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SARAH FOLSTER OLIVEIRA

CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA

PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS

RIBEIRÃO PRETO 2013


CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA

SARAH FOLSTER OLIVEIRA

PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS

Monografia apresentada ao Centro Universitário Moura Lacerda para cumprimento das exigências parciais para a obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo sob a orientação da Profª. Drª. Silvia Camilo.

RIBEIRÃO PRETO RIBEIRÃO PRETO 2013 2013


Dedico aos meus pais que são as pessoas mais importantes da minha vida e tornaram possível essa realização, confiando na minha capacidade.

Aos meus amigos que tiveram paciência com minhas ausências e faltas.

Aos meus professores por me ensinarem durante os anos de curso como ser uma boa profissional.

E a minha orientadora que foi tão paciente no decorrer do trabalho.

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DEDICATÓRIA

DEDICATÓRIA


AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus o meu criador, aquele que me conforta nas horas de aflição e me ilumina nas de indecisão. E por ter propiciado essa oportunidade.

AGRADECIMENTOS

A minha orientadora Silvia Camilo, por aceitar a parceria durante esse trabalhoso processo, por me orientar e acreditar que eu iria conseguir e me guiar nas dúvidas e frustrações. Agradeço pela paciência e palavras de consolo e carinho durante todo percurso.

Agradeço aos meus pais por serem tão atenciosos e me ajudarem naquilo que foi possível e até mesmo impossível, as idas ao terreno, as maquetes produzidas, o comprometimento em estarem sempre presentes e preocupados com meu bem estar. Obrigada por tudo. Seu caráter, honestidade e ensinamentos também foram de suma importância durante toda a caminhada.

Aos meus amigos que estiveram comigo, mesmo que a distancia, com uma palavra amiga, um apoio, um elogio, vocês fizeram da trajetória mais amena e agradável. E durante esse ano, o mais difícil, onde estive muito ausente foi possível perceber aqueles que estarão sempre ao meu lado.

Agradeço a todos aqueles que de alguma forma ajudaram, tanto na prática, com materiais, levantamentos, como emocionalmente, dando apoio geral.

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“E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre.” Chico Xavier

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Essa monografia apresenta o desenvolvimento de um

agregar de maneira positiva a cidade, tornando um local agradável

projeto na área nas antigas Pedreiras de Santa Luzia e Monte

que contribui para o desenvolvimento físico, cultural e

Alegre na cidade de Ribeirão Preto/SP. Abrangendo as questões

econômico. A proposta é feita de acordo com estudos da

de sustentabilidade, meio ambiente conciliando com lazer,

topografia, entorno, delimitantes do espaço onde surge o

esportes, contemplação e descanso de acordo com um parque.

programa de necessidades, as diretrizes projetuais, propondo áreas

Serão apresentadas referências teóricas de autores

de lazer para cada tipo de modalidade. Mostra a arquitetura e

renomados no assunto, além de referências existentes analisadas

urbanismo integrados com o meio ambiente, sem agredi-lo e

pelo autor. Com análises físico-territoriais da área e entorno e

trazendo melhorias na qualidade de vida de todos os moradores da

questionário feito com a população próxima á área, a ideia é

cidade de Ribeirão Preto.

demonstrar como um ambiente ambientalmente frágil pode se

Palavras- chave: Parque Urbano, Lazer, Pedreira, Preservação Ambiental, Cultura.

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RESUMO

RESUMO


ABSTRACT

This monograph presents the development of a project in

is to demonstrate how an environmentally fragile environment

the area in the old quarries Santa Luzia and Monte Alegre in the

can add positively to the city , making it a nice place that

city of Ribeir達o Preto / SP . Covering the issues of sustainability,

contributes to the physical, cultural and economical. The proposal

environment

is in accordance with studies of topography, surroundings,

with

entertainment,

sports,

contemplation and rest according to a park .

delimiting the space where there is the program requirements,

Will be presented theoretical references of renowned

guidelines manual proposing areas for each type of sport. Shows

authors on the subject, also to existing references analyzed by the

the architecture and urbanism integrated with the environment,

author. With physical- territorial area and surroundings and

without attacking it and bringing improvements in the quality of

questionnaire done with the population close to the area , the idea

life of all residents of the city of Ribeir達o Preto.

Keywords : Urban Park, Entertainment, Quarry, Environmental Preservation, Culture.

7

ABSTRACT

reconciling


SUMÁRIO LEVANTAMENTO DE DADOS ............................................. 45

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................ 13 1. PARQUES URBANOS E PAISAGISMO

3. CARACTERIZAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO 3.1 Localização ................................................................ 46 3.2 Clima .......................................................................... 47

1.1 História do Paisagismo no Brasil ............................... 14

3.3 Relevo ....................................................................... 47

1.2 Definições de áreas verdes e parques ........................ 15

3.4 Vegetação................................................................... 48

1.3 Benefícios de um parque ........................................... 17

3.5 Principais Praças e Parques de Ribeirão Preto........... 50

1.4 Qualidade de vida nas cidades ................................... 19

3.6 Estudo de Casos em Ribeirão Preto ........................... 53

1.5 Áreas de Proteção Ambiental e Meio Ambiente ....... 20 1.6 Áreas Degradadas e sua Recuperação Sustentável .... 22

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA .................................................... 66 4. ÁREA DE INTERVENÇÃO

LEITURAS PROJETUAIS ...................................................... 24 2. LEITURAS PROJETUAIS

4.1 Área da Proposta ........................................................ 67 4.2 Histórico da Área de Estudo ...................................... 69

2.1 Parque das Pedreiras - Curitiba.................................. 25

4.3 Leitura de Uso do Solo .............................................. 70

2.2 Parque Tanguá - Curitiba ........................................... 28

4.4 Dados Cadastrais da Área .......................................... 74

2.3 Bosque Zaninelli - Curitiba ....................................... 33

4.5 Hierarquia Viária e Acessos....................................... 75

2.4 Praça Victor Civita – São Paulo ................................ 37

4.6 Ocupação da Área ...................................................... 77 4.7 Topografia da Área .................................................... 79 4.8 Meio Ambiente .......................................................... 81 4.9 Cenários ..................................................................... 86 8

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ......................................................................... 10


7.5 Lazer Cultural .......................................................... 123 ANÁLISE DO PERFIL POPULACIONAL .......................... 87 5.

ANÁLISE

DO

PERFIL

POPULACIONAL

DO

ENTORNO

7.6 Lazer Familiar .......................................................... 129 7.7 Lazer Esportivo ........................................................ 130 7.8 Lazer Radical ........................................................... 132 7.9 Espelho d‟água/ Armazenamento de água ............... 135

DIRETRIZES PROJETUAIS .................................................. 93 6. DIRETRIZES PROJETUAIS

8.0 Pedreira/Mobiliário .................................................. 138 8.1 Vegetação................................................................. 142

Lazer ....................................................................................... 94

FOTOS MAQUETE ELETRÔNICA .................................... 148

6.2 Características Limitantes de Espaço e Percurso....... 95 6.3 Proposta Programa de Necessidades ........................ 96

CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................. 153

6.4 Definições do Programa do Parque ........................... 98 6.5 Proposta Plano de Massa ......................................... 100

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................. 154

PROPOSTA PARQUE DAS PEDREIRAS .......................... 107

ANEXO ..................................................................................... 157

7. PROPOSTA PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS 7.1 Implantação.............................................................. 108 7.2 Acessos .................................................................... 111 7.3 Cortes ....................................................................... 118 7.4 Maquete Física ......................................................... 120

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SUMÁRIO

6.1 O Parque na Área de Estudo como Área Verde de


INTRODUÇÃO


Com a agitação do mundo moderno e o individualismo cada

verdes, fauna e flora, sem a necessidade de percorrer grandes

dia mais aguçado, pessoas tem deixado o contato com a natureza

distâncias. É neles que grande parte da população urbana

mais distantes do seu dia-a-dia, muitas vezes pela distancia que

aprimora sua relação com a natureza, o que faz deles um

teria que percorrer para ir a uma área verde, outras pela

importante instrumento para conscientização ambiental. Em Ribeirão Preto a várias áreas a serem preservadas e

Nas grandes cidades as áreas verdes nem sempre estão

que estão inutilizadas ou são usadas de forma irregular, como

presentes em todos os bairros, deixando-os sem um equipamento

exemplo, fundos de vale, vazios urbanos, áreas verdes, uma

importante no dia a dia dos moradores. Em Ribeirão Preto há uma

antiga pedreira Monte Alegre, etc., onde poderiam ser propostos

deficiência em vários bairros como Ipiranga, Planalto Verde, Vila

parques, pois a população espera um melhor aproveitamento da

Tibério, Jardim Santa Luzia, entre outros e os moradores de

área.

diversos bairros gostariam de ter mais próximo de casa um local

Portanto, a proposta deste trabalho é um parque urbano

agradável, bonito, que possa servir para um descanso ao fim do

para a cidade de Ribeirão Preto, tendo como objetivos a

dia de trabalho, levar as crianças para brincar no fim de semana e

valorização da área e bairro, a recuperação de um ambiente

aproveitar a natureza preservando o meio ambiente.

degradado, proteção de rios e lagos, favorecer a melhoria na

Pensando nesse aspecto, um parque urbano supriria a necessidade de tais bairros, disponibilizaria contato com a

qualidade de vida da população, principalmente moradores próximos e aprimorar a paisagem local.

natureza, conscientizando a importância da preservação do meio

Dessa forma, seria adequado escolher uma área para

ambiente e proporcionando momentos de convívio social,

preservação ambiental, um local que seja ambientalmente frágil,

melhorando a qualidade de vida dos moradores. O benefício dos

para que seja protegida de forma adequada e útil, em um bairro

parques urbanos é propor aos moradores, principalmente de

que não possua esse equipamento de lazer. Assim o local

grandes cidades, a opção de visitar áreas naturais, com paisagens

escolhido para o parque urbano é a pedreira Monte Alegre, 11

INTRODUÇÃO

dificuldade financeira e a falta de tempo.


indivíduos a necessidade de valorizar e buscar equilíbrio

pedreiras a Monte Alegre e a Santa Luzia, próxima mais bem

dinâmico entre os homens e o meio ambiente. Para que ocorram

menor. A pedreira está desativada para exploração, possui um

mudanças de atitudes, o indivíduo precisa estar consciente e,

grande lago e uma nascente dentro do terreno, propiciando a

principalmente, sensibilizado de seu papel enquanto espécie

preservação e sendo melhor utilizada. A área localiza-se na

integrante de um ambiente equilibrado. Assim o parque ajuda na

Avenida do Café com a Avenida Luigi Rosiello e limita-se

conexão com a natureza e com o estudo sobre ela, ajuda no

também com a Rua Albert Einstein e Rua Maracaju, encontrando

entendimento de seus benefícios a saúde e a cidade. Preservando

com a Rua Carlos Aprobato e a Rua Manoel Duarte Ortigos.

uma área e aumentando sua diversidade de fauna e flora local,

O projeto do parque urbano na cidade de Ribeirão Preto, no bairro Jd. Santa Luzia e Vila Monte Alegre, abrange

conscientizando essa população a importância de não poluir nem a terra, a água e ou o ar e reciclar o lixo que produz.

principalmente o conhecimento de urbanismo e paisagismo

Para atender a proposta foi preciso identificar os parques

desenvolvidos no curso. Desse modo, a proposta tende a

existentes ou locais de contato com a natureza em Ribeirão Preto,

preservar a área degradada, que possui alto poder de

averiguar junto ao bairro as áreas de lazer existentes ou

biodiversidade, trabalhar com sua volumosa topografia, conservar

inexistente, detectar uma área frágil ambientalmente que possuía

espécies nativas o lago e a nascente, e projetar de acordo com a

um local adequado que atendesse aos pré-requisitos, definir os

área o melhor para benefício da população e do meio ambiente.

conceitos de parque urbano e parque nacional, levantar as

O público atendido será amplo, crianças, jovens, adultos e

espécies de fauna e flora existentes no local e a montagem de uma

idosos, com atrativos para todas essas idades e todos os tipos,

maquete física para estudo da topografia. A pesquisa foi

atendendo principalmente ao bairro, mais também a cidade.

produzida coletando informações em livros, monografias, artigos,

Aprender sobre a natureza, mantendo um contato próximo com seus elementos, pode ser a única maneira de despertar nos

sites da internet, análise do entorno com mapas e questionário aplicado aos moradores do bairro já definido. 12

INTRODUÇÃO

conhecida também como pedreira da USP, que abrange duas


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


cidades modernas, voltados mais a elite, porem com o cuidado de

1.1 HISTÓRIA DO PAISAGISMO NO BRASIL

relacionar espaços edificados e não-edificados. O parque urbano, no Brasil, nasceu no século XIX, com a necessidade de se adotarem espaços adequados para atenderem a uma nova demanda social como, por exemplo, o lazer, o tempo do ócio e a necessidade de melhorar o ambiente urbano. O papel dos parques no país é muito abrangente e sua definição nem sempre é precisa. Muitas vezes, são espaços de lazer de pequeno porte (um hectare ou um pouco mais), sendo denominados parques porque são cercados e têm instalações de lazer e vegetação. (MACEDO e SAKATA, 2003).

O termo paisagem surgiu na Holanda, no século XVI, para designar pinturas. Para DEMATTÊ (1999), a palavra paisagem significa espaço de terreno que abrange um lance de vista, ou extensão territorial a partir de um determinado ponto. Segundo a mesma autora, em Geografia, paisagem é o resultado atual de um longo processo evolutivo, como a formação de relevo de determinada região, seu clima, a vida que ali se instalou e evoluiu, a interferência humana e as interações entre esses fatores. FARIA (2005, p.132) diz: A introdução do paisagismo no Brasil foi tardia se comparada ao que ocorreu no mundo oriental. Os primeiros grandes espaços verdes só apareceram no século XVIII como o Passeio Público do Rio de Janeiro, um antigo charco que foi aterrado e ajardinado em 1783. [...].

O início do século XX é marcado pela urbanização de grandes centros, são criados então espaços públicos centrais utilizando tanto espécies nativas quanto as europeias, fazendo a integração com edifícios, seu caminho começa a ser importante também.

Inspirado em um espaço similar de Lisboa, nessa época a

Passando para 1980, onde os parques ecológicos se

elite simulava os jardins da Europa, com formas geométricas

tornam mais populares, e abrangendo também espaços de lazer

levando sempre a um ponto central.

ativo, como por exemplo, pistas de caminhada, quadras

O parque urbano foi ainda mais tardio, e ocorreu devido

esportivas. Nesse ano também a consciência ambiental ganha

ao desenvolvimento das cidades e a novas necessidades das

forças, e no Brasil em 1986 inicia-se uma legislação rigorosa na 14

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1. PARQUES URBANOS E PAISAGISMO


qual são obrigatórios estudos de impacto ambiental (EIA) e

espaço de domínio público que desempenhe função ecológica,

relatórios de impacto ao meio ambiente (RIMA), para áreas a

paisagística e recreativa, propiciando a melhoria da qualidade

serem modificadas.

estética, funcional e ambiental da cidade, sendo dotado de

de implantado para entender os problemas físico-ambientais e socioculturais da paisagem. É desse modo que são feitas áreas paisagísticas atuais,

vegetação e espaços livres de impermeabilização.". As áreas verdes são de grande importância para a qualidade de vida urbana e também proporcionam inúmeros benefícios ao seu entorno.

analisando a área, o entorno, o modo de vida dos moradores ao

Alguns bairros não possuem atividades de lazer público a

redor do local previsto para implantação e relacionando o bem-

maioria deles são bairros periféricos, e a população sente a falta

estar da vida da população sem mudanças grosseiras no desenho

desse equipamento, sendo necessário para uma boa qualidade de

existente.

vida, para todas as idades, sendo atividades de relaxamento ou dinâmicas.

1.2 DEFINIÇÕES DE ÁREAS VERDES E PARQUES Esse trabalho tem como objetivo apresentar um projeto de parque urbano para a cidade de Ribeirão Preto. Segundo o Ministério do Meio Ambiente: “Parque urbano é uma área verde, com função ecológica, estética e de lazer, no entanto com uma extensão maior que as praças e jardins públicos.”. De acordo com o Art. 8º, § 1º, da Resolução CONAMA Nº 369/2006, considera-se área verde de domínio público "o

Dentre os diversos aspectos ressaltados por Magnoli (2006, p.203), vale salientar que: [...] O atendimento do cidadão nas várias escalas de urbanização e a diversidade de apropriação em atividades variadas, diversificadas, específicas ou não," ativas" ou" passivas", para todos os cidadãos, em idade, sexo, isolados ou em grupos, leva à distribuição de espaços diversificados no interior, na periferia e no exterior da mancha urbana. Diversificados em configuração, em acessibilidade, em desenho, em manutenção [...].

15

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O paisagismo então passa a ser estudado por equipes antes


pensada para aqueles que possuem maior poder aquisitivo, por

caminhada, leitura durante uma tarde ou um local agradável para

tanto em locais mais centrais ou mais próximos de áreas mais

ir após um cansativo dia de trabalho, alguns gostam de um

ricas da cidade.

ambiente aconchegante e bonito apenas para relaxar. E se as

Outro aspecto muito observado em todas as cidades é a

pessoas não possuem esse equipamento próximo de suas casas

violência que vem crescendo a cada dia, e locais abandonados,

acabam não frequentando pela dificuldade de acesso a outro local,

mal utilizados acabam criando possibilidades maiores de

ter que pegar um meio de transporte para poder ter esses

vandalismo e para esconderijo para criminosos, facilitando seus

momentos no cotidiano se torna cansativo e demorado.

atos. Ocupando devidamente esses locais, com ambientes

Segundo Magnoli (2006, p.203), [...] É pela relação entre o uso diário e a duração reduzida que se pode observar que são espaços os quais devem estar próximos da habitação, de nível local. Para atividades de longa duração, o tempo de acesso passa a ter pequena interferência, permitindo localizações regionais. Há toda uma gama de diversificação de distribuição espacial que fica inserida entre os dois extremos e é função da frequência dos usuários e da localização e facilidades de acesso.

