mais breve e mais admirável efeito?’’. Comparação: A argumentação de Vieira, neste passo, fundamenta-se na passagem do sentido denotativo para o sentido metafórico do verbo “tremer”, passagem esta que ocorre na conversão desse “efeito” em “virtude”. De facto, tal como o torpedo que, ao picar o anzol, faz tremer a linha, depois a cana e, finalmente, o braço do pescador, também as pregações de Santo António fizeram ‘tremer’ os Homens, levando-os a confessar os seus pecados e a emendarem-se, uma vez que foram obrigados a tomar consciência dos seus próprios erros.

Quatro-olhos (História Natural):

Virtudes: Este peixe, tal como o nome indica, possuí quatro olhos: dois virados para cima, o que permitia que pudesse vigiar as aves e os outros dois voltados para baixo, para poder vigiar os peixes, fazendo com que se defendesse de ataques inesperados de ambas as espécies. ''e como têm 5


inimigos no mar e inimigos no ar, dobrou-lhes a natureza as sentinelas e deu-lhes dois olhos, que directamente olhassem para cima, para se vigiarem das aves, e outros dois que directamente olhassem para baixo, para se vigiarem dos peixes.''. Comparação: Este peixe ensinou ao pregador a abrir os seus horizontes, isto é, a olhar nas duas direcções: para cima (Céu) e para baixo (Inferno).

Implicação dos elementos no discurso de Padre António Vieira Padre António Vieira utilizou os peixes no seu discurso, pois quis tornar o seu sermão numa alegoria, fazendo com que estes elementos fossem metáfora dos Homens. As virtudes com que ele os classifica são, por contraste, metáforas aos defeitos e vícios dos Homens. Para não ser tao directo, o autor pôs o pregador a falar com os peixes mas, na verdade, o que ele quis representar foi uma conversa com os Homens, na qual os repreende-se pelos seus vícios e os louvasse pelas virtudes.

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Conclusão Com a realização deste trabalho aprendemos muito sobre o discurso de Padre António Vieira estudando, essencialmente, a particularidade dos louvores apresentados no capítulo III do ‘’Sermão de Santo António aos peixes’’. Vimos as qualidades, defeitos e vícios de cada um, tal como os argumentos e comparações utilizados no discurso do autor. Também sistematizamos o porquê da sua utilização, observando que o objectivo principal de Padre António Vieira sempre foi representar uma conversa entre o pregador e os Homens na sua generalidade, repreendendo-os pelos seus vícios e felicitando-os pelas suas virtudes. Para a concretização deste trabalho trabalhamos individualmente, dividindo cada peixe apresentado no texto para cada elemento do grupo, tornando, assim, uma divisão justa. No final, juntamo-nos e certificamo-nos que havia coesão entre todos os trabalhos, obtendo, na nossa opinião, um trabalho organizado e de compreensão fácil.

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Bibliografia •

http://pt.slideshare.net/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Serm%C3%A3o_de_Santo_Ant %C3%B3nio_aos_Peixes

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/11por/11por0708 pdf01.fh11.pdf

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