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SARAH FOLSTER OLIVEIRA

CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA

PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS

RIBEIRÃO PRETO 2013


CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA

SARAH FOLSTER OLIVEIRA

PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS

Monografia apresentada ao Centro Universitário Moura Lacerda para cumprimento das exigências parciais para a obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo sob a orientação da Profª. Drª. Silvia Camilo.

RIBEIRÃO PRETO RIBEIRÃO PRETO 2013 2013


Dedico aos meus pais que são as pessoas mais importantes da minha vida e tornaram possível essa realização, confiando na minha capacidade.

Aos meus amigos que tiveram paciência com minhas ausências e faltas.

Aos meus professores por me ensinarem durante os anos de curso como ser uma boa profissional.

E a minha orientadora que foi tal passional no decorrer do trabalho.

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DEDICATÓRIA

DEDICATÓRIA


AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus o meu criador, aquele que me conforta nas horas de aflição e me ilumina nas de indecisão. E por ter propiciado essa oportunidade.

AGRADECIMENTOS

A minha orientadora Silvia Camilo, por aceitar a parceria durante esse trabalhoso processo, por me orientar e acreditar que eu iria conseguir e me guiar nas dúvidas e frustrações. Agradeço pela paciência e palavras de consolo e carinho durante todo percurso.

Agradeço aos meus pais por serem tão atenciosos e me ajudarem naquilo que foi possível e até mesmo impossível, as idas ao terreno, as maquetes produzidas, o comprometimento em estarem sempre presentes e preocupados com meu bem estar. Obrigada por tudo. Seu caráter, honestidade e ensinamentos também foram de suma importância durante toda a caminhada.

Aos meus amigos que estiveram comigo, mesmo que a distancia, com uma palavra amiga, um apoio, um elogio, vocês fizeram da trajetória mais amena e agradável. E durante esse ano, o mais difícil, onde estive muito ausente foi possível perceber aqueles que estarão sempre ao meu lado.

Agradeço a todos aqueles que de alguma forma ajudaram, tanto na prática, com materiais, levantamentos, como emocionalmente, dando apoio geral.

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“E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre.” Chico Xavier

5


Essa monografia apresenta o desenvolvimento de um

agregar de maneira positiva a cidade, tornando um local agradável

projeto na área nas antigas Pedreiras de Santa Luzia e Monte

que contribui para o desenvolvimento físico, cultural e

Alegre na cidade de Ribeirão Preto/SP. Abrangendo as questões

econômico. A proposta é feita de acordo com estudos da

de sustentabilidade, meio ambiente conciliando com lazer,

topografia, entorno, delimitantes do espaço onde surge o

esportes, contemplação e descanso de acordo com um parque.

programa de necessidades, as diretrizes projetuais, propondo áreas

Serão apresentadas referências teóricas de autores

de lazer para cada tipo de modalidade. Mostra a arquitetura e

renomados no assunto, além de referências existentes analisadas

urbanismo integrados com o meio ambiente, sem agredi-lo e

pelo autor. Com análises físico-territoriais da área e entorno e

trazendo melhorias na qualidade de vida de todos os moradores da

questionário feito com a população próxima á área, a ideia é

cidade de Ribeirão Preto.

demonstrar como um ambiente ambientalmente frágil pode se

Palavras- chave: Parque Urbano, Lazer, Pedreira, Preservação Ambiental, Cultura.

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RESUMO

RESUMO


ABSTRACT

This monograph presents the development of a project in

is to demonstrate how an environmentally fragile environment

the area in the old quarries Santa Luzia and Monte Alegre in the

can add positively to the city , making it a nice place that

city of Ribeir達o Preto / SP . Covering the issues of sustainability,

contributes to the physical, cultural and economical. The proposal

environment

is in accordance with studies of topography, surroundings,

with

entertainment,

sports,

contemplation and rest according to a park .

delimiting the space where there is the program requirements,

Will be presented theoretical references of renowned

guidelines manual proposing areas for each type of sport. Shows

authors on the subject, also to existing references analyzed by the

the architecture and urbanism integrated with the environment,

author. With physical- territorial area and surroundings and

without attacking it and bringing improvements in the quality of

questionnaire done with the population close to the area , the idea

life of all residents of the city of Ribeir達o Preto.

Keywords : Urban Park, Entertainment, Quarry, Environmental Preservation, Culture.

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ABSTRACT

reconciling


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ......................................................................... 10

3.2 Clima .......................................................................... 49

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................ 13

3.3 Relevo ....................................................................... 49

1. PARQUES URBANOS E PAISAGISMO 1.1 História do Paisagismo no Brasil ............................... 14

3.4 Vegetação................................................................... 50 3.5 Principais Praças e Parques de Ribeirão Preto ........... 52

1.2 Definições de áreas verdes e parques ........................ 15

1.4 Qualidade de vida nas cidades ................................... 19 1.5 Áreas de Proteção Ambiental e Meio Ambiente ....... 20

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA .................................................... 56 4. ÁREA DE INTERVENÇÃO 4.1 Área da Proposta ........................................................ 57 4.2 Histórico da Área de Estudo ...................................... 59

LEITURAS PROJETUAIS ...................................................... 23 2. LEITURAS PROJETUAIS

4.3 Leitura de Uso do Solo .............................................. 60 4.4 Dados Cadastrais da Área .......................................... 64

2.1 Parque das Pedreiras - Curitiba.................................. 24

4.5 Hierarquia Viária ....................................................... 65

2.2 Praça Victor Civita – São Paulo ................................ 27

4.6 Ocupação da Área ...................................................... 67

2.3 High- Line- Manhattan .............................................. 35

4.7 Topografia da Área .................................................... 69

2.4 Jardim Botânico - Inhotim ......................................... 42

4.8 Meio Ambiente .......................................................... 71

LEVANTAMENTO DE DADOS ............................................. 47

ANÁLISE DO PERFIL POPULACIONAL .......................... 74

3. CARACTERIZAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO 3.1 Localização ................................................................ 48

5. ANÁLISE DO PERFIL POPULACIONAL DO ENTORNO 8

SUMÁRIO

1.3 Benefícios de um parque ........................................... 17


DIRETRIZES PROJETUAIS .................................................. 80

CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................. 122

6. DIRETRIZES PROJETUAIS 6.1 O Parque na Área de Estudo como Área Verde de

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................. 123

Lazer ....................................................................................... 81 6.2 Características Limitantes de Espaço e Percurso....... 82

ANEXO ..................................................................................... 126

6.3 Proposta Programa de Necessidades ........................ 84 6.4 Definições do Programa do Parque ........................... 85

SUMÁRIO

6.5 Proposta Plano de Massa ........................................... 87

PROPOSTA PARQUE DAS PEDREIRAS ............................ 94 7. PROPOSTA PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS 7.1 Implantação................................................................ 95 7.2 Cortes ....................................................................... 103 7.3 Ma quete Física ........................................................ 104 7.4 Lazer Cultural .......................................................... 108 7.5 Lazer Familiar .......................................................... 113 7.6 Lazer Esportivo ........................................................ 114 7.7 Lazer Radical ........................................................... 116 7.8 Pedreira .................................................................... 118 7.9 Espelho d‟água/ Armazenamento de água ............... 121

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INTRODUÇÃO


Com a agitação do mundo moderno e o individualismo cada

verdes, fauna e flora, sem a necessidade de percorrer grandes

dia mais aguçado, pessoas tem deixado o contato com a natureza

distâncias. É neles que grande parte da população urbana

mais distantes do seu dia-a-dia, muitas vezes pela distancia que

aprimora sua relação com a natureza, o que faz deles um

teria que percorrer para ir a uma área verde, outras pela

importante instrumento para conscientização ambiental. Em Ribeirão Preto a várias áreas a serem preservadas e

Nas grandes cidades as áreas verdes nem sempre estão

que estão inutilizadas ou são usadas de forma irregular, como

presentes em todos os bairros, deixando-os sem um equipamento

exemplo, fundos de vale, vazios urbanos, áreas verdes, uma

importante no dia a dia dos moradores. Em Ribeirão Preto há uma

antiga pedreira Monte Alegre, etc., onde poderiam ser propostos

deficiência em vários bairros como Ipiranga, Planalto Verde, Vila

parques, pois a população espera um melhor aproveitamento da

Tibério, Jardim Santa Luzia, entre outros e os moradores de

área.

diversos bairros gostariam de ter mais próximo de casa um local

Portanto, a proposta deste trabalho é um parque urbano

agradável, bonito, que possa servir para um descanso ao fim do

para a cidade de Ribeirão Preto, tendo como objetivos a

dia de trabalho, levar as crianças para brincar no fim de semana e

valorização da área e bairro, a recuperação de um ambiente

aproveitar a natureza preservando o meio ambiente.

degradado, proteção de rios e lagos, favorecer a melhoria na

Pensando nesse aspecto, um parque urbano supriria a necessidade de tais bairros, disponibilizaria contato com a

qualidade de vida da população, principalmente moradores próximos e aprimorar a paisagem local.

natureza, conscientizando a importância da preservação do meio

Dessa forma, seria adequado escolher uma área para

ambiente e proporcionando momentos de convívio social,

preservação ambiental, um local que seja ambientalmente frágil,

melhorando a qualidade de vida dos moradores. O benefício dos

para que seja protegida de forma adequada e útil, em um bairro

parques urbanos é propor aos moradores, principalmente de

que não possua esse equipamento de lazer. Assim o local

grandes cidades, a opção de visitar áreas naturais, com paisagens

escolhido para o parque urbano é a pedreira Monte Alegre, 11

INTRODUÇÃO

dificuldade financeira e a falta de tempo.


indivíduos a necessidade de valorizar e buscar equilíbrio

pedreiras a Monte Alegre e a Santa Luzia, próxima mais bem

dinâmico entre os homens e o meio ambiente. Para que ocorram

menor. A pedreira está desativada para exploração, possui um

mudanças de atitudes, o indivíduo precisa estar consciente e,

grande lago e uma nascente dentro do terreno, propiciando a

principalmente, sensibilizado de seu papel enquanto espécie

preservação e sendo melhor utilizada. A área localiza-se na

integrante de um ambiente equilibrado. Assim o parque ajuda na

Avenida do Café com a Avenida Luigi Rosiello e limita-se

conexão com a natureza e com o estudo sobre ela, ajuda no

também com a Rua Albert Einstein e Rua Maracaju, encontrando

entendimento de seus benefícios a saúde e a cidade. Preservando

com a Rua Carlos Aprobato e a Rua Manoel Duarte Ortigos.

uma área e aumentando sua diversidade de fauna e flora local,

O projeto do parque urbano na cidade de Ribeirão Preto, no bairro Jd. Santa Luzia e Vila Monte Alegre, abrange

conscientizando essa população a importância de não poluir nem a terra, a água e ou o ar e reciclar o lixo que produz.

principalmente o conhecimento de urbanismo e paisagismo

Para atender a proposta foi preciso identificar os parques

desenvolvidos no curso. Desse modo, a proposta tende a

existentes ou locais de contato com a natureza em Ribeirão Preto,

preservar a área degradada, que possui alto poder de

averiguar junto ao bairro as áreas de lazer existentes ou

biodiversidade, trabalhar com sua volumosa topografia, conservar

inexistente, detectar uma área frágil ambientalmente que possuía

espécies nativas o lago e a nascente, e projetar de acordo com a

um local adequado que atendesse aos pré-requisitos, definir os

área o melhor para benefício da população e do meio ambiente.

conceitos de parque urbano e parque nacional, levantar as

O público atendido será amplo, crianças, jovens, adultos e

espécies de fauna e flora existentes no local e a montagem de uma

idosos, com atrativos para todas essas idades e todos os tipos,

maquete física para estudo da topografia. A pesquisa foi

atendendo principalmente ao bairro, mais também a cidade.

produzida coletando informações em livros, monografias, artigos,

Aprender sobre a natureza, mantendo um contato próximo com seus elementos, pode ser a única maneira de despertar nos

sites da internet, análise do entorno com mapas e questionário aplicado aos moradores do bairro já definido. 12

INTRODUÇÃO

conhecida também como pedreira da USP, que abrange duas


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


1. PARQUES URBANOS E PAISAGISMO

cidades modernas, voltados mais a elite, porem com o cuidado de

O parque urbano, no Brasil, nasceu no século XIX, com a necessidade de se adotarem espaços adequados para atenderem a uma nova demanda social como, por exemplo, o lazer, o tempo do ócio e a necessidade de melhorar o ambiente urbano. O papel dos parques no país é muito abrangente e sua definição nem sempre é precisa. Muitas vezes, são espaços de lazer de pequeno porte (um hectare ou um pouco mais), sendo denominados parques porque são cercados e têm instalações de lazer e vegetação. (MACEDO e SAKATA, 2003).

1.1 HISTÓRIA DO PAISAGISMO NO BRASIL O termo paisagem surgiu na Holanda, no século XVI, para designar pinturas. Para DEMATTÊ (1999), a palavra paisagem significa espaço de terreno que abrange um lance de vista, ou extensão territorial a partir de um determinado ponto. Segundo a mesma autora, em Geografia, paisagem é o resultado atual de um longo processo evolutivo, como a formação de relevo de determinada região, seu clima, a vida que ali se instalou e evoluiu, a interferência humana e as interações entre esses fatores. FARIA (2005, p.132) diz:

O início do século XX é marcado pela urbanização de

A introdução do paisagismo no Brasil foi tardia se comparada ao que ocorreu no mundo oriental. Os primeiros grandes espaços verdes só apareceram no século XVIII como o Passeio Público do Rio de Janeiro, um antigo charco que foi aterrado e ajardinado em 1783. [...].

grandes centros, são criados então espaços públicos centrais

Inspirado em um espaço similar de Lisboa, nessa época a

tornam mais populares, e abrangendo também espaços de lazer

elite simulava os jardins da Europa, com formas geométricas

ativo, como por exemplo, pistas de caminhada, quadras

levando sempre a um ponto central.

esportivas. Nesse ano também a consciência ambiental ganha

O parque urbano foi ainda mais tardio, e ocorreu devido

utilizando tanto espécies nativas quanto as europeias, fazendo a integração com edifícios, seu caminho começa a ser importante também. Passando para 1980, onde os parques ecológicos se

forças, e no Brasil em 1986 inicia-se uma legislação rigorosa na

ao desenvolvimento das cidades e a novas necessidades das 14

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

relacionar espaços edificados e não-edificados.


qual são obrigatórios estudos de impacto ambiental (EIA) e

espaço de domínio público que desempenhe função ecológica,

relatórios de impacto ao meio ambiente (RIMA), para áreas a

paisagística e recreativa, propiciando a melhoria da qualidade

serem modificadas.

estética, funcional e ambiental da cidade, sendo dotado de

de implantado para entender os problemas físico-ambientais e socioculturais da paisagem. É desse modo que são feitas áreas paisagísticas atuais,

vegetação e espaços livres de impermeabilização.". As áreas verdes são de grande importância para a qualidade de vida urbana e também proporcionam inúmeros benefícios ao seu entorno.

analisando a área, o entorno, o modo de vida dos moradores ao

Alguns bairros não possuem atividades de lazer público a

redor do local previsto para implantação e relacionando o bem-

maioria deles são bairros periféricos, e a população sente a falta

estar da vida da população sem mudanças grosseiras no desenho

desse equipamento, sendo necessário para uma boa qualidade de

existente.

vida, para todas as idades, sendo atividades de relaxamento ou dinâmicas.