Assim a distribuição das cidades é feita por dois pontos de vista, a frequência dos usuários ao local e a facilidade de como chegar a esse local, por isso áreas periféricas acabam ficando mais desprovidas de lazer. De um modo geral os benefícios de lazer e bem estar da população são em sua grande maioria

familiares e práticas diversas, o local se torna movimentado, bem frequentado e diminui os riscos de criminalidade. O conceito de Parque para a Paz pode implementar o raciocínio de parque pois segundo a IUCN (International Union for Conservation of Nature), “Parques para a Paz são áreas transfronteiriças formalmente dedicadas à proteção e manutenção da diversidade biológica e dos recursos naturais e culturais e para a promoção da paz e cooperação.” Para o entendimento do pensamento, Peixoto, et al (2005, p.26), completa que: [...] Evidentemente que esse conceito não se aplica diretamente a um parque urbano, inserido nos limites de um mesmo estado ou município mas ele funciona como inspiração para uma nova proposta, em construção,

16

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As pessoas gostam de áreas verdes, seja para uma


1.3 BENEFÍCIOS DE UM PARQUE Um parque serve para melhoria da qualidade de vida, qualidade de todo o entorno da cidade, é um espaço de convivência social e para participação dos cidadãos na gestão ambiental. Parque urbano tem como conceito também a preservação ambiental, ajudando na proteção da biodiversidade, buscando o equilíbrio entre os homens e o meio ambiente. Além dos benefícios naturais, a conservação da biodiversidade local, a

Ampliando o conceito para Parque nacional, esse costuma

proposta de parque vai além, são para áreas degradadas, com

ser propriedade do Estado e é uma área de conservação ambiental,

muitos conflitos e violência, tentando minimizar esses problemas

mas tem como conceito a preservação de ecossistemas naturais,

e melhorar a união da população local.

além de possibilitar pesquisas científicas e desenvolvimento de atividades educacionais ambientais, com entretenimento em contato com a natureza e ecoturismo ecológico. Portanto o parque urbano define-se muito semelhante ao conceito de parque nacional, sendo apenas menor em dimensões e não sendo apropriado para pesquisas científicas. Complementando Peixoto, et al (2005, p.26) “[...] um parque nacional pode se transformar, além de meio de conservação da base de recursos naturais em símbolo e veículo de

Reafirmando essa reflexão, Demattê (2006, p.68) alega que: Parques são grandes espaços abertos livres, urbanos ou entre cidades, arborizados, podendo conter áreas de vegetação natural e áreas de vegetação plantada. Têm finalidades de recreação, lazer e conservação da natureza, sendo de grande importância para a saúde física e mental das populações urbanas. Do ponto de vista ecológico, contribuem para a proteção da flora, da fauna, da agua e do solo, exercendo efeito benéfico sobre o microclima [...].

novos valores.”. 17

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

vinculada às áreas protegidas urbanas, submetidas a um elevado grau de pressão antrópica e tensão social. Nessas áreas, a estratégia para valorização da paz pode se vincular também à gestão como uma alternativa para se trabalhar o conflito e a cidadania. Assim, a área protegida passa a ter um valor simbólico ampliado e se internaliza no imaginário não apenas como possibilidade de lazer e contato com a natureza mas também como elemento central de qualidade de vida e dignidade para o cidadão urbano.


podem servir mais do que lazer, junto com espaços diferenciados, com palestras e oficinas auxiliam na formação cultural. Com essa linha de raciocínio o parque urbano pode conter oficinas em salas destinadas a esse conceito, contendo o diferencial da prática, o contato com a natureza e educação ao ar livre. Recreações com a natureza formam uma ligação do homem com a terra e fazem com que a preocupação de conservação aumente, transferindo essas atitudes para casas, rua, e cada vez pessoas possam usufruir de

áreas degradadas, contato com a natureza e lazer em contato com o meio ambiente. Conforme Loboda (2005, p.131), [...] A qualidade de vida urbana está diretamente atrelada a vários fatores que estão reunidos na infraestrutura, no desenvolvimento econômico-social e àqueles ligados à questão ambiental. No caso do ambiente, as áreas verdes públicas constituem-se elementos imprescindíveis para o bem estar da população, pois influencia diretamente a saúde física e mental da população.

um ambiente mais saudável, mais limpo e mais social. A reflexão de Loboda (2005, p.134) salienta que, Com ênfase ao meio urbano, estas áreas (parques urbanos) proporcionam a melhoria da qualidade de vida pelo fato de garantirem áreas destinadas ao lazer, paisagismo e preservação ambiental [...].

O bem estar da população deve estar ligado à construção de qualquer ambiente público, tornando um parque urbano em um conveniente projeto para melhora não apenas a qualidade de vida

Completando o pensamento Souza, (2003, p.20), [...] A vida urbana na cidade, especialmente nas grandes cidades, é vista como um espaço de oportunidades e satisfação de necessidades básicas, mas, também, como estressante, poluída e perigosa, com diversos conflitos e problemas graves que afetam a qualidade de vida de seus habitantes. [...] Os espaços vegetados com fins contemplativos nasceram da percepção de que estes eram importantes para a saúde física e psicológica da população.

dos moradores, mais da uma nova visão de todo seu entorno. Pensando em bem-estar e relacionando a situação com preservação ambiental, que inclui proteção da diversidade biológica, a não poluição das águas e do solo, a reconstrução de 18

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Parques em geral são patrimônios ecológicos, culturais, e


A qualidade espacial da cidade e a sua propriedade de favorecer as relações econômicas, sociais e culturais são tão importantes para a formação e educação do homem como é a casa para a criança. Essa distribuição dos usos da cidade não é feita aleatoriamente, normalmente encontramos comércios e serviços no centro da cidade, indústrias na parte periférica, a população mais pobre também está, em sua maior parte, localizada na periferia da cidade, geralmente nas áreas de piores condições geográficas. Os mais ricos também ocupam lugares específicos, ou estão nas áreas centrais, de localização privilegiada, ou ocupam áreas nobres da periferia, nos chamados “loteamentos fechados”, com todo o conforto e, principalmente, segurança. O crescimento dos aglomerados urbanos exige a formação de estruturas verdes adequadas, que possibilitem a solução dos inúmeros problemas inerentes às necessidades das populações quanto a lazer, contato e conhecimento da natureza. Reafirmando o conceito, Oliveira (2007, p.60) diz: [...] Existe grande demanda por espaços abertos no meio urbano, visto que o ser humano necessita estar ao ar livre. Isso é perfeitamente visível se observarmos o interesse da população em participar de

processos de implantação e melhoramentos de parques e praças por meio de abaixoassinados e passeatas.

O homem moderno, sedentário, mas com grande mobilidade, não mora apenas em uma casa, mas habita áreas mais amplas na medida em que precisa de mais espaços para a realização de sua existência através de suas várias atividades culturais. A cidade pode ser compreendida como a casa estendida do homem. O homem vive em família, em uma casa na qual realiza suas principais atividades fisiológicas e relações afetivas e vive, também, em espaços urbanos, principalmente os públicos, a rua, o bairro, o setor urbano, o centro urbano, o parque urbano. Exercendo sua cidadania cultural e política, relacionando-se com outros indivíduos e grupos sociais. Conforme Oliveira (2011, p.3), [...] A construção de parques buscando uma junção entre conscientização ambiental e desenvolvimento social é muito importante e uma ótima arma para que a população tenha ao mesmo tempo educação, cultura e lazer além de desenvolver uma visão de preservação do meio ambiente principalmente nas crianças que são as mais participativas. Deve-se aproveitar a simplicidade, a curiosidade e a ingenuidade das crianças para plantar uma sementinha muito importante que

19

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.4 QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES


A cidade deve ser o lugar do exercício pleno da cidadania. Isso significa que, não só a cidade deve proporcionar as condições para que o ser humano se desenvolva material e culturalmente, mas que a própria cidade deve ser fruto do desejo e obra de todos os seus cidadãos. Assim, a política de desenvolvimento urbano deve ser fruto desse exercício. Neste sentido, o perfil do parque visa à criação de um

No Brasil, a maneira legal de preservar e conservar áreas naturais é por meio das Unidades de Conservação (UCs), definidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei 9.985 de 18/07/2000) como sendo: [...] Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

espaço público de lazer, numa área particularmente carenciada deste tipo de equipamento. Assim, é vocacionado tanto ao contato

Há vários tipos de UCs, com diferentes nomes e diretrizes de atividades a serem realizadas. Algumas mais restritivas,

mais direto com a natureza, como à prática cultural.

voltadas para pesquisa e conservação, outras para visitação e 1.5

ÁREAS

DE

PROTEÇÃO

AMBIENTAL

E

MEIO

AMBIENTE Atualmente há forte preocupação no mundo relacionado à preservação do meio ambiente, e parques urbanos agem como instrumentos importantes para sobrevivência de espécies da fauna e da flora servem também para a conscientização da importância da preservação. O meio ambiente é a nossa herança, temos uma natureza que nos oferece todos os recursos de que precisamos para viver bem, à vista disso essa herança deve ser protegida.

atividades educativas e algumas que conciliam habitação e uso produtivo e urbano do território. É muito comum que as UCs sejam genericamente denominadas „Parques‟, „Parques Nacionais‟ ou 'Reservas'. Isso ocorre por que anteriormente à criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), em 2000, que unificou etapas e criou diretrizes comuns para a criação, gestão e manejo das mesmas, já havia instrumentos legais que disciplinavam a criação de Parques e Estações Ecológicas e outras áreas protegidas. 20

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

é a educação ambiental e o amor pelo meio ambiente.


categoria de UC, a Unidade de Uso Sustentável, como a: Área de Proteção Ambiental, ou APA, que pode ser tanto pública como

preservação. Com base nisso, foi escolhido como referência para o projeto o livro “Criando Paisagens” de Benedito Abbud. Segundo Abbud (2011, p. 10), [...] A arquitetura de paisagens possibilita a criação planejada de ambientes construídos com elementos vivos, de modo que promovam o bem-estar das pessoas que por eles transitam. Nesse livro, são apontados diversos recursos (cor, forma, aroma, sons, textura, sabor) que essa disciplina nos oferece para projetar espaços vivos e mutáveis, os quais nos convidam a com eles interagir de maneira sensível, e não apenas pragmática.

privada e se constitui de regiões com certo grau de ocupação humana que apresentam aspectos importantes para a “… qualidade de vida e o bem-estar das populações…”, para tanto deve ser criado um Conselho que irá administrar a APA e abri-la a visitação. Como espaço livre entende-se qualquer espaço urbano fora das edificações e ao ar livre, de caráter aberto e, independentemente do uso, é destinado ao pedestre e ao público

As mudanças que o homem tem feito no meio ambiente e

no geral. Os espaços livres de construção, como elementos

no meio urbano vêm sendo constante tema de estudo, o qual

integradores da paisagem urbana, são normalmente associados à

busca soluções para melhorar a qualidade de vida do homem e do

função de lazer para as categorias como praças, jardins ou

seu meio, bem como entender sua inter-relação.

parques, e devem ser entendidos de acordo com as atividades e necessidades do homem urbano. O objetivo do trabalho de pesquisa é demonstrar através do projeto de parque urbano a importância da inclusão social de todas as pessoas, independente de sua classe social, e também a importância da integração do homem com o meio ambiente e sua

Atenuando o pensamento Viera, et al (2009, p.2790) acrescentam: [...] esses espaços devem acontecer na cidade não somente em número compatível ao tamanho dela, mas também com qualidade e facilidade de acesso. Existe grande demanda por espaços abertos no meio urbano, porém, muitas vezes, esses perdem espaço pelos limites legais ou prioridades do poder público, ou pelas forças do mercado imobiliário.

21

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No caso de parque urbano a SNUC ainda define outra


Sendo assim, constata-se, que os benefícios gerados pelos espaços públicos abertos de lazer são inúmeros para a melhoria de

entorno. Sendo necessário abranger todos os tipos de renda e todas as áreas da cidade.

vida no ambiente urbano, dentre eles, a possibilidade do 1.6

ÁREAS

DEGRADADAS

ao ar livre, manifestações de vida urbana e comunitária, que

SUSTENTÁVEL

E

SUA

RECUPERAÇÃO

estimulam o desenvolvimento humano e o relacionamento entre

O planejamento paisagístico deve associar a cidade e o

as pessoas, ajudando no bom convívio entre os moradores. As

meio ambiente que englobam diversos profissionais de diferentes

áreas verdes que se encontram nestes espaços favorecem

áreas.

psicologicamente o bem-estar do homem, além de influenciar no

De acordo com a monografia de Curado (2006), Chacel

microclima através da amenização da temperatura, aumento da

diz que: "enquanto o projeto arquitetônico é feito para resistir ao

umidade relativa do ar e absorção de poluentes, também

tempo, o projeto paisagístico, em contrapartida, é feito para

incrementando a biodiversidade.

realizar-se no tempo".

Complementa Ferreira (2005, p. 6), [...] A presença do verde e da sombra produzida pelas copas das árvores é o grande atrativo da população. Um dos principais efeitos é a amenização climática, com contribuições positivas para o microclima local.

Concluindo assim que áreas verdes que integram uma cidade, exercem, em função do seu volume, distribuição, densidade e tamanho, inúmeros benefícios à população e ao seu

Fernando Chacel com atuação profissional tem trabalhado na restauração de ecossistemas degradados. A base de sua metodologia é a ecogênese que diz: [...] O conceito de ecogênese denomina-se pela reconstituição de ecossistemas parcialmente ou totalmente degradados, valendo-se de uma re- interpretação do ecossistema através do plantio de espécies vegetais autóctones, em um trabalho de equipe multidisciplinar que envolve profissionais da botânica, da biologia, da zoologia, da geografia, entre outros, além do arquiteto paisagista. A ecogênese procura

22

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

acontecimento de práticas sociais, momentos de lazer, encontros


problemáticas, criando um projeto que respeita o ecossistema local e suas peculiaridades. Chacel (2001) afirma que: [...]a ecogênese, com pequenas modificações, como manifestação feita pelo homem, não é uma paisagem natural, mas é um processo dentro da paisagem cultural. Ela deve considerar as características culturais de quem vai usar a paisagem, e quem vai usufruir isso é o homem. Os outros seres vivo também, mas estamos falando principalmente do homem, nesse caso. A ecogênese é uma intervenção local. Ao se fazer um projeto ecogenético no Rio Grande do Sul, vai-se trabalhar com o ecossistema de lá; da mesma forma, não se deve trabalhar na Amazônia com flora do litoral. O que caracteriza a ecogênese é exatamente a busca de elementos primitivos das paisagens naturais dos locais em que se está trabalhando. Ao usar, numa restinga do Rio de Janeiro, elementos da restinga do nordeste, serão espécies exóticas em relação à restinga do Rio. Existem pequenas diferenças dentro do próprio ecossistema, que são diferenças locais.

Para Chacel, o grande atrativo de se trabalhar com a ecogênese está na possibilidade de recriar paisagens “à imagem e semelhança” da ambiência natural. A paisagem criada por seres humanos sempre será cultural, onde o principal beneficiado é o ser ele próprio. Sendo necessário ver o paisagismo não apenas como estética, mas como a recuperação de um lugar degrado, com a lei do meio ambiente (nº6938), ficou mais fácil esse entendimento. Chacel (2001) complementa: [...]com isto, surgiu uma nova maneira de entender o projeto paisagístico em um determinado empreendimento, não se limitando apenas a uma suposta satisfação estética ou a uma idéia simplificada de conforto climático. Nos últimos anos tenho atuado na restauração e na recuperação de ecossistemas, isto é: com um embasamento ecológico em nossos projetos paisagísticos.

O local para intervenção deve ser estudado de acordo com suas

características,

clima,

solo,

vegetação

existente,

Portanto a área deve ser bem estudada e o local para aplicação do ecogênese deve ser uma área degradada que necessita de cuidados, e projetar sem deixar de lado suas características naturais. 23

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

reconstruir as paisagens que já sofreram profundas modificações em sua estrutura, valendo-se de elementos vegetais provenientes de todos os estratos, e recompondo suas associações originais, num processo de recuperação ambiental.


LEITURAS PROJETUAIS


2.1 PARQUE DAS PEDREIRAS – CURITIBA O Parque das Pedreiras é um espaço cultural envolvido

O parque faz limite com residências e tem sua entrada voltada para a Rua João Gava onde existe um estacionamento, conforme vemos na imagem 01.

por lagos, cascatas e mata de araucárias, localiza-se no bairro Vila

Há um heliponto na parte mais alta da pedreira para a

Abranches, aproximadamente a 5 km do centro. Sua área total é

chegada de artistas que vão se apresentar no local, desse ponto até

de 103.500m², tem um caráter cultural, com três grandes atrações:

o palco existe um elevador que desce a pedreira.

O espaço Cultural Paulo Leminski, a Ópera de Arame e o palco

A vegetação é bastante intensa com o propósito de

ao ar livre. Sempre muito frequentado, as atividades reúnem um

esquecer a cidade, o teatro que é todo de vidro parece que se

grande número de pessoas.

mistura com ela. O teatro tem a finalidade de parecer estar flutuando sobre a água. Para chegar até ele, tem que andar sobre uma ponte de uns 30 metros de comprimento, com estrutura tubular e vazada, dando para ver a água que passa embaixo.

RUA JOÃO GAVA IMAGEM 01. Foto aerea Parque das Pedreiras.

IMAGEM 02. Foto ponte entrada Ópera de Arame

Fonte: wikimapia.org, 2013.

Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013

25

LEITURAS PROJETUAIS

2. LEITURAS PROJETUAIS


Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013.

Para chegar à pedreira passa-se o portal de entrada e tem um caminho de paralelepípedos, aonde se chega a escadarias que IMAGEM 03. Foto entrada Ópera de Arame Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013.

O lago junto à Ópera de Arame da um efeito mesmo

vencem a inclinação mesclando grama nos degraus, no lado direito. Ao lado esquerdo encontra-se o Espaço Cultural Paulo Leminski, pode-se conhecer a vida e as obras dele.

dentro do edifício a impressão de estar junto com a natureza, é um teatro construído em estrutura tubular e teto transparente, em meio à natureza, conforme mostra imagem 03 e 04.

IMAGEM 05. Foto portal de entrada parque. Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013.

26

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 04. Foto ponte de entrada com lago e teatro.


Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013. IMAGEM 06. Foto localização dos elementos do parque. Fonte: Google Earth, 2013, com intervenções da autora.

A referência desse parque tem relação com a proposta do Seguindo pelo caminho encontra-se a área de shows, que

parque na pedreira em Ribeirão Preto por diversos aspectos, a

já foi palco da Orquestra Sinfônica Brasileira. O primeiro

reutilização da pedreira em benefício da população, atividades

encontro é com o lago e depois começa a ver o palco. Conforme

culturais como a Ópera de Arame, o Palco para Apresentações e

vemos nas imagens 07 e 08.

também o Espaço Paulo Leminski, são muito frequentadas e agregam valores a população. O contato com o verde, deixando o resto da cidade pra fora do parque, faz com que esses momentos revitalizem as forças, entusiasmando quem o frequenta. A natureza, árvores, água, terra, precisam de cuidados e também refletem aos moradores o bem feito.

IMAGEM 07. Foto lago interno da pedreira. Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013.

27

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 08. Foto palco da pedreira.


2.2 PARQUE TANGUÁ – CURITIBA/PR O Parque

Tanguá é

um

da cidade de Curitiba, capital do Localiza-se

na

região

norte

dos

principais

parques

estado brasileiro do Paraná. da

cidade,

nos

bairros

Pilarzinho e Taboão, aproximadamente a 6,9km do centro da

LEITURAS PROJETUAIS

cidade.. Construído nas antigas pedreiras da família Gava junto ao rio Barigui, onde garante a preservação da bacia norte desse rio, bem próximo à sua nascente, no município de Almirante Tamandaré, foi

IMAGEM 09. Localização - Vista Aérea do Parque. Fonte: wikimapia.org/105656/pt/Parque-Tangu%C3%A1, 2013.

inaugurado em 23 de novembro de 1996, o

parque preserva a natureza num local destinado inicialmente para abrigar uma usina de reciclagem de caliça e lixo industrial. Sua área é de 235.000 m² distribuídos em dois níveis: a parte mais alta acessada pela Rua Dr. Bemben inaugurada em 1998 com o Jardim Poty Lazarotto e a parte mais baixa onde está o grande lago inaugurada em 1996. Conta com os equipamentos: Estacionamentos, lagos, ancoradouro, lanchonete, pista de Cooper, ciclovia, cascata, caramanchão, ponte, mirante, belvedere, bistrô, sanitários, loja, torres para observação, jardim com canteiros e espelhos d‟água. IMAGEM 10. Vista Aérea do Parque. Fonte: www.curitibacityphotos.blogger.com.br, 2013.

28


LEITURAS PROJETUAIS

Caracteriza-se pelas atividades de lazer e contemplação e por isso, organiza os espaços de forma a manipular os espaços, criando desenhos geométricos e símbolos neo-cléticos. Na parte “alta” encontra-se o pórtico de entrada com chafarizes, jardins e canteiros

de

flores.

A

simetria

dos

canteiros, fontes e elementos artificiais constroem características que remetem ao ecletismo. Tanto o jardim como o parque

IMAGEM 11. Esquema geral do parque. Fonte:www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-parque-tangua-secretariamunicipal-do-meio-ambiente/318, 2013.

todo criam um cenário. 29


Há um mirante semicircular introduzido a beira do grande paredão de pedra e é desse mirante que cai a cachoeira artificial de 65 metros de altura. Nesse local também encontram-se os

LEITURAS PROJETUAIS

sanitários e o bistrô.

