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Tormenting Lila – Livro 2,5 da Série Lila

1 Sarah Alderson


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Quando Lila e Alex partem para um fim de semana romântico, Lila está esperando para finalmente ter a oportunidade de trabalhar em seu relacionamento com Alex. Mas quando finalmente as coisas começam a aquecer, eles recebem a notícia de que um assassino em série está à solta na ilha e assim seu fim de semana íntimo e longe de todos é interrompido. Uma leitora de mentes, um projetor, um irmão mais velho super protetor e um assassino serial. Um deles encontrará Lila primeiro. E ela espera que não seja o assassino.

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eus olhos se abriram.

Os lábios de Alex contra o meu pescoço me acalmaram instantaneamente. - O quê? - Ele murmurou, sua mão estendida automaticamente em direção à sua arma, que estava deitada na mesa de cabeceira. Eu balancei minha cabeça. - Nada - eu disse, forçando-me a sorrir para ele, o tempo todo tentando ocultar aquela sensação de inquietação. Alex parou por um momento, me estudando. Eu me virei para a frente, examinando tudo com meu olhar e focada na semi-automática que ele estava segurando em sua mão. Com um movimento rápido de meus olhos a arma foi derrapando fora de sua mão, até que caiu na gaveta do criado-mudo. Fechei a gaveta com meu olhar e voltei minha atenção para Alex. Ele levantou uma sobrancelha para mim, seus olhos azuis que provocavam com diversão. Eu já havia tentado argumentar com Alex sobre a necessidade de deixar de carregar uma arma. Nós já não estávamos sendo caçados pela Unidade, afinal de contas, e ele não era mais um fuzileiro naval empregado pela referida Unidade para caçar pessoas como eu e contêlas. Portanto, o meu raciocínio era assim, uma arma já não era uma parte necessária de nossas vidas. Mas os velhos hábitos persistiram. E Alex se recusou a se separar de sua arma. Ele a manteve consigo todo o tempo, e eu às vezes o flagrava limpando e polindo a arma amorosamente, lubrificando as peças e verificando o gatilho, tudo isso escondido, quando eu não estava olhando. Já havia chegado ao ponto onde eu estava seriamente começando a invejar a arma. 3 Sarah Alderson


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Embora Alex não houvesse dito nada, eu estava começando a me perguntar manter a arma era mesmo por força do hábito ou se por acaso haveria mais alguma outra coisa. A coisa era que eu não queria sequer imaginar o que outra coisa poderia ser. A Unidade já estava completamente fora de ação, por isso eu andava despreocupada. Richard Stirling, o homem por trás disso, estava desaparecido, espero eu que já esteja feitos em pedaços, juntamente com toda a sua pesquisa. Sua filha estava atrás das grades - algo que me fazia sorrir de orelha à orelha e desejar fazer um pouco de dança feliz toda vez que eu pensava sobre isso. O mundo para mim agora era como ver diariamente arco-íris e unicórnios e o melhor de tudo, Alex me amava. Por que focar então no lado negativo? O olhar de Alex caiu aos meus lábios. Desviei meus olhos na direção de sua mão, ainda descansando na mesa de cabeceira e puxei-a para mim, depositando-a em cheio na minha cintura. Alex riu baixinho, me puxando para mais perto contra seu peito. - Nós conversamos sobre isso, você não precisa me forçar a fazer qualquer coisa que envolva você, Lila. Eu o encarei. Isso não era estritamente verdadeiro e ele sabia disso. Mas eu tinha desistido de tentar argumentar com ele. Já suportei a quantidade suficiente de rejeição que meu ego pode aguentar. Com o meu corpo se aquecendo no de Alex e suas mãos começando a mover-se por seu próprio livre-arbítrio, ao longo do meu corpo, o meu ego e todas as outras partes do meu corpo sentiram-se aliviados. Entreguei-me à seus beijos, deixando aquele momento me consumir. Haviam passado precisamente 83 dias desde o nosso primeiro beijo naquele motel decadente perto de Palm Springs, e o sentimento que tenho cada vez que os lábios de Alex chegam perto dos meus (OK, quando qualquer parte de sua anatomia chega perto da minha) ainda persiste. Parece que todo o ar no universo foi transformado em uma combinação de luzes vibrantes. Mas em seguida, aquela sensação estava de volta. . . quando eu estava começando a sentir um leve gemido saindo da minha garganta, aquela sensação voltou - um formigamento na pele, um aperto do couro cabeludo - que conseguiram me distrair do prazer muito impressionante de correr meus dedos ao longo do abdômen duro e musculoso de Alex. Com um suspiro eu rolei para fora e olhei para o teto. 4 Sarah Alderson


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- Ele está aqui. Eu sei isso. Alex gemeu e rolou para a frente, pressionando seu rosto em um travesseiro. Eu não pude deixar de sorrir triunfante em suas costas. Foi infinitamente gratificante ver todo o auto controle de Alex finalmente começando a se desgastar. Até agora sua decisão tinha sido firme como um bunker nuclear. Não houve uma fraqueza ou fenda nele (acreditem, eu tinha procurado). Depois de passar seis semanas navegando no Golfo do México em um super-iate, tentando encontrar uma maneira de vencer sua persistência, eu finalmente já havia me resignado com a situação. Eu certamente completaria meus 18 anos de idade sendo virgem. Alex tinha resistido sempre, alegando que era contra a Lei do Estado da Califórnia mas quando essa desculpa tinha caído (dado que nós já estávamos navegando em águas internacionais) ele finalmente admitiu que Jack pode ter tido algo a ver com isso também. Acabou que meu irmão tinha mais influência do que um juiz da Suprema Corte quando chega a estabelecer uma lei sobre Alex e eu. Eu empurrei a lembrança de Jack para longe. A última vez que eu tinha ficado irritada com Jack eu tinha quase causado um maremoto. Eu pulei para fora da cama de dossel e fui até a janela. - Deixe-me apenas ligar e ver como está tudo, em seguida, eu sou toda sua - disse à Alex, já discando o número de Nate. Alex murmurou algo no travesseiro, que soava como "Você é paranóica." - Não. Eu só conheço Nate o suficiente - respondi com tristeza quando o telefone começou a tocar em meu ouvido. E eu já sabia quão longe Nate poderia ir em nome da sua curiosidade sobre a nossa vida particular. Quase tanto quanto o inimaginável. Ele é capaz de astralmente se projetar para fora de seu corpo e voar para qualquer lugar do mundo e ele ainda por cima fica invisível. Isso dá à Nate uma injusta vantagem para suas fofocas. Eu puxei a cortina e olhei para a ondulação azul do mar à distância. Era estranho estar em terra firme depois de seis semanas no mar, e mesmo que eu pedisse para ver minha mãe e meu pai todos os dias, eu tinha que admitir que era bom finalmente ter algum tempo a sós com Alex. Sempre que nós tentávamos nos esgueirar juntos no barco, inevitavelmente Jack sempre aparecia. Eu já havia começado a me sentir como se fôssemos amantes em um romance vitoriano, com Jack fazendo o papel daquele que sempre interferia. Agora não demoraria muito para que o verão acabasse e a vida voltasse ao 5 Sarah Alderson