1.2 DEFINIÇÕES DE ÁREAS VERDES E PARQUES Esse trabalho tem como objetivo apresentar um projeto de parque urbano para a cidade de Ribeirão Preto. Segundo o Ministério do Meio Ambiente: “Parque urbano é uma área verde, com função ecológica, estética e de lazer, no entanto com uma extensão maior que as praças e jardins públicos.”. De acordo com o Art. 8º, § 1º, da Resolução CONAMA Nº 369/2006, considera-se área verde de domínio público "o

Dentre os diversos aspectos ressaltados por Magnoli (2006, p.203), vale salientar que: [...] O atendimento do cidadão nas várias escalas de urbanização e a diversidade de apropriação em atividades variadas, diversificadas, específicas ou não," ativas" ou" passivas", para todos os cidadãos, em idade, sexo, isolados ou em grupos, leva à distribuição de espaços diversificados no interior, na periferia e no exterior da mancha urbana. Diversificados em configuração, em acessibilidade, em desenho, em manutenção [...].

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O paisagismo então passa a ser estudado por equipes antes


pensada para aqueles que possuem maior poder aquisitivo, por

caminhada, leitura durante uma tarde ou um local agradável para

tanto em locais mais centrais ou mais próximos de áreas mais

ir após um cansativo dia de trabalho, alguns gostam de um

ricas da cidade.

ambiente aconchegante e bonito apenas para relaxar. E se as

Outro aspecto muito observado em todas as cidades é a

pessoas não possuem esse equipamento próximo de suas casas

violência que vem crescendo a cada dia, e locais abandonados,

acabam não frequentando pela dificuldade de acesso a outro local,

mal utilizados acabam criando possibilidades maiores de

ter que pegar um meio de transporte para poder ter esses

vandalismo e para esconderijo para criminosos, facilitando seus

momentos no cotidiano se torna cansativo e demorado.

atos. Ocupando devidamente esses locais, com ambientes

Segundo Magnoli (2006, p.203), [...] É pela relação entre o uso diário e a duração reduzida que se pode observar que são espaços os quais devem estar próximos da habitação, de nível local. Para atividades de longa duração, o tempo de acesso passa a ter pequena interferência, permitindo localizações regionais. Há toda uma gama de diversificação de distribuição espacial que fica inserida entre os dois extremos e é função da frequência dos usuários e da localização e facilidades de acesso.

Assim a distribuição das cidades é feita por dois pontos de vista, a frequência dos usuários ao local e a facilidade de como chegar a esse local, por isso áreas periféricas acabam ficando mais desprovidas de lazer. De um modo geral os benefícios de lazer e bem estar da população são em sua grande maioria

familiares e práticas diversas, o local se torna movimentado, bem frequentado e diminui os riscos de criminalidade. O conceito de Parque para a Paz pode implementar o raciocínio de parque pois segundo a IUCN (International Union for Conservation of Nature), “Parques para a Paz são áreas transfronteiriças formalmente dedicadas à proteção e manutenção da diversidade biológica e dos recursos naturais e culturais e para a promoção da paz e cooperação.” Para o entendimento do pensamento, Peixoto, et al (2005, p.26), completa que: [...] Evidentemente que esse conceito não se aplica diretamente a um parque urbano, inserido nos limites de um mesmo estado ou município mas ele funciona como inspiração para uma nova proposta, em construção,

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As pessoas gostam de áreas verdes, seja para uma


1.3 BENEFÍCIOS DE UM PARQUE Um parque serve para melhoria da qualidade de vida, qualidade de todo o entorno da cidade, é um espaço de convivência social e para participação dos cidadãos na gestão ambiental. Parque urbano tem como conceito também a preservação ambiental, ajudando na proteção da biodiversidade, buscando o equilíbrio entre os homens e o meio ambiente. Além dos benefícios naturais, a conservação da biodiversidade local, a

Ampliando o conceito para Parque nacional, esse costuma

proposta de parque vai além, são para áreas degradadas, com

ser propriedade do Estado e é uma área de conservação ambiental,

muitos conflitos e violência, tentando minimizar esses problemas

mas tem como conceito a preservação de ecossistemas naturais,

e melhorar a união da população local.

além de possibilitar pesquisas científicas e desenvolvimento de atividades educacionais ambientais, com entretenimento em contato com a natureza e ecoturismo ecológico. Portanto o parque urbano define-se muito semelhante ao conceito de parque nacional, sendo apenas menor em dimensões e não sendo apropriado para pesquisas científicas. Complementando Peixoto, et al (2005, p.26) “[...] um parque nacional pode se transformar, além de meio de conservação da base de recursos naturais em símbolo e veículo de

Reafirmando essa reflexão, Demattê (2006, p.68) alega que: Parques são grandes espaços abertos livres, urbanos ou entre cidades, arborizados, podendo conter áreas de vegetação natural e áreas de vegetação plantada. Têm finalidades de recreação, lazer e conservação da natureza, sendo de grande importância para a saúde física e mental das populações urbanas. Do ponto de vista ecológico, contribuem para a proteção da flora, da fauna, da agua e do solo, exercendo efeito benéfico sobre o microclima [...].

novos valores.”. 17

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

vinculada às áreas protegidas urbanas, submetidas a um elevado grau de pressão antrópica e tensão social. Nessas áreas, a estratégia para valorização da paz pode se vincular também à gestão como uma alternativa para se trabalhar o conflito e a cidadania. Assim, a área protegida passa a ter um valor simbólico ampliado e se internaliza no imaginário não apenas como possibilidade de lazer e contato com a natureza mas também como elemento central de qualidade de vida e dignidade para o cidadão urbano.


podem servir mais do que lazer, junto com espaços diferenciados, com palestras e oficinas auxiliam na formação cultural. Com essa linha de raciocínio o parque urbano pode conter oficinas em salas destinadas a esse conceito, contendo o diferencial da prática, o contato com a natureza e educação ao ar livre. Recreações com a natureza formam uma ligação do homem com a terra e fazem com que a preocupação de conservação aumente, transferindo essas atitudes para casas, rua, e cada vez pessoas possam usufruir de

áreas degradadas, contato com a natureza e lazer em contato com o meio ambiente. Conforme Loboda (2005, p.131), [...] A qualidade de vida urbana está diretamente atrelada a vários fatores que estão reunidos na infraestrutura, no desenvolvimento econômico-social e àqueles ligados à questão ambiental. No caso do ambiente, as áreas verdes públicas constituem-se elementos imprescindíveis para o bem estar da população, pois influencia diretamente a saúde física e mental da população.

um ambiente mais saudável, mais limpo e mais social. A reflexão de Loboda (2005, p.134) salienta que, Com ênfase ao meio urbano, estas áreas (parques urbanos) proporcionam a melhoria da qualidade de vida pelo fato de garantirem áreas destinadas ao lazer, paisagismo e preservação ambiental [...].

O bem estar da população deve estar ligado à construção de qualquer ambiente público, tornando um parque urbano em um conveniente projeto para melhora não apenas a qualidade de vida

Completando o pensamento Souza, (2003, p.20), [...] A vida urbana na cidade, especialmente nas grandes cidades, é vista como um espaço de oportunidades e satisfação de necessidades básicas, mas, também, como estressante, poluída e perigosa, com diversos conflitos e problemas graves que afetam a qualidade de vida de seus habitantes. [...] Os espaços vegetados com fins contemplativos nasceram da percepção de que estes eram importantes para a saúde física e psicológica da população.

dos moradores, mais da uma nova visão de todo seu entorno. Pensando em bem-estar e relacionando a situação com preservação ambiental, que inclui proteção da diversidade biológica, a não poluição das águas e do solo, a reconstrução de 18

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Parques em geral são patrimônios ecológicos, culturais, e


A qualidade espacial da cidade e a sua propriedade de favorecer as relações econômicas, sociais e culturais são tão importantes para a formação e educação do homem como é a casa para a criança. Essa distribuição dos usos da cidade não é feita aleatoriamente, normalmente encontramos comércios e serviços no centro da cidade, indústrias na parte periférica, a população mais pobre também está, em sua maior parte, localizada na periferia da cidade, geralmente nas áreas de piores condições geográficas. Os mais ricos também ocupam lugares específicos, ou estão nas áreas centrais, de localização privilegiada, ou ocupam áreas nobres da periferia, nos chamados “loteamentos fechados”, com todo o conforto e, principalmente, segurança. O crescimento dos aglomerados urbanos exige a formação de estruturas verdes adequadas, que possibilitem a solução dos inúmeros problemas inerentes às necessidades das populações quanto a lazer, contato e conhecimento da natureza. Reafirmando o conceito, Oliveira (2007, p.60) diz: [...] Existe grande demanda por espaços abertos no meio urbano, visto que o ser humano necessita estar ao ar livre. Isso é perfeitamente visível se observarmos o interesse da população em participar de

processos de implantação e melhoramentos de parques e praças por meio de abaixoassinados e passeatas.

O homem moderno, sedentário, mas com grande mobilidade, não mora apenas em uma casa, mas habita áreas mais amplas na medida em que precisa de mais espaços para a realização de sua existência através de suas várias atividades culturais. A cidade pode ser compreendida como a casa estendida do homem. O homem vive em família, em uma casa na qual realiza suas principais atividades fisiológicas e relações afetivas e vive, também, em espaços urbanos, principalmente os públicos, a rua, o bairro, o setor urbano, o centro urbano, o parque urbano. Exercendo sua cidadania cultural e política, relacionando-se com outros indivíduos e grupos sociais. Conforme Oliveira (2011, p.3), [...] A construção de parques buscando uma junção entre conscientização ambiental e desenvolvimento social é muito importante e uma ótima arma para que a população tenha ao mesmo tempo educação, cultura e lazer além de desenvolver uma visão de preservação do meio ambiente principalmente nas crianças que são as mais participativas. Deve-se aproveitar a simplicidade, a curiosidade e a ingenuidade das crianças para plantar uma sementinha muito importante que

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.4 QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES


A cidade deve ser o lugar do exercício pleno da cidadania. Isso significa que, não só a cidade deve proporcionar as condições para que o ser humano se desenvolva material e culturalmente, mas que a própria cidade deve ser fruto do desejo e obra de todos os seus cidadãos. Assim, a política de desenvolvimento urbano deve ser fruto desse exercício. Neste sentido, o perfil do parque visa à criação de um

No Brasil, a maneira legal de preservar e conservar áreas naturais é por meio das Unidades de Conservação (UCs), definidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei 9.985 de 18/07/2000) como sendo: [...] Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

espaço público de lazer, numa área particularmente carenciada deste tipo de equipamento. Assim, é vocacionado tanto ao contato

Há vários tipos de UCs, com diferentes nomes e diretrizes de atividades a serem realizadas. Algumas mais restritivas,

mais direto com a natureza, como à prática cultural.

voltadas para pesquisa e conservação, outras para visitação e 1.5

ÁREAS

DE

PROTEÇÃO

AMBIENTAL

E

MEIO

AMBIENTE Atualmente há forte preocupação no mundo relacionado à preservação do meio ambiente, e parques urbanos agem como instrumentos importantes para sobrevivência de espécies da fauna e da flora servem também para a conscientização da importância da preservação. O meio ambiente é a nossa herança, temos uma natureza que nos oferece todos os recursos de que precisamos para viver bem, à vista disso essa herança deve ser protegida.

atividades educativas e algumas que conciliam habitação e uso produtivo e urbano do território. É muito comum que as UCs sejam genericamente denominadas „Parques‟, „Parques Nacionais‟ ou 'Reservas'. Isso ocorre por que anteriormente à criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), em 2000, que unificou etapas e criou diretrizes comuns para a criação, gestão e manejo das mesmas, já havia instrumentos legais que disciplinavam a criação de Parques e Estações Ecológicas e outras áreas protegidas. 20

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

é a educação ambiental e o amor pelo meio ambiente.


categoria de UC, a Unidade de Uso Sustentável, como a: Área de Proteção Ambiental, ou APA, que pode ser tanto pública como

preservação. Com base nisso, foi escolhido como referência para o projeto o livro “Criando Paisagens” de Benedito Abbud. Segundo Abbud (2011, p. 10), [...] A arquitetura de paisagens possibilita a criação planejada de ambientes construídos com elementos vivos, de modo que promovam o bem-estar das pessoas que por eles transitam. Nesse livro, são apontados diversos recursos (cor, forma, aroma, sons, textura, sabor) que essa disciplina nos oferece para projetar espaços vivos e mutáveis, os quais nos convidam a com eles interagir de maneira sensível, e não apenas pragmática.

privada e se constitui de regiões com certo grau de ocupação humana que apresentam aspectos importantes para a “… qualidade de vida e o bem-estar das populações…”, para tanto deve ser criado um Conselho que irá administrar a APA e abri-la a visitação. Como espaço livre entende-se qualquer espaço urbano fora das edificações e ao ar livre, de caráter aberto e, independentemente do uso, é destinado ao pedestre e ao público

As mudanças que o homem tem feito no meio ambiente e

no geral. Os espaços livres de construção, como elementos

no meio urbano vêm sendo constante tema de estudo, o qual

integradores da paisagem urbana, são normalmente associados à

busca soluções para melhorar a qualidade de vida do homem e do

função de lazer para as categorias como praças, jardins ou

seu meio, bem como entender sua inter-relação.

parques, e devem ser entendidos de acordo com as atividades e necessidades do homem urbano. O objetivo do trabalho de pesquisa é demonstrar através do projeto de parque urbano a importância da inclusão social de todas as pessoas, independente de sua classe social, e também a importância da integração do homem com o meio ambiente e sua

Atenuando o pensamento Viera, et al (2009, p.2790) acrescentam: [...] esses espaços devem acontecer na cidade não somente em número compatível ao tamanho dela, mas também com qualidade e facilidade de acesso. Existe grande demanda por espaços abertos no meio urbano, porém, muitas vezes, esses perdem espaço pelos limites legais ou prioridades do poder público, ou pelas forças do mercado imobiliário.

21

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No caso de parque urbano a SNUC ainda define outra


Sendo assim, constata-se, que os benefícios gerados pelos espaços públicos abertos de lazer são inúmeros para a melhoria de

entorno. Sendo necessário abranger todos os tipos de renda e todas as áreas da cidade.

vida no ambiente urbano, dentre eles, a possibilidade do acontecimento de práticas sociais, momentos de lazer, encontros

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

ao ar livre, manifestações de vida urbana e comunitária, que estimulam o desenvolvimento humano e o relacionamento entre as pessoas, ajudando no bom convívio entre os moradores. As áreas verdes que se encontram nestes espaços favorecem psicologicamente o bem-estar do homem, além de influenciar no microclima através da amenização da temperatura, aumento da umidade relativa do ar e absorção de poluentes, também incrementando a biodiversidade. Complementa Ferreira (2005, p. 6), [...] A presença do verde e da sombra produzida pelas copas das árvores é o grande atrativo da população. Um dos principais efeitos é a amenização climática, com contribuições positivas para o microclima local.

Concluindo assim que áreas verdes que integram uma cidade, exercem, em função do seu volume, distribuição, densidade e tamanho, inúmeros benefícios à população e ao seu 22


LEITURAS PROJETUAIS


2.1 PARQUE DAS PEDREIRAS – CURITIBA O Parque das Pedreiras é um espaço cultural envolvido

O parque faz limite com residências e tem sua entrada voltada para a Rua João Gava onde existe um estacionamento, conforme vemos na imagem 01.

por lagos, cascatas e mata de araucárias, localiza-se no bairro Vila

Há um heliponto na parte mais alta da pedreira para a

Abranches, aproximadamente a 5 km do centro. Sua área total é

chegada de artistas que vão se apresentar no local, desse ponto até

de 103.500m², tem um caráter cultural, com três grandes atrações:

o palco existe um elevador que desce a pedreira.

O espaço Cultural Paulo Leminski, a Ópera de Arame e o palco

A vegetação é bastante intensa com o propósito de

ao ar livre. Sempre muito frequentado, as atividades reúnem um

esquecer a cidade, o teatro que é todo de vidro parece que se

grande número de pessoas.

mistura com ela. O teatro tem a finalidade de parecer estar flutuando sobre a água. Para chegar até ele, tem que andar sobre uma ponte de uns 30 metros de comprimento, com estrutura tubular e vazada, dando para ver a água que passa embaixo.

RUA JOÃO GAVA IMAGEM 01. Foto aerea Parque das Pedreiras.