IMAGEM 13. Vista jardim entrada. Fonte: www.curitibacityphotos.blogger.com.br, 2013.

IMAGEM 12. Vista para Pedreira e cachoeira. Fonte: www.curitibacityphotos.blogger.com.br, 2013.

O jardim é composto por arbustos baixos e canteiros de flores que necessitam de poda constante para manter o formato que compõem. As lixeiras existentes em todas as áreas com bancos, são padronizadas em todos os parques da cidade. Conta com varias áreas de descanso que contam com bancos, lixeiras, postes de iluminação e placas informativas.

IMAGEM 14. Vista mirante e chafarizes na entrada. Fonte: www.pracaseparquesdecuritiba.com.br, 2013.

30


Segundo pesquisas feitas por Hidelbrand (2001), o Parque Tanguá e outros parques da cidade recebem mais visitantes locais, em média com deslocamento de 4 km. Os parques mais antigos como Barigui, João Paulo II e São Lourenço tem menor

acontecer devido sua estrutura contemplativa, as pistas de caminhada extensa, além de três ruas de acesso. Possui um túnel escavado, conforme figura 16, que atravessa a pedreira. Por ele pode-se atravessar a pé ou pela água, através de pedalinhos. Ao atravessa-lo a paisagem fechada se abre para o grande lago e para a cachoeira.

IMAGEM 15. Deck localizado em frente ao lago. Fonte: www.curitiba-parana.net/parques/tangua.htm, 2013.

IMAGEM 16. Vista do túnel. Fonte: www.feriasdemochila.com.br/2011/01/curitiba-parque-tangua.html, 2013.

31

LEITURAS PROJETUAIS

frequência relativa a turistas, do que o Parque Tanguá, isso pode


A parte “baixa” como citada anteriormente aproxima muito o visitante do paredão de pedras e do lago e ao contrário da parte de cima pode-se andar de bicicleta. Os caminhos para se chegar ao grande lago são diversos, tipos de vegetação. Com um tipo mais orgânico, diferente da linguagem do jardim. Ao longo dos percursos estão distribuídas as atividades, pergolados, quiosques com churrasqueiras, pontes, locais de parada, edifícios de apoio. Sobre o lago criou-se um grande deck (imagem 15) onde fica a lanchonete (imagem 17) e

IMAGEM 18. Deck e rampa de madeira . Fonte: www.curitiba-parana.net/parques/tangua.htm, 2013.

de onde saem os pedalinhos. Um grande rampa de madeira treliçada (imagem 18) é

Essa referência é interessante pela criação e de um parque

uma opção de caminho para vencer o desnível do terreno e um

na antiga Pedreira, de forma a recuperar o local, a maneira como

atrativo para diferentes vistas.

foi utilizado o local, as construções e espaços e acesso ligados com a natureza e se integrando harmonicamente. Mesmo com atividades bem espalhadas, o parque é muito frequentado. E assim todo a área é ocupada, sem que hajam partes abandonadas ou ocupadas apenas por percursos de caminhada, o que desmotiva a curiosidade e a atividade física. Proporcionam também diferentes paisagens, para aqueles que contemplam a

IMAGEM 17. Lanchonete . Fonte: www.curitiba-parana.net/parques/tangua.htm, 2013.

natureza e gostam de espaços amplos e abertos para o lazer. 32

LEITURAS PROJETUAIS

são percursos que seguem a sinuosidade do local e com diferentes


2.3 BOSQUE ZANINELLI (UNILIVRE) – CURITIBA/PR O Bosque Zaninelli foi criado a partir de uma área verde regenerada naturalmente após ter sido utilizada desde o ano de 1947 para exploração de granito, com a utilização do local desse modo originou-se um grande paredão de pedra e os lagos.

LEITURAS PROJETUAIS

Em 1992 foi decretado bosque municipal de preservação, o Bosque possui uma área de 37 mil m² que fica localizado no bairro Pilarzinho em Curitiba a 4,7 km do centro da cidade.

IMAGEM 19. Vista Aérea do Parque. Fonte: wikimapia.org, 2013.

IMAGEM 20. Esquema geral do Parque. Fonte: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-bosquezanielliunilivre-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/285, 2013.

33


As áreas pavimentadas são em pouca quantidade, que se limitam aos caminhos, sendo de madeira ou cimento e nos pontos de encontro são pedras irregulares com grama. Essas opções de

Para chegar a pedreira, onde estão o lago e a universidade, o visitante passa por uma passarela de madeira (imagem 23) elevada sobre a água e margeado pela vegetação.

IMAGEM 21. Vista aérea do Bosque. Fonte:ippucweb.ippuc.org.br/BancoDeDados/Curitibaemdados, 2013.

IMAGEM 23. Passarela em meio a natureza. Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br/parques/bosque-zaninelli, 2013. IMAGEM 22.Vista da pedreira e o lago. Fonte: odekasa.blogspot.com.br/2011/04/universidade-livre-do-meio-ambiente,2013.

34

LEITURAS PROJETUAIS

pavimentação contribuem na permeabilidade do solo.


Sua atração principal é a Universidade Livre do Meio Ambiente (UNILIVRE) - uma edificação de 874m² cujo aspecto marcante se reflete na forma original. São um conjunto de salas organizadas em uma torre circular. Sua construção é de troncos de eucalipto e vidro.

LEITURAS PROJETUAIS

Estrutura de madeira chega a 15 metros de altura e tem balanços de 3 metros na estrutura que apoia a rampa helicoidal. O resultado é a perfeita integração, junto à vegetação, entre arquitetura e natureza. Ali são disseminados os conhecimentos e ideias relacionadas ao meio ambiente e sua conservação.

IMAGEM 24. Vista aérea da construção integrada a natureza Fonte: www.curitiba-parana.net/meio-ambiente, 2013.

IMAGEM 25.Vista da universidade Fonte: ippucweb.ippuc.org.br/BancoDeDados/Curitibaemdados, 2013.

35


O bosque possui mata nativa e passarela em túnel vegetal que desemboca frente à pedreira e espelho d'água do lago com aproximadamente 120m de extensão, o auditório ao ar livre e o

IMAGEM 28. Rampa madeira. Fonte: www.salmara.com.br/index.php?showimage=50, 2013.

IMAGEM 26. Auditório. Fonte: www.salmara.com.br/index.php?showimage=50, 2013.

Uma referencia importante por ser uma área que antes era abusivamente degrada pelo homem e a maneira como a natureza a refez com o tempo é um ponto muito importante para o surgimento do bosque que antigamente também era uma pedreira. A maneira que hoje é utilizado, seus equipamento que levam a integração da natureza e mostram a importância da valorização e manutenção do local e do meio ambiente são pontos fortes para esse projeto.

IMAGEM 27. Rampa madeira. Fonte: www.salmara.com.br/index.php?showimage=50, 2013.

Já é um local turístico da cidade e vem cumprindo seu papel como divulgador de propostas ecológicas. 36

LEITURAS PROJETUAIS

mirante, além de uma fauna e flora incrível.


2.4 PRAÇA VICTOR CIVITA - SÃO PAULO Instalada no terreno onde funcionava o antigo incinerador de Pinheiros, a Praça é um presente à cidade que ganha não apenas uma nova área de lazer, mas também a recuperação de um espaço degradado por anos de acúmulo de resíduos tóxicos.

LEITURAS PROJETUAIS

O projeto teve início em 2006, quando a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Abril, fizeram união para viabilizar a recuperação

do

antigo

incinerador.

Como

tantas

outras

propriedades industriais, o terreno encontrava-se em profundo estado de degradação, exemplo do grande desafio urbanístico que as grandes metrópoles enfrentam. Com base nessa questão, foi criado um projeto com soluções que se apropriam da temática de modo positivo, focando o problema e ao mesmo tempo mostrando como superá-lo. Buscaram utilizar, tanto quanto possível, alternativas ecológicas e sustentáveis para a Praça Victor Civita. IMAGEM 29. Praça Victor Civita, Foto detalhamento do projeto. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

1 – Deck de Madeira. 2 – Praça de Paralelepípedos. 3 – Bosque. 4 – Jardins Suspensos ( Tec Garden). 5 – Museu de Sustentabilidade. 6 – Espelho D’água. 7- Horta Circular. 8 – Oficina de Educação Ambiental. 9- Camarins. 10 – Palco. 11- Deck de Concreto. 12 - Equipamento de ginastica. 13 – Centro da terceira de idade. 14 – Área de investigação do solo e das águas subterrâneas. 15 – Bicicletário.

37


Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Para evitar que os visitantes tenham contato com as áreas de solo degradado, construíram-se um grande deck de madeira legalizada, sustentado por estrutura metálica, e uma laje alveolar. Em alguns pontos, o deck de madeira ganha continuidade IMAGEM 30. Praça Victor Civita, Planta Baixa. Fonte: vitruvius.com.br

na forma de um guarda-corpo que evitará o acesso dos usuários às áreas de plantio. O deck se estende na diagonal do terreno, propondo um percurso que enfatiza a perspectiva natural do espaço e convida o usuário a percorrer os caminhos da Praça. Como o casco de um grande barco, o deck se desdobra do plano 38

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 31.Praça Victor Civita, Foto do parque.


horizontal ao vertical com formas curvilíneas, criando ambientes

águas pluviais e servidas, adotados no funcionamento da praça,

que se delimitam pela tridimensionalidade da forma, grandes

além do racionamento energético alcançado com a utilização de

“salas urbanas” que diversificam e incentivam o uso público do

placas solares.

LEITURAS PROJETUAIS

espaço.

IMAGEM 32. Praça Victor Civita, Estrutra do deck de madeira. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013. IMAGEM 33. Praça Victor Civita, Corte estrutra do deck de madeira.

Este deck fica suspenso a aproximadamente 1,00 m do

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

nível do piso existente, leva o usuário a um passeio pelo conhecimento de processos ligados à sustentabilidade, como a certificação da madeira, laboratório de plantas com espécies em pesquisa para produção de biocombustíveis, hidropônica, renovação de solos, fitoterapia e engenharia genética. Também IMAGEM 34. Praça Victor Civita, ciclo da água no deck.

conduz ao conhecimento de sistemas orgânicos para o reuso de

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

39


Ao longo de um percurso de 600 metros, o visitante

modelos

sustentáveis

para

cidades,

uma

vez

que

seus

encontrará displays informativos distribuídos pelo deck permitem

reservatórios contribuem para a economia de recursos e

ao visitante compreender todas as técnicas de revitalização

propiciam a retenção da água da chuva, minimizando os efeitos

ambiental empregadas no projeto, adequado às normas técnicas

de enchentes e infiltrações. As imagens 34, 35, 36 e 37 mostram o

referentes

funcinamento e a foto real.

à

acessibilidade.

LEITURAS PROJETUAIS

A arquitetura conta ainda com uma série de medidas sustentáveis, como iluminação por LED (mais duráveis que lâmpadas comuns) e sistema de reaproveitamento da água da chuva. A Praça Victor Civita reutiliza a água das chuvas para irrigar as jardineiras verticais e regar o bosque, além de tratar a água utilizada nos sanitários e na limpeza do prédio do Museu. Através do sistema, que não utiliza bombas, a água da chuva e os dejetos líquidos do edifício do Museu são transportados até um filtro de cascalho e plantas, onde passam por tratamentos físicos, químicos e biológicos. Após filtragem, ela segue para o espelho

IMAGEM 35. Praça Victor Civita, perspectiva axonométrica jardineira com sistema de

d‟água, onde vivem peixes e plantas, através da força da

auto-irrigação Tec Garden.

gravidade, uma calha em declive transporta a água tratada até o

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

bosque, garantindo a irrigação das árvores. Além dos baixos custos de manutenção e da dispensa de rega, tanto o sistema de alagados quanto o Tec Garden são 40


Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013. IMAGEM 38. Praça Victor Civita, Foto Jardim Suspenso (Tec Gardem) Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Através de parceria público-privada, a gestão privada viabiliza a transformação e reabilitação do espaço para uso IMAGEM 37. Praça Victor Civita, ciclo da água no filtro. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

público. Usos públicos, como espetáculos, exposições e cursos, tornam o empreendimento autossustentável. A Praça Victor Civita apresenta uma oportunidade de investimento na pesquisa de temas ligados à sustentabilidade, como a certificação da madeira, laboratório de plantas, uso de sistemas orgânicos para a reciclagem de água e racionamento energético. O projeto paisagístico da Praça Victor Civita permite, aos educadores de sua equipe, abordar e exemplificar temas como 41

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 36. Praça Victor Civita, ciclo da água da jardineira.


etanol e biocombustíveis, fitoterapia, alimentos orgânicos, flora

O palco possui 18m de largura e 10m de comprimento,

original paulistana e plantio de culturas como soja, milho e

painéis acústicos instalados no teto e nas laterais ajudam a melhor

algodão, assim como problemas urbanos tais quais ilhas de calor,

a qualidade sonora. Atrás ficam dois camarins e banheiros para

eficiência energética e termo acústica.

artistas que se apresentam no local, conforme a imagem 40. TEC GARDEM

Praça possui uma laje-jardim sobre a oficina infantil, uma área para compostagem (em que o processo é demonstrado aos visitantes) e uma horta circular suspensa, para atividades com CAMARIM

crianças do programa de educação ambiental, conforme imagem 39. PALCO

IMAGEM 40. Praça Victor Civita, Foto palco, camarim e Tec Gardem. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Todo o projeto paisagístico baseia-se rigorosamente no Termo de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Prefeitura de São Paulo. IMAGEM 39. Praça Victor Civita, Foto Orta circular suspensa. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

42

LEITURAS PROJETUAIS

Além de possuir plantas em seus muros e jardineiras, a


IMAGEM 41. Praรงa Victor Civita, Foto รrea de caminhada.

LEITURAS PROJETUAIS

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

IMAGEM 42. Praรงa Victor Civita. Desenho Cortes Fonte: vitruvius.com.br, abril, 2013.

IMAGEM 43. Praรงa Victor Civita. Desenho Cortes Fonte: vitruvius.com.br, abril, 2013

43


A referencia da Praça Victor Civita que é reconhecida

contaminação, é um local com um uso inapropriado para o meio

como, um exemplo de recuperação de áreas urbanas degradadas,

ambiente, deixando de ser um espaço que agregue melhora na

foi concebida em acordo com esse conceito contemporâneo de

qualidade de vida dos moradores. Utilizar a questão da sustentabilidade e aproveitar ao

paisagístico ecologicamente adequado, a Praça é gerida através de

máximo de recursos que colaborem com o meio ambiente é uma

um modelo de sustentação apoiado em iniciativas de incentivo à

questão que será usada na proposta do parque na pedreira.

LEITURAS PROJETUAIS

revitalização. Contando com um projeto arquitetônico e

cultura e oferece à população uma programação cultural e esportiva qualificada e gratuita. A revitalização da Praça Victor Civita reitera a importância da reciclagem não apenas de materiais, mas também de espaços. Um local degradado pelo mau uso, ou sem utilização adequada, pode tornar-se um espaço público de lazer e de reflexão sobre questões ambientais e grandes problemas urbanos. Revitalizada, essa praça, acima de tudo, reafirma a importância do convívio: entre o passado e o presente, entre o urbano e o natural, entre todas as linguagens e entre todos nós. A referência serve para a proposta, pois se trata de uma área em desuso, degradada que foi revitalizada para utilização mais adequada e beneficiando a população, o parque na pedreira teria o mesmo objetivo, e apesar de não ser uma área de 44


LEVANTAMENTO DE DADOS


3.1 LOCALIZAÇÃO Ribeirão Preto é um município brasileiro no interior do

Limita-se com: Guatapará, a sul; Cravinhos, a sudeste; Jardinópolis, a norte; Serrana, a leste; Dumont, a oeste; Sertãozinho, a noroeste; e Brodowski, a nordeste.

estado de São Paulo, situa-se a 21º10′40” de latitude sul e

Ocupa uma área de 650,00 km², sendo que 157,50 km²

47º48′36” de longitude oeste, localizando-se a noroeste da capital

estão em perímetro urbano, 320,32 km² constituem a zona rural e

do estado, á 312 km.

172,18 km² são de expansão urbana.

Em 2012 sua população foi estimada pelo IBGE, em 619

(Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br/crp/dados/local/i01area.htm)

746 habitantes, sendo que em 2010 era o oitavo mais populoso da Mesorregião de Ribeirão Preto, apresentando uma densidade populacional de 930,42 habitantes por km².

MAPA 02. Localização de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

MAPA 01. Localização Ribeirão Preto no Brasil. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

46

LEVANTAMENTOS DE DADOS

3. CARACTERIZAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO


3.3 RELEVO

O clima de Ribeirão Preto é tropical (tipo Aw¹), com

O município de Ribeirão Preto apresenta relevo suave

diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de

ondulado, onde ocorrem Colinas Amplas, Morros Amplos e

23,2°C, tendo invernos secos e amenos e verões chuvosos com

Morros Arredondados. A altitude varia de 510m na margem do

temperaturas moderadamente altas, conforme a tabela 01.

rio Pardo, próximo ao limite com o município de Sertãozinho, a

(Fonte: cpa.unicamp.br, 2013).

cerca de 800m a oeste, na divisa com município de Cravinhos.

TEMPERATURA DO AR (C)

CHUVA(mm)

Mínima média

Máx. média

Média

JAN

20.0

30.0

25.0

265.0

FEV

20.0

30.0

25.0

206.8

com perfis bastante diversos. O sistema Morros Arredondados

MAR

19.0

30.0

25.0

156.6

está associado às rochas das formações Serra Geral, Botucatu e

ABR

17.0

29.0

23.0

69.1

MAI

15.0

27.0

21.0

47.8

JUN

13.0

26.0

20.0

28.6

JUL

13.0

27.0

20.0

20.9

AGO

14.0

29.0

22.0

21.0

SET

16.0

30.0

23.0

51.9

OUT

18.0

31.0

25.0

128.8

NOV

19.0

30.0

24.0

168.5

DEZ

19.0

30.0

25.0

257.5

Ano

16.9

29.1

23.2

1422.5

Min

13.0

26.0

20.0

20.9

Max

20.0

31.0

25.0

265.0

MÊS

No sistema de Colinas Amplas e Morros Amplos,

Tabela 01. Clima Ribeirão Preto 2012. ¹ Tipo climático (Koeppen): Aw - Clima tropical, com inverno seco.

predominam as rochas basálticas da formação da Serra Geral,

Pirambóia, e aos sedimentos correlatos à formação Itaqueri. A drenagem é de baixa densidade. (Fonte: Henriques, O. K., 2003)

IMAGEM 44. Foto pequeno declive da cidade, do Morro do Educandário. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

47

LEVANTAMENTOS DE DADOS

3.2 CLIMA


3.4 VEGETAÇÃO O munícipio de Ribeirão Preto apresenta hoje apenas 3,8% de vegetação natural. A devastação atual é tão grande que

reflorestar. A vegetação pode ser dividida em quatro classes, baseada na similaridade florística entre os remanescentes: Mata Mesófila,

IMAGEM 45. Foto aérea Cidade de Ribeirão Preto, quadrilátero central. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br, 2013.

Mata Decídua, Mata Paludícola e Cerrado. Cada classe apresenta composição de espécies própria e característica. Foram encontradas 525 espécies, pertencentes a 74 famílias botânicas do munícipio, que se distribuem de forma não aleatória entre os fragmentos. O fragmento mais rico, a Mata de Santa Tereza, possui 134 espécies. A ocorrência desses tipos de vegetação se deve às características edáficas do local, dependendo das características geológicas, geomorfológicas e hidrológicas presentes em determinada área.

