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Escola Superior de Educação de Setúbal Licenciatura em Educação Básica 3º Ano – 1º Semestre

Língua Portuguesa e TIC

Reflexão Individual

A aluna: Sara Cordeiro Duarte Silva

Turma B

Ano lectivo: 2010/ 2011


Importa, primeiramente, justificar a importância de unidades curriculares como a presente para o pleno desenvolvimento de um estudante numa Licenciatura

em

Educação

Básica

e

para

a

compreensão de que “o mundo da tecnologia também se configura como uma forma de inclusão social” (Baggio, 2000:1). Ora,

enquanto

futuros

numa

sociedade

educação,

profissionais globalizada,

de é

fundamental aprofundar a nossa formação sobre as potencialidades comunicativas das TIC, bem como desenvolver

a

nossa

própria

competência

pluricomunicativa e reflectir sobre materiais que permitem melhorar a aprendizagem no ensino, onde a Língua Portuguesa é a chave. Desta forma, esta U.C., estando dividida por dois blocos: um teórico (onde questões ligadas à língua portuguesa foram abordadas, tendo por base as TIC); e um prático (onde explorámos softwares ou ferramentas de interesse e construímos recursos educativos), possibilitou a aquisição de um conjunto de conhecimentos que, na minha perspectiva, farão


diferença na prática e no próprio modo de gerirmos o currículo. Porquê? Porque se por um lado aprendi a dominar ferramentas como o JClic, o Photostory ou o Blogspot, por outro compreendi formas de adaptar o texto a estes recursos e melhorei, de certo, a minha capacidade comunicativa, sendo que os objectivos iniciais não eram apenas no âmbito das TIC, mas também da importância da Língua Portuguesa. Tive, então, acesso a um conjunto de temáticas que demonstraram e especificaram formas de utilizar as tecnologias com os alunos, sendo que esta era a minha expectativa principal, ou seja, compreender como devem ser geridos recursos educativos na internet ou noutros meios de comunicação. De facto, é impossível negar a importância crescente que as TIC assumem, nos dias de hoje, para a nossa sociedade. Muitas são as suas vantagens e benefícios, como a aprendizagem colectiva, a construção do próprio saber ou a própria oferta de variedade de estratégias de leccionação; porém, deve ser também clarificado um conjunto de


mitos, nomeadamente de que os novos media vêm resolver os problemas da educação ou que estas novas ferramentas dispensam o professor; bem como lançado um alerta para os riscos destes meios. Compreende-se, então, que será necessário educar os alunos para as TIC, não só para a internet mas (por exemplo) também para a televisão, tal como se educa, ou deveria educar, para a leitura e para a construção de um espírito crítico e activo. Apesar de não devermos mistificar os problemas que advêm destes recursos, constatámos que terá de existir um acompanhamento por parte do adulto, ou seja, o professor deve “oferecer” as tecnologias mas tem igualmente que apoiar as crianças nessas viagens pelo desconhecido. Por sua vez, considero que esta U.C. permitiu aprendizagens

significantes,

nomeadamente

na

amplitude de conceitos ao nível da literacia, cidadania e educação; das implicações pedagógicas de aprender e ensinar com as TIC na escola (para mim uma das mais relevantes); de definições de leitura, textos e hipertextos; da importância de se


escolher os conteúdos educativos com determinados objectivos, visto que o feedback muitas vezes é escasso ou é inexistente o interesse para a criança; da necessidade de se educar para a televisão e de a escola a encarar como meio de aprendizagem, pois muitos são os seus contributos. Relativamente a aspectos globalmente menos conseguidos realço apenas o pouco aprofundamento das temáticas, porém e como é natural apenas um semestre não permite que sejam abordados, de forma mais completa, os conteúdos subjacentes nos grandes temas leccionados. Todavia, não destaco qualquer sugestão de aprofundamento teórico, pois penso que com o tempo disponível as aulas foram pertinentes, bem conseguidas e poderão fazer a diferença no meu futuro profissional. Consequentemente,

nesta

sociedade

globalizada, os espaços de partilha de saberes assumem uma importância crescente. Deste modo, realço, ainda, como positivo a construção de um blog,

a

pares,

de

forma

a

divulgar

o

que

aprendemos, pois considero-o uma forma diferente e


útil de armazenar conteúdos importantes, neste caso, a um profissional de educação. Em conclusão, a minha perspectiva desta U.C. é bastante positiva. As aprendizagens que efectuei são, sem dúvida, necessárias e enriquecedoras à minha formação. Por último, decidi finalizar com uma citação que a meu ver resume bastante bem a temática e demonstra, inclusivamente, a minha opinião e o que aprendi com estas aulas: “as TIC (…) envolvem os discentes num processo que já não se quer de aprendizagem passiva mas antes construtiva. O aluno é assim encarado como coprodutor do processo de ensino numa interacção que se centra sobretudo na construção individual de conhecimento” (Fidalgo, 2009: 1).


Bibliografia:

Imagens: http://3.bp.blogspot.com/_BSjc0WpjJQc/S878ePpWy 1I/AAAAAAAAF1o/zmmzVZGXJjM/s400/letras1.jpg; http://ibxk.com.br/materias/crian%C3%A7aart.jpg; http://i0.ig.com/fw/8a/m0/gg/8am0ggy7pqvs89g5g1k z5gisx.jpg;

Citações: BAGGIO,

Rodrigo.

(2000).

A

sociedade

da

O

ensino

as

informação e a infoexclusão; FIDALGO,

Patrícia.

(2009).

tecnologias de informação e comunicação.

e


Reflexão - Sara