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normal - o que isso significava que eu teria que aproveitar ao máximo o tempo que restava. “Que sorte... – pensei, admirando o dossel da cama e os roupões macios na parte de trás da porta - que Jack está cerca de mil quilômetros de distância, brincando de Jack Sparrow no Golfo do México”. Não houve resposta da ligação para Nate, o que fez o alarme na minha cabeça dobrar de volume. Eu desliguei o telefone e disquei para Suki. Ela atendeu no terceiro toque. - Olá? - Ela disse timidamente. No fundo eu podia ouvir gaivotas. - Suki? Onde está você? - Perguntei. Suki limpou a garganta. - Atlanta - disse ela, soando mais como uma pergunta do que como uma resposta - Onde está você? - Perguntou ela. Apertei os olhos no horizonte. Suki podia ler meus pensamentos, mesmo por telefone, então não adianta mentir. - Em Nantucket com Alex. - O que você está fazendo aí? - Ela perguntou levemente. O som de gaivotas grasnando em segundo plano ficou mais alto. - Tivemos que vir para Boston. Alex tinha uma entrevista em Harvard. Por isso, decidimos passar alguns dias em Nantucket, antes de voar de volta para Los Angeles. - Eu pensei que ele estava indo para Berkeley. - Ainda vai decidir - eu disse, voltando a olhar para Alex sobre o meu ombro. Ele rolou e ficou me assistindo. O meu olhar caiu sobre seu peito e eu quase perdi minha linha de pensamento. Voltei-me para a janela. - Ouça, Nate está com você? – Perguntei para Suki, lembrando por que eu estava chamando, em primeiro lugar. Houve uma longa pausa na linha. - Err, sim, ele está. . . ele é só. . . no banheiro. - Parece que você está ao ar livre. - Hum, bem, ele está urinando em um arbusto. Saímos para uma caminhada. - Você saiu para um passeio? - Perguntei com ceticismo, enquanto uma imagem de Suki em sua roupa padrão e seus saltos de seis polegadas piscavam diante de mim.

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- Sim. A avó de Nate estava nos deixando loucos. Eu estou cansada de ser a babá do Nate. - Sua o quê? - Sua babá. É o que eles chamam de uma menina que age como a namorada de um menino mas no final não é a namorada do menino e apenas fica atrás dele, acompanhando sempre seus passos - Ela respirou fundo - Eu não quero ser uma babá mais - disse ela com petulância. Ela tinha um ponto. Nate claramente era mimado por sua avó. - Ele está no banheiro. Eu lhe disse já que... - Suki reclamou. - Eu pensei que ele estava fazendo xixi atrás de um arbusto? – eu interrompi. - Sim, isso é o que eu disse - disse Suki, sua voz soando abafada. - OK, escuta, eu tenho que ir - eu disse. - Diga oi para o namorado bonitão - Suki riu - Oh, e Lila, use o vestido verde hoje à noite, que é o favorito dele. Ele pode até mesmo ajudar você à chegar na quarta base. O que é bem melhor, porque, francamente Nate e eu estamos cansados de esperar por vocês para fazer o dia valer a pena. Eu afastei o telefone do ouvido e olhei para ele sem palavras, desejando que meus poderes funcionassem à longa distância para que eu pudesse jogar algo pesado em sua cabeça. - Porque vocês se metem em tudo? - Eu quis saber. - Porque você me ama - respondeu Suki, suspirando feliz, antes de desligar. Voltei-me para Alex, pronta para pular de volta para a cama, mas ele já estava de pé ao lado da porta, vestindo a camiseta. - Vamos lá - disse ele - Vamos lá. Estamos perdendo este belo dia. Meus ombros caíram. Alex tinha, obviamente, consertado a fenda em sua armadura enquanto virei as costas e minhas chances por hoje tinham acabado. - Vamos alugar umas bicicletas e ir à praia - disse ele, me jogando meu biquíni.

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Bike & Boat Aluguel para Ciclistas ficava um pouco para

fora da cidade e no momento em que chegamos lá era meio-dia quase. Do lado de fora, havia uma fileira de motos, e vários remos encostados à parede. Nós empurramos para abrir a porta e nos apressamos para dentro. Atrás do balcão estava um menino de cerca de dezenove anos. A primeira coisa que notei foi que ele estava lendo American Psycho. - Oi - disse Alex. O menino olhou por cima do livro, seus ombros tensos. De repente, ele relaxou, soltou o livro e pulou de seu banquinho. - Hey, o que posso ajudá-lo? - Perguntou ele com um sorriso. - Nós gostaríamos de alugar bicicletas - Alex respondeu, olhando em volta para a tela dentro da loja. O menino imediatamente cruzou a linha de bicicletas correndo pelo centro da loja e perguntou se queríamos bicicletas de mountain bike ou apenas para lazer, eu não tinha idéia qual era a diferença entre elas. Eu estava muito mais interessada na pilha de livros que eu podia ver no balcão. Então, eu deixei Alex e o garoto e me aproximei na direção da mesa. Havia uma pilha de romances empilhados ao lado do caixa, incluindo o meu favorito David Mitchell e algumas biografias de músicos. Atrás do balcão, havia uma porta que estava aberta, revelando uma espécie de oficina com apetrechos de bicicleta e equipamentos de pesca. Uma guitarra estava encostada em um caixote. Olhei por cima do meu ombro para Alex e o garoto, que agora estavam ocupados conversando enquanto eles fizeram algo no guidão de uma das bicicletas. Embora geralmente eu só tinha olhos para Alex, eu teria que ser cega para não perceber quão lindo o outro menino também era, com 8 Sarah Alderson


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cabelos escuros e olhos castanho-claros e do tipo magro, mas musculoso que veste aquelas camisetas brancas que foram feitas para se mostrar. Eu só podia imaginar ele arrasando na guitarra em uma banda, ou posando para a capa da Rolling Stone. Ele era exatamente o tipo de cara que Suki iria cobiçar. Eu fiz uma oração de agradecimento por eles estarem em Atlanta, a milhares de quilômetros de distância. Voltei para o balcão e peguei uma pilha de panfletos jogados ao lado dos livros. Anunciavam uma noite de música em um lugar chamado The Ship. - Pegue um. Eu me virei. O menino estava de pé atrás de mim, limpando as mãos em um pano gorduroso. - É hoje à noite. Deve ser bom. - É a sua banda? - Perguntei, segurando o flyer. Ele me deu um sorriso curioso, provavelmente querendo saber como eu descobri que ele era um músico. - Era - Ele disse com um encolher de ombros - Eu não toco mais, mas eles são bons. Você deveria ir. Eu balancei a cabeça. Eu poderia usar o meu vestido verde. Só então a porta fez barulho atrás de nós. Uma menina com cabelo loiro bagunçado e delineador pesado entrava, seus olhos se iluminaram no momento em que viu o menino. - Ei, Jesse - ela disse em uma voz rouca. - Ei, Nikki - disse o garoto da loja de bicicletas. Ele me deu um sorriso de desculpas e eu sorri de volta enquanto Alex estava ocupado preenchendo a ficha de locação. - O que está acontecendo? - Eu ouvi Jesse perguntar à garota Nikki. - Nada. Estava apenas passando e queria ver se você irá hoje à noite. - Claro, sim, não perderia isso - respondeu Jesse. Nikki olhou por cima do ombro, depois passou por ele e pegou um dos folhetos jogados. - Estamos entregando-os por toda a cidade. Deve ser demais – Ela fez uma pausa – Você irá levar alguém? - Sim - Jesse murmurou após uma batida. - Quem? - Nikki perguntou e eu notei o tom inquisitivo da sua voz.