Plano diretor de Arborização urbana I Foi elaborado um Plano Diretor de Arborização urbana, com coordenação do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de São Paulo. Foi feito o estabelecimento de áreas prioritárias para a arborização por meio de sensoriamento remoto e geotecnologias para o Município de Ribeirão Preto e pelo mapa 03 (na próxima página) observa-se uma grande área verde na cidade, com muitos locais prioritários para arborização, mais na sua grande maioria a necessidade é média.

(Fonte: Henriques, O. K., 2003)

48

LEVANTAMENTOS DE DADOS

não basta conservar áreas na forma de reserva. É preciso


concentração de áreas

de

média

prioridade para a região central e sul do município e

baixa prioridade para a

região norte. Os pontos azuis são áreas onde uma política pública pode ser elaborada para mudança no uso e ocupação do solo por meio de algum incentivo para o plantio de árvores e ampliação de áreas permeáveis.

MAPA 03. Áreas Verdes em Ribeirão Preto. Fonte: Plano diretor de Arborização urbana I, Prefeitura Municipal.

49

LEVANTAMENTOS DE DADOS

Nota-se que existe uma elevada


3.5 PRINCIPAIS PRAÇAS E PARQUES DE RIBEIRÃO

PRETO

MAURILIO

BIAGI:

Avenida

Jerônimo

Gonçalves.

PRAÇA XV DE NOVEMBRO: Ruas Álvares Cabral,

Aprox. 68.000m²

Visconde de Inhaúma, Duque de Caxias e General Osório. 

Aprox. 18.000m².

PARQUE TOM JOBIM: Ruas Luís A Velludo, Américo

Batista e Av. Otávio Golfeto. 

PRAÇA DAS BANDEIRAS: Ruas Tibiriça, Visconde de

Aprox. 50.000m²

Inhaúma, Américo Brasiliense e Lafaiete. 

Aprox. 20.000m².

PARQUE

PREFEITO

LUIZ

ROBERTO

JÁBALI

(CURUPIRA): Av. Constábile Romano, 337. 

PRAÇA

SETE

DE

SETEMBRO

(NOME

Aprox. 152.000m²

ANTIGO

AURELIANO DE GUSMÃO): Ruas 7 de setembro,

Florêncio de Abreu, Floriano Peixoto, Lafaiete. Aprox. 18.000m²

PARQUE DR. LUIZ CARLOS RAYA: Rua Severiano

Amaro dos Santos, 1073. Aprox. 40.000m².

PRAÇA EXPEDICIONÁRIOS BRASILEIROS: Avenidas

Treze de Maio, Clóvis Beviláqua e Rua Piracicaba. Aprox. 10.000m²

Os parques apontados apresentam metragem maior que 40.000 m², por isso outros parques menores não foram incluídos.

Os dados foram retirados do site da Prefeitura e a metragem foi medida de acordo com mapa viário da cidade.

No mapa 04, em sequencia, mostra a localização dessas Praças na cidade. 50

LEVANTAMENTOS DE DADOS

PARQUE


3.5.1 PRAÇA EXPEDICIONÁRIOS BRASILEIROS

entre praças e parques, os parques existentes concentram na faixa

A praça possui um calçadão largo onde as pessoas

central da cidade, não abrangendo as partes periféricas. Já as

caminham e correm em volta e também em grande parte da

praças encontram- se em todos os bairros, porém a maioria que se

Avenida Treze de Maio onde fica localizada.

localiza distante da parte central, não possui um bom estado de

Contem aparelhos de ginástica para atividades que é

conservação, com falta de bancos, muitas não possuem

bastante utilizado pela população do bairro, o seu estado de

equipamentos de lazer, a vegetação cresce durante muito tempo

conservação está muito favorável, é bem cuidado e não possui

sem cuidados, não sendo um atrativo para a população.

degradação, com esculturas da guerra que são símbolos do nome da praça e possui boa iluminação noturna. Sua falha é por não existem equipamentos destinados ao lazer infantil, de modo que as crianças não têm onde brincar e muitas vezes utilizam as esculturas, tornando-se perigoso.

A- XV de Novembro B- Praça das Bandeiras C- Aureliano de Gusmão D- Expedicionários Brasileiros

FOTO 01. Escultura tanque de guerra. MAPA 04. Localização das Praças na cidade de Ribeirão Preto

Fonte: Oliveira, S.F.

FOTO 02. Praça Expedicionários Brasileiros. Fonte: Oliveira, S.F.

Fonte: maps.google.com.br, 2013.

51

LEVANTAMENTOS DE DADOS

Apesar de Ribeirão Preto possuir diversas áreas verdes,


3.5.2 PRAÇA DAS BANDEIRAS A praça possui boa iluminação noturna, com muitas árvores e é bem movimentado durante o dia, pois possui um dos

LEVANTAMENTOS DE DADOS

principais pontos de ônibus do centro, passando diversas linhas. A distribuição espacial dos bancos situa-se ao longo do caminho pavimentado, tendo como limite as áreas ajardinadas, são encontrados tanto em locais de sombra como ao sol. Em alguns pontos da praça verifica-se um grande vazio do elemento em questão, que é devido à depredação dos mesmos e que não foram repostos.

FOTO 03. Ponto de ônibus Fonte: Oliveira, S.F.

FOTO 04. Praça das Bandeiras Fonte: Oliveira, S.F.

Não há, entretanto equipamentos destinados a lazer e durante a noite é considerada perigosa, pois mendigos dormem nos bancos ou chão da praça e seu movimento é escasso. Sendo um local demasiado desagradável nesse período. As lixeiras não são suficientes devido a grande demanda de pessoas que passam e ficam durante o dia. Aos sábados pela manhã ocorre a feira de artesanato,

FOTO 05. Praça com ponto de ônibus. Fonte: Oliveira, S.F.

incentivada pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO), servindo como atração a população.

52


3.6 ESTUDO DE CASOS EM RIBEIRÃO PRETO

Em Ribeirão Preto existem alguns parques urbanos públicos, Maurilio Biagi, Tom

PARQUE TOM JOBIM FONTE: Prefeitura Municipal

Dr. Luiz Carlos Raya,

Roberto de Melo

Genaro, Parque Ecológico Ângelo Rinaldi (Horto) entre outros. Dois deles serão descritos abaixo. Foram

PARQUE MAURILIO BIAGI FONTE: Prefeitura Municipal

projetados em antigas pedreiras e priorizam o lazer como atividade. PARQUE CURUPIRA FONTE: Prefeitura Municipal

A- TOM JOBIM B- MAURILIO BIAGI C- PREFEITO LUIZ ROBERTO JABALI D- DR. LUIZ CARLOS RAYA PARQUE RAYA FONTE: Prefeitura Municipal

MAPA 05. Localização dos Parques na cidade de Ribeirão Preto. Fonte: maps.google.com.br, 2013.

53

ESTUDO DE CASOS

Jobim, Prefeito Luiz Roberto Jabali (Curupira),


3.6.1 PARQUE PREFEITO LUIZ ROBERTO JÁBALI (CURUPIRA)

Inaugurado em 18 de novembro de 2000, o parque mais conhecido como “Curupira” foi bem aceito pela população. O projeto transformou uma

ESTUDO DE CASOS

área antiga de exploração de basalto em um ambiente ideal para caminhadas e passeios de bicicleta. O parque, próximo da zona sul, possui 152m² e é o maior espaço publico de lazer na cidade.

IMAGEM 46: Mapa de localização do parque. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br, 2013.

FOTOS 06 e 07: Fotos Pórtico de entrada. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

54


O parque pode ser divido em

três

setores:

entrada

e

estacionamento; área de eventos, capaz de acomodar até 15 mil pessoas; e pistas de passeio e caminhada, que somam 3,5 mil

ESTUDO DE CASOS

metros.

IMAGEM 47: Esquema geral do parque. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br, 2013.

FOTO 08. Parte estacionamento carros. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

55


As pistas (imagem 48) podem ser dividas pela extensão dos percursos, podendo ser longas (vermelho), com 1,4 mil metros; médias (laranja), com mil metros; e interior (amarelo), com apenas 320 metros. As pistas são interligadas e oferecem diferentes sensações, como declive, variação da vegetação e presença de equipamentos. Passeios com bicicleta são permitidos

ESTUDO DE CASOS

somente nos circuitos médios e longos. Nos fins de semana o trânsito de bicicletas é proibido, devido a grande demanda de público.

A praça de alimentação, com lanchonete e sanitários (fotos 08 e 09), se encontra na entrada do parque, próximo ao estacionamento. As trilhas internas completam a Praça de Eventos, onde a topografia é suave e facilita a grande concentração de pessoas.

IMAGEM 48: Pistas do Parque. Fonte: Google Maps, com intervenções da autora.

56


O espaço conta com cachoeiras e lagos artificiais para contemplação; um palco e o gramado, usado para atividades físicas em grupo e também acomodação da plateia em caso de apresentações no palco.

mantidas por bombas (foto 12). Nas lagoas (foto 11), onde são criados peixes, é essencial a renovação da água. Para isso, a água das lagoas é reaproveitada para irrigação do gramado, mantendo FOTO 09: Mapa dos equipamentos do parque. Fonte: Oliveira, S.F, 2013.

FOTO 10: Mapa dos equipamentos do parque. Fonte: Oliveira, S.F, 2013.

assim um microclima ecologicamente autossustentável.

FOTOS 11 e 12: Fotos do lago e da bomba. Fonte: Oliveira, S.F, 2013.

57

ESTUDO DE CASOS

A antiga pedreira acomoda cinco cachoeiras artificiais,


ESTUDO DE CASOS

FOTO 13: Vista Geral . Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Devido presença de rochas no solo, as trilhas receberam asfalto para uniformizar o terreno e assim facilitar o acesso ao parque. Entretanto, a presença das rochas e do asfalto dificulta a absorção das águas pluviais. Isso causa a inundação do gramado da Praça e Eventos e, muitas vezes, a água invade as pistas.

Ainda na Praça de Eventos, existe a estátua do personagem folclórico Curupira, ao qual dava nome ao parque quando foi lançado. Na foto 14 vemos a estátua, e logo atrás está o palco, escondido entre a vegetação alta.

FOTO 14: Estátua do Curupira, e logo atrás o palco. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

58


No período de chuvas, que coincide com as férias escolares, o parque sofre com a falta de manutenção regular. Por todo parque vemos vegetação com poda irregular e também ineficiência na coleta de lixo, além de inundações (foto 13). Não existe hoje um programa de conscientização para evitar que pessoas sujem o parque, apesar do número de lixeiras espalhadas por ele. Essa falta de cuidado com o espaço pode interferir em seu movimento, pois pessoas tendem a não frequentar lugares mal cuidados.

Existe também um para ciclo deteriorado junto ao atual estacionamento de motos, mas ainda existem placas de estacionamento de carros, para deficientes físicos (foto 18).

Existe um grande número de lixeiras distribuídas pelo parque, e não apresentam padronização (fotos 15, 16, 17).

A manutenção é feita por funcionários da prefeitura municipal, que possuem uma edificação dentro da mata para armazenamento dos instrumentos de trabalho. A segurança é feita pela Guarda Municipal, que possui bicicletas, carro e também motos para cobrir todo parque.

Foto 15. Lixeira centro do parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 16: Lixeira na entrada do parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

FOTO 18: Estacionamento motos, carros. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

59

ESTUDO DE CASOS

FOTO 17: Lixeira na pista de caminhada. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.


Os equipamentos distribuídos pelo parque auxiliam na prática de exercícios físicos (foto 20), e proporcionam também entretenimento para crianças (foto 19). Na entrada do parque, e também nas pistas mais próximas à Praça de Eventos, é possível

ESTUDO DE CASOS

encontrar bancos para descanso (foto 21).

FOTO 20: Equipamentos de academia ao ar livre. Fonte: Oliveira, S.F, 2013.

FOTO 19: Playground infantil. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 21: Bancos existentes na entrada do parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

60


Por todo parque existe sinalização vertical e horizontal; ambas são padronizadas. A sinalização vertical indica a localização de equipamentos para direcionar os visitantes. A sinalização horizontal identifica a pista para pedestres a ciclo

O parque é muito bonito, com pistas direcionadas para todos os tipos de caminhadas (desde as mais leves as mais pesadas), possui um grande cenário com cachoeiras e vegetação diferenciada, porém o desmazelo com ele tem feito as pessoas se

FOTO 22: Pista com indicação de ciclo faixa em vermelho, sinalização vertical e banco

afastarem e procurarem outros parques para lazer.

para descanso.

Outro ponto relativamente negativo é a falta de iluminação

Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

fora da parte central do parque, não sendo possível caminhar pelos caminhos maiores após escurecer, outro ponto que também afasta os visitantes.

Foto 23. Perspectiva pedreira e lago. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

61

ESTUDO DE CASOS

faixa e o sentido da ciclo faixa (foto 22).


3.6.2 PARQUE MUNICIPAL DR. LUIZ CARLOS RAYA O Parque Municipal Luiz Carlos Raya foi inaugurado dezembro de 2004, onde funcionava uma antiga área de mineração do basalto. A área pertence ao loteamento Jardim

ESTUDO DE CASOS

Botânico, na zona sul da cidade, e possui 40.000m².

IMAGEM 50. Foto aérea parque Raya. Fonte: wikimapia.org, 2013.

IMAGEM 49. Localização parque Raya. Fonte: wikimapia.org, 2013.

FOTO 24. Foto Pórtico de entrada. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

62


A implantação deste parque é simples, e conta apenas com

Cercado em meio ao lago, só pode ser acessado por funcionários, limitando a entrada dos visitantes.

dois trajetos para caminhadas: circuito interno, que passa em frente ao palco e é possui variação suave na topografia; e o percurso com declive, que passa por cima da antiga pedreira e encontra com o primeiro percurso, somando 1.100m de pista asfaltada. O gramado central possui 1.400m², perfeito para prática de atividades físicas em grupo ou acomodação da plateia quando há eventos no palco. Também existem dois lagos e uma cachoeira, todos artificiais. O palco (foto 26), possui 600m² e apresenta cobertura metálica e possui uma rampa para acesso.

FOTO 26. Vista lateral do Palco. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

63

ESTUDO DE CASOS

FOTO 25. Perspectiva do parque. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.


Quanto à vegetação, não existem hoje grandes massas, apenas gramado, algumas árvores e recantos paisagisticamente tradados para contemplação. Lanchonete, banheiros e espaço para funcionários sem concentram em uma única edificação, que se localiza próxima à

FOTO 28. Academia ao ar livre. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

A área infantil não apresenta pavimentação, com brinquedos de madeira e em pouca quantidade, não se torna um atrativo para as crianças e os responsáveis não gostam muito de FOTO 27. Lanchonete e banheiros. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

levar as crianças por conta da terra e barro em épocas de chuva.

A prefeitura municipal atualmente investiu na instalação de equipamentos de academia ao ar livre (foto 28). A área de implantação dos equipamentos não é pavimentada, foram feitos recortes no gramado. Mesmo assim é bem frequentado durante todo o dia. E aumenta as opções de exercícios que antes eram só as pistas de caminhada. FOTO 29. Área infantil. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

64

ESTUDO DE CASOS

entrada do parque.


Apesar de ser um parque pequeno em relação ao Curupira,

suficiente e padronizada. Não existe ciclovia e apenas crianças até

está muito mais cuidado e com mais movimento, devido também

10 anos podem andar de bicicletas.

a esse fator. Além de estar melhor localizado, com prédios em

As lixeiras distribuídas não são em grande quantidade

toda a sua volta. Depois da criação desse parque e assim

porém tem atendido de forma eficiente ao público também não

valorizando a área, os investimentos imobiliários no seu entorno

são padronizadas (foto 30), algumas porem obedecem à coleta

cresceram de forma considerável, apartamentos com vistas para o

seletiva do lixo.

parque são muito procurados, pois é uma opção agradável para um vista de casa.

FOTO 30. Lixeiras não padronizadas. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

FOTO 31. Vista entrada do parque. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

65

ESTUDO DE CASOS

A sinalização do parque apresenta elementos verticais, é


LOCALIZAÇÃO DA ÁREA


4. ÁREA DE INTERVENÇÃO Foram feitos diversos

Abrangeria não apenas lazer, mais também cultura, com bases educacionais, servindo para modificar a paisagem local e aumentar a diversidade de entretenimento da cidade.

levantamentos na área de intervenção, e

JARDINÓPOLIS

seu entorno, resultando em mapas e fotos,

BRODOWSKI

BRASILIA

FRANCA

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

apresentados e analisados em sequencia. 4.1 ÁREA DA PROPOSTA A

área

escolhida

situa-se

no

município de Ribeirão Preto, entre os

CENTRO

ÁREA

bairros Vila Monte Alegre, Santa Luzia e Jardim Antarctica.

Campus

Conforme o mapa 06, o local fica a oeste da cidade, próximo ao quadrilátero central, aproximadamente 3 km, e próximo

USP SERTÃOZINHO BARRETOS

ao Campus da Universidade de São Paulo

SERRANA

(USP).

CAJURU

A potencial

localização para

a

possui proposta

grande de

desenvolvimento de um parque urbano em

CRAVINHOS

escala regional e não apenas local, pois

SÃO PAULO

muitas pessoas vem da região em busca do

MAPA 06. Localização da Área em Ribeirão Preto e ligação com a região.

comércio, a saúde e para as universidades.

Fonte: maps.google.com.br, 2013 (com intervenções da autora).

67


No mapa 07, está indicada a área de intervenção

Fica ao lado da USP e próximo a Avenida Bandeirantes

(contornada em vermelho) escolhida para implantação do parque

que é de grande fluxo vindo de outras regiões.

e é delimitada pela Avenida do Café e pelas Ruas Albert Einstein,

Possui uma área de aproximadamente 210.631m², com um lago central e uma nascente, e duas pedreiras.

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

Carlos Aprobato e Maracajú e uma nova Avenida Luigi Rosiello.

AV. LUIGI

R. ALBERT EINSTEIN R. CARLOS APROBATO

USP

ÁREA DA PROPOSTA

R. MARACAJÚ

AV. DO CAFÉ AV. BANDEIRANTES MAPA 07. Localização da área no bairro. Fonte: maps.google.com.br, 2013 (com intervenções da autora).

68


Inicialmente chamada de Fazenda Laureano, devido ao córrego próximo com o mesmo nome, a área de intervenção é

escolas práticas de agricultura. Então em 1942 o governo desapropria a Fazenda Monte Alegre para implantação da Escola Agrícola.

parte das terras que a formavam, cujo nome depois mudou para

A Escola Agrícola já estava desativada em 1952, quando

Fazenda Monte Alegre. O proprietário era o Coronel João Franco

foram doados a USP cerca de 240.000 alqueires da Fazenda para

de Moraes Octavio.

implantação da faculdade de medicina.

Em 1890 Francisco Schmidt adquiriu a fazenda, onde

Não se sabe ao certo quando a família Bragueto assume as

passou a morar com a família, em 1915 com a propriedade maior

atividades da pedreira, o local da proposta aqui visto. Foram duas

tornou-se uma das maiores fazendas de café da região e do país.

pedreiras extratoras de basalto, a menor e mais próxima a

Segundo dados do Museu do Café a fazenda tinha 34.346

Avenida do Café chama-se Pedreira Santa Luzia e a maior

hectares, sendo 9.600 para o plantio de café, 1.776 hectares para a

próxima ao lago é conhecida por Pedreira Monte Alegre.

criação de gado, 967 hectares de canaviais e 15.112 hectares de florestas.