IMAGEM 02. Foto ponte entrada Ópera de Arame

Fonte: wikimapia.org, 2013.

Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013

24

LEITURAS PROJETUAIS

2. LEITURAS PROJETUAIS


Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013.

Para chegar à pedreira passa-se o portal de entrada e tem um caminho de paralelepípedos, aonde se chega a escadarias que IMAGEM 03. Foto entrada Ópera de Arame Fonte: www.curitiba-parana.net, 2013.

O lago junto à Ópera de Arame da um efeito mesmo

vencem a inclinação mesclando grama nos degraus, no lado direito. Ao lado esquerdo encontra-se o Espaço Cultural Paulo Leminski, pode-se conhecer a vida e as obras dele.

dentro do edifício a impressão de estar junto com a natureza, é um teatro construído em estrutura tubular e teto transparente, em meio à natureza, conforme mostra imagem 03 e 04.

IMAGEM 05. Foto portal de entrada parque. Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013.

25

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 04. Foto ponte de entrada com lago e teatro.


Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013. IMAGEM 06. Foto localização dos elementos do parque. Fonte: Google Earth, 2013, com intervenções da autora.

A referência desse parque tem relação com a proposta do Seguindo pelo caminho encontra-se a área de shows, que

parque na pedreira em Ribeirão Preto por diversos aspectos, a

já foi palco da Orquestra Sinfônica Brasileira. O primeiro

reutilização da pedreira em benefício da população, atividades

encontro é com o lago e depois começa a ver o palco. Conforme

culturais como a Ópera de Arame, o Palco para Apresentações e

vemos nas imagens 07 e 08.

também o Espaço Paulo Leminski, são muito frequentadas e agregam valores a população. O contato com o verde, deixando o resto da cidade pra fora do parque, faz com que esses momentos revitalizem as forças, entusiasmando quem o frequenta. A natureza, árvores, água, terra, precisam de cuidados e também refletem aos moradores o bem feito.

IMAGEM 07. Foto lago interno da pedreira. Fonte: www.parquesepracasdecuritiba.com.br, 2013.

26

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 08. Foto palco da pedreira.


2.2 PRAÇA VICTOR CIVITA - SÃO PAULO Instalada no terreno onde funcionava o antigo incinerador de Pinheiros, a Praça é um presente à cidade que ganha não apenas uma nova área de lazer, mas também a recuperação de um espaço degradado por anos de acúmulo de resíduos tóxicos.

LEITURAS PROJETUAIS

O projeto teve início em 2006, quando a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Abril, fizeram união para viabilizar a recuperação

do

antigo

incinerador.

Como

tantas

outras

propriedades industriais, o terreno encontrava-se em profundo estado de degradação, exemplo do grande desafio urbanístico que as grandes metrópoles enfrentam. Com base nessa questão, foi criado um projeto com soluções que se apropriam da temática de modo positivo, focando o problema e ao mesmo tempo mostrando como superá-lo. Buscaram utilizar, tanto quanto possível, alternativas ecológicas e sustentáveis para a Praça Victor Civita. IMAGEM 09. Praça Victor Civita, Foto detalhamento do projeto. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

1 – Deck de Madeira. 2 – Praça de Paralelepípedos. 3 – Bosque. 4 – Jardins Suspensos ( Tec Garden). 5 – Museu de Sustentabilidade. 6 – Espelho D’água. 7- Horta Circular. 8 – Oficina de Educação Ambiental. 9- Camarins. 10 – Palco. 11- Deck de Concreto. 12 - Equipamento de ginastica. 13 – Centro da terceira de idade. 14 – Área de investigação do solo e das águas subterrâneas. 15 – Bicicletário.

27


Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Para evitar que os visitantes tenham contato com as áreas de solo degradado, construíram-se um grande deck de madeira legalizada, sustentado por estrutura metálica, e uma laje alveolar. Em alguns pontos, o deck de madeira ganha continuidade IMAGEM 10. Praça Victor Civita, Planta Baixa. Fonte: vitruvius.com.br

na forma de um guarda-corpo que evitará o acesso dos usuários às áreas de plantio. O deck se estende na diagonal do terreno, propondo um percurso que enfatiza a perspectiva natural do espaço e convida o usuário a percorrer os caminhos da Praça. Como o casco de um grande barco, o deck se desdobra do plano 28

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 11.Praça Victor Civita, Foto do parque.


horizontal ao vertical com formas curvilíneas, criando ambientes

águas pluviais e servidas, adotados no funcionamento da praça,

que se delimitam pela tridimensionalidade da forma, grandes

além do racionamento energético alcançado com a utilização de

“salas urbanas” que diversificam e incentivam o uso público do

placas solares.

LEITURAS PROJETUAIS

espaço.

IMAGEM 12. Praça Victor Civita, Estrutra do deck de madeira. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013. IMAGEM 13. Praça Victor Civita, Corte estrutra do deck de madeira.

Este deck fica suspenso a aproximadamente 1,00 m do

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

nível do piso existente, leva o usuário a um passeio pelo conhecimento de processos ligados à sustentabilidade, como a certificação da madeira, laboratório de plantas com espécies em pesquisa para produção de biocombustíveis, hidropônica, renovação de solos, fitoterapia e engenharia genética. Também IMAGEM 14. Praça Victor Civita, ciclo da água no deck.

conduz ao conhecimento de sistemas orgânicos para o reuso de

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

29


Ao longo de um percurso de 600 metros, o visitante

modelos

sustentáveis

para

cidades,

uma

vez

que

seus

encontrará displays informativos distribuídos pelo deck permitem

reservatórios contribuem para a economia de recursos e

ao visitante compreender todas as técnicas de revitalização

propiciam a retenção da água da chuva, minimizando os efeitos

ambiental empregadas no projeto, adequado às normas técnicas

de enchentes e infiltrações. As imagens 14, 15, 16 e 17 mostram o

referentes

funcinamento e a foto real.

à

acessibilidade.

LEITURAS PROJETUAIS

A arquitetura conta ainda com uma série de medidas sustentáveis, como iluminação por LED (mais duráveis que lâmpadas comuns) e sistema de reaproveitamento da água da chuva. A Praça Victor Civita reutiliza a água das chuvas para irrigar as jardineiras verticais e regar o bosque, além de tratar a água utilizada nos sanitários e na limpeza do prédio do Museu. Através do sistema, que não utiliza bombas, a água da chuva e os dejetos líquidos do edifício do Museu são transportados até um filtro de cascalho e plantas, onde passam por tratamentos físicos, químicos e biológicos. Após filtragem, ela segue para o espelho

IMAGEM 15. Praça Victor Civita, perspectiva axonométrica jardineira com sistema de

d‟água, onde vivem peixes e plantas, através da força da

auto-irrigação Tec Garden.

gravidade, uma calha em declive transporta a água tratada até o

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

bosque, garantindo a irrigação das árvores. Além dos baixos custos de manutenção e da dispensa de rega, tanto o sistema de alagados quanto o Tec Garden são 30


Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013. IMAGEM 18. Praça Victor Civita, Foto Jardim Suspenso (Tec Gardem) Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Através de parceria público-privada, a gestão privada viabiliza a transformação e reabilitação do espaço para uso IMAGEM 17. Praça Victor Civita, ciclo da água no filtro. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

público. Usos públicos, como espetáculos, exposições e cursos, tornam o empreendimento autossustentável. A Praça Victor Civita apresenta uma oportunidade de investimento na pesquisa de temas ligados à sustentabilidade, como a certificação da madeira, laboratório de plantas, uso de sistemas orgânicos para a reciclagem de água e racionamento energético. O projeto paisagístico da Praça Victor Civita permite, aos educadores de sua equipe, abordar e exemplificar temas como 31

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 16. Praça Victor Civita, ciclo da água da jardineira.


etanol e biocombustíveis, fitoterapia, alimentos orgânicos, flora

O palco possui 18m de largura e 10m de comprimento,

original paulistana e plantio de culturas como soja, milho e

painéis acústicos instalados no teto e nas laterais ajudam a melhor

algodão, assim como problemas urbanos tais quais ilhas de calor,

a qualidade sonora. Atrás ficam dois camarins e banheiros para

eficiência energética e termo acústica.

artistas que se apresentam no local, conforme a imagem 20. TEC GARDEM

Praça possui uma laje-jardim sobre a oficina infantil, uma área para compostagem (em que o processo é demonstrado aos visitantes) e uma horta circular suspensa, para atividades com CAMARIM

crianças do programa de educação ambiental, conforme imagem 19. PALCO

IMAGEM 20. Praça Victor Civita, Foto palco, camarim e Tec Gardem. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

Todo o projeto paisagístico baseia-se rigorosamente no Termo de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Prefeitura de São Paulo. IMAGEM 19. Praça Victor Civita, Foto Orta circular suspensa. Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

32

LEITURAS PROJETUAIS

Além de possuir plantas em seus muros e jardineiras, a


IMAGEM 21. Praรงa Victor Civita, Foto รrea de caminhada.

LEITURAS PROJETUAIS

Fonte: pracavictorcivita.org.br, abril 2013.

IMAGEM 22. Praรงa Victor Civita. Desenho Cortes Fonte: vitruvius.com.br, abril, 2013.

IMAGEM 22. Praรงa Victor Civita. Desenho Cortes Fonte: vitruvius.com.br, abril, 2013

33


A referencia da Praça Victor Civita que é reconhecida

contaminação, é um local com um uso inapropriado para o meio

como, um exemplo de recuperação de áreas urbanas degradadas,

ambiente, deixando de ser um espaço que agregue melhora na

foi concebida em acordo com esse conceito contemporâneo de

qualidade de vida dos moradores. Utilizar a questão da sustentabilidade e aproveitar ao

paisagístico ecologicamente adequado, a Praça é gerida através de

máximo de recursos que colaborem com o meio ambiente é uma

um modelo de sustentação apoiado em iniciativas de incentivo à

questão que será usada na proposta do parque na pedreira.

LEITURAS PROJETUAIS

revitalização. Contando com um projeto arquitetônico e

cultura e oferece à população uma programação cultural e esportiva qualificada e gratuita. A revitalização da Praça Victor Civita reitera a importância da reciclagem não apenas de materiais, mas também de espaços. Um local degradado pelo mau uso, ou sem utilização adequada, pode tornar-se um espaço público de lazer e de reflexão sobre questões ambientais e grandes problemas urbanos. Revitalizada, essa praça, acima de tudo, reafirma a importância do convívio: entre o passado e o presente, entre o urbano e o natural, entre todas as linguagens e entre todos nós. A referência serve para a proposta, pois se trata de uma área em desuso, degradada que foi revitalizada para utilização mais adequada e beneficiando a população, o parque na pedreira teria o mesmo objetivo, e apesar de não ser uma área de 34


2.3 HIGH LINE - MANHATTAN

transportes, agora, depois da construção do parque, os galpões, e

O High Line é um parque urbano público linear,

fábricas estão sendo substituídos por galerias de arte, lojas,

implantado sobre uma linha férrea elevada, que transportava

restaurantes, museus, estúdios de design e residências, tornando-

mercadorias, construída em 1930 e posteriormente desativada,

se um local mais apropriado a visitação de turistas e a

acima das ruas de West Side de Manhattan.

convivência dos moradores.

LEITURAS PROJETUAIS

Em 1999, diante das ameaças de empreendedores que pretendiam demolir a linha elevada, um grupo de presidentes da vizinhança criou a ONG FRIENDS OF THE HIGH LINE, com a missão de transformar a estrutura elevada até então abandonada em um espaço público, repleto de áreas verdes e passeios. Depois de três anos de planejamento e negociações jurídicas, a ONG convenceu o município de que o High Line traria grandes melhorias para o ambiente construído e estimularia o crescimento econômico da área. Em dezembro de 2002 a cidade de Nova Iorque deu o primeiro passo, mudando a legislação e transformando a linha desativada em um espaço publico para a circulação de pedestres. O projeto fica a 8 metros de altura da rua e atravessa três bairros relativamente pouco visitados pela maioria dos turistas. Em 1930 quando a linha férrea foi construída, estes bairros eram mais ocupados por indústrias e empresas de 35


LEITURAS PROJETUAIS IMAGEM 23. High Line Park, Foto aérea. Fonte: www.thehighline.org, abril 2013.

IMAGEM 24. High Line Park, mapa localização sobre toda sua extensão, mapa localização sobre toda sua extensão. Fonte: www.thehighline.org

36


Em 2009, o High Line Park inaugurou a nova seção e dobra o tamanho. Sua extensa área verde de 2,5 km convive em

LEITURAS PROJETUAIS

harmonia com a paisagem de concreto e aço da Big Apple.

IMAGEM 26. High Line Park. Foto área verde. Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013.

Aberto diariamente, o parque pode ser alcançado através de nove entradas, das quais quatro elevadores para acesso ao parque, todos são acessíveis a pessoas com deficiência física. IMAGEM 25. High Line Park, continuação mapa localização sobre toda sua extensão. Fonte: www.thehighline.org

37


Foi um grande investimento reciclar uma linha de trem desativada e abandonada em um parque urbano, integrando o verde, e proporcionando um ambiente agradável e elegante. Além de jardins foram instalados bancos para leitura, descanso ou apenas para apreciar a paisagem do rio Hudson e do

LEITURAS PROJETUAIS

movimento intenso da grande cidade. É um passeio diferente, quase inusitado, mais que proporciona sensações de lazer, bem estar e quebram o ritmo agitado do dia-a-dia. IMAGEM 27. High Line Park. Foto elevadores de acesso. Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013.

IMAGEM 29. High Line Park, foto um dos tipos de bancos para descanso. IMAGEM 28. High Line Park. Foto vista do verde entre os edifícios.

Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013.

Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013.

38


Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013. IMAGEM 31. High Line Park, foto área de descanso do parque.

A Rua Lawn 23 visto na imagem 31, é um espaço de

Fonte: www.thehighline.org, abril, 2013.

encontro favorito no High Line, oferecendo espaços verdes para piqueniques, banhos de sol e observar as pessoas. Restauração

O High Line tem atrações culturais, e sua arquitetura é

desempenha um papel importante na manutenção do gramado.

integrada a vida vegetal. Existe, além disso, um plano de longo

Para este fim, o gramado está fechado às segundas-feiras e terças-

prazo para o parque receber instalações temporárias e

feiras durante toda a temporada, bem como dias após as fortes

performances de diversos perfis.

chuvas e uso de alta para permitir que a grama para se recuperar.

Os criadores do parque desenharam-no para que nele

Isso ajuda a manter o gramado um espaço verde acolhedor

estivesse inserida vegetação ao longo de todo o parque e de

durante toda a temporada.

ambos os lados da zona de passeio, utilizando então plantas que haviam colonizado a linha férrea durante seus anos de abandono. 39

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 30. High Line Park, foto outro tipo de bancos para contemplação.


Toda essa vegetação concede ao High Line Park a imagem de um

pois proporciona vistas deslumbrantes dessa área de Manhattan.

jardim urbano, com a maior parte da plantação, que inclui 210

O projeto é um bom exemplo de investimento urbano, pois

espécies, de plantas prado robustas, incluindo moita formadora de

inserido em um local industrial, muda seu perfil para

gramíneas, liatris e coneflowers, com estandes espelhados em

habitacional,

simac e smokebush, mas não se limitando aos nativos

desenvolvimento e crescimento à cidade.

com

lazer

proporcionando

Como a neve e o gelo cobrem a cidade, amigos dos membros da equipe High Line trabalham assiduamente para limpar as vias do parque, tornando-o seguro, para os visitantes abre-se em fases as passagens para a única paisagem de inverno em linha alta. Para proteger a paisagem densamente plantada de linha alta, evitam o uso de sal de rocha e gelo derreter produtos químicos, que têm um efeito tóxico sobre as plantas. Em vez disso, contamos com métodos manuais de neve e gelo remoção, utilizando pás, sopradores de neve manuais e empurre para trás

IMAGEM 32. High Line Park, foto vegetação do parque com as pessoas.

vassouras de neve.