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Jesse estava olhando para o chão enquanto as suas bochechas tinha começado a corar. - Uma garota. Ela está aqui de férias. O nome dela é Ren. Nikki franziu a testa. - Ren? - Mmm - Jesse respondeu olhando-a diretamente nos olhos agora - Ela é legal. Eu acho que você gostaria dela. Ela é realmente boa com música. Nikki acenou e sorriu um pouco triste. - Oh, OK, legal. Ela empurrou o cabelo atrás da orelha e olhou por cima em minha direção. - Bem, é melhor eu deixar você para sua cliente. Eu acho que você está ocupado. Jesse deu-lhe um breve sorriso. - Sim, eu vejo você mais tarde. Nikki caminhou até a porta e congelou pouco antes de sair, ela voltou para Jesse. - Quem fez isso? - Perguntou ela apontando para a porta quebrada, seu tom inconfundivelmente irritado. Jesse deu de ombros. Nikki olhou para ele. - Jesse! Foi ele? Jesse lançou-lhe um olhar de advertência e seu olhar passou rapidamente para Alex e eu. - OK, bem, vamos falar sobre isso mais tarde - ela murmurou, e com um último olhar para a porta, ela saiu da loja, balançando a cabeça e murmurando alguma coisa em voz baixa. Alex limpou a garganta e Jesse virou, forçando um sorriso. Ele pegou o contrato de locação de Alex e deu a volta em torno do balcão para colocá-lo para cima. Foi então que eu notei debaixo da pilha de folhetos um pedaço de papel rasgado que espreitava para fora. Inclinei a cabeça para que eu pudesse ler as palavras rabiscadas numa zangada escrita feita com caneta preta: “Da próxima vez que vai ser a loja inteira, Miller, e não apenas a porta”.

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ssim que esparramamos as nossas toalhas na areia, Alex

pulou fora, correndo em direção ao mar. Uma fileira de meninas de biquínis levantaram-se sobre os cotovelos para vê-lo, suas mandíbulas caindo abertas como filhotes famintos em um ninho. Antigamente eu poderia ter causado um maremoto de tanto nervoso, mas agora eu era mais velha e, teoricamente, mais madura, portanto decidi deixar passar. Se elas decidissem segui-lo no mar e começar a flertar com ele, então eu poderia sempre optar pela opção do maremoto. De repente, algo caiu na areia perto do meu pé, desviando a minha atenção. Era um frisbee. Eu peguei e olhei em volta. Um grupo de quatro rapazes estava de pé um pouco longe, acenando para mim. Um deles avançou, movimentando-se em minha direção. - Desculpe - ele disse quando ele ficou mais perto. Levantei-me e atirei o frisbee de volta para ele, guiando o vento com uma pequena ajuda (porque, francamente é desnecessário tentar a sorte). - Não se preocupe. Ele pegou com a mão esquerda. - Você quer jogar? - Perguntou. Ele tinha o cabelo castanho avermelhado, sardas e um sorriso fácil, mas as minhas experiências ao longo dos últimos meses me faziam desconfiar de estranhos. Às vezes as pessoas mais doces de aparência acabavam por ser os mais indignos de confiança, cadelas duas caras, e os mais assustadores de aparência se mostravam ser as pessoas em quem você pode confiar pelo resto de sua vida. . . embora 11 Sarah Alderson


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não sempre (Carlos, o chefe da máfia tinha cara de psicopata e ele efetivamente era um). - Não, obrigado – respondi para o rapaz educadamente. - Você tem certeza? - Disse o menino. Ele estava um pouco ofegante e apertando os olhos para o sol. - Sim, não sou uma boa jogadora. Só então alguém apareceu ao lado do menino. Ele estendeu a mão para mim. - Oi, eu sou Tyler. Meu amigo é Parker. Ele tinha cabelos escuros, os dentes mais brancos que eu já tinha visto e parecia que ele tinha acabado de sair de um anúncio de cuecas da Tommy Hilfiger. Eu apertei sua mão, hesitante. - Lila - eu disse, me apresentando. - Você está aqui de férias? - Perguntou Tyler - Eu não a vi por aqui antes. - Hum, sim - eu disse – ficarei aqui por alguns dias. - Legal. Nós estamos fazendo uma festa na noite de domingo na casa de Tyler, para celebrar o 4 de Julho. Você deveria vir. - Mmmm - eu murmurei. Com o canto do meu olho eu notei a fila de meninas que estavam todas deitadas de barriga agora. Elas estavam todas olhando em nossa direção. Uma delas, uma menina de longos cabelos castanhos e um bronzeado perfeito, levantou-se e caminhou em direção a nós, sacudindo o cabelo atrás de um ombro e ajustando as alças do biquíni para trazer a máxima exposição para seus seios. - Ei, Tyler - ela demorou quando ela chegou mais perto. - Ei, Eliza - respondeu Tyler, encarando-a com um olhar apreciativo que descansou por um minuto extra na altura do seio. - Você quer vir para um mergulho? - Ela perguntou, colocando a mão em seu bíceps suado antes de me lançar o que eu imaginei que foi um olhar ácido, embora ela estivesse usando óculos de sol do tamanho de pratos de jantar, portanto, era difícil ter cem por cento de certeza. Tyler olhou para a mão dela, então seu olhar se lançou sobre o meu ombro e ele deu um pequeno passo para trás. Olhei para trás e vi Alex caminhando em nossa direção, água escorrendo por seu corpo. Tommy Hilfiger começou a se afastar. Alex parecia que tinha saído de uma propaganda de cuecas da Armani. Ele abaixou-se para pegar uma toalha e sua mão veio para descansar levemente no meu quadril. Inclinei-me para ele automaticamente. - Meninos - Alex disse, por meio de uma saudação. 12 Sarah Alderson