Não há mais a extração de basalto e as edificações que ficaram estão em ruínas, a atividade desenvolvida atualmente é a

Em 1924 após superar a crise da Primeira Guerra Mundial

produção de asfalto P.M.F. (pré-misturado frio), para a operação

Francisco Schmidt falece deixando a fazenda de herança a seu

conhecida como “Tapa Buracos”, desde 1990. Existe também no

filho Jacob Schmidt. Logo em 1929 veio a crise de Nova York,

local um poço de abastecimento de água pertencente ao DAERP

passando a propriedade para João Marchesi, depois a fazenda

(Departamento de Abastecimento de Água e Esgoto de Ribeirão

começou a ser desmembrada dando início a loteamentos e áreas

Preto).

institucionais.

(Fonte: Museu Histórico e do Café de Ribeirão Preto.)

O governo federal decide então no final da década de 1930 a promover uma política de técnicas agrícolas, criando várias 69

HISTÓRICO DA ÁREA

4.2 HISTÓRICO DA ÁREA DE ESTUDO


4.3 LEITURA DE USO DO SOLO A

partir

de

levantamentos

realizados do entorno da área escolhida para o projeto, foi observado que o uso do solo feito por predominância é residencial, com uma faixa mista na Rua Tenente Catão Roxo e em toda Avenida do Café, como se

USO DO SOLO

vê no mapa 08. As residências térreas são as que caracterizam o bairro, encontrando também sobrados e alguns edifícios baixos.

1- Escola Estadual de 1ºgrau e pré-escola. 2-Unidade

Básica

de

Saúde

(UBS)

municipal. 3- Escola Estadual de 1º grau. 4- Pré-escola municipal. 5- Instituto do Cérebro. MAPA 08. Uso do Solo, por predominância. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

70


Os bairros, Monte Alegre, Vila Virginia, Jardim Recreio sofrem com a falta de espaços de convívio, áreas verdes, pois os Parques existentes na cidade ficam muito distantes deles. E embora exista a USP, bem arborizada, com um lago o seu uso é restrito a estudantes e professores, sendo difícil o acesso da população.

USO DO SOLO

As áreas institucionais estão voltadas para a Educação, sendo elas, escolas que atendem apenas ao bairro, possui uma FOTO 32. Praça Edmundo Novas

unidade de saúde apenas.

Fonte: Oliveira, S.F.

As praças que existem no bairro estão em desuso, devido a falta de equipamentos de lazer, falta de bancos, árvores, iluminação adequada, manutenção em muitas épocas do ano. As praças não são o foco de estudo, entretanto a Praça Edmundo Novas não pode deixar de ser ressaltada, ficam em frente à área da proposta, localizada entre os bairros Santa Luzia e Jardim Antarctica, conforme as fotos 32 e 33.

FOTO 33. Praça Edmundo Novas

PRAÇA

Fonte: Oliveira, S.F

ÁREA DE

IMAGEM 51. Ponto de observação

ESTUDOS

Fonte: Oliveira, S.F.

71


4.3.1 OCUPAÇÃO DO SOLO Observando o mapa 09, percebe-se que o entorno tem uma área bem ocupada, mas também tem vazios, em diferentes pontos, e vários tamanhos.

OCUPAÇÃO DO SOLO

A área de estudo é um grande vazio urbano, com algumas edificações dentro, relacionadas a produção de asfalto, um poço artesiano, uma capela e um centro de pesquisa da USP em construção. No capitulo de ocupação da área tem dados sobre esses edifícios mais especificados. Pode-se notar também que não há um padrão para as construções, são vários tamanhos, formatos e algumas vezes os recuos não são respeitados. Muitas casas encontram-se

praticamente

grudadas,

devido a muitos lotes terem uma largura muito estreita. Principalmente na esquina

Mapa 09. Mapa Figura Fundo.

das quadras a maioria das edificações estão

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

inapropriadas. 72


4.3.2 GABARITO Com o mapa 10 de gabarito, podemos ver as alturas das edificações encontradas na área e entorno. Vemos

a

predominância

de

OCUPAÇÃO DO SOLO

edificações com até 2 pavimentos, algumas com até 5 pavimentos e as edificações acima de 6 pavimentos são

apenas

encontradas na Avenida do Café e nas edificações do Campus da USP ao lado. Dentro da área de estudos, que é um vazio, as poucas edificações existentes são baixas,

sendo

com

1

pavimento

as

relacionadas a produção de asfalto, o poços artesiano e a capela; E a nova construção o Instituto da USP possui 2 pavimentos. Sendo assim o entorno possui mais sobrados residenciais e os edifícios mais altos também são referentes a residências.

Mapa 10. Mapa Gabarito. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

73


4.4 DADOS CADASTRAIS DA ÁREA A área é dividida de acordo com o parcelamento do solo, a parte oeste a área é institucional da USP e equivale a maior parte da área de estudo. A segunda parte pertence ao loteamento Santa Luzia onde foram separados a parte institucional e de recreio. O lago fica

PARCELAMENTO DO SOLO

entre a divisa das glebas. E a terceira parte é constituída de lotes particulares. Conforme marcado no mapa 11.

ÁREA ESTUDO

MAPA 11. Mapa cadastral e parcelamento do solo. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

74


A Avenida Luigi Rosiello liga com a Avenida do Café,

Em relação à Hierarquia Viária, constata-se que o entorno

sendo um via de grande fluxo que liga ao bairro e também

da área escolhida está servido de vias principais. As vias coletoras

diretamente a área, sendo que seu fluxo também está relacionado

cortam os bairros, ligando uma avenida à outra. Há apenas um

com a demanda para o Hospital das Clínicas.

trecho de Via Arterial próximo à área, a Avenida Bandeirante, que faz a maior ligação de outras regiões para o local. A Avenida do Café faz a principal ligação da área com o terminal rodoviário e o centro da cidade sendo assim uma via

Existem quatro pontos de ônibus próximos à área, conforme mapa 12, com fluxo constante devido à demanda do Hospital das Clínicas e da USP. O terminal rodoviário fica a 2 km do local.

principal de grande importância para o fluxo no local.

MAPA 12. Mapa Sistema Viário. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

75

SISTEMA VIÁRIO E ACESSOS

4.5 HIERARQUIA VIÁRIA E ACESSOS


Na Avenida do Café apenas uma

Em vermelho estão indicadas as vias já existentes que chegam diretamente ao

parte possui calçada, mesmo sendo uma

terreno, sendo limitadas em toda face paralela a Avenida do Café por muros e cercas (em

via que muitos pedestres utilizam, o

verde) colocadas também para segurança dos moradores do entorno.

caminho acaba se tornando perigoso pois

SISTEMA VIÁRIO E ACESSSOS

a vegetação cresce rente a rua fazendo muitas vezes com que tenha que se usar a avenida para continuar o trajeto. Os caminhos que já existem dentro da área são utilizados pelo funcionários que trabalham na área (via automóveis) e eventualmente por pessoas (via pedestres) que passam pelo local. Pelo mapa 13 podemos ver que o traçado amarelo de pedestres faz também ligação da rua com a avenida, desse modo colocaram cercas para evitar essa perigosa travessia, devido a grande declividade sem caminhos seguros. MAPA 13. Mapa de acessos. Fonte: Prefeitura de Ribeirão Preto, com intervenções da autora.

76


4.6 OCUPAÇÃO DA ÁREA O valor histórico das construções utilizadas para a usina de

artesiano, uma capela e em construção o Instituto do Cérebro que

asfalto não é relevante, sendo possível transferir tais atividades de

é da USP. Conforme mapa 14. As outras edificações são

local, porém o Instituto que ainda está em construção e a Capela

referentes à produção de asfalto que é feito no local, não podendo

de Santa Maria que tem valor cultural para a população devem ser

ser ignoradas durante o projeto.

mantidos. E o poço pelo entendimento da dificuldade de

OCUPAÇÃO DA ÁREA

Entre as edificações existentes na área estão um poço

modificação também permanecerá.

MAPA 14. Mapa Uso e Localização das edificações existentes na área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

77


Abaixo a lista das edificações que existem dentro da área

4- Escritório/ Laboratório.

5- Residência.

FOTO 40. Foto escritório e laboratório.

FOTO 41. Foto residência.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

de estudo, de acordo com o mapa 14:

FOTO 34 E 35. Fotos poço artesiano. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

6- Produção de Asfalto.

7- Instituto do Cérebro.

2- Área de deposito de areia e brita e barracão abandonado.

FOTO 36 E 37. Fotos deposito e barracão.

FOTO 42. Foto produção de asfalto.

FOTO 43. Foto instituto do cérebro.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

3- Refeitório/ Banheiros.

FOTO 38 E 39. Fotos refeitório e sanitários. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

8- Capela de Santa Luzia.

FOTO 44 E 45. Fotos capela. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

78

OCUPAÇÃO DA ÁREA

1- Poço Artesiano de Abastecimento de Água (DAERP).


4.7 TOPOGRAFIA DA ÁREA A área de estudo apresenta uma topografia com alta declividade,

possui 47 curvas de nível acentuadas, com 47

maior tem aproximadamente 20 metros ao nível do lago, e a menor cerca de 12 metros ao nível da Avenida do Café nesse mesmo ponto.

TOPOGRAFIA

metros de desnível a Oeste e 30 metros na porção Leste.

Conforme o mapa 15, a área possui duas pedreiras, a

MAPA 15. Mapa Topográfico/ Curvas de nível da área. Fonte: Prefeitura Municipal, com intervenções da autora.

79


4.7.1 DECLIVIDADE Declividade é a relação entre o valor do desnível de altura entre dois pontos no relevo e o valor da distância horizontal entre esses pontos, ou seja, é a medida de inclinação do relevo. (SIGECOTUR).

A

área

escolhida

apresenta

TOPOGRAFIA

declividade acentuada. De acordo com o mapa 16, a maior parte possui declividade de até 5%, sendo muito favorável para todo tipo de implantação, a declividade de 15% a 30% é a que mais aparece depois, sendo mais difícil a inserção de atividades, implicando maior atenção. A declividade nas encostas das pedreiras chega a 100%, é um paredão de pedra impetuoso. MAPA 16. Mapa topográfico/ Declividade por Porcentagem. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

80


4.8.1 VEGETAÇÃO

Um problema encontrado na área e em grande quantidade são os entulhos e lixos espalhados, entre papéis, livros, restos de

A área foi explorada para extração de basalto portanto seu

alimentos, embalagens, vidros quebrados e até mesmo restos de

solo predominante é referente a decomposição dessa rocha, a terra

peixes que algum estabelecimento jogou. Poluindo o solo e o

roxa, pouco drenante. Junto a Avenida do Café, e para a abertura

visual de um ambiente que deveria ser preservado.

da mesma, houve corte do terreno e movimentação de terra, esta borda apresenta solo saprolítico, com blocos de rocha soltos.

Porém existe um problema ainda maior no caso de poluição, o esgoto que está passando em parte da área, esgoto a

Há no local uma lagoa formada pelo afloramento do

céu aberto, em alguma parte o encanamento estourou e esta

lençol freático e consequentemente uma Área de Preservação

vazando até chegar na Avenida do Café. Há um local que foi feito

Ambiental (APP) de 50 metros em torno da mesma.

uma vala para conter a água da chuva e não cair direto e inundar a

Quanto a vegetação trata-se do Bioma Mata Atlântica, com fisionomia de Mata Estacional Decidual e Semidecidual. Em volta do lago e uma parte da face sul encontra-se vegetação

avenida, e com isso parte do esgoto empoça, deixando um cheiro insuportável em toda parte oeste. O mapa 17, a seguir, exemplifica o que foi relatado:

arbórea cultivada, são árvores frutíferas plantadas pelo homem. A fauna encontrada é a presença de ictiofauna (peixes) e avefauna (aves), com aparições de capivaras algumas vezes. (Fonte: Bonetti, J. R., Equipe Técnica - Secretaria do Meio Ambiente).

81

MEIO AMBIENTE

4.8 MEIO AMBIENTE


MEIO AMBIENTE MAPA 17. Mapa vegetação da área com entulhos e esgoto. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

82


As fotos a seguir comprovam o esgoto e os entulhos

FOTO 46 E 47. Foto Esgoto a céu aberto, próximo a capela. Esgoto empoçado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 48. Fotos lixo (peixes mortos) pela área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

MEIO AMBIENTE

citados e mostrados no mapa 17:

FOTO 49. Fotos lixo pela área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 50 E 51. Fotos entulhos pela área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

83


A área de estudo é um vazio urbano de aproximadamente 210.00m² e possui algumas Áreas de Preservação Permanente (APP). De acordo com o Código Florestal Brasileiro que entende no item II do §2º, artigo 3º (2012): Área de Preservação Permanente - APP: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;

Em seguida especifica: Art. 4o Considera-se Área de Preservação Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei: I - as faixas marginais de qualquer curso d‟água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de: (Incluído pela Lei nº 12.727, de 2012). a) 30 (trinta) metros, para os cursos d‟água de menos de 10 (dez) metros de largura;

b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d‟água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; c) 100 (cem) metros, para os cursos d‟água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de: a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d‟água com até 20 (vinte) hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

Pelo mapa 18 é possível compreender a área mínima exigida por lei para que sejam preservadas as qualidades dos recursos naturais do lago que existe na área de estudo. As áreas verdes demarcam o mínimo de vegetação que se deve manter ao longo desse recurso hídrico.

Manter a cobertura vegetal de um local grande e bastante íngreme como esse é de suma importância para o combate a enchentes e assoreamento dos rios. Como podemos perceber pela mancha verde na imagem, as áreas de preservação não estão sendo respeitadas. 84

MEIO AMBIENTE

4.8.2 RECURSOS HÍDRICOS E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL


Ao redor do lado, num raio de 50 metros do leito maior

O lago é resultante das antigas atividades de exploração

está caracterizada uma Área de Preservação Permanente. Porém

mineral que alcançaram o lençol freático da região, sendo assim

essa raio que delimita a APP está parcialmente ocupada por

seu afloramento é por esse lençol. Hoje existem árvores plantadas

edificações residenciais.

mas também diversos pontos de atividades antrópicas como vias

MEIO AMBIENTE

pavimentadas e um poço artesiano.

MAPA 18. Mapa de recursos hídricos e APP. Fonte: Prefeitura de Ribeirão Preto, com intervenções da autora.

85


4.9 CENÁRIOS Nesse tópico mostra algumas fotografias do local, a pedreira maior, o lago e o espaço da capela. No mapa 19 tem a indicação de onde as fotos foram tiradas.

CENÁRIOS

FOTO 53. VISTA 1. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

FOTO 54. VISTA 2. Fonte: Oliveira, S. F., 2013. MAPA 19. Mapa Vistas da área. Fonte: Prefeitura de Ribeirão Preto, com intervenções da autora.

FOTO 52. VISTA 4. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

FOTO 55. VISTA 3. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

86


ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL


5. ANÁLISE DO PERFIL POPULACIONAL DO ENTORNO Para essa análise foi elaborado um questionário (ANEXO

com mais de 70 anos. Porém como aparecem todas as idades, a criação de um parque urbano deve atender a todas elas.

Monte Alegre, Jardim Antarctica e Santa Luzia. Os questionários foram divididos de forma que 50 foram feitas em quatro quarteirões acima da área, 25 do quarto ao sétimo quarteirão e mais 25 do oitavo ao décimo quarteirão. Com o total de 100 pesquisas feitas, os entrevistados foram escolhidos de forma aleatória em horários diversos. A finalidade do questionário foi descobrir a média de

GRÁFICO 01. Percentual de homens e mulheres nos bairros. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

idade do publico alvo, os benefícios que acham que um parque

O gráfico 02 é a respeito de sair no final de semana, onde

nas redondezas pode ocasionar e ajudar a elaboração do programa

70% das pessoas costumam sair e 30% não saem, sendo que

de necessidades de acordo com as alternativas apresentadas e a

desses que não saem, 60% gostariam de sair.

vontade da maioria. De acordo com o gráfico 01 percebe-se que as mulheres na faixa etária do 22 aos 45 anos e com mais de 70 anos superam a quantidade de homens na mesma idade. Dos 46 aos 69 anos o percentual é quase o mesmo entre os sexos e nas outras idades os homens superam. Dos 22 aos 69 anos se tem o grande publico alvo dos bairros próximos à área, com poucas crianças até 14 anos e idosos

GRÁFICO 02. Costuma sair no fim de semana. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

88

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

A), com a população dos bairros próximos a área de estudo, Vila


No gráfico 05 observam-se os benefícios que a população

de semana é o próximo gráfico 03 foram citados apenas parques,

acredita que um parque nas proximidades pode ocasionar, com

shoppings e casa de parentes e amigos.

70% ficaram empatados o lazer e a melhoria na qualidade de vida, em seguida com 46% foi à melhoria na qualidade de vida, quase igual com 42% foi à proteção do meio ambiente, foram citados além do questionário a valorização do bairro e a diminuição de assaltos no bairro devido a melhor utilização do local. Podemos ver que a proteção do meio ambiente foi o que menos importou, ficando em ultimo lugar, ou seja, a preocupação

GRÁFICO 03. Locais frequentados no fim de semana. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

O questionamento se a população gostaria de ter um parque no bairro obteve unanimidade de respostas positivas, esses

maior das pessoas está relacionada ao lazer e a melhoria na qualidade de vida, talvez por desinteresse ou falta de informação das questões sobre preservação ambiental.

dados confirmam a importância de desenvolver um projeto nessa área de estudo.

GRÁFICO 04. Percentual de quem gostaria de ter um parque no bairro. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

GRÁFICO 05. Benefícios de um Parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

89

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

O local onde as pessoas costumam ir quando saem no fim


Para saber a frequência dos moradores ao parque a

pedreira de alguma forma atualmente. Apesar de haver pessoas

questão seguinte, gráfico 07, foi quando frequentaria um parque

que utilizam a capela que existe dentro e também que vão pescar

perto de casa, como podia se escolher mais de uma alternativa a

no lago.

porcentagem não ficou regular, sendo que 80% iriam aos fins de

Foi perguntado também se existisse um parque na antiga

semana, 64% aos dias de semana, houve relatos que antes ou

pedreira como as pessoas iriam até lá, mais de 50% respondeu

depois do serviço, pela manhã ou depois das 18 horas. Ou seja, o

que seria a pé, outra porcentagem alta foi de 34% sendo de

fluxo seria intenso durante a semana e principalmente nos finais

bicicleta, sobrando apenas 12% para moro e carro, o ônibus não

de semana, as férias apareceram pouco, devido à maioria já

apareceu, mostrando que utilizar esse meio de transporte para

colocar outra opção.

lazer costuma ser inviável. Para o projeto a necessidade de vagas de estacionamento para veículos motorizados não necessita vasto.

GRÁFICO 07. Frequência de ida a um parque próximo. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Ligado a essa questão a próxima no gráfico 08, foi de GRÁFICO 06. Modo de ir a pedreira Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

quanto tempo a pessoa estaria disposta a ficar dentro desse parque, com 34% a maioria escolheu a parte da tarde, em seguida a opção foi na parte da manhã com 26%, e a opção com 22% foi 90

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

Não houve nenhuma pessoa entrevistada que utilize a


poucas horas. A partir desses dados se vê a disposição da

poder frequentar o parque na parte da noite e ainda para que não

população em ir e ficar no parque no horário que for possível, e a

parecesse uma prisão. Abaixo gráfico 09.

GRÁFICO 09. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Sobre a questão se um parque nas proximidades poderia trazer algum tipo de problema, 96% disseram que não e ainda GRÁFICO 08. Tempo que ficaria em um parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Pensada a relação da segurança com um parque cercado, essa questão teve de ser perguntada para saber a opinião dos

acrescentaram que só traria melhorias, os 4% que disseram que surgiriam problemas foi pela questão de usuários de drogas no local, podendo ocasionar brigas.

moradores, e 94% deles acha que o parque deve ser cercado por motivo de segurança em primeiro lugar, citaram também que deveria ser fechado pela preservação do parque e para afastar bandidos e drogados do local e para que os veículos respeitem os limites do parque. Dos 6% que responderam que não deveriam ser cercados os motivos para esse pensamento foi que a

GRÁFICO 10. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

população deve se educar sem precisar de limites impostos, para 91

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

falta que esse equipamento tem feito na vida dos moradores.


pedreira

as

mais

assinaladas

foram

pista

de

caminha,

conservação, a questão 16 faz uma pergunta direta sobre quem

equipamentos de ginástica, quadras esportivas e banheiros. Em

deve cuidar do meio ambiente, apenas a população, só o governo

seguida vieram à lanchonete, o espaço infantil e aulas de dança e

ou os dois juntos.