Fonte: www.thehigline.org, abril, 2013.

Em uma cidade que necessita muito de espaços verdes ao ar livre, que possam ser desfrutados pelos seus milhões de habitantes e visitantes, o High Line Park é considerado como uma rajada de ar fresco. Não serve apenas como um parque urbano, 40

LEITURAS PROJETUAIS

americanos.

comercial


maneira mais qualificada dando a população um ambiente

LEITURAS PROJETUAIS

acolhedor e que serve para a recreação e descanso.

IMAGEM 33. High Line Park, foto da remoção do gelo manualmente. Fonte: www.thehighline.org, abril 2013.

Esse projeto serve como referência, pois se trata de um parque urbano que modifica o meio que é inserido, proporciona lazer e contato com o meio ambiente em um local deficiente desse equipamento urbano. O parque harmoniza o meio que se encontra, arboriza seu entorno, e ainda concede o reaproveitamento de uma área que estava abandonada por falta de uso e seria demolida para retirar aquele monumento que apenas deixa o local desagradável. Apesar de ser um projeto em uma cidade que neva, muito diferente de Ribeirão Preto, o que se deve levar em consideração é o conceito de modificar a paisagem local, reutilizar uma área de 41


2.4 JARDIM BOTÂNICO - INHOTIM O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que

Desde então, o projeto paisagístico cresceu e passou por várias modificações. Em 2002 o Instituto Cultural Inhotim foi criado, sem fins lucrativos, destinada à conservação, exposição e produção de trabalhos contemporâneos de arte e que também desenvolve ações educativas e sociais. IMAGEM 35. Jardim Botânico Inhotim, Mapa localização do parque Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

O Instituto Inhotim localiza-se dentro do domínio da mata atlântica, mas com encraves de cerrado nos topos das serras. Localizado entre 700 m e 1.300 m acima do nível do mar, o Inhotim recebe uma pluviosidade aproximada de 1.500 mm por ano e apresenta temperatura média anual de 21,9ºC. Sua área total soma 786,06 ha, tendo como área de IMAGEM 34. Jardim Botânico Inhotim, Foto vista aérea

preservação 440,16 ha, que compreendem os fragmentos de mata

Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

42

LEITURAS PROJETUAIS

apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins.


com 145,37 ha.

A surpresa como linguagem paisagística também é bastante utilizada, com curvas ou passagens que, subitamente,

A área de visitação do Inhotim compreende jardins,

expandem novas perspectivas. Outro princípio é a busca

galerias, edificações e fragmentos de mata, possuindo atualmente

permanente pela ampliação por vocabulário paisagístico, seja pela

uma extensão de 96,87 ha. Possui ainda, cinco lagos ornamentais,

aquisição de novas espécies que possam ser usadas com sucesso

com aproximadamente 3,5 hectares de lâmina d'água.

no paisagismo, seja no uso de material que possa ser incorporado na concepção de jardins.

IMAGEM 36. Jardim Botânico Inhotim, Foto da Floresta Semidecidual Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

O paisagismo no Inhotim não pode ser enquadrado em um estilo único, porem, alguns princípios podem ser observados. A preferência pelo uso de grandes maciços ou manchas de espécies é um dos princípios, que tira vantagem do efeito causado pelo agrupamento.

IMAGEM 37. Jardim Botânico Inhotim, Mapa do Parque. Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

43

LEITURAS PROJETUAIS

e incluem a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN),


LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 38. Jardim Botânico Inhotim, Continuação de Mapa do Parque. Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

O acervo botânico mantido no Inhotim contribui para a conservação ex situ², já que mantém e propicia a replicação de um grande número de espécies, algumas delas já sob-risco de extinção em seu habitat. Além disso, dentro da filosofia dos jardins botânicos, o Inhotim mantém parcerias com várias instituições e busca promover intercâmbio entre coleções, permitindo futuras etapas de reintrodução dessas espécies em

IMAGEM 39. Mapa localização das galerias e obras distribuídas.

ambientes naturais.

Fonte: www.inhotin.org.br, abril 2013.

O levantamento oficial do acervo iniciou-se em janeiro de 2009, concomitantemente com o tombamento dos novos acessos. ² Conservação ex situ: significa conservação fora do lugar de origem, é o processo de proteção de espécies em perigo de extinção.

44


IMAGEM 42. Jardim Botânico Inhotim, Foto acervo botânico.

Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

LEITURAS PROJETUAIS

IMAGEM 40. Jardim Botânico Inhotim, Foto acervo botânico.

IMAGEM 44. Jardim Botânico Inhotim, Foto acervo botânico. IMAGEM 41. Jardim Botânico Inhotim, Foto acervo botânico.

Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

Fonte: www.inhotim.org.br, abril 2013.

45


Ribeirão Preto, além de transmitir a necessidade desse tipo de ideia. E possibilitar a divulgação cultural dentro do mesmo, a fim de conscientizar a população de quão importante é o meio

LEITURAS PROJETUAIS

ambiente e devemos defendê-lo e poupa-lo ao máximo.

IMAGEM 45. Jardim Botânico Inhotim, Foto interior do parque, com o lago Fonte: www.inhotin.org.br, abril 2013.

Esse parque, Jardim Botânico de Inhotim tem como os principais objetivos manter, propagar e propiciar estudos com o maior número possível de espécies botânicas, com ênfase em espécies ameaçadas, conservando recursos genéticos e dispondo tais espécies paisagisticamente, como forma de divulgar e sensibilizar sobre a importância da biodiversidade vegetal para a sobrevivência humana. Preservar o meio ambiente, disponibilizar locais para lazer e descanso são questões da proposta do parque urbano em 46


LEVANTAMENTO DE DADOS


Limita-se com: Guatapará, a sul; Cravinhos, a sudeste;

3. CARACTERIZAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO 3.1 LOCALIZAÇÃO Ribeirão Preto é um município brasileiro no interior do

Jardinópolis, a norte; Serrana, a leste; Dumont, a oeste; Sertãozinho, a noroeste; e Brodowski, a nordeste.

47º48′36” de longitude oeste, localizando-se a noroeste da capital do estado, á 312 km. Em 2012 sua população foi estimada pelo IBGE em 619

Ocupa uma área de 650,366 km², sendo que 127,309 km² estão em perímetro urbano e os 523,051 km² restantes constituem a zona rural.

746 habitantes, sendo que em 2010 era o oitavo mais populoso da Mesorregião de Ribeirão Preto, apresentando uma densidade populacional de 930,42 habitantes por km².

MAPA 02. Localização de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo. Fonte: Mapa Viário Prefeitura de Ribeirão Preto (com intervenções da autora). MAPA 01. Localização Ribeirão Preto no Brasil. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

48

LEVANTAMENTOS DE DADOS

estado de São Paulo, situa-se a 21º10′40” de latitude sul e


3.3 RELEVO

O clima de Ribeirão Preto é tropical (tipo Aw¹), com

O município de Ribeirão Preto apresenta relevo suave

diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de

ondulado, onde ocorrem Colinas Amplas, Morros Amplos e

23,2°C, tendo invernos secos e amenos e verões chuvosos com

Morros Arredondados. A altitude varia de 510m na margem do

temperaturas moderadamente altas, conforme a tabela 01.

rio Pardo, próximo ao limite com o município de Sertãozinho, a

(Fonte: cpa.unicamp.br, 2013).

cerca de 800m a oeste, na divisa com município de Cravinhos.

TEMPERATURA DO AR (C)

CHUVA(mm)

Mínima média

Máx. média

Média

JAN

20.0

30.0

25.0

265.0

FEV

20.0

30.0

25.0

206.8

com perfis bastante diversos. O sistema Morros Arredondados

MAR

19.0

30.0

25.0

156.6

está associado às rochas das formações Serra Geral, Botucatu e

ABR

17.0

29.0

23.0

69.1

MAI

15.0

27.0

21.0

47.8

JUN

13.0

26.0

20.0

28.6

JUL

13.0

27.0

20.0

20.9

AGO

14.0

29.0

22.0

21.0

SET

16.0

30.0

23.0

51.9

OUT

18.0

31.0

25.0

128.8

NOV

19.0

30.0

24.0

168.5

DEZ

19.0

30.0

25.0

257.5

Ano

16.9

29.1

23.2

1422.5

Min

13.0

26.0

20.0

20.9

Max

20.0

31.0

25.0

265.0

MÊS

No sistema de Colinas Amplas e Morros Amplos,

Tabela 01. Clima Ribeirão Preto 2012. ¹ Tipo climático (Koeppen): Aw - Clima tropical, com inverno seco.

predominam as rochas basálticas da formação da Serra Geral,

Pirambóia, e aos sedimentos correlatos à formação Itaqueri. A drenagem é de baixa densidade. (Fonte: Henriques, O.K., 2003)

IMAGEM 46. Foto pequeno declive da cidade, do Morro do Educandário. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

49

LEVANTAMENTOS DE DADOS

3.2 CLIMA


3.4 VEGETAÇÃO O munícipio de Ribeirão Preto apresenta hoje apenas 3,8% de vegetação natural. A devastação atual é tão grande que

reflorestar. A vegetação pode ser dividida em quatro classes, baseada na similaridade florística entre os remanescentes: Mata Mesófila,

IMAGEM 47. Foto aérea Cidade de Ribeirão Preto, quadrilátero central. Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br, 2013.

Mata Decídua, Mata Paludícola e Cerrado. Cada classe apresenta composição de espécies própria e característica. Foram encontradas 525 espécies, pertencentes a 74 famílias botânicas do munícipio, que se distribuem de forma não aleatória entre os fragmentos. O fragmento mais rico, a Mata de Santa Tereza, possui 134 espécies. A ocorrência desses tipos de vegetação se deve às características edáficas do local, dependendo das características geológicas, geomorfológicas e hidrológicas presentes em determinada área.

Plano diretor de Arborização urbana I Foi elaborado um Plano Diretor de Arborização urbana, com coordenação do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de São Paulo. Foi feito o estabelecimento de áreas prioritárias para a arborização por meio de sensoriamento remoto e geotecnologias para o Município de Ribeirão Preto e pelo mapa 03 (na próxima página) observa-se uma grande área verde na cidade, com muitos locais prioritários para arborização, mais na sua grande maioria a necessidade é média.

50

LEVANTAMENTOS DE DADOS

não basta conservar áreas na forma de reserva. É preciso


áreas de média prioridade para a região central e sul do município e

baixa prioridade para a região norte. Os pontos

azuis são

áreas onde uma política pública pode ser elaborada

para

mudança no uso e ocupação do solo por meio de algum incentivo para o plantio de árvores e ampliação de áreas permeáveis.

MAPA 03. Áreas Verdes em Ribeirão Preto. Fonte: Plano diretor de Arborização urbana I, Prefeitura Municipal.

51

LEVANTAMENTOS DE DADOS

Nota-se que existe uma elevada concentração de


3.5 PRINCIPAIS PRAÇAS E PARQUES DE RIBEIRÃO

ROBERTO

JÁBALI

PARQUE DR. LUIZ CARLOS RAYA: Rua Severiano

Amaro dos Santos, 1073.

PRAÇA DAS BANDEIRAS: Ruas Tibiriça, Visconde de

Aprox. 40.000m².

Inhaúma, Américo Brasiliense e Lafaiete.

Os dados foram retirados do site da Prefeitura e a metragem foi medida de acordo com mapa viário da cidade. No

PRAÇA

SETE

DE

SETEMBRO

(NOME

ANTIGO

AURELIANO DE GUSMÃO): Ruas 7 de setembro,

mapa 04 em sequencia mostra a localização dos Parques na cidade.

Florêncio de Abreu, Floriano Peixoto, Lafaiete. Aprox. 18.000m² 

PRAÇA EXPEDICIONÁRIOS BRASILEIROS: Avenidas

Treze de Maio, Clóvis Beviláqua e Rua Piracicaba. Aprox. 10.000m² 

PARQUE

MAURILIO

BIAGI:

Avenida

Jerônimo

Gonçalves. Aprox. 68.000m² 

PARQUE TOM JOBIM: Ruas Luís A Velludo, Américo

Batista e Av. Otávio Golfeto. Aprox. 50.000m² 52

LEVANTAMENTOS DE DADOS

Aprox. 18.000m².

Aprox. 20.000m². 

LUIZ

Aprox. 152.000m²

PRAÇA XV DE NOVEMBRO: Ruas Álvares Cabral,

Visconde de Inhaúma, Duque de Caxias e General Osório.

PREFEITO

(CURUPIRA): Av. Constábile Romano, 337.

PRETO 

PARQUE


LEVANTAMENTOS DE DADOS

FONTE: Prefeitura Municipal

FONTE: Prefeitura Municipal

FONTE: Prefeitura Municipal

A- TOM JOBIM B- MAURILIO BIAGI C- CURUPIRA D- DR. LUIZ CARLOS RAYA

FONTE: Prefeitura Municipal

MAPA 04. Localização dos Parques na cidade de Ribeirão Preto. Fonte: maps.google.com.br, 2013.

53


3.5.1 PRAÇA EXPEDICIONÁRIOS BRASILEIROS

entre praças e parques, os parques existentes concentram na faixa

A praça possui um calçadão largo onde as pessoas

central da cidade, não abrangendo as partes periféricas. Já as

caminham e correm em volta e também em grande parte da

praças encontram- se em todos os bairros, porém a maioria que se

Avenida Treze de Maio onde fica localizada.

localiza distante da parte central, não possui um bom estado de

Contem aparelhos de ginástica para atividades que é

conservação, com falta de bancos, muitas não possuem

bastante utilizado pela população do bairro, o seu estado de

equipamentos de lazer, a vegetação cresce durante muito tempo

conservação está muito favorável, é bem cuidado e não possui

sem cuidados, não sendo um atrativo para a população.

degradação, com esculturas da guerra que são símbolos do nome

No mapa 05 destacam-se as principais praças da cidade:

da praça e possui boa iluminação noturna. Sua falha é por não existem equipamentos destinados ao lazer infantil, de modo que as crianças não têm onde brincar e muitas vezes utilizam as esculturas, tornando-se perigoso.

A- XV de Novembro B- Praça das Bandeiras C- Aureliano de Gusmão D- Expedicionários Brasileiros

FOTO 01. Escultura tanque de guerra. Fonte: Oliveira, S.F.

FOTO 02. Praça Expedicionários Brasileiros. Fonte: Oliveira, S.F.

MAPA 05. Localização das Praças na cidade de Ribeirão Preto Fonte: maps.google.com.br, 2013.

54

LEVANTAMENTOS DE DADOS

Apesar de Ribeirão Preto possuir diversas áreas verdes,


3.5.2 PRAÇA DAS BANDEIRAS A praça possui boa iluminação noturna, com muitas árvores e é bem movimentado durante o dia, pois possui um dos

LEVANTAMENTOS DE DADOS

principais pontos de ônibus do centro, passando diversas linhas. A distribuição espacial dos bancos situa-se ao longo do caminho pavimentado, tendo como limite as áreas ajardinadas, são encontrados tanto em locais de sombra como ao sol. Em alguns pontos da praça verifica-se um grande vazio do elemento em questão, que é devido à depredação dos mesmos e que não foram repostos. Não há, entretanto equipamentos destinados a lazer e durante a noite é considerada perigosa, pois mendigos dormem

FOTO 03. Ponto de ônibus Fonte: Oliveira, S.F.

FOTO 04. Praça das Bandeiras Fonte: Oliveira, S.F.

nos bancos ou chão da praça e seu movimento é escasso. Sendo um local demasiado desagradável nesse período. As lixeiras não são suficientes devido a grande demanda de pessoas que passam e ficam durante o dia. Aos sábados pela manhã ocorre a feira de artesanato, incentivada pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO), servindo como atração a população.

FOTO 05. Praça com ponto de ônibus. Fonte: Oliveira, S.F.