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Os lábios da menina se separaram quando ela olhou para Alex e sua mão escorregou para o braço de Tyler. Parker e Tyler se atrapalharam na areia, desconfortáveis na presença de Alex e se sentindo de repente muito jovens, em comparação com Alex. Alex tinha alguns anos de vantagem realmente, bem como alguns centímetros à mais em altura. Ele também tinha o corpo musculoso de um fuzileiro naval e vi eles reparando na tatuagem de duas espadas cruzadas sobre o bíceps, o lema dos Fuzileiros Navais - Semper Fidelis - e engolindo nervosamente. - Oi - Parker resmungou. Ele levantou o frisbee como se fosse um pedaço de evidência em um julgamento, ou um escudo. - Frisbee - disse ele - Nós estávamos apenas jogando frisbee. Ele agarrou o braço de Tyler e começou a se arrastar para longe, o tempo todo de olho na tatuagem de Alex. Uma das muitas coisas sobre Alex que eu amava era que, mesmo ele sendo protetor comigo, ele não agia como um homem das cavernas. Não havia nada ameaçador ou possessivo em seu comportamento. Se Jack tivesse estado lá, ele provavelmente teria perfurado os garotos apenas por olhar em minha direção. Mas Alex era mais frio do que isso. Nós assistimos Tyler e Parker fugindo de volta para seus amigos, Tyler me lançando um olhar curioso sobre seu ombro enquanto ele saía. Eliza ficou lá por um segundo a mais admirando a vista, antes de lançar para Alex um mega sorriso e voltar para sua toalha. Quando eu olhei para Alex ele estava sorrindo para mim. Seus olhos - uma cor água-marinha impressionante - pareciam ainda mais claros que o normal na luz solar. - Não poderei te deixar sozinha por cinco minutos - ele riu, chicoteando a toalha para mim. - Eu tinha resolvido já - eu disse a ele, dançando fora do seu caminho. Só então algo passou na frente do meu rosto. Os reflexos de Alex foram mais rápidos do que os meus. Sua mão disparou e ele pegou o frisbee pouco antes de ele me acertar na cabeça. Vi Parker de pé à distância e, em seguida, temendo por sua vida enquanto Alex se virou para ele horrorizado. Eu arranquei o Frisbee das mãos de Alex.

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- Permita-me - eu disse, jogando-o para muito longe da praia, dando-lhe um pouco de aceleração extra para ajudá-lo em seu caminho. Quando me virei para Alex ele estava me dando aquele olhar - o que me fazia sentir como se fossemos os únicos na praia e que nadar nus era totalmente admissível. - Eu já te disse como você é sexy quando você está fazendo a sua coisa? - Perguntou ele, aproximando-se mais e me puxando em direção a ele.

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aindo do banho, coloquei meu vestido verde e virei de

costas para Alex. - E então? - Perguntei. Alex cruzou o quarto e ficou atrás de mim na frente do espelho. Sorri para ele, enquanto ele levantou meu cabelo - que cresceu bastante agora, chegava quase aos meus ombros e estava de um loiro mais branco em lugares onde pegava muito sol - e fechou os botões de cima do vestido. Ele abaixou-se e beijou a minha nuca e eu estremeci enquanto suas mãos deslizavam lentamente até meus quadris. Eu entrelacei meus dedos nos seus, sentindo-me tonta e repente nervosa. Talvez Suki tenha acertado - talvez este vestido seria a chave que abriria o bunker, por assim dizer. Alex agarrou minha cintura e me virou, seus lábios encontrando os meus instantaneamente. Ele me beijou suavemente no início, mas depois de alguns segundos meu pulso estava voando e seus beijos se tornaram mais difíceis. Suas mãos se moveram para o meu rosto, para desenhar-me mais perto, e eu fui empurrando para trás em direção à cama. Alex levantou-me e me deitou, pressionando-me no colchão, apoiando seu peso em seus braços. Talvez a gente não fosse esperar até eu ter dezoito anos, depois de tudo. Caramba- eu pensei - se eu soubesse que o vestido verde era a chave da vitória eu teria usado todos os dias, independentemente do clima, não importa a ocasião. Eu nem sequer me importo se Nate estiver pairando acima de nós agora. Meus pensamentos estavam tornando-se incoerentes, meu cérebro se desintegrando enquanto milhares de sinais de prazer se enroscavam nas minhas sinapses. 15 Sarah Alderson


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Os dedos de Alex estavam lutando com os botões do meu vestido e eu estava mexendo com a sua camiseta, tentando puxá-la sobre a sua cabeça, quando houve uma batida forte na porta. No começo eu pensei que era o meu coração, que batia alto o suficiente nos meus ouvidos para me ensurdecer, mas depois veio outro baque, e a porta sacudiu em suas dobradiças. Nós dois sentamos na cama. - Você pediu serviço de quarto? - Perguntou Alex, se afastando de mim. - Não. Outra batida balançou a moldura da porta. Alex pulou da cama, pegou sua arma da mesa e deu um passo entre mim e a porta. A onda de adrenalina inundou meu corpo. Comecei a memorizar os objetos espalhados pelo quarto, para decidir qual eu poderia arremessar. Não havia mais Unidade. Estávamos seguros. Era, provavelmente, apenas o serviço de quarto. Dois meses atrás, Alex e eu tínhamos vivido como foragidos, mal dormindo, vivendo de cidade em cidade, desesperadamente tentando ficar um passo à frente da Unidade e, embora eu tivesse pensado que eu tinha superado tudo, claramente as memórias ainda estavam vivas, porque uma batida na porta foi o suficiente para me armar de volta para luta e para uma espécie de modo de fuga. Outro estrondo. Meus olhos pousaram no minibar fixado debaixo da escrivaninha do outro lado do quarto. Ao mesmo tempo, Alex foi para a porta. Ele olhou pelo olho mágico, e eu assisti seus ombros afundarem. Ele soltou a arma, respirou fundo e antes que eu pudesse perguntar quem era, ele tinha abriu a porta. Levei um segundo para processar que não era o serviço de quarto em pé no corredor. Em um segundo, o mini-bar foi arremessado do outro lado da sala, com a rapidez e a fúria da cauda de um cometa. Alex soltou um grito e eu consegui parar o mini-bar à uma polegada do nariz de Jack, a cacofonia de garrafas e latas se esmagando umas nas outras enquanto Alex mal respirava. - É bom ver você também, maninha - meu irmão disse, abaixando-se e sorrindo para mim. - Se você não tiver cuidado, este mini-bar é a última coisa que você verá - Eu rosnei em resposta. - Pode vir. Os produtos da linha branca não são páreo para mim. Eu apertei meus lábios e com o máximo de dignidade que pude reunir fiz o minibar deslizar de volta no lugar debaixo da mesa, 16 Sarah Alderson


