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Querido diário … Hoje foi um dia diferente, mas tão igual como todos os outros. Sábado átarde, e uma vaga de mau tempo lá fora. Não saí de casa mas pela janela via o vento meio louco a soprar por entre as arvores, e sol a surgir muito raramente por entre a densa camada de nuvens negras a cobrir o enorme céu azul que se esconde. Apesar do péssimo estado da meteorologia na maior parte do país, senti-me particularmente feliz. Acordei com a mensagem habitual, a mensagem de bom dia dele, o motivo pelo qual acordei com um sorriso na cara e apesar de ser a mesma SMS de todas as manhas, é das minhas favoritas, não sei como sobreviveria sem os bons dias do meu menino. Fiz greve aos livros, e nem olhei para eles. A minha pesada mala da escola continuou intacta o resto do dia desde que a deixei no chão ontem quando cheguei a casa. Sabia que mais tarde ou mais cedo teria de ir fazer os TPC, mas decidi deixar isso para o dia seguinte. Ou então talvez a greve durasse o fim-de-semana todo! Era uma batalha que teria de travar em algum momento, mas não aquele. Almocei assim que acordei, porque às “horas indecentes” a que me levantei, o único trajecto possível para a cozinha era para a deliciosa perna de peru assado e batatas com molho de limão que o meu pai faz tão bem. Acordar com aquele cheirinho é de deixar água na boca, e não admira, não conheço melhor cozinheiro que ele. A tarde passou demasiado devagar. Aquele tic- tac do relógio na parede da cozinha enerva-me profundamente, e é um dos motivos pelo qual amo e odeio os fins-de-semana exactamente com a mesma intensidade. Amo porque a paixão da minha vida, logo a seguir á peste do meu irmão, é dormir, amo a minha cama cheia de cobertores e as milhares de almofadas que me fazem companhia, mas parece que o Sábado e o Domingo são demasiado curtinhos para poder dormir o tempo que quero, e quando me apercebo, desejo que cada diz tenha 72h. Como sei que isso é impossível, contento-me a aproveitar as escassas 24h. Confesso que não há sensação melhor do que a quando nos deitamos no nosso “vale dos lençóis” e desfrutamos daquelas horinhas só nossas em que ninguém nos chateia. Mentira, há sensações melhores, mas aquela é uma das que esta no meu top 10. E odeio estes dois dias porque tal como todos os apaixonados neste planeta, ninguém gosta de estar longe de quem gosta. Chega ao fim da tarde, e mais uma discussão com o meu irmão. Já deve ir na 87623284 esta semana e porquê? Porque nunca estamos de acordo no que toca a jogar ao UNO. Ele diz que eu sou batoteira, e eu digo que ele é batoteiro. Depois vêm os insultos de irmãos e a seguir … “ bora jogar mais um?” e lá estamos nos outra vez, juntos como irmãos e a discutir como se nos odiássemos mutuamente até á morte. Não posso fazer nada, mas fico feliz por saber que não somos os únicos, assim não me considero a irmã mais velha cruel que “mal trata” e é “maltratada” pelo irmão mais novo! Há que confessar que ele é simplesmente IMPOSSIVEL. E por fim, veio a noite, e aqui estou eu, a fazer uma página de diário para Português, a beber cappuccino na minha chávena favorita roxa com patos amarelos e a ver o famoso secret story. Isto sim é o cúmulo da estupidez. Eu disse não disse? Um dia tão diferente, mas tão igual aos outros todos!

Sara Rodrigues Nº20 10º2


Página de Diário  

Esta foi uma página de diário que fiz quando estudei este tipo de textos.

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