55


LOCALIZAÇÃO DA ÁREA


4. ÁREA DE INTERVENÇÃO Foram feitos diversos

Abrangeria não apenas lazer, mais também cultura, com bases educacionais, servindo para modificar a paisagem local e aumentar a diversidade de entretenimento da cidade.

levantamentos na área de intervenção, e

JARDINÓPOLIS

seu entorno, resultando em mapas e fotos,

BRODOWSKI

BRASILIA

FRANCA

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

apresentados e analisados em sequencia. 4.1 ÁREA DA PROPOSTA A

área

escolhida

situa-se

no

município de Ribeirão Preto, entre os

CENTRO

ÁREA

bairros Vila Monte Alegre, Santa Luzia e Jardim Antarctica.

Campus

Conforme o mapa 06, o local fica a oeste da cidade, próximo ao quadrilátero central, aproximadamente 3 km, e próximo

USP SERTÃOZINHO BARRETOS

ao Campus da Universidade de São Paulo

SERRANA

(USP).

CAJURU

A potencial

localização para

a

possui proposta

grande de

desenvolvimento de um parque urbano em

CRAVINHOS

escala regional e não apenas local, pois

SÃO PAULO

muitas pessoas vem da região em busca do

MAPA 06. Localização da Área em Ribeirão Preto e ligação com a região.

comércio, a saúde e para as universidades.

Fonte: maps.google.com.br, 2013 (com intervenções da autora).

57


No mapa 07, está indicada a área de intervenção

que é de grande fluxo vindo de outras regiões.

e é delimitada pela Avenida do Café e pelas Ruas Albert Einstein, Carlos Aprobato e Maracajú e uma nova Avenida Luigi Rosiello.

Possui uma área de aproximadamente 210.631m², com um lago central e uma nascente, e duas pedreiras.

LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

(contornada em vermelho) escolhida para implantação do parque

Fica ao lado da USP e próximo a Avenida Bandeirantes

AV. LUIGI

R. ALBERT EINSTEIN R. CARLOS APROBATO

USP

ÁREA DA PROPOSTA

R. MARACAJÚ

AV. DO CAFÉ AV. BANDEIRANTES MAPA 07. Localização da área no bairro. Fonte: maps.google.com.br, 2013 (com intervenções da autora).

58


Inicialmente chamada de Fazenda Laureano, devido ao córrego próximo com o mesmo nome, a área de intervenção é

escolas práticas de agricultura. Então em 1942 o governo desapropria a Fazenda Monte Alegre para implantação da Escola Agrícola.

parte das terras que a formavam, cujo nome depois mudou para

A Escola Agrícola já estava desativada em 1952, quando

Fazenda Monte Alegre. O proprietário era o Coronel João Franco

foram doados a USP cerca de 240.000 alqueires da Fazenda para

de Moraes Octavio.

implantação da faculdade de medicina.

Em 1890 Francisco Schmidt adquiriu a fazenda, onde

Não se sabe ao certo quando a família Bragueto assume as

passou a morar com a família, em 1915 com a propriedade maior

atividades da pedreira, o local da proposta aqui visto. Foram duas

tornou-se uma das maiores fazendas de café da região e do país.

pedreiras extratoras de basalto, a menor e mais próxima a

Segundo dados do Museu do Café a fazenda tinha 34.346

Avenida do Café chama-se Pedreira Santa Luzia e a maior

hectares, sendo 9.600 para o plantio de café, 1.776 hectares para a

próxima ao lago é conhecida por Pedreira Monte Alegre.

criação de gado, 967 hectares de canaviais e 15.112 hectares de florestas.

Não há mais a extração de basalto e as edificações que ficaram estão em ruínas, a atividade desenvolvida atualmente é a

Em 1924 após superar a crise da Primeira Guerra Mundial

produção de asfalto P.M.F. (pré-misturado frio), para a operação

Francisco Schmidt falece deixando a fazenda de herança a seu

conhecida como “Tapa Buracos”, desde 1990. Existe também no

filho Jacob Schmidt. Logo em 1929 veio a crise de Nova York,

local um poço de abastecimento de água pertencente ao DAERP

passando a propriedade para João Marchesi, depois a fazenda

(Departamento de Abastecimento de Água e Esgoto de Ribeirão

começou a ser desmembrada dando início a loteamentos e áreas

Preto).

institucionais.

(Fonte: Museu Histórico e do Café de Ribeirão Preto.)

O governo federal decide então no final da década de 1930 a promover uma política de técnicas agrícolas, criando várias 59

HISTÓRICO DA ÁREA

4.2 HISTÓRICO DA ÁREA DE ESTUDO


4.3 LEITURA DE USO DO SOLO A

partir

de

levantamentos

realizados do entorno da área escolhida para o projeto, foi observado que o uso do solo feito por predominância é residencial, com uma faixa mista na Rua Tenente Catão Roxo e em toda Avenida do Café, como se

USO DO SOLO

vê no mapa 08. As residências térreas são as que caracterizam o bairro, encontrando também sobrados e alguns edifícios baixos.

1- Escola Estadual de 1ºgrau e pré-escola. 2-Unidade

Básica

de

Saúde

(UBS)

municipal. 3- Escola Estadual de 1º grau. 4- Pré-escola municipal. 5- Instituto do Cérebro. MAPA 08. Uso do Solo, por predominância. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

60


Os bairros, Monte Alegre, Vila Virginia, Jardim Recreio sofrem com a falta de espaços de convívio, áreas verdes, pois os Parques existentes na cidade ficam muito distantes deles. E embora exista a USP, bem arborizada, com um lago o seu uso é restrito a estudantes e professores, sendo difícil o acesso da população.

USO DO SOLO

As áreas institucionais estão voltadas para a Educação, sendo elas, escolas que atendem apenas ao bairro, possui uma FOTO 06. Praça Edmundo Novas

unidade de saúde apenas.

Fonte: Oliveira, S.F.

As praças que existem no bairro estão em desuso, devido a falta de equipamentos de lazer, falta de bancos, árvores, iluminação adequada, manutenção em muitas épocas do ano. As praças não são o foco de estudo, entretanto a Praça Edmundo Novas não pode deixar de ser ressaltada, ficam em frente à área da proposta, localizada entre os bairros Santa Luzia e Jardim Antarctica, conforme as fotos 06 e 07.

FOTO 07. Praça Edmundo Novas

PRAÇA

Fonte: Oliveira, S.F

IMAGEM 48. Ponto de observação ÁREA DE

Fonte: Oliveira, S.F.

ESTUDO

61


4.3.1 OCUPAÇÃO DO ENTORNO Observando o mapa 09, percebe-se que o entorno tem uma área bem ocupada, com poucos vazios, sendo que a área de estudo é um grande vazio urbano. Com algumas edificações dentro da

USO DO SOLO

área, relacionadas a produção de asfalto, um poço artesiano, uma capela e um centro de pesquisa da USP em construção. No capitulo de ocupação da área tem dados sobre esses edifícios mais especificados.

Mapa 09. Mapa Figura Fundo. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

62


4.3.2 GABARITO O mapa 10, mostra as alturas das edificações encontradas na área e entorno. Vemos a predominância de edificações com até 2 pavimentos, algumas com até 5 pavimentos e acima de 6 pavimentos é apenas encontrado na Avenida do Café e

USO DO SOLO

nas edificações da USP ao lado. Dentro do vazio que é a área os edifícios existentes são baixos com 1 pavimento

apenas,

apenas

a

nova

construção que possui 2 pavimentos.

Mapa 10. Mapa Gabarito. Fonte: Oliveira, S.F., 2013

63


4.4 DADOS CADASTRAIS DA ÁREA A área é dividida de acordo com o parcelamento do solo, a parte oeste a área é institucional da USP e equivale a maior parte da área de estudo. A segunda parte pertence ao loteamento Santa Luzia onde foram separados a parte institucional e de recreio. O lago fica entre a divisa das glebas. E a terceira parte é constituída de lotes particulares. Conforme marcado no mapa 11.

MAPA 11. Mapa cadastral e parcelamento do solo.

USO DO SOLO

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

64


4.5 HIERARQUIA VIÁRIA Em relação à Hierarquia Viária, constata-se que o entorno da área escolhida está servido de vias principais. As vias coletoras cortam os bairros, ligando uma avenida à outra. Há apenas um trecho de

SISTEMA VIÁRIO

Via Arterial próximo à área, a Avenida Bandeirante, que faz a maior ligação de outras regiões para o local. A Avenida do Café faz a principal ligação da área com o terminal rodoviário e o centro da cidade sendo assim uma via principal de grande importância para o fluxo no local. Existem quatro pontos de ônibus próximos à área, conforme mapa 12, com fluxo constante devido à demanda do

MAPA 12. Mapa Sistema Viário Físico.

Hospital das Clínicas e da USP. O terminal

Fonte: Freiberger, L., com intervenções da autora.

rodoviário fica a 2 km do local.

65


SISTEMA VIÁRIO

ÁREA

MAPA 13. Mapa Diretriz Sistema Viário Funcional. Fonte: Prefeitura Municipal, com intervenções da autora.

66


4.6 OCUPAÇÃO DA ÁREA Entre as edificações existentes na área estão um poço

O valor histórico das construções utilizadas para a usina de asfalto não é relevante, sendo possível transferir tais atividades

é da USP. Conforme mapa 14. As outras edificações são

de local, porém o Instituto que ainda está em construção e a

referentes à produção de asfalto que é feito no local, não podendo

Capela de Santa Maria que tem valor cultural para a população

ser ignoradas durante o projeto.

devem ser mantidos. E o poço pelo entendimento da dificuldade

OCUPAÇÃO DA ÁREA

artesiano, uma capela e em construção o Instituto do Cérebro que

de modificação também permanecerá.

MAPA 14. Mapa Uso e Localização das edificações existentes na área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

67


Abaixo a lista das edificações que existem dentro da área

4- Escritório/ Laboratório.

5- Residência.

FOTO 14. Foto escritório e laboratório.

FOTO 15. Foto residência.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

de estudo, de acordo com o mapa 14:

FOTO 08 E 09. Fotos poço artesiano. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

6- Produção de Asfalto.

7- Instituto do Cérebro.

2- Área de deposito de areia e brita e barracão abandonado.

FOTO 10 E 11. Fotos deposito e barracão.

FOTO 16. Foto produção de asfalto.

FOTO 17. Foto instituto do cérebro.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

3- Refeitório/ Banheiros.

FOTO 12 E 13. Fotos refeitório e sanitários. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

8- Capela de Santa Luzia.

FOTO 18 E 19. Fotos capela. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

68

OCUPAÇÃO DA ÁREA

1- Poço Artesiano de Abastecimento de Água (DAERP).


4.7 TOPOGRAFIA DA ÁREA

Conforme o mapa 15, a área possui duas pedreiras, a maior tem aproximadamente 20 metros ao nível do lago, e a

curvas de nível acentuadas, com 47 metros de desnível a Oeste e

menor cerca de 12 metros ao nível da Avenida do Café nesse

30 metros na porção Leste.

mesmo ponto.

TOPOGRAFIA

A topografia da área possui alta declividade, possui 47

MAPA 15. Mapa Topográfico/ Curvas de nível da área. Fonte: Prefeitura Municipal, com intervenções da autora.

69


4.7.1 DECLIVIDADE Declividade é a relação entre o valor do desnível de altura entre dois pontos no relevo e o valor da distância horizontal entre esses pontos, ou seja, é a medida de inclinação do relevo. (SIGECOTUR).

A

área

escolhida

apresenta

TOPOGRAFIA

declividade acentuada. De acordo com o mapa 16, a maior parte possui declividade de até 5%, sendo muito favorável para todo tipo de implantação, a declividade de 15% a 30% é a que mais aparece depois, sendo mais difícil a inserção de atividades, implicando maior atenção. A declividade nas encostas das pedreiras chega a 100%, é um paredão de pedra impetuoso. MAPA 16. Mapa topográfico/ Declividade por Porcentagem. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

70


A área foi explorada para extração de basalto portanto seu

(aves), com aparições de capivaras algumas vezes. (Fonte: Bonetti, Secretária do Meio Ambiente).

solo predominante é referente a decomposição dessa rocha, a terra

Um problema encontrado na área e em grande quantidade

roxa, pouco drenante. Junto a avenida do Café, e para a abertura

são os entulhos e lixos espalhados, entre papéis, livros, restos de

da mesma, houve corte do terreno e movimentação de terra, esta

alimentos, embalagens, vidros quebrados e até mesmo restos de

borda apresenta solo saprolítico, com blocos de rocha soltos.

peixes que algum estabelecimento jogou. Poluindo o solo e o

Há no local uma lagoa formada pelo afloramento do lençol freático e consequentemente uma Área de Preservação Ambiental (APP) de 50 metros em torno da mesma.

visual de um ambiente que deveria ser preservado. Porém existe um problema ainda maior no caso de poluição o esgoto que está passando em parte da área, esgoto a

Quanto a vegetação trata-se do Bioma Mata Atlântica,

céu aberto, em alguma parte o encanamento estourou e esta

com fisionomia de Mata Estacional Decidual e Semidecidual. Em

vazando até chegar na Avenida do Café. Há um local que foi feito

volta do lago e uma parte da face sul encontra-se vegetação

uma vala para conter a água da chuva e não cair direto e inundar a

arbórea cultivada, são árvores frutíferas plantadas pelo homem. A

avenida, e com isso parte do esgoto empoça, deixando um cheiro

fauna encontrada é a presença de ictiofauna (peixes) e avefauna

insuportável em toda parte oeste. O mapa 17, a seguir, exemplifica o que foi relatado:

71

MEIO AMBIENTE

4.8 MEIO AMBIENTE


MEIO AMBIENTE MAPA 17. Mapa vegetação da área com entulhos e esgoto. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

72


MEIO AMBIENTE

As fotos a seguir comprovam o esgoto e os entulhos citados e mostrados no mapa 17:

FOTO 20 E 21. Foto Esgoto a céu aberto, próximo a capela. Esgoto empoçado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 22, 23, 24 E 25. Fotos entulhos pela área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

73


ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL


5. ANÁLISE DO PERFIL POPULACIONAL DO ENTORNO Para essa análise foi elaborado um questionário (ANEXO

Monte Alegre, Jardim Antarctica e Santa Luzia. Com o total de 50 pesquisas feitas, os entrevistados foram escolhidos de forma aleatória em horários diversos. A finalidade do questionário foi descobrir a média de idade do publico alvo, os benefícios que acham que um parque nas redondezas pode ocasionar e ajudar a elaboração do programa

GRÁFICO 01. Percentual de homens e mulheres nos bairros. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

de necessidades de acordo com as alternativas apresentadas e a vontade da maioria. De acordo com o gráfico 01 percebe-se que as mulheres na faixa etária do 22 aos 45 anos e com mais de 70 anos superam

O gráfico 02 é a respeito de sair no final de semana, onde 70% das pessoas costumam sair e 30% não saem, sendo que desses que não saem, 60% gostariam de sair.

a quantidade de homens na mesma idade. Dos 46 aos 69 anos o percentual é quase o mesmo entre os sexos e nas outras idades os homens superam. Dos 22 aos 69 anos se tem o grande publico alvo dos bairros próximos à área, com poucas crianças até 14 anos e idosos com mais de 70 anos. Porém como aparecem todas as idades, a criação de um parque urbano deve atender a todas elas. GRÁFICO 02. Costuma sair no fim de semana. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

75

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

A), com a população dos bairros próximos a área de estudo, Vila


No gráfico 05 observam-se os benefícios que a população

de semana é o próximo gráfico 03 foram citados apenas parques,

acredita que um parque nas proximidades pode ocasionar, com

shoppings e casa de parentes e amigos.