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fazendo uma nota mental para não abrir qualquer uma das latas dentro dele tão cedo. Eu me virei e olhei para Jack, que ainda estava ali sorrindo para mim como um idiota que tinha acabado de ganhar o presente do ano. Era uma das muitas injustiças da vida que Jack era não apenas mais velho que eu, mas além disso, o seu poder indiscutivelmente ganhava do meu (embora eu preferiria morrer virgem do que admitir isso a ele). Jack poderia se curar de qualquer lesão. . . de qualquer tipo, até onde nós testamos. Nós não tínhamos chegado tão longe como decepar um braço ou cortar sua cabeça para terminar de descobrir, embora eu estivesse muito tentada à fazer isso em várias ocasiões. Eu poderia fazer o fogo e a água obedecia meu comando, eu poderia mover objetos do tamanho de elefantes. Eu poderia provavelmente até mesmo mover um elefante real (um dia eu precisava tentar isso). Mas eu não podia curar-me de uma ferida de bala ou trazer as pessoas de volta dos mortos. Jack tinha um poder que era um milagre. O meu era apenas uma espécie de bah em comparação. Jack passou por Alex em nosso quarto, parando quando viu as colchas bagunçadas em nossa cama de dossel. Ele balançou a cabeça e lançou um olhar aguçado na direção de Alex. Foi só então que eu notei algo vermelho com o canto do meu olho. Virei para a porta. - Amber! Eu gritei, pulando da cama e corri, passando por Alex, para o corredor, onde Amber estava encostada no batente da porta, seu cabelo vermelho flamejante solto em cachos. Ela sorriu fracamente para mim. - Hey, Lila. Depois de passar seis semanas com a gente no barco, a cor do rosto de Amber tinha finalmente voltado e a expressão assombrada por trás de seus olhos tinham começado a desvanecer-se. Mas a dor deixou marcas indeléveis, e me perguntava quanto tempo levaria para que ela superasse o que tinha acontecido, ou, se ela jamais o faria. Eu estava feliz que ela tinha vindo, e uma pequena parte de mim também era grata por que ela estava dando à Jack outra coisa para se concentrar além de mim. Ele claramente tinha uma queda por Amber, embora eu sabia que ela não estava pronta para um novo relacionamento.

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Alex cumprimentou calorosamente Amber, abraçando-a com força, em seguida, virou-se para Jack, sua expressão mudando para inescrutável. - O que você está fazendo aqui? - Perguntou ele, de uma maneira interrogadora. Jack deu de ombros, se jogando na cama. - Papai estava preocupado de como estava Lila e então eu achei que não custava nada dar uma olhada e conferir como anda a minha irmãzinha. Ele me mostrou o mais premiado sorriso. - Me certificar de que ela está bem. - Certo - eu disse, segurando meus braços para os lados - Bem, como você pode ver eu estou bem. Absolutamente cem por cento bem, na verdade. Ou eu estava, até que você apareceu. Assim, você pode sair agora, sua missão de conferir minha saúde e estado geral foi cumprida. OK? - Mas nós acabamos de chegar - disse Jack - Podemos muito bem ficar aqui também, agora. Um raio de pânico passou por mim. Será que ele estava sugerindo dividir o quarto conosco? Havia apenas uma cama. Não havia a menor maneira dele conseguir ficar aqui. - Você tem que estar brincando- Eu assobiei. A mão de Alex rapidamente encontrou meu ombro e aplicou uma leve pressão, seja como um aviso ou na tentativa de me aplacar de algo que eu não poderia dizer. - Nantucket é um lugar perigoso. Eu só quero ficar de olho em você - disse Jack, caminhando até a janela. - Nantucket? Perigoso? O que você está falando? - Eu balbuciei - Nós estamos em uma pequena ilha no Atlântico. É o lugar menos perigoso, provavelmente, no mundo inteiro. Embora a contagem de assassinatos pode aumentar em muito breve. Jack se virou para mim, sorrindo presunçosamente. - Eu não posso morrer, lembra-se? - Isso é apenas uma teoria - eu respondi – Estarei feliz em colocá-la à prova. Alex estava de pé para um lado, sua boca franzida em um sinal de que aquilo não era nada bom. Ele normalmente escolhia ficar neutro em momentos como estes, deixando Jack e eu batalharmos por nossa conta. - Uma garota foi assassinada aqui - disse Jack calmamente. 18 Sarah Alderson


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Eu abri minha boca, em seguida, fechei novamente. - Quando? - Perguntou Alex. - No ano passado - Jack resmungou. Revirei os olhos. - Você fez soar como se houvesse um serial killer à solta agora mesmo. Eu caminhei rapidamente para a porta e a segurei aberta, esperando que ele tomasse a dica. - Jack, eu não preciso de gente cuidando de mim ou me fiscalizando. Alex está comigo e ele é um ex-fuzileiro. E ele tem uma arma. E hmmm, deixe-me ver. . . oh sim, eu também sou capaz de cuidar de mim mesma. Um fato que você parece extremamente empenhado em ignorar. No caso de você ter esquecido - eu quase gritei - eu consegui salvar mamãe e você de uma base fortemente vigiada da Marinha. Jack suspirou alto e começou a olhar o menu do serviço de quarto. Eu levantei a minha voz ainda mais alto. - Enfrentei um chefe da máfia e sua gangue. Jack olhou para cima, uma sobrancelha arqueada. - Capangas? O que você pensa que é? Acha que está vivendo em uma história em quadrinhos da Marvel? Eu cerrei os dentes - E eu enfrentei o Richard Stirling e eu explodi um edifício inteiro. - E você levou um tiro lá - Jack interrompeu – Eu que salvei a sua vida. Revirei os olhos para o céu. Eu respirei fundo e tentei refrear na minha irritação. Virei-me para Amber, que parecia terrivelmente triste. - Desculpe - ela murmurou para mim. - Então, eles só tinham um quarto pequeno - Jack continuou, como se a conversa que acabara de ter tido nunca aconteceu - É um meio como esse. Você e Amber podem ir para lá e eu vou dividir este com Alex. - De jeito nenhum! - Gritei. - Então Alex vai dividir o quarto com Amber? - Jack sugeriu. Um vaso balançou violentamente sobre a mesa. Alex moveu-se rapidamente para segurar o vaso.

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- OK, OK, vamos procurar resolver isso mais tarde - disse Jack, me atirando um olhar de advertência - Vamos todos jantar e podemos discutir o assunto lá. O que ele queria dizer era que devemos discutir o assunto em algum lugar público, onde era menos provável que eu pudesse fazer qualquer dano. Ele estava mostrando uma enorme capacidade de manipular a situação, dado o meu histórico. Eu olhei o quarto, em busca de algo para jogar, mas havia apenas o mini-bar. Então eu virei para Jack e empurrei ele na parede. Ele cambaleou para trás como se empurrado por um tornado e caiu de bruços na cama, com os braços abertos. Amber riu. Alex colocou os braços em volta de mim. - Vamos lá, vamos lá - ele murmurou, me guiando em direção à porta.