A grande maioria sendo 94% das respostas

ginástica ao ar livre. Podemos ressaltar também o mirante, a

marcou o governo mais a população, porem infelizmente ainda

queda d‟água, a pista de skate, o palco para apresentações e as

apareceu respostas que apenas o governo deveria cuidar, esse

oficinas culturais. Todos esses itens serão basicamente o

pensamento deve ser pela falta de informação, cultura ou talvez

programa de necessidades. O gráfico 12, mostra o percentual das

pela má interpretação, achando que esse cuidar é no sentido de

atividades e ambientes descritos.

limpar.

GRÁFICO 11. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

A última questão do questionário foi uma das mais importantes, pois ajudou na elaboração do programa de necessidades. Com diversas alternativas sobre os ambientes e atividades que os moradores gostariam de ter em um parque na

GRÁFICO 12. Ambientes e atividades que gostaria de ter em um parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

92

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

Mudando a questão para o meio ambiente e sua


DIRETRIZES PROJETUAIS


Analisando os levantamentos e a pesquisa com a

6.1 O PARQUE NA ÁREA DE ESTUDO COMO ÁREA VERDE DE LAZER

população, foram feitos os primeiros estudos e plano de massas

Depois da análise feita da cidade de Ribeirão Preto

da área. E para um entendimento mais aprofundado da topografia,

percebe-se a necessidade de aumentar as áreas verdes, pois as

foi feita uma maquete física, foto 56 e 57, que contribuiu para

existentes não são suficientes para suprir as necessidades da

esse desenvolvimento.

população. Com a avaliação dos moradores próximos a área de

Desse modo, nesse capítulo serão mostradas as diretrizes projetuais englobando as análises.

estudo se vê a vontade ter uma área de lazer próxima a suas casas, proporcionando o contato com a natureza e melhorando a paisagem local. Averiguando a área em si, é um local com diversidade de flora, necessitando de cuidados, a fauna pode ser ampliada garantindo o equilíbrio na região. Assim a proposta do parque na Pedreira Monte Alegre e na Pedreira Santa Luzia adere à preservação da mata existente, criando uma ligação da área com a cidade e aumentando a diversidade de fauna e flora. Somando com as áreas verdes de lazer já existentes, ampliando a possibilidade de contato com o meio ambiente.

Fotos 56 e 57: Maquete física, topografia da área. Fonte: Oliveira, S.F, 2013

94

DIRETRIZES PROJETUAIS

6. DIRETRIZES PROJETUAIS


6.2 CARACTERÍTICAS LIMITANTES DE ESPAÇO E

de equipamentos, porém preserva a vegetação existente como em

PERCURSOS

frente à Avenida do Café e em torno das pedreiras.

Analisando os limitantes da área encontramos dificuldade

A ligação entre uma pedreira à outra é bem complicada atualmente, de modo que liga-las é complexo.

alguns pontos dificulta ou até mesmo impossibilita a implantação

A figura 01 exemplifica.

DIRETRIZES PROJETUAIS

de acesso do entorno para a área, a declividade acentuada em

FIGURA 01. Analise da área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

95


As edificações existentes como as de produção de asfalto

As áreas de preservação serão todas respeitadas e

e o poço artesiano também interferem na ocupação da área. As de

utilizadas de forma adequada e para o benefício do meio ambiente

produção de asfalto e principalmente interferem no visual do

e da população.

devendo ser retiradas da área e transferidas para outro mais

A água que e a diversidade de vegetação que os moradores pediram serão elaboradas conforme a disponibilidade.

DIRETRIZES PROJETUAIS

local, e não condizem com a preservação do meio ambiente,

adequado, o poço artesiano também gera um impacto visual ruim, porém entende-se que sua retirada implica em muitas questões, há uma dificuldade grande, portanto permanecerá na área. Outra barreira encontrada são as edificações vizinhas, que ficam no limite da área em vários locais, como o leste do terreno e na maior parte do lado norte, impossibilitando a entrada no parte por todas as faces.

96


Após analisar as necessidades e com o questionário

espaço onde as curvas de nível são mais largas, porém sua disposição com relação ao sol não seria adequada.

respondido pela população as seguintes atividades e espaços

O palco posicionado naquele local impossibilitaria outras

estarão presentes no parque: pista de caminhada, quadras,

atividades na área do lago, e seria mais adequado deixa-lo mais

banheiros, equipamentos de ginástica, lanchonete, espaço infantil,

próximo a alguma entrada.

aulas de ginástica e dança ao ar livre, palco para apresentações, pista de skate, queda d‟água, mirante, oficinas culturais, redes de descanso, capela.

Com o programa de necessidades das atividades cria-se o primeiro plano de zoneamento, conforme a figura 02, na página seguinte. Nele aparecem os espaços de forma espalhada, em forma geométrica, uma ideia bem grosseira inicialmente. Com o primeiro plano de massas foi possível ver a necessidade de interligar as atividades, para definir seu espaço na gleba de forma mais adequada. O espaço infantil, por exemplo, não poderia ficar embaixo na pedreira limitando as mães de fazer qualquer outra atividade, as quadras foram posicionadas devido à declividade, em um

FIGURA 02. 1º Plano de Zoneamento. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

97

PROGRAMA DE NECESSIDADES

6.3 PROPOSTA PROGRAMA DE NECESSIDADES


Perante a todas essas questões levantadas após a primeira

6.4.2

LAZER

CULTURAL

E

EQUIPAMENTOS

RELACIONADOS

colocação dos equipamentos foi criado um programa de

O lazer cultural vai abranger também as questões de

atividades, dividida em cinco tipos de lazer, para atender as

preservação do meio ambiente e estimular a conscientização

necessidades e vontade da população, serão elas chamadas: Lazer

sobre esse assunto, agregando valores culturais em todas as áreas.

Radical, Lazer Cultural, Lazer Esportivo e Lazer “Familiar”,

A lista relacionada a esse tipo:

Lazer Contemplativo e também Equipamentos de Serviços.

- Oficinas culturais com painéis explicativos sobre reciclagem, meio ambiente, preservação.

6.4.1 LAZER RADICAL O lazer radical foi escolhido de modo a atender ao pedido da população de uma pista de skate, para ampliar essa ideia e aumentar a disponibilidade de lazer nesse ramo, foram escolhidas também outras modalidades radicais. São elas: - Pista de skate para manobras, dividida em três partes: queda, salto a distancia e rampa vertical. - Muros de escalada (EAE- Estrutura Artificial de Escalada), são construídos ou adaptados em áreas para treinos. - Pista de bicicleta radical.

-

Palco para

apresentações de música

e

teatro,

manifestações e reuniões em geral. - Capela já existente será conservada e o espaço ao seu redor ampliado. - Recuperação da fauna e flora nativas. - Reuso de águas pluviais, para regar jardim e refrescar caminhos. - Bicicletário, devido a grande quantidade de pessoas que disseram que iriam até o parque utilizando a bicicleta como meio de transporte e para incentivar mais pessoas a essa prática. - Trilhas ecológicas para um contato direto com a natureza, em meio à mata.

98

PROGRAMA DO PARQUE

6.4 DEFINIÇÕES DO PROGRAMA DO PARQUE


O lazer esportivo está relacionado a todo tipo de lazer com movimento, incentivando a prática de atividades físicas. Como: - Pista de caminhada e corrida. - Quadras esportivas, de tênis, vôlei, futebol e basquete.

6.4.5 LAZER CONTEMPLATIVO Como o próprio nome já diz seria o lazer de contemplação da vista, para descanso do corpo da mente e reflexão. - Mirante e decks, a topografia da área favorece esses equipamentos e o deck serve também para aproximação da natureza sem utilizar locais inapropriados.

6.4.4 LAZER “FAMILIAR” Esse tipo de lazer não está relacionado diretamente à

- Bancos confortáveis para descanso e leitura. - Redes resistentes a chuva e sol, para descanso.

família, ou melhor, ao fazer junto com a família, mais já por ter sido pensado em quem mais frequentara, essas modalidades devem ficar próximas, a lista delas para melhor entendimento: - Equipamentos de ginástica, para exercícios físicos leves. - Aulas de ginástica e dança ao ar livre, pelo questionário

6.4.6 EQUIPAMENTOS DE SERVIÇOS Para a manutenção e suporte do parque tais equipamentos foram listados: - Sanitários femininos, masculinos e infantis.

quem frequentaria mais esse espaço seriam as mulheres e para

- Lanchonete, para lanches e sucos.

incentivar a prática aquelas que têm filhos pequenos:

- Estacionamento, com poucas vagas para atender apenas

- Espaço infantil, destinado a brinquedos e um espaço fechado de onde as mães pudessem estar se exercitando e vendo os filhos do local.

visitantes mais distantes, incentivando a ida, de moradores locais, por outros meios de transporte. - Cercas em volta de todo o parque como os moradores sugeriram, por questão de segurança. - Administração, para controle do parque.

99

PROGRAMA DO PARQUE

6.4.3 LAZER ESPORTIVO


Com o programa totalmente definido, os próximos estudos aparecem de forma dividida conforme dito anteriormente. Como são muitas atividades, o segundo plano de zoneamento é dividido por partes, agregando apenas o lazer

parte de baixo ficando na segunda pedreira, fica um local um pouco separado do parque por ser atividades mais perigosas. O lazer cultural por ser bem abrangente, com as oficinas, o palco, a capela e a preservação do meio ambiente abrange quase todo o parque.

esportivo, o lazer radical, o lazer “familiar” e o lazer cultural,

Já o lazer “familiar” fica na parte mais alta, pensando no

deixando o lazer contemplativo e os equipamentos para se

acesso de crianças e mulheres com mais facilidade já que esse

integrar posteriormente, conforme mostra a figura 03.

ponto tem acesso com a rua.

O lazer radical passou para parte de baixo ficando na

E o lazer esportivo, referente as quadras apenas ficou entre

segunda pedreira, fica um local um pouco separado do parque por

as pedreiras, sendo melhor repensar o local, ou dividi-lo para

ser atividades mais perigosas.

diversificar mais os ambientes.

O lazer cultural por ser bem abrangente, com as oficinas, o palco, a capela e a preservação do meio ambiente abrange quase todo o parque. Já o lazer “familiar” fica na parte mais alta, pensando no acesso de crianças e mulheres com mais facilidade já que esse ponto tem acesso com a rua. E o lazer esportivo, referente as quadras apenas ficou entre as pedreiras, sendo melhor repensar o local, ou dividilo para diversificar mais os ambientes. lazer radical passou para

100

PLANO DE MASSAS

6.5 PROPOSTA PLANO DE MASSAS


FIGURA 04. 3º Plano de Zoneamento.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

No terceiro plano de zoneamento (figura 04) foram

Conforme Figura 04, o mirante ainda foi o único

adicionados alguns equipamentos, pensando na entrada ficam o

equipamento colocado como lazer contemplativo, pois os bancos

estacionamento e a administração, a lanchonete e banheiro na

e decks serão definidos mais pra frente. E como já dito

parte central em torno da pedreira.

anteriormente o lazer esportivo que se refere as quadras foi dividido em dois locais.

101

PLANO DE MASSAS

FIGURA 03. 2º Plano de Zoneamento.


No estudo seguinte, figura 05, começa-se a detalhar mais as áreas de lazer, definindo melhor seu plano de zoneamento. A rua interna passa a ser utilizada como caminho, mais apenas para pessoas, carros não entrariam em toda ela.

PLANO DE MASSAS

O estacionamento inicial tem uma área extensa porém não foi por esse motivo que um novo foi colocado, viu-se a necessidade de ampliar as entradas, o acesso a capela ao palco e as oficinas culturais ficariam mais próximos.

FIGURA 05. 4º Plano de Zoneamento. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

102


apenas se da para a parte de lazer radical, e na Avenida sem nome

adequado, não está atendendo diretamente a nenhuma área, sendo

parte oeste tem-se outra entrada também para facilitar a chegada

necessário um banheiro próximo ao lazer familiar e outro na parte

ao palco quando os visitantes forem só para o evento.

de baixo. Na área do palco há necessidade de vestiários e

A parte da capela foi ampliada como dito anteriormente,

banheiros para artistas que forem se apresentar. Na área da capela

dando mais espaço para os religiosos que frequentam e para as

o aumento e melhoria para maior conforto também são previstos.

missas que costumam acontecer. O palco ficou na área onde teria mais espaço para o

A área possui grande declividade, portanto para áreas de

público e com mais facilidade para chegar por ser um local plano,

maior fluxo foram utilizados locais mais planos como a área do

com banheiros e vestiários ao lado, mesclados a ele, exclusivos

palco, o lazer familiar e as quadras.

para artistas.

Os caminhos foram feitos de maneira a causar o menor

Todo o parque possui uma ligação entre os caminhos, para

impacto possível, ou seja, pouca movimentação de terra, na

a ligação da Pedreira Santa Maria com a maior Monte Alegre

maioria das vezes o caminho segue alguma curva de nível já

utiliza-se um recurso próprio do local que é a escalada, chegando

existente.

ao topo consegue-se acessar uma rampa que chega a um caminho

Pensando nas entradas temos a principal onde ficará o portal, a administração, um dos estacionamento e o bicicletário,

ligado a outras áreas, ou para que não quiser fazer tal modalidade foi pensado em um elevador panorâmico.

na Rua Maracaju, a segunda entrada pela parte norte e uma

Outra ligação importante é de uma rampa que tem o início

ligação feito da Rua Appa para acesso mais direto as quadras, e

no começo da pedreira e sobe rente a ela chegando a um mirante,

outra no mesmo lado pela Rua Bela Vista, para uma ligação direta

desse mirante é possível continuar o caminho pela pedreira ou

com a parte de oficinas culturais. Pela Avenida do café a entrada

mudar de rumo para as quadras ou o espaço “familiar”.

103

PLANO DE MASSAS

A lanchonete e o banheiro ainda não estão em um lugar


As áreas verdes foram dispostas de três maneiras, a mata

descanso, leitura ou apenas um descanso pelo caminho, eles terão

mais densa e com arvores mais altas ao redor de todo o parque e

bebedouros de água e bancos.

nos locais para preservação e ampliação da flora local, e para

As quadras de futebol de campo ficaram em meio ao

trilhas ecológicas a área verde arbórea, não tão densa, e a área

espaço para as trilhas, as quadras que ficam na parte de cima a

com vegetação contendo gramíneas com arbustos em todas menos

oeste são de areia, entre futebol, e vôlei e também quadra de tênis.

na área do palco.

A lanchonete fica em uma área maior, onde é o encontro

Os

volumes

das

edificações

ainda

não

estão

de muitos caminhos, sendo em uma parte com declividade média

completamente definidos, e serão melhor pesquisados e

do terreno, possibilitando a visão de vários pontos, ao lado

apresentados no próximo capitulo.

encontram os sanitários para uso público. Na área de lazer familiar os três tipos, equipamentos de

Todos os detalhamentos descritos estão na figura 06, em sequência.

ginástica, área para dança ao ar livre e o espaço infantil foram dispostos de modo que o espaço infantil seja visto dos outros dois, um ambiente cercado que as mães podem deixar os filhos com tranquilidade e praticar exercícios olhando-os de onde estão. Na parte infantil é necessário um banheiro, apenas para crianças para que não seja necessário descer com elas. O espaço para as oficinas culturais possui galerias explicativas, aulas sobre meio ambiente e reciclagem, ateliê de pintura, também um espaço de convívio.

104

PLANO DE MASSAS

Alguns decks estão posicionados para servir ou de


PLANO DE MASSAS FIGURA 06. 1ยบ Plano de Massas. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

105


entrada já existente com apenas algumas modificações.

massas (figura 06), viu-se que as quadras

As outras duas entradas são destinadas apenas a pedestres, uma pela Rua Bela

ficariam em um local nobre enquanto as

Vista onde sai diretamente na parte das quadras esportivas e a outra pela Rua Cel.

oficinas

Camisão criando maior proximidade para as oficinas culturais.

afastadas,

culturais dessa

estariam forma

eles

muito foram

Todas as edificações propostas têm quando possível telhado verde, como as

trocados de lugar entre si, deixando

oficinas culturais, o espaço infantil, os edifícios de apoio e o palco para ajudar na

também as quadras em um local mais

diminuição da temperatura do ambiente interno, ajuda também no conforto acústico dele.

reservado para quem vai com a intenção de apenas jogar e as oficinas terão a vista do parque todo além de deixar um visual mais agradável para quem vê de outros locais como mostra a figura 07. A entrada principal ficará na Rua Maracaju, com um portal de entrada para carros, motos, bicicletas e pedestres. Há mais quatro entradas, uma pela Avenida do Café onde é possível entrar a pé ou de bicicletas, skates, pois é onde ficará a área de esportes radicais. Outra entrada para carros e pedestres fica na Avenida Luigi Rosiello, utilizando a

FIGURA 07. 2º Plano de Massas Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

106

PLANO DE MASSAS

Analisando o último plano de


PROPOSTA PARQUE DAS PEDREIRAS


7. PROPOSTA PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS Os caminhos para caminhada seguem ao máximo a

Após todos os planos de massas e análises o

topografia da área, com pequenas modificações, porem nada que

aprofundamento das resoluções construtivas foram pensadas,

transforme sua forma original. Foram pensadas e calculadas de

onde os caminhos iriam passam definitivamente, com as rampas

forma individual, cada parte, para que todas se ligassem, assim

em grande parte deles, sendo a inclinação máxima de 9%, assim

ligando as atividades de maneira fácil. Com algumas áreas de

algumas modificações foram necessárias para atender tal

contemplação em seu percurso é possível ter vistas variadas em

exigência. Todos os caminhos tem largura de 5 metros, sendo

diferentes alturas do parque.

possível a passagem de carros quando necessário (figura 08).

Por ser uma área com uma declividade bem diversificada as áreas mais planas foram escolhidas para as atividades e as íngremes para a vegetação, preservando e aumentando a variedade de espécies.

FIGURA 08. Áreas pavimentadas. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

108

IMPLANTAÇÃO

7.1 IMPLANTAÇÃO


EDIFÍCIOS APOIO

QUADRAS ESPORTIVAS

PORTÃO 2

BICICLETÁRIO

OFICINAS CULTURAIS ESPELHO D’ÁGUA

PALCO RESERVATÓRIOS ÁGUA CHUVA POÇO ESTACIONAMENTO MIRANTE

PORTÃO 3

AULAS AR LIVRE

PORTÃO 1

EDIFÍCIOS APOIO

ESPAÇO INFANTIL

MOTOS/ BICICLETÁRIO

ÁREA SHOWS

EQUIPAMENTOS DE GINÁSTICA

EDIFÍCIO APOIO EDIFÍCIO APOIO

MOTOS/ BICICLETÁRIO CAPELA ESTACIONAMENTO LANCHONETE

EDIFÍCIO APOIO

ELEVADOR PANORÂMICO

EDIFÍCIO USP

ESCALADA EDIFÍCIO APOIO RAMPAS SKATE/ BIKE

BICICLETÁRIO

PORTÃO 4

109


Para o piso das pistas de caminhada e os pisos da área

Pisoleve é um piso drenante que permite 100% a

externa, assim como o Espaço Infantil, foi escolhido o pisoleve

passagem da água o solo, colaborando com a permeabilização do

(imagens 52, 53 e 54), que é um piso reciclável de pneus

solo proporcionando também às raízes das plantas e árvores a

composto de duas camadas: A primeira camada de acabamento

água necessária.

feita a partir de grãos de borracha de pneu reciclado com granulometria controlada, tingidas com pigmentos e PU e

IMPLANTAÇÃO

espessura de 1 cm. A segunda camada de base de amortecimento composta por lascas de borracha de pneu reutilizado e PU, propiciam o amortecimento ideal para quedas em até 3 metros de altura. A espessura do piso pode variar de acordo com a necessidade.