70% ficaram empatados o lazer e a melhoria na qualidade de vida, em seguida com 46% foi à melhoria na qualidade de vida, quase igual com 42% foi à proteção do meio ambiente, foram citados além do questionário a valorização do bairro e a diminuição de assaltos no bairro devido a melhor utilização do local. Podemos ver que a proteção do meio ambiente foi o que menos importou, ficando em ultimo lugar, ou seja, a preocupação

GRÁFICO 03. Locais frequentados no fim de semana. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

O questionamento se a população gostaria de ter um parque no bairro obteve unanimidade de respostas positivas, esses

maior das pessoas está relacionada ao lazer e a melhoria na qualidade de vida, talvez por desinteresse ou falta de informação das questões sobre preservação ambiental.

dados confirmam a importância de desenvolver um projeto nessa área de estudo.

GRÁFICO 04. Percentual de quem gostaria de ter um parque no bairro. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

GRÁFICO 05. Benefícios de um Parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

76

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

O local onde as pessoas costumam ir quando saem no fim


Para saber a frequência dos moradores ao parque a

pedreira de alguma forma atualmente. Apesar de haver pessoas

questão seguinte, gráfico 07, foi quando frequentaria um parque

que utilizam a capela que existe dentro e também que vão pescar

perto de casa, como podia se escolher mais de uma alternativa a

no lago.

porcentagem não ficou regular, sendo que 80% iriam aos fins de

Foi perguntado também se existisse um parque na antiga

semana, 64% aos dias de semana, houve relatos que antes ou

pedreira como as pessoas iriam até lá, mais de 50% respondeu

depois do serviço, pela manhã ou depois das 18 horas. Ou seja, o

que seria a pé, outra porcentagem alta foi de 34% sendo de

fluxo seria intenso durante a semana e principalmente nos finais

bicicleta, sobrando apenas 12% para moro e carro, o ônibus não

de semana, as férias apareceram pouco, devido à maioria já

apareceu, mostrando que utilizar esse meio de transporte para

colocar outra opção.

lazer costuma ser inviável. Para o projeto a necessidade de vagas de estacionamento para veículos motorizados não necessita vasto.

GRÁFICO 07. Frequência de ida a um parque próximo. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

GRÁFICO 06. Modo de ir a pedreira Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Ligado a essa questão a próxima no gráfico 08, foi de quanto tempo a pessoa estaria disposta a ficar dentro desse parque, com 34% a maioria escolheu a parte da tarde, em seguida 77

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

Não houve nenhuma pessoa entrevistada que utilize a


população deve se educar sem precisar de limites impostos, para

poucas horas. A partir desses dados se vê a disposição da

poder frequentar o parque na parte da noite e ainda para que não

população em ir e ficar no parque no horário que for possível, e a

parecesse uma prisão. Abaixo gráfico 09.

falta que esse equipamento tem feito na vida dos moradores.

GRÁFICO 09. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Sobre a questão se um parque nas proximidades poderia trazer algum tipo de problema, 96% disseram que não e ainda GRÁFICO 08. Tempo que ficaria em um parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Pensada a relação da segurança com um parque cercado, essa questão teve de ser perguntada para saber a opinião dos

acrescentaram que só traria melhorias, os 4% que disseram que surgiriam problemas foi pela questão de usuários de drogas no local, podendo ocasionar brigas.

moradores, e 94% deles acha que o parque deve ser cercado por motivo de segurança em primeiro lugar, citaram também que deveria ser fechado pela preservação do parque e para afastar bandidos e drogados do local e para que os veículos respeitem os limites do parque. Dos 6% que responderam que não deveriam ser cercados os motivos para esse pensamento foi que a

GRÁFICO 10. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

78

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

a opção foi na parte da manhã com 26%, e a opção com 22% foi


pedreira

as

mais

assinaladas

foram

pista

de

caminha,

conservação, a questão 16 faz uma pergunta direta sobre quem

equipamentos de ginástica, quadras esportivas e banheiros. Em

deve cuidar do meio ambiente, apenas a população, só o governo

seguida vieram à lanchonete, o espaço infantil e aulas de dança e

ou os dois juntos.

A grande maioria sendo 94% das respostas

ginástica ao ar livre. Podemos ressaltar também o mirante, a

marcou o governo mais a população, porem infelizmente ainda

queda d‟água, a pista de skate, o palco para apresentações e as

apareceu respostas que apenas o governo deveria cuidar, esse

oficinas culturais. Todos esses itens serão basicamente o

pensamento deve ser pela falta de informação, cultura ou talvez

programa de necessidades. O gráfico 12, mostra o percentual das

pela má interpretação, achando que esse cuidar é no sentido de

atividades e ambientes descritos.

limpar.

GRÁFICO 11. O parque precisa ser cercado. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

A última questão do questionário foi uma das mais importantes, pois ajudou na elaboração do programa de necessidades. Com diversas alternativas sobre os ambientes e atividades que os moradores gostariam de ter em um parque na

GRÁFICO 12. Ambientes e atividades que gostaria de ter em um parque. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

79

ANÁLISE PERFIL POPULACIONAL

Mudando a questão para o meio ambiente e sua


DIRETRIZES PROJETUAIS


Analisando os levantamentos e a pesquisa com a

6.1 O PARQUE NA ÁREA DE ESTUDO COMO ÁREA VERDE DE LAZER

população, foram feitos os primeiros estudos e plano de massas

Depois da análise feita da cidade de Ribeirão Preto

da área. E para um entendimento mais aprofundado da topografia,

percebe-se a necessidade de aumentar as áreas verdes, pois as

foi feita uma maquete física, foto 26 e 27, que contribuiu para

existentes não são suficientes para suprir as necessidades da

esse desenvolvimento.

população. Com a avaliação dos moradores próximos a área de

Desse modo, nesse capítulo serão mostradas as diretrizes projetuais englobando as análises.

estudo se vê a vontade ter uma área de lazer próxima a suas casas, proporcionando o contato com a natureza e melhorando a paisagem local. Averiguando a área em si, é um local com diversidade de flora, necessitando de cuidados, a fauna pode ser ampliada garantindo o equilíbrio na região. Assim a proposta do parque na Pedreira Monte Alegre e na Pedreira Santa Luzia adere à preservação da mata existente, criando uma ligação da área com a cidade e aumentando a diversidade de fauna e flora. Somando com as áreas verdes de lazer já existentes, ampliando a possibilidade de contato com o meio ambiente.

Fotos 26 e 27: Maquete física, topografia da área. Fonte: Oliveira, S.F, 2013

81

DIRETRIZES PROJETUAIS

6. DIRETRIZES PROJETUAIS


6.2 CARACTERÍTICAS LIMITANTES DE ESPAÇO E

de equipamentos, porém preserva a vegetação existente como em

PERCURSOS

frente à Avenida do Café e em torno das pedreiras. A ligação entre uma pedreira à outra é bem complicada

de acesso do entorno para a área, a declividade acentuada em

atualmente, de modo que liga-las é complexo. O figura 01

alguns pontos dificulta ou até mesmo impossibilita a implantação

exemplifica.

DIRETRIZES PROJETUAIS

Analisando os limitantes da área encontramos dificuldade

FIGURA 01. Analise da área. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

82


As edificações existentes como as de produção de asfalto e o poço artesiano também interferem na ocupação da área. As de

pista de skate, queda d‟água, mirante, oficinas culturais, redes de descanso, capela.

produção de asfalto e principalmente interferem no visual do local, e não condizem com a preservação do meio ambiente,

DIRETRIZES PROJETUAIS

devendo ser retiradas da área e transferidas para outro mais adequado, o poço artesiano também gera um impacto visual ruim, porém sua retirada implica em muitas questões, há uma dificuldade grande, portanto pode permanecer na área. Outra barreira encontrada são as edificações vizinhas, que ficam no limite da área em vários locais, como o leste do terreno e na maior parte do lado norte, impossibilitando a entrada no parte por todas as faces. As áreas de preservação serão todas respeitadas e utilizadas de forma adequada e para o benefício do meio ambiente e da população. A água que e a diversidade de vegetação que os moradores pediram serão elaboradas conforme a disponibilidade. Após analisar as necessidades e com o questionário respondido pela população as seguintes atividades e espaços estarão presentes no parque: pista de caminhada, quadras, banheiros, equipamentos de ginástica, lanchonete, espaço infantil, aulas de ginástica e dança ao ar livre, palco para apresentações, 83


O espaço infantil, por exemplo, não poderia ficar embaixo na

Com o programa de necessidades das atividades cria-se o

pedreira limitando as mães de fazer qualquer outra atividade, as

primeiro plano de massa, conforme a figura 02, na página

quadras foram posicionadas devido à declividade, em um espaço

seguinte. Nele aparecem os espaços de forma espalhada, em

onde as curvas de nível são mais largas, porém sua disposição

forma geométrica, uma ideia bem grosseira inicialmente. Com o

com relação ao sol não seria adequada.

primeiro plano de massas foi possível ver a necessidade de

O palco posicionado naquele local impossibilitaria outras

interligar as atividades, para definir seu espaço na gleba de forma

atividades na área do lago, e seria mais adequado deixa-lo mais

mais adequada.

próximo a alguma entrada.

FIGURA 02. 1º Plano de Massas. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

84

PROGRAMA DE NECESSIDADES

6.3 PROPOSTA PROGRAMA DE NECESSIDADES


Perante a todas essas questões levantadas após a primeira

6.4.2

LAZER

CULTURAL

E

EQUIPAMENTOS

RELACIONADOS

colocação dos equipamentos foi criado um programa de

O lazer cultural vai abranger também as questões de

atividades, dividida em cinco tipos de lazer, para atender as

preservação do meio ambiente e estimular a conscientização

necessidades e vontade da população, serão elas chamadas: Lazer

sobre esse assunto, agregando valores culturais em todas as áreas.

Radical, Lazer Cultural, Lazer Esportivo e Lazer “Familiar”,

A lista relacionada a esse tipo:

Lazer Contemplativo e também Equipamentos de Serviços.

- Oficinas culturais com painéis explicativos sobre reciclagem, meio ambiente, preservação.

6.4.1 LAZER RADICAL O lazer radical foi escolhido de modo a atender ao pedido da população de uma pista de skate, para ampliar essa ideia e aumentar a disponibilidade de lazer nesse ramo, foram escolhidas também outras modalidades radicais. São elas: - Pista de skate para manobras, dividida em três partes: queda, salto a distancia e rampa vertical. - Muros de escalada (EAE- Estrutura Artificial de Escalada), são construídos ou adaptados em áreas para treinos. - Pista de bicicleta radical.

-

Palco para

apresentações de música

e

teatro,

manifestações e reuniões em geral. - Capela já existente será conservada e o espaço ao seu redor ampliado. - Recuperação da fauna e flora nativas. - Reuso de águas pluviais, onde as edificações retém a água da chuva e guardam em um reservatório que podem ser utilizadas para banheiros, limpeza em geral e irrigação de plantas que necessitam. - Bicicletário, devido a grande quantidade de pessoas que disseram que iriam até o parque utilizando a bicicleta como meio de transporte e para incentivar mais pessoas a essa prática.

85

PROGRAMA DE NECESSIDADES

6.4 DEFINIÇÕES DO PROGRAMA DO PARQUE


- Trilhas ecológicas para um contato direto com a natureza, em meio à mata.

6.4.5 LAZER CONTEMPLATIVO Como o próprio nome já diz seria o lazer de contemplação

6.4.3 LAZER ESPORTIVO O lazer esportivo está relacionado a todo tipo de lazer com movimento, incentivando a prática de atividades físicas. Como:

- Mirante e decks, a topografia da área favorece esses equipamentos e o deck serve também para aproximação da natureza sem utilizar locais inapropriados.

- Pista de caminhada e corrida.

- Bancos confortáveis para descanso e leitura.

- Quadras esportivas, de tênis, vôlei, futebol e basquete.

- Redes resistentes a chuva e sol, para descanso. - Queda d‟água na pedreira para o lago.

6.4.4 LAZER “FAMILIAR” Esse tipo de lazer não está relacionado diretamente à família, ou melhor, ao fazer junto com a família, mais já por ter sido pensado em quem mais frequentara, essas modalidades devem ficar próximas, a lista delas para melhor entendimento:

6.4.6 EQUIPAMENTOS DE SERVIÇOS Para a manutenção e suporte do parque tais equipamentos foram listados: - Sanitários femininos, masculinos e infantis.

- Equipamentos de ginástica, para exercícios físicos leves.

- Lanchonete, para lanches e sucos.

- Aulas de ginástica e dança ao ar livre, pelo questionário

- Estacionamento, com poucas vagas para atender apenas

quem frequentaria mais esse espaço seriam as mulheres e para

visitantes mais distantes, incentivando a ida, de moradores locais,

incentivar a prática aquelas que têm filhos pequenos:

por outros meios de transporte.

- Espaço infantil, destinado a brinquedos e um espaço fechado de onde as mães pudessem estar se exercitando e vendo os filhos do local.

- Cercas em volta de todo o parque como os moradores sugeriram, por questão de segurança. - Administração, para controle do parque. 86

PROGRAMA DE NECESSIDADES

da vista, para descanso do corpo da mente e reflexão.


Com o programa totalmente definido, os próximos estudos aparecem de forma dividida conforme dito anteriormente. Como são muitas atividades, o segundo plano de massas é dividido por partes, agregando apenas o lazer esportivo, o lazer

parte de baixo ficando na segunda pedreira, fica um local um pouco separado do parque por ser atividades mais perigosas. O lazer cultural por ser bem abrangente, com as oficinas, o palco, a capela e a preservação do meio ambiente abrange quase todo o parque.

radical, o lazer “familiar” e o lazer cultural, deixando o lazer

Já o lazer “familiar” fica na parte mais alta, pensando no

contemplativo e os equipamentos para se integrar posteriormente,

acesso de crianças e mulheres com mais facilidade já que esse

conforme mostra a figura 03.

ponto tem acesso com a rua.

O lazer radical passou para parte de baixo ficando na

E o lazer esportivo, referente as quadras apenas ficou entre

segunda pedreira, fica um local um pouco separado do parque por

as pedreiras, sendo melhor repensar o local, ou dividi-lo para

ser atividades mais perigosas.

diversificar mais os ambientes.

O lazer cultural por ser bem abrangente, com as oficinas, o palco, a capela e a preservação do meio ambiente abrange quase todo o parque. Já o lazer “familiar” fica na parte mais alta, pensando no acesso de crianças e mulheres com mais facilidade já que esse ponto tem acesso com a rua. E o lazer esportivo, referente as quadras apenas ficou entre as pedreiras, sendo melhor repensar o local, ou dividilo para diversificar mais os ambientes. lazer radical passou para

87

PLANO DE MASSAS

6.5 PROPOSTA PLANO DE MASSAS


FIGURA 04. 3º Plano de Massas.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

No terceiro plano de massas foram adicionados alguns

O mirante ainda foi o único colocado como lazer contemplativo

equipamentos, pensando na entrada ficam o estacionamento e a

pois os bancos e decks serão definidos mais pra frente. E como já

administração, a lanchonete e banheiro na parte central em torno

dito anteriormente o lazer esportivo que se refere as quadras foi

da pedreira.

dividido em dois locais. Conforme a figura 04.

88

PLANO DE MASSAS

FIGURA 03. 2º Plano de Massas.


No estudo seguinte, figura 05, começa-se a detalhar mais as áreas de lazer, definindo melhor seu plano de massas. A rua interna passa a ser utilizada como caminho, mais apenas para pessoas, carros não entrariam em toda ela. O

PLANO DE MASSAS

estacionamento inicial tem uma área extensa porém não foi por esse motivo que um novo foi colocado, viu-se a necessidade de ampliar as entradas, o acesso a capela ao palco e as oficinas culturais ficariam mais próximos.