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N

o momento em que terminamos o jantar eu estava me

sentindo um pouco menos irritada, na verdade, eu estava me sentindo suspeitosamente flutuante e feliz. Olhei na direção de Amber. Ela poderia manipular humores e eu poderia dizer pelo jeito que ela evitou olhar para mim e pelo o rubor que se infiltrou em todo o seu rosto que era ela que estava por trás de minha mentalidade alterada. Eu me perguntava se eu poderia fazê-la falar algo sobre Jack. Haviam se passado dois meses desde tudo, quando Jack ia superar? Mamãe me disse para ir com calma, que a sua superproteção resultava do fato de que ele se culpava pelo que tinha acontecido com ela e tinha, como resultado, tomado sobre si mesmo a responsabilidade de garantir que nada de ruim me acontecesse. Eu entendia. Totalmente. E eu amo Jack, eu realmente amo. Eu ainda amo seu instinto de proteção. Mas isso não me impedia de odiar ele agora. Entre Jack, Suki e Nate sempre me espionando, parecia que não havia um lugar no mundo onde Alex e eu poderíamos ter um pouco de privacidade. A rua principal de Nantucket era cheia de casas históricas, a maioria convertida em lojas, restaurantes e hotéis de luxo. O flyer para o show que tinha pegado na loja de bicicletas nos deu o endereço de uma antiga mansão (para os padrões americanos) chamada The Ship. Jack e Amber entraram na frente, e Alex me puxou de volta, puxandome nas sombras perto da porta. - Desculpe, não vamos chegar a passar algum tempo juntos hoje à noite - ele murmurou, envolvendo os braços ao meu redor. Bati minha cabeça contra seu peito. - Eu sei - eu murmurei. 21 Sarah Alderson


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Seus lábios pressionaram contra a minha orelha. - Não se preocupe, eu farei um plano mais inteligente do que qualquer missão da CIA. Ninguém vai encontrar-nos. Nem mesmo Nate. Eu sorri, borboletas já dançando no meu estômago com o pensamento. A mão de Alex entrou embaixo do meu queixo e ele inclinou a minha cabeça para que ele pudesse me beijar. Nossos lábios se tocaram ao mesmo tempo que uma risadinha irrompeu dos arbustos ao nosso lado. Nós nos separamos. Houve um barulho, alguns murmúrios sussurrando e, em seguida, um grito, que soava perturbadoramente familiar. - Suki? - Eu meio que sussurrei, olhando para a escuridão. - Não - respondeu o mato. Olhei para Alex e depois de volta para o mato. - Suki, sabemos que é você, sendo assim, você pode sair - disse Alex. - O que você está fazendo aqui? - Eu quis saber enquanto Suki surgiu do meio de um arbusto como uma borboleta tentando lutar contra o seu caminho, saindo de seu casulo, golpeando nos galhos e o cabelo caindo em seu rosto. Atrás dela um rapaz magro, com um enorme afro se materializou. - Nate? - Eu chorei. Eu não sei por que eu estava tão surpresa ao ver Nate também. Ele e Suki pareciam ser unidos pelo quadril. E ela era a sua babá, depois de tudo. Suki alisou seu vestido e cambaleou em nossa direção em grandes plataformas. Nate seguiu atrás, exibindo todos os seus dentes em um sorriso que parecia como se tivesse saído de um mergulho. - Você não deveria estar em Atlanta? - Perguntei, embora minha carranca já estava começando a se desfazer sendo substituída pela felicidade de ver aqueles dois. Eu não tinha percebido o quanto eu sentia falta deles. - Bem, hum - disse Suki - Nate só ficava voando por aí então nós decidimos vir até aqui. Ouvi Alex sufocando uma risada ao meu lado. Atirei-me em cima deles, abraçando os dois bem forte. - Você só estava voando por aí? - perguntei, soltando eles. - Uh-huh - Nate chiou.

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- E então pensamos que poderíamos vir e te fazer uma surpresa disse Suki, vibrando na direção de Alex. - Oi - disse Nate, acenando para Alex. Suki de repente olhou em volta. - Onde está o Jack? Eu juro que escutei a voz dele. - Ele está lá dentro - disse Alex. - Onde vocês vão ficar? - Perguntei para eles, já que eles já haviam se virado e estavam ansiosamente indo até a porta. - Bem, nós achamos que poderíamos dividir com vocês aquela enorme cama de dossel - disse Suki. Olhei para Alex. Eu estava certa. Nate tinha ficado nos espionando afinal de contas, de que outra forma eles poderiam saber sobre a cama de dossel? - Mas talvez Jack possa dividir a cama dele comigo - disse Suki, seu rosto se iluminou com o pensamento.

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J

ack e Amber estavam ajeitando as bolas na mesa de sinuca

enquanto nós fizemos o nosso caminho até eles. Ambos se surpreenderam quando viram Suki e Nate caminhando para eles. - Bem, se não é o Sr e a Sra Smith - disse Jack, balançando a cabeça em diversão. - Nós encontramos eles atrás dos arbustos - disse Alex. Suki abraçou Amber enquanto Nate ficou feliz ao lado de Jack, como um cão diante do seu dono. - Foi tudo idéia de Nate - disse Suki, aproximando-se de Jack. De repente, ela estreitou os olhos e inclinou a cabeça para um lado. Jack franziu a testa, os ombros tensos e sua sobrancelha franzindo tentando deter o que quer que tenha passado por sua mente. Um sulco apareceu entre as sobrancelhas de Suki. Ela olhou para Amber e depois de volta para Jack, um sorriso cúmplice se espalhando por todo o rosto. - Dê um tempo à ela - Suki sussurrou, inclinando-se perto de Jack - ela gosta de você. Mas pare de tirar a camisa sempre que ela passa. Ela sabe que você está tentando se exibir. Jack balbuciou alguma coisa e seu rosto queimava, vermelho. Eu não tinha certeza se Amber tinha ouvido ou não, mas de repente ela ficou muito ocupada olhando para o verde da mesa de sinuca. Ela olhou para mim. - Meninas contra meninos? - Oh, sim - respondi, ansiosa para mostrar para o meu irmão algo em que ele não podia me superar. - Suki, você vai jogar? - Perguntei, mas ela e Nate já não estavam prestando atenção. 24 Sarah Alderson


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Eles estavam olhando em direção ao bar, Suki cutucando Nate nas costelas. Olhei para a direção de onde Suki olhava e não fiquei surpresa ao ver que o objeto de sua atenção era Jesse, o menino da loja de bicicletas, que estava conversando com uma garota com cabelo ondulado escuro. Ele estava vestindo calça jeans surrada e uma camiseta que se agarrava ao seu corpo de uma forma que estava fazendo Suki hiperventilar de tanto entusiasmo. - Eu vejo que Suki encontrou um novo interesse amoroso - Alex murmurou, de repente atrás de mim. - Bem, você e Jack estão fora do menu - eu disse, envolvendo meu braço nele possessivamente - Suki é como um míssil guiado por calor. Ela precisa se fixar em um novo alvo. - Coitado, alguém deveria avisá-lo. Eu ri e caminhei até o fim da mesa, pronta para jogar. Alex deu um passo para trás e senti seu olhar na minha bunda enquanto eu me inclinei. Ele me distraiu o suficiente para que eu batesse o taco e as bolas ricocheteassem para todas as direções, menos para os buracos. Trapaça não era da minha natureza . . . mas não havia nenhuma maneira de eu deixar Jack vencer. Eu sutilmente cutuquei 2 bolas para o buraco no final. Quando me endireitei, Jack e Alex estavam apoiados, olhando para mim com expressões de incredulidade. - O quê? - Perguntei, fingindo inocência. Jack virou-se para o Amber. - Será que ela está trapaceando? - Ele perguntou. - Claro que não - disse Amber, sorrindo docemente para ele, antes de se alinhar para fazer sua própria jogada.

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G

anhamos.