ACABAMENTO

AMORTECIMENTO IMAGEM 53 e 54: Fotos exemplo de utilização do piso para pistas de caminhada e áreas externas do parque. Fonte: www.pisoleve.com.br, 2013. IMAGEM 52: Composição do pisoleve. Fonte: www.pisoleve.com.br, 2013.

110


7.2 ACESSOS

na Rua Bela Vista, uma rua tranquila onde carros podem ser estacionados para aqueles

As entradas foram pensadas de maneira mais profunda, analisando o sistema

viário

e

distribuição

das

atividades na área, assim viu-se a necessidade de aumentar o número de portões.

que vão com eles, apenas para utilizar as quadras e ficar mais próximo na hora de ir embora; O Portão 3 na Rua Maracaju, que fica em frente a uma praça portanto uma visão bem ampla da entrada, que fica mais próxima também às atividades do Lazer Familiar; E por último o Portão 4 exatamente para a área de Lazer Radical na Avenida do Café, para aqueles que vão de bicicleta ou a pé e fica próximo também a um ponto de

Como

as

atividades

foram

ônibus. Conforme figura 10.

assim ficando bastante afastadas para que

ACESSOS

distribuídas em locais mais planos e

PORTÃO 2

toda a área fosse aproveitada, sem que partes

ficassem

servissem

abandonadas

apenas

para

ou

caminhos

afastados, as entradas foram quatro, numeradas em sentido horário a partir da

PORTÃO 1

PORTÃO 3

já existente na Avenida Luigi Rosiello. Sendo assim o Portão 1 seria na Avenida Luigi Rosiello para manter a existente entrada; O

Portão

2

para

entrada

diretamente no Lazer Esportivo que fica

PORTÃO 4 FIGURA 10. Mapa portões de acesso. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

111


O funcionamento do Parque das Pedreiras teria um horário

estacionamentos de carros que antes ficavam dentro, onde danos e

bem amplo, das 6 da manhã as 22 horas, para que o mesmo seja

furtos em veículos seriam de incumbência da mesma, foi passado

totalmente cercado (figura 11), proporcionando segurança aos

para a parte externa.

frequentadores e moradores do entorno, quesito muito lembrado

duas entradas, o portão 1 na Avenida Luigi Rosiello, com 40

O cercamento é necessário não apenas para segurança

vagas para carros, sendo 2 de deficientes físicos, 10 vagas para

interna do parque, pois iluminação e policiamento também

motos e 25 vagas para bicicletas. E o portão 3, na Rua Maracaju e

contribuem para que haja, mas também devido a declividade,

Rua Carlos Aprobato, com total de 55 vagas para carros, sendo 2

sendo que a pedreira mais alta fica beirando a Rua Albert Einstein

para deficientes, 20 vagas para motos e 24 vagas para bicicletas.

se tornando perigoso, com risco de queda principalmente para

As vagas são poucas para incentivar aos moradores próximos a

crianças e idosos.

irem caminhando ou de bicicletas deixando as vagas para

Pensando também no horário de silêncio, que é após as 22

automóveis para aqueles que vem mais de longe.

horas, para as residências mais próximas nenhuma “praça” ou local aberto seria proposto, a fim de que pessoas não frequentem durante a madrugada, fazendo barulho e sujando o ambiente, evitando assim problemas. Outro motivo para que o parque seja cercado e contribua para ser apenas um ambiente agradável, sem que traga um inconveniente acesso a pessoas durante horários impróprios. Lembrando que o parque por ser público é de responsabilidade

da

prefeitura,

portanto

a

parte

dos

FIGURA 11. Croqui relação parque com espaço público. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

112

ACESSOS

pela população no questionário aplicado (anexo I).

Assim sendo os carros não entrariam, ficando em torno de


A entrada permitida de automóveis seria para o abastecimento da lanchonete em horários específicos, antes das 6 horas ou depois das 22 hora que é o fechamento do parque, pelos caminhos projetados, entrando pelo Portão 1. No caso de artistas que fariam apresentações a entrada de ônibus ou vans seriam permitidas até o palco, para instalação de

FIGURA 12. Recorte estacionamento - Portão 1.

instrumentos e colocação de materiais para o evento, com

Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

acompanhamento de funcionários do parque, pois o caminho é o

ACESSOS

mesmo utilizado pelos pedestres, assim evitando acidentes; e a retirada do veículo após descarregar teria que ser imediata, sendo a entrada e saída feitas pelo portão 1, pela proximidade. Para o caso de alguma emergência, onde seja necessário ambulância e/ou bombeiros todos os caminhos permitem a locomoção de tais com largura de 5 metros e inclinação adequada. Sendo permitida a entrada pelos portões 1, 2, 3 e 4, o único impedimento seria o portão 4, dos esportes radicais, pois devido a inclinação muito elevada a maneira encontrada para ligação foi um elevador, por tanto o automóvel não teria como circular por todo o parque, podendo atender apenas a emergência local. FIGURA 13. Recorte estacionamento – portão 3. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

113


O portão 3 conta com o apoio de dois edifícios, o posto policial a administração e banheiro para funcionários. Conforme

FIGURA 15. Fachada Portão 3 – Rua Maracaju. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 14. Recorte Portão 3. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

Localizado na Rua Maracaju e em frente a Praça Edmundo Nova, sua visibilidade fica bem aparente para o bairro, modificando o cenário e se tornando atrativo para uso dos moradores.

FIGURA 16. Zoom Fachada Portão 3 – Rua Maracaju. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

114

ACESSOS

Figuras 14, 15 e 16 a seguir.


As figuras 17 e 18 em sequencia são referentes ao recorte

Em todas as entradas existem os bicicletários, que são

e fachada do Portão 1, este possui um edifício de apoio com um

lugares para estacionar as bicicletas, pois devido a grande

guarda, localiza-se na Avenida Luigi Rosiello e por já ser

declividade e a dificuldade de aumentar a largura das pistas,

existente é mantido. A Avenida tem grande fluxo e fica em frente

optou-se a não deixar a prática de ciclismo dentro do parque, a

a entrada da USP, sendo atrativo para quem passa por ela e para

utilização de bicicletas apenas é permitida na área de esportes

quem frequenta a universidade. Modifica a paisagem existente e

radicais, nas rampas para a modalidade.

ACESSOS

cria um visual convidativo.

FIGURA 19. Zoom Portão 1 – Avenida Luigi Rosiello. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

115


FIGURA 17: RECORTE PORTÃO 1 – ESTACIONAMENTO Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 18: FACHADA PORTÃO 1 – Avenida Luigi Rosiello Fonte: Oliveira, S.F., 2013

116


Os recortes dos portões 2 e 4 serão mostrados mais adiante, pois estão junto com as atividades de suas áreas. Porém seus portais de entrada estão nas figuras 20 e 21 respectivamente.

FIGURA 20. Zoom Portão 2 – R. Bela Vista.

O portão 2 encontra-se na Rua Bela Vista, uma rua tranquila

eu acaba na

entrada do parque, é a entrada para o Lazer Esportivo. O portão 4 está na Avenida do Café, onde fica o Lazer Radical, nessa área é permitida a utilização de bicicletas.

FIGURA 21. Zoom Portão 4 – Av. Café. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

117

ACESSOS

Fonte. Oliveira, S.F., 2013.


7.3 CORTES Os cortes da área, figuras 22, 23 e 24, mostram melhor a declividade e resoluções de alguns caminhos. Podemos ver a vegetação abundante em toda área e sua forma de integração com os edifícios propostos. São três cortes com vistas diferentes que mostram diferentes alturas e localizações, para que o entendimento do

CORTES

terreno e dos equipamentos sejam vistos de maneira adequada.

118


FIGURA 22: Corte AA Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 23: Corte BB Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 24: Corte CC Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

119


7.4 MAQUETE FÍSICA Com a implantação na maquete física os volumes são

E

visualmente

dão

uma

mudança

na

paisagem,

propiciando atrações.

melhores vistos, são grandes, porém perto da escala do parque são volumes que integram com a natureza sem afeta-la. LAZER FAMILIAR

MAQUETE FÍSICA

LAZER ESPORTIVO

LAZER CULTURAL

LAZER RADICAL

FOTO 58: Foto Implantação Maquete Física. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

120


RAMPA PEDREIRA

MAQUETE FÍSICA

MIRANTE

FOTO 59: Foto Maquete Física, Rampa da Pedreira e Mirante. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

121


MAQUETE FÍSICA

FOTO 61: Foto Implantação Maquete Física - Lazer Radical.. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 60: Foto Implantação Maquete Física – Lazer Esportivo Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

122


7.5 LAZER CULTURAL O lazer cultural abrange os edifícios voltados para a cultura, como as oficinas culturais, o palco e a capela.

OFICINAS CULTURAIS

LAZER CULTURAL

As oficinas culturais (figuras 25 e 26) seriam destinadas a cursos de trabalhos manuais e exposições desses, com dias e horários de funcionamento de acordo com as atividades exercidas. Com a fachada com grandes painéis de vidro duplos, para dar uma visão panorâmica do interno para o externo. Os vidros duplos (imagens 55 e

FIGURA 25. Recorte Oficinas Culturais. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

56) tem a função de absorver parte do calor incidente e ainda com a cor esverdeada refletir mais uma parte e assim o calor transmitido que entra é bem inferior comparado a um vidro simples.

FIGURA 26. Recorte Oficinas Culturais. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

123


IMAGEM 55. Sistema de Vidro Insulado. Fonte: www.divinalvidros.com.br, 2013.

I

FIGURA 27. Planta Baixa Oficinas Culturais. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

FIGURAS 28 e 29. Cortes Oficinas Culturais. IMAGEM 56. Sistema Absorção de Vidro Insulado. Fonte: www.divinalvidros.com.br, 2013.

Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

124


Logo acima, a camada que vai armazenar parte da água

pela inclinação das paredes e janelas conforme figura 28 e 29,

das chuvas, que será usada pelas próprias plantas como reserva.

melhorando o conforto térmico internamente, sem perder a

Em cima vem a camada de terra, que pode variar em espessura.

claridade natural.

Esta camada torna o sistema bastante pesado e, por isso, é

Para a ajudar no conforto térmico e no visual a utilização

imprescindível analisar a estrutura da obra antes de qualquer

de telhados verdes, foram a opção. Esses funcionam como um

implantação. Por último, vem a camada de plantas. As plantas

jardim externo só que no telhado ou cobertura.

ideais para o ecotelhado são as suculentas e as forrações para

Tem como benefícios o aumento da biodiversidade,

jardim. (Fonte: ecotelhados.com.br, 2013.)

diminuição da temperatura do micro e macro ambiente externo, conforto acústico e térmico para ambientes externos. Tradicionalmente, um telhado verde é feito em camadas, imagem 57, mais próximo da base, fica a membrana impermeável, para evitar que a água das chuvas penetre no telhado e provoque infiltrações ou vazamentos.

125

LAZER CULTURAL

Ainda pensando em diminuir a incidência do sol optou-se


e d c b FIGURA 30. Corte Oficinas Culturais.

LAZER CULTURAL

Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

IMAGEM 57. Camadas Telhado Verde. Fonte: monteirosales.com.br, 2013.

a

a- Camada Impermeabilizante: normalmente feita com mantas sintéticas; b- Camada Drenante: serve para drenar a água e também como filtro, feita de brita; c- Camada Filtrante: para reter partículas, feita com geotêxtil; d- Membrana de proteção contra raízes, para controle do crescimento de raízes; e- Vegetação e Solo; IMAGEM 58. Utilização real do Telhado Verde. Fonte: monteirosales.com.br, 2013.

126


PALCO O Palco, figuras 31 e 32, reflete a curva da pedreira, colocada ao lado do lago, sua estrutura é leve e abrange o ambiente sem agredi-lo. Com uma rampa extensa ao lado esquerdo, com inclinação

LAZER CULTURAL

de 5% é o acesso para ele, com altura de 1 metro no nível mais baixo da maior área para sua contemplação, ele se sustenta no próprio desnível do terreno. A estrutura do palco é de aço, sustentado por cabos de aço, onde o apoio

fica

onde

se

encontram

os

vestiários e camarins. A cima desses o

FIGURA 31. Recorte Palco. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

telhado é verde para uma mistura com a pedreira atrás.

FIGURA 32. Fachada Palco. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

127


CAPELA A capela (foto 62) já é existente

LANCHONETE

no local e seria apenas preservada para continuação das missas e para que seus fiéis possam continuar a frequentar o

Seu acesso principal é feito pelo local original, o portão 1, fica próxima a lanchonete sendo fácil o acesso para tal. Uma rampa ligando ao edifício de apoio mais

próximo

foi

a

solução

ED. APOIO

para

interligar ela com o resto do parque.

FIGURA 33. Recorte Capela. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 62. Recorte Capela. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

128

LAZER CULTURAL

local normalmente.


7.6 LAZER FAMILIAR O Lazer Familiar, figuras 34 e 35, constitui de uma área com equipamentos de

ginástica,

área

para

danças

e

ginásticas ao ar livre e o espaço infantil, conta ainda com um edifício de apoio

LAZER FAMILIAR

com banheiros e bebedouros. Com estrutura semelhante as oficinas culturais o Espaço Infantil é delimitado por vidros em todas as suas faces, também inclinados para diminuir a incidência do sol e com o telhado verde para ajudar na diminuição de temperatura do espaço interno, além de integrar o verde com o edifício e com o parque. Seu horário de funcionamento seria no mesmo horário do parque, com

FIGURA 34. Recorte Lazer Familiar. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

pessoas especializadas para as mães deixarem seus filhos em segurança enquanto fazem suas atividades físicas, mas também podem ficar com eles.

FIGURA 35. Fachada Espaço Infantil. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

129


que geram energia para acender as luzes do local. Assim, a ideia é, além de utilizar a energia, incentivar a prática de exercícios físicos em um parque público, fazendo com que as pessoas não precisam pagar para o uso e ainda podem ter um espaço de interação. Economizando energia elétrica e iluminando o local de forma divertida.

7.7 LAZER ESPORTIVO O Lazer Esportivo, figuras 36 e 37, é o local onde ficam as quadras esportivas, no ponto mais alto da área, com entrada pela Rua Bela Vista. Possui quadras de esportes de salão, basquete, futsal, vôlei, uma quadra de grama para futebol, e as quadras menores de vôlei de areia, suas dimensões são de acordo com o tamanho mínimo exigido na norma. Para conseguir vencer a topografia, as quadras ficam 1 metro acima uma das outras, subindo com uma rampa na lateral e entre elas degraus largos foram pensados como arquibancadas, servindo assim para o público que queira assistir ao jogos.

Conta com dois edifícios de apoio, o maior são os vestiários feminino e

masculino, bebedouro e

o outro

equipamento seria para armazenar os equipamentos como bolas, redes para a prática das atividades e forma de manutenção e preservação dos mesmos. Como

dito

anteriormente

possui

também

um

bicicletário para guardar a bicicleta enquanto utiliza os IMAGEM 59. Equipamentos de ginástica. Fonte: www.coroflot.com/dido/energyme-led-street-lamp, 2013.

equipamentos. 130

LAZER ESPORTIVO

Como diferencial o conjunto de equipamentos de ginástica


FIGURA 36: RECORTE LAZER ESPORTIVO Fonte: Oliveira, S.F., 2013

FIGURA 37: FACHADA LAZER ESPORTIVO – PORTÃO 2 – Rua Bela Vista Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

131


7.8 LAZER RADICAL O Lazer Radical, figuras 42 e 43, é o local que fica na

A escalada possui 12 metros de altura e chega a uma trilha

segunda pedreira, a menor do lado direito, com entrada pelo

de caminhada, mais estreita que as outras do parque, para não

portão 4, na Avenida do Café, possui duas rampas de skate,

modificar a topografia e também por ser de menor fluxo, apenas

bicicleta e patins, outra atividade é a escalada.

para chegar ao nível que fica elevador, onde pode descer

Conta com um edifício de apoio com banheiros e

novamente ou continuar pelo lado oposto para o parque.

LAZER RADICAL

bebedouros e um elevador panorâmico para ligar essa parte com o resto do parque. As rampas de esportes radicais pesquisadas são diversas, com diferentes tamanhos, alturas, assim foram criados dois tipos para implantação nessa área. Uma possui 1250m² (figuras 38 e 39) e a outra 600m² (figura 40 e 41), sendo possível a prática de acordo com a preferência de cada um.

FIGURA 40: Croqui Rampa 1250m². Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 41: Planta Rampa 1250m². Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 39: Planta Rampa 1250m². FIGURA 38: Croqui Rampa 1250m².

Fonte:

Oliveira,

S.F.,

2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

132


ESCALADA

FIGURA 42: RECORTE LAZER RADICAL Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

ELEVADOR PANORÂMICO

FIGURA 43: FACHADA LAZER RADICAL – PORTÃO 4 – Avenida do Café Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

133


O elevador, teria placas voltaicas para seu funcionamento, com dimensão de 3m por 3m, evitando o uso de energia elétrica e podendo ser usado sem afetar o meio ambiente. Elevadores Gen2 Switch (imagem 60), que elimina a necessidade de energia elétrica trifásica, podendo ser operado por energia solar. Por utilizar tecnologia à base de bateria, funciona normalmente, mesmo na falta de energia elétrica. Tecnologia sustentável, a energia regenerada retorna diretamente para a bateria, pronta para a próxima viagem (imagem 61). É até 81% mais eficiente que um elevador convencional. Da máquina sem engrenagem às luzes a LED e sistemas standby, cada parte do elevador é projetada para ter a máxima eficiência. (Fonte: sustentarqui.com.br/produtos/elevadores-gen2-switch).

IMAGEM 61. Funcionamento placas foto voltaicas. Fonte:www.solareme.com.br/images/Comofunciona_Solarfotovolta_0.jpg, 2013. IMAGEM 60. Elevador operado por energia solar. Fonte:sustentarqui.com.br/produtos/elevadores-gen2switch, 2013.

134


não seria necessário tratamento para esse uso. Devido a grande

Pela existência de uma vala no noroeste do terreno, na

declividade a água, pelas mangueiras, iria por meio da gravidade

parte de cima, foi pensada uma contenção, feita de concreto, para

para baixo, podendo refrescar os caminhos também para aqueles

que ela se transforme em um espelho d‟água (figura 42) com as

que estão fazendo caminhada, caso necessário em alguns pontos

águas da chuva.

uma pequena bomba de pressão poderia ser colocada para ajudar

Com dimensões de aproximadamente 88,0 m x 25,0 m e

na distribuição.

profundidade de 3 metros, o espelho d‟água tem um volume de 6.600 m³ que é igual a 6.600.000L. Quando estiver sem chuvas, épocas muito secas as caixas ficam no nível máximo e o espelho d‟água com o mínimo possível de água, em casos extremos de seca a vala, onde se encontra o espelho d‟água, pode ficar vazia. Com essa água um bomba de sucção (imagem 64) transporta a água para caixas d‟água (figura 45/46) localizadas próximas, em uma caixa coberta por vegetação, telhados e paredes verdes, para não afetar a paisagem. São duas caixas d‟água com capacidade de 20.000L cada uma e serviriam para irrigação das plantas em épocas de maior seca, sendo distribuídas por todo o parque por mangueiras com micro furos (imagem 62/63), ajudando na temperatura ambiente e deixando o parque sempre verde, por se tratar de uma água limpa,

IMAGENS 62 e 63: Mangueiras com micro furos. Fonte: www.cec.com.br, 2013.