FIGURA 05. 4º Plano de Massas. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

89


apenas se da para a parte de lazer radical, e na Avenida sem nome

adequado, não está atendendo diretamente a nenhuma área, sendo

parte oeste tem-se outra entrada também para facilitar a chegada

necessário um banheiro próximo ao lazer familiar e outro na parte

ao palco quando os visitantes forem só para o evento.

de baixo. Na área do palco há necessidade de vestiários e

A parte da capela foi ampliada como dito anteriormente,

banheiros para artistas que forem se apresentar. Na área da capela

dando mais espaço para os religiosos que frequentam e para as

o aumento e melhoria para maior conforto também são previstos.

missas que costumam acontecer. O palco ficou na área onde teria mais espaço para o

A área possui muita declividade, portanto para áreas de

público e com mais facilidade para chegar por ser um local plano,

maior fluxo foram utilizados locais mais planos como a área do

com banheiros e vestiários ao lado, mesclados a ele, exclusivos

palco, o lazer familiar e as quadras.

para artistas.

Os caminhos foram feitos de maneira a causar o menor

Todo o parque possui uma ligação entre os caminhos, para

impacto possível, ou seja, pouca movimentação de terra, na

a ligação da Pedreira Santa Maria com a maior Monte Alegre

maioria das vezes o caminho segue alguma curva de nível já

utiliza-se um recurso próprio do local que é a escalada, chegando

existente.

ao topo consegue-se acessar uma rampa que chega a um caminho

Pensando nas entradas temos a principal onde ficará o portal, a administração, um dos estacionamento e o bicicletário,

ligado a outras áreas, ou para que não quiser fazer tal modalidade foi pensado em um elevador panorâmico.

na Rua Maracaju, a segunda entrada pela parte norte e uma

Outra ligação importante é de uma rampa que tem o início

ligação feito da Rua Appa para acesso mais direto as quadras, e

no começo da pedreira e sobe rente a ela chegando a um mirante,

outra no mesmo lado pela Rua Bela Vista, para uma ligação direta

desse mirante é possível continuar o caminho pela pedreira ou

com a parte de oficinas culturais. Pela Avenida do café a entrada

mudar de rumo para as quadras ou o espaço “familiar”.

90

PLANO DE MASSAS

A lanchonete e o banheiro ainda não estão em um lugar


Alguns decks estão posicionados para servir ou de descanso, leitura ou apenas um descanso pelo caminho, eles terão bebedouros de água e bancos. As quadras de futebol de campo ficaram em meio ao espaço para as trilhas, as quadras que ficam na parte de cima a oeste são de areia, entre futebol, e vôlei e também quadra de tênis.

PLANO DE MASSAS

A lanchonete fica em uma área maior, onde é o encontro de muitos caminhos, sendo em uma parte com declividade média do terreno, possibilitando a visão de vários pontos, ao lado encontram os sanitários para uso público. Na área de lazer familiar os três tipos, equipamentos de ginástica, área para dança ao ar livre e o espaço infantil foram dispostos de modo que o espaço infantil seja visto dos outros dois, um ambiente cercado que as mães podem deixar os filhos com tranquilidade e praticar exercícios olhando-os de onde estão. Na parte infantil é necessário um banheiro, apenas para crianças para que não seja necessário descer com elas. O espaço para as oficinas culturais possui galerias explicativas, aulas sobre meio ambiente e reciclagem, ateliê de pintura, também um espaço de convívio.

91


As áreas verdes foram dispostas de três maneiras, a mata

Os

volumes

das

edificações

ainda

não

estão

mais densa e com arvores mais altas ao redor de todo o parque e

completamente definidos, e serão melhor pesquisados e

nos locais para preservação e ampliação da flora local, e para

apresentados no próximo capitulo.

trilhas ecológicas a área verde arbórea, não tão densa, e a área com vegetação contendo gramíneas com arbustos em todas menos

Todos os detalhamentos descritos estão na figura 06, em sequência.

PLANO DE MASSAS

na área do palco.

FIGURA 06. 5º Plano de Massas. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

92


entrada já existente com apenas algumas modificações.

massas (figura 06), viu-se que as quadras

As outras duas entradas são destinadas apenas a pedestres, uma pela Rua Bela

ficariam em um local nobre enquanto as

Vista onde sai diretamente na parte das quadras esportivas e a outra pela Rua Cel.

oficinas

Camisão criando maior proximidade para as oficinas culturais.

afastadas,

culturais dessa

estariam forma

eles

muito foram

Todas as edificações propostas têm quando possível telhado verde, como as

trocados de lugar entre si, deixando

oficinas culturais, o espaço infantil, os edifícios de apoio e o palco para ajudar na

também as quadras em um local mais

diminuição da temperatura do ambiente interno, ajuda também no conforto acústico dele.

reservado para quem vai com a intenção de apenas jogar e as oficinas terão a vista do parque todo além de deixar um visual mais agradável para quem vê de outros locais como mostra a figura 07. A entrada principal ficará na Rua Maracaju, com um portal de entrada para carros, motos, bicicletas e pedestres. Há mais quatro entradas, uma pela Avenida do Café onde é possível entrar a pé ou de bicicletas, skates, pois é onde ficará a área de esportes radicais. Outra entrada para carros e pedestres fica na Avenida Luigi Rosiello, utilizando a

FIGURA 07. 6º Plano de Massas Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

93

PLANO DE MASSAS

Analisando o último plano de


PROPOSTA PARQUE DAS PEDREIRAS


7. PROPOSTA PROJETO PARQUE DAS PEDREIRAS Os caminhos para caminhada seguem ao máximo a

Após todos os planos de massas e análises o

topografia da área, com pequenas modificações, porem nada que

aprofundamento das resoluções construtivas foram pensadas,

transforme sua forma original. Com algumas áreas de

onde os caminhos iriam passam definitivamente, com as rampas

contemplação em seu percurso é possível ter vistas variadas em

em grande parte deles, sendo a inclinação máxima de 9%, assim

diferentes alturas do parque.

algumas modificações foram necessárias para atender tal

Por ser uma área com uma declividade bem diversificada

exigência. Todos os caminhos tem largura de 5 metros, sendo

as áreas mais planas foram escolhidas para as atividades e as

possível a passagem de carros quando necessário (figura 08).

íngremes para a vegetação, preservando e aumentando a variedade de espécies.

FIGURA 08. Áreas pavimentadas. Fonte.

Oliveira,

S.F.,

2013.

95

IMPLANTAÇÃO

7.1 IMPLANTAÇÃO


EDIFÍCIOS APOIO

PORTÃO 2

QUADRAS ESPORTIVAS BICICLETÁRIO

A OFICINAS CULTURAIS

ESPELHO D’ÁGUA

RESERVATÓRIOS ÁGUA CHUVA

POÇO

B

ESTACIONAMENTO MIRANTE

PORTÃO 1

PALCO

PORTÃO 3

AULAS AR LIVRE LAGO

MOTOS/ BICICLETÁRIO

EDIFÍCIOS APOIO

ESPAÇO INFANTIL

ÁREA SHOWS

EQUIPAMENTOS DE GINÁSTICA

EDIFÍCIO APOIO

C EDIFÍCIO APOIO

MOTOS/ BICICLETÁRIO

A

CAPELA

ESTACIONAMENTO LANCHONETE

B EDIFÍCIO APOIO EDIFÍCIO USP

ELEVADOR PANORÂMICO ESCALADA

EDIFÍCIO APOIO

PORTÃO 4

RAMPAS SKATE/ BIKE BICICLETÁRIO

C

IMPLANTAÇÃO

96


Para o piso das pistas de caminhada e os pisos da área

Pisoleve é um piso drenante que permite 100% a

externa, assim como o Espaço Infantil, foi escolhido o pisoleve

passagem da água o solo, colaborando com a permeabilização do

(imagens 49, 50 e 51), que é um piso reciclável de pneus

solo proporcionando também às raízes das plantas e árvores a

composto de duas camadas: A primeira camada de acabamento

água necessária.

feita a partir de grãos de borracha de pneu reciclado com granulometria controlada, tingidas com pigmentos e PU e espessura de 1 cm. A segunda camada de base de amortecimento composta por lascas de borracha de pneu reutilizado e PU, propiciam o amortecimento ideal para quedas em até 3 metros de altura. A espessura do piso pode variar de acordo com a necessidade.

ACABAMENTO

AMORTECIMENTO IMAGEM 50 e 51: Fotos exemplo de utilização do piso para pistas de caminhada e áreas externas do parque. IMAGEM 49: Composição do pisoleve.

Fonte: www.pisoleve.com.br, 2013.

Fonte: www.pisoleve.com.br, 2013.

97


O funcionamento do Parque das Pedreiras teria seu

Lembrando que o parque por ser público é de

funcionamento em horário bem amplo, das 6 da manhã as 22

responsabilidade

horas, para que o mesmo seja totalmente cercado (figura 09),

estacionamentos de carros que antes ficavam dentro, onde danos e

proporcionando segurança aos frequentadores e moradores do

furtos em veículos seriam de incumbência da mesma, foi passado

entorno, quesito muito lembrado pela população no questionário

para a parte externa.

prefeitura,

portanto

a

parte

dos

Assim sendo os carros não entrariam, ficando em torno de

Pensando também no horário de silêncio para as

duas entradas, o portão 1 na Avenida Luigi Rosiello e o portão 3,

residências mais próximas nenhuma “praça” ou local aberto seria

na Rua Maracaju e Rua Carlos Aprobato, conforme figuras 10 e

proposto, para que pessoas não frequentem durante a madrugada,

11.

fazendo barulho e sujando o ambiente, evitando assim problemas.

A entrada permitida de automóveis seria permitida para o abastecimento da lanchonete em horários específicos, antes das 6 horas ou depois das 22 hora que é o fechamento do parque . No caso de artistas que fariam apresentações a entrada de ônibus ou vans seriam permitidas até o palco para instalação de instrumentos e colocação de materiais para o evento, com acompanhamento de funcionários do parque, retirando o veículo após a descarga. Para o caso de alguma emergência, onde seja necessário ambulância e/ou bombeiros todos os caminhos permitem a

FIGURA 09. Croqui relação parque com espaço público. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

locomoção de tais com largura de 5 metros e inclinação adequada. O único impedimento seria dos esportes radicais para o resto do 98

IMPLANTAÇÃO

aplicado (anexo I).

da


parque, pois devido a inclinação muito elevada a maneira encontrada para ligação foi um elevador, por tanto o automóvel

E são 40 vagas no portão 1 também sendo 2 vagas para deficientes.

teria que entrar pelos outros três portões que dão acesso a todos os outros equipamentos e os caminhos são interligados. Total de 55 vagas no portão 3, sendo 2 para deficientes

IMPLANTAÇÃO

físicos.

FIGURA 10. Recorte estacionamentos portão 3. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 11. Recorte estacionamentos portão 1. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

99


PORTÕES As

entradas

foram

melhor

pensada e para maior abrangência da área seriam quatro, numeradas em sentido horário a partir da já existente na Avenida Luigi Rosiello.

IMPLANTAÇÃO

Sendo assim o portão 1 seria nessa Avenida, o portão 2 para entrada no Lazer Esportivo na Rua Bela Vista, o portão 3 na Rua Maracaju e o portão 4 para a área de Lazer Radical na Avenida do Café. O portão 3 conta com o apoio de dois

edifícios,

administração

o e

posto

policial

banheiro

a

FIGURA 12. Recorte portão 3. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

para

funcionários.

FIGURA 13. Fachada portão 3. Fonte. Oliveira, S.F., 2013.

100


As figuras 14 e 15 são referentes ao Portão 1, este possui um edifício de apoio com um guarda.

Os portões 2 e 4 serão mostrados mais adiante, pois estão junto com os recortes de suas áreas.

IMPLANTAÇÃO

Em todas as entradas existem os bicicletários, que são lugares para estacionar as bicicletas, pois devido a grande declividade e a dificuldade de aumentar a largura das pistas, optou-se a não deixar a prática de ciclismo dentro do parque, a utilização de bicicletas apenas é permitida na área de esportes radicais, nas rampas para a modalidade.

As vagas para motos estão internas ao parque, próximos a entrada para que não avance do limite. Localizados apenas nos portões 1 e 3.

101


FIGURA 14: RECORTE PORTÃO 1 – ESTACIONAMENTO Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 15: FACHADA PORTÃO 1 – Avenida Luigi Rosiello Fonte: Oliveira, S.F., 2013

102


7.2 CORTES Os cortes da área, figuras 16, 17 e 18, mostram melhor a declividade e resoluções de alguns caminhos. Podemos ver a vegetação abundante em toda área e sua forma de integração com os edifícios propostos. São três cortes com vistas diferentes que mostram diferentes alturas e localizações, para que o entendimento do

CORTES

terreno e dos equipamentos sejam vistos de maneira adequada.

103


FIGURA 16: Corte AA Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 17: Corte BB Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 18: Corte CC Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

104


7.3 MAQUETE FÍSICA Com a implantação na maquete física os volumes são

E

visualmente

dão

uma

mudança

na

paisagem,

propiciando atrações.

melhores vistos, são grandes, porém perto da escala do parque são volumes que integram com a natureza sem afeta-la. LAZER FAMILIAR

MAQUETE FÍSICA

LAZER ESPORTIVO

LAZER CULTURAL

LAZER RADICAL

FOTO 28: Foto Implantação Maquete Física. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

105


RAMPA PEDREIRA

MAQUETE FÍSICA

MIRANTE

FOTO 29: Foto Maquete Física, Rampa da Pedreira e Mirante. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

106


MAQUETE FÍSICA

FOTO 31: Foto Implantação Maquete Física - Lazer Radical.. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FOTO 30: Foto Implantação Maquete Física – Lazer Esportivo Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

107


7.4 LAZER CULTURAL O lazer cultural abrange os edifícios voltados para a cultura, como as oficinas culturais, o palco e a capela.

OFICINAS CULTURAIS

LAZER CULTURAL

As oficinas culturais (figuras 19 e 20) seriam destinadas a cursos de trabalhos manuais e exposições desses, com dias e horários de funcionamento de acordo com as atividades exercidas. Com a fachada com grandes painéis de vidro duplos, para dar uma visão panorâmica do interno para o externo. Os vidros duplos (imagens 52 e 53) tem a função de absorver parte do calor incidente e ainda com a cor esverdeada refletir mais uma parte e assim o calor transmitido que entra é bem inferior comparado a um vidro simples.

108


Ainda pensando em diminuir a incidência do sol optou-se pela inclinação das paredes e janelas conforme figura 22 e 23,

ideais para o ecotelhado são as suculentas e as forrações para jardim.

melhorando o conforto térmico internamente, sem perder a claridade natural. Para a ajudar no conforto térmico e no visual a utilização de telhados verdes, foram a opção. Esses funcionam como um

LAZER CULTURAL

jardim externo só que no telhado ou cobertura. Tem como benefícios o aumento da biodiversidade, diminuição da temperatura do micro e macro ambiente externo, conforto acústico e térmico para ambientes externos. Tradicionalmente, um telhado verde é feito em camadas, imagem 54, mais próximo da base, fica a membrana impermeável, para evitar que a água das chuvas penetre no telhado e provoque infiltrações ou vazamentos. Logo acima, a camada que vai armazenar parte da água das chuvas, que será usada pelas próprias plantas como reserva. Em cima vem a camada de terra, que pode variar em espessura. Esta camada torna o sistema bastante pesado e, por isso, é imprescindível analisar a estrutura da obra antes de qualquer implantação. Por último, vem a camada de plantas. As plantas

109


110

LAZER CULTURAL


PALCO O Palco , figuras 24 e 25, reflete a curva da pedreira, colocada ao lado do lago, sua estrutura é leve e abrange o ambiente sem agredi-lo. Com uma rampa extensa ao lado esquerdo, com inclinação

LAZER CULTURAL

de 5% é o acesso para ele, com altura de 1 metro no nível mais baixo da maior área para sua contemplação, ele se sustenta no próprio desnível do terreno. A estrutura do palco é de aço, sustentado por cabos de aço, onde o apoio

fica

onde

se

encontram

os

vestiários e camarins. A cima desses o telhado é verde para uma mistura com a pedreira atrás.