É claro que nós ganhamos. E, depois, cedemos a mesa de sinuca para Jesse e seus três amigos. Nate e Suki não tinham descolado seus olhos de Jesse, não que ele não tivesse percebido o foco de Suki. Mas, seu foco era a garota que estava com ele, que parecia tão perturbada de estar perto dele, que ela até me lembrou de como eu tinha sido antes de Alex e eu ficarmos juntos. Eu escutei ela apresentar-se como Ren. Ela falava com um sotaque britânico, que de imediato me chamou a atenção. Parecia que foi há séculos atrás que eu estava vivendo em Londres - a memória daqueles anos se tornou tão desbotada e distorcida como uma foto antiga. Quem diria que ser assaltada viria a ser a melhor coisa que já me aconteceu? Se não fosse aquele assalto, nada disso teria acontecido e eu não estaria aqui agora? Será que eu estaria com Alex? Será que eu saberia alguma coisa sobre a minha mãe? Não quero nem pensar nisso. Às vezes, os piores eventos abrem caminho para o melhor que podemos esperar. Ouvi um pouco a conversa que o grupo estava tendo. A menina britânica era uma babá. Os outros três eram moradores da cidade, incluindo o objeto de desejo de Suki, Jesse, o cara que tínhamos visto no aluguel de bicicletas mais cedo. - Você é babá de Suki - Alex sussurrou em meu ouvido enquanto eu observava o rapaz se inclinar sobre a mesa e fazer uma jogada. Suki suspirou alto com a visão. Dez minutos depois, a banda veio e todos nós paramos de falar e nos aproximamos do palco. Todos, exceto Amber, que não conseguia 26 Sarah Alderson


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ficar em locais fechados com muitas pessoas - todas aquelas emoções voavam por ela e lhe davam uma forte dor de cabeça. Ela escolheu um canto longe da multidão e sentou-se. Olhei para o palco, imaginando que tipo de música a banda iria tocar, e só foi então que eu que notei que o guitarrista era Jesse, o que explicava por que Suki estava agora lutando por um lugar ao palco. - Ele disse que não tocava mais - gritei para Alex sobre o rugido da multidão, confusa por vê-lo em cima do palco - Isso é estranho. Eu assisti ele passar guitarra sobre a cabeça e começar a dedilhar alguns acordes, e alguém suspirou alto ao meu lado. Era a garota, Ren, e eu não tinha necessidade de ser Suki para descobrir o que ela estava pensando. Eu sorri para mim mesma e virei para ver Nikki, dos olhos de panda e voz rouca passear no palco e segurar o microfone. Ao meu lado, Alex apertou minha mão e, em seguida, a banda começou a tocar e eu esqueci tudo, até mesmo o quão irritante Jack foi e quantas vezes Alex e eu fomos interrompidos. Eles eram bons. Não, eram melhores do que isso. Eles eram incríveis e meu pensamento anterior sobre Jesse na capa da revista Rolling Stone de repente parecia mais como uma premonição. Toda a multidão foi à loucura e eu sabia que era só uma questão de segundos antes de Suki começar a jogar suas roupas íntimas no palco. Então eu me espremi para fora da multidão e fui respirar um pouco de ar. Olhei em torno da área do bar à procura de Amber para ver se ela queria alguma coisa, mas ela não estava à vista. Havia apenas a menina britânica, Ren, sentada em uma das cadeiras agora perto porta, olhando para as profundezas de um vidro sujo, como se tentasse adivinhar seu futuro através dele. Eu caminhei para fora para ver se Amber estava esperando por nós lá, mas a rua estava estranhamente deserta. - Amber? – eu chamei tranquilamente na escuridão. Não houve resposta. Virei-me para voltar para dentro, quando escutei o som de cascalho quebrando no estacionamento, e um grito abafado. Antes que eu pudesse parar para pensar no que eu estava fazendo, eu já tinha começado a correr, a adrenalina inundando meu sistema. O pensamento de que eu deveria estar fugindo do perigo e não me jogando de cabeça para ele passou brevemente pela minha cabeça, mas algo havia mudado em mim desde a luta com as Stirling Enterprises.

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Enquanto eu corria, eu automaticamente já estava a digitalizando tudo ao redor, à procura de alguma coisa - qualquer coisa – que eu pudesse transformar em uma arma. Haviam apenas carros, filas e filas de carros. De algum lugar um grito ecoou em uma extremidade onde as árvores eram tão altas que pareciam pressionar contra o céu sem estrelas. Será que era a Amber? Eu não poderia dizer. Em meio às sombras apagadas das linhas das árvores, um movimento apareceu no canto do meu olho, e de repente uma explosão de vermelho inflamava contra a escuridão. . . Eu derrapei até parar e mergulhei entre dois carros quando reconheci o cabelo de Amber. - Amber? - Gritei. À minha direita uma sombra pulou na minha direção. Eu arranquei com o olhar o espelho retrovisor de um Jeep e girei acima da minha cabeça, apenas conseguindo parar quando vi que Amber tropeçou na minha direção. Ela caiu em meus braços. Eu peguei ela, quase em colapso e a arrastei para longe da escuridão, olhando por cima do meu ombro para as sombras, tentando ver o que estava lá fora. - O que aconteceu? - Perguntei. - Eu não sei, ele veio atrás de mim. . . - Amber estremeceu. Seus dedos rasgavam meus ombros. Ela afastou-se, em pé, mas sua respiração era instável e ela estava tremendo. O espelho retrovisor pairou acima de nós, girando como um pião. Só então um ramo estalou perto de nós, folhas sussurravam. Alguém estava caminhando através dos arbustos, tentando fugir. Eu me preparei para alcançá-lo mas Amber me pegou pelo braço e me puxou de volta. - Não! - Ela gritou - Não. Eu me virei, o sangue subia em meus ouvidos, e eu estava pronta para discutir. Mas a expressão no rosto de Amber me acalmou. Ela parecia petrificada e um traço de sangue escorria pelo seu rosto. Ela balançou a cabeça para mim, os olhos arregalados. - Lila! - Amber? Nós duas pulamos. Alex e Jack estavam correndo em nossa direção pelo estacionamento, Suki e Nate derrapando atrás deles. - Ouvi alguém gritar - Suki ofegava. - O que está acontecendo? - Perguntou Alex, com a voz tensa. Ele e Jack deixaram a expressão descontraída e tinham mudado direto para o modo fuzileiro. Eles haviam tirado suas armas e, assim 28 Sarah Alderson