Mangueira para Irrigação, com micro furos feitos a laser ideal para irrigar gramados, jardins. Funcionam em qualquer torneira por gravidade e pressão. Possui micro furos distribuídos em toda extensão, dando vazão igual do primeiro ao centésimo metro, jato idêntico a uma chuva fina molhando sem encharcar o solo. (Fonte: www.oborrachao.com/produtos). 135

ESPELHO/ARMAZENAMENTO DE ÁGUA

7.9 ESPELHO D‟ÁGUA/ ARMAZENAMENTO DE ÁGUA


FIGURA 44: Recorte espelho d‟água com caixas d‟água. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

IMAGEM 64: Exemplo Bomba d‟água. Fonte: br.grundfos.com, 2013.

FIGURA 45: Planta baixa Caixas d‟água. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

136

ESPELHO/ARMAZENAMENTO DE ÁGUA

CONTENÇÃO


IMAGEM 69: Telhado verde.

IMAGEM 70: Modelo caixas d‟água. IMAGEM 65: Parede verde.

Fonte: piscinaeconstrução.com.br,2013.

Fonte: www.neorex.com.br, 2013.

Parede

verde

(figura

58),

o

método de bloco pré-moldado: São bloco de concreto fundido, com jardineiras contínuas. O modelo pode ser instalado

FIGURA 46: Corte Caixas d‟água. Fonte: Oliveira, S. F., 2013.

rente a muros impermeabilizados.

IMAGENS 66, 67 E 68: Modelo de blocos pré-moldados. Fonte: www.neorex.com.br, 2013.

137

ESPELHO/ARMAZENAMENTO DE ÁGUA

Fonte: construindo.org/telhadoverde, 2013.


8.0 PEDREIRA/MOBILIÁRIO

novas sensações sejam experimentadas. A rampa continua depois do mirante ainda rente a

O lago em forma de coração envolvido por uma pedreira marcam o

pedreira, e chega a outra parte dela, quase em cima do lago, fazendo a ligação de todo o parque.

centro do parque, figura 47, é a maior

área central é aproximar fisicamente e

A iluminação do espaço é diversificada, com postes altos por todo o parque e com iluminações embutidas também cria-se diferentes ângulos de visão e contemplação.

PEDREIRA/ MOBILIÁRIO

área plana de todo o parque, a ideia nessa

visualmente das paredes de pedra. Assim

uma

rampa

treliçada

(figura 48) e presa na própria pedreira e rente a ela sobe até chegar a um mirante, no ponto mais alto da mesma. Feita toda em madeira, sua estrutura é continua e serve tanto de apoio quanto de corrimão para as pessoas. O mirante é redondo e também de madeira, fica há 15 metros de altura com relação ao nível do lago, preso um quarto na

pedreira

e

dois

quartos

são

entrelaçados com uma sustentação que é presa nas pedras, possui uma abertura do meio para a frente, transparente, para que

FIGURA 47: Recorte parte central da área, pedreira com o lago. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

138


PEDREIRA/ MOBILIรRIO

FIGURA 48: Detalhe rampa de madeira treliรงada. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

IMAGEM 71: Exemplo rampa de madeira treliรงada. Fonte: www.panoramio.com, 2013.

139


Nesse espaço mais aberto, perto da rampa encontram-se

Nos espaços de contemplação, e em todo o parque onde possuem bancos

em torno dos seus caminhos foi

solar, assim o usuário pode carregar o celular ou notebook através

escolhido o banco de madeira comum, relativamente

de cabo USB além de ficar iluminado durante a noite. Ele não é

confortável por tem encosto para as costas e que sem adapta a

apenas solar tem um sistema de captação de energia cinética que

paisagem sem agredi-la.

PEDREIRA/ MOBILIÁRIO

bancos com painéis, imagem 72 e 73, para captação de energia

usa os seus movimentos de balanço para adicionar mais carga ao sistema. Sendo uma solução atrativa e sustentável para o parque.

IMAGEM 72: Exemplo banco sustentável. Fonte: www.vidasustentavel.net/energia-alternativa, 2013.

IMAGEM 73: Exemplo banco sustentável a noite. Fonte: www.vidasustentavel.net/energia-alternativa, 2013.

IMAGEM 74: Exemplo bancos. Fonte: www.belezumba.com/2009, 2013.

140


A iluminação como dito anteriormente é diversificada. E

A iluminação embutida ficaria em torno das pedreiras no

por se tratar de uma cidade muito quente, onde o predomínio do

chão, para dar maior ênfase e destaque nelas. Além de causar um

sol é intenso em todas as épocas do ano, a utilização de placas

visual diferenciado.

ambiente, economiza energia elétrica.

Todas as lixeiras são seletivas (imagem 76), para conscientização da importância da separação do lixo para a

Os postes solares (imagem 75) têm seis metros de altura.

reciclagem. E assim os lixos separados que podem ser reciclados

As baterias ficam no topo do postes, perto da lâmpada. Cada

seriam levados diretamente ao local, já que a cidade não tem essa

poste é uma unidade independente, o que dispensa um sistema de

coleta seletiva para contribuir com o meio ambiente.

cabos elétricos entre eles. Não precisa escavar e enterrar cabos. Não é preciso sol intenso para a captação de energia, que já ocorre com a claridade natural. IMAGEM 76. Exemplo lixeiras. Fonte:people.ufpr.br., 2013.

Com a Lanchonete também ao centro, figuras 49 e 50, próximo ao lago tem-se a sensação de comer direto ao ar livre, com a parte das mesas tendo como cobertura uma viga sustentada por cabos de aço tem-se a visão ampla de toda a rampa e do lago. A parte que sustenta é também com o telhado verde para contribuir com a temperatura e dar uma visão mais adequada para que está em cima, avista-se o verde e não apenas uma edificação IMAGEM 75: Exemplo postes com placas solares. Fonte: engvagnerlandi.com/2010/07/28/curitibaa-capital-numero-um-do-brasil-emurbanismo, 2013.

maciça e fora do conceito de natureza. 141

PEDREIRA/ MOBILIÁRIO

solares também para esse mobiliário contribui com o meio


FIGURA 49: RECORTE LANCHONETE Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 50: FACHADA LANCHONETE Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

142


8.1 VEGETAÇÃO As

árvores

por ter folhas estreitas de cor verde forte, levemente azulado que forma um gramado escolhidas

foram

denso e bonito.

pensadas de acordo com a sua altura nos

É extremamente resistente à seca e ao pisoteio. Grama de crescimento lento que

locais para reflorestamento, o tamanho

exige baixa frequência de corte, sendo, portanto, uma grama de baixo custo de

de suas copas para sombras, a coloração

manutenção. A esmeralda tem excelente resistência a secas. Entra em estado de dormência,

parque. As espécies mais utilizadas no

proteção a altas temperaturas podendo até ficar na cor marrom amarelado, recupera-se

Brasil

facilmente deste estado após normalização de chuvas ou irrigação.

e

que

diversidade

também

foram

ipês,

ajudam

na

pau-brasil,

VEGETAÇÃO

de folhas e flores para o colorido do

(Fonte:www.gramasete.com, 2013.)

jacarandá e cedro. Pelo mapa 20, a vegetação fica bem aparente, onde os verdes mais claros representa uma vegetação mais baixa e menos densa, enquanto o verde mais escuro seriam as árvores mais altas e com um densidade grande. Onde seriam feitas o reflorestamento da área, recuperando as árvores

que

morreram

ou

foram

derrubadas. A

grama

para

paisagismo,

escolhida é a Esmeralda. Caracteriza-se

Mapa 20: Mapa Vegetação. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

143


IPÊ A árvore do ipê é bem copada e alta chegando até 20 m de

Com o crescimento das raízes para baixo e não para os

altura. Árvore grande com floração abundante, que desabrocham

lados é uma boa opção para ficar próxima a edificações e os

em dias secos e anunciam a proximidade da primavera, se destaca

caminhos sem danifica-los. Dando colorido e sombras para o

facilmente na mata no inverno. E no período da floração,

parque.

apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas. Estas dão lugar às flores - amarelas-ouro, brancas ou roxas

VEGETAÇÃO

– que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País. O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro. Sua madeira é bela, de cor castanho-oliva ou castanhoavermelhada, e com veios resinosos mais escuros. Após o período da floração, aparecem as folhas digitadas, com 5 a 7 folíolos. Os frutos tem uma forma parecida a de uma vagem com grande quantidade de sementes membranáceas esbranquiçadas e aladas. As sementes se dispersam pelo vento. A planta é hermafrodita, tendo a sua frutificação nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Relativo ao clima, ocorrência em locais de clima tropical, subtropical úmido, subtropical de altitude e temperado.

IMAGEM 77: Fotos Árvores Ipê. Fonte: unhasinspiradas.com.br, 2013.

(Fonte:basilio.fundaj.gov.br, 2013.)

144


CEDRO O cedro é uma árvore caducifólia (perde suas folhas em épocas de reprodução), com altura variando entre 10 e 25m e DAP (diâmetro à altura do peito), entre 40 e 80cm. Apresenta tronco reto ou pouco tortuoso, a copa é alta e em forma de corimbo, o que a torna muito típica. Quando adulta, precisa de sol, geralmente cresce em clareiras e é medianamente tolerante ao

VEGETAÇÃO

frio. As folhas são compostas, medindo entre 25 a 45 cm, muito variáveis quanto à forma. Por ser uma árvore de beleza ornamental, pode ser empregada em projetos paisagísticos e arborização urbana. Além disso, é de grande importância seu uso na recuperação florestal de áreas degradadas e de matas ciliares, também para recuperação de solos contaminados por metais pesados. (Fonte: naturezadivina.org.br/textos/cedro, 2013.)

Por ter um crescimento acelerado é muito utilizadas para o reflorestamento da Mata Atlântica e pelo projeto também ser para o reflorestamento de uma área degradada é uma opção ótima para sua recuperação rápida.

IMAGEM 78: Foto Árvore Cedro. Fonte: www.arvores.brasil.nom.br/new/cedro/index.htm,2013.

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PAU-BRASIL

na Mata Atlântica, que mesmo sendo um dos ecossistemas de

O pau-brasil é uma árvore nativa da Mata Atlântica brasileira, com o tronco reto recoberto de espinhos, em tons de

maior diversidade é um dos mais ameaçados do planeta. (Fonte: www.rbma.org.br/anuario/mata_04_esp_pau_brasil.asp, 2013.)

cinza ou vermelho, e centro avermelhado. O pau-brasil pode atingir 30 metros de altura, com seu

Por ser uma árvore nativa do Brasil e estar em extinção a

diâmetro chegando a 1,5 metro. Sua floração ocorre no final do

utilização dela no parque é uma forma de contribuir para o seu

mês de setembro até meados de outubro. Entre os meses de

desenvolvimento e conscientizar sobre sua importância.

VEGETAÇÃO

novembro a janeiro ocorre a maturação dos frutos. As folhas são compostas bipinadas, de cor verde médio, brilhantes. As flores nascem em racemos eretos próximo ao ápico dos ramos. Possuem quatro pétalas amarelas e uma menor vermelha,

muito

aromáticas;

no

centro,

encontram-se

dez estames e um pistilo com ovário súpero alongado. Os frutos são vagens cobertas

por

longos

e

afiados

espinhos, que devem protegê-los de pássaros indesejáveis, pois estes

comeriam

os

frutos.

Contém

de

uma

a

cinco sementes discoides, de cor marrom. A torção do legume, ao liberar as sementes, ajuda a aumentar a distância da dispersão. A exploração indiscriminada praticamente dizimou a espécie. Hoje em dia, é muito difícil encontrar a árvore em estado natural.. A espécie está tão ameaçada quanto outras de ocorrência

IMAGEM 79: Foto Árvore pau-brasil. Fonte: www.arvores.brasil.nom.br/new/cedro/index.htm,2013.

146


JACARANDÁ-MIMOSO

Por seu rápido crescimento contribui nas sombras para o

O jacarandá-mimoso é uma árvore decídua a semi-

parque, com estilo rústico, se difere das outras espécies de

decídua, de floração muito exuberante. Seu porte é pequeno,

árvores, é mais adequada para climas subtropicais e tropicais, se

alcançando cerca de 15 metros de altura. O caule é um pouco

adaptando bem a cidade. E com suas folhas azuis contribui com o

retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que

colorido do vegetação.

gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade. Sua copa é arredondada a irregular, arejada e rala. Suas folhas são

VEGETAÇÃO

opostas e bipinadas, compostas por 25 a 30 pares de pequenos folíolos ovais, de coloração verde-clara acinzentada. No inverno, o jacarandá-mimoso perde suas folhas, que dão lugar as flores na primavera. Suas flores são duráveis, perfumadas e grandes, de coloração azul ou arroxeada, em forma de trompete e são arranjadas em inflorescências do tipo panícula. A floração se estende por toda a primavera e início do verão. Os frutos surgem no outono, são lenhosos, deiscentes e contém numerosas e pequenas sementes. É uma árvore maravilhosa para a arborização urbana, caracterizada pela rusticidade, floração decorativa e crescimento rápido. Pode ser utilizada na ornamentação de ruas, calçadas, praças e parques, pois suas raízes não são agressivas. (Fonte:

www.jardineiro.net/plantas/jacaranda-mimoso-jacaranda-

IMAGEM 80: Foto Árvore Jacarandá-mimoso. Fonte: www.arteplural.com.br,2013.

mimosaefolia, 2013.)

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FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA

FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA

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FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA


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FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA


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FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA


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FOTOS MAQUETE ELETRテ年ICA


Após o desenvolvimento do trabalho, foi possível

Internamente cada atividade foi pensada de maneira

demonstrar que o projeto de um parque na área, Pedreira Monte

individual, para que abrangesse melhor sua utilização, mas

Alegre e pedreira Santa Luzia, podem transformar um vazio

pensando sempre na ligação que faria com as outras atividades, a

urbano, mal preservado em um ambiente capaz de conciliar

proximidade entre elas e os caminhos melhor adaptáveis a

problemas sociais como a falta de lazer, com meio ambiente,

topografia, a vegetação e de acordo com a inclinação. O piso é

sustentabilidade e cultura.

natural, reciclado, com boa absorção de água, sintonizando com o

Com estudo da topografia viu-se a dificuldade de

meio inserido.

ocupação da área para que fosse possível preservar ao máximo

O respeito ao meio ambiente e sua preservação será criada

seu ambiente natural, seu relevo e recursos naturais, a fim de que

ao longo do tempo, com a admiração pelo local, a boa

a intervenção fosse o menos impactante possível. O projeto

convivência e momentos de lazer e relaxamento tão necessários

previu o reflorestamento de áreas, com o aumento da

no dia-a-dia. O objetivo de melhorar a vida da população do

biodiversidade local, utilizando os locais mais planos para a

entorno e também uma melhora na cidade de Ribeirão Preto foi

maior concentração de pessoas e atividades de maior fluxo.

alcançada, pois as atividades abrangem todas as faixas etárias,

O vazio que antes era incomodo e inutilizado para preservação vira um rico lugar, com pessoas, vegetação,

sendo diversificadas e educativas. Trazendo cultura, lazer, respeito a natureza e um espaço de convivência.

atividades e propicia a população um local de lazer público. O

O parque não é um elemento fechado, abrange o entorno,

que era um barreira se tornou um chamativo, com espaços

a cidade e a região, fazendo uma troca com o local inserido e

abertos, atividades diversas, iluminação atraente, transformando o

utiliza a área de maneira mais agradável e benéfica.

espaço em chamariz para visitantes da cidade e de também de fora. 153

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


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PARQUE TANGUÁ, disponível em: www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-parquetangua-secretaria-municipal-do-meio-ambiente/318

SUSTENTABILIDADE, disponível em: planetasustentavel.abril.com.br www.acasa.org.br www.estudiobrasileiro.com.br

TELHADOS VERDE, disponível em: www.descubracuritiba.com.br/turismo/detalhes/648/parquetangua/

www.ecotelhado.com.br construindo.org/telhado-verde

PISTAS ESPORTE RADICAL, disponível em:

www.neorex.com.br/site/Catalogo/CAT01/Produtos/59ME/Produ

www.flyramp.com.br

to.aspx

PLACAS FOTOVOLTAICAS, disponível em:

TIPOS DE PISOS, disponível em:

www.solareme.com.br/images

www.pisoleve.com.br, www.ecopisos.com.br

PRAÇA VICTOR CIVITA, disponível em: www.pracavictorcivita.org.br

VIDROS, disponível em: www.divinalvidros.com.br

PREFEITURA MUNICIPAL, disponível em: ribeiraopreto.sp.gov.br SIGECOTUR, disponível em: www.lsie.unb.br/sigecotur

156

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

df


ANEXO I QUESTIONÁRIO APLICADO A POPULAÇÃO DO ENTORNO 1- Nome: _____________________________________________________ 2- Há quanto tempo mora no bairro: _________________________________________ 3- Quantas pessoas moram na casa de: a) 0 a 14 anos ( )F ( )M b) 15 a 21 anos ( )F ( )M c) 22 a 45 anos ( )F ( )M d) 46 a 69 anos ( )F ( )M e) + de 70 anos ( )F ( )M 4- Costuma sair à tarde no fim de semana? ( ) SIM ( )NÃO 5- Se sim, onde costuma ir: _____________________________________________________

6- Se não, gostaria de sair: ( ) SIM ( ) NÃO 7- Gostaria de ter um parque no bairro? ( ) SIM ( ) NÃO 8- Que benefícios acredita que um parque pode trazer? a) Lazer b) Proteção rios/ córregos, meio ambiente e animais c) Melhoria na qualidade de vida

d) Melhoria na paisagem e) Outros: _____________________________________________________ 9- Quais ambientes você gostaria de ter em um parque: __________________________ _____________________________________________________

10- Você utiliza a pedreira de alguma forma? ( ) SIM ( ) NÃO 11- Se tivesse um parque na pedreira como iria até lá? a) A pé b) Bicicleta c) Moto d) Carro e) Ônibus f) Outro: _____________________________________________________ 12- Quando você frequentaria um parque perto de casa: a) Fim de semana b) Dia de semana c) Férias d) Outro: _____________________________________________________

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14- Você acha que esse parque precisa ser cercado? ( ) SIM ( ) NÃO Por quê? _____________________________________________________ 15- Um parque nas proximidades poderia trazer algum tipo de problema? ( ) SIM ( ) NÃO Se sim, por quê? _____________________________________________________ 16- Na sua opinião quem deve cuidar do meio ambiente? a) Governo b) População c) Governo + População d) Não sei e) Outros: _____________________________________________________

17- Se teve poucas ideias na questão 9, quais ambientes/ atividades seriam do seu agrado para um parque na pedreira: a) Pista de caminhada b) Quadras esportivas c) Palco para apresentações d) Banheiros e) Lanchonete f) Oficinas culturais g) Espaço infantil h) Equipamentos de ginastica i) Mirante j) Diferentes tipos de vegetação k) Animais – Quais:_______________________________________________ l) Horta comunitária m) Capela n) Pedalinhos o) Barcos p) Escalada q) Aulas de ginástica/dança ao ar livre r) Estufa s) Galeria de artes t) Redes de descanso u) Queda d‟água v) Pista de skate w) Outro: _____________________________________________________

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ANEXO

13- Quanto tempo você ficaria dentro de um parque: a) O dia todo b) Pela manhã c) Parte da tarde d) Poucas horas e) Até 1 hora f) Outros: _____________________________________________________

Tfg sarah folster oliveira  

Parque das Pedreiras

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