111


CAPELA

Seu acesso principal é feito pelo local original, o portão 1, fica próxima a lanchonete sendo fácil o acesso para tal. Uma

preservada para continuação das missas e para que seus fiéis

rampa ligando ao edifício de apoio mais próximo foi a solução

possam continuar a frequentar o local normalmente.

para interligar ela com o resto do parque.

LAZER CULTURAL

A capela (figura 26) já é existente no local e seria apenas

FIGURA 26: RECORTE CAPELA Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

112


7.5 LAZER FAMILIAR O Lazer Familiar, figuras 27 e 28, constitui de uma área com equipamentos de

ginástica,

área

para

danças

e

ginásticas ao ar livre e o espaço infantil, conta ainda com um edifício de apoio

LAZER FAMILIAR

com banheiros e bebedouros. Com estrutura semelhante as oficinas culturais o Espaço Infantil é delimitado por vidros em todas as suas faces, também inclinados para diminuir a incidência do sol e com o telhado verde para ajudar na diminuição de temperatura do espaço interno, além de integrar o verde com o edifício e com o parque. Seu horário de funcionamento seria no mesmo horário do parque, com pessoas especializadas para as mães deixarem seus filhos em segurança enquanto fazem suas atividades físicas, mas também podem ficar com eles. 113


7.6 LAZER ESPORTIVO O Lazer Esportivo, figuras 29 e 30, é o local onde ficam as quadras, no ponto mais alto da área, com entrada para elas pela Rua Bela Vista. Possui quadras de esportes de salão, basquete, futsal, vôlei, uma quadra de grama para futebol, e as quadras menores de

LAZER ESPORTIVO

vôlei de areia, suas dimensões são de acordo com o tamanho mínimo. Para conseguir vencer a topografia, as quadras ficam 1 metro acima uma das outras, subindo com uma rampa na lateral e entre elas degraus largos foram pensados como arquibancadas, servindo assim para o público que queira assistir ao jogos. Conta com dois edifícios de apoio, o maior são os vestiários feminino e masculino, beberdouro e o outro equipamento seria para armazenar os equipamentos como bolas, redes para a prática das atividades e forma de manutenção e preservação dos mesmos. Como

dito

anteriormente

possui

também

um

bicicletário para guardar a bicicleta enquanto utiliza os equipamentos.

114


FIGURA 29: RECORTE LAZER ESPORTIVO Fonte: Oliveira, S.F., 2013

FIGURA 30: FACHADA LAZER ESPORTIVO – PORTÃO 2 – Rua Bela Vista Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

115


7.7 LAZER RADICAL O Lazer Radical, figuras 32 e 33, é o local que fica na segunda pedreira, a menor do lado direito, com entrada pelo portão 4, na Avenida do Café, possui duas rampas de skate, bicicleta e patins, outra atividade é a escalada. Conta com um edifício de apoio com banheiros e

LAZER RADICAL

bebedouros e um elevador panorâmico para ligar essa parte com o resto do parque. As rampas de esportes radicais são diversas, com diferentes tamanhos, alturas, conforme pesquisas feitas, foram criados dois tipos (figura 31) para implantação nessa área. Uma possui 1250m² e a outra 600m²., sendo possível a prática de acordo com a preferência de cada um. A escalada possui 12 metros de altura e chega a uma trilha de caminhada, mais estreita que as outras do parque, para não modificar a topografia e também por ser de menor fluxo, apenas para chegar ao nível que fica elevador, onde pode descer novamente ou continuar pelo lado oposto para o parque.

FIGURA 31: Croqui rampas de esportes radicais, bicicleta, skate, patins. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

116


FIGURA 32: RECORTE LAZER RADICAL Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 33: FACHADA LAZER RADICAL – PORTÃO 4 – Avenida do Café Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

117


7.8 PEDREIRA

novas sensações sejam experimentadas. A rampa continua depois do mirante ainda rente a

O lago em forma de coração envolvido por uma pedreira marcam o

pedreira, e chega a outra parte dela, quase em cima do lago, fazendo a ligação de todo o parque.

centro do parque, figura 34, é a maior

A iluminação do espaço é diversificada, com postes altos pelos caminhos e na

área plana de todo o parque, a ideia nessa

parte central postes mais baixos. Com iluminações embutidas também cria-se diferentes

área central é aproximar fisicamente e

ângulos de visão e contemplação.

visualmente das paredes de pedra. Assim uma rampa treliçada e

PEDREIRA

presa na própria pedreira e rente a ela sobe até chegar a um mirante, no ponto mais alto da mesma. Feita toda em madeira, sua estrutura é continua e serve tanto de apoio quanto de corrimão para as pessoas. O mirante é redondo e também de madeira, fica há 15 metros de altura com relação ao nível do lago, preso um quarto na

pedreira

e

dois

quartos

são

entrelaçados com uma sustentação que é presa nas pedras, possui uma abertura do meio para a frente, transparente, para que

FIGURA 34: Recorte parte central da área, pedreira com o lago. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

118


Com a Lanchonete também ao centro, figuras 35 e 36, próximo ao lago tem-se a sensação de comer direto ao ar livre, com a parte das mesas tendo como cobertura uma viga sustentada por cabos de aço tem-se a visão ampla de toda a rampa e do lago. A parte que sustenta é também com o telhado verde para contribuir com a temperatura e dar uma visão mais adequada para que está em cima, avista-se o verde e não apenas uma edificação

PEDREIRA

maciça e fora do conceito de natureza. O bloco verde na mesma direção da lanchonete mas bem acima é onde se encontram as caixas d‟água, comentadas em seguida.

119


FIGURA 35: RECORTE LANCHONETE Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

FIGURA 36: FACHADA LANCHONETE Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

120


7.9 ESPELHO D‟ÁGUA/ ARMAZENAMENTO DE ÁGUA Pela existência de uma vala no noroeste do terreno, na parte de cima, foi pensada uma contenção, feita de concreto, para que ela se transforme em um espelho d‟água (figura 37) com as águas da chuva. Quando estiver sem chuvas as caixas ficam vazias e o espelho d‟água com o máximo possível de água.

ESPELHO DÁGUA

Com essa água um bomba de sucção transporta a água para caixas d‟água localizadas próximas, em uma caixa coberta por vegetação, telhados e paredes verdes, para não afetar a paisagem. São duas caixas d‟água com capacidade de 20.000L cada uma e serviriam para irrigação das plantas em épocas de maior seca, sendo distribuídas por todo o parque por mangueiras com pequenos furos (imagem 55), ajudando na temperatura ambiente e deixando o parque sempre verde, por se tratar de uma água limpa,

FIGURA 37: Recorte espelho d‟água com caixas d‟água. Fonte: Oliveira, S.F., 2013.

não seria necessário tratamento para esse uso. Devido a grande declividade essa água iria por meio da gravidade para baixo, podendo refrescar os caminhos também para aqueles que estão fazendo caminhada, caso necessário um pequena bomba de pressão poderia ser colocada para ajudar na distribuição.

IMAGEM 55: Mangueiras com furos.. Fonte: www.cec.com.br, 2013.

121


Após o desenvolvimento do trabalho, foi possível

Internamente cada atividade foi pensada de maneira

demonstrar que o projeto de um parque na área, Pedreira Monte

individual, para que abrangesse melhor sua utilização, mas

Alegre e pedreira Santa Luzia, podem transformar um vazio

pensando sempre na ligação que faria com as outras atividades, a

urbano, mal preservado em um ambiente capaz de conciliar

proximidade entre elas e os caminhos melhor adaptáveis a

problemas sociais como a falta de lazer, com meio ambiente,

topografia, a vegetação e de acordo com a inclinação. O piso é

sustentabilidade e cultura.

natural, reciclado, com boa absorção de água, sintonizando com o

Com estudo da topografia viu-se a dificuldade de

meio inserido.

ocupação da área para que fosse possível preservar ao máximo

O respeito ao meio ambiente e sua preservação será criada

seu ambiente natural, seu relevo e recursos naturais, a fim de que

ao longo do tempo, com a admiração pelo local, a boa

a intervenção fosse o menos impactante possível. O projeto

convivência e momentos de lazer e relaxamento tão necessários

previu o reflorestamento de áreas, com o aumento da

no dia-a-dia. O objetivo de melhorar a vida da população do

biodiversidade local, utilizando os locais mais planos para a

entorno e também uma melhora na cidade de Ribeirão Preto foi

maior concentração de pessoas e atividades de maior fluxo.

alcançada, pois as atividades abrangem todas as faixas etárias,

O vazio que antes era incomodo e inutilizado para preservação vira um rico lugar, com pessoas, vegetação,

sendo diversificadas e educativas. Trazendo cultura, lazer, respeito a natureza e um espaço de convivência.

atividades e propicia a população um local de lazer público. O

O parque não é um elemento fechado, abrange o entorno,

que era um barreira se tornou um chamativo, com espaços

a cidade e a região, fazendo uma troca com o local inserido e

abertos, atividades diversas, iluminação atraente, transformando o

utiliza a área de maneira mais agradável e benéfica.

espaço em chamariz para visitantes da cidade e de também de fora. 122

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS


REFERÊNCIAS MATERIALIDADE BIBLIOGRAFICAS


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

MAGNOLI, M. M. O parque no desenho urbano. Paisagem ambiente, São Paulo, n. 21, 2006. LOBODA, C. R.; ANGELIS, B. L. D. Áreas verdes publicas urbanas: conceitos, usos e funções. Ambiência - Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais. Guarapuava, n.1, 2005. GUZZO, P.; CARNEIRO, R. M. A.; JUNIOR, H. O. Cadastro Municipal de espaços livres urbanos de Ribeirão Preto (SP): Acesso publico, índices e base para novos instrumentos e mecanismos de gestão. Revista da sociedade brasileira de arborização urbana. Ribeirão Preto, n.1, 2006. OLIVEIRA L. A.; MASCARÓ, J. J. Análise da qualidade de vida urbana sob a ótica dos espaços públicos de lazer. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 7, n. 2, p. 59-69, abr./jun. 2007. VIEIRA M. A.; PEDROTTI A.; MASCARÓ J. J. Qualidade de vida nos espaços públicos de lazer de Passo Fundo, Passo Fundo. X Salão de Iniciação Científica – PUCRS, 2009, p. 2790. OLIVEIRA J. C. D. Utilização de Áreas Urbanas para Preservação Sócioambiental, Anápolis. 2011. DEMATTÊ, M.E.S.P. Princípios de Paisagismo, Jaboticabal, 2006.

FARIA, R. T. de. Paisagismo: harmonia, ciência e arte. Londrina, PR: Mecenas, 2005, p. 132. DEMATTÊ, M. E. S. P. Princípios de paisagismo. 2. ed. Jaboticabal: FUNEP, 1999, p. 101. JUNIOR, A.T.; Dinâmica geográfica do trabalho do século XXI, volume 3 (textos em coautoria. 2009. MACEDO, S.S.; Quadro de paisagismo no Brasil. 1994. FERREIRA.A.D.; Efeitos positivos gerados pelos parques urbanos. Rio de Janeiro. MAZZEI K., SANTOS D.G., COLESANTI M.T.M.; Áreas verdes urbanas espaços livres para o lazer. Uberlândia, 2007. FREIBERGER, L.; Parque Urbano: Projeto na Pedreira Monte Alegre em Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, 2007. HENRIQUES, O. K.; Caracterização da vegetação natural em Ribeirão Preto, SP: Bases para conservação. Ribeirão Preto, 2003. DADOS POPULACIONAIS, disponível em: www.ibge.org.br PRAÇA VICTOR CIVITA, www.pracavictorcivita.org.br

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PARQUE INHOTIM, disponível em: www.inhotim.org.br HIGH LINE PARK, disponível em: www.thehighlinepark.org 124

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NORMAS SIGECOTUR, disponível em: www.lsie.unb.br/sigecotur

BICICLETÁRIO,

disponível

em:

CARTOGRAFIA, disponível cartografiaescolar.wordpress.com

em:

df

PREFEITURA MUNICIPAL, ribeiraopreto.sp.gov.br

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TIPOS DE PISOS, disponível em: www.pisoleve.com.br,

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www.ecopisos.com.br disponível

em: TELHADOS VERDE, disponível em: www.ecotelhado.com.br

www.acasa.org.br, www.estudiobrasileiro.com.br VIDROS, disponível em: www.divinalvidros.com.br PISTAS

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CAPITAÇÃO/BOMBEAMENTO/ ARMAZENAMENTO DE ÁGUA,

DIMENSÕES QUADRAS ESPORTIVAS, disponível em: www.futsaldobrasil.com.br

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em:

br.grundfos.com/industrias_aplicacoes/industries/agriculturalwater-intake.html#sistemas_de_bombeamento_modernos; www.renatomassano.com.br/dicas/residencial/dimensionamento_

DIMENSÕES VAGAS ESTACIONAMENTO, disponível em: www.deficienteeficiente.com.br

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www.centraodasbombas.com.br/bomba-

agua.php; http://www.piscinaeconstrucao.com.br/prod-caixas;

125

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

www.ta.org.br/site/Banco/7manuais/guia_bicicletarios_apbp_v6.p


ANEXO


ANEXO I QUESTIONÁRIO APLICADO A POPULAÇÃO DO ENTORNO

2- Há quanto tempo mora no bairro: _________________________________________ 3- Quantas pessoas moram na casa de: a) 0 a 14 anos ( )F ( )M b) 15 a 21 anos ( )F ( )M c) 22 a 45 anos ( )F ( )M d) 46 a 69 anos ( )F ( )M e) + de 70 anos ( )F ( )M 4- Costuma sair à tarde no fim de semana? ( ) SIM ( )NÃO 5- Se sim, onde costuma ir: _____________________________________________________

6- Se não, gostaria de sair: ( ) SIM ( ) NÃO 7- Gostaria de ter um parque no bairro? ( ) SIM ( ) NÃO 8- Que benefícios acredita que um parque pode trazer? a) Lazer b) Proteção rios/ córregos, meio ambiente e animais

c) Melhoria na qualidade de vida d) Melhoria na paisagem e) Outros: _____________________________________________________ 9- Quais ambientes você gostaria de ter em um parque: __________________________ _____________________________________________________

10- Você utiliza a pedreira de alguma forma? ( ) SIM ( ) NÃO 11- Se tivesse um parque na pedreira como iria até lá? a) A pé b) Bicicleta c) Moto d) Carro e) Ônibus f) Outro: _____________________________________________________ 12- Quando você frequentaria um parque perto de casa: a) Fim de semana b) Dia de semana c) Férias d) Outro: _____________________________________________________ 127

ANEXO

1- Nome: _____________________________________________________


14- Você acha que esse parque precisa ser cercado? ( ) SIM ( ) NÃO Por quê? _____________________________________________________ 15- Um parque nas proximidades poderia trazer algum tipo de problema? ( ) SIM ( ) NÃO Se sim, por quê? _____________________________________________________ 16- Na sua opinião quem deve cuidar do meio ambiente? a) Governo b) População c) Governo + População d) Não sei e) Outros: _____________________________________________________

17- Se teve poucas ideias na questão 9, quais ambientes/ atividades seriam do seu agrado para um parque na pedreira: a) Pista de caminhada b) Quadras esportivas c) Palco para apresentações d) Banheiros e) Lanchonete f) Oficinas culturais g) Espaço infantil h) Equipamentos de ginastica i) Mirante j) Diferentes tipos de vegetação k) Animais – Quais:_______________________________________________ l) Horta comunitária m) Capela n) Pedalinhos o) Barcos p) Escalada q) Aulas de ginástica/dança ao ar livre r) Estufa s) Galeria de artes t) Redes de descanso u) Queda d‟água v) Pista de skate w) Outro: _____________________________________________________

128

ANEXO

13- Quanto tempo você ficaria dentro de um parque: a) O dia todo b) Pela manhã c) Parte da tarde d) Poucas horas e) Até 1 hora f) Outros: _____________________________________________________

TFG SARAH FOLSTER  

Proposta Projeto Parque das Pedreiras em Ribeirão Preto

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