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que eles chegaram perto eles tomaram posições em torno de nós, voltados em direção ao escuro. Jack lançou um olhar na direção de Amber e encarou raivoso a visão do sangue escorrendo pelo seu rosto. Ele a agarrou e girou em direção à luz da rua, com a mão sob o seu queixo. - Quem fez isso com você? - Ele rosnou. - Um cara a atacou. - Quem? - Alex perguntou. Amber balançou a cabeça. - Eu não sei. - É a Unidade? - Perguntei, sentindo o chão dar voltas sob meus pés. - Não é a Unidade - disse Alex, sua mão encontrando a minha e apertando - Se fosse a Unidade teria sido um ataque coordenado com armas. Além disso, a Unidade se foi - ele murmurou - Eles não podem nos machucar mais. - Quer que eu vá tentar pegá-lo? - Perguntou Jack. Amber balançou a cabeça. - Não. Alex se virou para Suki. - Suki, você ouve alguma coisa? Há alguém lá fora? Suki inclinou a cabeça para um lado. - Não. Eu não consigo ouvir nada. Eu podia sentir a tensão em Alex, ele estava vibrando. A mandíbula de Jack estava pulsando. Os dois queriam dar caça, caçar quem tinha atacado Amber, mas eu poderia dizer que eles também estava divididos. Eles não queriam nos deixar. Jack deu um passo em direção às árvores, mas Amber agarrou sua mão. - Por favor não vá. Não siga ninguém - disse ela, com a voz um pouco mais que um sussurro. Jack fez uma careta. - Quero dizer que, Jack - disse Amber olhando para ele, seus lábios tremendo - Eu sinto o mal. Eu sei mais do que qualquer um de vocês imagina. Eu posso sentir e ver isso todos os dias. Toda vez que eu ando na rua eu passo por pessoas que estão pensando coisas tão obscuras que eu não posso acreditar que eles não estão atrás das grades. Mas isso. . . essa pessoa - ela engoliu em seco novamente - Eu nunca senti nada assim antes. Eu não podia lutar contra ele, manipular sua emoção. E normalmente... 29 Sarah Alderson


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- Shhh - Jack sussurrou, de repente, puxando-a para si. Ele colocou a mão no corte de sangue acima de sua sobrancelha. Amber estremeceu. Jack fechou os olhos. Poucos segundos depois, ele tirou a mão e eu pisquei de espanto. Não havia um único machucado ou marca visível, apenas o sangue agora seco e manchado um pouco sobre sua bochecha. Amber pressionou os dedos em sua testa e, em seguida, na frente de seu rosto. Seus olhos voaram para os de Jack e ela sorriu para ele, sem palavras. Jack deu de ombros, um sorriso de satisfação em seus lábios. Ele colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e deixou os dedos permanecerem lá. Um sorriso ainda mais suave quebrou na boca de Amber. - Acho que estamos atrapalhando vocês esta noite - Suki sussurrou em meu ouvido. Eu me pressionei contra o peito de Alex e fechei os olhos. Eu pensei que agora a Unidade tinha ido embora e a vida tinha voltado ao normal, pensei que eu estaria segura, e que todos se sentiram seguros também. Mas isso provou que não era o caso, certo? Haveriam sempre pessoas tão maldosas como Richard Stirling no mundo. Ficamos ali em um círculo, nenhum de nós disposto a virar as costas à escuridão. Olhei para o meu irmão com seus braços ao redor de Amber, olhei para Alex, que tinha uma das mãos sobre a arma e a outra em mim, olhei para Suki e Nate de mãos dadas e, com um solavanco, percebi que, embora houvesse incontáveis pessoas ruins no mundo (e eu sempre acabaria cruzando com eles), haviam também pessoas boas, pessoas destemidas e leais e que nunca virariam as costas para as injustiças, mas ao contrário, sempre escolheriam lutar.

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Três dias mais tarde The Inquirer & Mirror O jornal de Nantucket desde 1821 “A menina foi atacada na praia de Dionis durante a noite passada. A menina, de 18 anos, estava trabalhando como babá para uma família de Boston e tinha passado a noite com amigos no popular The Ship. Acredita-se que ela foi sequestrada enquanto caminhava sozinha à caminho de casa, mais tarde, naquela noite. Seu corpo estava parcialmente vestido e foi encontrado entre as dunas. Ela foi para o hospital em Boston, onde os médicos descrevem seus ferimentos como muito críticos. Há especulações de que a menina foi atacada pela mesma pessoa que assassinou a também babá, a brasileira Juliana Da Riva, de 19 anos, no verão passado. O corpo de Da Riva também apareceu na praia de Dionis, mas a polícia se recusou a comentar se há um serial killer à solta na ilha caçando babás”.

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E

u engoli o caroço na minha garganta e olhei com os olhos

arregalados para Alex. - É o mesmo cara, não é? O mesmo cara que atacou a Amber? Alex, lendo sobre o meu ombro, assentiu. - Pobre menina. - Oh meu Deus - eu sussurrei - E se for aquela menina? - Que menina? - A menina britânica que estava no The Ship. Ouvi ela se apresentar como babá. E se foi ela? - Nós falamos com a polícia. Nós fizemos o que podíamos Alex me disse, mas eu sabia que ele estava pensando se deveríamos ter feito mais, se poderíamos ter feito mais. - Eles vão pegá-lo, não se preocupe - disse Alex, pressionando os lábios no topo da minha cabeça. Abaixo de nós, motores vibravam com raiva. Suki e Nate estavam debruçados sobre o parapeito do iate, jogando pão para as gaivotas. Jack caminhou para perto, carregando dois copos de café. Amber foi atrás dele. Eles se sentaram ao nosso lado nos bancos corridos de plástico e olharam em silêncio para as ondas agitadas do Nantucket, recuando a um ponto no horizonte. Jack acenou para o jornal que eu estava segurando. - Agora você não está feliz porque eu apareci? Eu te disse que Nantucket era um lugar perigoso - ele bocejou e se espreguiçou, um braço descansando na parte de trás da cadeira de Amber – Daqui por diante não deixarei minha irmãzinha fora da minha vista. Eu senti Alex tenso ao meu lado e apertei sua mão. 32 Sarah Alderson


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- Permita-me - eu sussurrei, girando os olhos em direção à Jack. . . e me concentrando na enorme xícara de café que estava em sua mão.

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D

epois de ter passado a maior parte da sua vida em Londres,

Sarah deixou seu emprego num setor sem fins lucrativos em 2009 e partiu em uma viagem ao redor do mundo com seu marido e sua filha, obcecada por princesas, com a missão de encontrar um novo lugar para chamar de lar . Depois de vários eses a Í dia, EUA, Ci gapura e Austrália, eles se estabeleceram em Bali, onde Sarah agora passa os seus dias escrevendo perto da piscina e tomando toneladas de litros de água de coco. Ela terminou o seu primeiro livro Hunting Lila u pou o a tes de deixar o Reino Unido, escreveu a sequência dessa série em uma praia na Índia, e agora acertou um contrato com a Simon & Schuster para um novo projeto. “eu ter eiro livro, Fated , so re u adoles e te açador de de ios, que foi escrito durante a sua estadia na Califórnia, foi publicado em Agosto de 2013 pela Simon Purse (uma derivada editorial da Simon & “ huster) e logo ap s ela la çou o a la ado Out of Control e aio de 2014. Atualmente, ela está trabalhando em vários projetos bastante i teressa tes, e seu pr xi o livro Conspiracy Girl deve ser la çado e Fevereiro de 2015. Ela ta é es reve ro a es new adult so o pseud i o de Mila Gray para as editoras Pan Macmillan (UK) e Simon & Schuster (EUA). 34 Sarah Alderson


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Tormenting Lila 2.5  

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